Jornal Economia Local

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Sintra

Nº 11 l abril 2017 Distribuição gratuita

DESTAQUE

Tim Vieira - Shark Tank Portugal

“Os portugueses têm tudo para dar certo!” Pág.3

Sintra Empreende Pág. 4

OPINIÃO • Carmona Rodrigues (Presidente Conselho Consultivo AESintra) Pág. 2

• Catarina Caracol (Vice-presidente AESintra) Pág. 2

• Joaquim Miranda (AESintra) Pág. 5

CONSULTAS DE CLÍNICA GERAL Pág. 5

EmÍlia TelO

PONTO FOCAL EU-OSHA Pág. 7

CROWDFUNDING

Pernas P’Randar Pág. 13

• Paulo Veríssimo (Economista) Pág. 11

• Pedro Ventura (Vereador CMS) Pág. 11


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Nº 11 l abril 2017

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Sintra

OPINIÃO

OPINIÃO

Ainda o défice e a dívida

O Turismo e Sintra

Carmona Rodrigues Presidente Conselho Consultivo da AESintra

Catarina Caracol Vice-presidente AESintra

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ão é preciso ser um grande especialista em economia para perceber que uma pessoa, ou uma empresa, só consegue crédito se tiver riqueza ou se demonstrar que possui uma reconhecida capacidade de trabalho ou de produção. Desta forma, o crédito pode ser visto como um acto de confiança, que é fundamental para a actividade económica e para o desenvolvimento. Haver défice, ou resultados negativos, de vez em quando, pode não ser um problema desde que a dívida acumulada não ultrapasse valores que estejam devidamente controlados. Aliás, a própria legislação assim o prevê, impondo por outro lado a falência se determinadas condições forem verificadas. Muito se continua a falar do défice e da dívida do país. No entanto, a uma escala menor, pode-se constatar que há regiões e empresas dentro do país que não enfermam do mesmo problema. Mas o problema é que o justo pode pagar pelo pecador, como se costuma dizer. O facto de a dívida do país continuar a subir, para valores que certos especialistas apontam como insustentáveis, pode de facto estar a prejudicar-nos a todos, pois a confiança para o crédito e o investimento diminui. Neste sentido, o défice e a dívida nacionais são de facto um problema para todos nós, mesmo para os que não contribuem para elas. Deram-me uma vez uma imagem muito curiosa que se aplica à economia. Imaginemos um campo de futebol onde às tantas há uma jogada bem junto à linha lateral. De imediato, a primeira fila da bancada levanta-se para ver melhor o que se passa. Logo a seguir, e quase instantaneamente, o resto da bancada levanta-se para não perder nada do que se está a passar. A bola vai para outra parte do campo, mas a bancada continua toda de pé. “Eh, baixa-te aí à frente para nós vermos o jogo!”, diz alguém. “Baixa-te tu primeiro!”, diz outro. E, na realidade, vai demorar muito mais tempo a baixar do que levou a subir… Esta imagem ajusta-se particularmente bem ao que muitas vezes se passa quando se aumentam despesas e depois se pretende reduzi-las. Não me conformo que este problema não tenha solução ou que estejamos sempre a assistir a tentativas não sustentáveis que passam por aumentos de impostos, ou pela venda de património. Já para não falar dos “buracos” que têm sucedido na nossa economia, muitas vezes de forma vergonhosa. Para o bem do país, temos de conseguir encontrar uma maneira de inverter esta situação, de forma justa e aceitável. Para que os nossos filhos possam encarar o futuro com confiança, no nosso país, como é o seu direito! NESTA EDIÇÃO

Jornal Economia Local Nº 11, abril 2017

Tema de Capa Pág. 3 Atividades AESintra Pág. 4/6 Entrevista Secretária Geral Pág. 7 Especial Sintra I&D Pág. 8/9

#SomosSintra Pág. 10 Opinião Pág. 11 Empreendedorismo Pág. 13 Agenda Formação Pág. 14 Página Verde Pág. 15

Alguns dos artigos de opinião estão de acordo com a antiga ortografia, por decisão dos seus autores.

FICHA TÉCNICA Diretora Sónia Firmino Colaboradores Carmona Rodrigues, Catarina Caracol, Joaquim Miranda, Olga Figueiredo, Paulo Veríssimo, Pedro Ventura Design gráfico e paginação Joaquim Gomes Propriedade Associação Empresarial de Sintra Sede Rua Capitão Mário Pimentel, 17B, 2710-589 Sintra Telefone 21 910 62 83 Fax 21 910 62 84 E-mail geral@aesintra.com NRPC 500 968 357 ERC Registo nº126853 Estatuto editorial http://www.aesintra.com/estatuto-editorialeconomia-local/ Periodicidade Mensal Tiragem 15.000 exemplares Impressão Multiponto, SA

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esta edição do Jornal Economia Local, que incide na “economia de Sintra”, é pertinente abordar o tema Turismo. Portugal, sendo um país de clima ameno, boa gastronomia, e de grande variedade cultural e paisagística, assim como um bem receber que nos caracteriza e até nos define, começou a estar sob o olhar atento de operadores turísticos, como sendo um destino prolífero e altamente explorável. Em todo o país, e também derivado a políticas que se adotaram aquanto da captação de novos mercados e parcerias com as diversas companhias aéreas, fez com que o turismo tivesse um aumento exponencial e de relevo no seu contributo para o PIB nacional. Embora um pouco por todo o país, é no litoral e distritos de Lisboa, Porto e Alentejo, onde a dinâmica turística tem sido mais explorada com fortes incrementos nas valências que a compõem. Sintra não é exceção, e no presente a região já conta com mais de 4.000 camas, sendo que durante o ano de 2017/ início de 2018 prevê-se a abertura de pelo menos mais 4 unidades de alojamento local e hoteleiras. Elementos reveladores de uma forte aposta a curto prazo no nosso concelho. De acordo com o sítio Sintrainn, a predominância de mulheres, enquanto promotoras de alojamentos locais, é de aproximadamente 46%. Esta é uma informação curiosa, que questiona a atualidade no que respeita aos cargos de direção ocupados pelos diferentes géneros, conforme muitos dos artigos da comunicação social nas quais dão a conhecer que os cargos de direção, nas diferentes áreas de negócio, são predominantemente masculinos. Em Sintra, pelo menos no que respeita ao alojamento local, a realidade aparenta ser diferente. Será este um prenúncio de uma mudança de paradigma e de renovação cultural? A par deste aumento no sector do alojamento, também a oferta de serviços respeitantes a animação turística no destino viu a sua oferta alargada. Com um elevado património cultural, entre castelos, palácios e museus, a região também permite a existência de sinergias entre os âmbitos: cultural, gastronómico, ambiental e paisagístico. Desta forma, sediadas em Sintra, existem 226 empresas do setor da animação turística (fonte: website do Registo Nacional de Agências de Animação Turística). Não obstante o rápido desenvolvimento de atividades turísticas na região, existem questões diversas, como a sazonalidade, que mesmo com o aumento de agentes económicos e de turistas, permanecem como evidências de que algo mais poderá ser feito. Este é, na região de Sintra, um dos problemas que ainda persiste e que teima em não desaparecer, pelo menos à velocidade desejada, independentemente dos esforços encetados, tanto de privados quanto públicos. Embora os agentes de animação turística ao longo do último ano tenham vindo a constatar que cada vez mais a época baixa é praticamente inexistente, na hotelaria a realidade é distinta, fazendo com que ainda haja muita flutuação tanto ao nível de preços como ao nível da contratação de recursos humanos. Sintra tem potencial para ser um destino de eleição, mais direcionado para nichos de mercado, com forte predominância no turismo aventura, cultural e gastronómico. Para efetuar um trabalho que englobe todas as vertentes do turismo e considerando que o tecido empresarial que gere estes estabelecimentos são maioritariamente micro ou pequenas empresas, é importante o diálogo e a agregação dos agentes em diferentes grupos de trabalho, para melhor organizarem a sua atividade e assim prestarem contributos decisivos aos centros de decisão.

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Telefone 21 910 62 83 • E-mail geral@aesintra.com


TEMA DE CAPA

Nº 11 l abril 2017 Sintra

Tubarão do Shark Tank - Tim Vieira

Tim Vieira ficou mediatizado pela sua participação no programa Shark Tank Portugal, é investidor em diversos negócios, desde a agricultura às startups online e de serviços. Considera-se “um empreendedor com paixão, que gosta de criar negócios sustentáveis de forma a influenciar positivamente a vida das pessoas”. Hoje temos o Tim Vieira em entrevista no JEL e no dia 10 de maio vamos tê-lo no Sintra Empreende (pág. 4).

Quais as principais áreas de atuação? Em Portugal os meus maiores focos são, a agricultura através da Green Meridian e a energia através Luzboa, porém, dirijo outro foco para as startups online e de serviços como a DrivU, a InfiniteBook, a Pixel Panties, a Cabo d` Mar, as pulseiras iDee, a Lapa, a Toyno, a Skog, entre outras. Nos últimos anos investi em áreas de retalho que não deram certo o que demonstra que estou sempre a aprender. Ficou mais conhecido pelos portugueses pela sua participação no programa SharkTank Portugal. Quais os elementos-chave que o levaram a apoiar um projeto? As pessoas, sem dúvida. Nos primeiros 90 segundos conseguimos ver se vamos conseguir trabalhar com aque-

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EDITORIAL

“Os portugueses têm tudo para dar certo!” Breve resumo do percurso profissional Nasci na África do Sul e comecei os meus estudos e os meus primeiros negócios também neste país. Comecei a trabalhar com o meu pai aos 12 anos, ajudava-o no supermercado. Foi ali que aprendi a lidar com pessoas, a saber falar com todas as nacionalidades, respeitando os seus interesses e gostos. Percebi que o networking leva uma pessoa longe. Aos 14 anos consegui comprar o meu primeiro carro e nessa altura também tive o meu primeiro acidente que resultou numa grande lição que a vida. Comecei por abrir vários negócios até entrar no negócio da cerveja. Comecei então a produzir cerveja artesanal e fiz três diferentes. O crescimento foi grande, mas aos 24 anos perdi tudo. Foi necessário pensar em perspetiva, pensar no futuro e fui para Angola onde comecei a ter sucesso com uma empresa que criei com o meu sócio; hoje a maior empresa de media de Angola - Special Edition Holding. Entretanto, há 8 anos comecei a investir na agricultura em Portugal e depois em outras áreas, como energia, vendas online, moda, etc.

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Em tudo, olho para as pessoas antes de olhar para o produto ou serviços que estão a querer vender. Os primeiros 90 segundos são muito importantes. Tim Vieira

la pessoa, se sabe do que está a falar, se fala da equipa com a qual trabalha, se consegue convencer que tem um produto que vai ser vendido ou pode ter procura, consegue explicar quais são as vantagens e depois de fazer as primeiras perguntas gosto de ver se só tem a sua maneira de trabalhar ou se tem espírito aberto. Em tudo, olho para as pessoas antes de olhar para o produto ou serviços que estão a querer vender. Então os primeiros 90 segundos são muito importantes.

Quais as qualidades que deve ter empreendedor? Um empreendedor tem de ser honesto, persistente, apaixonado, bom ouvinte... No fim, um empreendedor que não ouve e que pensa que está a ser persistente e que continua a bater com a cabeça na porta, é estúpido. Na vida nós temos de saber a diferença entre persistência e estupidez. Temos de perceber se a ideia dá ou não, e avançar. Se falhar, temos de avançar, rapidamente, noutra direção.

Como define o perfil típico do empresário português? O empresário português é aquele empresário que tem uma vantagem que muitos outros no mundo não têm, aquilo a que chamo de desenrasque. Os portugueses conseguem desenrascar-se em muitas situações e conseguem ser polivalentes. Normalmente os portugueses têm formação que os ajuda a conquistar o sucesso. A única coisa que lhes falta é a confiança para conseguirem ser maiores do que pensam que podem ser. Gostava que os empresários portugueses começassem a pensar vender o produto fora de Portugal. Os portugueses têm tudo para dar certo!

Participa em vários encontros com empreendedores, o que o motiva a sua participação? Ter a esperança que vou encontrar pessoas interessantes, que vão ter sucesso. Eu acredito que o sucesso das pequenas e médias empresas portuguesas lá fora é inspirador para outras empresas que estão a surgir ou que vão surgir no mercado. O sucesso cria sucesso e eu gostava de fazer parte deste ecossistema das empresas com o meu networking, às vezes também com apoio financeiro, mas também a dar mentorship. É isto que me motiva! Eu acredito que vão surgir boas histórias. É uma estrada com dois sentidos: eu ganho e eles ganham também! n

Sintra “terciária” e tecnológica Sónia Firmino Diretora

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estação do ano muda durante esta edição do JEL que também coincide com a celebração da Páscoa. Esperava-se que durante uma semana o centro histórico de Sintra, pudesse, mais uma vez, registar a melhor época do ano para o comércio, restauração e alojamento locais. Quem esperava, esperou bem; alcançaram-se as expectativas. Não que contas oficiais tenham sido feitas, mas é certo afirmar-se que - entre reportagens que aconteceram no local, o Sol que esteve nesses dias e os milhares de turistas espanhóis que visitaram o concelho-, esta tenha sido mais uma grande semana de Páscoa para a economia local de Sintra, merecendo que no futuro as dinâmicas de estimulo económico possam ser objeto de uma estratégia de captação de negócio para os agentes locais. Valorização e potencialização precisam-se! Esta edição do JEL, a décima primeira, tem como especial uma análise sucinta sobre os principais indicadores económicos de Sintra, nomeadamente, o que favorece a dinamização das indústrias ligadas à Inovação e ao Desenvolvimento (I&D). Conclui-se que somos um concelho marcado pela tendência nacional para a terciarização da economia e com potencial para a instalação de empresas de base tecnológica e de investigação. Por isso falámos com duas empresas do setor, uma delas nomeada para Most Innovative Startup à escola mundial. Mais uma vez destaco o artigo de Pedro Ventura, pela análise sucinta sobre os indicadores económicos de Sintra. Tim Vieira será também a estrela do 1º Encontro Sintra Empreende, iniciativa promovida pela AESintra, a realizar no próximo dia 10 de maio, no auditório da Escola de Santa Maria. Fomos perceber por onde anda Paulo Veríssimo – ex presidente da AESintra - e que projetos tem em mão. Descobrimos que lançou uma plataforma nacional de crowdfunding - Pernas P’randar.


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ATIVIDADES AESINTRA

Nº 11 l abril 2017 Sintra

Escola Sta. Maria

1º Encontro Sintra Empreende

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o próximo dia 10 de maio o auditório da Escola de Santa Maria, na Portela de Sintra, vai receber a inspiração de um dos mais mediáticos empreendedores de Portugal - Tim Vieira, tubarão no programa Shark Thank Portugal. No encontro também vão estar dois empreendedores sintrenses da empresa Cocktail Team. Os destinatários da iniciativa são todos os empreendedores e empresários que se identifiquem com a vontade de “beber” de experiências empresariais inovadores e bem sucedidas. Hugo Silva e Lúcia Encarnação, fundadores da

empresa Cocktail Team, empresa de Massamá apoiada por Tim Vieira no âmbito do Shark Tank Portugal, vão testemunhar a forma como as oportunidades podem ser transformadas

em desafios. Adiantamos que a Cocktail Team foi criada em 2005 e trouxe grande inovação à dinâmica de Bar, introduzindo em Portugal o conceito Flair Bartending – serviço aliado à animação, quer pela realização de eventos específicos, quer na formação de bartenders. Foi também pioneira na Mixologia Molecular continuando assim a distinguir-se pela inovação e dinamização do serviço de Bar. As inscrições são gratuitas e aceites até ao limite do auditório. Podem ser feitas através dos seguintes contactos: Vera Batista | 219106283 | geral@aesintra.com n

2º grupo em arranque

BREVES

Cascais Tourism Forum

lA Associação Regional dos Hoteleiros de Cascais e Estoril, Sintra, Mafra e Oeiras (ARHCESMO) vai realizar, no próximo dia 5 de maio, mais um Cascais Tourism Forum. Este evento, na segunda edição, pretende afirmar-se na promoção das grandes forças que impulsionam a inovação no negócio turístico, promovendo a análise dos vários pontos de vista e das melhores práticas em vários domínios da inovação, abrindo o espaço para o debate, de âmbito nacional, em torno dos grandes desafios do desenvolvimento. .......................................................

Sintra Networking

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alámos com Henrique Alves, impulsionador da Sintra Networking, após a 5ª reunião do grupo que se encontra regularmente desde o ano passado, intencionando fazer o balanço da atividade da plataforma que já motivou mais de dezena e meia de empresários a aderir a este novo conceito de negócio. Segundo a opinião daquele networker a plataforma está a criar uma visibilidade muito interessante da AESintra que juntou ao seu tradiconal desempenho de prestadora de serviços, a capacidade de alavancar o negócio de cada um dos participantes destas reuniões da Sintra Networking que contam com um PUB

grande sentimento de entreajuda, no sentido em que ajudar a elevar o negócio de alguém trará um retorno positivo para o próprio que, mais cedo ou mais tarde, será também ajudado. Este sentimento de pertença assume especial importância no decorrer da gestão dos grupos que, a

partir de determinada altura entram em piloto-automático e são autónomos. Esta plataforma vai passar a ser apresentada pelos serviços comerciais da AESintra. Ainda não existem valores de faturação porque o modelo networking funciona a médio prazo, porém, já estão a ser feitas reuniões individuais proporcionadas pela plataforma que só passa referência de negócios a quem conhece, por força da credibilidade e do compromisso que cada grupo deve ter sempre presente. Por último já existem mais interessados na Sintra Networking, meio caminho andado para abertura de um segundo grupo. n

Novo Posto de Colheitas da Cintramédica

lFica na Tapada das Mercês, na Avenida Miguel Torga, principal rua da localidade, em frente à estação de comboios. O novo posto reforça a aposta num serviço de qualidade e proximidade junto de toda a população sintrense. Abriu no dia 3 de abril e disponibiliza serviço de análises clínicas e electrocardiogramas, marcação de exames e consultas e levantamento de resultados.

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ATIVIDADES AESINTRA

Nº 11 l abril 2017 Sintra

Na AESintra

Consultas de Clínica Geral

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AESintra tem acordo com a Administração Regional de Saúde (ARS) e está habilitada a prestar cuidados na área da clínica geral, sendo assim possível acrescentar consultas daquela especialidade à lista de serviços que presta aos seus associados. As consultas são realizadas na Associação, com um médico de família credenciado para disponibilizar receituário e pedidos para exames complementares. Há vantagens reais neste serviço da AESintra que não sujeita o paciente aos tempos de espera sobejamente conhecidos – nem na marcação nem no atendimento. Este serviço está disponível para toda a comunidade. Informaçãoes/Marcações: 219106283. n

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OPINIÃO

O Sector Terciário & a Mudança Social

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Tranquilidade e R2 – Mediação de Seguros

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Joaquim Miranda AESintra

Protocolos AESintra AESintra celebrou uma parceria com a Seguradoras Unidas SA e a R2 Mediação de Seguros, Lda, que propõe condições especiais de descontos para associados, incluindo os respectivos agregados familiares. Os descontos são para o segmento de particulares e para o segmento de negócio e situam-se entre os 5% a os 15% de redução. No fecho oficial da parceira estiveram Luís Miguel Almeida e José Manuel Patrão, presidente e tesoureiro da AESintra, Ana Marques – diretora comercial da zona Sul, Fernando José – gerente zona Amadora Sintra e Rosa Nobre - representante da R2. Caso queira ob-

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ter cotações para os seus seguros, entre em contacto com a AESintra

pelo telefone 219106283 ou por email: geral@aesintra.com n

comércio de bens e a prestação de serviços tem vindo a adquirir, desde 1974, uma importância galopante no nosso País. Devemos ter presente que é nesta área que está incluído tudo o que complementa os outros sectores (agrícola e industrial), ou seja, administração pública, transportes, a saúde, promoção social, atividades financeiras e imobiliárias, entre muitas outras. Neste momento, quase que em cada quatro empresas três pertencem ao sector terciário, sendo que nalgumas regiões (as mais populosas, como o Concelho de Sintra) este número chega a ser ultrapassado. Em 1974, o sector terciário era o que menos empregava, 31%, neste momento é responsável por cerca de 69% do emprego nacional. Esta tendência tem alterado completamente o nosso modo de vida, estamos mais concentrados, trabalhamos nas mesmas áreas, estamos distanciados da agricultura e da indústria. Esta transformação abismal do nosso modo de vida é também um dos nossos maiores desafios. Nas próximas décadas, o que pode estar em cima da mesa é como é que o nosso modelo de sociedade é compatível com a robotização do trabalho, nos três sectores, como é que a população vai ter acesso ao rendimento e como a mecanização será taxada. Será que vamos vivenciar transformações semelhantes à revolução industrial?

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ATIVIDADES AESINTRA

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Conferência das Arribas

Clube de empresários a nascer em Sintra

Paulo Amorim, Filomena Barros e Ana Rodrigues (Speak Global) e Carlos Fernandes (CMS)

apoio empresarial da Câmara Municipal de Sintra e com agência criativa Balboa. O futuro clube de empresários,

Conferência “Comunicação, parceira estratégica de todas as decisões”

por agora, será dinamizado através das conferências das Arribas, com periodicidade de dois em dois meses, sempre com um tema atual e um

orador convidado. O nome escolhido tem a ver com o local, um hotel com uma vista mar de particular beleza e inspiração, assim como com a força da palavra “arriba”, que significa para cima. A primeira edição juntou mais de 100 empresários e teve como orador convidado o presidente da Câmara Municipal de Sintra Dr. Basílio Horta, que foi desafiado a falar sobre comunicação estratégica. Foi uma escolha natural, pelo seu curriculum e pelo entusiasmo com que acolheu a nossa iniciativa, de juntar os empresários do concelho por si presidido, que pretendem ser uma voz de Sintra para o mundo. Sem desvendar o nome do próximo orador convidado, fica a promessa de continuar a manter a mesma fasquia. n (Texto da autoria de Paulo Amorim)

© MOISÉS ROMÃO

1ª edição

© MOISÉS ROMÃO

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ecorreu, no passado dia 17 de Março, no renovado Arribas Sintra Hotel, a primeira Conferência das Arribas, projeto lançado por duas brilhantes jornalistas e formadoras, Ana Rodrigues e Filomena Barros, da empresa Speak Global. Não se quer falar de política, mas de políticas económicas e sociais; não se pretende dar palco a políticos, mas convidar personalidades que, quer pelo seu curriculum, quer pela sua intervenção na sociedade, sejam protagonistas de sucesso. Da conversa inicial à concretização da primeira edição da Conferência das Arribas, não passou muito tempo, porquenão basta somente ter ideias, é preciso realizá-las. A organização é da Speak Global, empresa formadora na área da comunicação, em parceria com o Arribas Sintra Hotel, com o Gabinete de

L

uís Miguel Almeida, presidente da AESintra, esteve presente no almoço e no debate, moderado pelas jornalistas da Rádio Renascença, Ana Rodrigues e Filomena Barros, formadoras da Speak Global – Comunicação, Media Training, Coaching, empresa com quem a AESintra desenvolve parte do seu programa formativo. O cenário escolhido para acolher as Conferências das Arribas é um dos mais turísticos do concelho – Arribas Sintra Hotel – gerido por Paulo Amorim que integra os corpos sociais da AESintra. n

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Luís Miguel Almeida, Presidente AESintra - Formadoras Speak Global

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SECRETÁRIA-GERAL ENTREVISTA

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Segurança e Saúde no Trabalho

Desafios para o futuro A Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA), criada em 1996, está representada em cada um dos Estados Membros por Pontos Focais, que em Portugal é a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT). Olga Figueiredo conversou com Emília Telo, coordenadora do Ponto Focal português.

E

mília Telo é licenciada se mantem ao longo da em Bioquímica, mesvida e para isso temos que tre em Engenharia atuar de uma forma holístiBiomédica pela Universica, pois todas as condiciodade de Coimbra e doutonantes estão interligadas. rada em Higiene e Saúde Ocupacional. Começou a E das campanhas que detrabalhar na área de Segusenvolvem, conseguem de rança e Saúde do Trabalho Entrevista aferir resultados? Olga Figueiredo (SST) logo após findar os Sabemos quantas pessoas estudos académicos e foi na Fa- alcançámos nos seminários, coculdade de Medicina que criou um municações e infopoints que relaboratório com vários equipamen- alizámos, mas é utópico pensar tos de medição/avaliação de agen- que todo este universo aplica os tes biológicos, químicos e físicos comportamentos corretos quando (ruído, vibração, radiações, am- chega ao local de trabalho. Temos biente térmico entre outros). Aqui de focar a nossa consciencialização trabalhou durante 10 anos, na pres- para a criação de uma verdadeitação de serviços a empresas e em ra cultura de prevenção de riscos investigação. Foi docente na Escola profissionais. Depois da campanha Superior de Tecnologia da Saúde e dos riscos psicossociais a minha no ISMAI, formadora em SST. In- equipa percebeu que a Comunicagressou na ACT em 2000 e em 2012 ção Social está mais alerta para as é convidada para ser a coordena- questões dos níveis de stresse que dora do Ponto Focal Nacional da afetam os trabalhadores quando Agência Europeia para a Segurança antes não era possível encontrar e Saúde no Trabalho. tanta referência nos media sobre o assunto. Nós e os nossos parceiros Qual é o âmbito de intervenção da somos responsáveis pela difusão EU-OSHA? destas campanhas que acabam por Os Pontos Focais de cada país di- deixar os empresários despertos vulgam a informação que a Agência para a aplicação dos instrumentos produz, adaptando-a à sua própria disponíveis de avaliação de riscos realidade. Os nossos parceiros re- profissionais. presentam as entidades patronais e as sindicais e, juntamente com E que instrumentos são esses? eles e com outros parceiros, temos Existem vários instrumentos discomo principal foco a melhoria das poníveis, não indicamos nenhum condições de trabalho, com a di- em particular, porque somos fleminuição da sinistralidade laboral. xíveis quanto aos meios e rígiVivemos preocupados com os aci- dos quanto aos princípios. Mas, a dentes de trabalho, mas na realida- Agência disponibiliza online uma de eles representam 2,4% daquela ferramenta gratuita de avaliação de sinistralidade. A restante percen- riscos – OiRA - para micro e PME de tagem corresponde a doenças rela- vários setores (restauração, cabecionadas com o trabalho. leireiros, reparação automóvel, escritórios, transporte rodoviário de As doenças profissionais são um mercadorias, curtumes e uma muldos desafios da Agência? tissetorial). A linguagem é muito Sim, a garantia de condições de tra- simples e fornece a informação nebalho tem de ser feita desde o pri- cessária a uma adequada gestão de meiro dia de trabalho para garan- riscos desde que se operacionalize tirmos que o nosso capital de saúde as medidas preventivas e corretivas

Emília Telo

O mundo do trabalho está a mudar, a Agência estuda esses novos riscos e os riscos emergentes a implementar. Nestas ferramentas podemos acrescentar novos riscos, novos riscos esses que são preocupação da Agência. O mundo do trabalho está a mudar, a Agência estuda esses novos riscos e os riscos emergentes. Quer-me falar sobre esse tema? Os últimos estudos foram nos empregos verdes, no crowdsoursing, na robótica e nos fármacos que melhoram o desempenho. O maior desafio é o crowdsoursing, o trabalho digital que determina a inexistência de locais de trabalho fixos, revelando não ser possível controlar as variáveis que afetam as condições de segurança destes trabalhadores. Com o reforço cada vez mais acentuado da robótica que substitui a força humana, pensa-se que a 1ª queixa dos trabalhadores – as lesões musculoesqueléticas – vai passar para segundo plano, sendo ultrapassada pelas queixas no âmbito psicossocial. Outra preocupação são os efeitos na saúde dos

trabalhadores que usam fármacos para melhorar o seu desempenho profissional: Que fármacos são estes? Como são tomados? Mesmo que proibida a venda livre, sendo fácil a aquisição pela internet, por exemplo, quais são as consequências futuras? A aposta tem de ser feita na sensibilização e consciencialização de todos os intervenientes (empregadores, trabalhadores, médicos do trabalho, técnicos de segurança no trabalho, ergonomistas, enfermeiros e psicólogos do trabalho, outros profissionais, parceiros sociais e decisores políticos) para a sua responsabilidade na melhoria das condições de trabalho. Para terminarmos, como coordena a sua vida pessoa face à exigência da sua profissão? Faço uma gestão caótica (risos). É um dia-a-dia muito exigente porque os parceiros são muitos, tento responder a todas as exigências profissionais, gerir a minha vida familiar (filhos, marido, cão, casa) e tento ter uma vida social ativa, logo, considero que faço um esforço sobrenatural para responder a todas as frentes. Considero que há alturas de elevado cansaço físico. Se algum dia deixar esta função que tenho no Ponto Focal, quero ser sempre interventiva e estar sempre ligada à comunidade. n


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ESPECIAL

Nº 11 l abril 2017 Sintra

Inovação e tecnologia

Sintra I&D

O investimento em alta tecnologia é fator diferenciador na atividade económica. Os indicadores económicos de Sintra favorecem a dinamização das indústrias ligadas à Inovação e ao Desenvolvimento (I&D). Somos um concelho com potencial para a instalação de empresas de base tecnológica.

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contexto socioeconómico de Sintra integra uma visão ampla e de análise integrada na Área Metropolitana de Lisboa (AML), posicionada acima da média nacional quando está em causa a análise de rendimentos coletáveis per capita. A região de Lisboa representa cerca de 37% do PIB nacional e concentra um número significativo

declarada em Sintra, onde, das 34316 empresas existentes, 28947 estão afetas ao comércio e aos serviços, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). O quadro empresarial do concelho explica-se pelo destaque que o mesmo alcançou no contexto metropolitano, consequência das alternativas criadas para a localização das empresas, muito fa-

Sintra não possui nenhum Parque de Ciência e Tecnologia e verifica-se um défice de atividades ligadas ao terciário mais qualificado, porém, o desenvolvimento tecnológico em setores como as telecomunicações, a distribuição e a logística, os business services e o desenvolvimento de produtos que requerem um profundo conhecimento de tecnologias de fabricação, são prova inequívoca de que o concelho é incubador de empresas/ startups inovadoras, jovens na estratégia de negócio e nos ativos humanos e empreendedoras no conceito e na visão empresariais. Destacamos dois exemplos neste especial. de empresas de base tecnológica e de investigação, sendo este o indicador económico que sugeriu o contacto com a realidade empresarial de cada uma das empresas com quem o JEL falou. A tendência nacional para a terciarização da economia que se verifica a partir dos anos 90 é explicitamente PUB

cilitada pela rede de acessibilidades, que reduziu, significativamente, a distância da Capital. A massa existente de recursos humanos jovens - muitos fruto de fluxos migratórios - a mão-de-obra medianamente especializada, os níveis de instrução média da população, particularmente em zonas urbanas, e a disponibi-

Sintra é um concelho com potencial para a instalação de empresas de base tecnológica. lidade de solo a preços acessíveis – são fatores determinantes para o crescimento da atividade económica do concelho que, segundo dados do INE, coloca Sintra em 2º lugar, logo a seguir a Lisboa, no indicador de localização das empresas cuja percentagem afeta ao setor terciário ronda os 84,4%, dominado pelas atividades ligadas ao comércio. Indicador económico Investigação e Desenvolvimento – I&D As regiões de ambiência inovadora, marcadas por uma dinâmica empresarial adaptada às novas realidades económicas que emergiram em consequência dos avanços tecnológicos, são valorizadas pela iniciativa privada que procura competitividade

económica e mão-de-obra qualificada. Os concelhos limítrofes da Capital, onde Sintra se inclui, gozam de uma conjuntura económica privilegiada quando se avalia e analisa o indicador I&D e, segundo o relatório do Programa Territorial Integrado para a AML, “A competitividade das empresas da Região da AML na economia global tenderá a basear-se, cada vez mais, em fatores avançados como a inovação e diferenciação, pelo que a intensificação do investimento em I&D, para os níveis fixados pela EU para 2020, o aumento da quota de bens de alta tecnologia nas exportações e o aumento da população com ensino superior completo são objetivos prementes para o tecido empresarial da região.” n

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ESPECIAL

Nº 11 l abril 2017 Sintra

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SNU

Telecomunicações com futuro A SNU nasce em 2012. É gerida por dois irmãos, está sediada em Arneiros dos Marinheiros e conseguiu integrar o grupo de agentes que iniciou a representação da MEO. Depois da fusão com a Animática, a empresa intensificou a sua estratégia no canal de revenda e distribuição de produtos e serviços da MEO. alojamento, existem centros de escritórios, parques empresariais e parques de armazenagem e o comércio tradicional está a ajustar-se às grandes superfícies, nomeadamente na área da restauração.

As telecomunicações continuam a ser uma estratégica de posicionamento e de expansão? Sim, até porque ao longo destes 20 anos de existência adquirimos um largo conhecimento do setor. Atualmente, no mercado consumo residencial, temos cerca de 200 clientes e no mercado tradicional, nos últimos anos, temos investido na área digital e nas parcerias com novos clientes. Aumentámos significativamente as vendas e os serviços pós-venda dos contact center’s. No mercado da PT Empresas gerimos uma carteira de 3000 clientes empresariais, em todo o país.

Qual é o setor do futuro no concelho de Sintra? O Turismo, indiscutivelmente. Há um crescimento gigantesco de visitantes ao nosso concelho, as nossas praias são das mais bonitas do mundo, apesar do micro clima de Sintra. É neste setor de atividade que os empresários e as empresas sintrenses podem e devem investir. A Câmara Municipal de Sintra e a AESintra, pelo que vemos, estão atentas a este crescimento e estão a conseguir preparar as empresas para esta realidade, apesar de ainda existir uma grande necessidade de infraestruturas. n

Como entendem a forte presença do setor terciário no concelho? Justifica-se pela forte presença de empresas de serviços com mão obra qualificada. Temos uma razoável rede de transportes no concelho, temos

BeyonDevices

Empresa de Sintra selecionada para título mundial

A BeyonDevices foi criada em 2012 pelo CEO João Redol, tem sede no StartUp Sintra e a indústria farmacêutica é o seu principal cliente. A atividade da BeyonDevices passa pelo desenvolvimento e comercialização de dispositivos médicos nas áreas da saúde da mulher e das embalagens inteligentes. Quais o motivos para a BeyondDevices ter sido selecionada para o título: “Most Innovative Startup” no maior evento mundial Medtech? Reconhecimento da capacidade de desenvolver produtos, efetuar validação e comercializar os mesmos num setor tão exigente como o dos dispositivos médicos; produtos de elevado valor acrescentado que vão ao encontro de grandes problemáticas a nível mundial como a especialização da medicina para as mulheres, a correta administração dos medicamentos e o envelhecimento da população. Quais as potencialidades que tecido

empresarial do concelho oferece ao seu negócio? A forte presença de empresas do setor farmacêutico, a proximidade de Lisboa e o acesso a recursos humanos qualificados em abundância serão os pontos mais interessantes para a BeyonDevices. Globalmente a grande diversidade da população e zona geográfica permite o desenvolvimento de soluções globais e adaptadas a vários cenários. Um dos indicadores de Sintra diz-nos que há um grande potencial no concelho para a instalação de empresas de base tecnológica... Sim e justificando isso mesmo já

adiantei parte da resposta quando referi a proximidade a Lisboa, os acessos, os recursos humanos, acrescento agora a qualidade de vida e os espaços adaptados para receber este tipo de empresas. No entanto, ainda não existe um número mínimo de empresas a trabalhar nesta área para potenciar os efeitos de

cluster. A isto está aliado ao facto de o acesso a fundos europeus ser mais limitado. n


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economia local jornal

#SOMOSSINTRA

Sandra Neves

Coordenadora do Gabinete Económico -Financeiro

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Sandra Neves conta 20 anos desde a sua entrada na AESintra e é, atualmente, a terceira colaboradora mais antiga da casa. Vive em Lourel , mas no começo da sua colaboração com a Associação “vinha do outro lado do rio”. Licenciada em Gestão com uma pós-graduação em projetos de apoio comunitário, veio para a AESintra em regime de estágio e durante dois anos as suas funções passavam pela elaboração de candidaturas de apoio comunitário. Para acompanhar o crescimento da Associação foi necessário que a estrutura assumisse internamente alguns serviços, e foi assim que a Sandra ficou responsável pela gestão financeira; era a pessoa com melhor preparação. Nesta altura PUB

a elaboração de candidaturas passou a ser uma tarefa executada por um

Já não temos os apoios comunitários que tínhamos e que ajudaram a AESintra a chegar onde hoje está, o crescimento foi rápido, a margem para crescer já não é muita, interessa agora sermos sustentáveis e esse é o nosso grande desafio. consultor externo, hoje, muitos anos depois, retomou parte das suas fun-

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ções iniciais ao ser a responsável pela execução do projeto financeiro de cada um dos candidatos ao programa de Criação do Próprio Emprego. Quando perguntámos quais as principais mudanças na AESintra de hoje quando comparada à AESintra de outros tempos, referiu: “já não temos os apoios comunitários que tínhamos e que ajudaram a AESintra a chegar onde hoje está, o crescimento foi rápido, a margem para crescer já não é muita, interessa agora sermos sustentáveis e esse é o nosso grande desafio.” Ditam os tempos que os associados de hoje estejam a cada dia mais preocupados com as suas obrigações legais e isso, na opinião de Sandra Neves, “cria uma aproximação mais generalizada com os nossos serviços” apesar de, lamentar a fraca adesão às assembleias-gerais, longe do envolvimento e da participação de outros tempos, quando a “classe empresarial tinha um espírito associativista muito vincado”. A coordenadora do gabinete económico-financeiro da AESintra gostava que os sócios se envolvessem mais nos destinos da Associação, participando nas Assembleias e revelando quais os seus anseios e dúvidas. Percebemos que os tempos fortes de associativismo causam alguma nostalgia na Sandra, quando esboça um sorriso aberto e lembra o episódio de aquisição do local onde trabalha: “a sede da AESintra foi comprada pelos sócios pioneiros e isso revela o espírito da altura”. A título de brincadeira, Sandra Neves diz que na AESintra não há igualdade de género: “numa equipa de mais de vinte, só existem dois homens” e, continua “desenganem-se os que defendem a máxima de que muitas mulheres são sinónimo de mau resultado, aqui na AESintra, fazemos questão de termos uma relação para lá dos limites profissionais, sinto-me bem e em casa e é aqui que me vejo no futuro”. n

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OPINIÃO

Nº 11 l abril 2017 Sintra

Marca SINTRA Paulo Veríssimo Economista

A

ssisti à 2ª edição do MEET@MEOARENA, com Kevin Jakson, principal convidado e guru do marketing e eventos. A conferência juntou os principais Stakeholders do segmento do turismo de negócios e representantes de empresas municipais. A gestão estratégica, marketing, eventos e a importância das marcas/cidades/concelhos foram temas abordados no MEET@MEOARENA, onde um número considerável de entendidos defendeu que os lugares, tal como os produtos e serviços, podem e devem ter uma Marca. Assistimos a uma crescente preocupação das marcas em comunicar para as “suas tribos”. Os orçamentos são cada vez mais curtos e o recurso a ferramentas que medem o retorno da comunicação, cada vez mais necessário. Assistimos, ainda, a uma mudança no uso dos suportes de comunicação na divulgação de “produtos” - a Era da comunicação tradicional (TV, jornais, revistas, etc) foi ultrapassada, em larga escala, pelo digital. Elevam-se as relações de proximidade, as experiências únicas e autênticas, as pessoas, as emoções, os afetos, o indivíduo – é este “o caminho!” Vivemos tempos de competição. Disputamos investimento, residentes, visitantes, etc. Alguns autarcas “fora da caixa” perceberam a importância da criação da “sua marca”, e valorizam a sua capacidade de diferenciação, de identificação, de reconhecimento, de continuidade e coletivismo. Esses autarcas sabem que, quando implementadas, as marcas atraem investimento, pessoas, turismo e empresas. Também sabem que os munícipes podem ser naturalmente estimulados a integrarem a visão de marca concelhia. Todos nós podemos sentir uma marca como sendo nossa, criando com ela uma relação de puro afeto. A identidade é considerada um aspeto central na gestão da marca dos lugares, assenta em valores de natureza emocional, simbólica, experiencial e social. Infelizmente Sintra peca por excesso, não há fartura que não dê em miséria, basta googlar a palavra Sintra e percebemos que não existe estratégia de comunicação institucional, logos para todos os gostos, slogans para todas as áreas, materiais de comunicação com layouts diferentes, com fontes diferentes, várias cores, cada serviço municipal comunica à sua maneira, as juntas de freguesia comunicam sem ligação ao município, e por ai fora. Se fecharmos os olhos e pensarmos em Sintra não nos surge um logótipo, um slogan (Valha-nos as queijadas e os palácios). É urgente uniformizar a comunicação do Concelho, definir uma estratégia, resumindo, reposicionar a MARCA Sintra. PUB

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A Sintra Económica – breves reflexões Pedro Ventura Vereador da CMS

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localização de Sintra na Área Metropolitana de Lisboa assume uma particular importância quando falamos de crescimento económico. Se analisarmos os indicadores económicos disponíveis no INE, verifica-se que relativamente à localização da sede das empresas as mesmas distribuem-se na AML da seguinte forma: Lisboa (38,5%), Sintra (14,1%), Cascais (10,5%) e Oeiras (8,9%) com o maior número de empresas. Actualmente verifica-se uma tendência de crescimento de actividade económica em Sintra, contrariando anos anteriores em que o nosso concelho aparecia com taxas de sobrevivência de empresas sempre inferiores a Lisboa, Cascais ou Oeiras. Em coerência com o padrão nacional e regional, o Concelho de Sintra apresenta uma estrutura empresarial com forte peso do sector terciário (84,4%), relativamente ao primário (1,1%) e ao secundário (14,5%), sendo o primeiro responsável por cerca de 53,8% do emprego. No sector secundário, o maior volume de trabalhadores recai sobre actividades ligadas às indústrias transformadoras e à construção. Curiosamente, não é o Turismo o motor da economia de Sintra, como por vezes parece ser. Ainda consultando os dados do INE, observamos que as empresas localizadas em Sintra apresenta 3,1 trabalhador por empresa, enquantoLisboa e Oeiras apresentam um valor mais elevado (6,2 e 6,1 trabalhador/ empresa). Também verificamos que no indicador do volume de Negócios por empresa Sintra situa-se em 5º lugar no ranking dos concelhos da Grande Lisboa. Estes dados merecem uma especial atenção da Câmara Municipal de Sintra e da Administração Central, no sentido de se criarem condições para aumentar a empregabilidade no nosso concelho. A população activa em Sintra situa-se maioritariamente no sector III (79,8%). O Sector primário emprega 0,5% e o sector secundário 19,8% da população residente. Como curiosidade constata-se que Sintra ocupa o 4º lugar com maior nº de Licenciados a seguir a Lisboa, Oeiras e Amadora, o que revela o enorme potencial para a instalação de empresas de base tecnológica e outras no nosso concelho. A questão central na economia no país e no nosso concelho continua a estar ligada ao factor crescimento: pode uma economia crescer sem valorização do trabalho? Os últimos anos mostraram que sim e é aqui que se deve inverter as políticas que levam ao aumento das assimetrias económicas, lugar esse que Portugal tem vindo a liderar. Apostar na produção nacional e na valorização do trabalho é a chave para o crescimento do País e também do nosso concelho.

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CULTURA / SEGURANÇA NO TRABALHO

SINTRA ARTE E CULTURA

GAVE - Grupo de Artistas do Vale Eureka

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tualmente com mais de cem artesãos de diferentes idades, o GAVE foi criado 2004 e começou por dinamizar uma feira na cidade do Cacém – Vale de Eureka. O grupo tem como fio condutor a versatilidade, a originalidade e o espírito de equipa, que privilegia o contacto direto como público, trabalhando ao vivo nas suas artes e ofícios, divulgando ideias e valores relacionados com a singularidade das suas peças artísticas. Este artesanato nasceu para recordar e manter vivas algumas tradições dos usos e costumes das várias regiões representadas pelos artesãos que integram o GAVE. É uma associação sem fins lucrativos que recentemente criou um espaço cultural/ sede, em frente ao Palácio Nacional de Queluz, e tem como principal objetivo a divulgação e a promoção do artesanato nacional e das artes plásticas: a olaria, a cerâmica, miniaturas em xisto, pintura em tela, em azulejo e tecido, trabalhos em madeira, vidro, estanho, arte sacra, entre muitas outras. Retomando o passado recente do GAVE, a partir de 2005, o grupo começa a participar em várias feiras no Concelho de Sintra, nomeadamente em parceria com as juntas de freguesia e outras instituições. Desde 2011 que organiza a Feira de Artesanato na Volta do Duche com o apoio da CMS e a Feira de Artesanato da Costa da Caparica com o apoio da respectiva Junta de Freguesia. Participa na Feira Medieval e Feira Setecentista e promove feiras saloias no Concelho de Sintra. Todos os anos realiza o Concurso de Artesanato – Tema “Natal”, aberto à participação dos artesãos, escolas, coletividades, crianças. No ano passado o GAVE realizou um presépio saloio com 28 m2 para o Fórum Sintra. Para o ano de 2017, no Espaço/ Cultural em Queluz, estão previstas seis exposições, quatro individuais e duas coletivas e o Concurso de Natal, bem como ateliês e demonstrações de artesanato. O GAVE espera ainda dinamizar visitas guiadas ao seu espaço. PUB

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SEGURANÇA NO TRABALHO

Análise ergonómica do trabalho

Lesões Musculoesqueléticas

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s Lesões Musculoesqueléticas ligeiras ou relacionadas com o trabalho (LME) são um vasto grupo de patologias que vêm sendo referidas com grande frequência em meio laboral. As Lesões Musculoesqueléticas ligadas ao Trabalho (LMELT), in-

cluindo os seus sintomas, são patologias muito frequentes na população, afetam trabalhadores de todos os setores, ainda que algumas dessas atividades possam estar mais relacionadas com tais patologias. As LMELT constituem, atualmente, um dos mais prevalentes problemas de saúde dos trabalhadores. Nesse contexto a União Europeia (UE) tem levado a efeito diversas campanhas que visam a redução dessas doenças. Exemplo disso são as campanha da EU de 2000 - “Não vires as costas às lesões musculoesqueléticas” e de 2007 - “Mais carga não”.

Vários estudos apontam que, para além das limitações físicas, as LMELT causam vários constrangimentos, designadamente a diminuição da qualidade de vida, diversas repercussões sociais e mentais com custos intangíveis e com uma prevalência ao longo da vida de 40 a 80% e períodos de longa ausência ao trabalho. O desenvolvimento de programas integrados de prevenção das LME constitui a resposta às potenciais situações de risco, designadamente no combate aos fatores (profissionais) de risco. A analise do trabalho (particularmente a analise ergonómica do trabalho) é muito importante na identificação e avaliação dos fatores de risco de LME. Desta forma, deverá ser elaborada a avaliação de riscos a cada posto de trabalho através do recurso a algumas metodologias que foram concebidas com o objetivo de quantificar o risco destas patologias. Os fatores de risco profissionais podem não ser os únicos fatores etiológicos de lesões musculoesqueléticas, por isso é difícil, senão mesmo impossível, fazer o diagnóstico diferencial entre lesões relacionadas e não relacionadas com o trabalho. n

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EMPREENDEDORISMO

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Crowdfunding

Cultura, desporto e responsabilidade social P aulo Veríssimo, até há pouco tempo presidente da AESintra, criou uma plataforma nacional de crowdfunding - Pernas P’randar - acessível e intuitiva, que disponibiliza uma rede de empreendedores que procuram financiamento para projetos individuais ou coletivos, nas áreas da cultura, desporto e responsabilidade social. O mentor deste projeto é responsável pela área de New Business da Blueticket/MEO Arena, economista e ex-diretor de Recursos Humanos do Teatro Nacional de São Carlos. A forte e ativa dinâmica do tecido associativo em Sintra pode considerar o crowdfunding como uma solução inovadora na obtenção de fundos que normalmente escasseiam e inviabilizam boas ideias e projetos promissores. A Pernas P’randar reúne uma vasta rede de empreendedores e particulares interessados em apoiar vários projetos. Autarquias, associações culturais ou instituições solidariedade social que queiram desenvol-

ver projetos de interesse colectivo também podem fazê-lo através da Pernas P’randar. Esta plataforma também tem como objetivo apoiar projetos apresentados no âmbito dos Orçamentos Participativos das autarquias, ou seja, dar continuidade a

Crowdfunding (financiamento coletivo) – como funciona? O crowdfunding é uma alternativa de financiamento de caráter colaborativo, gerido por uma plataforma online e financiado pela própria comunidade que através de donativos ajuda a viabilizar projetos. Tudo começa com a elaboração de um vídeo e/ou texto de apresentação do objetivo do projeto, ao que se junta a definição do montante mínimo necessário e o tempo de duração campanha de crowdfunding. O crowdfunding já revelou ser uma ferramenta acessível e simples na obtenção de financiamento, recorre ao grande poder de alcance das redes sociais, sem a necessidade condicionante de um empréstimo bancário.

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SINTRA EMPREENDEDORA Novos Espaços/Novas Empresas/Novas Ideias

Nome: Nuno Menezes Área/setor de atividade: «Food Truck» - Restauração Não sedentária. Início de atividade: junho de 2016 Local/Sede Empresa: Queluz/ Massamá Contactos: Nuno Menezes/ Helena Centeio - 91 368 25 30 facebook.com/B.Eat.Street.Food/ Posicionamento: Trazemos para a rua um churrasco com qualidade e acessível. Estratégia de mercado: Redesenhamos o conceito de carne no pão. A mobilidade permite-nos ir atrás do cliente. Visão de negócio: Trazer o churrasco das nossas casas para a rua. O que o distingue no mercado: A nossa versatilidade, criámos molhos únicos e fazemos disso o nosso segredo. Perfil Cliente: Classe média, jovens adultos faixa étaria 23- 45 +/-. Principal produto/serviço: Sandes Picanha B.Eat Devil (Best Seller). Sintra, vantagens para o negócio: Oportunidade para participar em diversos eventos. Complementamos a oferta turística. Não concorremos com a restauração tradicional pois o nosso cliente é Grab’n’Go, quem procura um lugar sentado há mesa não é nosso cliente. Apoios institucionais: A AESintra foi incontornável para o nosso arranque, sem eles não teríamos conseguido fazer o projeto nos moldes necessários e a assessoria constante é essencial para a nossa atividade.

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projetos que normalmente não conseguem alcançar o respectivo apoio. O lançamento de um livro, a criação de um negócio, a aquisição de uma carrinha para uma associação, a reparação de uma sala de aulas ou até a organização de um concerto musical, com a Pernas P’randar, pode ser realidade, desde que a apresentação da mensagem de candidatura prime pela originalidade, criatividade, clareza e seja capaz de seduzir o público-alvo. Normalmente os apoiantes deste tipo de projetos começam por ser familiares, amigos, colegas; a Pernas P’randar cabe a tarefa de alavancá-los e projetá-los na vasta rede de possíveis interessados: o público em geral. n

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FORMAÇÃO

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Programa de Formação

AGENDA DE FORMAÇÃO l maio

(In)forma-te N o passado dia 15 de março o salão da AESintra recebeu mais uma sessão formativa e gratuita, destinada a empresários/empregadores, cujo intuito passou pelo esclarecimento de dúvidas sobre os requisitos legais e a obrigatoriedade da formação, parte esta dinamizada por Catarina Caracol - vice-presidente da AESintra. As formadoras da Speak Global Comunicar é Poder - Filomena Barros e Ana Rodrigues -, terminaram a sessão introduzindo novos conteúdos formativos previstos para sessões futuras e de que em breve daremos conta; passaram a bola à assistência.

Num misto de boa disposição e troca do que melhor se faz no mundo empresarial de Sintra, o final de tarde acabou em convívio, em volta de uma

Inteligência Emocional – Resolução de Conflitos 3, 5 maio 09h00 – 12h00 9 horas Valor Sócio/não Sócio: 40€/48€ .........................................................

mesa decorada pela recente marca - Quinta da Reineta - que tem no mercado vários produtos com base na transformação daquela maçã. n

SST - Prevenção

Conhecer Melhor para Prevenir Melhor

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o dia 10 de abril o auditório da AESintra esgotou a sua lotação com o lançamento da Campanha Ibérica de Prevenção de Acidentes de Trabalho, promovida conjuntamente com a ACT – Autoridade para as Condições de Trabalho. A sessão de abertura foi feita pelo

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Presidente da AESintra, Luís Miguel Almeida e pelo Director do Centro Local de Lisboa Ocidental - ACT, Luís Jerónimo, que sublinharam a importância de uma cultura de prevenção para a redução do número de acidentes de trabalho. A Coordenadora do Gabinete Jurídico, Rute Geirinhas

Martins, enquadrou legalmente o tema da campanha, alertando os presentes para a responsabilização e de como e para quem se devem efectuar as participações. Seguiu-se a intervenção da Inspectora do Trabalho, Sílvia Lourenço, apresentou os objetivos da Campanha, os meios disponíveis e as principais estatísticas dos acidentes em Portugal. O Gabinete de Segurança no Trabalho, através da responsável técnica, Marina Marques António, centrou a sua apresentação na identificação dos perigos, riscos e medidas de prevenção. No final das intervenções houve espaço para debate, bastante participado e esclarecedor. n

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A importância da manutenção nos sistemas solares térmicos O

s sistemas de coletores solares térmicos requerem ações de manutenção para funcionarem eficientemente num tempo de vida útil estimado em cerca de 20 anos. Muito mais que intervenções de manutenção pura, a maioria das ações necessárias durante a operação do sistema solar correspondem a inspeções periódicas. Para preservar e assegurar o bom funcionamento de um sistema solar térmico e poupar dinheiro em futuras avarias, recomenda-se um contrato de manutenção, que se ocupa da uma manutenção anual da instalação, podendo o proprietário efetuar uma inspeção visual aos principais parâmetros do sistema.

10 RAZÕES PARA FAZER A MANUTENÇÃO AO SEU SISTEMA SOLAR TÉRMICO: 1. CORROSÃO INTERNA DO DEPÓSITO Verificação do desgaste do ânodo de magnésio, responsável pela proteção do depósito e verificação da existência de impurezas (calcário ou sedimentos).

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2. DANOS NA SUPERFÍCIE Inspeção visual quanto à estanquicidade dos coletores, vidros partidos, corrosão, fuga do líquido solar, isolamento exposto à intempérie ou mau estado da estrutura de suporte.

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3. DANOS NA TUBAGEM A tubagem pode apresentar fugas ou sinais de corrosão.

4. CONTAMINAÇÃO DA SUPERFÍCIE Os coletores com o tempo ganham sujidade ou são depositadas folhas ou outros elementos na sua superfície, prejudicando a incidência dos raios solares e reduzindo a sua performance.

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5. DANOS NO ISOLAMENTO TÉRMICO Isolamento térmico desadequado ou mal aplicado provoca decréscimo de eficiência.

6. DANOS NA SUPERFÍCIE A não verificação da pressão e caudal do sistema solar, posicionamento da sonda de temperatura, válvula de segurança, entre outros equipamentos, pode levar à substituição completa

dos mesmos devido ao seu estado de deterioração. 7. PERDA TOTAL DO SISTEMA Se o líquido solar não apresenta as características técnicas necessárias, as consequências podem ser graves, chegando à perda total da instalação por entupimento, corrosão, quebra da tubagem e elementos por onde o líquido circula.

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8. MONITORIZAÇÃO DA PERFORMANCE

É importante identificar falhas ou fugas em todos os componentes do sistema o mais cedo possível, com testes periódicos para verificação de performance ao longo do tempo. 9. CUMPRIMENTO DE GARANTIAS São exigidas ao proprietário do sistema solar

térmico provas da manutenção do sistema para poder acionar as garantias dos equipamentos. 10. DOCUMENTAÇÃO PARA O CLIENTE Cópias das fichas de verificação e outros dados devem ser entregues ao cliente com as operações efetuadas após a manutenção ao sistema.

AO SEU SISTEMA SOLAR TÉRMICO VANTAGENS DO CONTRATO DE MANUTENÇÃO • Bom funcionamento do Sistema Solar; • Prevenção de avarias; • Ótimo rendimento do Sistema Solar; • Vida útil da Instalação Solar (>20 anos); Outro ponto importante na hora de escolher a empresa que vai prestar o serviço de manutenção, é avaliar bem se, de facto, a empresa tem experiência e ferramentas adequadas para o efeito.

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