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Ano VI - Nº 8 - Outubro/Novembro de 2013

Seresta da Assisefe

Em homenagem aos pais, o encontro reuniu amigos e familiares em um ambiente de convivência e dança

Conheça a história de Maria Elisa Jeveaux e Pedro Moreti, dois casos de superação

Novo quadro com dicas de viagens promete estimular você a sair de casa

Conheça os novos convênios da ASSISEFE

Saiba onde ter acesso gratuito a estacionamentos em Brasília


Palavra do Presidente

ASSISEFE - 21 ANOS Lourival Zagonel - Presidente “Os sonhos não morrem, apenas adormecem na alma da gente!” (Chico Xavier)

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m 1993, com a valiosa ajuda de inúmeros e diletos colegas, e o apoio fundamental de minha mulher, Maria Julieta, tive a satisfação de criar a ASSISSEFE e ser o seu primeiro presidente. Os objetivos que previmos para a nossa Associação continuam os mesmos, ou seja, “acolher e agregar servidores aposentados e pensionistas do Senado Federal” e “incentivar e desenvolver a solidariedade e o congraçamento entre os seus membros”. Nesta data marcante não poderia deixar de homenagear os diletos colegas que fizeram parte da primeira diretoria da ASSISEFE. Foram eles: Sandra Castello Branco Portes (Vice-Presidente/ Senado), Carlos Rodrigues de Faria (VicePresidente/Cegraf), Adolfo Gomes de Carvalho (Vice-Presidente/Prodasen), José Adauto Perissê (Diretor-Adjunto), Caio Torres (Diretor-Adjunto), Norma Izabel de Toledo (Diretora-Adjunta), Vicente Cristino Filho (Diretor Social e Cultural), Mario do Carmo Ribeiro Damasceno (Diretor- Adjunto/ Prodasen), Neusa Joana Orlando (Diretora Adjunta), Leda Maria Cardoso Naud (Diretora Adjunta), Moyses Júlio Pereira (Diretor Adjunto), Levi de Assis Dantas (Diretor-Adjunto), Afrânio Cavalcanti Melo Júnior (Secretário-Geral), Crescilia Aparecida Valloci (Primeira Secretária), Jaime Luiz Collares (Tesoureiro), Olivia De Melo Souza (Primeira Tesoureira), Frederico da Gama Cabral Filho (Vogal/Senado Federal), Vanderley da Silva (Vogal/ Cegraf), Marcos Vinicius Goulart Gonzaga (Vogal/ Prodasen) e os membros do Conselho Fiscal, José Andrade Fabio Mendes, Arnaldo Enéas Sgreccia Ferraz, Jorge Paiva do Nascimento, Rubens Patu Trezena, Arthur Levy Siqueira Schütte e Newton 2

Araújo Silva. Como representante da ASSISEFE, no Rio de Janeiro: Neusa Rita Perácio Monteiro, Célia Tereza de Assumpção e Luiz Renato Vieira da Fonseca, Alexandre Pfaender (in memoriam) e Bibiana de Paula (in memoriam). Por ser de inteira justiça, homenageio, também, as diretorias encabeçadas pelos estimados colegas Afrânio Cavalcante, presidente por três gestões, Nísio Tostes, presidente por três gestões e os colegas Djalma José Pereira da Costa e Edison Halbert – com passagem breve pela presidência - os quais, todos eles, com muita energia e dedicação, levaram em frente o sonho de termos uma entidade voltada para o apoio aos aposentados e os pensionistas. Quando recebi a ASSISEFE, em 2009, nossa sede havia sido transferida para um cubículo, no 4º andar do Anexo I e tínhamos uma sede na 716 Norte, sem utilização. Devolvemos o cubículo para a DiretoriaGeral e passamos a utilizar a sede própria. Verificamos, contudo, que a atual sede fica completamente fora de mão, com uma pequena recepção no piso térreo e a administração no subsolo. Ali, por quatro anos, realizamos nossos trabalhos e nossas reuniões. Concluímos que era tempo de termos uma nova sede, mais acessível para nossos associados e parceiros e compramos, com recursos próprios, três salas no Ed. Le Quartier, no coração de Brasília, próximo a rodoviária, dentro do Setor Hoteleiro Norte. Essa nova sede, com certeza, servirá de apoio para as atividades da associação, facilitando o acesso dos seus associados. Muitas atividades foram desenvolvidas ao longo do nosso mandato com vistas apoiar os colegas em seus pleitos junto ao Senado, bem como estimular o convívio social e familiar. Espero e faço votos que essas atividades sejam ampliadas ao longo dos próximos mandatos, justificando a existência da nossa associação. Para não me alongar, convido todos os associados a participarem do processo eleitoral que se avizinha com vistas a valorizar esta jovem entidade que agora completa 21 anos, a nossa querida ASSISEFE. Desejando vida longa para a nossa Associação, agradeço a todos os que contribuíram e contribuem para que ela exista, produza resultados e não seja apenas um sonho adormecido.


Expediente

Obituário 10/07 - Nadyr Therezinha Justen Kronemberger 21/07 - Ana Valderez Ayres de Alencar 25/07 - Adalberto Alves Torres 1º/08 - Otavio Pereira da Cruz 10/08 - Anita de Oliveira Brandão 25/08 - Airton Travassos de Moura 27/08 - Antônio Mozar Rodrigues 31/08 - Wilson Pereira de Carvalho 1º/09 - Hypólito da Silva 7/10 - José Gomes

“O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher” (Cora Coralina)

Informativo da Associação dos Servidores Inativos e Pensionistas do Senado Federal

SCHLN 716 Bl. “B” Lj. 49 CEP: 70770-532 Brasília/DF

www.assisefe.org.br assisefe@assisefe.org.br

Diretoria: Biênio 2011-2013 Diretoria Executiva: Presidente: Lourival Zagonel dos Santos 1º Vice-Presidente: Maria Elisa de G. N. Stracquadanio 2º Vice-Presidente: Goitacaz B. P. de Albuquerque Conselho Deliberativo Abelardo Gomes Filho Alberto Moreira de Vasconcellos Francisco Zenor Teixeira Heraldo de Abreu Coutinho Osvaldo Maldonado Sanches Maria Silva Sucupira Granville Garcia de Oliveira

Soneto de Fidelidade

Conselho Fiscal - Titulares: Israel Testa Jamaci Cordeiro Góis Basílio da Costa

De tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento.

Conselho Fiscal - Suplentes: Orione Duarte Maia Olavo Nery Corsatto

Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento. E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama Eu possa dizer do meu amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure. Vinicius de Moraes

Fone: 3340-1230 Fax: 3349-8544

Diretor Financeiro: Vicente Sebastião de Oliveira Diretor Social e Cultural: Cantidio Lima Vieira Coordenadores do Rio de Janeiro: Ulysses Rosário Martins Filho Érico de Assis Rodrigues Nilton Malta do Nascimento Secretária: Liliane Freiro Assessora de Imprensa: Narlla Sales Recepcionista: Iara Castro

Editora-chefe Narlla Sales

Fotos

Andreia Fernandes Arquivo - Senado

Projeto Gráfico e Diagramação

Impressão

Tiragem

Felipe Rodrigues MTE 10141/DF

Gravopapers

2500 unidades 3


Depressão como lidar com ela e caminhar para a superação? Por Fernanda Pelosi*

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credito que as pessoas que já viveram mais adquiriram uma maneira bem particular de superar as dificuldades. Quando converso com elas, vejo que suas histórias são repletas de superação. Às vezes nem elas se dão conta dos pequenos atos heróicos que tiveram para chegar até aquela idade. Recordar da sua própria força interior é um caminho bonito para afastar a tristeza. Penso que todos deveriam escrever um pouco sobre a sua vida e deixar estes escritos para serem encontrados por um tataraneto lá na frente (ele pode precisar disto um dia). A depressão pode acontecer nesta fase? Sim. O novo pode ser assustador e gerar tristezas profundas. Buscar uma pessoa para conversar, reaproximar-se dos amigos e familiares, integrar-se na igreja, aprender algo novo e tomar uma medicação são alternativas possíveis. Isto sem contar com um exercício físico tranquilo e leituras agradáveis. Conheço pessoas que buscaram se reaproximar de Deus e conversar com Ele de forma mais madura e amistosa. A depressão gosta de nos retirar a fé. Um ser humano que perdeu a esperança é uma presa fácil para este quadro mental. Então, o que fazer? Pedir ajuda, resgatar o contato com a família, exercitar

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a gentileza e cuidar para que a sua presença seja luz e sabedoria para os mais jovens. Os idosos têm um papel fundamental na vida da sociedade. Eles podem ser o seio acolhedor que tanto falta para nós. O corpo até pode estar mais vagaroso, menos funcional, mas a mente não envelhece. Ela está no auge da sabedoria. Basta querer acessá-la. Renovar a vida e criar novos objetivos tira qualquer ser humano da tristeza. É um novo desafio, afinal o show ainda não acabou. Somos preparados para a juventude e não para a velhice. Este é um erro que precisa ser corrigido. Portanto, busquemos a mágica da maturidade e a aceitação do papel a ser cumprido agora. Existem trabalhos voluntários à procura de pessoas maduras. Não podemos deixar de existir ainda existindo. Um idoso é um guerreiro e um peregrino cheio de histórias. Mas se ele acreditar que não tem mais função no mundo, é assim que será. É preciso buscar forças e retomar a vida. Ainda há tempo para ser feliz. A depressão não é “privilégio” de nenhuma idade, ela é apenas uma condição a ser tratada e levada a sério. A família deve reintegrar o idoso, aumentar sua auto estima e cuidar dele com gratidão. O amor diário aconchega e traz sentido para a vida de qualquer deprimido. O passado não existe mais e o futuro é apenas uma possibilidade. Viver o presente, tratando de entendê-lo como a única coisa real que temos nas mãos, é uma ótima maneira de enfrentarmos a tristeza. A morte é real para qualquer um de nós que estamos por aqui. Ficar preso a ela é perder tempo. Precisamos estar vivos neste momento. Que tal ser grato e plantar pequenas gentilezas ao longo do caminho? Acredito que os mais velhos ainda são nossos melhores exemplos. Portanto eu digo: mexam-se, assumam o controle e nos ensinem!

Fernanda Pelosi (nandapelosi@gmail.com) Psicóloga Clínica, Coach e Consultora em Brasília.


Eles não pararam

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arafraseando, segundo ele, Tancredo Neves, Vicente Sebastião de Oliveira, colega aposentado do Senado, diz que só pretende descansar na eternidade, quando “passar dessa para melhor”, brinca. A série "Eles não pararam" desta edição traz a história de um colega que não pretende descansar tão cedo. Mesmo aposentado, Vicente está sempre a procura de se manter ativo e colaborando com a sociedade. Aposentado desde o início da década de 90, Vicente afirma que precisou deixar o trabalho por pressões políticas que a economia sofria na época. “Eu era um garoto, tinha 48 anos, não queria ter me aposentado, mas não tive escolha”, confessa. Vicente chegou a Brasília em 1970 e, no mesmo

ano, ingressou na Gráfica do Senado. “Quando eu me aposentei, nem tive tempo para pensar o que eu ia fazer. Imediatamente, assumi uma função comissionada no Ministério da Agricultura na área de planejamento”, conta. Desde os sete anos, ele conhece bem o que é uma rotina de trabalho. A energia era empregada na roça de Pernambuco, acompanhando o pai. “Naquela época não havia o menor problema em uma criança ajudar a família nos serviços do campo. Eu também acompanhava o meu pai em uma bodega que ele mantinha”, lembra com alegria. Depois da experiência no Ministério da Agricultura, regressou a Pernambuco e assumiu a gerência financeira do Conselho Federal da OAB no Recife. “Foi uma experiência fantástica!”, conta. Inquieto e disponível, Vicente deixou sua marca na ASSISEFE em 2002, prestando trabalho voluntário como membro da Diretoria. Agora, ele retorna e assume a direção financeira da Associação. “Temos trabalhado para que tudo seja feito com transparência e organização. Faço esse trabalho com muito carinho”, afirma. Outra atividade que toma as horas do associado é uma empresa de construção civil. “Estou o tempo todo ocupado e tenho a liberdade de controlar minha agenda”. Para descanso, ele gosta de gastar tempo com a família. Vicente é pai de três filhos, casado há 43 anos com Maria das Vitórias e é avô de cinco netos. “O sexto neto já está a caminho”, acrescenta. Vicente Sebastião aprecia muito a leitura e tem preferência por biografias e literatura política. As viagens também estão no rol de atividades de lazer. No entanto, a função - se é que esta pode ser categorizada dessa forma - que Vicente assume em tempo integral é a de marido. “Estou sempre cuidando e zelando pelo bem estar da minha esposa”, conta ele. Questionado sobre a rotina, aparentemente agitada, ele é categórico: “Ainda estou procurando o que fazer” e cai na gargalhada. “Eu penso em tudo, menos em ficar em casa”, acrescenta.

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Capa

Superação:

a luta diária de quem ama a vida

Duas histórias, duas vidas transformadas pela dor das perdas e as exigências de adaptação à uma nova vida. As trajetórias de Maria Elisa Jeveaux e Pedro Moreti, servidores aposentados do Senado, revelam que a vontade de viver foi muito maior do que os desafios enfrentados para vencer as limitações do corpo.

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m tumor no cérebro não foi maior do que a esperança e a vontade de viver. Na história de Maria Elisa Jeveaux, mulher vaidosa, portadora de uma história brilhante de superação – desde a juventude – e que foi trilhada, sempre, com vontade de viver e caminhar para frente. Em Brasília há 28 anos, técnica em legislativo, exerceu muitas funções de chefia e, viúva aos 30 anos, criou os dois filhos sozinha e com muita vontade de vencer. Há quatro anos, Maria Elisa Jeveaux, servidora aposentada do Senado, envolvida no sonho da construção da casa, teve uma forte dor de cabeça. Foi ao médico e começaram as investigações. O foco da pesquisa para um diagnóstico era a pressão alta, mas depois de trocar medicação e fazer vários exames, o cardiologista dela, Dr. Cantidio (membro da diretoria da ASSISEFE) sugeriu uma ressonância. “Foi aí que descobrimos que eu tinha um tumor”. Segundo o exame, a localização do tumor era em uma região extremamente delicada. “Se eu operasse, ficaria com sequelas e corria risco de morte. Os médicos queriam que eu entrasse na sala de cirurgia com um papel assinado, dizendo que eu estava assumindo o risco de morrer ou de ficar sobre

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uma cama para o resto da vida”, relembra. Para Maria Elisa, foi um período muito difícil. “Passei oito meses para tomar uma decisão. Eu não me sentia confortável com a ideia de isentar os médicos de qualquer responsabilidade sobre mim”. Ela conta que perdeu o apoio da família e sua fonte de conforto passou a ser os amigos. Foi aí que um de seus amigos, que fazia uma viagem pela Itália à época, ligou contando que havia na Europa um procedimento radiocirúrgico que reduzia a possibilidade de sequelas. “Me apeguei totalmente àquela esperança”. Começou, então, a busca pelo tratamento aqui no Brasil. Para a surpresa de Maria Elisa, havia uma clínica recém-inaugurada em Goiânia (a quase 200 km de Brasília) que tinha este mesmo tratamento. “Depois que enviei os exames e laudos, fui informada que não era possível realizar o procedimento, pois só era feito em tumores de até 3cm e no meu caso era alguns milímetros superior a 3cm”. Nesta hora, ela conta que viveu um grande desespero, pois era a única esperança. Por recomendação do médico que realizava o procedimento, Maria Elisa refez todos os exames e, por uma questão de precisão maior dos equipamentos, foi possível confirmar que o tamanho do tumor estava perto de 3cm, mas não chegava a ultrapassar a medida. “Embora o tumor não tenha sido totalmente retirado, fiz a cirurgia e saí de lá sem sequelas, muito bem”. O que Maria Elisa, de porte atlético e muito disposta, não esperava era que, pouco tempo depois da cirurgia, após passar um momento de forte estresse, entraria em uma convulsão epilética – que durou 9 horas – e perderia todos os movimentos do lado direito em decorrência de um edema cerebral. “Entrei no hospital e avisaram os meus amigos e familiares que ou eu não sairia viva do hospital, ou ficaria o resto da vida em uma cama”, relembra. Maria Elisa conta que este episódio a fez mais próxima da equipe médica de Goiânia e que eles foram de extrema importância para que ela se


mantivesse firme na decisão por lutar pela própria recuperação. “Eles nunca me tiraram a esperança de que, se eu me esforçasse, teria uma vida boa. Não como antes, mas uma vida em que eu possa realizar minhas atividades”, conta. O tempo passou e é possível ver Maria Elisa no jardim, caminhando, dando ordens aos empregados da casa, dirigindo, realizando as coisas, como ela mesma diz, “da melhor forma que é possível”. “Só não estou andando de salto alto ainda, mas tenho certeza que vou voltar”, conta ela com muita alegria e disposição.

Pedro Moreti

Um marcapasso para viver intensamente Natural do interior de São Paulo, Pedro Moreti iniciou a carreira no Senado em 1983 no Prodasen. Advogado, formou-se na primeira turma de direito do CEUB. “Me lembro com muito carinho daquela época. Me aposentei duas vezes. Mas agora é pra valer. Quero aproveitar o tempo com minha esposa e meus netos”, conta. Quando criança, Pedro tinha constantes episódios de vertigens. “Geralmente acontecia em situações de estresse. Eu só me lembro que tirar sangue, ir a hospitais me fazia desmaiar. Às vezes não havia nenhum motivo aparente e acontecia”, relembra. Um certo dia, após um desmaio em um almoço de família, Pedro foi socorrido por um médico que recomendou que ele fosse ao hospital, pois era preciso checar o que estava acontecendo. Até então, ele nunca tinha dado atenção ao problema. “Eu até hesitei em ir ao hospital porque em poucos minutos eu ficava bem. Mas fui e, chegando lá, após ser avaliado por um cardiologista, descobri

que tinha um problema no sistema carotídeo que refletia no coração. Em poucos minutos, Moreti descobriu que poderia morrer a qualquer momento se não tratasse o problema. A recomendação indicava a colocação de um marcapasso. As restrições, inúmeras. “No início fiquei com muito medo porque era muitas recomendações. Qualquer coisa poderia alterar o ritmo do marcapasso e, consequentemente, o ritmo do coração. Eu tinha muito medo disso”, conta. Após a cirurgia, Pedro também ficou com a mobilidade do braço direito comprometida. “Até hoje eu não consigo me movimentar muito bem, tive que comprar um carro adaptado”. Uma das grandes lições, segundo ele, especialmente depois do nascimento dos netos, foi aprender a ser feliz e a viver com o que tem, com as possibilidades que se tem, tentando prolongar ao máximo os dias de vida. “Precisei me adaptar e me reconciliar com a condição que eu tinha pra viver. Estou parando de fumar e me determinando a fazer tudo para conviver mais tempo com minha família. Devo ao nascimento dos meus netos esse novo jeito de olhar a vida”, conta. Hoje Pedro Moreti considera relevante as pequenas coisas da vida, os gestos simples, o carinho. “Passei a dar importância ao que é importante. A possibilidade de ir embora a qualquer momento me fez ser mais leve comigo mesmo, com os outros. A ser mais simples”, concluiu.

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Galeria de fotos

Seresta

No dia 16 de agosto, em comemoração ao mês dos pais, a ASSISEFE promoveu a 2ª Seresta no salão social do Clube Ases. Além do ambiente típico, com música e decoração especiais para a ocasião, houve exposição de camisas (com sorteio de kits) e também o sorteio de um voucher na academia do Popó Fight Club. Confira as fotos.

Lityerse e Maria Isabel Castro, Claudia Lyra e Arimar Freitas

Miguel Arcanjo e sua filha Liliane

Membros da Diretoria entregam prêmio do sorteio para Miguel Arcanjo

Lityerse e Maria Isabel Castro com seus convidados

Nicanor Ribeiro e seus convidados

José Felipe da Costa, Clei de Jesus e Dinorá da Costa

Jamaci Góis, Maria Elisa, Zagonel e Abelardo

Angelina Smith, Liliane, Miguel Arcanjo, Zagonel, Maria Elisa, Antonio Bezerra e Marlene Louzada

Elizabeth e José Lucena Dantas, Abelardo, Zagonel, Cláudia Lyra e Arimar Freitas

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Sebastiana Medeiros e seus convidados

Sebastiana Medeiros e Ogib Carvalho, da ASA CD

Pista de dança

Exposição de Camisas

Hugo Melo ganhou um kit de camisa social no sorteio da noite

Gilson Vianna também foi sorteado

Convidados e associados se divertem na pista de dança

Elizabeth e José Lucena Dantas

Beatriz e Hugo Melo

VOCÊ SABIA? Que alguns centros de compras em Brasília têm seus estacionamentos gratuitos para idosos? São eles: • Iguatemi Shopping: sem limite de tempo, basta que a pessoa – maior de 60 anos – se dirija ao CONCIERGE, localizado no Térreo (ao lado da Drogasil) e apresente a carteira de habilitação. O procedimento deve ser repetido a cada visita ao shopping; • Casa Park: no limite de duas horas, de segunda a sexta-feira. O visitante deve apresentar a carteira de habilitação para ter direito à cortesia; • Park Shopping: sem limite de tempo. É necessário se dirigir ao CONCIERGE e solicitar o cartão de estacionamento para idoso. Obs: As informações foram checadas, pessoalmente, pela equipe da ASSISEFE.


Esse cara sou eu

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sse “cara” sou eu! Com esta mensagem alegre e sorridente, o Palhaço Bolinha da Moedinha conquista os motoristas que transitam apressados pelas esquinas de Brasília. O semáforo fica vermelho e o Palhaço Bolinha entra em ação. Um sorriso largo faz com que os vidros dos carros não se tornem obstáculos para o envolvimento, uma risada ou mesmo para receber um pirulito e retribuir com a bendita moedinha. O acolhimento é gratuito, o pirulito custa o que o coração aciona para o bolso de quem tem a sorte de parar ali. E sempre, independente da moedinha, o Palhaço Bolinha distribui simpatia e alegria. Trabalhava como vendedor ambulante nos semáforos, mas percebia que nunca faltava alegria. Depois de viver situações difíceis na experiência como vendedor, ele perdeu tudo, menos a alegria. "Decidi tirar proveito do que me restava e virar palhaço. Decidi fazer da minha alegria um

motivo para arrancar o sorriso de quem passava por mim", conta. Como palhaço, ele trabalha há pouco mais de 1 ano. Bolinha faz questão de dizer que o respeito comanda suas performances. "A mesma piada que eu faço para um idoso é a que eu faço para uma criança ou para Deus", explica. Pai de quatro filhos, que já se estabeleceram no Rio e em Belo Horizonte, ele mora hoje em Brasília. Vive sozinho, mas, segundo ele, "muito feliz!". Esta homenagem ao Palhaço Bolinha ocorre por acaso, mas em ocasião oportuna. Nosso presidente, Lourival Zagonel, quando se dirigia a Associação, deparou-se com esse simpático personagem, que ganha a vida espalhando alegria e bom humor. Eis um bom exemplo de quem sabe viver com alegria e, mais do que isto, contagiar os que tiverem o privilegio de se deparar com ele, nalguma das “esquinas” de Brasília. Diógenes Alonso de Souza, 60 anos, Palhaço Bolinha Moedinha, declarou que “a felicidade dele esta em servir e divertir as pessoas”. Para isso, ganhando alguns trocados ou não, esta sempre disponível para levar sua alegria as creches, orfanatos e casas de idosos, bem como para alegrar o aniversario da petizada. O celular do Bolinha: (61) 8419-6037.

ASSISEFE celebra convênios com clínicas dentárias A partir deste mês (setembro), os associados da ASSISEFE têm disponível quatro convênios com clínicas dentárias em Brasília. Será oferecido o desconto de 25% em todos os procedimentos e serviços prestados pelas clínicas UNIFACE -Unidade de Cirurgia Oral e Maxilo Facial de Brasilia, Robrás – Radiologia Odontológica, 3D – Tomografia da face e Wilson Alvarenga – Endodontia Especializada.

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Para usufruir dos convênios, basta que o associado se apresente com a carteirinha do associado e um documento de identificação com foto. Endereço das clínicas: SND CNB Salas 6001, 6003 e 6005 – Conjunto Nacional – Asa Norte Contatos: (61) 3326-9902, 3326-6661, 3326-5394, 8616-1817. O atendimento é realizado de forma unificada.


Dicas de viagens Maria Elisa de G. Neves Stracquadanio*

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são encantadores e praticamente desertos. Na exatamente 130 km entre Maceió e Recife, direção de Pernambuco, as praias de Burgalhau, surge Maragogi. Localizada no coração da Barra Grande, Antunes (para mim a mais bonita) Costa dos Corais, a vila chama a atenção e Ponta do Mangue, com suas águas azul-esverpelo belo conjunto de seu mar transparente, areias deadas, ganham ainda a rusticidade das vilas de finas, coqueiros e recifes. A cidade, com aproximapescadores, com bons hotéis, casinhas simples e damente 25 mil habitantes, possui boa rede hoteleijangadas coloridas cruzando o mar. ra e bons restaurantes. No meio do oceano enconPode-se conhecer também as cidades vizitramos as Galés, as enormes piscinas naturais a seis quilômetros da costa, repletas de peixes e acessíveis nhas, passeio de buggy, muito interessante e divertido, tais como Barra de Santo Antônio e São Miguel por catamarãs e lanchas que partem da praia central. dos Milagres, Esses programas incluem a travessia As Galés de Maragogi são as maiores de do rio Tatuamunha, onde temos o Projeto do Peixe Alagoas. A seis quilômetros da costa - ou a 25 miBoi e passeios em meio a construções históricas. nutos de catamarã a partir da vila -, os aquários naA gastronomia é outro ponto forte da região, turais reúnem peixes, crustáceos, moluscos e corais com simples e bons restaurantes especializados de variadas espécies. Os passeios duram em média em frutos do mar espalhados pelas praias e vilas. duas horas e, para melhor aproveitar os mergulhos, Não deixe de experimentar o famoso bolinho de é aconselhável ir durante a maré baixa, sempre congoma, uma espécie de sequilho à base de manteiga sultando os marinheiros tanto dos catamarãs como e leite de coco, vendido em todos os lugares. os das lanchas, que hoje em dia tem sua permanênA iguaria é produzida no povoado de São cia mais restrita visando a preservação do local. A Bento, a quatro quilômetros de Maragogi. Já estimaré deve estar abaixo de 0.5, sendo que o ideal é ve em Maragogi pelo menos 18 vezes. O que me 0.0. Se a maré estiver mais alta que isso, a chamada encanta na cidade é a paz, a tranquilidade, a simmaré morta, o passeio fica prejudicado. Pode-se fazer diversas atividades nesse pasplicidade e o carinho do povo. E a cada vez, me surpreendo com coisas novas que a natureza me seio: mergulho sem cilindro, com cilindro, todos presenteia. A lua nascendo imponente no mar, um com acompanhamento de profissionais e muitas crepúsculo, um coqueiro mais entortado pelo vensurpresas reveladas no fundo do mar. Os atrativos de Maragogi, to ou pelas ondas... Tudo é entretanto, não se resumem aos belo e calmo. Lá o tempo se Associados têm 10% de desconto nas aquários naturais. Os cenários, arrasta docemente. tarifas da Pousada Dolphin Beach tanto ao Norte quanto ao Sul, B@r, em Maragogy. Endereço: Rua Santa Teresinha, 18 CEP: 57955-000 - Maragogi (AL) Tel/fax: (82) 3296 1545, (82) 9680 3339 (tim), (82) 9924 5270 (tim), (82) 9122 5977 (claro) www.maragogionline.com.br/dolphin http://www.pousadadolphin.com.br/ Skype:pousadadolphin

Maria Elisa é 1ª VicePresidente da ASSISEFE

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Comunicados ASSISEFE BEM-VINDO A diretoria da ASSISEFE dá as boas vindas ao colega Antonio Soares Bordalo Filho (Brasília/DF), que agora faz parte do nosso quadro de associados.

FIM DE ANO NA ASSISEFE A banda Squema Seis vai animar a tão esperada festa de fim de ano da ASSISEFE. O tema do evento sugere muito romantismo e aconchego. “De tudo ao meu amor serei atento”, a decoração promete levar os convidados e associados a uma viagem no tempo, nas lembranças e na delicadeza proposta pelos grandes poetas da literatura brasileira. Como de costume, um buffet delicioso e a vista do salão do Iate Clube de Brasília. Faça sua reserva! Local: Iate Clube de Brasília Data: 22 de novembro, sexta-feira Horário: A partir das 21h Animação: Squema Seis Associado não paga, convidado paga 120 reais. Reservas: (61) 3340-1230 | 3349-8544 Não será permitida a entrada de menores de 16 anos.

Estatuto do Idoso A cada número do Informativo da ASSISEFE, você pode tomar conhecimento do Estatuto do Idoso. Consciente de nossos direitos e deveres, somos capazes de colaborar para uma sociedade mais justa.

Art. 15º

É assegurada a atenção integral à saúde do idoso, por intermédio do Sistema Único de Saúde – SUS, garantindo-lhe o acesso universal e igualitário, em conjunto articulado e contínuo das ações e serviços, para a prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde, incluindo a atenção especial às doenças que afetam preferencialmente os idosos. §1º A prevenção e a manutenção da saúde do idoso serão efetivadas por meio de: I – cadastramento da população idosa em base territorial; II – atendimento geriátrico e gerontológico em ambulatórios; III – unidades geriátricas de referência,

com pessoal especializado nas áreas de geriatria e gerontologia social; IV – atendimento domiciliar, incluindo a internação, para a população que dele necessitar e esteja impossibilitada de se locomover, inclusive para idosos abrigados e acolhidos por instituições públicas, filantrópicas ou sem fins lucrativos e eventualmente conveniadas com o Poder Público, nos meios urbano e rural; V – reabilitação orientada pela geriatria e gerontologia, para redução das seqüelas decorrentes do agravo da saúde. §2º Incumbe ao Poder Público fornecer aos idosos, gratuitamente, medicamentos, especialmente os de uso continuado, assim como próteses, órteses e outros recursos relativos ao tratamento, habilitação ou reabilitação. §3º É vedada a discriminação do idoso nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade. §4º Os idosos portadores de deficiência ou com limitação incapacitante terão atendimento especializado, nos termos da lei. (Estatuto do Idoso – Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003)

Informativo da ASSISEFE_8_2013  
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