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© 2012 Editora Árvore da Vida Série:

A REVELAÇÃO DA REALIDADE DA VIDA DA IGREJA

Título deste volume: A vida da igreja 1ª edição - maio/2012 - 36.500 exemplares Publicado também em espanhol, inglês, coreano, francês, italiano e alemão. Todos os direitos reservados à Editora Árvore da Vida Av. Corifeu de Azevedo Marques, 137 - Butantã 05581-000 - São Paulo - SP Fone: (11) 3723 6000 www.arvoredavida.org.br Impresso no Brasil

Citações bíblicas As citações bíblicas são da Versão Revista e Atualizada de João Ferreira de Almeida, 2ª Edição, salvo quando indicado pelas abreviações: BJ Bíblia de Jerusalém IBB-Rev. Imprensa Bíblica Brasileira lit. Tradução literal do original grego ou hebraico TB Tradução Brasileira VRC Versão Revista e Corrigida de Almeida


Bom desfrute! Individualmente 1. Encontre-se com o Senhor de manhã cedo. 2. Assim que se levantar, antes de qualquer outra coisa, faça uma respiração da vida, invocando profundamente o nome do Senhor Jesus: “Ó Senhor Jesus!”. Ao fazê-lo, jogue fora todos os temores, medos, tristezas e pecados, e receba o Senhor Jesus como vida, alegria, paz e encorajamento. Invoque: “Ó Senhor Jesus!” várias vezes, durante todo o dia. 3. Leia os versículos propostos para cada dia a fim de ter uma ideia completa do assunto a ser comentado. Lembre-se de que a Bíblia explica a Bíblia; por isso, você poderá encontrar citações de muitos outros livros da Bíblia, além daquele que estamos apresentando neste Alimento Diário. 4. Leia com oração o versículo proposto para cada dia. Para isso, cada palavra deve ser repetida, enfatizada e proclamada sem pressa, como se a estivesse mastigando. Não leia o versículo todo rapidamente, mas gaste tempo em cada palavra. Não se preocupe em entender o versículo, mas em “comê-lo”, em tomálo pela fé como alimento espiritual. 5. Sublinhe as frases e palavras que mais o impressionaram no texto explicativo. Procure resumir o texto do dia em poucas palavras, se possível, em uma só, anotando-a abaixo do pontochave sugerido. Essa palavra, ou palavras, funcionará como uma chave que lhe abrirá o significado espiritual do texto. “Rumine-a” durante o dia, repetindo-a e proclamando-a para si mesmo. Desse modo, o texto que você leu pela manhã servirá de alimento espiritual todo o dia. 6. Compartilhe aquilo que você ganhou com as pessoas com as quais se relaciona em casa, na escola, no trabalho etc. Elas precisam da vida que você recebeu por meio da Palavra.

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Bom desfrute! Nos grupos familiares 1. O Alimento Diário é um excelente instrumento para que pequenos grupos familiares se reúnam, a fim de estudar a Bíblia. Nós os chamamos de grupos familiares por terem um caráter informal e de cuidado mútuo entre seus participantes. 2. Um grupo familiar pode ser formado por familiares, vizinhos ou por amigos que morem próximos a você, ou por seus colegas de faculdade, de escola ou de trabalho. 3. Procure reunir-se periodicamente com os membros de seu grupo familiar para lerem juntos o Alimento Diário. 4. Em conjunto, leiam as passagens sugeridas para cada dia, e leiam com oração o versículo do dia. 5. Compartilhem entre si o ponto-chave de cada um, e procurem aplicar essa palavra à sua vida cotidiana, às suas dificuldades, à sua vida familiar e profissional. Torne a Palavra de Deus prática para você. Dessa maneira, todos participam ativamente e são edificados mutuamente. 6. Aproveitem a oportunidade para orarem juntos por necessidades ou problemas pessoais. 7. Sempre que possível traga convidados para a reunião do grupo familiar. Dessa maneira, mais pessoas poderão ser supridas pela Palavra de Deus.

Que todos recebam vida em abundância! Os editores

P.S.: Não se esqueça de dar uma olhada na leitura de apoio, sugerida no final de _cada semana. Ela lhe será muito útil.


Sumário Semana 1 – Mensagem 9 A vida da igreja (Mt 16:24-26)

O viver prático da igreja..................................................................... 7 Acautelar-se do fermento................................................................. 10 A experiência de conversão na família de Watchman Nee............. 12 A revelação da unidade da igreja..................................................... 15 Minha experiência de salvação e vinda para o Brasil....................... 17 Pregar o evangelho do reino por toda a terra................................... 19 Viver o evangelho do reino.............................................................. 22

Semana 2 – Mensagem 10 Aperfeiçoados para a obra do ministério (Ef 4:11-12)

Aperfeiçoados para reinar................................................................ 25 Aperfeiçoados para aperfeiçoar outros............................................. 28 Aperfeiçoados dia a dia.................................................................... 30 O evangelho de Deus visa ao nosso aperfeiçoamento..................... 32 A importância de seguir de perto..................................................... 35 Aperfeiçoados por ouvir e praticar a Palavra................................... 38 A prioridade para quem quer ser aperfeiçoado................................ 41

Semana 3 – Mensagem 11 Dons, ministérios e operações (1 Co 12:1-6) A obra completa da cruz.................................................................. 44 Receber a vida de Deus e deixá-la crescer....................................... 46 Dois requisitos para reinar................................................................ 49 Dons, ministérios e operações (1).................................................... 52 Dons, ministérios e operações (2).................................................... 54 Galardão ou disciplina...................................................................... 57 Viver no Espírito, negar o eu e negociar os talentos........................ 59 Semana 4 – Mensagem 12 O amor é o caminho sobremodo excelente (1 Co 12:31; 13:13)

A estrutura da vida cristã................................................................. 61 O amor é a expressão da vida divina................................................ 63 Ser aperfeiçoados pela prática do amor............................................ 65 O caminho para o aperfeiçoamento................................................. 67 A pregação do evangelho é o fluir do amor..................................... 69 O amor é paciente............................................................................ 71 Suportar uns aos outros em amor..................................................... 73

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Semana 5 – Mensagem 13 Pregar o evangelho do reino - Parte 1 (Mt 3:1-6)

A maneira de entrar no reino e governar com o Senhor................. 76 Nascer de novo, negar o ego e ser aperfeiçoado.............................. 78 O arrependimento e o reino............................................................. 80 Cumprir toda a justiça de Deus........................................................ 82 A necessidade de queimar as impurezas da alma............................. 85 A importância do batismo com fogo................................................ 87 Preparar-nos para reinar com o Senhor........................................... 90

Semana 6 – Mensagem 14 Pregar o evangelho do reino - Parte 2 (Mt 4:18-19)

O perigo de apegar-se à própria obra............................................... 93 O perigo da nova religião................................................................. 96 A morte de João Batista................................................................... 98 O perigo de confiar na própria capacidade e inteligência.............. 101 Jesus é ungido Cristo...................................................................... 104 O óleo da unção............................................................................. 106 Ungidos para pregar o evangelho do reino..................................... 109

Semana 7 – Mensagem 15 Pregar o evangelho do reino - Parte 3 (Mt 10:5-7)

Apresentar-se a Deus como sacrifício vivo.................................... 111 Continuamente salvos pela vida de Deus...................................... 114 O falar de Deus em primeiro lugar................................................. 117 O arrependimento nos prepara para o reino.................................. 119 Administrar as riquezas para o reino.............................................. 121 Abençoados para cooperar com o reino de Deus........................... 124 Alargar o coração para acolher as pessoas..................................... 127

Semana 8 – Mensagem 16 A parábola do semeador (Mt 13:3-9)

Pregar o evangelho do reino é uma comissão especial................... 129 Os requisitos para compreensão da Palavra................................... 131 Um coração adequado para o crescimento da semente................. 133 Os empecilhos para o crescimento da vida.................................... 135 Um coração adequado produz muito fruto.................................... 137 Semeadores e lavradores................................................................ 139 Purificados pelo fogo do Espírito.................................................... 141


Semana

1 – SEGUNDA-FEIRA

Leitura bíblica:

Gn 4:26; Jo 7:38-39; 14:16-17; At 2:21; Rm 10:12; 1 Co 12:3 Ler com oração:

Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos (At 2:46-47).

Depois que o homem perdeu a presença de Deus ao ser expulso do jardim do Éden (Gn 3:23), logo percebeu que não podia suportar sozinho a condição em que estava, porque precisava de Deus. Foi quando se começou a invocar o nome do Senhor (4:26), como reconhecimento de que o homem não consegue viver longe de Deus. É como se o homem tivesse orado: “Senhor, eu preciso de Ti para o meu sustento. Ó Deus Jeová, sem Ti não tenho alegria, não tenho paz. Ó Senhor, sem Ti não tenho proteção! Eu preciso de Ti”. Louvado seja o Senhor, Ele ouviu seu clamor e oração e trouxe-lhes a salvação. No Novo Testamento, logo no início da vida da igreja, vemos a prática de invocar o nome do Senhor. O livro de Atos nos mostra que a igreja em Jerusalém começou por meio da pregação de Pedro (2:14-36). Sua palavra fez os presentes lembrarem o que o profeta Joel havia dito sobre o que aconteceria nos últimos dias. A profecia incluía muitas coisas, mas, se eles quisessem ser salvos, precisariam invocar o nome do Senhor Jesus (v. 21). Graças ao Senhor, naquele dia três mil pessoas foram

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salvas e batizadas e, a partir de então, passaram a viver a vida da igreja em Jerusalém. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum, “diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (vs. 46-47). A prática de invocar o nome do Senhor era tão normal no viver deles que, a partir de um determinado momento, começaram a ser perseguidos por causa disso (7:58-59; 8:1-3). O apóstolo Paulo, que antes era o maior perseguidor dos que invocavam o nome do Senhor, tornou-se o apóstolo que mais promoveu essa prática no Novo Testamento (9:14, 21; 22:16; Rm 10:13; 1 Co 1:2; 12:3; 2 Tm 2:22). Igualmente a obra do Senhor entre nós no Brasil iniciouse pelo invocar Seu nome. Desde aquele tempo, temos invocado o nome do Senhor e, por meio dessa prática, recebido muita ajuda e revelação. Quando invocamos o nome do Senhor, nós estamos no Espírito (1 Co 12:3). Esse Espírito não é somente o Espírito Santo, mas é chamado pelo Senhor Jesus dessa maneira especial: “o Espírito” (Jo 7:38-39), pois Nele está incluído o Pai, o Filho e até o próprio Espírito Santo, assim como toda obra realizada pelo Senhor Jesus. Na Bíblia Ele também é chamado de o Espírito da realidade (14:16-17). Ele é o Espírito da realidade porque tudo o que Deus é se torna real para nós por meio Dele. Tudo o que o Senhor Jesus realizou e alcançou por Seu viver humano, morte e ressurreição se torna real para nós por meio de o Espírito. Assim, tudo o que precisamos se encontra em o Espírito. Basta invocarmos o nome do Senhor e desfrutamos das


riquezas de Deus contidas no Espírito (Rm 10:12). Quando invocamos o nome do Senhor, tocamos nesse Espírito e ganhamos vida (Jo 20:31)! Para termos a realidade da vida da igreja, além de invocarmos o nome do Senhor para estarmos no Espírito, ainda precisamos combater um impedimento dentro de nós: nossa vida natural, a vida da alma, nosso ego caído. Para que o Espírito se acrescente mais a nós precisamos perder nossa vida natural, com suas opiniões e justificativas. Se negarmos a nós mesmos, aplicando a cruz ao nosso ego, não teremos dificuldades em seguir o Senhor Jesus, e nossa vida da igreja será maravilhosa (Mt 16:24-26). Ponto-chave: Invocar o nome do Senhor para ganhar vida! Meu ponto-chave:

A vida da igreja

Pergunta: Por que se começou a invocar o nome do Senhor?

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A vida da igreja

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Semana

1 – TERÇA-FEIRA

Leitura bíblica:

Mt 15:9; 16:6, 11; Ef 4:14-16 Ler com oração:

Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo (Cl 2:8). Acautelar-se do fermento

A vida da igreja, como está descrito em Mateus 16:2426, é seguir o Senhor. Antes, porém, de levar Seus discípulos para Cesareia de Filipe e revelar-lhes a igreja e como deve ser o viver da igreja, o Senhor Jesus transmitiu-lhes uma importante advertência sobre a necessidade de se acautelar do fermento dos fariseus e saduceus (v. 6). Ao falar-lhes sobre o fermento, os discípulos pensaram que Jesus estava falando a respeito do pão que não haviam trazido com eles. Ao que o Senhor respondeu: “Por que discorreis entre vós, homens de pequena fé, sobre o não terdes pão? Não compreendeis ainda, nem vos lembrais dos cinco pães para cinco mil homens e de quantos cestos tomastes? Nem dos sete pães para os quatro mil e de quantos cestos tomastes? Como não compreendeis que não vos falei a respeito de pães? E sim: acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus. Então, entenderam que não lhes dissera que se acautelassem do fermento de pães, mas da doutrina dos fariseus e dos saduceus” (vs. 8-11). Atualmente, o Senhor também nos tem advertido a acautelar-nos do fermento, principalmente no que diz respeito ao ensinamento dos homens (15:9; cf. Ef 4:14). No passado, vários irmãos receberam revelações quanto ao


conteúdo da Palavra de Deus, mas muitos deles, devido à ênfase dada a essas revelações e aos diferentes ensinamentos, especialmente a partir do século XVIII, formaram muitas divisões, que culminaram em muitas denominações. Contudo, amados irmãos, temos de aprender a eliminar do nosso meio todo e qualquer tipo de fermento. Precisamos nos acautelar dos ensinamentos que nos dividem e desviam de fazer a vontade de Deus. Devemos buscar a verdade em amor, isto é, praticá-la, a fim de crescermos na vida divina, edificarmos o Corpo de Cristo e nos prepararmos para reinar com Ele (vs. 15-16). Que o Senhor nos livre do engano dos ensinamentos de homens e nos conserve sempre supridos com a pura Palavra de Deus! Ponto-chave: Ser alimentado com a pura Palavra de Deus! Meu ponto-chave:

A vida da igreja

Pergunta: Como podemos acautelar-nos do fermento?

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A vida da igreja

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Semana

1 – QUARTA-FEIRA

Leitura bíblica:

At 2:38-40 Ler com oração:

Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus (Mt 5:16). A experiência de conversão na família de Watchman Nee

Damos graças ao Senhor por termos recebido muitas verdades com respeito à unidade da igreja e a base para se praticar essa unidade por meio do irmão Watchman Nee. De sua história também podemos aprender algumas lições. Cerca de duzentos anos atrás, iniciou-se a entrada do cristianismo na China, por parte de missionários enviados da Europa e da América do Norte. Naquela época, praticamente todo o país estava debaixo do ensinamento de Confúcio. Embora o confucionismo em si não seja uma religião, mas uma filosofia, todo o povo chinês estava debaixo dessa influência filosófica. A religião predominante entre os chineses era o budismo. Os missionários cristãos enviados para a China certamente tinham um forte desejo de apresentar Jesus para o povo chinês. Muitos deles, porém, acabaram não pregando somente a pessoa de Jesus, mas o ideal de sua missão, de modo que se espalharam no meio do povo chinês muitos e muitos ensinamentos cristãos diferentes. Também aconteceu que muitos chineses se agregaram às missões estrangeiras para obter delas algum benefício financeiro. O pai do irmão Watchman Nee era rico, e sua mãe fazia parte de um grupo cristão, mas não havia tido ainda uma


A vida da igreja

experiência genuína de conversão ao Senhor Jesus. Nas horas ociosas, sua família tinha por hábito jogar em casa majon, um jogo disputado entre quatro pessoas numa mesa, no qual se ganhava ou se perdia dinheiro. Usavam como desculpa que jogavam para fazer amigos, mas ignoravam que jogar para ganhar dinheiro dos outros era cobiçar o que era do outro. Visto que seu pai era próspero e sua mãe fazia parte de um grupo cristão, o irmão W. Nee viu várias vezes em sua casa missionários e pastores estrangeiros, que os visitavam com o intuito de arrecadar alguma oferta para a missão. Às vezes o pastor chegava durante o jogo, entrava em sua casa e, de maneira muito humilde, sentava-se ao lado da mesa para acompanhar o jogo. Quando a mãe do irmão Nee ganhava dinheiro na mesa, entregava ao pastor como oferta para a igreja. Vendo a maneira como sua mãe se comportava, W. Nee se tornou bastante avesso ao cristianismo. Um dia, porém, sua mãe mudou. Ocorreu que um belo e precioso vaso foi encontrado quebrado na casa dela, e, ao encontrá-lo, W. Nee foi culpado e severamente repreendido por sua mãe. Embora tentasse explicar que não fora ele, de nada adiantou, por isso ele se ofendeu e, abatido pela atitude injusta da mãe, tornou-se ainda mais avesso ao cristianismo. Entretanto, após alguns dias, sua mãe voltou do culto e, ao encontrá-lo, ela se aproximou e lhe pediu perdão por tê-lo culpado e repreendido severamente. Surpreso, o jovem W. Nee quis saber o que teria causado tamanha mudança nela. Ele então descobriu que uma missionária havia pregado o evangelho puro para sua mãe, ela se convertera e, como resultado, pediu-lhe perdão. A pregadora chinesa era Dora Yu, enviada por uma missão coreana, e o evangelho que ela pregava era verdadeiramente o evangelho de perdão de pecados (At 2:38-40). Por isso a

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mãe de Watchman Nee, numa atitude rara na China, foi constrangida a pedir-lhe perdão. Graças ao Senhor, o evangelho chegou até a família do irmão Nee, de modo que também ele se converteu e, posteriormente, foi muito usado por Deus para apresentar as verdades que o Senhor lhe revelou. Jesus é o Senhor! Ponto-chave: O Senhor não desiste de nós! Meu ponto-chave: Pergunta: Qual é sua experiência de conversão?


Semana

1 – QUINTA-FEIRA

Leitura bíblica:

1 Co 12:12-13; Ap 1:11; 2:1, 8, 12, 18; 3:1, 7, 14 Ler com oração:

Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos (Ef 4:4-6).

A vida da igreja

A revelação da unidade da igreja

Watchman Nee foi salvo bem jovem e em seu coração ardia o desejo que seus colegas de escola fossem salvos. Ele não tinha um método específico para pregar o evangelho, mas orava por todos eles e os convidava para juntos lerem a Bíblia. Então, pouco a pouco, o número de pessoas que liam a Bíblia com ele passou a aumentar. Como resultado, pelo seu testemunho, numa turma de cerca de cem pessoas, apenas dois ou três não se haviam convertido. As reuniões eram feitas no jardim do colégio, o que atraiu a atenção dos missionários estrangeiros, que lhes sugeriram transferir as reuniões do colégio para onde eles faziam as suas. Contudo esses missionários pertenciam a grupos diferentes; uns eram metodistas, outros luteranos, outras batistas e outros ainda pentecostais. Dessa forma, o grupo dos irmãos que se reuniam com W. Nee no colégio se dividiu entre os vários grupos missionários existentes, e, por fim, a doce comunhão entre eles acabou. Watchman Nee pensou: “Por que isso está acontecendo? Nós fomos salvos, fomos batizados no Espírito para dentro de um só Corpo (1 Co 12:13). Agora, as pessoas que eu trouxe para o Senhor se dividiram, o amor que nós

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pregávamos por meio da Palavra não se vê mais e os irmãos se tratam como inimigos”. Foi quando ele começou a perceber a importância do trabalho da unidade (Ef 4:4-6) e viu que na Bíblia não há denominações, mas somente há a igreja em cada cidade, como a igreja que estava em Corinto (1 Co 1:2), a igreja em Éfeso, a igreja em Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia (Ap 1:11; 2:1, 8, 12, 18; 3:1, 7, 14), todas cidades da Ásia. Portanto ele começou a pregar isso, esperando que as pessoas deixassem de defender as bandeiras doutrinárias, que os dividiam, e juntas buscassem o Senhor, mas a resposta não foi grande na época. Graças ao Senhor, esses ensinamentos saudáveis sobre a unidade entre os filhos de Deus chegaram até nós, e hoje podemos desfrutar da realidade da vida da igreja, vivendo em unidade e amor uns com os outros, não enfatizando doutrinas ou ensinamentos que nos dividem, mas a fé comum que nos une (Tt 1:4)! Ponto-chave: Viver em unidade com os irmãos. Meu ponto-chave: Pergunta: Qual é a revelação de Efésios 4:4-6?


Semana

1 – SEXTA-FEIRA

Leitura bíblica:

Rm 8:28 Ler com oração:

O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação (At 17:24-26). Minha experiência de salvação

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e vinda para o Brasil

Louvado seja o Senhor, um dia o evangelho também chegou até mim. Eu era um empresário bem sucedido na ilha de Taiwan, mas, mesmo tendo empresas, comércios e indústrias, ainda me sentia vazio e sem saber aonde ir. Eu não conhecia a igreja, mas conhecia um homem chamado Cha, que era um cristão que sempre visitava meus pais para falar-lhes o evangelho. Todos os domingos, não importasse o tempo ou as dificuldades, ele vinha à nossa casa. Enquanto meus pais liam a Bíblia com ele, eu, por outro lado, passava a tarde jogando, mas o irmão Cha nunca me recriminou por isso. Até que um dia estava caminhando na cidade de Taipei, e entrei no templo da igreja onde o senhor Cha se congregava. Todos estavam ajoelhados no chão, recebendo um pedaço do pão, e, embora não soubesse que aquilo se tratava da ceia do Senhor, eu também comi do pão e tomei do cálice ali. O Senhor Jesus já estava começando a trabalhar em meu interior, mas eu não sabia.

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Naquela época, pouco a pouco as igrejas que buscavam a unidade se levantaram em Taiwan, e eu comecei a me congregar em um dos lugares de reunião da igreja em Taipei. Quem estava na liderança da igreja era o irmão Witness Lee, que fora cooperador de W. Nee na China. No final dos anos 50, o irmão Lee nos encorajou a migrar para levarmos esse evangelho da unidade da igreja a outros continentes. Em obediência a esse chamamento, decidi vir para o Brasil. Aqui já havia famílias chinesas de Hong Kong, Filipinas e Malásia se reunindo como igreja em São Paulo. Um desses irmãos era o irmão Samuel Ma, que se mudara de Hong Kong para o Brasil com sua família alguns anos antes e me encorajou a não vir sozinho, mas com toda minha família. Ele nos escreveu uma carta convite, e nós viemos. O navio para o Brasil, porém, saía uma vez por mês de Hong Kong. Fomos para lá e esperamos o dia do embarque, hospedados no local de reuniões da igreja em Hong Kong. Havia ali duas irmãs inglesas, que eram cooperadoras do irmão Watchman Nee. Elas nos orientaram a adotar nomes ocidentais para mim e familiares. Deram-me o nome de João, embora nunca tenha usado esse nome. Assim, eu, minha esposa, mais cinco filhos viajamos quarenta e oito dias de Hong Kong até Santos. Graças ao Senhor, tudo estava debaixo de Seu arranjo soberano (At 17:24-26; Rm 8:28). Ponto-chave: O arranjo soberano de Deus em nossa vida! Meu ponto-chave: Pergunta: Você já teve um novo começo com o Senhor?


Semana

1 – SÁBADO

Leitura bíblica:

Mt 14:16; 24:14; Mc 1:32-39; 16:15-16 Ler com oração:

E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades. Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor (Mt 9:35-36).

Junto com algumas famílias provenientes da Ásia começamos a nos reunir na cidade de São Paulo e, por não conhecer a língua portuguesa, pregávamos o evangelho somente aos chineses. Assim a igreja em São Paulo foi crescendo em número, porém sem nenhum brasileiro se reunindo conosco. Durante quinze anos no Brasil, embora estivesse envolvido com vários negócios em São Paulo, o Senhor me levou a visitar algumas cidades nos finais de semana para cuidar de irmãos que estavam dispersos em outros estados. Então, em 1975, a obra do Senhor entre nós teve um novo começo forte entre os de língua portuguesa. A um grupo de jovens cristãos em Ribeirão Preto, de tendência “hippie”, foram apresentados livros de Watchman Nee que falavam da unidade da igreja, e, interessados em praticar o que estavam vendo nesses livros, finalmente nos encontraram em São Paulo e nos convidaram para visitá-los. Tomei o encargo de ir até eles e já no primeiro contato ajudei-os a invocar o nome do Senhor. Foi uma reação tremenda, pois, naquela reunião, aqueles jovens começaram

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Pregar o evangelho do reino por toda a terra

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a invocar o Senhor de tal maneira que não queriam parar mais de fazê-lo. Todos ficaram cheios do Espírito, e muita alegria e gozo transbordaram dali. Muitos desses jovens entraram em diferentes universidades de outras cidades. Aonde iam, pregavam o evangelho e ensinavam as pessoas a invocar o nome do Senhor. Foi um verdadeiro marco. Essa é a razão de ter dito antes que a obra do Senhor no Brasil começou com o invocar o nome do Senhor. Desde então, vários irmãos, em várias cidades do Brasil e América do Sul começaram a invocar o nome do Senhor e se reunir como igreja em sua cidade. Hoje, essa prática tem sido levada também ao continente europeu, africano, centro e norte-americano. Graças ao Senhor! Vale ressaltar que durante esses anos a revelação da Palavra de Deus não cessou em nosso meio. A cada semestre, junto com a Palavra ministrada, ganhamos uma orientação prática. No início, por causa da orientação que recebíamos dos irmãos que estavam a nossa frente na obra do Senhor, dávamos muita ênfase ao nosso desfrute nas reuniões da igreja. Por causa disso, concentrávamos nossas atividades no local de reuniões das igrejas: mensagens, serviços, pregação do evangelho da graça, e nossa expectativa era que as pessoas viessem reunir conosco. Sem querer dávamos a impressão de sermos fechados para a comunhão com outros cristãos. O Senhor, porém, teve misericórdia de nós e nos mostrou que precisávamos nos arrepender. Foi com esse sentimento que surgiu o Jornal Árvore da Vida em 1989. Com o passar dos anos o Senhor nos mostrou algo mais: que o viver da igreja não pode ser apenas para nós. A vida que está em nós deve ser suprida a outras pessoas. Diante disso começamos a ver melhor a vontade do Senhor e Seu encargo pelas pessoas. Ele nos abriu os olhos para ver os “campos prontos” e as “multidões famintas e exaustas” e,


movidos com a mesma compaixão que houve no Senhor (Mt 9:35-38; 14:16; Mc 1:32-39; 16:15-16), despertou em nós o encargo de alimentar nossos conservos com aquilo que estávamos recebendo da Palavra de Deus (Mt 24:14). Vida para todos! Infelizmente muitos cristãos estacionaram em sua busca espiritual e estão contentes com as bênçãos que receberam. É nossa responsabilidade, portanto, levar a palavra que supre vida aos filhos de Deus. Precisamos ajudá-los a invocar o nome do Senhor e serem despertados para o crescimento espiritual a fim de fazer a vontade do Senhor, pois o reino dos céus está próximo. Ponto-chave: Nossa responsabilidade: levar a palavra que supre vida aos filhos de Deus! Meu ponto-chave:

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Pergunta: O que fazer para apressar a vinda do Senhor?

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Semana

1 – DOMINGO

Leitura bíblica:

Mt 3:17; 4:17, 23; 6:9-10, 33; 7:21; 9:35; 11:12; 13:11; 21:43; 25:1 Ler com oração:

Por dois anos, permaneceu Paulo na sua própria casa, que alugara, onde recebia todos que o procuravam, pregando o reino de Deus, e, com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo (At 28:30-31). Viver o evangelho do reino

O primeiro livro do Novo Testamento, embora apresente a revelação da igreja, mostra que o foco de Deus é o Seu reino (Mt 3:17; 4:17, 23; 6:9-10, 33; 7:21; 9:35; 11:12; 13:11; 21:43; 25:1). O Senhor deseja voltar e estabelecer Seu reino na terra. Por isso Ele deu à igreja as chaves do reino e nos incumbiu de pregar o evangelho do reino em todo lugar (Mt 16:19; 24:14). Mas para isso é preciso ir até onde as pessoas estão. Aleluia! Isso é que temos praticado. O viver da igreja não pode se restringir a um salão de reuniões nas cidades, a um lugar fixo para a concentração de pessoas. Para vencer essa limitação e levar vida para o maior número de pessoas em nossa cidade, o Senhor nos deu duas ferramentas: o bookafé e a colportagem. O bookafé é um espaço, um ambiente informal, preparado para receber as pessoas. Ali qualquer pessoa pode entrar, tomar um café e, ao mesmo tempo, ser conduzido à Fé por meio dos livros espirituais expostos e disponíveis para leitura ou aquisição. No bookafé também há um lugar de oração para conversarmos com as pessoas, apresentar seus pedidos a Deus, ajudá-las a invocar o nome do Senhor e ganhar a salvação. Nossa meta é que haja pelo menos um bookafé


A vida da igreja

em cada bairro. Se em cada bairro houver um bookafé, com colportores dando apoio, muitas casas serão abertas e muitos filhos de Deus serão despertados a crescer na vida divina para reinar com o Senhor. No livro de Atos vemos que muitas igrejas começaram sem haver sequer um local de reuniões, ou templo. Na igreja em Filipos, por exemplo, o que vemos é um lugar de oração junto ao rio, a partir do qual a casa de Lídia foi aberta para os irmãos. Depois o carcereiro se converteu e abriu sua casa para reuniões (cf. At 16:13, 15, 32-33, 40). Provavelmente até mesmo os prisioneiros que ouviram Paulo e Silas cantar e dar louvores a Deus, e que viram o terremoto e as cadeias se romperem, mas que não saíram dali, devem ter se convertido e, depois de serem libertos, abriram suas casas. Essa era a igreja em Filipos. Além do bookafé, temos os colportores, que são aperfeiçoados nos CEAPEs (Centro de Aperfeiçoamento para Propagação do Evangelho). Colportor não é aquele que vende os livros para sustentar-se. Podemos dizer que quem pensa assim tem um pensamento caído, degradado. Aos olhos de Deus, o colportor é um sumo sacerdote, que deve suprir Urim e Tumim, isto é, a Palavra revelada, às pessoas. Um colportor supre a Palavra revelada de Deus às pessoas, por meio dos livros, e dessa maneira as ajuda a conhecer a vontade do Senhor. O trabalho deles é o trabalho de um sumo sacerdote. Além disso, seu objetivo não é apenas passar o livro para elas, mas ajudá-las a compreender o que estão lendo, visitando-as e até mesmo lendo os livros com elas. Em seguida, visitará seus vizinhos, ou seus amigos, e logo haverá ali, naquele bairro, um grupo de pessoas se reunindo. Nesse momento, portanto, o colportor atuou como um apóstolo. Também temos visto que é necessário pregar o evangelho do reino em outros continentes para apressar a volta do

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Senhor. Graças ao Senhor já entramos na Europa. Também o Senhor já abriu a obra na África. No México, assim como em outros lugares, a obra está se expandindo. Para a obra na Europa, por exemplo, pelo fato de se falarem outras línguas além do português e do espanhol, surgiu a necessidade de termos o Projeto Línguas e Nações, em Goiânia, que é um CEAPE com ênfase no ensino de línguas, principalmente o inglês e o francês, com vistas a equipar os irmãos que têm encargo de servir em outros países e habilitá-los a comunicarse bem nesses lugares. Mas ainda faltava, entre os países que têm aceitação ao evangelho, a América do Norte. Então, este ano o presidente norte-americano facilitou a concessão de vistos para cidadãos do Brasil e da China e deu-lhes as boas-vindas para quem quiser entrar nos Estados Unidos. Isso foi um sinal para nós de que o Senhor está nos dando a oportunidade de ter um novo início naquele continente. O Senhor tem pressa de voltar e estabelecer Seu reino na terra e por isso tem aberto diversas portas para isto. “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt 24:14). Vemos que nossa incumbência é pregar o evangelho do reino por toda a terra habitada. É esse viver da igreja que o Senhor quer que vivamos! Aleluia! Ponto-chave: Pregar o evangelho do reino por toda a terra! Meu ponto-chave: Pergunta: Que ferramentas o Senhor nos tem dado para fazer Sua obra? Leitura de apoio: “Venha o Teu reino” - cap. 27 - Dong Yu Lan. “Progresso espiritual” - cap. 5 - Dong Yu Lan.


Semana

2 – SEGUNDA-FEIRA

Leitura bíblica:

1 Co 14:5; Ef 4:11-12 Ler com oração:

Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar (1 Pe 5:10).

A vida da igreja não é somente realizar atividades. Mesmo que nos envolvamos com muitas atividades, devemos perceber que isso é para que aprendamos o mais importante: negar a nós mesmos. Quando realizamos a obra que o Senhor nos entrega, é que nos deparamos com a manifestação de nossa vida da alma. Nesse momento, surge a oportunidade de tomarmos a cruz para fazer morrer a nossa velha natureza. Louvamos ao Senhor, pois Ele nos revelou que isso é o item mais importante na vida da igreja. Quanto mais negamos a nós mesmos, tomando a cruz, mais da vida de Deus nos é acrescentada. De certa forma, isso nos torna aptos a reinar com Cristo no mundo que há de vir, mas ainda não é tudo. Além disso, ainda precisamos ser aperfeiçoados na obra do ministério, pois aqueles que reinarão receberão responsabilidades. Portanto, por um lado, pagamos o preço de negar a vida da alma; por outro, somos aperfeiçoados servindo a Deus na igreja. Quem nos aperfeiçoa? Conforme Efésios 4:11-12, Deus concedeu à igreja determinadas pessoas para o aperfeiçoamento dos santos. Primeiro são mencionados os apóstolos, irmãos que já passaram por certo aperfeiçoamento e auxiliam outros a negar a si mesmos. Há também os profetas, que foram

Aperfeiçoados para a obra do ministério

Aperfeiçoados para reinar

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A vida da igreja

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aperfeiçoados para falar por Deus e podem auxiliar os demais irmãos nesse ministério; em seguida, temos os evangelistas, que os ajudam a pregar o evangelho. Além desses, temos os pastores, que apascentam os irmãos; e os mestres, que lhes ensinam a Palavra. Cada uma dessas funções foi concedida por Deus para o nosso aperfeiçoamento, com o objetivo de nos preparar para reinar no mundo vindouro. Se alguém tem a função de apóstolo, evangelista, pastor ou mestre, deve se lembrar de que isso foi concedido por Deus para o aperfeiçoamento dos irmãos e a edificação da igreja. Quem recebeu alguma dessas funções não deve se portar como se fizesse uma obra própria, nem deve tomar para si as funções dos outros membros do Corpo de Cristo. O objetivo de Deus não é ter poucos apóstolos monopolizando a obra na igreja, mas multiplicar essas funções para muitos outros irmãos. Quanto aos profetas, eles não falam por Deus com exclusividade. A principal função de um profeta como ministro da Palavra, além de ministrar o falar de Deus hoje, o Seu encargo, é levar outros a também falar por Deus. Ele deve desejar que haja muitos participando do ministério da Palavra (1 Co 14:5). De igual modo, os evangelistas não são os únicos a pregar o evangelho. Quando participamos da propagação do evangelho, não fazemos esse serviço sozinhos, porque podemos contar com os evangelistas para nos aperfeiçoar. O desejo de Deus é que muitos filhos Seus sejam ministros do evangelho. O mesmo pode ser dito com relação às funções de pastor e mestre que cuidam do rebanho de Deus e o ensinam a praticar a Palavra. Isso significa que cada um de nós deve ser ativo na edificação do Corpo de Cristo. Quanto mais somos aperfeiçoados, maior será nossa função na era vindoura, onde seremos úteis para cooperar com o Senhor Jesus em Seu reino.


Ponto-chave: Ativos na edificação da igreja. Meu ponto-chave:

Aperfeiçoados para a obra do ministério

Pergunta: Qual a principal função dos apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres?

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A vida da igreja

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Semana

2 – TERÇA-FEIRA

Leitura bíblica:

Rm 6:6; Ef 4:13 Ler com oração:

Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade (2 Tm 2:15). Aperfeiçoados para aperfeiçoar outros

O objetivo do aperfeiçoamento, no tempo presente, é a edificação do Corpo de Cristo e, no futuro, é nos preparar para governar o mundo que há de vir. Essa é a finalidade da obra do ministério. Se temos a vida de Deus prevalecendo em nossa alma, preenchemos o primeiro requisito para reinar com o Senhor. Mas só seremos capacitados a exercer alguma função no reino se estamos sendo aperfeiçoados hoje para a obra do ministério. Por exemplo, uma criança precisa crescer para se tornar um adulto, mas apenas o crescimento físico não é suficiente para alguém assumir responsabilidades. Uma criança somente se tornará um adulto responsável e capacitado a trabalhar se estiver recebendo educação, instrução e estudo durante o seu crescimento. Da mesma maneira, para reinarmos no futuro não basta obtermos o crescimento da vida divina; é fundamental recebermos o aperfeiçoamento para a obra do ministério (Ef 4:13). Graças ao Senhor, Ele mesmo concedeu para a igreja esses ministros que, por já terem sido aperfeiçoados, podem aperfeiçoar os santos para que estes executem a obra do ministério. Dessa maneira, todos estaremos preparados para exercer as funções que nos serão entregues no reino dos céus.


Ponto-chave: Crescidos e aperfeiçoados na igreja. Meu ponto-chave: Pergunta: Por que o aperfeiçoamento para a obra do ministério é tão importante?

Aperfeiçoados para a obra do ministério

O aspecto mais importante na obra do ministério é o ministério da Palavra. O ministro da Palavra se encarrega do profetizar, isto é, falar por Deus. Há muitos cristãos que foram salvos há anos, mas ainda não aprenderam a falar pelo Senhor, ou seja, não receberam o devido aperfeiçoamento. Se alguém já possui o ministério da palavra, precisa ajudar outros a desempenharem essa função. O profeta deve ensinar os outros a ser profetas, a receber a revelação de Deus no espírito e a ministrar a Palavra de Deus com encargo, suprindo a vida divina aos irmãos na igreja. Do mesmo modo, um evangelista também precisa falar por Deus. Ele deve auxiliar os irmãos a pregar o evangelho, levando a fé às pessoas. Pregar o evangelho não é somente ensinar o caminho para o perdão dos pecados, mas levar outros filhos de Deus a desempenhar a função de evangelistas. O mestre, por sua vez, ensina as verdades bíblicas aos irmãos, ajudando-os a receber luz e revelação na Palavra de Deus. Também devemos exercer nossa função no segundo aspecto do ministério, que são os serviços na igreja. Além disso, é muito importante desempenharmos o terceiro aspecto do ministério, que trata das ofertas de riquezas materiais. Quando ofertamos nosso dinheiro ao Senhor, essa oferta serve de suporte aos demais ministérios, cooperando com os serviços e com a propagação do evangelho em vários lugares.

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Semana

2 – QUARTA-FEIRA

Leitura bíblica:

2 Co 4:10; Cl 3:5; 1 Pe 1:9 Ler com oração:

Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará (Lc 9:23-24). Aperfeiçoados dia a dia

Atualmente o Senhor tem nos mostrado que a igreja não é uma organização para a realização de atividades nem para que certos métodos sejam colocados em prática. O genuíno viver da igreja é seguir o Senhor (Mt 16:24), e a condição para seguirmos o Senhor é negar a nós mesmos. Isso exige que deixemos de lado a opinião que, mesmo parecendo boa, entra em conflito com a vontade de Deus. Quando nos dispomos a seguir o Senhor, temos facilidade em rejeitar aquilo que é claramente mau, mas dificilmente lançamos fora alguma boa intenção proveniente de nossa alma. Assim, Satanás encontra ocasião para tentar frustrar o propósito de Deus, fazendo uso da nossa opinião aparentemente boa. Isso, porém, não significa banirmos toda e qualquer opinião na igreja. Quando estamos no espírito, Deus pode nos revelar algo, assim como revelou a Pedro que Jesus era o Cristo, o Filho do Deus vivo (16:16). Mas quando somos influenciados pelo ego reagimos de maneira natural e, sem perceber, somos usados pelo inimigo de Deus. Foi o que ocorreu com Pedro, quando o Senhor Jesus disse aos discípulos que era necessário ser entregue aos escribas e fariseus, morrer e ressuscitar ao terceiro dia. Esse era o plano


Ponto-chave: Tomar a cruz dia a dia. Meu ponto-chave: Pergunta: Como uma opinião aparentemente boa pode ser uma barreira ao propósito de Deus?

Aperfeiçoados para a obra do ministério

de Deus para providenciar a redenção do homem. Pedro, porém, ao ouvir essas palavras, começou a reprovar o Senhor, dizendo que tivesse compaixão de Si mesmo, pois isso de modo algum Lhe aconteceria. Nesse momento, ele parecia estar demonstrando apreço pelo Senhor, pois O amava, mas na verdade estava se opondo ao propósito de Deus. O Senhor Jesus percebeu que Pedro estava sendo utilizado por Satanás, por isso falou: “Arreda, Satanás!” (Mt 16:23), e ainda disse claramente aos discípulos: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (v. 24). Ao negarmos o ego, estamos permitindo que a vida de Deus ocupe espaço em nós. Por outro lado, se o preservamos, impedimos que a vida de Deus seja aumentada em nós. É como um copo cheio de água. Para que seja preenchido com um novo conteúdo, ele precisa primeiro ser esvaziado. Aos poucos, esvaziamo-nos de conceitos e opiniões provenientes da vida da alma, para receber mais da vida divina. Negar a si mesmo não é algo que se faz uma vez por todas. Repetidas vezes nossa vida da alma reaparece, porque ainda nos deixamos influenciar por ela. Desse modo, ainda precisamos tomar a cruz dia a dia para fazer morrer a velha natureza terrena (Lc 9:23; 2 Co 4:10; Cl 3:5). Se hoje nos preservamos, na vinda do Senhor não obteremos a salvação da alma (1 Pe 1:9). Mas, quando nos permitimos sofrer perda, na verdade estamos salvando nossa alma para o reino vindouro, conforme disse o Senhor: “Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á” (Mt 16:25). Diante disso, vamos tomar a cruz no dia de hoje e permitir que a vida divina ocupe mais espaço em nós.

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Semana

2 – QUINTA-FEIRA

Leitura bíblica:

Mt 19:28; Rm 1:3-4; 1 Co 9:17; Tt 1:7-9 Ler com oração:

Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo (2 Co 5:10). O evangelho de Deus visa ao nosso aperfeiçoamento

Hoje é o tempo de sermos aperfeiçoados na igreja, onde há irmãos que nos servem como mordomos, despenseiros na casa de Deus (Gl 4:1-2; 1 Co 9:17; Tt 1:7-9). Para sermos vencedores, precisamos ser aperfeiçoados na obra do ministério. Os vencedores receberão aprovação no tribunal de Cristo, quando o Senhor premiará os que O seguem (Mt 19:28). Nossos pecados já não serão lembrados (Hb 8:12), porque fomos perdoados e purificados pelo precioso sangue de Cristo. Receberemos aprovação no tribunal de Cristo se naquele dia já houvermos alcançado a plena salvação de Deus, que abrange espírito, alma e corpo (1 Ts 5:23). O espírito foi salvo no passado, quando cremos no Senhor e obtivemos Sua vida. Na volta do Senhor, nosso corpo redimido será transfigurado de corruptível em incorruptível, num abrir e fechar de olhos (Rm 8:23; 1 Co 15:52), para que possamos ser arrebatados e ver a glória do Senhor (1 Ts 4:17). Logo, a redenção do espírito e do corpo acontecem por obra do Senhor, ao passo que a salvação da alma é de nossa total responsabilidade. Por isso nosso crescimento espiritual e nossas obras é que serão o principal objeto de julgamento no tribunal de Cristo (2 Co 5:10), e não os pecados.


Aperfeiçoados para a obra do ministério

O evangelho de Deus é completo e ocorre em duas etapas, conforme Romanos 1:3-4. A primeira etapa é o evangelho da graça, segundo o qual o Senhor Jesus, como descendente de Davi (v. 3), morreu na cruz derramando sangue e água (Jo 19:34). Pelo sangue, houve a remissão dos pecados; pela água, recebemos a vida de Deus, experimentando o novo nascimento. Antes éramos carnais, pecadores distantes de Deus e Seus inimigos, sem acesso à Sua presença. Como a natureza do pecado havia sido inserida em nós, éramos incapazes de agradar a Deus (Rm 7:18-23; 8:8) e estávamos condenados à morte (6:23; Hb 9:22). Mas o Senhor Jesus, como Filho do homem, veio em carne e morreu em nosso lugar. Ele, que não tinha pecado, morreu em favor dos pecadores. Graças a Deus por tão grande salvação! Uma vez perdoados e reconciliados com Deus, nos tornamos Seus filhos (Jo 1:12) e fomos colocados na igreja. Essa é a primeira etapa do evangelho de Deus. Nesse ponto, tem início a segunda etapa do evangelho, que diz respeito ao fato de o Senhor Jesus, como homem, ter sido designado Filho de Deus pela ressurreição dentre os mortos (Rm 1:4). Jesus, por meio de sofrimentos, foi aperfeiçoado e se tornou o Autor da nossa salvação (Hb 2:10). Ele morreu, ressuscitou e foi coroado com glória e honra a fim de que todas as coisas sejam sujeitas a Ele. Essa etapa está relacionada à nossa preparação para o reino vindouro. Inicialmente, o evangelho do reino foi pregado pelo Senhor Jesus com as seguintes palavras: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt 4:17). A cada dia que passa o reino dos céus está cada vez mais próximo. Com isso, percebemos a necessidade de nos arrepender. O arrependimento não diz respeito só aos nossos erros, mas consiste em negarmos a nós mesmos para seguir o Senhor.

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Sem arrependimento, não conseguimos anular nossa vida da alma, que se torna um obstáculo para seguirmos o Senhor. Graças a Deus, podemos ser ajudados a nos arrepender quando somos aperfeiçoados na igreja. Ponto-chave: A salvação da alma é nossa responsabilidade. Meu ponto-chave: Pergunta: O arrependimento ocorre somente quando erramos? Por quê?


Semana 2 – SEXTA-FEIRA Leitura bíblica:

Lc 23:49; Jo 14:26; 19:26 Ler com oração:

Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus? Este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo; não somente com água, mas também com a água e com o sangue. E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade (1 Jo 5:5-6).

Ao lermos sobre a crucificação do Senhor nos três primeiros evangelhos, temos a impressão de que Ele morreu após verter Seu sangue. Esse é o conceito tradicional sobre a morte de Jesus: que Ele teria sangrado pela coroa de espinhos e pelos cravos em Suas mãos, até expirar. Porém essa narrativa é imprecisa, baseada na observação dos discípulos que acompanharam os fatos de longe (Lc 23:49). Pedro e João foram mencionados juntos em vários trechos dos evangelhos, mas, durante o julgamento e a crucificação do Senhor, Pedro apenas O seguiu de longe (Mt 26:58). O relato de Pedro serviu de base ao evangelho escrito por Marcos. João, por sua vez, acompanhou o Senhor Jesus de perto, inclusive sendo testemunha ocular da crucificação. Isso lhe permitiu observar todos os fatos e escrever um evangelho mais completo, com detalhes que trazem revelação (Jo 19:26). Naquela época, João era jovem e ainda não tinha percebido a importância dos acontecimentos que observou. Ao contrário de Pedro, que muitas vezes tomava a iniciativa de expor sua opinião perante os outros, João era apenas um

Aperfeiçoados para a obra do ministério

A importância de seguir de perto

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dos demais discípulos e não se destacava entre eles. Setenta anos após o nascimento de Cristo, os cristãos passaram a ser perseguidos por um general romano chamado Tito. Os que tinham maior destaque, como Pedro, foram martirizados. João, porém, por ser alguém de menor importância, não foi morto, mas apenas exilado em uma ilha chamada Patmos. Esses fatos ocorreram sob a soberania divina, pois o Espírito precisava de João para completar a revelação do propósito de Deus. Ele, em Sua sabedoria, permitiu que João ficasse preso no exílio por vinte anos. Nesse período o Espírito Santo o fez se lembrar de tudo o que havia visto e ouvido durante o tempo em que esteve com o Senhor Jesus. Antes, João não entendia o que o Senhor queria dizer, mas depois, pela obra do Espírito, ele se lembrou das palavras do Senhor e recebeu revelação (14:26). Na leitura dos três primeiros evangelhos, percebemos que os discípulos se maravilharam com as curas e os milagres realizados pelo Senhor Jesus. No entanto a crucificação não foi registrada ali com tantos detalhes. Já no Evangelho de João, o Espírito detalhou com precisão a ordem dos fatos, dando-lhes a devida importância. Primeiro, o Senhor Jesus morreu na cruz. Depois, um dos soldados Lhe feriu o lado com uma lança. Com a morte do Senhor na cruz, Ele eliminou o velho homem, ou seja, crucificou a vida da alma. Após isso, Ele foi ferido, e do Seu lado fluiu sangue e água. O sangue visa à remissão dos pecados; a água serve para nos gerar com a vida de Deus. A prioridade de Deus foi eliminar a vida da alma, a origem de todos os problemas que impedem o homem de fazer Sua vontade. Agora, em nossa experiência de fé e conversão, primeiro somos purificados pelo sangue precioso de Cristo, para recebermos a vida de Deus. E então prosseguimos, tomando


a cruz para eliminar a vida da alma em nosso viver e, desse modo, seguir o Senhor. Ponto-chave: Negar a vida da alma é prioridade. Meu ponto-chave:

Aperfeiçoados para a obra do ministério

Pergunta: João entendeu imediatamente o que o Senhor Jesus quis dizer? Como ele recebeu revelação?

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Semana

2 – SÁBADO

Leitura bíblica:

Jo 14:16-17, 26; Gl 5:18; Ef 4:1; 5:2, 8; 3 Jo 4 Ler com oração:

Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo (Ap 1:3). Aperfeiçoados por ouvir e praticar a Palavra

João escreveu em seu evangelho detalhes profundos que ainda não haviam sido registrados. Ele deu testemunho do sangue e da água que fluíram do lado do Senhor após Sua morte na cruz. Em razão desse importante relato, obtemos a revelação de que na cruz o Senhor Jesus gerou a igreja, assim como Adão gerou Eva de uma costela retirada de seu lado. Também vemos o cumprimento de uma profecia do Antigo Testamento, segundo a qual nenhum dos ossos do Senhor Jesus seria quebrado (Jo 19:36). Provavelmente João não entendia muita coisa no momento em que testemunhou os fatos ocorridos com o Senhor na cruz. Mas, quando ele amadureceu, o Espírito da realidade o fez lembrar de tudo o que havia testemunhado na juventude. Graças a Deus por isso! Paulo também havia recebido revelação acerca do propósito de Deus e escreveu essas palavras em sua Epístola aos Efésios. Infelizmente, os que receberam aquela carta se limitaram a estudá-la e deixaram de lado aquilo que promove a Fé, isto é, a prática da Palavra (1 Tm 1:3-4). A Fé a que Paulo se referia em sua epístola é o próprio Espírito da realidade, que já havia sido mencionado pelo Senhor Jesus em Seu ministério terreno (Jo 14:16-17). Quando


Aperfeiçoados para a obra do ministério

Paulo escreveu a epístola, sua intenção era que a Fé objetiva, o plano eterno de Deus, se tornasse a fé subjetiva dos irmãos. Em outras palavras, Paulo queria que, pelo Espírito da realidade, a igreja recebesse revelação acerca da vontade de Deus e praticasse Sua Palavra. Infelizmente, isso não ocorreu, porque os irmãos permaneceram influenciados pela alma e não se voltaram ao espírito. No final do primeiro século, foi a vez de João ser utilizado pelo Senhor para aperfeiçoar os irmãos da igreja em Éfeso, levando-os, no espírito, a praticar a palavra que já havia sido ministrada por Paulo. João foi útil àquela igreja porque o Espírito da realidade o fez lembrar de todas as palavras que o Senhor Jesus havia dito (Jo 14:26). No Espírito da realidade não está apenas o Espírito Santo, mas o Pai e também o Filho. No evangelho, João registrou a revelação de que Deus era inacessível a nós, mas um dia Ele Se encarnou na pessoa do Filho. O Filho, por sua vez, participou de carne e sangue, vivendo na terra com a semelhança da carne pecaminosa, para realizar a obra de redenção e, por meio de Sua morte e ressurreição, tornar-se o Espírito que dá vida. Como o Espírito da realidade, que é o outro Consolador, agora Deus pode estar para sempre conosco! João confirmou o que já havia sido escrito por Paulo. Em Efésios, vemos que a obra do Pai é nos predestinar para a filiação, dispensando-nos Sua vida. A obra do Filho é nos redimir dos pecados pelo derramamento de Seu sangue. A obra do Espírito Santo, por sua vez, é nos selar, ou seja, todas as vezes que fazemos algo aprovado por Deus, o Espírito Santo nos sela. Que obra maravilhosa o Pai, o Filho e o Espírito fazem em nós! Vamos valorizar o ministério do apóstolo João em sua maturidade, porque ele nos ajuda a andar na graça, amor, na luz, na verdade e no espírito (Ef 4:1; 5:2, 8; 3 Jo 4; Gl 5:18).

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Ponto-chave: Guardar a Palavra e praticá-la. Meu ponto-chave: Pergunta: Explique como João aperfeiçoou os irmãos da igreja em Éfeso.


Semana

2 – DOMINGO

Leitura bíblica:

Jó 42:5-6; 1 Jo 1:9 Ler com oração:

E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim (Lc 22:19). A prioridade

A vida da alma é a origem de todos os problemas do homem, principalmente no que diz respeito a fazer a vontade de Deus. No Antigo Testamento, por exemplo, vemos a história de Caim, que tentou agradar a Deus por seus próprios métodos, mas fracassou. Outro exemplo é Jó, um homem reto e íntegro que temia a Deus, mas ainda se deixava ser influenciado pela vida da alma. Quando, por fim, Deus se revelou a Jó, ele percebeu a própria condição e abominou a si mesmo, se arrependendo no pó e na cinza (Jó 42:5-6). Isso significa que nossa primeira reação ao nos deparar com a vida da alma deve ser o arrependimento. Para obter arrependimento, precisamos receber uma revelação diretamente do Senhor, que mostra quem nós realmente somos. Quando pecamos ou nos deixamos ser influenciados pela vida da alma, podemos nos arrepender e confessar os nossos pecados perante o Senhor. Ao aproveitarmos a oportunidade de arrependimento, provamos que o Senhor é fiel e justo para nos perdoar e purificar de todo pecado pelo Seu precioso sangue, pois este é o sangue do Filho de Deus, cuja eficácia é eterna (1 Jo 1:9). Aleluia!

Aperfeiçoados para a obra do ministério

para quem quer ser aperfeiçoado

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Como já vimos, além de nos perdoar os pecados, o Senhor Jesus crucificou o velho homem, eliminando, assim, na cruz, a fonte da vida da alma. No aspecto objetivo, o problema da vida da alma já foi resolvido pelo Senhor, mas, no aspecto subjetivo, ainda precisamos aplicar isso em nossa experiência cristã. Essa é nossa responsabilidade hoje. Negar a nós mesmos é uma prioridade para nós se queremos seguir o Senhor. Essa foi a principal exigência que o Senhor fez quando disse: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16:24). Notemos que Ele não mencionou o perdão de pecados, mas apenas a necessidade de negarmos o ego. Logo, do ponto de vista divino, eliminar a vida da alma é até mais importante do que resolver os problemas dos pecados. Por exemplo, na mesa do Senhor, Ele nos ensina primeiro a dar graças pelo pão, que representa o Seu corpo, entregue por nós. Depois, damos graças pelo cálice, que é o sangue derramado em nosso favor. Primeiro, o Senhor morreu na cruz, isto é, Seu corpo foi partido por nós. Depois, Ele derramou sangue. Esse testemunho é verdadeiro e bastante significativo. Já recebemos o cálice da bênção, o cálice da nova aliança, mas, se não negarmos o ego, não temos como crescer na vida de Deus. Infelizmente nem todos percebem como é prejudicial e quão danoso é preservar o ego, a vida da alma. Mas, graças ao Senhor, Ele nos tem revelado que podemos nos arrepender. Nós cremos nessa palavra e queremos praticá-la: negar a nós mesmos, tomar a cruz dia a dia e segui-Lo. Ponto-chave: A responsabilidade de negar a si mesmo. Meu ponto-chave: Pergunta: Explique o significado de darmos graças pelo pão e pelo cálice na mesa do Senhor.


Aperfeiçoados para a obra do ministério

Leitura de apoio: “Ser como Deus em vida e em natureza” - caps. 2-3 - Dong Yu Lan. “Os perigos do lado bom da alma” - cap. 5 - Dong Yu Lan. “Servos de Deus - bons, fiéis e prudentes” - caps. 1 e 7 Dong Yu Lan. “Minha meta: governar com Cristo” - cap. 1 - Dong Yu Lan.

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Semana

3 – SEGUNDA-FEIRA

Leitura bíblica:

Jo 3:16; 19:33-34; Ef 2:15; Hb 2:5 Ler com oração:

Quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade (Ef 4:22-24). A obra completa da cruz

O Senhor nos tem mostrado que o objetivo de Deus ao criar o homem é que este governe no mundo que há de vir (Hb 2:5). Infelizmente, no jardim do Éden, o homem foi enganado por Satanás e comeu do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Assim a natureza pecaminosa foi injetada no homem, e sua alma se tornou autossuficiente, isto é, independente de Deus. A essa vida independente de Deus que se instalou na alma humana chamamos de vida da alma. A vida da alma possui uma parte boa e uma parte má. O inimigo de Deus usa a parte má para induzir o homem a viver no pecado. Mas ele também é capaz de usar a parte boa da vida da alma para impedir Deus de fazer Sua vontade. Uma vez que Adão e Eva desobedeceram à determinação de Deus e se tornaram pecadores, Deus os expulsou do jardim do Éden, para que não se alimentassem da árvore da vida naquela condição. Louvado seja o Senhor! Deus ama o homem e enviou Seu Filho unigênito para morrer na cruz e salvar todos os que Nele cressem (Jo 3:16). Os três primeiros evangelhos enfatizaram


Ponto-chave: Sangue para o perdão dos pecados e água para suprir vida. Meu ponto-chave: Pergunta: Qual o objetivo de Deus ao nos introduzir na igreja?

Dons, ministérios e operações

mais a morte do Senhor Jesus para resolver o problema dos nossos pecados. Então, o apóstolo João, depois de algum tempo, em sua maturidade, recebeu a revelação do Espírito de que primeiro Jesus morrera na cruz para crucificar nosso velho homem, nossa vida da alma, e depois, então, derramou Seu sangue para nos redimir de nossos pecados (Jo 19:33-34). Além disso, no momento da crucificação do Senhor Jesus, por sempre segui-Lo de perto, João estava junto à cruz e viu que, além de sangue, de Seu lado fluiu água. Essa água representa a vida divina que fluiu de Jesus para gerar a igreja, a fim de nos suprir e encher da vida de Deus. Vemos, assim, que a obra do Senhor Jesus na cruz foi completa, pois terminou com nosso velho homem; por meio de Seu sangue, nossos pecados foram perdoados, e, por meio da água, Sua vida nos foi dada para nos tornarmos o novo homem (Ef 2:15; 4:24). Mediante Sua redenção o homem foi restaurado para governar o mundo que há de vir. Todavia, pela nossa experiência, vemos que ainda há a manifestação da vida da alma em nosso viver, mesmo após termos recebido o perdão de pecados e nosso velho homem ter sido terminado na cruz. Como poderemos governar no reino vindouro se o homem natural ainda prevalece em nosso viver? Para resolver essa questão, o Senhor nos deu a igreja. A igreja não se refere a um lugar físico onde nos reunimos para ouvir mensagens bíblicas. A igreja é a realidade, a esfera do reino dos céus. É nela que recebemos nutrição espiritual para negarmos a vida da alma e aprendermos a andar no caminho do Espírito e vida, praticando a Palavra de Deus. Louvado seja o Senhor!

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A vida da igreja

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Semana

3 – TERÇA-FEIRA

Leitura bíblica:

Mt 16:23-24; 25:34-41; Jo 3:3-5; Fp 2:12; Hb 2:5; Ap 13:16-17 Ler com oração:

Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum. Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (2 Pe 1:10-11). Receber a vida de Deus e deixá-la crescer

A meta de Deus é entregar ao homem redimido o governo do mundo que há de vir (Hb 2:5). Para alcançar esse objetivo primeiramente nos foi pregado o evangelho da graça, que mostra que o Senhor nos salvou e, mediante Seu sangue, perdoou nossos pecados para recebermos a vida de Deus. A regeneração é o critério básico para quem deseja ver o reino e entrar nele (Jo 3:3-5). Somente conseguiremos governar o reino vindouro por meio da vida de Deus que recebemos no novo nascimento. Depois de sermos regenerados, porém, essa vida precisa crescer. A igreja tem um papel fundamental nesse crescimento. Essa é a razão de o Senhor Jesus, depois de revelar a igreja aos Seus discípulos, ter mostrado que, se queremos viver a realidade da vida da igreja, precisamos segui-Lo, e isso requer que neguemos a vida da alma, o nosso eu, que é o maior impedimento para a vontade de Deus ser feita na terra (Mt 16:23-24). Quando negamos a nós mesmos, a vida de Deus pode crescer em nós, nossa salvação pode ser desenvolvida, e assim nos será garantida a entrada no reino (Fp 2:12; 2 Pe 1:10-11).


Dons, ministérios e operações

A vida de Deus deve crescer em nosso viver, pois só assim o Senhor nos confiará o governo do mundo que há de vir. Mateus 5, 6 e 7 mostra como deve ser nosso viver. Antes pensávamos que seríamos o povo do reino, mas Deus nos revelou que não seremos o povo do reino; Ele nos chamou para sermos governantes. A terceira parábola de Mateus 25 mostra quem será o povo que será governado durante o reino, isto é, quem serão as pessoas que ficarão para ser as nações na era vindoura. Nessa parábola elas são chamadas de ovelhas. Durante a grande tribulação a imagem da besta será colocada no templo e “a todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome” (Ap 13:16-17). Estes receberão uma marca e lhes será permitido comprar e vender. No passado não sabíamos como isso se daria, mas hoje já nos é possível prever como será, por causa da ampla utilização da informática. Sabemos que todo sistema de pagamento, compra e venda será controlado pelo anticristo. Não haverá cédulas ou qualquer outro sistema de compensação e troca, apenas quem tiver a marca da besta poderá comprar alimentos, roupas, remédios etc. Os filhos de Deus, por não adorarem a imagem da besta e não aceitarem receber sua marca, não terão sustento e serão perseguidos. Mas haverá um grupo de pessoas – as ovelhas em Mateus 25, que, ao ver os cristãos em necessidade, movidas por compaixão e pelo temor a Deus, suprirão os filhos de Deus com alimentos, roupas etc. Então, quando o Senhor voltar, dirá às ovelhas: “Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está

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preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me” (vs. 34-36). Ao suprir os filhos de Deus, eles, na verdade, supriram o próprio Senhor Jesus (v. 40). Já aqueles que não se importarem com os filhos de Deus, pelo contrário, os escarnecerem e os perseguirem, serão chamados de cabritos, e na volta do Senhor eles serão julgados e lançados para o fogo eterno (v. 41). Os cabritos serão eliminados, e as ovelhas serão as nações do reino milenar. Eles entrarão no reino, por terem um bom coração e se preocuparem em ajudar os cristãos, mas, porque não têm a vida de Deus, não poderão governar o mundo vindouro. A função de governar caberá àqueles que foram regenerados e negaram a vida da alma nesta era, permitindo assim que a vida de Deus crescesse neles. Louvado seja o Senhor! Ponto-chave: Nascer e crescer na vida de Deus para entrar no reino dos céus. Meu ponto-chave: Pergunta: Qual será o papel das ovelhas de Mateus 25 durante a grande tribulação?


Semana

3 – QUARTA-FEIRA

Leitura bíblica:

Mt 21:15-17; Ef 4:12-13, 22; Hb 2:5 Ler com oração:

Com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo (Ef 4:12, 15).

Dons, ministérios e operações

Dois requisitos para reinar

A Bíblia nos apresenta que Deus criou o homem para que este governe no mundo que há de vir (Hb 2:5). Uma vez que o problema do pecado já foi resolvido mediante o sangue derramado pelo Senhor, para cumprir o propósito de Deus, o homem regenerado precisa preencher alguns requisitos. Como vimos, em primeiro lugar ele precisa de crescimento na vida divina. Para que isso ocorra, o Senhor colocou Seus filhos na igreja para serem preparados para o Seu reino. Na vida da igreja aprendemos a negar a vida da alma e nos despojar do velho homem (Ef 4:22). Quanto mais negarmos a vida da alma hoje, mais a vida de Deus crescerá em nós, e maior será nossa posição no reino vindouro. Esse será um dos critérios que o Senhor estabelecerá em Seu tribunal quando voltar. Nele não seremos julgados quanto aos pecados. Se receberemos galardão ou disciplina, a avaliação será segundo nosso crescimento espiritual e segundo nossas obras. O segundo requisito é quanta experiência os filhos de Deus têm em Sua obra, como administram as coisas de Deus. Isso indica que precisamos desenvolver nossos talentos, nossos dons, até se tornarem ministérios para que sejamos

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mais úteis na obra de Deus. Como governaremos o mundo vindouro sem obter experiência na obra do ministério? Graças ao Senhor! Fomos colocados na vida da igreja para sermos aperfeiçoados. Quando nascemos de novo, isto é, quando fomos gerados de Deus, somos como bebês que precisam amadurecer, crescer na vida divina. Todo cuidado e aperfeiçoamento na igreja têm como alvo esse crescimento para não sermos como meninos, agitados e facilmente enganados pelos que induzem ao erro (vs. 12-14). O Senhor também comparou Seus filhos a ovelhas que precisam ser apascentadas e cuidadas por aqueles que têm mais crescimento. Visando aperfeiçoá-lo em Sua obra, certa vez o Senhor pediu para Pedro pastorear Seus cordeiros, apascentar e pastorear Suas ovelhas. Ele lhe pediu isso após perguntar-lhe três vezes: “Amas-Me mais que esses outros?”, isto é, “amas-Me mais que o barco, as redes e as coisas relacionadas ao seu sustento?”. O Senhor queria mostrarlhe que, se Ele amava o Senhor, precisava vencer as questões relacionadas ao sustento e apascentar os Seus filhos, Suas ovelhas (Jo 21:15-17). Sabemos que o Senhor é fiel em nos providenciar meios para garantir nossa subsistência. Mas algumas vezes Ele vem nos testar. Quando surgem necessidades na igreja, na obra, Ele pergunta: “Você ama mais o carro ou a igreja?”. Ou ainda: “Que você mais ama: sua estabilidade financeira e seu conforto, ou cooperar com a Minha obra para que Eu volte mais rápido?”. Se você ama mais aquilo que o Senhor te deu em vez de amá-Lo e à Sua obra, perderá uma oportunidade de crescer em vida. Lembremos sempre que o Senhor nos colocou na igreja para crescermos em Sua vida e para nos aperfeiçoar em Sua obra. Se permitirmos que Sua vida cresça em nós e formos


aperfeiçoados para assumir as responsabilidades de um filho de Deus, estaremos preparados para governar o mundo que há de vir. Ponto-chave: Amar o Senhor e cooperar com Sua obra. Meu ponto-chave:

Dons, ministérios e operações

Pergunta: Quais são os dois requisitos para reinar?

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A vida da igreja

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Semana

3 – QUINTA-FEIRA

Leitura bíblica:

1 Co 12:3-7 Ler com oração:

Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço e, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra (At 6:3-4). Dons, ministérios e operações (1)

O Senhor nos colocou na vida da igreja para sermos aperfeiçoados pelo menos em três aspectos da obra do ministério: no ministério da Palavra, no ministério dos serviços e no ministério de oferta de riquezas materiais. Para realizar Sua obra Ele concede dons, ministérios e operações aos homens. Para receber dons, ministérios e operações, é necessário estar no espírito. Não basta saber muitas coisas espirituais, ser inteligente e dedicado, é necessário invocar o nome do Senhor para estar no espírito (1 Co 12:3). Quando invocamos “Ó Senhor Jesus!”, confessamos que Jesus é o Senhor e estamos no espírito. Seja no serviço ao Senhor ou em qualquer aspecto da vida da igreja, o mais importante é estar no espírito. Os dons são distribuídos segundo a obra do Espírito visando a um fim proveitoso (v. 7). O versículo 4 mostra que “os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo”. Os dons estão relacionados ao Espírito. Uma vez salvos e libertos dos pecados, o Espírito Santo nos concede dons e começa a trabalhar em cada um de nós. Há diferentes dons e alguns irmãos têm mais dons que outros, pois são concedidos segundo a capacidade de cada um. Se você tem mais capacidade, o Espírito lhe concede mais dons.


Também há diversidade nos ministérios – ou serviços –, mas “o Senhor é o mesmo” (v. 5). Por fim há diversidade nas realizações, mas “o mesmo Deus é quem opera tudo em todos” (v. 6). Os ministérios se relacionam a Cristo, ao passo que as operações estão ligadas a Deus. Falar por Deus, servir os santos e ofertar são exemplos de dons concedidos pelo Espírito. Por exemplo, de maneira geral, todos separam o dízimo, mas, se surge uma necessidade na obra do Senhor na África, e você, além do dízimo, oferta para suprir a necessidade dos santos, significa que você está exercitando seu dom. Hoje, a obra do Senhor tem muita necessidade financeira: quer seja na América do Norte, na África, na Europa ou em outros lugares. Essas necessidades são oportunidades para você exercitar seu dom, pois, quando oferta, você exercita o dom que Deus já lhe deu. Se você participa e entrega sua oferta normal, significa que você está exercitando seu dom e Deus pode operar por meio de você. Se formos fiéis, a obra do Senhor será concluída mais rapidamente. Ponto-chave: Ser fiéis na obra do Senhor. Pergunta: Como sua participação no ministério de oferta de riquezas materiais pode apressar a volta do Senhor?

Dons, ministérios e operações

Meu ponto-chave:

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Semana

3 – SEXTA-FEIRA

Leitura bíblica:

At 20:24; Rm 12:6-8; 1 Co 12:5, 12-27; 14:1-6, 12; Ef 4:7; Cl 4:17 Ler com oração:

Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério. Toma contigo Marcos e traze-o, pois me é útil para o ministério (2 Tm 4:5, 11b). Dons, ministérios e operações (2)

Vimos que os dons são distribuídos pelo Espírito, os ministérios estão relacionados ao Senhor, e as operações estão ligadas a Deus. Efésios 4:7 nos diz que a graça é concedida segundo a medida do dom de Cristo. Isso mostra que a graça é acrescentada à medida que o dom é exercitado. Graça é Deus dando o Seu filho gratuitamente a nós. Em outras palavras, não necessitamos pagar preço algum ou nos esforçar, basta usar o dom para receber mais de Cristo. Ao usar o dom, Cristo é acrescentado. Entre os dons mencionados em 1 Coríntios há dons miraculosos, tais como os dons de curar, operações de milagres, variedade de línguas e capacidade para interpretálas, todavia devemos dar mais atenção aos dons que edificam a igreja (14:1-6, 12) como os que foram listados primeiramente por Paulo: a palavra da sabedoria, palavra do conhecimento, fé. Em Romanos 12:6-8 também são citados esses tipos de dons normais para o viver da igreja. Quanto mais exercitarmos o dom, mais graça receberemos; quanto mais graça, mais Cristo, e, assim, pelo exercício contínuo do dom surge o ministério. Por exemplo, há sempre irmãos que tocam instrumentos musicais


Dons, ministérios e operações

quando nos reunimos, são irmãos que têm o ministério da música. Mas, na verdade, todos nós podemos tocar algum instrumento, mesmo que seja fora de tom. Isto é, temos o dom de músico, mas para nos tornarmos ministros da música precisamos exercitar mais, então a graça será acrescentada, aprenderemos mais e estaremos prontos para tocar o instrumento no qual fomos aperfeiçoados. O ministério está relacionado ao Senhor (1 Co 12:5). Uma vez que recebemos a vida de Deus, nos tornamos filhos de Deus, e membros do Corpo de Cristo. À medida que exercitamos nossos dons, mais Cristo nos é acrescentado como graça, e assim mais da vida divina é trabalhada em nós, constituindo os ministérios. Os ministérios que recebemos também crescem mediante o exercício: quanto mais experiência obtivermos na obra do Senhor, mais funções desempenharemos. Os versículos 12 a 27 comparam os ministérios com os membros do nosso corpo. Assim como os membros têm diferentes funções, os ministérios também são assim. Como membros do Corpo de Cristo precisamos cumprir fielmente o ministério que nos foi confiado para assim sermos mais úteis ao Senhor (At 20:24; Cl 4:17). Se alguém deseja ter o ministério de oferta de riquezas materiais também precisa exercitar o dom que recebeu. Todos temos o dom de ofertar e, por isso, espontaneamente separamos os dízimos e ofertas regularmente; dessa forma exercitamos o nosso dom. De acordo com Efésios 4:7, quanto mais ofertarmos, maior será a proporção do dom de Cristo, pois receberemos mais graça. Assim nos tornamos ministros cooperando com Deus em Suas operações. Primeira Coríntios 12:6 fala de operações ou funções: “Há diversidade nas operações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos”. Os dons e ministérios culminam em operações e funções. Isso é o que acontece na igreja: temos

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irmãos diáconos, presbíteros, cooperadores e outros são enviados como apóstolos. Quanto mais exercitarmos nossos dons de maneira fiel, mais úteis seremos ao Senhor. Cada um de nós precisa ver a importância do exercício contínuo dos dons, ministérios e operações que nos foram concedidos pelo Senhor. Isso não deve ser apenas um conhecimento para nós, pois o Senhor necessita de filhos maduros em Sua obra para executar as funções e operações de Deus. Ponto-chave: Exercitar o dom para ser útil ao Senhor. Meu ponto-chave: Pergunta: Como o dom pode se tornar ministério, e o ministério se tornar operação?


Semana

3 – SÁBADO

Leitura bíblica:

Mt 8:12; 22:13; 25:30; 16:24-27; 1 Co 3:15; 2 Pe 3:8; Ap 2:7; 3:12; 20:6 Ler com oração:

Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão; se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo (1 Co 3:14-15).

Para fazer parte do governo do mundo que há de vir, é preciso aproveitar as oportunidades hoje para crescer em vida por meio de negar a vida da alma e ser aperfeiçoado na obra do Senhor mediante o exercício dos dons. Exercitando os dons, mais graça é acrescentada, e os ministérios são formados. Os ministérios são diversos e podem ser agrupados em três aspectos: da Palavra, dos serviços e de oferta de riquezas materiais. Assim teremos funções, e Deus poderá nos usar para Suas operações na era da igreja e também no reino do mundo vindouro. Em Mateus 16, depois de revelar que a vida da igreja é seguir o Senhor, tomando nossa cruz e negando a nós mesmos, o Senhor Jesus mostrou que Ele virá e estabelecerá Seu tribunal para julgar todos os Seus filhos e lhes dar galardão ou disciplina. Esse tribunal não é para nos punir, e sim para nos avaliar a fim de definir nossa posição futura no reino. Sem negar sua vida da alma hoje você não receberá galardão diante do tribunal de Cristo, ou seja, não fará parte do governo no mundo que há de vir. Por já ter recebido a vida de Deus, você não será lançado no lago de fogo, mas será punido

Dons, ministérios e operações

Galardão ou disciplina

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e lançado fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes (Mt 8:12; 22:13; 25:30). Esse ranger de dentes é o arrependimento tardio. Talvez, por diversas vezes, você tenha participado de conferências cristãs, ouvido que precisava negar a vida da alma para crescer em vida e ser conformado ao Senhor Jesus, todavia não quis praticar, não quis negar a si mesmo (16:24-27). Se esse for o caso, naquele dia, por ter insistido em manter sua vida da alma, será disciplinado no tribunal de Cristo e lançado nas trevas exteriores. Por amar os que não cresceram o suficiente, o Senhor não os lançará no lago de fogo, mas os colocará em outro lugar, nas trevas, fora da esfera do gozo do reino, para serem disciplinados e amadurecerem na vida divina (1 Co 3:15). Isso acontecerá durante o milênio. Para o Senhor será como um dia, mas, para os que tiverem sendo disciplinados, será como mil anos (2 Pe 3:8). Se você, porém, buscar crescer na vida de Deus e ser um vencedor hoje, ganhará o galardão de reinar com Cristo durante os mil anos e desfrutará, com antecedência, a realidade da cidade santa, a nova Jerusalém (Ap 2:7; 3:12; 20:6). Após o milênio, todos os filhos de Deus, os que reinarão com Cristo e os que forem disciplinados nas trevas e ranger de dentes, estarão maduros para serem introduzidos na nova Jerusalém; todavia o Senhor espera que sejamos servos fiéis e prudentes, que estão dispostos a segui-Lo hoje, a negar a nós mesmos hoje, a negociar nossos talentos hoje, para que o reino nos seja um galardão. Aleluia! Ponto-chave: Negar a vida da alma para ganhar o galardão. Meu ponto-chave: Pergunta: Que critério o Senhor usará em Sua vinda para conceder galardão ou disciplina aos Seus filhos?


Semana 3 – DOMINGO Leitura bíblica:

Lc 19:16-19; Ap 2:26-27; 11:17-18; 12:5; 19:17-18; 20:6 Ler com oração:

Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar [...] chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes. Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos (Ap 11:17-18; 20:6). Viver no Espírito,

Hoje em dia, pouco se fala sobre o reino e sua manifestação, porque poucos cristãos viram a necessidade de viver a realidade da vida da igreja nesta era com vistas ao reino que Deus tem preparado para Seus filhos maduros e crescidos na vida divina. Louvamos ao Senhor porque Ele nos deu essa revelação: Deus não confiará a anjos o mundo que há de vir, mas Seu governo será entregue ao homem (Hb 2:5). Por causa dessa revelação temos buscado viver mais no espírito, invocando o nome do Senhor, pois no espírito ganhamos vida e crescemos espiritualmente. Isso é misericórdia de Deus, pois não somos melhores do que outros irmãos que buscam a verdade. Somos simplesmente “pescadores galileus”, que, por viver no espírito, têm recebido grandes revelações do Senhor. Vimos que a vida da igreja nos foi dada para negarmos a vida da alma e, assim, recebermos mais vida de Deus. Nela

Dons, ministérios e operações

negar o eu e negociar os talentos

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também somos aperfeiçoados para a obra do ministério. Deus nos colocou na vida da igreja e nos deu dons, talentos; quanto mais os usarmos, mais graça ganharemos, isto é, mais Cristo ganharemos, e assim esses dons se tornarão ministérios. Além disso, vimos que, se exercitarmos nossos ministérios, seremos úteis ao Senhor nesta era e, quando o Senhor voltar, poderemos governar as nações (Ap 2:26-27; 12:5). Hoje há mais de duzentas nações na terra e todos esses reinos desaparecerão; não haverá quem os governe, não haverá presidentes ou reis (19:17-18). As ovelhas, as pessoas boas, que não possuem a vida de Deus, mas têm bom coração, serão os povos na terra durante o milênio e os cristãos vencedores regerão as nações Aleluia! Segundo o empenho com que negociarmos os nossos talentos hoje, o Senhor nos colocará em cargos de maior ou menor responsabilidade no reino para governar sobre as cidades (Lc 19:16-19). Se aproveitarmos o dia que se chama hoje para praticarmos o que tem sido revelado a nós e nos dispusermos a ser aperfeiçoados em Sua obra, o Senhor nos dará o galardão de reinar com Ele durante mil anos, desfrutando com antecedência a realidade da nova Jerusalém (Ap 11:17-18; 20:6). Aleluia! Ponto-chave: Viver, negar e negociar para reinar. Meu ponto-chave: Pergunta: Qual é a relação entre a igreja, o reino e a nova Jerusalém? Leitura de apoio: “Graça sobre graça” - caps. 2-4 - Dong Yu Lan. “Andar segundo a vontade de Deus” - cap. 2 - Dong Yu Lan.


Semana

4 – SEGUNDA-FEIRA

Leitura bíblica:

Rm 10:17; 1 Co 12:31; 15:53; 1 Ts 1:2-3 Ler com oração:

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor (1 Co 13:13).

Nesta semana daremos continuidade à nossa comunhão acerca dos dons espirituais, destacando o maior e principal deles, que é o amor. O desejo de Deus é nos conceder os maiores dons e, nesse propósito, nos revelar o caminho para alcançá-los. Em 1 Coríntios 12:31 Paulo menciona a existência de um caminho sobremodo excelente para encontrarmos os melhores dons e, no capítulo 13, ele descreve esse caminho. No versículo 13 desse capítulo vemos: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor”. Esses três constituem a estrutura da vida cristã. Em 1 Tessalonicenses também encontramos esses três itens essenciais: “Damos sempre graças a Deus por todos vós, mencionando-vos em nossas orações, e sem cessar recordando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa fé, da abnegação do vosso amor e da firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo” (1:2-3). Nessa passagem encontramos a operosidade da fé, a abnegação do amor ou labor do amor e a firmeza da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo. A fé possui relação com o nosso espírito humano. Por termos crido no Senhor Jesus e em Sua obra redentora, nosso espírito humano foi salvo. O amor está relacionado

O amor é o caminho sobremodo excelente

A estrutura da vida cristã

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com a nossa alma. O amor de Deus é que nos constrange a não viver mais para nós mesmos, isto é, a negar a vida da alma, e seguir o Senhor, juntamente com nossos irmãos (2 Co 5:14-15). A esperança relaciona-se com o nosso corpo. No grande dia em que o Senhor retornar, irá transformar nosso corpo corruptível em um corpo de glória (1 Co 15:53). Assim temos os itens que compõem a estrutura da vida cristã. A fé é o primeiro item da vida cristã, obtida por crer no Senhor, por ouvir Sua palavra (Rm 10:17 - VRC). Após crermos, podemos viver a vida da igreja, que compreende expressarmos o amor de Deus que recebemos por meio de Sua vida. Nossa esperança, por sua vez, está vinculada à volta do Senhor Jesus, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da Sua glória (Fp 3:21). Dentre os três, o amor é o maior e principal item da vida cristã, por meio do qual podemos renunciar a nós mesmos em favor do Senhor e dos irmãos. Se o nosso viver e labor na obra do Senhor forem provenientes do amor, certamente haverá a expressão da vida de Deus, e a vontade do Senhor será feita. Ponto-chave: O amor é o maior e principal elemento da vida cristã. Meu ponto-chave: Pergunta: Qual o requisito para vivermos a vida da igreja hoje?


Semana

4 – TERÇA-FEIRA

Leitura bíblica:

Rm 8:5-6; 1 Co 12:3b; 1 Tm 1:5a Ler com oração:

Amai, porém, os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga; será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo. Pois ele é benigno até para com os ingratos e maus (Lc 6:35).

O amor é o caminho sobremodo excelente

O amor é a expressão da vida divina

Quando consideramos Primeira Tessalonicenses, vemos que a ordem dos itens da estrutura da vida cristã descrita por Paulo começa pela operosidade da fé, seguida pela abnegação do amor, e por último a firmeza da esperança. Esses três itens podem ser interpretados, respectivamente, como: a obra da fé, o labor do amor e a perseverança da esperança. Como vimos na leitura passada, o labor do amor é nossa necessidade atual, devendo ser praticado no viver da igreja. Tudo o que vimos acerca dos dons, ministérios e das operações do Espírito, tem por finalidade levar-nos à prática do amor. No passado recebemos essas palavras de maneira muito doutrinária. Mas, com o passar dos anos, a vida divina foi sendo trabalhada em nosso interior, e passamos a ter real experiência do labor de amor. Contudo, embora tenhamos avançado até aqui, algumas vezes ainda nos deixamos ser influenciados pela vida da alma, por causa de nossa natureza caída. Todavia, quando invocamos o nome do Senhor, voltamos nossa mente ao espírito e desfrutamos novamente de Sua vida e paz (Rm 8:5-6). Dessa maneira, invocando o nome do Senhor, todos nós podemos nos

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voltar ao espírito (1 Co 12:3) e viver segundo a vontade de Deus na vida da igreja. O amor é a expressão da vida de Deus. Isso significa que a medida do amor que temos em nós é de acordo com o crescimento da vida de Deus em nosso interior. Se quisermos medir o quanto temos da vida de Deus em nós, basta considerar o quanto amamos os irmãos, as pessoas e principalmente aqueles com quem não temos afinidade. Quanto mais a vida cresce, mais do amor será expresso em nós (Mt 5:44; 1 Pe 1:22; 1 Jo 3:16). Por essa razão, louvamos ao Senhor por Sua longanimidade, porquanto, conhecendo nossa situação, pacientemente nos tem levado a praticar essas verdades no viver da realidade da vida da igreja. Ponto-chave: O amor nos leva à prática da realidade da vida da igreja. Meu ponto-chave: Pergunta: Como podemos medir a vida de Deus em nós?


Semana

4 – QUARTA-FEIRA

Leitura bíblica:

Mt 16:24; Rm 8:6, 8; 1 Co 12:5; Ef 4:7, 15-16. Ler com oração:

Nisto é em nós aperfeiçoado o amor, para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança; pois, segundo ele é, também nós somos neste mundo (1 Jo 4:17).

Pelo exercício de nossos dons e pelo acréscimo da graça, cada um desenvolve seu ministério, cooperando com a edificação do Corpo de Cristo em amor (Ef 4:15-16). Como já vimos, a graça é concedida a cada de nós segundo a proporção do dom de Cristo (v. 7). Quanto mais graça, mais da vida divina é infundida em alguém, e, assim, maior será seu ministério. A Palavra nos revela que o Senhor concedeu funções especiais para alguns membros do Corpo, a fim de ajudar outros irmãos a desenvolver seus dons e ministérios (1 Co 12:28; Ef 4:11). Embora haja diversidade de ministérios (1 Co 12:5), e também diferença nos níveis dos ministérios, o ministério de cada membro é indispensável para a edificação do Corpo de Cristo. Uma vez que a vida de Deus cresce em nós, somos aperfeiçoados para realizar a obra do ministério, que consiste em edificar o Corpo de Cristo hoje e sermos preparados para o governo do mundo vindouro. Por essa razão, o Senhor Jesus nos incluiu na igreja, para que a prática do amor, proveniente de Sua vida, nos transforme e nos faça cada vez mais parecidos com Ele. Hoje precisamos que o amor seja aperfeiçoado em nós (1 Jo 4:17). Entretanto, para que sejamos aperfeiçoados, precisamos negar a vida da alma, ou seja, negar a nós mesmos e seguir

O amor é o caminho sobremodo excelente

Ser aperfeiçoados pela prática do amor

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A vida da igreja

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o Senhor (Mt 16:24). Esse ensinamento não é uma mera ordenança, mas um requisito prático para O seguirmos. Aqueles que não negam sua vida da alma permanecem na esfera anímica, não mudam e não conseguem seguir o Senhor. Poucos cristãos percebem que será impossível reinar com o Senhor se a alma não for transformada. Para que haja transformação, a alma precisa inclinar-se para as coisas do espírito, precisa negar a si mesmo e colocar sua mente no espírito, pois de outro modo se inclinará para a carne, cujo resultado será morte (Rm 8:6). E os que estão na carne não podem agradar a Deus (v. 8). Por esse motivo, o Senhor intencionalmente nos colocou na igreja, para que possamos negar a vida da alma, vivendo no espírito junto com Seus escolhidos. Precisamos liberar nosso espírito, quebrando todas as barreiras de nossa alma que nos impedem de desfrutar o Senhor e de ter comunhão com todos os irmãos. Se assim praticarmos, desempenharemos nossas funções no Corpo de Cristo, seremos aperfeiçoados no amor e estaremos nos preparando para reinar com o Senhor em Seu reino. Ponto-chave: Aperfeiçoados em amor para reinar com Cristo. Meu ponto-chave: Pergunta: Por qual motivo o Senhor nos incluiu na igreja hoje?


Semana

4 – QUINTA-FEIRA

Leitura bíblica:

Mt 24:14; Rm 12:4-8; 1 Co 12:27-28, 31; Ef 4:11 Ler com oração:

Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição (Cl 3:13-14).

O amor é o caminho sobremodo excelente

O caminho para o aperfeiçoamento

Muitos cristãos dão atenção excessiva aos dons miraculosos, como o dom de falar em línguas ou de curar. Existem diversos dons espirituais, mas precisamos dar mais atenção aos melhores dons (1 Co 12:31). Os melhores dons sempre visam ao beneficio dos outros, e não meramente ao benefício próprio. Tanto em 1 Coríntios 12:12-27 como em Romanos 12:4-5, vemos que cada um de nós foi constituído membro do Corpo de Cristo. Assim como todo membro do corpo possui sua função, também nós, como membros do Corpo de Cristo, quando desenvolvemos nossa função, passamos a ter um ministério. Por exemplo, em um corpo humano normal as duas mãos possuem basicamente as mesmas funções, mas somente aquela que é treinada e aperfeiçoada consegue escrever bem. Podemos dizer que essa mão, por ter desenvolvido sua função mais do que a outra, possui o ministério de escrever. O ministério está relacionado com a vida e com o aperfeiçoamento. Logo, quanto mais seu ministério amadurecer e for aperfeiçoado, maior será sua função no Corpo de Cristo. E tudo isso vem do exercício dos dons.

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Para que alcancemos essa realidade, o amadurecimento de nossos dons e ministérios, precisamos da comunhão do Corpo de Cristo, do suprimento e ajuda mútua dos demais membros. Ainda em Colossenses 3:13-14 Paulo mostranos que o amor é o vínculo da perfeição, é o que nos leva a manter a unidade, mesmo diante de qualquer diferença que exista entre nós. E isso é o que chamamos de a vida da igreja. Ao considerarmos nosso encargo de pregar o evangelho do reino e levar vida para todos, precisamos reconhecer nossa necessidade de aperfeiçoamento, pois o Senhor quer levar essa revelação para toda a terra habitada (Mt 24:14). A pregação do evangelho é um ministério que todos nós podemos desenvolver. Para tanto, precisamos cooperar uns com os outros, nos encorajando e admoestando mutuamente. Todavia tal objetivo somente poderá ser alcançado se houver amor, isto é, se a vida de Deus se manifestar por meio de nós. Louvado seja o Senhor, o amor é o caminho sobremodo excelente para sermos aperfeiçoados e reinarmos com Cristo. Aleluia! Ponto-chave: Pregar o evangelho é um ministério. Meu ponto-chave: Pergunta: De que modo você pode amadurecer seu ministério?


Semana

4 – SEXTA-FEIRA

Leitura bíblica:

Is 12:3-4 Ler com oração:

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3:16). Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos (1 Jo 3:16).

Quando pregamos o evangelho mais do amor de Deus cresce em nós, levando-nos a amar as pessoas como Deus as ama. Por amar o homem, Deus enviou Seu próprio Filho para nos salvar e dar a vida eterna (Jo 3:16). Glória a Deus! Porque vivemos segundo a vida divina, o amor pelas pessoas é produzido em nós. Quanto mais invocamos o nome do Senhor Jesus, mais enchidos pelo Espírito somos e, assim, espontaneamente ganhamos o encargo de pregar o evangelho e permitir que esse amor flua para as pessoas. Quando nosso alvo é apenas fluir esse amor, nossa preocupação não é ensinar ou debater doutrinas com as pessoas. Nosso interesse é tão somente pregar-lhes o evangelho da graça, para que a vida de Deus seja infundida naqueles que creem. Por isso procuramos ajudar as pessoas a receberem a vida de Deus por meio de invocar o nome do Senhor Jesus. Damos graças ao Senhor, pois isso é muito prático. Ao levar as pessoas a invocar esse nome maravilhoso, estamos ajudandoas a beber da fonte da salvação (Is 12:3-4). No passado recebemos a visão do CEAPE (Centro de Aperfeiçoamento para Pregação do Evangelho), onde inicialmente os irmãos se consagravam por um ano para a

O amor é o caminho sobremodo excelente

A pregação do evangelho é o fluir do amor

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obra do Senhor. Metade desse tempo era dedicada às lições bíblicas, e a outra metade era voltada para saídas às cidades para pregação do evangelho. Louvamos ao Senhor pela visão que recebemos acerca do CEAPE, e encorajamos os irmãos a se apresentarem para esse aperfeiçoamento. Contudo, com o passar dos anos, o Senhor aumentou nossa visão sobre como conduzir esse aperfeiçoamento. Atualmente, vimos que, ao aperfeiçoar os irmãos, podemos ser mais práticos do que teóricos. Embora seja importante conhecermos as verdades sobre a salvação, o principal é ajudarmos os irmãos a ver a importância de invocar o nome do Senhor para ganhar a salvação e estar no espírito (At 2:21; Rm 10:13). Ao contatar as pessoas, elas precisam ser tocadas pelo amor de Deus e ajudadas a invocar o nome do Senhor crendo no coração (v. 9). Portanto o requisito para pregarmos o evangelho não é sabermos falar sobre as verdades bíblicas, mas simplesmente amar as pessoas, fluindo a vida de Deus para elas (1 Jo 3:16). Nosso encargo deve ser prosseguir e ajudar os que já receberam o evangelho da graça, tendo crido no Senhor Jesus, a ver a necessidade de seguir o Senhor, negando a vida da alma. Nesse momento precisamos ajudá-las a se alimentar e desfrutar da Palavra de Deus e dos livros espirituais que nos ajudam a entendê-la, promovendo um tempo de leitura com elas. Também podemos encorajá-las a convidar seus amigos e parentes a participar dessas reuniões para que eles igualmente sejam supridos com a vida de Deus. Tudo isso faz parte do fluir do amor! Ponto-chave: O requisito para pregarmos o evangelho é amar as pessoas. Meu ponto-chave: Pergunta: Qual é a melhor maneira para pregarmos o evangelho?


Semana

4 – SÁBADO

Leitura bíblica:

Mt 23:45-46; Rm 8:6; 1 Co 13:4-7; 1 Ts 2:7-12 Ler com oração:

Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas (Tg 5:7).

Como vimos em mensagens passadas, a mente é a parte dominante da alma. Uma vez que inclinemos nossa mente para as coisas do espírito, ganhamos vida e paz (Rm 8:6). Essa vida se expressa em nós por meio do amor, manifestado nas atitudes de um caráter transformado. À luz de nossa experiência podemos confirmar isso. Com o passar dos anos percebemos o trabalhar de Deus em muitos irmãos. Já não mais murmuram diante das dificuldades nem reclamam dos irmãos ou de suas características, pois estão cheios do amor de Deus. Estes são aqueles que buscam constantemente invocar o Senhor, vivendo intensamente a vida da igreja. Esse amor também nos capacita a cuidar dos irmãos com paciência, alimentando-os com a Palavra (Mt 23:45-46). No passado lidamos com um grupo de jovens desobedientes, que vinham às conferências e causavam problemas. Eles não participavam das reuniões e ficavam dispersos. Contudo, com o passar do tempo, o Senhor, pouco a pouco, transformou o coração deles. Hoje vemos que a vida cresceu neles, pois desfrutam o Senhor e estão envolvidos com os serviços na igreja. Isso é o resultado do labor do amor, pois no amor temos paciência (1 Co 13:4). Por meio dessa paciência aguardamos

O amor é o caminho sobremodo excelente

O amor é paciente

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o trabalhar de Deus nos irmãos, e não nos inquietamos ou os desprezamos quando eles apresentam dificuldades por não negarem a si mesmos. Para que sejamos iluminados em nosso coração acerca da maneira que temos tratado aqueles que nos cercam, precisamos ler com oração estes versículos: “O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (vs. 4-7). O labor do amor é como cultivar uma plantação. Ao fazê-lo, não podemos forçar seu crescimento, tampouco exigir frutos dela. O lavrador pacientemente aguarda o fruto, com cuidado e nutrição, e seu amadurecimento (Tg 5:7). Essa paciência também deve ser vista na relação entre pais e filhos e em nosso cuidado para com os irmãos, tal qual Paulo descreve em 1 Tessalonicenses 2:7-12. Que o Senhor encha nosso coração com Seu incondicional amor a fim de cuidarmos uns dos outros da mesma maneira. Ponto-chave: No amor temos paciência. Meu ponto-chave: Pergunta: O que fazer para apressar a vinda do Senhor?


Semana

4 – DOMINGO

Leitura bíblica:

Gl 5:6; 1 Pe 1:6-7, 9; 4:8; 2 Pe 1:5-8 Ler com oração:

Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz (Ef 4:1-3).

No passado tínhamos um conceito muito doutrinal acerca de 1 Coríntios 13. Mas fomos alcançados pela misericórdia do Senhor e hoje podemos não apenas entender, como também viver de acordo com essas palavras. Rogamos ao Senhor que o que está descrito ali seja cada vez mais visto em nosso meio. O Senhor já resolveu o problema de nossos pecados; tomamos posse dessa realidade por meio da fé no poder de Seu sangue precioso. Quanto ao nosso corpo corruptível, temos a esperança da promessa de que seremos transformados em Sua segunda vinda. No entanto nossa responsabilidade hoje é obter a salvação da alma (1 Pe 1:9). Para isso usamos o fogo santificador que há em nosso espírito, para queimar as impurezas da alma (vs. 6-7). Todavia, para mantermos a chama da fé ardendo em nosso espírito, o caminho é vivermos intensamente a vida da igreja em amor (Gl 5:6; Ef 3:17-19). A fé regenerou nosso espírito, mas o fluir do amor de Deus em nós é o que transforma nossa alma. Quando vivemos a realidade da vida da igreja, no espírito, passamos a lidar em amor com as diferenças entre os irmãos. Muitas divergências de opiniões e contendas entre

O amor é o caminho sobremodo excelente

Suportar uns aos outros em amor

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irmãos surgem pela falta de crescimento na vida espiritual. É precisamente por isso que devemos exercitar o amor, que é o fluir da vida divina. Somente assim somos capazes de negarmos nosso ego e aceitar os outros como eles são. Em Efésios 4:1-3 vemos que por meio do amor somos capazes de suportar-nos, ou seja, sustentar-nos uns aos outros, preservando a unidade do Espírito no vínculo da paz. Em nossos atos, comunhões e no cuidado para com os que nos cercam, o amor de Deus em nós é o que deve prevalecer. Desse modo, ao sermos confrontados em nossas opiniões, não devemos discutir e tentar fazer prevalecer nossa vontade. Pacientemente esperamos, crendo que o Senhor está à nossa frente e cuidará de tudo. Nós também continuamos invocando o nome do Senhor, para que Cristo seja expresso em nós. Se ainda assim alguém insistir, não querendo negar o ego, devemos ser pacientes e orar por esse irmão, cobrindo-o com amor (1 Pe 4:8). Se procedermos assim, seremos guardados de todo falar maldizente e, por certo, um dia, o Senhor mudará esse irmão. Por fim, em 2 Pedro 1:5-8 vemos que o fruto final produzido pela fé é o amor. Se as coisas relacionadas nesses versículos existirem em nós e em nós aumentarem, farão com que não sejamos nem inativos nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo (v. 8). Como resultado de andar no caminho sobremodo excelente do amor, não tropeçaremos em tempo algum, e assim nos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (vs. 10b-11). Que sejamos abundantes no viver da igreja, servindo com um espírito fervoroso e amando ardentemente uns aos outros. Amém! Ponto-chave: O fluir do amor de Deus em nós é o que transforma nossa alma.


Meu ponto-chave: Pergunta: Como lidar com as divergências que vierem a surgir em nosso meio?

O amor é o caminho sobremodo excelente

Leitura de apoio: “Progresso espiritual” - cap. 3 - Dong Yu Lan. “O imutável amor de Deus” - cap. 7 - Dong Yu Lan.

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Semana

5 – SEGUNDA-FEIRA

Leitura bíblica:

Jo 3:3; Rm 6:6; 1 Co 12:3; Ef 4:7; Hb 2:5 Ler com oração:

Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (2 Pe 2:11). A maneira de entrar no reino e governar com o Senhor

Graças ao Senhor, Sua obra na cruz resolveu o problema do pecado e aniquilou nosso velho homem (Rm 6:6). Deus coloca todos aqueles que ouviram o evangelho da graça e receberam Sua vida na vida da igreja, um ambiente propício para negar a vida da alma e crescer na vida divina. O nosso objetivo de crescer em vida é reinar com o Senhor no mundo que há de vir (Hb 2:5). Essas boas-novas se referem ao evangelho do reino, que possui duas exigências: a primeira é ter a vida de Deus (Jo 3:3), e a segunda é viver a vida da igreja. Fomos justificados e santificados, e o problema dos pecados foi resolvido, por isso pudemos receber a vida de Deus. Agora essa vida precisa crescer a fim de apressarmos a vinda do Senhor com o Seu reino. Para isso, em primeiro lugar, precisamos estar no espírito, invocando o nome do Senhor (1 Co 12:3). Quando dizemos: “Ó Senhor Jesus!”, estamos no espírito. Em segundo lugar, precisamos exercitar os dons que recebemos do Espírito. Quando usamos esses dons, a graça, que é o próprio Senhor Jesus, vem até nós (Ef 4:7). Quanto mais usamos os dons, mais a graça vem, e mais de Cristo nos é acrescentado.


O resultado dos dons acrescidos da graça é que se tornam ministérios. Na vida da igreja, também somos aperfeiçoados para desempenharmos a obra do ministério. Aperfeiçoados nessa obra, teremos as qualificações para entrar no reino dos céus. A igreja possui as chaves do reino dos céus (Mt 16:19) e, se vivermos adequadamente a vida da igreja, as portas dos céus estarão abertas para nós e para os que estão ao nosso redor. A Bíblia nos mostra que o reino dos céus está próximo. Há pelo menos três trechos que falam da necessidade de arrepender-se, porque está próximo o reino dos céus. A primeira vez foi com João Batista, que pregava que estava próximo o reino dos céus (Mt 3:2). Depois, após ser batizado e ungido com o Espírito, Jesus passou a pregar sobre o arrependimento, pois estava próximo o reino dos céus (4:17). Então, na terceira vez, o Senhor Jesus escolheu doze discípulos, que passaram a ser chamados de apóstolos, e os enviou a pregar que o reino estava próximo (10:5). Aleluia! Que sejamos despertados para o arrependimento a fim de fazer a vontade de Deus hoje e governar com o Senhor em Seu reino!

Meu ponto-chave: Pergunta: Que fazer para sermos qualificados a reinar com o Senhor?

Pregar o evangelho do reino - Parte 1

Ponto-chave: Crescer e ser aperfeiçoado na vida da igreja.

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Semana

5 – TERÇA-FEIRA

Leitura bíblica:

Jo 3:3-5, 16; Rm 3:23 Ler com oração:

Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra (2 Tm 3:16-17). Nascer de novo, negar o ego e ser aperfeiçoado

O livro de Romanos nos mostra o evangelho de Deus, que possui dois aspectos: o evangelho da graça e o evangelho do reino. Os dois juntos compõem a obra completa de Deus para o homem e resultam em sua entrada no reino dos céus. Para alguém entrar no reino dos céus, em primeiro lugar, precisa resolver a questão dos pecados e nascer de novo, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus (Rm 3:23; Jo 3:3-5). Por isso o evangelho da graça mostra que Jesus Cristo, o Filho de Deus, morreu e foi crucificado pelos pecados da humanidade, derramando Seu sangue para purificá-la de todo pecado. Quando os pecadores creem no nome do Senhor Jesus, são salvos pela graça; não perecerão, mas terão a vida eterna (Jo 3:16). O segundo passo é ser colocado na vida da igreja. Quando fomos salvos, ganhamos a vida de Deus, mas ainda somos como um bebê recém-nascido que precisa de alimento para crescer (Gl 4:1-2; 1 Pe 2:2). A vida da igreja é o ambiente preparado por Deus para sermos supridos com a Palavra e crescermos na vida divina, negando a vida da alma. Nele somos aperfeiçoados para nos preparar para governar com Cristo no reino vindouro.


Ponto-chave: Levar o ego à morte. Meu ponto-chave: Pergunta: Por que o Senhor nos colocou na vida da igreja?

Pregar o evangelho do reino - Parte 1

Antes, tínhamos o conceito de que seríamos povo no reino dos céus, mas o Senhor nos tem mostrado, à luz da Bíblia, que iremos governar juntamente com Ele sobre as nações no Seu reino milenar. Contudo, para ganhar tal responsabilidade, precisamos mais da vida de Deus. Para isso, sempre que nossa vida da alma se manifestar devemos renunciá-la, mantendo, assim, o nosso eu caído na cruz. À medida que negamos a vida natural, a vida de Deus cresce. A crucificação de Jesus pôs fim ao velho homem uma vez por todas, mas, em nossa experiência, precisamos mortificar nosso ego caído. Quanto mais a vida da alma é negada, mais guiados pela vida divina seremos. Por outro lado, a vida da igreja também nos aperfeiçoa para a obra do ministério. Esse aperfeiçoamento é necessário para sermos capacitados a administrar o mundo que há de vir. Sabemos que os ministérios se dividem em três categorias: da Palavra, dos serviços e das ofertas de riquezas materiais. Graças ao Senhor, temos sido aperfeiçoados no ministério da Palavra. Somos estimulados a falar a Palavra de Deus e todos podemos fazê-lo compartilhando nas reuniões da igreja e pregando o evangelho. Também temos praticado os diversos aspectos dos serviços na igreja; e ainda somos encorajados a dispor de nossas riquezas materiais para ofertar para as necessidades da obra do Senhor. Isso tudo faz parte do evangelho do reino, das boas-novas que nos foram anunciadas e que devemos proclamar a todos os filhos de Deus, para que possamos crescer, amadurecer espiritualmente e ser aperfeiçoados para reinar no mundo que há de vir.

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Semana

5 – QUARTA-FEIRA

Leitura bíblica:

Rm 8:6; Ap 20:6 Ler com oração:

O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho (Mc 1:15). Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento (2 Pe 3:9). O arrependimento e o reino

Desde os tempos de João Batista, já se pregava sobre o reino dos céus. Contudo muitos cristãos ainda não têm clareza sobre o que é o reino dos céus ou o que significa dizer que ele está próximo. Em geral, sabe-se que haverá novo céu e nova terra na eternidade futura, mas, antes disso, haverá a manifestação do reino dos céus na terra por mil anos. Esse reino milenar, no qual o Filho de Deus estabelecerá Sua autoridade, é também chamado de o mundo que há de vir (Hb 2:5; Lc 18:29-30). Nesse período, Ele não governará sozinho, mas terá um grupo de pessoas que O ajudará a reinar (Ap 20:6). Nós queremos ser os que governarão com Cristo em Seu reino, mas, para isso, precisamos estar preparados. O caminho para entrar na manifestação do reino dos céus ocorre dia a dia na vida da igreja, quando negamos a nós mesmos e crescemos na vida de Deus. Por isso, em primeiro lugar, precisamos arrepender-nos. O arrependimento significa mudança de mente, isto é, a mente, que é a parte principal da alma, precisa mudar de


Ponto-chave: Arrependidos e governados pela vida divina. Meu ponto-chave: Pergunta: Qual o benefício do exercício do seu dom?

Pregar o evangelho do reino - Parte 1

direção. Romanos 8:6 diz que a mente posta na carne dá para a morte; mas no Espírito, para vida e paz. A mente é a parte líder da alma, e esta precisa estar no espírito para cogitar das coisas de Deus (Mt 16:23). Para colocá-la no espírito, a vida natural e independente da alma tem de ser negada; nossos pensamentos naturais e caídos precisam ser rejeitados. Quando isso acontece, a vida de Deus que está em nosso espírito tem espaço e passa a nos governar. O resultado é vida e paz. O arrependimento está ligado a negar a nós mesmos e é fundamental para o reino que há de vir. Quanto mais você nega a vida da alma nesta era, permitindo que a vida de Deus cresça em seu interior, mais habilitado estará para governar o mundo vindouro. Além do crescimento em vida, precisamos ser aperfeiçoados para a obra do ministério. Na vida da igreja somos encorajados a usar os dons que recebemos de Deus para ganhar mais graça, que é o próprio Cristo acrescentado a nós. Dessa maneira, podemos ser mais úteis ao Senhor hoje e também na era vindoura. Eis o tempo sobremodo oportuno para quem deseja reinar com o Senhor! O reino dos céus está próximo, portanto vamos aproveitar o tempo que temos e as oportunidades que o Senhor nos dá para negar a nós mesmos, rejeitando os pensamentos e opiniões naturais, e nos dispor a cumprir a obra do ministério. Aleluia!

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Semana

5 – QUINTA-FEIRA

Leitura bíblica:

Mt 3:2, 11, 15; Lc 1:41; Fp 2:8 Ler com oração:

Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou (Jo 6:38). Então, eu disse: Eis aqui estou (no rolo do livro está escrito a meu respeito), para fazer, ó Deus, a tua vontade (Hb 10:7). Cumprir toda a justiça de Deus

João Batista, desde seu nascimento, estava destinado a ser sacerdote. Seu pai, Zacarias, era um sacerdote e, portanto, transmitiria esse ofício a seu filho. O sacerdote possuía características próprias, como, por exemplo, servir no templo, usar as vestes sacerdotais e comer da comida ofertada a Deus, como os pães assados no forno, o peito e a coxa do animal sacrificado. João Batista, no entanto, rejeitou tudo isso. Embora fosse um sacerdote, não queria exercer o sacerdócio da maneira antiga, tradicional. Em vez de ficar no templo, ele ia para o deserto, onde se vestia com pelo de camelo, animal considerado imundo pelos judeus; em vez de comer a comida destinada aos sacerdotes, ele se alimentava de gafanhotos e mel silvestre. A fim de preparar o caminho para o Senhor, ele pregava: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt 3:2). Mas qual era a maneira de se arrepender? Sendo batizado por ele. Por isso ele era chamado João Batista, porque batizava as pessoas com água. O batismo indicava o fim da velha maneira de vida e a necessidade de ter uma mudança na maneira de pensar, isto é, ter uma renovação da mente.


Pregar o evangelho do reino - Parte 1

Ele dizia: “Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (v. 11). O batismo era apenas uma preparação para que eles recebessem o Filho de Deus e por Ele fossem batizados com o Espírito Santo e com fogo. João Batista já conhecia o Senhor Jesus desde o ventre materno. O Evangelho de Lucas registra que, quando a mãe de Jesus, Maria, foi visitar a mãe de João Batista, Isabel, a criança estremeceu no seu ventre (1:41). Ele mesmo dizia ser o precursor do Senhor Jesus, tendo a responsabilidade de abrir a vereda, aplainar a estrada, para que o Filho de Deus nos trouxesse o reino dos céus. João Batista, portanto, sabia que Aquele que viria depois dele era o Rei do reino dos céus. Deus tornou-se homem em Jesus e viveu na terra para ter a experiência da vida humana. Em Jesus, a natureza divina foi trabalhada na natureza humana a fim de que Ele, como um homem, pudesse cumprir a vontade de Deus. Aos trinta anos de idade, Jesus foi até João Batista para ser batizado. Ao ser interpelado por João sobre o que estava para fazer, o Senhor disse: “Convém cumprir toda a justiça de Deus” (cf. Mt 3:15). A justiça de Deus se refere a tudo o que Deus determinou, a fazer toda a Sua vontade. Dessa forma, como homem, o Senhor Jesus veio para cumprir tudo o que o Pai determinou. Ele não apenas foi batizado por João, como também se submeteu a toda vontade do Pai. Ele morreu em nosso lugar e derramou Seu sangue pelos nossos pecados. Ele foi obediente até a morte, e morte de cruz (Fp 2:8). Após Sua ressurreição, Ele veio para nos batizar com o Espírito Santo, acrescentando Sua vida a nós, e com fogo para queimar as impurezas da nossa alma.

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Que aprendamos com o modelo de obediência do Senhor, a fim de cumprirmos a justiça de Deus e recebermos o galardão de reinar com Cristo no mundo que há de vir! Ponto-chave: Submeter-se à vontade do Pai. Meu ponto-chave: Pergunta: Que significa cumprir toda a justiça?


Semana

5 – SEXTA-FEIRA

Leitura bíblica:

Mt 17:4-5, 24-27; 1 Pe 1:7 Ler com oração:

Esbraseou-se-me no peito o coração; enquanto eu meditava, ateou-se o fogo; então, disse eu com a própria língua: Dá-me a conhecer, Senhor, o meu fim e qual a soma dos meus dias, para que eu reconheça a minha fragilidade (Sl 39:3-4).

O Evangelho de Mateus 3:11 diz: “Ele vos batizará com Espírito Santo e com fogo”. Esse versículo não diz “ou” com fogo, mas “e” com fogo. No Espírito Santo há fogo para queimar as impurezas da alma. A necessidade de queimar as impurezas da alma ficou evidente para nós na experiência de Pedro. Por ser muito forte em seu temperamento e cheio de opiniões naturais, o Senhor Jesus teve de expor sua vida da alma em várias situações, principalmente durante o tempo em que Pedro Lhe seguiu. Certa vez, Pedro foi levado pelo Senhor ao monte da transfiguração, onde viu Moisés e Elias. Então seu impulso natural o levou a dizer: “Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias” (Mt 17:4). Moisés tirou o povo de Israel do Egito, e Elias era profeta, que falava a Palavra de Deus no Antigo Testamento. Portanto ambos possuíam elevada posição para o povo de Israel e eram por eles venerados. Mas uma voz vinda do céu interrompeu o discurso de Pedro, dizendo: “Este é o meu Filho amado; a ele ouvi” (v. 5). Isso expôs a vida da alma

Pregar o evangelho do reino - Parte 1

A necessidade de queimar as impurezas da alma

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de Pedro, que não deveria ter colocado o Senhor Jesus na mesma posição de Moisés e Elias. Outra experiência de Pedro é relatada em Mateus 17:2427: “Tendo eles chegado a Cafarnaum, dirigiram-se a Pedro os que cobravam o imposto do templo e perguntaram: Não paga o vosso Mestre as duas dracmas? Sim, respondeu ele. Ao entrar Pedro em casa, Jesus se lhe antecipou, dizendo: Simão, que te parece? De quem cobram os reis da terra impostos ou tributo: dos seus filhos ou dos estranhos? Respondendo Pedro: Dos estranhos, Jesus lhe disse: Logo, estão isentos os filhos. Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que fisgar, tira-o; e, abrindo-lhe a boca, acharás um estáter. Toma-o e entrega-lhes por mim e por ti”. Pedro respondeu precipitadamente, sem primeiro consultar o Senhor. Então, para resolver o problema que criara, o Senhor o mandou buscar o valor do imposto na boca de um peixe que ainda iria pescar. Certamente, enquanto esperava pelo peixe, Pedro considerou o que havia feito e se arrependeu. O Senhor Jesus aproveitava cada situação para expor a vida da alma de Pedro, com suas opiniões e “boas” sugestões, para que ele pudesse perceber quão terrível era sua vida natural, pois só assim ele iria negá-la. Semelhantemente, hoje, Ele sempre vem expor a nossa vida da alma. Sua intenção é que, ao sermos iluminados, possamos nos arrepender, a fim de que as impurezas em nosso interior sejam queimadas pelo fogo do Espírito e sejamos mais puros do que o ouro depurado (1 Pe 1:7). Louvado seja o Senhor! Ponto-chave: Arrepender-nos ao sermos iluminados. Meu ponto-chave: Pergunta: Em que situações você se identifica com o apóstolo Pedro?


Semana

5 – SÁBADO

Leitura bíblica:

1 Pe 1:6-7 Ler com oração:

Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo (1 Pe 4:12).

Ontem vimos algumas experiências de Pedro com relação às impurezas de sua vida natural, manifestadas em suas opiniões. O que foi registrado a respeito dele tem tudo a ver conosco, pois nós, igualmente, precisamos ver quantas impurezas há em nossa alma e que precisam ser queimadas pelo fogo santificador do Espírito. Todas as vezes em que nossa vida natural for exposta, precisamos nos voltar ao Senhor e nos arrepender. Embora Ele não esteja conosco fisicamente, como quando ajudou a Pedro, hoje o Senhor é o Espírito que habita em nosso interior e está pronto para nos batizar com fogo, isto é, queimar nossas impurezas (Mt 3:11). No passado não prestamos atenção à necessidade de ser batizado com fogo, pois pensávamos que os sofrimentos físicos, as dores e as doenças nos serviam para negar a vida da alma. Todavia, pela experiência nossa e dos outros, percebemos que a vida da alma é muito forte, capaz de sobreviver a todas essas tribulações e permanecer intacta. Somente quando estudamos as epístolas de Pedro é que entendemos que só há uma maneira de terminar com nossa vida da alma: colocá-la no fogo do Espírito assim como o ouro é depurado no fogo (1 Pe 1:6-7; 4:12).

Pregar o evangelho do reino - Parte 1

A importância do batismo com fogo

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A vida da igreja

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Pedro, na verdade, usou as palavras de João Batista em Mateus 3:11, que falam que o Senhor Jesus batizaria com Espírito Santo “e” com fogo. Por meio das experiências de Pedro nos evangelhos e o que escreveu em sua epístola, ganhamos revelação sobre a função desse fogo: queimar e salvar-nos das impurezas da alma. O Senhor Jesus não está mais fisicamente no nosso meio para falar a nós, como fazia com os discípulos, e nos advertir sobre o perigo de nosso ser natural e a necessidade de negálo. Também, ao sermos repreendidos pelos presbíteros da igreja ou por algum irmão, muitas vezes não somos tocados a ponto de negar nossa vida da alma, mas ficamos magoados ou até mesmo enraivecidos com eles, não percebendo que é o Senhor querendo nos ajudar a queimar as impurezas de nossa alma. Todavia, uma vez que cremos no Senhor Jesus e fomos batizados com o Espírito, Ele veio habitar em nós e expor nossa vida da alma. Sempre que nos sentimos expostos e invocarmos o nome do Senhor, nos voltando ao espírito, sem nos justificar, conseguimos enxergar quem realmente somos e temos força para nos arrepender. Os sofrimentos pelos quais o ser humano passa em sua vida – doenças, acidentes, perdas materiais – não são suficientes para queimar a vida da alma, pois, uma vez que a situação é resolvida, a vida natural ainda permanece como se nada tivesse acontecido. Mas, quando voluntariamente colocamos nossas opiniões, atitudes e ações da vida da alma no fogo do Espírito Santo, o Senhor encontra caminho para nos purificar de toda impureza. Que possamos ouvir o Senhor Jesus como o Espírito em nosso espírito e atentar para a necessidade urgente de negarmos a nós mesmos. Assim como Pedro, sempre que nossa vida da alma for exposta pelas circunstâncias,


vamos aproveitar essas situações para nos arrepender imediatamente e ser purificados pelo fogo do Espírito. Louvado seja o Senhor! Ponto-chave: O ser natural é perigoso. Meu ponto-chave:

Pregar o evangelho do reino - Parte 1

Pergunta: Que diferença há entre negar a vida da alma por causa de danos físicos ou financeiros e fazê-lo voluntariamente?

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A vida da igreja

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Semana

5 – DOMINGO

Leitura bíblica:

2 Tm 4:8; 2 Pe 3:12 Ler com oração:

Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra (2 Tm 2:21). Preparar-nos para reinar com o Senhor

Vimos nesta semana que João Batista foi o primeiro a pregar sobre o arrependimento. Ele era um sacerdote, mas se mostrava contrário ao sistema religioso de sua época, rejeitando a tradição e os velhos costumes judeus. Por isso foi usado por Deus para pregar o arrependimento e batizar as pessoas com água, sepultando seu velho homem, a fim de que tivessem uma mudança de mente. Contudo ainda faltava o batismo com o Espírito Santo e com fogo, o qual o Senhor Jesus veio para nos dar. Nosso conceito antigo era que o Senhor batizaria com o Espírito Santo os que O recebessem, e com o fogo aqueles que O rejeitassem, portanto nossa compreensão do versículo era que Ele batizaria com o Espírito Santo “ou” com fogo. Mas a Bíblia diz: “com o Espírito Santo e com fogo” (Mt 3:11), o que significa que nós que recebemos o Senhor Jesus somos batizados com o Espírito Santo e também com o fogo. Esse fogo é para queimar as impurezas da alma, que chamamos de vida natural ou vida da alma. Essa revelação é importante para compreendermos melhor qual é a vontade de Deus. Se não tivéssemos visto isso pensaríamos que o fogo é apenas para os incrédulos,


Ponto-chave: O fogo do Espírito queima as impurezas da alma. Meu ponto-chave:

Pregar o evangelho do reino - Parte 1

e não entenderíamos que fogo era aquele que o apóstolo Pedro mencionou em sua epístola. Damos graças ao Senhor, pois Mateus 3:11 se tornou um versículo novo para nós e tem sido de muita ajuda para a prática e experiência de queimar nossa vida da alma sempre que esta se manifestar. Além disso, quando ouvimos que o reino dos céus está próximo, nossa atitude não deve ser de quem fica esperando sua chegada, mas de quem está disposto a apressar a vinda do Senhor (2 Pe 3:12). Por meio de negar a nós mesmos, a vida de Deus tem como crescer em nós mais rapidamente, e, quando o Senhor Jesus voltar, nós estaremos maduros, prontos para reinar com Ele no mundo que há de vir (2 Tm 4:8). A fim de alcançarmos toda a cidade com a pregação do evangelho do reino, o Senhor nos deu duas ferramentas: o bookafé e a colportagem. Por meio delas, temos a oportunidade de ajudar mais pessoas a ganhar a vida de Deus através dos livros que explicam a revelação das Escrituras. Também estamos exercitando mais o ir até as pessoas para servi-las, aprendendo a contatá-las e a orar por elas. Dessa maneira, muitos filhos de Deus podem viver a realidade da vida da igreja e se preparar para reinar com o Senhor. Não só estamos ajudando outros, como nós mesmos estamos sendo treinados e aperfeiçoados para o desempenho do ministério que exerceremos no futuro. Por um lado, temos a vida de Deus; por outro, temos a obra do ministério. Aqueles que estiverem preparados poderão entrar no reino dos céus e governar com o Senhor Jesus. Que tenhamos sempre um coração de arrependimento, porque está próximo o reino dos céus. Amém!

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Pergunta: Como podemos ajudar outras pessoas a se preparar para reinar com o Senhor?

A vida da igreja

Leitura de apoio: “O foco de Deus: o reino” - cap. 6 - Dong Yu Lan. “Importa nascer de novo” - cap. 3 - Dong Yu Lan. “O caminho para viver e reinar com Cristo” - cap. 6 - Dong Yu Lan.


Semana

6 – SEGUNDA-FEIRA

Leitura bíblica:

Mt 3:2, 11, 14-17; Jo 1:32-33; At 13:24 Ler com oração:

Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho (1 Pe 5:2-3). Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos (Mt 23:8).

No início do Novo Testamento Deus enviou João Batista. Este veio como precursor do Senhor Jesus e tinha como objetivo preparar-Lhe o caminho, pregando a todo o povo de Israel o batismo de arrependimento (At 13:24). João descendia de uma família de sacerdotes, mas, em vez de servir no templo, usar vestes sacerdotais, alimentar-se das ofertas que cabiam aos sacerdotes e oficiar segundo a tradição daquela época, ele abandonou a velha religião e foi para o deserto. Lá usava veste de pelo de camelo, alimentavase de gafanhotos e mel silvestre e pregava: “Arrependei-vos porque está próximo o reino dos céus” (Mt 3:2). Deus o enviou para abrir caminho para o Senhor vir com Sua Palavra. Aqueles que se arrependiam, eram batizados por João no rio Jordão. Até o próprio Senhor Jesus foi a ele para ser batizado. João sabia que Jesus era aquele que haveria de vir: “Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (v. 11). As pessoas eram

Pregar o evangelho do reino - Parte 2

O perigo de apegar-se à própria obra

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A vida da igreja

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batizadas por João com água a fim de se preparar para receber o batismo Daquele que haveria de vir. João Batista tinha muitos discípulos, mas, uma vez que o Senhor Jesus foi batizado e deu início ao Seu ministério, ele deveria seguir o Senhor e entregar-Lhe seus discípulos para que Este os batizasse com Espírito e eles se tornassem discípulos de Jesus. Entretanto, mesmo tendo clareza de sua função, sabendo que Jesus era o Cristo e tendo dito que não era digno nem de desatar-Lhe as sandálias, João manteve o seu grupo de discípulos e não O seguiu. Jesus saiu da Galileia para o Jordão, a fim de que João O batizasse. “Ele, porém, o dissuadia, dizendo: Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?” (v. 14). O Senhor Jesus, então, disse: “Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o admitiu” (v. 15). Cumprir a justiça é fazer tudo de acordo com a vontade de Deus, ou seja, fazer tudo de acordo com o que Ele determinou. A seguir, Jesus foi batizado por João, e, ao sair da água, eis que se Lhe abriram os céus, o Espírito de Deus desceu como pomba, vindo sobre Ele, e eis uma voz dos céus, que dizia: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (vs. 16-17). João Batista testemunhou tudo isso (Jo 1:32-33), o que comprova que ele deveria ter seguido após Jesus para ser batizado com o Espírito e com fogo, mas não o fez. Mesmo depois que o Senhor Jesus foi batizado e iniciou Seu ministério João Batista continuou tendo discípulos que o seguiam. Embora tenha iniciado bem a sua obra, ao conquistar certa posição de destaque, não conseguiu se despojar dela quando Jesus chegou. Pelo contrário, apegou-se à sua própria obra, com seus discípulos, de maneira independente e contrária à vontade de Deus.


Isso é um alerta a todos nós e mostra o grande perigo que há ao ser, temporariamente, bem sucedido naquilo que nos foi confiado. Ninguém que serve ao Senhor deve agir como João Batista. Quando ajudam as pessoas, não devem fazer delas seus seguidores, mas devem entregá-las e direcioná-las ao Senhor. Ponto-chave: Cumprir toda a vontade do Senhor. Meu ponto-chave:

Pregar o evangelho do reino - Parte 2

Pergunta: Qual era a missão de João Batista?

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A vida da igreja

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Semana

6 – TERÇA-FEIRA

Leitura bíblica:

Mt 3:2; 9:14; Jo 3:22-24 Ler com oração:

Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha (Mt 12:30). O perigo da nova religião

Vimos que João Batista foi levantado por Deus para ser o precursor do Senhor Jesus e, após o surgimento Deste, ele deveria se desfazer de seus discípulos e seguir o Senhor. Precisamos estar vigilantes e buscar saber qual é nossa posição e função na obra do Senhor a fim de não tropeçarmos, mas prosseguirmos cumprindo toda a justiça de Deus. João Batista abandonou todas as tradições e a religião de sua época para cumprir a função para a qual Deus o enviou: preparar o caminho do Senhor. A partir do momento em que Cristo surgiu, João deveria ter entregado seus discípulos a Ele e seguido Jesus. Em vez disso, ele manteve um grupo de discípulos, os quais, após sua morte, se uniram aos fariseus, formando uma nova religião. João Batista abriu mão do templo, do ofício sacerdotal, das vestes sacerdotais, porém, quando seus seguidores aumentaram em número, ele não conseguiu entregá-los ao Senhor Jesus. O fato de manter um grupo de discípulos para si corrompeu seu encargo e sua utilidade para Deus. Seus seguidores ouviram sua pregação: “Arrependei-vos porque está próximo o reino dos céus” (Mt 3:2). Como ele próprio não se arrependeu e não seguiu Jesus, seus discípulos não se uniram ao Rei do reino dos céus, mas, após a morte de João


Batista, se uniram aos fariseus para contestar as práticas dos discípulos do Senhor (9:14). Pelo fato de João Batista manter seus discípulos, o resultado foi o surgimento de uma nova religião. Havia até disputas entre eles e os discípulos de Jesus para ver quem batizava mais. Isso mostra que, em algum momento, João Batista deixou de ser o precursor do Senhor e se tornou um concorrente de Jesus (Jo 3:22-24). De fato, os homens mudam, por isso precisamos permanecer na presença do Senhor servindo-O no Espírito; dessa forma, seremos guardados de produzir nossos seguidores e sermos exaltados por eles. Amados irmãos, jamais pensem que os irmãos que estão sob seu cuidado são seus discípulos. Manter esse tipo de influência sobre as pessoas é um grande risco, principalmente para aqueles que lideram nas igrejas. Ter um grupo de discípulos e ter uma obra à parte do Senhor é atitude de quem vive na alma. Quem vive no Espírito não produz seus seguidores, mas os entrega ao Senhor para segui-Lo. Ponto-chave: Entregar as pessoas que cuidamos ao Senhor. Pergunta: O que pode acontecer quando se mantém um grupo de discípulos à parte do Senhor?

Pregar o evangelho do reino - Parte 2

Meu ponto-chave:

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A vida da igreja

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Semana

6 – QUARTA-FEIRA

Leitura bíblica:

Mt 11:2-6; 14:6-8; Mc 6:17-19, 26-29; At 12:1-11 Ler com oração:

Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo (Hb 3:12). A morte de João Batista

A função de João Batista era preparar o caminho do Senhor. Após batizar Jesus no rio Jordão, ele deveria tê-Lo seguido, assim como seus discípulos. Mas vemos que João tomou seu próprio caminho, preservou seu discipulado, tornou-se independente do Senhor e perdeu a bênção de Deus. João se envolveu com política a ponto de repreender Herodes, o próprio rei de Israel, por possuir Herodias, mulher de seu irmão. O rei mandou prendê-lo, e, assim, João passou seus últimos dias no cárcere (Mc 6:17-19). “Quando João ouviu, no cárcere, falar das obras de Cristo, mandou por seus discípulos perguntar-Lhe: És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?” (Mt 11:2-3). Mesmo na prisão ele mantinha controle sobre seus discípulos e os enviou para inquirir Jesus se Ele era, de fato, o Cristo. Era como se perguntasse: “Se és Tu o Messias, por que não vens me libertar?”. Cremos que o Senhor tinha poder para libertá-lo, assim como o fez quando Pedro foi preso (At 12:1-11), mas João Batista não guardou a palavra do Senhor e tornou-se um concorrente da obra que Ele estava fazendo. A impressão que temos ao lermos sua história é que, por possuir muitos


Pregar o evangelho do reino - Parte 2

seguidores, João se achava uma pessoa especial. Infelizmente, mesmo preso, ele não se arrependeu de sua condição e foi deixado à própria sorte. Por não guardar a posição que Deus lhe havia confiado, ele perdeu a visão espiritual e a revelação de Cristo. João Batista sabia que Jesus era o Messias, o Cristo, mas não percebeu que havia se afastado do encargo do Senhor, mantendo para si um grupo de discípulos. Ao deixar de fazer a vontade de Deus, ficou fora de Sua bênção e acabou preso. Inconformado com a prisão, provavelmente, João queria que Jesus o salvasse, por isso enviou seus discípulos a inquiri-Lo. Então Jesus lhes respondeu, dizendo: “Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho. E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço” (Mt 11:4-6). Aqueles fatos eram provas suficientes de que Ele era o Messias. Todavia nem essas palavras do Senhor foram suficientes para provocar arrependimento em João, que continuou preso. Aconteceu que “tendo chegado o dia natalício de Herodes, dançou a filha de Herodias diante de todos e agradou a Herodes. Pelo que prometeu, com juramento, dar-lhe o que pedisse. Então, ela, instigada por sua mãe, disse: Dá-me, aqui, num prato, a cabeça de João Batista” (14:6-8). Diante desse pedido, “entristeceu-se profundamente o rei; mas, por causa do juramento e dos que estavam com ele à mesa, não lha quis negar. E, enviando logo o executor, mandou que lhe trouxessem a cabeça de João. Ele foi, e o decapitou no cárcere, e, trazendo a cabeça num prato, a entregou à jovem, e esta, por sua vez, a sua mãe. Os discípulos de João, logo que souberam disto, vieram, levaram-lhe o corpo e o depositaram no túmulo” (Mc 6:26-29). Como o rei havia dado sua

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palavra, não pôde voltar atrás, e João foi decapitado, não por causa do nome de Jesus, mas por causa de sua interferência nos assuntos do rei Herodes. Seu final foi muito triste. Ponto-chave: Fazer a vontade do Senhor. Meu ponto-chave: Pergunta: Por que João Batista foi preso e decapitado?


Semana

6 – QUINTA-FEIRA

Leitura bíblica:

Jo 1:34, 36-37 Ler com oração:

Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal (Pv 3:5-7). O perigo de confiar

João Batista sempre foi um personagem bastante respeitado. Muitos perguntam por que ele foi preso e teve de sofrer no cárcere. Por que o Senhor não fez nada para mudar o seu trágico fim? Confessamos que nos é difícil falar sobre isso, mas tudo tem uma razão e dessa história há muitas lições a se aprender. Após batizar Jesus no rio Jordão e testificar que Ele é o Filho de Deus (Jo 1:34), João O avistou e disse a dois de seus discípulos: “Eis o Cordeiro de Deus!” (v. 36). Os que estavam com ele, ouvindo-o dizer isto, seguiram Jesus e permaneceram com Ele aquele dia; depois saíram, anunciando que haviam encontrado o Messias (vs. 37-41). Talvez a reação de seus dois discípulos tenha gerado ciúmes em João, pois sua declaração fez com que os dois fossem atrás Dele. Não sabemos exatamente o que João pensou, de qualquer maneira, uma coisa é certa: algo mudou nele; João não quis seguir Jesus e passou a fazer sua própria obra, mantendo seu discipulado. Por fim, acabou sendo aprisionado e decapitado por Herodes. Essa é uma grande advertência para nós. Uma vez que se tem sucesso em algo, você deve reconhecer que isso provém

Pregar o evangelho do reino - Parte 2

na própria capacidade e inteligência

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da bênção de Deus. Há pessoas que obtêm êxito no que fazem e creditam o bom resultado à sua própria capacidade e inteligência. Esses se afastam da presença de Deus e perdem Sua bênção. Se você pensa que tudo provém de seu esforço, isso é um sinal de que está sendo governado pela vida da alma, por seu ego, correndo, assim, o risco de perder a presença do Senhor. Se você se encontra nessa condição, ore imediatamente e procure arrepender-se diante do Senhor. No passado, em Taiwan, quando ainda não conhecia o Senhor, eu possuía muitos negócios e em tudo o que eu fazia tinha bons resultados. Comprava terrenos, abria indústrias e ganhava muito dinheiro. Era a mão de Deus sobre minha vida, mas eu não sabia. Mais tarde cri no Senhor e vim a perceber que tudo aquilo provinha de Sua bênção, assim havia temor em meu coração. Todavia, quando cheguei ao Brasil, todos os meus negócios passaram a dar errado. O Senhor, então, me mostrou que eu estava confiando em minha capacidade e achando que os bons resultados eram provenientes de minha habilidade. Ele me fez lembrar que, quando Sua mão estava comigo, tudo ia bem, e, quando passei a agir por mim mesmo, Sua mão se retirou do que eu fazia. Ao perceber isso, me arrependi, e a bênção de Deus retornou. Qual é sua condição hoje? Se o que você faz é por meio de sua vida da alma, Deus não levará os seus feitos em conta. Viver segundo nossa própria capacidade e entendimento nos faz perder a visão e nos leva para longe da bênção de Deus. Devemos nos arrepender antes que seja tarde demais e reconhecê-Lo em nossos caminhos, a fim de obter o desfrute da presença de Deus, que é a fonte de todas as bênçãos. Ponto-chave: Arrepender-nos e reconhecer o Senhor para manter-nos em Sua presença.


Meu ponto-chave:

Pregar o evangelho do reino - Parte 2

Pergunta: Qual deveria ser a atitude de Jo茫o Batista ap贸s batizar o Senhor Jesus?

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Semana

6 – SEXTA-FEIRA

Leitura bíblica:

Êx 30:22-25; 1 Sm 16:13; Mt 3:16-17; 4:12, 17; 2 Co 1:21 Ler com oração:

Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo (Mt 3:16-17). Jesus é ungido Cristo

Após a prisão de João Batista, o Senhor Jesus retirou-se para a Galileia e começou a pregar: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt 4:12, 17). O Senhor Jesus havia cumprido o que Deus Lhe determinara ao ser batizado por João, por isso: “Eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (3:16-17). O Espírito de Deus descer como pomba sobre Jesus significava que Ele fora ungido Cristo. O Espírito é representado pelo óleo da unção do Antigo Testamento. Quando Arão foi estabelecido como sumo sacerdote, Moisés o ungiu com o óleo da unção: “Depois, derramou do óleo da unção sobre a cabeça de Arão e ungiu-o, para consagrá-lo” (Lv 8:12). Vejamos Salmos 133: “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes. É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali, ordena o Senhor a sua bênção e a vida para sempre”. Esse salmo diz que o óleo precioso sobre a cabeça de Arão desce sobre a cabeça, desce para a barba e unge até a orla de


Ponto-chave: A unção do Espírito. Meu ponto-chave: Pergunta: O que significa ser ungido por Deus?

Pregar o evangelho do reino - Parte 2

suas vestes. Quando a cabeça é ungida, o corpo também é ungido em seguida. A cabeça foi ungida, recebendo da parte de Deus uma incumbência, um ministério. Cristo é a cabeça, e nós somos o Corpo de Cristo. Nós também fomos ungidos juntamente com Cristo. Por isso sobre nós está também a incumbência de Deus. Os componentes do óleo sagrado da unção estão descritos em Êxodo 30:22-25. Nele há o azeite que representa o Espírito Santo. O óleo da unção também possui quatro especiarias acrescentadas. A função desse unguento era ungir Arão para exercer o ofício de sacerdote (v. 30). Antigamente, os reis também precisavam ser ungidos para desempenhar suas funções. Quando Davi foi escolhido para ser rei, Samuel o ungiu (1 Sm 16:13). Salomão também foi ungido pelo sacerdote Zadoque para ser rei sobre Israel (1 Rs 1:39). Quando alguém é ungido, significa que essa pessoa recebe uma incumbência sobre si. Assim que o Senhor Jesus foi batizado e saiu das águas, o Espírito veio ungi-Lo. Jesus recebeu a unção por meio do Espírito em forma corpórea de pomba descendo sobre Ele. Jesus, como o Ungido de Deus, recebeu a incumbência de pregar o evangelho do reino (Mt 9:35; Mc 1:38; Lc 4:43). Ele se tornou o Cristo, e nós também somos ungidos pelo mesmo Espírito que ungiu Jesus (2 Co 1:21). Quando negamos a nós mesmos e agimos segundo o que Deus determinou, também somos ungidos para cumprir a incumbência de pregar o evangelho do reino.

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Semana

6 – SÁBADO

Leitura bíblica:

Êx 30:23-25; Mt 26:26; 27:51; Hb 9:6-8; 10:19-20 Ler com oração:

Acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; e: Cetro de equidade é o cetro do seu reino. Amaste a justiça e odiaste a iniquidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos teus companheiros (Hb 1:8-9). O óleo da unção

Vimos que, logo após ser batizado, o Senhor Jesus foi ungido, o Espírito Santo desceu sobre Ele, incumbindo-O de cumprir Seu ministério. Vimos também que essa unção do Espírito é representada pelo óleo da unção do Antigo Testamento. Êxodo 30 mostra a composição desse óleo da unção. “Tu, pois, toma das mais excelentes especiarias: de mirra fluida quinhentos siclos, de cinamomo odoroso a metade, a saber, duzentos e cinquenta siclos, e de cálamo aromático duzentos e cinquenta siclos, e de cássia quinhentos siclos, segundo o siclo do santuário, e de azeite de oliveira um him. Disto farás o óleo sagrado para a unção” (Êx 30:23-25). Em um him de azeite seriam acrescentadas quatro especiarias: mirra, cinamomo odoroso, cálamo aromático e cássia. Essas quatro especiarias representam a obra do Senhor Jesus. Na antiguidade, quando as pessoas morriam, elas eram ungidas com mirra. Isso representa a morte do Senhor Jesus. Cinamomo odoroso refere-se à eficácia da morte de Cristo. O cálamo é um junco que nasce no meio das águas pantanosas. Essa especiaria representa a ressurreição do Senhor, pois Ele é Aquele que surgiu do meio das águas de morte. Por fim, a cássia diz respeito à eficácia da ressurreição de Cristo.


Pregar o evangelho do reino - Parte 2

Essas quatro especiarias se apresentavam em três medidas de quinhentos siclos. A primeira especiaria, a mirra fluida, e a quarta, a cássia, tinham quinhentos siclos cada. A segunda, o cinamomo odoroso, e a terceira, o cálamo aromático, duzentos e cinquenta siclos cada uma. Somandose as medidas dessas duas especiarias tem-se a terceira medida de quinhentos siclos. No óleo da unção temos quatro especiarias em três medidas iguais. O número quatro representa a criação, o homem. O número três refere-se ao Deus Triúno: Pai, Filho e Espírito. A primeira e a última unidade de quinhentos siclos estão relacionadas, respectivamente, ao Pai e ao Espírito. A segunda e a terceira unidade de duzentos e cinquenta relacionam-se ao Filho, que foi partido por nós (Mt 26:26). Quando o Senhor Jesus morreu, “eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo” (27:51). O véu estava pendurado em quatro colunas. Estas formavam três entradas. Quando o véu se rasgou, abriu-se uma entrada que não foi a primeira, o Pai, nem a terceira, o Espírito, mas a segunda, que representa o Filho. A entrada do meio se abriu para formar um caminho. Antes, apenas o sumo sacerdote, uma vez por ano, entrava no Santo dos Santos (Hb 9:6-8). Mas agora o Senhor Jesus morreu por nós, o véu se rasgou. Aleluia! O Senhor nos abriu um novo e vivo caminho, podemos entrar no Santo dos Santos com intrepidez (10:19-20). Isso pode ser visto nas medidas do óleo da unção. Temos quatro especiarias, que representam a obra de Cristo em Sua humanidade, em três medidas de quinhentos siclos, que simbolizam a natureza divina do Deus Triúno. As duas medidas de duzentos e cinquenta siclos indicam que o Filho, representado pela medida intermediária de quinhentos siclos, foi partido, assim como o véu do santuário se rasgou em duas partes.

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Quando somados, três mais quatro, temos sete, que se refere a um número completo. Além disso, as quatro especiarias, em três medidas de quinhentos siclos, eram mescladas a um him de azeite, formando um unguento composto. Isso mostra que no óleo da unção temos a natureza divina do Deus Triúno – Pai, Filho e Espírito Santo – acrescida da natureza humana, incluindo a obra de Cristo em Sua humanidade, Sua morte e ressurreição. O óleo da unção, com o qual os sacerdotes foram ungidos para que realizassem a incumbência determinada por Deus, é do Antigo Testamento, mas representa o Espírito, a unção com que fomos ungidos para cumprir a comissão de Deus no Novo Testamento. Aleluia! Ponto-chave: O Senhor nos abriu um novo e vivo caminho. Meu ponto-chave: Pergunta: Qual a diferença entre o puro azeite de oliva e o óleo da unção?


Semana

6 – DOMINGO

Leitura bíblica:

Mt 3:15-16; 4:16-17; 1 Co 12:3; 2 Co 1:21; 1 Jo 2:27 Ler com oração:

O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos (Lc 4:18).

O Senhor Jesus cumpriu toda a justiça de Deus e foi ungido pelo Espírito logo ao sair das águas do rio Jordão (Mt 3:15-16). Com essa unção Ele se tornou o Cristo, o Ungido de Deus. A unção estava sobre o Senhor Jesus para que Ele cumprisse Sua incumbência, Seu ministério. Agora, como Ungido, Jesus começou a pregar o evangelho. Não apenas o evangelho da graça, mas, sobretudo, o evangelho do reino porque o reino já estava próximo: “O povo que jazia em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu-lhes a luz. Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (4:16-17). Para entrar nesse reino é necessário arrependimento. Muitos pensam que arrepender-se é apenas mudar de mente. Mas vemos que arrependimento é muito mais que isso; é, na verdade, negar a vida da alma. Esse tipo de arrependimento nos torna aptos a ser enchidos pelo Espírito, a receber a unção sobre nós. Uma vez ungidos, há sobre nós a incumbência de anunciar o evangelho do reino às pessoas. O Senhor Jesus, que é a cabeça do Corpo, foi ungido. Essa unção desce da cabeça para a barba, unge todo o

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Ungidos para pregar o evangelho do reino

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corpo e desce até a orla das vestes (Sl 133:2). Graças ao Senhor, todos nós fomos ungidos juntamente com Cristo (2 Co 1:21). Agora, para essa unção se mover em nosso interior, precisamos invocar o nome do Senhor: “Ó Senhor Jesus! Ó Senhor Jesus!”. Isso nos faz permanecer no Espírito (1 Co 12:3; 1 Jo 2:27). O Novo Testamento menciona o Espírito. Esse Espírito não é apenas o Espírito Santo, assim como o óleo da unção não é composto apenas de azeite de oliva. Em o Espírito temos o Deus Triúno e a obra de Cristo. Nele há tudo o que Deus é e tudo o que Ele fez. O Espírito se move em nós e nos capacita a pregar o evangelho do reino em todos os lugares. Louvado seja o Senhor! Ponto-chave: Ungidos para pregar o evangelho do reino. Meu ponto-chave: Pergunta: O que é arrependimento para você? Leitura de apoio: “Venha o Teu reino” - caps. 9-10 - Dong Yu Lan. “Salmo 133” - Dong Yu Lan.


Semana

7 – SEGUNDA-FEIRA

Leitura bíblica:

Mt 3:11; Rm 5:6-10a; 1 Co 12:3 Ler com oração:

Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12:2).

Deus tem revelado a Seus filhos a necessidade de que preguem o evangelho do reino. Por muito tempo, os filhos de Deus se concentraram na pregação do evangelho da graça, que apresenta o amor de Deus, a salvação do homem e a remissão dos nossos pecados por meio da morte do Senhor Jesus. Quando Ele morreu na cruz e derramou Seu sangue em nosso favor, perdoou todos os nossos pecados, cancelou o escrito de dívida que era contra nós, justificou-nos e reconciliou-nos com Deus (Rm 5:6-10a). Esse é o evangelho da graça. Deus, porém, não criou o homem apenas para salvá-lo dos pecados. Conforme a revelação que temos recebido, o homem foi criado para receber a vida de Deus, sujeitar a terra e estabelecer aqui o reino dos céus. A maioria dos cristãos, porém, ainda não pratica esse aspecto da vontade de Deus, o qual faz parte do evangelho do reino, por isso precisamos propagá-lo. Após tratarmos o problema dos pecados, nascemos de Deus e fomos colocados na igreja. Nela aprendemos a invocar o nome do Senhor, o que nos ajuda a permanecer no Espírito (1 Co 1:2; 12:3) e a desenvolver nossa salvação (Fp 2:12). Na igreja somos ajudados a praticar a vontade

Pregar o evangelho do reino - Parte 3

Apresentar-se a Deus como sacrifício vivo

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de Deus, conforme Romanos 12:1: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. Apresentar o nosso corpo diz respeito ao primeiro item do evangelho do reino: a consagração. Consagrar-se é apresentar-se a Deus na igreja disposto a ser um sacrifício vivo, santo e agradável a Ele. Nossa entrega ao Senhor implica sermos colocados no altar, isto é, em uma posição onde somos queimados pelo fogo do Espírito para ser purificados. Esse não é o sacrifício pelos pecados, oferecido de uma vez por todas pelo Senhor Jesus, para nossa justificação. Aqui se trata do nosso sacrifício de consagração, por meio do qual Deus pode trabalhar-Se em nós e nos tornar justos. No Antigo Testamento, animais consagrados eram apresentados no altar para serem queimados até se tornarem cinzas, produzindo um aroma que agradava a Deus. As cinzas evidenciam que o queimar do fogo pela consagração tornou o sacrifício totalmente puro e santo. Hoje, no Novo Testamento, temos o batismo com Espírito Santo e com fogo (Mt 3:11). Quando nos consagramos continuamente ao Senhor, esse fogo nos purifica diante Dele. Durante esse processo, somos santificados, isto é, tudo o que é vil, pecaminoso ou natural é eliminado de nós. Dessa forma, não somente nossa pessoa, como também nosso serviço são aceitos por Ele. A aceitação de Deus mostra que fomos reconciliados com Ele. O próximo passo é a renovação da nossa mente (Rm 12:2). Após nos consagrarmos para ser queimados pelo fogo do Espírito, a mente é renovada e já não permanece naquilo que está envelhecido pela vida da alma. Como resultado, somos transformados, ou seja, já não somos os mesmos. Se antes andávamos segundo os rudimentos do mundo,


ou segundo a vaidade dos pr贸prios pensamentos, agora buscamos andar segundo a vontade de Deus. Ponto-chave: Consagrar-se continuamente ao Senhor. Meu ponto-chave:

Pregar o evangelho do reino - Parte 3

Pergunta: O que acontece quando nos consagramos ao Senhor?

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Semana

7 – TERÇA-FEIRA

Leitura bíblica:

Rm 8:29-30; 2 Co 3:18; 1 Jo 2:6 Ler com oração:

Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados (Rm 5:10; 8:17). Continuamente salvos pela vida de Deus

Uma vez consagrados, justificados, santificados, reconciliados, renovados e transformados, anelamos ser conformados à imagem de Cristo, o Filho de Deus (Rm 8:29-30). Permanecemos nesse caminho invocando o nome do Senhor e nos voltando ao espírito. Assim, nos tornamos mais parecidos com Ele. Somente quando somos conformados à imagem do Senhor Jesus é que podemos expressar a glória de Deus. Esse é o evangelho do reino dos céus. Em resumo, o evangelho do reino nos apresenta e ajuda a experimentar oito itens: a consagração, a justificação, a santificação, a reconciliação, a renovação da mente, a transformação, a conformação com Cristo e a expressão do próprio Deus. Cada um desses itens está operando constantemente em nós, não seguindo uma sequência determinada. Constantemente podemos nos consagrar a Deus e gradualmente vivenciamos a reconciliação diária com Ele. A cada instante, invocando o nome do Senhor, somos santificados e transformados. De igual modo, quando


Pregar o evangelho do reino - Parte 3

nos conformamos à imagem de Cristo, andando como Ele andou, expressamos o próprio Deus (1 Jo 2:6). A renovação da mente, por sua vez, ocorre quando voltamos nossa mente ao Senhor. Essa é a prática de negar a si mesmo. Negar a vida da alma não significa renunciar a alma. Nela temos as faculdades da mente, da emoção e da vontade, as quais Deus criou e são necessárias para vivermos como seres humanos e expressá-Lo. Negar a vida da alma significa colocar toda a nossa alma no Espírito, pelo arrependimento. Dessa maneira, nossa mente é renovada. Por isso precisamos colocar, ou pender, nossa mente no Espírito. Ao colocarmos a mente no espírito, recebemos vida e paz, experimentando a transformação que vem do Espírito (2 Co 3:18). Essa transformação decorre do acréscimo da vida de Deus em nós. Cada vez que a vida divina nos é acrescentada, somos transformados e conformados à imagem de Cristo, o Filho de Deus. Nesse processo, como pessoas cheias da vida de Deus, nos tornamos parecidos com o Senhor Jesus. Assim, expressamos o próprio Deus. Aleluia! Em Romanos 8 vemos o resultado da prática do evangelho do reino: “Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz. [...] Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita. [...] O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados” (vs. 6, 11, 16-17). Se voltarmos nossa mente ao espírito de maneira contínua, um dia nosso corpo também será transformado pela vida de Deus. É assim que os filhos de Deus se tornam

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Seus herdeiros e coerdeiros com Cristo. Por fim, seremos glorificados, por ganhar a vida de Deus em todo o nosso ser: espírito, alma e corpo. Vamos praticar tudo o que o evangelho do reino dos céus inclui e também propagá-lo para que outras pessoas possam praticá-lo. Ponto-chave: Voltar a alma totalmente para Deus. Meu ponto-chave: Pergunta: Qual é o resultado da prática do evangelho do reino dos céus?


Semana

7 – QUARTA-FEIRA

Leitura bíblica:

Mt 4:17; 6:33; Ef 6:17-18; 2 Pe 1:11 Ler com oração:

Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tende vencido o maligno (1 Jo 2:14).

A primeira pessoa a pregar o evangelho do reino foi João Batista e, depois, o Senhor Jesus, que se tornou um modelo de pregação do evangelho para nós (Mt 3:2; 4:17; Lc 4:43). O Senhor foi batizado e ungido antes de iniciar Seu ministério. A unção que Ele recebeu O comissionou com o encargo de pregar o evangelho do reino, pois Ele foi ungido como o Rei do reino dos céus. Depois disso, o Senhor foi levado ao deserto para ser tentado pelo diabo. Embora algumas tentações tenham sido apresentadas ao Senhor por meio de trechos da Bíblia, Ele as venceu porque utilizou a própria Palavra de Deus para derrotar o diabo. A primeira tentação aconteceu quando o Senhor, após jejuar, teve fome, e o diabo sugeriu que transformasse pedras em pães. Isso se relaciona com a boa terra de Canaã concedida por Deus no Antigo Testamento ao povo de Israel. Em Deuteronômio 8:9 lemos: “Terra em que comerás o pão sem escassez, e nada te faltará nela; terra cujas pedras são ferro e de cujos montes cavarás o cobre”. A boa terra de Canaã representa as bênçãos abundantes de Deus para o Seu povo. Todos os itens dessa terra, o trigo, a cevada, as oliveiras, a vides, as figueiras, as romeiras serviam como suprimento para alimentar o povo, a ponto de nada faltar nela. O diabo sabia que era possível ao Senhor Jesus, com

Pregar o evangelho do reino - Parte 3

O falar de Deus em primeiro lugar

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o poder que possuía por ser Filho de Deus, transformar até mesmo pedras em pães. Ele, porém, mesmo após jejuar durante quarenta dias, não se deixou enredar pelas palavras do diabo e respondeu com a própria Palavra de Deus, dizendo: “Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4:4). O Senhor Jesus vivia pela palavra de Deus, ou seja, o falar de Deus era Sua prioridade. Do mesmo modo, quando buscamos o Senhor, nossa prioridade não deve ser obter alimento físico ou coisas materiais, mas sim receber a palavra de Deus. Se vivemos pela palavra de Deus, sem dúvida o inimigo é derrotado (Ef 6:17-18)! Ponto-chave: A palavra de Deus vence o inimigo. Meu ponto-chave: Pergunta: Em que lugar a palavra de Deus está em sua vida?


Semana

7 – QUINTA-FEIRA

Leitura bíblica:

2 Co 7:10; Hb 12:17 Ler com oração:

Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento (2 Pe 3:9).

A segunda tentação enfrentada pelo Senhor ocorreu quando o diabo sugeriu que Ele se atirasse do pináculo do tempo, utilizando as seguintes palavras: “Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra” (Mt 4:6). Essas palavras provêm de um trecho do salmo 91. De fato, Jesus sabia que Deus poderia mandar anjos para impedir que Ele se ferisse caso se atirasse do alto, mas Ele novamente deu prioridade à vontade de Deus revelada em Sua Palavra, conforme lemos no versículo 7: “Respondeulhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus”. Dessa forma, o Senhor novamente venceu o diabo. Na terceira tentação, o diabo disse a Jesus que Lhe daria todos os reinos do mundo e a glória deles se, prostrado, o adorasse. Novamente, o Senhor Jesus lançou mão da Palavra divina para mostrar que toda adoração é devida apenas a Deus. Vejamos os versículos 10 e 11: “Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram”. De igual modo,

Pregar o evangelho do reino - Parte 3

O arrependimento nos prepara para o reino

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para vencermos o inimigo, não podemos aceitar a glória que vem de homens. Antes, rendemos nossa adoração apenas ao Senhor, o único digno de ser exaltado. Após vencer as tentações, o Senhor passou a pregar e a dizer: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus”. Com essa palavra, o Senhor queria despertar as pessoas para as coisas concernentes ao reino e para a necessidade de arrependimento. O arrependimento nos prepara para a chegada do Rei e para o estabelecimento do reino dos céus na terra. Por isso o ponto crucial para recebermos o evangelho do reino é o arrependimento. Quando praticamos o ponto crucial do evangelho do reino, cooperamos com Deus para o estabelecimento do reino dos céus. Por isso nossa prática na vida da igreja deve ter por objetivo ajudar outras pessoas a se preparar para o reino: buscando o reino de Deus em primeiro lugar, cogitando das coisas de Deus e negando a si mesmas (Mt 6:33). Precisamos também ajudá-las a ver que esse processo de negar a vida da alma é contínuo, não se esgotando de uma vez por todas. Damos graças a Deus porque temos ouvido essas palavras e temos sido despertados a nos arrepender, a cada dia, voltando toda a nossa alma para o espírito (2 Pe 3:9; Hb 12:17). Dessa maneira, gradativamente estamos deixando de lado nossos próprios interesses e opiniões e dando prioridade às coisas do reino. Assim, estamos sendo supridos com Sua vida, e o Senhor tem como fazer Sua vontade por meio de nós. Ponto-chave: Arrepender-se a cada dia. Meu ponto-chave: Pergunta: Como devemos nos preparar para o reino?


Semana

7 – SEXTA-FEIRA

Leitura bíblica:

1 Co 16:2; 2 Co 8:2; 9:7 Ler com oração:

Isto afirmo: aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará. Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria. Ora, aquele que dá semente ao que semeia e pão para alimento também suprirá e aumentará a vossa sementeira e multiplicará os frutos da vossa justiça (2 Co 9:6-7, 10).

Pregar o evangelho do reino - Parte 3

Administrar as riquezas para o reino

Desde que iniciou Seu ministério terreno, o Senhor Jesus não agia sozinho, pois contava com a ajuda dos discípulos. O Senhor tinha muitos discípulos, dentre os quais separou doze, que chamou de apóstolos, e os enviou a pregar o evangelho. João Batista deveria ter sido um discípulo do Senhor, mas fracassou. Após a morte e a ressurreição do Senhor, por Sua misericórdia, Ele nos incumbiu da pregação do evangelho do reino. Por isso hoje é o tempo de exercitarmos o ministério em seus três aspectos: ofertas materiais, palavra e serviços. O reino dos céus está próximo, por isso devemos nos preparar. As coisas materiais e corruptíveis desse mundo não farão parte do reino vindouro. Ainda assim, muitas vezes nosso coração fica apegado a elas. Certamente somos abençoados se o Senhor nos concede bens materiais, mas devemos nos lembrar de que todas essas coisas foram dadas não apenas para que as desfrutemos, mas para que as administremos de maneira adequada. Em outras palavras, se somos ministros de Deus, as riquezas materiais não são nossas, mas Dele, que

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confiou esses bens à nossa administração. Nosso dinheiro e bens não devem ser desperdiçados no mundo, mas levados ao Senhor para a propagação do evangelho do reino. A prática de ofertar não deve estar apenas vinculada ao primeiro dia da semana para suprir as necessidades da igreja, seja trazendo o dízimo ou alguma oferta especial (1 Co 16:2). Mas também precisamos exercitar o dom de ofertar principalmente em favor da pregação do evangelho do reino. Quanto mais ofertamos, mais graça nos é acrescentada, isto é, mais de Cristo recebemos. A prática contínua de ofertar faz de nós ministros de riquezas materiais. Assim, Deus pode contar conosco quando há necessidade de ofertas para o reino. Esse é um importante aspecto da obra do ministério, do qual devemos participar. Por exemplo, os bookafés ou a colportagem são ferramentas que temos usado para pregar o evangelho do reino e, quando ofertamos para suprir essas necessidades, exercitamos ainda mais o nosso dom até se tornar um ministério (2 Co 9:7). Os que têm o ministério da palavra também necessitam das ofertas. Quando eles precisam viajar para outra cidade, a fim de ministrar a Palavra de Deus, podemos cooperar, ofertando ou até mesmo arcando com as despesas. Semelhantemente os que têm o ministério dos serviços precisam do apoio do ministério de ofertas materiais, por exemplo, em ofertas para os serviços de criança, de limpeza, de música etc. Daí vemos a importância de sermos constituídos como ministros de riquezas materiais, a fim de cooperar com as necessidades do ministério da palavra, dos serviços e da propagação do evangelho do reino. Mesmo um ministro da palavra ou dos serviços deve se tornar também um ministro de riquezas materiais. Quando o Espírito nos dá o sentimento de ofertar algo para o Senhor, devemos fazê-lo, exercitando


a nossa fé, alargando o nosso coração em prol do reino (2 Co 8:2). Agindo assim, somos fiéis em reconhecer que tudo o que recebemos foi o Senhor que nos confiou, para a administração do Seu reino. Ponto-chave: Deus pode contar conosco. Meu ponto-chave:

Pregar o evangelho do reino - Parte 3

Pergunta: Por que o ministério de ofertas de riquezas materiais é importante?

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Semana

7 – SÁBADO

Leitura bíblica:

Lc 12: 29-31; Jo 15:5 Ler com oração:

Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento; que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida (1 Tm 6:17-19). Abençoados para cooperar com o reino de Deus

A primeira tentação que o Senhor Jesus venceu em Mateus 4 tem relação com a subsistência. Quanto a isso, Deus é fiel em suprir cada filho Seu. No Antigo Testamento, Ele prometeu ao povo de Israel a boa terra de Canaã, onde havia abundância de águas e variedade de alimentos. O trigo existente na boa terra de Canaã tipifica a morte do Senhor Jesus, e a cevada, Sua ressurreição. Na boa terra havia, ainda, a videira, que representa o Senhor Jesus como a árvore da vida, e as figueiras simbolizando o quanto frutificamos para Deus. Quando o Senhor Jesus estava a caminho de Jerusalém, passou um tempo em Betânia, na casa de Lázaro, Marta e Maria. Certo dia Ele sentiu fome e se dirigiu a uma figueira para ver se nela havia algum fruto. Como ali encontrou somente folhas, amaldiçoou a figueira, e ela secou. Infelizmente, às vezes somos como essa figueira. Mesmo com uma boa aparência, ou seja, com muitas folhas, não


Pregar o evangelho do reino - Parte 3

produzimos frutos para Deus. Essa é uma lição para nós. Não devemos nos importar meramente com a aparência, mas sim em produzir frutos para o Senhor (Jo 15:2). As romeiras que havia na boa terra, por sua vez, apontam para a abundância da vida de Deus, que, ao crescer, quebra todas as barreiras. Quando a romã amadurece, suas sementes se multiplicam a tal ponto que racham a casca, sendo lançadas para fora do fruto. Também devemos ser assim em nosso viver espiritual: que a vida divina cresça e amadureça em nós, a ponto de quebrar a dura “casca” da nossa vida da alma e alcançar as pessoas que nos cercam (v. 5). Além disso, na boa terra havia as oliveiras, que produzem a oliva para se fazer azeite. Como sabemos, o azeite da oliveira representa o Espírito de Deus. Tamanha era a riqueza da terra de Canaã, que até as pedras continham ferro e cobre, de modo que nada faltaria ao povo de Israel ali. Porém, em Deuteronômio 8:17-18, o senhor os advertiu, dizendo: “Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas. Antes, te lembrarás do Senhor, teu Deus, porque é ele o que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê”. Do mesmo modo, no Novo Testamento, podemos testificar que muitos filhos de Deus recebem bênçãos materiais, a tal ponto que excedem a real necessidade, chegando a sobejar. Não é normal utilizarmos tudo o que possuímos para nosso próprio benefício. Diante disso, precisamos considerar diante do Senhor aquilo que Ele deseja que ofertemos para suprir a necessidade do reino. Hoje estamos nos preparando para governar o mundo que há de vir, por isso não vamos ajuntar tesouros sobre a terra, mas investir no reino dos céus (Lc 12:29-31).

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Ponto-chave: Investir no reino dos cÊus. Meu ponto-chave: Pergunta: Que perigo hå quando somos muito abençoados materialmente?


Semana

7 – DOMINGO

Leitura bíblica:

Rm 16:23; 2 Co 6:11-12; 3 Jo 1:5 Ler com oração:

Para vós outros, ó coríntios, abrem-se os nossos lábios, e alarga-se o nosso coração. Não tendes limites em nós; mas estais limitados em vossos próprios afetos. Ora, como justa retribuição (falo-vos como a filhos), dilatai-vos também vós (2 Co 6:11-13).

Atualmente, nossa necessidade é abandonar os antigos conceitos e a religiosidade, para dar prioridade ao evangelho do reino. Antes, tínhamos o hábito de convidar as pessoas para visitar os locais de reuniões das igrejas, mas hoje temos visto que a maneira mais eficaz de tornar o evangelho acessível a todos é por meio de um ambiente livre de qualquer formato anterior. Os lugares de oração e os bookafés são ambientes onde as pessoas podem se sentir à vontade para frequentar, ter acesso aos livros espirituais e até apresentar motivos de oração. Além disso, esses lugares são propícios para a pregação do evangelho do reino àqueles que já aceitaram o evangelho da graça (2 Co 6:11-12). Tanto na obra do Senhor, como na vida da igreja devemos alargar o nosso coração para acolher todos os irmãos. Por exemplo, temos uma ótima oportunidade de servir à igreja quando exercitamos a hospitalidade em receber e hospedar os irmãos que vêm de outras cidades. A Bíblia mostra o exemplo de Gaio, um irmão que hospedou o apóstolo Paulo e também costumava hospedar toda a igreja (Rm 16:23). O apóstolo João, muito tempo depois, também foi servido pela hospedagem de Gaio (3 Jo 1:5).

Pregar o evangelho do reino - Parte 3

Alargar o coração para acolher as pessoas

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Como vimos, o ministério da palavra e o ministério dos serviços precisam do apoio do ministério de ofertas de riquezas materiais. Por isso todos nós podemos e devemos ser ministros de riquezas materiais (2 Co 8:1-5). Cada uma dessas funções é igualmente importante diante de Deus. Quando exercitamos o dom de falar por Deus, servir à igreja e ofertar, também ganhamos a oportunidade de ser aperfeiçoados. Façamos isso enquanto é tempo, aproveitando as situações que nos preparam para reinar no mundo que há de vir. Ponto-chave: Acolher as pessoas para o evangelho do reino. Meu ponto-chave: Pergunta: Como podemos ser aperfeiçoados na igreja? Leitura de apoio: “Então virá o fim” - cap. 12 - Dong Yu Lan. “Os dois aspectos da salvação” - cap. 4 - Dong Yu Lan. “Venha o Teu reino” - cap. 11 - Dong Yu Lan. “Andar segundo a vontade de Deus” - cap. 2 - Dong Yu Lan. “A riquezas insondáveis de Cristo” - caps. 4-6 - Dong Yu Lan.


Semana

8 – SEGUNDA-FEIRA

Leitura bíblica:

Mt 3:2; 4:17 Ler com oração:

À medida que seguirdes, pregai que está próximo o reino dos céus (Mt 10:7). Pregar o evangelho do reino

A parábola do semeador

é uma comissão especial

Em mensagens anteriores vimos que o Evangelho de Mateus apresenta pelo menos três ocasiões em que é enfatizado que o reino dos céus está próximo (Mt 3:2; 4:17; 10:7). Em cada um desses momentos, vemos que a vinda do reino está associada ao arrependimento e à pregação do evangelho. Por isso, quando lemos “arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus”, precisamos experimentar a realidade dessas palavras. Pela misericórdia de Deus o evangelho do reino nos alcançou, trazendo-nos a revelação da necessidade de crescermos em vida. À medida que a vida de Deus cresce em nós, somos capacitados a perceber quando nossa natureza anímica se manifesta. Quanto mais recebemos a luz divina, mais somos conduzidos ao arrependimento e, por fim, nos deixamos ser purificados pelo fogo do Espírito. Por isso buscamos viver no espírito, invocando o nome do Senhor e negando a nós mesmos. O resultado dessas práticas é um viver segundo a vontade de Deus, que nos prepara para o dia em que o reino dos céus irá se manifestar. O Senhor também deseja nos enviar para pregar o evangelho do reino a todas as pessoas. Muitos cristãos conhecem somente o evangelho da graça, isto é, o que Cristo

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fez por eles na cruz. Cabe, portanto, àqueles que já tiveram a revelação do evangelho do reino essa comissão especial de anunciar a todos os homens que o reino está próximo. Nesta semana veremos que, por um lado, Deus está trabalhando em nosso coração a fim de torná-lo uma boa terra. Por outro lado, Ele deseja que sejamos Seus semeadores. A Palavra de Deus nos mostra que a pregação do evangelho do reino, o evangelho da vida, é uma semente que devemos semear. Que o Senhor nos dispense mais de Sua graça e nos aperfeiçoe nesse encargo de levar e semear a vida divina a todos. Amém! Ponto-chave: O evangelho do reino é uma semente de vida. Meu ponto-chave: Pergunta: Que devemos fazer após termos recebido a revelação do evangelho do reino?


Semana

8 – TERÇA-FEIRA

Leitura bíblica:

Mt 5:3, 8; 2 Co 3:6 Ler com oração:

Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque veem; e os vossos ouvidos, porque ouvem. Pois em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram; e ouvir o que ouvis e não ouviram (Mt 13:16-17). Os requisitos

Uma vez que fomos comissionados por Deus para ser Seus semeadores, precisamos atentar para as palavras do Senhor em Mateus 13. O Senhor Jesus apresenta a parábola do semeador, a fim de ilustrar os diversos tipos de corações que ouviam as palavras do reino. Naquela ocasião havia muitas pessoas presentes, e o Senhor Jesus passou a falar-lhes por parábolas. Embora as pessoas O ouvissem, não conseguiam compreender Suas palavras. Até mesmo Seus discípulos não conseguiam compreendê-Lo, mas a estes o Senhor explicava o sentido das parábolas. Mateus 13:10-11 descreve: “Então, se aproximaram os discípulos e lhe perguntaram: Por que lhes falas por parábolas? Ao que respondeu: Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas àqueles não lhes é isso concedido”. Somente os discípulos puderam compreender as parábolas, pois o próprio Senhor lhes revelava o significado daquelas palavras. Logo adiante acrescentou: “Por isso, lhes falo por parábolas; porque, vendo, não veem; e, ouvindo, não ouvem, nem entendem” (v. 13).

A parábola do semeador

para compreensão da Palavra

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Não basta apenas ouvirmos a palavra do Senhor, precisamos da revelação contida em tais palavras. Muitos ouviam as parábolas, mas somente os discípulos recebiam a revelação. Isso nos mostra que somente aqueles que verdadeiramente seguem o Senhor, que estão no espírito, são capazes de compreender Suas palavras. Quando voltamos nosso coração ao Senhor, Ele mesmo remove o véu que nos impede de compreender Sua vontade (2 Co 3:16). No versículo 15 o Senhor explica por qual motivo a grande multidão que O seguia não compreendia o Seu modo de falar: “Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos; para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam por mim curados”. A palavra endurecido significa insensível. Um coração insensível é incapaz de entender a palavra do Senhor. Consequentemente, não consegue se converter ao Senhor e receber Sua cura. Quando, porém, nos esvaziamos de nossos conceitos em nosso espírito, somos bem-aventurados (Mt 5:3) e permitimos que Ele purifique nosso coração para vermos a Deus (v. 8). Que o Senhor nos dê um coração simples, tirando dele toda insensibilidade. Que possamos permitir Seu trabalhar em nós para que nosso coração seja como uma boa terra, a fim de produzir muitos frutos. Ponto-chave: Não apenas ouvir a Palavra do Senhor, mas também voltar o coração a Ele para receber Sua revelação. Meu ponto-chave: Pergunta: Que fazer para purificar o coração?


Semana

8 – QUARTA-FEIRA

Leitura bíblica:

Mt 13:16; 16:24; 1 Tm 4:6; Jo 6:63 Ler com oração:

Fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente (1 Pe 2:23). Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente (1 Co 2:14). Um coração adequado

Como já enfatizamos, para seguirmos o Senhor precisamos negar a nós mesmos e tomar a cruz (Mt 16:24). Ante a infinidade das riquezas de Sua Palavra, precisamos sempre buscar mais revelações, a fim de sermos renovados em nossa visão, jamais supondo que sabemos tudo. Ao fazermos isso, nos tornamos capazes de compreender os mistérios do reino dos céus e de receber mais da vida de Deus. À medida que seguimos o Senhor, também somos, pouco a pouco, aperfeiçoados. Dessa maneira podemos ser enviados para realizar a obra do ministério, pregando o evangelho do reino por toda terra habitada. Ontem vimos o que impede as pessoas de compreender a Palavra de Deus: o coração insensível. Isso está relacionado com nossa vida da alma. Um coração insensível é um coração anímico, cheio de si mesmo, que, apesar de ouvir as palavras do Senhor, não as aceita, tampouco as compreende (1 Co 2:14). Todavia Mateus 13:16 diz: “Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque veem; e os vossos ouvidos, porque

A parábola do semeador

para o crescimento da semente

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ouvem”. Era como se o Senhor dissesse: “Vocês são bemaventurados, pois, por estarem na minha presença, por Me seguirem, podem ouvir as Minhas palavras e compreendêlas”. Hoje o Senhor também nos tem revelado essas coisas por intermédio do Espírito (1 Co 2:10). Aleluia! Louvado seja o Senhor, pois nossos olhos e ouvidos foram abertos. A seguir o Senhor passou a explicar, revelar, os mistérios do reino dos céus. A Palavra do Senhor é a semente do reino, incorruptível, santa e cheia de vida. Nosso coração, porém, que é o solo onde essa Palavra é semeada, precisa ser trabalhado para se tornar uma terra adequada. Na parábola do semeador o Senhor Jesus descreve três tipos de solo, ilustrando os diferentes problemas que são impedimentos para o crescimento e frutificação da palavra de Deus no coração do homem. Nessa parábola, Ele também apresenta o solo apropriado para que a semente cresça e frutifique. Amanhã abordaremos esses tipos de solo. Louvamos o Senhor, pois independentemente dos problemas existentes em nosso coração, Ele escolheu “semear” a Si mesmo dentro de nós através da Sua Palavra. Além disso, hoje temos a vida de Deus, que pode operar interiormente em nosso coração, transformando-o em uma boa terra. Ponto-chave: Bem-aventurados os que veem e ouvem. Meu ponto-chave: Pergunta: Qual o caminho para compreendermos os mistérios do reino dos céus?


Semana

8 – QUINTA-FEIRA

Leitura bíblica:

Mt 13:19-23 Ler com oração:

O que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende; este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um (Mt 13:23).

Em Mateus 13:4 o Senhor abordou o primeiro tipo de solo onde as sementes foram lançadas: à beira do caminho. Esse solo é muito compactado, uma vez que pessoas trafegam sobre ele, por isso a semente não consegue penetrar na terra. Essa é a descrição de um coração endurecido pelos muitos pensamentos e conceitos já sedimentados na mente. Então as aves, que nesse contexto tipificam o maligno, vêm e arrebatam a semente (Ef 4:17-19). Em Mateus 13:5 é descrito o segundo tipo de solo, que é o solo rochoso, onde há pouca terra. Para o desenvolvimento de uma planta é preciso haver certa quantidade de terra. Todavia esse solo não permite que a planta aprofunde as raízes, tampouco é capaz de reter água suficiente para suprila, visto que as rochas não absorvem a água. Logo, ainda que a semente germine, a planta não poderá se desenvolver, e o sol a queimará (v. 6). As referidas rochas desse tipo de solo representam tudo o que nos impede de nos aprofundarmos na Palavra. Assim, por causa de perseguições ou angústias, logo nos escandalizamos e deixamos de seguir o Senhor com alegria (vs. 20-21). Precisamos clamar ao Senhor que ilumine nosso coração, a fim de identificarmos quais são essas pedras, pois podem ser

A parábola do semeador

Os empecilhos para o crescimento da vida

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os traços de nosso ego ou as fortalezas da nossa mente que impedem nosso crescimento de vida, fazendo-nos tropeçar e desfalecer diante das dificuldades e perseguições por causa da Palavra. Quanto ao terceiro tipo de solo, a terra é fértil e permite o crescimento da planta. Porém espinhos crescem ao seu redor e a sufocam, impedindo que frutifique (v. 7). Nesse solo a vida da semente consegue se desenvolver até certo ponto, mas não consegue produzir frutos e se multiplicar. Isso acontece com alguns irmãos que possuem certo crescimento de vida, contudo permanecem infrutíferos. Eles são sufocados pelos cuidados do mundo e pela fascinação das riquezas (v. 22), que são os espinhos, bloqueando a luz divina, essencial para a produção dos frutos. O último tipo de solo é a boa terra (v. 23). Este representa um coração adequado, que foi trabalhado pelo Senhor. Nesse solo a semente consegue penetrar. Além disso, por ser arejada e sem rochas, a água pode ser absorvida, fornecendo suprimento adequado para a planta. Também os espinhos são retirados e queimados, permitindo que a luz solar a alcance. Amanhã veremos que todos podemos nos tornar uma boa terra, mas para isso precisamos lidar com cada um desses problemas. Ponto-chave: O amadurecimento da vida requer um coração adequado. Meu ponto-chave: Pergunta: Qual desses tipos de solo representa a condição de seu coração?


Semana

8 – SEXTA-FEIRA

Leitura bíblica:

Jo 4:14; 15:1 Ler com oração:

Porque a terra que absorve a chuva que frequentemente cai sobre ela e produz erva útil para aqueles por quem é também cultivada recebe bênção da parte de Deus (Hb 6:7).

Somos gratos ao Senhor por Sua palavra. Mediante a revelação da parábola do semeador, podemos discernir o tipo de solo que há no coração das pessoas e, principalmente, no nosso. Segundo essa revelação, precisamos buscar o tratamento adequado para sermos curados. Vejamos o solo compactado. Nesse solo nem mesmo a água da chuva consegue penetrar, fica somente na superfície. Nesse caso, é necessário arar a terra, descompactando-a. Quando a terra é arada, o ar e a chuva penetram no solo, tornando-o um solo frutífero. Uma vez arado, fica fácil localizar as rochas ocultas em seu interior. Para o segundo tipo de solo, precisamos remover as pedras. Quando elas são removidas, a terra fica mais arejada, com mais capacidade de absorver água e apta para produzir fruto (Hb 6:7). Como sabemos, a água que sacia o homem representa o Espírito (Jo 7:37-39). Como uma boa terra nós precisamos de muita água. Por isso sempre invocamos o nome do Senhor, para bebermos das fontes da salvação: Cristo, a fonte da vida (4:14; Is 12:3-4). Aleluia! Quando nos voltamos a Ele, somos lavrados, as pedras são removidas, e nosso coração consegue absorver as palavras do Espírito que produzem vida.

A parábola do semeador

Um coração adequado produz muito fruto

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O labor não terminou. Ainda, por vezes, precisamos lidar com os espinhos. Para frutificar, a planta precisa da luz solar. Embora a terra seja boa, os espinhos tornam a planta infrutífera, pois seu crescimento a sufoca e impede de receber a luz do sol. Nessa situação, não basta que arranquemos os espinhos, que representam as preocupações do dia a dia e a fascinação das riquezas. É preciso queimá-los para que não voltem a crescer. Para isso usamos o fogo santificador que há em nosso espírito, onde eliminamos nossas ansiedades, ambições e preocupações. O Senhor veio para nos batizar com o Espírito Santo e com fogo (Mt 3:11). Glória a Deus! Agora podemos eliminar definitivamente as coisas que nos impedem de ser frutíferos, usando o fogo purificador do Espírito. Todos nós podemos ser uma boa terra, desde que nos deixemos ser trabalhados por Ele, e frutificar a cem, a sessenta e a trinta por um. Ponto-chave: Muito Espírito e muita luz da Palavra. Meu ponto-chave: Pergunta: Que precisa acontecer para sermos uma boa terra?


Semana

8 – SÁBADO

Leitura bíblica:

Mt 13:4-8; Jo 15:16 Ler com oração:

Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas (Tg 5:7).

Ao sairmos para semear a Palavra de Deus, muitas vezes nos deparamos com esses tipos de solo. Podemos achar que não devemos desperdiçar tempo com alguém com o coração endurecido. Mas devemos então lembrar que a misericórdia do Senhor um dia nos alcançou e, como Ele, devemos semear a Palavra em todas as pessoas, independentemente de como sejam. Quando a pessoa recebe a semente da vida e permite que o Senhor trabalhe nela, o seu coração pode se tornar uma boa terra. Nesse ponto vemos que o Senhor deseja nos revelar mais acerca dessas Palavras. Seu objetivo não é apenas fazer de nós uma boa terra, mas também nos fazer frutíferos, sendo Seus semeadores. Isso significa que não somos apenas como uma planta que aguarda seu amadurecimento no devido tempo. Somos também semeadores, lavradores, com a comissão de lavrar e cultivar o coração das pessoas que Deus nos confiou (2 Tm 2:6; Tg 5:7). Para esse labor usamos a vida e a capacidade que Deus nos dá. Assim, somos os que semeiam e lavram o solo, laborando por meio da Palavra o coração das pessoas, bem como os que regam as plantas ministrando Espírito e vida (1 Co 3:9).

A parábola do semeador

Semeadores e lavradores

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O Senhor está nos enviando para semear a semente do reino. Cada um de nós deve ser um semeador, pois é para isso que o Senhor nos aperfeiçoa hoje na igreja. Contudo importa que estejamos preparados para lidar com as dificuldades daqueles que o Senhor nos confiou para cuidar. Laborando com amor ajudamos os irmãos a se tornarem uma boa terra. Há, porém, pessoas que não creem em nossa pregação; outras recebem a palavra no primeiro momento, mas, por causa das angústias ou perseguições, preocupações com seu sustento ou mesmo o amor ao dinheiro, não se tornam frutíferas. Isso acontece com muita frequência. Ao semearmos a Palavra, encontramos corações com diversos tipos de problemas. Mas não devemos desanimar; antes, precisamos encorajar nossos irmãos a perseverar diante das provações ou das dificuldades pessoais. Precisamos orar com eles, apascentando-os por meio da comunhão da vida, ajudandoos para que o coração deles se torne uma boa terra onde o Espírito e a semente do reino podem entrar e frutificar. Que o Senhor nos encha com Seu amor e graça, a fim de nos capacitar a lidar com nosso próprio coração, assim como também ajudar nossos amados irmãos a ser uma boa terra, isto é, a viver no espírito, invocando o Senhor e negando a vida da alma. Ponto-chave: Laborar em amor. Meu ponto-chave: Pergunta: Como devemos reagir diante da dureza de coração das pessoas?


Semana

8 – DOMINGO

Leitura bíblica:

Sl 36:9; Rm 8:6 Ler com oração:

Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois coparticipantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando (1 Pe 4:12-13).

Conforme vimos em mensagens anteriores, precisamos temer viver segundo a vida da alma. O coração é composto pelas três partes da alma (mente, vontade e emoção) e uma parte do espírito (a consciência). Por meio da consciência o homem pode receber a luz da Palavra, que o conduz ao arrependimento. À medida que estamos na luz do Senhor, recebemos mais luz (Sl 36:9). Assim, ao considerarmos nosso coração, percebemos quão endurecido e rochoso ele é. Algumas rochas são muito grandes e extremamente difíceis de serem removidas. Para removê-las, há necessidade de um labor que leva toda nossa vida. Mesmo uma terra frutífera precisa sempre de cuidado: ser arada, regada, e também que se retirem e queimem os espinhos e ervas daninhas. A vida de Pedro tem nos ajudado muito. Após ter alcançado a maturidade, ele escreveu sobre a necessidade de sermos purificados pelo fogo. Ele mesmo possuía uma vida anímica muito forte. Frequentemente o Senhor Jesus expunha as “rochas”, as opiniões que havia em seu interior. Mas, graças ao Senhor, Pedro, mesmo sendo tão complicado, perseverou em

A parábola do semeador

Purificados pelo fogo do Espírito

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segui-Lo; por fim, no final de sua vida, vemos Pedro tornandose uma boa terra e um grande semeador da Palavra. No final de sua vida ele mesmo havia experimentado do trabalhar desse fogo, que purificou sua alma (1 Pe 1:22). Pedro comparou esse processo à purificação do ouro, que é submetido a temperaturas extremas para esse fim. Quanto a cada um de nós, o Senhor sabe quanto precisamos ser aperfeiçoados e purificados, por isso Ele permite que sejamos contristados por várias provações (v. 6). Todavia, ao final, teremos a confirmação do valor de nossa fé, mais valiosa que o ouro perecível (v. 7). Por isso ele nos encorajou a não estranhar o fogo ardente que surge no meio de nós, destinado a provar-nos (1 Pe 4:12). Temos visto que, quando nos arrependemos, quando vemos as falhas de nossa alma e colocamos nossa mente no Espírito (Rm 8:6), permitimos que o Senhor trabalhe em nosso coração, queimando nossas impurezas. Por um lado, o próprio Deus trabalha em nosso coração para torná-lo uma boa terra. Por outro lado, nós mesmos nos dispomos a ser purificados, colocando nossa alma no Espírito para ser purificada por ele. Agora que ganhamos essa revelação, precisamos praticá-la e ajudar outros a receber a semente de vida e se tornar uma boa terra. Aleluia! Ponto-chave: Lançar a vida da alma do fogo do Espírito. Meu ponto-chave: Pergunta: Por que mesmo uma terra frutífera ainda precisa ser cultivada? Leitura de apoio: “Os mistérios do reino dos céus” - caps. 1-2 - Dong Yu Lan. “A promessa da vida e o galardão do reino” - cap. 3 - Dong Yu Lan. “Venha o Teu reino” - cap. 23 - Dong Yu Lan.


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084/2012 Cód. 10854

ISSN 1518-7950


Alimento Diário - A Realidade da Vida da Igreja - Vol. 2