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24 a 30 de maio de 2010

>>> REVIRAVOLTA

>>> ASSEMBLEIA

Jeferson Moraes critica serviços da Eletrobras Os serviços prestados em Alagoas pela Eletrobras foram criticados no plenário da Assembleia Legislativa. O deputado Jeferson Moraes (DEM) ocupou a tribuna para criticar o que considerou "péssimos" os serviços oferecidos pela empresa. O parlamentar se referiu especificamente à região Norte do Estado, mas disse considerar que a má qualidade é extensiva ao restante de Alagoas. Moraes disse que teve acesso aos relatórios sobre a eficiência dos serviços e os resultados são considerados péssimos. "Algumas das vezes os consumidores não tornam pública essa situação porque na maioria das oportunidades em que ocorre queda de energia e

prejuízo nos equipamentos, eles nem denunciam por não confiarem na empresa", afirmou o parlamentar. O deputado disse ainda que a situação de insatisfação dos consumidores não é exclusiva do interior do Estado. Segundo Moraes, na capital, principalmente na parte alta, como o Tabuleiro e Santa Lúcia, as críticas são comuns. Diante do pronunciamento, o deputado Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), prestou solidariedade à fala do colega. Para ele, falta planejamento por parte da diretoria da empresa. Segundo Paulão, esse fato se torna ainda pior porque a diretoria da companhia energética fica no Estado do Rio de Janeiro, distante da realidade alagoana. ASCOM/ALE

>>> Má qualidade dos serviços gerou críticas de Moraes

Eleições 2010 em AL: um resultado previsto A deputada Cathia Lisboa Freitas (PMN) cobrou mais empenho do 'trade turístico alagoano' no sentido de vender as belezas naturais da região dos canyons do Rio São Francisco. Em discurso realizado na sessão desta quarta-feira, 19, na Assembleia Legislativa, a parlamentar reivindicou mais empenho do governo do Estado e da iniciativa privada na elaboração de pacotes promocionais visando a atração de turistas para o Alto Sertão. Segundo Cathia, o potencial turístico da região está sendo 'roubado' pelo Estado de

Sergipe, que estampa peças publicitárias com as riquezas naturais alagoanas. Segundo a parlamentar, Alagoas está perdendo divisas e deixando de gerar emprego numa região tão carente de trabalho porque não investe na divulgação do turismo rico em história, cultura e riquezas naturais. A região dos canyons do Rio São Francisco, que abrange os municípios de Piranhas, Olho D'Água do Casado e Delmiro Gouveia, tem a beleza do Rio São Francisco, a história do Cangaço e a riqueza do artesanato da Vila de Entremontes.

VEREADOR DE MACEIÓ ACUSADO DE SUBORNO Marcelo Malta teria oferecido R$ 3 mil para Paulo Barreto entrar com ação que cassou mandato de Dino Júnior DA REDAÇÃO Um documento entregue na semana passada pelo suplente de vereador Paulo Barreto (PV) ao Cartório Eleitoral da 2ª Zona pode causar uma reviravolta no processo que resultou na cassação do vereador Dino Júnior (PCdoB), em março deste ano. No documento, Barreto confessa ter entrado com a Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (Aime) - acusando Dino Júnior de comprar votos na eleição de 2008 - mediante oferta de R$ 3 mil supostamente feita pelo suplente Marcelo Malta (PCdoB), atualmente no exercício do mandato. Com a cassação de Dino Júnior, Malta, que era o primeiro suplente da coligação, assumiu a cadeira na Câmara Municipal de Maceió. Considerando o volume de provas recolhido pela Polícia Federal durante a Operação Voto de Cabresto - que investigou a suspeita de compra de votos por Dino Júnior e Nery Almeida (PV) , é provável que as declarações de Barreto não alterem o resultado do processo. Por outro lado, a acusação de suborno para que o suplente assinasse a ação contra Dino Júnior pode complicar a situação do vereador Marcelo Malta, que agora também corre o risco de perder o mandato. Alheio à disputa jurídica, o suplente Adalberto Cavalcante é quem pode acabar "herdando" um mandato de

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>>> Vereador Marcelo Malta

>>> Dino Júnior pode ter sido vítima

mais de três anos no Legislativo municipal. Em entrevista à imprensa, Dino Júnior se disse surpreso com as declarações do suplente. Eu sabia que havia uma armação, mas achava complicado provar, porque foi tudo muito bem feito", afirmou. Representante do vereador afastado, o advogado Fábio Ferrario informou que já solicitou oficialmente ao Cartório Eleitoral da 2ª Zona cópia do documento anexado ao processo pelo suplente Paulo Barreto (PV) ao Cartório Eleitoral da 2ª Zona. O advogado explicou que só se manifestará sobre o assunto após tomar ciência do teor do documento, do qual só tomou conhecimento através da imprensa.

Zona, Paulo Barreto diz ter aceitado a suposta oferta feita por Dino Júnior porque estaria "desempregado e fragilizado emocionalmente". O suplente disse ter se arrependido depois de se converter à Igreja Evangélica e que agora gostaria que "a verdade dos fatos fosse revelada". "Marcelo Malta se aproveitou do estado de necessidade e dificuldade que atravessava o autor e ofereceu-lhe um emprego em troca dessa ação", afirma, no documento, o advogado de Barreto, Fernando Correia Ribeiro Júnior. O documento diz ainda que Barreto não conhecia nenhuma das testemunhas do caso e que até os advogados responsáveis pela ação teriam sido contratados por Malta. Barreto também sugere a quebra do sigilo telefônico dos envolvidos para comprovar a participação de Malta no processo.

ACUSAÇÕES No documento apresentado ao técnico judiciário Leonardo Sampaio, do Cartório Eleitoral da 2ª

Malta quer cobrar explicações na Justiça Depois da divulgação das acusações feitas pelo suplente Paulo Barreto (PV), o vereador Marcelo Malta (PCdoB) lembrou do trabalho feito pelo Polícia Federal, que reuniu as provas necessárias à cassação do mandato de Dino Júnior (PCdoB). "Foi feita a apuração por parte da Polícia Federal. O material foi apreciado pelo Tribunal Regional Eleitoral, que comprovou a compra de votos e cassou o mandato por unanimidade. O juiz Hélder Loureiro fez uma decisão muito fundamentada, com mais de trinta

laudas", argumentou o vereador. "Não foi uma armação do Barreto. Ele não forjou as provas, que foram apresentadas pelos próprios cabos eleitorais [de Dino Júnior]", complementou Malta, lembrando que alguns dos cabos eleitorais que trabalharam para o vereador cassado confirmaram, em depoimento, a compra de votos. Malta, que é advogado, ameaça ainda entrar com uma interpelação na justiça contra Barreto, para que o suplente comprove as acusações de

suborno ou oferta de emprego para que entrasse com a ação. "O cargo público só tem sentido se for para promover a justiça social. Preciso dar uma resposta à sociedade alagoana", destacou o vereador. O corregedor do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), juiz André Granja, não quis analisar as denúncia feitas por Paulo Barreto, mas avisou que "quem mentiu em juízo terá que responder na Justiça" pelo crime de falso testemunho. Resta saber quem - e quando - mentiu à Justiça Eleitoral.

A Semana_05  

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