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a religião e o mundo espiritual

Que vem a ser, portanto, uma religião ativa, viva, senão a nossa, com todos esses exemplos? Infelizmente, a sociedade atual olha as novas religiões com indiferença e desprezo, e isso se acentua principalmente na classe dos intelectuais, que assumem uma atitude cautelosa perante o povo, mesmo quando se referem à nossa Igreja. Entretanto, eu compreendo perfeitamente a razão dessa atitude. As religiões antigas geralmente contam com um espantoso número de adeptos, mas estes, na maioria, são pessoas de pouca cultura. Entre as religiões novas, há algumas que não despertam nenhum interesse, devido às suas palavras e práticas excêntricas; outras possuem elementos supersticiosos em grande proporção, que o bom senso nos leva a repelir. Creio que isso não durará por muito tempo, mas desejo que os responsáveis por essas religiões usem de reflexão. Há também, teólogos que, para adaptá-las à época, reproduzem e vestem de uma nova roupagem as doutrinas dos antigos santos, sábios e mestres. Isso confere a elas uma aparência progressista e de fácil aceitação pela classe intelectual, mas resta dúvida quanto à sua validade com relação à vida prática. O assunto me faz recordar o pragmatismo de William James, o famoso filósofo americano. Essa doutrina filosófica preconiza a “filosofia em ação”, e eu pretendo estendê-la também à religião, isto é, a religião deve ser prática e ativa. 4 de Novembro de 1953

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A Religião e o Mundo Espiritual  

Coletânea de Ensinamentos de Meishu-Sama- Africa - "A Religião e o Mundo Espiritual"

A Religião e o Mundo Espiritual  

Coletânea de Ensinamentos de Meishu-Sama- Africa - "A Religião e o Mundo Espiritual"

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