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Editorial

A ideia da criação desta revista surgiu dentro das aulas de área de projecto em que a propósito da escolha de um tema inicial de trabalho que seriam “as drogas” e que veio a dar o mote ao tema da nossa grande reportagem “rise and fall” chegamos á brilhante ideia de fazer uma revista cultural que abrangesse vários temas tais como cultura, moda, tecnologia, gastronomia e temas em foco na sociedade. Através da união das iniciais dos nossos nomes formamos o nome da nossa revista e dividimos temas por todos os membros do grupo, cabendo a cada um os temas que mais interesse lhe despertava. O fruto do nosso trabalho ao longo deste ano está reflectido na criação desta obra-prima da criatividade jovem que é a nossa (TUA!)

revista FLAIR Agradecimentos: ao Conselho Executivo, à directora Dra. Ana Vilarinho, à professora Alexandra Durão, à professora Maria do Rosário Prata, à Professora Elisabete Tenente, ao Alexandre Kroner, ao Markus Vieira, à Focus, ao “Artista de Rua”

Realizado por: Francisco Silva, Lara Santos, Ana Sousa, Inês Pereira, Rosa Fonseca.

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Índice Entrevista com a Sra. Directora Ana Vilarinho. ................................................................................................................................................................................... 4 Lugares e sabores ........................................................................................................................................................................................................................................... 7 Cinema .............................................................................................................................................................................................................................................................14 21 Memórias para recordar.........................................................................................................................................................................................................................19 Música ............................................................................................................................................................................................................................................................. 27 Dança ............................................................................................................................................................................................................................................................... 31 “ARTE DE RUA” .......................................................................................................................................................................................................................................... 33 Literatura ....................................................................................................................................................................................................................................................... 35 A Nova Era Tecnológica ............................................................................................................................................................................................................................. 37 Sociedade ........................................................................................................................................................................................................................................................ 39 “RISE AND FALL” ........................................................................................................................................................................................................................................ 42 Moda................................................................................................................................................................................................................................................................ 43 Espaço Lúdico ............................................................................................................................................................................................................................................... 45 Curiosidades..................................................................................................................................................................................................................................................47

A Tua Revista Cultural!

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Escola Secundária de Pedro Nunes

Fundado em 1906…

A FLAIR é uma Revista Cultural, criada no âmbito da disciplina de Área de Projecto do 12º ano da Escola Secundária de Pedro Nunes. Porquê FLAIR? FLAIR é a inicial de todos os membros do grupo aleatoriamente, assim o F será de Francisco, o L de Lara, o A de Ana, o I de Inês e o R de Rosa. Nada seria possível sem a ajuda de alguns professores e principalmente do conselho executivo. Se por vezes o Conselho Executivo é visto como um órgão demasiado inacessível, a FLAIR não concorda e queremos agradecer desde já todo o esforço feito para a realização deste projecto.

Para os nossos dias de hoje!

Foi também neste contexto e com vista a dar a conhecer um pouco daquilo que é o Pedro Nunes que a FLAIR entrevistou a Sra. Directora Ana Vilarinho. Nas palavras da Sra. Directora: - “É importante salientar a responsabilidade em termos de manter a escola dentro dos parâmetros a que nos estamos habituados, manter a qualidade e fazer jus à tradição, sendo o nosso lema “tradição & Inovação”. FLAIR: Em que ano tirou o curso e qual foi o curso? Sra. Directora Ana Vilarinho: Foi já há muitos anos, foi em 1976, Filologia Germânica que actualmente já não existe e tenho também o estágio do antigo liceu inglês e alemão. F: Início do percurso profissional S: Leccionei sempre, nunca tive outra ocupação para além de ser professora, já vai fazer 39

“Tradição & Inovação”

anos de profissão, comecei em 1972 mesmo antes de acabar o curso.

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F. Há quanto tempo é directora da Escola Secundária de Pedro Nunes?

O seu primeiro reitor e organizador foi o notável pedagogo Dr. António Joaquim de Sá

S: Cerca de 7 anos, penso que desde 2004.

Oliveira, que desenvolveu uma extraordinária obra de pioneirismo no campo da pedagogia experimental.

F. Percurso anterior à direcção da escola secundária de Entre 1928 e 1930, Sá de Oliveira dedicouPedro Nunes. S: Faço parte do Conselho Executivo desde 2000; antes fui orientadora de estágio de Alemão do ramo pedagógico. Tive três grandes escolas no meu percurso: Escola Alfredo da Silva, que era na altura industrial e comercial, depois, a Escola Secundária de Santo André onde estive também muitos anos, a orientar estágios

se à difícil e árdua tarefa de reestruturar o Liceu para que nele passasse a funcionar a vertente de

formação de professores, iniciando-se, assim, uma nova etapa da vida da Instituição, agora como Liceu Normal.

e na qual também fiz parte do Conselho Executivo e depois vim

In http://www.espn.edu.pt/

para cá. Vim em 1988/1989, ou seja, estou cá há 22 anos e em Julho de 2004 comecei a desempenhar o cargo de directora ou presidente do Conselho Executivo.

simplesmente queremos sempre o melhor e esforçamo-nos no sentido de melhorar os resultados dos alunos. F .Qual é a comparação entre as possibilidades económicas neste momento relativamente à política e à crise que o nosso país atravessa? S: Neste momento, e sobretudo há poucos dias, recebemos o orçamento que levou um corte bastante acentuado, no entanto as pessoas têm que fazer os ajustes e se gerir com a realidade. Tentamos o mais possível jogar com isso e estabelecer prioridades para que consigamos manter a qualidade.

F. Qual é a sua opinião em relação ao Ranking da escola a nível

F. Os cortes no orçamento vão ter algum impacte no normal

Nacional?

funcionamento da escola ou afectará de alguma forma o ensino?

S: O ranking nacional depende de muitos factores, digamos que

S: O orçamento da escola pode contribuir ou ter influência em

daqueles rankings que costumam sair nos jornais não é aquele

termos de equipamento, condições, materiais e aí possivelmente

que eu pretendia, porque gostaria que fosse das primeiras. No

vai haver algumas adaptações. Agora, em termos de qualidade de

entanto, e de uma maneira geral, situa-se normalmente com

ensino não está directamente dependente do orçamento, a

colégios e tudo entre o 32º e o 50º. O pior foi 52º mas não é mau,

qualidade de ensino depende das pessoas que o praticam. Em

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termos de materiais, neste momento não nos vamos ressentir

em termos de quantidade e qualidade veio a ser uma mais-valia.

muito como, por exemplo, noutra fase da vida da escola, porque neste momento temos uma escola nova, totalmente equipada, bastante actualizada e portanto todos esses aspectos, por essa contingência, não se vai aplicar tanto. Mas, naquelas coisas correntes, aí sim, tem algum corte, mas depois também existem medidas de compensação que as pessoas podem em termos de gestão, colmatar.

F. Dê-nos uma pequena opinião acerca da inauguração da escola. S: Até dentro das próprias obras da Parque Escolar, foi uma obra bastante emblemática, uma vez que é quase um exemplo, para muitas escolas, de renovação e também, uma vez que houve uma integração do novo e do antigo, uma harmonização mesmo até em F. Qual foi na sua opinião o grande melhoramento no que diz respeito às obras? S: As obras, eu penso, que vieram proporcionar um maior conforto aos alunos, vieram dar uma mais-valia à escola como edifício, talvez porque as instalações que existiam estavam muito

termos arquitectónicos. A solução tem uma certa relação com determinada fase da escola em que também havia edificação na parte central do pátio. F. Qual é a verdadeira razão para o prestígio da Escola, ligado às personalidades que por cá passaram?

degradadas. Portanto, nesse aspecto houve um restauro da escola

S: A verdadeira razão prende-se ao facto de ser um Liceu Normal,

que é a vários tipos notável e por isso deu mais comodidade,

portanto tinha praticamente aquilo que havia de melhor em

melhor qualidade de vida na escola, condições mais modernas,

termos de professores, era portanto o sítio onde estavam os

mais adaptadas às exigências do ensino actual. Era uma escola

metodólogos, que eram os expoentes máximos do ensino, eram os

que tínhamos sucessivamente adaptado, nomeadamente quando

professores que formavam e que examinavam os restantes. E

foi introduzido nos currículos a área da informática (as TIC) e

justamente a acrescentar ao papel que a escola desempenhou na

tivemos que adaptar a laboratórios que não tinham exactamente

educação, possivelmente atraiu alunos com determinadas

as condições necessárias. Hoje tudo isso tem os seus espaços

características e também como escola de aplicação de correntes de

específicos, característicos, adaptados, bem equipados, também

educação, de ideias na educação ajudou a formar pessoas e mais tarde essa formação teve influência em termos de percurso de vida e carreira.

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Lugares e sabores Aqui irás encontrar para além das deliciosas receitas, umas pequena história sobre o país de onde provêm. O menu FLAIR nasceu da difícil escolha das mais deliciosas receitas da gastronomia portuguesa. O seu nome deve-se ao bom gosto e requinte dos pratos. Por ser um menu português decidimos apelidá-lo de menu FLAIR dando o nome da nossa revista que, para quem ainda não sabe, é a junção das iniciais dos nossos nomes (Francisco, Lara, Ana, Inês e Rosa). Como dizia Eça de Queirós: “O homem põe tanto do seu carácter e da sua individualidade nas invenções da

cozinha, como nas da arte.”

Menu FLAIR Entrada- melão com presunto/vieiras á portuguesa

Sopa- sopa de ostras á lisboeta

Vitela á palha blanco

Melão com presunto (todo o país)

1 melão de 1.700 kg 250 gr de presunto

Corte o melão em 6 rodelas com cerca de 3 cm de espessura. Limpe-as das pevides e ponha-as a escorrer.

Enrole as fatias de presunto e coloque cada uma ao

Sobremesa- dom-rodrigues

alto no centro de cada rodela de melão. Sirva individualmente.

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Raia com molho de pitau (Beira Litoral)

1 colher de chá de colorau doce 2 colheres de chá de salsa picada

1.5 kg de raia

Sal e pimenta q.b.

1.5 kg de batatas Sal q.b.

Amanhe, lave e retira a pele à raia, corte-a ás postas e coza-a em água

Molho:

com sal. Entretanto, leve ao lume numa caçarola o azeite, o vinagre, o

4 colheres de sopa de azeite

alho picado e o colorau até levantar fervura e tempere. Coloque a raia na

2 colheres de sopa de vinagre branco1 dente de alho

travessa de serviço e regue-a com o molho, que também pode ser servido à parte numa molheira. Acompanhe com as batatas cozidas.

Vitela à Palha Blanco (Ribatejo)

Sal, pimenta, pão ralado e banhas q.b.

1 kg de lombo de vitela

Corte o lombo em fatias largas e altas e tempere-as de ambos os lados com sal,

4 dentes de alho

pimenta e o sumo do limão. Em seguida, barre um dos lados de cada fatia com

0.5 dl de vinho branco

uma massa feita com os dentes de alho esmagados, pimenta, o vinho e o azeite.

0.5 dl de azeite

Sobre cada lado barrado coloque uma fatia de presunto cobrindo

6 fatias grossas de presunto magro

completamente toda a superfície e prenda-a com um palito. Passe as fatias

Sumo de 1 limão

assim preparadas por ovo batido e pão ralado. Frite-as em banha e sirva.

2 ou 3 ovos

Dom Rodrigos (Algarve) 350 gr de fios de ovos

Com a água e o restante açúcar faça uma calda em ponto de fio. Leve 1

75 gr de miolo de amêndoa

colher de sopa desta calda ao lume numa pequena frigideira e, em

550 gr de açúcar

fervendo, deite nela uma décima parte dos fios; coloque sobre estes uma

1 dl de água

décima parte do recheio e, com a ajuda de duas espátulas, enrole os fios

6 gemas

em torno do recheio, envolvendo-o completamente. Em alourando, retire

canela q.b.

da frigideira e repita a operação até terminarem os elementos que compõem os bolos. Corte uma folha de estanho prateada ou colorida em

Leve 300 gr de açúcar ao lume coberto de água e mantenha-o sobre a

quadrados com cerca de 12 cm de lado. Coloque um doce no centro de

chama até formar ponto de pérola Retire-o do calor e acrescente as

cada quadrado, unas as quatro pontas, enrole-as para a direita e,

amêndoas raladas e, uma vez o preparado morno, as gemas, levando

querendo, fixe-as melhor a um pequeno laço de atilho de seda de cor

novamente ao lume até engrossar. Aromatize com um pouco de canela.

diferente da do invólucro.

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Rússia O primeiro estado eslavo na região foi o Rus de Kiev (actual capital da Ucrânia),considerada a melhor terra da região. A invasão mongol em 1223 veio fragmentar as várias regiões do império eslavo o que levou os eslavos do leste a associarem-se com os nómadas selvagens da região. A invasão mongol destrói literalmente Kiev o que eleva a cidade Moscovo como principal ponto de comércio. A população pede a coroação de M. Romanov o primeiro czar da dinastia que só terminara em 1917 com a revolução socialista. A principal capital durante o império dos Romanov é São Petersburgo (ou Petrogado) em homenagem ao czar Pedro o Grande. Durante a I Guerra Mundial o império russo integra a tríplice Entente mas desiste dando a vitória á Alemanha com a assinatura do tratado de Brest-Litovsk. Depois de uma guerra civil onde os bolcheviques vencem, Lenine sob ao poder. A morte deste, dá a Estaline a oportunidade que tanto queria para subir ao poder. Consegue-o em 1924 após o exílio de Trotky na Turquia. Em 1924 a Rússia passa a fazer parte de um estado federal formando um conjunto de vários países e passa a chamar-se URSS A URSS acaba com o fim do bloco soviético em 1991. O actual presidente é Vladimir Putin. Menu Russo

Pepinos recheados (ogurtsí farshiróvannie) 400 g de pepino

Pepinos recheados

200g de tomate 120 g de couve

1 Ovo cozido

Sopa de ervilhas

120 g de natas

Carne á moda da aldeia

Salsa, sal, pimenta Descasque os pepinos, cortam-se ao meio ( ao comprido) e retira-se-lhes a polpa.

Sobremesa - kasha gúriev

Faz-se um picado com a couve, o ovo cozido, a polpa do pepino e o tomate. Acrescenta-se a este picado natas, sal, pimenta e recheiam-se as metades do pepino.

Polvilham-se com salsa picada.

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Sopa de ervilhas (sup gorójovi) 400g de ossos de vaca 200g de ossos de presunto

60 g de cebola 50g de puré de tomate Caldo

peixe, se se quiser cartilagens cozidas de esturjão. Na sertã, untada e polvilhada com pão ralado, dispõe-se em camadas a couve, o

200g de presunto 250g de ervilhas secas

Pão ralado Margarina, manteiga

peixe com os pepinos e finalmente a restante couve. Alisa-se a superfície da solianka com uma faca, polvilhada com pão ralado,

Banha

70 g de couve fermentada

Cebola

40g de banha

Sal

25g de cebola

salpica-se com manteiga derretida e leva-se ao forno. Serve-se enfeitando a superfície da solianka com limão e pepino salgado ou em vinagre,

200g de pão para torrar Escolhem-se as ervilhas, lavam-se e põem-se a cozer em água com a pele do presunto

40g de tomate

frutos em vinagre ou pickles, azeitonas sem

1 Colher de açúcar

caroço, alcaparras, airelas maceradas etc.

Louro

Kasha Gúriev (Kasha gúrievskaia)

Sal e pimenta

250g de sêmola (trigo esmagado)

Numa caçarola refoga-se em banha a cebola

1L de leite ou natas líquidas

picada e o tomate. Deixe refogar, mexendo

125g de açúcar

cortada em tiras e todos os ossos. Pica-se a cebola e presunto e refogam-se em banha. Quando as ervilhas estiverem quase cozidas

de vez em quando.

deita-se o presunto refogado com cebola,

manteiga

rectifica-se o sal e deixa-se terminar a

Junta-se depois a couve fermentada e deixa-

cozedura.

se cozer. Antes de terminar a cozedura

60g de avelãs

junta-se louro, pimenta, açúcar e sal.

200g de geleia de fruta ou mel

quadradinhos de pão de trigo ou de centeio

Corta-se o peixe em pedacinhos e refoga-se

200g de massa de pão ou folhada

torrado.

em margarina. Também se refogam durante

Com a sopa de ervilhas servem-se

10 a 15 min os pepinos (sem casca nem Solianka moscovita (moskóvskaia solianka)

sementes) cortados em rodelas, a cebola e o

640g de peixe( bacalhau, pescada esturjão,

puré de tomate. Rega-se com um pouco de

etc.)

caldo. (os pepinos podem ser substituídos

200g de pepinos salgados

por cogumelos salgados.) Depois junta-se o

ovo batido frutas(carnudas tipo cereja) Mergulham-se as avelãs(ou amêndoas) sem casca em água quente, tira-se-lhes a pele e

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esborracham-se, acrescentando um pouco

Juntam-se as avelãs, manteiga, açúcar e

se com geleia ou mel e enfeita-se com

de água.

mistura-se tudo.

frutos(tipo cereja, etc.).

Deitam-se as natas(ou leite) num recipiente

Numa forma untada põe-se uma camada de

KASHA- Denominação genérica dos cereais

largo e levam-se ao forno.

massa.

fervidos em água ou leite e temperados com

Com um garfo vai-se retirando a capa da

No centro estende-se uma camada de Kasha,

nata que se forma á superfície até ter a

uma de natas batidas e outra de Kasha.

quantidade suficiente. No leite ou natas restantes coze-se uma

sal ou açúcar, manteiga, torresmos, cebola frita ,etc. prato russo por excelência(tem uma infinidade de ditos alusivos) é errado

Leva-se ao forno, polvilhando a Kasha com

dar-lhe o nome de gachas ou papilha, como

açúcar e pincelando com ovo. Ao servir rega-

por vezes se faz.

Kasha espessa de sêmola.

França Os primeiros povos que habitaram o que hoje se compreende pelo território francês eram nómadas. O território foi invadido nomeadamente por celtas, bárbaros, francos e carolíngios. Em 711 Carlos Magno torna-se rei dos francos. Segue-se o seu filho, Luís o Piedoso que enfrenta disputas e lutas pelo poder. Em 814 o tratado de Verdum divide o império em três províncias. Estas disputas pelo trono continuaram por mais três séculos o que em 1337 levou á guerra dos cem anos entre franceses e ingleses. A situação resolve-se quando Carlos VIII se casou com Ana, duquesa de Bretanha. O século XVI foi marcado por guerras civis ligadas a questões religiosas. A estabilidade regressa no reinado de Luís XIV. Em 1789 a revolução francesa termina com a monarquia francesa. Seguiu-se um período de instabilidade política e insegurança e Napoleão aproveita para dar um golpe de estado e tomar o poder. Decide expandir o território e inicia as invasões francesas. É deposto na batalha de Waterloo. Seguiu-se Napoleão III que é no fim do século XIX destituído por ter levado a França á derrota na Guerra franco-prussiana. Em 1879, Jules Grévy torna-se presidente da república.

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A primeira Guerra Mundial trouxe á França graves consequências sociais e económicas. Na Segunda Guerra Mundial sob a chefia de Charles de Gaulle une-se aos aliados. Em 1965 Francois Mitterand vence as eleições, o seu primeiro-ministro é Jacques Chirrac. Devido a múltiplos escândalos Mitterand sai do poder e sob Chirrac. Actualmente o presidente é Sarkozy. Menu Francês

Ostras quentes com creme

6 Ostras por pessoa

Entrada ostras quentes com creme

100g de manteiga 1/2copo de vinho branco 1 Colher de sopa de caldo

Vichyssoise Noz-moscada Pimenta de cayena

Filetes de rodovalho com champanhe Abrir as ostras e fervê-las em água quente. Retirar as ostras, passá-las por água fria e secá-las com um pano. Guardar as conchas.

Crepes de uva

Á parte, numa caçarola com manteiga, alourar ligeiramente a farinha. Juntar-lhe o vinho branco e o caldo, condimentar com um pouco de noz moscada ralada e com pimenta de cayena. Assim que se obtiver um molho cremoso, deitar uma pequena quantidade em cada uma das conchas, colocar sobre o molho a ostra e cobrir com o restante molho. Aquecer ligeiramente no forno antes de servir. 60 g de manteiga

Vichyssoise

1,5 L de caldo

500g de batatas

½ chávena de natas

Sal e pimenta Descascar os legumes e cortá-los em rodelas finas. Numa caçarola saltear em manteiga a cebola e os alhos franceses. Juntar o caldo e

4 Alhos franceses

1 Colher de sopa de cebolinho picado

1 Cebola

1 Pitada de noz-moscada

as batatas. Levar a ferver e deixar cozer suavemente, com tampa, durante 40min.

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Bater a sopa com a varinha e deixar

Juntar-lhe as natas e o cebolinho picado

pouco mais de caldo. Deixar arrefecer. Servir

arrefecer.

muito finamente. Rectificar o tempero e se a

fria em taças de consommé geladas.

sopa estiver muito grossa juntar-lhe um filetes de rodovalho com champanhe (filets de turbot au champanhe) 800g de filetes de rodovalho 4 chalotas 3 tomates 200g de cogumelos 50g de natas ¼ de garrafa de champanhe 50g de margarina Sal Untar com margarina um tabuleiro que possa ir ao forno. Cortar os legumes em fatias e picar a chalota; dispô-los num tabuleiro. Colocar agora os filetes de rodovalho temperados. Levar ao forno quente durante 10 min e regar com champanhe. Tapar e deixar cozer no forno durante mais 10 min. Retirar os filetes do forno, mantendo-os quentes. Retirar a pele e as sementes ao tomate e esmagá-lo. Juntar o molho onde os filetes cozeram e levar ao lume para apurar. Adicionar natas. Servir os filetes cobertos com o molho.

Crepes de uva

sumo de limão

6 crepes

Demolhar as passas no rum durante 12 horas.

2 copos de rum

Colocar numa caçarola o rum, as passas e o açúcar e as uvas. Juntar-lhes o sumo de limão e aquecer o preparado.

100g. de passas Cozer os crepes. Deitar um pouco do preparado de rum e uvas em cada 200g. de uvas frescas 50g. de açúcar

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crepe na altura de servir e flâmejá-los. Para que esta sobremesa tenha êxito, tantos os crepes como a guarnição devem estar muito quentes.


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Black Swan Natalie Portman sempre nos habituou a grandes perfomances no grande ecrã, começando por Léon, o Profissional, seguido da nova trilogia de Star Wars, passando pelo papel inocente de Sam em Garden State, pela provocadora Alice em Closer (que lhe valeu a nomeação para os Oscars em 2005) e chegamos ao papel que toda a gente desejaria ter, Nina Sayers em Black Swan. O novo filme de Darren Aronovsky parece que foi construído de modo a que Portman possa destacar-se perante a elite da representação de Hollywood. Nina Sayers, uma jovem bailarina, que como todas as outras, deseja o papel de destaque no bailado do “Lago dos Cisnes” de Tchaikovsky, adaptado pelo encenador da companhia, Thomas Leroy (Vincent Cassel). Na sua adaptação, Leroy exige que a Rainha Cisne seja capaz de representar um inocente cisne branco e um cisne negro manipulador e sedutor. Perfeccionista, Nina está ao nível do papel de Cisne Branco, apesar de ter graves dificuldades em soltar os seus movimentos, enquanto Lily (Mila Kunis) surge como uma ameaça e encarna perfeitamente o papel de cisne negro. Entrando numa espiral de alucinações, que degrada a relação com a sua mãe Erica (Barbara Hershey), Nina conhece um mundo que nunca pensou que existisse, cometendo excessos nunca previstos, que se reflectem na sua perfomance final do “Lago dos Cisnes”. Se a realização de Aronovsky está irrepreensivel, assim como a fotografia de Matthew Libatique, é sem dúvida Natalie Portman que torna este filme uma experiência inesquecível. Um papel que pode valer um Óscar? Talvez. Um papel gravado para sempre na memória do cinema? Sem dúvida. Cinema Paradiso Vencedor de inúmeros prémios, o filme italiano Cinema paradiso conta a história tocante de um cineasta famoso, Toto , que volta á sua terra natal para assistir ao funeral de Alfredo, o seu melhor amigo. A notícia desperta nele uma forte torrente de recordações, sendo essa a trama do filme. Toto recorda então a sua infância, o seu primeiro amor e a sua paixão de sempre pelo cinema. O cinema onde iniciou a sua carreira ainda em criança é “Cinema Paradiso ”, onde todos os filmes que eram representados eram censurados pelo padre da aldeia. No final, o cinema é demolido para grande tristeza de todos os que se lembravam dos seus tempos áureos, para dar lugar a um parque de estacionamento. Antes de regressar a Roma, Toto acaba por receber da esposa de Alfredo uma bobina que este teria guardado ao longo dos anos para ele com todas as cenas cortadas.

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Foi vencedor de um Oscar em 1990 e um globo de ouro na categoria de melhor filme estrangeiro; Um Grande prémio Júri e indicado á palma de ouro no festival de Cannes;O prémio francês César para melhor poster; Foi indicado ainda para melhor filme estrangeiro e venceu um prémio da academia japonesa de cinema em 1991; Recebeu também o prémio David di Donatello na categoria de melhor música (composta por Ennio Morricone) e os britânicos prémios BAFTA em 1991 nas categorias de melhor actor para Philippe Noiret, melhor actor coadjuvante para Salvatore Cascio, melhor filme de língua não inglesa, melhor banda sonora original, melhor roteiro, melhor fotografia, melhor figurino, melhor director, melhor edição, melhor maquiagem, e melhor direcção de arte. O Discurso do Rei: Este filme transporta-nos para a altura em que o Príncipe Alberto (Colin Firth), tenta discursar em pleno estádio de Wembley. Este príncipe tem um grande problema: a gaguez. Desde o início apercebemos que é um grave problema, pois surgia a época em que a rádio aparecia como grande meio de comunicação e propaganda. Ele vai recorrer a todas as ajudas médicas possíveis, mas nenhuma parece solucionar o seu maior problema. É então que Alberto, pressionado por Elizabeth (Helena Bonham Carter), sua esposa, aceita como último recurso sujeitar-se aos tratamentos de um homem Lionel Logue (Geoffrey Rush). Depois de um começo difícil, os dois homens iniciam a terapia e acabam por formar uma amizade inquebrável. Com a ajuda da sua família, o agora Rei vai superar a gaguez e tornar-se numa inspiração para o povo. As nomeações deste filme para os Globos de Ouro foram bastantes: Melhor Actor (Dramático) para Colin Firth, Melhor Filme, Melhor Realizador para Tom Hooper, Melhor Actor Secundário para Geoffrey Rush, Melhor Actriz Secundária Helena Bonham Carter Braveheart Braveheart é um filme americano de 1995. Está incluído na categoria de drama, histórico, épico e biografia. Foi realizado por Mel Gibson que assume, também, o papel principal. Este filme retrata uma história de uma guerra que teve como motivo inicial o amor do protagonista, William Wallace, por Murron MacClannough, que acabou por ser morta

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por alegado desrespeito a um soldado inglês, mas acabou por se tornar uma luta sangrenta pela independência da Escócia. É um filme excelente. Ganhou os Óscares de Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Edição de Som, Melhor Maquilhagem, Melhor Fotografia e foi nomeado para Melhor Figurino, Melhor Trina Sonora, Melhor Som, Melhor Montagem e Melhor Roteiro Original, em 1996 nos E.U.A.. Venceu o Globo de Ouro de Melhor Director e foi nomeado para Melhor Filme - Drama, Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora, nos E.U.A., em 1996. No Reino Unido, também em 1996, ganhou o prémio de Melhor Vestuário, Melhor Fotografia e Melhor Som no âmbito da BAFTA. Por fim, no mesmo ano, venceu na categoria de Melhor Sequência de Acção, nos E.U.A.. Este filme merece realmente nota máxima. Está bem realizado, os actores são muito bons, o guião foi bem elaborado, os cenários são perfeitos e retrata não só uma bela história, mas também as consequências terríveis da vingança uma vez que William Wallace acaba por ser torturado até á morte na praça pública sendo a uma última palavra: “LIBERDADE!”. Fight Club Baseado no livro de Chuck Palhniuk “Fight Club” é como o nome sugere um filme com violência física e psicológica. Retrata a vida de Jack (Edward Norton) uma pessoa aparentemente normal que devido à sua falta de interesse se encontra em desespero e deprimido. É então que conhece Tyler (Brad Pitt) que representa tudo aquilo que Jack queria ser, carismático, aventureiro e sem medos. Tyler e Jack pouco tempo depois de se conhecerem chocam e lutam, Jack sente-me aliviado e livre depois deste acontecimento e os dois, decidem criar um clube secreto de luta (Fight Club) para se libertar do Stress do quotidiano e da rotina diária, ao qual se vão juntando cada vez mais pessoas. Jack acaba por entrar num mundo completamente diferente daquele que estava habituado e passa por uma série de situações que mudam completamente o seu rumo de vida. É importante referir que este filme é dotado de uma forte conotação psicológica que leva o espectador a envolver-se no enredo e a ficar até um pouco confuso. O fim da história é algo completamente inovador para a época e totalmente surpreendente, quando nos apercebemos do verdadeiro sentido dos acontecimentos e das personagens parece que todo o filme foi uma ilusão. Jack, não só descobre que Tyler não existe, como tem noção de que esta imagem mental é apenas uma representação daquilo que ele pretendia ser. Apesar de ser uma história algo complexa deixa-nos completamente agarrados ao ecrã, recomendo-o vivamente.

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21 Memórias para recordar Em pleno Século XXI porque não recordar um pouco do nosso passado, aquele fantástico mundo em que mergulhávamos logo de manhãzinha. Quem da nossa geração não acordava cedíssimo com a ânsia de ver os seus desenhos animados favoritos? É exactamente essa viagem que vamos fazer nesta reportagem, recordar muitas daquelas memórias que nunca esqueceremos…

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1 Courage, The Cowardly Dog Foi exibido pela primeira vez a 31 de Dezembro de 1995 nos Estados Unidos, criado por John R. Dilworth e produzido pela Cartoon Network.

2 Digimon Quem não se recorda de vir da escola desejoso de chegar a casa e ligar a TV para ver os Digimon? Foram exibidos em Portugal entre 1999 e 2000 no programa

Recheado de Drama e Comédia, Courage é o cão de

Batatoon, embora tenham sido criados muito antes nos anos 90

estimação cor-de-rosa de Muriel e Eustace Bagge. Muriel é uma

por uma rapariga chamada Aki Maitan. Digimon mostra as

típica senhora escocesa de alguma idade que adora Courage, e

aventuras de um grupo de crianças os “digi” escolhidos por uma

Eustace um agricultor rezingão que está constantemente a

força do universo para protegerem o mundo juntamente com os

assustar Courage. Está família vive numa pequena casa no meio

seus amigos digimons que tinham como sua principal habilidade

do nada, onde aparecem monstros, fantasmas e outras criaturas

a capacidade de evolução a “digivolução”.

que assustam o “cão cobarde”.

3 The Flintstones The Flintstones foi uma famosa série de televisão animada produzida por Hanna-Barbera de 1960-1966. Os desenhos

4 A Walt Disney Company

retratam o quotidiano de uma família da Idade da Pedra. É a maior companhia empresarial de mídia e entretenimento do Esta família vive na cidade pré-histórica de Bedrock, trabalha numa pedreira e conduz um carro com rodas de pedra, movido pelos pés.

mundo. Foi fundada pelos irmãos Walt Disney e Roy Disney em 1923. Desta companhia saíram os emblemáticos personagens: Mickey mouse criado em 1928, pato Donald criado em 1934,Pateta,

Eles têm uma família de amigos, o casal Rubble (vizinhos) e

um cão da raça Bloodhound criado em 1932, Pluto , a mascote do

animais de estimação: um dinossauro e um tigre dentes-de-sabre.

Mickey e filmes como “A Branca de neve”, “A Bela e o monstro” e

Mais tarde nasce a Pedrita (filha dos Flintstones) e aparece o Bambam (filho adoptivo dos Rubbles). The Flintstones foi a primeira e a mais duradoura série animada de comédia de todos os tempos!

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o” Rei Leão”... Mickey é a mascote da Disney.


5 D’Artacão

6 Heidi

Baseado no romance histórico de Alexandre Dumas “Os três

O famoso desenho animado foi inicialmente criado sob a forma de

mosqueteiros”; É uma série animada que conta a vida de um cão

livro infantil em 1880 pela autora Johanna Spyri. Baseada em

chamado D’Artacão, desde a sua infância até á sua ida para Paris

factos reais este desenho animado conta a vida de uma menina

onde se torna mosqueteiro do rei e colega dos seus amigos Aramis,

que por ser órfã fica aos cuidados de uma tia que acaba por leva-la

Porthos e Athos e apaixona-se pela Juliette, a camareira da rainha.

para a casa do avô, nas montanhas alpinas. Com o tempo o avô afeiçoa-se á criança e esta conhece um novo amigo (Peter), quando tal acontece a tia desta aparece e leva-a com ela para a cidade para tomar conta de Clara, uma menina paralítica. Heidi adoece com saudades do avô e a tia resolve levá-la de novo para os Alpes. Clara sente imensas saudades de Heidi e segue-a mas Peter sente ciúmes de Clara e atira a cadeira de rodas desta pela montanha abaixo. É então Heidi ensina Clara a andar.

7 Johny Bravo: Johny Bravo é uma série de desenho animado exibido pelo Cartoon Networks, criado por Van Partible. A estreia deu-se a 14 de Julho de 1997 e terminou em 2004. Johny Bravo, personagem principal tem um estilo bastante próprio, óculos escuros, grande cabelo loiro. Esta personagem tem uma forte atracção por mulheres, sendo sempre agredido por estas. Ele não vai desistir nunca, até encontrar uma namorada (o que nunca acontece). Johny B. aparenta ter 20 anos, mas no fundo tem mentalidade de uma criança, é pouco inteligente e adora a sua mãe (Bunny Bravo), que sempre o protege. O melhor amigo de Johnny é Cacá e sua vizinha é a garota Suzy, que tem uma paixão platónica por Johny B., mas que vive a vida a perturbá-lo e a incomodá-lo.

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8 Doraemon

9 SpongeBob

Criado por Fujiko F. Fujio no japão, Doraemon teve a

Produzido pela Nickelodeon e criada por Stephen

sua primeira emissão televisiva a 2 de Abril de 1979 repleta de

Hillenburg nos Estados Unidos, SpongeBob teve a sua primeira

comédia e ficção científica, Doraemon ficou conhecido pela sua

transmissão a 1 de Maio de 1999.

bolsinha mágica.

A esponja denominada SpongeBob mora nas

Vindo do futuro, o gato robótico e a sua bolsinha

profundezas do oceano dentro de um abacaxi onde, juntamente

mágica, ajudavam Nobita no seu difícil dia-a-dia contra Suneo e

com o seu amigo Patrick Star, diariamente vive aventuras diárias.

Gigante. Todos os seus episódios eram recheados de situações

Squidward Q. Tentacles e o vizinho mau humorado de SpongeBob.

engraçadas e embaraçosa, mas com lições de moral e respeito aos

Para além da tão famosa esponja amarela, de certeza que se

valores da cultua nipónico. Entre as personagens é importante

recordam de Sandy Cheeks a pequena esquila aventureira com o

referir o amor de Nobita a Shizuka, uma menina envergonhada de

seu

fantástico

fato

de

astronauta.

que todos nos lembramos. 10 Tom and Jerry Tom and Jerry são um dos desenhos animados mais conhecidos das crianças. Foram cridos por William Hanna e Joseph Barbera para a companhia Metro-Gold-Mayer. O tema desenvolve-se em torno das brigas entre Tom, um cinzento gato doméstico que tente em vão caçar um rato, Jerry, nunca chegando a realizar o seu intuito devido á sua própria estupidez. Algumas personagens presentes na trama são também o bulldog Spike e o gato Butch.

12 Hugo “Digam um olá ao Hugo, um dos melhores programas de entretenimento que apareceu na cultural RTP2. Na verdade Hora H (nome do programa em Portugal) nasceu na Dinamarca com o mesmo esquema que todos nos conhecemos, os participantes ligavam e se tivessem sorte participavam. Hugo ainda teve direito a sair da televisão directamente para as consolas, passando por diversas plataformas de sala e portáteis. Ao longo dos anos é de lamentar que nenhum desses lançamentos foi capaz de transmitir o mesmo carisma que em outra hora existia nas nossas velhinhas televisões.” In StopNplay

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11 Dragon Ball

14 Scooby-Doo

Akira Toriyama o seu criador, não espera o êxito que

Scooby-Doo é um desenho animado americano,

Dragon Ball teve desde 1984 até 1995, a manga tem um total de 42

produzido pela Hanna-Barbera, criado por Joe Ruby e Ken Spears.

volumes. Por sua vez o anime foi transmitido na televisão a 26 de

É uma comédia com muita acção e aventura.

Fevereiro de 1986 e tem para além do manga original, a sequela de Dragon Ball Z Dragon Ball conta a história de Son Goku, desde a sua infância até quase o final da sua vida. Ao longo do seu percurso histórico Son Goku enfrenta imensos inimigos, cada vez mais

A sua primeira transmissão original foi a 3 de Setembro de 1969. Esta série é constituída por um grupo de 4 adolescentes (Shaggy, Fred, Velma, Daphne) [Série original - "Scooby-Doo, Where are You!"] e um cão que fala, (Scooby-Doo).

poderosos, em busca das tão conhecidas sete bolas de cristal, estas esferas mágicas estão espalhadas pelo planeta e quando reunidas,

Todos eles viajam numa Máquina Mistério na qual ajudam a

concedem a realização de um desejo. Depois do desejo concedido,

investigar casos misteriosos.

transformam-se em pedra e espalham-se, durante um ano não são detectáveis. Quem não se lembra de Son Goku e a sua cauda de macaco?

Visitam lugares como casas assombradas, ilhas, pântanos, parques abandonados ameaçados por fantasmas, múmias e monstros.

Dragon Ball marcou toda uma geração, para além da personagem tão conhecida Son Goku, também decerto todos nos

Os cinco seguem pistas, fogem dos vilões e vêem-se perdidos em labirintos e passagens secretas.

lembramos da jovem Bulma, Kuririn, Piccolo, Son Gohan, Vegeta, Trunks ou Mestre Kame.

Dividem-se sempre em 2 grupos (Fred e Daphne) enquanto Shaggy e Soobt-Doo acompanham Velma (inteligente, mas que passa a vida a perder os óculos e se mete nas confusões dos dois). O plano dos episódios é sempre o mesmo. Depois de uma perseguição, os vilões acabam sempre por ser apanhados. Estes estão sempre mascarados e as identidades são sempre reveladas acabando por se perceber que são sempre pessoas conhecidas na História. Foi sem dúvida a série com mas temporadas (18).

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13 Vitinho Vitinho nasceu precisamente à 25 anos e foi criado com a

15 The PowerPuff Girls

intenção de mandar os meninos para a cama. Marcou presença todos os dias nas nossas casas tanto pela TV como pela marca de produtos alimentares infantis Milupa.

Emitido a 18 de Novembro de 1998 pela emissora Cartoon Network do criador Craig McCracken, As Powerpuff girls eram três meninas com superpoderes.

A sua canção é conhecida por milhares de pessoas e foi interpretada por Dulce Neves, Isabel Campelo, Eugénia Melo e Castro e Paulo de Carvalho.

A série narra a luta das três irmãs Blossom Bubbles e Buttercup contra os monstros de Townsville. As três meninas ganharam superpoderes quando se deu um acidente químico no laboratório de seu pai o Professor Utonium. Blossom é ruiva e usa um laço vermelho gigante a prender o cabelo, “Everything nice” é o seu elemento e é a líder do trio. Bubbles é loira, de olhos azuis, com meias brancas e sapatinhos de boneca, “Sugar” é o seu elemento e é a mais sensível do trio. Buttercup tem cabelos pretos e curtos e olhos verdes, o seu elemento é “Spice” e é a mais agressiva e lutadora.

Vitinho já conta com 41000 fãs no facebook. 16 Pokémon Longe vão os tempos em que as crianças se levantavam as 8 da manhã para verem os desenhos animados. Os Pokémon pertenceram a essa geração de bonecada que incentivava as crianças a criar laços de competitividade e a atingir um objectivo: apanha-los todos. Este fenómeno deve-se a dois japoneses, Satoshi Tajiri e Ken Sugimori que se conheceram na empresa de Tajiri, a GameFreak. Ambos criaram um RPG que consistia em coleccionar diferentes monstros e escolher os melhores para uma equipa, que iriam entrar em combate com outros ou ser treinados. Os seus criadores apresentaram o seu projecto à Nintendo, tendo sido influênciados por jogos já existentes, como a “Lenda de Zelda” ou “Final Fantasy”. Após dois anos de trabalho, em 1996, surge a primeira série de jogos para o Game Boy. Inicialmente, o jogo não teve sucesso, mas com o passar do tempo atingiu a venda de 1 milhão de cópias. Com a trasferência para o Ocidente, o mundo Pokémon conheceu o seu pico, lançando uma febre nos Estados Unidos, onde vendeu na primeira semana 200.000 cópias. Foi criado um anime para complementar esta febre, que perdurou até 2003. Podemos assim concluir, que os Pokémons são o marco do fim da geração de 90 da cultura pop. 17 Power Rangers

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As febres juvenis foram, nos anos 90, comuns e os Power

apresentado mas sofreu alterações em certos pontos. O mercado

Rangers não ficaram indiferentes. Aliás, são a imagem da televisão

americano, obviamente, não aceitou a narrativa e o elenco japonês,

infanto-juvenil americana. Surgem em 1993 na mão de Haim

fazendo com que todo o guião fosse rescrito do zero. 28 de Agosto

Saban, um empresário egípcio que comprou uma produtora e os

de 1993 marca o dia em que a Fox Kids se orgulhou de apresentar

direitos de uma série japonesa entitulada: os Super Sentai. Mais

Mighty Morphin Power Rangers, que os transportou de imediato

tarde, os Super Sentai tornaram-se os Power Rangers, humanos

para a ribalta. Apesar das críticas, pois sujeitavam a maior parte

que se transformam em superheroís para combater o mal,

do seu público a cenas de violência, a saga Power Rangers durou

aliando-se a super poderes e a fatos especiais. O projecto foi

ao longo de 19 temporadas entre 16 séries e variantes.

19 Wacky Races: Wacky Races (A Corrida Mais Louca do Mundo) foi um desenho

Estes tentam vencer a todo o custo,

Lola Bunny, Porky pig, Speedy Gonzales,

fazendo várias partidas, sem êxito

Taz, Penelope Pussycat ou Tweety Bird.

nenhum.

20 As navegantes da Lua

animado, criado por William Hanna e

E quem não se lembra da típica

Joseph Barbera, produzido pela Hanna-

gargalhada trocista de Muttley?

Barbera a 14 de Setembro de 1968 até 4

18 Looney Tunes

de Janeiro de 1969. Produzida e distribuída por Os que competiam procuravam o título mundial de “Corredor Mais Louco do

Warner Bros. Foi lançado em 1930 nos Estados Unidos.

Mundo”. As personagens principais faziam parte do carro – A Máquina Malvada. Eram eles o Dick Dastardly e Muttley (companheiro canino).

“Em nome da lua, vou-te castigar!” Era a frase mais emblemática de Bunny a navegante da lua. As navegantes da lua foram criadas no Japão em 1992 e contam a história de uma rapariga chorona e mimada que um dia salva um gato mágico que lhe

Looney Tunes inclui uma

atribui poderes tornando-a assim uma

variação imensa de personagens em

guerreira no combate ao mal. A ela

concorrência com a Walt Disney, entre

juntam-se as amigas também guerreiras

os nomes associados a esta série

e o seu amado “Cavaleiro mascarado”.

distinguem-se Bugs Bunny, Daffy Duck,

21 South Park Criado nos Estados Unidos por Trey Parker e Matt Stone, South Park é uma “Sitcom” (género de comédia) destina aos adultos e teve a sua primeira transmissão a 13 de Agosto de 1997. Tornou-se conhecido pelo seu humor negro, cruel, satírico e surreal. Todo o enredo se desenvolve à volta de quatro crianças e as suas aventuras pela cidade de South Park. Stan Marsh, Kyle Broflovski, Eric Cartman e Kenny MacCormick, são as quatros crianças e quem não se recorda das fantásticas mortes de Kenny em todos os episódios?

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Música Está atento aos novos festivais de Verão Ano novo é sinónimo de novos cartazes de festivais de verão. Este ano podemos contar novamente com o Optimus Alive, o Super Bock Super Rock com melhorias significativas no Meco, o Paredes de Coura, que restaura novamente o título de último grande festival de Verão. Individualmente, cada festival tem uma história que os caracteriza, tornando-os únicos.

Super Bock Super Rock, o festival Paredes de Coura surge em 1993, na Praia do Tabuão no Minho. Tem vindo a melhorar

nómada, surge em 1994 situando-se inicialmente

significativamente ao longo dos anos, tendo por exemplo, nos seus primórdios trazer

na Gare Marítima de Alcântara. Em 1997, muda-se

nomes do panorama musical português e que passados dezoito anos trouxeram a Portugal

para o Passeio Marítimo de Algés. No ano seguinte,

nomes como Nine Inch Nails, Pixies, Arcade Fire, PJ Harvey ou Queens Of The Stone Age.

com a Expo 98, muda-se para a Praça Sony e

Paredes de Coura, para muitos considerado o melhor festival português, é de facto único.

permanece até 2008. Em 2008 e 2009, o SBSR

A sua envolvência com a Natureza, a proximidade com o rio e o caos que a pacata vila de

divide-se em dois actos, um no Porto e um em

Paredes de Coura enfrenta durante o festival chega a ser fascinante, tendo o seu q.b de

Lisboa. Finalmente em 2010, muda-se para a

stress. Este festival investe essencialmente em lançar bandas novas, querendo sempre

margem sul, para a Aldeia do Meco, na Herdade

apostar no indie. Foi o festival que lançou os Crystal Castles, Coldplay, Best Coast ou os

do Cabeço da Flauta. A edição de 2010 teve

The Horrors em terras lusitanas, tendo sido lá que tocaram pela primeira vez. Este ano, o

potencial para ser o melhor festival português de

festival regressa ao fim de Agosto, realizando-se dia 17,18,19 e 20.

2010. Tinha o cartaz, mas infelizmente infra-

2007 foi ano do nascimento do monstro, mais conhecido como Optimus Alive. É organizado pela promotora Everything Is New e patrocinado pela Optimus. Em 2008 atinge notoriedade internacional. Podemos considerar o Alive um festival um pouco mais mainstream e zela pelos grandes nomes e pelo que está na berra. A edição de 2011 já conta com grandes nomes: Coldplay, The Chemical Brothers ou Foo Fighters e o palco secundário, que traz nomes da coqueluche da revista britânica NME. O Festival realiza-se dia 6,7,8 e 9 de Julho no Passeio Marítimo de Algés e os preços variam entre 130€ (passe de 4 dias), 100€ (passe de 3 dias) e 50€ (bilhete diário).

estructuras muito débeis. A promotora prometeu melhorias significantes e obviamente subir a fasquia no que toca a cartazes. Com um cartaz comparável à gloriosa edição de 2007, que trouxe Interpol, Bloc Party, Arcade Fire ou LCD Soundsystem, em 2010 trouxe Pet Shop Boys, Spoon, Beach House ou mesmo Prince, um nome que realmente ninguem esperava. 2011 promete muito mais, já contando com o regresso de The Strokes, que estiveram num hiatus desde 2006 e de Portishead, que actuou nos Coliseus portugueses em 2008.

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Cada lançamento com o nome de Polly Jean Harvey associado a si, encontra-se desde cedo rodeado de uma imensa expectativa, justificada pela gama de obras notáveis que a artista britânica possui no seu repertório. Albuns como “Rid of Me” ou “Is this Desire?” são exemplos dos marcos soberanos com que Polly incendiou o panorama musical da música alternativa durante os anos 90. Durante a década dos dois zeros, PJ Harvey foi-se distanciado do seu estilo original de composições: surge a alta-fidelidade de “Stories from the City, Stories from the Sea” e mais tarde “White Chalk”; disco este onde encontramos uma nova interprete, com uma nova forma de cantar e com um novo instrumento predilecto: o piano. Experiências cuidadas com teclas, associadas a uma voz assombrosa recém descoberta, abriram para PJ Harvey um sem número de novas possibilidades para o próximo disco. E foram feitas as escolhas certas. Rodeada de músicos com carreiras invejáveis, Polly cria um espaço muito próprio no panorama música de 2011: um disco acima de tudo consistente e com uma identidade definida ao pormenor. Qualquer réstia da sonoridade anterior de PJ Harvey, surge agora envolvia por uma roupagem de harmonias perfeitas entre teclados subtis, guitarras que fogem do protagonismo habitual, baixo cadenciado e percussão da mais cuidada. Em “The Last Living Rose”, redescobrimos a capacidade que Polly tem em inserir num contexto à partida adverso (camadas instrumentais já de si intimistas), linhas vocais assumidamente melódicas, acessíveis e directas, que se encontram durante todo o disco apoiadas numa poesia tematicamente centrada naquela Inglaterra tão perdida no tempo, que oscila entre o remoto e o penosamente actual, como é explicitado em “The Words that Maketh Murder”. Um disco de sonoridades bastante cinzentas e nubladas, “Let England Shake” mantém-se sempre tão dinamicamente preciso e lúcido, que mesmo em “On Battleship Hill” (onde de resto encontramos a melhor prestação vocal de PJ Harvey neste álbum), todos os instrumentos envolventes conseguem garantir um sentimento de segurança e conforto que se propaga durante os quase 40 minutos de duração deste disco – garantidamente uma das propostas mais interessantes de 2011. Best Coast Da praia californiana para os palcos Bethany Consentino é amulher por detrás do projecto que surge em 2009 nas praias da California, nos EUA. Consentino inicialmente pertencia à banda experimental Pocahaunted mas abandonou,

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formando sem pensar duas vezes os Best Coast, juntando-seao multi-instrumentalista Bobb Bruno. O som característico dos Best Coast são as guitarras com tom feliz, lembrando os amores de Verão e o Sol quente a bater na cara. Lançam em 2010 o álbum Crazy for You, muito bem aceite pela crítica, tendo chegado ao lugar 37 da tabela Billaboard americana e recebido um 8.4 da revista Pitchfork, fazendo dele um dos álbuns do ano 2010, antecendendo os muitos EP’s, Something in The Way ou Make You Mine. Estrearam-se em Portugal, no Festival Paredes de Coura no passado mês de Julho de 2010 ao lado de We Have Band, das conterrâneas Vivian Girls, de onde surge a sua baterista Ali Koehler, e Caribou. Deram um concerto que deixou o público com um misto de sentimentos, felizes, emotivos ou mesmo em lágrimas. Foi um momento que muitos não esquecerão tão cedo.

Playlists Aborrecido? Precisas de algo para te animar? Queres música nova? Aqui poderás encontrar algumas sugestões musicais para as mais variadas ocasiões. Ambiente:

Toro y Moi – Blessa

Air – Love

Yann Tiersen – Comptine D’un Autre Été, L’apré midi

Aphex Twin – Xtal

The Cure – Lovesong

Boards of Canada – Julie and Candy

Ouvir alto no carro, com as janelas abertas e cantar em plenos

Emiliana Torrini – Dead Duck

pulmões

Haruko – Autumn Golden Trees

Arcade Fire – Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)

Junior Boys – Paralell Lines

The Horrors – Sea Within A Sea

M83 – On a White Lake, Near A Green Mountain

Yeasayer – O.N.E

Massive Attack – Paradise Circus

Sleigh Bells – Tell ‘Em

Portishead – The Rip Sigur Rós – Sven-G-Englar

Arctic Monkeys – Brianstorm Best Coast – When I’m With You

SLEEP ∞ OVER – Outer Limits Cansei De Ser Sexy – Alala Sneaker Pimps – 6 Underground Yeah Yeah Yeahs – Heads Will Roll

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Two Door Cinema Club – I Can Talk

Franz Ferdinand – No You Girls

The Strokes – You Only Live Twice

Dum Dum Girls – I Will Be

Passion Pit – Little Secrets

Deerhunter – Never Stops

Janelle Monáe – Come Alive Festa The Bloody Beetroots – Cornelius Boys Noize - & Down Crystal Castles – Baptism Danger – 3h16 Designer Drugs – Drop Down Fischerspooner – Emerge Tiga – Shoes HeartsRevolution – Dance Till Dawn (Dex Pistols Remix Deux) Hot Chip – One Life Stand Justice – DVNO Kap Bambino – Blonde Roses Kele – Tenderoni The Knife – Pass This On LCD Soundsystem – Tribulations Cold Cave – Icons Of Summer

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Dança Nome: Markus Vinicius Ferrer Vieira Idade: 20 anos Nacionalidade: Brasileira Local de nascimento: São Paulo

Flair: Quando e como é que começou o teu interesse pela dança? Markus: Eu comecei a dançar desde pequeno, aos 5 ou 6 anos. Aos 12 entrei num grupo de dança onde aprendi todos os estilos de dança desde ballet a Broadway. F: E como surgiu esse interesse? Através de amigos, família, programas de televisão? M: Através dos musicais e teatros que via na escola. Via as turmas de anos superiores e queria sempre juntar-me a eles. Como não podia, imitava-os em casa. Foi assim que este interesse cresceu. F: Que escola frequentas? M: Frequentei a Escola Profissional Profitecla. Decidi deixa-la no segundo ano para ir trabalhar como organizador de eventos. Mas como eu adoro dançar e não queria deixar essa paixão, criei, juntamente com uns amigos, um grupo de dança próprio. Chama-se Level UP. Normalmente dançamos no Oriente. F: Já participaste em algum concurso/espectáculo? M: Sim! Em muitos! Mas os mais recentes foram Dance Street no centro comercial Vasco da Gama e no programa de televisão Achas que sabes

dançar? F: O que achas da dança em Portugal?

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M: É uma área que esta um pouco mais evoluída em Portugal do que no Brasil. Mas mesmo assim, antes de ter o programa de televisão Achas

que sabes dançar?, penso que metade da população não sabia nem quatro estilos de dança. Mas agora esta a ser uma área mais explorada, e cada vez mais evoluída. F: Vês a dança como uma profissão ou apenas como um hobbie? M: Por enquanto apenas um hobbie mas gostava muito que um dia pudesse ser a minha profissão. Infelizmente agora não há condições em Portugal para dançarinos. Já são poucas oportunidades de trabalho para muitos dançarinos. F: Que tipo de dança praticas? M: Tantos, quase todos! F: Então quais são aqueles a que mais te dedicas? M: Samba, tango, salsa, broadway, krump, hip hop, rumba, merengue, bollywood. Mas aquele que mais gosto e mesmo o contemporâneo. F: Em que consiste esse tipo de dança? M: É uma mistura de hip hop com ballet. É uma dança muito calma, muito romântica. As músicas têm letras que transmitem algo e então a coreografia transmite o sentimento contido na letra. F: Tens algum desejo relacionado com a música, de uma maneira geral? M: Espero que agora a dança evolua mais para as próximas gerações terem as oportunidades que eu não tive quando tinha idade para me dedicar só a dança.

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“ARTE DE RUA”

Sempre que passeamos por Lisboa, reparamos que grande parte das paredes que compõem os suportes da cidade estão decoradas com pinturas, os ditos graffitis. Há quem considere que é vandalismo, há quem considere arte e ainda quem considereque não passa de apenas um passatempo. Vamos agora responder a uma pergunta: O que é arte de rua? Arte de rua ou arte urbana é o termo utilizado para designar os movimentos artísticos Relacionados com as intervenções visuais em grandes cidades. Inicialmente era um movimento

underground e com o tempo foi ganhando forma e estruturando-se com grafismos ricos em detalhes, que vão do graffiti ao stêncil. A arte urbana serve também para que os seus autores exprimam o seu ponto de vista sobre determinadas situações, fazendo passar as suas mensagens e o que sentem, como se fossem poemas, mas na forma de desenho. Falámos com António, um pintor da Rua Augusta, que prentende partilhar a sua arte com o mundo, de modo a poder subsistir num país com uma grave crise económica. Entrevista – “Homem dos quadros” FLAIR: O que o leva a pintar?

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Homem dos Quadros: É a combinação da necessidade com a vontade. Nos tempos que correm, o dinheiro é escasso. Faço o que gosto e tento fazer com que os outros levem um pouco de mim e da minha paixão para casa.

F: Foi auto-didata na aprendizagem de pintura ou tirou um curso? H: O meu pai deu-me as bases e eu fui aprendendo sozinho a pintar tudo o que via à minha volta. Pintei desde frutas a carros. Já pintei nus também. F: Este tipo de negócio é rentável e reconhecido? H: Como já disse, a condição social não permite muitos abusos. Há que ser bom vendedor e moldar os preços a um potencial comprador. No que toca a ser reconhecido, acho que se fizesse uma cópia da Mona Lisa, os créditos iriam para o Da Vinci e não para mim. Pintar eléctricos qualquer um pode fazer. Agora a perícia já tem diferentes patamares. F: Gosta do que faz? H: Gosto, mas pretendia fazer disto um hobbie. Arranjar trabalho está muito difícil e por agora recebo o subsídio de desemprego e com a venda dos quadros sempre ganho algo mais. F: O que considera arte de rua? H: Arte de rua é um conceito vago. Arte pode ser tudo. Desde pintura nos muros da cidade, como estátuas espalhadas ou mesmo pessoas pintadas na rua e que ficam quietas durante horas. Os verdadeiros artistas criam e não pedem nada em troca. Hoje em dia, grande parte dos artistas que estão na rua são, principalmente, pessoas com necessidades e que aproveitam das suas pequenas grandes capacidades para lucrar. A maior parte das vezes, estes artistas são vistos como problemáticos e o que fazem não é criado realmente por eles, considerando-os uns vigaristas. Podemos afirmar que é mentira, pois todo o trabalho tem dedicação, sendo grande parte das vezes, peças únicas.

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Literatura Ana karenina Ana Karenina é sem dúvida, o mais notável romance do século XIX e a maior obra-prima da literatura russa. Escrito entre 1873 e 1878 por Leão Tolstoi, retracta-nos a história de uma dama da aristocracia russa (Ana) que aparentemente tinha tudo para ser felizbeleza, dinheiro, um filho amado e um casamento prestigiado com um funcionário do Império (Alexei Karenine) e que decide abandonar tudo para viver o seu amor com Vronsky. O que no início foi uma relação extraconjugal discreta, tornou-se pública, depois do nascimento da filha de ambos. Apesar de ambos terem assumido publicamente a sua relação, Alexei negava-se a dar a Ana o divórcio pois na época tal era considerado um escândalo. Toda a sociedade se revolta contra aquela situação, o que obriga o casal a fazer uma viagem à Europa mas, passados poucos meses, Ana exige voltar à Rússia pois não suporta mais as saudades que tem do filho(Seriocha). O marido impede-a de vê-lo mas Ana consegue-o à revelia deste. Com o passar do tempo, Ana torna-se mais agressiva e desconfiada e a sua relação com Vronsky começa a desmoronar-se. Sentindo-se cada vez mais sozinha e sem encontra um rumo para a sua vida, decide suicidar-se. Outra personagem também merecedora de atenção é Levine, um proprietário rural que permanentemente faz uma busca existencial, procurando o seu lugar no mundo. A abordagem de temas como o adultério não é uma novidade na literatura do século XIX, sendo que o que torna esta obra única é a humanidade expressa através das palavras do autor. Neste romance está contida uma crítica à moral e aos costumes de uma Era preconceitos em que a mulher tinha uma função social de subalternidade em relação ao homem e onde não se atribuíam importância às emoções. A mulher como mãe também é citada, sendo a personagem Ana Karenina uma mãe dedicada que ama incondicionalmente o seu filho mas que o abandona para viver os seus sonhos.

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Esta obra mostra-nos o quanto é importante encontrarmos o nosso lugar no mundo e a demonstrar mais compreensão para com aqueles que tomam decisões com as quais não concordamos, porque no fundo ninguém conhece ninguém verdadeiramente, pois nunca podemos sentir o que os outros sentem nem da mesma forma.

Sugestões literárias

Anita Shreve mostra todo o seu talento nesta obra, ao contar a história de Olympia Biddeford, uma jovem de 15 anos que inesperadamente se apaixona por um amigo do seu pai, John Haskell, um médico casado e com quatro filhos. Desta relação irá nascer uma criança que será o alvo de disputa entre os dois.

A história de alguém que vive sempre em constante luta interior e incapaz de se sentir realizado é o tema principal deste romance, onde Marta Gautier usa a sua experiência como psicóloga para criar uma personagem angustiante e conturbada que arrasta o leitor até á sua própria existência, levando-o a questionar-se sobre o que será a felicidade e auto-realização.

Num livro em que os amores proibidos de Tita e Pedro são temperados por maravilhosos sabores, o imaginário do leitor voa entre a realidade e os sentimentos das personagens. Uma obra esplêndida de Laura Esquível, conceituada autora mexicana que conseguiu com esta obra arrebatar dezoito galardões internacionais.

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A Nova Era Tecnológica O Homem desde sempre procurou conforto e comodidade. A 4000 a. C. inventou a Roda. Há cerca de 800.000 anos que usa o fogo e há cerca de 100.000 que usa ferramentas feitas de pedra. Começou a escrever a 3.500 a. C. Já no século XX inventou o rádio, o avião, a televisão, o radar, o computador, a energia nuclear e o foguetão, entre muitas outras coisas. Desde então a evolução tem sido cada vez maior, proporcionando não só o conforto e a comodidade desejada como também já aspira à diversão e ao lazer. Quem se lembrará do ENIAC? Aquele primeiro computador, no verdadeiro sentido da palavra, que, em 1943, pesava 30 toneladas, consumida 200.000 watts de potência e ocupava várias salas? Tal coisa é impensável nos nossos dias. Hoje existe o iPad. E o que é o iPad? Será apenas um computador de bolso? O iPad é muito mais. É a mistura do computador com o telemóvel, juntando o melhor destes dois aparelhos. Num outro artigo iremos, então alargar os teus conhecimentos sobre este novo gadget.

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Os jogos, quem os joga e para quê? Em Portugal não existe uma gigantesca comunidade ligada às competições como em outros países, começa sim a existir um maior número de pessoas que procura novidades relacionadas com jogos, como hobbies apenas. Embora esta tendência se esteja a converter, existem em Portugal algumas comunidades competitivas e emblemáticas que representam os jogos em português, com equipas de jogos como CS:S, CS 1.6, COD e até mesmo em alguns jogos denominados Peers to Peers. Neste sentido, gostava de apontar uma multigming cujo conhecimento começa a ser cada vez maior, a StopNplay. Deixo-vos aqui algumas palavras da própria comunidade: “A StopNplay é uma comunidade de jogos multigaming virada principalmente para a vertente competitiva. Esta evoluiu da antiga EikonPT (2006-2008) e tem-se dedicado a diversas iniciativas relacionadas não só com o mundo virtual de e-gaming, mas também com todo o tipo de jogos multi-jogador de aspecto lúdico.” Se tens curiosidade e queres saber um pouco mais desta comunidade visita: www.stopnplay.net

A termo de curiosidade deixo-vos ainda um reportagem feita pelo Killer, relacionada com o jogo Tetris. “From Russia with love Tetris é um jogo muito popular desenvolvido entre 1985 e 1986, Alexey Pajitnov e Dmitry Pavlovsky. Pajitnov e Pavlovsky eram engenheiros informáticos na Academia Russa de Ciências (Russian Academy of Sciences). Alexey Pajitnov era um estudante com 16 anos de idade. O objectivo do jogo é encaixar tetraminós que são peças de vários formatos até formar uma ou várias linhas no máximo quatro para que o jogador possa ganhar pontos. Os direitos de autor de Tetris e seus derivados são alvo de teorias e especulação.”

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Sociedade

Crise Económica Com a chegada da crise mundial em 2008 e com o seu subsequente efeito nas estruturas económicas de praticamente todos os países do mundo, especialmente nos mais desenvolvidos, levantou-se uma questão pertinente: de quem foi a culpa? Várias teorias apontam para o papel que os Estados assumiram na década de 80, de desregulamentar a actividade financeira, e os efeitos que essas medidas tiveram. Porém, o que podemos verificar, é que quem está a pagar a crise, tendo culpa ou não, são estes mesmos Estados, o que acaba também por levantar outra questão: deve, ou não, o Estado aumentar o seu peso na economia? Será que deve criar outra crise desregulamentando o mercado, ou asfixia-lo com medidas para evitá-la? Deverá deixar os bancos e empresas falirem, ou injectar milhões nessas instituições para garantir a sua sobrevivência? A minha opinião passa por um equilíbrio entre estas duas vertentes. Em que medida os Estados devem fazer parte da actividade económica? Supostamente faria todo o sentido que fosse numa medida total, já que os Estados foram criados para gerirem a convivência, e os conflitos que daí advêm, dos seres humanos, tal como para satisfazer as necessidades gerais dos seus habitantes. Se a economia é, também, um fenómeno criado pela convivência do ser humano, o Estado deveria ter, então, um papel abrangente, para que não houvessem descriminações, desigualdades e para que os direitos de todos fossem respeitados. A teoria intervencionista defende este mesmo papel, a de que o Estado deve regulamentar e vigiar todos os aspectos da actividade económica/financeira. Do outro lado temos os liberalistas, actualmente mais conhecidos por neoliberalistas, pois o conceito passou por certas mudanças que o tornaram naturalmente mais adequado às necessidades contemporâneas. Isto porque todos se lembram do resultado que o liberalismo descontrolado teve em 1929, e já poucos se atrevem a defender o papel que os Estados tinham antes do famoso “crash“. Estes defendem que o Estado deve apenas criar condições para que a actividade económica se desenvolva, já que acreditam que o mercado económico se regulamenta naturalmente, graças à força da “mão invisível” que equilibra a oferta com a procura. Ou seja, uma situação em que todos fariam o que quisessem. Uma recriação do 1929 nos tempos modernos.

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Não basta, porém, dizer que os liberalistas defendem uma realidade que por várias vezes se demonstrou ser impraticável, pois também há falhas a apontar no sistema intervencionista. Que exemplo será melhor que os regimes comunistas? A URSS, o regime socialista mais poderoso do mundo, nem durou 80 anos, e porquê? Porque o peso que o regime exercia sobre todos os aspectos sociais e económicos do país foi tanto e tão brutal, que as populações não só se revoltaram como também exigiram um estilo de vida ocidental, ou seja, capitalista. Situação essa que também pode ser vista nos dias de hoje nos países árabes, onde todos querem uma vida melhor, graças à asfixia das liberdades individuais dos habitantes por parte dos regimes. E asfixiar as liberdades individuais passa também por asfixiar as liberdades económicas. Outra das questões que devem ser colocadas, e que de facto hoje em dia o são, é sobre a viabilidade dos Wellfare States, que foram criados sob influência da grande depressão de 1929, e que dão mais encargos aos Estados através de atribuições de subsídios de desemprego, subsídios de doença, salário mínimo, etc, e que em vários países, como a Grécia e a Irlanda, ameaçam entrar em colapso. Mesmo com o exemplo dos países desenvolvidos acima referidos, vários países deparam-se com vários problemas financeiros devido não só à crise como também aos encargos gerados por ela, o que os obriga a reduzir os benefícios fiscais e os subsídios. Ao mesmo tempo, aumentam os impostos. Ou seja, enquanto que por uma lado tentam acabar com os Wellfare States, ou pelo menos simplificando-os, reduzindo a sua influência (o que se poderá traduzir numa liberalização do mercado devido ao afastamento do papel do Estado), por outro lado aumentam os impostos, aumentando assim o peso dos encargos das empresas para com o Estado. Em vez de haver um equilíbrio, aumentam as disparidades. E o pior será quando as suas populações começarem a ter de abdicar de certos benefícios que todos tomavam como certos. Chegamos, então, ao ponto em que nos questionamos: qual é, na verdade, o verdadeiro papel que o Estado deve ter na economia? O Estado, por ser uma instituição comunitária, deve defender os direitos de todos os que fazem parte dele, e, portanto, deve haver uma defesa contra as desigualdades existentes, e, como sabemos, a economia cria muitas. Deve velar pelo bem estar da população, e criar medidas que impeçam estas crises de sucederem. É claro que na teórica é sempre muito fácil falar, mas é necessário, nos tempos que correm, recorrer a

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novas abordagens. É assim tão difícil um Estado equilibrar as suas políticas intervencionistas (como a regulamentação do mercado financeiro, etc) com o crescimento da sua economia (através do incentivo ao empreendedorismo e à fomentação de um mercado de concorrência perfeita)? Se tivermos como exemplo países como a Finlândia e o Luxemburgo, dois dos países mais desenvolvidos do mundo, podemos ver, também, dois casos de sucesso. São países que se desenvolveram graças aos investimentos que fizeram tanto no factor capital como no factor humano, o que os tornou não só desenvolvidos economicamente mas também socialmente, sendo países com uma disparidade bastante diminuída entre ricos e pobres. Sim, eles também sentem a crise, mas não foram eles que a provocaram, e certamente que sairão dela bastante mais depressa que a maioria dos outros países, pois o Estado tem um peso elevado mas como é eficiente influência positivamente todos os outros sectores.

Equilibraram o peso do Estado, apoiado o factor humano e ao mesmo tempo regulando a actividade económica. Esse equilíbrio poderá ser atingido se a comunidade política estiver disposta a tal. A busca pelo benefício próprio fez com que em certos sectores o peso do Estado se tornasse maior ao colocarem em cargos importantes membros de partidos políticos ou do governo, criando assim um clima de corrupção. É facilmente verificável o peso que de facto estes particulares políticos exerceram no que toca à formação desta crise. Para haver uma mudança na estrutura económica e política é necessário que acha uma mudança de valores políticos, para que os governantes dos países, que são quem na

pratica e teórica faz as leis e governa, percebam que há mais para além do benefício pessoal, que existe também o comunitário. Um Estado bem distribuído, eficiente, criador de condições para o desenvolvimento e protector das necessidades dos seus habitantes, é um Estado socialmente e economicamente avançado, onde os cidadãos são ouvidos, em oposição ao Estado actual, onde os cidadãos, pelos quais esta instituição supostamente composta, cada vez estão mais afastados dela. É esse Estado que temos de pensar construir. Porque é que em vez de criarmos um Estado intervencionista ou, pelo contrário, neoliberal, não criamos um onde o equilíbrio entre estas duas vertentes seja o lema? Se é necessário haver uma equilíbrio quanto à forma como os seres humanos se relacionam, talvez os Estados, que são um fenómeno humano, devam também seguir esse mesmo equilíbrio. Não nos fazia falta um Estado que actuasse mais de acordo com os seus habitantes, ou seja, de forma mais “humana”.

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“RISE AND FALL” Actualmente sempre que abrimos um jornal ou uma revista a primeira coisa que vemos além das letras gordas são personalidades, pessoas que conhecemos relativamente bem, os ditos famosos. Será fácil ser-se famoso? Perseguido, observado… O que será de facto uma estrela, de que é feita essa carreira e como é tão difícil para essas pessoas controlar o seu percurso? É este o tema da nossa reportagem “Rise and Fall” a ascensão e a queda de personagem que nos são conhecidos. Antes de tudo precisamos de uma estrela, misturando um pouco de talento, alguma sorte e a oportunidade certa. Mas será fácil lidar com o sucesso? Quantos famosos e ídolos já nos decepcionaram com histórias de dependências e quantos nos surpreenderam com ajudas humanitárias? Ser génio e popular pode custar-nos a vida, que o diga Judy Garland ou Marilyn Monroe, muitas vezes não entendemos os seus motivos, a forma como desapareceram. São jovens, com sucesso, dinheiro, reconhecidos e adorados muitas vezes por todo o mundo. São criticados e aplaudidos ao mesmo tempo, será fácil gerir uma carreira. Recordemos o Elvis ou o Kurt Cobain, será que podemos censura-los? No caso de Bob Marley o reggie, o modo de vida dele estava intimamente ligado ao consumo de drogas. Por outro lado, temos o oposto pessoas que usam a sua influência e o próprio dinheiro por causas nobre, não só falando por exemplo no Live 8, mas causas humanitárias apoiadas por exemplo pelo cantor Bono Vox, a cantora Madonna, a actriz Angelina Jolie ou a apresentadora Oprah. A lista de nomes de pessoas com alguma adição, não se restringe simplesmente ao álcool ou à droga, mas também a barbitúricos, dessas estrelas podemos referir algumas: Amy Winehouse, Eminem , Michael Jackson , Elvis Presley, Naomi Campbell , Michael Douglas , Mel Gibson , Johnny Depp, Lindsay Lohan ou o Príncipe Harry.

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Moda

Teens On The Runway Moda é sempre um assunto actual. Vai e volta ou desaparece para sempre. 2011 foi o ano em que dois grupos de Área de Projecto de duas prestigiadas escolas lisboetas se uniram e criaram o projecto Teens On The Runway. O concurso é destinado a jovens entre os 15 e 25 anos e o objectivo é dar a oportunidade de ingressarem no mundo da moda, onde mostrarão as suas criações perante um prestigiado jurí. O prémio que será atribuído ao grupo vencedor será um editorial na revista Activa e um Curso de Restyling de Guarda Roupa, oferecido pela Escola de Moda de Lisboa, no dia 28 de Maio, amanhã, no Colégio Salesianos de Lisboa, por volta da 21 horas. Foram escolhidos 7 grupos de todos os pontos do País e dos mais variados estabelecimentos de ensino.

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- Amnésia: Maria do Carmo Cunha e Sá, Maria Leonor D'Orey e Teresa Vaz Antunes (18 anos, Univ. Nova de Lisboa, Crisfal

e

Univ.

Católica

Portuguesa,

Lisboa);

- António Carvalho e Castro: António Carvalho e Castro (17 anos, Escola Sec. António Arroio, Lisboa); - BlackPearl: Adriana Rodrigues e Sérgio Daniel Zeferino da Silva (17 anos, Escola Sec. José Afonso, Seixal); - Ashleys: Ana Beatriz Alves, Maria Vieira Esteves, Bárbara de Sousa e Holstein e Beatriz Roquette Ferreira (16 anos, Escola - Mara

Sec. Indio:

Mara

Rainha Indio

(23

anos,

D. Fac.

de

Amélia, Belas

Artes

do

Lisboa); Porto,

Porto);

- Silky Way: Inês Matias, Patrícia Gomes, Maria Ruiz e Catarina Pereira (17 e 18 anos, Escola Sec. José Gomes Ferreira,

Lisboa);

- VMW: Victoria Maelys Wambersie e Manon de Saint Sermin (15 e 18 anos, Lycée Charles Lepierre, Lisboa). Eduarda Abbondanza Para se falar de um tema, temos de ir nos dirigir à raiz. Eduarda Abbondanza, fundadora da Moda Lisboa, nasce em 1962 em Lisboa. Concluiu o curso de estilismo do ITEM, onde acabou por estagiar no atelier da conhecida estilista Ana Salazar. Em 1982, une-se a Mário Matos Ribeiro, co-fundado, e iniciam um percurso que acaba por dar frutos em 1991, o Moda Lisboa. A primeira edição do evento dá-se em 1991 e em 1996, cria-se a associação ModaLisboa, que dão inicio a uma viragem do sector da moda em Portugal. Agregados ao Moda Lisboa estão estilistas de renome nacional, como Maria Gambina, Katty Xiomara, Ana Salazar, Luis Bucinho ou ainda Nuno Baltazar,entre outros. Um dos grandes objectivos do projecto é proporcionar a novos estilistas a oportunidade de brilhar e de ganhar algum prestígio perante a passerele portuguesa. Em Março, o evento celebrou 20 anos, tendo se realizado no Pátio da Galé.

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Espaço Lúdico

Apesar da Impala ser um complexo de escritórios bastante confuso, fomos muito bem recebidos na redacção da Revista Focus. Uma visita guiada foi-nos concedida pelo interior das instalações, gentilmente realizada por Gonçalo Trindade, um dos elementos do sector de cultura do semanário. Com uma breve síntese, deu-nos as bases de como uma redacção funciona. Cinco sectores, cultura, desporto, sociedade, paginação e edição, são o que compõe esta humilde família que semanalmente se empenha para trazer o melhor às páginas da sua revista. Ao cumprir um protocolo rígido de escolha de tarefas, de segunda a segunda, estes jornalistas, através de uma rede de computadores partilha a informação necessária. No que toca a imagens que vão compor os sectores de informação, a dificuldade é acrescida. Para incorporar com o texto uma imagem relativa, é necessário uma busca intensa por fotografias de livre uso ou que se encontrem no sistema geral da Impala. Em caso de violação de direitos de autor, a multa é inevitável. Caso não existam alternativas, a compra de uma imagem é a solução. Cabe aos chefes decidir, nas reuniões de redacção, que temas serão tratados na edição da revista e todos podem contribuir com sugestões e participar em artigos que não correspondem ao seu sector. Visitámos também o arquivo/biblioteca. Um espaço vasto e de perder de vista, onde se encontram as edições desde o berço até à morte de todas as revistas que passaram pelo edifício da Impala. Aos olhos exteriores, uma redacção parece ser demasiado complexa, mas quem a visita entende que se trata de um núcleo familiar e de boa convivência, onde todos contribuem para um fim comum.

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A palavra japonesa Reiki significa Energia Universal. Esta prática é proveniente do Japão e tem sido praticada á mais de 1000 anos. Transmite-se pela imposição de mãos e transmissão á distancia de energia. Pode ser praticada a si e aos outros, todos podem praticar e insere-se com simplicidade no quotidiano. É principalmente destinado a doentes, a pessoas que procuram equilíbrio espiritual e pessoas que gostam de ajudar.

Existem 3 níveis de Reiki: I nível- Abre portas á energia e permite auto-tratamento; transmite energia directamente. II nível- Completa o I nível: fornece chaves que garantem mais força aos tratamentos e permitem dar tratamentos á distância. III nível- Prepara para o nível de mestre MESTRE- O EU dentro de nós: permite-nos iniciar outras pessoas.

As três personagens de maior importância dentro do Reiki são o professor Mikao Usui, o doutor Chujiro Hayashi e a primeira mulher a dominar a técnica de Reiki, Hawako K. Takata.

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Aqui ficam algumas curiosidades Hitler já não é cidadão honorário da cidade de Dülmen. A cidade retirou o título 77 anos depois ( Hitler recebeu a comenda em 1933 da mão do chefe da cidade, o nazi Julius Bielefeld).

Em 1983 David Cooperfield fez desaparecer a estátua da liberdade perante um público que se encontrava a sessenta metros. O iate de Abramovich custa 340 milhões e é o maior iate privado do mundo. A empresa Nemesysco lançou em 2006 um programa que é capaz de medir graus de paixão o “LoveDetect”. Este consegue desvendar os sentimentos de alguém, através do telemóvel. 63% do território português é ocupado por espaços florestais não cultivados. $255 641 422,83 é quanto vale a dívida dos patrões aos trabalhadores que perderam os seus postos de trabalho no ano de 2010 em Portugal. Na localidade alpina de Hall foi encontrada uma fossa comum com os corpos de 220 deficientes eliminados pelos nazis.

O papa Bento XVI organizou o primeiro órgão de controlo financeiro do Vaticano pois suspeitasse de lavagens de dinheiro.

Poderá vir a nascer um novo país, o Sudão do sul. Tudo depende do resultado do referendo. Se assim for, tornar-se-á o 193º país do mundo

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Este ano comemora-se os 50 anos da ida de Yuri Gagarin aos Espaço.

Já durante o próximo ano a China tornar-se-á a primeira potência da industrial destronando assim os EUA que permaneceram os primeiros durante mais de um século.

Agora já pode reciclar as suas rolhas de cortiça graças ao projecto desenvolvido pela Quercus em parceria com a corticeira Amorin a Modelo/Continente e a Biological. Para contribuir basta apenas que entregue as suas antigas rolhas nos supermercados Modelo, Continente e centro comercial Dolce Vita. O ambiente agradece! Um estudo demonstrou que conduzir durante 3 horas á noite equivale a conduzir bêbado. Os livros escolares foram substituídos numa escola dos E.U.A pelo uso obrigatório do iPAD. Os morcegos fazem amigos para a vida toda. A nobre portuguesa mais idosa é D. Adelaide Manuela Amélia Micaela Rafaela de Bragança com 98 anos de idade. Possui o título de infanta e é neta do rei D. Miguel. Durante a segunda Grande Guerra ajudou na resistência á GESTAPO.

Cientistas revelam que o gosto por doces pode ser genético.

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“AH AH AH!!!” Eram os viageiros... (viajantes)

Não repitas o que vais dizer!

Ele sabia muito bem, embora não soubesse...

As pessoas das aldeias quando vêem um rato morto

Era uma cidade francesa no sul de França... Os Homens quando nascem não são diferentes mas

Uma senhora a falar ao telemóvel no autocarro:

são iguais!

- Sim filho... passado escreve-se com “ç”!

Não é a mesma nem é igual...

Duas velhas no autocarro:

Se tiverem sorte e não tiverem azar...

- Olá, então ‘tá tudo bem contigo?

Á pedrada com pedras, e coisas parecidas...

-Ai, pá! Chega a boca para lá que ainda me amandas

Mais maiores de grandes dimensões... ... é directamente indirecto... ...muitas e muitas cidades... geralmente todas! ...era o núcleo central. Já lá iremos, ou iremos já daqui a pouco. Se há diferenças volto a dizer que são iguais! Vamos ver imediatamente... a seguir... talvez ainda hoje...

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dão-lhe com um pau!

com ácaros


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Revista Flair  

Revista Cultura - Projecto FLAIR

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