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A SEMANA News 03 a 09 de fevereiro de 2012

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Renovação de frota de ônibus reduz poluição em Curitiba e região Metropolitana De acordo com medição da Prefeitura, a colocação de 557 ônibus novos em 2011 em operação reduziu a emissão de poluentes em cerca de 100 toneladas por mês. Leblon e Nobel participaram desta renovação. Já é comprovado por diversos estudos dos mais renomados centros de pesquisa e análise sobre qualidade de vida e acompanhamento das condições ambientais, que os investimentos em transportes públicos não só trazem benefícios em relação à mobilidade e ao direito de ir e vir das pessoas, mas também proporcionam ganhos ao meio ambiente, com investimentos considerados razoáveis frente às necessidades de preservação dos recursos naturais. Estes investimentos reúnem ações simples como a priorização ao transporte coletivo no espaço urbano e modernização dos sistemas e dos veículos em operação. Curitiba e as cidades que formam a Região Metropolitana são exemplos disso.

Considerada referencial de serviços de transportes em relação à qualidade, a RIT - Rede Integrada de Transportes conseguiu fazer com que a emissão de poluentes fosse reduzida com a renovação de parte da frota de ônibus, de acordo com o mais recente levantamento da prefeitura da capital curitibana. A renovação da frota de ônibus, que teve a participação de várias empresas, inclusive da Leblon e da Nobel, colocou em circulação 557 veículos zero quilômetro no ano passado. Essa ação foi suficiente para reduzir a emissão em 100 toneladas por mês de diversos tipos de poluentes no ar, segundo o poder público. Isso significa uma redução na emissão de 1 mil 185 toneladas de agentes poluidores na atmosfera. Entenda os cálculos Ainda segundo a prefeitura, levando em consideração que a frota de Curitiba e região metropolitana tem baixa idade, média

De acordo com medição da Prefeitura, a colocação de 557 ônibus novos em 2011 em operação reduziu a emissão de poluentes em cerca de 100 toneladas por mês. Leblon e Nobel participaram desta renovação

de 4,6 anos, a emissão de poluentes é abaixo do limite fixado pelas legislações brasileiras. A frota do sistema é de 1 mil 915 ônibus. As emissões de poluição pelos ônibus de Curitiba e Região foram 35,7% menores que o permitido em lei. Enquanto as legislações ambientais determinam um limite de emissão de particulados de 1,57 m - 1, no sistema da Rede Integrada de Transporte de Curitiba e Região, a média de liberação de partículas foi de 1,01 m - 1. O número 1 após a le-

tra m (metro) é um valor de referência e mostra a opacidade, indicando a quantidade de luz absorvida pela fumaça no espaço de um metro entre o ponto emissor da fumaça e receptor de luz. Quanto mais próximo o valor do espaço for do número 1, mais "transparente" é a fumaça, o que indica menos materiais particulados. Muito além da frota nova Os menores índices de poluição do sistema de ônibus de Curitiba e região metropolitana não se explicam apenas pela operação de frota mais nova, mas

acima de tudo pela prioridade que é dada ao transporte público pelos corredores de ônibus. Em corredores, os ônibus não ficam presos em congestionamento, deixando de consumir e queimar combustível à toa, liberando poluente, mesmo parados. Nos corredores, do estilo BRT - Bus Rapid Transit, onde são oferecidas vantagens como embarque mais rápido e com acessibilidade, os ônibus conseguem desenvolver uma maior velocidade e operam com melhor desempenho nos motores, o

que também reduz a emissão de poluentes. Os sistemas de transportes segregados ao possibilitarem viagens mais rápidas fazem com que as pessoas se sintam atraídas, pelo menos algumas vezes, a deixarem o transporte individual em casa, contribuindo para a redução dos poluentes, além de ser uma questão de democratização e inteligência na ocupação do espaço urbano. Um veículo que ocupa 12 metros para transportar 80 pessoas deve ter preferência em relação a 40 carros que levam exatamente 80 pessoas mas ocupam 168 metros de comprimento, levando em consideração que cada carro segue nas cidades com duas pessoas em média. Alguns dos veículos novos em Curitiba e região Metropolitana operam com mistura de biodiesel ou então com 100% do biocombustível, como é o caso dos Ligeirões, biarticulados que transportam 270 pessoas de uma só vez e são considerados o modelo do maior ônibus do mundo.

Edição 218  

De 3 a 9 de fevereiro

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