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expediente ISSN 2317-4544 Diretores: Adriana R. Chiminazzo Spalletta Antonio Carlos Spalletta ASPA Editora Ltda. Rua Com. Bernardo Alves Teixeira, 695 CEP 13033-580 - Vila Proost de Souza - Campinas - SP CNPJ 07.063.433/0001-35 Insc. Municipal: 00106758-3 Redação: Rua Com. Bernardo Alves Teixeira, 695 CEP 13033-580 - Vila Proost de Souza - Campinas - SP redacao@borrachaatual.com.br Assinatura e Publicidade: Tel/Fax: 11 3044-2609 - assinaturas@borrachaatual.com.br www.borrachaatual.com.br Jornalista Responsável: Adriana R. Chiminazzo Spalletta (Mtb: 21.392) Projeto Gráfico: Ponto Quatro Propaganda Ltda. Impressão: Gráfica Josemar Ltda. Tiragem: 5.000 exemplares

Editora

Investindo no futuro e sobrevivendo no curto prazo A vida em mundo globalizado, tecnológico e repleto de informações em tempo real, pode causar distorções da realidade e até mesmo alterações das emoções. Deixando o viés poético de lado, comprovamos nesta edição que as empresas estão investindo no Brasil, mesmo contra as afirmações de especialistas econômicos de que a economia nacional está desacelerando e quase parando. O fato mais importante a ser considerado está no tamanho do mercado brasileiro e nas oportunidades que rapidamente podem surgir de um dia para outro. O Brasil é um país muito particular que precisa ser considerado com os olhos no médio e longo prazo. No curto prazo, a ordem é sobreviver. A nova fábrica de pneus da Dunlop reforça esta tese. O fabricante japonês aposta no futuro do País e fez questão de se antecipar aos fabricantes coreanos que pensam em vir nos próximos anos, marcando território e consolidando a marca. A expansão da unidade de ABS da Continental já encara outra realidade. Ela se prepara para suprir o mercado nacional de freios ABS, equipamento obrigatório para todas as montadoras a partir de 2014. Trouxe a tecnologia para isto e assim não ficará dependente de importações. O programa Inovar Auto idealizado pelo Governo Federal deverá trazer benefícios também para os fabricantes de autopeças de borracha. A ELASTE 2013 será realizada no dia 28 de agosto, em São Paulo, e trará temas bem atuais para serem discutidos como os problemas de mobilidade, novos materiais e as soluções para as dificuldades de meio ambiente e reciclagem. Participem. Será muito interessante! ANTONIO CARLOS SPALLETTA Editor

-3 A revista Borracha Atual, editada pela ASPA Editora Ltda., é uma publicação destinada ao setor de Borracha, sendo distribuída entre asBORRACHAAtual montadoras de automóveis, os fabricantes de artefatos leves, pneus, camelback, calçados, instituições de pesquisa, órgãos governamentais e universidades. As opiniões expressas em artigos assinados não são necessariamente as adotadas pela Borracha Atual. É permitida a reprodução de artigos publicados desde que expressamente autorizada pela ASPA Editora.


Entrevista

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Renato Baroli


Entrevista

Renato Baroli Por Pedro Damian

“A Dunlop vem para se consolidar entre os principais fabricantes de pneus do Brasil”

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BAROLI É O GERENTE DE MARKETING E VENDAS DA DUNLOP BRASIL. FORMADO EM PROPAGANDA E MARKETING PELA UNIP, TAMBÉM TEM MBA EXECUTIVO PELA ESPM. ANTES DA SUMITOMO, PROPRIETÁRIA DA MARCA DUNLOP, BAROLI TRABALHOU EM OUTRAS EMPRESAS PNEUMÁTICAS COMO PIRELLI E CONTINENTAL. ENATO

BORRACHA ATUAL Qual a estratégia da Dunlop para reentrar no mercado brasileiro? Como uma nova marca ou como uma marca que está retornando ao mercado? RENATO BAROLI: Nem uma nem outra. Você não consegue mais entrar como uma nova marca porque o “recall” na cabeça do consumidor Dunlop é forte. Se você pergunta a um consumidor se ele tem uma lembrança de Dunlop, mesmo que não seja de pneus, o consumidor mais velho conhece a Dunlop pelo fato de já ter passado pelo Brasil, mas o consumidor mais novo vai lembrar por outros motivos, seja pelo tênis, pelo golfe, pelo software de videogame do Gran Turismo. Ele reconhece a marca Dunlop. Por isso, nunca vai ser uma marca nova. Porém, temos que saber que a Dunlop, quando saiu do Brasil, no final da década de 90, saiu em outra realidade, em um outro mercado fechado, com produtos tecnológicamente bem defasados em relação ao que temos hoje. Então não é possível entrarmos como um novo entrante ao mesmo tempo que não dá para entrarmos como produto consolidado. Temos que ter uma estratégia de penetração, que pelo fato da visibilidade de marca do passado ou até mesmo pelas ações que temos hoje, tornam mais fáceis nossa inserção.

De quanto é o investimento nesta nova fábrica na Fazenda Rio Grande, no Paraná? O investimento é de R$ 570 milhões. Quais serão os primeiros modelos a serem fabricados? Pneus de passeio, caminhoneta radial e vans. Quando falo caminhoneta radial é a picape e o SUV, sendo que a picape é o “off-road” e SUV os urbanos. Os pneus de van para veículos comerciais é o segmento que cresce cada dia mais, principalmente com as restrições

brasileiras nos centros urbanos ao tráfego de caminhões. E pneus para veículos pesados, a Dunlop pretende fabricar? Para veículos pesados nós entendemos que o fabricante que quer se estabelecer no Brasil tem que ter uma fabricação local de pneus de carga. Porém, isso é um segundo projeto que será pensado após o início da operação que começa em outubro desse ano com a fabricação dos pneus de passeio, caminhoneta e van. Por enquanto os pneus de carga serão 100% importados.

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De quantas unidades será a produção inicial? Esta poderá ser ampliada? Sim. Ela começa com um módulo de 15 mil pneus por dia e podem ser adicionados outros dois módulos de 15 mil pneus. Ela já nasce com um crescimento previsto de 45 mil pneus/ dia em um período que será definido pela necessidade de mercado. Ele pode ser antecipado ou postergado também. Qual é o “market share” pretendido pela Dunlop? Uma empresa não pode montar uma operação no Brasil sem pretender uma participação de mercado de no mínimo 10%. O nosso objetivo a médio prazo é obter 10% de mercado. A partir daí, estabelecido no mercado com esse “market share”, a gente vai buscar um crescimento. Nós entendemos que o Brasil é um país em expansão. É um país com muitas possibilidades de crescimento. O Brasil é visto como um mercado prioritário para a Dunlop? O Brasil é visto pelo grupo Sumitomo como o principal mercado do mundo hoje. O Brasil seria o líder do BRIC? Sim, é a bola da vez. Só esperamos que o país saiba aproveitar esse momento e que cresça como a expectativa que um fabricante japonês como a Sumitomo vem enxergando, não só a Sumitomo como tantas outras empresas. Com as notícias da televisão há a tendência de ficarmos pessimistas e vemos que as indústrias pneumáticas estão vindo e se instalando no Brasil. Então não é um vôo de galinha. Todos querem vir para cá porque o negócio é consistente. Afinal, o japonês demora para vir, mas quando vem é porque tem certeza... 6- BORRACHAAtual

“O mercado brasileiro precisa de uma marca como a Dunlop para gerar valor agregado aos produtos.” O interessante é que a Sumitomo vem da Ásia, onde a planta mais distante era a da Tailândia, lembrando que a Sumitomo vendeu todas as operações na Europa e América do Norte no passado para a Goodyear e concentrou-se na Ásia. E quando você sai de sua área, você sai para se estabelecer e não parar no meio do caminho. Hoje nós temos quatro fábricas no Japão, uma na Indonésia, uma na Tailândia, duas na China (uma recém-inaugurada), uma em construção na Índia, outra em construção na Turquia e a fábrica no Brasil. São três em construção e uma recéminaugurada. É um negócio de fôlego. Há possibilidade de novos investimentos nesta operação? Sim. Nós pensamos em investimentos. É só observar o seguinte: com 15 mil pneus por dia você não abastece uma montadora. Parece muito, mas é pouco. Com isso, não se abastece uma montadora e se atende o mercado de “after market” ou reposição. Pela atual situação do mercado é mais provável uma expansão da produção ou a manutenção do nível inicial? Expansão. Nesse momento o que nós queremos é trazer o maior número de linhas de produtos para o Brasil, e deixar de importar. O que compensar ser produzido no Brasil deixará de ser importado. Nesse primeiro momento, qual será o mix de produção/importação? Hoje temos basicamente 100% de importados. A fábrica começa com uma produção escalonada e a partir daí

nós vamos entrar na questão de como dividir. Nosso objetivo é ser 80/20 (80% de produção doméstica e 20% de importação), considerando que em algumas medidas a demanda é baixa no Brasil, então não compensa você trazer molde e produção. Então podemos deduzir que pneus de baixa escala, como para superesportivos, nunca serão fabricados no Brasil... Exatamente. Quanto a pneus de motos, a Dunlop pensa em fabricar no Brasil? O mercado de motocicletas é muito importante para o grupo, onde a marca Dunlop é um nome muito forte. Temos a maior participação entre os fabricantes de Harley-Davidson e entre fabricantes japoneses também. Porém, a produção será iniciada assim que acontecer a maturidade da operação de veículos de passeio e carga no Brasil através de nossos distribuidores. Caso o governo consiga barrar de vez a entrada dos pneus chineses para motos a Dunlop poderia decidir-se por entrar mais cedo nesse mercado no Brasil? Não. Entraria apenas no segmento de 600 cilindradas radial. Porque entendemos que já tem gente competente o suficiente, estabelecida no Brasil, para atender outros mercados. Para a Dunlop é interessante o mercado de pneus de bicicletas? Nesse momento não. Por mais que tenhamos nossa linha de pneus de bicicleta, é um mercado importante, mas é um mercado que já tem os seus “players” consolidados. Como os chineses? Sempre...


Este é um mercado que está sofrendo, junto com o de pneus de moto... Sim. Talvez mais ainda porque ficam muito mais compactados no container. Dá para trazer muito mais. E em relação a pneus agrícolas? Fabricar por enquanto não. Nós temos objetivo de fabricar pneus agrícolas, entendemos que o Brasil é um país de vocação agrícola e não podemos desprezar isso. Nós temos pneus agrícolas fabricados na Indonésia. Esse país produz basicamente arroz, onde se tem a necessidade de tração em terreno molhado muito grande. Já no Brasil, no cultivo de algodão e cana-de-açúcar, as necessidades são outras. Nós não podemos simplesmente pegar um produto que é feito lá e trazer para cá. Precisamos estudar se aquele produto é cabível ao mercado nacional e adaptá-lo. Começam a ganhar força no Brasil os pneus “verdes”. O que a Dunlop pensa sobre isso? Temos toda a atenção, pelo fato da empresa ser um grupo japonês, o pneu ecológico, o pneu “verde”, é muito forte no Japão, domina o Japão, juntamente com a tendência do veículo híbrido. Todos os nossos produtos tendem a serem “verdes”, assim como os requerimentos das montadoras para baixa resistência ao rolamento tem sido cada vez mais fortes. A tendência é ser igual. E os pneus que começarão a ser fabricados no Brasil já atendem a esses requerimentos? Sim. A princípio a produção se destinará apenas ao mercado nacional ou também ao Mercosul? O Mercosul é um mercado importante e a Dunlop vai entrar. Nós temos uma

“Nesse momento o que nós queremos é trazer o maior número de linhas de produtos para o Brasil e deixar de importar.” operação no Chile, que trabalha com produtos importados como nós e vai receber gradativamente produtos brasileiros também. Além do Chile... O Chile cobre a América Latina inteira, menos Brasil. Como a Dunlop deve focar equipamento original no Brasil? O Brasil tem um fenômeno que não acontece no mundo inteiro. Na Ásia, por exemplo, uma marca de equipamento original normalmente é muito importante no “after market”. Nós sabemos disso, estamos trabalhando tanto com operações de fornecimento global, onde temos projetos já homologados no mundo inteiro, assim como negociação com montadoras no Brasil. São projetos que no futuro irão fazer parte de nosso objetivo. Equipamento original deve fazer parte dos objetivos de um fabricante que quer se estabelecer no Brasil. Nesse primeiro momento, qual a parcela da produção que será destinada a equipamento original? A gente começa 100% “after market”. Em relação ao equipamento original, assim que os contratos com as montadoras forem fechados começamos a produção. Mas há toda uma etapa de desenvolvimento, isso demanda tempo. A gente começa a discutir agora projeto de 2016, 2017... Quando começou a ser pensado o projeto da fábrica no Brasil? Tudo foi muito rápido. A decisão sobre

a implantação da fábrica foi tomada em 2011 e nesse ano já havia pessoas no Brasil prospectando locais e a fazenda Rio Grande apareceu para a gente como um local excelente... o governo Beto Richa nos deu um suporte muito bom na época e continua dando até hoje. Em junho de 2011 ficou decidido que teríamos uma fábrica na fazenda Rio Grande. E hoje a fábrica já está pronta, montada, com início de produção definido. A proximidade de montadoras como a VW e a Renault ajudou na decisão da escolha do local? Na verdade não. Eu entrei em agosto de 2011, um mês depois da decisão e pelo que entendi foi um benefício que o estado do Paraná deu para colocarmos uma operação lá. Claro que não se pode negar que perto tem uma Nissan, uma Renault e uma Volkswagen, mas esse não foi um objetivo nosso. Até porque no Brasil hoje há pólos tão atrativos quanto, como o de Recife, que está recebendo uma fábrica da Fiat. A localização foi interessante para nós e foi uma decisão apoiada pelo governo do Paraná. Não é incomum essa rapidez em um projeto desse porte? A nossa fábrica hoje é gêmea da fábrica da Tailândia, então você já vem com o projeto pronto de uma fábrica. Todo o maquinário é 100% novo. Então você já tem a fábrica para montar, já sabíamos o que fazer. A Sumitomo vem há anos planejando se expandir para algum lugar. Então vir para o Brasil foi uma decisão estratégica que foi tomada e já conduzida. Há um diferencial do pneu que será fabricado no Brasil em relação à concorrência? O nosso pneu será o primeiro produzido no Brasil com a carcaça BORRACHAAtual - 7


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sem emenda, uma carcaça inteira. Porque normalmente se faz a carcaça no sentido do raio, transforma o pneu em radial e vai costurando. A carcaça tem costura e a nossa não, é 100% sem emenda. Ela é feita através de uma máquina que monta o pneu e traz maior uniformidade ao produto. Toda emenda é uma concentração maior de massa e quando se tem maior concentração de massa, há a necessidade de balancear mais. Já em uma carcaça sem emenda você tem um produto uniforme. Qual a vantagem da carcaça sem emenda para o consumidor final? A vantagem para o consumidor é que ele vai ter um pneu literalmente redondo. É um pneu que vai atender a todas as expectativas do mercado. Qual o segredo de se fabricar pneus que aguentem rodar em tipos de piso tão ruins como os encontrados no Brasil? Isso é um contra censo porque a montadora pede para fabricarmos pneus com menor resistência ao rolamento, maior drenagem, para gastar menos pneu e gastar menos combustível. Em compensação têm que frear mais. Como é que vai frear mais se agarra menos? Então os nossos engenheiros ficam malucos. Tem que atender tudo isso. Outra coisa é o solo brasileiro. Você sai do Japão onde não tem buraco e aí chega ao Brasil com toda sua buraqueira. Ainda bem que a nossa empresa tem fábricas na Tailândia, Indonésia, onde há o mesmo problema. Se você pegar um pneu japonês fabricado pela Sumitomo e um pneu indonésio fabricado pela Sumitomo, a diferença é grande. O pneu japonês tem que ser “soft”, porque o terreno é “soft”. Há diferença na composição dos pneus fabricados no Japão para o 8- BORRACHAAtual

“Equipamento original deve fazer parte dos objetivos de um fabricante que quer se estabelecer no Brasil.” mercado japonês e os fabricados para o mercado brasileiro? Sim. A diferença é total na composição da estrutura e da borracha. No Japão, por exemplo, o inverno é rigoroso. No verão é muito quente, mas o inverno é muito frio. Então lá temos o pneu de inverno. No Brasil não. Os fabricados para o mercado japonês têm os componentes deles. Já os enviados para o Brasil ou para outros países tem outros componentes. Chamamos de tropicalização do produto, que é adequar o produto às necessidades do país onde vai ser usado. Em termos de matéria-prima, vocês pretendem se abastecer 100% no mercado nacional? Não. Principalmente quanto ao látex, não se consegue abastecer só da matéria-prima nacional. Não tem produção para isso. Temos que buscar alternativas lá fora, como na Ásia. Sempre lembrando que para o mercado brasileiro a produção de borracha é muito importante. Tirando a borracha natural, as outras matérias-primas serão supridas pelo Brasil? Sim, e tudo está sendo negociado com fornecedores brasileiros. Muitos deles são globais, os fabricantes de polímeros, borrachas sintéticas ou até de negro de fumo. São fabricantes mundiais que estão instalados no Brasil. A logística atrapalha a entrega pelo fato da empresa estar no Paraná ou não? Não, porque o Paraná é muito acessível.

Você tem uma Regis Bittencourt que hoje está em boas condições e acessa o estado sem problemas. Talvez se você estivesse em alguma outra localização encontraria dificuldades, mas no Paraná não. O estado tem um mercado desenvolvido que permite chegar até à Argentina. A Dunlop pensa em voltar a patrocinar competições automobilísticas no Brasil, como faz no exterior? Sim. Com certeza é um objetivo da Dunlop patrocinar eventos automobilísticos assim como nós somos os grandes campeões mundiais em Le Mans. A Dunlop sempre esteve muito ligada ao automobilismo, assim como a marca Falken no automobilismo dos Estados Unidos. Pretendemos sim, mas dentro de uma viabilidade. Nós sabemos que nossos concorrentes hoje participam de grandes eventos e também nós temos que entender melhor esse mercado antes de participar. Você poderia falar sobre a linha de pneus Falken? É uma linha que é muito reconhecida na América do Norte e Europa, principalmente no segmento “high performance”. São produtos de altíssima qualidade e que começam a entrar como equipamento original na Europa hoje com o VW Up, que é homologado com pneus Falken. É uma marca que começa a se consolidar cada vez mais. E por ser, dentro do grupo Sumitomo, a marca de uso na América do Norte e Europa, exigiu um investimento muito forte. Então não podemos colocar essa marca e depreciar uma segunda marca supostamente com qualidade inferior de produto. Ela é uma marca revolucionária em produtos de alta performance.


E no Brasil, como vai ser posicionada? Como pneu de nicho. Segmento de “high performance”. Para aquele que vai colocar no carro uma roda aro 17, aro 18, aro 20, uma roda de liga leve, quer modificar o carro, fazer tuning... o Falken é o pneu ideal. É um pneu de perfil baixo e que começa a partir do aro 16. Seria a marca utilizada no caso de fornecimento de pneus para competições no Brasil? Não. A estratégia para o Brasil é Dunlop. Falken não é pneu Sumitomo no Japão, é marca para os Estados Unidos? Quem produz pneus Dunlop na Europa e América do Norte é a Goodyear. Fazemos parte de uma joint-venture que diz que a Goodyear é quem fabrica

os pneus naqueles continentes, da mesma forma que nós fabricamos pneus Goodyear no Japão. Então para entrar naqueles mercados com fabricação própria, temos a Falken. É uma marca que vem de uma fábrica chamada Ohtsu, que o grupo Sumitomo comprou na década de 90 e a partir daí a marca Falken, que não tem nenhuma aliança global, passou a ser utilizada por nós na América do Norte e Europa.

que a nossa estratégia de penetração diz que nós precisamos estar aqui.

Como pode ser avaliada a

E quanto à etiquetagem? Estamos nos preparando. Isso é uma tendência que vem da Europa e da Ásia. É mais um valor agregado para diferenciar os produtos de qualidade. A Dunlop veio para se consolidar entre os principais fabricantes de pneus do Brasil. O mercado brasileiro precisa de uma marca como a Dunlop para gerar valor agregado aos produtos. Nós viemos para somar junto com nossos concorrentes em um mercado que vai começar a se qualificar cada vez mais.

participação da Dunlop na Automec? Esse é o nosso primeiro ano na Automec. Estou no mercado de pneus desde 1998 (trabalhei na Pirelli, Goodyear e Continental), já estive na Automec em outras edições e tenho uma opinião formada. Eu tomei um susto pelo esvaziamento dos fabricantes de pneus na Automec. Queria entender o porquê disso, mas ao mesmo tempo eu entendo

A Dunlop vai participar de programas de reciclagem de pneus? Isso é inevitável. Além de ser condizente com nossos objetivos mundiais e ecológicos, nós temos toda uma regulamentação ambiental que temos que cumprir. Mais do que dever é uma obrigação.

Linha de produtos A DUNLOP PRODUZ PNEUS PARA AS LINHAS DE PASSEIO, SUV/PICK-UPS E VEÍCULOS DE CARGA. A LINHA PASSEIO É DIVIDIDA EM QUATRO PRODUTOS: SPORTMAXX COMO PNEU DE ALTA PERFORMANCE, DIREZZA PARA USO ESPORTIVO, LE MANS 703 COMO OPÇÃO PARA QUEM BUSCA CONFORTO E EC201 PARA MAIOR ECONOMIA. NA CATEGORIA SUV/PICK-UPS, A DUNLOP APRESENTA NAS LINHAS “ON-ROAD” E “OFF-ROAD” UM TOTAL DE CINCO PRODUTOS: AT2 / AT3 – PARA OS DOIS TIPOS DE PISOS, MT1 E MT2 PARA USO “OFF-ROAD” E PT2 PARA “ON-ROAD”. JÁ PARA VEÍCULOS DE CARGA COM USO RODOVIÁRIO E REGIONAL, OS PNEUS SP 391, SP350 E SP122 SÃO AS OPÇÕES PARA UTILIZAÇÃO EM EIXOS DIRECIONAIS E LIVRES E O SP431 NOS EIXOS TRATIVOS, COMO OPÇÃO DE USO MISTO A DUNLOP TRAZ O PNEU SP 581. A DUNLOP POSSUI EM KOBE, NO JAPÃO, UM DOS CENTROS DE TECNOLOGIA MAIS MODERNOS DO MUNDO. AQUI NO BRASIL, A PRODUÇÃO DE TODOS OS PNEUS SERÁ BASEADA EM TECNOLOGIAS DE PONTA, A COMEÇAR PELO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO PRODUTO QUE CONTA COM UMA EXCLUSIVA PRODUÇÃO SEM EMENDAS, GARANTINDO MAIOR QUALIDADE E PERFORMANCE PARA O USUÁRIO.

ALÉM DO INÍCIO DA PRODUÇÃO NACIONAL, A DUNLOP PLANEJA ABRIR 2013 50 LOJAS OFICIAIS DA MARCA NO BRASIL. AS UNIDADES SERÃO INSTALADAS EM LOCALIDADES COMO SÃO PAULO, RIO DE JANEIRO, PARANÁ, RIO GRANDE DO SUL, BAHIA, MATO GROSSO, MINAS GERAIS, ESPÍRITO SANTO, AMAZONAS, PARÁ E CEARÁ. NO FINAL DO ANO PASSADO FOI INAUGURADA A PRIMEIRA LOJA DUNLOP DO PAÍS, EM CURITIBA (PR). ATÉ O FINAL DE

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Notícias

Dow: afinada com as novas exigências da indústria automotiva A Dow Brasil apresentou ao mercado no final de 2012 sua nova linha de elastômeros Engage XLT, que vem de encontro às novas exigências da indústria automotiva por veículos mais eficientes: ao permitir a elaboração de peças mais finas, o Engage XLT contribui para a diminuição do peso do veículo e consequentemente para a redução do consumo do combustível. O produto está em fase de validação e deve começar a ser comercializado em breve. Segundo Marcelo Mori, Diretor Comercial para a América Latina da divisão de Elastômeros da Dow, “o engage XLT tem uma estrutura molecular diferente do Engage convencional e traz alguns benefícios que foram resultado de um trabalho feito com nossos usuários e fabricantes do material. Baseados nas informações que recebemos, desenvolvemos o XLT, que vai proporcionar ao usuário um produto com melhor ciclo de injeção, possibilidade de reduzir a espessura da parede da peça, além de ter um melhor impacto a baixas temperaturas”, diz. O executivo acrescenta que o novo Engage é “um produto diferenciado, que demandou muito investimento em pesquisa e desenvolvimento e nós trouxemos esse produto para o Brasil, onde estamos na etapa de validação. É uma solução nova, um “upgrade” em nosso produto convencional para o mercado automotivo.” A Dow ainda não tem fábrica no Brasil, mas atua como se produzisse aqui. “Não temos fábrica, mas temos toda uma unidade de serviços e suporte”, afirma Mori. “Essa é uma característica importante porque nós trazemos todo o nosso produto dos EUA, mas temos toda uma estrutura de serviço aos nossos clientes que é como se tivéssemos o produto feito aqui, ou seja, temos toda a parte de logística, desenvolvimento, serviço técnico, oferecemos todo o serviço aos nossos clientes a partir do produto importado. Isso é um investimento que fazemos no Brasil, onde temos muitas pessoas trabalhando para esse negócio, dando todo o suporte aos clientes e também trazendo novos produtos e soluções para o mercado”, informa.

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No Brasil há mais de 50 anos, a Dow atua em segmentos de mercado tão diferentes como o automotivo, de infraestrutura e calçadista. Assim, o portfólio da empresa é abrangente. Um dos principais produtos é o Engage (um elastômero a base de etileno), que ganhará um “upgrade” com a chegada do XLT. “O Engage é muito usado tanto pelo mercado automotivo como pelo de calçados. Ele tem uma versatilidade muito grande em termos de aplicações porque ele é um modificador de impacto”, afirma o executivo. Outros destaques, segundo Mori: “Temos nosso portfólio de Nordel, que é o EPDM, muito utilizado pelo mercado automotivo em guarnições, o Afinity que é uma família de produtos para a área de adesivos, o portfólio da linha MTU, material para aplicações especiais na área de adesivos e também na área de brinquedos, além do Vertify, um produto que tem uma série de aplicações como as membranas de impermeabilização de construções. E dentro dessas linhas de produtos temos diversos grades para as mais diversas utilizações”, completa Mori. Marcelo Mori, Diretor Comercial para a América Latina da divisão de Elastômeros da Dow


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IRC 2013 em PARIS mostra Europa tentando se reconstruir O IRC realizado em Paris foi o palco da ciência e da tecnologia da borracha por uma semana com a realização de 120 palestras, além dos inúmeros pôsteres. Foram mais de 20 países representados e o nível dos trabalhos apresentados foi muito bom com presença maciça de pesquisadores europeus e uma participação significativa de especialistas asiáticos. Também foram comemorados os 150 anos do SNCP ( Syndicat National du Caoutchouc et des Polymeres), a Associação Francesa da Borracha, com um evento especial. Embora a Europa enfrente dificuldades econômicas, as pesquisas de elastômeros e polímeros continuam muito bem encaminhadas, com diversos trabalhos sendo executados nas áreas de biocombustíveis, energia renovável, reciclagem, nano-compósitos e elastômeros amigáveis ao meio ambiente, revelando a importância que a tecnologia tem no cotidiano das universidades e centros de pesquisa. A ciência e a tecnologia serão com certeza pilares fundamentais na Reconstrução Europeia.

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As palestras apresentadas durante o IRC 2013 estão listadas abaixo e revelam a diversidade de temas discutidos e o alto nível dos trabalhos apresentados: • New angles in mixing of rubber compounds- Prof.Dr.-Ing.Andreas LIMPER, HARBURG-FREUDENBERGER - Maschinenbau GmbH, (Alemanha) - • A Rubber Vision of High Aspect Ratio Nanofillers - Dr. Luca GIANNINI, Nanofiller Project Leader, PIRELLI - (Italia) • Rheological behavior of NR by LAOS analysis in relation with postharvest and processing parameters - F. DEME – LRCCP e J. SAINTEBEUVE - CIRAD (França) • New material solutions for harsher sevice conditions of automotive hose - S. BOUVIER - DUPONT (Suiça) • Efficience énergétique & réduction des pertes matière lors de la fabrication des articles moulés en caoutchouc - J-L. MAIRE - DESMA ELASTOMERT ECHNIK (Alemanha) • Synthesis of telechelic polyisoprenic oligomers by crossmetathesis reaction from natural or synthetic rubber - NOURRY - UNIVERSITE DU MAINE (França) • Industrial compoundings of elastomers with nanofillers - M. CHARMAN - EMAC (França) • Modified SSBR for Silica & Carbon Black Containing Tires - S.THIELE - STYRON EUROPE GMBH (Alemanha) • Continuous rubber recycling using a co-rotating twin screw extruder - GALLO - F.LLI MARIS (Italia) • Noxtite High Performance High Temperature Acrylate Rubbers (HTACM) Improved media resistance in fuels and new highly addivated engine and transmission oils – K. ZOUMIS - UNIMATEC CHEMICALS EUROPE – (Alemanha) • Novel polyurethane foams based on hydroxytelechelic oligomers of natural rubber - T. K. N. TRAN - UNIVERSITE DU MAINE - (França)

• Elastomer network investigation by solid NMR GABRIELLE - E. GOMEZ - HUTCHINSON (França) • Rubber to metal bonded assemblies Characterization of the adhesion for different formulas of elastomers, metals and bonding agents. Correlation between kinetic crosslinking of rubber compounds and bonding agents - F. BRUNO - LRCCP (França) • Identification des facteurs de variabilité du caoutchouc naturel pour développer des nouveaux grades à variabilité réduite et contrôlée destinés aux applications antivibratoires - Projet collaboratif CANAOPT, J. SAINTE-BEUVE – CIRAD e J-F. PILARD - UNIVERSITE DU MAINE (França) • How to reduce fatigue life dispersion starting from the study of 3D distribution of ZnO agglomerates by computed X-ray microtomography - K. LE GORJU - HUTCHINSON (França) • HT-ACM XP - The Winning Combination of Processing and Performance for High-Temperature, Oil Resistant Hose P. ABRAHAM - ZEON CHEMICALS EUROPE - (England) • Electron Beam Irradiated Natural Rubber-Polyaniline Dodecylbenzenesulfonate Blends - Y. KOK-CHONG - MALAYSIAN RUBBER BOARD - (Malásia) • Guayule / Hevea latex glove comparison - S. PALU - CIRAD (França), M.DORGET-CTTM (França) e D.GUERIN-PIERCAN (França) • Macrodispersion of amorphous precipitated silica in an elastomers matrix : role of silica intrinsic parameters - E. PEUVREL-DISDIER - MINES PARIS TECH CEMEF (França) • Elastomeric composites based on well-defined silica-poly(styrene) hybrid materials prepared via atom transfer radical polymerization - MORA-BARRANTES – INSTITUTE OF POLYMER SCIENCE AND TECHNOLOGY (Espanha) BORRACHAAtual - 13


Notícias

• Wear of gum & carbon black filled vulcanized SBR nanocomposites - K. BHOWMICK – INDIAN INSTITUTE OF TECHNOLOGY PATNA (Índia) • Quality and productivity optimisation of rubber part molding - R. DETERRE - UNIVERSITE DE NANTES - P. DABO – LRCCP e V. ZARIFE - HUTCHINSON (França) • Graft copolymers of methyl methacrylate different types of natural rubber latex - B. ROHANI - A. HASHIM - MALAYSIAN RUBBER BOARD - (Malásia) • Thermal measurements on elastomeric materials on scales ranging from structural samples to microstructure - Y. MARCO - I. MASQUELIER – LBMS e ENSTA BRETAGNE (França) • Consommation d’énergie et lien avec la productivité en injection du caoutchouc -

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S. DEMIN - REP (França) • New crosslinking concept for rubber materials - M. MEZGER – LANXESS (Alemanha) • The use of EPDM rubbers in cables accessories - DALBE - NEXANS (França) • Efficiency through intelligence. Advanced techniques for rubber mixing process control - S. BRASSAS - MIXCONT AB (Suécia) • Tailored carbon black morphology : the key to achieve the best compromise for in rubber properties - SCHWAIGER – ORION ENGINEERED CARBONS (Alemanha) • A new paradigm in mixing / mechanical coagulation of Hevea Latex and Carbon Black - N. CHIEW-SUM - TAYLORS UNIVERSITY (Malásia) • Use of Sulphur donors in HP-tire and technical rubber applications - H. KLEINKNECHT - RHEINCHEMIE RHEINAU (Alemanha) • Phase Morphology Development of EPDM/ PP Blends During Dynamic Vulcanization - Prof.P.J. CARREAU – Professeur Emerite CREPEC (Center for Applied Research on Polymers and Composites) – ECOLE POLYTECHNIQUE DE MONTREAL, QC (Canada) • Analyse de l’adhérisation lors du moulage des pièces en caoutchouc - Projet collaboratif THERMEL R. DETERRE - UNIVERSITE DE NANTES (França) • Preparation and properties of natural rubber reinforced with carbon nanotubes - Y.-L. LU - BEIJING UNIVERSITY OF CHEMICAL TECHNOLOGY (China) • Influence of carbon black properties on the surface appearance of extruded articles - M. WARSKULAT – ORION ENGINEERED CARBONS (Alemanha) • Masterbatch mixing of EPDM – CNT nanocomposites - J. VUORINEN – TAMPERE UNIVERSITY OF TECHNOLOGY (Finlândia) • The effect of vulcanization on multiinteraction of SBR filled with carbon black - SUN CHONG – QINGDAO UNIVERSITY OF SCIENCE AND TECHNOLOGY (China) • Viscoelastic and reinforcement properties of rubber blends filled with silica particles in relation to their morphologies - P. GRAU - SOLVAY / CNRS (França) • Mesure en ligne et modélisation du champ de température au sein d’um écoulement cylindrique d’élastomère en extrusion - Projet collaboratif RHEOTEL R. DETERRE - UNIVERSITE DE NANTES (França) • Effect of silane coupling agent on the morphology of silica reinforced natural rubber - S. S. SARKAWI - UNIVERSITY OF TWENTE (Holanda) • Réduction du temps de vulcanization dans l’injection des élastomères - Développements

récents et retours d’expérience - T. FABARIUS - LWB STEINL GmbH & CoKG (Alemanha) • Safety Cable applications: New concepts for high Ashes cohesion MARIOT - BLUESTAR SILICONES (França) • Mechanical Properties of Natural Rubber with Nanomatrix Structure - Prof. Dr. Seiichi KAWAHARA NAGAOKA UNIVERSITY OF TECHNOLOGY (Japão) • Safer and odourless alternatives to dicumyl peroxide in the crosslinking of foamed EVA - Alfredo DEFRANCISCI – ARKEMA (França) • Silicone elastomers beyon traditional selfbonding and self lubricating technology - J. ISMEIER - WACKER CHEMIE (Alemanha) • Reach and Applications to elastomers and their formulation - PICHARD - INERIS (França) • Investigation of adhesive properties of polyurethanes prepared from cis-1,4polyisoprene - S. BISTAC - UNIVERSITE DE HAUTE ALSACE (France) • Influence of the formulation of elastomers on their fatigue properties in crack growth - H. BAURRIER - METRAVIB ACOEM GROUP, P. DOREY - METRAVIB ACOEM GROUP ROUILLARD - LRCCP (França) • Impact of abrasion and friction on the chemical modification of rubber-based composites - T. LINCK - UNIVERSITE DE HAUTE ALSACE (França) • Update on allergic contact dermatitis due to chemical additives in rubber gloves M-N. CREPY – HOPITAL UNIVERSITAIRE DE PARIS CENTRE COCHIN BROCA HOTEL DIEU - (França) • A propos de la caractérisation em fatigue des élastomères par méthode thermographique - BERT ON - CERMEL (França) • Temperature Dependence of Filled-Rubber Viscoelasticity - Y. ISONO - NAGAOKA UNIVERSITY OF TECHNOLOGY (Japão) • Water based bonding agents for rubber to metal bonding - BENAROUS - CIL (Inglaterra) • Modification of cellulose for application in rubber Blends - J. KUBACKOVA – FACULTY OF CHEMICAL AND FOOD TECHNOLOGY, INSTITUTE OF POLYMER MATERIALS, (Eslováquia) • New NBR/HNBR Adhesives for Oil/ Gas Drilling Applications - B.CARNEY - LORD CORPORATION (EUA) • Overview of current alternative methods in animal testing in the context of REACH - PERY - INERIS (França) • Improved fire resistance of railway suspension springs MORT EL – TRELLEBORG INDUSTRIAL AVS (Inglaterra)


• Vulcanization fumes: Presentation of a new method of analysis, a tool for the formulation - KHALFOUNE - LRCCP (França) • Effect of Stress Induced Crystallization (SIC) and Temperature Induced Crystallization (TIC) in Natural Rubber • Compound (NR) for low temperature railways applications - N. ADDES - M. MANGAVEL – HUTCHINSON PAULSTRA (França) • Calcined Neuburg Siliceous Earth: New product line offers improvements for automotive and building sealings, washing machine gaskets and cables. An overview.- OGGERMÜLLER – HOFFMANN MINERALS (Alemanha) • Processing and Properties of Cassava starch reinforced natural rubber composites - A.R. AZURA - UNIVERSITI SAINS MALAYSIA (Malásia) • Durability test of silicone rubber O-ring for high-pressure hydrogen vessels - KOGA - NOK CORPORATION (Japão) • Situation et perspectives de l’industrie du caoutchouc au Brésil ET en Amérique du Sud - Dr Antonio Carlos SPALLETTA - Director, ASPA, BRASIL (Brasil) • Na free solution for ETU replacement in

EPDM - YARZABAL - MLPC (França) • Tribological behavior of elastomers treated by ion implantation - N. ROCHE - LRCCP (França) • The correlation of spin-spin relaxation time analyzed by pulsed 1 H-NMR and triad distribution of crude acrylonitrile • butadiene rubber - S. NISHIMURA – KYUSHU UNIVERSITY (Japão) • Rubbers : current needs and future challenges for the car industry - L. GERVAT – RENAULT L. BECHU – PSA (França) • Application of corn starch as a component of rubber blends P. VANOVA - FACULTY OF CHEMICAL AND FOOD TECHNOLOGY, INSTITUTE OF POLYMER MATERIALS, (Eslováquia) • Fire resistant rubbers for new railroad specifications - Y. FROMONT - HUTCHINSON CDR (França) • Aging processes - Mechanisms and quantitative characterization - Dr. GIESE - DIK (Alemanha) • Elastopôle ; the French Rubber and Polymers Competitiveness Cluster - MART IN - ELASTOPOLE (França) • Nouveau procédé de dévulcanisation - W. MADDEVER - WATSON BROWN (Canadá)

• Fatigue peeling at interfaces in tyres BUSFIELD - QUEEN MARY UNIVERSITY OF LONDON (Ingkaterra) • Porosity and Topography of Silicone (PDMS) Matrix based materials in comparison with Extracellular Matrix for • Esophageal Bioscaffolds - M. PUTMAN – COLUMBIA UNIVERSITY (USA) • EU chemical legislation and in particular on

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Notícias the rubber industry proactive approach/contribution on dangerous • chemicals substitution L. ZULLO - ETRMA (Bélgica) • Some New Results on Elastomer Nanocomposites Explored by Molecular Simulation - L. ZHANG - BEIJING UNIVERSITY OF CHEMICAL TECHNOLOGY (China) • Polymer/Carbon nanotube composites with high dielectric constant and low dielectric loss prepared by electrospunin• situ film-forming - M. TIAN - BEIJING UNIVERSITY OF CHEMICAL TECHNOLOGY (China) • Modified starch/SBR biocomposites: morphology, mechanical, thermal, water absorption behavior and Biodegradability - L. MEI-CHUN - C. UR RYONG KOREA UNIVERSITY OF TECHNOLOGY (Coreia) • Modèle viscoélastique pour la représentation du comportement des élastomères à froid - J-L. SORT AIS HUTCHINSON (França) • Applications of Rubbers for Electrical Energy Harvesting from Sea Waves - N. CHANGWOON - CHONBUK • NATIONAL UNIVERSITY/POLYMER NANO SCIENCE AND TECHNOLOGY (Coreia) • Relationships between the volatile fume species and the rubber formulation - Dr. U. GIESE - DIK (Alemanha) • In-situ FTIR study on CIS1,4/TRANS 1,4 Isomerization during vulcanization and hot air ageing - P. ZHANG - QINGDAO UNIVERSITY OF SCIENCE AND TECHNOLOGY (China) • New shape memory elastomers based on ionic transition - M. ALONSO MALMIERCA - INSTITUTE OF POLYMER SCIENCE AND TECHNOLOGY (Espanha) • Sustainable Material Development – Raw Materials, Reactions and Extractable Contents - G. STEIN - HOCHSCHULE RHEINMAIN, E. OSEN - FREUDENBERG SEALING TECHNOLOGIES (Alemanha) • Dynamic properties of carbon black and silica filled rubbers F. ZHAO - QINGDAO UNIVERSITY OF SCIENCE AND TECHNOLOGY (China) • 11th Worldwide Tire Survey. Tire Rolling resistance - ROUCKHOUT – EXXONMOBIL (Bélgica) • Devulcanization of whole passenger car tire material - W. DIERKES - UNIVERSITY TWENTE (Holanda) • In-situ volume measurement of acrilonitrite rubber in high –pressure hydrogen - H. ONO - KYUSHU UNIVERSITY (Japão) • Preparation of waste rubber powder / Polypropylene blend via in-situ comptabilization - P. LI - QINGDAO UNIVERSITY OF SCIENCE AND TECHNOLOGY (China) • Understanding the rubber network structure by using time-domain NMR: Vulcanization and ageing processes - P. POSADAS – INSTITUTE OF POLYMER SCIENCE AND TECHNOLOGY (Espanha) • Renewable and sustainable esters for elastomers - S.O’ROURKE - HALLSTAR (EUA) • Effects of the hardness-resilience product on the abrasion properties of vulcanizates - SUN - QINGDAO UNIVERSITY OF SCIENCE AND TECHNOLOGY (China) • L’improbable potentiel sensoriel du caoutchouc : différentiation de la matière pour de nouvelles applications - R. CHARVET-PELLO - C. DOMELIER - CERT ESENS (França) • Fatigue crack propagation in reinforced natural rubber FAYOLLE - CNRS / SOLVAY (França) • Influence of temperature and cure formulation on the fatigue durability of transfinity composites V. TIRUMALA - D.REYNOLDS - CABOT CORPORATION (EUA)

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Segurança é o destaque do novo Michelin Primacy 3 Testes de renomados institutos mostram que pneu tem melhor capacidade de frenagem no segmento Premium

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Marco Moretta, Diretor coMercial De pneus De passeio e caMinhonete Da Michelin

A Michelin escolheu Buenos Aires como cenário ideal para realizar o seu grande lançamento do ano, nos dias 24 e 25 de abril: o Primacy 3, apresentado pela marca francesa como um pneu 3 vezes mais seguro que os concorrentes do segmento Premium. A estratégia de marketing pode dar a entender que o pneu tem o triplo de performance em um quesito apenas, mas não é isso. Testes realizados por importantes institutos europeus, como o alemão TÜV SÜD Automotive, a pedido da Michelin, revelaram que o pneu é, na verdade, mais seguro que os demais em três aspectos: freia até 3 metros antes em solo seco,

freia até 4 metros antes em solo molhado, e possui maior aderência em curvas sobre piso molhado, oferecendo maior controle da trajetória do veículo, mesmo em condições perigosas. Em testes complementares de durabilidade e resistência à rodagem, o novo Primacy também demonstrou desempenho superior. Foi comprovado ainda que, quando um veículo equipado com o pneu MICHELIN Primacy 3 para, após a frenagem, os carros equipados com os pneus da concorrência ainda estão com uma velocidade residual de cerca de 30 km/h. “O pneu é o único ponto de contato do veículo com o solo e, portanto, um produto como

o pneu MICHELIN Primacy 3 pode contribuir fortemente para reduzir o número de acidentes”, afirma Marco Moretta, Diretor Comercial de pneus de passeio e caminhonete da Michelin para a América do Sul. O mercado da América Latina contará com o pneu Michelin Primacy 3 em aros de 16, 17 e 18 polegadas em até 29 referências, com a maior parte da produção concentrada na fábrica brasileira em Itatiaia, no estado do Rio de Janeiro. O novo produto atenderá tanto o mercado de equipamento original, quanto o de reposição. Entre os modelos que utilizarão o novo pneu estão o Peugeot 308, o Citroen C4 e o Ford Focus.

Testes Os institutos que referendam as qualidades do Primacy são o TÜV SÜD Automotive, fundado em 1866 e com sede em Munique, na Alemanha que é um dos líderes mundiais em organizações de serviços técnicos, como auditoria e inspeção, consultoria, teste e certificação de produto, e o Dekra, também alemão, de Stuttgart, fornecedor internacional de serviços para o setor automobilístico. O TÜV SÜD Automotive realizou os testes de aderência e resistência à rodagem, enquanto o Dekra fez o teste de durabilidade. Nas provas foram usados BORRACHAAtual - 19


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modelos de mesmas especificações (205/55 R16 91V) daqueles que a Michelin considera seus três principais concorrentes no mercado brasileiro. Nos testes de aderência, consideraram-se três aspectos:

1) Frenagem em solo seco - Em uma pista seca (onde acontece quase 70% dos acidentes de trânsito), foi medida a distância que o carro percorria até parar, a partir de uma velocidade inicial de 100 km/h. Os resultados mostraram que o pneu Michelin Primacy 3 consegue frear até 3 metros antes da média dos concorrentes.

Em relação aos testes de durabilidade e consumo, os resultados foram os seguintes: 1) Durabilidade - O instituto alemão Dekra acompanhou e validou os testes de durabilidade com o novo pneu Michelin 3 nas mesmas dimensões utilizadas nos testes de aderência (205/55 R16 91V) e com as mesmas marcas concorrentes. Após serem percorridos mais de 21.000 km, foi constatado que o Primacy 3 apresenta uma estimativa de durabilidade 16% maior que os demais. 2) Resistência à rodagem - Por meio do teste ISO 28580, o TÜV SÜD Automotive comprovou que o Primacy 3 oferece 10% a menos resistência à rodagem que a média dos concorrentes, o que se traduz numa economia de 2% no consumo do combustível do veículo e, consequentemente, na redução nas emissões de CO2 no meio ambiente. Novas tecnologias

2) Frenagem em solo molhado Em uma pista molhada, foi medida a distância que o carro percorria até atingir 20 km/h, a partir de uma velocidade inicial de 80 km/h. O Primacy 3 conseguiu frear até 4 metros antes da média dos concorrentes.

3) Aderência em curvas em piso molhado - O instituto TÜV SÜD Automotive comprovou que, equipado com o pneu Michelin Primacy 3, o carro possui maior aderência em curvas em piso molhado, proporcionando ao condutor um controle da trajetória 12% superior à média dos concorrentes.

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Duas tecnologias inovadoras contribuem para a excelente performance, segundo a empresa: Stabiligrip e Flexmax. A primeira aumenta a área de contato com o solo molhado, maximizando a aderência. A frenagem é mais rápida em piso molhado e oferece maior estabilidade em curvas. Em caso de frenagem, o pneu recebe uma forte pressão, o que causa deformação nos blocos de borracha. O uso de um reforço entre os blocos garante menor deformação e maior área de contato com o solo, maximizando a aderência do pneu. Já a Flexmax, que garante frenagens mais rápidas em solo seco, é uma combinação entre o novo composto de borracha Micro Adaptive+, muito mais flexível, que se adapta às menores irregularidades do piso, e os blocos de borracha com corte em chanfro a 45 graus, que maximizam a área de contato, proporcionando maior aderência.

Foco na segurança viária Na apresentação do novo Primacy 3, a Michelin ressaltou que o quesito segurança está no topo das preocupações em relação a seus produtos. Para concluir o projeto do Primacy 3, sua equipe de engenheiros trabalhou durante três anos desenvolvendo diversos protótipos com o objetivo de obter e garantir a performance do produto, que tem como principal missão contribuir para a redução do número de acidentes de trânsito. Especificamente em relação à realidade do trânsito brasileiro, foram apresentados dados alarmantes, levantados pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV). Segundo os estudos, a maioria dos acidentes, no Brasil, acontece em condições, a princípio, favoráveis para o motorista: - 81% dos acidentes ocorrem em vias em boas condições. - 60% dos acidentes ocorrem durante o dia. - 67% dos acidentes ocorrem em pistas secas. - 66% dos acidentes que ocorrem em piso molhado são em retas. De acordo com um relatório divulgado em 2013 pela Organização Panamericana de Saúde, a América do Sul apresenta dados igualmente preocupantes. De acordo com relatório divulgado em 2013, se comparado à América do Norte, o número de acidentes fatais de trânsito na região pode ser quatro vezes maior. Um dado chamou a atenção: com uma frota praticamente idêntica à da França, no Brasil ocorrem dez vezes mais acidentes que no país europeu. Nosso país ocupa a terceira posição no ranking mundial de países com acidentes fatais de trânsito, são 4,5 acidentes fatais por hora, 110 acidentes por dia, totalizando 40.000 por ano. Analisando as ocorrências e causas de acidentes, pode-se verificar que 50% deles estão relacionados a frenagem e aderência.


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Simpósio SAE de Manufatura Automotiva reforça a inovação

Frank Sowade, vice-presidente da SAE BRASIL

As estratégias inovadoras para ganhos de eficiência e redução de custos foram a tônica das palestras do Simpósio SAE BRASIL de Gestão e Estratégias de Manufatura Automotiva, realizado em abril, em São Paulo, aberto por Frank Sowade, vice-presidente da SAE BRASIL e diretor de Operações da Volkswagen. “Este ano fizemos um redirecionamento do simpósio”, disse o executivo, em alusão à ênfase em aspectos de gestão e estratégia. A engenheira Sonia Campos, diretora da fábrica da GM em São Caetano do Sul fez a primeira apresentação do simpósio, contando como em 12 meses executou quatro projetos com conteúdos novos, sem perdas de volume e de qualidade dos modelos, com sobreposição de atividades em diferentes plantas e fornecedores, logística global e local e trabalho em finais de semana e feriados. “Nosso maior desafio foi trabalho em time, e, para o sucesso, tivemos em mente não parar”, destacou. Sonia listou a adição de um turno de trabalho simultaneamente à troca de portfólio (Vectra e Astra), com flexibilização de materiais na linha de montagem para a adição do modelo Spin; transformações na área de funilaria; novas células de montagem (portas e cofre) e novas linhas de prensas com ganhos de 20% de produtividade. A executiva confirmou, ainda, que a GM trabalha com foco na localização de peças para atendimento ao Inovar-Auto. O painel “Expectativas e Planos das Autopeças – Influências do Inovar-Auto”, teve participação da Bosch, Delphi e Magneti Marelli. Chamou a atenção a falta de competitividade do Brasil, com seus custos crescentes

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de mão de obra, estagnação de produtividade e logística proibitiva. Antonio Rosati, gerente de Engenharia Avançada Eletroeletrônica da Delphi, atribuiu a perda de competitividade da nossa indústria de autopeças aos efeitos da globalização. Ele ressaltou ainda que o mapa das regiões de origem das peças mudou (destaque para a Ásia e Oceania, México e China), com consequências dramáticas para o parque nacional, cujo maior desafio é o custo operacional. O executivo falou de oportunidades do Inovar-Auto, ao destacar soluções para a eficiência energética como o uso de alumínio em elementos estruturais de chassis, peças de motor e portas, e cabos de chicotes elétricos; além de sistemas mais eficientes como o controle individual de injeção de combustível por cilindro, injetores de combustível aquecidos e controle variável de velocidade do ventilador do radiador. Ricardo R. Silva, gerente de Manufatura, Sensores e Ignição da Bosch, falou de tendências em componentes na vigência do Inovar-Auto, que deve influir nos conceitos de manufatura até então conhecidos, com a antecipação, pelas montadoras, da nacionalização de tecnologias para redução de consumo e emissões, como turbo, injeção direta, injeção PFI avançada, start stop e transmissão. Sobre o impacto do programa, citou a exigência de maior conteúdo local com o risco associado de indefinições sobre como esse conteúdo será controlado no Brasil e nos países do Mercosul e México. Celso Manfrin, gerente de Produtividade da Magneti Marelli, vê no Inovar-Auto uma oportunidade de novos negócios por conta da nacionalização de componentes e avanço tecnológico de produtos pelas novas exigências das montadoras. O executivo falou de expectativas, planos e novos desenvolvimentos do Grupo Marelli e mostrou a estrutura do sistema WCM – World Class Manufacturing -, que envolve toda a organização e ataca perdas e desperdícios, aplica padrões e métodos e tem suporte de auditorias. Ricardo José Silva, vice-presidente de Ônibus da Mercedes-Benz para a América Latina, abordou a complexidade do mercado, que exige dos fabricantes flexibilidade para a rápida aplicação de soluções na produção e disponibilidade de produtos para os clientes. “O mercado está cada vez mais específico em termos de aplicações desejadas e condições de tráfego, o que


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Notícias reflete na característica técnica do veículo, que difere a cada ano”, observou. A Mercedes fabrica no Brasil 53 modelos com 700 variantes que na maioria dos casos são montadas numa mesma sequência. “Trabalhamos com equipes multifuncionais, sistemas Lean Manufacturing e Kaizen, investimos em automação, avaliação e ajuste de estoques para atender pedidos em no máximo cinco semanas”, destacou. Suzana Martin, gerente executiva de Montagem de Chassis da Scania, disse que o sistema modular de produção facilita a necessária flexibilidade na linha de montagem, baseada na demanda. “Nossos valores fundamentais são o cliente e a eliminação de desperdícios” afirmou. Segundo Suzana, a produção segue princípios de padronização (o que fazer, como fazer e porque fazer daquele modo). Roberto Castro, gerente de Operações da Ford em São Bernardo, falou sobre o modelo de gestão de manufatura, baseado no planejamento, trabalho padronizado em todas as áreas, gerenciamento visual, confirmação de processos, melhoria contínua e governança. O executivo enfatizou o gerenciamento do tempo, da informação e da logística interna para resultados de eficiência: “Por conta da complexidade da nossa produção, adotamos um supermercado de peças próximo ao ponto de uso dos itens e reduzimos em 50% o comprimento da linha de produção”, explicou. No painel sobre veículos leves, Ricardo Martins, gerente geral de Assuntos Corporativos, Relações Governamentais e Recursos Humanos da Hyundai, apresentou a fábrica inaugurada em novembro de 2012 em Piracicaba (SP), onde produz o modelo HB20, com capacidade instalada de 150 mil unidades/ano. “O lema da Hyundai, palavra que quer dizer moderno em português, é produzir com qualidade e velocidade”, destacou. A empresa emprega diretamente 5 mil pessoas e não tem planos de adicionar produtos em curto prazo. Antonio Damião, diretor adjunto de Projetos Especiais da Fiat, disse que atender o Inovar-Auto é a prioridade. “Hoje, velocidade de reação determina competitividade”, afirmou. Damião listou pontos que considera relevantes para a competitividade: inovação, com foco nas necessidades do consumidor e nos novos mercados; novos produtos no tempo mais curto possível; flexibilidade na produção; globalização e benchmarking inclusive de fornecedores; e investimento em pessoas. As tendências na armação de carrocerias e a qualidade dos ensaios simulados foram os temas de painel, com Martin Volmer, diretor-presidente da EDAG, e Danilo Stocco, gerente da Divisão de Certificação da Abendi, sob mediação do engenheiro Marcelo Martin, da SAE BRASIL. Entre as tendências citadas, a dupla apontou o uso de alumínio, o aumento de aportes em

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automação de processos, a aplicação de simulações em pré-projetos e a sustentabilidade nos processos produtivos. Os avanços e inovações tecnológicas aplicadas à pintura foram abordados por Celso Placeres, diretor de Engenharia de Manufatura da Volkswagen, Eric Preuss, diretor de Engenharia de Manufatura da GM para a América do Sul, e Paulo Sentiero, diretor Comercial da Dür, com mediação do engenheiro Mauro Paraíso, da SAE BRASIL Entre as novidades, tecnologias de pintura relacionadas à redução de consumo de energia, emissões, materiais e de custos, além da eliminação da camada “primer” com material que faz a pintura de acabamento do veículo e a função de proteção solar, aplicada na fábrica da Volkswagen, em Taubaté, São Paulo. Gesner Oliveira comentou o panorama econômico e perspectivas para o Brasil. Para o PHD e mestre em Economia, as incertezas na economia global vão persistir, mas o risco de crise forte de crédito e quebra financeira já é menor; a economia brasileira desacelerou, mas o crescimento moderado para o Brasil nos próximos anos é provável e o País continua forte candidato a ‘tigre do século 21’. O economista aposta numa nova visão da política econômica brasileira para o setor automotivo, e fez previsões de crescimento de 7% na produção automobilística em 2013, com elevação de 3% da massa real de rendimento das famílias, expansão do crédito para aquisição de veículos, desoneração da carga tributária e do custo de produção, redução da importação em torno 5% e queda nas exportações em 6%. Para o mercado interno, Gesner prevê crescimento de vendas de 2,7%, incluindo importação, com 3,9 milhões de unidades vendidas.

Celso Manfrin (Marelli), Ricardo Silva (Bosch), Gábor Deák (SAE), e Antonio Rosati (Delphi), participaram do painel “Expectativas e Planos das Autopeças-Influências do Inovar-Auto”


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AUTOMEC 2013 Em sua 11 ª edição, realizada entre 16 e 20 de abril passado, a Automec mostrou porque é considerada a principal feira do setor de reparação automotiva da América Latina. Em um espaço de 72 mil metros, no interior do pavilhão de exposições do Anhembi, São Paulo, 1.209 marcas apresentaram seus produtos para mais de 70 mil visitantes de 31 países. As principais empresas do setor de autopeças do mercado brasileiro estiveram presentes. Em relação às pneumáticas, poucas marcaram presença, com destaque para a Dunlop, que volta ao mercado brasileiro (ver seção Entrevista).

Entidades apresentam o cenário do setor de reposição independente Durante a abertura da Automec, no dia 16 de abril, ocorreu um talk show comandado pelo jornalista especializado no setor automotivo, Joel Leite, com a participação dos presidentes das entidades que representam o setor da reposição independente: Paulo Butori (Sindipeças), Renato Giannini (Sicap/Andap), Francisco de La Torre (SincopeçasSP) e Antonio Fiola (Sindirepa-SP e Sindirepa Nacional). Os dirigentes falaram da importância do evento, que traz novidades e lançamentos de um mercado que movimentou R$ 75 bilhões em 2012, sendo responsável por mais de 80% da frota circulante no País, estimada em 38 milhões de veículos, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Segundo Joel Leite, a frota brasileira está entre as que mais cresceram no mundo e o País que há 20 anos possuía apenas quatro montadoras agora conta com mais de 40 marcas, oferecendo muita variedade de modelos. “Hoje, o consumidor brasileiro tem à disposição mais de 1.200 opções de carros zero km, levando em consideração versões de motorização e acabamento interno”, completa Leite. Diante de tanta diversificação, o jornalista lembra que o mercado de reposição independente vive um momento de transformação. Para a indústria, na opinião de Paulo Butori, a regulamentação do Inovar–Auto definirá a rastreabilidade das autopeças fabricadas no Brasil e garantirá a competitividade das empresas diante das importações que aumentam ano a ano. O presidente do Sindirepa Nacional, Antonio Fiola, destacou que o consumidor busca qualidade no atendimento e serviço ao fazer a manutenção do seu veículo e nas oficinas consegue manter um estreito relacionamento com o proprietário, o que lhe dá

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segurança. Fiola também revela que o grande desafio é estimular a prática da manutenção preventiva do veículo que, além de mais econômica, também oferece mais segurança ao motorista. A disseminação do conceito da manutenção preventiva também é uma forma de garantir compras programadas para o varejo. Na visão do presidente do Sincopeças-SP, Francisco de La Tôrre, o varejo tem como vocação a capilaridade que permite estar presente em todos os municípios do País para atender a frota. “Atualmente, as lojas vivem mudanças na gestão para acompanhar a evolução do mercado com novas marcas e modelos. A nossa intenção é transformar a experiência do consumidor que vai à loja para comprar uma autopeça em um momento agradável”, afirma. Para isso, La Tôrre aposta na conscientização do conceito da manutenção preventiva. Responsável pelo abastecimento deste vasto mercado, os distribuidores enfrentam dificuldades com as regras tributárias impostas pelo sistema de Substituição Tributária, com recolhimento antecipado de ICMS. “Hoje, o distribuidor precisa ter uma filial em cada estado com estoque próprio. Uma empresa de médio porte possui um portfólio com 30 mil itens ”, conta o presidente do Sicap/Andap, Renato Giannini. Também estiveram presentes na abertura da Automec o novo presidente da Anfavea, Luiz Moan, e representantes do governo, como o diretor do Denatran, Antonio Claudio Portella Serra e Silva, Paulo Bedran diretor do Departamento de Indústria de Equipamentos de Transporte (Secretaria de Desenvolvimento da Produção do MDI), e Luciano Almeida, presidente da Investe São Paulo. Em um breve discurso, as autoridades reforçaram os esforços do governo em tornar as empresas instaladas no País mais competitivas.


TMD é adquirida pela Nisshinbo Vários negócios foram anunciados na Automec. Um deles foi a aquisição da TMD Friction do Brasil pelo Grupo Nisshinbo. Segundo Feres Macul Neto, diretor-geral da TMD Friction do Brasil, a empresa investiu 15 milhões de euros na planta de Indaiatuba nos últimos cinco anos, modernizou seu Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (R&D Center) e duplicou a produção de pastilhas para a linha específica de fornecimento às montadoras, com a qual atingiu a capacidade de sete milhões de peças no final de 2012. O diretor afirmou que a TMD continuará investindo e planeja, para os próximos três anos, um aporte de 12 milhões de euros, a serem alocados em projetos para vários mercados. “Entre eles podemos citar o lançamento de novos produtos para o “after market”, assim como o lançamento de novas e avançadas tecnologias, que proporcionam maior flexibilidade requerida pela crescente complexidade da frota circulante brasileira, a qual recebe novos modelos a uma velocidade cada vez maior”. Feres também falou sobre a participação da TMD no “after market” e nas montadoras brasileiras, citando veículos que recebem 100% das pastilhas TMD, como o Fiat Grand Siena, e do fornecimento na reposição para os importados como o Chevrolet Captiva, Hyundai l30, Kia Cerato e outros.

Taiwan foca no mercado brasileiro A TAITRA (Conselho para Desenvolvimento do Comércio Exterior de Taiwan), em parceria com a CENS (China Economic News Service), trouxe para a Automec 17 das principais empresas de autopeças de Taiwan para apresentarem suas tecnologias de ponta e tendências globais para o mercado automotivo, num espaço de 204 m2 . O Brasil é o mercado mais estratégico para Taiwan na América Latina. A empresa Stand Tools Enterprise, por exemplo, mostrou sua chave dinamométrica digital, que utiliza um circuito integrado especial para calcular os dados do sensor. Com este único circuito integrado, qualquer pessoa pode ler facilmente o valor de torque a partir de uma tela de LCD. Já a Jonnesway Enterprise lançou na Automec uma chave de impacto de alta potência que é leve e quase não produz ruído. A Nan Hoang Traffic Instrument revelou seu catálogo com mais de 1650 tipos diferentes de pastilhas de freio, com destaque para as pastilhas de cobre e para as livres de cobre. Já a Genius apresentou um aparelho DVR de última tecnologia, o primeiro gravador veicular full HD com tela LCD e LED de alta potência, que reduz imagens tremidas e produz vídeos com luminosidade mais brilhante e nítida, mesmo em ambientes de pouca luz ou forte iluminação.

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Notícias

Novo gigante mundial da borracha é brasileiro Atualmente o Brasil pode ser considerado o

ano a ano.” O executivo destaca que, em oito anos, a

principal exportador de produtos para reforma de

empresa registrou um aumento de 10 vezes no seu valor

pneus do mundo, título conquistado em grande parte

de exportações.

pela participação da Borrachas Vipal. Líder na América do Sul e uma das mais importantes fabricantes mundiais

Assim, a empresa segue uma trajetória para se

de produtos para reforma de pneus, a empresa é

consolidar como uma das principais empresas mundiais

responsável por abastecer todos os continentes, tendo

do segmento de reforma de pneus, com exportações

como principais mercados a América Latina, a Europa e

acima de 100 milhões de dólares por ano. Todo esse

os Estados Unidos.

crescimento se dá apesar das dificuldades atuais do cenário econômico mundial. “Mesmo com o atual

A empresa tem duas fábricas na cidade de Nova

cenário de crise na Europa, nossos resultados são

Prata, Rio Grande do Sul, e uma em Feira de Santana, na

bastante positivos, pois ultrapassamos a marca dos

Bahia, totalizando cerca de 160 mil metros quadrados

$ 100 milhões de dólares por ano, e isso é expressivo

de parque fabril e três centros de distribuição no

para qualquer empresa exportadora”, considera Plínio.

Brasil. Além disso, possui em Nova Prata um centro de tecnologia de ponta. Todos esses fatores tornam a Vipal

Presença Global

uma empresa premium no mercado de reforma de pneus no mundo, que responde por 80% das exportações brasileiras de bandas pré-moldadas.

A Borrachas Vipal exporta hoje para mais de 90 países nos cinco continentes. Para atender às especificidades do mercado internacional - que vão desde requisitos

Segundo o Diretor Comercial da Vipal, Plínio de

técnicos até diferenças culturais, geográficas e de

Luca, “hoje a Vipal exporta 30% do volume do que é

legislação -, a empresa investe no desenvolvimento

produzido. O volume de exportações da empresa cresce

de produtos específicos para melhor desempenho em

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diferentes regiões. Além disso, mantém reformadores

No México a bandeira foi fincada em 2004 e,

autorizados, equipes e centros de distribuição próprios

hoje, responde por 10% do mercado local, mantendo

em localidades estratégicas, para dar todo suporte aos

naquele país um Centro de Distribuição e uma equipe

clientes internacionais.

regional permanente. “Seguindo nosso planejamento, em 2011 consolidamos nossa presença na Colômbia,

As exportações de empresa iniciaram em 1982

com um novo Centro de Distribuição, e em 2012

para o Chile. De lá para cá, outras importantes frentes

ampliamos a nossa participação na Austrália”, afirma

foram sendo agregadas. “Isso é resultado do forte

o executivo. Hoje temos Centros de Distribuição nos

investimento da Vipal no mercado externo, o que

Estados Unidos (um na Flórida e outro na Virgínia),

demonstra uma postura pioneira e confiante, mesmo

Espanha, Alemanha e Eslovênia. Para viabilizar

em mercados mais exigentes, como os da Europa e

um atendimento global de excelência , a estrutura

Estados Unidos”, relata Plinio.

internacional da Vipal conta com filiais na Argentina, Chile, Colômbia, México, Estados Unidos, Espanha,

A companhia tem como maiores importadores a Argentina e os Estados Unidos. Porém, ao

Eslovênia

e Alemanha, com equipes

regionais

permanentes e Centros de Distribuição.

longo dos anos, manteve uma política de agregar constantemente novos mercados, ampliando sua

Bandas pré-moldadas

participação. Desde 2004, os números de exportação da empresa só têm aumentado, crescendo 10 vezes

O produto mais vendido no exterior são as bandas

num período de oito anos. Isto permite manter

pré-moldadas, que representam 40% das exportações.

uma posição de destaque em vários países onde

“Se olharmos a pauta de exportações destes itens,

atua, atingindo elevados índices de participação

a grande exportadora é a Vipal”, afirma Plinio de

em mercados de extrema exigência. Na Europa, se

Luca. O grande salto da empresa ocorreu em 2004,

destacam as participações de mercado na Espanha

com a ampliação da capacidade produtiva. “Fomos

(25%), Reino Unido (20%), Portugal (20%), Bósnia

crescendo internacionalmente e nos consolidamos

(25%) e Croácia (25%). Na América Latina a liderança

como uma empresa de ponta num mercado exigente,

é absoluta: Chile (45%), Argentina (30%), Paraguai

e o mercado reconhece nossa qualidade, credibilidade

(50%), Uruguai (40%) e Bolívia (40%).

e competitividade”, finaliza. Mercado Brasileiro No mercado interno, a Vipal é líder absoluta e, ao longo de seus 40 anos, a serem completos em 2013, ajudou a construir a cultura da reforma de pneus em todo o território nacional. “Para cada quatro pneus de caminhão que circulam atualmente no País, um é reformado com produtos Vipal” afirma Eduardo Sacco , gerente de Marketing da Vipal. O Brasil é o segundo mercado mundial no segmento, atrás somente dos Estados Unidos. Conforme dados da Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneus (ABR), a reforma repõe no mercado mais de 7,6 milhões de pneus da linha caminhão/ônibus, proporcionando uma economia real ao setor de

Diretor Comercial da Vipal, Plínio de Luca.

transportes em torno de R$ 5,6 bilhões/ano.

BORRACHAAtual - 29


Notícias

Continental inicia produção de ABS no Brasil A Continental, uma das principais fabricantes de componentes automotivos do mundo, começou a produzir sistemas antibloqueio de freios (ABS), em sua fábrica na cidade de Várzea Paulista, a aproximadamente 70 quilômetros de São Paulo. Esta linha de produção de ABS é resultado de um investimento de cerca de R$ 30 milhões, impulsionado pela obrigatoriedade do ABS em 100% dos veículos produzidos no Brasil a partir de 2014. Assim a empresa está preparada para atender ao aumento da demanda local e do mercado sul-americano, por meio de sua unidade brasileira. “O uso dos sistemas ABS está em franco crescimento no mercado brasileiro, já que a partir de 2014 o dispositivo de segurança será

Sandro Beneduce

30- BORRACHAAtual

obrigatório para todos os veículos novos produzidos no País, conforme as resoluções 311 e 312 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Ao produzir esses sistemas no Brasil, estamos combinando nosso portfólio com as necessidades de nossos clientes locais”, afirmou Frank Jourdan, vice-presidente executivo da Unidade de Negócios de Sistemas de Freios Eletrônicos, da Divisão de Chassis & Safety da Continental, durante a cerimônia de inauguração oficial. A produção local é resultado de um investimento de aproximadamente R$ 30 milhões em um projeto internacional da Continental que integra a nova linha de ABS à fábrica existente, onde a empresa já produz sistemas de freios hidráulicos. Isso torna Várzea

Paulista a primeira localidade da Continental para produção do sistema de freios eletrônicos na América do Sul. Vale destacar que a Continental é pioneira na fabricação de Sensor de Velocidade de Roda (componente do ABS) no País, na planta da empresa na cidade de Salto, também no interior de São Paulo. Produção e desenvolvimento para o mercado sul-americano Sistemas antibloqueio de freios (ABS) evitam o travamento das rodas quando os freios são acionados em caso de emergência; como resultado, o veículo permanece estável e controlado. O sistema de segurança ABS é,


atualmente, um equipamento de série para veículos de passageiros e uma exigência legal em muitos países. A fábrica de Várzea Paulista abriga agora a engenharia de aplicação e a produção local do MK 70 e MK 78 - sistemas de freios eletrônicos com funcionalidade ABS para veículos compactos e sub-compactos, adaptados ao mercado sul-americano. “A produção de ABS será baseada em um sistema de dois turnos na primeira metade de 2013; na segunda metade do ano três turnos serão aplicados. No total, serão gerados 80 novos empregos, diretos e indiretos, para alcançar isso”, destaca Michael Diehl, responsável pela Unidade de Negócios de Sistemas de Freios Eletrônicos no Brasil. A capacidade máxima da nova linha de produção de ABS é de 1,2 milhões de unidades por ano. A fábrica de Várzea Paulista foi inaugurada em 1969, e também é o centro da Divisão de Chassis &

Safety para o desenvolvimento e a produção de sistemas de freios hidráulicos no País. O Grupo Continental espera um faturamento de € 32.7 bilhões em 2012, sendo um dos líderes mundiais no fornecimento de componentes para a indústria automobilística. Seu portfólio disponibiliza sistemas e componentes de freios, motores e chassis, instrumentação, soluções de infotainment, eletrônica, pneus e elastômeros técnicos que contribuem para maior segurança no trânsito e respeito ao meio ambiente. O Grupo conta globalmente com aproximadamente 170.000 pessoas, em 46 países. A divisão Chassis & Safety desenvolve e produz freios eletrônicos e hidráulicos e sistemas de controle de chassis, sensores, sistemas de assistência ao condutor, módulo eletrônico de “airbag”, sistemas de lavagem e sistemas de suspensão eletrônica a ar.

No Brasil, o Grupo Continental atua em treze unidades: Barueri (SP), Camaçari (BA), Gravataí (RS), Guarulhos (SP), Jundiaí (SP), Manaus (AM), Paulínia (SP), Ponta Grossa (PR), Resende (RJ), Salto (SP), São Bernardo do Campo (SP), São Paulo (SP) e Várzea Paulista (SP). Destacam-se a produção de componentes automotivos de borracha (correias, coxins, peças de vedação para freios e circuitos de direção hidráulica e ar condicionado), atuadores, cockpits, corpos de borboleta, dispositivos antifurto (rastreadores), instrumentos, módulos de ABS, módulos de alimentação de combustível, módulos eletrônicos de conforto, módulos de gerenciamento de motor, pneus de veículos leves e comerciais, rádios automotivos, relés eletrônicos, sensores, tacógrafos, sistemas de freios e softwares de gerenciamento de frotas. A empresa conta com importantes certificados, como a ISO/TS 16.949 e a ISO 14001.

Michael Diehl

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Notas de Pneus Pirelli tem nota máxima em índice J.D. Power A Pirelli alcançou o posto máximo do ranking de satisfação do cliente nos EUA, em termos de Equipamento Original, no segmento veículos utilitários, em pesquisa realizada pelo renomado instituto J.D. Power and Associates. O índice de satisfação conquistado pela fabricante na pesquisa de 2013 foi de 737 pontos, e este é o sétimo prêmio conferido pelo instituto à Pirelli. As numerosas homologações da pneumática nos modelos Ford F-150, Ford Expedition, Lincoln Navigator e Mercedes-Benz GL-Class indicam que as montadoras premium do segmento SUV e camioneta estão confiando mais nestes pneus para equiparem seus modelos.

Vipal antecipa novas exigências do Inmetro A Vipal, importante player no segmento nacional de pneumáticos, não só está adequada a todas as novas regulamentações do INMETRO como em alguns casos se antecipa a elas. Isso aconteceu em relação à portaria 544 do INMETRO de 25 de outubro de 2012, que determina a certificação de pneus em relação à aderência em pista molhada, nível de emissão de ruídos e eficiência energética, que se traduz em segurança e redução do consumo de combustível. As bandas pré-moldadas Vipal ECO, tecnologia exclusiva e pioneira da marca, que se encaixam perfeitamente à portaria, foram lançadas em 2009, portanto, sete anos antes da exigência do INMETRO. Essa avançada tecnologia contém compostos e desenhos exclusivos que garantem menor resistência ao rolamento, menor consumo de combustível e maior rendimento quilométrico. Somado a isso, a banda ECO é um produto que vai além da economia com a reforma, pois contribui também com o meio ambiente e com sucesso da atividade do transporte. “Mesmo sem a obrigatoriedade da regulamentação, a Vipal antecipou a tendência oferecendo solução ao transportador”, destaca Eduardo Sacco, Gerente de Marketing da Vipal. É o que comprovam importantes transportadoras do país, como Dalçóquio, TW Transportadora e Ereno Dörr, que adotaram pneus reformados com as bandas ECO em suas frotas, obtendo, assim, economia considerável de combustível. As bandas ECO da Vipal possibilitam aos transportadores até 10% de redução no consumo de combustível e até 6% a mais de rendimento quilométrico. Conforme estabelecido na regulamentação, o consumidor terá acesso às informações sobre cada marca de pneu através do uso de uma etiqueta, a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE), muito semelhante àquela que está sendo implementada este ano na Europa. No Brasil, segundo a portaria do INMETRO, a etiqueta deverá acompanhar o pneu novo a partir de 2015. 32- BORRACHAAtual

Novo pneu para Motocross Vipal CR300 Resistência, alto desempenho e tecnologia de ponta para todos os tipos de terreno. É o que oferece o pneu para motocross CR300 da Vipal, marca líder na América Latina e uma das mais importantes fabricantes mundiais do segmento de borrachas. Desenvolvido especialmente para treinos e corridas, o modelo é ideal para a prática de trilhas nas condições mais adversas, apresentando excelente desempenho em pistas de areia, lama e terrenos arenosos. Entre as características do CR300 que merecem destaque estão a banda de rodagem projetada para assegurar tração superior e excelente autolimpeza, e a estrutura de carcaça reforçada, que proporciona maior resistência, durabilidade e alto desempenho. A expertise em tecnologia dos compostos de borracha e na estrutura dos pneus desenvolvida pela Vipal ao longo de 40 anos na indústria da borracha também pode ser encontrada nos modelos de pneus para uso urbano ST200 e ST300, bem como no modelo TR300, recomendado para todos os tipos de percurso. Saiba mais em: www.vipalpneus.com.br

Continental lança pneu radial na CeMAT O lançamento do pneu radial 300/80 R22,5 Terminal Transport, solução econômica desenvolvida para aplicações severas em portos, foi o destaque da participação da Continental Pneus (Estande F31) na segunda edição da CeMAT South America. A Feira Internacional de Movimentação de Materiais e Logística, considerada a mais importante da América Latina, foi realizada entre 19 e 22 de março no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. O Terminal Transport da Continental foi desenvolvido exclusivamente para os truck tractors, veículos que realizam o serviço de movimentação de contêineres dentro dos portos, uma aplicação das mais severas. Utilizado com muito sucesso nos principais portos do mundo, ele se destaca por sua maior capacidade de carga e maior índice de velocidade. Sua banda de rodagem, mais robusta, oferece maior durabilidade e desempenho superior. O Continental Terminal possui ainda carcaça e talões reforçados que conferem melhor distribuição de carga e estabilidade ao veículo, entregando aos seus usuários maior produtividade e menor custo por hora trabalhada. O resultado final é um pneu capaz de proporcionar a melhor relação custo-benefício do mercado para esse tipo de aplicação.


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Notas de Pneus com sede em Bruxelas, na Bélgica, anunciaram um novo conceito de pneu “Grande & Estreito” (Large & Narrow, em inglês) no espaço de exposição da empresa na 83ª edição do Salão do Automóvel, em Genebra, realizado em março.

Yokohama traz modelos de alta performance O Advan Sport V105, pneu de alta performance da Yokohama, já está à venda no Brasil. Mais leve que o modelo anterior e com banda de rodagem assimétrica, é indicado para carros de alto desempenho como Porsche, Mercedes-Benz, Audi e BMW. Fabricado no Japão com óleo de laranja na composição da borracha (uma tecnologia exclusiva da Yokohama, que torna o pneu mais macio e menos agressivo ambientalmente), o Advan Sport V105 enfatiza o equilíbrio entre desempenho e conforto. “Sendo equipamento original de carros como Porsche, Mercedes-Benz, BMW e Audi, é também indicado para outros veículos de alto desempenho”, enfatiza Arison Souza, do departamento de Marketing da Yokohama no Brasil. Em comparação com seu antecessor, o V103, o novo Advan Sport V105 proporciona maior aderência e suavidade ao rodar, além de mais eficiência em piso molhado e em frenagens. Com 5% menos peso que o anterior, o novo modelo possui banda de rodagem assimétrica, com o lado interno elaborado para maior eficiência em piso molhado e o externo enfatizando o desempenho em piso seco. Essa diferença é visível por meio do desenho dos sulcos: eles otimizam a drenagem da água no lado interno e proporcionam maior área de contato com o solo no externo. O novo Advan Sport V105 foi desenvolvido sob o conceito BluEarth, que vem sendo aplicado globalmente a todas as ações da Yokohama. A proposta é oferecer produtos que proporcionem alto desempenho, baixo consumo de combustível e menor impacto ambiental. Além de oferecer a linha de pneus BluEarth, a Yokohama aplica o conceito na fabricação de outros pneus, inclusive os desenvolvidos como equipamento original de fábrica. Neles, o selo BluEarth é aplicado ao lado do nome do produto.

Bridgestone mostra novo conceito de pneu Large & Narrow A Bridgestone Corporation e sua filial Bridgestone Europa, 34- BORRACHAAtual

Este protótipo representa uma nova categoria de pneus, sendo mais estreito e com o diâmetro mais largo que os convencionais. Conta com uma tecnologia a favor do meio ambiente que permite aos veículos atingirem uma maior eficiência no uso do combustível, contribuindo para uma menor emissão de CO2. Além disso, a pressão de enchimento é maior do que nos pneus já existentes, com um desenho que inclui um novo padrão e compostos exclusivos. Com esta inovação tecnológica são perceptíveis níveis significativamente mais baixos de resistência ao rolamento e nível mais elevado de aderência em piso molhado. A Bridgestone tem avançado rapidamente no desenvolvimento desta tecnologia para introduzi-la no mercado, de modo que está prevista para ser também incorporada nos produtos da linha Bridgestone ECOPIA e como equipamento original para a nova geração de veículos. Desempenho Ambiental - Com um pneu de maior diâmetro vertical e que aumenta a pressão de enchimento interno, é possível limitar consideravelmente as alterações na banda de rodagem do pneu, isto é, na parte que entra em contato com o solo. Através da otimização da estrutura dos pneus que aplicam essa tecnologia e ao utilizar o material mais adequado, foi alcançado um coeficiente de resistência ao rolamento aproximadamente 30% menor do que nos pneus de medidas convencionais (medida 175/65R15). Além disso, a fabricação de pneus mais estreitos reduz a resistência do ar, um fator importante a se levar em conta quando se deseja mais eficiência no combustível. Devido a essas características, os pneus assinalados como “Grande & Estreito” serão capazes de apresentar elevados níveis de eficiência de combustível, inovando outros modelos já introduzidos pela Bridgestone no mercado. Segurança - Os produtos fabricados com essa tecnologia ajudam a reduzir a pressão ao dirigir na chuva ou sob outras condições molhadas. Foram especialmente projetados para ter uma banda de rodagem mais larga e com maior pressão ao contato, o que ajuda a evitar o acúmulo de água entre o pneu e o chão. Estas características, combinadas com os benefícios recentemente desenvolvidos, os padrões e os compostos especializados, oferecem melhor desempenho na aderência em piso molhado em aproximadamente 8% comparado com os pneus convencionais, melhorando a segurança do condutor e dos passageiros. O lançamento deste pneu conceito “Grande & Estreito” é uma das iniciativas da companhia para contribuir com a redução das emissões de CO2 em 50%, pelo Grupo Bridgestone em sua missão e visão ambiental.


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Notícias

Kraton Polymers apresenta polímeros inovadores

A Kraton Polymers, líder mundial na produção de elastômeros termoplásticos sintéticos, participa da Feiplastic - Feira Internacional do Plástico - que acontece de 20 a 24 de maio no Anhembi em São Paulo (SP), mostrando suas principais soluções e também promovendo novas aplicações para soluções já consolidadas no mercado brasileiro.

a quente e revestimentos para soluções aplicadas. A Kraton oferece seus produtos para mais de 800 clientes em mais de 60 países ao redor do mundo. Os principais lançamentos se concentram em tecidos revestidos, área automotiva, em compostos, “personal care”, artigos médico-hospitalares, fios e cabos e filmes de proteção.

A empresa tem um amplo portfólio de polímeros de alto valor utilizados em uma grande variedade de aplicações, incluindo itens de consumo e higiene pessoal, adesivos e revestimentos, eletrônicos, suprimentos médicos, componentes automotivos e materiais de pavimentação e coberturas.

Os polímeros de alto desempenho possibilitam alternativas inovadoras e ecológicas em relação aos tecidos revestidos de PVC e Poliuretano usados em aplicações para estofamentos, com variadas opções de cores, decoração e revestimentos. Os tecidos de estofamento produzidos com esses polímeros têm os mesmos benefícios de tecidos revestidos com PVC, porém são mais leves, recicláveis e apresentam maior durabilidade. Não contêm ftalatos, nem quaisquer outros plastificantes que possam migrar e

Os produtos podem ser processados em uma variedade de aplicações industriais, incluindo a moldagem por injeção, moldagem por sopro, moldagem por compressão, extrusão, fusão

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degradar espumas de poliuretano. Tecidos produzidos com polímeros elastomérico são ideais para aplicações em estofamentos de assentos e móveis usados em áreas de grande movimento, como também ambientes que requeiram materiais não porosos, incluindo esportes marinhos e radicais, transportes públicos, aplicações médicas e de escritórios. Atendendo às demandas da indústria automotiva por uma solução de maior desempenho e sustentabilidade, foi desenvolvida uma nova alternativa baseada em SBC para slush molding em interiores de automóveis. Slush Molding é um processo que possibilita grande liberdade no design, além de ser usado na produção de uma grande variedade de componentes para interiores automotivos como: painéis de instrumentos, acabamentos de portas, consoles, capas para “airbags”, etc.


O SBC baseado nos polímeros para slush molding apresenta vantagens em relação ao PVC, principalmente em melhores propriedades contra o envelhecimento, aprimoramento estético, melhor desempenho em baixas temperaturas, menores custos, menor peso específico, reduzindo o peso dos componentes em até 40%, ser reciclável e mais suave ao toque. O PVC possui suas limitações, incluindo a fragilidade e perda de sua funcionalidade devido à tendência do plastificante migrar ao longo do tempo. Compostos feitos com polímeros elastoméricos têm como principais características e benefícios: grande resistência e elasticidade, durabilidade, transparência e suavidade ao toque, aderência em superfícies secas e molhadas, ampla resistência às variações térmicas, boas propriedades elétricas, esterilização por vapor, óxido de etileno, radiações Beta e Gama, resistência ao oxigênio, ozônio e degradação UV (Polímeros Kraton G). Esses compostos são utilizados em produtos finais como: ferramentas, componentes da área automotiva, produtos de consumo, utensílios domésticos, produtos para cuidados pessoais, produtos esportivos, brinquedos, fios e cabos. Kraton G (SEBS), Kraton D (SIS) e Cariflex IR - Esses polímeros apresentam as mais diversas inovações e aplicabilidades na produção de borrachas macias e confortáveis para o manuseio de escovas de dente e aparelhos de barbear, no desenvolvimento de materiais resistentes, porém confortáveis e que facilitam a respiração da pele na produção de fraldas infantis, geriátricas e absorventes femininos e na produção de preservativos, por proporcionar maior elasticidade, durabilidade, menor odor e maior transparência. Os elastômeros termoplásticos são uma boa alternativa ao PVC na área médica. O Kraton G1645, por exemplo, é um polímero que substitui o PVC em tradicionais aplicações que incluem filmes para bolsas de soro e tubos cirúrgicos, draping cirúrgico, dispositivos de compressão, equipamentos de diagnóstico (flexíveis e rígidos), luvas, e outras aplicações. Esses polímeros são livres de ftalato, oferecem alto desempenho e são atóxicos. Uma alternativa à borracha natural em aplicações avançadas é o Cariflex IR, uma borracha de poliisopreno sintético que pode ser formulada para substituir a borracha natural (NR) em muitas aplicações como: luvas cirúrgicas, preservativos, componentes médicos, adesivos de vedação a frio e em aplicações

na indústria eletrônica. É a substituta ideal para o látex de NR, particularmente em aplicações médicas que exigem elevada pureza. Estes produtos oferecem excelente elasticidade e propriedades mecânicas, além de trazerem conforto no contato com pele, uma vez que são hipoalérgicos. A Kraton oferece a tecnologia de co-extrusão mais avançada em polímeros para a produção de filmes de proteção de superfície. Esta tecnologia oferece características únicas que podem ser formuladas em um composto adesivo que cobre uma ampla extensão de processamento e propriedades adesivas. As propriedades do composto podem ser fornecidas ao cliente sob medida para atingir requisitos personalizados de desempenho para aplicações específicas.

Um Polímero Alternativo à Borracha Natural A Kraton Polymers, empresa líder mundial na produção de elastômeros termoplásticos sintéticos, apresentará o Cariflex™ IR, uma alternativa ao látex natural, durante a Feira Hospitalar 2013 20ª Feira Internacional de Produtos, Equipamentos, Serviços e Tecnologia para Hospitais, Laboratórios, Farmácias, Clínicas e Consultórios, que acontece de 21 a 24 de maio, nos Pavilhões do Expo Center Norte, em São Paulo. Disponíveis nas formas de borracha sólida e látex, os produtos Cariflex são alternativas limpas e de alto desempenho para suprimentos médicos, bens de consumo e uma variedade de aplicações industriais. São também a alternativa ideal à borracha natural para aplicações que demandam extrema pureza, proteção excepcional e alta qualidade, além de uma opção segura e versátil em aplicações que requerem alta resistência à tração e rompimentos da borracha natural, sem as impurezas que causam descoloração, odor e reações alérgicas. A pureza destes produtos é derivada de um simples, porém muito eficiente processo de polimerização. A Kraton é a única empresa no mundo que usa um processo de solução de polimerização aniônica para a produção deste tipo de borracha sintética. Para garantir maior qualidade e assegurar estabilidade, o látex é pasteurizado antes do envio. Assim, é adequado para aplicações médicas e de contato com alimentos e ideal para usos industriais

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Notícias

que requerem produtos químicos limpos por serem livre de impurezas. É uma alternativa sustentável por não conter cloro, amônia ou plastificantes, oferecendo resistência e proteção iguais ou superiores ao látex NR, podendo substituí-lo em qualquer aplicação ou processo. Desenvolvidos para prover uma resistente barreira física balanceando resistência e suavidade, esses elastômeros oferecem uma mistura de pureza, proteção e conforto que são imbatíveis à borracha natural ou qualquer outro polímero sintético disponível. Alcança ou supera os rigorosos requerimentos estipulados pelos governos americano, europeu e japonês para proteção em luvas cirúrgicas, preservativos e rolhas médicas por serem menos suscetíveis a vazamentos e remoções do centro por agulhas em aplicações para rolhas médicas e por proporcionar conforto e proteção em produtos como luvas cirúrgicas. O produto é versátil em uma ampla gama de processos que incluem imersão, coagulação por calor, adesivos e revestimentos. É compatível com praticamente todos os tipos de látex NR e, devido ao seu baixo módulo, possibilita a fabricação de produtos que proporcionam o máximo de conforto e suavidade. Luvas cirúrgicas premium são uma das aplicações de Cariflex por proporcionar uma vestimenta suave, confortável e maleável para se adequar às mãos do cirurgião, maciez e superfície bem acabada que lembra a pele, oferecendo uma sensação natural e agradável ao toque. Devido a todas essas propriedades, é também ideal para bolsas de soro IV, catéteres e capas de agulhas. Principais Aplicações na Área Médica • • • • • •

Luvas Cirúrgicas Catéteres Tubos coletores Capas para agulhas Bolsas de soro IV e rolhas médicas Ataduras coesivas

Principais Mercados Consumidores • • • • • •

Eletrônicos Preservativos Calçados Embalagens para alimentos Aditivos para tintas Resinas

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VARIEDADE DE POLÍMEROS PARA APLICAÇÕES NA ÁREA MÉDICA Os polímeros Kraton têm aprovação da USP Class VI Toxicology Requirements, aprovação do FDA, são de fácil processamento, apresentam resistência superior e clareza (puro e em misturas). As esterilizações EO, EB e Gama são possíveis com os polímeros puros. A esterilização a vapor é possível quando os polímeros são utilizados em combinação com outros polímeros ou em coextrusão. Classes são oferecidas com alta resiliência, baixa compressão, boas propriedades selantes e sem a necessidade de plastificantes. Estes polímeros são usados como alternativa ao PVC em aplicações diversas como: bolsas estéreis e não estéreis, capas plásticas para artigos de cama, dispositivos de compressão, equipamentos para diagnósticos, luvas, produtos intravenosos, filmes médicos, invólucros, pulseiras para identificação de pacientes, produtos respiratórios terapêuticos, cortinas de banho e tubulação. Látex em luvas cirúrgicas - O látex Kraton® IR é a matéria-prima que reúne todas as propriedades de resistência, proteção e conforto exigidas por cirurgiões para suas luvas. Os médicos, enfermeiros e pacientes não são expostos às proteínas naturais das luvas de borracha natural e ainda evita os riscos de se desenvolverem reações alérgicas do tipo I. Bolsas de Soro - Estas bolsas exigem alongamento excepcional na ruptura, baixo módulo e resistência, juntamente com uma formação de película livre de quaisquer imperfeições. Curativos Médicos - Muitos curativos auto colantes usam látex de borracha natural como seu material adesivo bruto, oferecendo adesão para o curativo em si, mas não para a pele do paciente. Historicamente, esta tem sido quase uma propriedade única, até os riscos de alergia tipo I ao látex de borracha natural criarem a demanda por uma alternativa adesiva sintética. O Kraton IR0401 látex é uma alternativa. Articulações Médicas de Borracha - Articulações médicas de borracha, como rolhas médicas utilizadas como tampas de frascos de remédios, ampolas,


discos resseláveis, tubos conectores, capas para agulha, êmbolos de seringas e bicos de mamadeiras requerem variadas propriedades, como matérias de baixa extração, resselabilidade depois de perfuração, resistência ao processo de esterilização e propriedades de fluidez para moldagem por injeção. Os polímeros elastoméricos IR são uma excelente alternativa à borracha natural para estas aplicações. Faixas Fisioterápicas - Consistência na resistência à tração é essencial para se evitar incidentes durante um tratamento fisioterápico. Igualmente, módulos consistentes permitem a produção de faixas de diversas especificações para vários passos da reeducação através de fisioterapia. Conjuntos de baixa tensão e anulação dos riscos de alergias tipo I também podem ser importantes. O látex IR é o material ideal para substituir o látex de borracha natural nestas aplicações. Diques de borracha (Material odontológico) - Diques de borracha são produzidos através do

processo de calandragem por coagulação de calor, e requerem características de formação de gel consistentes. Resistência à quebra é de suma importância. O látex IR é ideal para produzir diques de borracha sintéticos com especificações equivalentes aos diques de látex de borracha natural. Capas para Sondas - Capas para sondas são produzidas através do processo de “mergulho direto”, o que requer matéria-prima de alta qualidade e conteúdos de solidez e viscosidade bem balanceados. O látex IR é o perfeito candidato para a produção de artigos de borracha naturais sem látex. Cortinas cirúrgicas e Sistemas de manejo de fluidos - Produtos que utilizam filmes médicos como cortinas cirúrgicas e sistemas de manejo de fluídos se beneficiam do uso dos polímeros para introduzir níveis específicos de elasticidade, o que aumenta seu desempenho.

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Notas e Negócios François Pontais LORD desenvolve coating é o novo diretor da Solvay que diminui ruído interno Sílica para a América Latina dos automóveis A subsidiária brasileira da norte-americana LORD Corporation, líder global em adesivos estruturais, revestimentos de alta performance e sistemas para controle de vibração e ruído, desenvolveu um coating para a aplicação em guarnições de borracha usadas na vedação dos carros denominado Autoseal LA3710. O produto aumenta a resistência às intempéries e à abrasão dos componentes, além de reduzir o coeficiente de atrito da borracha, melhorando o conforto acústico dos veículos.

François Pontais

O executivo François Pontais é o novo diretor na América Latina da unidade global de negócios Sílica do grupo Solvay – sucessora da Rhodia Sílica. Formado na École Nationale des Arts Et Metiers, da França, com especialização em Finanças, Estratégia Competitiva e Marketing Industrial, François Pontais está no grupo desde 1988, tendo ocupado várias funções nas áreas de negócios de Plásticos de Engenharia, Poliamida e Intermediários, Sílica, Aroma Performance, Terras Raras e Coatis. Entre seus objetivos nesta nova função está o de fortalecer a participação do negócio no mercado latinoamericano de sílicas precipitadas, um dos core business da Solvay no mundo. “Vamos também reforçar nossa competitividade, os serviços de assistência técnica, logística e desenvolvimento de aplicações das sílicas para apoiar o crescimento desses mercados”, adianta Pontais. O grupo Solvay tem realizado fortes investimentos em implantação de novas unidades de produção, aumento de capacidade produtiva e desenvolvimento de novos produtos para atender mercados estratégicos, tais como os de pneus, artefatos técnicos de borracha, calçados, nutracêuticos e oral care. Os produtos são comercializados sob as marcas Zeosil®, Tixosil® e Tixolex®. A Solvay Sílica é a inventora e líder mundial da sílica de alto desempenho (HDS, na sigla em inglês), cuja principal aplicação é a produção de pneus de baixo consumo de energia, que contribuem para a economia de consumo de combustível e a redução de emissões de CO2. Possui oito unidades de produção em quatro continentes, sendo duas na América do Sul: uma no Brasil e a outra na Venezuela. 40- BORRACHAAtual

Segundo Bruno Fragoso, gerente do mercado automotivo da LORD, o Autoseal LA3710 é uma evolução do Autoseal 3500BR, até então líder de vendas da LORD no Brasil. “Formulamos um produto mais sofisticado, em linha com as exigências das montadoras por peças de borracha mais resistentes e que colaborem com a diminuição do ruído das cabines”, explica. À base de poliuretano, o Autoseal LA3710 está presente nos veículos das principais marcas instaladas no Brasil. “As aprovações desse produto conseguidas no ano passado estão gerando uma expansão de 14% nas vendas da LORD para o mercado automotivo nacional”, calcula Fragoso, lembrando que diversas aprovações são para veículos com plataformas globais. Outra atração do portfólio da empresa, que recentemente desembarcou no Brasil, é o coating RC-3007. À base de silicone, o produto é uma opção indicada aos fabricantes de veículos de luxo, nos quais a exigência de conforto acústico é altíssima. “Com o RC-3007 completamos o pacote de alternativas à disposição das montadoras locais no que se refere a coatings para peças de borracha”, afirma o executivo. Nova fábrica em 2016 - A LORD está investindo R$ 50 milhões na construção de uma fábrica em Itupeva, no interior de São Paulo, cuja entrada em operação está prevista para 2016 - desde 1972 a empresa mantém uma unidade produtiva na vizinha Jundiaí. Ano passado, a companhia registrou vendas globais de US$ 880 milhões, sendo que a América Latina respondeu por cerca de 6%.

Bruno Fragoso, gerente do mercado automotivo da LORD


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Notas e Negócios Freudenberg anuncia investimentos de R$ 40 milhões no Brasil

Elastômero termoplástico traz competitividade à indústria nacional

A Freudenberg, empresa familiar com atuação internacional, registrou no Brasil em 2012 um faturamento líquido de R$ 619 milhões, valor 8,59% superior aos R$ 570 milhões de 2011. Para 2013, o Representante Regional do Grupo Freudenberg na América do Sul, Juan Carlos Borchardt, projeta manter a alta em 8% no País e, para isso, anuncia investimentos da ordem de R$ 40 milhões em inovação, capacidade produtiva, otimização de processos, entre outros. Em 2012 foram investidos R$ 35 milhões. “A Freudenberg tem um compromisso de crescer 50% no Brasil entre 2011 e 2020 e elevar a representatividade local no faturamento mundial de cerca de 5% para 7,5% ou 8%”, conta. A Freudenberg possui seis empresas no País: Chem-Trend, EagleBurgmann, Freudenberg Não Tecidos, Freudenberg-NOK, Klüber Lubrication e SurTec e, desde 2012, atua também por meio da joint venture TrelleborgVibracoustic.

Fortiprene, da FCC, a maior e mais diversificada linha de elastômeros termoplásticos da América Latina, será reforçada com o lançamento do TPE 7140 na Feiplastic 2013 (Feira Internacional do Plástico), um dos mais importantes eventos mundiais da indústria, que ocorre de 20 a 24 de maio, no Anhembi, em São Paulo. O composto facilita o acesso de consumidores brasileiros a produtos com maior valor agregado Tradicional empresa brasileira do segmento de elastômeros termoplásticos, a FCC inova ao disponibilizar ao mercado uma linha competitiva ao fabricante de peças e mais atrativo aos olhos do seu consumidor. “Com o Fortiprene TPE 7140, o brasileiro poderá adquirir os bens de consumo equivalentes aos mais sofisticados do mundo”, observa Carlos Bremer, CEO da empresa. A novidade reforça a liderança da empresa no setor, que já é de mais de 50% de participação.

Quanto aos números globais, a Freudenberg aumentou as vendas pelo terceiro ano seguido no exercício financeiro de 2012, registrando outro recorde na história de mais de 160 anos da empresa. No encerramento de 2012 as vendas atingiram € 6,322 bilhões, o que representa um aumento de € 330 milhões (ou de 5,5%) sobre o ano anterior (€ 5,992 bilhões). O lucro consolidado atingiu € 433 milhões (2011: € 370 milhões) e os investimentos globais aumentaram € 86 milhões, chegando a € 348,1 milhões em 2012 (2011: € 262,1 milhões).

Empresa adquire o Vector Technology Group O Grupo Freudenberg, com sede em Weinheim, Alemanha, e a empresa de Private Equity HitecVision, com sede em Stavanger, Noruega, firmaram um Contrato de Compra de Ações de 100% das ações em circulação do Vector Technology Group, um importante fornecedor global de soluções de vedação com alta integridade para o setor de petróleo e gás. O Vector Technology Group, com sede em Lysaker, Noruega, é um dos principais projetistas e fabricantes de soluções inovadoras de vedação e produtos diferenciados de vedação sob encomenda para o segmento de upstream do setor de petróleo e gás. “Como parte da nossa estratégia global de expansão, a Freudenberg pretende fortalecer os seus negócios no setor de petróleo e gás”, declara Mohsen Sohi, porta-voz do Board da Freudenberg. Atualmente, o Vector Technology Group conta com 280 colaboradores em todo o mundo e, em 2012, produzirá receitas de aproximadamente € 80 milhões. A aquisição está condicionada à aprovação das autoridades antitruste da Noruega.

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Foto: Divulgação

Tecnologia – O Fortiprene TPE 7140 apresenta uma combinação de propriedades técnicas aliadas à versatilidade de processamento, exigência do mercado brasileiro de transformação de plásticos. Entre os atributos desse produto estão flexibilidade, reciclabilidade, excelente aparência para o produto final e conforto ao toque. Além disso, o TPE 7140 pode ser processado por extrusão ou injeção, nos mesmos maquinários e formas de produção existentes no mercado. Resultado de 26 anos de experiência no desenvolvimento de produtos para esse segmento, o 7140 foi elaborado a partir de uma combinação inédita de elastômeros estirênicos com poliolefinas especiais. O Fortiprene TPE 7140 também alcança um ciclo de injeção compatível com os melhores produtos disponíveis no mercado.


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Notas e Negócios Os elastômeros termoplásticos produzidos pelo grupo são destinados aos mercados calçadista, automotivo, de utilidades, de saúde e de higiene. O Fortiprene está presente em auto-falantes, eletrodomésticos, ferramentas, fios e cabos, acessórios e capacetes para motos e utensílios domésticos. A maioria dos veículos produzidos no Brasil já leva algum composto desenvolvido pela FCC em suas peças. A empresa produz ainda versões atóxicas, de acordo com os termos normativos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que podem ser aplicadas em brinquedos, peças de higiene, medicinais e objetos que entram em contato direto com alimentos (food grade).

Em comparação com a limpeza convencional de máquinas extrusoras e de moldagem, o uso de Lusin® Clean 1020 gera uma redução de custo que varia de 50 a 70%, reduzindo o consumo de material, tempo de parada das máquinas e taxas de refugos. A empresa esclarece que a economia varia de acordo com as condições e com o processo de fabricação. O Lusin® Clean 1020 pode ser utilizado em câmara quente, tendo sido muito bem-sucedido na produção de escovas de dentes ou solas de calçados, por exemplo. “Com o desenvolvimento do Lusin® Clean 1020, a ChemTrend, mais uma vez, oferece uma solução inovadora e adequada a uma aplicação muito especializada”, observa o especialista em termoplásticos da Chem-Trend, Marcelo Donegá. “A Chem-Trend tem sido um parceiro com o qual os fabricantes de termoplásticos podem contar. Junto com nossos clientes, atendemos às rigorosas exigências de qualidade e a os requisitos de eficiência ambiental dos processos da indústria”, completa. Com o lançamento do Lusin® Clean 1020, a ChemTrend expande seu portfólio de agentes de purga. Além de soluções para limpeza de moldes, a empresa oferece diversas especialidades químicas, como agentes desmoldantes, agentes anticorrosão, limpadores de moldes, limpadores de superfície e desengraxantes de superfície.

Amazonas comemora crescimento de 18% em 2012

Chem-Trend reduz custos no processamento de TPE A Chem-Trend, especializada no desenvolvimento, produção e comercialização de agentes desmoldantes e especialidades químicas, lança no Brasil o Lusin® Clean 1020, um agente de purga para limpeza de extrusoras e máquinas de moldagem por injeção, usadas no processamento de elastômeros termoplásticos (TPE). Segundo a empresa, este novo agente de purga auxilia na solução de problemas relacionados ao processo de troca de cor e de material e ajuda a eliminar as “pintas pretas”, um fenômeno associado à carbonização que pode surgir durante a degradação térmica do termoplástico, além de atender as mais rígidas exigências de higiene e segurança do registro NSF H2. Granulado e pronto para uso, o produto é usado com sucesso por fabricantes líderes globais da indústria de termoplásticos. 44- BORRACHAAtual

O Grupo Amazonas, que em março completou 66 anos de atividades, comemorou crescimento de 18% nas vendas em 2012 e espera para este ano um desenvolvimento industrial ainda maior. Pioneira na produção de componentes sintéticos para calçados, é uma das mais importantes empresas fornecedoras de compostos, placas, solados, saltos e adesivos para diversos segmentos. O aumento no número de clientes atendidos e a expansão dos negócios favoreceu o crescimento. O segmento calçadista, para o qual a empresa fornece solados, placas e adesivos, acabou o ano em queda de 0,6%, em comparação com 2011, e já planeja um aumento de 3,8% para o primeiro semestre desse ano, de acordo com pesquisas do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI). Assim, a Amazonas planeja manter a política de resultados para atender esse mercado, responsável por grande parte da receita da empresa. Outro segmento que manteve um bom ritmo em 2012 foi o moveleiro, no qual a Amazonas atua com seus adesivos, atingindo 2,8% de crescimento, também de acordo com IEMI. Dessa forma a empresa, que aproveitou o ano para fazer mudanças no atendimento, também manterá a política de resultados, dando andamento aos projetos já definidos no ano passado.


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Notas e Negócios Para o Grupo Amazonas, todos os segmentos se mostraram fortes e constantes e as projeções para 2013 são positivas. O mercado de adesivos, por exemplo, alcançou um crescimento de 25% e o planejamento para esse ano deve ser parecido. No varejo os números são ainda melhores. O mercado de Bricolagem e Pisos obteve um crescimento de 90% no ano passado e deve surpreender também em 2013, já que os projetos prometem ser ainda mais inovadores. Já a Amazonas Brands, empresa de sandálias do Grupo, acompanhou o crescimento da indústria do vestuário, que está entre as que tiveram melhor desempenho no ano que passou, atingindo 6,2%, com destaque para a geração de empregos. De acordo com os resultados do Grupo, a Amazonas Brands chegou a 40% de crescimento em 2012 e promete manter os números otimistas nesse ano.

Ecofibra Automotive equipa Chevrolet Trailblazer

redução de peso do veiculo e do nível interno de ruído, menor tempo para a produção dos moldes e melhor aparência em termos de acabamento da peça final. Evandro Kunst, diretor de adesivos e laminados da Artecola Química, salienta que o fornecimento para a Trailblazer reforça a parceria com a General Motors, uma das montadoras que mais utilizam o Ecofibra Automotive em seus veículos. “O programa exigiu cerca de dois anos para o desenvolvimento do produto e nos sentimos gratificados pelo fato de a General Motors nos ter dado a oportunidade de contribuir para que a indústria automobilística se mantenha como um dos setores que lideram a luta pela preservação ambiental”, salienta Kunst. O Ecofibra Automotive adotado pela GM para os medalhões da Trailblazer é resultado da mescla de polímeros com fibras naturais de madeira, mas a Artecola Química também produz essa matéria-prima com coco, cana-de-açúcar e outras fibras naturais à escolha dos clientes. O Ecofibra Automotive também é utilizado para a produção de porta-pacotes, painéis de portas e outros revestimentos internos como assoalho, teto, caixa de rodas e piso do porta-malas.

O utilitário esportivo Chevrolet Trailblazer chegou ao mercado brasileiro no começo do ano equipado com uma importante vantagem ambiental: os medalhões de suas portas, produzidos com Ecofibra Automotive (desenvolvida pela Artecola Química com a aplicação de polímeros com fibras naturais) são recicláveis, após o seu processamento e vida útil do veículo. Outros benefícios proporcionados pelo Ecofibra Automotive são a facilidade de processamento e moldagem das peças, Foto Divulgação GM

Antonio Megale é reeleito presidente da AEA O engenheiro automotivo Antonio Carlos Botelho Megale, da Volkswagen, foi reeleito presidente da AEA - Associação Brasileira de Engenharia Automotiva - para o biênio 2013/14, com Sidney Oliveira Jr. (Robert Bosch) na vice-presidência. Ambos já haviam sido eleitos para o exercício de 2012, quando o então presidente Franco Ciranni, por compromissos profissionais, deixou o comando da entidade. A nova diretoria é composta ainda por Alfredo Silvio Castelli (Magneti Marelli) na Diretoria de Eventos; Edson Orikassa (Toyota) na Diretoria de Comissões Técnicas; Marcelo Massarani (POLI-USP) na Diretoria Academias, Cursos e Publicações; Marcus Vinicius Aguiar (Fiat) na Diretoria de Relacionamento e Técnica de Segurança Veicular; para a Diretoria de Comunicação e Marketing foi indicado Mário Laffitte (Mercedes-Benz), enquanto que, à frente da Diretoria Executiva, permanece o físico e engenheiro Nilton Monteiro.

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Notas e Negócios Rhodia lança inovações criadas no Brasil para o setor de couro, componentes e calçados A Rhodia, empresa do grupo Solvay, participou da Fimec 2013, principal feira do setor coureiro-calçadista do Brasil, com seu amplo portfólio de soluções para o setor de couro, componentes e calçados – o qual representa, em média por ano, 7% das vendas da Rhodia no Brasil. Entre as novidades, destacam-se cinco novos produtos para diferentes fases do tratamento de couro, que ampliam a linha de produtos Rhodiaeco. Desenvolvidos no Brasil, com suporte dos centros de pesquisas internacionais do grupo e laboratórios de entidades do setor no País, esses produtos permitem melhorar a produtividade da indústria do curtume, além de oferecer vantagens ambientais, com a redução de efluentes químicos. A empresa fornece produtos para todas as fases de tratamento de couro, insumos para a produção de poliuretano aplicado em calçados, sílicas empregadas em solados, solventes sustentáveis para adesivos e couro, além de fios têxteis e fios industriais de alta tenacidade para uso em linhas de costura industrial. “A intenção da empresa nesse segmento é futuramente exportar a tecnologia desses produtos para países que são grandes produtores no setor de couro, em especial a China”, afirma Antonio Luvizeto, diretor comercial e de marketing da área global de negócios Poliamida e Intermediários do grupo Solvay e coordenador do projeto Footwear Technology, que reúne as iniciativas da empresa voltadas para o setor coureiro-calçadista. Outra novidade destacada pela Rhodia na Fimec 2013 é o desenvolvimento de um TPU (poliuretano termoplástico) em conjunto com a empresa Scandiflex para aplicação no setor de calçados. Esse novo produto ampliará a utilização de insumos da Rhodia empregados na produção de sistemas de PU para o setor. Segundo Luvizeto, essas novidades integram a estratégia da empresa dentro da cadeia química do C6 (seis moléculas de carbono), que permite à empresa a possibilidade de criar e produzir novas soluções em tecnologias e produtos na área de intermediários químicos, atendendo a diferentes necessidades do mercado. Sílicas e Serviços – Na área de sílicas precipitadas, um insumo de larga utilização na produção de solados de calçados esportivos, os destaques são os serviços de desenvolvimento de aplicações oferecidos aos clientes pela Rhodia, além da gama de produtos em diferentes apresentações que atendem a necessidades específicas da indústria de componentes e de solados de calçados. Entre os produtos, a novidade é a introdução no mercado de calçados da sílica de alto desempenho, sob a marca Zeosil®, que apresenta maior dispersabilidade e compatibilidade com a 48- BORRACHAAtual

borracha, ampliando as propriedades físicas dos solados, tais como melhor resistência ao desgaste, melhor homogeneização dos compostos e padronização de lotes de produtos. “Como essa sílica é microperolizada, não há dispersão de pó no ambiente durante o processo de pesagem, o que melhora consideravelmente a qualidade do ambiente de trabalho”, afirma Paulo Garbelotto, gerente de negócios e marketing do Negócio Sílica na América Latina. Segundo Garbelotto, a aplicação dessa inovação amplia a atuação da Rhodia no segmento de sílicas precipitadas para o mercado de borracha destinada a calçados, do qual já é uma das mais tradicionais fornecedoras brasileiras. “Nossas soluções atendem às necessidades dos clientes, que buscam maior produtividade e produtos que incorporam inovação”, afirma o gerente da Rhodia. Ele acrescenta que a empresa tem trabalhado junto com os clientes para desenvolver aplicações no segmento de calçados, para oferecer soluções para melhorar a qualidade do produto final, a produtividade e os custos de produção.

Resinas termoplásticas têm crescimento moderado em 2012 O conjunto das principais resinas termoplásticas produzidas no Brasil terminou o ano de 2012 com dados positivos. Segundo levantamento da equipe de Economia e Estatística da Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM), a produção aumentou 6% em relação a 2011, enquanto que, no mesmo período, as vendas internas cresceram 10%. Além da fraca base de comparação do ano anterior, a desvalorização do real e as medidas tomadas pelo governo ao final do ano contribuíram para o resultado. A recuperação de mercado para produtos importados, cujo volume recuou 15,5% no ano passado, também ajudou positivamente no avanço dos números. Em relação às vendas e à produção, o comportamento positivo se deu de forma homogênea em praticamente todos os produtos que compõem o grupo das resinas termoplásticas. A exceção ficou com o EVA, que teve queda tanto na produção (-15,1%) quanto nas vendas internas (-13,3%). Dentre as resinas com bons resultados, destaca-se o PET (Politereftalato de etileno), que registrou o maior crescimento em termos de vendas internas no ano passado, com variação de 17,8% em relação a 2011, enquanto as importações tiveram recuo de 35,3%. Outro destaque foi o crescimento das vendas internas de policloreto de vinila (PVC), cujas vendas subiram 14,57% e as importações declinaram 15,6%. O agregado dos polietilenos (PEAD, PEBD e PEBDL) obteve elevação na parcela de vendas internas de 10,2%, acompanhado por um recuo nas importações de 14,0%. Ainda em 2012, o polipropileno (PP) expandiu em 7,4% as vendas internas e o poliestireno (PS) em 3,6%.


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Notas e Negócios Pack Less® lança canal de comunicação mundial A PLDI – Pack Less Desenvolvimento & Inovação Ltda. – está lançando o Pack Less® Express, um canal de comunicação criado com a finalidade de prestar contas não apenas aos seus controladores, mas aos seus stakeholders. Informativo trimestral, o Pack Less® Express proporciona aos clientes da empresa no mundo informações sempre que estas sejam relevantes para o negócio. Segundo José Roberto Durço, engenheiro químico e membro da Diretoria Executiva da empresa, “melhorar o relacionamento com formadores de opinião não só vai fortalecer a defesa do Pack Less® no contexto da Sustentabilidade, mas ampliar nosso poder de fogo nos mercados mais competitivos”.

Cresce importação de produtos químicos no primeiro bimestre de 2013. Produção cai Os dois primeiros meses de 2013 não foram bons para a indústria química. Os principais índices de volume dos produtos químicos de uso industrial encerraram o primeiro bimestre de 2013 com queda sobre o mesmo período do ano anterior: produção (-3,71%) e vendas internas (-1,58%). Já as importações registraram resultados positivos, crescendo 15,90% entre janeiro e fevereiro, sobretudo pelo aumento das compras de intermediários para fertilizantes (+14,69%). Esses resultados indicam piora na situação geral da indústria química nacional, e comprovam a perda de competitividade do setor. Em doze meses, entre março de 2012 e fevereiro de 2013, os índices de produção e de vendas internas apresentaram forte desaceleração: a produção cresceu apenas 0,28% (contra 2,40% no acumulado) e vendas internas 4,35% (ante 6,51% na comparação anterior). Acompanhando os movimentos do mercado internacional, o índice de preços sofreu elevação nos dois primeiros meses do ano: 0,29% em janeiro e 1,60% em fevereiro. No acumulado de janeiro-fevereiro, os preços exibem alta de 1,89%. O consumo aparente nacional apresentou crescimento de 2,3% no primeiro bimestre deste ano, em comparação ao mesmo período de 2012. Como a produção caiu, a elevação da demanda na ponta foi toda atendida por importações. Todavia, na análise dos últimos 12 meses, o CAN recuou 1,2%, mostrando desaceleração ainda maior em relação à redução de 0,7%, exibida no acumulado do ano passado. Preocupação adicional para o setor decorre do baixo índice 52- BORRACHAAtual

de utilização da capacidade instalada, que ficou em 80% na média do 1º bimestre de 2013, três pontos abaixo do valor de igual período do ano anterior. Esse nível de operação representa uma ociosidade considerada elevada para os padrões de produção da indústria química e acaba forçando as empresas a realizarem mais paradas para manutenção, que geram custos adicionais de produção. Associado a esse fato, o Superior Tribunal Federal (STF) declarou ser inconstitucional a inclusão do ICMS na base de cálculo dos tributos federais PIS/PASESP e da COFINS que incidem sobre os produtos importados. A Abiquim entende estar correta a decisão, pois caminha na direção da eliminação dos impostos em cascata, questão sempre defendida pela indústria. Todavia, tal decisão introduz um problema adicional para a indústria em geral e especialmente para a química, na medida em que não há tratamento isonômico para o produtor local, que continuará tendo que recolher os impostos na forma tradicional. As importações, que crescem há anos e que já respondem por um terço da demanda final por produtos químicos, poderão ganhar estímulo adicional. Nesse contexto, o pleito da Abiquim de desoneração de PIS/COFINS sobre a compra de matérias-primas da primeira e da segunda geração, tal como inserido na pauta do Conselho de Competitividade, se faz ainda mais urgente e importante.

Déficit em produtos químicos chega a US$ 6,7 bilhões O déficit da balança comercial de produtos químicos atingiu US$ 6,7 bilhões no primeiro trimestre deste ano, equivalente a um aumento de 17,6% em relação ao mesmo período de 2012. De janeiro a março de 2013 o Brasil importou US$ 10,2 bilhões e exportou US$ 3,5 bilhões em produtos químicos. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, as importações aumentaram 8,6% ao passo que as exportações recuaram 5,4%. No acumulado dos últimos 12 meses (abril de 2012 a março de 2013), o déficit é superior a US$ 29,1 bilhões, o que representa o pior resultado já registrado na balança comercial do setor. “A retomada dos investimentos e a consequente expansão da produção do setor químico, visando à inversão da tendência do aumento do déficit comercial, estão diretamente ligadas à implementação das medidas contidas na Agenda Estratégica Setorial da Indústria Química”, destaca a diretora de Assuntos de Comércio Exterior da Abiquim, Denise Naranjo. Os intermediários para fertilizantes permanecem como o principal item da pauta de importação brasileira de produtos químicos, com compras de US$ 1,7 bilhão no primeiro trimestre deste ano. Já o item resinas termoplásticas foi o mais exportado pelo País, com vendas de US$ 465,2 milhões no mesmo período. Na comparação com o primeiro trimestre de 2012, contudo, as vendas externas de resinas termoplásticas tiveram queda de 18,5% em valor e de 25,4% em volume.


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Notas e Negócios Sandália Bio Rubber se desintegra após cinco anos de desuso Desenvolvida pioneiramente pelo Centro de Tecnologia Amazonas, a partir de uma borracha biodegradável vulcanizada obtida através do látex natural extraído das seringueiras da Amazônia, a nova linha de sandálias Bio Rubber, da Amazonas Sandals, traz como diferencial o fato de se degradar após cinco anos de desuso - 100 vezes mais rápido do que a borracha sintética, que leva cerca de 500 anos para ser absorvida pelo meio ambiente.

POLARIS BRASIL TRAZ NOVIDADES A Polaris, empresa líder do segmento de quadriciclos e UTVs nos EUA, apresenta as novidades da sua linha 2013 de produtos, com novas cores, mais equipamentos, esportividade e tecnologia avançada. O destaque é o quadriciclo RZR XP 900 H.O. Jagged X. O modelo apresenta inúmeras opções em acessórios e o motor mais potente nas saídas, um Twin ProStar 900 de 94 cavalos de potência. Outras novidades são as portas, que agora são itens de fabrica, e duas caixas portacarga removíveis.

Para que ocorra a decomposição, o modelo precisa ser descartado em condições favoráveis, em um ambiente com água, gás carbônico e terra, como um aterro sanitário, por exemplo - a sandália não irá se desintegrar enquanto estiver guardada no armário.

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Além de não poluir o ecossistema, as sandálias da linha Bio Rubber são confortáveis e têm um design orgânico e arrojado. Nas versões chinelo e gladiadora, os modelos trazem as cores, estampas e grafismos inspirados nos elementos e na cultura Amazônica.

RZR XP 900 H.O. JAGGED X Com faturamento de US$ 3,2 bilhões em 2012, a Polaris desenvolve, produz e comercializa veículos off-road inovadores e de alta qualidade, incluindo quadriciclos (ATVs) e side-by-sides (UTVs). A empresa é detentora das marcas de motocicletas Indian e Victory, de veículos elétricos GEM e Goupil, além da homônima Polaris, de ATVs e UTVs.

3M apresenta luvas profissionais de alto conforto e segurança A 3M do Brasil traz ao mercado a nova luva profissional de alto conforto “Comfort Grip Gloves”. Confeccionada em nylon e revestida em espuma nitrílica na palma, face palmar dos dedos e pontas dos dedos, a luva garante maior conforto e segurança extra para profissionais expostos diariamente a riscos em seu trabalho.

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Notas e Negócios A luva de proteção tem excelente resistência ao rasgamento e ao uso de materiais abrasivos. Assim, pode ser usada em indústrias de confecção de chicotes elétricos, montagens de painéis elétricos, telecomunicações e eletrônicos, manutenção elétrica e mecânica em geral, puxamento de fios e cabos elétricos e montagem de componentes eletrônicos como TV, celulares, notebooks e desktop, por exemplo. Algumas de suas características são maleabilidade, segurança extrema, durabilidade, flexibilidade e sensibilidade ao tato. “Comfort Grip Gloves garante total segurança ao profissional no desempenho de atividades de risco. O produto, inédito no mercado, eleva o nível deste segmento no Brasil ao apresentar tecnologia diferenciada e aprovação internacional”, declara Martha Osis, gerente de produtos, Divisão de Elétricos da 3M. Para melhor aproveitamento, as luvas devem ser utilizadas com as mãos limpas e secas e, para maior conforto e eficiência do trabalho, deve-se observar a escolha do tamanho adequado para cada pessoa.

Abicalçados vai à Brasília em busca de desoneração e defesa comercial A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) segue mobilizada pela defesa comercial da indústria calçadista brasileira e contra o aumento não intencional do PIS/Cofins. Mais um passo foi dado no último dia 3 de abril, quando o presidente e o diretor executivo da entidade, à época Milton Cardoso e Heitor Klein (este tomou posse como presidente executivo no dia 18 de abril), estiveram em Brasília reunidos com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland de Brito. O encontro contou com as presenças da coordenadora Geral de Acompanhamento Setorial do Ministério, Hebrida Verardo, e dos deputados federais Ronaldo Zulke e Renato Molling. O secretário se mostrou sensível às importações predatórias feitas através de práticas de elisão fiscal por empresas localizadas, especialmente, no Vietnã e Indonésia. “Registramos um importante passo quando da aplicação, em setembro de 2009, do direito antidumping contra o calçado chinês, o que permitiu ao setor recuperar expressivas perdas e a retomada de mais de 40 mil postos de trabalho que se haviam perdido. Por outro lado, na sequência, observou-se movimento dos importadores no sentido de buscar outras fontes de suprimento e no mesmo momento em que caíam os embarques oriundos da China verificou-se crescimento das importações do Vietnã e Indonésia”, explicou Klein, ressaltando que o fenômeno se deu, claramente, através de práticas de declaração irregular de origem e evasão fiscal.

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De 2009 para 2012 as importações da China caíram de US$ 183,56 milhões para US$ 58,7 milhões, ao passo que as compras provenientes do Vietnã e Indonésia aumentaram de US$ 64,4 milhões e US$ 25,8 milhões para US$ 282,4 milhões e US$ 100,1 milhões, respectivamente. Para Klein, as empresas que antes importavam seus produtos da China hoje importam apenas partes para mera montagem do calçado no Brasil, em clara prática de elisão fiscal para burlar as taxas de antidumping. “Por importar partes, além de não estar sujeita à tarifação extra, a empresa paga menos do que se importasse calçado acabado, cuja tarifa é de 35%. Para partes a tarifa é 18%”, lamenta o executivo. Segundo ele, são fortes os indícios de que muitos importadores trazem todas as partes do calçado – cabedais, solados, palmilhas e componentes – executando no Brasil apenas a singela operação de montagem, que não corresponde a mais do que 5% do custo total. No encontro também foi tratado o recente deferimento das licenças de importação da empresa Pou Chen Corporation, de Taiwan, que somente montava o calçado chinês nas suas dependências para bular o antidumping. Para o governo federal, a empresa teria fornecido elementos suficientes para a comprovação da origem do produto. “Essa decisão demonstrou a necessidade urgente de aperfeiçoamento e ampliação do alcance da legislação brasileira no campo da defesa comercial”, disse Klein. Holland de Brito ressaltou que é necessário um ajuste nos mecanismos de defesa comercial para coibir as práticas de elisão fiscal e que irá levar as demandas à equipe interna do governo, especialmente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). PIS/Cofins - No segundo momento da reunião, os representantes da Abicalçados trataram da alteração da sistemática de tributação do PIS/Cofins sobre o valor agregado, o que representou uma evolução sobre o sistema anterior de tributação. “Na sistemática anterior o peso total do PIS/Cofins sobre as indústrias de calçados era de 6,81% da receita líquida. Na nova sistemática, o peso total subiu para 11,61%”, explica Klein. O secretário de Política Econômica do Ministério reconheceu que a tributação está equivocada e que o governo federal está estudando uma mudança na legislação do PIS/Cofins até o final deste ano.

Venda de motos permanece estável Segundo levantamento realizado pela Abraciclo – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares –, com base nos licenciamentos registrados pelo Renavam, foram emplacadas 70.739 motocicletas na primeira quinzena de abril, volume 0,7% abaixo do mesmo período de março (71.213 unidades).


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Notas e Negócios Em comparação com a quinzena inicial de abril de 2012, foi registrada alta de 15% (61.440 unidades). Porém, em 2012 a primeira quinzena de abril teve 9 dias úteis de vendas, enquanto em igual período de 2013 a comercialização das motocicletas ocorreu em 11 dias úteis. Na primeira quinzena de abril foi registrado volume de 6.431 motocicletas comercializadas por dia útil, o que corresponde uma queda de 6% em relação à média do mesmo período de abril do ano passado (6.827 unidades). Na comparação com a primeira quinzena de março deste ano (6.474 unidades), no entanto, houve recuo de apenas 0,7% na média diária de vendas. “Os dados da primeira quinzena mostram estabilidade no mercado, permitindo a manutenção da perspectiva de recuperação, mesmo que ainda tímida. Diante disso, acreditamos em um fechamento positivo para o mês de abril”, comenta José Eduardo Gonçalves, diretor executivo da Abraciclo.

Tecnologia Retilox permite produção de artefatos de EVA a 180 segundos A tecnologia EVA Evolution, desenvolvida pela Retilox Química, oferece ao mercado transformador de EVA a possibilidade de um ganho significativo em competitividade através da utilização de novos produtos compostos exclusivos aliados ao processo de Derramado, possibilitando a produção de artefatos com maior produtividade, melhor qualidade e redução de custos globais. Outra grande vantagem é o tempo de cura do EVA, que é reduzido de 360 para 180 segundos. O processo de Derramado, ou despejado, já é muito utilizado na Ásia, mas ainda está iniciando no Brasil e América Latina. Ele consiste em alimentar o composto de EVA pronto diretamente na matriz, seja manualmente ou mecanicamente. O surgimento do Processo de Derramado Direto na Matriz permitiu que empresas interessadas em produzir artefatos expandidos em EVA o fizessem com baixíssimos investimentos iniciais em máquinas e equipamentos, devido ao processo ser bem menos complexo que o de Injeção Direta. O custo de uma prensa de 6 ou 10 estações é bem acessível, além de as matrizes serem mais simples. Para mais informações acesse: www.retilox.com/calcados 58- BORRACHAAtual

Orion lança manta transparente para proteção elétrica A Orion apresenta ao mercado sua Manta de Borracha Isolante Transparente, produto de proteção coletiva para isolamento elétrico que oferece isolamento de painéis, fusíveis, chaves, cabos, disjuntores etc. Desenvolvida por solicitação de uma concessionária de energia elétrica, a manta pode ser utilizada em cubículos energizados. A principal vantagem do produto é a alta visibilidade proporcionada ao usuário durante a realização do trabalho, possibilitando maior segurança. A Manta Isolante Transparente foi desenvolvida baseada em normas ASTM e está disponível nas classes 00 (2,5 kV) e 0 (5 kV). Orion continua comemorando seus 115 anos - A Orion S/A, empresa especialista em borracha, 100% brasileira, apresenta o novo site, que conta com um conteúdo mais completo sobre a companhia e seus negócios. Com visual moderno e navegação intuitiva, o site foi reestruturado para facilitar a interação dos clientes e usuários com a empresa e oferecer informações de forma mais prática e objetiva. Um dos destaques do site é a Linha do Tempo, que traz de forma dinâmica os principais fatos e personagens da história da empresa. O espaço virtual apresenta a empresa, seus produtos e as novidades de maneira a facilitar o entendimento e buscas rápidas e efetivas. A nova página passou a se integrar com mais desenvoltura ao Facebook, permitindo o compartilhamento do seu conteúdo. As novidades podem ser conferidas no endereço www.orionsa.com.br.

Redelease amplia portfólio Redelease, uma das principais distribuidoras de produtos químicos do país, deu início à comercialização de óleos para transformadores de energia elétrica produzidos pela Nynas, grupo multinacional de origem sueca. Localizada em São Paulo e com filiais em Campinas e São José do Rio Preto, a Redelease ficará responsável pela venda fracionada do produto em tambores de 200 litros.


Para Renato Ferrara, gerente comercial da Redelease, a parceria com a Nynas significa a abertura de milhares de possibilidades de novos negócios. “Trata-se de um produto fundamental para a operação de quase todas as indústrias, por isso estamos bastante otimistas em poder oferecê-lo agora aos nossos clientes”, informa. Ferrara também acredita que, conforme o desempenho da Redelease no trabalho com os óleos transformadores, a empresa poderá ter acesso, em breve, a outros produtos da Nynas, a exemplo de óleos básicos para aplicações industriais. “A intenção da Redelease é expandir continuamente o seu portfólio com produtos de ponta, caso dos fabricados pela Nynas”. Hoje em dia, a Redelease comercializa cerca de 400 itens consumidos pelos setores de compósito, termoplástico, madeira e tinta. Julio Fabrizio, executivo de vendas da Nynas no Brasil, comenta que a decisão de escolher a Redelease foi baseada na larga experiência que a empresa tem como distribuidora de diversas multinacionais. “As rotinas empregadas pela Redelease e a forma de abordar o mercado estão alinhadas com as nossas expectativas”, observa. Para mais informações, acesse www.redelease.com.br e www.nynas.com

KSB Brasil investe R$ 50 milhões em nova planta A KSB Válvulas, divisão da KSB Brasil, inaugurou sua nova unidade fabril no município de Jundiaí, no dia 18 de abril passado. O investimento inicial foi da ordem de R$ 50 milhões na aquisição do terreno de 103 mil m2, construção de dois prédios que somam 11.250 m2 e em novos maquinários. A KSB Brasil adquiriu o negócio de válvulas da IVC S/A Indústria de Válvulas e Controles em outubro de 2005, constituindo assim a KSB Válvulas Ltda., empresa responsável por desenvolver projetos, desenhos, tecnologia, marcas, estoques, modelos, máquinas, equipamentos e demais instalações, todos relacionados com este ramo de atividade. Por oito anos a KSB Válvulas utilizou-se das antigas instalações da IVC em Barueri, no complexo industrial Tamboré. Hoje, 80% das vendas da KSB Válvulas – de modelos tipo Gaveta, Esfera, Globo, Borboleta e Retenção, além de atuadores pneumáticos - são representadas por produtos engenheirados, para o setor de óleo e gás. Outros 20% são válvulas industriais, standard e serviços. A KSB Válvulas obteve em 2012 um crescimento de 30% em relação a 2011. A previsão para este ano é crescer acima de 20%. De acordo com o planejamento estratégico do Grupo KSB, o negócio de válvulas terá um crescimento significativo nos próximos cinco anos. BORRACHAAtual - 59


Notas e Negócios Cummins lança motor mais leve e potente no Rio Boat Show A Cummins Brasil, maior fabricante independente de motores Diesel, apresenta novidades para o mercado brasileiro ao colocar um novo motor em sua linha de produtos destinada ao segmento marítimo de lazer e recreação. Trata-se do novo QSB 6.7, agora mais leve, menor e mais potente, lançado durante o Rio Boat Show, realizado no Pier Mauá, Rio de Janeiro (RJ), no final de abril. De acordo com Antonio Colares, gerente de negócios Marine e Óleo e Gás da Cummins Vendas e Serviços (CVS), nomeada como canal direto de vendas dos produtos para o segmento com unidades espalhadas em todo o território nacional, o novo motor, agora com 550 HP, é uma evolução na linha Cummins. “Ele chega para substituir o QSB 5.9 de 480 hp e, além de ser mais potente, tem o mesmo tamanho que seu antecessor”, afirma o gerente.

TMD apresenta pastilhas Cobreq para motos Harley-Davidson A TMD Friction do Brasil lançou, no mercado de reposição nacional, pastilhas Cobreq sinterizadas para motocicletas Harley-Davidson, abrangendo modelos fabricados de 1972 (FL e FLH) até os atuais, como a XR, XR X e FLSTSB, entre dezenas de outros. Estas pastilhas têm como característica principal o alto teor metálico, com produção por meio de processo de metalurgia do pó. É um produto “premium” exaustivamente testado no avançado centro de pesquisa e desenvolvimento que a TMD Friction possui em Indaiatuba, SP, com características de performance confirmadas e certificadas. As pastilhas de freio sinterizadas também são utilizadas por motos estradeiras “top” de linha da Honda, Suzuki e Kawasaki, entre outras. Comparadas às pastilhas tradicionais, as sinterizadas apresentam melhores propriedades sob alta temperatura e também sob ambientes úmidos e corrosivos. 60- BORRACHAAtual

Maserati Quattroporte GTS

Maserati lança novo top-de-linha no Brasil O Maserati Quattroporte original, de 1963, foi um dos primeiros sedãs de luxo do mercado. Cinqüenta anos depois, sua nova geração chega ao Brasil mantendo as características de forte desempenho e requinte, e acrescentando um design deslumbrante e muita tecnologia. A Via Itália, importadora oficial da marca italiana no país, apresentou o novo Maserati Quattroporte no dia 8 de maio, no requintado espaço da Fundação Maria Luísa e Oscar Americano, na capital paulista, como sendo, mais do que o lançamento de seu novo top-delinha, o primeiro de uma série de novos modelos que justificarão a abertura da primeira loja exclusiva da marca, prevista para os próximos meses, na rua Colômbia, também em São Paulo. Comparado com a geração anterior, o Quattroporte está maior, mais leve, mais luxuoso e mais prático – embora conserve algumas características do design, como o longo capô e a grade frontal com o logo da marca. É o carro com o maior nível de tecnologia já empregado em um modelo da Maserati.


O motor V8 biturbo 3,8 l faz do Quattroporte o modelo da Maserati de quatro portas mais rápido já produzido. O propulsor estabelece novos recordes para a Maserati. O Quattroporte com este motor acelera de 0 a 100 km/h em apenas 4,7 segundos e atinge 307 km/h de velocidade máxima. É 20 km/h mais veloz do que o Quattroporte Sports GT S e tem 200 Nm a mais de torque. O câmbio é ZF, de oito marchas, e há opções de tração traseira e integral. O desempenho do motor é acompanhado por uma redução de aproximadamente 20% no consumo de combustível e nas emissões de poluentes em relação ao Quattroporte anterior. Em relação aos pneus, acompanham o tamanho das rodas, que podem ser de 19 a 21 polegadas. Os dianteiros são bem mais largos que os traseiros: (Aro 19 - dianteiros 245/45 e traseiros 275/40; Aro 20 - dianteiros 245/40 e traseiros 285/35; Aro 21 - dianteiros 245/35 e traseiros 285/30). A arquitetura veicular possui balanço perfeito, com distribuição de peso 50-50 entre os eixos. A suspensão dianteira usa braços sobrepostos (Double Wishbone). Na traseira, o sistema é multibraço (com cinco links). Produzido na novíssima fábrica Officine Maserati Grugliasco, em Turim, o novo Quattroporte mantém a tradição dos sofisticados detalhes feitos à mão na sua cabine. O espaço interno, entretanto, cresceu. Um dos motivos foi a mudança da localização do tanque de combustível, que na versão anterior ficava atrás dos bancos traseiros e agora fica sob a parte inferior do habitáculo. Isso proporcionou não só mais espaço para os ocupantes dos assentos traseiros como um aumento no porta-malas, que agora comporta 530 litros. Novidades também aparecem na área de equipamentos. O Quattroporte agora oferece o Maserati Touch Control Screen (uma tela sensível ao toque), pedais ajustáveis, câmera de ré e, na versão completa que vem ao Brasil, um equipamento de som premium com 15 alto-falantes Bowers & Wilkins. O carro reconhece as redes wi-fi e é compatível com a maioria dos celulares modernos. A Via Itália está importando uma única versão para o Brasil, a topde-linha GTS, com o máximo de equipamentos disponíveis. Há diversas opções de configurações não só dos bancos como da pintura externa – entre as quais se destaca o resgate da cor champagne. O modelo custa R$ 950 mil, já incluídos todos os impostos. Motor V8 biturbo 3,8 litros

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Notas e Negócios Autopeças de Taiwan no Brasil

As exportações geraram uma receita de US$ 1,9 bilhão, em linha com o 4T12.

As empresas de autopeças de Taiwan querem o Brasil, e como mercado estratégico. Após a recente participação de fabricantes taiwaneses na Automec, outros fabricantes de autopeças de Taiwan visitam o Brasil no próximo mês de Junho vislumbrados pelas crescentes parcerias entre empresários dos dois países.

“Apesar da melhoria dos spreads e do aumento das vendas no mercado doméstico, continuamos a acompanhar com atenção a evolução dos próximos meses para verificar se essa tendência positiva se confirma”, afirma Carlos Fadigas, presidente da Braskem. “Mantemos o foco em fortalecer a parceria com os nossos clientes, apoiar o desenvolvimento da cadeia petroquímica e de plásticos brasileira, na captura e criação de valor das capacidades adicionais de PVC e butadieno, assim como no aumento de nossa competitividade”, reforça Fadigas.

TAITRA, através do seu escritório no Brasil: Taiwan Trade Center do Brasil, promoverão no próximo dia 17 de junho uma Rodada de Negócios com a participação de 21 fornecedores de autopeças, acessórios e ferramentas especiais automotivas. O evento acontecerá no Hotel Intercontinental na Alameda Santos, 1123 - Cerqueira Cesar, São Paulo, das 9h às 18h. Não há nenhum custo para participar, mas os interessados devem confirmar a presença, pois as reuniões serão devidamente agendadas. Para obter mais informações, ligar para 11-3283-1811 ou enviar e-mail para: eventos1.taitra@gmail.com A iniciativa é do Ministério da Economia de Taiwan, através do Depto. de Comércio Exterior (Bureau of Foreign Trade - BOFT) e realizado pelo TAITRA. Eventos desta natureza acontecem pelo menos uma vez por ano. Os principais players de Taiwan participam das missões empresariais ao Brasil e já possuem parcerias sólidas com as empresas brasileiras influenciando, por sua vez, outros fabricantes taiwaneses.

Crescem vendas da BRASKEM Influenciada pelo movimento de reconstrução de estoque na Ásia e paradas de plantas para manutenção, a demanda mundial por resinas e petroquímicos subiu no primeiro trimestre de 2013, favorecendo os spreads internacionais. As vendas totais de resinas no Brasil totalizaram 1,3 milhão de toneladas, crescimento de 5,6% sobre o trimestre anterior. Já as vendas da Braskem no mercado interno somaram 921 mil toneladas, uma alta de 6,2% no mesmo período. Com o movimento, a Companhia ganhou participação de mercado, registrando avanço de um ponto percentual, atingindo 71%. A Braskem voltou a operar seus crackers com normalidade no 1T13, atingindo uma taxa média de 90%, após enfrentar cortes no fornecimento de energia no último trimestre de 2012, que resultaram em uma taxa média de 82% nas centrais. Com a melhor eficiência operacional, combinada à recuperação dos spreads das resinas termoplásticas e petroquímicos básicos no mercado internacional – que tiveram aumento de 24% e 6%, respectivamente – e maior volume de vendas, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do período cresceu 6% em relação ao EBITDA recorrente do 4o trimestre, chegando a R$ 937 milhões. A receita líquida da Braskem atingiu R$ 9,3 bilhões, alta de 1% sobre o montante registrado no trimestre anterior. 62- BORRACHAAtual

A demanda estimada de Poliolefinas (polietileno e polipropileno) foi de 994 mil toneladas no 1º trimestre de 2013, crescimento de 3% em relação ao trimestre anterior, explicado pela recomposição de estoques na cadeia e pelo bom desempenho dos setores de alimentos, automotivo e agroindustrial. Já a demanda por PVC foi 15% superior no mesmo período, alcançando 311 mil toneladas, refletindo o melhor desempenho do setor de construção civil e a recomposição de estoque na cadeia. O lucro líquido totalizou R$ 227 milhões nos três primeiros meses do ano, influenciado pela maior geração de caixa e pela redução da despesa financeira, que foi positivamente impactada pela apreciação cambial ao longo do trimestre. A dívida líquida da Braskem foi de US$ 7,4 bilhões, 8% superior à apresentada ao final de 2012, impactada principalmente pelos aportes no projeto do México. Até a data já foram antecipados US$ 619 milhões para o projeto, que serão restituídos à Braskem por ocasião do saque da 1ª parcela do project finance, prevista para junho de 2013. Para 2013, o investimento estimado é de R$ 2,2 bilhões, com cerca de 70% direcionados à manutenção, melhoria da produtividade e confiabilidade dos ativos, incluindo despesa decorrente da parada programada de 30 dias para manutenção de um dos crackers em Camaçari; e de 25% para a construção do novo complexo petroquímico do México. O restante será direcionado para outros projetos em andamento, como estudos relacionados ao Comperj e a construção do pipeline para futuro fornecimento de propeno ao polo acrílico da Bahia. Diante das recentes medidas anunciadas pelo governo brasileiro, as perspectivas são mais promissoras para o setor. “O governo brasileiro tem reagido às incertezas da economia global e tomado decisões importantes para resgatar parte da competitividade da indústria nacional, que sofre com questões relacionadas à infraestrutura e produtividade”, afirma Fadigas sobre a redução de PIS e COFINS na compra de matérias-primas para a 1ª e 2ª gerações do setor químico, que são consumidas por cerca de 50 empresas. Pela medida, anunciada em abril pelo Ministério da Fazenda, os tributos serão reduzidos para 1% de 2013 a 2015 e, a partir de 2016, as alíquotas voltam a subir gradualmente até 2018.


Para o presidente da Braskem, a perspectiva do cenário global se mantém desafiadora. “Ainda há a necessidade de uma política industrial ampla, que siga fortalecendo a produção nacional. O incentivo fiscal promovido pelo governo será fundamental para a retomada do crescimento do setor, e deverá permitir o aumento da taxa de utilização da indústria, que tem operado nos últimos anos com capacidade ociosa, melhorando sua geração de resultado e fortalecendo sua capacidade de investir para reverter o déficit da balança comercial e atender à crescente demanda local”, conclui Fadigas.

Importados registram queda de 6,9% A Abeiva - Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores - informa que os dados de emplacamento de automóveis importados em abril registrou queda de 6,9% (11.097 unidades) em relação ao mesmo mês de 2012 (11.917). Com o fechamento do 1º quadrimestre do ano, a entidade acumula queda de 25,5% (com 35.314 unidades em 2013 ante os 47.377 do mesmo período de 2012). O mercado interno - emplacamento total de automóveis no Brasil -, por sua vez, registrou crescimento de 29,3% em abril ante o mesmo período do ano passado. Foram registradas 316.705 unidades emplacadas contra 244.856 em abril de 2012. No acumulado, o mercado total assinala crescimento de 8,5%: 1.104.4013 unidades contra 1.017.542 unidades. Os emplacamentos realizados por associadas à Abeiva em abril, de 11.097 unidades, apresentaram crescimento de 36% se comparados com o mês de março último (8.161 unidades). “Porém, esta comparação fica muito prejudicada porque as vendas em março foram muito fracas e significaram um ponto “fora da curva”. Ou seja, em abril houve uma recuperação ante ao fraco desempenho de março”, argumenta Flavio Padovan, presidente da Abeiva. “Se analisarmos somente o comportamento dos dados de emplacamentos de veículos importados, em abril a participação das associadas à Abeiva voltou a subir. Foi para 16,1%, enquanto os importados pela Anfavea caíram para 83,4%”, informa Padovan, que acredita que o market share dos importados da Abeiva tem sido favorável em função do esgotamento temporário das cotas do México, o que reduziu o volume de vendas dos importados das montadoras. De qualquer maneira, na avaliação de Padovan, “é importante ressaltar que a participação dos importados pela Abeiva sobre o total do mercado brasileiro estacionou na casa de 3%, um patamar extremamente baixo. No mês de abril, a nossa participação ficou em 3,5% e no quadrimestre de 3,2%. Esses percentuais mostram claramente as consequências danosas do diferencial de 30 pontos a mais no IPI para os carros importados, mesmo considerando as cotas que isentam parcialmente o aumento do imposto”. “A permanecer com esse quadro, no final do primeiro semestre deveremos revisar a nossa projeção de vendas para este ano, que até agora estamos mantendo em 150 mil unidades. Torcemos para que os próximos meses tragam resultados bem melhores, seguindo a recuperação verificada no mês de abril e, com isso, possamos confirmar a projeção de 150 mil unidades”, finalizaPadovan. BORRACHAAtual - 63


Notícias

FSE e Proquimil apostam nos Fluorelastômeros para superarem paradigmas A Chenguang Fluoro and Silicones Elastomers Co., Ltd (FSE) é fornecedora líder em Fluorelastômeros (FKM) na China, com forte conhecimento técnico e vasta experiência, fornecendo para grandes grupos em todo o mundo com custos competitivos. Seu representante exclusivo no Brasil é a empresa Proquimil. A FSE foi fundada em 2004 com uma capacidade de produção de 2.400 t/ano, sendo a maior da China. Possui nove escritórios regionais na China e 10 distribuidores internacionais. A empresa investe maciçamente em avançados equipamentos e na motivação de engenheiros e técnicos, visando garantir produtos confiáveis de alto desempenho e constante qualidade. Além das matérias-primas, fornecem serviços, soluções e suporte.

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Características do FKM • Resistência ao calor acima de 250°C, até mesmo 275°C. • Resistência a óleos. O melhor entre os elastômeros. • Resistência a solventes agressivos. • Resistência a ácidos. • Baixa permeabilidade. • Retardante de chamas e autoextinguível. Aplicações Automotivas • Mangueira de combustível. • Diafragmas da bomba de combustível. • Retentor do virabrequim. • Retentor da haste de válvula. • Vedações dos mancais. • Mangueiras do turbo charge. • Fios e cabos para peças periféricas dos motores. • Anéis do injetor de combustível. • Mangueira de enchimento de combustível. • Anéis para compressores de autos. • Vedações do coletor de entrada de ar. Outras Aplicações • Revestimento de cabos para poços de petróleo. • Vedações para transformadores. • Vedações para bombas de processamento químico. • Vedações para máquinas hidráulicas. • Vedações de eixos para embarcações. • Diafragma da válvula borboleta.

A empresa garante um controle de qualidade através do Design do Produto, que atende às necessidades dos clientes, da Inspeção do Recebimento, com uma checagem rígida que assegura a qualidade final do produto, Controle de Processo feito cientificamente e garantindo a rastreabilidade e assim gerando produtos com constância de qualidade e “Feedback”, onde o parecer do cliente direciona a empresa para a melhoria contínua. A produção da empresa é direcionada 60% para o mercado chinês e 40% para o mercado externo. Os principais clientes são grandes corporações do mercado automobilístico como a francesa Hutchinson, maior produtora europeia em peças de FKM e número 2 no mundo, o Grupo Zhongjing, o maior produtor de peças da China, o Grupo Hwaseung, maior produtor coreano de peças em FKM, a Air Water Mach, um dos maiores produtores de anéis do Japão, a Best Ring, um dos maiores produtores de anéis O’ring e gaxetas de Taiwan e o maior produtor taiwanês de anéis O’ring e gaxetas, a MFC.

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ABTB

Simpósio Técnico da ABTB - Reciclagem da Borracha Vulcanizada Data: 09 de Maio 2013 - São Bernardo do Campo/SP Local: SENAI Mário Amato - Av. José Odorizzi, 1555 Horário: 8h30 às 18h Credenciamento: das 8h30 às 8h50 Data: 13 de Junho 2013 – Novo Hamburgo/RS Local: Universidade Feevale - Campus ll – RS 239 nº 2755 - Auditório Multicolor Horário: 8h30 às 18h Credenciamento: das 8h30 às 8h50

Cronograma das palestras Apresentação no dia 09 de Maio/2013 - Política Nacional de Resíduos Sólidos Horário: 9h às 10h30 Palestrante: Dra. Silene Bueno de Godoy Purificação Apresentação da Lei nº 12.305 de 2010 - Doutora em Saúde Pública (USP). Mestre em Saúde Ambiental (USP). Mestre em Direito (Mackenzie). Bacharel em Direito, Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo. Advogada atuante, consultora e parecerista na área do Direito, com ênfase em Direito Ambiental.

DEMAIS PALESTRAS SEGUEM COM A PROGRAMAÇÃO IGUAL EM AMBOS OS EVENTOS: 10h30 às 11h30 - Coleta e Destinação de Pneus Inservíveis - Logística Reversa de Pneus em Atendimento à Resolução 416/09 Palestrante Sr. Cesar Faccio - Entidade Reciclanip 11h30 às 12h - Coffe break 12h às 13h - Aproveitamento de Rebarbas e Outros Resíduos de Borracha Vulcanizada Palestrante- Dr. Roberto Genova – Empresa Parabor 13h às 14h15 - Almoço

Apresentação no dia 13 de Junho/2013 - Política Nacional de Resíduos Sólidos Horário: 9h às 10h30 Palestrante: MSc. Luisa Falkenberg - Graduada em Direito pela UFRGS. Pós-Graduada pela University of Wisconsin - Madison, Wisconsin – USA com o título de MSc - Master of Science in Legal Institutions. Especializada em Direito Ambiental Nacional e Internacional na UFRGS.

Faça sua inscrição pelo site: www.abtb.com.br

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14h15 às 15h30 - Como Reintegrar ao Processo e Recuperar o Valor Agregado de Resíduos de Borracha Vulcanizada - Palestrante Sr. Marco Antonio Cardello - Empresa Magmamix 15h30 às 16h30 - Reciclagem de Borrachas Aspectos Econômicos - Palestrante Sr. Luciano Vicente - Empresa LV Consultoria e Representação 16h30 às 16h50 - Coffee break 16h50 às 18h - Sustentabilidade na Cadeia da Borracha - Palestrante Sr. Douglas Campos -Empresa Senergen Energia Renovável.


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ABTB

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Matéria Técnica

Gerando Projetos de Molde de Alta Rentabilidade com Auxílio da Simulação Autores: Luciana Stuewe – Magma Engenharia do Brasil Sandro Junior Paulino– Aspem Ferramentaria

Os layouts de moldes para injeção apresentam diversos

O molde é um dos principais fatores para garantir a melhor

desafios, onde o objetivo maior é encontrar a melhor relação

relação entre alta produtividade, mínimo desperdício de

entre alta produtividade e qualidade: maior número de

borracha e qualidade final do produto. Um molde de alta

cavidades, menor volume de canais, menor tempo de ciclo e

rentabilidade deve apresentar:

maior qualidade final do componente. • Máxima produtividade: ciclo rápido com máxima Nas indústrias de processamento de elastômeros comumente

quantidade de cavidades.

o projeto de molde é baseado na experiência dos operadores

• Mínimo consumo de borracha: canais de distribuição

e técnicos, que sugerem configurações de molde os quais

reduzidos (com ou sem bloco de canal frio).

"devem funcionar" para a geometria de um produto específico,

• Produção de peças prontas (ou quase): a peça deve ser

e somente durante a fase de try-out, fatores como aquecimento

facilmente rebarbada pelo próprio operador.

ou tempos de processamento são finalmente definidos.

• Sem refugos: peças sem bolhas de ar, emendas frias,

É comum encontrar moldes, os quais necessitam diversos

cruas ou queimadas.

estágios de retrabalho, bem como problemas de qualidade nos produtos finais que não são bem compreendidos.

Para projetar um molde desse nível são necessários conhecimento técnico e experiência, no entanto até mesmo

Durante a fase de cotação, também é comum o número

os mais experientes tem dificuldade em responder algumas

de cavidades ser definido com estimativas pouco precisas

perguntas com precisão como, por exemplo:

da distribuição das cavidades na placa e do tempo de vulcanização do produto.

Qual é a maior quantidade de cavidades possível para o molde?

Atualmente tecnologias de simulação podem evitar todos estes

• A força de fechamento da injetora vencerá a soma da

típicos problemas na indústria de injeção de borracha e salvar

pressão interna de todas as cavidades durante a injeção?

significativamente tempo e esforços durante o desenvolvimento

• Todas as cavidades manterão uma temperatura homogênea

de um novo molde. A simulação permite visualizar o

entre si ou as localizadas próximas da borda do molde ficarão

enchimento das cavidades, a reação de cura da borracha e o

mais frias?

desempenho do sistema de aquecimento envolvendo todos os elementos do molde. A simulação permite correr uma

Qual será a melhor configuração de canais e ataques para

produção virtual, incluindo todos os estágios do processo (pré-

a injeção de diversas cavidades ?

aquecimento do molde, injeção e cura), e não apenas em um ciclo, mas em diversos ciclos de produção consecutivos. Deste

• Qual o menor volume possível dos canais de distribuição?

modo, a performance do design do projeto pode ser avaliado

• Qual a melhor geometria para evitar desbalanceamento?

completamente antes da usinagem do molde.

• Deve-se injetar em quantos pontos para evitar emendas frias? • Qual a dimensão da entrada de material?

O que se espera de um molde de alta rentabilidade.

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• Qual será o tempo de injeção ideal?


A simulação pode auxiliar na resposta destas perguntas,

Qual o número máximo de cavidades para o molde?

e deste modo evitar os diversos retrabalhos no molde

As cavidades devem ser posicionadas nas dimensões do molde

durante o desenvolvimento do processo.

de modo que todas elas apresentem o mesmo perfil térmico.

Para exemplificar como é possível projetar um molde de alta

A figura 03 mostra o perfil térmico do molde ao final do

rentabilidade com auxílio da simulação selecionamos um caso

tempo de cura de 340s. Observa-se, através deste resultado,

prático, desenvolvido internamente na ferramentaria ASPEM.

que as 4 cavidades localizadas nas extremidades do molde

O molde foi descaracterizado, devido à confidencialidade do

apresentam menores temperaturas. Estas 4 peças apresentarão

projeto do cliente final.

maior tempo de vulcanização, conforme mostra a figura 04a.

A figura 01 apresenta projeto de molde de 48 cavidades -

As peças localizadas na região central atingem o T90 em

dimensões 700 mm x 550 mm:

310s, porém as cavidades localizadas nas extremidades atingem apenas 75% do grau de cura. Para curar estes produtos será necessário aumentar o tempo de vulcanização para 340s, conforme mostra a figura 04b.

Figura 01 - Geometria molde 48 cavidades - dimensões 700 mm x 550 mm.

Qual a força de fechamento da máquina injetora para injeção deste molde? Através da figura 02, observa-se que a pressão máxima das cavidades ao final da injeção é de 300 bar. Para cada cavidade serão necessárias 8 ton. de força de fechamento, ou seja, igual a 384 ton. para 48 cavidades, mais 90 ton. para os canais de injeção, totalizando 474 ton. Consequentemente, para um fechamento perfeito visando peças com nível mínimo de rebarba, devemos utilizar uma injetora de pelo menos 500 ton. de força de fechamento.

Figura 03 – Perfil térmico do molde no tempo de cura de 340s. Figura 04 (a) – Grau de vulcanização no núcleo dos produtos – tempo 310s.

Figura 04 (b) – Grau de vulcanização no núcleo dos produtos – tempo 340s.

Figura 02 – Pressão máxima ao final do tempo de injeção. BORRACHAAtual - 71


Matéria Técnica Com este resultado, foi possível tomar uma rápida decisão de eliminar as 4 peças da extremidade, para não perder a produtividade e/ou qualidade do produto final, ou ainda se possível alterar a geometria e/ou perfil de aquecimento do molde para mantê-las nesta posição. Qual será a melhor maneira para a entrada do material na cavidade? Deve-se projetar a dimensão da entrada de material na cavidade com o objetivo de evitar altas taxas de cisalhamento, para não ocorrer degradação do material e evitar emendas frias ao final do enchimento.

Figura 06 – Índice de Scorch ao final do enchimento (tempo de injeção 30s) . Valores críticos para o Scorch na escala seriam acima de 1.

Através da experiência com moldes de peças similares, este molde foi inicialmente projetado com duas entradas de

Qual o menor volume de canal possível para injeção das

material para cada cavidade, porém para otimizar o canal e

cavidades?

trabalhos com rebarbação, o enchimento foi simulado com

Através da experiência do projetista, o primeiro projeto do

apenas uma entrada de material.

canal deste molde foi desenvolvido com 159 cm3, conforme mostra a figura 07a. Através da simulação o canal foi

Observa-se na figura 05, que mesmo utilizando apenas uma

reduzido gradativamente até chegar no volume de 75 cm3,

entrada, o fluxo apresenta baixa taxa de cisalhamento, não

ou seja 47% de redução de material.

comprometendo o material.

Figura 07a – Primeiro canal desenvolvido, volume de 159 cm3

Figura 07b – Canal com volume reduzido para 75 cm3

Figura 05 – Taxa de cisalhamento na entrada do material poucos segundos do final da injeção (tempo de injeção 30s). Através de dados empíricos, a taxa de cisalhamento não deve ultrapassar 3000/s, porém este dado varia dependendo da borracha utilizada.

Também foi analisado se com apenas uma entrada poderiam ocorrer emendas frias através do aumento do índice de scorch. A figura 06 apresenta o nível de Scorch ao final do enchimento. 72- BORRACHAAtual

Figura 07c – Canais sobrepostos – verde: canal inicial e rosa: canal reduzido


Para a redução do volume de canal, ao longo das simulações foram considerados os seguintes fatores: taxa de cisalhamento no canal, índice de Scorch ao final do enchimento e pressão máxima de injeção. Observa-se nas figuras 08 a, b e c que, quando o canal atingiu 75 cm3, as taxas de cisalhamento e o índice de Scorch ainda apresentavam-se baixas sem comprometimento do enchimento, e a pressão máxima de injeção atingiu 1064 bar.

Figura 08 a – Taxa de cisalhamento nos canais

Figura 08 b – índice de scorch ao final do enchimento.

Figura 08 c – Pressão máxima de injeção

A máquina disponível para injeção deste molde possui 1800 bar de pressão máxima para injeção. Estes canais demandam 1064 bar, porém com o uso do molde, acúmulo de sujeira, desgaste, será preciso uma maior pressão no futuro. Portando devido à pressão de injeção não é recomendado reduzir ainda mais as dimensões dos canais. A tabela abaixo mostra um resumo da análise da redução do volume dos canais através da simulação: Tabela I – Resumo do fluxo de análise para redução do volume dos canais de distribuição

Item analisado

dimensões dos canais manter aumentar reduzir

x x

Possível emenda fria devido ao término do scorch antes do preenchimento da cavidade degradação da borracha devido ao cisalhamento

Força da injeção

por que? O nível do Scorch enconta-se baixo no final do preenchimento Mesmo com canais bem reduzidos a taxa de cisalhamento está baixa A máquina possui uma pressão de injeção de 1800 bar. Esses canais demandam 1061 bar, porém com o uso do molde, desgaste dos canais e acúmulo de sujeira, será preciso mais pressão futuramente.

x

Análise econômica:

Considerações finais:

aquecimento do molde até a vulcanização

A redução dos canais proporcionou uma

Através do caso prático descrito observa-

dos produtos após extração. Desta forma

redução no consumo de borracha de 89g

se como o projeto e o processo podem ser

projetistas e processistas têm condições

por injeção. Considerando um ciclo total de

previamente analisados, unindo a experiên-

de serem mais assertivos desde a cotação,

360s em três turnos de produção e o valor

cia técnica e simulação, com o objetivo de

analisando o tempo de vulcanização do

de uma borracha genérica de R$ 15,00/kg,

atingir uma produção de alta rentabilidade.

produto e o máximo número de cavidades

foi possível atingir uma economia mensal

Todo o projeto deste molde, análise térmica

até análise do processo final.

de R$ 6.461,00 e anual de R$ 77.537,00.

do molde, número e dimensões das

REF. BIBLIOGRÁFICAS

Esta redução de custo é referente

entradas do material, número de cavidades

1 THORNAGEL, M. Elastomer

somente à matéria-prima, podemos

x perfil térmico e redução do volume dos

-Spritzgießsimulation -Vorausschauend mit

considerar ainda a redução do custo

canais foi realizado no período de 4 dias.

System. IRC, Nürnberg 2009

com descarte de material.

A análise não se limita na previsão de

2 THORNAGEL, M. Process Simulation Of

O molde foi usinado e entrou em produção

enchimento de cavidades; é possível

Rubber Injection Moulding – Effects Of Inserts

durante o primeiro try-out, reduzindo também

visualizar

On The Heat Flux And The Article Quality. KHK,

os altos custos de provas e retrabalhos.

processo de injeção, desde o pré-

antecipadamente

todo

o

Hannover 2010. BORRACHAAtual - 73


Frases & Frases

“Não fale em excesso para que não te atrapalhes e tropeces.” Pitágoras

“As explicações místicas passam por profundas; a verdade é que nem sequer sāo superficiais.” - Friedrich Nietzsche “Desdenho a importância e temo o ridículo.” - Otto Lara Resende “Falar sem clareza, qualquer um sabe. Falar claramente, raríssimos.” - Galileu Galilei “A linguagem e a vida são uma coisa só.” - Guimarães Rosa “Há escritores que já conseguem dizer em 20 páginas aquilo para o que às vezes preciso de até duas linhas.” - Karl Kraus “Trocar o certo pelo incerto é justamente o que pode fazer um homem se destacar.” – Tony Flags 74- BORRACHAAtual

“O homem é capaz de muitas ações, mas as maiores é o destino que dirige pessoalmente.” - Henrik Ibsen “Não existe a mulher feia, e, sim, uma mais bonita que a outra.” - Antonio Maria “Ama-se quem se ama e não quem se quer amar.” - Florbela Espanca “Que é uma ilusão? Um suspiro da fantasia.” - Ramón Gómez de la Serna “A amizade que chega ao fim nunca foi amizade verdadeira.” - Publilius Syrus


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• IV Simpósio Técnico - Reciclagem de Borracha Vulcanizada – São Bernardo do Campo-SP/Brasil 09.05.2013 - Inscrições e informações: ABTB - Tel. 11-5589 8713 abtb@abtb.com.br; e www.abtb.com.br • Adesão Borracha Metal e Estudo dos Elastômeros Nitrílicos – São Paulo/Brasil 10.05.2013 - Reservas e informações: MODULUS - Assessoria Técnica em Borracha, c/Evelin Oliveira – Tel. 11 4226-4445; modulus@modulusconsultoria.com.br www.modulusconsultoria.com.br

• Alpha Technologies - Courses on Rubber Testing – PHILADELPHIA/ Estados Unidos Basic Introduction to Rubber/Polymer Rheology / Advanced Course on Rubber/Polymer Rheology & Processability Testing 14 e 15.08.2013 – Informações e Inscrições: john.dick@dynisco.com; Tel (330) 848-7207; ou www.alpha-technologies.com SETEMBRO

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• Iniciação à Tecnologia da Borracha – São Paulo/Brasil 02 à 05.09 e 09 à 12.09.2013 - Reservas e informações: MODULUS - Assessoria Técnica em Borracha, c/Evelin Oliveira – Tel. 11 4226-4445; modulus@modulusconsultoria.com.br www.modulusconsultoria.com.br

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• Alpha Technologies- Courses on Rubber Testing – AKRON, OH/ Estados Unidos RPA Training Course 24 à 26.09.2013 – Informações e Inscrições: john.dick@dynisco.com; Tel (330) 848-7207; ou www.alpha-technologies.com OUTUBRO • Estudo dos Elastômeros de Neoprene e dos Elastômeros Fluorados – São Paulo/Brasil 04.10.2013 - Reservas e informações: MODULUS - Assessoria Técnica em Borracha, c/Evelin Oliveira – Tel. 11 4226-4445; modulus@modulusconsultoria.com.br www.modulusconsultoria.com.br • Rubber Division, ACS 184th Technical Meeting durante a 2013 International Elastomer Conference – Cleveland / OH 7 à 10.10.2013 – Mais informações: Linda McClure - Tel: 330.972.7978; lmcclure@rubber.org; ou www.rubber.org

JULHO

• Feria K 2013 - Feria Internacional del Plástico y Caucho – Dusseldorf/ Alemanha 16 a 23.10.2013 - Mais Informações: www.k-online.de

• Tyrexpo India – Chennai/ India 09 a 11.07.2013 - Informações: www.nferias.com/tyrexpo-india/2013-julio

NOVEMBRO

• Latin American y Caribbean Tyre Expo - Republica de Panamá / Panamá 24 a 27.07.2013 - Informações: www.latintyreexpo.com, Tel: +1 786-293-5186 ou linda@latintyreexpo.com

78- BORRACHAAtual

• Formação de Vendedor Técnico para o Mercado de Borracha – São Paulo/Brasil 08 e 09.11.2013 - Reservas e informações: MODULUS - Assessoria Técnica em Borracha, c/Evelin Oliveira – Tel. 11 4226-4445; modulus@modulusconsultoria.com.br www.modulusconsultoria.com.br


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