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BORRACHA Atual - 1


Editorial

2- BORRACHA Atual


expediente

Índice

Expediente Borracha Atual Ano XV - No 86 - Jan/Fev - 2010

04

Editorial

06

Especial

26

Notícias

28

Notas & Negócios

46

Matéria Técnica

49

Frases & Frases

50

Abtb

56

Classificados

58

Agenda & Cursos

Diretores: Adriana R. Chiminazzo Spalletta Antonio Carlos Spalletta ASPA Editora Ltda. Rua Com. Bernardo Alves Teixeira, 695 CEP 13033-580 - Vila Proost de Souza - Campinas - SP CNPJ 07.063.433/0001-35 Insc. Municipal: 00106758-3 Redação: Rua Com. Bernardo Alves Teixeira, 695 CEP 13033-580 - Vila Proost de Souza - Campinas - SP redacao@borrachaatual.com.br Assinatura e Publicidade: Tel/Fax: 11 3044-2609 assinaturas@borrachaatual.com.br www.borrachaatual.com.br Jornalista Responsável: Adriana R. Chiminazzo Spalletta (Mtb: 21.392) Projeto Gráfico: Ponto Quatro Propaganda Ltda. Impressão: Gráfica Josemar Ltda. Tiragem: 3.000 exemplares

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A revista Borracha Atual, editada pela ASPA Editora Ltda., é uma publicação destinada ao setor de Borracha, sendo distribuída entre as montadoras de automóveis, os fabricantes de artefatos leves, pneus, camelback, calçados, instituições de pesquisa, órgãos governamentais e universidades. As opiniões expressas em artigos assinados não são necessariamente as adotadas pela Borracha Atual. É permitida a reprodução de artigos publicados desde que expressamente autorizada pela ASPA Editora.

A MELHOR PUBLICAÇÃO DO SETOR. 11 Editora

3044.2609

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BORRACHA Atual - 3


Editorial

Bola Encantadora e Confiável A retomada do crescimento é praticamente uma unanimidade entre todos os entrevistados na matéria especial desta edição. O texto mostra em detalhes o que pensam os executivos responsáveis por reerguer nossa economia e como farão isto com muita responsabilidade num ano eleitoral e numa conjuntura externa ainda frágil. O bom de recomeçar é poder corrigir os erros do passado e aproveitar seus acertos. O início do ano passado foi marcado por muitas suposições tenebrosas que felizmente não ocorreram na proporção que projetaram os alarmistas. O desempenho dos dois últimos trimestres mostra que o Brasil entrou nos trilhos do desenvolvimento, embalado pela conquista de sediar os dois maiores eventos esportivos mundiais: a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e as Olimpíadas em 2016. Isto nunca aconteceu em nenhum outro país do mundo de maneira seguida. O Brasil é a bola da vez, encantadora e confiável. Porém, a bola chinesa e a bola indiana continuam cheias e também muito atraentes. Segundo todas as perspectivas do momento, o mercado brasileiro será a grande alavanca da economia nacional em 2010. Motivos para isto não faltam. A indústria automobilística tem um grande espaço a ocupar na motorização dos brasileiros, investimentos em infraestrutura se espalham pelos quatro cantos do Brasil, usinas hidrelétricas recebem aval do Governo Federal, a renda das classes D e E continuam crescendo e estimulando o consumo, o nível de emprego continua em ascensão e o nível de inflação continua bem controlado pelo Banco Central. Apesar das benesses econômicas, crescem ervas daninhas nos campos que cultivamos nossas flores e frutas. São elas a alta carga tributária, o inchaço da máquina administrativa, a falta de uma política econômica focada em alta tecnologia e a impunidade, que mesmo denunciada pela imprensa corre solta e com pouquíssimas punições. Devemos sempre combater estes males enquanto são pequenos. Depois de grandes podem fugir do controle. Atenção neles! Sucesso e Prosperidade em 2010! Antonio Carlos Spalletta Editor

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BORRACHA Atual - 5


Especial

O momento ideal para o Brasil acertar o rumo O ano de 2010 é esperado por todos os especialistas, instituições e empresas como o ano em que o Brasil voltará aos trilhos do crescimento sustentado, com segurança e fundamentado em sólidos princípios econômicos e sociais. Trilhos lembram invariavelmente trens e se não há dúvida alguma de que o País terá seu trem de alta velocidade, o “trem bala”, devemos supor que ele será também a locomotiva da América Latina, emparelhando com as locomotivas chinesa e indiana. O mercado de borracha acredita muito na continuidade da recuperação da indústria automobilística, que impulsionada pelo mercado interno deverá crescer acima de 8% em vendas, segundo estimativas da Anfavea, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, que pondera um número mais tímido de 6%para a evolução da produção. Aumento no volume de automóveis significa crescimento na produção de autopeças em geral e de borrachas, em particular, consumindo invariavelmente mais pneumáticos, que representam altos volumes para toda a cadeia de elastômeros sintéticos e borrachas naturais. Os danos provocados pela crise não devem e não podem ser esquecidos, lembrando que ainda não foram totalmente recuperados no ano de 2009, tanto para a indústria de transformação como para o setor da borracha. Porém, verificou-se uma melhora significativa dos números quando comparados aos meses iniciais e a retomada para os patamares pré-crise recebeu um grande impulso no último trimestre. As exportações do setor da borracha, nos últimos dois meses do ano, superaram os valores embarcados em 2008.

Perspectivas da indústria petroquímica no mundo As empresas estão reavaliando seu

O desempenho

A crise econômica mundial reforçou

portfólio e desinvestindo em negócios

o ciclo de baixa da petroquímica, fazen-

fora da sua área de interesse. Há um novo

da indústria química

do com que projetos fossem posterga-

e intenso movimento de fusões e aquisi-

brasileira em 2009.

dos. A maioria dos novos investimentos

ções de empresas afetadas pela crise. No

concentra-se no Oriente Médio e na Ásia

caso brasileiro, a recuperação da econo-

Em 2009, ano marcado pelos refle-

e os países desenvolvidos não deverão

mia nacional proporciona bons resultados

xos da crise financeira mundial, o fatu-

apresentar acréscimos significativos de

na petroquímica desde o terceiro trimes-

ramento do setor, de US$ 103,3 bilhões,

capacidade instalada.

tre do ano passado.

caiu 15,5% em dólares e 7% em reais

6- BORRACHA Atual


(R$ 206,7 bilhões). As importações chegaram a US$ 30 bilhões e as exportações a US$ 12 bilhões. A estimativa é de que o déficit na balança comercial brasileira totalize US$ 18 bilhões, com recuo de 23% em relação ao ano anterior. O déficit na balança comercial brasileira de produtos químicos foi superior a US$ 15,7 bilhões em 2009. Esse valor é 32,3% menor do que o apurado em 2008. Essa redução reflete, principalmente, os efeitos da crise financeira mundial sobre a demanda e preços dos produtos químicos no mercado internacional. No ano passado, o Brasil exportou US$ 10,4 bilhões, 12,2% menos

2014 poderão superar os US$ 26 bi-

do que em 2008. As importações, que

lhões, segundo a Abiquim. Desse total,

somaram US$ 26,1 bilhões, tiveram queda

US$ 10,9 bilhões referem-se a projetos

desafio para os fabricantes

bem maior, de 25,5%. Em volume, as

aprovados e que se encontram em anda-

de pneumáticos

exportações de produtos químicos, que

mento. Os projetos em estudo somam

chegaram a 11,9 milhões de toneladas,

US$ 11,9 bilhões e os investimentos pro-

Em um ano marcado pela crise econô-

tiveram incremento de 15% em relação

gramados em manutenção, melhorias de

mica mundial, a Goodyear do Brasil, fabri-

a 2008. As importações, ao contrário,

processo, segurança e meio ambiente

cante de pneus que completou em 2009,

declinaram 21,5%, alcançando 21,9 milhões

alcançam US$ 3,3 bilhões. Esses investi-

90 anos de atuação no País, apresentou

de toneladas.

mentos poderão gerar cerca de 5,8 mil em-

um balanço da companhia deste período.

Relargada da economia é

Argentina, Paraguai e Uruguai im-

pregos diretos. O Rio de Janeiro receberá

“2009 está sendo bem marcante para a

portaram US$ 2,3 bilhões em produtos

o maior volume de investimentos. Está

Goodyear. Além dos 90 anos no Brasil, os

químicos brasileiros em 2009, repre-

prevista a aplicação de US$ 9,17 bilhões

efeitos da crise fizeram com que o ano

sentando 22% do total das exporta-

no estado. A maior parte desses recursos

fosse desafiador. Tivemos um início de

ções. Estados Unidos, Canadá e México

está destinada à implantação do Com-

ano cauteloso, mas com o passar dos me-

compraram cerca de US$ 2,2 bilhões,

plexo Petroquímico do Rio de Janeiro

ses, a situação foi se estabilizando”, disse

valor equivalente a 21% das vendas exter-

(Comperj). Em Minas Gerais, os projetos

Giano Artur Agostini, diretor-presidente

nas. A União Européia, com vendas de

somam US$ 3,53 bilhões; em São Paulo,

da Goodyear Brasil.

US$ 8,4 bilhões, permaneceu como o

os planos de investimentos chegam a

A empresa, que tem como política

principal fornecedor de produtos quími-

US$ 3,14 bilhões; na Bahia, a US$ 1,54

não revelar dados financeiros regio-

cos para o Brasil.

bilhão e, em Pernambuco, a US$ 1,23 bi-

nais, afirmou nos seus números globais

lhão. Os projetos sem localização definida

divul-gados no ano passado, que o grupo

somam US$ 3,51 bilhões. Os investimen-

Goodyear Tire & Rubber teve um lucro

tos programados pela indústria química

no terceiro trimestre de 2009 de US$ 72

poderão ser multiplicados nos próximos

milhões, contra os US$ 31 milhões atingi-

anos, alcançando US$ 132 bilhões até

dos em 2008. Já a receita do período foi

2020, com a implantação do Pacto Nacio-

de US$ 4,4 bilhões, o que representa um

nal da Indústria Química.

declínio de 15% em relação a 2008.

Investimentos de US$ 26 bilhões até 2014 Os investimentos no segmento de produtos químicos para uso industrial até

BORRACHA Atual - 7


Especial

Na América Latina, as vendas tiveram

mais a marca da empresa, além de dar

cletas, Ciclomotores, Motonetas, Bici-

queda de 16% no terceiro trimestre des-

continuidade à celebração dos 90 anos

cletas e Similares, dezembro de 2009

te ano. E o lucro operacional obtido na

da Goodyear no Brasil.

registrou um aumento de 19,4% nas

região foi de US$ 99 milhões. Conforme

A fábrica da Pirelli em Campinas, no

vendas de motocicletas para o consu-

informações divulgadas pela mídia inter-

interior de São Paulo, completa quarenta

midor final, no comparativo com o mês

nacional, a Goodyear também reduziu a

anos de atividade. A unidade é espe-

anterior. Foram emplacados 158.228

força de trabalho global em 300 vagas

cializada na fabricação de pneus para

veículos de duas rodas em dezembro,

no terceiro trimestre. “A partir de agora,

os segmentos passageiros, SUV e van.

contra 132.477 em novembro. O número

temos outro desafio que é acompanhar a

Esta planta é atualmente a maior do

também é 16,3% superior ao registrado

atual expansão da economia. No Brasil,

grupo no mundo e produziu, no último

no mesmo mês do ano passado, quando

estamos retomando as nossas unidades

ano, 99 mil toneladas de pneus. A meta

foram vendidas 136.053 motocicletas.

de produção, realizando eventos para

é encerrar 2010 com uma produção

Segundo a entidade, a queda está re-

estarmos cada vez mais próximos de nos-

anual 18% superior. Graças à grande

lacionada ao grande estoque das lojas,

sos clientes, além de seguirmos investindo

variedade de produtos em seu portfólio,

acarretado pelas baixas vendas nos meses

em mão-de-obra”, acrescentou Agostini.

esta fábrica atende diretamente a 13

anteriores. No acumulado do ano o setor

montadoras de automóveis.

registrou queda expressiva na produção:

Em relação às estratégias de comuni-

-33,8%. Foram 1.539.473 motocicletas em

cação da Goodyear, Rui Moreira, gerente sênior de marketing da empresa no Brasil, disse que a companhia passará a investir

2009, contra 2.325.436 em 2008.

Vendas de motocicletas tem queda acima de 33%

Indústria de bicicletas volta

fortemente na marca Goodyear em 2010. “Em 2009, focamos mais em produto.

em 2009

a pedalar com otimismo Qualquer análise que venha a ser fei-

Para o ano que vem, prevemos uma verba de marketing semelhante à disponibilizada

Segundo a Abraciclo, Associação

ta sobre o comportamento do mercado

em 2008. Pretendemos trabalhar ainda

Brasileira dos Fabricantes de Motoci-

de bicicletas durante o ano de 2009 deve

8- BORRACHA Atual


BORRACHA Atual - 9


Especial levar em consideração dois momentos:

dais, embalagens, matrizes, formas,

ção e consolidação do posicionamen-

40% das vendas são realizadas no primei-

insumos, palmilhas, saltos e solados,

tocompetitivo nos mercados interno

ro semestre e 60% no segundo, sendo

sintéticos e têxteis.

e externo. A meta é alavancar de 3%

que a maior percentagem dos negócios

a 5% a produção do setor. Apesar das

fica concentrada no último trimestre do

Em 2009, as exportações do setor

diferentes variáveis a serem conside-

ano. Os primeiros seis meses do ano foram

de componentes para calçados, couro e

radas no âmbito da economia mundial,

bem abaixo da expectativa levando o setor

artefatos (palmilhas, cadarços, solados,

o segmento tem alguns pontos favorá-

a registrar uma queda em suas vendas da

fivelas, etc.), registraram queda de 13%

veis, entre eles as sobretaxas sob a impor-

ordem de 30%.

em 2009, representando US$ 142 milhões,

tação de calçados chineses. No setor de

No levantamento de perdas e ganhos,

com relação ao ano anterior. Segundo

insumos brasileiro prevê crescimento

o setor fecha o exercício com uma queda

dados elaborados pela Associação Brasi-

da produção no mercado interno e a

de 9% quando comparado ao volume de

leira de Empresas de Componentes para

consolidação e valorização do produto

negócios registrados em 2008. Em unida-

Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal

brasileiro no mercado externo. O mer-

des, o mercado deve terminar 2009 com

by Brasil), as exportações do setor (não

cado interno brasileiro consumiu 630

5,2 milhões de bicicletas comercializadas,

inclui calçados acabados) alcançaram o

milhões de pares de calçados em 2009

ante as 5,8 milhões vendidas em 2008.

US$ 938 milhões até dezembro.

A indústria de bicicletas trabalha com

O pior já passou para o

perspectiva de fechar 2010 com vendas

No ano passado, o Brasil exportou

5% maiores do que as registradas em

componentes para 165 países e os prin-

2009. Em outras palavras, o setor retor-

cipais destinos foram: Argentina, Estados

naria aos 5,5 milhões de unidades comer-

Unidos, Alemanha, Países Baixos e Méxi-

O setor gaúcho da borracha afirma

cializadas. Um grande desafio que tem

co. Entre os segmentos exportados pela

que o pior da crise financeira já passou e

pautado a indústria da área nos últimos

indústria brasileira de componentes, os

o bom desempenho das exportações nos

anos e que permanece é a falta de in-

saltos e solados foram os itens que tiveram

últimos meses de 2009 só vem a corrobo-

fraestrutura logística e os incentivos

maior representatividade, com valores

rar com as perspectivas de crescimento

às inovações tecnológicas para peças,

superando os US$ 178 milhões.

para 2010. Foram traçados três cenários com os principais indicadores econômi-

componentes e produto final. O Brasil continua sendo um grande importador de componentes.

setor gaúcho da borracha

Segundo a Assintecal, a economia do

cos do setor para este ano e, em todos, as

segmento tende a crescer e se fortale-

projeções são melhores do que as regis-

cer em 2010 com previsão de recupera-

tradas em 2009.

Setor de componentes para calçados prevê

Perspectivas para 2010 em relação a 2009

recuperação em 2010.

do setor da Borracha do Rio Grande do Sul

O mercado brasileiro de componen-

Cenários 2010

tes para calçados é composto oficialmen-

Pessimista

Moderado

Otimista

te por aproximadamente 2.500 indús-

Exportações

7,8%

17,0%

19,5%

trias. Deste total mais de 80% das

Empregos

3,4%

5,9%

8,4%

indústrias de componentes são micro

Arrecadação de ICMS

4,9%

12,0%

19,2%

e pequenas empresas, distribuídas em

Desempenho Industrial

4,4%

7,1%

8,9%

diversos segmentos como: indústrias químicas, acessórios metálicos, cabe10- BORRACHA Atual

Fonte: Sinborsul


As exportações são fundamentais

US$ 201 milhões em 2009, registrando

Ford. Agora, os planos da montadora são

para o desempenho da economia gaú-

uma queda de 33% em relação a 2008.

de construir uma nova fábrica em Piraci-

cha e o ano de 2009 foi extremamente desfavorável para a indústria do Estado, que sofreu com os impactos da crise financeira mundial e da taxa de

caba, no interior paulista.

Automóveis importados fazem a festa no Brasil

câmbio valorizada. Para o setor da bor-

A Volvo, fabricante sueca de automóveis de luxo também fez a festa no Brasil. Fechou o ano de 2009 com recorde

racha, as exportações também retro-

A lenta recuperação do mercado au-

histórico de vendas no Brasil. De janeiro

cederam quando comparadas ao ano

tomobilístico mundial continua a gerar

a dezembro do ano passado, a marca co-

de 2008, mas o percentual foi menor.

distorções de produção e exportação. A

mercializou um total de 2.150 unidades,

A desaceleração no setor foi de 16,7%

capacidade de produção está muito aci-

resultado que indica um crescimento de

e fechou num total de US$ 255 milhões

ma da demanda e por esta razão todo e

96% em relação a 2008, quando a Volvo

exportados.

qualquer mercado torna-se atraente para

vendeu 1.098 carros no País.

desova de estoques excedentes. Os mais Apesar de o ano encerrar com uma

notáveis neste tipo de ação tem sido os

Boa parte do sucesso da Volvo no

variação negativa, os embarques gaú-

coreanos e chineses que tentam ganhar

mercado brasileiro pode ser atribuída

chos da indústria da borracha para o

mercados antes inexplorados. Um dos

ao XC60, mas reflete bem o panorama

exterior ganharam fôlego nos últimos

principais países para isto tem sido o

do mercado de veículos “premium”.

meses de 2009, evidenciando que a re-

Brasil. Em 2009, os veículos importados

Existe uma carência de produção local

cuperação se dará de forma mais rápida

representaram cerca de 20% do volume

por modelos mais luxuosos e requinta-

que a da indústria de transformação do

comercializado, incluindo-se os produzi-

dos, que em parte pode ser explicado

Estado. As exportações da indústria de

dos na América Latina.

pela falta de escala de produção num

transformação desaceleraram 16,6%. A

primeiro momento, mas depois acaba

estimativa para o fechamento do mês

Notável é a ousadia e ímpeto da Hyun-

pesando a alta carga tributária e de im-

de dezembro para o setor da borracha

dai em terras brasileiras. Após o enorme

postos que inviabiliza a exportação de

é de um volume embarcado de US$ 30

sucesso de seu SUV Tucson, que inclusive

automóveis com custos competitivos.

milhões, um crescimento de 14,4% so-

passou a ser montado no Brasil, a marca

Assim, com o câmbio em níveis atra-

bre novembro e de 32% em relação ao

sul-coreana emplacou novo sucesso com

entes, carros mais sofisticados e com

mesmo mês de 2008.

o compacto hatch de luxo i30, despontan-

maior nível de tecnologia embarcada

do como uma das principais montadoras

continuarão a ser importados, deixando

Em 2009, o destaque deu-se no cres-

atrás das quatro grandes do mercado

a produção brasileira especializada em

cimento expressivo das exportações de

brasileiro: Fiat, Volkswagen, Chevrolet e

carros populares e compactos.

artefatos de borracha do Rio Grande do Sul. O setor de artefatos aumentou, em média, 30% ao mês seus embarques ao exterior. Os três principais países de destino do setor gaúcho da borracha no ano foram Argentina, Estados Unidos e México. Por sua vez, os argentinos e norte-americanos diminuíram seus pedidos em 24,1% e 32,7%, respectivamente. As importações do setor da borracha atingiram, aproximadamente

XC 60 da Volvo: Importados cada vez mais cabidos BORRACHA Atual - 11


Especial

Economia brasileira consegue transformar ameaça em negócios Ademar Araújo Queirós do Vale, diretor

“A manutenção do câmbio no

executivo do Sindibor, pondera que após

atual nível é um tema que fascina por

o fechamento completo do ano de 2009,

permitir sentimentos e conclusões

pôde ser constatado uma performance de

contraditórias. Se temos dependência

mercado, bastante inferior àquela que se

de algumas matérias primas e inúmeros

projetava até o período de março a abril do

bens de capital, que são beneficiados

mesmo ano. A paralisação da queda nesta

por um dólar baixo, na outra ponta

época, a estabilidade por poucos meses e o

ficamos a desejar um câmbio alto

início da melhora a partir de junho e julho,

para remunerar nossas exportações.

puderam produzir uma queda relativa de

Se uma mão lava a outra só nos resta

2009 frente a 2008, não superior a 5%

torcer para a manutenção do critério

no mercado geral.

de dólar flutuante, este sim, é que não

Ademar Araújo Queirós do Vale,

poderá ser alterado.”, destaca Vale.

diretor executivo do Sindibor.

As perspectivas para 2010 são animadoras para o executivo em todos

Já há algum tempo as aproximações

os trimestres que o compõe. Assim,

de qualidade, excelência, tecnicidades e

confiável

acredita que o ano que ora se inicia poderá

sofisticações entre os mercados brasileiro

sustentável

proporcionar crescimento da ordem de

e externo vêm ocorrendo, tornando

artefatos de borracha. Na verdade, o que

5% a 6% sobre o ano passado, lembrando

cada vez menor os diferenciais que os

poderá impedir ou mesmo desanimar que

que o informado crescimento de 8,2% da

distinguiam. O conceito de carro mundial,

esta pretensão seja atingida, serão as

indústria automobilística muito concorrerá

composto por peças e equipamentos

condições de infraestrutura logística, tais

para o atendimento do avanço imaginado.

de

como estradas, portos, movimentação

diferentes

nacionalidades,

em

O Brasil pode se transformar em plataforma para

de

as

exportação

empresas

de

muito contribuiu para o alcance dessa

de

Passados estes longos e primeiros

proximidade. Admite-se, no entanto, que

logísticas são as maiores dificuldades,

anos de mercado globalizado, a economia

ainda exista, certas excelências ainda

mas as “vantagens competitivas“ seriam

brasileira já aprendeu e sabe lidar com

não atingidas pelas empresas brasileiras,

enormes,

as concorrências estrangeiras que se

o que poderá ser erradicado se as

em escala e volume trazem enormes

apresentam e assim já construiu gestões

montadoras e o mercado de reposição

vantagens

capazes de neutralizar sua eventual

assim o exigirem. As questões ambientais,

condições atraentes de lucratividade.

ameaça.

consegue

em franca expansão e inovação, podem

transformá-la em boas chances de

sugerir novas exigências, como no caso

A não ocorrência de sustos profundos

negócios. A importação de produtos de

dos óleos aromáticos na Europa, que

e repentinos, a exemplo da crise de

origens americana, européia e mesmo a

poderão produzir novos diferenciais.

meados de 2008, assegurará boas

asiática não afetarão de forma importante

Entretanto, é afirmativo que a indústria

performances para a atividade econômica

e negativa os mercados nacional e latino

brasileira de borracha responderá pronta

de produção de artefatos de borracha. É

americano de artefatos de borracha.

e eficazmente a esses novos desafios.

importante lembrar que o artefato de

Não

raramente,

12- BORRACHA Atual

materiais,

até de

etc.

Estas

porque custo,

condições

exportações produzindo


borracha está presente em inúmeras

comparada à redução sofrida em 2009,

diferentemente do que se imagina, as

atividades produtivas com horizontes

este crescimento é muito discreto,

exportações não são apenas por custo,

atraentes para os próximos tempos.

ficando ainda o tamanho de mercado

mas muitas das exportações referem-se

Assim os bons resultados obtidos pelos

similar ao consolidado há três ou quatro

a peças de alto ou ultra-alto desempenho.

mercados automotivos, de construção

anos atrás. As lições aprendidas no ano

Através de suas matrizes fora do

civil, mineração e siderurgia, entre

passado serão muito úteis e necessárias

país, muitas das empresas aqui instaladas

outros, corresponderá o bom resultado

para este ano.”, afirma o executivo.

já são consolidadas como plataforma

da

atividade

artefatista.

Destaca-se

As operações no Brasil são entendidas

que tem sido imensa a melhoria da

e tratadas como “chave” pela Columbian.

investimentos com este alinhamento.

qualidade de gestão nestas empresas,

A cooperação com os parceiros na região

De qualquer forma, há oportunidades

apoiada nas inovações tecnológicas, no

tem total apoio da corporação que provê

para que empresas nacionais de todos

desenvolvimento dos recursos humanos

total apoio às ações neste sentido. Na

os

e nos serviços das entidades de classe

grande maioria dos casos a concorrência

consolidadas

que as absorvem.

estrangeira atua como “driver” para o

diversas histórias de sucesso entre os

mercado interno, direcionando a indústria

“players” do mercado nacional.

de

exportação.

portes

Existem

tornem-se como

muitos

exportadoras

demonstram

no tocante à qualidade, performance,

Negro de Fumo

serviços. Porém, em alguns casos, esta

A indústria brasileira de pneus

concorrência é desleal, forçando governos

acredita numa expectativa de retomada

a atuarem como foi o caso, por exemplo,

dos

dos governos brasileiro e norte-americano

europeu,

de

que tiverem que implementar sobretaxas

brasileiro de pneus de caminhões e

vendas e logística para a América do Sul

aos pneus chineses durante o ano passado.

ônibus. Juntamente a estas retomadas,

da Columbian, tradicional fabricante de

O mercado brasileiro não é diferente

é esperada manutenção das tendências

negro de fumo, confirma que o mercado

de qualquer outro mercado. O atual

de crescimento do mercado interno de

nacional em 2009 sofreu enorme redução

nível de câmbio impõe restrições às

automóveis. Estes indicadores todos

de tamanho como conseqüência da

exportações, seja de matérias-primas

apontam para a volta do crescimento da

crise iniciada no final de 2008. Houve

como o negro de fumo, seja de produtos

indústria pneumática em nosso País.

forte diminuição de mercado em todos

acabados como pneus ou artefatos de

os segmentos da indústria da borracha,

borracha. É verdade que o câmbio é

trazendo o mercado de volta a volumes

apenas parte do problema. As dificuldades

da

ultrapassados há vários anos atrás. Esta

enfrentadas pelas empresas instaladas no

crescimento do mercado interno, seja

situação requereu muita habilidade das

Brasil são conseqüência do “Custo Brasil”

pela sua consolidação com plataforma de

empresas com o objetivo de manter

e não apenas do câmbio, mas este último

exportação, a nossa planta de Cubatão

viáveis suas operações durante esta difícil

poderia servir de atenuador enquanto as

receberá

fase.

questões estruturais não são resolvidas.

durante este ano com o objetivo de

retoma consolidação de três anos atrás José

Dreux,

vice-presidente

O mercado brasileiro é atualmente “Este será o primeiro de vários anos

aos

mercados

bem

norte-americano como

do

e

mercado

“Acreditando no desenvolvimento economia

do

Brasil,

importante

modernização

de

suas

seja

pelo

investimento operações,

europeu

implantando nesta unidade os conceitos

de recuperação dos estragos causados

e norte-americano tanto na questão

e processos utilizados em nossa planta de

pela crise no último ano. Muitas das

de sofisticação quanto nas questões

Camaçari, que é a mais moderna fábrica

dificuldades

continuarão

ambientais. Referência disto é que muitas

de negro de fumo do mundo, contribuindo

a fazer parte de nosso dia-a-dia. Todos

das empresas instaladas em nosso País

para o crescimento sustentável da

indicadores apontam para crescimento

usam suas operações aqui para produzir e

Columbian em nossa região.”, conclui

de mercado para 2010, porém, quando

exportar para aqueles mercados e, muito

Dreux.

enfrentadas

comparável

mercados

BORRACHA Atual - 13


Especial megaeventos esportivos, como a Copa

pelo

do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos

consumidor brasileiro, que cada vez mais

de 2016. Há também outro fator positivo,

analisa não somente o quesito preço,

pois anos de Copa do Mundo, como 2010,

no qual os chamados pneus de baixo

tradicionalmente são caracterizados por

custo têm o seu principal atrativo. Hoje

um incremento no volume das vendas

o processo de decisão da compra de

nos mais diversos segmentos.

um pneu leva em consideração também

gradativo

amadurecimento

do

outros fatores, tais como segurança, Desde que a Continental inaugurou

dirigibilidade, nível de ruído, durabilidade,

em 2006 a primeira fábrica de pneus

enfim tudo o que uma marca reconhecida

no País, localizada no Pólo Industrial

nos principais mercados mundiais está

de Camaçari, na Bahia, ficou clara a

acostumada a incorporar aos seus produtos.

José Dreux, vice-presidente de vendas

importância estratégica do Brasil. Isso

e logística para a América do Sul da Columbian

se dá tanto pelo nível de evolução e

As perspectivas da indústria brasileira

maturidade da indústria automobilística

de pneus estão inseridas no mesmo

nacional

do

cenário positivo que está se delineando

mercado interno. O próprio desempenho

no curto e médio prazo para a economia

da

Os fundamentos da economia se mostraram

como

dimensão

a

do País. A indústria automobilística deve

crise mundial reforçou no mundo a

continuar acelerando e o Brasil como

da

crescente importância do País. Diversos

um todo deve continuar a apresentar

mostraram

lançamentos estão previstos tanto para

um desempenho econômico maduro,

sólidos o bastante para enfrentar um

os segmentos de pneus de passeio como

alinhado com o seu imenso potencial de

momento particularmente difícil. Nós, da

de carga. No ano passado foram lançadas

crescimento.

Continental Pneus no Brasil, conseguimos

as bandas de rodagem “Contitread”, o

mesmo nesse cenário adverso manter a

pneu LSU, o pneu HSC1 com câmara e

tendência de crescimento registrada

o pneu HSR1 com câmara. Todos estes

ao longo dos últimos anos da operação

produtos destinaram-se basicamente ao

no país, com expressiva evolução de

mercado brasileiro.

sólidos “Felizmente economia

os

brasileira

fundamentos se

economia

pela

brasileira

durante

nosso “market-share””, declarou Renato Sarzano, diretor-superintendente e respon-

O câmbio é sempre um ponto

sável pelas operações comerciais de

sensível no mercado de pneumáticos

Pneus da Continental na América Latina.

e tem um forte impacto no negócio. Nos níveis atuais as exportações ficam,

Disputar um mercado competitivo

evidentemente, comprometidas e nessa

como o brasileiro é um desafio constante

hora um mercado interno consistente é

para a Continental. A empresa tem

um importante diferencial. A empresa se

ampliado sua participação graças a

caracteriza pela entrega ao mercado de

uma linha de produtos que vem sendo

produtos diferenciados pela qualidade da

ampliada para atender os mais diferentes

produção e pelos avanços tecnológicos

segmentos. Na sua visão, o País passa por

presentes. Isso se reflete em um produto

um momento particularmente favorável,

mais confiável, com melhor desempenho

animado inclusive pela perspectiva de

e performance. Assim, como uma marca

Renato Sarzano diretor-superintendente

aquecimento com a hospedagem de

“premium”, existe o benefício gerado

da Continental na América Latina.

14- BORRACHA Atual


BORRACHA Atual - 15


Especial Recuperação automotiva

Alguns setores são mais afetados que

comparação ao ano anterior. Assim as

foi impulsionada pelo IPI

outros pela manutenção do câmbio atual.

perspectivas para 2010 são muito otimistas,

Empresas com alto percentual de matéria

impulsionadas pelas expectativas positivas

prima importada em seus produtos finais

da indústria automotiva e de linha branca.

América Latina da Dupont, afirma que o

conseguem

competitivas,

Com o auxilio de uma taxa de câmbio mais

mercado em 2009 teve uma recuperação

porque suas exportações estão atreladas

balanceada, as exportações de veículos

gradual

mercado

ao dólar, mas parte importante do seu

e mesmo artigos de borracha poderão

automotivo impulsionado pela redução

custo também foi indexado em dólar.

também ser um motor para este avanço

do IPI, que conseqüentemente acabou

Quanto maior percentual de custos

das atividades.

puxando a cadeia de vendas de matérias

forem dependentes do real, menor

primas. Sua expectativa para 2010 é de

sua competitividade na exportação. De

crescimento da economia como um todo

maneira geral o mercado europeu está

concorrentes, a DSM lançou diversos

em torno de 5%. A Dupont, em particular,

mais avançado no segmento de borracha,

“grades” durante 2009, destacando-

tem focado sua atuação em mercados que

tanto tecnologicamente com um alto

se o Keltan 8270C com a tecnologia

apontam na direção da sustentabilidade

percentual de conversão para injeção,

metaloceno ACE, o EPM Keltan 1200A

como, por exemplo, os biocombustíveis e

assim como ambientalmente, através da

de baixíssimo peso molecular e o Keltan

a geração de energia limpa.

nova política para substâncias químicas da

8642A de alta potencial de carregamento.

União Européia (REACH).

O Keltan 8270C visa o mercado por cura

Nilson F. Bordin, líder regional para a

principalmente

no

se

manter

Na

contramão

de

muitos

O Brasil, hoje, é um país visto com

peróxídica e que requer alta resistência

muito bons olhos globalmente, sendo

térmica e eficiência de processo. O

considerado como uma das grandes

Keltan 1200A é um excelente agente

economias emergentes ao lado da

de processo que pode ser amplamente

Índia, China e Rússia, os chamados

utilizado em formulações com pouco

BRIC, com grandes oportunidades de

ou nenhum conteúdo de óleo extensor.

desenvolvimento de novos negócios.

Já o Keltan 8642A visa formulações

O País é percebido como uma nação

gerais que requerem alta performance

estratégica dentro dos negócios da

com baixo custo, dado a sua capacidade

Dupont devido ao seu grande potencial de

Nilson Fernandes Bordim da Dupont.

extraordinária de absorção de cargas.

crescimento em vários segmentos como: automotivo, petroquímico, aeronáutico, agrícola, exploração de petróleo (Pré-sal),

O produto brasileiro

infra-estrutura (portuária, rodoviária,

é confiável em todos

ferroviária e aeroportuária), geração de

os aspectos

energia dentre outros.

O Brasil é fundamental para a DSM. Como única produtora de EPDM na América do Sul, diferente de outras opções no mercado, o EPDM brasileiro é uma realidade de alta qualidade e

Para Marcos Oliveira, diretor de

garantia de suprimento. Tais diferenciais

“A concorrência internacional é uma

vendas e marketing da DSM foi visível

também destacam o produto nacional

realidade e a concorrência asiática tem

que a crise resultou em um encolhimento

nos mercados europeu, americano

crescido. Alguns setores da economia têm

das atividades produtivas no segmento

e asiático. A empresa tem investido

sido mais impactados que outros, porém

da borracha em 2009 como um todo.

incessantemente no Brasil envolvendo

no nosso segmento, acreditamos que

Por outro lado houve visível recuperação

uma gama de atividades distintas.

a DuPont tem uma oferta diferenciada

a partir do segundo semestre que

Destacam-se as novas tecnologias de

na criação de valor para os clientes e

possibilitou elevar as expectativas de

controle de produção, novas plantas

consumidores finais.”, afirma Bordin.

2010 a um crescimento superior a 5% em

produtoras de derivados de EPDM

16- BORRACHA Atual


BORRACHA Atual - 17


Especial como a extrusão reativa de Triunfo,

Na linha de polímeros, mais em

ou mesmo na introdução de grades

especial o EPDM, o Brasil já é uma

realizando a redução no I.P.I (Imposto

inovadores ao mercado.

realidade de exportação sustentável

sobre Produtos Industrializados), as

com índices muito alto de aceitação na

vendas de automóveis no mercado

A concorrência é sempre vista como

América do Sul e nos demais continentes.

interno se mantiveram aquecidas ao

salutar em todos os mercados. Por outro

Para as empresas de artigos de borracha,

longo do ano. A produção de veículos

lado ela tem que se apresentar de maneira

no entanto, há a necessidade de uma

em 2009 segundo a Anfavea, incluindo

justa e coerente. Observa-se que em

melhor promoção no exterior destacando

automóveis e comerciais leves, superou

vários segmentos da borracha este fato

a alta qualidade já existente, um apoio

2008 em 2,7%, tendo sido fabricados

não tem ocorrido o que afeta duramente

governamental de incentivo fiscal e

2,92 milhões de unidades em 2009

alguns clientes. Em particular é esperada

programas estruturados de aumento de

contra 2,84 milhões de unidades em

uma atenção para aqueles produtos

produtividade nas linhas operacionais.

2008. Já com relação à produção de

Com

o

incentivo

do

governo

oriundos de países com operações

veículos pesados, em função dessas

subsidiadas, com mão de obra explorada

vendas ao consumidor final estarem

ou com baixa qualidade que acaba por

diretamente relacionadas ao crédito,

beneficiar de maneira incorreta o preço

sofreu queda importante no último ano.

final do artigo. É preciso ter certeza de

Em 2009, a produção de caminhões

comparar sempre produtos em uma

sofreu queda de 26,1% em relação

mesma base de qualidade, suprimento e

a 2008 e a produção de ônibus caiu

serviços. Existe total confiança no produto

21,4% no mesmo período. Somado à

nacional em todos os aspectos. O câmbio,

crise financeira mundial, a partir do

sem dúvida, é um importante fator que

segundo semestre houve uma forte

determina o fluxo das transações em

Marcos Oliveira diretor de vendas e marketing

desvalorização do dólar frente ao real,

todas as economias. Neste sentido, os

da DSM

possibilitando a entrada de produtos

especialistas sugerem um câmbio um pouco mais elevado que os patamares de 2009 como o ideal para nosso País achar o equilíbrio na balança comercial.

acabados

Estima-se que 30% dos

mais

desenvolvidas

no

mercado

local. Clientes importantes globais da empresa relataram terem desenvolvido

artefatos de borracha

novas peças automotivas em plantas

automotivos sejam

fora do país, como a Índia, por exemplo,

asiáticos

para comercialização no mercado local.

O Brasil não está distante das economias

importados

na

maioria dos segmentos. No quesito de exigência de qualidade dos artigos de

“A entrada de produtos acabados Os executivos da Lord, Sandro negócios

maneira,

limitou

Leonhardt,

exemplo, o Brasil fabrica seus artigos

automotivos, Rodrigo Cesar Berardine,

clientes importantes da Lord no setor

em níveis tranquilamente comparáveis

gerente de contas e Nilton Manfrotti,

automotivo. Além deste fator, houve

a Europa e Estados Unidos. Quanto

gerente

queda

às

contas,

de

desta

borracha na indústria automotiva, por

de

gerente

importados,

afirmam

em

o

crescimento

expressiva

de

nas

produção

de

exportações.

clara

conjunto que a Lord tem participação

Segundo a Anfavea, as exportações

uma crescente preocupação entre os

expressiva nos mercados de borracha

totais de autoveículos (montados +

empresários brasileiros. A Europa tem

tanto automotivo quanto industrial,

desmontados), alcançaram em 2009,

sido o carro chefe no que diz respeito a

oferecendo “coatings”, especialidades

as 475 mil unidades. Comparados

esta preocupação, mas o Brasil começa

químicas e adesivos de alta performance

aos 735 mil veículos exportados em

a se mexer na mesma direção.

para as mais diversas aplicações.

2008, houve queda de 35,3%. Com

exigências

ambientais,

18- BORRACHA Atual

é


todos

estes

fatores

importantes,

os níveis de ruído, eles protegem a

aduaneiras que protege os fabricantes

pudemos notar um crescimento mais

borracha contra intempéries, agentes

locais de concorrentes estrangeiros.

expressivo em nossas vendas apenas a

químicos,

A maior preocupação fica por conta

partir do segundo semestre de 2009,

especificações mundiais de performance.

da

através da consolidação de projetos

A linha de adesivos conta agora com um

importados, que limita o crescimento dos

importantes com clientes estratégicos e

novo adesivo de dois componentes

clientes. Estima-se que aproximadamente

do crescimento orgânico dos mercados

para flocagem de TPE e termoplásticos

30% do mercado de artefatos de borracha

automotivo e industrial ao longo do ano.”,

em

automotivos sejam produtos importados

afirmaram os executivos.

excelente níveis de adesão curando

geral.

sob Diferentemente dos anos anteriores, 2010 já começou com o mercado

atendendo às mais severas

Esta

baixas

versão

apresenta

temperaturas,

o

entrada

de

produtos

acabados

e, em sua maioria, produzidos na Ásia.

que

proporciona, conseqüentemente, uma grande economia energética.

Com relação às aplicações no setor automotivo, à medida que a qualidade

aquecido. A empresa tem uma meta

de nossas estradas vai melhorando,

agressiva de crescimento em vendas da

Em aplicações automotivas, estamos

ordem de 10% para o mercado automotivo

trabalhando com enfoque em fabricantes

vem aumentando e as legislações

e industrial e pretende alcançar esta

de mangueiras, perfis, coxins de motor,

ambientais

meta com a consolidação de novos

suspensão e escapamento. Para o

vez mais rigorosas. Notamos que as

desenvolvimentos e com a retomada de

mercado industrial, vemos possibilidades

montadoras

crescimento do mercado. Trabalham forte

de negócio em revestimentos de tanques,

forte no desenvolvimento de novas

na implementação das tecnologias HPC

correias transportadoras e flocagem de

tecnologias, visando aumentar o nível

(High Performance Coatings), HRC (Heat

peças injetadas e/ou moldadas.

Entre

de conforto, a performance dos veículos

Reflective Coatings), “coatings” de alta

os países da América do Sul, os negócios

e reduzir cada vez mais o nível de

performance para perfis de borracha e

da Lord envolvendo Brasil representam

emissões de poluentes. Isso impulsiona

uma nova versão de adesivo para flocagem

acima

novos e desafiadores desenvolvimentos

de TPE e termoplásticos em geral.

impulsionado

de

80%

do

faturamento,

poder

aquisitivo vão

se

têm

da

população

tornando

trabalhado

cada muito

pelo

de artefatos de borracha envolvendo

grande potencial da indústria automotiva

materiais cada vez mais resistentes a

brasileira,

vem

altas e baixas temperaturas e a diferentes

de elastômeros-base de alta performance

buscando cada vez mais produtos

tipos de fluidos. Mesmo assim, o Brasil

nas formulações por um revestimento de

diferenciados e de alta performance.

está, ainda, muito longe dos padrões

A tecnologia HPC visa à substituição

principalmente

o

indústria

esta

que

alta performance, reduzindo de forma

de sofisticação tecnológica europeu e

significativa o custo final do artefato.

A Lord é uma empresa global, com

americano. Basta notar que os veículos

A tecnologia HRC possibilita também

matriz e centro de desenvolvimentos

campeões de venda no país ainda são

refletir o calor por radiação, fazendo

nos Estados Unidos. Em função da

os

com que a temperatura de trabalho do

importância que a região América do

com motorização 1.0 e que a qualidade

artefato seja menor, convertendo-se em

Sul representa nos negócios globais e

das estradas, apesar das melhorias

maior vida útil.

do potencial de crescimento envolvido,

que estão sendo feitas, está ainda

a empresa está sempre atualizada em

muito longe da ideal. Para aplicações

chamados

“carros

econômicos”

Autoseal e Sipiol são revestimentos

relação a novos desenvolvimentos e

industriais, a menos que se tratem de

flexíveis, à base de água, que reduzem

novas tecnologias, aptos a difundir

artefatos de borracha para exportação

o ruído gerado pelo atrito do vento com

novos conceitos com bastante agilidade

ou para aplicações especiais, o nível

os perfis de borracha utilizados como

no mercado local. Para o mercado de

de requisitos ambientais ainda é muito

vedação na carroçaria dos veículos

adesivos, existe uma barreira importante

baixo. O nível tecnológico irá depender

automotores.

de impostos de importação e de despesas

diretamente da aplicação do artefato e

Além

de

reduzirem

BORRACHA Atual - 19


Especial existem empresas brasileiras capazes

está voltada para a implementação de

haja uma forte demanda da economia

de desenvolver produtos tecnicamente

novos conceitos e novas tecnologias

brasileira. A Proquitec, que atua no

competitivos com produtos de qualquer

na indústria de borracha e espera

segmento de produção, distribuição de

lugar do mundo.

que, com a consolidação dos novos

produtos, representação de máquinas e

desenvolvimentos, consiga superar suas

equipamentos, sente o início do ano muito promissor em todas as áreas citadas.

Com o avanço do nível tecnológico

metas e assegurar sua excelência no

notável nos últimos anos, estamos aptos

fornecimento de adesivos, “coatings” e

a nos tornarmos uma plataforma de

especialidades químicas para a indústria

exportação sustentável para as empresas

de borracha.

“Estamos em fase final de três novos negócios para distribuirmos nos

do setor de borracha. As dificuldades de

mercados de borrachas e tintas ainda no

se implementar tecnologias sustentáveis

primeiro trimestre de 2010, os quais ainda

são sempre relacionadas ao mercado

não podem ser divulgados por questões

se adequar às mudanças de conceito

estratégicas. Há também um projeto de

necessárias para a utilização destes

produção de insumos pela Proquitec para

tipos de produtos. Como normalmente

outros mercados distintos da borracha”,

produtos

complementa Nasser.

“ecologicamente

corretos”

são produtos especiais, os volumes são baixos e os custos de fabricação são

O mercado brasileiro é de extrema

mais elevados, dificultando também a

importância para a empresa em virtude

viabilização econômica dos projetos. O

da atual taxa de câmbio inviabilizar

momento econômico para exportação

qualquer tentativa de exportação. O

também é um fator de dificuldade, visto

País está fortemente inserido nos novos

a desvalorização do dólar frente ao real.

projetos. Em termos de concorrência estrangeira, em particular a asiática,

Este ano é de recuperação para a indústria de pneus, que acompanhará

Sandro Leonhardt, gerente de negócios

dois países causam preocupação: China

automotivos da Lord

e Coréia do Sul. A Coréia do Sul precisa

o forte desempenho produtivo do setor automotivo previsto para este ano. Já para os próximos anos, ainda é uma

ser melhor analisada se realmente estará

O Brasil é um grande

vindo forte para a América Latina, ou se apenas desovou estoques parados

incógnita. A previsão de mercado para

supermercado onde todos

2011 ainda é extremamente limitada.

vendem de tudo

China possui forte influência nos preços

e geram empregos

dos produtos químicos em todo o mundo,

Em

termos

de

tecnologia,

vemos

desenvolvimentos com alto nível de tecnologia como o “Tweel “ (Pneu sem ar

em outros países

da Michelin, com quantidade de borracha

durante a crise mundial em 2009. Já a

face a sua forte atuação na exportação. Isto deve-se ao Yuan (moeda local) estar fortemente desvalorizado, o que

usada extremamente reduzida), mas

Sidnei Nasser, diretor da Proquitec,

artificialmente deixa os produtos chineses

acreditamos que esta tecnologia ainda

confirma que o primeiro semestre de

extremamente competitivos, além dos

vai demorar para chegar aos nossos

2009 foi muito afetado em termos

habituais incentivos à exportação e os

padrões de veículos.

econômicos. A partir de julho teve início

baixos custos de mão de obra.

a recuperação, sendo que o ano terminou O ano de 2010 é de forte recuperação

com ótimas perspectivas para o exercício

No longo prazo, espera-se que a

da economia, portanto com excelentes

seguinte. Acredita-se que não apenas em

necessidade de procura de insumos

expectativas de crescimento. A Lord

2010, mas que nos próximos três anos

químicos no mercado doméstico chinês

20- BORRACHA Atual


BORRACHA Atual - 21


Especial reduza as exportações chinesas. Se

ferrovias e estradas, que permita redução

normalmente este ônus é transformado

isto ocorrer, o governo chinês poderia

dos custos. Outro grande entrave é a

em impostos. O otimismo é geral, e acho

aproveitar este cenário para mudar a

carga tributária, principalmente no que se

que deverá ser assim, mas devemos estar

sua política cambial, a qual vem sendo

refere aos encargos sociais, que trazem

preparados para pagarmos a conta que

atacada por todos os países, e assim o

pouco ou quase nenhum retorno ao

virá pela frente.”, sentencia Nasser.

Yuan se valorizar, deixando os preços

contribuinte. Isto sem dúvida prejudica o

das matérias primas chinesas próximas

investimento no ser humano, o qual é o

da realidade dos custos de outros países,

maior detentor de tecnologia.

Qualidade do produto brasileiro tem sido

como o Brasil, por exemplo. Caso o Brasil deseje se tornar uma

o diferencial da

no

plataforma de exportação sustentável,

competitividade

atual nível dificulta a estratégia de

deverá necessariamente haver uma

comercialização

de

desoneração na cadeia exportadora e

produtos. Este câmbio, entre R$ 1,70/

que o câmbio esteja no mínimo 25%

US$ e R$ 1,80/US$ ou mesmo orbitando

acima do nível atual. São necessários

da Rhodia Silcea América Latina,

em torno de R$ 2,00, torna muito difícil

portos mais desenvolvidos e com menor

considera que as atividades da Rhodia

os investimentos em novos produtos,

custo operacional. Infelizmente o Brasil

Silcea América Latina voltadas para

pois os custos não sustentam o preço de

exporta “commodities” e assim acaba

o segmento de borracha sofreram

venda. Desta forma, o mercado brasileiro

gerando emprego em outros países que

os

torna-se um grande “supermercado”,

processam estas “commodities”.

notadamente com força no primeiro

A

manutenção

do

e

câmbio

lançamentos

Luis

Fernando

efeitos

da

Maida,

crise

diretor

internacional,

semestre de 2009. As atividades foram

onde todos vendem de tudo e acabam gerando empregos em outros países. O

“Os dois grandes eventos mundiais

retomadas gradualmente no segundo

grande problema do longo prazo com

que o Brasil sediará, a Copa do Mundo

semestre, principalmente no mercado

o câmbio fortemente apreciado será o

de Futebol e os Jogos Olímpicos trarão

interno brasileiro, e encerraram o ano

sucateamento de determinados tipos

muitas oportunidades para o País. A

de forma mais equilibrada em termos

de indústrias.

grande preocupação a longo prazo será

de volume, mesmo com os preços ainda

a conta futura que sobrará a ser paga e

defasados. As perspectivas para 2010

Ambientalmente

a

Europa

está

caminhando para uma radicalização perigosa. Os europeus estão proibindo a comercialização de uma série de produtos químicos, sendo que alguns deles não afetam em nada o ambiente. Os

artefatos

fabricados

no

Brasil

são produzidos seguindo normativas internacionais,

o

que

nos

permite

produzirmos artefatos de qualidade global. A oferta de equipamentos de qualidade e tecnologia, principalmente os oriundos de Taiwan, está ajudando a modernizar o parque industrial brasileiro de artefatos de borracha. Falta uma melhor infraestrutura de energia, portos, 22- BORRACHA Atual

Sidnei Nasser, diretor da Proquitec


são boas na medida em que o mercado

uma unidade industrial de produção de

competitividade

interno está retomando atividades

sílicas precipitadas, sendo a principal

há dúvidas de que o dólar valorizado

para voltar aos níveis de 2008. Ações

fornecedora desse importante insumo

ajuda os exportadores brasileiros. No

adotadas pelo Governo como a proteção

para a indústria da borracha brasileira.

entanto, esta é uma questão que deve

dos setores de calçados e pneus frente

A unidade tem recebido investimentos

ser analisada do ponto de vista interno.

às importações asiáticas, ajudam na

no aumento da capacidade produtiva,

Para manter a liderança no mercado

retomada do mercado nacional.

além de intenso desenvolvimento de

de atuação, as empresas devem estar

produtos específicos para o mercado

sempre

“Lançamos novos produtos em 2009

brasileiro. Existe uma unidade industrial

independente da taxa de câmbio.

para os mercados de pneus, automotivo

de produção de sílicas, instalada no

e de produtos técnicos de borracha, com

conjunto industrial da empresa em

destaque para a sílica Zeosil 185GR, que

Paulínia e também um laboratório

mercado de pneus verdes, que já são

oferece benefícios de produtividade aos

de

uma realidade na Europa e nos Estados

fabricantes do setor de borracha e a sílica

específico para o segmento de borracha,

Unidos.

Zeosil 125, que substitui com vantagens o

no Centro de Pesquisas de Paulínia. Esse

ao

insumo derivado da cadeia do petróleo.

laboratório está à disposição dos clientes

diminuição no consumo de combustível

Nosso esforço no momento tem sido o de

para o desenvolvimento de soluções

e, consequentemente, menor emissão de

levar a informação aos nossos clientes e

adequadas às suas necessidades.

gases de efeito estufa. No Brasil, podemos

desenvolvimento

de

aplicações

ao mercado em geral sobre as vantagens de uso das sílicas da Rhodia, que são de

ao

preparadas

Uma

questão

Neles

rolamento

a

mercado.

para

exportar,

interessante

menor

contribui

Não

é

o

resistência para

uma

prever um crescimento expressivo desta As

importações

de

produtos

tecnologia nos próximos anos, como

alta performance e estão na linha de

asiáticos são visíveis, principalmente em

resultado de legislações que visam reduzir

produtos sustentáveis de origem não-

aplicações onde o desempenho não é

tais emissões. A sílica é um produto

petroquímica.”, destaca Maida

uma questão fundamental. A qualidade

que está fortemente comprometida

O Brasil é para a empresa um

com mercados de desenvolvimento

dos mercados-chave de crescimento.

do produto brasileiro, o suporte técnico

Essa verdade vale igualmente para

e a rapidez na resposta de entrega

a Rhodia Silcea, que há 31 anos tem

têm sido o diferencial para dar mais

sustentável. O fluxo constante de exportação é uma realidade há vários anos nas indústrias de pneus segmento

de

e calçados. No

artefatos

técnicos

e

outros produtos derivados da borracha as empresas vem ganhando espaço no mercado internacional como resultado do desenvolvimento de um produto competitivo em preço e performance. Esforços conjuntos entre fornecedor e produtor tem se mostrado eficazes na conquista de fatias do mercado externo. no Brasil, sem dúvida impulsionará A retomada da produção automotiva diversos setores econômicos, notaLuis Fernando Maida, diretor da Rhodia Silcea

damente o de autopeças, finaliza Maida. BORRACHA Atual - 23


Especial Mercado de compostos

muito satisfatório em torno de R$ 1,80

positivos

sofre retração de 20%

por dólar.

disponibilidade

como

economia de

mão

estável, de

obra

especializada, tecnologia de produção,

em 2009

As exigências técnicas e ambientais

oferta de matéria prima e petróleo. Os

para os produtos de borracha são

grandes entraves continuam sendo os

O promissor mercado de compostos

maiores na Europa, muito embora esta

gargalos em infraestrutura de portos,

de borracha sofreu um duro golpe em

diferença venha diminuindo ao longo dos

oferta de energia elétrica e malha

2009, quando registrou uma retração

anos. Hoje estas exigências técnicas são

ferroviária.

de 22%. A recuperação prevista

muito próximas ou semelhantes devido

para

retomada

à existência dos projetos globais. O

A Comissão Europeia restringiu

aos patamares de 2007, segundo a

2010

prevê

uma

Brasil poderá se tornar uma plataforma

desde o início do ano, o uso de

opinião de Jair Zanandrea, diretor

sustentável de exportação desde que

plastificantes na produção de pneus e

da Zanaflex. Os novos lançamentos

haja uma evolução na política comercial

artefatos de borracha que excedam os

para este ano contemplam uma linha

de

considerável

limites impostos pela Diretiva 2005/69/

de borrachas nitrílicas com PVC, que

melhoria da infraestrutura de logística

EC. O extrato aromático destilado

possuem uma demanda crescente no

e uma ampla reforma tributária. Por

(DAE) está definitivamente banido dos

Brasil, principalmente alavancada pelo

outro, como observado por outros

processos produtivos que envolvem

setor de rolos de impressão.

especialistas, o Paíspossui uma mão de

a fabricação de pneus e artefatos de

obra razoavelmente qualificada a um

borracha nos países europeus e deverá

bom custo.

se estender aos produtos que chegam

A Zanaflex é uma tradicional

exportação,

uma

fabricante de compostos de borrachas técnicos para o mercado de OEM (equipamento

original),

agregando

à Europa nos próximos anos. O DAE contém 80 vezes mais hidrocarbonetos

Extrato aromático

alta tecnologia nos seus processos e

sofre restrição por norma

matérias primas para o atendimento

européia

das

especificações

das

poliaromáticos (HPAs) que o limite máximo estabelecido por esta Diretiva da União Europeia.

principais de

Pensando nisto e preparando-se

plataforma de produção de compostos

marketing da Lanxess Elastômeros,

para o futuro, a Lanxess Elastômeros

de

onde

prevê um crescimento de 5% para o

desenvolveu

merecem destaque as montadoras de

mercado brasileiro de borrachas em

Petrobras,

veículos e os fabricantes de autopeças,

2010, que mostrou uma recuperação

às normas europeias e que já estão

que estão aptos a exportar produtos

constante desde o segundo semestre

sendo testadas por algumas fabricantes

de classe mundial.

de 2009. O Brasil tem vários pontos

brasileiras de pneumáticos, finaliza Lovisi.

montadoras. O Brasil é a principal borracha

da

empresa,

Humberto

Lovisi,

“head”

em

conjunto

borrachas

que

Como em todos os setores, a concorrência a asiática está presente e chega a afetar o mercado nacional e também o latino-americano com a prática de preços baixos para componentes,

mesmo

com

uma

tecnologia ainda inferior. Em termos econômicos a dificuldade reside na volatilidade no câmbio atual, que seria 24- BORRACHA Atual

Produção de borracha da Lanxess Elastômeros

com

a

atendem


A revista Borracha Atual inicia o ano com o lançamento da 8ª Edição do “Prêmio TOPRUBBER - Maiores & Melhores de 2010”, impulsionada pelo ânimo do momento econômico e pelas tendências positivas do mercado. Sempre pioneiro no reconhecimento dos profissionais e empresas do mercado de borrachas e elastômeros do Brasil, o prêmio terá 18 categorias e será entregue no final de 2010 em cerimônia a ser realizada em São Paulo. PARTICIPE, COMENTE , VOTE e AGITE. O prêmio é de todos nós! www.borrachaatual.com.br

BORRACHA Atual - 25


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Michelin antecipa o futuro dos pneus nos EUA Michelin, tradicional fabricante

A

componentes essenciais integram a

de pneus de origem francesa,

roda, eliminando assim a necessidade

mostrou no Salão de Detroit nos EUA

de motor no capô dianteiro ou traseiro,

que a inovação tecnológica é a melhor

suspensão tradicional, elementos de

forma de se manter competitiva e ao

transmissão ou caixa de marchas. O

mesmo tempo contribuir com as novas

novo sistema inaugura uma nova era

exigências ambientais e regras de

para o automóvel, em que desempenho,

emissões de poluentes. Destacaram-

segurança, economia de combustível

se entre inúmeras novidades o pneu

e respeito ao meio ambiente atingem

Michelin EV Concept, desenvolvido

níveis jamais vistos.

especialmente para veículos elétricos e

Com esta tecnologia, a energia utilizada

o Active Wheel, um sistema que inclui

para alimentar o motor integrado à

as funções de tração e de suspensão,

e o aquecimento, com consequente

roda é sempre elétrica, sem a emissão

ambas elétricas, integradas na roda.

economia de energia.

de gases de efeito estufa e com

O desenvolvimento destes pneumáticos

O novo design e uma arquitetura

mecanismos de transmissão elétrica

visa contribuir ainda mais com a redução

especial para o EV Concept Tire gera

totalmente silenciosos. Além do carro

do impacto dos veículos ao meio

uma dirigibilidade mais silenciosa e

conceito Venturi Volage, a empresa

ambiente, sem deixar de integrar design,

confortável, graças à ausência de

desenvolve

arquitetura e tecnologia, procurando

peças mecânicas em movimento e à

parceria

sempre acompanhar as inovações dos

escultura inédita da banda de rodagem,

Heuliez, entre outras. Os carros elétricos

fabricantes de automóveis. Os novos

com sulcos longitudinais longos e

que não tem um sistema de suspensão

pneus colaboram com a economia de

estreitos. Para alcançar qualidade no

elétrica, usarão o Active Wheel no eixo

energia dos veículos, melhorando a

desempenho, a empresa utilizou as

frontal ou traseiro.

segurança e a dirigibilidade.

últimas tecnologias na fabricação de pneus com componentes de sílica. A

Michelin EV Concept Tire

empresa

desenvolveu

também

um

design específico para uso urbano, O Michelin EV Concept Tire oferece

característica particular dos veículos

diversas vantagens para o veículo

elétricos.

elétrico. O protótipo traz inovações como o aumento da distância percorrida entre as recargas de bateria, devido à

Michelin Active Wheel

redução da resistência de rolamento, com o projeto de um diâmetro mais

Outra inovação em exposição no Salão

longo e mais estreito. Esses atributos

de Detroit é o sistema Active Wheel,

fazem com que a roda gire menos

equipado no carro-conceito Venturi

vezes,

Volage. Com esta tecnologia, todos os

minimizando

26- BORRACHA Atual

a

deformação

rodas

com

motorizadas

Peugeot,

Renault

em e


BORRACHA Atual - 27


Notas e Negócios Navistar e Caterpillar (NC2) farão caminhões no Brasil

uma corrida para recarregar o celular ou alimentar o tocador de MP3. O mesmo poderia ser feito com coletes que utilizem o movimento do tórax durante a respiração.

NC2 Global LLC é a nova fabricante de caminhões formada pela “joint- venture” entre a Navistar International Corporation e a Caterpillar Inc. Em 2009, as empresas norte-americanas Navistar, líder na fabricação de caminhões comerciais e a Caterpillar, líder na fabricação de equipamentos pesados, anunciaram a criação da NC2 para desenvolvimento, produção e comercialização global de caminhões fora da América do Norte e Índia. A empresa confirma a intenção de estabelecer operações no Brasil para produção e comercialização de caminhões. Além do Brasil, a nova empresa pretende fabricar e vender caminhões com cabines convencionais e avançadas em mercados como Austrália, China, Rússia, África do Sul e Turquia. A sede mundial da NC2 está situada em Lisle (Estados Unidos), localizada no estado americano de Illinois.

USP e Petrobras inauguram Laboratório para o Pré-sal

Borracha energética Recentemente, foi vencido um grande desafio para o aproveitamento prático das vibrações de frequência variável da natureza na geração de eletricidade. Mas esta é a primeira vez que pesquisadores conseguem combinar com sucesso as nanofitas de titanato-zirconato de chumbo (PZT), um material cerâmico, piezoelétrico, com o silicone, que é flexível, barato e biocompatível, já sendo utilizado em implantes e outros dispositivos médicos. O composto formado por nanofitas de cerâmica incorporadas em folhas de borracha de silicone gera eletricidade quando flexionado, um fenômeno conhecido como “piezoeletricidade”. A ideia não é nova, e já existem vários protótipos de nanogeradores que exploram a energia biomecânica e de vários tipos de músculos artificiais, baseados no mesmo princípio. Dentre os vários tipos de materiais piezoelétricos, o PZT é o mais eficiente que se conhece até hoje, sendo capaz de converter 80% da energia mecânica aplicada a ele em energia elétrica. É 100 vezes mais eficiente do que o quartzo, outro material piezoelétrico. Primeiro, foram fabricadas nanofitas de PZT - tiras tão estreitas que 100 delas colocadas lado a lado cabem em um espaço de um milímetro. Em um processo separado, essas fitas foram incorporadas em folhas de borracha de silicone, criando “chips de piezo-borracha”. O uso do silicone faz os cientistas acreditarem que será muito mais fácil utilizar a sua piezo-borracha em dispositivos práticos, inclusive implantados no corpo humano. Mas nada foi testado, ainda. Já uso externo do material não impõe restrições. Tênis e sapatos feitos com a borracha piezoelétrica, por exemplo, poderão aproveitar os movimentos de uma caminhada ou de 28- BORRACHA Atual

A Petrobras e a Universidade de São Paulo (USP) inauguraram o novo laboratório do Tanque de Provas Numérico - TPN. Parte da Rede Temática de Computação Científica e Visualização, conhecida como Rede Galileu, o projeto possibilitou a construção de novas instalações do TPN-USP em uma área de quase 1.600m2 com acomodações para mais de 80 pesquisadores. Com a modernização, este laboratório da USP passa a ser um dos mais avançados do mundo para a realização de ensaios e testes em sistemas de produção de petróleo e gás “off-shore” (em alto mar).

Braskem compra Sunoco Chemicals nos EUA A gigante brasileira Braskem, maior produtora de resinas das Américas e a Sunoco Inc., companhia petrolífera norteamericana, assinaram acordo para aquisição pela Braskem da Sunoco Chemicals, Inc. (“Sunoco Chemicals”) divisão de ativos de PP nos Estados Unidos. Por essa alienação, que será concluída em até 60 dias, a Sunoco receberá a importância de US$ 350 milhões. Essa operação representa uma etapa importante no processo de internacionalização da Braskem. A compra dos negócios de polipropileno (PP) da Sunoco inicia a operação industrial da companhia no mercado norte americano.

Rhodia inova em PU para calçados esportivos Os calçados esportivos com entressolas de poliuretano de baixa densidade (PUBD), feitas a partir de produtos da Rhodia, recuperam a deformação de maneira mais eficiente do que entressolas produzidas com outro material, melhorando o conforto para os pés do usuário, segundo Maria Célia Rocha, coordenadora de Marketing da Rhodia Intermediários América Latina. A informação consta de amplo estudo feito pela empresa, cuja síntese foi apresentada por Maria Célia em palestra técnica realizada no Congresso de Inovação e Tecnologia, realizado em paralelo ao Inspiramais, Salão de Design e Inovação de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos, promovido pela Assintecal em São Paulo.


Segundo Maria Célia, os testes de campo com as entressolas foram realizados por atletas amadores, que fizeram um percurso total de 300 quilômetros em diferentes tipos de pistas do Centro de Ciência da Saúde e Esporte da Universidade de Florianópolis, onde a cada cinco quilômetros eram realizadas medições dos parâmetros de avaliação biomecânica dos calçados. Após percurso inicial de cinco quilômetros, os atletas reportaram a preferência pelo tênis com a inovação da Rhodia, que comprovou sua superioridade em relação ao outro material. “Na avaliação de deformação, por exemplo, a entressola de PU de Baixa Densidade (PUBD) da empresa apresentou um resultado quase duas vezes melhor do que a outra entressola”, diz a coordenadora de Marketing da Rhodia Intermediários.

Powertrain Technologies. Fazendo 25 km por litro de diesel em condições normais de direção, o Fiat 500 1.3 Multijet II, no entanto, surpreende ao chegar à velocidade máxima de 185 km/h, arrancando de 0 a 100 km/h em 10,7 segundos. Para isso ele conta com o turbocompressor BorgWarner BV35, de geometria variável que, além da performance, também, atua no nível de emissões: 104g/km de CO ².

Novo motor turbo diesel do Fiat 500 O Multijet II, com 1.300 cm³ de cilindrada, é o novo motor diesel do Fiat 500. Trata-se de mais um exemplo europeu de motor pequeno, ecológico (Euro5), econômico e com excelente desempenho. São 95 CV a 4.000 rpm e torque de 20,4 kgm a 1.500 rpm. Segunda geração de motores Multijet, a nova versão também foi desenvolvida pela Fiat

Foto 01 Fiat 500

BORRACHA Atual - 29


Notas e Negócios Itatex ganha pela quinta vez Continental amplia oferta A Itatex Especialidades Minerais ganhou pelo quinto ano de pneus com câmara consecutivo o Prêmio Fornecedor do Ano, promovido pelo Departamento de Matérias-Primas do Sitivesp (Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo). O prêmio conta com oito categorias: aditivos, cargas minerais/sintéticas, embalagens, pigmentos, resinas a base de solvente, resinas a base de água, solventes e revenda/ distribuição de produtos químicos. O Prêmio Fornecedor do Ano tem como objetivo destacar as empresas que promovem a contínua melhoria dos produtos e serviços oferecidos ao mercado de tintas e vernizes. Em clima de expectativa e entusiasmo, assim como no ano de 2008, novamente a Itatex teve seu trabalho reconhecido em 2009 na categoria Cargas Minerais/Sintéticas. “Este prêmio representa principalmente a dedicação dos colaboradores e a lealdade dos nossos clientes. É tanta emoção ganhar prêmios importantes como este que não tenho nem palavras. A felicidade é enorme”, enfatiza o diretor técnico, Antonio Alonso Ribeiro.

Belo Vale Reformadora de Pneus faz 40 anos Em dezembro de 2009 Belo Vale Reformadora de Pneus comemorou oficialmente seus 40 anos de fundação. A Câmara Municipal de Governador Valadares homenageou a empresa em evento especial, destacando a importância da maior reformadora de pneus do Vale do Rio Doce pelos anos de serviços prestados à comunidade valadarense. A Belo Vale aposta no lema “Recapando, você esta reciclando”.

A linha de pneus com câmara da Continental recebeu um novo integrante: o modelo HSC1 na medida 11.00R22. Produzido na unidade de Camaçari, na Bahia, ele foi desenvolvido para veículos que operam “on - off road”, principalmente no trabalho com cana-de-açúcar, pois seu contorno direcional e o ombro aderente da banda de rodagem permitem melhor dirigibilidade tanto no asfalto como em terrenos mistos. A carcaça do HSC1 é reforçada com uma estrutura em ângulos cruzados, oferecendo assim maior resistência a agressões externas e a avarias, tornando-o altamente durável. “O composto de rodagem utilizado em sua fabricação foi especialmente formulado para proteger o pneu contra cortes e arrancamentos, exigências inerentes à aplicação canavieira”, ressalta Martins. O novo produto chega para complementar o portfólio de pneus de carga da Continental em comercialização no Brasil, que é hoje integrado por 12 diferentes modelos em diversas opções de medidas para os segmentos de longa distância, tráfego regional, tráfego urbano e construção. “O mercado brasileiro ainda demanda muitos pneus com câmara, apesar do crescente aumento de participação dos sem câmara. Mais da metade dos pneus utilizados atualmente nas operações de transporte das usinas de açúcar são com câmara por questões práticas: como facilidade de manutenção e robustez do talão para suportar as exigências da aplicação. Estamos ampliando a nossa oferta de opções para suprir uma necessidade real e assim ampliar o nosso market share“, comenta Renato Martins. Informações adicionais no endereço www.conti.com.br ou pelo telefone 0800-170061.

30- BORRACHA Atual


Volvo patrocina COP 15 em Copenhague A Volvo Cars foi uma das patrocinadoras da COP 15, Conferência Mundial do Clima, realizada em Copenhague, na Dinamarca. Os conferencistas e visitantes tiveram acesso a 60 carros dos modelos S80 e V70, sendo 40 da versão Flex, movidos a bioetanol (E85), e outros 20 da linha DRIVe, movidos a diesel, que apresentam baixo consumo de combustível e reduzida emissão de CO2. “Nós apoiamos os esforços do COP15 de reduzir sistematicamente a emissão de CO2 em âmbito global. O ‘DRIVe em direção ao Zero’, por exemplo, é a visão da Volvo voltada ao desenvolvimento de carros livres de emissão de dióxido de carbono. Nossa meta para 2020 é fazer com que a média de emissões dos nossos carros sejam de 90 a 100g de CO2 por quilômetro” diz Stephen Odell, presidente e CEO da Volvo Car Corporation. As versões Flex do sedã S80 e da perua V70 são equipadas com motor turbo 2.5 de cinco cilindros de 200 cv. Já os modelos DRIVe possuem motor diesel 1.6, que percorrem em média 20 km por litro e apresentam emissões de 129g/km, índice positivo para o segmento de carros premium grandes.

A Volvo apresentou recentemente também uma nova versão DRIVe do hatchback C30, que emite apenas 99 gramas de CO2 por quilômetro e percorre até 27 quilômetros por litro. A linha DRIVe da Volvo inclui ainda os modelos S40, V50, V70, S80, XC60 e XC70.

BORRACHA Atual - 31


Notas e Negócios Pastilhas Textar para modelos “TOP” A TMD Friction do Brasil, fabricante das lonas e pastilhas Cobreq, lançou no mercado de reposição nacional uma completa linha de pastilhas Textar importadas da Alemanha. São sofisticados produtos para os modelos de alto luxo ou desempenho existentes no País, de marcas como a RollsRoyce, Ferrari, Bugatti, Maserati, Porsche, Mercedes-Benz, BMW, Audi, Jaguar e Toyota (Lexus). Os produtos Textar na reposição são os mesmos da linha de montagem de uma Ferrari, por exemplo. Os desenvolvimentos destas pastilhas incluem até 300.000 km de testes, como: ruído, vibração, aspereza e de conforto. A homologação acontece em condições reais. Ainda é feita a avaliação computadorizada do desempenho de frenagem/padrão de frenagem, além de até 1.000 horas de provas em banco de ensaios. As pastilhas de freio Textar, para reposição ou montadoras, são produzidas a partir de 160 formulações diferentes, algumas com mais de 20 matérias-primas distintas e todas selecionadas para atender as especificações de um veículo: sistema de frenagem, potência, cargas e características de frenagem. Destaque-se que as especificações da TMD Friction estabelecem testes ainda mais rigorosos que o da Norma ECE R90 (européia), que é a certificação de testes padrão na aprovação de pastilhas para o mercado de reposição. Na Europa, a marca Textar abrange mais de 2.000 referências de pastilhas de freio.

uma extensão da capacidade de pesquisa e desenvolvimento do Centro de Pesquisas da Nalco Company, localizado em Naperville, Chicago –, nos EUA. A instalação de dois milhões de dólares foi criada para complementar o suporte técnico aos clientes da Nalco na América Latina nas unidades de negócios de Água, Açúcar & Álcool, Alimentos, Papel & Celulose e Petroquímica, sempre buscando o desenvolvimento de novas tecnologias e apoio a implementação de novos programas com eficiência e rapidez. A cidade de Campinas foi escolhida por estar estrategicamente localizada, próxima a importantes universidades possibilitando acesso a vários recursos acadêmicos e pesquisadores. O Centro de Pesquisa será gerenciado pelo pesquisador e doutor em química, Edmir Carone Junior que já tem em sua equipe os pesquisadores Reginaldo de Oliveira, Luiz Wanderley Bratfisch Pace, Paulo César Esteves de Lira e Danilo Zim. Na ocasião o Chairman President e CEO - Chief Executive Officer da empresa, Erik Fyrwald e o CTO - Chief Technology Officer, Manian Ramesh, inauguraram o Centro de P&D e também discorreram sobre os planos de crescimento da Nalco na América Latina e Brasil, um projeto global idealizado dentro do conceito BRIC+ – Brasil Rússia, Índia e China, países detentores de condições especiais para investimento em pesquisa e desenvolvimento. “O centro de Campinas nos deixará mais próximos de nossos clientes no Brasil e na América Latina. Além de desenvolver novas tecnologias para o Brasil e América Latina, auxiliaremos na aplicação de importantes programas patenteados, como a tecnologia de automação 3D TRASAR® para resfriamento de água e a tecnologia NexGuard® para sistemas de caldeira”, disse o gerente geral da Nalco na América Latina, Sergio Sousa. A Companhia opera centros de pesquisas nos EUA, na Holanda, em Singapura, na Finlândia e na China, empregando globalmente mais de 500 químicos, engenheiros e microbiologistas, sendo mais de 200 PhDs. Em 2008, a Nalco Company investiu 75 milhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento para novas tecnologias e produtos. O Centro de P&D América Latina está localizado no Condomínio TechnoPark - Edifício Grahan Bell - Rodovia Anhanguera, km 104,5 - Campinas – SP.

Nalco inaugura Centro de P& D em Campinas

Emana ganha prêmio de Tecnologia da Abiquim

A Nalco Brasil, empresa fornecedora de expertise em água, energia e ar deu início às operações do seu primeiro Centro de Pesquisa & Desenvolvimento para a América Latina, localizado em Campinas, em São Paulo. O laboratório é

O fio têxtil em poliamida Emana, inovação criada pela Rhodia a partir do Brasil, é o grande vencedor de 2009 do Prêmio Tecnologia, na categoria Empresas, concedido pela ABIQUIM – Associação Brasileira da Indústria Química.

32- BORRACHA Atual


“É extremamente gratificante essa premiação, que reconhece os esforços da Rhodia no desenvolvimento de inovações a partir dos seus laboratórios brasileiros e sua contribuição para a evolução da indústria nacional”, disse Marcos De Marchi, presidente da Rhodia América Latina, ao receber o troféu entregue pelo presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. Emana é o novo fio inteligente de poliamida 6.6 da Rhodia que incorpora propriedades de regulação térmica e melhora a microcirculação sanguínea quando próximo à pele. Pode ser empregado na confecção de uma ampla linha de peças de vestuário para diversos segmentos, entre os quais as roupas para prática de esporte (casual ou ativo), lingerie e “underwear”, entre outras. Estudos científicos conduzidos por um laboratório independente no Brasil demonstram que, durante os exercícios, as roupas esportivas fabricadas com Emana melhoram a regulação térmica da pele, quando comparados a outros produtos, e reduzem o acúmulo de ácido láctico, que leva à fadiga muscular. Os mesmos estudos também indicam um maior conforto e ganhos na redução dos sinais de celulite devido a uma melhoria da elasticidade da pele. Com tecnologia patenteada internacionalmente, Emana também recebeu a certificação classe I no Padrão OEKO- TEX 100, que

indica inexistência de substâncias potencialmente nocivas à saúde no produto, podendo ser utilizado na confecção de roupas infantis.

Biotecnologia pode diminuir CO2 em 2,5 bilhões de t/ano A biotecnologia industrial tem um potencial de redução da emissão de carbono de até 2,5 bilhões de toneladas por ano até 2030, o que corresponde a 5% das emissões mundiais em 2008. Esta é a conclusão de um estudo feito pela ONG ambiental WWF, em parceria com uma das maiores indústrias biotecnológicas do mundo, a Novozymes. “No mundo todo, os cientistas mais importantes concordam que não podemos mais ficar esperando que novas tecnologias sejam inventadas. Temos que começar imediatamente e usando as tecnologias que já existem e desenvolver outras. A biotecnologia já está ao alcance das mãos, está pronta e funciona”, disse Pedro Luiz Fernandes, presidente da Novozymes Latin America, comentando o relatório de 23 páginas entitulado “Biotecnologia Industrial - Explorando o potencial de transformação da biotecnologia industrial no caminho de uma economia verde”.

BORRACHA Atual - 33


Notas e Negócios A Novozymes é uma das empresas que fazem parte do Climate Consortium Denmark (Consórcio Dinamarquês para o Clima), uma parceria público-privada que envolve o governo da Dinamarca e organizações de empresas. O Consórcio foi fundado no início de 2008 para difundir nacional e internacionalmente os conhecimentos das tecnologias limpas desenvolvidas naquele país. Mais de 20% da energia elétrica consumida na Dinamarca, por exemplo, provém do vento.

Dow premiada por desempenho em exportações A Dow Brasil recebeu durante o Encontro Anual da Indústria Química, o Prêmio Abiquim de Exportação, na categoria Líder Exportador - destinado a empresas com exportações superiores a US$ 100 milhões no último ano. Este é o quinto ano consecutivo em que a Dow recebe essa distinção por conta de seu desempenho em vendas ao exterior.

Lord patrocina USP e UNICAMP na SAE A Lord patrocinou as equipes formadas por alunos da USP e UNICAMP que disputaram a Fórmula SAE e a SAE Aerodesign. Para Bruno Fragoso, gerente de contas da empresa, atividades como essa ajudam a expandir a divulgação no meio acadêmico tanto da marca da empresa como das diferentes tecnologias desenvolvidas pela companhia no Brasil e nos EUA. No caso da Fórmula SAE, os alunos da UNICAMP usaram os adesivos para colar partes da carenagem de um veículo. A indústria automotiva, a propósito, é uma das principais consumidoras de adesivos. Os produtos – à base de epóxi, acrílico e poliuretano – são empregados na colagem de capôs, pára-choques, tetos e portas de modelos leves e pesados. Entre as principais vantagens garantidas pelos adesivos estruturais, destaque à facilidade de manuseio, compensação de irregularidades da peça, alta performance e excelente aparência final, pois eles evitam o uso de parafusos e rebites. A equipe Keep Flying da USP, por sua vez, usou os adesivos para colar as nervuras e longarinas das estruturas das asas e demais peças de um aeromodelo. Neste caso, explica Fernando Dias, gerente de contas da Lord para os mercados aeroespacial e defesa, a redução do peso em 2% e o aumento da resistência à vibração foram os principais benefícios proporcionados pelos adesivos. “Temos formulações especiais que propiciam, além do maior reforço estrutural, um elevado poder de adesão com baixíssimo acréscimo de peso à peça colada”, ele explica. Para mais informações, acesse www.lordla.com.br 34- BORRACHA Atual

Flexyon é a nova fabricante nacional de molas pneumáticas O mercado brasileiro de molas pneumáticas ganha um novo fabricante. Trata-se da Flexyon, empresa de Santo André, no ABC paulista, como resultado do investimento de US$ 2 milhões associados a 25 anos de experiência do engenheiro mecânico Daniel Nicolini, que nos últimos 23 anos trabalhou na Goodyear. Nicolini diz que o mercado brasileiro de molas pneumáticas, calculado em 8 milhões de peças/ano, “é carente”, pois as grandes fabricantes de pneus não suprem sua necessidade. “Há grandes oportunidades nesse setor no Brasil, na América Latina e no mundo todo.” Instalada em Santo André, no ABC paulista, em edifício antes pertencente à Cofap - hoje Magneti Marelli - a Flexyon recebeu investimento de US$ 2 milhões para produção anual de 45 mil peças. Em três anos, o volume deve atingir 300 mil unidades, diz Daniel Nicolini, dono da empresa, que pretende investir mais US$ 3 milhões. A empresa nasce com a meta de operar entre os três maiores “players” do segmento. A liderança é disputada entre as gigantes Firestone e Goodyear. Para brigar pelo seu “market-share”, a Flexyon chega preparada com diferenciais de qualidade e, sobretudo, com forte poder de adaptação ao cliente. A empresa nasce dotada de equipe com amplo conhecimento técnico na formulação de compostos de borracha, o que, segundo Nicolini, resultará na melhor combinação da matéria-prima para a produção de molas para as mais diferentes aplicações a demandas do mercado. A capacidade produtiva inicial será de 45 mil peças ao ano e o atendimento inaugural contemplará o mercado de reposição. Metas e crescimento prevêem expansão paulatina até 300 peças/ano. Além do mercado brasileiro, a Flexyon inicia as operações com time comercial voltado para países da América Latina, onde o empresário acredita que existam excelentes oportunidades ainda pouco exploradas. Para atender o mercado interno, a empresa trabalhará com os distribuidores de autopeças para reposição. Os fabricantes de carretas, implementos rodoviários e fabricantes de suspensores ou levante de eixos serão o alvo de curto prazo da companhia, à medida que a linha de produtos seja ampliada com a chegada de novas máquinas, já em processo de aquisição.

Gates lança no Brasil suas ferramentas profissionais Além de oferecer uma completa linha de correias, tensionadores e mangueiras, fornecida para as principais


montadoras brasileiras, a Gates traz para pronta-entrega ou encomenda, todas as ferramentas profissionais da marca. Líder mundial em correias automotivas, a Gates criou, ao longo de décadas, diversas ferramentas inovadoras. Desenvolvidas a partir de problemas encontrados com frequência nas oficinas, tornam os diagnósticos de falhas e os reparos muito mais rápidos e precisos. Um dos destaques é a maleta “Dr. Gates”. Disponível no Brasil, une ferramentas de alta tecnologia - como o medidor digital de tensão das correias e o verificador a laser do alinhamento entre polias - com outras simples e práticas: travas universais para o volante do motor e sistemas de duplo comando, pinos para o travamento do tensionador, estetoscópio de motor, caneta branca para a marcação das correias e lâmpada portátil de cabeça. Para conferir a tensão das correias V e Micro-V de uma forma muito prática, a Gates também oferece aos reparadores brasileiros a linha de ferramentas Krikit. Sucesso mundial, podem medir com precisão a tensão das correias já instaladas em veículos leves e pesados. Além dos itens em estoque, a Gates também passa a oferecer aos reparadores a possibilidade de importação, sob encomenda, de toda a linha internacional de ferramentas profissionais da marca.

Conta com diversos destaques como: ferramenta manual para a verificação da tensão de correias sincronizadoras, ferramentas para o travamento de comandos de válvulas, ferramentas para neutralizar a pressão da mola do tensionador e facilitar a troca de correias Micro-V em veículos leves e pesados, ferramentas para facilitar a troca de polias do alternador, ar-condicionado e direção hidráulica, equipamento para a troca a vácuo do líquido de arrefecimento, eliminando a possibilidade de formação de bolhas de ar, equipamento para teste da pressão do sistema de arrefecimento, linha de molas para curvar mangueiras “Unicoil” e “SureLok”, ferramenta exclusiva para desconectar com facilidade as mangueiras dos seus terminais, filtros, conexões de radiadores, etc.

BORRACHA Atual - 35


Notas e Negócios Flexlab oferece padrões de laboratório

Normalizada entrega de calçados para a Argentina

O Laboratório de Ensaios para Plásticos e Borrachas (Flexlab) oferece cursos e treinamentos, assistência técnica e formulações, além de padrões e referências para laboratórios. Está operando em sua total função na Travessa Paulo Afonso, 99 em São Bernardo do Campo. Visite o site www.flexlabconsultoria.com.br.

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) vem acompanhando atentamente o fluxo das importações de calçados da Argentina e, com base em informações colhidas junto às empresas exportadoras brasileiras, registra com satisfação uma normalização dos negócios nos termos acordados com as autoridades do Brasil e da Argentina. No âmbito da Comissão Bilateral de Monitoramento do Fluxo de Comércio, observa-se claramente uma liberação de licenças de importação nos prazos estabelecidos pela legislação internacional e uma recomposição do equilíbrio entre os volumes importados do Brasil, do Mercosul e de terceiras origens. Em junho do ano passado, os governos brasileiro e argentino assinaram um acordo que previa o embarque de 15 milhões de pares por ano, representando uma redução de 19% sobre as exportações de 2008. A Argentina havia se comprometido a liberar licenças de importação no prazo de 40 dias, para evitar atrasos na entrega dos pedidos. Em 2009, a Argentina exportou para o Brasil cerca de 14 milhões de pares.

Mini Challenge tem motores BMW com turbos BorgWarner Em 2010, os turbocompressores BorgWarner K03 TwinScroll estarão presentes em todos os motores BMW do Mini Challenge - nova categoria do automobilismo nacional constituída por veículos ingleses Mini Cooper. O Mini Challenge entra no lugar da Stock Light que, após 17 anos teve em Interlagos sua última prova. Os modelos Mini Cooper de competição, preparados na Inglaterra, possuem motor BMW a gasolina de 4 cilindros em linha, 1.600 cm³ de cilindrada, injeção direta, turbocompressor e potência de 221 cv. Este motor leva o veículo à velocidade máxima de 240 km/h. A primeira largada da categoria acontecerá dia 28 de março próximo, em São Paulo, com cerca de quinze carros. Em relação ao Mini Cooper de passeio, a grande diferença do carro que desfilará nas pistas está no enorme aerofólio sobre o teto. O Mini Challenge fará parte da programação do Campeonato Brasileiro de Stock Car e, assim como na Stock Light, servirá como preparação de pilotos para a categoria Turismo.

36- BORRACHA Atual

Romi e ITA intensificam projetos tecnológicos Em cerimônia realizada no Centro de Competência da Manufatura do Instituto Tecnológico da Aeronáutica - CCMITA, foram apresentados os primeiros resultados obtidos com projeto de cooperação tecnológica que vem sendo realizado em conjunto por Indústrias Romi S.A e o CCM-ITA, desde 2007. Além disso, foi anunciada a ampliação desta parceria, iniciada em junho deste ano, para o desenvolvimento de estudos com o Centro de Usinagem Vertical D800 AP da Romi, em operação no ITA. Com esta ampliação será possível o desenvolvimento de estudos comportamentais da máquina e aspectos da usinabilidade, principalmente para a indústria aeronáutica e outras aplicações que vão desde a produção seriada, até a usinagem de moldes e matrizes. José Carlos Romi, diretor de Tecnologia da Romi, ressalta que “parcerias como esta firmada com o CCM-ITA constituem importantes fontes de geração constante de conhecimento para a indústria nacional de fabricantes de máquinas.” Para ele, a empresa se favorece com a possibilidade de experimentação e evolução tecnológica de seus produtos, ao mesmo tempo em que a pesquisa acadêmica passa a dispor de condições técnicas excepcionais para o desenvolvimento de seus estudos. “É uma troca de experiências rica e produtiva, com reflexos diretos para ambos, empresa e instituição. Prova disso são os resultados das pesquisas já produzidos e os mestrados e doutorados em andamento sobre o tema”, afirma Romi. www.romi.com.br


Romi com novo certificado ISO O Sistema de Gestão da Qualidade das Indústrias Romi obteve a recertificação em conformidade com a norma ISO 9001, versão 2008. Válida até novembro de 2012 e conferida pela empresa norte-americana ABS Quality Evaluations, a certificação atesta que os processos da Romi estão estruturados e atendem os requisitos dos clientes, do governo e da própria empresa, e reflete o comprometimento da Romi com o foco no cliente, o atendimento à legislação, o envolvimento das pessoas, a prevenção e a melhoria contínua.

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ANPEI certifica empresas inovadoras

pela Chevrolet tanto na mostra da marca, no Renaissance Center, quanto no Salão Internacional do Automóvel de Detroit. Tim Lee, presidente das Operações Internacionais da General Motors Company, participou da exposição dos modelos, e destacou que a Chevrolet tem registrado um crescimento expressivo nas vendas de veículos no mundo. Em 2009, as vendas totais de veículos Chevrolet totalizaram 1,34 milhão de unidades, das quais apenas o Brasil e a China responderam por uma participação de 27%. Jaime Ardila, presidente da GM do Brasil e Mercosul, também presente ao evento, assinalou que a Chevrolet no Brasil registrou seu novo recorde histórico anual de vendas, com 595.536 veículos emplacados, com evolução de 46.593 unidades a mais do que o antigo recorde, de 2008 (548.943 unidades). José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da GM do Brasil, explicou que o Agile exibido é um veículo na cor amarelo Carman, equipado com rodas de 16 polegadas, na versão LTZ, tendo sido 100% desenvolvido pelo Centro Tecnológico da General Motors do Brasil. O modelo já demonstra no mercado sua boa aceitação, com 6.515 unidades emplacadas em dezembro último (bem acima das 3.500 esperadas inicialmente). Os números confirmam a expectativa da própria imprensa especializada, ao conquistar em 2009 a “tríplice coroa” de prêmios, com sua eleição como “Carro do Ano” pela Revista AutoEsporte, o “Melhor Carro Nacional” e Melhor Carro Abiauto” pela Associação Brasileira da Imprensa Especializada em Automóveis, e “O Melhor de Auto Press 2010”. Segundo ele, o sucesso do Agile faz com que a GM já comece a programar um aumento da produção na fábrica de Rosario, na Argentina, para atender a demanda do mercado. O objetivo é ampliar o mais rápido possível a produção de 6.000 para 8.000 unidades mensais, já neste ano de 2010.

A Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (ANPEI) reconheceu a Dow como uma das empresas mais inovadoras do Brasil. Os investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento e tecnologia, somados ao foco na busca de soluções inovadoras, levaram a companhia a receber o Selo ANPEI de Empresa Inovadora. Essa certificação tem como objetivo identificar e reconhecer companhias com sólidos esforços e investimentos em P&D e inovação. Os critérios para conquistar o reconhecimento da ANPEI levam em consideração informações sobre a estrutura, os negócios e investimentos realizados pelas empresas com o objetivo de promover inovação e avanço tecnológico.

Chevrolet mostra sua força mundial em Detroit O “hatchback” Agile, modelo totalmente desenvolvido no Brasil pelo Centro Tecnológico da General Motors do Brasil, foi uma das três estrelas globais dentre os modelos exibidos BORRACHA Atual - 37


Notas e Negócios Agecom troca de escuderia na Stock Car Agecom Bardahl Hot Car. Este é o nome da nova equipe Stock Car patrocinada pelo Grupo Agecom do Brasil, liderada pelo experiente Amadeu Rodrigues e que reunirá este ano os pilotos Antonio Pizzonia (ex-Fórmula 1 e há três anos na atual categoria) e Beto Gresse, campeão da Stock Car Light em 2007. O patrocínio, fechado em parceria com a Bardahl e com o apoio da prefeitura de Manaus, foi oficializado no final de dezembro, quando venceu o contrato da Agecom com a AMG Motorsport, dirigida pelo campeão Ingo Hoffmann. “Admiramos muito o trabalho de Ingo e sua equipe, mas entendemos que o projeto de conscientização ambiental que a Hot Car propõe se enquadra com o que buscamos, além da proposta de visibilidade ter sido muito favorável”, explica Marcos Guerra, CEO do grupo.

Simbras instalada em Santa Catarina A Simbras Ltda, empresa nacional recém criada para atender o mercado brasileiro de borracha e que pertence ao Grupo Simko S.A da Argentina, instalou em Itajaí, Santa Catarina, seu escritório de vendas e estoque de matériasprimas de produtos para borrachas, como: MBT, MBTS, TBBS, DPG, CTP, 6PPD e TMQ, além de todos os tipos de borrachas e látices naturais destinados ao mercado borracha. O Grupo Simko atua no mercado latino americano fornecendo borrachas e látices naturais e produtos químicos para borracha há mais de cinquenta anos e desenvolveu parceiras com os principais fabricantes chineses destes produtos. Segundo a empresa, todos os fornecedores representados são criteriosamente avaliados e todos possuem homologação e certificação das principais indústrias de pneus e fabricantes de artefatos de borracha do mundo. Os produtos são comercializados através de importação direta dos fabricantes chineses ou através de estoque local. Com o objetivo de atender melhor seus clientes, a empresa utiliza seu escritório chinês como apoio logístico para consolidação de “containers” e cargas, além de apoio técnicocomercial para desenvolvimento de novos produtos e outros fornecedores locais . A Thermochem é a parceira comercial da Simbras para todo o Brasil. Informações pelos telefones: 11 4125-0592 e 48 3223-0134.

Pneus aplicados em asfalto Segundo informação da AREBOP - Associação Nacional das Empresas de Reciclagem de Pneus e Artefatos de Borrachas, uma das principais aplicações dos pneus usados é na produção de asfalto. A associação afirma, ainda, que 38- BORRACHA Atual

a aplicação do pó de borracha ao asfalto, conhecido como asfalto borracha, está em desenvolvimento no Brasil. Resultados em campo comprovam as vantagens de sua utilização, apesar do custo inicial de aplicação, segundo especialistas, há um acréscimo em torno de 20% a 25% em relação ao valor do asfalto comum. O reflexo positivo está na relação custo-benefício no passar dos anos e na manutenção do pavimento. Entre as vantagens do uso do pó de borracha, destacamse maior durabilidade em relação ao asfalto comum, melhoria na viscosidade, aumento da elasticidade, o que melhora a aderência do pneu ao pavimento, redução no consumo de combustível e maior resistência ao envelhecimento, propiciando uma série de vantagens no pavimento. A importância do tema despertou o interesse da ANP – Agência Nacional de Petróleo, que, após a realização de consulta pública em 2.008, no Diário Oficial da União, publicou a Resolução ANP nº 39 de 24.12, que estabelece o Regulamento Técnico ANP nº 5/2008 para as especificações dos cimentos asfálticos de petróleo modificados por borracha moída de pneus, designados como asfaltos borracha. Outras notícias do setor de Borracha encontram-se no site da PneuShow - Recaufair 2010 – Feira e Convenção Internacional de Pneus e Equipamentos - Reforma, Reciclagem, Comércio e Serviços (www.pneushow.com.br/2010). O evento está em sua nona edição, e acontece entre os dias 13 e 16 de abril de 2010, no Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte, São Paulo. Paralelamente à PneuShow – Recaufair, acontece a EXPOBOR 2010 – 9ª Feira Internacional de Tecnologia, Máquinas e Artefatos de Borracha, voltada a profissionais e empresários das indústrias automotiva, de artefatos, calçados, eletrodomésticos, pneumática, petrolífera, siderúrgica, de máquinas, componentes e outros segmentos que utilizam a borracha como matéria-prima ou produto final.

Cristiano da Matta retorna ás pistas com a Iveco na Fórmula Truck A Scuderia Iveco anunciou a contratação do piloto mineiro Cristiano da Matta para compor sua equipe em 2010 na Fórmula Truck. A chegada do ex-campeão da CART (Fórmula Indy) e que também correu por dois anos na Fórmula 1, foi celebrada pelo presidente da Iveco, Marco Mazzu. “Estamos começando nossa terceira temporada e a experiência e competitividade do Cristiano certamente nos ajudará no trabalho de desenvolvimento da equipe”. “Estava ansioso para saber como seria dirigir o caminhão”, revelou da Matta após o teste. “Descobri que é um veículo muito diferente, mas um carro de corrida com certeza”. Um caminhão de competição como o Stralis da


Scuderia Iveco possui mais de 1.000cv de potência e, mesmo pesando cerca de 4,5 toneladas, desenvolve velocidades acima de 240 km/h. Mineiro de Belo Horizonte, Cristiano da Matta fará dupla com o pernambucano Beto Monteiro, piloto da Scuderia Iveco que em 2009 conquistou quatro pódios (dois terceiros lugares e dois quartos lugares). Beto Monteiro foi o campeão da temporada 2004 da Fórmula Truck brasileira. A temporada 2010 da Fórmula Truck terá 10 etapas, e a primeira corrida acontecerá dia 7 de março, no Autódromo Internacional de Guaporé (RS).

Kia Motors é title sponsor de rallye náutico de Ilhabela Pelo segundo ano consecutivo, a Kia Motors do Brasil empresta o seu nome ao Rallye Náutico Yacht Club de Ilhabela (YCI), evento que aconteceu em janeiro, com a participação de cerca de cinquenta embarcações que realizaram o trajeto entre a sede do YCI e o Saco do Sombrio. Sob a direção técnica de Jan Balder, o Rallye Náutico Yacht Club de Ilhabela – Copa Kia Motors é uma prova náutica de regularidade. Cada equipe participante faz opção pela média de velocidade mais adequada às características de sua embarcação. Com isso, objetiva-se colocar em prática o próprio conhecimento de navegação da equipe. Na avaliação de José Luiz Gandini, “a primeira edição da Copa Kia Motors, no ano passado, foi um sucesso enquanto evento esportivo e por ter proporcionado à oportunidade de relacionamento mais próximo com o público que deve conhecer o atual portfólio de veículos da Kia. Este ano, esperamos dar continuidade ao trabalho de mostrar o design e a tecnologia dos carros sul-coreanos, em especial o Soul, o Cerato e o Mohave, lançados em 2009”.

SABIC e Piramidal firmam parceria em resinas termoplásticas Com o objetivo de expandir seus negócios no Brasil, a SABIC Innovative Plastics, líder em termoplásticos de engenharia, faz parceria com a Piramidal, líder na distribuição de resinas termoplásticas no Brasil, para que a empresa seja a distribuidora oficial destes produtos para clientes selecionados. Seguindo o modelo de distribuição bem sucedido utilizado na Europa, nos Estados Unidos, no Pacífico e em outros países da América do Sul, a SABIC Innovative Plastics pretende utilizar a ampla rede da Piramidal para expandir sua presença de mercado no país. “Esta parceria estratégica oferecerá vantagens para nossos clientes, pois facilitará o acesso a soluções desenhadas especificamente para suas necessidades. A distribuição pela Piramidal ampliará a oferta de serviços de qualidade, dará agilidade à entrega de produtos e flexibilidade ao tamanho dos pedidos”, diz Ricardo Knecht, Presidente da SABIC Innovative Plastics para a América do Sul.

Foto 24 Foto: Ricardo Knecht (à esquerda), presidente da SABIC Innovative Plastics para a América do Sul, e Wilson Cattaldi, presidente da Piramidal, assinam acordo de distribuição de resinas termoplásticas no Brasil.

Assintecal finaliza rodadas de negócios Realizado pela Assintecal by Brasil - Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos, em parceria com Apex-Brasil, o Projeto BORRACHA Atual - 39


Notas e Negócios Comprador (realizado durante a semana da Couromoda) realizou 65 rodadas, movimentando US$ 80 mil em compras diretas e US$ 420 mil em pedidos que se estendem até o final do ano. Entre os produtos mais procurados pelos países, destaque para os solados, sintéticos, palmilhas e acessórios com fabricação “made in Brazil”. Presente pela primeira vez Edgar Quintero, representante da Columbiatex SAC, ficou surpreso com a qualidade dos produtos brasileiros. “Vim interessado basicamente em palmilhas de PU e saltos. Ao chegar e conferir as opções expostas no showroom fiquei surpreso com as técnicas dos sintéticos e transfer para calçado”, comenta.

Exportações de Componentes No ano passado, o Brasil exportou componentes para 165 países e os principais destinos foram: Argentina, Estados Unidos, Alemanha, Países Baixos e México. Entre os segmentos exportados pela indústria brasileira de componentes, os saltos e solados foram os itens que tiveram maior representatividade, com valores superando os US$ 178 milhões. Para Venezuela, as exportações totalizaram US$ 33, 3 milhões. De 2006 a 2008, o segmento registrou crescimento nas exportações, aumentando o volume de negócios em 20,56%. Nos próximos meses, o desempenho econômico do setor tende a se fortalecer em 2010 com previsão de recuperação e consolidação do posicionamento competitivo nos mercados interno e externo. A meta é alavancar de 3 a 5% a produção do setor.

Setor de duas rodas ainda em recuperação Nos últimos meses o setor de Duas Rodas foi beneficiado com a implantação de algumas medidas de incentivo oferecidas pelo Governo Federal, como a retomada da isenção da taxa da COFINS e a liberação de linhas de crédito. A Abraciclo – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares acredita que as ações contribuirão para a retomada do setor, porém há muito que se fazer para comemorar sua total recuperação. Segundo dados da associação, no mês de janeiro 124.548 unidades foram comercializadas para a rede de concessionárias, 21,8% a mais do que no mês anterior, quando 102.260 motocicletas foram vendidas. No comparativo em relação ao mesmo mês de 2009, foi registrado um aumento de 18,8%. Com relação à produção, no mesmo mês de janeiro, atingiu-se um total de 127.778 unidades, 57,7% de aumento em relação a dezembro (período de férias coletivas do setor), quando 81.035 unidades saíram das linhas de montagem do Pólo Industrial de Manaus. No comparativo entre os meses 40- BORRACHA Atual

de janeiro de 2009 e 2010, ocorreu situação similar. Também um acréscimo de 57,7%. Apesar dos números positivos nas vendas para a rede de concessionárias e na produção, precisa-se levar em consideração uma queda de 23,2% nas vendas ao consumidor final, em relação a dezembro do último ano. Em janeiro, 2.332 motocicletas foram comercializadas para o mercado externo. Isso significa um decréscimo de 55,1% em relação ao mesmo mês do ano passado e queda de 67,5% se comparado a dezembro de 2009, quando foram exportadas 7.165 unidades. De acordo com Paulo Shuiti Takeuchi, presidente da Abraciclo, as medidas do Governo devem aquecer o mercado, porém é cedo para brindar os resultados. É certo que o consumidor continua buscando o melhor custo-benefício para mobilidade e transporte, mas ainda existem restrições que impedem a total retomada do setor.

Turbo BorgWarner brasileiro no motor da MB Sprinter Para atender a nova legislação de emissões, na linha Mercedes-Benz Sprinter, que será lançada no mercado brasileiro em 2012 (fabricada na Argentina), o atual motor Euro/3 será substituído pelo OM651 LA Euro/5 com turbo R2S (dois estágios regulados), a ser produzido pela BorgWarner em sua planta de Campinas, SP. O R2S, turbocompressor deste motor, é componente essencial para o controle de poluentes e possui estágios regulados de alta e de baixa pressão - tecnologia ainda não aplicada no mercado brasileiro. Em comparação com o turbo atual da Sprinter (geometria variável), o R2S oferece melhor desempenho, redução no consumo de combustível, melhor dirigibilidade e baixa emissão de poluentes. Investimentos já estão sendo feitos para a produção local do turbocompressor da Sprinter. Ressalte-se que a BorgWarner – líder mundial em produtos e sistemas para “powertrain” - produz e fornece este turbo para a MercedesBenz no mercado europeu.

Turbo BorgWarner R2S para o motor Mercedes-Benz OM651 LA Euro/5 da Sprinter que será lançada em 2012 no mercado brasileiro


BORRACHA Atual - 41


Notas e Negócios Braskem adquire a Quattor e se prepara para a expansão internacional A Braskem anunciou a conclusão das negociações para a aquisição da Quattor, por meio de um Acordo de Investimento celebrado entre Odebrecht, Petrobras, Braskem e Unipar. O Acordo permitirá à Petrobras consolidar seus principais ativos petroquímicos na Braskem, que se manterá como empresa privada de capital aberto e ampliará sua capacidade de competir globalmente. A consolidação dos ativos posicionará a Braskem como a maior empresa petroquímica das Américas em capacidade de resinas termoplásticas (PE, PP e PVC), colocando-a em um novo patamar de escala e eficiência para fazer frente aos desafios do mercado internacional. A empresa passa a ter faturamento anual de R$ 26 bilhões. Com integração entre 1ª e 2ª geração petroquímica, suas 26 plantas, localizadas em cinco Estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Alagoas), terão capacidade para processar 5,5 milhões de toneladas/ ano de resinas.

acionistas de Braskem, sendo que Odebrecht e Petrobras participariam, através da “holding” criada, com os R$ 3,5 bilhões nela aportados e aquisição pela Braskem das ações da Quattor detidas pela Unipar e de outras participações da Unipar; além da incorporação pela Braskem das ações da Quattor detidas pela Petrobras. Segundo o presidente da Braskem, com a integração de plantas modernas e competitivas, complementação e diversificação geográfica (unidades em cinco Estados) e de matérias-primas (nafta, etano, propano, HLR, propeno de refinaria e etanol), a Braskem terá ganhos de escala, maior flexibilidade e eficiência operacional. Gradin afirma que a Braskem dará continuidade ao seu projeto de internacionalização, combinando vocação para o crescimento com capacidade para investir e competir globalmente. “Teremos um impacto positivo na relação de proximidade com nossos Clientes por meio de uma integração maior na cadeia produtiva, do acesso a serviços de alto valor agregado, a tecnologias inovadoras e investimentos consistentes em pesquisa e desenvolvimento”.

“A consolidação da primeira e segunda gerações petroquímicas, que são intensivas em capital, cria condições para que a indústria brasileira seja protagonista naquele que é um dos setores globais mais desafiadores e competitivos, o mercado de resinas termoplásticas. Além disso, viabiliza os investimentos necessários para acompanhar o crescimento da economia nacional”, afirma Bernardo Gradin, Presidente da Braskem. “A criação de uma empresa com porte e vocação globais está em linha com a crescente inserção do Brasil no mercado internacional”, acrescenta. A operação está avaliada em R$ 700 milhões, incluindo os valores relativos à aquisição das empresas Polibutenos e Unipar Comercial pela Braskem, que também assumirá compromissos da Unipar junto ao BNDESPar. Bernardo Gradin e José Sérgio Gabrielli

Adicionalmente, um Acordo de Associação celebrado entre Petrobras, Odebrecht e Braskem confere à Braskem o direito de preferência em participar como sócia dos projetos do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro – Comperj – e do Complexo Petroquímico de Suape, em Pernambuco. Tais projetos, já em execução, vão aumentar de forma expressiva a oferta de petroquímicos básicos no país, bem como a de resinas. Dentre as etapas da operação estão previstas: a criação de uma “holding”, na qual Odebrecht e Petrobras aportam suas ações e realizam capitalização de R$ 3,5 bilhões; segue-se um aumento de capital na Braskem em um valor entre R$ 4,5 e R$ 5 bilhões por parte das atuais 42- BORRACHA Atual

Brasil e Argentina voltam a negociar pneus O Ministério da Produção da Argentina, a pedido dos importadores e distribuidores, prometeu tornar mais flexível o processo de licenciamento. A medida agradou fabricantes de pneus brasileiros. Recentemente, foi criado um grupo especial de analistas dentro da Secretaria de Indústria para agilizar a liberação das licenças para produtos brasileiros.


BORRACHA Atual - 43


Notas e Negócios Fábrica da Continental em Camaçari conquista certificação ISO 14001 A fábrica da Continental instalada no Pólo Industrial de Camaçari, na Bahia, acaba de conquistar a certificação ISO 14001, norma internacional que atesta que uma empresa adota práticas ambientalmente sustentáveis. A ISO 14001 exige um comprometimento da organização com a prevenção da poluição e com melhorias contínuas como parte do ciclo normal de gestão empresarial. Trata-se de uma importante ferramenta desenvolvida de forma a auxiliar as companhias a identificar, priorizar e gerenciar seus riscos ambientais como parte de suas práticas usuais. “O esforço e o interesse de nossos colaboradores foi fundamental para essa conquista. Não adianta controlar resíduo se cada um não faz sua parte. A atitude de todos é vital para o sucesso”, explica Liliana Kunh, coordenadora de meio ambiente da fábrica.

7 78J8 – Associação Brasileira de Tecnologia da Borracha elegeu sua nova diretoria, que passa a ser composta pelos seguintes membros: diretor presidente: FWkbe HeX[hje =WhX[bejje e suplente: ?bied Dkd[i; diretor vice-presidente: CWhYei 9Whf[]]_Wd_ e suplente: Bk i 7djed_e Jehc[dje; diretor tesoureiro: FWkbe 7bl[i e suplente: FWkbe H_YWhZe Ij[_d[h; diretor secretário: Hei[b H_ppe e suplente: CWhY[be ;ZkWhZe I_blW e diretor cultural: 9b[X[h <[hdWdZ[i F[h[_hW e suplente: 9Whbei B[ e B[kj[m_b[h.

7dZh

Bk_i

Hec_,

gerente

de

Relações

Institucionais e Direito Societário da Indústrias Romi, tomou posse da presidência da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura (CSMF) da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Para este mandato, que vai até novembro de 2011, o executivo contará com uma diretoria composta

A empresa está lançando quatro novos produtos que são produzidos em Camaçari: as bandas de rodagem Contitread, desenvolvidas com a tecnologia de corte no comprimento, que oferecem as mesmas características de economia de combustível e alto desempenho dos pneus de carga e proporcionam em sucessivas recapagens elevada performance, alta quilometragem e desgaste uniforme; “o pneu lsu”, indicado para o transporte de cargas leves em aplicação regional com mudanças frequentes de rotas e superfícies, bem como pesos e cargas, voltado para microônibus e caminhões leves; “pneu hsc1” com câmara voltado para aplicações “on e off road”, principalmente no trabalho com cana-de-açúcar, pois seu contorno direcional e o ombro aderente da banda de rodagem permitem melhor dirigibilidade tanto no asfalto como em terrenos mistos e “pneu hsr1” com câmara que atende às múltiplas e severas exigências do transporte em longa e média distância e está totalmente adaptado às condições da malha viária brasileira. Ele incorpora melhorias em relação a sua geração anterior, apresentando sulcos mais profundos e maior largura da banda de rodagem. 44- BORRACHA Atual

por oito vice-presidentes: Alfredo Griesinger (Heller Máquinas Operatrizes); Alfredo Vergílio Ferrari (Ergomat); Antonio Roberto Pereira (Asamaq); Evandro Luciano Orsi (TM Bevo); Marcelo Schlachter (Tox

Pressotechnik);

Marco

Yashiro

(Prensas

Schuler); Roberto M. Schaefer (SEA do Brasil) e Sérgio Cardoso Coca (Sanches Blanes).

A Nalco, empresa para tratamento de água, ar e melhoria de processos, recentemente integrou em sua equipe no Brasil, o engenheiro sanitarista, ;ZkWhZe DWiY_c[dje FWY^[Ye que ocupará a posição de gerente técnico para a América Latina da Divisão IWM (Integrated Water) e o engenheiro químico, ;c_h @eh][, para a gerência de projetos e equipamentos NGES (Nalco Global Equipment Solutions) para o Cone Sul.


BORRACHA Atual - 45


Matéria Técnica

VULCANIZAÇÃO SOLADOS ESPESSOS 7kjeh[i0 7djed_e :[cWjj CWhYei 8Whh[je FWkbe =WhX[bejje

OBJETIVO:

Enxofre

2

MBTS

1

Atendendo às necessidades do mercado de solados, para

TBBS

redução de tempo de vulcanização de solados espessos, o

MBT

1

laboratório de borracha da Rhodia, no Brasil, desenvolveu

DPG

0,7

estudos a fim de prover essa redução, utilizando-se de uma

TMTD

0,3

fórmula Standard.

ZDEC

CONCLUSÃO.

2

2

1

1

1,2

1 0,7

0,4

0,3

Os sistemas de aceleradores acima citados, podem reduzir o tempo de vulcanização de um solado espesso, em até 44%,

O desenvolvimento desse estudo propiciou reduções

aumentando assim significativamente a produtividade.

significativas no tempo de vulcanização, aumentando a produtividade em 44%.

COMENTÁRIOS

Na fase1, observou-se que aumentos de PEG 4000 e TMTD não

<7I; '

traz bons resultados, porque o excesso desse ingredientes, maximiza o problema fde afloramento dos solados.

Os solados vulcanizados das formulações com PEG, PEG +, PEG ++ e TMTD ++ foram analisados, após algum tempo de

As quantidades de ZnO de 2.5 a 5.5 phr não aumentam a

estocagem, e observou-se o fenômeno da migração.

condutividade térmica do composto.nem reduz o tempo ótimo de cura.

As formulações com TMTD + e TMTD ++ apresentaram redução no T90%, porém o tempo ótimo para vulcanização

Na fasse 2, nota-se a condutividade térmica independe de ter

do solado espesso não foi reduzido. A vulcanização no centro

um T-90% curto.

do solado só se inicia quando a temperatura, neste ponto, atingir um nível suficientemente alto; o tempo necessário

Na fase 3, encontramos três sistemas de aceleradores para

para se atingir esta temperatura é independente do T90%

vulcanização de solados espessos, os quais mostram-se os

e está relacionado com a condutividade térmica do material.

mais eficientes.

Portanto, a adição de uma quantidade maior de TMTD (acima

46- BORRACHA Atual


<7I; (

<7I; )

A Fase 2 confirma que quanto menor

Na fase 3, fez-se a combinação dos

o T90% menos eficiente é o sistema

aceleradores testados na fase 2 que

Nota-se, observando a tabela com os

de aceleração, ou seja, o tempo

apresentaram maoir eficiência (menor

dados da fase 1, que o aumento de ZnO

ótimo de vulcanização de um solado

distância entre T90% e Tempo ótimo

até 5,5 phr (formulações ZnO+ e ZnO++)

espesso se distancia mais do T90%. A

de vulcanização do solado espesso) e

não alterou a condutividade térmica do

condutividade térmica do material não

que apresenataram um T90% menor.,

material e consequentemente, o tempo

se altera e o tempo para que o centro

como por exemplo os compostos

ótimo de cura do solado espesso foi o

do solado atinja uma temperatura alta

experimentais 3A; 5 e 7A .

mesmo para as formulações com 2,5;

o suficiente para que a vulcanização

4,0 e 5,5 phr de ZnO.

ocorra é o mesmo.

de 0,3 phr) não caminha no sentido de proporcionar redução no tempo de vulcanização para solados espessos.

Comparando esses resultados

com

a fórmula referência, fase 1,

com

A partir das informações acima, adotou-

O T90% dos compostos envolvidos

1,5 phr de TEA e 2,5 de ZnO, nota-

se como referência o composto com 1,5

nesta fase foi superior ao obtido no

se um aumento de produtividade de

phr de TEA; 2,5 de ZnO e 0,3 phr de TMTD.

composto adotado como referência.

vulcanização de 44%

B[][dZWi0 YhkW 3 iebWZe Yec fekYei i_dW_i Z[ c| lkbYWd_pW e fehei ea 3 iebWZe Yec XeW lkbYWd_pW e RESULTADOS:

FASE 1

PEG

SBR 1502 Zeosil 175GR Plus Ac. Esteárico Óleo Naftênico Anti Oxidante Protetox NS Enxofre MBTS TMTD

100 50 1,5 10 1 2 1,8 0,3

PEG 4000 TEA TMTD ZnO ativo T 90% A B C D E

PEG+

PEG++

TEA

TEA+

TEA++

2,5 -0,3 2,5

3,5 -0,3 2,5

5,0 -0,3 2,5

-1,5 0,3 2,5

-2,25 0,3 2,5

-3,0 0,3 2,5

11’24’’ 11’30’’ crua 12’00’’ ok 12’30’’ ok 13’0’’ ok

9’36’’ 10’00’’ crua 10’30’’ crua 11’00’’ ok* 11’30’’ ok

8’24’’ 9’00’’ crua 10’30’’ ok 11’00’’ ok 13’00’’ ok 16’00’’ ok

8’48’’ 9’00’’ ok 11’00’’ crua* 11’30’’ ok 12’00’’ ok 14’00’’ ok

4’12’’ 4’12’’ crua 6’12’’ crua* 8’12’’ crua 8’30’’ ok* 9’00’’ ok

TMTD+ TMTD++

2,5 -0,5 2,5

2’48’’ 10’00’’ 3’00’’ 11’00’’ crua crua* 5’00’’ 12’00’’ crua ok 7’00’’ 13’00’’ crua* ok 7’30’’ 14’00’’ ok ok 8’00’’ ok

2,5 -0,7 2,5 7’30’’ 9’30’’ crua 11’00’’ crua 12’00’’ ok

ZnO+

ZnO++

2,5 -0,3 4,0

2,5 -0,3 5,5

11’24’’ 11’12’’ 11’30’’ 11’00’’ ok* crua 12’00’’ 11’30’’ ok* crua 12’30’’ 12’00’’ ok crua* 13’00’’ 13’00’’ ok ok 16’00’’ 14’00’’ ok ok BORRACHA Atual - 47


Matéria Técnica

FASE 2

TBBS(1) TBBS(2)

SBR 1502 Zeosil 175GR Plus TEA ZnO ativo Ac. Esteárico Óleo Naftênico Protetox NS Enxofre MBTS TMTD TBBS MBT DPG HMTA ZDEC T 90% A B C D E

FASE 3

1

SBR 1502 Zeosil 175GR Plus TEA ZnO ativo Ac. Esteárico Óleo Naftênico Protetox NS Enxofre MBTS TBBS MBT DPG TMTD ZDEC T 90% A

100 50 1,5 2,5 1,5 10 1 2 -1,8 -1,2 --9’36’’ 11’00’’ crua

B C D E

15’00’’ ok 14’30’’ ok 14’00’’ crua*

48- BORRACHA Atual

100 50 1,5 2,5 1,5 10 1 2 1,8 0,3 0,5

MBT(1)

MBT(2)

0,5

1,0

DPG(1)

DPG(2) HMTA(1) HMTA(2) ZDEC(1) ZDEC(2)

1,0 0,5

1,0 0,5

1,0 0,5 7’45’’ 10’00’’ crua 11’00’’ crua 12’00’’ ok 13’00’’ ok

1,0 5’38’’ 5’40’’ crua 7’00’’ crua 8’30’’ ok 9’00’’ ok 9’30’’ ok

6A

7

7A

2 -1 1 0,7 0,3 -3’36’’ 5’00’’ crua 6’30’’ crua 7’30’’ crua 7’00’’ crua 8’00’’ ok

2 -0,7 0,7 0,7 -0,3 3’18’’ 3’30’’ crua 6’00’’ crua 8’00’’ ok 7’00’’ crua 7’30’’ ok

2 -1 1 0,7 -0,3 3’00’’ 6’30’’ ok* 6’00’’ crua 7’00’’ ok 5’30’’ crua 7’30’’ ok

14’12’’ 13’00’’ crua 13’30’’ crua* 14’00’’ ok* 14’30’’ ok 15’00’’ ok

11’40’’ 11’30’’ crua 12’00’’ crua 12’30’’ ok 13’00’’ ok

12’12’’ 11’00’’ crua 11’30’’ ok 12’00’’ ok 13’00’’ ok 13’30’’ ok

8’06’’ 8’00’’ crua 8’30’’ crua* 9’00’’ ok* 10’00’’ ok 12’30’’ ok

9’00’’ 10’00’’ crua 10’30’’ crua* 11’00’’ ok 11’30’’ ok 12’00’’ ok

5’34’’ 7’00’’ crua 9’00’’ crua* 9’30’’ ok 10’00’’ ok

11’12’’ 11’00’’ crua 11’30’’ crua* 12’00’’ ok 12’30’’ ok

9’36’’ 10’00’’ crua 11’00’’ ok* 11’30’’ ok 12’00’’ ok 12’30’’ ok

2

2A

3

3A

4

5

6

2 0,7 -0,4 -0,9 1,2 4’00’’ 6’00’’ crua 7’00’’ crua 7’30’’ ok* 8’00’’ ok 8’30’’ ok

2 1 -1 -0,4 0,6 3’48’’ 4’30’’ crua 6’00’’ crua 7’30’’ ok* 8’00’’ ok 8’30’’ ok

2 1,3 -0,7 -0,3 -11’00’’ 14’00’’ ok 12’30’’ ok 11’30’’ crua 12’00’’ ok 13’00’’ ok

2 1 -1 0,7 0,3 -2’42’’ 5’00’’ crua 6’00’’ crua* 6’30’’ Ok 5’30’’ crua 7’00’’ Ok

2 -1,2 -1,2 -0,3 6’15’’ 7’30’’ crua 9’00’’ crua 11’00’’ ok 10’00’’ crua 10’30’’ crua*

2 -1 1,2 --0,4 3’15’’ 6’30’’ ok 7’30’’ ok 6’00’’ crua

2 -0,7 0,7 0,7 0,3 -4’18’’ 7’00’’ crua 8’30’’ ok 8’00’’ ok 7’30’’ crua*


!"#$$%&'#()$ Frases & Frases

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BORRACHA Atual - 49

Figura 3 – Homopolímeros e Tipos de Copolímeros


ABTB

Plastificantes para Borracha Luis A. Tormento

Os plastificantes têm a função de plastificar o composto, melhorar seu processamento, reduzir a energia necessária para o processamento e ajudar na incorporação dos ingredientes, melhorando sua dispersão. Nos vulcanizados reduzem a dureza e rigidez, aumentam o alongamento à ruptura e melhoram sua flexibilidade à baixa temperatura. Estas mudanças são acompanhadas de uma redução nas propriedades mecânicas e nas propriedades elásticas. Os plastificantes são muitas vezes utilizados com o objetivo de reduzir a viscosidade do composto, permitindo assim adicionar mais cargas; quando são utilizados para este fim recebem o nome de extensores. Além dos plastificantes e extendedores existem outros produtos que não modificam a viscosidade do composto, nem as propriedades dos vulcanizados, porém, facilitam o processamento dos compostos e são denominados auxiliares de processo, que geralmente são combinações de ceras, sais de ácidos graxos e outros produtos de composição não revelada; utilizam-se na ordem de 1-3 phr. Em alguns artefatos de borracha onde exista a necessidade de aumentar a pegajosidade dos compostos, utilizamos os chamados agentes de pegajosidade, na ordem de 2-5 phr. Os plastificantes de maior consumo são os óleos minerais, derivados de frações pesadas do petróleo. Pela sua composição química classificam-se em aromáticos, naftênicos e parafínicos. Os óleos são misturas complexas de hidrocarbonetos, que frequentemente são misturas de estruturas aromáticas, naftênicas (cicloparafina) e parafínicas. O caráter do óleo é determinado pela chamada constante de viscosidade-densidade, VGC (Viscosity Gravity Constant), que é dada pela seguinte fórmula empírica:

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10G – 1,072 log(V-38) VGC = ------------------------------10 – log(V-38) sendo G o peso específico do óleo a 15,5ºC e V sua viscosidade Saybolt a 38ºC.

A tabela abaixo indica a aromaticidade dos óleos em função de sua VGC: Tipo de óleo mineral

Intervalo de VGC

Parafínico Relativamente naftênico Naftênico Relativamente aromático Aromático Altamente aromático Extremamente aromático

0,791-0,820 0,821-0,850 0,851-0,900 0,901-0,950 0,951-1,000 1,001-1,050 >1,050

Outra característica empírica que se emprega com freqüência é o ponto de anilina definido como a temperatura em que ocorre a miscibilidade entre o óleo e anilina em igualdade volumétrica. Quanto mais aromático for o óleo, mais baixo será seu ponto de anilina. Ambas as constantes estão relacionadas pela fórmula:


647 – ponto de anilina (ºC)

Um fator importante para a escolha do tipo de plastificante é sua compatibilidade com a borracha. A tabela abaixo mostra alguns óleos e sua compatibilidade com algumas borrachas:

VGC = ------------------------------650

Tipo de óleo mineral

NR

Parafínico Relativamente naftênico Naftênico Relativamente aromático Aromático Altamente aromático + : Compatível

+ + + + + +

O : Compatibilidade moderada

O efeito plastificante de um óleo mineral aumenta com sua aromaticidade, o que também contribui para a dispersão das cargas reforçantes. Um inconveniente destes óleos é que são manchantes e podem interferir parcialmente com a atividade peroxídica. Os óleos parafínicos funcionam mais como auxiliares de processo do que plastificantes e não afetam a coloração. Seu emprego limita-se às borrachas EPM e IIR, e a compostos claros. Os

SBR BR

NBR CR

CSM EPDM IIR

+ + + + + +

O O + +

O + + +

+ + + + + +

O + + +

+ + + + O O

+ + O -

– : Incompatível

óleos naftênicos ocupam a posição intermediária e são empregados como plastificantes e como extendedores. Conferem boa resistência a baixa temperatura.

melhorar o comportamento à chama utilizam-se os fosfatos de tricresila ou de difenilcresila.

A segunda família de produtos de maior consumo no setor de borrachas, principalmente para borrachas sintéticas polares, são os plastificantes sintéticos tipo éster. Entre eles podemos citar os derivados dos ésteres dos ácidos ftálico, adípico e sebácico; para

Bibliografia 1. Rubber Technology, 2nd edition, M. Morton, Van Nostrand Reinhold 2. Polímeros Orgânicos, Turney Alfrey e Edward F. Gurnee, Editora Edgard Blücher 3. Rubber Technology Handbook, Werner Hofmann, Hanser Publishers.

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