Page 1

ISSN 2317-4544

BORRACHAAtual Atual - 1


Índice 3 4 16 30 38 44 48 64 68 75 76 78

Editorial

Editorial Entrevista Expobor Mercado Pneus Agrishow Notas & Negócios ABTB Matéria Técnica Frases & Frases Classificados Agenda & Cursos

Imagem da capa: Smart ebike e Mercedes-Benz

Precisamos conversar com o mundo Há muito tempo observamos que o isolacionismo brasileiro só tem aumentado nos últimos anos. A globalização não se completou por aqui. Temos dificuldade de exportar porque não somos competitivos e nos contentamos, até agora, a suprir apenas o mercado interno.

ASSINE

A MELHOR PUBLICAÇÃO DO SETOR.

11

3044.2609

www.borrachaatual.com.br

expediente

Exportamos somente commodities agrícolas e metálicas. Ou melhor, os outros países importam nossos produtos, mostrando que os “gringos” estão mais interessados em comprar do que nós em vender. A maior inserção do Brasil no comércio internacional começa com a avaliação da nossa participação no Mercosul, um projeto político de integração regional que até hoje foi mal aproveitado. Porém, precisamos de mais autonomia nas negociações com a Europa, com o bloco de países do Pacífico, da Ásia e sem dúvida com os EUA.

ISSN 2317-4544

A aproximação com os americanos poderia até viabilizar uma parceria mais aprofundada com o bloco europeu.

Ano XXI - Edição 124 - Mai/Jun de 2016

Precisamos trazer as informações técnicas dos outros países

Diretores: Adriana R. Chiminazzo Spalletta Antonio Carlos Spalletta

e encaminhá-las para o nosso setor produtivo doméstico, criando produtos competitivos e desejados por qualquer mercado. Precisamos

ASPA Editora Ltda. Rua Com. Bernardo Alves Teixeira, 695 CEP 13033-580 - Vila Proost de Souza - Campinas - SP CNPJ 07.063.433/0001-35 Insc. Municipal: 00106758-3

mudar a mentalidade de protecionismo e alíquotas de importação e passar a “conversar com o mundo”. Precisamos definir planos e metas com o setor privado e executá-las sem a dependência do governo. A Expobor tenta ajudar a virar a curva do mercado de borracha

Redação: Rua Com. Bernardo Alves Teixeira, 695 CEP 13033-580 - Vila Proost de Souza - Campinas - SP redacao@borrachaatual.com.br

apresentando produtos e máquinas mais modernas e eficientes, além de fortalecer o “networking” entre possíveis clientes e seus fornecedores. O Anuário Brasileiro da Borracha 2016/2017 está quase no forno.

Assinatura e Publicidade: Tel/Fax: 11 3044-2609 - assinaturas@borrachaatual.com.br www.borrachaatual.com.br

Quem ainda não atualizou seus dados ainda tem tempo. E sempre é

Jornalista Responsável: Adriana R. Chiminazzo Spalletta (Mtb: 21.392)

Participem e inscrevam seus trabalhos e ideias. Agora mais do que

Projeto Gráfico: Ponto Quatro Propaganda Ltda. Impressão: Gráfica Josemar Ltda. Tiragem: 5.000 exemplares

bom lembrar. Com todos os desafios deste ano, teremos o Seminário BORRACHA ATUAL em outubro e o TOPRUBBER em novembro. nunca o futuro depende de nós que produzimos. Boa leitura amigos!

Editora

Antonio Carlos Spalletta Editor BORRACHAAtual - 3

A revista Borracha Atual, editada pela ASPA Editora Ltda., é uma publicação destinada ao setor de Borracha, sendo distribuída entre as montadoras de automóveis, os fabricantes de artefatos leves, pneus, camelback, calçados, instituições de pesquisa, órgãos governamentais e universidades. As opiniões expressas em artigos assinados não são necessariamente as adotadas pela Borracha Atual. É permitida a reprodução de artigos publicados desde que expressamente autorizada pela ASPA Editora.


Entrevista

“O nosso pneu não é um produto competitivo” Alberto Mayer

A

lberto Mayer, presidente executivo da ANIP (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos), nascido em Roma (Itália) é formado em Direito pela USP e em Administração de Empresas pela FGV/SP (onde também foi pós-graduado), Alberto Mayer fez longa carreira dentro do Grupo Fiat, iniciada em 1973, quando ingressou como assistente do CEO, para o projeto

de fabricação de automóveis no Brasil em parceria com o Estado de Minas Gerais. Dentro do grupo, assumiu responsabilidades nas áreas de Compras e Exportação da Fiat Automóveis, foi Diretor Administrativo do Banco Fiat S.A. e Diretor Comercial na Fiat Administradora de Consórcios. A partir de 1984 foi diretor da Tesouraria da Fiat Brasil, até assumir a área de Desenvolvimento de Projetos, trazendo ao Brasil a COMAU, automação e serviços na indústria automobilística, e a IVECO, montadora de caminhões do grupo, da qual foi Diretor Jurídico, de Serviços Financeiros e de Relações Institucionais para a América do Sul até 2010, tendo sido responsável direto pelo contrato de fornecimento ao Exército Brasileiro de Veículos Blindados Anfíbios Médios sobre Rodas. Além de atuar na ANIP desde 2012, foi também, por dez anos, vice-presidente da ANFAVEA – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, liderando atividades relacionadas ao setor de caminhões, financeiro e de comércio exterior. Já César Faccio é Gerente Geral da Reciclanip, formado em Engenharia Mecânica pela UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), César Faccio possui especialização em Administração de Empresas para Engenheiros pela FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) e Engenharia da Qualidade pela ASQC (American Society for Quality Control). Desenvolveu carreira na Pirelli Pneus, de 1982 a 2009, passando por vários cargos dentro da empresa e no ano de 2009 assumiu a gerência geral da RECICLANIP, com o objetivo de ampliar o programa de coleta e destinação de pneus inservíveis para os Fabricantes Nacionais de Pneus. Alberto Mayer recebeu Borracha Atual para explicar o atual momento do setor, perspectivas para este ano turbulento e o que precisa ser feito para a indústria retomar a competitividade. Ao seu lado, Cesar Faccio, Gerente Geral da Reciclanip, complementou a entrevista falando sobre reciclagem de pneus, os problemas e soluções que o setor apresenta.

4- BORRACHAAtual


BORRACHA ATUAL - Como foi o primeiro quadrimestre do mercado de pneus? Alberto Mayer - O mercado se comportou da maneira como nós esperávamos. Achávamos que não iria ter uma grande mudança em relação a 2015. Os quatro primeiros meses deste ano foram piores do que havíamos previsto. Porém, mesmo na nossa previsão, o segundo semestre apresentaria um panorama um pouco melhor. Quando fizemos nossos cálculos, não contávamos com toda essa evolução política... Mas, mesmo assim, não vamos alterar os dados da previsão. Em que setor aconteceu a maior queda? A grande queda aconteceu nas montadoras. Houve uma enorme queda nos pneus de carga e também no segmento duas rodas. Os pneus de carga caíram 37% no acumulado do quadrimestre, os de passeio, 23%, duas rodas, 42,2% e os agrícolas, 35%. As empresas associadas à ANIP são mais dependentes das vendas às montadoras, já que são responsáveis pela maior parcela do fornecimento. Desta forma, a situação fica mais difícil. Existem três grandes mercados: reposição, exportação e montadoras. Reposição é um mercado que caiu. É difícil imaginar a queda do mercado de reposição, porque é um parque circulante. Imagine-se que o parque circulante é aquele que, mesmo que venda pouco, tenha a tendência de só aumentar, não diminuir. Os carros que saem de circulação no Brasil são em número muito menor do que os que entram. Assim essa redução no mercado de reposição significa que há menos circulação de pessoas e cargas. Os veículos são bem menos usados e isso é uma verdade no setor de

“Você vê empresas passando por dificuldades financeiras enormes, porque não são competitivas.”

transportes de mercadorias, atestada por um número menor de passagens pelos pedágios. As companhias de logística têm caminhões parados que usam só parte da frota e o consumo de diesel abaixa Estes são alguns indicadores que mostram que a circulação de riqueza diminuiu e o consumo caiu... As pessoas também estão esticando mais a vida útil dos pneus. No caso das motos, setor onde a reposição teve a maior queda, o que pode estar acontecendo é a substituição de pneus novos por pneus reformados, o que é muito perigoso para a segurança do motorista, uma vez que o pneu de moto, desde a sua concepção, não foi feito para ser reformado e a carcaça não aguenta... Como esse mercado é um mercado de menor poder aquisitivo, os pneus reformados são vendidos, mesmo sendo ilegal, porque há lei que proíbe a fabricação e comercialização de pneus reformados para motocicletas. Mas como a fiscalização dificilmente atinge todos os lugares, observa-se lojas vendendo esses pneus em locais afastados e até mesmo em locais nobres de São Paulo.

não é algo simples. Fiscalizar todas as motocicletas que estão circulando é praticamente impossível. Quanto às lojas, as grandes não fazem, é difícil. Assim como é difícil brecar o contrabando. Cesar Faccio –Esses reformadores têm a vulcanizadora no fundo da borracharia, colocam madeira para funcionar a caldeira que faz a vulcanização do pneu e aí eles mandam... Existe toda uma legislação do Inmetro que regulamenta toda a parte dos reformados. Os pneus que vêm da China entram nesse mesmo caldeirão? Da China chegam pneus de todos os tipos de qualidade. No país China pode-se encontrar desde produtos de baixíssima qualidade até os normais. Há o contrabando, mas em volumes pequenos e é difícil de ser fiscalizado. Nos que chegam há diversas anomalias, como o pneu não correspondente àquele que foi certificado pelo Inmetro.

Então não é só na periferia... Exatamente... outro exemplo pode ser visto em Belo Horizonte que tem lojas fazendo estas vendas em uma das grandes avenidas que saem da cidade... A ANIP faz alguma gestão junto ao governo para brecar a atividade dos reformadores? Até fazemos, mas reconhecemos que

CESAR FACCIO - GERENTE GERAL RECICLANIP BORRACHAAtual - 5


Entrevista

No mercado de motos a maior parte do mercado fica no Nordeste. Podemos dizer que esse problema está mais acirrado nessa região? Sem dúvida nenhuma. Eles tiveram uma substituição de meio de transporte muito forte, desde a área rural até nas cidades. Saiu o jegue, entrou a motocicleta, saiu a perua, a van clandestina e entrou a motocicleta. O serviço de transporte público é ruim, então houve um crescimento grande em um mercado que é pobre, aquele que é mais fácil de conseguir clientes. Como está o setor de exportações? As exportações melhoraram, setor que deveria equilibrar o nosso total, graças principalmente à Argentina. No final do ano aquele país acabou com a barreira burocrática que eles tinham, as chamadas licenças de importação que tinham que ter comprovação prévia. Isso facilitou muito. Eles represavam as importações. Com o Brasil as empresas que estão presentes aqui estão presentes lá também e os investimentos foram feitos nessa ótica de Mercosul de maneira equilibrada, complementar. Tínhamos essa necessidade de exportar e de importar. O Brasil continua importando, só não conseguia exportar porque essas exportações foram substituídas por pneus mais baratos que vinham da China, da Ásia... para uma economia de dólares que o governo argentino queria fazer para aumentar as reservas em moeda estrangeira. Com o recém eleito presidente Macri, isso foi eliminado e hoje já temos um trânsito normal entre um governo e outro. Inclusive o Ministro Serra fez uma visita de cortesia à Argentina, sem agenda. Ele já declarou inclusive que a Argentina é o principal parceiro do Brasil... 6- BORRACHAAtual

“Mas na hora que vier a etiqueta o consumidor vai ter absoluta consciência se estará comprando um bom produto ou não.”

Sim... Então esse é o quadro do mercado. Nós mantemos as previsões que fizemos no começo do ano... A previsão é de uma queda de 7,7% nas vendas às montadoras, um aumento de 1,7%, na reposição, em função das vendas que foram feitas em 2013 e 2014 e um aumento de 5% nas exportações que irá equilibrar a estimativa para esse ano em relação ao ano passado. Essa é uma previsão pessimista ou otimista? Essa previsão foi feita em outubro, novembro de 2015. Não tínhamos tantas informações do impeachment. Diria que as previsões foram feitas para um cenário normal. Adotamos os dados da ANFAVEA – que foram revisados para baixo, e nós preferimos manter como estava. Eles falavam entre 7% e 9%. Nós estimamos em 7,7% porque estimamos as vendas de carros dos anos anteriores e fizemos uma relação com os pneus. Então se você diminui o mercado de veículos novos para as montadoras iríamos vender X a menos. Nós não temos um cenário otimista ou pessimista. O cenário serve para os planos para a destinação... os pneus inservíveis são baseados no que vai ]ser vendido Quanto subiram as exportações para a Argentina? No comércio bilateral com a Argentina temos um incremento no quadrimestre de 18,7%.

É expressivo... Expressivo porque a base é baixa, qualquer crescimento vai aparecer muito. Na verdade, não é tanto assim. E também a Argentina não se recuperou totalmente... a economia deles ainda está em processo de recuperação. Interessante que em volume aumentou 10% e em valor aumentou 18,7%, o que significa que eles estão comprando mais pneus para carga e eventualmente agrícolas. Justamente os setores que tiveram maior queda aqui... A importação brasileira de pneus argentinos aumentou 10,1%, (da Argentina para o Brasil em valores de janeiro a abril). Estamos começando a contabilizar em 12 meses porque em quadrimestre já começava mal. O primeiro trimestre de 2015 comparado com o primeiro trimestre de 2016 não estava tão ruim. Depois começou a piorar em abril, maio... E no começo do ano passado ainda tinha a história do IPI... Exatamente. Até 30 de março. Então agora vamos começar a fazer 12 meses. Como está o mix reposição/ equipamento original/exportação? Em 2015 foi 45,3% na reposição, 30,1% nas montadoras e 24,6% de exportação. De janeiro a abril deste ano as exportações e montadoras foram encolhendo e aumentou proporcionalmente a reposição.


Os números do período são 62,7% na reposição, 16,5% nas montadoras e 20,9% de exportações. Esse mix atual não é confortável pra ninguém... Pra ninguém eu não digo, mas não é para as empresas que têm pneus homologados junto às montadoras, que é um trabalho grande, caro... As fabricantes estão lançando novos produtos ou o mercado está parado? Temos visto muitos lançamentos. Há uma tendência que com o InovarAuto continuem as obrigações das empresas que assumiram a economia energética. Elas têm que atingir as metas de economia para fazerem jus ao IPI que está lá, como crédito. E tem a etiquetagem que faz com que se aumente a gama de produtos oferecidos. Você pode passar a ter pneus de diversas categorias para poder cobrir bem nesse aspecto os consumidores. Essa é uma novidade que já entrou no ano passado. E como estão os prazos e datas? A etiquetagem entrou no ano passado para novas famílias. Agora é difícil você criar uma nova família. Fazer uma nova família de pneus é uma coisa extraordinária. Normalmente você agrega pneus a uma família já existente. Então que eu saiba não teve nenhuma nova família do ano passado para cá. A partir de outubro deste ano, todos os pneus que saem das fábricas saem etiquetados. E depois o mercado tem até março de 2018 para vender só pneus etiquetados. Isso é para esgotar os estoques. É uma oportunidade para o Brasil, que é um dos quatro primeiros países que estão

“... nos Estados Unidos, vai ter duas ou três pessoas cuidando da área tributária. Aqui você tem departamentos, consultores, assessorias.” tendo etiquetagem. Tudo começou no Japão em 2010, depois passou para a União Europeia, em 2012. O Brasil tem uma legislação moderna para a etiquetagem e achamos que ajuda muito, principalmente o consumidor. Hoje ele pode ir ao supermercado às 3 da manhã e comprar um pneu que caiba no bolso dele. Ele não tem bem noção. Sabe que o pneu deve ser barato, porque fez uma pesquisa de preços e acabou comprando esse pneu. Mas na hora que vier a etiqueta o consumidor vai ter absoluta consciência se estará comprando um bom produto ou não. E o risco que ele está correndo, que tipo de prestações ele vai ter, se freia melhor... o consumidor ficará muito mais consciente. E lhe é dado uma gama de produtos. E mais os importados. Muitos falam que os pneus chineses são uma porcaria, o que não é absolutamente verdade. Têm pneus chineses ótimos, coreanos excelentes... Cesar Faccio – Muitos dizem que o pneu é um objeto preto com um buraco no meio. E você não consegue distinguir a qualidade. O consumidor tem que olhar o produto. A ANIP está pretendendo fazer uma campanha educativa em relação à etiquetagem? Não sei ainda, pois as empresas já estão começando a fazer por conta própria. Agora estão saindo artigos, até nós estamos começando a fazer artigos a partir do segundo semestre... Recentemente, vi um grande artigo da Continental, a Bridgestone também

fez, mas sem dúvida nós vamos falar sobre isso. A própria SAE está programando o tema Etiquetagem em um de seus seminários. Isso é importante. O nosso pneu sofre pelo fato de não ser competitivo. O nosso pneu não é um produto competitivo. O pneu é fabricado no Brasil há 100 anos. A indústria é uma das primeiras no país e o pneu não é competitivo. Nós temos a matéria-prima que não é suficiente para atender a demanda da indústria brasileira, atendendo só 30% da necessidade e ainda temos o imposto de importação. Temos que importar os outros 70%. E pagamos o imposto de importação, o que é ridículo. Depois tem a escassez de borracha sintética. No Brasil há somente um produtor. As fábricas no Brasil dependem de um fornecedor só. Tem várias ineficiências. Tem a ineficiência tributária. O custo tributário no Brasil é absurdo. Não só o custo dos impostos, mas o custo de você elaborar tudo isso e mais, correndo sempre riscos, porque por melhor que você faça, não ficará 100% seguro que não apareça um fiscal que queira extorquir... então é difícil, é uma situação de custo muito alto. Se você tem uma fábrica produzindo pneus nos Estados Unidos, vai ter duas ou três pessoas cuidando da área tributária. Aqui você tem departamentos, consultores, assessorias... É um custo muito grande que você tem que incorporar no preço. É possível que a situação melhore? O novo ministro já deu alguma sinalização? Fizemos um livro branco no início do ano passado, pensamos em fazer a cada dois anos, com as necessidades BORRACHAAtual - 7


Entrevista

da indústria para ela se tornar mais competitiva, para poder exportar mais, para poder garantir mais empregos. Quando a indústria automotiva fez os investimentos para o Inovar-Auto, a indústria de pneus se preparou para um maior volume. Era previsto que no Brasil em 2017 fossem vendidos 5 milhões de carros, entre mercado interno e exportação. E a indústria se preparou. Todos fizeram grandes investimentos. E hoje você vê que eles serviram somente para aumentar a capacidade ociosa. Qual a capacidade ociosa da indústria de pneus, hoje? Estimamos que seja entre 20 e 30%. Amadureceram todos esses investimentos. Todos estão prontos para fornecer. É importante para o Brasil conseguir exportar mais, mas não temos condições de competir com os chineses nos mercados internacionais. É complicado. Quando você fala que o produto brasileiro não é competitivo está falando de custo, não de qualidade... Custos, claro. Em termos de qualidade, o nosso pneu é up-to-date. Porque aproveita toda a pesquisa que é feita pela indústria nas suas matrizes mais o que é feito no Brasil... O nosso deve ser o melhor do mundo... E também temos grande preocupação com a inovação do pneu... tudo é puxado para a indústria automobilística, que é bem exigente. Exige melhor performance, economia, então eles puxam um pouco isso. E nós temos custos que outros países não tem, como o custo tributário, os custos trabalhistas... Uma das nossas associadas ficou parada porque recebeu a visita de um fiscal e o fiscal, só ele, tem o poder de parar 8- BORRACHAAtual

“... mas não temos condições de competir com os chineses nos mercados internacionais”

a produção. Ele achou uma coisa “simplérrima”... Não precisa de engenheiro, de nada. E durante quinze dias não se fabricou um só pneu naquela fábrica. Aí entra o outro custo Brasil que é a burocracia. Para você destravar a decisão desse fiscal precisou o pessoal da empresa ir várias vezes até o local da fábrica, eu fui duas vezes falar com o secretário... Até destravar isso foram 15 dias sem produzir. Mas para parar é 15 minutos... Para parar é só ele chegar, dizer que parou e coloca aquela fitinha. E pra voltar precisou ir até Brasília... Então... são essas ineficiências que fazem com que o produto daqui seja menos competitivo. Agora com a Argentina retomamos, esperamos todos esses acordos bilaterais que o Brasil está fazendo, ainda que não tragam grandes benefícios, com Chile, Colômbia e Uruguai, que já eram mercados abertos. Mas agora, com esses acordos como o Transpacífico, o Brasil vai ter que correr para pegar o bonde, porque esse bonde já passou. E a questão cambial? O câmbio está em uma situação saudável para a exportação? Hoje o câmbio está em uma faixa certa. Porque o nosso produto é meio impermeável, ou indiferente ao câmbio. Porque como nós importamos muitos insumos, então na verdade a vantagem que você consegue com o câmbio é muito pequena. É sobre a mão de obra, sobre custos administrativos, é muito

pequena em relação ao custo total do produto. Agora, o câmbio foi muito favorável para evitar importações, o que fez com que a indústria de pneus local ocupasse o espaço da não importação, mas estamos percebendo que está começando a voltar em um ritmo forte os pneus agrícolas, que estão sendo importados em grande quantidade, principalmente os pneus pequenos, dianteiros, para tratores, que na reposição são todos chineses... ou internos e estamos notando que começa já a subir de novo. Isso só com essa queda de 4% para 3,5%. Uma das grandes ineficiências que temos, um custo que a gente exporta é o custo da reciclagem. Nós temos essa obrigação legal. Cesar Faccio –A resolução da obrigatoriedade vem desde 1999, segundo a 258. Com essa resolução você era obrigado a reciclar todo o pneu que produzia. Era obrigado a reciclar no primeiro ano um pneu a cada quatro produzidos, no segundo ano dois, no terceiro ano três, no quarto ano quatro, no último ano era cinco. Mas ele acabou colocando que não era só o mercado de revenda, mas também o mercado de equipamento original. Então tivemos que contratar um estudo do IPT, mapear a cadeia, demonstrar ao I bama que eventualmente estava errada aquela condição... e a partir dali foi feita uma atualização da 258 para a 416, que está valendo desde outubro de 2009. Que determina... Cesar Faccio – Um pneu a cada um colocado no mercado de reposição. Descontamos o desgaste da banda de rodagem e fazemos toda uma métrica nossa por peso, nunca unidade. Então cada pneu que vai para o mercado de reposição...


Cesar Faccio – É claro que tem uma variedade muito grande de medidas. A partir de 2007, baseado naquilo que estava acontecendo na Europa, nós copiamos basicamente o modelo europeu, em que a governança é feita pelos fabricantes, com a diferença que lá eles conseguiram evoluir e implantaram o eco-valor, que é um imposto cobrado da destinação. O consumidor compra o pneu, paga o pneu e adicionalmente ele paga 3 euros, pra sustentar toda a cadeia da destinação. Outra coisa interessante é que o importador necessariamente tem que estar associado a alguma empresa que faça logística reversa para poder importar. Com isso o modelo europeu não fala em meta quantitativa, ah... você tem que retirar tantos pneus do mercado. O que interessa é não ter perdas no sistema como um todo. Ele tem tudo sob controle. O que são as perdas? Perdas são as unidades que foram vendidas e não retornaram para fazer a destinação. O consumidor levou para casa, colocou como anteparo na garagem dele... isso não é considerada destinação adequada. No Brasil e no mundo todo. Então eles trabalham muito nessas metas estruturantes para que eles consigam ter uma eficiência maior do sistema. Hoje não temos noção de quantas perdas. Como foi feito o trabalho do IPT no Brasil, contávamos com 15%. Mas as regiões do Brasil são tão distintas... se você pegar São Paulo hoje, região sudeste, temos um nível encontrado na Europa, de 3% a 5% de perda, mas se for para o Nordeste, tem mais de 30%, 35% e até 40%. E depende da condição social também de cada região. Um pneu aqui que se a limpeza urbana não recolha, fica muito tempo largado. Lá não, faz cocho para animal, vários artefatos de borracha.

“Em termos de qualidade, o nosso pneu é up-to-date”

Não vai jogar no rio... Cesar Faccio - Ele retalha o pneu para fazer carcaça para reforçar a carcaça de outros pneus... ele coloca fogo no pneu no mato para vender o aço, tem um monte de coisa irregular. Nós estamos nesse estágio. Estamos cumprindo metas quantitativas. A nossa falha é que não temos controle sobre importadoras. O mercado importador tem que fazer a sua destinação. Em um país com as nossas dimensões não tem como. Nós já congregamos quase 75% da produção nacional. Temos um custo enorme para destinar pneus lá do Pará, Maranhão. Imagine o importador que traz o pneu dele e vai espalhar pelo Brasil, o custo é muito maior do que ele vai lucrar. Então o Ibama não tem controle sobre aquilo que está sendo destinado. Tem, sim, um relatório de pneumáticos que dá a conformidade sobre a resolução 416, já é o quinto ano que os importadores deixam de cumprir com a meta deles. Trabalham por volta de 77%, o que significa que 23% do que é importado para o Brasil hoje não é destinado. Quanto é a importação de pneus hoje? Cesar Faccio – Está girando em torno de 25% do mercado de reposição. Sem contar a importação feita pelos fabricantes. É a importação feita por grupos que não têm plantas instaladas no Brasil e trazem diretamente da Ásia. Então esses 77% são destinados à Reciclanip...

Cesar Faccio –Durante esses cinco anos, fizemos 5% a mais de destinação daquela que era a nossa meta, que representam 93 mil toneladas e eles deixaram de fazer 265 mil. E o que isso significa? Mesmo fazendo 93 mil toneladas a mais, eles estão deixando no mercado 160 mil toneladas sem destinação. É uma situação complicada. A partir do ano passado, com o problema do zika vírus, as vigilâncias sanitárias de todos os municípios estão muito mais atentas, estão cobrando muito mais para que esses pneus não fiquem lançados na natureza e na verdade eles não colaboram com isso. E tem que refazer o discurso. Para os leigos explicamos que a Reciclanip recicla todos os pneus que são produzidos... Cesar Faccio – E é verdade. Todos os nossos. Mas os que são importados... Há alguns importadores que fazem. Mas são poucos. Não vem da maneira certa então nem se preocupam... Cesar Faccio – Mas tem a Vipal, Trelleborg, que são grandes... têm empresas por trás sólidas, não são só importadores. O grande problema no nosso sistema é afirmar que quem quiser importar pneu para o Brasil, antes de mais nada, tem que ter um representante legal, já que é um dos produtos que são sujeitos às conformidades, então tem que ter um representante legal, que hoje inclusive, totalizando com os fabricantes nacionais, nós temos 47 empresas desse porte. Que também são responsáveis pelos produtos BORRACHAAtual - 9


Entrevista

que fazem em outros países e trazem para o Brasil. Se considerarmos importadores, são 636. Porque um representante legal, se você quiser importar, ele autoriza você a trazer os pneus. Ele pode ter várias marcas... Cesar Faccio – Sim. E o que acontece? A responsabilidade ambiental é do importador. A legal, se eventualmente falhar o produto, é do representante legal. Ele deveria ser representante legal tanto para o aspecto civil como para o ambiental. Não cumprindo um ou não cumprindo outro, não deveria ter autorização para importar pneus. Ou ceder para importadores brasileiros. Mas hoje não é assim. Acho que em um cenário como esse o Ibama não tem condições, tem duas pessoas que tratam de pneus no Brasil. O sistema hoje é todo informatizado, nós inclusive ajudamos muito a construir esse sistema, com cadastro técnico, em cima do nossos sistema de gestão da informação e o Ibama montou. Então temos uma rastreabilidade do pneu que sai do ponto de coleta, da empresa que vai entrar para triturar, qual nota fiscal que saiu para a cimenteira. A cimenteira tem que dar OK para depois dar o crédito. Mas esse sistema não consegue enxergar a empresa que efetivamente faz. Um bom exemplo é uma empresa que faz granulado sólido no Paraná, em Maringá. Ela pega para fazer o trabalho dela e ela vende depois os certificados para esses importadores. Cesar Faccio – Essas são as instruções, porque quando faz, ele pega produtos próximos a ele, a custo baixo - não significa que ele faça logística reversa, isso é uma mentira. Teve um caso que nós denunciamos, por exemplo, uma empresa no Rio de Janeiro, em Lima Barreto, que não tinha estrutura 10- BORRACHAAtual

“A nossa falha é que não temos controle sobre importadoras”

para fazer e declarava que fazia 21 mil toneladas por ano. Denunciamos ao Ibama, que mandou para o Ibama do Rio de Janeiro que foi até lá e atestou para o Ibama de Brasília que estava tudo correto, que eles tinham equipamento, insistiram para que fossemos até lá, fotografamos toda a operação para dizer que não tinha e posteriormente eles foram diretamente e combinaram a atividade deles. Fora esse ato de comprar certificados baratos, e não de quem faz a logística efetivamente, que custa caro. Eles poderiam fazer conosco, estamos abertos. Mas é lógico que entre pagar 85 reais para quem faz a logística lá na casa dele para vender certificado versus aquele que faz no Brasil inteiro, que hoje está em torno de 300 reais, ele prefere pagar 85, pois a fiscalização não existe. Ele não poderia colocar o material dele junto nos pontos que vocês fazem a coleta? Cesar Faccio – Na verdade é assim: o pneu dele vem para os nossos pontos. Se você imaginar eles vão ter estrutura no Brasil inteiro. Eles vão entrar nos nossos pontos. Mas tem uma verba para fazer o que é a nossa meta. Essas distorções temos contestado muito no Ibama para tentar reverter. O fato é que temos tido dificuldades. O sistema do jeito que está montado é oneroso e isso com duas pessoas. Por mais informatizado que seja, duas pessoas é muito pouco...

Cesar Faccio – Deveriam fazer um sistema mais inteligente, mais concentrado para que 3, 4, 5 ou 10 locais fizessem a destinação para validar se a empresa faz realmente a logística reversa, ao invés de precisar entrar em cada um dos 636 importadores. Seria o caso de atravessar a rua lá em Brasília e falar com o pessoal do Ministério da Fazenda, o pessoal do Imposto de Renda sabe tudo... Cesar Faccio – É uma norma do Ibama, o MDIC na época precisava de uma informação do Ibama que impedisse, desse uma orientação para impedir os importadores, um instrumento legal entre eles. Até hoje o importador que eventualmente não cumpre, continua a trazer pneus e continua a não fazer as destinações. E mesmo o fato de você pegar o relatório do Ibama e ver que estamos cumprindo há cinco anos, não nos traz garantia jurídica junto aos municípios e estados de que não vamos ser autuados. Vivemos tendo questionamentos junto ao ministério Público a respeito de pneus aqui, de pontos de coleta acolá... Tem o caso aqui de São Paulo, na bacia do Rio Piracicaba. São Paulo é um estado privilegiado, não porque a gente queira, mas porque foi o primeiro a se organizar, tem órgãos ambientais que são atuantes, conseguimos ter destinações muito próximas a custos muito baixos... Então nos estruturamos há muito tempo, hoje todos os pneus no estado de São Paulo nós recolhemos. São Paulo é 100% Cesar Faccio – Em São Paulo não tem nada que sobre. E agora querem que tenhamos os nossos postos, não da prefeitura, quando poderiam


ir atrás dos importadores que não estão fazendo nada. É fácil para eles não darem a renovação da licença de operação dos produtores, que quebram as empresas daqui mas deixam o importador livre, porque ele não está dentro do estado. Isso nem é assunto de concorrência. É organização interna nossa... Cesar Faccio – É... temos dificuldades. Dentro das destinações, o nosso maior custo é a logística, 60% do custo da Reciclanip é transporte. Dá pra entender, porque hoje o volume que o Brasil faz é semelhante ao da Alemanha. Pelo tamanho dos dois países dá pra notar que o nosso grande desafio é a logística. Mesmo porque se analisar regiões como Norte e Nordeste, não têm destinações. Aonde temos ponto de destinação nessas regiões: ou é Goiás, ou é Cuiabá ou é Feira de Santana. Porque Manaus é um ponto isolado. Tudo o que é de Manaus fica lá. Não é pouco? Cesar Faccio – Sim, é pouco e é a nossa sorte. Hoje o Nordeste representa 7,5%. Por isso que falo que São Paulo é a nossa salvação. São Paulo representa 45% do que é recolhido nacionalmente. O custo, que é razoável, diminui bastante. Mas não deixa de ser oneroso. E o que está embaixo sobe (Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina)? Cesar Faccio –O Rio Grande do Sul já tem local, Santa Catarina ou sobe para o Paraná ou desce para Rio Grande do Sul, então a região está bem estruturada. O grande problema é do centro-oeste para cima. Os volumes

“Todos fizeram grandes investimentos. E hoje você vê que eles serviram somente para aumentar a capacidade ociosa.”

são menores, não consigo atrair investidores para colocar máquinas para triturar e menores quantidades de destinação. A grande maioria, 70% de nossa destinação, é para a indústria do cimento. No nordeste tem em Sobral, tinha uma em João Pessoa, na Paraíba, mas fechou, tem em São Miguel, que usa pouquíssimo, tem em Sergipe (Laranjeiras). E para a fabricação de asfalto? Cesar Faccio - Usa-se muito pouco. Do nosso total é 1,6% só. Quem utiliza são as concessionárias de rodovias. E eles vêm custo, não vêm preço. Mas é um mercado de bom potencial, não? Sim. Estávamos brigando para entrar na restauração das estradas federais. Estavam anunciando 75 mil quilômetros, mas é muito difícil convencer... Enquanto não se tiver uma cultura melhor, as coisas não acontecerão em qualquer campo...

Cesar Faccio – A classe política deveria formar um grupo para estudar a desoneração da cadeia da reciclagem. Isso nunca saiu do papel, apesar da CNI ter feito todo um estudo das cadeias e apresentado ao governo em 2014 e agora a própria CNI está tentando fazer um projeto de lei que encaixe em algum momento. Hoje a indústria de reciclagem não é viável. Fala-se no pó de borracha... o pó de borracha

acaba sendo caro... Ele poderia ser mais barato, mais atrativo. E mesmo para a indústria que faz artefatos de borracha. Você vê empresas passando por dificuldades financeiras enormes, porque não são competitivas... E são organizadas... Cesar Faccio –Por um lado o governo deveria estar dando incentivos para direcionar a indústria da reciclagem, tornar esse setor muito mais competitivo, até diminuir os custos atuais, mas ele não trabalha dessa forma. Quando vocês reciclam a borracha, quem compra a borracha paga para vocês... Cesar Faccio – Paga para os parceiros. Temos parcerias com empresas, por exemplo como a Borcol, que pega os pneus, faz os cortes na borracha, os tapetes e os vendem. No momento em que vende o tapete o aporte para ele ainda é um valor que para ele seja competitivo. No caso da cimenteira, tiro, trituro, e entrego ainda para eles, porque se não faço, se não tenho competitividade no caso da reciclagem e tenho que cumprir meta, a quem vou recorrer? Fazem vocês pagarem? Cesar Faccio –Hoje não mais. E não somos só nós, as outras indústrias também. Se você pegar todos os materiais que são perigosos, vai tudo para o processamento da indústria do cimento. Eles se especializaram nessa atividade. Eles têm a produção de cimento e a área de processamento. Eles processam vários produtos, resíduos, e por aí vai... E tudo isso acaba gerando energia para eles... BORRACHAAtual - 11


Entrevista

Cesar Faccio – Ás vezes não. O pneu sim, mas com outros produtos eles vão ganhar dinheiro. No solo contaminado. Eles jogam o pneu no fogo. Tem poder calorífico? Não. Eles jogam o pneu lá, cobram 450 reais por tonelada e lastreiam com o nosso pneu que custa zero. Então estamos atuando nessa configuração, o governo saiu e estamos tentando nos encaixar, primeiro tentando cumprir meta, depois melhorar os custos, que são altos, principalmente nesse momento em que as empresas estão passando por um aperto financeiro. A Reciclanip é uma entidade separada da Anip?

“Nós temos concorrentes no mundo, não somos isolados”

O pneu vai ser reciclado. As grandes redes são organizadas e elas fazem isso. Tem gente que recolhe não só pneus como outros produtos que devem ser reciclados. Então sabemos que o que é reciclado vai acabar aqui conosco. Mas é diferente a pessoa ver na nota que pagou 200 reais no pneu, mais 2 da reciclagem, tudo isso vezes 4... em vez de 202 reais, vai pagar 200 mais 2. Conscientemente ela estará colaborando com o meio ambiente.

Como a Reciclanip é vista no exterior? Cesar Faccio –Participamos de uma reunião – a Europa tem uma coisa interessante que é chamar todos os países que fazem um mesmo tipo de serviço, na Europa, Estados Unidos, Canadá, Hong Kong e estamos no mesmo nível deles. A diferença que temos é essa história dos importados. A estrutura da Reciclanip é a mesma dos principais organismos europeus. E acontecem reuniões globais destes organismos?

E de bandas?

Cesar Faccio –Eles fazem essas reuniões com frequência. Muitas vezes trazem assuntos que são transversais, como destinação. Eles têm o interesse, claro, de trazer a reciclagem do próprio produto. Como a história da borracha regenerada. Se alguém em seu país tem alguma tecnologia que permita estar reutilizando a borracha regenerada no produto. Grama sintética em playground, se aquilo é tóxico para as crianças... Pirólise, da qual todo mundo recebia questionamentos... E isso acaba uniformizando em termos de informações. O que se ouve lá, trazemos para cá. Uma tecnologia nova... Então acabamos tendo uma noção deles. Se uma coisa é viável ou não...

Entra no Sinpec. Essa falta de conectividade entre todos esses custos é da indústria de pneu. Quando falamos cobrar separado, esse eco-valor (no exterior chamado Invisible Thing) não é pagar a mais. É deixar de pagar o que está mergulhado dentro dos custos. É aquilo da cultura, que foi conversado. Você tem que acostumar as pessoas, elas têm que ajudar. De quem é o pneu que ela vai trocar? É dela! E quando deixa o pneu na loja, continua dela...

Alberto Mayer – O Brasil tem que melhorar quanto à competitividade. Encarecer a borracha natural no Brasil é encarecer o produto e piorar ainda mais a competitividade. E nós como cadeia, gostaríamos que tivesse mais borracha no Brasil – se é que isso é uma vocação brasileira, coloco isso em dúvida. Mas, se for, gostaríamos de ter mais. Para não precisar importar, ficaria muito mais fácil para a logística ter um fornecedor do seu lado do que

Sim, com os mesmos sócios da Anip. E depende financeiramente... Cesar Faccio – Dos sócios. O que a Anip gasta ela rateia entre as mesmas empresas que fazem parte da Reciclanip. A única coisa é que o rateio na Anip é igual para todo mundo e na Reciclanip é proporcional à meta. Quem faz parte da Reciclanip? Na Reciclanip só entra produtor de pneu.

12- BORRACHAAtual

Cesar Faccio – Os europeus têm um relatório anual da atividade de reciclagem. Quanto eles recolheram, quanto eles levaram, custo, eles prestam contas à sociedade. Alberto Mayer – Vimos em um site português que o custo diminuiu. Em função do volume eles conseguiram baratear o custo da reciclagem.


ter ele na Ásia. Mas precisamos ter uma política específica para o setor. Que nunca teve... Não tem. Há alguns mecanismos que são adaptados daquilo que foi feito para o trigo e o milho, não para culturas perenes como a borracha... que trata do preço mínimo. Isso é importante. Precisaria ser adaptado, ter dinheiro, que funcionasse, que desse dinheiro para quem vendeu abaixo do preço mínimo. São políticas que têm que ser implantadas. A indústria não pode mais continuar carregando esse fardo, porque ela se torna sempre menos competitiva. Nós temos concorrentes no mundo, não somos isolados.

O que dá impressão é que faltam interlocutores especializados no governo... Na verdade o que falta é dinheiro, vontade.

Sim. Tem que ser a cadeia. Quando surge um problema localizado, o governo quer resolver aquele problema para não ter problemas eleitorais. Mas ele não está resolvendo o problema. Está apagando incêndio.

Isso não é regular?

Sim.

Cesar Faccio – É regular, a empresa é reconhecida pelo IBAMA. Fazem a persina, aquela peça que segura os estofados, porque não encontraram ainda um produto mais resistente que o pneu. Outro produto que fazem muito é o coxim, para veículos especiais.

A indústria deve aumentar os investimentos em 2016?

Fecha. Acabou de fechar a última fábrica da Osram...

Eu não tenho dados, mas as indústrias fizeram grandes investimentos até 2015. Estou ouvindo que de novo estamos vivendo uma onda de investimentos. Mas vai depender um pouco do momento. E tem os investimentos em produtos, temos muitos lançamentos...

Pneu é a mesma coisa. Então vamos parar de fabricar, pelo menos os novos pneus e trazer de fora. Isso desnacionaliza a indústria, fecha postos de trabalho. Você precisa de um seguro agrícola que funcione bem, que seja eficiente, o governo tem que sentar e dizer “eu quero ter seringueiras”. Tem o fato da remuneração pelos serviços ambientais, o crédito de carbono. Então o Estado tem que dizer “eu quero ter uma indústria”. Então tem que fazer um programa, tem que investir em pesquisa. Nós podemos ajudar, mas tem que ter uma política específica para isso. De repente não interessa... coloca outra coisa para ocupar esse espaço... soja, por exemplo.

De automóveis de passeio está em 99,9%. Os de carga, 93,6%. Agrícolas, 5,7% Cesar Faccio –No Norte e Nordeste, com todas aquelas estradas ruins, não pode ser radial, rasga tudo. Dentro da destinação temos ainda um item muito significativo que é o das laminações, tipo de pneu que permite que o sujeito possa fazer peça de sofá, sola de sapato, coxins, que representa uns 8% de nossa destinação

A maneira de destravar esse problema não seria analisar a cadeia inteira?

Se a indústria brasileira não der certo ela fecha.

Aquela fabricante de lâmpadas...

Quanto está o índice de radialização do pneu no Brasil?

Pneus verdes... Exatamente. Já é uma realidade. Todo mundo tem. Cesar Faccio – Vai deslanchar agora em função das emissões O radial para carga está começando a pegar; os pneus para agricultura, esses que não amassam o solo. Eu vi os índices recentemente, que mostram que a radialização do pneu de carga está começando a crescer.

E quanto à pirólise? Cesar Faccio – Há muitos questionamentos ainda. Colocaram por batelada ali em Manaus. Acho que temos que analisar por localidade. Aqui em São Paulo, em Santana do Parnaíba, fizemos com a Polimix, que tem um negócio muito interessante. Com os pneus, continuamente, ela foi extraindo o óleo, teve uma certa dificuldade para colocar o que tinha de negro de fumo, porque este não é um negro de fumo que pode ser usado na indústria de pneus, tem que ser utilizado em outro local. Quando vai para Manaus, na realidade o interesse é só o óleo. A empresa aproveita esse óleo... A indústria de Manaus não tem gás... as caldeiras utilizam só óleo, porque os navios que vão até lá depois tem que limpar o reservatório BORRACHAAtual - 13


Entrevista

e eles fazem esse trabalho. Com esse óleo de pneu, mais o óleo de cozinha, a empresa faz um blend e vende para as caldeiras que geram vapor naquela região. Então esse é o interesse. O pó não serve pra nada. Há três unidades, duas estão funcionando, inclusive uma é mais antiga, pois é por batelada, o tempo da pirólise é maior. Já aqui em São Paulo é mais difícil sobreviver só com o óleo. Em Manaus a realidade é diferente.

Lá o óleo tem mais valor que aqui. Cesar Faccio – Sim. E já tem a logística... Para a empresa dá resultados, mas em termos gerais o óleo não tem viabilidade econômica. Se não houver uma valorização do negro de fumo, você não para o processo. Podemos dizer que, visto toda a situação atual, a ANIP tem uma visão otimista do mercado?

Temos uma visão otimista do país. Os planos de investimento estão mantidos... Estamos em um ponto que ainda dá para melhorar... Sim. No diagnóstico que temos, há muita coisa para melhorar, tornar nossa indústria mais competitiva para exportar mais. Exportação é importante.

EXPECTATIVAS DE VENDAS PARA 2016 2016

TOTAL

DIAGONAL

% RADIAL

% DIAGONAL

CARGA

2.343.667

148.959

93,6

6,4

CAMIONETA

3.126.356

201.294

93,6

6,4

PASSEIO

12.139.110

15.667

99,9

0,1

DUAS RODAS

4.400.985

4.369.646

0,7

99,3

AGRÍCOLA

220.188

207.539

5,7

94,3

OTR

40.200

18.885

53

47

INDUSTRIAL

16.623

16.623

0

100

TOTAL

22.287.129

4.978.613

77,7

22,3

2015

TOTAL

DIAGONAL

% RADIAL

% DIAGONAL

CARGA

2.594.147

248.927

90,4

9,6

CAMIONETA

2.948.303

293.305

90,1

9,9

PASSEIO

12.622.512

38.896

99,7

0,3

DUAS RODAS

5.228.656

5.225.613

0,1

99,9

AGRÍCOLA

274.124

263.238

4

96

OTR

34.051

22.309

34,5

65,5

INDUSTRIAL

46.067

46.067

0

100

23.747.860

6.138.355

74,2

25,8

TOTAL

14- BORRACHAAtual


BORRACHAAtual - 15


EXPOBOR

1616-BORRACHAAtual BORRACHAAtual


Expobor mostra os principais lançamentos do setor de borracha para 2016 A 12ª Feira Internacional de Tecnologia em Borrachas, Termoplásticos e Máquinas, Expobor 2016, traz para o Expo Center Norte, de 28 a 30 de junho, as principais novidades no que se refere à automação, tecnologia de ponta, eficiência energética e redução de custos ao mercado de borracha. Confira alguns dos principais lançamentos:

Maximus Italian: Produção de peças high-tech No estande da Maximus Italian, os visitantes poderão acompanhar a linha de equipamentos importados de última geração para produção de peças técnicas de borracha. Os destaques ficam para a máquina de limpeza de molde a laser, que é exclusiva no Brasil; unidades de medida automáticas; sistema por computador; software para mensurar defeitos; além de equipamentos automáticos de classificação, para moldagem por injeção, de acabamento com nitrogênio líquido e para a póscura com estufa de aço inox rotativa, corte e acabamento.

TecnoTaglio: Mesas de corte inteligentes A TecnoTaglio chega com diversos lançamentos, destaque para a ATOM – TWINS, mesa de corte com ferramentas conectadas a software, diversos modelos de fresas, corte com ultrassom, câmera, impressora para marcações e aplicador de adesivo. Também estarão na feira dois novos modelos ATOM que são capazes de aproveitar ao máximo a matériaprima, máquina de corte automático de bobinas com afiação e lubrificação programáveis, controle automático de ângulo e fixação pneumática, calandra laminadora adesivadora com aquecimento simples ou duplo, guilhotina com corte eletrônico na medida e sistemas a laser e rotativos.

Bush do Brasil: Bombas com eficiência energética Duas bombas a vácuo da Bush do Brasil estarão na Expobor 2016. Em comum, os produtos têm como diferencial o baixo consumo energético. A Bomba MM1252, que integra o time das MINK’s (com lóbulos de garras e compressores) é um equipamento com alta eficiência que, por ser resfriado a ar, elimina o consumo de água. Já a Bomba RA0100 (foto), do grupo das R5 (rotativas com palhetas lubrificadas a óleo), consegue substituir todas as outras bombas de vácuo da recapadora e pode ser usada 24 horas por dia.

Ocean e Bomix firmam parceria A Ocean Indústria Química, também conhecida pela marca Gienex, especializada em produtos anti-tack e desmoldantes para borracha, acaba de oficializar a parceria com a empresa alemã Bomix Chemie GmbH, especializada em desmoldantes para poliuretano (PU). Pertencente ao Grupo Berlac, a Bomix é uma das marcas mais importantes no mundo no setor de PU e agora está presente no Brasil, através da Ocean. Outra novidade da Ocean Química é o equipamento automatizado para a mistura dos antiaderentes, que faz a diluição automática do produto com água e envia a solução – também de forma automática - ao tanque (batch-off). Além do lançamento, a empresa expõe a nova linha de desmoldantes para o mercado de borracha e pneumático, além dos novos produtos antiaderentes (anti-tacks) para borrachas não curadas.

Grupo Team: Vulcanização e viscosidade sob medida Produtos para vulcanização, desenvolvimento e viscosidade da borracha para venda e locação são a aposta do Grupo Team. O Teametro realiza teste de vulcanização na borracha e auxilia no controle de processos e desenvolvimento de produtos com a matéria-prima, tudo com baixo custo de manutenção e calibração. O Dinamometro prima pela tração e tem fácil manuseio e agilidade nos ensaios. Já o Viscosimetro promove o teste de viscosidade na matéria-prima e no composto de borracha com baixo custo de manutenção e calibração.

Barwell: Rebarbadora para redução de custos e horas A Barwell apresenta a Barwell Spin Trim, rebarbadora e separadora de resíduos concebida para ser rápida, eficaz e proporcionar acabamento de alta qualidade em moldes com rebarba tipo “galho”. A máquina consegue aumentar a produção em mais de dez vezes e eliminar os riscos de segurança no processo de corte manual. Possui tamanho compacto e reduz o tempo de trabalho pelo método de classificação e separação automática entre as peças rebarbadas e os resíduos. Quem visitar o estande da marca com amostras de produtos vai poder realizar testes gratuitos. BORRACHAAtual- -17 17 BORRACHAAtual


EXPOBOR Indiana Borrachas: Sílica que vem do arroz Com o objetivo de revolucionar o mercado industrial, a Indiana Borrachas, em parceria com a Sílica Verde do Arroz (SVA), traz a Silcca Nobre SBI®, sílica amorfa da casca do arroz. A substituição parcial na fórmula da borracha pela Silcca Nobre SBI® mostrou avanço na dispersão da borracha e menor impacto e degradação ambiental.

BARBE Group: produtos com custo eficiente O grupo alemão BARBE traz para a Expobor produtos para a realização de processos de fabricação com custo eficiente, voltados às indústrias fabricantes de pneus e de recauchutagem. Entre os itens que estarão expostos destacam-se antiadesivos, antitachas, agentes desmoldantes e lubrificantes. Além disso, a empresa pode fornecer soluções personalizadas.

Expobor recebe o Escritório Comercial da República da Indonésia O Escritório Comercial da República da Indonésia em São Paulo participa da Expobor com o objetivo de avançar o comércio internacional daquele país, fornecendo informações, conselhos e serviços profissionais. Fortalecido no compromisso de representar os exportadores indonésios e ajudar os importadores brasileiros no estabelecimento de relações comerciais com estes fornecedores, o Escritório promoverá na feira produtos do país como: passadeiras, tapetes e pisos de borracha para os setores agrícolas, industriais e domésticos da empresa Supranusa Rubber (www.suprarubber.com); pneus da Forceum (www. eptyres.com); e correias automotivas e industriais da MaxBelt (www.maxbelt.com).

Synthos vem com maior catálogo de produtos Em agosto de 2015, a Synthos, fabricante de matériaprima com sede na Polônia, investia na construção de uma fábrica que produzirá borracha SSBR. Quase um ano depois, a empresa chega à Expobor 2016 com um renovado catálogo de produtos. O portfólio da empresa conta com novos tipos de borrachas de estireno-butadieno produzidos em processo de polimerização aniônica (SSBR), utilizados para a produção de pneus com melhor desempenho, o que contribui também para a economia de combustível e para melhor aderência da superfície, com diminuição das distâncias de travagem. 1818-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

NITRIFLEX: completo portfólio A Nitriflex, produtora de borrachas nitrílicas e elastômeros especiais, mostra na Expobor seu variado portfólio, com borrachas nitrílicas NBR e XNBR, compostos nitrílicos (PVC), resina de alto teor de estireno e látices (nitrílicos, de estireno, butadieno e vinil piridina).

Kuraray traz linha de borrachas líquidas A Kuraray mostra na Expobor a sua linha exclusiva de borrachas líquidas de isoprene, butadieno e estireno/ butadieno. Estes itens da marca têm a função de plastificantes reativos, além de serem covulcanizáveis, reduzirem a migração e aumentarem a vida útil do produto. São apropriados para aplicações em compostos de borrachas para pneus e artigos diversos, adesivos, selantes e coating.

Desma traz máquina com o conceito 4.0 A alemã Desma conseguiu criar o conceito 4.0, símbolo de alta tecnologia e inovação, no maquinário que produz, e mostra isso em seu estande da Expobor. A plataforma funciona como uma fábrica digital do futuro, “transparente e compreensível”, como prefere designar a empresa. O benchmark permite a digitalização e a conexão da indústria e uma produção que prima pela eficiência e lucratividade. Além disso, a companhia também vai levar à feira outras máquinas e sistemas para a produção de artigos técnicos moldados por injeção de borracha e silicone.

Arlanxeo é a nova empresa resultante da joint venture entre Lanxess e Saudi Aramco A Expobor será palco de apresentação de um novo player do segmento de elastômeros, a Arlanxeo. Resultado de joint venture entre Lanxess e a petrolífera árabe Saudi Aramco, a empresa existe oficialmente desde primeiro de abril passado. A composição do nome escolhido é “Ar” de Aramco, “Lanx”, de Lanxess e “Eo”, de Elastômeros. No evento, os visitantes poderão conhecer todo o portfólio da empresa. Segundo Angelo Brasil, diretor-presidente da Arlanxeo, a Lanxess analisou os competidores e o mercado de borracha, de elastômeros, e chegou à conclusão de que era o momento de buscar uma aliança estratégica. “Acabamos escolhendo um parceiro que também tinha interesse nesse negócio, no caso a Aramco. A joint venture nasce através da segregação do negócio de elastômeros (borracha de butadieno, borracha


BORRACHAAtual- -19 19 BORRACHAAtual


EXPOBOR butílica, EPDM, borracha nitrílica) na formação de uma nova empresa, 50% capital da Lanxess e 50% de capital da Saudi Aranco. A Lanxess, que é a produtora número um de elastômeros se junta com a maior produtora de petróleo do mundo que é a Aramco”, afirma o executivo, que completa: “A Lanxess buscará possíveis sinergias pelo fato de estar integrada à matéria-prima, ganhar alguma vantagem competitiva, e do ponto de vista da Saudi Aramco é uma forma dela avançar no processo da cadeia petroquímica”. A Lanxess indicará o CEO para os próximos 3 anos, e escolheu os dois líderes de negócios de elastômeros: Jan Paul De Vries, o CEO mundial, que era responsável pelo HPE, a área de EPDM, nitrílica, e Jorge Nogueira, responsável pela TSR, que era a outra unidade de negócios onde tinha a butílica, butadieno, é o membro do Executive Board. Essas duas unidades de negócios da Lanxess passam para a Arlanxeo. Por sua vez a Saudi Aramco indicou o CPO mundial e o CFO. Nestes três primeiros anos a Lanxess consolidará o resultado da joint venture dentro de seu balanço. Quanto à Expobor, Ângelo Brasil reconhece o evento como o mais importante da América Latina para a empresa. “A nossa expectativa é como oportunidade única para apresentar a nova companhia, a joint venture para o mercado de uma forma mais comercial. Já fizemos contatos com os clientes, mas a Expobor será o primeiro evento para fortalecer esses contatos. Estaremos em um estande compartilhado com a Lanxess, em um ambiente pensado com carinho para não só divulgar a nova empresa como receber nossos parceiros”, diz o executivo. A participação da Arlanxeo na Expobor se dará também por palestras técnicas em diversas áreas, como EPDM e borrachas para pneus. Executivos de fora do Brasil devem estar presentes nos estandes, além de técnicos da empresa.

“As parcerias que estamos reforçando na Expobor enfatizam nossa busca constante por soluções que ofereçam ainda mais alternativas aos nossos clientes, garantindo o sucesso das formulações perante os desafios impostos pelo mercado”, afirma Ricardo Verona, gerente de unidade de negócios de Agro, Borracha e Metanol, da quantiQ. A parceria anunciada no ano passado com a empresa alemã Evonik, uma das líderes mundiais em especialidades químicas e que instalará uma fábrica no Brasil no segundo semestre, reforça o posicionamento da quantiQ em oferecer as melhores e mais inovadoras soluções aos seus clientes. O acordo possibilitou a distribuição de sílicas precipitadas essenciais na produção de compostos de borracha, mercado com ampla demanda no país. Já a parceria com a empresa polonesa Synthos, produtora de borracha sintética e uma das principais fornecedoras de elastômeros para o mercado brasileiro, viabilizou a distribuição das matérias-primas SBR e Synteca (Polibutadieno), essenciais para a produção de diversos tipos de artefatos técnicos e formulações que promovem alto desempenho. Especializada em elastômeros termoplásticos (TPE), a empresa global Elastron entrou para o grupo de representadas da quantiQ para ampliar a linha de materiais termoplásticos oferecidos principalmente aos mercados automotivo, industrial e de consumo. Entre produtos apresentados na feira estão os termoplásticos vulcanizados (TPV), os termoplásticos copolímeros em blocos de estireno (TPS) e os termoplásticos de base olefínica (TPO). Além de preços competitivos, a quantiQ oferece aos clientes treinamento para melhoria continua no processamento dos termoplásticos, orientações para a construção de molde, utilização e aplicação dos materiais. Por fim, a competitividade da linha de Negro de Fumo é reforçada por meio da parceria com a empresa Orion Engineered Carbons, fornecedora mundial da matéria-prima utilizada na produção de praticamente todos os itens da indústria de borracha.

Grupo Amazonas marca presença

Com um portfólio diversificado, a quantiQ reforça na Expobor os benefícios agregados pelas parcerias com Synthos, Orion, Evonik e, mais recentemente, Elastron.

O Grupo Amazonas, pioneiro na produção de componentes sintéticos para calçados e uma das empresas mais importantes no fornecimento de compostos, placas, solados, saltos e adesivos, marcará presença na 12ª Feira Internacional de Tecnologia em Borrachas, Termoplásticos e Máquinas, a EXPOBOR 2016.

O portfólio de produtos da companhia conta, atualmente, com mais de 100 representadas nacionais e internacionais e atende mais de 5 mil clientes. Dentre as opções, a quantiQ reúne matérias-primas para todos os segmentos do mercado de borrachas, como pneumática, artefatos técnicos, solados, recauchutagem, entre outros.

A empresa apresentará as novidades em compostos de borracha durante o evento, que acontece no Expo Center Norte, em São Paulo entre os dias 28 a 30 de junho. As soluções de alta performance da empresa se aplicam a diversos setores industriais, tais como automotivo, calçadista, peças técnicas, pisos, correias transportadoras, agrícola, elétrico e artefatos em geral.

quantiQ apresenta soluções eficientes

2020-BORRACHAAtual BORRACHAAtual


BORRACHAAtual- -21 21 BORRACHAAtual


EXPOBOR Com uma capacidade produtiva que chega a 2.000 toneladas por mês, dentre compostos de borracha acelerados e não acelerados, extrusados e calandrados à base de NR, SBR, NBR, EPDM, BR, CR, poliacrílicos, silicone, fluorelastômeros, compostos granulados, fitas, mantas, compostos brancos e coloridos, a empresa é referência em qualidade e durabilidade de seus produtos e serviços, e está há 69 anos no mercado.

excelente resistência à abrasão e propriedades dinâmicas únicas. Vários grades estão disponíveis, de acordo com uma ampla gama de teor de acrilonitrila (ACN), grau de saturação e faixas de viscosidade Mooney . • Elastômeros Hydrin® (CO/ECO/GECO) apresentam excelente equilíbrio de propriedades para aplicações automotivas, incluindo dutos de ar, manguerias turbo “cold size” e mangueiras de combustível. Os elastômeros Hydrin oferecem um bom custo-benefício para a camada externa das mangueiras e boa adesão à camada interna das mesmas. O homopolímero Hydrin H (CO) tem melhor resistência à permeabilidade a gases e ar . O copolímero (ECO) e o terpolímero(GECO) são estáticodissipativos. Os terpolímeros são fáceis de processar, quer seja na fase de mistura como na extrusão e podem ser formulados para baixíssimas durezas além de serem curados com enxofre ou peróxido. • Nipol NBR®: A linha completa de borrachas nitrílicas da Zeon permite a escolha certa do polímero em função do teor de acrilonitrila adequado a cada aplicação , seja resistência a combustível , óleo e solvente, além de modificação de termoplásticos para as mais diversas aplicações.

Laboratório da Amazonas

Zeon apresenta produtos inovadores A Zeon do Brasil apresentará seus produtos mais recentes e inovadores durante a Expobor 2016. Os participantes terão à sua disposição o Guia de Produtos, o qual foi atualizado com informações detalhadas sobre os novos grades e suas aplicações. Entre eles, se destacam: • HyTemp® AR212XP, um novo grade de HyTemp® borracha poliacrílica especialmente desenhada para mangueira de refrigeração de turbo diesel , turbo gasolina e outras peças automotivas de alta performance. HyTemp AR212XP apresenta melhor desempenho para extrusão enquanto possui a mesma resistência ao calor e a fluídos que as poliacrílicas da Zeon para alta temperatura (HT-ACM). HyTemp AR212XP oferece muitos benefícios, incluindo rápida alimentação da extrusora, melhor acabamento da superfície e alta resistência ao rasgo. HyTemp AR212XP fornece maior performance dinâmica no produto final e permite aos formuladores usar um alto nivel de carga para atingir a dureza desejada e um aumento no alongamento ao mesmo tempo. • Zetpol® HNBR tem sido o polímero perfeito, onde excelentes propriedades físicas combinadas com resistência ao calor, óleos e combustíveis são necessárias. A tecnologia usada nos materiais ZSC – Zeon Super Composite , permite 2222-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

Zeon apresentará dois trabalhos técnicos no 16 o Congresso Brasileiro de Tecnologia da Borracha : • ZSC – A Zinc Dimethacrylate Reinforced HNBR – palestrante: Mark Jones, Químico Senior de Aplicação para Zetpol® HNBR - 29/Junho/2016 – sala 2 - 11:15 -11:40 hs. Haverá tradução simultânea • Recent Advances in ACM Fluid Resistance Technology – palestrante : Sam Harber - Químico Senior de Aplicação & Desenvolvimento para Hytemp®/ Nipol® AR Elastômeros Poliacrílicos – 29/Junho/2016 – sala 2 – 16:05 - 16:30 hs. Haverá tradução simultânea

Produtos da Zeon


tornando o processo de utilização do CHEMLOK® 206 mais seguro, rápido e econômico”, afirma Larissa Quedas, gestora de contas para o mercado automotivo da LORD. Em comparação à versão anterior, o CHEMLOK® 206 apresenta rendimento até 30% superior, conforme as condições de aplicação. Outra vantagem é o fato de ter sido desenvolvido em tom azulado, o que facilita a sua identificação após o uso, por contrastar com o adesivo e o fosfato. “Tratase de um produto bastante versátil, apto a ser usado como um primer associado a uma grande variedade de adesivos de revestimento CHEMLOK®”. A aplicação, observa Larissa, pode ser feita com pincel, rolo, spray ou por imersão.

LORD programa três novos produtos Especialista no desenvolvimento de adesivos e coatings de alta performance, a LORD, subsidiária local da norte-americana LORD Corporation, programou o lançamento de três produtos para a Expobor, principal feira do setor de borracha. O primeiro, denominado CHEMLOK® 206 e indicado à união borracha/metal, é um primer/adesivo com alto teor de sólidos e baixa viscosidade, características que dispensam a diluição por solvente antes da aplicação. “Isso significa que o usuário deixará de manipular um produto inflamável na sua fábrica,

Os visitantes da Expobor também poderão conferir no estande da LORD o novo CHEMLOK® 286 BR, adesivo que entrega excelente poder de colagem na união de borracha natural a substratos metálicos. Suas principais aplicações acontecem no setor de mineração, na forma de revestimentos de tanques e tubos. Assim como o CHEMLOK® 206, é fornecido pronto para o uso, dispensa a manipulação de solventes e caracteriza-se pela facilidade de aplicação. “Sob o ponto de vista econômico, o CHEMLOK® 286 BR é bastante competitivo em termos de custo total da aplicação, mais até do que os similares produzidos

BORRACHAAtual- -23 23 BORRACHAAtual


EXPOBOR internamente pelos usuários finais. É uma solução completa, que combina preço acessível e excelente performance”, comenta Helvio Manke, gerente de vendas para mercado automotivo e industrial da LORD. Por fim, o terceiro lançamento da empresa na Expobor ficará por conta do LOKRELEASE® 900 AB, um revestimento antiaderente que protege e auxilia a limpeza dos dispositivos e cabines de pintura, por facilitar a remoção de primers e adesivos. Roberto Carvalho, gestor de contas para o mercado automotivo da LORD, explica que o LOKRELEASE® 900 AB apresenta menor custo e melhor adequação ambiental do que as tecnologias comumente utilizadas, como teflonização, criogenia ou queima do dispositivo de pintura. “O LOKRELEASE® 900 AB foi desenvolvido com base em uma necessidade compartilhada pela maioria dos fabricantes de peças de metal/borracha: a limpeza de dispositivos e cabines de pintura. No mais, é um produto de fácil aplicação, que pode ser feita via pincel, por exemplo. Sua cura ocorre à temperatura ambiente, o que descarta a necessidade de estufagem. E, após a cura, é compatível com a linha CHEMLOK®, não oferecendo riscos à performance dos primers e adesivos”, afirma Carvalho. Crescimento de 8% no 1º trimestre - O mercado de borracha é vital para a operação da LORD no Brasil, onde representa 70% dos negócios – nos demais países da América do Sul, a participação chega a 80%. “Metade desse resultado vem do setor automotivo, e a parcela restante divide-se entre as aplicações industriais, como mineração, óleo e gás, papel e celulose e alimentícia, entre outras”, descreve Manke. A retração das vendas da LORD para as montadoras tem sido amenizada, em parte, pelo avanço das exportações. “O câmbio favorável torna os contratos de fornecimento assinados lá fora mais atrativos, muito embora isso não signifique uma compensação completa para a intensa queda do mercado brasileiro ao longo dos últimos dois anos”. De toda a forma, o desempenho da LORD no primeiro trimestre foi positivo: a empresa registrou um aumento de 8% nas vendas frente a igual período de 2015, muito por conta das exportações. “Pretendemos fechar o ano com uma evolução total próxima a 10%, tendo como bases os negócios na Argentina e Chile, bem como alguns projetos que estamos trabalhando no Brasil”, completa o gerente de vendas para mercado automotivo e industrial da LORD. Com matriz em Cary (EUA), a LORD Corporation opera desde 1972 uma fábrica em Jundiaí (SP). Fundada em 1924, desenvolve adesivos, coatings, sistemas de controle de vibração e ruído e tecnologias de sensoriamento para os mercados automotivo, aeroespacial e defesa, óleo/gás e industrial. 2424-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

Investimento em capacitação e formação profissional no segmento de borracha Além de acompanhar as principais novidades do setor, quem estiver na 12ª Feira Internacional de Tecnologia em Borrachas, Termoplásticos e Máquinas, de 28 a 30 de junho, no Expo Center Norte, também poderá participar de dois eventos paralelos do segmento de borracha: a 8ª edição do Encontro Nacional da Borracha Natural e o 16º Congresso Brasileiro de Tecnologia da Borracha. Realizado pela Associação Brasileira de Tecnologia de Borracha (ABTB), o 16º Congresso Brasileiro de Tecnologia da Borracha trará perspectivas de futuro para o mercado com a presença de palestrantes nacionais e internacionais. Por outro lado, o evento trará luz sobre estudos em inovação, sustentabilidade e alta eficiência em produção, apresentados por centros de pesquisa. O objetivo é abordar máquinas e equipamentos para processamento de borracha, matérias primas e compostos, testes e análises, simulações, correta utilização dos recursos naturais e TPV, TPE e TPO. Já o 8º Encontro Nacional da Borracha Natural permitirá a reflexão sobre a produção de borracha natural e sua sustentabilidade, abordando temas como o mercado da borracha e suas perspectivas e a comercialização de créditos de carbono da heveicultura no Brasil. Tudo isso com o apoio de institutos de pesquisa e companhias que atuam internacionalmente. Empresas expositoras da Expobor 2016 refletem essa preocupação e levam muito a sério a qualificação. Um bom exemplo é a Rhodia, do grupo Solvay, que escolheu o Brasil para sediar um dos 15 centros de pesquisa e inovação. A cidade escolhida foi Paulínia, no interior de São Paulo, que abriga mais de 100 cientistas, PHDs e pesquisadores dedicados ao desenvolvimento de produtos que prezam pela inovação e sustentabilidade. Pelo mesmo caminho segue a Basile Química. A companhia realiza palestras técnicas com profissionais de renome para aumentar a produtividade e a qualidade dos serviços prestados pelos colaboradores. Com o cenário político e econômico brasileiro instável, a conscientização sobre a formação profissional e a inovação é também uma das formas para diminuir os custos e manter a produção e a competitividade. De acordo com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em 2027 haverá uma quebra de paradigma e a busca por profissionais qualificados será mandatória para as empresas. Mais exemplos poderão ser vistos de perto na 12ª Feira Internacional de Tecnologia em Borrachas, Termoplásticos e Máquinas de 28 a 30 de junho no Expo Center Norte, na zona norte de São Paulo.


BORRACHAAtual- -25 25 BORRACHAAtual


EXPOBOR

EXPOBOR 2016 12ª Feira Internacional de Tecnologia em Borrachas, Termoplásticos e Máquinas Data: 28 a 30 de junho Horário: das 14h às 21h Local: Expo Center Norte Promoção e organização: Francal Feiras Cooperação: ABIARB – Associação Brasileira da Indústria de Artefatos de Borracha Sindibor – Sindicato da Indústria de Artefatos de Borracha no Estado de São Paulo Apoio: ABTB – Associação Brasileira de Tecnologia da Borracha APABOR – Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha e ABTN – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Informações pelo telefone: (11) 2226-3100 Site: www.expobor.com.br Twitter: @ExpoborFeira Facebook: FeiraExpobor Google+: Feira Expobor

12ª Pneushow Produtores paulistas de borracha presentes na Expobor Tradicional vitrine de produtos e geradora de negócios, Expobor conta nos bastidores uma curiosidade: a maioria dos artefatos, matérias-primas e moldes apresentados no evento são feitos com a borracha natural extraída na região do noroeste do estado de São Paulo, que detém mais de 57% da produção nacional. Englobando as cidades de São José do Rio Preto, Araçatuba e Lins, o noroeste paulista tem uma expectativa de produção de 118 mil toneladas de borracha natural em 2016. A produtividade média no Estado, da ordem de 1.8000 quilos por hectare, se equipara à produtividade da Tailândia, maior produtor e exportador da commotidy e supera as da Indonésia e Malásia. Estes três países juntos respondem por mais de 70% da produção mundial. 2626-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

A Tailândia é a líder mundial com mais de 4,47 milhões de toneladas. O Brasil produz 194 mil toneladas, ou seja, 4,3% do volume de produção tailandês. A capacidade nacional de produção de borracha natural, especialmente no interior paulista, se deve ao crescimento da heveicultura a partir da década de 1980. Nessa época, o Brasil importava clones de seringueira desenvolvidos na Malásia, e o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) distribuía mudas em fazendas de Campinas, Pindorama e Ribeirão Preto. Desse modo, as estratégias elevaram a produção nacional e tornaram o noroeste paulista o principal fornecedor de borracha. Importante commodity agrícola, a borracha natural é um produto estratégico para a economia global, ao lado do aço e do petróleo. Em termos mundiais, 75% de toda a produção são consumidos pela indústria de pneus. A matéria-prima também serve à manufatura de artefatos, aviões, tratores agrícolas, pisos industriais, luvas e materiais cirúrgicos.

Setor de Borracha e Plástico tem aumento de produção em 2015 Mesmo com a alta da inflação e dos juros, além da instabilidade econômica e política no Brasil, o setor de borracha e plástico conseguiu aumentar a produtividade em 8,1% em 2015, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Artefatos da Borracha (Abiarb) e do Sindicato das Indústrias de Artefatos de Borracha e da Reforma de Pneus no Estado de São Paulo (Sindibor). Para 2016, mesmo que o cenário não seja muito diferente do sinalizado no ano passado, será possível se distanciar da crise a partir da percepção das chances do mercado. Essa é a opinião de um dos empresários que estará na 12ª Expobor, Feira Internacional de Tecnologia em Borrachas, Termoplásticos e Máquinas, de 28 a 30 de junho, no Expo Center Norte, zona norte da capital paulista. “Devido ao aumento da taxa cambial, muitos itens deixaram de ser importados e voltaram a ser consumidos localmente. Isso já criou uma boa expectativa para este ano”, explica Edgar Ciamarro, gerente comercial e de suprimentos da Ciamarro. A empresa, como sede em Americana, no interior de São Paulo, comercializa tecidos e fitas. O otimismo de Ciamarro também é sustentado pelas oportunidades que serão geradas pela Expobor 2016. “O evento é muito importante porque podemos ter contato com nossos clientes atuais, que vêm de diversos estados do país, em um único local. Além disso, a feira nos proporciona o contato com novos clientes”, afirma ele.


BORRACHAAtual- -27 27 BORRACHAAtual


As mesmas expectativas são partilhadas por Célia Regina Borimecico Alves, coordenadora de marketing da Química Anastácio, empresa paulistana que tem como meta aumentar a participação no mercado de borrachas em 2016. “Por se tratar da maior feira do segmento, esperamos ótimas oportunidades de negócio, prospectar novos clientes e conhecer novos fornecedores, assim como descobrir as novidades que o mercado está trazendo”, observa.

Braskem Labs anuncia projetos selecionados O Braskem Labs, programa de incentivo a negócios voltados à sustentabilidade e à inovação, selecionou 12 projetos para serem capacitados pelo programa. Em sua segunda edição, a iniciativa recebeu 190 inscrições, crescimento de 19,5% em relação ao ano passado. As soluções inovadoras apresentam soluções para os diversos setores da economia e foram escolhidas considerando a inovação da proposta, o modelo de negócio, impacto social, potencial de mercado e perfil empreendedor dos proponentes. As propostas foram criadas para o setor de plástico e química com foco no desenvolvimento de soluções socioambientais e também projetos que possam combater o mosquito Aedes aegypti. Os projetos selecionados são de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Amazonas e Pernambuco. A iniciativa é da Braskem, maior petroquímica das Américas, em parceria com a Endeavor, instituição sem fins lucrativos de fomento ao empreendedorismo. “Neste ano, encontramos projetos com um nível elevado de maturidade e desenvolvimento, o que nos motiva mais ainda a ajudar cada empreendedor a configurar seu modelo de negócio para alcançar voos ainda maiores”, afirma Patrick Teyssonneyre, diretor de Inovação e Tecnologia da Braskem. Durante os próximos quatro meses, os empreendedores receberão capacitação com disponibilização de conteúdo, cursos online, eventos presenciais e mentorias coletivas e individuais para trabalhar em questões como modelo de negócio, finanças e gestão de equipe, de forma a encontrarem a melhor estratégia possível de acesso ao mercado. Os selecionados receberão o acompanhamento de executivos da Braskem e orientação de especialistas da Endeavor. Ao final do programa, os selecionados poderão apresentar seus projetos, durante o Demo Day, para um grupo de empresários, investidores, bancos de investimento e outros players do mercado. BORRACHAAtual- -29 29 BORRACHAAtual


EXPOBOR

2828-BORRACHAAtual BORRACHAAtual


Mercado Exportações de calçados geram US$ 71,6 milhões em maio

O segundo maior exportador é o Ceará. Nos cinco primeiros meses do ano, os cearenses embarcaram 18,45 milhões de pares por US$ 97,76 milhões, resultados inferiores tanto em pares (-2,8%) quanto em valores (-2,1%) em relação ao mesmo período de 2015.

Ainda não foi desta vez que as exportações de calçados decolaram. No mês passado os calçadistas embarcaram 8,36 milhões de pares por US$ 71,65 milhões, registros inferiores tanto em volume (-2,7%) quanto em faturamento (-4,9% ) na relação com igual período do ano passado. Com o resultado, no acumulado dos cinco meses do ano, os calçadistas somam 48,63 milhões de pares exportados por US$ 367,48 milhões, números 1,7% superiores em volume e 4,7% inferiores em receita no comparativo com igual período do ano passado (47,8 milhões e US$ 385,44 milhões).

Exportadores – São Paulo continua na liderança dos estados que exportam. De janeiro a maio, os paulistas embarcaram 4,23 milhões de pares que geraram US$ 45,48 milhões, números 7% superiores em pares e 18,3% inferiores em dólares na relação com o ano passado.

Para o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, a oscilação cambial provocada por questões políticas e econômicas internas tem provocado uma desconfiança generalizada dos mercados e prejudicado a formação de preços para o exterior. “Infelizmente, só poderemos colher os benefícios de um dólar valorizado quando a situação política e econômica brasileira encontrar um rumo. Do ponto de vista da formação de preço, é melhor um dólar menos valorizado do que oscilando da forma que está”, ressalta o dirigente, acrescentando que as incertezas da crise brasileira atrasaram a recuperação dos embarques num ano que tinha tudo para ser promissor. Apesar da queda no resultado geral, Klein comemora a recuperação de mercados importantes para o calçado brasileiro. Nos cinco primeiros meses de 2016, o maior comprador do produto verde-amarelo, os Estados Unidos importaram 5,3 milhões de pares por US$ 80,3 milhões, números superiores tanto em pares (20%) quanto em dólares (17%) na relação com igual período do ano passado. Com recuperação surpreendente desde a posse do presidente Maurício Macri, a Argentina importou 2,8 milhões de pares por US$ 34,5 milhões no período, registros 111% superiores em pares e 61,5% maiores em faturamento em relação ao mesmo ínterim de 2015. A França, no terceiro posto entre os importadores de calçados brasileiros, comprou 4,48 milhões de pares por US$ 22,8 milhões no período, 2% menos em pares e 4,2% menos em dólares na relação com o ano passado. Estados - O maior exportador de calçados do Brasil segue sendo o Rio Grande do Sul. Nos cinco primeiros meses de 2016, os gaúchos embarcaram 10,6 milhões de pares por US$ 156,26 milhões, incrementos de 44,1% em pares e 11% em dólares na comparação com igual período do ano passado. Com isso, os gaúchos responderam por mais de 36% do total gerado com exportações de calçados no período. 3030-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

Importações - Desmotivadas pela valorização do dólar, que deixa o produto importado mais caro no Brasil, as importações de calçados seguem caindo em 2016. Nos cinco meses do ano entraram no País 10,68 milhões de pares por US$ 139,8 milhões, números inferiores tanto em volume (-34,5%) quanto em receita (-39%) na relação com 2015. As principais origens das importações no período foram Vietnã (4,2 milhões de pares por US$ 74,75 milhões, quedas de 35,2% e 37,6% respectivamente); Indonésia (1,66 milhão de pares por US$ 29,5 milhões, quedas de 45% e 47,4%, respectivamente); e China (3,9 milhões de pares por US$ 17,56 milhões, quedas de 7,5% e 30,5%, respectivamente). Componentes - Dados da Assintecal apontam para uma recuperação das exportações do setor de componentes. Entre janeiro e abril foi embarcado o equivalente a US$ 206,3 milhões, 4,4% mais do que no mesmo período de 2015. Para o presidente da Assintecal, Milton Killing, o cenário externo pode ajudar o segmento a equilibrar as perdas no mercado doméstico desaquecido. “Diante de um mercado interno que busca estabilidade, a exportação pode ser um caminho favorável. Mas para que ela ocorra com sucesso é preciso conhecer, pesquisar e saber sobre as características, logísticas e os trâmites para cada destino”, ressalta. Segundo o dirigente, o evento tem a função de trazer informações e auxiliar as empresas que buscam o mercado externo em seu plano de negócios.

Produção de Motos retrai 21,7% em abril Em comparação com o mesmo mês de 2015, a média diária de vendas de motos registrou queda de 26,3%, ficando abaixo das 4.000 unidades. Foram produzidas 63.036 motocicletas em abril passado, ante 80.530 unidades em março, correspondendo a uma retração de 21,7%. Em comparação com abril de 2015, quando a produção havia totalizado 99.051, a queda ficou em 36,4%. No quadrimestre, o recuo foi de 36,4%, passando de 453.958 motocicletas, em 2015, para 288.499, em 2016. O levantamento foi divulgado pela ABRACICLO, Associação Brasileira dos Fabricantes de


BORRACHAAtual- -31 31 BORRACHAAtual


Mercado Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares. As vendas no atacado – para as concessionárias – alcançaram 72.197 unidades em abril, significando queda de 13,6% em relação ao mês anterior e de 29,2% sobre abril de 2015, com 101.999 unidades. De janeiro a abril, foram comercializadas 286.107 motos, o que corresponde a uma baixa de 35,1%. “Assim como todos os setores, a indústria de duas rodas analisa com cautela os desdobramentos macroeconômicos. De qualquer forma, levamos em conta que, tradicionalmente, no segundo semestre o mercado costuma apresentar desempenho melhor, com resultados mais positivos”, afirma Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo. As exportações totalizaram 4.122 unidades em abril, frente a 4.721 motocicletas no mês anterior, o que representa a um recuo de 12,7%. Em comparação ao mesmo mês de 2015, houve uma elevação de 49,3%. Nos primeiros quatro meses do ano, foram comercializadas 17.871 unidades, alta de 96,1% em relação ao mesmo período de 2015. Emplacamentos - No varejo, foram vendidas 79.671 motocicletas, o que representa um recuo de 8,4% ante o volume de março, com 108.167 unidades, e de 26,3% em relação a abril de 2015 (108.167). No acumulado do ano, a queda foi de 26,6%, com 319.594 motocicletas licenciadas, contra 435.127 unidades, em 2015. Com o mesmo número de dias úteis de abril do ano passado (20 dias), a média diária de vendas apresentou queda de 26,3%, passando de 5.408 para 3.984 motocicletas.

Anfavea refaz previsões para 2016 A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, divulgou dia 6 de junho as suas novas projeções para o licenciamento, produção e exportação de autoveículos e máquinas agrícolas e rodoviárias este ano. A expectativa para o mercado de autoveículos, que engloba automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, é de encerrar o ano com 2,08 milhões de unidades vendidas, o que significa baixa de 19%. A produção deve alcançar a marca de 2,30 milhões de unidades, retração de 5,5%. E a exportação apresentará crescimento de 21,5% com 507 mil unidades este ano. Para o presidente da Anfavea, Antonio Megale, “as novas previsões consideram as dificuldades do cenário econômico neste começo de ano, que afetaram negativamente as vendas de veículos leves, mas principalmente de bens de capital, como os segmentos de pesados e de máquinas agrícolas e rodoviárias. No entanto, a sazonalidade do segundo semestre e a expectativa de recuperação gradual do PIB levaram a entidade a considerar uma queda anual menor do que a 3232-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

acumulada até maio. No caso das exportações, a busca por novos mercados aliada ao câmbio favorável puxaram os números para cima”. No segmento de máquinas agrícolas e rodoviárias a entidade espera que as vendas cheguem a 38 mil unidades, o que representa baixa de 15,5%. A estimativa para produção é de queda de 16,4%, com 46,2 mil unidades no final do ano. E para as exportações é esperado um cenário de retração de 18,6%, com 8,2 mil unidades. Balanço mensal O licenciamento de autoveículos registrou alta de 2,8% em maio: foram 167,5 mil unidades no último mês e 162,9 mil em abril. No comparativo com o mesmo período do ano passado, quando 212,7 mil unidades foram vendidas, a baixa é de 21,3%. Até o quinto mês do ano foram negociadas 811,7 mil unidades, o que representa diminuição de 26,6% frente as 1,11 milhão do ano passado. O presidente da Anfavea, Antonio Megale, ressalta que “o nível de confiança do consumidor e do investidor ainda está abalado devido à conjuntura econômica e política que o País enfrenta. Há certa expectativa quanto às mudanças estruturais e isso ainda está postergando novas compras”. A produção ficou maior em 3,2%, com 175,3 mil unidades em maio e 169,8 mil em abril. Na análise contra maio de 2015, a retração foi de 18%, com 213,8 mil unidades naquele mês. O setor automotivo produziu no acumulado deste ano 834,1 mil unidades, o que mostra contração de 24,3% no comparativo com as 1,10 milhão de unidades do ano anterior. A indústria exportou em maio 46,9 mil unidades, crescimento de 23,9% sobre as 37,9 mil de abril, e de 15% contra mesmo mês do ano passado, com 40,8 mil. No acumulado, o resultado ficou maior em 21,8% - 183,3 mil unidades este ano e 150,5 mil em 2015. Caminhões e ônibus O licenciamento de caminhões fechou maio com 4,1 mil unidades vendidas, decréscimo de 3% ante as 4,2 mil unidades de abril. Na análise contra maio do ano passado, com 6 mil unidades, o balanço ficou 32,2% abaixo. No acumulado o recuo é de 31,2%: foram 21,4 mil unidades em 2016 e 31,1 mil no ano passado. A produção no quinto mês aumentou 2,6% com relação a abril - 5,3 mil unidades contra 5,2 mil - mas caiu 13,6% frente a maio do ano passado, quando foram produzidos 6,2 mil caminhões. O total de unidades fabricadas no acumulado está 29,2% inferior se comparado com o mesmo período de 2015, com 25,7 mil unidades este ano e 36,3 mil no ano passado. O resultado da exportação de caminhões apresentou crescimento de 9,4% ao se comparar as 1,9 mil unidades em maio com as 1,7 mil em abril. No comparativo com o mesmo


BORRACHAAtual- -33 33 BORRACHAAtual


Mercado período do ano passado, que registrou 2,2 mil unidades, a queda é de 13,8%. Até o quinto mês do ano a indústria negociou com outros países 7,7 mil unidades, o que representa diminuição de 6,7% ante o ano passado com 8,2 mil. Já as vendas de ônibus ficaram acima em 16,3%, ao comparar as 1,1 mil unidades de maio com as 916 unidades de abril, porém apresentou recuo de 26,3% ante as 1,4 unidades comercializadas em maio do ano passado. O resultado do ano, com 4,7 mil unidades, diminuiu 42,8% frente as 8,2 mil unidades do ano passado. Os fabricantes de chassis para ônibus produziram 1,5 mil unidades em maio, o que significa contração de 5,9% sobre as 1,6 mil em abril. Na análise contra o quinto mês do ano passado, quando 2,3 mil unidades saíram das linhas de montagem, a queda é de 35,7%. No acumulado do ano foram fabricados 7,4 mil produtos, retração de 38,5% contra as 12,1 mil unidades de igual período de 2015. As exportações de ônibus até maio deste ano estão maiores em 11,1%, com 2,9 mil unidades em 2016 e 2,6 mil em 2015.

Caem vendas e demanda por produtos químicos no 1º quadrimestre de 2016 De acordo com números preliminares da Associação Brasileira da Indústria Química - Abiquim, os volumes de vendas internas e de demanda nacional registraram queda no acumulado do 1º quadrimestre de 2016, agravando o ritmo negativo percebido pelo segmento de produtos químicos de uso industrial. Em relação ao índice de vendas internas, houve declínio de 5,67% na comparação com os primeiros quatro meses de 2015. Em termos de consumo aparente nacional (CAN), houve retração de 1,5% na procura por produtos químicos no primeiro quadrimestre de 2016, também sobre iguais meses do ano anterior, lembrando que a base de comparação do início do ano passado já apresentava recuos sobre a de 2014. Com relação às exportações, houve expressivo crescimento de 44,8% sobre igual período de 2015. O principal motivo é que a cotação do real sobre dólar vem estimulando as empresas a buscarem alternativas para elevar os volumes exportados, apesar das flutuações do período mais recente, atuando como uma importante saída para as plantas instaladas no País. Com esses resultados, o índice de produção teve elevação de 2,02% no período, sobre janeiro a abril do ano passado. As importações, que vinham apresentando sucessivas quedas, também tiveram expansão em abril, puxadas, especialmente, pelos produtos intermediários para fertilizantes. Com isso, as compras no mercado externo cresceram 6,5% neste ano, sobre os primeiros quatro meses do ano passado (porém, caso 3434-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

sejam excluídos os produtos intermediários para fertilizantes, as importações apresentam recuo de 16,82%). Em termos históricos, os patamares médios de volumes dos quatro primeiros meses deste ano expressam um dos piores períodos dos últimos 10 anos. Na média dos primeiros quatro meses do ano, a taxa de ocupação das instalações foi de 78%, um ponto abaixo da de igual período de 2015. No que diz respeito ao índice de preços, houve deflação de 4,75% no acumulado do 1º quadrimestre do ano, acompanhando, principalmente, os movimentos do mercado internacional, especialmente dos produtos derivados do petróleo. Aqui, mais uma vez, vale lembrar que a química brasileira não é formadora de preços, especialmente em razão de a concentração maior da fabricação se dar em produtos considerados commodities. Na comparação dos últimos 12 meses, de maio de 2015 a abril de 2016, também houve desempenho negativo nos índices que medem a demanda no mercado local, com os seguintes resultados: vendas internas -6,72% e consumo aparente nacional (CAN) -7,0%. A utilização média da capacidade instalada ficou em 78% nos últimos 12 meses, dois pontos abaixo da taxa que havia sido registrada nos 12 meses anteriores. Esse ritmo de operação representa uma ociosidade considerada alta para os padrões da indústria química mundial. O ideal seria que essas plantas estivessem operando entre 87-90%. Esse resultado tem sido objeto de observação e também de preocupação, pois será fator decisivo na atração, ou não, de investimentos. Na avaliação da diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, a retração da demanda dos últimos dois anos está associada à forte contração da atividade econômica nacional, que sofreu consequências negativas do cenário político adverso do período. “Diversos clientes de importantes cadeias, como construção civil, óleo/ gás, linha branca, embalagens e indústria automobilística, dentre outras, reduziram expressivamente suas operações, com impacto na química, que é fornecedora de praticamente todos os setores industriais. É extremamente preocupante a manutenção do quadro atual de atividade interna, que pode levar ao fechamento de empresas, com consequente elevação do desemprego”, alerta Fátima Giovanna. A recuperação da credibilidade e da confiança do empresariado local e também do estrangeiro são fatores essenciais para que o Brasil volte a ser visto como um local de oportunidades de investimentos e de novos desenvolvimentos. Apesar do momento difícil, não se pode deixar de pensar no longo prazo e tentar manter o foco em questões mais estruturais, que realmente devolvam competitividade ao País. É preciso que se pense na construção da ponte necessária para atravessar esse período de dificuldades, tendo em vista que o futuro apresenta um horizonte muito mais promissor. A química está e estará preparada para fazer parte desse futuro, apresentando as soluções que o País irá necessitar


BORRACHAAtual- -35 35 BORRACHAAtual


Mercado para melhorar o nível de vida da população, como o acesso a soluções e produtos cada vez mais sustentáveis, além da agregação de valor à vasta riqueza de recursos naturais de que o País dispõe, melhorando a pauta brasileira de exportações e de empregos de mais capacitação.

Mercado de veículos importados tem queda de 5,6% em maio As dezoito marcas filiadas à Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores comercializaram em maio 2.696 unidades importadas, queda de 5,6% em relação ao mês anterior, quando foram emplacadas 2.856 unidades. Ante o mês de maio de 2015, o desempenho negativo é de 44,2%. Foram 2.696 unidades contra 4.828 veículos. No acumulado, cuja totalização chegou a 15.412 unidades emplacadas, a queda significou 44,5% em relação aos 27.772 veículos emplacados no primeiros cinco meses de 2015. “Reconhecemos que o mercado interno de veículos automotores está temporariamente em baixa, mas no caso dos veículos importados mais em razão do fato de que é impossível vender carros fora da cota estabelecida com 30 pontos percentuais a mais no IPI, aliado ao dólar na casa de R$ 3,60”, esclarece José Luiz Gandini, presidente da Abeifa. “A diretoria da Abeifa espera que o Governo Federal reveja os 30 pontos percentuais, medida criada pela administração anterior sem qualquer critério e que contraria inclusive e frontalmente as normas da Organização Mundial do Comércio. Por isso, o nosso pleito de isonomia de tratamento ao nosso setor. Precisamos que medidas urgentes sejam tomadas para evitar a insustentabilidade dos negócios das importadoras e de suas redes de concessionárias”, enfatiza o presidente da Abeifa. “Volto a insistir que o setor de importados não pode esperar até dezembro de 2017 o fim dos 30 pontos percentuais do IPI”. Em recente estudo, a entidade mostrou que o quadro do setor de veículos importados é desolador: em 2011, ano em que foram instituídos os 30 pontos percentuais no IPI, as associadas à Abeifa responderam por 199 mil unidades comercializadas, com rede de 848 concessionárias autorizadas, 35 mil empregos diretos e recolhimento de impostos da ordem de R$ 6,5 bilhões; hoje as dezoito associadas respondem por 450 concessionárias (incluindo as que têm fábricas no País), 13,5 mil empregos diretos (incluindo fábricas) e têm previsão de recolhimento de impostos na casa de R$ 2,1 bilhões.

3636-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

No capítulo que contempla a produção local, as associadas BMW, Chery, Mini e Suzuki fecharam o mês de maio com 1.231 unidades emplacadas, total que representou alta de 46,4% em relação ao mês anterior, mas queda de 65,7% se comparado com maio de 2015, quando foram emplacadas 3.594 unidades nacionais. Enquanto, no acumulado, as quatro associadas à Abeifa totalizaram 3.937 unidades emplacadas, queda de 47,8% ante as 7.548 unidades dos primeiros cinco meses do ano passado. Com os totais somados – importados e produção nacional -, a participação das filiadas à Abeifa no mercado interno é de 2,42% no mês de maio e de 2,47% nos primeiros 5 meses do ano.

Cooper Standard investe R$10 milhões na produção de Itens de vedação A Cooper Standard, uma das maiores empresas do mundo em sistemas de vedação, anti-vibração, componentes para transferência de freio e combustível para a indústria automotiva, anuncia novos investimentos. Após destinar R$ 20 milhões de reais na instalação da linha de sistemas antivibração (AVS), focada na produção de coxins na unidade de Atibaia, SP, agora é a vez da linha de extrusão da unidade de Varginha, MG, que recebe o valor de R$10 milhões. A ideia é modernizar os processos de fabricação dos sistemas de vedação, que incluem guarnições de porta e porta malas de veículos. Para o diretor geral da Cooper Standard para a América do Sul, Jürgen Kneissler, o principal motivo do aporte é a melhoria contínua de seus processos de produção, o que deve ajudar não só a otimizar a operação, como também auxiliar na manutenção de um ambiente de trabalho mais agradável aos colaboradores, por conta da redução do calor proveniente do uso dos fornos atuais: “Estamos em busca da atualização das nossas tecnologias como forma de nos manter sempre aptos a oferecer soluções a altura de nossos clientes, com maquinário de primeira linha e uma estratégia logística cada vez mais eficiente”, explica o executivo. Os upgrades nos fornos e a modernização da linha têm início no segundo semestre desse ano, com finalização prevista para o começo de 2017. Atualmente, a divisão de sistemas de vedação de Varginha, MG, produz mensalmente quase dois milhões de peças. Já anualmente, o número chega a aproximadamente 21 milhões.


BORRACHAAtual- -37 37 BORRACHAAtual


Pneus Recapagem dobra a vida útil do pneu com economia de matéria-prima Entre as metas da 12ª Feira Internacional da Indústria de Pneus (PneuShow 2016), está o fortalecimento do compromisso de incentivar a sustentabilidade ao abrir espaço para as empresas de recapagem, que realizam a reposição e vulcanização da banda de rodagem. A técnica de recapagem consegue dobrar a durabilidade do pneu e representa uma economia de 80% em matéria-prima em comparação aos pneus novos. Os números são reforçados com o advento da tecnologia e a informatização das etapas, empregando uma força de trabalho de cerca de 160 mil pessoas em todo o país. Por outro lado, o método também é benéfico ao meio ambiente. Com a vida útil do pneu alongada, o consumo de petróleo é reduzido em até 80% e toneladas de borracha deixam de ser descartadas na natureza, minimizando os impactos ambientais como a poluição do solo, dos rios e de outros recursos naturais. Segundo informações da Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneus (ABR), publicadas na edição 63 da revista Pnews, hoje o Brasil ocupa a vice-liderança no ranking mundial de reforma de pneus – processo que inclui a recapagem – ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Enquanto o país consegue dar uma segunda chance a 15 milhões de pneus para continuar rodando pelas estradas, o líder alcança um volume de 18 milhões de unidades. Em uma nação onde mais de 65% da movimentação das cargas é feita por rodovias, esses números ganham importância e sustentam o diálogo de que a produção industrial precisa caminhar de mãos dadas com a sustentabilidade, utilizando a tecnologia como uma grande aliada.

Tipler oferece curso à distância A Tipler, por meio do CTT (Centro de Treinamento Tipler), está disponibilizando mais um curso em ambiente digital. Tratase do curso “Especialista em Teste Termopar”, treinamento que até então era ministrado apenas presencialmente. Agora, o curso passa a integrar o portfólio do CTT Online, a primeira plataforma de ensino a distância do segmento de reforma de pneus do Brasil. O novo treinamento junta-se aos outros cinco já oferecidos pela área de Suporte Técnico da Tipler, ministrados a transportadores e colaboradores da Rede de Concessionários 3838-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

em ambiente digital. O treinamento é voltado à área produtiva dos Concessionários da Rede Tipler e mostra de que forma é montado, acompanhado e interpretado um teste termopar, com imagens e exemplos das etapas. Os interessados em realizar o treinamento devem entrar em contato com os Concessionários da Rede Tipler ou solicitar matrícula diretamente à área de Suporte Técnico da Tipler, através do site www.tipler.com.br.

BigTires estreia no segmento de carros de passeio A BigTires, pioneira no comércio eletrônico (E-Commerce) de pneus pesados para os segmentos agrícola e industrial OTR, avança com sua estratégia de seguir ampliando as vendas de pneus também para o público urbano, e anuncia a incorporação ao seu portfólio da linha de pneus para os segmentos de veículos de Passeio, Ultra Alta Performance (UHP), Utilitários SUV e Carga Leve. O grupo, que há 25 anos atua no segmento de importação de pneus, e que recentemente iniciou na venda de pneus e câmaras de ar para o segmento de motocicletas, quadriciclos e bicicletas, tem como meta crescer ainda mais em participação dentro do mercado doméstico, a partir do crescimento no número de parcerias e oferta de marcas variadas, ofertando centenas de modelos e medidas de pneus, para nichos de consumo diversos. O resultado disso tudo é um faturamento que cresce em média 10% ao mês no biênio 2015/2016, via página oficial da BigTires na internet, que recebe uma média de 30 mil acessos por mês. Eloisa Faria Mesquita, diretora de operações comerciais da BigTires, destaca que além dos parceiros nacionais, a empresa conta atualmente com uma equipe de importação altamente qualificada e preparada para a importação de medidas especiais. “Estamos sempre abertos a novas parcerias e novos negócios. A decisão por ampliar a oferta para acessar também o mercado de reposição de pneus para carros de passeio, utilitários, pneus de alta performance e caminhonetes surge na verdade como a necessidade que a empresa tem de


BORRACHAAtual- -39 39 BORRACHAAtual


Pneus continuar crescendo com seu faturamento, mesmo em meio à maior crise financeira da nossa história recente”, declara. A BigTires conta atualmente com uma ampla rede de parceiros que reúne 45 representantes em diversos Estados do Brasil –equipes comerciais fixas na matriz e filiais nos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Pará e Minas Gerais – estrutura essa incorpora ao sistema de vendas online que inclui canais para atendimento pelo WhatsApp, Skype, Chat on-line, e- mail e 0800 para comodidade do cliente em não ter custos com a ligação. Parcerias - Com os acordos firmados no início de 2016, a BigTires se tornou revendedora autorizada das principais fabricantes de pneus nacionais e importados, que reúne 14 marcas estrangeiras e outras 12 fabricantes que já contam com produção nacional. Os dois mais novos capítulos dessa trajetória de ascensão acabam de ser escritos com acordos firmados com a fabricante de pneus chinesa Westlake e com a Titan Pneus do Brasil, marcas globais com atuação nos mercados dos EUA, Europa, Ásia América Latina e África. De acordo com a coordenadora de marketing da BigTires, Nidia Guimarães, os clientes da empresa têm perfil diversificado, e os principais segmentos de atuação são as construtoras, mineradoras, usinas, locadoras de máquinas. “Sempre estamos nos atualizando para oferecer a melhor experiência de compra em questão de acessibilidade, agilidade, preço, entrega e atendimento aos nossos clientes”, finaliza.

Bridgestone - nome do fabricante B250 - denominação comercial do produto (modelo) Ecopia - identificação de versão com baixa resistência ao rolamento 165 - largura nominal da seção do pneu em milímetros 70 - altura da seção do pneu (70% da medida da largura nominal da seção do pneu) R - tipo de construção “Radial” 13 - diâmetro do aro em polegadas 79 - índice de capacidade de carga (437 kg) T - símbolo de velocidade máxima (190 km/h)

Além destas indicações, existe um número de série composto de 11 dígitos em seguida à palavra “DOT” em uma das paredes laterais (que identifica o “Department of Transportation” dos EUA e que instituiu este tipo de marcação). Os quatro últimos dígitos deste número identificam a data de fabricação do pneu: 1316 - data de fabricação (Ex.: 13ª semana de 2016). Parceria com BMW - A Bridgestone estende sua parceria de longa data com o BMW Group ao anunciar os novos contratos de fornecimento de equipamento original para a fabricante alemã de carros premium. Os modelos BMW Série 7 e BMW X1 sairão da fábrica equipados com pneus Bridgestone: Potenza S001 e Blizzak LM001 para a nova BMW Série 7 e Bridgestone Turanza T001 e Blizzak LM001 para a nova BMW X1.

Bridgestone ajuda consumidor a conhecer pneus Você sabia que é possível descobrir o tamanho, capacidade de carga e velocidade, modelo, origem, certificações de qualidade e data de fabricação na lateral do pneu? Todos os pneumáticos possuem estas informações em suas paredes laterais. Estes dados funcionam como o “DNA” do pneu e são de extrema importância para a segurança do motorista, além de úteis na troca dos pneus. “Os pneus são o principal elo entre o veículo e o solo”, comenta José Carlos Quadrelli, gerente geral de Engenharia de Vendas da Bridgestone. “Eles exercem influência direta em todo o comportamento dinâmico de um carro. Por toda esta importância, as montadoras realizam testes rígidos para escolherem os modelos mais indicados de pneus para cada tipo de veículo. Todas as especificações do produto escolhido podem ser encontradas no manual do proprietário”, diz. Para entender melhor as nomenclaturas, tome-se como exemplo o pneu Bridgestone B250 Ecopia 165/70R13 79T. O significado dos números e siglas são: 4040-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

Estes novos contratos de equipamentos originais são resultados da colaboração de longa data entre Bridgestone e BMW, tanto dentro quanto fora das pistas. Nos últimos 20 anos, esta parceria tem crescido para incluir uma longa lista de fornecimento de fábrica, colaboração exclusiva com o programa Experiência BMW Driving e desenvolvimentos tecnológicos em conjunto, incluindo a Run-Flat Tecnologia (RFT). Mais recentemente a Bridgestone foi escolhida como fornecedora exclusiva de pneus para os veículos BMW i, fornecendo o pneu Ecopia EP500 com tecnologia ologic (que ajuda na redução das emissões de CO2) para o veículo urbano BMW i3 totalmente elétrico e pneus esportivos Potenza S001 UHP para o modelo híbrido BMW i8.


Bandas Vipal ajudam transportadora a economizar combustível Através de testes de desempenho a Vipal Borrachas tem obtido o melhor reconhecimento para uma empresa, que é dos clientes. Foi o que ocorreu no dia 31 de março, quando a Jule Transportadora, de Porto Ferreira, SP, realizou testes com as bandas VRT2 ECO e VLW ECO. Os dois produtos foram experimentados juntos: a primeira, no caminhão, e a segunda, na carreta. Com isso, a transportadora obteve uma economia de 4,6% no consumo de combustível. O teste ocorreu nas ruas de Porto Ferreira e contou com a presença do gestor de frotas da Jule, Arlindo Leal Júnior, do proprietário da Renovadora Rosim, Hernandes Rosim, e ainda com o acompanhamento do Consultor de Negócios da Vipal, Vagner Alex Quadri. De início, a equipe da transportadora já se mostrou muito satisfeita. Para o motorista, o veículo apresentou uma grande diferença quanto à dirigibilidade, rodando mais livre e com maior aderência ao asfalto.

Para o gestor de frotas, o resultado de economia de combustível foi vital. “Estamos muito satisfeitos com o que alcançamos inicialmente, com esta redução de 4,6% no consumo de diesel. Além disso, a assistência que toda a equipe da Vipal nos presta é nota mil”, destaca. Após o retorno deste caminhão de viagem, a empresa irá averiguar os resultados quanto ao desgaste, que já se mostraram positivos de saída. “Para nós da Vipal é muito importante quando os clientes testam e aprovam os produtos, pois eles visualizam os benefícios que nossos produtos podem oferecer na prática para suas frotas”, ressalta Quadri. A banda VRT2 ECO é dedicada ao transporte de carga e passageiros em pisos pavimentados. Já a VLW ECO é ideal para pneus radiais em eixos livres. Possui ombros arredondados e abas para reduzir os efeitos do arraste lateral, preservando a integridade da carcaça. Os dois produtos estão disponíveis na linha ECO. Lançada em 2009, a avançada tecnologia das bandas Vipal ECO é produzida com compostos especiais e desenhos exclusivos, que graças à baixa resistência ao rolamento garantem uma economia de até 10% no consumo de combustível.

BORRACHAAtual- -41 41 BORRACHAAtual


Pneus em sua pista Contidrom, em Hanover, na Alemanha, onde a companhia possui um dos oito únicos laboratórios em todo o mundo considerados referência para a realização de testes de resistência ao rolamento. Já os testes de aderência em piso molhado serão conduzidos no AIBA (Automated Indoor Breaking Analyzer), um espaço inovador para a realização de testes automatizadosa indoor de pneus carros de passeio, vans e veículos 4x4.

Continental lança portal sobre Programa Brasileiro de Etiquetagem Em outubro entrará em vigor o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) para o setor de pneus. A partir desta data, todos os pneus produzidos aqui ou importados para o mercado brasileiro deverão receber uma etiqueta do INMETRO atestando a sua eficiência em três critérios: resistência ao rolamento, aderência em piso molhado e emissão de ruídos. Para auxiliar os consumidores e seus parceiros comerciais a compreenderem melhor a proposta e os ganhos proporcionados pelo PBE, a Continental Pneus está lançando um portal educativo reunindo as principais informações do Programa incluindo sua abrangência, os critérios de eficiência analisados, de que forma os testes são realizados e quais os seus benefícios. “O PBE tornará mais fácil para o consumidor final comparar diferentes produtos e sua performance, pois ele terá acesso a informações padronizadas para apoiar a sua decisão de compra por um pneu desta ou daquela marca. O programa traz ainda impactos positivos no mercado como um todo ao incentivar a busca por uma maior eficiência energética e um maior nível de segurança e conforto. São três a cinco níveis de classificação, dependendo do quesito e um pneu bem ranqueado pode economizar até 7,5% em combustível, oferecer mais segurança com uma frenagem até 30% mais eficiente e apresentar um nível de ruído 75% menor”, avalia Eduardo Roveri, gerente de certificação da Continental Pneus Mercosul. Com 146 anos de tradição e expressivos investimentos realizados anualmente em pesquisa e desenvolvimento, a Continental Pneus está preparada para atender a todas as demandas do PBE e conduzirá os testes exigidos pelo INMETRO 4242-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

A etiqueta deverá ser aplicada em todos os pneus de construção radial comercializados no país para automóveis, picapes, utilitários esportivos, vans e caminhonetas, bem como nos de construção radial para caminhões e ônibus para os serviços Regional, Rodoviário, Urbano e Misto. Na íntegra da portaria estão determinadas as exceções. Segundo Roveri, o programa de etiquetagem servirá ainda para estabelecer um nível mínimo de desempenho para pneus vendidos no mercado Brasileiro, uma vez que os produtos que não atingirem critérios mínimos não poderão ser comercializados no país. “A etiqueta será um ótimo indicador em relação a três características particulares envolvendo a performance de um pneu – a resistência ao rolamento, a aderência em piso molhado e o nível de ruído externo - mas é muito importante lembrar que o projeto de um pneu leva em conta muitos outras características de desempenho muito relevantes para o consumidor, tais como robustez, aderência, quilometragem e recapabilidade”, que podem ser tão importantes quanto as três listadas na etiqueta, dependendo do perfil de cada consumidor, complementa. O Brasil será o quarto mercado mundial a ter um programa de etiquetagem de pneus. O Japão, em 2010, foi o primeiro país a adotar um programa com essas características, embora de forma facultativa, sendo seguido, no final de 2012, pela União Europeia e pela Coréia do Sul. Uma diferença fundamental entre o modelo europeu e o adotado pelo Brasil é que na Europa a etiqueta atua apenas como uma indicação de orientação ao consumidor, havendo apenas a exigência que se supere um valor mínimo para cada performance, ao passo que o modelo brasileiro determina, além índices mínimos de desempenho, também penalidades severas para o não atendimento da performance declarada. Os pneus produzidos ou importados até outubro de 2016 têm até abril de 2017 para serem enviados aos revendedores. O mercado, por sua vez, tem até abril de 2018 para comercializar os produtos sem etiqueta. O portal educativo da Continental Pneus sobre o PBE está disponível no endereço www.etiquetapneu.com.br


BORRACHAAtual- -43 43 BORRACHAAtual


Agrishow 2016 Setor agrícola mostra força, apesar da crise Autoridades e representantes do setor agrícola mostraram otimismo com o momento do agribusiness, na inauguração da Agrishow 2016 - 23ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação – ocorrida no dia 25/4, em Ribeirão Preto/SP. Durante a solenidade de abertura do evento, o governador e São Paulo, Geraldo Alckmin comentou sobre as perspectivas do setor agrícola no Estado. “A 23ª Agrishow é um exemplo de sucesso, pois há 23 anos era pequena e hoje é considerada a maior feira de tecnologia agrícola da América Latina e a terceira maior do mundo com mais de 160 mil visitantes e cerca de 800 marcas para os pequenos, médios e grandes agricultores, que são quem está segurando a economia. Estamos passando pela maior recessão dos últimos 80 anos. É uma coisa já mais vista, e é o agronegócio que está conseguindo segurar o emprego. O agronegócio é um setor campeão, em termos de competitividade. Temos que somarmos os esforços para o Brasil possa realizar o seu grande destino”, afirmou. Para o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, a agricultura e a pecuária contribuem para gerar um setor mais dinâmico de empregos, na economia do Brasil. “Nesses dias difíceis, são esses setores quem respondem e carregam nas costas o Brasil e fazem com que o agronegócio seja o único segmento, além do aeroviário com superávit. São eles responsáveis por uma democratização na mesa com a redução do preço da cesta básica e dos alimentos a uma escala que tornou acessível o grão e a proteína na mesa dos pobres”, afirma. “Apesar do cenário atual, o mais difícil foi feito lá traz com os primeiros passos na plantação das sementes e na criação do gado. Foi complicado iniciar uma indústria de máquinas. Esses foram os períodos mais difíceis. As dificuldades de hoje, podemos superar, com o mesmo espirito, consciência e persistência”, finaliza. Os organizadores e promotores da Agrishow 2016 demonstraram certo otimismo em relação às perspectivas de negócios durante a edição deste ano, em função da manutenção das condições gerais de financiamento e também da consolidação do agronegócio como principal sustentáculo da estabilidade econômica do País. “O expressivo ganho de produtividade conseguido ao longo dos anos pela agricultura brasileira tem permitido gerar emprego e prover alimentos para os 204 milhões de brasileiros, além de garantir as exportações”, afirmou o presidente da Agrishow, Fábio Meirelles, durante a entrevista coletiva de abertura da feira. Na mesma linha otimista, o presidente da Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Carlos Pastoriza afirmou que o Plano Safra 2016/17 está “tecnicamente” bem encaminhado. “Só falta a chancela do governo”, ponderou. Também o vice-presidente da Abag – Associação Brasileira do Agronegócio, Francisco 4444-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

Matturro, disse estar tranquilo em relação aos recursos do atual Plano Safra. “Não há nenhum problema em relação a financiamentos. Temos recursos em todas as linhas voltadas para o agronegócio. O mais importante é que todos os recursos estão com taxas na faixa de 7,5% que é bastante competitivo, quando comparada com as do restante do mercado. Agora é a hora de comprar. Essa Agrishow pode ser uma feira de grande sucesso por causa das linhas de acesso a crédito”, afirmou Matturro, salientando que não se prevê nenhum tipo de problema para o Plano Safra 2016/17, independente de eventuais alterações no governo. Nesse sentido, o presidente da Sociedade Rural Brasileira, Gustavo Junqueira, é outra liderança que não acredita em alterações significativas para a agricultura em função da conjuntura política. “A Agrishow tem mostrado ao longo das suas edições que o agronegócio hoje no Brasil é maior do que os governos. Trata-se de uma atividade econômica, atrelado a um sistema social que, cada vez mais, vai se consolida como uma atividade que tem sido aperfeiçoada por todos os governos”, conclui Junqueira. Outro dado que reforça o clima de otimismo reinante entre os organizadores da Agrishow 2016 é o relativo ao mercado de fertilizantes. “No primeiro trimestre deste ano, as entregas de fertilizantes alcançaram o maior volume da história do setor”, informou David Roquetti, diretor executivo da Anda – Associação Nacional para Difusão de Adubos. “Esse indicador nos estimula e confirma o clima de esperança para 2016”, afirmou

Tecnologia Cummins nos pulverizadores da Jacto A Cummins Brasil foi escolhida pela Jacto, de Pompeia/SP, para equipar os novos pulverizadores modelos Uniport 4530 e 2530, apresentados durante a Agrishow. O novo Uniport 4530 traz motorização Cummins QSB 6.7 litros de 243 cavalos de potência a 2.500 rpm, que já atende à legislação de emissões de poluentes e ruídos para máquinas agrícolas denominada MAR I, incluída no Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), prevista para entrar em vigor a partir de 2017. Já o Uniport 2530 traz o mesmo propulsor, porém de 4.5 litros, capaz de desenvolver 200 cv, um grande diferencial neste mercado por trazer alta potência em um motor mais leve e de menor porte. A Cummins se destaca no mercado agrícola ao oferecer motores competitivos, além de promover um trabalho para que seus clientes sejam diferenciados, com foco na redução de custo operacional e consequentemente maior disponibilidade da máquina em operação.Além do baixo consumo de combustível, há a extensão da troca de


óleo por conta dos filtros produzidos pela Cummins Filtration, fabricante de filtros e fluidos e detentora da marca Fleetguard, que trazem alta tecnologia patenteada em filtração. Como consequência, maiores intervalos de manutenção e aumento da produtividade. Redução de ruído é outra vantagem constatada nas motorizações Cummins, o que proporciona maior conforto para o operador.

KSB Brasil exibe gama completa de bombas A KSB Brasil, presente há 23 anos na Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow), exibiu nesta edição do evento seus produtos voltados ao sistema de irrigação, como pivô central, gotejo e aspersão, com destaque para a bomba KSB Meganorm, com avanços para eficiência energética como redução do diâmetro externo do rotor que gera economia no consumo de energia em até 10%. A bomba é destinada para o uso geral com fluidos limpos ou turvos para

o abastecimento de água, drenagem, irrigação, indústria em geral, construção civil, entre outras. Desenvolvida com o conceito de eficiência energética, além de baixo custo operacional, a Meganorm é oferecida em material de ferro fundido e opcionalmente em aço inox somente para os rotores. Para extrair a máxima performance da Meganorm, a KSB incorporou componentes hidráulicos otimizados e inovações tecnológicas. Com vazão de 1.400 m3/h (60 Hz) e altura manométrica de até 233 metros, a Meganorm permite pressão de operação de até 16 bar e foi projetada para suportar temperaturas durante sua operação que variam entre -30ºC até 140ºC. Também foi exibida a bomba padronizada monobloco KSB Megabloc, desenvolvida para o abastecimento em geral, irrigação, instalações prediais, ar-condicionado, serviços de refrigeração, circulação de condensados, entre outros. É oferecida em tamanhos que variam de DN 25 até DN 150, apresenta vazão de até 550 m3/h e rotação máxima de 3.500 rpm. Além de compacta, a bomba KSB Megabloc

BORRACHAAtual- -45 45 BORRACHAAtual


Agrishow 2016 conta com sistema “back-pull-out”, eliminando a necessidade de desconexão das tubulações de sucção e recalque para execução de eventuais serviços de manutenção. Para Roberto Salzano Junior, supervisor de Vendas do Segmento de Irrigação da KSB Brasil, “é de extrema importância a participação da empresa em um evento como a Agrishow. Queremos estar presentes juntamente com grandes fabricantes de sistemas de irrigação para prestarmos um atendimento técnico de excelência, exibindo a qualidade e performances dos produtos que oferecemos para este segmento”.

Estratégia Ousada - A participação da Honda na Agrishow 2016 demonstra o objetivo da empresa em intensificar e consolidar a sua atuação no Brasil, principalmente no segmento agrícola. A empresa pretende ampliar o atendimento nas regiões Norte e Nordeste e focar principalmente no segmento de rabetas (motores estacionários adequados ao uso fluvial). E a aposta é o motor estacionário GX200 Super, lançado no final de 2015, com público alvo nas populações ribeirinhas que usam a pesca como principal fonte de renda. Já nas regiões Sul e Sudeste, o foco esta em ampliar a atuação no mercado agrícola sem deixar de lado o mercado da construção civil, importante segmento para esta parte do País.

Pirelli lança linha FR88 Durante a edição 2016 da Agrishow, a Pirelli lançou a linha FR88, destinada a eixos direcionais e livres de caminhões utilizados na movimentação de carga, e apresentou a família de pneus radiais agrícolas PHP, além da extensão da linha de pneus FG:01, para caminhões pesados.

Honda antecipa lançamentos A marca japonesa aproveitou a maior feira do segmento para marcar seu retorno à comercialização de cortadores de grama, com apresentação antecipada e exclusiva dos modelos HRS216 e HRR216 que permitem uma ampla gama de aplicações e uso. Os novos produtos serão comercializados em lojas especializadas e nas concessionárias da marca que formam uma rede com mais de 608 pontos de vendas em todo o território nacional. Em seu estande, os visitantes conheceram também a linha completa de produtos de força da marca, como geradores, motobombas, motores estacionários e pulverizadores costais e também as grandes novidades: as roçadeiras de 25cm³ que serão lançadas em um futuro próximo, complementando o line-up atual.

O FR88 é ideal para utilização em estradas asfaltadas, mesmo que estejam mal conservadas e em pisos irregulares. Os elementos de proteção no fundo dos sulcos foram projetados para facilitar a expulsão de pedras, aumentando a durabilidade da carcaça e ampliando o índice de reconstrução. O desenho da banda de rodagem do FR88 facilita o escoamento de água, além de proporcionar maior resistência ao arraste lateral, facilitando manobras em pátios e garagens, por exemplo. Essas características se traduzem em maior rendimento quilométrico e mais economia. A medida do FR88 disponível na Agrishow foi a 295/80R22.5. O desenvolvimento da linha FR88 foi baseado em estudos e diversas pesquisas sobre o desempenho de pneus e condições em uso. Com o novo produto, a fabricante fortalece ainda mais a linha de produtos para caminhões, oferecendo um pneu que proporciona uma redução significativa no custo rodoviário. “A Pirelli produz pneus agrícolas no Brasil há mais de quatro décadas, e somos a referência de produção e desenvolvimento de pneus agrícolas dentro do Grupo Pirelli. Além disso, nosso centro de Pesquisa e Desenvolvimento trabalha com foco em criar produtos com novas tecnologias e materiais que aumentem a tração, a durabilidade do pneu em serviço e que diminuam a compactação do solo, beneficiando os usuários em termos de custos diretos e de gestão da lavoura”, afirma Murilo Fonseca, CEO da divisão de pneus industriais da Pirelli. No segmento agrícola, o destaque do estande da Pirelli foi a linha de pneus radias PHP. Voltados para máquinas e implementos de alta potência, a Pirelli levou as medidas PHP1N 380/90R46, PH85 650/85R38, PHP70 800/70R38, PHP70 710/70R42, PHP70 710/70R38, PHP65 750/65R26, PHP65

4646-BORRACHAAtual BORRACHAAtual


600/65R28 e PHP1H 900/60R32. A principal vantagem da família PHP é o alto rendimento horário, até três vezes superior a um pneu convencional equivalente, segundo a empresa. Suas principais características são melhor capacidade de tração, redução de emissão de CO2, economia de combustível, menor compactação do solo e melhor dirigibilidade.

cada fazenda, e garante que essa “receita de bolo” chegue até o time de campo através da plataforma de planejamento, execução, monitoramento e análise. Isso tudo ocorre em duas frentes: enquanto os gestores acessam a solução em nuvem, os funcionários utilizam apps para smartphone ou tablet durante a execução de suas tarefas.

Para os caminhões pesados, a Pirelli apresentou a linha FG:01, que incorpora as tecnologias mais recentes desenvolvidas pela Pirelli, como o SATT (Spiral Advanced Technology for Truck), HWTT (Hexagonal Wire Technology for Truck), HETT (High Elongation Technology for Truck) e DLTC (Dual Layer Tread Compound), que possibilitam maior rendimento quilométrico, elevada capacidade de reconstrução, maior robustez e segurança, além de economia de combustível e redução de emissão de CO2.

Se, por um lado, os que vão ao campo já saem com uma ordem de serviço pronta - o que reduz o tempo ocioso -, por outro, é possível acompanhar em tempo real a movimentação das máquinas em mapas por meio de geolocalização, para ver se o plano de trabalho é seguido à risca. “Mesmo quando entra em áreas sem conexão à internet, o aplicativo salva os dados no dispositivo móvel e os transmite assim que a rede for restabelecida”, conta Ralfo Nunes, sócio da Nèscara ao lado de Daniel Carmo e Emilio Raia.

O destaque fica pela versão Plus da linha FG:01 (medidas 295/80R22.5 e 275/80R22.5), que, além de todas as características da versão convencional, conta com elementos de proteção no fundo dos sulcos, que facilitam expulsão de pedras aumentando a durabilidade da carcaça.

O dispositivo móvel que está fixado na máquina emite alertas online para o operador quando ele estiver trabalhando fora da faixa definida nas melhores práticas. Com isso, é possível reduzir erros e aumentar o rendimento, além de diminuir o tempo de parada por manutenção por mau uso do equipamento.

O estande da Pirelli contou ainda com a linha TG:01 (medidas 13R22.5 e 11.00R22), que é destinada a eixos trativos e a família Formula G (medida 295/80R22.5), para eixos direcionais e livres de veículos de uso misto asfalto/terra. Reforma - A Pirelli é a única fabricante de pneus da América Latina que oferece o sistema de reforma de pneu agrícola e o acompanhamento do desempenho deste produto diretamente no campo. Tendo em vista o constante desenvolvimento tecnológico do setor agropecuário e que considerável parte dos produtores brasileiros (que representam 55% da área plantada do País) reconhece o trator como um ativo, a empresa ampliou a estrutura do serviço de reforma de pneus agrícolas por meio da Rede Oficial de Reformadores Novateck Pirelli. Além disso, a fabricante reforçou a presença e a especialização dos técnicos de campo para o acompanhamento do desempenho dos pneus e redução dos custos operacionais nas diversas aplicações do agronegócio in loco.

SmartFarm melhora a produtividade no campo

Além disso, as informações coletadas nessa etapa geram um gigantesco banco de dados, o Big Data, que é utilizado como fonte para otimizar as práticas de gestão e planejamento. “Como resultado, cruzamos informações para adequar planejamento, identificar falhas e gerar planos de ação imediatos. Acredito que exista um potencial de redução de 10% a 20% sobre as horas paradas gerenciáveis”, explica Nunes. “O setor agrícola tem duas especificidades: primeiro, não podemos controlar o preço final das commodities, então temos que reduzir o custo ao máximo; segundo, nossa principal variável é completamente imprevisível: a natureza”, conta o especialista. Para ele, ao desenvolver uma solução que inclui todos os atores da cadeia de produção efetivamente no processo de planejamento, é possível mitigar a influência desses fatores. Com isso, a Nèscara espera dobrar seu faturamento em 2016 e, em breve, lançar um software voltado para pequenos produtores e agricultura familiar.

O novo salto de produtividade agrícola nasce da inclusão de todos os colaboradores na cadeia de produção. Essa é a premissa do SmartFarm, solução criada pela Nèscara que une Big Data, mobilidade, geolocalização, internet das coisas e ferramentas de gestão para criar uma rede de colaboração capaz de aumentar o desempenho de culturas como cana-deaçúcar, café, soja, laranja, entre outras. A solução trabalha com base nas melhores práticas definidas pelos agrônomos e especialistas das empresas para BORRACHAAtual- -47 47 BORRACHAAtual


Notas e Negócios quantiQ e Total Lubrificantes do Brasil fazem parceria A quantiQ anuncia parceria com a área de Fluidos Especiais da Total Lubrificantes do Brasil, quarta maior companhia de petróleo e gás do mundo, com mais de 100 anos de atividade petroquímica e presente em mais de 130 países. O acordo entrou em vigor em maio e viabiliza uma nova gama de soluções ao mercado industrial. “A parceria com a área de Fluidos Especiais da Total Lubrificantes agrega ainda mais valor ao nosso portfólio de soluções em solventes. Nossa tradição é incontestável e estamos muito satisfeitos em ampliar nossas soluções com produtos de qualidade internacional reconhecida”, explica o Diretor de Negócios da quantiQ, João Miguel Chamma. A expectativa é que esta nova aliança torne as empresas as principais fornecedoras de solventes especiais do mercado brasileiro, ao prover soluções que oferecem produtos de alta pureza, bem como a redução no impacto ambiental, além de alto desempenho, inovação e segurança para os processos. “A quantiQ é uma das maiores distribuidoras de produtos químicos do Brasil. Com a parceria, ampliaremos nossa presença no mercado brasileiro, fazendo com que os clientes tenham mais facilidade em encontrar toda a nossa linha de produtos”, afirma o Consultor de Fluídos Especiais da Total Lubrificantes, Renato Montine.

pelo Insead, na França. Atuou em diversas empresas como McKinsey, Editora Abril e Monitor Group. Musa ingressou na companhia em 2010 como vicepresidente da área de Planejamento Estratégico. Desde março de 2012, ocupava a presidência da Braskem America, unidade responsável pelos negócios da Braskem nos Estados Unidos e na Europa. Durante a sua gestão, a Braskem integrou os ativos adquiridos da Sunoco e Dow e iniciou importantes projetos estratégicos para o fortalecimento da presença da Companhia nos EUA. A experiência internacional de Musa nos últimos anos foi fundamental para a sua indicação como o novo líder da Braskem no próximo ciclo de crescimento. “Uma das minhas prioridades será aprofundar a bemsucedida estratégia de crescimento e internacionalização, reforçando a competitividade em todas as nossas operações e buscando novas oportunidades de investimento no Brasil e no exterior”, diz Fernando Musa.

Fernando Musa é indicado à presidência da Braskem A Braskem, dentro do seu plano de sucessão empresarial, anuncia a indicação de Fernando Musa como novo presidente em substituição a Carlos Fadigas. A mudança ocorre depois da conclusão de uma etapa importante na internacionalização da empresa, com a entrada em operação do Complexo Petroquímico no México, onde foram investidos cerca de US$ 5 bilhões. A nomeação de Fernando Musa será submetida ao Conselho de Administração da Braskem. Carlos Fadigas continuará com atividades no Grupo Odebrecht, especialmente em apoio ao novo ciclo de internacionalização da Braskem. Durante a liderança de Fadigas ao longo dos últimos cinco anos, a Braskem iniciou suas operações industriais na Europa, conquistou a liderança do mercado norte-americano de polipropileno e concluiu o maior investimento de sua história no México. A Companhia consolidou a posição de sexta maior produtora de resinas plásticas do mundo, alcançando EBITDA recorde de R$ 9,4 bilhões em 2015. Fernando Musa é graduado em engenharia mecânica pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e tem MBA 48- BORRACHAAtual

Suspensor Pneumático Jost para caminhões 8x2 A JOST Brasil reforça sua presença no mercado de caminhões em 2016, com o fornecimento de Suspensores Pneumáticos 2º eixo para os veículos 8x2. Com o Suspensor Pneumático, os eixos são eleváveis, o que possibilita economia de combustível, pedágio e de pneus, quando o caminhão está descarregado. A fabricante desenvolve diferentes soluções para cada modelo de caminhão, adaptando o seu produto, o que fortalece o marketshare e a parceria com as montadoras. A JOST garante, assim, os benefícios da solução que oferece aos clientes, tais como maior resistência estrutural, facilidade de montagem no chassi do veículo, além de testes que garantem a melhor performance em campo. O Suspensor Pneumático para 2º eixo é compatível para aplicações em caminhões com suspensão mecânica.


BORRACHAAtual - 49


Notas e Negócios TrelleborgVibracoustic passa a se chamar Vibracoustic A TrelleborgVibracoustic foi estabelecida como uma joint venture em 2012. Seus dois acionistas, a Freudenberg e a Trelleborg, acordaram naquele momento, em usar ambas as marcas TrelleborgVibracoustic somente por um período transitório. Hoje, com a lançamento do novo nome, a empresa busca reforçar sua posição como líder do mercado global em soluções de controle de vibração. O novo nome Vibracoustic significa a essência dos negócios da empresa, enfatizando os principais elementos de seus produtos: soluções de ponta para reduzir a vibração e os ruídos indesejados, melhorando o conforto ao dirigir e a segurança. O processo internacional de mudança de nome terá várias etapas. No Brasil, desde 4 de abril a razão social já foi alterada para Vibracoustic América do Sul Ltda.

Rhodia abre 100 vagas para estágios em 2017 A Rhodia, empresa do Grupo Solvay, abriu as inscrições para o processo seletivo para o seu programa de estágios em 2017. A empresa prevê oferecer 100 vagas para estudantes universitários que em 2017 estejam cursando o penúltimo ou o último ano da faculdade. As oportunidades de estágio para nível superior serão nas áreas Ambiental, Comercial/Marketing, Comércio Exterior, Compras, Comunicação, Engenharia (Produção, Processos, Projetos), Manutenção, Finanças, Jurídico, Pesquisa e Desenvolvimento, Gestão de Qualidade, Recursos Humanos, Supply Chain/Logística, Tecnologia da Informação, entre outras. As vagas são destinadas às unidades industriais de Paulínia, Santo André, São Bernardo do Campo, Brotas, Itatiba, Taboão da Serra, e nos escritórios centrais da empresa, em São Paulo. Os candidatos para estágio de nível superior devem ter conhecimentos de Inglês em nível intermediário e conhecimentos de informática como usuários. Os selecionados receberão uma bolsa-auxílio que pode chegar a R$ 1.690,00 mensais, dependendo do ano em que concluirão seus cursos, para 30 horas de estágio por semana. O estágio será de seis horas por dia e, dependendo da necessidade da área, a frequência poderá variar entre três e cinco dias na semana. Além disso, a Rhodia oferece valerefeição ou restaurante, seguro de vida, assistência médica, assistência odontológica, auxílio-transporte ou fretado e estacionamento. 50- BORRACHAAtual

As inscrições de nível superior estarão abertas até 15 de setembro e devem ser feitas no site da Rhodia em www.rhodia.com.br

Elekeiroz e Nexoleum criam joint venture para mercado de bioderivados A Elekeiroz e a Nexoleum unem forças para a exploração do mercado global de plastificantes, por meio da produção e oferta de produtos bioderivados de origem vegetal patenteados no Brasil e em regiões relevantes como Estados Unidos e Europa. A operação se materializou com a formação de uma Joint Venture entre os acionistas originais da Nexoleum e a Elekeiroz. A nova empresa produzirá, comercializará e distribuirá plastificantes “verdes” obtidos através da modificação química de óleos vegetais. Dentre os termos do acordo celebrado entre os sócios, destaca-se a aprovação de uma nova planta sediada em Várzea Paulista (SP) para produção desses plastificantes, com capacidade de 24 mil toneladas por ano. A nova planta deverá entrar em operação no início de 2017. “Caminhamos para uma Elekeiroz cada vez mais provedora de soluções para nossos clientes, que leva em conta os seus desafios de sustentabilidade e competitividade, buscando nos antecipar às restrições regulatórias que serão certamente cada vez mais rigorosas. A consolidação desta Joint Venture é um grande passo rumo a este processo contínuo de mudança”, reforça Marcos De Marchi, CEO da Elekeiroz. Segundo os fundadores da Nexoleum, a parceria viabilizará uma operação competitiva e sustentável visando também a exploração dos mercados internacionais. “Trata-se de uma tecnologia inovadora, oferecendo ao mercado produtos de base renovável que substituem com desempenho igual ou até superior os plastificantes tradicionais de base fóssil em diversas aplicações. E o melhor: com custo competitivo. Nós enxergamos nessa parceria um marco histórico para o mercado de PVC flexível”, comenta Jacyr Quadros Jr., sócio e CEO da nova empresa.

Indústria 4.0 em pauta no setor calçadista Calçados impressos em casa, tênis energizados ao caminhar, peças inteligentes que vibram diante de obstáculo


BORRACHAAtual - 51


Notas e Negócios ou quando chegado ao destino. Futuro? Não, presente! Isso já existe, em pequena, pequeníssima escala, mas já existe. Agora o setor calçadista brasileiro quer dar uma guinada em termos de inovação tecnológica para aplicar a manufatura avançada no segmento, tanto para o desenvolvimento de novos produtos – como os citados – como para novos processos produtivos, mais sustentáveis e eficazes, uma dobradinha de conceitos que certamente será fundamental para a sobrevivência da atividade na contemporaneidade. Em janeiro, a Abicalçados deu o primeiro passo rumo a chamada Indústria 4.0, ou processo de manufatura avançada. A entidade recebeu, na sua sede, em Novo Hamburgo/RS, representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) para uma apresentação do conceito (foto). O objetivo do encontro foi a formatação de um projeto com as entidades envolvidas, unindo ainda outras associações setoriais, como a Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), Instituto by Brasil (IBB), Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefato (IBTeC) e os centros tecnológicos do Couro e do Calçado do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Na oportunidade, o tecnologista do MCTI, Sérgio Knorr Velho, apresentou alguns cases de manufatura avançada já existentes no setor calçadista, que ainda caminha a passos lentos na área. Segundo ele, existe um processo de “retorno para a casa” por parte das grandes marcas, local onde serão menos intensivas em trabalhos manuais e mais automatizadas. “Atualmente a produção mundial está na casa de 22 bilhões de pares de calçados, quase 90% realizada na China, e boa parte dessa produção deve voltar para os locais onde é consumida”, frisou, citando os casos da Nike, que deve abrir planta com 10 mil funcionários nos Estados Unidos e Adidas, que prometeu abrir uma fábrica automatizada na Alemanha ainda em 2016. O especialista citou ainda uma pesquisa realizada com 618 produtores norte-americanos em maio de 2014, na qual 53% dos respondentes se disseram dispostos a investir em processos de manufatura avançada nos próximos anos. Para Knorr Velho, o setor industrial brasileiro ainda está muito atrasado em termos de inovação e tecnologia na produção, algo que é refletido no fraco desempenho nos registros de patentes de produtos em nível mundial. Das mais de um milhão de patentes requeridas no mundo no ano passado, apenas 600 foram do Brasil, o que coloca o país no 29º posto entre os requerentes, à frente somente da África do Sul no ranking dos chamados Brics. A China, maior requerente dos Brics, tem mais de 120 mil requerimentos. Espaço - Conforme o tecnologista existe um grande espaço para o incremento, especialmente nos setores de interligação, com digitalização de dados, operação em nuvem (internet), 52- BORRACHAAtual

comunicação máquina-máquina, entre outros aspectos que poderão tornar os processos mais sustentáveis e ao mesmo tempo lucrativos através da maior produtividade. “O processo produtivo deve passar de células isoladas para a integração total de dados e fluxos de produto através das fronteiras”, ressaltou. Knorr Velho detalhou, ainda, o que já está sendo realizado pelo órgão. Segundo ele, desde agosto do ano passado, quando foi chamada uma Reunião no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), um grupo de trabalho com mais de 50 pessoas de diversas instituições está em funcionamento. Posteriormente, ao grupo somou-se a participação do Governo Federal através do Ministério da Comunicação e Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Para 2016, a partir de março, está programada uma série de workshops sobre o tema, que acontecerão em Brasília, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Porto Alegre e Florianópolis. Novo consumidor - Para a gestora de Projetos da Abicalçados, Roberta Ramos, o surgimento de um novo consumidor enseja a mudança na indústria. Segundo ela, esse novo consumidor está mais centrado no acesso do que na posse do produto. “É um momento de pensarmos em novos formatos de negócios, que levem em consideração uma conexão em rede entre as pessoas, com empresas mais horizontalizadas”, destacou, ressaltando que a inovação tecnológica tem papel fundamental no novo momento cultural. Citando alguns cases do setor calçadista, como calçado que gera energia ao caminhar, a bota impressa na tecnologia 3D, produtos que mudam de cor e com GPS, entre outros, a gestora destacou que o setor calçadista brasileiro deve passar a ser alvo de benchmarking com a adoção das novas tecnologias. Para dar um impulso à nova realidade, Roberta acrescentou que na Abicalçados está sendo concebido um projeto, com foco em produtividade, que inclui os conceitos de manufatura avançada. A iniciativa, contou, visa a criação de novos produtos (desenvolvimento de materiais com tecnologia, novos formatos de calçados, customização com auxílio da biomecânica etc), novos processos (automação industrial, integração da cadeia de suprimentos etc) e novos modelos de negócios (fomento ao empreendedorismo, aproximação com start ups, criação de uma cultura de inovação etc).

Os usos sustentáveis do silicone Estudo realizado pelo Conselho Global de Silicones (Global Silicones Council - GSC) comprova que o uso de matériasprimas da família do silicone (silicone, silanos e siloxanos) pela indústria de diversos segmentos reduz significativamente o volume de emissões de gases de efeito estufa (GEE) nos


BORRACHAAtual - 53


Notas e Negócios processos produtivos. Segundo a pesquisa, para cada quilo de CO2 gerado na obtenção de silicone, deixam-se de emitir nove quilos do gás na fabricação de produtos e artigos que utilizam o material em sua composição. O silicone melhora o desempenho e durabilidade de um grande número de produtos comerciais e industriais. Resistente a temperaturas extremas ou a umidade, o produto é usado para controlar a formação de espuma em estações de tratamento de água e também como isolantes em circuitos elétricos, evitando fuga de energia e na área de energias renováveis. É fundamental na construção das placas fotovoltaicas, utilizadas para captar a luz do sol e convertê-la para energia elétrica. O silicone é um bom isolante elétrico, repele a água e é resistente a intempéries, características que tornam o material ideal para ser usado nas placas fotovoltaicas. Por isso é muito empregado na fabricação de equipamentos de geração, transmissão e distribuição de energia, principalmente das renováveis. O material é fundamental na construção das placas fotovoltaicas, utilizadas para captar a luz do sol e convertêla para energia elétrica. Funciona como selante de vedação para proteção de todos os circuitos elétricos. Na energia eólica, o silicone é usado nas turbinas geradoras em forma de adesivo, unindo as hélices ao suporte. Também funciona como vedante, melhorando a eficiência, durabilidade e desempenho de dispositivos de geração de energia em geral. Além disso, é empregado para lubrificação de alta performance. Em circuitos elétricos, funciona como um isolante - não permite que a energia ‘escape’ no momento da condução da eletricidade por cabos. “É um composto inerte e estável, não alterando suas características em contato com umidade, temperaturas muito altas ou baixas e radiação ultravioleta”, explica o coordenador da Comissão Setorial de Silicones da Abiquim, Irineu Bottoni. Utilizado como antiespumante em processos industriais, o silicone reduz o consumo de água e a geração de resíduos. Presente na composição do sabão em pó e do xampu, o silicone controla o volume de espuma, o que evita o excesso de enxague e, portanto, reduzindo o consumo de água e energia. O produto também é empregado em grandes indústrias para o tratamento da água de reuso, contribuindo para soluções sustentáveis que se traduz em benefício econômico às companhias. “Ao destruírem as bolhas decorrentes de algumas reações químicas, é possível liberar mais espaço nas instalações industriais para o fluído que está em produção”, explica Irineu. Isso possibilita às indústrias produzir mais com custo menor, além de diminuir significativamente o impacto ao meio ambiente. Além disso, o silicone é adicionado aos efluentes para regular ou evitar a formação de espuma nas várias fases de clarificação das estações de tratamento de esgotos. Controlar 54- BORRACHAAtual

a espuma é importante para que se tenha água limpa e eficiência do processo de tratamento. Materiais de silicone contribuem para a segurança do carro - Devido às características intrínsecas do silicone, como resistência ao calor, a solventes e às suas propriedades mecânicas especificas, o silicone tem tudo a ver com segurança e avanço tecnológicos na fabricação de veículos. A borracha de silicone é utilizada em peças próximas ao motor, pois tem condições de suportar elevadas temperaturas (+200°C) sem perder suas propriedades físico-químicas originais, com baixa deformação epequena perda de propriedades físicas. “O avanço tecnológico do silicone traz e continuará a trazer um avanço tecnológico significativo nos carros”, afirma o coordenador da Comissão de Silicone da Abiquim, Irineu Bottoni. As partes elétricas do carro, como os fios de proteção são recobertas com borrachas de silicone, resguardando-os do aumento de temperaturas dos motores. As mangueiras de combustível de borrachas de silicone resistem às altas temperaturas e aos solventes (gasolina), o que pode diminuir significativamente ressecamentos e trincas, ampliando a vida útil desses componentes. Por ser resistente à temperatura, a borracha de silicone é usada para revestir cabos e velas de ignição, com características isolantes muito apropriadas ao desempenho dos carros modernos, que cada vez mais exigem motores poderosos. O silicone também é aplicado em coxins de escapamentos, no sistema de amortecimento e suspensão do carro, atuando como um amortecedor, absorvendo melhor a vibração. A superfície dos airbags é revestida por um filme de silicone impermeável a passagem de ar, o que ajuda na eficiência do sistema de operação do airbag, melhorando muito a segurança dos usuários. O filme de silicone é peça muito importante na confecção do carro. O silicone é usado em praticamente todas as partes do veículo, como na vedação de janelas, portas, para-brisas, retrovisores entre outros. Nos faróis, uma película de silicone recobre a lanterna, evitando que o plástico amarele e perca o seu potencial de iluminação. É usado também para vedar o farol, impedindo a penetração de água.

Solvay divulga resultados do primeiro trimestre de 2016 O Grupo Solvay (dono da Rhodia) obteve um faturamento de 2,93 bilhões de euros no primeiro trimestre de 2016, conforme anúncio feito no dia 3 de maio pela companhia. O EBITDA ajustado – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – subiu 2% no período, alcançando 602 milhões de euros. O lucro líquido ajustado no primeiro trimestre de 2016 foi de 192 milhões de euros.


Segundo Jean-Pierre Clamadieu, CEO do Grupo Solvay, a empresa cumpriu suas prioridades para o trimestre. “A integração tranquila e rápida das equipes e negócios da antiga Cytec como parte do Grupo Solvay nos deixa em boas condições para atingir nossas metas de sinergia, aumentadas recentemente. Nosso lucro cresceu em relação a níveis comparáveis de 2015, apoiado pelo nono trimestre consecutivo de um sólido poder de precificação, que contribuiu para uma margem recorde de 21%”, disse Clamadieu. “Na área de Materiais Avançados, nós compensamos os ajustes contínuos de estoque dos fabricantes de dispositivos inteligentes com o crescimento em outras aplicações. E na área de Formulações Avançadas, que continua a sofrer com a recessão do setor de petróleo e gás, adotamos medidas para aumentar a competitividade em todos os segmentos operacionais. Nosso foco reforçado no caixa, incluindo uma gestão mais eficiente de capital de giro e alocação seletiva de despesas de capital, resultou em uma melhoria substancial na geração de caixa e abriu caminho para atingir os nossos objetivos para o ano”, acrescentou Clamadieu. Previsão para 2016 - Com base nos resultados do primeiro trimestre e no atual ambiente macroeconômico

internacional, o Grupo Solvay reafirma a sua expectativa de crescimento do EBITDA ajustado em um “dígito alto” em 2016, em comparação com o EBITDA pro forma de 2,37 bilhões de euros obtido em 2015. A expectativa é que este crescimento ocorra no final do período. O free cash flow deverá ultrapassar 650 milhões de euros, em torno de 30% maior do que o nível pro forma no ano anterior.

BMW Motorrad anuncia nova fábrica em Manaus No segundo semestre de 2016 o BMW Group inaugurará uma fábrica própria da BMW Motorrad, divisão de motocicletas do grupo, em Manaus (AM), na região norte do Brasil. Na unidade, será produzida a nova BMW G 310 R, além dos demais oito modelos já montados no País. A previsão é de que mais de 10.000 unidades saiam da linha de produção brasileira em 2017, e é esperado um crescimento significativo da marca, especialmente com a introdução no mercado nacional da nova BMW G 310 R, primeira motocicleta roadster da BMW Motorrad com menos de 500 cilindradas.

BORRACHAAtual - 55


Notas e Negócios A nova fábrica substituirá a linha de montagem de motocicletas da BMW Motorrad, também localizada em Manaus, atualmente operante por meio de uma parceria com a Dafra Motos, cuja produção se iniciou em 2009. Com a nova unidade produtiva, a expectativa é de que cerca de 170 empregos sejam gerados. O Brasil representa um mercado de motocicletas estratégico para o BMW Group. Com a inauguração da fábrica e a chegada do novo modelo G 310 R, previstas para o final de 2016, a marca estará estrategicamente posicionada em um segmento promissor - de motocicletas abaixo de 500 cilindradas -, expandindo seu compromisso com o País. “Com nossa estratégia de crescimento global, reforçamos nossa presença em mercados emergentes como o Brasil. Nesse contexto, a G 310 R desempenhará um papel fundamental na atração de novos públicos para a BMW Motorrad”, comenta Stephan Schaller, Presidente da BMW Motorrad globalmente. “Hoje é um marco importante para a BMW Motorrad no Brasil, que consolida a grande expansão nacional que tivemos desde o início da montagem no País, em 2009. A nova fábrica da BMW Motorrad em Manaus reforça a relevância do Brasil nas estratégias do BMW Group em médio e longo prazos. Temos expectativas positivas em relação ao mercado brasileiro no futuro”, afirma Federico Alvarez, Diretor da BMW Motorrad Brasil. O planejamento da transição de operações entre Dafra Motos e BMW Motorrad ocorrerá de maneira gradual, de modo que não haverá impacto no abastecimento de produtos ao mercado nacional.

Abeifa reivindica isonomia As dezoito marcas filiadas à Abeifa - Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores - comercializaram em abril 2.856 unidades importadas, queda de 13,9% em relação ao mês anterior, quando foram emplacadas 3.317 unidades. Ante o mês de abril de 2015, o desempenho negativo é de 45,8%. Foram 2.856 unidades contra 5.274 veículos. No acumulado, cuja totalização chegou a 12.716 unidades emplacadas, a queda significou 44,6% em relação aos 22.944 veículos emplacados no primeiro quadrimestre de 2015. “As sucessivas quedas nos números de emplacamentos mensais sinalizam um alerta importante ao setor de veículos importados”, sustenta José Luiz Gandini, presidente da Abeifa, “não podemos esperar até dezembro de 2017 o fim dos 30 pontos percentuais do IPI. Só conseguimos ultrapassar a cota com a cotação do dólar mais baixa. Agora, com o dólar em alta, não conseguimos sequer atingir o volume da cota estabelecida. Corremos sério risco de ver os nossos negócios à mingua, desestruturando por completo a operação de importação e, por consequência, a da rede de concessionárias”. 56- BORRACHAAtual

A entidade mostrou ainda estudo que constata o quadro desolador do setor de veículos importados: em 2011, ano em que foi instituído os 30 pontos percentuais no IPI, as associadas à Abeifa responderam por 199 mil unidades comercializadas, com rede de 848 concessionárias autorizadas, 35 mil empregos diretos e recolhimento de impostos da ordem de R$ 6,5 bilhões; hoje as dezoito associadas respondem por 450 concessionárias (incluindo as que têm fábricas no País), 13,5 mil empregos diretos (incluindo fábricas) e têm previsão de recolhimento de impostos na casa de R$ 2,1 bilhões. “Por esse quadro, independente do cenário políticoeconômico, o setor de veículos importados reivindica tratamento isonômico ao dos veículos nacionais, ou seja, sem os 30 pontos percentuais no IPI”, enfatiza o presidente da Abeifa, para quem a entidade espera renovar os contatos com o Governo Federal tão logo volte à normalidade institucional. Na avaliação de José Luiz Gandini, “a propalada invasão dos importados não aconteceu e nem acontecerá. Nós também somos favoráveis ao amadurecimento da indústria local. Por isso, os veículos importados sempre serão um parâmetro importante para o mercado de autoveículos, aqui no Brasil como em qualquer outro mercado”. No capítulo que contempla a produção local, as associadas BMW, Chery, Mini e Suzuki fecharam o mês de abril com 841 unidades emplacadas, total que representou alta de 18,5% em relação ao mês anterior, mas queda de 6,5% se comparado com abril de 2015, quando foram emplacadas 899 unidades nacionais. Enquanto, no acumulado, as quatro associadas à Abeifa totalizaram 2.706 unidades emplacadas, queda de 17,8% ante as 3.294 unidades do primeiro quadrimestre do ano passado. Com os totais somados – importados e produção nacional -, a participação das filiadas à Abeifa no mercado interno é de 2,35% no mês de abril e de 2,48% no primeiro quadrimestre. Na opinião de José Luiz Gandini, presidente da entidade, “a crise de confiança no País permanece no mercado interno. Independentemente da categoria de automóveis, o consumidor segura seus investimentos ou a retração tem origem na seletividade do crédito, fator determinante em nosso negócio”.

Piso tátil Mercur: foco na segurança A Mercur acredita que a acessibilidade, em muitos contextos, tem ligação direta com a autonomia e a liberdade de as pessoas conduzirem de forma independente as atividades do seu dia a dia. Para ajudar nesse processo, a empresa conta com um importante produto que é o piso tátil, que busca proporcionar às pessoas com deficiência visual ou baixa visão, condições de segurança e de orientação necessárias para que elas possam se deslocar e efetuar suas tarefas do dia a dia, com maior independência.


A arquiteta e especialista em acessibilidade e inclusão, Regina Cohen, diz que o piso é obrigatório para todos os espaços. Entretanto, a cobrança maior deve ser em espaços e edificações públicas em todos os níveis (federal, estadual e municipal), como aeroportos, shoppings, terminais de transporte em geral (Rodoviárias, Metrô, Trem, etc.). Existem no mercado opções de pisos táteis que podem ser instalados tanto em áreas externas quanto internas. Além desses locais, o piso cumpre um papel fundamental no ambiente educacional. “Nas escolas o piso tátil também é muito importante, pois ele possibilita que alunos com deficiência visual se desloquem com segurança e autonomia, como os outros alunos. É a materialização do direito de ir e vir com liberdade”, comenta Cristina Fank, terapeuta ocupacional da Mercur. O piso tátil fabricado pela Mercur é formado por placas de borracha com superfícies que apresentam relevos indicativos, que atendem duas funções: alerta ou direcional. O piso direcional possui linhas longitudinais, em relevo para demarcar a direção e o alerta é formado por uma superfície tipo moeda que indica a mudança de sentido ou obstáculos.

É recomendado exclusivamente para uso interno, pois a sua composição não foi desenvolvida para atender instalações em áreas externas as quais estão mais suscetíveis às intempéries.

Mentores do Braskem Labs apoiam empreendedores Cerca de 52 milhões de brasileiros estão envolvidos na criação ou manutenção de um empreendimento, segundo pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2015, patrocinada pelo Sebrae no Brasil. Diante deste cenário e com 34% da população almejando ter um negócio próprio, o desafio para atingir o sucesso fica além das boas ideias. Para auxiliar os empreendedores a evitarem tropeços nessa empreitada, mentores do Braskem Labs, programa de incentivo ao empreendedorismo, compartilham suas experiências e dão dicas importantes aos empresários. Na segunda edição do Braskem Labs devem ser selecionados até dez projetos nas áreas de química ou de plástico, que gerem impacto social em segmentos como saúde, moradia e mobilidade, e até dois voltados para o combate ao Aedes aegypti. As inscrições foram encerradas no dia 15 de maio.

BORRACHAAtual - 57


Notas e Negócios Os selecionados terão quatro meses de capacitação com disponibilização de conteúdo, cursos online, eventos presenciais e mentorias coletivas e individuais com mentores Braskem e Endeavor; e participarão do Boot Camp, um treinamento de dois dias focado no pitch, apresentação clara e concisa da proposta. Ao final do programa, os participantes apresentarão seus projetos durante o Demo Day para um grupo de empresários, investidores, bancos de investimento e outros players do mercado Consenso entre os mentores da Braskem, maior petroquímica das Américas, e da Endeavor, organização global e sem fins lucrativos de fomento ao empreendedorismo, começar um negócio exige 1% de inspiração e 99% de transpiração. Isso porque é necessário trabalhar duro para transformar uma ideia em um negócio. Um exemplo disso é a proposta para a segunda edição do Braskem Labs, que, além de contar com projetos em plástico ou com produtos químicos com foco no desenvolvimento de soluções socioambientais, o programa está em busca de soluções para combater o mosquito Aedes aegypti. “Um bom exercício é colocar tudo no papel, fazer um rascunho, analisar e pensar: quais as fragilidades da ideia proposta? E os aspectos que a fortalecem? Também vale compartilhar a proposta de negócio com outras pessoas, especialmente com aquelas que tenham alguma vivência no assunto ou área de interesse, para que questionem e enriqueçam. Essa etapa é muito importante para o empreendedor testar a viabilidade da ideia e decidir se deve seguir em frente, ou abandonar e investir em outra ideia”, relata Fabio Lamon, gerente da ciência de polímeros da Braskem e um dos mentores do Braskem Labs 2015. No Braskem Labs, os envolvidos precisam gostar de desafios e estarem atentos a tudo o que o mercado anseia. “O empreendedor precisa saber fazer essa análise multidimensional – especificações técnicas, aplicações, requisitos do produto, marketing, vendas, produção, custo, entendimento de mercado, da proposta de valor – para se preparar para o mercado e para um bom pitch, quando se expõe a proposta ao investidor”, reforça Alessandro Cauduro, mentor da primeira edição e gerente de inovação e tecnologia da petroquímica. “Acredito que a persistência também seja fundamental para todo empreendedor. O programa da Braskem me ofereceu uma oportunidade única para aperfeiçoar meu projeto, mas a minha dedicação foi o que tornou o meu sonho possível” relata Antonio Pássaro, empreendedor participante da primeira edição do programa, em 2015, com o Sistema Pelicano, projeto de armazenamento de água da chuva que utiliza um filtro auto-limpante que mantém o recurso pluvial livre de resíduos sólidos, insetos e folhas. Segundo Igor Piquet, coordenador de apoio a empreendedores da Endeavor, esse processo do planejamento estratégico é fundamental para a sobrevivência do negócio, 58- BORRACHAAtual

mas é necessário manter sempre o foco. “Pela nossa experiência, vemos que as empresas privadas que tomam o objetivo social como mais importante têm prosperado mais. Isso porque os empreendedores possuem uma missão enorme que os mantêm sempre focados no propósito traçado. Eles sonham grande! Nós costumamos dizer que sonhar grande ou pequeno dá o mesmo trabalho, então sonhe grande”, afirma Piquet. A empreendedora Luciane Piovezan Fornari conhece bem essa realidade. Participante da primeira edição do programa da Braskem, inscreveu o seu projeto Mega Clorador, equipamento em plástico que libera gradativamente pastilhas de cloro para o tratamento de água. O segredo foi confiar em uma proposta que trouxesse ganho de sustentabilidade em um produto que solucionasse um problema. “Todo investidor vai aplicar recursos se for uma ideia legal, que faça a diferença. Mas é preciso ter harmonia, deixando bem claro qual o problema que seu produto se dispõe a resolver, quais ganhos que a sociedade vai ter com ele e como você pode ganhar dinheiro com isso”, relata Luciane.

Henkel usa tecnologia de látex sintético para embalagens flexíveis A Henkel conta com uma linha completa de produtos livres de látex natural, entre eles o LOCTITE LIOFOL CS 930021, para utilização em embalagens flexíveis de alimentos, farmacêuticas e hospitalar, comuns em biscoitos, chocolates, sorvetes etc. Preocupada com a segurança alimentar, a companhia desenvolveu a tecnologia de adesivo de selagem a frio que substitui o látex natural pelo sintético, eliminando assim, o risco aos alérgicos. A solução da Henkel garante a seus clientes alta performance de vedação sem risco à saúde dos consumidores. A solução vai ao encontro da Resolução – RDC n°26, de 02 de julho de 2015 publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que dispõe sobre os requisitos para rotulagem obrigatória dos principais alimentos que causam alergias alimentares. De acordo com a nova resolução, os rótulos de alimentos e bebidas (ingredientes, aditivos alimentares e coadjuvantes de tecnologia embalados na ausência dos consumidores, inclusive aqueles destinados exclusivamente ao processamento industrial e os destinados aos serviços de alimentação) devem informar se há presença ou possibilidade de contaminação cruzada de materiais ou ingredientes alergênicos, como trigo, soja, leite e também látex natural, um dos componentes utilizados em adesivos de embalagens. Resolução prevê um prazo de 12 meses para as empresas promoverem as adequações necessárias na rotulagem de alimentos.


“A Henkel sempre se preocupou com a segurança alimentar e a indústria de alimentos e bebidas está seguindo essa premissa, buscando substituir o látex natural em toda sua cadeia de produção, para evitar riscos para os alérgicos. Além disso, com a nova resolução, a informação “pode conter látex natural” no rótulo de um alimento pode gerar um mal entendido entre os consumidores e impactar a comunicação sobre o produto”, explica Guilherme Fernandes, P&D da área de Adesivos Industriais da Henkel O LOCTITE LIOFOL CS 9300-21 não possui látex natural e os clientes que utilizam o adesivo na composição das embalagens já possuem o padrão estabelecido pela Anvisa de segurança alimentar. Além disso, o adesivo de selagem possui alta aderência e capacidade de vedação, baixa tendência de bloqueio, alta estabilidade mecânica e excelente capacidade de impressão e limpeza.

Dow promove debate sobre embalagens e sustentabilidade A Dow promoveu no dia 31 de maio uma nova edição do Seminário Técnico, que trouxe como tema deste ano “Inovação

e sustentabilidade como ferramentas de diferenciação e competitividade”, e abordou importância da inovação nas embalagens, seu descarte correto, sustentabilidade e as mudanças nos hábitos alimentares da sociedade. O evento faz parte das várias atividades desenvolvidas pela Dow para gerar conhecimento e agregar valor tanto para clientes quanto para a sociedade. Atualmente, as embalagens possuem várias maneiras de serem produzidas e com diferentes resinas. A inovação de materiais é essencial para acelerar o desenvolvimento de soluções que permitem a produção de embalagens mais resistentes, leves, sustentáveis e com mais opções de design. Para Carlos Costa, diretor de P&D para Embalagens e Plásticos de Especialidades da Dow América do Norte, “é preciso estar na vanguarda do desenvolvimento de novos materiais”. “E para isto é preciso não só entender a performance da resina, como também, auxiliar toda a cadeia a entender a performance da embalagem”, garante. Na questão da sustentabilidade, Bruno Pereira, gerente de Marketing e Sustentabilidade para Embalagens e Plásticos de Especialidades da Dow Brasil, foi além de apresentar embalagens mais sustentáveis: mostrou a importância de todos se envolverem no seu descarte correto. Pereira lembrou

BORRACHAAtual - 59


Notas e Negócios a importância de considerar o sistema produto-embalagem. Para ele, “é importante usar a embalagem como ferramenta de educação ambiental”. Um exemplo é colocar informações na embalagem sobre os impactos de se aquecer o produto no micro-ondas ou no forno convencional. Neste sentido, Pereira ressaltou a cartilha Embalagem e Sustentabilidade: desafios e orientações no contexto da economia circular, desenvolvida pela ABRE – Associação Brasileira da Embalagem. Nela consta o “Jogo do Infinito” cujo objetivo é fazer provocações de uma maneira leve para que as pessoas tenham inspiração para incluir informações sobre reciclagem nas embalagens. A antropóloga Lívia Barbosa lembrou que o Brasil passa por uma redefinição de categoria e espaços da vida cotidiana com novos tipos de família e espaços domésticos. Além disso, a população está envelhecendo simultaneamente à legitimação de novos arranjos familiares. Desta maneira, segundo Lívia, “existem novas dinâmicas domesticas e novos valores abrindo espaço para produtos e embalagens com dimensões multissensoriais”. E os consumidores estão mais informados e atentos a estas necessidades.

Goodyear apoia Movimento Maio Amarelo Pelo segundo ano consecutivo a Goodyear apoia oficialmente o Movimento Maio Amarelo, que ao longo deste mês mobilizará o mundo em prol da segurança viária e da redução dos acidentes no trânsito. Este ano a Goodyear reforça seu apoio como patrocinadora da terceira edição do Movimento, em conjunto com o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), com o objetivo de unir a sociedade civil, o poder público e a iniciativa privada para salvar vidas nas vias e rodovias do País e de todo o planeta. Diante de uma realidade alarmante – só em 2014, o Brasil registrou quase 500 mil vítimas no trânsito, sendo 43 mil delas fatais, 7.851 envolvendo pedestres e 1.313 envolvendo ciclistas –, a Goodyear investe na participação ativa para mobilizar a sociedade em torno da construção de um trânsito mais seguro. Em uma das frentes desse apoio, baseada em uma parceria do Movimento com o aplicativo Polen Fotos, a companhia coloca motoristas, pedestres e consumidores como protagonistas de suas práticas de responsabilidade social. “Segurança no trânsito é um dos pilares do engajamento da Goodyear com a comunidade, encontrando no Movimento Maio Amarelo uma forma muito eficiente de disseminar a conexão da segurança viária e da cidadania no trânsito com os nossos valores globais. Para nós, é uma grande satisfação apoiar a iniciativa e continuar estimulando nossos públicos – incluindo motoristas, pedestres e passageiros – a priorizarem uma convivência no trânsito com respeito e segurança”, afirma Daniela Teixeira, gerente de Assuntos Corporativos da Goodyear. 60- BORRACHAAtual

Neste mês de maio, o Polen Fotos, em parceria com a Goodyear, ajuda a disseminar o Maio Amarelo. Para participar da ação, ao acessar o aplicativo (disponível para download gratuito na Play Store, loja oficial para smartphones Android), basta selecionar o Movimento Maio Amarelo dentre as campanhas apoiadas e compartilhar nas redes sociais uma ‘selfie’ com a moldura da Goodyear. As publicações poderão incluir um texto editado pelo usuário e hashtags da campanha, como #AtençãoPelaVida e #EuSou+1 (por um trânsito mais humano). Nessas imagens, que serão visualizadas e aprovadas pela equipe do Polen Fotos, os participantes poderão mostrar como contribuem para a segurança no trânsito – com fotos que os exibem usando o cinto de segurança, por exemplo. São até 120 fotos que poderão ser compartilhadas dentre todos os usuários utilizando molduras da Goodyear. O Polen Fotos permite que os usuários concretizem doações de empresas que apoiam campanhas em prol de ONGs e entidades com diferentes causas. O que torna essa ação realidade é o compartilhamento nas redes sociais da própria foto (‘selfie’) decorada com molduras personalizadas, sem custo para o usuário.

Braskem investe R$ 26 milhões em projetos de responsabilidade social Melhorar a vida das pessoas por meio de soluções sustentáveis da química e do plástico é o propósito da Braskem, maior petroquímica das Américas. Além de ações que fomentam a indústria petroquímica nacional, a empresa apoia projetos socioambientais, culturais e esportivos no Brasil


e no mundo. Somente em 2015, cerca de R$ 26 milhões foram destinados pela Braskem e seus Integrantes para projetos socioambientais, culturais e esportivos no Brasil. “Esse incentivo faz parte do compromisso da Braskem com as comunidades onde está inserida, com a sociedade e com o planeta. Buscamos e apoiamos projetos que estejam alinhados com o nosso propósito de melhorar o desenvolvimento humano e socioambiental por meio da química e do plástico”, afirma Luiz Gustavo Ortega, líder de Desenvolvimento Sustentável na Cadeia de Clientes e Sociedade.

Alguns projetos apoiados pela petroquímica * O Instituto Fábrica de Florestas (IFF), com apoio da Braskem, da Cetrel - Odebrecht Ambiental, e do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic), capacitou em 2015 mais de mil pessoas e sensibilizou outras cerca de 17 mil sobre a importância da preservação ambiental. Ainda em 2015, o IFF também produziu mais de 116 mil mudas, e destas, cerca de 39 mil foram plantadas e monitoradas. Para a construção de comunidades ambientalmente responsáveis a partir da ampliação, recuperação e manutenção de áreas verdes, com educação ambiental integrada, o IFF trabalha em parceria com a comunidade local para realizar a coleta de sementes, produção e plantio de mudas nativas e manutenção das áreas plantadas. Além disso, por meio do Programa de Educação Ambiental (PEA), realiza a capacitação de professores e visitas guiadas aos seus Viveiros Escola para alunos das redes pública e privada. * O ser+ realizador é uma iniciativa de colaboração fomentada pela Braskem em parceria com a Ambev, Bunge, Gerdau e Sebrae, que tem como objetivo aumentar a reciclagem de resíduos pós-consumo no Brasil, aliando a promoção de eficiência da cadeia produtiva da reciclagem à inclusão e ao desenvolvimento socioeconômico dos catadores. Contou em 2015 com 70 cooperativas, apoiadas em diversos estados brasileiros, inclusive naqueles onde a Braskem está presente: São Paulo, Alagoas, Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Nesse ano, foram 3.538 os catadores beneficiados pelo projeto. * O Edukatu, primeira rede online de aprendizagem sobre consumo consciente e sustentabilidade, alcançou em 2015 a marca de 20 mil cadastrados, estudantes e professores provenientes de mais de 2 mil escolas em 27 estados. Destes, mais de sete mil se envolveram diretamente em projetos de intervenção em suas comunidades escolares, mobilizando cerca de 43 mil pessoas para o consumo consciente. Ainda em 2015, a campanha de mobilização “A Natureza das Coisas”, criada para estimular a discussão e análise dos impactos do ciclo de vida dos produtos, que vai desde a produção até o uso e descarte, envolveu escolas de todo o Brasil e teve um alcance total de mais de 10 mil pessoas. Nessa edição, foram premiados três professores, um de São Paulo e dois de Alagoas. A Braskem e o Instituto Akatu promovem a plataforma com o apoio da HP, Fundação Cargill, Sabesp, Costa Brava, KPMG e Grupo Mais Unidos, e apoio institucional do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério da Educação.

BORRACHAAtual - 61


Notas e Negรณcios

62- BORRACHAAtual


SAE Brasil faz 25 anos Em 1991 anos o norte-americano Ed Mabley, diretor da Ford para o programa Cargo e ex-presidente da SAE International, desembarcava no Brasil com John Casker, responsável pela expansão da entidade, com a missão de apoiar engenheiros na implantação da SAE BRASIL, que viria a ser a primeira afiliada da SAE International fora dos Estados Unidos. Naquele ano o presidente Fernando Collor de Mello abria o mercado brasileiro para a importação de veículos. Bem antes de sua fundação propriamente dita em dezembro de 1991, a semente da SAE BRASIL foi lançada em 1981 quando Philip Maziotti, diretor da Dana e então presidente da SAE International, veio ao Brasil e convidou engenheiros locais do setor automotivo para a reunião que estabeleceria as bases da filial brasileira. Apoiada por expoentes da engenharia brasileira como Carlos Buechler (General Motors do Brasil), Luc de Ferran (Ford), Berndt Wieldeman (Volkswagen), Ferdinand Panik (Mercedes-Benz), Ozires Silva e Horacio Forjaz (Embraer) Fernando Almeida (VW Caminhões/Chrysler), Flaminio Leme (Eaton), Edmir Bertolaccini e Vivaldo Russo (Clark), Fábio Braga e Marcus Bonito (TRW), Guilherme Sortino e Alberto Futuro, entre outros, a SAE BRASIL desenvolveu seu quadro associativo. SAE BRASIL em números - A SAE BRASIL conta atualmente com 6 mil associados, mais de mil deles atuantes voluntários dos programas da entidade. Está representada em sete Estados e 10 Seções Regionais: São Paulo (Seções São Paulo, Campinas, São Carlos/ Piracicaba, e São José dos Campos), Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul (Seções Caxias e Porto Alegre), Paraná/Santa Catarina e Bahia, sedes das 10 Seções Regionais caracterizadas por polos tecnológicos em diversos segmentos da engenharia. Em nível global a instituição SAE está presente em 100 países e soma aproximadamente 138 mil sócios. Atualmente a associação promove mais de 50 eventos por ano, entre simpósios, fóruns, colóquios, palestras e congresso, que contam com cerca de 18 mil participantes. Ao longo de sua história no Brasil a SAE promoveu mais de 500 cursos e palestras com cerca de 8 mil horas de conteúdo ministrado a 7,5 mil pessoas. Nos 24 congressos anuais realizados, eventos-âncora da programação da entidade que conta com a participação de renomados especialistas do Brasil e do Exterior, recebeu cerca de 120 mil visitantes e apresentou 3,4 mil trabalhos técnicos relacionados à engenharia da mobilidade com tecnologias no estado da arte. Também realizou dezenas de simpósios técnicos em várias regiões do País. Mais de 33 mil estudantes de engenharia de instituições de ensino, de Norte a Sul do País, desenvolveram projetos, construíram protótipos e os levaram para as competições dos programas estudantis da SAE BRASIL Aerodesign, Fórmula, Baja e Demoiselle, conquistando títulos nacionais e internacionais nas competições promovidas pela SAE International realizadas nos Estados Unidos. BORRACHAAtual - 63


64- BORRACHAAtual


BORRACHAAtual - 65


66- BORRACHAAtual


BORRACHAAtual - 67


Matéria Técnica

Modernas técnicas da Cura Peroxídica Por: Antonio D´Angelo

Introdução O constante e rápido avanço tecnológico associado a especificações cada vez mais rígidas e a maior consciência quanto aos problemas toxicológicos, tem nos conduzido, rapidamente, à substituição da vulcanização tradicional, via enxofre e aceleradores, pela reticulação/cura por peróxidos orgânicos.

livres que vão abstrair hidrogênio principal

decomposição não são tóxicos e atendem

no tratamento de farinha, foi usado na

aos requisitos da higiene industrial.

vulcanização de borracha natural. Este novo método tinha suas limitações, pois produzia vulcanizados com baixa resistência ao calor. No início dos anos

Peróxidos como reticulantes são usados para:

50, com o surgimento do Peróxido de Dicumila e sua efetiva comercialização,

• Isolamento e capa de fios e cabos

iniciou-se sua utilização na reticulação

(PE, EPM, EPDM, EVA, CPE, CR).

da borracha de silicone e polímeros

Os peróxidos orgânicos formam radicais da cadeia

de Dibenzoila, que na época era usado

do

polímero,

dando origem a radicais poliméricos. A combinação de dois radicais resulta em uma reticulação ("crosslinking") com ligação C-C, formando energia de ligação (82 kcal).

saturados tipo EPM, silicone e algumas

• Guarnições

e

perfis

reticulados,

poliolefinas (polietileno).

em banho de sal (LCM) ou vapor (PE, EPDM, CR).

Pelo processo de Crosslinking verificouse a possibilidade de atribuir ao

• Guarnições e perfis reticulados em

termoplástico propriedades de um termo

túnel de ar quente.

fixo e a um elastômero propriedades elásticas.

• Mangueiras e Tubos isentos de materiais extraíveis, em altas temperaturas (158°C),

Aplicações. Do ponto de vista de estabilidade

exemplo: radiadores em EPDM. Tubos em NBR a temperaturas de até 120°C e

térmica, a reticulação com peróxidos

Com a finalidade de ser adequado

orgânicos, por ter maior força de ligação,

para aplicações técnicas um agente

é muito mais estável que a ligação de

reticulante à base de peróxido deve

• Solados, palmilhas, entresolas, sandá-

carbono/enxofre/carbono e conferem

reunir certo número de condições.

lias microporosas, compactos ou expan-

boas propriedades quanto à resistência

Deve ser seguro de manusear durante o

didos (EVA, PE, SBR, blendas etc.).

ao envelhecimento, já as ligações que se

transporte, estocagem e processamento.

formam através do sistema convencional

Deve ser de baixa volatilidade, para

• Revestimento de cilindros (EPDM,

de vulcanização são do tipo C - S ou

evitar perda durante a mistura. Deve

NBR, Silicone).

C - S - C, cujas energias de ligação

ser suficientemente compatível com

tendem a se quebrar ou rearranjar

elastômeros e plastômeros. A natureza

quando o polímero é submetido ao calor

de seus produtos de decomposição

ou esforços mecânicos.

deve ser tal que uma rápida reticulação

• Artigos

aconteça na temperatura ideal de

tubos de silicone.

Descoberta da cura por Peróxido Orgânico.

HNBR para temperaturas até 150°C.

• Rotomoldagem (PE, EVA). médicos,

por

exemplo,

decomposição. Deverá reagir de tal modo que a reticulação seja a única

• Artigos expandidos com estrutura

modificação a ocorrer no polímero.

celular fechada (PE, EVA, CM).

agente de reticulação foi relatado pela

Também deverá ser ativo na presença

Os polímeros que são reticuláveis ou

1ª vez por Ostromislenski em 1915.

de cargas inertes ou reforçantes.

não com peróxidos estão listados na

Neste estudo experimental o Peróxido

Os peróxidos e seus produtos de

tabela a seguir:

O uso de um peróxido orgânico como

68- BORRACHAAtual


Além dos elastômeros de uso geral já

reticuladas por peróxidos.

mencionados neste trabalho, há uma

Obs. Os polímeros PVC, PP e PS não podem ser diretamente reticulados, entretanto, com peróxidos especiais formam ligações cruzadas, melhorando a dureza, o módulo e a processabilidade.

série de elastômeros especiais cuja

Misturas de EPDM e polietileno são

tecnologia oferece melhor performance,

freqüentemente usadas. Quando o

possibilidades de blendas e ligas mediante

polietileno é o polímero predominante

a alternativa da cura peroxídica. Ao

(80% a 90% da mistura), o EPDM

contrário da vulcanização por enxofre,

melhora a qualidade da superfície e

os peróxidos não mostram grandes

a estabilidade dimensional durante

diferenças na sua taxa de reação na

a

presença de dois polímeros diferentes.

permite operar em maior velocidade

Isto permite a vulcanização de misturas

e temperatura. Se o EPDM, contudo,

de polímeros saturados e insaturados,

predominar, a adição de polietileno

como meio de otimizar as propriedades

resulta em um aumento de dureza.

extrusão

e

ao

mesmo

tempo

químicas e físicas do produto final. Por exemplo, misturando SBR e EPDM, numa razão de 70:30 é possível se

Vantagens do uso do Peróxido Vs Vulcanização tradicional

obter um vulcanizado com a resistência mecânica do SBR e a resistência do Resumidamente indicamos as

ozônio do EPDM.

vantagens como segue: Nesta e em outras misturas similares, as taxas de vulcanização dos componentes

• Melhor resistência à deformação

misturados diferem tanto em extensão

permanente;

quando um sistema baseado em enxofre

• Tipos especiais resistentes ao oxigênio;

é utilizado, que o primeiro polímero

• Melhor resistência ao envelhecimento;

estaria

• Alta resistência térmica;

completamente

vulcanizado

antes da vulcanização do segundo

• Cura de polímeros saturados e

haver iniciado (neste caso o EPDM ).

insaturados; • Aumenta a possibilidade de cura

O resultado seria um vulcanizado

de Blendas;

bastante heterogêneo. Portanto, já

• Excelente estabilidade do composto

que a reticulação via peróxido não está

pronto;

na dependência das duplas ligações

• Cores mais vivas e branco com

nos substratos, o peróxido reticula

maior alvura;

ambos simultaneamente. Um produto

• Características não manchantes;

homogeneamente reticulado é então

• Ciclos de vulcanização rápidos;

obtido. Do mesmo modo, a resistência

• Melhor homogeneidade da massa;

ao ozônio da borracha natural pode ser

• Possibilidade de acelerar diretamente

fortemente melhorada pela mistura

no bambury;

com EPDM.

• Significativa redução dos itens de mistura da massa;

Em certas aplicações, EPDM é misturado

• Economia por ausência de massas

por razões de custo com o copolímero de

pré-vulcanizadas;

etileno vinil acetato (EVA), a conhecida

• Redução de itens no estoque;

resistência do EPDM ao ozônio.

• Otimização e maior produtividade; • Peças reticuladas podem ser recicladas

Devido à presença do EVA, misturas

sem criogenia ou autoclavagem

deste

• Custos menores.

tipo

somente

podem

ser

BORRACHAAtual - 69


Matéria Técnica tempo de scorch é na faixa de 80°C e a

Influência do excesso dos agentes de vulcanização

cura ocorre a 110/130°C. A quantidade de peróxido orgânico a ser utilizada influencia diretamente o estado de cura, mas pode causar um efeito negativo no grau de cura do manufaturado. Muito embora o excesso de peróxido seja menos nocivo ao artefato do que na vulcanização com enxofre, quando este excesso afeta muito mais severamente quase todas as

propriedades

físico-mecânicas,

agrava a tendência à eflorescência e à semi-ebonite.

Fatores que determinam a escolha do peróxido.

Em primeiro lugar deve-se selecionar o peróxido em função do polímero a ser reticulado levando-se em conta as condições a que o mesmo deverá ser submetido durante o processamento e propriedades finais desejadas. Assim sendo, não poderá ser usado um peróxido de baixa temperatura em um polímero

Retilox R40 – T. Butil Perbenzoato modificado 40% B) Retilox DCP 40 – Peróxido de dicumila 40% C) Retilox TC 40 Terc. Butil Peroxi-3,3,5- Trimetil Ciclohexano modificado 40%

cuja decomposição aconteça antes do mesmo atingir a plasticidade necessária à incorporação dos ingredientes e no

Segurança de processo e velocidade de cura

Influência dos Ingredientes

caso do material acabado, por exemplo,

Via de regra, alguns materiais ácidos

pode-se requerer a não alteração de

Em geral, o estado de cura equivale

normais em vulcanização com enxofre,

coloração no vulcanizado.

ao grau de decomposição térmica do

retardam a vulcanização com peróxido.

peróxido, portanto, deve ser levado

É o caso do ácido esteárico, sendo

A quantidade de peróxido requerida

em conta que o grau de segurança

recomendada sua retirada parcial ou

depende da estrutura do peróxido, do

do

da

total da formulação, visando um melhor

polímero a ser reticulado e dos demais

temperatura em que o peróxido será

aproveitamento da cura peroxídica.

aditivos presentes na formulação,

processado e curado. Assim sendo,

Deve-se, contudo, conservar o óxido

havendo necessidade em alguns casos

sempre que se desejar a reticulação

de zinco.

da eliminação total ou parcial de

em uma temperatura muito baixa

alguns deles.

arrisca-se

peróxido

usado

depende

a

As cargas comumente utilizadas devem

prejudicar a incorporação no polímero

ser básicas ou neutras. Os glicóis (DEG,

A quantidade de peróxido necessária

que necessita estar em um estado

PEG) e Trietanolamina (TEA) são úteis,

para o correto crosslinking dos diversos

plástico para receber o peróxido a

contudo, no caso da inibição causada

polímeros varia, mas, basicamente

ser incorporado. O exemplo mais

pelas cargas ácidas.

poderá ser esboçada na tabela a

clássico é do silicone, que permite sem

Alguns peróxidos são sensíveis à

seguir levando-se em conta que os

grandes problemas a incorporação dos

presença do negro de fumo tornando

extremos seriam exceções, em função

peróxidos de baixíssima temperatura de

difícil a utilização dos mesmos em

das características finais e da ação dos

reticulação, como é o caso do peróxido

compostos com estas cargas.

demais ingredientes.

de dibenzoíla e dicloro-benzoíla, cujo

Neste

70- BORRACHAAtual

em

primeiro

lugar

caso,

consegue-se

atenuar


este

inconveniente

peróxidos com

usando-se

modificados

exclusividade

os

Reações finais:

peróxidos podem ser inibidos pela

produzidos

pela

RETILOX,

eliminando-o em grande parte.

presença de negros de fumo, conforme O Cátion (4) pode reagir com água e formar fenil-isopropanol ou ser convertido

em

metil

estireno.

O Hidroperóxido de Cumila (3) pode

Cargas

sofrer decomposição em acetona e fenol. Dependendo do tipo e quantidade

Um grande número de cargas é usada

de carga usada pode-se chegar à

pela indústria na tentativa de atingir

inibição completa do peróxido.

propriedades

diversas.

As

Agentes modificadores de acidez

negros de fumo, as sílicas pirogênicas

das cargas

carbonato).

Estes

Vários

Na cura peroxídica, os plastificantes necessitam de maior atenção do que na cura tradicional. Os óleos minerais que consomem peróxido retardando ou inibindo a cura e as propriedades finais, conforme representado na figura a seguir:

ou precipitadas, cargas de enchimento talco,

Plastificantes

podem reagir com os radicais livres

cargas

reforçantes normalmente usadas são os

(caulim,

já citado anteriormente.

ingredientes

agem

sobre

últimos casos são classificados como

a

não-reforçantes ou semi-reforçantes,

minimizar o efeito da acidez ou até

na melhor das hipóteses. As demais

evitar totalmente este inconveniente.

cargas como o carbonato de cálcio e

Além dos co-agentes os seguintes

as dolomitas são classificadas como

materiais podem ser tentados:

superfície

das

cargas

podendo

cargas inertes ou diluentes. Também os talcos de granulométrica mais fina e/

- Etileno Glicóis - DEG e o PEG

ou tratados superficialmente começam

- Trietanolamina

a ser usados industrialmente.

- TEA

Neste último caso pode haver uma

No caso das cargas brancas uma melhor

decomposição heterolítica impedindo a

interação pode ser conseguida através

formação de radicais como no exemplo

do tratamento superficial com silano,

da

que torna as partículas completamente

Plastificantes Sintéticos

apolares. Vários estudos mostraram

do tipo éster:

Decomposição

heterolítica

do

peróxido de dicumila.

Influência dos óleos minerais em formulação de EPDM

na prática que as características físicoFtalanos - DBP; DOP; DIDP.

No caso da inibição causada pelas

mecânicas dos caulins, por exemplo,

cargas ácidas, alguns peróxidos são

melhoram

sensíveis à presença do negro de

Silanização, havendo:

Sebacatos - DOS.

mesmos em compostos com estas

- Aumento de mais de 50% na tensão

Adipatos - DOA.

cargas.

da ruptura.

drasticamente

após

a

fumo, tornando difícil a utilização dos Neste

caso,

consegue-se

Trimetilatos - TOTM.

atenuar este inconveniente usando-se os peróxidos modificados produzidos

- Aumento de 100% na deformação

com

permanente.

Alquil Benzenos - DDB etc.

- Melhoria nas propriedades elétricas

Praticamente não interferem na cura

finais.

peroxídica, mas outros fatores podem

exclusividade

pela

RETILOX,

eliminando-o em grande parte. Etapas da reação

limitar seu uso, tendo em vista as Próton de Hidrogênio em condições

- Já os negros de fumo de menor

características finais do composto

fortemente ácidas gerando o íon (1)

tamanho de partícula (N-326 e N-330),

e a compatibilidade com o polímero

Decomposição (2) em uma molécula

apresentam

usado,

melhor

reforçamento

a

influência

dos

diversos

de Hidroperóxido de Cumila (3) e

que os de partícula maiores (N-762),

plastificantes e seu grau de pureza são

Cátion (4).

levando-se em conta que determinados

demonstrados na tabela a seguir: BORRACHAAtual - 71


Matéria Técnica propriedades dinâmicas dos compostos

Influência dos plastificantes na cura Peroxídica

de EPDM constantes das especificações modernas. Também a resistência à deformação permanente piora de forma desastrosa nas temperaturas mais altas (150°C).

Os principais tipos de co-agentes são listados na tabela a seguir:

Agentes de proteção Os

agentes

de

Co-agentes proteção

classificados

normalmente

antioxidantes

e/ou

são

Os co-agentes não só melhoram a

como

eficiência da reticulação como tornam

Nova geração de Peróxidos Orgânicos resistentes ao oxigênio - série /AR

antiozonantes

possível o uso em compostos onde os

Esta

e a função é justamente tornar

peróxidos eram banidos devido a fraca

velocidade

inativos alguns radicais resultando na

atuação, como já foi explicado no item

segurança de processo em relação à

inativação da ligação peroxídica. Isso

referente à influência dos ingredientes.

aceleração convencional, via enxofre

exige delicada escolha do tipo a ser

A maioria dos co-agentes usada até

e aceleradores. Trata-se de peróxidos

utilizado e das quantidades envolvidas,

pouco tempo pertencia à classe dos

de

de modo a garantir a eficácia nas

metacrilatos

alílicos,

desenvolvidos para suportar o ataque

propriedades antiozonantes,

finais.

No

geralmente

ou

derivados

tecnologia

última

de

incorpora cura

geração,

e

alta maior

especialmente

caso

de

mas, outros materiais têm surgido

do oxigênio no processo de vulcanização

não

se

ultimamente em número crescente.

continua em túnel de ar quente e

recomenda seu emprego na cura com

que confere melhores propriedades

peróxido já que na maioria dos casos

O co-agente mais usado até poucos

físicas ao perfil comparativamente a

seu uso, não sendo necessário, onera

anos atrás foi o enxofre, mas tendo

vulcanização com enxofre, muito mais

o custo da formulação e gera diversos

sérias

antiga, que já chegou ao extremo da

inconvenientes. Os tipos mais comuns

uso,

estão listados na tabela a seguir:

tremenda diferença deste material nas

restrições estudos

quanto

ao

demonstraram

seu uma

sofisticação e aperfeiçoamento. Com esta nova série de peróxidos / AR, consegue-se uma performance cada vez mais condizente com sua potencialidade. Isto é obtido através da exclusiva tecnologia (AR), desenvolvida com

exclusividade

pela

RETILOX,

que confere um scorch mais seguro, com maior velocidade de cura e características físicas melhoradas em relação à vulcanização convencional. Visando não somente melhorar suas características, já superiores às da vulcanização tradicional com enxofre, como ampliar ainda mais seus campos Já para os anti-ozonantes a lista seria muito extensa uma vez que os de uso mais comum são as ceras microcristalinas cuja função é migrar para a superfície e evitar a ação do ozônio do meio ambiente. Os demais casos são produtos químicos complexos e no caso de uso é preferível consultar os fornecedores e a literatura técnica específica, ou quando possível utilizar blendas (EVA, EPDM), que evitariam a utilização dos antioxidantes. 72- BORRACHAAtual

de utilização. Mostraremos a seguir alguns exemplos de peróxidos que usam esta nova tecnologia.


Fórmula

Temperatura de Vulcanização: 170ºC

Demonstrativo dos novos tipos Peróxidos - Tecnologia /AR

Tempo: 6 min.

Não foi observado o fenômeno da clivagem na superfície do perfil reticulado

Os peróxidos acima destacados fazem

Casos Práticos

parte da nova tecnologia desenvolvida

Neste comparativo em EPDM, foi utilizada a tecnologia de reticulação da Retilox no processo de vulcanização contínua por ar quente, sem uso de nitrogênio no túnel e com peróxido de última geração, onde se obtém propriedades

físicas

melhoradas,

principalmente DPC e velocidade de cura.

para vulcanização continua em túnel de ar quente, classificados de acordo com a temperatura em que será aplicado: alta, média e baixa. Utilizados em uma ampla gama de elastômeros. Características Físicas do Vulcanizado:

CASOS PRÁTICOS EFICIÊNCIA DO PERÓXIDO EM BORRACHA ACRILONITRILA BUTADIENO (NBR) RETILOX DPP 99% (160 e 180oC) x RETILOX TC 40 C (160oC)

Características Reométricas

BORRACHAAtual - 73


Matéria Técnica Reometria RETILOX DPP 99% - 160o C

CONCLUSÃO As novas e exclusivas tecnologias de: - Peróxidos de dicumila sem odor, - Bis peróxido sem blooming, - Peróxidos AR resistentes ao oxigênio em vulcanização contínua, em túnel de ar quente /AR, - Peróxidos especiais para autoclave, - Peróxidos ultra fast com maior segurança no scorch. Todos eles proporcionam uma cura eficiente de vários tipos de polímeros saturados e insaturados, com ausência de

Reometria RETILOX DPP 99% - 180o C

Eficiência do Peróxido em Borracha

pegajosidade ou clivagem, na presença

ACRILONITRILA BUTADIENO (NBR)/ PVC

de oxigênio, ausência de nitrosaminas, maior

produtividade,

com

melhores

propriedades físicas quando comparado à cura convencional, e estabilidade da massa sem ocorrência de pré-cura em massas já aceleradas, podendo-se produzir peças brancas com excelente alvura e coloridas em geral com cores muito vivas com baixo consumo de pigmentos, e custos globais altamente competitivos. Referências Bibliográficas

Reometria RETILOX TC 40 ZP - 160o C

1. Peroxide Curing of Du Pont Nordel Hidrocarbon Rubber by Gilbert T. Perkins. 1977. 2. Aperfeiçoamento e novas aplicações da Vulcanização Peroxídica. Retilox. 8º congresso Brasileiro da borracha - Antonio D'Angelo. 3. Chemically Crosslinked Polyethylene: Stanton C. Martens. Vderbilt Rubber hand book - 1968 edition. 4. Compounding Characteristics for Peroxide Cure - W.C - A.C.S. Pittsburght, Penn. 1994. AFICEF, Lion Frande, 1981. 5. Crosslinking of Polyethylene with 1.3 (terc. Butyl peroxi-isopropilbenzene) L.W. Damon, Deventer Holland. 6. Lower temperature Organic Peroxide Crosslinking Agent, Bulletin Lucidol Pennwalt. 7. Peroxide Crosslinking of EPDM Rubber - Ralph Annicelli - R.T. Vanderbilt Company. 8. Modernas técnicas de cura peroxídica. Retilox - Antonio D'Angelo, Antonio C.M. Feijó.ABTB Sul- 2003. 9. Organic Peroxides for Crosslinking Polyethylene - Techinical Bulletin Pennwalt Chemical Dept. New York. 10. Diacyl Peroxides Product Bulletin - Lucidol Pennwalt, Buffalo, New York 11. Organic Peroxides as crosslinking Agents. A.L. Berg. Akzo Chemic BV. Amersfort, Holland. Plastic Adhesives Handbook. Karl Anser Verlag, 1983. 12. Crosslinking of Polimers with Sulphur Accelerators or Peroxides by W.C. Endstra, B.D. Seebeger and Md. Ivany Akzo Nobel Central Research Dept. Meeting at A.C.S Pittsburght, Penn, 1994.

Comparativo de Propriedades Físicas

13. Organic Peroxides for Crosslinking Apllication, SRC. 83 by W.C. Endstra - Copenhagen Den. 1983.

RETILOX DPP 99% (160 e 180oC) x

14. Levapren 500 - Halogen free cable jacket with goog flame retardant propierties based on Levapren 500. Dipl.

RETILOX TC 40 ZP (160oC)

Ing. G. Warbig - Regional Meeting of 15. Coagent Selection for rubber aplications - Richard Costlin and Jeffrei Holliday. Sartomer Company. Exton PA 19. 341 16. Some fundamental Considerations in the Use of Coagent in Peroxides Curable Elastomers. Ronald Drake and John Labriola - Rycon Resin - A.C.S. Rubber division Meeting. Pittsburght. Penn, 1994. 17. Metalic Coagents for Rubber to Metal Adhesion. Richard Costin and Walter Nagel - Sartomer Company Exton Penn. 19. 341 18. New Developments in Curing Halogen containing polymers. Robert Ohm. R.T. Vanderbilt Company, Rubber World. Vol. 215, n.1, 1998. 19. The next generation in silicone Rubber, TUFFEL II technology. M. Hagen Jr. G.E. Silicones. 20.Scorch Resistant Crosslinking in EPDM Wire and cable aplications. Technical Paper Lucidol Pennwalt. Bufalo New York.

74- BORRACHAAtual


Frases & Frases “A ferida vive no fundo do coração.” Virgílio (poeta romano)

“Quase sempre, a responsabilidade confere grandeza ao homem.” Stefan Zweig

“O corajoso tem coragem e o destemido gosta de mostrá-la.” Joseph Joubert

“A riqueza pode vir até nós, mas nós é que temos de ir até a sabedoria.” Edward Young

“Podemos fazer muito com o ódio, porém mais ainda com amor.” William Shakespeare

“Prefiro de longe a violenta crítica de um único homem de espírito à aprovação leviana da massa.” Johannes Kepler

“A pressa contradiz o tempo, que é sempre relativo.” Tony Flags

“Ninguém é mais escravo do que aquele que acredita que é livre mas não é. “ Johann Wolfgang von Goethe “As almas vazias são atraídas pelas opiniões extremadas.” William Butter Yeats “As misérias da vida ensinam a arte do silêncio.” Sêneca (filósofo romano) 75- BORRACHAAtual

“Nós não encontramos a solidão, nós a fazemos.” Marguerite Duras “Confiança demais atrai o perigo.” Pierre Corneille “O papel principal do professor é despertar a alegria de trabalhar e conhecer.” Albert Einstein “Distrair-se do seu amor é rumar para a solidão.” Charles Bright BORRACHAAtual - 75


Classificados

LT QUÍMICOS

Atuando nos mercados de Borracha e Plástico.

Trabalhando com uma ampla linha de produtos: -

Poliuretanos Sólidos para revestimento de cilindros, petróleo e calçados. Mídias para rebarbação criogência de peças de borracha. Mídias para limpeza de moldes. Equipamentos para rebarbação criogênica e para limpeza de moldes. Aditivos para PVC. Negro de fumo. Óxido de zinco ativo e nano óxido de zinco Av. Pedro Severino Jr. 366 - cj. 35 - São Paulo/SP info@ltquimicos.com.br - www.ltquimicos.com.br Tel: (11)

76- BORRACHAAtual

5581.0708


BORRACHAAtual - 77


2016 JULHO 02 e 09.07 • Curso Otimização da Performance dos Motores de Combustão Interna Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016 13 a 15.07 • LATIN AMERICAN & CARIBBEAN TYRE EXPO - ATLAPA Convention Center, Cidade do Panamá / PANAMÁ Informações: www.latintyreexpo.com ou contate Yamila Ansourian pelo e-mail yamila@latintyreexpo.com ou tel +1 786-293 5186. 18 a 22.07 • USA RUBBER INDUSTRY FORUM 2016 - Pittsburgh, Pennsylvania/USA Informações: www.technobiz-usa.com ou contate Peram Prasada Rao pelo e-mail inquiry@technobiz-usa.com ou tel +1-615-443-0094.

AGOSTO

11 a 13.10 Simpósio Educacional - durante a Conferência Internacional Elastomer em Pittsburgh, OH / Rubber Division ACS Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber.org/upcoming-training 11.10 - Introdução à Tecnologia da Borracha para Não-Tecnólogos - Misturadores Internos e Parâmetros de Mistura 12.10 - Moldagem de Borracha

01 a 05.08 • Curso Flexlab de Tecnologia da Borracha Informações: FLEXLAB pelo tel. (11) 2669 5094; e-mail: flexlab@flexlabconsultoria.com.br ou acesse www.flexlabconsultoria.com.br

13.10 - Noções Básicas de Silicone - Introdução à Borracha Bonding

05 e 06.08 • Curso Dinâmica Veicular Aplicada a Veículos de Competição Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

14 e 15.10 • Curso Aerodinâmica Veicular Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

12.08 • Estudo dos Elastômeros de EPDM - Modulus Consultoria Técnica e Treinamentos em Borracha Informações: Evelin Oliveira através dos e-mails treinamentos@modulusconsultoria.com.br / modulus@modulusconsultoria.com.br, Tel/Fax: 55 11-4226 4443 ou www.modulusconsultoria.com.br

19 a 21.10 • Curso Conceitos Gerais Sobre Torque, Processos de Aperto e Metodologia para Controle do Torque Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

SETEMBRO 08.09 • Introdução à Composição e Teste de Elastômeros - Fort Wayne, IN/Rubber Division ACS Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber.org/upcoming-training 15 e 16.09 • Iniciação à Tecnologia da Borracha - Modulus Consultoria Técnica e Treinamentos em Borracha Informações: Evelin Oliveira através dos e-mails treinamentos@modulusconsultoria.com.br / modulus@modulusconsultoria.com.br, Tel/Fax: 55 11-4226 4443 ou www.modulusconsultoria.com.br 23/09 a 01.10 • Curso Eletrônica embarcada de sistemas automotivos e sistemas eletrônicos veiculares Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016 27 e 28.09 • Tecnologia da Borracha Aplicada - Akron, OH / Rubber Division ACS Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber.org/upcoming-training

OUTUBRO

21.10 • Estudo dos Aceleradores de Vulcanização - Modulus Consultoria Técnica e Treinamentos em Borracha Informações: Evelin Oliveira através dos e-mails treinamentos@modulusconsultoria.com.br / modulus@modulusconsultoria.com.br, Tel/Fax: 55 11-4226 4443 ou www.modulusconsultoria.com.br

NOVEMBRO 02.11 • Cure Química para Borracha - Lansing, MI / Rubber Division ACS Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber.org/upcoming-training 11 e 12.11 • Curso AeroDesign Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016 24 e 25.11 • Formação de Vendedor Técnico para o Mercado de Borracha - Modulus Consultoria Técnica e Treinamentos em Borracha Informações: Evelin Oliveira através dos e-mails treinamentos@modulusconsultoria.com.br / modulus@modulusconsultoria.com.br, Tel/Fax: 55 11-4226 4443 ou www.modulusconsultoria.com.br

07 e 08.10 • Curso Veículos Elétricos e Híbridos Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

DEZEMBRO

10 a 13.10 • 2016 International Elastomer Conference - International Rubber Expo, 190th Technical Meeting & Educational - David L. Lawrence Convention Center, Pittsburgh, PA / USA Informações: www.rubber.org/2016-international-elastomer-conference e www.rubberiec.org

05 e 08.12 • India Rubber Industry Forum 2016 - Bengaluru, Karnataka / ÍNDIA Informações: www.technobiz-india.com ou contate Peram Prasada Rao pelo e-mail peram@technobiz-asia.com ou Tels: +91-9492 812 519 / +66-2-933 0077

78- BORRACHAAtual


JULHO 02 e 09.07 • Curso Otimização da Performance dos Motores de Combustão Interna Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016 13 a 15.07 • LATIN AMERICAN & CARIBBEAN TYRE EXPO - ATLAPA Convention Center, Cidade do Panamá / PANAMÁ Informações: www.latintyreexpo.com ou contate Yamila Ansourian pelo e-mail yamila@latintyreexpo.com ou tel +1 786-293 5186. 18 a 22.07 • USA RUBBER INDUSTRY FORUM 2016 - Pittsburgh, Pennsylvania/USA Informações: www.technobiz-usa.com ou contate Peram Prasada Rao pelo e-mail inquiry@technobiz-usa.com ou tel +1-615-443-0094.

AGOSTO

11 a 13.10 Simpósio Educacional - durante a Conferência Internacional Elastomer em Pittsburgh, OH / Rubber Division ACS Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber.org/upcoming-training 11.10 - Introdução à Tecnologia da Borracha para Não-Tecnólogos - Misturadores Internos e Parâmetros de Mistura 12.10 - Moldagem de Borracha

01 a 05.08 • Curso Flexlab de Tecnologia da Borracha Informações: FLEXLAB pelo tel. (11) 2669 5094; e-mail: flexlab@flexlabconsultoria.com.br ou acesse www.flexlabconsultoria.com.br

13.10 - Noções Básicas de Silicone - Introdução à Borracha Bonding

05 e 06.08 • Curso Dinâmica Veicular Aplicada a Veículos de Competição Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

14 e 15.10 • Curso Aerodinâmica Veicular Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

12.08 • Estudo dos Elastômeros de EPDM - Modulus Consultoria Técnica e Treinamentos em Borracha Informações: Evelin Oliveira através dos e-mails treinamentos@modulusconsultoria.com.br / modulus@modulusconsultoria.com.br, Tel/Fax: 55 11-4226 4443 ou www.modulusconsultoria.com.br

19 a 21.10 • Curso Conceitos Gerais Sobre Torque, Processos de Aperto e Metodologia para Controle do Torque Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

SETEMBRO 08.09 • Introdução à Composição e Teste de Elastômeros - Fort Wayne, IN/Rubber Division ACS Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber.org/upcoming-training 15 e 16.09 • Iniciação à Tecnologia da Borracha - Modulus Consultoria Técnica e Treinamentos em Borracha Informações: Evelin Oliveira através dos e-mails treinamentos@modulusconsultoria.com.br / modulus@modulusconsultoria.com.br, Tel/Fax: 55 11-4226 4443 ou www.modulusconsultoria.com.br 23/09 a 01.10 • Curso Eletrônica embarcada de sistemas automotivos e sistemas eletrônicos veiculares Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016 27 e 28.09 • Tecnologia da Borracha Aplicada - Akron, OH / Rubber Division ACS Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber.org/upcoming-training

OUTUBRO

21.10 • Estudo dos Aceleradores de Vulcanização - Modulus Consultoria Técnica e Treinamentos em Borracha Informações: Evelin Oliveira através dos e-mails treinamentos@modulusconsultoria.com.br / modulus@modulusconsultoria.com.br, Tel/Fax: 55 11-4226 4443 ou www.modulusconsultoria.com.br

NOVEMBRO 02.11 • Cure Química para Borracha - Lansing, MI / Rubber Division ACS Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber.org/upcoming-training 11 e 12.11 • Curso AeroDesign Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016 24 e 25.11 • Formação de Vendedor Técnico para o Mercado de Borracha - Modulus Consultoria Técnica e Treinamentos em Borracha Informações: Evelin Oliveira através dos e-mails treinamentos@modulusconsultoria.com.br / modulus@modulusconsultoria.com.br, Tel/Fax: 55 11-4226 4443 ou www.modulusconsultoria.com.br

07 e 08.10 • Curso Veículos Elétricos e Híbridos Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

DEZEMBRO

10 a 13.10 • 2016 International Elastomer Conference - International Rubber Expo, 190th Technical Meeting & Educational - David L. Lawrence Convention Center, Pittsburgh, PA / USA Informações: www.rubber.org/2016-international-elastomer-conference e www.rubberiec.org

05 e 08.12 • India Rubber Industry Forum 2016 - Bengaluru, Karnataka / ÍNDIA Informações: www.technobiz-india.com ou contate Peram Prasada Rao pelo e-mail peram@technobiz-asia.com ou Tels: +91-9492 812 519 / +66-2-933 0077 BORRACHAAtual - 79


80- BORRACHAAtual

Ed124  

Revista Borracha Atual Ed 124