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borrachaatual .com.br

Ano XXII • Nº 131 • Jul/Ago 2017 • ASPA Editora

ISSN 2317-4544

12 Michelin desenvolve

pneu para uso urbano

32 Produção de

sílica no Brasil completa 40 anos

52 Polímeros

no Esporte e no Lazer

04 ENTREVISTA Lucas Freire, presidente da Elkem Silicones América Latina

16 NEGÓCIOS

Silicones: Regulamentação pode alavancar o mercado brasileiro


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SUMÁRIO

EDITORIAL

borrachaatual .com.br

Ano XXII • Nº 131 • Jul/Ago 2017 • ASPA Editora

ISSN 2317-4544

12 Michelin desenvolve

pneu para uso urbano

32 Produção de sílica no Brasil completa 40 anos 52 Polímeros

no Esporte e no Lazer

04 ENTREVISTA Lucas Freire, presidente da Elkem Silicones América Latina

16 NEGÓCIOS

Silicones: Regulamentação pode alavancar o mercado brasileiro

32

MATÉRIA DE CAPA SASSMAQ Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade

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Entrevista

10 12

Mecânica 2018 será completamente remodelada

14 16 18 24 26 28 32 38 40 52 55 56 58

Lucas Freire, presidente da Elkem Silicones America Latina

Michelin x Incity Z

Agregando valor ao transporte urbano

Bridgestone Bandag recebe prêmio TopRubber Silicones

Regulamentação pode alavancar o mercado brasileiro

Acontece Especial

Expedição entre SP e NY patrocinada por Mercedes-Benz e Goodyear chega ao fim

Gente Pneus Produção de sílica no Brasil completa 40 anos Proquimil comemora 40 anos de distribuição Notas & Negócios Polímeros: no esporte e no lazer Frases & Frases

Curva Positiva Tempos agitados são ótimos para testarmos nossas habilidades, nossa capacidade de transformação e inovação. Enganam-se aqueles que pensam que estamos indo rumo ao precipício. Na verdade este é um impulso para vôos mais altos. Neste mês apresentamos uma BORRACHA ATUAL com nova editoração, mais moderna e sintonizada com o ritmo do nosso mundo e às necessidades do mercado. Uma das matérias traz informações relevantes e importantes sobre o Silicone, um material cada vez mais utilizado no mundo contemporâneo e que revela diretamente o grau de desenvolvimento de um país. Mostra que o Brasil precisa tomar atitudes pró-ativas para a regulamentação do uso de silicones em aplicações nobres e essenciais, permitindo a criação de demanda e fortalecendo um mercado que passará de potencial para real. Acreditamos que a curva do crescimento já está positiva. Em setembro teremos a publicação do ANUÁRIO BRASILEIRO DA BORRACHA 2017-2018 com os tradicionais dados estatísticos e informações sobre o mercado de borracha e elastômeros, mas com uma novidade. Comentários atuais sobre cada mercado e as perspectivas para o próximo ano. Será mais uma inovação que temos o prazer de compartilhar com vocês, nossos amigos e leitores. Enviem comentários ou sugestões sobre a nova diagramação da Revista BORRACHA ATUAL, lembrando que ainda neste semestre teremos SEMINÁRIO e o TOPRUBBER. Boa leitura amigos!

Classificados

ANTONIO CARLOS SPALLETTA Editor

Agenda

EXPEDIENTE

Ano XXII - Edição 131 - Jul/Ago de 2017 - ISSN 2317-4544 Diretores: Adriana R. Chiminazzo Spalletta Antonio Carlos Spalletta

A revista Borracha, editada pela Editora ASPA Ltda., é uma publicação destinada ao setor de Borracha, sendo distribuído entre as montadoras de automóveis, os fabricantes de artefatos leves, pneus, camelback, calçados, instituições de pesquisa, órgãos governamentais e universidades. As opiniões expressas em artigos assinados não são necessariamente as adotadas pela Borracha Atual. É permitida a reprodução de artigos publicados desde que expressamente autorizados pela ASPA Editora.

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Editora Aspa Ltda.: Rua Com. Bernardo Alves Teixeira, 695 13033-580 – Vila Proost de Souza – Campinas/SP. CNPJ: 07.063.433/0001-35 Inscrição Municipal: 106758-3 Redação: Rua Com. Bernardo Alves Teixeira, 695 13033-580 – Vila Proost de Souza – Campinas/SP. redacao@borrachaatual.com.br

Assinatura e Publicidade: Tel/Fax: 11 3044.2609 assinaturas@borrachaatual.com.br www.borrachaatual.com.br Jornalista Responsável: Adriana R. Chiminazzo Spalletta (Mtb: 21.392) Projeto: Three-R Editora e Comunicação Ltda www.threer.com.br Foto Capa: IVECO. Impressão: Gráfica Josemar Ltda. Tiragem: 5.000 exemplares

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ENTREVISTA

Lucas Freire, presidente da Elkem Silicones América Latina

“Acreditamos que o crescimento vai voltar. Estamos preparados para isso.” Formado em Engenharia Quimica pela Unicamp e com mestrado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas, iniciou sua vida profissional na Rhodia em 1988 como Engenheiro de Processos e em 2003 assumiu a diretoria do negócio de Silicones ainda na Rhodia. Em 2007 se tornou o Presidente da Bluestar Silicones na América Latina e em 2017 o Presidente da Elkem Silicones América Latina. O executivo recebeu a Revista Borracha Atual em seu escritório em São Paulo, quando explicou sobre a mudança do nome da empresa de Bluestar para Elkem e apresentou as novas diretrizes comerciais e industriais.

BORRACHA ATUAL: Trace um histórico do grupo Bluestar no exterior, sua presença no Brasil com a Bluestar Silicones e sua nova fase, agora como Elkem Silicones. LUCAS FREIRE: A Elkem Silicones é uma divisão da Elkem, que faz parte do grupo Bluestar e que por conseqüência faz parte da ChemChine, que é a holding de todo o grupo. Dentro da Elkem há as divisões de silício metálico e também a divisão de silicone. Nós somos a Elkem Silicones. É uma empresa que fatura aproximadamente um bilhão de dólares com participação e presença mundial. É totalmente integrada na cadeia dos silicones. E por que estamos mudando o nome de Bluestar para Elkem? Na verdade as empresas já existiam e sempre foi essa a ideia, quando a Bluestar fez a aquisição. A Bluestar começou fabricando silicones na China, mais focada em commodities. Sua primeira aquisição foi a Rhodia Silicones e, em seguida, em 2010, 2011, fez a aquisição da Elkem como um todo porque queria fazer a integração da cadeia inteira. O silício metálico, junto com o metanol, são as duas principais matérias-primas para fabricar o silicone. Até para assegurar o futuro, o cresci©Foto Redação

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mento sustentável da empresa dentro da cadeia de silicones é necessário fazer essa integração. Nesses anos todas as empresas foram se agrupando, se integrando, até que agora chegou o momento de fazer a integração legal de tudo. Assim, em primeiro de julho foi feita a integração legal do que era Bluestar original, chamada de Xinghuo e Youngdeng, que era a planta de silício metálico, a Bluestar Silicones International, e a Elkem. O grande ponto na visão dos acionistas foi o nome para posicionar a empresa e as aquisições que foram feitas como uma empresa que domina toda a cadeia do silicone. Então, Elkem fazia mais sentido do que Bluestar Silicones. Por isso estamos mudando agora para Elkem Silicones. A mudança posiciona a marca e mostra para o mercado a integração das empresas em uma só. A empresa vem fazendo os investimentos, coincidentemente na área de borracha. Os investimentos que estão sendo finalizados são grandes na Europa. Acabamos de fazer um aqui em Joinville, não só na fábrica como no laboratório também, tudo novo. Na verdade, trocamos a roda do carro com o carro andando. Mudou tudo. O laboratório, que ficava em Santo André, veio para São Paulo, nós que estávamos no Centro Empresarial viemos também para o prédio no Morumbi, junto com o laboratório. A fábrica foi transferida para Joinville, uma mudança bem grande.

Qual foi o valor investido no laboratório e em que equipamentos? No total investimos 40 milhões de reais, entre a planta e o laboratório. São uma série de equipamentos para aplicação de borracha, aplicação de auto-adesivos, pequenas plantas-piloto nas quais investimos e atualizamos. www.borrachaatual.com.br

A Elkem tem duas unidades no Brasil, uma em Santo André e outra em Joinville? Não. A de Santo André foi fechada. Na verdade, em Santo André, ficávamos dentro do site da Rhodia e ela decidiu fechar a planta. Esse foi o motivo da transferência. A decisão de fechar foi em 2015. Desde então, trabalhamos no projeto e aproveitamos para fazer uma planta nova. Os únicos equipamentos transferidos para Joinville foram dois reatores. O restante é tudo novo. Por que a escolha por Joinville? Na época da transferência, visitamos vários locais, inclusive em São Paulo, pois a intenção era ficar o mais perto possível. Mas há alguns fatores que destacamos em Joinville. A primeira é a existência de um condomínio industrial pronto para receber uma planta do nosso tamanho, para a qual não é fácil de encontrar um terreno ideal. Como funciona todo o processo de produção? Importamos o monômero e polimerizamos aqui. Precisamos estar perto de um porto. Aqui tínhamos o porto de Santos bem perto. Então procuramos cidades que tivessem próximas de portos. Quando observamos a estrutura dos portos de Santa Catarina, é impressionante. É um estado que se preparou com infra-estrutura. Havia a opção de quatro portos com desempenho melhor do que Santos. Outra grande vantagem é o custo menor da região. O custo de infra-estrutura é menor, assim como o custo de vida, e as pessoas têm um bom nível educacional. Enfim, encontramos a infra-estrutura do estado muito boa. Há empresas bem estruturadas de utilidades como gás, energia elétrica, água, todas funcionando bem, instala-

“A mudança posiciona a marca e mostra para o mercado a integração das empresas em uma só.” das e com capacidade para nos suprir. Esse foi um dos principais motivos. É um lugar que traz competitividade para nós. E tem uma coisa interessante que não pensamos naquela época. Joinville fica a 500 quilômetros de São Paulo, que é um ponto importante, temos uma base importante de clientes aqui. E tem o porto que fica 30 quilômetros distante de Joinville e aproximadamente 450 a 500 quilômetros de São Paulo. Dependendo da cidade que desejamos ir em São Paulo, a ida e a volta superam os 500 quilômetros.

O porto é usado para exportar e importar matéria-prima? O porto para nós é mais importante para a importação do monômero. Que vem de onde? Nós temos duas plantas principais. Nosso monômero pode vir da França ou da China. Esse é outro fator. A integração também proporciona que as capacidades estejam disponíveis para todo mundo e para todo o grupo. Isso aumenta claramente a confiabilidade da produção. Em termos de mercado, como a Elkem está posicionada no Brasil? Hoje somos vice-líderes. Alguns pontos são importantes de serem comentados. Esses dois últimos anos foram difíceis para a indústria do silicone porque este material está muito ligado principalmente a dois pontos. O primeiro: o silicone é uma tecnolo-

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ENTREVISTA

“O consumo per capita de silicone dos Estados Unidos é cinco vezes maior que no Brasil.” gia que se agrega com outro produto e quando você faz isso ele agrega qualidades ou performances que aumentam o valor do conjunto como um todo. Porém, é mais caro do que o produto sem nada. Um exemplo: você vai vedar sua vidraça. Pode fazer isso com silicone ou com massa de vidraceiro. O silicone é colocado uma única vez e esquecido. Já a massa de vidraceiro depois de seis meses já está trincada. Mas o silicone custa cinco vezes mais. No caso da borracha. Você vai fabricar um motor. Um motor de alta potência requer cabos de silicone pela alta temperatura de trabalho. Um cabo de borracha orgânica vai derreter lá dentro, não vai suportar. Porém, se você fabricar um motor de mil cilindradas não vai precisar de silicone. Tudo onde você usa silicone ele agrega. O segundo: quanto mais desenvolvida for sua economia, maior o consumo de silicone. Aliado a isso, quando você tem uma economia desenvolvida, tem uma sociedade com poder de compra e distribuição de renda. Todo mundo reconhece que o silicone é melhor, mas precisa ter dinheiro para comprar. Normalmente a indústria do silicone cresce o dobro da economia. Se o PIB crescer 4%, o silicone crescerá 8%. Quando observamos o Brasil nos últimos anos, foi o contrário. O PIB regrediu, a distribuição de renda piorou e o desemprego aumentou. Então, o que aconteceu: o consumo per capita de silicone dos Estados Unidos é cinco vezes maior que no Brasil. Podemos olhar isso de duas maneiras: aqui te-

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mos um grande potencial de crescimento, ou pensarmos que aqui nunca vai crescer. A Elkem prefere ver no Brasil o seu potencial. Inegável que os dois últimos anos atrapalharam nossos planos. Os dados da ABIQUIM eram de crescimento do setor químico de 8%. No ano passado tivemos uma queda de 6% em volume. É muito. Por outro lado, no mundo, a expectativa é de crescimento de 5% ao ano do silicone. Há alguns fatores que impulsionam isso. Lá fora as coisas parecem mais estáveis que aqui. A economia americana voltou a crescer, a europeia, mesmo que devagar, está crescendo, a China se estabilizou em 7%... a Índia... há um crescimento mundial. Existe um movimento de enriquecimento da população na Ásia. A China é uma das maiores produtoras de silicone do mundo, só que produzem apenas para exportar. Por regulamentação, eles têm que usar silicone em grande parte dos casos.

Quais são os grandes produtores mundiais? Os grandes produtores mundiais hoje são quatro: Dow Corning, Momentive, Wacker e a Elkem, todas mundiais. Em termos de mercados, Estados Unidos, Europa e Ásia, sendo que na Ásia se conta apenas Japão e China. Mas a Índia vem crescendo rapidamente agora. O terceiro ponto ao qual o silicone está ligado é o que vem sendo chamado de megatendências mundiais. Como o cuidado com o meio ambiente. Ou o interesse por desenvolver energia alternativa (eólica e solar), redução do consumo de energia com a utilização de LED. Tudo isso não se faz sem silicone. São mais de mil produtos diferentes. No painel solar vai a própria célula fotovoltaica que é de silício, mas toda a parte de vedação, o encapsulamento de Led é

feito de silicone, a junta do painel para não entrar água. Até as telas de celular são feitas de silicone.

A capinha... A capinha também... Voltando às megatendências... a urbanização é uma megatendência, a área de construção usa silicone. Existe uma tendência de carros grandes, como SUV’s, que começou nos Estados Unidos e espalhou-se pelo mundo. Quanto maior o carro, maior o motor, mais silicone será usado nos coxins, cabos, na estanqueidade do motor, do carro, isso mais ou menos justifica ter um crescimento de 5%. No Brasil algumas dessas megatendências nem são sentidas, tudo é muito emergente ainda. Outra coisa que falta é a existência de uma política industrial no país. Led, a gente não fabrica. Eletroeletrônico a gente monta, mas não fabrica. Isso atrapalha muito. Por falta de demanda? Não acho isso. A China, por exemplo, tem um plano, sabe o que quer ser e tem uma visão da direção do país. Algum tempo atrás decidiram ser a indústria do mundo. Qual o papel do governo nisso? Construir estradas, portos, atrair empresas. Não existe no mundo indústria desenvolvida sem o domínio da tecnologia do silicone. Podemos perguntar por que eles decidiram comprar a Rhodia Silicones. Observe os americanos, é a mesma coisa. Qual o foco deles agora? É tecnologia... Veja a Tesla, o vale do silício... Não vem do nada isso, é investimento na universidade, o que eles querem fazer... Aqui não temos nada... Uma coisa puxa a outra. Não temos escala porque não tem planejamento... A China quando começou não tinha mercado interno para absorver a capacidade instalada... Fazia tudo para exportar... www.borrachaatual.com.br


Sabia que aquilo era importante... Agora a China já mudou. Tudo o que é baixa tecnologia não interessa mais, passa para o Vietnã... Estão ficando só com o que tem tecnologia. Qual é o crescimento projetado do mercado de silicone no Brasil em 2017? Esperamos ter um crescimento pequeno até porque o PIB deve crescer pouco, talvez 0,5%. Parou de piorar. Do lado da Elkem, no ano passado crescemos 1%, que consideramos bom e neste ano esperamos crescer 10% no Brasil. Por que crescer 10%? Essa é a grande vantagem do silicone, de servir para tudo. Em cima do planejamento estratégico e dentro das novas aplicações que descobrimos, ganhando um pouco de market share com os novos desenvolvimentos. A Elkem faz desenvolvimento de produtos no Brasil? Não desenvolvemos moléculas aqui. Nosso laboratório é de aplicação. Por outro lado, aqui somos capazes de fazer pequenas modificações para o mercado local. Pegamos algo que está sendo desenvolvido mundialmente e ajustamos para o mercado brasileiro. Fazemos “minor modifications”. Fazem modificações customizadas? Indo para o lado da borracha, aí sim, nesse investimento que fizemos no laboratório em Joinville, temos um centro de desenvolvimento de compostos de borracha de silicone. Pegamos bases de silicone já existentes e agregamos catalisador, aditivos de temperatura e isso é feito aqui. A mistura é processada localmente e o investimento em um centro novinho em Joinville. O especialista está ligado à estrutura daqui, mas trabalha lá. Fazemos desde o piloto, tudo taylor

“A borracha tem uma participação muito relevante para o nosso negócio.” made, um dos pontos em que mais estamos crescendo. Por exemplo, a empresa fabrica um cabo de aplicação especial submarina, pressão de 50 bar, temperatura de 5 graus negativos e precisa de uma borracha que suporte. Isso nós fazemos com o tipo de borracha e da base que usamos, os aditivos, construímos para a empresa e o cliente se preocupa apenas com sua própria aplicação. Esse é um dos segmentos que justificam a nossa evolução. No nosso plano estratégico já tínhamos isso, implantamos, duplicamos nossa capacidade que possuíamos em Santo André com todos os equipamentos novos. Nesse caso fazemos produtos taylor made. Em outras aplicações, como auto-adesivos, que são aplicações chamadas coatings - etiquetas, álbum de figurinhas, por exemplo, você tira a figurinha e fica aquele papel com uma cera, que é o silicone. No nosso laboratório, o cliente chega com o seu papel, diz que quer mudar e nós ajustamos toda a formulação para ele. Não mudamos a molécula, fazemos os ajustes.

Pode-se dizer que é um diferencial competitivo da Elkem? Sem dúvida. Sabemos que Brasil é Brasil, China é China e França é França. Não adianta pegarmos um produto da França, trazer para cá e falar: “é isso”. Na nossa visão estratégica é que realmente estamos aqui para servir corretamente as necessidades locais de nossos clientes. Está dentro de nossos valores.

Quantos funcionários têm a fábrica de Joinville? Hoje somos 70 profissionais no total e lá temos 40. Os principais clientes da Elkem são de que setores? O silicone hoje é muito pulverizado. Os principais segmentos de mercado para nós hoje, da borracha, são o automotivo, que não atendemos diretamente, mas vendemos para clientes do fim da cadeia. Às vezes, nem sabemos que eles trabalham para esse setor. Mas sentimos quando a indústria automotiva diminui seu ritmo, gerando um impacto aqui. Outro mercado importante são os cabos de distribuição e transmissão elétrica, setor que depende de investimentos, construção e linha branca. Fora da borracha, somos líderes na fabricação de coating para air-bag, que infelizmente não tem produção aqui, a parte de cosméticos, autoadesivos... O mercado calçadista é importante para a Elkem? Para nós não, mas temos produtos, principalmente para fazer os moldes. A produção da Elkem é voltada só para o mercado interno? Para o mercado interno e para a América do Sul. Somos responsáveis pelo México também. Mas não tem sentido exportar para o México. O que

©Foto: www.abc-cosmetologia.org.br

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ENTREVISTA

“Você só consegue ser exportador no Brasil se tiver uma vantagem competitiva monstruosa.” acontece? Usamos nossa cadeia global de produção, pegamos o produto dos Estados Unidos. Na Colômbia é mais fácil trazer da China. Mas exportamos para a Colômbia também.

Como a Elkem vê a recuperação do mercado argentino? O mercado argentino dá alguns sinais de recuperação. O setor automotivo é um que está se recuperando, mas está muito ligado ao Brasil. Teve uma paralisia nos últimos meses porque a Argentina saiu do DJAI, um sistema totalmente protegido para outro totalmente aberto. O cara que tinha DJAI aproveitou nesse intervalo e comprou estoque para dois anos. Do lado da produção, a Argentina sofre bastante porque a economia é muito ligada ao Brasil. Quais os outros mercados que a empresa vê com bom potencial na América Latina? A Colômbia. O Chile é um mercado interessante, mas é muito pequeno, assim como o Peru. Quem pode tirar a gente da inércia é a Colômbia, Argentina e México. A borracha é importante para a Elkem? Sim. A borracha tem uma participação muito relevante para o nosso negócio. Investimos muito na Europa e na China, tanto em desenvolvimento de produto (aí sim, desenvolvimento de molécula), como de capaci-

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dade. Estamos neste ano fazendo um movimento muito grande para nosso aumento de vendas, completando nosso portfólio com seis ou sete novos tipos de borracha base, não composto. Base é uma borracha crua que pode ter dureza 10, 20 ou 70, mas é uma borracha. No composto podemos ter uma borracha de dureza 70 e outra de dureza 10. Se precisar de uma de dureza 30 e que precise suportar um tipo de pressão, há duas possibilidades: ou você mesmo faz isso, comprando diferentes tipos de borracha ou você pede para a Elkem. O que ela vai fazer? Pegar uma de 70 e uma de 10 e combinar as duas para chegar nos 30 com a dureza que você precisa. O composto é “ready to use”, pronto para usar. Temos base hoje de sílica precipitada de custos mais baixos. Completamos nossa gama com a produção de nossa planta na China que desenvolveu cinco a seis tipos diferentes e a França ficou com a parte de especialidades, bases para aplicações especiais, como peças automotivas e cabos. Estamos trazendo tudo isso para o Brasil neste ano.

O monômero que vem da China é diferente do monômero que vem da França? Vamos diferenciar aqui. Eu produzo e eu revendo. Duas modalidades diferentes. Pego o monômero e polimerizo em um antiespumante. A borracha não produzimos aqui. Alguém na China ou na Europa fabricou o monômero, polimerizou em alguma coisa que polimerizou em borracha. Essa eu só revendo. A borracha não é Elkem? É Elkem, mas não feita na planta de Joinville. A não ser o composto, o composto é feito por nós. Mas a base não fazemos em Joinville, só em ou-

tras plantas que são mais intensivas em capital e precisam de escala. Para fazermos no Brasil, precisaríamos exportar para ter uma capacidade ideal. Daí caímos naquele problema: o Brasil tem acordo comercial com quem? Tem estrutura de porto para exportar? Hoje pagamos de frete da Europa o mesmo valor ou menos do que pagamos de frete aqui no Brasil. Tem alguma coisa errada. Você só consegue ser exportador no Brasil se tiver uma vantagem competitiva monstruosa. Escutamos curiosidades do agronegócio como preço dentro da fazenda e o preço fora dela. E mesmo assim em alguns casos ele perde, não consegue. Voltando... na parte da borracha, o grupo fez um investimento enorme, tanto em capacidade como em desenvolvimento. Neste ano estamos implantando. Outro ponto interessante é que na Elkem Silicones não existe restrição de tecnologia. “Ah... aquela coisa não pode mandar para o Brasil”. Uma vez que temos capacidade mínima, transferimos.

Há interligação entre as várias unidades? O laboratório de aplicação é interligado mundialmente. O exemplo do composto é interessante. O composto começou a acumular, então passamos a exportar para a Espanha... Criamos o tamanho aqui, investimos e com formulação local. Como informação, não tem nada a ver com silicone, o grupo Elkem tem uma planta no Espírito Santo, Elkem Carbon, que faz peças usadas em fornos (eletrodos). E tem outra divisão da Elkem, a Elkem Foundry, que faz ligas especiais para fundição. E está fazendo uma planta novinha no Paraguai. O startup será neste segundo semestre. Só para mostrar que o grupo tem uma visão bem aberta.

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Onde está localizada a sede da Elkem? Em Oslo, na Noruega. Mas a Elkem Silicones continua na França e o acionista continua chinês. Pensando em um cenário ultra-otimista, que tudo melhore muito no ano que vem, a Elkem teria capacidade para suprir a demanda? Nos preparamos para isso. Ao contrário, assumimos o risco, no bom sentido. Nós temos um plano estratégico, independente do governo, acreditamos que o crescimento vai voltar, a visão é de longo prazo e nos preparamos para isso. Não somos capital intensivo. Para nós, uma vez que o mercado demande de maneira alinhada com a nossa estratégia, o grupo estará pronto para investir. O nível tecnológico do mercado brasileiro está perto do que podemos esperar? Esse é um ponto triste. Vou dar dois exemplos. Aqui no Brasil é uma festa. Não tem regulamentação nenhuma. No mundo inteiro, numa edificação, toda a área do elevador é feita com cabos de segurança apropriados. Porque se o prédio pegar fogo, o elevador continuará funcionando. Aqui não tem regulamentação. Se pegar fogo, não se entra no elevador. Porque o cabo, inclusive, pode pegar fogo. Não estou colocando a culpa em quem faz os cabos. É que aqui que não tem regulamentação. Se você fosse o construtor iria fazer a mesma coisa, usar o mais barato. Outro exemplo famoso e trágico foi o da boate Kiss. Os cabos eram tóxicos. Em ambientes fechados, hoje, existe regulamentação. O cabo feito com silicone não é tóxico, o fogo, quando reage com o silicone forma uma capa, que não emite nada e protege o cobre. www.borrachaatual.com.br

Ajuda a não propagar o fogo... Sim, vai ficar duro, perder a flexibilidade, mas não vai propagar fumaça tóxica. Observe o mercado de construção que utiliza vedação. Qual é a regulamentação que existe para produtos de vedação? Nenhuma. O que acontece? Você faz o silicone na sua especificação e ele deverá ter aderência no alumínio... Não tem regulamentação. A empresa vai negociar com o Brasil. Os grandes fornecedores cotam o produto a R$ 3,00, por exemplo. O que esta empresa faz? Vende a R$ 2,50, mas seu produto não adere ao alumínio, não adere em nada. Aí o consumidor vai comprar e o vendedor do ponto de venda não se importa muito com a especificação. É conivente porque quer vender. Na Europa isso seria muito mais difícil. Nos Estados Unidos idem. Por que a China tem consumo alto de silicone per capita? Porque ela exporta. Outro exemplo prático. Camisa. Quando compramos uma camisa, o tecido é macio. Isso é conseguido por duas maneiras: ou com óleo de silicone aminado ou com óleo graxo. O óleo graxo, cinco vezes mais barato que o silicone, é uma gordura. Então na primeira lavada, o sabão em pó dissolve aquilo como uma sujeira, deixando o tecido duro. Já o silicone vai durar aproximadamente umas vinte lavagens. Qual a regulamentação? Nenhuma. Com certeza a China não coloca óleo graxo para exportar para os Estados Unidos... Em um cenário mais sombrio, poderíamos dizer que a megatendência para o Brasil é fabricar produtos de baixa tecnologia? Não acredito nisso. Porque se julgarmos pela história, a economia brasileira vai aos trancos e barrancos, mas ela vai. Vai devagar, esse é o pro-

“Não existe economia no mundo desenvolvido sem ter o negócio de silicone bem desenvolvido.” blema. Se compararmos o Brasil com a Índia... o que era o mercado de silicone da Índia há dez anos... O silicone é importante ser analisado não só como negócio, mas como indicador da qualidade de sua economia. Não existe economia no mundo desenvolvido sem ter o negócio de silicone bem desenvolvido. O mercado da Índia hoje é quase o do Brasil somado com o México. Eles estão progredindo e nós estamos ficando para trás.

Há comentários de que o setor de calçados de Franca voltou a ficar interessante porque o salário do trabalhador que faz calçado na China já é maior do que o brasileiro. Mas o calçado já não fica mais na China. Já foi repassado para Vietnã, Indonésia... ...e Índia. Sim. É isso. Você vai ficando para trás. O próprio Paraguai já tem mais de 150 empresas brasileiras. Muitas que fecharam aqui e foram para lá. E por quê? Custo. Energia mais barata, mão de obra mais barata e ainda o governo oferece incentivos para investir, reduz imposto... Tem a desvantagem logística, mas de longe é compensada pela produção e infraestrutura local. Muitas empresas estão fazendo isso. Mantêm duas empresas, uma no Brasil e outra no exterior. A brasileira como base comercial e a do exterior com a produção. 

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ACONTECE

MECÂNICA 2018 será completamente remodelada As profundas transformações dos últimos cinco anos têm exigido mudanças efetivas em todos os setores e atividades econômicas. Esse novo ambiente de negócios, é claro, também tornou imperativa a necessidade de repensar a área de feiras de negócios para o setor industrial. Atenta aos sinais do mercado, a Reed Exhibitions Alcantara Machado anunciou realização da MECÂNICA MANUFACTURING EXPERIENCE – 32ª Feira Internacional de Mecânica e sistemas integrados de manufatura, um novo conceito de evento, inovador e alinhado às novas expectativas dos compradores. A MECÂNICA MANUFACTURING EXPERIENCE será realizada de 24 a 28 de abril de 2018 no Expo Center Norte, em São Paulo. Nas palavras do presidente da Reed Exhibitions, Fernando Fischer, a MECÂNICA MANUFACTURING EXPERIENCE mudará a cada edição porque vai evoluir junto

com a indústria que o evento representa. “Com o conhecimento do novo momento do mercado, é nossa obrigação redesenhar o evento para atender as expectativas dos visitantes-compradores. Queremos melhorar a experiência deles ao visitarem uma feira de negócios”, afirmou Fischer. “Hoje estamos dando o primeiro passo na caminhada de um novo modelo de negócios e de total interação entre todos os integrantes desse novo estágio da indústria mundial”, complementou. Para preparar as mudanças da MECÂNICA a Reed Exhibitions encomendou uma pesquisa com mais de 100 empresas, além de ter visitado e analisado as melhores referencias mundiais no setor de eventos para a indústria, com o objetivo de mapear esse novo o ecossistema conhecido como indústria 4.0 ou manufatura avançada. A partir dessa profunda análise, o foco do evento será direcionado para as reais necessidades

dos visitantes. Já para os expositores, o foco será a eficiência com o objetivo de otimizar o seu formato de participação em feiras de negócios. Como a atenção estará voltada para os visitantes, a montagem da MECÂNICA MANUFACTURING EXPERIENCE será feita de modo a oferecer experiências que os inspirem através de diversas atividades interativas programadas durante o evento. Gustavo Binardi, diretor de portfólio da Reed Exhibitions Alcantara Machado explica que haverá um agrupamento de atividades, ou clusters, locais onde os visitantes poderão interagir com os equipamentos e serviços expostos referentes àquela atividade e obter outras informações mais detalhadas com os especialistas que estarão à disposição. Os clusters estarão divididos pelos segmentos que têm relação direta com o ambiente da indústria 4.0 e da manufatura avançada, termos que traduzem este novo momento dos processos de produção industrial. A divisão dos clusters será: Energia, Componentes Industriais, Logística & Movimentação, Maquinário e Suplementos, Automação Industrial e Manufatura Digital. 

Serviço:

Fotos Mecânica 2016

MECÂNICA Manufacturing Experience – 32ª Feira Internacional de Mecânica Data: de 24 a 28 de abril de 2018 Local: Expo Center Norte Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme – São Paulo www.mecanica.com.br ©Fotos: www.mecanica.com.br

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NEGÓCIOS

MICHELIN X INCITY Z Agregando valor ao transporte urbano

A Michelin, em prol da melhor mobilidade urbana, desenvolveu um pneu para oferecer mais segurança e economia, com ganhos de até 10% em relação ao pneu 275/80 R22.5 X INCITY XZU3 no rendimento quilométrico na primeira vida.

O Nour Bouhassoun, presidente da Michelin América do Sul.

ferecer o melhor serviço com segurança, economia e pontualidade. Sabendo da missão dos transportadores, a Michelin lança nova solução para os desafios no transporte urbano, de passageiros e carga. O pneu MICHELIN X INCITY Z chega ao mercado para proporcionar benefícios a todos os envolvidos na cadeia do transporte urbano: passageiros, motoristas, gerentes de frota e empresários. “Contribuir para a melhor mobilidade das pessoas e dos bens é a razão de ser da Michelin. A inovação está em nosso DNA e, com o lançamento do pneu MICHELIN X INCITY Z, mais uma vez, mostramos que estamos atentos às necessidades de nossos clientes, agregando valor ao transporte urbano do Brasil”, afirma Nour Bouhassoun, presidente da Michelin América do Sul. Segundo Antonio Crespo, diretor de Marketing e Vendas de pneus de ônibus e caminhão da Michelin América do Sul, “o pneu está entre

os principais custos dos transportadores. A Michelin trabalha permanentemente no desenvolvimento de novos produtos e serviços que contribuem para uma operação financeira saudável, com mais produtividade para o transportador e segurança para a sociedade. Desenvolvido para uso em todos os eixos e otimizado para eixo direcional de ônibus urbano e caminhões, o lançamento reúne o mais moderno conjunto de tecnologias em um único pneu. “Entre os grandes diferenciais do MICHELIN X INCITY Z está a escultura inovadora, que se transforma durante o uso, o que faz com que o pneu ganhe uma ‘nova cara’ conforme sua utilização. O resultado para o cliente é maior segurança durante a rodagem, devido à manutenção do mesmo nível de aderência durante toda a 1ª vida do pneu, e a redução do custo operacional com a maior quilometragem”, explica Renato Silva, gerente de Marketing Produto da Michelin América do Sul. ©Fotos: Divulgação

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Novo

Tecnologia Regenion Graças à tecnologia REGENION, o MICHELIN X INCITY Z inicia sua vida com três sulcos expostos e termina com cinco. Devido ao novo desenho da banda de rodagem, a escultura do novo pneu evolui com o uso, se transformando e garantindo o mesmo nível de aderência em toda a 1ª vida, além de uma maior quilometragem. Essa tecnologia proporciona desgaste mais lento e uniforme da banda de rodagem, maior aderência em solo seco e molhado, até mais 10% de quilometragem da primei-

Meia-Vida

Fim da 1ª Vida

ra vida em relação ao pneu 275/80 R22.5 X INCITY XZU3. A escultura blocante 3d foi desenvolvida para minimizar o processo de deformação da banda de rodagem do pneu em arrancadas e freadas do veículo, oferecendo mais aderência do pneu com o solo, maior estabilidade do veículo e maior quilometragem na primeira vida. A “tecnologia Forcion” é na verdade um composto de borracha da banda de rodagem que proporciona maior resistência à abrasão com o solo, menor velocidade de desgaste do pneu e menor resistência ao rolamento do pneu.

Carcaça com tecnologia MICHELIN X CORE – Desenvolvida para suportar as fortes solicitações em freadas, arrancadas, manobras e curvas no uso urbano, graças ao composto interno de borracha, que reduz a infiltração; ao talão reforçado que dá maior resistência à sobrecarga e aquecimento e redução da distância entre os cabos internos para uma maior resistência às agressões e danos na banda de rodagem. 

FROTA CERTA O Frota Certa é um serviço oferecido pela Michelin que apresenta soluções em torno do pneu para otimizar a gestão da frota do transportador, gerando economia para o negócio como: redução de custo com pneu e combustível; produtividade; maior disponibilidade do veículo; menor número de paradas para manutenção; segurança e redução do risco de acidentes. A oferta Frota Certa oferece uma solução para a gestão do parque de pneus do transportador. O serviço é realizado pela rede de distribuição Michelin que conta com profissionais capacitados e alta tecnologia para realizar as inspeções regulares no cliente. O serviço é feito diretamente no usuário através da visita do responsável técnico, que verifica a pressão e a profundidade da escultura, além de identificar eventuais anomalias. Os dados apurados são processados, armazenados e automaticamente transformados em relatórios, que poderão ser acessados pelos usuários no portal da oferta Frota Certa, a qualquer momento, em qualquer aparelho com internet. “Estamos investindo em tecnologia para reduzir custos no transporte e facilitar a operação das empresas”, explica Antonio Crespo, diretor de Marketing e Vendas da Michelin América do Sul. Segundo o executivo, “a revolução digital tem nos permitido ir ainda mais longe nos serviços em torno

do pneu, devido a suas novas ferramentas, que possibilitam aumentar a velocidade do trabalho e a qualidade das inspeções e dos diagnósticos”. Além desse diagnóstico, regularmente, a empresa presta uma consultoria, ajudando os frotistas a transformarem todas essas informações em ações concretas para melhoria da gestão do seu negócio. A oferta contribuirá para proporcionar mais segurança, produtividade e redução do custo operacional para as empresas. Ao informar, de forma rápida e simples, a situação em que se encontram os pneus, alertando sobre a necessidade de calibragem, rodizio e alinhamento, a solução proporciona o aumento do desempenho do pneu. Além disto, ao manter os pneus sempre com a pressão correta, o cliente reduz o consumo de combustível, seu principal custo operacional. Adicionalmente, ao cuidar bem dos pneus, a empresa diminui o risco de paradas, ou mesmo acidentes, causados por pneus mal calibrados, desalinhados ou, até mesmo, carecas. Hoje, existem mais de 13.000 veículos em contrato utilizando a nova oferta. “Essa oferta gera informações precisas para nós, aumentando a vida útil dos pneus e evitando futuros danos. A operação não pode parar, a disponibilidade da frota tem que ser 100%”, afirma Marcos Panichi da Transporte Biguaçu. ©Fotos: Divulgação

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PREMIAÇÃO

Bridgestone Bandag

recebe prêmio TOPRUBBER Empresa foi a vencedora na categoria banda de rodagem.

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Bandag, empresa líder mundial no setor de recapagem pertencente à Bridgestone, conquistou o prêmio TOPRUBBER 2016 na categoria banda de rodagem. Organizado pela Revista BORRACHA ATUAL, publicação da Editora ASPA, a premiação tem o objetivo de reconhecer os destaques e profissionais no setor da borracha, desde a matéria-prima até o produto final. “Estamos muito orgulhosos com esta conquista”, celebra Osmar Tiburske, gerente industrial da Bandag. “Este prêmio representa o reconhecimento do trabalho árduo da nossa fábrica e colaboradores. A Bandag é líder mundial com ofertas superiores que viabilizam o transporte dos clientes da forma mais segura, eficiente e econômica possível. Vamos continuar

oferecendo as melhores soluções de negócios para ajudar os nossos clientes a maximizarem seus programas de pneus e a economizarem mais em um mercado cada vez mais competitivo”, completa Tiburske. Recentemente a Bandag comemorou seu 60° aniversário com o lançamento de uma nova campanha global chamada “Desenvolvida para ser a Melhor”. O objetivo é promover a marca Bandag em todo o mundo e posicionar a recapagem como solução de negócios inovadora e sustentável para clientes de vários portes. A escolha dos melhores do ano da 13º edição do Prêmio TopRubber foi realizada por meio de votação eletrônica única enviada por especialistas, técnicos, profissionais, assinantes, leitores das publicações da ASPA Editora e internautas do site Borracha Atual. 

Antonio da Borracha Atual entrega o prêmio TOPRUBBER a Osmar Tiburske, gerente industrial da Bandag.

Bandag comemora 60° aniversário A Bandag, uma empresa da Bridgestone, dedicada a pesquisa, desenvolvimento e manufatura de bandas de rodagem, está comemorando seu 60° aniversário com o lançamento de uma nova campanha global desenvolvida para revigorar a categoria de pneus reformados. A nova plataforma, chamada ‘Desenvolvida para ser a Melhor’, promove a união da marca Bandag em todo o mundo e posiciona a recapagem como solução de negócios inovadora e sustentável para clientes de vários portes. “Continuamos a investir nos negócios da Bandag para reforçar ainda mais nosso desempenho em bandas de rodagem – de compostos de borracha que usam as mais modernas tecnologias da Bridgestone a desenhos em nossas bandas de rodagem que melhoram o desempenho de desgaste”, afirma Concheta Feliciano, diretora de Marketing da Bridgestone do Brasil. “A qualidade das bandas de rodagem da Bandag continuam melhorando, mesmo nessa época em que muitas alternativas de baixa qualidade estão entrando no mercado. A recapagem é a opção mais inteligente para os clientes que buscam maximizar o desempenho dos pneus e gerar economia em seus custos operacionais”, completa Concheta. ©Foto: Redação

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NEGÓCIOS

Silicones

Regulamentação pode alavancar o mercado brasileiro

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BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) concluiu no fim de 2014 o estudo “Potencial de Diversificação da Indústria Química” para identificar e avaliar oportunidades de diversificação da indústria química brasileira com ênfase em produtos químicos de maior valor agregado. O trabalho visa o fortalecimento e expansão das cadeias produtivas, desenvolvimento e implantação de novas tecnologias, além de contribuir para o desenho de instrumentos e ações de uma política industrial para o setor químico. “O BNDES realizou o estudo partindo do princípio de que todos os países desenvolvidos têm indústria química de base forte. Colocou em pauta quais os segmentos que mais crescem e uma das cadeias estudadas foi a do silicone”, afirma Irineu Botoni, coordenador da Comissão Setorial de Silicones da Abiquim. Naquele ano, 2014, o volume de produção da indústria de silicone teve retração ao redor de 1%, impactada pelas condições econômicas adversas. Entre 2007 e 2012, o mercado nacional de silicone teve cresci-

mento mundial médio de 5,2%, acima dos 3,7% ao ano registrado pelo mercado mundial no mesmo período, revelando o grande potencial de crescimento que o silicone tem no país. “Outro dado relevante do estudo é a informação de que o Brasil detém 55% do mercado da América do Sul e Central. No contexto mundial, a participação não é expressiva, de 2 a 3%. Mas regionalmente o Brasil é forte”, diz Irineu Botoni. Hoje, o volume estimado de produção nacional pela Comissão Setorial de Silicones da Abiquim é superior a 30 mil toneladas (entre 30 e 33 mil). A indústria do silicone movimentou US$ 208 milhões em 2016. No estudo do BNDES, o segmento do silicone para aplicação industrial foi apontado como um dos que mais agregam valor a matérias-primas locais disponíveis e competitivas e que também podem ser atrativos para investimentos. De acordo com estudo encomendado pelo BNDES ao consórcio Bain & Company e Gas Energy, as importações de siloxano na cadeia de produção do silicone foram de 22 mil toneladas em 2012, o equivalente a US$ 69 milhões. Embora o Brasil

produza e exporte silício metálico, o siloxano, principal matéria-prima do silicone e que é produzido a partir do silício metálico, é importado. “Nós temos o começo e o final da cadeia do silicone. Falta o meio”, afirma o coordenador da Comissão Setorial de Silicones da Abiquim. “Mas o mercado cresce. Nos seis primeiros meses de 2017 a importação de siloxano aumentou 47%, apesar do volume de vendas ser muito pequeno, o crescimento é uma boa indicação, visto que a economia brasileira cresceu quase nada”, completa. Segundo estimativa do BNDES, em 2027 a demanda potencial local de siloxano será de 60 mil toneladas, ou US$ 200 milhões. A importação torna-se necessária porque no Brasil não há plantas para produção de siloxano devido à demanda interna insuficiente por silicones, bem abaixo da escala econômica de novas plantas. Há, ainda, uma desvantagem competitiva para produção voltada para exportação, devido à falta de disponibilidade do metanol, uma das principais matérias-primas, além do elevado custo dos investimentos na instalação de uma planta. ©Foto: Divulgação

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A expansão da capacidade produtiva de silicone em 50 mil toneladas/ano até 2027 geraria um impacto líquido positivo na balança comercial de US$ 226 milhões em 2027, segundo o estudo. Esse impacto permitiria reduzir o déficit comercial do setor, de US$ 428 milhões em 2012 para US$ 202 milhões em 2027. Se a capacidade produtiva local não aumentar, em 2022 as importações de silicones devem atingir 37 mil toneladas. Somente um aumento expressivo da demanda poderá provocar uma expansão. Um dos objetivos da Comissão Setorial de Silicones da Abiquim é trabalhar junto a órgãos reguladores e provar a superioridade do silicone sobre outros materiais em várias aplicações. “Nós procuramos provar que o silicone agrega mais valor. Provar que a relação custo/benefício ao longo do tempo é muito maior que materiais convencionais. Ajudamos na regulamentação mostrando todos os benefícios do silicone”, afirma Irineu Botoni. “Nosso trabalho é de convencimento. Atuamos junto a órgãos de regulamentação, como a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) na elaboração de normas, para fazer novos parâmetros”, afirma. “No Brasil é complicado investir no siloxano, mas se os órgãos reguladores ajudarem, o mercado vai crescer. Um exemplo é a obrigatoriedade do uso de air-bags em veículos, equipamento que usa silicone. Procuramos relacionar o silicone com seu uso final”, diz Irineu. Alguns desafios precisam ser superados para que as indústrias aumentem sua capacidade de produção, segundo o estudo do BNDES. Entre as dificuldades estão uma de-

manda local insuficiente para justificar a produção e a falta de estímulos em aplicações nas quais o consumo de silicone ofereceria maior benefício econômico ou bem-estar à sociedade, além da ausência de vantagens competitivas para a exportação. A superação de tais dificuldades e a atração de novos investimentos somente será conseguida com a implantação de novas regulamentações que incentivem a demanda como a adoção das já citadas normas que exijam a melhoria da qualidade, desempenho e resistência de produtos finais; uso do potencial excedente de gás natural seco da oferta inflexível para a produção local de produtos químicos com base em metano, além da desoneração tributária dos investimentos, essencial para garantir a competitividade.

Silicone fissuras. (Foto Divulgação)

Silicone car care. (Foto Divulgação)

Produtos variados Os principais produtos do silicone são fluídos, emulsões, elastômeros (borrachas sintéticas) e resinas, além dos selantes, um segmento importante. Suas aplicações do silicone no mundo moderno são muito variadas. “Todos aqueles grandes prédios envidraçados que se vê em grandes cidades não usam um só parafuso. São construídos com selante de silicone de alta performance. Isso possibilita uma verdadeira revolução arquitetônica”, exemplifica Irineu. O silicone é altamente utilizado em áreas da construção civil, automotiva, cosmética, química, têxtil e elétrica, entre outros. Também está ganhando espaço na área de energia renovável, como eólica e solar, e de produtos com tecnologia LED. 

Silicone vedação. (Foto Divulgação)

Silicone construção. (Foto Divulgação) ©Fotos: Divulgação

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ACONTECE

Feimafe 2017 proporciona visitas especializadas e agrada público

A 16ª FEIMAFE - Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura, realizada entre 20 e 24 de junho, trouxe um novo formato aprovado pelo público presente, a começar pela grande movimentação de pessoas que se guiaram pela Rota da Inovação e pelas visitas na Arena da Robótica e Automação Industrial. O evento registrou a presença de 34.674 mil visitantes que foram conferir os novos produtos e inovações demonstrados em diversas ilhas temáticas. Esta edição reuniu cerca de 550 marcas expositoras e ofereceu mais de 150 horas de conteúdo técnico gratuito. Pelo resultado apurado diretamente com os expositores, o ambiente de negócios também foi bastante propício, com vários fechamentos já durante o evento e boas perspectivas para concretizar futuras transações. “Os eventos com esse perfil da FEIMAFE estão mudando bastante por conta das profundas transformações que vêm acontecendo com a indústria no Brasil e no mundo, cada vez mais digitalizada e interconectada. E um dos principais objetivos da FEIMAFE é oferecer experiências inovadoras para essa nova

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realidade e propiciar aos expositores e aos visitantes/compradores a oportunidade de obterem novos contatos de clientes para ampliarem seus portfólios”, relata Gustavo Binardi, diretor de Eventos da Reed Exhibitions Alcantara Machado. “Contudo, a constatação que tivemos nesta edição foi a de que muitos negócios já foram gerados nos cinco dias da Feira”, afirmou. A FEIMAFE 2017 colocou à disposição uma série de experiências interativas dentro da Rota da Inovação. Trata-se de um roteiro que permitiu aos visitantes conhecerem na prática o funcionamento das novidades oferecidas pelos expositores. São produtos e serviços que estão transformando as tradicionais plantas industriais em “manufaturas inteligentes”, a chamada Indústria 4.0, ou seja, um ambiente de produção com conectividade digital, otimização contínua dos processos, rede de comunicação descentralizada e operação visando reduzir custos. Na prática, o avanço dessas tecnologias também foi apresentado no espaço Manufatura Inteligente com a demonstração de máquinas industriais que se auto programam, sem a interferência humana, me-

lhorando o processo produtivo e evitando falhas. A outra finalidade da Rota da Inovação é levar aos interessados o que há de mais moderno em técnicas e inovações a fim de se aprimorarem através das apresentações e práticas em qualificação profissional na indústria. No espaço da Arena da Robótica e Automação Industrial, em conjunto com a Arena do Conhecimento, além do Fórum FEIMAFE, os visitantes puderam assistir e participar de experiências e palestras sobre robótica, automação industrial, manufatura digital entre outros. Expositores elogiam perfil do público presente - Visitantes com poder de decisão em suas respectivas empresas, com cargos como diretores, gerentes, presidentes ou mesmo proprietários, circularam bastante pelos estandes das marcas presentes da FEIMAFE. “Acredito que a qualificação do público foi alta. Não houve curiosos, mas clientes focados em negócios, seja para compra imediata ou para projetos futuros”, constatou Eduardo Trevisan, gerente geral da Deb’Maq. Segundo ele, a empresa também conseguiu bons resultados comerciais, fechando negócios 20% maior que a última feira do setor que participou, a MECÂNICA 2016. João Carlos Visetti, diretor-presidente da TRUMPF do Brasil, classificou os visitantes da Feira como “ótimos, qualificados e interessados em realização de negócios, tivemos até visitantes da Bolívia, por exemplo”. Para a TRUMPF, além de novos contatos, duas vendas foram fechadas durante a Feira, revelou Visetti. Já na avaliação de Ricardo Lerner, diretor do Grupo Bener, “a www.borrachaatual.com.br


relação visitante versus qualidade foi melhor do que o normal. Atendi realmente tomadores de decisão”. Essa também foi a percepção de Reinaldo Bonilha, gerente geral da Hans Laser, que afirmou ter fechado negócios no evento justamente pelo fato de poder estar em contato direto com quem toma decisões. “Vimos que os empresários que nos visitaram já chegam com os investimentos definidos e, portanto, prontos para comprar. A Hans Laser veio à FEIMAFE acreditando na retomada dos investimentos por parte do mercado e vimos que isso se concretizou pelos inúmeros contatos que fizemos”, ressaltou o executivo. “Os visitantes que recebemos estão realmente interessados em conhecer as novas tecnologias. Posso garantir que o visitante veio em busca de soluções para sua empresa”, afirmou Andreia Cavalli, gerente comercial Latino America da 3D Systems. Ainda segundo ela, os produtos da empresa são de alto valor agregado, o que exige uma análise mais apurada do cliente para decidir pela compra. “Fechamos bons contatos na FEIMAFE, que esperamos que se concretizem em novos negócios”. Várias empresas também aproveitaram os benefícios da interação para mostrarem suas novidades. A ESAB apresentou três lançamentos e pela primeira vez os visitantes tiveram a experiência de testar alguns produtos, como a máquina Rebel 215 capaz de realizar multifunções nos processos de solda dos materiais. “Mais de 200 mulheres participaram dessa experiência, que exige precisão, leveza e atenção, traços peculiares do perfil feminino”, contou Daniel Guimawww.borrachaatual.com.br

rães, gerente nacional de vendas e marketing. Da mesma forma, a Lincoln Electric trabalhou na FEIMAFE a proposta da interação com o público, seguindo o padrão do que a empresa apresenta na maior feira de metalmecânica, realizada em Essen, na Alemanha. “Desta forma, conseguimos atrair a atenção dos visitantes. A Rota da Inovação foi sensacional e trouxe muita gente para nosso estande”, afirmou Renato Billa, analista de Marketing. Atividades bem-sucedidas com instituições de pesquisas e de empresas - Um dos pontos altos da FEIMAFE foi a participação de institutos de ensino e de pesquisa, além de empresas especializadas em soluções inovadoras, que puderam mostrar seus experimentos permitindo a interação com o público. O Instituto Avançado de Robótica (IAR) levou à FEIMAFE uma unidade móvel para treinamento em robótica e segundo Rogério Vitalli, diretor executivo, o número de visitantes superou as expectativas, “a ponto de não conseguirmos quase dar conta do atendimento a partir do terceiro dia do evento”. “O nível de formação do público também causou boa impressão a Fernando Silveira Madani, coordenador do curso de Engenharia de Controle e Automação do Instituto Mauá de Tecnologia. “A visitação no nosso estande foi sensacional. A experiência foi muito boa principalmente pela oportunidade de apresentar nosso trabalho aos pequenos e médios empresários, que ainda não conhecem as possibilidades de melhorias em automação nas suas indústrias por acharem que são muito dispendiosas”. 

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ACONTECE

FENATRAN 2017 apresentará soluções em gestão de frotas

A gestão de frotas e o gerenciamento de riscos são dois dos principais vetores estratégicos que as empresas de transporte de cargas precisam levar em consideração para garantir o bom desempenho do negócio. A FENATRAN – Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Cargas abordará estes temas na edição de 2017. Os visitantes terão à disposição uma gama de produtos e serviços que podem auxiliar transportadoras, caminhoneiros, empresas de logística entre outros. A 21ª edição da FENATRAN acontece de 16 a 20 de outubro no São Paulo Expo, organizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado. Segundo dados do Ministério dos Transportes, o Brasil tem 1,7 milhão de quilômetros de rodovias, sendo que: 61% do transporte de cargas realizado é rodoviário, seguido pelo ferroviário, com 20%. O número total de veículos de carga no país chega a pouco mais de 1,7 milhão, deste total cerca de 1 milhão são de empresas transportadoras. Os demais são de autônomos ou de cooperativas, de acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

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A Autotrac presente na FENATRAN apresentará ferramentas de controle de frotas como o Supervisor Jornada, que auxilia o transportador a gerenciar o tempo de condução e a jornada de trabalho do motorista, e a Telemetria, que permite o controle eletrônico das condições de uso do veículo, colaborando para a redução dos custos de operação e manutenção, além de ajudar a prevenir acidentes. “A participação da Autotrac na FENATRAN já é tradição no mercado. Procuramos oferecer um espaço em que o visitante possa conhecer e vivenciar um pouco das diversas vantagens que a nossa tecnologia oferece”, afirma Márcio Toscano, diretor Comercial. Estar prevenido contra incidentes que podem ser comuns nas estradas requer um gerenciamento de riscos adequado à realidade das empresas. A NTC & Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) define o gerenciamento de risco como “a adoção de um conjunto de recursos (humanos, tecnológicos, etc.) e processos de gestão preventivos que visam evitar ou minimizar os efeitos de

perdas ou danos que possam ocorrer no transporte de mercadorias, desde a origem até o destino da carga, garantindo que o produto esteja no local desejado, dentro do prazo previsto e de acordo com sua conformidade”. Para a Sascar, empresa do grupo Michelin, especializada em gestão de frotas, esse desafio da mobilidade brasileira por meio de rodovias, que sofre com a falta de manutenção seja relacionados à pavimentação ou mesmo de sinalização, faz ainda colocar seu olhar em outro problema que vai além do risco: o de acidentes. Hoje, o custo de um acidente para o transportador é 12 vezes maior que o roubo, e 90% dos acidentes são causados por falha humana. Segundo Bruno Portnoi, diretor de Marketing da Sascar, “um acidente pode trazer grandes prejuízos para uma empresa: perda da carga, caminhão, vida do motorista e de terceiros, além dos danos à imagem da marca, fora o impacto ambiental se o veículo estiver transportando carga química, por exemplo. Nosso compromisso é ajudar o gestor a identificar e minimizar situações de risco que podem causar um acidente, atuando de maneira corretiva no comportamento do motorista na direção”. A Sascar possui um portfólio para atender as necessidades relacionadas à prevenção de acidentes, controle de custos, segurança e conservação da carga e do veículo, bem como de serviços que auxiliam a melhorar a pontualidade nas entregas e a produtividade, seja no segmento de frotas pesadas, leves, carretas, cargas e veículos fora de estrada, explicou Portnoi. www.borrachaatual.com.br


ACONTECE São esperados para a FENATRAN 2017 mais de 60 mil visitantes, com representantes dos 27 estados, além de outros países, principalmente da América Latina. De acordo com pesquisa realizada pela Reed Exhibitions na última edição do Salão, 98% dos visitantes reconhecem o evento como o principal no setor e como a marca amplamente consolidada no mercado. Além disso, 86% acreditam que a participação na FENATRAN foi importante para entender a movimentação do mercado atual. O evento contará ainda com aproximadamente 350 marcas expostas, entre elas MAN, Ford, Volvo, Mercedes, Scania, Randon, Truckvan, Autotrac, Sascar, Cummins, Goodyear, Continental, Tanesfil, Dholandia, Mobil, Meritor e Wabco. Neste ano, a MOVIMAT – 32ª edição do Salão Internacional da Logística Integrada, acontecerá simultaneamente e no mesmo local de exposições à FENATRAN 2017, no São Paulo Expo. 

Serviço: FENATRAN – 21ª Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Cargas Data: 16 a 20 de outubro 2017 Horário: das 13h às 21h Local: São Paulo Expo Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 - São Paulo www.fenatran.com.br MOVIMAT - 32ª edição do Salão Internacional da Logística Integrada Data: 16 a 19 de outubro 2017 Horário: das 13h às 20h Local: São Paulo Expo Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 - São Paulo www.expomovimat.com.br

Aethra traz visão de fornecedores sobre Rota 2030 no Congresso SAE 2017 Osias Galantine, diretor comercial da Aethra, apresentará a visão de fornecedores e os novos parâmetros de negociação e relacionamento no âmbito do ROTA 2030, no Painel Suprimentos do 26º Congresso e Mostra Internacionais SAE BRASIL de Tecnologia da Mobilidade (7 a 9 de novembro, no Pro Magno Centro de Eventos (rua Samaritá, 230, bairro Casa Verde, São Paulo). O tema-titulo do painel será A Evolução das negociações de Suprimentos nos próximos anos rumo ao ROTA 2030 Outros participantes – Além de Galantine participam do painel Ivan Witt, diretor de Compras e RH da CAOA Hyundai, que falará sobre as montadoras no ROTA 2030 e mostrará case sobre investimentos da empresa em laboratórios de homologação de veículos e motores da empresa na vigência do Inovar-Auto; e Rüdiger Leutz, diretor geral da Porsche Consulting Brasil, que abordará o tema Suprimentos 4.0 - SaaS (Supply as a Service), e a visão do futuro de Suprimentos com o MaaS (Mobility as a Service). Ugo Ibusuki, professor doutor da Universidade Federal do ABC, será o mediador.

O Painel Suprimentos apresentará o tema-título A Evolução das negociações de Suprimentos nos próximos anos rumo à ROTA 2030, que vai focar na evolução das formas de negociação de suprimentos e os modelos que devem atender a mobilidade do futuro. O assunto será abordado em três períodos evolutivos - estágio atual, transição e futuro – inclusive o MaaS (Mobility as a Service). 

Serviço 26º Congresso e Mostra Internacionais SAE BRASIL de Tecnologia da Mobilidade - 07 a 09 de novembro de 2017 Tema: A mobilidade inteligente e a transição para o futuro Novo local: Pro Magno Centro de Eventos - rua Samaritá, 230, bairro Casa Verde, São Paulo (SP) Entrada franca para os painéis, exceto Sessões Técnicas. Painel Suprimentos - Dia 09 de novembro, 14h, no Auditório SAE BRASIL 2 Tema: A Evolução das negociações de Suprimentos nos próximos anos rumo ao ROTA 2030 ©Foto: Divulgação

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Prêmio de Melhor Distribuidor da América Latina. É com grande satisfação que a Auriquimica recebe o prêmio de qualidade e excelência em vendas da Rhein Chemie Additives, prêmio esse que foi concedido à apenas 3 empresas globais, onde fomos premiados como melhor distribuidor da América Latina. Esse prêmio só comprova que nossa parceria há mais de 27 anos se fortalece a cada ano, nos motivando em manter essa performance sempre visando a excelência em atendimento aos nossos clientes. Nossos agradecimentos “Aos nossos colaboradores, clientes e Rhein Chemie ADD”. • Aceleradores pré-dispersos • Coagentes e Ativadores • Auxiliares de processo • Ceras antiozonantes • Peptizantes e homogenizadores • Óxido de Magnésio pré-disperso (Scorchguard O)

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ESPECIAL

Chega ao fim expedição inédita entre SP e NY patrocinada por Mercedes-Benz e Goodyear

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pós cerca de dois meses e meio de viagem, chega ao fim a expedição “São Paulo a Nova York Sobre Quatro Rodas”. Os participantes saíram de São Paulo, no dia 15 de março, percorreram mais de 20 mil quilômetros com o modelo Mercedes-Benz GLA 200 Advance, e passaram por 14 países até chegar ao destino final da jornada, na cidade de Nova York. A bordo do Mercedes-Benz GLA 200 Advance, equipado com pneus Goodyear EfficientGrip SUV, eles enfrentaram diferentes desafios, terrenos e condições climáticas durante todo o trajeto entre Brasil e Estados Unidos. “Foram mais de dois meses com desafios constantes, e é isso que torna uma aventura como essa tão marcante. Além disso, contar com o apoio de marcas como Mercedes-Benz e Goodyear nos deu segurança para cumprir o trajeto com a garantia de que estaríamos sempre bem assessorados e com produtos que oferecem tecnologia avançada para mitigar o desgaste natural de aventuras como essa”, afirma Marcel Guariglia, diretor da Head Full Service e idealizador da expedição. Guariglia explica que os pneus da Goodyear foram determinantes para uma viagem tranquila e confortável. “Os pneus contribuíram para ©Fotos: Divulgação

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uma experiência ainda mais marcante para nós, transformando uma jornada cheia de surpresas e percalços em uma viagem confortável e bastante agradável. E não nos deixaram na mão nem nos piores momentos. Aguentaram todos os tipos de superfície e até pregos”. Fabrice Weisgal, gerente de marketing de pneus de passeio da Goodyear do Brasil reitera a importância da manutenção adequada dos pneus como fator determinante para garantir o seu melhor desempenho durante a viagem. “Além de orientarmos a equipe e prepará -los antes em um dia de testes no nosso Campo de provas, fizemos questão de garantir que eles realizassem manutenções em revendas autorizadas da Goodyear ao longo do percurso”, diz. Fabrice reitera a satisfação da Goodyear em fazer parte de um projeto tão grandioso e uma experiência tão marcante, que tivemos a chance de dividir no nosso Instagram nos últimos dois meses. “Apoiar uma ação inédita como esta foi oportunidade perfeita para mostrar que todos nós podemos viver uma experiência única. Ao longo dessa aventura estivemos presentes em todos os momentos, com uma cobertura marcante no nosso canal do Instagram com vídeos e fotos dos lugares, das paradas estratégicas nas nossas revendas e até da visita a nossa sede em Akron”, destaca. O Mercedes-Benz GLA, escolhido como veículo oficial da expedição, possui uma proposta única de SUV compacto cujas proporções e trem de força favorecem a condução na cidade ou estradas. Seu design arrojado no exterior é refletido também no acabamento interno,

oferecendo conforto e versatilidade aos ocupantes do modelo. “Para nós foi muito gratificante acompanhar um veículo produzido em Iracemápolis desbravando países da América Latina até os Estados Unidos. Além de atestar a qualidade e segurança dos modelos fabricados no Brasil, a proposta do GLA é perfeita para esse tipo de jornada e esperamos inspirar nossos clientes a se aventurarem sempre para vivenciar experiências únicas com seus automóveis Mercedes-Benz”, afirma Holger Marquardt, diretor geral de Automóveis para América Latina e Caribe. Além de explorar gastronomia, pontos turísticos e costumes de cada país participante, os integrantes da expedição visitaram concessionários Mercedes-Benz ao longo de todo o percurso, com o objetivo de divulgar a ação, atender imprensa local e trocar experiências sobre a jornada. “Fomos muito bem recebidos pelos concessionários durante toda a expedição. Compartilhamos histórias, recebemos sugestões e todos, sem exceção, apoiaram muito a proposta da viagem. A atenção e atendimento que recebemos foram fundamentais

para chegar ao destino final”, completa Marcel. Com o término da viagem, o próximo passo do grupo assim que chegar ao Brasil será reunir todas as histórias, imagens e conhecimento adquirido depois de explorar diferentes culturas para desenvolver uma web série inédita com 34 episódios, visando narrar as experiências vividas. 

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GENTE

Meritor apresenta novo diretor geral para América do Sul A Meritor, principal fornecedora de eixos e sistemas para o drivetrain de veículos comerciais na América do Sul, anuncia novo diretor geral. Adalberto Momi substituirá Silvio Barros, que se aposenta após uma trajetória de 18 anos na companhia. Alguns dos principais desafios do executivo à frente do cargo será dar continuidade à expansão e modernização do negócio e manter a liderança e credibilidade da Meritor no setor de pesados. “Prosseguiremos com as estratégias utilizadas pelo meu antecessor, Silvio Barros, que posicionaram a empresa em um alto patamar de competitividade e qualidade nestas duas últimas décadas”, explica Adalberto Momi. O executivo, que acumula 40 anos de trajetória na Meritor dedicados principalmente nas áreas de finanças e operação, chega ao posto em um momento em que a empresa enxerga sinais de recuperação no setor de pesados para fornecimento de equipamentos originais. A companhia acaba de contabilizar o melhor mês de maio em volume de produção de eixos dos dois últimos anos e prevê crescimento na produção de caminhões já em 2017. De acordo com Adalberto, alguns sinais de recuperação da macroeconomia, como a criação de novos postos de trabalhos, além das reformas da previdência e trabalhista, que estão em pauta no Congresso Nacional, contribuem para esta perspectiva. 

Amilton Mainard é reeleito presidente da CSQI “Gostaria de pedir o apoio de todos para ajudar a conduzir nessa travessia nos próximos dois anos”. Essas foram as palavras de Amilton Mainard, presidente reeleito da Câmara Setorial de Máquinas, Equipamentos e Instrumentos para Controle de Qualidade, Ensaio e Medição (CSQI), em maio, na sede da ABIMAQ. Para Mainard, apesar de não saber o que pode acontecer adiante, é preciso prosseguir o trabalho. “Vamos continuar fazendo a lição de casa. Se nós sobrevivemos até

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agora é sinal que temos competência, resiliência e paciência”. Amilton Mainard enalteceu o trabalho feito pela presidência da ABIMAQ. “Nós temos muito que fazer e estamos em boas mãos, não apenas do José Velloso, presidente executivo, mas também do João Carlos Marchesan, presidente do Conselho de Administração, que tem demonstrado que é uma pessoa do bem e feito um trabalho maravilhoso e esperamos que continue por muitos anos”.

Nova Estrutura de Vendas OEM A Gates, fabricante de correias, tensionadores, mangueiras e kits no Brasil, anuncia a contratação de Fabio Bastos para a posição de Head of Sales. O executivo conduzirá as equipes de vendas e a gestão das carteiras destinadas aos clientes OEM nos segmentos passeio, comercial e agrícola. O executivo acumula mais de 20 anos de experiência no mercado de autopeças, atuando fortemente nas áreas comercial e desenvolvimento de negócios com passagem por empresas desenvolvedoras e fabricantes de componentes e sistemas automotivos, tais como MannesmannVDO, Siemens, Continental e AGCO. Graduado em Engenharia Mecânica pela EEM e com MBA Executivo pelo Insper, Bastos tem como principais desafios fortalecer ainda mais a marca e sua presença no mercado através do crescimento dos negócios e sua concretização junto aos clientes no segmento OEs (fabricantes e montadoras). “O objetivo é ampliar a nossa atuação nestes segmentos da indústria através de estratégias que envolvam desde a aplicação de produtos com inovação tecnológica, maior conteúdo local e competitividade, pensando assim atender as diversas frentes e necessidades que o nosso mercado apresenta hoje e que também terá para as próximas gerações de veículos, máquinas e equipamentos”, declara Fabio Bastos.

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PNEUS

Sotreq e Michelin juntas para aumentar eficiência de equipamentos CAT® Pode não parecer, mas os pneus das máquinas são um dos itens mais importantes para garantir eficiência e a economia durante a execução de um trabalho. Mais do que simples compostos de borrachas, para serem fabricados, são necessárias inúmeras tecnologias de ponta a fim de melhorar o desempenho e, com isso, gerar uma redução da despesa com o consumo de combustível nos diferentes tipos de solo. Visando agregar ainda mais produtividade aos seus equipamentos, a Sotreq, empresa com 75 anos no mercado e uma das maiores provedoras de soluções, produtos e sistemas Cat® no Brasil, firmou parceria com a Michelin, companhia francesa, fundada em 1891, líder mundial do mercado de pneus radiais. A tecnologia radial foi criada pela Michelin nos anos 40 e possui mais vantagens quando comparada à convencional. “A engenharia empregada pela Michelin na construção do pneu radial traz a ele uma durabilidade excepcional e uma máxima tração, garantindo, dessa forma, uma performance e disponibilidade superior”, descreve Renan Tomaz, especialista de produto da Sotreq. Radiais X diagonais - No pneu diagonal, a lona carcaça é composta por várias lonas têxteis cruzadas

Parceria entre as empresa visa econômia de combustível.

entre si formando uma camada espessa, menos flexível e mais propensa ao aquecimento. Por conta dessa rigidez, não absorve o relevo do chão, deixando o condutor e a máquina mais expostos a todos os impactos. O radial, entretanto, pelo fato de ser formado por uma carcaça mais flexível e de possuir uma armadura metálica para estabilizar a banda de rodagem, confere menor compactação e agressão do solo. Outra vantagem é que a lona de aço, o talão reforçado e os flancos bem protegidos proporcionam uma maior estabilidade ao operador. “A principal diferença do radial é que uma única lona em aço contorna o pneu de um lado a outro do aro. Sendo assim, somente na banda de rodagem são instaladas outras de trabalho e de proteção, mantendo totalmente o seu contato com a superfície. Por essa característica de isolamento, diminui a necessidade de aceleração e

uma economia de combustível”, informa Tomaz. O pneu radial também é muito resistente às perfurações, durando, em média, 80 a 100% mais do que os diagonais, principalmente, por causa das esculturas em seus desenhos que facilitam a circulação do ar e o esfriamento. “Como ele dura mais, a necessidade de manutenção do equipamento é reduzida e, com isso, não interfere na produção”, informa o especialista de produto da Sotreq. Vale ressaltar que para escolher o pneu radial adequado é importante observar as variáveis como abrasividade da superfície, material movimentado e topografia. “A Sotreq fornece pneus para diversos segmentos do mercado. Disponibilizamos modelos que vão desde a linha industrial, como empilhadeiras, até às compactas como Minicarregadeiras, além dos segmentos de construção, mineração e até a linha agrícola”, conclui Renan.  ©Foto Divulgação

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Michelin lança pneus para bikes Pneu Force XC

Fruto de extensa pesquisa em inovação, os pneus Michelin para bicicletas mountain bike já estão no mercado brasileiro. Destinados à utilização em Cross Country e All Mountain, as gamas Michelin Jet XCR, Michelin Force XC e Michelin Force AM chegam ao país a fim de possibilitar que o ciclista desfrute o máximo, em todos os tipos de piso. A oferta prioriza o máximo em aderência sem abrir mão da durabilidade. Para isto, a Michelin fez uso da tecnologia Gum-X, que utiliza compostos de borracha de dupla e tripla intensidade. Outra tecnologia, Shield, utiliza uma carcaça interna tripla de tecido de alta resistência a furos, que varia sua densidade de acordo com o tipo de utilização. No total, são 14 dimensões em 26, 27.5 e 29 polegadas. Michelin Jet XCR – Para utilização em Cross Country competitivo, de alto rendimento, o pneu utiliza composto de borracha de dupla intensidade e carcaça Race Shield - mais leve, com 3 x 150 TPI.

Michelin Force XC – Destinado ao uso em Cross Country, é altamente resistente a furos, graças à tecnologia Cross Shield - equilíbrio entre leveza e resistência -, de 3 x 110 TPL, além do composto Gum-X, de tripla densidade. Michelin Force AM – Ideal para bicicletas de Trail / All Mountain, utiliza a carcaça Trail Shield, de 3 x 60 TPI, que garante máxima resistência e durabilidade, sem abrir mão do conforto e da aderência, graças ao composto de borracha de tripla densidade Gum-X.

Além das gamas para Cross Country e All Mountain, a linha Michelin Power chega com novas dimensões ao mercado para atender todas as condições das estradas brasileiras e as expectativas dos pilotos, amadores e profissionais. Os pneus Power Endurance, Power Competition e Power Protection + são apresentados no país em 3 dimensões de 23, 25 e 28 polegadas.

Michelin Power Endurance - 20% mais resistente do que seu antecessor graças à construção em Aramida Protek+, mais forte do que a Aramida. Além disso, devido ao composto duplo com a borracha das laterais, oferece excelente aderência no molhado para curvas, com um composto central à base de sílica, que reduz a resistência à rolagem sem perder grip. Michelin Power Competition - Reduz em 25% a resistência à rolagem, o que se traduz em um ganho de 10 watts. Para tanto, foram utilizadas tecnologias derivadas dos pneus de carros, que ditaram o desenvolvimento da marca nos últimos anos. A Michelin ainda utilizou um novo composto, feito de borracha natural, elastômeros de última geração e sílica em sua composição. Michelin Power Protection+ - Para uso em condições extremas, traz em sua construção a tecnologia Bead 2 Bead Protek, que aumenta em 20% a resistência da lateral do pneu. Além disso, conta com composto duplo que oferece baixa resistência à rolagem, excelente aderência no molhado e muita durabilidade. 

Pneu Power Endurance

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PNEUS

BKT traz pneus para operações de reciclagem Hoje em dia entre os melhores produtores mundiais de pneus Off-Highway, a BKT também soube enfrentar as situações mais difíceis do setor da reciclagem através de produtos especializados, destinados às carregadoras e às maquinarias de movimentação. Este setor e as operações anexas representam um âmbito tão especial como interessante do ponto de vista dos pneus que são submetidos a duras provas e não devem apenas responder aos requisitos de resistência e durabilidade, pois têm também que dar estabilidade à máquina com consequente conforto para quem se encontra a conduzir o veículo. Nos centros de armazenagem dos materiais também é fundamental que as máquinas utilizadas sejam manobráveis e robustas. O pneu, nesta como em todas as aplicações, é a pedra angular para salientar o funcionamento da maquinaria, permitir-lhe trabalhar com agilidade, mesmo em espaços restritos, velo-

cidade no respeito da produtividade e até com um olho à carteira na poupança de tempo e combustível. A BKT também enfrentou este desafio e considerou ao pormenor todos estes fatores para realizar os produtos BK-Loader 53, Earthmax SR 43, Earthmax SR 53 e Earthmax SR 55, específicos para as operações de movimentação dos materiais nas superfícies mais árduas, e especialmente apropriados para os lugares destinados à eliminação e à reciclagem de materiais. Primeiro da lista e novidade da gama é BK-Loader 53, um pneu com cintos em aramida, especificadamente projetado para equipar as carregadoras empenhadas nas aplicações industriais. É especializado nas operações de reciclagem, um âmbito no qual é especialmente apropriado graças ao especial desenho do piso do pneu que garante uma ótima estabilidade lateral e graças ao piso extra profundo que garante uma extraordinária resistência

ao desgaste, aos cortes e às perfurações. BK-Loader 53 destaca-se ainda pelas excecionais propriedades de autolimpagem e pela adesão e tração excelentes, tanto em superfícies molhadas como enxutas. A novidade da casa BKT está disponível na medida 405/70 R 20. www.bkt-tires.com/ pt/pattern/bk-loader-53

Earthmax SR 43 é um pneu radial ótimo para as atividades de carregamento e transporte de materiais nos centros de armazenamento, recolha e reciclagem, nas pedreiras, nas minas de céu aber-

Dunlop apresenta novo pneu Grandtrek PT3 A Dunlop acaba de lançar o PT3, um novo modelo de pneus desenvolvido especialmente para atender as necessidades da crescente demanda de veículos SUV, segmento que, segundo dados da FENABRAVE- Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores,é o que mais cresce no país. Os novos Grandtrek PT3 foram projetados para aumentar os níveis de conforto e segurança dos proprietários dos utilitários nacio-

nais e importados, garantindo alta performance em dirigibilidade, estabilidade e eficiência energética. Produzidos pela Dunlop no Brasil na fábrica de Fazenda do Rio Grande (PR), os Grandtrek PT3 estão disponíveis nos distribuidores exclusivos da marca em todo o país nas medidas 225/65R17 e 225/55R18. “A Dunlop avalia o mercado constantemente e trabalha para sempre oferecer produtos novos de acordo com as demandas de

seus clientes. Os SUV tornaram-se muito populares nos últimos anos e por isso estamos constantemente desenvolvendo novos modelos que atendam às necessidades desse tipo de consumidor. Estamos estudando, inclusive, aumentar a gama de medidas desse pneu para atender a um espectro ainda maior de veículos”, diz Rodrigo Alonso, Gerente Sênior de Vendas e Marketing da Dunlop. A proporção de emplacamen©Fotos Divulgação

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to e nos estaleiros de demolição. A resistência elevada e o ciclo de vida prolongado são as suas caraterísticas distintivas, graças ao flanco reforçado. Além disso o desenho único do piso do pneu garante uma maior tração e estabilidade, enquanto os importantes dotes de autolimpagem garantem a expulsão rápida de detritos - um problema frequente nas operações de reciclagem - contrastando o eventual furo e a consequente paragem da máquina. Earthmax SR 43 está disponível no mercado na medida 29.5 R 29.

Seguem-se os já conhecidos Earthmax SR 53 e Earthmax SR 55, que associam perfeitamente todas as qualidades necessárias para as operações de reciclagem. O primeiro é especialmente indicado para carregadoras e tratores de esteira empenhados em situações extremas, como por exemplo os terrenos ásperos e rochosos das minas ou como as superfícies das industriais que atuam no setor da reciclagem de metais. A profundidade do piso dos pneus de classe L-5 reduz imenso o seu desgaste, além de mostrar excelentes propriedades de autolimpagem. Por fim, o seu composto de borracha especial proporciona uma ulterior resistência a cortes e sobreaquecimento. Earthmax SR 53 está disponível em cinco medidas 17.5 R 25, 20.5 R 25, 23.5 R 25, 26.5 R 25 e 29.5 R 25. Também para as tarefas mais duras e os desafios mais traiçoeiros do mundo da reciclagem, a BKT projetou Earthmax SR 55, sinónimo

de força e robustez. A profundidade extra e a superfície lisa do piso dos pneus de classe L5-S são capazes de enfrentar picos máximos de produtividade com tempos de paragem da máquina deveras mínimos. Estável, seguro e confortável na condução, é especialmente apropriado para carregadoras destinadas às condições mais severas de carregamento e nivelamento. O pneu está atualmente disponível em seis medidas diferentes: 12.00 R 24, 17.5 R 25, 18.00 R 25, 26.5 R 25, 29.5 R 25 e enfim 29.5 R 29. 

tos de SUVs no Brasil em relação ao total de veículos de passeio subiu de 17,5% para 21,4% no acumulado de janeiro a abril de 2017, fazendo com que assumissem o segundo lugar entre as categorias analisadas, posição que antes pertencia aos automóveis de entrada. Esses números reforçam os dados da Jato Dynamics, consultoria que compila dados sobre o mercado de veículos em todo o mundo. Em 2016, as vendas do segmento subiram 20% em

comparação com 2015, chegando a mais de 24,32 milhões de unidades, elevando a participação deles no mercado global de automóveis de 25,3% para 28,8%. Mais segurança em pistas molhadas - Os resultados dos testes realizado pela Dunlop em SUVs equipados com os Grandtrek PT3 mostraram que o novo desenho com um perfil circular melhora a distribuição do contato do pneu com o solo e aumenta a aderência

nas retas e curvas. Consequentemente, otimizam o desempenho em pistas molhadas com melhor resposta de frenagem, aumentando consideravelmente a segurança. “Outra caraterística dos Grandtrek PT3 é a durabilidade, já que são produzidos com compostos de borracha altamente adesivas e de baixa geração de calor. Essas características também reduzem o consumo de combustível”, explica Rodrigo. 

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NEGÓCIOS

Produção de sílica no Brasil completa

40 anos

A Rhodia comemorou com clientes os 40 anos de produção de sílica utilizada na produção de pneus, borracha e calçados, na formulação de agroquímicos e nutracêuticos, além de produtos para cuidados pessoais e alimentação humana.

A

sílica precipitada quimicamente, um insumo utilizado por indústrias de diferentes segmentos, desde os pneus (incluindo os ‘pneus verdes’) e artefatos técnicos de borracha até formulação de agroquímicos, nutracêuticos e calçados, passando por produtos de cuidados pessoais e para a alimentação humana, é uma das apostas para o crescimento sustentado dos negócios da Rhodia, empresa do Grupo Solvay, na região da América Latina. Pioneira na produção de sílicas precipitadas na região, a empresa tem feito investimentos permanentes em sua unidade industrial instalada em Paulínia (SP), que está completando 40 anos de instalação. Por ano, em média, a empresa tem aplicado em torno de 10 milhões de reais em projetos de processos operacionais, na introdução de novas tecnologias e

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produtos, em logística e aumento de capacidade de produção. Essa área de negócios visa aumentar a eficiência da empresa e abastecer adequadamente os clientes em todos os países da região com os produtos comercializados sob as marcas Zeosil®, Zeosil® Premium, Efficium® e Tixosil®, em suas diversas apresentações de acordo com os segmentos de mercados em que são aplicadas. “Produtividade e competitividade são as palavras-chave do setor e elas estão incorporadas ao nosso modo de trabalhar. Com nossas inovações e a capacidade de atender os diversos mercados em que atuamos, nós estamos bem posicionados para continuar crescendo na região junto com nossos clientes”, afirma François Pontais, vice-presidente para a América Latina da unidade global de negócios Sílica do Grupo Solvay.

Da esquerda para a direita: Paulo Garbelotto - Gerente Comercial da GBU Sílica; An Nuyttens - Presidente da GBU Sílica; François Pontais - Diretor da GBU Sílica na América Latina; José Matias - Presidente do Grupo Solvay na América Latina .

A novidade na fábrica de Paulínia foi o início da produção da sílica de alta dispersabilidade (HDS, na sigla em inglês) destinada principalmente à produção dos pneus que economizam energia. Análises realizadas pela empresa e de organismos do setor automotivo indicam que o uso dessa sílica HDS permite a redução de até 7% no consumo de combustível do automóvel. Portanto, reduz na mesma proporção as emissões de carbono na atmosfera. A expansão do uso da sílica de alto desempenho na produção dos chamados pneus verdes pode ser um fator importante para que a indústria automobilística alcance mais rapidamente as metas de redução de emissões de carbono previstas nos programas de desenvolvimento do setor. A empresa está investindo para aumentar o uso de suas sílicas precipitadas em outros segmentos de www.borrachaatual.com.br


mercado em que há potencial de crescimento, tais como “oral care”, formulações de nutracêuticos e agroquímicos, além de mercados regionais importantes, como calçados e alimentação humana. “Temos em nosso pipeline de inovações, em nossos laboratórios no Brasil e em outras regiões de atuação do Grupo Solvay, uma série de projetos em diferentes etapas de desenvolvimento, que serão colocados à disposição do mercado até 2020”, acrescenta Pontais.

40 anos de pioneirismo – Erguida em 1977, sob o signo do pioneirismo, a unidade industrial de Sílica da Rhodia passou ao longo de 40 anos por diversas transformações e modernizações para manter sua competitividade em um cenário econômico regional de muitos desafios. Inicialmente a Rhodia e depois o Grupo Solvay (que adquiriu as operações da Rhodia em 2011) investem permanentemente nessa área de negócios. 

A evolução do negócio sílica nos últimos 40 anos: 1977

Início da produção de sílica no conjunto industrial da Rhodia, em Paulínia.

1992

Invenção pela Rhodia da sílica de alta dispersabilidade (HDS em inglês)

2001

Novo tipo de Tixosil® para o mercado alimentício.

2005 Lançamento mundial de Zeosil® HRS 1200MP, sílica micropérola para pneus esportivos de carros de passeio. 2008 Zeosil® Premium 200MP para o mercado de ‘pneus verdes’, permitindo a redução de consumo de até 7% de combustível e redução na mesma proporção de emissões de carbono. 2009 Lançamento de Tixosil® Soft Clean para o mercado de “oral care” em cremes dentais especiais. 2010

Lançada a sílica Zeosil® 1085GR, que aumenta o desempenho de pneus mesmo em locais de temperaturas muitos baixas.

2011

Rhodia se une à Solvay, criando um dos maiores grupos mundiais em química de multiespecialidades.

2011

Lançamento de Zeosil® para aplicações em baterias

2013

Lançada Tixosil® para uso em produtos de “Personal Care”, tais como cremes esfoliantes

2015

Surge Efficium® by Zeosil®, nova sílica que permite aumento de produtividade e de desempenho dos equipamentos dos clientes.

2016

Início da produção de sílica HDS em Paulínia (SP).

2017

Lançada Zeosil® Premium SW – Maior desempenho e segurança em pneus.

2017

Grupo Solvay comemora o 40º aniversário da implantação da unidade industrial de Sílica no Brasil.

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Solvay vende sua participação na Dacarto Benvic O Grupo Solvay concordou em vender sua participação de 50% na Dacarto Benvic para seu parceiro de joint venture nesta empresa, que se tornará o único proprietário do processador brasileiro de compostos de PVC. A venda segue a saída da Solvay de atividades de PVC na Europa, Ásia e América Latina, incluindo o negócio de compostos de PVC Benvic, que foi vendido em 2014. As empresas parceiras são Dupre Empreendimentos e Participações Ltda., Tondella Empreendimentos e Participações Ltda e WR3C Empreendimentos e Participações Ltda. A Dacarto Benvic tem sede em Osasco (SP) e conta com 450 funcionários em escritórios e instalações industriais em São Paulo e na Bahia. A conclusão desta transação está prevista para o final de 2017 e está sujeita às aprovações usuais, inclusive das autoridades governamentais de defesa econômica.

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CAPA

SASSMAQ

Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade O objetivo do Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade – Sassmaq é reduzir, de forma contínua e progressiva, os riscos de acidentes nas operações de transporte e distribuição de produtos químicos. O sistema foi lançado pela Abiquim em maio de 2001 e abrange todos os modais de transporte, bem como Terminais de Armazenagem e Estações de Limpeza.

A

indústria química europeia utiliza em larga escala os serviços logísticos oferecidos por terceiros para armazenar, manusear e transportar matérias-primas, intermediários e produtos químicos industrializados. As empresas químicas precisam ter garantias de que essas operações são conduzidas de maneira segura, com qualidade e com o devido cuidado em relação à segurança dos funcionários, do público e do ambiente. No passado, essa garantia era obtida por meio de auditorias periódicas dos prestadores de serviços de logística, realizadas por conta própria pelas empresas químicas. Esse sistema levava a uma abordagem fragmentada e a uma multiplicidade de programas de auditoria, custosos e ineficientes, tanto para a indústria química quanto para os operadores logísticos.

Baseado no programa Atuação Responsável, o Cefic (Conselho Europeu das Federações das Indústrias Químicas) lançou, no início dos anos 90, o programa ICE (Intervention in Chemical Transport Emergencies), voltado à melhoria do desempenho em segurança no transporte, armazenagem e manuseio de produtos químicos. Um elemento chave do ICE foi o desenvolvimento de uma série de Sistemas de Avaliação de Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Qualidade, cada um deles ligado a um meio de transporte ou operação logística específica (rodoviário, ferroviário, armazém, estações de limpeza, prestadores de serviço em atendimento a emergências, etc.). O sistema europeu serviu de base para a Abiquim, por iniciativa dos membros da Comissão de Transportes e com o objetivo de reduzir,

progressivamente, os riscos envolvidos nas operações de transporte e distribuição, criar uma ferramenta para avaliação de forma uniforme dos sistemas de gestão ambiental, de saúde, da segurança e da qualidade dos prestadores de serviços, denominado SASSMAQ, oficialmente adotado pela Abiquim em maio de 2001. Auditores independentes realizam a avaliação, aplicada por organismos certificadores integrantes do SINMETRO - Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - com base em um questionário padronizado, evitando assim a necessidade de auditorias múltiplas, com critérios diferenciados. O SASSMAQ apóia as empresas no processo de seleção e na definição de planos de ação para melhorias dos prestadores de serviços logísticos. O SASSMAQ garante um ©Foto: IVECO

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certificado de boas práticas, no qual pré-requisitos definidos pela indústria e pelo mercado vão resultar em um relatório factual detalhado, representando a situação da empresa certificada naquele momento. Uma única avaliação substitui a variedade de inspeções a que os prestadores de serviços de logística são tradicionalmente submetidos, sem tornar redundante o diálogo entre eles e as empresas químicas. O SASSMAQ não se constitui numa legislação, mas, sim, em um conjunto de boas práticas. Ele oferece um mecanismo para a avaliação do processo de melhoria contínua. O sistema fornece respostas diretas sobre os pontos fortes e fracos, observados durante a inspeção. Além disso, após a análise dos resultados da avaliação pela empresa química, podem ser obtidas respostas específicas de cada cliente, criando e/ou fortalecendo as bases para uma real parceria, de benefícios mútuos. Vários prestadores de serviços de logística têm, em seus próprios sites, operações de transporte, limpeza, armazenagem, entre outras atividades. Com o objetivo de evitar duplicidade nas avaliações, os módulos específicos do SASSMAQ (Rodoviário, Estação de Limpeza, Ferroviário, Atendimento a Emergências e outros em implantação) estão integrados, possibilitando uma avaliação única de vários módulos. O SASSMAQ possibilita uma avaliação do desempenho nas áreas de segurança, saúde, meio ambiente e qualidade das empresas que prestam serviços à indústria química. A avaliação das empresas é feita por organismos certificadores independentes credenciados pela Abiquim. São avaliados os �elementos centrais�, www.borrachaatual.com.br

compostos pelos aspectos administrativos, financeiros e sociais da empresa, e os “elementos específicos”, constituídos pelos serviços oferecidos e pela estrutura operacional. A avaliação pelo SASSMAQ não é obrigatória, mas sua aplicação gera um importante diferencial para as empresas certificadas pelo sistema pela comprovação de que oferecem serviços qualificados nas operações de logística. Vários prestadores de serviços de logística têm em seus próprios sites operações de transporte, operações de limpeza, armazenagem, entre outras atividades. Objetivando evitar duplicidade nas avaliações SASSMAQ os módulos específicos do SASSMAQ (Rodoviário, Estação de Limpeza, Ferroviário, Atendimento a Emergências e outros em implantação) estão alinhados nos requisitos do Elemento Central e Específico. Operadores logísticos que tem mais de uma atividade no mesmo local podem efetuar a avaliação considerando os módulos integrados. O módulo Rodoviário foi o primeiro lançado e é dirigido a transportadoras e operadoras logísticas. Em março de 2005, a Abiquim facultou às empresas associadas, todas signatárias do Programa Atuação Responsável®, considerar a certificação SASSMAQ dentro dos seus critérios de contratação de serviços de logística. Em janeiro de 2006, essa concessão foi estendida também ao transporte rodoviário de produtos químicos embalados com o objetivo de reduzir o risco de acidentes envolvendo o processo de descontaminação de tanques, Assim, a Abiquim publicou em agosto de 2007, o Módulo Estação de Limpeza. 

Benefícios da aplicação do SASSMAQ O SASSMAQ representa uma importante evolução para os serviços, com potencial de gerar efeitos positivos para todos os agentes envolvidos. Torna mais ágil a seleção de uma prestadora de serviços e valoriza a imagem da indústria por espelhar sua preocupação com a redução de riscos nas operações da cadeia do produto. A aplicação do sistema traz benefícios para os prestadores de serviços de logística como a redução de custos decorrentes do uso de um único sistema de avaliação reconhecido pela indústria química e um importante diferencial de mercado pela comprovação de sua capacidade para operações seguras com produtos químicos. O Sassmaq tem como base o envolvimento e a participação das seguintes empresas e instituições: • Abiquim – Responsável pelo gerenciamento do Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade. • Organismos de certificação – Especializados e credenciados para a avaliação, inspeção e auditoria de sistemas. • Prestadoras de serviços de logística – Empresas interessadas na aplicação do Sassmaq visando sua qualificação para atender a indústria química. • Indústria química – Usuária dos serviços de logística. Procura estender a toda a cadeia produtiva os princípios de segurança, saúde, meio ambiente e qualidade que adota em suas operações.

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CAPA

Integração entre Brasil e a Argentina

Qualificação do Organismo de Certificação (OC) Organismos de Certificação devem ser credenciados por um organismo credenciador nacional ou internacional para participar como avaliador do SASSMAQ, para aplicação do Sistema de Garantia da Qualidade (ISO 9000); do Sistema de Gestão Ambiental (ISO 14000) e/ou do Sistema de Gestão de Saúde e Segurança (OHSAS 18001 ou similar). O OC deve ser credenciado ao menos para dois dos três sistemas acima e atender um dos três requisitos abaixo: •

100 certificações em ISO 9000 e 30 certificações em ISO 14000 ou 100 certificações em ISO 9000 e 10 certificações em OSHAS 18000 ou 30 certificações ISO 14000 e 10 certificações OSHAS 18000.

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O OC deve ter um procedimento para selecionar auditores com base na sua competência, treinamento, qualificações e experiência e avaliar efetivamente o desempenho dos auditores. Essas certificações deverão ter sido realizadas no Brasil.  Qualificação do auditor – Auditor líder, registrado por organismo credenciador nacional ou internacional que tenha efetuado pelo menos cinco auditorias de ISO 9001/9002/14001 ou ISO 9001/9002 / OSHAS 18001 em indústrias químicas e/ou empresas (pelo menos duas empresas diferentes), Engenheiro de Segurança ou Técnico de Segurança do trabalho e que tenha comprovado conhecimento de leis, regulamentações, normas nacionais e internacionais de transporte, segurança, saúde e meio ambiente e que tenha sido aprovado no curso de auditor para aplicação do SASSMAQ. O curso de auditor para aplicação SASSMAQ será ministrado pela ABIQUIM.

A Abiquim e a Câmara da Indústria Química e Petroquímica da Argentina (CIQyP) assinaram durante a sessão plenária do Congresso de Atuação Responsável, realizado no ano passado, o convênio de reconhecimento mútuo dos programas de gestão Sassmaq - Módulo Rodoviário (Abiquim) e Programa de Cuidado Responsável do Meio Ambiente (PCRMA) para o Transporte (CIQyP). O documento foi assinado pelo presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, e pelo diretor executivo da CIQyP, Jorge de Zavaleta. O convênio facilita a integração econômica entre os dois países. As empresas brasileiras de transporte de substâncias químicas e perigosas aprovadas em auditorias do Sassmaq poderão carregar produtos na Argentina, independente do seu destino, e as empresas argentinas de transporte de substâncias químicas e perigosas aprovadas em auditorias do PCRMA -Transporte poderão carregar produtos no Brasil, independente do seu destino. Na ocasião, Fernando Figueiredo disse: “A indústria química utiliza o trabalho de parceiros no transporte de produtos. O convênio é mais um passo para a integração econômica entre os países e permitirá que as transportadoras argentinas ofereçam um serviço de qualidade no Brasil e que as brasileiras também possam oferecer a mesma qualida-

de na Argentina”. O diretor executivo da CIQyP, Jorge de Zavaleta contou: “O acordo é muito importante pois significa que finalmente temos a integração no Mercosul e permite aos transportadores certificados pelos programas possam trafegar livremente entre os dois países”. No fim de 2016 a Abiquim também fez a revisão do guia de requisitos do Programa Sassmaq, incluindo a orientação de observação às Portarias do Inmetro sobre conformidade de pneus novos e reformados. A iniciativa teve o objetivo de esclarecer aos transportadores e empresas contratantes as boas práticas de uso e conservação dos pneus e dessa forma contribuir para a segurança no transporte. A Abiquim oferece o curso de Introdução ao Sassmaq para capacitar os profissionais do setor e também são promovidos cursos de auditor interno nos módulos rodoviário e estação de limpeza. Aos organismos certificadores são promovidos cursos de formação e reciclagem de auditores líderes módulo rodoviário e estação de limpeza. A Abiquim, por meio da Comissão Temática do Sassmaq, iniciou em 2017 os estudos para o desenvolvimento do módulo Sassmaq Terminal de Contêiner que visa definir um sistema de avaliação de segurança, saúde, meio ambiente e qualidade para os terminais de contêineres, e que deverá ser lançado até o fim do ano. ©Foto: Divulgação

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PROQUIMIL comemora 40 anos de distribuição Desde 1977, a empresa atua como distribuidora de matérias primas, representando alguns dos principais fabricantes globais e marcas líderes no mercado.

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Proquimil, sediada no município de Diadema, no estado de São Paulo, é uma distribuidora de produtos químicos para empresas nos mercados de borrachas, plásticos e adesivos. Fazem parte de seu portfólio de produtos diversos tipos de materiais como borrachas sintéticas, aceleradores, antiozonantes, auxiliares de processos e diversos tipos de polímeros. A empresa mantém uma equipe interna capacitada para oferecer um atendimento personalizado visando as melhores oportunidades de negócios, maximizando valor a seus clientes, parceiros, colaboradores e fornecedores. A equipe co-

mercial é a responsável por soluções inovadoras, enquanto a assessoria técnica garante o esclarecimento de dúvidas e sugestões de formulações. A logística na entrega de produtos é parte fundamental de todo o processo e muitas vezes é a responsável pela decisão da compra. Presente entre as principais empresas do mercado, a Proquimil distribui produtos e presta serviços sempre seguindo normas de sustentabilidade e conceitos favoráveis ao meio ambiente, atendendo a modernos setores da economia brasileira como fabricantes de pneumáticos, calçados, peças técnicas, artigos de borracha, artefatos plásticos e adesivos, dentre outros.

©Fotos: Cedidas

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Evento celebra quatro décadas da empresa “Há 40 anos, iniciou-se uma longa viagem, cheia de esperança, sonhos, determinação, fé e entusiasmo. Neste tempo, trabalho e boas conexões não faltaram. Graças às pessoas que caminharam juntas, fortalecendo as relações e reafirmando os valores fundamentais da Proquimil, baseados no espírito de serviço, equipe, progresso e integridade comercial. Em 10/06/2017, tivemos uma celebração deste encontro e reencontros, momentos de interação e con-

fraternização. Foi uma festa de GRATIDÃO! Completando a festa, tivemos muitas delícias gastronômicas, Elvis Presley cover, Banda Musical e muitas fotos para registrar momentos de alegria e felicidade. As crianças, filhos de nossos colaboradores, também tiveram seu espaço, com brincadeiras monitoradas, rostinhos pintados, penteados realizados e muita “pulação” na cama elástica. E ao olhar para trás, vemos o quanto valeu a pena, construir estas relações por 40 anos!” 

Vanessa Ruffo, Oswaldo Ruffo Filho e Oswaldo Ruffo com o cover de Elvis Presley.

©Fotos: Cedidas

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Abiquim lança estudo que dimensiona consumo de colas No dia 10 de agosto foi lançado o estudo “Estatísticas do Segmento de Colas, Adesivos e Selantes 2016”, elaborado pela Equipe de Economia e Estatísticas (ECON) da Abiquim e que contou com o apoio da Comissão Setorial de Colas, Adesivos e Selantes da Associação e de empresas produtoras não associadas. O estudo apresenta o perfil estatístico do segmento e tem o objetivo de dimensionar o consumo brasileiro desses produtos, incluindo a parcela da demanda coberta por importações. Os números apresentados contemplam a análise de uma série de 10 anos, de 2006 a 2016, o que dá uma visão bastante ampla da situação de competitividade desse importante segmento da indústria química. A programação do evento foi composto por uma apresentação institucional da Abiquim, seguida pela apresentação do estudo, feito pela diretora de Economia e Estatística, Fátima Giovanna Coviello Ferreira. Também foi realizada uma apresentação sobre as Atualizações da Portaria Inmetro 349 para Colchões e Colchonetes de Espumas Flexíveis de Poliuretano.

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Importações de produtos químicos bate recorde histórico Os resultados da balança comercial de produtos químicos no primeiro semestre de 2017 mais uma vez comprovam o ganho de espaço das importações frente à produção nacional. O déficit, segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), atingiu US$ 10,6 bilhões nos primeiros seis meses do ano e as importações totalizaram US$ 17,2 bilhões no período, o que equivale a um aumento de 6,4% em relação ao primeiro semestre de 2016. Em volume, as compras externas tiveram comportamento ainda mais intenso, elevação de 21,2%, com movimentação de 20,8 milhões de toneladas, um resultado recorde de quantidades importadas para toda a série histórica de verificação da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), realizado desde 1991. O desempenho está lastreado pelo alto volume de compras de intermediários para fertilizantes, no

contexto do excelente momento do agronegócio, com safra 2016/2017 prevista como a maior da história do Brasil, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB. No mês de junho, especificamente, foram importados US$ 3,3 bilhões, aumento de 3,7% em relação ao valor registrado em maio e de 5,4% na comparação com o mês de junho de 2016. As exportações brasileiras de produtos químicos, por sua vez, tiveram em junho uma alta de 5,0% em relação ao mesmo mês do ano passado, totalizando US$ 1,1 bilhão, mas queda de 8,7% em relação ao mês de maio. No agregado do primeiro semestre, as vendas externas somaram US$ 6,6 bilhões, aumento de 12,1% em relação a igual período do ano anterior, enquanto o volume das exportações foi de 8,2 milhões de toneladas, resultado 1,9% superior ao verificado nos seis primeiros meses de 2016. 

Deputado apresenta proposta de reforma tributária à indústria química O deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB/PR) e relator da Reforma Tributária apresentou a sua proposta aos executivos da indústria química em reunião realizada no dia 3 de agosto, na sede da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Em sua apresentação Hauly abordou suas propostas, que seguem o modelo europeu, e estão baseadas em um imposto de renda federal, um imposto sobre valor agregado (IVA) e um imposto se-

letivo estadual com legislação federal, e impostos sobre o patrimônio municipais dos contribuintes. O deputado está no sétimo mandato parlamentar consecutivo. Ele foi relator da Lei Complementar nº123/2006, que dispõe sobre a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, também conhecida como Supersimples. Também é autor da Lei nº 9.796/1999, que estabelece a compensação financeira entre o INSS, estados e municípios.  www.borrachaatual.com.br


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Safra recorde impulsiona Gates Nos primeiros cinco meses de 2017 houve aumento de 27% na comercialização de correias para máquinas e equipamentos na reposição e 24% no mercado original A contribuição do agronegócio para o crescimento de 1% do PIB no primeiro trimestre deste ano também refletiu no volume de negócios da Gates, fabricante de correias, tensionadores, mangueiras e kits no Brasil. A empresa, que possui a maior participação no mercado de correias para máquinas e equipamentos agrícolas, registrou no acumulado de janeiro a maio aumento de 27% nas vendas na reposição e 24% em OEM’s, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os resultados foram puxados principalmente pela safra recorde de soja e milho, sendo o Brasil responsável por 80% das vendas da Gates do Brasil, seguido por Argentina, Paraguai, Bolívia e Colômbia. Segundo Sidney Aguilar, diretor de Vendas & Marketing da Gates, se essa comparação for feita com relação ao mesmo período de 2015, o crescimento é de 71%. 

Evonik lança auxiliar de moagem de última geração A Evonik oferece uma variedade de aditivos de alto desempenho. A última adição à linha de produtos, o surfactante Carbowet® GA-200, foi apresentado na European Coatings Show, em Nuremberg, pela linha de negócios Coatings Additives. O surfactante Carbowet® GA-200 oferece benefícios multifuncionais em uma ampla variedade de formulações base água, além de atender aos regulamentos e as considerações cada vez mais rigorosas de meio ambiente, saúde e segurança no mundo inteiro. Originalmente desenvolvido pela divisão de Performance Materiais da Air Products, recentemente adquirida pela Evonik, o Carbowet® GA-200 está em conformidade com as exigências quanto a emissões baixas ou zero VOC e com as determinações da Ecolabel. Além disso, esse surfactante auxiliar de moagem não iônico de próxima geração oferece ação surfactante superior e baixa espumação para sistemas pigmentados, conferindo benefícios de umectação, moagem e compatibilização sem os impactos adversos de sensibilidade à água, espuma ou reologia comumente encontrados em outros surfactantes.

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Dow lança novo ligante Com o objetivo de oferecer processos mais seguros e aumentar a produtividade do setor têxtil, a área de Adesivos da Dow lançou no Brasil o PRIMAL™ECO 15R. O ligante é livre do componente APEO (alquilfenóis etoxilados) e possui baixo nível de formaldeídos, duas demandas do mercado de vestuário para desenvolvimento de processos de produção mais seguros para a saúde. Um dos principais diferenciais do PRIMAL™ECO 15R é alta concentração de sólidos (46%), que por ser mais concentrado, requer menor quantidade na formulação da pasta de estamparia, permitindo ao fabricante têxtil aumentar sua produtividade e otimizar seu processo de produção. Outro benefício do PRIMAL™ECO é ser 100% acrílico, o que proporciona um toque macio ao tecido e excelente resistência aos métodos de lavagem à seco, úmido e fricção, de acordo com testes realizados pela Dow. Por ser um produto versátil, pode ser usado em processos de cura ao ar ou estamparia rotativa tanto para tecidos quanto para não-tecidos. “Estamos sempre em busca de soluções que proporcionam melhor performance aos produtos. O PRIMAL™ECO 15R, fabricado no Brasil, atende às demandas do mercado vestuário de eficiência, sustentabilidade e bem-estar social, e é um produto universal, que pode ser usado em todos dos processos de estamparia”, afirma Yasmin Gomez, gerente de Marketing de Adesivos da Dow para a América Latina.

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Bandas Eco da Vipal Expresso Neponuceno, de Lavras (MG), em parceria com a Reformadora Tysesul, atestou economia de combustível com os desenhos VRT2 e VLW da linha. Para a Vipal Borrachas, reconhecimento é um dos elementos que a fazem seguir confiante e vencedora na estrada. E melhor ainda quando esta consideração vem em forma de testes, que comprovam a qualidade do trabalho desenvolvido pela líder na América Latina e uma das mais importantes fabricantes mundiais para reforma de pneus. É o que aconteceu com a Expresso Neponuceno, transportadora de Lavras, Minas Gerais, em conjunto com a Tyresul, reformadora parceira do município mineiro de Varginha e integrante da Vipal Rede Autorizada. Ao rodar com as bandas VRT2 e VLW ECO, a transportadora alcançou o percentual de 3% de economia de combustível na comparação ao desempenho dos desenhos padrão. As análises, realizadas durante 30 dias e acompanhadas pela Tyresul, foram medidas por Tiago Guarda, Consultor de Negócios da Vipal Borrachas, e por Rodolfo Faleiro e Nemésio de Carvalho, respecti-

vamente Supervisor e Gerente de Manutenção da Neponuceno. “Os resultados realmente nos surpreenderam com um ganho real de 3% no consumo mensal de diesel. A metodologia da aferição, juntamente com os dados coletados pela telemetria do veículo, nos passaram segurança na checagem do resultado alcançado com o teste realizado pela Vipal e Tyresul”, diz Nemésio de Carvalho. As bandas testadas da Vipal trazem a alta tecnologia aplicada da linha ECO. São produtos pioneiros, que, devido aos compostos especiais de borracha utilizados na fabricação, proporcionam uma maior economia de combustível ao transportador e reconhecidas mundialmente pelos seus resultados. Ambas as bandas foram desenvolvidas para pneus radiais em eixos de tração ou livre. A VRT2 ECO é ideal para trechos de longa distância em pisos pavimentados, e possui estrutura que preserva a integridade da carcaça do pneu. Mesmo caso da VLW ECO, a qual é ideal para pneus radiais em eixos livres e possui ombros arredondados e abas que reduzem os efeitos do arraste lateral. 

Bramagran opta pela Tipler e AZ Pneus Bramagran Brasileiro Mármore e Granito, empresa com mais de 15 anos de atuação no mercado de rochas ornamentais no Brasil e no exterior, sediada em Castelo/ES, escolheu a Tipler para recapar os pneus da frota da empresa, que tem uma atividade severa. “As bandas Tipler, aliadas

ao serviço de pós venda e acompanhamento da AZ Pneus nos garantem qualidade, segurança, redução de custos e um excelente performance, trazendo um grande diferencial competitivo, o que é fundamental para as operações logísticas da nossa empresa,” diz Carlos Pedro Falconi.  www.borrachaatual.com.br


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Exportações de calçados no azul Conforme dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), entre janeiro e junho foram embarcados 59,36 milhões de pares que geraram US$ 528,8 milhões, números maiores tanto em pares (2,5%) quanto em receita (17%) no comparativo com igual período do ano passado. Somente no mês seis foram embarcados 10,2 milhões de pares que geraram US$ 87,4 milhões, altas de 9,8% e 4%, respectivamente, no comparativo com o mesmo mês de 2016. 

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Braskem aprova nova fábrica nos EUA O Conselho de Administração da Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, acaba de anunciar a aprovação de investimento de US$ 675 milhões para a construção de uma nova unidade de produção de polipropileno (PP) na cidade de La Porte, no estado norte -americano do Texas. O investimento na nova planta industrial reforça a liderança da Braskem na produção desta resina termoplástica nos Estados Unidos, onde a companhia já possui cinco outras unidades industriais de PP, além de uma linha de produção de polietileno de alto valor

agregado (UTEC). A previsão é que a construção da nova planta em La Porte comece neste ano e seja concluída no primeiro trimestre de 2020. A nova fábrica da Braskem terá capacidade de produção de 450 mil toneladas de polipropileno por ano. Sua entrada em operação irá se somar à produção da unidade da Braskem já existente em La Porte, que possui capacidade de 354 mil toneladas/ano. A construção ocupará parte dos 800 mil m² do complexo da empresa na região, que fica a 40 quilômetros de Houston, e poderá aproveitar a infraestrutura de suporte já existente. 

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Amazonas apresenta novas soluções Vipal cria

O Grupo Amazonas, reconhecido como um dos maiores fabricantes de componentes para o setor calçadista da América Latina apresentou dois produtos exclusivos e que, entre seus benefícios, trazem maior competitividade para a indústria de calçados. Resultados de constantes investimentos em pesquisa e desenvolvimento de itens que agreguem valor ao produto final e propiciem eficiência aos processos produtivos. O primeiro deles foi o PAE Amazonas – um promotor de adesão em EVA, que elimina o processo de cura UV na colagem de substratos em EVA, o que favorece a racionalização dos processos, proporciona ganho de desempenho e otimiza mão de obra. Isento de tolueno, o PAE Amazonas é indicado para colagem de solados femininos, masculinos, infantil e de alto desempenho.

O segundo foi o PROMO – um polarizador permanente para substratos de TR e SBR, que possibilita a substituição do processo tradicional de limpeza e halogenação de solados – temporário e com curta validade – pelo permanente e de alta eficiência na colagem. Desta forma, além de inverter a polaridade dos substratos de TR e SBR – dispensando a tradicional solução com alta concentração de cloro – o PROMO elimina a necessidade de limpeza dos substratos, pois já faz em um único processo a polarização e a limpeza dos mesmos. Os novos produtos foram apresentados ao mercado durante a Fimec2017 (Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes), em Novo Hamburgo (RS). “O mercado vem se recuperando da crise econômica e a expectativa é de crescimento na indústria e no varejo de calçados. Queremos contribuir com tecnologias que possibilitem otimização de produção e redução de custos produtivos”, afirma Lidmor Carvalho, Gerente Nacional do Negócio de Calçados. 

BASF inicia operação em compostos A BASF iniciou a operação da área expandida de sua fábrica de compostos, em Schwarzheide, Alemanha. Com a expansão da planta, há um aumento de 70.000 toneladas na produção de Ultramid® (PA: poliamida) e Ultradur® (PBT: tereftalato de polibutileno). Este é mais um passo em direção às expansões de capacidade da BASF, em resposta à crescente demanda global por plásticos de engenharia. A capacidade mundial da BASF para a fabricação dos compostos de PA e PBT alcançará mais de 700 mil toneladas por ano. Cerca de 50 novos empregos serão criados.

plataforma para conectar transportadoras

Na era da economia colaborativa, a Vipal Borrachas, líder na América Latina e uma das maiores fabricantes mundiais de produtos para a reforma de pneus, traz uma inovação para o mercado de transportes. A Vipal Resolve – “a rede social do mercado transportador”, como já vem sendo chamada – surge como uma plataforma interativa que ajuda os profissionais de gestão de frotas na resolução dos dilemas de sua rotina de trabalho. A inédita solução surge para conectar o mercado de transportes. Os profissionais cadastram seus nomes e empresas e aguardam a liberação do sistema para começarem a interagir. Uma vez cadastrados, os usuários podem escolher entre assuntos diversos como Gestão de Pneus, Economia de Combustível, Gestão de Pessoas, Manutenção, entre outros, além de conseguirem postar dúvidas, dilemas e sugestões. Da mesma forma, é possível contribuir com respostas, comentários e compartilhamentos de boas práticas que ajudem os participantes na resolução de seus problemas. “A Vipal Resolve nasceu da necessidade de uma maior proximidade entre todos os participantes do mercado. Através de pesquisas aprofundadas com gestores de frotas, percebemos que há uma demanda latente por mais interação e troca de informações entre empresas, fornecedores e profissionais do setor” afirma Tales Pinheiro, Gerente de Marketing da Vipal Borrachas. ©Foto: Divulgação

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Solvay divulga resultados O Grupo Solvay obteve um faturamento de 3,022 bilhões de euros no segundo trimestre de 2017, com um crescimento de 11% sobre o mesmo período do ano anterior, conforme anúncio feito hoje (01/08) pela companhia. O EBITDA ajustado – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – subiu 18% no período, alcançando 705 milhões de euros.No geral, a margem EBITDA atingiu o recorde de 23%. As medidas de excelência operacional compensaram em parte os maiores custos fixos. O lucro líquido ajustado no segundo trimestre de 2017 foi de 309 milhões de euros. Segundo Jean-Pierre Clamadieu, CEO do Grupo Solvay, a empresa continuou no segundo trimestre de 2017 a obter crescimento de volume em todos os segmentos, o que contribuiu para fortes ganhos e geração de caixa. “Nossa entrega tem sido consistente com nossos objetivos financeiros e extra-financeiros de médio prazo. A transformação estratégica da Solvay avançou com outras atualizações do portfólio de negócios”, disse. Com base nos sólidos resultados do primeiro semestre de 2017, a Solvay aumenta a perspectiva do ano inteiro e espera gerar mais de 800 milhões de euros em free cash flow, na previsão para 2017. 

Rinaldi reforça relacionamento com o mercado europeu A Rinaldi está direcionando forças no crescimento das exportações para o mercado europeu. A fábrica gaúcha de pneus possui relacionamento sólido com os parceiros e prospecta novos clientes na região, sempre com o objetivo de oferecer opções de qualidade aos motociclistas. “A Europa já recebe muito bem os produtos da Rinaldi. Por isso, continuamos estudando a fundo o mercado para ampliar a participação da marca”, comentou Renan Vicari, do departamento de exportação da empresa. Ele acaba de retornar à fábrica de Bento Gonçalves (RS) após duas semanas em solo europeu, onde visitou os clientes Crosspro em Portugal, Tridegar na Espanha e MX 477 na Bélgica. “A Tridegar, por exemplo, vende os produtos Rinaldi em outros países da Europa e trabalha com a marca desde janeiro de 2010.” O roteiro ainda passou pela República Checa, fruto do contato com um potencial cliente, iniciado no ano passado pela participação na feira Intermot, na Alemanha.  www.borrachaatual.com.br

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Concurso Ciclo Verde Arlanxeo premia projetos socioambientais A Arlanxeo, líder mundial na produção de borracha sintética, lançou o concurso Ciclo Verde Arlanxeo, iniciativa da empresa no Brasil com o objetivo de estimular o desenvolvimento de projetos socioambientais nas comunidades próximas às suas áreas de atuação. Nesta primeira edição, o concurso vai selecionar dois projetos e/ou iniciativas socioambientais para implementação exclusivamente em Duque de Caxias (RJ), nas áreas de Educa-

ção Ambiental; Proteção de Recursos Naturais; Reciclagem e Artesanato; Biodiversidade; e Atividades Culturais Relacionadas à Sustentabilidade. Cada vencedor receberá suporte financeiro, no valor máximo de R$ 10.000,00 (dez mil reais), além apoio técnico de uma consultoria especializada durante todo o desenvolvimento do projeto, que terá duração de um ano. Os projetos não contemplados receberão um parecer sobre sua classificação no concurso. 

Randon Implementos formaliza joint venture com Epysa no Peru

Na assinatura da associação com a Epysa, da esq p direita, Alexandre Gazzi, Juan Francisco Novion German Novion, Raul Randon, David Randon e Alexandre Randon.

A Divisão Implementos da Randon S.A Implementos e Participações anuncia sua primeira joint venture associando-se com o Grupo Epysa do Chile para a criação da Randon Peru. O contrato, que prevê controle da Randon com 51% do negócio, foi assinado no último dia 20 de junho pelos diretores David Randon e Alexandre Gazzi (Randon) e Juan Francisco Novion e German Novion (Epy-

sa) com início de operação previsto ainda para o segundo semestre. “O relacionamento de longa data amplia a confiança mútua e nos remete para um futuro promissor”, disse o diretor da Randon, Alexandre Gazzi, referindo-se ao fato de a Epysa Equipos já ser distribuidor Randon há mais de 35 anos no mercado chileno. O executivo lembra que a estratégia de internacionalização da Randon como fabricante de equipamentos para transporte está em ampliar a exportação a partir do Brasil, mas também vincular as plantas aos mercados para competir localmente. “Para o grupo de empresas Epysa, constitui-se numa verdadeira honra poder ser sócio da Randon S.A. Implementos e Participações, a mais importante e maior fabricante de reboques e semirreboques da América Latina”, afirma Juan Francisco Novion. 

Abicalçados comemora fim de sobretaxa para a Colômbia A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) comemora o fim da aplicação do Decreto 1744 para calçados oriundos do Mercosul, medida imposta pelo governo colombiano desde novembro de 2016 e que sobretaxava a importação de produtos com preços médios entre US$ 6 e US$ 10 em 35%, dependendo da NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) em que eram enquadrados. A partir de agora, o decreto segue válido apenas para importações provenientes de países de não signatários ao Bloco Segundo o presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, a sobretaxa era mais um empecilho para os calçadistas brasileiros, que têm na Colômbia um importante mercado. “Entre janeiro e junho deste ano, muito por conta do encarecimento do produto brasileiro submetido à sobretaxa, registramos queda de 2% nos embarques para o país vizinho”, avalia.

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GM anuncia investimento em Gravataí A General Motors vai investir R$ 1,4 bilhão no Complexo Industrial de Gravataí (RS). O montante é parte do plano de investimentos de R$ 13 bilhões no Brasil entre 2014 e 2019. O aporte tem como objetivo fortalecer o negócio da GM através do desenvolvimento de novas tecnologias e introdução de conceitos inovadores de manufatura para a produção de novos veículos, em adição aos já produzidos na fábrica. Os investimentos devem fortalecer ainda mais a presença da GM no Rio Grande do Sul, atraindo cinco novos fornecedores para o Estado e criando novos postos de trabalho. “A GM acredita no potencial de crescimento do mercado no Brasil e está realizando o maior plano de investimentos da história da indústria no país. O novo aporte às operações no Rio Grande do Sul vai permitir ampliar a linha de produtos da Chevrolet, com foco em conectividade total, segurança e eficiência energética. A fábrica de Gravataí será uma referência global em manufatura e qualidade 4.0”, disse Carlos Zarlenga, presidente da General Motors Mercosul. O novo investimento vai preparar a GM Mercosul para se tornar uma plataforma de exportação global.

Cummins investe em novos mercados

Com quase 100 anos de experiência, a Cummins atende à indústria com capacidade crítica, incluindo liderança técnica, grandes volumes de fabricação que fornecem economia em escala e um serviço global. O compromisso com os clientes e o meio ambiente está enraizado nos valores da empresa. Por mais de uma década, a equipe de pesquisa e desenvolvimento da Cummins tem trabalhado com uma série de tecnologias que potencialmente oferecem desempenho em aplicações de veículos comerciais com níveis de emissões significativamente inferiores. Essas tecnologias estão agora amadurecendo e já são economicamente viáveis, com a perspectiva de alcançarem cada vez mais a excelência para os clientes. Atualmente os motores de gás natural desenvolvido pela Cummins têm emissões quase zero e já alimentam frotas de ônibus e caminhões em todo o mundo. Os avanços destes produtos contribuem com a indústria, a exemplo dos portos de

Los Angeles que buscam constantemente soluções que trazem benefícios à qualidade do ar. A Cummins também visualiza um grande potencial do gás natural nos mercados de geração de energia. No entanto, ao contrário da opinião popular, a morte do motor de combustão interna não é iminente. Os avanços tecnológicos também estão causando um impacto muito positivo nos motores a Diesel e a Cummins continuará a inovar, tornando seus motores ainda mais limpos, mais eficientes e mais confiáveis. Recentemente, a Peterbilt Motors e a Cummins desenvolveram um veículo com motorização para o Departamento de Energia, nos EUA, que alcançou aumento de 75% na economia de combustível, redução de 43% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) e elevou 86% na eficiência do frete contra um caminhão basal. A densidade de potência do Diesel é inigualável e a Cummins acredita que a substituição do combustível ainda levará muito anos. 

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Wacker nomeia distribuidor na Argentina Como parte do processo de melhoria contínua do canal de vendas, a Wacker, uma empresa do ramo químico baseada em Munique, está reorganizando a sua rede de distribuição para dispersões poliméricas das marcas VINNAPAS® e VINNOL® na Argentina. A partir de junho de 2017, a SAFER assumirá a distribuição do negócio de dispersões da Wacker para aplicações no segmento construção civil, revestimentos e adesivos na Argentina. A SAFER, um distribuidor e parceiro com mais de 50 anos de experiência no mercado regional e líder na distribuição de produtos de silicone na Argentina, passará a vender as dispersões poliméricas das marcas VINNAPAS® e VINNOL® da Wacker na região. “A parceria com a SAFER reforçará significativamente a posição da Wacker na Argentina, uma região na qual enxergamos uma demanda crescente para nossos produtos e soluções no segmento de dispersões de elevado valor” constata Adriano Magalhães, diretor executivo da Wacker Química do Brasil e responsável pelos negócios da Wacker na Argentina. As dispersões VINNAPAS® e VINNOL® são muito usadas como ligantes na construção civil, mas também em tintas, revestimentos e adesivos, por exemplo, na formulação de adesivos de alta qualidade ou tintas ecológicas de pouco odor. Outras aplicações incluem rebocos, revestimentos de papel, aplicações de carpetes e tecidos técnicos.

BMW X1 atinge marca de 10 mil unidades exportadas A fábrica do BMW Group em Araquari (SC) celebra a marca de 10 mil unidades do BMW X1 produzidas para exportação. O modelo começou a ser exportado a partir de abril de 2016 aos países do NAFTA (Acordo de Livre Comércio da América do Norte) com o objetivo de atender ao aumento na demanda global. A versão do BMW X1 que vem sendo produzida para o exterior é a xDrive 28i, que traz motor de quatro cilindros, 2.0 litros, mo-

vido a gasolina, e capaz de entregar 240 cavalos de potência e 350 Nm de torque máximo. “Estamos muito orgulhosos em atingir esse resultado. Demonstramos que o Brasil tem plena capacidade para produzir com eficiência e qualidade global os veículos premium do BMW Group tanto para o mercado interno quanto para outros países”, comentou Carsten Stöcker, vice-presidente sênior da fábrica do BMW Group em Araquari. 

TMD/COBREQ no Camaro e Subaru Impreza A TMD Friction do Brasil tem, no mercado nacional de reposição, pastilhas de freio Cobreq dianteiras para diversos veículos “premium”, como o Chevrolet Camaro SS produzido a partir de 2010 e também dianteiras para o Subaru Impreza fabricado de 2008 em diante. Com referência de

catálogo Cobreq N-393, as pastilhas do Chevrolet Camaro SS são para frear um motor V8 6.2 16V de 571 HP. Destaque-se que a primeira geração deste carro foi produzida entre 1967 e 1969. A mesma referência do catálogo de pastilhas abrange o Subaru Impreza – motorização 2.5.  ©Foto: Divulgação

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LORD foca em soluções para encapsulamento

A LORD participou pela primeira vez da Feira Internacional da Indústria Elétrica, Eletrônica, Energia e Automação (FIEE) disposta a identificar oportunidades de negócio para as suas resinas de encapsulamento. “No Brasil, já desenvolvemos algumas aplicações no segmento de ilu-

minação, como o encapsulamento de cabos e luminárias spot. A ideia agora é expandir o nosso raio de ação para o mercado de eletroeletrônicos, fornecendo resinas para encapsular placas de circuito impresso, motores e sensores”, afirma Andrios de Souza, supervisor de vendas da LORD. Entre os produtos que a LORD dispõe para o segmento, Souza destaca o Thermoset UR-288. À base de poliuretano, é uma resina caracterizada pela boa fluidez para preenchimento de componentes eletrônicos e ótimas propriedades de condução térmica e baixo odor. 

Evonik e SINOPEC em tecnologia de membrana OSN A empresa alemã de especialidades químicas, Evonik Industries AG, e o SINOPEC Beijing Research Institute of Chemical Industry (BRICI) firmaram acordo de colaboração para construir um laboratório de desenvolvimento de processos em torno da tecnologia de membrana para nanofiltração de solventes orgânicos (OSN). 

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NOTAS & NEGÓCIOS

Nobel de Química no Seminário Abiquim de Tecnologia e Inovação O prêmio Nobel de Química de 2016, Sir J. Fraser Stoddart, encerrou a programação do 4º Seminário Abiquim de Tecnologia e Inovação realizado pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), nos dias 12 e 13 de julho, na capital paulista. O Seminário fez parte da programação do 46º Congresso Mundial de Química (IUPAC 2017), principal evento científico da Química, que aconteceu pela primeira vez na América do Sul, de 9 a 14 de julho. Também participaram da sessão de encerramento o presidente do Conselho Diretor da Abiquim e diretor -presidente da Elekeiroz, Marcos De Marchi, e o presidente da Sociedade Brasileira de Química (SBQ) e professor do Departamento de Química

da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Aldo Zarbin. Os três destacaram em suas apresentações a importância de promover o relacionamento entre a indústria e a academia visando o desenvolvimento de inovações. Sir J. Fraser Stoddart afirmou que é preciso ter coragem e fazer escolhas que podem dar novas perspectivas à carreira. Ele contou que seu relacionamento com a indústria aconteceu pela primeira vez de 78 a 81, quando tirou um sabático de três anos do mundo acadêmico. “Acho que todos da academia e da indústria deveriam fazer isso como forma de ampliar seu conhecimento, foi uma experiência transformadora, pois brilhantes cientistas trabalhavam na indústria”. 

Monroe Axios apresenta terminal axial A linha de terminal axial da Monroe Axios – mais recente lançamento da marca do grupo Tenneco na reposição – tem agora 23 novas aplicações no aftermarket. Os novos produtos chegam para atender a uma demanda do mercado e contemplam veículos de grande importância da frota brasileira de marcas como Fiat, Ford, Chevrolet, Honda, Toyota, Volkswagen, Seat e Audi. O terminal axial tem a função de fazer a ligação e a transferência de movimento entre a caixa e o terminal de direção do veículo. O componente Monroe Axios conta ainda com o

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diferencial de ser produzido com materiais altamente resistentes ao impacto, desgaste e corrosão. “Oferecer soluções diferenciadas, de alta tecnologia e com a mesma qualidade do equipamento original ao mercado de reposição é um dos pilares da Tenneco. O terminal axial era um produto muito requisitado pelos nossos clientes no aftermarket. Por esta razão, resolvemos investir nessa nova linha, que terá, até o final de 2017, 250 novas aplicações”, explica Bruno Bello, supervisor de Produtos Aftermarket da Monroe Axios. 

Cai 27% a venda de carros importados As dezessete marcas filiadas à Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, com licenciamento de 13.289 unidades, anotaram no primeiro semestre baixa de 27% ante igual período de 2016, quando foram vendidas 18.200 unidades. O desempenho de vendas no mês de junho, porém, houve uma pequena alta. O setor de veículos importados cresceu 1,8% sobre o mês imediatamente anterior. Foram 2.603 unidades contra 2.558 unidades em maio último. No entanto, em relação ao mês de junho de 2016, a queda representou 6,6% (2.603 unidades contra 2.788 unidades). “O comportamento dos dados de licenciamentos de automóveis e comerciais leves importados, no mercado interno, em junho e no acumulado, mostra claramente que as empresas associadas à Abeifa ainda permanecem em sérias dificuldades. É bem verdade que os consumidores brasileiros estão retraídos. Mas, no caso do setor de veículos importados, isso se deve quase que exclusivamente por conta do regime de exceção, no qual os 30 pontos percentuais adicionais do IPI, até o limite de 4.800 unidades por ano, tem perversa influência sobre nossas atividades comerciais”, esclarece José Luiz Gandini, presidente da Abeifa.

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MATÉRIA TÉCNICA

Polímeros: no esporte e no lazer Por: Luis Tormento e Marly Freitas

De um modo geral hoje as pessoas estão vivendo mais e trabalhando menos: a automação e uso de computadores tornou isto possível. No Brasil, começo do século XX, trabalhava-se de 12 a 14 horas por dia; atualmente, uma média de 8 horas por dia. Enquanto isso, a expectativa de vida de um homem brasileiro subiu dos 33,4 anos em 1910 para 74,68 anos em 2015. Pesquisas mostram que hoje existe mais tempo e dinheiro para o esporte e lazer. Hoje acontece um movimento de persuasão para que as pessoas aumentem sua atividade física, em função da ociosidade e consequente aumento de peso da população: agora a corrida é pela saúde, buscando maior longevidade. A comunidade médica incentiva a prática de caminhadas, futebol, exercícios de alongamento, uso de bicicletas, patins etc. Os governos investem em áreas esportivas, disponibilizando equipamentos simples em áreas públicas, objetivando a redução do sedentarismo, visando a diminuição nos gastos médicos. É vasta a importância dos polímeros para os esportes, o assunto é amplo, mas damos abaixo pequenos campos de aplicação.

a) Grama sintética, utilizada em: • Campos de futebol • Campos de futebol Society • Hóquei • Atletismo • Rúgbi • Tênis • Baseball • Golfe • Esportes equestres • Playgrounds Estes campos são construídos baseados nas necessidades dos esportistas profissionais, federações e clubes de todo o mundo. Os campos contam com o “recheio” de grânulos de borracha e areia, o que resulta em uma superfície homogênea com um nível de amortecimento e durabilidade ideal para reproduzir as condições de jogo oferecidas sobre a grama natural. Principais produtos utilizados na sua fabricação incluem fibras de náilon ou polipropileno, tecido de poliéster e látex de borracha SBR ou NBR. Exemplo de uma estrutura montada para receber a grama sintética:

Aplicações Esportivas Os polímeros estão sendo muito utilizados na substituição de peças feitas de metal, cerâmica, resinas termofixas, borrachas vulcanizadas. Estes polímeros têm alta performance, são amplamente utilizados na fabricação de componentes e peças complexas, que oferecem, entre outras, uma combinação notável de durabilidade, resistência ao calor, resistência química, liberdade de design- o objetivo é melhorar o desempenho, diminuir peso e reduzir custos. Os polímeros são amplamente utilizados na fabricação das mais diversas aplicações:

Fibra (polímero) Silica / Areia TNT

Aborção impacto Base niveladora Tecido geotêxtil Solo compactado

©Foto: Divulgação

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b) Roupas • Roupas especiais são desejáveis ou necessárias para todos os esportes – não nos surpreende que sejam consumidas grandes quantidades de fibras sintéticas nesta aplicação. Em termos técnicos, geralmente a roupa esportiva não é diferente das roupas normais, mas há, por exemplo, um apelo particular por tecidos respiráveis em atividades como caminhar e escalar. Em alguns esportes, um requisito particular é o uso de vestuário de proteção, onde as espumas são freqüentemente usadas; um exemplo são os coletes protetores para uso equestre, hoje obrigatórios em vários ramos da atividade de equitação. Durante a década de 1990 , os fabricantes concorriam para oferecer produtos com pequena espessura ( os produtos com grande espessura não eram confortáveis), mas com boa absorção de impactos. As luvas são produzidas com uma variedade de materiais para diferentes aplicações; algumas incluem preenchimento ou um látex e modificação da superfície de deslizamento. Um exemplo diferente é o tecido Nomex, resistente ao fogo, usado em roupas íntimas, luvas, botas e roupas para esportes motorizados. Uma combinação de Kevlar, borracha de silicone e uma espuma de células fechadas há muito tempo é utilizada em protetores de joelhos e luvas de Kevlar são utilizadas como proteção contra motores quentes. • Capacetes de proteção usados em esportes motorizados, ciclismo e atividades de equitação são feitos a partir de termoplásticos ou plásticos reforçados. • Em vários esportes há necessidade de óculos, viseiras ou máscaras faciais. Estes artefatos utilizam materiais como o policarbonato para as lentes. A lente é feita em duas camadas, uma com cerca de 3 mm de espessura e uma camada superior de cerca de 0,5 mm de espessura. A camada externa, descartável, é uma proteção contra possíveis quebras decorrentes de estresse ambiental e das concentrações de estresse que poderiam ser produzidas por dano da lâmina na superfície. • Nos esportes aquáticos são utilizadas roupas de mergulho feitas com borrachas de diferentes espessuras, variáveis de acordo com seu uso; quanto mais espesso o traje, mais aquecimento ele propicia. www.borrachaatual.com.br

Tabela de espessuras para trajes de mergulho 2 mm: águas com temperaturas maiores que 29 °C. 3 mm: águas com temperaturas entre 21 e 28 °C 5 mm: águas com temperaturas entre 16 e 20 °C. 6,5mm: águas com temperaturas entre 10 e 20 °C lidando com trajes realmente secos.

c) Calçados O setor de bens desportivos de maior valor é o setor calçadista , onde os principais fabricantes concorrem para a fabricação de um produto cada vez mais avançado tecnicamente. Em muitos esportes, os pés do atleta estão sujeitos a altas cargas dinâmicas que chegam a até oito vezes o peso corporal. No basquete o calçado é fundamental para dar proteção, proporcionando tração e otimização do desempenho. As forças envolvidas no calcanhar diferem daqueles no antepé e os requisitos específicos dependem do esporte em questão. Não é surpreendente que um sapato esportivo moderno tenha uma construção complicada com muitos componentes, com muitas variações no design. Além do desempenho, o mercado do calçado esportivo tem forte apelo estético e pode ser difícil para um não especialista entender quais recursos realmente melhoram o desempenho e quais são puramente aparência. Uma variedade de polímeros é utilizada em calçados esportivos. Os calçados geralmente possuem uma sola de borracha, que pode ser multicolorida ou incluir termoplástico transparente. Elementos. Os materiais comuns para solas intermediárias são celulares, EVA, PVC e poliuretano; podem ser inserções, como bolsas de ar de poliuretano e barras de torção feitas de termoplásticos ou mesmo de poliéster reforçado com fibra de carbono. Os reforços são muitas vezes feitos de tecidos revestidos com cloreto de polivinila e pode haver componentes adicionais como revestimentos, espuma para amortecimento e suporte de calcanhar de poliuretano. Sapatos para esportes como futebol e corrida têm solas feitas de material semirrígido, como termoplásticos e poliuretano.

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MATÉRIA TÉCNICA Exemplo de um calçado esportivo e sua construção Cabedal (material sintético ou couro)

Entresola (polímero expandido)

Biqueira (borracha ou plástico)

Solado (borracha e/ou plástico)

d) Bolas Os polímeros foram utilizados pela primeira nos esportes, na fabricação de bolas, quando os europeus cruzaram pela primeira vez o Atlântico. Certamente faz muito tempo desde que as bolas de golfe eram feitas de qualquer outra coisa que não sejam polímeros; abola percha foi introduzida em meados do século 19 e a bola de borracha em 1898. A construção “clássica” da bola de golfe de três partes é um processo complicado: fio de poliisopreno enrolado sobre um pequeno núcleo de borracha sólida, coberta com balata ( um tipo de borracha natural) ou Surlyn ( um tipo de plástico). Requisitos um pouco conflitantes para uma bola de golfe: velocidade e distância através do ar, comportamento na terra, controle de rotação e dureza – de acordo com normas vigentes, estas propriedades não podem ser todas otimizadas em um design.

As bolas de tênis também exigem técnicas de produção especializadas e regulamentação específica. As características das bolas de tênis pressurizadas são dependentes da pressão interna, normalmente de 100 kPa acima da atmosférica. À medida que o ar sai, a pressão cai e as características de jogo mudam. As bolas de futebol tradicionais, de couro, são muito pesadas quando úmidas, com qualidade inconstante. Bolas feitas de cloreto de polivinila, etileno acetato de vinila ou poliuretano são muito mais consistentes –onde era utilizado o couro como revestimento, usa-se um elastômero para evitar absorção de água. No entanto, as características podem variar de acordo com o material e construção utilizados. O material mais usual e uma inovação incorpora uma estrutura celular. Bolas para basquete, handball e softball são essencialmente semelhantes às bolas de futebol. Um revestimento polimérico em bolas de alto nível, para rugby, aumentam a aderência em condições úmidas. Bolas de squash são de construção relativamente simples: são basicamente molduras de borracha. No entanto, as formulações usadas podem ser complexas e muito especializadas e são sigilosamente guardadas. Diferentes formulações são usadas para produzir uma gama de bolas com velocidades e características diferentes, para os vários níveis de habilidade que existem no esporte, não marcando superfícies contra as quais são atiradas. Existe uma infinidade de combinações de materiais sendo utilizadas ou em testes atualmente, mas certamente sempre será um desafio combinar materiais e polímeros em esportes. Finalizando, devemos falar também de materiais adicionais, que não participam nas atividades esportivas, mas onde polímeros também estão presentes, e são importantes para suas práticas: rolamentos, sistemas deslizantes, puxadores e mancais, sistemas e componentes, soquetes de lâmpadas, plugs, tomadas e outros componentes de iluminação, peças elétricas e eletrônicas, componentes automotivos, produtos industriais e de consumo e componentes de irrigação.  Referências • Forbex – Synthetic grass – site • DuPont • Rapra Report 135 ©Foto: Divulgação

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FRASES & FRASES

Eu prefiro a solidão dos livros ao contato com as pessoas. Paulo Francis

“A maior de todas as coragens é a de assumir responsabilidades” Gustavo Barroso

“O bom humor é o maior encanto de toda a vida humana.”

“Não ser amado é falta de sorte, mas não amar é a própria infelicidade.” Albert Camus

Ernest Renan

“Não digas pouco em muitas palavras, mas muito em poucas.” Pitágoras

“Não é pobre quem tem pouco, mas quem deseja muito.” Sêneca

“Dignidade não consiste em possuir honrarias, mas em merecê-las.” Aristóteles

“Esperar algo de alguém é mais angustiante do que não esperar nada.” Tony Flags

“A vida de uma mulher não deveria ser medida em anos, mas sim em fases.” Charles Bright

“Quanto mais dificuldades, maior será a felicidade.” Cícero

“Ninguém é melhor que ninguém, apenas um faz mais e outro menos.” Miguel de Cervantes

“Minha grande obra é a soma de minhas pequenas obras.” André Franco Montoro

“Resolvi ser feliz porque é melhor para a saúde.” Voltaire ©Foto: Pixabay 2017/Makunin

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CLASSIFICADOS

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AGENDA

SETEMBRO/2017 14 e 15 Iniciação à Tecnologia da Borracha Modulus Assessoria Técnica e Treinamentos em Borracha Local: São Paulo / BRASIL Informações: Tel: 11 4226-4443 E-mail: treinamentos@modulusconsultoria.com.br E-mail: modulus@modulusconsultoria.com.br www.modulusconsultoria.com.br

20 a 22 RUBBERTECH CHINA 2017 Local: Shangai / CHINA Informações: www.rubbertech-expo.com

28 I Seminário Internacional de Crosslinking Via Peróxidos Local: São Leopoldo/RS - BRASIL Informações: www.retiloxseminario.vpeventos.com

28 22º Seminário de Atualidades Tecnológicas Local: São Leopoldo/RS - BRASIL Instituto SENAI de Inovação em Engenharia de Polímeros. Informações: Tel: 51 3904-2700. Disque fácil: 4638-8034 E-mail: nit.cetepo@senairs.org.br

OUTUBRO/2017

NOVEMBRO/2017 06 e 07 Pré-jornadas para o XIV Jornadas Latinoamericanas de Tecnologia del Caucho Local: São Leopoldo/RS - BRASIL Informações: www.abtb.org / www.sltcaucho.combr

08 a 10 XIV Jornadas Latinoamericanas de Tecnologia del Caucho Local: Porto Alegre/RS - BRASIL Informações: www.abtb.org / www.sltcaucho.combr

09 a 11 Formação de Vendedor Técnico para o Mercado de Borracha Modulus Assessoria Técnica e Treinamentos em Borracha Local: São Paulo / BRASIL Informações: Tel: 11 4226-4443 E-mail: treinamentos@modulusconsultoria.com.br E-mail: modulus@modulusconsultoria.com.br www.modulusconsultoria.com.br

13 I Seminário Internacional de Crosslinking Via Peróxidos Local: São Paulo / BRASIL Informações: www.retiloxseminario.vpeventos.com

06 Estudo dos Aceleradores de Vulcanização Modulus Assessoria Técnica e Treinamentos em Borracha Local: São Paulo / BRASIL Informações: Tel: 11 4226-4443 E-mail: treinamentos@modulusconsultoria.com.br E-mail: modulus@modulusconsultoria.com.br www.modulusconsultoria.com.br

09 a 12 International ELASTOMER Conference International RUBBER & ADVANCED MATERIALS In Healthcare Expo, 192nd Technical Meeting, Educational Symposium & Advanced Materials In Healthcare Conference IRCO - International Rubber Conference Organization Local: Huntington Convention Center - Cleveland - OH/ EUA Informações: Tel: 330-595-5535 www.reg@rubber.org

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Local: São Paulo / BRASIL Informações: www.borrachaatual.com.br

Confira agenda completa e atualizada dos eventos em nosso site.

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MDR-C

®

Moving Die Rheometer - Compact A Alpha Technologies lança o MDR-C ®. Este instrumento é excelente para operações de testes manuais tendo o mesmo compromisso com a excepcional qualidade pela qual a Alpha Technologies é conhecida.

Abordagem amigável para testes em borracha. Projetado para simplicidade e valor.

Tela de LCD sensível ao toque e interface de usuário permitem uma conveniente operação autônom.

Design sem rotor para reduzir o tempo para recuperação da temperatura.

Dados compatíveis com a versão anterior do Pioneer MDR.

Saída de dados para impressora USBcompatível com linguagem PCL3 ou para flash drive.

Efetivo no controle de lotes de produção, ajustes de cura e desenvolvimento de compostos.

Dados compatíveis com a versão anterior do Pioneer MDR.

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Borracha Atual Ed 131  

Edição da Revista Borracha Atual