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XXI 143 01/07/2013

Superintendência de Comunicação Integrada

CLIPPING Nesta edição: Clipping Geral Procon-MG

Destaques: Juíz bloqueia empresas de acusados de fraudes - p. 01 Protestos perdem força em todo o país - p.03 Parlamentar ganha 36 vezes a mais que a média dos brasileiros - p. 18


01 hoje em dia - MG - P.05 - 01.07.2013


02 CONT.... hoje em dia - MG - P.05 - 01.07.2013


03 ESTADO DE MINAS - mg - p. 04 - 01.07.2013

O BRASIL NAS RUAS

Protestos perdem força em todo o país


04 estado de minas - mg - p. 17 a 20 - 01.07.2013


05 cont... estado de minas - mg - p. 17 a 20 - 01.07.2013


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08 METRO - BH - P. 03 - 01.07.2013


09 O TEMPO - MG - P.04 E 05 - 01.07.2013


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23 O Estado de S.Paulo - ON LINE - 01.07.2013

Os grandes desafios da saúde

A situação do sistema de saúde é grave, não só porque é ruim hoje, mas porque pode ficar ainda pior no futuro, como mostram estudos que vêm sendo realizados por especialistas. Além de ter de resolver os problemas que o afligem agora - sérios o suficiente para ameaçá-lo com o colapso -, o sistema de saúde tem de se preparar para os enormes desafios que o esperam nas próximas décadas. Em outras palavras, as dificuldades a serem superadas - pelos setores público e privado - para dar à população atendimento digno são maiores do que se poderia imaginar.

O aumento da expectativa de vida - de 70,4 anos, em 2000, para 73,4 anos, hoje - é um dos mais importantes indicadores de que o Brasil realmente começou a se aproximar dos países desenvolvidos. Mas isso tem um preço elevado, porque um bom número de idosos é de baixa renda - o que exige dos governos maiores investimentos na rede pública de saúde para atendê-los - e porque as despesas com saúde crescem muito nessa faixa etária. É maior entre os idosos, por exemplo, a incidência de câncer, diabetes, doenças cardíacas e pulmonares e depressão. O tratamento de todos esses males requer medicamentos em geral caros e de uso contínuo. Os procedimentos médico-hospitalares de que precisam os idosos são também mais frequentes e de alto custo. Como diz o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha: “O envelhecimento deve aumentar a demanda por saúde, porque haverá mais intensidade no uso de serviços, ou seja, a indústria terá mais mercado para vender e os médicos e hospitais terão de atender mais”.

Dados importantes sobre essa questão - aos quais as autoridades federais, estaduais e municipais deveriam dar a máxima atenção, já que dividem as responsabilidades nesse caso - foram fornecidos por um seminário promovido pelo jornal Valor e a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa. Pode-se dizer, em resumo, que três fatores principais deverão pressionar o sistema de saúde até 2030 - o crescimento da população, cujo ritmo vem diminuindo, mas ainda será significativo, o seu envelhecimento e a ascensão social das camadas mais Para enfrentar os desafios carentes, que exigirão cada que esperam o País até 2030, é vez maiores cuidados. preciso agir logo, atacando os problemas de hoje e, ao mesO aumento populacional mo tempo, programando a exdeve ser de 10%, com o número pansão e a melhoria do sistede brasileiros chegando a 225 ma de saúde. Um dos problemilhões. Os idosos serão cerca mas, segundo o presidente da de 40 milhões, quase a popula- Associação Médica Brasileira ção da Argentina (42 milhões). (AMB), Florentino Cardoso,

é o contingenciamento dos recursos da saúde, feito pelo governo para ajudar a fechar suas contas: “Por que o governo deixou de usar R$ 17 bilhões no ano passado? Por que houve esse contingenciamento? O subfinanciamento é o problema mais grave da área”. Investir no sistema público - que atende a grande maioria da população -, reajustando a tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS), é indispensável, primeiro para salvá-lo e, em seguida, para dar-lhe condições de absorver a demanda do crescimento da população e o seu envelhecimento, nas próximas décadas. Salvar é a palavra correta, porque, com uma tabela que cobre apenas 60% dos custos dos procedimentos, o SUS está a perigo. Corre o sério risco de entrar em colapso a curto prazo, porque nesses termos nem mesmo uma mágica aritmética é capaz de fechar suas contas. A situação do setor privado - planos de saúde, hospitais e laboratórios particulares - também não é das melhores. Ou investe mais, para aumentar rapidamente sua rede de atendimento, que já não consegue dar conta da demanda, ou se verá logo em sérias dificuldades. Segundo a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), é preciso investir R$ 5 bilhões em cinco anos para eliminar o déficit de 14 mil leitos. Esforço do qual o poder público tem de participar.


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