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Realização: Arthur Moraes arthuroliveiramoraes@hotmail.com 62 9141 1514 @arthuromoraes Guilherme Toscano gstoscano@gmail.com 62 9624 9127 @gui_toscano


Editorial/ Edição nº 0

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KKKKKKKKKKKKKKKK KKKKKKKKKKKKKKKK KKKKKKKKKKKKKKKK KKKKKKKKKKKKKKKK KKKKKKKKKKKKKKKK KKKKK!

Por ALEX WITH LASERS

KKKKKKKKKKKKKKKK KKKKKKKKKKKKKKKK KKKKKKKKKKKKKKKK KKKKKKKKKKKKKKKK KKKKKKKKKKKKKKKK KKKKK! KKKKKKKKKKKKKKKK KKKKKKKKKKKKKKKK KKKKKKKKKKKKKKKK KKKKKKKKKKKKKKKK KKKKKKKKKKKKKKKK KKKKK!

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Quando nosso professor de Arte Publicitária 2 nos incumbiu de produzir um zine sobre um assunto qualquer, vi ali a oportunidade de fazer uma das coisas que mais gosto de fazer: produzir conteúdo. Logo comecei a listar nomes de amigos que poderiam contribuir com entrevistas, reportagens, resenhas e análises dos mais variados estilos e opiniões, mas primeiro eu tinha que escolher uma linha a seguir. Ao analisar o que tinha em comum sobre todas as pessoas que eu queria que trabalhasse comigo para assim chegarmos a um tema, o mais óbvio me bateu: entretenimento. Vivemos cercados por filmes, séries, quadrinhos, arte, video game e música, nada mais natural do que tratar sobre isso na oportunidade de mostrar nosso trabalho.

Comecei a espalhar pautas e buscar autorização para uso de conteúdo já feito por todos os jornalistas (graduados ou não), e produtores de conteúdo que eu conhecia e em pouco tempo eu tinha um material de fazer inveja a qualquer revista profissional. Uma puta matéria sobre zumbis, resenhas de filmes, cds e dvds e, como não poderia deixar de ser, uma reportagem completa sobre o que foi a 3º edição da Videogamerama. Estamos muito orgulhosos do que conseguimos juntar, de todos que nos ajudaram seja com fotos, textos ou apenas nos apoiando, e esperamos conseguir terminar esse zine a tempo. Boa sorte a todos nós. Por Guilherme Toscano Diretor de Redação

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Critica/ Delphic - Acolyte (2010)

Equipe/

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Você conhece o Delphic? Se sim, parabéns pelos meios de informação musical a que tem recorrido. Caso contrário, não tem problema. Ainda dá tempo de sacar o som do Delphic no início da carreira deles. Vou contar um pouco de como foi que eu conheci o Delphic.

Guilherme Toscano: Editor-chefe dessa revista. Risos. Também é promoter, cantor, ator, bailarina, diretor e jornalista, de uma certa forma. @gui_toscano

Arthur Moraes: Repórter investigativo e Diretor de Redação. Seu sonho era ser a loira do É O Tchan, mas como é moreno, resolveu cursar publicidade. @arthuromoraes

Pedro Lobato: Jornalista não graduado, escreve para o Almanaque Virtual da UOL. @pedrolobato

Tudo começou no fim de 2009 quando baixei a demo do Pro Evolution Soccer 2010. O jogo (do qual sou fã fiel) sempre traz em seus menus músicas de bandinhas hypes da cena indie, das quais eu confesso gostar. Depois das primeiras horas de jogo, quando o próprio videogame ainda prendia minha atenção, dei atenção para a trilha sonora e descobri o primeiro single do Delphic – Counterpoint. Fazendo uma pesquisa para descobrir a discografia da banda descobri que ela era inexistente. O Delphic ainda não tinha nenhum CD lançado! Só alguns singles. Daí então me juntei a uma legião de internautas que aguardavam ansiosos pelo primeiro CD da banda, o Acolyte, que seria lançado no dia 11 de janeiro de 2010.Depois de ouvir o Acolyte, levei mais fé ainda nesse quarteto de Manchester, Inglaterra. O som mistura elementos eletrônicos com brit rock de muita qualidade e essa equação resulta numa combinação new wave que por vezes lembra o New Order em sua melhor forma. O Delphic também já ganhou notoriedade por seus shows, que são verdadeiros espetáculos de iluminação com uma performance sempre muito artística. Enfim, trata-se de um som novo cheio de boas referências musicais e visuais. O Delphic não promete ser a “salvação do rock inglês”. Só busca espaço tendo em mãos um produto diversificado e de muita qualidade em plena era da internet. E não duvidemos de que eles conseguirão, afinal, esta é a banda que, mesmo sem nenhum CD lançado, mobilizou dezenas de milhares ao redor do mundo todo.

Por Arthur Moraes.

Zé Abrão: Estudante de Jornalismo e âncora da Rádio Universitária, 870 AM. @zeh_abrao

Fernando Quirino: Crítico de cinema e moderador do site : www.zerooitocentos.org @mestrezen

ALEX WITH LASERS: Gênio imcompreendido. @alexintheworld

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Critica/ Eminem - Recovery (2010)

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28 Entrevista/ 06 Space Truck Evento/ 08 3ª Videogamerama Há muito Eminem estava longe da paradas de sucesso. Seu envolvimento com drogas e sua consequente reabilitação (que originou seus dois cds anteriores Encore e Relapse, respectivamente), acabou afastando-o de seu público. Mas agora, Marshall Mathers volta com força total em seu novo cd Recovery (2010), fruto de várias parcerias com artistas e produtores que estão em alta. Seu primeiro single “Not afraid”, já nos mostra um Eminem mais consciente do que diz, mais maduro até. A quase balada “Space Bound” tem um dos refrões mais marcantes de sua carreira. Em “25 to life”, Eminem ataca seu próprio estilo de vida e onde ele o levou. Mas o destaque desse cd realmente são as parcerias. Rihanna o completa perfeitamente em “Love the way you lie”, música que já toca em todas as rádios do mundo. Lil’ Wayne e Pink também o acompanham em “No Love” e “Won’t back down”, respectivamente. Sem dúvida, trabalhar com outros produtores (geralmente ele mesmo e Dr. Dre que produziam seus álbuns) o fez muito bem, e quem ganha somos nós, que podemos ver de novo um Eminem marcante e talentoso como não víamos desde The Eminem Show (2002).

Por Guilherme Toscano.

Após dois cds muito aquém do esperado, Eminem volta com tudo em Recovery.

Comportamento/

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Straight Edge

Capa/

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Especial Zumbi

Perfil/ 22 Arthur Régis Critica/ 26 RED (2010)

28 Eminem - Recovery (2010) 29

Delphic - Acolyte (2010)

Alex sorri e diz:/ 30 KKKKKKKK!

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Critica/ RED (2010)

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Por Arthur Moraes.

Quando você acessa o myspace da banda, você imediatamente pousa os olhos na seguinte descrição: “Desde sempre, os irmãos Rodrigo Che Sobreira (Guitarra e violão) e Rogério Sobreira (Baixo, teclado e vocal) buscam produzir boa música em Goiânia. Depois de uma primeira formação, com o nome de Boca de Sino, tocando principalmente covers das grandes bandas dos anos 60 e 70, os irmãos recrutaram Rafael Braga (Bateria) e formam o power trio Space Truck. Com influência direta dos figurões do rock setentista, o Space Truck aposta na mistura entre peso, groove e elementos progressivos.” Pode parecer excesso de ego para um banda com menos de um ano de estrada, a autodenominação como power trio. “Power trio é Rush, oras!” Mas esse pensamento é facilmente dissolvido quando você está na platéia de um show dos caras. Dissolvido pelos agudos incríveis alcançados pelo vocal Rogério ou pelos solos irresistíveis cheios de groove do guitarra Che Sobreira. Se uma banda de três caras que consegue fazer um show com 6 instrumentos executados de maneira incrível e sem perder a empolgação rock n’ roll não for um genuíno power trio, eu não sei o que pode ser. Os irmãos, apesar da pouca idade (21 para Che e 19 para Rogério) não são iniciantes. Tocam rock desde criança graças à quase doutrinação feita pelo patriarca da família Roberto Sobreira (também conhecido pela alcunha de Don Sobreira). A 2cool 4school se reuniu com os irmãos sobreiras para um entrevista exclusiva. Let there be rock!

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O que mais chamou atenção nesta produção sempre foi seu elenco, encabeçado por Bruce Willis como Frank, conta com um panteão de estrelas renomadas não por filmes de ação, mas por atuações inesquecíveis, que incluem John Malkovich, Morgan Freeman, Helen Mirren, Richard Dreyfus, Mary-Louise Parker, Ernest Borgnine e o mais jovem e recente entre as celebridades, Karl Urban.

Com um elenco desses, talvez a única falha teria deixado passar a oportunidade de tratar mais seriamente a questão da velhice com atores tão gabaritados dramaticamente. Não é segredo que uma sociedade pode ser tão bem vista quanto a forma como trata seus idosos e poderia ter ficado mais evidente, ou ser melhor discutida, a forma como nossa sociedade ocidental atual trata nossos idosos. De qualquer forma, suas experiências proporcionam não apenas um show de atuação, mas também um alívio cômico em meio a um enredo tão taciturno, que dificilmente algum espectador sairá sem pelo menos uma pequena risada do filme.

Outro ponto singular no filme é sua trilha sonora, que com o uso adequado e equilibrado de música eletrônica e ritmos mais clássicos, como o rock e o blues, dá o perfeito contraponto entre modernidade e classicismo que a história pretende passar. Ponto para o diretor Robert Schwentke, que além de tudo isso, consegue coordenar belíssimas cenas de ação. Basicamente um divertimento de boa qualidade na produção e atuação, que pode levantar algumas questões interessantes para os mais observadores e críticos.

Enquanto isso, a agência envia o ambicioso, eficiente e jovem agente Cooper para dar cabo do perigoso aposentado e seus comparsas, começando um jogo de perseguição recheado de bons momentos cômicos, assim como fantástica atuação.

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Critica/ RED (2010)

Entrevista/ Space Truck

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Space Truck ao vivo no Bolshoi Pub em Goiânia.

Baseado na mini-série em quadrinhos escrita por Warren Ellis e desenhada por Cully Hammer, Red conta a história de Frank Moses, agente aposentado da CIA, que vive uma vida ordinária e pacata, onde seu único contato humano passa a ser uma atendente de call center da previdência social chamada Sarah. Sua vidinha comum muda completamente quando um grupo de agentes tenta assassiná-lo em sua própria casa. Então ele é forçado a deixar a aposentadoria e sai a procura de sua única amiga e seus antigos contatos da época em que trabalhava na CIA, para descobrir que todos eles também enfrentam o mesmo problema da aposentadoria.

“Perfeito con-

traponto entre modernidade e classicismo.

Tendo tratado de assunto tão delicado como a velhice em todo tipo de gênero hollywoodiano, da comédia ao drama, talvez um grande gênero foi deixado de lado ou tratado com menos ênfase do que outros nesse quesito, que seria o gênero de ação. RED - Aposentados e Perigosos vem exatamente mudar essa perspectiva, bebendo de uma fonte mais do que em voga nos últimos tempos.

Por Fernando Quirino.

Che e Rogério Sobreira no estúdio em sua casa.

2cool 4school: como vocês definem o som de vocês? Che: nós temos duas linhas básicas de influências: o hard rock setentista e o progressivo. Daí inclusive veio o nome da banda: o space sugerindo o progressivo e o truck o hard rock. Rogério: mas a gente também procura sempre incorporar uma pegada mais groove, tipo Grand Funk. 2C4S: não é muita responsabilidade fazer um som tão elaborado? Rogério: assim, sem querer parecer arrogante, mas a gente confia na gente! (risos)! O lance é que a gente toca já faz bastante tempo e as nossas influências são essas aí. Não tem como fugir disso. O pessoal sempre me elogia muito pra minha idade, mas o lance é que eu to treinando pra ser um front man desde os 11 anos de idade. O som é elaborado mesmo, mas até hoje o pessoal tem curtido. 2C4S: já que você tocou no assunto, como tem sido a recepção do público? Che: pô, maravilhosa. A gente procurou fechar o projeto antes de se jogar na cena né? Então tipo, a gente já tinha todas as 13 músicas do suposto CD prontas, horas e horas de covers ensaiadinhos, de modo que os shows sempre tinham coisas novas.

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A galera meio que se surpreendeu porque todo mundo pensava: de onde surgiu isso tão, digamos assim, pronto?! Aí como fruto disso, a ascensão tem sido um tanto quanto meteórica. Fizemos uma sequência de shows muito bons e também alguns bons contatos, como o pessoal da Fósforo Cultural. 2C4S: e como é tocar em família? Rogério: Ah, a gente se entende! (risos) Che: é, acaba que a gente tem uma vibe muito parecida, que se fosse com outros caras, provavelmente não seria assim. Então pra compor, na hora do show... Um já sabe o que o outro tá pensando.

Rogério: e vai além disso. Nós temos uma estrutura muito familiar. Nossos pais são nossos maiores entusiastas. Sempre estão marcando presença nos shows. Meu pai é mais famoso que a gente já! Isso garante que a gente continue no caminho certo. 2C4S: e o CD, quando sai? Che: assim que a gente for contratado né? (risos) Na verdade a gente já tem um set de 13 composições próprias e pretendemos lançar um EP concreto em breve. Mas a meta agora é tocar, fazer mais shows, entrar nos festivais do ano que vem pra depois pensar em lançar o CD mesmo. A gente até entrou numa coletânea carioca agora, então, vamos dando um passo de cada vez.


Perfil/ Arthur Régis

Eventos/ Videogamerama

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Por Arthur Moraes.

“Vivemos em uma época onde ser NERD está na moda. Época esta onde se considera legal comprar uma camiseta dos Looney Tunes na C&A, um óculos de armações grossas e alguns dvds de anime. Onde o “Dia Internacional do Orgulho Nerd” é comemorado por um monte de tuiteros publicitários que nunca estiveram em uma mesa de D&D em suas vidas. Não estamos aqui para celebrar nem lutar contra nada disso. Somos jovens entre 18 e 30 anos que cresceram jogando videogame. Somos jovens que ainda jogam videogame. Madrugadas foram gastas tentando zerar Mortal Kombat ou evoluir no Final Fantasy. Sujamos nossos controles de gordura enquanto comíamos e jogávamos. Sopramos nossas fitas e limpamos nossos cds com o lençol da cama. Escondemos o controle debaixo da camiseta para que o adversário não visse como os golpes eram realizados. Estes éramos nós. Estes somos nós. Todos os consoles que conseguirmos juntar, todos os jogos que conseguirmos juntar. A Videogamerama não é nada além que a maratona na casa de um amigo. Nós oferecemos nossa casa e só exigimos que todos se divirtam. Esse é nosso objetivo, essa é nossa missão.”

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01 Never Hide Your Ideas Ilustração pessoal.

02 e 03 Ilustrações Variadas Para um livro.

2C4S: E quais são suas principais influências: Pode soar clichê, mas para mim tudo é influência. Desde o visual da cidade até a música que está tocando no meu ambiente de trabalho. Não se pode negar informações quando elas chegam até você. Tem um pouco de tudo o que está em minha volta nas minhas ilustrações.

2C4S: E para finalizar, mande uma mensagem dos futuros designers para o mercado que irá recebê-los: Vocês vão ter que me engolir! (Risos no estúdio). É complicado mandar um recado direcionado para o mercado de design porque é mais relevante tocar no assunto da pouca importância ainda dada ao design na nossa realidade local. Goiânia tem muito dinheiro para investir mas ainda não dá a devida importância. Cabe a nós, profissionais, criar essa demanda. Talvez com soluções simples do tipo workshops “design na sua empresa” o mercado em geral ficaria melhor informado e teria mais disposição para a área. Acredito que uma vez que tenhamos um mercado maior, a escassez de oportunidades para os estudantes estaria praticamente solucionada.

2C4S: Mas e quanto a profissionais do Design. Falando de artistas, ilustradores, gosto muito do Paulo Arraiano (YUP), um ilustrador português que trabalha com ilustração vetorial em meios não tão convencionais, traduzindo as artes para esculturas e murais, por exemplo. Sou fã também do Joshua M. Smith pelo seu forte caráter autoral, você reconhece um trabalho dele em qualquer lugar. Também curto muito a iniciativa do “Desafio 300” do Bruno Mota. Já sobre estúdios, admiro o Vorko de Belo Horizonte, que consegue fazer o básico se destacar, fazendo um design criativo pro mercado, coisa muito difícil de ser realizada hoje em dia. O Cora de Brasília e AP303 também merecem ser citados.

04 Museu da casa Brasileira Proposta para a 24º prêmio de Design.

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Perfil/ Arthur Régis

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Eventos/ Videogamerama

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Não se consegue clientes sem um portifólio e não se tem um portifólio sem clientes. 2Cool4School: Então, Arthur, por que Design Gráfico? Na época de escolher meu curso, desconhecia o que um designer fazia. Ao pesquisar sobre a profissão, vi que era tudo o que eu sempre fiz e sempre quis fazer. Quando pequeno, desmontava meus objetos e os montava novamente brincando com suas partes, remodulando os objetos. No design posso fazer a mesma coisa, com a liberdade da criação e sem limites pra minha imaginação.

Arthur, ilustrou a seção especial da revista.

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2C4S: Como é o início dessa carreira de designer? O início é muito difícil. Não se consegue clientes sem um portifólio e não se monta um portifólio sem clientes. 2C4S: Mas a faculdade não preenche essa lacuna? O estudo teórico é muito importante, e a UFG é muito completa quanto a isso, mas já a parte prática deixa muito a desejar. Algumas disciplinas com muito potencial são desperdiçadas por professores despreparados, então o peso cai muito nas costas do aluno correr atrás de preparação prática, como cursos de software, desenho, referências que não sejam as que todos estão vendo, outras culturas.

Tem muitos alunos desinteressados também, que passam batido pela faculdade, se formam e acabam queimando nossa imagem. 2C4S: Mas isso não tornaria a concorrência mais fraca, logo melhor para você? De certa forma sim, mas fico triste em ver a profissão se desvalorizar dessa maneira. Prefiro concorrer com os melhores do que me destacar entre os piores. 2C4S: E como funciona seu processo criativo? Depende do projeto. Quando eu tenho liberdade criativa, insights vem à mil, junto as idéias e sai facilmente, com papel e caneta sou livre. Sem julgar idéias como boas ou ruins, apenas deixandoas fluirem. Quando é um trabalho mais fechado, vou juntando as limitações ao meu conhecimento prévio para melhor me adequar ao cliente. 02

Com esse texto escrito por Guilherme Toscano, foi aberta em meados do mês de setembro, a divulgação para mais uma (a terceira) edição da Videogamerama. Mas o que é a Videogamerama?

@peaga e @dascheri e a também VIP @paulathais. Começou assim. No Outback. Terminou no outro dia de manhã depois de muito Guitar Hero, PES, Mortal Kombat 3 e Scribblenauts.

Começou com o tédio. Era um belo sábado no mês de março de 2010. Eu tinha em minhas mãos um voucher pra consumir R$100,00 no Outback que ganhei de aniversário do meu primo exatamente um mês antes. Um mês era o tempo exato que eu tinha para gastar o voucher antes que o mesmo espirasse. Daí, eu precisando de companhia e as companhias precisando de amigos ricos (ou pelo menos com consumação grátis no Outback), partimos para o restaurante. Éramos 6, se não me engano. @arthuromoraes, @gui_toscano (co-organizador do projeto) com sua primeira dama Vanessa, os gênios e participantes honorários

A falta do que fazer naquela noite de sábado se tornou uma idéia. Uma bem simples e pura: “porque a gente não vai pra casa de alguém jogar videogame como fazíamos 10, 15 anos atrás? É barato e divertido!”. Afinal de contas, a noite podia até estar sendo um glamuroso jantar no Outback, mas lembro a você, leitor, que era de graça! O que veio depois é história. Esses jovens obstinados saíram em busca de seus consoles, portáteis, notebooks, joysticks e concentraram tudo na fortaleza da Videogamerama 1, a casa deste que vos escreve. E assim, graças ao interesse mútuo em se divertir gastando pouco dinheiro e expondo as raízes nerds que todos

temos bem desenvolvidas, a diversão estava garantida. Mais do que isso: uma idéia tinha saído de seu plano original e se tornado um projeto. Projeto esse consolidado na 2° edição, com muito mais adeptos (uns 20 e poucos, o que significa maior número de consoles, uma vez que trabalhamos com os velhos esquemas da  cooperação & brotheragem), vaquinha pra pizza da Nathely e, mais importante, um aumento significativo de  mujeres  (proporção surpreendente de 50%). Além disso, esse bando de nerd fez uma divulgação on-line espontânea que rendeu milhares, ou melhor, milhões de interessados em participar de uma 3° edição da Videogamerama.


Eventos/ Videogamerama

Perfil/ Arthur Régis

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23 E com muita fé e obstinação, conseguimos chegar ao terceiro ato dessa epopéia. A Videogamerama 3 ocorreu no dia 06 de novembro de 2010 na intitulada The Play Station. O dia começou cedo para os organizadores do evento que tiveram de rodar Goiânia toda em busca de consoles, comida e da decoração que tornaria a sala da minha mãe em uma verdadeira estação de jogo. Quando as primeiras almas começaram a chegar, o circo já estava todo armado. Foram mais de 12 horas seguidas e ininterruptas de jogos variados (dos mais clássicos aos mais modernos). Estiveram presentes aproximadamente 40 jovens interessados em nada mais do que puro divertimento. Essa nostalgia foi o que garantiu a descontração da noite. As parcerias que a

Videogamerama conseguiu também foram muito bemvindas: jogos a um preço camarada na Magic Games e o Red Bull que manteve a galera acordada durante toda a madrugada. Com o mente vitalizada (e o corpo também – vide a sessão de dança no Nintendo Wii que foi um dos momentos mais divertidos da noite), os gamers puderam se divertir em 5 estações de jogo. Fun Station – o carro chefe do evento onde o público se divertia de maneira interativa com um Nintendo Wii. Dezenas de jogos entretetiam 4 pessoas por rodada enquando o sistema de som tocava clássicos de jogos como Zelda e Pokémon. Core Station – um Xbox 360 também com uma variedade ampla de jogos que incluíam

um kit de Guitar Hero/Rock Band e uma pick up do Dj Hero. Red Bull Castle – além de um cooler lotado de Red Bull geladinho, um PS3 rodava jogos patrocinados pelo energético como os recém-lançados FIFA 2011 e Fórmula One 2010. Classic Station – o lugar onde as lágrimas escorriam! Todos tiveram a chance de se reencontrar com consoles clássicos da Nintendo e até da extinta Sega. Mega-Drive, Super-Nintendo, Nintendo 64 e o destaque NES de 8 bits (Nintendinho) em pleno funcionamento! Rock Station – onde o barulho do rock garantia a animação do evento! Um kit mais do que completo de Rock Band ligado em amps de verdade!

Que Goiânia é uma cidade em ascenção, ninguém pode negar. Uma das áreas com futuro mais promissor é a área de design gráfico, com um curso na Universidade Federal de Goiás, um na (recentemente) PUC – Goiás, além do curso técnico do SENAC – GO. Com poucas (porém fortes) empresas no ramo, o futuro da área ainda está nas mãos dos atuais estudantes. Arthur “Corvo” Régis é um desses estudantes. Premiado na “5ª Mostra de Design de BH”, finalista do “3º Desafio Cultural de Design da Computer Arts” fora menção na sessão “Portifólio” da revista “Computer Arts”, Arthur cursa o 3º ano de Design Gráfico na UFG.

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Eventos/ Videogamerama

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11 Entre uma rodada e outra, a galera podia se abastecer na Food Station com refrigerantes, biscoitos, salgadinhos, balas, pirulitos... Enfim, o melhor da Junk Food pra manter a galera devidamente alimentada. Até na hora de se aliviar no banheiro, os gamers podiam continuar se divertindo. Um jurássico Game Boy Pocket passou a noite inteira ligado enquanto os controladores do Mario se revezavam no trono! Por falar em portáteis, quem trouxe o DS de casa pode jogar no modo multiplayer e quem trouxe laptop fez o que quis com nossa internet de 10 megabytes e vários joysticks à disposição.

Foi uma boa noite. A participação de cada um foi fundamental, especialmente daqueles que contribuíram imensamente para o evento simplesmente por acreditar no propósito da diversão como os companheiros que emprestaram os diversos consoles que tivemos à disposição. A repercussão no twitter e no facebook foram espetaculares. Não houve um participante sequer fazendo críticas negativas para sua timeline. Assim, atingimos um número de pessoas que, esperamos, vão fazer da Videogamerama 4 um evento ainda maior. A gente se vê lá!

Nintendo DS permitiu varios jogadores se divertirem no Guitar Hero .

JP, professor de design na PUC, foi um dos colaboradores do evento.

No Ninho do Corvo. Entrevistamos o estudante de design Arthur Régis, o “Corvo”, sobre o mercado goiano, o curso de Design Gráfico e sobre o futuro de sua profissão.

Just Dance, para Wii, foi a principal atração do evento. (Página ao Lado)

Por Guilherme Toscano.

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Comportamento/ Straight Edge

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Jovens vivem livres da influência das drogas. O movimento Straight Edge aproveita a vida sem contato com qualquer droga e sem estar associado a qualquer grupo religioso Por Zé Abrão. ou político.


Capa/ Zumbis

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Só tenho uma coisa para dizer: “Os Mortos-Vivos” (ou Walking Dead no original)! Criado e escrito por Robert Kirkman, conta a história de Rick, um oficial de polícia da pequena cidade de Cynthiana, no estado do Kentucky, que entra em coma após ser baleado em um tiroteio. Em síntese, a história vai nos mostrando um grupo de pessoas tentando sobreviver em um mundo apocalíptico dominado por zumbis. Não tenho palavras para descrever como a história é envolvente e intrigante. O sucesso da HQ, criada em 2003, foi tamanha que, em 2010, acabou ganhando o prêmio Eisner Award (considerado o Oscar das histórias em quadrinhos) de “Melhor série contínua” e sua própria série de TV, sendo produzida pela Fox International Channels e a AMC. O seriado mal começou e já é um sucesso estrondoso nos 120 países em que foi lançado. Até então, o programa televisivo vem sendo altamente fiel à história original, deixando muito contente uma legião de fãs da franquia (inclusive deste que vos escreve). Por fim, mostra-se mais do que claro que o tema “Zumbis” é muito difundido e aceito em diversos meios de entretenimento. Até mesmo no universo musical eles conseguiram invadir. Michael Jackson sabe do que estou falando! Uma coisa é certa, os zumbis ainda têm muito conteúdo para serem explorados. Com certeza uma alegria para os fãs e uma tristeza para quem não tem estômago para o gênero. Se for esse seu caso, garanta sua posição na fila para a cinebiografia 3D do Justin Bieber, porque lá é seu lugar!

The Walking Dead, em quadrinhos (acima) e na série (abaixo), que passa nas terças-feiras as 22 horas na FOX.

No final dos anos 80, um grupo de jovens do movimento punk e hardcore do cenário efervescente de música alternativa de Washington estava frustrado. A razão era a proibição da entrada de menores em eventos de música para evitar que eles bebessem ou fumassem e pudessem causar problemas para os estabelecimentos. O grupo estava frustrado exatamente por não beberem, não fumarem, nem usarem qualquer outro tipo de droga e não poderem curtir os shows de suas bandas favoritas.Foi então que surgiu um estabelecimento que permitia a entrada de menores, que eram marcados com um “X”, para que os garçons e barmen soubessem que não podiam dar álcool nem cigarro para eles. Mais tarde, esses jovens que não usavam drogas passaram a usar o X como símbolo fora das boates, em roupas e até tatuagens. Surgia aí o movimento Straight Edge.

O “X”na mão é a marca registrada desse movimento.


Comportamento/ Straight Edge

Capa/ Zumbis

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“Straight Edge não é uma onda. É uma escolha.

Um grupo resolveu questionar: por que se você não bebe você é um bobo? Por que se você não fuma maconha não é descolado? “O movimento surgiu pra questionar os jovens se para ser rebelde, livre, você tinha que se drogar. Então trouxe a mensagem de que isso não era essencial, o jovem não precisava disso só para se enquadrar, só pra ter amigos, um grupo. Você podia ter essas coisas sem usar drogas”, disse Fábio Marques, estudante de Jornalismo de Goiânia que levanta a bandeira do grupo há 10 anos.

O apelo do grupo é a identidade. Ele busca mostrar aos jovens que não gostam de drogas que eles não estão sozinhos e que suas experiências de vida não vão ser menos divertidas ou proveitosas por isso O grupo é contra qualquer tipo de alteração de consciência e vê essas alterações não só como prejudiciais à saúde, mas também como algo que impede o total aproveitamento do pessoal.

The Teen Idles

Four Year Strong

Dance of Days

Primeira banda a se intitular Straight Edge, influência para todas as bandas atuais do movimento.

Com dois grandes guitarristas que assumem o vocal com letras sinceras e distorções pesadas.

Representantes mais famosos do movimento no Brasil, também foram um dos precursores do Emo.

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Left4Dead, jogo multiplayer lançado para XBOX 360 e PlayStation 3.

Vou ser apedrejado se não começar falando da franquia “Resident Evil”, jogo de survival-horror que arrebanhou uma legião de fãs do mundo inteiro. Basicamente é um jogo de zumbi cujo universo se extende em livros, filmes e histórias em quadrinhos. Com certeza uma revolução no mercado de jogos de ficção científica e horror. Outro jogo interessante que é mais recente e merece destaque é a série “Dead Rising”. A história do jogo envolve Frank West, um foto jornalista que investiga um incidente, na cidade fictícia de Willamette, Colorado, a qual é infestada por zumbis. Você controla o personagem, dentro de um shopping (influências de Romero?) e deve sobreviver a qualquer custo, ao mesmo tempo em que deve descobrir os segredos por trás do ataque. Você pode usar praticamente qualquer coisa que você encontrar para se defender, desde um carrinho de supermercado até armas de fogo. Por fim, temos “Left 4 Dead”, jogo FPS (first person shooter ou tiro em primeira pessoa) que não explora uma história elaborada, mas aposta todas suas fichas em um jogo de tiro frenético em que o único objetivo é a sobrevivência. Contando com a presença de quatro protagonistas, o jogador tem que dizimar dezenas e mais dezenas de zumbis juntamente com seus amigos. Por causa dessa característica, o game funciona melhor em seu modo multiplayer. É um jogo de características simples, mas que honra o gênero dos zumbis!

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Comportamento/ Straight Edge

Capa/ Zumbis

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Temos o “Guia de Sobrevivência a Zumbis - Proteção total contra os mortos-vivos”. Acho que o título do livro é auto-explicativo. Escrito por Max Brooks, o livro é simplesmente um manual de como você deve agir caso o mundo seja “invadido” por zumbis. O autor vai fornecendo vantagens e desvantagens de quais tipos de armas usar para enfrentar um zumbi (desde armas de fogo a armas brancas), locais para se esconder, veículos para usar e até mesmo relatos “verdadeiros” de ataques de zumbi pela história, desde a época do Egito Antigo até a atualidade (no Brasil rolou dois ataques, só pra vocês terem uma idéia de como a coisa é séria!). Os detalhes desses seres tão “queridos” vão sendo esmiuçados pelo autor de uma forma divertida e interessante. Guia de sobrevivência a zumbis, livro de Max Brooks

Quem nunca assistiu a um filme de zumbi? Tá bom, tá bom! Se você é uma patricinha que só assiste comédias românticas com o Ashton Kutcher talvez você não tenha assistido a um filme de zumbi. George A. Romero (o “pai zumbi”) é conhecido por ter uma filmografia extensa inserida dentro do gênero e não decepciona. Toda essa putaria com zumbis no cinema começou em 1968 com o filme “A Noite dos Mortos Vivos” (Night of the Living Dead)em que, sem mais nem menos, os mortos acordam loucos para comer um churrasco de seres humanos. Este foi o principal filme que “deu cores” à mitologia dos mortos vivos que conhecemos hoje. Seguindo adiante na cronologia temos outros clássicos como: “Madrugada dos Mortos” (Dawn of the Dead), em 1978; “O Dia dos Mortos” (Day of the Dead), em 1985; “O Retorno dos Mortos Vivos” (The Return of the Living Dead), no mesmo ano; e um porrilhão de outros filmes do mesmo gênero. Podemos destacar a refilmagem de “Madrugada dos Mortos” em 2004 que, na minha humilde opinião, é um dos melhores filmes do gênero. Avançamos para 2009 e temos “Zumbilândia” (Zombieland), um dos destaques mais recentes. Um excelente filme de zumbis que consegue, com sucesso, mesclar os gêneros terror e comédia. O filme em si é muito divertido, o que me fez lembrar de “Todo Mundo Quase Morto” (Shawn of the Dead), outro filme que não poderia deixar de comentar e, talvez, um dos melhores filmes de comédia já feitos (obviamente para quem gosta dos estilos)!

Por ser um movimento alternativo, tanto no exterior como no Brasil, ele chegou através de bandas, fanzines e principalmente pelo boca a boca. O problema é que por não haver um grande acesso, fácil e profundo sobre o grupo, ele acaba atraindo membros extremos de outros grupos como fanáticos religiosos, que acabam associando suas ideologias ao movimento. Assim muita gente que conhece o movimento apenas superficialmente já passa a levantar a bandeira, sem ter certeza sobre a opção de vida que ser Straight Edge requer.

A falta de informação e esses membros extremos geram preconceito para com o grupo. “Você está num grupo de amigos e alguém fala: ‘então, você ainda tá nessa onda de Straight Edge?’, Straight Edge não é uma onda. É uma escolha”, disse Fábio. O grupo não quer chamar a atenção, mas ao mesmo tempo sofre por isso por causa da falta de informação do público geral e da mensagem negativa passada pelos fanáticos.

Mas de qualquer forma é bom saber que existe um movimento para dizer aos jovens que existe uma opção. Numa sociedade em que beber uma cervejinha é quase um hábito cultural e que se pode ver uma juventude caindo cada vez mais de cabeça no mundo da maconha e do crack, e que busca cada vez mais uma identidade, uma diferenciação pessoal, é bom saber que existe alguém para dizer a esses jovens que eles têm uma opção.

George Romero, pioneiro em mostrar mortos-vivos na telona.

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Capa/ Zumbis

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Vampiros, lobisomens, mulheres barbadas, múmias e fantasmas sempre estiveram inseridos na sociedade em que vivemos através de histórias que são passadas de geração em geração. Não é novidade que um dos mitos mais explorados e difundidos é sobre os Zumbis. Tenho que confessar que o tema sempre me fascinou. Sempre achei muito divertido aqueles seres desprovidos de racionalidade que se alimentam incessantemente de carne humana. O mito sobre os zumbis (ou mortos vivos) é bem antigo. Segundo a lenda, tratam-se de pessoas que morreram, mas foram trazidos de volta à vida pela ação de um sacerdote vodu e se converteram em escravos desses magos. A partir do mito surgiram filmes, quadrinhos, livros, jogos de videogame e muitas outras fontes de entretenimento que exploram o tema.

Por Pedro Lobato.


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