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 ANO XXII

79 03 a 05/05/2014

Superintendência de Comunicação Integrada

CLIPPING Nesta edição: Clipping Geral Patrimônio Cultural Meio Ambiente Procon-MG Saúde

Destaques: Justiça especial acelera processo, mas é desigual - p. 07 A cada ano, crime atrai 25% dos jovens em Minas - p. 21 Atentado ao patrimônio - p. 31


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 O TEMPO - MG - P. 24 - 03.05.2014 HOJE EM dia - MG - P. 04 - 03.05.2014

SUPER NOTÍCIA - MG - P. 04 - 03.05.2014


 O TEMPO - MG - P. 12 - 03.05.2014


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Controle da ação policial

O desafio é conciliar a eficácia da atividade da polícia com o respeito aos direitos individuais e coletivos Rodrigo Xavier da Silva - Ouvidor de polícia da Ouvidoria-Geral do Estado de Minas Gerais Um desafio sempre presente nas sociedades democráticas é o de conciliar a eficácia da ação policial com o respeito aos direitos individuais e coletivos. Para enfrentar esse desafio é que se criaram, em muitos países, mecanismos de controle interno e externo da atividade policial. Se todos os órgãos públicos devem prestar contas à sociedade, a polícia, que exerce o monopólio do uso legítimo da força conferido ao Estado, precisa, também, submeter-se a alguma forma de controle. “Quis custodiet ipsos custodes? “Quem vigia os vigias?”, já perguntava em Roma, nos primórdios da era cristã, o poeta satírico Juvenalis (70 a 138 d.C.). Ao que se pode acrescentar outra indagação: como vigiar os vigias. Não há uma resposta única para essas perguntas: diferentes países têm adotado modelos de controle muito variados, tanto no formato institucional quanto na abrangência dos poderes e no modo de atuação. Todos, porém, com a mesma preocupação de fazer com que as polícias prestem contas de seu trabalho e respondam pelas consequências de suas ações. Vale lembrar, por oportuna, a advertência do ilustre jurista Fábio Konder Comparato: “Se a essência da políti-

ca é a relação de poder entre governantes e governados, o magno problema de toda organização constitucional foi e sempre será a instituição de limites ao exercício do poder”. E o poder, já ensinava Montesquieu, “vai até onde ele encontra os seus limites”. O controle externo das políticas públicas — a da segurança pública, inclusive — tem sua fundamentação no princípio da participação direta do cidadão na gestão pública, inscrito na Declaração Universal dos Direitos Humanos, que, em seu artigo XXI, inciso I, assegura que “todo ser humano tem o direito de fazer parte no governo do seu país, seja diretamente, seja por intermédio de representantes livremente escolhidos”. O controle externo das políticas públicas é também acolhido integralmente pela Constituição Brasileira de 1988, em diversos dispositivos voltados para a garantia de uma gestão democrática das políticas públicas, especialmente quanto “às formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta, regulando especialmente as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral” (artigo 37, §3º, I). Vê-se, portanto, que tanto o controle interno, exercido pelas corregedorias, quanto o controle social externo, exercido pela Ouvidoria de Polícia, não existem para retirar autoridade da polícia. Ao

contrário, ambas as formas de controle existem para conferir eficiência, legitimidade, transparência e autoridade ao trabalho dos bons policiais. Em Minas Gerais, a partir de uma concepção de gestão integrada da segurança pública, foi possível avançar, também, no aperfeiçoamento das instâncias de controle e correição da atividade policial com a definição do marco legal de criação da Ouvidoria de Polícia, em 1997, no fortalecimento das corregedorias de Polícia ao longo dos anos e, ainda, pela criação do Colegiado de Corregedorias dos Órgãos de Defesa Social, em 2003. Essa sinergia de esforços dos órgãos de controle da atividade policial tem possibilitado um trabalho que vai além do “apontamento e punição de desvios, excessos e irregularidades cometidos pelos integrantes das instituições policiais”, para a adoção de uma filosofia que almeja medidas preventivas concretas e saneadoras das ações irregulares. Mais do que punir, é preciso prevenir! Esse deve ser o legado da gestão integrada de controle da atividade policial em Minas Gerais. Um legado sustentado na indivisibilidade entre segurança pública e a defesa dos direitos humanos, na transparência e rigor das punições de condutas desviantes e no respeito e fortalecimento incondicional da atuação policial exercida com ética, técnica e legalidade.


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ALEIJADINHO

‘Atentado ao patrimônio’

Representante do Instituto Brasileiro de Museus questiona equívocos em exposição de peças atribuídas ao gênio mineiro e defende providências para estancar a desova de obras falsas Gustavo Werneck O presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo de Araújo Santos, enviou no dia 22 e-mail ao coordenador das Promotorias do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais, promotor de Justiça Marcos Paulo de Souza Miranda, destacando que “a apresentação pública de obras falsas do patrono da arte do Brasil é um atentado ao patrimônio histórico e artístico de Minas Gerais, do país e da humanidade”. Ele visitou a exposição Berço do barroco brasileiro e seu apogeu com o Aleijadinho, na Caixa Cultural, com 140 peças, 47 das quais atribuídas a Aleijadinho, e verificou que há enganos nas atribuições. “Não podemos admitir que atribuições superficialmente embasadas consagrem equívocos. A obra de Antonio Francisco Lisboa constitui o acervo artístico mais importante do Brasil, por ser ele o patrono das artes e patrimônio cultural da humanidade, pelo conjunto do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, e de Ouro Preto, primeira cidade brasileira reconhecida, em 1980, como patrimônio da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) devido ao legado de Aleijadinho.” Angelo Oswaldo também defende a criação de um comitê para avaliar a obra e diz que já conversou a respeito do assunto com a presidente do Iphan, Jurema Machado. “Não se trata de uma questão de controle ou censura, mas precisamos de um catálogo exaustivo sobre a obra de Aleijadinho, de forma a orientar – para que fiquem atentos – os que trabalham na preservação e conservação de bens culturais, estudiosos da história da arte, museólogos e outros profissionais. É inadmissível continuar essa desova de obras falsas sem que haja reação”, afirmou. A presidente do Iphan, Jurema Machado, informa que no segundo semestre será formada comissão para fazer um trabalho científico e consolidar todas as informações sobre a obra de Aleijadinho. “Já está passando da hora”, disse Jurema, que deverá contar com a participação de profissionais não só da instituição que dirige, mas também do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis (Cecor), da Escola de Belas-Artes (EBA) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), profissionais de outros órgãos e especialistas independentes. “Já venho conversando com o presidente do Ibram, Angelo Oswaldo de Araújo Santos, sobre isso e vamos buscar um equilíbrio nessa situação”, disse a presidente do Iphan. PERÍCIA São muitas as denúncias sobre a falsificação de bens culturais que chegam ao Ministério Público de Minas Gerais . Titular da Coordenadoria das Promotorias de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC), o pro-

motor de Justiça Marcos Paulo de Souza Miranda cita como exemplo a escultura Soldado romano, inicialmente atribuída a Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. A peça de madeira, com 2,05 metros de altura, estava em Embu das Artes (SP) e chegou a Belo Horizonte em dezembro de 2005 para perícia no Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG). “Depois de feito exame de raios X, os restauradores verificaram que se tratava de escultura feita com vários tipos de madeira, inclusive com parafusos no interior. Nada de colonial, muito menos de Aleijadinho.” Na época, o caso foi divulgado pelo Estado de Minas. A entrega foi intermediada pelo MP, via CPPC e o antiquário paulista Marcelo Aguila Arco, que estava com a peça, assinou um termo de ajustamento de conduta (TAC) na presença dos promotores de Justiça Fernando Galvão da Rocha e Souza Miranda. Foi instaurado procedimento administrativo para apurar a origem e a autenticidade do Soldado romano e, na sequência, Aguila cooperou nas investigações, entregando o objeto para perícia. Outros casos registrados recentemente incluem a análise técnica de uma arca que estava à venda em um antiquário de São João del-Rei, na Região do Campo das Vertentes. “O objeto era comercializado como pertencente à Irmandade de Nossa Senhora do Rosário de uma antiga vila do ouro de Minas, constando até a data. Depois, verificou-se que a data era anterior à própria criação da irmandade e o comerciante confessou que era uma imitação”, diz o coordenador do CPPC. Ele destaca ainda a apreensão de uma peça de cantaria, que era cópia de uma portada e havia sido envelhecida para parecer antiga, sendo exposta à venda. Para Marcos Paulo, a situação é preocupante e tende a se agravar em razão das comemorações do bicentenário de Aleijadinho. Segundo ele, é fundamental a presença maior do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para autenticar ou não uma peça, o que está bem explícito no artigo 28 do Decreto-lei 25, de 1937. “O comerciante que põe à venda uma peça fraudada comete estelionato. E exibir peças falsificadas ou adulteradas não passa de embuste. Se houver cobrança de ingresso, pior ainda, pois as pessoas vão pagar para ver o que é falso. Isso afronta a proteção do patrimônio cultural e até mesmo os direitos do consumidor”, afirma o promotor de Justiça.

Vida e obra de um gênio

Antonio Francisco Lisboa nasceu em 29 de agosto de 1738, no Bom Sucesso, Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Ouro Preto. Era filho natural do mestre-arquiteto português Manuel Francisco Lisboa e da sua escrava Isabel. Quando menino, frequentou o internato do Seminário dos Franciscanos Donatos do Hospício da Terra Santa, em Ouro


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Preto, onde aprendeu gramática, latim, matemática e religião. Em 1763, fez a primeira intervenção com características arquitetônicas: o frontispício e torres sineiras da Matriz de São João Batista, em Barão de Cocais. A imagem de São João Batista para o nicho da fachada e a cartela do fecho do arco-cruzeiro são também da sua autoria. Três anos depois, executou o projeto da Igreja de São Francisco de Assis, as imagens do frontispício e a fonte-lavabo da sacristia. Em 1790, o arquiteto, escultor, entalhador, mestre e louvado (perito) recebeu o apelido de Aleijadinho, com o qual passou à história. A sua obra é elogiada no levantamento de fatos notáveis, ordenado pela Coroa em 1782 e elaborado pelo segundo vereador da Câmara da Cidade de Mariana, capitão Joaquim José da Silva. De 1790 a 1794, ele se ocupou do retábulo do altar-mor da Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, com uma grande equipe de oficiais de talha (Henrique Gomes de Brito, Luiz Ferreira da Silva e Faustino da Silva Correia). A obra é o coroamento da atividade de escultor e entalhador. De 1796 a 1799, ele trabalhou nas capelas que recriam a via-crúcis, em Congonhas, e produziu o conjunto de 64 esculturas em tamanho natural. Os Passos da Paixão de Cristo têm, nas paredes, as pinturas bíblicas de Manoel da Costa Ataíde (1762-1830). Aleijadinho morreu em 18 de novembro de 1814, aos 76 anos, segundo certidão de óbito arquivada na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição.

Em busca do DNA de Aleijadinho

No ano do bicentenário da morte do mestre, especialistas denunciam falsificações até em mostras oficiais. comitê liderado pelo Iphan estabelecerá com testes paternidade de obras Gustavo Werneck Mariana – O ano de 2014 marca o bicentenário da morte de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1738-1814), e acende o sinal vermelho para falsificações de obras do mestre do barroco nascido em Ouro Preto. Segundo denúncias, há imagens em exposição que não passam de cópias, venda de objetos sacros “envelhecidos” como se fossem dos séculos 18 e 19, autenticações de autoria sem respaldo técnico e até presença, em livros, de peças da lavra de artistas contemporâneos creditadas ao arquiteto, entalhador e escultor mineiro. Autoridades federais e o Ministério Público de Minas estão vigilantes e alertam para o que, além de um escândalo cultural, pode ser enquadrado como estelionato. Uma comissão nacional deve ser formada para examinar a autentuicidade de peças atribuídas ao gênio. Em Mariana, na Região Central do estado, a situação deixa indignado o artista plástico Elias Layon, com 50 anos de experiência e dono de ateliê no Centro Histórico. “É um absurdo, uma desmo-

ralização ao patrono das artes no Brasil.” O motivo da irritação do artista, conhecido como “pintor das brumas”, está em duas páginas de O Aleijadinho – Catálogo geral da obra/Inventário das coleções públicas e particulares, de autoria de Márcio Jardim, Herbert Sardinha Pinto e Marcelo Coimbra, com quase 500 peças fotografadas e descrições detalhadas. Layon se declara autor de São Joaquim, de 23 centímetros de altura e esculpido em madeira – o original de Antonio Francisco Lisboa se encontra no Museu Arquidiocesano de Arte Sacra de Mariana – e de Nossa Senhora da Expectação, de 22cm, também em madeira. A relíquia verdadeira é fruto da oficina de Aleijadinho, e não propriamente do mestre. Curiosamente, as duas peças originais, em que o escultor diz ter se inspirado, também estão publicadas no catálogo. “Aleijadinho não merece tal afronta, nem eu mereço semelhante glória. Esculpi as duas imagens na década de 1980 e as vendi, explicando que eram cópias. Para minha surpresa, vi no livro que rasparam meu nome, mudaram a policromia e ainda amputaram o braço direito de São Joaquim”, conta o artista, que aponta, na foto do livro, um pino na madeira característico de seu trabalho. O episódio motivou uma “carta-desabafo” encaminhada por ele à ministra da Cultura, Marta Suplicy, pedindo providências sobre as falsificações, e outra a Márcio Jardim. Na sequência, Layon diz ter sido contatado pelo ministério e recebido correspondência de Jardim. Na semana passada, houve suspeita de que as duas peças integrassem mostra no espaço cultural da Caixa Econômica Federal em Brasília, mas técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) estiveram no local e nada constataram. Ao olhar cuidadosamente o catálogo, Layon, que faz um trabalho no estilo neobarroco e pesquisa a obra de Aleijadinho há décadas, diz ter verificado que há mais de 200 peças que nunca passaram pelas mãos do gênio do barroco ou pela oficina dele em Ouro Preto. E acrescenta que vai enviar correspondência a outros autores de livros igualmente dedicados a Antonio Francisco Lisboa, informando sobre equívocos nas atribuições – termo que define estudos indicando a autoria da peça, com base nas características, estilo etc., adotados quando não há provas documentais da origem da obra. Diante do problema, que pode se agravar agora que o nome de Aleijadinho está mais do que nunca em evidência, Layon defende a criação de uma comissão nacional de especialistas para atestar a autenticidade das peças. A providência já foi anunciada pelo Iphan e deve ser adotada ainda este ano. CONTROVÉRSIA

Na carta em resposta aos questionamentos de Layon, Márcio Jardim escreveu: “Respeito sua opinião, mas não concordo com ela, como é natural. A sua dúvida, especialmente quanto à autoria do Aleijadinho, é a mesma que venho encontrando há mais de 30 anos, desde que comecei a procurar as coleções particulares, coisa que ninguém fez antes


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de mim, isso em 1981. (...) Até hoje, nenhum outro pesquisador teve também a coragem e disposição para viajar e vê-las pessoalmente. Não estranho suas dúvidas; várias pessoas têm me apresentado as mesmas opiniões, algumas com incrível violência, acredite”, diz um trecho do texto. “Desde já, apoio incondicionalmente sua ideia de se criar uma comissão nacional , organizada pelo Iphan, com a participação do Iepha-MG e outras instituições, para se fazer a relação oficial, o que, aliás, já foi feito pelo Iphan em 1951”. O Estado de Minas tentou por diversas vezes contato com Márcio Jardim, por telefone, sem sucesso.

Polêmica que vem de Itu

Município paulista, que tem proposta de criar museu da obra do artista mineiro, é palco da mais recente controvérsia sobre o mestre, com peça que seria o seu segundo santo negro Gustavo Werneck Chegam de uma cidade do interior paulista as mais recentes polêmicas envolvendo o nome de Antonio Francisco Lisboa. “O absurdo mais recente é a proposta de criação de um museu dedicado a Aleijadinho em Itu (SP), por onde, pelo que se sabe, ele nunca passou”, ataca o artista plástico Elias Layon, de Mariana, com 50 anos de experiência no ramo e que pesquisa há décadas a obra do mestre do barroco mineiro. A proposta é criticada também pelo presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo de Araújo Santos, que a considera “um exagero”. Além da ideia controvertida, Itu foi a origem de outra polêmica recente envolvendo o nome de Aleijadinho. Há duas semanas foi localizado em antiquário uma imagem de São Benedito das Flores, santo negro esculpido em madeira, com 26,5 centímetros de altura e possivelmente feito entre 1761 e 1780. Em entrevista à imprensa de São Paulo, o pesquisador Marcelo Coimbra, a quem foi confiado o achado, informou que a peça sacra tem características de outras obras do gênio. Se confirmada a atribuição, será a segunda imagem de personagem negro associada ao escultor – a outra é uma representação do rei mago Gaspar, produzida entre 1775 e 1790, em exposição no Museu da Inconfidência, em Ouro Preto. Coimbra é curador da exposição na Caixa Cultural, em Brasília, e autor da ideia do museu no estado de São Paulo. Pesquisador do tema, o escultor Luciomar Sebastião de Jesus, de Congonhas, na Região Central, viu a foto de São Benedito das Flores em um site de notícias e não notou similaridades. “A peça não se parece com outras de Antonio Francisco Lisboa”, disse Luciomar, acreditando que, com a lembrança do bicentenário de morte do artista, “muitas peças vão aparecer como sendo de autoria dele”. “É impossível afirmar sem documentação”, alerta. O restaurador e professor Antônio Fernando Batista dos Santos também viu a notícia na internet e afirmou que a

imagem não traz referências suficientes que possam ser atribuídas a Aleijadinho. E especificou o panejamento (vestes), que não traz as marcas, como “dobras marcantes e elaboradas”. Marcelo Coimbra informou que não há registro formalizado de atribuição da autoria do santo, havendo, no entanto, um estudo cuidadoso dos estilemas “levandonos à possibilidade de sua autoria ser atribuída ao mestre Aleijadinho”. ASSINATURA DO GÊNIO Para facilitar a vida de quem verá este ano as exposições e outros eventos dedicados a Aleijadinho, estudiosos do barroco mineiro apontam os principais traços comuns, os chamados estilemas presentes nas suas peças. Para os leigos é mais difícil identificar as descaracterizações, mas conhecedores percebem logo as adulterações, inclusive se a finalidade foi mal-intencionanda. De todo jeito, vale a orientação preciosa da professora de história da arte da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Adalgisa Arantes Campos, especialista em barroco: “A obra de Aleijadinho é expressionista, deforma conscientemente para causar emoção”. Uma bela referência é a imagem de São Simão Stock, da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Três perguntas para...Marcelo Coimbra consultor de exposição sobre aleijadinho e um dos autores do catálogo com obras do mestre 1 - Um artista plástico de Mariana informa que há duas imagens (São Joaquim e Nossa Senhora da Expectação) no Catálogo Geral da Obra, de sua autoria, Márcio Jardim e Herbert Sardinha Pinto. Ele diz que as duas foram esculpidas por ele em 1980 e não por Aleijadinho. O que o senhor tem a dizer sobre isso? Não há identificação, quer seja do autor da informação, quer seja das obras, com detalhes merecedores de uma análise mais minuciosa. Considero na realidade essa afirmação meramente gratuita. 2 - É verdade que o senhor quer instalar um Museu do Aleijadinho em Itu (SP)? De onde são essas peças? E por que em Itu? São questões que, no momento, não estão em cogitação, porque estamos focados na exposição itinerante Berço do barroco brasileiro e seu apogeu com o Aleijadinho com patrocínio da Caixa e do governo federal. 3 - Na exposição em cartaz em Brasília, todas as obras são genuinamente de Aleijadinho? Quem fez as atribuições e com base em quais critérios? Genuinamente, só se poderia afirmar sem nenhuma margem de erro se o próprio autor confirmasse sua autoria com minúcias. Quanto às atribuições e critérios, os mesmos já estão detalhadamente registrados no catálogo oficial da exposição que está sendo realizada na Caixa Cultural, em Brasília (www.exposicaoaleijadinho. com. br).


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Bancos mal no ranking

Reclamações contra instituições financeiras do país passam de 88,8 mil para 377,3 mil entre 2008 e o ano passado, segundo dados do BC. Principais queixas são de débito não autorizado Deco Bancillon No extrato Nesses casos, lembra Paixão, as alterações são informadas por meio do extrato Brasília bancário ou na fatura do cartão de crédito, por Quando a relação entre empresa e cliente se exemplo. “A taxa do cheque especial pode mudar torna conflituosa, reza a cartilha que reclamar é mensalmente, ou a cada dois ou três meses. A sala melhor forma, quando não a única, de o con- vaguarda está nos seus contratos”, avisa. Ao consumidor ter seu direito atendido. A máxima vale, sumidor, cabe aceitar ou não a proposta feita pela sobretudo, para problemas relacionados a bancos, instituição financeira. “O banco não pode cobrar uma das atividades empresariais que quase sempre nenhum serviço que não tenha sido contratado figuram no topo de rankings de queixas de con- pelo cliente”, diz Fernando Dutra. sumidores. Não é por acaso. Apenas nos últimos Mesmo assim, é isso o que tem ocorrido, concinco anos, o volume de denúncias e reclamações forme constata levantamento feito pelo próprio contra instituições financeiras mais do que quadru- BC. O órgão criou um ranking mensal que mostra plicou no país. As ocorrências desse tipo pularam quais são as instituições financeiras mais reclamade 88,8 mil, em 2008, para 377,3 mil em 2013. Os das e os problemas bancários mais frequentes no números constam de levantamento feito com base país. em dados do Banco Central (BC). Entre as queixas apontadas, débitos não auA pesquisa não reflete, contudo, todo o uni- torizados constituem o principal motivo de reclaverso de queixas contra bancos no país. “Em ge- mação. Também são apontados o fornecimento de ral, as pessoas só procuram o Banco Central quan- informações indesejadas, o atendimento ineficiendo já esgotaram todas as possibilidades de diálogo te na rede de agências, produtos e serviços não socom as instituições financeiras”, observa o chefe licitados e problemas no encerramento da conta. do Departamento de Atendimento ao Cidadão do Nem sempre o cidadão que reclama do banBC, Fernando Dutra. co está com a razão, observa Dutra. Ele dá como Nesses casos, o órgão atua como mediador de exemplo o levantamento do BC, que mostra um conflitos. Após ouvir a reclamação do cliente, en- elevado número de queixas improcedentes. Quancaminha uma carta ao banco e dá prazo de 10 dias do a reclamação é coerente, ele diz, a incidência é úteis para que a instituição formalize uma respos- baixa. “Para se ter ideia, o banco mais reclamado ta. O BC afirma que pode aplicar sanções adminis- do país teve, em março, 15 reclamações procedentrativas aos que descumprem o prazo ou mantêm tes para cada 1 milhão de clientes. É um número uma postura de desrespeito ao cliente. pequeno diante do universo de pessoas que utiliNo entanto, não é o que geralmente ocorre. “O zam esse serviço no país”, observa o técnico. BC não tem competência para atuar nas relações Não é o que mostra levantamento feito pela de consumo entre bancos e clientes”, diz Dutra, consultoria EY, antiga Ernst & Young. Conforme que avisa: “A nós, cabe supervisionar e regular o pesquisa feita com clientes de bancos em todo o sistema financeiro e verificar se a instituição des- mundo, o Brasil é o segundo país na América Lacumpriu alguma norma específica”. tina onde bancos causam mais aborrecimento a Na maioria dos casos, observa o especialista clientes. Das pessoas entrevistadas, 43% disseram em finanças pessoas Silvio Paixão, os conflitos se que tiveram que ir à agência, em um período de 12 dão por desconhecimento de cláusulas do contrato meses, para resolver algum problema com a próassinado pelos próprios clientes. “As pessoas não pria instituição. se dão conta, mas naquelas letrinhas miúdas tem Os números brasileiros só são piores que os sempre um item dizendo que o banco se reserva o do Chile, onde 45% dos clientes disseram ter tido direito de alterar as condições dos produtos e servi- problemas no último ano. “O que notamos é que ços prestados, dependendo da política comercial”, no Brasil há uma parcela grande de pessoas que diz o professor da Fundação Instituto de Pesquisas enfrenta algum tipo de aborrecimento”, observa Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi). Rafael Dan Schur, sócio da EY.


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