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borrachaatual .com.br Ano XXV • Nº 144 • Set/Out 2019 • ASPA Editora

10 Ford cria composto

de borracha para biodiesel

ISSN 2317-4544

33 Direção Autônoma no caminhão da Mercedes-Benz

22 Chemtrend traz

inovação para solados

GESTÃO DE PNEUS É O FUTURO 04 ENTREVISTA

Eduardo Schilling, diretor de marketing da Goodyear do Brasil

50 MATÉRIA TÉCNICA

Química de alta dispersão


Entregamos mais de 30 linhas de produtos com qualidade, agilidade e competência. • aceleradores

• ativadores

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SUMÁRIO

EDITORIAL

borrachaatual .com.br Ano XXV • Nº 144 • Set/Out 2019 • ASPA Editora

ISSN 2317-4544

10 Ford cria composto de borracha para biodiesel

33 Direção Autônoma

no caminhão da Mercedes-Benz

26

22 Chemtrend traz

inovação para solados

25 anos de ideias

MATÉRIA DE CAPA GESTÃO DE PNEUS É O FUTURO 04 ENTREVISTA

Eduardo Schilling, diretor de marketing da Goodyear do Brasil

50 MATÉRIA TÉCNICA

Química de alta dispersão

04

ENTREVISTA

10 12

INOVAÇÃO

20 22 24

Gestão de pneus é o futuro

Eduardo Schilling, diretor de Marketing da Goodyear do Brasil

PNEUS

Caminhão mais rápido do mundo usa pneus Goodyear

QUÍMICA Chem-Trend traz inovação para solas Milliken inaugura laboratório de tecnologia e aplicação na América Latina

26

MAQUINATUAL

36 44 46 47 48 55 56

NOTAS & NEGÓCIOS

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ESPECIAL FENATRAN

CALÇADOS GENTE FRASES & FRASES MATÉRIA TÉCNICA CLASSIFICADOS Congresso Brasileiro de Tecnologia da Borracha de 2020 AGENDA

EXPEDIENTE

Parece que foi ontem o nascimento de uma ideia empreendedora, um pouco audaciosa e muito sonhadora, que completa 25 anos de desafios e conquistas. Esta é a BORRACHA ATUAL, revista, site e portal, dedicados a divulgar as novidades e tecnologias do mundo dos elastômeros e demais inovações que o cercam. Inúmeras entrevistas, reportagens e matérias fazem nosso conteúdo editorial, mas a presença das pessoas, profissionais e empresas em nossas páginas é o que nos mo�va a buscar o inimaginável, superando o tradicional e a�ngindo metas transformadoras ao longo do caminho. Nesta esteira posi�va, vemos nesta significa�va edição, que a letargia econômica está ficando para trás e surgem oportunidades cria�vas para renovar o panorama brasileiro. Foi o que ficou evidente na Fenatran, feira de transportes realizada em São Paulo. Caminhões e Ônibus dispõem agora de diversos recursos de úl�ma geração como condução autônoma, câmeras subs�tuindo os espelhos retrovisores, propulsores elétricos, a gás ou híbridos. Uma efervescência tecnológica já disponível ao nosso exigente mercado. No segmento de pneus pesados a qualidade e o custo não são mais diferenciais e sim obrigação. A mo�vação agora é a prestação de serviços, gestão de frotas e o�mização do negócio do caminhoneiro e do fro�sta. Em tempos de nuances tecnológicas digitais, a evolução deve sempre priorizar o ser humano e o meio ambiente. A ideia se transformou em pensamento, o pensamento virou a�tude, a a�tude mudou as pessoas, que geram novas ideias para surfar nas ondas de um mundo ainda inexplorado. Boa Leitura amigos! Antonio Carlos Spalle�a Editor

Ano XXV - Edição 144 - Set/Out de 2019 - ISSN 2317-4544 Diretores: Adriana R. Chiminazzo Spalletta Antonio Carlos Spalletta

A revista Borracha Atual, editada pela Editora ASPA Ltda., é uma publicação destinada ao setor de Borracha, sendo distribuída entre as montadoras de automóveis, os fabricantes de artefatos leves, pneus, camelback, calçados, instituições de pesquisa, órgãos governamentais e universidades. As opiniões expressas em artigos assinados não são necessariamente as adotadas pela Borracha Atual. É permitida a reprodução de artigos publicados desde que expressamente autorizados pela ASPA Editora.

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Editora Aspa Ltda.: Rua Com. Bernardo Alves Teixeira, 695 13033-580 – Vila Proost de Souza – Campinas/SP. CNPJ: 07.063.433/0001-35 Inscrição Municipal: 106758-3 Redação: Rua Com. Bernardo Alves Teixeira, 695 13033-580 – Vila Proost de Souza – Campinas/SP. redacao@borrachaatual.com.br

Assinatura e Publicidade: Tel/Fax: 11 3044.2609 assinaturas@borrachaatual.com.br www.borrachaatual.com.br Jornalista Responsável: Adriana R. Chiminazzo Spalletta (Mtb: 21.392) Projeto: Three-R Editora e Comunicação Ltda www.threer.com.br Foto Capa: Divulgação. Impressão: Mais M EPP. Tiragem: 5.000 exemplares

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ENTREVISTA

Eduardo Schilling

Diretor de Marketing da Goodyear do Brasil

“A Goodyear tem na sua estratégia ofertar muito mais que pneu. Queremos ser a solução para todas as frotas.” Eduardo Schilling tem MBA em gestão de pessoas e é formado em administração de empresas. Tem ampla experiência com redes B2B e revendedor, negociação e implantação de novas oportunidades de negócios. Está há 15 anos na Goodyear e é responsável pelos negócios de Pneus de Caminhões e Ônibus, Off-road e Recapagem. Recebeu Borracha Atual no estande da empresa na Fenatran, ocasião em que falou sobre o momento da empresa, perspectivas e os lançamentos na Fenatran, do qual se destaca o Goodyear Total Solution.

BORRACHA ATUAL: A Goodyear completa 100 anos de Brasil em 2019. Como estão sendo as comemorações? EDUARDO SCHILLING: Com muito orgulho e muita sa�sfação completamos 100 anos agora em 2019. A Goodyear foi a primeira fabricante de pneus a se instalar no Brasil sabendo do potencial do país e de toda a oportunidade de crescer junto com toda a nação há um século. Estamos comemorando de várias formas e uma delas foi a presença na Fenatran, a maior feira do setor na América La�na, onde lançamos um pneu, o 215/75R17.5, para o segmento urbano e também o pacote de soluções que é o “Total Solu�on”, que vai além de pneu. 1919-1930

UM SÉCULO E MUITAS HISTÓRIAS Ao celebrar um século de presença do Brasil, a Goodyear reuniu alguns fatos marcantes da sua trajetória no País e alguns fatos históricos do mundo que ocorreram ajudam a contextualizar o período em que os fatos marcantes da sua atuação.

1919: Escritório no RJ 1919: Chegada da Ford 1920: Surgem as primeiras revendas de veículos e a frota alcança 30 mil veículos 1925: Inaugurada a 1ª linha de montagem de veículos (GM) 1926: Inaugurada a linha de montagem da Ford 1927: Criação da Varig, a 1ª empresa de aviação comercial do BR 1928: Inaugurada a Rod. Rio-São Paulo, com 508 km (8 km pavimentados) 1930: Revolução de 1930 e posse de Getúlio Vargas; a frota atinge 250 mil veículos ©FOTO DIVULGAÇÃO

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A principal novidade da Goodyear apresentada na Fenatran foi o Total Solution. Do que consiste esse pacote de serviços? É um pacote que integra tecnologia para fazer gestão eletrônica dos pneus, seja para pequenas, médias ou grandes frotas. Temos algumas formas de fazer isso. Uma é o “Control Max”, que é um sistema eletrônico de gestão de pneus feito através de intervenção humana, porém é 100% eletrônico e tem também a opção de ser feito por chip. A Goodyear é a única empresa da América La�na que tem chip integrado de fábrica. Ou seja, no processo fabril instalamos um chip no pneu e a par�r daí ele é gerido de uma forma totalmente eletrônica. Esse chip permite o controle patrimonial e evita trocas indevidas ou até furtos em alguns momentos. Que informações esse chip transmite? O chip transmite onde o pneu está no veículo. Qual o eixo, a posição, e em que veículo ele está. O sistema “Control Max” vai além. Ele faz a verificação da profundidade de sulco, pressão e o desgaste da banda de rodagem, tudo isso de forma eletrônica. A par�r da implantação do “Control Max”, a frota não precisa mais ter nenhuma preocupação

com papel, onde existe uma chance de erro de entendimento da letra, dependendo do operador, e esse papel também demora muito tempo para ser colocado dentro da frota. O “Control Max” faz o controle eletrônico em tempo real. A par�r da inspeção do pneu, o gestor da frota já tem, na hora, qual é o desgaste do pneu. O sistema, além de fazer a inspeção, analisa os dados, servindo como consultor para a frota.

Uma das ferramentas mais importantes do “Total Control” é o “Tyre Scan”. Como funciona? É um tapete com uma série de inspeções via câmera, via infravermelho, laser, via uma placa que faz a pesagem do eixo, que faz a verificação da profundidade de sulco, pressão, e o peso em cada eixo do veículo. Esse equipamento, diferentemente do “Control Max”, não precisa de intervenção humana. Só precisa do equipamento passando sobre a plataforma. E não é está�co. A leitura pode ser feita com o veículo em movimento.

Como se mede o peso nesse caso? E a pressão? Via uma série de análises que são feitas pelo equipamento, basicamente por footprint, que é a pegada do pneu

1932-1941

com o solo. Essa placa tem uma série de sensores embaixo dela que fazem a verificação do footprint e calculam o peso que está incidido naquele eixo. Da mesma forma a pressão. Com o footprint, com base na pegada do pneu, conseguimos iden�ficar por uma série de algoritmos qual é a pressão incidente que está naquele pneu.

Para onde vão essas informações? Vão para uma central. Na própria plataforma o caminhoneiro tem acesso por uma tela em que iden�fica em tempo real quais os pneus que precisam de manutenção. Ao mesmo tempo não tem interação humana, porque basta o veículo passar por este equipamento e a leitura é feita automa�camente. Com esse sistema o frotista pode terceirizar a gestão dos pneus? Sim. É um terceiro modelo, o “Max Service”. É o modelo que oferecemos para o fro�sta. Falamos para ele: “o seu negócio é transportar, o seu core business é atender seu cliente, quebrar uma série de obstáculos no dia a dia na operação, nas nossas rodovias, complexidade de organização. Não se preocupe mais com os pneus. Passe a gestão dos pneus para a Goodyear, que a gente tem mais de 100 anos de experiência no Bra-

1942-1958

1932: Revolução Constitucionalista em SP

1942: BR entra na 2ª Guerra Mundial

1932: Mulheres passam a ter direito ao voto

1943: Criada a FNM (Fábrica Nacional de Motores); criada a CLT

1934: Criada a USP

1943: Início da produção de pneus para aviões

1934: Promulgada a 2ª Constituição; estabelecido limite de 80 km/h nas estradas de SP 1937: Estado Novo (período autoritário de Getúlio Vargas)

1944: Participação da FEB na 2ª Guerra Mundial

1937: Negociações com governo para abrir fábrica no BR

1945: Queda de Getúlio Vargas

1937: Criação do DNER

1946: Primeiro milhão de pneus fabricados no BR

1938: Uso do raiom no lugar do algodão nas lonas dos pneus

1947: Inauguração da Via Anchieta.

1939: Inauguração da fábrica de São Paulo

1948: Inaugurado o trecho São Paulo-Jundiaí (Via Anhanguera)

1940: Inauguração do Autódromo de Interlagos; início das obras da Via Anhanguera (São Paulo- Campinas); criação do salário mínimo

1957: Criação do depto. de Equipamento Original para atender montadoras

1941: Fundação da CSN

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1944: Fabricação de mangueiras e correias

1958: Início do processo de produção 3-T

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ENTREVISTA sil e mais de 120 no mundo. Sabemos fazer isso de uma forma 100% tranquila e 100% conduzida pela Goodyear”. Oferecemos toda a estrutura, inclusive uma pessoa dentro da empresa, toda a estrutura de borracharia. Absorvemos toda a estrutura da frota. O cliente não precisa mais se preocupar com a parte de manutenção, a Goodyear faz isso pra ela. Não precisa mais se preocupar com a compra de pneus novos, de pneus recapados, tudo isso é absorvido pela estrutura da Goodyear.

Isso é por contrato? Sim. E não existe uma proposta padrão. Entendemos qual a necessidade de cada negócio, cada frota e fazemos propostas customizadas. O “Total Solution” é um conjunto de soluções completamente novo ou é um conjunto de serviços já existentes e compilados em um pacote? Dentro do “Total Solu�on” o que é totalmente novo é o “Tyre Scan”. Novo no Brasil, porque ele já é amplamente u�lizado na Europa - inclusive a empresa que desenvolve o “Tyre Scan” é uma empresa Goodyear. Evidentemente que para trazer o equipamento para o país �vemos que tropicalizá-lo, adaptar para a nossa realidade, para as estradas brasileiras.

O “Tyre Scan” parece ser um equipamento caro que pode não estar presente em todos os revendedores. Quais critérios a empresa usa para selecionar as lojas que irão recebê-los? O que sempre comentamos com nossos clientes é que o “Tyre Scan” ou qualquer equipamento que a Goodyear traz para o mercado não é caro, não é um custo e sim um inves�mento. Trabalhamos para que o cliente veja dessa forma, um inves�mento e não custo. Esse inves�mento, com base nos resultados que propiciam para a frota, rapidamente dá retorno. Procuramos sempre casar os interesses da Goodyear com os dos clientes, para que essa parceria seja sustentável, se mantenha. Vemos dessa forma toda solução que trazemos para o mercado. Fazemos o mesmo para nossos pneus de caminhão e ônibus. Incorporamos uma série de tecnologias desenvolvidas para cada segmento. Por exemplo, para o segmento urbano desenvolvemos tecnologias para que o pneu dissipe o calor de uma forma mais rápida. Para o segmento misto desenvolvemos tecnologia dentro do pneu para que ele tenha a maior resistência, porque esse é o maior atributo desse segmento. No segmento rodoviário desenvolvemos um pneu com menor resistência ao rolamento e maior economia de combus�vel, e assim sucessivamente.

1959-1974 1959: Atingida a marca de 8 milhões de pneus produzidos; abertura do escritório em SP 1960: Fim da produção de saltos de sapatos 1963: Início da operação de recauchutagem de pneus de avião 1969: Criada a Zona Franca de Manaus (AM); iniciado o projeto da Transamazônica

“Procuramos sempre casar os interesses da Goodyear com os dos clientes, para que essa parceria seja sustentável.” O “Tyre Scan” é uma patente Goodyear? Sim porque a empresa que tem a patente é da Goodyear. A Goodyear terá atendimento diferenciado para cliente grande e cliente pequeno? Sim. O atendimento é totalmente diferente. Por isso é que temos várias condições. O cliente de menor porte talvez não precise do “Tyre Scan”, mas o “Control Max” vai atendê-lo. Existe todo um estudo para iden�ficar qual é a melhor solução. Não queremos simplesmente fechar contratos de fornecimento com as frotas. Queremos ofertar o que elas precisam. Então podemos ofertar o “Control Max”, o “Tyre Scan” ou o “Max Service”. Varia de acordo com o tamanho e a prioridade de cada

1974-1979 1974: Inaugurado o 1º trecho do metrô de SP; Inaugurada a Ponte Rio-Niterói (RJ); 1º trecho da Rod. dos Imigrantes 1975: Criação do Proálcool; acordo nuclear entre Brasil e Alemanha 1976: FIAT começa a produzir carros no BR

1971: Produção de veículos supera 500 mil unidades/ano

1977: Primeiros pneus radiais para automóveis

1971: Fundação da Nitriflex com a Goodyear como sócia para produzir borrachas sintéticas e resinas (a produção começou em 1975)

1977-1978: Medidas para racionamento de combustíveis 1978: Primeiros pneus radiais de aço para caminhões e ônibus

1972: Emerson Fittipaldi ganha seu 1º título da Fórmula 1; 1ª transmissão de TV em cores

1978: Inaugurada a Rod. dos Bandeirantes; início da abertura política

1973: Inauguração da fábrica de Americana

1979: Lançado o 1º carro a álcool; assinada a Lei de Anistia, ampliando o processo de redemocratização

1974: Início das operações da Vitafilm

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“Para o “Control Max” e o “Max Service” nunca tivemos ex-clientes.” um dos clientes com base em um estudo que fazemos dentro da frota - existe uma troca de informações entre a Goodyear e os fro�stas. Por exemplo, o segmento urbano. Dentro desse próprio segmento há operações com caracterís�cas de trajeto totalmente diferentes. Em uma frota o pneu pode performar 50 mil quilômetros e na outra pode ser 80 mil. Ou pode ser 40. Entendemos essa realidade e iden�ficamos a melhor solução que a Goodyear pode ofertar.

Como foi a aceitação do “Total Control” na Fenatran? O “Control Max” é o serviço que está há mais tempo no mercado, e a aceitação é excelente. Trouxemos o “Tyre Scan” neste ano e já teve uma rápida expansão em virtude de frotas que já aderiram. Com o “Max Service” também, todas as frotas em que implementamos a solução, �vemos a solicitação de ampliar dentro da própria frota. Muitas vezes iniciamos em uma garagem, a frota conhece e com base nessa experiência ela

toma soluções. Para o “Control Max” e o “Max Service” nunca �vemos ex-clientes.

Quando falamos em frota, vale tanto para caminhões como para ônibus ou há diferença entre os dois segmentos? Temos contratos tanto para frotas que têm ônibus, frotas de caminhões ou frotas que têm ônibus e caminhões. O “Total Control” está disponível em todas as revendedoras? Entendemos o mercado e o primeiro passo é também ofertar essas soluções via rede Goodyear. Ainda não temos essa modalidade, mas estamos trabalhando para que a nossa rede possa também ofertar essas soluções. A nossa rede já oferece soluções de assistência técnica completa. Orientamos o cliente a fazer a manutenção correta e quando fazer essa manutenção dos pneus. Quanto aos equipamentos, estamos em um segundo momento. E para quando está prevista a chegada dos equipamentos na rede de revendedores? Ainda não temos esse cronograma específico, estamos trabalhando para que tenhamos certeza de que será o melhor momento, tanto para o cliente final como para nosso revendedor para que haja uma sinergia para essa oferta.

1979-1985

Até porque é uma tecnologia inédita para esse mercado... É uma tecnologia muito recente aqui no país, entretanto já é u�lizada em outros mercados. Acompanhamos o que está sendo desenvolvido no mundo e com base nisso trazemos de acordo com a necessidade do mercado nacional. Observamos na Fenatran que a concorrência já está de olho no que a Goodyear está fazendo... Imagino que estejam curiosos, mas cada um tem sua estratégia de atendimento de mercado. A Goodyear tem na sua estratégia ofertar muito mais que pneu. Queremos ser a solução para todas as frotas. Auxiliar o revendedor a atender da melhor forma o autônomo. A ferramenta funciona em qualquer tipo de pneu? A Goodyear não desenvolve ferramentas para cobrir apenas a nossa marca. Todas nossas ferramentas atendem todo o mercado. Nossa intenção não é atender apenas o produto Goodyear, mas atender o que o fro�sta precisa. A rede de revendedores Goodyear é ainda a maior do Brasil? Podemos falar tranquilamente que temos mais de 430 pontos de venda estrategicamente distribuídos (só de veículos pesados, somando todas, são

1986-1992

1979: Projeto de conservação de energia da companhia é considerado modelo

1986: Fim da produção do Fusca no BR; anúncio dos Planos Cruzado I e II

1980: Lançado o Grand Prix S, o 1º pneu radial de aço para veículos de passeio do BR

1987: Implantação de AutoCentros

1980: Volvo começa a produzir caminhões no BR; aprovada a realização de eleições diretas para governadores

1987: Criação da Autolatina (união da VW e Ford); anúncio do Plano Bresser

1981: Nelson Piquet é campeão da Fórmula 1

1989:Eleições diretas para presidente e eleição de Fernando Collor de Mello; anúncio do Plano Verão

1982: Crise da dívida externa junto ao FMI; inaugurada a usina de Itaipu 1984: Campanha Diretas Já. 1984: Criação do projeto Somos Todos Iguais 1985: Lançamento do conceito Wrangler 1985: Fim do regime militar e eleição de Tancredo Neves

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1988: Entra em vigor a nova Constituição; Ayrton Senna ganha seu 1º título da Fórmula 1

1990: Legislação passa a favorecer produção de carros populares, com motor 1.0; anúncio do Plano Collor 1; entrada em vigor do Código de Defesa do Consumidor 1991: Anúncio do Plano Collor 2; privatização da Usiminas 1992: Impeachment de Fernando Collor de Mello; realização da Eco-92 no RJ

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ENTREVISTA mais de mil) e também estão devidamente especializados e treinados para atender desde o autônomo à pequena, média e grande frota, de caminhões e ônibus. São mais de cem recapadores. E temos a nossa banda...

Com a marca Goodyear ou outro nome? Com a marca Goodyear. Temos pneus e bandas com marca própria. Nossas bandas têm diferenciais, como a garan�a estendida que mantém a originalidade do pneu. Isso facilita para o fro�sta na gestão de frotas, para a o�mização do spot, o inventário dele. Ele passa a ter vários �pos de desenhos e consequentemente consegue manter a originalidade do pneu, não vai ter o problema de duplo mancomunado, aquele pneu com eixo duplo, que às vezes está com uma banda de um lado, outra banda de outro, profundidades diferentes... então a Goodyear também oferta isso de forma obje�va para facilitar o dia a dia de nosso cliente. Essa banda é fabricada pela Goodyear ou por outra empresa? Temos uma fábrica própria no Estado de São Paulo, em Santa Bárbara d’Oeste, com produção, qualidade, pro-

“Para 2020 temos uma expectativa muito positiva de crescimento alinhada com o PIB.” cesso produ�vo, garan�a 100% Goodyear. Não há nenhum terceiro nesse meio.

Quanto a Goodyear espera crescer em 2019? Quais as perspectivas para 2020? Con�nuamos inves�ndo muito forte no país, prova disso são as tecnologias que estamos trazendo, os inves�mentos que fizemos na fábrica. Tanto na parte de caminhões e ônibus como na parte de consumo foram inves�dos quase meio bilhão de dólares nos úl�mos anos. Para 2020 temos uma expecta�va muito posi�va de crescimento, alinhada com o PIB. Se o Brasil crescer, sabemos que a indústria como um todo vai crescer, seja no segmento em que a Goodyear está, assim como o agronegócio, que é um segmento relevante, que impacta diretamente a indústria de pneus.

1993-2000

Por que a expectativa da Goodyear se baseia no PIB e não nas projeções da ANFAVEA, que são mais elevadas? Analisamos mais de 25 indicadores, além do PIB - que é o resumo de todos -, para projetar os nossos crescimentos, as variações de um ano para outro. Nós também es�mamos de cinco anos para a frente como a indústria vai se comportar. A Goodyear é uma empresa muito programada e ela também se prepara e tenta antecipar as demandas, então nós temos uma visão de no mínimo cinco anos para frente com base nesses indicadores que vão muito além do PIB. Como a Goodyear tem uma qualidade mundial em todas as suas unidades, você consegue aumentar a exportação para manter a sua fábrica brasileira sempre rodada? Distribuímos nossos produtos para mais de vinte países a par�r da fábrica de Americana, então evidentemente sempre analisamos o mercado interno e o mercado de exportação. Além disso, a Goodyear também fornece para todas as montadoras do país. Sempre fazemos uma análise desses mercados, iden�ficamos as oportunidades de cres-

2001-2006

1993: Interrompida a fabricação de pneus de avião; Conquista da certificação ISO 9000 pelas fábricas SP e Americana

2000-2001: Pela 1ª vez, safra de grãos do país é superior a 100 milhões de toneladas

1994: Plano Real; eleição de Fernando Henrique Cardoso para presidente

2001: Racionamento de energia elétrica

1996: Inauguração da fábrica modular da VW Caminhões em Resende (RJ) 1996: Inauguração do 1º Centro de Montagem (Diadema); vitória em concorrência da Embraer leva à decisão de retomar produção de pneus de avião; transferência da Tecelagem para Americana 1997: Privatização da Vale do Rio Doce; indústria automobilística supera pela 1ª vez a marca de 2 milhões de veículos produzidos em um ano 1997: Aquisição da Hightech, que passaria a se chamar Airsprings 1998: Reeleição de Fernando Henrique Cardoso 1998: Início dos voos do dirigível Spirit of the Americas 2000: Inauguração da Fábrica de Materiais para Recauchutagem em Santa Bárbara; reinício da produção de pneus de avião Flight Leader

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2001: Inauguração do Campo de Provas 2002: Eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente 2002: Ampliação do apoio às competições off road no BR; Certificação ISO 14001 para a Fábrica de São Paulo 2003: Chegada do blimp Ventura ao BR; criação do programa de responsabilidade social Plante Esta Ideia; abertura dos primeiros Goodyear Centers 2003: Lançamento dos primeiros carros Flex 2004: Lançamento do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel 2005: Lançamento do Optitrac DT 806, o 1º pneu radial agrícola; abertura da Seawing, na área de Produtos de Engenharia 2006: Reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva

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“Conseguimos ter uma capilaridade adequada para fazer o atendimento de acordo com as demandas.” cimento em cada um deles e a melhor oferta de produtos que pode atender a necessidade dos mercados e também de nossos clientes finais.

Há chances das exportações crescerem nos próximos cinco anos? Elas têm chance de crescer, da mesma forma que o consumo interno tem chance de crescer. Vamos parametrizando esses mercados e entendendo qual a melhor forma de atender o nosso cliente. Sabemos que o Brasil é um país que atende quase 70% da América La�na, então automa�camente é um volume importante de pneus, mas também olhamos para outros países, outros mercados, sempre visando atendê-los. Ou via fábrica do Brasil ou via as outras fábricas que a Goodyear tem espalhadas pelo mundo. Conseguimos ter uma capilaridade adequada para fazer o atendimento de acordo com as demandas que oscilam bastante, não só dentro do país como na região.

Quais são os principais desenvolvimentos em que a Goodyear está trabalhando visando o novo mercado que está surgindo, de veículos conectados, autônomos e eletrificados? Temos parceria com uma nova entrante no mercado brasileiro, onde a Goodyear fornece os pneus para veículos elétricos. Também trabalhamos em outro desenvolvimento nessa linha em outros países e estamos acompanhando constantemente esse mercado e procurando entender não só a tendência, mas o que a Goodyear pode ofertar de forma diferente para equipar esses veículos. A Goodyear tem até um pneu esférico... Sim, é um protó�po, e além dele, temos vários outros desenvolvimentos de uma forma totalmente inovadora. O pneu passa a ser esférico e consequentemente uma série de tecnologias são incorporadas naquele conceito. O pneu esférico é um dos desenvolvimentos

2006-2014

que fazemos para veículos leves. Também temos o desenvolvimento em conjunto com a Volvo para o IronNight. São os pneus mais rápidos do mundo equipando o caminhão mais rápido do mundo. São tecnologias que desenvolvemos para ir além do transporte de carga.

Como a Goodyear tem acompanhado o desenvolvimento dos caminhões elétricos? É uma tendência muito forte entre todos os fabricantes e a Goodyear tem acompanhado constantemente o desenvolvimento desse mercado. Quando os caminhões elétricos, autônomos e/ou conectados estiverem saindo da fase de protótipo para começarem a ser produzidos, a Goodyear já terá produto para equipá-los? A Goodyear já está buscando todos os desenvolvimentos necessários para acompanhar essa tendência e, inclusive, fazemos constantemente com todas as fabricantes de veículos conversas entre os �mes de engenharia para que haja troca de informações para o desenvolvimento de novos veículos. A Goodyear desenvolve novos pneus com base nessas trocas de informações. 

2014-2019

2006: Início do uso da Tecnologia IMPACT na fabricação de pneus em Americana; lançamento dos primeiros pneus assimétricos, da Linha Excellence

2014: Lançamento mundial do pneu RunFlat com a proposta de rodar mesmo furado por 80 km/h por uma distância de 80 quilômetros

2007: Indústria comemora a marca de 50 milhões de veículos produzidos no BR

2016: Exposição do pneu Eagle 360 no Salão de Genebra (Suíça); reconhecimento como a melhor empresa para trabalhar no Brasil pelo instituto GPTW

2007: Redefinição do foco de atuação, com a concentração das atividades em pneus e a retirada de outros negócios; renovação da imagem e criação do slogan “Viva nas Asas da Goodyear”; lançamento da Série 600 de pneus para caminhões e ônibus

2016: Dilma Rousseff é afastada da presidência (Michel Temer assume o governo)

2007-2008: Anunciadas descobertas de grandes reservas de petróleo no BR

2017: Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro

2008: Patrocínio à Stock Car; prêmio como a empresa mais admirada do país no segmento de pneus e autopeças (Rev. Época Negócios); 1º lugar em Pneus na pesquisa “Os eleitos”, da Rev. Quatro Rodas

2017: Início do comércio nos EUA do pneu fabricado com composto de óleo de soja; Eagle Sport é pneu oficial do Chevrolet Camaro; reconhecimento como a melhor empresa para trabalhar no BR pela 2ª vez pelo instituto GPTW

2008: Recorde na produção de veículos, que atingiu 3,2 milhões de unidades no ano

2018: Caminhoneiros entram em greve por 5 dias e interditam as principais rodovias; Jair Bolsonaro é eleito presidente

2010: Eleição de Dilma Rousseff para presidente 2011: Presidente dos EUA, Barack Obama, visita o BR 2014: Copa do Mundo é realizada no BR; Dilma Rousseff é reeleita presidente

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2018: Oxygene é revelado no Salão de Genebra ao lado do EfficientGrip, pneu voltado para carros elétricos; Goodyear é o pneu Oficial do Salão do Automóvel de São Paulo 2019: Goodyear celebra 100 anos de BR

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INOVAÇÃO

Ford desenvolve novo composto de borracha para uso com biodiesel

Cristiano Hubert.

A Ford desenvolveu no Brasil um novo composto de borracha para tubulações de veículos que u�lizam biodiesel. O material tem caracterís�cas técnicas próprias para esse combus�vel e sai pela metade do custo do similar importado. Ele foi criado pela área de engenharia de materiais do centro de desenvolvimento do produto da marca no complexo industrial de Camaçari, na Bahia, e já gerou duas patentes nos Estados Unidos, estando também em processo de registro no Brasil, na China e na Europa. Desde 2008, a legislação brasileira determina que carros e caminhões a diesel sejam validados para o uso do biodiesel, adicionado inicialmente na proporção de 5%. Em 2018 a mistura passou a ser de 10%, com previsão de aumentar para 15%, o chamado B15. Como principais vantagens, além de ser uma energia renovável, o biodiesel possui alto ponto de fulgor, o que torna o manuseio e o armazenamento mais seguros, e tem excelente lubricidade. Para o seu uso, foi preciso alterar o material das mangueiras e vedações que ligam o bocal de abastecimento ao tanque de combus�vel. Essas peças

passaram a ser fabricadas com borracha nitrílica hidrogenada (HNBR), importada, que possui maior resistência química mas tem um alto custo. “As peças que têm contato com o biodiesel S10 não podem ter acúmulo de carga eletroestá�ca, devido à baixa condu�vidade desse combus�vel, o que pode gerar eventuais faíscas em períodos de menor umidade e comprometer a segurança veicular”, explica Cris�ano Hubert, especialista em polímeros e elastômeros do �me de Engenharia de Materiais da Ford. “As peças de borracha HNBR importadas possuem a propriedade de dissipar as cargas elétricas, mas são cinco vezes mais caras que as convencionais.” 

Tinta reprogramável pode mudar de cor No futuro, as pessoas poderão mudar a cor do carro e das roupas sempre que desejarem. Este é o obje�vo de um projeto apoiado pela Ford, que está sendo desenvolvido pelo Ins�tuto de Tecnologia de Massachuse�s (MIT), através do seu Laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Ar�ficial. A chamada �nta reprogramável permite que os objetos mudem de cor quando são expostos a uma luz especial com diferentes comprimentos de onda. Chamada de PhotoChromeleon, a �nta é reversível e cada processo de personalização pode levar de 15 a 40 minutos, dependendo do tamanho do objeto. Para mudar de cor, a peça é colocada em uma caixa e exposta à luz de um projetor especial que elimina os pigmentos indesejados. A luz azul, por exemplo, é absorvida pelo corante amarelo, por isso ele é removido da equação para criar o azul. Uma das vantagens do uso da �nta reprogramável é a sustentabilidade, evitando que os fabricantes precisem produzir itens em excesso para atender as diferentes preferências de cor, além de es�mular os consumidores a fazer compras mais conscientes. A criação dos desenhos aplicados nos objetos é feita por meio de uma interface digital. 

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PNEUS

Caminhão mais rápido do mundo usa pneus Goodyear

O Volvo Iron Knight, equipado com pneus Goodyear, recebeu o �tulo de caminhão mais rápido do mundo após a quebra de dois recordes mundiais de velocidade (de 0 a 500 m e de 0 a 1.000 m) em pista fechada, na base aérea de Fällfors, na Suécia, sob supervisão da FIA. O veículo desenvolveu a incrível velocidade de 276 km/h. Os pneus especiais desenvolvidos e construídos pela Goodyear são resultado de colaboração com a Volvo Trucks. A tecnologia por trás desses pneus- desenvolvidos para bater o recorde mundial de velocidade - é resultado da experiência que a empresa tem conquistado em compe�ções de caminhões. As carcaças u�lizadas nesses pneus são exemplares de úl�ma geração produzidos pela Goodyear para caminhões vistos todos os dias nas estradas da América La�na. Os novos recordes mundiais de velocidade e aceleração alcançados pelos pneus Goodyear para caminhões demonstram a liderança tecnológica da empresa na indústria de transportes. “Estamos muito orgulhosos em estar contribuindo com a história do ‘The Iron Knight’ e de dar con�nuidade à trajetória de sucesso. Os pneus que produzimos especialmente para a compe�ção atendem a dois obje�vos: primeiro, garantem que os caminhões possam rodar

em altas velocidades independentemente das condições. Segundo, atestam a qualidade dos pneus de caminhão que produzimos para o consumidor final, pois no que se refere a carcaça, à que produzimos para as compe�ções é a mesma que colocamos à disposição dos nossos clientes para o uso diário nas estradas de toda a América La�na”, explica Eduardo Gualberto, diretor de pneus comerciais da Goodyear Brasil. Os pneus direcionais dianteiros da Goodyear usados pelo ‘The Iron Knight’ têm medida 315/70R22.5 e se baseiam nos modelos para compe�ção da Goodyear que equipam todos os caminhões que par�cipam do Campeonato Europeu de Caminhões da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Os traseiros, de medida 495/45R22.5, são capazes de resis�r à incrível força de torque gerada pelo ‘The Iron Knight’. A Goodyear projeta pneus de corrida leves e pesados há 120 anos. Em todas as categorias são aplicadas ciência e tecnologia para desenvolver produtos que atendam às condições mais extremas. Os resultados alcançados nas pistas de alta velocidade e compe�ção off-road são usados para criar pneus com alto nível de desempenho e sofis�cação para o dia-a-dia de consumidores e frotas. A Volvo Trucks e a Goodyear pos-

suem longa e sólida história de colaboração, especialmente quando se trata de recordes mundiais de velocidade. The Mean Green, conduzido por Boije Overbrink, tornou-se o caminhão híbrido mais rápido do mundo em 2012, quando quebrou dois recordes mundiais de velocidade também usando pneus Goodyear para caminhões especializados. Urban Max recebe extensão de linha em centenário da Goodyear - A empresa lançou na Fenatran (Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Cargas) mais uma medida para o pneu Urban Max, voltado para o segmento urbano: a 215/75R17.5, para aplicação em micro-ônibus e caminhões de entrega (VUC’s) que circulam em grandes centros urbanos. O Urban Max nesta medida é des�nado aos eixos direcionais livres e opcionalmente aos de tração moderada. ©FOTOS DIVULGAÇÃO

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Buscando sempre as melhores alternativas, ampliando o nosso portfólio com os melhores produtos e as melhores marcas e aprimorando os conhecimentos técnicos com as atualidades que a Auriquimica mantém as melhores relações com nossos clientes, amigos e fornecedores. Em abril, completamos 34 anos de atuação no mercado de distribuição de matérias-primas e a cada ano buscamos novidades e tendências.

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PNEUS O Urban Max 215/75R17.5 é direcionado para frotas atuantes no serviço urbano, que apresenta desafios específicos que impactam diretamente na performance dos pneus, como o “anda e para” constante devido a semáforos, pontos de ônibus e redutores de velocidade, o que gera um acúmulo de calor excessivo nos pneus. Além das temperaturas elevadas, os pneus enfrentam obstáculos como calçadas, meios-fios e curvas acentuadas que podem causar avarias, re�rando-os prematuramente de serviço. Uma importante tecnologia incorporada ao Urban Max é a Intellimax Rib (tecnologia de raias interligadas). Ela consiste na u�lização de barras metálicas nos sulcos centrais que limitam a movimentação das raias. Ao impedir flexões excessivas da banda, o desgaste se mantém uniforme e, consequentemente, gera maior durabilidade. Os sulcos do pneu também são mais largos e dotados de canais internos, o que evita a retenção de pedras. A profundidade do sulco é 6% superior ao seu modelo antecessor (14,5 mm), permi�ndo maior performance, e conta com maior volume de borracha u�lizável ao longo da banda de rodagem. Além de contar também com protetores de sulco na raia central. 

Prometeon desenvolve pneu para caminhão elétrico A Prometeon, única fabricante de pneus para segmentos industriais habilitada para o programa Rota 2030 no Brasil, investe em tecnologia e pesquisa para atender as demandas do futuro e manter seu crescimento no mercado brasileiro. A empresa está desenvolvendo o primeiro pneu para veículos elétricos do Brasil, no seu Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Santo André (SP), na medida 235/75R17.5, que irá complementar a gama FR:01, tendo como foco a redução da resistência ao rolamento. Além da busca por ampliar a autonomia das baterias do veículo, este novo FR:01 mantém as qualidades já consagradas no mercado da família 01. Usando compostos inovadores, os pneus desta série possuem maior durabilidade graças à tecnologia SATT™ (Spiral Advanced Technology for Truck), com cintura metálica em forma espiral e sem emendas, o que colabora na o�mização da eficiência energé�ca e na regularidade de desgaste. Aliada com a tecnologia HETT™ (High Elonga�on Technology for Truck), estas duas caracterís�cas conferem maior resistência contra impactos, deformações e oxidações, ampliando a durabilidade da cintura. Ainda trabalhando para ampliar a vida ú�l do produto, a tecnologia DLTC™ (Dual Layer Tread

Compound), na banda de rodagem, proporciona maior número de reformas e rendimento quilométrico com desgaste regular, ampliando, junto com o sistema de reconstrução Novateck™, o melhor custo bene�cio do mercado. “Ao trabalharmos em um novo produto que atenda às necessidades dos caminhões elétricos, a Prometeon se coloca na vanguarda dos produtos que atenderão o mercado não só do presente, mas, também, do futuro, além de reforçar sua iden�dade como parceira das grandes montadoras. Este novo produto corrobora o compromisso da Prometeon em con�nuar inves�ndo na ampliação da sua gama, disponibilizando, desta vez, um pneu totalmente inédito no Brasil”, diz Luiz Mari, Diretor de Engenharia e Qualidade da Prometeon para as Américas. 

Dunlop equipa novo Corolla 2020 Após equipar o modelo Yaris no ano passado, os pneus Dunlop também irão equipar o novo Corolla 2020, recém -lançado pela montadora japonesa. O novo Corolla terá o obje�vo de trazer ao mercado brasileiro um veículo altamente eficiente e com baixos níveis de emissão de CO². Para essa nova parceria, a Dunlop fornecerá à montadora os pneus SP Sport Maxx 050, na medida 225/45R17 91W, para as versões do Corolla 2.0L Dynamic Force e Corolla Híbrido (sistema híbrido com um motor a combustão de 1.8L Aspirado e dois motores elétricos). ©FOTOS DIVULGAÇÃO

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PNEUS

Continental de Ponta Grossa (PR) comemora 20 anos Em outubro, a Con�nental, empresa que desenvolve tecnologias e serviços pioneiros em mobilidade sustentável, comemorou 20 anos da sua fábrica de Ponta Grossa, no Paraná. A unidade foi inaugurada no município em 19 de outubro de 1999, e as operações iniciaram com a planta de Vibra�on Control (VC), Power Transmission Group (PTG) e Mobile Fluid Systems (MFS). No início do ano 2000, a fábrica, que contava com cerca de 30 funcionários, recebeu a primeira cer�ficação de ISOTS16949. Em 2004, houve a expansão da unidade no município e, também, de MFS. Quatro anos depois, em 2008, iniciou-se uma nova expansão, com a inauguração da unidade de Conveyor Belt Group (CBG). O ano de 2009 foi um marco importante para a empresa, com o início da unidade de negócios de Sealing System Chassis e a ampliação das ações sociais da companhia na região, com a capacitação

de Libras para os funcionários, buscando a inserção de deficientes audi�vos no quadro de colaboradores. Além disso, a Con�nental começou o Projeto Diamante, que visa a capacitação de jovens aprendizes nas modalidades e competências das inovações de borracha, em parceria com o SENAI; e o Projeto Social Amigos Sociais, com o obje�vo de atender as en�dades que precisavam de apoio. A úl�ma expansão ocorreu em 2018, com o aumento da capacidade da fábrica de Mobile Fluid Systems. Nestes 20 anos de existência, a empresa já produziu 40 milhões de peças na unidade de MFS e 100 milhões de peças no total das demais áreas. Esta escala de produção gera cerca de 1.500 empregos diretos e indiretos na cidade, contribuindo com empregabilidade da comunidade, treinamentos técnicos, parcerias com universidades e faculdades, e cuidados com o meio ambiente.

Dia de Palestras - Para comemorar esta data importante, a Con�nental promoveu um dia de palestras chamado “Pensando no Futuro” com jovens filhos de colaboradores, em idade escolar e cursando ensino médio. “Com a programação, a Con�nental deseja ampliar a consciência do que o mercado de trabalho busca, as competências necessárias de um profissional, as novas tecnologias sendo desenvolvidas e pra�cadas no mercado, e o que é viver em um mundo VUCA – termo inglês que é a combinação dos termos vola�lidade (vola�lity), incerteza (uncertainty), complexidade (complexity) e ambiguidade (ambiguity). Queremos auxiliá-los a entender na prá�ca o funcionamento de uma indústria e, assim, ajudá-los a decidir a carreira que pretendem seguir”, aponta Silvia Santos, diretora de Relações Humanas da Con�nental de Ponta Grossa. 

Bridgestone apresenta linhas de pneus para SUVs e picapes Com foco no mercado de u�litários, segmento que representa um quarto do mercado automo�vo, de acordo com a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), a Bridgestone apresenta suas linhas de produtos para estes veículos. “Por meio de uma estratégia de negócio dedicada para produtos que atendem veículos de alto desempenho, fortalecemos a presença das marcas Bridgestone e Firestone no mercado”, afirma o diretor de vendas da Bridgestone, Lafaiete Oliveira. “Com a ascensão do segmento, estamos trabalhando para oferecer aos nossos consumidores produtos que tenham maior conforto e segurança para garan�r uma direção agradável.” Confira os pneus das marcas Bridgestone e Firestone para o segmento de SUV e pick-ups: Bridgestone Dueler: Com

diversos modelos, a linha Dueler possui um desempenho versá�l para caminhonetes e SUVs, proporcionando um ó�mo equilíbrio de desempenho entre estradas e terrenos não pavimentados. Foi desenhada para uma direção confortável, possui tração confiável em terrenos secos e molhados e foi desenvolvida com tecnologias que oferecem maior durabilidade. Os modelos de pneus da linha Dueler, que contemplam os aros de 15” a 21”, são: Dueler H/P Sport; Dueler A/T REVO2; Dueler H/T 684; Dueler H/T 840 e Dueler H/T 689. Firestone Des�na�on LE2: Desenvolvido exclusivamente para o segmento de SUVs, o Des�na�on LE2 oferece aos usuários conforto e segurança, além de apresentar um excelente desempenho e dirigibilidade nas rodovias. O pneu também conta com a tecnologia O-Bead,

que muda a forma com a qual o pneu interage com o aro, criando um conjunto precisamente redondo e proporcionando um desgaste lento e uniforme. Disponível nas medidas 225/55R18; 225/65R17; 235/60R16; 235/60R18 e 265/65R17.  Dueler A/T REVO2

Destination LE2

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PNEUS

Pneu Pirelli P Zero DHA vai equipar nova Ferrari 488 Challenge Evo A Pirelli apresentou o novo P Zero DHA durante o 27º Ferrari Finali Mondiali, em Mugello. O modelo vai equipar o novo Ferrari 488 Evo a par�r da temporada de 2020 de todos os quatro campeonatos Ferrari Challenge disputados na Europa, América do Norte, Ásia-Pacífico e Reino Unido. Supercarros de corrida, hipercarros do célebre programa XX e carros históricos da Fórmula 1, todos com pneus Pirelli, também apareceram na apresentação. Pirelli e Ferrari Challenge: 27 anos juntos - O novo P Zero DHA é um pneu que atende a todas as exigências impostas pelo carro, permi�ndo que a nova máquina de corrida seja mais rápida do que a sua antecessora. A Pirelli tem sido o fornecedor exclusivo do Ferrari Challenge desde que a série estreou em 1993 em todas as regiões do mundo onde esses campeonatos são executados. Sete meses em sete circuitos - Os engenheiros da Pirelli trabalharam em estreita colaboração com os seus homólogos na Ferrari durante cerca de sete

meses para criar este produto. O novo pneu, disponível no tamanho 275/67519 DHA, no eixo dianteiro, e 315/705-19 DHA, no traseiro, foi desenvolvido a par�r de um modelo virtual, que também pode ser usado em simuladores de condução. Suas caracterís�cas foram validadas com os testes de laboratório internos, antes que avaliações nas pistas fossem feitas em sete circuitos europeus, incluindo Vallelunga, Mugello, Le Castellet e Silverstone. Estas sessões ajudaram a avaliar a dirigibilidade e integridade em diferentes estradas e condições de condução e clima, confirmando o desempenho geral do novo 488 Challenge Evo. O mais recente P Zero adota um novo composto na sua banda de rodagem e é feito na linha de produção de pneus de automobilismo na fábrica da Pirelli na Romênia, onde os pneus para a Fórmula 1 também são feitos.

Automobilismo: laboratório ao ar livre - Mario Isola, gerente mundial de motorsport da Pirelli, disse: “O Ferrari Challenge representa uma importante colaboração técnica, uma vez que permite aos nossos engenheiros desenvolver soluções em condições extremas que podem ser transferidas para os carros de rua. A mais recente evolução dos nossos P Zero para o Ferrari 488 Challenge Evo demonstra, mais uma vez, como a tecnologia avançada da Pirelli combina com o melhor da indústria automobilís�ca, assim como no automobilismo”. 

Titan Pneus celebra 80 anos da fabricação do primeiro pneu Nos dias 21 e 25 de setembro, a Titan Pneus, responsável pela produção e comercialização de pneus agrícolas fora de estrada, caminhão e camioneta das marcas Goodyear Farm Tires e Titan, mostrou ao público uma exposição intera�va contando a história da sua atual unidade fabril, que foi construída para abrigar uma indústria têx�l no início da década de 1910, tornou-se presídio polí�co em 1936 e posteriormente foi palco da produção do primeiro pneu de São Paulo, sendo hoje a indústria de pneus com maior tempo em operação no Brasil. Além da exposição, os visitantes par�ciparam de um tour guiado pelo processo produ�vo. A ação faz parte de um cronograma comemora�vo que irá apresentar diver-

sas ações culturais e de entretenimento, envolvendo a comunidade do bairro do Belenzinho, Zona Leste da capital paulista, até julho de 2020. Com importância histórica de suas edificações para a memória industrial da cidade e do país, a Titan Pneus foi reconhecida pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Ar�s�co e Turís�co (Condephaat) e pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp). A empresa conserva três prédios tombados com fachada, arquitetura, vitrais e decoração inspirados nos imóveis europeus de 1900. “Estamos buscando resgatar a

história da industrialização e mostrar a importância dos prédios preservados da capital paulista. É um privilégio poder cuidar de um patrimônio histórico da cidade e uma sa�sfação abrir nossas portas para receber os cidadãos que querem conhecê-lo”, comenta Camila Mendes, diretora de Recursos Humanos da Titan Pneus do Brasil. 

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QUÍMICA

Déficit em produtos químicos continua em alta

O Brasil importou US$ 4,1 bilhões em produtos químicos no mês de setembro, valor que representa aumento de 3% em relação a igual mês de 2018, ao passo que o valor exportado, de US$ 954,6 milhões, significou uma redução de 16,6% na mesma comparação. Os produtos químicos mais importados foram os intermediários para fer�lizantes, cujas compras externas totalizaram US$ 862 milhões no mês, leve aumento de 1,1% contra agosto de 2019, mês imediatamente anterior. Já as mercadorias mais exportadas foram as resinas termoplás�cas com vendas de US$ 134,6 milhões, redução de expressivos 22% contra agosto e de 29,6% na comparação com setembro do ano passado. No acumulado do ano, as compras externas de produtos químicos somam US$ 33,3 bilhões, uma elevação de 5,4% frente ao mesmo período de 2018, enquanto as vendas externas alcançaram a marca de US$ 9,5 bilhões, valor 5,2% abaixo do registrado entre janeiro e setembro de 2018. Em termos de quan�dades �sicas, as importações de produtos químicos, até setembro, são recorde e superam 34,6 milhões de toneladas (o maior registro anterior para o acumulado entre janeiro e se-

tembro de um mesmo ano �nha sido em 2017 com 32,9 milhões de toneladas), com compras vindas do exterior concentradas em produtos químicos para o agronegócio, cujas importações de pra�camente 23,5 milhões de toneladas representam aproximadamente 70% do volume total importado. O déficit na balança comercial de produtos químicos, até setembro, chegou a US$ 23,8 bilhões, representando um aumento de 10,3% em relação a igual período de 2018. Nos úl�mos 12 meses (outubro de 2018 a setembro deste ano), o déficit já a�ngiu US$ 31,8 bilhões, validando mês após mês as expecta�vas de que, até o final do ano, o valor será recorde, de mais de US$ 32,1 bilhões. Para a diretora de Assuntos de Comércio Exterior da Abiquim, Denise Naranjo, o delicado momento econômico enfrentado pela Argen�na, principal mercado de des�no das exportações brasileiras de produtos químicos, a ainda instável retomada do crescimento nacional e o fato da proposta de abertura comercial estar caminhando a passos mais acelerados do que as demais reformas nacionais acenderam a luz vermelha na indústria brasileira. “Num momento em que a Argen�na enfrenta um dos mais dramá�cos episódios econômicos de sua recente história econômica e em que o Brasil busca os caminhos certos para a retomada sustentável do seu crescimento, se torna ainda mais decisivo que a nova realidade tarifária esteja condicionada às demais reformas estruturantes da economia nacional, com foco na melhoria sistêmica e progressiva do ambiente de negócios, por meio de medidas que possibilitem a recuperação e o reforço da compe��vidade dos produtos brasileiros”, destaca Denise. 

Dow leva inovações para a K 2019 Entre os dias 16 e 23 de outubro, em Düsseldorf, na Alemanha, aconteceu a K 2019, principal feira de plás�cos e borracha do mundo, com a presença da Dow, que exibiu casos de estudo e mais de 100 protó�pos que ilustram seus avanços em inovação e tecnologia. A empresa incen�vou discussões sobre a implementação de uma economia circular na indústria e a eliminação dos resíduos plás�cos do meio ambiente, além de promover a melhor experiência para os clientes presentes na feira K. Com isso, o obje�vo é explorar novas oportunidades a par�r dos desafios enfrentados pelo setor na atualidade e apresentar soluções que estejam alinhadas com uma agenda sustentável, mostrando como uma abordagem cole�va à ciência dos materiais nos permite proteger recursos preciosos, construir de maneira mais efe�va, transportar de maneira mais eficiente e cuidar de maneira mais holís�ca. E as inovações da América La�na ganharam papel de destaque nos principais temas abordados pela Dow na feira. SURLYNTM em tampas para o mercado de perfumes e bebidas, destaque nos perfumes Le Tempo, da L’Bel – Belcorp, pelo efeito metalizado translúcido que permi�u alcançar conceitos de embalagens de luxo com altos padrões de qualidade e resistência e La Victorie, do Grupo Bo�cário, que tem como destaque o desafio técnico de produzir uma tampa grossa redonda com flocos de ouro flutuando por dentro, mantendo a transparência desejada. O resultado é um conceito de embalagem inovador e sofis�cado que quebra a ©FOTO: FREEPIK

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QUÍMICA convenção das tampas retas comumente produzidas no Brasil. Filme VP 30: Embalagens de arroz mais resistentes ao impacto – Tecnologia u�lizada no desenvolvimento de embalagens de arroz mais resistentes. Elaborado com resinas de alto desempenho, o filme é duas vezes mais resistente ao impacto e não rompe, mesmo com selagem em maiores temperaturas. Possui outros diferenciais que são fundamentais para o produtor, como a espessura, 30% menor, que permite a produção de mais embalagens e a comercialização por metro no lugar de quilo, que envasa até 30% mais pacotes de arroz e permite que a máquina trabalhe com maior rapidez. Phormanto™. Ricos em polie�leno, têm estrutura reciclável, garantem alta claridade e transparência, além de possibilitar o desenvolvimento da respirabilidade específica da estrutura, de acordo com os requisitos do produto a ser embalado. No Brasil, a tecnologia está sendo aplicada para transformar o mercado e a cadeia de valor do frango in natura por meio de uma mudança disrup�va de embalagem. Aulas Verdes – Em parceria com a startup Conceptos Plás�cos, o projeto Aulas Verdes u�liza �jolos de resíduos plás�cos para a construção de salas de aula na Colômbia. A inicia�va está alinhada à economia circular, que defende a reinserção de sobras em novos ciclos para se obter o máximo de aproveitamento de materiais. Grande parte dos resíduos é recolhida por pessoas da própria região e o que é coletado se torna matéria-prima por meio de processos elaborados para o reaproveitamento, integrando um novo ciclo. Cada �jolo contém mais de 70% de plás�co recuperado e, para construir uma escola, cerca de quatro toneladas de materiais plás�cos são aproveitadas. Atualmente o projeto já conta com três escolas construídas, que também representam 12 toneladas de plás�co re�radas do meio ambiente. 

Setor de colas, adesivos e selantes apresenta crescimento O segmento de colas, adesivos e selantes apresentou faturamento de R$ 2,5 bilhões em 2018, que representa um crescimento de 29,5% em comparação com o ano anterior. Os dados fazem parte do relatório “Esta�s�cas do Segmento de Colas, Adesivos e Selantes”, produzido pela equipe de Economia e Esta�s�cas da Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim. O relatório também apresenta o percentual de importação e exportação do setor. Em 2018, 92% da produção nacional foi des�nada ao mercado domés�co e 8% às vendas externas. Em relação aos segmentos que mais consomem as colas, adesivos e selantes, 20% da produção é des�nada ao segmento de construção civil, 15% ao consumo/do it yourself, 14,8% ao setor moveleiro, 11,7% ao segmento de embalagens, 11,1% à indústria automobilís�ca, 9,7% à indústria calçadista, 1,3% ao setor de �ntas e vernizes, 0,1% ao segmento de eletrônicos e o volume restante é des�nado a outros setores industriais. Seguindo a tendência da indústria química nacional que tem sido afetada pelo aumento das importa-

ções, a par�cipação dos importados sobre o consumo aparente nacional (CAN), que mede o resultado da soma da produção mais importação excetuando-se as exportações, em toneladas, em 2018 foi de 22,5% – em 2006, a par�cipação dos importados era de 10,4%. Os dados foram apresentados no Encontro Anual do Setor de Colas, Adesivos e Selantes, realizado no dia 30 de setembro, na capital paulista, pela assessora de Economia e Esta�s�ca da Abiquim, Paula Tanaka. “A amostra de produtos acompanhada no relatório “Esta�s�cas do Segmento de Colas, Adesivos e Selantes” inclui colas/adesivos, base água, base solvente, hot-melt, outras e selantes/más�ques e es�ma-se que representa 75% do mercado nacional”, explica Paula. Segundo o coordenador da Comissão Setorial de Colas, Adesivos e Selantes da Abiquim e diretor de Marke�ng e Estratégia para América La�na da Henkel, William Yuen, os dados de produção representam a evolução tecnológica dos produtos que são mais leves, eficientes e ao mesmo tempo com maior valor agregado. 

©FOTO: FREEPIK/CREATIVEART

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Chem-Trend traz inovação para solas

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Chem-Trend, empresa do Grupo Freudenberg que fornece especialidades químicas de processo com valor agregado, como agentes desmoldantes, agentes de purga e outros produtos auxiliares de moldagem, apresenta ao mercado um por�ólio completo para a indústria de calçados, especificamente des�nado a fabricantes de solas que buscam por maneiras inovadoras de aumentar a eficiência na produção. A empresa, que tem produzido agentes desmoldantes de ponta para solas de sapato por décadas, é considerada uma das mais confiáveis em todo o mundo pelas marcas de calçados. Agora, anuncia duas novas soluções específicas para este segmento, desenvolvidas para fabricantes que u�lizam materiais de borracha ou EVA e estão procurando por maneiras simples e efe�vas de aprimorar a eficiência na produção e qualidade geral de seus produtos:

Mono-Coat® para solas de borracha O novo agente desmoldante Mono-Coat® para solas de borracha foi desenvolvido para minimizar um dos desafios mais comuns enfrentados pelos fabricantes atualmente – a desmoldagem imprópria do material. Testes realizados em itens atualmente no mercado comprovaram tanto ganhos de produ�vidade como reduções drás�cas nas taxas de desperdício de material, alcançados a par�r de aplicação e uso corretos do produto recomendado. Os atributos do Mono-Coat® e as descobertas a par�r de testes e do uso incluem:

• Formulação semipermanente; • Composto à base de água; • Aprimora a eficiência na desmoldagem, reduzindo o tempo do ciclo de produção; • Alta durabilidade, permi�ndo uma quan�dade maior de ciclos antes da reaplicação; • Diminui as obstruções no molde, reduzindo a quan�dade de limpezas; • Baixa transferência de resíduos do molde para a peça, diminuindo problemas com adesão; • Completamente aplicável em processos de alta automação, como a moldagem por injeção rota�va.

Novas soluções para solas em EVA (Acetato de Vinila) Para atender crescentes problemas de adesão na indústria de calçados, a Chem-Trend também traz o novo agente desmoldante à base de água para a fabricação de solas em EVA (Acetato de Vinila). A solução contribui para uma melhora significa�va nos problemas de adesão de peças moldadas em relação a outros produtos disponíveis no mercado atualmente. Os atributos e descobertas a par�r do uso incluem:

“As novas soluções para solas de sapato representam o que há de úl�ma geração em tecnologia e qualidade do que a Chem-Trend pode oferecer para o avanço e o crescimento de uma indústria de Calçados que está em constante transformação”, comenta Gustavo Frenhani, Gerente de Tecnologia da empresa. “Procuramos oferecer aos fabricantes de calçados toda a vantagem possível. E con�nuaremos a dar grandes saltos em termos de inovação, em prol de nossos clientes e consumidores”, completa. A área de Pesquisa & Desenvolvimento da Chem-Trend vai além do uso de materiais como borracha e EVA. Mesmo no caso da produção de solas de sapato em poliuretano, a empresa também oferece soluções desmoldantes para fabricantes que necessitam de agilidade e qualidade no processo de produção. Mais informações em h�ps://br.chemtrend.com/. 

• Composto à base de água; • Capacidade de diluição de até 1:100 em água; • Diminui as obstruções no molde, reduzindo a quan�dade de limpezas; • Reduz significa�vamente os problemas de adesão e a taxa de desperdício. ©FOTO: DIVULGAÇÃO

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Milliken inaugura

laboratório de tecnologia e aplicação na América Latina

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Milliken, empresa global de especialidades químicas, reves�mentos e materiais de alto desempenho, inaugura no bairro do Jaguaré (zona oeste de São Paulo), um dos seus laboratórios mais modernos. O espaço, com mais de 700m², será des�nado a testes de aplicação e performance para atender os mercados de adi�vos plás�cos, household, poliuretanos, coa�ngs, fer�lizantes e sementes. O foco prioritário da unidade será o setor agrícola, segundo explica o gerente de vendas LATAM da Milliken para a América La�na, Marcos Chavez. “Quando a gente entendeu que na área da agricultura eram usados corantes tanto em fer�lizantes como em tratamento de sementes, descobrimos que haviam alguns corantes e pigmentos que �nham perfil toxicológico ruim”, afirma. “Diante disso, nós pode-

ríamos oferecer algo melhor, pois a missão da Milliken é desenvolver produtos que promovam o bem para pessoas e para o meio ambiente”, completa o execu�vo. A mestre em química e gerente técnica da unidade, Rita Siloto, explica que o setor de fer�lizantes e sementes ocupa a maior área do laboratório, pois são feitas diversas análises e testes que exigem espaço e tempo para suas realizações. “Ao serem tratadas, as sementes estão mais protegidas para germinar, e como usam defensivos químicos, os fabricantes são obrigados a colorir as sementes para iden�ficar o tratamento e evitar seu consumo. Além disso, o uso do polímero colorido no tratamento da semente garante uniformidade do mesmo, trazendo performance (redução de pó, resistência a abrasão etc.), além do embelezamento da semente”.

Além da área para sementes e fer�lizantes, o laboratório também possui espaço para testes de aplicação nos segmentos: adi�vos plás�cos, household, coa�ngs e poliuretanos. No segmento de household, além da ampliação da área de testes, o laboratório ganhou uma sala para testes de lavagem. Esse processo tem o obje�vo de entender os bene�cios dos produtos da Milliken em diversos �pos de tecido. “Avaliamos branqueamento e, manchamento, entre outros testes de envelhecimento. Para isso temos máquinas de lavar e secar onde os tecidos passarão por várias situações que simulam o dia a dia do consumidor, explica a gerente técnica do laboratório, Rita Siloto. Essa nova unidade manterá os serviços anteriormente prestados pela Milliken aos seus clientes, que são testes de igualação de cores, propostas de cores para seus produtos finais, testes de estabilidade e envelhecimento acelerado. Os clientes enviam seus produtos e contam com o suporte técnico da equipe da Milliken, para garan�r que sigam as tendências mundiais do das cores. A equipe do laboratório é composta por quatro químicos e um agrônomo, além do �me comercial.

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Escolha do Brasil

Ampliação nos segmentos de corantes da Milliken O grande obje�vo da Milliken em abrir a sua mais moderna unidade na capital paulista foi o de ampliar os mercados em que atua, inves�ndo em infraestrutura e equipamentos para atender diferentes mercados, trazendo o que há de melhor em testes, simplificando a vida do cliente e oferecendo excelência em assistência técnica. Outra oportunidade iden�ficada pela Milliken foi a de oferecer produtos para o mercado de tratamento de sementes. “Nossos produtos oferecem desempenho diferenciado para este mercado. O uso de polímero é muito importante para proteger o ecossistema (menor geração de pó que contém defensivo químico), permi�ndo que o tratamento resista ao transporte (resistência à abrasão) e ainda mantenha a uniformidade do produto químico na semente. Consequentemente, ele garante sua proteção, além do embelezamento das sementes, todas as caracterís�cas muito desejáveis para o tratador da semente”, explica Marcos Chavez.

Algumas par�cularidades do Brasil pesaram na decisão da Milliken em instalar seu mais novo laboratório aqui. Entre eles estão a grande produção agrícola do país; ser o segundo produtor mundial de soja e milho; e as lavouras serem alvo de pragas muito diferentes das encontradas de outros países, o que traz um desafio adicional para o tratamento de sementes. “Por isso, começamos a analisar como poderíamos oferecer nossas soluções no Brasil e rapidamente percebemos que não é viável oferecer suporte laboratorial a par�r dos EUA, onde a Milliken tem laboratório. Se nós quiséssemos atuar no setor agrícola, seria preciso formalizar um inves�mento no mercado brasileiro”, afirma Chavez. O laboratório é fruto de dois anos de projeto. Nesse período, a empresa se dedicou a conhecer melhor as questões regulatórias do mercado brasileiro. A unidade instalada na zona oeste de São Paulo servirá como modelo para o desenvolvimento de laboratórios no setor de agricultura em outros países. 

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ESPECIAL FENATRAN

FENATRAN e MOVIMAT geram R$ 8,5 bilhões em negócios

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22ª edição da FENATRAN – Salão Internacional de Transporte Rodoviário de Cargas – e a MOVIMAT – 33ª edição do Salão Internacional da Logís�ca Integrada – atraíram 62 mil visitantes entre os dias 14 e 18 de outubro, no São Paulo Expo. Neste período foram gerados mais de R$ 8.5 bilhões em oportunidades de negócios. Entre os par�cipantes estavam execu�vos de mais de 55 países, e representantes de 27 estados, contabilizando mais de 1800 municípios. Houve crescimento de 24% em relação ao número de visitantes e o dobro de oportunidades geradas em relação à edição 2017, quando os eventos receberam 350 empresas. Esse ano, mais de 450 marcas par�ciparam dos eventos e representaram 100% da cadeia do transporte rodoviário de carga. “Tivemos a presença massiva dos principais compradores do setor de transportes rodoviário de cargas, que vi-

sitaram a FENATRAN e a MOVIMAT com grande entusiasmo e disposição para fazer negócios. Superamos as expecta�vas, isso mostra a força dos nossos eventos em criar oportunidade e gerar negócios”, destacou Leandro Lara, diretor do portfólio de mobilidade da Reed Exhibi�ons Alcantara Machado, empresa organizadora da FENATRAN. Esta edição da FENATRAN também ficará marcada pela alta tecnologia apresentada e discussões sobre sustentabilidade e novas formas de propulsão. Nos estandes, foram encontrados lançamentos de caminhões elétricos, a gás natural e hidrogênio, entre as fontes alterna�vas, e recursos eletrônicos de condução semi-autônoma, além de novas tecnologias para rastreamento, telemetria e serviços que que visam a maior eficiência do transporte. “Encontramos nesta edição uma diversidade enorme de inovação. Mui-

tas tecnologias que já são realidade em outros países foram apresentadas como soluções para o mercado brasileiro, como caminhões elétricos, movidos a gás natural e hidrogênio, com recursos eletrônicos e de condução semi-autônoma. Muitos fóruns debateram e anteciparam a visão sobre o futuro do transporte e da mobilidade. É um caminho que nós, como organizadores da FENATRAN, estamos sa�sfeitos em ajudar a criar”, comentou Lara. Discussões e palestras sobre o futuro da mobilidade, na Arena New Mobility Logis�cs, fizeram parte do co�diano dos visitantes da feira. A plataforma foi criada pela Reed Exhibi�ons para discu�r e apresentar as principais novidades sobre a nova mobilidade de pessoas e cargas. O projeto foi um grande sucesso no salão 2018 e agora novamente foi apresentado na FENATRAN. “A segunda edição do New Mobility trouxe ao segmento um formato inédito e relevante para as marcas discu�rem as novas tendências que impactarão seus negócios nos próximos 10 anos”, explica Luiz Bellini, Diretor da FENATRAN e MOVIMAT. O público pôde conferir de perto, por meio de um programa de realidade virtual, o mock up do Hyperloop, o primeiro modelo de cápsula de transporte da Hyperloop TT em escala 1:1. Os visitantes �veram a oportunidade de experimentar a sensação de viajar na velocidade do som por meio de um programa de realidade virtual. Além de mover cargas e pessoas a velocidades sub-sônicas, o sistema Hyperloop TT gera excedente de energia, capturada do sol. Esse modelo de transporte do fu©FOTO: DIVULGAÇÃO

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turo é feito em cápsulas aerodinâmicas, que viajam dentro de tubos magné�cos, que por sua vez são cobertos por painéis solares. Essa estrutura gera energia limpa para mover as cápsulas e abastecer cidades no entorno das linhas de transporte. O primeiro protó�po da cápsula iniciou sua fase de testes em 2018 e duas linhas experimentais já funcionam em Toulouse, na França, e em Abu Dhabi. A StartSe, em parceria com o New Mobility, trouxe para a feira a StartSe Startup Village. Trata-se de um projeto inspirador, que reuniu startups com amplo por�ólio de serviços, recursos tecnológicos e soluções inovadoras. Todas direcionadas à melhoria da mobilidade urbana, transporte e logís�ca. A par�cipação ampliada para estandes ficou disponível para as StartUps, expondo soluções em um modelo de par�cipação facilitada, como: Startups com capacidade para agregar valor em um dos principais setores da economia brasileira; Palco para demonstração de soluções e apresentação para inves�dores; Modelo de par�cipação facilitado, por dia ou período completo, com estande pronto. O New Mobility também apresentou na FENATRAN novos produtos que chamam atenção pela diversidade de a�vidades em que podem atuar. Um dos conceitos, por exemplo, é a Cargo Bike, bicicleta elétrica sem solda desenvolvida para entrega de pequenas encomendas. O projeto é munido de motor elétrico desenvolvido no Brasil. Um pista foi instalada na arena para o público realizar os test-rides. Para o presidente da ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Luiz Carlos Moraes, a 22ª edição da FENATRAN foi o marco da retomada do setor. “Registramos muitos visitantes ao longo dos dias da feira e o clima no evento foi muito posi�vo. Algumas das nossas associadas nos inwww.borrachaatual.com.br

formaram que precisaram trazer mais vendedores para os estandes e outras bateram a meta para o ano. Esta é uma informação fantás�ca, pois não existe compra de veículos comerciais se não há uma boa expecta�va com a economia do país. E esta FENATRAN nos mostrou que os responsáveis por carregar grande parte do PIB do Brasil estão confiantes e o�mistas para o futuro”, comentou Moraes. O vice-presidente da NTC&Logís�ca, Urubatan Helou, destacou que a grandiosidade da feira não ficou apenas no seu tamanho, na beleza dos estandes ou no público extraordinário. “A maior atração foi o expressivo número de negócios gerados. Os transportadores vieram dispostos a comprar e compraram muito. A conclusão foi pra�camente a mesma: encantamento com a beleza da feira, mas o que mais entusiasmou foi a oportunidade de fazer bons negócios“. Já o presidente da Associação Nacional Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), Norberto Fabris, comentou que “a FENATRAN 2019 está sendo um grande sucesso para os negócios de implementos rodoviários e ajudará bastante o nosso processo de recuperação das perdas“.

MOVIMAT Paralela à FENATRAN 2019, a MOVIMAT reuniu os principais compradores da indústria e dos setores de distribuição, atacado, varejo e comércio eletrônico interessados em produtos, serviços, soluções, conteúdo e o que há de mais moderno no mercado para eficiência de seus processos logís�cos e intralogís�cos. A junção da MOVIMAT com a FENATRAN teve um balanço posi�vo na exposição que marcou os dois anos de Intralogís�ca Conectada, com a união das

marcas Linde, STILL e Dema�c, do Grupo KION, e Águia Sistemas. “Nosso estande ficou bem localizado, na transição entre os dois eventos, e fomos surpreendidos com a boa movimentação — cerca de 1.500 visitantes, durante os cinco dias de evento —, com excelentes oportunidades de fechamento de negócios no local e prospecção para futuros projetos. Percebemos que o mercado, que estava estagnado há alguns anos, voltou a reagir”, destacou Kareen Ra�on, Business Development Manager do Grupo KION. Segundo Adriana Firmo, diretora de vendas e serviços da mul�nacional, a sinergia entre os dois eventos foi ó�ma e confirmou que os compradores interessados em caminhões também estão interessados em armazenagem e movimentação interna de materiais. Para Gilberto Souza, gerente de vendas da Valeo Thermal Transport Refrigera�on, a estreia na FENATRAN / MOVIMAT 2019 foi extremamente posi�va e superou as expecta�vas. “Tivemos a apresentação do primeiro protó�po de equipamento para refrigeração de transporte des�nado ao segmento de semirreboques a ser produzido no Brasil sob as normas nacionais e levando em conta o comportamento e a cultura dos clientes locais. A recep�vidade dos clientes foi fantás�ca e nos deu bons feedbacks que ajudarão na fase final dos testes. O resultado disso será um equipamento com o melhor custo bene�cio do mercado, mais leve e de menor custo operacional. O espaço da feira também foi ocupado para encontro com fornecedores internacionais de grande parte dos componentes que iremos u�lizar em nossa planta de Cachoeirinha (SP). Estabelecemos também contatos internacionais com prospects de clientes de toda a América La�na que também é foco de nossa operação no Rio Grande do Sul”, explicou Souza. 

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Randon apresenta suas recentes novidades

As Empresas Randon, entre suas divisões Montadora e Autopeças, exibiram mais de 20 lançamentos na Fenatran, dentre os quais se destacam a solução Hybrid R, que coloca a empresa na vanguarda tecnológica do transporte de carga e o sistema e-sys, um eixo especial desenvolvido pela Suspensys e pelo Centro Tecnológico Randon (CTR),em conjunto com Randon Implementos. Com isso, a graneleira Randon passa a ser o primeiro semirreboque da América La�na com sistema de tração auxiliar elétrica. Ou seja, a carreta passará a auxiliar o cami-

nhão a transpor aclives porque recupera e armazena a energia nas descidas para u�lizar nas subidas, com economia de combus�vel de até 25%. Randon implementos – Além da solução HybRid R/E-SYS, estão entre as novidades a Graneleira (550 kg a menos) que usa materiais alterna�vos, como a estrutura das laterais e piso em alumínio combinada com a nova geração do painel Ecoplate, que pode reduzir cerca de 500kg de peso no produto; o novo Tanque de Alumínio – primeiro grande lançamento resultante da recente joint-venture Randon Triel-HT, com ganho de 5 mil litros de capacidade de carga; o Furgão

Carga Geral com ampliação da capacidade volumétrica e de carga – aproximadamente 600 kg e com o inovador sistema de fixação Clinch, que elimina furos e rebites na estrutura dos painéis da caixa de carga; o Sider que, como o Furgão Carga Geral, traz um conjunto de chassi e assoalho u�lizando aços de alta resistência, o novo Dolly Modular, com um conceito de estrutura que permite a flexibilidade de configurações para diversas aplicações e ganho de carga líquida de 250 kg. Todas as inovações envolvem uma ou mais empresas de autopeças do grupo. Autopeças – Além do e-Sys, 1º módulo de tração auxiliar com motor elétrico para carretas da América La�na, desenvolvido pela Suspensys entre outras oito inovações da empresa, as Autopeças Randon apresentaram uma série de soluções como o Duetech System (Fras-le e Suspensys We/Castertech), que amplia a vida ú�l de componentes em 35% e gera economia aproximada de 18% no TCO; a Quinta Roda JSK 39CS, da JOST, para aplicação canavieira com sistema Air Release e a nova câmara �po pistão VHO, da Master, que aumenta em 54% a força de atuação para estacionamento. Semirreboque com sistema de tração auxiliar elétrica – As Empresas

HybRid R/E-SYS Basculante quinta roda

©FOTO: FELIPE FEDRIZZI TAZUM

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engenharia, laboratórios e campo de provas. Quando entrar em escala comercial, o sistema ficará disponível também ao mercado nacional e internacional de equipamentos para o transporte de cargas. O sistema e-Sys, que equipa o semirreboque da Randon Implementos, opera a par�r de um conjunto eletromecânico formado por uma Unidade de Controle Eletrônico (ECU), bateria, inversor e motor elétrico da WEG (acoplado a um eixo desenvolvido exclusivamente para este fim). Este conjunto, gerenciado por um algoritmo inteligente especialmente criado para avaliar as condições de operação e uso, permite ao implemento aliviar o esforço sobre cavalo-mecânico em certas situações, como nas subidas, o que resulta em economia de combus�vel. Nas frenagens e desacelerações, o motor passa a trabalhar como gerador, recuperando a energia ciné�ca e armazenando-a em baterias que alimentarão o motor elétrico da própria carreta. Com isso, o conjunto caminhão/carreta ganha eficiência e maior agilidade, com menor desgaste do conjunto de freio e com menor consumo de combus�vel. “O principal obje�vo é promover a o�mização energé�ca da combinação de veículo de carga, tendo como potencializadores os fatores Brasil, como a dimensão con�nental, o relevo irregular e as legislações de cargas e acoplamentos”, destaca Daniel Randon.

Randon também lançaram na Fenatran o exclusivo semirreboque com sistema de tração auxiliar elétrica, a solução Hybrid R. A novidade resulta do sistema chamado e-Sys, desenvolvido em sinergia com Suspensys e Centro Tecnológico Randon (CTR). A graneleira Randon, campeã de vendas da empresa, foi o implemento escolhido para apresentar a inovação durante o evento. O conceito u�liza o sistema auxiliar de recuperação de energia gerada durante a frenagem da composição cavalo-mecânico/carreta, ou durante descidas, capacitando a carreta a ajudar o caminhão a transpor aclives de forma mais eficaz e segura. Dependendo da aplicação, condição de carregamento e da estrada, a economia de combus�vel pode chegar até a 25%, propiciando, também, menor desgaste dos componentes e menor emissão de resíduos no meio ambiente. A tecnologia de armazenamento e regeneração elétrica foi inspirada na Fórmula-1, que u�liza o Sistema KERS (Kine�c Energy Recovery Systems). Nas Empresas Randon, foi concebida e desenvolvida pela diretoria de Tecnologia e Inovação do Produto da Divisão Autopeças, em conjunto com o Centro Tecnológico Randon (CTR) e com uma das unidades do grupo, a Suspensys. Esta será responsável pela industrialização e comercialização do sistema e-Sys. Foram dois anos de desenvolvimento junto às respec�vas áreas de

Inovação que amplia a vida ú�l de componentes do sistema de freio – Outra solução mostrada pelas Empresas Randon na Fenatran impacta posi�vamente uma das grandes preocupações dos transportadores rodoviários de cargas e de passageiros: o custo da operação. Trata-se do Duetech System, uma inovação capaz de, em cinco anos, aumentar a vida ú�l de componentes do sistema de freio em cerca de 35% gerando, no mesmo período, uma economia aproximada de até 22% e 25% no chamado Custo Total de Propriedade (Total Cost of Ownership – TCO) para ônibus e semirreboque, respec�vamente. O desenvolvimento é resultado da sinergia entre Fras-le e Suspensys WE/Castertech. “O projeto teve como base, inicialmente, tecnologias para os setores de ônibus e implementos rodoviários de carga. A projeção é de que, em breve, a proposta de valor da inovação se estenda também a outros nichos de mercado”, revela o diretor da Suspensys WE/Castertech, Esdânio Pereira. O Duetech System consiste em um par tribológico o�mizado. Quando u�lizados juntos, o tambor e a lona de freio geram um incremento de vida ú�l superior ao uso isolado das partes com componentes padrões de mercado. 

Tanque aço carbono

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SAE BRASIL de Tecnologia da Mobilidade Com o tema central “Veículos e Vias Inteligentes – O caminho para a Mobilidade Sustentável”, a 28ª edição do Congresso e Mostra Internacionais SAE BRASIL de Tecnologia da Mobilidade ocorreu simultaneamente à FENATRAN. O evento reuniu lideranças mundiais, profissionais do mercado, pesquisadores e estudantes do setor da Engenharia da Mobilidade, no São Paulo Expo. O Congresso teve nove Painéis Temá�cos – Transformação Digital, Educação de Engenharia, Presidentes, Caminhões e Ônibus, Ferroviário, Engenheiros-chefes, Operações Industriais Conectadas, Veículos Elétricos e Híbridos e Painel Internacional – que contaram com a par�cipação de 74 painelistas para discu�r a sustentabilidade como norte para a mobilidade do futuro. “Encerramos o 28º Congresso SAE BRASIL, mas iniciamos um novo ciclo que terá um papel fundamental na construção de uma sociedade que seja melhor para as próximas gerações. Os conteúdos e as reflexões deste Congresso nos ajudam a refle�r e olhar para novos caminhos, muitas vezes, disrup�vos, mas que, sem dúvida, irão impulsionar a mudança para um ecossistema de transporte mais sustentável”, avaliou o presidente do Congresso SAE BRASIL 2019, Christopher Podgorski, que também é presidente e CEO Scania La�n America, empresa host desta edição do evento. 

Vipal apresenta soluções de economia com a gestão de pneus

Como gerar economia através da gestão de pneus? A Vipal Borrachas tem algumas respostas para essa pergunta, que interessa a todos os transportadores. A empresa levou seu exper�se na Fenatran 2019 para ajudar aquele que transporta o Brasil sobre rodas. Apresentou em seu estande soluções em serviços e produtos, como as exclusivas bandas ECO e o Manchão Aramida, programas e so�wares de gestão, como Protrans e Pneuplus, e treinamentos e capacitação por meio de sua universidade corpora�va, a Univipal. Para Guilherme Rizzo�o, Diretor Comercial e de Marke�ng da Vipal Borrachas, o foco na gestão de pneus vem ao encontro da permanente busca da marca em trazer soluções para o dia a dia do transportador. Segundo o execu�vo, o pneu funciona como um agente fiscalizador do veículo, apontando o que está funcionando e o que não está, assim, mostrando onde pode-se economizar. “A gestão de pneus dá uma visão que oferece um olhar amplo no que se refere aos gastos de uma frota”, sustenta. Rizzo�o diz que “é possível usar o pneu como um ‘dedo-duro’ da ausência ou ineficácia da manutenção, bem como do uso inadequado do equipamento durante a condução.” O Diretor da Vipal ainda ressalta que “operar com prevenção e acompanhar o desenvolvimento dos pneus para saber do seu desgaste e situação é muito

importante para os transportadores, pois diminui os riscos com custos desnecessários, além de ser essencial para manter um equilíbrio interno na gestão da empresa de transporte”. Com o mesmo intuito de aperfeiçoar os serviços valendo-se de tecnologia e qualidade de forma a resultar em economia para o transportador, o Protrans, Programa de Orientação ao Transportador, exclusivo para clientes da Vipal Rede Autorizada, é capaz de promover avaliações completas dos pneus. O Protrans aponta os melhores caminhos para rodar com mais segurança, desempenho e o menor custo por quilômetro possível. Afinal, os pneus dizem muito sobre a saúde do negócio de uma frota. Já o Pneuplus é um so�ware de gestão da vida dos pneus para ajudar as frotas a economizarem. Também desenvolvido exclusivamente para clientes Vipal, acompanha tudo o que acontece com os pneus, além de programar inspeções e manutenções sempre que necessário. Ainda no que se refere a serviços, a Vipal mostrou na Fenatran informações sobre o seu programa de reforma qualificada e garan�da, o RQG, que dá direito à reposição imediata em caso de defeito por falha de produto ou de processo até a terceira reforma das 16 principais marcas do mercado, além de oferecer ao fro�sta atendimento completo em qualquer reformadora da Vipal Rede Autorizada.  ©FOTOS: DIVULGAÇÃO

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Librelato comemora 50 anos com ótimas notícias

Desde a Fenatran passada, em 2017, a Librelato vem se destacando no mercado nacional com equipamentos mais leves, duráveis e eficientes. Para esta edição do evento, a empresa ampliou ainda mais as inovações tecnológicas e apresentou produtos mais conectados, antecipando o futuro dos implementos no Brasil. Os fro�stas que buscam maior rentabilidade em suas operações, rapidamente entenderam as vantagens técnicas oferecidas pela marca. O resultado foi um significa�vo crescimento de par�cipação de mercado de 11% em 2017 para mais de 13% no primeiro semestre deste ano. “Com um melhor ambiente econômico no País e com produtos que entregam alta rentabilidade aos fro�stas, acreditamos que vamos fechar

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2019 - 2020

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este ano com cerca de 15% de par�cipação no mercado nacional”, comenta José Carlos Sprícigo, CEO da Librelato. A Librelato anunciou em maio deste ano inves�mento de 25 milhões de reais no desenvolvimento de novos produtos, construção de nova área fabril de nove mil metros quadrados e ampliação da área administra�va que terá mais de três mil metros quadrados. As obras serão concluídas no início de 2020 e a capacidade produ�va anual saltará de 11 mil para 14 mil implementos. E para dar conta da alta demanda, novas contratações já foram realizadas. No primeiro semestre deste ano a Librelato contratou 450 novos colaboradores. A empresa conta agora com 1.600 profissionais em suas três plantas industriais em Santa Catarina. 

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borrachaatual .com.br Ano XXIV • Nº 143 • Jul/Ago 2019 • ASPA Editora

10 Goodyear e os 175

anos da vulcanização da borracha

04 ENTREVISTA

Rafael Safra, Diretor Geral Aubicon

ISSN 2317-4544

26 Vencedores

do TOPRUBBER

50 MATÉRIA TÉCNICA

A borracha na economia circular

Meritor mostra o eixo elétrico 14Xe A Meritor, fornecedora de eixos e sistemas para drivetrain de veículos comerciais, mostrou na Fenatran os seus mais recentes avanços para o mercado de caminhões. O destaque foi o lançamento do eixo elétrico 14Xe, o primeiro produto desenvolvido pela recém-criada marca Blue Horizon, dedicada ao desenvolvimento de novas tecnologias Meritor em todo o mundo. O eixo 14Xe já está sendo testado na matriz da empresa, situada em Michigan, nos Estados Unidos. O modelo, exibido no estande da Meritor, foi construído com um conceito diferenciado e que poderá proporcionar maior eficiência aos veículos comerciais. O eixo conta com um motor elétrico central de duas velocidades, integrado ao eixo diferencial tra�vo, liberando espaço para alocar a bateria, inversores e demais hardwares necessários aos veículos elétricos. Outro diferencial é que este u�liza a carcaça de um modelo convencional, o que possibilita fácil integração com o veículo. Desenvolvido para equipar caminhões médios, a partir de 16 toneladas de PBT (Peso Bruto Total), o 14Xe foi desenvolvido para as versões 4x2, com capacidade de carga de 9 a 26 toneladas e 6x4 (Tandem), com capacidade de carga de 26 a 40 toneladas. Possui três faixas de motorização: 150, 180 e 200 kW. Segundo Kleber Assan�, diretor de Vendas e Marke�ng da Meritor, a eletrificação de caminhões é uma tendência também para o mercado brasileiro e, em um futuro próximo, será essencial para caminhões que rodam em curtas e médias distâncias, com forte atuação em entregas urbanas. 

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Sascar lança Câmera de Direção Inteligente

Scania vende primeiro caminhão 100% movido a GNV

O grande lançamento da Sascar na Fenatran foi a Câmera de Direção Inteligente. Unindo a tecnologia de telemetria de ponta ao sistema de câmeras inteligentes, a solução iden�fica, de maneira rápida e eficiente, comportamentos de risco ao volante e cria avisos instantaneamente. A par�r de alertas enviados em tempo real ao gestor da frota, decisões mais asser�vas e imediatas podem ser tomadas. O obje�vo é trazer aumento significa�vo da segurança operacional. “O lançamento da Sascar na Fenatran desse ano, além de representar um marco inédito no mercado nacional, atende a grandes anseios dos gestores de frota brasileiros, garan�ndo maior segurança para seus colaboradores, cargas e veículos. A par�r da compreensão da demanda por um ambiente mais seguro nas estradas, desenvolvemos a Câmera Inteligente, que pela conec�vidade cria paradigma na prevenção de acidentes”, explica André Moreto diretor de Marke�ng e Televendas da Sascar. A união do vídeo à telemetria permite, além da mensuração de da-

André Moreto

dos mecânicos do veículo, o monitoramento do comportamento do motorista. Cansaço excessivo, invasão de faixas, vícios de condução, ultrapassagens inseguras, são alguns dos comportamentos de risco captados pela ferramenta, que em tempo real emite relatórios e disponibiliza os vídeos para que o gestor da frota tome a melhor decisão. “Desenvolvemos algoritmos que possibilitam ao nosso sistema iden�ficar com alto grau de asser�vidade condutas de risco ao volante. Se considerarmos dados do governo brasileiro e da ONU, se faz urgente o desenvolvimento de tecnologias que auxiliem os motoristas, pois vemos que mesmo havendo mudanças e melhoras no país nos úl�mos anos, os números seguem longe do ideal”, pondera André. 

A Scania vendeu na Fenatran o primeiro caminhão movido a Gás Natural Veícular (GNV) ou biometano do evento. O modelo R 410 foi adquirido pela RN Logí�ca, de São Paulo. A redução de emissões de CO2 pode chegar a até 15% em comparação a similares a diesel, se abastecido com GNV, e até 90% se o combus�vel for o biometano. “Os veículos movidos a combus�veis alterna�vos, como o gás, desempenharão um papel fundamental na mudança para um sistema de transporte mais sustentável. A Scania lidera esta transformação e está empenhada em apoiar seus clientes com soluções rentáveis que contribuam com a sustentabilidade nos âmbitos econômico, ambiental e social”, diz Roberto Barral, vice-presidente das Operações Comerciais da Scania no Brasil. Os inéditos caminhões pesados Scania, movidos a gás natural veicular (GNV) ou gás natural liquefeito (GNL), têm 410 cavalos de potência e são vocacionados para médias e longas distâncias. As configurações de tração 6x2 são as ideiais para atuar no transporte de cargas. Seus motores são Ciclo O�o (o mesmo conceito dos automóveis) e 100% a gás (natural ou liquefeito – só diferentes um na forma gasosa e outro na líquida) e biometano, ou mistura de ambos. Os motores não são conver�dos do diesel para o gás, eles têm garan�a de fábrica e tecnologia confiável, com desempenho consistente e força semelhante ao caminhão a diesel. E ainda são 20% mais silenciosos.  ©FOTOS: DIVULGAÇÃO

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Mercedes-Benz realiza test-drive com caminhão de direção autônoma

A Mercedes-Benz foi a primeira montadora a disponibilizar um caminhão com direção autônoma para test-drive na Fenatran. Fruto da parceria entre Mercedes-Benz e Grunner, empresa de tecnologia para o campo, o Atego 2730 6x4 foi o único caminhão com essa tecnologia à disposição dos motoristas no Fenatran Experience. Nessa experiência, os motoristas testaram o funcionamento do caminhão com direção autônoma que opera juntamente com as colhedoras no campo e que vem fazendo grande sucesso. “Pela primeira vez, quebramos um tabu e trouxemos para dentro da Fenatran a demonstração de uma tecnologia autônoma. Isso porque nós somos a marca com a maior frota de caminhões com direção autônoma já em uso no Brasil. Atualmente, são 22 modelos Axor em operação nas usinas, trabalhando regularmente no período de safra”, destaca Roberto Leoncini, vice-presidente de Vendas e Marke�ng Caminhões e Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil. O Atego veio para consolidar a referência da marca em veículos com direção autônoma para operações que acontecem em áreas confinadas no campo: “Esse modelo é a combinação perfeita de resistência, baixo custo operacional e conforto para o motorista, que monitora, a todo momento, a ação autônoma de dentro da cabina e assume o comando do

caminhão após o carregamento a fim de realizar o transbordo. Com ajustes de bitola, georreferenciamento e direção autônoma, os modelos Atego, que são equipados com câmbio automa�zado, asseguram precisão na operação, evitando o pisoteio das linhas de plan�o. Aliás, essa solução atende os principais �pos de espaçamentos de plan�o na colheita da cana no Brasil”, diz Leoncini. De acordo com o execu�vo, a u�lização de caminhão em subs�tuição a tratores agiliza o processo de transbordo dentro das fazendas, trazendo mais produ�vidade, menos consumo de combus�vel e menor custo operacional para o abastecimento das usinas de açúcar e etanol. “Depois de vários estudos, chegamos à conclusão de que o caminhão é a melhor solução para acompanhar a colhedora na colheita”. O uso de caminhão com direção autônoma na colheita de cana assegura redução no consumo de combus�vel e lubrificantes e nos custos de reparo e manutenção em comparação com tratores. Além disso, proporciona maior velocidade média de operação, menor tempo e maior agilidade nas manobras, mais conforto para o motorista, mais eficiência em estradas irregulares, com maior estabilidade, e menor impacto ambiental pelo menor consumo de combus�vel. Atego com direção autônoma u�liza tecnologia e conec�vidade – A direção autônoma no Atego é controlada por um sistema que inclui piloto automá�co, GPS e georreferenciamento, com o veículo podendo ser u�lizado durante 24 horas exclusivamente nos trechos mapeados da fazenda onde acontece a colheita.

O caminhão recebe uma nova configuração com bitola mais larga (distância entre as rodas), pneus agrícolas de alta flutuação e antenas para captar sinal de satélite. O caminhão atua lado a lado com as colhedoras de cana, também de condução autônoma, que fazem a colheita e o corte, já lançando a cana picada diretamente na carroçaria do caminhão. A velocidade média dos veículos gira em torno de 6 km/h na área da colheita. Terminado o carregamento, o motorista assume o controle do Atego para a etapa de transbordo aos treminhões, ou seja, o descarregamento da carga nos caminhões de maior capacidade, que completam o ciclo de transporte levando a cana às usinas de açúcar e etanol. Com capacidade para até 14 toneladas de carga líquida, o Atego 2730 6x4 com direção autônoma é equipado com o motor Mercedes-Benz OM 926 LA de 286 cv de potência a 2.200 rpm, com torque de 1.120 Nm entre 1.200 e 1.600 rpm. A transmissão automa�zada MB PowerShi� G211 de 12 marchas foi desenvolvida para aplicações off-road, assegurando inteligência nas trocas de marcha. Oferecido em várias versões de configuração – como, por exemplo, para uma ou duas caixas de cana – esse Atego 2730 6x4 conta com suspensão traseira de molas trapezoidais centralmente ar�culadas ou com suspensão mista (metálica e pneumá�ca), o que contribui para absorver os impactos e aumentar a estabilidade do veículo em terreno com topografia mais severa. O Atego 2730 6x4 com direção autônoma vem equipado ainda com estribo acima da linha do parachoque, grade de proteção, escape ver�cal e parachoque de plás�co de alta resistência dividido em 3 partes, o que facilita o reparo. 

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Cummins exibe motor a combustão mais limpo do mundo

A Cummins, líder global no fornecimento de motores a gás natural, exibiu na Fenatran 2019 o Cummins L9N Near Zero, considerado o motor à combustão mais limpo do mundo. Ainda durante o principal evento do setor, a companhia divulgou sua gama completa de produtos a gás, solução extremamente limpa e eficiente, desenvolvida e projetada para operar no Brasil. O motor Cummins L9N Near Zero, de 320 cv e torque de 1.356 Nm, proporciona uma redução de 80% na emissão de par�culas, 90% de óxidos de nitrogênio (NOx) e 70% de emissão dos gases de efeito estufa, contribuindo diretamente com a despoluição ambiental comparado aos modelos a Diesel. Graças à evolução con�nua de motores a gás da companhia, o Cummins L9N Near Zero emite 90% menos emissões de NOx do que o exigido no atual padrão norte-americano da Agência de Proteção Ambiental (EPA). O motor emite 0,02 g / bhp-h, que é 90% abaixo do limite da legislação americana (EPA). “Os motores movidos a gás natural são muito limpos e eficientes. O aumento da abundância de gás, uma tecnologia madura que requer inves�mentos em infraestrutura rela�vamente simples, faz com que esses motores sejam uma ó�ma solução para muitos clientes e mercados, inclusive na América La�na”, diz Luís Pas-

quo�o, Vice-presidente da Cummins Inc. e Presidente da Cummins Brasil. Além de ultra-limpo, o Cummins L9N Near Zero traz inovações como um novo módulo que fornece monitoramento e controle completos dos sensores do motor e dos sistemas de combus�vel e ignição, com um processamento mais rápido para suportar os requisitos de diagnós�co on-board pesados (taxa de transmissão de 500K). Também é equipado com telemetria e fornece diagnós�cos e durabilidade aprimorados. O sistema de diagnós�co (OBD) monitora con�nuamente o motor e o sistema de pós-tratamento, com capacidade para fornecer ao proprietário do veículo ou técnico de reparo acesso eletrônico ao status de vários subsistemas do veículo para fins de diagnós�co. Para oferecer desempenho constante de controle de emissões, o Cummins L9N Near Zero oferece catalisador de três vias que podem ser montados ver�cal ou horizontalmente no veículo. O Cummins L9N Near Zero ainda conta com um novo módulo de controle de ignição (ICM) que oferece melhor desempenho e maior durabilidade da vela de ignição e da bobina, além de autodiagnós�co. Por�ólio de soluções integradas – A Cummins também apresentou na Fenatran 2019 o conceito Cummins Integrated Power ™, por�ólio de soluções integradas

que pode combinar em um mesmo “pacote” motor, transmissão, componentes, baterias e tecnologias conectadas. O conceito é oferecido globalmente pela Cummins para motores entre 2.8 e 15 litros que podem ser conectados a soluções/produtos de empresas parceiras. O obje�vo é oferecer ao cliente a vantagem de adquirir uma solução integrada desenvolvida em conjunto pelas engenharias das marcas. A empresa também exibiu no evento o novíssimo motor X13 Euro VI integrado com a transmissão Endurant – fruto da joint venture Cummins-Eaton – e com o sistema de pós-tratamento U Module, da Cummins Emission Solu�ons (CES). “Como líder global em powertrain, a Cummins está na vanguarda para oferecer soluções estrategicamente desenvolvidas com uma variedade de parceiros e fornecedores para entregar aos seus clientes o mais amplo por�ólio de powertrain integrado”, comenta Luis Pasquo�o, vice-presidente da Cummins Inc. e presidente da Cummins Brasil. O novo motor X13 é baseado no Cummins X12, uma solução leve, compacta e eficiente. O novo propulsor oferece como vantagem tecnologia e eficiência para serviços de longa distância. A motorização tem potência entre 480 cv a 560 cv e torque de 2.400 a 2.600 Nm, com design inovador de bloco esculpido, adequado para caminhões acima de 45 t. A redução de peso adicional é ob�da quando o X13 é integrado com a transmissão Endurant, mais leve e eficiente. Integrado ao motor e à transmissão está o sistema de pós-tratamento U Module, 60% menor e 40% mais leve quando comparado aos sistemas que atendem ao mesmo nível de emissões. O U Module foi desenvolvido pela Cummins Emission Solu�ons (CES) para motores acima de 8.9 litros.  ©FOTOS: DIVULGAÇÃO

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Goodyear traz plataforma de soluções tecnológicas para frotas comerciais

A Goodyear reservou ao público da Fenatran, a maior feira do setor automo�vo comercial da América La�na, o lançamento da sua mais nova plataforma de soluções para frotas: o Total Solu�on. Considerando todas as necessidades dos motoristas e gestores de frotas de ônibus e caminhão, o Total Solu�on é estruturado em três pilares: Produto, Distribuição e Serviços e Soluções. Produtos: a Goodyear oferece uma linha completa de pneus e produtos para recapagem, que combinam quilometragem e performance à garan�a de 7 anos na vida total do pneu que só a Goodyear oferece. Distribuição: uma ampla rede de revendedores e recapadores, distribuída estrategicamente por todo o país, disponibiliza comodidade e profissionais capacitados para o melhor serviço, com o padrão Goodyear de qualidade. Serviços e soluções: além de produtos e distribuição a Goodyear traz ao mercado soluções completas para que se obtenha o máximo resultado na operação. São eles: Max Force, Max Systems e Max Services. Max Systems: Sistemas com tecnologia analí�ca e telemetria avançada que agilizam os trabalhos nas frotas e

proporcionam a tomada de decisões baseadas em informações confiáveis – o Control Max e o Tire Scan. 1. Control Max: para gestão online de pneus, com aplica�vo mobile para inspeção de pneus, integrado via bluetooth aos equipamentos de medição de sulco e pressão do ar dos pneus, além de leitura de chip RFID. 2. Tire Scan: tecnologia exclusiva Goodyear que realiza o diagnós�co automá�co em segundos da pressão de ar, profundidade de sulco, desgaste da banda de rodagem e a realização de pesagem dos eixos por meio de sensores de alta tecnologia, maximizando a produ�vidade das frotas. Max Services: solução completa para as frotas que querem focar em seu principal negócio, o transporte, e contar com um parceiro para a gestão dos pneus. Com uma mensalidade fixa, a Goodyear é a responsável pela instalação de uma estrutura completa na frota para gestão dos pneus, além do fornecimento dos pneus, recapagem, serviços, ferramentas, e sistema online de controle. Todas as informações ficam online para que a empresa possa acompanhar a evolução dos trabalhos, o�mizando recursos e diminuindo o tempo de parada dos veículos. O Total Solu�on apresenta milhares de combinações personalizadas para cada cliente. Com a plataforma é possível simplificar as operações diárias, maximizar o tempo de a�vidade e minimizar o custo total de u�lização do caminhão,

trazendo um impacto posi�vo em indicadores importantes para o gestor de frotas, como economia de combus�vel, tempo de a�vidade, custos de manutenção da frota e retenção de motoristas. “Sempre trabalhamos lado a lado dos nossos clientes e, por isso, sabemos o que eles precisam. Cada um tem as suas necessidades, desafios e situações específicas, independentemente do tamanho ou do campo de operações. Para isso, criamos uma ferramenta versá�l e que pode ser adequada da melhor forma em todos os �pos de clientes. O bene�cio acaba chegando a todas as etapas do segmento do transporte”, explica Eduardo Gualberto, diretor da unidade de pneus comerciais da Goodyear Brasil. “À medida que a economia digital impulsiona a demanda por opções de entrega mais rápidas, confiáveis e de menor custo dos setores de transporte e logís�ca, a Goodyear con�nua focada em permi�r que os operadores de frota tenham e implementem tecnologias inteligentes de soluções integradas para simplificar suas operações diárias”, finaliza o execu�vo. O Total Solu�on está sendo lançado de maneira simultânea em todos os países da America La�na. A intenção da Goodyear e a de que possamos incorporar nos próximos anos ainda mais soluções ao nosso por�ólio, sempre oferecendo o que há de mais inovador em serviços e soluções para atender as necessidades de nossos consumidores. 

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NOTAS & NEGÓCIOS

Vendas da indústria de máquinas e equipamentos crescem 0,1% em setembro As receitas de vendas da indústria brasileira de máquinas e equipamentos registraram leve crescimento em setembro de 2019. Em relação a agosto o crescimento foi de 0,1%. Sobre setembro de 2018, de 2,2. Essa melhora proporcionou um aumento na taxa acumulada do ano, de 1,1% até agosto, para 1,2% até setembro, para o qual foi decisivo o desempenho do mercado domés�co, que cresceu 6,2% em relação a 2018. O crescimento interno foi puxado pelas vendas de máquinas para celulose, para agricultura e para a indústria da transformação A preocupação dos fabricantes volta-se agora para a desaceleração da economia no mercado internacional, origem de 40% de suas vendas. As exportações de máquinas e equipamentos no mês de setembro caíram 10,1% na comparação com o mês de agosto (mas cresceram 0,1% na relação com setembro de 2018). O resultado acumulado no ano registrou leve melhora, saindo de uma queda de 5,1%, acumulada até agosto, para uma queda de 4,5% até se-

tembro. O desempenho nega�vo tem a ver com a redução do crescimento das principais economias mundiais – apesar da aparente trégua na guerra comercial entre EUA e China, os dados até setembro trazem os reflexos nega�vos do desentendimento entre os dois países na economia mundial. Problemas em países na zona do Euro e na América do Sul também inviabilizaram o aumento das vendas nacionais nestas economias. Quase todos os setores exportadores de máquinas experimentaram retração em suas vendas, tanto na comparação mensal como na anual. O desempenho posi�vo no mês de setembro ocorreu apenas no setor de fabricantes de máquinas para logís�ca e construção civil, puxado pelo aumento de 5,4% nas vendas de máquinas rodoviárias. No compara�vo anual, houve aumento nas vendas de componentes para a indústria de bens de capital. Este segmento, nos nove primeiros meses do ano, representou quase um terço do total de exportações do setor (28%). 

Vendas de pneus caem 0,6% em setembro A indústria nacional de pneumá�cos registrou uma queda de 0,6% em setembro, em comparação ao mesmo mês de 2018. O aumento de 17,3% para montadoras levaram à diminuição do resultado nega�vo comparado a agosto, que obteve uma baixa de 4,9%. No acumulado do ano, as vendas totais de pneus man�veram o recuo de 0,5%, somando 5.234.945 unidades comercializadas. A leve queda também foi puxada pela alta nas vendas para montadoras, que cresceram 6% no período de janeiro a setembro, enquanto o mercado de reposição caiu 2,8%. Em setembro, a comercialização de pneus de passeio recuou 0,2%, em relação ao mesmo mês do ano passado, enquanto as vendas de pneus de carga caíram 9,9% e pneus comerciais leves registraram baixa de 0,6%, na mesma base de comparação. Entretanto, foi diagnos�cado um aumento de 5,3% nas vendas de pneus de motos. Os números fazem parte do levantamento setorial divulgado pela ANIP (Associação Nacional da Indústria de Pneumá�cos). 

Zeon. Uma das melhores empresas para se trabalhar A Zeon foi escolhida pela publicação norte-americana “Rubber & Plastics News” como uma das melhores empresas para se trabalhar em 2019. Trata-se de um programa concebido pela publicação para reconhecer e honrar empresas do segmento de borracha pela extrema satisfação de seus funcionários. O processo tem duas etapas: A primeira etapa envolve uma avaliação das polí�cas, prá�cas e informações das empresas par�cipantes. Na segunda etapa, pesquisas são realizadas para

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avaliar diretamente as experiências e a�tudes de funcionários em relação ao local de trabalho. As pontuações mais altas determinam as principais organizações e a classificação final. O Grupo “Melhores Empresas” gerencia o processo geral da pesquisa, registro e também analisa os dados coletados, usando seus conhecimentos para determinar a classificação final. Para par�cipar do programa é necessário: – ser empresa pública ou privada; – estar instalada nos Estados Unidos e/ou Canadá; – ter um mínimo

de 15 funcionários trabalhando nos Estados Unidos e/ou Canadá; – estar no negócio há no mínimo um ano; – pelo menos 50% da receita derivada de negócios no segmento de elastômeros – isso inclui borracha natural e sinté�ca, elastômeros termoplás�cos e poliuretanos; – ser um fabricante de artefatos ou fornecedor de matérias primas ou serviços para o segmento de borracha. O segmento de borracha inclui não apenas indústrias de artefatos como também fornecedores de matérias primas e de serviços.  www.borrachaatual.com.br


Vendas de veículos importados caem 6,1% em setembro

As quinze marcas filiadas à Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores -, com licenciamento de 2.846 unidades, anotaram em setembro úl�mo queda de vendas de 6,1% em relação a agosto de 2019, quando foram vendidas 3.031 unidades importadas. Ante setembro de 2018, quando foram comercializadas 2.913 unidades, a retração é de 2,3%. O desempenho nega�vo de 6,1% em setembro úl�mo comprometeu ainda mais o resultado do acumulado dos primeiros nove meses do ano. A queda ainda persiste, agora de 9,8% no período de janeiro a setembro. Embora o setor

tenha anotado tendência mensal de alta, a três meses do final de 2019, a es�ma�va de vendas para o ano – já revisada em julho úl�mo – de 40 mil unidades, foi agora para 35 mil unidades. Em compensação, as quatro montadoras associadas à en�dade que produzem veículos localmente mantêm taxa de crescimento de 38,8%, passando de 16.486 unidades licenciadas nos primeiros nove meses de 2018 para 22.887 unidades em igual período deste ano. No segmento de importados, as cinco marcas que mais venderam, em setembro, foram a Kia Motors (660 unidades / -19,8%), Volvo (595 / -11,7%), BMW (461 / +22%), Land Rover (252 / -41,4%), e Jac Motors (203/ +5,7%). Entre as associadas com produção nacional – BMW, CAOA Chery, Land Rover e Suzuki -, em setembro úl�mo, o emplacamento de 2.944 unidades representou alta de 6,6% em relação a agosto de 2019, quando totalizaram 2.763 unidades e significaram alta de 35,2% ante setembro de 2018, quando anotaram 2.178 unidades. Por marcas, a CAOA

Chery, com 1.739 unidades emplacadas, registrou alta de 1,7% ante agosto de 2019; a BMW, com 822 unidades, alta de 16,8%; a Land Rover, com 235, alta de 25% e a Suzuki, com 148 unidades licenciadas, queda de 8,1%. Somados os emplacamentos de unidades importadas e produzidas localmente, o ranking das cinco marcas, por volumes, aponta, a CAOA Chery com 1.849 unidades (1.739 nacionais + 110 importados), a BMW com 1.283 unidades (822 nacionais + 461 importados), a Kia Motors com 660 veículos (só importados), a Volvo com 595 unidades (só importados), e Land Rover com 487veículos (235 nacionais e 252 importados). Par�cipações – Em setembro úl�mo, ao considerar somente os veículos importados por associadas à en�dade – total de 2.846 unidades -, o setor significou marketshare de 1,27%. Com 5.790 unidades licenciadas (importados + produção nacional), a par�cipação das associadas à Abeifa foi de 2,59% do mercado total de autos e comerciais leves (223.240 unidades). 

Bridgestone recebe prêmio Mercedes-Benz de responsabilidade ambiental A Bridgestone recebeu o Prêmio Mercedes-Benz de Responsabilidade Ambiental pela implementação do Projeto Água de Reúso. O anúncio dos vencedores ocorreu no dia 15 de outubro, em cerimônia de premiação realizada em São Paulo. O Projeto Água de Reúso foi desenvolvido pela Bridgestone, na fábrica de Santo André (SP), e tem como foco a redução do consumo de água industrial, proveniente de poços artesianos, na produção de pneus, por meio do aproveitamento de água de reúso, contribuindo

para a preservação dos recursos naturais. Atualmente, 65% da água u�lizada na fábrica para o processo produ�vo é de reuso. “Esta incia�va é parte importante do nosso compromisso global de responsabilidade social, Nosso Jeito de Servir, que tem como uma de suas Áreas Prioritárias o Meio Ambiente, com a implementação de projetos que visam contribuir para uma sociedade cada vez mais sustentável”, destaca Lino Beltrami, diretor industrial da planta da Bridgestone em Santo André. 

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FCA e PSA se unem para formar quarto maior fabricante global de automóveis

O Conselho de Supervisão da Peugeot S.A. e o Conselho de Administração da Fiat Chrysler Automobiles N.V. (“FCA”) (NYSE: FCAU / MTA: FCA) concordaram de forma unânime em trabalhar numa combinação completa de seus respec�vos negócios na forma de uma fusão 50/50. Ambos os Conselhos outorgaram poderes a seus respec�vos �mes para concluir as discussões e para firmar um memorando de entendimento vincula�vo nas próximas semanas. O plano para combinar os negócios do Groupe PSA e da FCA resulta de intensas discussões entre a alta gestão das duas companhias. Ambas compar�lham a convicção de que há lógica convincente para esse movimento ousado e decisivo, que criará um líder na indústria com a escala, capacidades e recursos suficientes para capturar com sucesso as oportunidades e gerenciar de forma efe�va os desafios da nova era em mobilidade. A combinação proposta cria o quarto maior fabricante global de veículos em termos de unidades vendidas (8,7 milhões de veículos), com receitas combinadas de aproximadamente 170 bilhões de euros¹ e lucro operacional recorrente acima de 11 bilhões de euros² em uma base agregada simples dos resultados de 2018, excluindo Magne� Marelli e Faurecia. O significa�vo acréscimo de valor resultante da transação é es�mado na ordem de 3,7 bilhões de euros em sinergias anuais,

derivadas principalmente de maior eficiência na alocação de recursos para inves�mentos de larga escala em plataformas de veículos, motores e transmissões e novas tecnologias, além da melhoria da capacidade de compras resultante da nova escala combinada do grupo. Essas sinergias es�madas não são baseadas em qualquer fechamento de plantas. Projeta-se que 80% das sinergias sejam alcançadas após quatro anos. O custo total único para que essa sinergia seja alcançada é es�mado em 2,8 bilhões de euros. Os acionistas de cada companhia deterão 50% do patrimônio do grupo recém-formado e, portanto, os bene�cios decorrentes da combinação serão compar�lhados igualmente entre eles. A transação será efe�vada por meio de uma fusão sob controle de uma companhia holandesa e a estrutura de governança da nova companhia será equita�va entre os acionistas das empresas, com a maioria do Conselho de Administração composta por membros independentes. O Conselho de Administração será composto de 11 membros. Cinco membros serão nomeados pela FCA (incluindo John Elkann como presidente) e cinco serão nomeados pelo Groupe PSA (incluindo o diretor sênior independente e o vice-presidente)³. O CEO será Carlos Tavares para o mandato inicial de cinco anos. Ele também será membro do Conselho de Administração. 

Setor da construção prepara-se para "boom" dos veículos elétricos Estacionamentos, prédios, shoppings e demais construções já estão se preparando para receber a onda de carros elétricos que promete chegar ao Brasil em 2020. Os locais passaram a ser construídos ou até adaptados para receber tomadas especiais para o carregamento destes veículos. Ainda �mido, o mercado nacional de automóveis elétricos conta com caros e limitados modelos disponíveis. São 11 mil carros elétricos e híbridos (que funcionam tanto a combustão como a bateria elétrica) que variam de R$150 mil a R$500 mil. Contudo, esta tendência parece não ter volta: somente a JAC Motors anunciou a vinda de 5.000 unidades para o Brasil em 2020. E uma es�ma�va apresentada pela EPE (Empresa de Pesquisa Energé�ca) projeta que em 2030 as vendas acelerem para 180 mil carros eletrificados por ano. Pensando neste mercado em expansão, a Reymaster, distribuidora de materiais elétricos com unidades em Curi�ba e Joinville, passa a comercializar produtos para recarga de veículos elétricos no Brasil. São carregadores de carros elétricos, também conhecidos como estações de carregamento ou eletroposto. 

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Enxofre insolúvel Eastman Crystex™ comemora 75 anos O Eastman Crystex ™ comemora seu 75º ano, mas já se prepara para o futuro. A equipe por trás da principal marca de enxofre insolúvel do mundo permanece focada no desenvolvimento da próxima inovação para a indústria de pneus e de borracha. A história do Crystex começou em 1944 quando a Stauffer Chemical Company registrou uma patente para seu produto de enxofre insolúvel. O nome Crystex evoluiu de "No Crystals" e "Crystals-X" como uma explicação literal da função do produto e do bene�cio para os fabricantes de pneus. A marca cresceu e foram introduzidos grades de alta estabilidade térmica. Em pouco tempo, o Crystex tornou-se conhecido por fornecer propriedades robustas que os fabricantes de pneus precisavam para inovar e operar em ambientes de produção mais desafiadores.

Outro marco ocorreu por volta da metade do século, com a introdução de linhas com a dispersão melhorada, que proporcionaram bene�cios de processamento em operações de mistura de borracha, sem sacrificar propriedades crí�cas. A marca líder de mercado tornou-se parte do por�ólio da Eastman com a aquisição da Solu�a em 2012. Desde então, a empresa se concentra no avanço da tecnologia Crystex para atender às crescentes demandas da indústria de pneus e de borracha. Vários grades de Crystex são produzidos na planta de Itupeva, em São Paulo, para servir os mercados brasileiro e argen�no. “Estamos animados de fazer parte dessa história de sucesso,” diz Elcio Shoda, gerente da planta de Itupeva em São Paulo, Brasil. “Na América La�na,

este produto é muito importante e está em nossa região há 29 anos, desde a fundação da fábrica.” "A Eastman tem muito orgulho em como honramos o legado da marca e o que ela representa", diz Gunes Celik, vice-presidente e gerente geral da unidade de Adi�vos para Pneus da Eastman. “As inovações que levam esse nome devem atender padrões extremamente altos e oferecer o nível de desempenho e qualidade que a indústria associa ao Crystex”. Por décadas, a solução foi considerada o padrão da indústria para o enxofre insolúvel. Esse legado con�nua com o lançamento do Crystex Cure Pro – a mais recente inovação e adição à linha de produtos Crystex. O Crystex Cure Pro foi desenvolvido no centro de tecnologia da Eastman em Akron, Ohio, Estados Unidos. 

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Evonik inicia novo complexo de poliamida

A Evonik iniciou oficialmente a construção do projeto que representa o seu maior inves�mento até hoje na Alemanha. Armin Laschet, ministro-presidente do estado da Renânia do Norte-Wes�ália, e Chris�an Kullmann, presidente da diretoria execu�va da Evonik Industries AG, estavam na primeira fila quando mais de 200 pás foram fincadas no solo da área de construção, no centro do Parque Químico de Marl. A cerimônia, da qual também par�ciparam clientes, colaboradores e outros representantes da esfera polí�ca, sinalizou o início do projeto. Em seu maior site mundial, a empresa ampliará sua capacidade total de PA 12 em mais de 50%. O projeto vai complementar a produção de PA 12 existente no local com fábricas adicionais para o polímero e seus precursores. O início das operações está previsto para 2021. Em sua fala durante a cerimônia, Armin Laschet destacou o significado especial do inves�mento de mais de 400 milhões de euros na Alemanha, e especialmente na parte norte do vale do Ruhr. “O fato de uma das principais empresas de especialidades químicas como a Evonik estar inves�ndo aqui em instalações ultramodernas, mostra que o estado da Renânia do Norte-Wes�ália é o principal centro químico da Alemanha e pode compe�r no âmbito global. Singapura e outros países se empenharam muito por essa fábrica mediante a oferta de incen�vos fiscais. Ao

final, o local escolhido foi Marl porque aqui temos a vantagem de uma rede de empresas químicas e de energia competentes. O plás�co é um material de alta tecnologia e uma das matérias-primas do futuro”. Chris�an Kullmann destacou o significado da nova fábrica: “Este é o maior inves�mento individual que a nossa empresa já fez na Alemanha. Estamos construindo essa unidade porque queremos con�nuar crescendo por meio de especialidades químicas inovadoras. Com o nosso polímero de alta performance PA 12, podemos abastecer os mercados estratégicos de crescimento global, como o setor de impressão 3D, por exemplo. Além disso, os nossos plás�cos ‘leves’ e de longa duração também contribuem de maneira significa�va para a conservação de recursos na indústria automo�va. A inovação também é o negócio das startups convidadas e dos projetos de digitalização, os quais Claus Re�g, presidente da diretoria execu�va da Evonik Resource Efficiency GmbH, apresentou brevemente aos presentes. “Queremos nos tornar ainda mais rápidos e mais flexíveis no desenvolvimento de polímeros novos e customizados que contribuam para o forte crescimento dos nossos clientes. Precisamos de novas tecnologias para isso e essa é a razão de termos tomado medidas consistentes em prol do uso da inteligência ar�ficial”, disse Re�g. 

Pastilha de freio livre de cobre Uma das caracterís�cas mais marcantes da Fras-le é a vocação para se antecipar às tendências – tanto tecnológicas, quanto norma�vas. Recentemente, a Companhia mostrou nos Estados Unidos um exemplo desta capacidade, realizando ambos os avanços simultaneamente. A Fras-le apresentou àquele mercado a pas�lha de freio a ar GRN Tech, livre de cobre, que oferece vida ú�l superior aos componentes de desgaste e não agride o meio ambiente. Com o lançamento do novo material, a Fras-le se antecipa à legislação norte-americana que restringe a u�lização de cobre e outros materiais pesados, de forma gradual, até 2025. As formulações GRN Tech da empresa já estão enquadradas no Nível N de regulação, que delimita os coeficientes de metais pesados e, no caso de cobre, requer índices menores do que 0,5% do peso. É o grau máximo de exigência. A GRN Tech é fabricada a par�r de uma base de formulação altamente durável, fornecendo maior eficiência de frenagem e durabilidade do rotor e da pas�lha. O produto está em fase de testes em frotas nos Estados Unidos, Europa e Brasil com resultados extremamente posi�vos, atendendo os mais altos requisitos e padrões de desempenho dos clientes OEM. 

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Motocicletas seguem em expansão

Dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo mostram que as indústrias instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) produziram 92.894 motocicletas em setembro. O volume é 15,1% superior a setembro de 2018 (80.687 unidades). De janeiro a setembro saíram das linhas de produção 836.450 unidades, correspondendo a uma alta de 7,5% na comparação com o mesmo período do ano passado (777.779 unidades). Em relação a agosto, que contou com um dia ú�l a mais, houve recuo de 19% (114.738 unidades). A oferta de crédito con�nua a ser o principal mo�vo para o crescimento. Segundo Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, este cenário, aliado a taxas de juros mais atra�vas, faz com que muitos consumidores troquem suas motocicletas por modelos 0 km. “O que se observa é a motocicleta sendo u�lizada cada vez mais como alterna�va para a mobilidade flexível, econômica e eficiente nas cidades brasileiras, além de possibilitar a geração de renda para seu condutor”, explica. Na análise do execu�vo, o mercado ainda deve se manter aquecido nos próximos meses em função de fatores sazonais, como o pagamento do 13º salário e a chegada do verão, além do lançamento de novos modelos durante do Salão Duas Rodas, programado para o período de 19 a 24 de novembro, no São Paulo Expo, em São Paulo (SP). “O Salão é o princi-

pal evento do Setor de Duas Rodas e costuma receber mais de 200 mil visitantes, atraindo compradores entusiastas, que sempre aguardam pelas novidades e querem experimentar e adquirir uma motocicleta nova”, diz Fermanian. Pelas projeções atuais da Abraciclo, as fabricantes de motocicletas deverão produzir 1.100.000 unidades no presente ano, o que representa uma alta de 6,1% na comparação com o volume de 2018 (1.036.788 unidades). Vendas no atacado – Em setembro as vendas de motocicletas no atacado – das fabricantes para as concessionárias – somaram 95.282 unidades, correspondendo a um avanço de 24,2% em relação ao mesmo mês do ano passado (76.695 unidades) e queda de 9% na comparação com agosto do presente ano (104.649 unidades). No acumulado do ano foram vendidas 816.064 motocicletas no atacado, volume 14,7% superior ao mesmo período de 2018 (711.644 unidades). Emplacamentos – Em setembro, 87.719 motocicletas foram licenciadas no País, representando uma alta de 18,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado (74.067 unidades), de acordo com a análise dos dados do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) feita pela Abraciclo. Em comparação com agosto (88.625 unidades), houve queda de 1%. Com 21 dias úteis em setembro, a média diária de vendas foi de 4.177 motocicletas. Esse foi o melhor desempenho para o mês desde 2015 (4.521 unidades/dia, que também teve 21 dias úteis). Na comparação com setembro de 2018 (3.898 unidades/dia, com 19 dias úteis), o crescimento foi de 7,2%. Na comparação com agosto do presente ano, a alta foi de 3,7% (4.028 unidades/dia, com 22 dias úteis). Ainda segundo a análise dos dados do Renavam, de janeiro a setembro foram emplacadas 796.426 motocicletas no País, volume 14,4% maior

ante as 695.928 unidades licenciadas no mesmo período do ano passado. Exportações – Em setembro foram exportadas 2.390 motocicletas, correspondendo a uma queda de 28,4% na comparação com o mesmo mês de 2018 (3.336 unidades) e de 33% em relação a agosto do presente ano (3.566 unidades). No acumulado de janeiro a setembro o volume exportado foi de 29.136 unidades, representando uma queda de 49% na comparação com o mesmo período de 2018 (57.131 unidades). A Argen�na foi o principal des�no das motocicletas em setembro, segundo dados do portal de esta�s�cas de comércio exterior Comex Stat, que registra os volumes de embarques totais de cada mês, analisados pela Abraciclo. Foram embarcadas 1.942 unidades para aquele país, o que representa 58,6% do volume total exportado. Na sequência, ficaram a Colômbia (602 unidades e 18,2% de par�cipação) e os Estados Unidos (356 e 10,7%). Nos nove meses do ano, a Argen�na também foi o país que mais comprou motocicletas fabricadas no PIM. De janeiro a setembro foram embarcadas 14.274 unidades, o que representa 47,2% do volume total exportado. Em seguida, vieram os Estados Unidos (5.881 unidades e 19,5% de par�cipação), seguidos pela Colômbia (4.021 unidades e 13,3%). Desempenho por categoria no atacado – A Street foi a categoria mais vendida em setembro, com 49.013 unidades e 51,4% de par�cipação. Na sequência, vieram a Trail (19.005 e 19,9%), Motoneta (11.998 e 12,6%), Scooter (8.716 e 9,1%) e Naked (2.066 e 2,2%). Essas posições foram man�das no acumulado de janeiro a setembro: Street (406.526 unidades e 49,8% de par�cipação), Trail (163.153 unidades e 20%); Motoneta (121.941 unidades e 14,9%), Scooter (70.497 unidades e 8,6%); e Naked (18.895 unidades e 2,3%). 

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NOTAS & NEGÓCIOS

Lanxess. Produtos e serviços para tintas e revestimentos A LANXESS, empresa líder de especialidades químicas, apresentou o seu por�ólio de produtos para fabricação de �ntas e reves�mentos na ABRAFATI 2019, evento que ocorreu em outubro, no São Paulo Expo. Este ano, além dos pigmentos, conservantes, e produtos benzílicos, também foram expostas a linha de dispersões especiais aquosas do poliuretano, e de pré-polímeros de uretano para sistemas de reves�mento. A linha NEW RED, nova geração de pigmentos de óxido de ferro da série global Bayferrox® da LANXESS, foi um dos destaques do estande da fabricante. Produzida em Ningbo, China, primeira e única planta de óxidos de ferro a receber o selo “Na�onal Green Plant”, a linha representa um verdadeiro salto em inovação para o setor ao oferecer a mais elevada tonalidade saturada e cromá�ca disponível no mercado dos pigmentos vermelhos à base de óxido de ferro. A linha NEW RED possui caracterís�cas técnicas diferenciadas que permitem uma significa�va redução no uso de adi�vos para alcançar a mesma saturação de cor. Com produtos de alto padrão, u�lizados por indústrias dos mais diversos segmentos, a unidade Polymer Addi�ves (PLA) apresentou seus adi�vos pensando na qualidade técnica e na estabilidade da composição de �ntas e reves�mentos. A exibição contou com retardantes a chama a base de fósforo, plas�ficantes e agentes an�-espumantes, como o solvente TBP (tribu�l fosfato), que facilita processos de transformação e o Disflamoll® TKP, que age como retardante em uma gama variada de polímeros. Intermediários Químicos Avançados: soluções de alta qualidade – A unidade de negócios da LANXESS Advanced Industrial Intermediates, apresentou seus intermediários químicos avançados

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que desempenham papel importante na indústria de �ntas. O Trime�lolpropano, álcool trifuncional u�lizado para uma ampla gama de aplicações como corantes, pigmentos e �ntas; o Álcool Benzílico, u�lizado amplamente como solvente na fabricação de formulações de �ntas e vernizes; e os catalisadores de óxido de dibu�l e óxido de dioc�l estanho, empregados na cura de �ntas de reves�mento de deposição por eletroerosão como os primers an�corrosivos para carrocerias de automóveis e eletrodomés�cos. Uretanos: desempenho superior aliado à sustentabilidade – A unidade de negócios Sistemas de Uretanos exibiu as inovadoras linhas de produtos Trixene® e Witcobond®. Isentos de cosolventes ou surfactantes, as dispersões de poliuretano Witcobond® (PUD), além de serem mais sustentáveis ao meio ambiente, também fornecem uma vasta diversidade de propriedades de polímero em termos de dureza, flexibilidade, resistência à intempéries e durabilidade geral. Entre os seus principais usos estão os reves�mentos industriais, reves�mentos de couro e têxteis, bem como os de plás�co e fibra de vidro. A linha Trixene Aqua BI atua em sistemas base água, cumprindo regulamentos sobre VOC (conteúdo orgânico volá�l), sendo livre destes gases nocivos. Os isocianatos bloqueados promovem re�culação e adesão em reves�mentos de alta performance, como em bobinas, embalagens, peças industriais, vidros e plás�cos. Biocidas: por�ólio isento de MI e tecnologia de liberação lenta – Os microbicidas para a conservação de �ntas, vernizes, gesso e argamassa isentos de Me�liso�azolinona (MI) permitem que os formuladores cumpram o limite de concentração específica para o MI estabelecido pela Comissão da União Europeia. O por�ólio é isento de MI e, além

dos ingredientes a�vos convencionais, formulações especiais estão disponíveis totalmente isentas de iso�azolinonas, como combinações com 1,2-dibromo -2,4-dicianobutano (DBDCB). Já a nova geração de produtos de filme seco da próxima série de Preventol possui uma caracterís�ca de uma inovadora tecnologia de liberação lenta. Os ingredientes a�vos biocidas são incorporados em uma matriz e somente liberados lentamente. Além de ser extremamente eficaz, isso leva a um perfil ecotoxicológico melhorado. Os bene�cios especiais dos produtos de dispersões aquosas são a estabilidade elevada, a eficácia prolongada, ou um risco diminuído de amarelecimento. Além do por�ólio abrangente e inovador, a unidade Materials Protec�on Products – MPP oferece suporte técnico e regulatório em todo o mundo. 

Eastman anuncia sistema revolucionário de resina de revestimento A Eastman apresentou seu mais recente lançamento, os sistemas de resina prote�va Eastman Tetrashield™, na ABRAFATI 2019 (Congresso Internacional de Tintas e Exposição Internacional de Fornecedores de Tintas) – a maior feira la�no-americana para a indústria de �ntas e reves�mentos – entre os dias 1 e 3 de outubro, na São Paulo Expo, em São Paulo. O Tetrashield é uma tecnologia inovadora, capaz de causar grande impacto em vários setores econômicos, graças à sua combinação de durabilidade, produ�vidade e sustentabilidade. 

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NOTAS & NEGÓCIOS

Centro Tecnológico Randon: inovação e pioneirismo

Com a construção de uma nova área asfaltada de 53 mil m2, o Centro Tecnológico Randon (CTR) torna-se o primeiro da América La�na a contar com uma Área de Dinâmica Veicular (VDA, na sigla em inglês). O avanço permi�rá avaliações dinâmicas em veículos comerciais para desenvolvimento e homologação de sistemas de controle de estabilidade – uma demanda legal que passará a ser exigida para toda a frota brasileira a par�r de 2022. A ampliação contará, também, com uma pista especial para testes de sistemas auxiliares de frenagem, o ABS. A pista terá 300 metros de comprimento e seis metros de largura, com áreas de escape para execução segura de manobras. Assim, o complexo se torna uma opção diferenciada para o mercado, com dimensões e capacidades de carga adequadas às Combinações de Veículos de Carga (CVCs) existentes no Brasil. A previsão é de que as obras estejam concluídas na metade de 2020. Dentro da polí�ca ambiental das Empresas Randon, o projeto de expansão conta com a devida e adicional compensação ambiental. Desde a concepção, o espaço

foi desenhado para comportar veículos comerciais de até 16 toneladas por eixo. Ao fim da execução, estará plenamente capacitado para atender toda gama de veículos automotores e rebocados em circulação, incluindo os de passeio e as motos. “Todo o complexo foi cuidadosamente projetado, desenvolvido e estruturado para atender as par�cularidades de combinações de veículos de carga previstas pela legislação brasileira”, revela o diretor de Tecnologia e Inovação de Produto da Divisão Autopeças das Empresas Randon, César Augusto Ferreira. A propósito de legislação, as novidades chegam exatamente para antecipar-se ao atendimento de uma determinação legal que entrará em vigor por etapas e a�ngirá grau completo em 2024: a Resolução 641 do CONTRAN, que passará a exigir controle de estabilidade em toda a frota nacional. “A legislação prevê parâmetros rigorosos e manobras específicas para homologação dos veículos, incluindo semirreboques. São necessidades que estamos prontos para atender no CTR”, explica Ferreira.

Com um inves�mento de aproximadamente R$ 10 milhões na ampliação, o complexo de 87 hectares que hoje conta com mais de 20 diferentes �pos de pistas terá novas e melhoradas áreas para execução de ensaios dinâmicos. Além disso, cerca de R$ 3 milhões foram recentemente adicionados para incremento do laboratório estrutural, expandindo ainda mais a capacidade de testes para atendimento de montadoras e das Empresas Randon. “O processo de durabilidade acelerada proporciona agilidade ao lançamento de produtos, garan�ndo segurança e confiabilidade. Fatores que têm demandado cada vez mais ensaios em ambientes controlados e laboratórios estruturais, onde são repe�dos, de forma intensa e monitorada, os sinais coletados em campo. Esta movimentação fortalece ainda mais o CTR como um hub de inovação e testes”, conclui Ferreira. Na estrutura atual, já estão disponíveis trechos de alta velocidade, off-road, frenagem, slalon e trechos especiais como pedra de rio, paralelepípedos, costeletas, body twist e rampas. Também se realizam verificações de desempenho, consumo de combus�vel, Ruído de Passagem, CicloAMA, Coast Down (acreditado pelo INMETRO), avaliações subje�vas e obje�vas. O espaço ainda conta com uma oficina de 2.200m² des�nada à preparação, instrumentação e apoio da operação. No laboratório estrutural, com base sísmica, além dos ensaios de durabilidade acelerada, são realizados testes voltados à segurança como estruturas de proteção na capotagem (ROPS), Ancoragem de cinto de segurança e Isofix. Outro destaque é o acesso controlado: o CTR oferece plena capacidade de operação sob estritas condições de sigilo e confidencialidade. É neste complexo de tecnologia e desenvolvimento que são testados os novos veículos de grandes montadoras instaladas no Brasil. 

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CALÇADOS

Calçadistas projetam 3% de crescimento Melhor do que outros setores industriais, o setor calçadista projeta um crescimento de 3% na produção de 2019, alcançando 972 milhões de pares, segundo a coordenadora de Inteligência de Mercado da Abicalçados, Priscila Linck. Entretanto, com o resultado o setor ainda não recupera as quedas dos anos anteriores, voltando aos patamares registrados em 2014. A previsão foi divulgada durante o evento Análise de Cenários, realizado em 8 de outubro na Fenac, em Novo Hamburgo/RS, e promovido em conjunto pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), com patrocínio da Fenac. Ainda de acordo com Priscila, o resultado da produção deve ser puxado pelo incremento nas exportações, na casa de 10%, alcançando quase 125 milhões de pares. Já a expecta�va de crescimento no mercado interno, que absorve 86% da produção de calçados, é de 0,8%. O evento iniciou com a apresentação de Marcos Lélis, doutor em Economia e consultor do setor calçadista. O especialista comentou sobre os efeitos da guerra comercial entre Estados Unidos e China, que tem provocado uma desaceleração no comércio mundial, que deve

refle�r ainda em 2020. No acumulado de 2019, as importações norte-americanas de produtos chineses caíram 12,6% e o caminho contrário também registrou queda, de 17,9%. Lélis ressaltou que, além da guerra tarifária, a China u�liza das suas reservas internacionais – de mais de US$ 3 trilhões – para manipular o câmbio, o que tem reflexo imediato na economia mundial. “Em julho e agosto, quando houve um ruído nas negociações entre China e Estados Unidos, eles mexeram no câmbio, desvalorizaram o Yuan (moeda chinesa) e bagunçaram a economia mundial”, recordou, ressaltando que o país é o maior exportador do mundo. Segundo o economista, mesmo o PIB brasileiro crescendo 0,4% no segundo trimestre, afastando o risco de uma recessão, a economia ainda pa�na pela falta de inves�mentos substanciais em infraestrutura. “Tivemos esse crescimento puxado pelo setor de habitação, especialmente a de alto padrão no Sudeste, o que não é suficiente para um crescimento consolidado”, explicou, ressaltando que o crescimento, para se consolidar, precisa ser resultado de maiores inves�mentos no parque fabril (aumento da capacidade instalada), na construção civil, de empreendimentos públicos e privados etc. “De toda forma, a no�cia deu uma melho-

rada no ânimo, e resultou na expecta�va de crescimento de 0,8% para 2019”, disse. Para Lélis, somente a Reforma da Previdência, já em estágio avançado para ser aprovada no Senado Federal, não será suficiente para recuperar os inves�mentos no Brasil, especialmente porque ainda existe uma ociosidade de cerca de 25% na indústria, que segundo ele é o motor do crescimento da economia. “Ainda estamos com um baixo uso da capacidade instalada. Então, o empresário não irá inves�r neste momento”, disse, ressaltando a importância das parcerias público-privadas para a retomada mais substancial dos inves�mentos. Com relação ao acordo entre Mercosul e União Europeia, Priscila destacou que o efeito deve ser posi�vo para o calçado nacional, mas que a parceria ainda precisa ser selada por todos os países envolvidos, o que irá demandar mais tempo para que o tratado entre em vigência. Após a implementação do acordo, os países ainda terão um prazo de desgravação tributária – até zeramento das tarifas de importação – de 7 a 10 anos. “Entrando em vigência, o acordo deve ter um efeito posi�vo, especialmente para os exportadores de calçados de couro, já que 60% dos produtos brasileiros que entram na Europa são construídos com esse material”, concluiu.  ©FOTO: FREEPIK/MRSIRAPHOL

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Exportações para os EUA foram destaque em setembro Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que, no mês de setembro, foram embarcados para o exterior 8,6 milhões de pares, que geraram US$ 73,47 milhões, queda de 12,8% em volume e incremento de 2,5% em receita no compara�vo com igual mês do ano passado. Com o resultado, de janeiro a setembro os calçadistas somaram a exportação de 83,3 milhões de pares, que geraram US$ 718,1 milhões, altas de 5,6% em volume e de 2,6% em receita na relação com igual ínterim de 2018. O destaque do mês foram os Estados Unidos. Historicamente o principal des�no do calçado brasileiro no exterior, o País importou 992,8 mil pares por US$ 14,24 milhões, incrementos de 122% em volume e de 68% em receita na relação com mesmo mês de 2018. Já no acumulado dos nove meses, os norte-americanos somaram a importação de 8,9 milhões de pares, que geraram US$ 150,23 milhões, incremento tanto em volume (38,4%) quanto em dólares (38,1%) na relação com igual período do ano passado. O movimento, segundo o presidente-execu�vo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, é previsível, especialmente em função da guerra comercial instalada entre os Estados Unidos e a China. “O fato faz com que os importadores norte-americanos busquem calçados fora da China, o que acaba nos beneficiando em um primeiro momento”, explica. Mesmo em recessão e com reservas internacionais à míngua, a Argen�na segue sendo o segundo des�no do calçado brasileiro no exterior. Em setembro, o país vizinho importou 1,25 milhão de pares por US$ 11,38 milhões, incremento de 12% em volume e queda de 1,7% em dólares no compara�vo com mês correspondente do ano passado. Na soma dos nove meses, os argen�nos compraram 7

milhões de pares por US$ 77,14 milhões, quedas de 25,5% em volume e de 32,9% em valores em relação a 2018. O terceiro des�no do produto verde-amarelo no exterior foi a França, que em setembro importou 385,17 mil pares por US$ 2,62 milhões, quedas tanto em volume (-70,4%) quanto em receita (-22,3%) na relação com mesmo mês do ano passado. Com isso, os franceses somaram, nos nove meses, a importação de 5,32 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 42,23 milhões, alta de 0,4% em volume e queda de 2,6% em valores no compara�vo com período correspondente do ano passado. Estados – O principal exportador dos nove meses do ano segue sendo o Rio Grande do Sul. Impulsionadas pelos embarques para os Estados Unidos, as exportações gaúchas somaram 22,6 milhões de pares por US$ 332,97 milhões, incrementos de 13,7% em volume e de 4,5% em receita no compara�vo com mesmo ínterim do ano passado. O Ceará foi a segunda principal origem das exportações brasileiras de calçados. Nos nove meses, as fábricas cearenses embarcaram 28,3 milhões de pares, que geraram US$ 173,58 milhões, queda de 0,2% em pares e incremento de 5,2% em receita em relação ao mesmo período de 2018. A terceira origem das exportações de calçados foi São Paulo. No acumulado do ano, os paulistas embarcaram 5,72 milhões de pares por US$ 76,79 milhões, incremento de 8,2% em volume e queda de 2,4% em receita no compara�vo com mesmo período do ano passado. Importações – As importações de calçados também aumentaram em setembro. No mês nove, entraram no Brasil 2,6 milhões de pares por US$ 42,26 milhões, altas de 28% em volume e de 47,7% em valores no compara�vo com

mês correspondente de 2018. Com o resultado, as importações dos nove meses somaram 22,2 milhões de pares e US$ 288,97 milhões, incrementos de 2% em volume e de 4,8% em valores em relação a igual período do ano passado. As principais origens no acumulado do ano foram Vietnã (9,28 milhões de pares e US$ 143,8 milhões, quedas de 3,7% e de 6,9%, respec�vamente, ante 2018), Indonésia (3,74 milhões de pares e US$ 59,42 milhões, altas de 22,1% e de 19,3%, respec�vamente) e China (6,73 milhões e US$ 37 milhões, queda de 1,1% em pares e incremento de 25,8% em dólares). “O incremento das importações provenientes da China também é decorrente da guerra comercial do país asiá�co e Estados Unidos, visto que este acaba pulverizando seus embarques para países alterna�vos, caso do Brasil”, explica Ferreira. Em partes de calçados – cabedais, solas, palmilhas etc – as importações somaram o equivalente a US$ 8,5 milhões, 43,2% menos do que no mesmo ínterim de 2018. As principais origens foram China, Vietnã e Paraguai. 

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GENTE

Javier Constante assume a presidência da Dow América Latina e Dow Brasil Renato Fabrini é o novo General Manager da Triumph Motorcycles no Brasil Desde meados de outubro, o execu�vo Renato Fabrini, de 44 anos, é o novo General Manager da Triumph Motorcycles Brazil. Fabrini é formado em Economia pela PUC de Campinas, com especialização em Marke�ng de Varejo, pós-graduação em Gestão de Concessionários e MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios pela FGV. Ele possui mais de 23 anos de atuação no setor automo�vo em empresas como Toyota, BMW e, mais recentemente, na Renault do Brasil, tendo atuado nas áreas de Marke�ng, Vendas e Desenvolvimento de Rede, sempre focado no crescimento estratégico do negócio. 

Javier Constante retorna à América La�na após permanecer, por oito anos, na sede da Dow na Suiça como Vice-presidente comercial para Embalagens e Plás�cos Especiais na Europa, Oriente Médio e África, além de promover a agenda do negócio na África Subsaariana. Constante é presidente da Plas�cs Europe, principal en�dade do setor de plás�cos na Europa, e membro do Conselho Mundial de Plás�cos (World Plas�cs Council, em inglês). Durante sua mais recente passagem pela região, quando assumiu o cargo de Diretor Comercial de Plás�cos de Performance para a América La�na em 2009, o negócio alcançou um recorde histórico de EBIT em 2010. Ao mesmo tempo, Constante incrementou significa�vamente a diversidade da sua organização comercial com foco em marke�ng e inovação. 

Evonik anuncia novo presidente para América Central e do Sul O grupo Evonik Industries, com sede na Alemanha, anuncia Elias Nahssen de Lacerda como seu novo Diretor Presidente para a Região América Central e do Sul, a par�r de 1º de outubro. Até então, o execu�vo exercia o cargo de CFO e Vice-Presidente de Negócios da área de “Nutri�on and Care” para a América Central e do Sul. Ele subs�tui Weber Porto, que conclui sua trajetória de quase 36 anos na Evonik e 17 anos como presidente da região. Elias Lacerda é brasileiro, tem 45 anos, e iniciou sua carreira profissional na Evonik há mais de 20 anos. Ocupou diferentes posições em diversas linhas de negócio do grupo e possui vasto conhecimento da empresa e do mercado de especialidades químicas. 

Diretora do Grupo Solvay ganha prêmio dedicado a mulheres na Ciência A Diretora de Pesquisa e Inovação do Grupo Solvay na América La�na, Lidiane Oliveira, terceira da esquerda para a direita, conquistou o primeiro lugar na categoria Líder na Indústria do prêmio Women in Chemistry and Related Sciences, promovido pela American Chemical Society (ACS) e a Sociedade Brasileira de Química (SBQ).

Em seu segundo ano de realização, o prêmio reconhece mulheres cien�stas que tenham alcançado feitos e contribuições para a química e ciências relacionadas. Além de Líder na Indústria, o prêmio contempla mais duas categorias: Líder Emergente na Química e Ciências Relacionadas e Líder na Academia.  ©FOTOS: DIVULGAÇÃO

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FRASES & FRASES

A verdadeira liberdade obedece às leis. Jaques Fabrice Perk

“Sentir a alma é uma dádiva para poucos.” Tony Flags

“Não existe verdadeira inteligência sem bondade.” Ludwig Von Beethoven

“A inteligência está na capacidade de reconhecer as semelhanças entre coisas diferentes, e as diferenças entre as coisas similares.” Madame de Staël

“Jamais pagamos caro demais pelo privilégio de sermos nossos próprios mestres.” Rudyard Kipling

“Se você for um idealista até os 20 anos, não tem coração, mas se for um idealista aos 30, não tem cabeça.”

“O ideal é um bálsamo poderoso que duplica a força dos homens talentosos e criativos e mata os fracos.” Henry Beyle

Randolph Silliman Bourne

“Seria presunção pensar que aquilo que sabemos não é acessível à maioria dos outros homens.” Konrad Lorenz

“É impossível um homem aprender aquilo que ele acredita que já sabe.” Epíteto (55-135 d.c.)

“O tempo dura muito para quem sabe aproveitá-lo.” Leonardo da Vinci

“Nunca perca o encanto proferindo palavras duras.” Charles Bright

“Um grande dirigente comanda pelo exemplo, não por sua força.” Sun Tsu

“O mistério está nesta vida, a realidade na outra.” Max Jacob

“Os homens são como cães, mordem porque têm medo.” Jean Anouilh

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MATÉRIA TÉCNICA

QUÍMICA DE ALTA DISPERSÃO

Maior economia e produtividade para o setor de artefatos de borracha Nilson Hauptman Medeiros Supervisor de Vendas Externas – Basile Química

Fabricar artefatos com níveis técnicos cada vez mais elevados e redução de custos do processo produ�vo são desafios enfrentados diariamente por empresas de todos os setores industriais. Para as indústrias de borracha brasileira este desafio é ainda mais complexo, pois a falta de tecnologia local aliada com a restrita oferta de cursos de formação de profissionais obriga as indústrias a procurarem soluções no mercado externo que na grande maioria dos casos não são viáveis financeiramente, principalmente para as pequenas e médias empresas. Atenta a esta demanda, a Basile Química se preocupou em não ser apenas uma distribuidora de matérias-primas, mas sim uma indústria que fornece soluções de relevância técnicocomercial e de fácil aplicabilidade. A linha de produtos de alta dispersão foi criada com este propósito. 1) LINHA de ALTA DISPERSÃO São produtos que se dispersam (se misturam) com maior facilidade e rapidez à massa de borracha do que os produtos em seu formato pó. Todos os produtos abaixo estão disponíveis em sua versão de alta dispersão: LINHA DE ALTA DISPERSÃO

CARACTERÍSTICA

BENEFÍCIO

1. dispersão mais rápida

2. dispersão mais homogênea

menor quantidade de refugo

3. não gera poeira

sem perda de material

4. fácil aplicabilidade

sem necessidade de alterar formulação

5. baixo custo

economia entre 10% e 30%

A compreensão destas caracterís�cas e como os bene�cios são proporcionados serão melhor compreendidos após a definição do que é dispersão e sua importância para a produção de artefatos de borracha. 2) DISPERSÃO de MATÉRIAS-PRIMAS A dispersão das matérias-primas por toda a massa de borracha não vulcanizada é um dos principais fatores que irá determinar tanto a qualidade final do produto quanto o nível de produ�vidade da fábrica. Conforme vimos no quadro de caracterís�cas e bene�cios da linha de alta dispersão, quanto mais homogênea for a dispersão de uma matéria-prima, menor será a quan�dade de refugo na empresa. Vamos visualizar as figuras abaixo:

ÓXIDO DE ZINCO AD ENXOFRE AD ACELERADORES AD MBT

MBTS

CBS

TMTD

ZDEC

DCBS

DPG

TBBS

TMTM

ZDBC

OTOS

DPTT

NOBS

TETD

ZBEC

DOTG

DETD

ETU

TBZTD

ZMBT

HEXA

DTDM

PVI

ZDMC

O quadro a seguir apresenta um resumo das caracterís�cas dos produtos da linha de alta dispersão e os bene�cios que cada uma delas proporciona:

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Em ambas as figuras, temos uma matéria-prima (par�culas verdes) que está sendo introduzida em uma massa de borracha (par�culas cinzas). www.borrachaatual.com.br


Note que na figura 1 a quan�dade de par�culas verdes que se encontram no lado esquerdo da massa (setor amarelo) é a mesma que se encontra no lado direito da massa (setor azul). Além disso, vemos que as par�culas verdes estão distribuídas de forma igual por toda a massa. Este é um dos efeitos que matérias-primas que possuem boa dispersão proporcionam, a HOMOGENEIDADE de sua distribuição. Já na figura 2 a quan�dade de par�culas verdes que se encontram no lado esquerdo da massa (setor vermelho) é superior ao número de par�culas que se encontram no lado direito da massa (setor preto). Neste caso a matéria-prima está distribuída de forma desigual pela massa. Para entendermos melhor o efeito causado pela distribuição das par�culas na massa, vamos tomar como exemplo a u�lização de aceleradores. Os aceleradores são matérias-primas fundamentais em uma formulação de borracha, pois afetam tanto o processo de produção (tempo e temperatura de vulcanização) quanto as propriedades mecânicas da peça. Sabemos que toda essa influência que os aceleradores exercem ocorre com a aplicação de ínfimas partes, afinal é muito comum termos em 40kg de massa a presença de apenas 200g de aceleradores (menos que 1% da massa). Ou seja, uma pequena mudança nas quan�dades dos aceleradores causa um grande efeito nas caracterís�cas da massa. Supondo-se que as par�culas verdes das figuras 1 e 2 são um �po de acelerador qualquer: Na figura 1 vemos que a distribuição do acelerador é exatamente igual por toda a massa, logo, independente do setor da massa que for u�lizado para a fabricação do artefato, temos a garan�a que ele será produzido sempre no mesmo tempo e sempre com as mesmas propriedades. O refugo será 0. Agora, u�lizando-se a massa produzida conforme a figura 2 teremos uma série de problemas. O acelerador na figura 2 ficou mal distribuído, existe muito mais acelerador no setor vermelho do que no setor preto. Assim, tanto o tempo de vulcanização quanto as propriedades dos produtos serão diferentes nos artefatos fabricados a par�r do setor vermelho e do setor preto. U�lizando o mesmo tempo e temperatura de vulcanização para fabricar um artefato a par�r do setor vermelho e outro a par�r do setor preto teremos os seguintes resultados: • Artefato a par�r do setor vermelho – Sofrerá reversão (queima da massa) devido ao excesso de acelerador; • Artefato a par�r do setor amarelo – super�cie externa vulcanizada. Porém, o interior do artefato estará cru, não vulcanizado, devido à falta de acelerador. Os artefatos produzidos a par�r dos setores vermelho e preto irão se tornar refugo. www.borrachaatual.com.br

3) TECNOLOGIA de ALTA DISPERSÃO A tecnologia para criação de linha de produtos de alta dispersão foi totalmente desenvolvida nos laboratórios da Basile Química e aplicada em seu parque fabril localizado em São Paulo, SP. O processo de produção é cons�tuído pela matéria-prima a�va (acelerador, óxido de zinco ou enxofre), que sofre um processo mecânico e químico para ter, em primeiro lugar, suas par�culas reduzidas (aumento da área superficial) e posteriormente a adição de agentes de dispersão. 4) CARACTERÍSTICAS e BENEFÍCIOS 4.1) Dispersão mais rápida Produtos de fácil dispersão geram economia de tempo de produção e energia elétrica. Durante os testes vimos que o tempo de incorporação de aceleradores e enxofre de alta dispersão foi 2 minutos mais rápido que a incorporação dos mesmos produtos em sua versão pó. Este bene�cio vem sendo comprovado por empresas que já u�lizam os produtos da linha de alta dispersão. Há casos com redução de 3 minutos no processo de incorporação em algumas companhias. Os bene�cios dessa redução são: 1. Fabricação de mais massas ao longo do dia (maior produ�vidade); 2. Redução do custo de energia elétrica / massa fabricada. Além da adição dos agentes de acoplamento, os produtos da linha alta dispersão possuem sua área superficial aumentada através de um processo químico-mecânico que permite a diminuição dos tamanhos das par�culas da matéria-prima. Este aumento da área superficial proporciona maior rea�vidade da matéria-prima com a massa, garan�ndo que as propriedades fornecidas pela matéria-prima sejam potencializadas. 4.2) Distribuição homogênea A adição dos agentes de dispersão em conjunto com o aumento da área superficial da matéria-prima é a responsável por sua distribuição mais homogênea, cujos bene�cios foram detalhados quando falamos sobre a importância da dispersão nos materiais. 4.3) Maior Rea�vidade A divisão de uma par�cula em par�culas menores aumenta sua área superficial, e por consequência a rea�vidade do material, ou seja, com a mesma a quan�dade de produto

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MATÉRIA TÉCNICA conseguimos que ele cubra um volume maior na massa borracha e por consequência produza um maior efeito. 4.4) Não gera poeira O produto é fornecido em sacarias de 25 kg no formato de pó compactado. A vantagem deste formato é que durante o processo de pesagem ou de sua introdução na massa não existe a formação de névoa. Isto diminui, em primeiro lugar, o desperdício da matéria-prima, garan�ndo que 100% do material pesado será incorporado na massa. Além disso, a não geração de poeira é uma segurança tanto para os colaboradores da empresa quanto para os maquinários, cujos circuitos e painéis elétricos são um dos maiores prejudicados devido à sua presença. 4.5) Fácil Implementação – Sem Mudanças de Fórmulas Uma das grandes vantagens da linha de alta dispersão é que não existe a necessidade da mudança de fórmula. Basta selecionar quais itens da sua formulação serão subs�tuídos

pelos itens da linha de alta dispersão e adicionar exatamente a mesma quan�dade. Todos os testes que realizamos e cujos resultados iremos ver mais adiante foram realizados com a mesma quan�dade de material. 4.6) Menor Custo Os produtos da linha de alta dispersão são entre 10% e 30% mais baratos que seus equivalentes no formato de pó ou master. 5) ENSAIOS Para analisar a eficiência dos produtos da linha de alta dispersão realizamos ensaios reométricos e mecânicos. Todas as fórmulas eram idên�cas, variando-se apenas o material cuja eficiência deveria ser avaliada, porém sempre mantendo-se fixa a sua quan�dade. Nos gráficos, as linhas cheias representam o resultado médio ob�do e as linhas pon�lhadas o desvio padrão das amostras.

5.1) Óxido de Zinco de Alta Dispersão FÓRMULA

TENSÃO DE RUPTURA (kgf)

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REOMETRIA – T2 (s)

REOMETRIA – T90 (s)

ALONGAMENTO (%)

MÓDULO 100% (kgf/cm²)

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Nestes testes comparamos a eficiência do óxido de zinco de alta dispersão (verde-escuro) com outras 3 marcas no formato pó. Independentemente do �po de teste realizado, as 4 amostras apresentaram valores médios bastante parecidos, porém, quando analisamos o desvio padrão (representado pelas linhas pon�lhadas no gráfico), podemos ver com grande

clareza o efeito da dispersão. As amostras que con�nham óxido de zinco de alta dispersão possuem uma faixa de desvio padrão menor que a dos concorrentes no formato pó. Para uma fábrica de borracha esse valor é essencial, pois ele garante a produção de peças com propriedades mais uniformes (aumento da repe�bilidade) e diminuição do número de refugo.

5.2) Aceleradores de Alta Dispersão FÓRMULA

TENSÃO DE RUPTURA (kgf)

REOMETRIA – T2 (s)

REOMETRIA – T90 (s)

ALONGAMENTO (%)

MÓDULO 100% (kgf/cm²)

Nestes testes comparamos a eficiência dos aceleradores de alta dispersão (verde-escuro) com os aceleradores no formato pó (azul) e no formato master (vermelho). Mais uma vez podemos comprovar a eficiência dos aceleradores de alta dispersão através do seu menor desvio padrão quando com-

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parado com o pó e desvio padrão equivalente quando comparado com o master. Podemos dizer que os aceleradores de alta dispersão possuem as mesmas caracterís�cas e fornecem os mesmos bene�cios que um acelerador no formato master, porém com preço muito inferior.

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MATÉRIA TÉCNICA 5.3) Enxofre de Alta Dispersão FÓRMULA

REOMETRIA – T2 (s)

Palestra em São Bernarndo do Campo/SP. REOMETRIA – T90 (s)

TENSÃO DE RUPTURA (kgf)

C

M

Y

CM

Palestra em Guarulhos/SP.

MY

CY

CMY

K

ALONGAMENTO (%)

MÓDULO 100% (kgf/cm²)

Palestra em Franca/SP.

Palestra em Jundiaí/SP.

Assim como fizemos com os aceleradores, comparamos o enxofre alta dispersão (verde-escuro) com o enxofre no formato pó (azul) e no formato master (amarelo). Mais uma vez pode-

mos ver o efeito de maior uniformidade que o enxofre alta dispersão proporciona para a massa, reduzindo seu desvio padrão para um patamar equivalente ao do produto no formato master. ©FOTOS: DIVULGAÇÃO

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A Inovação que está Revolucionando a indústria:

Alta Dispersão Basile Química Uma linha de produtos testados, aprovados e recomendados, homologados por montadoras e sistemistas, que estão substituindo matérias-primas regulares nas mais respeitadas indústrias do setor.

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Substituição na mesma proporção de pó ou master

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20

2019 - 20

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TÉCNICA

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TENSÃO DE RUPTURA (kgf)

5.4) EPDM Neste ensaio nós comparamos a eficiência dos produtos da linha de alta dispersão em uma fórmula de EPDM esponjado. A fórmula original (azul) contém 8 elementos que fo-

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ALONGAMENTO (%)

MÓDULO 100%

ram subs�tuídos pela linha de alta dispersão. Assim como os demais resultados, vemos uma manutenção do padrão. Para todas as propriedades os valores médios foram equivalentes, porém os desvios padrões encontrados na linha de alta disperwww.borrachaatual.com.br


CLASSIFICADOS

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Congresso Brasileiro de Tecnologia da Borracha de 2020

Aberta a chamada de trabalhos e interessados já podem patrocinar o evento

O

Congresso Brasileiro de Tecnologia da Borracha, principal evento do setor no país, é organizado pela Associação Brasileira de Tecnologia da Borracha (ABTB) há 17 edições. A 18ª, que será realizada entre 30 de junho e 1° de julho de 2020, promete moldar o futuro do segmento, reunindo palestrantes nacionais e internacionais, feira, networking e o que de melhor se produz em termos de trabalhos técnicos na área. Com o tema “Sua plataforma para o futuro, muito além de 2020”, o congresso será realizado em São Paulo/SP, em conjunto com a Expobor, a maior feira do mundo no setor. A mais recente edição do evento, em 2018, apresentou 49 palestras em exposições ministradas pelos principais fornecedores de matérias-primas, compostos, equipamentos para processamento da borracha, equipamentos de ensaios e inves�gação, indústrias de

transformação, indústrias de pneus e reforma de pneus, fabricantes de artefatos de borracha, universidades, ins�tutos de pesquisa e convidados especiais. Cerca de 130 empresas, de 8 estados do Brasil e de 6 países, enviaram representantes e a expecta�va é de números ainda maiores em 2020, formando uma verdadeira plataforma de conhecimento, networking e negócios que impulsionará o setor para o futuro, tal qual o slogan “muito além de 2020” sugere. Com o foco no conhecimento e na transformação posi�va que ele proporciona, a ABTB reforça que a submissão dos resumos dos trabalhos técnicos para o Congresso 2020 está aberta desde 2 de setembro de 2019 e acaba de ser prorrogada. Agora, é possível enviar resumos até 17/02/2020. Os trabalhos deverão ser originais, ter forma de estudos teóricos, experiências prá�cas, cases e/ou inovações e refle�rem pesquisas e tecnologias atuais

na indústria da borracha, dentro dos seguintes temas: • Elastômeros aplicados à Engenharia Civil • Novos materiais elastoméricos para a área da Saúde • Sustentabilidade, recauchutagem e reciclagem • Adesão em borrachas e adesivos • Esporte – novas tecnologias de performance no calçado • Borrachas e suas aplicações em choque, amortecimento, ruído e vibração • Elastômeros para a nova geração de veículos elétricos e híbridos • Avanços em materiais e processos de pneus de carros e caminhões • Borrachas e sua aplicação no setor de Petróleo e Gás • Matérias-primas • Elastômeros termoplás�cos • Simulação.

©FOTOS: DIVULGAÇÃO

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As submissões devem ser feitas pelo hotsite www.congressoabtb2020. com.br. Os autores dos resumos selecionados terão até 30/04/2020 para submissão do trabalho completo, lembrando que os trabalhos finais não subme�dos até o prazo limite poderão ser re�rados do programa. As empresas interessadas em associar sua marca ao 18° Congresso Brasileiro de Tecnologia da Borracha podem obter informações sobre as cotas de patrocínios através do e-mail regionalsul@ abtb.com.br e telefone (51) 99724-5866. Com mais de 50 mil e-mails enviados na edição 2018, releases nos principais veículos de comunicação do país, milhares de visitantes na feira, centenas de empresas e relevância internacional, o congresso cons�tui-se em uma plataforma perfeita para exposição comercial das empresas que desejam dialogar com o setor da borracha. Tendo realizado 17 eventos, entre workshops, cursos e palestras, e ainda

tendo mais 4 a realizar em 2019, a ABTB reforça sua posição como fomentadora do desenvolvimento no setor da borracha e convida a todos para o grande encontro que será o Congresso de 2020.

Em breve, as inscrições também estarão abertas e é possível obter informações gerais sobre o evento pelo e-mail congresso2020@abtb.com.br, além do hotsite www.congressoabtb2020.com.br

Serviço

18º Congresso Brasileiro de Tecnologia da Borracha Data: 30/06/2020 – 01/07/2020 Local: São Paulo/SP Descrição: O Congresso Brasileiro de Tecnologia da Borracha, principal evento do setor no país, é organizado pela ABTB há 17 edições e sua 18ª realização promete moldar o futuro do segmento, reunindo palestrantes nacionais e internacionais, feira, networking e o que de melhor se produz de trabalhos técnicos na área. O evento será realizado em paralelo com a Expobor, a maior feira do setor no mundo, que ocorrerá do dia 30 de junho a 02 de julho de 2020. Chamada de trabalhos: Submissão de resumos: de 02/09/2019 a 17/02/2020 Trabalhos completos: até dia 30/04/2020 Cotas de patrocínio: regionalsul@abtb.com.br e (51) 99724-5866 Mais informações, orientações e formulário para submissão de trabalhos em www.congressoabtb2020.com.br

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AGENDA

JANEIRO 08 a 10 RUBBERTECH INDIA 2020, ASIA RUBBER EXPO 2020 Local: Chennai Trade Center, Chennai, India Informações e inscrição: www.aakarexhibition.com

FEVEREIRO 19 a 22 65TH OFF-THE-ROAD TIRE CONFERENCE Local: Renaissance Esmerelda Resort & Spa, Indian Wells/Palm Springs, CA Informações: www.tireindustry.org

ABRIL 23 ELASTE 2020 Local: Centro de Convenções Milenium Rua Dr Bacelar, 1.043, Vila Mariana , São Paulo Informações: www.borrachaatual.com.br

MAIO 13 a 14 THE INTERNATIONAL SILICONE CONFERENCE Local: Sheraton Suites, Cuyahoga Falls, Ohio, EUA Informações: 1.330-865-6121 e 1.330-865-6112 www.cvent.com

JUNHO/JULHO 30/06 a 02/07 EXPOBOR – 14ª FEIRA INTERNACIONAL DE TECNOLOGIA, MÁQUINAS E ARTEFATOS DE BORRACHA Local: Expocenter Norte, 13 às 20 horas, São Paulo Informações: +55 (11) 2226-3100 www.www.expobor.com.br

Confira agenda completa e atualizada dos eventos em nosso site: www.borrachaatual.com.br

30/06 a 01/07 ABTB - 18º CONGRESSO BRASILEIRO DE TECNOLOGIA DA BORRACHA Local: Expocenter Norte, São Paulo Informações: www.abtb.com.br e congresso2020@abtb.com.br

Você acessa de qualquer lugar e do modo que quiser. Computador, tablet ou celular. Acesse: www.borrachaatual.com.br Informações e como anuncIar: 11 3044-2609 | redacao@borrachaatual.com.br 58

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Revista Borracha Atual Edição 144

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