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Memórias

de uma evolução Gestão 2004 • 2012


Linha do tempo

1908


2004


1908 - Samuel Rhea Gammon, diretor do Colégio Internacional, hoje Instituto Presbiteriano Gammon, inaugura a Escola Agrícola de Lavras, em 5 de setembro. 1909 - Realizada a importação de matrizes de animais, implementos agrícolas e máquinas dos EUA para complementar os estudos da Escola Agrícola de Lavras e iniciar os trabalhos de extensão agrícola. 1910 - Uma gleba de terras de 20 hectares é adquirida de propriedade vizinha ao Instituto Presbiteriano para início das atividades da Fazenda Modelo Ceres. 1911 - Primeira turma de Agronomia é formada. A Fazenda Modelo Ceres, hoje câmpus histórico da UFLA, é inaugurada e dispõe de laboratórios, oficinas de selaria, ferraria, carpintaria, engenho de cana, laticínio, moinho de água e campo experimental. 1915 - Realizada a Primeira Exposição Nacional do Milho com três mil visitantes e 55 expositores. É construído o primeiro silo aéreo de alvenaria de Minas Gerais. 1917 - Escola Agrícola de Lavras é reconhecida pelo Estado de Minas Gerais: Lei nº 690, de 10 de setembro.

1922 - Prédio Álvaro Botelho, hoje Museu Bi Moreira, é inaugurado. O prédio abrigou por muitos anos salas de aula, biblioteca e a diretoria da Escola. Ness ano é também lançada a revista O Agricultor, primeira revista de extensão rural de Minas Gerais, que permaneceu por 21 anos ininterruptos. No canteiro central, em frente ao Prédio Álvaro Botelho, é realizada a 1ª Exposição Agropecuária e Industrial de Minas Gerais 1923 - Importação de um trator Fordson dos EUA. 1924 - Criação do Serviço de Propaganda Agrícola. 1928 - Criação do primeiro laticínio de Lavras, com fabricação de queijos e manteiga. O rótulo dos produtos estampava “Agrícola Nova – Fazenda Modelo”. 1930 - Oficialização do curso de engenheiro agrônomo pelo Ministério da Agricultura: Lei Federal nº 1196. 1931 - Formatura da primeira turma dos cursos de Agrimensura e de Topografia. 1935 - Realização da Primeira Semana Ruralista em Lavras, com mais de cinquenta cursos sobre tecnologia agrícola. 1936 - Reconhecimento da Escola Agrícola de Lavras pelo Governo Federal.


1937 - Formatura da primeira turma do curso de Técnico Agrícola. 1938 - Mudança do nome de Escola Agrícola de Lavras para Escola Superior de Agricultura de Lavras (ESAL). É publicado o primeiro livro de genética em língua portuguesa, de autoria do professor Benedicto de Oliveira Paiva, ex-diretor da ESAL. 1958 – Lavras festeja os 50 anos da ESAL 1960 - Formalização do movimento a favor da federalização da ESAL, sendo constituída uma Comissão de estudantes encarregada de conduzir o processo, que ficou popularmente conhecida como “Comissão dos 12”. O principal escopo dessa organização era que a federalização seria a melhor solução para a ESAL, que passava por grave crise administrativa. Ocorre a primeira greve estudantil decretada em Assembleia Geral do Centro Acadêmico de Agronomia (CAA), tendo como pauta de negociação a federalização da ESAL. No mês de setembro, foi realizado um Congresso da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais, em apoio à greve deflagrada pelos alunos, o qual contou com a presença do então candidato à Presidência da República, Jânio Quadros, que se comprometeu em documento assinado de próprio punho atender às reivindicações do movimento. Outros políticos da época também aderiram à causa.

1963 - Visita de emissários do Governo Federal, coordenados pelo Assessor para Assuntos de Agricultura do MEC, engenheiro agrônomo Eudes de Souza Leão Pinto, portador da Portaria que decretava o fechamento da ESAL. Após várias reuniões com professores e funcionários da ESAL e com lideranças da cidade de Lavras, os emissários decidiram pelo não fechamento da Escola e orientaram para a adoção das providências necessárias à transferência da ESAL para o MEC. A federalização da ESAL ocorreu em 23 de dezembro, por meio da Lei nº 4.307. 1964 - Publicação da lei nº 4.307, em 14 de janeiro, no Diário Oficial. É assinado um comodato com o estado de Minas Gerais para assegurar recursos financeiros para a manutenção das despesas correntes da ESAL até que se efetivasse a implementação da federalização. É instalado o Laboratório de Fertilidade do Solo para atendimento aos produtores rurais da região com análises de rotina. O laboratório foi doado pelo Instituto Brasileiro de Café (IBC), que em função da grande demanda, doou quatro anos mais tarde um equipamento automático de pipetagem, o primeiro de uma escola de agronomia do Brasil. 1966 - Tem início a ocupação do novo câmpus da ESAL, com atividades administrativas e docentes. 1967 - Docentes da ESAL constituem a Associação dos Professores da ESAL - Aspesal, hoje Adufla.


1972 - A ESAL passa a ser uma Autarquia de Regime Especial. O diretor, professor Fábio Pereira Cartaxo, designa uma comissão para estudar a viabilidade de implantação de cursos de Pós-Graduação. 1973 - São criadas as coordenadorias de Graduação, Pós-graduação, Pesquisa e Extensão da ESAL, simultaneamente, como previsto no novo Estatuto e Regimento Interno da Autarquia de Regime Especial. 1975 - São criados os primeiros cursos de pós-graduação Stricto Sensu: mestrados em Agronomia/Fitotecnia e em Administração Rural. Criação do segundo curso superior da ESAL, o curso de Zootecnia, com a criação do curso de Engenharia Agrícola. 1976 - Criação da Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Faepe). É criado o curso de Técnico em Administração Rural, que posteriormente se transformou em bacharelado em Administração Rural e, a partir de 2006, bacharelado em Administração. 1980 – Criação do curso de graduação em Engenharia Florestal.

1981 - Criação do curso emergencial de Licenciatura Plena – Habilitação em Técnicas Agropecuárias, em parceria com o MEC, para atender a 39 cursos de ensino médio com Habilitação Básica em Agropecuária, abrangendo 119 municípios de Minas Gerais. É também instalado o serviço de atendimento médico e odontológico à comunidade acadêmica da ESAL e seus familiares. 1982 - Inauguração do primeiro alojamento feminino no câmpus da ESAL. Instalação do primeiro Microscópio Eletrônico de Varredura da ESAL, no Departamento de Fitopatologia. 1983 - Inauguração da Capela Ecumênica, construída com recursos de uma campanha entre servidores docentes e técnico-administrativos e ex-alunos da ESAL, como marco da fé que sempre guiou a história da Instituição. Inauguração do Museu Bi Moreira, instalado no Prédio Álvaro Botelho, guardião de uma rica história e de um acervo com cinco mil peças. 1985 - Tem início o Programa de Iniciação Científica na ESAL, sendo a iniciativa divulgada no jornal do Diretório Acadêmico. É realizado o primeiro Congresso de Iniciação Cientifica da ESAL (Cicesal).


1987 - No mês de maio, a Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Faepe) recebe a concessão da Rádio FM Universitária, inaugurada em setembro e com efetiva programação a partir de novembro do mesmo ano. 1988 - É editado o primeiro catálogo da Produção Científica da ESAL, sendo traçado o perfil de cada departamento na geração do conhecimento científico. 1989 - Criação do primeiro curso de doutorado, em Agronomia/ Fitotecnia. 1992 - São firmados importantes convênios com instituições internacionais, entre eles, o início da parceria com a Universidade de Wageningen - Holanda. 1993 - Inicio do curso de Medicina Veterinária, completando o círculo de estudos na área de ciências agrárias na ESAL. 1994 - Transformação da ESAL em Universidade Federal de Lavras (UFLA): Lei nº 8956, de 15 de dezembro.

1996 - Aprovada a criação do curso de Ciência da Computação, iniciado em 1997. Com esse curso, a UFLA deixa de ser uma universidade especializada em ciências agrárias para se tornar uma universidade plural. 1999 - A Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Faepe) recebe a concessão da TV Universitária (TVU), inaugurada em 3 de setembro. 2002 - É assinado um Protocolo de Intenções com os Governos estadual e municipal visando a Implantar um parque tecnológico no município de Lavras. 2003 - É ofertado o primeiro curso de licenciatura da instituição (Química), juntamente com os bacharelados em Ciências Biológicas e Engenharia de Alimentos.


Apresentação

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m 31 de maio de 2004, assumimos a Direção Executiva da UFLA, cientes de que a Universidade é uma obra a ser continuamente construída no enfrentamento de desafios sempre renovados. Apresentamos nossa proposta de trabalho à comunidade universitária, procurando assentá-la em bases sólidas e com o equilíbrio necessário entre o sonho e a realidade. Professores, técnicos administrativos e estudantes, a quem muito respeitamos, honraram-nos ao considerar que reuníamos condições e experiência para representá-los e pôr em prática seus ideais. Passaram-se oito anos e tivemos muita disposição e humildade para ouvir e empenho para construir e empreender. Graças à efetiva participação de todos que integram nossa comunidade e à competência de uma dedicada equipe, com responsabilidade fomos capazes de contribuir decisivamente para um projeto que teve como objetivo tornar a UFLA referência de qualidade no ensino de graduação e de pós-graduação, na pesquisa e inovação, na extensão universitária e na prestação de serviços à comunidade, com destaque para sua integração com o desenvolvimento regional e nacional. Apesar das muitas dificuldades enfrentadas, da escassez de recursos humanos no quadro permanente de servidores (particularmente de técnicos administrativos), da limitação de recursos financeiros no orçamento de OCC e ainda de limitações impostas pela necessidade de ampliação imediata da infraestrutura física, em decorrência de passivos históricos demandados há décadas pela ESAL-UFLA, temos muito a comemorar. Não nos limitamos às fontes usuais de financiamento e buscamos alternativas para a captação de recursos; muitos convênios e acordos foram firmados, parcerias foram estabelecidas com órgãos públicos e empresas privadas, além do apoio direto recebido de parlamentares federais mineiros por meio de emendas ao orçamento, o que tornou possível o desenvolvimento institucional experimentado pela UFLA nesse período. Foram muitos e importantes avanços, como apresentamos neste Relatório de Gestão do período compreendido entre os anos de 2004 e 2012. Procuramos torná-lo o mais abrangente possível, porém, sem a pretensão de ser um demonstrativo completo, pois a riqueza, a diversidade e a multiplicidade das ações desenvolvidas na UFLA nesse período ultrapassam em muito a síntese aqui apresentada. Mais que dar conta de fatos e realizações – e queremos crer que não foram poucos, nesta publicação procuramos apresentar uma reflexão sobre as principais realizações nos planos administrativo, acadêmico e da produção científica e cultural que ocuparam a comunidade da UFLA nos últimos anos, além de lançar luz sobre as ações futuras, a partir de uma visão em perspectiva das atividades desenvolvidas nesse passado recente.

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Em maio de 2004, quando teve início o período tratado nesta publicação, a UFLA ofertava somente 10 cursos de graduação, todos presenciais e diurnos, disponibilizando anualmente 620 vagas em seus processos seletivos; ao todo, eram pouco mais de dois mil estudantes matriculados na graduação. Em 2012, são 30 cursos de graduação (24 presenciais, dos quais oito são noturnos, e seis na modalidade a distância), com a oferta anual de 3.000 vagas (2.150 em cursos presenciais e cerca de 1.000 em cursos a distância); um crescimento superior a 200% somente na graduação presencial. Na pós-graduação, são 48 cursos (20 doutorados, 23 mestrados acadêmicos, e cinco mestrados profissionais), com aproximadamente dois mil estudantes. Nesse período, a UFLA tornou-se uma Universidade de pesquisa; nossos mais de 500 docentes pesquisadores (mais de 200 foram contratados nesse período), dos quais 95% com titulação de doutor e 100% atuando em regime de dedicação exclusiva, deram prosseguimento à sua marcha ascendente de produção científica, para que a UFLA se destacasse como a instituição com maior crescimento da produção científica entre todas as instituições de ensino e pesquisa avaliadas pela Capes no período 2006-2010 (Prêmio SciVal - Capes). Muitas e diversificadas foram as realizações da UFLA no desenvolvimento acadêmico; quando todos os cursos de graduação e programas de pós-graduação são considerados, a UFLA saltou do 14º lugar no ranking nacional do Índice Geral de Cursos (IGC/MEC/INEP) em 2007 para o 2º lugar, entre 216 Universidades públicas e particulares avaliadas em 2010, ocupando o primeiro lugar entre as mais de 80 Instituições federais de educação superior avaliadas. As atividades de extensão e cultura ganharam maior adensamento, com a realização de número de eventos e envolvimento de parcela da comunidade nunca antes experimentada pela ESAL-UFLA, com a realização do primeiro Festival Cultural em maio de 2012. A cooperação internacional foi intensificada e ampliada, com grande ênfase no intercâmbio de professores e estudantes. A descentralização administrativa ocorreu em todos os níveis, adotando-se desde o ano de 2004, por delegação de competência do Reitor, um Organograma mais horizontalizado, com vinculação direta de órgãos suplementares e de administração geral às pró-reitorias, autônomas em sua rotina de trabalho; também a descentralização de recursos financeiros para departamentos e setores foi implementada, pela primeira vez na história da instituição. Um ousado Plano Ambiental e Estruturante foi idealizado e integralmente executado, com a construção anual de mais de 10.000 m2 de novas obras, incluindo um novo restaurante universitário, ampliação da biblioteca universitária, construção de pavilhões e salas de aulas, laboratórios e centros de pesquisa, departamentos didático-científicos e execução de obras que sustentarão o desenvolvimento institucional da UFLA para os próximos 30 anos, como a duplicação da principal via de acesso ao câmpus, a abertura de novas vias laterais de acesso, avenidas laterais norte e sul, rede de águas pluviais, troca de toda a rede elétrica e construção de estação própria de tratamento de esgotos. No plano dos investimentos, cabe lembrar que o orçamento anual de OCC da UFLA e de outras fontes captadas pela direção executiva foi multiplicado por 11 no período, passando de pouco mais de R$ 4,4 milhões em 2004 para cerca de R$ 50 milhões em 2012. A soma de recursos aplicados pela UFLA em Lavras e região, quando todas as rubricas e fontes de financiamento são consideradas, hoje se aproxima de R$ 300 milhões/ano, cerca de duas vezes o orçamento do município de Lavras. Por fim, destacamos ainda que o sucesso de nossa gestão deve ser atribuído, em grande parte, ao eficiente e dedicado trabalho realizado em ações estrategicamente coordenadas pelo Ministério da Educação – MEC nos últimos anos, o que tem possibilitado a consolidação de importantes avanços na

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permanente melhoria do processo de gestão universitária, também responsável pelo nosso desempenho. Aos Ministros de Estado da Educação Tarso Genro, Fernando Haddad e Aloizio Mercadante, e a todos que integraram e integram suas equipes no MEC entre os anos de 2004 e 2012 na Secretaria Executiva, SESu, DIFES e SPO, apresentamos nossos sinceros agradecimentos e o reconhecimento pelo apoio recebido, compartilhando os avanços experimentados pela UFLA na permanente melhoria da qualidade da educação superior pública e no compromisso de uma educação inclusiva e acessível a considerável parcela do povo brasileiro. Longe de pretender realçar qualquer mérito individual ou de grupos, neste Relatório de Gestão apresenta-se uma reflexão sobre a ação conjunta de toda a Universidade e de seu inequívoco desenvolvimento institucional. As conquistas aqui destacadas representam a soma dos esforços e a dedicação de todos que integram nossa comunidade acadêmica, dedicados professores, técnicos administrativos, funcionários terceirizados e estudantes, com os quais compartilhamos os resultados alcançados no período. Parabéns a todos da UFLA pelas conquistas e vitórias obtidas nos últimos oito anos.

foto nazareno

ANTÔNIO NAZARENO GUIMARÃES MENDES Reitor / 2004-2012

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JOSÉ ROBERTO SOARES SCOLFORO

Pró-Reitor de Pesquisa / 2004-2008 Pró-Reitor de Planejamento e Gestão / 2008-2011 Vice-Reitor / 2011-2012


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Sumário Agradecimentos 17 A primeira entre as federais 18

ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO Ampliando o acesso à graduação 24 Formação plena na pós-graduação 36 Tradição e avanços na educação a distância 46 Assistência estudantil 52 Do conhecimento à inovação 64 Diálogos com a sociedade 94

EXPANSÃO EM TODOS OS SENTIDOS Visão de futuro 126 Câmpus transformado 136 Universidade ambientalmente correta 184 Capital humano 196 UFLA globalizada 210

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ESPECIAIS Excelência e inclusão pelo esporte 220 Conectividade 226 Tecnologia levada a sério 232 Unificação estratégica 236 Câmpus de Desenvolvimento Tecnológico em Agropecuária 240 Universidade centenária 244

LINHA DO TEMPO 2004-2012 246 EQUIPE DE GESTÃO 2004-2012

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EXPEDIENTE 266

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Conheci várias universidades do mundo e aprendi a me orgulhar da minha” (Ruy Barbosa)

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Agradecimentos Todo resgate histórico é uma tarefa complexa. Exige um trabalho coletivo de juntar fatos relevantes, dados evolutivos, uma remexida na memória, fotografias. Na elaboração de um memorial descritivo e fotográfico como proposto neste Relatório de Gestão, nomear as pessoas que contribuíram causaria certamente injustiças; assim como não é possível quantificar a contribuição para que esta história fosse reconstruída. Agradecemos, assim, por fases. Primeiramente, a todos as pessoas que fizeram parte da história gloriosa da ESAL/UFLA, desde seus intrépidos fundadores e aos que seguiram persistentes na missão de gerir, educar e semear as transformações demandadas pela a sociedade. Em respeito a essa memória, apresentamos uma breve linha do tempo referente ao período entre 1908 a 2004, quando essa nobre casa chamada UFLA foi edificada. Agradecemos, em especial, a todos os componentes da equipe administrativa nas gestões subsequentes, 2004 a 2008, 2008 a 2012, e a cada servidor docente, técnico administrativo, estudante e servidor terceirizado que dedicaram seu zelo e trabalho para que tamanha evolução fosse conquistada. Agradecemos com distinção àqueles que construíram para o resgate desta memória. Agradecemos às novas gerações de professores, servidores e estudantes, que movimentam e dão vida nova à Universidade. Agradecemos também aos novos gestores que assumiram o compromisso de continuar essa história, com ética, profissionalismo e novos sonhos. Ao professor Antônio Nazareno Guimarães Mendes, reverenciamos e agradecemos o trabalho incansável e a dedicação exemplar com que conduziu esta Instituição. O Câmpus transformado e a consolidação da qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão são testemunhas de um esforço louvável. O resgate dessa evolução marcará para sempre sua presença nesta história centenária. Esta publicação é dedicada a todos nós, que nos orgulhamos de ser UFLA!

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A primeira entre as federais

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esde que o Índice Geral de Cursos (IGC) foi lançado, em 2007, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) do Ministério da Educação (MEC), a evolução da UFLA foi surpreendente. No IGC 2010, a UFLA recebeu o maior índice contínuo entre as universidades federais (4,31), sendo a primeira entre todas as universidades de Minas Gerais e a segunda entre 218 universidades do Brasil, públicas e privadas.

Ao todo, foram avaliadas 2176 instituições de ensino públicas e privadas. Em 2007, a UFLA recebeu um IGC contínuo de 3,70; aparecendo na 15ª posição de um total de 177 universidades avaliadas, públicas e privadas. No IGC 2008, a UFLA recebeu índice contínuo de 4,05, estando na 5ª posição entre as melhores universidades do Brasil e a 2ª em Minas Gerais. No índice 2009, a UFLA já figurava entre as universidades com maior IGC con-

Vários fatores contribuíram para esta conquista, cada um deles com uma parcela do mérito alcançado. Eu destaco a seriedade do trabalho, a competência e a dedicação de nossos professores e técnicos administrativos, envolvidos no ensino de graduação e de pós-graduação; a UFLA dispõe de recursos humanos altamente qualificados e comprometidos com a qualidade da educação superior em todos os níveis. Destaco ainda o excelente nível dos estudantes de graduação e de pós-graduação, pois eles são também avaliados pelo Inep, juntamente com a instituição. São estudantes universitários muito bem selecionados e que se dedicam com muita garra e determinação durante a formação profissional, empreendedora e cidadã que é proporcionada pela UFLA”. Reitor, professor Antônio Nazareno Guimarães Mendes

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tínuo, estando ranqueada como a 1ª de Minas Gerais e a 3ª do Brasil. O IGC é um indicador expresso em conceitos, com pontuação variável de um a cinco pontos. O índice é elaborado com base em uma média ponderada das notas dos cursos de graduação e pós-graduação. Assim, ele sintetiza a qualidade de todos os cursos de graduação, mestrado e doutorado da instituição de ensino. A medida de qualidade da pós-graduação que compõe o IGC é uma conversão das notas fixadas pela Capes. Destaca-se que o IGC é um índice que considera o triênio antecedente à data de divulgação. Assim, o IGC 2010 refere-se ao

triênio 2010, 2009 e 2008. A avaliação também é baseada na análise das condições de ensino, em especial aquelas relativas ao corpo docente, às instalações físicas, ao projeto pedagógico e ao resultado dos estudantes no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). Entre as universidades, pela ordem, estão: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), seguida das universidades federais de Lavras (UFLA), Rio Grande do Sul (UFRGS), São Paulo (Unifesp), Minas Gerais (UFMG), Viçosa (UFV), Rio de Janeiro (UFRJ), Triângulo Mineiro (UFTM) e Itajubá (Unifei).

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Evolução do IGC da UFLA de 2007 a 2010, saindo da 15ª posição para a 2ª no ranking entre todas as Universidades públicas e particulares avaliadas (218 no Brasil e 27 em Minas Gerais)

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2008 Minas Gerais

2009 Brasil

2010

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Conceito reconhecido Para a composição do IGC/MEC, as avaliações individuais de cada curso são extremamente importantes. Para chegar a esse resultado, entre outros indicadores, o Inep utiliza o Conceito Preliminar de Curso (CPC), que inclui critérios objetivos de qualidade e excelência ao processo de avaliação da educação superior. A UFLA tem sido muito bem avaliada no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – Sinaes. No contexto da UFLA, 10 cursos avaliados receberam o conceito máximo (5) e o conceito ótimo (4) no CPC do MEC. O indicador orienta as visitas in loco dos avaliadores do Inep, além de informar a sociedade sobre a qualidade dos cursos e da instituição. Esse julgamento é baseado na análise das condições de ensino, infraestrutura e no resultado dos estudantes no Enade. Com conceito máximo estão os cursos de

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Administração, Ciências Biológicas, Engenharia Agrícola, Engenharia Florestal e Zootecnia. Receberam conceito 4 os cursos de Agronomia, Ciência da Computação, Engenharia de Alimentos, Medicina Veterinária e Química. Os cursos novos, que ainda não formaram turmas, não passaram pela avaliação. Outra avaliação externa de grande repercussão é a avaliação feita pelo Guia do Estudante, da Editora Abril. Os cursos da UFLA têm alcançado importante sucesso nessas avaliações que, apesar de informais, trazem opiniões de consultores especialistas nas diversas áreas e coordenadores de curso, além de refletir as notas obtidas no Sinaes, entre outras avaliações. Vale ressaltar que apenas os cursos de bacharelado participam dessas avaliações e a classificação dos cursos é dada por até cinco estrelas.


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Ensino, Pesquisa e Extens達o


AMPLIANDO O ACESSO À GRADUAÇÃO

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UFLA foi capaz de fazer história ao longo do tempo, exercendo com eficiência seu papel social no ensino, pesquisa, extensão e na prestação de serviços em uma das áreas mais estratégicas para a nação - a área das Ciências Agrárias. Depois do centenário curso de Agronomia, criado em 1908, seguiram a criação dos cursos de Zootecnia, Engenharia Agrícola, Administração Rural, Engenharia Florestal e Medicina Veterinária, que além de reforçarem a inserção nas ciências agrárias, ampliavam o horizonte da instituição na formação de profissionais em áreas especializadas e estratégicas para o cenário nacional e mundial. Foi no final da década de 90, já com o status de Universidade, que a UFLA iniciou a inserção em outras áreas do conhecimento, com a criação do curso de Ciência da Computação (1997). Vale

mencionar também a modernização do projeto pedagógico do curso de Administração Rural, que ampliou o escopo para o de Administração. A partir de 2003, com o oferecimento do primeiro curso de licenciatura, assumiu definitivamente o papel social de formação de professores para a Educação Básica, necessidade premente da sociedade brasileira. Além da licenciatura em Química, foram criados os cursos de bacharelado em Ciências Biológicas e Engenharia de Alimentos. Na gestão 2004-2008, houve o esforço para que fossem consolidados os cursos criados em 2003 e para a criação de mais três cursos, no período noturno, atendendo aos anseios da sociedade, especialmente regional. Outra importante iniciativa foi a implantação do primeiro curso de graduação a distância oferecido pela UFLA,


o bacharelado em Administração, em projeto piloto com a parceria do Banco do Brasil. A gestão 2008-2012 caracterizou-se pela maior expansão da história da Universidade, grande parte em resposta ao Programa de Apoio a Planos de Reestruturação das Universidades Federais (Reuni), lançado pelo Governo Federal em 2007. Desde que a UFLA teve o seu projeto Reuni aprovado no Ministério da Educação, neste mesmo ano, concentrou suas ações no que tange à criação de novos cursos, melhorias na grade curricular dos já consolidados e apoio para investimento em infraestrutura. O Reuni surgiu como um marco de reconhecimento à importância das universidades como bem valioso para o desenvolvimento da sociedade e do país. Foram criados 11 cursos presenciais: Física (licenciatura), Educação Física (bacharelado),

Nutrição (bacharelado), Engenharia de Controle e Automação (bacharelado), Engenharia Ambiental e Sanitária (bacharelado), Filosofia (licenciatura), Química (bacharelado), Letras (Licenciatura), Ciências Biológicas (licenciatura), Administração Pública (bacharelado) e Direito (bacharelado).


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Estudantes em aula prática do curso de Engenharia Florestal

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2012

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Evolução do número de cursos de graduação presenciais e a distância de 2004 a 2012

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Democratizando o acesso com cursos noturnos Desde 2007, seguindo a demanda da sociedade e para atender ao princípio de ampliar o acesso à Universidade de estudantes de diferentes extratos sociais, a UFLA deu início aos primeiros cursos noturnos: Licenciaturas em Educação Física e Matemática e Bacharelado em Sistemas de Informação. Aos poucos, foi adaptando a infraestrutura para receber os estudantes, como a ampliação da iluminação, transporte público ao câmpus, aumento do efetivo de segurança, instalação de câmeras de videossegurança e, em breve, o Restaurante Univer-

sitário (RU) também abrirá no período noturno. Em 2011, foram abertas 500 vagas para os cursos noturnos de Administração Pública, Educação Física – licenciatura, Educação Física – bacharelado, Filosofia – licenciatura, Física – licenciatura, Letras Português/Inglês – licenciatura, Matemática – licenciatura e Sistemas de Informação – bacharelado. Atualmente, esses cursos já somam cerca de 1500 estudantes regularmente matriculados, representando uma oportunidade de acesso para estudantes que necessitam trabalhar durante o dia.

Evolução do número de vagas de graduação presenciais noturnos de 2007 a 2012

O aumento gradativo das vagas foi outro foco do projeto Reuni, tanto em novos cursos quanto nos já existentes. A expansão foi significativa, passando de 620 vagas ofertadas em 2004, para 2940 vagas em 2012, incluindo cursos presenciais e a distância. Quando analisado apenas o oferecimento de vagas para cursos de graduação presencial, essa evolução

foi de 620 para 1990 vagas, o que demonstra o compromisso da UFLA em estar inserida no processo de desenvolvimento do país, participando ativamente da formação universitária dos jovens brasileiros. A Instituição não só foi capaz de atender a todas as propostas de expansão do Reuni, mas também de expandir muito além do pactuado com o MEC.

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3500 3000 2500 2000 1500 1000

Evolução do oferecimento de vagas nos cursos de graduação presenciais e EAD da UFLA

500 0 2004

2005

Cursos de graduação criados de 2004 a 2012

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Comunidade universitária Além de ampliar o número de vagas, o projeto de expansão na UFLA foi acompanhado da constante preocupação em manter a qualidade dos cursos ofertados na Instituição. O ano de 2010 ficou marcado pela inserção definitiva na área das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, consolidando-se como uma universidade plural. Outra evolução importante na gestão 20082012 foi a adesão ao Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) e ao Programa Nacional de Formação de Profissionais em Administração Pública

(PNAP). Isso possibilitou a implantação, em 2010, do curso de Administração Pública a distância e dos cursos de Filosofia, Letras-Português e Letras-Inglês, em 2011, e do curso de Pedagogia em 2012, todos eles na modalidade EAD, vindo consolidar a iniciativa da criação do curso piloto de Administração, em 2006. Toda essa expansão propiciou um crescimento vultoso no número de estudantes matriculados, permitindo à UFLA, em 2012, estar com um número de estudantes de graduação presencial 2,7 vezes maior do que o de 2004.

Mais estudantes têm a oportunidade de alcançar uma vaga no ensino superior de qualidade

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Reforma curricular Nos últimos oito anos, além da expansão do número de cursos, houve uma revisão nos currículos a partir de conceitos modernos, focados em propiciar uma formação cidadã, humanitária e com o compromisso de contribuir para o desenvolvimento da sociedade brasileira. Os currículos foram flexibilizados, permitindo que as mais diversas atividades realizadas pelos estudantes, como cursos, congressos, iniciação científica, iniciação à docência e iniciação à extensão, bem como disciplinas eletivas, passassem a fazer parte do currículo de todos os cursos. Tais ações permitiram mudanças nos paradigmas educacionais na instituição, melhorando a estrutura curricular voltada à construção de um novo perfil dos egressos da UFLA. Foram também efetuadas mudanças na carga horária de alguns cursos de graduação, na duração dos estágios obrigatórios e na flexibilização dos créditos curriculares, buscando ainda a adequação à legislação vigente,

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especialmente com as diretrizes curriculares nacionais e outras determinações do Conselho Nacional de Educação (CNE). Todas essas transformações foram classificadas pelo MEC como inovadoras, uma vez que contempla os graduandos com uma formação plena, combinando os fundamentos técnicos de cada curso com as disciplinas humanísticas. O acompanhamento da expansão com qualidade também passou a ser realizado a partir da implantação do Sistema Institucional de Avaliação dos Cursos de Graduação. Nesse sistema, os estudantes de graduação, a cada nova matrícula, respondem a um questionário a respeito das atividades acadêmicas e o relatório semestral é enviado aos colegiados de curso para que sejam tomadas providências para correções de rumos. Também é dada publicidade dos relatórios a toda a comunidade universitária, para que todos sejam atores das atualizações dos projetos pedagógicos dos cursos.


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Nova ambiência e recursos tecnológicos Uma nova dinâmica para o processo ensino-aprendizagem foi construída a partir de ferramentas tecnológicas, como os ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) nas disciplinas de graduação presencial, associadas a lousas digitais e salas de aulas mais confortáveis. As mudanças consideraram o papel da Instituição, sua história, sua tradição e a necessidade

de construir uma nova cultura na comunidade acadêmica cada vez mais plural e diversificada, compatível com o perfil dos estudantes atuais, conhecidos como geração “Y”, ou seja, antenados em recursos tecnológicos. Nesse contexto, a estrutura física e de equipamentos audiovisuais experimentou um grande salto, tanto em números, quanto na melhoria dos espaços acadêmicos.

Evolução da estrutura física para as aulas de graduação presenciais, de 2004 a 2012

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Apoio à expansão Além da expansão do número de estudantes, nos últimos anos houve significativo apoio logístico ao processo ensino aprendizagem. Uma evolução que deve ser destacada foi o aumento do aporte de recursos para bolsas a estudantes de graduação, na modalidade

Evolução do investimento mensal em bolsas de apoio a programas e projetos de graduação

Estudantes da UFLA em aula prática no câmpus universitário

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monitoria e em outros programas e projetos relacionados à melhoria do ensino de graduação, como auxílio a deficientes visuais e com necessidades especiais, desenvolvimento de tecnologias de informação, ambientes virtuais de aprendizagem e auxílio a laboratórios.


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Formas de ingresso na Universidade Até 2010, os candidatos interessados em cursar a graduação na UFLA tinham duas opções: o vestibular tradicional e o Programa de Avaliação Seriada (PAS), criado em 1999 para avaliar o desempenho do estudante em cada uma das séries do Ensino Médio. Em 2010, a UFLA aderiu ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), gerenciado pelo Ministério da Educação, por meio do qual as instituições públicas de educação superior selecionam os candidatos pela nota obtida no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). Desde então, 40% das vagas são destinadas aos candidatos da 3ª etapa do PAS, que também considera a pontuação do Enem para a classificação, e 60% são destinadas aos candidatos do Sisu. No período de 2004 a 2012, levando-se em consideração o aumento no número de cursos

e também as facilidades do Sisu a partir de 2010, a UFLA tem registrado um crescimento expressivo no número de inscritos para concorrer a uma vaga na Universidade. A UFLA também oferece a oportunidade para transferência interna de curso, desde que respeitadas as exigências ao curso pretendido. Havendo a existência de vagas não preenchidas, a oportunidade é aberta também aos estudantes de outras instituições de ensino superior, pública ou privada, em cursos autorizados pelo Ministério da Educação (MEC). Estudantes diplomados também podem pleitear vagas para início em outra graduação. As vagas existentes são divulgadas em edital específico, publicado pela Pró-Reitoria de Graduação (PRG), em época especificada no calendário escolar.

40000

30000

20000

Evolução do número de inscritos nos processos seletivos da UFLA, Vestibular, PAS e SiSU

10000

0 2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

33


Atividade vivencial A atividade vivencial na UFLA foi regulamentada em 2006 para que os estudantes de graduação pudessem estar em contato com os vários laboratórios, setores administrativos, trabalhos de campo, entre outros setores da universidade, complementando a sua formação por meio da vivência em ambientes reais de pesquisa, extensão, trabalho e prestação de serviços. Vale res-

Estudantes interagem com professores e técnicos em atividades de pesquisa

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saltar que essa atividade é realizada pelos estudantes, independentemente de estarem vinculados às atividades formais de iniciação científica ou extensão. De 2006 a 2012, 2794 estudantes participaram do Programa de Atividade Vivencial na UFLA, caracterizando essa atividade como fundamental na formação proposta pelos currículos flexibilizados.


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FORMAÇÃO PLENA NA PÓS-GRADUAÇÃO

D

esde a criação do primeiro Programa de Pós-Graduação Sricto Sensu, em Fitotecnia, em 1975, a UFLA ocupou-se de pautar as suas ações em fundamentos morais sólidos e em valores que são sempre rememorados. Entre os valores partilhados pela comunidade acadêmica, destacam-se a devoção ao saber, a ética do trabalho, o rigor científico e a orientação para o futuro. Em 2012, somam-se 48 cursos, em 20 Programas de Doutorado, 23 de Mestrado e cinco Mestrados Profissionais. Sempre tendo como metas a excelência e a qualidade, a UFLA soube manter o arrojado plano de capacitação docente, antecipando a necessidade de oferta de ensino de alto nível. O elevado grau de quali-

ficação docente e o desenvolvimento da pesquisa foram fatores determinantes não apenas para a criação de cursos, mas também para sua consolidação ao longo do tempo. A evolução do número de programas, vagas ofertadas e bolsas oferecidas também acompanha a crescente demanda por profissionais com elevada especialização, devido ao rápido crescimento econômico que o Brasil experimentava na década de 1970 e na primeira década do século XXI. Considerada hoje uma universidade de pesquisa, conquistou uma posição de destaque no cenário nacional por acreditar que o desenvolvimento sustentado sempre exige competência técnica e inovação tecnológica, fruto do forte


investimento na Pós-Graduação, cujo crescimento sempre foi pautado em condições satisfatórias de recursos humanos e infraestrutura. O processo de institucionalização da Pós-Graduação stricto sensu na UFLA não pode ser visto de forma isolada ou como feito heroico de algumas pessoas. O contexto apresentado nos últimos anos reflete apenas uma fotografia de um empreendimento coletivo, que contou com a participação de diversas pessoas: dirigentes, coordenadores de Programas, docentes, discentes e servidores técnicos administrativos. Esse retrato evidencia a expansão das atividades acadêmicas da Pós-Graduação, sem contudo, perder sua qualidade e potencial criativo.


Avanços recentes

N

38

o período 2004-2012, houve expansão associada à melhoria da qualidade dos Programas de Pós-Graduação. Esse processo ocorreu em função da elaboração de uma política de Pós-Graduação stricto sensu da UFLA, que estimulou a implantação de diversas mofidicações acadêmicas, como a intensificação do programa de qualificação do corpo docente; criação de mecanismos de incentivo à produção científica; criação de novos Programas em áreas do conhecimento consideradas estratégicas; reformulação das práticas educacionais e formação de parcerias interinstitucionais visando ao fortalecimento e melhoria dos padrões de qualidade. Entre os fatores que influenciaram a evolução da Pós-Graduação da UFLA, também merecem destaque nos últimos anos. A intensificação da integração entre graduação e pós-graduação; a ampliação da inserção internacional; aumento no número de vagas ofertadas; novas metodologias para acompanhamento e avaliação dos Programas, incluindo formulação de nova matriz de distribuição de recursos financeiros em função de metas alcançadas; ampliação da visibilidade dos Programas, entre outras políticas centradas na produção de resultados qualificados.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE L AVRAS

Expansão com qualidade A expansão da Pós-Graduação pode ser verificada por meio do aumento do número de discentes ingressantes e matriculados, número de titulados e evolução do número de cursos de Mestrado, Doutorado e Mestrado Profissional ofertados. No que concerne ao número de ingressantes, a Pós-Graduação Stricto Sensu da UFLA experimentou, entre 2004 e 2011 um crescimento da ordem de 102 %, justificado pela criação de novos Programas, ampliação do números de vagas e melhoria da qualidade que estimulou a procura pelos diversos Programas. Consequentemente, essa expansão gerou entre 2004 e 2011 aumento do número de titulados da ordem de 230%, sendo no referido período titulados 2185 mestres e 1002 doutores nas diferentes áreas do conhecimento. Destaca-se que os profissionais formados pelos Programas de Pós-Graduação são oriundos de diversas regiões do Brasil e de outros países. Essa distribuição geográfica relativa à origem dos candidatos também contribui para consolidar a inserão social e internacional da Pós-Graduação da UFLA.


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M - Mestrado acadêmico D - Doutorado acadêmico MP - Mestrado profissional

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Evolução do número de discentes ingressantes nos Programas Stricto Sensu 2002-2011

Evolução do número de discentes matriculados nos Programas Stricto Sensu 2002-2011

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A análise dos dados evidencia que a implantação de novos cursos também foi marca significativa do processo de crescimento da Pós-Graduação Stricto Sensu. No período de 2004-2012, o crescimento do número de cur-

sos de Mestrado e Doutorado foi, respectivamente, de 64% e 67%. Destaca-se que a partir de 2008, a UFLA passou a ofertar cursos de Mestrado Profissional, dos quais cinco foram criados nos últimos quatro anos.

25

Evolução do número de cursos de PósGraduação Stricto Sensu 2004-2012

20

15

10

5

0 2004-2007

Mestrado

2008-2012

Doutorado

Esse salto quantitativo foi acompanhado por forte movimento de melhoria da qualidade do ensino e da pesquisa na Pós-Graduação, cujo principal indicador são os conceitos obtidos pelos Programas de Pós-Graduação da UFLA na última avaliação realizada no triênio 2007-2009 pela Capes, agência que apoia financeiramente as atividades desse nível de ensino e pesquisa. Nesta avaliação, que leva em consideração a proposta pedagógica e objetos do Programa, corpo docente e discente, qualidade das teses e dissertações, infraestrutura de ensino e pesquisa e inserção social, 45% dos Programas de Pós-Graduação dos 20 avaliados

Mestrado Profissional

obtiveram conceitos superiores à avaliação realizada no triênio 2004-2006. Acrescente-se que os Programas de Ciência do Solo e de Genética e Melhoramento de Plantas obtiveram conceito 6, por apresentar padrão de qualidade acadêmica equivalente àqueles alcançados pelos melhores centros de Pós-Graduação e pesquisa internacionais. Os Programas de Agroquímica, Ciência dos Alimentos, Entomologia, Fitopatologia, Fitotecnia, Microbiologia Agrícola, Zootecnia, Estatística e Experimentação obtiveram conceito 5, por apresentarem elevado padrão de qualidade. Os demais Programas receberam

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42 UNIVERSIDADE FEDERAL DE L AVRAS

Equipamentos de última geração dão suporte às pesquisas nos diferentes Programas de PósGraduação

conceito 4, incluindo o de Biotecnologia Vegetal, que teve o seu conceito elevado. Esses resultados contribuíram de modo significativo para a formação do Índice Geral de Cursos (IGC), que colocou, em 2011, a UFLA em segundo lugar entre as instituições de ensino superior do país e primeiro lugar entre as universidades federais brasileiras. O padrão de qualidade historicamente construído por meio do trabalho coletivo de docentes, discentes e técnicos administrativos que atuam na Pós-Graduação tem sido reconhecido por diversas instituições brasileiras e internacionais. Como exemplo desse reconhecimento, a UFLA foi uma das instituições selecionadas para receber o Prêmio SciVal Brasil, lançado pela Editora Elsevier com o apoio da Capes, como reconhecimento às instituições que mais contribuem para a ciência, a tecnologia e a inovação e, consequentemente, para o desenvolvimento do pais. Esse prêmio colocou a UFLA em destaque entre as melhores instituições nacionais e internacionais, sendo justificada a escolha da UFLA em virtude do crescimento da produção científica e publicação de artigos científicos originados de projetos de pesquisas, dissertações e teses desenvolvidas entre 2006 e 2010. A UFLA destacou-se como a instituição de ensino e pesquisa que teve o maior crescimento de produção científica, entre todas as instituições avaliadas pela Capes. Ressalta-se que em 2012, a Pós-Graduação Stricto Sensu conta com 335 docentes, sendo que, desse total, 286 são permanentes e 49 colaboradores. Outro indicador que revela a qualidade da pós-gaduação é a presença de 147 docentes com bolsa de produtividade em pesquisa, ou seja, cerca de 51,39% dos 286 docentes permanentes que atuam nos programas de Pós-Graduação possuem bolsa de produtividade do CNPq.


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O crescimento da publicação científica realizada pelo conjunto de docentes e discentes da Pós-Graduação pode ser explicado por diversos fatores, entre eles: o potencial de captação de recursos para financiar projetos de pesquisa; qualificação do corpo docente, constituído por 100% de doutores titulados nas melhores instituições brasileiras e do mundo; investimentos realizados em laboratórios de pesquisa e de informática; investimentos realizados na compra de livros, intensificação do programa de qualificação do corpo docente por meio de estágios de pós-doutoramento, que fortaleceu o desenvolvimento de novos métodos de produção do conhecimento; e implantação do Programa de Apoio à Publicação Científica (PAPC), a partir de 2008. Essa última iniciativa tem por objetivo financiar os serviços de tradução e correção de artigos que são publicados em língua estrangeira. Para tanto, a Pró-Reitoria de Pós-Graduação tem publicado editais em regime de fluxo contínuo, disponibilizando recursos anualmente à comunidade acadêmica. Entre 2008 e 2012, todos os artigos traduzidos foram submetidos a periódicos com fator de impacto. Uma outra medida foi a criação de programa de treinamento de docentes e discentes para o uso do portal de periódicos científicos da Capes, que conta atualmente com um acervo de mais de 30 mil periódicos com textos completos, 130 bases referenciais, dez bases dedicadas exclusivamente a patentes, além de livros, enciclopédias e obras de referência, normas técnicas, estatísticas e conteúdo audiovisual. Nos últimos anos, foram qualificadas mais de 1000 pessoas, incluindo discentes, docentes e técnicos administrativos da UFLA. Esse processo contribuiu de modo significativo para que as estatísticas de uso do referido portal também crescessem numa ordem de 30% ao ano.

Financiamento e infraestrutura A Pós-Graduação Stricto sensu tem sido, desde a sua criação, financiada por agências de fomento (Capes, CNPq, Fapemig) e pela própria UFLA, que aporta recursos e disponaliza a infraestrutura de pesquisa e ensino, tecnologia de informação, transporte e serviços de manutenção de laboratórios, redes de computadores e de infraestrutura física. Ressalta-se que a Capes é a principal agência de fomento (custeio e bolsas), seguida do CNPq e da Fapemig, que concedem bolsas e financiam projetos de pesquisa diretamente aos docentes de Pós-Graduação. Entre 2001 e 2012, o número total de bolsas de estudos concedidas ao corpo discente cresceu cerca de 174%, ou seja, de 367 para 1005 bolsas, o que evidencia o crescimento exponencial nos últimos quatro anos. Esse comportamento foi resultado de diversos fatores, dentre os quais destacam-se: as negociações da Direção Executiva com as agências de fomento, especialmente com a Capes, que lançou recentemente o programa “Bolsa para Todos” e a melhoria dos conceitos dos Programas, que permitiram a obtenção de novas cotas por mérito. Destaca-se que o crescimento do número de bolsas de doutorado foi de 262%. Essa evolução permitiu que, em 2011, cerca de 71% dos discentes regularmente matriculados nos diferentes Programas de Pós-Graduação fossem atendidos com bolsas de estudos. Percentual acima da média de concessão de bolsas do conjunto das instituições que integram o Sistema Nacional de Pós-Graduação, que é 33% dos discentes regulamente matriculados em todos os Programas recomendados pela Capes. Ressalte-se que a expansão do número de

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Evolução do número de bolsas de PósGraduação

14

Evolução da Aplicação de Recursos Capes (em milhões de reais R$)

12 10 8 6 4 2 0 2004

44

2005

2006

2007

bolsas está atrelada ao aumento do volume de investimentos aplicados ao ensino e pesquisa de Pós-Graduação. Os valores de custeio e bolsas aplicados somente pela Capes na Pós-Graduação foram quadruplicados, passando da casa dos 2.8 milhões em 2003, para a casa

UNIVERSIDADE FEDERAL DE L AVRAS

2008

2009

2010

2011

2012

dos 11.8 milhões em 2012. A Pró-Reitoria de Pós-Graduação priorizou a alocação desses recursos na concessão de bolsas, cujo percentual foi de 83% do valor total investido. Cabe destacar também que o volume de recursos aplicados na Pós-Graduação não se limita àqueles


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investidos pela Capes, mas conta com recursos captados por meio de projetos institucionais e projetos individuais. Os investimentos em equipamentos destinados à melhoria da infraestrutura de pesquisa alcançaram, nos últimos quatro anos,

cerca de 2 milhões de reais. Priorizou-se a aplicação de recursos em equipamentos de elevado padrão tecnológico e uso coletivo, fortacelendo o trabalho dos grupos de pesquisa e a interação entre os diversos Programas de Pós-Graduação.

Expansão com qualidade e reconhecimento nacional incentivam a criação de novos Programas de PósGraduação

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TRADIÇÃO E AVANÇOS NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

A

Educação a Distância (EaD) na UFLA coincide com a própria história da EaD no Brasil, somando 25 anos de experiência e evolução. Em 1987, em parceria com a Associação Brasileira de Ensino Agrícola Superior (Abeas) e a Fundação de Apoio ao Ensino Pesquisa e Extensão (Faepe), a então ESAL inovou com a modalidade a distancia, passando a ofertar cursos de pós-graduação Lato sensu. A parceria entre a ESAL e a Abeas foi mantida até 1989, ano em que os cursos passaram a ser promovidos exclusivamente pela ESAL/Faepe. Nesse período, colaborou para a formação e qualificação

profissional de mais de 20 mil estudantes. Foi a partir de 2006 que a UFLA passou a incorporar institucionalmente a modalidade EaD também na graduação. Por meio de um curso piloto de bacharelado em Administração, modalidade a distância, inaugurou, efetivamente, as ações da Universidade Aberta do Brasil (UAB), em parceria com o Banco do Brasil. Nesse mesmo ano, também passou a ofertar o curso de Licenciatura em Pedagogia para Educação Infantil, modalidade EaD, no âmbito do projeto Pró-formar (parceria interinstitucional entre MEC e a participação de universida-


des públicas), com a formação na UFLA de 189 educadores de nove municípios sul-mineiros. Quando passou a ofertar cursos de graduação a distância, gratuitos e de qualidade, a UFLA reafirmou seu compromisso social com a formação de professores para a rede pública de ensino e para o desenvolvimento da sociedade em seu entorno. Atualmente, são ofertados sete cursos de graduação a distância, com a abertura de cerca de 1800 vagas anuais em: Administração, Administração Pública e as licenciaturas em Física, Filosofia, Português, Inglês e Pedagogia.


Centro de referência

Equipe do Cead: articulação para consolidar a EaD da UFLA entre as melhores do país

Em 2007, com a ampliação das ações de EaD para cursos de graduação e com a parceria crescente com a UAB, foi necessário criar um órgão para o planejamento e gestão das ações nessa modalidade. Foi então formalizada a inserção do Centro de Educação a Distância (Cead) na estrutura da instituição, vinculado à Pró-Reitoria de Graduação (PRG). O Cead tem entre suas atribuições a articulação, elaboração e difusão de modelos, metodologias e tecnologias em EaD, além de promover, elaborar, coordenar e avaliar a qua-

48 UNIVERSIDADE FEDERAL DE L AVRAS

lidade acadêmica de cursos e atividades em EaD realizadas na Universidade. Ao todo, uma equipe de 50 profissionais trabalha atualmente na operacionalização da modalidade EaD na UFLA, incluindo a atuação de um coordenador geral e três coordenadorias pedagógicas: Tecnologia da Informação, Apoio Técnico e Projetos. No início de 2012, o Cead foi instalado em sede própria, no Câmpus Histórico, contando com núcleo administrativo, de tecnologia e de educação continuada, além de salas de aula e anfiteatros.


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Mapa de atuação da UFLA em polos de apoio presencial UAB

Evolução na oferta de cursos Para atender às crescentes demandas por formação superior do país, a UFLA mantém atualmente sete cursos de graduação e um mestrado profissional na modalidade a distância, por meio de parceria com o UAB. O número de vagas cresceu no período de 2006 a 2012, saltando de 486 vagas para 1250. Em 2012, a UFLA atenderá, em parceria

com 14 polos de apoio presencial, cerca de 1550 estudantes de 170 munícipios em seus cursos de graduação e pós-graduação ofertados em parceria com a UAB. Essa inserção regional se faz importante no processo de democratização do ensino no país e também corrobora com a política de formação continuada de profissionais do MEC.

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2000 1800 Evolução de Vagas na Graduação a Distancia

1600 1400 1200 1000 800 600 400 200 0 2006

Número de Cursos de Graduação a Distância

2010

2011

2012

8 7 6 5 4 3 2 1 0 2006

50

2007

2008

Além dos cursos de graduação e do Mestrado Profissional em Matemática, atualmente a UFLA oferece 17 cursos de especialização Lato sensu com cerca de 3000 estudantes matriculados. Esses cursos são resultado de ofertas abertas à comunidade em uma parceria entre a Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Faepe), UFLA e Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC) e também de parceria com a UAB.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE L AVRAS

2009

2010

2011

2012

A inserção, em 2009, de cursos de formação continuada de profissionais do magistério (Secadi/UAB), indica a contribuição da UFLA para a efetivação de uma política pública implantada pelo MEC e um reposicionamento estratégico em relação aos cursos de especialização. Assim, é possível verificar que, ao mesmo tempo em que são implementados novos cursos gratuitos, a oferta de cursos pagos gradativamente diminui.


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Tecnologia EaD para cursos presenciais Desde 2009, o Projeto Aprender oferece um conjunto de ferramentas em Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) a cerca de 200 professores que utilizam 343 salas virtuais, com atendimento a mais de 5.500 estudantes dos diversos cursos da UFLA. Trata-se de um conjunto de ferramentas que ampliam as possibilidades de acesso a materiais didáticos, possibilitam a entrega de trabalhos via ambiente virtual, aumentam os canais de comunicação entre docentes e discentes, potencializam as possibilidades de trabalho colaborativo em grupos e, entre outras atividades, possibilitam a criação de fóruns de discussão. Em 2010, o projeto foi ampliado para os cursos de Pós-Graduação Stricto Sensu, com a implantação do Projeto Avançar, que passaram a utilizar o ambiente virtual como espaço complementar para formação acadêmica. E a meta é ir além, como descrito no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI 20112015). A UFLA tem se estruturado para intensificar o uso de metodologias e tecnologias

próprias da modalidade a distância nos cursos presenciais de graduação e pós-graduação, ampliando a utilização do AVA para 400 disciplinas de graduação e 30% do total de disciplinas de pós-graduação oferecidas por semestre. Ainda em 2010, a equipe do Cead elaborou projeto específico para enriquecimento e diversificação de materiais didáticos, sendo aprovado recurso aproximado de 700 mil reais da Capes para o Projeto Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), permitindo ainda mais a expansão do uso de tecnologias, tanto em cursos de graduação a distancia quanto na modalidade presencial. Parte desse recurso foi investido na implantação do Laboratório de Tecnologias para Educação (LTE), com a finalidade de pesquisar e desenvolver materiais didáticos, bem como a preparação dos docentes para uso das ferramentas disponíveis. Em sua primeira fase, já foram produzidos cerca de 1300 materiais educativos, como vídeos, guias de estudo e apresentações de slides, com a ampliação do uso de novos recursos tecnológicos.

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ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL

A

UFLA foi uma das instituições mapeadas por uma pesquisa realizada em 2010 pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que resultou em um retrato da comunidade acadêmica discente e a sua evolução ao longo do tempo. A distribuição dos estudantes por classe socioeconômica reflete a condição do próprio país, com predominância das classes B e C, similar às médias nacionais e do Estado. Na UFLA, 35% dos estudantes pertencem às classes populares C e D, cuja renda média familiar é de até três salários mínimos. Por esse motivo, o apoio estudantil é um dos pilares que sustenta a excelência da Universidade. Ao todo, cerca de 1000 estudantes são

classificados em vulnerabilidade econômica e recebem auxílio. Por meio da avaliação socioeconômica, realizada semestralmente, são classificados os estudantes para o acesso ao Programa de Assistência Estudantil. Caso seja classificado como de maior vulnerabilidade socioeconômica, o estudante de graduação, e o de pós-graduação que não possui bolsa de estudo passa a ter acesso imediato à alimentação subsidiada no Restaurante Universitário (RU), atendimento médico, odontológico, psicossocial individual e laboratorial a preços diferenciados. Participa também da seleção para os programas de bolsa-atividade, bolsa-esporte e para a moradia estudantil. Conhecer o perfil da comunidade discen-


te contribui para a identificação de novos parâmetros e para embasar a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários (Praec) no direcionamento de políticas e programas de assistência estudantil. Esse apoio ganhou ênfase nos últimos anos, sendo destinada considerável parcela do orçamento e de rendas próprias para esse fim. Existe sensibilidade às necessidades da comunidade acadêmica, concentrando esforços para que o crescimento da Universidade seja acompanhado pelo bem-estar dos estudantes que a compõem. Além disso, o esforço da equipe de gestão está em compasso com a maior atenção do governo federal, que desde 2010 mantém o Programa Nacional de Assistência Estudantil – Pnaes, com recursos crescentes para

acompanhar as metas do Programa de Expansão e Reestruturação das Universidades Federais (Reuni). O objetivo é apoiar a permanência de estudantes de vulnerabilidade econômica matriculados em instituições federais de ensino superior, viabilizando a igualdade de oportunidades entre todos os estudantes e contribuindo para a melhoria do desempenho acadêmico, a partir de medidas que buscam combater situações de repetência e evasão. Além dos benefícios aos estudantes de baixa condição econômica, na UFLA, toda a comunidade estudantil conta com Seguro Coletivo Contra Acidentes, uma alternativa de proteção em relação às ocorrências nas diversas atividades acadêmicas, de ensino, de pesquisa e de extensão.


Novo RU: mais conforto e qualidade a preços subsidiados

Restaurante Universitário Oferecer alimentação subsidiada aos estudantes e servidores, facilitando a rotina universitária e administrativa, é uma tradição na UFLA. Mas com o aumento da comunidade acadêmica, o antigo RU, localizado na avenida de acesso ao câmpus, tornou-se insuficiente

Evolução do número de refeições servidas no RU de 2004 a 2011, em milhares

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para atender à demanda. Em 2009, o novo RU foi inaugurado com o triplo de sua capacidade de atendimento. De 1300 refeições servidas em 2009, passou a servir uma média de três mil refeições ao dia em 2011, a preços subsidiados: R$1,00 para estu-


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dantes de baixa renda e R$ 2,00 para os demais estudantes, preços praticados desde 1998 sem reajuste no período. Acompanhando o crescimento de estudantes e servidores, em 2012, o número de refeições diárias já ultrapassou 3.500, o que exige constante planejamento e infraestrutura. Aproximadamente 30% dos usuários do RU durante o ano de 2011 foram estudantes de

baixa renda, com consumo aproximado de 100 mil refeições. Para estudantes não carentes, foram servidas cerca de 250 mil refeições no mesmo período. Em 2012, além do almoço e do marmitex que o estudante retira para o jantar, será iniciado no RU o atendimento no período noturno, para atender, principalmente, os estudantes dos cursos noturnos.

A Coordenadoria de Moradia e Alimentação é responsável pela administração do RU, contando com uma equipe de dez servidores do quadro efetivo da UFLA e 17 funcionários terceirizados. O cardápio oferecido é balanceado e diversificado, sob orientação de nutricionistas.

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Moradia Universitária

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Nos últimos anos, os tradicionais alojamentos estudantis do câmpus da UFLA passaram por grandes transformações. Em 2009, houve a reforma completa de toda a infraestrutura existente, com melhorias em todas as ambiências e aquisição de novos equipamentos. Ainda no primeiro semestre de 2012, a UFLA fará a inauguração do novo alojamento, com capacidade para 182 moradores, ampliando de 238 para 420 vagas nas moradias estudantis, além de dois apartamentos com capacidade para 30 hóspedes (calouros, estagiários e estudantes em trânsito). Em 2009, o Alojamento Misto (227 vagas) e o Alojamento Feminino (11 vagas) passaram

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por ampla reforma e o estudante passou a contar com completa infraestrutura: lavanderia coletiva com máquinas novas, cantina, sala de estudos informatizada, rede de internet com conexão permanente e internet sem fio gratuita e rede de telefonia pública ligada diretamente à operadora, possibilitando linha privada em cada apartamento. Também foi realizada reforma em toda a rede elétrica e instalado um aquecedor solar para atender aos moradores com economia de energia, além da construção de uma cozinha equipada em cada apartamento. Foi realizada a pavimentação e cercamento da área externa, reparo na iluminação e infraestruturas


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Ampla reforma transformou a imagem e trouxe mais conforto aos moradores dos alojamentos da UFLA

das áreas de esporte e convivência. Mas o apoio não se restringiu à estrutura física, também houve um acompanhamento permanente das condições e demandas dos moradores, visando a interações e à boa convivência e à interlocução com os coordenadores dos alojamentos. Os moradores também passaram a receber orientação sobre outros benefícios, em especial aos programas sociais e de saúde.

Bolsa-Atividade Outro benefício da política de assistência estudantil é a oferta da Bolsa Atividade, que objetiva proporcionar aos estudantes de graduação de cursos presenciais, em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica, atividade remunerada que lhes facilite a manutenção dos estudos. Prevê o desenvolvimento de atividades por 12 horas semanais, nos diversos departamentos e setores da Universidade e o valor atual da bolsa é R$ 300,00. No período de 2004 a 2012, houve aumento tanto do número de bolsas quanto do valor do benefício, passando de 150 bolsas em 2004, para 440 bolsas em 2012. O valor também dobrou, saindo de R$150,00 reais em 2004 para R$300,00, em 2012.

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500 Evolução do número de Bolsa-Atividade

450 400 350 300 250 200 150 100 50 0

Bolsa-atividade representa oportunidade de formação e renda a 440 estudantes

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Número de bolsas atividade


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Atenção à saúde A saúde dos estudantes e servidores é um dos pilares para uma comunidade acadêmica em constante evolução. Desde 2006, a política estudantil buscou intensificar o programa de saúde, tendo sido contratados dois médicos (clínico geral e ginecologista), três dentistas, dois psicólogos e dois assistentes sociais. De 2006 a 2011, foram registrados cerca de 10 mil atendimentos médicos, sendo 80% deles para atendimento a estudantes e 20% para servidores da instituição. Desde que o benefício de atendimento odon-

tológico para estudantes e servidores técnicos e docentes foi intensificado, com a contratação de três dentistas em tempo integral, foram registrados cerca de três mil atendimentos. O Programa de Atendimento Psicossocial Individual, com início em 2011, oferece aos estudantes de graduação e pós-graduação, servidores técnicos administrativos, docentes e funcionários terceirizados, melhoria da qualidade de vida, por meio de apoio social e psicológico individual. Desde que foi implantado, o Programa já registrou cerca de mil intervenções.

Benefício odontológico em tempo integral atende a número crescente de estudantes e servidores

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Esporte e Lazer A Coordenadoria de Esporte e Lazer foi criada para coordenar, promover e incentivar a prática esportiva, como forma de promoção da saúde e do bem-estar da comunidade universitária. Atua juntamente com órgãos e representações de estudantes e servidores, apoiando suas iniciativas. É também responsável pela gerência do Centro de Integração Universitária (Ciuni), onde também são realizados eventos sociais, culturais e esportivos de interesse institucional. Em 2009, foi criado o Programa Bolsa-Esporte, sendo oferecidas 20 bolsas para atletas. Em 2011, o Programa foi ampliado, criando os Programas de Bolsa-Monitoria Esportiva a o Auxílio-Alimentação para a Prática Esportiva. O Programa de Monitoria Esportiva é administrado pela Praec, em colaboração com o

Apoio à prática esportiva amplia oportunidades de interação na Universidade

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Diretório Central dos Estudantes (DCE) e Associação Acadêmica de Esportes (Leufla). É uma oportunidade para os estudantes de graduação exercerem uma atividade prática remunerada, favorecendo o ensino e a extensão. No segundo semestre de 2011, foram oferecidas 50 bolsas nessa modalidade, para 12 horas semanais de atividade. Implantado a partir do segundo semestre de 2011, o Programa de Auxílio-Alimentação para Prática Esportiva proporciona aos estudantes de graduação e aos atletas universitários alimentação gratuita no Restaurante Universitário, como forma de auxílio e incentivo para a prática esportiva. No segundo semestre de 2011, foram contemplados 134 estudantes com o benefício.


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O Centro Universitário (Ciuni) reformado garante integração e lazer aos estudantes da UFLA

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Auxílio-Creche A partir de 2006, com o objetivo de garantir o desenvolvimento acadêmico pleno do estudante de baixa condição econômica, o Programa de Auxílio à Creche passou a atender também os estudantes dos cursos de graduação, antes benefício exclusivo dos servidores da instituição. Valendo como instrumento de acesso, permanência e conclusão em cursos superiores,

a UFLA concede o auxílio para contratação de serviços de creche para os seus filhos com idade entre três meses e 6 anos incompletos ou que estejam em idade de frequentar o ensino infantil. Os valores concedidos variam de 10 a 80% do valor de referência estipulado anualmente, com base na média de preços praticados no mercado.

Empréstimo de Netbooks Inédito em instituições públicas de ensino no Estado de Minas Gerais, além dos livros disponíveis na Biblioteca Universitária, a UFLA deu início ao programa de empréstimo de computadores portáteis (netbooks) para a comunidade acadêmica. Para completar a mobilidade virtual e acompanhando o avanço das tecnologias, a Universidade dispõe de acesso à internet sem fio e gratuita em todo o câmpus universitário. O empréstimo de netbooks faz parte de uma política de inclusão digital para atender uma parcela dos estudantes e servidores que não possuem equipamentos portáteis para estudos, pesquisas e participação em congressos e seminários. Foi criada uma política de uso e de segurança específica para o Programa.

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Transporte no Câmpus Em 2009, a UFLA adquiriu um novo ônibus com capacidade para 80 pessoas para oferecer melhores condições de locomoção especialmente aos estudantes, inclusive adaptado para os portadores de necessidades especiais. A logística dos horários também foi repensada para adaptar à rotina dos estudantes, além de ampliar a circulação no Câmpus.

Ônibus para transporte interno gratuito - O auxílio-transporte oferecido pela UFLA para deslocamento dentro do Câmpus é utilizado por cerca de 20% dos estudantes, enquanto a média nacional para esse tipo de benefício é de 10,1% e 8,3% no Estado de Minas Gerais

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DO

CONHECIMENTO À INOVAÇÃO

D

esde a década de 1970, quando a pesquisa ganhou notoriedade na ESAL/ UFLA, sua evolução pode ser visualizada com base em termos numéricos, em gráficos que ilustram o número de projetos, publicações, volume de recursos alocados e ampliação das linhas e grupos de pesquisa. Também pode ser medida pelo número de patentes, empresas incubadas e protótipos inovadores. Porém, o mais importante é reconhecer que a pesquisa em uma universidade é um bem impreterível e necessário, que melhora o ensino e projeta a extensão, garantindo à academia a sua essência e excelência. Cria-se assim um ambiente vibrante na universidade pela justaposição entre a tradição de uma escola centenária com tradi-

ção intelectual e o empolgante mundo das descobertas e inovações. A pesquisa movimenta o câmpus universitário desde que o estudante, ainda no ensino médio, é apresentado aos enigmas da ciência, à persistência de doutores que não desistem de encontrar soluções em áreas estratégicas para o desenvolvimento humano e do planeta. O histórico e o moderno, pesquisa básica e aplicada, grandes desafios e soluções em nanotecnologias, paradoxos inevitáveis em uma universidade em constante busca pelo equilíbrio. A nobre busca pelo conhecimento sem fronteiras, que resulta não apenas em índices crescentes de qualidade para a universidade, mas, e acima de tudo, em conquistas para toda a sociedade.


Nos últimos oito anos, a UFLA descreveu uma trajetória surpreendente no que tange à pesquisa e inovação. Teve um aumento superior a 100% nos grupos de pesquisa registrados no CNPq, ampliou consideravelmente as linhas de pesquisas, a capitação de recursos e a articulação interinstitucional. Uma forma de demonstrar que a UFLA está no caminho certo veio por meio do Prêmio SciVal Brasil, lançado pela Editora Elsevier com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), como reconhecimento a instituições que mais contribuem para o desenvolvimento do país. O crescimento da produção científica no período de 2006 a

2010 foi o indicador que consagrou a UFLA entre as instituições que se destacaram pela representatividade no cenário nacional e internacional.


Agir local, pensar global

N

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o período compreendido entre os anos de 2004 e 2012, é notório o fortalecimento da política institucional de incentivo à pesquisa científica e inovação tecnológica. Várias foram as ações visando à capacitação dos pesquisadores para o desenvolvimento de tecnologias inovadoras, com aplicações práticas para o mercado e a sociedade. Esforços foram empenhados para construir uma política institucional visando a uma maior organização, dinamismo, controle, ampliação e visibilidade das atividades de Ciência, Tecnologia e Inovação na Universidade e, em especial, para atingir um novo patamar qualitativo dessas atividades. Nos últimos anos, a UFLA foi contemplada com a aprovação de projetos importantes, com destaque para a expressiva expansão da infraestrutura de pesquisa e estruturação dos programas de pós-graduação. Por meio das chamadas públicas MCTI/CT Infra – Proinfra ,foram investidos cerca de 12 milhões de reais em infraestrutura de pesquisa e de equipamentos avançados, possibilitando

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a adoção de um novo modelo de gestão da pesquisa na Universidade. A construção e ampliação dos laboratórios multiusuários e aquisição de equipamentos especiais de grande porte, com equipes técnico-científicas de competência reconhecida, têm proporcionado melhorias na infraestrutura laboratorial e de serviços a usuários internos e externos, fortalecendo as atividades setoriais e criando unidades especializadas para uso compartilhado. O investimento em infraestrutura tem favorecido ainda o envolvimento com as atividades de pesquisa, o que proporciona avanços no conhecimento científico e no desenvolvimento de novas tecnologias e processos em áreas estratégicas para o desenvolvimento do país. A competência nessa área se concretiza em função de um corpo docente e de pesquisadores altamente qualificados, envolvidos nas atividades de ciência, tecnologia, inovação e na formação de recursos humanos.


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Pesquisa Planejada As áreas apoiadas por meio de submissão de propostas estão em consonância com os Planos de Desenvolvimento Institucional (PDI) da Universidade, atendendo ao aumento da demanda em infraestrutura de pesquisa, pautado na interdisciplinaridade de ações e na busca dos avanços científicos e tecnológicos. Foram priorizados subprojetos visando à criação de unidades centrais de apoio estratégico à pesquisa, de gestão e uso compartilhado no câmpus, permitindo maior eficiência, rapidez e precisão no desenvolvimento de pesquisas em várias áreas do

conhecimento e o fortalecimento de grupos de pesquisa. Com o investimento em infraestrutura de pesquisa, tem sido observada a consolidação e criação de programas de pós-graduação na UFLA, criando condições para o desenvolvimento de uma política de gestão bem estruturada, que inclui a criação de mecanismos de incentivo à produção científica qualificada, por meio do estímulo à reorganização dos grupos de pesquisa e da institucionalização do programa de apoio à publicação científica em periódicos com fator de impacto.

Investimento possibilitou a reforma de laboratórios e a aquisição de novos equipamentos

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Captação de recursos e bolsas para a pesquisa No período entre 2004 a 2011, a Universidade foi contemplada com recursos que superam 190 milhões de reais, provenientes de diferentes agências de fomento, além de recursos do Ministério da Educação (MEC) e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), denominado Fundo de Infraestrutura (CT-Infra - Proinfra) e setor privado. De 2004 a 2007, a captação de recursos para a pesquisa girou em torno de 56 milhões de reais, passando de cerca de oito milhões em 2004 para em torno de 28 milhões em 2008.

nesse período foram aprovados em agências de fomento e setor privado cerca de 700 projetos de pesquisa. De 2008 a 2011, o investimento em pesquisas da UFLA deu novo salto, com um total aproximado de 135 milhões no período. Destaque para o ano de 2009, durante o qual os recursos para a pesquisa aprovados pela UFLA superaram 40 milhões de reais. Esse montante foi captado a partir da aprovação de cerca de 900 projetos em agências de fomento e no setor privado.

160 Captação de Recursos para Pesquisa, em milhões de reais

140 120 100 80 60 40 20 0 2004-2008

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2008-2011


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A captação de recursos na UFLA voltada para o desenvolvimento de atividades de pesquisa, inovação e extensão também ocorre por meio de aprovação de bolsas em diferentes modalidades, com benefícios diretos aos discentes do ensino médio, graduação, pós-graduação, recém-doutores e pesquisadores já experientes. Além das bolsas de Iniciação Científica, de Iniciação Tecnológica, de Mestrado e Doutorado, a UFLA é contemplada com bolsas individuais, solicitadas diretamente às agências de fomento e destinadas a profissionais envolvidos em atividades de pesquisa, extensão e inovação em diferentes áreas do conhecimento. Nos últimos anos, houve aumento substancial de investimentos dos governos em ní-

veis estadual e federal, por meio de concessão de bolsas. Em 2004, foram concedidas pelas agências de fomento CNPq, Fapemig e outras instituições públicas e privadas cerca de 500 bolsas para a UFLA em diferentes modalidades, representando um investimento de cerca de cinco milhões de reais. Em 2007, o número de bolsas foi de 833, com um investimento aproximado de sete milhões de reais. No final de 2011, a UFLA foi contemplada, por meio dessas agências, com 1493 bolsas, o que representou o investimento de cerca de 13 milhões de reais. Assim, de 2004 a 2011, houve aumento aproximado de 200% no número de bolsas e de 260% em investimentos nas diferentes modalidades de bolsas.

14 12 10 8 6

Captação de Recursos Bolsas, em milhões de reais

4 2 0 2004

2007

2011

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Laboratórios compartilhados

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Os recursos aportados nos últimos anos têm propiciado a construção, manutenção e aquisição de equipamentos para uso compartilhado. Esse novo modelo de gestão dos laboratórios multiusuários, hoje 14 em funcionamento, cinco em construção e aguardando

a liberação de recursos para início das obras de mais duas unidades, tem permitido um avanço significativo nas pesquisas desenvolvidas na Universidade, pautado pela troca de informações entre os pesquisadores da UFLA e de outras instituições.

2004 – O Complexo Central de Fitoquímicos atende a demandas nas áreas de Ciências Agrárias e Química. Têm sido realizados estudos para a avaliação de fitoquímicos por meio de ensaios biológicos, contribuindo para

avanços significativos da pesquisa, como a descoberta de moléculas bioativas com amplo espectro de ação em plantas, insetos e animais, com o uso racional dos recursos naturais e da biodiversidade. conjunto com o Programa de Alimentos Seguros, visa a gerar tecnologias, como produtos hortícolas minimamente processados. Essa estrutura foi fundamental para o fortalecimento do Programa de Pós-graduação em Ciência dos Alimentos, que alcançou recentemente o conceito 5 na avaliação da Capes.

No Laboratório Central em Qualidade e Segurança Alimentar ,são realizadas pesquisas nas áreas de qualidade microbiológica dos alimentos; Biofilmes comestíveis; produtos fermentados e não fermentados; avaliação e identificação de micro-organismos em alimentos. Em

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O Laboratório Central de Pesquisa em Sementes vem desenvolvendo pesquisas em tecnologia de ponta e prestação de serviços na área de produção de sementes, atendendo a vários Programas de Pós-Graduação, grupos de pesquisa e empresas parceiras. Essa unidade apresenta uma infraestrutura

constituída de dois blocos: o de Análise de Sementes e o de Biotecnologia Aplicada a Sementes, com capacidade operacional de 5.000 amostras/ano. O Laboratório é credenciado no Ministério da Agricultura e presta serviços aos produtores de sementes de todo o país.

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2005 - A Central de Pesquisa Animal atende às demandas de pesquisa ligadas à ciência animal (Zootecnia e Veterinária) e áreas afins,

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como Ciência dos Alimentos, Biologia, Genética Molecular, Fitotecnia, Solos e Engenharia Agrícola.


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O Centro de Desenvolvimento de Instrumentação Aplicada à Agropecuária atende a grupos de pesquisa e programas de pós-graduação envolvidos em desenvolvimento de ins-

trumentação e pesquisa de novas aplicações. Essa estrutura foi fundamental para a aprovação, na Capes, do curso de Pós-Graduação em Engenharia de Sistemas em nível de mestrado.

2006 - As unidades centrais de Novos Materiais passaram a atender às necessidades na área de química e áreas afins, resultando na elevação do conceito do

Programa de Pós-graduação em Agroquímica e o desenvolvimento de pesquisas inovadoras, com registro de patentes e premiações.

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O Laboratório de Biomateriais possibilitou o suporte técnico e científico às atividades de pesquisa associadas à energia da biomassa. tem

propiciado o fortalecimento do programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia da Madeira e de outros programas de pós-graduação da UFLA, além do incremento de parcerias internacionais.

2007 – Recursos da ordem de 1,1 milhão de reais foram aplicados na construção do Biotério de Animais de Experimentação e Biotério

de Insetos, com o apoio de trabalhos realizados na Rede Mineira de Bioterismo, da qual a UFLA faz parte.

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2008 - Recursos da ordem de R$ 4 milhões foram destinados à aquisição de equipamentos para construção de benfeitorias na Estação Experimental da UFLA, além de novos maquinários e para a construção do Centro de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, Químicos e Carcaças, consolidando o Programa de Tratamento de Resíduos da UFLA, com ações preventivas de minimização (redução, reuso e reciclagem) e adequação do destino final dos resíduos oriundos das atividades de ensino, pesquisa e extensão. 2009 - Foram destinados recursos à construção da Unidade para Procedimentos Técnicos e Científicos em Produção e Qualidade de Carnes. Também foi aprovada a construção do Centro de Pesquisa Científica Aplicada da UFLA para o desenvolvimento de pesquisas em diferentes áreas do conhecimento que possuem interface com a Ciência da Computação. 2010 – Construção de duas unidades multiusuários: Centro de Pesquisa em Processamento de Produtos Agrícolas e Centro de Melhoramento Genético de Plantas, além da aquisição de equipamentos para equipar o Lab-Carne e Unidade Central de Gerenciamento de Resíduos da UFLA.

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Convite à Iniciação Programas de Iniciação Científica ganham impulso na Universidade

Na UFLA, os programas de iniciação científica são prioritários. Os estudantes têm a oportunidade de pleitear bolsas em diversos programas, como os Programas Institucionais de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic/ CNPq e Pibic/FAPEMIG), o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação

Número de bolsas de iniciação científica no período de 2004 a 2011

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(Pibiti/CNPq) e o Programa Institucional Voluntário de Iniciação Científica (Pivic), que são voltados aos alunos do ensino superior. Além desses programas, a UFLA conta com o Programa de Bolsas de Iniciação Científica Júnior (BIC Júnior) que atende aos estudantes do ensino médio vinculados às escolas públicas estaduais.


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Apoio Estadual e Federal O Programa de Bolsa de Iniciação Científica e Tecnológica Institucional da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Pibic/Fapemig) - tem por objetivo contribuir para a iniciação de estudantes de graduação em atividades de pesquisa, por meio da concessão de bolsas de iniciação científica e tecnológica. Desde 2004, percebe-se uma evolução na concessão de bolsas, representando um aumento de 233%, quando comparado ao número de bolsas concedidas em 2011. Em 2004,

limitava-se em 54 o número de bolsas Pibic/ Fapemig concedidas à UFLA. Em 2005, esse número passou para 60 cotas; em 2006, foram concedidas 80 bolsas. As cotas foram aumentando ano a ano, chegando a atingir em 2009 o número de 150 bolsas, quantia que se manteve em 2010. Em 2011, devido aos bons resultados obtidos no programa, a Fapemig decidiu acrescer 30 cotas, passando a totalizar 180 bolsas. Para 2012, serão concedidas 200 bolsas para o programa.

1000 900

Estudantes participantes dos Programas Institucionais de Iniciação Científica 2004/2011

800 700 600 500 400 300 200 100 0 2004

2005 BIC Júnior

2006 PIBIC CNPq

2007

2008

PIBITI CNPq

2009 PIVIC

2010

2011

PIBIC FAPEMIG

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O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico apoia dois programas de iniciação científica e tecnológica na UFLA. O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do CNPq é um programa voltado para o desenvolvimento do pensamento científico e para a iniciação à pesquisa de estudantes de graduação do ensino superior. No período entre 2004 e 2011, o número de bolsas na modalidade Pibic/CNPq passou de 140 para

210, representando um aumento de 50%. A evolução foi gradativa e com base no mérito do programa de IC desenvolvido na Universidade. Já o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do CNPq – Pibiti/CNPq - tem por objetivo estimular os jovens do ensino superior em atividades, metodologias, conhecimentos e práticas próprias ao desenvolvimento tecnológico e processos de inovação.

Algumas premiações Nos últimos anos, pesquisadores da UFLA que atuam em diferentes áreas do conhecimento tiveram suas pesquisas reconhecidas em nível nacional, por meio de premiações. No período de 2004 a 2012, foram muitos professores homenageados, a exemplos do prêmio Fundação Conrado Wessel - 2006 – professor Magno Antônio Patto Ramalho, categoria “Ciência Aplicada ao Campo; Prêmio Santander de Ciência e Inovação - 2008, professor Luiz Carlos Alves de Oliveira - Categoria Indústria; Prêmio Frederico de Menezes Veiga - 2011, professor José Roberto Soares Scolforo , com o tema “Tecnologias Florestais para Sustentabilidade dos Biomas” e o Prêmio Capes/Emerald, 2011, professor do Departamento de Administração e Economia da UFLA Denis Renato de Oliveira, com o tema “Redes de cooperação e gestão do conhecimento: uma proposta de política pública para o fortalecimento da cidadania”.

Ministro Wagner Rossi entrega prêmio nacional ao professor Scolforo

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Prêmio Jovem Cientista - O doutorando Francisco Guilherme Esteves Nogueira (orientador professor Luiz Carlos Alves de Oliveira), do programa de pós-graduação em Agroquímica foi agraciado, em 2010, com o Prêmio Jovem Cientista CNPq, com o trabalho que cria alternativas para utilização de resíduos da produção de biocombustíveis. Prêmio Agroambiental – Em 2009, o estudante Paulo Fabrício Queiroz Martins (orien-

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Com um programa de pesquisa e a pós-graduação cada vez mais fortalecida, os estudantes são agraciados com distinções em eventos científicos e premiações da pesquisa nacional. Embora não seja possível citar todos os agraciados, destacam-se algumas das premiações recebidas no período de 2004 a 2012:

tador professor Luiz Carlos Alves de Oliveira) recebeu o Prêmio Agroambiental Monsanto em reconhecimento ao trabalho que resultou em uma destinação mais adequada aos resíduos provenientes da indústria do couro. Em 2010, o estudante de Licenciatura em Química Lucas Bragança de Carvalho conquistou o 2º lugar, categoria “estudante”, no mesmo Prêmio. 9º Prêmio Furnas Ouro Azul - promovido pelo Jornal Estado de Minas - agraciou o estudante Lucas Bragança de Carvalho (orientadora professora Luciana de Matos Alves Pinto), do Curso de Química (nível graduação) e, na modalidade Mestrado e Doutorado, a doutoranda em Agroquímica Maria Cristina Silva (orientadora professora Angelita Duarte Correia) venceu a premiação pelo segundo ano consecutivo.

Em 2010, a bolsista do Pibic/CNPq – UFLA Nayara Teodoro do Prado (orientador professor Luiz Carlos Alves de Oliveira) foi agraciada no 8º Prêmio Destaque do Ano na Iniciação Científica, promovido pelo CNPq, na área de Ciências Exatas, da Terra e Engenharias. O Prêmio é um reconhecimento aos trabalhos de destaque realizados por bolsistas de Iniciação Científica do CNPq e às instituições participantes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic).

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Prêmio Jovem Melhorista – Ulisses José de Figueiredo foi selecionado na categoria Mestrado, durante o VI Congresso Brasileiro de Melhoramento de Plantas.

da Silva (orientador professor Luiz Carlos Alves de Oliveira) recebeu a distinção da Petrobras em reconhecimento ao trabalho que resultou na obtenção de novos produtos a partir de glicerol residual da produção de biodiesel.

Prêmio Petrobras de Tecnologia – Em 2007, a mestranda em Agroquímica Iara do Rosário Guimarães (orientador professor Luiz Carlos Alves de Oliveira) recebeu o Prêmio Petrobrás de Tecnologia pelo trabalho que resultou em alternativas para o uso de rejeitos ferrosos da mineração do níquel. Em 2009, o mestrando em Agroquímica, Adilson Candido

Prêmio CNPq - Destaque do Ano na Iniciação Cientifica – Em 2007, a estudante Elaine Inácio Pereira (orientador professor Luiz Carlos Alves de Oliveira), graduanda em Química, foi agraciada pelo trabalho sobre produção de carvão ativado e remoção de poluentes de efluentes aquosos.

Desde que foi instituído em 2005, a UFLA sempre esteve representada no Prêmio Capes de Tese, que outorga distinção às melhores teses de doutorado defendidas e aprovadas nos cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC). No histórico das teses que receberam distinção: 2006 - Giuliano Marchi - orientador professor Luis Roberto Guimarães (Programa de Pós-Graduação em Agronomia DAG); 2007 - Gláucia Maria Vasconcellos Vale - orientador professor Robson Amâncio (Programa de Pós-Graduação em Administração - DAE); 2008 - Mônica Juliani Zavaglia Perei-

ra - orientador professor Magno Antônio Patto Ramalho (Programa de Pós-Graduação em Genética e Melhoramento de Plantas - DBI) e Kelen Cristina dos Reis - orientadora professora Joelma Pereira (Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Alimentos - DCA); 2009 - Ederson da Conceição Jesus - orientadora professora Fátima Maria de Souza Moreira (Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo - DCS) e 2010 - Flávio Henrique Vasconcelos de Medeiros - orientador professor Ricardo Magela de Souza (Programa de Pós-Graduação em Agronomia/Fitopatologia – DAG).

Iniciação voluntária

80

O Programa Institucional Voluntário de Iniciação Científica – Pivic – foi criado em 2008 com o objetivo de valorizar os estudantes não bolsistas, dando-lhes oportunidade de desenvolverem atividades de pesquisa em suas áreas

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de interesse. Em 2008, 135 estudantes aderiram ao programa. Em 2009, houve um incremento notável, passando para 217 participantes. Em 2010, houve um salto para 316 alunos; e em 2011, foram 344 estudantes inscritos.


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Uma porta para a Universidade Em 2003, pelo Convênio estabelecido entre Fapemig e CNPq criou-se o Programa de Bolsas de Iniciação Científica para Estudantes de Ensino Médio, denominado BIC Júnior. Desenvolvido na UFLA desde 2004, tem sido destacado como impulsionador de novos talentos

para a ciência e tecnologia, reunindo casos de sucesso na formação de jovens profissionais e cidadãos. Prova disso é que muitos dos jovens que participam do Programa melhoram o desempenho escolar e conseguem a aprovação em processos seletivos de universidades públicas de qualidade, como a UFLA. No início, eram apenas 22 bolsas e três escolas participantes. Ao longo do tempo, o Programa se expandiu e atualmente o BIC Júnior oferece capacitação em iniciação científica a 150 estudantes do Ensino Médio, de sete escolas públicas de Lavras. Desse total, 16 estudantes passaram no processo seletivo da UFLA no primeiro semestre de 2011, representando 32% dos participantes.

Laís Teodoro Libeck participou do Programa em 2010 e, em 2011, iniciou a graduação em Zootecnia na UFLA. “Na escola não tínhamos contato com o mundo acadêmico. Ter participado do BIC Júnior me incentivou a estudar mais e a ter certeza da profissão que eu queria”, afirma.

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Projetos sistematizados Em 2010, houve um grande avanço no gerenciamento dos programas de Iniciação Científica da UFLA. A equipe da Pró-Reitoria de Pesquisa sistematizou o processo seletivo por meio do desenvolvimento de um software para a submissão on-line das propostas de bolsas. Toda a documentação passou a ser submetida eletronicamente pelo orientador, por meio do site www.prp.ufla.br/editais. Para

facilitar a aprendizagem do novo sistema, foi elaborado um vídeo explicativo para os membros da coordenadoria de IC, contendo o passo a passo para a avaliação das propostas. Por meio do sistema, agora é possível acompanhar o status da avaliação on-line, podendo observar as notas atribuídas a cada critério, o que reflete a transparência e a eficiência do processo.

Produção acadêmica A Pró-Reitoria de Pesquisa organiza anualmente o Congresso de Iniciação Científica da UFLA – Ciufla, tendo como principal objetivo a divulgação dos resultados das pesquisas desenvolvidas por estudantes de graduação, assim como a avaliação dos programas institucionais de iniciação científica. Em 2004, foram apresentados 620 trabalhos técnico-científicos no Ciufla, à época

Cicesal, com a participação de cerca de 450 estudantes e pesquisadores. Acompanhando a evolução do número de bolsas de iniciação científica, o número de trabalhos aceitos para o Ciufla também cresceu consideravelmente no período entre 2004 e 2011. Em 2011, foram 926 estudantes inscritos como primeiros autores de 1.196 resumos ligados a diferentes áreas do conhecimento.

Resumos apresentados no CIUFLA 2004-2011 1400

Resumos apresentados no Ciufla 2004-2011

1200 1000 800 600 400 200 0

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Em 2011, as inscrições para o Ciufla passaram a ser realizadas eletronicamente por meio do site do evento, com sistema desenvolvido especialmente para receber os trabalhos. O sistema eletrônico veio suprir a demanda por um programa que recebesse os trabalhos de forma segura, confiável e que fornecesse su-

porte para a organização das sessões de apresentação dos pôsteres. Além da facilidade de acesso e organização, o sistema possibilitou a criação de uma biblioteca digital que reúne todos os resumos aprovados e está disponível no endereço do CIUFLA – www.ufla.br/congressos.

Grupos de Pesquisa A pesquisa Científica e Tecnológica na UFLA se organiza em grupos, contando atualmente com 108 grupos certificados na Plataforma Lattes do CNPq. Nesses grupos, são desenvolvidas 542 linhas de pesquisa e cerca de 1.500 projetos em mais de 168 laboratórios temáticos equipados para ensino, pesquisa e prestação de serviços. Apresenta produção científica crescente, com média de 2.500 publicações

anuais em diferentes modalidades científicas e técnicas. Até 2004, havia o registro de 49 grupos de pesquisa na UFLA ligados às Ciências Agrárias; Biológicas; da Saúde; Exatas e da Terra; Humanas; Sociais Aplicadas; Engenharias e Linguística, Letras e Artes. Em 2012, estão registrados 108 grupos no CNPq, representando um crescimento de 118%.

Grupos de Pesquisa 2004 - 2012

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Grupos de Pesquisa 2004-2012

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Incentivo à Inovação Programa de Incentivo à Inovação fortalece projetos para o desenvolvimento de produtos inovadores na UFLA

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Diante de um contexto de altos investimentos em pesquisa, em 2007 a UFLA foi escolhida como instituição-piloto para implantar e operacionalizar o Programa de Incentivo à Inovação – PII, uma iniciativa da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae-MG), UFLA e Prefeitura de Lavras, cuja essência foi investigar e qualificar tecnologias inovadoras geradas nos laboratórios da universidade, a fim de torná-las disponíveis à sociedade e ao mercado. A primeira edição do Programa de Incentivo à Inovação (PII) gerou 12 projetos de pesquisa com novidades tecnológicas para o cultivo de café, milho, banana, alface, tratamento de efluentes e controle de pragas na agricultura. As novidades foram descritas no livro PII, lançado em 2008.

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O PII proporcionou aos pesquisadores oportunidades de transferência de tecnologia ou geração de uma nova empresa de base tecnológica (spin off). A partir do Programa, novos investimentos foram conquistados e já trazem benefícios para a sociedade, além de novos conhecimentos para a comunidade acadêmica e retorno em forma de “royalties” para a Universidade, instituições parceiras e para os pesquisadores. Em 2011, a UFLA deu início à segunda fase do Programa de Incentivo à Inovação (PII), nesta edição com tecnologias focadas em Agroenergia. Sete projetos foram contemplados com a realização do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica, Comercial e Ambiental, sendo cinco delas contempladas com apoio financeiro, técnico e gerencial para desenvolvimento de protótipos ou produtos.


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Inovação Tecnológica O Núcleo de Inovação Tecnológica da UFLA (Nintec) foi criado em 2007, representando a evolução dos trabalhos que já eram realizados desde 2000, por meio da Comissão de Assessoramento em Desenvolvimento, Proteção Intelectual e Biossegurança, posteriormente transformada em Comissão de Assessoramento em Propriedade Intelectual, ambas ligadas à Pró-Reitoria de Pesquisa. O Nintec é o órgão responsável pela gestão da política de inovação tecnológica e de proteção ao conhecimento gerado na universidade, contando com a colaboração de professores/ pesquisadores e de profissionais treinados nas áreas de proteção à propriedade intelectual e transferência de tecnologia.

Até 2003, havia apenas um pedido de patente depositado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) em nome da UFLA. Em 2012, somam-se 60 os pedidos de patentes com a participação da Universidade e outros seis pedidos de inventores independentes. Além disso, fazem parte do banco de patentes 11 softwares, 14 marcas registradas, cinco cultivares e um registro de direito autoral. Após a proteção da tecnologia feita pelo Nintec/ UFLA, seja por meio de depósito de pedido de patente, seja por registro de marca, cultivar ou programa de computador, o pesquisador também pode optar em transferir a sua tecnologia seguindo a Resolução Cepe n° 066 de 2004, que rege a política de propriedade intelectual dentro da Instituição.

Nintec orienta pesquisadores sobre proteção da propriedade intelectual e transferência de tecnologia

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Referência em Café A UFLA orgulha-se de ser referência em cafeicultura, fruto do trabalho desenvolvido pelo Centro de Ensino, Pesquisa e Extensão do Agronegócio Café – Cepecafé, responsável por um arrojado programa de pesquisa, com mais de 100 professores e pesquisadores de diferentes departamentos, atuando em diversas áreas do conhecimento. A Universidade forma anualmente profissionais graduados, especialistas, mestres, doutores e pós-doutores em cafeicultura, além de contribuir com expressiva geração de conhecimento e tecnologias.

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Localizada no centro geográfico da cafeicultura brasileira, o Sul de Minas Gerais, maior região produtora de Café Arábica do Brasil e do mundo, a UFLA sedia o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café – INCT Café, em estreita parceria com oito instituições de ensino e pesquisa de referência, contando com o apoio do CNPq, Fapemig, Capes e Finep. A Universidade também é sede do Polo de Excelência do Café, integralmente financiado pelo Governo de Minas Gerais, com o objetivo de incentivar a inovação no setor cafeeiro.


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Referência em Manejo Florestal O Laboratório de Estudos e Projetos em Manejo Florestal - Lemaf, inserido no Departamento de Ciências Florestais – DCF é referência em manejo de floresta nativa e plantada, com a condução de diversos projetos em parceria com órgãos estaduais, federais e com a iniciativa privada. O Zoneamento Ecológico e Econômico do Estado de Minas Gerais (2005-2006), Revitalização da Bacia do Rio São Francisco: Um modelo fitogeográfico e Mapeamento e Inventário da Flora Nativa e dos Reflorestamentos do Estado de Minas Gerais são projetos

que contribuíram para que o Lemaf ganhasse notoriedade nacional e internacional. Entre as linhas de pesquisa desenvolvidas, destacam-se: Manejo Sustentado de Cerrado; Manejo para Florestas Nativas; Inventário Florestal para Viabilizar Programas de Eletrificação Luz Para Todos; Sistema Integrado de Controle e Monitoramento dos Recursos e Produtos Florestais; Conectividade na Mata Atlântica, Desenvolvimento e Integração de Pesquisas em Biometria Florestal e modelos e ferramentas de geoprocessamento.

Equipe do Lemaf alia experiência e novas tecnologias a favor da preservação ambiental

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Fontes renováveis de energia Pioneirismo da UFLA com a construção do primeiro Laboratório de Óleos e Biodiesel

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A busca por fontes alternativas de energia tem sido tema prioritário e a UFLA tem se destacado como referência nacional na temática, estando finalizando a construção da maior plataforma de pesquisa científica na cadeia produtiva do biodiesel. Uma interação entre os Departamentos de Engenharia e Agricultura, que tem resultado em avanços na ampliação da fronteira do conhecimento sobre o uso de fontes renováveis de energia a partir de diversas matérias-primas e em parceria com instituições públicas e privadas. Mais uma vez, a UFLA saiu na frente ao implantar o primeiro Laboratório de Óleos e Biodiesel criado em uma instituição de ensino superior. Os trabalhos concentram-se na cadeia produtiva do biodiesel, com a análise de todo o processo de extração, purificação, produção e utilização do produto. Além de reduzir a poluição ambien-

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tal, o biodiesel gera alternativas de emprego e renda em áreas geográficas menos favorecidas, promovendo a atividade de produção de oleaginosas como forma de inclusão social. Em 2012, a UFLA promoveu o 8º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel em programação conjunta ao 5º Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel que, juntos, constituem o principal evento técnico científico na área de biodiesel do país, com público aproximado de 1000 congressistas. O evento recebe a logomarca da UFLA, sendo uma realização da Associação de Pesquisadores em Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel, com sede na Universidade Federal de Lavras (G-Óleo/UFLA) e da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel, da qual a UFLA é uma das instituições participantes.


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Apoio ao empreendedorismo Em uma nova fase de investimentos em inovação, a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da UFLA - Inbatec, teve início efetivo em 2011, com a seleção de nove empresas para o processo de incubação. No mesmo ano de sua criação, passou a fazer parte da Rede Mineira de Inovação (RMI), buscando fortalecer o movimento dos empreendimentos inovadores em todo o Estado de Minas Gerais. Em âmbito federal, a Inbatec também participa da

Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). A Inbatec faz parte de um amplo programa de inovação, cujo objetivo é apoiar as iniciativas empreendedoras, de modo a ampliar a transferência de tecnologia e o incentivo à sua aplicabilidade. A incubadora da UFLA veio suprir uma demanda da Instituição, no sentido de amparar projetos inovadores com grande potencial de mercado.

Incubadora de Empresas de Base Tecnológica recebem apoio estadual e municipal para criar um ambiente de inovação na Universidade

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Geração de conhecimento coloca Lavras no mapa das cidades que mais investem em inovação

Lavras no mapa das cidades mais inovadoras

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Em levantamento realizado em parceria entre o Instituto Inovação, Sebrae, IBGE e Pequenas Empresas & Grandes Negócios, foi traçado um mapa da inovação no Brasil, e Lavras está entre as quatro cidades mais inovadoras de Minas Gerais. Segundo o levantamento, Lavras figura entre 45 bolsões brasileiros de inovação identificados em todo

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o Brasil. É apontada como uma das cidades onde os empresários têm melhores condições para criar e atrair recursos, sejam públicos sejam privados, destinados à inovação. A presença de Lavras no mapa da inovação é justificada pelas conquistas da UFLA como centro gerador de conhecimento e de mão de obra qualificada.


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Polo de Tecnologia Mais um passo dado à construção de uma cultura de inovação na Universidade foi a concepção e desenvolvimento do projeto do Parque Científico e Tecnológico de Lavras, em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) e Prefeitura Municipal. De uma ideia visionária ao lançamento de um projeto arquitetônico arrojado, a UFLA teve que consolidar seu programa de incentivo à inovação e fortalecer-se como universidade empreendedora de referência.

A competência atual da UFLA sobre a temática inovação está calcada em três pilares: o fortalecimento da propriedade intelectual, o incentivo à inovação tecnológica e o apoio e gestão a empreendimentos inovadores por meio da Inbatec. Esses pilares compõem um conjunto de projetos que prepararam a UFLA para apoiar as empresas intensivas em tecnologia que desejarem participar do Parque Científico e Tecnológico de Lavras.

Projeto arquitetônico do Parque Científico e Tecnológico de Lavras – projeto ousado para uma nova fase de investimentos na região

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Ética na Pesquisa Embora consolidada como reconhecido centro de excelência nas áreas agrárias, nos últimos anos observou-se na UFLA uma expansão nos campos da saúde, ciências sociais aplicadas, ciências humanas, linguística e letras. Diante dessa expansão, em 2010 houve a criação do Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Coep). O Comitê de Ética em Pesquisas com Seres Humanos é um órgão colegiado interdisciplinar e independente de caráter público, consultivo, deliberativo e educativo. O Comitê está vinculado à Pró-Reitoria de Pesquisa e tem por missão defender os interesses dos sujeitos da pesquisa em sua integridade e dignidade e contribuir no desenvolvimen-

Ética no desenvolvimento de pesquisas com o uso de animais

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to da pesquisa dentro de padrões éticos. O Comitê destina-se a fazer a revisão ética de toda e qualquer proposta de pesquisa que envolva seres humanos, sob a responsabilidade da instituição, seguindo as normativas que envolvem esse tipo de pesquisa. Com essas mesmas características e propósitos, foi criada a Comissão de Ética no Uso de Animais (Ceua), destinada a fazer a revisão ética de toda e qualquer proposta de atividade de ensino, pesquisa e extensão que envolva o uso de animais vivos, sob a responsabilidade da instituição, seguindo e promovendo as diretrizes normativas nacionais e internacionais para pesquisa e ensino envolvendo tais grupos.


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DIÁLOGOS

COM A SOCIEDADE

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ssim como a extensão universitária vivenciou uma evolução conceitual, também na UFLA é possível destacar avanços nos últimos anos. Essa trajetória tem início com o pioneirismo nas décadas de 20 e 30, quando a então Escola Agrícola de Lavras promoveu a Primeira Exposição Nacional do Milho, a Primeira Exposição Agropecuária do Estado de Minas Gerais e editou “O Agricultor”, primeira revista de Minas Gerais direcionada ao produtor rural. Hoje, atenta à difusão participativa e plural, restam dois sentimentos: o de que muito foi feito e o de que ainda há muito para se fazer no sentido de aproximar a universidade, sobretudo a pública, e a sociedade que a financia. Afinal, pensar a extensão e a cultura como ferramentas de transformação social é projeto que requer empenho, dedicação e perseverança, atributos que nortearam as ações da UFLA nos últimos anos.

Foi pensando nesses princípios que a UFLA intensificou a reflexão sobre a complexidade do papel da universidade a partir de seus objetivos básicos de formação profisisonal, geração de novos conhecimentos e disseminação desse conhecimento à sociedade. Complexidade advinda do caráter abrangente que distingue a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura no âmbito da Universidade, seja na aglutinação dos diversos setores e departamentos, seja na interlocução direta com a sociedade. Na tentativa urgente de quebrar as barreiras de uma imagem consagrada de uma torre de marfim, cada vez mais, as universidades abrem espaços de interação com a sociedade de seu entorno, visando não apenas a difundir o conhecimento, mas também a prospectar suas demandas. O objetivo é nobre: trazer o conhecimento para perto das pessoas. E esse compartilha-


mento não ocorre apenas nas salas de aula, mas amplia-se por meio de uma integração entre ciência, arte, literatura, música e outras formas de saber, incluindo o respeito à sua própria história. Esse olhar social, não mais do alto de uma torre, mas das inúmeras janelas que foram construídas, permite uma compreensão mais real da sociedade da qual é referência. E assim, constituindo-se por forte interdependência, academia e sociedade, vão definindo as vocações e características que modelam a sua essência. Afinal, perceber o seu entorno e reconhecer parte dele são princípios de uma universidade que busca ser plural e cidadã. Em função do perfil diversificado da extensão, a UFLA busca aprofundar e expandir a sua relação com a sociedade, promovendo mecanismos de apoio e oferecendo instrumentos mais atrativos de interação. Para tanto, cultiva

um programa amplo e sistemático de repensar a extensão e a cultura como condições fundamentais para a formação plena dos estudantes, atualização da comunidade acadêmica e desenvolvimento das sociedades de seu entorno. Essas condições só se concretizam por meio de uma visão mais holística desse entorno, imbuída da missão que extrapola o planejamento pedagógico, mas convida os estudantes a participar, refletir e propor soluções para uma vida melhor em todos os sentidos.


Janelas para o Cotidiano

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universidade pública deve ser o reflexo da sociedade em que está inserida, tendo a extensão e a cultura como elos que possibilitam a interação entre a universidade e a comunidade. Com a percepção dessa importância, a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec) organiza ampla programação de eventos, cursos profissionalizantes, curso pré-vestibular, estágios, apresentações culturais e projetos de incentivo à arte e cultura. Mantém uma rede de parcerias com associações civis, instituições públicas e privadas, com o incentivo à participação discente e a interação entre a comunidade acadêmica e os diferentes segmentos da sociedade. A agenda de eventos da UFLA é ampla e diversificada. A cada ano, são realizados, em média, 400 eventos no câmpus da Universidade, com a participação estimada de 15 mil pessoas. A cada ano, mais de 200 cursos e projetos de extensão são realizados, numa curva ascendente de oportunidades. São mais de 700 empresas parceiras que oferecem estágio aos estudantes, para uma formação equilibrada entre teoria e prática. Além dos estágios externos, estudantes da UFLA têm a oportunidade de conhecer e se especializar em atividades acadêmicas e administrativas, por meio de estágio na Instituição, com o auxílio da Bolsa-Extensão. De 2004 a 2012, foram ministrados diversos cursos de qualificação profissional, possibilitando a inserção de cerca de três mil traba-

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lhadores capacitados ao mercado de trabalho. Nesse período, a extensão na Universidade também envolveu as ações de 45 núcleos de estudos e a prestação de serviços de sete empresas juniores. Somente em 2010, o Hospital Veterinário Universitário registrou cerca de três mil atendimentos. Para os produtores rurais, são realizadas em torno de 40 mil análises de solo a cada ano, assim como a realização de treinamentos, dias de campo e seminários. Para os jovens, o curso pré-vestibular gratuito foi uma oportunidade para aproximadamente quatro mil estudantes, muitos deles realizando o sonho do acesso à universidade de qualidade. Também vale destacar o trabalho desenvolvido nos Museus Bi-Moreira e História Natural, que passam por um projeto de revitalização, trecebendo em média sete mil visitas por ano. Nos museus, são realizados projetos que fazem a ponte entre a academia e a sociedade, como o Cinema com Vida, Magia da Física, Planetário, Ciclo de Palestras da Química, entre outras iniciativas culturais. O projeto Caça Talentos também chama a atenção dos estudantes e contribui para apresentar outras aptidões extracurriculares, com apresentações de arte e cultura na Cantina Central. Outras tantas iniciativas merecem destaque, como o Grupo de Teatro, o Grupo de Capoeira, projetos de esportes, corais, exposições e espetáculos de rua.


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Ações em rede Até 2005, muitas ações de extensão e cultura realizadas na UFLA ficavam registradas apenas nos departamentos de referência. Foi então criado o Catálogo de Extensão, visando à catalogação das atividades extensionistas na Universidade. Com mais organização, foi possível a otimização de recursos para a realização das atividades e uma maior integração com a comunidade, exercitando a extensão como processo educativo, cultural e científico, que articula o ensino e a pesquisa de forma indissociável. Nos últimos anos, também pode ser comemorada a automação do sistema de eventos, que possibilitou o registro de forma digital e automática, facilitando ainda a sua difusão por meio do Portal UFLA.

Organização e planejamento das ações extensionistas possibilitou o apoio a projetos com maior integração com a comunidade

Extensão em debate Além de ampliar as ações extensionistas, isoladas ou em parceria, a UFLA promove, desde 2005, o Congresso de Extensão (Conex), representando um importante canal de discussão sobre as bases conceituais, o modelo de difusão e articulação que vem sendo adotado e novas perspectivas. Nesse período, foram seis edições, que tiveram a difusão científica, a apresentação de experiências comunitárias e as atividades

culturais como foco de uma diversificada programação. Entre as várias discussões e debates realizados nas edições do Conex, a busca de indicadores mais eficientes de avaliação das ações extensionistas tem sido constante. Em cada edição, foram apresentados em média 150 resumos com experiências de projetos de extensão, envolvendo cerca de 200 estudantes.

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Dentre as atividades de extensão, em 2007 foi desenvolvido o projeto de geração de mapas interdisciplinares e criação de um banco de dados socioambiental como subsídios para o zoneamento e formulação de um Plano de Gestão da Área de Proteção Ambiental de Coqueiral/ MG.

Programa de Bolsas de Extensão Nos últimos anos, a UFLA consolidou o Programa de Bolsas de Extensão iniciado em 2001 pela Proec, com o objetivo de disponibilizar recursos humanos que contribuam para a melhor execução das atividades de extensão universitária. Atualmente são concedidas 145 bolsas de extensão para o desenvolvimento de projetos, cujos propósitos são a difusão de tecnologias e a construção de estratégias de extensão para participação no desenvolvimento social e comunitário, principalmente na área de atuação da UFLA. Evolução do número de bolsas de extensão no período de 2004 a 2011

160 140 120 100 80 60 40 20 0

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A maior feira de tecnologias cafeeiras Em 1998, um grupo de professores da UFLA organizou a 1ª Exposição de Máquinas para a Cafeicultura, denominada Expocafé, em uma fazenda localizada no município de Três Pontas. A feira cresceu com foco na mecanização e se transformou no maior evento nacional de transferência de tecnologia e de extensão do agronegócio café. A realização da Expocafé faz parte de um Acordo de Mútua Cooperação firmado entre a UFLA, Epamig, Prefeitura de Três Pontas, Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel) e União Cooperativa Agropecuária Sul de Minas (Unicoop).

Até 2009, a UFLA foi a coordenadora do evento, passando essa responsabilidade, em 2010, à Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), uma das instituições parceiras. Tem entre seus objetivos a disseminação de tecnologias cafeeiras, a realização de contatos e parcerias e a ampliação de negócios que agregam valor ao produto. Anualmente, mais de 100 empresas expõem seus produtos, novidades em máquinas e implementos voltados à cultura do café, desde o plantio até a colheita. Recebe uma média de 15 mil visitantes, representantes dos diferentes elos da cadeia produtiva.

Pesquisas na UFLA com foco na mecanização da lavoura cafeeira deram início a maior feira de tecnologia da cadeia produtiva do café

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Multiplicadores regionais Considerado um dos maiores e mais tradicionais eventos de extensão, o modelo atual do Circuito Mineiro de Cafeicultura representa a ampliação do Circuito Sul-Mineiro de Cafeicultura, realizado desde 1999 numa parceria entre a UFLA e Emater-MG, e a descentralização do Encontro Sul-Mineiro de Cafeicultura iniciado em

Lavras em 1994. Em 2008, o evento, que chegou a reunir 1200 cafeicultores na UFLA, deu lugar a uma ampla programação em microrregiões produtoras. Atualmente o Circuito faz parte das ações de extensão do programa estruturador Certifica Minas Café, contribuindo para a orientação e interação entre as propriedades participantes.

Formação Básica

Coordenados pelo Departamento de Educação (DED) desde 2005, a UFLA oferece cursos para educadores da educação básica que trabalham na rede pública de ensino de Lavras e região. Entre os cursos oferecidos: Atualização em física, Atualização em matemática, Estatísti-

Programa de Formação continuada na educação básica, coordenado pelo Departamento de Educação (DED)

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ca para todos, Xadrez nas escolas, ilustração de fenômenos físicos via simulação computacional, Atualização em biologia molecular e celular, Educação física escolar, Educação matemática, Química para crianças e Aprendizagem de química a partir da análise dos conceitos de livros didáticos.


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Progresso da Ciência Em 2010, a UFLA sediou a 33ª Reunião Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que teve como tema central “Ciência, Tecnologia, Inovação e o Município”. Além do apoio da UFLA, o evento contou com a parceria das Universidades Federais de Juiz de Fora, São João Del Rei, Itajubá, Alfenas, Ouro Preto e Viçosa. Durante a reunião, foram rea-

lizados minicursos, mesas-redondas e conferências, inseridos em cinco eventos da UFLA: o XXIII Congresso de Iniciação Científica da UFLA (Ciufla); o V Congresso de Extensão (Conex); o XIX Congresso de Pós-Graduação; o IV Simpósio sobre Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia e o II Encontro Sul-Mineiro sobre Arborização Urbana.

Ciência e Tecnologia para todos A UFLA, por meio das Pró-Reitorias de Pesquisa e de Extensão e Cultura, participou da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia desde o ano de 2004, com os diferentes temas propostos para divulgar a ciência, por meio de exposições inovadoras e ações de divulgação, democratização e popularização científica para o público de Lavras e região. Nas atividades desenvolvidas houve a participação dos professores, técnicos administrativos e especialmente dos estudantes de

graduação e de pós-graduação, procurando ampliar a interação Universidade-Comunidade e fornecer aos acadêmicos a oportunidade de demonstrar sua responsabilidade social e, ao mesmo tempo, aprimorar sua qualificação profissional e formação cidadã. A comunidade não acadêmica também se beneficia desses eventos como uma oportunidade para se aperfeiçoar em determinados temas, mantendo-se atualizada em espaços que estimulam a curiosidade e o interesse dos cidadãos pela Ciência.

Ciência e Tecnologia em linguagem adaptada à população: mais incentivo e valorização

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Semeando oportunidades O Programa de Qualificação Profissional oferece cursos noturnos e gratuitos ministrados por estudantes de graduação sob a coordenação de docentes da Universidade. Tem o objetivo de qualificar mão de obra profissional em atendimento às demandas do mercado local e regional, capacitar jovens para o mercado de trabalho, além de promover a reabilitação e inclusão social. Representa ain-

Oportunidade para qualificação profissional gratuita e com certificado

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da uma janela importante de aproximação com a sociedade, ao mesmo tempo em que incentiva os estudantes de graduação à participação e envolvimento em programas sociais que contribuam para sua formação plena. De 2004 a 2012, foram emitidos cerca de 1200 certificados, representando uma oportunidade de formação e, para muitos participantes, a conquista do primeiro diploma.


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Exposições técnicas e temáticas Anualmente, o Museu Bi-Moreira e o Museu de História Natural (MHN) participam da iniciativa do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), chamada “Primavera dos Museus”. Na UFLA, o tema é contextualizado conforme a realidade acadêmica; em 2011, teve como

foco da programação a atuação das mulheres na construção do saber científico. A programação contou com a exposição Mulher na Ciência: fatos e curiosidades; além de atividade de divulgação científica, palestra, mostra de filmes e sarau literário.

“Avis Rara – Aves Cara, Aves do Sul de Minas”: mostra fotográfia de Cléber Alexandre da Silveira

Rede hídrica de cooperação De 2003 a 2006, a UFLA participou ativamente do Fórum das Instituições de Ensino, Pesquisa e Extensão para a Revitalização do Entorno do Lago de Furnas, responsável pelo diagnóstico das condições de saneamento nos 52 municípios que integram o Comitê de Bacias Hidrográficas – Rio Grande. O termo de cooperação técnica foi celebrado entre a Furnas Centrais Elétricas S.A, a Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Faepe) e a União, por intermédio da Secretaria Nacional

de Saneamento Ambiental, através do Programa de Modernização do Setor de Saneamento – PMSS. O convênio permitiu o diagnóstico das condições de Saneamento Ambiental nos municípios da bacia hidrográfica do Lago de Furnas, especificamente no que se refere à estruturação física e operacional dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário de núcleos habitacionais em áreas rurais e urbanas e dos sistemas de drenagem pluvial e de manejo de resíduos sólidos.

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Preparação para ingresso no ensino superior A estudante Irani Leite Santos é um exemplo do sucesso do projeto, tendo conseguido realizar o sonho de ingressar no curso de licenciatura em Letras, na UFLA, aos 61 anos de idade. Ela dizia aos professores do Pré-Uni: “Eu não vou desistir até conseguir ser aprovada na UFLA!”

Desde 2004, a UFLA oferece o curso Pré-Uni, pré-vestibular gratuito, oferecido em parceria com a Prefeitura Municipal de Lavras. Podem participar jovens e adultos – de baixa condição socioeconômica – que estejam cursando ou já tenham concluído o 3º ano do Ensino Médio. O pré-vestibular, que visa a preparar jovens e adultos para o ingresso no ensino superior, tem

duração de quatro meses e as aulas são ministradas por alunos de graduação e pós-graduação da UFLA, no próprio Câmpus. Desde sua criação, o curso atendeu cerca de 3.800 jovens, concretizando o acesso de muitos à Universidade. Em 2011, 26 concluíntes do Pré-Uni foram aprovados em processos seletivos e deram início ao ensino superior.

Estudantes do Pré-Uni em Bom Sucesso-MG. O curso foi ofertado em parceria da UFLA com as Prefeituras Municipais de Bom Sucesso, Ijaci, Itutinga e Lavras

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O Projeto Rondon é um projeto de integração social coordenado pelo Ministério da Defesa e conta com a colaboração da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação – MEC. O Projeto envolve atividades voluntárias de universitários, buscando aproximá-los da realidade do País, além de contribuir para uma formação mais cidadã. A participação da UFLA no projeto Rondon é significativa, tendo sido selecionada para participar da Fase de Diagnóstico da Operação Nacional do Projeto Rondon em 2005 e, depois disso, participou também das edições 2006, 2007, 2008 e 2009. Em todas essas edições, contou com a participação de sete professores e o envolvimento de 36 estudantes de graduação. As regiões atendidas foram: Tabatinga (AM), em 2005; Caracaráí (RR), em 2006; Tocantins (PA), em 2007; Boa Hora (PI), em 2008 e São Domingos de Goiás (GO), em 2009.

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Foto: Acervo PROEC

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Conhecimento que transforma

Delegação da UFLA no embarque para Boa Hora, no Piauí, em 2008


Programa de estágios Em média, 700 estudantes da UFLA participam de programas de estágios anualmente, em instituições públicas e privadas

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Considerados fundamentais na consolidação da qualificação profissional dos discentes, os estágios permitem que as teorias recebidas em sala de aula sejam exercitadas na vivência real do mercado, possibilitando a prática de atividades que os futuros profissionais terão que desempenhar no futuro. Além do caráter de capacitação profissional que o Programa de Estágio engloba, serve como prestação de serviços às instituições em que se inserem, ao mesmo tempo em que aproximam a Universidade das empresas, favorecendo a troca de experiências, a ampliação da rede de relacionamentos entre diferentes organizações e a formação de um profissional com o perfil desejado pelo mercado.

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Para a realização dos estágios, a UFLA mantém uma vasta carteira de empresas formalmente conveniadas e segue a legislação vigente. Atualmente, a UFLA mantém o convênio com cerca de 1000 empresas e, a cada ano, novas parcerias são celebradas. Em média, 700 estudantes participam de estágios anualmente. Para os que desejarem realizar o estágio na UFLA, há vagas ofertadas semestralmente, de acordo com a demanda dos diferentes departamentos e setores. Entre as instituições e empresas que mais recebem os estudantes da UFLA, estão as escolas estaduais, municipais e particulares de Lavras, cooperativas, associações e empresas do setor agropecuário e de transporte.


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Desenvolvimento Tecnológico A Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da UFLA (Incubacoop), órgão integrante da estrutura organizacional da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura - Proec, por meio da Coordenadoria de Desenvolvimento Tecnológico e Social – Codets, compõe a Rede Universitária de Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares (ITCP’s), que surgiu para vincular de forma interativa e dinâmica as incubadoras, favorecendo o intercâmbio de metodologias, práticas e conhecimentos. A rede nacional de ITCPs conta hoje com a participação de 31 (trinta e uma)

instituições de ensino superior, sendo 13 (treze) da região sudeste. A UFLA nesta Rede abriu um novo conjunto de ações de apoio às iniciativas de geração de trabalho e renda, por meio de atividades voltadas para a inserção de setores economicamente marginalizados no mercado formal de trabalho. Seu público-alvo é um grande contingente de trabalhadores, desempregados ou vinculados ao plano da economia informal, permitindo a reconstrução da cidadania tendo por base a organização do trabalho em cooperativas.

Experiência de mercado na graduação Empreendedorismo, motivação e profissionalismo: qualidades necessárias e requisitadas em empresas privadas são encontradas nas empresas juniores (EJ) da UFLA. As EJ prestam serviços e criam produtos em áreas específicas, como as firmas comuns. Mas, diferentemente dessas, as juniores são constituídas por estudantes de graduação (sob orientação de um professor coordenador) e não possuem fins lucrativos. A história das EJ na UFLA começa em 1999, com a criação da Comp Jr, vinculada ao curso de Ciência da Computação. Outras seis foram concebidas desde então (veja relação) e o sucesso delas é visível de diversas maneiras: desde o aumento de seus clientes e magnitude dos projetos à realização de eventos. Cada uma delas possui estrutura interna e processos seletivos específicos, mas o objetivo geral é compartilhado: trata-se de um aprendizado para os

estudantes participantes, um verdadeiro laboratório sobre o mercado e consciência social. Mas não é somente o estudante que se beneficia com as EJ. O cliente também encontra pelo menos duas vantagens: a primeira é econômica, porque não há fins lucrativos e sim a necessidade de adquirir experiência de mercado. Já a segunda vantagem está no emprego de conhecimentos atualizados oriundos das instituições de ensino e pesquisa nos projetos. Em 2008, visando ao fortalecimento conjunto das empresas juniores, foi criado o Núcleo de Estudos de Empresas Juniores da UFLA: o NEJUFLA. A ideia é favorecer a troca de conhecimentos e a realização mútua de trabalhos, por meio de diretorias comuns de Desenvolvimento, Comunicação, Administrativa e Financeira, e um Conselho formado por representantes de cada empresa Jr.

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Biológica Júnior www.dbi.ufla.br/biologicajr Composta por estudantes dos cursos de Ciências Biológicas e Engenharia Ambiental e Sanitária, realiza projetos de educação ambiental, estudos e relatórios de impacto ambiental, diagnóstico, monitoramento e acompanhamento ambiental, gerenciando processos de licenciamento. Também presta serviços em gestão ambiental.

Comp Júnior www.compjunior.com.br Atua no mercado de tecnologia prestando serviços relacionados à Tecnologia da Informação e educação a distância. Formada por alunos de Ciência da Computação, Sistemas de Informação e Engenharia de Controle e Automação.

Consea Júnior www.conseajr.dca.ufla.br Formada por graduandos em Engenharia de Alimentos, presta consultoria em projetos de alimentos e adequação de espaços relativos (indústrias, cozinhas etc).

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Enagri Júnior www.deg.ufla.br/web/enagri Formada por alunos de Engenharia Agrícola, realiza projetos, cursos e consultorias envolvendo topografia e agrimensura, construção e instalações rurais, irrigação e drenagem e mecanização agrícola.

Pró-Química Júnior www.proquimicajr.com.br Empresa de projetos e consultoria na área de análises químicas formada exclusivamente por alunos de Química.

Terra Júnior www.terrajr.com.br Oferece consultoria administrativa e agrícola e mas também promove cursos e eventos. É formada por alunos dos cursos de Administração, Agronomia, Engenharia Agrícola, Engenharia Ambiental, Engenharia Florestal, Medicina Veterinária e Zootecnia.

Ufla Júnior www.uflajr.com.br Fundada em 2000, a UFLA Júnior Consultoria Administrativa presta consultoria empresarial. É composta por alunos do curso de Administração.

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Referência em análise de solo O Laboratório de Fertilidade do Solo, do Departamento de Ciência do Solo (DCS/ UFLA), presta serviços de análises de solo a agricultores da região e de outros estados brasileiros há mais de 45 anos, atendendo à demanda por informações que auxiliam no uso racional de corretivos e fertilizantes em várias culturas agrícolas, além do atendimento à própria Universidade em atividades

de ensino, pesquisa e extensão. Em 2006, o Laboratório de Fertilidade do Solo da Ufla alcançou o maior índice de eficiência (96%) entre todos os laboratórios do Programa Interlaboratorial de Fertilidade do Solo do Estado de Minas Gerais- Profert-MG, confirmando o padrão de qualidade dos equipamentos, dos procedimentos analíticos e do corpo técnico do laboratório.

Laboratório de Fertilidade do Solo conquista maior índice de eficiência no Estado, prestando serviços há mais de 45 anos a produtores rurais

Diversidade sexual e combate à exploração

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A temática que envolve a defesa dos direitos sexuais na infância e adolescência e o combate ao abuso e exploração sexual vem sendo trabalhada na UFLA desde 2005, sob a coordenação do Departamento de Educação (DED). O objetivo é ampliar a discussão desse tema em interação com a comunidade acadêmica e representantes de cerca de 20 cidades do seu entorno, de forma a sensibili-

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zar, prevenir, criar estratégias e garantir que crianças e adolescentes sejam respeitados como sujeitos de direitos e não sejam vitimas de nenhum tipo de violência. Os projetos também envolvem educadores que atuam na educação infantil, ensino médio e fundamental, por meio de músicas, teatros, danças circulares, oficinas temáticas e jogos cooperativos.


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Integração em Núcleos de Estudos Há 16 anos, estudantes da UFLA que tinham a genética como foco de interesse resolveram criar um núcleo de estudos para aprofundarem a discussão sobre o tema. Começava aí uma prática interessante de integração universitária voltada para o aprendizado conjunto e também de difusão das informações por meio de diferentes núcleos temáticos. Nos últimos anos, a UFLA tem incentivado a criação e formalização desses grupos, que já somam 45, com crescente interesse de participação. Nos últimos anos, também foi incentivada a organização de eventos que aproximam a academia da sociedade, favorecendo a democratização do conhecimento em áreas estratégicas.

Centro de Estudos em Biotecnologia e Reprodução Animal

Núcleo de Estudos em Genética e Melhoramento de Plantas - GEN

Grupo de Apoio à Ovinocultura

Núcleo de Estudos em Laticínios - NEL

Grupo de Apoio à Pecuária Leiteira - Uflaleite

Núcleo de Estudos em Manejo Integrado de Pragas - Nemip

Grupo de Extensão e Assistência Técnica em Reprodução

Núcleo de Estudos em Materiais para Indústria de Alimentos

Animal - Reproduz

Núcleo de Estudos em Mecatrônica - NEM

Grupo do leite

Núcleo de Estudos em Medicina Aviária - GEMA

Núcleo de Cultura Internacional

Núcleo de Estudos em Novos Produtos - Nenp

Núcleo de Estudos de Animais Silvestres

Núcleo de Estudos em Olericultura

Núcleo de Estudos de Embalagens para Alimentos

Núcleo de Estudos em Olericultura - NEO

Núcleo de Estudos de Línguas

Núcleo de Estudos em Painéis de Madeira - Nepam

Núcleo de Estudos de Processos da Indústria de Alimentos

Núcleo de Estudos em Pequenos Animais - Nepa

Núcleo de Estudos de Taxonomia Polifásica de Aspergillus e

Núcleo de Estudos em Produtos de Origem Animal - Nepoa

Penicillium

Núcleo de Estudos em Qualidade de Alimentos - Nuquali

Núcleo de Estudos em Agricultura Orgânica

Núcleo de Estudos em Silvicultura - NES

Núcleo de Estudos em Agricultura Orgânica

Núcleo de Estudos em Sistema Plantio Direto - Nespd

Núcleo de Estudos em Agroecologia e Permacultura - NEAP

Núcleo de Estudos em Sistemas Agrícolas - Nesa

Núcleo de Estudos em Alimentos Funcionais - Neaf

Núcleo de Estudos em Soja e Feijão

Núcleo de Estudos em Aquacultura

Núcleo de Estudos em Soluções Ambientais - Nesa

Núcleo de Estudos em Bem Estar e Comportamento

Núcleo de Estudos para Resolução de Problemas de Programação

Animal - NECA Núcleo de Estudos em Biologia de Fungos Núcleo de Estudos em Cafeicultura - NECAF Núcleo de Estudos em Cana-de-açúcar (Necana) Núcleo de Estudos em Ciência do Solo Núcleo de Estudos em Equideocultura - Nequi Núcleo de Estudos em Fermentações Núcleo de Estudos em Fisiologia Vegetal Núcleo de Estudos em Forragicultura - Nefor Núcleo de Estudos em Fruticultura - Nefrut

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Arte na Praça Em setembro de 2010, a Praça Dr. Augusto Silva teve uma mostra de cultura por meio do espetáculo cênico musical “Pó da terra – Loucos Varridos”, do grupo Tal Cia de Teatro. Aproximadamente 120 brincantes, distribuídos entre bonecões gigantes, atores em macas cenográficas representando tipos popula-

Promover a arte e Cultura em Lavras fortalece os vínculos entre a Universidade e a comunidade

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res, além de uma bateria de percursionistas com 25 ritmistas fantasiados e Lira Municipal Oliveirense com 20 músicos fantasiados, deram cor à festa. Esse foi um dos exemplos de programação cultural que a UFLA ofereceu nos últimos anos para aproximar a comunidade lavrense da Universidade.


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Coral Vozes do Câmpus De repente, a formalidade dos eventos científicos é quebrada com um toque de arte. Nos últimos anos, o Coral Vozes do Campus, criado em 1999, passou por transformações, contando com 40 integrantes,

entre servidores, estudantes da Universidade e membros da comunidade de Lavras e região. O Coral tem realizado apresentações no câmpus universitário, em Lavras e em cidades do Estado.

Coral Vozes do Câmpus se apresenta durante o I Festival UFLA Cultural, na Casa da Cultura

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Talentos na Cantina Central O palco pode ser improvisado, mas o público é garantido todas as terças-feiras, na Cantina Central da UFLA, no projeto Caça-Talentos. Qualquer expressão artística é bem-vinda nessa proposta da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec) que visa a valorizar e divulgar a

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arte e a cultura no espaço da Universidade. A cada semana, novos talentos são apresentados à comunidade, com a participação de estudantes, técnicos administrativos e docentes. Desde que foi criado em 2009, o projeto já contabiliza mais de 70 apresentações.


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Sonho antigo

A Orquestra de Câmara da UFLA, sonho e projeto de vários servidores, já é uma realidade, reunindo músicos da UFLA (estudantes, técnicos administrativos e professores) e da comunidade lavrense. Em 2011, uma comissão composta por professores da UFLA ficou responsável por organizar o processo de aprovação de recursos para a compra de instrumentos, a seleção dos músicos e a realização

de eventos com a participação do Coral Vozes do Câmpus e da Orquestra. Foram adquiridos cerca de 30 instrumentos de corda e de sopro. A primeira apresentação foi o Concerto de Natal, em 2011, reunindo a Orquestra de Câmara da UFLA, o Coral Vozes do Câmpus, Meninas Cantoras de Lavras e Coral Canto Livre, em noite festiva com a lotação do Salão de Convenções da Universidade.

Primeira apresentação da Orquestra de Câmara da UFLA, em 2011, no Concerto de Natal

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Ginga Universitária O Projeto Capoeira no Câmpus – Ginga Univesitária - é desenvolvido na UFLA desde 2009, tendo servidores e estudantes participantes do grupo. É aberto à comunidade acadêmica e à comunidade em geral, sendo uma atividade

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de referência para crianças de baixa condição econômica e vulnerabilidade social. Com o apoio da Proec, o Projeto faz apresentações que marcam o “Dia Nacional da Consciência Negra” na Universidade.


Em 2010, teve início uma série de debates para que os Museus Bi-Moreira e Museu de História Natural (MHN) ganhassem uma nova fase de importância no processo educativo e cultural da Universidade. O esforço resultou em dois projetos de revitalização dos museus, que, juntos, recebem anualmente uma média de 7000 visitações. O projeto para revitalização do Museu Bi-Moreira foi aprovado no âmbito do Programa de Extensão Universitária do Ministério da Educação (MEC) e o projeto que vai subsidiar a reestruturação do MHN foi aprovado na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). O processo de revitalização objetiva a

implantação de uma estrutura voltada para a proteção, valorização e divulgação de seu patrimônio, assegurando a preservação da diversidade histórico-cultural da instituição, da cidade e da região, com atenção ao seu público de referência. Os planos museológico e museográfico incluem a catalogação, estruturação e disposição de todo o acervo, assim como a orientação do registro digital e a disponibilização para consultas via Internet. A reestruturação também deve contemplar a aquisição de equipamentos de segurança, de informática e investimentos em divulgação científica, que serão objeto de novos projetos.

Museu Bi Moreira passa por reestruturação e ganha atenção no processo educativo da Universidade

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Foto: Helder Tobias / Ascom UFLA

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Foto: Cibele Aguiar / Ascom UFLA

Memória em foco


Atividades interativas nos museus

Museu de História Natural abre as portas à curiosidade de estudantes de escolas de Lavras e região

Desde 2011, o projeto “Novos Olhares para o Museu de História Natural da Universidade Federal de Lavras” vem sendo desenvolvido com o intuito de revitalizar esse espaço não formal de educação e fortalecer sua função de divulgar e popularizar as ciências naturais para a comunidade de Lavras e região. Conta com a colaboração de três grupos

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formados por professores, pesquisadores e estudantes engajados na democratização do conhecimento: “UflaCiência”, “A magia da física e do universo” e “Cinema Com Vida”. Esses grupos promovem uma série de atividades expositivas e interativas, como palestras, oficinas, minicursos, mostras de filmes, visitas guiadas ao acervo por meio de novas dinâmicas de ensino-aprendizagem.


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Mostra de Filmes A mostra de filmes organizada pelo grupo “Cinema Com Vida” foi realizada durante todo o ano de 2011, tendo como temática os grandes diretores do cinema mundial. Durante a programação, foram exibidas e

debatidas as obras de Charles Chaplin, Luis Buñel, Orson Welles e Ingmar Bergman. Em 2012, a mostra de filmes “Cinema Com Vida” irá exibir e discutir as obras de Alfred Hitchcock.

A magia do Universo O grupo “A magia da Física e do universo” também usa o espaço do Museu para relembrar os episódios da série “Cosmos”. O grupo, que também promove ciclos de documentários e biografias de cientistas, tem especial atenção nos mistérios do Universo com a realização do projeto “Festa das Estrelas”. Ao final das seções, o participante tem a

oportunidade de observar o céu com o uso de telescópios, sob a orientação de professores e estudantes do grupo. O estudo da Astronomia é orientado a todas as faixas etárias e aberto a toda a população. O Grupo ainda lançou recentemente o blog magiadafisica. blogspot.com, uma incrível ferramenta para apaixonados pelo Universo.

Grupo Magia da Física e do Universo apresenta o Planetário e desvenda curiosidades da astronomia

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Ciclo de Palestras Com o intuito de desmistificar temas relacionados a diferentes áreas do conhecimento, o grupo “UflaCiência” promove palestras ministradas por especialistas, voltadas tanto para o público acadêmico quanto para a comunidade

local. Essas iniciativas contribuem para a formação inicial e continuada de professores, por meio de uma série de comunicações e debates sobre assuntos e temas contemporâneos, extrapolando o aprendizado em salas de aula.

Feiras de ciências Nos meses de maio, agosto e outubro de 2011, a equipe do projeto “A magia da Física e do universo” realizou três eventos itinerantes, denominados “Feira de Ciência e Tec-

A UFLA leva ciência e tecnologia a cidades da região

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nologia”, levando informação e aproximando a Universidade das cidades da região, como Bom Sucesso, Itumirim, Nepomuceno e Heliodora.


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Minuto do Câmpus Em alusão ao tradicional projeto de extensão da Esal, Minuto do Campo, em 2010, a Proec, em parceria com a TV Universitária (TVU), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), lançaram o Minuto do Câmpus, programa para difusão do conhecimento

gerado na Universidade. É uma maneira de prestar à sociedade as informações sobre as pesquisas que são desenvolvidas com investimento público e também de melhor direcionar os estudos para o atendimento de demandas que tragam reflexos diretos na qualidade de vida das pessoas.

Teatro Universitário O Grupo Universitário de Teatro (GUT) foi criado em 2010 com o objetivo de divulgar a arte cênica para a comunidade universitária e também para a comunidade lavrense. Com sete integrantes, o grupo já encenou quatro pe-

ças teatrais. Com o tempo, tem se tornado importante meio de desinibição e integralização, desenvolvendo sentidos e percepções através de atividades de expressão corporal e desenvolvimento vocal.

Difusão do conhecimento gerado na Universidade por meio do programa Minuto do Câmpus

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Centro Cultural Casa das Pedras Uma nova fase de cultura e arte no Câmpus Histórico da UFLA

Por longo período, a Casa das Pedras do Câmpus Histórico foi sede do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que promovia atividades artísticas e culturais. Com a transferência

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do DCE para o Centro de Convivência no câmpus novo, a casa foi reformada para abrigar o Centro Cultural Casa das Pedras, destinado a exposições, cursos e apresentações artísticas.


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Complexo Cultural O Centro Cultural Casa das Pedras é a semente para a construção do Complexo Cultural da UFLA, no Câmpus Histórico, projeto já aprovado e que está em fase de elaboração de parcerias para a construção. O espaço deverá abrigar um teatro convencional e um teatro de arena, além de infraestrutura para os ensaios do Coral Vozes do Câmpus e Or-

questra de Câmara. Também representa uma semente para futuros projetos de criação de cursos superiores nas áreas de arte e música. A ideia de construir o Centro de Cultura no Câmpus Histórico visa a aproximar a universidade da comunidade de Lavras, abrindo suas portas para uma nova fase de cultura, arte e integração.

Em breve, Lavras vai ganhar um novo complexo cultural, com teatro para 250 pessoas

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Expans達o em todos os sentidos


VISÃO

DE FUTURO

M

uitos foram os fatores que marcaram a evolução da UFLA na última década. Houve um ambiente político e econômico favorável, e também planejamento e empenho da comunidade acadêmica para que os investimentos fossem bem aproveitados. Expandir com qualidade não é um desafio fácil de ser vencido. Foi preciso um trabalho incansável na busca de alternativas para dotar a Universidade de uma infraestrutura adequada para receber o futuro. E o sonho foi grandioso. Primeiramente, foi preciso planejamento, acompanhado de um plano de gestão e logística. Afinal, as transformações necessárias e realizadas nos últimos anos tinham um princípio norteador nobre: ampliar o acesso à universidade pública de qualidade em um país em que

esse destino ainda é privilégio de poucos. Mas não adiantava implantar novos cursos, lotar as salas de aula, abrir vagas em cursos noturnos, sem que houvesse um planejamento estratégico para nortear todo esse avanço. Porque não bastava crescer, a UFLA queria manter a mesma qualidade que a tornou referência nacional e internacional em Ciências Agrárias. Assim, ao avançar para novas áreas do conhecimento, foi preciso mais do que ousadia, foi necessária uma expansão em todos os sentidos. A seguir, as realizações apresentadas nesta publicação representam apenas uma fotografia de um processo complexo que, nos últimos oito anos, exigiu o empenho e apoio de toda a equipe de gestão e de cada membro da


comunidade acadêmica, do professor mais experiente ao estudante cheio de sonhos que acaba de chegar.

Planejamento e Gestão As duas últimas gestões da Universidade foram marcadas, sobremaneira, pela maior participação da comunidade acadêmica no planejamento de ações e estratégias para a Instituição diante das novas demandas de expansão. Muitos avanços podem ser comemorados no que concerne às novas diretrizes no ensino, pesquisa e extensão, à descentralização da estrutura organizacional e de recursos, à composição do orçamento, à política de re-

cursos humanos e aos planejamentos de gestão e logística que fundamentaram as ações e transformações experimentadas pela UFLA nos últimos anos. Muitas dessas ações partiram das demandas apresentadas no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI/UFLA 2005-2010), elaborado e aprovado em 2005, com direcionamentos a serem seguidos pela Instituição, no sentido de aproveitar as potencialidades e oportunidades do ambiente acadêmico, tecnológico, científico, de extensão e inserção social. As ações prioritárias descritas foram realizadas e subsidiaram a elaboração do PDI/UFLA 20112015, aprovado em 2011, tendo sido sistematizado e construído de forma colaborativa com a comunidade acadêmica.

Câmpus da UFLA em 2004 e em 2011: novas vias de acesso e edificações para amparar a expansão da Universidade


O PDI é um documento que reúne as diretrizes gerais que norteiam as ações para o fortalecimento do ensino de graduação, da pós-graduação, a inserção internacional, o redimensionamento e valorização do quadro de servidores docentes e dos técnicos administrativos, as ações de assis-

tência estudantil, a infraestrutura do câmpus, com especial atenção à funcionalidade e à segurança, a política de inserção social e a busca permanente para ser reconhecida como uma universidade plural, permeada pelo diálogo entre todas as áreas de conhecimento.

Descentralização administrativa Após a transformação da ESAL em UFLA, em 1994, a comunidade acadêmica se mobilizou, a partir dos Conselhos Superiores, na discussão para construção e aprovação do Estatuto da recém-transformada Universidade. Nos últimos oito anos, houve grande esforço e discussão para a revisão e atualização do Organograma, Regimento Geral e Regimentos Internos de todos os órgãos e setores da Instituição. O Organograma adotado era muito semelhante àquele vigente na ESAL, incluindo apenas a criação de alguns órgãos de assessoramento, suplementares e de administração geral, além da mudança de nomenclaturas. Era, em essência, centralizador, com uma estrutura verticalizada, já que a maioria dos órgãos e setores apresentava vinculação e subordinação direta à Reitoria. Desde junho de 2004, foi apresentada ao Conselho Universitário uma proposta de descentralização administrativa, com adoção de um organograma horizontalizado, passando a vinculação de vários órgãos suplementares e da administração geral às pró-reitorias, que passariam a ser autônomas em sua rotina de trabalho. A alteração foi aprovada no início de 2008, depois de longo período de análise e discussão no âmbito dos Conselhos; porém, desde 2004, a proposta descentralizada passou a vigorar por meio de portarias específicas e delegação de competências expedidas pelo reitor. Todas essas mudanças contribuíram para a maior descentralização das decisões e maior agilidade dos procedimentos administrativos na UFLA. Houve consideráveis avanços e melhorias qualitativas no processo de gestão e vários órgãos tiveram sua atuação significativamente melhorada e reconhecida pela comunidade.

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Organograma até 2004

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Organograma 2012


Composição do orçamento A sustentabilidade financeira da UFLA está baseada no orçamento do Governo Federal, por meio do modelo de alocação de recursos de Outras Despesas de Custeio e Capital (OCC), recursos para pagamento de pessoal e, a partir de 2007, recursos pactuados no Reuni. Para o ano de 2011, o orçamento total da UFLA superou a casa dos 200 milhões de reais, que somados aos recursos de projetos específicos ultrapassam 250 milhões, o que representa mais que o dobro do orçamento do município de Lavras. O valor do repasse anual à UFLA de OCC passou de R$ 4,4 milhões em 2004, para cerca de R$ 15 milhões em 2012. O recurso para pagamento de pessoal teve um salto de cerca de 50 milhões de reais em 2004, para cerca de 140 milhões em 2011. O Recurso Pactuado para o Reuni da UFLA, no período de 2007 a 2011 foi de aproximadamente 30 milhões de reais. Para complementar seu orçamento, viabilizar a expansão da Universidade e os projetos de pesquisa, ensino e extensão, são utilizadas outras fontes de recursos negociadas com o Go-

Evolução do orçamento total da UFLA de 2004 a 2011 em milhões de reais

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verno Federal e seus ministérios, provenientes do apoio direto de parlamentares federais mineiros, por meio de emendas ao orçamento e de projetos específicos financiados por agências federais e estaduais de fomento. Essa complementação saiu de uma valor aproximado de 1,5 milhão em 2004, para cerca de 35 milhões em 2011. Essa composição no orçamento total da UFLA demonstra o envolvimento da Direção Executiva da Universidade em buscar meios para que o ensino, a pesquisa, a inovação, a extensão, o desenvolvimento de pessoas, a infraestrutura e o gerenciamento da Universidade continuem apresentando evoluções significativas ao longo do tempo. Está descrito no PDI 2011-2015 e, em fase final de elaboração, uma ferramenta que tornará informatizada e inter-relacionada a gestão orçamentária e financeira da Universidade. Por meio do Sistema Integrado de Gestão (SIG), será possível dar mais agilidade e eficiência à execução de demandas originadas da comunidade e órgãos estratégicos, aprimorando, assim, a interação entre os órgãos executores do orçamento e a comunidade universitária.


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Pessoal

Pessoal

70.000.000,00 70000000

OCC

OCC

Reuni (Pactuado)

Reuni (Pactuado)

Direção

Direção

60.000.000,00 60000000 50.000.000,00 50000000 40000000 40.000.000,00

Evolução do orçamento da UFLA de 2004 a 2011 por fonte de recurso, em milhões de reais

30000000 30.000.000,00 20000000 20.000.000,00 10000000 10.000.000,00 0

0,00 2004

2006 2007 2007 20082010 2011 2009 20042005 2005 2006 2008 2009

2010

2011

Matriz de Alocação de Recursos Com o objetivo de propiciar maior autonomia, sustentabilidade financeira e suporte aos cursos de graduação, a UFLA implementou, em 2009, a matriz de alocação de recursos orçamentários, custeio e capital, destinada aos Departamentos Didático-Científicos. A gestão é realizada pelo chefe de cada departamento e acompanhada por meio de um roteiro do plano de aplicação de recursos. Além disso, a Matriz traz em seu contexto diversos indicadores calculados sobre uma base de dados que valorizam o desempenho

de cada departamento, com critérios que envolvem o ensino, a pesquisa e a extensão. Esse trabalho tem permitido maior transparência e objetividade nos critérios internos de distribuição dos recursos recebidos pela UFLA, via Ministério da Educação (MEC). A descentralização por meio da matriz demonstra a sensibilidade da Direção Executiva diante da necessidade de maior autonomia dos departamentos para o direcionamento e gestão das necessidades pontuais de crescimento, atribuição de responsabili-

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dades coletivas e definição de prioridades para o aumento da eficiência. Esses pontos exigem um planejamento de cada departamento e acabam por refletir no desem-

penho e na otimização dos recursos públicos, seguindo os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

1600000 1400000 1200000 1000000 800000 600000 400000 Evolução da distribuição de recursos por meio da descentralização da Matriz Orçamentária

200000 0 2009

2010

2011

Gestão de Contratos e Convênios Em 2004, foi criada a Diretoria de Contratos e Convênios (Dicon), órgão vinculado à Pró-Reitoria de Planejamento e Gestão (Proplag), responsável por sistematizar os procedimentos e facilitar a interação com instituições públicas e privadas, bem como com pessoas físicas, com vistas à celebração de acordos, convênios e contratos, observando o cumprimento das normas internas da Instituição e das legislações pertinentes. Com a organização da Dicon, a comunidade acadêmica passou a contar com definições claras para cada instrumento jurídico, a disponibilização de modelos de diferentes tipos de acordos, contratos e convênios, além de apoio jurídico nos trâmites dos processos. A formalização de toda e qualquer proposta de instrumento contratual, acordo e convênio está amparada na Lei nº. 8.666, de 21 de junho de 1993, sendo internamente regida pelo Regulamento de Trâmite de Instrumentos Legais na UFLA – RTL.

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Novo Sistema para emissão de GRU Em 2009, a instituição do “Sistema de Gestão de Recursos” para recolhimento, controle e gestão de receitas geradas nos Departamentos e laboratórios foi outro avanço administrativo que deve ser destacado. Até 2009, as receitas geradas pelos Departamentos – recursos denominados “resíduos” – eram recolhidas em conta única da União por meio da GRU tipo “SIMPLES”. O novo sistema de gestão de recursos pos-

sibilitou a emissão da modalidade de GRU tipo “Cobrança”, que permite exercer, de forma automática e informatizada, controles específicos acerca dos recursos arrecadados, incluindo a fonte emissora da arrecadação, a natureza dos produtos e serviços fornecidos e os valores arrecadados. O Sistema permite também que cada departamento acompanhe o seu saldo de receitas próprias e identifique os pagamentos realizados.

Conhecer para melhor direcionar A avaliação interna é um processo importante, por meio da qual é possível obter uma nova visão sobre sua própria realidade, visando a construção coletiva de conhecimentos e percepções para melhorar a atuação da Universidade em todos os sentidos. Com esse objetivo, a UFLA constituiu a sua primeira Comissão Própria de Avaliação (CPA), em novembro de 2004, com a elaboração do relatório referente ao período 2004 a 2006. Em 2011, o processo de autoavaliação deu início ao quarto ciclo, com a finalização

do relatório em abril de 2012. Para sua elaboração, foi realizado o planejamento das ações, coleta de informações, diálogos com os docentes e técnicos administrativos responsáveis por órgãos da Universidade, verificação da estrutura física, análise de documentos, incluindo a análise da pesquisa de opinião com a comunidade interna realizada no final do ano de 2010, análise do Plano de Desenvolvimento Institucional da UFLA para o período de 2011 a 2015 e percepção particular dos membros da CPA.

Aberto a manifestações Criada em 2010 pelo Conselho Universitário (Cuni), a Ouvidoria é um órgão autônomo e independente, que tem a finalidade de abrir espaço à comunidade para sugestões, denúncias, elogios ou questionamentos so-

bre as ações da Universidade. O sistema de gerenciamento de manifestações está disponível no site www.ouvidoria.ufla.br/sistema/, representando um instrumento eficaz de interlocução entre a UFLA e a sociedade.

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Câmpus Transformado Desde 1994, quando a então Escola Superior de Agricultura de Lavras (ESAL) se transformou em Universidade Federal de Lavras, o crescimento não parou. A UFLA experimentou um aumento significativo dos cursos de graduação e de pós-graduação, de novos professores e estudantes, crescimento na geração e transferência de conhecimentos e tecnologias, além do expressivo aumento na captação de recursos por meio dos projetos de pesquisa científica e tecnológica. A estrutura existente até então na Universi-

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dade não foi preparada para suportar esse crescimento e vários problemas começaram a surgir. Um desafio para a Pró-Reitoria de Planejamento e Gestão (Proplag), que construiu uma rede de interações com diferentes setores para solucionar problemas históricos da Instituição. Foi então traçado o Plano Ambiental e Estruturante, criando, dessa forma, condições planejadas para o contínuo crescimento que a Universidade experimentava. Do projeto ao efetivo desenvolvimento, a UFLA conquistou melhorias com novas vias de acesso e tráfego no câmpus,


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novo sistema de rede elétrica e de saneamento básico; instalação de estação de tratamento de esgoto; abastecimento de água; gerenciamento de resíduos sólidos e de laboratórios; novos estacionamentos; novos espaços de convivência; preservação de nascentes e matas ciliares; construções ecologicamente corretas e com acessibilidade. O Reuni tornou-se fundamental na implantação e execução do Plano Ambiental e Estruturante da UFLA, possibilitando a continuidade das atividades de expansão; porém, embora o Reuni

tenha sido um marco que possibilitou o processo de expansão da Universidade, foi preciso a busca de recursos alternativos para a consolidação de todo o planejamento. A necessidade de expansão extrapolou a capacidade de financiamento do governo federal, levando a Direção Executiva da UFLA a buscar recursos em diferentes fontes. Melhorias que encantam aqueles que chegam à UFLA pela primeira vez e surpreendem aqueles que retornam. Um fato é consenso: a universidade centenária passou por uma grande transformação nos últimos anos, em todos os sentidos.

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Novo Sistema Viário A construção de novas avenidas e a duplicação da via de acesso ao câmpus são marcos de referência à expansão da Universidade nos últimos anos. Diante do crescimento da comunidade acadêmica, com projeção para chegar a 2015 com 15 mil pessoas, foi preciso planejar um novo sistema viário que atendesse ao aumento do tráfego, demanda por estacionamentos e infraestrutura para adequação dos departamentos existentes e construção de novas estruturas acadêmicas. O projeto foi complexo e ousado, mas o resultado deu “cara nova” ao câmpus da UFLA, com a construção da Avenida Norte e Avenida Sul, paralelas à avenida principal. O projeto de planificação das vias incluiu a construção de rede de esgoto, sistema de energia elétrica e construção de novas ruas para amparar o crescimento da Universidade nos próximos anos. Com o sistema viário concluído, será elaborado um plano diretor para a ocupação ordenada dos novos espaços, com especial atenção à abertura de novos cursos de graduação.

Na Avenida Norte, 1,2 km de pista dupla permite o acesso alternativo ao prédio do Restaurante Universitário, aos novos pavilhões de aula e garante a expansão e funcionalidade dos departamentos de Biologia, Ciência do Solo, Ciências Exatas e Ciências Florestais, além de permitir a construção de novos laboratórios e casas de vegetação. A Avenida Sul abrange em torno de 800 metros de pista, com estacionamento, passeio e ciclovias, que deram sustentação à ampliação e estruturação dos departamentos de Administração e Economia, Educação, Química, Ciência dos Alimentos, Engenharia, Zootecnia e Medicina Veterinária, além da construção e estruturação dos departamentos de Ciências Humanas e Direito. Além de beneficiar a comunidade acadêmica, do ponto de vista social, as novas avenidas de acesso e circulação tornaram-se espaços de convivência e prática de exercícios físicos, promovendo ainda mais a aproximação da sociedade lavrense ao câmpus da UFLA.

Duplicação e novas vias de acesso

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O trecho de quase dois quilômetros entre a portaria principal e a avenida central teve a obra de duplicação concluída em maio de 2012, garantindo facilidade de acesso e um câmpus muito mais bonito. Além do acesso principal, a Universidade ganhou um novo acesso pela Rodovia MG-335, ficando conhecida como “Por-

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taria das Goiabas”, e também a reforma da via e a construção da Portaria do SindUFLA, facilitando o acesso ao Estádio da UFLA e Câmpus Histórico. A estruturação das portarias facilitou o acesso ao câmpus e o controle sobre a movimentação de veículos, garantindo maior segurança à comunidade acadêmica.


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Venha de bicicleta Sensação de liberdade, interação com a paisagem, menos poluição, prática de exercícios e economia. As vantagens para o uso da bicicleta como meio de transporte são muitas e, na UFLA, a segurança já pode fazer parte

A mestranda do Programa de PósGraduação em Química Ana Carolina Cunha aproveita a ciclovia no Câmpus da UFLA e gostaria que a cidade de Lavras seguisse o exemplo. “A ciclovia foi uma grande conquista”, comemora.

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dessa lista. Pensando em incentivar o uso das bicicletas como meio de transporte, o novo projeto viário incorporou seis quilômetros de ciclovias, que acompanham as principais avenidas de acesso e tráfego no câmpus.


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Estacionamentos Em 2009, foram iniciadas as obras para a construção de 15 novos estacionamentos, que disponibilizaram cerca de mil novas vagas em área que ultrapassa 38 mil m². Entre os setores beneficiados:

Biblioteca, Diretoria de Apoio Didático-Pedagógico, Reitoria, Ginásio Poliesportivo, Restaurante Universitário, pavilhões de aulas, Cantina Central e Epamig, além de diversos departamentos.

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Planejamento e gestão de energia Investir na melhoria da infraestrutura de energia tornou-se indispensável para viabilizar a expansão da Universidade, sobretudo, diante da ampliação de cursos e vagas na graduação, abertura de cursos noturnos e aumento no volume de pesquisa. Atualmente, o novo sistema garante o dobro de iluminação com uma economia de 20% nos custos de energia elétrica. Foram instalados novos postes e substituído aqueles com lâmpadas de vapor de mercúrio por lâmpadas de sódio. De 500 lâmpadas, hoje o sistema de iluminação da UFLA conta com mais de mil. Também foi implantada nova cabine de medição com as proteções adequadas, instalados medidores de consumo por departamento e setores e estendida a iluminação para as ciclovias e vias de pedestres. Nos departamentos e setores, também foi realizada a substituição de lâmpadas mistas por lâmpadas fluorescentes tubulares, com consumo e níveis de luminosidade adequados. Para acompanhar o novo sistema, os eletricistas da UFLA passaram por treinamento e atualização sobre eficiência energética e tecnologias adotadas. Assim, também foi possível economizar energia por meio de um sistema automatizado que permite o desligamento alternado de 50% da iluminação externa entre zero hora e seis horas. Também há mais flexibilidade durante as manutenções e as quedas de energia passaram a ser resolvidas com mais agilidade.

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Nova frota de veículos No período de 2004 a 2012, a UFLA adquiriu diversos veículos para a renovação da frota, entre eles: 26 veículos, 12 motocicletas, cinco ônibus, três micro-ônibus, três utilitários tipo

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Van, três caminhonetes, um caminhão basculante, um caminhão de médio porte, um trator agrícola cafeeiro e uma retroescavadeira.


Biblioteca Universitária Com a implantação de novos cursos e o aumento do número de estudantes para os cursos já consolidados, a expansão da Biblioteca Universitária se tornou uma necessidade urgente. Em 2007, foi realizada a construção da Ala III da Biblioteca Central, subsolo e térreo, com construção de 1800 m2, cuja ampliação física permitiu a ampliação do acervo e modernização dos processos e oferecimento de novas tecnologias de comunicação. Em 2011, a UFLA realizou uma mega aquisição de livros. Ao todo, foram cerca de 20 mil exemplares, com um investimento próximo a 900 mil reais. Desde que a Biblioteca Universitária foi criada, em 1966, esta foi a maior aqui-

sição de livros em quantidade de títulos e exemplares da história da Universidade. Com uma evidente evolução dos Programas e cerca de dois mil estudantes de pós-graduação matriculados na Universidade, desde 2006, a UFLA participa de editais específicos da Fapemig para aquisição de livros e periódicos para atender ao crescimento dessa demanda. O recurso total investido na aquisição de títulos nacionais e internacionais para a ampliação e renovação do acervo da Biblioteca Universitária, especificamente para a pós-graduação, teve valor aproximado de 1,2 milhão de reais, nos últimos cinco anos.

Na Biblioteca, que tem um acervo de 260 mil exemplares, os livros novos dão vida às estantes, com informações atualizadas, favorecendo a transformação de dados e números em conhecimento para uma comunidade acadêmica crescente.

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Espaços de convivência A fim de melhorar o dia a dia acadêmico, foram revitalizados e construídos espaços de convivência. A cantina central foi ampliada e outras lanchonetes descentralizadas foram construídas. O lanche nos intervalos ou o encontro com os amigos passou a ser realizado em um ambiente agradável, confortável e bonito. Além da cantina central, os banheiros foram reformados e os estudantes ganharam um novo mural para avisos e recados. O complexo central também abriga a Livraria UFLA, Xerox e papelaria. Em meio a tantas obras, também houve a preocupação com a criação de espaços para descanso e relaxamento. Em diversos pontos do câmpus, foram instalados bancos e mesas, além de terem sido plantadas milhares de espécies nativas da região para completar a ambiência. Nos intervalos das aulas, os estudantes compartilham momentos de descontração nos gramados do câmpus.

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Canteiro de obras Para possibilitar a expansão de cursos e da comunidade universitária, o câmpus da UFLA passou por um período de intensa movimentação em mais de 100 novas obras e ampliações e outras dezenas de reformas em todos os setores da Universidade. Como resultados dessa política de expansão, foram construídos cerca de 300 mil m2 e reformados em torno de 40 mil m2, modificando completamente a infraestrutura do câmpus. Nas próximas páginas serão listadas as principais obras e reformas realizadas no Câmpus da UFLA no período de 2004 a 2012

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Cabeamento subterrâneo de telefonia e fibra óptica

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Pavilhão de aulas III

Departamento de Ciência da Computação (DCC)

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Centro de Políticas Públicas e Gestão SócioAmbiental

Departamento de Educação (DED)

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Laboratório de Reprodução Animal (DMV)

Biotério de Animais

Departamento de Engenharia - Bloco V

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ACE = Ampliação de construção existente RCAA = Reforma com ampliação de área RSAA = Reforma sem ampliação de área

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Anfiteatro do Setor de Sementes (Departamento de Agricultura)

Departamento de Química e Laboratórios

Departamento de Química e Laboratórios

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ACE = Ampliação de construção existente RCAA = Reforma com ampliação de área RSAA = Reforma sem ampliação de área


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Anfiteatro do Departamento de Biologia (DBI)

Gabinetes de professores do Departamento de Biologia (DBI)

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Prédio da John Deere na UFLA

Laboratório de Pesquisa e Ciência Animal

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Vista parcial do Restaurante Universitário (R.U.)

Galpão do Setor de Marcenaria

Vista parcial do Restaurante Universitário (R.U.)

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Reformas na sede da Diretoria de Gestão em Tecnologia da Informação

Centro de Treinamento da Stihl na UFLA

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Vista parcial dos novos pavilhões de aula

Vista parcial dos novos pavilhões de aula

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Centro de Vivência e sede dos CA’s, APG e DCE

Novas salas de aula; carteiras ergonômicas e práticas

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Centro de Vivência e sede dos CA’s, APG e DCE


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Construção do segundo pavimento do Pavilhão de aula VI

Laboratório de Estudos e Manejo Florestal (LEMAF/ Departamento de Ciências Florestais)

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Horto de Plantas Medicinais

Cantina descentralizada

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Reforma do Salão de Convenções


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Construção da ala II da Biblioteca Universiária

Laboratório de Biodiesel, Óleo e Gorduras

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Revitalização do Centro de Integração Universitária (Ciuni)

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Cercamento do entorno do câmpus da UFLA

Reformas no Departamento de Fitopatologia (DFP/UFLA)

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Incubadora de Empresas de Base Tecnol贸gica

Departamento de Engenharia, Bloco V

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Posto Policial e Central de Videossegurança

Pavilhão de aula e gabinetes de docentes para atender o DZO e DMV

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Construção da Ala III do Departamento de Ciência dos Alimentos

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Construção de novo sistema viário


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Novo sistema de energia elétrica

Novos pontos de ônibus: mais conforto para a comunidade acadêmica

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Revitalização do Estádio e pista de atletismo

Área de Coleta de Água Pluvial

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Reformas e adequações na cantina central

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Novo sistema viรกrio, Avenida Norte

Anfiteatro do Lemaf

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Laboratório de Gerenciamento de Resíduos

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Laboratório de Silvicultura (DCF)

Pavilhão de aula no Departamento de Agricultura Construção de nova ala do Departamento de Ciências Exatas

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Portaria das Goiabas

Pontilhão sobre a linha férrea, em fase final de construção

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Laboratório de Biomateriais

Estação de Tratamento de Esgoto (ETE)

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Setor de Ecologia e Conservação

Revitalização do Ginásio Poliesportivo I e construção do segundo ginásio

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Acessibilidade Em todo o câmpus, foram realizados reparos visando à acessibilidade, com a instalação de rampas, passarelas elevadas e elevadores. As

novas obras tiveram a acessibilidade como princípio e um dos fundamentos para a aprovação dos projetos.

Segurança para o Câmpus Desde 2008, a segurança patrimonial e da comunidade acadêmica têm sido um dos pilares do Plano Ambiental e Estruturante, com o planejamento de ações preventivas e especial atenção no período noturno, que já somam cerca de dois mil estudantes. A segurança deve ser uma preocupação para um câmpus com 600 hectares de área e caminhando para uma

Mais segurança com o cercamento do câmpus

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comunidade acadêmica de 15 mil pessoas em 2015. A primeira ação foi o cercamento de 13 quilômetros no entorno da UFLA, incluindo a instalação de alambrados, além de 23 quilômetros no interior do câmpus. Também houve a estruturação das portarias e o aumento do efetivo da segurança, tanto do Serviço Orgânico de Segurança Patrimonial (Sosp), quanto de funcionários terceirizados.


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Em 2011, foi inaugurado o posto fixo da Polícia Militar no câmpus da UFLA, reforçando uma parceria firmada em 1998, a qual permitiu o patrulhamento da PMMG em território federal. Além de potencializar a segurança da comunidade acadêmica, que já ultrapassa 12 mil pessoas, e dos bairros adjacentes à Universidade, o Posto aperfeiçoa o atendimento aos cidadãos, sendo capaz de processar as ocorrências registradas dentro do Câmpus, por meio do Sistema Integrado de Defesa Social (SIDS), que integra os atendimentos da PM, Polícia Civil, Promotoria e Sistema Judiciário. No início de 2012, foi inaugurada a Central

de Videossegurança, com a instalação de 228 câmeras para o monitoramento do câmpus; realizado 24 horas por dia, todos os dias da semana, por uma equipe de seis operadores. A Central de Videossegurança está diretamente vinculada à Diretoria de Gestão de Tecnologia da Informação (DGTI), tendo recebido treinamento para alertar os profissionais do Serviço Orgânico de Segurança Patrimonial (Sosp) e a PM sobre qualquer atividade suspeita. O objetivo é a segurança da comunidade, inibição aos atos de vandalismo ao patrimônio público, além do controle do tráfego nas vias do câmpus.

Os profissionais do Sistema Orgânico de Segurança Patrimonial, profissionais da PMMG e gestores da Central de Videossegurança

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UNIVERSIDADE

AMBIENTALMENTE CORRETA

P

ara viabilizar o crescimento de modo sustentável, a UFLA avança e comemora a realização das metas do Plano Ambiental e Estruturante, cujas ações tiveram início em 2009. A ideia foi viabilizar a expansão da Universidade, aliando adequação ambiental e infraestrutura, para garantir um crescimento continuado. Muitas metas do Plano eram ousadas e grandiosas; porém, depois de três anos, a UFLA orgulha-se por figurar como uma instituição modelo em gestão ambiental, resultado de um planejamento adequado e da integração de esforços de diversos setores da Universidade. Hoje, a UFLA é a única universidade do Estado que desenvolve um plano de gerenciamento de resíduos químicos de laboratórios, tornando-

-se modelo para outras instituições. Em fase final de implantação, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) vai possibilitar a gestão do sistema próprio de saneamento básico. Visando à recuperação da vegetação nas Áreas de Preservação Permanentes (APPs), foram plantadas cerca de 55 mil mudas de espécies arbóreas nativas, além do cercamento e preservação de 15 nascentes. O abastecimento de água no câmpus também mereceu um tratamento diferenciado, com redução do desperdício e acompanhamento da qualidade da água para o uso. Diante da complexidade das ações previstas no Plano Ambiental e de Infraestrutura, foi criada a Diretoria de Meio Ambiente, designada pela sigla (DMA) e vinculada à Superinten-


dência de Planejamento da Proplag. Reúne seis coordenadorias que, juntas, são responsáveis por planejar e coordenar ações de recuperação e conservação ambiental, saneamento, tratamento e reuso de água e esgotos, coleta, tratamento, recuperação e reciclagem de resíduos, gestão de energia, prevenção de endemias e as atividades de prevenção e combate a incêndios no câmpus e demais áreas experimentais da UFLA. No conjunto, o Plano Ambiental foi o que exigiu mais empenho para a busca de financiamento, em virtude da complexidade do plano de ação e por envolver passivos históricos da Universidade. Ao todo, foram investidos cerca de 25 milhões de reais, integralmente negociados fora do orçamento da UFLA e também dos recursos pactuados no Reuni.


Na UFLA, estudantes colocam a mão na massa e semeiam o câmpus do futuro

Futuro semeado

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A meta de se plantar 55 mil mudas de 60 espécies nativas até 2012 está quase concluída. O planejamento de adequação ambiental foi realizado por meio da caracterização das áreas de vegetação do câmpus, que indicaram recomposição dos ecossistemas, sobretudo nas Áreas de Proteção Permanentes (APPs), onde estão 15 nascentes. Além do benefício ambiental, o programa modificou de maneira positiva o ensino na Universidade, possibilitando ensinar os estudantes por meio do próprio exemplo.

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O projeto é desenvolvido no âmbito da Coordenadoria de Recursos Naturais, juntamente com as equipes dos laboratórios de Silvicultura e Manejo Florestal da Universidade. Também participam do projeto estudantes de graduação (responsáveis pelo monitoramento e avaliação) e estudantes de pós-graduação, que avaliam o impacto dos projetos de preservação ambiental no câmpus e fazendas experimentais, com a regularização de APPs e áreas de Reserva Legal.


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Estação de Tratamento de Esgoto Em dezembro de 2008, o Plano Ambiental da Universidade anunciava a instalação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) como uma ideia visionária. Menos de três anos depois, a ETE UFLA, com sistema totalmente automatizado, já se encontra em fase de conclusão. A necessidade de um sistema próprio justifica-se pelos números de consumo no câmpus: em apenas um dia, a Universidade chega a consumir 600 mil litros de água. A partir do sistema de saneamento próprio, cerca de 80% dessa água seguirá para a ETE e será tratada para reuso e distribuição em

pontos estratégicos da Universidade. A estação combina os benefícios dos tratamentos anaeróbio e aeróbio: eficiência na remoção de matéria orgânica da água em curto período de tempo. A água tratada permitirá o reuso e abastecimento da barragem de alimentação da ETA/ UFLA, podendo ser utilizada em descargas de vasos sanitários e lavagem de ambientes externos, além de irrigação. O lodo proveniente da ETE é útil para a produção agrícola. Já o biogás resultante do tratamento pode ser utilizado no próprio sistema como energia alternativa, produzindo energia elétrica ou para aquecimento do efluente.

O projeto de construção da Rede de Esgoto e Pluviais incluiu mais de 6 mil metros de redes pressurizadas e interceptores por gravidade, mais de 10 mil metros de redes coletoras, primárias e secundárias, 2,9 mil metros de adutoras de água potável e 3,2 mil metros de adutora de água reciclada

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A gordura resultante da cozinha industrial do Restaurante Universitário (RU) é um dos pontos críticos da Universidade, em função do volume diário de refeições produzidas. Para sanar mais esse problema, foi construído um tanque aerado (flotador), que tem a função de separar resíduos sólidos, gordura e água, antes de seguirem para a ETE.

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Construção de Redes Pluviais Seguindo a proporção do crescimento, em 2014, a Universidade deverá consumir em torno de 800 mil litros de água por dia. A água das chuvas canalizada dos telhados dos pavilhões de aula, além do Restaurante Universitário e Centro de Convivência, é armazenada em reservatório próprio e pode ser usada para irrigação, limpeza, uso em banheiros entre outros fins. A capacidade desse reserva-

Reservatório

tório é de 1,6 milhão de litros. Duas barragens da UFLA também passam por um amplo processo de reestruturação para ampliar a capacidade de armazenamento. Em apenas uma das bacias, é possível armazenar 14 milhões de litros d’água. Essas estruturas visam ao armazenamento de água pluvial em função das transformações de ocupação do câmpus e será utilizada em futuros projetos da Universidade.

Os telhados das novas construções foram dimensionados para canalizar a água da chuva que passa a ser armazenada no reservatório e usada para múltiplos fins

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Somente em 2010, foram recolhidos e tratados 6.650 kg de resíduos químicos. No entreposto, também fica o Banco de Reagentes, responsável pelo armazenamento adequado dos reagentes vencidos e pelo estoque de reagentes recuperados que passam a ficar à disposição dos laboratórios.

Modelo inovador de gestão de resíduos

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Até 2008, a Universidade possuía fossas sépticas e sumidouros como única alternativa para o descarte de todo o resíduo de 174 laboratórios, com intensa rotina de atividades associadas ao ensino, pesquisa e extensão. Fonte de resíduos químicos com alto impacto ambiental, além de alto risco à saúde humana, mau cheiro, presença de moscas, roedores e risco de contaminação do lençol freático. O Programa de Gerenciamento de Resíduos Químicos (PGRQ), inédito em instituições públicas no Estado de Minas Gerais, tem sido considerado modelo de gestão e serve de exemplo para outras instituições públicas e privadas. O laboratório central do Programa é responsável pela coleta,

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classificação, armazenamento, tratamento, recuperação e disposição final de vários tipos de resíduos gerados nos diversos setores e departamentos. Entre as ações do programa, também deve ser destacado o incentivo para o treinamento de técnicos de laboratórios e palestras para a comunidade acadêmica. O sucesso está atrelado, em grande parte, ao apoio integral da instituição e ao envolvimento da comunidade acadêmica (estudantes e servodpres). Além do caráter ambiental, o PGRQ tem um forte apelo educativo, já que

contribui para a formação adequada de pesquisadores, com a sensibilização dos estudantes para a expansão dessa prática. Serve ainda de incentivo para o desenvolvimento de uma nova linha de pesquisa, que tem contribuído para a elaboração de novos processos de gestão de resíduos, com repercussão internacional. O conhecimento gerado no âmbito do PGRQ tem garantido trabalhos para estudantes desde a iniciação científica até a pós-graduação, que já culminou com o depósito de uma patente.

Proteção coletiva e individual A rotina de manipulação de reagentes que liberam vapores tóxicos nas capelas de laboratórios sempre foi um risco para estudantes e pesquisadores. No âmbito do PGRQ, foi realizado o levantamento de todo o material de

segurança, com a previsão de troca de destiladores de água, a instalação de 86 novas capelas com lavadores de gases, além de aquisição de equipamentos de proteção individual.

Capela antes da reforma e depois da reforma: mais segurança na manipulação de reagentes

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Gestão de resíduos sólidos As atividades de docência e pesquisa geram, além dos resíduos químicos, grande quantidade de resíduos de animais originados de experimentos e aulas práticas ou do descarte de animais suspeitos de portarem micro-organismos infecciosos. Por muitos anos, esse resíduo teve como destino as fos-

sas sépticas e sumidouros. Para resolver esse problema, a UFLA adquiriu um digestor de carcaças, equipamento que promove a decomposição de resíduos de animais em água e gordura, com a vantagem de não emitir substâncias poluentes para a atmosfera, como é o caso dos incineradores.

Brigada de Incêndios No âmbito do Plano Ambiental, a UFLA ampliou o escopo de ação da Brigada de Incêndios, que foi equipada, treinada e orientada para a prevenção e combate aos incêndios no câmpus da Universidade e seu entorno. Ao todo, são 30 brigadistas, selecionados e treinados para apoiar na preservação, por meio de ações de educação ambiental, divulgação de instruções preventivas e combate a

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incêndios florestais. Nesse projeto, a UFLA conta com o apoio do Corpo de Bombeiros e Instituto Estadual de Florestas (IEF), além da participação efetiva do Departamento de Ciências Florestais, do setor de Vigilância e do setor de Transportes da Universidade. Entre as ações dessa Coordenadoria, podem ser destacados os aceiros em áreas de risco e cercamento de todo o câmpus.


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Coleta seletiva + solidariedade O câmpus da Universidade conta com 50 conjuntos para a coleta seletiva de lixo, além de outras cinco destinadas à coleta de baterias. A coleta seletiva e suas implicações são avaliadas no contexto do projeto Educampus, uma iniciativa que conta com a participação de estudantes do PET Administração e outros bolsistas que têm

se dedicado à causa ambiental na Universidade. O lixo reciclável é recolhido duas vezes por semana pela Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Lavras (Acamar), que também é parceira no Plano Ambiental da UFLA. Ao todo, a Acamar representa o sustento para 34 famílias beneficiadas pelo projeto.

A coleta seletiva realizada na UFLA é realizada em parceria com a Associação de Catadores de Materiais Recicláveis (Acamar)

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Cultura ambiental As mesas do Restaurante Universitário (RU) ficaram mais coloridas com a chegada das canecas institucionais da campanha “UFLA Recicla”. O mês de agosto de 2011 foi marcado pelo lançamento da campanha que incentiva a substituição dos copos descartáveis por canecas de uso contínuo. Estudantes, professores, técnicos administrativos e servidores terceirizados receberam uma caneca institucional. A meta de reduzir ao máximo a geração de

O projeto “UFLA Recicla” representa a articulação de toda a comunidade acadêmica, todos envolvidos em ações que convergem para o estímulo ao desenvolvimento da cultura ambiental na Universidade.

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resíduos, além de despertar na comunidade acadêmica a conscientização para adoção de atitudes sustentáveis, foi alcançada. Em apenas uma semana, eram utilizados no RU uma média de 15 mil copos descartáveis, com custo para a UFLA em torno de 22 mil reais ao ano. Além de uma montanha de lixo plástico resultante do RU, cerca de 80% do resíduo das lixeiras espalhadas por todo o câmpus é composto predominantemente por copos descartáveis.


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CAPITAL

HUMANO E

m dezembro de 2010, o Conselho Universitário (Cuni) aprovou algumas mudanças no Regimento Geral da UFLA, como a criação da Pró-Reitoria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas – PRGDP, que passou a englobar a Diretoria de Gestão de Pessoas (DGP) e a Diretoria de Desenvolvimento de Pessoas (DDP). Essas transformações foram priorizadas pela Direção Executiva da UFLA na gestão 2008-2012, para a implantação de um amplo programa de capacitação que beneficiou mais de 500 servidores docentes e técnicos administrativos. A coordenação desse plano de capacitação e qualificação de servidores e a implementação de uma nova dinâmica à gestão de pessoas contribuíram para humanizar,

de forma mais efetiva, as relações interpessoais e de trabalho entre os servidores docentes e técnicos administrativos. Além dos benefícios diretos dos cursos ofertados, a participação no Programa resultou em vantagem salarial denominada “incentivo à qualificação”, incorporada permanentemente nos contracheques de centenas de servidores que participam do programa. Entre os benefícios conquistados para os servidores, deve ser dado destaque às melhorias na cobertura pelos planos de saúde, readequação e expansão do ambiente físico, equipamentos e materiais de trabalho em vários setores técnicos e administrativos; alocação de pessoal e recomposição do quadro permanente de docentes e técnicos


administrativos; implantação do novo Plano de Capacitação de Técnicos Administrativos, incluindo o início do mestrado profissional. Além dos servidores ativos, houve nos últimos anos a busca permanente por um serviço diferenciado aos servidores aposentados e pensionistas, de acordo com as necessidades específicas de cada público, solucionando problemas históricos da instituição. Com essas ações já em andamento, busca-se a criação das condições necessárias à promoção de um ambiente de trabalho digno, justo e agradável em todos os setores e departamentos da UFLA, com especial atenção à eficiência dos serviços prestados e à qualidade de vida da comunidade acadêmica.


Comunidade Acadêmica em expansão Para atender à meta do Reuni de ampliar o acesso de estudantes à Universidade, sem comprometer a qualidade, priorizando cursos noturnos, a formação de professores para a educação básica, a inovação tecnológica e a superação das desigualdades regionais, foi preciso um bom planejamento. Cada universidade federal recebeu diretrizes gerais, mas estava livre para fazer escolhas prioritárias. No caso da UFLA, optou-se por fortalecer o câmpus, com a expansão da estrutura física, o que possibilitou a abertura de novas vagas e

também exigiu a contratação de novos professores. No âmbito do Programa, a UFLA recebeu uma cota para contratar 225 professores e 148 técnicos administrativos. Os reflexos do Reuni começaram a aparecer no quadro de servidores a partir de 2008, saindo de uma posição de 375 docentes para 596 em 2012. Desse total, 211 são professores titulares e associados e 242 estão na classe de professores adjuntos. Do total de 493 docentes efetivos, cerca de 90% possuem título de doutor e, os demais, título de mestre.

Crescimento de Professores efetivos e contratados no período de 2004 a 2012

No período de 2004 a 2012, 33 docentes pediram afastamento para participação em cursos de doutorado e 58 iniciaram o pós-doutoramento em instituições do país e do exterior.

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22,8%

89,2%

10,3% 0,4%

77,6%

79,1%

82,3%

83,9%

20,8%

19,6%

16,0%

14,7%

11,2%

10,4%

10,1%

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2,2% 2004

89,3%

Doutores

Mestres

2012

Especialistas/Graduados

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75,0%

88,9%

87,7%

Crescimento do número de docentes com título de doutor no período

Treinamento de Docentes - Cursos de Pós-Graduação

Após a suspensão da contratação de todos os concursados em 2010, por meio de Medida Provisória MPOG39, de 25/3/2011, em 2011 foi sancionada a Lei 12.425/11, ampliando a possibilidade de contratação temporária de professores por instituições federais de ensino superior. Foi uma al-

ternativa encontrada para suprir a demanda decorrente da implantação do Reuni, que ampliou a oferta de vagas no ensino superior. Criou-se, assim, a classe de professores temporários, com previsão de mais 103 vagas para a UFLA, sendo 41 contratados ainda em 2012.

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Mais servidores e mais preparados Para atender à expansão física e pedagógica, uma universidade necessita de mais servidores e, sobretudo, servidores capacitados para o atendimento de uma comunidade em constante transformação. Com o advento do Reuni, a UFLA também experimenta uma evolução no número de técnicos administrativos do quadro permanente, o que exige da Instituição um planejamento estratégico para o seu

melhor aproveitamento. No período de 2004 a 2012, houve redução da contratação de servidores das classes C e B, que exigem baixa qualificação e elevou-se consideravelmente o número de servidores da classe E, com nível de graduação. Em números, a evolução do quadro de servidores técnicos também é notória, tendo saído de 356 servidores em 2004, para 423 em 2012.

Como exemplo dessa evolução, em 2006 havia 13 servidores técnico-administrativos com o título de mestre; em 2012, esse número saltou para 26. No nível de especialização, esse crescimento foi ainda maior, saindo de 70 servidores em 2006, para 132 em 2012, o que

representa 88,5% a mais de especialistas no quadro técnico da UFLA. Nesse período, 38 técnicos administrativos iniciaram cursos de mestrado e nove técnicos foram aprovados em cursos de doutorado. Destaque deve ser dado ao Programa de

Número de servidores técnicos administrativos por nível

200

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Servidores Técnicos Administrativos com Especialização Lato Sensu

Pós-Graduação – Mestrado Profissional em Administração Pública, iniciativa inovadora da UFLA visando a possibilitar a seus servidores a oportunidade de capacitação na própria Universidade. Dos candidatos se-

lecionados, 11 são servidores da UFLA, e a formação contribuirá para a profissionalização e para avanços significativos na gestão da Universidade, já iniciados ao longo dos últimos anos.

Incentivo à Qualificação dos Servidores Técnicos Administrativos

201


Vigilantes da UFLA participam de curso de capacitação no 8º Batalhão de Polícia Militar

Mais preparados, muitos técnicos galgaram posições, com adicional ao vencimento decorrente de cargos comissionados, como função gratificada ou cargo de diretoria,

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benefício esse que, na história recente da Universidade e, ainda hoje em muitas instituições federais, é exclusivo para servidores docentes.


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Capacitação que gera eficiência Nos últimos anos, foram dedicados esforços no sentido de programar uma política de capacitação dos servidores técnicos administrativos e docentes, visando à atualização e à adequação do quadro de pessoal às constantes e rápidas mudanças pelas quais a universidade vem passando. Nesse período, houve a implantação do Plano de Carreira, com incentivo à capacitação e qualificação dos servidores, seguindo a Lei nº 11.091, de 12 de janeiro de 2005, que dispõe sobre a estruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE). Em agosto de 2007, o Programa de Capacitação e Aperfeiçoamento dos Servidores Técnico-Administrativos da UFLA foi aprovado pelo Conselho Universitário (Cuni), com os seguintes princípios: contribuir para o desenvol-

vimento profissional e cidadão; capacitar para o desenvolvimento de ações de gestão pública; capacitar para o exercício de atividades de forma articulada com a função social da UFLA; promover a melhoria da eficiência, eficácia e qualidade dos serviços prestados pela UFLA; valorizar os servidores, por meio de sua capacitação permanente e adequação aos novos perfis profissionais requeridos no setor público e racionalizar os investimentos com capacitação, por meio da realização de ações, preferencialmente, em nível local ou regional. O processo de desenvolvimento de competências é contínuo, tendo como foco o oferecimento de cursos nas linhas de gestão, inter-relação entre ambientes e de formação específica. Também são realizadas ações para a promoção da qualidade de vida social e no trabalho, além de eventos visando à

Servidores da UFLA, docentes e técnicosadministrativos, oferecem cursos de capacitação em diferentes áreas do conhecimento

203


integração, valorização e motivação dos diferentes segmentos da comunidade acadêmica. As ações de capacitação são definidas a partir do levantamento de necessidades de treinamento sinalizadas nos processos de avaliação de desempenho e na avaliação do próprio Plano de Capacitação. A cada ano, os servidores são questionados sobre suas necessidades e sugestões de cursos de qualificação, processo que vem sendo aprimorado de forma colaborativa pelos servidores participantes. Os cursos ofertados seguem ainda as prioridades consideradas no Plano de Desenvolvimento Institucional, finalizado em 2011 para o quadriênio 2011 a 2015.

A partir de 2005, a UFLA preparou um planejamento para que as atividades de capacitação tivessem o alcance desejado. A partir de 2007, o programa passou a atender aos servidores terceirizados de apoio administrativo, visando ao oferecimento de serviços de melhor qualidade. Nesse ano, foram ofertados seis cursos, com um total de 207 servidores, sendo 189 do quadro permanente da Universidade. Em 2009, o número de servidores beneficiados subiu para 313, sendo 139 do quadro e 174 funcionários tercerizados. Entre os servidores efetivos, 96 obtiveram progressão na carreira por capacitação.

Evolução da oferta de cursos de capacitação

Plano de Saúde

204

Em 2007, foi assinado convênio de sáude complementar Fundação de Seguridade Social (Geap), que conta atualmente com 253 titulares e 470 beneficiários dependentes, totalizando 723 inscritos. As negociações para oferecer assistência à saúde complementar a todos os servidores docentes e técnicos administrativos da UFLA tiveram início em abril de 2009, quando foi composta uma comissão com o objetivo de

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unir forças para que fosse negociado um plano compatível com a necessidade de todos os servidores. O novo contrato, assinado em 2009, passou a ser chamado Plano UFLA, ampliando as opções de planos que a Associação de Docentes da UFLA (Adufla) oferecia desde 1993, estendendo aos técnicos administrativos o benefício. Entre as vantagens do novo plano, destacaram-se o custo sem observação de faixa etária,


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a possibilidade de inclusão de dependentes e a opção por um plano regional que inclui os serviços médicos disponíveis na capital mineira. A partir de julho de 2009, após a publicação da Portaria Normativa do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), iniciou-se o pagamento de ressarcimento relativo à assistência complementar. Em 2009, o total de servidores ativos e inativos beneficiados era 474, em 2012, esse benefício foi estendido para 934 servidores docentes e técnicoadministrativos.

No final de 2011, novo acordo abriu a possibilidade de inclusão de novos servidores e dependentes legais, além da possibilidade de migração entre os planos. Com o acordo, cerca de 100 famílias foram beneficiadas. Esse resultado teve o empenho da comissão composta pela Direção Executiva da UFLA, Pró-Reitoria de Planejamento e Gestão (Proplag), Pró-Reitoria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (PRGDP), em conjunto com as representações: Associação dos Docentes da UFLA – Seção Sindical (Adufla) e Sindicato dos Servidores da UFLA (Sindufla).

1000 900 800 700 600 500 400 300 200

Ressarcimento de Plano de Saúde nº de beneficiários

100 0 2009

2010 Ativos/Inativos

2011

2012

Pensionistas

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Ginástica Laboral São apenas 15 minutos diários dedicados à prática de exercícios físicos e alongamentos, para preparar corpo e mente para o trabalho diário. Com essa finalidade, o projeto Ginástica Laboral é realizado na UFLA com a participação de profes-

Começar o dia com disposição, um dos efeitos positivos da Ginástica Laboral

206 UNIVERSIDADE FEDERAL DE L AVRAS

sores e estudantes do curso de Educação Física. No projeto-piloto, participam os servidores lotados no prédio da Reitoria, Pró-Reitorias e câmpus histórico da Universidade, devendo ser estendido, em breve, para todos os servidores.


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Qualidade de vida no câmpus O Programa Qualidade de Vida no Câmpus, implantado em 2011, visa a contribuir para a melhoria do bem-estar físico, psicológico e social dos membros da comunidade universitária, por meio da construção de espaços de interação e oportunidades de reflexão, conhecimento e discussão sobre os

mais variados temas de interesse. Em sua programação, estão oficinas que incentivam a autoestima, o estilo de vida saudável e o relacionamento interpessoal, sempre com o objetivo de criar possibilidades de crescimento profissional e pessoal, com reflexos na melhoria da qualidade de vida.

Comunidade acadêmica participa de aula de Yoga no gramado da UFLA

Valorização Profissional Em junho de 2011, a Direção Executiva da UFLA lançou dois programas inéditos na história da Instituição: o Programa de Apoio aos Setores Técnicos Administrativos (PAST) e o Programa de Apoio ao Primeiro Projeto para Professores (PAPP). Os recursos para subsidiar os programas foram negociados no Ministério da Educação (MEC), por meio de projeto apresentado pela Pró-Reitoria de Planejamento e Gestão (Proplag). Um dos argumentos para a aprovação dos projetos foi no sentido de complementar os recursos do programa federal Reuni, utilizado prioritariamente para a contra-

tação de novos servidores, além de complementar outras formas de apoio, tanto a docentes quanto a técnicos, visando a aumentar a eficiência das atividades e em benefício do aprimoramento dos diferentes setores. Prova do sucesso da iniciativa foi a participação de cerca de 60% de técnicos administrativos no PAST, com a submissão de 247 projetos e um recurso aproximado de 800 mil reais. A participação no PAPP alcançou cerca de 90% dos professores aptos a participar, com um total de 236 projetos e o total orçado superior a 3 milhões.

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Reconhecimento histórico

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Como símbolo da construção e marcando a inauguração do prédio da Reitoria, em setembro de 2011, foram inaugurados dois painéis que trazem a foto de cada um dos 666 professores e 683 servidores técnico-administrativos que compõem a comunidade UFLA ou que já serviram à Instituição. Os painéis foram construídos na forma de mosaicos e trazem as mesmas fotos utilizadas no momento da posse de cada servidor, o que representa um resgate histórico de gerações de profissionais que se dedicam e que já se dedicaram à Universidade. Representa o reconhecimento de que o capital humano é o grande diferencial que faz com que a Universidade obtenha os melhores resultados em diferentes processos de avaliação a que é submetida. As construções permitem a expansão do câmpus, a tecnologia melhora os processos,

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Chamado carinhosamente pelos estudantes de “companheirinho”, o servidor Geraldo Ferreira, conhecido por Geraldinho, é recordista em homenagens recebidas dos estudantes de graduação da UFLA por ocasião das solenidades de formatura. Ingressou na ESAL como trabalhador de campo em 1972, lotado no Departamento de Ciências Florestais. Aposentou-se em 1997, após 25 anos de serviços prestados à ESAL/UFLA, passando a se dedicar à Universidade como servidor terceirizado (auxiliar de agropecuária). Em 2011, o senhor Geraldinho recebeu o título “Mérito Universitário”, concedido pelo Conselho Universitário (Cuni).

mas são as pessoas que se dedicam diariamente à instituição é que fazem realmente a diferença. A construção do Prédio teve início em março de 2010, para abrigar a Direção Executiva (Reitoria, Vice-Reitoria e Chefia de Gabinete), além de assessorias especiais, secretarias, a Coordenadoria de Cerimonial e a Assessoria de Comunicação (Ascom). O prédio também abriga o Salão dos Conselhos, onde são realizadas as reuniões do Cuni, Cepe e Conselho de Curadores.


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Honras e méritos Nos últimos oito anos, a UFLA concedeu o título de Professor Emérito, atribuído ao docente aposentado ou ex-docente que tenha alcançado posição eminente em atividades universitárias. Receberam a honraria no período os professores: prof. Alysson Paolinelli, prof. Nelson Venturim e prof. José Oswaldo Siqueira. O título Professor Honoris causa é atribuído a professor ou cientista ilustre que tenha prestado relevantes serviços à UFLA, mesmo sem fazer parte de seu quadro. Nas duas últimas gestões, receberam o título: professor Mário Neto Borges, professor Fernando Haddad, ministro da Educação na época da homenagem e professor Nelson Maculan Filho. O senador Aécio Neves (ex-governador de Minas Gerais) e o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva foram agraciados com o título de Doutor Honoris causa. Em 2006, foi instituída a outorga do título de “Mérito Universitário” a membro da comu-

nidade acadêmica, docente e técnico-administrativo que tenha se distinguido por relevantes serviços à Universidade. A escolha dos agraciados é feita pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão – Cepe, que indica os nomes para homologação pelo Conselho Universitário – Cuni. Desde que instituída, foram agraciados com o Mérito Universitário os docentes: prof. Magno Antonio Patto Ramalho, prof. José Oswaldo Siqueira, prof. José Roberto Soares Scolforo e prof. Nilton Curi. Entre os técnicos administrativos homenageados: Paulo Antonio de Carvalho, Meurenir José de Paula, Paulo César da Silva (Cuíca) e Geraldo Silvério Ferreira (sr Geraldinho). Em 2008, ano do centenário da ESAL/ UFLA, foi instituída a Medalha do Centenário, outorgada a várias instituições e personalidades que contribuiram para o crescimento da UFLA.

Professor Fernando Haddad recebe o título em noite de homenagem na UFLA

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UFLA

GLOBALIZADA

O

processo de internacionalização faz parte da história da UFLA, cuja fundação foi realizada por missionários americanos. Manter a interação com outras instituições e entidades internacionais sempre foi considerada ação estratégica da ESAL-UFLA, que iniciou na década de 1970 um forte programa de qualificação do seu corpo docente em universidades americanas e europeias. No ano 2000, a UFLA sentiu a necessidade de criar o Escritório de Assuntos Internacionais, que em 2009 deu origem à Diretoria de Relações Internacionais (DRI), órgão ligado diretamente à Reitoria e responsável por organizar e incentivar o processo de internacionalização cada vez mais vital para a excelência do ensino, pesquisa e extensão. Desde então, o nú-

mero de convênios e acordos de cooperação e intercâmbios acadêmico-científicos internacionais tem crescido consideravelmente. Nos últimos quatro anos, as pró-reitorias de Pós-Graduação, Graduação, Pesquisa e de Planejamento e Gestão aportaram recursos financeiros para fomentar as atividades de internacionalização, incluindo aqueles destinados ao custeio de diárias e passagens. Entre 2004 e 2012, vários convênios internacionais foram firmados. Atualmente, a UFLA mantém cerca de 50 convênios com instituições estrangeiras. Incluem acordos de cooperação, protocolos de intenção e convênios de intercâmbio de discentes e docentes, destacando-se os firmados com universidades americanas e europeias.


A assinatura desses convênios de cooperação tem contribuído para a formação do corpo discente e qualificação do corpo docente por meio da realização de 164 estágios de pós-doutoramento entre 2004 e 2012 e desenvolvimento conjunto de projetos de pesquisa que permitem a aprendizagem de novas técnicas de pesquisa e experimentação por parte do corpo docente. Acrescenta-se que essas parcerias também beneficiaram o corpo docente da Pós-Graduação, na medida em que eles serviram de referência para a realização de doutorados-sanduíches e processos de dupla titulação ou titulação simultânea, instituída pela Portaria Cepe 189 de 17/06/2010. A política de cooperação da Universidade

propõe o estabelecimento e consolidação de parcerias para o intercâmbio de estudantes (de graduação e pós-graduação) e de professores, bem como para sua especialização em eventos internacionais. Objetiva também o desenvolvimento científico, tecnológico, do ensino e da extensão universitária, por meio de parcerias em diversas áreas do conhecimento.


Bem-vindos à UFLA A UFLA recebe, atualmente, 45 estudantes de graduação e pós-graduação e 20 professores de diferentes países. Para atender aos convênios de dupla titulação, foram criadas disciplinas específicas que contemplam as ações de atividades acadêmicas internacionais. Isso favorece o estreitamento de relações entre as instituições, mas, principalmente, beneficia o estudante, que pode incorporar suas ações no currículo pleno.

Para auxiliar a adaptação de estrangeiros na UFLA e também de estudantes da UFLA no exterior, foi criado em setembro de 2011 o Núcleo de Cultura Internacional. Integração e difusão de práticas culturais e costumes são as propostas do Núcleo, que tem o apoio da DRI, Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec – Coordenadoria de Cultura) e Pró-Reitoria de Graduação (PRG).

Mobilidade estudantil As iniciativas de mobilidade durante muitos anos tiveram como principal limitação a escassez de recursos financeiros para dar suporte aos estudantes no deslocamento e estabelecimento em outra cidade ou país. Em 2009, foi criada a disciplina Estágio Internacional, possibilitando que intercâmbios na graduação ou estágios passassem a fazer parte do currículo dos estudantes. Desde então, a mobilidade internacional ganhou novo impulso, com o registro e acompanhamento dessas atividades. Em 2009, 24 estudantes da UFLA fizeram o intercâmbio acadêmico, em

2010 foram 28, em 2011 foram 26 e em 2012 já são 47 estudantes em instituições de referência em diferentes países. A partir de 2010, as iniciativas de mobilidade tiveram apoio financeiro institucional e também de parcerias. Destaque para a participação no Programa de Mobilidade Acadêmica Mercosul, com o intercâmbio frequente de estudantes que saem para a experiência internacional e outros que chegam à UFLA para uma rica aprendizagem que certamente extrapola a formação acadêmica.

Ciência sem Fronteiras

212

A iniciativa do governo federal de lançar o programa Ciência sem Fronteiras pode ser considerada um marco para a mobilidade internacional, com oportunidades de intercâmbios sem precedentes na história do país. Nos primeiros meses do Programa, a UFLA conquistou a quinta posição em número de estudantes aprovados com bolsa no CNPq, totalizando 31

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discentes com saída prevista para o segundo semestre de 2012. Esse pode ser considerado um sinal de que a Universidade está no caminho certo para ampliar o processo de internacionalização. Com bolsas do CNPq, estudantes da UFLA já estão no exterior (Portugal, Espanha, Estados Unidos, Escócia, Inglaterra, Holanda e Cana-


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dá). Outro grupo de estudantes também faz o intercâmbio com bolsas da Capes. Desde que o governo federal lançou o programa em 2011, a UFLA tem incentivado os estudantes a aproveitarem a oportunidade de realizar estágios no exterior, com a finalidade de conhecer sistemas educacionais de referência em relação à tecnologia e inovação, ampliando a rede de cooperação científica e tecnológica.

Em 2012, principalmente pela adesão da UFLA ao programa de mobilidade Mercosul (PMM), as ações de internacionalização e mobilidade terão grande crescimento, a partir da formação de redes interinstitucionais por área do conhecimento. Nesse programa, mais 15 estudantes deverão participar de atividades de intercâmbio.

Reitor prof. Antônio Nazareno com a presidenta Dilma Rousseff durante lançamento do Ciência sem Fronteira

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Vozes da África

Cores vibrantes enfeitam o Câmpus da UFLA com a delegação de professores africanos

Em 2007, foi iniciada uma parceria de cooperação técnica com professores da Université Libre des Pays des Grands Lacs (ULPGL), de Goma – República Democrática do Congo. Em 2011 e 2012, foram realizadas duas edições do Seminário de Capacitação em Agroecologia, Extensão Universi-

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tária e Agricultura Familiar, como uma das ações do projeto Vozes da África, que inclui o apoio da Agência Brasileira de Cooperação do Itamaraty. Atualmente, dois pesquisadores congolenses participam de programas de pós-graduação Stricto sensu (Mestrado) na UFLA.


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UFLA e Wageningen Em 2010, novo convênio de cooperação internacional com a Universidade de Wageningen/Holanda foi assinado, reforçando a parceria por mais três anos, visando ao desenvolvimento de pesquisas na área de agricultura e, principalmente a criação do Centro de

Segurança Alimentar. A relação com a Universidade Holandesa, um dos maiores centros de pesquisa do mundo nas áreas de biotecnologia e biologia molecular vegetal, é tão promissora que serve de referência para novos projetos de inserção internacional.

Dupla Titulação O programa de Dupla Titulação consiste na orientação conjunta de estudantes brasileiros e ingleses em nível de doutorado, por parte de pesquisadores da UFLA e da Lancaster University (Lancs), Reino Unido, fruto de um acordo de cooperação assinado

em 2009. Os estudantes envolvidos no Programa desenvolvem obrigatoriamente um ano de seu doutoramento na instituição estrangeira, sendo considerado oficialmente estudante e com diploma reconhecido pelas duas instituições.

Delegação inglesa durante I Workshop sobre a Cooperação UFLA e a Universidade de Lancaster

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Treinamento Internacional Em 2011, representantes de 18 países da África, Oceania, Ásia, América Central e América do Sul participaram de dois cursos intensivos de Produção, Tecnologia e Sanidade de

Sementes na UFLA, selecionados pelo Ministério de Relações Exteriores – Itamaraty, com o objetivo de compartilhar conhecimentos com profissionais de países em desenvolvimento.

Parceria com os EUA Em 2011, a UFLA deu mais um passo no processo de internacionalização, com a assinatura de um Protocolo de Intenções com a Universidade de Illinois, nos EUA. Entre

A missão foi composta pelo reitor da UFLA, professor Antonio Nazareno Guimarães Mendes; pelo diretor de Relações Internacionais, Antonio Chalfun Junior; próreitor Adjunto de Pós-Graduação, Alcides Moino Junior; próreitor de Graduação, João Chrysostomo Resende Junior e pelo coordenador científico do convênio, professor Renato Paiva.

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as atividades previstas no acordo, destaca-se o intercâmbio de docentes e discentes para atividades educacionais, culturais e de pesquisas.


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Intercâmbio voluntário Antes mesmo do programa Ciência sem Fronteiras, muitos estudantes da UFLA optavam por novas experiências, aprimoramento profissional e de uma segunda língua e crescimento pessoal por meio do

intercâmbio voluntário. Nessa modalidade, o estudante trabalha em uma empresa da sua área de formação, normalmente ligada a uma instituição de ensino, mas não recebe pelo trabalho.

Em 2011, a UFLA participou do primeiro Salão Europeu de Pós-Graduação (Europós), iniciativa para aprofundar o diálogo entre instituições brasileiras e europeias, no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo. A participação da UFLA ocorreu em parceria com as demais instituições do Consórcio das Universidades Federais da Região Sul-Sudeste de Minas, em um grande estande que chamou a atenção do público com a inscrição “Universidades Mineiras”.

Em 2011, o estudante de Medicina Veterinária da UFLA Daniel Brum de Cerqueira Leite Ribeiro, 22 anos, passou uma experiência inesquecível na Índia. Ele participou de um intercâmbio para conhecer a cadeia produtiva do leite. “Decidi ir para um lugar onde a cultura fosse realmente diferente da nossa e viver experiências literalmente novas”.

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Especiais


Excelência e inclusão pelo esporte

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UFLA se consolidou, ao longo de mais de 100 anos de existência, pelo pioneirismo na extensão e, parte importante de seu projeto extensionista e da sua história, dizem respeito ao esporte. A cidade de Lavras revelou, especialmente entre as décadas de 1950 e 1970, grandes desportistas no atletismo, tênis, basquete, vôlei, futebol e outras modalidades. Longe de ser uma coincidência, o surgimento de atletas talentosos esteve associado à importância que o Instituto Gammon e a ESAL creditavam à prática esportiva. Um dos pontos marcantes na tradição no esporte da UFLA é a fundação, em 1937, da Associação Atlética Acadêmica. Muitos de seus atletas integraram seleções brasileiras de modalidades, brilhando em provas nacionais e internacionais do atletismo. O esforço de professores na concretização de espaços para a prática esportiva e como apoiadores dos atletas lavrenses também merece destaque. Se há 50 anos Lavras se destacava pela revelação de atletas, hoje a UFLA apoia o esporte por meio de projetos de extensão, projetos sociais, desporto universitário e produção científica. Dentro da política de incentivo ao esporte, vários fatores podem ser considerados como apoiadores: a implantação do curso de Educação Física, a construção e melhoria da infraestrutura para a prática esportiva e a concessão

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Época de ouro do esporte na Universidade


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de bolsas para atletas e instrutores. Apesar do Departamento de Educação Física (DEF) ter sido criado em 1974, o curso de Licenciatura passou a ser oferecido SOMENTE em 2007 e o Bacharelado em Educação Física e Esportes, a partir de 2008. A

criação desses cursos possibilitou uma melhor estruturação do Departamento e o consequente oferecimento de mais programas voltados ao esporte, sob a coordenação dos professores do DEF e com o envolvimento crescente de estudantes.

Estrutura Em setembro de 2011, foram inauguradas as novas instalações do Departamento de Educação Física (DEF), durante as comemorações dos 103 anos da UFLA, em especial o Ginásio Poliesportivo II, laboratórios de pesquisa, a sede do Departamento e a reforma do Ginásio Principal.

A sede do DEF recém-inaugurada possui 18 gabinetes, secretaria, sala de reuniões, sala de projeção e cinco banheiros. Há dois ginásios poliesportivos e o Departamento conta agora com oito laboratórios: Laboratório de Pesquisa em Psicologia do Exercício (LAPPEX), Laboratório de Estudos do Movimento Humano (LE-

MOH), Laboratório de Comportamento Motor, Laboratório de Estudos de Pesquisa da Cultura Corporal (LAPECC), Laboratório de Aprendizagem do Exercício, Laboratório de Biomecânica e Ergonomia, Laboratório de Anatomia e Laboratório de Investigação e Estudos sobre Metabolismo e Exercício Físico.

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A restruturação do Departamento traz como benefícios acadêmicos mais qualidade e acessibilidade aos estudantes e mais desenvolvimento de pesquisas. A comunidade de Lavras também ganha, já que as instalações são utilizadas em projetos de extensão, em parceria com a Prefeitura Municipal de Lavras e escolas, para atividades físicas, visitações ou recreação.

O Centro de Integração Universitária (Ciuni) também passou por revitalização e foi entregue em fevereiro de 2010. Além de piscina, o espaço agora conta com campos de futebol society e de areia e quadras de peteca, futsal e vôlei de areia, tornando-se um centro poliesportivo utilizado, principalmente, em projetos da Liga Esportiva Universitária e Diretório Central dos Estudantes (DCE).

Cria Lavras/Minas Olímpica Atletas da UFLA no sonho para as Olimpíadas 2016, atletismo da UFLA torna-se referência nacional

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O projeto Cria Lavras originou-se a partir da criação da Escola de Esportes, em 2007 e, em 2010, mudou sua nomenclatura para Centro Regional de Iniciação de Atletismo (Cria Lavras). A prática das modalidades do atletismo é a tônica do projeto; no entanto, as crianças e adolescentes também têm aulas de esportes coletivos e artes marciais. Para frequentar o projeto, eles precisam obter boas notas na escola e têm aulas de reforço escolar com estudantes da UFLA. O desempenho nas pistas se


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refletiu na escola, com diminuição em mais de 50% da reprovação escolar entre os participantes do Cria Lavras. Participam meninos e meninas a partir de nove anos. Depois de apresentados ao esporte, atletas de 12 a 18 anos participam de competições oficiais nas categorias Mirim, Menores e Juvenil. O Cria Lavras tem obtido grande projeção, conquistando sucessivas medalhas em competições nacionais. Prova disso foram os 22 pódios nas categorias mirim e menores e o vice-campeonato brasileiro de menores (15 a 17 anos) obtido no Campeonato Interclubes de 2011. Os bons resultados chamaram a atenção

da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), que estuda transformar o projeto lavrense em um Centro de Descobertas de Talento. Estima-se que mais de 2.000 crianças e adolescentes tenham participado do projeto, que se expandiu, criando um polo na Escola Municipal José Luiz de Mesquita (em 2012), de Lavras, e cooperou na criação de iniciativas semelhantes em outras cidades. Atualmente, dez bolsistas participam do projeto, que tem o apoio da Leufla, DCE e Centro Acadêmico de Educação Física, com financiamento da Secretaria de Estado de Esporte e da Juventude de Minas Gerais (Seej/MG).

Viva Vôlei O projeto Viva Vôlei foi lançado na UFLA em maio de 2010, com o objetivo de iniciar crianças e adolescentes de 7 a 14 anos ao voleibol, bem como educar e socializar. Trata-se de um projeto iniciado em 1999, pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), gerenciado desde 2003 pelo Instituto Viva Vôlei – criado para esse fim. O método utilizado no projeto para a aprendizagem do esporte é o “mini-vôlei”, que simplifica e adapta às capacidades e necessidades

das crianças. Assim, o tamanho da quadra, o peso da bola, a altura da rede e as regras do jogo são adequados a cada faixa etária. Na UFLA, o projeto é realizado no Departamento de Educação Física. Ocasionalmente, o Viva Vôlei realiza um festival, reunindo crianças de Lavras e região. A atração teve sua sexta edição realizada em abril de 2012. O projeto tem o apadrinhamento dos atletas Marcelle Mendes e André Heller, que viabilizaram sua implementação na cidade.

Crie Curumim A soma de esforços entre Polícia Militar e UFLA gera a multiplicação de resultados positivos para a sociedade. Um exemplo é o programa Centro Regional de Iniciação Esportiva Curumim (Crie Curumim), parceria entre o 8º Batalhão da Polícia Militar de Lavras e a Universidade, que oferece prática esportiva, avaliação de saúde e palestras sobre cidadania e participação social a crianças e adolescentes

(de 8 a 18 anos). Iniciado em 2010, o Crie Curumim já atendeu a cerca de 800 crianças e jovens, inserindo-os em competições esportivas e contribuindo para melhoria de sua saúde e valorização da pessoa humana. Nesse projeto, os participantes recebem orientações sobre cidadania e participação, ética, malefícios das drogas, educação ambiental e outros temas de interesse. Paralelamente,

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participam de treinamentos em seis modalidades esportivas: atletismo, basquete, judô, karatê, voleibol e natação. Já a avaliação

de saúde é feita por meio de acompanhamento nutricional e postural, de flexibilidade e força.

Extensão para a qualidade de vida A prática de atividades físicas é essencial para a manutenção da saúde e melhoria da qualidade de vida. Com esse objetivo, o projeto Atividade Física e Saúde para a Vida oferece atividades físicas diversificadas e orientadas para pessoas da terceira idade.

Criado em 2009, o projeto promove reuniões semanais que incluem diferentes tipos de ginástica, danças, hidroginástica, musculação, caminhada, esportes adaptados e palestras sobre temas relacionados à manutenção da saúde.

Leufla: 75 anos de desporto universitário

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Em 2012, a Associação Acadêmica de Esportes/ Liga Esportiva da Universidade Federal de Lavras (Leufla) completa 75 anos. Tradicionalmente, a Leufla foi responsável por organizar os eventos esportivos e semanas esalianas, além de propiciar por meio de diversos projetos a revelação de novos talentos. Em 2012, a entidade foi restruturada, incorporando o compromisso de coordenar o esporte universitário desenvolvido no âmbito da UFLA. A associação, vinculada à Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários (Praec), seleciona semestralmente estudantes de graduação e pós-graduação, com o objetivo de formar equipes em 23 modalidades para participar das competições oficiais do esporte universitário. Atualmente, há 428 atletas distribuídos nas modalidades, com treinamentos regulares. Desde que passou pela reestruturação, a Leufla já coleciona muitas conquistas: em 2011, enviou a maior delegação aos Jogos Universitários Mineiros, com 110 estudantes, conquistando a segunda colocação geral da competição. A equipe trouxe o ouro no xadrez e natação, prata no basquete masculi-

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no, handebol (masculino e feminino) e futsal masculino e bronze no futsal feminino. As colocações culminaram em uma boa participação nos Jogos Universitários Brasileiros de 2011. A Leufla também se engaja em participar de competições promovidas pela Liga do Desporto Universitário (dividida em etapas estadual, regional e nacional), Universíades (evento multidesportivo, internacional, organizado para atletas universitários pela Federação Internacional do Desporto Universitário), Campeonato Brasileiro Universitário e competições regionais diversas. A atuação da Leufla também fica evidenciada pela realização dos Jogos Eletrônicos da UFLA (Jeufla), com edições realizadas em 2010 e 2011, Jogos dos Centros Acadêmicos (disputados entre estudantes do mesmo curso de graduação) e Jogos da Universidade Federal de Lavras (Jufla). Os Jogos da Universidade Federal de Lavras (Jufla) constituem uma competição anual que ocorre sempre no primeiro período letivo. Tem o objetivo de integrar estudantes, professores e técnicos administrativos.


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Esportes de entretenimento O Diretório Central dos Estudantes (DCE) é responsável pelo oferecimento de práticas esportivas coordenadas para o público interno da UFLA. Hoje, são oferecidas as seguintes modalidades: autodefesa, ciclismo, dança, escalada, hapkido, judô, karatê, natação, rugby, slackline e yoga. Para as práticas, são utilizadas áreas como o Ciuni, áreas externas do câmpus (slackline e ciclismo) e a parede de escalada, recém-inaugurada no Centro de Convivência.

Slackline e escalada: esportes radicais em ascensão no câmpus universitário

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Conectividade

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Assessoria de Comunicação Social da UFLA (Ascom/UFLA) é um órgão de apoio e assessoramento da instituição, nas áreas de Imprensa, Relações Públicas, Publicidade e Propaganda. A Ascom/UFLA presta serviços de administração das informações jornalísticas, elaboração e execução de programas institucionais para o público interno e externo, além de planejar, coordenar e executar a difusão de notícias relacionadas às ações da Universidade. Também é responsável pela condução de campanhas promocionais de interesse da Instituição. Embora ainda existam desafios a serem vencidos, pode-se creditar à comunicação da UFLA uma parcela do alto índice de satisfação quanto à Imagem da Instituição, item avaliado na última pesquisa de opinião que compõe o relatório de autoavaliação da Universidade. Em 2010, a imagem da UFLA foi avaliada como boa ou ótima por 97% dos alunos de pós-graduação; 94% dos estudantes de graduação; 93% dos técnicos e 92% dos docentes. Desde 2007, a Ascom vem reestruturando as ações de divulgação com a finalidade de melhor atender aos diferentes segmentos e setores da Instituição. Em maio de 2011, implantou a nova versão do Portal UFLA na internet, resultado de um trabalho conjunto da Ascom e Diretoria de Gestão e Tecnologia da Informação (DGTI). O projeto incluiu a implantação de tecnologias de gerenciamento para dar maior agilidade e segurança na gestão do fluxo das informações. Dinâmico e com design mais moderno, o Portal UFLA tem como princípio a divulgação de forma rápida, clara e atrativa os eventos da Uni-

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versidade e também as atividades que caracterizem o ensino, a pesquisa e a extensão, que estão focadas nas necessidades dos usuários. Entre as novidades que o Portal UFLA passou a oferecer, destaque para a veiculação de vídeos e reportagens produzidas pela TV Universitária e o link da Rádio Universitária FM, que possibilitou a internautas de qualquer parte do mundo, em tempo real, ouvir a programação. A integração dos veículos de comunicação faz parte de um planejamento estratégico para a valorização das informações e da imagem da Instituição. Vale destacar que o Portal UFLA é um dos veículos de informação e de acesso a serviços mais utilizado pela comunidade acadêmica. Em 2011, foram elaboradas e publicadas 783 notícias no Portal UFLA, 233 notícias a mais que em 2010. Desde 2008, tanto o Portal UFLA quanto o site da Ascom passaram a ser monitorados pela ferramenta gratuita de estatística “Google Analytcs”, com histórico de uma visitação média de sete mil visitas diárias e um total aproximado de 2 milhões de visitas no ano. Esse número de acessos ao Portal representa um avanço significativo quando comparado a 2007, ano em que o site da UFLA recebia uma média de 2,5 mil visitas ao mês. Essa evolução demonstra o grande potencial para utilização e difusão do Portal para assuntos de interesse da comunidade acadêmica e da sociedade em geral. A partir de 2011, esse acompanhamento foi intensificado, fornecendo subsídios para um planejamento direcionado aos interesses de cada público.


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Na onda do Facebook Atenta às novas estratégias de comunicação, a Universidade Federal de Lavras amplia o diálogo com seu público de referência por meio do Twitter e do Facebook. Ampliar a inserção em redes sociais faz parte dos objetivos da UFLA para facilitar o compartilhamento de informações e de ideias entre a comunidade acadêmica e a sociedade. Com uma comunidade acadêmica crescente e uma rede de ex-alunos interessados nas ações e conquistas da Universidade, a página institucional da UFLA no Facebook tornou-se forte ferramenta de aproximação. A utilização do Facebook permite a quebra de barreiras geográficas e temporais, unindo diferentes gerações de professores, estudantes e servidores.

A evolução dessa ferramenta de comunicação é tão expressiva que pode ser chamada pela linguagem da internet de “viral”. Em janeiro de 2012, o alcance semanal da página da UFLA no Facebook era de 3,5 mil pessoas. No final de março, o acesso semanal já ultrapassa a casa de 11 mil usuários. No Twitter, a UFLA já tem mais de 1500 seguidores. Com a ideia de mensagens curtas de até 140 caracteres, o Twitter da UFLA busca ganhar ainda mais instantaneidade na difusão de notícias e conquistar novos seguidores. A comunicação que a UFLA tem fortalecido pelo Twitter pretende ser um novo canal de democratização de ideias, projetos e inovações. No Twitter, o perfil é encontrado no endereço http://twitter.com/uflabr

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Jornal UFLA De 2004 a 2012, o Jornal UFLA passou por transformações para acompanhar o dinamismo da Universidade. As edições, que também ficam disponíveis on-line (em versão PDF), estão no portal UFLA para acesso livre e irrestrito. O Jornal UFLA veicula notícias e informações referentes aos acontecimentos da universidade no

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âmbito do ensino, da pesquisa e da extensão, além de ações da administração. A circulação é feita entre a comunidade acadêmica da UFLA, entre as universidades federais do país, atingindo também boa parte da comunidade local e regional. A partir da edição de setembro de 2011, o Jornal UFLA ampliou de oito para 12 o número de páginas.


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TV Universitária O investimento da Universidade nos últimos anos colocou a TV Universitária em posição de destaque entre as emissoras universitárias e regionais. Em 2011, a TVU inaugurou uma nova fase rumo à transmissão de imagens de alta definição. Além dos equipamentos de última geração, com investimento aproximado de 500 mil reais, estão previstas melhorias na infraestrutura, aquisição de geradores de energia e ampliação do sistema de armazenamento em rede. As novidades deram vida nova à ilha de edição, com equipamentos em sistema digital (HDTV), que prometem fazer diferença na qualidade de som e imagem. O novo sistema é composto de processadores de imagens, conversores de sinal de alta definição, nova switcher

Equipe da TV Universitária: informação e entretenimento para Lavras e região

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de vídeo, mesa de som digital e monitores de 55 polegadas. Inaugurada em setembro de 1999, a TVU atinge cerca de 30 cidades da região, totalizando um universo de quase 335 mil telespectadores. A emissora integra a rede de TV´s educativas do Estado, dirigida pela Rede Minas. A concessão do sinal é da Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Faepe), com transmissão pelos canais 13 e 15 (VHF). Um dos focos de atuação da TVU está jus-

tamente na aproximação entre Universidade e a sociedade, divulgando projetos desenvolvidos por professores e estudantes, com uma linguagem simples, com destaque para a aplicação dessas pesquisas no cotidiano das pessoas. No período de 2005 a 2012, a expansão do número de matérias elaboradas pela TVU e vinculadas na Rede Minas, em programas de abrangência estadual, é mais um fator que demonstra a evolução da qualidade da programação local.

25 anos nas ondas da Universitária FM

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Em 2012, a Rádio Universitária FM (105,7) comemora jubileu de prata, com 25 anos de intensa programação cultural e educativa e crescente audiência. Nessa trajetória, muitas pessoas trabalharam para o seu sucesso, com a concessão registrada em nome da Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Faepe). Desde o ano de 1985, quando foi lançada a semente para a sua criação, e depois, em 1987, com a outorga expedida pelo Ministério

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das Comunicações, muitos avanços podem ser comemorados. Não tardou até a Rádio Universitária conquistar a comunidade de Lavras e região, tornando-se referência em poucos anos de atuação. Em cada uma das gestões anteriores, foi dada uma atenção especial para a atualização técnica e manutenção de sua credibilidade. Na década de 90, além da aquisição de novos equipamentos e criação de um sistema de transmis-


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são mais potente fora do câmpus, houve grande transformação na programação, que passou a ser digitalizada e com a inserção de mais programas educativos e de extensão universitária. Desde 2004, com o apoio da Faepe e UFLA, muitas outras conquistas podem ser destacadas, tendo passado por uma verdadeira transformação. Houve a reforma do centro trans-

missor, reforma da sede e instalação de novos equipamentos, que propiciaram maior segurança e confiabilidade. Os investimentos, tanto em equipamentos quanto na contratação e treinamento dos profissionais, fazem com que a Rádio Universitária FM seja uma emissora em conformidade com a tecnologia empregada nas mais modernas emissoras de rádio do país.

Equipe da Rádio Universitária FM: programação diversificada e audiência crescente

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Tecnologia levada a sério

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o final de 2010, foram aprovadas algumas mudanças no Regimento Geral da UFLA, em reunião do Conselho Universitário (Cuni), entre elas a transformação do Centro de Informática (CIN), que ganhou o status de Diretoria de Gestão em Tecnologia da Informação (DGTI), vinculada à Pró-Reitoria de Planejamento e Gestão (Proplag). Especificamente nesta área, nos últimos anos houve um expressivo avanço em comparação à infraestrutura existente, com investimento em equipamentos e aumento expressivo de servidores especializados.

Datacenter: mais velocidade de internet para todo o câmpus da UFLA

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Foram criados o Comitê Gestor de Tecnologia da Informação, Comitê Gestor de Segurança da Informação e Comunicação, responsáveis pela elaboração do Plano Diretor de Tecnologia da Informação, criação da Política de Segurança da Informação, além de um sistema automatizado de auditorias internas, suporte e serviços em TI. Para a comunidade acadêmica esses avanços representaram uma política de relacionamento com resposta imediata e apoio sistemático da equipe da DGTI a todos os setores da Universidade.


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Infraestrutura de Redes Para suportar a rápida expansão da Universidade, foram investidos 1,2 milhão de reais na atualização e infraestrutura de Rede UFLA e adequações no cabeamento ótico. Houve aumento no número de pontos de rede em mais de 40% e uma expansão de 41% na quantidade de fibra ótica lançada no período de 2008 a 2011. Pode-se destacar o avanço na capacidade de tráfego da rede interna, tanto em capacidade quanto em velocidade. Houve um aumento do link de 32 para 155 Megabits, com previsão de dobrar a capacidade até o término do primeiro semestre de 2012. Esse investimento permitiu suportar serviços avançados de comunicação, como de telefonia VoIP, câmeras de videossegurança e videoconferência. A atualização dos equipamentos também permitiu que os adminis-

tradores de redes tivessem mais agilidade na detecção de falhas, monitoramento e gerência proativa. Os equipamentos também permitiram expandir a rede sem fio. Em 2009, eram 11 pontos de acesso interno que atendiam apenas algumas regiões do câmpus, hoje totalizam 109 pontos de acesso à internet sem fio, com acesso em todas as avenidas e na maioria dos setores. A infraestrutura adotada está apta também a ancorar o conceito de multisserviço (integração plena da transmissão de dados, voz e vídeo), além de serviços avançados para o envio de informações a vários destinatários simultaneamente. Também foram instalados 15 equipamentos de vídeoconferência para atender às defesas de tese e dissertações dos programas de pós-graduação.

Rede de telefonia Em 2010, o Setor de Telefonia da UFLA passou a ser vinculado à Divisão de Infraestrutura de Redes e Telecomunicações, que assumiu todos os serviços prestados por este setor. Havia um desafio pela frente. A Central Telefônica da UFLA, adquirida em meados de 1992, apesar das várias atualizações e adequações, operava com a capacidade máxima de 650 ramais, confrontando-se com a necessidade de atender à rápida expansão do câmpus. Em 2010 foi inaugurada a nova Central Telefônica, passando de 650 para 1.200 ramais, com capacidade de ampliação para até 5.000 ramais. Em 2011, foram instalados duzentos novos ramais, passando ainda a ter dois prefixos: 3829 e 2142. Outro avanço conquistado nos últimos anos refere-se à tecnologia VoIP (voz sobre IP), que possibilita a transmissão da voz via internet. É possível falar a custo zero e fazer ligações locais gratuitas nas cidades das instituições participantes.

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Sistemas de Informação A demanda por desenvolvimento de software na Instituição é constante e em grande volume, e a automatização e integração de diversos processos institucionais é uma das maiores demandas descritas no Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI 2011-2015 e também no Plano Diretor de Tecnologia da Informação – PDTI 2011-2012. Em 2011, por meio de uma ação conjun-

ta da DGTI e da Assessoria de Comunicação (Ascom), foi realizado um projeto de padronização de diversos sites da UFLA, especialmente para as pró-reitorias. Para alcançar esse objetivo, foi utilizado o gerenciador de conteúdos WordPress, que é um ambiente de maior facilidade de manutenção e atualização, com foco na estética, nos padrões web e na usabilidade.

Sistema Integrado de Gestão – SIG Em 2008, a UFLA deu início a um grande desafio: implantar uma plataforma computacional para registro e serviço de todas as atividades acadêmico-administrativas da instituição. Surgia então a semente do Sistema Integrado de Gestão da UFLA, que abrange modelagens da Diretoria de Registro e Controle Acadêmico, além das Pró-Reitorias, com o objetivo de unificar e tornar eficaz a administração de todos os dados e informações que envolvam a instituição. Esse sistema permite a construção e acompanhamento em tempo real de diversos indicadores de eficiência institucional, bem como a emissão e controle de documentos padronizados emitidos rotineiramente, responsabilidades na execução das ações, entre outros. Outro impacto direto desse sistema será a exportação direta de todos os dados e atividades de docentes para o Relatório Semestral de Atividades.

Segurança da Informação

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Para orientar os usuários do e-mail institucional, a DGTI elaborou um guia de boas práticas para o uso do e-mail @ufla, já que é registrada uma média de 42 mil mensagens diárias com essa extensão. Quando se trata de um e-mail institucional, os cuidados devem ser redobrados, já que um usuário pode colocar em risco todo o sistema. Em 2011, outro grande avanço que deve ser ressaltado foi a elaboração e aprovação

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pelo Conselho Universitário (Cuni) do Plano Diretor da Tecnologia da Informação (PDTI). Além de atender à Instrução Normativa do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), o PDTI representa um documento estratégico de planejamento para identificar as necessidades de TI da UFLA, focando esforços em ações prioritárias para um melhor aproveitamento de recursos e ampliar a eficiência organizacional.


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Unificação estratégica Faepe e Fundecc, juntas, fortalecem o apoio à Universidade

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s fundações de apoio ligadas à UFLA viveram no início de 2012 um momento histórico. A Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Faepe), que há 35 anos vem apoiando o desenvolvimento científico, tecnológico e cultural, e a Fundação de Desenvolvimento Científico e Cultural (Fundecc), instituída em 2006 para facilitar a gestão acadêmica e promover as atividades essenciais de pesquisa, extensão e inovação, passam a ter estruturas comuns, com um único conselho deliberativo, fiscal e diretoria executiva. A possibilidade de unificação entre as fundações começou a ser discutida no final de 2011 pelos Conselhos Deliberativos da Faepe e da Fundecc, juntamente com a Direção Executiva da UFLA e sob a orientação do Ministério Público do Estado de Minas Gerais - curador das Fundações. A unificação administrativa permite a manutenção das particularidades de cada fundação, que manterão os mesmos registros no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ´s) e terão preservadas as atividades específicas de apoio à Universidade. Em suas trajetórias, as fundações representaram um instrumento ágil de interação e articulação entre a Universidade e a Sociedade. Juntas, as fundações têm a oportunidade de aumentar a eficiência de gestão, otimizar os recursos e aprimorar a qualidade dos serviços

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de apoio prestados à Universidade. A motivação para a junção partiu do alinhamento de propósitos e de objetivos de ambas, além da necessidade de permanente melhoria de seu processo de gestão. De um lado a Faepe, uma fundação com o nome consolidado e experiência de 35 anos, detentora de concessões da Rádio Universitária (24 anos) e da TV Universitária (12 anos), mas com uma carteira de projetos limitada aos últimos contratos dos


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cursos de pós-graduação Lato Sensu (anteriores à determinação da CGU que restringia a participação da Faepe na gestão dos referidos cursos a partir de 2011) e com uma despesa fixa com pagamento de pessoal e encargos trabalhistas superiores à sua receita. Já na Fundecc, outra realidade, pois a

fundação mantém uma sólida carteira de projetos e contratos com órgãos públicos (Fapemig, Finep, governos de Minas Gerais e Espírito Santo), além de empresas privadas, e sua despesa com a folha de pagamentos é bem inferior à da Faepe.

Desafio à sustentabilidade Instituída em 1976 pela Associação dos Professores da Escola Superior de Agricultura de Lavras – ESAL - Aspesal, hoje Adufla, a Faepe teve períodos áureos e também problemas financeiros que atormentaram seus gestores nas últimas duas décadas. Manteve-se atuante mesmo com uma dívida superior a R$ 20 milhões, decorrente de ações trabalhistas movidas por ex-funcionários de convênios com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com origem na década de 1980. A quitação de toda a dívida, condição conquistada com a venda da Fazenda Palmital à UFLA (veja linha do tempo), distante 10 km do câmpus e localizada no município de Ijaci, é resultado de um longo período de negociações que teve o empenho da diretoria da Faepe e a articulação da Direção Executiva da Universidade, com o apoio direto e fundamental do reitor, professor Antônio Nazareno.

Faepe e Fundecc unificam conselho deliberativo, fiscal e diretoria executiva

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Linha do tempo das ações da Direção Executiva da UFLA visando a sustentabilidade das fundações de apoio à Universidade

1976: Criação da Faepe e celebração de Convênio com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa para financiamento de projetos na área de agricultura e meio ambiente. O Convênio evoluiu para a terceirização de mão de obra para o Mapa, e foi aditado 36 vezes nos anos subsequentes.

1991 a 1993: No Governo do presidente Collor, o Convênio foi sendo gradativamente desativado. Os funcionários terceirizados pelo Ministério por meio da Faepe foram demitidos, com rescisão de contratos em conformidade com as leis trabalhistas, conforme a CLT, pois eram celetistas e não servidores públicos (acerto de salário, aviso prévio, décimo terceiro-salário proporcional, férias proporcionais, pagamento de multa e liberação de fundo de garantia). Os funcionários reivindicaram na justiça o cumprimento de acordo coletivo não autorizado pelo Ministério e planos econômicos editados pelo Governo Federal, que eram devidos somente aos servidores públicos federais: Planos Cruzado, Verão, Bresser e Collor; além de reajustes salariais em virtude de perdas ocasionadas pelos planos econômicos.

1995 a 1997: A Faepe perdeu todas as ações (mais de 70) para os ex-funcionários do convênio com o Mapa, nas várias instâncias da Justiça. Em dezembro de 1995, a Faepe entrou com ação de reparação de perdas e danos contra o Mapa na Vara Federal em Brasília, sem sucesso. Todo o patrimônio da Fundação foi penhorado pelos reclamantes (quatro fazendas experimentais em Lavras e Ijaci, várias salas comerciais em Lavras e Brasília, dois apartamentos no hotel San Marco em Brasília, veículos e muitos outros bens).

1977 a 1990 1991 a 1993

1976 1977 a 1990: Mais de 2000 funcionários foram contratados pela Faepe em vários projetos do Mapa em todo o Brasil, incluindo cargos de chefia na estrutura do Ministério, em Brasília. As contratações foram intensificadas a partir de 1979, após a edição de decreto presidencial que proibiu contratações no serviço público federal (Governo do presidente Figueiredo).

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1994: Em janeiro, no Governo do presidente Itamar Franco, por meio de Portaria, o Mapa transpôs para seus quadros os ex-funcionários contratados pela Faepe, sem concurso público, considerando a contagem de tempo de serviço prestado ao Ministério via Faepe para fins de enquadramento funcional. Não foi feita a “ação rescisória” com a Faepe. Os ex-funcionários usaram essa ascensão aos quadros do Ministério como argumento para agravar, ainda mais, suas reivindicações na Justiça do Trabalho contra a Faepe.

1994 1995 a 1997


2011

1998: A Justiça Federal rejeitou a ação movida pela Faepe contra o Ministério, por considerála difusa e incompleta, o que motivou a Fundação a entrar com nova ação contra o Ministério, novamente sem sucesso.

2004: Restavam mais de 40 processos trabalhistas contra a Faepe, além de um processo movido pelo INSS (em última instância). O montante da dívida foi estimado em cerca de R$ 16.500.000,00. Havia ainda uma dívida com professores dos cursos Lato Sensu oferecidos pela UFLA (estimada em aproximadamente R$ 6.000.000,00).

2004

1999 a 2003: A Faepe foi executada na quase totalidade dos processos e perdeu seus bens em leilões realizados para pagamento de vários processos (restou apenas a Fazenda Palmital, em Ijaci, com três penhoras: uma do INSS e duas trabalhistas).

2006

2005-2006

1999 a 2003

1998

2007-2011

2005-2006: Os cursos foram mantidos pela UFLA (apesar de recomendações contrárias da CGU e do TCU) e a Faepe negociou vários acordos com grupos de reclamantes, quitando vários processos (reduzindo-os para 27 em 2006). Com frequência, ocorreram bloqueios de valores em contas da Faepe por juízes trabalhistas, cujas liberações foram parcialmente conseguidas por liminares e embargos de terceiros interpostos pela UFLA.

2006: Ocorreu bloqueio de grande número de contas da Faepe e expressiva soma de recursos financeiros relacionados a Projetos, Contratos e Convênios firmados com a UFLA (cerca de R$ 5,5 milhões), com a interveniência da Faepe. A concessão de liminares para o desbloqueio dos recursos, embora a UFLA tenha entrado com embargos de terceiros, não foi mais aceita. Foi então criada a Fundecc, que passou a atuar como interveniente nos convênios e contratos firmados pela UFLA com instituições públicas federais e estaduais. A UFLA manteve os cursos ofertados pela Faepe como forma de auxiliar a fundação na solução dos passivos históricos.

2007-2011: Os órgãos de controle (CGU e TCU) determinaram que os cursos Lato Sensu fossem integralmente internalizados pela UFLA na conta única do Tesouro Nacional. Em acordo, a UFLA conseguiu reduzir gradativamente o valor dos contratos com a Fundação. A Faepe negociou todos os processos trabalhistas restantes (27), parcelando o pagamento em acordos homologados na Justiça do Trabalho. Negociou ainda o pagamento de sua dívida com o INSS. A Faepe contraiu empréstimos para quitar as últimas dívidas e liberou a fazenda Palmital de três penhoras existentes.

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2012

2012: Faepe e Fundecc vivem um momento histórico e promovem a unificação estratégica de suas administrações (Conselhos Deliberativo e Fiscal, e Diretoria Executiva), fortalecendo o apoio à Universidade.

2011: O Ministério Público do Estado de Minas Gerais autorizou a venda da fazenda Palmital para quitação dos empréstimos contraídos pela Faepe, sendo o processo concluído em novembro, após avaliação realizada por peritos do Ministério Público e do Banco do Brasil e aquisição da área pela UFLA.

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Câmpus de Desenvolvimento Tecnológico em Agropecuária

A

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partir da década de 90, foram criados na UFLA cursos nas áreas de Engenharia, Computação, Ciências Humanas e Saúde, ampliando a oferta na formação de profissionais demandados pelo mercado e consolidando áreas já ofertadas, como as Ciências Sociais Aplicadas. Embora com novos desafios, a Universidade foi capaz de manter a excelência em Ciências Agrárias, área do conhecimento que marcou a origem e trajetória dessa instituição centenária. Cumprindo mais uma vez o papel social no ensino, pesquisa e extensão, a UFLA tem um plano ambicioso pela frente: transformar as fazendas Muquem e Palmital em Câmpus de Desenvolvimento Tecnológico em Agropecuária, planejado para se tornar um centro de referência nacional e internacional em atividades estratégicas. Da sala de aula para o campo, professores e estudantes da UFLA passam a dispor de uma área total de 275 hectares para o desenvolvimento de atividades de ciência, tecnologia, inovação e na formação de recursos humanos mais preparados para o mercado de trabalho.

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Professor Magno Pato Ramalho orienta mais uma estudante de pós-graduação nos campos experimentais de feijão


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Dos campos experimentais, importantes estudos sobre produção de alimentos, madeira, fibras, medicamentos e energia renovável rendem dissertações e teses que extrapolam as fronteiras do conhecimento e proporcionam o desenvolvimento da região de entorno e do país. Recém-adquirida pela UFLA, a Fazenda Palmital serve de campo experimental e de aulas práticas para a ESAL-UFLA há mais de 30 anos, período em que pertenceu à Fundação de Ensino, Pesquisa e Extensão (Faepe). Juntas, Muquem e Palmital dispõem de experimentos com

olerícolas, feijão, milho, eucalipto, feno e, dispõem, ainda, de um rebanho modelo de gado de leite, ranqueado entre os melhores do estado. Localizada às margens da Represa do Funil, o Câmpus de Desenvolvimento Tecnológico em Agropecuária deverá atender aos cursos de graduação e pós-graduação, possibilitando não apenas o aperfeiçoamento das aulas práticas e de pesquisas, como também a difusão e transferência das tecnologias geradas, visando ao desenvolvimento do agronegócio nacional.

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Referência em produção leiteira O rebanho da raça Holandesa, de alto padrão genético, já rendeu à Fazenda Palmital muitos prêmios de qualidade do rebanho e do leite produzido, com todos os animais registrados pela Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (ABCBRH). Porém, mais do que uma produção leiteira que sirva de referência para a região, o planejamento dos professores envolvidos nessa atividade quer ir além, com um projeto que promete inovar com a implantação do Laboratório de Fisiologia e Biotecnologia da Reprodução, cujo recurso está sendo negociado em edital do Fundo de Infraestrutura da Financiadora de Estudos e Projetos (CT-Infra/Finep). O Laboratório de Fisiologia e Biotecnologia da Reprodução promoverá o atendimento a novas linhas de pesquisa, com foco em diferentes áreas do conhecimento e dentro do conceito de multiusuários. Com as novas instalações e aquisições de equipamentos de ponta, será possível atender linhas prioritárias, como biotecnologia, fisiologia e manejo reprodutivo e a

UFLA vai investir na construção de um Centro de Referência em Pecuária Leiteira

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interação entre reprodução e nutrição. Essas linhas deverão fortalecer o ensino, pesquisa e extensão, atendendo estudantes da iniciação científica ao pós-doutorado, além de servir de atividade-modelo para difusão de tecnologias aos produtores da região. Mesmo sem a estrutura desejada, a UFLA foi capaz de construir reputação e tradição na pesquisa envolvendo a pecuária leiteira, fato reconhecido por instituições de pesquisa do Brasil e do exterior. Com a estruturação do Centro de Pesquisa em Gado de Leite, busca-se também o fortalecimento e a maior interação dos grupos de pesquisa dos programas de pós-graduação em Zootecnia, Ciências Veterinárias, Ciência dos Alimentos, Engenharia Agrícola, Estatística e Experimentação Agropecuária e desses programas com outras instituições de pesquisa no Brasil e no exterior, de modo que a Fazenda Palmital se torne um centro de referência em pesquisa, ensino e extensão em pecuária leiteira, com um conceito multidisciplinar.


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Universidade Centenária

I

naugurado no dia 6 de setembro de 2007, o contador regressivo digital, instalado na entrada da Universidade e na Praça da Bandeira, deu a largada às atividades comemorativas ao centenário de fundação da UFLA. Durante todo o ano, foram realizados cerca de 100 eventos científicos, esportivos e culturais. Entre eles, congressos, simpósios, workshops, festivais, competições e homenagens. Na semana oficial das comemorações do centenário, foi realizada extensa programação. As comemorações do centenário exaltaram o desenvolvimento e consolidação de uma instituição que soube preservar e atualizar o papel social na formação de profissionais éticos e

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cidadãos, com atenção especial aos desafios de uma sociedade em constante transformação. O centenário representou uma oportunidade para lembrar e destacar a atuação e dedicação de professores, funcionários, técnicos administrativos e estudantes, envolvidos em uma grande festa de homenagens e recordações. Para marcar a comemoração de seu centenário, foram editados dois livros que resgatam a história da Universidade: “UFLA 100 anos transformando sonhos em realidade” e “A terra prometida de Lavras”. Eles retratam diferentes enfoques de uma história de conquistas, resultado de uma construção coletiva, da qual todos, indistintamente, têm o orgulho de fazer parte.


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O marco comemorativo do centenário, obra de arte do professor aposentado da UFLA Evandro Menicucci, feita em aço polido e acrílico, fica na entrada da Universidade e marca a passagem dos cem anos de fundação da instituição


Linha do tempo

2004


2012


2004 – Tem início o Programa de Bolsas de Iniciação Científica para Estudantes de Ensino Médio, denominado BIC Júnior, que atende atualmente a 150 jovens.

Um novo acordo de cooperação internacional entre Brasil e Holanda para pesquisa agropecuária irá permitir o intercâmbio de pesquisadores, capacitação de estudantes de pós-graduação e troca de informações científicas.

A UFLA passa a oferecer o curso Pré-Uni, pré-vestibular gratuito, em parceria com a Prefeitura Municipal de Lavras, para jovens e adultos com vulnerabilidade socioeconômica.

O Departamento de Ciência da Computação (DCC) retoma a publicação do periódico Infocomp. Reitor, prof. Antônio Nazareno Guimarães Mendes, passa a integrar a Comissão de Orçamento e Financiamento da Associação dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). No mesmo ano, é eleito e empossado presidente do Fórum de Dirigentes das Instituições Públicas de Educação Superior de Minas Gerais (Foripes).

O Conselho Universitário dá início às discussões para a implementação de um novo organograma na UFLA, a partir de proposta apresentada pela Reitoria. O novo modelo propõe a descentralização administrativa, passando a vinculação de vários órgãos da administração geral e órgãos suplementares diretamente às pró-reitorias.

São criados mais dois programas de Pós-Graduação Stricto Sensu; Mestrado em Ciências Veterinárias e Doutorado em Genética e Melhoramento de Plantas. 2005 - A UFLA, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Estadual de Florestas (IEF) assinam Termo de Cooperação Técnica com ênfase no manejo sustentável da candeia e também para a revitalização das áreas de preservação permanente na bacia do Rio São Francisco. Formada a comissão geral para a elaboração do primeiro Plano de Desenvolvimento Institucional da UFLA – PDI 2005-2010, contando com a participação de todos os departamentos e setores em uma construção participativa. O documento foi aprovado em 2006.


É criado o programa de Pós-Graduação Stricto sensu em Biotecnologia Vegetal (Mestrado) e os cursos de doutorado em Agroquímica e Microbiologia Agrícola. 2006 – Ano de criação da Fundação de Desenvolvimento Científico e Cultural – Fundecc. A Direção Executiva da UFLA negocia a incorporação ao patrimônio da UFLA da Fazenda Maniçoba Roça Grande, antiga Subestação Experimental de Lavras, com área de 100 hectares, de propriedade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA. A área foi utilizada pela ESAL/UFLA em comodato com o MAPA por aproximadamente 30 anos. O Laboratório de Fertilidade do Solo da UFLA alcança o maior índice de eficiência (96%) entre todos os laboratórios do Programa Interlaboratorial de Fertilidade do Solo do Estado de Minas Gerais- Profert/MG.

As revistas da UFLA, Ciência e Agrotecnologia e Cerne, pela primeira vez, têm o fator de impacto publicado no Journal Citation Reports (JCR 2009), atingindo padrão internacional. É lançado o Catálogo de Extensão, visando à catalogação das atividades extensionistas na Universidade. A UFLA passa a promover o Congresso de Extensão (Conex), representando um importante canal de discussão sobre as bases conceituais, o modelo de difusão e articulação adotados e novas perspectivas. O rebanho leiteiro da Fazenda Palmital (Faepe/UFLA) foi incluído entre os 10 melhores de Minas Gerais, em publicação oficial da Associação dos Criadores de Gado Holandês de Minas Gerais.

O Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFLA é aprovado pelo Conselho Universitário (Cuni), reunindo diretrizes construídas de forma colaborativa para o período de 2005 a 2010. Constituída a Comissão Organizadora das comemorações alusivas ao centenário de fundação da ESAL/UFLA, prevista para o período compreendido entre setembro de 2007 e setembro de 2008. Inaugurada a Praça “John Wheelock” no Trevo da UFLA, em solenidade com a participação da comunidade acadêmica e sociedade lavrense. Finep aprova proposta para a implementação do Núcleo de Inovação Tecnológica da UFLA – Nintec, visando à promoção e à difusão da cultura de proteção intelectual como estratégia para aumentar o número de registros de patentes, softwares, cultivares, marcas e direitos autorais da instituição.


ma de Incentivo à Inovação – PII, uma iniciativa da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (Sectes), Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae-MG), UFLA e Prefeitura Municipal de Lavras. Em 2011, é lançada a segunda fase do Programa, com foco em Agroenergia.

É criada a outorga de títulos aos servidores ativos da UFLA, docentes e técnicos administrativos, denominada Mérito Universitário. Em 2011, a homenagem passou a ser destinada também a servidores aposentados. São criados mais dois programas de Pós-Graduação Stricto Sensu: Mestrado e Doutorado em Ciência e Tecnologia da Madeira e Mestrado em Engenharia de Sistemas.

2008 – Ano comemorativo do centenário da UFLA/ESAL, com a realização de 100 eventos que marcaram a data.

2007 – Têm início os três primeiros cursos de graduação noturnos da UFLA: Licenciaturas em Educação Física e em Matemática e bacharelado em Sistemas de Informação.

São criados os cursos de licenciatura em Física, bacharelado em Educação Física e Esporte, Engenharia Ambiental, Engenharia de Controle e Automação e Nutrição.

O Conselho Universitário aprova a adesão da UFLA ao Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais - Reuni, em convênio com o MEC. Implantação do

Inaugurado o Centro de Convivência, com salas para os Centros Acadêmicos de Graduação – CA´s, Diretório Central de Estudantes – DCE e Associação de

primeiro curso de graduação a distância oferecido pela UFLA, o curso piloto em Administração, em parceria com o Banco do Brasil e MEC. Lançado o Índice Geral de Cursos (IGC), pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anízio Teixeira (Inep/ MEC), ano em que a UFLA recebeu um IGC contínuo de 3,70, faixa 4, destacando-se na 14ª posição de um total de 177 universidades avaliadas, públicas e privadas. Em 2010, a UFLA figurava entre as universidades com maior IGC contínuo, estando ranqueada como a 1ª de Minas Gerais e a 2ª do Brasil. Aprovado o Programa de Capacitação e Aperfeiçoamento dos Servidores Técnico-Administrativos da UFLA pelo Conselho Universitário (Cuni) A UFLA é escolhida como instituição-piloto para implantar e operacionalizar o Progra-


É implantado o Programa de Apoio à Publicação Científica (PAPC), que prevê o financiamento de serviços de tradução e correção de artigos para publicação em língua estrangeira. É criado o curso de Doutorado em Ciências Veterinárias. 2009 - Tem início a construção do Plano Ambiental da UFLA, com a execução de obras que sustentarão o desenvolvimento institucional da Universidade para os próximos 30 anos: duplicação da principal via de acesso ao câmpus, abertura de novas vias laterais de acesso, avenidas laterais norte e sul, rede de águas pluviais, troca de toda rede elétrica do câmpus e construção de estação de tratamento de esgotos. É inaugurado o novo Restaurante Universitário, com o triplo de sua capacidade de atendimento anterior, com mais conforto e alimentação equilibrada.

Pós-Graduandos – APG, além de espaços para convivência e laboratórios de informática. É criado o Programa Institucional Voluntário de Iniciação Científica – Pivic, com o objetivo de valorizar os estudantes não bolsistas em atividades de pesquisa na Universidade. Lançamento oficial do Polo de Excelência do Café pelo Governo de Minas Gerais, com sede na UFLA. Aprovado o projeto que deu origem ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café (INCT/Café), com sede na UFLA, para a integração de oito instituições de referência em 15 linhas de pesquisa, com recursos do CNPq e Fapemig. A UFLA passa a ofertar cursos de Mestrado Profissional, tendo sido criados cinco cursos nos últimos quatro anos.

É criado o Programa Bolsa-Esporte, posteriormente ampliado para os Programas de Bolsa Monitoria Esportiva e Auxílio Alimentação para a Prática Esportiva. É assinado o plano de assistência à saúde complementar para todos os servidores docentes e técnicos administrativos da UFLA, ampliando as opções de planos aos professores e estendendo os benefícios aos técnicos administrativos. Nesse mesmo ano, iniciou-se o pagamento de ressarcimento relativo à assistência complementar. Missão internacional à Universidade de Lancaster (Inglaterra) para assinatura do convênio que possibilita a dupla titulação de doutorado entre as duas universidades.


É criado o programa de Pós-Graduação Mestrado e Doutorado em Recursos Hídricos e Sistemas Agrícolas.

É criada a disciplina Estágio Internacional, possibilitando que intercâmbios na graduação ou estágios passem a fazer parte do currículo dos estudantes.

2011 - A UFLA dá início ao Programa de Empréstimo de Computadores Portáteis (netbooks) para a comunidade acadêmica.

2010 – O MEC lança o Programa Nacional de Assistência Estudantil – Pnaes, com recursos crescentes para acompanhar as metas do Reuni. Na UFLA o investimento é revertido em programas de moradia, alimentação, bolsa-atividade, saúde e esporte.

A Direção Executiva da UFLA lança dois programas inéditos na história da Instituição: o Programa de Apoio aos Setores Técnicos Administrativos (PAST) e o Programa de Apoio ao Primeiro Projeto para Professores (PAPP).

O Conselho Universitário aprova mudanças no Regimento Geral da UFLA, incluindo a criação da Pró-Reitoria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas – PRGDP.

São inaugurados dois painéis com fotos de todos os 666 professores e 683 servidores que compõem a comunidade UFLA ou que já serviram à Instituição, na inauguração do Prédio da Reitoria.

É criado o Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Coep) e a Comissão de Ética no Uso de Animais (Ceua).

A UFLA ganha novo Portal na Internet e se conecta às redes sociais.

São aprovados dois projetos para a revitalização dos museus Bi-Moreira e de História Natural (MHN), que ganham uma nova fase de importância no processo educativo e cultural da Universidade. A comunidade acadêmica da UFLA cria o Grupo Universitário de Teatro (GUT). Os reitores das sete universidades federais (Alfenas - Unifal, Itajubá - Unifei, Juiz de Fora - UFJF, Lavras - UFLA, São João del-Rei - UFSJ, Ouro Preto - Ufop e Viçosa - UFV) participam do projeto de criação do Consórcio das Universidades Federais do Sul e Sudeste de Minas Gerais e entregam o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) do Consórcio ao ministro da Educação, Fernando Haddad. Então ministro da Educação, Fernando Haddad, recebe o título de Professor Honoris causa da UFLA.


Têm início as atividades na Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da UFLA – Inbatec, com a seleção de nove empresas para o processo de incubação. É inaugurado o posto fixo da Polícia Militar de Minas Gerais no câmpus da UFLA, reforçando uma parceria firmada em 1998, a qual permitiu o patrulhamento da PM em território federal. A Orquestra de Câmara da UFLA, sonho e projeto de vários servidores, passa a ser uma realidade, reunindo estudantes, técnicos administrativos e professores da UFLA e da comunidade lavrense. Mais um passo no processo de internacionalização, com a assinatura de um Protocolo de Intenções com a Universidade de Illinois, nos EUA.

A TVU inaugura uma nova fase rumo à transmissão de imagens de alta definição, com investimentos em torno de 500 mil reais.

É criado o programas de Pós-Graduação Stricto Sensu, modalidade Mestrado Profissional em Adminsitração Pública.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anízio Teixeira (Inep/MEC) divulga nova edição do IGC contínuo, que tem a UFLA em primeiro lugar entre todas as instituições federais de ensino avaliadas (mais de 80) e em segundo lugar no ranking nacional, entre 216 Universidades públicas e particulares

Aquisição pela UFLA de gleba de terras no município de Ijaci-MG, denominada Fazenda Palmital, com área de 117,7 hectares, com benfeitorias, máquinas, equipamentos e semoventes, antiga propriedade da Faepe. Nessa área tem início a implantação do Câmpus de Desenvolvimento Tecnológico em Agropecuária da UFLA em Ijaci-MG.

A UFLA recebe o Prêmio SciVal Brasil, lançado pela Editora Elsevier com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), como reconhecimento pelo maior crescimento da produção científica entre as instituições de ensino e pesquisa avaliadas pela Capes no período de 2006 a 2010.

2012 – A Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Faepe) e a Fundação de Desenvolvimento Científico e Cultural (Fundecc) passam a ter estruturas comuns, com um único conselho deliberativo, fiscal e diretoria executiva. A Rádio Universitária FM completa 25 anos em atividade.


A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) aprova o projeto para apoio à consolidação da Diretoria de Relações Internacionais (DRI) na UFLA.

Reinauguração do Centro de Convivência Universitária, com melhorias nas salas, novos equipamentos e um muro para a prática da escalada esportiva. Tem início o funcionamento da Central de Videossegurança, tendo como princípios a integridade física das pessoas que compõem a comunidade acadêmica e a segurança patrimonial da Universidade. São instaladas 228 câmeras para o monitoramento ininterrupto do câmpus universitário.

A UFLA celebra convênio com mais uma instituição internacional: a Universidade Pedro de Valdivia (UPV), do Chile. As revistas científicas da UFLA – Ciência e Agrotecnologia, Cerne, Infocomp Organizações Rurais & Agroindustriais e Coffee Science conquistam avanços que atestam o reconhecimento de sua qualidade editorial na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (Qualis-Capes).

A UFLA recebe a visita da diretora de Desenvolvimento da Rede de Instituições Federais de Ensino Superior do Ministério da Educação (MEC), Adriana Rigon Weska, que elogiou a gestão e estrutura da Universidade.

São criados mais dois programas de Pós-Graduação Stricto sensu: Mestrado em Ciência da Computação e Mestrado em Física.

A TVU recebe equipamentos que vão possibilitar um avanço em qualidade de som e imagem, rumo à transmissão de alta definição.

Cursos da UFLA recebem pontuação do MEC que indicam excelência, em indicador que orienta a sociedade sobre a qualidade dos cursos e da instituição. Tem início o programa de pós-graduação em Botânica Aplicada (mestrado e doutorado), aprovado com conceito 5 pela Capes. Tem início o curso de Mestrado em Física, em programa com associação ampla entre a UFLA, Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL) e Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ). O projeto Cria Lavras/Minas Olímpica inaugura polo de atletismo na Escola Municipal José Luiz de Mesquita, em Lavras. A UFLA recebe cerca de 700 estudantes de graduação, modalidade Ensino a Distância (EaD), para a aula inaugural das licenciaturas em Letras-Português, Letras-Inglês e Filosofia.


Equipe de Gest達o


REITOR

Antônio Nazareno Guimarães Mendes (5/2004-5/2012) VICE-REITOR

José Roberto Soares Scolforo (4/2011-5/2012) Elias Tadeu Fialho (12/2007-3/2011) Ricardo Pereira Reis (5/2004-11/2007) CHEFIA DE GABINETE

Élberis Pereira Botrel (12/2010-5/2012) Fátima Elizabeth Silva (3/2009-12/2010) Luiz Antonio Lima (6/2006 – 5/2006) Valéria da Glória Pereira Brito (6/2004-2/2009) SECRETARIA

Ione Aparecida Dias Bertolucci (5/2004-5/2012) Josiane Aparecida de Oliveira (5/2004-5/2012) Fátima Elizabeth Silva (5/2004-2/2009)

Assessoria de Comunicação Social: Mariza A. Mesquita Magalhães (10/2009-5/2012) José Reinaldo dos Reis Pereira (7/2007-8/2008) Coordenadoria de Cerimonial: Pauline Freire Pimenta (2/2011-5/2012) Sandro Freire de Araújo (9/2005-2/2011) Maísa Aparecida de Lima (5/2004-8/2005)

ASSESSORIA DO REITOR

Adriana Ramos de Almeida (4/2011-5/2012) Cibele Maria Garcia de Aguiar (3/2011-11/2011) Édila Vilela de Resende Von Pinho (12/2010-5/2012) Renê Luis de Oliveira Rigitano (11/2010-5/2012) PROCURADORIA GERAL

Meurenir José de Paula (5/2004-5/2012) AUDITORIA INTERNA:

Sebastião de Assis Vilela (5/2004-5/2012) COMISSÃO PERMANENTE DE PESSOAL DOCENTE:

Eduardo Pinto Filgueiras (10/2004-5/2012) Wagner Pereira Reis (5/2004-10/2004)

COMISSÃO INTERNA DE SUPERVISÃO DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS:

Inaldo Nascimento Conceição (11/2011-5/2012) Tales Márcio de Oliveira Giarola (7/2005-3/2008 e 4/2009-11/2011) Maria Cristina Cavaleiro Tourino (11/2008-3/2009) COMISSÃO DE ÉTICA:

Samuel Pereira de Carvalho (7/2008-5/2012) Marcelo Silva de Oliveira (1/2008-7/2008) João Almir de Oliveira (6/2006-1/2008) Ruy Carvalho (11/2005-6/2006)

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Secretaria: Ismene Nicoline (5/2004-5/2012)


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COMISSÃO PERMANENTE DE AVALIAÇÃO:

João Domingos Scalon (6/2011-5/2012) Henrique César Pereira Figueiredo (11/2004-6/2011) Marco Aurélio Vitorino Ribeiro (5/2004-11/2004) DIRETORIA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS:

Antônio Chalfun Júnior (3/2011-5/2012) Elias Tadeu Fialho (6/2008-3/2011) José da Cruz Machado (5/2005 – 6/2008) PRÓ-REITORIA DE ASSUNTOS ESTUDANTIS E COMUNITÁRIOS:

Luiz Antônio Augusto Gomes (12/2010-5/2012) Élberis Pereira Botrel (8/2009-12/2010) Mozart Martins Ferreira (5/2008-8/2009) Nadiel Massahud (5/2004-5/2008) Pró-Reitoria Adjunta de Ass. Estudantis e Comunitários: Vitor Fernando Terra (5/2004-5/2012)

Coordenadoria de Esporte e Lazer: Sandro Fernandes da Silva (5/2010-5/2012) Coordenadoria de Medicina do trabalho: Adelino de Melo Freire (5/2004-5/2012) Coordenadoria de Moradia e Alimentação: Vitor Fernando Terra (6/2008-5/2012) Emília Cristina Moes Oliveira (7/2004-6/2008/Alimentação) Vitor Fernando Terra (8/2004-6/2008/Moradia) Coordenadoria de Programas Sociais: Soraya Comanducci da Silva Carvalho (5/2004-5/2012) Coordenadoria de Saúde: Maria Delisete Mendes Assunção (3/2012-5/2012) Regina Aparecida Teixeira (6/2007-2/2012) Henrique Aubertie Pinto (12/2005-6/2007) Valéria Ribeiro Pedroso (5/2004-12/ 2005) Núcleo de Acessibilidade: Elaine das Graças Frade (10/2011 – 5/2012)

PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO E CULTURA:

Magno Antonio Patto Ramalho (9/2009-5/2012) Rubens José Guimarães (5/2004-9/2009) Pró-Reitoria Adjunta de Extensão e Cultura: Wagner Pereira Reis (9/2009-5/2012) Fábio Moreira da Silva (7/2008-9/2009)

Coordenadoria de Cultura: Silvério José Coelho (9/2009-5/2012) José Maurício de Rezende (5/2004-9/2009) Coordenadoria de Cursos e Eventos: Fátima Maria de Souza Moreira (12/2009 – 5/2012) Maria das Graças Carvalho Moura e Silva (5/2004-9/2009) Coordenadoria de Desenvolvimento Tecnológico e Social: Elias Rodrigues de Oliveira (9/2009-5/2012) Coordenadoria de Estágios: Wagner Pereira Reis (9/2009 – 5/2012) Coordenadoria de Programas e Projetos: Joel YutakaSugano (9/2009 – 5/2012) Silvério José Coelho (5/2004-9/2009)

259


PRÓ-REITORIA DE GESTÃO E DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS:

Fátima Elizabeth Silva (12/2010-5/2012)

Diretoria de Desenvolvimento de Pessoas: Georges Francisco Vilela Zouen (12/2010-5/2012) Diretoria de Gestão de Pessoas: Lidiane Fátima Evangelista (12/ 2010-5/2012) Georges Francisco Vilela Zouein (6/2009-12/2010/DRH) Geraldo Cirilo Ribeiro (5/2004-6/2009/DRH)

PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO:

João Chrysóstomo de Resende Júnior (5/2008-5/2012) Gabriel José de Carvalho (5/2004-5/2008) Pró-Reitoria Adjunta de Graduação: Soraya Alvarenga Botelho (12/2010-5/2012) Luiz Antônio Augusto Gomes (9/2009-12/2010) Marco Antônio Gomes Barbosa (6/2008-9/2009) João Chrysóstomo de Resende Júnior (5/2007-5/2008) Lisete Chamma Davide (5/2004-4/2007)

Diretoria de Apoio e Desenvolvimento Pedagógico: Tânia Regina de Souza Romero (1/2011-5/2012) José Egmar Falco (5/2008-1/2011/ NADP) João Almir de Oliveira (5/2004-5/2008/NADP) Diretoria do Centro de Educação a Distância: Ronei Ximenes Martins (4/2011-5/2012) Daniel Carvalho de Rezende (9/2009-4/2011) Marcelo Silva de Oliveira (11/2006-9/2009) Diretoria de Processos Seletivos: Maria Eugênia Alvarenga Oliveira (4/2010-5/2012) José Maria de Lima (5/2004-4/2010/Copese) Diretoria de Registro e Controle Acadêmico: Vânia Ferreira de Souza Torres (4/2010-5/2012) Carlos Henrique da Purificação e Silva (5/2004-4/2010) Coordenadorias de Cursos de Graduação Modalidade Presencial e a Distância (EaD): Relação apresentada ao final da Equipe de Gestão 2004-2012

PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO:

Mozar José de Brito (5/2008-5/2012) Joel Augusto Muniz (5/2004-5/2008) Pró-Reitoria Adjunta de Pós-Graduação Stricto Sensu: Alcides Moino Júnior (7/2008-5/2012) Manoel Alves de Faria (3/2007-7/2008) Pró-Reitoria Adjunta de Pós-Graduação Lato Sensu: Ulisses Azevedo Leitão (12/2011-5/2012) Cleber Carvalho de Castro (9/2011-12/2011) Paulo Henrique Bermejo (3/2009-9/2011) Marcelo Silva de Oliveira (7/2004-2/2009)

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Diretoria de Biblioteca Universitária: Vânia Natal de Oliveira (5/2008-5/2012) Antônio Máximo de Carvalho (5/2004-5/2008) Coordenadorias de Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu: Relação apresentada ao final da Equipe de Gestão 2004-2012


João Almir de Oliveira (4/2011-5/2012) José Roberto Soares Scolforo (12/2007-4/2011) Hilário Antônio de Castro (5/2004-12/2007/PROAD) Superintendência de Planejamento: José Maria de Lima (4/2010-5/2012) Henrique César Pereira Figueiredo (2/2008-11/2009) Superintendência de Gestão: Paulo Antônio de Carvalho (2/2008-5/2012)

Diretoria de Gestão de Infraestrutura e Logística: Jackson Antônio Barbosa (4/2011-5/2012) João Almir de Oliveira (5/2008-4/2011/Prefeitura) Mozar José de Brito (2/2008-5/2008/Prefeitura) Alcione de Oliveira (5/2004-2/2008/Prefeitura) Diretoria de Gestão de Materiais: Isabel Cristina de Resende Salgado Souza (2/2008-5/2012) Paulo Antônio de Carvalho (5/2004-2/2008)

U F L A • R E L AT Ó R I O D E G E S T Ã O 2 0 0 4 / 2 0 1 2

PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E GESTÃO:

Diretoria de Gestão da Tecnologia da Informação: Erasmo Evangelista de Oliveira (4/2009-5/2012) Luis Henrique Andrade Correa (9/2005-4/2009) Rêmulo Maia Alves (5/2004-9/2005) Diretoria de Contabilidade, Orçamento e Finanças: Carmen Aparecida de Paula Pomárico (5/2004-5/2012) Diretoria de Cooperação Institucional: José Roberto Pereira (6/2008-5/2012) Antônio Donizette de Oliveira (5/2008-6/2008) José Egmar Falco (5/2004-5/2008)

PRÓ-REITORIA DE PESQUISA:

Luis David Solis Murgas (12/2010-5/2012) Édila Vilela de Resende Von Pinho (12/2007-12/2010) José Roberto Soares Scolforo (5/2004-12/2007) Pró-Reitoria Adjunta de Pesquisa: Dulcineia de Carvalho (2/2009-5/2012) Geraldo César Oliveira (6/2008-2/2009) Antônio Donizette de Oliveira (5/2004-6/2008)

Coordenadorias de Comissões Permanentes: Comissão de Ética no Uso de Animais Gabriela Rodrigues Sampaio (1/2012 – 5/2012) Luis David SolisMurgas (1/2009 – 3/2011) Comitê de Ética em Pesquisas com Seres Humanos Luciano José Pereira (11/2010 – 5/2012) Comissão Interna de Biossegurança Luciane Vilela Resende (4/2010 – 5/2012) Antônio Chalfun Júnior (10/2008 – 4/2010) Luciano Vilela Paiva (9/2004 – 10/2008) Coordenadoria de Programas de Iniciação Científica: Dulcineia de Carvalho (2/2009-5/2012) Geraldo César Oliveira (12/2007-2/2009) Édila Vilela de Resende Von Pinho (5/2004-11/2007) Coordenadoria de Projetos: Édila Vilela de Resende Von Pinho (7/2011 – 5/2012) ZuyMaria Magriotis (10/2010 – 7/2011) Luiz Roberto Guimarães Guilherme (10/2008 – 10/2010) Editora UFLA: Renato Paiva (2/2008-5/2012) Marco Antônio Rezende Alvarenga (5/2004-2/2008) Núcleo de Inovação Tecnológica: Coordenador de Propriedade Intelectual Wilson Magela Gonçalves (10/2008 – 5/2012)

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CHEFIAS DE DEPARTAMENTOS

DAE - Departamento de Administração e Economia: Maria das Graças Paula (5/2008-5/2012) Antônio Carlos dos Santos (5/2004-5/2008) DAG – Departamento de Agricultura: Gabriel José de Carvalho (9/2009-5/2012) Élberis Pereira Botrel (5/2008-8/2009) Samuel Pereira de Carvalho (5/2004-5/2008) DBI – Departamento de Biologia: César Augusto Brasil Pereira Pinto (5/2008-5/2012) José Donizeti Alves (5/2004-5/2008) DCA – Departamento de Ciência dos Alimentos: Maria de Fátima Pícollo Barcelos (5/2004-5/2012) DCC – Departamento de Ciência da Computação: André Vital Saúde (5/2008-5/2012) Antônio Maria Pereira de Resende (10/2007-5/2008) Guilherme Bastos Alvarenga (11/2005-10/2007) Ana Cristina Rouiller (5/2004-8/2005) DCS – Departamento de Ciência do Solo: Marx Leandro Naves Silva (5/2008-5/2012) Antônio Eduardo Furtini Neto (5/2004-5/2008) DEX- Departamento de Ciências Exatas: Paulo César Lima (5/2004-5/2012) DCF – Departamento de Ciências Florestais: Lourival Marin Mendes (5/2004-5/2012) DCH – Departamento de Ciências Humanas: Léa Silveira (8/2010-5/2012) DEF – Departamento de Educação Física: Carlos Magno Alvarenga (5/2004-5/2012) DEG – Departamento de Engenharia: Nilson Salvador (5/2004-5/2012) DEN – Departamento de Entomologia: César Freire de Carvalho (5/2004-5/2012)

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DED – Departamento de Educação: Carlos Betlinski (2/2012-5/2012) Cláudia Maria Ribeiro (9/2010-2/2012 e 5/2004-12/2007) Ila Maria Silva de Souza (4/2010-8/2010 e 2/2009-11/2009) Luciana Azevedo Rodrigues (11/2009-4/2010) Ângelo Constâncio Rodrigues (12/2007-2/2009) DFP – Departamento de Fitopatologia: Ricardo Magela Souza (5/2004-5/2012) DMV – Departamento de Medicina Veterinária: Raimundo Vicente de Souza (4/2010-5/2012 e 9/2007-7/2009) Rodrigo Bernardes Nogueira (7/2009-4/2010) Flamarion Tenório de Albuquerque (5/2004-9/2007) DQI – Departamento de Química: Nadiel Massahud (6/2008-5/2012) Ruy Carvalho (5/2004-6/2008) DZO – Departamento de Zootecnia: Eduardo Pinto Filgueiras (4/2007-5/2012) Rilke Tadeu Fonseca de Freitas (3/2005-4/2007) Aloísio Ricardo Pereira da Silva (5/2004-2/2005)


Presidência do Conselho Deliberativo: Élberis Pereira Botrel (12/2011-5/2012) Nadiel Massahud (6/2008-11/2011) Luiz Antonio Lima (6/2006-6/2008) Édson Ampélio Pozza (5/2004-6/2006)

U F L A • R E L AT Ó R I O D E G E S T Ã O 2 0 0 4 / 2 0 1 2

FUNDAÇÃO DE APOIO AO ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO – FAEPE

Diretoria Executiva: Carlos José Pimenta (12/2011-5/2012) Édson Ampélio Pozza (6/2006-12/2011) Iara Alvarenga Mesquita Pereira (6/2004-3/2006) Hilário Antônio de Castro (5/2004-6/2004)

FUNDAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E CULTURAL - FUNDECC

Presidência do Conselho Deliberativo: Élberis Pereira Botrel (2/2012-5/2012) Carlos José Pimenta (6/2010-1/2012) Rilke Tadeu Fonseca de Freitas (4/2006-5/2010) Diretoria Executiva: Carlos José Pimenta (12/2011-5/2012) Iara Alvarenga Mesquita Pereira (3/2006-12/2011)

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COORDENADORIAS DE CURSOS DE GRADUAÇÃO – MODALIDADES PRESENCIAL E A DISTÂNCIA (EAD):

Administração: Francisval de Melo Carvalho (7/2009-5/2012) Maria Cristina Angélico Mendonça (5/2008-7/2009) Luiz Gonzaga de Castro Júnior (5/2004-5/2008)

Filosofia: João Geraldo Martins da Cunha (11/2010-5/2012)

Administração (EaD) - Projeto Piloto Luiz Marcelo Antonialli (10/2009-3/2012 e 4/2006-5/2008) Daniel Carvalho de Rezende (5/2008-10/2009)

Filosofia (EaD): André Constantino Yazbek (4/2011-5/2012) João Geraldo Martins da Cunha (12/2009-4/2011)

Administração Pública: Gideon Carvalho de Benedicto (11/2010-5/2012)

Física: Gilberto Lage (7/2008-5/2012)

Administração Pública (EaD): Heloísa Rosa Carvalho (4/2011-5/2012) Flávia Luciana Naves Mafra (6/2010-4/2011) Ana Alice Vilas Boas (8/2009-6/2010)

Física (EaD): Ulisses Azevedo Leitão (12/2009-5/2012)

Agronomia: Rafael Pio (12/2010-5/2012) Luiz Antônio Augusto Gomes (5/2008-12/2010) Renato Mendes Guimarães (5/2004-5/2008) Ciência da Computação: Tales Heimfarth (1/2011-5/2012) Cláudio Fabiano Motta Toledo (5/2008-1/2011) Heitor Augustus Xavier Costa (5/2004-5/2008) Ciências Biológicas: Adriana Tiemi Nakamura (4/2012-5/2012) Mariana Esteves Mansanares (6/2010-4/2012) Marcelo Passamani (5/2008-6/2010) Lisete Chamma Davide (5/2004-5/2008) Direito: Juraciara Vieira Cardoso (3/2012-5/2012) Isabela Dias Neves (7/2011-3/2012) Educação Física: Gustavo Puggina Rogato (7/2009-5/2012) Marco Antônio Gomes Barbosa (4/2006-7/2009) Engenharia Agrícola: Francisco Carlos Gomes (5/2008-5/2012) Carlos Eduardo Silva Volpato (5/2004-5/2008) Engenharia Ambiental: Luiz Fernando Coutinho de Oliveira (7/2009-5/2012)

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Engenharia de Controle e Automação: Roberto Alves Braga Júnior (7/2009-5/2012)

Engenharia de Alimentos: Alcinéia de Lemos Souza Ramos (3/2011-5/2012) Ana Carla Marques Pinheiro (7/2009-3/2011) João de Deus Souza Carneiro (5/2008-7/2009) Fabiana Queiróz Ferrua (5/2004-5/2008)

Letras - Português/ Inglês: Marco Antônio Villarta Neder (11/2010-5/2012) Letras – Português (EaD): Marco Antonio Villarta Neder (12/2009-5/2012) Letras – Inglês (EaD): Tufi Neder Neto (12/2009-5/2012) Matemática: José Antônio Araújo Andrade (6/2011-5/2012) Osnel Broche Cristo (5/2008-6/2011) Maria do Carmo Pacheco de Toledo Costa (4/2006-5/2008) Medicina Veterinária: Christiane Maria Barcellos Magalhães da Rocha (5/2008-5/2012) João Chrysostomo de Resende Júnior (5/2004-5/2008) Nutrição: Laura Cristina Jardim Porto (8/2009-5/2012) Pedagogia (EaD): Madeleine Piana de Miranda Queiroz (3/2012-5/2012) Elaine das Graças Frade (12/2009-3/2012) Química: Jonas Leal Neto (4/2010-5/2012) Matheus Puggina de Freitas (5/2008-4/2010) Mário César Guerreiro (5/2004-5/2008) Sistemas de Informação: Ana Paula Piovesan Melchiori (8/2011-5/2012) Marluce Rodrigues Pereira (1/2009-8/2011) Thiago de Souza Rodrigues (9/2008-1/2009) André Luiz Zambalde (4/2006-5/2008) Zootecnia Márcio Machado Ladeira (5/2008-5/2012) Priscila Vieira e Rosa (5/2004-5/2008)


Administração (M e D): Luiz Marcelo Antonialli (4/2010-5/2012) Cleber Carvalho de Castro (5/2008-4/2010) José Roberto Pereira (3/2007-5/2008) Mozar José de Brito (5/2004-3/2007) Administração Pública (MP): Mozar José de Brito (5/2011-5/2012) Agroquímica (M e D): Celeste Maria Patto de Abreu (3/2007-5/2008) Angelita Duarte Corrêa (5/2008-5/2012) Biotecnologia Vegetal (M e D): Luciano Vilela Paiva (9/2005-5/2012) Botânica Aplicada (M e D): Evaristo Mauro de Castro (11/2011-5/2012) Ciência da Computação (M): Sanderson L. Gonzaga de Oliveira (12/2011-5/2012) Ciência do Solo (M e D): Fátima Maria de Souza Moreira (3/2011-5/2012) Carlos Alberto Silva (6/2007-3/2011) José Oswaldo de Siqueira (5/2004-6/2007) Ciência dos Alimentos (M e D): Eduardo Valério de Barros Vilas Boas (5/2004-5/2012) Ciência e Tecnologia da Madeira (M e D): Paulo Fernando Trugilho (6/2008-5/2012) José Tarcísio Lima (8/2006-5/2008) Ciências Veterinárias (M e D): Márcio Gilberto Zangeronimo (12/2010-5/2012) Luis David Solis Murgas (5/2008-12/2010) Antônio Marcos Guimarães (5/2004-5/2008) Ecologia Aplicada (M e D): Paulo dos Santos Pompeu (6/2011-5/2012) Eduardo Van Den Berg (5/2008-6/2011) Júlio Neil Cassa Louzada (9/2005-5/2008)

Engenharia de Sistemas (M): Tadayuki Yanagi Júnior (7/2008-5/2012) Giovanni Francisco Rabelo (8/2006-5/2008) Engenharia Florestal (M e D): José Márcio Rocha Faria (9/2007-5/2012) Dulcinéia de Carvalho (4/2007-9/2007) Ary Teixeira de Oliveira Filho (5/2004-4/2007)

U F L A • R E L AT Ó R I O D E G E S T Ã O 2 0 0 4 / 2 0 1 2

COORDENADORIAS DE PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU (M E D: MESTRADO E DOUTORADO ACADÊMICOS; MP: MESTRADO PROFISSIONAL):

Entomologia (M e D): Alcides Moino Júnior (5/2004-5/2012) Estatística e Experimentação Agropecuária (M e D): Thelma Sáfadi (7/2010-5/2012 e 5/2008-7/2009) João Domingos Scalon (8/2009-7/2010) Augusto Ramalho de Morais (5/2004-5/2008) Física (M) - Programa Interinstitucional: Luis Cleber Tavares de Brito (Coord. Adjunto) Fisiologia Vegetal (M e D): Antônio Chalfun Júnior (5/2008-5/2012) Renato Paiva (5/2004-5/2008) Fitopatologia (M e D): Antônia dos Reis Figueira (5/2008-5/2012) Eduardo Alves (6/2006-5/2008) Edson Ampélio Pozza (5/2004-6/2006) Fitotecnia (M e D): Moacir Pasqual (5/2004-5/2012) Genética e Melhoramento de Plantas (M, D e MP): João Cândido de Souza (5/2008-5/2012) Elaine Aparecida de Souza (3/2007-5/2008) Matemática (MP) – EaD / PROFMAT: Osnel Broche Cristo (3/2011-5/2012) Microbiologia Agrícola (M e D): Eustáquio Souza Dias (5/2008-5/2012) Rosane Freitas Schwan (5/2004-5/2008) Recursos Hídricos em Sistemas Agrícolas (M e D): Jacinto de Assunção Carvalho (8/2010-5/2012) Carlos Rogério de Mello (11/2009-8/2010)

Educação (MP): Cláudia Maria Ribeiro (4/2011-5/2012)

Tecnologias e Inovações Ambientais (MP): Soraya Alvarenga Botelho (1/2012-5/2012)

Engenharia Agrícola (M e D): Fábio Moreira da Silva (12/2009-5/2012) Flávio Meira Borém (5/2008-12/2009) Manoel Alves de Faria (5/2004-5/2008)

Zootecnia (M e D): Priscila Vieira e Rosa (5/2008-5/2012) José Cardoso Pinto (12/2007-5/2008) Elias Tadeu Fialho (3/2007-12/2007) Paulo Borges Rodrigues (5/2004-3/2007)

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Expediente PRODUÇÃO EXECUTIVA

Prof. Antônio Nazareno Guimarães Mendes Prof. José Roberto Soares Scolforo Prof.ª Édila Vilela de Resende Von Pinho PRODUÇÃO JORNALÍSTICA

Cibele Aguiar - texto e edição Equipe editorial Mateus Lima Pauline Freire Pimenta Patrícia Maria Silva Pesquisa e colaboração Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários, Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, Pró-Reitoria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas, Pró-Reitoria de Graduação, Pró-Reitoria de Pesquisa, Pró-Reitoria de Planejamento e Gestão e Pró-Reitoria de Pós-Graduação Revisão de texto Paulo Roberto Ribeiro Planejamento Gráfico e Diagramação Helder Tobias Fotos Helder Tobias Cibele Aguiar Mateus Lima Arquivo UFLA Tiragem 1000 exemplares Realização Direção Executiva da UFLA Câmpus Universitário, Caixa Postal 3037 Cep 37200-000 Lavras, MG, Brasil www.ufla.br Impressão Arte Brasilis Comércio de Papel Ltda.


Relatório de Gestão UFLA - 2004-2012  

Versão Onlive do Relatório de Gestão da Universidade Federal de Lavras - 2004-2012