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borrachaatual .com.br Ano XXIII • Nº 132 • Set/Out 2017 • ASPA Editora

10 Wacker

celebra 40 anos de Brasil

ISSN 2317-4544

18 LORD realiza

o International Rubber Journey

20 ABAG

discute agronegócio brasileiro

Pneu movido por

Inteligência Artificial 04 ENTREVISTA Ivan Zanovello Ciruelos, CEO da Correias Mercúrio

18 MATÉRIA TÉCNICA

NORDEL – EPDM: Evolução do catalisador pós-metaloceno


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SUMÁRIO

EDITORIAL

borrachaatual .com.br Ano XXIII • Nº 132 • Set/Out 2017 • ASPA Editora

ISSN 2317-4544

10 Wacker

celebra 40 anos de Brasil

18 LORD realiza

o International Rubber Journey

20 ABAG discute agronegócio brasileiro

de químicos chega a 25 milhões de toneladas

Pneu movido por

Inteligência Artificial 04 ENTREVISTA Ivan Zanovello Ciruelos, CEO da Correias Mercúrio

28

24 Importação

18 MATÉRIA TÉCNICA

NORDEL – EPDM: Evolução do catalisador pós-metaloceno

MATÉRIA DE CAPA Goodyear traz ao Brasil pneu movido por Inteligência Artificial

04

Entrevista

10 12 18

Wacker celebra 40 anos de Brasil

20 24 32 46

Ivan Zanovello Ciruelos, CEO da Correias Mercúrio

Pneus LORD realiza o primeiro International Rubber Journey – South America ABAG discute agronegócio brasileiro Importação de químicos chega a 25 milhões de toneladas Notas & Negócios Programa das XIV Jornadas LatinoAmericanas de Tecnologia Del Caucho

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NORDEL – EPDM

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Frases & Frases

Evolução do catalisador pós-metaloceno

Classificados Agenda

Pressa não é a prioridade Pensar que tudo pode ser resolvido num piscar de olhos é um sonho tão distante quanto àquele do seriado dos anos 60 onde a “Jeannie” piscava para seu amo e tudo se resolvia, ou não. Em economia e política as coisas são bem lentas e levam em conta longas negociações que podem se arrastar por meses ou até anos, dependendo dos interesses envolvidos. Na verdade, nada disso é realmente importante para o setor produtivo desde que haja confiança no modelo econômico adotado e segurança jurídica. Neste contexto parece que o Brasil estancou a queda do PIB e retoma lentamente, sem pressa, seu caminho para o crescimento. Nesta edição, destacamos a inauguração da nova fábrica da Correias Mercúrio na cidade de Marabá, no estado do Pará, um marco importante na descentralização industrial. Ao mesmo tempo, atende o desenvolvimento da mineração na região norte do País, mostrando que os investimentos não pararam e continuam sendo realizados conforme a necessidade. Ainda nesta linha, salientamos a realização do primeiro “International Rubber Journey” no Brasil pela empresa Lord. O caráter deste evento pioneiro na América do Sul, aconteceu em São Paulo e reuniu especialistas na área de adesivos metal-borracha, evidenciando a importância da retomada do mercado para o setor de borracha e adesivos. A votação do Prêmio TOPRUBBER foi iniciada no site da BORRACHA ATUAL, num momento em que a mídia eletrônica mostra uma força crescente e as empresas interessam-se cada vez mais em participar. Assim vamos retomando o ritmo positivo numa velocidade bem menor do que a desejada, mas com uma dose cada vez maior de confiança. Boa leitura!

ANTONIO CARLOS SPALLETTA Editor

EXPEDIENTE

Ano XXIII - Edição 132 - Set/Out de 2017 - ISSN 2317-4544 Diretores: Adriana R. Chiminazzo Spalletta Antonio Carlos Spalletta

A revista Borracha, editada pela Editora ASPA Ltda., é uma publicação destinada ao setor de Borracha, sendo distribuído entre as montadoras de automóveis, os fabricantes de artefatos leves, pneus, camelback, calçados, instituições de pesquisa, órgãos governamentais e universidades. As opiniões expressas em artigos assinados não são necessariamente as adotadas pela Borracha Atual. É permitida a reprodução de artigos publicados desde que expressamente autorizados pela ASPA Editora.

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Editora Aspa Ltda.: Rua Com. Bernardo Alves Teixeira, 695 13033-580 – Vila Proost de Souza – Campinas/SP. CNPJ: 07.063.433/0001-35 Inscrição Municipal: 106758-3 Redação: Rua Com. Bernardo Alves Teixeira, 695 13033-580 – Vila Proost de Souza – Campinas/SP. redacao@borrachaatual.com.br

Assinatura e Publicidade: Tel/Fax: 11 3044.2609 assinaturas@borrachaatual.com.br www.borrachaatual.com.br Jornalista Responsável: Adriana R. Chiminazzo Spalletta (Mtb: 21.392) Projeto: Three-R Editora e Comunicação Ltda www.threer.com.br Foto Capa: Divulgação. Impressão: Mais M Comercial Editora. Tiragem: 5.000 exemplares

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ENTREVISTA

Ivan Zanovello Ciruelos CEO da Correiras Mercúrio

“Somos líderes absolutos no Brasil. Agora temos que olhar para fora.” Ivan Zanovello Ciruelos é um executivo com 20 anos de experiência no mercado corporativo de indústrias de diferentes setores, como químico, automotivo, financeiro, entre outros. Chegou na Correias Mercúrio em 2012 como CFO (Chief Financial Officer) e em 2016 assumiu a liderança da empresa, como CEO (Chief Executive Officer). Tem experiência em empresas multinacionais nas áreas de estratégia, aquisições e fusões, planejamento contábil e financeiro, controladoria, marketing e consultoria. Possui especialização na University of California, Berkeley e MBA em Finanças pelo Insper. Ivan Zanovello Ciruelos, CEO da Mercúrio, recepcionou a reportagem de Borracha Atual na inauguração da nova fábrica da empresa na cidade de Marabá (PA), quando falou sobre o momento da empresa, as expectativas com a nova unidade e os planos de expansão, que não se limitarão ao norte brasileiro.

BORRACHA ATUAL: Pode-se considerar um desafio para as Correias Mercúrio abrir uma unidade a quilômetros de distância dos grandes centros comerciais e industriais do país? IVAN ZANOVELLO CIRUELOS: Sim. A unidade de Marabá é a primeira fábrica de correias transportadoras na região Norte do Brasil, embora existam outras fábricas de correias transportadoras no Sul e Sudeste. Foi um desafio trazer para cá conhecimento e tecnologia para preparar a população e capacitar funcionários para trabalhar na Correias Mercúrio, o que é algo desafiador. Já temos uma demanda de ocupação dessa fábrica por parte de nossos clientes, o que faz com que estejamos trabalhando hoje com três turnos, com muito orgulho. Somos bem-sucedidos e estamos operando muito bem com nossos clientes que prestigiam o nosso produto. Isto evidentemente está relacionado à cadeia do mercado interno ©Foto Divulgação

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De que setores vêm as principais demandas? A mineração é responsável por 65%, mas não é só isso. Atendemos mais de 40 segmentos, como construção, siderurgia, agronegócio... Estamos com todos os segmentos da indústria, provendo soluções de transporte para essas categorias. Em todos eles atuamos tanto do ponto de vista nacional, como internacional, incluindo não só a América do Sul como também outros continentes. A mineração explica porque estamos no Pará que recebe atualmente um grande investimento desse setor. Qual o principal destino da produção: mercado interno ou externo? A produção da fábrica de Marabá destina-se 100% para o mercado local, regiões norte e nordeste. Você falou em capacitar a população para trabalhar na Mercúrio. A empresa só está utilizando mão-de-obra local? Sim, utilizamos mão-de-obra local. A vinda da Mercúrio fez com que a empresa trabalhasse junto ao SENAI de Marabá para o desenvolvimento de cursos específicos para capacitar as pessoas a trabalharem em nossa fábrica. Isso traz vida, desenvolvimento, muda o norte da região do ponto de vista de aprimoramento do nível de emprego.

mais de dois anos atrás, quando se decidiu pelo projeto e sua vinda ao Pará. Diferentemente de outras indústrias da região, estes são postos de trabalho que demandam formação, segundo grau, especialização e conhecimento de fabricação. Os trabalhadores lidam com equipamentos de alta tecnologia. O grande valor de investimento que aqui foi realizado demanda uma necessidade de conhecimento da parte elétrica e mecânica... Isso movimenta a economia e desenvolve a região. Temos um compromisso com o desenvolvimento. Ao trazer uma indústria com esse tipo de formação, mãode-obra especializada em comparação às outras existentes na região, ela traz uma possibilidade de conhecimento, de atração de outros tipos de indústrias e da multiplicação do desenvolvimento da região por meio desses funcionários que estão sendo capacitados pelo SENAI. O objetivo é formar profissionais que possam ensinar, multiplicar conhecimento na fabricação de produtos como correias transportadoras.

Como foi o treinamento dos funcionários, já que se trata de uma função específica? Isso foi discutido na época. Marabá foi escolhida porque tinha cursos

“A história da borracha no mundo, passou pelo Pará.” profissionais, universidade, centro de tecnologia, que é a base para favorecer a mão-de-obra especializada. Foi muito importante a decisão da empresa em fazer um investimento desses, sabendo que ainda não tinha essa base industrial e vislumbramos o desenvolvimento dessas pessoas. Há frequentemente um background, uma base que esperamos dos funcionários, que tenham segundo grau, curso técnico e aí idealizamos alguns cursos em parceria com o SENAI para que, além do curso técnico, gerasse conhecimento para agregar valor na parte de manutenção, parte elétrica, mecânica, sempre com o objetivo que esse profissional pudesse ser capacitado com um conhecimento mais global de nossa indústria. Os cursos foram desenvolvidos com o SENAI, entidades aqui de Marabá e o governo do Estado. Treinaram-se os funcionários para a admissão na empresa e, inclusive, continuamos investindo, dando cursos a cada seis meses, um ano, para formar essa base de mão-de-obra especializada.

Quantos empregos foram gerados com a nova fábrica? Abrimos aqui 200 postos de trabalho, diretos e indiretos- os trabalhadores são, aproximadamente, 95% daqui de Marabá ou de municípios vizinhos. Apenas duas ou três pessoas vieram de São Paulo. A indústria tem a capacidade de desenvolver e mobilizar a sociedade. Essa iniciativa é revolucionária para a região e foi discutida há ©Foto Divulgação

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ENTREVISTA A unidade de preparação de composto de borracha fazia parte do projeto original? Não. Temos uma unidade de fabricação de correia e não tínhamos contemplado no início do projeto a fabricação de composto de borracha. Vale lembrar que o setor de borracha no estado do Pará é muito importante. Tem sua origem lá no século 19. Depois que o látex do Brasil migrou para os países da Ásia, hoje voltamos aqui para fabricar produtos que tem a borracha como principal matéria-prima para atender o mercado do Pará e do norte do Brasil, altamente demandante de correias transportadoras. Estamos com essa unidade de transformação de composto de borracha que vai trazer ainda mais empregos, investimentos, qualificação e entregará aos nossos clientes os produtos no prazo acordado, pois não traremos esse composto preparado do Sul e Sudeste. Ele será feito aqui no Pará, voltando um pouco para as raízes do estado. O Pará hoje é o sexto maior produtor de borracha no Brasil, mas a história da borracha passou pelo Pará. E há a retomada do látex e para você transformar o látex em composto de borracha, tem que se montar uma cadeia. No Pará, látex era como o minério. Você explorava o produto na floresta e exportava-o puro, não havia beneficiamento. O grande desafio é esse, não só produzir, mas agregar valor. Hoje conseguimos fazer esse vínculo. De onde vem a borracha que a empresa usa? Adquirimos a borracha natural do Sul. É algo surreal, porque hoje não há mais a exploração pelo seringueiro como havia no passado, embora haja tentativas do governo do Estado em voltar a ter esse seringueiro, que mora na beira do rio, vive de peixe e que poderia também explorar o látex e assim gerar uma cadeia como existe na Malásia.

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Os fornecedores serão locais ou de fora da região? Nossa ideia é privilegiar os fornecedores locais, evidentemente nos baseando nos preços que são cotados no Brasil e no exterior. Por fornecedores locais leia-se Marabá, Carajás, estado do Pará. A proximidade traz uma vantagem competitiva para que os fornecedores possam nos atender. Nossos prestadores de serviço também são daqui de Marabá (serviços de limpeza, restaurante, refeitório). Qual a importância da vinda para a região norte da Mercúrio? A Mercúrio tem uma relação com o Pará que não é de agora. O Estado tem peso expressivo em nosso faturamento. É uma vantagem muito grande para o Estado, porque a ideia é desenvolver, verticalizar a indústria no Pará que tem tudo para seguir o que Minas Gerais era há 40, 50 anos atrás. O estado tem características semelhantes, baseadas na mineração e está buscando a industrialização. Se o Pará tem o minério, pode ter siderurgia, pode trazer a indústria automotiva e até a metal-mecânica. É nosso anseio que nosso empreendedorismo se repita e que possa prosperar em outras cadeias de fabricantes de produtos manufaturados. O governo do estado do Pará tem uma estratégia de atrair empresas de acordo com as vantagens competitivas que elas podem abrir. Vamos pegar o exemplo da mineração. Trazer os fornecedores da mineração. E esses fornecedores podem trazer seus outros fornecedores, aumentando a cadeia. O sucesso do programa de desenvolvimento do Pará e de Marabá depende desse plano estratégico do governo do Estado, onde as oportunidades sejam vistas para as empresas que tenham relação com a economia. O Estado, mais do que o distrito

industrial, tem que buscar afinidade com as indústrias do ponto de vista das vantagens competitivas. Daí sim poderá trazer indústrias de maneira intensiva, gerar empregos e iniciar assim um círculo virtuoso. Entendemos que o Pará está no caminho correto, do ponto de vista da política industrial. Tem um distrito industrial maravilhoso já há muito tempo, 20 ou 30 anos e tem um potencial enorme para avançar. É um estado com políticas públicas definidas, empreendedores com visão e preparação da sociedade com universidade para formar mão-de-obra especializada. Somando-se esses fatores – a mão-de-obra, a estratégia do estado e o empreendedorismo, ou seja, as competências – está criada uma situação segura para atração de novas empresas que se instalarão de maneira efetiva. Não viemos para sermos oportunistas. Viemos para ficar 20, 30, 50 anos.

E qual será o impacto econômico na cidade? Milhares de Reais por mês serão gerados pelos salários dos funcionários que movimentarão o comércio. É algo significativo nesse momento de crise da economia brasileira. Qual o principal cliente na região? A Companhia Vale do Rio Doce. Fornecemos para várias de suas operações, inclusive para Carajás. Mas temos outros clientes, todos ligados à mineração. Quais são as vantagens da correia transportadora? A correia transportadora tem várias vantagens. Do ponto de vista do custo, é o menor que existe, na comparação com caminhões off-roads, via férrea... É a tendência para todos os segmentos que transportam commodities. Sua aplicação requer inveswww.borrachaatual.com.br


timento e o ganho em produtividade acontece ao longo do tempo. Existe o investimento na construção da correia transportadora. Ao se carregar o material de transporte as commodities ganham seu desempenho. A correia transportadora na verdade é uma parte do sistema e vemos uma tendência no mercado, seja ele de mineração, siderurgia ou construção, em realizar o total de seu transporte via correias transportadoras. Na correia transportadora é possível observar cada vez mais o serviço de suporte técnico e da tecnologia. Vende-se não só a correia pela correia, mas todo seu monitoramento e o desempenho dessa correia. O cliente não tem só a correia, mas a velocidade e a segurança. Ela faz parte de um sistema, sendo extremamente relevante para nossos clientes. É uma tendência que vem substituindo outros veículos de transporte.

Qual é o tamanho do portfólio da empresa? A Correias Mercúrio tem nove mil produtos catalogados. Isto ocorre pois a empresa fabrica cada correia sob medida para o cliente. Existe uma padronização quando se fala de correias leves para o setor agrícola. Na mineração e na siderurgia, a correia é construída de acordo com o desejo do cliente. Temos os melhores sistemas, temos SAP, as maiores prensas do mundo, as máquinas mais modernas do mundo... Temos condições de fabricar correias que só multinacionais poderiam fabricar. Tudo isso temos aqui em Marabá. Qual é a capacidade de produção em Marabá? E em Jundiaí? A capacidade de produção em Marabá é de 7 mil toneladas/ano, enquanto em Jundiaí são 16 mil toneladas anuais. www.borrachaatual.com.br

Como é feita a manutenção das correias? Temos centenas de quilômetros de correias instaladas, mas não fazemos o serviço de manutenção. Existem empresas próprias para isso. Há clientes que fazem isso dentro de suas operações. Mas é uma discussão interessante. Com a mudança das leis trabalhistas no Brasil, pode ser que vejamos nesse mercado de prestação de serviços de manutenção de correias um mercado de oportunidades. No mundo, em mercados desenvolvidos como a Europa e até na América Latina, a manutenção é feita pelos fabricantes de correia. No Brasil não, muito em função da nossa legislação trabalhista. Quais os planos de exportação? Nós somos líderes absolutos do mercado brasileiro. Agora temos que olhar para fora. Temos oportunidade de crescimento no Brasil, mas é um crescimento marginal. O mote da empresa é crescimento na América do Sul, em mineração, no Chile e Peru, que são os principais mercados para o Brasil – temos um market share muito significativo no Peru (entre 15 e 20%) e estamos crescendo muito no Chile, que é um mercado mais competitivo – e depois crescer no mercado de mineração de países em desenvolvimento, principalmente na África e Austrália. O Peru é abastecido por Jundiaí ou poderá também ser por Marabá? Somente por Jundiaí pois faz parte da estratégia da empresa deslocar as correias que eram feitas para o norte do Brasil para a unidade de Marabá, liberando a fábrica de Jundiaí para outros mercados. Mas a fábrica de Marabá tem sim vocação para exportação. Principalmente visando mercados maduros (Europa e Estados Unidos), Venezuela e Caribe.

“Não viemos para ser oportunistas. Viemos para ficar 20, 30, 50 anos.” Quando a Venezuela voltar a crescer, será um mercado interessante... Sim. Quando resolver seus problemas internos a Venezuela será um cliente potencial para exportação. E o México? O México é o próximo passo que a empresa está estudando, juntamente com a África do Sul. Sua proximidade ao mercado americano faz com que o mercado mexicano seja muito aberto e com a entrada de produtos da Ásia. A Mercúrio tem problemas com a concorrência chinesa? Não. Considerando o mesmo produto com a mesma qualidade, não temos problemas com o produto chinês. Competimos nas mesmas bases. Se você comparar correia por correia, sem levar em conta a qualidade, você não consegue competir com o chinês, assim como em qualquer outro mercado. Não temos problemas com os chineses, ao contrário, nos agradam sua agressividade, a mesma agressividade que temos no sentido de querer exportar, avançar. Qual o grande desafio que a empresa enfrentou para se instalar no Pará? Os desafios são relativos ao local da planta. A empresa teria que criar outra unidade a milhares de quilômetros de São Paulo. Tivemos que preparar sistemas integrados, toda a parte de tecnologia integrada, preparar mãode-obra, preparar mentalidade, organizar o escritório no Chile, a operação

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ENTREVISTA

“Temos condições de fabricar correias que só multinacionais poderiam fabricar.” no Pará e o depósito em São Paulo. A empresa se expandiu e isso foi extremamente desafiador. Superamos esta etapa. Agora a fase é de estabilidade, conquista de mão-de-obra, que também é desafiador. Como sabíamos disso, trabalhamos de maneira intensa, até o social, para podermos capacitar as pessoas. A atividade industrial do ponto de vista do trabalho traz um conhecimento às pessoas, de processo, de respeito, de normas, que muda o perfil do indivíduo. Saber tudo isso é um desafio bastante interessante para a mentalidade industrial.

Como é o trabalho de convencimento junto às empresas locais no momento de vender o produto? Falamos que é bom para o meio ambiente, tira o veículo e não gasta combustível. Quando o mercado está capitalizado, o dinheiro flui fácil e o investimento pode ser feito com noção de produtividade, grandes projetos de engenharia... Quando se está em crise, as empresas fazem suas contas e vêem que vale a pena em termos de custo, mas o fluxo de caixa não permite fazer o investimento naquele momento. São as partes duras de qualquer cenário econômico e tendências para decisão de investimento. Tivemos um momento de grandes projetos, entre 2011 e 2012. Hoje esses projetos são bem menores. Os clientes têm as empresas de engenharia e nós trabalhamos com as empresas de engenharia. Caso os clientes demandem alguma coisa, nossa companhia estará preparada para fazer. 

Mercúrio inaugura fábrica no Pará com investimento de R$ 100 milhões A Mercúrio, empresa brasileira que em 72 anos de existência se consolidou como líder no mercado de correias transportadoras, inaugurou em 4 de outubro sua nova unidade, instalada no Distrito Industrial de Marabá (PA). Com investimento da ordem de R$ 100 milhões, a fábrica é a primeira a produzir correias transportadoras no Norte do país e já opera em três turnos, devido à alta demanda de produção. Com a iniciativa, a empresa já criou 200 postos de trabalho na região, entre vagas diretas e indiretas. Para a inauguração oficial, a empresa recebeu clientes, fornecedores, parceiros e autoridades. Após um período de aumento gradual de sua capacidade produtiva e calibragem de equipamentos, a fábrica de Marabá (PA) atinge pleno funcionamento. Com o rápido sucesso da operação, a empresa já está

em fase avançada de implantação e teste de uma unidade de preparo de composto de borracha que representa investimento adicional ao projeto original da unidade de Marabá (PA). “Nossa presença em Marabá, que já é sucesso, é fruto do comprometimento da empresa com objetivos estratégicos de longo prazo. É graças a essa visão de futuro e a um rígido planejamento que conseguimos superar desafios inerentes a projetos como este e anunciar uma notícia tão positiva”, avalia o CEO da Mercúrio, Ivan Zanovello Ciruelos. Walter Kawall, presidente do Conselho da Mercúrio, destaca que “a Unidade Mercúrio Marabá é peça fundamental do plano de crescimento da empresa. Com ela, damos um passo importante para tornar o Brasil auto-suficiente na produção de correias transportadoras, uma conquista que nos enche de orgulho”. ©Foto Divulgação

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O Brasil abriga o maior mercado consumidor de correias transportadoras da América do Sul. Elas desempenham papel fundamental em setores de base como mineração, siderurgia e agronegócio. Os esforços para operar presencialmente na região Norte do país, gerando postos de trabalho diretos e indiretos e priorizando a rede de fornecedores locais, confirmam o compromisso da Mercúrio com o fomento econômico e o desenvolvimento de Marabá. A nova planta da Mercúrio foi totalmente concebida dentro do modelo lean manufacturing, que apresenta os mais avançados conceitos e as melhores práticas produtivas, bem como estratégias inovadoras de produção para resultados de alto desempenho. Pautada pelas exigências da legislação vigente, a Unidade Marabá busca a adoção de tecnologias com menor impacto para a natureza, redução do desperdício e a destinação adequada de resíduos com 100% dos efluentes tratados. A fábrica conta com sistema de ventilação natural, cogeração de energia, aproveitamento da iluminação natural, reaproveitamento da água de chuva e drenagem, em total concordância com as normas da ABNT e

com os padrões estabelecidos para a certificação ISO 140000. A presença da empresa em Marabá (PA) confere maior celeridade no atendimento às indústrias da região. “Ao longo de todo o processo de criação da nova unidade, a Mercúrio privilegiou o trabalho com a rede de fornecedores locais, uma postura que mostra nosso comprometimento com o desenvolvimento das regiões onde atuamos”, afirma Ciruelos. “Criamos, ainda, em parceria com o SENAI, um curso gratuito de formação em tecnologia da borracha, inédito na cidade, que qualifica a mão de obra da região. A postura de priorizar e desenvolver a mão de obra local continua em andamento com o início das operações de nossa fábrica, que já opera com colaboradores formados em nosso curso”, completa o CEO. Com a inauguração da nova fábrica em Marabá (PA), a unidade de Jundiaí (SP) vai direcionar parte de sua produção também ao mercado internacional, agregando agilidade e maior escoamento da produção da unidade paulista. A companhia já conta com escritório próprio em Santiago, no Chile, com equipe de profissionais do próprio país, além de um Centro de Distribuição em Jundiaí. 

Conhecendo a empresa Fundada em 1945, a Mercúrio é uma empresa 100% brasileira, sediada em Jundiaí, São Paulo e com uma planta fabril também em Marabá (PA). Com atuação em mais de 40 segmentos distintos da indústria, a empresa investe em tecnologia de ponta para projetar, desenvolver e fabricar correias transportadoras. A Mercúrio é líder no mercado brasileiro de correias transportadoras com um faturamento anual de cerca de R$ 300 milhões. Conta com um quadro de mais de 500 funcionários; é a maior fabricante de correias transportadoras do Brasil e a maior fabricante de correias de cabo de aço da América do Sul. 

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Novos silicones

WACKER celebra 40 anos de Brasil A Wacker Chemie AG comemorou no dia primeiro de setembro o 40° aniversário de sua planta no Brasil, considerada a sede da empresa na América do Sul. Inaugurada em 1977 em Jandira, a unidade foi um marco na expansão do grupo na região, e onde a WACKER deu início à produção de silicones utilizados, por exemplo, nas indústrias têxtil, construção, papel e celulose, agroquímica, higiene pessoal e cosméticos. Agora a empresa constrói uma nova instalação múlti-uso no local, para a fabricação de compostos antiespumantes e fluidos de silicone funcionais, com um investimento de cerca de € 7 milhões. O centro técnico da WACKER em Jandira oferece um apoio especial aos clientes da companhia, com o desenvolvimento de novos produtos e aplicações para o mercado sul-americano. Com mais de 100 fun-

cionários, a WACKER Brasil gerou vendas de cerca de € 90 milhões em 2016. Em discurso para cerca de 200 clientes e parceiros de negócios, Adriano Magalhaes, diretor-gerente da Wacker Química do Brasil, destacou a importância da companhia para o futuro sucesso do Grupo na América do Sul: “O volume de vendas da empresa na região cresceu em média mais de 9% ao ano, nos últimos dez anos. Ao mesmo tempo, os volumes de produção locais aumentaram cinco vezes. “A WACKER Brasil está bem posicionada no mercado, graças à alta qualidade de nossos produtos, excelente serviço e uma equipe comprometida de especialistas. “Com a expansão contínua da produção de silicone aqui em Jandira, estamos preparados para atender às crescentes necessidades do mercado sul-americano. 

Na ABRAFATI 2017, que ocorreu entre os dias 3 e 5 de outubro, em São Paulo, a WACKER apresentou sua linha de produtos à base de polímeros e silicones para as indústrias de tintas e revestimentos, adesivos e materiais gráficos da região. Como destaque, a empresa mostrou a dispersão PRIMIS® SAF 9000 e o silicone SILRES® BS 710 para mais facilmente remover pichações de superfícies com ele tratado. Além da dispersão VINNAPAS® EF 575 para massas de calafetar e selagem, o grupo também apresenta a dispersão VINNAPAS® EP 3360 para a formulação de tintas para interior de baixíssimo odor, bem como a resina VINNOL® E 18/38 para impressão digital. Paralelamente, a WACKER ainda está lançando três aplicações de ligantes e dois novos produtos de silicone para revestimentos industriais no mercado sul-americano. Outros destaques foram as novas soluções da WACKER para tratar as superfícies de forma a aumentar sua resistência a sujeira. Por causa da sua composição especial, a dispersão PRIMIS® SAF 9000 é ao mesmo tempo oleofóbica e hidrofóbica. A adição de 10 a 20% da dispersão em relação ao ligante principal possibilita que a sujeira possa ser removida da parede com uma esponja comum. O novo silicone SILRES® BS 710 é um elastômero de silicone que tem sua cura à temperatura ambiente e com exposição à umidade. Graças ao filme de silicone permanentemente elástico, pichações podem ser removidas facilmente com água. Uma vantagem interessante: o produto não contém nem catalisadores base estanho nem oximas, e sua formulação requer pouquíssimo solvente. 

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PNEUS

Novos pneus urbano e misto

FG88 e FH88.

Tomas Salazar, CEO da TP Industrial do Brasil para América Latina.

A TP Industrial do Brasil, empresa que produz e comercializa pneus para caminhões, ônibus, tratores e máquinas de construção e mineração com a marca Pirelli e que pertence ao grupo Prometeon Tyre Group (ex-Pirelli Industrial), marcou presença na edição 2017 da Fenatran com grandes novidades. Estiveram no espaço da empresa novos produtos que complementam a linha premium SÉRIE:01, uma resposta para as novas necessidades do mercado, principalmente nos segmentos urbano e misto. A SÉRIE 88 também tem dois produtos lançados nesta edição da Fenatran. “A TP Industrial do Brasil está atenta às tendências do mercado e, por isso, apresenta na Fenatran produtos que complementam sua já vasta gama de produtos. Seja no segmento urbano, misto ou de competições, os pneus Pirelli atendem as mais diferentes necessidades. Nossa preocupação é atender os mais diferentes perfis e, com estas novidades, estamos ainda mais próximos desse objetivo”, diz Tomas Sala-

zar, CEO da TP Industrial do Brasil para América Latina.

Voltada ao uso profissional, a linha SÉRIE 88 também tem novidades, o FG88, na medida 295/80 R22.5, assim como o FH88, na medida 295/80R22.5TL. Destinado ao uso em eixos direcionais e livres, para médias e longas distâncias, o FH88 é desenvolvido para uso em estradas asfaltadas, especialmente para percursos planos e retilíneos. Suas características são maior durabilidade da carcaça devido ao uso de compostos que reduzem a geração de calor, mais segurança, dirigibilidade e rendimento quilométrico. 

FG01 235.

O destaque é o FG:01, na medida 235/75R17.5, o primeiro pneu projetado para o segmento misto no Brasil. Este produto foi desenvolvido para responder a uma necessidade das montadoras: a maior capacidade de transporte de carga dos veículos médios. Ainda na SÉRIE:01, o FR:01, pneu desenvolvido para as estradas e que atualmente equipa os caminhões da Copa Truck, passa a ter uma versão Racing.

Stand da TP Industrial na Fenatran 2017. ©Foto Divulgação

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PNEUS

Máquina de raspagem da Vipal

A Vipal Borrachas, líder na América Latina e uma das mais importantes fabricantes mundiais para reforma de pneus, instalou a primeira máquina na versão com duas posições de raspa, a VR01 Smart DUO para a reformadora paulista União Renovadora de Pneus em abril. Logo em seguida, outra parceira teve o seu equipamento VR01 Smart UNO com uma posição de raspa, posto em funcionamento: a Toro Recauchutagem, do Rio de Janeiro. Conforme Dirceu Formaggio, diretor da União Renovadora de Pneus, a previsão é de que a produtividade cresça com a adoção da VR01 Smart DUO. “Pretendemos alcançar o índice de 30 pneus/hora, para raspar 200 pneus por dia com esta nova aquisição, que acreditamos que vá trazer bastantes benefícios à nossa produção”, considera. Por parte da Toro, a obtenção do equipamento foi igualmente comemorada. Segundo Alcidio Morgado, diretor da Toro, a ação faz parte de uma estratégia muito bem estruturada junto à Vipal Borrachas de ampliação da produção e, consequentemente, do mercado de atuação da reformadora. “Este é um projeto pioneiro da Vi©Foto Divulgação

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pal, que demonstra que estamos sempre pensando no aumento da produtividade das reformadoras parceiras e no aperfeiçoamento do mercado de reforma de pneus como um todo”, observa Henrique Brito, Gerente de Tecnologia e Qualidade da Vipal Borrachas e coordenador do grupo de inovação que desenvolveu o equipamento. A VR01 Smart DUO, com duas posições de raspagem, processa até 35 pneus/hora. Já a VR01 Smart UNO conta com uma posição de raspagem e capacidade de produção de até 28 pneus/hora. Ambas tem a maior produtividade do mercado se comparadas com as concorrentes. Lançada em 2016, é a primeira máquina desenvolvida para comercialização pela Vipal, que visa oferecer aos parceiros de sua Rede mais competitividade, eficiência e qualidade no processo de reforma. Com projeto e execução integralmente desenvolvidos pela empresa, a máquina tem fabricação 100% nacional e atende às normas exigidas na NR12. Também dispõe de assistência técnica presencial e on-line da maior equipe técnica de reforma de pneus do Brasil. 

Ônibus urbanos na Espanha A Vipal acaba de divulgar os resultados de diversos testes que realizou com ônibus urbanos na Espanha, que comprovam a superioridade das bandas DV-UM3 e VU100 em relação às principais marcas do mercado. “A expertise da Vipal tem permitido melhorar significativamente o rendimento dos ônibus urbanos dos nossos clientes finais. Isso é comprovado nos testes que temos feito junto aos reformadores parceiros da empresa em todo o mundo. Nos últimos anos, temos nos empenhado para comprovar a qualidade dos nossos produtos e os benefícios da reforma”, destaca o Coordenador Comercial da Vipal na Europa, Fabrício Nedeff. Os testes realizados em perímetro urbano com o ônibus urbano Volvo B270F abriu uma vantagem de 117% para a Vipal quando comparado à principal concorrente do mercado no quesito km/mm, com 11.294 quando utilizada a DV-UM3 e 5.195 da outra marca. No quilômetro projetado, a banda da Vipal foi 132% superior, registrando 185.222 contra 80.003 da concorrente. No ônibus urbano Scania N230, a DV-UM3 também obteve ótimos resultados: o km/mm obtido foi de 12.942 contra 9.677 de outra marca concorrente, um rendimento 34% superior no comparativo. “Há anos realizamos testes junto aos clientes reformadores, mas, nos últimos três anos, intensificamos os testes também nas frotas e os resultados desse trabalho estão aparecendo. Estamos conseguindo provar e comprovar não somente a qualidade de nosso produto, mas os benefícios da reforma para as frotas, que antes não reformavam pneus na proporção que é observada hoje. Isso é muito importante para a Vipal e também para o setor como um todo”, destaca o Coordenador Comercial da Vipal na Europa, Fabrício Nedeff.  ©Fotos Divulgação

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PNEUS

Especialização florestal Atualmente entre os maiores produtores de pneus Off-Highway, a BKT afinou modelos específicos destinados ao mundo florestal. Soluções pensadas para enfrentar as mais diversas FS 216 aplicações florestais em situações difíceis, em terrenos e superfícies irregulares, lamacentas, que apresentam muitas vezes obstáculos, troncos ou outros que podem daForestech nificar os pneus. Por este motivo – e pelo poder de trabalhar em silvicultura – é necessário demonstrar força, resistência, capacidade de carga e estabilidade nos momentos mais exigentes. O pneu é fundamental para que a TR 678 máquina renda o máximo e este é o pensamento que distingue cada

produto BKT: dar o melhor de si em todas as condições. A empresa pensou em todos estes fatores quando concebeu e lançou no mercado as suas gamas de produtos para silvicultura. Um contexto em que trabalham diferentes máquinas e equipamentos adequados a realizarem as mais diversas tarefas: desde os abatedores florestais aos recolhedores, desde as máquinas para carregamento de madeira às para a extração de troncos e mesmo veículos para o transporte. A BKT propõe quatro linhas de produtos florestais diferentes: Forestech, FS 216, TR 678 e F 240. Em comum estes pneus têm a resistência, que significa uma longa vida do produto o que, por sua vez, se traduz num número de substituições e de paragens da máquina com vantagens ambientais e econômicas. Fecha a gama F 240, a mais recente dos pneus BKT dedicados à silvicultura, especificamente projetado para o transporte de troncos. Entre as suas características principais sobressaem a tração excepcional, os excelentes dotes de autolimpeza e a ótima manobrabilidade. Além disso, a mistura particular e superior do piso assegura um ciclo de vida prolongado, bem como resistência ao desgaste, aos cortes e às lacerações. 

Recertificação na área da qualidade A Rinaldi fabricante de pneus e câmaras de ar com sede em Bento Gonçalves (RS), acaba de conquistar a recertificação NBR ISO 9001/2015. Após 12 meses, a marca brasileira cumpriu os requisitos para receber o Certificado de Conformidade recomendado pelo órgão responsável, a ABNT (Associação Brasileira de Nor-

mas Técnicas). “A recertificação baseada nas normas da NBR ISO 9001/2015 permite que a empresa opere de forma planejada na busca de resultados alinhados aos anseios dos clientes”, explicou Ângelo Soria Alvaro, coordenador do Sistema de Gestão da Qualidade da Rinaldi. 

Pneu HCS equipará caminhões Volvo FMX

A Continental anuncia que sua linha de pneus OTR (Off-The-Road) HCS foi escolhida como equipamento original para os caminhões Volvo da linha FMX produzidos no Brasil. “O HCS é o primeiro pneu produzido no país na medida 325/95 R24 capaz de atender às necessidades específicas do transporte de grandes cargas nos segmentos de mineração. Para alcançar esse objetivo, ele conta com modificações nas dimensões e no posicionamento das cintas e com um novo desenho em sua banda, direcionado para a entrega de maior tração, além do emprego de compostos especiais em sua produção”, detalha Renato Martins, gerente de vendas equipamento original pneus de carga da Continental Pneus Podendo ser aplicado em todos os eixos (all position), o HCS tem como foco principal a robustez por ter que enfrentar os mais desafiadores tipos de terreno. Ele oferece grande resistência a picotamentos e a perfurações, além de ter um excepcional poder de tração. Segundo dados da Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SGM) do Ministério de Minas e Energia, o setor de mineral, que representa 8% do PIB (Produto Interno Bruto), fechou 2016 com um superávit comercial de US$ 18,5 bilhões. Apesar da crise, o setor de mineração espera uma expansão de 5% em 2017.  ©Fotos Divulgação

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PNEUS

A importância da calibragem Cuidar da calibragem dos pneus é uma tarefa muito importante. Para a Bridgestone, a pressão correta é um item essencial tanto para a boa dirigibilidade quanto para o menor desgaste. Além disso, é um dos principais influenciadores do consumo de combustível e, consequentemente, da emissão de poluentes. De acordo com José Carlos Quadrelli, gerente geral de Engenharia de Vendas da Bridgestone, o motorista precisa estar sempre atento à calibragem do pneu porque ele é o principal elo entre o veículo e o solo. “A calibragem correta proporciona o aproveitamento ótimo dos sistemas de suspensão, transmissão, tração, direção e frenagem, trazendo assim maior segurança ao motorista e aos passageiros”, diz.

O proprietário precisa fazer uma checagem semanal da pressão dos pneus. A calibragem deve ser verificada com os pneus frios (num posto não mais do que 2 km distante da casa do consumidor). O estepe também precisa ser examinado e calibrado com uma pressão maior de até 5 psi acima dos demais. “A baixa pressão de inflação dos pneus pode acarretar vários danos ao veículo: perda de aderência, risco de detalonamento (quando o pneu “desencaixa” da roda), deterioração da estrutura interna do pneu devido ao aquecimento extremo durante a rodagem, instabilidade, maior esforço do motor e, consequentemente, aumento do consumo de combustível, o que resulta ainda na emissão de maiores quantidades de CO2”, explica Quadrelli. 

Estratégia para aumentar exportações ao México

Luiz Sella (à esquerda) e Gustavo Caitano na fábrica da Rinaldi em Bento Gonçalves (RS). Foto: Divulgação/Rinaldi

A Rinaldi, planeja grande crescimento nas exportações para o México, onde atua há 13 anos no mercado de produtos para motocicletas. “Constatamos enorme potencial para a Rinaldi e o principal objetivo é triplicar as vendas a partir de 2018. Nós já demos início a esse trabalho, que sem dúvida é muito promissor”, afirma Luiz Sella,

diretor da fábrica brasileira de pneus e câmaras de ar. A iniciativa conta com o suporte do representante da marca em solo mexicano, a MXBR. “Tivemos uma reunião muito produtiva na fábrica em Bento Gonçalves-RS. Traçamos estratégias, metas e ações de marketing para incrementar as vendas no México. Estamos fazendo a ‘lição de casa’, com muito empenho”, continua Sella. Diretor da MXBR, Gustavo Caitano também tem boas expectativas de negócios. “O mercado mexicano apresenta ótima aceitação da marca por conta da qualidade. Foi muito importante estar na fábrica para acertar os detalhes e desenvolver esse novo projeto. O mercado mexicano está em crescimento, o que é muito interessante, ainda mais porque a Rinaldi está crescendo junto com o mercado”, conclui Caitano. 

Pneus para quadriciclos O aumento na procura pelos quadriciclos entre grupos de consumidores de áreas urbanas, em especial para uso em atividades de esporte, turismo, lazer ou mesmo de trabalho em propriedades rurais, é um fenômeno que já alguns anos está sendo observado. Esses veículos, com pesos que variam entre 350 Kg e 550 Kg, e velocidade média de 45 km/ hora, por possuírem aplicação bastante diversa, atinge por consequência os mais variados perfis de usuário. Por isso, nos últimos anos o quadriciclo se tornou foco estratégico para os grandes fabricantes mundiais, interessados neste mercado que cresce às taxas médias que superam os 10% ao ano, e que de quebra impulsiona fortemente as vendas na cadeia de peças e acessórios. A Big Tires, empresa que faz parte de um grupo com mais de 30 anos, especializada na importação e venda de pneus pesados para os segmentos agrícola, mineração, infraestrutura, portuário – a partir da internet – tem na venda de pneus para quadriciclo uma importante fonte de receita. As cinco marcas que hoje são comercializadas pela Big Tires no mercado doméstico representam 15% do faturamento total do grupo. Segundo Nídia Guimarães, diretora de marketing e inovação da Big Tires, o fato que merece destaque é o desempenho dos pneus em questões que envolvem desempenho, durabilidade e a segurança dos produtos ofertados pelo e-commerce e que encontram forte aceitação do consumidor que consegue conciliar preço e desempenho sem perda da qualidade. “É muito importante salientar também que temos pneus para todos os tipos de solo”, conclui.  ©Fotos Divulgação

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NEGÓCIOS

LORD realiza o primeiro International Rubber Journey South America

Palestrantes e representantes das empresas patrocinadoras do IRJ.

O

primeiro International Rubber Journey (IRJ) – South America foi realizado no dia 17/10, em São Paulo (SP), contando com aproximadamente cem pessoas participantes. Promovido por um “pool” de empresas que integram a cadeia produtiva da borracha – entre elas, a fabricante de adesivos e “coatings” LORD –, o evento contou com a apresentação de seis trabalhos focados principalmente na melhora da eficiência e produtividade dos usuários de elastômeros.

A LORD atua no Brasil desde 1972, sendo uma companhia especializada no desenvolvimento de adesivos e “coatings”, bem como sistemas de controle de vibração e tecnologias de sensoriamento para os mercados automotivo, aeroespacial e defesa, óleo e gás e industrial. Segundo Guido Albo Gutierrez, diretor para a América Latina da LORD, a estreia do IRJ na América do Sul foi muito positiva e repetiu a boa repercussão que o evento obtém no México, onde foi criado e está na sua sexta edição. “De uma forma geral, o

Evento realizado em São Paulo reuniu cerca de cem profissionais do setor de borracha e elastômeros para apresentações e discussões sobre o aumento da produtividade nas empresas brasileiras e também na eficiência dos processos de produção.

Participantes qualificados compareceram em bom número ao IRJ. ©Fotos Divulgação

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LORD e compósitos na Colômbia Guido Albo, diretor Américas da LORD Corporation.

IRJ fortalece a indústria de borracha da América Latina. E, para a LORD, colabora com o compartilhamento de soluções entre os diversos países da região em que a empresa atua”, afirmou o executivo. A segunda edição do IRJ South America acontecerá novamente em São Paulo, em outubro de 2018. De acordo com Helvio Manke, gerente comercial da LORD, a pesquisa que determinará os assuntos abordados nas palestras do próximo ano será feita com “players” de toda a América do Sul. “Pretendemos tornar o evento cada vez mais abrangente e uma referência para os técnicos das empresas que processam borracha”, comentou Manke. A Associação Brasileira de Tecnologia da Borracha (ABTB) e a Revista Borracha Atual apoiaram este primeiro IRJ 2017, que teve o patrocínio das seguintes empresas: Desma, Fragon, LORD, Mapribor, Pintak, Sweet Mix e Turbo Spray.  Mais informações em: www.irjsa.com.br

A Lord participou do III Congreso Sudamericano de Composites, Poliuretano y Plásticos de Ingeniería, evento que aconteceu nos dias 18 e 19/10, em Bogotá, Colômbia. Gabriel Matos, analista de engenharia de aplicação da Lord, preparou para o congresso o trabalho intitulado “Fornecer soluções para incrementar o valor dos produtos dos nossos clientes”. “Trata-se de um estudo que detalha como os adesivos estruturais podem melhorar o design e reduzir o peso das peças de compósitos, bem como aumentar a produtividade dos moldadores”, afirma Matos. Resultantes da combinação entre polímeros e reforços – por exemplo, fibras de vidro –, os compósitos são conhecidos pelos elevados índices de resistência mecânica e química, bem como pela versatilidade. Há mais de 50 mil aplicações catalogadas em todo o mundo, de tanques, tubos e pás eólicas a peças de barcos, ônibus e aviões. 

©Fotos Divulgação

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NEGÓCIOS

ABAG discute agronegócio brasileiro

As recentes alterações geopolíticas que ocorreram no mundo, cujo exemplo mais expressivo foi o rompimento do Acordo Transpacífico pelo governo dos Estados Unidos, devem gerar grandes oportunidades de negócios para o agrobusiness brasileiro. A constatação foi feita pela vice-presidente global de Assuntos Corporativos da Cargill, Devry Boughner Vorwerk, durante debate no painel Nova Geopolítica do 16º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio, no dia 7 de agosto, em São Paulo. O painel foi organizado na forma semelhante ao programa Roda Viva, da TV Cultura, e foi moderado pelo jornalista Augusto Nunes, apresentador do programa da Cultura. Outro participante do painel, o sócio da McKinsey Consultoria, Nelson Ferreira, também concorda com a análise de Devry. “As mudanças nos acordos dos Estados Unidos com o México e o Canadá também abrem boas oportunidades para os exportadores brasileiros”, comentou. “Vejo grande resiliência e acredito na contínua capacidade de o agronegócio seguir sendo o principal

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motor da economia brasileira”, completou Devry. Além dos Estados Unidos, Ferreira avaliou que o Brasil poderia realizar acordos bilaterais com outras nações, como os países da África, do Sudeste Asiático, China e Índia. “Tanto o setor privado como o setor público não podem ter uma agenda isolada, precisa-se buscar uma diversificação, uma melhor amplitude de acordos porque estaremos mais protegidos quanto às oscilações do mercado”, disse. Nos últimos anos, o país, segundo Ferreira, foi um jogador muito passivo nas tratativas dessas negociações. “Com isso, o agronegócio cresceu muito, mas em diversas situações à margem de um acordo bilateral. E isso precisa mudar”, acrescentou. Apesar das dificuldades que o tema impõe e do longo tempo em que está em discussão nas várias esferas governamentais, a reforma tributária deverá ter, em 2018, a melhor oportunidade de ser concretizada. A avaliação foi feita por debatedores que participaram do painel Reforma Tributária, do 16º Congresso Brasileiro do Agronegócio. “Temos de aproveitar o momento atual, marcado por grande movimentação política, para colocar em andamento uma reformulação geral no complexo sistema tributário do país”, afirmou um dos debatedores do encontro, o economista Paulo Rabello de Castro, presidente do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Ao abrir o 16º Congresso Brasileiro do Agronegócio, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da

ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio, destacou que o agronegócio deve viver uma nova fase revolucionária nos próximos anos. “Ao mesmo tempo em que pesquisas de organismos internacionais indicam que a demanda mundial por cereais deve crescer a metade do crescimento registrado nos últimos anos, o agro brasileiro terá grandes mudanças: o milho ultrapassará a soja em produção, haverá uma explosão na produção sustentável, com o avanço da iLPF – Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, que atualmente já responde por 11,5 milhões de hectares. Seguindo na mesma linha, o governador Geraldo Alckmin, que participou da solenidade de abertura do evento, ressaltou a importância das reformas. “Após a aprovação da reforma trabalhista, temos pela frente a tributária; a previdenciária, que representa justiça social na medida em que deverá equalizar os direitos dos trabalhadores privados com os do setor público; e também a reforma política, para melhorar o ambiente político”, disse Alckmin. “Tudo isso será decisivo para a inserção do Brasil no complicado cenário internacional. Temos o desafio de jogar o jogo internacional do século 21”, concluiu o governador. A palestra inaugural do 16º Congresso Brasileiro do Agronegócio foi ministrada pelo jornalista Carlos Alberto Sardenberg, que afirmou que o país precisa criar condições para a expansão contínua do agronegócio brasileiro, uma vez que existe um mercado potencial tanto no país como no exterior. www.borrachaatual.com.br


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NEGÓCIOS “O mundo está ficando mais rico. E, quanto maior a renda per capita, maior o consumo de alimentos”, ressaltou. Para obter esse crescimento, uma questão determinante é que o país não mantenha esse atual modelo, baseado no capitalismo de Estado e no capitalismo de amigos. “Não é possível separar política, economia e ética porque em um regime dominado pela corrupção, o país é economicamente deficiente, assim não é apenas uma questão moral”, destacou Sardenberg. “Por isso, atualmente, o que vemos é um embate entre a velha política e o novo. Com isso, a eleição de 2018 será importante, porque renova-se a Câmara, todos os governos estaduais e o governo federal”, destacou Sardenberg. Sardenberg fez ainda uma análise sobre o atual cenário econômico e apontou com dados do Boletim Focus, do Banco Central, que a situação melhorou, após a mudança de governo e com a entrada de uma equipe econômica, que planejou uma política clara, precisa e determinada, que inclui a queda da taxa básica de juros, a determinação do teto de gastos das contas públicas e as reformas. “Após mais de dois anos, neste primeiro trimestre, o país conseguiu obter um resultado do PIB positivo”, disse. “Existe uma recuperação cíclica da economia, mas de forma irregular, com alguns setores melhores e outros ainda em baixa. Mas, pelo menos, parou de piorar”, complementou. Por fim, Sardenberg ressaltou que o agronegócio vem salvando a economia e que a expectativa é que o crescimento venha somente no próximo ano, com uma alta do PIB entre 2% e 2,5%. 

Sede da Alpha Technologies muda de Akron para Hudson A Alpha Technologies anuncia a mudança de sua sede corporativa de Akron para Hudson, no estado de Ohio. A capacidade da nova instalação aumentou e irá acomodar a unidade da Alpha Technologies para expandir a plataforma de produtos e suporte ao cliente. Localizada em Hudson Crossings Parkway, a construção do edifício começou em março deste ano e foi concluída em agosto. "Estamos entusiasmados em mudar para um edifício que nos permitirá continuar a crescer, inovar e apoiar nossos clientes", disse Mike Lamothe, presidente da Alpha Technologies. "Levamos algum tempo para encontrar uma localização perfeita e não poderíamos estar mais felizes". O plano é completar totalmente a mudança até o final deste ano. A Alpha Technologies

está comprometida com seus clientes e projetos atuais. Esta mudança foi minuciosamente estudada para minimizar quaisquer interrupções. A Alpha Technologies é líder em design e fabricação de soluções avançadas de testes de materiais elastoméricos e poliméricos. As soluções incluem medição e análise para processabilidade do material, otimização da produção e conformidade do produto. Certificada pela ISO 9001 e credenciada ISO 17025, a Alpha Technologies continua com pesquisas em engenharia de instrumentos para dar suporte ao desenvolvimento e melhoria dos padrões de testes industriais. Visite o site da Alpha em www.alpha-technologies.com ou no LinkedIn em www.linkedin.com/company/alpha-technologies-services. ©Foto: Divulgação

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NEGÓCIOS

Importação de químicos chega a 25 milhões de toneladas O período menos instável na economia brasileira já surte efeitos negativos nos números da balança comercial dos produtos químicos. O déficit, que há poucos meses registrava recuo, voltou a crescer. As importações de produtos químicos, por exemplo, somaram US$ 3,2 bilhões em julho, aumento de 11,7% em relação ao mesmo mês de 2016, e movimentaram praticamente 4 milhões de toneladas, uma elevação de expressivos 38,1% na mesma comparação. Em relação ao mês imediatamente anterior, junho de 2017, foram registradas pequenas reduções de 3,3% em valor e de 1,6% em volume. Já as exportações, por sua vez, somaram US$ 1,1 bilhão e mais de 1,4 milhão de toneladas, aumentos de, respectivamente, 2,8% e de 7,3% em relação ao mês de junho. No acumulado deste ano, entre janeiro e julho, as compras externas alcançaram US$ 20,4 bilhões, o que representa elevação de 7,2% em relação ao mesmo período de 2016. Na série de verificação entre 2010 e 2017, o ano de 2016 foi o único em que o valor importado não superou a marca de US$ 20,0 bilhões, no período de janeiro a julho. O volume de importações, de 24,8 milhões de toneladas, representa marca histórica para o período, com expressivo aumento de 23,6% na mesma comparação com janeiro a julho de 2016. As exportações, por sua vez, somaram US$ 7,6 bilhões, incremento de 11,3% em relação ao mesmo período de 2016, apesar do pouco significativo aumento de 1,4% nos volumes

exportados, que foram de praticamente 9,7 milhões de toneladas. Com esses resultados, o déficit na balança comercial de produtos químicos chegou, até julho, à marca de US$ 12,7 bilhões, uma retomada de 4,9% em relação ao mesmo período de 2016. Nos últimos 12 meses, de agosto de 2016 a julho deste ano, o déficit comercial atingiu a marca de US$ 22,6 bilhões e a perspectiva é de que, para o final de 2017, esse indicador seja de cerca de US$ 23 bi. O presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, faz um alerta: os dados da balança comercial do setor químico podem piorar com a recuperação econômica do Brasil. “Com a retomada da economia, que é obviamente algo para o qual todos nós torcemos, o consumo voltará a crescer, e consequentemente, as importações crescerão exponencialmente. O governo precisa trabalhar urgentemente em uma política industrial que estimule investimentos no Brasil, para que deixemos de vez de ser exportadores de matéria-prima e importadores de produtos acabados. Da forma como está hoje, estamos levando riqueza e emprego a outros países ao invés de aproveitar nossos recursos naturais e transformá-los em valor agregado aqui mesmo, dentro de casa”, ressalta. A diretora de Assuntos de Comércio Exterior da Abiquim, Denise Naranjo, destaca alguns pontos posi-

tivos do comércio exterior do Brasil: As recentes atualizações normativas e a modernização em tecnologia de informação são medidas que estão começando a gerar efeitos competitivos positivos, mas, na avaliação de Denise, ainda é preciso que o governo acelere entregas nessas frentes de ação integrada de comércio exterior. “São indiscutíveis os ganhos para o setor privado com a desburocratização operacional, particularmente com o Portal Único de Comércio Exterior, que traz maior agilidade em trocas de informações sobre operações em ambiente seguro, e com a modernização do marco normativo aduaneiro e de controles administrativos. A indústria química entende que o baixo custo associado ao desenvolvimento e à implementação desse tipo de mudança poderia alavancar ainda mais a velocidade das entregas futuras dessas ferramentas que, associadas aos efeitos das negociações de comércio que permitam o acesso preferencial aos produtos brasileiros no mercado internacional, trarão um novo patamar de competitividade ao Brasil no mercado global”, destaca Denise.  ©Foto: Echosystem/Pixabay/2017

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Mercado brasileiro de químicos cresce 8,3% O crescimento do mercado brasileiro de químicos alcançou 8,3% no valor acumulado até agosto, sobre igual período de 2016. O índice de produção cresceu 0,79% de janeiro a agosto, em comparação ao mesmo período do ano passado, enquanto que os índices de vendas internas registraram aumento de 7,77% em agosto, segunda alta consecutiva. Já as importações dispararam entre janeiro e agosto, chegando a um crescimento de 30,3%. Como consequência, os produtos importados representam agora 38,2% do mercado brasileiro de produtos químicos de uso industrial. O elevadíssimo custo da matéria-prima e de energia, aliado à infraestrutura logística defi-

ciente, estão destruindo a indústria química brasileira, que opera este ano com utilização de 78% da capacidade instalada. O presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, alerta que este crescimento nos índices de produção e de vendas internas não é garantia de recuperação do setor. “Esses índices têm apresentado crescimento porque estamos em um cenário de recuperação econômica. Isso não quer dizer que esse crescimento é baseado na retomada da competitividade da indústria química brasileira, mas sim apenas base de comparação com índices que até alguns meses atrás estavam bem piores. Na verdade, a indústria

química está hoje no mesmo patamar de 2007. 10 anos perdidos. Esse cenário tende a piorar ainda mais com o crescimento da economia. Isso sem falar no preço da nafta e do gás natural, que derruba a competitividade da indústria química perante mercados estrangeiros. Daí a importância de uma política industrial para a recuperação não somente do setor químico, mas da indústria brasileira como um todo”. Figueiredo ainda acrescenta: “Enquanto alguns falam que não há necessidade de política industrial, a França, por exemplo, desenvolveu o projeto ‘Nova França Industrial’ e investiu 2 bilhões de euros para desenvolver sua indústria”. 

Big Tires implementa projeto de ‘coaching’ A ideia de melhorar a performance de seus colaboradores a partir da aplicação de conceitos de gestão colaborativa junto a sua força de trabalho, aliado ao planejamento e efetivação de ações de endomarketing para motivar as equipes na busca pelos resultados e metas, permitiu à Big Tires, empresa especializada na importação e venda de pneus pesados, dar vida à campanha ‘Big & Você’. O projeto visa dar crescimento pessoal e ainda criar um ambiente favorável para o convívio dos trabalhadores e seus superiores, para que todos se sintam parte importante dentro da organização. Para atingir os objetivos desejados pela direção, a Big Tires contou recentemente

com a orientação de um ‘coaching’, profissional especializado na gestão de equipes e formação de líderes, onde foi feita a análise de ambiente organizacional para saber quais as dificuldades e desafios presentes no ambiente de trabalho. Na visão dos responsáveis pela campanha, o trabalho em equipe é a chave para que todos alcancem o sucesso pessoal e profissional, desenvolvendo novas competências, para que no final todos esses esforços se somem na efetivação de um resultado geral. Inicialmente somente os colaboradores ligados às vendas tinham o reconhecimento e a responsabilidade pelo resultado. Entretanto, existia a percepção por parte da

direção que essa estratégia gerava desequilíbrios dentro do ambiente da corporação, com reflexos importantes na qualidade da prestação de serviços. Faltava que todos os colaboradores se sentissem responsáveis pelo resultado final do trabalho, gerando reconhecimento e maior motivação. “Então, há cerca de dois anos, implantamos algumas ações com foco no público interno, e o desempenho com as campanhas nos deu um alto índice de comprometimento e a melhoria no resultado superou nossas expectativas. A união entre os líderes para que tudo ocorra com harmonia é essencial”, explicam as gestoras responsáveis pelas campanhas Eloisa Mesquita, Nidia Guimarães e Rosely Almeida. 


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CAPA

Goodyear traz ao Brasil pneu movido por

Inteligência Artificial Projeto de pneu destinado a veículos autônomos usaria magnetismo para fazer a carroceria flutuar sobre as rodas.

A

Goodyear pretende revolucionar a interação entre os pneus, os veículos e os seus entornos com a sua visão de longo prazo para futuros pneus inteligentes e conectados. Por isso, acaba de trazer ao Brasil o Eagle 360 Urban.

Este pneu em formato esférico impresso em 3-D é o primeiro projeto conceito a ser movido por Inteligência Artificial e capaz de sentir, decidir, transformar e interagir. O modelo foi apresentado pela primeira vez no Salão Internacional do Automóvel de Genebra deste ano, sendo o

Brasil o primeiro país na América Latina a receber a peça. O pneu usaria magnetismo para fazer a carroceria flutuar sobre as rodas (Magnetic Levitation), não havendo contato físico entre ambos. Tecnologia semelhante já é empregada em trens na China e no Japão (ali, em testes). ©Foto: Divulgação

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Em 2016, com o pneu conceito Eagle 360, a Goodyear apresentou um pneu esférico único e multidirecional para atender às demandas de direção autônoma e aumentar os níveis de conforto, segurança e manobrabilidade. O feedback foi tão positivo que incentivou a fabricante a se aprofundar neste conceito ainda mais. Este ano, com o Eagle 360 Urban, a Goodyear quer ultrapassar os limites novamente, com o objetivo de ilustrar uma visão mais clara de como o futuro pode vir a ser. Movido por Inteligência Artificial, a empresa está dando um “cérebro” ao pneu conceito. Combinado com uma pele biônica e banda de rodagem transformável, o Eagle 360 Urban passará a fazer parte do “sistema nervoso” do veículo, conectando-se a tudo ao seu redor (Internet das Coisas). Dessa maneira, ele está pronto para se adaptar rapidamente às mudanças, bem como à evolução das necessidades da “Mobilidade como Serviço” (MaaS, sigla em inglês) para frotas e seus usuários. O Eagle 360 Urban da Goodyear apresenta uma rede de sensores que permite ao pneu conceito verificar seu próprio status e coletar informações sobre o ambiente na qual está presente, incluindo a superfície da pista. Por meio da conectividade com outros veículos, bem como sistemas de gestão de tráfego, mobilidade e estruturas como prédios e casas, o pneu conceito também coleta informação em tempo real sobre os seus entornos. Ao combinar essas fontes de informação e processá-las instantaneamente usando redes neurais treinadas com algoritmos de aprendizagem, o Eagle 360 Urban decide o curso de ação mais apropriado. E, movido pela In-

Apresentação do Eagle 360 Urban.

teligência Artificial, o pneu conceito aprende com ações anteriores sobre como otimizar as respostas futuras. Feito com polímero superelástico, o pneu tem uma flexibilidade semelhante à da pele humana, permitindo-lhe expandir e contrair. Essa camada exterior cobre um material semelhante a uma espuma, suficientemente forte para manter a

flexibilidade apesar do peso de um veículo. Graças a esta flexibilidade, elementos de atuação sob a superfície dos pneus funcionam como músculos humanos e podem reformular as seções individuais do design do pneu, adicionando “ondulações” para condições úmidas ou suavizando para condições secas. Portanto, o pneu conceito se transforma e se

O pneu do futuro será capaz de interagir com veículo e condutor.

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CAPA adapta às mudanças climáticas e às condições de pista e assim compartilha essas informações com outros veículos e frotas. Quando o pneu está danificado, os sensores podem localizar o furo. O pneu então gira para criar uma área de contato diferente. Isso reduz a pressão sobre o furo e permite que o processo de autorrecuperação seja iniciado. Uma reação física e química para formar novas ligações moleculares e reparar o dano. Esta nova geração de pneus trará facilidades e benefícios na

operação de frotas de veículos autônomos, maximizando o tempo de atividade e fornecendo manutenção proativa. Para o condutor que viaja diariamente, eles oferecerão

uma experiência aprimorada acrescentando uma nova dimensão ao desempenho de segurança e capacidades de aprendizagem de direção autônoma. 

Goodyear IntelliGrip Urban Outro conceito apresentado pela Goodyear no salão de Genebra foi o IntelliGrip Urban, um modelo inteligente de pneu projetado para o transporte autônomo sob demanda, com foco na maximização do tempo de atividade e na redução de custos operacionais para provedores de serviços de compartilhamento de viagem. Suas principais características incluem: • Tecnologia de sensores para coletar e compartilhar informações sobre as condições rodoviárias e climáticas com o sistema de controle do veículo, visando otimizar a velocidade, a frenagem, a condução e a estabilidade; • Manutenção proativa por meio de telemetria e monitoramento das condições dos pneus, para maximizar o tempo de atividade, permitindo que os operadores de frota identifiquem e resolvam com precisão os problemas relacionados aos pneus antes que eles aconteçam; • Eficiente em termos de consumo de combustível, com design alto e fino, que reduz a resistência ao rolamento e amplia o alcance para veículos elétricos. Além disso, a menor quantidade de ranhuras na banda de rodagem reduz os níveis de ruído e proporciona uma direção mais confortável e uma vida útil mais longa.

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Eagle F1 Asymmetric 3 equipa Chevrolet Camaro SS 2017

Acompanhando a mesma proposta de presente e futuro do modelo Eagle 360 Urban, a Goodyear coloca ao lado do conceito o moderno e atual Eagle F1 Asymmetric 3, um pneu desenvolvido para equipar de fábrica todos os Chevrolet Camaro SS 2017 comercializados no Brasil e nos Estados Unidos. Para chegar a um consenso, os engenheiros da Goodyear trabalharam em estreita colaboração com a equipe de desenvolvimento do Camaro para projetar compostos que proporcionassem desempenho superior e equivalente ao do esportivo. O Goodyear Eagle F1 Asymmetric 3 RunOnFlat®, testado extensivamente em várias pistas de corrida de renome mundial, incluindo Virginia International Raceway, Road Atlanta e Nüburgring Nordschleife, na Alemanha, apresenta tecnologias como: ActiveBraking (que proporciona maior contato do pneu com o solo durante as frenagens), GripBooster (resina adesiva que entrega melhor aderên-

cia e desempenho em pisos molhados e Reinforced Construction (Construção reforçada que garante maior durabilidade e precisão na direção). Como o pneu é o único ponto de contato do veículo com o piso, o desenvolvimento em conjunto da área de engenharia responsável pelo Camaro e da Goodyear foi fundamental para a equação do resultado. O projeto, que incluiu mais de 13.000 horas de desenvolvimento e testes de pneus, resultou em três adaptações dos pneus originais para contemplar as características do veículo. Atualmente, todas as versões, cupê e conversível, do Chevrolet Camaro SS 2017 são equipadas com rodas de 20 polegadas, calçadas com pneus Goodyear Eagle F1 Asymmetric 3 RunOnFlat®. No eixo dianteiro medida 245/40 R20 e no traseiro, 275/35 R20. O Eagle F1 Asymmetric 3 é um pneu premium da Goodyear de altíssimo desempenho em todas as condições climáticas. Ele apresenta um padrão de banda de rodagem

assimétrica com zona dupla, que inclui uma zona que oferece excelente manobrabilidade e aderência para rodar em piso seco e uma zona para todas as condições climáticas, a fim de ajudar a drenar a água e melhorar a tração em piso molhado. Além do Chevrolet Camaro, os pneus da Goodyear Eagle F1 Asymmetric estão em outros veículos zero-quilômetro fabricados no mundo inteiro. Entre os fabricantes estão marcas como: Acura, Audi, BMW, Buick,Cadillac, Chevrolet, Chrysler, Dodge, Ford, GMC, Honda, Infiniti, Jeep, Land Rover, Lincoln, Mercedes-Benz, Mitsubishi, Nissan, Porsche, Scion, Subaru, Toyota e Volkswagen. 

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Chem-Trend apresenta novidades Marcando presença em mais uma edição da FENAF – Feira Latino-Americana de Fundição –, realizada entre os dias 26 e 29 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo (SP), a Chem-Trend, empresa do grupo Freudenberg, apresentou novidades de soluções que buscam a melhoria da eficiência operacional e a qualidade dos produtos finais de seus clientes, como agentes desmoldantes, lubrificantes de pistão, pastas para pontos críticos e início de processo, fluido hidráulico, limpadores e protetivos de molde. O “Ultra High Performance Release Agent” é um produto inovador, que tem uma característica de baixo acúmulo de resíduos nas cavidades internas e externas do molde, proporcionando um processo de desmoldagem mais limpo e moldes protegidos. O “Limpador para sistemas de refrigeração” é um produto composto de agentes orgânicos de alta capacidade, desenvolvidos para garantir uma fácil limpeza de incrustações de corrosões e sais em tubulações de circuitos de resfriamento. Possui aditivos inibidores de oxidação para metais ferrosos, alumínio e ligas de zinco. O “Start de molde frio” é um material líquido para aplicação pulverizada em moldes frios e início de processo. Reduz a sujeira do molde e é muito eficiente nas cavidades mais profundas, onde a pasta por aplicação via pincel não alcança. 

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Zeon abre laboratório asiático em Singapura A Zeon Chemicals está abrindo em Singapura seu Laboratório Asático de Suporte Técnico (ATSL) para ampliar a assistência para suas borrachas especiais na Índia e países membros da ASEAN (Association of Southeast Asian Nations). O ATSL irá auxiliar seus clientes no desenvolvimento de produtos e solução de problemas. A Zeon espera que o trabalho do instituto ajude a indústria de borracha a crescer e se desenvolver e pretende aumentar sua presença no crítico mercado de borracha sintética, largamente utilizada em motores de combustão interna, já que as vendas de automóveis equipados com esses motores deverão crescer na ASEAN em um futuro próximo. A empresa também está considerando aumento na sua capacidade de produção. No segmento de borracha de uso geral para pneus, a empresa criou a nova ZS Elastomers Co. Ltd., uma joint venture com a Sumitomo Chemical Co. Ltd. para a produção de borracha de estireno e butadieno em solução (SSBR). As empresas já estão considerando aumento na capacidade de produção de SSBR, projetada inicialmente para atingir seu máximo em 2020. A Zeon também informou

que depois de levar em consideração o cronograma de construção, decidirá ainda este ano qual direção tomar. Quanto às borrachas especiais, a Zeon vem trabalhando na melhora do desempenho da HNBR que produz na fábrica de Kawasaki, aumentando sua resistência térmica. A construção de uma nova fábrica de borracha acrílica na Ásia está sendo contemplada, onde a demanda deverá crescer com o aumento da produção de motores de combustão interna. Por outro lado estão trabalhando para desenvolver novas aplicações para borracha especiais. A Zeon está respondendo às necessidades dos clientes através do desenvolvimento de novos tipos de borracha acrílica com melhor resistência ao óleo e à degradação, capacidade de trabalho e resistência térmica. Também está desenvolvendo usos não-automotivos para NBR. A empresa diz que, enquanto a NBR é geralmente considerada como um material que tem apenas usos automotivos no Japão, muitas vezes é direcionada para outras aplicações fora do Japão. A empresa planeja desenvolver tipos adequados para uso em materiais de construção e produtos alimentícios. 

Resina da Evonik em impermeabilização Resina de metil metacrilato (MMA), fornecida pela Evonik, foi a solução escolhida pela Miaki Revestimentos para atender especificações técnicas e estéticas do projeto de impermeabilização na Praça Pamplona, em São Paulo, composta por uma praça de convivência, uma torre comercial, um instituto de física, um teatro digital (planetário) e uma casa tombada pelo patrimônio histórico. O empreendimento foi erguido

na capital paulista em 2016 e projetado pelo escritório KRUCHIN Arquitetura. O sistema de impermeabilização desenvolvido pela Miaki – moldado in loco à base de resinas reativas de metil metacrilato (MMA), fornecidas pela Evonik sob a marca DEGADUR®, somado aos flakes (flocos de tinta) – permitiu que a concepção arquitetônica planejada fosse atendida em todos os seus aspectos, incluindo textura, cor e forma.  www.borrachaatual.com.br


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Prysmian investe R$ 5 milhões na a expansão e modernização de fábrica O Grupo Prysmian, especialista em cabos e sistemas para os setores de energia e telecomunicações, acaba de anunciar um investimento de R$ 5 milhões para a expansão e modernização da fábrica de Boa Vista, em Sorocaba, com a intenção de ampliar as exportações para os mercados europeu e norte-americano de cabos tipo LAN para aplicação em cabeamento estruturado. O aporte faz parte do programa de investimentos da empresa no País e soma-se aos R$ 128 milhões anunciados no primeiro semestre deste ano pela organização. Os volumes investidos são destinados à modernização e criação de um centro de excelência na área de cabeamento estruturado no Brasil. Com o novo aporte, a empresa espera um aumento de capacidade produtiva de 40% na unidade de Multimedia Solutions no Brasil, decorrente da instalação de novas máquinas, e um ganho de eficiência na operação graças a modernização dos processos produtivos. Atualmente, a fábrica exporta cerca de 15% de toda a sua produção. Com os novos investimentos e a participação no mercado americano, a empresa já prevê um volume de 25% a 30% de exportação nos próximos anos.  www.borrachaatual.com.br

Evonik atinge as metas A Evonik aumentou suas vendas para 7,3 bilhões de euros no primeiro semestre de 2017. O aumento de 15% na comparação com o primeiro semestre de 2016 foi em parte devido à primeira consolidação da divisão de aditivos especiais da Air Products, negócio adquirido pela Evonik em janeiro. As demais razões para o aumento nas vendas foram o crescimento significativo da demanda e preços de venda ligeiramente mais altos. “O desenvolvimento do nosso negócio está dentro da meta”, disse Christian Kullmann, Presidente da Diretoria Executiva. “Além disso, estamos colhendo os primeiros frutos da maior aquisição da nossa história”. O lucro líquido ajustado cresceu 10% para 549 milhões de euros, enquanto as receitas ajustadas por ação aumentaram para 1,18 euro. O lucro líquido caiu 3% para 394 milhões de euros, principalmente em resultado de despesas relacionadas à aquisição do negócio de aditivos especiais da Air Products. A integração dessas unidades, adquiridas no início do ano, prossegue de modo tranquilo e exitoso. As sinergias iniciais foram alavancadas no segundo trimestre. A Evonik também vem fazendo bons progressos na aquisição da divisão de sílica da empresa americana J.M. Huber e espera fechar esse negócio conforme planejado no segundo semestre deste ano. A dívida financeira líquida da empresa era de 3,09 bilhões

de euros em 30 de junho de 2017. No início de julho, a Evonik emitiu, pela primeira vez, um bônus híbrido. Com um cupom de 2,125%, esse foi o bônus híbrido em euros mais barato já emitido por uma empresa industrial. A receita será usada para financiar a aquisição do negócio de sílica da Huber. “As condições obtidas são mais uma evidência de que os mercados de capital têm enorme confiança em nossa posição financeira”, disse a Diretora Financeira (CFO) Ute Wolf. “Detemos um grau de investimento sólido e queremos manter isso”. A Evonik confirmou a sua previsão de aumentar tanto as vendas quanto o lucro operacional no ano completo de 2017. O EBITDA ajustado ainda deve crescer para um valor entre 2,2 e 2,4 bilhões de euros (2016: 2,165 bilhões de euros). As vendas do segmento “Performance Materials “ aumentaram 1,89 bilhão de euros, um crescimento de 18% e o EBITDA ajustado praticamente dobrou para 328 milhões de euros no primeiro semestre. A alta demanda e a escassez duradoura na cadeia de fornecimento, especialmente de butadieno e metilmetacrilato, resultaram em preços de venda mais altos. 

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Foton Caminhões inicia vendas A Foton Caminhões iniciou a comercialização ao mercado brasileiro de duas novas famílias de caminhões desenvolvidas especificamente para atender às necessidades de logística urbana e interurbana do País. Tratam-se dos veículos Minitruck, de 3,5 toneladas, e do caminhão leve, Citytruck, de 10 toneladas, e agora ambos “made in Brazil”. Desenvolvidos pela engenharia brasileira da Foton Caminhões em cooperação com a engenharia da Foton chinesa, estes novos caminhões já estão em produção no Brasil com elevado índice de componentes nacionais. A empresa alugou uma linha completa da fabricante Agrale, de Caxias do Sul, RS, para agilizar a nacionalização de seus produtos. 

Freudenberg-Corteco lança retentores para motos A Freudenberg-Corteco, divisão de reposição automotiva da Freudenberg-NOK Sealing Technologies, traz ao mercado brasileiro uma nova linha de retentores para motos, especificamente para modelos das montadoras Honda, Yamaha, Suzuki, Dafra e Sundown. Plínio Fazol, gerente de Marketing da Freudenberg-Corteco, comenta: “Estamos sempre buscando novidades para o mercado de reposição e essa nova linha para motos, que vem para ampliar ainda mais o portfólio da empresa, chega com a tradicional e reconhecida garantia de qualidade. Mas, para que possa trazer o máximo de benefícios, recomendamos que a troca seja feita somente em locais especializados”. 

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Braskem Labs seleciona empreendedores Criado em 2015 como um programa de incentivo a empreendedores, o Braskem Labs cresceu, amadureceu e se transformou em uma plataforma homônima que contempla três programas para fortalecer o relacionamento da Braskem, maior petroquímica das Américas, com empreendedores em diferentes estágios de desenvolvimento. O Braskem Labs Challenge, um dos novos programas da plataforma, vai selecionar startups para, de acordo com os desafios lançados, rodarem um piloto em unidades industriais ou áreas administrativas da Braskem, visando ajudar a empresa a aprimorar seus processos. “Esta é uma oportunidade para que os empreendedores testem suas soluções em situações reais, em um

ambiente inovador e sustentável, que permite a interação com profissionais experientes e insights que podem refinar sua solução”, diz Luiz Gustavo Ortega, líder de Desenvolvimento Sustentável da Braskem. A edição de 2017 do Braskem Labs Challenge possui 10 Desafios divididos entre as áreas de logística e soluções administrativas. Após uma pré-seleção, as startups participam de um Demo Day com times internos da Braskem, quando serão selecionadas aquelas que terão a oportunidade de realizar um piloto com a empresa. Caso o piloto dê certo, a startup pode se tornar fornecedora da Braskem. O programa é promovido em parceria com a consultoria de inovação Innoscience. 

Global Silicones Council A Comissão Setorial de Silicones da Abiquim recebeu, no dia 4 de setembro, o Global Silicones Council (GSC), representado pelo diretor-executivo Karluss Thomas; pela consultora de Assuntos Regulatórios para o Meio Ambiente do GSC, Ellen Mihaich; e pela cientista chefe de Saúde e Meio Ambiente e diretora de Assuntos Regulatórios de Saúde e Meio Ambiente da Dow Corning e integrante do GSC, Kathleen Plotzke. Também participaram da reunião representantes de associações setoriais que usam o produto como uma de suas matérias-primas como: a Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC), a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e a Associação Brasileira da Indústria de Higiene

Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). O objetivo da reunião foi promover a aproximação do GSC com as associações que representam os principais segmentos industriais consumidores do produto. Após apresentar o GSC, associação mundial que reúne os produtores de silicone e promove o uso seguro do produto, o diretor -executivo da instituição, Karluss Thomas, destacou a importância do silicone como matéria-prima que apresenta qualidades e versatilidade não encontradas em outros materiais e que possibilita o desenvolvimento de inovações na indústria da construção civil, de eletrônicos, de cosméticos, de produtos de higiene pessoal e no segmento médico hospitalar. 

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TP Industrial anuncia investimento

A TP Industrial do Brasil, representada por Tomas Salazar, CEO da empresa para a América Latina, Mário Batista, Diretor Relações Institucionais Latam, e por Paulo Augusto Freitas, Diretor Industrial, recebeu em sua fábrica na cidade de Santo André (SP), no dia 15 de agosto, o prefeito Paulo Serra. Na comitiva municipal estavam, também, a Superintendente da Unidade de Comunicação e Eventos, Jessica Pelluzzi Cavalheiro, o Secretário de Relações Institucionais, Carlos Alberto Bianchin Junior e o Secretário de Desenvolvimento e Geração de Emprego, Ailton José de Lima.

A visita teve como objetivo anunciar o investimento de 80 milhões de reais na unidade fabril de Santo André, com o intuito de dobrar sua capacidade de produção de pneus agrícolas radiais. A comitiva pode visitar diferentes partes da planta de Santo André, a primeira unidade fabril da empresa no País, com 88 anos de atividade. A fábrica é responsável pela produção de pneus agrícolas, de caminhões e de ônibus da empresa. A TP Industrial do Brasil, ex Pirelli Industrial, é a responsável pela produção e comercialização de pneus para Caminhões, Ônibus, Tratores e Máquinas de Construção e Mineração com a marca da Pirelli, pertencente ao grupo Prometeon Tyre Group. Além desta ação, a TP Industrial do Brasil anuncia, também, a conclusão de um ciclo de investimento de R$ 30 milhões na linha agrícola. Somados, os investimentos chegam a R$ 110 milhões na fábrica de Santo André, que passa a ser um centro de excelência mundial em desenvolvimento de pneus agrícolas. 

Fras-le evita a cristalização A Fras-le também está presente na Fenatran apresentando produtos de recente comercialização em sua rede de distribuição como os discos e tambores de freio, sendo mais uma solução em sistemas de freios automotivos. Os discos contam com mais de 700 aplicações em veículos leves e pesados e na linha de tambores são oferecidas mais de 190 referências para uso em veículos leves. Dentre os diferenciais dos novos produtos está o acabamento superficial que evita a cristalização do

material de fricção, assegurando a eficiência na frenagem. Com menor incidência de ruído e maior condutividade térmica, os discos e tambores também são ecologicamente corretos por utilizarem óleo protetivo, que não agride as pastilhas de freio. 

Silicone mostra recuperação O mercado brasileiro de silicone mostrou recuperação no primeiro semestre do ano. Houve aumento de 4% no volume produzido pelas indústrias, atingindo aproximadamente 33 mil toneladas. O setor movimentou de janeiro a julho US$ 112 milhões. Na primeira metade do ano, as importações de siloxano, matéria prima para fabricação de silicone, foram de 7.200 toneladas, crescimento de 47% em relação ao ano passado, indicando a retomada da atividade produtiva no Brasil em relação a 2016. As exportações da indústria de silicone avançaram 7%, alcançando a marca de 7.900 toneladas. Caso se confirmem as mesmas tendências da atividade industrial do primeiro semestre, o mercado de silicone deve fechar o ano de 2017 com crescimento do volume de produção ao redor de 3% a 4%, alcançando cerca de US$ 230 milhões, prevê a Comissão Setorial de Silicones da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). “Após dois anos seguidos de retração, os piores vividos pela nossa indústria, os sinais apontam para uma recuperação da atividade, o que está diretamente relacionado à melhora de outros segmentos importantes como construção, automóveis, beleza e o varejo”, afirma o coordenador da Comissão Setorial de Silicones, Irineu Bottoni. 

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Mobilidade sustentável “Empreendedorismo, Design e Inovação em mobilidade a favor do clima” foi o tema do Congresso Latino-Americano de Veículos Elétricos, realizado durante o Salão Latino-Americano de Veículos Híbridos-Elétricos, Componentes e Novas Tecnologias, realizado em setembro no Expo Center Norte, em São Paulo (SP). Dentre os destaques da programação estiveram as palestras de Ricardo Marar, da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Urbano do Ministério das Cidades, sobre Mobilidade Urbana para Smart Cities – espaço urbano que geralmente é utilizado como palco de experiências de uso intensivo de tecnologias de comunicação -, e a de Adelaide Nardocci, Doutora da USP (Universidade de São Paulo), que discorrerá sobre o tema “Impacto dos transportes na saúde pública da cidade de São Paulo”. Outro ponto alto da programação foi a presença de Ricardo Amorim, economista que, além de parte do time do programa Manhattan Connection da Globo News, desde 2003, é colunista na Revista Isto É. Sua palestra focou nas oportunidades em Mobilidade Sustentável para o desenvolvimento de Cidades inteligentes, abordando o aspecto inovador da economia sob o conceito de mobilidade sustentável, e o potencial do mercado brasileiro em absorver e trabalhar esse segmento. 

Cummins e o monitoramento de filtros Durante o 21º Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Cargas – Fenatran 2017 –, maior feira do setor de transportes da América do Sul, a Cummins Filtration, fabricante de filtros e fluidos pertencente à Cummins, demonstrou a tecnologia patenteada e empregada em seus produtos, com a vantagem do desenvolvimento integrado com motores Diesel de alta performance. Na vanguarda do desenvolvimento de soluções inovadoras tanto para OEMs quanto para o mercado de reposição, a empresa exibiu o Fleetguard FIT, sistema de monitoramento (telemetria) dos filtros de combustível, óleo lubrificante e ar, além de inovações utilizadas em seus produtos para oferecer desempenho quando o assunto é performance em filtração. “Temos a tecnologia e a solu-

ção em filtragem, não importa qual o equipamento e a aplicação. Oferecemos ao mercado nacional mais de 8,5 mil part numbers para todos os segmentos nos quais atuamos, desde filtros de ar, combustível, filtro de óleo lubrificante, fluido de arrefecimento e agora um sistema de monitoramento de toda a condição de operação dos nossos produtos”, diz Thiago Prestes, líder de Marketing e Pricing da Cummins Filtration para América Latina. 

Braskem e Made In Space na ISS Após a chegada do Plástico Verde I’m green™ ao espaço para impressão 3D de ferramentas em março de 2016, os astronautas na Estação Espacial Internacional (International Space Station – ISS) poderão, a partir de 2018, utilizar uma recicladora de objetos e embalagens plásticas, capaz de ampliar ainda mais a autonomia e a sustentabilidade das futuras missões fora do Planeta Terra. A iniciativa é uma ampliação do projeto “Imprimindo o Futuro”, uma parceria da Braskem com a Made In Space, empresa norte-americana líder no desenvolvimento de impressoras 3D para operação em gravidade zero

e fornecedora da NASA. Esta será a primeira operação comercial de reciclagem de plástico na história das missões espaciais. A máquina consiste em um sistema de moagem e extrusão de plásticos, produzindo um filamento adequado à impressora 3D, que já se encontra instalada na Estação Espacial Internacional. Com acesso à recicladora, os astronautas poderão reutilizar, em outras funções, as ferramentas e peças de Polietileno Verde fabricadas anteriormente na impressora 3D, além de outros materiais plásticos já existentes na ISS e sem uso, como embalagens de alimentos.  ©Fotos Divulgação

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ARLANXEO eleita a melhor empresa do Anuário Valor 1000 A ARLANXEO foi eleita, pelo segundo ano consecutivo, a Melhor Empresa na categoria Plásticos e Borracha do Anuário Valor 1000, edição 2017. Tratase de um prêmio conferido pelo jornal Valor Econômico às melhores empresas em 25 setores da economia. A entrega do prêmio aconteceu em evento realizado no Hotel Unique, em São Paulo, e contou com a presença de Henrique Meirelles, Ministro da Fazenda e Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Na ocasião, Jorge Nogueira, membro do Board Executivo da ARLANXEO, recebeu o prêmio ao lado de Angelo Brazil, Diretor-Presidente da ARLANXEO Brasil. “Estamos muito orgulhosos em receber

este reconhecimento. É uma comprovação de que estamos no caminho certo para construir uma grande empresa, com uma equipe comprometida e dedicada, gerando resultados com disciplina financeira, segurança operacional e um sólido compromisso para garantir o crescimento de nosso negócio”, afirmou Jorge Nogueira, membro do Board Executivo da ARLANXEO. Para chegar a este resultado, o jornal Valor Econômico analisou oito critérios técnicos, entre eles receita líquida, EBITDA, crescimento sustentável e rentabilidade referentes ao ano anterior. A ARLANXEO destacou-se em todos, mostrando um sólido desempenho financeiro e operacional, mes-

mo em um ano de crise e de queda da demanda interna. Em 2016, a empresa registrou receita líquida de R$ 1.7 bilhão, um aumento de 12% em relação a 2015. Já o EBITDA foi de R$ 353 milhões, um crescimento de cerca de 93% em relação ao ano anterior. As exportações tiveram um incremento de 14% em 2016, como resultado do aumento das vendas de borracha sintética para a Ásia e Estados Unidos. Para Angelo Brazil, Diretor-Presidente da ARLANXEO no país, esta conquista é resultado do empenho de sua equipe em superar desafios, reduzir custos e ter agilidade para aproveitar as oportunidades de negócios. 


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Produção de motos recua em setembro Dados da ABRACICLO, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, mostram que foram produzidas 76.668 motocicletas em setembro, o que representa recuo de 4,4% sobre o mês de agosto (80.192). Na comparação com o igual período de 2016 (80.509) a retração foi de 4,8%. Os números referentes aos nove primeiros meses do ano também indicam uma queda: no período saíram das linhas de produção 652.192 motocicletas, correspondendo a um recuo de 8,5% na confrontação com o ano anterior (712.999). Em setembro, o desempenho de vendas no atacado – para as concessionárias – também foi inferior a agosto, com 63.428 unidades repassadas

às lojas, o que representa um recuo de 12,8% sobre as 72.778 unidades comercializadas no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2016, a queda é de 16,8% (76.268). Já no acumulado do ano, o recuo é de 11,7%, com 603.351 em 2017 ante 683.453 no ano passado. “Embora os números ainda sejam negativos, o nível de estoques de determinados modelos nas concessionárias é insuficiente para atender ao mercado, o que pode ter contribuído para limitar o crescimento das vendas no varejo. Isto sinaliza a necessidade de adequação dos níveis de produção atual à demanda”, afirma Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo. Segundo Fermanian, outros fatores que poderão contribuir para um cenário mais anima-

Harley-Davidson e os 60 anos da Sportster®

A Harley-Davidson Sportster® está em produção contínua há 60 anos, uma grande façanha levando em conta como o mundo mudou desde que foi criada. Nascida a partir da crescente concorrência dos fabricantes britânicos, usou o modelo K (1952-1956) com seus cárteres únicos, mas substituiu as válvulas laterais do motor de 55 ci (883 cc) com válvulas de cabeçote. Também manteve a suspensão hidráulica dian-

teira e traseira, tecnologia avançada para aquela época. Nomeada de XL, a plataforma Sportster® demonstrou instantaneamente o seu valor, em termos de vendas e potencial de adaptação. E, como tal, é uma motocicleta que evolui constantemente, respondendo às necessidades do mercado e estabelecendo tendências. Um caso específico, a XLCH (Competition Hot) Sportster®, de 1958, tinha estilo e função off-road, além de um para-choque traseiro e o tanque peanut do modelo 5 125 cc de 1948 – e não seria um peixe fora d´água nos dias de hoje. 

dor, a partir de agora, são o Salão Duas Rodas 2017, que ocorrerá de 14 a 19 de novembro em São Paulo, o pagamento do 13º salário e a chegada do verão. “São importantes acontecimentos que aumentam o interesse dos clientes pela compra de motocicletas”, diz. Os volumes de exportações do segmento de motocicletas continuam a subir e totalizaram 11.208 unidades em setembro, alta de 160,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado (4.298) e aumento de 54,8% sobre agosto (7.239). No acumulado, o volume de motocicletas enviadas para outros países foi de 59.244 unidades, 35,4% superior aos 43.752 embarques registrados em 2016. O principal destino das motocicletas exportadas ainda é a Argentina. 

Moderna fábrica do grupo Nisshinbo A nova fábrica da TMD Friction do Brasil, inaugurada no dia 3 de outubro, em Salto (SP), reúne o que há de mais moderno em tecnologia da produção de todas as demais fábricas do grupo japonês Nisshinbo no mundo. Essa unidade faz parte do projeto “Mudar para Melhorar”, iniciado em 2012, e representou investimento de R$ 142 milhões, o maior já feito pelo Grupo Nisshinbo, ao qual a TMD pertence. A nova unidade conta com 570 colaboradores e uma área de 100.000 m², dos quais 32.000 m² já construídos.  ©Foto Divulgação

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Cipatex lança impermeabilizante para túneis Após uma série de pesquisas e testes, a Cipatex®, fabricante de revestimentos sintéticos, passa a oferecer ao mercado geomembranas de PVC para impermeabilização de túneis e estações de metrô. Com espessura de 3 milímetros, o material conta com alta tecnologia, resistência ao envelhecimento e às influências do meio ambiente, retardante de chamas e excelente estanqueidade. As geomembranas Cipageo® foram submetidas a rigorosos ensaios de desempenho e o material recebeu homologação da USP (Universidade de São Paulo), atendendo exigências internacionais. As características do produto oferecem mais proteção às passagens subterrâneas, seja de metrô ou rodoviário, evitando umidade, infiltração e gotejamento. Por ter retardante de chamas, a utilização do material proporciona mais segurança nos casos de acidente ou incêndio, tanto na extinção do fogo quanto na propagação de gases tóxicos. 

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Dow anuncia investimentos A Dow acaba de anunciar investimentos de mais de US$ 200 milhões destinados a otimizar ainda mais o desempenho de sua unidade petroquímica localizada em Ingeniero White (província de Buenos Aires). O montante será investido nos próximos dois anos para aumentar a confiabilidade das instalações produtivas de etileno e polietileno. O polietileno é amplamente utilizado pela indústria local na fabricação de embalagens rígidas e flexíveis para setores de bens de consumo diversos, entre os quais, embalagens para alimentos, produtos de saúde e higiene, tubos e filmes industriais e agrícolas. Entre as ações anunciadas, também estão projetos de modernização e expansão de algumas unidades operacionais, além da execução de trabalhos corretivos e preventivos em maquinários de grande porte, reforma e otimização de equipamentos existentes e implantação de novas tecnologias para se alcançar melhorias significativas na produção. 

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Solvay vende Poliamida para a BASF

Prysmian obtém certificação internacional

Gigantes automotivos e tecnológicos unidos

O Grupo Solvay assinou um acordo vinculativo com a empresa química alemã BASF para a venda de seus negócios de Poliamida, um passo crucial na transformação da Solvay em uma empresa de química de multiespecialidades. “O desinvestimento planejado da Solvay na área de Poliamida marca um ponto de virada na transformação profunda que começamos há quatro anos. A conclusão bem-sucedida desta operação reforçará a posição da Solvay como uma empresa produtora de química de multiespecialidades, permitindo um crescimento maior e mais sustentável”, disse Jean-Pierre Clamadieu, CEO da Solvay. A Solvay manterá seus negócios de Intermediários de Poliamida (cyclohexanol, ácido adípico, sal nylon e HMD – hexametilenodiamina) e de fibras têxteis de poliamida no Brasil. Segundo o acordo, a operação está baseada em um valor total de empresa de 1,6 bilhão de euros, o que representa cerca de 8 vezes o EBITDA dessa área de negócio em 2016 e em torno de 7 vezes o EBITDA nos últimos doze meses. O pagamento líquido em caixa desta transação está estimado em 1,1 bilhão de euros. Levando em consideração que os passivos financeiros da ordem de 0,2 bilhão de euros serão transferidos para o comprador, a posição financeira líquida do Grupo Solvay aumentará para cerca de 1,3 bilhão de euros. 

A Prysmian Brasil, empresa especializada em cabos e sistemas para os setores de energia e telecomunicações, acaba de conquistar a certificação internacional de conformidade para a linha de cabos Afumex Solar, destinados a sistemas de energia fotovoltaica. Trata-se da certificação TÜV Rheinland, uma avaliação externa não obrigatória que a Prysmian submeteu seu produto voluntariamente para comprovar o alto desempenho. O Afumex Solar é uma tecnologia desenvolvida exclusivamente no Brasil e constitui-se num cabo de cobre estanhado, altamente flexível e com baixa emissão de fumaça. A intenção da empresa com o novo produto é atender um mercado estimado de R$ 620 milhões no Brasil, a partir dos 99 projetos de geração de energia solar já contratados em leilões no País, cujo investimento é da ordem de R$ 12,5 bilhões até 2018, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). 

Os Grupos BMW, Intel e Mobileye anunciaram em outubro a assinatura de um memorando de entendimento com a intenção que a Fiat Chrysler Automóveis (FCA) se tornará a primeira montadora a se juntar ao grupo para desenvolver uma plataforma líder de condução autônoma, em nível global. Esta parceria de desenvolvimento pretende alavancar os pontos fortes, capacidades e recursos de cada empresa para melhorar a plataforma de tecnologia, aumentar a eficiência de desenvolvimento e reduzir o tempo de lançamento para o mercado. Engenheiros irão trabalhar em conjunto na Alemanha e em outros locais, a fim de facilitar este processo. A FCA irá contribuir para a engenharia, recursos técnicos e conhecimentos, bem como o significativo volume de vendas, alcance geográfico e uma longa experiência na América do Norte. 

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AEA debate 4ª Revolução Industrial Nos dias atuais, o cenário automotivo é de produção padronizada, com a busca permanente por veículos customizados, com valor agregado e baseada na experiência de uso, levando em consideração o crescimento frenético da internet e da conectividade. Diante disso, faz-se necessário discussões para progredir quando o assunto é a indústria automotiva nacional, já que gargalos de manufatura proporcionam custos elevados de produção,

logística, além de satisfazer o desejo do consumidor que atualmente vai além do automóvel, como facilidades no atendimento e manutenção. Com o objetivo de contribuir diante desta atual conjuntura, a AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva promoveu no dia 17 de agosto, no auditório da Unip, em São Paulo (SP), o Seminário de Manufatura Automotiva, com o tema “Indústria 4.0 no Brasil: Impactos na Indústria e na Sociedade”. 

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NOTAS & NEGÓCIOS

Randon sinaliza retomada da economia Além de 21 lançamentos de produtos, A Randon S.A Implementos e Participações utilizou a Fenatran 2017 para anunciar investimentos nas novas unidades industriais no Brasil e exterior, aproveitando o prolongado período de crise econômica para promover inovações em seus processos industriais, no desenvolvimento de novos produtos e para investir em suas unidades industriais. É o caso da retomada das obras na fábrica de Araraquara (SP), onde fabricará vagões e semirreboques canavieiros e que iniciará operação no primeiro

semestre de 2018. Com inauguração prevista para novembro deste ano, também ampliou a Fras-le em Pinghu, na China, que ganhou novas e duplicadas instalações com produção igualmente aumentada em 2,5 vezes. Os investimentos totais das Empresas Randon ultrapassam o total dos R$ 100 milhões inicialmente previstos. Com o que chamou de otimismo cauteloso, o presidente das Empresas Randon, David Randon, anunciou as novidades na Fenatran 2017, juntamente com os COOs, Alexandre Gazzi (Montadora) e Sérgio Carvalho (Autopeças), em coletiva de imprensa. 

Gates na Autonor 2017 A Gates lançou na Autonor 2017 (Feira de Tecnologia Automotiva do Nordeste), que ocorreu entre 13 e 16 de setembro, em Olinda (PE), mais de 60 códigos de produtos que atendem a mais de 90% da frota nacional circulante atual. A empresa também aproveitou o evento para mostrar sua nova campanha de manutenção inteligente 10/40 e a garantia Gates 200%. A nova campanha de manutenção inteligente da Gates, intitulada “Pense no sistema”, tem como objetivo conscientizar desde o distribuidor, o mecânico até o consumidor final a fazerem a inspeção dos sistemas a cada 10 mil

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km e trocar os componentes desgastados, como, correias, tensionadores e polias a cada 40 mil km, sem deixarem de seguir as recomendações do fabricante do veículo; dessa forma a vida útil dos veículos ficam prolongadas. A Gates anuncia também o lançamento de 47 novas mangueiras que atendem a uma frota de aproximadamente sete milhões de veículos. A empresa espera que até o final deste ano a linha completa esteja disponível. Com esses lançamentos, a Gates aumenta sua cobertura de frota relacionada às mangueiras em 50%. 

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NOTAS & NEGÓCIOS

Braskem e Pegasus distribuem UTEC® na China A Braskem, maior produtora de resinas das Américas, anuncia sua nova parceria com a Pegasus Polymers para distribuir o UTEC® – Ultra High Molecular Weight Polyethylene (UHMWPE) – na China. A demanda chinesa pela resina tem uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 10,74%, devido ao seu uso em mercados-chave, como separadores de baterias, tubos e fibras. “Nossa parceria com a Pegasus Polymers confirma nosso compromisso com o mercado mundial de UTEC®. Estamos empolgados por poder continuar a fortalecer e expandir nossos negócios na China, aproveitando ainda mais nosso desenvolvimento de novas aplicações e nossas unidades industriais para oferecer a nossos clientes uma solução proprietária”, afirma

Christopher Gee, diretor de Negócios Globais da Braskem para a UTEC®. A Pegasus Polymers é uma divisão do Grupo Ravago, fornecedor de serviços número um no mercado global de plásticos, borracha e produtos químicos, e possui escritórios de vendas em Guangzhou, Hong Kong, Fujian, Xangai, Suzhou, Xi’an, Tianjin e Changchun, bem como instalações de distribuição e depósitos em Guangzhou, Xiamen, Xangai, Ningbo, Qingdao e Tianjin. No início deste ano, a Braskem iniciou suas operações em sua nova fábrica de UTEC® em La Porte, Texas, que complementa a capacidade da linha produtiva de Camaçari, na Bahia. Além disso, a empresa aprimorou suas capacidades de pesquisa e desenvolvimento para a resina ao longo de 2016 no Centro de Inovações e Tecnologia

Amortecedores para Jeep Compass

A Magneti Marelli Cofap Autopeças, focalizada no segmento de reposição, anuncia o lançamento dos amortecedores Cofap para todas as versões do Jeep Compass, sendo apenas um par para o eixo dianteiro, comum a todas as versões, e três pares

para o eixo traseiro, conforme as diferentes versões do modelo. O Jeep Compass, recentemente lançado no Brasil e sucesso de vendas, sai equipado de fábrica com essas peças. O componente é fundamental para a estabilidade do veículo e, além dele, caso algum dos demais componentes do sistema de suspensão apresenta avaria, o conforto e principalmente a segurança ficam comprometidos. Por isso, a Magneti Marelli Cofap Autopeças recomenda a verificação periódica dos componentes da suspensão em oficinas especializadas. Os amortecedores Cofap, tradicionais líderes de mercado, tem 65% de participação na reposição. 

da empresa em Pittsburgh, Pensilvânia. Esses recursos permitem à petroquímica expandir sua liderança técnica em UHMWPE. O UTEC® é um polímero de engenharia com excelentes propriedades mecânicas, como alta resistência à abrasão, resistência ao impacto e baixo coeficiente de atrito. É um produto autolubrificante, de alta resistência, leve e usinável, usado para produtos semiacabados. O UTEC é oito vezes mais leve do que o aço e dura dez vezes mais do que o Polietileno de Alta Densidade. É utilizado em uma vasta gama de aplicações nas seguintes indústrias: automotiva e transporte, eletrônica, fibras e têxteis, equipamentos industriais e pesados, manuseio de materiais, petróleo e gás, tubulação e mineração, plásticos porosos e recreação. 

Solvay produzirá resina PEKK O Grupo Solvay começará a produzir polímeros de polieterétercetona (PEKK) de alto desempenho nos Estados Unidos, no início do próximo ano, para apoiar o seu negócio de materiais compósitos e atender à crescente demanda do setor aeroespacial/aeronáutico. “O Grupo Solvay reafirma a sua posição única em materiais leves, unindo as forças de seus polímeros especiais de alto desempenho e materiais compósitos para produzir sua própria resina PEKK”, disse Roger Kearns, membro do Comitê-Executivo da Solvay. “Esta nova capacidade abordará a demanda em rápido crescimento de compósitos termoplásticos e componentes de impressão 3D no setor aeroespacial e em outros mercados”.  ©Foto Divulgação

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Duas Rodas amplia Dow lança certificações plataforma sobre PU A Duas Rodas, fabricante de aromas e ingredientes para as indústrias de alimentos e bebidas, ampliou em 2017 o seu portfólio de certificações, iniciativa que reforça o projeto estratégico de expansão no mercado nacional e internacional. A multinacional brasileira conta com atuação em mais de 30 países em cinco continentes e tem a sustentabilidade dos negócios e o respeito às culturas dos seus clientes como princípios de atuação, posicionamento fortalecido pelas certificações Kosher e Halal. Pioneira na extração de óleos essenciais de frutas e plantas tropicais no Brasil, a Duas Rodas alia a sua experiência de mais de nove décadas na fabricação de extratos e desidratados às tendências do mercado mundial em favor da saudabilidade, potencial que foi ampliado neste ano com a retomada da Certificação de Produto Orgânico, o certificado atesta que produtos da Duas Rodas atendem às normas internacionais da cadeia de produção orgânica. 

A Dow acaba de lançar nova plataforma online para apresentar suas soluções de poliuretanos e reunir informações sobre tendências e mercados que utilizam o material para seus produtos, em especial os setores moveleiro, calçadista, construção civil e refrigeração. A Mundo PU.com tem como objetivo ser um ponto confiável de informações para clientes, profissionais dos setoresfoco, academia e estudantes. Há informações segmentadas, principalmente, sobre as três áreas de negócio: ComfortScience, que engloba produtos que proporcionam mais conforto e comodidade ao consumidor final; DurableScience, com tecnologias de mais durabilidade, resistência e produtividade para mercados diversos; e InsulationScience, que traz maior eficiência energética a diversas indústrias. Também haverá conteúdo sobre as outras áreas que compõem o portfólio, como PO&PG e mercado automotivo, além de novidades sobre ações da Dow em poliuretanos na América Latina. 

BASF adquire impermeabilização Thermotek A BASF finalizou a aquisição do Grupo THERMOTEK, empresa líder na fabricação de sistemas de impermeabilização com sede em Monterrey, Nuevo León, México. A empresa havia anunciado a transação em 24 de abril de 2017. Por meio desta aquisição, a divisão de Químicos para a Construção da BASF fortalece seus canais de distribuição e consolida seu portfólio de marcas para os profissionais da construção. O Grupo THERMOTEK é uma empresa privada, fundada em 1992, que está bem posicionada em relação aos sistemas de impermeabilização no México. Seus produtos foram desenvolvidos para oferecer a máxima qualidade para qualquer tipo de superfície, incluindo materiais de dispersão, resinas acrílicas e membranas de asfalto modificado. A empresa possui mais de 200 distribuidores na região e emprega a aproximadamente 500 pessoas. 

Importados químicos alcançam recorde de 38,3% Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) indicam que, mesmo com uma leve recuperação do setor, as empresas brasileiras seguem perdendo espaço para os fornecedores estrangeiros. Nos primeiros sete meses do ano as importações dos produtos amostrados no Relatório de Acompanhamento Conjuntural (RAC), todos com produção local, tiveram elevação de 33,6%, mais que três vezes o crescimento da demanda de produtos químicos, medida pelo consumo aparente nacional (CAN), que cresceu 9%, www.borrachaatual.com.br

enquanto as exportações declinaram 0,7%. Nos sete primeiros meses do ano, a participação das importações na demanda doméstica foi de 38,3%, novo recorde em 28 anos de análise, e a utilização da capacidade instalada foi de 78%, um ponto abaixo em relação ao mesmo período no ano anterior. Para o presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, os dados divulgados comprovam o que a entidade há algum tempo vem alertando: a recuperação do setor químico significa a volta do crescimento das importações. “Todos nós queremos

a retomada da economia, isso não há dúvidas. Mas a indústria precisa de condições para crescer junto. Um País rico em petróleo e gás e com a maior biodiversidade do mundo não pode ter as matérias-primas e a energia mais caras do mundo. Isto sem falar dos juros mais elevados do planeta, o que é fatal para uma indústria intensiva em capital. Precisamos de uma política industrial que torne as empresas brasileiras mais competitivas. Temos demanda doméstica que é atendida por importações, levando riqueza e emprego para outros países”, lamenta. 

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NOTAS & NEGÓCIOS

Revestimento Armacell equipa acelerador de partícula O mais avançado conjunto de aceleradores de elétrons do Brasil, denominado Sirius, do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), está sendo construído em Campinas, no interior de São Paulo e será equipado com um produto Armacell. O AluCLAD é um revestimento estruturado em PVC retardante à chama, com camada em alumínio puro e especial filme de proteção às intempéries, a ser utilizado nas tubulações das linhas de água gelada. A sua versatilidade, flexibilidade e excelentes propriedades de resistência à permeabilidade de vapor de água e às condições climáticas mais

adversas garantem a especificação para o projeto Sirius. O Sirius vai ser usado para estudar a estrutura atômica dos mais variados tipos de materiais, orgânicos e inorgânicos. A radiação utilizada para atravessar as amostras desses materiais é a luz Síncrotron. Trata-se de uma radiação de amplo espectro, abrangendo desde o infravermelho até o raio x, o que permite investigação extremamente precisa no âmbito da nanotecnologia, por exemplo. Na escala nanométrica, um metro é dividido por um bilhão. Como comparação, isso equivale a dizer que o diâmetro de um fio de cabelo é 100

mil vezes maior que um nanômetro. O LNLS é um dos quatro laboratórios que fazem parte do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). As características do AluCLAD foram preponderantes na escolha para equipar o Sirius, por conta da resiliência do material, além da facilidade de instalação. Segundo o engenheiro Lineu T. de F. Holzmann, gerente de engenharia de produtos e aplicações da Armacell, serão instalados aproximadamente 11.000 metros quadrados do revestimento AluCLAD em todo o sistema de ar condicionado do Sirius. 

Ergon e BASF revolucionam os selins das bicicletas

A Ergon e a BASF, parceira na área de tecnologia, estão subindo o nível dos selins de bicicleta, através do ST Core Ultra. Usando novos materiais e um conceito de design inovador, características essenciais como ergonomia, conforto e dinâmica estão sendo redefinidas. O selim inovador foi apresentado pela primeira vez na exposição Eurobike 2017 em Friedrichshafen, Alemanha. Desde 1960 não há mudanças significativas na tecnologia do selim de bicicletas, sendo que a maioria dos modelos seguem um conceito padrão: trilhos – base do selim – forração – capa. A desvantagem deste modelo é

que a base do selim desempenha um duplo papel: suporta a carga do ciclista e é, ao mesmo tempo, o assento, sendo a subestrutura para a forração, resultando em um assento rígido, pouco confortável. A equipe de pesquisa da Ergon decidiu dar atenção a este aspecto, em particular, levando ao desenvolvimento da tecnologia revolucionária TwinShell, com um núcleo ergonômico. Duas bases funcionam separadamente em um modelo sanduíche, fixadas em um arranjo flutuante de elastômero de alto desempenho, que funciona como amortecedor, fabricado com Infinergy®, um poliuretano termoplástico expandido (E-TPU) desenvolvido pela BASF. A base inferior possui a função de suportar carga, enquanto a base superior, que é flexível, sustenta a forração. A vantagem é a possibilidade de combinar sistematicamente, pela primeira vez, a distribuição adequada de

pressão pelos ossos, a ergonomia de um ato de pedalar eficiente, o excelente amortecimento de vibração e a pela proteção traseira ativa. O núcleo da Ergon é fabricado com Infinergy®. Este material inovador está estabelecendo novos padrões em relação ao amortecimento e suspensão devido a milhares de partículas expandidas e altamente elásticas. A alta elasticidade otimiza o amortecimento da pressão na área do assento. Assim que o impulso da pressão passa, a espuma volta a sua forma original. O material mantém essa propriedade mesmo sob carga contínua. Desta forma, o núcleo da Ergon garante uma resposta de amortecimento direto e a maior elasticidade possível, bem como alta durabilidade e um peso mínimo de material. Esta espuma E-TPU já foi utilizada com grande sucesso pelos principais fabricantes das indústrias de calçados de segurança e calçados para corrida.  ©Foto Divulgação

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NOTAS & NEGÓCIOS

Braskem e Ciel & Terre Brasil avançam em energia solar

As restrições ambientais para empreendimentos de grande porte como hidrelétricas, termos a óleo e carvão, associadas à necessidade de produzir energia próximo ao ponto de consumo, impactam na redução no custo da energia e levam os brasileiros a se inte-

©Foto Divulgação

ressar por outros tipos de energia, especialmente a geração solar. O Brasil ainda precisa ser desafiado com a criação de soluções inovadoras para diferentes mercados e, pensando em atender clientes com este potencial, a Braskem, maior petroquímica das Américas, firmou parceria com a Ciel et Terre Brasil, joint venture da francesa Ciel & Terre com a empresa brasileira Sunlution, proprietária da tecnologia Hydrelio® de geração

fotovoltaica flutuante, que apresenta diversas vantagens sobre a tecnologia tradicional de geração solar em terra. O Hydrelio®, tecnologia desenvolvida pela Ciel & Terre, é pioneira no mercado mundial para usinas flutuantes de geração solar e é composta por painéis fotovoltaicos dispostos sobre flutuadores de polietileno de alta densidade fabricados com resinas da Braskem. Com o objetivo de apoiar o parceiro a desenvolver o mercado nacional, a petroquímica trabalhou não só na adequação da resina de polietileno, mas também na identificação de transformadores para a produção local dos flutuadores, além de suporte na modelagem do negócio no mercado brasileiro. 


PROGRAMA DAS XIV JORNADAS LATINOAMERICANAS DE TECNOLOGIA DEL CAUCHO 08 a 10 de novembro Centro de Eventos Hotel DEVILLE - Porto Alegre, Brasil  – Com tradução inglês para português

07/11/2017 – Terça-feira 17h – 20h

Credenciamento no Centro de Eventos do Hotel DEVILLE

8h – 8h45

Credenciamento no Centro de Eventos do Hotel DEVILLE

Sala Guaíba II:

Sala Guaíba III:

8h45 – 9h10

Cerimônia de Abertura Conferências plenárias

ULRICH GIESE – Deutsches Institut für Kautschuktechnologie e.V Thermal oxidative stability of peroxide crosslinked rubbers – mechanisms and measures for improvement.

10h05 – 10h50

DARIUSZ M. BIELIŃSKI – Institute of Polymer & Dye Technology, Lodz University of Technology, Polônia New ideas in rubber analysis, engineering and practice.

10h50 – 11h15

Coffee break e visita a mostra comercial / Sessão de Posters

08/11/2017 – Quarta-feira Sala Guaíba I:

9h15 – 10h

11h15 – 11h45

GOSÉ VAN ZANDVOORT – ARLANXEO Brasil S.A Keltan® 13561C DE: A New, Very High Molecular Weight EPDM.

ANDRÉS GIL – Alpha Technologies Aplicaciones del RPA para medir el ablandamiento de deformación dinámica de compuestos de caucho.

ANA P. KUREK – Departamento de Engenharia Química – UNIVILLE Influência da formulação na pré-vulcanização de compostos elastoméricos SBR/NR.

11h50 – 12h20

MARK JONES – Zeon Chemicals LP Mold Fouling and Molding Defects, those are the Problems: What is the cause and How to solve them?

REGINA CELIA REIS NUNES – Instituto de Macromoléculas, UFRJ Controle de Qualidade de Lençóis de Borracha Usados em endodontia.

JOSÉ PEDRO SOUZA – Camelbach Plastificante Sintético? Extraído de material polimérico reciclado.

12h20 – 14h

Almoço e visita a mostra comercial

14h – 14h45

14h – 14h30

14h50 – 15h35

HERMANN-JOSEF WEIDENHAUPT Lanxess Deutschland GmbH The Way to Improve Network Performance. –

– PABLO E. SALVATORI – Instituto de Procesos Biotecnológicos y Químicos – CONICET. Univ. Nacional de Rosario Aplicación Del Diseño De Experimentos Para El Desarrollo Y Optimización De Materiales De Caucho.

JENS MEIER – Deutsches Institut für Kautschucktechnologie e.V Quantified Impact of Compound Flaws on Service Life.

OTTO ARNOLDO TRUJILLO LAM – Entre Ríos S.A Calor não controlado.

14h35 – 15h05

ANDRE WEIJH – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Departamento de Engenharia Mecânica Modelos numéricos aplicados à simulação de vulcanização de borrachas espessas.

MARCOS AURÉLIO RUFATO – Chem-Trend Comprovando economias no processo com uso de desmoldantes semi-permanentes.

15h10 – 15h40

FELIPE STUMPF – Federal University of Rio Grande (FURG) Aspectos experimentais e computacionais na análise do comportamento mecânico de elastômeros.

JULIO C. ALZATE HERRERA – Cadenocaucho Relationship Between Filler System and Phenol Resin-Sulphur Crosslinking Systems In Thermoplastic Elastomer (TPV-(NBR+PP)).

15h40 – 16h30 Coffee break e visita a mostra comercial / Sessão de Posters 16h30 – 17h15

16h30 – 17h

17h25 – 18h10 18h – 19h 19h30

WINFRIED KUHN – IIC Dr. Kuhn GmbH &Co KG The use of low and high field NMR for the characterization of elastomers - comparison of methods and applications. – ROBERT SCHUSTER – Conferência plenária Compounding with High Aspect Ratio Nanofillers. Visita a mostra comercial Jantar de confraternização por adesão

– NATÁLIA S. GOMES – LATEQ Universidade de Brasília Desproteinização de Látex de Borracha Natural para uso em poliestireno de alto impacto. –

– RODOLFO CARDOSO – CBPol Indústria e Comércio de Polímeros – EIRELI Determinação da densidade de ligações cruzadas de borrachas de silicone tipo htv. –


09/11/2017 – Quinta-feira Sala Guaíba I:

Sala Guaíba II:

Sala Guaíba III:

8h45 – 9h15

JEFERSON LAERTE KRANZ – ARLANXEO BRASIL S.A. Efeito Do Uso De Borrachas Butílicas na Produção de Envelopes de Cura na Reforma de Pneus.

JANAINA DA SILVA CRESPO – Universidade Caxias do Sul Compostos elastoméricos para aplicações automotivas obtidos com aditivos provenientes de fontes renováveis.

GABRIELA RIBEIRO – Braskem Soluções químicas da Braskem para o mercado de borracha.

9h20 – 9h50

VICTOR DVOSKIN – Struktol Ayudas de proceso: ¿Indispensables en las formulaciones?

EDGAR CITRINITE – Nitriflex Soluções para processabilidade com NBR polimerizadas a quente.

FELIPE ROCHA – Evonik Degussa Basil Benefits of rubber silica & rubber silanes for the shoe sole and mrg industry.

9h55 – 10h25

ALBERTO RAMPERTI – Rubber Service S.R.L. Dispersión y silanización.

BRUNO ROSENTHAL – AGC Chemicals South America Modification of fluoroelastomer based on TetraFluoroEthylenePropylene (TFE-P) copolymer to improve the cure speed, physical properties and mold release.

MARCOS M. MACHADO – Birla Carbon Compostos Elastoméricos De Alto desempenho A Partir Da Alteração Do Tipo De Negro De Fumo.

10h25 – 11h10

Coffee break e visita a mostra comercial

11h10 – 11h40

ANTONIO D´ANGELO – Retilox Química Alta produtividade na produção de guarnições e perfis coloridos utilizando o processo de vulcanização contínua.

FLORIANO PASTORE JR. – Universidade de Brasília O tanino da acácia como protagonista maior na tecnologia do látex de borracha natural.

MAURO BELLONI – Gibitre SRL Metodo para corregir la dureza IRHD en funcion del espesor de la probeta.

11h45 – 12h15

GUILHERME BRUNETTO – RHODIA/SOLVAY Nova Sílica Solvay: Inovação em pneus combinando alto desempenho e eficiência energética.

LUCIANO VICENTE – L V Consultoria e Representação Recuperação rebarbas FKM.

SILVIO HECK – Cope & cia Ltd Improve efficency in internal mixer.

12h15 – 14h

Almoço e Visita à mostra comercial

14h – 14h45

TIM OSSWALD – Conferência Plenária Polymer Engineering Center, University of Wisconsin- Madison Respuesta mecánica del calzado deportivo.

15h – 15h30

JUAN CARLOS HURTARTE – APAESA Utilización de fragancia en polvo y dispersión en aromatización de productos de caucho y latex ó como neutralización del olor natural.

DANIELA B. GARCIA – INTI Caucho Nanocompuestos de SBR Reforzados Con Nanotubos De Carbono.

MARCUS V. BRAUM – PGCIMAT, Inst. Química, UFRGS Sílica Modificada Superficialmente com Polibutadieno Líquido Epoxidado.

15h30 – 16h

MARIAJOSE COVA – Centro de Caucho Instituto Nacional de Tecnología Industria Nanocompuestos a base de látex para su aplicación en tecnologías médicas.

CARLOS RODRIGUEZ – Universidade EAFIT C Investigación en caucho natural en el bajo cauca antioqueño. Resultados técnicos y sociales.

JONATHAN TEIXEIRA – REP INTERNATIONAL Tecnologia laser dedicada a limpieza de moldes rep mlc 500 by laselec.

16h25 – 17h

Coffee break e visita à mostra comercial

17h – 17h30

MARIA ALICE MARTINS – Embrapa Instrumentação Estudo da influência do método de coagulação nas propriedades da borracha natural.

JOSÉ PEDRO SOUZA – Camelback Automação no controle da vulcanização.

MARÍA A. PIÑA – Silkymia Colombia SAS Caracterización de negro de humo. Pirolítico producido a partir de Neumáticos fuera de uso.

GUNTHER LOTTMANN Producir con caucho en Latinoamerica – hay un futuro? El contexto del mercado mundial.

EVANDRO FALAGUASTA – Arkema Química Ltda BIS PERÓXIDO - Solução mais Segura e com Baixo VOC.

ELIAS TAUCHERT – ARLANXEO BRASIL Estudo Comparativo De Polímeros SBR Para A Preparação De Formulações De Solados.

15h35 – 16h25

17h35 – 18h05

10/11/2017 – Sexta-feira Sala Guaíba I:

Sala Guaíba II:

Sala Guaíba III:

8h45 – 9h15

FABIULA D.B.DE SOUSA – UFPel, Brasil Revulcanização da GTR desvulcanizada via Micro-Ondas para utilização em blendas tipo TPV.

FELIPE ORNAGHI – PGCIMAT, Instituto de Química, UFRGS Nanotubos e nanofibras de carbono como carga de reforço em borracha fluorada.

9h20 – 9h50

JÜRGEN TRIMBACH – Hansen & RosenthaL How can Group I Refineries support the Rubber Industry – in the Past, Today and in the Future.

SUELEN MORESCO – Vipal Borrachas S.A Avaliação da densidade de ligações cruzadas através de diferentes metodologias em formulações contendo matérias-primas de fontes renováveis.

9h50 – 10h30

Coffee break e visita a mostra comercial

10h30 – 11h15

ESTEBAN FRIEDENTHAL – Conferência plenária www.consultorencaucho.com Formulación sistémica de materiales elastoméricos: incidencia en la productividad y rentabilidad de las empresas.

11h15 – 11h45

ULRICH GIESE – Deutsches Institut für Kautschuktechnologie e.V Systematic investigations on devulcanization of used rubber materials by means of model vulcanization.

11h45 – 12h15

ROBERT H. SCHUSTER Ionic Liquids - plasticisers with unexpected effects on speciality Rubbers .

12h15

DANIELE R. DE LIMA – UERJ Biodegradação de Luvas de Látex de Borracha Natural.

Encerramento

Trabalhos a serem apresentados como POSTERs. Ficarão expostos durante todo o evento nas salas Piratini I e II.


MATÉRIA TÉCNICA

NORDEL EPDM - Evolução do catalisador pós-metaloceno e a influência na propriedade e desempenho dos novos produtos Por: Matheus F. de Andrade *

INTRODUÇÃO Os catalisadores são parte fundamental na produção do terpolímero etileno-propileno monômero dieno (EPDM) pois, por meio deles, conjuntamente com as condições de processo, é possível controlar e definir as propriedades dos materiais. A evolução dos catalisadores pode ser dividida em três fases principais: • 1960 – Ziegler e Natta • 1990 – Metaloceno • 2000 – Pós-metaloceno (2000) Na fase Ziegler e Natta, os catalisadores possuíam uma menor eficiência de processo, havia necessidade de um sistema de refrigeração para manter sua temperatura de funcionamento e era exigida uma etapa adicional de lavagem do sistema para remoção do seu excesso que não participava na reação. Já nos anos 90 deu-se início à fase metaloceno, com catalisadores de geometria restrita, que possuíam maior eficiência e estabilidade em altas temperaturas. Outra vantagem da fase metaloceno foi não mais haver a necessidade de eliminar resíduos no processo de polimerização e tornar possível uma composição mais homogênea e limpa. Nesta fase, os catalisadores também apresentam características sustentáveis por otimizar o uso dos recursos naturais e ter baixo nível de emissão de poluentes na atmosfera. No entanto, a grande evolução nos catalisadores se deu na fase pós-metaloceno, a partir de 2000. Nela, os catalisadores passaram a ter alta eficiência e capacidade de produzir polímeros de ultra-alto peso molecular e de ultra-alta ramificação de cadeias longas, além de ser mais sustentável por possibilitar redução do uso de energia e emissões. A tecnologia INSITE™ e o NORDEL™ da Dow tornaram possível que estas melhorias chegassem ao mercado.

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Tecnologia INSITE™ e NORDEL™: dupla perfeita A tecnologia INSITE™, processo de catálise utilizado para sintetizar o NORDEL™, permite a obtenção de propriedades únicas e diferenciadas em polímeros, tais como: cristalinidade, massa molar e propriedades mecânicas. Além disso, outro benefício como flexibilidade na configuração molecular para as borrachas de EPDM, resulta em grande economia energética, uso consciente dos recursos naturais e produtos de alta qualidade. Foi por meio da tecnologia INSITE™ que se conseguiu chegar à qualidade singular do NORDEL™, considerado produto único no mercado mundial.

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Me

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O

R1

O

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Imagem – Tecnologia INSITE™

O NORDEL™ é uma borracha sintética, produzida à base de monômero etileno-propileno-dieno, que possui excelente relação performance x custo, o que faz deste um dos elastômeros mais utilizados globalmente. Um dos atributos que confere tal afirmação é sua excelente resistência ao ozônio, ao calor, ao envelhecimento e suas propriedades mecânicas, bem como sua extensibilidade. Após anos de provas em campo, esta borracha encontrou inúmeros usos comerciais, principalmente na indústria automotiva, bem como em aplicações elétricas, eletrodomésticos, entre outros www.borrachaatual.com.br


O principal benefício para o compostador – que é quem transforma o NORDEL™ em artefatos de borracha – está no inédito controle de gel em todos os lotes do produto. O NORDEL™ possui a menor quantidade de gel – um fenômeno que ocorre quando um número de moléculas separadas são ligadas entre si durante o processo de polimerização, formando partículas insolúveis – entre os EPDM’s disponíveis no mercado e o único que especifica a quantidade existente em cada lote do produto. Quanto menor a quantidade de gel, melhor a qualidade do EPDM e, assim, com esta especificação no lote, o cliente sabe de antemão a qualidade do produto que está adquirindo.

(ppmv). A tabela 1 mostra os resultados do teste utilizando o método anterior e o atual.

Tecnologia INSITE™ garante características exclusivas ao NORDEL™

Note que duas ou mais amostras de EPDM podem ter a mesma quantidade de gel, mesmo tendo volumes diferentes. No sistema antigo, todos os produtos apresentados nesta tabela teriam atingido os padrões de contagem de gel e seriam enviados como produto de qualidade superior. No entanto, apenas os produtos B, C e D seriam aceitos pelos atuais e mais rigorosos padrões de volume de gel. O produto A, apesar de ter a mesma quantidade de gel que o B e o C, seria inaceitável e, consequentemente, não seria vendido como NORDEL™ devido ao seu elevado volume de gel. Outro benefício importante do NORDEL™ se faz no binômio propriedades mecânicas versus processabilidade. Graças à sua avançada tecnologia de catálise INSITE™, permite obter NORDEL™ com geometria molecular única e exclusiva. Isso possibilita aos usuários de EPDM uma excelente dispersão e rápida incorporação das matérias -primas em seu composto, promovendo ganho de produtividade e economia global, além de trazer melhorias nas propriedades mecânicas do composto final e resistência ao colpaso durante o processo de extrusão.

Esta quantidade reduzida de gel só é possível em função da inovação da tecnologia INSITE™ e seu exclusivo sistema de catálise que, além de garantir baixo teor de gel durante o processo de polimerização, também faz com que os compostos obtidos a partir de polímeros com esta tecnologia tenham acabamento superficial e baixa variação das propriedades físicas. Ao reduzir a quantidade de géis, a tecnologia INSITE™ impede baixa produtividade, já que a máquina roda melhor com EPDM contendo menos gel, evitando desperdícios, atraso na entrega dos produtos e, consequentemente, redução nos lucros. Além disso, a tecnologia também proporciona um produto de melhor qualidade. Afinal, a quantidade excessiva de géis, além de reduzir a produtividade, aumenta a quantidade de resíduos e compromete o acabamento superficial do material final que pode ficar abaixo dos requisitos exigidos. Outro ponto importante é que o excesso de gel pode interferir na estabilidade das propriedades mecânicas dos compostos produzidos com EPDM como resistência à tração, elongação, abrasão, entre outras. É importante ressaltar que a tecnologia INISTE™ desenvolveu metodologia única que possibilita detectar com precisão a quantidade de géis, o que não é possível com os métodos até então existentes. A tecnologia INSITE™ está baseada na incorporação e reorganização das moléculas durante o crescimento da cadeia polimérica principal. E, assim, usando o volume de gel medido e as dimensões da tira de teste, o volume real de gel é calculado e reportado como partes por milhão em volume www.borrachaatual.com.br

Tabela 1 – Comparação dos Resultados na Detecção de Gel

Método Anterior

Volume de Gel

Médio Pequeno Gel Total

Método Atual

EPDM

Grande

ppmv

A

1

2

3

6

13,4

B

0

3

3

6

6,2

C

0

0

6

6

3,3

D

0

0

0

0

0

Tecnologia pós-metaloceno A tecnologia INSITE ™ permitiu controlar os níveis de ramificação de um polímero de cadeias longas sem gerar produtos com alto teor de gel. E com isto contribuiu significativamente para avanços tecnológicos no processo de obtenção e características de EPDM. Graças a esta tecnologia, foi possível promover um aumento na eficiência de incorporação de monômerose também na distribuição e configuração molecular, o que faz do NORDEL™ um produto singular no mercado de EPDM.

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MATÉRIA TÉCNICA Sustentabilidade

Baixo teor de metal

Extração da matéria-prima

Refino

Uso

Dow

Recursos energéticos de produção Valor da Alta e Baixa Pressão

+

Eletricidade

+

Combustível

=

Total MJ/kg EPDM

Tecnologia Tecnologia -50% no consumo dos vs. = INSITE ™ Zigler-Natta recursos energéticos Outro aspecto positivo que a tecnologia INSITE™ atribui ao NORDEL™ é seu baixo teor de metais pesados oriundos do processo de polimerização. E é aqui que a tecnologia INSITE™ traz seu benefício, pois, por meio de alta eficiência de incorporação de monômeros, assim como a facilidade em acoplar as cadeias poliméricas do EPDM, torna possível essa redução. Nenhum outro

50

Aluminum

Calcium

Sodium

500 400

Residual bn s, ppm

Utilizar de maneira racional os recursos naturais é uma preocupação não só das empresas, como da sociedade em geral. Dessa maneira, a inovação tem que passar, também, pela sustentabilidade. No caso do uso da tecnologia INSITE™ para a produção de EPDM, há uma redução de 50% no consumo energético necessário para sua fabricação quando comparado aos materiais da geração Ziegler-Natta. Isto é possível porque a tecnologia INSITE™ não necessita de um longo período tanto para sua reação química quanto para seu aquecimento, além de ter uma etapa a menos no processo. Esta redução no consumo de energia está baseada em metodologias de análise do ciclo de vida, com suas compilações de conteúdo relacionadas a insumos energéticos, materiais, emissões e resíduos, que são as etapas típicas para produzir um produto a partir de matérias-primas, processo fabril e uso e fim da vida do material. Abaixo é possível observar as etapas do início até a produção do composto. Apenas para ilustrar, esta redução de 50% dos recursos energéticos representa o consumo de energia de mais de 48 milhões de casas, além de uma diminuição de 380 milhões de toneladas de gases de efeito estufa.

300 200 100 0

4520

NORDEL™ IP

4770

1

2

3

4

5

Ziegler-Natta types

EPDM do mercado possui níveis tão baixos de metais pesados, e assim o NORDEL™ se enquadra às legislações mais rígidas mundialmente. Diante do exposto neste texto, é possível dizer que a tecnologia INSITE™ e o NORDEL™ promovem uma revolução na fabricação global e no consumo de EPDM, já que a gama de possibilidades vai além dos produtos tradicionais. Esta contínua Fim da vida do inovação e o excelente nível de produto qualidade do NORDEL™ estão ajudando a definir o ritmo dos produtos de EPDM de alta qualidade e com maior otimização no consumo dos recursos energéticos, sempre olhando para o bem-estar da sociedade. Afinal, inovação tem que estar presente em todos os setores e um de seus objetivos deve ser desenvolver soluções que permitam fazer mais e com maior qualidade usando a mesma quantidade de matéria-prima, que reduzam o uso dos recursos naturais e que tornem mais fácil que os resíduos voltem ao mercado no mesmo produto ou em um diferente. E é exatamente isso que a combinação INSITE™ e NORDEL™ possibilita.  *Matheus F. de Andrade, especialista técnico para área de Elastômeros da Dow na América Latina  

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FRASES & FRASES

No nascimento de uma criança, se sua mãe pedisse à fada madrinha dela para lhe dar o presente que lhe fosse mais útil, esse presente seria a curiosidade.” Eleanor Roosevelt

“O passado apresentanos qualquer coisa que é, simultaneamente, real e melhor que nós, e que pode empurrar-nos para cima. Coisa que o futuro nunca faz.” Simone Weil

“Não se pode esperar ter tudo. O sucesso tem um preço que é preciso pagar.” Romy Schneider

“Eu não acho que a sua capacidade de luta tenha nada a ver com o quão grande você é. Tem a ver com quanta raiva está em você.” Amy Winehouse

“A igualdade só é verdadeira quando aceita naturalmente.” Charlotte Bright

“A compreensão e o afeto refletem a delicadeza do espírito.” Tonya Flags

“O espelho é ainda mais infiel que a memória humana.” Cecília Meireles

“A virtude também é uma arte. É por isso que ela tem dois tipos de discípulos: os que a praticam e os que a admiram.” Marie von Ebner-Eschenbach

“Não sou eu que sempre me atraso. São os outros que estão sempre com pressa.” Marilyn Monroe

“Viver é tão sensacional que sobra pouco tempo para fazer outra coisa.” Emily Dickinson

“A dor parece uma ofensa à nossa integridade física.” Clarice Lispector

“Virtude não é virtude se não acompanhada de doçura e misericórdia.” Elizabeth Gaskell

“Gosto de espaços claustrofóbicos, porque neles você ao menos conhece seus limites.” Louise Bourgeois

“A vida é a mais bela das festas.” Julia Child ©Foto: Pixabay 2017/Claire51700

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CLASSIFICADOS

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AGENDA

NOVEMBRO/2017

FEVEREIRO/2018

06 e 07 Pré-jornadas para o XIV Jornadas Latinoamericanas de Tecnologia del Caucho Local: São Leopoldo/RS - BRASIL Informações: www.abtb.org / www.sltcaucho.com.br

TOPRUBBER – São Paulo/SP - BRASIL Informações: www.borrachaatual.com.br

MAIO/2018 08 a 10 Spring Technical Meeting

08 a 10 XIV Jornadas Latinoamericanas de Tecnologia del Caucho

Local: 193Rd Technical Meeting - Hyatt Regency Indianapolis Informações: call: 330-595-5535. Telefone: 330-595-5531 E-mail: reg@rubber.org

Local: Porto Alegre/RS - BRASIL Informações: www.abtb.org / www.sltcaucho.com.br

OUTUBRO/2018

09 a 11 Formação de Vendedor Técnico para o Mercado de Borracha

09 a 11 International Rubber Expo

Modulus Assessoria Técnica e Treinamentos em Borracha Local: São Paulo / BRASIL Informações: Tel: 11 4226-4443 E-mail: treinamentos@modulusconsultoria.com.br E-mail: modulus@modulusconsultoria.com.br www.modulusconsultoria.com.br

Local: Kentucky International Convention Center Informações: call 330-595-5535 Email: reg@rubber.org

13 I Seminário Internacional de Crosslinking Via Peróxidos Local: São Paulo / BRASIL Informações: www.retiloxseminario.vpeventos.com

DEZEMBRO/2017

Local: São Paulo / BRASIL Informações: www.borrachaatual.com.br

20 a 22 Tyre Technology Local: Century Park Hotel, Bangkok, THAILAND Informações: Tel: +66-2-933 0077 | Fax: +66-2-955 9971 www.rubber-industry.org

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21ª EDIÇÃO

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2017 - 2018

Informações e assinaturas: 11 3044-2609 www.borrachaatual.com.br

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Job: 24177-004 -- Empresa: africa -- Arquivo: AFD-24177-004-QUANTIQ-RV-Borracha-Atual-210X280_pag001.pdf

Registro: 188168 -- Data: 15:33:02 07/07/2017

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Moving Die Rheometer - Compact A Alpha Technologies lança o MDR-C ®. Este instrumento é excelente para operações de testes manuais tendo o mesmo compromisso com a excepcional qualidade pela qual a Alpha Technologies é conhecida.

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Tela de LCD sensível ao toque e interface de usuário permitem uma conveniente operação autônom.

Design sem rotor para reduzir o tempo para recuperação da temperatura.

Dados compatíveis com a versão anterior do Pioneer MDR.

Saída de dados para impressora USBcompatível com linguagem PCL3 ou para flash drive.

Efetivo no controle de lotes de produção, ajustes de cura e desenvolvimento de compostos.

Dados compatíveis com a versão anterior do Pioneer MDR.

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