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borrachaatual .com.br Ano XXIII • Nº 134 • Jan/Fev 2018 • ASPA Editora

ISSN 2317-4544

48 Cooper Standard aumenta em 15% sua produção

27 ENI inaugura

fábrica na Coreia do Sul

22 Recuperação anima setor de calçados

04 ENTREVISTA Rodrigo Alonso, gerente senior de vendas e marketing da Dunlop

28 MAQUINATUAL

Hypertherm comemora 50 anos de inovação


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SUMÁRIO

borrachaatual .com.br Ano XXIII • Nº 134 • Jan/Fev 2018 • ASPA Editora

ISSN 2317-4544

48 Cooper Standard aumenta em 15% sua produção

27 ENI inaugura fábrica na Coreia do Sul 22 Recuperação anima setor de calçados

04 ENTREVISTA Rodrigo Alonso, gerente senior de vendas e marketing da Dunlop

28 MAQUINATUAL

Hypertherm comemora 50 anos de inovação

04

Entrevista

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Pneus

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MATÉRIA DE CAPA Perspectivas 2018 Economia coloca política de escanteio e Brasil volta a crescer

Rodrigo Alonso, gerente senior de vendas e marketing da Dunlop

Notas Calçados Notícias Abiquim ENI inaugura novo complexo industrial na Coreia do Sul MAQUINATUAL Notas & Negócios Cooper Standard aumenta em 15% sua produção Frases & Frases Gente Matéria Técnica

Aplicação de carbonato de cálcio para luvas de látex

Matéria Técnica

Óxido de zinco e o processo de vulcanzação

Classificados Agenda

EXPEDIENTE

EDITORIAL Ainda está escuro Provavelmente o ano que se inicia será lembrado como de um novo despertar, onde luzes estão sendo lançadas sobre trevas que teimavam em se estabelecer sobre este grande país. São luzes tênues, quase lampejos, que lentamente se lançam sobre as mentes de milhões de pessoas, indignadas com a morosidade das transformações econômicas necessárias e até das decisões da justiça, que teima em estabelecer padrões distintos de julgamento para os mortais e aqueles privilegiados por um foro especial. Divagações à parte, o importante é que a economia se descola o quanto pode do cenário político. O otimismo volta a rondar as auras econômicas com números positivos de crescimento e projeções melhores do que nos anos anteriores. O destaque disparado continua a ser o setor agrícola que vai muito bem obrigado. Os segmentos de máquinas ainda engatinham, mas o setor industrial já apresenta musculatura para evoluir mais consistentemente. A barreira é a escassez de crédito, bem como o receio da inadimplência, fatores endêmicos da economia brasileira há décadas. A matéria da Capa mostra exatamente as perspectivas deste ano, enquanto em outras matérias destacam-se sinais alvissareiros de evolução como o recorde das exportações de veículos, o aumento de 15% na produção de uma grande fabricante de artefatos de borracha, a recuperação do ânimo dos calçadistas e finalmente na Entrevista Especial a palavra de um grande produtor de pneus mostra que a crise terá fim. A votação do TOPRUBBER continua e em abril deveremos coroar os bravos guerreiros que se destacaram no ano passado, provando que a bravura não se mede em palavras vãs e o sucesso só é atingido com dedicação, sonhos e esperança, justamente o que está faltando em grande parte da cúpula dirigente desta nação. Acendamos os faróis por que ainda está escuro e temos uma longa estrada a percorrer. Boa leitura amigos! ANTONIO CARLOS SPALLETTA Editor

Ano XXIII - Edição 134 - Jan/Fev de 2018 - ISSN 2317-4544 Diretores: Adriana R. Chiminazzo Spalletta Antonio Carlos Spalletta

A revista Borracha, editada pela Editora ASPA Ltda., é uma publicação destinada ao setor de Borracha, sendo distribuído entre as montadoras de automóveis, os fabricantes de artefatos leves, pneus, camelback, calçados, instituições de pesquisa, órgãos governamentais e universidades. As opiniões expressas em artigos assinados não são necessariamente as adotadas pela Borracha Atual. É permitida a reprodução de artigos publicados desde que expressamente autorizados pela ASPA Editora.

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Editora Aspa Ltda.: Rua Com. Bernardo Alves Teixeira, 695 13033-580 – Vila Proost de Souza – Campinas/SP. CNPJ: 07.063.433/0001-35 Inscrição Municipal: 106758-3 Redação: Rua Com. Bernardo Alves Teixeira, 695 13033-580 – Vila Proost de Souza – Campinas/SP. redacao@borrachaatual.com.br

Assinatura e Publicidade: Tel/Fax: 11 3044.2609 assinaturas@borrachaatual.com.br www.borrachaatual.com.br Jornalista Responsável: Adriana R. Chiminazzo Spalletta (Mtb: 21.392) Projeto: Three-R Editora e Comunicação Ltda www.threer.com.br Foto Capa: Divulgação. Impressão: Mais M Comercial Editora. Tiragem: 5.000 exemplares

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ENTREVISTA

Rodrigo Alonso Gerente Senior de Vendas e Marketing da Dunlop

“Seguimos apostando e trabalhando forte para o aumento do nosso market share.” Rodrigo Alonso é Gerente Senior de Vendas e Marketing da Dunlop desde 2016. Formado em Administração com ênfase em Comercio Exterior tem experiência na área de vendas no segmento pneumático desde 2009. Anteriormente trabalhou com as áreas de Finanças, Planejamento, Preço e TI. BORRACHA ATUAL entrevistou o executivo, que falou sobre o momento da empresa, o investimento na fábrica de pneus no Paraná e as perspectivas da Dunlop após o começo de operações desta unidade depois de sua construção.

BORRACHA ATUAL: Como foi o ano de 2017 para a Dunlop e quais as perspectivas para esse ano? RODRIGO ALONSO: O ano de 2017 foi uma grande surpresa para a Dunlop que conseguiu atingir suas metas de vendas e ser bem aceito pelas montadoras. A receita líquida da companhia cresceu e os resultados foram possíveis devido ao aumento de vendas, principalmente de produtos com maior valor agregado e do fortalecimento das parcerias com montadoras. O ano passado foi de consolidação dos investimentos anunciados pela Dunlop em 2016, ou seja, R$ 487 milhões para a construção da fábrica de pneus de caminhões no Brasil que se juntará à planta existente na Fazenda Rio Grande, no Paraná, e de preparação para a ampliação da fábrica. Neste ano iremos instalar os equipamentos e em 2019 a unidade já estará operando em toda sua capacidade. Quanto ao momento econômico, sabemos que 2018 não será um ano fácil, mas acreditamos na recuperação deste cenário; seguimos apostando e trabalhando forte para o aumento do nosso market share, continuando a estratégia de novos produtos e aumento do número de pontos de venda. ©Foto Divulgação

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“O ano de 2017 foi uma grande surpresa para a Dunlop”. Quais os principais clientes que a Dunlop atende entre as montadoras e os veículos que saem de fábrica equipados com seus modelos? Atendemos montadoras como Volkswagen, Fiat e Toyota. Em 2017, 17% do que saiu da fábrica da região metropolitana de Curitiba, no Paraná, foi produzido para veículos como Argo, Mobi, Hilux, SW4, Up! e o novo Polo. A Dunlop opera com qual capacidade produtiva atualmente e qual será a capacidade após o começo de operações da nova unidade? Hoje a fábrica opera com 100% da capacidade, o que resulta em 15.000 pneus produzidos por dia. Em 2017, a planta brasileira trabalhou com produção máxima durante todo o ano, totalizando mais de cinco milhões de unidades produzidas. Com a ampliação de nossa planta, aumentaremos nossa capacidade produtiva para 18 mil unidades de pneus de passeio e de SUV por dia. O aumento do volume vai proporcionar outro tipo de cliente. Além disso, a Dunlop também investiu na construção de uma unidade exclusiva para produzir pneus de carga, a única no mundo a empregar a tecnologia sem emendas Sun System nesse tipo de pneu.

Dunlop vulcanizadora.

Qual o mix de produção carros de passeio/caminhões? Hoje fabricamos 15 mil pneus de passeio e de SUV por dia, com a ampliação passaremos a produzir 18 mil neste segmento e mais 500 pneus de caminhão/dia. Então podemos deduzir que um dos motivos do investimento foi o esgotamento da capacidade produtiva da fábrica até então? As datas podem ser parecidas, mas o investimento já havia sido planejado antes. Qual a expectativa de crescimento da empresa no Brasil para 2018? Nossa projeção é de 30% de crescimento para equipamento original e 4% na reposição. Como a Dunlop conseguiu sobreviver à crise? Veja que a crise dos últimos anos atingiu a indústria automobilística, equipamento original, mas o mercado de reposição não foi tão afetado. Tivemos grande agilidade nestes últimos anos. Focamos em modelos mais rentáveis... se um não estava vendendo o suficiente, deslocávamos nossas atenções para

aquele que estava... Foi um grande trabalho que exigiu bastante agilidade da equipe e, principalmente, um forte apoio de nossos revendedores.

Até porque em momentos de crise o consumidor costuma trocar o produto que está habituado por outro mais barato – como um chinês, por exemplo... Nossa estratégia para driblar esse panorama foi investir no lançamento de novos produtos, em comunicação e fortalecer nossa rede de distribuição. Qual a estrutura da distribuição dos pneus Dunlop no Brasil atualmente? Hoje são 200 pontos de venda espalhados por todo o território brasileiro. Graças à forte parceria que temos com nossos distribuidores, expandimos a força de vendas em diversas regiões em 2017. Há novos investimentos em vista? Como em um laboratório de pesquisa e desenvolvimento, por exemplo? Os investimentos anunciados pela Sumitomo foram os R$ 487 milhões para a nova unidade no Paraná. Quanto ao laboratório, temos um dos mais modernos do mundo no Japão e todos os desenvolvimentos de produtos são feitos lá.

Interior da fábrica da Sumitomo Rubber do Brasil.

©Fotos Divulgação

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ENTREVISTA

“Nossa projeção é de 30% de crescimento para equipamento original”.

Sobre a Dunlop

Fachada da fábrica da Sumitomo Rubber do Brasil.

Agora a Dunlop oferece aos clientes um tipo de seguro contra acidentes. Do que se trata? Esse é o programa “Garantia Mais” que permite a reposição de pneus no caso de danos acidentais ocorridos em situações cotidianas e que inutilizem o pneu. Entre os danos previstos pelo seguro estão bolhas, cortes e perfurações nas laterais ou banda de rodagem ou mesmo a quebra da carcaça provocada por impactos em geral, ocorrências que não são atendidas na garantia tradicional de cinco anos contra defeitos de fabricação. O programa “Garantia Mais” reforça ainda mais o compromisso de qualidade e inovação das marcas Dunlop e Falken. Ao oferecê -la gratuitamente, queremos mostrar aos consumidores o nível de confiança que possuímos em relação ao processo produtivo realizado na fábrica do Brasil.

E quais são as condições para entrar no programa? A Garantia Mais tem vigência de seis meses ou dez mil quilômetros, prevalecendo o que ocorrer primeiro, e está disponível para os modelos Dunlop e Falken de aros 15, 16, 17, 18 e acima, produzidos no Brasil e adquiridos por pessoas físicas para uso particular. A compra deve ser realizada em uma loja oficial ou credenciada Dunlop. O programa, no entanto, não considera como dano acidental aqueles provocados por má utilização, tais como rodar com baixa pressão, participação em competições legais ou ilegais, furto e roubo, atos de vandalismo ou avarias que permitam conserto. Os pneus do tipo Run-Flat e os que equipam veículos 0 km saídos de fábrica também não são elegíveis à cobertura. 

A Dunlop é uma marca do grupo Sumitomo Rubber Industries com sede mundial no Japão, onde possui um moderno centro de P&D e três campos de prova. Os pneus Dunlop são produzidos em treze fábricas e estão presentes em mais de 100 países, incluindo Estados Unidos, Japão, Indonésia, Tailândia, China e Europa. A fábrica da Dunlop no Brasil é a única a produzir os pneus sem emenda “Sun System” que garantem maior precisão e segurança. Localizada em Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba, foi inaugurada em outubro de 2013 com investimentos de R$ 750 milhões. A empresa comercializa pneumáticos para veículos de passeio, vans, SUV’s e caminhões através de 165 lojas. ©Foto Divulgação

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CAPA

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os últimos anos foram comuns as notícias sobre as crises políticas e seus desmembramentos atingindo em cheio a atividade econômica. Pois bem, a novidade em 2017 veio dos próprios agentes econômicos: dando de ombros para o que acontece em Brasília, colocaram a mão na massa para retomar o crescimento. Afinal, muita gente deve ter pensado, esses casos são bons para aumentar a audiência da TV e vender jornal, mas não colocam comida no prato do trabalhador e muito menos

fazem crescer o lucro das empresas. O descolamento da economia em relação à política é um fato concreto, corroborado pelos números positivos da atividade econômica no Brasil em 2017, principalmente no segundo semestre. Isso projeta um bom 2018 para a maioria dos setores – não um ano de crescimento explosivo para uma queda em seguida, o chamado vôo de galinha, mas de crescimento modesto e sustentável. Um ano promissor independente das eleições, ressalte-se. ©Foto: FotografieLink/Pixabay 2018

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As expectativas de inflação para 2018 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 3,9%. As projeções para 2019 e 2020 mantiveram-se em torno de 4,25% e 4,0%, respectivamente. No cenário com trajetórias para as taxas de juros e câmbio extraídas da pesquisa Focus, as projeções do Copom situam-se em torno de 4,2% para 2018 e 2019. Esse cenário supõe trajetória de juros que encerra 2018 em 6,75% e 2019 em 8,0%.

Economia coloca política de escanteio e Brasil volta a crescer Primeiro bom sinal para 2018: a queda dos juros Em fevereiro, o Copom – Comitê de Política Monetária – decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 6,75% a.a., reflexo da recuperação consistente da economia brasileira. O cenário externo também tem se mostrado favorável, na medida em que a atividade econômica cresce globalmente. Isso tem contribuído até o momento para manter o apewww.borrachaatual.com.br

tite ao risco em relação a economias emergentes, apesar da volatilidade recente das condições financeiras nas economias avançadas. Segundo o Comitê, o cenário básico para a inflação tem evoluído, em boa medida, conforme o esperado. O comportamento da inflação permanece favorável, com diversas medidas de inflação subjacente em níveis confortáveis ou baixos, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária.

Inflação sob controle Um dos ingredientes que mais perturbam a atividade econômica, a inflação, foi motivo de mais uma boa notícia em 2017. No ano passado, ela fechou abaixo da meta do governo pela 1ª vez na história. Segundo informações divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial no país, fechou 2017 em 2,95%, abaixo do limite mínimo da meta do governo. A maioria dos alimentos apresentou queda de preços devido aos bons resultados da safra, o que contribuiu para desacelerar a inflação e ajudou a compensar a disparada de preços de outros produtos e serviços, como gás de cozinha, gasolina, energia, água e esgoto, além de planos de saúde. O sistema de metas foi criado em 1999. Em 2017, a meta era manter a inflação em 4,5% ao ano, com uma tolerância de 1,5 ponto para baixo ou para cima, ou seja, podendo variar entre 3% e 6%.

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CAPA Retomada do emprego

Governo cumpre meta fiscal Confiança é algo que se adquire cumprindo promessas e metas. Isso o governo brasileiro tem conquistado com alguma competência. O Governo Central – que inclui as contas do Tesouro Nacional, do Banco Central e da Previdência Social – registrou um déficit primário de R$ 124,4 bilhões em 2017, e ficou dentro do limite da meta fiscal estipulada para o ano, de um déficit de R$ 159 bilhões. O resultado de 2017 é 24,8% melhor em termos reais quando comparado ao ano anterior. Em 2016, o Governo Central registrou um déficit primário de R$ 161 bilhões, número corrigido pela inflação (IPCA). Já em dezembro de 2017, o Governo Central registrou um déficit de R$ 21,16 bilhões, o menor para o mês desde 2014. Ao comentar o resultado do Governo Central do ano passado, a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, disse que os dados refletem um esforço efetivo de todo o governo pela redução das despesas que se mostrou superior à frustração de receitas registrada, sobretudo, no primeiro semestre do ano passado.

Ela destacou que a melhora registrada nos últimos meses de 2017 é resultado da recuperação da arrecadação iniciada no segundo semestre do ano passado decorrente do impacto positivo que as medidas econômicas têm ocasionado na recuperação da atividade econômica e no esforço de contenção das despesas discricionárias. O déficit primário anunciado de R$ 124,4 bi, que não inclui os gastos do governo com o pagamento de juros da dívida pública, equivale a 1,9% do PIB, o que na prática retoma resultados registrados em 2015 e que representam uma melhora de 0,6% no resultado fiscal comparativamente ao PIB em 2017. “O que proporcionou este resultado foi uma queda das despesas primárias comparativamente ao PIB da ordem de meio ponto percentual. As despesas que alcançaram 20% do PIB em 2016 caem agora para 19,5% do PIB em 2017. Com o que nós temos de informações do Orçamento para 2018, teremos dois anos subsequentes de queda de despesas com proporção do PIB, o que será algo inédito deste a promulgação da Constituição de 1988. Isso já é resultado do Teto de Gastos e da disciplina fiscal tão importante e necessária para o país que temos aplicado”, enfatizou Vescovi.

As carteiras assinadas estão voltando. O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), da Fundação Getulio Vargas, avançou 3,1 pontos, em dezembro, para 107,0 pontos, o maior nível da série iniciada em junho de 2008. Com o resultado, o indicador avançou 17 pontos em 2017 e sinaliza a tendência de recuperação do mercado de trabalho nos primeiros meses de 2018. Os dados da publicação Indicadores de Mercado de Trabalho revelam, ainda, que o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) avançou pelo segundo mês consecutivo, ao variar 1,7 ponto, para 100,3 pontos em dezembro do ano passado, o maior resultado desde os 100,6 pontos de março de 2017. “O avanço do IAEmp é uma boa notícia para os 12,5 milhões de desempregados brasileiros que estão em busca de uma oportunidade este ano”, afirma o professor de Economia da IBE-FGV Anderson Pellegrino. Para ele, os dados refletem a expectativa de recuperação da economia brasileira para os próximos meses. “Mas, apesar da redução da taxa de desemprego, a situação do mercado continua difícil. As contratações ocorrem mais no mercado informal”, explica. Segundo Pellegrino, a tendência, entretanto, é a de contínua recuperação da economia como um todo, ainda que de modo lento e gradual.

Recuperação da Atividade Industrial Outro bom motivo para se esperar um ano de recuperação econômica vem da indústria. A produção industrial fechou 2017 com crescimento de 2,5% na comparação com 2016. É o primeiro resultado anual positivo desde 2013, quando foi registrada alta de 2,1%, e o maior desde 2010, que apresentou o ©Foto: Skeeze/Pixabay 2018

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CAPA recorde de 10,2% na série histórica que teve início em 2002. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF). Já o Índice GS1 Brasil de Atividade Industrial apresentou crescimento de 5,2% em dezembro de 2017, comparado ao mês anterior no dado dessazonalizado, dando continuidade ao crescimento observado no último mês para a intenção de lançamento de novos produtos. “Este foi o primeiro ano de divulgação do Índice GS1 Brasil de Atividade Industrial, com uma base histórica rica. Encerramos o ano com novidades: abertura de dados por setor e por região, o que auxiliará de maneira importante o melhor entendimento do mercado nacional, em relação à confiança do empresariado para lançamento de novos produtos. No ano de 2017, o panorama nacional foi bastante crítico para os empresários brasileiros e, consequentemente, a intenção de lançamento de novos produtos foi desacelerada, sendo observada uma melhora somente no segundo semestre do ano. É possível que, com o aumento da confiança do empresariado apresentado nos últimos meses, 2018 seja um ano mais otimista e com melhores resultados”, aponta Virginia Vaamonde, CEO da GS1 Brasil. Também importante para medir a atividade industrial, o Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais, referente a dezembro, registrou alta de 2,4%, na comparação com novembro. O resultado consolidado de 2017 mostra uma demanda positiva por bens industriais, com elevação de 4,2% – ou seja, acima dos 2,5% de crescimento da produção nacional calculada pela Pesquisa Industrial Mensal, Produção Física, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O bom desempenho da demanda por bens industriais ao longo de 2017, com destaque para a alta de 10,5% das importações, corrobora o cenário de re-

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Com uma economia atingindo a estabilidade, empresários ganham confiança para ampliar ou mesmo manter os seus negócios cuperação da atividade econômica”, explica Leonardo Mello de Carvalho, pesquisador do Ipea que assina o estudo. O Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais é definido como a produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações. Entre os componentes do consumo aparente, em dezembro de 2017 as importações de bens industriais cresceram 2,2% e a produção doméstica líquida de exportações avançou 2,1%. A demanda por bens da indústria extrativa mineral subiu 3,8% no último mês de 2017 – após um avanço de 4,1% em novembro. Por sua vez, a alta entre os bens da indústria de transformação foi de 1,4%. Nessa mesma base de comparação, foi verificado um crescimento em 17 segmentos, de um total de 22, aumentando o índice de difusão (que mede a porcentagem dos segmentos da indústria de transformação com aumento em comparação ao período anterior, após ajuste sazonal) para 77%, ante 59% do período anterior. Entre os segmentos com maior peso, contribuíram positivamente “outros equipamentos de transporte”, com alta de 40,1%, e “veículos automotivos”, com expansão de 8,3%. Na comparação com dezembro de 2017, os destaques foram os “veículos automotivos” (22,4%) e “metalurgia” (16,8%). O resultado do indicador também foi positivo no quarto trimestre de 2017, quando comparado ao terceiro (alta de 2,9%). Frente a dezembro de 2016, o desempenho do Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais em dezembro de 2017 foi 9,7% superior.

Pedidos de falência caem 19,0% no acumulado em 12 meses Com uma economia atingindo a estabilidade, empresários ganham confiança para ampliar ou mesmo manter os seus negócios. Outra boa notícia de 2017, já adentrando 2018, vem do Serviço Central de Proteção ao Crédito: os pedidos de falência caíram 19,0% no acumulado em 12 meses (fevereiro de 2017 até janeiro de 2018 comparado aos 12 meses antecedentes). Mantida a base de comparação, as falências decretadas subiram 8,8%, enquanto para os pedidos de recuperação judicial e recuperações judiciais deferidas foram observadas quedas de 20,2% e 17,8%, respectivamente. Na comparação mensal os pedidos de falência caíram 29,2% em relação a dezembro de 2017. No sentido contrário, houve crescimento nas falências decretadas (54,2%), pedidos de recuperação judicial (31,8%) e recuperação judicial deferidas (32,3%). Como evidenciado pelos resultados acumulados em 12 meses, apenas as falências decretadas cresceram, enquanto os outros indicadores permanecem caindo. Passado o período de intensa retração da atividade econômica, redução do consumo, restrição e encarecimento do crédito, entre outros fatores, as empresas apresentam sinais mais sólidos dos indicadores de solvência, fato que deve continuar, uma vez que o cenário econômico tem mostrado recuperação em diversos setores produtivos. www.borrachaatual.com.br


CAPA

Após dois anos, comércio volta a crescer Mais um sinal de que o Brasil volta e entrar nos trilhos vem do comércio, que cresceu 2% em 2017 na comparação com 2016. É o primeiro resultado anual positivo desde 2014, quando foi registrado crescimento de 2,2%. Em 2015 e 2016, as vendas sofreram quedas de, respectivamente, -4,3% e -6,2%, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), elaborada pelo IBGE. Com crescimento de 9,5% frente a 2016, o setor de móveis e eletrodomésticos foi o que mais contribuiu no balanço anual. Segundo a gerente da Pesquisa, Isabella Nunes, o resultado foi estimulado pela redução da taxa de juros em 2017. “Com uma dinâmica de vendas associada à maior disponibilidade de crédito, o setor se recuperou após três anos em queda”, comenta. A pesquisadora também atribui o resultado positivo à recuperação do setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que cresceu 1,4% no ano. “O bom resultado nessa categoria foi influenciado principalmente pela redução sistemáti-

ca dos preços e a recomposição da massa de rendimentos”, explica. O desempenho anual, no entanto, foi afetado por quedas em combustíveis e lubrificantes (-3,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (-4,2%) e equipamentos para escritório, informática e comunicação (-3,1%). Apesar do avanço, Isabella afirma que ainda é cedo para falar em recuperação total. “2017 rompe um período de dois anos de queda nas vendas nacionais, mas ainda está longe de recuperar a perda de 10,2% acumulada nesse período”, pondera.

Estimativa da safra cai, mas é segunda maior da história Um dos poucos setores fornecedores de boas novas nos anos de crise, o agrícola chega a 2018 com uma previsão de safra menor que a de 2017. Mas não é uma notícia ruim, apesar de inferior à do ano passado, a previsão é de que em 2018 seja colhida a segunda maior safra da série histórica, iniciada em 1975. A primeira estimativa de 2018 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, divulgada pelo

IBGE em seu Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) apresenta uma redução de 6,0% em relação ao ano anterior – passando de 240,6 milhões de toneladas em 2017 para 226,1 milhões em 2018. Segundo o gerente de Agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, a boa safra de 2017 teve a ajuda da chuva, que foi abundante e bem distribuída ao longo do cultivo. Já o plantio da safra 2018 começou um pouco mais tarde em função do atraso do período de chuvas. “Os plantios hoje são encadeados, ou seja, logo após a colheita da soja, já se inicia o plantio da segunda safra do milho. Como teve atraso na soja, isso pode influenciar o plantio do milho”, explica. Ainda de acordo com o pesquisador, além da questão climática, também é importante considerar o fator econômico. “Em 2017, na época do plantio, os preços do milho, por exemplo, estavam altos. Isso não ocorreu neste ano, fazendo com que os produtores reduzissem a área de cultivo do cereal”. Em termos regionais, houve redução na safra de feijão no Paraná, em função do excesso de chuva que prejudicou a colheita. Piauí, Maranhão e Tocantins, considerados como novas fronteiras agrícolas, tiveram crescimento da área cultivada e melhoria no rendimento da soja e do milho.

Construção civil: caem os custos O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), elaborado pelo IBGE, teve seu menor resultado acumulado no ano em 2017 (3,82%) desde 2013, quando foi de 0,52%, com influência decisiva do impacto da desoneração da folha de pagamento iniciada naquele ano. A variação mensal em dezembro foi de 0,18%, também menor que os 0,49% do mesmo período de 2016. ©Foto: Webandi/Pixabay 2018

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CAPA Indústria automotiva volta a crescer Um dos setores que alavancam a economia, tanto por ser cabeça de uma extensa cadeia produtiva como por empregar dezenas de milhares de trabalhadores, o automotivo terminou 2017 com motivos para comemorar. O setor fechou o ano passado com 2,24 milhões de automóveis comercializados, 9,2% acima das 2,05 milhões de 2016. Apenas no último mês foram 212,6 mil unidades licenciadas, alta de 4,1% tanto sobre igual período de 2016 quanto sobre novembro do mesmo ano.

Previsões 2018 Autoveículos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus) Mil unidades Total Veículos Veículos leves Veículos pesados Total Veículos Veículos leves Veículos pesados Total Veículos Veículos leves Veículos pesados

Produção

Licenciamento

Exportações

2017 2.700 2.596 103,6 2.240 2.176 63,7 762 725 37,4

2018 3.055 2.935 120,3 2.502 2.422 79,5 800 758 42,2

% 2018 13,2% 13,0% 16,2% 11,7% 11,3% 24,7% 5,0% 4,6% 12,8% Obs: não inclui CKD

Máquinas agrícolas e rodoviárias Mil unidades Produção Vendas internas Exportações

2017 55,0 44,4 14,1

2018 61,5 46,0 15,5

% 2018 11,8% 3,7% 9,9%

Autoveículos e Máquinas agrícolas e rodoviárias Bilhões de US$ Exportações em valor

2017 15,9

2018 16,7

% 2018 5,4%

Posição: janeiro/18

Perspectivas para 2018 na visão das associações ANFAVEA Para Antonio Megale, presidente da ANFAVEA – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores -, “a conjuntura macroeconômica indica cenário otimista, pois a inflação em baixa, câmbio estável e expectativa de crescimento do PIB possibilitam a retomada da confiança do consumidor e do investidor. Mesmo sendo um ano com eleições e uma reforma previdenciária a ser aprovada, 2018 deve seguir rumo crescente na economia e na indústria automobilística”. As previsões da Anfavea para 2018 são otimistas para os diversos segmentos que representa. No total de autoveículos, a expectativa é de crescimento em todas as vertentes: 11,7% no licenciamento (2,50 milhões de unidades), 5% na exportação (800 mil unidades) e 13,2% na produção (3,06 milhões de unidades). Para o setor de máquinas agrícolas e rodoviárias, a projeção é de alta de 3,7% nas vendas internas, com 46 mil unida-

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des, e crescimentos na exportação, de 9,9%, e na produção, de 11,8% – totalizando 15,5 mil e 61,5 mil unidades respectivamente.

ABIMAQ João Carlos Marchesan, presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos -, mostra otimismo para 2018. Para o executivo, que está a frente da entidade representativa de um setor que sofre quedas em seu faturamento nos últimos quatro anos, há boas expectativas de crescimento para 2018. Para ele, as diversas reformas implementadas pelo governo no ano passado para tentar recuperar a economia do país trouxeram tímido resultado, mas são algumas das iniciativas que despertaram interesse de investidores. O pior da crise já passou e há boas perspectivas de aumento no investimento. “A economia do país está melhorando, a inflação controlada e a taxa de juros finalmente começou ceder. Entendemos

que demorou muito para baixar os juros no Brasil, mas agora sim ele começa a cair de uma forma real”, comenta. Por outro lado, o executivo alerta sobre possíveis entraves que precisam ser revistos para assim facilitarem os futuros negócios de empresários. “Ainda temos o problema do spread bancário e também de financiamento. Precisamos de recursos que sejam compatíveis com o retorno das empresas”. Quanto ao desempenho do setor de máquinas e equipamentos, Marchesan revela alta no número de aquisições durante 2017. “O otimismo vem porque depois de quatro anos de queda do consumo aparente de máquinas do Brasil e no faturamento do nosso setor, abriu-se uma grande demanda para o investimento”. João Marchesan ainda reforça que a indústria brasileira está defasada e precisa voltar a investir para ganhos de produtividade, concorrer no mercado internacional e dentro do país, e com isso demandar novas máquinas e equipamentos. Ele espera para 2018 que o atual go-

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verno, e o que será eleito no próximo ano, escolha o crescimento econômico como prioridade, inclusive a fim de ajudar no indispensável ajuste fiscal. “Isto pressupõe fazer com que o setor bancário volte a financiar investimentos, produção e consumo com crédito abundante e juros decentes, além de uma política cambial que reduza a volatilidade da taxa de cambio mantendo-a num patamar que possibilite à indústria brasileira competir aqui e lá fora”. Marchesan ressalta que a entidade continuará esperançando neste ano com atitude, positividade, protagonismo e otimista para levar as demandas que os próximos doze meses trará. “Vamos enfrentar 2018 com galhardia, porque, quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

ABRACICLO O otimismo também chegou ao setor de duas rodas. Segundo a ABRACICLO – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – os números dos últimos dois meses de 2017 contribuem para que as empresas do setor fechem o ano com leve aumento nos volumes de produção, devendo alcançar o patamar de 890 mil – similar ao de 2016. E este cenário faz com a que as projeções para 2018 sejam de crescimento. De acordo com informações da entidade, a tendência para o próximo ano é de retomada, com aumento de 5,1% no volume de produção. “Este cenário confirma que teremos pela frente um ano com resultados mais positivos e o início da retomada da indústria de motocicletas”, diz Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.

ABICALÇADOS Para 2018 a expectativa do setor calçadista é de uma estabilidade na produção de calçados, apesar da previsão da Associação Brasileira dos Lojistas de

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Calçados e Artefatos (Ablac) de um crescimento na faixa de 3,5% nas vendas. “O câmbio tem papel determinante no desempenho da indústria. O dólar menos valorizado, além de encarecer o nosso produto para o comprador estrangeiro, acaba favorecendo as importações, que podem usufruir mais da expectativa do reaquecimento do mercado doméstico”, comenta Heitor Klein, presidente da ABICALÇADOS – Associação Brasileira das Indústrias de Calçados. O presidente do Conselho Deliberativo da Abicalçados, Rosnei Alfredo da Silva, também é comedido quando questionado sobre as expectativas dos produtores de calçados. “A analogia que fazemos é simples. Na virada do ano, nos brindes, todos pensam em crescer. As empresas são como as pessoas e uma entidade que representa o setor não pode falar de sonhos, mas da realidade”, disse Silva. Já Marcone Tavares, presidente da Ablac, ressalta que, apesar da queda de quase 9% no volume de vendas, o varejo brasileiro teve um incremento de 4,9% na receita ao longo de 2017. “Os números mostram que o consumidor brasileiro está mais consciente, agindo menos por impulso, o que tem promovido uma maior profissionalização do varejo, um amadurecimento positivo para o setor”, disse, acrescentando que o preço médio do calçado vendido avançou 12,7% ao longo daquele ano. Para o dirigente, no entanto, a projeção de crescimento é mais comedida em 2018, de 3,5% em faturamento. “Será um ano com menos dias úteis para o varejo, além das eleições e a Copa do Mundo de futebol, o que sempre tira um pouco da atenção do consumidor”, acrescentou.

ABIQUIM “A retomada da economia é positiva, mas a realidade é que o Brasil ainda é um dos países que menos crescem no

mundo, com uma expectativa de crescimento do PIB de 2017 em 1,1%, segundo dados do Monitor do PIB da Fundação Getúlio Vargas”, afirma Fernando Figueiredo, presidente-executivo da ABIQUIM – Associação Brasileira da Indústria Química. O executivo ainda explica que o Brasil tem todas as ferramentas para crescer, pois já conta com as principais empresas multinacionais instaladas no País, além de empresas nacionais maduras e que se internacionalizaram. “O País ainda é rico em matéria-prima, biodiversidade, tem alto potencial para geração de energia limpa e será autossuficiente na produção de gás natural já em 2022. Estamos deixando de aproveitar a oportunidade de trabalhar em uma política industrial que agregue valor a nossa indústria e gere mais empregos de qualidade à população”. Para o presidente da entidade, apesar da importância do agronegócio e da extração mineral para garantir divisas aos compromissos financeiros externos nacionais, o Brasil não pode planejar o futuro da nação com base na exportação de commodities primárias, fortemente sujeitas a variações substanciais de preços no mercado internacional. “É imperativo gerar empregos e renda com agregação de valor às riquezas naturais brasileiras em território nacional. Não se pode conceber como excelentes projetos de investimento de fertilizantes e de intermediários químicos como metanol, entre outros que usam o gás natural como matéria-prima, por exemplo, se efetivem em diversos países que não dispõem de reservas comparáveis às brasileiras, mas que possuem políticas públicas asseguradoras dessa produção local. Exportar bens primários para importar transformados de alto valor agregado não é uma estratégia condizente aos desafios e às oportunidades que se observam para os próximos anos e muito menos ao próprio tamanho do Brasil no mundo”, destaca Figueiredo. 

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PNEUS

Prometeon e novas medidas de pneus agrícolas radiais A Prometeon (ex Pirelli Industrial) – empresa que produz e comercializa pneus para Caminhão, Ônibus, Tratores e Máquinas de Construção e Mineração com a marca Pirelli – levou para a edição 2018 do Show Rural Coopavel novas mediPirelli PHP85. das das consagradas linhas radiais agrícolas PHP:85 e PDR:22. A empresa também apresentou pneus para caminhões e florestais. A feira ocorreu na cidade de Cascavel, no Paraná, entre os dias 5 e 9 de fevereiro. Com rendimento horário até duas vezes superior a um pneu convencional equivalente, a linha radial agrícola PHP foi projetada para oferecer um ganho considerável na sua vida útil, gerando economia para o produtor,

Pirelli PDR22R2.

além de agredir menos o meio ambiente. Indicada para tratores, colheitadeiras e pulverizadores, suas principais características são melhor capacidade de tração, redução de emissão de CO², economia de combustível, menor compactação do solo e melhor dirigibilidade. Atenta às demandas do mercado, a Prometeon lançou no Show Rural Coopavel as medidas 380/85R24 e 320/85R24 da família PHP:85. Também da linha PHP, a companhia leva para a feira os modelos PHP:1H, PHP:65, PHP:70 e PHP:90. O pneu PDR:22 também estreou medida nova no Show Rural Coopavel, a 520/85R42. Esse modelo foi desenvolvido para o segmento de tratores de média e alta potência que atuam em solos alagadiços e em culturas de arroz. Suas características técnicas possibilitam ao produto entregar tração, durabilidade e conforto superiores, além de vida útil maior, graças ao reforço na parte central da banda de rodagem protegendo a carcaça. “O Show Rural Coopavel é o primeiro grande evento agrícola do ano. Palco ideal para lançarmos as novas medidas do PHP:85 e do PDR:22. Estamos sempre ao lado do produtor, e esses novos produtos vêm para atender uma importante demanda do mercado”, afirma Alexandre Stucchi, diretor de Marketing e Vendas Agro/OTR e Pneus Industriais da Prometeon para América Latina. 

Famílias BKT de pneus de inverno A BKT, um dos maiores produtores de pneus Off-Highway da Europa, realizou modelos específicos, destinados a enfrentar toda a estação invernal. Soluções pensadas não só para serem aplicadas em superfícies lamacentas e cobertas de neve, mas também para obter o máximo rendimento em situações normais de terreno enxuto, conseguindo assim conciliar solos e aspectos tecnicamente contrapostos entre si. Piso do pneu e composto de borracha são projetados para manter inalteradas as caraterísticas do pneu, mesmo com baixas temperaturas e para atribuir tração e resistência em solos molhados, gelados ou escorre- BKT Earthmax SR 22. gadios. 

BKT Earthmax SR 33. ©Fotos Divulgação

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PNEUS

Banda ECO da Vipal gera 4% de economia

BKT Earthmax SR 42.

BKT Ridemax IT 696.

BKT Snow Trac.

A Vipal Borrachas, empresa líder no mercado de reformas de pneus no Brasil e também na América Latina, apresentou os resultados dos testes realizados junto a Transportes Cristal, empresa com sede em Nova Prata (RS). Parceira da reformadora Paludo Pneus, também de Nova Prata, após 30 dias de testes a banda DV-UM3 ECO da Vipal comprovou ser capaz de gerar 4% de economia de combustível e 45% a mais em desempenho quilométrico. O caminhão utilizado foi um Volvo 460, ano 2015, que percorreu diversas estradas, saindo do Rio Grande do Sul até a região Nordeste, passando pelos estados da Bahia e Pernambuco. Pelo fato de ser um desenho com características de tração moderada, a equipe técnica e comercial da Vipal identificou que a banda DV-UM3 ECO poderia garantir um resultado positivo de acordo com a utilização do cliente, e por isso decidiu realizar o teste comparativo com a banda VRT2, também da Vipal. Além disso, colaboraram para isso outras duas características deste desenho: a menor geração de calor, o que contribui para a preservação da carcaça e possibilita maior vida útil ao pneu, e a escultura dos seus sulcos, projetada para minimizar a retenção de pedras e objetos, proporcionando maior proteção à carcaça contra avarias.

“Obtivemos ótimos resultados de economia de combustível e também de rendimento quilométrico, sempre prezando pela segurança do motorista. O veículo utilizado nos testes, recomendado para configurações de veículos 6x2 e 6x4, é equipado com freios ABS e dispositivo de controle de tração, o que contribui para os bons resultados apresentados pelo desenho com características de tração moderada” destaca Joel Antoniolli, Consultor de Negócios da Vipal. O diretor da Transportes Cristal, Celso Porta, afirma ter gostado bastante dos resultados e já incluiu outro caminhão da sua frota, um Scania recém adquirido, para submeter à novos testes com a mesma banda da Vipal. “Como atendo muito a região Nordeste, tenho como avaliar o desgaste do pneu ao término de cada viagem. O desenho DV -UM3 ECO realmente se mostrou menos agressivo na tração, além de proporcionar mais segurança ao meu motorista”, enfatiza Porta. A linha ECO é a tecnologia Vipal aplicada à economia de combustível. Fabricadas a partir de um composto de borracha de alta tecnologia que proporciona menor resistência ao rolamento, as bandas Eco podem gerar até 10% de economia no consumo de combustível. Reformando com as bandas ECO, as transportadoras têm conseguido reduzir os gastos com combustível e diminuir o custo do quilômetro rodado. A DV-UM3 ECO já havia gerado resultados positivos à Viação Osasco (SP), proporcionandolhe uma redução de 2,2% no consumo de combustível. Igualmente, a Rosa Turismo, de Tatuí (SP), comprovou a eficiência da banda DV-UM3 ECO reduzindo em 4,16% o consumo de combustível. 

©Fotos Divulgação

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PNEUS

Vipal lança novo modelo street: o ST600

Dotado com a inédita tecnologia “Profundidade Variável”, pneu é a nova referência em desempenho quilométrico do mercado brasileiro. Durabilidade, rendimento, esportividade, robustez, confiança. Todos estes termos podem ser associados ao novo modelo da Vipal Pneus de Moto: o ST600. Acompanhando a tendência de mercado de pneus sem câmara, o lançamento da linha street da Vipal, primeiro pneu tubeless

para rodas de liga leve, surge já como a mais nova referência em termos de desempenho quilométrico do mercado brasileiro. Tudo comprovado em testes comparativos com outras marcas. Para uso urbano, o ST600 é indicado para motociclistas que primam por um produto de alto padrão e com mais durabilidade. A linha possui a tecnologia de Profundidade Variável, um novo patamar de durabilidade para pneus de baixa

cilindrada. Isso se deve ao sulco menos profundo nas laterais e à maior profundidade no meio do pneu. “Este nível de variação que a Vipal está trazendo com o ST600 é inédito no mercado. O que acontece normalmente é que o motociclista só troca o pneu quando o meio deste já está bem desgastado. Por isso, o fato de termos um sulco mais profundo no meio do pneu indica que ali o desgaste será mais vagaroso”, destaca Felipe Henzel, Gerente Comercial da Vipal Pneus de Moto. “O que isso influencia na vida do motociclista? Maior durabilidade”, emenda. O ST600 conta ainda com outras características, que lhe destacam entre os pneus para uso urbano. O novo modelo pertence à linha street de pneus de moto da Vipal, que é comprovadamente 15% mais resistente que similares de outras marcas do mercado. Isso porque as lonas que constituem a estrutura têxtil dos pneus possuem fios de nylon mais espessos e em maior quantidade que os modelos da concorrência. Na prática, tem-se um pneu mais resistente a furos e a demais danos aos quais se está sujeito no dia-a-dia da cidade. Além disso, a novidade apresenta um desenho moderno, ideal para quem busca esportividade com economia, e proporciona excepcional precisão e confiança na pilotagem em pisos secos ou molhados. “Realizamos testes com o novo modelo e comprovamos esse rendimento superior. Este resultado satisfatório é fruto tanto da tecnologia que empregamos no desenvolvimento e fabricação de nossos produtos quanto, igualmente, do conhecimento de uma empresa com quase 45 anos de estrada como a Vipal”, afirma Felipe Henzel. “O ST600 é um pneu de alto padrão que, a longo prazo, certamente será mais vantajoso para o motociclista”, conclui.  ©Foto Divulgação

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PNEUS

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Tipler lança nova banda para o segmento misto e fora de estrada A Tipler apresenta sua nova banda voltada aos segmentos misto e fora de estrada. A RT90 integra a Linha Forte, projetada para oferecer alto poder de tração. Criada com composto diferenciado, característico das bandas da linha Forte, a RT90 enfrenta grandes severidades, com alta resistência à abrasão, picotamentos e lacerações. Com mais de 40 anos de tradição no mercado, a Tipler mantém sua estratégia de oferecer bandas de alta tecnologia, qualidade, e voltadas para as diferentes necessidades de transportadores e frotas. O lançamento da RT90 faz parte do

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reposicionamento das linhas de produtos da marca. A RT90 Forte é extremamente eficiente na expulsão de corpos estranhos e na auto-limpeza. Possui desenho e peso otimizados, tornando-a uma banda leve. “É um produto pensado de maneira muito específica para atender a todas as necessidades desse segmento”, lembra o gerente de negócios da Tipler, Rodrigo Farina. A banda está disponível nas larguras 190, 200, 210, 220, 230 e 240mm, e tem 17mm de profundidade de sulco, além de ser já vir com ligação aplicada de fábrica, a exclusiva tecnologia PPA da Tipler – Pronta Para Aplicar.

LINHA FORTE – A recém-lançada linha Forte reúne bandas para o segmento misto e fora de estrada, onde a severidade de piso é altíssima. Contando com um composto diferenciado, voltado para a resistência a picotamentos, lacerações e arrancamentos, as bandas da linha Forte atendem a aplicações em canteiros de obras e regime canavieiro, por exemplo, resistindo ao trabalho bruto e gerando ótimos resultados para o usuário final. 

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NOTAS CALÇADOS

Recuperação

anima calçadistas A tímida recuperação registrada na demanda doméstica por calçados, tanto no mercado interno como internacional, animou os calçadistas para 2018. Embora o clima seja de cautela, pois trata-se de um ano com muitos feriados e eventos, como Copa do Mundo de futebol e eleições, a inadimplência em queda, a inflação e os juros baixos, mais a retomada da confiança por parte do consumidor formam um contexto de projeção positiva. Essa foi a tônica da coletiva de imprensa da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), realizada no dia 16 de janeiro, na 45ª edição da Couromoda, feira calçadista que lança mais de duas mil coleções de calçados e acessórios, no Expo Center Norte, em São Paulo/SP. Saudando a união entre entidades setoriais da cadeia coureiro-calçadista, o presidente da Couromoda, Francisco Santos, ressaltou que, com as condições econômicas favoráveis – e as reformas necessárias para o ajuste das contas públicas – aliadas aos esforços do setor para a adaptação às condições de mercado, a expectativa é de retomada. “Essa é a melhor Couromoda dos últimos quatro

anos e tenho convicção de que, com o esforço conjunto dos empresários, iremos consolidar a posição do Brasil como um dos maiores produtores de calçados do mundo, o maior fora da Ásia”, disse. O presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, destacou o leve crescimento no varejo ao longo de 2017, impulsionado sobretudo pela queda da inflação. Segundo ele, o incremento nas vendas internas, embora ainda tímidos, foram importantes para que a produção de calçados aumentasse mais de 3% ao longo do ano, mas o que “salvou” o setor foram as exportações. “A Abicalçados trabalha com duas preocupações quando se trata de análise de mercado, a demanda doméstica e o impacto da competitividade nas exportações”, comentou. Com isso, o executivo avaliou que o crescimento das vendas internacionais no ano passado, de 1,2% em pares e 9,3% em receita em relação a 2016 (127 milhões de pares por US$ 1,09 bilhão, o melhor resultado desde 2013), teve papel determinante para o desempenho do setor calçadista. Desafios estruturais – Embora comemorando o resultado de 2017, Klein

destacou que os desafios para a indústria ainda são grandes, já que esse número ainda está muito aquém de performances anteriores – quando o setor gerou quase U$ 2 bilhões com embarques e conseguiu grandes índices de crescimento no varejo. Levantando as questões estruturais que afetam diretamente o desempenho do segmento, como a alta carga tributária e os altos custos logísticos e trabalhistas, o executivo ressaltou que a Abicalçados também tem trabalhado fortemente com iniciativas que permitam uma melhora da competitividade da indústria no “intramuros” e que não dependam do poder público. “Dentro deste contexto, a Abicalçados tem trabalhado ações que permitam uma maior competitividade para a indústria, especialmente por meio de iniciativas como as do âmbito do Future Footwear, que buscam incorporar novos modelos de negócios, processos de produção e tecnologia em produto no segmento”, apontou, dando exemplos práticos como o projeto SOLA, que através da automação logística promoveu a economia de R$ 500 mil em um ano para uma grande calçadista nacional.  ©Foto: Vhsrt-just/pixabay/2018

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NOTAS CALÇADOS

Duas mil coleções de calçados e acessórios na Couromoda A Feira Internacional de Calçados, Artefatos de Couro e Acessórios de Moda – Couromoda, que aconteceu entre os dias 15 e 18 de janeiro, no Expo Center Norte, em São Paulo/SP, e considerada a maior feira de lançamentos de outono-inverno do setor da América Latina, apresentou mais de duas mil coleções de calçados e acessórios, além de muita informação de qualidade em eventos paralelos. Como de praxe, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) esteve presente na mostra com projetos de promoção comercial e de imagem, além de palestras e a tradicional coletiva de imprensa nacional. O presidente-executivo da entidade, Heitor Klein, destaca que a feira deve ser o ponto propulsor para a retomada do setor calçadista nacional. “Ao longo de 2017, mesmo aquém do ideal, notamos uma retomada gradual na demanda por calçados, especialmente no que diz respeito às exportações, que fecharam o ano com incremento de quase 10% em valores”, comenta o dirigente, acrescentando que a cifra gerada, de US$ 1,09 bilhão, é a melhor desde 2013. Já no mercado interno, Klein avalia que, embora a demanda cresça em ritmo lento, tem trazido indicadores de uma recuperação gradual. “A Couromoda, como sempre, será um termômetro do comportamento do setor para 2018. Estamos otimistas”, conclui. Participação – A Couromoda contou com a participação da Abicalçados que, por meio do Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações de calçados mantido pela entidade em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), promove o Projeto Comprador Vip e o Projeto Imagem. No primeiro, será viabilizada a vinda de compradores colom-

bianos dos grupos JCT Empresarial/Tiendas Josh e Calzados Ibony. “Tratam-se de grupos com grande potencial de importação, mas que ainda trabalham pouco com o Brasil”, comenta a coordenadora de Promoção Comercial da Abicalçados, Letícia Sperb Masselli, ressaltando que a Colômbia é um dos principais mercados internacionais para o calçado verde -amarelo, tendo importado mais de US$ 40 milhões do setor em 2017. Além do Projeto Comprador Vip, o Brazilian Footwear levou à Couromoda mais uma edição do Projeto Imagem, desta vez com 11 jornalistas estrangeiros de alguns dos principais veículos de comunicação segmentada do mundo. São eles: CueroAmerica e Serma, da Argentina; Style America, ADN e Publimetro, da Colômbia; Global Fashion, da Espanha; Chausser, da França; Moda Pelle e Edizioni AF, da Itália; Fashion Trend, da China; e Sourcing Journal, dos Estados Unidos. A coordenadora de Promoção de Imagem da Abicalçados, Alice Rodrigues, destaca que a ação visa divulgar o calçado brasileiro em alguns dos principais mercados consumidores do mundo. Fórum – Além das suas centenas de marcas expositoras, a Couromoda de 2018 também trouxe muita informação relevante no Fórum Couromoda. A Abicalçados participou da iniciativa com quatro palestras: Influenciadores Digitais, de Rafael Terra, e Construção de marcas nas passarelas, de Antônio Carlos Rabadan, ambas no dia 16; Gamificação, de Rodrigo Portes da Silva, e Inovação, Tecnologia e Empreendedorismo, de Christian Tudesco, ambas no dia 17. 

Destravamento de relações com Equador A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) comemora o destravamento das relações comerciais do setor com o Equador. Há quatro meses o país vinha impondo restrições às importações de calçados brasileiros com procedimentos de “dúvida sobre a classificação de origem”. O fato vinha sobretaxando, como forma de garantia, o calçado brasileiro em 10% mais US$ 6 por par, além de exigir uma série de documentações comprobatórias aos exportadores brasileiros. Segundo o presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, o fato vinha prejudicando o desempenho dos brasileiros naquele mercado. “Na realidade, se tratava de uma retaliação em função de um problema comercial relativo às bananas equatorianas, que estavam sendo barradas por questões sanitárias”, explica o executivo, ressaltando que o impacto foi estimado em, pelo menos, 700 mil pares de calçados que representam algo em torno de US$ 7 milhões. “Ao longo desse tempo de negociações, tivemos o apoio fundamental do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Ministério das Relações Exteriores (MRE) para o encaminhamento da demanda da Abicalçados e a consequente solução do entrave’, recorda Klein. Mercado – O Equador é um mercado importante para o calçado brasileiro e que vem, nos anos recentes, aumentando suas importações do produto. Mesmo com as barreiras que perduraram por quatro meses, foram exportados para lá, de janeiro a novembro de 2017, mais de 2 milhões de pares, que geraram US$ 24,65 milhões, valor 107% superior ao registrado no mesmo período de 2016. 

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NOTAS CALÇADOS

Exportações de calçados geram US$ 1,09 bilhão As turbulências políticas e econômicas internacionais, as consequentes oscilações cambiais e os problemas estruturais do sistema produtivo brasileiro não foram suficientes para segurar as exportações de calçados em 2017. No período, e com grande esforço em promoção de produto, comercial e de imagem, os calçadistas embarcaram 127,13 milhões de pares, que geraram US$ 1,09 bilhão, 9,3% mais do que em 2016 e o melhor resultado financeiro desde 2013 (quando foi de US$ 1,095 bilhão). Já o resultado físico ficou apenas 1,2% acima do registrado em 2016, o que demonstra um encarecimento do produto brasileiro, especialmente, em função da desvalorização da moeda norte-americana registrada ao longo do ano passado. Segregando apenas o último mês do ano, foram embarcados 17,27 milhões de pares por US$ 116,88 milhões, resultados inferiores tanto em volume (-3,8%) quanto em receita (-8,7%) no comparativo com mesmo mês de 2016. Para o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, os resultados poderiam ser melhores não fosse a oscilação cambial. “Chegamos a ter um câmbio próximo a R$ 3,40 durante o ano, valor que caiu à casa de R$ 3,20. Evidentemente que teve reflexo no preço do nosso calçado, que ficou mais caro para o comprador estrangeiro. Iniciamos o ano com preço médio de US$ 7 e encerramos comercializando a quase US$ 9”, comenta o executivo, para quem, no entanto, o câmbio não pode ser encarado como um fator de competitividade, mas sim como um compensador das perdas ocasionadas pelo oneroso custo de produção brasileiro. “Infelizmente, os nossos principais concorrentes estão muito à frente no quesito carga tributária, logística e custos de produção em geral, o que faz com que percamos competitividade”, avalia.

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Heroísmo – Segundo Klein, o exportador brasileiro foi “heroico” em 2017, trabalhando estratégias diferenciadas para atração de compradores, com produtos de maior valor agregado e que concorram não apenas no preço, mas em qualidade. “Se o exportador competir no preço, está com dias contados. Nisso, os asiáticos são imbatíveis. Por isso é importante fazermos a lição de casa, melhorar as condições de produtividade do portão para dentro da fábrica e esperar menos por mudanças econômicas e tributárias que, infelizmente, parecem distantes de ocorrer”, conclui o executivo. Destinos – Em 2017, o principal destino do calçado brasileiro foi os Estados Unidos. Para lá foram embarcados 11,33 milhões de pares que geraram US$ 190 milhões, quedas tanto em pares (-14,4%) quanto em dólares (-14,2%) em relação a 2016. “O mercado dos Estados Unidos, que responde por cerca de 20% das nossas exportações, é muito sensível ao preço. O reflexo deste ano foi uma queda significativa. Perdemos espaços para calçados asiáticos”, lamenta Klein. O segundo destino do calçado brasileiro em 2017 foi a Argentina. No período, os hermanos compraram 11,57 milhões de pares por US$ 147 milhões, altas de 22,1% e 31,7%, respectivamente, em relação a 2016. O terceiro destino do ano passado foi o Paraguai, para onde foram embarcados 14,3 milhões de pares, que geraram US$ 74,64 milhões, queda de 1,5% em volume e alta de 57,4% em receita no comparativo com 2016. Maior exportador segue sendo RS – Respondendo por 41,4% do valor gerado com as exportações de calçados, o Rio Grande do Sul foi o maior vendedor internacional do produto em 2017. No ano passado, saíram das fábricas gaúchas 28,14 milhões de pares, que geraram US$ 451,84 milhões, queda de 2% em

volume e incremento de 3,6% em receita no comparativo com 2016. O segundo maior exportador em receita – primeiro em volume – foi o Ceará. Em 2017, os cearenses embarcaram quase 50 milhões de pares, que geraram 289 milhões, altas tanto em volume (4,8%) quanto em receita (7,2%) em relação a 2016. Fechando o pódio dos exportadores de calçados, São Paulo embarcou 7,4 milhões por US$ 113,7 milhões, queda de 18% em volume e incremento de 5,5% em valores em relação ao ano anterior. Importações 1,1% menores do que em 2016 – As importações de calçados, embora tenham dado indícios de crescimento ao longo de 2017, encerraram o ano em declínio. No último mês do ano entraram no Brasil pouco mais de 1 milhão de pares por US$ 16,63 milhões, quedas de 38,7% e 31,7%, respectivamente, em relação ao mesmo mês de 2016. Com isso, o ano fechou com a importação de 23,8 milhões de pares por US$ 340 milhões, alta de 4,6% em volume e queda de 1,1% em receita no comparativo com 2016. As principais origens foram Vietnã, de onde partiram 10,87 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 187,4 milhões (alta de 4,5% em volume e queda de 1,4% em receita no comparativo com 2016); Indonésia, que exportou 4 milhões de pares por US$ 65,67 milhões para o Brasil (quedas de 0,6% em volume e de 10,3% em receita em relação a 2016); e China, que enviou ao Brasil 5,6 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 31,18 milhões, quedas de 3,7% em volume e 13% em receita no comparativo com o ano anterior. Em partes de calçados – cabedais, solas, saltos, palmilhas etc – as importações chegaram a US$ 41 milhões, 0,1% menos do que em 2016. As principais origens foram China, Vietnã e Paraguai.  www.borrachaatual.com.br


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NOTÍCIAS ABIQUIM

Déficit em produtos químicos avança 6,5% em 2017

O Brasil importou US$ 37,2 bilhões em produtos químicos em 2017, valor pago pela aquisição de mais de 43,1 milhões de toneladas entre as diversas mercadorias acompanhadas pela Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim no âmbito da balança comercial setorial. O déficit na balança comercial de produtos químicos totalizou US$ 23,4 bilhões em 2017, fato que reverteu a série de três anos consecutivos de reduções pela qual o indicador passava (em 2014, de US$ 31,2 bilhões; em 2015, de US$ 25,4 bilhões; e em 2016, de US$ 22,0 bilhões). Na comparação com os resultados de 2016, houve um aumento de 8,8% no valor monetário das importações, já as quantidades físicas adquiridas foram 14,9% superiores. Os principais fatores que levaram a esse aumento do déficit em produtos químicos se destacam: a retomada da atividade econômica nacional, a safra de grãos recorde e a ausência de investimentos produtivos, que pudessem suprir essa nova demanda com o incremento da produção nacional. Em termos históricos, as quantidades importadas em 2017 são as maiores de todos os tempos. Quando comparadas com as 37,5 milhões de toneladas de 2013, ano em que foi registrado o maior déficit no histórico da balança comercial de produtos químicos, de US$ 32,0 bilhões, observa-se um aumento de 15%,

gerado pelo crescimento na importação de produtos químicos para o agronegócio, que poderiam ser fabricados no País. Entre os grupos acompanhados, os intermediários para fertilizantes foram o principal item da pauta de importação do setor com compras de mais de US$ 6,4 bilhões, em 2017, equivalentes a 60,7% (26,2 milhões de toneladas) das 43,1 milhões de toneladas em compras externas de produtos químicos. As exportações brasileiras de produtos químicos, por sua vez, de US$ 13,7 bilhões, em 2017, aumentaram 13,0% na comparação com o ano anterior, com movimentação de 16,5 milhões de toneladas para os mais diversos mercados de destino. As resinas termoplásticas, com vendas externas de US$ 2,3 bilhões, foram os produtos químicos mais exportados, não obstante redução de 2,6% nas quantidades exportadas desses produtos na comparação com 2016. Avaliando-se as trocas comerciais com os principais blocos econômicos regionais, em 2017, o Brasil foi superavitário apenas em relação aos países vizinhos e históricos parceiros comerciais, do Mercosul e da Associação Latino Americana de Integração – Aladi, respectivamente saldos comerciais de US$ 911 milhões e de US$ 829 milhões. Entretanto, foram novamente registrados resultados estruturais negativos expressivos em relação à União Europeia e ao Nafta (América do Norte), que somados ultrapassaram um déficit agregado de US$ 13,7 bilhões, além de um crescente desbalanceamento de 6,5% ao ano com a Ásia (déficit se amplia de US$ 4,3 bilhões em 2010 para US$ 6,7 bilhões em 2017). Para o presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, apesar da importância do agronegócio e da extração mineral para garantir divisas aos compromissos financeiros externos nacionais, o Brasil não pode planejar o futuro da nação com base na exportação de commodities primárias, fortemente sujei-

tas a variações substanciais de preços no mercado internacional. “É imperativo gerar empregos e renda com agregação de valor às riquezas naturais brasileiras em território nacional. Não se pode conceber como excelentes projetos de investimento de fertilizantes e de intermediários químicos como metanol, entre outros que usam o gás natural como matéria-prima, por exemplo, se efetivem em diversos países que não dispõem de reversas comparáveis às brasileiras, mas que possuem políticas públicas asseguradoras dessa produção local. Exportar bens primários para importar transformados de alto valor agregado não é uma estratégia condizente aos desafios e às oportunidades que se observam para os próximos anos e muito menos ao próprio tamanho do Brasil no mundo”, destaca Figueiredo. 

Retomada mundial produz efeitos no Brasil A demanda nacional por produtos químicos de uso industrial, medida pelo consumo aparente nacional (CAN), levantado pela Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim, encerrou 2017 com crescimento de 6% sobre o ano anterior. O crescimento foi alcançado pela retomada da atividade econômica em setores que são clientes da indústria química como a indústria automobilística, linha branca, construção civil, entre outras. Outro fator é a fraca base de comparação dos três anos anteriores. A produção local teve alta de 1,85% no ano passado com destaque para o resultado específico dos últimos três meses do ano, em que a variável cresceu expressivos 5,78% sobre igual período do ano anterior, registrando o melhor quarto trimestre dos últimos dez anos. No entanto, a demanda de produtos químicos de uso industrial no mer©Foto: Vhsrt-just/pixabay/2018

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cado nacional vem sendo ocupada cada vez mais pelos produtos importados, que em 2017 tiveram alta de 21,1% sobre 2016 e passaram a representar 38% de toda a demanda nacional por produtos químicos, recorde desde 1990. Já as exportações tiveram um leve recuo e fecharam o ano com uma queda de -0,03% em igual período de temo. O aumento da presença dos produtos importados também afetou o uso da capacidade instalada que ficou em 79% em 2017, um ponto abaixo do patamar de 2016. “A retomada da economia é positiva, mas a realidade é que o Brasil ainda é um dos países que menos crescem no mundo, com uma expectativa de crescimento do PIB de 2017 em 1,1%, segundo dados do Monitor do PIB da Fundação Getúlio Vargas”, afirma o presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo. O executivo ainda explica que o Brasil tem todas as ferramentas para crescer, pois já conta com as principais empresas multinacionais instaladas no País, além de empresas nacionais maduras e que se internacionalizaram. “O País ainda é rico em matéria-prima, biodiversidade, tem alto potencial para geração de energia limpa e será autossuficiente na produção de gás natural já em 2022. Estamos deixando de aproveitar a oportunidade de trabalhar em uma política industrial que agregue valor a nossa indústria e gere mais empregos de qualidade à população”. A diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, avalia que para o setor químico é importante retomar as bases da competitividade para voltar a operar à plena carga e, no médio prazo, atrair investimentos em novas capacidades. “As dificuldades de competição no mercado doméstico se devem às matérias-primas, cujo custo é muito elevado no País, energia com peso excessivo de encargos, infraestrutura deficitária e cara, custo-Brasil, dentre outros pontos, que precisam ser atacados de forma contundente”. 

ENI inaugura novo complexo industrial na Coreia do Sul Um novo complexo industrial integrado para a produção de elastômeros foi inaugurado no final de 2017 em Yeosu, na Coreia do Sul. Este lançamento contou com a presença das autoridades locais, o Embaixador da Itália na Coréia e os principais clientes. As novas plantas da Lotte Versalis Elastomers, uma joint venture de 50%:50% entre a Versalis (ENI), líder mundial no setor de elastômeros e a Lotte Chemical, uma importante empresa petroquímica sediada na Coréia do Sul, foram construídas em um tempo recorde de 26 meses e em conformidade com os princípios de sustentabilidade, em conformidade aos mais avançados padrões tecnológicos europeus. Esta importante conquista faz parte da estratégia da ENI para transformar e expandir seu ramo químico também pelo mercado internacional. A joint venture, criada em 2013 com o objetivo de aumentar o crescimento no mercado asiático de elastômeros, usa a tecnologia, expertise industrial e rede comercial da Versalis, bem como a integração do “site” da Lotte Chemical, que garante a disponibilidade de matérias-primas e instalações industriais. O complexo industrial tem uma capacidade nominal de 200.000 ton / ano de elastômeros EPDM (Monômero de Etileno-Propileno Dieno), S-SBR, borracha de estireno-butadieno em solução e Polibutadieno BR (borracha de butadieno). A produção será destinada aos mercados de aplicação premium, principalmente indústrias de pneus, peças automotivas, modificação de estireno e artefatos técnicos. “A construção do primeiro complexo industrial na Ásia é um marco importante na estratégia de desenvolvimento internacional da Versalis, que alavanca valiosas tecnologias próprias. Também fortalece nossa posição de liderança no mercado global de elastômeros e outras perspectivas de crescimento. Estamos entusiasmados em trabalhar neste projeto com um parceiro estabelecido, como a Lotte Chemical. Ao unir forças, tanto a Versalis quanto a Lotte Chemical estão se beneficiando de importantes sinergias “, diz o CEO da Versalis, Daniele Ferrari. A Versalis está presente na região da Ásia-Pacífico através de suas unidades comerciais em Xangai, Qingdao, Mumbai e Cingapura. 

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Hypertherm comemora 50 anos de inovação em corte industrial

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Hypertherm, referência em soluções para corte industrial, comemora em 2018 cinco décadas dedicadas à inovação. Para celebrar a data, a empresa promoverá ao longo do ano diversas campanhas nas mídias digitais. Já em relação aos eventos comemorativos, os destaques ficam por conta da recuperação de uma “cápsula do tempo” enterrada há muitos anos e da visita do fundador da Hypertherm, Dick Couch, a todas as instalações da companhia distribuídas pelo mundo – no Brasil, o encontro está agendado para a primeira quinzena de maio. “Tenho muito orgulho do que alcançamos. Começamos como uma fabricante de sistemas de plasma e chegamos à posição de fornecedora mundial de soluções de corte. É gratificante saber que fizemos tudo isso enquanto nos tornávamos uma empresa integralmente de propriedade dos funcionários, que continuam comprometidos em fornecer soluções e em construir relacionamen-

tos de longo prazo com nossos clientes”, afirma Couch. Nascida em uma pequena garagem na cidade de Hanover, nos EUA, hoje a Hypertherm fornece equipamentos para a construção de navios, trens, veículos, edifícios e pontes, entre muitos outros produtos e estruturas. Em 1968, Couch e o professor universitário Bob Dean descobriram que, ao injetar água radialmente dentro de um bico de corte a plasma, um arco mais estreito era formado, possibilitando cortar metais com mais precisão e rapidez, praticamente eliminando escórias pesadas e o arco duplo. Foi inventado, assim, o corte a plasma com injeção de água. “O objetivo da Hypertherm sempre foi ajudar os clientes a reduzir o custo operacional e melhorar o desempenho de corte, para que eles possam aumentar sua lucratividade. Isso é o que continuamos a fazer. Ao firmarmos parcerias com nossos clientes, nós os ajudamos a identificar a solução certa para alcançar as suas metas”, comenta Evan Smith, presidente e CEO da Hypertherm. “Quando dizemos que estamos “Shaping Possibility” (“dando forma às possibilidades”), estamos ajudando os nossos clientes a concretizar suas ideias”. A Hypertherm, prossegue Smith, continua a priorizar as inovações com foco nos clientes. Por meio de investimentos expressivos em pesquisa e desenvolvimento, as equipes de engenharia da empresa são responsáveis por trazer diversas tecnologias de ponta ao mercado. “Dentre elas, vale a pena men-

cionar os lançamentos do HyDefinition, do HyPerformance e, mais recentemente, dos processos com plasma X-Definition, para oferecer tecnologias de plasma a ar de alta eficiência e consumíveis com maior vida útil”, ele completa. Popularização do plasma no Brasil – A operação brasileira da Hypertherm teve início em 2012. À época, lembra Erasmo Lima, diretor regional, o plasma era muito pouco utilizado no país – ficava restrito a cortes de aço inox e alumínio que não podiam ser feitos com oxicorte. “Após os nossos primeiros lançamentos no Brasil, o plasma começou a se tornar mais popular, graças à combinação de alta tecnologia com facilidade de uso dos equipamentos”, comenta. Em paralelo, Lima ressalta a importância para o mercado local de a Hypertherm ter investido em infraestrutura contínua de suporte. “Daí levando em conta tanto os serviços técnicos como o acesso a consumíveis e peças de reposição”. Presente em 93 países, no Brasil a Hypertherm conta com uma base na cidade de Guarulhos e um Centro de Distribuição (CD) em Cajamar, ambas no estado de São Paulo. Além de fabricar equipamentos para corte a plasma, laser e jato d´água, a Hypertherm fornece uma solução completa para o corte industrial, com produtos de automação (controladores de altura e CNC) e softwares de otimização de processo (CAD/CAM). Também é especialista no desenvolvimento e produção de tochas e consumíveis de alta performance. Mais informações em www. hypertherm.com.  ©Foto Divulgação

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Blue Sol Energia Solar anuncia operação

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Blue Sol Energia Solar, referência no desenvolvimento de projetos, instalação de sistemas fotovoltaicos e capacitação de empreendedores para o setor, bem como franquia pioneira na área, começa 2018 com o pé direito e força total. A marca anuncia a abertura de sua 10ª franquia, que terá atuação nas cidades de Jundiaí, Vinhedo, Louveira e Valinhos. A unidade inicia atividades em fevereiro sob o comando do franqueado Mário Luiz de Abreu e Silva, que tinha, até então, atuação profissional na área de tecnologia da informação e tecnologias e processos relacionados à operação de rodovias e cobrança de pedágios. Sua última ocupação foi como consultor na área de pedágios e meios de pagamento. Ele conta que sempre teve atenção especial voltada à sustentabilidade e pensava em formas de uni-la à tecnologia. “Tenho perfil inovador, gosto sempre de realizar atividades novas e não rotineiras. Há alguns anos as energias alternativas já chamavam minha atenção, em especial a fotovoltaica. Quando descobri a Blue Sol fiquei motivado a estudar e me capacitar na área e, conforme conhecia mais, maior era a vontade de atuar no setor�, avalia. O novo franqueado da Blue Sol Energia Solar, cuja unidade está instalada no Vinhedo Mall, conta que o caráter inovador e os desafios de um mercado que está iniciando despertaram o desejo de participar ativamente dessa nova revolução energética, onde as energias alternativas e renováveis dominarão. “Foi

fácil escolher a Blue Sol como marca a qual me associar para entrar nesse mercado. Avaliei os cenários e a enxerguei como uma empresa competente, inovadora e referência no setor. Tenho certeza de que colheremos excelentes frutos”, afirma Mário, que tem como objetivo central para 2018 conquistar o “break even” da unidade franqueada. O investimento para abertura da franquia de energia solar foi de aproximadamente R$ 200 mil e a expectativa é de que o retorno do investimento ocorra em até 24 meses. De acordo com Rafael Cafolla, gestor de franquias da Blue Sol Energia Solar, o negócio é totalmente viável. “O mercado é promissor. A previsão oficial é que, em 2024, o Brasil tenha cerca de 1,2 milhão de sistemas instalados e conectados à rede elétrica. A região de atuação da unidade franqueada apresenta um potencial excelente para instalação dos sistemas. Isso aliado às linhas de financiamento disponíveis e ao Consórcio que a própria Blue Sol oferece facilita a vida de quem sonha com a independência energética. Queremos tornar isso possível”, complementa. Segundo Cafolla, a franqueadora cuida da elaboração dos projetos, fornecimento dos equipamentos, logística e conexão com as distribuidoras de energia elétrica, enquanto a unidade faz a frente comercial e a instalação dos sistemas. Expansão da marca - Cafolla também informa que a meta da Blue Sol Energia Solar é chegar a 200 unidades franqueadas até o final de 2020. Para isso, mira cidades e regiões com mais

de 600 mil habitantes do norte ao sul do país. A meta é finalizar 2018 com 40 franquias e um dos objetivos é seguir consolidando a marca pelo interior do estado de São Paulo. Atualmente, a Blue Sol Energia Solar já conta com franquias em Alphaville (SP), Campinas (SP), Franca (SP), Sumaré (SP), São José do Rio Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE), Recife (PE) e Cuiabá (MT). “Apesar de muito promissor, operar um negócio nesse setor não é como comercializar produtos ou serviços convencionais e gerir empresas de outras áreas comuns ao segmento de franquias. Temos nas mãos um produto e um serviço que exigem conhecimento técnico. Além de tudo, estamos trabalhando na mudança e criação de cultura das pessoas. Por isso, buscamos franqueados com perfil de gestor, conhecimento técnico e comercial para atuar em um setor novo, mas muito promissor”, explica Cafolla, que aposta e acredita no potencial da marca e do setor, especialmente pela inovação, no segmento de franquias. 

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Mais informações sobre os equipamentos e configuração do Ka Freestyle que chega ao mercado sul-americano no começo do segundo semestre serão divulgadas pela Ford nos próximos meses. 

Ford apresenta utilitário compacto Ka+Active

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Ford Europa apresentou o novo modelo utilitário compacto, o Ka+ Active, que será lançado no final do ano naquele continente. O futuro hatch compacto aventureiro segue o mesmo conceito do Ka FreeStyle, revelado no final de janeiro no Brasil e na Índia, com estilo esportivo e proposta de uso diferenciada. Fiel ao conceito do Freestyle, o Ka+ Active também oferece maior altura de vão livre do solo e suspensão especialmente calibrada às características do produto – adaptações feitas para melhor atender às condições das estradas e preferências dos consumidores europeus. A oferta de motores da linha europeia também é única. Pela primeira vez, além do novo motor 1.2 Ti-VCT a gasolina de três cilindros, com 70 cv ou 85 cv, a linha terá uma versão a diesel, o 1.5 TDCi de 95 cv, com tecnologia Auto Start-Stop e adaptado aos novos padrões de emissões. A lista de equipamentos do novo carro in-

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clui central multimídia SYNC 3, sensor de chuva, faróis com acendimento automático, para-brisa aquecido, controle eletrônico de estabilidade, assistente de partida em rampa, botão de partida e monitoramento de pressão dos pneus. O Ka+ Active é o segundo modelo de uma nova linha de crossovers da Ford, ao lado do Fiesta Active que também chega ao mercado europeu no final do ano, com estilo inspirado em SUVs. O novo Ka foi lançado na Europa no final de 2016, como Ka+, e já vendeu mais de 61 mil unidades. “No ano passado, pela primeira vez a Ford vendeu mais de 200 mil SUVs na Europa e a demanda por SUVs e crossovers nunca foi tão alta. Este ano, o novo Ka+ Active tornará mais acessível para os consumidores ter um crossover, com design atraente e tecnologias sofisticadas só vistas em carros muito mais caros”, diz Roelant de Waard, vice-presidente de Marketing, Vendas e Serviço da Ford Europa.

Ducati lança campanha promocional A Ducati está com uma Campanha Promocional de Vendas para a recém-chegada Ducati Multistrada 950, um das mais recentes novidades da marca, que está com preço de lançamento de R$ 59.900,00. Para quem prefere ainda mais potência para viajar e se aventurar pelos mais diversos tipos de terreno, a Ducati Multistrada 1200 Enduro também está com valor especial. Equipada com maleiros laterais, a Ducati Enduro ano 2017 tem valor promocional de R$ 84.900. Mais informações procure uma concessionária Ducati. www. brasil.ducati.com/.  www.borrachaatual.com.br


Cummins Inc. lança QSK 38 Tier 4 para mercado marítimo

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rovedora de soluções tecnológicas de powertrain, a Cummins Inc. anuncia novo atendimento Tier 4 da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) para o QSK38 Marine. A maior fabricante independente de motores Diesel e a gás combinou o sistema de Redução Catalítica Seletiva (SCR), líder do setor e produzido pela Cummins Emission Solutions, ao motor marítimo. A partir de 2019, o QSK 38 Tier 4 estará disponível para o mercado marítimo global. “Estamos entusiasmados em trazer uma tecnologia já comprovada para o mercado marítimo que engloba nossa missão e valores; nosso objetivo é atender ao setor com soluções de qualidade e ambientalmente amigáveis. A Cummins tem mais de 10 anos de experiência em tecnologia SCR destinados a equipamentos rodoviários e off-highway. Tratase de uma tecnologia limpa e eficiente que será muito bem recebida”, disse Jim Schacht, diretor executivo da Cummins Global Marine Business. O novo motor Cummins QSK38 Tier 4 será oferecido com suporte de instalação detalhado e sistema SCR flexível, que elimina a complexidade, economizando tempo e reduzindo custos em cada projeto. Os sensores localizados no SCR são capazes de monitorar o desempenho do sistema, permitindo que as injeções precisas de ureia neutralizem as emissões. Ao monitorar os dados e ingerir a ureia adequadamente, o sistema Cummins garante eficiência, sem desperdício, contribuindo com outras economias de custos para o cliente.

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“Líder comprovado em vias navegáveis, o QSK 38, agora com baixas emissões, poderá ser comercializado no mercado brasileiro que exige, no entanto, ainda a regulamentação Tier II. Um estaleiro, por exemplo, que queira construir uma embarcação navegável no mercado norte-americano pode contar com a nova opção de motor Cummins”, diz Antonio Colares, gerente de Negócios de Motores da Cummins Vendas e Serviços. Os projetos marinhos complexos e globais exigem colaborações entre linhas de estados, limites de países e fusos horários. Os Distribuidores Cummins e independentes combinam o mesmo serviço, suporte e estão estrategicamente localizados para atender com excelência os clientes. 

Cummins inicia vendas de motores via Cartão BNDES A Cummins inicia 2018 oferecendo uma nova opção de compra de motores via Cartão BNDES. No total, já são 30 modelos cadastrados e o objetivo da maior fabricante independente de motores Diesel e a gás é permitir que seus clientes tenham a taxa de financiamento mais atrativa do mercado e a possibilidade de maior negociação junto às instituições financeiras. Nesta modalidade, os distribuidores podem fornecer simulações de financiamento obtidas diretamente

no site do Cartão BNDES, facilitando a negociação, além de permitir ao cliente negociar a melhor taxa de juros. A compra de um motor no Cartão BNDES pode ser feita em até 48 vezes. Trata-se de mais uma iniciativa da Cummins em oferecer novas oportunidades de aquisição de motores. “Também queremos, com esta nova opção, gerar mais negócios e alavancar vendas”, diz Glauco Rui Luz de Oliveira, analista de Finanças da Cummins Brasil. 

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MWM fornece motores para pulverizadores

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MWM, fabricante independente de motores diesel líder no Mercosul, expande acordo com a PULVERJET – fabricante de máquinas e equipamentos para pulverização agrícola. As empresas são parceiras há 5 anos. A expansão do acordo entre as empresas se dá pelo lançamento da linha de pulverizadores autopropelidos PULVERJET, anteriormente já equipados com motores MWM da Série 10, com 180cv não emissionados, que passarão a contar com os propulsores da família Acteon, Série 12 de 220cv e que atendem a legislação MAR-I. Os nomes das aplicações serão as 4 já conhecidas PULVERJETTD, PULVERJETPCTA, PULBVERJETPCT e PULVERJETHD. Os novos motores já em versões compatíveis com a legislação de emissões

MAR-I, vigente para máquinas agrícolas a partir deste ano, contam com mais potência, redução no consumo de combustível, aumento no intervalo de troca de óleo e elevação do torque backup, e o primeiro lote de motores será fornecido à PULVERJET ainda este ano. Com o novo acordo, a MWM amplia sua participação neste segmento, passa a equipar todas as linhas de máquinas da montadora, e espera fortalecer e ampliar sua parceria de sucesso com a PULVERJET. Segundo a montadora, neste novo projeto a PULVERJET contou com o fornecimento da eletrônica Verion que possibilitou a integração das informações do motor e tarefas de controle de aplicação dentro de um mesmo equipamento. Resultando em maior simplicidade do sistema e facilidade de operação para o usuá-

rio. O computador, que acessa os dados do motor através da rede CANBUS e J1939 e apresenta as informações em forma gráfica e colorida, também leva um registro das ações de manutenção e permite diagnostico de falhas. O novo projeto foi um grande passo para a PULVERJET, esta tecnologia abre uma gama de opções para desenvolvimento de novas funcionalidades que venham facilitar o serviço do usuário. Thomas Püschel, Diretor de Vendas e Marketing para Motores e Peças da MWM, destaca que “Conquistas como a expansão de fornecimento para a PULVERJET; demonstra que estamos no caminho certo para o desenvolvimento sustentável e atendimento às expectativas dos clientes, atualizando e otimizando nossos produtos de acordo com as particularidades de cada parceiro. 

Soluções em energia solar com os geradores Cummins

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Noroeste Máquinas, empresa do Grupo DCCO e distribuidora da Cummins na região Norte do país, está apostando em um novo nicho de mercado na geração de energia para potenciais clientes da região. Em conjunto com os geradores fabricados pela Cummins, a Noroeste está oferecendo soluções completas em energia solar Grid Tied, que inclui homologação e instalação do sistema para mini e micro geração de energia para fins residenciais, comerciais e industriais. “A energia solar é um complemento às soluções de energia que a Noroeste já disponibiliza. Estamos trabalhando com o sistema on-grid, interligado à rede da concessionária, conhecido por não suprir a demanda caso falte energia da

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concessionária”, afirma Sérgio Gabriel, diretor da Noroeste. Para comunicar aos clientes esta novidade, a Noroeste Máquinas organizou o Open Energy Day, em Manaus. “O evento foi extremamente produtivo, com clientes que já possuem geradores Cummins interessados em adquirir uma opção de energia sustentável, a energia solar. Assim como a Cummins, que está sempre em busca de soluções sustentáveis e tecnológicas, a Noroeste também parte para esse novo mercado, confiante em vender uma solução completa de energia para as empresas da região Norte”, afirma Sérgio. Os estados de Amazonas, Rondônia, Roraima e Acre, por exemplo, recebem uma boa incidência solar, de 5,5 kWh/m², potencial alto para produção de energia solar. Entretanto, segundo

a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), há pouquíssimos projetos instalados e homologados nesses estados. Em 2016, o número foi de 41 projetos, 0,003% dos projetos instalados no Brasil. “Nosso objetivo é aumentar o número de projetos instalados na região Norte, mostrando as vantagens de se ter um sistema fotovoltaico e diminuir os custos nas contas de energia desses clientes. Nosso primeiro foco será clientes com geradores Cummins, uma vez que temos relacionamento com os mesmos e podemos oferecer mais uma solução em energia”, visiona Sérgio. A geração de energia através de uma fonte gratuita, renovável, limpa e com pouquíssimos danos ao meio ambiente é um desafio constante e uma tendência em vários países no mundo.  www.borrachaatual.com.br


BMW amplia oferta de SAVs no Brasil

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estreia, no país, do inédito BMW X2, marcado para o segundo trimestre deste ano, assim como o lançamento da nova geração do BMW X3, em março, tem como objetivo ampliar as vendas da Família X no mercado nacional. A família de Veículos de Atividade Esportiva (Sport Activity Vehicles, em inglês) da BMW é responsável, atualmente, por aproximadamente 55% das vendas totais de veículos da marca no Brasil. Parte integrante da forte ofensiva do BMW Group no país, a partir deste ano, e que envolve o lançamento de 20 novos produtos localmente, a apresentação dos novos BMW X2 e X3, bem como a exibição da gama completa de veículos da gama BMW X, foi o evento evento BMW X Day, que aconteceu no dia 30 de janeiro, no espaço Villagio JK, em São Paulo. “A oferta da linha completa de modelos da família BMW X abre o ano de 2018 de forma notável para o BMW www.borrachaatual.com.br

Group Brasil, um ano considerado de extrema relevância para a empresa. Estamos muito contentes com mais este importante passo no mercado automotivo premium brasileiro e que solidifica ainda mais a nossa posição destacada no setor”, celebra Helder Boavida, presidente e CEO do BMW Group Brasil. “Desde o lançamento do primeiro SAV da BMW, o BMW X5, em 1999, a gama de modelos BMW X só cresceu e segue ganhando novos admiradores no mundo inteiro, inclusive no Brasil. E para ser ter uma ideia dessa admiração, no mercado brasileiro, a família BMW X é responsável por cerca de 55% das vendas da BMW no Brasil”, completa Nina Dragone, diretora de Marketing da BMW do Brasil. O BMW X1 fechou o ano de 2017 como o utilitário esportivo premium mais vendido do Brasil, com um total de 4.137 unidades emplacadas. Entre os principais equipamentos do X1 xDrive25i

destacam-se faróis Full-LED, teto solar panorâmico e abertura e fechamento automático do porta-malas. 

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NOTAS & NEGÓCIOS

Dow integra portfólio de silicones da Dow Corning Os produtos que fazem parte do portfólio de silicones com a marca Dow Corning® passam a se chamar DOWSIL™ a partir do mês de fevereiro. A mudança não altera as descrições que fazem parte dos nomes dos produtos atualmente e mantém as formulações originais e o alto nível de desempenho. A modificação envolve os portfólios destinados aos segmentos de cuidados pessoais e com a casa, construção e infraestrutura, embalagem, agronegócio, transporte e industrial. Os produtos da marca DOWSIL™ darão continuidade ao legado da Dow Corning, auxiliando as marcas a manterem sua vantagem competitiva, com uma ampla gama de inovações. Seus produtos colaboram na resolução dos desafios de diversos mercados, com tecnologias à base de silicone que melhoram a vida dos consumidores, alinhando expertise e conhecimento técnico. A partir de fevereiro também os clientes terão à disposição uma experiência de compras e busca on-line mais simples e agradável graças ao novo site que substituirá a atual plataforma dowcorning.com. Para orientá-los durante a transição, a Dow criou um centro de informações sobre a integração – dowcorning.com/integration – que será continuamente atualizado. O centro traz novidades sobre a implantação, materiais sobre as atividades de integração e perguntas frequentes, além de uma ferramenta para a geração de certificado de equivalência química para produtos específicos. A lista de soluções com os nomes atualizados está disponível no centro de informações da Dow Corning e os representantes de vendas estão aptos para esclarecer questionamentos a respeito. 

Borracha produzida no Brasil na bola da Copa 2018 Anunciada como bola oficial da Copa do Mundo de Futebol de 2018, a ser realizada na Rússia de 14 de junho a 15 de julho, a Telstar 18 contém borracha ecologicamente correta e é fabricada pela ARLANXEO, no Brasil, na unidade do Rio Grande do Sul. A borracha EPDM Keltan Eco é a primeira do mundo fabricada com etileno de base biológica extraído da cana de açúcar. Aplicada na camada de espuma, logo abaixo da superfície da bola, a borracha têm densidade, dureza, peso e elasticidade adequadas para amortecer os chutes. A bola feita com Keltan resiste às condições climáticas e foi testada em jogos de grandes clubes, como o Real Madrid, e também em outras aplicações fora do esporte, como na indústria automobilística. “A sustentabilidade ecológica foi um critério essencial na seleção de produtos para a bola de futebol da Copa do Mundo. Queríamos criar a nova bola utilizando materiais de alta tecnologia que possuem características de alta performance e são

sustentáveis”, diz Stefan Bichler, gerente de projetos de Operações de Futebol na Adidas AG. Graças à matéria-prima natural, a borracha Keltan Eco possui uma pegada de carbono significativamente mais baixa do que polímeros derivados de petróleo fóssil. A Telstar 18 foi inspirada na bola de mesmo nome utilizada no Mundial de 1970, no México, quando a seleção brasileira conquistou o tricampeonato. Na época, os pentágonos pretos e hexágonos brancos foram uma verdadeira revolução de design. Agora, a Adidas equipou a nova Telstar 18 com a mais recente tecnologia, um novo design de painel e uma estrutura de superfície otimizada. Com um chip da NFC embutido na bola, os fãs podem obter conteúdo personalizado através de smartphones e interagir com uma comunidade ao redor do mundo. 

Retilox lança canal no Youtube Recentemente o website da Retilox foi totalmente reformulado e o canal no Youtube vem complementar o leque de plataformas digitais que a empresa vem utilizando. A Retilox tem um olhar de 360° e entende que além de desenvolvimentos tecnológicos inovadores que priorizem melhorias de produção é necessário considerar particularidades de relacionamento e evoluções tecnológicas demandadas pelo seus objetivos e metas. Por isso, o mesmo empenho que é apresentado em diferenciais da em-

presa como os serviço de atendimento ao cliente e assistência técnica, será apresentado no Youtube. A proposta é disseminar conhecimento e ampliar a interação com o mercado de forma direta, rápida e acessível. O canal do Youtube já está ativo e propõe-se a postar vídeos técnicos, segmentados, com uma frequência de aproximadamente três vídeos por mês. Eles poderão ser vistos por todos os usuários que se interessarem por soluções tecnológicas inovadoras e viáveis para o mercado de elastômeros e plastômeros.  ©Foto Divulgação

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NOTAS & NEGÓCIOS

Solvay e Fundação Ellen MacArthur assinam parceria trienal

Jean-Pierre Clamadieu (à esquerda, na foto) assina acordo da Solvay com a Fundação Ellen MacArthur.

A Solvay e a Fundação Ellen MacArthur assinaram em 22 de janeiro um acordo de parceria global por três anos, aumentando a oportunidade do Grupo de contribuir significativamente para acelerar a transição para uma economia circular no setor de produtos químicos. A parceria explorará soluções alinhadas com os princípios da Economia Circular, em contraste com o atual modelo econômico linear de produção. “A economia circular é cada vez mais importante para nossos negócios e clientes, que nos pedem soluções que atendam às suas necessidades de sustentabilidade. Juntar-se à Fundação Ellen MacArthur e estabelecer parcerias com players globais de renome significa para empresas como a nossa fazer a diferença no aprimoramento da qualidade do nosso conhecimento e pesquisas para avançar mais rapidamente para a circularidade “, disse Jean-Pierre Clamadieu, CEO da Solvay. “Estamos satisfeitos por receber a Solvay como um parceiro global da Fundação Ellen MacArthur. A indústria de produtos químicos está no cerne da economia global, por isso tem um grande potencial para estimular a mudança em direção a uma economia circular restauradora e regenerativa “, disse Ellen MacArthur.

A Solvay se juntará aos atuais oito parceiros globais da Fundação (Danone, Google, H & M, Intesa Sanpaolo, NIKE Inc, Philips, Renault e Unilever), como o único parceiro global do setor químico, no período de 2018 a 2020. Desde que a velejadora britânica Ellen MacArthur estabeleceu a Fundação em 2010, a instituição emergiu como líder global em colocar as agendas dos tomadores de decisão nos negócios, governo e academia no sentido de uma transição mais rápida para uma economia circular. Aumento global de preços para sílicas – A partir de 01/01/18, ou conforme os contratos permitirem, a Solvay anunciou um aumento de preços de 10% para toda sua linha de sílicas. Esta medida reflete o aumento de custos em matérias-primas, energia e logística e é necessária para apoiar o programa em andamento da Solvay que visa garantir a confiabilidade do fornecimento a longo prazo para os clientes. Como um player global e responsável, a Solvay está empenhada em oferecer um alto e contínuo nível de qualidade, serviços e desempenho em todo o mundo, com alta tecnologia e processos produtivos amigáveis ao meio ambiente. Como um grupo internacional de química e de materiais avançados, a Solvay auxilia os clientes na inovação, no desenvolvimento e fornecimento de soluções sustentáveis de alto valor, que consomem menos energia, reduzem as emissões de CO2, otimizam o uso de recursos e melhoram a qualidade de vida no planeta. Seus produtos são utilizados em diversos mercados, tais como automotivo e aeroespacial, bens de consumo e de cuidados com a saúde e beleza, energia e meio ambiente, construção, elétricos e eletrônicos, bem como aplicações industriais. 

ORION reajusta preços de negros de fumo especiais A Orion Engineered Carbons anunciou um aumento de preços em toda sua linha de negros de fumo especiais em todo o mundo a partir de 01/01/18. Os aumentos variam de acordo com o grau, a região de vendas e o mercado final. Esses incrementos são para manter os níveis de serviço e o suporte técnico necessários para os negros de fumo especiais para o mercado. A empresa afirma estar comprometida com uma revisão contínua dos custos e e continuará a manter os clientes informados de quaisquer mudanças que possam ocorrer. A empresa é um fornecedor mundial de negro de fumo, atuando nos segmentos de revestimentos, tintas de impressão, polímeros, borrachas e outras aplicações. Os diversos tipos de negros de fumo como “Gas Blacks”, “Furnace Blacks” e “Specialty Carbon Blacks” colorem e aprimoram o desempenho de plásticos, tintas, revestimentos, toners, adesivos, selantes, pneus, mangueiras, correias e artefatos de borracha. Mais informações no www.orioncarbons.com. 

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Fabricantes de silicone querem aprimorar segurança de fios e cabos A Comissão Setorial de Silicones, da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) deu outro passo importante para aprimorar a regulação sobre aplicações de silicone em fios e cabos, a fim de melhorar a segurança dos consumidores. Após a regulamentação pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) da certificação de fios e cabos revestidos com borracha de silicone, agora a Comissão Setorial de Silicones – constituída pelas fabricantes Dow Corning, Elkem, Momentive e Wacker – está trabalhando em conjunto com a Comissão de Estudos da ABNT, para a revisão da norma referente à instalação elétrica de baixa tensão, a NBR 5410. O documento completo deve ser

encaminhado para consulta nacional na ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), no segundo semestre deste ano. Resistente a altas temperaturas, a borracha de silicone protege fios e cabos de forma mais eficiente, minimizando risco de fogo na camada de proteção, quando expostos à sobrecarga de calor. O uso de borracha de silicone em condutores tem se mostrado uma solução técnica e economicamente viável, além de competitiva, em relação aos demais materiais, principalmente em circuitos que devem continuar operando em caso de emergência. Isto porque o material mantém suas dimensões originais e isolação, sem expor a parte metálica interna do condutor, evitando curtos circuitos e choques elétricos.

“Com a regulamentação do Inmetro, somente produtos fabricados de acordo com as Normas Técnicas em vigor e certificados poderão ser comercializados, aumentando a confiabilidade do material”, afirma Irineu Bottoni, coordenador da Comissão. Essa era uma lacuna no campo regulatório que precisava ser resolvida, como mostrou estudo realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sobre o Potencial de Diversificação da Indústria Química, divulgado em 2015. Com essa normatização, os fabricantes de silicones almejam posicionar o Brasil, em termos de regulação, no mesmo patamar de Estados Unidos, Europa e Ásia. 

Michelin e competições: um compromisso duradouro e sustentável

Recentemente, a Michelin confirmou seu compromisso em longo prazo para muitos campeonatos: o Campeonato Mundial de Endurance e a Fórmula E até 2021, a MotoGP até 2023 e, também, para o Campeonato Mundial de Ralis (WRC) e o Super GT no Japão. Essas categorias, tão diversas e variadas, representam os desafios técnicos a serem enfrentados em colaboração com os

clientes e parceiros da empresa. “Atualmente, em condições extremas de uso, estamos desenvolvendo as soluções para uma melhor mobilidade futura: competindo hoje para a mobilidade de amanhã!”, afirma Pascal Couasnon, diretor mundial de Competições da Michelin. A recente renovação do contrato com o campeonato FIA Fórmula E por mais duas temporadas é uma ilustração disso, assim como a parceria recém-anunciada com a Dorna Sport: a Michelin será a fornecedora oficial de pneus para o novo campeonato Mundial FIM Moto-e, que será lançado em 2019. Já associado à principal categoria

da MotoGP desde 2016, o Grupo Michelin naturalmente se estabeleceu como o parceiro perfeito para esta nova série, a de emissões zero. “Desde a sua criação, a Michelin escolhe projetos que tenham sentido em termos de melhoria da mobilidade, tornando-a mais segura, econômica e ecológica. Esse progresso exige tanto inovação técnica quanto inovação em termos de visão. Com a criação do Campeonato Mundial FIM Moto-e, a Federação Internacional de Motociclismo e a Dorna Sports oferecem uma resposta concreta às prioridades da mobilidade, apresentando-nos a primeira categoria esportiva de motocicleta 100% elétrica. Eles estão nos fornecendo um valioso laboratório de desenvolvimento de inovações que veremos nos pneus de série da Michelin futuramente. Por essa razão, estamos muito satisfeitos em participar da fundação deste novo campeonato como parceiro de tecnologia”, conclui Couasnon.  ©Foto Divulgação

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Fras-le e Federal-Mogul formam joint-venture

Anderson Pontalti - Diretor geral da Frasle Brasil, América do Norte e Ásia

A Fras-le, uma das Empresas Randon, fabricante de produtos de material de fricção, e a Federal-Mogul Motorparts, fabricante e distribuidor global de peças automotivas de qualidade, anunciam que receberam a aprovação da Autoridade Antimonopólio do Brasil – CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), ocorrida em 7 de dezembro de 2017, para estabelecer uma joint-venture focada na fabricação e distribuição de produtos de freio Premium para fabricantes de veículos de equipamentos originais e clientes de pós-venda nos mercados de veículos leves no Brasil e em toda a América do Sul. A joint-venture, conhecida como JURID do Brasil Sistemas Automotivos Ltda, entrou em vigor em 8 de janeiro, sendo aproximadamente 80,1% de propriedade da Fras-le e 19,9% de propriedade de uma afiliada da Federal-Mogul Motorparts. “Juntos, através desta joint venture, nossas empresas oferecerão produtos e serviços tecnicamente avançados a nossos respectivos clientes de

OE e uma gama mais ampla de produtos e marcas para o mercado de reposição na América do Sul”, afirma Anderson Pontalti, diretor geral da Fras-le Brasil, América do Norte e Ásia. “Nós vemos essa joint-venture como um avanço significativo em nossa capacidade de atender as necessidades emergentes de nossos clientes, particularmente no segmento de veículos leves, em toda a América do Sul”, observou. “Congratulamo-nos com a oportunidade de fazer parceria com a Fras-le neste empreendimento para fornecer produtos de fricção líderes no setor para nossos clientes de montadoras, ao mesmo tempo em que atendemos o mercado de reposição da América do Sul com ofertas de freios Premium, vendidos originalmente sob as reconhecidas e respeitadas marcas Jurid® e Ferodo®, bem como um conjunto completo de produtos de reposição linha leve da marca Federal Mogul Motorparts para o Brasil”, diz Miguel Garcia, gerente geral da Federal-Mogul Motorparts na América Latina. A joint-venture terá base em Sorocaba, São Paulo, Brasil, na instalação anteriormente operada de forma independente por Federal-Mogul. A partir de 8 de janeiro de 2018, a joint-venture opera sob o nome de Jurid do Brasil Sistemas Automotivos LTDA. Os produtos vendidos através da parceria serão produzidos na fábrica de Sorocaba ou fornecidos por outras instalações da Federal-Mogul Motorparts fora da região e distribuídos pela rede de distribuição da Fras-le em toda a região. A Fras-le fornecerá tecnologias de fabricação e instalações de engenharia / teste existentes complementares através de suas operações em Caxias do Sul. 

ABTB prorroga data para submissão de trabalhos A ABTB – Associação Brasileira de Tecnologia da Borracha – prorrogou a data limite de submissão de trabalhos técnicos para o 17o Congresso Brasileiro de Tecnologia da Borracha a realizar-se nos dias 26 e 27 de junho de 2018 no EXPO CENTER NORTE, em São Paulo/SP. A nova data é 02/03/2018. O Congresso abordará os seguintes temas: Matérias-primas e compostos, Máquinas e equipamentos para processamento de borracha, Testes e análises, Simulações, TPV, TPE, TPO e Sustentabilidade. 

Ontário reafirma compromisso com a indústria automotiva A evolução do setor automotivo recebeu mais um suporte do governo de Ontario, principal província canadense. A região, que já é um importante polo para o setor, sendo a única área subnacional a concentrar operações das cinco principais montadoras globais (Fiat-Chrysler, Ford, General Motors, Honda e Toyota), acaba de anunciar, por meio do fundo de investimentos Jobs and Prosperity Fund, um aporte no valor de C$ 50 milhões para a empresa Linamar. O investimento permitirá que a companhia invista em tecnologia de ponta, impulsionando seu setor de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e apoiando seus esforços para o aumento da eficiência e inteligência dos meios de transporte. 

©Foto Ananda Servelin

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COIM marca presença na IFLS + EICI

Tipler celebra resultado positivo com novas parcerias

A COIM (Chimica Organica Industriale Milanese) participou da edição 2017 da IFLS + EICI, realizada entre os dias 31 de janeiro e 2 de fevereiro, em Bogotá, na Colômbia. O evento, referência mundial nos setores calçadista e de produção de couro, é visto pela multinacional italiana como uma grande oportunidade de troca de experiências, exposição de seus produtos e apresentação de novidades. “A COIM participou com o seu distribuidor PEGAUCHO. A nossa presença nessa feira serve para nos posicionarmos como um fornecedor brasileiro de Sistemas de Poliuretano e de TPU para a indústria de solados colombiana, já que essas empresas importam muito da Europa e China esses materiais”, explica Gabriela Nobre, gerente de marketing da COIM. Com cerca de 24.000 metros quadrados e 600 expositores de diversos países como Equador, Espanha, México e Portugal, a IFLS + EICI é uma vitrine para a demonstração de tecnologias e criadora de tendências para as empresas desses setores. “A indústria calçadista da Colômbia está cada vez mais forte e mostrar a COIM, uma multinacional italiana com produção no Brasil e distribuição em toda a América do Sul é de vital importância para conquistarmos uma parcela maior no mercado colombiano. A COIM oferece rapidez na entrega aliada à tecnologia Italiana.”, ressalta Gabriela. A COIM (Chimica Organica Industriale Milanese) é uma empresa de origem italiana especializada em policondensação (ester), poliadição (poliuretanos) e grande fabricante de especialidades químicas. Fundada em 1962, em Milão, a empresa foi a primeira da Itália a produzir peróxidos orgânicos. Hoje, a multinacional opera em todos os países desenvolvendo soluções on demand e prestando serviços de qualidade para os mais importantes grupos do mundo. Possui unidades fabris na Itália, Brasil, Estados Unidos, Índia e Cingapura, além dos Centros de Pesquisa na Itália, França, Inglaterra, Alemanha e Brasil. 

O ano de 2017 foi marcado por mudanças na Tipler. Além da mudança de logotipia, conceito, posicionamento e novas linhas de produtos, a marca também reviu suas políticas. O resultado disso é a conquista de 9 novos reformadores para a sua já ampla Rede. O crescimento é reflexo da estratégia da empresa em fazer crescer ainda mais sua presença e relevância no mercado de recapagens. “Foi um resultado muito satisfatório, principalmente pelo peso que esses novos reformadores trouxeram para a Rede”, ressalta o Gerente de Negócios da Tipler, Rodrigo Farina. Os novos Concessionários passaram a contar com todo o suporte de uma marca sólida, que é referência no segmento de reforma de pneus no Brasil e em toda a América do Sul. Os novos parceiros da Tipler estão em diferentes regiões do Brasil. Na região Sul, o novo Concessionário é a Renovadora de Pneus Chimba, de São Marcos, no Rio Grande do Sul. No Sudeste, em Minas Gerais, a HD Pneus, de Lambari, juntou-se à Rede e, em São Paulo, os novos parceiros são a Bruma Pneus, de

Atibaia, JB Pneus da capital e a Recapex, que conta com 3 unidades (Taquaritinga, Barra Bonita e São José do Rio Preto). No Nordeste, na Bahia, a BR Pneus, de Teixeira de Freitas, passou a ser mais uma parceira da marca. No estado do Ceará, a Petri Pneus, da cidade de Eusébio, firmou parceria com Tipler. A Repecal, de Caicó, no Rio Grande do Norte, também é Concessionário da marca. Por fim, na região Centro-Oeste, em Mato Grosso, o mais novo integrante da Rede é a Extra Pneus, de Rondonópolis. Todos esses reformadores passaram a contar com diversos benefícios que se transformam em lucratividade, como o reformulado e exclusivo recém-lançado mix de bandas prémoldadas da Tipler, que atendem a todas as demandas do segmento de transporte com grande eficiência e rentabilidade. Os planos de expansão da Rede Tipler continuam em 2018, com mais novidades para reformadores que querem ser mais fortes junto de uma marca consolidada e que trabalha em parceria com seus reformadores.  ©Foto Divulgação

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Fabricante de disco de freios tem recuperação judicial aprovada

Calibragem dos pneus

Fundamental à segurança, conforto e desempenho dos veículos, os pneus nem sempre recebem o cuidado necessário por parte dos condutores. Manter a pressão de ar sempre adequada, calibrando de acordo com o manual e periodicamente, é a primeira e mais importante manutenção requerida. Porém, infelizmente, um em cada três veículos em circulação roda com os pneus abaixo da pressão recomendada. Se as válvulas de segurança (biquinhos de borracha) e o assentamento das rodas estiverem em ordem, o pneu perde cerca de uma libra de pressão mensalmente. Caso algo esteja desajustado, esse detrimento pode ser ainda maior. “Rodar com 10 libras a menos em cada pneu, por exemplo, fará o veículo consumir até 12% a mais combustível, o que equivale a desperdiçar um tanque inteiro a cada oito abastecidos”, explica Eliel Bartels, engenheiro à frente do Centro de Tecnologia, Treinamento e Inovação do Grupo DPaschoal Outro dado alarmante, do Departamento de Transporte Norte Americano, sugere que veículos que rodam a partir de 25% abaixo da pressão recomendada, têm três vezes mais chances de se envolverem em acidentes. “Essas poucas libras a menos podem afetar a dirigibilidade do veículo e a

distância de frenagem, fatores que podem se agravar, por exemplo, em dias chuvosos ou numa pista ruim”, alerta Eliel. Quando o pneu trabalha com a pressão abaixo do recomendado, também gera mais calor e se desgasta mais rápido. Ou seja, vai durar menos. “Essa combinação de calor e baixa calibragem pode, inclusive, estourá-lo quando em uso, colocando o condutor em risco”. Mas evitar esses riscos e prejuízos é simples. Bartels recomenda a verificação quinzenal da pressão das rodas, seja num autoposto ou oficina de confiança. “Outra dica é não seguir o que é considerado padrão no momento da calibragem. Cada veículo tem sua pressão recomendada pelo fabricante e disponível no manual do proprietário”. Igualmente importante é não se esquecer do estepe que, mesmo fora de uso, perde ar e não pode estar inapto em uma emergência – calibre a cada dois meses. Eliel recomenda também de se atentar ao peso transportado no veículo no momento da calibragem, que pode influenciar na pressão necessária. Por último, não se esqueça de ajustar a pressão de ar quando as rodas estiverem relativamente frias, pois a caloria faz com que a borracha se expanda, levando os motoristas a verificar uma pressão que nem sempre é a correta. 

O plano de Recuperação Judicial da Metalúrgica DS, elaborado pela consultoria EXM Partners, em conjunto com a Vero Via Assessoria Empresarial e o escritório Mandel Advocacia, foi aprovado pelos credores em Assembléia Geral. A empresa catarinense é uma das maiores fabricantes de disco de freio do Brasil com faturamento operacional bruto anual de 92 milhões de reais. “A aprovação do plano foi resultado de uma minuciosa negociação com os credores e será essencial para manter as atividades da empresa e retomar o crescimento do faturamento, gerando novos empregos e beneficiando diretamente a economia de Santa Catarina, além de contribuir para o saldo da balança comercial brasileira por meio de exportações para toda a América Latina, Central e do Norte”, comenta Frederico Scarpellini, sócio da EXM Partners. Com 38 anos de atividade na cidade de Nova Veneza, a empresa é considerada uma das principais marcas nacionais no mercado de reposição de peças automotivas, com forte representatividade no cenário internacional. Seus 430 funcionários diretos produzem anualmente mais de 2,6 milhões de peças – cubos de roda, discos e tambores de freio – que atendem mais de 1.700 modelos de veículos em mais de 20 países. 

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AEA inicia chamada de trabalhos para o SIMEA 2018

Com a definição do tema “A Rota para o Futuro da Mobilidade no Brasil” para a próxima edição, a AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva – inicia chamada dos trabalhos para a 26ª edição do Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva – SIMEA 2018. O evento será realizado nos dias 01 e 02 de Agosto de 2018, no Centro de Convenções Rebouças. A data limite para a submissão dos resumos é 26 de março de 2018. Serão aceitas propostas de artigos técnicos enquadradas em assuntos relacionados com a Engenharia Automotiva, agrupados nos temas Combustíveis, Biocombustíveis e Lubrificantes e Aditivos; Emissões, Inspeção Técnica Veicular; Ensaios e Simulações; Materiais e Reciclagem; Motores e Transmissões; Manufatura e Processos; Projeto e Tecnologia do Veículo e Segurança Veicular.” Para a submissão de um resumo, os autores deverão obrigatoriamente preencher o formulário de inscrição, com no máximo 1.300 caracteres, que deve ser inédito e elaborado em inglês (obrigatório) e em português (opcional). A aprovação do resumo será notificada aos autores posteriormente, por meio do e-mail e site da entidade. A avaliação dos resumos e dos trabalhos finais será feita levando em consideração aspectos como ineditismo, conteúdo técnico, inovação, voltado à área da mobilidade e isento de propagandas e organização para análise de acordo com o modelo apresentado. Os melhores trabalhos serão premiados pela entidade. 

Bridgestone ajuda desenvolver “músculo de borracha” A Bridgestone Corporation anunciou no começo de janeiro o início de uma iniciativa conjunta com o professor Kenji Kawashima, do Instituto de Biomateriais Bioengenharia da Tokyo Medical and Dental University (TMDU), para o desenvolvimento de um equipamento de treinamento de caminhada pensado para melhorar a saúde de idosos. O equipamento se vale de músculos artificiais pneumáticos de borracha presos ao usuário para ajudá-lo a caminhar ou para aplicar carga. A expectativa é de que ele possa ser usado por idosos para aumentar sua força física e, como resultado, melhorar sua saúde. Um protótipo já foi concluído e, em 2018, testes de verificação do projeto devem começar a ser realizados a fim de possibilitar sua aplicação prática. O objetivo da iniciativa conjunta é desenvolver um equipamento de treinamento de caminhada do tipo “endoesqueleto”, que combine os músculos artificiais pneumáticos de borracha criados pela Bridgestone com as tecnologias de controle de sistemas elaboradas pelo professor Kenji Kawashima, da TMDU. Para realizar os exercícios de treinamento, o usuário deve prender os músculos artificiais ao seu corpo, que o

ajudarão a caminhar e/ou aplicarão diferentes cargas durante a caminhada. Os músculos artificiais pneumáticos de borracha são um tipo de músculo artificial de McKibben e consistem em um tubo de borracha envolto por fibras que compõem uma camada de reforço cilíndrica. Mudanças na pressão do ar dentro dos tubos de borracha os levam a contrair ou expandir, imitando o movimento de músculos humanos. Os músculos artificiais de borracha da Bridgestone utilizam suas tecnologias de borracha e fibras de reforço desenvolvidas para a produção de pneus e mangueiras. Como os músculos artificiais de borracha são mais leves e flexíveis que outros atuadores (como motores), eles possibilitam o desenvolvimento de um equipamento de treinamento que requeira menos esforço físico por parte do usuário. O Grupo Bridgestone tem o comprometimento de contribuir para a promoção de um estilo de vida ativo e saudável valendo-se de diversas tecnologias e conhecimentos especializados em uma variedade de campos, desde pneus até produtos de borracha, artigos esportivos e bicicletas. 

Equipamento de treinamento para caminhar (esquerda) e músculos artificiais pneumáticos de borracha (direita).

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Bridgestone nos Jogos Olímpicos de PyeongChang A Bridgestone Corporation (Bridgestone), empresa parceira mundial dos Jogos Olímpicos, já está preparada para apoiar a realização dos próximos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang 2018 por meio de uma ampla gama de iniciativas relacionadas a produtos, atletas e educação na Coreia do Sul. É a primeira vez que a Bridgestone participa como Parceiro Mundial dos Jogos Olímpicos de Inverno. Como parte de seu programa para os jogos, a Bridgestone fornece pneus de inverno para toda a frota de veículos do Comitê Olímpico Internacional (COI) e apoia a equipe Bridgestone – um grupo internacional de atletas que competirão nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de PyeongChang. Além disso, a empresa se

orgulha de ser parceira do programa oficial de educação de PyeongChang 2018, que visa promover um impacto positivo duradouro no país-sede e planeja compartilhar a principal mensagem desses Jogos, “Vá atrás dos seus sonhos”, com o público através de campanhas de marketing no país anfitrião. Como pneu oficial dos Jogos Olímpicos, a Bridgestone fornecerá sua linha de pneus de inverno Blizzak para todos os veículos oficiais da frota do Comitê Olímpico Internacional (COI). Projetados com

componentes especializados de borracha que não perdem a flexibilidade em baixas temperaturas, os pneus de inverno oferecem tração otimizada em pistas cobertas de neve, neve derretida ou gelo, dando aos agentes olímpicos o máximo de controle ao se deslocar por PyeongChang. 

Vipal Resolve promove Palestras

Transportadores e parceiros da Vipal Borrachas tiveram mais uma oportunidade para conhecer de perto uma importante novidade do mercado de transportes deste ano: a Vipal Resolve. O Circuito de Palestras, já realizado em São Paulo (SP), Curitiba (PR) e no Recife (PE), teve uma nova etapa na sede do SETCERGS – Sindi-

cato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Estado do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Entre os presentes, estiveram o presidente do SETCERGS, Afrânio Kieling, o vice-presidente, João Jorge Couto da Silva, os diretores Antônio Carlos Bebber, Mauro Dalla Valle e Renato Kopacek, e o gerente Gilberto Rodrigues. O evento, com presença de 70 pessoas, levou ao público do segmento informações sobre “a rede social do mercado transportador”, como já vem sendo chamada. O tema foi apresentado pelo Gerente de Marketing da Vipal Borra-

chas, Tales Pinheiro. Além disso, outros temas, como Gestão de Pneus e Economia de Combustível, também estiveram na pauta como exemplos do que pode ser discutido na plataforma. A Vipal Resolve é uma plataforma interativa que ajuda aqueles que atuam no segmento de transportes na resolução dos dilemas da sua rotina de trabalho, além de conectar o mercado como um todo. Os usuários podem escolher entre assuntos diversos, como Gestão de Pneus, Economia de Combustível, Gestão de Pessoas, Manutenção, para postar suas dúvidas e sugestões. Da mesma forma, é possível contribuir com respostas, comentários e compartilhar as boas práticas que ajudam os participantes na solução de seus problemas. Qualquer pessoa ligada ao universo do transporte é bem-vinda para interagir e compartilhar experiências com os outros usuários. 

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Exportação de veículos registra melhor ano da história em 2017

O desempenho da exportação de autoveículos em dezembro, com 61,1 mil unidades, confirmou algo que já era quase certo: 2017 foi o ano em que o Brasil mais exportou em toda a história. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea. No total do ano foram 762 mil unidades exportadas, alta de 46,5% na comparação com as 520,1 mil de 2016. O melhor ano em exportação até então era 2005, com 724,2 mil unidades. Na comparação mensal, dezembro ficou 16,3% abaixo das 73,1 mil unidades de novembro e 2,6% menor que as 62,8 mil de dezembro de 2016. As exportações tiveram papel importante no desempenho da produção. No último mês do ano a indústria fabricou 213,7 mil unidades, acréscimo de 6,9% sobre as 199,9 mil de dezembro de 2016 e redução de 14,2% sobre as 249,1 mil de novembro. No ano foram produzidos 2,70 milhões de unidades, alta de 25,2% diante das 2,16 milhões de 2016. O licenciamento terminou 2017 com 2,24 milhões de unidades comercializadas, 9,2% acima das 2,05 milhões de 2016. Apenas no último mês foram 212,6 mil unidades licenciadas, alta de 4,1% tanto sobre igual período de 2016

quanto sobre novembro do mesmo ano. Na avaliação de Antonio Megale, presidente da Anfavea, “o ano passado ficará marcado positivamente. Primeiro porque batemos o recorde histórico das nossas exportações e, segundo, porque foi de fato o ano da retomada do crescimento após quatro anos seguidos de queda. Os indicadores melhoraram ao longo dos doze meses, o que permitiu um desempenho aquecido no segundo semestre”. Caminhões e ônibus – Em 2017 as vendas de caminhões somaram 51,9 mil unidades, aumento de 2,7% diante das 50,6 mil unidades do ano anterior. Em dezembro, 6,1 mil unidades foram comercializadas, número 11% maior do que as 5,5 mil de novembro e 36,5% superior as 4,5 mil unidades de dezembro de 2016. Na produção, o ano fechou com alta de 37%: foram 82,9 mil caminhões este ano e 60,5 mil no ano passado. As 7,4 mil unidades de dezembro representam alta de 81,3% sobre as 4,1 mil do último mês de 2016, mas baixa de 8,9% ante as 8,2 mil de novembro. As exportações de caminhões encerraram 2017 com 28,3 mil unidades, expansão de 31,3% ante as 21,6 mil unidades de 2016. Na análise mensal, os 2,2 mil caminhões enviados para outros

países em dezembro apontam baixas de 6,7% se comparado com as 2,3 mil de novembro passado e de 11,8% com relação as 2,4 mil de dezembro de 2016. No segmento de ônibus houve registro de alta no licenciamento: 5,3% ao comparar as 11,8 mil unidades de 2017 com as 11,2 mil de 2016. Apenas no último mês de ano, 1,2 mil unidades foram comercializadas, valor 12,4% superior as 1,1 mil de novembro e 83,3% acima das 666 unidades do mesmo mês no ano passado. Em 2017 a produção registrou 20,7 mil chassis para ônibus – alta de 10,5% diante das 18,7 mil de 2016. Em dezembro, 1,3 mil chassis foram produzidos, 20,6% abaixo das 1,7 mil de novembro e acima em 35,9% contra as 973 unidades de dezembro de um ano antes. As exportações apresentaram leve queda: foram exportados 9,1 mil chassis para ônibus em 2017, 6,4% menor com relação as 9,8 mil de 2016. Máquinas agrícolas e rodoviárias – As vendas de máquinas autopropulsadas no mercado interno terminaram 2017 com 44,4 mil máquinas negociadas, número superior em 1,5% sobre as 43,7 mil em 2016. No décimo segundo mês do ano, quando o setor comercializou 3,8 mil máquinas, houve elevação de 25% ante as 3,1 mil de novembro e queda de 8,8% na análise com as 4,2 mil de dezembro de 2016. A produção de 2017 totalizou 55 mil unidades, aumento de 1,8% comparado com as 54 mil unidades do ano passado. Em dezembro, 2,7 mil unidades foram fabricadas, queda de 31,1% contra novembro, com 4 mil unidades, e de 52,1% contra as 5,7 mil unidades de dezembro de 2016. As exportações no segmento encerraram o ano com 14,1 mil unidades, o que significa expansão de 46,9% frente as 9,6 mil do ano passado.  ©Foto FETIM – Federação dos Metalúrgicos do PR

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Veículos importados têm queda de 17% As dezessete marcas filiadas à Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, com licenciamento de 29.751 unidades, anotaram em 2017 queda de 17% ante igual período de 2016, quando foram vendidas 35.852 unidades importadas. No comparativo mensal, dezembro de 2017 ainda registrou queda de 0,4% em relação a igual período de 2016. Foram comercializadas 3.324 unidades contra 3.336 licenciamentos em dezembro do ano anterior. O desempenho de vendas no mês de dezembro, porém, significou alta de 27,2%, comparado ao mês imediatamente anterior. Foram 3.324 unidades contra 2.614 unidades em novembro último. “Conseguimos fechar o ano de 2017 com crescimento 10% acima da projeção inicial de 27 mil unidades. Ainda assim, mais uma vez, amargamos queda expressiva de 17% em relação ao ano de 2016. Agora, com o fim das cotas limitadoras sem os 30 pontos percentuais no IPI, esperamos recuperar nossa participação no mercado interno que foi de apenas 2,21%, somando importados ´puros´ e veículos produzidos por nossas associadas no Brasil. E também no segmento somente de importados, que foi de 12,45% em 2017”, analisa José Luiz Gandini, presidente da Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores. De acordo com Gandini, a Abeifa estima para este ano 40 mil unidades, crescimento de 35% sobre os dados de emplacamentos de 2017. “No entanto, estamos falando de crescimento sobre uma base muito www.borrachaatual.com.br

fraca. É até natural que cresçamos a taxas mais expressivas, porém, sem euforia, com muito pé no chão”, esclarece, “agora, embora tenhamos isonomia tributária e sem cotas limitadoras, aos importadores fica muito difícil trazer carros de alto volume, os chamados carros mais populares, até porque a indústria local tem ofertas muito competitivas. Com o dólar no patamar de R$ 3,30, aos importadores fica quase impossível atuar fora de nicho de mercado”. Além disso, Gandini voltou a reafirmar que, com o fim do programa Inovar-Auto e o retorno das alíquotas de IPI de 7%, 11%, 13%, 18% e 25%, respectivamente para veículos com motorização de 1.0 litro (flex), 1.0 a 2.0 litros (flex), 1.0 a 2.0 litros (à gasolina), acima de 2.0 litros (flex) e acima de 2.0 litros (à gasolina), os preços de veículos importados não vão cair. “Porque os importadores não pagavam o super IPI com adicional de 30 pontos percentuais, que serviu apenas como limitador de volumes”, esclarece. Em dezembro último, com 5.268 unidades licenciadas (importados + produção nacional), a participação das associadas à Abeifa foi de 2,57% do mercado total de autos e comerciais leves (204.852 unidades). No acumulado, o market share foi de 2,21% (48.123 unidades, do total de 2.172.612 unidades). Considerando-se o total de veículos importados, ou seja, aqueles trazidos também pelas montadoras, as associadas à Abeifa responderam, em dezembro, por 13,23% (3.324 unidades, do total de 25.134 unidades importadas). No acumulado, 12,45% (29.751 unidades, do total de 238.964 veículos importados). 

New Holland se associa à ABiogás

O ano de 2018 começou com boas notícias para o setor de biogás e biometano. A gigante fabricante de máquinas e equipamentos New Holland se junta ao time da Associação Brasileira de Biogás e Biometano (ABiogás). A companhia atua diretamente na fabricação de produtos como tratores e colheitadeiras e retroescavadeiras que são vendidos por todo o mundo. Na área de biometano, a empresa foi pioneira e trouxe ao Brasil o primeiro trator movido a biometano. O veículo é um protótipo feito a partir do modelo T6.140, da New Holland Agriculture. Com uma autonomia de aproximadamente seis horas de trabalho, o abastecimento a biometano garante uma economia de 40% em comparação ao diesel. Outro diferencial é a redução da emissão de gases poluentes em 80%. O gerente de marketing de produto da New Holland, Nilson Righi, conta que um dos pilares dessa estratégia é o uso de combustíveis alternativos, menos poluidores e mais econômicos. O biometano se encaixa perfeitamente neste quadro e a New Holland trabalha juntamente com a marca de motores FPT Industrial no desenvolvimento de produtos com essa tecnologia. 

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NOTAS & NEGÓCIOS

Prysmian e AES Eletropaulo fecham contrato de R$ 30 milhões A Prysmian Brasil fechou um contrato, no valor de R$ 30 milhões, com a AES Eletropaulo. O acordo prevê a implantação de sistema subterrâneo de transmissão de energia na cidade de São Paulo. O escopo do projeto inclui fornecimento de materiais, equipamentos e técnicos para realizar obras civis, montagem eletromecânica, testes e comissionamento da linha de transmissão subterrânea. A nova linha conectará a rede de energia da AES Eletropaulo à Estação Transformadora de Distribuição (ETD) Vila Mariana, de 88/13,8V, em construção no bairro da Vila Mariana, zona sul da capital paulista. A linha subterrânea terá uma extensão total de aproximadamente 2,9 quilômetros de cabos de alta tensão da Prysmian, totalizando a quantidade de 18 mil metros de cabeamento. O sistema subterrâneo ligará a Estação de Transição Gumercindo (localizada na região do Ipiranga, próxima à Estação Ipiranga do Metrô) à ETD Vila Mariana (localizada ao lado da Estação Vila Mariana do Metrô). A conclusão da obra está prevista para outubro de 2018. Segundo o diretor da divisão de energia da Prysmian Brasil, João Carro Aderaldo, é possível perceber uma retomada gradual dos investimentos em energia. “Apesar do pequeno número de redes subterrâneas, acreditamos em um crescimento importante nos investimentos nesses projetos nos próximos anos”, afirma João Carro Aderaldo. 

Braskem apresenta nova aplicação de plástico para indústria A Braskem começa a testar uma nova aplicação do plástico para a indústria. No Polo Petroquímico de Camaçari (BA), a empresa passou a utilizar, em um projeto-piloto, jaquetas de isolamento térmico feitas em plástico para proteção de uma linha isolada de vapor, em substituição a chapas metálicas. O material plástico apresenta vantagens em relação a outros revestimentos utilizados, como vida útil maior e grande resiliência mecânica, ou seja, tem alta capacidade de voltar ao seu estado normal depois de ser submetido a uma situação de esforço. Além disso, as jaquetas de poliolefinas podem ser reutilizadas quando houver necessidade de realizar manutenção nas linhas. A tecnologia já é conhecida na Europa e foi adaptada para a indústria nacional pela área de desenvolvimento de mercado da Braskem em parceria com Röchling Plásticos de Engenharia do Brasil, a UCA Engineering Plastics e a Priner, empresa de serviços industriais responsável pela instalação da solução. Embalagens para exportação de frutas – Para fortalecer suas vendas externas e aumentar sua rentabilidade, o grande desafio do fruticultor brasileiro é garantir a proteção e a conservação de seus produtos até que cheguem às

mãos do consumidor. Sempre atenta às demandas do agronegócio brasileiro, a Braskem desenvolveu, em parceria com clientes, uma nova solução em plástico exclusiva para o mercado de mamão papaia. A petroquímica trabalhou junto com a Union of Growers of Brazilian Papaya (UGBP), empresa de produtores de Linhares (ES) – região conhecida como capital nacional da exportação de mamão. Juntas, as empresas desenvolveram uma embalagem mais segura e atrativa e o grande desafio foi encontrar um filme apropriado para aplicação e que não prejudicasse a fruta. “A gente queria oferecer um ganho de qualidade ao consumidor e fixar a nossa marca. Para isso, conseguimos desenvolver juntos uma embalagem que atendesse todos os requisitos”, afirma Rodrigo Martins, diretor da UGBP. 

Revista e Portal Borracha Atual

As informações mais relevantes sobre o mercado brasileiro de borracha. Informações e como anunciar: 11 3044-2609 redacao@borrachaatual.com.br www.borrachaatual.com.br

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NOTAS & NEGÓCIOS

Instalação de coifas da junta homocinética Utilizadas como proteção da graxa que envolve as juntas homocinéticas, as coifas requerem cuidados na hora da instalação. “Após montar a coifa na junta homocinética, é preciso colocar as abraçadeiras, fechando sempre com o alicate adequado”, afirma Jair Silva, gerente de qualidade e serviços da Nakata. Ele explica que, primeiro, é necessário inserir a abraçadeira maior, denominada tipo ponte, e fechar em forma de “T” com o alicate especial, que faz pressão nas laterais e na parte superior da abraçadeira. “Se não utilizar o alicate adequado é arriscado quebrar a abraçadeira ou até mesmo escapar em funcionamento”, adverte. Segundo Silva, antes de colocar a abraçadeira menor, é necessário deixar entrar um pouco de ar na coifa. O fechamento da abraçadeira menor também é tipo ponte, e feita com o mesmo alicate. Ele esclarece que usando uma turquesa, por exemplo, poderia formar uma ponta na abraçadeira bem no fechamento, essa ponta pode tocar em algum componente da suspensão e, consequentemente, soltá-la, em funcionamento. “Perdeu as abraçadeiras, a coifa vai se desprender permitindo entrada de contaminantes. Se a graxa estiver contaminada com qualquer tipo de sujeira, como terra e água, as pistas de trabalho sofrerão desgaste, criando marcas profundas que gerarão ruídos”, explica. Para o bom desempenho da peça, o reparador deve usar o torque correto na fixação da porca, a lubrificação certa, com a graxa que acompanha o kit Nakata e fixar as abraçadeiras adequadamente, se a coifa for mal instalada e não usar a ferramenta especial, as abraçadeiras podem escapar e perder a eficiência de vedação, contaminando a peça. Se ocorrer o desgaste das pistas por abrasão a peça terá que ser substituída por uma nova. 

Delphi Technologies se torna independente A Delphi Technologies (NYSE: DLPH) se tornou uma empresa independente de US$ 4,5 bilhões, representada ativamente na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). A nova empresa, que se separou da Delphi Automotive, baseia-se na força do seu legado para focar em oferecer soluções de propulsão avançada para veículos por meio de sistemas de combustão, software, controles e eletrificação para fabricantes mundiais e clientes de aftermarket. 


Cooper Standard

aumenta em 15% sua produção O investimento em melhorias de processos e a elevação dos índices de qualidade permitiram à empresa conquistar novos projetos e aumentar a demanda dos seus produtos. Linha de produção de perfis automotivos.

Jürgen Kneissler, diretor geral da Cooper Standard para a América do Sul.

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Cooper Standard, uma das maiores empresas do mundo em sistemas de vedação, anti-vibração, componentes para transferência de freio e combustível para a indústria automotiva, fechou o ano de 2017 com bons resultados nos volumes de produção. O aumento de 15% é atribuído a dois importantes fatores: recuperação do desempenho das vendas internas de automóveis e melhorias extremamente eficazes nos processos.

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“Foi um ano para consolidar aprimoramentos iniciados em 2015 como, por exemplo, o investimento na linha de extrusão na unidade de Varginha (MG) – cujos processos de fabricação dos sistemas de vedação foram modernizados”, diz Jürgen Kneissler, diretor geral da Cooper Standard para a América do Sul. Com este aporte, a empresa reduziu drasticamente problemas de qualidade e elevou a produtividade, garantindo a conquista de novos e importantes projetos. A reestruturação de processos e a otimização do footprint continua sendo o foco principal da companhia, onde o objetivo é promover a melhoria contínua e aplicar novas tecnologias para estar cada vez mais próxima ao cliente. “Em 2018 daremos continuidade a esta estratégia, sempre priorizando as necessidades dos nossos parceiros”, comenta Kneissler.

Este ano será inaugurada a unidade fabril de Sergipe, que terá um papel fundamental neste contexto, principalmente porque está estrategicamente localizada próxima a dois importantes clientes: Ford (Camaçari-BA) e Fiat-Chrysler (Goiana-PE). “O papel desta nova unidade é atender da melhor forma possível estas montadoras e fazer com que os produtos desenvolvidos no Nordeste sejam mais competitivos”, analisa o executivo. Os esforços para obter maiores níveis de satisfação junto aos seus clientes e um cenário econômico um pouco mais favorável, mantém positiva a perspectiva da Cooper Standard para 2018: “Teremos um ano com grandes desafios para a conquista dos resultados que nos comprometemos com a corporação. Queremos acompanhar o crescimento do mercado e, consequentemente, atender nossos clientes da melhor maneira possível”, diz Kneissler.  www.borrachaatual.com.br


FRASES & FRASES

Se você quer viver uma vida feliz associe-se a um ideal, não a pessoas ou coisas. Albert Einstein

“Ninguém duvida tanto quanto aquele que mais sabe.” Marques de Maricá

“Pode ser que me paguem mais do que mereço; em todo caso, é sempre menos que careço.” Rubem Braga

“O futuro é o presente depois.” Carlito Maia

“Pensar em si próprio é tão importante que só você pode fazê-lo dignamente.” Charles Bright

“Copo meio cheio ou meio vazio nada quer dizer, se não soubermos se estavam enchendo ou esvaziando.” Tony Flags

“Não é possível viver feliz sem ser sábio, honesto e justo, nem sábio, honesto e justo sem ser feliz.” Epícuro

“Talento é só um ponto de partida.” Irving Berlin

“Se o que tens te parece insuficiente, então, mesmo que possuas o mundo, ainda serás miserável.” Sêneca

“Nada sabemos da alma senão da nossa; as dos outros são olhares, são gestos, são palavras, com a suposição de qualquer semelhança no fundo.” Fernando Pessoa

“Boa frase, para mineiros, é muitas vezes o silêncio.” Carlos Drummond de Andrade

“Um homem é capaz de ser bem-sucedido em quase tudo, se o entusiasmo dele não tiver limites.” Charles M. Schuwab

“A ambição é o derradeiro refúgio da falência.” Oscar Wilde

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GENTE

Augusto Farfus conduz estreia de BMW Art Car em Macau

A temporada de 2017 da FIA GT Word Cup teve uma atração especial na etapa de Macau, em novembro: a estreia do 18º BMW Art Car, criado pelo artista multimídia chinês Cao Fei, que realizou a sua primeira corrida em pista no Guia Circuit. O piloto brasileiro AUGUSTO FARFUS foi o responsável por guiar essa obra de arte sobre rodas. Além do BMW Art Car, a disputa deste fim de semana contou ainda com a participação de quatro modelos BMW M6 GT3. 

TMD/COBREQ inicia 2018 com novo presidente A TMD Friction do Brasil (parte do Grupo Nisshinbo Holdings, o maior fabricante mundial de material de fricção), tradicional fabricante de pastilhas e lonas de freio para o mercado original e, com a marca Cobreq, no mercado nacional de reposição, desde 1º de janeiro deste ano conta com o executivo EDÍLSON JAQUETTO como seu Diretor Geral da empresa, sediada na cidade paulista de Salto. Formado em Química com especialização em Engenharia de Produção e Estratégia de Empresa, o novo presidente começou sua trajetória profissional em 1989, na então nomeada Cobreq, como Operador de Máquinas, mas logo chegou ao cargo de Técnico em Pesquisa & Desenvolvimento. Entre 1999 e 2001, Jaquetto esteve na Espanha como Gerente de Pesquisa & Desenvolvimento da TRW/REMSA, voltando ao Brasil para assumir, na TMD Friction, a gerência de Pesquisa & Desenvolvimen-

to. Em seguida foi promovido ao cargo de Diretor Geral da Unidade de Negócios OE. Em 2013 o agora novo presidente foi incumbido de liderar o projeto “Mudar para Melhorar”, que consistiu na transferência das instalações da TMD de Indaiatuba para Salto. Neste período, que culminou com a inauguração oficial da nova planta em 3 de outubro de 2017, Jaquetto foi o responsável por todas as áreas das Operações Comerciais da empresa. Já no final de dezembro passado, com a aposentadoria do presidente Marcoabel Moreira após 11 anos de empresa, Edílson Jaquetto assumiu o cargo. Ele afirma que “entre minhas principais missões estão as de alavancar o crescimento das operações no País e de manter a TMD Friction do Brasil no papel relevante que sempre lhe coube”. 

Monica Araujo é a nova Diretora Geral da Messe Muenchen A Messe München nomeou MONICA ARAUJO Diretora Geral de sua subsidiária no Brasil, a Messe Muenchen do Brasil Feiras ltda, que assumiu o cargo em primeiro de novembro. A executiva tem vasta experiência na organização de eventos e feiras. “Estamos ansiosos por ter conosco uma especialista na indústria brasileira como a Sra. Monica Araujo em nossa nova subsidiária do Grupo Messe München. No Brasil, a Messe München será beneficiada por todo seu conhecimento”, afirma Klaus Dittrich, Presidente e CEO da Messe München. “Monica Araujo é a líder ideal para implantar nossas atividades e nossa ambiciosa estratégia de crescimento em

um de nossos países alvo.” A Messe München montou uma subsidiária no Brasil em março de 2017 e como primeiros eventos em seu portfólio, a Messe Muenchen do Brasil está operando as feiras “M&T Expo”, “M&T P&S” e “Construction Expo”, em uma cooperação de longo prazo com a Sobratema. Este movimento foi o passo final para concluir a rede bauma de Messe München em nível global. Ao longo de sua carreira, a futura Diretora Geral da Messe Muenchen do Brasil adquiriu grande experiência no setor de feiras na UBM. Mais recentemente, Monica Araujo foi Diretora Executiva de Produtos e Diretora de Marketing (CMO) da UBM no Brasil. Antes, trabalhou durante vários anos como

Diretora Executiva com foco no Produto, Inteligência de Mercado e Relação com o Cliente na Multiplus, empresa da LATAM. Ali, ela demonstrou a sua experiência inicial em uma grande rede de coalizão de programas de fidelidade. Monica Araujo é pós-graduada em Administração de Empresas e trabalhou em vários cargos de direção internacional no campo de desenvolvimento de produtos e de mercado. “Tornar a Messe München e seus eventos um sucesso no Brasil é um desafio enorme, porém empolgante. Para o mercado das feiras e o setor de construção no Brasil, este é um passo decisivo para ingressar no mercado internacional,” explicou Monica Araujo.  ©Fotos Divulgação

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Daniela Manique é a nova presidente de unidade global de negócios da Solvay

Pela primeira vez, uma unidade global de negócios da Solvay baseada no Brasil terá uma mulher no comando. A executiva DANIELA MANIQUE assumiu em 1º de janeiro de 2018 a posição de presidente da Unidade Global de Negócios Coatis, do Grupo Solvay. A Unidade Global de Negócios Coatis é líder na produção de fenol e derivados, solventes sustentáveis à base de fontes renováveis e solventes oxigenados, bem como de intermediários de poliamida, servindo indústrias dos setores de construção civil, automotivo, adesivos, tintas e outros mercados industriais. As principais plantas industriais e os laboratórios de desenvolvimento de aplicações de produtos da Coatis estão instalados no complexo industrial da Solvay em Paulínia, no Brasil. Formada em Engenharia Química pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial), Daniela Manique possui pós-graduação em Administração de Empresas pela FGV, tem MBA em Negócios na Faculdade de Economia e Administração da USP (SP) e fez o curso de Estratégia do Insead, da França. Também é diplomada na área de Indústria do Petróleo pela Faculdade de Estudos em Petróleo e Energia de Oxford, na Inglaterra. Daniela entrou na Rhodia, empresa do grupo Solvay, em dezembro de 2004, na posição de gerente de matérias-primas estratégicas na região da América Latina, sendo responsável pela gestão e negociawww.borrachaatual.com.br

ção de contratos, além de administrar a sistematização e qualidade dos processos dessa área e liderar o planejamento estratégico de compras para diferentes atividades da companhia. No período entre maio de 2009 a julho de 2010 trabalhou na Rhodia, na França, como gerente de matérias-primas para a Europa, liderando uma equipe de diferentes países onde foi a responsável pelo processo de adaptação dos fornecedores europeus ao REACH, legislação sobre produtos químicos. De volta ao Brasil, assumiu em agosto de 2010 a direção de Compras da empresa, função em que permaneceu até abril de 2014. Nesse período, além das responsabilidades com o suprimento de matérias-primas da empresa, foi diretora de dois projetos da Solvay Coatis: a implantação de uma fábrica de solventes da Sipchem na Arábia Saudita e o lançamento de nova linha de solventes derivados de fonte renovável. No período de abril a dezembro de 2014 acumulou a função de Compras com a direção da área de negócios Fenol e Derivados. E em janeiro de 2015 assumiu a direção Global de Solventes do Grupo Solvay. Entre as principais missões de Daniela Manique na posição de presidente da Solvay Coatis estão o aperfeiçoamento do relacionamento com os clientes nacionais e internacionais, a ampliação do processo de internacionalização dos produtos e marcas e do programa de investimentos dessa unidade de negócios, em sintonia com a química sustentável. Entre os projetos sob sua responsabilidade um dos destaques é a duplicação da capacidade de produção da linha de solventes sustentáveis Augeo, que está sendo realizada na planta industrial da Solvay Coatis instalada no Complexo Industrial São Francisco, nova denominação do conjunto químico de Paulínia (SP). 

Sabine Rossi é a nova gerente para desenvolvimento de mercado de Embalagens & Especialidades Plásticas da Dow no Brasil SABINE ROSSI, que exercia a função de gerente de contas, é a nova gerente para desenvolvimento de mercado de Embalagens & Especialidades Plásticas da Dow no Brasil, substituindo Marcus Carvalho, promovido recentemente a gerente de Marketing para Alimentos e Especialidades Plásticas. A executiva está na Dow desde 2009, quando fez parte do programa de trainee da América Latina. No ano seguinte passou para a área de Elastômeros e em 2012 juntou-se ao time de Embalagens & Plásticos de Especialidades. Formada em engenharia Química pela Universidade Federal de São Carlos, participa atualmente do programa de MBA pela Universidade de Pittsburgh. Na nova função, Sabine terá o desafio de estreitar ainda mais o relacionamento com a cadeia do plástico e, assim, acelerar o desenvolvimento de soluções inovadoras em embalagens. Além disso, a executiva terá um olhar para o futuro, identificando tendências para que, por meio da cooperação entre a Dow e seus clientes, sejam criados produtos que atendam às demandas do mercado para diferenciar o produto na gôndola, reduzir custos, aumentar a produtividade e sustentabilidade.

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MATÉRIA TÉCNICA

Aplicação de Carbonato de Cálcio para Luvas de Látex Autores: Camila Domingos, área técnica interna da Imerys, Heiz Dieter Stoever, Imerys da Alemanha.

O carbonato de cálcio é aplicado em três etapas do processo produtivo da luva de látex:

Vantagens da utilização do carbonato de cálcio

Desmoldante

A adição do carbonato de cálcio precipitado ou natural em solução na fórmula do látex tráz para o fabricante algumas vantagens significativas, como: • estabilidade ao processo, pois a homogeneização do látex com carbonato de cálcio ocorre facilmente, não havendo separações de fases; • auxilio no tamponamento da solução, devido ao pH ser alcalino; • quando aplicado o carbonato de cálcio precipitado, não sofre alteração de cor quando passa pelo processo de esterilização devido à alta pureza de Carbonato de Cálcio; • pode-se reduzir de látex a mesma porcentagem adicionada de carbonato de cálcio.

Primeira etapa em que passam os moldes das luvas, em um composto de uma solução de nitrato de cálcio e carbonato de cálcio, aquecido à aproximadamente 60ºC, os moldes são submersos para formar uma camada desmoldante, que fará com que o látex não grude no molde durante o processo de fabricação.

Solução de látex Em seguida os moldes são imersos numa solução composta de látex e carbonato de cálcio mais aditivos químicos. Para as luvas cirúrgicas que passam pelo processo de esterilização deve ser utilizado o carbonato de cálcio precipitado, pois possui alta pureza e baixo teor de MgCO3 , e para as luvas de procedimento que não passam pelo processo de esterilização pode ser utilizado o carbonato de cálcio natural.

Relação de Carbonato x Funcionalidade Resistência

Alongamento

Talco As luvas já moldadas recebem um banho de uma solução de carbonato de cálcio precipitado e amido que, no final da produção após o desmolde, será a camada interna da luva, facilitando sua colocação pelo usuário.

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Quantidade de CaCO3

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Brasmite® 400 Carbonato de Cálcio Precipitado

Brasmite 400 é uma dispersão aquosa de Carbonato de Cálcio Precipitado Premium, ultra fino, com tamanho médio de partícula de 1,3 microns, especialmente desenvolvido a partir de uma modificação na sua estrutura cristalina.

Propriedades físico-químicas Teor de Sólidos Densidade Viscosidade (spindle 4 / 100 rpm) pH

59,00 – 63,00 (%) 1,540 – 1,710 (g/cm³) 100 – 3000 cps 8,00 – 11,00

Brasmite ®95 Carbonato de Cálcio Natural

Brasmite 95 é uma dispersão aquosa de Carbonato de Cálcio Natural ultra fino, com tamanho médio de partícula de 0,6 microns, obtido por meio da seleção de carbonatos de fontes de alta pureza.

Propriedades físico-químicas Teor de Sólidos Densidade Viscosidade (spindle 3 / 100 rpm) pH

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74,00 – 76,00 (%) 1,850 – 1,980 (g/cm³) < 300 cps 8,50 – 10,00

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MATÉRIA TÉCNICA

Óxido de zinco e o processo de vulcanização Autora: Camile Paula Theodoro.

Produzido inicialmente em 3300 a.C. o óxido de zinco consiste em um material amplamente utilizado em diversos segmentos e aplicações, apresentando características distintas devido às suas propriedades ópticas, térmicas, eletrônicas e químicas. Obtido por meio da oxidação de zinco metálico sob elevada temperatura, o óxido de zinco primário pode ser obtido a partir de três rotas distintas, sendo o método francês o processo pirometalúrgico mais utilizado para obtenção do mesmo. Nesse processo o zinco metálico SHG (Special High Grade, com 99,995% de zinco contido) ou zinco metálico HG (High Grade, com 99,95% de zinco contido) é aquecido a partir de uma fonte de calor externa em um cadinho coberto até atingir o estado líquido (aproximadamente 420ºC) e logo após o vapor de zinco é canalizado através de um orifício central a aproximadamente 1250ºC com uma pressão em torno de 0,7Mpa. Quando a tampa do orifício (se usada) é removida, o vapor de zinco entra em contato com a atmosfera com uma velocidade de bico calculada de 8-12 m.s-1,[1] resultando na rápida oxidação e obtenção do óxido de zinco com flexibilidade no controle de tamanho, forma e pureza das partículas. A indústria da borracha tem o óxido de zinco como um de seus principais componentes de formulação, visto que o material apresenta propriedades físicas e químicas que contribuem para o aumento de resistência e condutividade térmica da borracha em determinadas aplicações, principalmente na produção de pneumáticos. Descoberta pelos índios no século XVI, a borracha foi inicialmente utilizada para produção de bolas, roupas com proteções impermeáveis, calçados e uma série de artefatos, no entanto o material quando sólido apresen-

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tava dificuldades de manuseio, visto que se tornava mole e com aspecto pegajoso quando submetido ao calor e progressivamente duro e rígido quando exposto a baixas temperaturas, além de desenvolver odores desagradáveis conforme utilizado por um curto período de tempo. Em meados de 1800 a borracha teve aceitação universal após a descoberta do processo de vulcanização, onde a reação entre a borracha e o enxofre resulta na formação de ligações cruzadas entre as cadeias poliméricas, onde um número de ligações cruzadas suficiente faz com que a borracha adquira uma forma fixa não mais moldável, no entanto ainda flexível e elástica, aumentando assim a resistência e durabilidade da borracha.[2] Após muitos estudos para diminuição da quantidade de enxofre na formação das ligações cruzadas e aumento da velocidade de reação da vulcanização, foi possível observar a importância de óxidos metálicos como ativadores no processo de vulcanização, sendo o óxido de zinco o ativador mais efetivo para aceleração do tempo de cura da borracha durante o processo de vulcanização. Durante a cura da borracha natural e de grande parte das borrachas sintéticas, a reatividade química do óxido de zinco induz a aceleração a partir da reação do óxido com ácidos graxos, formando um “sabão” de borracha solúvel em zinco. Esse “sabão” reage com o acelerador afim de formar um sal que, combinado ao enxofre, reage com as insaturações da molécula do elastômero para a formação das ligações cruzadas de enxofre entre as moléculas. Uma parte do óxido de zinco não reagente permanece livre no processo como uma reserva para neutralizar os produtos gerados durante a vulcanização pela decomposição ácida do enxofre.[3] www.borrachaatual.com.br


A eficiência do uso de ZnO na vulcanização pode ser melhorada por meio da maximização da área interfacial entre partículas de ZnO e acelerador, parâmetro diretamente relacionado ao tamanho, forma e área específica da superfície da partícula. No entanto, a produção, a desagregação e a dispersão de pequenas partículas de ZnO são difíceis e as partículas de ZnO com tamanhos menores podem diminuir involuntariamente algumas características de reologia desejada para determinados tipos de borracha. A norma ASTM D4620-02 determina o método de teste padrão para avaliar a superfície efetiva de ZnO em borracha, confirmando que a área superfícial específica do ZnO pode afetar significativamente a ativação da cura e as propriedades de vulcanização, onde tempos de cura mais longos indicam superfícies inferiores e viceversa.[1] O óxido de zinco deve ser disperso adequadamente na borracha por meio de mistura mecânica de alta intensidade para que sua ação seja efetiva, sendo que em alguns casos, um revestimento formado por ácidos graxos co-ativadores (ácido propiônico ou ácido esteárico) antes de sua incorporação na borracha aumenta o desempenho do óxido de zinco como acelerador, visto que os ácidos graxos convertem a superfície do ZnO em uma superfície hidrofóbica com melhor tempo de dispersão em meios orgânicos. Para elastômeros insaturados o sistema típico

Acelerador + Ativadores

Complexo ativo do acelerador

de vulcanização é composto pelo enxofre, um óxido metálico, sendo o óxido de zinco o mais utilizado e com melhor desempenho, um ácido graxo e alguns componentes orgânicos, diferentemente dos elastômeros saturados, cuja vulcanização ocorre através da formação de radicais livres gerados por peróxidos, compostos halogenados ou radiação de alta energia.[2] Além de contribuir com o aumento da resistência dos elastômeros a partir da aceleração do tempo de vulcanização e formação de ligações cruzadas, o óxido de zinco contribui na absorção de raios ultravioleta, atuando como um eficaz estabilizador e dissipador de calor em compostos de borracha sob exposição prolongada aos raios solares.

Referências [1] MOEZZI, A. MCDONAGH, A.M. CORTIE, M.B. Zinc Oxide particles: Synthesis, properties and applications. Institute for Nanoscale Technology, University of Technology Sydney, 2007, Australia. [3] BROWN, Harvey.E. Zinc Oxide – Properties and Applications. Published Jointly By International Lead Zinc Research Organization, Inc. Zinc Institute Inc, 1976. [2] COSTA, H.M. VISCONTE, L.Y. NUNES, R.C.R. Aspectos Históricos da Vulcanização. Associação Brasileira de Polímeros e Instituto de Química, Universidade Estadual do Rio de Janeiro – UERJ, 2003. [4] BATEMAN, L. MOORE, C.G, PORTER, B. SAVILLE, B. Vulcanization. The Chemistry and Physics of Rubber-Like Substances, Capítulo 15, Maclaren and Sons Ltd, Londres, 1963.

R = cadeia de borracha H = normalmente um átomo de Halílico X = fragmento da molécula do acelerador

S8 Agente sulfurante ativo

Doadores de enxofre + Ativadores

RH Intermediário ligado à borracha (RSyX) Ligações cruzadas polissulfidicas (RSxR) - Diminuição do comprimento das ligações cruzadas - Destruição das ligações cruzadas com modificação da cadeia principal da borracha - Produtos laterais

Rede de ligações cruzadas final Figura 1: Rota geral para o processo de vulcanização com acelerador e enxofre. [4]

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CLASSIFICADOS

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AGENDA

MARÇO/2018

MAIO/2018

07 a 09 Preparatório para homologação de veículos elétricos e híbridos

09 Curso Prático de Reometria

Informações: www.aea.org.br

14 a 16 Global Rubber Technology - Forum 2018 / GRTE 2018 - Rubber, Latex & Tyre Expo 2018 Local: Bangkok, Thailand. Informações: www.rubbertechnology-expo.com

20 a 21 Processamento de elastômeros: ciência e /ou prática Informações: flexlab@flexlabconsultoria.com.br Tel: (11) 2669-5094

22 a 23 Manufatura Automotiva Informações: www.aea.org.br

ABRIL/2018 TOPRUBBER – PRÊMIO MAIORES & MELHORES - São Paulo Informações: www.borrachaatual.com.br

04 a 05 III Lean Conference Brazil Informações: www.aea.org.br

14 Tecnologia da Extrusão de Compostos de Borracha Informações: flexlab@flexlabconsultoria.com.br Tel: (11) 2669-5094

Informações: flexlab@flexlabconsultoria.com.br Tel: (11) 2669-5094

23 Curso Prático de Mistura Informações: flexlab@flexlabconsultoria.com.br Tel: (11) 2669-5094

24 a 25 Indústria 4.0 Informações: www.aea.org.br

JUNHO/2018 06 a 08 Latin Tyre Expo / Latin American & Caribbean Tyre Expo Local: ATLAPA Convention Center, Panama. Informações: info@latintyreexpo.com Tel: +1 786-293-5186

09 Tecnologia de Injeção de Compostos de Borracha Informações: flexlab@flexlabconsultoria.com.br Tel: (11) 2669-5094

14 IV Simpósio de Eficiência Energética, Emissões e Combustíveis/ XII Prêmio AEA de Meio Ambiente Informações: www.aea.org.br

26 a 28 EXPOBOR 2018 Local: Expo Center Norte – São Paulo. Informações: www.expobor.com.br/2018

24 a 28 FEIMEC - Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos

JULHO/2018

Local: São Paulo Expo. Informações: www.feimec.com.br

30/07 a 03/08 Curso Flexlab de Tecnologia da Borracha

26 Seminário de Propulsões Alternativas

Informações: flexlab@flexlabconsultoria.com.br Tel: (11) 2669-5094

Informações: www.aea.org.br

MAIO/2018 08 a 10 Spring Technical Meeting Local: 193Rd Technical Meeting - Hyatt Regency Indianapolis Informações: call: 330-595-5535. Telefone: 330-595-5531 E-mail: reg@rubber.org

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OUTUBRO/2018 09 a 11 International Rubber Expo - Louisville Local: Kentucky International Convention Center Informações: call 330-595-5535 Email: reg@rubber.org

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