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Portfolio Izabela Anderson


Participar do universo dos esportes é uma forma de inclusão social e de estímulo à independência e à autonomia dos portadores de deficiência visual. A prática desportiva traz benefícios físicos e psíquicos, além de conformar uma rede de sociabilidade que contribui para a reintegração dos atletas cegos à vida social. Cada vez mais, faz-se necessário o incentivo para que os deficientes possam se engajar na prática das atividades desportivas. Esse estímulo depende tanto da popularização desses esportes – com a manutenção de pistas, quadras, piscinas e do material necessário para a prática de cada modalidade – quanto do auxílio para os atletas. Os para-atletas brasileiros têm se destacado no cenário internacional, conquistando novos títulos e estabelecendo uma evolução notável em seu desempenho. Nos Jogos Paraolímpicos de Pequim, em 2008, o Brasil alcançou a 9ª colocação geral, cinco posições à frente em comparação com o ranking dos jogos anteriores, em 2004. Em termos de premiação, os para-atletas obtiveram mais sucesso que os esportistas da competição tradicional, que em Pequim levaram o Brasil à 23ª posição no ranking final. É interessante ressaltar que, segundo o Censo 2000, existem 24,5 milhões de Pessoas com Deficiência (PCD) no Brasil, perfazendo um total de 14,5% da população, considerando os vários tipos de deficiência. Assim, é possível perceber que o número de PCDs é grande e merece atenção em várias áreas, sendo o esporte uma delas. A prática profissional de esportes por deficientes cegos demanda uma série de custos com treinadores, guias (ou chamadores), materiais e equipamentos específicos, além dos custos de inscrição e viagens para as competições. Vários dos para-atletas têm buscado no esporte não apenas uma prática que permita a reinserção social, mas que seja também uma profissão e um meio de vida. Sendo assim, os atletas profissionais precisam de apoio logístico e financeiro para que possam manter a carreira. Alguns programas do governo federal, como o Bolsa Atleta, subsidiam para-atletas que não recebem patrocínio, mas o número de contemplados pelo programa é pequeno. Por parte da iniciativa privada, o apoio tem crescido por causa do reconhecimento dos benefícios sociais trazidos por esses incentivos, bem como em razão de seu forte potencial de marketing. O apoio aos para-atletas é importante não só para o desenvolvimento pessoal dos competidores. Na conquista de uma nova ética para a promoção da cidadania, esse passo decisivo deve ser dado por todos os setores da sociedade que podem contribuir para a integração social da pessoa portadora de deficiência visual.


Anderson

de Souza Coelho Data de nascimento: 02/03/1984 Esporte: Atletismo Categoria: T11 (Cego total), masculino, 800m e 1500m

Anderson de Souza Coelho perdeu a visão aos 19 anos. A situação de risco e vulnerabilidade social em que ele se encontrava desdobrou-se num incidente em que Anderson foi atingido por 6 tiros. Um deles, que o atingiu na cabeça, fez com que ele perdesse a visão. A família o incentivou a procurar o Instituto São Rafael – escola de educação, reabilitação e integração de deficientes visuais. Lá ele aprendeu a se tornar independente e conheceu o atletismo. Atualmente, além de correr, ele ministra palestras em escolas, empresas e igrejas, nas quais conta sua história de superação.


Anderson corre há cinco anos. Ele descobriu o esporte por indicação de um educador físico que observou seu bom desempenho na esteira. Assim, em 2007, começou a treinar com a Associação dos Deficientes Visuais de Belo Horizonte (Adevibel), que promove o acesso de deficientes visuais ao esporte. Após três meses de treino, passou a competir e, no ano seguinte, já estava entre os três melhores corredores de pista da categoria T11, que se refere a cegos totais. Atualmente, no ranking nacional, ele ocupa o 2º lugar nos 800 metros e o 3º na prova de 1.500 metros. Anderson treina três vezes por semana no Ginásio da Puc Minas, pela manhã, e no Clube dos Oficiais, na parte da tarde. Nos outros dias, o atleta corre nas ruas. Para os treinos ele necessita sempre de um guia. Anderson também conta com o apoio do técnico Cássio Henrique Damião, disponibilizado pela Adevibel.


Classicações COMPETIÇÃO

LOCAL

PROVA

COLOCAÇÃO

2007 Circuito Caixa Regional

Urbelândia

5000 m 1500m

Campeão Vice-campeão

2008 Circuito Caixa

São Paulo

800m 1500m 800m 1500m 800m 1500m

Vice-campeão Vice-campeão Vice-campeão Vice-campeão 3o colocado 3o colocado

Brasília Fortaleza

Jogos Abertos de São Paulo

Piracicaba

1500m

Campeão

Corrida SESC

Belo Horizonte

10km

3o colocado

Corrida dos Carteiros

Belo Horizonte

10km

3o colocado

Volta Internacional da Pampulha

Belo Horizonte

18km

Vice- campeão

2009 Circuito Caixa

São Paulo

800m 1500m 800m 1500m

Vice- campeão Vice- campeão Vice- campeão Vice- campeão

Fortaleza

Jogos Abertos de São Paulo

São Caetano

1500m

Campeão

Circuito Adidas

Belo Horizonte

10km

Campeão

Corrida dos Carteiros

Belo Horizonte

10km

3o colocado


COMPETIÇÃO

LOCAL

PROVA

COLOCAÇÃO

Fortaleza (1a etapa)

800m 1500m

Vice- campeão Vice- campeão

São Paulo (2a etepa)

800m 1500m

Vice- campeão Vice- campeão

Porto Alegre (3a etapa)

800m 1500m

Vice- campeão Vice- campeão

Jogos Abertos de São Paulo

Praia Grande

1500m

Vice- campeão

Corrida dos Carteiros

Belo Horizonte

10km

Vice- campeão

São Paulo (1a etapa)

800m 1500m

3o colocado 3o colocado

São Paulo (2a etapa)

800m

4o colocado

São Paulo (3a etapa)

800m 1500m

Campeão Campeão

Sáo Paulo (1a etapa)

800m 1500m

4o colocado 3o colocado

2010 Circuito Caixa

2011 Circuito Caixa - Nacional

2013 Circuito Caixa


Izabela Silva Campos

Data de nascimento: 11/04/1981

Ainda criança, Izabela Silva Campos começou a perder

Esporte: Arremesso de peso, dardos e disco

a visão devido ao sarampo contraído aos cinco anos de

Categoria: F11 (Cego total), feminino

idade. Precisou fazer vários tratamentos e cirurgias na

Participação nos Jogos Paralímpicos - Londres 2012

tentativa de amenizar a perda da acuidade visual e por isso abandonou os estudos. Aos sete anos, Izabela ficou completamente cega. Dos 15 aos 18 anos, permaneceu em casa, não gostava de sair e não frequentava a escola. Em 1999, Izabela conheceu o Instituto São Rafael – escola de educação, reabilitação e integração de deficientes visuais. Ela procurou a escola, matriculou-se e formou-se no Ensino Médio em 2010. Foi no Instituto que conheceu a Associação dos Deficientes Visuais de Belo Horizonte (Adevibel), que promove o acesso de deficientes visuais a atividades desportivas, e, então começou a praticar esportes.


Izabela passou a fazer caminhadas em 2005 com o objetivo de perder peso. Apenas em 2007 iniciou os treinos para competições de atletismo. Os resultados eram bons, mas o sucesso veio em 2009, quando descobriu sua verdadeira habilidade: o arremesso. Desde então ela compete nas modalidades de arremesso de peso, dardos e disco. Em setembro de 2011, Izabela bateu o recorde brasileiro na prova de arremesso de peso em São Paulo, na Segunda Etapa Nacional do Circuito Loterias Caixa, atingindo a marca de 9,04m. Com essa conquista, ela ultrapassou o próprio recorde anterior de 8,76m, alcançado em Brasília, na Etapa Regional Centro Leste da competição Brasil Paraolímpico. Izabela também bateu o recorde brasileiro no lançamento de discos na terceira etapa do Circuito Nacional de Atletismo – Circuito Caixa, realizado em São Paulo, em Dezembro de 2011. A atleta treina todos os dias da semana no Ginásio da Puc Minas, pela manhã. Ela também treina três vezes por semana no Clube dos Oficiais, sempre com o apoio da técnica Ana Camila de Carvalho Rocha.


Classicações COMPETIÇÃO

LOCAL

2010 Regional Caixa

Goiás

Arremesso de Peso Lançamento de Dardo

Vice- campeã 3a colocada

Fortaleza (1ª etapa)

Arremesso de Peso

Vice- campeã

São Paulo (2ª etepa)

Arremesso de Peso Lançamento de Dardo

3a colocada 4a colocada

Porto Alegre (3ª etapa)

Arremesso de Peso Lançamento de Dardo

Campeã Vice- campeã

Brasília

Arremesso de Peso Lançamento de Disco

Campeã Campeã

São Paulo (1ª etapa)

Arremesso de Peso Lançamento de Disco

Campeã Vice- campeã

São Paulo (2ª etapa)

Arremesso de Peso Lançamento de Disco

Campeã Campeã

São Paulo (3ª etapa)

Arremesso de Peso Lançamento de Disco

Campeã Campeã

Londres

Arremesso de Peso

7a colocada

Circuito Caixa

2011 Regional Caixa

Circuito Caixa

2012 Paralimpíadas de Londres

PROVA

COLOCAÇÃO


COMPETIÇÃO

LOCAL

PROVA

COLOCAÇÃO

2013 Open Brasil Caixa Loterias de Atletismo e Natação

São Paulo

Arremesso de Peso Lançamento de Disco

Campeã Vice- campeã

Italian Open Athletics Championships

Grosseto

Arremesso de Peso Lançamento de Disco Lançamento de Dardo

Vice- campeã Vice- campeã Vice- campeã

Circuito Caixa

Uberlândia

Arremesso de Peso Lançamento de Disco

Campeã Campeã

RECORDE BRASILEIRO RECORDE BRASILEIRO

Circuito Caixa

Sáo Paulo (1a etapa)

Arremesso de Peso Lançamento de Dardo

Campeã Campeã

Mundial Paralímpico

Lyon

Arremesso de Peso Lançamento de Disco

3a colocada 3a colocada

RECORDE BRASILEIRO


Orçamento

Os dados abaixo referem-se aos custos de treino, material e participação em competições dos dois atletas.

DESCRIÇÃO

MENSAL

ANUAL

Suplementos

R$ 800,00

R$ 9.600,00

Viagens

R$13.000,00

O orçamento para viagens compreende as passagens para ambos os atletas e seus guias para as seguintes competições: - Circuito Loterias Caixa etapa regional. -1ª , 2ª e 3ª etapas nacionais do Circuito Loterias Caixa. - Eventuais competições regionais de rua.

Tênis e Sapatilhas

R$ 3.000,00

Agasalhos e uniformes

R$ 5.000,00

Salário Anderson

R$1.000,00

R$ 12.000,00

Salário Izabela

R$1.000,00

R$ 12.000,00

Salário Guia Anderson

R$1.000,00

R$ 12.000,00

Salário Guia Izabela

R$1.000,00

R$ 12.000,00

Técnico – Anderson

R$1.000,00

R$ 12.000,00

Técnico – Izabela

R$1.000,00

R$ 12.000,00

Materiais

R$ 5.000,00

Auxilio viagem

R$1.500,00

Orçamento

R$109.100,00

total anual


Esta peça foi feita em parceria com a Associação Imagem Comunitária.



Portfolio Anderson e Izabela