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XXII 01 01 e 02/01/2014

Superintendência de Comunicação Integrada

CLIPPING Nesta edição: Clipping Geral

Destaques: Justiça estadual tem o pior resultado contra corrupção-p.03 Mais de 50% das cidades não acompanham menor infrator-p.04


01

hoje em dia-p.18 02/01/2014

estado de minas-p.3 02/02/2014


02

o tempo-p.6

02/01/2013


03

folha de sp-p.a4 01/01/2014


04

o tempo-p.21 01/01/2014


05

cont...o tempo-p.21 01/01/2014


06

Estado de minas online – 01/01/2014

Adolescentes agridem menino de 5 anos e afogam a criança em Itaúna

A criança, ameaçada de abuso sexual, chorou muito e acabou agredida até a morte. Os menores infratores tiveram a internação cautelar decretada pela Justiça, mas ainda não há vagas e os dois agressores continuam livres Luana Cruz A Polícia Civil concluiu as investigações sobre um crime bárbaro em Itaúna, na Região Central de Minas Gerais. Dois adolescentes, de 12 e 14 anos, agrediram um menino de 5 anos a pauladas e jogaram a criança em um lago. Os agressores foram ouvidos e o delegado responsável pelo caso, Weslley Amaral de Castro, pediu a prisão cautelar de ambos. O Ministério Público e a Justiça aceitaram a solicitação para os menores, mas segundo o delegado, ainda não há vagas para a internação dos infratores. O crime aconteceu na última sexta-feira, quando os três foram brincar perto de um lago na zona rural da cidade. O adolescente V., de 14 anos, era amigo do pequeno Enzo Henrique Campos. Ele levou a criança e chamou outro conhecido, o menor G., de 12 anos. De acordo com o delegado, G. propôs ao colega estuprar a criança. A polícia ainda não tem certeza se a violência sexual foi concretizada. Com medo, Enzo começou a chorar e disse que contaria para a polícia que os dois tentaram abusar dele. G. agrediu o menino e pediu ajuda de V. para matá-lo. Os adolescentes deram chutes e socos, além de usaram um pedaço de pau para espancar o menino. Depois, jogaram Enzo ainda vivo no lago, mas o menino conseguiu sair, cuspindo muita água e sem fôlego. Os agressores então jogaram a criança na parte funda do lago, para que ele não conseguisse voltar. Enzo ficou desaparecido até a família sentir falta dele e a história macabra ser revelada ainda no mesmo dia da morte.

Investigações O delegado Castro, na sexta-feira, levou os dois adolescentes ao local do crime pedindo que contassem as versões sobre a morte de Enzo. Primeiramente, omitiram detalhes, dizendo que houve uma briga e acabaram jogando o menino na água. Eles foram liberados pelo delegado, que marcou

uma acareação para essa segunda-feira. Na delegacia, a verdade começou a ser revelada quando os policiais confrontaram os relatos de G. e V. Segundo Castro, o adolescente de 12 anos é o “cabeça” do crime. “Ele é mentiroso, frio e calculista”, relata o delegado. O menor já têm passagens pela polícia por furto e uso de drogas e agora teve a internação cautelar de 45 dias determinada pelo MP. “É um adolescente perigoso que pode causar problemas para a sociedade”, afirma o policial, justificando a necessidade do acautelamento.

“Deficiência estatal”

A cidade de Itaúna não tem centro socioeducativo para menores infratores, o que o delegado considera uma “deficiência estatal”. De acordo com o delegado, há um projeto de construção de uma Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) com área especial para internação de adolescentes, mas ainda não existe previsão para conclusão da unidade que contará com investimento da iniciativa privada. Conforme o delegado, o município registra casos envolvendo adolescentes pelo menos três vezes por semana. São crimes de tráfico de drogas e homicídio. No caso do menor de 12 anos envolvido no crime contra Enzo, a internação deve ser em Belo Horizonte, assim que houver vaga.

Comoção social O delegado disse que o crime contra o menino causou extrema comoção social e mobilizou os familiares da vítima. Revoltados, eles queimaram a casa do autor de 14 anos e ameaçaram invadir a delegacia para matar os menores quando passavam pela acareação. Os adolescentes precisaram usar coletes à prova de balas na unidade policial. O delegado teme pela vida dos infratores, que continuam livres na cidade.


Clipping geral e espec 01 e 02012014