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2 0 0 9 | J A N E I R O N . ° 1 : : R e v i s ta d o T u ri s m o d o A lg ar v e

Reportagem É o protótipo da persistência e tem final de conto de fadas. Catorze anos depois de ter sido pensada, está pronta. Finalíssima. Pés a monte para a Via Algarviana.

Tête-à-tête Cliff Richard numa entrevista sobre o vinho e o Algarve.

Caminhos O novo TEMPO de Portimão.


editorial Para novos desafios, novas respostas

em perspectiva

 Eventos na região

04 ouvindo... Karl Heinz Stock PROPRIEtáRIO dA QuINtA dOs vAlEs

06 cá se fazem Por «Mariazinha da Costa»

notas Breves de turismo

07 tête-à-tête Com Cliff Richard

08 reportagem Há (super)vias maiores que outras

10 portefólio o algarve na lente de Telma Veríssimo

11 caminhos Viagem no tempo

12 radar Estatísticas do turismo Algarvio

14 acontece O que se faz no Turismo do Algarve

trade em notícia diz que disse 15

c itações

em perspectiva

03

ficha técnica

índice

Propriedade Entidade Regional de Turismo do Algarve Sede Avenida 5 de Outubro, 18-20, 8000-076 Faro Telefones 289 800 423 / 498 / 438 / 458 Fax 289 800 421 Sítio www.turismodoalgarve.pt correio electrónico lugar.sol@turismodoalgarve.pt Director António Ventura Pina Director Adjunto Nuno Aires Subdirector Assis Coelho editora Patrícia Oliveira colaboração gabinete de comunicação e relações públicas, divisão de estudos e projec tos, divisão de marketing (ERTA) Fotografia Arquivo ERTA, Bernardo Sasset ti (pág. 3), Estádio Algarve (pág. 3), Quinta dos Vales (págs. 4 e 5), Faísca (pág. 6), Adega do Cantor (pág. 7), Arquivo CMP/Filipe Palma (Pág. 11), Vila Joya (Pág. 14), Grupo Tivoli Hotels & Resorts (pág. 15), DCB Design Concepção gráfica e paginação DCB Design Impressão Litográfis, Artes Gráficas Lda. Tiragem do número 1 1500 exemplares Distribuição Gratuita Depósito Legal 278349/08

Para Publicidade contactar: Entidade Regional de Turismo do Algarve Tel: 289 800 490/448 e-mail: edicoes@turismodoalgarve.pt; marketing@turismodoalgarve.pt.

editorial

Carnaval

As cores e os ritmos inspiram a folia carnavalesca em todo o Algarve. A 24 de Fevereiro, a palavra é dos cabeçudos, dos carros alegóricos, do samba e das máscaras. O desfile de Loulé é o maior a sul do Tejo e dos mais antigos do país.

Para novos desafios, novas respostas Nuno Aires

Futebol

A selecção portuguesa de futebol vai voltar a defrontar a Finlândia, num jogo de preparação para a fase de qualificação para o Mundial de 2010. O jogo particular decorre no relvado do Estádio Algarve, entre os concelhos de Faro e Loulé, a 11 de Fevereiro. Esta é a oitava vez que a equipa das quinas alinha na região algarvia.

De Homem para Homem

Peça em cena no Teatro das Figuras, em Faro, que recupera um texto do dramaturgo alemão Manfred Karge. O monólogo poético e político atravessa 50 anos da história da Alemanha, através da vida trágica de Ella, uma mulher que perdeu a identidade e que procura apenas a sua sobrevivência. Dia 24 de Janeiro, às 21h30.

Os novos desafios que temos pela frente exigem novas respostas. O dinamismo exaltante deste sector económico e a sua mudança constante de paradigma demandam uma reacção permanente. Para que se consiga aumentar a notoriedade do nosso destino, é necessário mais investimento em novos canais de distribuição e novas formas de comunicação, em parceria sustentável com o trade e com as autarquias. Propomos, nesta fase, intervir num processo de gestão global do Algarve, no qual estejam envolvidos todos os seus intervenientes. Devemos caminhar para a afirmação da Entidade Regional de Turismo como verdadeira Destination Management Organization, que permita a gestão do destino de forma conjunta com todos os stake-holders. No âmbito da estratégia de crescimento no mercado interno, propomos o reforço das campanhas de divulgação do calendário de eventos-âncora, dirigidas ao consumidor final, com os objectivos de estimular a procura na época baixa e de fortalecer a notoriedade e a liderança do destino entre os portugueses. Na área da animação, o foco é estabilizar um calendário anual de eventos. A promoção dos eventos-âncora pressupõe reorganizar os mesmos em conjunto com os promotores.

A visão macro da região permite detectar vazios no calendário ou desequilíbrios entre áreas territoriais: há então que intervir com o intuito de promover maior homogeneidade e maior eficácia. Porque é importante ter uma animação consistente nos principais centros urbanos e zonas balneares, propomos a criação de um Festival Internacional de Rua (novo circo e teatro) e continuaremos a organizar o Festival Internacional de Música do Algarve (FIMA), entre outras iniciativas. Em termos da organização da promoção, estamos igualmente a preparar uma mudança estrutural. À semelhança do que já se passa com a Associação Turismo do Algarve, responsável pela promoção externa, a Entidade Regional de Turismo do Algarve passará a segmentar a sua actividade promocional por produtos. Esta transformação permitirá uma abordagem directa e mais participativa, bem como uma maior eficácia na divulgação da oferta da região. Foram aqui enunciados apenas alguns dos objectivos que nos propomos alcançar em 2009. Reforçamos o desejo de aproximar esta instituição referência do Turismo Algarvio de todos os agentes económicos que directa ou indirectamente contribuem para o desenvolvimento deste sector-chave da economia algarvia.


04 :: ouvindo...

ouvindo... :: 05

À descoberta do terreno ideal para produzir vinho Karl Heinz Stock proprietário da Quinta dos Vales

Esquecido do mundo dos vinhos no último século, o Algarve começa lenta mas decididamente a reconquistar a aceitação do mercado. Quando surgiu a ideia de criar uma quinta para produção de vinho, a República da África do Sul apareceu em primeiro lugar na lista de destinos possíveis. A produção de vinho naquele país está bastante desenvolvida e, em relação a Portugal, é mais fácil e menos dispendioso recrutar pessoal qualificado. Todos os outros componentes estão em pé de igualdade com o Algarve. Horas de sol, chuva, temperaturas médias anuais e mesmo a estrutura do terreno: tudo é semelhante. Porquê então escolher Portugal – e o Algarve em particular – quando o custo da aquisição de uma quinta aqui é certamente mais do dobro do que na ensolarada e exótica África do Sul? Porque Portugal pertence à Europa. Isto é crucial na longa lista dos prós e dos contras. Portugal tem estabilidade política. Tem um capital humano crescente e potencialidades de desenvolvimento que só precisam de ser exploradas. E tem também uma enorme quantidade de pequenos produtores de vinho, com estilos e vinhos muito próprios, que (ainda) não são dominados pela produção industrial nem pelos seus produtos

estandardizados. Esta situação, quase inédita na Europa, é particularmente importante para um produtor de vinho.

melhor, pois até hoje poucos foram os produtores de vinho que tiveram a audácia de investir tempo e dinheiro no Algarve.

O segundo factor da escolha é intrínseco a Portugal. A região algarvia tem um dos melhores climas para a produção de vinho. A localização ao sul, com mais de 3000 horas de sol por ano, desenvolve um microclima especial favorecido pelo mar, de um lado, e pelas serras, de outro. E enquanto as serras protegem dos ventos frios do norte, estabelecem um anfiteatro natural em direcção ao sul, garantindo um clima perfeito para um vinho perfeito.

Concluímos então que o Algarve é certamente uma das melhores – se não mesmo a melhor – regiões europeias para a produção de vinho pela qualidade do solo e pelo seu clima, que já nos permitiram criar um excelente vinho (agora na adega). Isto corrobora a nossa filosofia de que uma vez na adega, o vinho já não deve ser sujeito a muitas correcções. Os criadores devem deixar o vinho desenvolver as suas melhores características.

Mas o argumento decisivo para a eleição do Algarve foi a fraca competitividade existente. A produção de vinho em pequena escala exige uma certa filosofia e este não é certamente um negócio muito rentável e sem riscos. Contudo, esta actividade deverá ter a hipótese real de um dia ser rentável ou pelo menos auto-suficiente para suportar os custos de produção. Como em qualquer outro arranque de negócio, o nicho de mercado e a altura do lançamento do produto são de extrema importância. A Quinta dos Vales criou o seu próprio nicho ao ser uma quinta que engloba várias sinergias pela combinação de um bom vinho, de arte plástica e de um pequeno zoo com animais rurais. E a ocasião para lançar este investimento também nos parece ter sido a

Vinho, arte e animais Com a decisão de adquirirmos uma quinta de vinhos já existente, evitámos a maioria das burocracias, uma vez que já tinham sido resolvidas pelos nossos antecessores. No entanto, renovámos completamente a Quinta dos Vales com a chegada da nova equipa de direcção e com a substituição da adega, de todo o equipamento técnico e da maioria das plantações. De qualquer modo, quisemos respeitar os fundadores da quinta e mantivemos a marca por eles criada, apesar da diferença de ideias quanto aos alvos de comercialização e de qualidade. Mas estamos satisfeitos com as decisões tomadas.

Temos um terreno excelente, substituímos as vinhas de qualidade inferior, trabalhamos com tecnologias de ponta e adaptámos as castas ao solo. Os nossos jovens técnicos portugueses estão unicamente concentrados na qualidade e no desenvolvimento. E, a culminar tudo isto, temos como consultores permanentes dois dos mais conceituados enólogos do país: Dorina Lindemann e Paulo Laureano. O nosso segundo alicerce é o turismo rural de alta qualidade. Precisámos desta aposta para permitirmos uma entrada de dinheiro regular que desse continuidade aos nossos projectos. Estamos a recuperar parcialmente uma casa de 550 metros quadrados e pequenas casas. Estas, em conjunto com as piscinas e o ténis, permitirão umas férias luxuosas num ambiente rural. A arte é o nosso terceiro ponto de incidência. Temos em exibição permanente, ao longo da propriedade, diversas esculturas de grandes dimensões – algumas têm mais de seis metros de altura! Uma das obras-primas foi escolhida para logótipo do vinho «Marquês dos Vales Selecta 2007», lançado com grande sucesso no mercado em Julho deste ano. Os nossos melhores Aragonez, Castelão e Cabarnet Sauvignon têm estado em maturação desde o Outono de 2007 em pipas de carvalho francês, numa sala de prova

com temperatura controlada. O ano de 2007 foi excelente para todos estes vinhos. Decidimos pôr a circular no mercado – em Fevereiro de 2009 – uma edição limitada de 10 mil garrafas daqueles deliciosos vinhos, com as designações «Marquês dos Vales Colheita Seleccionada 2007» e «Marquês dos Vales Selecta 2008», branco e rosé.

O vinho tem uma longa tradição em Portugal, que data de há milhares de anos. Teorias bem fundadas referem que as primeiras plantações de vinha na Península Ibérica ocorreram há cerca de quatro mil anos, pelas mãos dos tartéssicos, seguidos dos fenícios, gregos, celtas e, mais tarde, dos romanos. Há 200 anos a.C. os romanos chegaram a Portugal com grandes contingentes de tropas que exigiam bom vinho e em abundância. Neste período, as técnicas de plantação e de produção do vinho foram

O desejo da Quinta dos Vales é simples. Queremos alcançar uma posição cimeira no mercado do vinho no Algarve. E queremos que o Algarve se transforme numa das principais regiões vinícolas de Portugal.

substancialmente desenvolvidas. Estabeleceu-se uma estrutura enorme para exportar o vinho para Roma, que apreciava bastante o vinho frutado da Península Ibérica. A procura era muitas vezes superior à capacidade de produção da região! Os romanos designaram esta região vitivinícola como Lusitânia. Lusitânia, província romana que é hoje Portugal, adquiriu este nome miticamente de Luso. Diz-se que Luso foi o pastor filho ou descendente de Baco, deus romano da festa e do vinho.


NOTAS ::

06 : : cá se fazem

Tempos de mudança Mariazinha da Costa

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades! Este é o título de um poema bem português, quase uma verdade de La Palice, que agora assume o carácter de repto para o futuro, no qual enfrentamos novos desafios. A economia é feita de ciclos, que originam a mudança, implicam o recurso a mais criatividade, a um maior empenho, a sermos mais assertivos, mais eficazes. Não podemos ficar inertes, esperando que a crise desapareça em jeito de passe de mágica, ou a carpir mágoas assentes no sucesso passado. O futuro é agora! Mais do que nunca temos de unir esforços, juntar o pouco para fazer muito. Usar do nosso natural talento para dar a volta à situação. Ser mais empreendedores, sem subestimar a audácia dos outros. Não esquecer que durante anos vivemos à sombra do nosso sucesso e que agora somos postos à prova. Estávamos certos de que o Algarve tinha ganho um lugar ao sol. Vivíamos a era da abastança e julgámo-nos donos do mundo (pelo menos do nosso pequeno mundo). Mas eis que

há um reverso de fortuna e somos apanhados de surpresa pela crise do subprime, pela queda da bolsa, pelas falências, pela quebra do poder de compra, pela abstinência e pela contenção. Afectada a economia na globalidade, claro que sobrou para o turismo, que em Portugal ainda é tido como um parente afastado. É agora que temos de superar todas as expectativas. Usar e abusar das directivas do Plano Estratégico Nacional do Turismo. Temos de ir mais além, já que não chega só fazer pensar no Oeste da Europa. Importa atrair novos e velhos turistas até esta praia lusitana, transmitir-lhes o melhor que sabemos, dar-lhes o melhor que temos, fixar o Oeste na sua memória. Usemos da nossa arte e engenho, das ferramentas que temos ao nosso dispor e de muita imaginação para capitalizar os tostões a investir. E, senhores empresários, não esperem que o Estado cumpra mais do que o prometido (que é pouco…). Lembrem-se da máxima de Kennedy: a Nação conta convosco!

«Não podemos carpir mágoas assentes no sucesso passado»

Cliff Richard

Um pássaro na mão e muitos a voar O perna-vermelha, o picanço-barreteiro, o bufo-real e o camão estão todos juntos no guia «Observar Aves no Concelho de Loulé», uma iniciativa daquela autarquia para quem gosta de apreciar aves no seu habitat natural. O roteiro ornitológico, que revela inúmeras espécies residentes nas zonas húmidas do litoral louletano, do Barrocal e da serra do Caldeirão, pode ser lido em português e em inglês. A Câmara Municipal de Loulé e a associação Almargem são as responsáveis pela publicação que visa dinamizar o Turismo de Natureza no Algarve, produto que gera 22 milhões de viagens internacionais, por ano, em toda a Europa.

«O Algarve é ideal para produzir vinho» Mundo fora, é conhecido pela sua música. Pouco menos pelo seu vinho. Mas o britânico Cliff Richard, um sir em gesto e em título atribuído pela rainha Isabel II de Inglaterra, tem três quintas no Algarve com videiras plantadas. Delas saem o «Onda Nova» e o «Vida Nova», os vinhos que ligam a adega ao cantor. Primeiro desafio: contar uma história de 30 anos – a da sua relação com o Algarve – em poucas palavras.

Descobrimentos em Lagos Do século XXI para a época dos Descobrimentos, com muita ciência e navegações pelo meio, é o que promete o novo Centro Ciência Viva de Lagos. O espaço didáctico já abriu as suas portas no edifício que ocupa: a Casa Fogaça, situada no centro histórico da cidade. Ainda em fase experimental – a inauguração oficial deve ocorrer até ao final deste mês –, o Centro Ciência Viva de Lagos dedica-se à descoberta, ao mar e aos instrumentos científicos usados nas viagens das caravelas quinhentistas.

tête-à-tête :: 07

Desde que adquiri a minha primeira propriedade em Albufeira, no início dos anos 60, tenho verificado grandes mudanças na região. Nem todas para melhor. O que inicialmente era uma típica vila piscatória cheia de charme é agora um centro turístico para o mercado europeu. E a construção incessante de vilas, hotéis e apartamentos vão, naturalmente, diminuindo a beleza desta gloriosa zona costeira. No entanto, o Algarve é para mim uma segunda casa. O maravilhoso clima, o calor, o acolhimento dos portugueses e as paisagens únicas contribuem para o tornar num querido e apreciado refúgio. Como é que se decidiu aventurar na produção de vinhos? Nunca tinha tido qualquer experiência na produção de vinho. Tudo aconteceu quando o David Baverstock, um enólogo australiano que opera no Alentejo, sugeriu que removesse a minha plantação de figueiras e a substituísse por videiras. Desde então tem sido uma crescente

aprendizagem e uma grande satisfação por ver o «Vida Nova» conquistar, em tão pouco tempo, medalhas de prata e bronze em prestigiados concursos internacionais. Porquê implantar a «Adega do Cantor» no Algarve? Dou-lhe três razões: o clima perfeito; o facto de já possuir uma propriedade no Algarve com uma grande área agrícola; e o ter conhecido o David Baverstock e os meus actuais sócios, Nigel e Max Birch. O que distingue os seus vinhos dos outros? O nosso é um dos poucos vinhos totalmente algarvios. Não só é produzido no Algarve, como também utiliza somente uva da zona. Dos poucos que existem, estamos certamente na vanguarda por aplicarmos novas ideias no tratamento das nossas vinhas e na produção do vinho. Que estratégia adoptou para promover nacional e internacionalmente os seus vinhos? Os vinhos têm sido promovidos com base na mais-valia de serem um produto algarvio. São distribuídos em Portugal, no Reino Unido, na Escandinávia, Dinamarca, Holanda e Alemanha. Quais os projectos para o desenvolvimento da produção? O nosso projecto é o de continuar a produzir um vinho de alta qualidade.

Recentemente, introduzimos na nossa produção uma nova gama de monocasta: a «Onda Nova». Quando temos anos de excelência na produção, utilizamos aproximadamente 7500 litros para produzir o nosso vinho de topo, o «Vida Nova Reserva». Em 2009 vamos lançar uma edição limitada de espumante e introduzir alguns novos vinhos na gama «Onda Nova». Há investigadores que defendem a influência positiva da música clássica no crescimento e desenvolvimento das plantas, inclusive das videiras. Enquanto músico e produtor, como encara esta hipótese? Não posso levá-la muito a sério. Se calhar devia levar a minha guitarra até à vinha e tocar «Mistletoe and Wine» [visco e vinho], mas se calhar corria o risco de as cepas mirrarem! O Algarve é uma região de futuro na vitivinicultura? Devido à proximidade com o oceano Atlântico, o Algarve possui o clima ideal para a produção de vinho. E tem também áreas com bons solos. Estão assim criadas as condições para um excelente terroir no Algarve. Comercialmente, considero que o futuro vinícola da região será de pequena dimensão mas de grande qualidade, associado ao (e beneficiando do) turismo.


08 :: reportagem

reportagem :: 09

Há (super)vias maiores que outras É o protótipo da persistência e tem final de conto de fadas. Catorze anos depois de ter sido pensada, está pronta. Finalíssima. Pés a monte para a Via Algarviana.

O dia estava frio, ventoso e bem iluminado. Destino: a aldeia de Barranco do Velho, na serra do Caldeirão, ponto de encontro entre o fim e o início de duas pequenas rotas que se fazem em caminhada suspensa pela paisagem de verde e de terra. E de ruínas, gentes e costumes. Características comuns aos restantes sectores (catorze, no total) da Via Algarviana, percurso pedestre de 300 quilómetros que liga com capricho natural Alcoutim ao cabo de São Vicente. Em formação alargada – tantos olhos, tantas vozes – iniciamos o passeio. Com a explicação: «Vamos percorrer parte do sector do Barranco do Velho, que depois se estende até Salir. É um sítio integrado na Rede Natura 2000 e com grande valor ecológico por abrigar várias espécies ameaçadas, como a Águia Imperial ou a Águia de Bonelli, e

por ser uma zona de montado de sobro», esclarece o gestor técnico da Via Algarviana, João Ministro. Antes do primeiro passo, um dedo indicador aponta para longe. Na sua extremidade está um moinho de vento recuperado, no interior do qual se simula a produção de farinha. É visitável e apesar de pertencer a outro circuito temático está também incluído na Via Algarviana. Uma atenção, aliás, que a equipa do projecto teve quando traçou a via: «Ela é a espinha dorsal de outros percursos existentes. Nós apenas tentámos que ela se cruzasse o mais possível com as rotas já marcadas, potenciando assim todas numa só», afirma João Ministro. Em frente, solas na terra, por entre árvores e a continuação da serra ao longe. Casas e três habitantes da

provamos os frutos maduros. Esta é uma faceta engraçada do projecto. «Há tempos, numa parceria com a Associação Turismo do Algarve, fomos até Monchique com um grupo de jornalistas estrangeiros. Nessa zona do percurso pusemos os jornalistas a apanhar medronho com cestinhos. Passámos pela destilaria e foi uma experiência muito engraçada por causa da interacção dos visitantes com o que estavam a ver», conta o técnico. Continuamos a descer até à fonte férrea, assim chamada pelas propriedades da sua água. Mas o tempo entra em contagem decrescente e o frio enregela as mãos e as pontas dos narizes. Invertemos então a marcha e voltamos ao nosso ponto de partida pouco fatigados, pois o nível de dificuldade do troço não é elevado – informam-nos – e afinal só percorremos uma pequena parte. Para os mais curiosos, o sector seis (de Barranco do Velho até Salir) tem 15 quilómetros que correspondem, numa média de quatro quilómetros por hora, a cinco horas de caminhada.

zona – bom dia, com sorriso, dizem eles – antes de chegarmos à estrada. Aqui «há todo um conjunto de património interessante, como as fontes, as nascentes… No guia vamos fazer referência a tudo isto, mas no local é difícil identificar tudo», confessa João Ministro. O guia é um pequeno livro com informações úteis para o caminhante, como a descrição dos sectores da via, as distâncias e o grau de dificuldade dos percursos, os serviços de apoio (restaurantes e alojamento) e as durações médias. Deverá estar pronto em Fevereiro, na estimativa de João Ministro, por altura da inauguração oficial da Via Algarviana.

Ainda não abriu ao público com a pompa e circunstância que se exigem, mas já é conhecida e calcorreada por muitos. «Em Agosto, tivemos cerca de 20 pedidos de informação. Em Dezembro cinco, de espanhóis, e até ao final do ano vieram mais 20 pessoas», adianta João Ministro. «Em Barranco há uma pensão, a Ti Bia, onde ficaram duas alemãs que passaram pela via por iniciativa própria», continua.

Caminho para baixo, escapamos às poças e à lama, vestígios da chuva dos dias anteriores. Tropeçamos em alguns medronheiros – também os há nesta zona – e com licença

É difícil calcular um número redondo de visitantes. O que se sabe ao certo é que são muitos. E muitos mais do que os contabilizados até hoje, o que justifica a insistência de

O fascínio dos números

João Ministro na necessidade de se criar uma «ferramenta» que permita uma contagem minuciosa. Perguntamo-nos com o tom da inevitabilidade: como souberam, estas pessoas, do projecto? João Ministro avança duas hipóteses. Sem enumerar, pois a importância equivale-se, através do sítio desta grande rota na Internet (www.viaalgarviana.org) e da publicação de artigos em revistas e jornais temáticos. «Há um tempo apoiámos a visita de um jornalista suíço à via e na semana em que o seu artigo foi publicado o número de entradas no nosso site disparou», assegura.

Ponto e vírgula Tudo isto comprova o sucesso de algo que, oficialmente, ainda não existe. Mas não se pense que o projecto gozou sempre de reconhecimento público. Inicialmente, poucos acreditavam. De 1995, data em que surgiu a ideia da rota, até 2009 ficaram pelo meio uma candidatura ao INTERREG III-A (invalidada) e incontáveis abordagens a entidades públicas e privadas no sentido de ajudarem a implementar a rota. Nova pergunta: é assim tão difícil encontrar apoios para um plano que valoriza o interior do Algarve? «Sim», responde Pedro Candeias, da Cenário, empresa especializada em turismo e organização de eventos. «Porque o turismo de natureza não é

apelativo para os grandes players. Não movimenta muito dinheiro e o interesse diminui. Esta via é o desbravar de um caminho difícil devido à caturrice de certas pessoas», desenvolve o empresário que decidiu associar-se à promotora da via, a associação Almargem, na segunda fase do projecto. Depois de colocarem os últimos painéis informativos na via – são 40, ao todo –, o momento é dedicado à finalização da candidatura aos PROVERE, programas para dinamizar as actividades económicas em zonas de baixa densidade. No final de Janeiro, a equipa técnica da Via Algarviana entregará a candidatura e só em Março ou Abril saberá sobre a aprovação (ou não). Os projectos abrangidos pelos PROVERE recebem um selo que funciona como via verde para os fundos comunitários. Depois de certificados, os promotores de cada projecto têm até quatro anos para porem as suas ideias em prática. E são muitas, essas. Fomentar novos percursos. Apoiar a criação de pequenas unidades de alojamento ao longo da via (já há investidores interessados). Ou desenvolver o turismo equestre, montando estruturas de apoio. Imaginação não falta. Falta, sim, divulgar a riqueza natural do Algarve. «Em Portugal há 3200 espécies de plantas identificadas. E só no Algarve estão 1700, mais de metade do que existe no país… É hora de fazermos alguma coisa com tudo isto», remata Ana Arsénio, da In Loco.


10 :: portefólio

caminhos :: 11

Viagem no TEMPO

uma foto e legenda

O trocadilho pegou: Portimão tem outro TEMPO. Usamos caixa alta para distinguir o TEMPO do tempo, o do tiquetaque cronológico. Porque do que falamos aqui é do novo Teatro Municipal de Portimão. O TEMPO inaugurado a 11 de Dezembro, claro está. Quem entrar no espaço do palácio Sárrea Prado não deve surpreender-se por só encontrar a fachada igual. É que o interior da estrutura oitocentista foi completamente transformado em hangar moderno das artes do espectáculo. Cinco pisos ligados por uma enorme escadaria em aço – que, para cima, nos leva até à clarabóia e ao terraço do teatro – reforçam isso mesmo. A cultura, no Algarve, está a crescer para os lados. E é um alargamento saudável, por trazer «mais possibilidades ao nosso pequeno mundo regional». Quem o diz é o director do TEMPO, João Ventura, nome rapidamente associado a outros projectos culturais algarvios, como a revista «Atlântica», a Biblioteca Municipal de Portimão, a qual dirigiu, ou a Direcção Regional de Cultura do Algarve, da qual foi delegado. Sobre o projecto do teatro, diga-se apenas que vem dos anos 90 e que por então o nome era outro: Fórum Cultural de Portimão. Obras, afinações estruturais e alguns anos depois, surge o TEMPO, um investimento de 12 milhões de euros da autarquia portimonense assinado pelo arquitecto Troufa Real e pelo arquitecto Daciano da Costa (design de interiores).

Espaços à medida

Um dia de Inverno na praia do Amado. A beleza austera da Costa Vicentina, de onde se avista todo o mar. TELMA VERÍSSIMO telma.v@sapo.pt

Piso zero. Porta de entrada. À esquerda a bilheteira e o auditório principal – cá voltaremos –, à direita o canto de exposições que acolhe até 1 de Fevereiro as «Crónicas Portuguesas» em fotografia de Georges Dussaud, em frente os degraus de aço que nos levam ao piso inferior ou até ao primeiro

andar. O caminho faz-se para baixo, escolhemos nós. Aqui, no menos um, encontramos a caixa preta ou blackbox, o espaço criativo mais mimoso do teatro. A sala é, como se imagina, de dimensão reduzida e forrada a negro. Por ela irão passar espectáculos em formação, ou seja ensaios, e novas linguagens performativas. Ao lado desta caixa preta está o pequeno auditório, com capacidade para 169 pessoas e que se poderá metamorfosear em sala de cinema da era digital. Piso zero, outra vez. Agora no grande auditório, aquele que oferece 494 lugares ao público. O vermelho enche em extensão esta sala crescida que receberá propostas artísticas da área do teatro, da dança, do novo circo e da música. A literatura está reservada ao café-concerto, situado no piso um, onde se poderá folhear um livro, jornal ou uma revista. Ou até assistir a um concerto de jazz ou de música acústica. A ideia é recuperar a simples ida ao café e torná-la em matéria de revitalização da esfera pública. Acto necessário – acredita João Ventura – «sobretudo num tempo em que vivemos a nossa experiência contemporânea cada vez mais colonizados pelo mercado e pelo consumo. Há que tentar humanizar o capitalismo através da cultura, se é que isso é possível». Subindo até ao terceiro piso – o segundo permite só o acesso ao balcão do auditório principal – descobre-se o terraço ou a esplanada, frente ao rio Arade, e ainda o atelier, as oficinas de arte e os gabinetes de suporte.

Para 2009 Para não cometer nenhuma inconfidência sobre a programação de 2009, João Ventura, que é também director artístico do TEMPO, fala simplesmente em equilíbrio e exigência. «O papel de um director é programar através das suas convicções e em concordância com as ansiedades do público e com os limites técnicos e financeiros. Estamos a programar com uma visão do mundo mas que não se impõe aos outros», explica. A partir de Fevereiro ou Março, o modelo de gestão do TEMPO vai alterar-se para fundação. Embora o município de Portimão continue como principal financiador do teatro, o objectivo é «conseguir fundadores associados, do sector privado, que contribuam com capital para este novo tempo que agora começa», termina João Ventura.


12 : : Radar

radar :: 13

Menos turismo no mundo em 2008

a saber Portaria n.º 517/2008 de 25 de Junho e Declaração de Rectificação n.º 45/2008 de 22 de Agosto Estabelecem os requisitos mínimos a observar pelos estabelecimentos de alojamento local.

Visitalgarve supera milhão de visitas Mais de um milhão de visitas em onze meses é o mais recente balanço da procura pelo sítio promocional do Algarve na Internet. De Janeiro a Novembro, o visitalgarve.pt foi usado por 667830 internautas que entraram, na maioria (88%), pela primeira vez no sítio. No período em análise, registou-se uma média de 3350 visitas diárias, com duração média de nove minutos. A terça-feira foi, em geral, o dia com maior afluência (15,8% do total das visitas da semana.

três meses representaram cerca de 30 por cento do total das visitas contabilizadas até Novembro. O aumento da navegação no visitalgarve.pt coincidiu com o início da época alta do turismo e do programa de eventos ALLGARVE.

Portaria n.º 936/2008 de 20 de Agosto Aprova os estatutos da Entidade Regional de Turismo do Algarve. Decreto-Lei n.º 220/2008 de 12 de Novembro Estabelece o regime jurídico da segurança contra incêndios em edifícios.

A maior parte das visitas (80%) resultou de tráfego directo, perante uma franja de apenas sete por cento de utilizadores que chegaram até ao sítio através de pesquisas no motor de busca Google.

Decreto Regulamentar n.º 20/2008 de 27 de Novembro Estabelece os requisitos específicos para a instalação, o funcionamento e o regime de classificação de estabelecimentos de restauração ou de bebidas.

Maio, Junho e Julho foram os meses com maior movimentação de cibernautas. No conjunto, estes

500 mil visitam postos de turismo Os postos de informação turística do Algarve atenderam quase 500 mil visitantes de Janeiro a Novembro de 2008. Agosto foi o mês com mais movimento (cerca de 91 mil atendimentos) nas 21 estruturas do Turismo do Algarve. A informação turística presencial representou, entre Janeiro e Novembro, a maior fatia do tipo de atendimento prestado (94,1%), seguida das vendas dos produtos da marca «Algarve Essência» (3,2%) e do atendimento telefónico (2,8%). Em comparação com o mesmo período de 2007, assistiu-se a um decréscimo no número de utentes dos postos (- 26,4%), em parte justificado pela introdução de uma nova metodologia de contagem e de registo do atendimento.

Atendimentos nos Postos de Turismos, de Janeiro a Novembro 2008

A procura turística mundial sofreu um abrandamento entre Maio e Agosto deste ano. Segundo a Organização Mundial de Turismo (OMT) e a International Air Transport Association (IATA), 2008 deverá terminar apenas com mais dois ou três por cento de chegadas turísticas, valor inferior aos sete por cento de 2007. De Janeiro a Agosto de 2008, a OMT estima terem ocorrido 641 milhões de chegadas internacionais de turistas (+ 3,7%). Mas apesar deste início de ano positivo, a tendência inverteu-se rapidamente em Portugal e no resto da Europa.

Actividade turística nacional também abranda

2008 2007

Os dados provisórios para 2008 do Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmam a diminuição do crescimento da actividade turística em Portugal.

Novembro Outubro Setembro Agosto

Até ao final do terceiro trimestre, Portugal registou 10,7 milhões de hóspedes nas unidades hoteleiras classificadas, equivalente a um acréscimo homólogo de 2,6 por cento, e o encurtamento da estada média. Os proveitos totais na hotelaria atingiram cerca de 1,6 milhões de euros (uma variação homóloga de 3%).

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O Algarve também apresentou um crescimento moderado. No aeroporto de Faro, desembarcaram 2,2 milhões de passageiros até Setembro (+ 0,9% face a igual período de 2007). Nos primeiros nove meses de 2008, é de

salientar a evolução dos mercados português (+ 10,3%) e holandês (+ 9,2%). Em contrapartida, os mercados alemão (- 9,3%) e irlandês (- 14,1%) apresentaram quedas significativas. Nas dormidas o cenário é semelhante. Em comparação com 2007, o Algarve teve menos dormidas (- 2,7%), consequência da regressão de 5,5 por cento nas dormidas de estrangeiros. Até Setembro de 2008, os proveitos totais nos estabelecimentos hoteleiros atingiram 499 milhões de euros no Algarve (+ 39 mil euros do que em igual período de 2007), correspondendo a 31,4 por cento do total nacional.

Perspectivas para 2009 Em 2009, prevê-se um crescimento que poderá oscilar entre valores nulos e dois por cento nas chegadas turísticas internacionais e europeias. A procura de destinos mais próximos da área de residência deverá aumentar, em detrimento da preferência por destinos de longa distância. Espera-se ainda uma redução da estada e dos gastos médios. Os segmentos «visita a familiares e amigos», «repeaters», «turistas independentes» e «turistas com interesses especiais» serão os mais resistentes à crise. Perante estas previsões que deverão manter-se inalteradas a curto/médio prazo, a OMT recomenda que as empresas contenham os custos para garantirem a sua vantagem competitiva. As projecções do IMPACTUR, bem como do painel do Barómetro do Turismo do Algarve, parecem comprovar as previsões da OMT,

com indícios de baixas taxas de crescimento do número de dormidas no Algarve e no resto do país em 2009 (para mais informação sobre as conclusões do barómetro: www.rtalgarve.pt, secção projectos e parcerias). Quanto à evolução dos principais mercados geradores de turismo para o Algarve, destaca-se um possível decréscimo acentuado no inglês, no irlandês e no alemão. Previsões menos pessimistas para os mercados português e espanhol.

Como melhorar o desempenho do Algarve De acordo com o painel do Barómetro do Turismo do Algarve, esta situação, que resulta da actual recessão económica e da diminuição da confiança dos consumidores e empresas, podia ser dirimida com algumas intervenções nos mercados. Solução seria, segundo o painel de consultores, a criação de novas ligações aéreas directas para Moscovo, Estocolmo, Copenhaga, Paris, Madrid e Barcelona ou a realização de acções promocionais na região da Andaluzia, com o formato da feira temática do Turismo do Algarve – a «Algarve Convida».


14 : : acontece

Turismo na alta cozinha

Nova sinalética para turistas

O festival de alta cozinha Tribute to Claudia, que terminou no dia 18 de Janeiro, foi apoiado pelo Turismo do Algarve através da divulgação num jornal de expansão nacional. O encontro de gastronomia deixou-se saborear no hotel e restaurante Vila Joya, destacado com duas estrelas na emblemática publicação europeia da especialidade – o Guia Michelin. Os pratos deste festival que já conta três edições resultaram das mãos de alguns dos maiores chefes da cozinha mundial.

Os visitantes que se dirigirem aos postos de informação turística do destino vão encontrar uma nova sinalética nas fachadas, agora uniformizadas com a flor de amendoeira e as ondas da marca Algarve. Mas há mais novidades: estes pequenos edifícios têm afixado o horário de funcionamento, indicam a localização dos restantes postos e publicitam eventos num espaço criado para o efeito, visível à entrada. Em 21 postos, apenas os de Tavira, Armação de Pêra, Carvoeiro e Quarteira não foram abrangidos pela alteração da imagem exterior, uma vez que vão entrar em obras ainda em 2009.

CD multimédia para todos O novo CD multimédia do Turismo do Algarve estará disponível ao público a partir do final de Janeiro com contactos e informações úteis, brochuras de produtos turísticos, vídeos, mapas e muitas fotografias da região. O CD, com a primeira edição limitada a 2500 exemplares, é concebido pela empresa You Mix e pode ser explorado pelo utilizador em português, inglês e castelhano.

do Algarve decidiu incluir, numa acção inédita, na BTL 2009. Remata o ciclo de novidades a animação no stand regional que leva até Lisboa Camões, Fernando Pessoa e Afonso Henriques, todos perdidos de amores pelo principal destino de férias dos portugueses – o Algarve.

A presença do Turismo do Algarve na Bolsa de Turismo de Lisboa não passa despercebida. Mais de mil metros quadrados estão reservados à região, destino convidado de 2009, e neste espaço apresenta-se o novo stand da entidade que abriga dentro de si quase 30 expositores de agências de viagens, alojamento e animação que oferecem aos visitantes férias a preços especiais. O conceito é da feira «Algarve Convida», que o Turismo

«Defendo não o esvaziamento e divisão do Ministério da Cultura, mas, bem pelo contrário, a continuação do alargamento das suas competências, já iniciado com o PRACE, integrando, como nalguns países da UE, a tutela do Turismo». Isabel Pires de Lima, ex-ministra da Cultura, in Público

Fortalezas e castelos em rota Algarve é destino convidado da BTL

diz que disse

Vai ser possível descobrir ainda este ano a história das muralhas que em tempos protegeram o Algarve, com o lançamento do roteiro temático sobre as fortalezas e os castelos da região. Desdobrada em duas rotas – Descobrimentos, Portos e Viagens e a dos Mouros (ou Árabes e Berberes) –, a publicação terá textos explicativos de Natércia Magalhães, imagens, mapas e itinerários que atravessam dez concelhos. O roteiro é editado pelo Turismo do Algarve, em parceria com a Direcção Regional de Cultura do Algarve.

«Requalificar Sagres não é obra dos algarvios apenas, não é de nenhuma legislatura, de um Governo ou de um Partido, é um projecto nacional do maior significado». José Macário Correia, presidente da Câmara Municipal de Tavira, in Jornal de Notícias

«O objectivo do PENT de atingir 21 milhões de turistas em 2015 é, evidentemente, totalmente irrealista». Vítor Neto, ex-secretário de Estado do Turismo, in Diário Económico

«Tenho sérias dúvidas que alguns projectos avancem. Se fosse construído tudo o que está planeado, então sim, teríamos um desastre nacional». Jorge Armindo, presidente da Amorim Turismo, in Expresso

trade em notícia :: 15

Este lugar ao sol é seu. Para ver as suas notícias aqui publicadas, só tem de escrever para o e-mail lugar.sol@turismodoalgarve.pt.

Tivoli Victoria abre portas O novo hotel de cinco estrelas Tivoli Victoria, em Vilamoura, tem inauguração prevista para o próximo dia 2 de Fevereiro. Esta unidade do grupo Tivoli Hotels & Resorts, com fachadas em betão branco e pedra fóssil amarela e com caixilhos em alumínio dourado, tem 280 quartos, Spa, dois restaurantes, três bares, um centro de conferências com oito salas, quatro piscinas exteriores e uma interior, ginásio e court de ténis. O projecto de arquitectura é assinado por Paulo Martins Barata.

Zoomarine tem mais um habitante O parque zoológico marinho Zoomarine, em Albufeira, tem um novo residente – o pequeno golfinhoroaz que nasceu em Novembro, filho de uma das progenitoras do parque, a Colby, e do macho mais velho do mundo da espécie, o Sam, com uns 48 anos que equivalem a quase 100 anos humanos. Em breve, poderá interagir com este activo golfinho no parque temático.

Música clássica para crianças Os concertos promenade da Orquestra do Algarve estão de volta. O Lago dos Cisnes (22 de Fevereiro), A História do Soldado (22 de Março) e o Quebra Nozes (19 de Abril) marcam o início do encontro da música clássica com as crianças em 2009. Os únicos requisitos para assistir aos espectáculos são gostar de música, ser curioso e ter mais de três anos de idade. Mais informações em www.teatromunicipaldefaro.pt.

Palácio Doglioni como novo O Palácio Doglioni, situado junto ao Teatro Lethes, em Faro, escancarou as portas ao público em Dezembro totalmente renovado. O palacete setecentista, onde em tempos funcionou a Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, acolhe agora parte dos serviços da CCDR Algarve. Classificado como imóvel de interesse público em 2002, o edifício volta com animação – uma exposição de 70 fotografias de António Perez intitulada «Andalusíadas».


Percorra os caminhos verdejantes, descubra a sua praia preferida, revisite a hist贸ria e delicie-se com os sabores da serra e do mar.

Leve consigo a ess锚ncia do Algarve.

Procure-a nos Postos de Turismo


Lugar ao Sol (n.º 1)