Issuu on Google+

Ano 5 - Nº 36 - S etembro/2008 JORNAL DA ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES APOSENTADOS DA JUSTIÇA DO TRABALHO DA 5ª REGIÃO

Dia dos Pais

Mais uma data comemorativa No dia 7 de agosto comemoramos Dia dos Pais com mais um lanche na sede da nossa Associação. Apesar da greve dos correios que impediu que os avisos sobre mais este congraçamento chegassem a tempo, foi boa a freqüência dos colegas, conforme mostram as fotos.

Próximo passeio Já estão em andamento os contatos com vistas a nossa próxima viagem a Itacaré, que deverá acontecer no próximo mês de novembro. Vá preparando a mochila. E quem ainda tiver em forma pode levar a prancha, porque lá é o paraíso dos surfistas.

Lembranças Guardo no coração uma saudade dos velhos tempos que não voltam mais de minha infância, minha mocidade dias felizes que ficam pra tráz. De minha infância guardo lembrança o amor, o carinho de meus pais das brincadeiras próprias de crianças, que nem os anos, esquecer me faz. Mas a roda da vida vai girando, sempre pra frente, nunca pra tráz noventa e dois anos pesam-me nos ombros é muito tempo, já vivia demais. Valdelice de Carvalho Câmera * Salvador 25/07/1916 Aracaju 10/08/2008


2

Aniversariantes do mês de setembro Wanda Mendes de C. Reis...................................01 Sílvia Maria Richa Nuno de Souza ....................01 Almerinda Edina Santos ......................................04 Maria Romana G. da Costa.................................04 Cid Seixas Fraga ....................................................04 Carlos Augusto P. Dantas ....................................05 Dorotéa Bomfim dos Santos...............................05 Marieta Carqueija Aguiar....................................07 Maria das Graças P. da Silva ...............................08 Neuza Pamponet Bahia .......................................08 Lúcia Maria Vieira Matos....................................10 Liana Angela M. Picchi ........................................11 Maria Mailde Rodrigues Bomfim ......................11 Walter Rocha .........................................................11 Carlos Alberto J. Campello .................................14 Cássio Augusto M. da Silva.................................18 Mary Marta Amaral dos Santos.........................19 Gilcia Maria da Costa de Freitas........................20 Josias Souza Santos...............................................22 Celso Alvino Lopes Rosa .....................................24 Helena Guelber Neves .........................................24 Margarida Machado Cardoso.............................24 Maria Mercês da S. Lyrio.....................................24 Hilto Mendes Moreno..........................................25 Milton Gesteira D. Gonçalves ...........................25 Gersonita Nunes Pereira .....................................26 Joaquim José Freire Ramos .................................26 Eliaci T. Teles .........................................................27 Maria Gélcia Lima e Santos ................................28 Sônia Regina Bueno Gaspar................................28 Maria de Lourdes Barreiros Gavazza............... 2+ Patricia Coelho de Carvalho...............................30 Maria Laura do P. Cavalcante .............................30 Maria Magnolia N. de Almeida..........................30

Aniversariantes do mês de outubro Maria Regina Pereira ...........................................01 Janete Belchote Silva ............................................01 Laurentino Silva Filho ..........................................02 Dalvalice Silva Carneiro Ribeiro ........................02 Marlice Andrade Teixeira....................................03 Carlinda Fernandes das N. Guimarães .............04 Carmen Coqueijo Torreão da C. Pedroza........04 Maria José Fraga dos Santos ...............................05 Jacira Melo Ferreira Figueiredo..........................05 Yola Marcia Novas ................................................05 Levi Costa Conceição...........................................06 Ana Maria Moreira Pereira .................................07 Maria Rebeca de C. Costa ...................................09 Margarida Maria Cardoso Couto ......................09 Célia Diniz G. Rego ..............................................10 Lêda Maria Carvalho da Nova ...........................10 Nelson Alves de Moura .......................................10 Juciara Pedreira Guimarães.................................10 Maria Eliete Lima Passos.....................................11 Helena Beatriz Magalhães Martins ...................12 Waldomiro Cruz Oliveira...................................12 Maria Auxiliadora de A. B. de Carvalho ..........14 Marco Antônio Guarani S. Júnior......................14 Wanda Elisa F. de Araújo ....................................15 Maria do Rosário Gondin....................................16 Raul Carlos dos Santos.........................................16 Janete Sanches da Silva Ataide ...........................16 José Maria Gottachalk Chaves ...........................16 Dalila Telles Barretto............................................17 Herbert Freire Mendonça ...................................18 Avanil Eduarda Moreira Viana...........................19 Cléa Negreiros da Silva Lizardo.........................22 Neide de Souza Santos.........................................24 Antonir Oliveira Campos ....................................25 Olga Leite C. da Silva ...........................................25 Ivete Medrado Daltro...........................................26 Danilo de Andrade................................................29 Neuza Maria do Nascimento..............................31 Maria do Loreto F. Bandeira ...............................31

Tragédia no caruru Velhos tempos aqueles em que agente saía de casa em casa, no dia de S.Cosme e Damião. Tinha um caruru aqui perto, outro ali mais adiante e mais um que se dava uma passadinha por consideração, mas sempre tinha aquele preferido ou mais freqüentado por garotas bonitas. Naquele dia eu e Lourival saímos do trabalho já com o roteiro estabelecido. Tinha o caruru de Solange, depois o de Haydee, uma passada rápida na casa de Regina e por fim o não menos famoso caruru de Marta. Nesse ultimo estavam as nossas musas, as encantadoras Lucia e Maria José. Lourival já tinha se declarado e esperava ansioso a resposta pra iniciar o namoro. Naquele tempo não tinha essa de “ficar”. Era pedir pra namorar e seguir a trajetória de uma semana pra pegar na mão, mais umas tantas para abraçar e assim em diante. Já no fim da tarde, ainda no trabalho, provamos um pouco do caruru que Hilda tinha trazido de casa. Saímos da repartição, pegamos o ônibus e chegamos à casa de Solange. Muita gente, muita cerveja, petiscos etc... Solange toda prestimosa, não nos deixou sair sem provar o caruru. Saímos da casa de Solange e tomamos outro ônibus para casa de Haydee. Conversamos descontraídamente, tomamos umas duas cervejas e comemos um pouquinho do caruru para não fazer desfeita. Seguindo o roteiro, fomos pra casa de Regina. Mais um ônibus. Ônibus cheio, e aí Lourival se queixou que a barriga estava dando pequenas voltas,

mas nada de assustar. Não demoramos muito na casa de Regina, mas tivemos de beliscar alguma coisa puxada no azeite de dendê. Por fim, rumamos para o nosso destino final, a casa de Marta. Mais um ônibus e foi lá dentro que a coisa pegou. Lourival começou a suar frio. A barriga estava dando voltas. - Se agüenta aí irmão que assim que chegarmos na casa de Marta você vai no banheiro. Ainda bem que da casa de Regina para casa de Marta não era muito longe. Descemos do ônibus. Lourival suando frio. Entramos na casa de Marta. Uma multidão. Muita gente da faculdade, amigos comuns e, entre eles, Lucia, minha paquera e Maria José, a paixão de Lourival. Como eu tinha mais intimidade com o pessoal da casa, pedi discretamente a anfitriã que indicasse o banheiro a Lourival e fui conversar com os amigos. Me distraí na conversa e só depois de muito, muito tempo mesmo, e isso porque Maria José perguntou, por ele, que me lembrei do meu amigo. Disfarcei e fui até o banheiro. Bati discretamente na porta e perguntei baixinho. - Lourival, tudo bem aí? A porta se abriu exalando um mau cheiro insuportável e apareceu Lourival só de cueca, todo molhado... - Rapaz, o que foi? - Amigo, arranja mais papel aí pra eu acabar de limpar o banheiro, porque cheguei tão apertado que nem deu tempo de levantar a tampa do vaso!

Arrolada... Numa Vara Cível de uma certa Comarca do interior do nosso pais, em plena audiência de instrução de Investigação de Paternidade cumulada com alimentos, o Juiz de Direito, se dirigiu à testemunha, com o intuito de advertila acerca do falso testemunho: - Dona Josélia, a senhora foi arrolada....

Sem titubear e antes que o Magistrado falasse mais alguma coisa, Dona Josélia o interrompeu, falando em alto e bom som, apontando para o Réu. - “Dotô”, eu só tive “INTIMIDADES” com esse “CABRA SAFADO” uma vez, no matagal, atrás do cemitério.

Marido traído Esta aconteceu há anos na Comarca de Betim ou Mateus Leme, salvo engano. O juiz instruía o processo criminal em que o marido matara o amante quando o flagrou na cama com sua mulher. Perguntava o juiz à mulher que presenciou a

cena do homicídio, o seguinte: “-Senhora, quando o réu atirou na vítima, a vítima estava com a pistola na mão?” Depois de ficar com o rosto rubro, respondeu a mulher rapidamente. “- Não Doutor, já tinha lavado e guardado”.


3

Olimpíadas Na Grécia antiga o termo Olimpíadas era usado como base para contagem do tempo com um intervalo de quatro em quatro anos. Essa contagem de tempo foi associada à celebração de jogos olimpícos até o ano de 394 a.C Segundo o grego Hipias a primeira começou a ser contada em 776 a.C Estes jogos na Grécia antiga eram uma grande festa nacional que duravam cinco dias, incluindo lutas, lançamento de dardos, corridas a pé e de carros - as bigas – sempre com intervalos de quatro em quatro anos, os jogos olímpicos eram celebrados na cidade de Olímpia, sede do culto aos deuses Zeus e Hera, próxima ao monte Olimpo onde se acreditava moravam os deuses. Estes jogos foram extintos na Grécia antiga. Recomeçaram a ser realizados na Grécia moderna, em Atenas em 1896 e vêm sendo disputados em diversos países exceto nos anos de 1916 e 1940, por causa da 1º e 2º guerra mundiais. Atualmente usa-se o termo olimpíadas para designar os próprios jogos olímpicos. Dá-se também o nome de olimpíada a concursos sobre temas como matemática, f ísica, química, etc.., por exemplo Olimpíadas brasileiras de matemática. Uma das Olimpíadas mais emocionantes ocorreu em 1936 em Berlim na Alemanha quando Hitler baseado na suposta supostariedade da raça ariana,

teve seus atletas superados em algumas competições pelo negro americano Jessie Owens, e abandonou o estádio. Em 490 a.C, os gregos venceram os persas na batalha de Maratona. Quando os persas invadiram a Grécia, pela primeira vez, o general Ateniense Milciades que contava com forças menores que os persas mandou o soldado Fidipides buscar ajuda em Esparta. Este correu a cavalo 220 quilômetros em um dia, mas não obteve ajuda espartana imediata. Milciades então arrumou suas forças estrategicamente derrotando os persas. Outra vez, desta vez a pé, Fidipides foi enviado a Atenas para comunicar a vitoria sobre os persas. Chegou extenuado depois de correr 42 quilômetros e só teve tempo de dizer “atenienses alegrai-vos nós vencemos” e caiu morto. Desde então a corrida com o nome de Maratona com 42 quilômetros, foi incorporada aos jogos olímpicos. Maratona é também modernamente, qualquer competição de longa duração que demande esforço e resistência com intenso desgaste entre os competidores. Como todos sabemos as Olimpíadas de 2008 foram realizadas na China, as de 2012 serão na Inglaterra, e o Brasil pretende que as de 2016 sejam realizadas aqui. João Ferreira

Notas de Falecimento Com pesar registramos os seguintes falecimentos: Amando Pereira Mota, ocorrido em junho próximo passado, assim como, no mês de agosto, Adalva Senna Luz, colegas associados que nos deixaram e, assim, grande falta. Embora não fazendo parte mais do nosso quadro, uma vez que havia pedido desligamento, Sebastião Castello Branco Laranjeira da Silva, faleceu no mês de agosto. No período em que pertenceu à nossa associação, freqüentava com assiduidade. Sentimos muito a sua partida.

Por ter sido pessoa muito querida por todos nós, registramos também, o falecimento do Juiz Dr. Augusto Magalhães. Ao encerrar as matérias deste jornal, fomos surpreendidos com a noticia do falecimento do Dr. José Joaquim de Almeida Neto, Desembargador ex- Presidente deste Regional, deixando seus amigos desta ASA-5 com eterna saudade. Aos familiares, os sinceros pêsames dos componentes desta associação. Henel Silva

Insta ser salientado que os advogados que assinaram as contra-razões necessitam com urgência adquirir livros de português de modo a evitar as expressões que podem ser consideradas com injuriosas ao vernáculo, tais como: em fasse (no lugar de “em face”) “não aciste razão” (assiste), cliteriosamente (criteriosamente), “doutros julgadores” (doutos), “estranhesa” (estranheza), “discusão” (discussão), “inedoneos” (inidôneos)... Acrescenta-se, ainda, que devemos causídicos adquirir livros de direito, à medida que nas contra-razões constam pedidos como se apelação fosse, o que não tem o maior cabimento”

Por onde andam nossos colegas Maria José Bispo – Iniciou na Justiça do Trabalho em Ilheús, tendo, posteriormente sido transferida para esta Capital. Sabemos que está bem, mas precisa aparecer mais em nossa ASA-5. Maria Mirthes Coelho F. Barbosa - Às vezes nos dá o prazer de sua visita, mas como é tão querida por todos nós, desejamos vê-la mais vezes. Raimunda Alves Casais – Usufruindo dos mariscos lá em Coqueiros do Paraguaçu, está esquecendo dos seus colegas. Passou rapidamente em nossa associação, mas precisa comparecer mais, inclusive em nossos eventos. Estamos no aguardo. Risoleta Lacerda Sampaio – Sabemos que continua em plena forma, mas não temos noticias se está na Capital ou viajando. Seus colegas estão com saudades. Apareça Odraude Pinto da Silva – O grande seresteiro de Ilheus nos dá muita satisfação quando se faz presente em nossos eventos. Vamos providenciar uma seresta para vê-lo cantando e encantando. Abelardo Dias – O homem do som, som, som!.. testando, testando, testando, testando... Som, som, som, aparece correndo por aqui, mas não demora, talvez fazendo parte de alguma emissora, como a Globo, Bandeirante, SBT ou outra. Vamos criar nossa ASA-FM, para contratá-lo. Henel Silva

Segunda-feira, 11 de agosto O nosso colega Roque parece que ficou atordoado com a goleada que o Vitória aplicou no Vasco, no domingo 10/8/2008: 5 x 0. Tanto é assim que no dia 11/8/2008. todo alegre e feliz, estacionou o carro em frente ao Tribunal e desembarcou com todos os dentes à mostra. Só que no dia 11, não tem expediente, Roque! Foi por isso que um torcedor do Bahia, comentou: Coisa de vitoriano broco!!!! Mas não fique zangado Roque. Outros colegas, também pagaram esse mico!!

Assustar o Leilão Um advogado peticionou requerendo que o Juiz “assustasse o pregão”. O Juiz não teve dúvida e despachou: “BUUUUU! Assustei!”.

EXPEDIENT E Informativo é de responsabilidade da ASA-5.

Diretores responsáveis: Paulo Henrique Alves de Barros, Enilda Borges Baltazar dos Santos, Henel Francisco Lopes da Silva, Maria José Sampaio de Souza, Antônia Maria Galvão Côrtes, Roque Jesus de Oliveira e Edison Emanuel Pereira de Jesus. E-mail: asa5@trt05.gov.br - Tiragem: 400 exemplares. Edição fechada em 19 de Setembro de 2008


4

Título da matéria Viajar é sempre bom, não só para mudar um pouco de ambiente, como também e principalmente, para se conhecer novas pessoas, novos costumes e aprender sobre a cultura de outros povos. Assim é que cada viagem que faço procuro me inteirar a respeito do local onde estou, a respeito da origem de certas coisas, especialmente nomes de ruas, de lugares etc. Quando estive em Miami descobri que os comerciantes de lá, claro que existem exceções, são tão trambiqueiros quantos os paraguaios. Em Miami o cuidado certificado de garantia, as quais ficam expostas nas vitrines e que você não pode examinar com certa acuidade, tendo em vista que, segundo informações obtidas de fontes fidedignas, aquelas peças são usadas que foram trocadas por novas, isto é, o cliente, por qualquer motivo, não gostou, vai à loja e troca por outra ou recebe o dinheiro de volta. Assim a peça sendo examinada com cuidado pelo novo cliente, poderá expor alguma mazela vinda do cliente antigo e desistir da compra. Por isso eles não permitem um exame apurado. Em Portugal nós sabemos das diferenças de nomes empregados em determinadas peças e costumes. Se alguém diz que vai entra na “bixa” (não sei se lá é com cêaga), nós aqui vamos ficar sem entender, porque lá bixa, ou bicha, significa a nossa fila aqui. Se alguém lá em Portugal diz que precisa de um fato novo, não está dizendo que vai fazer uma cirurgia nem que precisa acontecer algo novo e sim comprar um terno novo. As peças calça, paletó e culete que chamamos aqui de terno, lá chamam-se “fato”. Eu passei em uma rua na qual várias lojas anunciavam em suas vitrines: “grande promoção de fatos”. Lá você pode dizer a uma senhora ou senhorita de qualquer idade que ela está com o “rabo de fora” e ela não vai se zangar, ao contrário daqui que, se isso acontecer, prepare-se para a reação. Lá em Portugal “rabo” é o mesmo que casaco, capote etc. e a frase “rabo de fora” significa que a ponta do casaco ficou do lado de fora quando se fecha a porta do carro e não o coloca totalmente para dentro. Varias cenas engraçadas, as quais não vou contar aqui, ocorrem nessas viagens que nós, baianos, fazemos ao exterior. Até por conta da diferença do idioma e, às vezes pela falta de um intérprete. Por isso é que eu e minha esposa, em Viena, na Áustria, fomos dormir com apenas uma xícara de café com leite, porque, sozinhos sem o acompanhamento de alguém para ajudar, não tínhamos como “adivinha” o que estava escrito no cardápio. E a garçonete também não falava português. Mas, mesmo assim, viajar é maravilhoso, concordam? Roque Oliveira

Só falta voçê É sempre muito bom o convívio nosso nas dependência da nossa ASA-5. Eu, quase todos os dias da semana, me faço presente não só por ser o primeiro secretário da Entidade, como também porque é necessário o convívio em grupo, conforme nos orienta a Sociologia, que, entre outras, nos dá também essa definição: “Estudo objetivo das relações que se estabelecem, consciente ou inconsciente, entre pessoas que vivem numa comunidade ou num grupo social...” sabemos todos nós que essas relações estabelecidas consciente ou inconscientemente são fruto da convivência diária ou mesmo esporádica de uns com outros. Um exemplo mais contundente é o que ocorre com o grupo familiar que se estabelece a partir do conhecimento, inicialmente precário entre homem e mulher, cuja convivência motiva o surgimento da relação e como conseqüência, chega ao casamento. Dessa união, vem os filhos e demais parentes, tornando mais consistente o grupo familiar unidos e coeco. Não é muito diferente o convívio existente entre sócios de uma entidade, tendo em vista que o relacio-

namento social surgido com a adesão de quantos se mostrem dispostos s participar do grupo, vai se alargando à proporção que este convívio demonstra para os que são de fora que viver em sociedade, embora exija algum sacrif ício, é bastante prazeroso. É assim que eu me sinto como componente da ASA-5. aliado ao meu temperamento sempre alegre e comunicativo, juntam-se outros amigos os quais estão sempre a nos proporcionar mais motivação para continuarmos a freqüentar a sede de nossa Sociedade. Depois destas considerações, quero concitar os demais, aqueles que, por um motivo ou por outro, só aparecem muito esporadicamente, a que venham mais ao nosso convívio. Venham mais experimentar do bate-papo, do cafezinho ou do chá de hortelã, de maça ou de camomila servido, gentilmente, pela nossa Carol. É assim que se vive em sociedade, procurando, sob todas as formas, aprender a conviver com todos, ajudando a colocar sempre mais alto o nome da nossa querida ASA-5, Venham a ela. Só falta você. Roque Oliveira

Título da matéria O homem do interior vivia da criação de porcos para engorda e o abate para o consumo humano, especialmente em sua cidade. Numa de suas blitz para fiscalização com o intuito de verificar como estava sendo feito o abate de animais destinados ao consumo da comunidade, a Secretaria de Saúde, em convênio com a Secretaria da Agricultura colocou seus ficais em campo. Na visita que fez a este cidadão criador de porcos, houve o seguinte diálogo: Fiscal – Com que o senhor sustenta esses porcos? Homem – Oh! Moço, eles comem qualquer coisa. Ficam pastando por ai e vão comendo o que encontram. Resto de comida, lavagem, e o que encontrar. Fiscal – Como é? Então o senhor criar porcos para o consumo humano e dá e eles para comer qualquer coisa, inclusive lavagem? O senhor está multado. Dito e feito. Pegou o talão e mandou uma multa para o dono dos porcos. Algum tempo depois apareceu

outro fiscal e fez a mesma pergunta, no que o homem respondeu: Depois que fui multado porque dava lavagem e qualquer coisa que eles encontravam para comer, passei a dar arroz, carne feijão e as vezes até um macarrão. Fiscal – como é? Tanta gente passando fome e o senhor dando arroz, carne, feijão e até macarrão para os porcos? Está multado. Pegou o talão e tome-lhe multa, desta vez mais pesada. Mais algum tempo, apareceu outro fiscal. Fiscal – O que o senhor está dando para esses porcos comerem, senhor? E o homem, já prevendo uma multa, responde: olha moço, depois que me multaram porque dava qualquer coisa, inclusive lavagem; depois que me multaram porque dava arroz, carne, feijão e até macarrão eu, pra não ser multado outra vez, passei a distribuir com os porcos um vale refeição para cada um. Agora eles é que escolhem onde vão comer. Roque Oliveira


jornal asa5/setembro 2008