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ANCHIETA

BELO HORIZONTE | ANO 1 | Nº 1 | EDIÇÃO ESPECIAL


CRIAÇÃO DO BH RESOLVE: 600 SERVIÇOS EM UM SÓ LUGAR.

INAUGURAÇÃO DO MAIOR RESTAURANTE POPULAR DO BRASIL.

15 NOVAS ACADEMIAS DA CIDADE, TOTALIZANDO 23 UNIDADES.

SAMU: NOVA SEDE E NOVAS AMBULÂNCIAS. MAIS PROFISSIONAIS, MÉDICOS E ENFERMEIROS.

19 NOVAS UMEIS – UNIDADES MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO INFANTIL, TOTALIZANDO 57 UNIDADES.

INAUGURAÇÃO DO AQUÁRIO DO RIO SÃO FRANCISCO, O MAIOR AQUÁRIO TEMÁTICO DO BRASIL. MAIS DE 4 MIL NOVAS MORADIAS.

10 NOVOS CENTROS DE SAÚDE E 19 UNIDADES REFORMADAS. CRIAÇÃO DO “MELHOR EMPREGO”: PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃO E CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL.

MUITA COISA BOA EM MUITO POUCO TEMPO CRIAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA POSSO AJUDAR EM TODAS AS UNIDADES DE SAÚDE DE BH.

78 NOVAS ESCOLAS INTEGRADAS, TOTALIZANDO 128 UNIDADES E MAIS DE 33 MIL VAGAS.

WWW.PBH.GOV.BR | DISQUE 156


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ANCHIETA

Ano I | N.1 | Dezembro 2010

NESTE NÚMERO

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ANCHIETA

20 AMIGO PET ‘Operação anti-caca’

BELO HORIZONTE | ANO 1 | Nº 1 | EDIÇÃO ESPECIAL

2 PARÓQUIA 22 TendênciaS A democrática moda 2011

4. ESPORTE Show de bola

25 CIRCULANDO Pelos bares e restaurantes do Anchieta

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EDITORIAL

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CAPA Na trilha da educação ESPECIAL A PF é logo ali

26. COMPORTAMENTO Que venha Ringo Star!!! 28 URBANISMO Há esperança (ao invés de pichação) no final do túnel?

14 GASTRONOMIA Sorria, você está comendo um risoto!

30 TURISMO Disney, roteiro preferido

18 Gentileza Urbana Mudas de esperança

32 RETRATO Belo Horizonte, meu amor

Foto (capa): Jorge Santos

ESTE ESPAÇO ESTÁ RESERVADO PRA VOCÊ

DEZEMBRO 2010 • vou pro ANCHIETA

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paróquia

ANCHIETA EDITORA-GERAL Gláucia Albernaz EDITORA EXECUTIVA Virgínia Castro PROJETO GRÁFICO Milton Júnior / Lúcia Helena de Assis EDITORA DE ARTE Lúcia Helena de Assis REPORTAGEM Gláucia Albernaz Virgínia Castro FOTOGRAFIA Jorge Santos Ronaldo Almeida Fernando da Silva Castro Virgínia Castro Banco de Imagens

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Este é um espaço da comunidade do bairro Anchieta. Registraremos, aqui, os recados e as informações básicas que possam orientar seus moradores. Sua participação será bem-vinda! O Anchieta é um bairro de classe média localizado na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. É tranquilo, arborizado e de alta densidade populacional. Também é considerado muito seguro, pois conta com a cooperação da Associação dos Moradores do Anchieta (Amoran). Delimita-se pelas ruas Francisco Deslandes (divisa com Sion/Carmo), Vitório Marçola (divisa com Cruzeiro) e Avenida dos Bandeirantes (divisa com Mangabeiras). Você sabia? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . • A expectativa de vida no bairro é de 79 anos. •  Chega a 100% o índice de serviços básicos de energia elétrica, coleta de lixo e água encanada.

REVISÃO Lairton Liberato

•   As principais vias de acesso são a Av.Francisco Deslandes, Rua Montes Claros, Odilon Braga e Vitório Marçola.

COLABORADORES Márcia Mendonça Jorge Santos

Foto DIVULGAÇÃO

Curiosidades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

PUBLICIDADE

Córrego Francisco Deslandes

PARA ANUNCIAR Tel.: 31 3337 9751 / 9983 3016 vouproanchieta@uai.com.br

A Avenida Francisco Deslandes é uma via situada no bairro Anchieta, responsável por conectar o bairro do Cruzeiro. Por baixo da avenida, existe um córrego de mesmo nome (Francisco Deslandes), que nasce no parque Julien Rien. Tal córrego passou por reformas em meados do ano de 2008, para aumentar a vazão de água.

DÚVIDAS, SUGESTÕES, CRÍTICAS, COMENTÁRIOS, CARTAS, FOTOGRAFIAS E SUGESTÕES DE MATÉRIAS: vouproanchieta@uai.com.br IMPORTANTE – Todas as correspondências devem trazer o nome e endereço completos. Elas podem ser publicadas na íntegra ou em parte pela editoria da revista.

Um eleitor ilustre É eleitor do bairro Anchieta, da 35ª Zona, Seção 48, no Colégio Arnaldo, da Rua Vitório Marçola, o governador do Estado, professor Antonio Augusto

PARA ANUNCIAR vouproanchieta@uai.com.br Tel.: 31 3337 9751 | 9983 3016

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Fotos RONALDO ALMEIDA

Anastasia Júnior.


Imagem que fala

Árvores inadequadas para passeios

Rua Itapema

Amoran

A representante dos moradores Uma das mais antigas associações de moradores de bairro da capital mineira, a Associação dos Moradores do Bairro Anchieta (Amoran), também representante dos moradores do Cruzeiro, foi criada em dezembro de 1988. É uma Organização Não Governamental (ONG), sem fins lucrativos, que age na defesa dos interesses da comunidade à qual está ligada. Tem por objetivo dialogar com os moradores e, por outro, com representantes dos diversos órgãos da prefeitura de Belo Horizonte, do governo de Minas Gerais, do governo federal e de empresas, a fim de expor as demandas da comunidade e, a partir de tanto, buscar negociar soluções.

Entre suas principais atuações estão a Comunidade Atenta e eventos como a Rua de Lazer, o Dia do Cão; bazares e encontros para degustação de tira-gostos e bate-papo; Sala de Leitura e Coleta de Óleo Residual de Cozinha (a Amoran mantém em sua sede um coletor de óleo de cozinha, que recebe destinação adequada.). Uma de suas principais ações é a Rede de Vizinhos Protegidos – Residência Monitorada. Possui, ainda, o jornal “Comunidade ativa”. Amoran – Associação de Moradores dos Bairros Anchieta e Cruzeiro Rua Itapema 162 31310-490 Belo Horizonte MG Tel.: 31 2555 5399 | Fax: 31 2555 2691 www.amoran.org.br

Foto Amoran

Diretoria – Gestão 2010/2012 Saulo Lages Jardim Presidente Paulo Omar do Nascimento Pereira Vice-presidente Edésio Cursetti Purcino 1º tesoureiro Ana Carolina de R. Campos Oliveira 2º tesoureiro Vera Lúcia Andrade Pinto Renault 1º secretário Eleonora Correa Barbosa 2º secretário

Rua Ipatinga

Igreja de São Mateus A capela de São José Operário, que pertencia à Paróquia do Carmo, foi seu primeiro nome. No entorno, surgiu uma comunidade. Em março de 1967, passou a se chamar Paróquia de Santa Cecília, quando foi designado como pároco o padre Expedito Rodrigues de Ávila, que permanece até hoje. Com a sua chegada, foi construído o salão paroquial e a reforma da capela. Em 1969, com Dom João, então Arcebispo de Belo Horizonte, a Paróquia passou a se chamar São Mateus. O padroeiro da paróquia São Mateus é o autor do Evangelho de Mateus e um dos  doze Apóstolos. Chamado Levi, nasceu na Galileia e era

o filho de Alfeu.  Exercia a profissão de publicano (cobrador de impostos), nos domínios de Herodes Antipas, em Cafarnaum, no porto do mar da Galileia. São Mateus é representado na arte litúrgica segurando uma pena e tendo um anjo ao seu lado. Ele é o padroeiro dos contadores, oficiais alfandegários, fiscais financeiros, conselheiros fiscais, operadores em bolsa de valores, economistas, guardas de segurança de valores, coletores de impostos e cobradores de impostos. O dia de São Mateus é comemorado em 21 de setembro. A Paróquia tem prestado muitos serviços não apenas à comunidade do Anchieta, mas a ou-

tras que dela necessitam. Confira, no endereço eletrônico, as ações desenvolvidas pela Paróquia São Mateus: < www.paroquiasaomateus.com.br >

IGREJA DE SÃO MATEUS Missas • Domingo: 8h | 10h | 18h • Segunda-feira: 19h • Terça a Sexta-feira: 7h | 19h • Sábado: 7h | 18h Rua Joaquim Linhares, 47 Anchieta 30310-400 Belo Horizonte MG Tel.: 31 3223 6344 Ônibus: R. Itapema, em frente ao nº 19

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esporte

Show de bola Todo menino tem o futebol no pé. No Anchieta, a escolinha Planeta Bola, fundada no final de 1998, pelos irmãos Márcio e Mateus, é uma referência no ensino deste esporte para crianças e adolescentes – de quatro a 15 anos. Mas o espaço não se restringe à escolinha. Ali, os “marmanjos” também se encontram para uma pelada e, em seguida, para a tradicional cerveja gelada. O Planeta Bola também é um espaço para festas de aniversário entre outras.

Aí vão as dicas Peladas Segunda à quinta: 19h às 23h Sextas, sábado e domingo: horário integral Festas Sábado: 19h às 23h Domingo: 15h às 2h

DIVULGAÇÃO

Matrículas – Basta comparecer ao Planeta Bola, preencher uma ficha com os dados do aluno, efetuar o pagamento e pegar o uniforme. O valor da mensalidade é de R$ 100. Já o valor da matrícula varia de acordo com o mês, iniciando com o mesmo valor da mensalidade para janeiro e fevereiro. Com relação aos meses subsequentes, o valor cai proporcionalmente no decorrer do ano. O uniforme é R$75, incluindo camisa, calção e meião.

Endereço Rua Joaquim Linhares, 233 – Anchieta Belo Horizonte Tel.: 31 3284 7055

Depois do futebol, um espaço para o bate papo e a tradicional cerveja gelada

Pelada de confraternização de fim de ano no Planeta Bola. Os sócios proprietários Matheus e Márcio, em destaque

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Rodolfo, João Vitor e Fernando festejam a visita do amigo e modelo Flávio, que mora em Milão. De férias em BH, Flávio sempre marca presença no Planeta Bola


editorial

u

Uma ideia, um veículo de oportunidade, que tem por meta integrar a população do bairro Anchieta que, de uns tempos para cá, tem visto seu espaço urbano tomado por inúmeras atividades comerciais e recebido pessoas de todo canto da cidade para brindar, beber, comer e festejar. São bares, restaurantes, bancos, que, por estarem em um mesmo passeio, fazem lembrar a Suíça. São novas construções... e, agora, até um shopping! O que está acontecendo? O Anchieta foi descoberto em pleno século XXI? A população que já residia no bairro vai, aos poucos, percebendo a transformação. Transita pelas ruas e vê um movimento maior. Nos espaços, até então vazios, sobem construções, ampliam-se as moradias verticalizadas. Os edifícios mais antigos passam por reformas. Alunos secundaristas vão se misturando aos universitários, em função da criação de cursos de nível superior em alguns colégios do bairro. Muda o trânsito, com novas interferências nas ruas. Aqui e ali, surge um novo comércio. O bairro fervilha! Mas, mesmo com toda esta transformação, os moradores ainda se cumprimentam nas ruas, vão à Igreja São Mateus, peregrinam em procissão pelas ruas nos tradicionais eventos religiosos. Batem papo nas esquinas, nas farmácias, nos inúmeros salões de beleza, nas padarias, nos supermercados e na Associação dos Moradores. Os taxistas, conhecidos por todos na região, atendem ao chamado em poucos minutos. Tudo pequeno e tudo muito grande. Ressalta-se, acima de tudo, a convivência, a tranquilidade e a solidariedade ainda presentes no Anchieta. É a gentileza urbana. Uma aprendizagem constante, que será retratada na revista. Aqui, vamos mostrar o bairro, em seus muitos aspectos, falar sobre seus moradores, e os lugares comuns. O bairro Anchieta, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, é diagonalmente cortado por três vias de acesso – ruas Montes Claros e Vitório Marçola e avenida Francisco Deslandes. Eu “vou pro Anchieta”, vamos?

Gláucia Albernaz


Na trilha da

educação capa

Fotos JORGE SANTOS

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M

Mulher, mãe e empresária do ramo de educação, a proprietária da Trilha da Criança, Ana Paula Bartolomeu, é “anchietana” da gema. Com apenas quatro anos mudou-se para a Rua Montes Claros, onde morou até casar-se, em 1990. E foi no Anchieta que resolveu investir, profissionalmente, ao fundar a Casa do Bebê, posteriormente transformada em Trilha da Criança – uma escola do Grupo Base, que atende desde o maternal à 3ª série do ensino fundamental e que se tornou referência em ensino de qualidade, não apenas no bairro Anchieta, mas em toda BH. Em setembro de 2010, a Trilha completou 20 anos.

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Aqui,

Ana Paula Bartolomeu

conta como trilhou o caminho da educação.

Conte-nos um pouco sobre você, onde nasceu, formação profissional, filhos...

Tenho 45 anos. Nasci em Volta Redonda e mudei para Belo Horizonte com quatro anos. Formei em Psicologia, em 1988, pela PUC Minas  e, posteriormente, fiz seis meses de psicologia empresarial. Sou pós-graduada em Educação Infantil. Tenho dois filhos – Rafael, com 17 anos, e Marina, com 13. Você foi criada no bairro Anchieta. Qual é sua relação com o bairro?

Mudei para o bairro com aproximadamente seis anos, e morei até casar (1990), na Rua Montes Claros entre Bambuí e Av. Bandeirantes. Nesta época, no nosso quarteirão, só havia casas e tínhamos uma turma de crianças bem bacanas, brincávamos muito na rua. Naquela época, a Avenida Bandeirantes era mato e terra, gostávamos de fazer piquenique lá e escalar as “montanhas” (como eu era pequena, os morrinhos eram verdadeiras montanhas!) (risos). O que a levou a trabalhar na área de educação? Conte sua trajetória.

Fui uma adolescente muito independente e sempre buscava alternativas para ganhar meu próprio dinheiro e depender menos dos meus pais. Trabalhei algumas vezes no Natal no Rei dos Brin-

quedos, embrulhando presentes, e, quando tinha aproximadamente 12 anos, fiz meu primeiro curso de baby sitter com dois médicos, uma enfermeira e uma psicóloga. Achava que, com esta idade, só poderia trabalhar com crianças. Nesta época, aprendi a curar umbigo de recém-nascido (sempre adorei bebês!) e fiz estágios previstos no curso, inclusive com crianças em casas de família. Além disso, sou a neta mais velha, brincava e cuidava dos primos menores. Quando entrei para a faculdade de Psicologia, fui trabalhar como professora na creche do Cetec. Durante todo o curso, trabalhava em um período e em outro fazia estágios em outras áreas da psicologia, mas todos relacionados com crianças. Pouco depois de começar o curso de psicologia, a Ana Helena (Lelena), diretora do Colégio Visconde de Sabugosa, deu-me oportunidade como estagiária, professora e coordenadora. Hoje, somos parceiras no Grupo Base. A Lelena foi muito importante nesta minha trajetória e me apoiou muito, inclusive quando adquiri a Trilha (na época Casa do Bebê, com 28 alunos). Posteriormente, descobri que na minha família havia vários educadores. A Trilha completa 20 anos. Várias crianças que passaram por ela já

“...quando tinha aproximadamente 12 anos, fiz meu primeiro curso de baby sitter com dois médicos, uma enfermeira e uma psicóloga. Achava que, com esta idade, só poderia trabalhar com crianças.”

devem estar na faculdade ou até formadas. Você tem alguma estória interessante a contar?

Fico realmente emocionada e sem palavras para dizer o quanto sou feliz vendo o crescimento da Trilha, dos alunos e da equipe. Começamos com uma casa e fomos ampliando aos poucos, de acordo com os nossos sonhos e desejo de querer sempre mais e melhor para os alunos. Ao longo desses anos, amadurecemos muito. O resultado de tudo que construímos é fruto de muito trabalho, parcerias e empenho de pessoas dedicadas e comprometidas com a educação. Sinto muito orgulho e gratidão por todos que buscaram junto comigo realizar nossos sonhos, principalmente a Gislaine, que está comigo desde o início desta jornada. >>> DEZEMBRO 2010 • vou pro ANCHIETA

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“Na Trilha, aprendo e cresço todos os dias com as crianças, famílias e colaboradores.”

>> Ana Paula Bartolomeu

Na Trilha, aprendo e cresço todos os dias, com as crianças, famílias e colaboradores. Aqui eu tive os meus filhos. Também sou muito agradecida a eles, pois não é fácil ter uma mãe que tem de conciliar a maternidade com as demandas de uma escola que almeja sempre mais. Tenho certeza de que fazemos a diferença na vida das crianças que passam pela Trilha. Acreditamos no potencial delas e trabalhamos muito para que sejam felizes, tenham uma boa autoestima e sejam pessoas curiosas e entusiasmadas pelo conhecimento. Na festa de 20 anos, recebemos a visita de vários ex-alunos que me emocionaram demais. Foi maravilhoso rever aquelas crianças que chegaram ainda bebês, hoje adolescentes, chorando de emoção ao entrar na escola e relembrar de acontecimentos importantes.

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Trilha da Criança O bairro Anchieta abriga diversas escolas de qualidade, reconhecidas em toda a cidade. Uma delas, a Trilha da Criança, completou 20 anos em outubro do ano passado. Foi fundada em 1990, com o nome Casa do Bebê para atender a crianças de 0 a 3 anos. Em 1993, já estabelecida e com a solicitação dos pais, a Casa do Bebê ampliou seu espaço físico e suas atividades, passando a oferecer as três primeiras séries da educação infantil. Em 2008, implantou o 2º e o 3º ano do ensino fundamental. Em 1994, a escola fez a primeira mudança no nome para Casa do Bebê / Nosso Pré; e, em 2000, passou a se chamar Trilha da Criança, que continua até hoje. Partindo da filosofia de que escola é um lugar para todos aprenderem – crianças, famílias e professores –, a escola possui vários projetos que proporcio-

nam o debate, a reflexão e a troca de experiências, dentre eles o Cidadão Mirim. Na memória da escola constam atividades marcantes como a visita dos índios patachós, a Mostra e o Ciclo Cultural – com participação de músicos e compositores como Paulinho Pedra Azul, Rubinho do Vale e Weber Lopes; os escritores Marcelo Xavier, Santuza Abras, Ronaldo Simões Coelho, Bartolomeu C. Queiroz, Hyla Flávia, Mario Vale; e a artista plástica Yara Tupynambá, dentre outros profissionais. Ao longo da história da Trilha da Criança foram feitas parcerias importantes com associações e entidades que desenvolvem projetos voltados para crianças, adolescentes e idosos. Em 2006, com a participação de uma ONG, a Trilha elaborou a sua própria Agenda 21, fortalecendo ainda mais o Projeto Cidadão Mirim e propondo novas metas a serem cumpridas.


Trilha da Crianรงa Rua Vitรณrio Marรงola, 105 - Anchieta Tel.: 31 3287 7884 www.trilhadacrianca.com.br

DEZEMBRO 2010 โ€ข vou pro ANCHIETA

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A PF é logo ali especial

Posto da Polícia Federal no bairro Anchieta recebe cerca de 600 pessoas por dia

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Por VIRGÍNIA CASTRO

Vai tirar passaporte, naturalizar-se, prorrogar prazo de permanência turística no Brasil? Vá pro Anchieta. Isso mesmo, mais precisamente para a Av. Francisco Deslandes, 900 – 3º andar, do Plaza Shopping Anchieta, onde funciona um posto da Polícia Federal em Belo Horizonte. A ideia de criar uma unidade da PF num shopping foi “importada” do Rio e de São Paulo, onde já existe esse tipo de experiência.


O

O chefe da Delegacia de Imigração (Delemig), delegado Rodrigo de Melo Teixeira, explica que o prédio da Polícia Federal no alto da Avenida Raja Gabaglia não suportava mais a excessiva demanda. O então superintendente da PF, Davi Salem, teve a ideia de instalar o posto num shopping e, na época, a construtora responsável pelo Plaza Shopping Anchieta fez o convite. O contrato, em regime de comodato, foi estabelecido antes mesmo de o prédio do shopping ficar pronto. Num primeiro momento, o posto foi instalado de forma precária, em plena construção. Terminada a obra, ganhou a estrutura que atende, hoje, a uma demanda de 600 pessoas por dia, no setor de passaporte, e cerca de 110, no setor de imigração. A parceria entre o shopping e a PF trouxe benefícios para os dois lados – setor público e privado. Para a PF é interessante ter um posto num shopping, em plena zona sul, onde é grande a demanda do serviço para retirada de passaporte. E, tanto para o próprio shopping, quanto para o comércio da redondeza, é vantagem ter a presença de 300 a 600 pessoas/dia, a mais, comprando, frequentando os bancos, usufruindo de uma série de serviços – bancos, supermercados, loteria esportiva, farmácias, padarias... A localização do novo posto da PF também teve influência na diminuição do stress tanto para quem trabalha no atendimento quanto para o cidadão que está sendo atendido, que, enquanto aguarda sua vez, dá uma “che-

gadinha” lá embaixo e toma um sorvete, um café, namora as vitrines. Atualmente, o posto da PF conta com seis máquinas – computadores com câmaras fotográficas acopladas e sistema óptico de coleta de digitais. Mas, segundo o delegado Rodrigo, há demanda suficiente para mais quatro máquinas pelo menos. “A PF está trabalhando para colocar mais estrutura no posto do shopping”, assinala.

Novo perfil Com o crescimento da economia brasileira, expansão da classe média e moeda mais forte, a procura de passaportes não para de crescer no Brasil. No Posto da PF, o perfil do novo portador do documento mudou depois do atentado às torres gêmeas nos EUA. Segundo Rodrigo Teixeira, as leis antiterroristas nos EUA, associadas à crise econômica americana, fizeram baixar o índice de brasileiros que faziam passaporte em busca de uma vida melhor na América do Norte. “É claro que ainda temos emigrantes. Mas, o perfil de quem tira passaporte, hoje, é da pessoa de classe média e emergente que está viajando muito mais”, acrescenta o delegado.

Procedimentos • Para passaporte, acesse o site www.dpf.gov.br e clique em passaporte. Ali, serão indicados os documentos necessários para apresentação à PF, na retirada do passaporte. O próprio site também gera a guia da taxa de recolhimento para este serviço, que custa, hoje, R$ 156,05. • A guia pode ser paga em qualquer agência bancária ou casa lotérica. • Em seguida, o cidadão deverá fazer o agendamento para entrega dos documentos, entre outros, por meio do próprio site. O agendamento tem ocorrido para um prazo médio de 20 dias.

• Com toda a documentação em mãos e guia paga, o cidadão vai ao Posto da PF na data agendada. Depois de ter a documentação conferida pelo atendente, é feita uma foto e retirada a impressão digital do cidadão. • Em cinco dias úteis, o passaporte, que é impresso pela Casa da Moeda, no Rio de Janeiro, está pronto.

Posto da Polícia Federal no Anchieta • Tipo de atendimento: requerer e renovar passaporte, naturalização, prorrogação de prazo de permanência no país, dentre outros ser• Horário de atendimento: de 7 às 19h viços para estrangeiros. • Endereço: Av. Francisco Deslandes, 900 – 3º andar Shopping Plaza Anchieta

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Dicas O procedimento para retirada de passaporte tem um prazo de 25 a 30 dias. Portanto, se for viajar para o exterior, não deixe para tirar o passaporte na última hora. • Os documentos para retirada de passaporte devem ser originais. • Além do título de eleitor, é preciso levar os comprovantes de votação na última eleição. • É imprescindível estar em dia com o serviço militar e portar o certificado de reservista. • No caso da mulher, se houve alteração de seu sobrenome em função de casamento ou divórcio, a PF só aceitará a documentação atualizada. • Para demanda de extrema urgência, como falecimento ou doença grave, o cidadão poderá se dirigir ao posto da PF levando uma justificativa. Se comprovada, a PF determinará urgência no requerimento ou na renovação do passaporte. • Criança – além da documentação padrão – certidão de nascimento, carteira de identidade, entre outros, ela deve estar acompanhada pelos pais – pai e mãe – ou, se for apenas um dos dois. Também deve ser apresentado documento de autorização para a viagem com firma reconhecida por autenticidade, do pai ou da mãe que está ausente.

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Por um consulado americano Milhares de mineiros visitam anualmente os EUA – seja por turismo ou em busca de empregos economicamente mais rentáveis. Mas são obrigados a se deslocar para o Rio, São Paulo, Brasília ou Recife (cidades onde os consulados americanos emitem o visto), o que gera uma série de transtornos – o afastamento temporário do trabalho, despesas com passagens e hospedagem, dentre outras. O então senador (agora deputado federal) Eduardo Azeredo explica que já entregou ao embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, uma proposta detalhada, onde explica que o Estado de Minas Gerais é detentor de vantagens políticas, econômicas e demográficas que recomendam a criação de um consulado norte-americano em Belo Horizonte. São muitas as reclamações de mineiros sobre o fato de terem que se deslocar para outros estados a fim de tirarem o visto americano. O que se tem feito para reverter este quadro?

Sim, são muitas e antigas. Recentemente, levei ao embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, uma proposta detalhada sobre esse assunto, mostrando que Minas Gerais é detentor de vantagens políticas, econômicas e demográficas que recomendam a criação de um consulado norte-americano em Belo Horizonte. Essa seria uma forma concreta de manifestar interesse na construção de uma agenda positiva dos Estados Unidos no Brasil.

Expliquei ao embaixador que o estado tem a segunda população e possui o segundo maior PIB, com crescimento supera as taxas nacionais. Lembrei que está em andamento a ampliação do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, que terá uma capacidade aumentada para 12 milhões de passageiros ao ano. Vejam que o número de voos da American Airlines de Confins para os Estados Unidos chegou a 187 em 2009, com quase 30 mil passageiros. Em 2003, foram pouco mais de 10 mil passageiros. Além disso, a instalação do consulado em Minas Gerais – estado de origem de grande parte dos imigrantes para os Estados Unidos – seria vantajoso para as autoridades norte-americanas, que teriam mais conhecimento da realidade local desses imigrantes. Também seria possível intensificar a cooperação com as autoridades brasileiras no sentido de criar ações de conscientização quanto aos perigos de uma imigração ilegal. Segundo informações da embaixada, o Brasil já é o 4º maior emissor de vistos americanos, atrás apenas da China, Índia e México. Há alguma esperança de que o consulado americano instale um departamento para concessão de visto em BH?

Há muita esperança. Todos esses argumentos mencionados por mim foram repassados ao embaixador Thomas Shannon,


em Minas Na próxima edição

Guia

Restaurantes

que garantiu trabalhar para isso. Em outra oportunidade, conversei sobre essa questão com a secretária de Estado norteamericana, Hillary Clinton, que esteve no Brasil em fevereiro. Também já pedimos ajuda ao embaixador Oto Maia, que foi subsecretário-geral das Comunidades Brasileiras no Exterior do Itamaraty, e ao embaixador Eduardo Gradilone, que agora ocupa este cargo. O que o sr. tem a dizer sobre passaporte virtual.

A ideia da entrevista virtual está em estudo no Serviço de Vistos do governo americano. O interessado seria atendido, por exemplo, em Belo Horizonte, e responderia as questões por meio de câmeras de computadores ligadas aos agentes do Consulado em outra cidade. Manifestei ao embaixador Shannon a minha simpatia por estas soluções virtuais, que me parecem mais efetivas do que o consulado itinerante, também em estudo.

vou pro

ANCHIETA

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Sorria,

você está comendo um risoto!

gastronomia

Fotos FERNANDO SILVA CASTRO

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Em 2009, um grupo de amigos – Léo e a esposa Carolina Teles, Duda, Cajá e Luquinha – decidiu abrir, no bairro de Lourdes (Rua Curitiba, 2.307), em Belo Horizonte, a primeira risoteria da cidade. Como riso, em italiano, é arroz, o nome escolhido foi Sorriso. E quem não sorri depois de saborear um delicioso risoto? O sucesso foi tão grande que a turma não teve dúvidas: mirou o bairro Anchieta (mais precisamente o quarteirão gastronômico da Rua Pium-í, entre Rio Verde e Montes Claros), e, em 2010, inaugurou a outra Sorriso. “Agora estamos também no 2º polo gastronômico de Belo Horizonte, depois de Lourdes. Numa região bacana, num lugar tranquilo, com muita gente bonita”, afirma Carolina Teles, uma das proprietárias da nova Sorriso.

vou pro ANCHIETA • DEZEMBRO 2010


O

O restaurante impressiona por sua arquitetura de bom gosto, onde vidro, madeira e couro, utilizados de forma arrojada nos móveis e paredes, dão ao ambiente um ar moderno e sofisticado e, ao mesmo tempo, acolhedor. Léo, um dos proprietários, concebeu o projeto com base nos cinco sentidos – visão, olfato, tato, audição e, claro, paladar. E acertou! Se Sorriso enche os olhos por seu primor arquitetônico, os demais sentidos vão sendo estimulados, um a um: o som ambiente, pilotado pelo DJ Léo Mille (aos sábados à tarde, ele capricha no jazz), o cheiro do preparo dos risotos, vindo da cozinha de vitrine, comandada pelo chef venezuelano Marllony Alberto Perez, o manuseio de talheres, pratos e copos, com design arrojado. E, para fechar os cinco sentidos, o negócio é saborear uma das 20 qualidades de risoto oferecidas no cardápio e, em seguida, confirmar a excelência deste prato nascido na Itália renascentista. É bom explicar que risoto (em italiano, risotto) não é, nem de longe, “arroz de forno”, como pensam alguns. Na verdade, é um prato muito bem elaborado, feito com arroz arbóreo, caldo de carne, queijo e outros ingredientes. Mas, o segredo desta delícia culinária está no cozimento – o arroz não pode passar do ponto e nem absorver mais líquido que o necessário. No risotto legítimo, o arroz deve ficar al dente (mais durinho), mas, em Minas, essa regra não colou. “Fizemos vários testes antes da inauguração da risoteria e descobrimos que a maioria dos fregueses não se adaptava ao risoto al dente, optando pelo arroz com

O melhor sabor comandado pelos chefs

Chef Perez e Carolina Teles em entrevista à jornalista Virgínia Castro

>>> DEZEMBRO 2010 • vou pro ANCHIETA

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>> SORRISO

consistência um pouco mais macia”, explica Carolina Teles, sócia da risoteria. Há também receitas adaptadas a gostos mais regionais, como os risotos de abóbora com carne-seca e de banana-da-terra com bacon crocante (humn!). E há, também, o confit carnard com risoto milanês, o bacalhau confit e outras delícias. Segundo Carolina Teles, são receitas assinadas por chefs famosos como Leandro Pimenta, Humberto Passeado, Beto Haddad e Thiago Ruegger.

O chef dá a receita Risoto à Parmegiana Ingredientes • 100 g de arroz arbóreo • 100 g de queijo parmesão Gran Formaggio (tipo Grana)

Modo de fazer

• Pimenta branca

Refogue o arroz com cebola batida e azeite.

• Sal

Acrescente o caldo de legumes e mexa até secar.

• 25 g de manteiga

Agrega-se mais caldo até o ponto – deixe ficar al dente.

• Caldo de legumes para levar o arroz ao ponto

Misture a manteiga, o queijo, sal e pimenta e mexa até emulsionar tudo.

• 200 g de filé

Acrescente o filé malpassado (grelhado em frigideira), temperado com sal e pimenta.

• Telha crocante de queijo parmesão para enfeitar o prato

Saboreie com vinho Merlot.

VENDA SEU PEIXE. ANUNCIE AQUI


Sorriso Risoteria Horário de funcionamento De segunda a quarta, 19 às 24 horas Quinta-feira, de 19 à 1 hora da manhã Sexta e sábado, de 19 às 2 horas da manhã Aberto para almoço aos sábados, domingos e feriados. Capacidade: 100 pessoas Público: familiar (Aos sábados, à tarde, público mais jovem) Tel.: 31 3658 3684 Endereço: Rua Pium-í, 784 – Anchieta www.sorrisoanchieta@gmail.com

Na Risoteria Sorriso, não faltam belos sorrisos

A Sorriso tem um espaço reservado para o estilista Rogério Lima, que expõe suas belíssimas bolsas.

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gentileza urbana

Mudas

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de esperança Por VIRGÍNIA CASTRO

Na vida do senhor Ernani Façanha di Latella, tudo são flores: beijinho, camarãozinho vermelho, camarão amarelo, antúrio, orquídeas, dama da noite... flores que ele compartilha, de bom grado, com quem passa em frente ao muro de sua casa na Rua Grajaú, 328, no Anchieta, onde são colocadas mudas de plantas diversas – flores, frutas, pimenteiras, samambaias – oferecidas a quem quiser levar. A placa de papelão, escrita a caneta, diz tudo: “Fonte das mudas: é sua, pode levar”. As sementes e mudinhas são plantadas em vasos improvisados – caixas vazias de leite, garrafas pet, potes de margarina...

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“C

“Coloco umas quatro ou cinco, por dia, pela manhã. À tarde, já não há mais nenhuma”, conta o “homem do dedo verde”. Lá se vão elas, enfeitar jardins, apartamentos e quintais, “esverdeando” o bairro Anchieta. “Eu mesmo já peguei várias, confessa Alexandre, corretor de imobiliária. – Mas de onde vêm essas mudas? – indaguei. – Venha, vou te mostrar! – respondeu o senhor Ernani, me conduzindo para o quintal de sua casa, relativamente acanhado, mas repleto de mudas que convivem com um caquizeiro, uma jabuticabeira, um tamarindeiro, um pé de graviola e um mamoeiro. “Também plantei jaca, siriguela e sapoti, mas acho que elas não vingam por causa da sombra dos prédios”, conta ele. Fico curiosa – afinal quase todas são frutas do Nordeste. Claro, o senhor Ernani é paraense de nascimento e foi menino para o Ceará, onde morou por muitos anos. Mas considera-se mineiro, também, pois mora em Belo Horizonte há mais de 40 anos. A casa do Anchieta foi ele quem construiu, na década de 60. Viu, portanto, o bairro nascer. “Aqui era tudo mato”, aponta para a

No fundo do quintal fica o “berçário das mudas”, como diz o senhor Ernani. Os bercinhos são garrafas pet, embalagens plásticas e caixinhas de leite.

Avenida Francisco Deslandes “ Logo ali, mais adiante, as lavadeiras lavavam roupas nas águas de minas”. Mas, voltando às mudas, indago sobre o gosto pelas plantas – de onde vem? – Vem de meu pai, italiano, que tinha mão boa! – responde. Mas queixa-se, meio entristecido, que tudo começou com um sítio comprado em Igarapé, onde compartilhou noites de vinho e gaita com um irmão. Quando este faleceu, achou por bem vender o sítio, mas a atual proprietária continua fornecendo-lhe sementes das árvores frutíferas plantadas pelo senhor Ernani. Contínuo, escriturário, arquivista, representante comercial e advogado – o senhor Ernani tem uma larga experiência de vida. Hoje, vive indignado com a desonestidade e a corrupção nos mais

Moradores do Anchieta ficam gratos pela gentileza do senhor Ernani. O corretor de imóveis Alexandre é um deles e tem várias plantas em seu escritório

diversos setores da vida do brasileiro. E, aposentado, se dedica ao seu quintal, onde, além das mudas e belas árvores, possui uma rádio improvisada num quartinho cheio de ferramentas. – Rádio? – indaguei. – Venha ver! – e levou-me a um quartinho cheio de ferramentas, caixas de som, dois toca-discos de vinil e um microfone. “Daqui, ponho música pro pessoal que passa na rua e, pelo microfone, mando recados, parabenizo por aniversários, etc.”, disse o senhor Ernani fazendo uma demonstração. “A voz é de radialista!”, comentei. No toca-discos, um velho vinil do grande piadista brasileiro, Ari Toledo. Pensei comigo: “Isso é coisa de cearense, que adora uma piada!”. E saí dali feliz, com uma mudinha de samambaia, certa de que há, no mundo, muitas mudas de esperança.

Na “rádio” improvisada, senhor Ernani manda recados e “toca” música, em antigos discos de vinil

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mundo pet

‘Operação anti-caca’ Fotos VIRGÍNIA CASTRO

É uma campanha lançada pelo Pet Shop Txutxucão para incentivar os donos de cães a recolher as fezes dos locais públicos. A campanha quer contar com você para manter seu bairro limpo e seu cachorro saudável. Temos certeza de que você, se ainda não adota essa prática, vai passar a adotar. Os cães e a comunidade só têm a ganhar!

Moradores do Anchieta “puxam a orelha” dos donos de cães que não recolhem as fezes de seus pets

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Animal de estimação precisa de cuidados Quem mora nos grandes centros sabe o incômodo que é andar nas calçadas cheias de fezes de animais. Para a médica veterinária, Patrícia Cibele Rezende, os nossos cães têm todo o direito de passear nas ruas, porém, não é correto deixar as fezes deles por onde passamos. Se nós recolhemos quando eles fazem “caca” em casa, por que não recolher das ruas, indaga Patrícia. Além de sujar as calçadas, praças e canteiros, os cães podem adoecer ao cheirar as fezes de outros cães. E as viroses e vermes podem ser adquiridos pelos ca-chorros ao manterem contato com ambientes contaminados pelas fezes de animais doentes ou portadores de vírus. A médica veterinária alerta que as fezes de cães e gatos infestados por vermes podem contaminar gramados e a terra. As larvas provenientes desses ovos penetram na pele das pessoas que pisarem nesses locais, causando o “bicho geografico”. E ainda, essas fezes de cães sujam, contaminam outros cães e podem causar uma dermatite no homem...

Para Patrícia Rezende, a campanha do Pet Txutxucão tem por objetivo conscientizar a comunidade. Alguns donos não recolhem as fezes dos animais por desconhecerem o mal que estão causando. Queremos assim divulgar esta ideia e tornar nossas ruas mais limpas e nossos cães mais saudáveis. A veterinária Patrícia indaga: você não acha que há motivos de sobra para recolhê-las?

Saquinho plástico (de lixo ou de supermercado) – use o saquinho como uma luva, recolha as fezes, desvire o saquinho, dê um nó e jogue-o em uma lixeira próxima. Folha de jornal – na hora de o cão defecar, coloque uma folha embaixo para que as fezes caiam sobre o jornal. Embrulhe bem antes de jogar no lixo. Pazinha – há pazinhas no mercado para recolher as fezes dos animais e colocá-las dentro do saquinho plástico ou embrulhá-las no jornal. Coletores de fezes – vários modelos e marcas estão à disposição nos pet shops Txutxucão!

A veterinária Patrícia Resende, proprietária da Txuxucão, mostra as coleiras que já vêm com saquinho plástico embutido, para serem usados na coleta dos dejetos dos cães. Nova loja da Txuxucão, na Rua Pium-í

As muitas maneiras de recolher a caca do seu cão

Tire suas dúvidas no PET SHOP TXUTXUCÃO • R. Francisco Deslandes, 360 Tel.: 31 2535 5500 • R. Pium-í, 997 Tel.: 31 2516 5520

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tendências

A democrática

moda 2011 Márcia Mendonça, jornalista e consultora de moda

Elas são aguardadas com enorme expectativa a cada estação, e provocam verdadeiro frisson quando chegam às lojas. São as tendências, que, a cada temporada, estão presentes em looks, tecidos, cores, cortes em produções cada vez mais criativas, diferenciadas, repaginadas, apagando da nossa memória os lançamentos da última estação. Trata-se da lógica da moda, cada vez mais volátil e efêmera e com grandes novidades quase sem limites. 22

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Qual a moda 2011? Ao percorrer o bairro Anchieta, na zona sul de Belo Horizonte, nos deparamos com um comércio com vida própria e extremamente diversificado. As lojas, que atendem a gostos e bolsos de todo tipo, já estão “linkadas” nas inúmeras propostas para a próxima estação.

>> Nas vitrines, as cores cítricas nos fazem acreditar que o verão vai ser pura alegria. Não é para menos, os tons chegaram com força total, como o verde e todas as suas nuances – o neon é o grande destaque, laranja, pink, amarelo, terra, que se mesclam ao nude – tendência que vem desde o inverno passado –, juntamente ao branco, o marinho e o preto, tons clássicos e atemporais, e que contam com uma legião de seguidores que nunca aderem ao mundo das cores.

Tendência certa em todo verão são vestidos estampados, e já estão nas vitrines das lojas do bairro. Curtos, longos ou abaixo dos joelhos, amplos ou justos, lisos, com estampas florais, listras ou metalizados, eles chegaram arrasando, cheios de bossa e de charme. Tecidos tradicionais como o algodão, a malha e o linho têm seu lugar garantido em meio aos plissados, resinados, metalizados, e os tecnológicos, os chamados tecidos “inteligentes”. Sobreposições e transparências bem estruturadas têm lugar garantido em qualquer estação, principalmente no verão

O short já pode ser considerado a vedete da temporada. Em jeans, seda ou metalizado, em estilo boyfriend ou tradicional, ele é presença certa não só nas vitrines, e pode ser visto durante o dia ou à noite, dependendo da produção. Trata-se de uma peça um pouco ingrata, pois é preciso ter pernas bonitas e torneadas. O mesmo se aplica a outra tendência forte da estação, os jeggings (uma mistura de calça legging, de lycra, misturada ao jeans), usados bem justos e com a barra dobrada. Os jeans, que nunca saem de moda, também surpreendem a cada estação. Quando pensamos que seu repertório já se esgotou, eis que eles chegam com lavagens e modelagens arrojadas, para serem usados com camisetas, blusas, batas ou camisas e echarpe, que ainda estão em alta, ou com outra novidade, as “bijóias” – bijuterias com cara de jóias.

Cheios de charme e de sedução, os calçados – principalmente as sandálias – e os acessórios, como bolsas, carteiras e mochilas, acompanham a cartela de cores da estação e abusam dos detalhes como o vinil, correntes, telas, tachas, ilhozes e flores. O estilo clog, modelo retro do tamanco anos 20/30, volta com elementos diferenciados, assim como o pipete – aberto na frente, porém, mais fechado no pé – com salto mais grosso, chegam totalmente repaginados. As sandálias estilo gladiador com correntes de metal e a rasteira com flores e brilhos, que, há anos vêm atravessando os verões, são ainda tendências fortes, assim como as bolsas, que continuam grandes e apostam em couro natural, vegetal, tecidos e palhas.

A moda

nunca foi tão democrática, e o legal é perceber como as tendências e as propostas podem se adaptar ao tipo físico, ao gosto e, sobretudo, ao estilo de cada um. Adaptar peças para ter um layout atualizado, com identidade própria, fazer com que o novo se misture ao que já temos no guarda-roupa é atitude correta. Não é necessário adquirir tudo o que está nas vitrines, por mais que as novidades provoquem fascínio e aquele desejo, por vezes até compulsão, de comprar tudo o que vemos.

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Do short ao vestido “fatal”, a moda é puro

ecletismo

1. Vestido de renda, R$ 139 2. Saia de laço, R$ 100 3. Blusa Check list, R$ 90

Isa Starling

Rua Francisco Deslandes, 971 – sl. 406

4. Shorts jeans branco, R$106

Bolsas e cintos arrasadores Bolsa Mini, R$ 89

Carteira de palha R$ 139

Bolsa Tachinhas R$ 129

Bolsas Babado, R$ 89,90

Bolsa jeans R$ 139,90

Bolsas de chapeus de palha, a partir de R$ 89

Carteira de laço R$ 129

Bolsa-carteira jeans R$ 139

But Le Bolsa Taxa R$ 199

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Rua Francisco Deslandes, 971 – sl. 406 Tel.: 31 3309 4316 www.butleacessorios.com.br


circulando

Se Arraial d’Ajuda tem sua BroAdway, ... a de Belo Horizonte é no Anchieta Fotos FERNANDO SILVA CASTRO

Anastácia Butiquim

Pelos bares e restaurantes do Anchieta

Nastasha, Gabriel, Danielle e Camila

>>

Mariane e Janine

Bar 222 Gabriela, Camila, Layse e Camila Pontes

Mateus, Alessandra, Renata e João

Peixe Boi Lu, Constance, Aline e Paulinha

Daniella, Mariana Campos, Gabriela, Michele e Mariana

Gilherme, Thais, Caroline, Marcela, Izabela, Aline e André

Sérgio, Juliana, Fernando, Guilherme, Maria Olímpia e Petrônio

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Que venha Ringo Star!!! Acompanhar tudo e ver de perto os ídolos do pop rock mundial vira hobby da moçada Por VIRGÍNIA CASTRO Fotos BANCO DE IMAGENS e DIVULGAÇÃO

comportamento

Há uns 30, 40 anos, era praticamente impossível para nós, brasileiros, vermos de perto, num show, um ídolo do rock. Poucos deles aportavam no Brasil e assisti-los era um privilégio.

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Q

Quem não se lembra da música Rua Ramalhete, dos mineiros Tavito e Ney Azambuja, que, num trecho romântico, relembra o som dos Beatles na vitrola: “Será que algum dia eles vêm aqui, cantar as canções que a gente quer ouvir?” Infelizmente, os Beatles não vieram, juntos, ao Brasil. A banda se desfez em 1970, e dois deles morreram – John Lennon e George Harrison – o primeiro, assassinado, em 1980, e o segundo, de câncer, em 2001. Mas, Paul McCartney veio ao Brasil no dia 21 de novembro de 2010, para um show emocionante, no Morumbi, em São Paulo. O público? Caras e coroas de 18 a 70 anos.

A publicitária Deborah Cristina Amaral Trindade, 27 anos, moradora do bairro Anchieta – Rua Muzambinho, esquina com Ramalhete (a mesma que dá nome à música de Tavito e Azambuja, homenageados com uma placa situada na esquina das ruas Ramalhete e Caracol, no Anchieta/Cruzeiro) comprou ingresso com antecedência para o show do beatle. E, pelo visto, valeu a pena: “O show foi perfeito!  Não tenho nem palavras para descrever como eu estava feliz. Chorei bastante quando ele entrou no palco e quando tocou “All My Loving”. No momento em que começou a tocar “Give Peace a Chance” o público todo levantou


Placa da rua Ramalhete, esquina com rua Muzambinho

Deborah Cristina e sua coleção de CDs, DVDs e livros dos Beatles

balões brancos. Foi uma das coisas mais lindas que vi na minha vida!”, confessou. Fã incondicional dos Beatles, ela guarda, com carinho, todos os discos, DVDs e álbuns dos “Rapazes de Liverpool”. Para Deborah, o show de Paul McCartney foi a consagração de um hobby que vem cultivando há alguns anos: curtir, seja na pista ou arquibancada, shows das bandas e roqueiros pops do planeta que se apresentam no Brasil. “Assistir a um show em DVD não é, nem de longe, parecido com a emoção de ver seu ídolo ao vivo e a cores. Afinal, é enorme a troca de energia entre quem está no palco e a plateia”, explica. Para dar vazão a esse hobby, Deborah se organiza financeiramente: poupa, fica atenta às promoções e passeia pelos sites culturais e publicações, em busca de novi-

dades sobre o mundo do pop rock e as agendas de shows. Em média, os shows de bandas pop no Brasil custam de R$ 120,00 a R$ 600,00, dependendo do “naipe” do show e do mapeamento dos lugares (pista, arquibancada, cadeiras, etc.). Ainda adolescente, morando em Barbacena (MG), Deborah montou uma banda de rock com mais três colegas de escola e um amigo, e chegou a tocar em festivais e eventos. O vestibular, em Belo Horizonte, desfez a banda, mas não a paixão pelo rock que resultou até em namoro: no aniversário do baterista da banda Pato Fu, Ricardo Koctus, ela conheceu Daniel Gomes Neto, seu atual namorado, baterista da banda Rock Nova, de BH, que também se apresenta como cover dos Rolling Stones. Foi na fonte dos roqueiros “clássicos” que Deborah bebeu água, ainda criança: além dos Beatles, é claro, figuram em sua lista dos melhores do mundo os sessentões dos Rolling Stones. Deborah estava em Copacabana (Rio), em 2004, quando a banda inglesa fez

um show inesquecível ali. Recentemente, ela também se emocionou no show de Bon Jovi, que reuniu 60 mil pessoas no Morumbi. “Ficamos em pé de quatro da tarde à meia-noite, sem sentir dor. É como se estivéssemos anestesiados com tanta troca de energia. A dor física só chega no dia seguinte”, conta. Dentre os shows que Deborah coleciona em seu álbum de recordações estão os da Banda Pearl Jan (dezembro de 2005 – Apoteose – Rio), Kaiser Chiefs (2008), Cramberries (2010), Echo & The Bunnyman (2010), Block Party, Placebo, dentre outros. – “Com tanta bagagem de shows na “mochila”, inclusive um de Paul McCartney, quem você adoraria ver cantar, no Brasil?”, indago. Enganou-se quem pensou em U2, que volta ao Brasil e se apresenta no dia 9 de abril, no Morumbi, em São Paulo. “Na verdade, não sou muito fã deles”, afirma Deborah. – “Quem você espera vir, então?” – insisto. Ela não titubeia: “Ringo Star, é claro!”

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esperança

pichação !) no fim do t ú n eL ?

urbanismo

(ao invés de

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Fotos BANCO DE IMAGENS

Andando pelas ruas de Belo Horizonte é possível notar como a cidade sofre com as pichações, que contribuem para o aumento da poluição visual no centro e nos bairros da cidade. Além disso, limpar as pichações gera despesas. A prefeitura é obrigada a contratar empresas especializadas, que usam produtos químicos especiais para remoção das tintas.


E

Em 2005, quando o Pirulito da Praça 7 foi pichado, foram gastos, em limpeza, mais de R$ 10 mil. Na Praça da Rodoviária, o valor aumenta em função da altura do monumento, o que requer estrutura de andaimes para executar o serviço. Apesar das ações da prefeitura para evitar pichações, os vândalos desafiam as autoridades e acabam deixando seus traços em monumentos, escolas, viadutos, prédios públicos e particulares. Buscando dar um passo à frente para garantir uma cidade mais bonita e limpa, a Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou o Projeto de Lei 317/09, de autoria da vereadora Neusinha Santos, no final de dezembro de 2010, que autoriza a utilização de material especial na limpeza das pichações de bens públicos. A tinta antipichação é um produto cuja fórmula dificulta a aderência de sujeira, fuligem e pichações, permitindo a limpe-

za com água e sabão. O projeto autoriza o executivo municipal a utilizar material destinado à proteção do patrimônio público no âmbito do município de Belo Horizonte como tinta, material de revestimento ou produto similar na fachada de prédios públicos, viadutos, trincheiras, passarelas, entre outros. O objetivo é facilitar a remoção de produtos empregados ilicitamente no ato de pichação. Uma emenda aditiva ao Projeto de Lei ampliou a atuação, garantindo que “em se tratando de intervenções em bens constantes do acervo histórico-cultural da cidade, os projetos deverão ser analisados e aprovados pelo órgão municipal competente”. Segundo informações da vereadora Neusinha Santos, a tinta antipichação tem recebido grande aceitação do setor público, principalmente, nos trens e metrôs de São Paulo, além de viadutos em cidades de diversos países.

Tinta antipichação Uma tecnologia excxlusiva e genuinamente brasileira Inspirada na capacidade que as folhas dos vegetais têm de repelir a sujeira, a Impercol, uma empresa da Roma Química, desenvolveu uma substância que permite a remoção de pichações sem afetar a durabilidade da pintura. Denominada de Antigraf Eco Dry Clean, a tinta tem alta durabilidade para uso externo, já que permite a retirada de pichação apenas com água e sabão. A sujeira é removida até mesmo pela ação da chuva. Ela é recomendada ao setor público, para melhor preservação dos bens – trens, metrô, escolas, viadutos, prédios, monumentos – contra pichadores, e aos donos de lojas e residências situadas em vias públicas, vulneráveis aos pichadores.

Assim como outros bairros da cidade, o bairro Anchieta também não está livre das pichações.

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Disney turismo

Roteiro preferido Fotos ARQUIVO PESSOAL

As páginas de turismo da revista Vou pro Anchieta trará roteiros narrados pelos moradores do bairro. O turista será o protagonista e poderá contar e registrar com fotos a sua viagem, aventuras e experiências dentro e fora do Brasil. Nosso primeiro roteiro de viagem não poderia deixar de ser o mais procurado pela maioria dos brasileiros, principalmente nestes tempos de boom do turismo fora do país. Somente no ano de 2010, os gastos de turistas brasileiros no exterior somaram US$ 1,5 bilhão, segundo números divulgados em dezembro de 2010 pelo Banco Central. O encanto pela terra do Tio Sam, na Disney, supera os roteiros para Nova York e Miami, muito procurados também.

R

Rumo à Disney e Miami, como segunda opção, já que a primeira seria Disney e Nova York, Maria Luisa C. Magalhães, 36, professora universitária, sua filha Isabela Magalhães, 13, e seu sobrinho, o estudante Lucas Magalhães, 18, embarcaram em junho para usufruir 13 dias de lazer. A primeira opção ficou para outra oportunidade. Como vem ocorrendo com certa frequência, não foi possível embarcar porque eles não conseguiram tirar o visto em tempo hábil e, com isto, as passagens ficaram mais caras e

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vou pro ANCHIETA • DEZEMBRO 2010 / JANEIRO 2011


os vôos esgotados. Escolheram a CVC como agência e a TAM como companhia aérea. A estudante Isabela tinha o sonho de conhecer a Disney, e Miami foi escolhida por Maria Luisa em razão das compras, das praias, da beleza da cidade. Assim, foi possível conciliar os interesses de todos. O planejamento, ressalta Maria Luisa, foi importante para o sucesso da viagem. “Primeiro tiramos o visto no Rio de Janeiro; em seguida, um levantamento de possíveis pacotes em várias agências de viagens de BH. Como eu não queria um pacote com muitas pessoas, com ônibus de turismo lotado, optei pela comodidade e a estrutura de traslados, guia na Disney, tickets de todos os parques, entre outras facilidades, ou seja, não queria me preocupar com esses detalhes. A agência conseguiu montar um pacote incluindo toda a logística necessária, mas, simultaneamente, algo que fosse mais personalizado. Com o visto em mãos, fechamos a viagem e aguardamos o dia de embarcar”.

Maria Luisa, Isabela e Lucas ficaram satisfeitos. “Não tivemos nenhum problema. Em Miami ficamos no Hilton Downtown, em Biscayne Bay, e, na Disney, ficamos no Rosen Centre Hotel. Os dois são muito bons. Tudo foi combinado com a agência, os hotéis inclusive”.

As atrações turísticas Em Miami, os três turistas adoraram passear por South Beach. “Tudo lá é lindo!” afirma Maria Luisa, chamando atenção para a arquitetura do bairro: “Parece que a gente volta no tempo, em razão dos prédios em estilo art’ deco. A praia é totalmente diferente da brasileira, com muita organização. Tudo limpo, sem barraquinhas e nem dejetos de animais na areia. Tivemos a sorte de conhecer uma rua chamada Espanhola Way, onde assistimos à final da Copa do Mundo com os espanhóis. Foi um momento único! Miami tem uma energia diferente da Disney. É uma cidade que mistura muitas culturas, especialmente a latina. Os bares em Ocean Drive são im-

perdíveis. Além disso, tudo é bem mais barato do que aqui. Fomos a um outlet gigantesco para compras de grandes marcas. Na Disney, visitamos os principais parques: Magic Kingdon, Epcot, Disney Hollywood Studios e os parques da Universal, incluindo o parque do Harry Potter (que é o melhor parque da atualidade)”, relata.

A percepção do Brasil visto de fora Segundo Maria Luisa, na Disney, 80% dos visitantes eram brasileiros, em sua maioria, adolescentes em grandes grupos. “O que marcou muito a viagem foi o calor intenso que enfrentamos – 40 graus –, com sensação térmica de 46. Como somos brasileiros, acreditamos que sabemos tudo sobre calor intenso, mas, na verdade, não mensuramos bem o calor que enfrentaríamos lá. Para aguentar a alta temperatura na fila dos parques, a solução foi comprar um ventilador de mão, que espirrava água, ao valor de U$17,90, os melhores.

Flashes da viagem

DEZEMBRO 2010 • vou pro ANCHIETA

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Belo Horizonte,

meu amor

Por Jorge Santos

N

Não, não é a uma mulher a quem me declaro.

retrato

Me declaro a uma cidade, à cidade onde morei na minha juventude e onde moro agora: Belo Horizonte.

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vou pro ANCHIETA • DEZEMBRO 2010

Amar uma cidade é amar suas gentes, seus espaços, sua vida. Uma cidade, não sei explicar muito bem por que, tem vida própria. Suas praças, suas ruas, suas árvores, até mesmo seus edifícios têm vida e contam mil histórias. Você já imaginou as histórias que o Maletta poderia contar? E que, do seu jeito, conta? E os bares de Belo Horizonte? Quem não tem o “seu” bar? Segundo li em algum lugar por aí, Belo Horizonte é a capital mundial dos bares. Não sei como nem quem diz isso, mas, passeando pelas ruas do Anchieta, deve mesmo ser.


Beagá pulula de arte. Seu clube mais famoso, o da Esquina, só é um a mais em tantas esquinas de Beagá. Conversando com uma amiga, não faz muito, dizíamos que, em qualquer dia, podemos encontrar em Belo Horizonte, shows de música, exposições, teatro, dança, cinema, e muitas coisas mais. E neste ponto, o eclectismo de Belo Horizonte se mostra em todo o seu esplendor. Desde o samba, o chorinho, o jazz e ao clássico encontram lugar e público em Beagá. Meu caminho pessoal me levou por muito tempo para longe desta cidade querida. Faz, realmente, pouco tempo que aqui me encontro outra vez. E não é uma figura de linguagem não. Me encontrei aqui de novo. Me lembro de uma noite, no começo do inverno passado, que voltava caminhando para casa. De noitão já. E o cheiro da damada-noite, a música que flutuava no ar, a luz que desenhava a cidade, enfim, vivendo uma série de coisas que me acariciavam os sentidos, pensei comigo mesmo: estou em casa.


Vou pro Anchieta  

Revista do Bairro Anchieta

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