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 ANO XXII

84 10 a 12/05/2014

Superintendência de Comunicação Integrada

CLIPPING Nesta edição:

Clipping Geral Meio Ambiente Tráfico e Abuso de Drogas Procon-MG

Destaques: Constantes mudanças em tarifas geram dúvidas - p.02 Pente-fino no regime semiaberto - p. 05 Mansão guardaria 1,5 t de maconha - p. 26


 SUPER NOTÍCIA - MG - BH - P. 05 - 10.05.2014


 O TEMPO - MG - P. 30 - 11.05.2014


 o tempo - mg - p. 29 - 10.05.2014

metro - MG - BH - P. 03 - 10.05.2014





 estado de minas - MG - 1ÂŞ P. E P. 17 E 18 - 10.05.2014


 CONT... estado de minas - MG - P. 17 E 18 - 10.05.2014


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10 hoje em dia - MG - P. 25 - 12.05.2014


11 O TEMPO - MG - P. 16 - 12.05.2014


12 CONT... O TEMPO - MG - P. 16 - 12.05.2014


13 O TEMPO - MG - P. 06 - 10.05.2014

O TEMPO - MG - P. 02 A PARTE - 12.05.2014


14 O GLOBO - RJ - P. 04 - 10.05.2014

O TEMPO - MG - P. 02 - A PARTE - 12.05.2014


15 valor econ么mico - sp - p.a10 - 12.05.2014


16 cont... valor econ么mico - sp - p.a10 - 12.05.2014


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18 ESTADO DE MINAS - mg - p. 08 - 12.05.2014


19 o estado de sp - sp - on line - 12.05.2014

Polícia constrangida

Está em curso no País uma perigosa inversão de valores na área de segurança pública. A polícia, a quem cabe a manutenção da ordem e a repressão ao crime, tem sido tratada por formadores de opinião cada vez mais como uma entidade truculenta e criminosa, responsável pela violência contra inocentes. Essa percepção poupa os delinquentes reais, isto é, aqueles que de fato agridem a sociedade, enquanto os policiais são submetidos a diversas formas de constrangimento a seu trabalho, muito além do que determinam as leis e os manuais de conduta. Tome-se o exemplo mais recente, a morte do bailarino Douglas Rafael da Silva Pereira, conhecido como DG, no morro Pavão-Pavãozinho, no Rio de Janeiro. Douglas provavelmente foi vítima de tiroteio entre policiais e traficantes no local. Mesmo antes de saber exatamente de onde partiu o tiro que o matou, moradores e familiares imediatamente atribuíram o crime à polícia - a mãe do rapaz chegou a dizer que ele foi torturado por policiais. Foi a senha para protestos contra a polícia, que incluíram faixas nas quais se lia “Fora, UPP” e “UPP assassina”, referência às Unidades de Polícia Pacificadora, eixo da política de segurança pública no Rio.

carros e ônibus - tudo em nome de suas utopias totalitárias. Quando foi acionada para fazer o que dela se espera, em alguns casos a polícia cometeu alguns equívocos reprováveis, como o uso exagerado da força. Embora tenham sido pontuais, esses problemas se transformaram imediatamente em senha para que se tentasse desmoralizar todo o trabalho policial, transformando os agentes da lei em inimigos, causando embaraços ao poder público e deixando o caminho livre para a baderna travestida de “movimento social”. Formou-se então uma aliança de conveniência entre o ativismo irresponsável e o crime organizado - que ademais nadam de braçada graças a um discurso acadêmico e político irresponsável que romantiza a afronta ao Estado e que qualifica a repressão policial, por princípio, como um ataque aos pobres e à democracia.

É evidente que se deve questionar a eficácia das UPPs como política de segurança pública, em razão da reincidência da violência nos últimos tempos, assim como se deve criticar duramente a truculência policial nas ruas de São Paulo, não só É compreensível que, sob forte emoção, os durante manifestações, mas, principalmente, no dia familiares de Douglas tenham hostilizado aqueles a dia da cidade. que lhes pareceram culpados pelo crime. O descontentamento da população com o traNo entanto, o que se viu no Rio foi a explora- balho da polícia, em especial quando demonstra ção grosseira da tragédia por parte dos que preten- seu despreparo para atuar sob pressão, é legítimo dem enfraquecer a luta do Estado contra os narco- e deve servir como incentivo para que o Estado traficantes que há décadas dominam os morros e as reforme e aperfeiçoe a corporação. Faltam, por favelas do Rio. exemplo, instrumentos mais eficientes de controle da letalidade policial no Brasil, uma das mais altas Não é por outra razão, aliás, que os famigerados do mundo. black blocs, contumazes baderneiros, engrossaram as manifestações. Para essa turma, lei e ordem são Isso nada tem a ver, porém, com o exagerado instrumentos de “dominação burguesa”. São os só- descrédito das forças de segurança pública. Percios perfeitos da bandidagem. guntar a quem interessa alimentar essa imagem da polícia é ocioso. Como sabe todo cidadão amante da paz social, a vida piorou nas grandes capitais brasileiras desde Certamente não é ao cidadão comum, que esque esses ativistas resolveram impor sua vontade pera sair para o trabalho e voltar para casa sem ser sem qualquer consideração pelos interesses coleti- molestado por assaltantes, assassinos e traficantes vos, paralisando ruas e avenidas, quebrando vidra- ou bloqueado por ativistas fascistoides que sequesças de lojas e de agências bancárias e incendiando tram o espaço público e se nutrem do caos.


20 ESTADO DE MINAS – MG – ON LINE – 10.05.2014

PAMPULHA -

Cerco total às capivaras

Animais que vivem na orla da lagoa começarão a ser capturados para exame entre 30 e 45 dias. Os saudáveis serão remanejados e os doentes sacrificados com injeção letal Guilherme Paranaiba Uso de cevas de cana de açúcar para atrair as capivaras até pequenos cercados ou , se necessário, dardos com anestésico para imobilizá-las. Esse é o objetivo da empresa que iniciará, dentro de 30 a 45 dias, o plano de manejo para captura, exame e remanejamento dos roedores que estão na orla da Lagoa da Pampulha. Diferentemente do que havia avaliado a Prefeitura de Belo Horizonte de que cerca de 250 animais habitam a região, a empresa Equalis Ambiental, responsável pelos trabalhos, acredita que 100 roedores, no máximo, estejam na área. Técnicos estão levantando dados para subsidiar o plano, que será submetido à aprovação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O vice-prefeito e secretário municipal de Meio Ambiente, Délio Malheiros, acompanhou técnicos da trabalhos da empresa nos arredores do Parque Ecológico Promotor Francisco José Lins do Rego, conhecido como Parque Ecológico da Pampulha, e garantiu que todo o serviço será executado dentro dos seis meses acordados entre as partes, que terminam em setembro. Na primeira fase das intervenções, biólogos catalogam os animais a pé, de bicicleta e de carro, com o auxílio de binóculos. Foram identificados nove grupos distintos, sendo quatro deles na área do parque ecológico e os demais espalhados pela lagoa, segundo o diretor da Equalis, Pablo Pezoa. Além do levantamento populacional, o serviço procura também identificar faixa etária, sexo e tamanho, para compor o plano de manejo. “Depois de aprovado o documento é que começa a captura. Pretendemos usar um método passivo como a principal forma de atraí-las, que consiste no uso de cevas de cana de açúcar e bretes de captura com porta de entrada, mas a saída fechada”, afirma. Um segundo método usa dardos com anestésicos para imobilizá-las. Essa não é a prioridade, mas também poderá ser usada caso as cevas não funcionem para todos. Uma das áreas onde os roedores ficarão aguardando o resultado dos exames clínicos já está construída em um espaço restrito do parque ecológico. O cercamento tem 500 metros quadrados e possui um pequeno lago, além de uma subdivisão para facilitar a ação dos técnicos. Se os exames apontarem que elas estão sadias, serão encaminhadas para os locais definidos pela prefeitura. Caso contrário, serão sacrificadas sem dor. A estratégia, nesse caso, prevê o uso dos dardos com anestésicos e depois a injeção letal. Grupos ligados aos direitos dos animais defendem a permanência de uma população controlada na lagoa, mas Malheiros descartou. “Nenhuma capivara vai ficar na Pampulha por questões de segurança delas próprias e dos frequentadores. Não temos como cercar a lagoa. Deixá-las aqui significa conviver com a possibilidade de atropelamentos e

outros acidentes”, afirma. Uma empresa será contratada por licitação, após a conclusão dos trabalhos, para garantir a retirada dos próximos roedores que surgirem na região. Sobre a emissão da licença ambiental para o manejo via Ibama, o vice-prefeito disse estar tranquilo. “Já tivemos várias reuniões com o Ibama ,e tenho certeza que tão logo receba o relatório o órgão dará autorização imediata para a captura”, afirma. MACULOSA

Apesar da prefeitura sustentar que visitantes do parque não correm risco de contrair febre maculosa na região, mesmo depois de espalhar placas de alerta, nas ruas o medo da doença transmitida por carrapato que usa capivara como hospedeira, entre outros animais, fez os frequentadores da Lagoa da Pampulha mudarem os hábitos. Em setembro do ano passado, a enfermeira Darlene Machado, de 36 anos , foi com o marido e a filha de 3 anos ao parque ecológico para fazer fotos em família. “Eu e minha filha chegamos em casa cheias de carrapatos. Depois disso, não a trouxe mais”, conta. A enfermeira Priscila de Oliveira, de 29, tem o costume de caminhar na orla da lagoa uma vez por semana. “Depois de toda essa discussão, parei de trazer meu cachorro, com medo que ele pegue os carrapatos”, afirma. COMO SERÁ O MANEJO 1ª FASE/AVALIAÇÃO

Levantamento de informações como número de animais, sexo, faixa etária, tamanho e localização para subsidiar o plano de manejo. Biólogos com binóculos, a pé, de bicicleta ou de carro, farão o trabalho. 2ª FASE/CAPTURA

Atração dos animais com cevas de cana de açúcar para pequenos bretes ou currais, de onde eles serão levados para quarentena e exames em cercamentos maiores. 3ª FASE/DESTINAÇÃO

Destinação final das capivaras sadias aos locais indicados pela prefeitura e sacrifício sem dor das doentes. Nesse caso, a estratégia passa pelo dardo anestésico e depois injeção letal. ENQUANTO ISSO... . .ESGOTO COMEÇA A SER RETIRADO A Lagoa da Pampulha estará livre, até 2015, de pelo menos 95% do esgoto que recebe hoje. A promessa é de técnicos da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) que participaram ontem de audiência na Comissão Especial de Estudos da Lagoa da Pampulha, na Câmara Municipal de Belo Horizonte. Eles informaram que estão sendo construídos interceptores às margens dos córregos que alimentam a represa e que estas estruturas vão minimizar o despejo de esgoto irregular no lago. Anunciaram também que a construção de redes de coleta de esgoto em BH e Contagem está sendo feita.


21 estado de minas - MG - ON LINE - 12.05.2014

CONSUMIDOR -

Garantias em exames pedidos por dentistas

Se plano de saúde contratado tiver cobertura laboratorial, operadoras não podem negar atendimento ao usuário. Caso contrário, consumidor deve acionar ANS e procurar a Justiça Francelle Marzano Operadoras de planos de saúde não estão autorizando exames pedidos por dentistas. O analista de sistema Lindolfo de Oliveira Neto ficou surpreso ao ver negado o pedido de tomografia computadorizada que seu cirurgião dentista havia pedido. Cliente do plano há mais de quatro anos, ele descobriu que o carimbo do dentista valia menos que o do médico no momento em que ele mais precisava da assistência. O exame era um serviço coberto pelo plano que ele havia contratado, mas não adiantou discutir com o atendente e nem com o supervisor da operadora. “Eles alegaram que eu devia ter um plano odontológico para fazer o exame, mas eu não estava pleiteando consulta ou tratamento odontológico. Era apenas um procedimento coberto pelo meu plano de saúde”, lamenta. Na tentativa de conseguir realizar o exame pela operadora, Lindolfo foi até a Central de Atendimento do Plano e conversou com a atendente pessoalmente. O consumidor pediu então que o supervisor lhe fornecesse uma declaração por escrito, com o timbre da operadora, informando a justificativa da recusa. “O gerente ficou alterado e ainda disse que não era obrigado a fazer tal procedimento, que se eu quisesse levar a situação adiante deveria contratar um advogado e entrar com uma ação na Justiça”, lembra Lindolfo. O problema vivido pelo analista de sistema é mais comum do que muita gente imagina. A fim de evitar as recusas indevidas, a Agencia Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão que regula o serviço prestado pelas operadoras, instituiu a Súmula Normativa nº11, em agosto de 2007. De acordo com a resolução, a operadora de plano de saúde não pode negar autorização para realização de exames médicos solicitados por dentistas sob a alegação de que tais procedimentos só podem ser solicitados por médicos. O dentista pode solicitar qualquer exame relacionado ao procedimento odontológico que irá realizar. A cobertura, no entanto, deverá estar prevista no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde editado pela ANS e de acordo com o estipulado no contrato do consumidor. Por isso, a advogada especializada em direito da saúde Kátia Rocha explica que o consumidor deve sempre estar atento ao tipo de cobertura disponibilizada pelo plano, antes mesmo da assinatura de contrato. “Muitos planos são restritos e não cobrem alguns tipos de exames, mas se ele tem a cobertura laboratorial, por exemplo, não poderia ter negado a tomografia do consumidor, mesmo que pedida pelo dentista”, ressalta. Ainda de acordo com ela, o consumidor deve sempre exigir a declaração da operadora por escrito, na qual contenha a justificativa da recusa do procedimento, como foi solicitado por Lindolfo. RECOMENDAÇÕES

A coordenadora institucional da Proteste – Associação

de Consumidores, Maria Inês Dolci, ressalta que, se a operadora se negar a enviar a declaração, o consumidor pode denunciar na ANS, que pode aplicar multa de R$ 30 mil às operadoras que se recusarem a fazer um atendimento e não explicarem a razão por escrito em até 48 horas no máximo. “A norma da ANS esclarece que não são apenas os médicos que podem prescrever exames, dentistas também podem e estes devem ser aceitos”, afirma. Quando a denuncia é recebida pela ANS, ela analisa a situação, investiga a reincidência da operadora e ainda dá um prazo para que a mesma se posicione. Nos casos considerados urgentes, a coordenadora da Proteste recomenda que o consumidor peça na Justiça uma liminar para liberar o exame. No entanto, se o procedimento não for urgente, ela ressalta que se deve esperar o posicionamento da agência. “Se não houver um acordo com a operadora, a liminar na Justiça é o caminho mais rápido para conseguir fazer o exame”, diz Maria Inês. O que diz a lei O que diz a Súmula Normativa da ANS 1. A solicitação dos exames laboratoriais/complementares previstos no art. 12º, inciso I, alínea b, da Lei n° 9.656, de 1998, e dos procedimentos abrangidos pelas internações hospitalares, de natureza buco-maxilo-facial ou por imperativo clínico, dispostos no art. 12º, inciso II, da mesma lei, e no art. 7º, parágrafo único da Resolução CONSU nº 10, de 1998, devem ser cobertos pelas operadoras de planos privados de assistência à saúde, mesmo quando promovidos pelo cirurgião-dentista assistente, habilitado pelos respectivos conselhos de classe, desde que restritos à finalidade de natureza odontológica; 2. A solicitação das internações hospitalares e dos exames laboratoriais/ complementares, requisitados pelo cirurgião-dentista, devidamente registrado nos respectivos conselhos de classe, devem ser cobertos pelas operadoras, sendo vedado negar autorização para realização de procedimento, exclusivamente, em razão do profissional solicitante não pertencer à rede própria, credenciada ou referenciada da operadora; 3. A solicitação de internação, com base no art. 12º, inciso II da Lei n° 9.656, de 1998, decorrente de situações clínicas e cirúrgicas de interesse comum à medicina e à odontologia deve ser autorizada mesmo quando solicitada pelo cirurgião-dentista, desde que a equipe cirúrgica seja chefiada por médico. 4. A cobertura dos procedimentos de natureza odontológica se dará respeitando o rol de procedimentos da ANS, contemplando todas as doenças que compõem a Classificação Internacional de Doenças – CID – da Organização Mundial de Saúde e, também, a segmentação contratada entre as partes. Fonte: ANS


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29 ESTADO DE MINAS – MG – ON LINE - 10.05.2014

BELVEDERE -

Apreensão revela mansão do tráfico

Uma mansão no Bairro Belvedere, na Região CentroSul de Belo Horizonte, vinha sendo usada a aproximadamente três meses como ponto de tráfico de drogas. Segundo a Polícia Civil, a casa de luxo, ainda sem muita mobília, era o local de estocagem de carregamentos de maconha provenientes do Mato Grosso do Sul, que eram trazidos mensalmente em comboio. Cinco acusados de integrar a organização criminosa responsável pelo esquema foram presos na noite de anteontem, depois de serem abordados em um posto de gasolina às margens da BR-262, em Bom Despacho, na Região Central de Minas, por policiais civis que há seis meses investigavam o esquema. Na operação, que teve ainda atuação do Ministério Público de Minas, cinco veículos foram apreendidos. No interior de três deles havia 1,5 tonelada de maconha. Segundo a polícia, ainda há outros envolvidos e novas prisões devem ser feitas em Minas e no Mato Grosso do Sul. Os tabletes de maconha estava nos porta-malas e até nos bancos de trás dos carros, em uma forma de carregamento que chamou a atenção da polícia. “Impressiona pela ousadia, pela falta de preocupação dos bandidos em esconder a droga”, afirma o delegado Antônio Prado, do Grupo de Combate a Organizações Criminosas da Polícia Civil. Segundo ele, a maconha apreendida seria usada para abastecer

o tráfico na Grande BH e no interior do estado. Para chegar ao grupo, que atuava no esquema havia cerca de um ano e meio, o delegado explica que a polícia começou a levantar os históricos de prisões e apreensões de drogas em Minas. Os investigadores chegaram ao nome de Abdon, apontado pelo delegado como mentor da organização em Minas e responsável pelo aluguel da casa no Belvedere. A escolha do imóvel, segundo o delegado, foi estratégica, já que a casa fica em um ponto nobre da cidade, que pouco chama a atenção para tal atividade. “Ele já foi preso em 2008, em Divinópolis, por transporte de 2 toneladas de maconha. Fugiu da Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, em 2010. Desde então estava foragido.” O suspeito foi preso portando documento falso, com nome de Marcelo, identidade que já era usada havia aproximadamente dois anos. O irmão de Abdon, identificado apenas como Anderson, também foi preso. Os dois assumiam a posição de batedores do comboio durante o transporte e informavam aos comparsas sobre a presença de policiais no caminho. Abdon dirigia uma Hilux Preta, enquanto o irmão conduzia um Fiat Strada. O terceiro preso também é de Minas e os outros dois são do Mato Grosso do Sul e estariam vindo a BH para ajudar no transporte da droga. (VL)


30 Correio Braziliense | Opinião | BR - conamp - 12 de maio de 2014

Droga tem de ser atacada em duas frentes

Parece ficção. Mas não é. Em plena capital da República, a Operação Resgate apreendeu cerca de 200kg de pasta-base de cocaína. Comercializada, a droga renderia nada menos que R$ 5 milhões. O entorpecente, vindo do Paraguai, estava em malas, guardadas no fundo falso de uma caminhonete. No esconderijo, localizado em Taguatinga, além de R$ 70 mil, foram encontradas armas. Entre elas, uma submetralhadora de uso restrito da polícia do estado do Piauí. Cinco pessoas foram presas na oportunidade. Em ação simultânea levada avante em Goiânia, a polícia goiana recolheu 200kg da pasta.Operação conjunta da Polícia Civil com o Ministério Público interrompeu o percurso de 1,5 tonelada de maconha em Minas Gerais. Vinda de Mato Grosso do Sul, a erva (transportada em cinco veículos) seria distribuída em Belo Horizonte. Cinco pessoas foram detidas. São exemplos da desenvoltura com que os traficantes agem no Brasil. A apreensão em Brasília, no quintal do poder, demonstra fragilidades do sistema de prevenção e repressão do narcotráfico. As fronteiras permeáveis, aliadas à precariedade da fiscalização, permitem a passagem de drogas sem grandes problemas. Aeroportos clandestinos também abrem o território brasileiro para o mal que corrompe a estado de minas - MG - P. 08 - 10.05.2014

juventude e estimula a violência. O narcotráfico preocupa países desenvolvidos e emergentes. Com razão. O comércio ilícito movimenta cifra anual superior a US$ 500 bilhões. Ocupa o segundo lugar no ranking das transações mais lucrativas do planeta. Só perde para outro negócio igualmente ilegal -- o tráfico de armamento. Até o milionário mercado do petróleo, motor das principais economias do mundo, fica atrás das duas atividades destrutivas.Tanto dinheiro representa grande perigo para as nações que tratam o assunto com frouxidão. Pessoas ligadas ao comércio ilícito compram consciências e se infiltram legalmente nas instituições. Nenhum poder está imune à invasão. Legislativo, Executivo e Judiciário podem abrigar profissionais cuja meta é facilitar as atividades ilícitas. Impõe-se agir em duas pontas -- a prevenção e a repressão. É inadiável usar a inteligência para antecipar-se à ação dos bandidos. Além de obter informação, urge controlar as fronteiras com rigor para evitar a entrada da droga. Aeroportos clandestinos precisam ser desativados. Laboratórios que fornecem insumos devem ser localizados e punidos. Sem ação efetiva, a vitória será do bandido. O mocinho perderá a guerra.


Clipping geral e espec 10 a 12052014