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Eu sou a videira, vós os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. ( João 15:5 ) Associação Árvore da Vida * Publicação Mensal * Ano 21 - Número 220 * R$ 2,80

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O SOFRIMENTO HUMANO

Um cristão deveria ter os olhos postos no mundo que há de vir. Esse mundo vindouro é o reino preparado pelo Senhor Jesus para aqueles que O amam, os quais decidiram negar a si mesmos e tudo que este mundo pode oferecer (Hebreus 2:5-7). A ação de Satanás na vida das pessoas é fazê-las incrédulas por todo o tempo, para que nunca venham a crer em Cristo como seu Salvador pessoal. A ação de Satanás na vida dos cristãos é fazê-los fixar suas raízes neste mundo, para que sejam conformados a suas regras, até que acabem por amá-lo. Precisamos ter em mente que essa é uma estratégia para nos fazer perder a rota, ficar pelo caminho, nos envolver com os negócios desta vida, acomodar-nos e nos fazer esquecer para onde devemos ir. Quando o inimigo de Deus consegue atingir esse intento, tornamo-nos como um incrédulo que simplesmente estuda, trabalha, se esmera em ganhar dinheiro e curte a família. Sim, reconhecemos que o mundo tem certo colorido, uma expressão de beleza, um encanto, mas tudo isso é aparente, transitório e inconsistente. Conta-se o testemunho de uma irmã cega consagrada ao Senhor, que sabendo de uma missionária por meio de cujas orações Deus curava, resolveu procurá-la. Ela disse: “Estou aqui para que ore a fim de que eu veja”. A missionária orou e a cega passou a ver. Deslumbrou-se com a beleza do mundo: suas ofertas, cores, atrativos e tudo o mais.

Depois de um tempo, essa irmã procurou novamente a missionária e pediu-lhe que orasse, só que agora para que voltasse à condição anterior, explicando: “Antes eu via apenas Jesus; agora vejo muitas coisas, e elas me distraem.” Deveríamos rogar ao Senhor que também nos faça cegos para este mundo. É certo que, quanto mais cegos formos para o mundo, mais teremos os olhos abertos para o Senhor. No reino espiritual, quando estamos cegos é que mais vemos. A visão do mundo que há de vir deve nos controlar por completo. Quando temos essa visão, os conceitos, as prioridades e o viver são radicalmente modificados. Queremos concluir inspirando nossos leitores com as quatro atitudes de Moisés: “Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado; porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão. Pela fé, ele abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes, permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível” (Hebreus 11:24-27). Devemos nos lembrar sempre de que não somos deste mundo. Pelo contrário, fomos desarraigados dele a fim de buscar o mundo que há de vir (João 17:14-16; Gálatas 1:4; 1 Pedro 1:1).

Paulo precisou escrever duas epístolas para a jovem igreja dos tessalonicenses com o objetivo de ajudá-los a passar pelos sofrimentos que acometiam a comunidade inteira. Se você passa por algum tipo de sofrimento e precisa de consolo, essas cartas também são destinadas a você. Confira na seção Refletindo e compreenda a razão dos sofrimentos humanos. Página 5

O MINISTÉRIO EPISTOLAR DO APÓSTOLO PAULO Paulo construiu um rico conteúdo espiritual nas epístolas que escreveu às igrejas que levantou. Essas cartas foram inspiradas pelo Espírito Santo, por isso é que seu benefício alcança todo o Corpo de Cristo. Veja na coluna Sete Cestos os itens da fé e da experiência cristã que Paulo abordou em duas de suas cartas. Página 7

“CARREGAR A BATERIA” DO CASAMENTO Para um celular manter suas funções básicas em exercício, ele precisa estar com a bateria carregada. O casal também precisa “carregar a bateria” de seu casamento, e a coluna O Que Deus Uniu apresenta três maneiras de isso acontecer. Se você praticar essas orientações, temos certeza de que seu casamento será mais abençoado.

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INSTRUMENTOS NAS MÃOS DE DEUS Os livros dos Reis narram um período confuso da história de Israel. Em seu relato encontramos reis que amavam o Senhor e O seguiam, mas, no fim da vida, eles O abandonavam. Lemos também sobre lutas pelo poder, assassinatos, conspirações, idolatrias e muitos outros pecados. Há, porém, em meio a todo esse quadro tenebroso, uma figura sempre presente: o profeta, por vezes chamado simplesmente de “homem de Deus”. Deus sempre enviou profetas aos filhos de Israel para fazê-los arrepender de seus pecados e voltar a Ele. Entretanto não muitos reis deram ouvidos aos homens de Deus. Alguns o faziam por algum tempo, e logo depois voltavam a praticar obras más. O resultado disso foi a destruição do reino de Israel pela Assíria e o cativeiro do reino de Judá na Babilônia. Com essa história, podemos perceber quão importantes são para Deus os profetas. Eles são

Todas as pessoas, pois, que descenderam de Jacó foram setenta; José, porém, estava no Egito. Faleceu José, e todos os seus irmãos, e toda aquela geração. Mas os filhos de Israel foram fecundos, e aumentaram muito, e se multiplicaram, e grandemente se fortaleceram, de maneira que a terra se encheu deles. Entrementes, se levantou novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José. Ele disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é mais numeroso e mais forte do que nós. Eia, usemos de astúcia para com ele, para que não se multiplique, e seja o caso que, vindo guerra, ele se ajunte com os nossos inimigos, peleje contra nós e saia da terra. E os egípcios puseram sobre eles feitores de obras, para os afligirem com suas cargas. E os israelitas edificaram a Faraó as cidadesceleiros, Pitom e Ramessés. Mas, quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam e tanto mais se espalhavam; de maneira que se inquietavam por causa dos filhos de Israel; então, os egípcios, com tirania, faziam servir os filhos de Israel e lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro, e em tijolos, e com todo o trabalho no campo; com todo o serviço em que na tirania os serviam. Decorridos muitos dias, morreu o rei do Egito; os filhos de Israel gemiam sob a servidão e por causa dela clamaram, e o seu clamor subiu a Deus. Ouvindo Deus o seu gemido, lembrou-se da sua aliança com Abraão, com Isaque e com Jacó. E viu Deus os filhos de Israel e atentou para a sua condição. 2

os canais por meio de quem Deus faz chegar Sua Palavra aos homens e faz conhecidos Sua vontade e Seu coração. Nas mais terríveis situações em que se encontrava o povo de Israel, Deus sempre enviava alguém para falar em Seu nome a fim de reconduzir o povo a Seu caminho. Podemos dizer que, na verdade, os profetas é que governavam naquele tempo, pois eram eles que verdadeiramente expressavam e representavam a autoridade divina. Portanto, em razão da importância dos profetas para a edificação da igreja (1 Coríntios 14), vamos procurar, a partir dos fatos narrados nos livros dos Reis, um caminho prático para que também sejamos pessoas que falam por Deus e que Lhe são úteis para a edificação de Seu povo. Que é, afinal, um profeta? É alguém que fala por Deus, que é usado por Deus para transmitir Sua vontade a Seu povo. Por essa razão, ele é considerado um “homem de Deus”. Há passagens na Bíblia, especialmente nos livros dos Reis, em que aqueles

Apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Midiã; e, levando o rebanho para o lado ocidental do deserto, chegou ao monte de Deus, a Horebe. Apareceu-lhe o Anjo do SENHOR numa chama de fogo, no meio de uma sarça; Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo e a sarça não se consumia. Então, disse consigo mesmo: Irei para lá e verei essa grande maravilha; por que a sarça não se queima? Vendo o SENHOR que ele se voltava para ver, Deus, do meio da sarça, o chamou e disse: Moisés! Moisés! Ele respondeu: Eis-me aqui! Deus continuou: Não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa. Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus. Disse ainda o SENHOR: Certamente, vi a aflição do meu

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que falam por Deus são chamados de profetas e, em outras, de homens de Deus. A expressão “homem de Deus” dá-nos a idéia de posse: Deus é o possuidor, e o profeta, Seu instrumento (2 Timóteo 2:21). O profeta deve ser alguém que dá total liberdade a Deus de usá-lo conforme Sua vontade. Como profeta, não pode determinar como servir a Deus nem falar de acordo com sua própria opinião. Antes, ele fala apenas o que Deus lhe ordena. Nosso sentimento ao compartilhar essas palavras é falar sobre a importância de cada um de nós, integrantes do povo de Deus, ter sempre presente em nossa vida a palavra dos profetas para nos guardar. Por outro lado, também incentivamos a cada um de nossos leitores a se tornar um instrumento nas mãos de Deus, com a finalidade de todos promovermos a edificação da igreja, o povo de Deus hoje. (Extraído do livro A verdadeira prosperidade, de Dong Yu Lan, publicado pela Editora Árvore da Vida).

povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento; por isso, desci a fim de livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel [...]. Pois o clamor dos filhos de Israel chegou até mim, e também vejo a opressão com que os egípcios os estão oprimindo. Vem, agora, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito. Então, disse Moisés a Deus: Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel? Deus lhe respondeu: Eu serei contigo; e este será o sinal de que eu te enviei: depois de haveres tirado o povo do Egito, servireis a Deus neste monte. Disse Moisés a Deus: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros. Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir se não for obrigado por mão forte. Portanto, estenderei a mão e ferirei o Egito com todos os meus prodígios que farei no meio dele; depois, vos deixará ir. Eu darei mercê a este povo aos olhos dos egípcios; e, quando sairdes, não será de mãos vazias. (Êxodo 1:5-14; 2:23-25; 3:1-14, 19-21)


Série: O QUE A BÍBLIA DIZ ACERCA DA IGREJA A intenção desta nova série do JAV é apresentar a nossos queridos leitores o que a Bíblia diz a respeito da igreja. Na edição anterior, vimos que o livro de Deuteronômio, no Antigo Testamento, registra importantes instruções para o viver do povo de Israel naquela boa terra. Dentre as várias instruções, a mais importante dizia respeito à maneira como eles deveriam se reunir, bem como ao lugar que o Senhor havia estabelecido para todos O adorarem: Jerusalém. Vimos também que este lugar no Novo Testamento é a igreja (vide edição n.º 219). A HISTÓRIA DO REINO DE ISRAEL: UMA FIGURA DA HISTÓRIA DA IGREJA (1) 1 Reis 11:37-39; 12:25-31; 2 Crônicas 30:1, 10-13, 26 I. O orgulho de Salomão e a reação de Deus diante de seu pecado A. Deus escolheu e determinou Jerusalém para a base da unidade de Seu povo, contudo a história que a Bíblia registra é a seguinte: anos mais tarde, no apogeu do reinado de Salomão, ele construiu o templo e alguns palácios. Infelizmente orgulhou-se de tão elevada posição e cedeu às concupiscências da carne. B. Em razão disso, Deus se indignou e resolveu tirar de Salomão o reino de Israel. Assim, mais tarde, o reino foi dividido da seguinte maneira: C. Reino do norte, ou de Israel – dez tribos – Jeroboão D. Reino do sul, ou de Judá – duas tribos – Roboão (descendente de Salomão) E. A lição que devemos aprender com essa história é que nunca devemos nos orgulhar de nossa prosperidade espiritual ou material. Devemos sempre nos manter humildes e dependentes do Senhor. II. O erro de Jeroboão: incitou a divisão A. Apesar de o reino ter-se dividido, Jeroboão, rei do reino do norte, deveria ouvir o Senhor e cuidar de Seu povo, ser fiel no que Deus lhe confiara e, então, seria abençoado (1 Reis 11:37-39). Ele, porém, tentou apropriar-se do que Deus lhe confiara. B. Semelhantemente, hoje, muitas vezes achamos que é propriedade nossa o que o Senhor nos confiou para cuidar, seja trabalho, seja uma função, seja uma pessoa. Devemos sempre lembrar que o que temos nos foi dado por Deus tão somente para que cuidemos. C. Jeroboão, infelizmente, não teve esse sentimento e temeu que o povo, ao descer a Jerusalém para adorar a Deus, se inclinasse ao rei de Judá. Então fez dois bezerros de ouro

1) A Bíblia Sagrada é a revelação divina, inspirada pelo Espírito Santo; 2) Deus é único e triúno — o Pai, o Filho e o Espírito — coexistindo em igualdade de eternidade a eternidade; 3) o Filho de Deus, sendo o próprio Deus, encarnou-se para ser um homem, de nome Jesus, nascido da virgem Maria, para ser nosso Redentor e Salvador; 4) Jesus, um homem genuíno, viveu nesta terra por trinta e três anos e meio para tornar Deus Pai conhecido aos homens; 5) Jesus, o Cristo ungido por Deus com Seu Espírito Santo, morreu na cruz por nossos pecados e derramou Seu sangue para o cumprimento de nossa redenção; 6) Jesus Cristo, ressuscitou dos mortos ao terceiro dia, e em ressurreição, tornou-se o Espírito que dá vida para transmitir a Si mesmo para dentro de nós como nossa vida e tudo para nós;

e ordenou ao povo do reino de Israel que os adorasse, afirmando serem aqueles os deuses que os tiraram do Egito, e que era muito mais fácil ir a Dã ou Betel, cidades do norte, do que ir a Jerusalém (1 Reis 12:25-31). D. A Bíblia, de maneira muito incisiva, fala insistentemente do pecado de Jeroboão, que levou o povo de Deus a cair em idolatria e divisão. Por conta de seu pecado, o reino do norte foi decaindo, até ser levado cativo para a Assíria, onde o povo foi espalhado pelos povoados e cidades, enquanto Samaria, capital do reino do norte, foi ocupada por povos estranhos (1 Reis 13:33-34; 14:16). III. Ezequias, o promotor da unidade A. Jeroboão pecou contra Deus incitando a divisão de Seu povo, ao passo que Ezequias, um dos reis de Judá, fez exatamente o contrário. Em 2 Crônicas 30:1, lemos o seguinte: “Depois disto, Ezequias enviou mensageiros por todo o Israel e Judá; escreveu também cartas a Efraim e a Manassés para que viessem à casa do Senhor, em Jerusalém, para celebrarem a Páscoa ao Senhor, Deus de Israel”. B. É interessante notar que Ezequias era rei de Judá, no entanto, seu coração abrangia todo o reino, mesmo dividido. Seu sentimento era de ajuntar o povo de Deus novamente para celebrarem juntos uma festa ao Senhor. C. A situação daquela época é semelhante à de nossos dias, pois o povo de Deus está dividido e disperso. Alguém precisa ter coragem para anunciar a verdade de que Deus deseja que o povo se congregue em Jerusalém para a celebração da Páscoa. O Senhor precisa de alguém que esteja convicto de que Deus deseja a unidade e assim escreva cartas, como fez Ezequias. D. “Os correios foram passando de cidade em cidade, pela terra de Efraim e Manassés até Zebulom; porém riram-se e zombaram deles. Todavia, alguns de Aser, de Manassés e de Zebulom se humilharam e foram a Jerusalém. Também em Judá se fez sentir a mão de Deus, dando-lhes um só coração, para cumprirem o mandado do rei e dos príncipes, segundo a palavra do Senhor. Ajuntou-se em Jerusalém muito povo, para celebrar” (vs. 10-12a). E. O Jornal Árvore da Vida, assim como o rei Ezequias, assume esta responsabilidade diante de nossos leitores: promover a unidade do povo de Deus para que Seu desejo seja cumprido em nossos dias. Encorajamos também você a ser um promotor da unidade. Compartilhe com outras pessoas o que você ganhou nesta leitura, a fim de que todos celebrem uma festa ao Senhor.

7) após Sua ressurreição, Cristo ascendeu aos céus e Deus O fez Senhor de todas as coisas; 8) após Sua ascensão, Cristo derramou o Espírito de Deus para batizar Seus membros escolhidos para dentro de um único Corpo e que o Espírito de Cristo está se movendo na terra para convencer pecadores, regenerar o povo escolhido de Deus, habitar nos membros de Cristo para seu crescimento em vida e para edificar o Corpo de Cristo com vistas à Sua plena expressão; 9) no fim desta era, Cristo voltará para arrebatar os cristãos vencedores, julgar o mundo, tomar posse da terra e estabelecer Seu reino eterno; 10) os cristãos vencedores reinarão com Cristo no milênio e que todos os cristãos participarão das bênçãos divinas na Nova Jerusalém, no novo céu e nova terra, pela eternidade.

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“Ninguém se inquiete com estas tribulações. Porque vós mesmos sabeis que estamos designados para isto” (1 Tessalonicenses 3:3). Estamos cercados por sofrimentos. Por todos os lados há alguém sofrendo. Não há escapatória: ou já sofremos, ou estamos sofrendo, ou ainda haveremos de sofrer. Isso não é um presságio; é a descrição da realidade que cerca ricos e pobres, cristãos e não cristãos. Podemos conseguir a melhor profissão e o melhor salário, o mais alto diploma, e a ciência médica pode atingir picos inigualáveis de conhecimento científico; mesmo assim, o sofrimento e sua “filha”, a dor, sempre terão o poder de atemorizar o homem e fazê-lo padecer. Paulo precisou escrever duas epístolas para a jovem igreja dos tessalonicenses para poder ajudá-los a passar pelos sofrimentos que acometiam a comunidade inteira. Se você passa por algum tipo de sofrimento e precisa de consolo, essa carta é também para você. Não são muitos os cristãos que conseguem ter a experiência

UMA GRANDE

ALEGRIA

“Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo. E houve grande alegria naquela cidade” (Atos 8:5, 8). O Senhor Jesus ama a humanidade. Motivado por esse amor, Ele procura o homem com a mesma determinação da mulher que procura o filho que se perdeu na multidão. Quando Filipe desceu à cidade de Samaria, era o próprio Cristo que se movia nele em direção ao homem. Os moradores de Samaria viviam alheios, distantes; eram desprezados e ignorados pelo restante das cidades e dos povoados vizinhos. Talvez, para muitos, Samaria não tivesse valor nem fosse digna de admiração e cuidados, mas para Cristo aquela cidade tinha grande importância, cuja 4

do Senhor, que andava no vento rijo e no mar empolado (João 6:16-21). O experimentado Paulo queria levar a jovem igreja à percepção espiritual de que eles todos estavam em Deus Pai. Por que na vida humana há tantos sofrimentos? Será que foi assim desde o princípio? Haverá uma época em que a dor deixará de importunar o ser humano? Na gênese dos céus e da terra e do próprio homem, as coisas não eram bem assim. Quando o Deus de amor criou o homem, Ele antes cuidou de lhe criar um jardim, cujo nome era Éden. O significado da palavra Éden no hebraico é prazer, delícias. Você pode notar que a intenção de Deus, desde o começo, era dar ao homem uma vida cheia de prazer, uma vida destituída de tribulação, tristeza, sofrimento e dor. Na terra, era no Éden que Deus se encontrava com o homem (Gênesis 3:8). Você acha que o jardim era o que era, prazeroso e tranquilo, porque nele havia bosques frondosos, rios límpidos, pássaros canoros e ausência de trabalho? Certamente que não! Isso era somente o cenário externo. O bosque, os rios e os pássaros eram bons de ver, ouvir. Mas, estritamente falando, o motivo vital de o jardim ser prazeroso era que Deus estava ali na virada do dia. Era a presença de Deus que deixava o jardim ser um Éden. Definitivamente não existe prazer fora da esfera de Deus. Os sofrimentos passaram a ser uma constante na vida humana a partir do momento em que o homem foi enganado pelo

Diabo, e Deus precisou expulsá-lo do jardim. Os cardos e os abrolhos, o suor do rosto e a volta à terra – expressões poéticas para descrever labor e morte – passaram a ser os ingredientes do cardápio amargo da dieta humana (3:17-19). Essa é a razão do sofrimento generalizado. Foi a serpente astuta e o homem tolo que trouxeram o sofrimento para a terra. Mas o Deus de amor é insistente e tem feito de tudo para devolver ao homem o paraíso perdido. E esse paraíso veio em Cristo. Você já notou que, no Novo Testamento, onde o Senhor estivesse, a sede, a fome, a enfermidade, a dor e a própria morte não podiam estar? Não há harmonia entre o Senhor e essas coisas. Onde estava o Senhor, ali estava o paraíso. Enquanto o Senhor não retorna, em vez de blasfemar nos momentos de dificuldade e de sofrimento que certamente sempre chegam, devemos, como Paulo e Silas, no cárcere, cantar um hino novo ao Senhor (Atos 16:19-26). Que tal usarmos as tribulações para aprender a ter perseverança e, pela perseverança, a experiência e, pela experiência, a esperança? Se aprendermos com os sofrimentos que estão designados a todo mortal, poderemos ser surpreendidos em ver o Deus de amor nos conduzir para um lugar onde Seus filhos “jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum, pois o Cordeiro que se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Apocalipse 7:16-17).

dimensão só pode ser avaliada pelo fato de Ele mesmo ter-se encarnado a fim de buscar ali Seus escolhidos (João 4). Há ocasiões em que, ao olhar para a condição das pessoas, não sabemos do que elas realmente precisam, ainda que o pensamento humano dispare na frente já em busca de uma solução. Quase sempre nossa atitude é satisfazer material e fisicamente a carência dos outros. Filipe, o evangelista, por ser espiritual e sábio, observou que os samaritanos tinham necessidades mais profundas e, assim, não se deixou iludir pelas possíveis privações materiais e sociais que eles enfrentavam e ofereceu exatamente aquilo que a alma humana em verdade anela e que a satisfaz plenamente. Cristo foi o que Filipe apresentou. Depois que Cristo foi anunciado, vemos, na passagem bíblica, que houve grande alegria. Sempre que as pessoas recebem Cristo, o resultado imediato é regozijo — e

não poderia ser diferente; afinal de contas, o homem encontrou o que, sem saber, procurava. Alegria é fruto do encontro do Criador com a criatura; é o resultado de o homem receber Cristo dentro de si. Não estamos falando da alegria proveniente de ganhar uma grande soma de dinheiro, obter um título acadêmico, fazer uma viagem ou beber o “vinho” que o mundo oferece. Toda alegria que não tem Cristo como base oscila segundo as circunstâncias. A alegria que experimentamos do Senhor não é uma sensação transitória, mas uma Pessoa. A alegria verdadeira é o próprio Cristo que foi anunciado como boa-nova e recebido pelo homem. Se você ainda não teve essa experiência, o que o impede de tê-la agora mesmo? Lembre-se: o Senhor Jesus é acessível; basta invocar Seu nome: “Ó Senhor Jesus!”, e Ele infundirá em você a verdadeira alegria que todos buscam.

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Primeira e Segunda Coríntios Nesta coluna, temos abordado um aspecto importante do ministério do apóstolo Paulo: escrever cartas, ou o ministério epistolar. Essa fase de seu apostolado foi sendo desenvolvida ao longo do serviço ao Senhor e às igrejas as quais pôde ajudar. Além da presença física, que, com certeza, era de muita valia para as igrejas da época, também por meio de suas cartas os irmãos tinham como desfrutar mais do cuidado do apóstolo. Desta vez, apresentaremos algo acerca das epístolas que ele escreveu à igreja em Corinto. Entregar-se totalmente à Palavra Depois de passar por Atenas, onde seu espírito se revoltou em face da idolatria dominante na cidade, Paulo partiu para Corinto. Lá se encontrou com Áquila e Priscila e, como tinha o mesmo ofício deles, de fazer tendas, passou a morar e trabalhar com o casal. Ali Paulo ia à sinagoga todos os sábados, com o objetivo de pregar o evangelho, querendo persuadir a todos, tanto judeus como gregos. Naquele tempo, o apóstolo se entregou totalmente à Palavra de Deus e testemunhava aos moradores daquela cidade que “o Cristo é Jesus” (Atos 18:1-5). Paulo permaneceu um ano e seis meses em Corinto; ensinou entre eles a palavra de Deus e levou os irmãos a se tornarem cristãos espirituais (vs. 6-11). O perigo de deixar de invocar o nome do Senhor Ao escrever-lhes sua primeira epístola, Paulo lembrou-lhes que, numa situação normal, a vida da igreja é composta daque-

les que invocam o nome do Senhor Jesus (1 Coríntios 1:2). Certamente enquanto esteve em Corinto, ele os levou a invocar o nome do Senhor; contudo, mais tarde, a igreja ali foi danificada, o que se pode perceber no decorrer das epístolas que o apóstolo lhes escreveu. O que Paulo menciona aos coríntios em suas cartas tem muito a ver com nossa vida cristã hoje. Ele desejava alertá-los de que outrora adoravam ídolos mudos, por isso eram mudos, mas, depois que creram Naquele que é a Palavra, eles podiam abrir a boca para invocar e também profetizar, isto é, falar pelo Senhor (12:1-3; 14:24, 31). Paulo também menciona os dons que são concedidos pelo Espírito: “Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos” (1 Coríntios 12:4-6). Quando somos recém-salvos, recebemos os dons do Espírito; depois, quanto mais exercitamos os dons, vem mais graça, isto é, mais de Cristo recebemos, até que esses dons se tornem ministérios. Estes, por sua vez, servem para as operações na igreja, as realizações. Aqui vemos uma progressão: dons, ministérios e operações, todos visando um fim proveitoso, que é a edificação da igreja. Logo em seguida, Paulo diz que a igreja é o Corpo de Cristo, e todos nós somos membros desse corpo (v. 27). Assim como se dá em nosso corpo físico, cada um de nós tem uma função como membro do Corpo de Cristo, e todos os membros juntos, funcionando em coordenação, constituem o Corpo. Aleluia! Podemos dizer que uma preciosa lição aprendida com a primeira carta de Paulo aos coríntios é que devemos nos exercitar na igreja pelo invocar o nome do Senhor e profetizar Sua Palavra. Isso nos levará a uma situação normal, assim como um corpo se torna saudável quando todos os membros funcionam. Uma lição sobre arrependimento Enviada a primeira epístola, Paulo ficou muito preocupado, pois, junto com as palavras de vida, ele também repreendeu duramente os erros dos irmãos em Corinto. Assim, em comunhão com o Senhor, percebeu que havia sido muito duro, por isso precisava se arrepender e perdoar ao irmão que disciplinara de maneira tão rigorosa (2 Coríntios 2:10; 7:8). Ele deve ter pensado: “Eu não investiguei direito a situação e já julguei e condenei aquela pessoa, entregando-a a Satanás. Nem o Senhor Jesus julgava as pessoas! O que foi que eu fiz? Exagerei, passei do li-

mite. O que faço agora? Já enviei a primeira epístola aos coríntios por intermédio de Tito... Como reverter essa situação?” (João 8:15; 1 Coríntios 5:5; 2 Coríntios 7:6). Naquele período, Tito, um de seus cooperadores, tinha ido à região da Macedônia e Acaia e então chegou a Corinto. Paulo deve ter imaginado que ele voltaria em vinte dias e ficou esperando. Depois de vinte dias, porém, ele já não aguentava mais, pois Tito ainda não havia regressado. Preocupado em saber da reação dos coríntios à sua primeira epístola, Paulo foi de cidade em cidade procurando pelo cooperador, até encontrá-lo na Macedônia (2:12-13; 7:5). Ao vê-lo, Paulo foi consolado por Deus, que conforta os abatidos (7:6). Então, com o consolo que recebera, ele queria consolar os coríntios (1:3-5). Desse modo, nos primeiros onze capítulos da Segunda Epístola aos Coríntios, Paulo relata o quanto sofreu pela igreja. Essa experiência de Paulo é de grande ajuda para nós. Talvez ele tenha se arrependido mais do que aquele pecador e os líderes da igreja em Corinto. Um arrependimento assim genuíno transforma uma pessoa. Paulo, em sua segunda carta, mostra ser uma pessoa mais cheia de amor. Nós que servimos os irmãos nas igrejas não devemos ser obstinados e teimosos; se fizermos alguma coisa errada, não permaneçamos no erro. Busquemos a luz do Senhor e nos arrependamos logo! As revelações do Senhor e o espinho na carne No início do capítulo 12, Paulo narrou de forma humilde a experiência que tivera na Arábia, quando ouviu palavras inefáveis do Deus Triúno revelando-lhe a economia de Deus no Novo Testamento (vs. 2-4). É possível que ele nunca tenha tido a intenção de relatar o ocorrido. Todavia cremos que foi levado a isso por causa do zelo que sentia pelos coríntios, a quem gerara por meio do evangelho (1 Coríntios 4:15; 2 Coríntios 11:2). Por aquele tempo, falsos apóstolos apareceram entre eles e pregavam evangelho diferente do que os coríntios tinham recebido de Paulo (vs. 4-5, 12-13), cujo apostolado negavam. Ao relatar sua experiência, ele estava, na verdade, mostrando a seus difamadores as grandes revelações que recebera quando foi arrebatado ao terceiro céu. Paulo, então, acrescentou: “Para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Coríntios 12:7-9a). Que preciosa lição!

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Antes de sermos salvos pelo Senhor Jesus, vivíamos debaixo da influência do pecado (Romanos 7:15). Por conseguinte, éramos filhos da desobediência (Efésios 2:2-3). Não tínhamos nenhuma restrição para o que praticávamos ou pensávamos. Mas, ao sermos salvos, recebemos a vida de Deus por meio de Cristo Jesus. Essa vida nos quer governar, dirigir e liderar, isto é, quer arbitrar nosso viver. Uma vez ou outra, porém, nos surpreendemos praticando coisas que são contrárias a essa nova vida. Quando isso acontece, uma sensação de pesar invade nosso ser, logo seguida de argumentações: “Que fiz de errado? Tudo parecia tão certo!” Reconheçamos que nossa experiência com o Senhor precisa se desenvolver. Em Colossenses 3:15, Paulo diz: “Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração”. O termo grego para a palavra árbitro pode também significar aquele que arbitra, preside ou é entronizado como governante que decide todas as coisas. Dessa forma, em nossa crescente experiência com Cristo, precisamos tomar Sua paz como árbitro no coração, permitindo que Ele seja o juiz que “apita” o que fazer e o que não fazer. Esse versículo também consegue evidenciar que Aquele que está em nosso interior se move por meio da paz. Quando não sentimos paz, a melhor alternativa é reconsiderar

o que estamos fazendo, buscar luz diante do Senhor e prosseguir por meio desse sentimento. Uma boa ilustração encontra-se em 2 Coríntios 2:12-13 que diz: “Quando cheguei a Trôade para pregar o evangelho de Cristo, e uma porta se me abriu no Senhor, não tive, contudo, tranquilidade no meu espírito, porque não encontrei o meu irmão Tito; por isso, despedindo-me deles, parti para a Macedônia”. A falta de tranquilidade a que Paulo se refere nesse episódio equivale à falta de paz. Por ser governado pelo Espírito, Paulo não levou em consideração o ambiente exterior e cedeu ao “apitar” de reprovação do Senhor em seu interior. Sem dúvida Paulo se baseou em sua própria experiência ao recomendar a paz de Cristo como árbitro no coração. Se considerarmos nossa experiência, perceberemos que, como jovens cristãos, há em nós dois ou três partidos. Por esse motivo, precisamos de um árbitro, sempre necessário para resolver discordâncias ou disputas entre partes. Em relação a certa questão, uma das partes em nós pode estar inclinada para um lado, e outra, para o lado oposto. Além disso, uma terceira parte pode ser neutra. Quase sempre temos consciência destes três partidos em nós: um positivo, um negativo e outro neutro. Como cristãos, somos jovens mais complexos que os incrédulos. Antes de ser salvos, estávamos debaixo do controle do partido satânico. Podíamos nos entregar a divertimentos e entretenimentos mundanos sem nenhum sentimento de desconforto. Contudo, agora que somos salvos, uma parte dentro de nós pode nos encorajar a fazer algo, mas outra pode nos incentivar ao contrário. Há, portanto, necessidade de um árbitro interior para resolver um confronto assim. Precisamos de alguém ou de algo que silencie as várias vozes que gritam em nosso interior e aponte o caminho a seguir. De acordo com Colossenses 3:15, a paz de Cristo é esse árbitro, esse juiz. Durante a vida, muitas decisões precisam ser tomadas, sobretudo quando se é jovem. Desde o amanhecer até o anoitecer,

várias dúvidas vão surgindo. Muitos jovens perguntam: Que roupa devo vestir? Que tipo de amigos posso ter? Como devo me comportar na escola, na faculdade, no trabalho? Se já não me sinto criança, por que não posso me relacionar com o sexo oposto? Devo sempre dizer a meus pais aonde vou e perguntar a que horas devo voltar? Posso dormir na casa de meus amigos? Se todas as perguntas que afligem o jovem fossem listadas aqui, encheríamos centenas de páginas, porque são infindáveis. O grande problema do jovem é achar que basta usar raciocínio lógico, senso comum e coerência para obter respostas às questões que o perturbam. Que engano! O jovem precisa saber que, além do certo e do errado, há a paz. A paz é o sentimento gerado todas as vezes que você dá atenção ao caminho que o Árbitro interior aponta para sua vida. A paz é o sentimento de frescor, de vida, de alegria que você desfruta quando respeita a resposta que o Juiz arbitra em seu espírito. A paz de Cristo é Ele mesmo se manifestando dentro de você. Jovem, quando você deparar com alguma questão que precise de solução, observe três coisas: 1) não procure resposta na lógica, 2) não tome as experiências passadas como auxílio e 3) não consulte terceiros. Em vez de basear sua decisão em algum desses pilares humanos, volte-se para o Senhor e pergunte: “Senhor, o que devo fazer agora?”. Se você fizesse essa pergunta na dispensação antes da era da graça, talvez ouvisse trovões e uma alta voz do céu. Mas, como estamos no Novo Testamento, você ouvirá uma doce voz dentro de você mesclada a um sentimento de paz. Essa doce voz unida à paz é a resposta divina para suas questões ( 1 João 2:27). Jovem, você percebe que há um árbitro em seu interior? Nesta porção da Palavra vemos claramente que a paz de Cristo é o árbitro dentro de nós e ela deve resolver todas as nossas disputas interiores. “E o Deus da paz seja com todos vós. Amém” (Romanos 15:33).

O LAVAR RENOVADOR DO ESPÍRITO Em Mateus 13:43a, os cristãos são comparados com o sol. Assim como o grande astro nos anuncia um novo começo a cada alvorecer, também temos de ser reavivados pelo Senhor dia após dia (2 Coríntios 4:16b). Mesmo que ontem pela manhã tenhamos tido um reavivamento, esta manhã necessitamos de outro, e amanhã de outro. Cada ano necessitamos de trezentos e sessenta e cinco reavivamentos. Nossa vida cristã começa de novo cada manhã. A obra principal do Espírito Santo é regenerar-nos e, então,

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renovar-nos (Tito 3:5). Se você está se sentindo vazio, sem graça – sintomas de quem está velho espiritualmente –, precisa com urgência fazer uma oração sincera ao Senhor: “Ó Senhor Jesus, vem me renovar; faz-me tocar no frescor da vida.” Se você orar assim por alguns minutos, experimentará o lavar renovador do Espírito Santo. O Senhor, sabendo que a velhice espiritual é fato constante na vida do cristão, deixou-nos Seu Espírito, a fim de nos manter renovados dia após dia. (Adaptado dos escritos de Witness Lee)


CA RR E

CA S

“Meu bem, meu celular está descarregando; você poderia carregá-lo para mim!?” Esse foi o pedido de uma esposa a seu marido. Enquanto ia atrás do recarregador de bateria, ele começou a se perguntar: “O que aconteceria se a bateria do celular dela descarregasse completamente? O que ela deixaria de fazer?” Percebeu que: Se o celular não estiver com a bateria carregada, a esposa não poderá fazer chamadas, tampouco receber – e um dos grandes benefícios de se ter um celular é comunicar-se. Também não poderá enviar ou receber mensagens nem tirar fotos para registrar momentos especiais. Depois que o marido colocou o celular para recarregar, concluiu de sua reflexão que os cônjuges precisam constantemente carregar a bateria do casamento, para que não ocorra prejuízo em várias de suas funções. Falar e ouvir, enviar e receber mensagens, registrar

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momentos maravilhosos que os dias do casamento proporcionam são alguns dos itens que certamente seriam afetados. Diante disso, cada cônjuge precisa se sentir responsável por carregar seu casamento a fim de que suas funções essenciais sejam preservadas. Como os casais podem manter seu casamento carregado? Dentre as muitas maneiras de se fazer isso, os cônjuges podem carregar o casamento sendo, por exemplo, respeitosos um com o outro. Somos respeitosos quando cumprimos as promessas que fazemos, quando poupamos o cônjuge de desgastes necessários, quando reconhecemos suas limitações, quando observamos suas necessidades e as levamos em consideração. Os casais também exercitam o respeito entre si quando são tolerantes, justos e quando não expõem aos outros as deficiências de seu companheiro. Os cônjuges carregam o casamen-

to quando agradecem e quando demonstram gratidão. É lamentável que, depois de todo o esforço de um trabalho prestado, de uma roupa passada, de uma refeição preparada, de um pedido qualquer que tenha sido atendido, a pessoa beneficiada não dê nem sinal de reconhecimento. Mais triste do que não agradecer é criticar o que foi feito. Ao agradecer a nosso cônjuge as pequenas e grandes coisas que nos faz, estamos carregando nosso casamento. Se abrirmos os olhos, veremos um milhão de motivos para agradecer a nosso cônjuge. Os cônjuges também carregam o casamento quando se doam. Só é possível doar-se ao outro quando uma das partes deixa de olhar para suas próprias necessidades. Se o tempo todo insistirmos em querer ser o centro, é lógico que não teremos olhos para mais ninguém — mesmo que essa pessoa esteja tão perto, a ponto de dormir conosco. Alguém egoísta sempre terá dificuldades em perceber quem apagará a luz, quem fechará a janela, quem trará a água, quem se preocupará em suprir as carências físicas e emocionais do outro, quem dará boa-noite e quem, por fim, dirá: “Se precisar de alguma coisa na madrugada, basta me chamar”. O cônjuge ciente de que precisa carregar seu casamento não terá dúvidas de que é ele que vai realizar tudo isso. E o mais impressionante é que isso não lhe será um fardo. Os casais devem sempre estar atentos ao nível de energia presente para decidir se já não é hora de carregar o casamento. Que Deus, a fonte de tudo, carregue os casais com Seu grande amor!

MANÁ A palavra maná significa: Que é isto? O maná que os filhos de verdadeiro maná, enviado dos céus por Deus Pai, para ser alimenIsrael comeram no deserto era diferente dos outros alimentos que to para o povo escolhido de Deus. Portanto é vital que aprendamos conheciam, pois não era semelhante a qualquer tipo de comida como comê-Lo. No versículo 32 o Senhor Jesus disse: “Em verdana terra. O maná é um tipo de Cristo. Cristo é o “Que é isto?”. de, em verdade vos digo: não foi Moisés quem vos deu o pão do céu; o verEle é extraordinário! Tão especial que não pode ser comparado a dadeiro pão do céu é meu Pai quem vos dá”. E o Senhor seguiu dizendo ninguém! Em João 6 o Senhor Jesus disse claramente que Ele é o que aquele que Dele se alimenta por Ele viverá (v. 57).

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A Fé não é para ser discutida, e sim guardada, porque ela contém todo o plano de Deus, tudo aquilo que Deus quer que recebamos Dele e pratiquemos. Neste livro você verá que é necessário que a Fé objetiva seja infundida em nosso interior e se torne nossa fé subjetiva. Isso acontece quando cremos, quando nos apropriamos de tudo o que Deus planejou e nos revelou. Dong Yu Lan mostra com muita clareza que Deus também espera que Seus chamados, todos os Seus filhos, sejam aqueles que promovem a Fé e, para isso, precisamos usar meios bem práticos e simples, indicados nesta publicação. Mesmo que você seja um recém-convertido ao Senhor, poderá aplicar estas palavras em sua vida.

Autor: Dong Yu Lan Código: 10839 Tamanho: 14x21 cm Páginas: 80 páginas

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Ano 21, Jornal 220, março de 2011 - Publicação mensal. Registro de títulos e documentos nº. 126540. O Jornal Árvore da Vida é uma publicação da Associação Árvore da Vida, Av. Corifeu de Azevedo Marques, 137, Butantã - São Paulo - SP - CEP 05581-000. Composição, arte, fotolito e montagem: Associação Árvore da Vida. Impressão: Brasilform Gráfica e Editora, tiragem: 50.000 exemplares. Presidente: Dong Yu Lan. Diretor de Redação: André Tsai Dong. Jornalista responsável: E.E.B. Villela - RG MTb 12183. Arte e Diagramação: David Mesquita. Autorizamos o uso dos artigos desta edição, desde que citada a fonte. Caso deseje participar das bênçãos do ministério de difundir a Palavra de Deus, deposite sua contribuição no Itaú, ag 0067, conta 10545-2. Ninguém está autorizado a solicitar ou recolher ofertas em nome do Jornal Árvore da Vida ou da Associação Árvore da Vida. DISTRIBUIDOR DO JAV MAIS PERTO DE VOCÊ:

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FILHOS GRATOS Um dos papéis mais significativos dos pais é educar os filhos. Se, desde o princípio, os filhos forem deixados por conta deles mesmos ou das tendências humanas naturais, dificilmente se verá neles algo virtuoso. Educar é encaminhar os filhos por caminhos contrários àqueles que sua natureza humana indicaria. O egoísmo é um dos primeiros traços que desabrocha em uma criança, um dos primeiros a desenvolver-se e um dos últimos a ser eliminado, quando trabalhado. Se na cultura familiar os filhos simplesmente ganham coisas sem que sejam levados a ter um sentimento de gratidão, eles crescerão achando que a vida é fácil, que as pessoas são obrigadas a bater em sua porta trazendo algum presente cada manhã e se sentirão muito injustiçados quando isso não acontecer. Os pais devem educar os filhos de modo a que sejam pessoas agradecidas. A primeira aula ministrada deve ser o exemplo dos próprios pais. Se os filhos não ouvem os pais agradecerem um ao outro os favores e as gentilezas próprios do cotidiano da vida em família, fica muito difícil esperar que eles, de si mesmos, tenham essa atitude. Pais, com que frequência seu filho os ouve agradecendo? Se o exemplo dos pais é vital para ensinar o ato de agradecer, o que dizer quando esses mesmos pais conseguem mostrar apreço pela atitude dos filhos e lhes agradecem por elas? Isso seria inovador e pouco a pouco consolidaria, no caráter deles, a percepção de que devem ser pessoas gratas. Muitos pais acham que, ao agradecer, enfraqueceriam a autoridade que têm sobre os filhos. Por isso, poucos reconhecem os favores que eles fazem dentro de casa. Se os pais não sabem agradecer aos filhos a toalha que lhes entregam, a xícara de chá que preparam e as sandálias colocadas a seus pés, como esperar que os filhos aprendam a arte de agradecer quando favores lhes são feitos? Sentir-nos gratos por um favor retrata uma humanidade que está amadurecendo, como que admitindo que dependemos dos outros, que não podemos ter tudo, fortalecendo a ideia de família, grupo e sociedade. Além do mais, é um reconhecimento verbal e público de que as outras pessoas são importantes para nós. Sendo assim, os pais precisam ver, em cada situação, uma oportunidade para ajudar os filhos a agradecer. Não deixe passar; todas as vezes que a situação surgir, conduza seu filho a agradecer. Comece pelas pequenas coisas, que, aliás, são as primeiras a ser desconsideradas. Se o filho esquecer – e isso vai ocorrer muitas vezes –, lembre-o de que precisa voltar à pessoa que lhe foi generosa e dizer: “Muito obrigado” ou “Por tal gentileza, sinto-me na obrigação de agradecer”. Outra forma de gerar nos filhos o sentimento de gratidão é levá-los a uma situação imaginária em que determinadas coisas que hoje eles têm poderiam nem existir. Pergunte: “Filho, já pensou que você poderia não ver, ouvir, falar, andar etc., como muitas pessoas que estão por aí?” Isso vai gerar neles uma sensibilidade que precisa ser explorada, com o incentivo de agradecer pelas partes do corpo que têm, pela casa onde moram e pela refeição que fazem todos os dias. Mesmo aquelas famílias que têm pouco podem estar à frente de muitas que, certamente, têm bem menos. Pais, orem com os filhos para agradecer ao Senhor Jesus por mais um dia, por mais uma refeição e pela presença de cada membro da família. Isso aumentará a percepção e o sentimento de que precisam ser mais gratos por tudo. Aproveitem esta noite para ler com eles a história do único dos dez leprosos curados que “voltou, dando glória a Deus em alta voz, e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendolhe” (Lucas 17:11-19).

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Jornal Árvore da Vida - Edição 220

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