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Associação dos Servidores Aposentados e Pensionistas da Câmara dos Deputados Fundada em 5 de novembro de 1991

Ano 20, n.º 199

ASA-CD CORREIOS

Janeiro/Fevereiro - 2010

Brasília-DF

FELIZ ANO NOVO SÃO OS VOTOS DA DIRETORIA DA ASA/CD.

Em 2010, aos nossos associados desejamos olhos acesos, espertos o coração e os braços abertos.

Como na foto do nosso associado Roque Maldaner

DIRETOR-GERAL RECEBE O PRESIDENTE DA ASA/CD Dia 1.º de fevereiro, o DiretorGeral da Câmara dos Deputados, Dr. Sérgio Contreiras Sampaio, recebeu, em audiência, os Presidentes do Sindilegis e da ASA/CD para tratar do pagamento, por via administrativa, de parte dos valores da URV, já decidida em ação judicial promovida pelos servidores da Casa e patrocinada pelo Sindicato. A ASA/CD, representada pelo Presidente, Roberto Guimarães, e o 2º. Vice-Presidente, Pedro Alves de Freitas, defendeu o imediato pagamento, tendo em vista decisão já proferida e considerando a prioridade legal dispensada aos idosos, muitos

deles com idade avançada e doentes. Mais protelações no processo, com certeza, impedirão aos aposentados e pensionistas o recebimento do benefício. Na oportunidade, o Diretor-Geral, além de manifestar o propósito de se empenhar para a mais breve solução do processo em causa, referiu-se ao PL n.º 5.883, de 2009, que aprova o plano de especialização, reestrutura a remuneração de cargos e altera valores das tabelas, aprovado na Câmara e remetido ao Senado Federal, cujo objeto tem sido também preocupação da Mesa Diretora e da administração da Casa.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

ADICIONAL ESPECIALIZAÇÃO

O Presidente da Associação dos Servidores Aposentados e Pensionistas da Câmara dos Deputados, no uso das atribuições que lhe conferem o artigo 16 do Estatuto e suas alíneas, CONVOCA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA, a realizar-se em sua Sede Social – SGAS 610, Módulo C, Av. L2/Sul, Brasília-DF – no dia 26 (vinte e seis) de março do corrente ano, às 14h30, em primeira convocação, e às 15h30, em segunda e última convocação, para exame e decisão sobre a Prestação de Contas do Exercício de 2009, com a seguinte ordem do dia: a) Leitura do Relatório da Diretoria; b) Parecer do Conselho Fiscal sobre a gestão; c) Apreciação do Relatório e das Contas. Brasília, 5 de fevereiro de 2010. ROBERTO DE MEDEIROS GUIMARÃES – Presidente

Na foto: o Diretor-Geral, Sérgio Sampaio, e o Presidente da ASA/CD, Roberto Guimarães.

A Câmara dos Deputados, por sua Diretoria de Inativos e Pensionistas, brevemente convocará os servidores aposentados, que à época da aposentadoria, possuíam os cursos de 2º. Grau, Superior e Pós-Graduação, a fim de atualizarem o respectivo cadastro funcional. A medida objetiva atender exigência prevista no Projeto de Lei nº. 5.883 de 2009, que cria o Adicional de Especialização, já aprovado na Câmara e, em tramitação, no Senado Federal.

LEIA MAIS 2ª Página

3ª Página

4ª Página

5ª Página

6ª Página

7ª Página

8ª Página

As esperanças do Presidente para 2010

Homenagem a Joanyr de Oliveira

O cinquentenário de Brasília já começou

Aviso aos cliente da Brasil Método

O mundo fantástico dos livros

A nossa sociedade

Onde tem bolo hoje?


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Jan/Fev - 2010

EXPEDIENTE Associação dos Servidores Aposentados e Pensionistas da Câmara dos Deputados Presidência Roberto de Medeiros Guimarães Vice-Presidência Sindulfo Chaves Filho Pedro Alves de Freitas Ogib Teixeira de Carvalho Filho Secretaria Josimira Ribeiro Alves Inez Rocha Mendlovitz Luzia de Almeida Kirjner Tesouraria João Alencar Dantas Luis Carlos Boros Célia Maria de Oliveira Diretoria Social Célia Maria de Oliveira Diretoria de Comunicação e Cultura Vili Santo Andersen Conselho Fiscal Marcus Vinícius Borges Gomes Osmar Cyreno Pinheiro Maria de Fátima Lessa Magalhães Suplentes Marialba de Lima Mesquita Eudes Gomes de Oliveira Sebastião Augusto Machado Biblioteca Suelena Pinto Bandeira Neuma Pinheiro Salomão Gonçalves VOZ ATIVA Jornalista Responsável Manoel Damasceno (Mtb 0519/DF) Diagramação Rodrigo Souza / a.final@kacografica.com.br Impressão KACO Gráfica & Editora Ltda. (61) 3386-7831 SEDE SOCIAL Gerência Keli de Oliveira Barreto SGA/Sul Q 610 Cj. C. - L/2 Brasília-DF - CEP 70200-690 Fones (61) 3244-6869 (PABX) e 3244-3538

TIRAGEM 5.000 exemplares

NOSSA MENSAGEM: DIREITOS: – EXPECTATIVA PARA 2010 Novo ano se inicia e nos leva a refletir sobre os resultados alcançados no ano de 2009. E chegamos à conclusão de que ele não foi dos melhores para a classe dos servidores aposentados e pensionistas. Muitos projetos, muita luta, presença constante das entidades de classe, oba-oba, etc., mas pouco resultado positivo. Ainda não vimos quaisquer justificativas plausíveis para o não atendimento dos vários pleitos em tramitação nas Casas do Congresso, apesar de contarmos com a participação efetiva de alguns parlamentares solidários às nossas causas. A ASA/CD, juntamente com as demais entidades congêneres, terá muito trabalho pela frente. Estamos conscientes das dificuldades no tratamento com as lideranças partidárias e membros das Mesas Diretoras, também de que estamos no começo de um ano eleitoral, o que nos poderá ajudar. Somente para lembrar, relacionamos algumas das propostas e tarefas de grande interesse da classe: a) Acompanhamento no Senado Federal da tramitação do PL nº 5.883, de 2009, que “reestrutura a remuneração dos cargos de natureza especial, altera a tabela de fatores da Gratificação de Atividade Legislativa devida aos servidores efetivos da Câmara dos Deputados; revoga o art. 4º da Resolução nº 28, de 1998, e o art. 1º da Resolução nº 39, de 2006, ambas da Câmara dos Deputados; e dá outras providências”. Aqui também está incluído o Adicional de Especialização. b) Manter contato permanente com a Administração da Câmara dos Deputados na busca da possibilidade do pagamento da URV dentro do menor prazo possível e pela via administrativa. Os aposentados, e a maioria dos pensionistas, encontramse com idade avançada e muitos com doenças graves, o que nos leva a exigir um tratamento diferenciado na solução

dessas pendências (Lei nº 12.008, de 29/7/2009 – prioridade na tramitação). c) Acompanhar de perto todas as Propostas de Emenda à Constituição em favor dos servidores aposentados e que dizem respeito à recuperação de direitos subtraídos e/ou a concessão justa de outros direitos e garantias. Para não ser cansativo, selecionamos duas: – PEC nº 555, de 2006, de autoria do Deputado Carlos Mota, que “revoga o art. 4.º da Emenda Constitucional n.º 41, de 2003, o qual estabeleceu o desconto previdenciário sobre os proventos dos servidores aposentados em todos os níveis federal, estaduais e municipais”. Esta Proposta já tem Comissão Especial designada, mas ainda não instalada. A sua instalação depende de decisão e vontade política do Presidente da Câmara, Deputado Michel Temer. – PEC n.º 270, de 2008, de autoria da Deputada Andréia Zito. “Visa restabelecer proventos integrais da aposentadoria por invalidez permanente ao servidor titular de cargo efetivo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, que tenha ingressado no serviço público até 16 de dezembro de 1998, desde que a invalidez permanente seja decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, ...” A Comissão Especial foi instalada em 2009, está em funcionamento e há possibilidade de, em breve, termos a aprovação do relatório e seu encaminhamento ao Plenário. O relator é o Deputado Arnaldo Faria de Sá, defensor incansável da nossa causa. A ASA/CD espera contar com o apoio dos associados nessas campanhas. Quando se fizer necessária a participação de aposentados, organizados em comissões, faremos os convites. Roberto de Medeiros Guimarães Presidente da ASA/CD.

JORNALISMO DE VOZ ATIVA TEM NOVO RESPONSÁVEL Em substituição a Joanyr de Oliveira, recentemente falecido, assumiu os encargos de assistência jornalística de VOZ ATIVA o nosso colega associado da ASA/CD Manoel Damasceno. Aposentar-se não é simplesmente recolher-se aos aposentos. É prosseguir na luta por melhores dias, em particular, pelo aperfeiçoamento dos meios de comunicação, que sempre foram os ideais desse nobre companheiro.

Na foto: Vili Santo Andersen, Diretor de Comunicação e Cultura, Roberto Guimarães, Presidente da ASA/CD, João Alencar Dantas, Primeiro-Tesoureiro, e Manoel Damasceno, na primeira reunião de trabalho.


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2010/123 Colaboradores

Vili Santo Andersen (Coordenador) Anderson Braga Horta Mário Teles de Oliveira Diagramação Kaco Gráfica e Editora Endereço para Correspondência: SGA/Sul Q 610 Cj. C. - L/2 Brasília-DF - CEP 70200-690 Fones (61) 3244-6869 / (PABX) 3244-5673

JOANYR DE OLIVEIRA (1933-2009)

J

A propósito do falecimento do poeta JOANYR DE OLIVEIRA, nosso estimado colega, Chefe de Editoração e Redação do Voz Ativa e colaborador permanente do Suplemento Literário Ler & Escrever, fez Anderson Braga Horta um breve resumo de sua vida literária. Transcrevemos do ensaio, publicado no Jornal Opção, de Goiânia:

o­anyr de Oli­vei­ra nos dei­xou na ma­nhã do dia 5 des­te de­zem­bro. Foi se­pul­ta­do no dia se­guin­te, exa­ ta­men­te quan­do com­ple­ta­ria 76 anos. Acom­pa­nhei sua tra­je­tó­ria des­de os iní­cios de Bra­sí­lia, quan­do aqui, re­cémche­ga­dos, nos en­con­tra­mos. Da cur­va lu­ mi­no­sa de sua pas­sa­gem fui testemunha privilegiada. Quan­do che­guei a Bra­sí­lia — e is­so vai com­ple­tar meio sé­cu­lo em ju­lho de 2010 —, vin­do de Mi­nas, de Go­i­ás e do Rio de Ja­nei­ro, che­guei só. A ci­da­de, in­ci­pi­en­te e va­zia, de ter­ras ver­me­lhas re­vol­vi­das e edi­fí­ci­os a bro­tar do chão co­mo do na­da, via-se do al­to co­mo uma cha­ga ou uma ro­sa no cer­ra­do. Mais cha­ga do que ro­sa, nes­se en­tão... Se a ami­za­de é uma das coi­sas que dig­ni­fi­cam o ho­mem, na­que­les pri­mór­ di­os bra­si­li­en­ses era de cer­to mo­do uma ne­ces­si­da­de vi­tal. Uma das pri­mei­ras e mais só­li­das ami­za­des que fiz aqui — e te­nho a ale­gria de di­zer que mui­tos ami­ gos fui en­con­tran­do ou re­en­con­tran­do nes­tas pla­gas, ao lon­go des­tes mui­tos anos — foi Jo­anyr de Oli­vei­ra. Apro­xi­ma­ vam-nos al­guns pon­tos em co­mum. Éra­ mos am­bos mi­nei­ros, eu de Ca­ran­go­la, na Zo­na da Ma­ta, ele do Va­le do Rio Do­ce, da ci­da­de de Ai­mo­rés, on­de mi­nha fa­mí­ lia re­si­diu por al­gum tem­po, nos idos de 1947. Tí­nha­mos pou­co mais ou me­nos a mes­ma ida­de. Eu fun­cio­ná­rio da Câ­ma­ra dos De­pu­ta­dos, em cu­jo ser­vi­ço ele tam­ bém lo­go in­gres­sa­ria. Ele ca­sa­do já, e pai de fi­lhos, eu nas an­te­vés­pe­ras de cons­ti­ tu­ir fa­mí­lia. Ele com um li­vri­nho pu­bli­ca­do em 1957 — Mi­nha Li­ra, por ele mes­mo re­pu­ta­do ima­tu­ro —, eu ini­ci­an­do um ba­ ter de asas em an­to­lo­gi­as, uma das qua­is or­ga­ni­za­da pe­lo in­fa­ti­gá­vel Wal­mir Aya­la. Cla­ro que, de to­das as nos­sas afi­ni­da­des, a Po­es­ ia era a mais no­tá­vel; mas eu afir­ mo que ami­za­des du­ra­dou­ras e pro­fun­das re­que­rem mais do que es­sa ou qual­quer ou­tra co­mu­ni­da­de de cul­tos: elas pe­dem por ba­se uma si­mi­li­tu­de de dis­po­si­ções de

es­pí­ri­to an­tes mo­dais que de­no­mi­na­ti­vas. Jo­anyr foi um gran­de tra­ba­lha­dor li­te­rá­ rio. Além dos li­vros no gê­ne­ro que o con­ sa­grou, pu­bli­cou con­tos e um ro­man­ce, es­cre­veu crô­ni­cas pa­ra o rá­dio, man­te­ve co­lu­nas de li­te­ra­tu­ra em mais de um jor­ nal, di­ri­giu re­vis­tas, foi só­cio fun­da­dor da As­so­cia­ção Na­ci­o­nal de Es­cri­to­res (ANE), que pre­si­diu, até re­cen­te­men­te, com es­ pí­ri­to de lu­ta, aju­dou a cri­ar aca­de­mi­as; e po­de-se di­zer que al­can­çou uma po­si­ção ím­par co­mo an­to­lo­gis­ta de po­es­ ia. Em

1962 lan­çou, pe­la Edi­to­ra Dom Bos­co, Po­ e­tas de Bra­sí­lia, no di­zer de Jo­sé Ro­ber­to de Al­mei­da Pin­to “a pri­mei­ra ma­ni­fes­ta­ção co­le­ti­va li­ga­da à po­e­sia de Bra­sí­lia”, e no de Na­po­le­ão Va­la­da­res, “a pri­mei­ra obra li­ te­rá­ria edi­ta­da na no­va Ca­pi­tal”. Em 1971 vi­ria a An­to­lo­gia dos Po­e­tas de Bra­sí­lia, pe­la Co­or­de­na­da Edi­to­ra. Em 1982, em vez de se li­mi­tar aos po­e­tas lo­ca­is, pro­du­ ziu uma an­to­lo­gia te­má­ti­ca: Bra­sí­lia na Po­ e­sia Bra­si­lei­ra (Edi­to­ra Cá­te­dra, com apoio do Ins­ti­tu­to Na­ci­on ­ al do Li­vro, de sa­u­do­ sa me­mó­ria), sa­u­da­da en­tu­si­as­ti­ca­men­te por nomes como Drum­mond, Alphon­sus de Gui­ma­ra­ens Fi­lho, Mu­ri­lo Ru­bião e Do­

min­gos Car­va­lho da Sil­va. De 1998 é Po­ e­sia de Bra­sí­lia (Set­te Le­tras), e o co­ro de elo­gi­os se acres­ce das vo­zes de Ivan Jun­ quei­ra, Wil­son Mar­tins, Lê­do Ivo e outros. O an­to­lo­gis­ta dei­xou pe­lo me­nos es­ bo­ça­da uma se­le­ção de po­e­tas de 1933, e pre­pa­ra­da uma de Po­e­tas dos Anos 30, am­bas ide­a­das por Fer­nan­do Men­des Vi­ an­na, pou­co an­tes de mor­rer, a se­gun­da com edi­ção pre­vis­ta pa­ra 2010, ano do cin­ quen­te­ná­rio de Bra­sí­lia. La­men­ta­vel­men­te, pa­re­ce que se frus­tra­ram su­as ten­ta­ti­vas de apoio fi­nan­cei­ro... O po­e­ta es­te­ve lon­ge de ser um aco­ mo­da­do. Ten­do-se ini­ci­a­do no jor­na­lis­mo em Vi­tó­ria, fun­dou e di­ri­giu pe­ri­ó­di­cos de na­tu­re­za re­li­gi­o­sa no Rio, em São Pau­ lo, em Go­i­â­nia e ou­tras ci­da­des de Go­i­ ás. Sua li­ga­ção com es­te Es­ta­do não se li­mi­ta aos pla­nos li­te­rá­rio e re­li­gi­o­so, mas es­ten­de-se à po­lí­ti­ca: foi sub­che­fe do ga­ bi­ne­te ci­vil, su­plen­te de de­pu­ta­do es­ta­du­al e o can­di­da­to à Cons­ti­tu­in­te mais vo­ta­do na co­li­ga­ção PDT-PJ, não ten­do si­do elei­to por ques­tões de le­gen­da. Dei­xou as ter­ras ca­ri­o­cas pe­lo Pla­nal­to Cen­tral pa­ra exer­ cer o car­go de re­vi­sor do De­par­ta­men­to de Im­pren­sa Na­ci­o­nal. Na Uni­ver­si­da­de de Bra­sí­lia ini­ciou o cur­so de Fi­lo­so­fia Pu­ra, vin­do, en­tre­tan­to, a se di­plo­mar em Di­rei­ to pe­la Uni­ver­si­da­de do Dis­tri­to Fe­de­ral. Pas­tor evan­gé­li­co, ti­nha a pa­la­vra flu­en­ te e in­fla­ma­da. Lo­go nos seus pri­mei­ros anos bra­si­li­en­ses ten­tou o co­mér­cio; nos úl­ti­mos, de­di­cou par­te de sua ener­gia a uma pe­que­na in­dús­tria; ma­logrou-se em ambos...­ A es­sas e ou­tras ati­vi­da­des de­vo­tou boa par­te de sua gran­de ca­pa­ci­da­de de tra­ba­lho, ne­las re­a­li­zou com gar­ra e com­ pe­tên­cia sua mis­são de ser­vir. Em ver­da­ de, po­rém, Jo­anyr era fun­da­men­tal­men­te po­e­ta. Uma vo­ca­ção pa­ra a po­e­sia co­mo pou­cas te­nho vis­to. Mui­tos de nos­sos me­ lho­res crí­ti­cos es­cre­ve­ram vi­go­ro­sa e po­ si­ti­va­men­te so­bre seu fa­zer po­é­ti­co. Um dos que o vi­ram mais in­ti­ma­men­te e me­ lhor o iden­ti­fi­ca­ram foi tal­vez Oswal­di­no


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Mar­ques, que, pre­fa­ci­an­do a an­to­lo­gia Ca­su­los do Si­lên­cio (Rio, 1988), sen­ten­ci­a­va: “Jo­anyr de Oli­vei­ra pen­sa ima­ge­ti­ca­men­te”, des­se mo­do lhe su­bli­nhan­do a sin­ta­xe ni­ti­da­men­te di­fe­ren­ci­a­da da sintaxe da prosa. Joanyr so­fria de di­ab ­ e­tes, mal in­si­di­o­so a que não da­va o de­vi­ do res­pei­to; em con­se­quên­cia de­le, per­deu uma das vis­tas e fi­cou com a ou­tra for­te­men­te com­pro­me­ti­da. Não se dei­xou aba­ter, e pros­se­guiu sua lu­ta. Com o pas­sar dos anos, po­rém, o mal ia-lhe mi­nan­do o or­ga­nis­mo. Ul­ti­ma­men­te po­dia-se-lhe no­tar al­gu­ma al­ te­ra­ção de hu­mor, al­gu­ma mu­dan­ça de gê­nio. Desse período há um po­e­ma de­ci­di­da­men­te amar­go, in­ti­tu­la­do “Des­pe­di­da”. Ami­ga­vel­men­te in­ter­pe­la­do por Ro­nal­do Ca­gi­a­no, con­fes­sou-lhe que sen­tia apro­xi­mar-se o fim de sua jor­na­da. Deixou-nos o po­e­ta, ao ca­bo de uma tem­po­ra­da de dois meses de hos­pi­tal. Le­gou-nos, con­tu­do, a ma­gia de um ver­bo en­ can­ta­tó­rio, de um li­ris­mo te­lú­ri­co e cós­mi­co, de su­a­ve mis­ti­cis­mo e, contu­do, de vi­o­len­ta de­nún­cia das mi­sé­rias do ho­mem. Es­se le­gado se ma­ni­fes­ta num pu­nha­do de li­vros, to­dos de ele­va­da fei­ tu­ra poé­ti­ca, pu­bli­ca­dos en­tre 1976 e 2004, no Rio, em Bra­sí­lia e nos Es­ta­dos Uni­dos, on­de mo­rou por al­gum tem­po: Can­ta­res, O Gri­to Sub­mer­so, Ca­su­los do Si­lên­cio, So­be­ra­nas Mi­to­lo­gi­as e A Ci­da­de do Me­do, Lu­ta A(r)ma­da, Fla­gran­tes Lí­ri­cos, Plu­ri­can­to — Trin­ta Anos de Po­es­ ia, Can­ção ao Fi­lho do Ho­mem, Tem­po de Cei­far, 50 Poemas Es­co­lhi­dos pe­lo Au­tor, An­to­lo­gia Pes­so­al. O re­ co­nhe­cimen­to des­se la­bor de elei­ção es­tá nos inú­me­ros pro­nun­ci­ a­men­tos da crí­ti­ca mais qua­li­fi­ca­da, nas di­ver­sas pre­mia­ções, na in­clu­são em con­cei­tu­a­das an­to­lo­gi­as — no Bra­sil e no ex­te­ri­or. Es­tou cer­to de que per­ma­ne­ce­rá em nos­sa me­mó­ria cul­tu­ral — se bem re­co­nhe­ça que uma es­pé­cie de ob­tu­sa am­né­sia ron­da os mei­os que de­ve­ri­am man­tê-la vi­va. Bra­sí­lia, es­pe­ci­al­men­te, lhe de­ve is­so. Foi um dos mai­o­res can­to­res da ci­da­de, e se­gu­ra­men­te quem mais con­tri­bu­iu pa­ra di­fun­dir a po­e­sia que ne­la e em tor­no de­la se tem pra­ti­ca­do. Mas tam­bém acre­di­to que ago­ra pou­co lhe im­por­tem a gló­ria e ou­tras cir­cun­stân­cias. Li­ber­tou-se. Co­mo diz num po­e­ma — “Pás­ sa­ro Eté­reo” — de­di­ca­do a ou­tro po­e­ta ex­tra­or­di­ná­rio, Jo­sé San­ ti­a­go Naud, De­so­bri­ga­do en­fim de os­sos, car­ti­la­gens, en­tra­nhas, epi­der­me (abo­mi­ná­vel far­do), no tri­un­fal en­la­ce além do pen­sa­men­to, o ho­mem, pás­sa­ro eté­reo, abar­ca os uni­ver­sos e so­le­ne se in­se­re no sa­gra­do in­fi­ni­to. Assim seja.

An­der­son Bra­ga Hor­ta

BRASÍLIA CINQUENTENÁRIA Em 1960, Brasília nascia e o Brasil comemorava 460 anos de seu descobrimento. Neste ano de 2010, o Brasil completará 510 anos e Brasília o seu primeiro cinquentenário. O suplemento literário Ler & Escrever, de Voz Ativa, no ano 2000, festejou, durante o ano inteiro, os 500 anos do descobrimento do Brasil, publicando mensalmente artigos, poemas, ensaios, histórias registrados pela literatura brasileira naquele período. Faz o mesmo agora, destacando nos 50 anos de Brasília o que de mais relevante os prosadores e poetas da cidade compuseram em seu louvor. Iniciamos divulgando o poema “Brasília”, de Joanyr de Oliveira, falecido recentemente, o qual se destacou como um dos primeiros a dedicar-se de corpo e alma às atividades literárias na nova Capital. O poema, oferecido a Lúcio Costa, consta da antologia Poemas para Brasília, que reúne um mosaico de composições sobre esta metrópole do Planalto Central.

Amorosa e clara, a cidade voa com as próprias asas. Alegorias em pluma, estátuas no rosto das águas. Arcos, trevos, o verde. Eixos geram esperança na fronte do homem. O lago ama com os braços, abarcando o equilíbrio. A terra afina os tímpanos e as perfeitas retinas: canta nas noites a fonte. Artérias humanas e urbanas em suas vigílias: áureas dádivas: o branco, as superquadras. (O pretérito nos mausoléus, longe de nossos cânticos.) Amorosa e clara, a cidade voa com as próprias asas.

RELEMBRANDO O CARNAVAL Haroldo Lobo e Antônio Gabriel Nássara, poetas da música popular brasileira, compuseram para o Carnaval de 1940 a inesquecível marchinha “Allah-lá-ô”. Numa alusão ao forte calor reinante naquele verão os poetas cantaram: Allah-lá-ô / ô, ô, ô, ô, ô, ô, / Atravessamos o deserto do Saara / o sol estava quente / e queimou a nossa cara. E concluíram por pedir água a Alá: Manda água pra iôiô, / manda água pra iaiá, / Allah, meu bom Allah! Meu Deus! Como tem gente pedindo água pra Allah! Em consequência, como Allah tem mandado água neste verão.


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FESTEJANDO ANIVERSÁRIO – 4 de janeiro de 1839: Nasce na Fazenda da Prata, em Silva Jardim, Estado do Rio de Janeiro, o poeta Casimiro José Marques de Abreu. Poeta essencialmente lírico. Viveu a época de ouro do Romantismo. Talvez herdeiro de um romance tempestuoso vivido pelo pai, um comerciante rico português, com uma fazendeira do município. Publicou apenas um livro: As Pri­ maveras (1839). Já naquela época os poetas viviam às turras com os desvios políticos e sociais. Eis trechos de um poema seu: Venha a sátira mordente, / Brilhe viva a tua veia. / Já que a cidade está cheia / Desses eternos Manés: / Os barões andam às dúzias / Como os frades nos conventos, / Co­ mendadores aos centos, / Viscondes – a pontapés. // (...) Pinta este Rio num quadro: / As letras falsas dum lado. / As discussões do Senado, / As quebras, os trambolhões, / Mascates roubando moças, / E lá no fundo da tela / Dese­ nha a febre amarela, / Vida e morte aos cachações. Além de alguns versos pitorescos e folclóricos, destacase em sua obra um poema, vivamente festejado até hoje: “Simpatia é quase amor”. O poeta morreu a 18 de outubro de 1860 na sua terra natal, hoje, em sua homenagem, denominada município Casimiro de Abreu.

RIO DE JANEIRO ÀS AVESSAS No Rio de Janeiro, no primeiro dia do ano, o turista mineiro cantarolou Carlos Drummond: RIO EM FLOR DE JANEIRO 22.1.1980 A gente passa, a gente olha, a gente para e se extasia. Que aconteceu com esta cidade da noite para o dia? O Rio de Janeiro virou flor nas praças, nos jardins dos edifícios, no Parque do Flamengo nem se fala: é flor, é flor, é flor. Em seguida, foi para Angra dos Reis... e chorou.


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NOSSA ESTANTE

V.S.A

EU, PETER PORFÍRIO, O MAIORAL, de Alaor Barbosa (Alfragide, Portugal: Publicações Dom Quixote, 2009) Ieu li o romance do meu amigo Alaor todinho. Acabei de ler e fiquei falando assim... ieu pra cá, ieu pra lá. A capacidade de convencimento desse tal Porfírio é alguma coisa extraordinária. De repente, deixa de comprar fazendas de bois para comprar um banco. Atividade diametralmente diversa da que o fazendeiro conhecia como a palma da própria mão. Se banco eu tivesse também lhe venderia. Esse Porfírio é mesmo um astucioso e sagaz homem de negócios, nascido e vivenciado no interior de Goiás. Sempre soube que contar dinheiro é melhor do que contar bois. Trata-se de uma história rural contada pelo escritor brasileiro que melhor sabe contar histórias regionalistas, haja vista publicações anteriores do mesmo gênero. O livro foi editado em Portugal, encurtando assim a distância entre o Brasil e a Suécia, onde, todos os anos, o Prêmio Nobel de Literatura destaca um escritor, dentre os que exercitam esse mister nos cinco continentes. Esse fazendeiro Porfírio é capaz disso. O MUNDO DEPOIS DO FIM, de Gabriel Marinho (Brasília: A3 Gráfica e Editora, 2009) O Autor demonstra, aos dezenove anos de idade, extraordinária desenvoltura de raciocínio e conhecimento capaz de conceber uma história ficcional com tantos personagens e com ingredientes que clareiam avanços marcadamente futuristas no tempo e no espaço. Imagino (e aqui fala o leitor leigo em literatura) ser extremamente difícil desenvolver uma narrativa em forma de diálogos com a precisão e a espontaneidade do jovem escritor, filho de uma poetisa (Isolda Marinho), que envereda na direção contrária à da poesia lírica para uma outra prosaísta, ousadamente avançada e tecnológica – indiscutíveis sinais de tempos modernos. Siga em frente, companheiro! Viva bastante. O Brasil precisa de promissoras incursões em novas searas nesta fecunda arte de escrever.

BIBLIOTECA

Dando prosseguimento às atividades do inventário e de avaliação do acervo bibliográfico, a Biblioteca ASA/CD estará promovendo a atividade de “Descarte” – ato que consiste em retirar do acervo livros, folhetos, periódicos e audiovisuais que se enquadrem nos seguintes critérios: a) obra cujo suporte encontra-se deteriorado, sendo que a sua restauração não é relevante para a coleção; b) obsolescência do conteúdo, principalmente, de livros técnicos e didáticos, ou mesmo quanto à defasagem do conteúdo, em relação à matéria tratada; c) frequência baixa ou inexistência de consulta e empréstimo da obra; d) obras que não se ajustam com o perfil dos usuários. Vale ressaltar que o Descarte é uma operação imprescindível, objetivando a:

COMENTÁRIOS EVANGELHO SEGUNDO JESUS CRISTO, de José Saramago A Biblioteca da ASA/CD, pinçou alguns trechos breves sobre a obra do festejado escritor português: – De Cesar António Molina, Diário 16, Madrid, 29 de maio de 1992: Há que esclarecer que Evange­ lho segundo Jesus Cristo não é um Evangelho, mas um romance. Um romance que parte de determinados acontecimentos históricos fundamentais para uma das principais religiões do mundo. – De Luciana Stegagno-Picchio, La Republica, Roma, 1º de maio de 1992: Este seu Evangelho leigo, até se disse blasfemo, em relação a uma fábula canônica, que não suporta sequer a comparação com a terna inflorescência dos evangelhos apócrifos, nada tem a ver com a tradição renaniana das «vidas de Jesus» positivas. – O nosso poeta Sonilton Campos, a propósito do escritor e da obra em referência, deu também, a 26.11.2009, a sua contribuição trovadoresca e caricata: Lendo o José Saramago, vejo no seu Evangelho que ele pode sarar mago, mas não pode sarar velho...

1. manutenção do espaço físico da Biblioteca, tendo em vista o crescimento do acervo; 2. verificação da qualidade do conteúdo e do suporte físico das obras; 3. controle de material duplicado, que exceda à quantidade prevista nos critérios da Política de Desenvolvimento do Acervo; 4. utilização de recursos financeiros de maneira mais eficiente; 5. doação ou intercâmbio de obras para outras bibliotecas. Cientes da limitação ou inexistência de obras relativas a assuntos de interesse dos nossos usuários, contamos com a colaboração dos associados, no intuito da indicação de obras a serem adquiridas, bem como de oferecer sugestões no que concerne ao material a ser descartado pela Biblioteca.


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Jan/Fev - 2010

AGENDA SOCIAL DOMINGUEIRAS DANÇANTES (das 20 às 24 horas)

CHÁ-PAPO Primeiro Chá-Papo do ano: dia 26 de fevereiro (sextafeira) a partir das 17 horas. Venha comemorar conosco os aniversariantes de janeiro e fevereiro e compartilhar com eles o bolo e o “parabéns para você”.

Programação para o mês de fevereiro Dia 7 – Márcia Ayalla Dia 14 – Márcia Ayalla (Carnaval) Dia 21 – Emerson Fortes Dia 28 – Vitrini Musical A Domingueira do dia 14 será dedicada ao Rei Momo. Ponha a sua máscara nova, vista a sua fantasia, de pierrô ou colombina, traga um saco de confete, dois quilômetros de serpentina e venha brincar conosco. Organize o seu grupo ou venha pular sozinho. O importante é festejar a alegria. Merecerão destaques os grupos mais animados e as fantasias mais originais.

CURSO DE PINTURA 2010 O Prof. Costeros está organizando novas turmas do Curso de Pintura ASA/CD. Venha assistir, sem compromisso, uma aula de pintura, às terças e quintas-feiras, às 15 horas, na Sede do Clube ASA, na L-2/Sul. Desafie suas mãos prendadas. Desperte o artista que há em você!

RELEMBRANDO A FESTA DE ANIVERSÁRIO DA ASA/CD - 2009

A Diretora Social e o 3º Vice-Presidente inspecionam o salão. Ao fundo Dantas e Maria Júlia

O casal Silvia e Luís Vasconcelos

A Diretora Social, Maria Célia, anuncia o início da festa

O casal Alvarina e Carlos

E o baile começa

O casal Áurea e Boros

Nossos Ilustres frequentadores, convidados, prestigiam a grande festa de aniversário da ASA/CD – 2009.


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Jan/Fev - 2010

GRUPO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL Comunicado Caro Associado Temos muitas batalhas pela frente. Nosso grupo levantou uma importante necessidade em cuja solução podemos começar a trabalhar desde já. Constatamos que muitos de nossos colegas necessitam de algum equipamento para ajudar a melhorar a sua qualidade de vida, temporariamente. Por isso, decidimos criar um banco de empréstimo de materiais que possam ser úteis a alguém, tendo deixado de ser útil a alguns de nós. Nosso banco está com o estoque zerado. Assim, aceitamos doação. O colega que dispuser de qualquer objeto de auxílio à locomoção (muleta, bengala, andador, cadeira de rodas, maca, etc.) ou qualquer aparelho que seja utilizável por portador de necessidades especiais, tais como medidor de glicose, ou qualquer coisa que lhe tenha sido útil de alguma forma, e do qual não precise mais, pode fazê-lo útil para algum de nossos colegas associados. A ASA criará um banco de empréstimos desse tipo de equipamento auxiliar à melhora de nossa qualidade de vida. Se algum colega se candidata a consertar os equipamentos disponibilizados, também será muito bem-vindo. Sabemos que alguns de nossos amigos dispõem de alguma coisa que não lhes será mais útil. Portanto, estamos colocando a sua ASA à disposição dessa prestação de serviço. A vida agradece. Atenciosamente Ogib Teixeira de Carvalho Filho 3º Vice-Presidente – Coordenador

O destino nos dá os irmãos, mas o coração escolhe os amigos. 1º – Eurico Afonso Carneiro / Inácio João da Silva / Maria Ita Barreto Mello. 2 – Ada Stella Bassi Damião / Marco Aurélio de Alcântara / Maria Marlene Santos Rodrigues / Regina Beatriz Ribas Mariz / Rivaldo Alfredo Costa. 3 – Denise Ferrez Alves de Macedo / Derly Gomes de Almeida / Edna Gondim de Freitas / Ildenir Maria de Carvalho Braga / Maria Aparecida de Figueiredo Gaudêncio. 4 – Claudete Lopes Lima / Leni do Carmo América / Sônia Maria Silvestre de Carvalho. 5 – Ilmar Freitas de Oliveira / Léa Fonseca Silva / Leila Aparecida de Pina Jaime / Milton Alves Faria. 6 – Acledy Dias da Costa / José Bernardo Filho. 7 – Dinah Maria Watzke / Edmo Frossard Paixão / Mussolino Santoro / Nivaldo Rodrigues de Moraes. 8 – Leda Gayer Costa / Sebastião de Oliveira Brito. 9 – Francisco Barbosa do Nascimento / Itamar Costa / Ruth Leite de Souza / Ruth dos Santos Rodrigues. 10 – Deocleciano Lopes dos Reis / Irisma Rodrigues de Andrade / Maria de Lourdes Abelha Coelho dos Reis / Maria do Socorro Sousa Costa / Milton Novato de Carvalho / Nair Gai / Nilza Silva Correia / Rita de Cássia Ramos Maciel. 11 – Maria de Fátima Siqueira Mattos / Maria Ivone Magalhães Soares / Ubiratan Ouvinha Peres / Uyara Mendes de Oliveira. 12 – Amauri Freire da Costa / Antônio Leonides Salles / Jorge Soares / José de Anchieta Souza / Zelina Maria da Rocha. 13 – José Arimathéa de Araújo Athayde Lima / Lúcia Perlingueiro Lovisi Brasil / Sebastiana Bastos Costa / Vanduí Brito da Silva / Volmar Renê Alves Dornelles. 14 – José Gomes Pereira / Márcia Nogueira de Souza / Maria dos Anjos Cruz Rego / Paulo Henrique da Matta Machado. 15 – Alayde Ramos de Lucena / Lia Campista Santos / Nydia de Castro e Costa Barrozo / Sofia Fernandes de Souza e Silva / Zuleide de

Sylvio Vianna Freire Faleceu no Rio de Janeiro, no dia 25 de janeiro último, o nosso colega e colaborador assíduo do Voz Ativa e do suplemento literário Ler & Escrever, o mais antigo funcionário vivo, aposentado da Câmara dos Deputados, Sylvio Vianna Freire. A saudade já, agora, apenas nos permite dizer: Não sei se o Sylvio foi poeta, mas sei que sua vida foi um poema. Um longo poema... de 106 versos, um para cada ano de vida. De fecundas realizações que resplandeceram na poesia dos homens. “Se tivesse desejo de melhorar de vida, de alcançar uma posição respeitável, só há um caminho: a Educação!” (SVF)

Siqueira Ferreira Leite. 16 – Braz da Rocha Medeiros / Benedita Teixeira Sampaio / Célia Ribeiro Cordeiro da Silva. 17 – Anísio de Carvalho Neto / Carmem Maria das Graças Duarte / Luiza Rosalina da Paixão / Maria Laura Coutinho / Otávio Rocha Menezes Filho. 18 – Carlota Guedes de Albuquerque / Guiomar Ribeiro da Silva Camargo / Luzia Batista Frutuoso / Maria do Socorro Costa Ferreira / Tarcísio José França. 20 – Agostinho Rocha Ferreira / Elba Machado Veloso / Etiennette Tavares de Lyra / Francisca Carvalho Rodrigues / Gelma Barreto Vieira / Ivone de Barros Teixeira Barbosa / Luis Carlos Boros / Waldir Fabiano Aguirra. 21 – Déa Lúcia de Sá Giovanini / Irma Pereira Freitas / Marlene Vale Soares Silva / Sebastião Mariano de Oliveira / Tâmara Lorena de Souza Silva. 22 – Adeildo Alves da Silva / Adilson Domicias Bernardes / Annita Cruz Lopes de Siqueira / Norma Abranches Santoro / Onilo Alves dos Santos / Renato Luiz Leme Lopes. 23 – Alberto Sales Figueira / Conceição de Maria Pires Irineu / Iran Maia Júnior / José Wilson Barbosa A Júnior / José Moura Neto Ferreira da Silva / Maria Aparecida Bráulio / Maria Célia de Carvalho Costa. 24 – Alcíria dos Santos Siqueira / Miriam Maria Bragança Santos / Roberto Ronald de Almeida Cardoso. 25 – Acy Nogueira da Gama / Adismar Freire do Nascimento / Cléa de Cergueira Cezar Roque da Silva / Guilherme Pereira Leal / Heloísa Paranhos Nirenberg / Ozires Bulhões de Amorim / Sônia Lygia Fleury Machado Caldas. 26 – Diva Fernandes Braga / Maria das Graças Pinheiro da Silva / Paulo Augusto Soares Bandeira / Paulo de Souza / Terezinha Benac. 27 – Erles Janner Costa Gorini / Ivo Lopes de Toledo / Joel Ferreira Cohen / Jonas Rodrigues de Faria. 28 – Ary Porto Nunes / Bianor Antunes de Siqueira / Hamilton Balão Cordeiro / Irene Maia Cavalcanti / Jair Pereira Barbosa / Mário Teles de Oliveira / Yara Guanaes Neiva Martins.

FALECIMENTOS Senhor! Não se faça, contudo, a minha vontade, mas Tua (Le 22.45) Maria Conceição C. J. Silva 3/12/2009 Joanir Ferreira de Oliveira 5/12/2009 Anita Bochner 20/12/2009 Otacílio R. de Lacerda 27/12/2009 João Batista Corrêa 28/12/2009 Aldo S. do Nascimento 6/1/2010 Alzira Honório P. Galvão 12/1/2010 Louremar Zanella 13/1/2010 Sylvio Vianna Freire 25/1/2010 Joaquim G. de Alencar 26/1/2010

Voz_Ativa_v20_n199-Janeiro-Fevereiro_2010  

Como na foto do nosso associado Roque Maldaner Homenagem a Joanyr de Oliveira Brasília-DF Na foto: o Diretor-Geral, Sérgio Sampaio, e o Pres...