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economia local

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jornal

Sintra

Nº 16 | março 2018

Distribuição gratuita

DESTAQUE

Almoço

Comemorativo

Negócios com história

Entre Aromas ... da terra do mar e da serra. No dia 8 de Abril a AESintra realiza o almoço comemorativo para criar um momento de convívio entre empresários, familiares e colaboradores para celebrar os seus 75 anos de existência.

Quinta de Sta. Teresinha

P.8-9

- Palmeiros

Inscreva-se! Consulte a pág.16

OPINIÃO • Carmona Rodrigues | Pág. 2

(Presidente Conselho Consultivo AESintra)

• Carlos Silva | Pág. 2 (Director AESINTRA)

• Joaquim Miranda | Pág. 5 (AESintra)

Pág. 3

Pág. 7

Pág. 13

Conservatório de Música de Sintra

Café da Natália Negócio de família

Sintra Empreende + Boas Práticas

• Paulo Verissímo| Pág. 11 (Vereador CMS - Economista )

•P  edro Ventura | Pág. 11 (Vereador CMS)


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Nº 1 6 l março 2018

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Sintra

OPINIÃO

Turismo e “lojas com história”

Ciclos Temáticos

Carmona Rodrigues

Carlos Silva

Presidente Conselho Consultivo da AESintra

A

afluência de turistas a Portugal tem estado a conhecer uma dimensão e uma importância como nunca teve antes. Várias são as razões para este fenómeno: os vôos de “low-cost”; o sentimento de insegurança noutras paragens turísticas; o baixo custo de vida; o nosso património natural e edificado; a nossa gastronomia e a nossa natural simpatia no acolhimento. Os turistas gostam de conhecer e de sentir o ambiente próprio dos locais que visitam, a sua história, a cultura tradicional, a arquitectura local, os bairros antigos, enfim, aquilo que é próprio de cada local e que o diferencia de outros. As chamadas “lojas com história” cabem neste conceito e integram alguns roteiros turísticos, sejam eles organizados ou não. Também nós, portugueses, atribuímos um grande valor à manutenção desses estabelecimentos que fazem parte da nossa memória e daquilo que entendemos também como parte integrante da qualidade de vida urbana. Tenho a certeza que muitos de nós temos mesmo um especial carinho por essas lojas que já têm longos anos de existência e que de algum modo se foram conseguindo adaptar ao longo das décadas. Da mesma forma creio que se pode afirmar que sentimos uma grande tristeza quando vemos encerrar uma loja destas. Compreende-se bem que os tempos são outros. Lidamos com

a concorrência das chamadas grandes superfícies e com o crescimento do comércio electrónico. As novas regras do arrendamento comercial também têm sido apontadas como dificuldades para a manutenção do funcionamento de certos estabelecimentos. Todas estas razões têm constituído seguramente a causa do encerramento de várias lojas, e é por isso que se deveria ter sido já feita uma análise profunda sobre a viabilidade de manutenção desses espaços com história. Sem conseguir, nem pretender ser exaustivo, coloco naturalmente sérias dúvidas sobre o que seria a vida e a atracção turística de Sintra sem a existência de lojas como a Casa Piriquita, as Queijadas da Sapa ou a Casa do Preto, já para não falar noutro tipo de estabelecimentos como por exemplo o Hotel Lawrence. É da maior importância encontrar um quadro de medidas que potenciem a continuidade da actividade destes estabelecimentos comerciais, ou destas “lojas com história”. Reconhecendo que por vezes não há soluções imediatas e fáceis, torna-se necessário o diálogo entre diversas entidades, incluindo necessariamente as autarquias e os proprietários, para que se encontrem formas economicamente sustentáveis, culturalmente desejáveis e socialmente justas, para que possamos ter o gosto de conservar estas realidades do nosso quotidiano em benefício de todos. l

de Intervenção Psicossocial Director da AESintra

C

arlos Silva, para além de ser director e representante do Núcleo Social da AESintra é também director de duas das mais prestigiadas IPSS do concelho. Apresenta-nos os Ciclos Temáticos, cuja organização lhe pertence. Com uma vasta intervenção social, A Creche Sempre em Flor e o Centro Social da Sagrada Família, Instituições Particulares de Solidariedade Social, estão a promover ao longo do ano de 2018, a sexta edição dos Ciclos Temáticos de Intervenção Psicossocial. Esta iniciativa tem como objetivo promover um espaço de partilha e reflexão dos parceiros sociais em relação a temas relacionados com a Intervenção Psicossocial e de um trabalho de parceria e em rede. A iniciativa consiste na realização de sessões mensais, com a abordagem de diferentes temas da área de intervenção psicossocial, contando com a presença de oradores de prestígio e profundo reconhecimento pelo trabalho desenvolvido. Os participantes do evento exercem atividade profissional ou voluntária no âmbito da intervenção social, em diversas entidades e equipamentos particulares, públicos e/ou de solidariedade social, o que demonstra a multidisciplinaridade e diversidade dos intervenientes, provenientes de vários locais do país. Um dos grandes motes dos ciclos é o de desafiar, todos os que participam, a olhar para a intervenção psicossocial de uma forma global, articulada e complementar. Têm ainda a particularidade de ser, em simultâneo, um

eixo de várias centralidades, reunindo o papel de diferentes entidades em diferentes contextos de intervenção num espaço único de confluência de ideias e de partilha de conhecimento e boas práticas. A diversidade e a atualidade dos temas tratados, os ensinamentos e a troca de experiências vivenciadas, a par do rigor técnico e da enorme qualidade imprimida pelos especialistas convidados na abordagem das problemáticas, conferem aos Ciclos Temáticos de Intervenção Psicossocial um cunho de excelência amplamente reconhecido. Na sequência do sucesso que foram as edições já realizadas dos Ciclos Temáticos de Intervenção Psicossocial, tornou-se incontornável o lançamento de publicações relativas às sessões desenvolvidas. Dessa forma, em 2015 foi publicada a Revista Nº 1 de Intervenção Psicossocial e em 2016 a Revista Nº 2 de Intervenção Psicossocial, pretendendo-se no primeiro semestre de 2018, proceder ao lançamento da Revista Nº 3 de Intervenção Psicossocial. As Revistas de Intervenção Psicossocial reúnem e compilam textos e reflexões de uma enorme importância, riqueza e qualidade, sobretudo, para aqueles que dedicam a sua atenção a temáticas da área psicossocial e que trabalham no território com as comunidades, pretendendo-se que os conteúdos abordados possam contribuir para a reflexão, promoção e adoção de boas práticas na intervenção psicossocial, nos diferentes contextos de intervenção. l

NESTA EDIÇÃO Jornal Economia Local . Edição Nº. 16 . março 2018 Pág. 3 Pág. 4

Conservatório de Música de Sintra 3ª Palestra Rafael Nacif

Pág. 5 Regulamento Geral de Proteção de dados Pág. 8 - 9 Negócios com História

Pág. 10 Pág. 11

#Somos Sintra Opinião

Pág. 12 Pág. 14

Alagamares Associação Cultural Agenda de Formação

Alguns dos artigos de opinião estão de acordo com a antiga ortografia, por decisão dos seus autores. FICHA TÉCNICA Diretora Sónia Firmino Colaboradores Carmona Rodrigues, Carlos Silva, Joaquim Miranda, Olga Figueiredo, Paulo Verissímo e Pedro Ventura

Design gráfico e paginação Rita Sousa Propriedade Associação Empresarial de Sintra Sede Rua Capitão Mário Pimentel, 17B 2710-589 Sintra

Telefone 21 910 62 83 Fax 21 910 62 84 E-mail geral@aesintra.com NRPC 500 968 357 ERC Registo nº126853

Estatuto editorial http://www.aesintra.com/estatutoeditorial-economia-local/ Periodicidade Mensal Tiragem 15.000 exemplares


Comunidade

Nº 16 l março 2018 Sintra

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CONSERVATÓRIO DE MÚSICA DE SINTRA ...................................................................................................................................................................

Novas instalações para o Conservatório de Música de Sintra

Catarina Coelho e Raquel Coelho (Presidente e Tesoureira) do Conservatório e Sónia Firmino (JEL)

O Conservatório de Música de Sintra vai mudar de instalações para Vale Mourão, Rio de Mouro, já em setembro próximo. A instituição tem em curso uma campanha de angariação de fundos para fazer face aos novos desafios que também passam por reforçar a sua credibilidade. Fomos à obra e falámos com a presidente da direção – Raquel Coelho e com Catarina Coelho, tesoureira e responsável pela Comunicação.

O

Conservatório de Música de Sintra é fruto da abertura cultural da revolução de Abril, que em Rio de Mouro levou um grupo de moradores a constituir um Centro Cultural, com o propósito de criar uma escola de música onde as crianças pudessem estar ocupadas quando não tivessem escola. O Centro Cultural de Rio de Mouro começou por funcionar no Museu Leal da Câmara, passando em 1979 para as atuais instalações, na Rinchoa, cedidas pela Junta de Freguesia. É aqui que, até à data, estão instalados. 1982 é um ano de referência para o Conservatório, altura em que o Ministério cede alvará para o funcionamento de aulas e de cursos oficiais de música.

Qual é a oferta formativa do Conservatório? Raquel Coelho - Começa na mú-

sica para bebés e é transversal a toda a escolaridade, desde a iniciação musical, ao ensino de instrumento, coro e música de conjunto que é um dos pilares do Conservatório. Em regime de curso livre temos aulas individuais

que integram um projeto recente de orquestra de sopros, só para adultos sem conhecimentos musicais. Temos cerca de 400 alunos de todas as idades, maioritariamente do concelho de Sintra, mas também de outros municípios (Oeiras e Mafra). A nossa equipa conta com 40 professores com profissionalização e vamos aumentar a nossa oferta formativa com novos cursos do pré-escolar. Importa reforçar que toda a nossa oferta formativa está aberta à comunidade.

Qual é a principal fonte de financiamento do Conservatório?

Para a manutenção das aulas a principal fonte de financiamento chega do Ministério da Educação com quem temos protocolado um contrato de patrocínio. As mensalidades (propinas) pagas pelos alunos são outra fonte de financiamento importante. Está a extinguir-se o projeto das Bolsas de Estudo financiado pela autarquia sintrense, em vigor desde 2005, cujo principal objetivo é o apoio à formação musical assumida pelas bandas filarmónicas do concelho, apoiando-as no importante trabalho que fazem com os jovens músicos, mas, neste momento, foi-nos dito que já não há disponibilidade para continuar com este projeto que começou com 30 jovens e neste momento está reduzido a 3. Não há renovação de alunos; se desistem não há permissão para novas entradas.

quer trabalhar connosco, faz parte da nossa essência. Felizmente temos muitos projetos de cariz social, principalmente em Rio de Mouro, e temos também algumas poupanças que nos permitiram abraçar este desafio que são as novas instalações. Vivemos com as reais dificuldades de uma entidade sem fins lucrativos, mas conseguimos projetar o futuro sem apertos.

Qual o apoio prestado pela Câmara Municipal de Sintra nessa fase das novas instalações?

Reconheço e assumo a importância do apoio da autarquia nos aspetos mais burocráticos, inerentes ao licenciamento da obra. Também estamos a aguardar uma cedência importante por parte da autarquia. Não temos apoio financeiro de mais nenhuma entidade, a não ser os que começam a chegar através da campanha de angariação de fundos que estamos a desenvolver. Já tivemos dois projetos em parceria com a Câmara Municipal de Sintra que não correram tinhamos idealizado e ao fim de alguns anos e algum desgaste, entendemos que o espaço onde estamos é pequeno e adquirimos este edifício em Vale Mourão. É para lá que vamos a partir do próximo mês de setembro.

Que campanha de angariação de fundos é essa que o Conservatório está a desenvolver? Catarina Coelho – A campanha

já arrancou mas prevemos intensificá-la tencionamos e tencionamos “ir para a rua” de uma forma mais expansiva, divulgando os novos cursos do ensino regular de pré-escolar e 1ºciclo. A campanha dirige-se a todos os particulares e empresas que vejam nos nossos desafios um motivo credível para defesa de uma Causa. Em contrapartida é possível para os beneméritos deiDeduzo pelas suas palavras xar o seu nome associado às novas que o Conservatório viva instalações. Somos, como a Raquel sem pressões de ordem já adiantou, uma Associação sem financeira? fins lucrativos e de utilidade públiO Conservatório vive sustentando- ca que, como todas as nossas seme-se, não vive luxuosamente. Traba- lhantes, também vive da ajuda e do lhar com a comunidade e com quem apoio comunitário. l

A (e)história como identidade diferenciadora Editorial

Sónia Firmino | Diretora

A

autarquia de Lisboa percebeu que o comércio pode ser um dos elementos distintivos de uma cidade, conferindo-lhe identidade e caráter, tão procurados por um certo perfil de turista cada vez mais expressivo, que anseia por novas experiências e que, acima de tudo, quer levar de volta ao país de origem uma bagagem de registos únicos dos locais por onde viajou; quer levar com ele aquela Cidade e não outra qualquer. “Lojas com História” é um projeto criado pela Câmara Municipal de Lisboa em 2015 que no conceito turístico tem o propósito já antecipado mas, pragmaticamente, também é movido pela urgência na preservação e dinamização do comércio local, força esta implantada também em Sintra, especialmente na Vila, onde alguns dos nossos associados, retalhistas em negócios de família, “sobreviventes” aos grandes grupos empresariais e às grandes superfícies, fomentam a identidade do concelho há vários anos e resistem à força dos “Grandes”, sem apoios que não sejam os próprios. O JEL nesta edição, também movido pela relação de antiguidade que tem com os seus associados a propósito dos 75 anos que a AESintra comemora em 2018, foi falar com três associados que mantêm negócios e lojas históricas no concelho e que se adaptam às novas dinâmicas comerciais e empresariais, tentando não travestir a sua história, o seu conceito, a sua Alma até, numa visão romântica e emocional que ao contrário do que possa parecer é um atrativo de clientes e de um determinado nicho de mercado que bem consolidado pode ser o motor de um novo arranque na manutenção e florescimento destes negócios. A formação musical e as entidades que promovem a temática no Concelho motivou uma entrevista feita no palco das obras em curso daquele que será o novo Conservatório de Música de Sintra, em Vale Mourão, entidade com uma presença no Concelho também histórica, iniciada na década de 70, por mais um movimento associativo que nasceu no seio da comunidade. Razão pela qual, apetece escrever, que é na identidade da região de cada projeto cultural, social e até económico que também se faz história. E a história desenvolve e forma pessoas, aproxima pessoas, vende e exporta o que de melhor se faz por cá. l Parabéns à AESintra e à sua história.


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Atividades AESintra

Nº 16 l março 2018 Sintra

3ª PALESTRA RAFAEL NACIF ...................................................................................................................................................................

Manhãs com propósito

Breve

Jorge Coelho

– “LEVAAME”

preside Conselho

Estratégico

Empresarial

Rafael Nacif, empreendedor e coach tem como propósito de vida partilhar técnicas para o desenvolvimento pessoal

Realizou-se a 3ª das 5 palestras de Rafael Nacif previstas para acontecerem na AESintra. Com sala cheia, o Rafael assume-se como “louco pelo seu desenvolvimento pessoal, por fazer a diferença na vida g

Passo 1 - L

de Leitura

Passo obrigatório para todo o desenvolvimento humano, para que surjam novas ideias. g

Passo 2- E

de Escrita

Escreva um diário e tenha em conta a palavra “FOGA” - “F” para o foco do seu dia; o “O” para o objetivo; o “G” para gratidão e o “A” para cada aprendizagem que faz diariamente. PUB

das pessoas e por querer tornar-se a melhor versão daquilo que pode ser”. Rafael acorda às cinco para assumir o controlo do seu dia e decidir como o mesmo vai decorrer, acima de tudo, para não ser simplesmente levado pelos problemas do dia-a-dia. Nesta 3ª palestra o convidado da AESintra apreg

Passo 3 - V

de Visualização

Visualize o que quer para a sua vida. g

Passo 4 - A

de Afirmação

Comece por afirmar o que quer. g

Passo 5 - A

de Aprendizagem

Aprenda algo novo, utilize a informação e os méios disponíveis.

sentou um pequeno ritual que segue diariamente e que pode mudar radicalmente a vida de cada um. Apesar da sequência ficar ao critério de cada um, Rafael Nacif garantiu que vale a pena gastar pelo menos cinco minutos em cada um dos seguintes passos. Registe e memorize a palavra “LEVAAME”: g

Passo 6 - M

de Meditação

10 minutos por cada manhã de meditação. g

Passo 7 - E

de Exercício

Faça exercício físico em cada manhã e torne isso uma rotina diária. Assim aproveite esta altura refletir.

Empresário e gestor, de 63 anos, Jorge Coelho preside ao Conselho Estratégico Empresarial de Sintra, para o quadriénio referente ao presente mandato autárquico. O Conselho Estratégico Empresarial foi criado para promover políticas e medidas que revitalizem a economia do concelho, fixando as empresas instaladas e atraindo novos investimentos. A estrutura visa criar um ambiente propício à realização de negócios e à manutenção da paz social. A AESintra faz-se representar neste Conselho pelo seu Presidente, Luís Miguel Almeida. l


Atividades AESintra

Nº 16 l março 2018

Sintra

MODELO DE AUTOREGULAÇÃO ...................................................................................................................................................................

Novo Regulamento Geral de Proteção de Dados

No próximo dia 25 de maio de 2018 entra em vigor o novo Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), que se aplica a qualquer empresa que proceda ao tratamento de dados pessoais.

A AESintra quer alertar os seus associados e leitores do JEL para o montante alto das multas aplicáveis em caso de incumprimento que podem ir até 20 milhões de euros ou 4% do volume de negócios anual da empresa, porém, o que se pretende com este artigo não é lançar ansiedade ao tecido empresarial onde este regulamento é aplicável, mas sim esclarecer algumas questões fundamentais. O que acontece na atualidade nesta matéria passa pelo pedido de um parecer à Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD), que autoriza ou não a sua recolha, respetivos tratamento e armazenamento, mas a nova abordagem legal vai passar o ónus para as empresas na medida

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Cada um de nós está traduzido em dados: Riscos e Benefícios OPINIÃO

Joaquim Miranda | AESintra

C em que nelas cairá a responsabilidade de interpretar e cumprir o Regulamento. O modelo agora implementado vai ser de autoregulação, o que resulta na necessidade de se olhar para o tratamento de dados e perceber como é que a privacidade da pessoa pode ser ou não afetada. Existe ainda uma nova função que até à data não existia; o Encarregado de Proteção de Dados, ou DPO, que algumas empresas vão ser obrigadas a nomear. Será o responsável máximo por garantir que a empresa cumpre o RGPD. Em suma, é preciso minimizar o risco para o titular

SINTRA NETWORKING ..........................................................................................................

Próximos de criar 2º grupo de Networking

No próximo dia 11 de abril, pelas 18h30, na AESintra, o Sintra Networking - serviço de marketing organizado e promovido pela Associação que constituí uma rede de contactos e relações profissionais relevantes que se reúne periodicamente para efeitos de promoção das empresas associadas e conhecimento de eventuais parceiros. A próxima reunião marca uma mu-

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dança de planemanento, passando a ser dirigida pelos próprios empresários do Sintra Networking que integraram o grupo formado em 2017, responsável por ter gerado 20.000 euros de facturação entre os sócios aderentes, num total de 23 reuniões. Estes sócios querem conquistar mais interessados para que possa ser constituído um segundo grupo de relações. l

dos dados, que tem de dar autorização expressa para a organização os poder tratar e guardar. Aconselha-se a leitura do Regulamento e um diagnóstico da situação. Identificar os dados que existem na empresa e o tratamento que é feito. Que tipos de dados existem? Para que finalidade? E qual o prazo de conservação? Perceber quais os fluxos de dados existentes. Há fornecedores com acesso aos mesmos? A AESintra está disponível para o esclarecimento de dúvidas dos seus associados através do Serviço Jurídico. Não hesite o contacto. l

aminhamos para um mundo em que estamos, de diferentes formas, conectados 24 horas por dia. Quando utilizamos a tecnologia nos telemóveis, computadores, carros e casas, tendemos a ficar mais informados e produtivos. A forma como comunicamos também é cada vez mais rápida e barata. Dentro desta realidade existe uma relação entre riscos e benefícios. Quanto maior a nossa atividade online maior é a quantidade de informação produzida a nosso respeito, o que aumenta os riscos no caso de roubo ou mau uso da nossa identidade. A privacidade dos nossos dados deve ser cada vez mais protegida pelos governos em duas grandes áreas, nos roubos de dados e na utilização dos nossos dados pessoais pelas empresas. Os dados sobre cada um de nós têm um valor milionário? Não, são adquiridos por poucos cêntimos. Para um futuro harmonioso na nossa comunidade, a forma como as grandes empresas trabalham os dados dos consumidores tem que ser equilibrada e regulada, tanto para que cada um de nós tenha direito à sua privacidade como para que os micro-negócios e pme´s não tenham mais uma desvantagem competitiva. Sabendo desta tendência, é importante que todos os negócios tenham uma estratégia online. É aqui que a maior parte dos segmentos cresce. l “Quem controla o passado, controla o futuro. Quem controla o presente, controla o passado.” PUB


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Urbanismo

Nº 16 l março 2018

Sintra

PROJETO GERA POLÉMICA ..................................................................................................................................................................

Parque de Estacionamento no Largo da Feira de São Pedro

R

ealizou-se a 16 de fevereiro uma sessão extraordinária da Assembleia de Freguesia da União das Freguesias de Sintra, cujo ponto único da ordem de trabalhos foi a apresentação pública, análise e discussão do projeto de requalificação da Praça D. Fernando II, tradicionalmente chamado e conhecido pelo largo da feira de São Pedro de Sintra, local onde se realizam várias iniciativas de caráter cultural, ao longo de todo o ano, com destaque centenário para a própria feira. A temática não é nova, mas desta vez chamou a atenção da imprensa nacional e deu origem a uma petição online e em curso, subscrita por um grupo de cidadãos organizados dos quais constam algumas personalidades de relevância nacional. A obra vai mesmo avançar, já no próximo mês de outubro. A proposta de requalificação do espaço parece ser desejo de todas as partes, porém, o projeto apresentado pela Câmara Municipal de Sintra levantou, desde logo, a discórdia entre associações de caráter local e de defesa do património de Sintra – Canaferrim e Sintra Penaferrim e a recentemente criada “QSintra – em defesa de um sítio” único. A última, presente na sessão de extraordinária já mencionada, contestou a obra através de declaração escrita, com pedido de anexação à ata, defendendo que “qualquer intervenção no local deve ter como objetivo o reforço da sua identidade histórica e da sua utilidade social, numa perspetiva de espaço público de qualidade e sustentável. A QSintra defende a criação de parques de estacionamento na periferia e não no centro histórico, reconhecendo que a “atual utilização do espaço está desvirtuada com estacionamento indisciplinado e acolhem positivamenPUB

te a realização de obras de melhoria no Largo de São Pedro, designadamente a sua infraestruturação prevista pela Câmara. Propõem ainda, “a favor dos moradores e do comércio local, a implantação de estacionamento nas ruas contíguas ao Largo (Rua Marquês de

Viana e Rua Serpa Pinto), com um total máximo de 30 a 40 lugares. A Câmara Municipal de Sintra, em nota de imprensa enviada ao Sintra Notícias, “esclarece que os veículos automóveis ficarão restringidos a uma área em que os lugares serão discretamente marcados com a diferenciação da cor da pedra e também adianta que a manutenção do estacionamento projetado “serve as atividades e residentes locais, isto é, os restaurantes, cafés e outros de caráter local.” À AESintra interessa a defesa e esclarecimento dos seus associados, por essa razão, o JEL, em edição futura, vai estar junto dos comerciantes e lojistas com negócio implantado no Largo da Feira de São Pedro, para perceber qual

Breve

Criação do Conselho de Cultura de Sintra

o impacto que antecipam para os seus negócios e em que circunstâncias o mesmo pode beneficiar ou prejudicar a economia local que se pratica na área, maioritariamente, ligada à restauração, pastelaria e artesanato. Queremos ainda perceber se os associados, resi-

dentes e comerciantes no local foram ou não chamados a participar na concessão do projeto, se foram auscultadas as necessidades e expectativa dos que dinamizam a economia local instalada. A finalização da presente edição decorre no timing em que a contestação se verifica e extravasa Sintra, poucos dias depois de apresentado o projeto em sede própria. Por razões de timing de saída desta edição já não é possível avançarmos para esse esclarecimento. Lá chegaremos. Segundo datas avançadas a obra arranca no próximo mês de outubro, o caderno de encargos do concurso público para a empreitada apresenta um valor base de 707.577, 17 euros, acrescidos de IVA. l

Em janeiro último, em reunião do executivo da Câmara Municipal de Sintra, foi aprovado por unanimidade o novo Conselho de Cultura de Sintra, a funcionar na Quinta Mont Fleuri, imóvel recentemente adquirido pela autarquia. Este órgão tem uma natureza exclusivamente consultiva e prevê dar resposta à função da autarquia em matéria de definição de políticas culturais integradas, critério inerente à classificação de Sintra como património mundial atribuído pela UNESCO. O Conselho de Cultura de Sintra é presidido por Basílio Horta, integra nomes sonantes da sociedade portuguesa, alguns ligados à cultura – Isabel Alçada – antiga ministra da cultura, o escritor Miguel Real, o maestro Renato Azenha, Freitas do Amaral e Sérgio Sousa Pinto. Manuel Baptista, presidente da Parques de Sintra – Monte da Lua, Rui Pereira, Paula Simões, Pedro Ventura, António dos Reis, João Lacerda Tavares, José Oliveira, Marco Martin, Maria João Raposo, Maria do Rosário Henriques e Vitor Reis, são outros nomes que compõem o órgão. l


Secretária-Geral Entrevista

Nº 16 l março 2018

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CAFÉ DA NATÁLIA .........................................................................................................................................................................................................................

Negócio de família na terceira geração

Entrevista

de Olga Figueiredo Os negócios de família têm quase sempre uma história para contar. No caso do Café da Natália as primeiras linhas começam a ser escritas há vinte e dois anos, em São Pedro de Sintra, porém, a protagonista da narrativa começou o seu percurso muito tempo antes.

A

Natália é a representante da 1ª geração da foto e também do negócio. Esteve trinta anos no extinto Restaurante do Ramalhão de onde saiu em 1985 para abrir o primeiro café da Natália. Em 1996 o que é “pequeno” passa a ser “maior, melhor e com uma bela esplanada”, é hoje uma referência no concelho e fora dele, foi pensado para ser uma casa de chá, mas tornou-se um espaço único, diferente, cuja descrição é difícil de encontrar até pela filha Ana e a pela neta Rita.

Estou perante a 2ª e a 3ª geração deste negócio de referência em Sintra, quem é a Natália?

A Dª Natália, a neta Rita e filha Ana mãe que acedeu e assim ficámos durante uns anos. Mais tarde foi feita a proposta de venda do espaço à minha mãe, mas os valores eram muito altos. A minha mãe acabou por abrir um novo espaço, muito pequeno, também em São Pedro de Sintra, mas que foi um grande sucesso. Esse acabou por ser o 1º café da Natália.

Esse espaço, o 1º café da Natália, já antevia o conceito de serviço de atendimento que conseguiram alcançar?

Sim, era realmente um sucesso! Só tinha quatro mesas mas trabalhava-se muito.

Em 1986 chegam aqui, ao referenciado Café da Natália; como é que aqui chegaram?

Antes de aqui chegarmos estava cá uma agência de publicidade – a Imago. Os donos, também nossos clientes, foram para outro espaço e queriam que nós ficássemos aqui, e ficámos, sem ter a certeza do que seria o futuro. Dois anos depois, vencidas as questões de licenciamento e das obras, abrimos o Café da Natália.

A minha mãe foi sempre uma pessoa que deu a cara, esteve sempre presente para o cliente e fez disso um modo de vida que lhe é natural, que conquista e fideliza. Quem vem ao Café da Natália, volta sempre. Não há muitos negócios com esta história que fazemos questão de manter. Aqui O que vos distingue de outras os clientes sentem-se na sua 2ª casa. pastelarias/restaurantes?

Quando é que começa a narrativa deste negócio com história?

Começou no restaurante das bombas da gasolina da BP do Ramalhão, onde a minha mãe trabalhou durante muitos anos. Ela era como se fosse da família e o proprietário da altura, o sr. Carlos, também proprietário da Casa do Preto, quis alugar o espaço à minha

não significa sermos melhores ou piores; somos diferentes. Os nossos clientes são únicos, tratados como se fossem da família. Eu sei exatamente o que gostam e quando preparo as ementa faço-o a pensar nos clientes que tenho há 20 anos. Somos sobretudo diferentes pela nossa montra que só tem produtos de qualidade e é muito diversificada. Mantemo-nos fiéis ao contacto direto com o cliente, estamos presentes, com eles e por eles.

porque a nossa relação geracional agrada os clientes. A minha mãe afastou-se, passoume a bola à 6, 7 anos, altura em que assumi as minhas funções a tempo inteiro, mas continua muito presente. A Rita tem uma área de atuação e eu tenho outra. Não cultivamos as diferenças de opinião, estamos convictas da responsabilidade que temos perante os nossos clientes e da confiança que depositam no nosso serviço.

E o futuro? Há projetos de alargamento pensados para De inicio o nosso cliente era assí- o Café da Natália? Quem é o vosso cliente?

duo. Tínhamos o cliente de semana e o de fim de semana. Hoje o leque foi alargado ao “passa a palavra” e ao cliente “passante” que são na sua maioria estrangeiros, muitos da outra parte do mundo que quando voltam a Sintra, voltam também ao Café da Natália. É um cliente que nos chega de carro alugado, em grupos de 4, 6 a 8 pessoas, trazido pelas pequenas agências de viagens que trabalham maioritariamente com turistas de cruzeiro.

Vamos abrir um novo espaço em parceria com o sr. Rui Nabeiro. Não é um novo Café Natália, vamos tentar que seja mais autónomo e não precise tanto da nossa presença diária. Vai ser um espaço para exposições e para reuniões de 30 a 50 pessoas, Não chego a perceber o que somos no máximo, pensado em resposta (risos). Pensámos em abrir uma casa às necessidades dos nossos próprios de chá, mas no dia seguinte virámos clientes que procuram salas com esta logo um restaurante com takedimensão e conceito. Sintra precisa -away!!! Abrimos às oito e fechámos de um conceito destes, diferente das às 20H. Sou sempre a última a sair e Quintas e Hotéis vocacionados para gosto de estar sempre com os clieneventos com muita gente. Gostava Como é gerir um negócio tes. Esta casa reúne um conjunto de muito que fosse a Rita a dar vida a fatores que propicia essa diferença; a 3 gerações? este espaço, ela gosta e tem prepanão somos uma pastelaria padroniza- Não é fácil (muitos risos), há prós ração para isso, é mais nova e tem o da nem um restaurante normal o que e contras, mas é muito engraçado perfil necessário. l


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Especial

Nº 16 l março 2018

Sintra

75 ANOS DA AESINTRA .....................................................................................................................................................................................................................................

Negócios com história

Há uma tendência atual de mercado para o revivalismo. Uma das razões é a urgência na preservação

do património material, histórico e cultural de negócios e lojas com história. 75 anos depois

da criação da AESintra, fomos falar com alguns dos associados mais antigos. Como é que se atualizaram,

quais as dificuldades sentidas e o que fazem para manter a história única dos seus negócios.

comércio e a atividade empresarial das cidades, vilas, aldeias, independentemente da sua dimensão económica ou humana, são elementos distintivos e diferenciadores das demais. Numa altura em que se assiste ao crescimento do turismo de qualidade, as experiências procuradas por quem

nos visita são cada vez mais exigentes e menos padronizadas. O turista procura a identidade cultural, gastronómica, patrimonial de cada país, urge olharmos para a nossa história, para o que temos de único, de familiar e de só nosso. O comércio local não concorre com os valores e as politicas comer-

ciais das massas, pelo contrário, é o único caminho possível para os municípios que pretendam ver a sua história contada e transportada na memória coletiva. Este discurso “vende”, gera atividade comercial e empresarial, confere liquidez aos empresários e comerciantes, muitos em luta diária pela sua própria sobrevivência.

Aqui mais perto, na realidade sintrense, temos exemplos de negócios que souberam acompanhar as tendências de mercado e são hoje exemplos de como a sua história pode trazer valor acrescentado à marca – como os casos da Casa Piriquita, também da Casa do Preto e da Fábrica das verdadeiras Queijadas da Sapa.

da dos grandes grupos ou da concorrência que consideram desleal e sem regras (no caso a Mercearia e a Casa Vidi). Os negócios e lojas com história podem e devem ser um argumen-

to válido e de aposta de futuro para a identidade de Sintra face à pressão dos grandes grupos económicos, essenciais numa economia sustentável, mas que não podem abafar a iden-

tidade comercial ou empresarial dos agentes económicos instalados em Sintra há várias décadas – os únicos que conferem diferenciação, identidade e originalidade.

O

Sintra Nesta edição falámos com três dos mais antigos associados, que merecem ver reconhecida a sua história no concelho onde estão há várias décadas, tentando acompanhar a chega-

A Nobreza da Abrunheira

Associado nº 60 da AESintra - Admitido em 1961 Ainda há espaços comerciais espalhados pelo concelho que respiram história e transportam quem neles entra para a infância; a Mercearia Nobreza da Abrunheira é um deles. A funcionar há 55 anos pelas mãos de Maria Francisca que mais recentemente começou a contar com o apoio de Isabel Neto, filha, advogada de profissão, mas que com a morte do pai correu em auxilio da mãe. A história desta casa transcende o negócio que gera (agora muito pouco) e tem uma carga sentimental muito grande – não tivesse sido lá “a maternidade” da Isabel . Com a chegada das superfícies comerciais que rodeiam a Abrunheira: “tiraram-nos a freguesia, andámos aqui praticamente às moscas, estamos cercados e isto é tudo para os grandes”, lamenta Maria Francisca que já passou os 70 anos e trabalha todos os dias da semana, exceto ao domingo à tarde. De um lado mercearia do outro tasca, é no segundo que Maria Francisca gosta mais de estar porque convive com quem lá passa e fica. A Mercearia é um regresso genuíno ao passado que se adaptou às necessidades atuais, mas está longe de ser o negócio forte de outros tempos. Perguntámos o que tinha realmente mudado e a resposta foi “tudo”. A Isabel reconhece que nem tudo foi mau,

“as infraestruturas são muito melhores e noto mudança no perfil de cliente. Antigamente conhecia toda a gente mas hoje a Abrunheira é uma zona residencial para onde veio viver muita gente de fora, rostos que nunca vi. Isso pode ser uma fonte de negócio como são também as fábricas que laboram por aqui e trazem à mercearia mais gente, particularmente à sexta-feira”. O espaço físico da mercearia e tasca é grande e alugado. Ficámos a saber que os produtos mais procurados são os frescos, hortaliças e frutas, e produtos regionais que não se encontram nas prateleiras das grandes superfícies. l


Especial

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Sintra

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Casa Vidi – Centro Histórico

Associado nº 65 da AESintra - Admitido em 1962

Graça Carvalho Dias,

proprietária da Casa Vidi, na foto à frente da casa de bonecas feita pela avó, estudou línguas e ajudava na loja aos fins de semana. A Agência de Viagens e Artesanato Vidi, lda – nome de registo empresarial – foi aberta pelos pais da Graça há 58 anos (fará em agosto) e é um dos exemplos de negócios com história que o JEL foi conhecer. Esta história familiar vai continuar na próxima geração porque os filhos da Graça vão seguir o seu percurso. “Sintra é um termómetro mundial, tudo o que se passa no mundo, sente-se em Sintra”, foi assim que a Graça começou por descrever o seu negócio quando perguntámos que mudanças foi sentindo ao longo da sua história. O 11 de Setembro foi mau para o negócio, os americanos deixaram de vir a Sintra, assim como o 25 de Abril, já o Euro trouxe bons ventos aos comerciantes da Vila. Os japoneses deixaram de ter poder

de compra, assim como os brasileiros e os melhores clientes, ainda assim longe dos tempos áureos, continuam a ser os espanhóis. Há muitos turistas na Vila, vindos de todo o mundo, mas não gastam dinheiro nas lojas e visitam-nos com o tempo contado: “o fluxo de turismo é todo feito pela CP e pelos Tuk Tuk, não há estacionamento nem tempo para entrar nas loja. Fechar a Vila ao trânsito é afastar o turista daqui”. A lojista lamenta que a AESintra não se tenha oposto à significativa presença de vendedores ambulantes às “portas da Vila”, na Volta do Duche, o que a par da crescente oferta das lojas da Baixa de Lisboa, tira clientes às loja de artesanato da Vila de Sintra. Quando perguntámos se este crescimento rápido do turismo é benéfico para os comerciantes retalhistas da vila, a Graça disse-nos: “nós não reconhecemos essa afluência turística que só trouxe negócio à

hotelaria e às agências de transportes”. Há uma história de vida e de negócio familiar muito rica na Casa Vidi que pode ser afetada pelo caos na mobilidade da Vila de Sintra, pela falta de estacionamento e pela oferta cada vez mais acentuada da concorrência. l

Limpo, Irmãos Lda – Mucifal

Associado nº 43 da AESintra - Admitido em 1958 A Limpos,

como é conhecida na zona, foi fundada há 66 anos por quatro irmãos. Um deles, o único ainda vivo e pai da Ana Limpo, atual sócia gerente da empresa e com quem falámos, era menor na altura e só um ano depois, quando atingiu a maioridade - na altura aos 21 anos - assumiu formalmente o cargo. A Limpos, sede e estaleiro, encontra-se instalada no centro do Mucifal e começou por ser exclusivamente uma empresa de transportes, mas depressa alargou o seu âmbito comercial, tal como nos explicou a gerente: “O meu pai e tios perceberam que as viagens para o Norte do país podiam ser rentabilizadas no regresso se o vazio da carga fosse ocupado com materiais de construção das cerâmicas de Leiria e de Torres Vedras, e assim começou a nossa 2ª área de negócio, que durante alguns anos acabou por ser a nossa atividade principal”. A Ana gere a empresa há 27 anos. Começou por dar uma ajuda na parte administrativa enquanto estudante,

ficou sócia aos 18 anos, altura em que o seu pai se reformou e hoje partilha cota com outros primos. Há um ano a empresa fez um investimento avultado na compra de dois camiões e para 2018 a gerente quer manter e/ou aumentar a sua carteira de clientes que são cada vez mais diversificados, mas as oscilações de mercado podem reverter a estratégia: “Não temos um cliente padrão. Trabalhámos com muitas empresas da zona de Mem

Martins e com transitários. Neste momento começamos a ser novamente procurados para fornecimento de materiais de construção para casas novas e para transporte de contentores”. Este é o negócio com mais história retratado nesta edição do JEL, se considerarmos a antiguidade. É também mais uma histó-

ria de família, que passa de pais para filhos e se adapta as novas realidades de mercado. A Ana vê-se na empresa por muitos mais anos, mas ambiciona um futuro diferente para os filhos, ainda menores de idade. Segundo a própria, “os negócios familiares não são fáceis de gerir, apesar de na Limpos já termos encontrado a forma de o fazer; fora da empresa somos família, mas dentro dela somos sócios”. Apesar de não reconhecer apoios especiais aos negócios/empresas com história instalados concelho, a Ana nota vontade neste mandato do executivo camarário de apoiar o tecido empresarial sintrense que, no caso da Limpos, foi revelada pela satisfação que demonstraram em trabalhar com uma empresa sediada em Sintra. l


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#SOMOSSINTRA

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Sintra

DULCE RIBEIRO ...................................................................................................................................................................

Técnica administrativa

Alentejana de Vila Alva, Cuba, a Dulce chega à AESintra em 2010 para cumprir estágio profissional do IEFP. Começou pelo atendimento e pouco tempo depois passou para a área administrativa onde desempenha funções até hoje.

A

técnica tem 50 anos e vive há 20 no Algueirão. Chegou às Lameiras com três anos de idade, mas confessa amar o Alentejo, tanto, que mantém as suas raízes bem vivas e é para lá que vai, pelo menos uma vez ano. Quando chegou à AESintra, vinha de um período de ano e meio de enriquecimento escolar, passado no Instituto de Emprego e Formação Profissional de Sintra, onde obteve a equivalência ao 12º ano. Esta aposta pessoal que fez surgiu depois de ter ficado desempregada, altura em que entendeu ser o momento ideal para adquirir conhecimentos informáticos para o futuro porque, como a própria afirmou, “casei muito cedo e não fiz o percurso normal nos estudos, por isso, na altura em que foi preciso olhar para o futuro, decidi que aquele era o momento certo para investir profissionalmente em mim. Senti não estar completamente à vontade para desempenhar funções mais exigentes.

trabalhei sempre sozinha, mas adapto-me às circunstâncias com facilidade e apesar das diferenças considero muito importante a entreajuda que existe na equipa da AESintra. Valemo-nos umas às outras em momentos de mais trabalho e isso é uma vantagem que gosto de assinalar como sendo característica do ambiente que aqui vivemos.”

Era importante atualizar competências”. Passado um ano de estágio profissional a Dulce é contratada pela AESintra para desempenhar funções administrativas, alocadas, especialmente, à área financeira. É pelas mãos da técnica que passa a faturação das quotas e a gestão da base de dados dos associados, incluindo a renovação de contratos de SST. Neste processo a Dulce contacta diretamente com os associados a quem reconhece “mais confiança” depois do período de crise que o país atravessou e que acabou por ditar alguns encerramentos de negócios. Antes de chegar à AESintra a Dulce trabalhou durante 5 anos num ATL como monitora, e num escritório, ambas as experiências em part–time. Quando se coloca a pergunta de quais as diferenças dessas experiências profissionais para a situação laboral na AESintra, a técnica avança: “trabalhei sempre sozinha, mas adapto-me às circunstâncias com facilidade e apesar das diferenças considero muito importante a entreajuda que existe na equipa da AESintra. Valemo-nos umas às outras em momentos de mais trabalho e isso é uma vantagem que gosto de assinalar como sendo característica do ambiente que aqui vivemos.” Sempre risonha durante toda a conversa a Dulce adora trabalhos manuais e a praia, segundo ela, “sinto-me bem em espaço aberto e a imensidão do azul do mar tranquiliza-a”. l

SINTRA, EMPRESAS & SERVIÇOS

Nosso Talho

“A nossa carne é Nacional”

Inaugurado em maio de 2017, em Chão de Meninos – São Pedro de Sinta, o Nosso Talho apresenta um novo conceito de venda de carnes, afastando-se do tradicional e oferecendo uma proposta moderna e irreverente. A qualidade da carne vem directamente do produtor, nacional, e os produtos são acreditados pelos mais eficazes sistemas de rigor e seriedade. O Nosso Talho é especial porque não perdeu o conceito familiar do comércio local, modernizou-se sem esquecer o atendimento tradicional e personalizado. As entregas ao domicílio são gratuitas mediante o valor gasto na loja e recentemente foi aberta novo espaço em Queijas.

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OPINIÃO

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Sintra

Uma Praça Central longe da Vila

Contributos para a discussão da economia de Sintra no século XXI

Paulo Verissímo

Pedro Ventura

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Vereador da CMS

Vereador da CMS – Economista intra não é só a Vila, mas esta é uma espécie de Marca além-fronteiras que, para bem e para o mal, tem uma influência inequívoca na imagem do nosso concelho. Infelizmente, penso sempre duas vezes antes de me deslocar de carro ao centro da Vila. É lamentável e triste, mas é uma realidade que precisa de políticas (medidas) urgentes e corajosas. O atual presidente da Câmara Municipal de Sintra anunciou que pretende retirar o trânsito do centro da Vila de Sintra. Como Vereador da CMS, acompanho-o nesta decisão. Há inúmeros exemplos de cidades que já o fizeram e os resultados estão à vista. Esta decisão pode, sem duvida, aliviar o caos que reina na Vila, e, consequentemente, evitar que uma boa experiência turística e cultural se torne num pesadelo para quem nos visita. Três medidas que podem contribuir para aliviar esta pressão são: - A melhoria da mobilidade de pessoas e mercadorias, que passa pela criação de uma Rede Integrada de Transportes (inteligentes e ecológicos) com ligação a interfaces de transportes públicos e privados; - A construção de parques de estacionamento periférico de fácil acesso; - Por fim, mas não menos importante, a criação de novos locais e/ou eventos de interesse turístico e cultural que sirvam de gancho para atrair os turistas, conseguindo assim uma maior “distribuição” dos mesmos pelo concelho. A dinamização dos mer-

economia local

cados municipais, a organização de feiras tradicionais, a potencialização da costa marítima, a organização de caminhadas, a gastronomia, os doces regionais, o vinho da região, a exploração da Serra de Sintra, podem resultar na criação de novas experiências ligadas aos eventos organizados pelas Juntas de Freguesias, ou por outras entidades comunitárias. Iniciativas desta natureza ajudariam, em muito, na dispersão dos turistas. Haja vontade! Eventualmente a criação de uma grande Praça Central em Sintra, afastada do centro, com esplanadas, onde seja possível organizar concertos, festivais, feiras temáticas, amostra dos produtos regionais, exposições, poderia contribuir para aliviar esta pressão. A estação da CP em Sintra parece-me ser um espaço que reúne condições para o efeito. Assim sendo, a estação da Portela passaria a ser a última (ou primeira) estação da CP da linha de Sintra, transformando-a numa estação moderna com condições, munindo-a de uma boa ligação à rede de transportes e, por último, construindo um parque de estacionamento à séria. A Portela de Sintra e a Estefânia passariam a ser a “Porta” principal de entrada dos turistas em Sintra, aliviando assim a “rotunda do Ramalhão”. É hora de agir! Brevemente, na qualidade de Vereador, vou reunir com alguns especialistas na matéria para que a defesa (ou não) desta ideia possa ser sustentável. Sintra não pode esperar! l

O

desenvolvimento económico em Sintradeve ter como objectivo a melhoria do nível e da qualidade de vida da generalidade da população de Sintra, uma elevada satisfação das necessidades da população, uma justa e equilibrada repartição da riqueza criada. Uma política de desenvolvimento local deverá assentar no desenvolvimento das forças produtivas, no aumento da produção, no reforço da articulação, complementaridade e coerência do aparelho produtivo local e nacional, no desenvolvimento harmonioso do espaço concelhio, na consideração da vertente ambiental em toda a actividade económica e na ocupação do território, na defesa dos interesses locais no quadro da AML, permitindo a superação dos desequilíbrios económicos face ao exterior. O século XXI em Sintra deve ser uma viragem em relação à estrutura económica criada no século XX: deve-se apostar numa economia moderna, com uma acrescida e sólida base científico-técnica e novas especialização produtivas; Uma economia com produções e serviços de qualidade e de alto valor acrescentado e com elevados níveis de tecnologia, de produtividade, de emprego, de salários e de formação profissional; Uma economia onde seja incentivada e apoiada a participação activa, interessada dos trabalhadores, e sejam garantidas as condições necessárias

para que os pequenos e médios empresários, os agricultores contribuam com maior eficácia para a produção local; - Uma economia cuja crescente especialização (casos da logística, turismo, química e farmacêutica, rochas ornamentais e serviços) seja acompanhada e sustentada pelo reforço da base científica e tecnológica concelhia. Uma economia em que a Câmara Municipal de Sintra contribua com medidas de incentivo através de programas de reorganização, recuperação e reconversão de sectores com procura decrescente e empresas em dificuldades, da diversificação da produção e de medidas que estimulem a qualidade industrial; - Uma economia moderna que leve à promoção de núcleos de “indústrias de serviços” de apoio à produção para sustentar a necessária mudança de especialização da indústria concelhia; - Uma economia geradora de crescimento equilibrado e ordenado com a valorização e defesa dos recursos naturais e património histórico e a preservação cultural e ambiental dos principais centros turísticos. O desenvolvimento económico de Sintra assente numa economia mista é condição para o êxito do desenvolvimento da totalidade de concelho, e não apenas de nichos locais mas tal depende do progresso social, da criação da base material para a construção de um concelho mais desenvolvido, mais justo e inclusivo. l PUB


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Sintra, Arte, Cultura e Sociedade

Associação Cultural

Associativismo na Cultura

Texto de Daniel André, presidente da Alagamares, recentemente eleito.

Carvalho e outros. A Alagamares é uma associação apartidária e laica, e tem parcerias com diversas associações locais e nacionais. Temas como a defesa da floresta de Sintra, as cidades criativas do futuro, a evocação de personalidades relevantes do universo cultural ou workshops de teatro, banda desenhada, gaita-de-foles ou plantas medicinais fazem igualmente parte do seu histórico. Para 2018 está prevista mais uma edição dos Encontros de História de Sintra, evocações de Ferreira de Castro e Francisco Costa por ocasião de datas relevantes da vida dessas figuras, caminhadas e plantação de árvores, bem como tertúlias literárias e debates. Ser sócio tem um custo de 12 euros anuais sendo, contudo a participação e o envolvimento cívico o aspeto privilegiado, conscientes que só uma sociedade civil forte, pró-ativa e plural pode tonificar a sociedade e contribuir para o seu desenvolvimento bem como o da comunidade. l

A Alagamares-Associação Cultural nasceu em 9 de março de 2005 em Galamares, resultado da iniciativa de 46 cidadãos que a partir da localidade de Galamares entenderam faltar em Sintra um espaço de debate e divulgação cívico e cultural que abordasse a História, a defesa do Património e a divulgação de novos agentes culturais, tendo realizado até hoje mais de 150 eventos e contando com 340 associados. Destacam-se na sua atividade as campanhas pelo restauro do chalé da Condessa, pela busca de novas soluções de mobilidade para o Centro Histórico ou as iniciativas contra o abate de árvores na Lagoa Azul, entre outras. Por sua iniciativa realizaram-se três edições dos Encontros de História de Sintra, conferências, debates, espetáculos, roteiros históricos e caminhadas, em Sintra e pelo país, tendo nas Uma história exaustiva e cronosuas iniciativas participado já personalidades como Gonçalo Ribeiro lógica da vida da Alagamares pode Teles, Luis Raposo, Miguel Real, Rui ser consultada no seu site em https:// www.alagamares.com/a-vida-daZink, Maria Teresa Horta, João Soa-alagamares-2005-2014/ res, Pinharanda Gomes, Galopim de PUB

Nº 16 l março 2018 Sintra

Empresas e Associativismo

Exemplo de apoio

e responsabilidade social

Este homem, considerado um grande mecenas, já foi homenageado pela autarquia sintrense com a Medalha de Mérito Municipal Grau Prata, tem uma vida inteira ligada ao tecido associativo, não só integrando os

falar de todas as bandas filarmónicas e orquestras que compõem o tecido associativo sintrense, de onde saem formados muitos jovens músicos com trajeto profissional desenvolvido a partir da vivência. A foto que ilustra esta notícia retrata a oferta de instrumentos, pela mão do Morais, à Banda da Sociedade Filarmónica e Recreativa de Pêro Pinheiro. Este mecenas é um dos grandes exemplos de responsabilidade social empresarial. Exemplo de como a comunidade pode ser apoiada pe-

órgãos sociais como apoiando várias iniciativas de caráter social, cultural e humanitário. Poucas são as associações que não sabem quem é o Morais, nome pelo qual é tratado e acarinhado por todos, especialmente na zona rural onde estão concentrados a maior parte dos exemplos de apoio da Funerária Quintino e Morais. Hoje escrevemos sobre este benemérito, devido à sugestão de oportunidade do próprio planeamento editorial desta edição do JEL, que faz destaque à formação musical em Sintra na perspetiva do Conservatório (ver página 3), mas é oportuno e justo

las empresas. O Morais já há muito tempo que dedica parte da sua vida à responsabilidade social, iniciando a prática numa altura em que ainda não havia sequer uma terminologia lexical para o efeito. O Morais é um exemplo a seguir, é um precursor da ajuda ao seu semelhante a partir do seio do tecido empresarial. É por isso que o JEL também homenageia o Morais com esta referência editorial, lembrando que este homem, tudo o que fez e faz ao longo da vida, fá-lo de forma altruísta e espontânea, e isso merece destaque. Precisamos de mais Morais! l

Poucos são os sintrenses que não conhecem José Fernando Morais, sócio da funerária de São João das Lampas e membro da Assembleia Geral da AESintra.


Nº 16 l março 2018 Sintra

Sintra Empreendedora

Iniciativa

Para assinalar o seu 75º aniversário a AESintra vai premiar as Boas Práticas das empresas instaladas no concelho de Sintra, através da iniciativa SINTRA EMPREENDE+, que procura estimular e reconhecer o mérito empre-

sarial das empresas e empresários que de- de apoiar a comunidade onde se inserem. sempenham um papel de grande relevância As empresas interessadas em participar no desenvolvimento local, pelo aproveita- podem consultar o regulamento da Sintra mento de recursos endógenos, pelo valor Empreende+ no site da AESintra http:// acrescentado que adicionam aos produtos www.aesintra.com/. O anúncio dos venceque transformam, pelos postos de trabalho dores de cada categoria será feito no almoque criam, pelo aumento de rendimento ço de comemorativo (ver pág. 16) depois de que geram nas famílias, pela possibilidade um período de avaliação realizada por um de fixação da população e pela capacidade júri, entre os dias 12 e 29 de março. l

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SINTRA EMPREENDEDORA Novos Espaços | Novas Empresas | Novas Ideias

Nome:

A Funcional

- Sociedade de Ferragens de Queluz, Lda

Área/ Setor de atividade: Comércio Inicio de atividade: 02-01-1972

Local/sede empresa: Queluz

Contactos:

214373780 | 214355843 | 214348969 geral@afuncional.pt

Posicionamento:

Aconselhamento técnico, com apresentação de soluções mesmo que elas não se encontrem em stock. “Não” é uma palavra proibida.

Estratégia de mercado:

Aumento da área das nossas instalações tendo em conta os resultados determinados pelo período pós-crise.

Visão de negócio:

Análise sustentada e critica da concorrência para satisfação de necessidades que ainda não estejam satisfeitas.

O que o distingue no mercado:

Simpatia e empenho no atendimento

Perfil cliente:

Categorias

Cliente profissional especializado e cliente final. Cliente envelhecido que nos “obriga” a uma postura de sensibilidade social.

Principal produto/serviço:

Ferragens, ferramentas e materiais de construção.

Sintra, vantagens para o negócio:

A freguesia de Queluz está envelhecida e em termos imobiliários cresce com grande dinâmica. Isto posiciona a Funcional no mercado das remodelações.

Apoios institucionais:

AESintra de quem temos obtido uma ótima resposta. PUB

DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE À MEDIDA A Labor Team desenvolve soluções de software que, integrados com o software utilizado pelas empresas, possibilitam a implementação de novas funcionalidades.

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Formação

Nº 16 l março 2018 Sintra

MARKETING DIGITAL ...................................................................................................................................................................

Promoção de negócios É Com a utilização mais frequente da internet, onde o acesso através do computador, telemóvel e tablets está definitivamente generalizado, importa que as empresas tirem proveito desta realidade e percebam o quanto as redes sociais, por exemplo, podem ser factores influenciadores da imagem dos negócios.

Gestão das Redes Sociais

aqui que entra o Marketing Digital, atendendo a que a publicação de comentários positivos pode induzir a conquista de mais clientes e ajuda a empresa a construir um relacionamento duradouro e sustentável com os clientes e potenciais clientes. A AESintra, durante o ano de 2018, irá promover uma série de cursos de formação vocacionados para esta realidade do Marketing Digital, pensando nas pessoas/ formandos que pretendem gerir a

. Março 2018 .

sua presença na internet e daqui retirar proveitos vantajosos para o seu negócio. Todas as acções propostas só têm resultado se houver um planeamento bem estruturado, só com objetivos claros é possível escolher entre as diferentes estratégias do mundo online para alcançar os resultados esperados. Estas ações de formação vão arrancar em breve e aqui deixamos exemplos de três delas cuja data de começo será oportunamente divulgada:

Esta útil ferramenta, referente à gestão paga do backoffice do website, permite dinamizar os resultados orgânicos da pesquisa nos motores de busca. Com o SEM é possível colocar o website no topo dos motores de busca e fazer com que o mesmo apareça aos clientes que procuram os nossos serviços através de palavras-chave.

SEO – Search Engine Optmization -

Essencial em qualquer plano de Marketing Digital, o SEO é uma ferramenta gratuita que permite dinamizar um website para surgir nos primeiros lugares da pesquisa nos motores de busca. Nesta acção, irá ser

. HACCP - Regras SA 12 de Março

09:00 – 13:00 | 4 Horas Valor: Sócio - 20€ | Não Sócio - 24€

. Emergência e Primeiros Socorros LT 13 de Março

14:00 – 18:00 | 12 Horas Valor: Sócio - 60€ | Não Sócio - 72€

. Retiro de Coaching 17 de Março

09:00 – 18:00 | 8 Horas Valor: Sócio - 70€ | Não Sócio - 84€

. SST Cabeleireiros

SEM – Search Engine Marketing -

Com esta ação, pretende-se que o formando saiba criar filtros adequados à identificação dos vários tipos de redes sociais percebendo quais as mais indicadas para cada negócio. Nesta ação um dos objetivos mais práticos e imediatos é a apreensão das ferramentas existentes na construção de comunidade online direcionada e específica a cada negócio. Não basta criar uma página, é necessário alimentá-la, dar voz aos clientes, apresentar a identidade corporativa do negócio e/ ou empresa.

Agenda de Formação

19 de Março

09:00 - 13:00 | 8 Horas Valor: Sócio - 40€ | Não Sócio - 48€

. Construa a sua presença na Internet- Website 21 de Março

14:00 – 18:00 | 4 Horas Valor: Sócio - 20€ | Não Sócio - 24€

. Avaliação e Controlo de riscos - SST 22 de Março

14:00 - 18:00 | 4 Horas Valor: Sócio - 20€ | Não Sócio - 24€

. Prevenção, Combate a Incêndios e Evacuação - Nível II 28 de Março 09:00 – 13:00 | 4 Horas

Valor: Sócio - 35€ | Não Sócio - 42€

abordado o processo de SEO e como se deve estruturar todos os elementos de um website para aumentarmos gratuitamente a visibilidade de um website nos motores de busca, atraindo tráfego sem pagar publicidade.

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Página Verde

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PRODUÇÃO, ACUMULAÇÃO E GESTÃO DE ENERGIA FOTOVOLTAICA .........................................................................................................................................................................................................................

Unidade de Produção para Autoconsumo – UPAC (Com BATERIAS)

Inversor Híbrido Imeon Energy A energia produzida pelo sistema fotovoltaico, que não é consumida durante o dia, é armazenada em baterias, para ser usada durante a noite. A rede elétrica pública e/ou o gerador, funcionam como apoio sempre que haja défice entre a produção e o consumo. Com este sistema prevê-se uma redução significativa na fatura de energia e/ou no consumo de combustível do gerador. A redução varia com a dimensão do sistema de autoconsumo. Com este tipo de sistemas conseguem-se reduzir custos sig-

nificativos na fatura da energia elétrica que poderão chegar até 70% no setor residencial. Para se dimensionar um sistema desta natureza terá que se conhecer o perfil de consumos do edifício, ou seja, saber quanto e quando existe consumo de energia ao longo das 24h. Com esta informação será fácil de prever as poupanças associadas à implementação deste tipo de soluções. Estamos perante um paradigma que consiste em fazer uma gestão de energia inteligente, aproveitando o recurso das energias renová-

veis e por outro lado adaptando alguns hábitos de consumo a este tipo de sistemas. O grande obstáculo é, ainda, o elevado custo inicial associado à implementação do sistema. Ultrapassado o obstáculo, as vantagens são imensas quer na redução de custos, no aumento da independência energética assim como no aumento da eficiência energética da habitação e consequente valorização da mesma.

Acerca do Imeon Energy: A IMEON ENERGY

projetou um revolucionário Inversor de Rede Inteligente, resultante de mais de cinco anos de I&D e milhares de projetos envolvendo a eletrificação de sítios remotos. O IMEON Smart Grid Inverter fornece a solução perfeita para a intermitência e flutuação da energia solar. Através da gestão de múltiplas fontes de um sistema solar (PV, Baterias e Rede). O custo da eletricidade a partir da rede nacional aumentou nos últimos anos e espera-se que continue a aumentar, enquanto o custo dos módulos fotovoltaicos estão mais acessíveis. O IMEON Smart Grid Inverter aumenta a eficiência global dos sistemas fotovoltaicos através do uso

de sistemas inteligentes de gerenciamento de armazenamento. Com um IMEON Smart Grid Inverter e a crescente acessibilidade dos módulos fotovoltaicos, o custo da energia solar torna-se mais competitivo. O IMEON Smart Grid Inverter pode ser integrado com as infraestruturas existentes através do alívio da rede durante tempos de baixo consumo, por exemplo, durante o dia em que as baterias estarão a carregar, e dando suporte à rede durante tempos de consumo elevado, por exemplo, durante a noite quando as baterias estiverem a descarregar. O IMEON Smart Grid Inverter permite que as instalações fotovoltaicas sejam economicamente viáveis e acessíveis a todos. l PUB


COMEMORAÇÃO

DO 75º ANIVERSÁRIO DA AESINTRA A AESintra comemora este ano o 75º aniversário, as bodas de brilhante, sempre com a missão de criar relações de confiança com as

empresas e empresários do concelho de Sintra. No dia 8 de Abril vamos realizar um almoço comemorativo para criar um momento

de convívio entre empresários, familiares e colaboradores onde iremos anunciar os vencedores da iniciativa Sintra Empreende+, dis-

tinguir os sócios com 25 e 50 anos de filiação e atribuir prémios de distinção a empresários que se destacaram na sua actividade.

Amoço Comemorativo Aromas da terra do mar e da serra

… em ambiente de festa!

Cocktail de Boas Vindas Aperitivos

Porto doce e seco, martini rosso, martini bianco bianco e seco, gins, vodkas, moscatel de Setúbal, moscatel de favaios, Vinho verde, vinho branco seco, sumos naturais, águas minerais e refrigerantes, água tónica, orange e castelo, sangria branca seca.

Acepipes

Pastelinhos de bacalhau, Rissóis de camarão, Bolinhas de carne, Coxinhas de frango.

Conviva no meio dos petiscos da amizade… Buffet de regionais Entradinhas Mexilhõezinhos à espanhola, salada de polvo, vinagrete, choquinhos de coentrada, lulas à sevilhana, tiras de choco com azeite virgem, orelha de porco com molho verde, dobradinha com feijão branco, franguinhos à passarinha, moelinhas de coentrada, asinhas de frango ao piripiri, linguiça frita, chouricinhas assadas.linguiça do Minho fumeiro.

Mini Churrasco

Febras laminadas de porco, salsicha fresca, entremeada fatiada, chouriço mouro, morcela da Beira Baixa,

Menu…

para aquecer os nossos corações… Entrada

Sopa rica de peixe à moda de Cascais perfumada com hortelã da quinta

Peixe

Rolinhos de garoupa em cama de espinafres com molho bechamel e puré d`Avó

Carne

Nacos de vitela charolesa suada com sinfonia de cogumelos perfumado com vinho do porto vintage

Sobremesa … para amar perdidamente!

Semifrio de frutos silvestres no pôr-do-sol

…tudo bem regado

Vinhos brancos e tintos (selecção das nossas caves), cervejas, sumos, refrigerantes e águas minerais

Quinta de Sta. Teresinha Distinção de sócios com 25 e 50 anos de associados.

Anúncio de vencedores de cada categoria do Sintra Empreende +. Preço: 27,50€ /por pessoa . Mais informações: atendimento@aesintra.com

JEL | MARÇO 2018  

EDIÇÃO N.º18

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