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Mobilidade sustentรกvel

O futuro estรก entre nรณs

Demanda agita autopeรงas BORRACHA Atual - 1



expediente

Índice Foto capa: Carlos Salles (Michelin Challenge Bibendum)

Expediente Borracha Atual Ano XV - No 88 - Mai/Jun - 2010

Diretores: Adriana R. Chiminazzo Spalletta Antonio Carlos Spalletta ASPA Editora Ltda. Rua Com. Bernardo Alves Teixeira, 695 CEP 13033-580 - Vila Proost de Souza - Campinas - SP CNPJ 07.063.433/0001-35 Insc. Municipal: 00106758-3 Redação: Rua Com. Bernardo Alves Teixeira, 695 CEP 13033-580 - Vila Proost de Souza - Campinas - SP redacao@borrachaatual.com.br Assinatura e Publicidade: Tel/Fax: 11 3044-2609 assinaturas@borrachaatual.com.br www.borrachaatual.com.br Jornalista Responsável: Adriana R. Chiminazzo Spalletta (Mtb: 21.392) Projeto Gráfico: Ponto Quatro Propaganda Ltda. Impressão: Gráfica Josemar Ltda. Tiragem: 3.000 exemplares

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Editorial

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Especial Autopeças

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Notícia Expobor

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Notícias

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Notas & Negócios

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Abtb

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Matéria Técnica

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Frases & Frases

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Classificados

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Agenda & Cursos

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A revista Borracha Atual, editada pela ASPA Editora Ltda., é uma publicação destinada ao setor de Borracha, sendo distribuída entre as montadoras de automóveis, os fabricantes de artefatos leves, pneus, camelback, calçados, instituições de pesquisa, órgãos governamentais e universidades. As opiniões expressas em artigos assinados não são necessariamente as adotadas pela Borracha Atual. É permitida a reprodução de artigos publicados desde que expressamente autorizada pela ASPA Editora.

A MELHOR PUBLICAÇÃO DO SETOR. 11 Editora

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Editorial

Jabulani A Copa do Mundo finalmente começou cheia de sonhos e ansiedades. Estes primeiros momentos são únicos, cheios de emoções e parcos de razão. Com o tempo isto muda e a racionalidade inerente a toda realidade vai tomando posição. A bola da vez nesta primeira Copa da África é chamada carinhosamente de Jabulani. Carinhosamente agora que sabemos o que é. Em outras situações poderíamos imaginá-la como um objeto estranho ou um ritual obscuro. Algumas seleções ainda pensam assim. Mesmo o Brasil, continua existindo em tempos futebolísticos. Nesta edição, mostramos a situação vivida pela indústria de autopeças, que nos últimos anos inverteu seu confortável superávit e entrou em um perigoso déficit na balança de exportações. O Governo está corrigindo algumas alíquotas de isenção de importação que estavam defasadas e assim normalizando as leis de mercado. Porém, os fabricantes de autopeças, e principalmente os de artefatos de borracha, precisam ficar atentos para que estas medidas sejam eficazes de verdade e beneficiem as companhias brasileiras, evitando que os custos adicionais sejam simplesmente repassados ao consumidor final e os automóveis mais sofisticados continuem a ser importados, restando à produção nacional somente os modelos compactos e de maior demanda. O parque automobilístico brasileiro não para de crescer e as perspectivas indicam um crescimento muito bom para este ano. Ele acompanha outros setores da economia que entraram num círculo virtuoso de crescimento, seja pela estabilidade interna, seja pela perspectiva de investimentos constantes para a próxima Copa do Mundo e a Olimpíada do Rio de Janeiro. Sabemos que carros precisam de estradas e ruas para rodar. Mais carros precisam cada vez mais de boas estradas e novas obras viárias que facilitem a vida do cidadão. Por isso, a realização de um evento mundial de mobilidade rodoviária sustentável no Brasil tornou-se um dos fatos mais importantes dos últimos tempos. Podemos constatar nas próximas páginas, as soluções que estão sendo desenvolvidas para que as emissões de poluentes realmente diminuam e o prazer de dirigir respeite as limitações do meio ambiente. Somos privilegiados por termos criado eficazmente o etanol em automóveis, mas outras soluções como veículos elétricos, híbridos ou com célula de combustível não podem e não devem ser desprezados por nós brasileiros, que temos até o momento a melhor matriz energética dentre as nações desenvolvidas. Que a Jabulani traga muita sorte para todos nós! Antonio Carlos Spalletta Editor

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Especial

Autopeças vivem altas emoções A China começa a se firmar como exportador de autopeças de qualidade, enquanto o Brasil ainda discute impostos e alíquotas

A indústria automobilística brasileira tem um conteúdo nacional de mais de 90% de insumos brasileiros. As exportações brasileiras de autopeças devem crescer 2,5% este ano, chegando a US$ 6,8 bilhões. As importações devem crescer bem mais, 14%, atingindo US$ 10,4 bilhões. Porém, nos últimos dois anos o setor de autopeças vem amargando um déficit comercial anual de US$ 3,6 bilhões. Atualmente as alíquotas de importação de autopeças têm um redutor de 40%, o que tem tornado a importação mais barata no Brasil do que nos demais países do Mercosul. No Brasil, o imposto de importação está em torno de 10%, contra uma média de 14% na Argentina, Uruguai e Paraguai. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, determinou em maio, a queda do redutor dentro de seis meses, fazendo a alíquota cair para 14%, 16% e 18%, em linha com as que

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são praticadas por nossos vizinhos. Falta somente a regulamentação ser publicada no Diário Oficial para oficializar a medida e determinar possíveis exceções para peças não produzidas localmente. Segundo Cledorvino Belini, recémeleito presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a eliminação do desconto de 40% no imposto de importação de autopeças aumentará os custos de produção para as montadoras, causando um impacto de até 6% nos custos dos veículos. Isto eleva os riscos dos veículos montados com itens importados não ficarem competitivos frente aos veículos importados, diminuindo assim a importação de autopeças, mas elevando ao mesmo tempo, a importação de veículos montados em países com os quais o Brasil mantem acordos comerciais.


O estudo “Perspectivas Econômicas da Indústria Brasileira de Autopeças”, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, consolidado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), sinaliza que o faturamento do setor deverá crescer 16,6% este ano e atingir US$ 40,7 bilhões. O resultado esperado supera, com larga vantagem, os números de 2009, quando as vendas dessa indústria totalizaram US$ 34,9 bilhões, uma queda amarga de 14,8%. Os investimentos retomaram o patamar de 2008.

5,074 milhões de motores e 4,624 milhões de veículos. De acordo com o coordenador da Comissão de Forecast do Sindipeças, Bruno Serra, o crescimento da produção de propulsores, além do ponto de vista econômico, é positiva para o alinhamento tecnológico com outros produtores e gera competência na engenharia local.

Somente no primeiro semestre deste ano, o setor de autopeças aponta para crescimento do faturamento de 13,1% sobre o mesmo período de 2007. O principal segmento de mercado continua sendo as montadoras, com participação de 70% no faturamento, seguido pela reposição com 16%, pela exportação com 7% e intrassetorial com também com 7%, quando um fabricante de autopeças vende para outro.

Os investimentos da indústria de componentes para veículos automotores deverão se situar em torno de US$ 1 bilhão em 2010, patamar mais próximo do registrado em 2008, ano marcado por um mercado em franca expansão, quando o setor investiu US$ 1,5 bilhão. O otimismo do setor de autopeças não é concentrado apenas na produção de automóveis, mas também na de motores, que deverá chegar a 3,768 milhões de unidades neste ano. Nas estimativas do Sindipeças, até 2012, o Brasil terá potencial para produzir BORRACHA Atual - 7


Especial frota de motocicletas em 2009 foi superior a dez milhões de unidades, 70% delas produzidas nos últimos cinco anos. A idade média diminuiu de nove anos e cinco meses para nove anos. Mesmo com a constante entrada de veículos novos na frota, a renovação como um todo é lenta devido à grande quantidade de veículos antigos, onde 63% têm mais de cinco anos. Esses dados são de uma das principais pesquisas estatísticas realizadas pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), o “Levantamento da Frota Circulante Brasileira”, realizado pela “Comissão de Forecast”.

China ensina como crescer

Brasil entre os cinco grandes do mundo Em 2010, o Brasil entrou definitivamente no grupo de países que mais produzem e consomem carros. O País já ocupava uma posição de destaque nos anos anteriores, mas a diferença agora está na manutenção do crescimento e otimismo das vendas, em oposição a outros mercados da Europa que não vislumbram um bom panorama no curto prazo. O maior produtor de veículos em 2009 foi a China com 13,79 milhões de unidades, segundo informações da OICA (Organização Internacional dos Construtores de Automóveis). O gigante asiático foi seguido pelo Japão com 7,93 milhões de veículos, os EUA com 5,71 milhões, a Alemanha com 5,21 milhões, Coréia do Sul com 3,51 milhões e em sexto lugar o Brasil com 3,10 milhões de veículos comerciais e de passageiros. Porém, é importante observar que apesar da sexta posição em produção, o mercado interno brasileiro de veículos automotores já é o quarto maior mercado mundial, ultrapassando a Alemanha e a Coréia, que concentra sua indústria automotiva fortemente em exportação.

Frota brasileira cada vez mais robusta A frota brasileira registrada em 2009 era de cerca de 30 milhões de veículos, incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, 5% superior ao de 2008, o maior percentual de crescimento nos últimos trinta anos. A

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Todo grande mercado produtor de automóveis necessariamente deve ter uma poderosa indústria de autopeças por trás, acompanhando suas demandas e suprindo seu mercado de reposição. Devido aos custos envolvidos e à logística necessária para atender às montadoras locais, os fabricantes de autopeças convivem com períodos de ociosidade que podem ser ocupados com pedidos de exportação para outros mercados, atendidos ou não, pelas montadoras locais. A China é o mais recente exemplo de mercado consumidor e produtor de veículos que conseguiu desenvolver uma eficiente indústria de autopeças que agora está se preparando para atuar mais incisivamente com qualidade no mercado de exportação. Impulsionada pelas compras dos “novos ricos” e a redução de impostos e subsídios do governo chinês, as vendas de automóveis na China subiram 60% nestes cinco primeiros meses em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo um patamar próximo de seis milhões de unidades. O país da grande muralha deverá ultrapassar 17 milhões de carros produzidos até o final de 2010, consolidando-se como o maior produtor mundial de automóveis e um crescimento vertiginoso de 25% sobre 2009.


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Momento econômico gera negócios e oportunidades

O frenesi dos negócios e das oportunidades foram as marcas deixadas pela 9ª Expobor 2010, realizada em São Paulo, juntamente com a Recaufair-PneuShow e o Congresso Brasileiro de Tecnologia da Borracha. Tantos eventos importantes juntos tornaram o Brasil o centro mundial da borracha neste período do ano, atraindo investidores, empresas e técnicos de todos os cantos do planeta.

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A tônica dos negócios obedeceu a uma regra básica: oferta e demanda. Havia oportunidades para todos os bolsos e necessidades. A procura por novos equipamentos de mistura de borracha, bem como de equipamentos de laboratório para análises físico-químicas mostraram o interesse dos industriais em aprimorar seu parque fabril com equipamentos melhores e mais produtivos, ao mesmo tempo em que dedicavam especial importância à qualidade de seus produtos finais e às matérias-primas usadas para fabricá-los. A presença de inúmeras empresas chinesas surpreendeu a todos os presentes, fossem eles expositores ou visitantes. Essa invasão asiática mostrou o interesse da China por tudo que acontece no mundo.

Porém, quantidade não representa necessariamente qualidade e o que estava exposto precisava ser analisado com critério técnico, já que no quesito preço não havia comparação. Os equipamentos chineses foram os que mais geraram comentários e atraíram os visitantes pelo baixo preço. Nunca se viu antes, tantos representantes de máquinas chinesas como desta vez, que disputavam os clientes de todas as maneiras imagináveis, tanto dentro como fora da exposição. Os tradicionais fabricantes nacionais de equipamentos pesados como Bonfanti e Copé, entre outros, também marcaram forte presença e garantiram bons negócios. Entre as empresas menores mereceu destaque o

misturador compacto Alawik da Veiga e os equipamentos de laboratórios da Polimate. Outro ponto de destaque foi a presença maciça de distribuidores de produtos químicos que em certos momentos chegavam a rivalizar em destaque com os próprios fabricantes de matérias-primas. Segundo declarações de um diretor de multinacional presente em seu próprio estande, ele ficou surpreso com a dimensão e a visitação dos estandes dos distribuidores e revendedores brasileiros, muito maiores que seus similares europeus e americanos. Ainda de acordo com este empresário, nas exposições europeias o destaque maior é sempre para os fabricantes de matérias-primas. O Brasil é realmente um país surpreendente.


“Na Europa, os maiores destaques são sempre os fabricantes de matérias-primas e não os distribuidores. O Brasil é um país surpreendente!” A boa fase da indústria de artefatos de borracha, reforçada pela visitação qualificada, gerou a concretização de negócios, além de encomendas e prépedidos que tem grande chance de se efetivarem ao longo do ano. Segundo Ademar Queiroz do Valle, diretor da Associação Brasileira da Indústria de Artefatos de Borracha (ABIARB) e do Sindicato da Indústria de Artefatos de Borracha no Estado de São Paulo (SINDIBOR), os resultados alcançados foram excelentes e a expectativa inicial em termos de concepção de negócios, encomendas e pré-pedidos superou em 50% as projeções iniciais do evento.

”A produção de matérias-primas não está acompanhando a velocidade de crescimento da demanda”. Em número de expositores a feira reuniu 105 empresas nesta edição, entre as indústrias automotiva, calçadista, de eletrodomésticos, pneumática, petrolífera, siderúrgica, de artefatos e de máquinas, entre outras. Destes, 38 eram expositores estrangeiros, onde mais de 20% vieram de diferentes países, com destaque especial para Alemanha, China, Taiwan, Costa Rica, Itália, índia, Estados Unidos, Coréia do Sul, França, Indonésia, Noruega, Argentina, Holanda, Peru, Paraguai e Polônia. Foram mais de 10.500 visitantes nos quatro dias de evento.

Lúcia Cristina de Buone, gerente de negócios da Francal Feiras, enfatiza que “esta foi a melhor feira em quantidade de expositores, área ocupada e qualidade dos estandes e apresentações”. E se entusiasma ao afirmar que “a indústria de borracha deve ficar orgulhosa de ter um evento tão prestigiado e de tanta qualidade como a Expobor”.

Lúcia Cristina de Buone, gerente da Francal

“A indústria de borracha deve ficar orgulhosa de ter um evento tão prestigiado e de tanta qualidade como a Expobor”. BORRACHA Atual - 11


Flash & Fatos ABC Valadares

Aleusa

Auriquímica

A empresa mostrou banda de rodagem, protetor para câmara de ar, “camelback”, “vulcanit”, borracha de ligação para bandas de rodagem, cordão para extrusora, manta acelerada para pneu especial (reforma de pneus fora de estrada), colas e marretas. Um selo em comemoração aos 35 anos de fundação da ABC Valadares foi apresentado aos visitantes da 9ª Pneushow/Recaufair.

A Aleusa Brasil fornece produtos para marcação e identificação de produtos para indústrias de borrachas e pneus. O sistema REAJET RPS (Rubber Printing System) foi desenvolvido em parceria com a indústria de pneus, especialmente com o propósito de imprimir códigos de produção e rastreamento em borracha verde, banda de rodagem e tecidos emborrachados.

A Auriquímica teve nesta edição da Expobor seu melhor desempenho, num contexto em que o aumento da visitação se deu gradativamente, declarou Graziela Fagundes, gerente de marketing da empresa. “O número de pessoas aumentou substancialmente um dia após o outro. De fato, podemos concluir que a nossa participação foi mesmo muito boa”, comemora Graziela.

Amazonas

Agecom A empresa considerou estratégica sua presença no evento para ampliação de seus negócios e consolidação da forte presença do OMB (Óleo Mineral Básico) no segmento da borracha, divulgando suas linhas de lubrificantes, em especial os de aplicação hidráulica.

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Entre as novidades apresentadas pelo grupo, merece destaque especial o “Bio Rubber”, o composto de borracha vulcanizável biodegradável que possui como diferencial competitivo a utilização de borracha biodegradável que se decompõe na natureza 50 vezes mais rápido que uma borracha convencional. Vale salientar que borrachas sintéticas demoram de 500 a 600 anos para se decompor, enquanto este produto transforma-se em água e CO2 em até cinco anos quando aterrado. Através de pesquisas de desenvolvimento realizadas internamente, com a equipe de P&D Amazonas e apoio de instituições como a Pró Ambiente nas análises Químicas e Toxicológicas, chegou-se na real comprovação da biodegradabilidade, uma vez que os testes revelaram mais de 97% desse fator presente no produto. Também foram apresentados compostos de TR, produzidos nas unidades da empresa no Uruguai e no Rio Grande do Sul.

Basile Química Apresentou seus novos produtos como o “máster” de aceleradores, enxofre e os novos óleos plastificantes parafínicos, inodoros e com baixo teor de carbono aromático, atual exigência do mercado. Reafirmou as vantagens do uso do desmoldante interno RB96 para as indústrias de artefatos de borracha


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By Engenharia

Bonfanti

Chem Trend

A empresa mostrou a tecnologia de processo contínuo através de extrusora dupla rosca co-rotante da Maris italiana, que anunciou alternativa para os sistemas de processamento via batelada (“batch”) com a nova tecnologia para o fornecimento de linhas contínuas de extrusão para mistura de borrachas naturais, sintéticas, reciclagem de borracha e desvulcanização mecânica da borracha.

Tradicional fabricante de equipamentos para a indústria de borracha, a Bonfanti está presente nas principais fabricantes de pneus e fabricantes de artefatos de borracha. A feira foi muito proveitosa para a empresa que recebeu visitantes nacionais e internacionais interessados em renovar seus parques fabris e aproveitar o bom momento econômico atual.

Acompanhando o ritmo do mercado de borracha, o segmento de desmoldantes está a todo vapor. Isto foi o que ficou demonstrado com o interesse de inúmeros visitantes e técnicos nos produtos da empresa, sempre preocupada em oferecer ao mercado as melhores soluções tecnológicas.

Bluestar Silicones Em visita ao Brasil, PascalLouis Caillaut, diretor mundial de Comunicação da Bluestar Silicones, anunciou novo investimento industrial na região. Alinhada com seus resultados nos últimos anos e a ambição da empresa de crescimento numa região que têm se mostrado promissora, a empresa anuncia agora novo investimento industrial em sua planta no Brasil com partida prevista para o segundo semestre de 2010. Na América Latina, a Bluestar Silicones participa ativamente do mercado de silicones, representando 10% das vendas mundiais e tem atuado através de serviços de excelência focados em mercados alvo.

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Cabot Para a Cabot o evento foi um grande sucesso, tendo como objetivo na Expobor, estar sempre presente e integrado aos diversos segmentos de mercado do setor da borracha, dando ênfase à excelência do atendimento aos clientes, à oferta de novos produtos e tecnologia de ponta para as várias aplicações de seu produto. Também reafirmou sua presença regional, com fábricas no Brasil, Argentina e Colômbia, onde receberam visitas de seus clientes e distribuidores de toda América do Sul. Ressalta-se, ainda, o evento promovido durante a feira, que já se tornou tradicional, que foi o jantar com os clientes, parceiros e amigos, onde reuniram-se mais de 200 pessoas de todo o mercado na América do Sul, num clima positivo e descontraído, visando sempre aumentar a parceira da empresa com os nossos clientes.

Columbian Durante a Expobor, a Columbian Chemicals atingiu suas expectativas nas oportunidades que teve e nos encontros com seus clientes, parceiros, representantes das principais empresas nacionais e várias internacionais, entre elas fabricantes de pneus, bandas para recauchutagem de pneus e artefatos de borracha. No Congresso, Mr. George Joyce, gerente de laboratório e materiais da empresa em Atlanta, apresentou a palestra “Nova Metodologia para Avaliação da Estrutura de Negro de Fumo”.


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Copé

Dalton Dynamics A empresa apresentou três novos adesivos: Chemitac 7A, 22 e 60, que despertaram grande interesse nos clientes e visitantes. Estes produtos resolvem alguns problemas nos sistemas de adesão utilizados atualmente, como hidrólise, “tack” e rendimento de aplicação. A quantidade de novos negócios e oportunidades criadas superaram em 25% a edição anterior. Este volume de negócios poderá proporcionar um crescimento de 10% a 15% ao grupo Dalton no ano de 2010.

Darmex Cya “Estivemos presentes com um estande maior que na edição anterior, uma vez que nossa estrutura local e “market share”, especialmente na região Sudeste, também cresceram significativamente nesse período. O número de visitantes esteve acima do esperado, com ampla diversidade de necessidades manifestadas. Isso demonstra um mercado em reaquecimento e mais amadurecido, depois de um ano bastante difícil. O ponto alto da participação da Cya foi, sem dúvida, o lançamento oficial do livro “Borrachas e seus Aditivos”. Essa publicação teve uma enorme aceitação pelo público presente, esgotando rapidamente os exemplares levados para a feira. Após o evento recebemos ainda solicitações de várias pessoas buscando pelo livro. Essa iniciativa inédita veio reforçar ainda mais as relações de confiança entre a Cya e os seus clientes e “prospects”, afirmou Leandro A. de Conto, gerente de inovações da Cya.

DSM Elastômeros Deltarubber

Desma Os especialistas da Desma afirmaram que a Expobor 2010 foi 16- BORRACHA Atual

melhor do que a de 2008, destacandose a qualificação do público visitante, todos altamente focados no ramo da borracha. Perdia-se pouquíssimo tempo com detalhes básicos, podendo ir direto a detalhes do equipamento e ressaltar os diferenciais da empresa em relação aos concorrentes. Segundo eles, foi notável e uma agradável surpresa, o aumento da preocupação com o meio ambiente. Este é um assunto que a Desma sempre se preocupou, como a redução de rebarbas, sobras, baixo consumo de energia, ergonomia e bem-estar do usuário final. Todos estes elementos foram alvo de observações, questionamentos e elogios de vários visitantes do estande. Houve um notável crescimento com a preservação do meio-ambiente e com o atendimento da norma ISO 14000.

Privilegiando o maior evento do mercado de borracha da América do Sul a DSM marcou presença com o apoio de sua equipe técnica e comercial. A empresa reconhece a importância da feira como veículo propagador de contatos comerciais e como ferramenta de integração para o segmento. Consolidando a sua presença majoritária no mercado de elastômeros EPDM, a marca Keltan buscou destacar as inovações dos grades Keltan 1200A e Keltan 8642A em campos onde a performance faz a diferença. Eles possibilitam, respectivamente, o desempenho como agente de processo de muito baixa viscosidade e a capacitação de alta absorção de cargas em compostos.


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Carolina Teixeira, responsável pelo departamento de marketing da DSM, sumariza: “A Expobor é uma oportunidade única de relacionamento com nossos clientes e potenciais parceiros. Tivemos excelentes contatos que proporcionaram a fortificação de nossas propostas de valor ao mercado, que são: alta qualidade, melhores serviços e segurança de suprimento.” FOTO 017

Evonik A Evonik, uma das líderes mundiais em especialidades químicas para vários segmentos industriais, tem em seu portfólio de produtos, diversos itens indicados para a indústria de transformação de borracha e pneumática. Os destaques destas linhas foram apresentados nesta Expobor Sempre atenta às necessidades do mercado, a empresa investe constantemente em inovações. Por isso, levou à feira produtos que a colocam como a maior produtora mundial de sílicas e silanos e a segunda maior de negro de fumo. Dentre os produtos que puderam ser conhecidos na feira, estão as linhas de negros de fumo Corax, Ecorax e Purex, além das linhas de sílicas e silanos representadas pelas marcas Ultrasil, Si69 e Dynasylan. O sistema de reforço composto por negro de fumo, sílica e silano é essencial para se atingir o desempenho máximo nas aplicações mais exigentes.

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Fragon A Fragon marcou presença na feira recebendo mais de 300 visitantes ao dia entre clientes, fornecedores e colaboradores. Para a empresa, uma das líderes de mercado na distribuição de borracha , os bons resultados foram comprovados. Em sua nona participação no evento, esteve presente em todas as edições anteriores. Este ano, em especial, a feira teve um significativo aumento de participantes, tanto na visitação quanto nos congressos realizados. Isso é um dos reflexos da boa fase da indústria de artefatos de borracha. “A participação da empresa na Expobor foi fundamental, pois a feira reúne as principais empresas do setor. Nosso objetivo foi estreitar os laços com nossos clientes e fornecedores e fechar bons negócios e conseguimos, Além disso, a divulgação da feira é ampla, abrangendo matérias em televisão, jornais e revistas do segmento. Isso nos coloca em maior evidência no mercado, conta Abrão Zacharias, o diretor da Fragon.

segmento pneumático e de artefatos de borracha o quanto a utilização das ceras antiozonantes melhora a qualidade dos produtos, através de exposição de peças aditivadas com este material em relação aquelas sem utilizá-las. Com participação de sua área comercial e área técnica a empresa acredita que os contatos com clientes e visitantes em geral foi muito importante, reforçando sua posição e liderança neste mercado tanto a nível local como internacional. Esta foi sua terceira participação na feira e até agora continuam colhendo os frutos deste evento pela importância que ele significa para o segmento.

Geromaq A empresa desenvolveu um novo sistema de pesagem chamado de SGQ (Sistema de Gerenciamento Químico). O mercado está ávido por novas tecnologias que sejam acessíveis a todas as empresas e é isso que esse sistema oferece.

Gequímica O grupo Gequímica marcou presença apresentando a sua linha de ceras antiozonantes Gewax, reforçando seu posicionamento no mercado com o “slogan”: ‘‘Sua borracha melhor por mais tempo’’. A idéia desenvolvida a partir deste “slogan” foi mostrar aos clientes do


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Goodyear Anésio Roberti, gerente de recauchutagem América Latina da Goodyear, afirma que no mercado interno há pneus novos atualizados tecnologicamente em relação aos existentes no mercado internacional, pois muitos pneus produzidos aqui são exportados aos mais exigentes mercados internacionais. O Brasil não deixa a desejar quando o assunto é nova tecnologia. Já na reforma, o nível de exigência de nosso mercado é bastante elevado, devido às condições de utilização de nossos pneus. O especialista explica que “a sobrecarga, associada à elevada velocidade e combinada com condições de rodovias deficientes fazem com que os pneus brasileiros e recapagens sejam submetidos a condições extremas e o mercado reformador vem se adaptando com muita flexibilidade e maturidade a esse elevado nível de exigência. Anésio apresentou a palestra “Recauchutagem e Tecnologia”, tendo como foco principal o segmento de pneus comerciais de caminhões e ônibus.

Himapel

misturador de cilindros para borracha, extrusora para borracha e misturador interno Alawik. O misturador interno Alawik (“banbury”) é um sucesso de vendas com 45 unidades vendidas em dezessete meses. É sem sombra de dúvida a grande novidade do mercado de borracha nos últimos tempos. Esta máquina desenvolvida e fabricada no Brasil, é um divisor de águas que permite à pequena empresa, o acesso à melhoria de produtividade de seus compostos, redução do tempo de preparo, diminuição no consumo de energia, baixo custo de instalação, baixa manutenção e tudo isso com preço acessível à pequena empresa. Todos os equipamentos fabricados pela empresa podem ser adquiridos através do Finame e BNDES. O representante para São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro é a Hypermaq.

Hypermaq

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Imesa do Brasil Estreante no evento, a empresa, que tem matriz na Itália, está crescendo no mercado brasileiro e a participação na feira veio para confirmar este momento. Durante a feira, a Imesa vendeu uma máquina de corte de manta de borracha. Além disso, contatos pós-evento alimentaram o otimismo do representante da empresa, cuja produção, no Brasil, acontece em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul.

Indukern

A Veiga Máquinas, com sede em Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, em sua primeira participação na exposição, trouxe seus produtos de linha,

Interquímica Segundo declarações da Interquímica, o número de visitantes superou todas as feiras anteriores e o sucesso foi absoluto. A maciça presença dos parceiros internacionais comprova a seriedade e credibilidade da empresa perante o mercado. Técnicos internacionais renomados e conhecidos mundialmente estiveram presentes, unindo-se à equipe que, desde dezembro de 2009 está reforçada pela filial instalada em Mauá, na grande São Paulo próxima ao rodoanel, com toda estrutura comercial e de armazenagem para atendimento da região Sudeste.

Itatex Possuidora de um vasto portfólio de produtos para uso em composições de elastômeros, a empresa destaca sua linha de minerais revestidos com mercaptosilanos que, de acordo com o assessor técnico Ricardo da Costa, são ainda pouco explorados pelos formuladores de borracha. Dentre as suas principais características estão a melhoria do módulo, resiliência, deformação permanente, resistência a fadiga e ao rasgo. Para estes casos, a Itatex disponibiliza a linha Itasil 4143CI, Itasil 2115C e Itatalc V4198 para atender às especificações de engenharia que exigem a preservação das propriedades elásticas dos compósitos elastoméricos. Outra novidade destacada pela empresa


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é o lançamento de um desmoldante de contato, Itatalc 325TR de baixa abrasividade, à base de silicato de magnésio, que não produz poeira na fábrica quando manipulado ou aplicado pela indústria de fios e cabos, ou na talcagem de filamentos de borracha para evitar sua auto-adesão. A empresa também aprimorou a tecnologia de fabricação de um dos seus produtos de linha, conhecido como Itamox, para atender às necessidades do segmento de borrachas. Este produto é constituído por um óxido de magnésio, altamente reativo, que atua como aceptor de ácidos, comumente produzido no processamento de borrachas halogenadas. Em algumas composições a base de EPDM, este produto substitui o óxido de zinco com a vantagem de reduzir o peso específico do compósito final em aproximadamente 5%. FOTO 025

Foi desenvolvido um Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa da feira em parceria com a Francal, que já vinha trabalhando a questão do destino adequado dos resíduos ali gerados. Destacou-se a criação do “Programa Seringueira Ambiental”, que é um selo que servirá para identificar as empresas e instituições que investirem em ações de responsabilidade sócioambiental, num empreendimento que também tem um forte impacto sócioeconômico para o País, a revitalização da Heveicultura.

empresa apresentou no 13º Congresso Brasileiro de Tecnologia da Borracha a palestra “Nova Geração de ESBRs de Baixo Teor de HAP da Lanxess Elastômeros do Brasil”, ministrada por Marcus Moutinho, responsável pela área de “technical marketing” da Lanxess Elastômeros, empresa do grupo Lanxess.

JMB Zeppelin O Tracemat é utilizado na pesagem de micro ingredientes nas indústrias de borracha, química, alimentícia e outras. O equipamento tem uma estrutura circular tipo carrossel, onde são armazenadas as matérias primas em sacos ou bombonas, cujas capacidades variam entre 20 e 50 kg. A estrutura de pesagem se compõe de uma balança giratória com capacidade de pesagem de até 10 kg, precisão de +/- 2 gramas com PLC e IHM integrados.

De acordo com o CEO da Lanxess no Brasil, Marcelo Lacerda, a participação na Expobor é de extrema importância para a companhia, uma vez que a borracha é um dos principais negócios da empresa.

Lanxess

Iteb O Instituto Tecnológico da Borracha (ITeB) é uma instituição de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica sem fins lucrativos que tem como objetivo estimular, fomentar, promover pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica para as atividades da indústria da borracha, abrangendo, mas não limitando, a cultura e o beneficiamento da borracha natural, seus aditivos, bem como equipamentos e dispositivos de fabricação, desenvolvimento e controle de processos e de produtos, e outras fases da cadeia produtiva da borracha natural. 22- BORRACHA Atual

A Lanxess apresentou um amplo portfólio de produtos voltados para as indústrias de transformação de borracha, pneumática, entre outras. Na edição deste ano, a empresa participou com dois estandes: um para unidade de negócios Rhein Chemie e o outro as unidades de negócios Technica Rubber Products, Rubber Chemicals, Performance Butadiene Rubbers e Butyl Rubber. Juntas, essas cinco unidades de negócios trouxeram para a feira matérias-primas regularmente utilizadas na mistura, processamento de elastômeros e compostos de borracha; obtenção de propriedades específicas em elastômeros por meios de vulcanização (reticulação) e proteção do artefato contra a ação de fatores externos, oxigênio e ozônio. Além da exposição de produtos, a

A unidade de negócios Rhein Chemie é uma tradicional fornecedora de preparados de substâncias ativas e especialidades químicas feitas sob medida para as indústrias de borracha, lubrificantes e plásticos, assim como para a química de poliuretano. Apresentou durante a feira as novidades em suas linhas de produtos destinados ao segmento de borracha como o Rhenogran (acelerador), Aktiplast (peptizante), Rhenodiv (desmoldante), Antilux (antiozonante) e Aflux (agente de fluxo).


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Lord

LWB Steinl

O principal lançamento da Lord no evento foi o Flock Lok 2030 A/B, adesivo bicomponente voltado à flocagem de qualquer tipo de termoplástico, inclusive os elastoméricos (TPE). Segundo Sandro Leonhardt, gerente de mercado da empresa, o produto combina ótimo nível de adesão com possibilidade de curar sob baixas temperaturas, economizando energia.

A LWB-Steinl é uma empresa alemã, localizada em Landshut, cidade próxima à Munique, fabricando máquinas desde a década de 1970, especializada no desenvolvimento de novas tecnologias para injetoras verticais de borracha e TPE. Outras linhas de produtos fazem parte da linha: injetoras horizontais, automação, linhas de “batch-o”ff e projetos especiais.

Ao lado das formulações de alta performance para a fabricação de mangueiras automotivas, a empresa destacou as tecnologias HPC (High Performance Coatings) e HRC (Heat Reflective Coatings). A primeira possibilita a substituição de elastômeros mais sofisticados por tipos convencionais, que diminuem de forma significativa o custo da peça final. Já a tecnologia HRC permite que o calor por radiação seja refletido, diminuindo assim a temperatura de trabalho do artefato e, em decorrência, ampliando a sua vida útil. Por último, destaque aos revestimentos Autoseal & Sipiol. À base de água, reduzem o ruído gerado pelo atrito do vento com os perfis de borracha que vedam as carrocerias de veículos. Também protegem a borracha contra as intempéries e ataques de agentes químicos.

A Premium Solutions iniciou uma parceria com a LWB para representála no Brasil. Ela destacou a tecnologia “rapid cure” que possibilita reduções do tempo de cura da borracha em até 50%. Tal tecnologia permite a utilização de máquinas e moldes menores para uma mesma produtividade ou aumentála, usando máquinas para moldes já existentes.

“Ficamos muito satisfeitos com o volume de clientes estratégicos e potenciais que nos procuraram durante o evento. Sem dúvida, muitos negócios serão gerados em função desses contatos”, afirma Paloma Perlati, analista de comunicação e marketing da empresa.

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Nitriflex A Nitriflex consolidou-se como a única empresa brasileira produtora de borrachas nitrílicas NBR, matériaprima que produz com exclusividade desde o final de 2008. Segundo Ronaldo Valle, gerente comercial, a meta é fortalecer cada vez mais as parcerias com os clientes do País, gerando uma relação de credibilidade. As indústrias nacionais que dependem de matéria-prima importada correm o risco de não serem atendidas pelos fornecedores de outros países em períodos de crises econômicas globais, como a deflagrada em outubro de 2008.

Unidade de Injeção LWB modelo EFE – tecnologia Rapid Cure

Momentive

“Depender única e exclusivamente de importação é uma loteria. São muitos os inconvenientes e imprevistos. Durante a crise econômica, precisávamos decidir. Ou continuávamos atendendo o mercado externo ou atendíamos nossos parceiros nacionais”, afirmou Valle. A Nitrifl ex decidiu pelo abastecimento exclusivo dos clientes nacionais. No período de escassez de butadieno, hidrocarboneto essencial à produção de elastômeros e responsável pela característica de elasticidade das borrachas, apesar da empresa exportar cerca de 60% de sua produção, em maio de 2008 ela optou pela suspensão das exportações para que o mercado interno pudesse ser atendido e não deixasse os produtores locais desabastecidos.


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“Hoje, temos capacidade de produção de 30.000 toneladas ano. E o mercado brasileiro consome a metade deste total. Os clientes podem ficar tranqüilos. Muitos questionaram se teríamos capacidade para atender o mercado. E a resposta é evidente pela nossa produtividade e ações de melhorias”, finaliza Valle.

trabalhador e preservação do meio ambiente. Durante todo o evento, a prensa com câmara de vácuo e a injetora vertical operaram em tempo integral e surpreenderam o público que pode comprovar o desempenho das máquinas, recursos de automação e a alta qualidade das peças produzidas sem desperdício de material.

numa cintura metálica em forma espiral e sem emendas, e HWTT, que torna o talão do pneu muito mais flexível e durável.

Nynas

Proquimil

A Nynas do Brasil lançou os produtos Nytex 810, Nytex 5450 e Nytex 4700, todos substitutos do extrato aromático destilado (DAE) para o mercado de pneus. A novidade atende às exigências da nova e conclusiva Diretiva – 2005/69/EC, que vigora desde 1º de Janeiro. O DAE está definitivamente banido dos processos produtivos que envolvem a fabricação de pneus, pelo menos nos países da Europa, por decisão da Comissão Européia. Fica proibida a utilização de extensores e plastificantes na fabricação de compostos de borracha para a indústria de pneus que contenham limites excessivos aos determinados pela Diretiva.

Segundo a Proquimil, a feira foi uma oportunidade singular para confraternização com seus clientes e apresentação de suas novas linhas de produtos, bem como, de poder compartilhar com todos os interessados, as negociações contratualmente confirmadas com empresas internacionais para comercialização em todo Brasil de materiais como o polietileno Clorado “CPE’, a resina de ABS, negros de fumo e dessecantes, entre outros, sustentandose e mantendo-se na vanguarda como é de sua filosofia há mais de 35 anos. A equipe da empresa elogiou a ABTB pelo sucesso na realização de mais um Congresso da Tecnologia da Borracha, realizado simultaneamente à exposição.

FOTO 032

Parabor FOTO 033

Pirelli Pneus

Pan Stone O lançamento da Injetora Vertical FIFO – sistema “runnerless” atraiu a atenção de um grande número de visitantes e demonstrou o interesse do setor da borracha em conhecer novas tecnologias para aumentar a produtividade, competitividade, qualidade do produto, melhoria da segurança, ergonomia, conforto do 26- BORRACHA Atual

Com durabilidade até 25% superior, a nova linha de pneus para aplicação urbana da Pirelli, MC95, representa uma evolução em relação à geração anterior, a MC85 Alpha. Oferece maior segurança em frenagens, maior tração, melhor dirigibilidade, maior rendimento quilométrico, grande capacidade de reconstrução e menor resistência ao rolamento. Todos estes pontos foram otimizados porque esta linha de produto incorpora as tecnologias SATT, que consiste

Proquitec Numa visão macro, a avaliação da Proquitec para a edição 2010 da Expobor foi de pleno êxito. A começar pelo clima geral da economia brasileira e, em especial do segmento de borracha, que por certo contagiou a todos. As inúmeras visitas ao estande de operadores, potenciais clientes, importadores e fornecedores


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internacionais, delinearam negócios e parcerias. Fechando o foco para realizações específicas, foi canalizado para a feira o lançamento de dois novos produtos: o Plastitec FF e Emultec LE. O primeiro é um plastificante produzido a partir de matérias-primas vegetais renováveis, muito útil para um mercado que já se depara com dificuldades, pelo fato dos ftalatos estarem sendo banidos dos mercados europeu e americano. O segundo vai diretamente ao encontro da nova regulamentação. Outro lançamento importante foi o Emultec LE, um antiaderente para aplicações entre mantas cruas de borracha, que pode ser diluído em água em concentrações variando de 5% a 20%. Por fim, a Proquitec que também representa fabricantes de máquinas e equipamentos, finalizou a negociação e venda de sete injetoras “Jing Day”.

Todos os produtos tradicionais que compõem o portfólio para o mercado de borracha mereceram destaque, entre eles, a linha de aditivos da RT Vanderbilt, distribuída pela empresa com exclusividade no Brasil, os óleos minerais, os solventes especiais com baixo odor e baixo teores de aromáticos, além de toda linha de Santoprene, produzida pela ExxonMobil e distribuída pela quantiQ no Brasil.

Rhodia

Quisvi Química FOTO 037

Quantiq A Quantiq, maior distribuidora de produtos químicos do Brasil, apresentou duas novidades. A primeira foi a linha de óleo mineral Flex NBS, uma alternativa para substituição do extrato aromático que, por conta da Diretiva Européia 2005/69/EC, foi restrito na produção de pneus e artefatos de borracha. A outra foi a nova linha de borracha termoplástica vulcanizada Santoprene, destinada à fabricação de perfis automotivos. 28- BORRACHA Atual

natural), Vulcoil (plastificante para NBR), Vulcazinc AT (óxido de zinco ativo transparente), Emulsil (desmoldante a base de silicone) e sílica microperolizada malhas 155 d 175, que evita a formação de pó durante a mistura e confere boa dispersão no composto de borracha. A empresa continua atuando na distribuição de borrachas EPDM marca Keltan, adesivos Chemlok e cargas da Itatex, assim como borracha natural, nitrílica, polibutadieno, policloropreno, SBR e silicone.

Regional Química A Regional Química apresentou a sua linha de produtos para borracha, inclusive para formulações alimentícias, como o Vulcaflux AG e BD (auxiliares de fluxo), Vulcasperse F (dispersante de cargas), Vulcascaorch NT e E (retardantes de vulcanização), Vulcan DS (doador de enxofre), Vulcapep (peptizantes para borracha

Os principais destaques da Rhodia apresentados durante o evento foram as sílicas de alto desempenho e os fios industriais, utilizados em pneumáticos, peças técnicas e artefatos de borracha. As sílicas precipitadas da linha Zeosil são fundamentais na produção dos “green tyres” ou pneus verdes que tem uma menor resistência ao rolamento. Essa tecnologia permite a redução da resistência de rodagem do pneu em 25%, o que influencia o consumo de combustível e as emissões de CO2, gerando economias de até 5% de combustível, sem prejuízo para o desempenho e a segurança veículo. Philippe Cochet, especialista mundial em sílicas, apresentou no Congresso de Tecnologia da Borracha, uma palestra sobre as novas demandas do mercado de pneus por produtos de maior desempenho, que contribuam para a redução de consumo de combustível e das emissões de CO2, em linha com as boas práticas do Desenvolvimento Sustentável. Outros especialistas como Paulo Garbelotto, gerente de desenvolvimento de negócios da Rhodia Silcea América Latina apresentou a palestra “Como Formular Compostos de Baixo DPC com Sílicas Precipitadas”, enquanto Antonio Demattê, assistente técnico da empresa, apresentou o trabalho intitulado “Melhorando Propriedades de Compostos Termoplásticos Soft


Touch com Sílicas Precipitadas”. Roseli Rizzo, do departamento de marketing do grupo Rhodia, afirmou que a Expobor é fundamental no seu calendário de eventos: “A feira é muito importante para reforçarmos a nossa marca no mercado. Se não estivéssemos aqui, as empresas iriam estranhar”, conta. Rizzo também destacou a qualidade na visitação. Segundo ela, ao longo dos quatro dias de feira passaram muitos visitantes de países da América Latina e estados como Bahia e São Paulo. FOTO 038

SI Group Crios

da alta competitividade do mercado atual de elastômeros, observa-se um grande número de oportunidades com clientes buscando formas inovadoras de trabalho dentro deste segmento. No caso dos elastômeros de silicone, houve um aumento na procura de fabricantes de compostos de silicone prontos para uso. Isso pode ser explicado através da nova visão que os fabricantes de artefatos de borracha estão adquirindo. Quando se procura focar os esforços da empresa na fabricação dos artefatos, deixando para o fabricante do composto de silicone, a missão de fornecer os compostos com a qualidade, dentro dos prazos esperados e com preços competitivos. Como a STC trabalha exclusivamente com compostos de silicone, que são muito sensíveis a contaminações, o seu ambiente fabril e todo o seu conhecimento estão voltados para este tipo de produto. Este é o diferencial da empresa que teve a oportunidade de apresentálo no evento. A empresa atua no segmento automotivo, transporte, fios, cabos, geração, transmissão, distribuição de energia, arquitetura, construção, eletrônica, industrial, gráfico, alimentício, água, doméstico, esporte, lazer, “masterbatches” de pigmentos, “primers”, desmoldantes, aditivos e tintas para silicones.

Team A exposição mais uma vez surpreendeu todas as expectativas da empresa com os planos de venda e locação de equipamentos para laboratório de borracha.

Tecnologia Industrial A Tecnologia Industrial do Brasil apresentou sua linha tradicional de produtos, inclusive seu próximo lançamento o Reômetro sem rotor de análises multifuncional. (Sealed Rotorless Shear Rheometer – Rheological and Dynamic Properties Analizer). Durante todo o evento mais de 1.600 pessoas visitaram o estande da empresa na 9ª edição da Expobor. Na ocasião, os visitantes receberam o atendimento de consultores técnicos e puderam conferir de perto as novidades e alta tecnologia das aplicações e dos produtos da empresa.

Votorantim Metais

STC Silicones Na opinião da empresa, a edição 2010 da Expobor refletiu o bom momento da economia que o País está atravessando, com um grande número de visitantes procurando parcerias confiáveis e de qualidade. Apesar

Joaquim Carlos L. da Silva, diretor presidente da STC

Mesmo com uma participação mais institucional, a Votorantim Metais considera o nível de contatos elevado e já se prepara para o pós-feira, com vistas a vendas futuras. Para a analista de vendas da empresa, Cláudia Romano, “a feira deste ano foi melhor que a de 2008, tanto em termos de visitação quanto de negócios. Ela diz que “a melhora foi evidente e a empresa já está prospectando um pósfeira muito bom”. BORRACHA Atual - 29


Vipal

Zeon

Eduardo Sacco, gerente de marketing da Vipal, ficou muito satisfeito com a feira. “A visitação estava muito boa. Criamos um estande atraente, que foi um dos mais movimentados e a localização foi muito boa”, comemora. Ele conta que um dos produtos mais procurados foi a linha Fate de pneus novos, junto com as bandas de rodagem ecológicas que proporcionam até 10% de economia no combustível. A empresa acabou de adquirir 15% de participação na Fate, uma das principais fabricantes e exportadoras de pneus da Argentina. A operação envolve ainda a construção de uma fábrica no Brasil, no Rio Grande do Sul, marcando sua entrada no segmento de pneus novos.

A Zeon do Brasil apresentou vários produtos inovadores de alto desempenho, entre eles a nova família de Zetpol HNBR criada especificamente para processos de injeção de peças com perfis detalhados. Essa linha de produtos apresenta excelente fluidez, o que permite o preenchimento das cavidades do molde e uma alta margem de segurança de “scorch”, evitando eventuais emendas frias e delaminação. As propriedades dinâmicas, a resistência térmica e a resistência a fluídos da HNBR foram mantidas. O Hydrin (CO/ECO/GECO) é o produto que a empresa apresentou para substituir o Hypalon CSM. Uma ampla variedade de tipos estão a disposição para as mais diversas necessidades em termos de resistência a combustível, óleo e ozônio. Também foram apresentadas as linhas Nipol NBRs, Zeotherm TPVs e HyTemp ACMs.

Wacker Química

Duas palestras foram apresentadas no XIII Congresso Brasileiro de Tecnologia da Borracha: “Innovation in HNBR Elastomers – Improved Performance and Processing”, por Mark Jones, cientista de aplicações para HNBR e “The Compounding of Polyacrylate Elastomers for Ultimate Performance”, por Joshua Kelley, químico de aplicações para ACM. FOTO 044

Whitford

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Informe Publicitário

Inovação e Modernidade são marcas registradas da Fragon A Expobor é uma feira bienal que se tornou o maior evento do segmento da borracha na América Latina, reunindo as maiores empresas nacionais e internacionais do setor e atraindo uma visitação numerosa e qualificada. Em paralelo, são realizados renomados congressos e diversas palestras relevantes ao tema. Segundo Abrão Antonio Zacharias, diretor da Fragon, desde a primeira edição, a Fragon tem investido fortemente na sua participação na Expobor, onde sua presença é considerada fundamental. Além dos bons negócios gerados na feira, o objetivo da empresa é estreitar cada vez mais os laços com seus clientes e fornecedores. Este evento é ideal para reforçar contatos e também a marca no mercado. 32- BORRACHA Atual

É um evento prestigiado e com reconhecimento internacional.

bons motivos para continuar nossa participação em 2012.”, afirma Zacharias.

Os resultados da Expobor 2010 superaram os de 2008 para a Fragon, onde um dos termômetros foi a boa fase atual do mercado da borracha. A feira estava muito bem organizada e surpreendeu, crescendo em tamanho e com expositores otimistas. A empresa recebeu mais de 1.200 visitas em seu estande nos quatro dias da feira, onde o destaque foi a qualidade desses visitantes vindos de vários estados do Brasil e de países da América Latina, além dos EUA, União Europeia e Ásia.

O crescimento do número de expositores e visitantes foi visível durante a Expobor 2010, assim como a qualidade dos estandes e do público presente. Em relação à edição anterior, houve um aumento de 35% na visitação do estande da Fragon, gerando contatos e negócios principalmente no pós-feira.

“Os resultados alcançados foram excelentes e já estamos prospectando um pós-feira muito bom. Assim, temos

“As expectativas não poderiam ser melhores. Ainda estamos mensurando o que este percentual irá nos proporcionar nos negócios, mas já podemos observar que houve “feedback” muito maior por parte dos clientes em relação às edições anteriores.”, disse Zacharias.


A Fragon possui uma grande carteira de clientes, sendo que a maioria dos visitantes já são seus clientes ativos, o que é muito bom para reafirmar os laços com estas empresas. A maior parte dos visitantes que representam suas empresas são compradores, químicos e proprietários de fábricas de artefatos de borracha, calçadistas, indústria pneumática, automobilísticas, entre outras. A Fragon trabalha suas marcas usando estratégias focadas em “um pacote” para atender seus clientes no mercado e devido à sua grande diversidade de produtos, trabalham com uma infinidade de fornecedores credenciados. Assim, o cliente tem a possibilidade e a facilidade de fechar “pacotes” na hora de sua compra com certeza de qualidade. Isso muitas vezes destaca a borracha como principal matéria-prima, porém, a venda vem acompanhada de outros produtos que completam a formulação dos clientes. O Brasil é o foco maior dos investidores após a crise do famoso “setembro de 2008”, elogiado pela sua estabilidade econômica, e desta vez, recompensado por algumas medidas governamentais, pelo aumento do consumo e adoção de taxas de financiamento mais baixas. O

mercado está passando por uma fase muito boa de crescimento e liquidez, o que mantem o otimismo para o futuro. Tudo depende do momento, mas muitas vezes, a importação de produtos asiáticos por pequenas importadoras trata-se de oportunismo. Caso os mercados consumidores da América do Norte, União Europeia e até o mercado interno asiático cresçam economicamente, as empresas asiáticas, logicamente, mudam seus focos e voltam-se para aqueles mercados com melhores condições de preço. Como todas as empresas do setor de borracha, a Fragon sentiu os reflexos da crise mundial, especialmente entre o último trimestre de 2008 e o primeiro semestre de 2009. Porém, após este período houve reação do mercado em geral e aos poucos as vendas foram sendo retomadas. Hoje, devido a este aquecimento pós-crise e aos esforços estratégicos de vendas, a empresa está totalmente recuperada dos reflexos da crise, inclusive apontando crescimentos mensais nas vendas. A Fragon vem evoluindo ano a ano na sua capacidade de armazenamento, logística, atendimento, capacitação

técnica e infraestrutura. A empresa está no mercado há 23 anos, distribuindo matérias-primas para indústrias de artefatos de borracha, calçados, químicas, tintas, pneumáticos, automotivas, entre outras. Com uma frota própria de caminhões, a Fragon trabalha com estoques plenos de produtos consagrados, pronta entrega e busca constante por inovações, com a segurança de um atendimento técnico especializado. A companhia é certificada na ISO 9001:2008 e investe constantemente na gestão da qualidade e na formação de seus profissionais. Possui, ainda, parcerias com os melhores fornecedores de matérias-primas do mercado nacional e internacional. Isso tudo se traduz em mais eficiência e beneficio para todos os clientes. Em relação às perspectivas futuras, é esperada uma continuidade da política econômica iniciada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, adotada e continuada pelo atual presidente Lula, e que também será seguida pelo próximo presidente eleito, permitindo que o Brasil continue atraindo investidores, tornando-se um pólo fabricante, exportador e melhorando o perfil de distribuição do setor.

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Bluestar Silicones duplica faturamento e anuncia investimento A

é localizada no Centro Empresarial em São Paulo, possui também um centro de pesquisa em Santo André e uma planta multifuncional de terminação e adaptação de produtos para as necessidades da zona, com foco principalmente nos mercados têxteis, construção civil, anti-aderência a papel, elétrico, automotivo e cosméticos.

Bluestar Silicones foi criada a partir da aquisição da Rhodia Silicones pela BlueStar, sendo atualmente uma empresa de US$ 800 milhões de faturamento e presente em todo o mundo, com dois principais locais de produção de intermediários de aplicação “upstream” (metilclorosilanos e derivados) em Roussillon na França e em Xinghuo na China. Pascal-Louis Caillaut, diretor da Bluestar Silicones

Pascal-Louis Caillaut, diretor mundial de Comunicação da Bluestar Silicones, anunciou o novo investimento industrial na região em sua planta no Brasil com partida prevista para o segundo semestre de 2010. A decisão foi baseada nos resultados dos últimos anos e o desenvolvimento da região que tem sido promissora com taxas de crescimento de mercado bem acima da média. Somada aos resultados sustentáveis e estáveis da economia

brasileira, a empresa nos últimos três anos duplicou seu faturamento e também seu quadro de funcionários na América Latina. Na América Latina, a Bluestar Silicones participa ativamente do mercado de silicones, representando 10% das vendas mundiais e tem atuado através de serviços de excelência focados em mercados alvo. Sua sede

Além disso, possui estrategicamente nove unidades de produção “downstream”, localizados na Europa, Ásia, América do Sul e do Norte, próximos aos usuários finais, implementando assim a experiência do grupo na formulação de produtos adaptados à realidade de cada país e serviços técnicos locais, através da interconexão de seu Centro de Pesquisa de Capacitação em Lyon, com 7 centros de pesquisa e desenvolvimento em todo o mundo.

Produção e vendas crescem na indústria química S

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) o mercado de produtos químicos de uso industrial fechou o primeiro quadrimestre de 2010 com crescimento no volume de produção de +15,83% e de vendas internas de +14,66% em relação aos primeiros quatro meses de 2009. Analisando-se os últimos 12 meses em relação aos doze meses imediatamente anteriores, o resultado é positivo para a produção, com +11,42% e também para as vendas no mercado interno com +3,14%. O desempenho apresentado é decorrente da recuperação do mercado interno e à crise de 2009 que fez despencarem todos os índices e volumes de vendas. 34- BORRACHA Atual

A capacidade instalada foi de 82% no período, enquanto no primeiro quadrimestre de 2009 atingiu 74%. A elevação de preços foi uma constante ao longo dos meses: janeiro com +4,24%, fevereiro com +7,62%, março com +5,46% e abril com +1,21%, acumulando +19,74% no primeiro quadrimestre de 2010. Em 2009, o aumento foi de +6,54% no mesmo período. As empresas estão tentando compensar as perdas do passado, lembrando que a crise internacional enfraqueceu a demanda por produtos químicos e refletiu-se no mercado brasileiro de produtos químicos, derrubando consideravelmente os preços. A evolução do consumo aparente

nacional dos principais produtos químicos mostra uma evolução de +28,5% sobre 2009. Porém, as importações cresceram muito mais atingindo +71,1%, valor quase cinco vezes maior do que o observado pela produção brasileira, segundo levantamento da Abiquim. Mesmo assim, as perspectivas para 2010 continuam positivas, acompanhando as previsões de crescimento do PIB que já vislumbra índices próximos aos 6% e a elasticidade do segmento químico em relação ao PIB, que é de 1,2 a 1,5 vezes. Devido ao menor número de dias úteis, o mês de abril de 2010 apresentou certa acomodação em relação a março com quedas de produção de -0,44% e de vendas de -9,63%.


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A Sustentável Mobilidade do Ser Humano

“A mobilidade rodoviária sustentável deve permitir uma melhor locomoção que facilite o transporte de bens e pessoas, indispensáveis tanto para a sociedade como para o desenvolvimento de sua economia, sem deixar de reduzir ao máximo o impacto desta

O desenvolvimento humano pressupõe mobilidade e comunicação. Nos moldes atuais é impossível imaginarmos uma vida cotidiana parada, estática e incomunicável. O rápido crescimento populacional previsto para as maiores cidades do mundo é preocupante e certamente irá colocar uma enorme pressão na infra-estrutura viária destas cidades. Ao mesmo tempo, as pessoas viajarão para seus locais de trabalho ou a lazer. Sendo assim, é cada vez mais necessária a renovação das soluções viárias e estruturais de nossas ruas, estradas e rodovias para atender à crescente demanda e incluir milhões de pessoas de maneira civilizada ao moderno mundo da mobilidade.

mobilidade no meio ambiente e na saúde pública”

Esta tarefa não seria tão difícil e complexa se não houvesse o problema da sustentabilidade do meio ambiente. A relação é muito simples. Quanto maior o número de pessoas no mundo maiores são as necessidades de alimentos, energia e infra-estrutura. Apesar de toda a evolução tecnológica, os recursos naturais não conseguem ser renovados em tempo hábil para serem novamente utilizados. A árvore que é cortada e transformada em papel, móveis e utensílios, não consegue ser reposta até que seja cortada novamente para atender aos novos consumidores que chegam ao mercado. Situação semelhante ocorre com os minerais, combustíveis

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fósseis, água e camada de ozônio. Felizmente algumas medidas estão sendo tomadas por governos, entidades não-governamentais e principalmente empresas privadas para que os problemas sejam minimizados no curto prazo e solucionados e equacionados no longo prazo. A pressão ambiental vem acompanhada de uma tendência de aumento do custo da energia fóssil. Ao longo do tempo, estes custos variam e mantem uma tendência forte de crescimento, que para o consumidor refletirá como aumento do custo final do veículo. Uma destas iniciativas bem sucedidas é o “Michelin Challenge Bibendum”, uma idéia internacional de grande expressão lançada pela Michelin em 1998, envolvendo montadoras automobilísticas, fabricantes de autopeças, empresas fornecedoras de energia e centros de pesquisa em prol da mobilidade sustentável. Sabemos que energias alternativas e novas tecnologias ajudam a diminuir a dependência do petróleo. Melhorar a eficiência dos motores a combustão interna, o consumo de combustível e a redução de emissões são pontos chaves para o desenvolvimento de um transporte sustentável. Existe uma intensa atividade no setor automotivo mundial para o desenvolvimento de veículos elétricos diante das pressões para se reduzir o consumo e as emissões


de gases. Todas as grandes montadoras mundiais têm importantes projetos de veículos híbridos e elétricos puros com inúmeros lançamentos previstos para os próximos anos. No Brasil, ainda não existe uma política de introdução de combustíveis alternativos que não sejam o etanol e o biocombustível, estes sim realidades de sucesso da tecnologia brasileira e de toda a infra-estrutura de produção e distribuição, indispensáveis para o sucesso do consumo em larga escala. Dentre os projetos em andamento em território brasileiro destacam-se o projeto VE da Itaipu em parceria com a Fiat e outras empresas para o desenvolvimento de carros elétricos e os projetos da CPFL Energia, ambos apresentados durante o Michelin Challenge Bibendum, no Rio de Janeiro.

Carro elétrico da CPFL Energia

Os veículos elétricos surgiram por volta de 1873 e foram comercialmente produzidos até 1913, quando perderam a primazia para os motores de combustão interna. Os grandes problemas a serem resolvidos são a oferta de baterias, a disponibilidade de pontos de recarga e a maior autonomia do veículo. As alternativas que tem se mostrado mais viáveis são os veículos elétricos

puros com as tradicionais baterias, os híbridos, que usam o motor elétrico em conjunto com o de combustão para efetuar a tração ou apenas servir de auxiliar na carga das baterias e os de célula de combustível. Sem dúvida, os veículos elétricos têm grande apelo na questão do aquecimento global, dispensa uma série de sistemas químicos e mecânicos no veículo, mas a grande desvantagem é a questão da autonomia.

As Inovações no Challenge Bibendum 2010 O grupo Michelin prevê que num contexto econômico global bastante inquieto, a renovação da indústria automobilística deverá passar pela capacidade de superar três grandes desafios: propor soluções para a

mobilidade mais sustentável em todos os países, tanto os desenvolvidos como os que estão em crescimento, possibilitar o acesso à mobilidade com toda segurança a milhões de pessoas e levar a mobilidade dos bens e das pessoas a um mundo em crescente urbanização. A comunicação à distância dos quais o primeiro exemplo é o GPS são chamados a continuar seu desenvolvimento. Continuar conectado com o seu veículo estando no escritório, em casa e até

mesmo continuar conectado com outros meios de transporte certamente participarão da mobilidade do futuro. Durante o Challenge Bibendum 2010 no Rio de Janeiro, a Michelin revelou suas inovações que oferecem soluções para os grandes problemas do transporte rodoviário e já são uma realidade. Entre elas, o pneu para automóvel com baixo consumo de combustível e a roda motorizada que permite uma nova concepção dos veículos, passando por conjuntos de rodas e pneus com dimensões inéditas. A primeira dessas novidades, o pneu com baixo consumo de combustível, tem a particularidade de oferecer, ao mesmo tempo, e de maneira sistemática, dois outros tipos de desempenho: a segurança e a durabilidade. Um exemplo é o pneu “Michelin Energy Saver” que começou a ser vendido no mercado europeu em 2008. Avançando ainda mais no futuro, a empresa está criando uma série de inovações de ruptura que vão muito além das conhecidas atualmente. Tratase de um verdadeiro salto tecnológico no campo do design do pneu e de outras soluções, para aumentar ainda mais a mobilidade das pessoas e dos bens. As rodas motorizadas apresentadas no Challenge Bibendum 2010, principalmente no inovador Peugeot BB1, são um exemplo claro. Os pneus “Active Wheel” apresentados no Rio de Janeiro levam esta lógica de integração na roda ainda mais longe, com as junções de tração e de suspensão, as duas elétricas.

Um enfoque tecnológico diversificado Atualmente, estima-se que o parque automobilístico seja da ordem de 900 milhões de veículos. Projeções sugerem que ele poderá chegar a 1,5 bilhão entre 2030 e 2040. Além disso, o transporte rodoviário é responsável por 18% da totalidade das emissões de CO2 ligadas BORRACHA Atual - 37


!"#$%& às atividades humanas, enquanto todos os tipos de transporte reunidos representam 24% deste total. Somente em 2030 as emissões de CO2 do setor de transporte deverão ficar estáveis nos países industrializados, graças às melhorias técnicas dos veículos. Nos países em desenvolvimento a alta prevista das emissões é de três vezes e meia os níveis atuais. Para enfrentar tais desafios, as montadoras buscam maneiras de substituir o motor a explosão para solucionar a problemática ambiental e econômica. A primeira estratégia adotada pelas montadoras foi aumentar a fabricação de veículos menores, mais baratos e menos poluentes, em detrimento à fabricação dos veículos de porte médio. Em seguida, foram intensos investimentos em novas tecnologias de motor. Embora nos próximos quinze anos, o mercado mundial de automóveis deverá ser amplamente dominado pelos motores térmicos, menos de 25% desse mercado será abocanhado por motores movidos a eletricidade. O veículo puramente elétrico representará cerca de 2% a 5% do total, concentrado nas cidades com alta densidade populacional, em distâncias curtas, em serviços de entregas rápidas, serviços postais e locação urbana. Nesses segmentos específicos, o veículo elétrico poderá chegar a 10 ou 15% do parque automobilístico urbano. A China detém ambições ainda mais fortes. O país anunciou que em 2020, 50% dos veículos novos (vendidos na China) serão híbridos, ou elétricos.

Soluções para os Pneus do Futuro O impacto do pneu em

continuam idênticas com o conjunto original. No total, são quase 40 kg economizados no conjunto da massa do veículo. Uma diminuição importante para as montadoras de veículos urbanos que querem diminuir o peso dos veículos, beneficiando assim a autonomia da motorização.

uma gama diversificada de tecnologia Os pneus consomem perto de 20% da energia necessária para locomover um carro com propulsão térmica e até 30% no caso dos veículos totalmente elétricos. No caso dos híbridos, a grande diversidade das opções tecnológicas indica que o consumo de combustível relacionado ao pneu está entre as duas configurações extremas: o térmico e o totalmente elétrico. Portanto, qualquer que seja a tecnologia do motor, é necessário, para reduzir o consumo dos veículos, utilizar pneus especialmente adaptados. O protótipo do pneu para veículos elétricos e o pneu Michelin Energy Saver são uma prova desse conhecimento. Desde a sua comercialização no mercado europeu, foram vendidas mais de 37 milhões.

“Petit Pneu” A Michelin desenvolveu uma roda e um pneu com tamanho pequeno (10 polegadas: 175/70 R10), com desempenhos dinâmicos equivalentes aos dos pneus de 14 polegadas (175/65 R14). A aderência e a frenagem

O protótipo do pneu para veículo rodoviário elétrico ou híbrido Para um motor específico é necessário um pneu especial. O protótipo apresenta um grande diâmetro para minimizar o esforço de partida do veículo sendo ao mesmo tempo relativamente estreito para melhor sua força aerodinâmica. Conseqüentemente gerando uma redução do consumo de energia, pois existe menos borracha localizada na área de contato do pneu com o solo. Por outro lado, o maior diâmetro, associado a um perfil menor, permite reduzir o consumo de eletricidade, pois o número de rotações do pneu é menor. Assim, o pneu se deforma e esquenta menos, aumentando ainda mais a economia de energia. Um diâmetro maior significa uma maior quantidade de borracha na banda de rodagem. Dessa forma, o potencial quilométrico total é aumentado e o custo operacional é reduzido.

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Rodas motorizadas: a reinvenção da roda Em 2008, a Michelin lançou uma revolução ao apresentar o conceito “Active Wheel” em veículos protótipos. Com esta inovação, todos os componentes essenciais integram a roda, eliminando assim a necessidade de motor no capô dianteiro ou traseiro, suspensão tradicional, elementos de transmissão ou a caixa de marchas. Ela é uma roda inteligente, capaz de impulsionar o veículo sem necessidade de combustível, assegurando as funções de suspensão e de frenagem, proporcionando estabilidade e conforto sem igual. O motor de tração miniaturizado e o sistema de suspensão elétrica são incorporados ao núcleo da roda. Para aplicações elétricas ou híbridas que não utilizem a suspensão elétrica é possível utilizar a roda motorizada no eixo dianteiro ou traseiro. De acordo com a potência e o tipo de uso, o veículo pode ser equipado com quatro motores (um em cada roda) ou com apenas somente dois (nas duas rodas dianteiras). No caso do “Active Wheel”, a energia utilizada para alimentar o motor integrado à roda é sempre elétrica, seja ela proveniente de baterias (íon lítio ou

de outro tipo), de pilha a combustível e/ ou de supercapacitadores. Essas fontes de motorização apresentam como principais vantagens, zero de poluição e conforto exemplar, por não emitirem gases de efeito estufa e a transmissão elétrica ser totalmente silenciosa. Foto do Will Esse sistema inédito caracteriza-se por um tempo de resposta extremamente rápido, de três milissegundos. Dessa maneira, todos os movimentos de frenagem e de rodagem são corrigidos automaticamente. Os veículos equipados com o “Active Wheel” não possuem caixa de marchas, embreagem, eixo de transmissão ou amortecedores. Isto faz com que os carros fiquem mais leves e a energia passa a ser utilizada de maneira mais eficiente.

Heuliez Will, o veículo conectado Heuliez, Michelin e Orange associaram-se para criar o primeiro veículo elétrico que usa a tecnologia Active Wheel da Michelin. Graças aos pneus Michelin Active Wheel, o motor sai do seu local habitual e passa a ficar nas rodas. Cada uma das rodas dianteiras do Will inclui o motor, uma suspensão

elétrica inédita, o pneu e o freio. Ele tem autonomia suficiente para fazer longos trajetos (energia modulada no próprio carro com 150 a 400 km de autonomia) e mais espaço para os terminais de comunicação. O Will é um verdadeiro carro que se revela imbatível no que diz respeito ao consumo de energia. O rendimento elétrico dos motores é de 90%, enquanto que um veículo tradicional é de, no máximo, 20% dentro da cidade. Além disso, com eletricidade de origem “limpa”, (hidroelétrica, fotovoltaica, eólica, etc.), as emissões do “poço à roda” do Will são de menos de 15g de CO2 por quilômetro. Navegação otimizada em tempo real graças às informações do tráfego, acesso aos serviços de assistência e manutenção com possíveis intervenções à distância, telefonia sem fio e conexão internet com banda larga, são atrativos que fazem o Will se tornar um prolongamento da casa ou do escritório, e se afirmar como um veículo que se comunica.

Peugeot BB1, um resumo das inovações

Roda Motorizada

O Peugeot BB1 também é criativo por causa da sua maneira de propulsão elétrica. Afinal, esse conceito está equipado com conjuntos de rodas motorizadas na traseira. Esta implantação original permite maximizar o volume interior. BORRACHA Atual - 39


!"#$%& As baterias de lítio liberam uma potência imediatamente disponível e permitem uma autonomia confortável de 120 km. Cada um dos dois conjuntos de bateria que fornecem energia aos dois motores respectivos fica em baixo dos bancos dianteiros, liberando espaço para os passageiros e para o bagageiro. Além disso, esta implantação entre os dois eixos das rodas dianteiras e traseiras permite a centralização das massas do veículo, aumentado a estabilidade, sobretudo durante as freadas mais bruscas.

Caminhão movido a 100% de diesel de cana A Mercedes-Benz apresentou no Challenge Bibendum, no Rio de Janeiro, avançadas tecnologias aplicadas no desenvolvimento de veículos, enfatizando possíveis soluções atuais e futuras para aplicação no transporte. O caminhão conceito Accelo BlueTec EEV (“Enhanced Environmentally Friendly Vehicles” ou veículos excepcionalmente compatíveis com o meio ambiente), movido a 100% de diesel de cana, reduz em 88% a emissão de material particulado e demonstra o desenvolvimento com o biodiesel B100 no caminhão Actros 2646 e no ônibus rodoviário O 500 RSD. O inovador sistema BlueTec 5 SCR é a solução da empresa em desenvolvimento para motores Conama P7. A tecnologia BlueTec do motor OM 924 LA EEV em combinação com o uso do diesel de cana resulta em 90% 40- BORRACHA Atual

de redução nas emissões de gases do efeito estufa e em 33% de redução nas emissões de material particulado, em comparação com os limites estabelecidos pela legislação Conama P7, equivalente ao Euro 5 e que entrará em vigor no Brasil em 2012.

ARLA 32 (Agente Redutor Líquido

com motor de ciclo Otto. Ele é o primeiro modelo de produção em série equipado com uma bateria de lítio-íon especialmente eficiente e desenvolvida para uso automotivo. Seu consumo médio de combustível é somente de 7,9 litros a cada 100 quilômetros, ou seja, 12,66 km/l (de acordo com a norma européia de medição de consumo NEDC). Isso possibilita as menores emissões de CO2 do mundo nessa categoria de automóvel e desempenho: somente 188 g/km.

de NOx Automotivo) Entre os veículos que a MercedesBenz demonstrou no Challenge Bibendum inclui-se um protótipo do chassi O 500 MA para ônibus urbanos articulados, equipado com o inovador sistema BlueTec 5 SCR de redução catalítica seletiva, a solução que a empresa vem desenvolvendo para atendimento à legislação de emissões. O destaque é a adição do ARLA 32 (Agente Redutor Líquido de NOx Automotivo) nos escapamentos dos veículos para pós-tratamento dos gases de escape. Entre diversos requisitos, o Conama P7 exigirá a redução de 80% nas emissões de Material Particulado e de 60% nas emissões de Óxidos de Nitrogênio (NOx) em comparação com a legislação atual. Como consequência direta, também serão diminuídas as emissões de fumaça e de gás carbônico.

O propulsor elétrico também atua como motor de partida e gerador. O sistema oferece um duplo benefício, pois tanto ajuda a economizar combustível quanto aumenta o prazer de dirigir. Isso se deve ao vigoroso suporte oferecido pelo motor elétrico no torque. Já na fase de aceleração, ele fornece instantaneamente um “boost” de 150 Nm de torque no momento de uma aceleração, que é, justamente a força gerada pelo motor elétrico. Além disso, essa é a etapa em que se consome mais combustível. Ou seja: a arrancada do S 400 Hybrid é efetuada com vasto torque desde a imobilidade e ainda com notável economia de combustível.

S400 Hybrid e Smart mhd: dois pioneiros no mercado brasileiro O sedã de alto luxo Mercedes-Benz S 400 Hybrid é o primeiro automóvel nacional com tecnologia híbrida, enquanto o compacto Smart fortwo mhd Brazilian Edition inova no sistema “start/stop”. No S 400 Hybrid, a combinação do motor V6 a gasolina com um motor elétrico compacto torna este sedã de alto luxo o mais econômico do mundo

O módulo híbrido também possui a função “start/stop”, que desliga o motor quando o veículo está parado, ou abaixo de 15 km/h, como, por exemplo, nos semáforos. Quando é hora de andar novamente, o motor elétrico quase imperceptivelmente reinicia o módulo principal de força, contribuindo para a economia de combustível e a proteção do meio ambiente. Quando o automóvel é freado, o motor elétrico


atua como um gerador, conseguindo retomar a energia gerada pela frenagem. Essa energia recuperada é armazenada em uma bateria altamente eficiente e compacta, de lítio-íon, localizada no compartimento do motor e disponibilizada quando solicitada.

O mhd é um sistema inteligente e automático que desliga o motor do carro quando o motorista freia e a velocidade cai abaixo de 8 km/h – por exemplo, quando ele está se aproximando de um semáforo. O motor é novamente acionado em fração de segundo, assim que o motorista solta o pedal de freio. O processo é totalmente automático, ou seja, o motorista não precisa fazer nada.

tecnológico com investimentos do fabricante e da Comunidade Européia no projeto HyTRAN.

No trânsito da cidade, com frequentes situações de anda-e-pára, o mhd proporciona uma economia de combustível de cerca de 10%. Além disso, o motor parado, naturalmente, não produz emissões na atmosfera.

Células de combustível a hidrogênio

Smart fortwo Brazilian Edition Já o Smart fortwo mhd Brazilian Edition também utiliza um sistema inteligente e automático de partida, que desliga o motor de 71 cv de potência do carro quando o motorista freia e a velocidade cai abaixo de 8 km/h. O motor é novamente acionado em fração de segundos, assim que o motorista solta o pedal de freio. No trânsito da cidade, com frequentes situações de anda-e-para, o mhd (micro hybrid drive) proporciona uma economia de combustível de cerca de 10%. Além disso, o motor desligado não produz emissões na atmosfera. O consumo médio desse smart é de 19,75 km/l (norma brasileira NBR 7024). O sistema de propulsão microhíbrido aciona automaticamente o motor em fração de segundos, assim que o motorista solta o pedal do freio. Isso resulta em redução do consumo e de emissões na atmosfera. O sistema mhd proporciona uma economia de cerca de 10% no consumo de combustível.

A Fiat Automóveis apresentou diferentes matrizes energéticas e tecnologias de mobilidade sustentável, destacando-se os veículos elétricos, movidos a célula de combustível de hidrogênio e com tecnologias flex. Protótipos construídos com fibras renováveis de “curauá”, coco e cana de açúcar, além do único automóvel no mundo que funciona com até quatro combustíveis foram os destaques da fabricante italiana. O Fiat Panda Hidrogênio é um protótipo de veículo elétrico guiado por um “powertrain” de célula de combustível a hidrogênio, construída com o propósito de uma melhor proposta ambiental. O sistema de célula de combustível produz energia elétrica e água com altíssima eficiência e zero emissões. Ele consiste basicamente em uma célula de combustível e um conjunto de inovadoras tecnologias auxiliares. Com força total, o “powertrain” da célula de combustível entrega 60kw, o que leva o veículo atingir uma velocidade superior a 120km/h, com aceleração de zero a 50 km/h em 5 segundos. A capacidade do tanque de hidrogênio garante ao Panda Hidrogênio uma autonomia superior a 200 km em um ciclo urbano. O Panda HyTRAN é a última novidade de um desenvolvimento

Fiat Panda a Hidrogênio

Variedade de tecnologias para a mobilidade Usando a tecnologia de comunicação sem fio, a General Motors está desenvolvendo sistemas que podem “ver” o tráfego à frente, ajudando os motoristas a evitar colisões. O sistema é chamado de V2V (Vehicle to Vehicle) e usa uma antena simples, um processador de computador e um GPS (Global Positioning System) para se comunicar com outros veículos a até 400 metros de distância. O sistema notifica os motoristas sobre se o outro veículo equipado com o mesmo sistema parou a sua frente e também pode ser usado como um sistema de navegação para o veículo, que modifica rota conforme o tráfego, reduzindo o tempo de percurso e melhorando a segurança viária. BORRACHA Atual - 41


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Caixas metálicas substituem as embalagens de papelão na Lanxess Elastômeros A

Lanxess Elastômeros está implantando um projeto de substituição das suas embalagens de papelão e madeira por caixas metálicas nas plantas de Duque de Caxias (RJ), Triunfo (RS) e Cabo de Santo Agostinho (PE) para acondicionar seus elastômeros. O principal objetivo deste projeto é a redução da contaminação dos fardos de borracha com materiais derivados de madeira e papelão. A iniciativa pretende evitar a perda de produtos por contaminação, além do aspecto sustentável, uma vez que as caixas metálicas são retornáveis e recicláveis. Segundo Eloisa Oliveira, responsável pela implantação do projeto nas unidades fabris, o principal motivo para esta troca foi a demanda da indústria pneumática para restringir a contaminação de materiais fibrosos em seus processos e produtos. Tanto a indústria de pneus como a calçadista serão beneficiados com a nova

Christoph Kalla, Vice Presidente Marketing, da Lanxess

embalagem”, explica. Além disso, os produtos manterão os mesmos padrões de qualidade tanto no mercado nacional como no internacional, mantendo de maneira integral a qualidade do produto. Luiz França, responsável pela área de marketing, explica que o processo de embalagem da borracha

sintética produzida pela empresa em caixas metálicas vai impedir que o produto fornecido seja contaminado com o contato com embalagens de papelão ou de madeira. A ausência de contaminantes nos fardos de borracha é um pleito da indústria mundial automotiva. “Esta medida contribui para que as plantas produtivas, tanto do fornecedor quanto do cliente, estejam isentas de fibras. Além deste aspecto operacional, deve-se ressaltar o aspecto ecológico, visto que as caixas metálicas são retornáveis e recicláveis’’, ressalta. Eloisa afirma, ainda, que a execução do projeto será feita de forma gradual no mercado brasileiro, tendo em vista as características particulares desta região em relação às demais onde o mesmo projeto foi concretizado. “Os aspectos fiscais e logísticos constituem, no mercado doméstico, um grande desafio para este projeto’’, finaliza.

Sinorgchem estréia no mercado sul-americano de antioxidantes para borrachas

A

Stephen Choi, Presidente e Diretor da Sinorgchem 42- BORRACHA Atual

empresa chinesa Jiangsu Sinorgchem Technology Co. Ltd. (Sinorgchem), uma das três maiores produtoras de antioxidantes para borracha do mundo, com 20% de participação no mercado global de antioxidantes para borracha,

pretende montar o seu primeiro centro de logística na América do Sul. Fundada em maio de 2008, a Jiangsu Sinorgchem Technology Co., Ltd. é uma “joint venture” que recebeu investimentos do The Carlyle Group.


Atualmente, a empresa conta com mais de 1.700 funcionários e é a maior fabricante mundial de 6PPD, IPPD e Intermediate 4-ADPA, químicos industriais para borracha. Possui um centro de operações na cidade de Shanghai, China; centros de produção, pesquisa e desenvolvimento, e outros, espalhados por diversas províncias da China; e subsidiárias na Europa e nos Estados Unidos. A Sinorgchem investiu aproximadamente US$ 147 milhões em um projeto de expansão durante a recessão econômica global. O projeto será concluído em agosto de 2010, aumentando a capacidade de produção anual da empresa para 120.000 toneladas de PPD e 150.000 toneladas de 4-ADPA. “O Brasil é um importante mercado regional no segmento de pneus, então a entrada neste mercado é também importante para a estratégia global da Sinorgchem”, disse Stephen

Choi, Presidente e Diretor Executivo Financeiro da Sinorgchem.“ A capacidade de produção anual da empresa é atualmente de 80.000 toneladas de PPD e 100.000 toneladas de 4-ADPA. A estratégia global atribui grande importância aos mercados emergentes. O Brasil, por exemplo, teve um crescimento enorme na produção interna de automóveis e motocicletas, o que confere ao mercado brasileiro importância estratégica para o setor de pneus e antioxidantes para borracha. Para melhor atender os clientes sulamericanos, a companhia tem planos de montar o seu primeiro centro de logística no continente, alicerçada nos certificados ISO 9001:2000, referência internacional do sistema de gestão de qualidade; ISO 14001:2004, sistema de gestão ambiental e OHSAS 18001:1999, sistema de gestão de saúde e segurança ocupacional.

Novo polímero Nordel chega ao mercado A

Dow Chemical Company apresenta o novo membro da família de polímeros Nordel, o tipo 4785HM, sucessor dos polímeros de fase gasosa para aplicações de extrusão densa. É um polímero com alto teor de etileno e elevado peso molecular, desenhado para otimizar os custos em peças de elastômero. A empresa partiu das características tecnológicas diferenciadas presentes no Nordel IP para desenhar o Nordel 4785HM e oferecer a melhor capacidade de carga, maior velocidade de cura e resistência mecânica pós-moldagem, mantendo a capacidade de combinação e as propriedades do material a temperaturas baixas. Desenhado principalmente para moldagem de peças rígidas de automóveis, ele também pode ser usado em mangueiras, perfis para

construção, telhados e peças moldadas em geral. Em todas as aplicações, os níveis de carga e óleo podem ser elevados ao nível de um polímero com viscosidade 60 - 70 Mooney, oferecendo melhor relação custo-eficiência. Alguns dos destaques do novo produto incluem o pequeno formato do “pellet”, que permite uma mistura mais rápida, comparado com os fardos normalmente utilizados para reduzir custos na mistura e aumentar a produtividade da sala de misturas. Por sua distribuição de peso molecular, oferece rápida velocidade de cura e de extrusão, além de uma ótima retenção de formato, especialmente em compostos com altos níveis de preenchimento. Os produtos são reconhecidos pelo baixíssimo conteúdo de géis. BORRACHA Atual - 43


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Cabot usa novo palete para movimentar negro de fumo A

Cabot buscando inovações tecnológicas e sustentáveis, apresentou ao mercado um novo conceito em movimentação de carga com paletes em uma estrutura flexível, de montagem extremamente simples e em material reciclável, denominado de “Pack Less”. As principais vantagens operacionais da nova embalagem é evitar a contaminação por madeira do produto transportado, eliminar a necessidade de fumegação, reduzir os riscos de fogo e ocupar um reduzido espaço de armazenagem. O palete é confeccionado em polipropileno, totalmente reciclável e atende às recentes políticas ambientais nacionais e internacionais, principalmente com relação ao uso da madeira em artigos industriais.

Ele não é higroscópico e contém barreira adicional à umidade (material impermeável), possuindo uma massa reduzida em relação à madeira, aproximadamente dez vezes mais leve. O novo palete foi desenvolvido com base em materiais já disponíveis no mercado de transformação de polipropileno, a ráfia e o alveolado. Possui capacidade de carga registrada nos testes de 3.000kg em armazenamento estático e 1.375kg em movimento. O espaço de armazenagem ocupado por um palete de madeira é de 0,26m3, enquanto o do “Pack Less” é de 0,05m3.

menos tóxico. Em emissão de CO2, os resultados comprovam que o palete de madeira emite o equivalente a 50kg de CO2/ palete, enquanto que o índice relativo ao novo palete é de apenas 16 kg de CO2/ novo palete.

A Fundação Espaço Eco realizou estudos comparativos do ciclo da vida de um palete de madeira e do novo palete. O novo palete, por exemplo, consome 69% menos energia e é 92%

Sindibor lança livro sobre a história do sindicato da borracha O

Si n d i c a to da Indústria de Artefatos de Borracha no Estado de São Paulo (Sindibor) lançou em caráter pioneiro um livro sobre a trajetória do sindicato de artefatos de borracha no Brasil. Esta história se confunde com a história da própria indústria de borracha no Brasil, que deu seus primeiros passos em terras paulistas e gaúchas de forma 44- BORRACHA Atual

industrialmente organizada, superando a fase artesanal que imperava até o início do século XX. O livro conta, ainda, um pouco dos personagens pioneiros da indústria e a evolução das companhias brasileiras de borracha sintética, que ao lado da borracha natural, foram determinantes para o desenvolvimento da indústria brasileira de artefatos de borracha. Edgar Solano Marreiros, presidente do Sindibor, e Ademar Araújo Queiroz do Valle, diretor executivo do Sindibor, receberam os convidados em cerimônia

realizada na sede da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (FIESP).


Cya lança importante obra na área de borracha O

autor Élyo C. Grison e seus colaboradores Emilton Becker e André Sartori lançaram durante a Expobor o livro “Borrachas e seus Aditivos” componentes, influências e segredos. É um livro que indica produtos e suas respectivas características, aplicações e fornecedores, além de preservar o histórico de fabricantes e também de suas marcas comerciais atuais e antigas. Destina-se a empresários, empreendedores, técnicos experientes ou iniciantes, profissionais da área de processos, qualidade ou suprimentos, engenheiros ou químicos. Aplica-se perfeitamente a qualquer pessoa que desejar obter dicas simples e gerais sobre vários aspectos de transformação dos componentes da borracha. O objetivo desta obra é facilitar o acesso à informação da área de borrachas e elastômeros de modo resumido, direto e fácil, com assuntos selecionados a partir de experiências profissionais vividas neste setor, resumindo em orientações a vivência prática de décadas voltadas ao trabalho. Tem ainda uma visão de proporcionar e estimular debates dos temas nele abordados, favorecendo a disseminação de conteúdo técnico qualificado e acessível.

A obra foi estruturada em sete capítulos e dividida em partes. O primeiro capítulo trata do tema “Elastômeros ou Borrachas”, o segundo “Tipos de Aditivos”, o terceiro aborda os produtos e o quarto traz informações gerais, siglas, símbolos, marcas comerciais e as referências. Segundo Leandro A. de Conto, gerente de inovações da Cya, o lançamento oficial do livro “Borrachas e seus Aditivos” foi o ponto alto da participação da empresa na Expobor. “Essa publicação teve uma enorme aceitação pelo público presente, esgotando rapidamente os exemplares levados para a feira. Após o evento recebemos ainda solicitações de várias pessoas procurando pelo livro”, finalizou Conto. O autor Élyo Caetano Grison nasceu em 24 de outubro de 1934 em Machadinho, no Rio Grande do Sul. Licenciado em Química pela Faculdade de Filosofia da URFGS, Bacharel em Química pela Faculdade de Educação da URSGS, Professor de Química, técnico do setor de Borrachas e plásticos do ITERS/CIENTEC durante 12 anos. Atua há 40 anos prestando serviços técnicos à indústria gaúcha da borracha.

Emilton Juarez Becker e Élyo C. Grison

Tem como seus colaboradores nesta obra, André Francisco Sartori e Emilton Juarez Becker. André nasceu em 04 de fevereiro de 1970 em Erechim / RS. Técnico Químico pela Escola Técnica Cristo Redentor, Bacharel em Química pela ULBRA. Tem vivência de 20 anos atuando nos ramos de petróleo, petroquímico (Laboratórios de Pesquisa & Desenvolvimento e Controle de Qualidade) e área técnico-comercial de empresa distribuidora de matériasprimas. Emilton nasceu em 23 de abril de 1971 em Novo Hamburgo/RS. Técnico Químico pela Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, graduado em Química Industrial pela ULBRA. Experiência de 18 anos voltados a P&D, gerenciamento de fábricas e área técnico-comercial de empresa distribuidora de matérias-primas.

“Caracterização de Elastômeros para Simulação Numérica” E

ditado pelo Centro Tecnológico de Polímeros em parceria como Grupo de Mecânica Aplicada do Departamento de Engenharia Mecânica da UFRGS –GMAp, trata-se de uma obra introdutória e indispensável referente à Teoria da Elasticidade e Relações Constitutivas onde os engenheiros

que utilizam programas de simulação podem compreender melhor as particularidades de cada um dos vários modelos hiperelásticos para borracha existentes, bem como, consigam calibrá-los adequadamente através de ensaios experimentais apropriados. Nesta publicação são encontrados

os seguintes temas: Revisão de Elasticidade não Linear; Modelos Hiperelásticos; Ensaios Experimentais; Preparação dos dados; Ajuste de Curvas, Recomendações Gerais e Aplicações Práticas. Mais Informações pelo e-mail: nit.cetepo@rs.senai.br e/ ou pelo fone 51 – 3589 4100 BORRACHA Atual - 45


Notas e Negócios Vipal amplia negócios com Fate A Vipal, especializada na recauchutagem de pneus, adquiriu 15% da fabricante de pneus argentina Fate. O contrato prevê investimentos da ordem de US$ 200 milhões para a construção de uma fábrica no Rio Grande do Sul, que deverá gerar 900 empregos diretos. Em maio de 2009, as duas empresas já haviam acertado um acordo para a distribuição dos pneus Fate através da rede Vipal. Surge uma nova marca: a Vipal Fate.

Dow lança novo tipo de Nordel A Dow Chemical Company (Dow) apresenta o novo membro da família de polímeros Nordel. O tipo Nordel 4785HM é o sucessor dos polímeros de fase gasosa líderes do mercado para aplicações de extrusão densa. Esse tipo é um polímero com alto teor de etileno e elevado peso molecular, destinado a otimizar os custos em peças de elastômeros. Um dos destaques do novo produto é o pequeno formato do pellet, que permite uma mistura mais rápida, comparado com os fardos normalmente utilizados para reduzir custos na mistura e aumentar a produtividade na fase de misturas.

Compostos do Brasil distribui borrachas termoplásticas da Softer A Compostos do Brasil atua desde 2006 em São Paulo, distribuindo as borrachas termoplásticas da Softer Brasil. As linhas da Softer são basicamente compostos que podem ser processados em equipamentos que transformam plásticos. Porém, o produto final é uma borracha, seja para dar apenas o toque (“soft touch”), aparência de borracha ou para produzir produtos técnicos com as propriedades físicas de uma borracha vulcanizada. Mais informações no www. compostos.com.br ou www.softerbra.com.br.

K 2010 apresenta Novidades e Recordes Faltam poucos meses para o início da K 2010 que se realiza de 27 de outubro a 03 de novembro de 2010 e um 46- BORRACHA Atual

novo serviço de informação móvel está disponível: o http:// mobile.k-online.de. As funções do portal são adaptáveis a telefones móveis, Smartphones e Celulares (PDA). As informações sobre a K 2010 poderão ser acessadas a qualquer hora e lugar. A página www.k-online.de oferece também informações atualizadas, notícias do setor e informações gerais úteis sobre a K 2010.

Rhodia inova com solvente derivado de glicerina Durante a Fimec 2010, a empresa apresentou inovações desenvolvidas em seus laboratórios brasileiros, entre eles, o Rhodia Augeo SL 191, solvente derivado da glicerina para utilização em tintas e vernizes em diferentes segmentos industriais, com destaque para o setor coureiro. Ainda no segmento coureiro-calçadista, a geração de sílicas Zeosil 185 GR éuma evolução em performance e translucidez quando aplicada como reforço de borrachas. O produto, uma sílica granulada, é um avanço tecnológico que tem ganhado espaço especialmente na área de borrachas de solados, principalmente os esportivos.

Yamaha fornece 600 motores A Yamaha venceu a primeira e a maior licitação já feita no Brasil para fornecer 600 motores de popa, modelo F90 BETL, de 4 cilindros, 4 tempos e injeção eletrônica, movidos a gasolina no valor de R$ 15,7 milhões, para equipar as lanchas escolares do ensino fundamental e médio. À noite, em distâncias mais curtas, as embarcações atendem também aos cursos noturnos para adultos.

Caixas metálicas substituem papelão e madeira A Lanxess Elastômeros, maior produtora de borracha sintética da América Latina, acaba de anunciar a implantação de um projeto de substituição das embalagens de papelão e madeira por caixas metálicas nas plantas de Duque de Caxias (RJ), Triunfo (RS) e Cabo de Santo Agostinho (PE). O principal objetivo deste projeto é a redução da contaminação dos fardos de borracha com materiais derivados de madeira e papelão.


Pesquisas dobram eficiência de etanol celulósico Desenvolvimento de infraestrutura, maior demanda e financiamento ágil para construir plantas industriais são os itens que faltam para o Brasil começar a produzir o etanol de segunda geração, feito do bagaço da cana-de-açúcar, segundo o gerente da Novozymes Latin America, William Yassumoto. O executivo afirmou que os biocombustíveis serão responsáveis por 9,3% do abastecimento do setor de transportes em 2030. “Até lá 93% dos novos carros de passeio vendidos em todo o globo ainda vão precisar de combustível líquido”, afirmou Yassumoto. “Estima-se que a capacidade de produção mundial de etanol cresça 12 vezes no período entre 2006 e 2030 e o Brasil e a América Latina deverão ser os maiores responsáveis por esse salto”, disse, salientando que em 20 anos cerca de um terço do etanol utilizado mundialmente será de segunda geração. De acordo com dados levantados pela empresa de consultoria Bloomberg New Energy Finance, o potencial brasileiro para a produção de etanol celulósico a partir do bagaço da cana será entre 10 e 17 bilhões de litros até 2020. Atualmente o país produz 25 bilhões de litros

de etanol convencional. Para a produção de etanol de segunda geração, a grande vantagem brasileira seria não precisar plantar sequer um hectare a mais de cana-deaçúcar, já que a matéria-prima é o que sobra do fabrico do combustível de primeira geração.

Viabilização comercial do etanol 2G dá mais um passo A Novozymes vem trabalhando há dez anos no desenvolvimento de enzimas capazes de aproveitar resíduos agrícolas para produzir o chamado etanol celulósico ou bioetanol de segunda geração (etanol 2G). O etanol 2G é fabricado mediante a intervenção de enzimas capazes de quebrar a celulose da biomassa para transformá-la em açúcares fermentáveis. A Novozymes provou que a Ctec2 e HTec2 atuam em diferentes tipos de matérias-primas, inclusive no sabugo e na palha de milho, palha de trigo, bagaço de cana-de-açúcar e resíduos de madeira. Diversas plantas-piloto já estão funcionando no mundo todo, enquanto se constroem instalações comerciais de grande porte para entrarem em operação entre 2011 e 2012, nos EUA.

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Notas e Negócios GM do Brasil anuncia novo investimento de R$ 1,4 bilhão O novo plano de investimento definido e aprovado pela GM, no valor de R$ 1,4 bilhão, está inserido no programa de renovação da atual linha de veículos Chevrolet até 2012 e, desta vez, vai contemplar o lançamento de dois novos veículos destinados ao mercado brasileiro e também às exportações. Cerca de R$ 1,350 bilhão se destina à modernização da fábrica de São Caetano do Sul e sua adequação à produção dos novos modelos que serão produzidos naquela unidade, com aumento da capacidade produtiva, além da nacionalização de peças com fornecedores brasileiros. O restante se destina às áreas da engenharia do produto e de manufatura. A definição deste novo plano insere-se na estratégia de longo prazo de investimentos totais de R$ 5 bilhões, no período de 2008 a 2012, que permitirá ampliar a capacidade produtiva e também renovar totalmente o portfólio de veículos Chevrolet no Brasil.

Aumento nas exportações de calçados O primeiro quadrimestre de 2010 fechou com salto positivo, segundo informações da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) a partir dos dados da Secex/MDIC. O aumento foi próximo a 20% sobre o mesmo período do ano passado, um acréscimo de 6%. O preço médio caiu cerca de 11%. O par do calçado foi vendido a US$ 8,62, quando em 2009 atingiu US$ 9,71. Os estados do Rio Grande do Sul e de São Paulo apresentaram números negativos no período. Os gaúchos lideram o ranking do faturamento, mas caíram 2,5% neste item. Porém, estão em segundo no volume de produção e exportaram 8% a menos em relação a 2009. Os paulistas diminuíram em 31,7% o volume e obtiveram um faturamento 12% inferior.

Pirelli em números Em 2009, ano de um cenário econômico mundial desfavorável, a fabricante de pneus reforça a liderança em faturamento na América Latina, dentro da indústria de pneus, registrado em quase US$ 2 bilhões. O Brasil foi responsável por cerca de 60% deste resultado. Em 2008, um período mais propício na seara econômica, a Pirelli superou o patamar de US$ 2 bilhões em faturamento na 48- BORRACHA Atual

América Latina; e o Brasil contribuiu para este resultado com mais de US$ 1,2 bilhão. No ano passado, em que a Pirelli respondeu por 40% da produção nacional em toneladas de pneus, um em cada dois automóveis de passeio no Brasil saiu das linhas de montagem com pneus Pirelli. A vantagem sobre os concorrentes é ainda maior no mercado de motocicletas, em que a fabricante tem domínio absoluto. Atualmente, as fábricas da Pirelli no Brasil respondem por 90% da produção na região. Deste total, mais de 35% são destinados à exportação, principalmente para os mercados da área do NAFTA (Estados Unidos, Canadá e México), tanto para as montadoras (como GM, Ford, Mercedes, VW) quanto para a rede de revendedores.

Lord apóia atividades da ABMACO O departamento de marketing da Lord acertou o patrocínio de todos os eventos que a Associação Brasileira de Materiais Compósitos (ABMACO) realizará ao longo de 2010. Segundo Paloma Perlati, analista de marketing e comunicação da empresa, a decisão foi motivada pela crescente importância que o mercado de compósitos – material também conhecido como plástico reforçado com fibras de vidro (PRFV) –, vem conquistando no resultado da empresa. Para mais informações, acesse www.lordla.com.br e www.abmaco.org.br

Feira exclusiva de químicos na América do Sul Com previsão de investimentos de US$ 26 bilhões até 2014, a indústria química no Brasil ganha uma nova alternativa para realizar negócios. É quando acontece a primeira edição da Química e Petroquímica (Feira internacional dos Fornecedores da Indústria Química e Petroquímica), de 21 a 24 de junho, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Organizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, a Química e Petroquímica conta com o apoio da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) e Sinproquim (Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos para Fins Industriais e da Petroquímica no Estado de São Paulo). Paralelamente à feira acontece o 13° Congresso de Atuação Responsável e a 2a Conferência Latinoamericana de Segurança de Processos, ambos promovidos pela Abiquim.


Sustentabilidade em Manaus A Abraciclo - Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – esteve representada por cinco de seus associados no Fórum Internacional de Sustentabilidade, evento que foi realizado em Manaus e reuniu os principais empresários, executivos e lideranças políticas do Brasil. O Fórum busca difundir práticas e mecanismos bemsucedidos de desenvolvimento sustentável na Amazônia, assim como demonstrar o valor econômico e ambiental da floresta e suas implicações para a região e o mundo, criando um compromisso político e empresarial com o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

mercado brasileiro de pneus são desafiadoras e positivas. A empresa aumentou sua participação nos segmentos de equipamento original e de reposição, pretendendo agora, dar continuidade a esse processo aproveitando, inclusive, a maior visibilidade gerada pelo fato de ser uma das patrocinadoras oficiais da Copa do Mundo FIFA 2010 na África do Sul e 2014 no Brasil.

Pneus Continental no Ford Fiesta Como resultado da parceria firmada entre a Continental Pneus (www.conti.com.br) e a Ford (www.ford.com.br), o Ford Fiesta – nas opções hatch e sedan – está deixando a fábrica da montadora, em Camaçari, na Bahia, calçado com pneus ContiEcoContact3 na medida 175/65R14. As perspectivas do

BORRACHA Atual - 49


Notas e Negócios Braskem conclui a aquisição Gates fortalece parcerias da Sunoco Chemicals Após duas décadas da liberação das importações de A Braskem, oitava maior produtora mundial de resinas termoplásticas e líder nas Américas, concluiu a aquisição da divisão de Polipropileno (PP) da Sunoco Chemicals, após aprovação da transação pelo Federal Trade Commission e pela Antitrust Division do Departamento de Justiça norteamericano. Nesta operação a Braskem investiu US$ 350 milhões como parte de sua estratégia de estabelecer uma base industrial nos Estados Unidos, que funcionará como uma importante plataforma para expansão futura de seus negócios internacionais. A operação norte-americana da Braskem agora conta com capacidade para produzir 950 mil toneladas de PP ao ano, representando 13% da capacidade instalada de produção de PP naquele país.

Caixa separadora para resíduos oleosos A Hydro Z, divisão de negócios da Zeppini lançou a Caixa Separadora de Água e Óleo, equipamento que separa resíduos oleosos da água, evitando a contaminação de lençóis freáticos, rios, mananciais, ou que esses resíduos sejam despejados no sistema de esgoto sem prévia adequação. A água contaminada por óleos e graxas entra no sistema por meio de canaletas e passa por um primeiro módulo que efetua o gradeamento, separando pedras, folhas e outros resíduos sólidos do efluente contaminado. Após o gradeamento inicial, o efluente é encaminhado para a Caixa Separadora, onde irá ocorrer a efetiva separação da água e óleo.

veículos e com a chegada das novas montadoras, o Brasil se tornou um dos maiores mercados automobilísticos do mundo. Isto se tornou um desafio para os reparadores, que precisam encontrar dados técnicos para centenas de modelos e mais de 1.000 motores diferentes. Para contornar esse problema, a Gates está investindo na produção e disseminação de informações práticas e confiáveis para o diagnóstico de falhas e trocas de correias, tensionadores e mangueiras.

BorgWarner compra a Dytech Ensa O grupo BorgWarner, fornecedor global de sistemas e componentes para Powertrain, adquiriu a Dytech Ensa, conceituado e tradicional fabricante de válvulas, tubulações e módulos integrados EGR (recirculação de gases de escape), para aplicações em veículos de passeio, comerciais e fora-de-estrada. Com faturamento em 2009 de aproximadamente US$ 180 milhões e plantas na Espanha, Portugal e Índia, a Dytech conta com cerca de 1.000 funcionários. Os sistemas EGR ajudam a diminuir a emissão de NOx e de material particulado em motores diesel e a gasolina com injeção direta (GDI).

Aumento da Selic atropela recuperação econômica José Ricardo Roriz Coelho, presidente eleito da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), diz que o Copom precipitou-se ao estabelecer aumento da Selic. “A decisão atropela o crescimento de nossa economia, cujo ritmo precisa manter-se acelerado neste ano póscrise mundial”. Para ele, não há risco de a inflação ficar descontrolada em função da atual dinâmica do nível de atividade. “A indústria, em todos os setores, está preparada para fazer frente à demanda. Assim, não há risco real de inflação em decorrência do poder de compra da população. 50- BORRACHA Atual


Ao invés de aumentar os juros, o governo deveria priorizar a redução dos gastos públicos, que seguem muito elevados, agravando cada vez mais o serviço da dívida interna, que também cresce na proporção do aumento da Selic. Criase, assim, um círculo vicioso, ruim para as próprias contas públicas e péssimo para o conjunto da economia”.

Setor de Duas Rodas apresenta estabilidade A venda de motocicletas no mercado interno tem apresentado relativa estabilidade no volume de vendas. Segundo a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), o acumulado em emplacamentos nos quatro primeiros meses de 2010 é 10% superior ao registrado em 2009 e os números de abril são 13% superiores aos alcançados no ano anterior que atingiram as 126.607 unidades.

“O crescimento pode ter sido freado devido ao retorno da cobrança da Cofins, no fim de março. Porém, os números já são melhores do que os registrados em 2009, durante a crise”, afirma Jaime Teruo Matsui, novo presidente da Abraciclo, empossado no último dia 28.

Brasfanta compra Lonas Locomotiva O Grupo Brasfanta efetivou a compra da empresa Locomotiva, da São Paulo Alpargatas. A Brasfanta, que já detém o controle da FLC Plásticos, passa a ser líder no mercado de Lonas e a segunda no mercado de Laminados. A gestão da FLC Plásticos e Locomotiva será unificada em até 12 meses e não haverá divisão nem redução na carteira de itens já fabricados pelas empresas. Os produtos da Locomotiva continuarão a ser fabricados da mesma forma.

BORRACHA Atual - 51


Notas e Negócios Concurso Goodyear de Fotografia tem vencedores Os fotógrafos Luca Bassani e Rivo Biehl foram os vencedores das categorias Profissional e Amador, respectivamente, na segunda seletiva do Concurso Goodyear de Fotografia – Stock Car 2010. Eles inscreveram fotos tiradas durante a Copa Caixa Stock Car, realizado no Autódromo Internacional de Curitiba (PR).

contra 957 milhões de euros no mesmo período de 2009, segundo a direção da empresa. Graças à forte dinâmica de diferentes segmentos de mercados e regiões geográficas, os volumes de vendas também subiram 25% no período, retomando os níveis de antes da crise financeira internacional.

Braskem e Pequiven reavaliam seus projetos na Venezuela A Braskem e a Pequiven decidiram avaliar nova modelagem para os seus projetos petroquímicos na Venezuela, por meio das empresas mistas Propilsur e Polimerica, visando ajustar suas características à nova realidade do mercado internacional. As principais mudanças deverão ocorrer no projeto da unidade industrial de polipropileno sob responsabilidade da Propilsur, que teria sua localização e dimensão alteradas, permitindo manter o cronograma de sua implementação e reduzir em aproximadamente 60% o investimento necessário.

Petrobras investe em biodiesel A Petrobras investirá US$ 240 milhões na produção de biocombustíveis para o mercado ibérico. O conselho de administração da empresa aprovou a formação das empresas que implantarão o projeto de produção em Portugal em parceria com a Galp Energia. O início da produção de 250 toneladas anuais está prevista para 2015.

Quantiq cresce 25% no Nordeste

Rhodia retoma patamares pré-crise Em alta de 23%, o faturamento do grupo Rhodia no primeiro trimestre de 2010 alcançou 1,176 bilhão de euros 52- BORRACHA Atual

A Quantiq, maior distribuidora de produtos químicos e petroquímicos do Brasil, comemora um ano de inauguração de sua unidade de negócios no Nordeste. A unidade foi responsável pelo crescimento de 25% em vendas na região. Localizada na cidade de Salvador, a UN é uma junção do escritório de vendas que já atuava no mercado do nordeste, com centros de distribuição de insumos químicos, sendo um deles na Bahia, e outros dois em Simões Filho e em Recife (PE). Para 2010, a expectativa de crescimento é de 30% a mais que no ano passado, segundo Sandro Teixeira de Pinho, gerente da Unidade de Negócios Nordeste.


Dow Brasil informa A partir de primeiro de junho, a tradicional distribuidora de produtos químicos Proquimil não será mais responsável pela distribuição dos elastômeros da Dow, o Nordel, o Engage, o Versify e o Tyrin. Esses produtos passarão a ser distribuídos apenas pela Auriquímica, que completa 25 anos neste ano e tem sistema de qualidade certificado pela Norma ISO 9001:2000.

Lord e MVC juntas em novo projeto da CNH A fabricante de adesivos estruturais Lord e a MVC, uma das principais moldadoras de plástico do país, trabalham na nacionalização de peças de colheitadeiras produzidas nos EUA pela Case New Holland (CNH). O projeto deve ser concluído no começo de 2011 e compreende a fabricação de capôs e painéis laterais, ambos de materiais compósitos ou plástico reforçado com fibras de vidro (PRFV). Informações mais detalhadas no www.lordla.com.br e www.mvcplasticos.com.br

Cya disponibiliza látex S62 Taktene fracionado A Cya comercializará o látex S62 Taktene fracionado. A fabricante Lanxess comercializará esse produto apenas a granel, armazenando-o em tanques. Essa medida atende o mercado com maior flexibilidade, especialmente aqueles clientes com dificuldades para instalar tanques em suas linhas de produção. De acordo com Flávio Rosa, diretor comercial da Cya, o estoque poderá ser equacionado de acordo com a demanda, reduzindo o investimento necessário em cada aquisição. O látex poderá ser embalado em tambores padrão ou até mesmo em volumes menores mediante consulta.

BORRACHA Atual - 53


Notas e Neg贸cios

54- BORRACHA Atual


Novos Lotes de Materiais de Referência O Centro Tecnológico de Polímeros SENAI-CETEPO está disponibilizando novos lotes de Materiais de Referência para aplicação em ensaios de borracha: Lote

Material de Referência

Propriedade certificada

Prazo de validade

2010a (novo)

Borracha Padrão para ensaio de Resistência à Abrasão (DIN ISO 4649, antiga DIN 53516) Composto Elastomérico Não Vulcanizado para verificação de Reômetro MDR

Resistência à Abrasão em mg

mai/15

2010a (novo)

(ASTM D 5289)

2008a

Elastômero para verificação de Viscosímetro Mooney (ASTM D 1646, NBR 10718 e ISO 289)

Os materiais de referência constituem-se em substâncias, compostos e artefatos com um ou mais valores de propriedades suficientemente homogêneos e bem determinados que são fornecidos acompanhados de um certificado. Os materiais de referência disponibilizados pelo SENAI-CETEPO, são preparados, avaliados e certificados dentro de procedimentos rigorosos, atendendo a requisitos técnicos e de qualidade estabelecidos pelas normas nacionais

ts1 t90 ML MH ML 1+4 (100ºC) ML 1+4 (125ºC) ML 1+8 (100°C) ML 1+8 (125ºC)

abr/11

mai/13

e internacionais ABNT ISO 31, 32, 33 e 34 e ISO Guide 35. Demonstrando compromisso com a permanente melhoria da confiabilidade metrológica do setor industrial, o Senai/ Cetepo participa do Projeto Piloto do INMETRO para sua acreditação como Produtor de Materiais de Referência. Mais informações com Genílson Pacheco, pep.cetepo@rs.senai.br, telefone (51) 3589-4100 e site www.cetepo.rs.senai.br.

BORRACHA Atual - 55


Notas e Negócios

A Nitriflex integrou em sua equipe comercial e de

Ardila. Sua função anterior será ocupada pelo executivo

desenvolvimento, Denis Lanzillotta como executivo de vendas,

CWhYei FW_lW.

Rosana Souza como assistente comercial e Adiel Ramirez Espinoza para a área de desenvolvimento de mercado.

O empresário 9Whbei CWkh Y_e B_cW Z[ FWkbW 8Whhei foi confirmado como presidente da ABEMI - Associação Brasileira

9^WZ Ij[_d[h é o novo gerente comercial para a região das

de Engenharia Industrial para a gestão 2010/2012. Uma

Américas da marca Xiameter, modelo de negócios da Dow

das missões da ABEMI é contribuir para o desenvolvimento

Corning para venda “on-line” de silicones.

econômico e social do país e o fortalecimento da engenharia industrial brasileira, assim como a formação de capital

A coordenadora de HSEQ da Lanxess, IebWd][ 9ehh[W,

humano em todos os níveis.

foi nomeada para seu 5º mandato como integrante do Conselho Empresarial de Meio Ambiente da Federação das

@ei H_YWhZe Heh_p 9e[b^e é o presidente eleito da

Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que reúne

Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico).

os representantes das maiores indústrias do Rio de Janeiro para troca de informações, experiências e discussão de alternativas sustentáveis.

A Braskem, maior produtora de resinas das Américas, anuncia que a administradora de empresas CWhY[bW :h[^c[h é a nova responsável pela área de finanças e relações com

>Wdi 9bWWii[d é o novo gerente de “controlling” da

investidores como sucessora de 9Whbei <WZ_]Wi, que foi

Lanxess, multinacional líder em especialidades químicas.

designado para liderar os negócios da Braskem nos Estados Unidos, reforçados pela aquisição da Sunoco Chemicals.

A Brascola, fabricante de adesivos e selantes anunciou seus novos diretores: Fernando Bonamico para a área comercial e Pedro Luiz Pereira para a área de desenvolvimento humano

H_YWhZe Ijhkdp é o novo diretor geral da CN Auto,

e organizacional (DHO).

importadora oficial das vans Topic e minivans Towner, respectivamente das chinesas Jinbei e Hafei Motor.

CWhYei Ckd^ep assume a diretoria de comunicações, relações públicas e governamentais da GM, enquanto Jei

C_h_Wc Aehd é a nova diretora de negócios da Katoen Natie,

9Whbei F_d^[_he D[je, atual vice-presidente, se aposenta

multinacional belga, responsável por oferecer avançadas

no final de 2010. João Rotta, atual diretor Jurídico da GM,

soluções logísticas integradas e de engenharia.

será substituído por 7dW 9|ii_W C[hYWdj[. O cargo deixado por Marcos Munhoz será ocupado por HedWbZe Pd_ZWhi_i,

O engenheiro C|h_e =k_jj_, superintendente do IQA

diretor geral da GM venezuelana, que será repatriado ao

(Instituto da Qualidade Automotiva), foi eleito novo presidente

Brasil. Na área de vendas, <hWdY_iYe Ij[\Wd[bb_, atual

do CBAC (Comitê Brasileiro de Avaliação da Conformidade)

diretor nacional, será transferido para a GM Venezuela e

para o biênio 2010-2012, trabalhando na defesa do mercado

ocupará o cargo de diretor gerente daquela subsidiária.

brasileiro contra produtos de baixa qualidade fabricados ou

Em seu lugar, no Brasil, assumirá Luiz Lacreta, atual

não no País.

diretor geral de pós-vendas. ?i[bW 9eijWdj_d_, diretora geral de planejamento e pesquisa de mercado, assumirá a

@W_c[ CWjik_, da Yamaha foi eleito presidente da Abraciclo,

função de diretora geral de atendimento ao cliente e pós-

entidade que reúne os fabricantes nacionais de motocicletas.

vendas, reportando-se diretamente ao presidente Jaime

O vice-presidente será HeX[hje Oei^_e 7a_oWcW da Honda.

56- BORRACHA Atual


Rhodia e o solvente da glicerina precipitadas, a empresa apresentou sua linha de produtos Zeosil que oferece a tecnologia “estado-da-arte”

Luis Fernando Maida, diretor da Rhodia Silcea América Latina

O

s laboratórios brasileiros da Rhodia desenvolveram o Rhodia Augeo SL 191, solvente derivado da glicerina para utilização em tintas e vernizes de diferentes segmentos industriais, especialmente para o setor coureiro-calçadista. Fruto de pesquisas e desenvolvimento realizados durante três anos, o produto é um solvente de lenta evaporação e baixo VOC, um composto orgânico volátil, que agrega propriedades técnicas capazes de oferecer maior produtividade e menor consumo no processo de fabricação de tintas e vernizes. Ele pode substituir os glicóis-éteres e seus acetatos de fonte petroquímica, alguns deles agressivos à saúde humana e ao meio ambiente. As inovações tecnológicas em sílicas de alto de desempenho e fios industriais que contribuem para a evolução do setor de borracha em pneus e artefatos técnicos foram os destaques da Rhodia na Expobor deste ano. Dentre a linha de sílicas

para o mercado de borracha. A sílica Zeosil se tornou fundamental na produção de pneus com eficiência de energia, conhecidos como “green tyre” (pneu verde). Essa tecnologia permite a redução da rodagem do pneu em 25%, o que influencia o consumo de combustível e as emissões de CO2, gerando economias de até 5%, sem prejuízo para o desempenho e a segurança veículo. Entre os destaques dessa linha de produtos está Zeosil Premium 200MP, a mais recente inovação da empresa aplicada principalmente na fabricação de pneus. É uma geração de sílica de alta dispersabilidade que oferece baixa resistência ao rolamento e melhor performance.

de fumo, que segundo a empresa, pode substituir com vantagens tecnológicas e econômicas outros insumos derivados do petróleo utilizados na produção de peças técnicas de borracha como cabos, mangueiras e perfis de borracha. A sílica precipitada amorfa não tem estreita indexação ao preço do petróleo, o que garante a competitividade.

“O nosso produto, que é único no mercado, representa a solução perfeita para os produtores de pneus que precisam estar em conformidade com as regulamentações internacionais em relação ao menor consumo de energia, de combustíveis e de emissões na atmosfera”, diz Luis Fernando Maida, diretor da Rhodia Silcea América Latina.

Durante o Congresso de Tecnologia da Borracha, a Rhodia destacou o seu especialista mundial em sílicas, Philippe Cochet, para apresentar a palestra “Elastomer reinforcement by precipitated silica and their viscoelasctic behavior. A necessity to get low rolling resistance tyre”, que focou sua apresentação nas novas demandas do mercado de pneus por produtos de maior desempenho e redução das emissões de CO2. Paulo Garbelotto, gerente de desenvolvimento de negócios da Rhodia Silcea América discursou sobre “Como Formular Compostos de Baixo DPC com Sílicas Precipitadas”, enquanto Antonio Demattê, assistente técnico da Rhodia, apresentou o trabalho “Melhorando Propriedades de Compostos Termoplásticos “Soft Touch” com Sílicas Precipitadas”.

Na gama de produtos de alta dispersabilidade, a inovação é o Zeosil 1165MP, uma forma sem poeira para a sílica precipitada, a micropérola, empregada em diferentes produtos do setor de borracha, como pneus e artefatos técnicos de borracha. O Zeosil 185 GR éuma evolução em performance e translucidez quando aplicada como reforço de borrachas. O produto, uma sílica granulada, é um avanço tecnológico que tem ganhado espaço especialmente na área de borrachas de solados, com destaque para calçados esportivos. O Zeosil 25GR é uma alternativa para o negro

Jean-Pierre Clamadieu e Marcos De Marchi, da Rhodia BORRACHA Atual - 57


ABTB

Modernização e Transformação de uma Associação Luis A. Tormento A nova diretoria ABTB (Associação Brasileira de Tecnologia da Borracha) promete transformar a associação e adequá-la às necessidades do mercado e de seus associados através de ações objetivas e práticas. Paulo Garbelotto, diretor presidente da entidade, está cheio de novas ideias e já implementou algumas ações que melhoram a imagem da ABTB junto aos seus associados. O primeiro grande feito foi a realização do Congresso Brasileiro da Borracha durante a Expobor, trazendo palestrantes de renome internacional e público selecionado. A escolha dos temas das palestras eram voltados para o futuro e às demandas de vários associados, que precisam se adaptar às constantes mudanças do mercado. Outra proposta destacada por Garbelotto é a aproximação com outras entidades latino-americanas do setor de borracha como a SLTC (Sociedade Latino-Americana de Tecnologia Del Caucho), por exemplo, e também de polímeros, como a ABPol, Associação Brasileira de Polímeros. Novo Estatuto - Uma ação importante do novo presidente em conjunto com a diretoria foi a aprovação do novo estatuto, adequando-o à nova legislação brasileira. Isso trará maior agilidade e flexibilidade na tomada de decisões, tornando a ABTB mais dinâmica e permitindo maior interação dos associados. Projeto Portal – Outra demanda atendida foi a reformulação do site da associação, que agora conta com um visual moderno e áreas restritas, acessadas somente pelos associados. Sob constante atualização, os associados terão à disposição os “papers” de todos os congressos organizados pela ABTB, bem como aqueles que fazem parte do acordo de cooperação da ABTB com a “Rubber Division”. IRCO 2011 – A Internacional Rubber Conference (IRCO) sediada na Universidade de Londres no Instituto de Materiais é uma associação de associações ao redor do mundo que planejam e realizam conferências sobre borrachas, selecionando os locais de eventos pela qualidade técnica e reputação da 58- BORRACHA Atual

entidade que vai elaborá-lo. A ABTB, como um dos membros mais novos dessa entidade, foi escolhida para sediar no Brasil a primeira IRCO da América Latina no período de 15 a 17 de junho de 2011 em São Paulo. Este evento contará com a presença de ilustres e renomadas pessoas que realizam pesquisas e trabalhos sobre o comportamento dos elastômeros, maneiras de melhorar sua produção e sua utilização de maneira segura e ecologicamente correta. Encontros Tecnológicos – O objetivo dessas palestras técnicas é reunir empresas, universidades e especialistas para a troca de informações de temas não apresentados, ou ainda, questões de interesse dos técnicos que trabalham diretamente com as borrachas e elastômeros. Estes encontros ocorrerão preferencialmente em locais que tenham um número representativo de empresas ligadas direta ou indiretamente ao setor de borracha Grupos Regionais – A ideia dos grupos regionais é estabelecer um ou mais coordenadores, que residam em uma determinada região, para propor temas e encontros que atendam especificamente às necessidades das empresas sediadas na própria região. Por exemplo, o grupo de Franca, no interior paulista, seria encarregado de organizar palestras com foco no mercado calçadista, a grande força econômica da região.

Paulo Garbelotto, diretor presidente da ABTB


Prêmio Maggion A empresa Maggion patrocina o Prêmio Maggion para incentivar a pesquisa e tecnologia da área de borracha. Ele foi entregue aos vencedores do prêmio melhor palestra e melhor palestrante do 13º Congresso Brasileiro de Tecnologia da Borracha 2010. A melhor palestra foi “Materiais Elastoméricos - Desafio para os próximos anos”, apresentada por Amauri Gentil, da General Motors. O melhor palestrante foi Aldo Carneiro, da Arkema com a palestra “Inovações ao serviço da indústria de borracha. Cura sob medida”

ABTB na região Sul As atividades da ABTB em 2010 iniciaram-se com os “Encontros Tecnológicos” na região do Rio Grande do Sul e Santa Catarina no mês de março. O Sr. Antônio Dematte,

representante da Rhodia apresentou em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, a palestra “Tecnologia para Formular Artefatos de Borracha Reforçados com Sílicas Precipitadas”. Participaram deste evento representantes das empresas: Tecnob, Caribor, WO, Decabor, NSO, Interquímica, Parabor, Artbor, Polimertec, Micro Juntas, Kreateva, Borrax, Polivale, Irmãos Fuhr, Quisvi, Netzsch, Cya, GS e Indubor. Segundo André Maltone, da Caribor, a nova fase de palestras técnicas da ABTB vem preencher uma lacuna e uma necessidade de informação verificada na região Sul como um todo e em Santa Catarina, em particular. A indústria de borracha contratou inúmeros profissionais nos últimos anos, acompanhando a evolução da produção e esses profissionais precisam estar sempre se atualizando. A iniciativa da ABTB é muito bem vista pelo mercado e demonstra a nova fase da associação. A presença significativa do público gerou mais um incentivo para a ABTB, que em junho agendou com a 3M, representada pelo Sr. Petrus Lencioni Filho, mais um Encontro Tecnológico nesta região. Em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, o Sr. Antonio Dematte, representando a Rhodia, também apresentou uma palestra com o assunto: “Sílica Alto Desempenho e suas Vantagens nas Formulações para Artefatos de Borracha”. Compareceram neste evento representantes das empresas: Ingabor, SENAI, Dilly Nordeste, Joaneta Calçados, Progomme, Cya, Epitel, Regional Química, Azaléia, Bins, Ibortec, PCR, Auriquimica, Quantiq, Delquimica, Proquitec, Tipler, Cya e Quisvi.

AGENDA ABTB 2010 – Conferir atualizações no site da ABTB

www.abtb.com.br

Mês

Dia

Palestrante

Empresa

Programação

Região

Julho

9

Petrus Lencioni Filho

3 M do Brasil

Encontro Tecnológico

RS

Agosto

13

André Mautone

Caribor

Encontro Tecnológico

RS

Marcelo Silva

Flexlab

Curso

SC

Setembro Setembro

30

Seminário

SENAI - CETEPO

XV Seminário

RS

Novembro

26

Edgar Citrinite

Cabot

Encontro Tecnológico

RS

BORRACHA Atual - 59


Matéria Técnica A seção de matérias técnicas é uma das mais lidas e comentadas da revista. Essas matérias subsistem não apenas nas páginas da revista como também no site da Borracha Atual, tornando-se uma fonte permanente de consultas para os técnicos do setor de borracha e elastômeros, sempre ávidos por informações. Assim, nesta edição apresentamos algumas fontes extras de consultas onde os interessados poderão aprimorar seus conhecimentos ou mesmo tirar alguma dúvida sobre questões técnicas, comerciais ou simplesmente do mercado atual. Antonio Carlos Spalletta

Informações Técnicas e Comerciais para a Indústria da Borracha Autor: Luis Tormento

O objetivo desse artigo é fazer uma revisão das maiores

melhores livros do setor. A associação mantém um website

fontes de informação atualmente disponíveis na indústria da

(www.abtb.com.br) com muitas informações técnicas e

borracha e de como utilizar essa informação para manter o

informações sobre o setor. A entidade já realizou durante

profissional e a empresa sempre atualizados. Manter-se em

sua existência treze congressos e três seminários sobre TPE

dia com um mundo em eterno desenvolvimento tecnológico

e TPV. A ABTB mantém um fórum de discussões técnicas

muitas vezes é difícil, mas com um pouco de esforço e

onde os profissionais do setor trocam informações e

empenho podemos estar relativamente bem atualizados.

auxiliam-se mutuamente na solução de problemas.

A seguir indicamos um pequeno guia de onde procurar essas informações. Não esperamos que o mesmo seja completo

C. Rubber Division

mas que sirva de referência. A “Rubber Division” existe há 100 anos e desde 1946 possui A. Revista Borracha Atual

um registro de biblioteca, com os melhores livros e artigos do setor. Bimestralmente edita o jornal RC&T com artigos

Fundada em 1995, a Revista Borracha Atual é uma fonte

técnicos selecionados e de excelente nível.

bimestral de informações para a indústria da borracha. A

A “Rubber Division” realiza dois seminários por ano e mantém

cada nova edição, as reportagens comentam o mercado,

um “website” (www.rubber.org) com todos essas informações.

a evolução do mesmo e várias informações técnicas são

No Brasil a Rubber Division é representada pela ABTB

disponibilizadas tais como artigos, máquinas e processos novos. A Revista Borracha Atual publica anualmente um anuário

D. IRSG (International Rubber Study Group)

com o nome e endereço das empresas do setor, bem como os produtos que comercializam e um panorama econômico

Fundado em 1944, o IRSG é uma organização inter-governa-

do setor de borracha no Brasil. Possui um excelente website

mental localizada em Cingapura. A associação ao IRSG é aberta

no endereço www.borrachaatual.com.br com informações

aos governos e atualmente possui 16 membros mais a União

sobre o setor e artigos técnicos selecionados.

Europeia. O ISRG é um fórum de discussões para os países discutirem sobre todos os aspectos comerciais da borracha,

B. ABTB

sejam eles: comercialização, distribuição, transporte, etc.

Fundada em 1977, a entidade congrega no Brasil todos

Edita duas publicações regularmente: The Rubber Statistic

aqueles que se dedicam à tecnologia da borracha.

Bulletin e International Rubber Digest. Informações podem

A ABTB possui uma excelente biblioteca atualizada com os

ser obtidas em seu website: www.rubberstudy.com.

60- BORRACHA Atual


E. IISRP (International Institute of Synthetic Rubber Producers)

H. RAPRA (Smithers Scientific Service, Inc.)

Fundado em 1960, o IISRP é uma organização não-comercial

Smithers Rapra é o líder mundial em testes independentes

composta de 50 membros de 23 paises, que produzem 95%

de borracha, plásticos, análise de borrachas, falhas em

de toda a produção mundial de borracha sintética. Edita uma

borrachas, treinamento e edição de livros sobre o setor.

publicação anual: Worldwide Rubber Statistics, que contém a

Em seu website: www.Rapra.net, encontram-se várias

revisão global da produção de borracha sintética e a demanda

informações técnicas sobre borrachas e plásticos, bem

por pais e região. Uma seção desse boletim possui a produção

como livros e estudos sobre o setor.

por pais e a capacidade de produção dos mesmos por tipo de borracha. Edita também o Synthetic Rubber Manual. O manual

I. Crain Comunications

lista os vários tipos de borracha sintética, os seus produtores, e suas propriedades químicas e físicas. Informações adicionais

Editora de duas publicações importantes para o setor da

podem ser conseguidas no seu website: www.iisrp.com.

borracha; Rubber & Plastic News e Rubber & Plastics News edição Europa. Essas edições possuem as novidades do setor

F. RMA (Rubber Manufacturer Association)

e vários artigos técnicos. Além disso, a Crain Comunications organiza vários seminários sobre diferentes temas e edita

Fundada em 1915, a RMA é uma associação comercial dos

vários anuários. Seu “website” www.rubbernews.com possui

EUA para a indústria de artefatos de borracha. Entre seus

informações interessantes e úteis sobre o setor.

membros estão empresas que fabricam vários produtos elastoméricos, incluindo pneus, mangueiras, correias, veda-

J. Lippincott & Peto

ções, artefatos moldados e extrudados e vários produtos acabados de borracha. Os membros da RMA empregam cerca

Tradicional editora da revista Rubber World, possui novidades

de 120.000 empregados e faturam cerca de US$ 21 bilhões ao

sobre o setor e vários artigos técnicos. Além disso, edita vários

ano. As atividades da RMA são organizadas em dois grupos:

anuários sobre o segmento. Seu website www.rubberworld.

o grupo de pneus e o grupo de produtos elastoméricos (EPG).

com, possui informações interessantes e úteis sobre o setor.

O grupo de pneus inclui os membros corporativos, fabricantes de pneus e fornecedores de material para reparo

K. Sistema Senai

e recauchutagem. O grupo de produtos elastoméricos (EPG) inclui os membros corporativos, fabricantes de produtos

O sistema Senai possui em diferentes estados do Brasil

elastoméricos não-pneu (termoplásticos e termofixos),

unidades voltadas para o treinamento técnico e profissional

fabricantes de matéria-prima, serviços e equipamentos de

do setor. Além da realização de ensaios e assessoramento

teste. A RMA edita uma série de normas e livros sobre o setor

no desenvolvimento de processos. Exemplos de unidades do

da borracha. Seu website é: www.rma.org.

Senai dirigidas ao setor de borrachas são o Cetepo (RS) e o Senai Mário Amato (SP).

G. MRRDB (Malaysian Rubber Research and Development Board) L. Internet O Malaysian Rubber Review, editado quadrimestralmente pelo MRRDB contém informações sobre a produção, consumo

Na internet podemos encontrar diversas informações sobre

e mercado da borracha natural na Malásia e outros lugares.

a indústria da borracha. Sites interessantes como: www.

Outro jornal editado pelo MRRDB, Rubber Developments,

rubber.com | www.rubberpedia.com, além é claro do site dos

destaca informações sobre desenvolvimentos com aplicações

fabricantes de matérias-primas e artefatos de borracha.

de borracha natural e artefatos técnicos. O MRRDB também edita vários anuários sobre a indústria de borracha na Malásia. BORRACHA Atual - 61


Frases & Frases “Os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e tempestades.” Epicuro “Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam.” Henry Ford !"#$%&'(&)"*+,#"-&,.-&)"/,"0#$&,.-&1$*$%2&($)&$3%"%&-)&-45"6-)& para escutar tudo que está a nossa volta.” Paulo Coelho 7)&5'8')2&5',#'%&9&)$3'%&'):'%$%;< Getúlio Vargas =,6'&>4'%&>4'&5-#+&5?2&5?&#-(&-&#-%$@.-;< Confúcio A-))-&6'5'%&9&)'%&BC"*2&,.-&6'&$#-%6-&#-(&,-))-)&6')'D-)2&($)& de acordo com nossas forças.” Henri Amiel =&($")&"(:-%C$,C'&",/%'6"',C'&,$&1E%(4*$&6-&)4#'))-&9&)$3'%& como lidar com as pessoas.” Theodore Roosevelt F'D$&*?&-&>4'&5-#+&08'%2&)'D$&3-(&,"))-;< G3%$H$(&I",#-*, FE&9&BC"*&-&#-,H'#"(',C-&>4'&,-)&C-%,$&('*H-%');< Sócrates J')(-&:-%&',C%'&$)&%4K,$)2&$&,$C4%'8$&1$8&,$)#'%&$&L-%;;; '&#-(&$&$D46$&6-&:'%6.-&C46-&:-6'&)'%&%'#-,)C%4K6-;< Walter Gando G&('(E%"$&9&-&B,"#-&:$%$K)-&6-&>4$*&,.-&:-6'(-)&)'%& expulsos.” Jean Paul Richter A.-&',#-,C%'&4(&6'1'"C-2&',#-,C%'&4($&)-*4@.-;< Henry Ford =&C'(:-&9&",C$,/K5'*2&($)&)'4)&'1'"C-)&).-&:$*:?5'");< Tony Flags 62- BORRACHA Atual

“Se o que você esta fazendo for ',/%$@$6-2&,.-&H?&,'#'))"6$6'&6'&)'%& engraçado para fazê-lo.” Charles Chaplin


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BORRACHA Atual - 63


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64- BORRACHA Atual


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