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EDIÇÃO 87 – 13 DE JANEIRO DE 2017 ASSESSORIA DE IMPRENSA RAMAL 2154


12.01.2017

Duplicação bilionária de rodovia fica sem contrato e só sai em 2020 A maior obra rodoviária tocada pelo governo federal com recursos orçamentários se transformou em uma promessa inconclusa. De acordo com o jornal “Valor Econômico”, obras interrompidas e contratos rescindidos marcam a duplicação da BR-381 em Minas Gerais. Trechos que deveriam ficar prontos neste primeiro semestre deram lugar a canteiros abandonados. Menos de 10% dos investimentos necessários para a conclusão do projeto foram executados, segundo o próprio Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (Dnit). Boa parte da paralisia se deve à entrada em recuperação judicial do grupo espanhol Isolux Corsán, que arrematou 6 dos 11 lotes licitados pela autarquia em 2013. A empresa fez avanços mínimos. Em um dos lotes, nem mesmo seguiu os parâmetros técnicos exigidos para a elaboração dos projetos de engenharia. Resultado: ela saiu das obras, recebeu multa de R$ 48 milhões e está proibida de assinar novos contratos com a administração pública pelo prazo de cinco anos. A duplicação da BR-381, entre Belo Horizonte e Governador Valadares, é um empreendimento complexo. Envolve a construção de cinco túneis, 66 viadutos e 34 pontes para driblar os desafios topográficos nos 303 quilômetros de extensão. O alto índice de acidentes a deixaram conhecida como Rodovia da Morte. Números da Polícia Rodoviária Federal apontam que 610 pessoas morreram e 2.488 ficaram gravemente feridas entre 2010 a 2014. Há quase três anos, o governo havia estudado a possibilidade de uma concessão da estrada à iniciativa privada para duplicar suas pistas, mas desistiu da ideia por causa do valor elevado do pedágio, devido aos investimentos necessários. Como obra pública, o projeto não decolou. Dois lotes que previam a duplicação da pista na chegada a Belo Horizonte ficaram sem interessados por causa da grande quantidade de famílias ocupando a faixa de domínio da rodovia. Incertezas em torno da remoção foram apontadas pelas empreiteiras como principal motivo para a falta de propostas. Os espanhóis da Isolux Corsán arremataram seis trechos, em parceria com a brasileira Engevix, que deixou o consórcio antes mesmo de ser implicada na Operação Lava-Jato. Em quatro deles, nem um quilômetro foi asfaltado. Na época, a Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor) levantou dúvidas sobre a capacidade do grupo de executar os serviços com um deságio tão grande sobre o preço máximo que o Dnit se dispunha a pagar. A autarquia usou uma modalidade do regime diferenciado de contratações (RDC) que prevê o desenvolvimento dos projetos de engenharia pela mesma empresa responsável pelas obras. O orçamento mais atualizado para a duplicação da BR-381 é de R$ 5,04 bilhões. Até o fim do ano passado, o desembolso acumulado no empreendimento foi de R$ 484 milhões. Um dos lotes que tiveram contratos rescindidos deve ser relicitado no segundo semestre, segundo a autarquia. Os demais aguardam a conclusão de estudos sob responsabilidade da diretoria de planejamento.


12.01.2017

Obras na Dutra ficarão para a próxima década O projeto que previa obras imediatas de até R$ 3,5 bilhões na rodovia Presidente Dutra (SP-RJ) foi arquivado, o que deve adiar para a próxima década investimentos para reduzir congestionamentos e aumentar a segurança na principal ligação rodoviária do país. Segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, no fim de 2016, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), responsável pela concessão, arquivou o processo que analisava dar um aditivo ao contrato da CCR Nova Dutra para que a empresa pudesse fazer obras para as quais não há mais recursos previstos em contrato. Entre as intervenções, estão a nova pista na serra das Araras (RJ) e a complementação de vias marginais em Guarulhos, em São José dos Campos (SP) e em Nova Iguaçu (RJ). Só essas obras estavam estimadas em R$ 2 bilhões. Para compensar o valor que a CCR desembolsaria nessas construções, o governo fez audiências públicas em 2016 nas cidades propondo um aumento do tempo da concessão de sete anos e nove meses e um adicional de R$ 7 na tarifa das seis principais praças de pedágio. Hoje, cada pedágio custa R$ 13,80. Se todas as obras fossem feitas, a CCR teria mais 17 anos de concessão e pedágio dobrado. Apesar de a concessionária já ter um projeto executivo, é improvável que as obras comecem antes do fim da concessão, que vai até 2021. Nas contas da CCR, o projeto reduziria os congestionamentos em 75% e os acidentes em 50%, gerando ganho anual de R$ 135 milhões em redução de tempo de viagem, consumo de combustível e pagamentos de indenizações, além de 5.000 empregos. O contrato da Nova Dutra, de 1996, não prevê renovação por mais um período de 25 anos. A possibilidade de um aditivo vinha sendo interpretada por órgãos de controle como uma renovação disfarçada. O TCU é a favor da tese da licitação das obras. Houve casos em que o pedágio caiu após relicitação, mesmo com previsão de mais obras. Na ANTT, a visão é que o TCU tem viés ideológico do tema, o de não permitir aditivos ao contrato mesmo isso sendo legal. A guerra levou o TCU a mudar o setor de concessões rodoviárias. Mas o órgão ampliou as investigações sobre concessões de rodovias.


09.01.2017

GO: Governo deve lançar edital de privatização de 600 km de rodovias estaduais Cerca de 600 km de rodovias estaduais de Goiás devem ser privatizadas. O edital para escolha da empresa que vai gerir as estradas deve ser lançado ainda no primeiro semestre de 2017. Segundo o presidente da Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop), Jayme Rincón, o lançamento do certame depende de estudos que estão sendo finalizados pela Fundação Getúlio Vargas. “A estimativa inicial indica que 600km poderiam ser concedidos à iniciativa privada. Não conseguimos avançar mais do que isso, uma vez que nossas rodovias ainda não têm a mesma atração financeira e econômica que rodovias do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais, por exemplo. Mas o que for possível, vamos transferir para a iniciativa privada porque o pedágio é a taxa mais justa que existe. Só paga quem usa”, defendeu. Ele lembrou ainda que em muitos outros países, é comum a prática de cobrança de pedágio e que hoje no Brasil os trechos privatizados são “um exemplo de como as rodovias devem ser mantidas”. Devem ser privatizadas as rodovias estaduais que ligam Goiânia a Cidade de Goiás, Goiânia a Cristianópolis, Goiânia a São Francisco de Goiás, Goiânia a São Luís dos Montes Belos e o trecho entre Morrinhos e Caldas Novas. Sobre a expectativa para 2017, Jayme Rincón citou os desafios pontuais e a necessidade de reconstrução de cerca de 2 mil km de estradas, que hoje não estão em condições ideais para o tráfego. Segundo o presidente da Agetop, o governador Marconi Perillo (PSDB) já garantiu R$ 300 milhões para manutenção da malha rodoviária pavimentada e não pavimentada. “Com esse recurso, poderemos melhorar substancialmente as condições das estradas. Nosso desafio é garantir que os veículos trafeguem normalmente, sem nenhuma interrupção, em toda a malha rodoviária.”


10.01.2016

Brasil espera que fundo de US$ 20 bi financie obras a partir de março

Brasil e China esperam que um fundo conjunto de US$ 20 bilhões comece a financiar projetos de infraestrutura no Brasil a partir de março, o que inclui ofertas em leilões de concessões de ativos como estradas, portos, aeroportos e operações logísticas. O secretário de assuntos internacionais do Ministério do Planejamento, Jorge Arbache, disse que os países querem que o fundo, criado no ano passado, financie a construção de ferrovias que liguem áreas produtoras de soja e milho do Brasil com portos exportadores. A China é a maior compradora de grãos brasileiros. Ferrovias é um foco. Os chineses e o Brasil estão interessados neste setor, disse Arbache, acrescentando que, diferente de outros fundos chineses, as decisões de financiamento serão tomadas dependendo das prioridades estratégicas de ambos os governos. O fundo pode ajudar o governo do presidente Michel Temer a incentivar o investimento em infraestrutura, em um momento em que a recessão ameaça se prolongar pelo terceiro ano seguido. Em setembro, o governo lançou um programa de concessões de infraestrutura, incluindo estradas, portos e ferrovias, mas reduziu a participação do BNDES, principal fonte de empréstimos de longo prazo no país. O governo planeja lançar um novo programa de concessões no setor de infraestrutura em março. Arbache afirmou que espera que o fundo esteja totalmente operacional em março. Assim que for ativado, o fundo poderá analisar pedidos de financiamento que também podem envolver projetos de mineração, petróleo e agricultura. O total de recursos do fundo pode aumentar nos próximos anos se o modelo de negócios for bem-sucedido. A China fornece três quartos do fundo, ou US$ 15 bilhões, enquanto o BNDES e a Caixa Econômica Federal são responsáveis pelo restante. Autoridades em ambos os países também estão considerando a criação de um fundo garantidor para ajudar companhias interessadas em fazer ofertas em projetos. As negociações estão em estágio inicial e não há detalhes imediatos sobre possíveis valores, disse Arbache.


09.01.2017

Concessionárias de ferrovias poderão vender sucatas e investir mais Vagões abandonados pelo país, que por vezes viram polos de multiplicação de mosquitos da dengue ou locais de consumo de crack, principalmente em cidades do interior da região Sudeste, poderão desaparecer. Com a publicação da medida provisória (MP) 752, as ferrovias que prorrogarem e atualizarem os contratos de concessão com novas metas de qualidade poderão transformar vagões, locomotivas e outros bens em dinheiro para promover investimentos em seus trilhos. Sem tanto lixo pelo caminho, a expectativa é de um ganho natural de qualidade no uso das linhas férreas. Quando essas ferrovias foram privatizadas, nos anos 1990, carregaram consigo o patrimônio da antiga Rede Ferroviária Federal SA (RFFSA), extinta em 2007. Nos contratos, eram obrigadas a manter a qualidade dos ativos recebidos e só poderiam transformar um vagão em sucata, por exemplo, com consentimento do governo. Mas hoje, bens que à época já tinham 20 anos de uso têm quase 50 anos e encontram-se encostados, formando cemitérios de trens pelo país. A MP transfere definitivamente para as concessionárias privadas os ativos da RFFSA para serem vendidos ou reciclados, desde que as companhias prorroguem e renovem seus contratos. Como foram assinados há muito tempo, os contratos das ferrovias são mais atrasados em termos regulatórios, o que fez com que parte da malha privatizada também fosse abandonada. A ideia do governo é relicitar o que não for usado e assegurar metas de qualidade ao que for prorrogado, oferecendo à União nível equivalente de equipamentos no fim dos seus contratos. — Não falamos mais em vagões, mas em capacidade das ferrovias, com uma oportunidade para atualizar contratos muito antigos — disse Natália Marcassa, subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil. Para Guilherme Penin, diretor Regulatório e Institucional da Rumo, a mudança trará benefícios. — Os aditivos aos contratos deverão prever material rodante mais moderno, oferecer mais eficiência aos operadores em termos de consumo de combustível e tempo de viagens, além de reverter maior capacidade ao governo no fim do contrato, em 2058 — disse, referindo-se ao prazo final do seu contrato da Malha Paulista, se for prorrogado. A Rumo tem o pleito mais avançado em tramitação na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para prorrogar a Malha Paulista. Nessa região, segundo a Rumo, vagões e locomotivas da RFFSA são usadas apenas para operações menores em ramais secundários — em 2013, houve um grave acidente nessa linha, com oito mortos e nove vagões descarrilados. Além da Malha Paulista, MRS, Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), Estrada de Ferro Carajás (EFC) e a Malha Sul, da própria


Rumo, já têm pedidos de ampliação dos contratos apresentados à agência e poderão ser beneficiados com a medida. CONTRATOS ATUAIS DIFICULTAM GESTÃO A MP 752 foi editada para resolver a situação de contratos antigos de concessões de rodovias, aeroportos e ferrovias — estas últimas foram as mais beneficiadas pela medida, segundo empresários desses setores. De acordo com o Ministério do Planejamento, dos pelo menos R$ 15 bilhões de investimentos que a MP 752 deverá impulsionar, R$ 10 bilhões seriam para ferrovias. Para o setor, esse potencial é ainda maior. Segundo levantamento da RFFSA, a empresa tem mais de 80 mil bens móveis arrendados a empresas do setor ferroviário — estes que poderão vir a ser transferidos pela MP. Desse total, constam 1.400 locomotivas e 43.400 vagões. As arrendatárias são ferrovia Novoeste, FCA, MRS, Tereza Cristina (FTC), Transnordestina e Rumo — a última, com quase a metade do total. O valor dos bens da antiga RFFSA não é estimado nem pelo governo nem pelas empresas. O mercado espera que, na regulamentação da lei, o governo preveja que as transportadoras apresentem um inventário dos bens a serem transferidos, para fazer um encontro de contas. Segundo a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), pelos contratos atuais, a substituição de um bem por outro (em razão de obsolescência ou deterioração) depende de autorização prévia do governo, o que “torna o processo de substituição de bens — e, portanto, de modernização de ativos — burocrático e oneroso e não há justificativa para a permanência desse modelo pouco racional e anacrônico”. — Agora vamos poder cortar vagões que já não operavam e reciclá-los, rendendo dinheiro e resolvendo problemas ambientais e sociais — disse o executivo de uma das concessionárias. EXPECTATIVA POR MAIOR EFICIÊNCIA Segundo a ANTF, a mudança moderniza a gestão desses bens, orientada por critérios de capacidade, eficiência e qualidade de serviços definidos em contrato. “É uma nova lógica, que contribuirá para uma maior agilidade e eficiência do setor”, informou a associação em nota. O Ministério dos Transportes informa que as atuais obrigações financeiras dos contratos de arrendamento vigentes integrarão os futuros contratos de parceria, compondo a equação econômico-financeira das prorrogações. Para o ministério, a transferência definitiva dos ativos “possibilitará ao concessionário maior gestão dos bens a ele arrendados, podendo substituí-los ou dispor desses, preservando as condições de capacidade de transporte e de qualidade dos serviços”. Por esse modelo de renovação de contratos, o governo e a ANTT poderão ter maior ingerência sobre os resultados das linhas, uma vez que hoje não há como se exigir que os concessionários usem o máximo da capacidade ou ofertem espaço para terceiros trafegarem com carga. O setor desejava que o governo permitisse o fim dos arrendamentos mesmo para quem não prorrogar contratos. Na tramitação da própria MP 752 foi proposta emenda prevendo a extinção dos arrendamentos mesmo sem prorrogação dos contratos, e outra que prevê a possibilidade de alienação de bens móveis nas áreas das ferrovias.


13.01.2017

BNDES adota novas condições de financiamento para caminhões O BNDES adota, a partir deste mês, novos critérios para aprovação de financiamentos e novas condições para futuros empréstimos. A expectativa é de que as mudanças contribuam para o aumento da produtividade e da competitividade das empresas, para o crescimento econômico e para a geração de empregos. O Banco terá participação máxima de 80% em todos os projetos financiados. O nível de participação em TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) no investimento total está atrelado à prioridade e ao retorno social do projeto. O financiamento em condições de mercado, também com participação de até 80%, não terá restrições, a não ser as usuais, como índice de cobertura do serviço da dívida, entre outras. As novas regras, no entanto, ainda serão disponibilizadas em circulares emitidas pelo BNDES. Até lá, as linhas antigas continuam válidas. O BNDES ampliou o prazo de financiamento pelo Finame para 10 anos, o dobro do anterior, de cinco anos. Para aquisição de bens de capital por grandes empresas, a condição padrão passa a ser de participação máxima de 60% em TJLP. Mas bens com maior eficiência energética, como ônibus e caminhões híbridos, elétricos ou movidos a combustíveis limpos poderão ter até 80% do valor financiado, também a custo de TJLP. A instituição reduzirá gradualmente o percentual que pode ser financiado para aquisição de veículos a diesel. O objetivo é incentivar o uso de tecnologias mais limpas no transporte. Para as grandes empresas, a participação máxima, em TJLP, será de 50% em 2017, 40% em 2018 e 30% em 2019. Para micro, pequenas e médias empresas, caminhões e ônibus a diesel poderão ter até 80% do valor financiado neste ano, 70% em 2018 e 60% em 2019, todos em TJLP. Para projetos de grande porte da economia, o BNDES passa a contar com duas linhas para financiamento direto e indireto não automático: a Linha Incentivada, que contemplará aqueles com impacto mais positivo para a sociedade e terá menor custo, com financiamento de 60% a 80% em TJLP; e a Linha Padrão, para projetos com retornos sociais menos expressivos, que concederá financiamento de, no máximo, 30% a custo de TJLP ou com recursos a taxas de mercado.


10.01.2017

IBGE prevê maior safra da história com quase 214 milhões de toneladas O Brasil poderá registrar em 2017 a maior safra de sua história: 213,7 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas. As previsões, se confirmadas, indicam que este ano a safra poderá ser 16,1% superior ao total do ano passado: 184 milhões de toneladas – uma queda de 12,2% em relação ao recorde de 2015 (209,7 milhões). Os dados fazem parte do terceiro prognóstico para a safra deste ano e constam do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de dezembro, divulgado nesta terça (10), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o instituto, a queda de 12,2% na safra de 2016 foi a primeira retração da produção agrícola desde os 8,3% da retração da produção de 2009 e a maior desde os -13,3 da safra de 1996 na relação com a de 1995. Sobre o crescimento previsto para a safra deste ano, o IBGE destaca que o aumento da produção deverá se dar em todas as regiões do país, com destaque para a previsão de crescimento de 73% para a safra do Nordeste; 20,5% para o CentroOeste; 13,4% do Norte; 11,1% do Sudeste; e 5,8% da região Sul do país. Números da safra 2016 Os últimos prognósticos do IBGE em relação à safra 2016, e que apontam para uma produção de 184 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas – resultado 12,2% menor que o de 2015 – indicam que a área a ser colhida na safra do ano passado é de 57,1 milhões de hectares, representando queda de 0,9% em relação a 2014. O arroz, o milho e a soja, principais produtos deste grupo, representaram 92,2% da estimativa da produção e responderam por 87,8% da área a ser colhida. Em relação a 2015, houve recuos na produção da soja (-1,8%), do arroz (-14%) e do milho (25,7%). Regiões do país Para 2016, a distribuição regional esperada da produção de grão é de 75,1 milhões de toneladas no Centro-Oeste; de 73 milhões, no Sul (as duas regiões respondem juntas por 80% de toda a safra brasileira de grãos); 19,6 milhões de toneladas, no Sudeste; 9,5 milhões, no Nordeste; e 6,7 milhões, no Norte. Em relação à safra de 2015, houve redução de 2,1% no Sudeste, de 12,5% no Norte, de 42% no Nordeste, de 16,3% no Centro-Oeste e de 3,6% no Sul. Na avaliação para 2016, Mato Grosso foi o maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 23,9% no total do país, seguido pelo Paraná (19,0%) e Rio Grande do Sul (17,3%). Somados, esses três estados representaram 60,2 % do total nacional previsto.


13.01.2017

Alstom e Bombardier vão produzir maior encomenda de trem da França A SNCF – Société Nationale des Chemins de fer Français, estatal francesa, encomendou 255 novos trens regionais, por meio de uma joint venture entre a Alstom e a Bombardier, no valor de 3,75 mil milhões de euros. Segundo o blog “Via Trolebus”, as composições terão dois andares, e prestarão serviços nas linhas D e E da rede Île-de-France. A encomenda é a maior já financiada pela autoridade de transportes da região. Das 255 unidades anunciadas, 130 são para o ramal D e 125 para o E. Setenta e um comboios já foram encomendados inicialmente e estão em linha de produção a cargo da Bombardier, com previsão de entrar em serviço em 2021. O modelo X’Trapolis Cityduplex terá 130 metros de comprimento, podendo atingir a velocidade de até 140 km/h.

13.01.2017

ANTT recebe contribuições para análise de criação de linha de trem entre Goiânia e Brasília A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) está recebendo contribuições, visando obter informações para aprimorar o estudo de viabilidade da criação de uma linha de trem no trecho Brasília-Anápolis-Goiânia, de acordo com o portal de notícias “Boa informação”. Em junho de 2016, a ANTT divulgou análises sobre o projeto. De acordo com os estudos, no primeiro ano de operação da linha, mais de 40 milhões de passageiros serão transportados em uma velocidade de até 160 km/h. A previsão é de que o trecho seja percorrido em 1 hora e 35 minutos. Segundo aviso publicado no Diário Oficial da União (DOU) na última terça-feira, os interessados em contribuir com o aprimoramento dos estudos poderão enviar subsídios até o dia 27 de janeiro. A previsão é de que o projeto da criação da linha de trem seja feita por concessão à iniciativa privada.


06.01.2017

Porto de Paranaguá tem aumento na movimentação de cargas em 2016 O Porto de Paranaguá fechou o ano de 2016 com 45,1 milhões de toneladas movimentadas. O resultado é 2% superior ao alcançado em 2015, quando 43,9 milhões de toneladas de cargas foram movimentadas. O resultado positivo na movimentação foi alcançado mesmo em um ano em que a exportação da safra brasileira de grãos desacelerou, principalmente milho, em função do mercado internacional e do cenário econômico nacional. Os principais responsáveis pela alta foram os fertilizantes, o açúcar e as cargas gerais. “O planejamento estratégico do Porto de Paranaguá foi direcionado para atender os usuários e suas necessidades. Em 2016, provamos isso, movimentando com eficiência um mix de cargas mais variado, que corresponde as expectativas do setor produtivo do Estado do Paraná”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho. Ele explica que, enquanto outros portos tiveram retração de cargas, Paranaguá registrou a expansão dos volumes movimentados. O secretário também ressalta que o porto ganhou em agilidade e eficiência com os investimentos do Governo do Estado. São R$ 923 milhões em investimentos públicos realizados desde 2011 e previstos até 2018.

EXPORTAÇÃO – Ao todo, foram exportadas 27,9 milhões de toneladas por Paranaguá em 2016. O crescimento mais significativo foi no embarque de açúcar, que movimentou 5,1 milhões de toneladas e registrou 19% de aumento em relação ao ano passado. A marca foi alcançada em função dos recentes investimentos realizados no reforço do cais e nas dragagens de manutenção, tanto é que dois berços bateram recordes de carregamento ao longo do ano. No berço 206, em outubro, pela primeira vez um navio saiu carregado com mais de 62 mil toneladas de açúcar. No mês seguinte, foi a primeira vez que um navio saiu do berço 204 com mais de 54 mil toneladas embarcadas do produto.


CARGA GERAL - Outro tipo de mercadoria que impulsionou o resultado do porto em 2016 foi a exportação de carga geral. As 5,8 milhões de toneladas embarcadas conferiram à carga um aumento de 5% em relação ao ano anterior. A crescente demanda de movimentação de máquinas, cargas de projeto e peças de fábricas, inclusive, tem motivado uma mudança no layout operacional do porto. Em um investimento de R$ 16,5 milhões, mais de 30 mil metros quadrados de antigos armazéns estão sendo demolidos para dar espaço no cais para a movimentação de cargas gerais. “A movimentação de produtos como máquinas agrícolas, ônibus, chapas de aço e demais cargas gerais destacou-se em 2016 e deverá continuar crescente com as obras para ampliação de pátios especializados. Estamos atentos a esta demanda e estamos modernizando toda a infraestrutura do porto para esta realidade”, afirma o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino. Além disso, as exportações de derivados de petróleo também se destacaram ao longo do ano. Com crescimento de 9% em relação a 2015, o embarque do produto alcançou a marca de 970 mil toneladas ao longo do ano. “Apesar da maior crise econômica conhecida no Brasil, incertezas do mercado commodities e as inúmeras obras no porto, que causaram dificuldades as operações em 2016, superamos a movimentação do ano anterior”, completa Dividino. Nos graneis sólidos, foram exportadas 7,9 milhões de toneladas de soja, 4,5 milhões de toneladas de farelo de soja e 2,6 milhões de toneladas de milho. IMPORTAÇÃO – No outro sentido, o Porto de Paranaguá também registrou recordes. No total, foram descarregadas 17,2 milhões de toneladas em 2016, o que significa um crescimento de 21% em relação a 2015. Praticamente todos os produtos que são importados pelo porto apresentaram forte crescimento nas suas movimentações. A entrada de fertilizantes, principal carga importada por Paranaguá e no qual o porto paranaense é líder absoluto em movimentação no Brasil, o aumento na operação foi de 6%, chegando às 8,6 milhões de toneladas.O resultado é fruto, também, dos investimentos de R$ 93 milhões nas obras de reforço do cais, que permitiram a operação de guindastes mais pesados e eficientes trabalhando no descarregamento de granéis sólidos.Os números de importação de derivados de petróleo (3 milhões de toneladas e 161% de aumento), metanol (803 mil toneladas e 32% de alta), cevada e malte (515 mil toneladas e 99% de crescimento) e trigo (316 mil toneladas e 380% de aumento) também foram destaque. ANTONINA – A movimentação de cargas no Porto de Antonina também registrou aumento em 2016. Foram mais de 1,3 milhão de toneladas e um crescimento de 58% em relação a 2015.Além de ter registrado alta de 9% na importação de fertilizantes, que chegou à marca de 845 mil toneladas no ano, o crescimento se deu pelo aumento na movimentação de açúcar, que teve seus volumes de exportação praticamente triplicados, e a adição do embarque de farelo de soja pelo terminal.


05.01.2017

Porto de Santos ainda terá restrições A dragagem de aprofundamento do porto de Santos não será suficiente para atender a próxima geração de navios sem restrições. A constatação pode ser depreendida de estudos preliminares encomendados pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que administra o porto, para aferir, entre outros, em quais condições o maior porto da América Latina poderá receber embarcações maiores. Informações preliminares apontam restrições para a viabilidade das manobras com embarcações porta-contêineres com 349 a 366 metros de extensão em um cenário em que o porto esteja aprofundado até 17 metros. Hoje, o porto tem profundidades próximas a 15 metros e o navio-tipo mede 306 metros - mas, em condições especiais, o porto consegue receber navios de até 336 metros. Essas análises e a simulação realizadas apontam a viabilidade das manobras de entrada e saída desses navios, com algumas condicionantes ambientais e meteorológicas (visibilidade, estofo de maré, vento e ondas) e uso de rebocadores com capacidade de tração unitária de 70 TPB [tonelagem de porto bruto], entre outras condições, diz o balanço da Codesp sobre as ações de 2016 divulgado ontem. Santos é o principal 'hub' portuário do país, sendo responsável por movimentar um terço da corrente de comércio nacional e 40% dos contêineres brasileiros. Parte dos estudos, desenvolvidos pela USP, tem como objetivo responder questionamentos do Ministério Público Federal, que entrou com uma ação civil pública com pedido de liminar para reduzir a largura do canal de navegação do porto de Santos de 220 para 170 metros - na direção contrária do que busca o porto. Em relação à influência da dragagem nas ressacas que têm ocorrido na Baixada Santista, os estudos concluíram que o nível de interferência da dragagem nas intercorrências verificadas nas praias de Santos e Guarujá é de, no máximo, 4%, disse o diretor da Codesp de relações com o mercado e comunidade, Cleveland Lofrano. O balanço coloca como perspectiva de movimentação de cargas para 2016 - o número do exercício ainda não foi apurado - um total de 113,475 milhões de toneladas, redução de 5,4% sobre 2015. Seria o terceiro maior resultado já registrado pelo porto, abaixo apenas de 2015 e 2013. Segundo o presidente da Codesp, Alex Oliva, apesar do recuo, causado principalmente pela expressiva queda nos embarques de milho, o volume foi concretizado num cenário econômico global adverso, mostrando o bom desempenho do porto de Santos, inclusive, em situações adversas. Outro fator considerado determinante para a perspectiva do resultado é a queda de 5,6% estimada para as operações com cargas conteinerizadas em 2016, afetadas pela valorização do real, que minou a competitividade das exportações brasileiras de maior valor agregado, em um cenário global de demanda ainda reprimida.


05.01.2017

Governo rescinde contrato com EEL para dragar Santos O governo rescindiu o contrato com a empresa EEL Infraestruturas para contratar a dragagem do porto de Santos e já acionou a Van Oord, segunda colocada na disputa. Conforme o Valor adiantou, em outubro o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil abriu processo para rescindir unilateralmente o contrato com a EEL, vencedora da licitação, após recusar a terceira garantia financeira apresentada pela empresa para prestar o serviço. Com isso, a pasta espera ter resolvido um dos maiores imbróglios portuários, pois o governo passou praticamente 2016 todo em idas e vindas analisando as garantias da EEL, que venceu a licitação ao cobrar o menor preço para dragar o porto: R$ 369,1 milhões. Segundo o Ministério, a Van Oord, que pediu R$ 373,9 milhões, foi chamada e manifestou interesse em tocar o projeto pelo preço ofertado pela EEL. A EEL apresentou três garantias, duas delas no intervalo de três meses. Numa das tentativas, a empresa apresentou títulos de dívida pública vencidos e que, segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), poderiam ser falsos. Sem a comprovação de que a empresa tem condições financeiras de arcar com o contrato, a ordem de serviço para início dos trabalhos de desassoreamento continuado no porto não pode ser dada. O atraso compromete a competitividade dos terminais instalados em Santos, que responde por 30% das trocas brasileiras em valores. A licitação foi feita em 2015 via Regime Diferenciado de Contratações (RDC), em que vence quem dá o maior desconto sobre o orçamento. Nessa modalidade o contrato é primeiro assinado com quem apresenta a melhor proposta, depois o vencedor apresenta a garantia e, finalmente, a ordem de serviço é dada. A contratação da dragagem de Santos iniciou a 2ª fase do Programa Nacional de Dragagens. Lançada em 2014, sofreu reveses, com a abertura das ofertas só em 2015. A EEL disse desconhecer a informação e afirmou que vai recorrer à Justiça se foram "maculados" seus "legítimos interesses". A presidente da EEL, Cláudia Alves, disse que a empresa irá ao Judiciário "para se defender até as últimas instâncias". A empresária reafirmou que a EEL tem um contrato assinado com o Ministério dos Transportes "com todas as garantias apresentadas, em estrito cumprimento ao referido contrato e à lei."


12.01.2017

Contran aprova registro nacional para comércio de veículos novos e usados A partir de julho entrará em operação o Renave (Registro Nacional de Veículos em Estoque). De acordo com a “Confederação Nacional do Transporte”, a resolução que estrutura o registro nacional foi aprovada pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito) nessa terça-feira e publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira. Conforme o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), por meio de um sistema informatizado, o Renave terá o registro das entradas e saídas dos veículos novos e usados disponíveis nos estoques de concessionárias e revendedores. O novo sistema prevê o registro das transações com veículos em tempo real, que serão validadas pelo órgão, junto aos Detrans (Departamentos de Trânsito), Receita Federal e Secretarias de Fazenda. O Denatran explica que a medida visa a dar maior segurança e transparência às operações de compra e venda de automóveis. Sustenta, ainda, que a ferramenta também contribuirá para fomentar a formalização de uma relação que atualmente ainda funciona, em grande parte, de modo informal e sem o devido registro, mapeando informações em todas as suas etapas. O Renave está amparado no § 6º do Artigo 330 do CTB (Código Brasileiro de Trânsito), que permite a substituição dos livros de registro de movimento de entrada e saída de veículos novos e usados por sistema eletrônico, na forma regulamentada pelo Contran. O sistema é dedicado aos estabelecimentos que comercializam automóveis novos e usados e não será utilizado, no primeiro momento, entre pessoas físicas.


13.01.2017

Multa da prefeitura do Rio por ônibus sem ar-condicionado pode chegar a R$ 62 milhões A prefeitura do Rio de Janeiro pode receber uma multa de até R$ 62,4 milhões por não ter climatizado a frota de ônibus. Cada coletivo sem ar custará R$ 20 mil, caso se confirme a decisão de julho do juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves, da 8ª Vara da Fazenda Pública da Capital. De acordo com o Ministério Público, faltaram 3.122 veículos a serem trocados para bater a meta do ano passado. Ainda de acordo com o órgão, apenas 868 foram até setembro de 2016. “Talvez, assim, o município perceba a necessidade de honrar com o compromisso assumido nos autos do processo em favor da população usuária do Serviço Público de Transporte de Passageiros de Ônibus, que almeja o mínimo de conforto nas viagens realizadas no dia a dia”, afirmou o juiz, na sentença. Segundo o jornal “O Globo”, o MP informou que aguarda o julgamento do último recurso da Prefeitura do Rio, impetrada pela antiga gestão, para pedir a aplicação da multa. A previsão é de até 60 dias para a decisão ser anunciada. Os promotores também pedem ainda que o prefeito Eduardo Paes e os secretários de Transportes, que ocuparam a pasta desde que foi firmado o acordo de refrigerar a totalidade dos coletivos, no começo de 2014, respondam solidariamente pelo pagamento da multa de R$ 20 mil, por cada ônibus não climatizado. A Prefeitura do Rio, sob gestão de Eduardo Paes, havia se comprometido com o Ministério Público, em 2015, que chegaria a meta de 100% da frota com arcondicionado no fim de 2016. Como não cumpriu, foi condenada à multa. Tento recorrer sete vezes e perdeu todas, segundo o MP. O atual secretário municipal de Transportes, Fernando Mac Dowell, que herdou o problema da antiga administração, afirmou que pedirá mais tempo para trocar a frota antes de ser multado. O RioÔnibus, sindicato das empresas de ônibus da cidade, ameaçou que não reajustar o valor da passagem de ônibus pode causar o fim de algumas linhas e a falta de veículos. Já a Secretaria municipal de Transportes informou que manterá a posição de não subir o valor da passagem enquanto a frota não for completamente climatizada. “Desde abril de 2015, seis empresas encerraram suas atividades e outras 12 enfrentam dificuldades atualmente. Além de quebra de contrato, não reajustar a tarifa representa uma ameaça ao equilíbrio econômico-financeiro das empresas. Em curto prazo, há risco de descontinuidade de linhas e falta de ônibus em várias regiões da cidade, uma vez que os consórcios não poderão suprir as empresas paralisadas nem readmitir rodoviários que eventualmente perderem seus empregos”, informou o sindicato, em um comunicado divulgado nesta quinta-feira.


13.01.2017

Pernambuco está entre os 10 estados mais perigosos no trânsito Pernambuco é um dos estados mais violentos do país quando o assunto é trânsito. Um levantamento inédito revelou que o estado é o nono do Brasil em números absolutos de morte no tráfego. Os municípios de Ouricuri; Trindade, no Sertão, e Agrestina, no Agreste, são as cidades com as maiores taxas de óbitos no estado. Já Abreu e Lima; Camaragibe e Glória do Goitá são as que menos registram mortes relacionadas ao trânsito. O índice é calculado levando em consideração o número de óbitos a cada 100 mil habitantes. De acordo com a pesquisa encomendada pela empresa de bebidas alcoólicas AmBev e realizada pela consultoria Falconi divulgada este mês, Pernambuco registrou 1.948 óbitos por acidentes de trânsito em 2014. Cerca de 50% desses envolveram motociclistas. O estado tem índice de 21 óbitos por 100 mil habitantes, taxa ligeiramente inferior à nacional (21,9 no Brasil). Segundo o relatório, as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife e Brasília somaram quase 10% do total de mortes no trânsito registrados em 2014. A capital pernambucana é a quarta cidade do país em número de óbitos. O taxista Almir Bezerra, 57, que trabalha dirigindo há 35 anos, opina que a violência no trânsito da cidade vem da falta de educação dos motoristas. “O uso de celular ao volante, falta de atenção e pressa dos motoristas é o que tem de pior nas ruas”, afirmou. O estudo é o mais recente sobre o tema e foi feito a partir do cruzamento de dados de entidades como Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP), Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e Organização Mundial da Saúde (OMS). “Lançamos um olhar sobre a bibliografia existente sobre o tema e agrupamos as informações acreditando que o primeiro passo para trabalharmos a questão da segurança viária é ter informações sobre o assunto”, ressaltou o consultor da Falconi, Daniel Oliveira. “Os dados são uma contribuição em relação a esse problema. Já estamos realizando campanhas em São Paulo e no Distrito Federal. O objetivo é, no futuro, levá-las a outros estados”, completou o diretor de relações corporativas, sustentabilidade e comunicação da Ambev, Renato Biava. Parte do Programa Ambev de Consumo Responsável em São Paulo e no Distrito Federal é o Dia de Responsa, quando funcionários da empresa visitam bares, restaurantes e distribuem material informativo sobre a importância do consumo moderado e os riscos do uso indevido de bebidas alcoólicas. Parte do grupo que mais aparece nas estatísticas de acidentes de trânsito, o supervisor de call center Carlos Porto, 35 anos, usa motocicleta diariamente há 4


anos. Ele escolheu o meio de transporte pela agilidade e economia. “Já sofri dois acidentes. Os dois foram com ônibus, mas nenhum grave. Por causa da vulnerabilidade que temos na moto, minha mãe fica muito preocupada. Estou me planejando para comprar um carro”, disse. Em 2016, a Secretaria Estadual de Saúde revelou que os acidentes envolvendo motocicletas em Pernambuco consumiram R$ 917 milhões dos cofres públicos. O dinheiro gasto nas esferas municipal, estadual e federal com acidentes de moto representa o mesmo valor que garante quatro anos de funcionamento do Hospital da Restauração (HR), maior emergência do Norte e Nordeste, que recebe a maior parte das vítimas em situação grave de acidente de trânsito no estado. O montante também equivale a 11 anos de funcionamento do Hospital do Câncer de Pernambuco (HCP). A média de idade dos motociclistas que morreram no estado é de 29 anos.

13.01.2017

´Estrada para a Saúde` caminhoneiros em 2016

atende

mais

de

4,3

mil

O Programa Estrada para a Saúde, coordenado pelo Instituto CCR e desenvolvido na CCR ViaOeste, concessionária que integra o Programa de Concessões de Rodovias, atendeu 4.338 caminhoneiros em 2016 em seu posto fixo, localizado na área de descanso do km 57 da Rodovia Castello Branco (SP-280), sentido Capital. Além de acompanhar a saúde dos motoristas profissionais, que têm poucas oportunidades de fazerem isto devido à sua profissão, o programa oferece orientações e tratamentos de saúde gratuitos. Na base do Estrada para a Saúde, programa que tem o patrocínio da Mercedes-Benz, o motorista profissional pode realizar exames de glicemia, colesterol, pressão arterial, acuidade visual e cálculo de massa corpórea por meio de consultas especializadas com enfermeiros. Além disso, o caminhoneiro tem à sua disposição tratamentos odontológicos preventivos, corte de cabelo e massagem bioenergética. “O Estrada para a Saúde permite que o caminhoneiro utilize parte do pouco tempo que tem disponível em sua rotina para cuidar de si mesmo. O posto é outro dos benefícios do Programa de Concessões de Rodovias”, destaca Luis Sarmento, coordenador do Programa Estrada para a Saúde na CCR ViaOeste. Desde 2011, quando o posto foi inaugurado, mais de 27 mil caminhoneiros já foram atendidos. Luis ressalta que os familiares dos caminhoneiros também são convidados a conhecer o programa, passar pelos exames e acabam sendo conscientizados de como devem auxiliar nos cuidados de seus companheiros, pais, etc. “Ao atuar com este foco mais amplo, envolvendo a família, os resultados têm muito mais qualidade e efetividade”, aponta Sarmento. “O foco do trabalho também é a segurança nas estradas.


13.01.2017

Terminal de logística de carga do Aeroporto de Fortaleza cresce 7% nas exportações O terminal de logística de carga (Teca) do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza (CE), concluiu 2016 com crescimento de 7% no setor de Exportação. Foram 3.895,9 toneladas movimentadas. O Teca também contabilizou aumento de 1% da movimentação total (Importação + Exportação), com 5.624,7 toneladas. Segundo o gerente de Negócios em Logística de Carga do Aeroporto de Fortaleza, Rinaldo Tolentino Tavares de Lira, o Teca de Fortaleza sempre teve um histórico de fluidez nas operações e serviços de Exportação, e, para isso, todas as estatísticas de segmento de mercado - destino final, perfil da operação, dentre outros fatores são acompanhadas de perto e de forma constante. “O importante é sempre nos adequarmos à demanda do exportador”, explica Rinaldo. “Itens de exportação- Segundo o gerente da Infraero, o Ceará vem se firmando como um importante polo de exportação (modal aéreo) em três segmentos: frutas (mamão e manga), calçados e couro. “A fruta foi o carro chefe das exportações em 2016, representando 65% do total exportado, em especial o mamão papaya, que corresponde a 89% das nossas exportações de frutas”, destaca Rinaldo. As frutas seguem direto para a Europa, principalmente para Portugal. Uma parte também segue para a Itália. ”Isso, em parte, se deve à posição estratégica do estado do Ceará em relação à Europa e ao fato de termos voos da TAP saindo diariamente com destino direto para Lisboa”, conta o gerente. Na área de calçados, destaque para a empresa Grendene, que movimentou, juntamente com as outras empresas de destaque do segmento, 8,5% de todo volume exportado em 2016. Em seguida, o couro, que representou 7% das exportações. O segmento exporta o produto, em grande parte, para países como os Estados Unidos e o México. Metas para 2017- Mesmo com o processo de concessão do Aeroporto de Fortaleza, previsto para este ano, a equipe de Logística de Carga do terminal cearense nem pensa em desanimar. “O planejamento e o foco por resultados é total. A Infraero tem um planejamento estratégico definido, e, como empresa, temos uma missão institucional a ser cumprida e executada. Nós aceitamos o desafio e, para isso, já estamos dando prosseguimento ao nosso cronograma de visitas a clientes estratégicos, definindo novos segmentos para prospecção, preparando uma apresentação a ser realizada nas câmaras setoriais de exportação do governo do estado e também preparando um material de apresentação da estrutura do Teca de Fortaleza”, destaca o gerente de Negócios em Logística de Carga do Aeroporto de Fortaleza, Rinaldo Tolentino Tavares de Lira, O terminal de logística de carga do Aeroporto de Fortaleza conta com 22 funcionários, sendo 11 empregados da própria Infraero e 11 terceirizados.


12.01.2017

Uber cria site interativo de trânsito de olho em novos clientes: as cidades Nesta semana, a Uber anunciou o lançamento do Uber Movement, um site interativo com dados de trânsito das cidades onde o aplicativo funciona e desenvolvido em parceria com especialistas em mobilidade e transporte que deve estar disponível a partir do próximo dia 20. Segundo o jornal “Gazeta do Povo”, são dados anônimos sobre mais duas 2 bilhões de viagens realizadas por meio do aplicativo, com a pretensão de concorrer com o Waze e o Google Maps, e que podem ser mais uma ferramenta para cidades e usuários pensarem a mobilidade urbana. Ainda que o acesso seja controlado – é preciso cadastrar seu e-mail e esperar uma resposta para poder acessar o material a partir do dia 20 –, o Uber Movement representa o primeiro passo da multinacional do Vale do Silício, nos Estados Unidos, na direção da transparência e do compartilhamento de dados. E justamente em um momento em que o app desafia cidades como Nova York e São Francisco ao negar acesso a informações específicas. De acordo com um vídeo que apresenta a iniciativa, com o Uber Movement é possível traçar análises de tráfego segundo períodos e áreas específicas nas cidades em que o app opera – por ora são quatro cidades (Washington e Boston, nos Estados Unidos, Manila, nas Filipinas, e Sydney, na Austrália), mas outras devem se somar à base de dados logo. Hoje, o app opera em cerca de 450 cidades mundo afora. Para o departamento de transporte de Washington, que trabalhou meses a fio com a Uber antes do lançamento do Uber Movement, o site pode ser mais uma peça no quebra-cabeça que é a mobilidade urbana no distrito da capital federal dos EUA. Enquanto os agentes oficiais estão presos a aquilo que eles sabem sobre padrões de deslocamento de motoristas e passageiros, cerca de 30 mil parceiros circulam pela região. Na verdade qualquer ferramenta capaz de fornecer informações em tempo real, e de maneira inteligente, às cidades podem fazer uma diferença enorme no planejamento urbano. O Waze começou a dividir seus dados com Sydney, Los Angeles e outras várias cidade há alguns anos. Gabe Klein, que já comandou o departamento de transporte de Detroit, diz que é possível que a Uber esteja apenas “jogando um osso” para as cidades com o Uber Movement. Ainda assim, acredita ele, a Uber e outras companhias similares podem perceber, mais à frente, o quão crucial é a transparência de dados para estabelecer parcerias público-privadas e na busca por lucro. Até lá, Klein diz que “as cidades precisam ser bastante claras sobre o que elas desejam”. “Quando você não é totalmente claro sobre o que você quer, é muito mais fácil ser enrolado.” Algumas cidades aceitaram a Uber como responsável pela custódia dos dados e estão, portanto, limitadas ao que a companhia desejar divulgar.


06.01.2017

Ranking põe GRU como o segundo aeroporto mais pontual do mundo Segundo uma pesquisa da OAG, uma empresa de análise de aviação, o Aeroporto de Guarulhos foi considerado o segundo mais pontual do mundo, com pontualidade em 85,28% das partidas. Só ficou atrás aeroporto de Haneda, no Japão, com 87,49%. A OAG avalia que a diminuição em 10% do número de voos que passaram por Guarulhos no último ano pode ter contribuído para a posição favorável no ranking, mas reitera que o segundo lugar “continua sendo um feito significativo”. Em terceiro lugar, com 84,64%, está o aeroporto de Detroit, nos Estados Unidos; em quarta, com 84,57%, está o de Atlanta (EUA) e em quinta posição, com 84,46%, está Minneapolis (EUA).

05.01.2017

Honk Kong ganha linha metroviária com sistema driverless Honk Kong acaba de ganhar uma nova linha metroviária com sistema driverless, sem condutores, com 7 quilômetros de extensão. A chamada Linha do Sul da Ilha começou a ser construída em 2011, e é considerada de média capacidade, ligando o serviço ferroviário da Estação Admiralty ao lado sul, por meio de túneis e viadutos. O novo serviço vai atender a 350.000 pessoas que vivem e trabalham no Distrito do Sul. De acordo com a operadora MTR, o intervalo entre composições será de aproximadamente 3,5 minutos.Para atender ao trecho foram adquiridos 10 trens de três carros, desenvolvidos pela chinesa CRRC Changchun Railway Vehicles. A viagem de 11 minutos substitui um trajeto de ônibus de 45 minutos.


05.01.2017

China começa serviço de trem direto para Londres A China começou esta semana um serviço de trem direto até Londres, com duração de 18 dias, segundo a agência de notícias oficial chinesa Xinhua. Ao todo, o percurso tem 12 mil quilômetros, com início na cidade de Yiwu, na província de Zhejiang. O trajeto passa por sete países além da China e da Inglaterra: Casaquistão, Rússia, Bielorússia, Polônia, Alemanha, Bélgica e França. O Reino Unido tem buscado nos últimos anos estreitar os laços com a China, de maneira a se tornar a porta de entrada para o mundo ocidental. O ex-primeiroministro, David Cameron, propôs que Londres fosse o principal centro de negociação da moeda yuan. A atual premier, Theresa May, afirmou que a relação com a China permanece “dourada”, em busca de investimentos chineses especialmente no momento de saída da União Europeia. Segundo o jornal britânico “Telegraph”, há 39 rotas na ferrovia atualmente, ligando 16 cidades chinesas a 12 europeias. O movimento é parte da estratégia do país asiático de reerguer uma antiga Rota da Seda, por onde circulavam riquezas entre a China e o Mediterrâneo. Na época do anúncio, em 2014, a expectativa era de investimento de US$ 40 bilhões.

INVESTIMENTOS ACIMA DE US$ 100 BILHÕES Os investimentos na construção de linhas férreas deve chegar a US$ 115 milhões este ano, de acordo com a agência de notícias Reuters, que cita a Xinhua, investimento no mesmo nível de 2015. Assim, será possível ampliar a rede para 150.000 quilômetros, um acréscimo de 2.100 quilômetros. Nos últimos meses, o governo chinês acelerou a aprovação dos projetos de construção, inclusive os de ferrovias, para apoiar a atividade econômica.


13.01.2017

Em comunidades da América Latina, teleférico tem status de transporte público Livrar-se do congestionamento infernal da Cidade do México é normalmente uma prerrogativa dos endinheirados, que usam helicópteros ou pagam para usar a plataforma superior de rodovias de dois níveis (sim, isso existe por lá) para evitar o caos abaixo. Em outubro, no entanto, milhares de moradores de um subúrbio industrial começaram a chegar ao trabalho ou à escola em cápsulas coloridas que fazem seu percurso pela primeira rota de teleférico da cidade. O Mexicable, uma linha de teleférico com sete estações que percorre cerca de cinco quilômetros através de bairros pobres, é parte de uma “frota” de bondinhos que não para de crescer na América Latina, ligando comunidades marginalizadas ao coração metropolitano de suas cidades. No Brasil, as experiências mais conhecidas, com erros e acertos, estão no Rio de Janeiro. Em Ecatepec, maior e mais perigoso município da Grande Cidade do México, com 21 milhões de habitantes e caracterizado por morros íngremes, o Mexicable trouxe novos visitantes, trajetos mais curtos, uma explosão de arte de rua e um novo sentido de inclusão na vida da cidade, segundo os moradores. Nancy Montoya, dona de casa que vive em Esperanza, perto da sexta estação do Mexicable, disse que economiza cerca de duas horas por dia usando o novo sistema – tempo que passa agora fazendo lição de casa com seus filhos ou comprando mantimentos. Seu trajeto também é menos perigoso. Nancy, 36 anos, foi assaltada tantas vezes nos ônibus que perdeu a conta, uma queixa constante dos moradores. “Você ficava lá sentada só esperando a chegada deles”, disse ela sobre os ladrões. Hoje em dia, no bondinho, ela olha para baixo e vê as filas de kombis, ou microônibus. “Fico pensando que as pessoas ainda estão sendo assaltadas, mas isso não acontece mais comigo”, disse ela. Nos últimos 12 anos foram construídos sistemas de teleféricos em cidades que incluem Cali e Medellín, na Colômbia, Caracas, na Venezuela, La Paz, na Bolívia e Rio de Janeiro. Existem planos para outros em mais cidades latino-americanas, de acordo com o Gondola Project, que faz o acompanhamento de programas de teleférico em todo o mundo.


Medellín: da relação com Pablo Escobar a um modelo a ser seguido O sistema de Medellín, que começou a operar em 2004, ajudou a revitalizar alguns dos bairros mais problemáticos da cidade, parte de uma renovação que inclui jardins, um museu e uma biblioteca. Em La Paz, o sistema, que foi inaugurado em 2014, uniu comunidades divididas por raça e status social. Esses casos de sucesso aumentaram as expectativas do poder transformador dos bondinhos, e alguns especialistas se preocupam com a possibilidade de a situação se transformar em jogada política. Afinal, falta tanta coisa nessas comunidades. Julio D. Dávila, professor de Política Urbana e Desenvolvimento Internacional na University College London, que estudou os projetos de teleféricos na Colômbia, porém, disse que o benefício social de unir comunidades pobres à vida econômica de uma cidade não pode ser quantificado. “Não dá para usar a análise tradicional de custo-benefício. O que importa é que os pobres têm acesso à cidade e se sentem incluídos”, disse ele. Teleféricos não são mais importantes que serviços básicos Em Ecatepec, o projeto do Mexicable trouxe progresso urbano, disseram os moradores. O município instalou novos postes e asfaltou algumas ruas. Ao longo da rota, o governo pintou fachadas de rosa, verde e lilás e encomendou cerca de 50 pinturas murais enormes: a boca escancarada de um tubarão em um telhado; um retrato de Frida Kahlo feito por Alec Monopoly, grafiteiro de Nova York; um elefante parecido com Elmer, esculpido pelo artista de Oaxaca Fernando Andriacci; uma menina sorridente, cujo rosto envolve uma das estações de concreto do Mexicable. Embora o teleférico da Cidade do México esteja virando uma atração à parte na cidade, os moradores não acreditam muito que o trabalho de embelezamento possa trazer o tipo de renascimento que ocorreu em Medellín. Nelli Huerta, dona de casa que esperava um ônibus em Tablas del Pozo, perto da metade da rota do Mexicable, com sua filha de 10 anos, disse que havia usado o teleférico algumas vezes, mas prefere viajar em terra firme. Olhando para os bondinhos que passam lá em cima, ela disse que, em vez disso, o governo deveria ter gasto o dinheiro em serviços básicos. Paul M. Abed, diretor do Mexicable, disse que o sistema carrega uma média de 18 mil passageiros por dia, e se espera que chegue a 30 mil. A sensação de que, diante da falta de tantos serviços básicos, a instalação de um teleférico possa parecer um luxo não é só dos moradores da Cidade do México. No Rio de Janeiro, os moradores das comunidades beneficiadas por projetos assim também relatam esse sentimento. O primeiro teleférico dito de “transporte de massa” no Brasil foi o do Complexo do Alemão, conjunto de 13 comunidades no Rio de Janeiro, inaugurado em 2011. Desde outubro de 2016, porém, o serviço está paralisado. A versão oficial, do governo estadual, é de que houve desgaste em um dos cabos de tração do sistema, que não tem data para ser consertado. Segundo órgãos da imprensa local, como o RJTV, da Rede Globo, porém, o serviço parou porque o consórcio responsável não recebe pagamento em dia desde de abril do ano passado – só mais uma conta no quadro de falência financeira do Estado do Rio de Janeiro. O segundo teleférico do Rio nesses moldes veio em julho de 2015, no Morro da Providência, ligando a Praça Américo Brum, no alto do morro da Providência, à Central do Brasil e à Cidade do Samba, na Gamboa. Há também um projeto


semelhante para a Rocinha. Mas, na cabeça dos moradores, sempre vem a pergunta: é disso mesmo que precisamos? “Na Rocinha, a proposta do teleférico gerou discordância por uma parte dos moradores, que se manifestou a favor do emprego do recurso em saneamento básico ao invés da construção de um oneroso teleférico. Na época, essas manifestações que levantaram o mote ‘Saneamento sim, teleférico não’ foram divulgadas na imprensa”, conta a arquiteta Lídia Borgo Duarte dos Santos, que, em uma dissertação apresentada ao programa de Engenharia Urbana e Ambiental da PUC-Rio em 2014, estudou de perto as experiências com teleféricos na capital fluminense. Embora traga benefícios que vão além da mobilidade – no Rio, em especial, os teleféricos conseguem também atrair turismo e desenvolvimento para as comunidades –, esse tipo de sistema é caro. “O teleférico é uma tecnologia importada de alto custo construtivo e operacional em relação à capacidade de passageiros transportada”, lembra Lídia. O do Complexo do Alemão, por exemplo, custou cerca de R$?210 milhões e tem uma despesa operacional de cerca de R$ 50 milhões por ano, mas, ultimamente, estava transportando apenas 9 mil passageiros/dia, mesmo tendo uma capacidade para 30 mil. Sistema integrado também é necessário nos morros Fernando Páez, diretor do sistema de transporte integrado do Instituto de Recursos Mundiais na Cidade do México, disse que está nos planos da prefeitura conectar o Mexicable a um sistema de ônibus rápido que, por sua vez, se ligaria ao metrô. No momento, os passageiros têm que usar um serviço temporário de ônibus. “Isso vai resolver os problemas de transporte de toda uma população, mas é preciso uma conexão com o metrô”, disse ele. Por enquanto, apenas estar conectado ao centro de Ecatepec já é uma mudança agradável, disseram alguns moradores. E, pela primeira vez, visitantes de toda a Cidade do México vieram dar uma olhada em seu bairro. Quase 250 mil pessoas – muitas de fora do município – usaram o sistema durante a primeira semana de funcionamento, quando era gratuito e ainda uma novidade. Blanca Estela Rosas, que usa o Mexicable todos os dias para levar o almoço de casa, em San Andres, até a oficina do marido em Tablas del Pozo, ficou surpresa ao ver pessoas visitando sua comunidade. “Achávamos que essas coisas eram para lugares bonitos com montanhas”, disse ela sobre o sistema de teleférico. “Não há nenhuma paisagem bonita aqui, mas agora estamos no mapa.” Nas experiências brasileiras não é diferente. Lidia Borgo Duarte dos Santos lembra que muitas das iniciativas de mobilidade implementadas nos morros cariocas não preveem integração com os demais modais, ignoram soluções para usuários que moram mais na base das comunidades e mesmo estudos mais aprofundados quanto à real demanda por uma nova opção de mobilidade. “A participação popular de fato é um direito previsto na nossa legislação [diz ela, se referindo às audiências e outras participações dos moradores durante a instalação dos teleféricos no Rio], mas além disso, sempre são necessários os estudos técnicos aprofundados. O uso do teleférico do Alemão, por exemplo, está abaixo da sua capacidade de passageiros.


13.01.2017

BRT com ônibus não poluente é aprovado em Curitiba Após um processo de PMI – Proposição de Manifestação de Interesse da Iniciativa Privada, a prefeitura de Curitiba aprovou o projeto que contempla a construção de corredores de ônibus do modelo Bus Rapid Transit (BRT), porem com veículos não poluentes. Posteriormente devem ser abertas licitações de uma nova malha de cinco corredores que somam 106 quilômetros: Aeroporto/Centro Cívico; Tamandaré/Cabral; Linha Verde; Araucária / Boqueirão; e Norte/Sul. Serão aproximadamente 300 novas estações de embarque e desembarque, com wifi, painéis com informações sobre os horários e as linhas, além de ar-condicionado. Algumas delas serão subterrâneas. “O aspecto que nos atraiu foi a tecnologia proposta pela Volvo para esse tipo de projeto. O CIVI [City Vehicle Interconnect] é um modelo que não tem paralelo no mundo, além de atender as normas da Euro 6 de restrição à poluição, com ônibus híbridos, incorpora conectividade, permitindo prever com exatidão o horário de chegada do ônibus” – explicou o presidente do Conselho de Administração da Cesbe, Carlos de Loyola e Silva.


13.01.2017

Uso de bicicleta como meio de transporte para o trabalho poderá ter apoio do BNDES PLS 317 / 2014 - Leia o conteúdo do Projeto de Lei do Senado que autoriza o Poder Executivo a conceder empréstimos subsidiados a empresas ou pessoas jurídicas que desejem adquirir bicicletas ou construir bicicletários para o uso dos funcionários, entre outras coisas. Está pronto para votação na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) o Projeto de Lei do Senado (PLS) 317/2014, que autoriza o Poder Executivo a conceder empréstimos subsidiados a empresas que queiram adquirir bicicletas ou construir bicicletários para seus funcionários. O projeto é de autoria do então senador Fleury (DEM-GO) e tem parecer favorável da relatora, senadora Lídice da Mata (PSB-BA). Pelo texto, fica o governo autorizado a conceder, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), financiamento às empresas que desejem adquirir as bicicletas ou construir bicicletários, com o fim de estimular seus funcionários a aderir a este meio de transporte. As bicicletas deverão ser destinadas preferencialmente ao uso comunitário dos trabalhadores. E os bicicletários terão que ser instalados nas sedes ou subsidiárias de cada empresa. Ainda pela proposta, em cada operação de financiamento serão aplicadas as seguintes condições: prazo de duração de 10 anos; prazo de carência de 3 anos; e a taxa de juros de longo prazo (TJLP) mais os encargos normalmente cobrados pelo BNDES. O projeto ainda autoriza o Ministério do Meio Ambiente a criar o Selo de Sustentabilidade em Mobilidade Urbana, que será concedido às empresas que adquirirem as bicicletas e instalarem bicicletários. Em seu relatório, Lídice argumenta que o modo cicloviário contribui para o desenvolvimento sustentável, por desestimular o uso de outras opções mais poluentes na rede de mobilidade urbana. Combate à poluição Na justificativa, Fleury cita que nos últimos anos tem havido um crescimento de quase 10% ao ano na utilização de bicicletas, segundo dados da Associação Nacional de Transporte Público (ANTP). “A fabricação anual supera 4 milhões de unidades. Apesar disso a bicicleta ainda é um meio pouco representativo, correspondendo a menos de 4% dentre as opções de transporte para deslocamentos urbanos”, aponta. Ele ainda defende a medida por seu potencial de “diminuir a poluição”.


13.01.2017

Expresso Turístico da CPTM teve 14 mil turistas em 2016 Uma boa opção para curtir as férias em São Paulo é embarcar em uma composição antiga, da década de 1960, e fazer uma verdadeira viagem no tempo. O Expresso Turístico da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) oferece três roteiros: Paranapiacaba, Jundiaí e Mogi das Cruzes. Em 2016, foram realizadas 102 viagens para as três cidades, totalizando 14.334 turistas atendidos. O destino mais procurado é Paranapiacaba, a vila de arquitetura inglesa que testemunhou a importante fase de expansão das ferrovias no Brasil. No último ano, 8.644 pessoas visitaram o local nas 51 viagens do Expresso, que são realizadas aos domingos. O trem parte da Estação da Luz e faz uma pausa para embarque na Estação Prefeito Celso Daniel-Santo André. A cidade de Jundiaí garante aos interessados as belezas naturais da Mata Atlântica. Em 2016, as 39 viagens realizadas transportaram 4.754 turistas que curtiram a região de herança italiana, localizada a 60 quilômetros da capital paulista, e que reserva atrações como o Museu Ferroviário da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, a Serra do Japi e as fazendas e vinícolas da região. O passeio ocorre em três sábados de cada mês. Já Mogi das Cruzes atrai os adeptos das pedaladas. Localizada a 48 quilômetros da capital, a cidade tem opções de trilhas tanto para iniciantes quanto para ciclistas profissionais. Mogi também é conhecida como centro produtor de flores, com destaque para as orquídeas, herança da forte presença japonesa na região durante a primeira metade do século 20. O Expresso Turístico para Mogi parte no segundo sábado de cada mês e levou 936 passageiros nas 12 viagens feitas no ano passado. Histórico Em sete anos de operação, 114.351 turistas já embarcaram no Expresso Turístico da CPTM, que foi criado em 2009 por uma iniciativa da STM (Secretaria dos Transportes Metropolitanos). Os passeios são feitos a bordo de uma locomotiva com dois carros fabricados no Brasil na década de 1960, cedidos pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF). Desde a inauguração foram realizadas 753 viagens aos finais de semana, proporcionando o resgate da memória regional de cada destino e da história ferroviária durante os trajetos, que têm duração aproximada de 1h30. O preço unitário da passagem para qualquer um dos três roteiros é de R$ 45 (ida e volta), exceto para embarque na Estação Prefeito Celso Daniel-Santo André, com destino a Paranapiacaba, que sai por R$ 40. O bilhete é vendido das 9h às 18h, todos os dias, nas bilheterias das estações da Luz e Prefeito Celso Daniel-Santo André. Lembrando que os descontos podem chegar até 50% na compra de quatro passagens. Cabe ressaltar que o bilhete da CPTM contempla somente a viagem de trem até um dos destinos escolhidos. Roteiros complementares, que são de responsabilidade


dos operadores de turismo regionais, devem ser adquiridos diretamente nas agências de turismo. Os interessados podem obter mais informações e monitorar as vagas e abertura de novas datas pelo site: http://cptm.sp.gov.br/sua-viagem/ExpressoTuristico/Pages/ExpressoTuristico.aspx. Serviço Expresso Turístico Paranapiacaba – realizado todos os domingos Embarque: às 8h30 na plataforma 4 da Estação da Luz ou às 9h na Estação Prefeito Celso Daniel-Santo André Retorno: às 16h30 na plataforma em Paranapiacaba Expresso Turístico Mogi das Cruzes – realizado um sábado por mês Embarque: às 8h30 na plataforma 4 da Estação da Luz Retorno: às 16h30 na plataforma da Estação Mogi das Cruzes Bilheterias Estações da Luz e Prefeito Celso Daniel-Santo André De segunda a domingo, das 9h às 18h


Fim de Semana ARTESP - edição 87_