Page 1

2

24 a 30 de maio de 2010

Meu filho não consegue aprender ROSELENE NUNES DE LIMA Professora e psicopedagoga roseanis@ig.com.br

Muita gente já falou que o filho ou a filha não consegue aprender, comenta com os parentes e amigos, pede conselhos, fica em desespero. Calma, até ficamos sem fôlego! Vamos saber se esse filho ou essa filha de que se fala é responsável por não aprender ou é apenas a fala final de tanta angústia. "A solução é o professor particular, mas meu filho não passa, não tira notas boas, estuda e fica na mesma. Socorro!". Professor particular não resolve esta dor de cabeça, é apenas um paliativo, não faz milagres, principalmente, quando a causa não é apenas a falta dele. Primeiro precisamos entender a historicidade dos aprendentes em questão. As crianças e os adolescentes precisam de um tempo para dormir. Dormir bem, descansar para seguir o dia a dia e ter prazer em fazer suas atividades escolares e extraescolares. Eles precisam de um tempo para diversão e outro para estudar. A alimentação deve ser boa, ou seja, bem balanceada, contendo os nutrientes necessários para cada parte da dura batalha que é ser estudante e aluno. As alergias surgem, a falta de concentração e a não aprendizagem se destacam logo que aquela criança sai dos anos inicias da Educação Básica, já tem 11 anos, entra no 6º ano e começam a aparecer as notas baixas e as reclamações de desatenção. Nessa idade os interesses também mudam. Temos vários aspectos para serem apontados antes de haver tanto desespero por parte dos pais. As salas de aula cheias demais, a alimentação de qualidade duvidosa e o excesso de atividades daquele aluno ou daquela aluna. Segundo o Conselho Estadual de Educação, Resolução Nº 37 /2001 - CEE/AL existe um limite máximo de alunos matriculados por sala de aula. Se observarmos, saberemos que no Ensino Fundamental o limite máximo no 1º ano é de 20 alunos por sala. Já no 2º e 3º anos, é de 25 alunos; para o 4º e 5º anos, 30 alunos; no 6º e 7º anos, 40 alunos e no 8º e 9º anos, o limite é de 45 alunos. Primeiramente, uma sala de aula apertada ou não, tendo mais que o limite máximo permitido de alunos atrapalha o bom andamento das aulas, não há aprendizagem com prazer, nem o professor terá o rendimento que esperava no planejamento. A aprendizagem e a convivência entre alunos e professores ficam comprometidas. Mesmo que nós, professores, tenhamos boas estratégias para lidar com os alunos, fica difícil de interagir, falar para eles e ser ouvido por eles. Em se tratando da atualidade, até com o limite permitido de alunos por sala fica difícil trabalhar com adolescentes energéticos. Em segundo lugar, não estamos dando a atenção que a alimentação das crianças e adolescentes merece. Nossos alunos comem tantos produtos desnecessários que o organismo é capaz de pedir socorro constantemente com alergias, disenterias, insônias e o comprometimento do desenvolvimento cognitivo. Por fim, temos que ter cuidado e controle das tarefas diárias da garotada, às voltas com o excesso de compromissos, como se fossem executivos de multinacionais. São capazes de praticar duas ou mais modalidades esportivas, cursos de línguas estrangeiras e o tempo de aprender, pensar e se divertir fica em último plano. O ideal seria que ficássemos mais vigilantes com o limite de alunos por sala de aula, a alimentação e o excesso de atividades dos nossos filhos ou filhas. Aquele monte de guloseimas, como batatinha frita, milk-shake, sorvete, salgadinhos (que são cheios de aditivos químicos causadores de diversas alergias e doenças), pipoca amanteigada, pipoca de microondas, biscoitos recheados em geral, docinhos, fritura e o líquido preferido entre tanta gente, que é o refrigerante, deveriam ser consumidos uma vez por ano ou nunca, mas é muito difícil controlar tantas boquinhas.

BATALHA VERBAL A campanha eleitoral só começa, oficialantes aliado deputado Dudu Albuquerque mente, no dia 1º de julho. No entanto, a que, declarando-se vítima de retaliação, batalha entre pré-candidatos a todos os denunciou ter sido expropriado de 20 carpostos já começou, mantendo-se as velhas gos comissionados de que dispunha na armas, com algumas inovações. A principal Coordenadoria de Ensino do Agreste, onde novidade, nesse início de pré-campanha, é a teria acomodado, sem trabalhar, 20 pessoas autodenúncia protagonizada pelo deputado de sua confiança com salários pagos pelo Dudu Albuquerque e com repercussão dire- Estado. O caso está em investigação no ta sobre ele, caso seja comprovada nas insMinistério Público Estadual porque o deputâncias de investigação. tado disse serem tais benesses extensivas Não é de hoje que os proponentes a aos demais parlamentares da base aliada do ingressar ou a se manter no poder político governo. em Alagoas colocaram o bloco na rua, seja A se comprovar tal denúncia de teor com a veiculação de adesivos em automóescandaloso, ensejará também fato criminoveis ou com a aparição mais efetiva nos so contra a moralidade administrativa consprogramas partidários, titucionalmente atribuída com maior destaque para ao poder público. E a se o trabalho individual, tracomprovar, tal denúncia duzindo, sobretudo em também terá exposto, de obras, o esforço empreenmodo inequívoco, outra Enquanto beneficiário, o dido pelos representantes característica do perfil políparlamentar manteve-se do Estado em benefício do cúmplice da excrescência tico que representa os alaque agora denuncia Estado. goanos na Assembleia A essa altura, aumenta Legislativa Estadual, onde a disputa pela paternidade o benefício pessoal, via de de cada benefício, o que regra, é o principal esteio se torna mais visível tamda normalidade adminisbém nos palanques de múltiplas cores parti- trativa. dárias, durante a inauguração de obras Não se pode, de modo algum, desqualipúblicas, em que se aglomeram pré-canficar a testemunha de um delito. No entandidatos, neoaliados e adversários históricos, to, não se pode deixar de observar que, todos a querer capitalizar para si alguma enquanto supostamente se beneficiou da relação com a consolidação daquele projeexcrescência que agora denuncia, o parlato. mentar manteve-se dela cúmplice. E que só No centro dos ataques, em qualquer agora, supostamente deposto dos benefípleito eleitoral, o governo do Estado conse- cios pessoais que tal cumplicidade lhe teria guiu abortar, na Justiça Eleitoral, contraprogerado, abriu os olhos para a irregularidade pagandas patrocinadas pela Central Única do ato. dos Trabalhadores (CUT) e pelo Sindicato À Justiça, cabe julgar a veracidade das dos Policiais Civis, categoria em eterno litígio denúncias, punindo cada parte responsável com o governo, desde o histórico levante na forma da lei. Quanto aos eleitores, gandos servidores, em 1997. ham com o episódio novos elementos para Adversário comum, no entanto, o gover- avaliação dos candidatos que se apresentam no volta a ser alvo de ataques, agora do para as próximas eleições.

Rua Dr. Antônio Pedro de Mendonça, 73 Jaraguá - Maceió / Alagoas - CEP: 57030-070 Redação e Comercial: (82) 3317-0213 e-mail: asemana-al@hotmail.com LUIS FERNANDO C. ROCHA

MARCOS ANDRÉ OMENA

GABRIEL MOUSINHO

DIRETOR EXECUTIVO

DIRETOR COMERCIAL

EDITOR-GERAL

Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores, não refletindo necessariamente a opinião deste semanário.


A Semana - Alagoas  

EDIÇÃO N.09

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you