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ISSN 1679-3331

PUBLICAÇÃO OFICIAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE FISIOTERAPEUTAS ACUPUNTURISTAS VOLUME 1 - NÚMERO 3

JANEIRO/FEVEREIRO/MARÇO DE 2004

NESTA EDIÇÃO A Verdadeira História da Acupuntura Fisioterapêutica Projetos de Responsabilidade Social SOBRAFISA Acupuntura Fisioterapêutica no PSF e em Unidades Básicas de Saúde Desespero de Associações Médicas Quanto ao Exercício da Acupuntura Fisioterapêutica Entrevista com Presidente do COFFITO Acupunturistas não podem ser acusados de exercício ilegal da medicina.


BIOACCUS Comércio de Produtos Terapêuticos Ltda. Agulhas para acupuntura - Óleos essenciais para Aromoterapia - Mapas de Anatomia - Mapas dos Meridianos - Moxas Auto Adesivas Martelinhos Chineses para Reflexologia - Massageadores Elétricos e Manuais - Massageadores de Madeira para a Planta dos Pés - Aparelhos de Acupuntura Esferas e Agulhas para Auriculoterapia. Lgo. Sete de Setembro, 52 - Sala 314 cep: 01501-050 - São Paulo - SP Fones: (11) 3104-7552 / 3101-1694 3104-6302 / 3101-9039 Home Page: www.bioaccus.com.br E-mail: bioaccus@bioaccus.com.br

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A História da Acupuntura Fisioterapêutica e Suas Repercussões Sociais. O terceiro número da revista A SOBRAFISA procura resgatar a participação do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional COFFITO, nas histórias políticas, travadas durante as demandas que se desenvolveram ao nível da Câmara e Senado Federal, em várias tentativas inócuas, que pelas suas características uniprofissionais e corporativistas não se concretizaram, por várias vezes pela ação do COFFITO, e na pessoa de seu Presidente Dr. Ruy Galart de Menezes, bem como de outros entes corporativos e personagens citados, em entrevista inédita que trazemos nesta edição. Várias questões políticas, sociais, éticas quanto a tentativa da regulamentação são tratadas na entrevista, porém, vale ressaltar que também o Presidente Dr. Ruy Galart de Menezes, foi o mentor intelectual do Projeto “Acupuntura Solidária”, que veio desencadear uma série de ações sociais desenvolvidas pela SOBRAFISA. Pois esta Presidência, se bem recorda, que em uma das primeiras reuniões de Diretoria da SOBRAFISA, na qual o Dr. Ruy se encontrava como convidado, o mesmo relatou a todos os Presidentes de Regionais da SOBRAFISA, que “A Acupuntura Fisioterapêutica necessitava de expressão, inserção e perfusão social para com resolutividade assistencial firmarse como Especialidade”. E isto ocorreu, estão aí as ações sociais da SOBRAFISA como: Projeto “Acupuntura Solidária”; Projeto “Educar para Prevenir: uma Ação Conscientizadora”; Projeto de “Alfabetização de Jovens e Adultos”; Projeto “Saúde Dez Fome Zero”; Projeto “Integrar para Educar: Revelando Talentos”; Projeto “Fisioterapia Solidária”, desenvolvidos em várias cidades e capitais sob o comando das regionais, todas propostas pela SOBRAFISA NACIONAL e suas Regionais, em favor da prevenção e das melhores condições de saúde, de educação e de dignidade social a, que todo cidadão tem direito constitucional. Vejamos que, a partir de uma colocação importante do Senhor Presidente do COFFITO naquela oportunidade, a história da Acupuntura Fisioterapêutica tem trazido importantes contribuições sociais, destacadas nesta edição. Dr. Jean Luís de Souza Presidente da SOBRAFISA NACIONAL VOLUME 1 / NÚMERO 2

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SUMÁRIO

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Editorial: A História da Acupuntura Fisioterapêutica e Suas Repercussões

Sociais.

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Palavras do presidente: “Novas Conquistas e Novos Reconhecimentos” SOBRAFISA NACIONAL

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SOBRAFISA presente no 1º Forúm pela Acupuntura Carta aberta de Balneário Camboriú pela Acupuntura SOBRAFISA PIAUÍ: A criação de mais uma Regional SOBRAFISA recebe Título de Empresa de Responsabilidade Social, através do selo Empresa Cidadã 2004

VOLUME 1 – NÚMERO 3 JANEIRO/FEVEREIRO/MARÇO DE 2004 EDITORIA CIENTÍFICA

Prof. Dr. João Eduardo de Araujo CONSELHO EDITORIAL

Dr. Anderson Ferreira da Costa Dra. Célia Rodrigues Cunha Dr. Cosme S. Guimarães Dr. Jean Luís de Souza Dr. José Heitor A. Casado Filho Dr. Luis Cláudio Ferreira Pinto Dr. Marcelo Marcos Medeiros Luz Dr. Marcelino Martins Dra. Márcia Maria Medeiros Luz Dr. Nelson Rosemann de Oliveira Dr. Rogério de Paula e Silva Dr. Ruy Gallart de Menezes Dra. Vilalba Rita Colares Cruz Dourado ASSESSORIA CIENTÍFICA

Dra. Fernanda Lopes Buiatti de Araujo Dra. Josie Resende Torres da Silva Dr. Marco Aurélio Resende Ottoni

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A Revista “ A SOBRAFISA” recebe reconhecimento do Vice Presidente da República e recebera mais homenagens

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Revista Veja Faz Matéria com o Acupunturista do Presidente Lula Convênio da SOBRAFISA com CREFFITO - 4

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Acupuntura Fisioterapêutica: Um pouco de História

SOBRAFISA entrega ao Vice Governador do Estado do Piauí a revista “ A SOBRAFISA”

SOBRAFISA REGIONAIS

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Regional Ceará Regional Goiás Regional Paraná Regional Rio de Janeiro Regional Minas Gerais Regional São Paulo LEGISLAÇÃO

é a revista oficial da SOBRAFISA - Sociedade Brasileira de Fisioterapeutas Acupunturistas, publicada trimestralmente com o objetivo de disseminar informações científicas, culturais e políticas para o aprimoramento e desenvolvimento da Acupuntura Fisioterapêutica, visando melhorar a qualidade de vida de todos aqueles que necessitam do profissional fisioterapeuta. Os conceitos emitidos nesta revista são de exclusiva responsabilidade de seus autores, assim como o seu conteúdo publicitário, de inteira responsabilidade das empresas anunciantes. Os textos submetidos a publicação devem ser enviados à redação da revista, aos cuidados da SOBRAFISA/ SP-Instituto Paulista de Estudos Sistêmicos – IPES. As normas para publicação encontram-se nas páginas finais desta revista. ISSN 1679-3331 Redação e Administração: Alameda Padre Rolin, nº 80 - Jardim Karaíba - CEP: 38.411294. Jornalista responsável: Eliane Moreira DRT-525/RN Produção gráfica: Roberto Alessandro Santos(capa e diagramação) e Dr. Marcelo Lourenço da Silva (conteúdo científico). Impressão:SABE S/A (Uberlândia, MG). Tiragem desta edição: 4.000 exemplares.

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Cursos com Projetos Pedagógicos aprovados pelo COFFITO ARTIGOS CIENTÍFICOS

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Análise Espirometrica do VEF1 e CFV em Pacientes aparentemente saudáveis do sexo masculino entre 20 e 30 anos pré e pós aplicação da Acupuntura de Aguiar, D. N.; de Souza, J. B. G.; de Souza, J. L.; Luz, F. G. R.

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FIBROMIALGIA: Dor Crônica através dos 5 Elementos, Pontos Shu-Mo e Canais Curiosos Rodrigues, A.; Silva, M. I.

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NEUROFISIOLOGIA: com base para compeensão dos Mecanismos de ação

da Acupuntura no tratamento da dor por alterações Cinéticas Funcionais Dias. E. M.; Souza, J. L.

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Teorias Elucidativas da Redução da Dor pela Eletroacupuntura Andrade, E. S.; de Paula, V. R. M.; de Paula, G. M.

50

Atualização de Técnicas Anatômicas nas Pranchas Auriculares: Escolas Chinesa e Francesa

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Normas para publicação

Capa: Alteração da criação original por Roberto Alessandro Santos, baseado em projeto gráfico do Site Oficial da SOBRAFISA.

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SOBRAFISA NACIONAL

PALAVRA DO PRESIDENTE

NOTA DE ESCLARECIMENTO PÚBLICO A SOCIEDADE BRASILEIRA DE FISIOTERAPEUTAS ACUPUNTURISTAS (SOBRAFISA), vem através de seu Presidente fazer alguns esclarecimentos: 1) Constatemente a mídia, de forma desinformada e ou manipulada, produz matérias sobre a Acupuntura que ao invés de nformar o cidadão e o meio social e legal, vende a ficção e a de formação de uma prática de saúde pseudamente monopolizada pelo trabalho médico em contradições com os princípios éticos e legais; 2) As IES - Instituições de Ensino Superior no país, cresceram em escala geométrica, absurda e irresponssável como claro desfavorecimento à presença da finalidade acadêmica em seus produtos; 3) Com estes fatos tornando-os cada vez mais necessário que os profissionais mais responsáveis com suas relações com o meio social, busquem o plus de conhecimentos necessários a uma adequada e ética jornada de decisão sobre seu trabalho perante cada cidadão, através de processos de aprimoramento e aperfeiçoamento de suas finalidades sócio-profissionais, conquistadas através do maior e mais seguro domínio do saber. 4) Mais diretamente relacionado a Especialidade de Acupuntura, algumas profissões que buscam a qualquer custo monopolizar o exercício e de forma mercantilista, conquistar o controle e domínio da técnica, método ou especialidade, e assim procedendo, tentando restringir seu exercício e monopolizando sua prática e de forma corporativista exercêla a altos custos;

5) Não se observa, até o momento, nenhuma Associação, Sociedade como cunho corporativista e mercantilista desenvolver ou proporcionar nenhum Projeto Socialmente Responsável , ou disponibilizar a atenção em especial na prática da Acupuntura, a baixos custos à população mais carente, a custo zero. 6) O monopólio serve para elitizá-la e torná-la escassa à população de baixa renda, como já ocorre com outros recursos, métodos terapêuticos e diagnósticos.A população em ausência de acessíbilidade a tais assitênias, busca influências políticas para acessá-la. A SOBRAFISA quer esclarecer que independentemente do que se fale, do que se escreva, do que se publique, ou mesmo do que se tente levar à mídia, como forma de sensacionalismo e exclusivismo da metodologia da Acupuntura para esta ou aquela categoria profissional, a mesma será distorcida, mercantilista, infundada juridicamente, pois independente deste ou daquele Conselho Profissional, regulamentar a Acupuntura como método, técnica, especialidade, e isto cremos ser muito salutar. Assim procedendo, estão estes organismos, exercendo um maior e melhor controle, quanto a imperícia ou dolo social, que possa vir a ser exercido por qualquer profissional de saúde, apesar de estarmos conscientes de este fato ser raro e que no âmbito da Acupuntura Fisioterapêutica isso nunca ocorreu. O que realmente existe de concreto, está na Constituição da República Federativa do Brasil, em seu artigo 5 uma descrição magna: “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer.”

Dr. Jean Luís de Souza Fisioterapeuta - Acupunturista Presidente da SOBRAFISA Nacional VOLUME 1 / NÚMERO 2

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SOBRAFISA NACIONAL

A SOBRAFISA E SEUS PROJETOS SOCIAIS A Sociedade Brasileira de Fisioterapeutas Acupunturistas vem desde a sua fundação, desenvolvendo seu trabalho na defesa dos interesses dos Fisioterapeutas Acupunturistas. Criou, edita e publica sua Revista “A SOBRAFISA” trimestralmente, com notícias da Nacional e Regionais ,suas ações sociais e produções científicas. Desempenhando seu compromisso com as responsabilidades sociais que toda e qualquer instituição, organização deveria se empenhar em desenvolver, sendo que estes Projetos têm recebido constantes reconhecimentos de organismos públicos, entidades e associações de interesse público, como exemplo revista, A SOBRAFISA vem trazer aos profissionais fisioterapeutas, especialistas ou não, demais profissionais de saúde, como também todo o poder político constituído, possa conhecer um pouco mais desse trabalho.

O Projeto Acupuntura Solidária, em todas as localidades onde está implantado realizou mais de 30.000 procedimentos em Acupuntura nos últimos doze meses. A partir deste Projeto, constatamos a necessidade da educação e prevenção em saúde, pois não resolveremos, ou não poderemos minimizar os problemas de saúde neste país, se não nos preocuparmos também com os níveis de prevenção, e para isto precisamos fomentar a Educação em Saúde Pública.

Alunos do Curso de Formação de Especialistas sob supervisão, realizam seus atendimentos e aprendizado em serviços ambulatoriais.

Um dos primeiros e principais Projetos idealizados é o “Acupuntura Solidária”, desenvolvido por todos os Cursos com chancela da SOBRAFISA, (veja no site:www.sobrafisa.org.br), onde os alunos dos Cursos de Formação de Especialistas sob supervisão, realizam seus atendimentos e aprendizado em serviços ambulatoriais. Os pacientes são atendidos com horário marcado e após a avaliação do Setor Social, recebem o atendimento acupuntural sem nenhum custo. 6/

Desta preocupação nasce o Projeto “Educar para Prevenir: uma Ação Conscientizadora”, onde profissionais, discentes dos cursos e docentes ministram conferências de orientação em saúde aos pacientes que estão inscritos no programa “Acupuntura Solidária”, bem como aos seus familiares e convidados, que estes mesmos trazem para participar. Procuramos sempre que possível desenvolver os temas destas conferências, com os mesmos de campanhas públicas realizadas no âmbito governamental. Projeto este que contou com a presença de 2500 pacientes e familiares no último ano. VOLUME 1 / NÚMERO 2


O Setor Social da SOBRAFISA verificou que durante estas conferências, material de apoio era distribuído, como folders, cartilhas atrativas, e que mesmo assim eram muitas delas deixadas após o término do evento sobre as cadeiras, e não sendo levadas para as residências do participantes, o que também era nosso objetivo, para que este material pudesse se perfundir a outros espaços que não somente aos das conferências. Nossa maior surpresa veio quando verificamos que os participantes das conferências, que tinham esta atitude, não eram alfabetizados. Este fato nos sensibiliza, pois de que adianta realizar atendimento em Acupuntura Fisioterapêutica de forma curativa, se não existir atenção educacional em saúde preventiva? Alunos da Segunda Turma do Projeto Educação e Alfabetização Solidária para Jovens e Adultos, durante as aulas com a Professora Aparecida do Carmo.

Participantes do Projeto Educar para Previnir durante palestras proferidas pelos Alunos do Curso de Acupuntura.

A SOBRAFISA passou a desenvolver mais um Projeto Social, “Educação Solidária: Alfabetização de Jovens e Adultos”. Este Projeto por sua vez realiza alfabetização de 60 jovens, adultos e idosos que não tiveram oportunidade de freqüentar a escola, e mesmo após um dia de trabalho vêm para suas aulas noturnas de alfabetização. A Sociedade Brasileira de Fisioterapeutas Acupunturistas fornece o vale transporte, o material escolar, coordenação pedagógica e o docente especializado na área, bem como o vale lanche, para que possam usufruir das atividades educacionais, já alimentados, mesmo antes de irem para suas residências, após a longa jornada de trabalho. O Projeto “Alfabetização Solidária” alfabetizou mais de 60 alunos e estará agora no segundo semestre concluindo a alfabetização de mais 60 alunos. A SOBRAFISA NACIONAL, recebe o apoio das Regionais de Goiás (11), Minas Gerais (04) e São Paulo (03), na realização destes Projetos. VOLUME 1 / NÚMERO 2

O Projeto “Integrar para Educar: Revelando Talentos”. A princípio participavam das aulas de computação, uma vez por semana, por uma hora e meia, os filhos dos alunos que estão sendo alfabetizados e parentes mais próximos, indicados por estes. O projeto foi divulgado, e cresce, quando a SOBRAFISA foi procurada por Diretores de Escolas Públicas de bairros carentes de Uberlândia, para que crianças e adolescentes que estão sob o acompanhamento e ou tutela do juizado da Infância e Adolescência, pudesse integrar também este projeto. Fomos buscar apoio da iniciativa privada e conseguimos a doação de alguns computadores, que associados aos que já possuímos mediante parceiras com Escolas de Cursos de Formação de Acupuntura, canchelados pela SOBRAFISA. Aumentamos a quantidade de equipamentos e estamos atendendo agora cerca de 40 crianças, jovens e adolescentes. Durante as aulas estes são orientados a realizarem suas pesquisas na internet, sempre de acordo com os temas e necessidades dos mesmos em relação a suas tarefas escolares, temas estes informados pelos diretores e coordenadores das Escolas Públicas Conveniadas. Durante as últimas reuniões de avaliação do projeto que tivemos com Diretoras e Coordenadoras das referidas Escolas, as mesmas nos relataram que o rendimento, comportamento, assiduidade, aproveitamento e relacionamento interpessoal destes alunos melhoraram sensivelmente, após o início e suas participações no Projeto. Uma vez ao mês realizamos atividades utilizando os computadores para integrar pais e alunos. /7


Alunos de Escolas Públicas e de Bairros carentes de Ubenrlândia aprendendo informática - Projeto “Integrar para Educar:Revelando Talentos”

A SOBRAFISA mantém o Projeto “Fisioterapia Solidária”, pois os pacientes atendidos no ambulatório de Acupuntura Solidária necessitam também na maioria das vezes de recuperação das disfunções, nos parecendo que a abordagem Acupuntural desta forma se tornava incompleta. Criamos o Projeto “Fisioterapia Solidária”, em que uma Profissional Fisioterapeuta com formação em Reeducação Postural Global, Especialização em Saúde da Mulher e também Especialista em Acupuntura realiza avaliação, diagnóstico, tratamento e alta dos pacientes triados, a partir do Ambulatório de Acupuntura Solidária e em casos de vagas, também pacientes encaminhados inclusive do próprio serviço público, ou mesmo através do setor social. Pode-se verificar que estamos e devemos estar tão integrados no meio onde vivemos, pois a partir de uma iniciativa, podemos perceber o quanto as 8/

ações em saúde pública estão interrelacionadas e todos os profissionais liberais, profissionais da saúde, setor público, organizações privadas, sindicatos, associações temos o dever de realizar nosso papel de responsabilidade e compromisso social. A Sociedade Brasileira de Fisioterapeutas Acupunturistas quer nesta oportunidade agradecer a todos as entidades, Escolas de Formação de Especialistas em Acupuntura, voluntários, empresários, Escolas Públicas, Regionais da SOBRAFISA de Minas Gerais (MG-04), São Paulo (SP-03) e Goiás (GO-11), pelo apoio , colaboração e auxílio que têm dado na direção e desenvolvimento de todos os Projetos Sociais acima descritos. Temos a certeza que durante este ano, estaremos recebendo vários títulos de Empresa Cidadã, e outros reconhecimentos públicos pelos novos projetos recentemente implantados.

Sem custos, pacientes carentes são diagnosticados e atendidos por Fisioterapeutas, após avaliação social.

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ENTREVISTA Dr. Ruy Gallart de Menezes A VERDADE DOS FATOS POR QUEM VIVEU: HISTÓRIA DA ACUPUNTURA FISIOTERAPÊUTICA NO BRASIL Com o lançamento do número II da Revista “A SOBRAFISA”, o Presidente da SOBRAFISA NACIONAL, Dr. Jean Luís de Souza, em 31 de março de 2004, em visita ao COFFITO, passou às mãos do Dr. Ruy Gallart de Menezes exemplar da revista “A SOBRAFISA” . Nesta oportunidade, a reportagem da revista “ A SOBRAFISA”, realizou entrevista com Dr. Ruy Gallart, onde pode relatar sua participação na história da Acupuntura Fisioterapêutica no Brasil, bem como seu empenho em favor desta Especialidade no âmbito particular e à frente do COFFITO.

Dr. Ruy Gallart de Menezes

“A SOBRAFISA” 1) Quais os objetivos do COFFITO, quando editou a resolução N. 97 de 22 de Abril de 1988, que estabeleceu carga horária de 600 horas de Curso de Acupuntura com duração mínima de 2 anos para a formação do fisioterapeuta em Acupuntura? Dr. Ruy Gallart: A Resolução COFFITO nº 97/1988 foi uma das etapas da necessária requalificação acadêmica do profissional para a prática da Acupuntura visando afastar o risco de práticas inadequadas. “A SOBRAFISA” 2) A História da Acupuntura no Brasil se confunde muito com a História da Acupuntura Fisioterapêutica, e mesmo com sua história no COFFITO e edição das resoluções. Como o Senhor exerceu VOLUME 1 / NÚMERO 2

influências para elaboração do substitutivo do Deputado NILSON GIBSON? Relate-nos este fato histórico para a Acupuntura Fisioterapêutica. Dr. Ruy Gallart: Em realidade, aquela época nos deparamos com o PL 383/1991 de autoria do Deputado Marcelino Romano Machado– SP, praticamente aprovado na CTASP da Câmara, cujo relator havia sido o Deputado Nilson Gibson – PE. O PL em questão cuidava de uma acupuntura praticada apenas por médicos, desconsiderando todo o histórico e legitimidades corporativas de sua prática no país até aquele momento. Entramos em contato com o Deputado Relator, acompanhava-me o assessor jurídico do COFFITO na época, Dr. Valter Vilas Boas, e após o palarmentar ouvir com atenção todas as questões colocadas por nós e que envolviam aquela matéria e que também não eram de seu conhecimento, se dispôs a reanalisar o relatório apresentado à Comissão. Conversamos então com o presidente da CTASP na época, Deputado Carlos Alberto Campista – RJ que após tomar conhecimento das questões tratadas com o Deputado relator, autorizou que o mesmo fizesse uma reanálise do seu relatório. De imediato comunicamos o fato ao Deputado Nilson Gibson que avocou o PL 383/91 e nos solicitou

colaboração na qualidade de consultores. Nesse mesmo dia, elaboramos vasto relatório institucional, sempre com a colaboração do Dr. Valter Vilas Boas e do funcionário Antônio Carlos, do COFFITO. Contamos ainda com a valiosa ajuda da ABA na pessoa do Dr. Evaldo Martins que nos forneceu cópia de todos os documentos históricos da Acupuntura no país em seu poder institucional e que, consolidados com aqueles presentes nos arquivos do COFFITO, permitiu que o Deputado Nilson Gibson já possuidor de todas informações necessárias, apresentasse o substitutivo que acabou sendo aprovado não apenas na CTAPS da Câmara mas também na própria Casa Legislativa. Desta forma foi possível encaminhar ao Senado um projeto de lei com alta qualidade social e que passou a tramitar na nova Casa (Senado) com o número 067/95. Foi distribuído ao gabinete do Senador Valmir Campelo - DF e, face o relatório lavrado por sua assessoria legislativa que quase acompanhava os princípios originais propostos pelo Deputado Marcelino Romano, nos obrigando a reproduzir junto ao eminente Senador a mesma tipicidade de trabalho desenvolvido na Câmara, sempre contando com a colaboração valiosa do Dr. Valter Vilas Boas e do Sr. Antônio Carlos. /9


Em trabalho conjunto com os assessores do Senador Valmir Campelo foi produzido posteriormente o tão citado “Relatório Valmir Campelo” que de tão legítimo resistiu a audiências públicas e até aos ataques corporativistas, ostensivamente monopolistas do saber e do mercado de trabalho. Posteriormente este Projeto hibernou naquela Casa durante largo período, ressurgindo na Comissão de Educação do Senado, relatado pelo então Senador Joel de Holanda – PE. Após algumas escaramuças naquela Comissão de Educação, o PL seguiu para o seu inevitável arquivamento.

Federal de Acupuntura? Caso isso não ocorra, qual a condição em que a Acupuntura será regulamentada em nível de Congresso Nacional? Pois para o fisioterapeuta esta regulamentação já existe. Dr. Ruy Gallart: Poderá até ocorrer, mas pessoalmente não vislumbro possibilidades da acupuntura, isoladamente, desentranhada do

deste informativo oficial, o doutor analisa que a Acupuntura não deve ser exercida ou entendida como monopólio desta ou daquela profissão, e que o diagnóstico em Acupuntura se difere das construções praticadas pelo profissionais de saúde do mundo ocidental. Como o doutor analisa este fato , tem ainda hoje a mesma opinião?

Dr. Ruy Gallart: A minha visão da questão não se alterou, da mesma forma que a Acupuntura não se altera há milênios. A questão diagnóstica da acupuntura não pode ser discutida no âmbito da visão sanitária “A SOBRAFISA” ocidental, mas sim, 3) Quais os objetivos fundamentada nos estudos que levaram o dos protocolos da MTC, não COFFITO a editar a naturalmente compreendidos resolução N. 201 de e entendidos pelo 24 de Junho de profissional de saúde do Presidente da SOBRAFISA NACIONAL: Jean Luís de Souza, 1999, que mundo Ocidental, na medida entregando a 2ª edição da revista “ A SOBRAFISA”. estabeleceu carga em que este não os estudou horária mínima 1200 horas, e especificamente no âmbito maior rigor na apreciação de consolidado de conhecimentos acadêmico da sua formação em projetos Pedagógicos para a denominado Medicina Tradicional saúde. formação Especialista Chinesa – MTC, vir a ser considerada Fisioterapeuta Acupunturista? no país uma área de conhecimento “A SOBRAFISA” Quais os objetivos do COFFITO nos moldes das atividades 6) Quais as expectativas que o regulamentadas da saúde, “Doutor Ruy” tem quanto a com esta resolução? transformando-se em uma atividade Especialidade de Acupuntura profissional autônoma. Dr. Ruy Gallart: Fisioterapêutica no Brasil? Entendo, salvo melhor juízo, A Resoução nº 201/1999, bem como as demais que cuidaram que o porte ocupacional e social da Dr. Ruy Gallart : da mesma matéria, faz parte do acupuntura sinaliza na direção de sua Não o vejo mais apenas pela ótica da como uma expectativa ou perspectiva, aprimoramento continuado da utilização formação em acupuntura, destinado multiprofissionalização do seu mas sim como uma realidade a permitir o seu reconhecimento como processo assistencial, como já está alcançada pelo êxito da Resolução Especialidade, o que de fato ocorreu ocorrendo. Deve ser observado a COFFITO 219/2000. de Conselhos no ano de 2000 através da edição da quantidade Profissionais que já regulamentaram “A SOBRAFISA” resolução COFFITO nº 219. a sua prática por profissionais 7) Quais os Projetos de Lei que submetidos ao seu controle ético/ hoje estão em tramitação na “A SOBRAFISA” Câmara e Senado Federal quanto 4) Como o Doutor analisa o social. a regulamentação da Acupuntura. exercício da Acupuntura no Qual deles na sua opinião analisa “A SOBRAFISA” Brasil? Acredita que a Câmara Federal e Senado Federal 5) Mesmo antes do lançamento da como sendo a melhor proposta poderão criar a profissão de Revista “O COFFITO”, ou seja, para os profissionais de saúde e Acupunturista no Brasil, com uma quando era ainda editado o jornal para a população socialmente possível criação de um Conselho “ O COFFITO”, em um editorial carente de saúde. 10 /

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Dr. Ruy Gallart: São projetos em discussão, e que na forma redacional apresentada não correspondem ao princípio legal desejado para a regulamentação da Acupuntura no pais, no âmbito de uma ótica multiprofissional. As discussões ocorrem na tentativa de harmonização dos projetos buscando contemplar aqueles princípios que nortearam o projeto de lei nº 383/1991 na forma em que foi aprovado pela Câmara dos Deputados. “A SOBRAFISA” 8) Como analisa a implantação da Acupuntura no PSF? Dr. Ruy Gallart: Não tenho informações a respeito, mas qualquer proposta destinada a oferecer procedimentos assistenciais de acupuntura ao meio social, em demandas específicas sensíveis clinicamente a sua ação terapêutica, será sempre um ato de qualidade de gestão. “SOBRAFISA” 9) Como vê o papel da SOBRAFISA e seus objetivos, em uma Sociedade que tem objetivos de congregar Fisioterapeutas Acupunturistas? Dr. Ruy Gallart: A SOBRAFISA é uma necessidade para consolidar e integrar a defesa dos interesses corporativos dos Fisioterapeutas Acupunturistas e poderá alargar a abrangência de suas ações institucionais, quando puder contar com expressiva participação dos Fisioterapeutas Acupunturistas em um quadro associativo fiel aos interesses coletivos e sociais.

“A SOBRAFISA” 10) A Acupuntura existe como profissão no código brasileiro de Ocupações, mas não tem uma regulamentação profissional pelo Congresso, porém o Fisioterapeuta que vincule a Acupuntura a sua atividade profissional necessita de Curso de Formação em Especialista Específico em Acupuntura. Quais as sanções éticas que o profissional fisioterapeuta estará sujeito caso não tenha os requisitos VOLUME 1 / NÚMERO 2

necessários para prática da Acupuntura. Podemos então afirmar que para o Fisioterapeuta a Acupuntura é regulamentada?

oriundos de instituições corporativas como no caso em tela, onde temos a SOBRAFISA agregando dividendos sociais e políticos para a corporação.

Dr. Ruy Gallart: Em realidade a Acupuntura está no CBO como uma ocupação não regulamentada e também surge como especialidade para alguns, como no caso do Fisioterapeuta.

“A SOBRAFISA” 13) Como o Senhor analisa a importância da revista “A SOBRAFISA” para a Especialidade de Acupuntura e para o Fisioterapeuta Especialista em Acupuntura?

“A SOBRAFISA” 11) Quais os principais critérios analisados pelo COFFITO para que um Projeto Pedagógico de um Curso mereça sua chancela e conseqüente aprovação. É permitido a um Curso possuir Portaria com controle ético e de qualidade do COFFITO para uma localidade e utilizar-se da mesma Portaria de autorização para outra localidade? Dr. Ruy Gallart: Perante o princípio legal o Fisioterapeuta não pode agregar a sua atividade regulamentada “Fisioterapia” o exercício da Acupuntura sem que tenha suprido as exigências legais impostas pelas Resoluções do COFFITO que disciplinam a matéria. Esta questão já foi submetida ao judiciário que decidiu pelo entendimento acima. Desta forma, para o Fisioterapeuta a Acupuntura é uma prática de saúde regulamentada. “A SOBRAFISA” 12) Como o doutor analisa a atuação e objetivos da SOBRAFISA em seus Projetos Sociais, a exemplo do Projeto “Acupuntura Solidária”; na capacidade de promover ações de resolutividade em saúde pública; disseminar informações científicas, culturais e políticas para o aprimoramento e desenvolvimento a Acupuntura Fisioterapêutica? Dr. Ruy Gallart: O Projeto “Acupuntura Solidária” pelo êxito e reconhecimento alcançados nas comunidades onde está presente, demonstra que é possível perfundir a presença do Fisioterapeuta através de trabalhos sociais sérios e responsáveis,

Dr. Ruy Gallart: Desta forma, entendo que dentro das limitações orçamentárias da SOBRAFISA, a sua revista “A SOBRAFISA” vem cumprindo com muita eficiência o seu objetivo perante os que tem interesse nos assuntos que envolvem a pratica da Acupuntura. “A SOBRAFISA” 14) O COFFITO, acredita que em breve os profissionais com registro de título de Especialistas em Acupuntura, que têm aumentado sensivelmente, necessitarão realizar novas provas de títulos de revalidação da Especialidade em Acupuntura em face aos crescentes desenvolvimentos científicos que a prática e o exercício da Acupuntura tem trazido. Em caso afirmativo, quem seria responsável pela aplicação desta revalidação de títulos? Dr. Ruy Gallart: Esta questão é controversa e até o momento o grande sucesso dos exames de suficiência, onde até mesmo ele existe por imposição legal, é o êxito mercantil alcançado pelos proprietários de cursos preparatórios para o exame em questão. Devemos preservar a qualidade assistencial através do acompanhamento correto da implantação dos projetos pedagógicos dos cursos institucionalmente reconhecidos, acompanhados de um maior rigor no trato das questões éticas que envolvem as atividades profissionais. / 11


SOBRAFISA-REGIONAIS SOBRAFISA MINAS GERAIS Dra. Márcia Maria Medeiros Luz Gonçalves - Presidente

SOBRAFISA NACIONAL E REGIONAL DE MINAS GERAIS CELEBRAM CONVÊNIO COM A SECRETARIA DE SAÚDE DE UBERLÂNDIA PARA IMPLANTAR ACUPUNTURA NO PSF E NAS UBS

SOBRAFISA NACIONAL, REGIONAL de MINAS 04 e REGIONAL GOIÁS 11 e representante do COFFITO em reunião com o Secretário de Saúde de Uberlandia - MG. Dr. Flávio Alberto de Andrade Goularte. A exemplo da Prefeitura Municipal de Campo Belo (MG), demonstrando uma sensibilidade e qualidade na gestão da Saúde Pública, o Secretário de Saúde, o médico Dr. Flávio Alberto de Andrade Goularte, em reunião entre o COFFITO, na pessoa de seu presidente Dr. Ruy Galartt de Menezes, Assessor Parlamentar Dr. Ciro José Tavares, Presidente da SOBRAFISA NACIONAL Dr. Jean Luís de Souza, e das Regionais de Goiás (11) Dr. Marcelo Marcos Medeiros Luz, SOBRAFISA de Minas Gerais (MG-04), Dr. Márcia Maria Medeiros Luz Gonçalves, e a equipe técnica da Prefeitura Municipal de Saúde, foi celebrado Convênio em que esta parceria receberá o apoio da Center Fisio IMES – unidade Uberlândia, para que parte dos Estágios Supervisionados em Acupuntura do Instituto, ocorram nas dependências da Unidade Básica de 12 /

Saúde (UBS) do Bairro Martins (Centro Municipal de Reabilitação), e no Programa de Saúde da Família do Núcleo Morumbi, inclusive com assistência domiciliar, caso este paciente não possa ou não esteja indicado seu deslocamento até a sede do núcleo.O poder público participará do convênio realizando o agendamento na central de consultas da Secretaria de Saúde, e cederá o espaço físico necessário para o atendimento. A SOBRAFISA NACIONAL, Regionais de Minas Gerais(04), Regional de Goiás (11) e o Center Fisio IMES, providenciaram os estagiários, supervisores, material necessário (agulhas, equipamentos de eletroacupuntura, laser) e outros que se façam necessários. Estima-se a utilização de 24.000 agulhas mensais, além de demais acessórios necessários para o desenvolvimento da assistência em Acupuntura na Saúde Pública. O início do Programa

Acupuntura na Saúde Pública de Uberlândia: UBS e PSF, está marcado para início de Julho. A SOBRAFISA NACIONAL, quer agradecer o apoio do COFFITO (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional), na pessoa do Dr. Ruy Galartt de Menezes que, como demonstrado na edição desta revista, esteve, está, e temos a certeza que sempre estará envolvido com as questões da prática da Aucupuntura por Fisioterapeutas. Agradecemos ao Dr. Flávio de Andrade Goulart, Secretário de Saúde de Uberlândia, como também ao Prefeito Municipal Dr. Zaire Rezende pela agilidade em que iniciou o comando das negociações para celebração do convênio. Esperamos em breve, e já temos proposta para implantação do projeto em outras localidades mediante convênio com o setor público. No próximo número da revista “A SOBRAFISA”, apresentaremos os primeiros dados estatísticos e resultados do projeto.

Secretário da Saúde Municipal, Dr.Flávio Alberto de Andrade Goularte em reunião com a SOBRAFISA. VOLUME 1 / NÚMERO 2


PRESIDENTE DO CREFITO 04 DESTACA AÇÕES DA SOBRAFISA NACIONAL

SOBRAFISA Entrevista com Presidente do CREFITO-4, Dr. Hildeberto Lopes dos Santos

Dr. Hildeberto Lopes dos Santos Presidente do CREFITO 04 - MG “Se os orientais já estão, há longo tempo, convencidos da validade da terapia através da acupuntura, para nós ocidentais até muito recentemente foi por muitos considerada uma atividade menosprezada, sem a necessária idoneidade científica. Esta reversão de valores que hoje constatamos, foi em grande parte resgatada através da atuação resolutiva apresentada pelos fisioterapeutas”. A constatação é do Dr. Hildeberto Lopes dos Santos, presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 4ª. Região – CREFITO-4, autarquia com atuação nos Estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins e Distrito Federal. Para o presidente do CREFITO-4, a acupuntura, uma abordagem caracteristicamente física, é plenamente inerente a profissão exercida pelo fisioterapeuta. “A acupuntura está tipicamente voltada para as práticas da Fisioterapia e do fisioterapeuta, que ganhou não só notoriedade científica mas também o reconhecimento prático da população”. “Nos idos de 1985, quando ainda desacreditada em nosso meio, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional - COFFITO foi a primeira instituição pública deste país VOLUME 1 / NÚMERO 2

a disciplinar a grade curricular e reconhecer a acupuntura, estabelecendo critérios éticos, científicos e sociais para essa prática por parte dos fisioterapeutas. Somente muitos anos depois, quando a acupuntura já havia vencido esse período de incredulidade e de desconfiança que mencionei, é que passou a ser alvo da atenção de outras áreas profissionais da Saúde, até chegarmos a essa polêmica dos dias de hoje de que é uma atividade estritamente médica, o que é, evidentemente, um ledo engano. “Talvez seja até reflexo do chamamento para essa área que vem ocorrendo já no transcorrer dos cursos acadêmicos, onde constatamos um chamamento muito grande para a acupuntura como especialidade”. O presidente do CREFITO-4 salienta que, a partir do momento em que o COFFITO reconheceu e expandiu a visão científica da acupuntura , reconhecida como prática do fisioterapeuta, o Conselho Regional que dirige tem procurado estimular cada vez mais esse crescimento como atividade técnicocientífica de grande valia para a sociedade, que necessita desta abordagem.

“Enquanto Conselho, vamos estimular e dar todo o suporte necessário ao avanço científico da acupuntura”, garante o dr. Hildeberto Lopes dos Santos. O presidente do CREFITO-4 destaca, embora com o risco de estar omitindo outros profissionais igualmente importantes, o papel desempenhado pela Dra. Vilalba Rita Colares Cruz Dourado na criação da SOBRAFISA, entidade alavancadora das conquistas alcançadas pelos fisioterapeutas. “E, se a Dra. Vilalba empreendeu a implantação da SOBRAFISA e a alicerçou, o seu atual presidente, o Dr. Jean Luís de Souza, está impulsionando a entidade através de congressos, jornadas e inúmeras manifestações. O que temos observado é que o Dr. Jean Luís de Souza, uma pessoa extremamente dinâmica, deu um grande avanço à acupuntura, disciplinou o curso de acupuntura em módulos e o expandiu de forma expressiva, caracterizando um avanço extraordinário no meio da Fisioterapia. Observamos essas conquistas com muita atenção e aplaudimos seu dinamismo e seu conhecimento, adquirido na militância como docente e como acupunturista”.

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SOBRAFISA PARANÁ Dr. Nelson Rosemann de Oliveira - Presidente

Tentativa Desesperada de Associações e Cooperativas Médicas de impedir o Fisioterapeuta exercer com legitimidade a Especialidade de Acupuntura O Sindicato dos Médicos do Pará e a Cooperativa de Trabalho dos Médicos Acupunturistas de Belém no Estado do Pará, tentando denegrir e descredenciar a legitimidade de Institutos e ou Escolas dirigidos por Fisioterapeutas Acupunturistas, que ministram Cursos de Formação de Especialistas, tentam confundir e desinformar o Ministério Público, na tentativa de conseguir liminares que possam ser utilizadas na mídia de forma a confundir profissionais e usuários da Acupuntura, de que somente médicos podem exercer a acupuntura como especialidade. Acompanhe abaixo a ações da SOBRAFISA, regional do Paraná, vem através do ofício N. 15\04 de 7 de junho de 2004, prestar ao Ilustríssimo Senhor Promotor de Justiça Dr. João Gualberto dos Santos Silva, responsável pela Promotoria de Justiça de Direitos Constitucionais e do Patrimônio Público, no Estado do Pará, a verdade sobre a prática da Acupuntura no Brasil, para que não paire dúvidas de que a mesma não é monopólio desta ou daquela categoria profissional. OFÍCIO DIGER Nº 15/04 Curitiba, 7 de Junho de 2004. Assunto: Ofício no224/2004-MP/2ª PJ/DC/PP (Procedimento extrajudicial no58/2004-MP/PJ/DC/PP). Ilustre Senhor Promotor, Acusando o recebimento do epigrafado tenho a honra e a satisfação de vir a presença deste membro do Ministério Público Paraense, com o fim de, atendendo ao solicitado, manifestar-me a respeito do pretendido perante esta 2ª P.J., pelo Sindicato dos Médicos do Pará e Cooperativa de Trabalho dos Médicos Acupunturistas de Belém e Castanhal - COOMEIA, o que se faz da forma como abaixo se verá: 1) Primeiramente, poder-se-ia questionar quanto a via eleita pelas entidades supra-mencionadas na busca de suas pretensões. No entanto, e no maior interesse do esclarecimento mais amplo possível da questão, deixa-se de lado tal discussão, até porque nítida está a intenção das proponentes em, 14 /

induzindo em erro o parquet, tentar, aleivosamente cobrir com o manto da ilegalidade o cerne da presente questão. Tentativa, entretanto, inócua. 2) Quanto ao mérito da matéria que se pretende discutir (embora não seja este o foro apropriado) são as alegações das entidades lamuriosas inteiramente constituídas de inverdades. 3) Do notório reconhecimento do CBES, como instituição de ensino: A alegação de que o CBES não é instituição conhecida, certamente limita-se à já demonstrada total falta de informação de ambas as entidades. Ademais, se tais entidades não conhecem o CBES, isto, por óbvio não lhe retira a credibilidade, a idoneidade, a sua legalidade angariadas durante todos estes anos de sua existência. Para maior comprovação do aqui afirmado juntase, neste ato, pequeno histórico desta instituição o qual bem demonstra a capacidade, habilitação e competência no ensino das matérias das áreas a que se dedica em vários pontos do País. Como se não bastasse e apenas a título informativo e subsidiário ao douto Promotor, juntase, também, comprovações da atuação do CBES no âmbito social, mister sempre prioritário desta instituição. Deste modo recomendase às entidades queixosas que, antes de assoberbar o já assoberbado trabalho de nosso Ministério Público, fazendo levianas afirmações buscassem, antes, melhor se inteirar dos fatos reais, pois evidente o risco

que correm a fazer falsas alegações, muito mais sobre quem dizem não conhecer. Tóllitur quaestio! 4) Quanto à questão de mérito, qual seja a de que “a acupuntura é uma especialidade médica...”, é flagrante a inveracidade desta afirmação. Por certo que o que se pretende - e tal salta aos olhos do mais descuidado observador - é que os profissionais médicos intentam estabelecer uma “reserva de mercado” no que tange a especialidade da acupuntura. Aliás esta discussão não é nova. De há muito vêm eles tentando constituir tal prática com o que denominam, erroneamente, de especialidade médica, restrita a médicos, odontólogos e veterinários. Pergunta-se: Onde está o dispositivo legal que assim determina? Tal não existe. Assim vigora o princípio basilar de que o que a Lei não proíbe, é permitido.Muito mais quando o exercício de tal atividade é feito por profissionais da área da saúde, altamente capacitados, especializados e habilitados, não se conhecendo, até hoje, qualquer dano ou prejuízo decorrente desta atividade que tenha prejudicado qualquer paciente. Para ilustração deste debate junta-se artigo de nossa autoria publicado na Revista “A SOBRAFISA”, Volume 1 numero 2/ 2003. 5) De outro vértice, também não encontra subsistência a alegação de que as ditas instituições visam “não somente a proteção profissional do trabalho médico, mas, sobretudo, a segurança e a proteção dos VOLUME 1 / NÚMERO 2


pacientes”. A comprovação disto é que referido Magistrado, como relator do jamais aceitaria a realização de a acupuntura vem sendo, com muito Agravo de Instrumento. Ressalte-se, cursos de tão alto nível, não fossem sucesso, praticada por profissionais entretanto, que em outro processo no eles ministrados por entidade, da de diferentes áreas da saúde, tais mesmo TRF (AGREGSS no mesma forma, reconhecida e idônea. como fisioterapeutas, enfermeiros, 2002.01.00.002216-5/DF), que tratava Custoso acreditar que uma psicólogos, terapeutas ocupacionais de matéria da mesma natureza foi o Universidade se prestaria a admitir tal entre outros. Aí reside, repita-se, a referido julgador vencido naquele relação com outrem que não se impressão inegável de que pudesse equiparar ao nível os profissionais médicos que conquistou, ao pretendem tornar tal “Sindicatos e cooperativas médicas fazem contrário das entidades ora atividade como de reclamantes. Aliás, é falsas afirmações sobre a especialidade exclusividade sua, muito cabível a esta altura de Acupuntura Fisioterapêutica” embora, sabe-se, que até indagar, em sendo tão bem pouco tempo atrás, a grave como querem fazer própria medicina negava julgamento que concedeu a ampla parecer, o porque do não veementemente eficácia e a qualidade possibilidade de profissionais da saúde comparecimento neste procedimento, terapêutica desta milenar prática. não médicos, poderem exercer, de do órgão máximo de representação Assim também fez - e faz - com a forma livre e legal a prática da dos profissionais médicos qual seja, homeopatia, a fitoterapia, a osteopatia, acupuntura. Juntam-se várias o Conselho Regional de Medicina ou a quiropraxia, relegando tais práticas decisões judiciais comprovando que mesmo o Conselho Federal de como atividade subalterna chegando ao contrário do que afirmam as Medicina. A resposta é óbvia e já foi até a desprezá-la como superstição entidades, os Tribunais Pátrios vêm aqui demonstrada: é que até o ou charlatanice o que obviamente não entendendo de forma exatamente momento não lograram êxito, nem pode ser aceito, muito mais agora oposta ao que afirmam, judicial, nem extra-judicialmente em quando a exclusividade desta fatia do irresponsavelmente, perante esta “abocanhar” tão importante setor onde mercado vem sendo fortemente Promotoria de Justiça, fugindo assim se verifica de parte da classe médica reivindicada, justamente por aqueles aos mais básicos preceitos de tão somente o interesse nos lucros que a negavam. Para melhor lealdade, atuação com boa fé e ética que daí, eventualmente, poderiam esclarecimento e entendimento do de somente dizer, em juízo ou fora advir, delegando então às entidades aqui exposto juntam-se diversas dele, fatos verossímeis e nunca menores a linha de frente em tentativas Resoluções dos respectivos aqueles que sabem serem inverídicos. inúteis como a que ora se apresenta. Conselhos profissionais das áreas que 7) Cumpre ressaltar, ainda, Senhor 8) Para não nos alongarmos ainda exercitam tal prática. Promotor, quanto a afirmação, já dita mais, entendemos essencial 6) Aduzem finalmente as entidades leviana da legalidade do CBES como referirmo-nos à propalada decisão haver pareceres e decisões judiciais instituição de ensino idônea e judicial que estaria a sustentar a tese que não estariam admitindo tal prática. reconhecida (exceto pelas das queixosas. Como dito acima, é Lamentavelmente a notificação desinformadas entidades), que o ainda uma decisão não definitiva, recebida deste parquet veio mesmo vem atuando em Estados do passível de cassação, o que desacompanhada de tais decisões ou País como Rio Grande do Sul, São certamente ocorrerá quando do pareceres. No entanto, julgamento do referido ousamos nos referir, sem Agravo de Instrumento na “Acupuntura não é especialidade restrita receio de erro, à uma única Turma Julgadora doTRF1. a médicos, odontólogos e veterinários e provisória decisão No entanto somos monocrática proferida pelo conhecedores de nota Onde está o dispositivo legal Desembargador Federal divulgada pelo informativo que assim determina?” Antônio Ezequiel da Silva, oficial do CFM e distribuída do TRF da 1ª Região nos a todos os seus filiados Autos de Agravo de Instrumento no Paulo, Paraná (Sede), e agora, no Pará dando conta da impossibilidade dos 2002.01.00.026027-0/DF, recurso este com o respaldo legal das Portarias do fisioterapeutas não poderem praticar interposto contra decisão judicial que COFFITO, além de possuir o acupuntura. Mais uma vez se verifica denegou tutela antecipada do CFM necessário convênio com universidade a divulgação enganosa, embora contra o COFFITO, sobre a mesma reconhecida e que, no momento dirigida à comunidade médica, pois matéria, isto é, tentando impedir a oportuno, se necessário será que afirma que o TRF1 “foi bastante atuação dos profissionais declinada a sua razão social, claro e incisivo ao decidir que a fisioterapeutas e terapeutas entendendo-se, também que a acupuntura é especialidade médica”. ocupacionais de exercerem a Universidade Estadual do Pará, Ora, quem até agora decidiu foi um atividade acupunturista. Como dito, instituição conhecida e respeitada, mero despacho do Desembargador esta foi uma decisão singular do esta até das entidades reclamantes, Relator, que apesar de vencido em VOLUME 1 / NÚMERO 2

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processo semelhante anterior, todos o exercício de qualquer aqui reclamantes denunciam e gritam concedeu tutela antecipada em outro atividade econômica, que esta deve ser atividade exclusiva feito sob sua relatoria. Resta ressaltar independentemente de autorização, da classe médica? Por certo que não. que, mesmo assim não coibiu a salvo exceções legais. Disto decorre 10) Ilustre Senhor Promotor: pratica da acupuntura por outros que as afirmações aqui feitas são penitenciamo-nos porque entendemos profissionais da área da saúde, inaceitáveis, como, por exemplo, que Vossa Senhoria muito mais tem conforme bem se pode ver da a fazer do que desperdiçar seu decisão proferida, “Pode se imaginar algum profissional precioso tempo com os contrariamente ao já absurdos que lhe foram médico em casas de Tatuagens, ou solidificado entendimento trazidos à apreciação, com o mesmo supervisionando a colocação intuito eminentemente firmado por aquela Corte. Ainda é de causar espanto a de piercing, nos umbigos..., ou onde a casuístico, mas que, de nossa forma como a nota do CFM parte e em respeito e imaginação possa levar.” (aqui juntada) pretende consideração a Instituição por transcrever trecho da decisão. Vossa Senhoria muito bem Suprime dolosamente parte da dizer-se que a “acupuntura é método representada, e reconhecendo o bom mesma oração quando reproduz: cirúrgico invasivo...”. Isto se constitui senso ao determinar um procedimento “acompanhei o voto divergente, no em verdadeira falácia. A se aceitar tão extra-judicial para fins de sentido de constituir...”. Como se pode bizarra tese, era de se proibir, esclarecimento, queremos crer que a bem observar de um comparativo entre também, a prática de aplicação de questão ficou esclarecida à a nota divulgada e a decisão proferida, injeções por quem não fosse médico, saciedade, descabendo, portanto, verifica-se a omissão dos vocábulos principalmente as endovenosas, que SMJ, qualquer atitude por parte do “embora vencido” referindo-se aí ao injetam diretamente no fluxo Ministério Publico, visto que nenhuma aludido processo que a este sangüíneo medicamentos muitas ilicitude se encontra no caso ora em antecedeu, proposto pelo CFM, com vezes perigosos cuja invasividade é apreciação, motivo pelo qual, tem-se o mesmo propósito e julgado bem superior. Também, deve ser a certeza do imediato arquivamento improcedente. levado em consideração, na linha de deste procedimento por total falta de 9) Assim sendo ilustre Promotor, em raciocínio que se pretende impor aqui, legitimo interesse e capacidade para, ambos os casos não pode prosperar o caso das manicures que manipulam junto ao MP, buscar-se decisão que a esdrúxula reclamação proposta: instrumentos pérfuro-cortantes, só poderá ser prolatada pelo judiciário, primeiro porque o reconhecimento e muitas vezes sem qualquer sem prejuízo de postulação das a legalidade do CBES são flagrantes, habilidade, causando cortes e medidas civis e criminais cabíveis nada havendo a se discutir quanto a ferimentos, não raras vezes, a quem contra ambas as entidades, se assim sua atuação, ocupando o espaço a elas se submete. Aceitariam as entender necessário, o que se fará, físico da UEPA; segundo, porque, reclamantes constituir tais atos como oportunamente, no foro competente, enquanto não existir norma legal que exclusivos da categoria médica, que louvando-se a atuação deste ilustre defina o exercício profissional da teriam que atuar em salões de beleza, membro do parquet. acupuntura atribuindo-o a determinada em nome do que afirmam ser a classe não há que se falar em segurança e proteção dos Permanecendo a disposição, exclusividade e muito menos em “ato “pacientes”? Ou então, completando subscrevo-me o raciocínio, podese imaginar algum Atenciosamente “Medicina negava veementemente, até profissional médico atendendo nas Prof. Nelson José Rosemann de pouco tempo atrás, a eficácia e casas Oliveira qualidade terapêutica da acupuntura, chamadas “Tatoos” a fazerem Diretor Geral do CBES denominando – às de com instrumentos, Presidente da SOBRAFISA/Paraná inclusive utilizados superstição e charlatanice.” na acupuntura, a Ao Ilustríssimo Senhor médico”, o qual diga-se, também, não produzirem as mais diversas imagens Promotor de Justiça recebeu regulamentação legal, e caricaturas por sobre a derme e Dr. João Gualberto dos Santos prevalecendo assim o comando epiderme dos tatuados? Ou então Silva constitucional insculpido no Inciso XIII pode-se ainda, imaginar após tantos Promotoria de Justiça de Direitos do Artigo 5º de nossa Carta Magna, o anos de estudos o médico aplicando Constitucionais e do Patrimônio que equivale dizer que a atitude das piercing nos umbigos, orelhas, Público. reclamantes fere também o princípio narinas, sobrancelhas e onde mais que Rua: Ângelo Custódio, 36 (Prédio da livre iniciativa, que é fundamental a imaginação da nossa juventude Anexo I do MP) - Cidade Velha do Estado brasileiro, que assegura a possa levar, só porque as entidades CEP 66015-160. Belém - Pará. 16 /

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SOBRAFISA Santa Catarina Dr. Rogério Delamar da Silva Júnior - Presidente

Acupunturistas não podem ser acusados de exercício ilegal da Medicina O acupunturista Marcelo profissão de nível técnico na para que não fosse mais acusado Fabian Oliva e o Centro Integrado Classificação Brasileira de de exercício ilegal da medicina e de Estudos e Pesquisas do Ocupações do Ministério do para que não fossem mais Homem (CIEPH), de Santo Amaro Trabalho e Emprego. Segundo divulgados anúncios com a da Imperatriz (SC), não podem ser essa classificação, é atribuição afirmação de que a acupuntura é acusados de exercício ilegal da do acupuntor realizar atividade privativa dos médicos. O medicina pela prática da “prognósticos energéticos por acupuntor também pediu que lhe acupuntura. A decisão é do juiz meio de métodos da medicina fosse assegurado o direito de substituto da 6ª Vara Federal de tradicional chinesa para resposta às acusações já Florianópolis, Jurandi Borges harmonização energética, divulgadas e a condenação dos Pinheiro, que proferiu, réus por danos morais. segunda-feira (14/6), “...ao Cremesc e às duas sociedades Os dois últimos sentença em ação pedidos foram que não publiquem anúncios ajuizada contra o negados pelo afirmando que a acupuntura só pode Conselho Regional de magistrado, para Medicina do Estado de ser exercida por médico, sob pena de quem a divulgação de Santa Catarina comunicados – multa de R$ 50 mil por anúncio.” (Cremesc), a Sociedade afirmando que a Médica Brasileira de acupuntura praticada Acupuntura e a Sociedade Médica fisiológica e psico-orgânica”. por não médicos representa risco de Acupuntura de Santa Catarina. Pinheiro ressaltou, ainda, a à saúde – “não constitui fato apto O juiz também determinou ao inexistência de fundamentação à configuração de dano moral, Cremesc e às duas sociedades científica consistente para porquanto dentro dos limites que não publiquem anúncios qualificar a acupuntura como razoáveis de defesa da suposta afirmando que a acupuntura só “especialidade médica apta a inibir prerrogativa médica”. Finalmente, pode ser exercida por médico, sob a sua prática sob o enfoque Pinheiro considerou que, “com a pena de multa de R$ 50 mil por eminentemente holístico”. Na postulação de indenização, resta anúncio. Pinheiro entendeu que, sentença, o juiz registrou que era inviabilizado o direito de resposta”. enquanto o exercício da essa, “curiosamente a visão que Cabe recurso ao Tribunal acupuntura não for regulamentado dela sempre teve o Conselho Regional Federal da 4ª Região por lei, o “Conselho Federal de Federal de Medicina até 1995, (TRF4). Medicina não pode fazê-lo através quando então, sem nenhuma Processo n.º 2003.72.00.003442-0 de resolução, sob pena de descoberta revolucionária no violação da competência privativa campo da acupuntura, passaram Direção do Foro – Secretaria da União para legislar sobre as a qualificá-la como técnica a ser Administrativa Seção de condições para o exercício das utilizada exclusivamente por Comunicação Social Rua profissões”. Além disso, o médicos”. Argentino radicado em Arcipreste Paiva, nº 107, Centro, andar 88010-530 – magistrado apontou que a Santa Catarina, Oliva processou 7º acupuntura é classificada como o Cremesc e as associações, Florianópolis – SC

Participe da II JOFAT JORNADA DE FISIOTERAPIA E ACUPUNTURA DO TRIÂNGULO e I Fórum Multiprofissional pela Acupuntura. VOLUME 1 / NÚMERO 2

Data: Outubro/2004, maiores informações: na próxima edição ou pelos telefones: (34) 3224-1060 e (34) 3223-5827 / 17


COFFITO (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional) obtém mais uma vitória contra o CFM na questão da Acupuntura Na gestão anterior do COFFITO, sob a Presidência do Dr. Ruy Galart de Menezes, foi ajuizada ação do CFM, contra o COFFITO. Estas ações tentavam, mais uma vez suspender efeitos de Resoluções normativas do exercício da acupuntura pelo fisioterapeuta. Em recente decisão da Justiça Federal do DF, em face ao processo n. 2.001.34.00.032976-6, que pretendia a decretação da nulidade da Resolução N. 219\2000, do COFFITO, que reconhece a acupuntura como especialidade profissional do fisioterapeuta, para impedir que o COFFITO habilite seus inscritos a exercer o ofício, onde entre outras alegações, que o CFM se volta contra a edição da Resolução por outro Conselho de Classe, disciplinando a prática da acupuntura, especialidade cuja exclusividade quer resguardar aos médicos. Cumpre a notar que aludida Resolução não impede os médicos de continuar praticando a acupuntura e nem discute a competência para tanto,

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como se pode constatar do disposto no artigo 1, da resolução que estabelece: “Artigo 1 – Sem caráter de exclusividade corporativa, reconhecer a Acupuntura como Especialidade profissional do fisioterapeuta, desde que tenha cumprido as exigências contidas nas Resoluções COFFITO 60\85, 97\88 , 201\99 O juiz substituto, em 31 de maio de 2004, da Quinta Vara Federal, julgou extinto o processo, sem exame de mérito, com base no artigo 267,VI, do código de processo civil (ilegitimidade ativa). Condenando o autor, CFM, a pagar custas de honorários advocatícios no valor de R$1000,00. Houve o entendimento, de que as resoluções da acupuntura editadas pelo COFFITO, em nada se contrapõem a legislação em vigor, e a própria Constituição Federal, por ser uma norma estritamente voltada para a corporação normatizando, sem monopólio e exclusividade, o exercício da acupuntura para os Fisioterapeutas

Acupunturistas, garantindo um efetivo controle ético e profissional para a prática do exercício da acupuntura por fisioterapeuta, prevenindo a perspectiva de dolo social, pela inadequação de sua prática.É um fator de proteção social, que afasta profissionais que não tenham a devida titulação e qualificação para o exercício da especialidade. Mais um mérito do anterior presidente do COFFITO, a ser acrescido na história de sua luta pessoal pela defesa da acupuntura fisioterapêutica e da própria fisioterapia. A SOBRAFISA, espera que a nova gestão do Conselho Federal de Fisioterapia, recentemente empossada, continue desenvolvendo ações políticas até aqui praticadas, oferecendo aos Fisioterapeutas condições para que com ética e dignidade continuem exercendo a sua atividade profissional como ocorria na gestão anterior do orgão. Conheça na próxima edição da revista A SOBRAFISA a íntegra da decisão.

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CURSOS COM PROJETOS PEDAGÓGICOS APROVADOS COM CHANCELA SOBRAFISA É importante salientar que a portaria do reconhecimento do curso refere-se apenas para a cidade na qual o endereço está mencionado abaixo. Uma escola que possua filiais em outras cidades deverá apresentar portarias distintas para cada localidade.

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CENTER FISIO - IMES Av. Garibald, 1428 – Foz do Iguaçu – PR Tel: 0xx-34-3223-5827/(45) 91131491/ (45) 9107 5475 e-mail: centerfisio@centerfisio.com.br Portaria COFFITO N. 066 de 29 de Abril de 2004.

CENTER FISIO - IMES Al. Padre Rolim, 80 - Jardim Inconfidência 38411-294 - Uberlândia, MG Tel. (0 ** 34) 3210-3046 E-mail: centerfisio@centerfisio.com.br Portaria COFFITO nº 07, de 05/07/2000

CBES - Colégio Brasileiro de Estudos Sistêmicos Rua Lourenço Pinto, 190 80010-160 - Curitiba, PR Tel. (0 ** 41) 225-6670 Portaria COFFITO nº 26, de 25/11/1999

CENTER FISIO - IMES Rua São João, 335-A - Centro 37270-000 - Campo Belo, MG Tel. 034 3223-5827 / 9124-923 E-mail: centerfisio@centerfisio.com.br Portaria COFFITO n° 57, de 08/11/2002

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Center Fisio - IMES Av. Antônio Carlos Magalhães, 771 Itaiguara 41920-000 - Salvador, BA Tel. (0**34) 3224-1060/ 071 359-2963 E-mail: centerfisio@centerfisio.com.br Em convênio com Ortofisio Fisioterapia Ltda Portaria COFFITO nº 82, de 29/05/2003

SANTA CATARINA IBRATE – Instituto Brasileiro de Therapias e Ensino Rua Lauro Muller, 843 CEP 88301-401 - Itajaí –SC Tel: 0xx47-349-1363 Portaria COFFITO: Nº 102 de 02/10/2003 e-mail: fisomaribrate@fisiomaribrate.com.br

RIO DE JANEIRO Clínica de Recuperação Acelerada Nilton Petrone Estrada do Tindiba, 1893 - Taquara 22740-361 - Rio de Janeiro, RJ Tel. (0 ** 21) 2425-6464 E-mail: fisioterapia@npetroner9.com.br Portaria COFFITO nº 007, de 29/01/2004

RIO GRANDE DO SUL Colégio Brasileiro de Estudos Sistêmicos Rua Baronesa do Gravataí, 700 Cidade Baixa – Porto Alegre –RS Tel: 0xx-51-3224-1599 e-mail: cbes@cbesaude.com.br Portaria COFFITO: Nº 115 de 29/10/2003

CNW - ASSISTÊNCIA FISIOTERÁPICA LTDA R. Dona Maria, 100 Tijuca - Rio de Janeiro - RJ CEP: 20.541.030 tel: (021)-257-72210 Portaria COFFITO N. 018 de 29/12/2004.

RIO GRANDE DO NORTE

MATO GROSSO DO SUL

CENTER FISIO –IMES Av. Lima e Silva, 1566 Lagoa Nova - Natal –RN CEP: 59063-300 Tel.: (34) 3223-5827/ 084 206-4232 e-mail: centerfisio@centerfisio.com.br Portaria COFFITO: Nº 149 de 18/12/2003

FISIOCOM Comércio e Eventos Ltda. Rua Dom Aquino, 1915 - Centro 79002-184 - Campo Grande, MS Tel. (0**67) 325-8989 E-mail: fisiocom@terra.com.br Portaria COFFITO n° 77, de 20/02/2003

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PERNAMBUCO Biocorpus - Centro Integrado de Terapias Energéticas Rua dos Palmares, 189 - Boa Vista 50040-010 -Recife, PE Tel. (0 ** 81) 3076-3011 E-mail: biocorpus@hotmail.com Portaria COFFITO nº 33, de 10/01/2002

DISTRITO FEDERAL Instituto Brasiliense de Estudos Sistêmicos- IBES SHIN CA-02, Lote 01, Quadra Q1 - Lago Norte 71501-000 - Brasília, DF Tel. 034 3223-5827 / 064 916-1773 e-mail: centerfisio@centerfisio.com.br Portaria COFFITO nº 58, de 08/11/2002 FisioBrasília Representante Comercial Ltda. SEPN-707/709 - Campus da UniCEUB 70790-075 - Brasília, DF Tel. (0 ** 61) 244-2054 Em convênio com Centro Universitário de Brasília Portaria COFFITO Nº 69, DE 20/02/2003

SÃO PAULO Instituto Paulista de Estudos Sistêmicos - IPES Rua Antônio Totolí, 1149 - B. São Joaquim 14400-410 - Franca, SP Tel. (0 ** 16) 3723-8172 e-mail: centerfisio@centerfisio.com.br Portaria COFFITO nº 64, de 19/12/2002

VOLUME 1 / NÚMERO 2

CENTER FISIO - IMES Rua Humaitá, 484 12245-040 - São José dos Campos, SP Tel. (0 ** 34) 3210-3046/ 012 3941-4406 E-mail: centerfisio@centerfisio.com.br Em convênio com Firval - Centro de Estutos Firval Portaria COFFITO nº 65, de 19/12/2002 Instituto Paulista de Estudos Sistêmicos - IPES Pça. Boa Ventura F. Rosa, 384 Bairro Jardim Sumari 144025-459 - Ribeirão Preto, SP Tel. (0 ** 16) 3723-8172 Portaria COFFITO nº 66, de 19/12/2002 CENTER FISIO –IMES Rua Thomaz Gonzaga, 56 Marília –SP - CEP: 17500-000 Tel: 0xx-34-3223-5827/ 014 423-9663 e-mail: centerfisio@centerfisio.com.br Portaria COFFITO: Nº 151 de 18/12/2003 CENTER FISIO - IMES R. Serqueira Campos , 2140 – São José do Rio Preto - SP. e-mail: centerfisio@centerfisio.com.br Tel: (34) 3223-5827/ (17) 2354203 Portaria COFFITO N. 068 de 29 de Abril de 2004. Centro de Estudos Firval Rua Silvia, 56 - Bela Vista CEP: 01331-010 São Paulo, SP Tel. (0**12) 3941-4406 E-mail: crocunha@uol.com.br Portaria COFFITO nº 96, de 14/08/2003 CENTER FISIO - IMES Rua Itália, 442 CEP: 13270-180 - Valinhos, SP Tel. 034 3223-5827/ E-mail: centerfisio@centerfisio.com.br Em convênio com LET S - Fisioterapia Ltda Portaria COFFITO nº 78, de 20/02/2003

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Colégio Brasileiro de Estudos Sistêmicos Av. Jabaquara 1799 São Paulo – Capital - CEP: 04045-003 Tel: 0xx11-5078-9623 e-mail: nelsonrosemann@uol.com.br Portaria COFFITO: Nº 146 de 18122003

TOCANTINS CENTER FISIO - IMES ACSE-02, s/n - Lote 26, Conj. 11 77000-000 - Palmas, TO Tel. 034 3223-5827 / 063 225-8559 E-mail: centerfisio@centerfisio.com.br Portaria COFFITO n° 59, de 08/11/2002

GOIÁS CENTER FISI - IMES Av. Anhangüera, 1420 - Vila Nova Goiânia 74085-115 - Goiânia, GO Tel. 034 3223-5827 / 062 541-5328 E-mail: centerfisio@centerfisio.com.br Portaria COFFITO n° 39, de 26/03/2002 CENTER FISIO - IGES Rua Joaquim Vasconcelos do Nascimento, 85 - Centro 75900-000 - Rio Verde, GO Tel. 034 3223-5827 / 064 621-4361 E-mail: centerfisio@centerfisio.com.br Portaria COFFITO nº 60 de 08/11/2002

Fonte: www.sobrafisa.org.br março/2004

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associe-se a SOBRAFISA Preencha o formulário na página 84 desta edição. VOLUME 1 / NÚMERO 2


Lançamentos do Trimestre Trabalhos Apresentados por: Prof. Dr. João Eduardo Araújo

Trabalho Apresentado por: Dr.Thiago Vilela Lemos e Dr. Eduardo Batista Vasconcelos


NORMAS GERAIS PARA PUBLICAÇÃO A revista A SOBRAFISA é uma publicação com periodicidade trimestral e está aberta para a publicação e divulgação de artigos científicos nas áreas relacionadas à Fisioterapia e Acupuntura. Os artigos publicados na revista A SOBRAFISA poderão também ser inseridos na versão eletrônica da revista (Internet) sendo que para sua publicação os autores já aceitam estas condições. A revista A SOBRAFISA receberá para publicação trabalhos redigidos em português e inglês, ficando os textos dos mesmos sob inteira responsabilidade dos autores, não refletindo obrigatoriamente a opinião do Conselho Editorial e do Conselho Consultivo. Os autores que desejarem colaborar em alguma seção da revista poderão enviar sua contribuição (em arquivo eletrônico/ e-mail) para a redação, sendo que fica entendido que isto não implica na aceitação do mesmo, que será notificado ao autor. O Comitê Editorial poderá devolver, sugerir trocas ou retorno de acordo com a circunstância e/ou realizar modificações nos textos recebidos. Neste último caso não se alterará o conteúdo científico, limitando-se unicamente ao estilo literário. 2. NORMAS DE ELABORAÇÃO DOS TRABALHOS 2.1 Editorial Trabalhos escritos por sugestão do Comitê Editorial, ou por um de seus membros. Extensão: Não devem ultrapassar três páginas no formato A4 com fonte Times New Roman tamanho 12, espaço duplo, margem de 2cm de cada um dos lados e com todas as formatações de texto, tais como negrito, itálico, sobrescrito, etc; a bibliografia não deve conter mais que dez referências. 2.2 Artigos Originais Somente trabalhos não publicados anteriormente, tampouco remetidos a outras publicações, que versem sobre a investigação clínica, diagnóstico, terapêutica e tratamento dentro das áreas definidas anteriormente. Texto: Não superior a 12 páginas no formato A4, com fonte Times New Roman tamanho 12, espaço duplo, margem de 2cm de cada um dos lados e com todas as formatações de texto, tais como negrito, itálico, sobrescrito, etc. Tabelas e Gráficos: No máximo seis tabelas no

formato Excel/Word. Deverão ser enviadas no formato arquivo eletrônico e também impressas em alta qualidade. A legenda será colocada na parte superior das mesmas. Figuras: No máximo 8 figuras digitalizadas em formato .tif. A resolução mínima deverá ser de 300dpi. As respectivas legendas deverão ser claras, concisas e localizadas abaixo das ilustrações e precedidas da numeração correspondente. Deverão ser indicados os locais aproximados no texto, onde as ilustrações serão intercaladas como figuras. Bibliografia: É aconselhável no máximo 50 referências bibliográficas. Os critérios de aceitação dos trabalhos serão o rigor metodológico científico, novidade, originalidade, assim como qualidade literária de texto. 2.3 Artigos de Revisão Trabalhos que versem sobre alguma das áreas relacionadas à Fisioterapia e Acupuntura, ao cargo do Comitê Editorial, bem como remetida espontaneamente pelo autor, cujo interesse e atualidade interessem a publicação da revista. Quanto aos limites do trabalho, aconselha-se o mesmo dos artigos originais. 2.4 Comunicação Breve Esta seção permitirá a publicação de artigos curtos. Isto facilita que os autores apresentem observações, resultados iniciais de estudos em curso, e inclusive realizar comentários a trabalhos já editados na revista, com condições de argumentação mais extensa que na seção de cartas do leitor. Texto: Não superior a três páginas, formato A4, com fonte Times New Roman tamanho 12, espaço duplo, margem de 2cm de cada um dos lados e com todas as formatações de texto, tais como negrito, itálico, sobrescrito, etc. Tabelas e figuras: No máximo 4 tabelas ou 4 figuras em Excel e figuras digitalizadas (formato .tif) , com resolução mínima de 300 dpi. Bibliografia: No máximo 15 referências bibliográficas. 2.5 Técnica em Destaque Esta seção permitirá a demonstração de técnicas relacionadas à Fisioterapia e Acupuntura e deverão ser escritas no mesmo formato que o da Comunicação Breve.


2.6 Resumos Serão publicados os melhores resumos de trabalhos de conclusão de curso das escolas de especialização em Acupuntura cujo projeto pedagógico tenha sido aprovado pelo COFFITO e que não tenha sido submetido a outra forma de publicação. 2.7 Correspondências Esta seção publicará correspondência recebida, sem que necessariamente haja relação com artigos publicados, porém relacionados à linha editorial da revista. Caso estejam relacionados a artigos anterior-mente publicados, será enviada ao autor do artigo ou trabalho, antes de se publicar a carta. Texto: Com no máximo duas páginas A4, com as especificações anteriores, bibliografia incluída, sem tabelas ou figuras. 3. PREPARAÇÃO DO ARTIGO ORIGINAL 3.1 Normas Gerais 3.1.1 Os artigos enviados deverão estar digitados em processador de texto (Word, Word Perfect, etc.) em página formato A4, com fonte Times New Roman tamanho 12, espaço duplo, margem de 2cm de cada um dos lados e com todas as formatações de texto, tais como negrito, itálico, sobrescrito, etc. 3.1.2 Numere as tabelas em romano, com as legendas para cada tabela junto à mesma. 3.1.3 Numere as figuras em arábico, e envie de acordo com as especificações anteriores. As imagens devem estar preferivelmente em tons de cinza, com qualidade gráfica mínima de 300 dpi. Fotos e desenhos devem estar digitalizados no formato .tif. 3.1.4 As seções dos artigos originais são estas: resumo, introdução, materiais e métodos, resultados, discussão, conclusão e bibliografia. O autor deve ser o responsável pela tradução do resumo para o inglês e também das palavras-chave (keywords). O envio deve ser efetuado em arquivo, por meio de disquete, disco Zip, CD-ROM ou por e-mail. Em todos os casos, anexar cópia impressa e identificar com etiqueta no disquete ou CD-ROM o nome do artigo, data e autor, incluindo informações dos arquivos, tais como processador de texto utilizado e outros programas e sistemas. 3.2 Pagina de Apresentação A primeira página do artigo apresentará as seguintes informações: n Titulo em português e inglês. n Nome completo dos autores com a

qualificação curricular e títulos acadêmicos. . Local de trabalho dos autores. . Autor que se responsabiliza pela correspondência, com o respectivo endereço, telefone e e-mail. . Título abreviado do artigo com não mais que 40 toques para paginação. . As fontes de contribuição para o artigo, tais como equipe, aparelhos, etc. 3.3 Resumo e palavras-chave (Abstract, Keywords, Resumem e Palabras-clave) Na segunda página deverá conter o resumo com fonte Times New Roman tamanho 12, em um só parágrafo, com no máximo 2200 toques, seguido da versão em inglês ou espanhol. O conteúdo do resumo deve conter as seguintes informações: n Objetivos do estudo n Materiais e métodos n Resultados n Discussão ou conclusão. Em seguida os autores deverão indicar quatro palavras-chave (ou unitermos) para facilitar a indexação do artigo. 3.4 Agradecimentos Os agradecimentos de pessoas, colaboradores, auxílio financeiro e material, incluindo auxílio governamental e/ou de laboratórios devem ser inseridos no final do artigo, antes das referências em uma seção especial. 3.5 Referências As referências bibliográficas devem ser numeradas por numerais arábicos entre parênteses e relacionadas em ordem na qual aparecem no texto, seguindo as seguintes normas: 2.5 Técnica em Destaque Esta seção permitirá a demonstração de técnicas relacionadas à Fisioterapia e Acupuntura e deverão ser escritas no mesmo formato que o da Comunicação Breve 2.6 Resumos Serão publicados os melhores resumos de trabalhos de conclusão de curso das escolas de especialização em Acupuntura cujo projeto pedagógico tenha sido aprovado pelo COFFITO e que não tenha sido submetido a outra forma de publicação. 2.7 Correspondências Esta seção publicará correspondência recebida, sem que necessariamente haja relação com artigos


publicados, porém relacionados à linha editorial da revista. Caso estejam relacionados a artigos anteriormente publicados, serão enviados ao autor do artigo ou trabalho antes de se publicar a carta. Texto: Com no máximo duas páginas A4, com as especificações anteriores, bibliografia incluída, sem tabelas ou figuras. 3. PREPARAÇÃO DO ARTIGO ORIGINAL 3.1 Normas Gerais 3.1.1 Os artigos enviados deverão estar digitados em processador de texto (Word, Word Perfect, etc.) em página formato A4, com fonte Times New Roman tamanho 12, espaço duplo, margem de 2cm de cada um dos lados e com todas as formatações de texto, tais como negrito, itálico, sobrescrito, etc. 3.1.2 Numere as tabelas em romano, com as legendas para cada tabela junto à mesma. 3.1.3 Numere as figuras em arábico, e envie de acordo com as especificações anteriores. As imagens devem estar preferivelmente em tons de cinza, com qualidade gráfica mínima de 300 dpi). Fotos e desenhos devem estar digitalizados e no formato .tif. 3.1.4 As seções dos artigos originais são estas: resumo, introdução, materiais e métodos, resultados, discussão, conclusão e bibliografia. O autor deve ser o responsável pela tradução do resumo para o inglês e também das palavras-chave (Keywords). O envio deve ser efetuado em arquivo, por meio de disquete, dico Zip, CD-ROM ou e-mail. Em todos os casos, anexar cópia impressa e identificar com etiqueta no disquete ou CDROM o nome do artigo, data e autor, incluindo informações dos arquivos, tais como processador de texto utilizado e outros programas e sistemas. 3.2 Pagina de Apresentação A primeira página do artigo apresentará as seguintes informações: n Titulo em português e inglês. n Nome completo dos autores com a qualificação curricular e títulos acadêmicos. n Local de trabalho dos autores. n Autor que se responsabiliza pela correspondência, com o respectivo endereço, telefone e e-mail. n Título abrevido do artigo com não mais que 40 tyoques para paginação. n As fontes de contribuição para o artigo, tais como equipe, aparelhos, etc. 3.3 Resumo e palavras-chave (Abstract, Keywords, Resumem e Palabras-clave)

A segunda página deverá conter o resumo com fonte Times New Roman tamanho 12, em um só parágrafo, com no máximo 2.200 toques, seguido da versão em inglês ou espanhol. O conteúdo do resumo deve conter as seguintes informações: n Objetivos do estudo n Materiais e métodos n Resultados n Discussão ou conclusão. Em seguida os autores deverão indicar quatro palavras-chave (ou unitermos) para facilitar a indexação do artigo. 3.4 Agradecimentos Os agradecimentos de pessoas, colaboradores, auxílio financeiro e material, incluindo auxílio governamental e/ou de laboratórios dever ser inseridos no final do artigo, antes das referências em uma seção especial. 3.5 Referências As referências bibliográficas devem ser numeradas por numerais arábicos entre parênteses e relacionadas em ordem na qual aparecem no texto, seguindo as seguintes normas: Serão baseadas na NBR 6023 da ABNT, ordenadas alfabeticamente pelo sobrenome do autor (caixa alta) em ordem crescente. Exemplos: Livro com um autor - (nome do livro em itálico) Ross, J. Combinações dos pontos de acupuntura: a chave para o êxito clínico. 1 ed. São Paulo: Roca, 2003. Livro com dois autores - (nome do livro em itálico) Lian YL, Chen CY, Hammes M, Kolster BC. The seirin pictorial atlas of acupuncture: An illustred manual of acupuncture points. Cologne- Germany: Könemann Verlagsgesellschaft; 2000. p. 11-17. Capítulo de livro - (nome do livro em itálico) Lian YL, Chen CY, Hammes M, Kolster BC. The basic principles. In: _______. The seirin pictorial atlas of acupuncture: An illustred manual of acupuncture points. Cologne- Germany: Könemann Verlagsgesellschaft; 2000. p. 11-17. Artigo de periódico - (nome do periódico em itálico) Langevin HM, Churchill DL, Cipolla, MJ Mechanical signaling through connective tissue: a mechanism for the therapeutic effect of acupuncture. Faseb J 2001; 15: 2275-2282.


FILIE-SE A SOCIEDADE BRASILEIRA DE FISIOTERAPEUTAS ACUPUNTURISTAS Se você é fisioterapeuta e terminou seu curso de Especialista em acupuntura, poderá se filiar a SOBRAFISA na categoria de Sócio. Se você ainda está concluindo o curso de especialização em Acupuntura também poderá se filiar. Entretanto, sua categoria é a de Sócio Aspirante. Todo sócio tem direito a assinatura da revista SOBRAFISA, recebendo quatro edições durante o ano. Ainda receberá a carteira de Fisioterapeuta Acupunturista membro da sociedade, o que lhe garantirá o direito a descontos nos eventos realizados pela sociedade. Além disso, você estará contribuindo para o fortalecimento e organização de nossa classe. Para se filiar basta preencher a ficha de inscrição abaixo enviar xerox dos comprovantes das informações prestadas abaixo e 02 fotos 3 x 4 (rescente). NOME: CPF:

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