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ISSN 2317-4544

BORRACHAAtual Atual - 1


Índice 3 6 10 18 36 44 52 56 58 60 62

Editorial

Tempo certo para acontecer

Editorial Entrevista Elaste Notícias Pneus Notas & Negócios ABTB Frases & Frases Matéria Técnica Classificados Agenda & Cursos

Tudo na vida tem o tempo certo de acontecer. O segredo é saber estimar este tempo. O exemplo de maturação de uma fruta ilustra muito bem isto. Caso esteja em um solo fértil poderá amadurecer antes. Caso faça sol ou chuva também. Depende da qualidade da semente, dos adubos, das pragas e até do vento. Nossa vida cotidiana é assim. A vida do País, também. Assim como a vida das empresas. Vivemos num caldeirão de variáveis e incertezas que

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A MELHOR PUBLICAÇÃO DO SETOR.

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expediente

parecem aleatórias, mas obedecem a uma regra indecifrável e constante. Alguns ousam dar um nome a esta regra: destino. Na ELASTE 2016, as apresentações e os comentários dos participantes atestam para um novo período que já começou. Um momento de transformação nos negócios que poderá durar anos e apresentar situações nunca antes vistas. As soluções caminharão para o campo da sustentabilidade, da produtividade e da

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racionalidade. O fator tecnológico será determinante e a educação dos futuros profissionais será multiplicada por fatores exponenciais.

Ano XXI - Edição 126 - Set/Out de 2016

Questões de energia e meio ambiente serão prioridade e o local das

Diretores: Adriana R. Chiminazzo Spalletta Antonio Carlos Spalletta

novas produções industriais será determinado pela competitividade.

ASPA Editora Ltda. Rua Com. Bernardo Alves Teixeira, 695 CEP 13033-580 - Vila Proost de Souza - Campinas - SP CNPJ 07.063.433/0001-35 Insc. Municipal: 00106758-3

O crescimento nacional tende a ser lento nos próximos anos, embora gradual. Quanto mais rápido forem modernizadas as estruturas políticas e fiscais do Brasil, mais rápido o capital estrangeiro voltará a se interessar pelo país. E pelo visto grandes

Redação: Rua Com. Bernardo Alves Teixeira, 695 CEP 13033-580 - Vila Proost de Souza - Campinas - SP redacao@borrachaatual.com.br

investimentos deverão necessariamente vir do exterior desde que o ambiente permita segurança jurídica e regras bem definidas. O espaço para amadorismo acabou.

Assinatura e Publicidade: Tel/Fax: 11 3044-2609 - assinaturas@borrachaatual.com.br www.borrachaatual.com.br

O TOPRUBBER 2016 que sempre é motivo de orgulho e alegria para o mercado de borracha premia as principais empresas e

Jornalista Responsável: Adriana R. Chiminazzo Spalletta (Mtb: 21.392)

entidades que têm a oportunidade de medir seu desempenho.

Projeto Gráfico: Ponto Quatro Propaganda Ltda. Impressão: Gráfica Josemar Ltda. Tiragem: 5.000 exemplares

Boa Leitura a todos.

Afinal num espaço de tempo, tudo pode acontecer, na hora certa.

Editora

Antonio Carlos Spalletta Editor BORRACHAAtual - 3

A revista Borracha Atual, editada pela ASPA Editora Ltda., é uma publicação destinada ao setor de Borracha, sendo distribuída entre as montadoras de automóveis, os fabricantes de artefatos leves, pneus, camelback, calçados, instituições de pesquisa, órgãos governamentais e universidades. As opiniões expressas em artigos assinados não são necessariamente as adotadas pela Borracha Atual. É permitida a reprodução de artigos publicados desde que expressamente autorizada pela ASPA Editora.


Entrevista

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Entrevista

“Pensar sobre o amanhã, hoje” Maurício Munhoz Formenton

M

aurício Munhoz Formenton é Vice-Presidente de Vendas para a América do Sul da Birla Carbon. Está na indústria petroquímica há 23 anos, é químico industrial com pós-graduação em Gestão Empresarial. Começou na Petroquímica União, que foi consolidada na Quattor que posteriormente foi comprada

pela Braskem, A partir de 2013 ingressou no grupo Aditya Birla no negócio de Negro de Fumo chamado Birla Carbon, antiga Columbian Chemicals, onde assumiu a área de Vendas em Julho de 2016. O executivo recebeu Borracha Atual em seu escritório e falou sobre a empresa, sua carreira e sobre o mercado em geral.

BORRACHA ATUAL: Conte um pouco de sua carreira na indústria petroquímica brasileira. Maurício Munhoz Formenton - Comecei na PQU (Petroquímica União), na área técnica (Laboratório de Controle de Qualidade) onde tive a oportunidade de conhecer todo o processo petroquímico; após a reorganização da área comercial da PQU, atuei como 6- BORRACHAAtual

Gestor de Clientes na comercialização de todos os produtos petroquímicos, desde os insumos básicos (Etileno, Propileno, Butadieno) como os Aromáticos, Solventes e Combustíveis. Após sair da Braskem, assumi o desafio na área de Supply Chain na Birla Carbon, do grupo Aditya Birla, onde após dois anos nesta atividade, recebi o convite para assumir a área de Vendas da Birla Carbon.

O cargo atual na Birla é diferente daquele em que entrou. O que mudou? Sim, a Birla Carbon tem buscado constantemente a melhoria contínua em seus processos, orientada por qualidade e parceria com nossos clientes. Assim, juntamente com a minha chegada fizemos uma reestruturação na área Comercial,


trazendo sob minha responsabilidade a área de assistência técnica e atendimento ao cliente em busca de maior agilidade e aproximação das necessidades e desenvolvimentos junto aos clientes alinhados com nossa visão e valores da nossa empresa. A palavra é sinergia? Sim, quanto maior a sinergia interna, mais conseguiremos atuar com o foco no cliente atendendo com mais dinamismo suas necessidades e demandas.

“O maior desafio neste momento é conseguirmos fazer com que a indústria química brasileira sobreviva”

Para sustentar tudo isso aí...

atingirem um novo patamar de preços do Petróleo. No caso do Brasil, se estivéssemos no patamar de US$ 100/barril os investimentos no pré-sal e na produção não teriam sido afetados e o governo estaria recebendo parte deste petróleo que compensaria seus déficits.

Qual é a principal matéria-prima? A principal matéria-prima é originada do petróleo, petróleo este que globalmente apresentou uma forte queda de preços nos últimos tempos passando de mais de US$ 100/barril para menos de US$ 30/barril. Esta queda de preços causada pela maior oferta de Energia através do Shale Gas e manutenção da produção global de petróleo principalmente nos países da OPEC, resultou na redução dos preços não só no setor de petróleo, como também atingiu os setores siderúrgico e financeiro globais. Esta mudança de patamar aliada à falta de investimentos, infraestrutura e instabilidade política regional resultou na retração da economia da nossa região. Maior desafio neste momento é conseguirmos fazer com que a indústria química brasileira sobreviva em uma realidade competitiva diferente do resto do mundo. Eles sabiam o que estavam fazendo? Sim, com a maior oferta de Petróleo (Energia) os preços tenderiam a reduzir retirando do mercado os menos competitivos. Como o custo de extração nos países da OPEC é extremamente baixo, mantiveram o market share até

estímulos na economia causou um efeito exponencial principalmente nas principais commodities, que reduziram o preço em mais de 50%.

O governo contou com uma coisa que achava certa para tapar todo o problema... Com certeza a queda do petróleo não estava nos planos, o que dificultou a situação do governo e da Petrobras. Esse jogo de xadrez internacional é bem complicado... Meu entendimento é que de 2005 a 2015 o consumo mundial cresceu em um ritmo maior que sua capacidade de aumento da produção, iniciado pela bolha imobiliária americana, que puxou diversas economias a um ritmo de crescimento acelerado. Com isso, os investimentos de curto prazo puxaram a demanda global. Após a crise de 2008 tivemos o desenvolvimento dos BRICS com uma taxa de crescimento forte puxada principalmente pela China que manteve a economia global superando a crise Europeia e o fraco crescimento da economia Americana. Neste meio tempo diversos investimentos de longo prazo entraram em operação, realinhando a competitividade da indústria em escala e tecnologia. Este movimento de aumento de oferta em conjunto com um momento de retração de demanda após diversos

Com este novo patamar do mercado é inevitável uma revisão completa das operações e revisão da lógica de investimentos e reestruturação dos negócios visando à sustentabilidade dos mesmos, evitando o fechamento de plantas, situação esta que tem ocorrido na indústria química brasileira. Mesmo assim estamos fazendo investimentos em desgargalamentos de produção em algumas unidades adequando a capacidade de produção ao mercado. Voltando à China, o tempo suficiente para absorver aquela demanda. Com as taxas de crescimento dos últimos tempos e potencial de consumo chinês, conforme mencionei, novos projetos de grande monta continuam entrando em operação. A Birla Carbon está inaugurando uma fábrica na China com capacidade de 200 mil toneladas. Obviamente que hoje, com o mundo globalizado tais projetos não são regionais. Retornando à economia... Quando houve a bolha nos EUA, os Brics, as coisas estavam ótimas no Brasil, mas o nosso crescimento não foi nem de longe igual ao chinês, nem da Índia. O Brasil nunca foi capaz de mostrar uma estrutura capaz de sustentar um crescimento maior que 4%. E agora, quando a conjuntura internacional não é tão favorável, como o país fará para crescer? A expectativa que temos do mercado é que o fundo do poço chegou. Com o BORRACHAAtual - 7


Entrevista

aumento do déficit acumulado em mais de 150 bilhões de reais, a limitação dos gastos do governo é uma das medidas mínimas para vermos uma luz no fim do túnel e a única certeza é que temos que pagar esta conta. Além disso, o aumento do endividamento das famílias e o aumento do desemprego são sinais de insegurança para o consumo, que tem se recuperado gradativamente e lentamente. Quanto ao nosso crescimento, não podemos chamar de crescimento, mas sim recuperação. A indústria automobilística tem um parque industrial com capacidade de produção de 5,2 milhões de veículos por ano considerando a Argentina e o Brasil. A capacidade ociosa atual é de 45%. Ou seja, há potencial de produção. A questão é qual a velocidade dos ajustes econômicos para voltarmos a recuperar esta capacidade. Hoje estamos ainda vendo muitas mudanças, reestruturações e ajustes para um novo patamar de mercado isso ainda com uma produção potencial. Com condições competitivas globais, com certeza podemos recuperar rapidamente esse tempo perdido. Primeiro temos que focar na recuperação de mercado. Quanto ao crescimento estimado para o ano que vem, na realidade, não vamos crescer, mas sim recuperar as quedas dos últimos anos. Como a Birla se adequou no Brasil a essa nova realidade? A Birla Carbon já vem trabalhando forte nesta nova realidade com respeito, dinamismo e com o foco muito grande na sustentabilidade. O grupo Aditya Birla possui uma sinergia muito grande entre seus negócios que visa o engajamento nas melhores práticas de gestão, o que desafia os próprios negócios da Aditya Birla - as melhores práticas em busca da excelência.

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“A expectativa que temos do mercado é que o fundo do poço chegou.”

Recentemente fomos premiados com o prêmio EcoVadis (NR: EcoVadis é uma plataforma colaborativa que permite às empresas monitorar o desempenho sustentável de seus fornecedores) comprovando nosso forte viés para a Sustentabilidade. Sustentabilidade esta que inclui a superação de mudança de realidade.

que se destaca no grupo. E isso não é diferente na Birla Carbon, que busca incessantemente pelas melhores práticas do mercado. Dentro do grupo Aditya Birla há uma empresa que faz avaliações dos negócios quanto à excelência de Gestão. O próprio grupo se auto estimula em busca de inovação, tecnologia, melhores práticas e sustentabilidade. É um grupo bem sólido. Estou bem satisfeito de fazer parte deste grupo. Os valores da empresa demonstram este caminho (paixão, comprometimento, trabalho em equipe, integridade e velocidade).

O negro de fumo já era um dos negócios do grupo Aditya Birla?

Como você vê o mercado atual do negro de fumo?

Sim. A Birla já era o 4º maior fabricante de Negro de Fumo no mundo e a Columbian o 2º maior.

Esse mercado está muito ligado à indústria automobilística. Temos acompanhado de perto a situação deste segmento, visto que afeta diretamente nosso negócio.

E eram pequenos que se tornaram globais com a aquisição da Columbian. Isso trouxe alguma vantagem tecnológica ou possibilidade de evolução tecnológica para a Columbian na época? Sem dúvida. Com a aquisição pelo grupo Aditya Birla além das sinergias entre os negócios, temos dois centros de tecnologia e um pessoal de P&D altamente qualificado em Marietta e Mumbai sempre atento às novas oportunidades no negócio de negro de fumo. O foco em sustentabilidade e a melhora de todas as nossas operações em busca de excelência é um ponto

“Os investimentos no Brasil ainda são vistos meio de lado.”

E quando falamos de indústria automobilística falamos também de caminhões... Sim nossa frota de caminhões e caminhonetes passa de 10 milhões de unidades e este mercado é bem relevante para o negocio de negro de fumo dada a quantidade de produto por unidade. E a chegada de uma nova fabricante de sílica (Evonik) no Brasil, no que impacta os negócios da Birla Carbon? Sempre há impacto quando há substituição de alguns produtos, mas a competitividade dos negócios e a tecnologia de cada segmento é o que define os prós e contras de cada material. Estive na ELASTE e vi o trabalho apresentado sobre a sílica e na sequência uma palestra sobre Energia, onde pude notar que as


questões energéticas cada dia serão mais críticas para a sustentabilidade dos negócios. O que pude apurar é que quando se avalia a energia total dentro do ciclo de vida de um pneu, ganhos energéticos pontuais se contrapõem ao maior consumo ou perda de recuperação de energia no ciclo total do produto. De qualquer forma esta análise não se esgota neste momento. Tínhamos uma matriz energética barata baseada em Hidrelétricas, o que fazia com que as questões sobre energia não fossem levadas em consideração. No entanto, o que está claro é que cada vez mais teremos que falar de energia e sustentabilidade para evoluir no entendimento da lógica das mudanças com uma visão integrada de cadeia produtiva. Estamos em uma mudança muito grande de paradigmas no mundo atual e talvez não tenhamos noção da dimensão dessa mudança. Carros autônomos... Caminhões fazendo entregas sozinho... O que está acoplado com isso? Tecnologia, energia... Inovação, produtividade, sustentabilidade é um caminho sem volta, talvez ainda uma realidade distante para o Brasil, mas com o mundo globalizado tudo está acessível hoje, o que precisamos é identificar estas oportunidades. Ainda nessa linha, no Brasil nem chegamos ainda no ponto de pensar sobre o caminhão que anda sozinho. Ainda nos preocupamos com os buracos nas estradas... Porque lá fora não se fala mais em buraco na estrada. Nosso patamar está tão baixo assim? Sim. Mesmo sendo um país continental e preferencialmente rodoviário, tirando a região Sudeste onde encontramos

“.... na realidade, não vamos crescer, mas sim recuperar as quedas dos últimos anos.” uma infraestrutura diferenciada, a quantidade de estradas brasileiras asfaltadas não passa de 15% a 20%, mesmo assim com qualidade ainda discutível. Neste contexto temos um longo caminho de oportunidades de crescimento. Nos EUA o transporte rodoviário representa aproximadamente 30%, mas a quantidade transportada é muito maior do que no Brasil, qual a diferença? As estradas comportam. Voltando sobre a Birla, há projetos de novos investimentos? Existem vários projetos em análise. Os investimentos no Brasil ainda são vistos meio de lado. De qualquer forma continuamos reinvestindo sempre em busca da sustentabilidade. A matriz vê o Brasil como um país instável para se investir? Diria que hoje há regiões mais atraentes.

Por muitos anos a economia chinesa, principalmente, mais a indiana e a sul-coreana puxaram as economias ocidentais. Essa tendência deve continuar? O potencial de consumo e o nível de escala dos investimentos nestas regiões juntamente com um mundo cada vez mais globalizado deverá manter esta tendência. E nos Estados Unidos? Após a bolha imobiliária americana, os EUA vêm buscando alternativas para retomar o equilíbrio do crescimento, procurando se reinventar e encontrar caminhos para reduzir a dependência externa, como por exemplo o shale gas, tentando atingir um novo patamar de evolução. Porém, com a economia globalizada e a redução do nível de industrialização, essa equação baseada numa nova realidade do barril do petróleo dependerá de uma mudança no nível de competitividade. De qualquer forma é uma economia pujante com o potencial de ser um agente de mudança. ... O mercado costuma colocar crescimento de 1% só para não ficar no zero...

Que regiões são mais atraentes hoje? A Ásia continua sendo uma região atraente. O potencial de consumo e crescimento constantes principalmente da China e Índia geram oportunidades mais atraentes neste momento.

“O que pode mudar a situação é o potencial que temos hoje.”

O que pode mudar a situação é o potencial que temos hoje. Se o país tiver condições econômicas competitivas poderemos crescer rapidamente. Temos um parque com capacidade produtiva ociosa. Não estamos no zero. O investimento foi feito.

Quais as perspectivas para 2017? A tendência é que o próximo ano ainda traga reflexos de 2016. No entanto, se tivermos condições competitivas, poderemos retomar rapidamente nosso crescimento. BORRACHAAtual - 9


ELASTE 2016

ELASTE 2016 A ELASTE 2016 foi realizada no dia 20 de outubro passado nas dependências do Milenium Centro de Convenções, em São Paulo. Na pauta, seis palestras que contaram com importantes executivos dos setores de borracha e químicos mais um painel que reuniu três palestrantes que discursaram sobre inovações. A seguir, os principais tópicos de cada palestra e do painel.

Tipos de reciclagem

Primeira Palestra: Antonio D’Ângelo, diretor da Retilox, com o tema

“Cura Via Peróxido – Tecnologia da Reciclagem Sem Uso de Criogenia ou Autoclave” Benefícios da reciclagem “Quando aceleramos com peróxido se utiliza muito menos ingredientes na formulação, facilitando a questão de logística, compras, estocagem, pesagem e todos os benefícios acontecem desde o primeiro processo. Quando se mói esse composto termofixo, ele pode ser processado, permitindo que se incorpore novamente o composto virgem. Essa é a simplicidade do processo. Isso vai permitir pontos de ligações possibilitando a reticulação novamente. E existe outro mito muito grande na área de PE que afirma que quando é reticulado não se consegue reciclá-lo. Nós acreditamos que é completamente diferente. Quando vemos outros tipos de reciclagem, química inclusive, que é possível se reciclar materiais.

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“1) A chamada reciclagem nobre, quando ele volta para a mesma utilização original. Então se eu tenho um EPDM, se eu fiz um perfil de EPDM, e tenho muita perda do mesmo, o nosso processo que defendemos, o reciclado dele volta para a mesma utilização. É uma reciclagem nobre porque mantem as propriedades físicas originais do perfil. 2) Reciclagem de produtos alternativos de plásticos ou agregados. Vende-se em valor bastante abaixo de uma resina virgem. A própria reciclagem de pneus. Matérias -primas como óleo e negro de fumo. Um exemplo industrial, de um produtor de sola para calçados onde pegamos a composição já acelerada do peróxido padrão com 100 partes e tiramos as propriedades físicas. Pegamos as rebarbas, fizemos o trabalho mecânico, com o próprio equipamento do cliente, quebramos o material e colocamos no banbury, na própria mistura. Tiramos 10% do composto original e colocamos 10% do produto reciclado. A dureza ficou praticamente a mesma, caiu um pouco o alongamento, a tração caiu um pouco, a resistência ao rasgo é praticamente igual, a abrasão, praticamente igual. Um polímero muito caro, o elastômero - hoje existem tipos de bisfenol e o tipo a base de peróxido avançando rapidamente no mercado. Ambos os polímeros podem ser reciclados sem necessidade de uso de outros produtos. Com um simples processo mecânico conseguimos recuperar e reaproveitar todo o material que


estamos perdendo, seja com bisfenol, seja com peróxido. Neste exemplo tiramos 100 partes do polímero acelerado neste caso com o bisfenol e temos as propriedades, o padrão. Tiramos 15% do polímero virgem do composto original e usamos 15% do material reciclado no próprio cliente em seus próprios equipamentos. Na dureza, a tensão de ruptura, o alongamento, nada perdemos. Perdemos algo? Sim. A única perda foi na deformação permanente. Foi o único item que teve uma perda mais significativa, mas facilmente corrigível, ajustável aos padrões de utilização da própria indústria. Provando que é possível a reciclagem do polímero dentro das instalações do próprio cliente. Isso evita que se pague frete, danos ao meio ambiente... Aqui a economia é imensa. Fizemos também com a borracha nitrílica, usando a 685, que é a formulação de um cliente padrão, onde utilizamos uma nitrílica recuperada com 10 e 20%. E também aqui com o mesmo sistema, utilizando o equipamento dos clientes, sem investimento algum, sem enviar o produto para criogenia, conseguimos essas propriedades. Fique bem claro que a Retilox não trabalha com reciclagem. O uso de produtos Retilox facilita a reciclagem. Estamos falando de produtos que, acelerados com peróxido, a facilidade fica maior para a reciclagem do material, o custo é menor e o processo bem mais simples. Então temos as propriedades físicas, com 10 e 20% de material reciclado. Da mesma formulação, lembrando que A volta para A e B volta para B. Essa é a tônica do negócio. Não se altere isso para que se chegue mais próximo possível das propriedades originais. Entrando um pouco na resistência ao rasgo, vemos que na composição só tem peróxido em três partes e o valor da dureza está bem próximo e o alongamento aumentou um pouco. Temos as propriedades de envelhecimento: 70 horas a 100°C. Na variação de materiais reciclados e compostos reciclados, utilizando 10 e 20%, temos uma variação de dureza superior a 5 pontos, na tensão de ruptura foi zero (10%), no caso de 20%, -2,4, alongamento com 10 caiu 14,3 e a variação de volume foi igual. Tensão de ruptura no reciclado menos 66,7 (10%). E com 20% perdeu 1,8. As técnicas não exigem nenhum investimento por parte das empresas. Utilizam os mesmos equipamentos usados no dia a dia sem alterar nenhum processo do cliente, aproveitandose de janelas que se tem na área de mistura.”

EVA “É um material extremamente reciclável. Quebra um paradigma de que materiais termofixos reticulados não podem ser reciclados. Estamos falando de uma fórmula extremamente nobre, de um material que pode ser injetado ou derramado. Quando falamos, por exemplo, de sandálias de borracha, que utiliza 50 partes de borracha natural e 50 partes de EVA, chegamos a usar 120 partes de reciclado, o que é bastante. Aqui estamos falando de muito pouco, 30 partes, que normalmente é o que se usa na injeção. Algumas empresas chegam a utilizar para uso próprio até 50, porque é um material mais nobre. Mas a original chegava a utilizar 120, 150 partes de reciclado na sua composição, o que dá um trabalho diferente, leva muito mais tempo e não se consegue

reciclar tudo devido ao alto volume da própria empresa. Como se dá a formulação? Com peróxido convencional e o sistema desenvolvido pela Retilox que denominamos Evolution. Aqui quando colocamos nitrílica nela, já está todo o sistema de expressão de reticulação e emborrachamento do material. Para que dê as propriedades desejadas pelo cliente ou até superiores, muitas vezes evitando o uso de Engage, fazendo com que a fórmula copie melhor o próprio desenho do molde, tire o brilho do EVA, melhore a colagem e outras coisas.

Mitos e fatos sobre a sílica “Há muitos mitos e fatos sobre a sílica e um deles é sobre a reciclabilidade dos materiais. Outro é que o peróxido tem propriedades ruins de tensão de ruptura, abrasão, rasgo e estamos provando no dia a dia do mercado que isso não é verdade. Nós temos a solução para os problemas de aplicação do peróxido. Apesar do peróxido ser muito recente e aceleradores e enxofre existirem há mais de dez décadas, já temos muitas soluções para problemas normais nas indústrias, que podemos resolver com rapidez e obter resultados muito satisfatórios.”

Segunda Palestra: Edgar Citrinite, Gerente de Vendas e Marketing da Cabot, com o tema

“Carbon Black For Industrial Rubber Products” Produtos novos x tradicionais “Cada dia mais a indústria está requerendo produtos diferentes, equipamentos diferentes, processos diferentes para se tornar mais competitiva, mais direta na questão preço/produto. O negro de fumo é o grande participante em percentagem e peso de todas as formulações. Assim ele acaba alterando muito o resultado do produto final, ajudando ou não a manufatura do artefato de borracha. A Cabot tem desenvolvido no decorrer dos anos uma série de negros de fumo, por mais que seja difícil ou por mais que seja tradicional na indústria da borracha. Tempos atrás fizemos uma pesquisa muito interessante onde nós falávamos sobre o que nosso cliente deseja. O cliente deseja produtos novos. Daí o cliente voltava e perguntava se não poderíamos trazer aquele produto que ele já usava para não ter que desenvolver? Existe sempre esse contrasenso entre o tradicional, que funciona mais ou menos, e o novo, que tem que fazer ajuste, mas vai funcionar muito melhor depois de implementado. Então nós preferimos deixar como opção para o nosso cliente, sendo seu fornecedor de soluções com produtos que possam atender às demandas dele.”

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ELASTE 2016

Negro de fumo

Novos graus

“Vou citar exemplos de como o negro de fumo pode melhorar em algumas aplicações. Apenas como referência, o portfólio de nossos produtos é bastante extenso com alguns tipos produzidos para atuar na morfologia e consistência do uso do negro de fumo, ou negros de fumo produzidos e desenvolvidos baseados na limpeza e sempre na consistência do negro de fumo, e outros, a nova tendência, que tem baixo nível de policiclicoaromático no composto. Esse é um tema que está engatinhando no Brasil, mas é uma tendência que será obrigatória e já estamos operando. Por quê? Porque a Cabot é a maior produtora de negro de fumo no mundo e na Europa já existe exigência muito clara quanto ao uso de produtos que não gerem esse tipo de anel aromático. Alguns produtos já foram banidos, como resíduo aromático, DOP, essas que são tendências chegam rapidamente aqui. Esperamos estar atentos para poder atendê-las.”

“A Cabot desenvolveu os graus série A. Qual a diferença em relação aos produtos convencionais? Principalmente a limpeza na produção, que evidencia a redução de defeitos na parte superficial. Os defeitos superficiais para o perfil automotivo, se transportado para outras áreas industriais, como em alguns tipos de vedação, quando um lábio é extremamente fino e delicado. E se tiver um defeito naquele lábio? É o suficiente para ter vazamento e vem uma reclamação.”

Perfis “Podem ser na sua maioria automotivos, podem ser visuais ou não visuais, sólidos e expandidos ou até em três camadas. É um segmento de extrema demanda, o volume é bastante alto, a exigência é muito grande. Um auditor da indústria automobilística mede um microdefeito a cada 4 metros de perfil estrudado. É como pegar uma caneta e fazer um ponto. O auditor vai lá e encontra esse ponto. E os olhos treinados de nossos clientes estão sendo tão bem treinados como os auditores. Cada dia mais a exigência muda. Os equipamentos de manuais passam a ser eletrônicos. O que nosso cliente quer? Um produto que dispersa rápido, que tenha ciclo curto, extrusão rápida, porque quer produtividade, quer uma vida boa do produto, consistência na cura do produto, que tem que vulcanizar mas não pré-vulcanizar, porque senão não atinge o tamanho exato do perfil. Tem que ter também boa receptividade ao microondas, porque senão não consegue começar o processo de fabricação de esponjas e películas.”

Normas rígidas “A Europa possui duas normas: a norma européia de restrição a anéis de policiclo aromáticos e restrição aos artigos de borracha e existe na Alemanha a GS Mark, que é uma entidade de certificação voluntária que mede e inclui esse teste dos anéis que ficam presos à partícula do negro de fumo. Na formação, quando você vai produzir negro de fumo, você tem alguns anéis aromáticos que ficam retidos na superfície. Esses anéis aromáticos podem causar alguns danos à saúde. E esse teste é feito nos EUA e na Europa, custa perto de 4 mil dólares para aprovar o produto e no negro de fumo é medido através de um teste de 48 horas em tolueno a uma temperatura bastante alta, é um teste complexo para medir as famílias que existem de anéis ligados a essa partícula. Essas duas entidades européias lideram, na Alemanha, esse tipo de solicitação quanto à nova regulamentação. Ao chegar na Europa, a primeira coisa que um fabricante faz é passar o produto nesse teste, do policiclo aromático, do resíduo. Se não for aprovado, não pode exportar.”

BPMs “Foi feita uma análise com vários negros de fumo, e se verificou, dentro dos 18 produtos envolvidos no GS Mark, que uma média estaria em pelo menos 100 bpms - a média dos negros de fumo que estariam na família de semi-reforçantes. É muito bpm para algo que está sendo exigido baixo bpm. Isso acontece na indústria em diferentes fabricantes de negro de fumo.”

Propriedades do composto

Lançamentos

“Tem a parte de expressão e a viscosidade. Expressão está sempre relacionado ao negro de fumo. E a parte funcional. Você tem que ter uma boa vedação ao som, à poeira, à água e a qualquer produto, partícula, cheiro, qualquer coisa que ocorra dentro do carro. Estamos falando de perfil visível e não-visível – este que fica na tampa abaixo da tampa do capô do motor e tem a mesma demanda tecnológica do visível. Tem que ter propriedades físicas muito importantes quanto a rasgo, tensão de ruptura, altas durezas, em carros que têm carcaça em alumínio tem que evitar corrosão com um negro de fumo que tenha partículas muito grandes, que trazem muita carga mineral. E tem a parte estética, de brilho e cor.”

“O mercado pede para você acompanhar, para você ter baixo nível de policiclo aromático e consistência para atender essa regulamentação. A Cabot tem três tipos, que está lançando neste ano para atender esse mercado. É muito parecido com 550, baseado em graus semi-reforçantes, que é um Spherum SO, Spherum 4000, da linha do 762, semi-reforçante de partícula grande e uma linha próxima ao 220, que é uma linha de reforço bastante denso. Os graus da Cabot na norma européia 8 atingem a especificação máxima 1 bpm e na norma GS Mark, 20. E o que isso tem a ver com nosso mercado? Há uma norma de 2012 do Inmetro, sobre requisitos de avaliação de conformidade para pneus novos. Os pneus novos destinados a motos, motonetas, ciclomotores, automóveis, comerciais, comerciais leves,

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ou seja, todos tipos de pneus passarão a ser avaliados pelo Inmetro tendo como a soma máxima de policiclo aromático de 10 mg por quilo. Ou seja, o que era uma tendência é efetivo para a área de pneus. Como estou falando de artefatos de borracha, não me preocupo com pneu, mas a norma para pneus já existe. E como borracheiros, sabemos que para passar de pneus para artefatos de borracha é uma questão de dias.”

para as certificações 14000 e 18000. Nós temos 18 organismos certificadores, 1200 unidades auditadas que representam 600 empresas de transportes. Tivemos uma grande evolução na diminuição de acidentes ocorridos no transporte de produtos químicos com nossos associados. Hoje é 0,65 acidente para cada 10 mil viagens. Somos reconhecidos por órgãos governamentais e também capacitamos pessoal da ANTT quando eles contratam novos auditores fiscais, mandam alguns para a Abiquim para que aprendam auditoria em sistema de transportes. É um sistema amigável com as normas conhecidas (14, 9, 18) e não conflita com outros sistemas de gestão.”

Avaliação

Terceira Palestra: Luiz Shizuo, Gerente de Gestão Empresarial da Abiquim – Associação Brasileira da Indústria Química, com o tema

“Qualificação das Empresas para Transporte de Produtos Químicos e Requisitos Relativos a Pneus” Abertura – Felipe Rocha, da Evonik e membro da COBOR – Comissão de Borrachas da Abiquim “Hoje somos a sexta maior indústria química do mundo. A Abiquim reúne empresas químicas de pequeno, médio e grande porte. Não só indústrias, como transportadoras e uma série de outros setores ligados. Tem atuação responsável pelo desenvolvimento sustentável. A Abiquim tem interface com outras associações a nível regional e global. Faz parte do Conselho das Indústrias Químicas do MERCOSUL e Conselho Internacional das Indústrias Químicas. Em 2015 teve um faturamento de 112 bilhões de dólares e o share de 55% é de produtos químicos de origem industrial – farmacêutica, fertilizantes... Dentro da Abiquim há várias comissões temáticas para a discussão de interesses comuns (tributários, meio ambiente) e as comissões setoriais que são divididas por segmentos de atuação na indústria. Nelas acontecem discussões mais profundas dentro da Abiquim. Como por exemplo adesivos, poliuretano, agro, corantes e pigmentos e a comissão setorial de insumos para a borracha, que é mais atuante. Participam dessa comissão empresas como a Birla, Lanxess, Cabot, Braskem, que discutem o desenvolvimento da cadeia produtiva da indústria. São tratados desde a matériaprima até artefatos.”

SASSMAQ – Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade “A Abiquim faz uma análise, coloca no sistema e dá o certificado. Ela só tem a gestão do programa, quem faz auditoria é o certificador acreditado pelo Inmetro e os auditores qualificados pela Abiquim que atuam

“O processo de avaliação tem uma regra de capacitação de auditores. O curso é dado pela Abiquim. O auditor é submetido a uma prova e se conseguir nota mínima, passa. Caso contrário, o nome é retirado da lista de auditores qualificados. A cada dois anos tem que passar por um processo de revisão, o que torna o sistema de avaliação mais rígido. - Há dentro do SASSMAQ questões que são mandatórias, requisitos legais que devem ser atendidos. São 500 perguntas, que devem ser respondidas (e dentro dessas há as mandatórias. Se ele der um não como resposta, não passa para a questão seguinte. Temos uma série de questões que são de interesse específico da indústria química e outras que são desejáveis – requisitos de melhoria contínua.”

Abrangência da prova “As áreas de avaliação são gerenciamento (gestão da empresa), saúde, segurança e meio ambiente, equipamentos, planejamento das operações e segurança patrimonial. As partes centrais são a de gestão e a rodoviária é a parte de equipamento. Aqui entram pneus. Há questões específicas sobre avaliação dos pneus. No guia, há orientações para quem vai auditar. Deve verificar se há um programa de manutenção e inspeção de pneus que considere verificação dos sulcos, estado geral da carcaça, controle da vida útil do pneu, rastreabilidade e atendimento a dispositivos do Inmetro para pneus novos ou reformados

Painel:

“Inovações que Melhoram a Mobilidade e a Sustentabilidade são Bem-Vindas” Tópicos principais: Antonio D’Angelo: “Orientamos muitas vezes nossos clientes, todas as vezes que nos solicitam, a tomar o máximo cuidado no manuseio dos produtos. Eles estão sujeitos ao ao transporte, estão sujeitos ao manuseio, estão sujeitos à pesagem, inclusive na compostagem. E facilita na reciclagem, porque você tira uma renha de produtos para formulação, e a reutilização dele na própria empresa, evitando o descarte do material, os resíduos.”

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Edgar Citrinite: “A Cabot tem como um de seus valores a segurança. Nós temos um programa de segurança. Segundo os nossos pilares de sustentabilidade, a segurança é contínua. Quando falamos em segurança e manuseio do produto, nós temos as duas pontas: a primeira é o transporte. Todos os nossos transportistas recebem uma cartilha de como proceder o transporte em caso de acidente. Dentro da Cabot, todos os nossos caminhões passam por um check-list, que contém uma série de pontos destacados, no qual o motorista esteja pronto em todo o check-list e caso o check-list não atenda em algum desses pontos o caminhão não será carregado. O segundo ponto é o uso do negro de fumo, que assim como o peróxido e outros produtos, reage na borracha e depois você não consegue identificá-lo, uma vez vulcanizado. É muito difícil fazer a comprovação de se o produto é seu ou não é seu. Existe uma preocupação de passar para os clientes a responsabilidade do consumo de produtos de fontes exóticas de negro de fumo. O que quero dizer com fontes exóticas? Existem as fontes normais, fabricantes tradicionais, e todos possuem sua qualidade, sua seriedade na venda, no manuseio do produto, e de vez em quando aparece no mercado produtos que não sabemos como surgiram. Existe a necessidade de uma responsabilidade compactuada entre todas as partes que tenha a segurança como um dos pilares de sustentação dos negócios, seja no transporte de matéria-prima como no uso do produto final, para que não ocorram acidentes.” Felipe Rocha (Abiquim): “Tudo isso tem a ver com o programa SASSMAQ. Quando é um transporte contratado pela indústria a gente já sabe que passou por um processo de avaliação. Quando é um transportador do cliente, não temos como saber as condições daquele transportador. O programa SASSMAQ veio para ajudar nesse ponto. Tem uma série de requisitos onde o transportador é avaliado desde o comportamento do motorista até a condição do caminhão, os pneus, carroceria... Tudo isso avaliado de maneira independente.”

de sílica para aplicação em pneus, são pneus de baixa resistência ao rolamento. Existe um apelo bastante forte de usar a sílica em pneus de alto desempenho, esse pneu tem mais baixa resistência ao rolamento, economiza combustível... Isso aí é incentivado e comprovado através do programa regulatório de etiquetagem de pneus. Não é somente isso, a discussão é mais ampla. Se olharmos só o pneu aplicado a um veículo é uma coisa e como seria se olhássemos desde a produção das matérias-primas básicas para fazer o pneu, para fazer a sílica, o silano? Qual é o ciclo de carbono que é uma questão importante no mundo? Que solução na aplicação ela traz? Esse é o estudo que a Solvay fez para analisar o uso de sílica em pneu de caminhão. Ao olharmos toda a história da produção do pneu de caminhão, olhar sua aplicação, o que estou trazendo de vantagem desse apelo de melhorar as condições de meio ambiente, de reduzir o gás de efeito estufa, etc.”

Impacto ambiental “Nós temos um programa chamado “Solvay Way” que tem metas até 2020 de redução de gases de efeito estufa, consumo de água, emissões de nossos produtos, que é o eixo planeta dentro de nossos parceiros. A Solvay desenvolveu uma metodologia de gerenciamento do portfólio de inovação direcionado ao tripé da sustentabilidade. Tem que ter hoje uma diretriz na empresa, uma direção e interesse global, uma análise do impacto ambiental da tecnologia, impacto ambiental ao produzí-la, do que vai causar na sua aplicação e também do impacto social. Acredito que a questão financeira - todo mundo sabe qual é o core business das empresas - tem que ter um projeto que vai te dar retorno. Na questão ambiental, começa a ter cada vez mais importância você calcular o ciclo de vida de um pneu levando em consideração empresas internacionais de processo. Você dá uma nota dentro de uma métrica que é aceita por organismos globais e a questão de colocar métricas sociais dentro do desenvolvimento de um produto, o que é muito difícil.”

Quinta Palestra: Edgar Citrinite, com o tema

“Investimento Humano” Quarta Palestra: Guilherme Brunetto, da Solvay-Rodhia, com o tema

“Sílica Precipitada: Solução Sustentável. Análise do Ciclo de Vida do Uso da Sílica em Pneus de Caminhão”. Tópicos principais: Sílica “Nós, os produtores de sílica, temos disseminado o uso

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Pessoas fazem a diferença “O investimento humano nada mais é que tentar mostrar o quanto dentro das instituições as pessoas fazem a diferença. Instituições cada vez mais tem sistemas, processos, e o que está por trás são pessoas. Essas pessoas são valorizadas e podem que se valorizar.”

Motivação “É uma coisa interessante. Está feliz quando está crescendo, tem um ponto de maturação e depois cai. Exemplo típico: empregada doméstica. Nos primeiros meses a pessoa é fantástica, faz tudo e depois cai. Distribuição de produtos:


no começo é bem legal, é um produto novo e depois... O erro está em não trabalhar enquanto está crescendo ou se manter no topo. A questão da desmotivação é contagiante. Você acaba contagiando o seu colega, que acaba desmotivando o outro. É mostrado que os grandes potenciais têm o seu investimento no crescimento, é quando a pessoa mais investe dentro da empresa. A idéia é a alimentação. O quanto você vai alimentando. Por isso é importante fazer um projeto de trabalho de alimentação e de motivação e de auto-motivação. Porque ninguém vai te dar um tapinha nas costas.”

Carregar e tocar o piano “Alguém já deve ter escutado a frase: na vida existem dois tipos de pessoas, aquela que carrega o piano e aquela que toca o piano. Quando você olha os projetos sociais, os maestros no meio da periferia, pessoas que trabalham de gari durante o dia e estudam em uma faculdade à distância à noite, pessoas fazendo um esforço na vida, não entende essa frase, ou vai dar pouca importância a ela. Eu pensaria essa frase um pouco diferente: eu carrego o piano, sim, e eu toco o piano, sim. Se você pensar apenas como carregador de piano ou só como tocador de piano, isso te limita a pensar mais alto. O que te impede de fazer alguma coisa nova? Alguém falou que o piano era seu e você tem que carregar? Você fala para essa pessoa que vai carregar o piano e, assim que colocá-lo no chão, vai aprender a dedilhar. Tentar tocar o piano. Porque se você não se motivar a tocar o piano, fazer algo diferente, ninguém vai pegar na sua mão e te ensinar. E hoje em dia, quem não carrega e toca o piano está fadado ao desemprego.”

Incentivo “Nós que já temos uma certa experiência, sofremos muito quando escutamos uma reportagem sobre a geração “nem-nem”, é sofrível: nem estuda nem trabalha. Essa geração nem-nem não é a nossa, mas nós somos seus incentivadores, seu combustível. Dos filhos de funcionários mais novos. É dando paulada? A primeira pode dar algum efeito, mas depois da quinta, o cara pensa que fazendo bem ou errado, vai tomar paulada. Nós somos responsáveis por tirar os indivíduos do “nem-nem”. E criar indivíduos que vão se desenvolver dentro das empresas, das instituições. Se não dermos um mínimo de incentivo na questão direta de estimular, desenvolver, vamos perder grandes talentos.”

Sorte e determinação “As pessoas falam muito de sorte. Sorte é muito relativo. Tem que estar no lugar certo, no momento certo, mas se eu ficar pregado no sofá, em frente da televisão, vai ser um pouco mais difícil. Se estiver em movimento com um currículo na mão, atrás de algo, de um projeto, a sorte vai mudar de nome para oportunidade. E o azar, por outro lado, que é o oposto da sorte, fala que morre de medo das pessoas determinadas. Vá atrás! Tem um projeto, vá atrás, tem um sonho, vá atrás! Vai dar certo 100%? Não sei, mas você tem todo o direito de ir atrás.”

Lambuzar-se com a vida “Alguém já parou para pensar que já deixou de fazer uma coisa que você planeja para fazer no ano que vem e pouco sabe se vai cair da escada rolante e quebrar a cabeça? Faça! Não quer dizer que vai ser um louco inconseqüente. Tenha na medida do possível sempre um pouco de coragem na vida para fazer, independente de qualquer coisa. Porque às vezes a eternidade para algumas pessoas pode durar muito tempo e para um alto executivo, voltando de viagem, o avião cai e esse alto executivo muito bem sucedido morre. Às vezes o que é eterno pode durar um segundo. Ás vezes ligar para sua mãe e falar eu te amo dura alguns segundos. E quantos fazem isso? Não coma a vida com garfo e faca, devagar, se lambuza (frase do poeta Mário Quintana), aproveite as oportunidades, as oportunidades estão aí. Você tem as mesmas 24 horas que Einstein tinha, Madre Tereza de Calcutá tinha, todos tinham... Lambuzar-se quer dizer que você se dá o direito de curtir a vida.

Sexta Palestra: Maury Sergio Lima e Silva, da Birla Carbon, com o tema

“Perspectivas Energéticas para 2017” Energia elétrica “Na indústria se tem reduzido bastante o consumo da energia não renovável, o óleo, e, por incrível que pareça, no transporte temos obtido o mesmo percentual de uso da década de 70 - e estamos muito perto de quebrar isso. Podemos agradecer à crise que hoje nós voltamos a ser auto-suficientes na produção de petróleo. Não porque a Petrobras tenha produzido mais no último ano mas porque o consumo caiu 5%. O que o governo está nos dizendo? A EBE todos os anos faz uma perspectiva do que espera para os próximos anos. E neste ano ela está nos dizendo que espera a energia elétrica com base em gás natural seja reduzida drasticamente nos anos 2019 e 2020. Isso significa, se acontecer, uma sobra muito grande de gás a um valor muito baixo nesses anos. Espera o governo que as hidrelétricas estejam prontas, então teremos todo um parque termelétrico a gás natural não necessário, não sendo utilizado em 2019/2020.”

Insegurança energética “O governo espera que em 2024 nós vamos estar com o comportamento de primeiro mundo em relação à energia, o que significa nosso PIB continuará crescendo, mas o nosso consumo de energia estará abaixo do aumento do PIB, o

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que só acontece em países de primeiro mundo. Nos países de baixo desenvolvimento, toda vez que cresço 1% no PIB, cresce 1,2, 1,3, 1,5% na energia. Indo para a energia elétrica. Hoje nossa energia é 75,5% renovável. 64% da energia que nós consumimos no ano passado foi por fonte hidrelétrica. Isso é bom, porque é energia limpa, menos emissões, por outro lado isso nos deixa com uma insegurança energética gigantesca. Ficamos nas mãos de São Pedro. 64% de energia que consumimos depende de chuva. Isso não acontece em países como EUA, onde tenho 48% da energia produzida por carvão e 28% por usinas nucleares. Por isso a segurança energética nos EUA é infinitamente maior que no Brasil, porque o carvão está embaixo da terra, e as pastilhas (para energia nuclear) estão prontas. No Brasil basta não chover durante determinado ano que não se sabe se vai se chegar ao ano que vem ou não.”

Comparativo “Como está o Brasil em relação ao resto do mundo? O Brasil regrediu seu consumo a mais ou menos 2013. Hoje o país está nivelado com México e pouco abaixo da Argentina. Em 2020 estará empatado com o Chile, em 2030 mais ou menos no nível de Portugal e África do Sul. Em 2040, igual a Itália e Reino Unido e, em 2050, chegaremos ao consumo do que é hoje a Alemanha e a França. Isso tem a ver com o nível das indústrias e das residências. Estamos bem distantes do primeiro mundo. E nunca chegaremos próximos aos EUA e Canadá, que precisam de mais energia do que o restante do mundo. Quanto mais pobre você é, um pouco mais de desenvolvimento aumenta demais o consumo de energia. No momento em que se entra em um padrão europeu, não interessa mais quanto aumente seu PIB, o consumo não vai aumentar, vai estabilizar.”

Consumo “Esse último estudo da EBE trouxe uma expectativa, talvez desatualizada que o Brasil continuaria tendo um

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crescimento econômico de 4,5% a 4,7% ao ano e isso geraria um crescimento de necessidades energéticas de 1,5%, 0,9% de 2013 a 2022. Não acredito que teremos crescimento energético por volta de 2020. Por quê? Porque as pessoas que estavam investindo há 3,4,5 anos estão com esses projetos andando. Teremos energia nova – não sei quem vai pagar por ela – nos próximos anos. Mas hoje em dia não há grandes projetos em andamento porque não há perspectivas de utilização dessa energia.”

Capacidade instalada A expansão da capacidade instalada no ano passado: 40% eólica e 35% de hidráulica, foram os grandes projetos da Amazônia Legal. Porque estamos hoje com 40% de eólica? O sucesso da eólica se dá por uma simples questão: o licenciamento ambiental para energia eólica é muito mais fácil do que de outras matrizes. Hoje quem está investindo é induzido a investir em parque eólico porque há maior facilidade de fazer esse investimento em 2 ou 3 anos.

Perspectivas “O governo sempre erra as previsões de capacidade instalada por fonte de geração. Mas não é por isso que não devemos olhar para saber os indicativos. Energia nuclear – está indicando que não vai instalar nenhuma nova usina. Há cinco anos havia previsão de instalação de cinco usinas em Pernambuco. Marcava oito Gigawatts para 2022, hoje marca três. O indicativo que o governo dá é “não estamos pensando mais em usinas termonucleares”. E o que vem por aí? A energia solar vai se desenvolver, as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) devem se reduzir e isso ocorre porque o licenciamento de uma PCH é tão complicado como o de uma hidrelétrica e quem tem que fazer a PCH é o investidor e isso desestimula. E tem a eólica, que vem subindo imensamente, devido à facilidade de licenciamento ambiental.”


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Notícias

Quantiq faz acordo com Elastron para distribuição de TPE A quantiQ estabeleceu parceria com a Elastron, produtora global especializada na produção de elastômeros termoplásticos (TPE). Com produtos disponíveis em estoque para o mercado nacional, a distribuidora conta agora com soluções para termoplásticos vulcanizados (TPV), termoplásticos poliolefínicos (TPO) e termoplásticos de base estirênica (TPS-SESB). “Buscávamos uma forma de viabilizar novas opções para este segmento e o acordo com a Elastron, uma empresa global, especializada e tradicional neste mercado, agregará ainda mais valor ao nosso portfólio de soluções.” explica Marcelo Giacomelli, Gerente de Lubrificantes, Transformadores e Termoplásticos da quantiQ. Os TPEs podem ser aplicados em diversos produtos dos mercados automotivo, industrial e de consumo e a quantiQ já iniciou a distribuição, aprovando a nova solução com empresas que são referência nestes setores. “A quantiQ é uma grande distribuidora e tem como diferencial o atendimento especializado aos seus clientes. O Brasil é um mercado promissor e estamos confiantes de que essa parceria trará bons resultados, apresentando os produtos da Elastron ao mercado brasileiro”, ressalta Mehmet Yaman, da Elastron. A distribuidora tem como um dos seus diferenciais a entrega de soluções, oferecendo consultoria e treinamento para melhoria contínua no processamento dos termoplásticos, orientações para a construção de molde, utilização e aplicação dos materiais.

Retilox assina acordo com produtora de compostos da Argentina O acordo de parceria estratégica fechado entre Causer e Retilox, foi assinado no dia 05 de outubro, no hotel Panamericano, em Buenos Aires, Argentina, na presença de 60 representantes das principais empresas argentinas de segmentos diversos, como calçados, peças técnicas, fios e cabos. A parceria une forças mercadológicas e tecnológicas para prover produtores/transformadores de artefatos de borracha de todo mercado Latino Americano, nos mais diversos segmentos, com compostos de alto Self live das mais avançadas soluções tecnológicas, de alto desempenho e menores custos globais. 18- BORRACHAAtual

No objetivo de demonstrar toda a tecnologia que a Retilox desenvolveu e disponibiliza ao mercado transformador de elastômeros e plastômeros, toda a equipe de especialistas da Retilox esteve presente no encontro, e junto com os técnicos da Causer, apresentaram as novas tecnologias e sua produtividade, qualidade e redução de custos globais, que ocorrem quando da substituição do enxofre por peróxidos orgânicos convencionais, utilizados no mercado

LORD vê sinais de retomada da operação brasileira

Guido Albo Gutierrez, diretor para a América Latina da LORD

Especialista no desenvolvimento de adesivos e coatings de alta performance, a Lord, subsidiária local da norte-americana Lord Corporation, acredita que o pior da crise brasileira já passou. Os atuais indicadores financeiros da sua operação local, por exemplo, estão em linha com o que foi projetado no início do ano. “Por si só, esse é um dado bastante positivo e evidencia que a retomada está começando”, afirma Guido Albo Gutierrez, diretor para a América Latina. Mesmo assim, a empresa vem seguindo a cartilha comum às corporações em tempos de retração econômica: tornar os processos internos mais eficientes, ampliar a linha de produtos e buscar novas áreas de atuação. A estratégia já deu resultado no setor de borracha, responsável por expressiva parcela do faturamento da empresa no Brasil. Com o recente lançamento de três produtos, que reforçaram a tradicional família Chemlok®, mais o impulso às exportações por conta do câmbio relativamente favorável, as vendas da LORD cresceram 9% no primeiro semestre. O resultado deve ser comemorado, sobretudo porque metade dos negócios envolvendo os adesivos e coatings para borracha da empresa acontecem com as montadoras, cujas vendas nos primeiros sete meses deste ano recuaram 25% frente ao já péssimo resultado de 2015. O avanço em novos mercados, por sua vez, foi marcado pela entrada da Lord na área de iluminação – a empresa desenvolveu uma série de produtos para os fabricantes de lâmpadas e reatores LED, como resinas de encapsulamento. Ainda que seja um novo player nesse segmento, a LORD calcula que uma fatia de 8% do seu faturamento de 2016 na América Latina virá da iluminação, em função de contratos fechados no México e de novos desenvolvimentos no Brasil. “Para enfrentar os cenários econômicos desafiadores, caso do que estamos experimentando no Brasil, a LORD tem fortalecido o empreendedorismo, com a busca por novos mercados, e o foco em inovações e necessidades específicas dos seus clientes. Com isso, pretendemos multiplicar os casos de sucesso e intensificar as nossas parcerias”, completa Gutierrez.


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Notícias

Na foto o Governador do estado de Santa Catarina, Raimundo Colombo e o Presidente da Bluestar Silicones América Latina, Lucas Freire.

Bluestar Silicones transfere sede industrial para Joinville Santa Catarina, mais precisamente Joinville, foi o local escolhido pela Bluestar Silicones para sediar sua Unidade Brasil. Inaugurada dia 15, a fábrica está localizada no Perini Business Park, maior Condomínio Empresarial do país, tem 8.000 m2 e contou com investimento de R$ 40 milhões. Gera cerca de 40 empregos diretos e indiretos – a grande maioria dos quais com contratações na região e treinamento em parceria com o Senai. A montagem e a construção desta unidade envolveram 123 mil horas de trabalho e a contratação de 250 diferentes fornecedores. Para realizar a transferência da sede industrial para Joinville foram considerados fatores como a infraestrutura de serviços, logística e transporte; gestão estratégica e operacional; e mão de obra qualificada da região. Com mais de 60 anos de experiência, a Bluestar Silicones atende clientes em todo território nacional e também em países da América Latina, incluindo o México. Integrante da Elkem AS, da Noruega, a Bluestar Silicones conta com operações em todo mundo e headquarter em Lyon, na França. A empresa é uma fornecedora com cadeia totalmente integrada e oferece uma extensa linha de produtos para diversos mercados, como autoadesivos, cosméticos, construção, automotivo, healthcare e têxtil, entre outros. Conta ainda com parceiros para de distribuição e com o suporte de um sólido sistema de gestão da qualidade, certificado pelas normas ISO 9001. De acordo com Lucas Freire, Diretor Presidente da Bluestar Silicones, são três os principais fatores de crescimento da atividade do silicone: crescimento do PIB, nível de tecnologia da indústria e distribuição de renda. “A crise dos últimos dois anos atingiu de forma relevante o crescimento do PIB e a distribuição de renda, impactando fortemente o crescimento da indústria. Porém, mesmo com este cenário desafiador, depositamos confiança na empresa e na região e esperamos retomar o crescimento acelerado nos próximos anos. Por outro lado, a crise impulsiona inovação, que está em linha com a estratégia da empresa e deve render frutos a médio e longo prazos”, afirma Freire. 20- BORRACHAAtual

A nova unidade de produção passa a compor um ponto estratégico dentro do posicionamento global da companhia, pois abrigará uma plataforma logística que possibilitará maior eficiência e entregas mais rápidas de produtos vindos das demais subsidiárias da Europa, Ásia e América do Norte. Isso proporciona facilidade à rotina operacional e desenvolvimento de novos negócios, sempre pensando na melhor maneira de atender nossos clientes. Além da transferência dos atuais equipamentos de produção, há planos de expansão e transferência de novas tecnologias no futuro. Inovação é outra forte marca da Bluestar Silicones, que tem 15% de seu quadro de profissionais focados em pesquisa e desenvolvimento para possibilitar o lançamento anual de cerca de dez produtos por ano. Uma sólida política de segurança e meio-ambiente complementa esses importantes aspectos do DNA do empreendimento.

Solvay constrói fábrica de plásticos de engenharia no México O Grupo Solvay está construindo uma unidade industrial de plásticos de engenharia Technyl® em San Luis Potosí, no México, com capacidade anual inicial de 10 mil toneladas. A nova unidade tem previsão de entrar em operação no terceiro trimestre de 2017 para atender ao crescimento do mercado regional e da América do Norte ligados às indústrias automotiva e de bens de consumo. O México é o segundo maior produtor de automóveis e veículos comerciais nas Américas e está em sétimo lugar em todo o mundo, com uma produção anual superior a 3,5 milhões de unidades em 2015. Além disso, muitos fabricantes de bens de consumo e equipamentos elétricos estão localizados nas proximidades, oferecendo novas oportunidades para a Solvay. “A nova unidade nos ajudará a sustentar o rápido crescimento do negócio de poliamidas Technyl® na América do Norte, ampliando nossa oferta na região”, afirma Vincent Kamel, presidente da unidade global de negócios Solvay Performance Polyamides.

Aumento na capacidade de produção de sílica nos EUA O grupo Solvay anuncia que está aumentando em 10 mil toneladas por ano a produção de sílica de alta dispersabilidade (HDS, na sigla inglês) na sua planta industrial de Chicago Heights, em Illinois (EUA). Essa capacidade adicional, que entrará em funcionamento até 2018, reforça o compromisso do Grupo Solvay em atender seus clientes no mercado norte-americano. No local, no mesmo período, a empresa também adicionará novos grades das linhas de sílicas Zeosil® e Tixosil® para atender à expansão da demanda por novos produtos na América do Norte.


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Notícias A expansão integra o programa de investimento global da Solvay no mercado de sílica HDS. Recentemente, a empresa inaugurou uma nova fábrica na Polônia e tem programada para 2016 a inauguração de nova unidade na Coréia do Sul. Ao mesmo tempo, no Brasil, a empresa deu partida à produção de sílica de alta dispersabilidade na sua unidade de Paulínia (SP), para atender à crescente demanda da indústria dos chamados “pneus verdes”, além de fornecer para outros mercados, tais como oral care, nutracêuticos, agroquímicos e calçados. “O negócio Solvay Sílica está focado em ser um líder em inovação e serviço. Essa expansão vai ajudar-nos a continuar a oferecer aos nossos parceiros fornecimento local de nossas tecnologias globais”, comentou Ann Nuyttens, presidente da Unidade Global de Negócios Sílica do Grupo Solvay. “A expansão também vai nos fornecer uma plataforma para produzir novos produtos para atender às necessidades da América do Norte”, acrescentou. A planta de sílica de Chicago Heights, em Illinois, foi inaugurada em 1995 e é uma das nove plantas Solvay Sílica, que compõem a rede de produção global da Solvay em toda a Europa, América do Sul, América do Norte e na Ásia, produzindo sílica de alta dispersabilidade de acordo com o mais alto padrão de qualidade para “pneus verdes” e outros mercados importantes.

Rhodia amplia fábrica de especialidades químicas em Itatiba A Rhodia, empresa do Grupo Solvay, inaugurou oficialmente no dia 26 de outubro a modernização e ampliação da produção de sua unidade industrial especialidades químicas de Itatiba (SP). A solenidade de inauguração contou com a participação do presidente do Grupo Solvay na América Latina, José Matias, do vice-presidente para a América Latina da unidade global de negócios Novecare, Francisco Fienga, do vice-presidente global de operações da Novecare, Jonathan Catlle, do diretor industrial da planta de Itatiba, Edson Almeida, além do prefeito de Itatiba, João Fattori. Com a conclusão do projeto, que foi iniciado há 18 meses, a Rhodia poderá quadruplicar a sua capacidade produtiva de especialidades químicas utilizadas na formulação de produtos para Agroquímica, Cuidados Pessoais e com a Casa, Petróleo e Gás, Tintas e Revestimentos e outros mercados industriais. 22- BORRACHAAtual

A ampliação da fábrica, que ocupa área total de 50 mil metros quadrados na zona industrial de Itatiba, é resultado de investimentos da ordem de R$ 250 milhões de reais aplicados nos últimos três anos pelo Grupo Solvay no Brasil para reforçar sua atuação na área de especialidades químicas, atendendo aos clientes do Brasil e da América Latina.

Vipal lança máquina para raspagem de pneus A Vipal Borrachas está lançando um exclusivo equipamento para raspagem de pneus, processo no qual se remove a parte remanescente da banda de rodagem, deixando-o com as dimensões corretas para ser reformado. A Raspadora Vipal pode ter uma ou duas posições de raspagem, a VR01 SMART UNO e a VR01 SMART DUO, respectivamente. A novidade, voltada para as reformadoras da Vipal Rede Autorizada, foi conhecida em primeira mão na Pneushow 2016, feira ocorrida em São Paulo, Brasil, no final de junho. Tamanho sucesso do lançamento que duas reformadoras já adquiriram a VR01 SMART UNO: a Renobras, de São Paulo, e a Toro Recauchutagem, do Rio de Janeiro. As raspadoras são compactas, o que permite um melhor aproveitamento do espaço produtivo no chão da fábrica. Robustas, permitem a remoção de grandes quantidades de borracha em cada avanço do conjunto de raspagem e baixa necessidade de manutenção, o que prolonga sua vida útil. Seu conjunto de tecnologia e inovações integrado à máquina garante também um baixo consumo de energia por pneu reformado. Isso, aliado ao exclusivo software desenvolvido para os equipamentos, confere ao processo de raspagem padronização e qualidade de raspagem superior com perfeito RMA e acabamento dos ombros do pneu. As máquinas, com exclusivo e patenteado sistema de torre giratória, garantem uma produtividade superior aos equipamentos similares nos mercados nacional e internacional. A VR01 SMART DUO, equipada com duas posições de raspagem, raspa até 35 pneus por hora. Isso se deve à agilidade dos seus movimentos, velocidade e precisão da raspagem. A versão com duas posições também permite que carga, descarga e acabamento sejam realizados simultaneamente à raspagem do outro pneu. No caso da VR01 SMART UNO, a capacidade de produção é de até 28 pneus/hora. Assim como o outro modelo, é mais produtiva que as concorrentes, sendo a mais produtiva de todas com apenas uma posição de raspagem. “A presença global da Vipal Borrachas permite que a empresa acompanhe a evolução do segmento em diferentes mercados. Isto se traduz em know how em reforma de pneus e a credencia a oferecer soluções adequadas aos seus clientes”, destaca o Diretor Comercial e de Marketing da Vipal Borrachas, Guilherme Rizzotto, que reitera a constante preocupação que a empresa mantém com a questão da qualidade do processo de reforma. Com projeto e execução integralmente desenvolvidos pela Vipal Borrachas, a VR01 SMART DUO e a VR01 SMART UNO


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Notícias têm fabricação 100% nacional e atendem às normas exigidas na NR12. Também, dispõem de assistência técnica presencial e on-line da maior equipe técnica de reforma de pneus do Brasil. Rizzotto conta que a ideia vem sendo construída há algum tempo. “Desde 2014, a Vipal criou um grupo multidisciplinar para tratar dos projetos de inovação da empresa e seu primeiro desafio foi viabilizar a fabricação de equipamentos padronizados para a Vipal Rede Autorizada, com objetivo de auxiliarmos os reformadores em aspectos como produtividade, melhorias de processo e qualidade dos serviços prestados”, diz. “Este é um projeto pioneiro da Vipal que abre portas para que outros equipamentos sejam desenvolvidos, sempre pensando no aumento da produtividade das reformadoras parceiras e no aperfeiçoamento do mercado de reforma de pneus como um todo”, observa Henrique Brito, Gerente de Tecnologia e Qualidade da Vipal Borrachas e coordenador do grupo de inovação.

Solvay comemora Prêmio Nobel de Química de Ben Feringa O Grupo Solvay está comemorando o resultado do Prêmio Nobel de Química 2016, que tem entre seus vencedores o cientista holandês Ben Feringa, quase um ano após sua conquista no Prêmio “Química para o Futuro” concedido pela Solvay. Ben Feringa, professor da Universidade de Groningen, na Holanda, ganhou o Prêmio Nobel em conjunto com o francês Jean-Pierre Sauvage e o britânico Fraser Stoddart, pela concepção e síntese de máquinas moleculares.

Sarney Filho participa do Congresso de Atuação Responsável da Abiquim Os participantes do 16º Congresso de Atuação Responsável, promovido pela Associação Brasileira da Indústria Química Abiquim, nos dias 18 e 19 de outubro, no Novotel Center Norte, em São Paulo, tiveram a oportunidade de assistir a debates e apresentações de especialistas internacionais e representantes do governo e órgãos públicos. A sessão plenária do Congresso contou com a participação do ministro do Meio Ambiente José Sarney Filho. Entre os convidados internacionais participaram representante da Head of Corporate Sustainability Strategy & Advocacy, Clariant International, Lynette Chung, que abordou o desenvolvimento sustentável na indústria química; o responsável por Assuntos Globais e Política da Agência Americana de Proteção ao Meio Ambiente, e Alexander Metcalf, que abordou a parceria entre governo e indústria no desenvolvimento de uma legislação para produtos químicos. Durante a sessão plenária também foi assinado o convênio de reconhecimento mútuo dos programas de gestão SASSMAQ 24- BORRACHAAtual

- Módulo Rodoviário e Programa de Cuidado Responsável do Meio Ambiente (PCRMA) da Câmara da Indústria Química e Petroquímica da Argentina (CIQyP), pelo presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, e pelo diretor-executivo da CIQyP, Jorge de Zavaleta.

Evonik é incluída no ‘Dow Jones Sustainability Indices’ pela primeira vez A Evonik foi incluída pela primeira vez no prestigioso “Dow Jones Sustainability Index (DJSI) World” e também no “DJSI Europe”. A empresa de especialidades químicas obteve ratings particularmente altos em todos os critérios ambientais. “Ser incluídos nos índices europeu e mundial do DJSI é um marco importante para nós. Estamos muito felizes por esse reconhecimento do comprometimento da Evonik com a sustentabilidade”, afirma Thomas Wessel, integrante da Diretoria Executiva responsável pela sustentabilidade na Evonik. “Isso confirma que as contribuições para a sustentabilidade e o sucesso econômico atuam em conjunto. A sustentabilidade impulsiona de modo crescente a inovação e o crescimento rentável”, completa. Ao lado dos critérios financeiros, os investidores atualmente consideram os fatores ecológicos e sociais antes de tomar as suas decisões. Eles se orientam pelos principais índices de sustentabilidade como o DJSI. A cada ano, em torno de 2.500 empresas do mundo inteiro são convidadas a participar. Em cada setor, as melhores dentre as participantes são incluídas no DJSI. A avaliação é conduzida pela agência suíça de rating RobecoSAM.

Chem-Trend adquire a Ultra Purge™ A Chem-Trend, empresa do Grupo Freudenberg, anunciou a aquisição da Ultra Purge™, unidade de negócios da Moulds Plus International. A compra inclui a marca UltraPurge™, além dos produtos, tecnologias de processamento e outros ativos. A empresa possui uma conhecida linha de alta performance de tecnologias de compostos de purga comercializada na América do Norte, Europa e partes da Ásia e América do Sul. De acordo com Devanir Moraes, Presidente e CEO da ChemTrend, “este passo permite que a Chem-Trend ofereça um portfólio ainda mais amplo de compostos de purga, a fim de agregar valor, eficiência e produtividade aos processadores de termoplásticos”. Segundo ele, “a aquisição dos negócios da Ultra Purge™, combinada com a nossa marca já existente Lusin® de


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Notícias compostos de purga, agentes desmoldantes e produtos de manutenção de moldes, permite à Chem-Trend um aumento significativo em sua habilidade de atender às necessidades de negócio do mercado de termoplásticos, além de fortalecer a sua posição em termos de suporte e serviços”.

Nova série de primers à base de água A Chem-Trend está lançando sua nova série de primers à base de água. Especialmente desenvolvido para as marcas Chemlease® e Zyvax®, a novidade representa a criação de um sistema completo de soluções de desmoldagem para fabricantes de compósitos – um pioneirismo na indústria. Já disponível no Brasil, a nova linha amplia e traz maior robustez ao portfólio de produtos à base de água da Chem-Trend, que é composta pelos desmoldantes Chemlease® e Zyvax®, além de limpadores, seladores e revestimentos. Para os fabricantes da indústria de compósitos, os produtos oferecem maior otimização de superfícies de ferramentas novas e usadas. A aplicação facilita no processo de desmoldagem, aumenta da vida útil da ferramenta e reduz os impactos de saúde, segurança e ambiente.

LANXESS adquire unidade Clean and Disinfect da Chemours A Lanxess concluiu a aquisição da unidade de negócios Clean and Desinfect da empresa química americana Chemours. Todas as autoridades antitrustes já aprovaram a transação. A empresa pagou cerca de 210 milhões de Euros pela unidade, que tem em seu portfólio diversos ingredientes e produtos químicos especiais voltados, especificamente, para soluções de desinfecção e higiene. A empresa pagou essa primeira aquisição pós-realinhamento dos negócios com a liquidez de sua receita. “A aquisição é o primeiro marco em nosso caminho de crescimento e mais um passo no sentido de fortalecer o nosso negócio na América do Norte”, afirmou Matthias Zachert, Presidente do Conselho de Administração da Lanxess. “A integração bem sucedida do novo negócio é nossa prioridade absoluta para que possamos nos beneficiar rapidamente desta expansão em nossa carteira de produtos químicos especiais.” A unidade adquirida possui dois sites de produção em Memphis e North Kingstown nos Estados Unidos, e outro em Sudbury, no Reino Unido. O negócio, que compreende três linhas de produtos - desinfetantes, monopersulfato de potássio e dióxido de cloro -, atingiu em 2015 vendas de cerca de 100 milhões de Euros. Os desinfetantes são utilizados principalmente no segmento veterinário. 26- BORRACHAAtual

DSM abre Centro de P&D nos EUA A DSM anuncia a abertura de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Michigan, nos Estados Unidos. O novo laboratório, que recebeu investimentos de US$ 5 milhões, será utilizado para desenvolver produtos e tecnologias para a divisão de negócios de Plásticos de Engenharia da empresa e para testes de aplicações em parceria com clientes. Com equipamentos modernos e grande capacidade de pesquisa, o laboratório conta com dispositivos para testes mecânicos; análises técnicas (incluindo microscopia); testes extensivos sobre o desgaste e resistência química de materiais, testes físicos de materiais (incluindo análise térmica e reologia, que avalia o limite da resistência dos materiais); e tecnologia para impressão 3D, que permite se produzir protótipos de maneira rápida.

Plástico Brasil garante espaço para importadores e fabricantes internacionais de máquinas A Plástico Brasil – Feira Internacional do Plástico e da Borracha, de 20 a 24 de março de 2017, tem participação garantida de grandes importadores e fabricantes internacionais de máquinas em sua edição inaugural. Empresas como Stäubli, Arburg, BMB, Conair, Engel, Gur Is, Sumitomo/ Demag Wittmann Battenfeld, W Muller, Zahoransky e outras confirmaram presença na feira meses antes de sua realização. O evento é uma iniciativa da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos e da ABIQUIM – Associação Brasileira da Indústria Química, com organização e promoção da Informa Exhibitions.

BMW celebra três anos de lançamento da linha i de carros elétricos Três anos de BMW i. Três anos de inovação e mobilidade holística sustentável. Desde seu lançamento no mercado, em novembro de 2013, a BMW i não apenas tem sido a pioneira tecnológica do grupo alemão, mas também a referência que simboliza a força inovadora da empresa e o direcionamento para o futuro agregado em cada veículo da companhia que


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Notícias chega às ruas. O grupo BMW já distribuiu mais de 100 mil automóveis puramente elétricos e híbridos plug-in para consumidores em todo mundo. Apenas o i3 já alcançou a marca de mais de 60 mil unidades vendidas, tornandose o modelo elétrico mais bem-sucedido no segmento de compactos elétricos premium. Enquanto isso, o BMW i8 ocupa o primeiro lugar entre os esportivos híbridos, com mais de 10 mil exemplares entregues desde meados de 2014. Além disso, o BMW Group contabiliza aproximadamente 30.000 híbridos plug-in comercializados globalmente até o momento.

inaugurada fábrica da Land Rover em Itatiaia desbravou as dunas do Rio Grande do Norte. O veículo, junto com o Range Rover Evoque também produzido em Itatiaia, está percorrendo os mais belos lugares do Brasil em uma jornada chamada “Filhos Deste Solo”... A jornada no Rio Grande do Norte começou em Natal e seguiu até o vilarejo de Ponta do Mel, passando pelo Santuário Ecológico de Pipa, São Miguel do Gostoso e Galinhos. Ao todo, foram mais de 600 quilômetros percorridos em uma região de paisagens deslumbrantes e diversos tipos de terrenos, principalmente areia, asfalto e cascalho. O modelo chegou ao mercado brasileiro em março de 2015 e em poucos meses se tornou o mais vendido veículo da Land Rover no Brasil e o SUV remium mais vendido do país no primeiro semestre deste ano, com 1.830 unidades comercializadas. Inicialmente importado da Inglaterra, o Discovery Sport passou a ser produzido na fábrica da Jaguar Land Rover em Itatiaia junto com outro grande sucesso da marca, o Range Rover Evoque.

Cummins Brasil apresenta novos motores de geração de energia Diversos segmentos do agronegócio têm buscado soluções em geração de energia para manter suas atividades no campo ou na indústria. Durante a 39ª Expointer, que ocorreu entre 27 de agosto a 4 de setembro no Parque de Exposições Assis Brasil, novas tecnologias e aplicações de grupos geradores da Cummins Power Generation além da ampla gama de motores foram apresentadas pela Cummins Brasil em parceria com a Motormac, distribuidor na região Sul. De acordo com Tobias Moreira, gerente comercial da Motormac, as cooperativas (laticínios, armazenadores de grãos e produtores rurais) e as indústrias de implementos agrícolas estão entre os maiores compradores de geradores. “Eles buscam a confiabilidade na produção, ou seja, a segurança que cumprirão os prazos junto aos seus clientes. Outra vantagem é a aplicação em horário de ponta, que garante a redução na conta de luz”, afirma.

Sabó expõe sistemas de vedação no Congresso SAE 2016 A Sabó participou do Congresso SAE Brasil 2016 apresentando seu portfólio de produtos: retentores, juntas e pistões hidráulicos. Este ano o congresso teve como tema “A Engenharia Criando a Mobilidade do Futuro - Intermodalidade, Conectividade, Veículos e Sistemas Inteligentes”. A empresa destacou o que há de mais moderno e inovador nas novas gerações de vedadores como o sistema de vedação utilizando roda fônica de última geração com o diferencial de estar acoplada e integrada ao sistema. Assim as montadoras estão isentas de maiores custos, tempo de usinagem e montagem, agilizando a linha de produção e adicionando mais uma função ao retentor. Os novos sistemas de vedação demonstrados pela Sabó vêm de encontro com a obrigatoriedade da legislação em vigor desde 2015, de que todos os veículos já saiam de fábrica com o sistema ABS nos freios, aumentando a segurança de frenagem em momentos críticos.

Primeiro Discovery Nacional em ação

TMD/COBREQ fornece pastilhas de freio Honda Civic 2017

Depois de percorrer centenas de quilômetros pelo Jalapão, a primeira unidade do Discovery Sport produzida na recém-

A TMD Friction do Brasil, que comercializa seus produtos com a marca Cobreq, é fornecedora OEM de pastilhas de freio

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Notícias dianteiras da 10ª geração do Honda Civic no País, abrangendo o sistema de freio Nissin dos modelos 2017 2.0i VTEC Sport, 2.0i VTEC Sport CVT, 2.0i VTEC EX CVT, 2.0i VTEC EXL CVT e 1.5 Touring Turbo CVT DOHC 16v com 173 cv. A exemplo de outros fornecimentos OEM ou mesmo para todos os produtos TMD/Cobreq na reposição, as pastilhas do novo Honda Civic passaram por intensos testes de campo e de laboratório – temperaturas extremas, variadas velocidades de uso e, ainda, diversas condições de carga. Todos os requisitos da montadora foram atendidos.

Importações de pneus aumentam em 72% desde janeiro O mês de agosto foi marcado pelo forte aumento na importação de pneus. Comparando os dados de agosto contra janeiro deste ano, a alta é de 72% nas importações. Entre as consequências deste fenômeno está a destinação ambiental, cuja fiscalização por parte do governo ainda é ineficaz e a logística reversa dos importados gera passivo ambiental para a sociedade. Além deste fator, as empresas instaladas no Brasil sofrem erosão na competitividade, afetadas pelo diferencial de custos dos insumos de produção locais (matéria-prima, impostos de importação, mão de obra, energia elétrica etc.). Enquanto a importação cresce, o setor nacional registra queda de 2,1% na produção de pneus em relação à 2015 com o volume de vendas acompanhando essa tendência e registrando queda de 2% no mesmo período. A variação cambial é o fator que interfere diretamente nesta equação. O Real sofreu valorização da ordem de 25% desde janeiro deste ano até agora, saindo de um pico de R$ 4,16 para R$ 3,14 no mês de julho. Na avaliação da ANIP, se a tendência de queda do câmbio prevalecer e chegar a patamares como os registrados no primeiro semestre de 2014, o volume de importações tende a aumentar substancialmente. “O que, por um lado, pode demonstrar a recuperação econômica do País, com o fortalecimento de nossa moeda, por outro pode contribuir para o aumento do passivo gerado pelo não cumprimento das metas de destinação de pneus inservíveis por tradings e distribuidores independentes de pneus importados, determinando um acirramento da concorrência desleal”, explica o presidente executivo da ANIP (Associação Nacional da Indústria de Pneus), Alberto Mayer. Os pneumáticos importados alargaram a fatia de sua participação no mercado nacional neste ano de 2016, saltando de 23% para 31%, ou seja, 1/3 da demanda de pneumáticos é atendida por pneus importados. 30- BORRACHAAtual

Os pneus importados para veículos de passeio registravam, em janeiro de 2016, mais de 630 mil unidades e alcançaram 986 mil itens em agosto, aumento de 54,7%. Quando analisada a série de pneus para veículos de carga o índice é ainda maior: cerca de 35 mil unidades em janeiro contra 99 mil em agosto de 2016, alta de 182%. “Estes pneus são destinados ao mercado de reposição e tiram espaço das empresas que produzem no país, aumentando a ociosidade da indústria nacional”, destaca Mayer. De janeiro a agosto, o aumento das importações de pneumáticos para veículos de passeio foi na ordem de 54,7%. Para veículos de carga, o aumento na importação de pneus registrou aumento de 182,1% no mesmo período. A indústria nacional de pneus faz a sua parte na gestão ambiental. Somente em 2016, o setor prevê investimento da ordem de quase R$ 115 milhões com reciclagem, gerando investimentos, empregos e cumprindo a legislação. Desde 2010, ano do primeiro relatório do IBAMA, a Reciclanip vem ultrapassando sempre a sua meta logística. Por exemplo, em 2014, a Reciclanip superou a meta de logística reversa estabelecida pelo IBAMA chegando a 106,8% de recolhimento e destino correto de pneus. Até junho deste ano, quase 230 mil toneladas de pneus inservíveis foram recolhidas, equivalente a mais de 45 milhões de pneus de carro de passeio. O Brasil registra um passivo ambiental de 152,5 mil toneladas de pneus inservíveis de responsabilidade dos importadores que não cumpriram sua meta. Por isso, uma das tarefas da ANIP é buscar junto ao governo federal medidas que equacionem esse passivo, sugerindo que a concessão de licenças de importação seja liberada apenas aqueles tiverem um contrato de gestão ambiental ou que paguem uma taxa para a destinação ambiental de pneus inservíveis em volume correspondente à importação.

Freudenberg investe com iniciativas integradas Para fortalecer globalmente a marca e dar oportunidades aos profissionais dentro das empresas do Grupo de participarem de iniciativas de inovação e sustentabilidade a Freudenberg criou, em 2015, o projeto “Innovating Together” que conta com ações locais em diversos países. A ideia principal do projeto é o estímulo do conhecimento e a busca por novas tecnologias de maneira integrada para aproveitar ao máximo as sinergias e potenciais presentes no Grupo, com o objetivo de co-criar oportunidades de negócios. De acordo com Matthias Messer, Head do Departamento de Inovação na sede da Freudenberg em Weinheim (ALE), “A proteção e a viabilidade da sociedade e dos negócios é um dos pilares da nossa empresa e, assim, agimos de acordo com os desafios e as megatendências da sociedade atual, porém com foco no futuro. “Acompanhamos e analisamos a evolução da população mundial em crescimento, a elevação do padrão de vida que está integrada ao consumo maior dos recursos e o aumento associado das emissões industriais, da redução dos


recursos e das mudanças no ambiente de trabalho global”, completa Messer.

BYD cria novos postos de trabalho em Campinas A BYD Energy, braço de energia limpa da gigante de tecnologia BYD (Build Your Dream), a maior fabricante de baterias e veículos elétricos do mundo, anunciou acordo de cooperação com a Secretaria do Trabalho da Prefeitura de Campinas para a criação de trezentos postos de trabalho em sua nova fábrica de painéis solares no município. Com um investimento inicial de R$ 150 milhões, a primeira fase da nova fábrica será inaugurada no primeiro bimestre de 2017 com capacidade inicial de produção de 200 MW ao ano. A instalação da primeira linha de produção de módulos solares fotovoltaicos será no mesmo complexo industrial da linha de produção de chassis de ônibus elétricos já em operação.

Produtos químicos têm melhor 3º trimestre desde 2013 Os índices de volume dos produtos químicos de uso industrial registraram expressivo crescimento no 3º trimestre de 2016, alcançando os melhores resultados nessa comparação desde 2013. O índice de produção cresceu 5,6%, o de vendas internas 7,0%, enquanto a demanda interna, medida pelo consumo aparente nacional (CAN), teve alta de 10%. A utilização da capacidade instalada também registrou melhora, com resultado de 82%, acima da média do período de julho a setembro do ano passado, que foi de 79%. Segundo a diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, tradicionalmente, na indústria química, o 3º trimestre é o que concentra os maiores volumes de produção, de vendas e de demanda do ano. “Nesta época se produz o maior volume para as encomendas de final de ano e início do ano seguinte. Diversos segmentos clientes da química começam a dar sinais de melhora ou de que o pior já tenha passado, embora essa performance ainda não possa ser generalizada. Destacam-se os produtos químicos destinados à agricultura”, explica.

Venda de veículos importados volta a cair em setembro As dezoito marcas filiadas à Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores - comercializaram em setembro 2.754 unidades importadas, total que representou queda de 6,2% em relação ao mês anterior, quando foram emplacadas 2.936

unidades. Ante o mês de setembro de 2015, o desempenho do setor também é negativo, com redução de vendas de 38,3%. Foram 2.754 unidades contra 4.461 veículos. No acumulado, o setor de veículos importados chegou a 27.227 unidades emplacadas, queda de 42,2% em relação aos 47.107 veículos licenciados nos primeiros nove meses do ano passado. “As quedas consecutivas nas vendas mensais dos importadores sem fábrica no País indicam claramente que precisamos de medidas emergenciais e de impacto, de modo a reestruturar e manter a rede de concessionárias e, por consequência, no atendimento aos clientes finais”, avalia José Luiz Gandini, presidente da Abeifa.

Produção de bicicletas tem queda de 12,2% em setembro Segundo dados divulgados pela ABRACICLO, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, em setembro foram produzidas 63.443 bicicletas por suas associadas no Polo Industrial de Manaus (PIM), volume 12,2% abaixo do registrado em agosto, com 72.272 unidades, e 20,9% inferior que o mesmo mês de 2015 (80.256 unidades). No acumulado do ano, saíram das linhas de produção das associadas 450.848 bicicletas, frente a 525.693 unidades em 2015, o que representa um recuo de 14,2%. Exportação e Importação - Segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a importação de bicicletas em todo o território nacional sofreu retração de 49% no acumulado do ano, passando de 196.089 para 99.977 unidades. Com relação às exportações, houve alta de 5,4%, com 3.889 bicicletas comercializadas no período. Entre os principais países de destino estão Paraguai, com 2.019 unidades, Bolívia, com 880, e Uruguai, com 500 bicicletas.

Mercado de veículos seminovos cresce 84% O mercado de veículos seminovos e usados é um dos poucos setores que registram crescimento no período de crise econômica no Brasil. As vendas apuradas de janeiro a agosto deste ano somam cerca de R$ 7,8 bilhões, um crescimento de 84% em relação ao mesmo período do ano anterior, com R$ 4,2 bilhões. Os dados são da plataforma AutoAvaliar, sistema de gestão de vendas e estoques utilizado em mais de 1,3 mil concessionárias de veículos e cerca de 20 mil revendedores multimarcas no Brasil. O levantamento da AutoAvaliar mostra ainda que o custo médio com as transações de seminovos e usados também subiu de um ano para outro. De janeiro a agosto de 2016, a média foi de R$ 22,5 mil por automóvel, ante os R$ 19,9 mil verificados no mesmo período de 2015, um crescimento 13%. BORRACHAAtual - 31


Notícias

BigTires mostra linha de pneus Westlake na PneuShow 2016 A BigTires, pioneira no comércio eletrônico (E-Commerce) de pneus pesados para os segmentos agrícola e industrial OTR, recentemente incorporada ao segmento de pneus e câmaras de ar para veículos de passeio, carga leve, motocicletas, quadriciclos e bicicletas esteve presente com seu portfólio na 12ª Feira Internacional da Indústria de Pneus, a Pneushow, mostrando como destaque a nova linha de pneus de passeio Westlake.

Pneumáticas levam novidades ao Salão das Motopeças Várias empresas ligadas ao setor de borracha aproveitaram a IX edição do Salão Nacional e Internacional das Motopeças, para exporem seus produtos ou mesmo o portfólio. O evento foi realizado entre 17 e 20 de agosto no Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte em São Paulo, organizado e realizado pela ANFAMOTO – Associação Nacional dos Fabricantes e Atacadistas de Motopeças. Cinborg - Estreante no Salão das Motopeças, a Cinborg trouxe sua linha de pneus para motos até 300cc: Cinborg Furia Racer, Cinborg Style, Cinborg Parrudo, Cinborg Irado e Cinborg Dalama. Destaque para o Cinborg Parrudo, com sua composição reforçada que garante maior quilometragem para as motocicletas, além do seu design que é robusto. 32- BORRACHAAtual

Metalcava - Estreando no Salão das Motopeças, a Metalcava apresentou sua linha de equipamentos para motos como elevadores hidráulicos e pneumáticos com capacidade de 250 a 450 kg, desmontadoras de pneus manual, pneumática e elétrica, desempenadora e alinhadora de rodas, rampa para quadriciclo e expositor de motos. No evento foram lançados dois equipamentos: balanceador estático de rodas, usado para balancear rodas raiadas e de liga leve, permitindo verificar o alinhamento de rodas raiadas e elevador pneumático EMCPV-350 - equipamento desenvolvido para atender uma capacidade de 350kg, com sistema pantográfico. Sabó - A empresa mostrou vários tipos de retentores, dentre eles: da bengala, de roda, do pinhão, da haste de válvulas, do garfo da suspensão, da bomba de óleo, do magneto, da alavanca seletora, do eixo de acionamento da embreagem, do virabrequim e do pedal de partida. Vedamotors - Presente desde a primeira edição do Salão das Motopeças, a Vedamotors expôs juntas e jogos de juntas, cilindros, pistões, válvulas, bielas, filtros de ar, filtros de óleo, filtros de combustível, retentores, anéis, guarnições em borracha, guarnições de escape, coxins e buchas da coroa, entre outros itens da linha. Vedox - Já há seis edições no Salão das Motopeças, a Vedox mostrou no evento sua linha de produtos de maior giro e também alguns itens em lançamento, tais como: borracha pedal apoio dianteiro Titan 160, coxim de pisca Titan 2014 e mini manete em alumínio cromado. Vipal Borrachas - A Vipal Pneus de Moto marcou presença no IX Salão das Motopeças, apresentando toda sua linha de pneus de moto: ST200, ST300, ST400, ST500, TR300, CR300, reconhecidas no mercado pela resistência e performance. Além disso, foram mostradas as sete medidas de Câmaras de Ar, lançamento da Vipal em 2016, e produtos da Linha de Reparos para Pneus. Os sete modelos de câmaras de ar atendem a praticamente todas as aplicações do mercado nacional. Desenvolvidas com matérias-primas de alta qualidade, são excelentes para uso diário, pois passam por rigorosos testes de laboratório e controles constantes no processo produtivo.

Solvay lança produtos na Rio Oil & Gas 2016 O Grupo Solvay, para reforçar sua participação como fornecedor do setor de petróleo e gás, lançou novos produtos e tecnologias na Rio Oil&Gas 2016 (de 24 a 27 de outubro, no Centro de Convenções do Riocentro (RJ). A oferta do Grupo Solvay inclui produtos para exploração e produção de petróleo e gás, além de tecnologia de retardância a chama em uniformes profissionais (EPI) e tratamento de água e efluentes. São polímeros especiais, solventes, surfactantes e aditivos, especialidades químicas para têxteis e peróxidos de hidrogênio.


A principal novidade é o lançamento mundial de um polímero especial da linha Solef® PVDF, resistente a temperaturas de até 150ºC, usado como camada de barreira em linhas flexíveis (risers) e mangueiras umbilicais.

Encontro de Distribuidores da Evonik O incentivo aos treinamentos na área de poliuretanos também é estendido aos distribuidores da Evonik. Por isso, a empresa reuniu de 03 e 05 de novembro, no Hotel Sofitel Jequitimar, no Guarujá (SP), todos os seus distribuidores e agentes da América do Sul e Central. No encontro, que é bianual, foram discutidas práticas e ações inerentes ao negócio, diferenciais dos novos produtos, plataformas de serviços e também compartilhadas as melhores práticas e experiências, bem como novos projetos.

Futuro dos lubrificantes é debatido em simpósio da AEA “Consolidado como um importante evento para a indústria automotiva, o IX Simpósio Internacional de Lubrificantes, Aditivos e Fluídos se faz necessário para o compartilhamento e integração das contribuições deste setor na redução do consumo energético, principalmente neste período, ou seja, reta final da fase inicial do Innovar-Auto aderido pela grande maioria das montadoras”, afirmou Edson Orikassa, presidente da AEA - Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, durante cerimônia de abertura do evento, realizado em 18 de outubro. O simpósio promovido pela entidade trouxe nesta 9ª edição a temática “Novas demandas para a indústria do lubrificante” e reuniu especialistas, profissionais e representantes da indústria automotiva transformando o Millenium Centro de Convenções, em São Paulo (SP), em palco de um amplo debate técnico de alto nível entre o público e os renomados palestrantes que não mediram esforços para dedicar seus conhecimentos e experiências em cooperação aos ganhos de desempenho e qualidade aos usuários finais dos veículos automotores. “É de extrema importância a promoção de todo este trabalho em conjunto para elevar o nível de conhecimento sobre as exigências que demandam cada vez mais a evolução tecnológica destes produtos para ajudarmos o desenvolvimento da indústria no país”, afirmou Simone Hashizume, da JX Nippon Oil e membro da comissão organizadora de Lubrificantes da AEA. Um panorama geral sobre o mercado de lubrificantes foi apresentado por Sergio Rebelo, diretor da Kline, na palestra “Mercado global de lubrificantes”. Na oportunidade, o diretor informou sobre a demanda global de lubrificantes, estimada em 39,4 milhões de toneladas em 2015, sendo 56% deste total destinado ao mercado automotivo.

Concrete Canvas apresenta nova tecnologia de revestimento Além de ponto para retomada de negócios no setor de petróleo, a Rio Oil & Gas 2016 também foi vista como a oportunidade para que empresas do Brasil e do exterior apresentassem novidades ao mercado. É o caso da Concrete Canvas, que lançou uma manta geossintética com aplicações no segmento de óleo e gás. Segundo o diretor da companhia, Ian Pacey, o novo produto serve para revestimento do solo em refinarias e terminais, evitando problemas como contaminação de mananciais. “A manta foi desenvolvida na Inglaterra. A gente já atua fora do Brasil em refinarias e terminais. Nós estamos com uma boa expectativa em relação ao Brasil e ao mercado sul-americano. É a primeira vez que participamos da Rio Oil & Gas, já apresentando este novo produto, que é bem interessante”, afirma. O executivo ainda declarou que o planejamento da empresa é fazer com que o segmento de óleo e gás fique entre os mais importantes, em termos de negócios, nos próximos anos. “O setor de óleo e gás, mundialmente falando, está em segundo lugar de importância para a empresa. No Brasil, está em sexto ou sétimo. Queremos que vá para primeiro ou segundo nos próximos três anos”, diz.

Silicone é alvo de debate em Congresso da Abiquim O uso adequado e seguro dos produtos químicos foi um dos temas abordados no Congresso de Atuação Responsável, que a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) realizou nos dias 18 e 19 de outubro, em São Paulo. A sala temática Silicones abordou a importância da aplicação correta do produto para seu uso específico. A sala contou com a participação do palestrante internacional Karluss Thomas, diretor executivo da Global Silicones Council, que falou sobre o mercado mundial de silicones. O coordenador da Comissão Setorial de Silicones, da Abiquim e gerente de negócios da Dow Corning, Irineu Bottoni, explica que o objetivo da sala foi reforçar as qualidades do silicone e como o produto deve ser usado de forma adequada. “A sala enfocou as ações de manipulação da substância de forma segura à saúde humana e ao meio ambiente”. Já o gerente de operações da Dow Corning, Sebastião Cunha, abordou o mercado de silicones no Brasil. “O produto é usado desde a aplicação de vidros até em mamadeiras, chupetas e válvulas cardíacas, mas o mercado brasileiro ainda oferece oportunidades de crescimento”. A sala ainda contou com a apresentação do responsável por gestão de produtos da Rhodia Solvay, Fernando Zanatta, sobre as ações de gerenciamento de risco na indústria química. “Apresentamos as boas práticas para a gestão segura de produtos e substâncias químicas”, conta. BORRACHAAtual - 33


Notícias

Dow Corning patrocina workshop da cadeia de suprimentos Durante o fórum Automotive Business: Planejamento Automotivo 2017, encontro que reuniu profissionais da indústria automotiva para debates sobre estratégias, planejamento e perspectivas do mercado para o próximo ano, a Dow Corning, líder global de silicones, patrocinou o Workshop de Relacionamento – Compras e Engenharia. O evento aconteceu dia 22 de outubro no Hotel Sheraton WTC, em São Paulo. O workshop trouxe renomados diretores e gerentes de compras e engenharia das principais montadoras do mercado automotivo para comentarem as novidades e tendências da cadeia de suprimentos e gerar negócios por meio do relacionamento com os demais convidados. Dentre os participantes estiveram presentes executivos da CAOA, Chery, FCA, Ford, Foton Caminhões, CNHI/Iveco, MAN, MercedesBenz, Mitsubishi, PSA Peugeot Citroën e Scania. Além do workshop de relacionamento, o fórum Automotive Business: Planejamento Automotivo 2017 apresentou vasta programação com uma série de palestras e painéis temáticos onde foram abordadas as principais tendências dos diferentes segmentos do mercado automotivo, bem como balanço do setor no último ano e expectativas para o próximo ano, por meio da análise e debate de grandes executivos do setor. A abertura do evento ficou por conta de Antonio Megale, presidente da Anfavea, que fez uma breve análise do mercado por meio da palestra “Acelerando a recuperação dos negócios: em busca da recuperação dos mercados”. “Poder apoiar um evento tão importante para a indústria automotiva é muito significante para a Dow Corning. É essencial que as grandes empresas do setor se antecipem e analisem as oportunidades de mercado para pensar na melhor estratégia para o setor no próximo ano. Esse tipo de evento movimenta positivamente o mercado e permite a troca de ideias entre grandes executivos que contribuem para o crescimento do setor diariamente. Portanto, para nós, é uma honra estar ao lado deles”, afirmou Mariana Labinas - Latin America Regional Marketeer da Dow Corning.

Veículos elétricos e híbridos reivindicam mais espaço O 12º Salão Latino-Americano de Veículos Elétricos, Componentes e Novas Tecnologias abriu suas portas no dia 1º de setembro, no Pavilhão Amarelo, do Expo Center Norte, em São Paulo cheio de novidades. O maior evento em prol da mobilidade urbana verde apresentou as tecnologias do setor, promoveu test-drive, lançou o Projeto MUV, realizou conferências e ainda realizou um feirão com descontos promocionais aos visitantes. 34- BORRACHAAtual

Uma das atrações foi o lançamento oficial do Projeto MUV – Mobilidade Urbana Verde, cuja proposta e estudos preliminares nasceram na ABVE – Associação Brasileira do Veículo Elétrico. Transporte sustentável, o Projeto Zona MUV – Mobilidade Urbana Verde significa incentivar todas as formas de mobilidade de baixo impacto ao meio ambiente baixa emissão ou emissão zero de poluentes e de ruído - o que inclui desde o ato de caminhar até todos os meios de transporte híbridos e elétricos, passando por caminhões, ônibus, automóveis, veículos de transporte de carga e de pessoas, até bicicletas, scooters, motocicletas, triciclos e as suas modalidades de uso: táxi, carona, veículo compartilhado.

ABRAPNEUS reúne empresários do setor automotivo em Fórum A Associação Brasileira dos Revendedores de Pneus (Abrapneus) realizou em 29 de setembro o 1º Fórum de Debates da entidade. O evento reuniu empresários do setor automotivo para discutir o crescimento sustentável do mercado de reposição e suas práticas de responsabilidade ambiental. À frente do debate, o jornalista Marcos Villela, o Gerente Geral da Reciclanip, César Faccio, o CEO da Campneus, Maurício Canineo e Dirceu Delamuta, presidente da Abrapneus. Durante o Fórum os debatedores ressaltaram a importância das empresas do setor automotivo, em especial os revendedores de pneus, em trabalhar o tema sustentabilidade diretamente com o público final. “Precisamos colocar em questão o que ocorre com o pneu após ele ser vendido. O consumidor precisa ter consciência de destinar o item à reciclagem em empresas certificadas e que tenha práticas sustentáveis regulamentadas pela lei”, declara Delamuta. O CEO da Campneus, Maurício Canineo, declarou que a companhia vende mais de 40 mil pneus por mês, mas entrega para a Reciclanip apenas 17 mil. “No Nordeste a cadeia é mais longa pela dificuldade logística. Custo logístico pode ser um entrave porque recair sobre o custo do pneu ainda não está aprovado pelas partes interessadas. É muito importante que se faça a conscientização dos clientes para que ao trocarem pneus ele deixe o pneu para reciclagem”.


Cesar Faccio explicou que a Resolução 416/09 possui mais de mil pontos de coleta e a ideia é trabalhar com consórcios de municípios. “As Secretarias de Saúde são grandes parceiras por conta da questão do acúmulo de pneus que pode gerar zika e dengue. Atualmente Sul e Sudeste representam 72% da coleta. Nosso maior desafio é aumentar essa coleta no Nordeste”. Dados da Reciclanip amostram que as cimenteiras são as principais responsáveis pela utilização dos resíduos, com 67% da utilização, com 26 parceiros, 18 locais fazem a trituração e 11% vai para pisos sintéticos. Faccio destacou ainda que a Reciclanip tem R$114 milhões da indústria para a reciclagem este ano. “O rateio do custo de reciclagem varia de acordo com o Market share da indústria” Villela completou dizendo que “a indústria que usa o pneu reciclado deveria ser incentivada a crescer para que o processo seja sustentável”. Os debatedores ressaltaram que é preciso mapear as microrregiões de volta para ser viável a coleta logisticamente.

Chem-Trend expõe agentes desmoldantes de alta tecnologia Apresentar os diferenciais dos produtos da linha Chemlease® e muitas outras soluções de alta tecnologia em desmoldagem e especialidades químicas para as indústrias de poliuretano, termoplásticos e compósitos. Este foi o foco principal das equipes técnica e comercial da Chem-Trend durante a Feiplar Composites & Feipur 2016 (Feira e Congresso Internacionais

de Composites, Poliuretanos e Plásticos de Engenharia), que ocorreu de 8 a 10 de novembro no Expo Center Norte, em São Paulo (SP). A Chem-Trend, especializada no desenvolvimento, produção e fornecimento de agentes desmoldantes e especialidades químicas, trouxe como destaque os produtos Chemlease® PMR-90 EZ, Chemlease® 41-90 EZ e Chemlease® One FS EZ como alguns dos destaques da linha para processamento de peças em Compósitos. Estes produtos são tecnologias consagradas de desmoldagem semipermanente, usadas em todas as aplicações nos processos de moldagem de compósitos com alta eficiência. São ideais para aplicações onde é necessário um acabamento de alto brilho, tais como aplicações automotivas, fibra de vidro em geral, marinhas, materiais de construção civil e de mármore artificial. Para área de Termoplásticos, a Chem-Trend destacou as linhas Lusin® e Ultra Purge® ambas de agentes de purga. São soluções para limpeza de extrusoras e máquinas de moldagem por injeção, e auxiliam na solução de problemas relacionados ao processo de troca de cor e de material e ajudam a eliminar as “pintas pretas”, um fenômeno associado à carbonização que pode surgir durante a degradação térmica do termoplástico. O uso dos agentes de purga Lusin® gera redução de custo, diminuindo consumo de material, tempo de parada das máquinas e taxas de refugos. A economia varia de acordo com as condições e com o processo de fabricação. Para os fabricantes em peças de Poliuretano, a empresa promoveu a linha Chem-Trend® de agentes desmoldantes e auxiliares de processo. Com soluções base água e base solvente, compõe um completo portfólio que ajuda moldadores ao redor do mundo a aumentar sua eficiência operacional com o que há de mais avançado nesse tipo de especialidade química de processo.

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Pneus inovações que desenvolvemos para apoiar os consumidores na obtenção do menor custo por quilômetro em pneus para seus veículos”, afirma Fabio Garcia, gerente de marketing de pneus comerciais da Goodyear Brasil.

Pneu do Ano na Espanha é Goodyear O pneu Eagle Asymmetric 3, da Goodyear, foi escolhido o “Pneu do Ano 2016” pelo júri da 17ª edição do prêmio, concedido anualmente pela revista espanhola Neumáticos y Mecánica Rápida. O modelo venceu na categoria de carros de passeio, um dos segmentos mais competitivos, na qual concorreu com 12 candidatos. O prêmio “Pneu do Ano” é um evento muito conceituado na indústria de autopeças da Espanha e conta com votos de distribuidores, leitores e imprensa especializada no setor automotivo. A premiação reconhece os esforços da Goodyear no desenvolvimento da gama de pneus Eagle F1, que oferece aos motoristas excelente desempenho em frenagens e ótima manobrabilidade em condições de piso seco e molhado. Com isso, o Eagle F1 Asymmetric 3 segue os passos do Eagle F1 Asymmetric 2 e do Eagle F1 Asymmetric, que receberam o mesmo prêmio em 2011 e 2008, respectivamente. Mas o Eagle F1 não é única gama de pneus da Goodyear reconhecida como “Pneu do Ano”. Outros prêmios recentes incluem o Goodyear EfficientGrip Performance (2014) e da Goodyear EfficientGrip SUV (2012). Pneus Citymax Plus entregam mais quilometragem - Na visão dos gestores de frota, dois atributos são essenciais para a escolha de produtos premium no segmento de pneus comerciais: custo por quilômetro e garantia. Dentro do segmento urbano, é primordial verificar esses dois itens antes da compra. Afinal, os pneus normalmente representam a segunda maior despesa dos frotistas, atrás apenas de combustível. Com foco no preenchimento desses dois quesitos, a Goodyear do Brasil oferece o Citymax Plus, novo pneu para uso urbano em ônibus e caminhões que entrega até 8% mais quilometragem e sete anos de garantia, ou seja, dois anos a mais do que normalmente é oferecido pelo mercado. Disponível na medida 275/80R22.5, o modelo oferece novo desenho dos sulcos externos que, em conjunto com um composto especial, permite o aumento da quilometragem do pneu em banda original. “O pneu Citymax Plus tem embarcadas todas as recentes 3636-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

Além do novo desenho de sulco otimizado, também estão entre os principais atributos do produto as raias centrais largas, que geram menos calor na área dos ombros, tornando possível a rodagem em temperatura mais fria, preservando a carcaça e melhorando o índice de recapabilidade. Outras características incluem quatro cintas estabilizadoras de aço, que oferecem maior proteção para a carcaça; um composto de banda de rodagem especial para uso urbano, mais resistente aos desgastes causados pelas paradas e arrancadas constantes, mantendo a temperatura do pneu mais baixa; e bordas dos blocos serrilhadas, que aumentam o poder de tração, reduzindo a exigência do motor e colaborando com a economia de combustível. Os pneus Citymax Plus contam com a opção de incluir um chip RFID (identificação por radiofrequência) integrado, que deve ser usado em conjunto com a solução Control Max. O sistema permite o monitoramento do uso dos pneus dos veículos, emitindo relatórios analíticos fundamentais para o controle do estoque, montagens, rodízios, reparos e trocas. O Control Max ajuda a gerar economia de até 15% em gastos anuais com pneus e ainda permite a integração aos demais sistemas de controle da frota.

Pneus Goodyear para caminhões são os mais rápidos do mundo - O caminhão ‘The Iron Knight’, da Volvo, quebrou dois recordes mundiais de velocidade usando pneus Goodyear - o que fez deles os modelos mais rápidos do mundo para esse tipo de veículo. O veículo pesado também rompeu o recorde de 500 metros de distância à velocidade de 131,29 km/h em 13,71 segundos e conseguiu atingir velocidade máxima de 276 km/h. Os pneus especiais desenvolvidos e construídos pela Goodyear são resultado de colaboração contínua e forte parceria com a Volvo Trucks, empresa líder na produção de caminhões que leva equipamentos originais da marca. Os pneus Goodyear usados pelo ‘The Iron Knight’ permitiram que o caminhão de 4,5 toneladas e 2.400 HP alcançasse velocidade média de 169,09 km/h em 21,29 segundos e em 1.000 metros de arranque.


Goodyear apresenta linha de pneus OTR Radial na MINExpo International – A Goodyear esteve presente no maior evento do setor de mineração do mundo, a MINExpo International 2016, realizado no Las Vegas Convention Center, com sete modelos: RL-4K, RL-5K, RL-5S, RT-4D, RT-5D, RM4B+, TL-3A+, que são utilizados em carregadeiras de médio e grande porte, caminhões rígidos e caminhões articulados, aplicados em operações de minas subterrâneas, minas de superfície e obras de infraestrutura em geral. A feira é dirigida a montadoras de máquinas fora de estrada, mineradoras, fabricantes de pneus e empresas fornecedoras do ramo. O objetivo é encontrar soluções inteligentes e apresentar novos produtos e tecnologias de ponta que ajudarão as mineradoras a incrementar sua produtividade. Empresa apresenta o pneu-conceito Urban Crossover no Salão de Paris - A Lexus mostrou no Salão do Automóvel de Paris, em outubro, seu protótipo Lexus UX, equipado com os pneus-conceito Urban Crossover, da Goodyear. Quando a Lexus encarregou a Goodyear de desenvolver um pneu para seu novo modelo, pediu duas coisas: revolucionar o design dos pneus e empregar a tecnologia mais avançada. Para refletir o projeto exclusivo do Lexus UX em seus pneus, a Goodyear adotou a mesma filosofia que a montadora japonesa aplicou nesse modelo, em que os elementos internos combinam com

o exterior do carro. Seguindo esse princípio, os raios fluem sutilmente até os ombros do pneu, criando um elemento único em harmonia com o restante do automóvel. As seções dos ombros, que se integram discretamente à roda, dão ao pneu um ar de crossover urbano, enquanto o desenho da banda acrescenta dinamismo. O design do pneu foi criado por meio de uma técnica de esculpir a laser baseada em tecnologia de ponta. O pneu tem componentes avançados, como a tecnologia SoundComfort da Goodyear, que consiste em um revestimento de espuma de poliuretano de célula aberta acrescentado ao interior do pneu. Essa tecnologia reduz enormemente o nível de ruído gerado pela ressonância produzida na cavidade do pneu com a rodagem (redução do ruído externo de até 11db e interno de até 4 db), deixando a cabine do automóvel muito silenciosa. Desse modo, o condutor e os passageiros podem desfrutar da música ou da conversa com total tranquilidade ao trafegar com seu Lexus. Nesse protótipo, a Goodyear combinou a SoundComfort com sua tecnologia Chip-in-tire, apresentada pela primeira vez no Salão do Automóvel de Genebra em 2014. O chip envia informações para o computador de bordo do carro para melhorar a estabilidade e o desempenho durante as curvas e a frenagem. Dispondo de dados sobre pressão, temperatura

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Pneus e identificação do pneu, o computador pode ajustar automaticamente os algoritmos de controle longitudinal e lateral para proporcionar um excelente desempenho. Além disso, o novo protótipo conta com a tecnologia RunOnFlat da Goodyear, com flancos reforçados que permitem circular sem problemas por 80 km depois de furos que gerem total perda da pressão. “Estamos muito orgulhosos de poder apresentar esse pneu inovador para o protótipo do Lexus UX, confirmando a experiência da Goodyear na concepção de soluções personalizadas para equipamentos originais. Nossos designers foram capazes de desenvolver um pneu que segue fielmente a filosofia de carros da Lexus e que também atende às demandas de conforto, prazer ao dirigir e confiabilidade de seus clientes”, afirma David Anckaert, diretor geral de desenvolvimento de produtos para equipamentos originais da Goodyear para Europa, Oriente Médio e África. “E tudo isso foi criado com tecnologias que já estão à disposição do consumidor, como ocorre com a Sound Comfort e a RunOnFlat da Goodyear”.

Bridgestone explica Etiquetagem de Pneus Com o objetivo de fornecer informações de desempenho dos pneus aos consumidores na hora da compra, o Inmetro, por meio do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), estabeleceu critérios que devem constar obrigatoriamente em todos os pneus produzidos e importados no Brasil a partir do dia 29 de outubro de 2016. De acordo com a portaria 544/12 do Inmetro, as informações que estarão na etiqueta nacional de conservação de energia (ENCE) serão a resistência ao rolamento, aderência em pista molhada e ruído externo. A etiqueta estará localizada na banda de rodagem dos pneus radiais para automóveis, pick-ups, SUVs, vans e camionetes, além dos pneus radiais para caminhões e ônibus. “Esses critérios foram escolhidos por estarem relacionados aos impactos ao meio ambiente (resistência ao rolamento, que interfere no consumo de combustível, e a emissão de ruído) e à segurança veicular (aderência em pista molhada)”, comenta Concheta Feliciano, diretora de Marketing da Bridgestone do Brasil. Resistência ao rolamento - Está diretamente relacionada à eficiência energética, uma vez que mede a energia absorvida quando o pneu está rodando. Com isso, quanto menor for a resistência ao rodar, menor será o consumo de combustível e, consequentemente, menor será o impacto ao meio ambiente (emissão de CO2). Na etiqueta, os pneus serão classificados em até seis níveis, sendo A o mais eficiente e F aquele menos eficiente. Aderência em pista molhada - É um indicador do desempenho que fornece informações ao consumidor a respeito da aderência do pneu em pistas molhadas. As escalas de desempenho serão 3838-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

de “A” (melhor desempenho) até E para veículos de passeio e pesados. Essa classificação impacta na distância percorrida pelo veículo em pista molhada após a frenagem. Ruído externo - Este critério indica o nível do ruído produzido pelos pneus em decibéis (dB) e, consequentemente, o impacto no meio ambiente (menos poluição sonora). Este critério deve ter como limite máximo até: 75 dB para pneus de veículos de passeio, 77 dB para pneus de veículos comerciais leves e 78 dB para pneus de caminhões e ônibus. A portaria 544 do Inmetro não se aplica para pneus reformados, pneus de bicicletas, pneus para uso exclusivo em veículos agrícolas, pneus destinados a veículos de competições, militares, industriais e a empilhadeiras. Além disso, os pneus de motocicletas, motonetas, ciclomotores, veículos de coleção, pneus diagonais, off road, pneus para uso exclusivamente temporário e pneus destinados a veículos comerciais e rebocados do tipo radial, projetados para uso misto, apenas no eixo de tração estão amparados pela portaria 544. Esses modelos foram excluídos dos ensaios de desempenho e, por consequência, não terão etiquetas.

Bridgestone lança linha Ecopia A Bridgestone lança sua mais nova linha de produtos Ecopia (com apelo ecológico). Projetados com materiais que minimizam a resistência ao rolamento, os modelos EP150, M792 e R268 Ecopia chegam ao público oferecendo o equilíbrio perfeito entre segurança, dirigibilidade, durabilidade e quilometragem, aumentam a eficiência energética e ajudam a diminuir a emissão de dióxido de carbono (CO2).“A Bridgestone investe constantemente em novas tecnologias, colocando todo o seu know-how para desenvolver novos conceitos de pneus que ofereçam sempre cuidados com o meio ambiente, desempenho superior, segurança e economia. Os pneus Ecopia são projetados com alto investimento em tecnologia de materiais que minimizam a resistência ao rolamento e aumentam a eficiência energética sem sacrificar a durabilidade”, diz Concheta Feliciano, diretora de marketing da Bridgestone. O novo modelo Ecopia EP150 foi desenvolvido para automóveis que utilizam pneus com aros 14, 15 e 16 e está disponível nas medidas 175/65R14; 175/70R14; 185/65R15; 195/55R15; 195/60R15; 195/65R15 e 205/55R16. Já os lançamentos M792 e R268 foram desenvolvidos para o segmento de caminhões e ônibus rodoviários, sendo os primeiros modelos de carga da linha Ecopia. O R268 Ecopia foi projetado para ser usado em eixos direcionais, livres e


de tração moderada, enquanto o M729 é ideal para eixos de tração. Os dois modelos apresentam grande índice de recapabilidade e estão disponíveis na medida 295/80R22,5. Segundo Concheta, esses lançamentos são excelentes exemplos de como a Bridgestone continua inovando para atender as necessidades de seus clientes. “Sabemos que, eficiência de combustível e performance são itens importantes para os motoristas na hora da compra e sustentabilidade é fundamental para a sociedade e o planeta, por isso, concentramos nossos esforços para desenvolver produtos que ofereçam estes atributos”, finaliza. Novo pneu para o mercado agrícola - A Bridgestone, detentora da marca Firestone, está lançando no mercado seu novo pneu, o modelo Firestone IF710/70R38 Radial All Traction DT. O pneumático chega à linha de produtos da empresa para atender tratores com potência acima de 180 HP no segmento

agrícola. Suas características foram desenvolvidas para proporcionar maior capacidade de carga, maior poder de tração, maior economia de combustível e menor compactação do solo. Os pneus radiais agrícolas possibilitam uma menor compactação do solo. O novo modelo Firestone IF710/70R38 Radial All Traction DT amplia esse benefício graças ao uso da exclusiva tecnologia AD2. Devido a esta inovação, o lançamento consegue suportar 20% a mais de carga que um pneu radial comum com a mesma pressão de inflação. “O processo de preparação do solo está exigindo uma maior capacidade de carga e tração devido a implementos cada vez mais pesados. Foi pensando neste cenário que desenvolvemos o pneu Firestone Radial All Traction DT com tecnologia AD2”, explica Concheta Feliciano, diretora de Marketing da Bridgestone. “Em todos os nossos lançamentos, analisamos as necessidades de nossos clientes em suas operações no campo para proporcionar produtos que os atendam completamente”, completa.

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Pneus

ContiSportContact™ 5 SUV vence teste de pneus de verão O ContiSportContact 5 SUV da Continental foi o vencedor absoluto do teste de verão para veículos 4x4 promovido pela revista alemã Auto Zeitung com um total de 331 pontos. O comparativo, realizado em San Angelo, no Texas, reuniu nove modelos na medida 255/55 R18 calçando um BMW X5 xDrive 35i. A vitória do representante da Continental foi expressiva, com 25 pontos à frente do segundo colocado. O ContiSportContact 5 SUV apresentou também uma excelente dirigibilidade e segurança nas curvas. Os compostos empregados em sua fabricação resultam em um produto de qualidade superior, capaz de reduzir de forma significativa a resistência ao rolamento, assegurando a entrega de elevada quilometragem com menor consumo de combustível. Exemplo da tecnologia de ponta presente no processo de produção deste pneu é o Black Chilli, um composto inteligente acionado apenas em situações de frenagem. Ele permite ao pneu atingir rapidamente a temperatura ideal para entregar o seu melhor desempenho quando do uso dos freios sob qualquer condição climática, além de otimizar a sua aderência. Ele é comercializado no Brasil na versão SSR (Self-Supporting Runflat Tire ou pneu Run-flat Autossustentável), equipando de série os veículos BMW X5 nas versões 3.0is Auto e Top Auto, 4.8i Top Auto e xDrive 35iA. (incluir as medidas do pneus para estes veículos). O modelo está disponível nas medidas 275/40 R20 106W XL, 255/50 R19 107W XL, 315/35 R20 110W XL e 255/55 R18 109V XL. “A tecnologia run-flat SSR permite que o veículo continue rodando a uma velocidade de até 80 Km/h após o pneu apresentar perda de pressão. Isso é possível graças às laterais extremamente reforçadas que mantêm a estrutura do pneu intacta. Desta forma, o motorista tem a possiblidade de dirigir até encontrar um lugar seguro para fazer o reparo”, explica Elias Nogueira, supervisor comercial de desenvolvimento de produto da Continental Pneus. 4040-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

Ônibus da Continental Pneus viaja mais de 8 mil km pelo Brasil - O ContiRoadShow, ônibus da Continental que está cruzando o Brasil para apresentar as novas tecnologias, produtos e serviços da marca a clientes e parceiros, já iniciou na região Norte o seu terceiro ciclo de viagens após contabilizar exatos 8.254 km rodados pelos estados do Sul e do Centro-Oeste. Totalmente renovado, o ContiRoadShow visitou 49 revendas oficiais da marca e recebeu mais de 2.800 visitantes. Idealizado a partir do conceito do ContiLifeCycle, a solução para a gestão de toda a vida dos pneus de carga da Continental, o interior do ContiRoadShow foi reformado para incorporar a família ContiHybrid, os pneus recapados com as bandas ContiTread e o pneu conceito ContiFutureMotion. Também está em exibição o sistema de monitoramento ContiPressureCheck. Em tempo real, por meio de radiofrequência, ele fornece ao motorista informações sobre a temperatura e a pressão de cada pneu do veículo. Sinais sonoros alertam o condutor sobre eventuais problemas relacionados à operação dos pneus antes que eles se tornem críticos. “Nós consideramos o ônibus como um importante centro educacional capaz não só de divulgar nossos produtos e serviços, mas também de apresentar os nossos diferenciais de inovação e de tecnologia através de uma experiência enriquecedora”, explica Daniel Vasconcelos, gerente nacional de vendas (linha pesada) da Continental Pneus Brasil.

Pirelli lança pneu agrícola PDR:22 A Pirelli chegou à Expointer 2016, maior evento agrícola da região sul do Brasil, com novidades: o PDR:22, que marca a entrada da Pirelli no segmento de tratores de média e alta potência que atuam em solos alagadiços e em culturas de arroz. O PDR:22 nasceu a partir de uma demanda do mercado, que tinha poucas opções para tratores de média e alta potência


que atuam em culturas de arroz e terrenos alagadiços. Suas barras de tração possuem o dobro do tamanho das da linha PHP e apontam para o centro do pneu, gerando mais tração, durabilidade e conforto, mesmo neste tipo de solo. Além disso, a estrutura do PDR:22 conta com a exclusiva tecnologia PHP, que aprimora o contato da banda de rodagem com o solo, garantido mais dirigibilidade e conforto. A estrutura radial do PDR:22 apresenta geometria de banda de rodagem em paço de hélice, que gera autolimpeza superior em solos alagados. O pneu conta com um reforço central na banda de rodagem, que proporciona maior proteção à carcaça, mesmo em condições severas, aumentando sua vida útil. Inicialmente, o PDR:22 está disponível na medida 520/85R42, medida exposta na Expointer. A medida 420/90R30 será lançada até o fim do ano. “Não poderíamos ter um palco melhor para o lançamento da linha PDR:22. A cultura de arroz é muito forte no Rio Grande do Sul e o novo pneu vem ao encontro de uma demanda desse nicho de mercado. Temos certeza que a nova linha irá conquistar o exigente público gaúcho”, afirma Alexandre Stucchi, gerente de marketing para pneus agrícolas da Pirelli. Linha radial agrícola PHP - A linha radial agrícola PHP foi outro destaque da Pirelli na Expointer. Projetada de forma a agredir menos o meio ambiente com ganho de rendimento horário, a linha apresenta características como melhor capacidade de tração, redução de emissão de CO2, economia de combustível, menor compactação do solo e melhor dirigibilidade. Os compostos especialmente desenvolvidos para aumentar a vida útil do pneu e a camada de borracha mais larga entre a banda de rodagem e a carcaça oferecem maior resistência a cortes e lacerações durante o plantio e a colheita. Além disso, a banda de rodagem é projetada para expulsar a terra durante o trabalho na lavoura. A Pirelli mostrou os modelos PHP 65, com a medida 600/50R22,5; PHP 70, com a 710/70R38; PHP 1H, com a 900/60R32 e PHP 90, com a 380/90R46. Ainda no segmento agrícola, a fabricante italiana trouxe as linhas HF 85, com a medida 600/50R22.5; MB 39, com a 28.1-26 14 PR; PD 22, com a 18.4-38 14PR; TD 500, com a 7.50-16 8PR; TM 75, com a 13.638 14PR e a 250/80-18 12 PR e a TM 95, com a medida 18.430 10PR. No segmento industrial, a Pirelli traz o CI 84, com a medida 28X9-15 14PR e o PN 16, com a 12-16.5 10PR e o pneu florestal TF:01, com a medida 24.5 R32. Para o segmento de caminhões, o destaque da Pirelli foi o FG:01 Plus, com a medida 295/80R22.5. O maior diferencial dessa linha são os elementos de proteção no fundo dos sulcos, que auxiliam na expulsão de detritos e protegem a carcaça. Ainda para os caminhões, a Pirelli também levou o TG:01, com a medida 13R22.5 e o FR88, com a 295/80R22.5.

Continental inicia a produção das bandas de rodagem ContiTread A Continental iniciou em outubro a produção no Brasil das bandas de rodagem ContiTread™ que são utilizadas em sua recapadora própria, a Best Drive, assim como em sua rede autorizada. As bandas ContiTread se diferenciam por manter as mesmas características de baixo consumo de combustível, alta durabilidade quilométrica, capacidade de escoamento de água e poder de tração dos pneus de carga da marca graças à manutenção do desenho original e ao emprego dos mesmos compostos de fabricação. “A produção da ContiTread no Brasil conferirá mais agilidade ao nosso processo de recapagem e logística de entrega, além de reduzir os custos operacionais, mantendo o elevado nível qualidade característico de nossos produtos”, explica Fernando Peruzzo, gerente de recapagem da Continental Pneus. As bandas ContiTread são oferecidas em 12 diferentes desenhos: HSR, HSR2 SA, HTR2 SA, LSR1, HDR2 SA, HDR1, HTL Eco Plus, HSU1, LSU1, HSC1,HSC e HDC1. “Nosso atual portfolio contempla pneus nas mais diversas opções de medidas para os segmentos de longa distância, tráfego regional, tráfego urbano e construção. Elas estão disponíveis em diversas larguras, sendo compatíveis com as diferentes carcaças disponíveis no mercado. “Ainda este ano introduziremos mais dois novos modelos: o Conti Hybrid HS3 e o Conti Hybrid LA3”, complementa Fernando Peruzzo. Em operação há quase um ano, a Best Drive é a primeira recapadora da Continental Pneus no Brasil e na América do Sul. Ocupando uma área total de 1.800 m2 na cidade de Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo, ela está preparada para produzir 1.500 pneus recapados para caminhões e ônibus por mês. A planta foi já foi projetada levando em consideração uma possível expansão para até 5.000 unidades/mês mantendo o mesmo layout e maquinário. Com um volume de 8,8 milhões de pneus de carga reformados por ano, o Brasil é o segundo maior mercado mundial neste segmento, atrás apenas dos Estados Unidos. Segundo dados da Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneus (ABR), o setor movimenta anualmente cerca de R$ 5 bilhões, possui 1.257 reformadoras de pneus comerciais, 18 fornecedores de matériaprima e gera mais de 40.000 mil empregos diretos. BORRACHAAtual- -41 41 BORRACHAAtual


Pneus Dentre as tecnologias empregadas estão a SATT*, HETT* e HWTT*, que influenciam diretamente no aumento da resistência a impactos, reduzem a suscetibilidade a deformações e garantem maior rapidez na montagem e desmontagem do pneu da roda. Tudo isso aliado a materiais de alta tecnologia resulta em um pneu com construção da banda de rodagem que reduz a distância de frenagem e aprimora a dirigibilidade do veículo, além do alto rendimento quilométrico e de nível de reconstrução.

Foto: Rodrigo Ruiz

Pirelli apresenta fábrica de Gravataí a pilotos da Fórmula Truck A planta de Gravataí, na grande Porto Alegre, recebeu no dia primeiro de setembro, pela primeira vez, 15 pilotos da Fórmula Truck, chefes de equipe e colaboradores da categoria. Os pilotos foram recebidos por Murilo Fonseca, CEO da Pirelli Industrial, e por Gilberto Gil, diretor da planta. A modalidade, que compete em seu primeiro ano com a fornecedora de pneus, fez a sua sétima etapa de 2016 com o pneu FR:01, modelo desenvolvido para uso rodoviário de todos os modelos de caminhão e ônibus e que também equipa os caminhões da categoria durante a inteira temporada da competição. Localizada em Gravataí, a unidade fabril foi fundada em 1976, emprega cerca de 2.500 funcionários e é responsável pela produção de pneus da linha agrícola, truck radial e convencional e para motos e bicicletas. Dentre os pneus produzidos, está o FR:01, modelo da Série 01 usado pela Fórmula Truck na medida 295/80R22,5, tanto na versão de pista seca, com banda de rodagem raspada, quanto para asfalto molhado sem sofrer modificação. “Queremos mostrar os detalhes do nosso compromisso tecnológico e produtivo para oferecer um produto que garante performance, durabilidade e segurança para estes campeões e para também os nossos clientes”, declarou Murilo Fonseca, CEO da Pirelli Industrial durante a visita. “A Pirelli está honrada em receber estes pilotos, que apresentam em cada corrida o grande desempenho do nosso produto”, concluiu Murilo Fonseca. Desenvolvido no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da fabricante no Brasil em Santo André (SP), o FR:01 leva em sua composição e construção o que há de mais moderno em tecnologia elaborada, também, na matriz italiana da Pirelli. O pneu foi feito para atender aplicações de caminhões e ônibus, para transporte de carga e passageiros, levando em consideração as condições sul-americanas de uso. 4242-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

Saído das ruas e estradas direto para as pistas de corrida, o FR:01 representa a entrada da Pirelli em uma das últimas competições em que não estava presente na América Latina. Só no Brasil, são mais de 10 mil pneus fornecidos neste ano, passando por categorias como a Fórmula Truck, Stock Car, Campeonato Brasileiro de Marcas, Porsche Cup, Campeonato Brasileiro de Turismo, Mercedes-Benz Challenge, Fórmula 3 e MIT Rally, SuperBike Series e Campeonato Brasileiro de Motocross.

Vipal reforma 5 milhões de pneus com a garantia RQG A Reforma Qualificada e Garantida da Vipal acaba de chegar em uma importante marca: 5 milhões de pneus reformados. O RQG é a mais completa garantia para reforma de pneus do mercado, garantindo até a terceira reforma, incluindo a carcaça, pneus das 15 principais marcas de pneus para caminhões e ônibus comercializadas no Brasil. Criada em 1997, quando do início das atividades da Vipal Rede Autorizada, consolidou-se desde lá como um dos mais relevantes serviços oferecidos no segmento de reforma de pneus no Brasil. As marcas homologadas pelo Centro de Pesquisas e Tecnologia da Vipal (CPT), para o programa RQG são: Fate, Bridgestone, Firestone, Goodyear, Michelin, Pirelli, Toyo, Continental, Dunlop, General, BFGoodrich, Sumitomo, Hankook, Yokohama e Marshal. Segundo dados da ABR – Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneus, a reforma de pneus repõe no mercado brasileiro mais de 8 milhões de pneus da linha caminhão/ônibus por ano, gerando um faturamento ao mercado de R$ 5 bilhões/ ano, englobando reforma, matéria-prima e equipamentos, enquanto a indústria de pneus novos repõe 6 milhões para o mesmo setor. “Toda reforma de pneu deve ser garantida. A diferença é a extensão da garantia. As concorrentes possuem garantias, mas sem muita relevância no mercado. Os fabricantes de pneus também possuem garantias, mas somente da sua marca. O diferencial da Vipal é que o RQG é mais amplo por garantir a carcaça de outras marcas e por garantir até a terceira reforma”, explica Leandro Paim, Gerente de Assistência Técnica da Vipal.


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Notas e Negócios

Goodyear lança campanha com o Bayern de Munique Para marcar o início de temporada da Bundesliga, o campeonato alemão de futebol, a Goodyear investiu em campanha de TV que apresenta grandes nomes do FC Bayern de Munique, como David Alaba, Philipp Lahm, Javi Martínez, Franck Ribéry e Arjen Robben. A propaganda foi desenvolvida para celebrar a excelente parceria entre a Goodyear e o clube alemão, que assinaram no ano passado um contrato plurianual que inclui a publicidade no perímetro do campo em todas as partidas do campeonato daquele país jogadas em casa, bem como outros direitos publicitários. A parceria Platinum entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2016. Com a participação de grandes nomes do famoso clube de futebol, a campanha veiculada na TV alemã destaca a máxima que as duas marcas têm em comum: “para se tornar o melhor, você tem de avançar uma milha extra”. O vídeo enfatiza a determinação da Goodyear e do Bayern de Munique e os esforços de suas equipes para trabalharem na direção de um objetivo. “Isso mostra o árduo treinamento dos atletas do clube alemão, determinados a vencerem no gramado, bem como a paixão da equipe de Pesquisa e Desenvolvimento da Goodyear, concentrada em oferecer pneus premiados de alta performance”, afirma Martijn de Jonge, diretor de marca da Goodyear para a Europa.

Astronautas utilizam Plástico Verde da Braskem O Plástico Verde da cana-de-açúcar agora é utilizado para a criação de peças no espaço, graças a uma parceria da Braskem com a Made In Space, empresa norte-americana líder no desenvolvimento de impressoras 3D para operação em gravidade zero e fornecedora da Nasa. A tecnologia permite a manufatura de ferramentas e peças de reposição no espaço em resina de origem renovável, dando mais autonomia às missões espaciais. A primeira peça com a matéria-prima criada fora da Terra foi um conector de tubos para irrigação de vegetais fabricado na Additive Manufacturing Facility (AMF), primeira impressora 3D comercial permanentemente alocada no espaço. O equipamento, que irá confeccionar diversos tipos de peças com o Plástico Verde I’m green™, está na Estação Espacial Internacional (International Space Station – ISS) e foi desenvolvido pela Made In Space com o apoio da CASIS (Center for the Advancement of Science in Space). Há mais de um ano, a equipe de Inovação e Tecnologia da Braskem trabalha ao lado da Made In Space no desenvolvimento de uma solução em Polietileno Verde para a impressão 3D em ambientes de gravidade zero. A parceria possibilita aos astronautas receber, no espaço, um e-mail com o design digital de peças e imprimi-las, 44- BORRACHAAtual

gerando uma redução drástica de tempo e de custos. “Com essa parceria, combinamos uma das grandes inovações em polímeros, o Polietileno Verde, com alta tecnologia espacial para a impressão 3D de objetos em gravidade zero. Ter um polímero renovável para impressão no espaço é um marco em nossa história”, diz Patrick Teyssonneyre, diretor de Inovação e Tecnologia da companhia. O Plástico Verde I’m green™ da Braskem foi escolhido para o projeto por reunir características como flexibilidade, resistência química e reciclabilidade, além de ser de fonte renovável. Há grande expectativa sobre os benefícios do projeto, já que a impressão 3D no espaço foi definida pela Nasa como um dos avanços essenciais para uma eventual missão a Marte. “A capacidade de imprimir peças e ferramentas em 3D sob demanda aumenta a confiabilidade e segurança de missões espaciais. Essa parceria com a Braskem é fundamental para a diversificação de matérias-primas usadas na AMF e, assim, tornar a impressão mais robusta e versátil”, afirma Andrew Rush, presidente da Made In Space. A tecnologia da Braskem também está presente na estrutura da impressora. A mesa de impressão do equipamento é feita de Polietileno de Ultra-Alto Peso Molecular (UHMWPE), conhecido pela marca UTEC®. A resina se destaca por proporcionar melhor aderência na impressão com Polietileno Verde e oferece propriedades mecânicas, tais como elevada resistência à abrasão e ao impacto. O projeto deverá impulsionar o desenvolvimento de soluções que vão além da manufatura no espaço, criando oportunidades de inovação com o uso de poliolefinas. A área de inovação da Braskem está preparada para criar, em parceria com seus clientes, soluções em Polietileno Verde e torná-las específicas para impressão 3D. “A tecnologia tem o potencial de impactar a cadeia do plástico, por meio da viabilização de novas aplicações e da personalização em massa feita com uma matéria-prima de fonte renovável”, afirma Gustavo Sergi, diretor de Químicos Renováveis da empresa. Reforçando a importância do PE Verde com relação ao seu aspecto ambiental, uma nova Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) do Polietileno Verde I’m green™ apontou para uma captura 2,78 toneladas de CO2 para cada tonelada de resina de origem renovável produzida. O estudo foi realizado pela consultoria ACV Brasil e com revisão técnica de um painel composto pelo Institute for Energy and Environmental Research GmbH (IFEU) e pela Michigan State.

Bayer, Braskem e Pacifil Brasil anunciam parceria Parceria firmada entre a Braskem e a Bayer, fabricante de insumos agrícolas, passa a viabilizar o serviço de silo bolsa, fabricado pela Pacifil, aos produtores por meio do Programa de Pontos da Bayer. Com o alto rendimento no campo, o agronegócio brasileiro sofre com carência de infraestrutura para estocar


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Notas e Negócios grãos, já que os silos convencionais – de metal e alvenaria – têm alto custo de instalação e demandam importantes investimentos. Daí a ideia de incluir o silo bolsa – tubo flexível de plástico – no programa de relacionamento da Bayer. O silo bolsa é um túnel flexível de polietileno, com 2,75 metros de diâmetro e até 100 metros de cumprimento, cria uma atmosfera livre de oxigênio que impede o desenvolvimento de pragas e insetos, mantendo a qualidade do produto estocado. Cada bolsa armazena até 200 toneladas e pode ser instalada na própria lavoura. A solução já é usada há décadas em países como Estados Unidos, Uruguai e Argentina, sendo neste último responsável pela armazenagem de 45 a 50% da produção de grãos no país. “Nesse cenário, esta ferramenta aparece como uma solução viável tanto do ponto de vista técnico quanto do econômico, já que é de fácil instalação e reduz o custo operacional, agilizando a logística da colheita e melhorando a capacidade de armazenamento. Além disso, permite a separação dos grãos de acordo com suas características e qualidade, o que facilita a comercialização”, afirma Gustavo Borrat Bazzano, diretor comercial da Pacifil. De acordo com Ivan Moreno, diretor de Acesso ao Mercado da Bayer, a parceria enfatiza, principalmente, a importância da integração dos elos do agronegócio, e a ideia de uni-los à rede para a construção de um setor mais forte. “Como uma das grandes dificuldades do agricultor é a logística da armazenagem do grão, este tipo de serviço proporciona um mecanismo para fugir da volatilidade do mercado, pois o produtor pode guardar a produção e comercializar quando o setor estiver mais rentável.” O executivo acrescenta ainda que os silos bolsas reduzem o custo da armazenagem terceirizada e ajudam o produtor a manejar melhor o negócio da safra. Em 2016 o Programa de Pontos da Bayer completou um ano de atividades e atingiu a marca de mais de um bilhão de pontos resgatados por mais de 70 mil produtores brasileiros inscritos. Seu funcionamento é simples: agricultores que compram insumos agrícolas com distribuidores somam um ponto a cada R$ 1 investido em produtos, podendo trocá-los por serviços e produtos agronômicos. Há sete anos, a Pacifil e a Braskem trabalham no desenvolvimento de soluções para o agronegócio, um dos principais negócios para a petroquímica. “Ao garantir a estocagem dos grãos, o silo bolsa permite ao agricultor escolher o melhor momento de vender a produção e maximizar seu resultado financeiro. O Programa de Fidelidade é mais um canal que facilita o acesso do produtor a esta excelente solução de armazenagem”, comenta Ana Paiva, da área de Desenvolvimento de Mercado para o Agronegócio da Braskem.

Nova tecnologia permite gestão online da condução Frotistas ganham importante ferramenta para saber a real situação dos seus veículos quando eles estão nas 46- BORRACHAAtual

Complexo Petroquímico Braskem-Idesa, México

rodovias. O VDO On Board, lançado pelo grupo Continental, solução de gerenciamento de frotas baseada no tacógrafo digital, permite ao frotista uma gestão online dos seus veículos através de informações confiáveis e em linha com a legislação vigente. O sistema aponta ao gestor da frota - através de uma plataforma online (em nuvem) - o perfil de direção do condutor de um caminhão, ônibus ou van, informando os níveis de aceleração, frenagem, rotação do motor, dentre outros dados. “A nossa solução permite ao frotista a redução sustentável dos custos operacionais com a frota. O VDO On Board eleva a eficiência da frota e ajuda na redução de custos com combustível e manutenção”, diz Júlio Gatti, Diretor da unidade CVAM (Commercial Vehicle & Aftermarket) do Grupo Continental. Segundo o executivo, a tecnologia também contribui para o gerenciamento eficaz da logística, otimizando o planejamento de entregas a partir do momento em que o frotista sabe do local em que seus veículos estão. “Através de relatórios gerenciais, é possível planejar as rotas de uma maneira mais fácil e econômica”, ressalta Gatti. O VDO On Board tem um custo extremamente acessível ao frotista, podendo ser comparado com uma assinatura básica de telefone celular. O sistema do VDO On Board é 100% web e pode ser acessado de qualquer localidade com internet, sem exigir do frotista uma infraestrutura própria de TI. Todos os dados, backups e atualizações de software são gerenciados pelo sistema. Com isso, frotas com diversas garagens não precisam mais de infraestrutura de TI dedicada em cada unidade, afinal, os dados estão sempre disponíveis em nuvem. Além disso, a tecnologia da Continental permite uma integração de sistemas, ou seja, o VDO On Board realiza a integração de sistemas via WebService para que os dados do tacógrafo sejam utilizados no ERP ou outros provedores de serviço do frotista.

Rinaldi comemora 47 anos de história em boa situação No dia 28 de agosto de 2016 a Rinaldi, fabricante de pneus e câmaras de ar, completou 47 anos de atividade com muito o que comemorar. A empresa situada em Bento Gonçalves (RS) vive o fortalecimento da marca mesmo diante do cenário econômico e político instável do país, tanto que ampliou investimentos, exportação e a geração de novos empregos.


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Notas e Negócios “Temos muito o que comemorar e agradecer aos nossos colaboradores, parceiros e clientes”, afirma Luiz Sella, diretor da Rinaldi. “O mercado é muito dinâmico e é preciso estar em constante evolução. Estamos prestes a conquistar meio século de história e superamos inúmeros desafios para chegar até aqui”, continua, destacando os pilares do sucesso. “O primeiro fator que faz uma empresa ser reconhecida é a qualidade, e nós queremos – e podemos – sempre melhorar. Outro ponto fundamental é que temos por trás da marca uma equipe comprometida e em busca de novos profissionais do segmento, tanto que a fábrica nunca parou de contratar, assim como de investir em treinamentos, maquinários e tecnologia”, continua. Referência em solo nacional, a Rinaldi amplia território a cada ano. “O mundo é muito grande e temos como objetivo ampliar a exportação dos nossos produtos, que já têm participação significativa nos mercados da América do Sul e da Europa. Iniciamos a parceria com outros países, como os Estados Unidos, que terão resultados importantes em breve. Quanto ao mercado brasileiro, nos últimos 20 anos cresceu bastante o número de fabricantes nacionais no segmento de pneus, porém os nossos diferenciais são a qualidade e o leque variado de produtos. Com essa receita, conquistamos a nossa situação atual, que é muito privilegiada”, diz o executivo A marca ainda é lembrada como grande incentivadora do esporte, por meio de patrocínio aos principais atletas, eventos e equipes do motociclismo nacional. “O esporte reforça valores que a Rinaldi preza, como disciplina, comprometimento e paixão pelo que fazemos, e também traz qualidade de vida e saúde. Todos ganham com a iniciativa. A fábrica ainda consegue mostrar na prática a qualidade e a durabilidade dos seus produtos, já que as provas são em eficientes campos de testes”, explica Sella. Investimentos na área da qualidade - A busca pela excelência nunca para. A Rinaldi reforçou os investimentos na área da qualidade na fábrica de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. As melhorias foram aplicadas em todos os níveis de atuação do departamento, desde a contratação de profissionais especializados para reforçar a equipe até ações que visam certificações nacionais e internacionais e o desenvolvimento de novos produtos. “A Rinaldi já apresenta ótimos números de mercado, o que demonstra a grande aceitação dos pneus e das câmaras de ar. Contudo, estamos reforçando nossa presença no território nacional e no exterior”, explicou Silvio Grecco, engenheiro de produto do departamento de qualidade da Rinaldi. Com 30 anos de experiência na área, ele foi contratado neste ano pela fábrica. A Rinaldi é certificada pelo Sistema de Gestão da Qualidade ISO 9001 desde 2006. No início de 2017, passará por nova auditoria para atualização da norma ISO 9001. A fábrica possui o reconhecimento do INMETRO em 12 famílias de pneus, totalizando 64 modelos certificados conforme as exigências do órgão nacional, e ainda desenvolve o programa interno De Olho Na Qualidade, que envolve todos os colaboradores. No mercado externo, é certificada na Argentina (INTI) e na Europa (UN/ECE Regulation nº 75). “Além das certificações e atualizações nacionais, a Rinaldi trabalha 48- BORRACHAAtual

para estar em conformidade com as normas de outros países. Estamos em processo de certificação com o DOT (Department of Transportation) para também exportar os produtos para os Estados Unidos e o Canadá. Paralelamente, estamos testando novos compostos e trabalhando no desenvolvimento de novos produtos”, antecipou Grecco. A busca constante pela evolução é observada em todos os projetos. “Na parte on-road, por exemplo, a produção dos modelos HB 37 está bastante eficaz. Atingimos padrões de qualidade com excelência e agora estamos trabalhando para otimiza-los, mesmo nas medidas recém-lançadas. No off-road, contamos com os pilotos do Team Rinaldi para testar os produtos nas competições mais duras do motociclismo. Quem ganha é sempre o consumidor final, já que este é o principal objetivo dessa busca constante pela excelência”, concluiu. Empresa expõe pneus e câmaras de ar na feira alemã Intermot - A Rinaldi aproveitou a presença na Intermot 2016, Feira Internacional para Motos, Scooters e Bicicletas Elétricas, realizada entre os dias 5 e 9 de outubro em Colônia, na Alemanha, para expor em seu estande os pneus on-road HB 37 e modelos da linha off-road, além de câmaras de ar convencionais e reforçadas. “O nosso objetivo foi prospectar novos clientes e aquecer ainda mais os negócios no mercado externo”, afirmou Luciane Passaia, do departamento de exportação da Rinaldi. “Lançamos na Europa os pneus HB 37 nas medidas 90/90-12, 100/90-10 e 120/70-13, direcionadas aos usuários de scooter. O modelo é para uso sem câmaras de ar, o que é uma grande tendência”, finaliza.

Transportadora gaúcha economiza combustível com banda Vipal A Becker Transportes, de Cerro Largo (RS), realiza testes desde 2015 com bandas de rodagem Vipal e os resultados têm agradado a empresa. Foi verificado 10% de aumento no rendimento quilométrico e 8% de economia de combustível com a utilização da banda VRT2 ECO, desenho exclusivo da Vipal para pneus radiais em eixos de tração. O responsável por apresentar o produto à transportadora e pela sugestão de aplicação dos testes foi o Consultor de Negócios da Vipal, Joel Antoniolli. Por parte da Becker, acompanharam todo o processo o Gerente de Frotas, Jair Frawkukowski, e o Supervisor de Frota, Fernando Brum. Para Brum, os testes foram cumpridos com muito êxito e o resultado foi de sucesso. “Ficamos animados com os testes e com os resultados obtidos. Tivemos uma economia de combustível muito significativa, e isso é muito bom para a empresa. Agora, utilizamos a banda ECO em 100% da nossa frota e estamos muito satisfeitos”, aponta. A versão ECO da VRT2 tem como diferencial a construção da banda, desenvolvida para preservar a


integridade da carcaça do pneu, além de possuir tração adequada para aplicação em trechos de longa distância em pisos pavimentados. A linha ECO, fabricada a partir de um composto de borracha diferenciado, assegura menor resistência ao rolamento, proporcionando economia de combustível. Na análise desenvolvida, cujas medições iniciaram em 2015, foi possível observar os ganhos logo nos primeiros quatro meses. Fundada por Eleonor Oscar Becker, em 1994, a Becker possui 200 veículos e atua nacionalmente nos segmentos rodoviário, sider e graneleiro. A transportadora reforma seus pneus com a Star Pneus, também de Cerro Largo e integrante da Vipal Rede Autorizada.

Japoneses querem investir no Brasil Missão empresarial japonesa, formada por executivos de 12 companhias do setor automotivo daquele país,

visitou São Paulo e Curitiba em outubro, a fim de buscar oportunidades de negócios e avaliar o mercado para futuro estabelecimento de suas operações. À frente do grupo esteve a Japan External Trade Organization (JETRO), organização do governo japonês presente em mais de 50 países que tem a finalidade de promover os investimentos e o comércio exterior em todo o mundo. As empresas japonesas que já mantêm fábricas ou escritórios no Brasil estudam novos investimentos e a expansão de suas atividades no país. As empresas que pretendem iniciar ou aumentar sua atuação em nosso país são: Daifuku Co; Furukawa do Brasil; KBK do Brasil; Mitsuba Corporation; Nifast do Brasil; Nitto Denko Corporation; OSG Sul Americana; Three Bond do Brasil, Tosei Brasil; Usui Kokusai Sangyo Kaisha e Yushiro do Brasil. “As empresas japonesas têm um grande potencial para ajudar o Brasil. Elas reúnem tecnologia e experiência, especialmente, disposição em promover investimentos por aqui”, afirma Atsushi Okubo, membro da JETRO.

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Notas e Negócios

CEO Dr. Stefan Sommer (à direita) e Torsten Gollewski (à esquerda), diretor da recém-fundada Zukunft Ventures GmbH.

A ZF funda unidade de negócios para acelerar a inovação A ZF criou a Zukunft Ventures GmbH, sediada em Friedrichshafen Alemanha, exclusivamente para investir em empresas de tecnologia. O mais novo negócio da ZF abriu suas portas em setembro de 2016 com a missão de identificar companhias que estão envolvidas no desenvolvimento de tecnologias que podem ser relevantes para a ZF. Para startups, em particular, trata-se de uma grande oportunidade para obter capital de investimento adicional. Por outro lado, empresas menores, mas bem estabelecidas, também podem se beneficiar de um parceiro forte como a ZF ao seu lado. Em troca, a ZF terá maior acesso a tecnologias sustentáveis que irá mantê-la um passo à frente da concorrência. “A Zukunft Ventures GmbH nos ajudará a preencher as lacunas tecnológicas de forma mais rápida e ingressar em novos segmentos de negócios”, diz o Dr. Stefan Sommer, CEO da ZF Friedrichshafen AG. A ZF já oferece todas as tecnologias necessárias para a condução autônoma em carros de passeio e veículos comerciais. “Para garantir essa posição e trabalhar a longo prazo, precisamos acessar rapidamente tecnologias inovadoras”, acrescenta Sommer. “A Zukunft Ventures é uma ferramenta rápida e flexível, que permitirá que as empresas mantenham o ritmo da inovação”. Investir em outras empresas tem sido uma prática comum há muito tempo entre as empresas de capital de risco na indústria. Modelos atuais incluem menores investimentos de um estoque de capital limitado, independentemente do núcleo de negócios do investidor, estratégicos com acordos de exclusividade, ou ntegração completa. No entanto, com a criação da Zukunft Ventures GmbH, a ZF está seguindo um caminho diferente. O objetivo é o de seguir uma abordagem equilibrada e flexível, adaptada para inversões específicas. Isso envolve, por exemplo, quantidades maiores de capital, fornecendo o máximo apoio possível ara o parceiro de investimento, com foco rigoroso sobre as demandas de mercado. Isso permite que as tecnologias tenham um máximo impacto no mercado e assegura a rápida inovação para ambos os parceiros. 50- BORRACHAAtual

É por isso que a nova companhia da ZF não tem uma quantidade fixa de orçamento. “Podemos ir mais alto quando e se surgir a oportunidade”, acrescenta Torsten Gollewski, diretor gerente da Zukunft Ventures GmbH. Desde junho de 2016, Gollewski tem encabeçado a Engenharia Avançada e Design da ZF Friedrichshafen AG, e é responsável pela expansão estratégica das áreas de especialização da empresa, o que foi alcançado, em parte, através de aportes financeiros. “Trabalhando desta forma, seguimos nossa estratégia, deixando a responsabilidade empresarial com as respectivas empresas, pois nós não queremos retirá-las do mercado”, afirma Gollewski. A Zukunft Ventures não tem restrições tecnológicas nem geográficas. A missão da empresa é investir em tecnologias futuras significativas, com o objetivo de que os negócios existentes inovarão e posteriormente desenvolverão ou irão acelerar os processos disruptivos. “Estamos, portanto, olhando para as empresas em todo o mundo, do Vale do Silício, região da Ásia, Israel bem como Berlim e outros lugares na Europa”, explica Gollewski. Recentemente a ZF investiu em diversas empresas de tecnologia, incluindo uma quota de 40% da Ibeo situada em Hamburgo. Juntas, a ZF e a Ibeo estão desenvolvendo uma nova geração de sensores LIDAR. A ZF também adquiriu uma quota de 40% da empresa de software doubleSlash, que já é um fornecedor estratégico da ZF e impulsionará o conhecimento no campo das redes de veículo. Esta operação será agora conduzida pela Zukunft Ventures.

Continental Pneus investe na pesquisa de borracha natural a partir do dente-de-leão A Continental planeja expandir seu projeto batizado de Taraxagum e conduzido em colaboração com o IME Fraunhofer Institute, com o Julius Kühn Institute e com os especialistas em desenvolvimento de plantas de ESKUSA, em Parkstetten, na Alemanha, com a construção de um centro de pesquisa para a industrialização do cultivo e processamento da borracha oriunda do dente-de-leão. A Continental Pneus investirá aproximadamente € 35 milhões na primeira fase do projeto. “A construção do Laboratório Taraxagum é parte de nosso consistente esforço de implementação da estratégia de crescimento de longo prazo ‘Visão 2025’, que envolve pesados investimentos em nossas capacidades de produção e de pesquisa”, afirma Burkhardt Köller, chairman do Management Board da Continental Reifen Deutschland GmbH e chefe do Controlling na Divisão de Pneus da Continental. “Com o Laboratório Taraxagum alcançamos um marco nesse projeto”, explica o Dr. Andreas Topp, chefe de material e de desenvolvimento de processos bem como de industrialização de pneus da Continental. “Esse projeto excitante tem sido desenvolvido em um ritmo promissor.


Uma pequena série de pneus Taraxagum, com a banda feita integralmente de borracha de dente-de-leão, foi testada contra pneus convencionais feitos de borracha natural e os resultados foram extremamente positivos. Agora, nós queremos avançar para a produção em série de Taraxagum e com o novo laboratório estamos criando as fundações para isso”. A Continental começou a trabalhar no desenvolvimento de Taraxagum há cerca de cinco anos. O dente-de-leão russo foi cultivado de modo a poder ser produzido em maiores quantidades do que a borracha tradicional derivadas das árvores tropicais. Novos processos e métodos de produção também estão sendo desenvolvidos para produzir a borracha empregada na produção de pneus e de outros produtos a partir da seiva de látex da raiz da planta. Nas experiências iniciais, a Continental produziu pneus de inverno para carros de passeio e autopeças. O dentede-leão também pode ser cultivado no Norte e no Oeste da Europa, fazendo com que seja muito mais curta a rota de transporte entre os locais de produção no continente, contribuindo assim para um uso sustentável e socialmente viável dos recursos existentes. Os institutos e as empresas envolvidas no projeto já receberam prêmios internacionais de reconhecimento pelo progresso feito. Em 2014, por exemplo, o projeto recebeu o Green Tec Awards e, em 2015, foi agraciado com o prêmio Joseph von Fraunhofer da Sociedade Fraunhofer.

Bridgestone inaugura centro de distribuição A Bridgestone inaugurou em setembro o Centro de Distribuição Ecopia, na cidade de Mauá (SP). O espaço, que possui certificação Green Building, tem capacidade de armazenar um grande volume de produtos e agilizar o processo logístico de distribuição da companhia, que tem duas fábricas de pneus, em Santo André (SP) e Camaçari (BA), e outras duas de bandas da Bandag, em Campinas (SP) e Mafra (SC). Com uma área total construída de 44.000 m², o novo Centro de Distribuição conta com 40 docas de recebimento e expedição que aumentam a velocidade e a quantidade de janelas de carregamento. Além disso, o centro possui uma grande área interna para manobra de veículos e pátio de estacionamento com piso blocado. Os motoristas dos caminhões também possuem um espaço de recepção exclusivo com chuveiro e refeitório. Segundo Lafaiete Oliveira, diretor de Supply Chain da Bridgestone, a implementação do CD Ecopia foi planejada inteiramente para se obter uma distribuição mais eficiente e dinâmica. “Usamos as principais tecnologias do setor para construir um espaço de excelência. Além de um layout moderno que possibilita um grande aumento de produtividade da companhia, o Centro Ecopia possui o selo Green Building.”

O certificado Green Building é concedido pelo U.S. Green Building Council, uma organização sem fins lucrativos, com sede em Washington, nos Estados Unidos, que tem o objetivo de promover a sustentabilidade ambiental de edifícios. Para adquirir esta classificação, o Centro Ecopia reutiliza e recicla seus materiais, reaproveita inteiramente sua água e ainda apresenta eficiência energética dos produtos destinados à iluminação. O nome do Centro de Distribuição foi escolhido com base na linha de pneus da Bridgestone chamada Ecopia (com apelo ecológico), cujos produtos são projetados com materiais que minimizam a resistência ao rolamento, aumentam a eficiência energética e ajudam a diminuir a emissão de dióxido de carbono (CO2).

Raul Anselmo Randon

Raul Randon receberá Laurea Honoris Causa na Itália O fundador e presidente do Conselho de Administração das Empresas Randon, Raul Anselmo Randon, foi indicado pela Universidade italiana de Pádua para receber a Láurea Honoris Causa em Ingegneria Gestionale, pelo seu perfil como empreendedor nacional no âmbito social. A comunicação foi feita por Rosario Rizzuto, reitor da Universidade, instituição rigorosa na seleção e que concede apenas duas Laureas Honoris Causas por ano, sendo as últimas dedicadas ao diretor de cinema Steven Spielberg e ao Prêmio Nobel da Paz, Malala Yousafzai. Raul Randon é o primeiro empreendedor brasileiro a receber a Laurea Honoris Causa da Universidade de Pádua e o segundo brasileiro na história da Universidade: o primeiro foi o escritor Jorge Amado, em 1996. Surpreso e comovido com a notícia, que recebeu durante sua estada na Itália, Raul Randon disse sentirse honrado que uma das mais renomadas universidades europeias tenha decidido dedicar-lhe um reconhecimento tão raro e importante. A cerimônia solene deverá acontecer entre março e abril de 2017, quando Raul Anselmo Randon passará a exibir o título de “Dott. Ing.” (Doutor Engenheiro). BORRACHAAtual - 51


ABTB

Na edição anterior destacamos o nosso Congresso Brasileiro de Tecnologia da Borracha, que está em sua 16º edição, e é realizado bienalmente por uma equipe específica para este fim. Inovando a ABTB concedeu um espaço e apoiou o primeiro Encontro Científico de Tecnologia da Borracha Brasil-Alemanha-Polônia, onde estudantes, professores e pesquisadores apresentaram as principais linhas de pesquisa realizadas em suas entidades. Nesta oportunidade desejamos apresentar os colaboradores que auxiliaram mais um ano a ABTB cumprir seus objetivos. Ao longo destes 41 anos de sua fundação, a associação conta com uma diretoria composta por empresários do setor atuando de forma voluntária, com seus associados físicos e jurídicos e pessoas e empresas do segmento que se identificam com sua missão somando forças para que possa congregar todos os que no Brasil se dedicam à tecnologia da borracha e atividades afins, promover o progresso e a divulgação dos conhecimentos de tecnologia da borracha, por meio de reuniões de estudo, pesquisas, cursos, seminários, congressos, publicações e manter intercâmbio com técnicos e associações técnicas, universidades e centros de pesquisas brasileiros e congêneres no estrangeiro. A ABTB atua nos polos de Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul e desde 2014 está atuando no polo de Minas Gerais com o apoio do Sinborminas na figura do seu presidente e tradicional empresário do setor, Sr. Roland Von Urban e do Senai Contagem CFP Euvaldo Lodi. Entre Congresso, Encontros Tecnológicos, Cursos e Workshops a informação foi difundida a 922 pessoas representando as empresas: ABC Borrachas, ABF, Andino, Arbolite, Ameron, ASFI, CBPol, Agel Anéis, Arlanxeo, Amazonas, Anilbras, Artbor, Bins, Basile Química, Bins, Birla Carbon, Borbonite, Borracha Brasil, Borrachas N S O, Borrachas PCR, Borrachas Planalto, Borrachas Wolf, Borroz, Brentag, Borvultex, Brentag, Cabot, Camelback, Caribor, Centro Federal de Educação Tecnológica MG, Cia do Metropolitano de SP, Cia. Siderúrgica Nacional, CNH Industrial, Controil, Consultores, Continental, Copé, Convip, Cya, Dalton, Daikin, Decabor, Delquímica, Dicetti, Dinaflex, Del Rey Minerals, DTR VMS Brasil, Ecobor, Ecope, Evasola, Embralec, Flexlab, Frenzel, Fiat Chrysler, Fragon, Freios Controil, Have e Boecker, Gates, Hard Com. Fixadores, Gato Elastômeros GM, GMSM/Flatway, Hypermaq, Inabor, Indubor, Ingabor, Inoquímica, Instituto Federal de Pernambuco, Ion Compostos, Interquímica, Instituto Senai, Iveco, Instituto Politécnico, Jacto, Joaneta, Killing, Kuraray, Lev Termoplásticos, Lion Polimers, LPM, LT Químicos, Luciane tecnologia em vedações, Magma-Mix, 52- BORRACHAAtual

Marangoni, MGBor, Molinaplast, Mvem Ind. Com., Mercur, Microjuntas, Microniza, MSM Solados, Newplac, Netzsch, Nitriflex, Nitrile, NGT, Nynas, OM Ind. Com. Artefatos, Parabor, Pirelli, Pinheiro e Santos Ltda, Plena, Pollyrubber, Progomme, Proquitec, PUCRS, Pirelli, Prisma Montelur, Progomme, PUCRS, quantiQ, Quisvi Química, Ragobor, Retilox, Real Polymers, Reval Bombas, Revista Borracha Atual, Rhodia/Solvay, Ritz MG, Ruberplast, Rubber Trade, Rubberflex, Rubberart, Rebor, Reweflon, Rinaldi, RPD Borrachas AMW Borrachas, Roffebor, SENAI Euvaldo Lodi, SENAI Mário Amato, TA Insctruments, Seriac, SI Group, Stick, Techseal, Tec Revest, UFMG, UMA, Unifesp, USP, UFRGS, Unique, Valbrasil Service, Vibtech Indl, Viflex, Vizatech, Vipal, Vibor Borrachas, V.R. Prods. p/ calçados, Weatherford, Wutec, Zaccaria. e contando com o patrocínio das empresas Arlanxeo, Cya, Daikin, Kuaray, Nynas, Rhodia/Solvay, Sinborminas, Sinborsul, Apoio FIESC - SENAI/SC - Unidade Joinville, Instituto SENAI de Inovação em Engenharia de Polímeros - Sistema Fiergs e Senai Contagem CFP Euvaldo Lodi. Destacamos a participação do professor Valdemir José Garbim, que se disponibilizou, desde o ano passado, a realizar voluntariamente mais de oito palestras e cursos pela ABTB. Ao total de palestras e cursos nos polos de SP, SC, RS e MG o Prof. Garbim reuniu 400 pessoas. No polo de Santa Catarina houve um recorde de participantes reunindo 98 pessoas para o Curso Básico de Borracha durante dois dias. A pesquisa de opinião reafirmou o sucesso do evento e todos parabenizaram a ABTB por convidar um profissional com uma didática exemplar para apresentar os conteúdos em questão. E abrangendo todos os polos Prof. Garbim atuou também no Rio Grande do Sul através da realização do Workshop da Borracha. Ainda neste ano foi feito um convênio com a Rubber Division, o que é um marco na história da ABTB, pois através dele os estudantes brasileiros poderão ser inscritos, sem custos, como “Students Membership” na Rubber Division recebendo gratuitamente, entre outros benefícios, a assinatura do periódico Rubber Chemistry and Technology. Além disso, a associação dispensará estes mesmos estudantes do pagamento da mensalidade até Dez2017. Para a celebração deste convênio foi necessário um esforço muito grande da ABTB e da Rubber Division, com destaque especial ao Sr. Jorge Battastini, gerente cultural do polo Sul e da Sra. Heather Maimone - Rubber Division, que foram os principais articuladores desta ação. Em 2017 a ABTB sediará as XIV Jornadas Latinoamericanas de Tecnología del Caucho que serão realizadas de 08 a 10 de novembro no Hotel Deville – Porto Alegre/RS - e as Pré Jornadas dias 06 e 07 do mesmo mês no Instituto SENAI de Inovação em Engenharia de Polímeros – São Leopoldo/RS


ABTB 40 anos

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ABTB Contamos com os seguintes associados na gestão 2014/2016 Diretoria Executiva Presidente: Henrique de Oliveira Brito Vice-Presidente: Fernando Genova Diretor Tesoureiro: Lucas Leonardo Suplente de Diretor Tesoureiro: Eduardo Clauson Diretor Secretário: Cleber Fernandes Suplente de Diretor Secretário: Edgar Citrinite Diretor Cultural: Antonio Roberto Demattê Suplente de Diretor Cultural: Miguel Fernando Rovesta

ABTB Regional Sul Gerente Executiva: Viviane Meyer Hammel Lovison Gerente Administrativo: André Mello Guimarães Mautone, Gerente Cultural: Jorge Battastini A ABTB convida-o a conhecer mais detalhes de suas atividades e benefícios em tornar-se associado. Contate-nos e conheça nossas páginas nas redes sociais e website.

São Paulo | abtb@abtb.com.br | (11) 5589.8713 Regionais Sul e SC | abtb_regionalsul@abtb.com.br | (51) 3589.6673 | Minais Gerais | abtb@abtb.com.br | (11) 5589.8713 w w w . a b t b . c o m . b r | fc.com/abtbtecnologia | linkedin.com/in/abtbtecnologia

Mr. Stephen Mariconti Bio – Daikin

DIRETORIA E DRS 54- BORRACHAAtual

Sr. Elyo Caetano Grison

Erich Wolff Dick

ADM ABTB

Bianca Carvalho – Kuraray


ABTB 40 anos

Dr. Markus Hoffmann – Nynas

Marcus Moutinho e Elias Tauchert – Arlanxeo; Antonio Demattê-Rhodia/ Solvay e Guilherme Vaz Roehe – Cya

Prof. Valdemir José Garbim – polo Sul

Prof. Valdemir José Garbim – polo MG

Prof. Valdemir José Garbim – polo SC

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Frases & Frases “O homem somente será o dono do mundo quando decifrar os segredos da mulher. “ Charles Bright

“Toda felicidade que a mão não alcança não passa de sonho.” Josephine Soulary

“Desdenhar os feitos de alguém é menosprezar os seus próprios.” Tony Flags

“Não se contente em admirar as pessoas bondosas. Imite-as.” Sócrates

“Nossa existência se encontra entre duas eternidades.” Timeu

“A responsabilidade de cada um implica dois atos: querer saber e ousar dizer.” Abade Pierre

“A ironia e a inteligência são irmãs de sangue.” Johann Paul Friedrich

“O homem tem muito para saber e pouco para viver. E não vive se nada sabe.” Baltasar Gracian

“A natureza colocou os homens sobre a Terra com poderes limitados e desejos sem limites.” Antoine Rivaroli

“Quanto mais você souber olhar longe no passado, mais verá longe no futuro.” Winston Churchill

“O mundo carrega a menor parte dos males, o homem a maior parte.” Gerhart Hauptmann

“A riqueza consiste na moderação, não no capital; no mérito, não no dinheiro.” Muslah-al-Din Saadi

“Você precisa perder a metade do seu tempo para poder usar bem a outra metade. “ John Locke 56- BORRACHAAtual BORRACHAAtual - 56


Matéria Técnica

Como Calcular a Validade de um Artefato de Borracha Por: Luis Antonio Tormento

Na indústria da borracha muitas vezes nos perguntamos: qual

um período de doze quadrimestres da data de fabricação.

a validade de um artefato moldado de peças elastoméricas?

Em 1984 houve a revisão “A” desta norma que aumentou a

Será esta validade determinada pela validade de seus compo-

validade de doze quadrimestres para quarenta quadrimestres.

nentes ou o conjunto cria uma nova denominação para isso? Em 1989, outro estudo chamado “Vida Útil de Elastômeros” A resposta para estas questões precisa da análise de dois

feito pelos pesquisadores americanos Bruce Boyum e Jerral

fatores:

Rhoads, gerou a primeira versão da norma MIL-HDBK-695. Após estes estudos, em 1995, a primeira norma “A”

O composto elastomérico (borracha) utilizado no

MIL-STD-1523 foi cancelada. Isto gerou muita confusão entre

produto moldado e

as forças armadas. Para solucionar o problema foi criada a

norma ARP5316, que estabeleceu regras claras sobre:

As condições de armazenamento do produto após a

moldagem. •

recomendações de validade (vida útil),

rastreabilidade do material a partir da data de fabricação e

condições gerais de armazenamento.

Validade é o período em que a peça fica armazenada antes de ser montada no equipamento, por exemplo, no caso de uma peça de automóvel, a validade é o período em que ela fica armazenada até ser colocada nesse automóvel. Deste período em diante, a validade será calculada em função de seu uso. Posteriormente surgiu na Europa a norma ISO 2230, cuja versão atual é a do ano de 2002

Um pouco de história sobre a validade de artefatos de borracha

Orientações para a validade de um composto de borracha

Após a Segunda Guerra Mundial, nos EUA, para garantir a qualidade dos artefatos que eram fornecidos para as forças

Como orientação geral para definir a validade de produtos

armadas, foi feito um estudo chamado AFML-TR-67-235 (Air

moldados de borracha, normalmente nos referimos aos

Force Report). Este estudo concluiu que algumas propriedades

dados publicados na Tabela 1, baseados nas normas ISO 2230

de um elastômero melhoravam com o passar do tempo

e SAE ARP 5316 que listam a validade associada ao tipo de

enquanto outras deterioravam enormemente.

elastômero utilizado na fabricação do artefato.

Deste estudo, em 1973, nasceu a norma MIL-STD-1523 que

Os dados de durabilidade dos compostos elastoméricos

estabeleceu como validade para as vedações elastoméricas

mais comuns no mercado estão resumidos na tabela a seguir.

58- BORRACHAAtual


Tabela 1: Validade de compostos elastoméricos Elastômero

Designação ASTM

Validade (em anos)

Butadieno-Acrilonitrila

NBR

15

Policloropreno

CR

15

Fluorcarbono

FKM

Ilimitada

Butilica

IR

Ilimitada

Etileno Propileno

EPM/EPDFM

Ilimitada

Silicone

PVMQ, VMQ

Ilimitada

Fluorsilicone

FVMQ

Ilimitada

Tetrafuoetileno/Preopileno

FEPM

Ilimitada

Perfluorcarbono

FFKM

Ilimitada

Estireno Butadieno

SBR

3

Poliuretano

AU/EU

5

Outros elastômeros por similaridade com a NBR têm sua validade estimada em:

Tabela 2: Validade estimada de compostos elastoméricos Elastômero

Designação ASTM

Validade (em anos)

Poliepicloridrina

ECO/CO

15

Poliacrilato

EAM

15

Etileno Acrilato

AEM

15

Outras condições recomendadas de armazenamento são: •

Temperatura: entre 5ºC e 25ºC e não exceder a 38ºC

Proteger o produto armazenado com ventilação direta e circulação de ar, armazenando de preferência em

Umidade: menor que 75% (AU/EU menor que 65%) quando

embalagem hermética.

não armazenado em embalagens herméticas e seladas. • •

Carga: produtos moldados de borracha devem ser

Luz: proteger das fontes de luz, principalmente da luz solar

armazenados e empacotados de maneira a evitar a

direta e de luz artificial intensa.

deformação da geometria da borracha.

Radiação: os artefatos de borracha devem ser protegidos

Referência

de radiações ionizantes durante seu armazenamento. 1) SAE ARP 5316 •

Ozônio / Oxigênio: evitar armazenar produtos de borracha

2) ISO 2230 3) AFML-TR-67-235

em áreas onde estejam sendo usados equipamentos de

4) MIL-STD-1523

geração de ozônio (motores elétricos, lâmpadas de vapor

5) NP010 – LT Químicos

de mercúrio, equipamentos elétricos de alta tensão).

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Classificados

LT QUÍMICOS

Atuando nos mercados de Borracha e Plástico.

Trabalhando com uma ampla linha de produtos: -

Poliuretanos Sólidos para revestimento de cilindros, petróleo e calçados. Mídias para rebarbação criogência de peças de borracha. Mídias para limpeza de moldes. Equipamentos para rebarbação criogênica e para limpeza de moldes. Aditivos para PVC. Negro de fumo. Óxido de zinco ativo e nano óxido de zinco Av. Pedro Severino Jr. 366 - cj. 35 - São Paulo/SP info@ltquimicos.com.br - www.ltquimicos.com.br Tel: (11)

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2016 SETEMBRO 08.09 • Introdução à Composição e Teste de Elastômeros - Fort Wayne, IN/Rubber Division ACS Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber.org/upcoming-training

15 e 16.09 • Iniciação à Tecnologia da Borracha - Modulus Consultoria Técnica e Treinamentos em Borracha Informações: Evelin Oliveira através dos e-mails treinamentos@modulusconsultoria.com.br / modulus@modulusconsultoria.com.br, Tel/Fax: 55 11-4226 4443 ou www.modulusconsultoria.com.br

23/09 a 01.10 • Curso Eletrônica embarcada de sistemas automotivos e sistemas eletrônicos veiculares Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

27 e 28.09 • Tecnologia da Borracha Aplicada - Akron, OH / Rubber Division ACS Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber.org/upcoming-training

OUTUBRO 07 e 08.10 • Curso Veículos Elétricos e Híbridos Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

10 a 13.10 • 2016 International Elastomer Conference - International Rubber Expo, 190th Technical Meeting & Educational - David L. Lawrence Convention Center, Pittsburgh, PA / USA Informações: www.rubber.org/2016-international-elastomer-conference e www.rubberiec.org

11 a 13.10 Simpósio Educacional - durante a Conferência Internacional Elastomer em Pittsburgh, OH / Rubber Division ACS Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber.org/upcoming-training

11.10 - Introdução à Tecnologia da Borracha para Não-Tecnólogos - Misturadores Internos e Parâmetros de Mistura

12.10 - Moldagem de Borracha

13.10 - Noções Básicas de Silicone - Introdução à Borracha Bonding

13 e 15.10 • VI CONGRESO INTERNACIONAL CAUCHERO - Hotel Chicamocha – Bucaramanga / COLÔMBIA Informações: Confederación Cauchera Colombiana y CENICAUCHO pelo e-mail congresointernacional@confederacion.org ou acesse www.confederacioncauchera.com

14 e 15.10 • Curso Aerodinâmica Veicular Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016 62- BORRACHAAtual

19 a 21.10 • Curso Conceitos Gerais Sobre Torque, Processos de Aperto e Metodologia para Controle do Torque Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

21.10 • Estudo dos Aceleradores de Vulcanização - Modulus Consultoria Técnica e Treinamentos em Borracha Informações: Evelin Oliveira através dos e-mails treinamentos@modulusconsultoria.com.br / modulus@modulusconsultoria.com.br, Tel/Fax: 55 11-4226 4443 ou www.modulusconsultoria.com.br

25 a 27.10 • 25º Congresso e Mostra Internacionais SAE BRASIL de Tecnologia da Mobilidade – Expo Center Norte – São Paulo-SP / Brasil Informações: http://portal.saebrasil.org.br/eventos/congresso

27.10 • V Seminário Borracha Atual Informações: Tel. 11.3044-2609, ou pelo eventos@borrachaatual.com.br ou acesse www.borrachaatual.com.br

NOVEMBRO 02.11 • Cure Química para Borracha - Lansing, MI / Rubber Division ACS Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber.org/upcoming-training 11 e 12.11 • Curso AeroDesign Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016 24 e 25.11 • Formação de Vendedor Técnico para o Mercado de Borracha - Modulus Consultoria Técnica e Treinamentos em Borracha Informações: Evelin Oliveira através dos e-mails treinamentos@modulusconsultoria.com.br / modulus@modulusconsultoria.com.br, Tel/Fax: 55 11-4226 4443 ou www.modulusconsultoria.com.br

DEZEMBRO 05 e 08.12 • India Rubber Industry Forum 2016 - Bengaluru, Karnataka / ÍNDIA Informações: www.technobiz-india.com ou contate Peram Prasada Rao pelo e-mail peram@technobiz-asia.com ou Tels: +91-9492 812 519 / +66-2-933 0077


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Revista Borracha Atual Edição 126