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XXI 46 09/03/2013

Superintendência de Comunicação Integrada

CLIPPING Nesta edição:

Clipping Geral Crimes Cibernéticos Meio Ambiente Procon-MG Saúde Defesa da Mulher Tráfico e Abuso de Drogas

Destaques: Bruno poderá deixar a prisão em 2018 - p. 07 Prevenção evita ataques de hackers - p. 24 Revisão do Código de Defesa do Consumidor - p. 28


01 o tempo - mg - p. 07 - 09.03.2013


02 estado de minas - mg - p. 17 e 18 - 09.03.2013


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CASO BRUNO

SENTENÇA SEM UNANIMIDADE

Bruno entre o promotor Henry Wagner (E) e o advogado de defesa, LĂşcio Adolfo, durante julgamento em que foi condenado: batalha de recursos para mudar pena


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18 estado de minas - MG - P.07 - 09.03.2013


19 estado de minas - mg - p. 19 - 09.03.2013

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20 ESTADO DE SP – ON LINE – 10.03.2013

Magistratura dividida

Descontentes com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, que classificou o sistema penal como “frouxo” e reclamou da “cultura da impunidade” que reinaria entre os operadores jurídicos do País, numa entrevista coletiva a correspondentes estrangeiros, três associações de magistrados distribuíram uma nota conjunta cobrando dele um “comportamento compatível com o cargo”. A nota acusa Barbosa - que também preside o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) - de lançar “dúvidas genéricas sobre a lisura e a integridade dos magistrados” e criticar a corporação de “forma preconceituosa, generalista e desrespeitosa”.Divergências doutrinárias, confrontos políticos e discussões causadas por interesses corporativos entre magistrados já se tornaram corriqueiros na história do Poder Judiciário. Recentemente, por exemplo, o ministro Joaquim Barbosa disse ser contra o direito dos juízes a dois meses de férias. E, na última sessão do CNJ, manifestou-se contrariamente ao patrocínio de eventos da magistratura por empresas privadas. Esta foi, no entanto, a primeira vez em que as críticas das associações de magistrados a um membro do Supremo foram marcadas por um tom inusitadamente agressivo. “A violência simbólica das palavras do ministro acende o aviso de alerta contra eventuais tentativas de se diminuírem a liberdade e a independência da magistratura brasileira. Violar a independência da magistratura é violar a democracia”, dizem a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação dos Juízes Federais (Ajufe) e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra). Trata-se, evidendentemente, de um exagero. O ministro Joaquim Barbosa não discutiu a liberdade e a independência dos magistrados. Limitou-se a classificar a mentalidade da categoria como “conservadora, burocrática e formalista”. Criticou a morosidade dos tribunais e o número excessivo de recursos previsto por Códigos de Processo Civil e Penal, que considera “anacrônicos”. O presidente do STF pode ter se excedido, retoricamente, quando defendeu

um sistema penal mais eficiente e rigoroso. Em momento algum, no entanto, ameaçou a autonomia e a independência da magistratura, como afirma nota da AMB, Ajufe e Anamatra. O ministro, afinal, apenas repetiu o que há muito se sabe. Afirmou, por exemplo, que “há juízes que prevaricam e que têm comportamentos estranhos dentro ou fora dos processos”. Há um ano e meio, a então corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, hoje vice-presidente do Superior TRIBUNAL DE JUSTIÇA, já havia dito o mesmo, quando reconheceu que a magistratura abriga alguns “bandidos de toga”. Joaquim Barbosa também classificou como “vergonhosos” os critérios de contagem de prazo para a prescrição de crimes financeiros e crimes de corrupção, lembrando como eles costumam ser usados pelos advogados de defesa, com seus recursos protelatórios, ou manipulados por magistrados lenientes ou malintencionados. “Basta que um juiz engavete um processo durante cinco, seis anos. Ele esquece a ação e, quando se lembrar, o caso está prescrito. As regras de prescrição tornam a legislação penal um faz de conta, propiciando um sistema jurídico pró-réu, pró-criminalidade”, afirmou. Opiniões como essas têm sido emitidas com frequência nos meios políticos, empresarais, acadêmicos e jurídicos - a ponto de terem inspirado os projetos de reforma do Código Penal e dos Códigos de Processo Penal e Civil que estão tramitando no Senado e na Câmara dos Deputados. Elas não constituem novidade. Somente chamam a atenção para conhecidos problemas estruturais do Poder Judiciário - problemas esses que já se constituíram em objeto de inúmeros discursos de outros presidentes do Supremo. As críticas das associações de juízes ao ministro Joaquim Barbosa são injustas. Ao dirigente máximo do Judiciário cabe defender os interesses maiores da instituição, e não ser porta-voz dos interesses corporativos daqueles que a integram.


21 ESTADO DE MINAS – MG – P. 09 – 09.03.2013

Preservação do local do crime

Rodrigo Xavier da Silva Ouvidor de polícia da Ouvidoria Geral do Estado de Minas Gerais (OGE) e Silvana Fiorilor - Delegada e assessora da Ouvidoria de Polícia O chamado “local do crime”, conforme dispõe a doutrina processual penal, é representado pelo cenário que identifica os vestígios da existência de um crime a ser esclarecido. Convencionou-se determinálo, ainda, conforme a literatura policial, como sendo o espaço físico onde tenha ocorrido um fato que possa ser caracterizado como delito, e que, portanto, exige a intervenção das autoridades policiais. De fato, o local do crime constitui-se como o mais robusto arcabouço fático-probatório disponível à investigação, com forte potencial de elucidação do delito. Dessa forma, foi preciso o legislador pátrio, elencando as obrigações da autoridade policial quanto à preservação do local do evento criminal nos artigos 6º e 169 do Código de Processo Penal. A partir de conhecimentos técnicos específicos das perícias e também da expertise policial, detalhes aparentemente irrelevantes ao leigo poderão servir de subsídio à conclusão de materialidade e autoria de um crime. Com o local do crime preservado, a investigação poderá reconstruir e compreender o evento de forma célere e precisa. Os policiais militares ou civis, normalmente os primeiros profissionais a ter contato com a cena do crime, possuem a obrigação legal e devem ter

conhecimento técnico para preservar e garantir a integridade do local até a chegada dos peritos. Tanto assim, que a norma processual foi expressa, determinando que a autoridade policial “deverá dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o estado e conservação das coisas, até a chegada dos peritos criminais”. Não se trata, portanto, de ato discricionário ou de prerrogativa da autoridade policial, mas de uma obrigação, expressamente prevista em lei. Ressalte-se, ademais, que as ações iniciais de preservação do local do crime não devem se limitar àquelas tomadas pelas autoridades policiais, também a população necessita compreender a importância em se preservar o cenário do crime intacto, evitando contaminação ou perda de provas. Muitas vezes, o próprio ímpeto em ajudar pode resultar na alteração de elementos que compõem o fato a ser esclarecido. Os prejuízos advindos da adulteração do local do crime são enormes e irreparáveis, desde o comprometimento das investigações realizadas pela polícia judiciária, passando pela contaminação do curso da instrução criminal e culminando, muitas vezes, na absolvição de autores de crimes graves, diante da ausência, fragilização ou destruição de provas importantes no processo de responsabilização penal. Estudos realizados em nível nacional apontam que nosso histórico de preservação de local do crime é ainda insipiente. Somos pouco eficientes

na manutenção dessas importantes provas para o inquérito policial e o processo criminal, razão pela qual entendemos como fundamental, reforçar ações que fomentem a importância da preservação do local do crime, principalmente, na formação policial inicial, no investimento e valorização da polícia científica, bem como no treinamento policial integrado e contínuo nas academias de polícia. É importante ressaltar, ainda, que a Ouvidoria de Polícia de Minas Gerais demonstra especial atenção às denúncias de situações que apontam para a descaracterização de locais, fatos e provas, restando claro que, a não preservação do “local do crime”, de forma propositada ou não por agentes do Estado, deve ser objeto de sindicância rigorosa por parte das corregedorias respectivas. Mais do que isso, precisamos investir em ações preventivas e pedagógicas. Neste sentido, vale ressaltar que o processo de Integração e Gestão do Sistema de Defesa Social – pilar fundamental e exitoso da política pública de segurança estabelecida a partir de 2003 – pode e deve ser uma ferramenta de monitoramento e controle do compasso exigido de eficiência e rigor entre o trabalho da polícia ostensiva e aquele outro realizado pela polícia judiciária no “local do crime”, de forma que, respeitadas as competências constitucionais de cada instituição, ganhe a população, com polícias mais inteligentes, integradas e eficientes.


22 hoje em dia - MG - P.02 - 09.03.2013


23 o tempo - mg - p. 18 - 09.03.2013


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25 JORNAL DA CIDADE - MG - P. 15 - 08.03.2013


26 Estado de minas – MG – ON LINE – 09.03.2013

CONSUMIDOR -

Clareza sobre empréstimos

Bancos têm 7 dias para passar saldo e facilitar portabilidade

Marinella Castro Instituições financeiras que operam em Minas serão obrigadas a entregar aos seus clientes em no máximo sete dias úteis informações sobre o saldo devedor relativo a contratos de concessão de crédito. O documento é essencial para viabilizar a portabilidade de dívidas, operação prevista pelo Banco Central desde 2006, mas ainda pouco realizada pelo consumidor brasileiro. O prazo foi firmado em um termo de ajustamento de conduta (TAC) assinado pelo Ministério Público estadual, por meio do Procon MG, com instituições financeiras. O documento contou também com a assinatura do Banco Central, regulador do sistema financeiro. Para cada requerimento não atendido ou constatação de prática abusiva referente à portabilidade de crédito, os bancos serão multados em R$ 10 mil. O objetivo do acordo é que o consumidor consiga exercer o direito da portabilidade de dívidas, que vinha sendo prejudicado pela falta de informação dos bancos. O documento estabelece também sete dias úteis para a instituição financeira fornecer o boleto de quitação antecipada de débitos. Assinaram o termo oito instituições, mas segundo o Procon-MG a intenção é que o ajuste seja estendido a todo o sistema financeiro. O TAC é resultado de um processo administrativo instaurado no ano passado pelo Ministério Público contra 10 bancos, baseado em reclamações de consumidores e em inforo tempo - mg - 1ª p. - 09.03.2013

mações fornecidas pela Assembleia de Minas Gerais, de que alguns agentes estavam dificultando o acesso a informações imprescindíveis à portabilidade de dívidas ou à liquidação antecipada de débito. A norma entra em vigor em 60 dias e é válida para todo o estado. Nesse período as instituições deverão divulgar as medidas que serão adotadas para informar ao consumidor sobre o seu direito à portabilidade. Outro ponto importante é que o acordo regula a data de pagamento dos boletos e faturas, que será de no mínimo 10 dias, contados a partir da data de envio do documento, se a entrega ocorrer por correio, e de três dias se for por correio eletrônico ou entrega pessoal. Segundo o Procon-MG, esse prazo é importante já que órgão estava recebendo reclamações de consumidores que, por falta do boleto, não conseguiam quitar antecipadamente o seu débito. Em muitos casos, os consumidores recebiam o documento já vencido. A portabilidade de dívidas foi assegurada pela Resolução 3401/2006 do Banco Central e permite ao consumidor transferir seu débito para outras instituições que cobrem juros e encargos menores. A portabilidade foi estimulada no país no ano passado, quando os bancos públicos deram início ao movimento de redução das taxas de juros. Assinaram o TAC as seguintes instituições: Santander (Brasil) S.A.; BV Financeira, Mercantil do Brasil S. A.; BMG S.A.; Bonsucesso S. A.; Cacique S. A.; Cifra S.A..; Rural S. A.


27 o tempo - mg - p. 09 - 09.03.2013


28 O estado de SP – on line – 09.10.2013

Revisão do Código de Defesa do Consumidor

José Reinaldo de Lima Lopes* - O Estado de S.Paulo Desde a sanção do Código de Defesa do Consumidor, em setembro de 1990, já se passaram mais de duas décadas, quase um quarto de século. Estaria o CDC envelhecido? As coisas mudaram tanto que o código precisa de revisão? A primeira pergunta pode ser respondida com um qualificado não. Há no Código de Defesa do Consumidor partes muito sólidas e não se pode dizer que ele se tenha tornado inadequado. Uma é a parte definidora do campo das relações de consumo, na qual se encontra a definição do consumidor como parte vulnerável e merecedora de interpretação dos negócios e de julgamento das causas de modo mais favorável, que compense a sua posição subalterna no mercado. A segunda questão merece um qualificado sim. As coisas mudaram nos últimos anos, como a relação do Estado com o mercado (aprofundou-se muito a privatização da economia) e a expansão de tudo o que diz respeito às novas mídias. O acesso ao crédito foi ampliado, facilitado, incentivado. O comércio eletrônico cresceu e praticamente todo o relacionamento entre consumidores e fornecedores passou a transitar pela internet. Parece, portanto, conveniente atualizar pontualmente o Código para criar mecanismos mais eficazes, muito especialmente nesses pontos mencionados. Além disso, alguns pontos já foram mais bem especificados, como a regulamentação do teleatendimento, feita por decreto do presidente da República, ou a lei da entrega com hora certa (na verdade, por períodos certos do dia), sancionada no Estado de São Paulo. Ambas foram acréscimos e detalhamentos de princípios bem estabelecidos no CDC, como o direito à informação ou ao cumprimento das obrigações pelo fornecedor no período pós-venda. Existentes, mas sem parâmetros claros, os serviços de atendimento deixavam muito a desejar: pareciam satisfazer uma exigência, mas sua inefetividade era (e ainda é) tal que pouco respondiam à obrigação de prestar aos consumidores a devida assistência. As entregas sem hora certa provocam inconvenientes crescentes, pois um desentendimento inicial pela não entrega no horário combinado se transformava numa bola de neve, que podia terminar no serviço público dos Procons ou na Justiça. Ainda outras inovações vieram de maneira um pouco imprecisa e nasceram da criação de agências reguladoras de serviços públicos. As leis, os contratos de concessão e as agências mesmas definiram algumas medidas de eficiência nos serviços. Foi preciso (e ainda é) definir como essas medidas se tornam realidades e que espécie de relação se estabelece entre as agências e os outros órgãos responsáveis pela defesa dos consumidores. Os projetos de lei que hoje se discutem no Congresso Nacional a respeito de prevenção de superendividamento de consumidores e comércio eletrônico vão nessa esteira de disciplina mais detalhada, mantendo as conquistas do sistema de defesa do consumidor. Ambos são importantíssimos. O crédito ao consumo esteve até agora no limbo da dis-

ciplina do mercado financeiro. Não pode continuar ali. Nos Estados Unidos já se criou um órgão público completamente distinto da regulação bancária para tratar do assunto, o Consumer Financial Protection Bureau. A reforma do CDC não ousa tanto, mas pelo menos coloca o tema no âmbito correto, o da proteção ao consumidor e da prevenção do superendividamento. A mudança servirá para tratar o crédito como realmente é tratado por quem o oferece: um produto (objeto de intensa propaganda). Poderia ampliar ainda mais a responsabilidade de quem oferece crédito, na linha das responsabilidades de quem oferece produtos e serviços. Mas pode ser usada para responsabilizar os fornecedores desse mercado e obrigá-los a introduzir normas de segurança na concessão de crédito ao consumo, além de arcarem com os respectivos custos. O comércio eletrônico causa dois problemas especificados no projeto em discussão no Senado: a dificuldade de identificação do fornecedor e os bancos de dados, cujos controle e uso estão até agora além do alcance dos consumidores. O primeiro pode ser resolvido com a obrigatoriedade, prevista, de que o fornecedor indique dados de sua identidade e tenha pelo menos um endereço não virtual, facilmente localizável. O outro é mais difícil, pois o acesso ao uso que se faz das informações exigirá dos consumidores mais organização e recurso. Mesmo assim, a obrigatoriedade legal de dar acesso a tais bancos seria um importante avanço. Outros problemas de base precisam ser lembrados. É o caso do atendimento ao consumidor, ainda muito inadequado. As demoras no atendimento são sinal claro de que tais serviços estão subdimensionados e organizados mais em função dos interesses dos fornecedores do que da solução dos problemas dos consumidores. Lembremos que há duas espécies de queixa: uma relativa ao produto e serviço propriamente, outra quanto ao cumprimento do contrato. Na primeira, o que se espera é que um técnico resolva a questão e na outra, que alguém seja verdadeiro preposto, com capacidade de entender o contrato e competência para deliberar. Isso não se vê nem ao telefone, nem pessoalmente, porque os postos de atendimento estão desaparecendo. Como estão desaparecendo pessoas treinadas para negociar. É evidente que os fornecedores não enfrentam essa questão: erros frequentes na interpretação e execução dos contratos indicam o amadorismo com que se fazem as coisas. A falta de gente qualificada e devidamente autorizada para resolver o problema é outra evidência dessa atitude. A maneira como se trata o consumidor no Brasil está a mostrar a falta que fazem uma coisa e outra, ou seja, quanto um mercado moderno continua, entre nós, um sonho, ou, parafraseando Sérgio Buarque de Holanda, um incrível malentendido. A mudança cultural que ainda está por ser feita afirmaria que o cliente tem sempre razão. *Professor associado da Faculdade de Direito da USP, é professor e pesquisador da Direito GV


29 o tempo - mg - p. 25 - 09.03.2013


30 Correio Braziliense – on line - 10/03/2013

MULHERES MARCADAS PELA COVARDIA

DRAMA DA VIDA PRIVADA Autor(es): POR OLÍVIA MEIRELES No Brasil, uma mulher é agredida a cada cinco minutos. Em 70,19% dos casos, o agressor é o atual ou o ex-companheiro e, quase sempre , o crime ocorre dentro da r esidência do casal. O perfil da mulher que apanha e o do homem que bate e mata podem ser facilmente identificados . Com base em estatísticas oficiais da Polícia Civil do DF e na opinião de especialistas, a Revista do Correio mostra o que está por trás desse processo em que o assassinato da parceira pode ser o desfecho mais trágico Quando um homem mata a mulher/namorada/ex-companheira, é comum ouvir nos relatos dos parentes que eles nunca imaginaram que isso pudesse acontecer , que foi uma surpresa. Até que um vizinho resolve falar: “Tinha muita gritaria à noite. Volta e meia, acordávamos assustados ” . Nos registros da polícia, alguns boletins de ocorrência descrevem ameaças, injúrias e difamações, mas a denunciante nunca aceitou as medidas protetoras. Não quis ser encaminhada para um abrigo . Avaliou que não corria risco de morte . As ameaças eram vazias. Só foi à delegacia para assustá-lo . Logo depois, uma amiga mais próxima conta que ele a obrigava a manter relações sexuais mesmo sem a sua vontade. Ela sentia que era o seu dever como mulher. Aí, descobrem que ele já tinha rasgado as suas roupas e quebrado o seu computador quando estava mais nervoso. Tinha ciúmes além do normal. Ele a seguia no trabalho , ligava diversas vezes por dia e envolvia amigos, parentes e familiares nas brigas do casal. “Mas isso é coisa de homem apaixonado . Ele nunca encostou um dedo nela ” , diziam. Os sinais estavam ali. Só que ninguém somou os acontecimentos. A mulher nunca quis relatá-los com

detalhes para ninguém. Uma ou outra pessoa sabia alguma coisa, mas não muito a fundo . A vítima ficava constrangida de contar a violência psicológica e mo-r al que sofria e também queria protegê-lo . Pois, como se costuma ouvir: “Nos momentos em que ele não estava agressivo , era bastante carinhoso . Além disso , nunca tinha batido nela. Um tapa ou um empurrão eventualmente, mas nada muito grave ou que tirasse sangue. Ele não a cortou com faca ou tentou sufocá-la com o fio de telefone . Isso é coisa que só aparece no jornal” . Na percepção da mulher, o companheiro pode até parecer inofensivo, justificar que foi o calor da emoção, mas esse tipo de comportamento é um sinal claro de que essa história de amor pode acabar em tragédia. Os relatos estão aí estampados nas capas dos jornais. Na semana em que se co-memorou o Dia Internacional da Mulher , vimos uma jovem ser esfaqueada dentro de um shopping pelo ex-marido, uma outra ser enforcada por um fio de telefone pelo companheiro, e também acompanhamos, passo a passo , o julgamento do goleiro Bruno . Em 70,19% dos casos da violência doméstica contra a mulher, o agressor é o companheiro ou o cônjuge da vítima. Acrescentando os demais vínculos afetivos (ex-marido , namorado e ex-namorado), esse dado sobe para 89,17%. No Brasil, uma mulher é agredida a cada cinco minutos e, quase sempre, o crime acontece dentro da própria residência do casal. Segundo estatísticas da Polícia Civil do Distrito Federal, um homem com características possessivas e violentas em até cinco anos está agredindo fisicamente a mulher. Outro dado alarmante: se em até um ano após o fim do relacionamento ele continuar perseguindo , ameaçando e procurando a excompanheira de forma inadequada,

o risco de ela ser assassinada cresce exponencialmente. Isso não é comportamento de homem apaixonado. É coisa de gente perigosa. São os sinais claros de um potencial assassino . É importante entender que ele não se tornou violento do dia para a noite. Desde o início da relação , apresentou comportamentos possessivos e enxergava a mulher como sua propriedade, e não como companheira. Ele começou dizendo quais roupas ela podia e não podia usar, quais comportamentos desaprovava e quais amizades queria que ela mantivesse. Depois, partiu para violência psicológica para diminuir a sua autoestima (chamá-la de burra, gorda e feia). Até que passou a agredi-la moralmente (vadia, puta, sem vergonha). Nesse momento, o relacionamento deixa de ser apenas complicado para se tornar um caso de polícia. “Terminar um relacionamento violento é o único jeito de acabar com esse tipo de abuso . Mas é nesse processo de terminar que a maioria das mulheres é morta ” , escreve Gavin de Becker em seu livro The gift of fear (sem versão brasileira). De acordo com estudos da violência doméstica, a maioria dos crimes não acontece no calor de uma briga. O homem que mata, normalmente, to-ma a decisão de matar. O assassino planeja, persegue e ameaça a vítima. Ele pode ser “provocado” porque ela resolveu terminar a relação e ele não aceita. Ou após um longo período depois o fim do relacionamento, ele volta a procurá-la porque descobriu que ela arrumou um namorado novo. “O crime doméstico é o mais fácil de se prever . É um ciclo , que vai ficando cada vez mais violento. Mas, mesmo assim, as pessoas custam a acreditar que ele pode acontecer” , finaliza Gavin. Afinal, quem entende como um homem pode matar a própria mulher? Mas, acredite, esse cri-me tem um padrão, personagens fixos, um ciclo e até uma solução.


31 o tempo - mg - p. 13 - 09.03.2013


32 O TEMPO – MG – ON LINE – 09.03.2013

REGIÃO METROPOLITANA

PM apreende 150 quilos de maconha em BH e Contagem

JOSÉ VÍTOR CAMILO

Em um intervalo de apenas cinco horas, a Polícia Militar (PM) conseguiu apreender quase 150 kg de maconha em dois lugares diferentes da região metropolitana de Belo Horizonte. A maior apreensão aconteceu durante a madrugada de ontem, no bairro Ipiranga, na região Nordeste da capital, quando 74 kg da droga foram localizados em uma residência. Segundo PM, uma viatura fazia patrulhamento pelo bairro Santa Terezinha, quando os policiais avistaram um Voyage em atitude suspeita com cinco ocupantes. O carro foi abordado, e o motorista não tinha carteira de habilitação. Ainda durante a abordagem, o telefone do condutor tocou, e o policial atendeu se passando por ele. Do outro lado da linha, um homem perguntava se ele pegaria a mercadoria no local combinado. Após diligências, os policiais chegaram até uma casa no bairro Ipiranga. Lá dentro estavam 46 tabletes de maconha prensada. Ao todo, oito pessoas foram presas. A droga e os oito envolvidos foram levados para a Delegacia de Tóxicos. Contagem. Uma denúncia anônima levou militares a outra grande apreensão de drogas, na Vila Santa Luzia, em Contagem, na região metropolitana. Dentro do imóvel, havia cerca de 70 quilos de maconha. Uma mulher de 23 anos foi presa, e o irmão dela, de 28, conseguiu fugir pulando o muro da casa. ESTADO DE MINAS – ON LINE – 10.03.2013

TRIÂNGULO

PF captura avião com cocaína

Um avião com cerca de meia tonelada de pasta base de cocaína foi interceptado ontem por agentes da Polícia Federal (PF) em Indianópolis, no Triângulo Mineiro. Eram por volta das 11h40 quando os militares foram acionados para apoiar a operação, segundo informou o sargento Ivan Amadeu, comandante da Polícia Militar em Abadia dos Dourados. Houve troca de tiros com os traficantes e uma pessoa morreu. Depois do tiroteio, sete pessoas foram presas, o avião foi apreendido e também uma picape branca, que seria usada para transportar a droga até o local do destino. É a segunda vez este ano que a PF intercepta uma aeronave com a matéria-prima da cocaína e do crack na mesma região, que vem sendo usada por quadrilhas como rota da distribuição da droga vinda do exterior. A primeira operação foi em Campo Florido, em 26 de fevereiro, em que foram apreendidos 115 quilos de pasta base de cocaína. Na ocasião, o avião explodiu, quatro homens foram presos, sendo dois deles paraguaios, um foi morto e um conseguiu fugir.

O TEMPO – MG – ON LINE – 10.03.2013

INDIANÓPOLIS

Polícia apreende meia tonelada de cocaína

GABRIELA SALES

Meia tonelada de pasta base de cocaína foi apreendida ontem às margens da BR-365, em Indianópolis, no Triângulo Mineiro. O entorpecente foi localizado durante operação da Polícia Federal de Uberlândia e Uberaba, na mesma região. Segundo a polícia, o grupo foi interceptado durante a entrega do produto ilegal, após investigações por meio de escutas telefônicas. “A polícia cercou o local a espera da droga. Todas as saídas para a rodovia foram interceptadas”, contou o sargento Ivan Amadeu de Freitas, comandante do Destacamento de Abadia dos Dourados, cidade vizinha. No momento do pouso, bandidos trocaram tiros com a polícia. Uma pessoa morreu, e sete pessoas foram presas. No local, a polícia apreendeu além da cocaína, as armas utilizadas pelos criminosos e uma pick-up Strada que iria fazer o transporte do entorpecente.

09 Março 2013  

Clipping Geral e Espec. Eletrônico

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