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quando comentei que o Dadaísmo, era um movimento que, como explica Carol Strickland, 2004, “muitas vezes parecia mesmo sem sentido, mas tinha um objetivo de não-sem-sentido: protestava contra a loucura da guerra” (p.148). Um aluno exclamou: “Ah professora, lá vem a senhora com aula de História de novo? O que as aulas de arte tem a ver com guerra?” Quando comentei alguns objetivos do movimento dadaísta contra a guerra e expliquei um pouco sobre o que foi a Primeira Guerra Mundial, alguns alunos ficavam me olhando atentos, pareciam que nunca tinham ouvido falar sobre a Primeira Guerra. Comentei que a extrema violência de uma guerra influenciou a arte em mostrar às pessoas novos horizontes, encarar a vida com outros olhos, bem como alertar a população e fazer as pessoas pensarem. “Os Dadaístas tinham um objetivo mais sério do que causar escândalo: queriam acordar a imaginação. Falamos de Dadá como uma cruzada para a terra prometida da Criatividade” (idem, 2004, p.148). Em seguida distribui à turma uma folha de jornal partida ao meio, revistas, cola e tesoura, pois os alunos não levam nenhum material para a aula. Solicitei que em duplas, eles retratassem o colega do lado utilizando recortes de revista, interferindo no fundo do retrato aproveitando as cores, imagens e palavras que o suporte de jornal lhes oferecia. O trabalho seria realizado com folhas de papel jornal, mas na minha cidade não encontrei este material e não tinha tido tempo para procurar em outra cidade. Alguns alunos fotografaram com o celular o colega para facilitar o trabalho, outros três alunos saíram da aula.

Alunos realizando o trabalho. Fonte: VARGAS, 2010.

Fotografia e arte na educação  

Trabalho de Curso apresentado por Nátia Pereira Vargas em dezembro de 2010

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