Page 115

a religião e o mundo espiritual

que o faz crer no êxito da ação culposa executada com habilidade, às ocultas, sem o testemunho de outrem. Acontece, porém, que, quando menos se espera, o crime é descoberto. Então, o culpado se surpreende e se põe a pensar. O que se passa em seu íntimo deve ser mais ou menos o seguinte: “Infelizmente fui descoberto, apesar de minha habilidade. Conhecendo a lei como conheço, não deixei nenhuma pista. Como vieram a saber? É inútil ficar me lamentando. Farei o possível para fugir às consequências e, da próxima vez, serei mais esperto”. Esta é a tendência geral. Há também os que caem em si e refletem: “Eu não devia ter burlado a lei. Vou cumprir a pena e me regenerar”. Entretanto, com o decorrer do tempo, tal decisão poderá enfraquecer e o culpado reincidir no erro. Isso acontece porque ele não crê em Deus. O único meio de resolver estes problemas é a fé. É através dela que vislumbramos a existência de Deus. Creio na força da fé para resolver tais casos, porque a psicologia do delinquente se baseia na convicção de que Deus não existe. Quase todos eles acreditam que, acima da Terra, existe apenas o ar e mais nada. É um conceito simplista. Além disso, julgam-nos supersticiosos, por crermos num Deus invisível. Embora crentes, não somos nós os supersticiosos. Só há uma perigosa superstição: a do ateísmo, que se oculta sob a obstinada negação da existência de Deus. Os ateus merecem realmente piedade. Se destruirmos a base da psicologia do criminoso – a descrença em Deus – teremos solucionado o problema. Mas por que tantos homens da atualidade caíram nas garras desse fanatismo? O fato se deve à educação materialista que desde o berço lhes veio sendo ministrada. Nossa missão é convertê-los, isto é, reeducá-los. Não há outro meio para formar cidadãos honestos. Se os políticos e educadores não tomarem consciência da base do problema, tudo o mais que fizermos será provisório. É nossa tarefa fazer os delinquentes compreenderem que, embora ocultem seus crimes aos olhos do mundo, jamais poderão enganar a Deus. 12 de Dezembro de 1951 115

A Religião e o Mundo Espiritual  

Coletânea de Ensinamentos de Meishu-Sama- Africa - "A Religião e o Mundo Espiritual"

A Religião e o Mundo Espiritual  

Coletânea de Ensinamentos de Meishu-Sama- Africa - "A Religião e o Mundo Espiritual"

Advertisement