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15º FESTIVAL DE DANÇA DE LONDRINA DE 7 A 15 DE OUTUBRO DE 2017 www.festivaldedancadelondrina.art.br #dancalondrina

PRESIDENTE DE HONRA Leonardo Ramos COORDENAÇÃO GERAL Danieli Pereira COORDENAÇÃO DE COMUNICAÇÃO Renato Forin Jr. COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO: Aneliza Paiva COORDENAÇÃO TÉCNICA: Rogério Francisco Costa EQUIPE DE PRODUÇÃO

FESTIVAL CELEBRA A REVOLUÇÃO DA ALEGRIA . 2

ESPETÁCULOS LUB DUB . 6

BOLLYWOOD COSMIC DANCE

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Amarilis Irani Ana Karina Barbieri André Demarchi

ORAÇÃO PELO FIM DO MUNDO

EQUIPE TÉCNICA

DEVOLVE 2 HORAS DA MINHA VIDA .

DANÇA LONDRINA . BOOMERANG DONANTÔNIA . 10 PRETÉRITO IMPERFEITO

LUIS ANTONIO – GABRIELA . 13

ASSESSORIA DE IMPRENSA

SR. WILL . 16

FOTOGRAFIA

Fábio Alcover Mariana Hertel

VIDEOMAKER

Cláudio de Souza DESIGN GRÁFICO:

Visualitá Casa de Design WEB DESIGNER

Alexandre Jorge E XPE D I E NTE

CATÁLOGO FESTIVAL DE DANÇA DE LONDRINA 2017

COORDENAÇÃO EDITORIAL E CONCEITO: Renato Forin Jr.

TEXTOS, EDIÇÃO E REVISÃO: Renato Forin Jr. e Telma Elorza FOTOS DOS ESPETÁCULOS E OFICINAS

Todas as fotografias foram enviadas pelos grupos ou professores e cedidas para divulgação FOTO E VÍ DE O DA A RTE DO F E STI VA L 2 0 1 7 : IDEALIZAÇÃO: Renato Forin Jr. FOTOS E CINEGRAFISMO: Fábio Alcover

PRODUÇÃO: Danieli Pereira BAILARINOS: A criança Amanda Estevam de Lima, Aline Arantes Loureiro, Poliana Thaíssa Soares Santana, Renata Dói e Sassá Santana (convidados da Funcart, que gentilmente participaram das captações)

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Romildo Ramalho Ramos Victor H. Oliveira Renato Forin Jr. Telma Elorza

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ÍNDICE

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CARNAVAL É O ANO TODO . 14

DE CHAPÉU E CORAÇÃO, HISTÓRIAS DE PAIXÃO . 15 LE CARGO . 17

CIDADE EM MOVIMENTO . 18 DNA DE DAN . 19

FANTA KONATÊ E TROUPE DJEMBEDON

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OFICINAS

BALÉ CLÁSSICO . 21

BOLLYWOOD COSMIC DANCE . 22

CONTEMPORÂNEO - A TUA AÇÃO NA DANÇA . 23 DANÇA AFRICANA . 24

O CÍRCULO DA DANÇA . 25


Para o corpo ficar odara! Um Festival que abre e fecha com tambores

- os ancestrais, os pós-eternos: metáfora para as batidas do coração.

Enquanto ele(s) pulsar(em), há vida, há festa.

O tema do 15°Festival de Dança de Londrina

é a força revolucionária da alegria.

De 7 a 15 de outubro, dançaremos todos juntos:

artistas e não-artistas, crianças e adultos, gente como nós,

que quer, que precisa dançar para colorir a palidez destes tempos. Pois a alegria, o desbunde, a contundência da dança ainda é das formas mais potentes de dizer NÃO.

E a gente diz NÃO ao NÃO.

Não a quem quer tornar os dias preto-e-brancos, preto no branco. Dançaremos em matizes várias. Camaleões. Arco-íris. Furta-cor. Seremos meios-tons, moraremos na fronteira. Dançaremos para celebrar a liberdade - que ainda é nossa.

A vida também: cada um com a sua. E todos juntos.

Dançaremos para e pelo nosso direito de escolha e de ser o que se quiser ser. Dentro de um país que nos caiba, pois é sua obrigação pátria. Dançaremos para celebrar o aniversário de 15 anos de um Festival que conseguiu fazer 15 anos. Pois já é raro demais durar aqui e agora. Ademais: Qualquer coisa que se sonhara Canto e danço que dará! Bem-vindo ao Festival de Dança de Londrina.

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Festival celebra a Revolução da Alegria Com atrações nacionais e internacionais, metade delas gratuitas, evento festeja com o público seu aniversário de 15 anos

No cartaz do 15º Festival de Dança de Londrina, o sorriso espontâneo de uma criança e uma explosão de cores. Imagem em contraponto às discussões carrancudas que tomaram o campo das artes nos últimos tempos, quase sempre com posições extremistas, intimidações à liberdade de expressão e confusões entre o campo real e simbólico. A força revolucionária da alegria é justamente o conceito curatorial que o evento interpõe como resposta às questões contemporâneas. O mote é a celebração dos seus 15 anos, tempo em que saltou de uma pequena mostra competitiva entre grupos da cidade para um evento de referência no sul do país, com programação conhecida pelo ecletismo e pela ousadia de linguagem. De 7 a 15 de outubro, o Festival, que tem coordenação geral de Danieli Pereira, promove 17 espetáculos e cinco oficinas com grupos e profissionais das artes cênicas vindos de diferentes cidades brasileiras, como Salvador (BA), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO) e Curitiba (PR). Também participam artistas de dois países da África: Guiné Conacri e República Democrática do Congo. As danças étnicas (com sua cor festiva) e o contemporâneo (com seus ingredientes revolucionários) destacam-se na grade, que oferece ainda estilos como balé clássico e dança de salão, além de espetáculos de teatro e performance art. A proposta da programação deste ano, com metade dos espetáculos gratuitos e outra metade a preços acessíveis (R$10 e R$5), é conclamar o público a dançar junto dos artistas e transformar espaços inusitados em palcos a céu aberto. Algumas ações artísticas começam antes mesmo do dia 7. Às vésperas da abertura, bailarinos da Escola Municipal de Dança param o trânsito: realizam números curtos de clássico em semáforos do centro para lembrar a chegada do evento – é a coletânea “Cidade em Movimento”. Balões biodegradáveis com a marca do Festival também vão colorir o Calçadão e outros espaços da cidade. Tanto a abertura quanto o encerramento da edição 2017 são gratuitos. O primeiro espetáculo fica por conta do Balé Teatro Castro Alves, companhia de Salvador com 36 anos de trajetória e que, pela primeira vez, apresenta seu mais novo espetáculo fora do território nordestino. Trata-se de “Lub dub”, que tem como tema tudo o que pulsa e percute – dos tambores ao corpo humano. Afora a “abertura oficial”, haverá,

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no dia 8, uma “celebração de abertura” no Aterro do Lago Igapó. É o “Bollywood Cosmic Dance”, flash mob inspirado nas danças cinematográficas da Índia e em danças étnicas de várias culturas conduzido pelo Coletivo Cosmic Dance (São Paulo-SP). Pó colorido indiano (“gulal”), sinalizadores de fumaça e figurinos ousados dão um toque especial à celebração. O encerramento alinha-se com a proposta interativa e festiva. Quem fecha as cortinas do Festival é a cantora e bailarina africana Fanta Konatê e o Grupo Djembedom (Guiné Conacri/Brasil), com um show aberto. Dona de impressionante potência vocal e cênica, Fanta passeia por um repertório de canções e movimentos da África Oeste, que contagiam à primeira batida. Ela convida para participar do espetáculo os integrantes de sua oficina. De dança coletiva e fortes percussões também será a programação do feriado, dia 12 de outubro. O Festival leva ao Zerão uma série de atrações: marchinhas de palhaços e oficinas lúdicas com integrantes do Centro Londrinense de Arte Circense (o “CarnaCLAC”), e o show “Carnaval é o ano todo”, do Bloco Bafo Quente passeando por um repertório animado. Uma participação especial nesta tarde fica por conta do Grupo Tuia, de São Paulo, que apresenta às crianças de todas as idades o espetáculo “De chapéu e coração, histórias de paixão”, coletânea de contos adaptados ao cordel, com danças brasileiras. Incensada internacionalmente e conhecida por mesclar dança de salão e movimentos contemporâneos, a Mimulus Cia de Dança (Belo Horizonte-MG) é um dos destaques da programação no dia 10. Ela traz à cidade “Pretérito Imperfeito”, montagem poética sobre a memória - os passados inconclusos que formam o nosso presente. Outra atração de peso é “Devolve 2 horas da minha vida”, do Projeto Mov_oLA (São Paulo-SP), no dia

Ligia Jardim

11. Agraciado com importantes prêmios, a montagem faz uma releitura contemporânea

Thiago Amaral na performance “Bollywwod Cosmic Dance”. Proposta do Festival 2017 é que a cidade dance em comunhão com os artistas

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do clássico “Janela Indiscreta”, de Alfred Hitchcock. A proposta, porém, é questionar a pequena janela para o mundo que temos ao alcance das mãos. O público é convidado a interagir com o elenco durante a apresentação com o uso do celular e de um aplicativo especial. Também sobre os impactos da tecnologia em nossos dias, “Sr. Will”, da Giro8 Cia de Dança (Goiânia-GO), leva ao palco do Ouro Verde um carrinho de controle-remoto em jogo com os bailarinos. A máquina manipulada e manipuladora faz refletir sobre o outro lado, o que temos perdido nos tempos modernos: a dimensão sensorial do corpo, o prazer e o desejo que funda a esfera humana. Na direção oposta ao desmantelamento virtual, o bailarino e coreógrafo Faustin Linyekula, dos Studios Kabako (República Democrática do Congo, África), centra “Le Cargo” (“A Carga”) na potência do corpo atravessado por memórias. Com raro lirismo, Faustin empreende um percurso de regresso à história de sua família, habitante da pequena aldeia de Obilo, como forma de compreender também o destino coletivo do seu país, marcado pela guerra e pela devastação da violência. Ainda sobre percursos autobiográficos de regresso em busca de temas universais, o Festival traz a Londrina pela primeira vez “Luis Antonio – Gabriela”, da Cia Mungunzá de Teatro (São Paulo-SP). O premiado espetáculo conta a história real de Luis Antonio, homossexual e irmão mais velho do diretor Nelson Baskerville. Ele desafia as regras de uma família conservadora dos anos 1960 e parte para a Espanha sob o nome de Gabriela, onde transforma-se em estrela da noite e morre anos depois, viciada em cocaína e portadora do vírus da Aids. A trajetória desta personagem, exilada de um país e apartada de uma família pela força brutal do preconceito, serve como mote para a discussão sobre a questão de gênero, tão em voga diante da guerra entre direitos conquistados e a onda

Fábio Bouzas

conservadora atual.

“Lub dub”, do Balé Teatro Castro Alves - BTCA, abre as cortinas do Festival com movimentos pulsantes que ligam oriente e ocidente. Abertura e encerramento do Festival são gratuitos

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Agathe Poupeney

Pela primeira vez em

Londrina, o congolês Faustin Linyekula apresenta

o emocionante “Le Cargo” (“A Carga”), um regresso à

história de sua família em busca de uma compreensão coletiva de seu país

No campo da performance art, o Festival inclui em sua programação “DNA de DAN”, do respeitado artista curitibano Maikon K. Após aguardar por três horas para que uma substância gelatinosa seque e descame sobre o seu corpo, remetendo à troca de pele, ele inicia uma dança ritual que faz referência a Dan – a serpente ancestral cultuada em várias culturas milenares -, bem como aos processos de metamorfose e transformação. A entrada no espaço da performance é permitida somente a pessoas acima de 16 anos. “DNA de DAN” integrou a mostra “Terra Comunal” a convite de Marina Abramovic e provocou grande discussão em Brasília, no mês de julho, quando Maikon K foi interrompido pela polícia e preso durante a performance. Completando a programação, o Festival alinha em sua grade produções londrinenses que evidenciam a qualidade e diversidade dos nossos artistas. Companhia anfitriã do evento, presente em todas as edições, o Ballet de Londrina apresenta na segunda noite, dia 8, sua “Oração pelo fim do mundo”, que estreou recentemente e toca em temas urgentes como o totalitarismo, a intolerância e as formas de preconceito. Trata-se de um lamento pulsante do diretor Leonardo Ramos e de seu elenco sobre a ação devastadora do ser humano e sua indisposição à convivência pacífica. Na segunda-feira, dia 9, a programação do Festival é inteiramente dedicada à versatilidade de linguagens da cena local. O Núcleo Ás de Paus apresenta a lírica “DonAntônia”, com canto ao vivo, movimentos dinâmicos e apurada técnica de perna de pau. Já a mostra local “Dança Londrina” reúne números de até dez minutos que vão do clássico ao hip hop, da dança de salão ao jazz. A noite conta com participação especial do grupo da Escola de Ballet da Secretaria de Cultura de Ibiporã apresentando a montagem “Boomerang”.

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Balé Teatro Castro Alves - BTCA

Fábio Bouzas

(Salvador-BA)

A B E R T U R A

O F I C I A L

Lub dub

“Lub dub” é o nome que a medicina dá às batidas do coração. O espetáculo, que abre a edição de 15 anos do Festival de Dança de Londrina, inspira-se em tudo o que pulsa – da diversidade de sons percussivos em diferentes culturas aos batuques que emergem do próprio corpo, gerando uma onda que produz e consome energia. Com quase quatro décadas de trajetória, a companhia baiana abraça o desafio de ser coreografada pelo artista experimental Jae Duk Kim (da Coréia do Sul), também criador da trilha sonora e do figurino. O resultado é um hipnótico trânsito entre as culturas afro-brasileira e sul-coreana, do candomblé e capoeira aos tambores orientais, tendo como principal protagonista o corpo com suas expressões dançantes e musicais. É ele que pulsa, sente, se movimenta, protesta, luta e se comunica neste percurso – que é puro movimento – e que chamamos vida. “Lub dub” estreou em abril e se apresenta pela primeira vez fora do Nordeste. O espetáculo traz performance vocal ao vivo do bailarino e cantor Gilmar Sampaio, abrindo de forma vibrante e poética as cortinas de Londrina para a programação 2017. Dia: 7 de outubro (sábado) | Horário: 20h30 | Local: Teatro Ouro Verde (R. Maranhão, 85) Duração: 50 minutos | Classificação indicativa: 14 anos | GRATUITO* *Retirar ingresso nas bilheterias do Festival (máximo 2 por pessoa)

Ficha Técnica: Direção Artística do Balé Teatro Castro Alves: Antrifo Sanches Lub dub - Coreógrafo: Jae Duk Kim | Concepção e Criação da Trilha Sonora: Jae Duk Kim | Assistentes de coreografia: Ana Paula Drehmer e Ticiana Garrido | Design de Luz: Irma Vidal | Concepção do Figurino: Jae Duk Kim | Figurinista: Zuarte Jr. | Operação de Luz: Irma Vidal | Operação de Som: Roberto Tavares | Confecção do Figurino: Guida Maria, Letícia Santos, Rita Ferreira e Do Carmo Santos | Assessoria Técnica Geral: Leonard Henrique | Dançarinos: Adriana Bamberg Marques Mello, Douglas Amaral, Felipe Silva, Leandro de Oliveira, Leonardo Muniz, Luíza Meireles, Mônica Nascimento, Solange Lucatelli, Taís Alves e Tutto Gomes | Performance de voz: Gilmar Sampaio

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C E L E B R AÇ ÃO D E A B E RT U R A

Coletivo Cosmic Dance

Ligia Jardim

Bollywood Cosmic Dance

(São Paulo-SP)

Uma celebração de cores e ritmos contagiantes para dar boas-vindas ao 15º Festival de Dança de Londrina. A performance “Bollywood Cosmic Dance” ocupa o Aterro do Lago Igapó com um flash mob dirigido pelo ator e dançarino Thiago Amaral, junto de participantes da oficina homônima ministrada em diferentes regiões da cidade. A brincadeira é a seguinte: o Coletivo Cosmic Dance faz a equipe de cinema que gravará um vídeo-clip performático no qual todos comemoram ao ritmo da “Bollywood Dance”. Esta dança indiana moderna, junção de Bombaim e Hollywood, está presente com grande destaque nos espetáculos cinematográficos daquele país. A partir destas coreografias e do repertório de danças étnicas de várias tradições, Thiago convida o público a evocar um ritual à sua maneira, onde não há certo ou errado, belo ou feio. Dançar pelo prazer de dançar. A performance é seguida por uma festa coletiva e aberta conduzida pelo DJ Miguel Caldas ao som da World Music. Vale vestir um figurino despojado, ousar nos acessórios e levar pó colorido biodegradável “gulal”, aquele que se joga nos festivais indianos Holi para comemorar a chegada da primavera. Que seja um tempo de revolução pela via da alegria! Dia: 8 de outubro (domingo) | Horário: 16 horas| Local: Aterro do Lago Igapó (Entre Avenida Ayrton Senna e Avenida Faria Lima) | Duração: 200 minutos | Classificação indicativa: Livre | GRATUITO Ficha Técnica: Diretor: Thiago Amaral. | Assistentes: Isis Galvão, Gabriela Andrade e Mackayla Maria | DJ convidado: Miguel Caldas

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Ballet de Londrina (Londrina-PR)

Oração pelo fim do mundo

Um palco vazio, repentinamente habitado por treze bailarinos humanos, demasiado humanos, é a metáfora para o caos do mundo. E seu fim não é propriamente uma catástrofe universal, mas uma via-crúcis individual em que somos, ao mesmo tempo, vítimas e carrascos. Com esta “Oração...”, Leonardo Ramos e seu elenco entoam um grito de descrença pelo que resultou da humanidade. Com cenas contundentes, o espetáculo toca em temas urgentes na atualidade – mas, segundo o próprio diretor, também atemporais – como o preconceito, a intolerância, o ataque às minorias, a violência, o bullying, as guerras, o ódio e o genocídio. Referências às religiões figuram na coreografia para lembrar que, a despeito de suas tentativas de iluminação, o homem persiste indisposto ao convívio pacífico com os semelhantes. Em meio à devastação, surgem laivos para pensar nossa delicadeza perdida. Com 24 anos de trajetória e lugar cativo na dança brasileira, a companhia avança na pesquisa de linguagem, buscando movimentos mais verticais e investindo em construções teatrais, sem perder a bússola do real. Dia: 8 de outubro (domingo) | Horário: 20h30 | Local: Teatro Ouro Verde (R. Maranhão, 85) | Duração: 60 minutos | Classificação indicativa: 16 anos Ficha Técnica: Direção e criação: Leonardo Ramos | Ensaiador: Marciano Boletti | Produção: Danieli Pereira | Texto do programa: Luiz Carlos Bruschi | Sonoplastia: The Silent Ballet/ Lost Children Project | Elenco: Alessandra Menegazzo, Ariela Pauli, Marciano Boletti, Nayara Stanganelli, Viviane Terrenta, Matheus Nemoto, Lucas Manfré, Thaisa Morais, Higor Vargas, Hugo Zati, Robson Bento, Ione Queiroz e Talita Terra | Criação de luz: Ricardo Grings | Técnicos de palco: Romildo Ramalho e Victor Hugo de Oliveira Realização: FUNCART - Fundação Cultura Artística de Londrina

Fábio Alcover

A FUNCART é uma instituição privada sem fins lucrativos, reconhecida como de utilidade pública municipal pela lei 6592/24/05/06, que atua nos setores da cultura e assistência social e é parceira da prefeitura de Londrina desde 1993.

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Mostra Local (Londrina-PR)

Dança Londrina

Boomerang Escola de Ballet da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Ibiporã (Ibiporã-PR)

Nos primórdios, há mais de uma década, o Festival de Dança tinha o formato de “Tardes de Dança”, nas quais artistas e grupos de Londrina e região praticantes de diversos estilos mostravam seus trabalhos e trocavam informações com outros bailarinos, diretores e coreógrafos. O evento cresceu, mas a mostra local “Dança Londrina” é o espaço que conserva esta essência na programação. Nela, grupos e dançarinos independentes, academias, escolas e projetos socioculturais podem exibir seus trabalhos em trechos coreográficos curtos. Para o público, é uma oportunidade de conhecer o panorama da produção da cidade, que vai do balé clássico ao hip hop, da dança de salão ao jazz. Na plateia, persiste o clima vibrante da torcida dos velhos tempos. Após um curto intervalo, toma a cena do Teatro Ouro Verde o espetáculo “Boomerang”, com grupo convidado da Secretaria de Cultura de Ibiporã. Lançando mão da técnica contemporânea, com nuances de modern jazz, a montagem aborda a velocidade das relações atuais no universo digital. Os corpos dos bailarinos aparecem enredados nas tramas da internet e das redes sociais, numa clara alusão à quebra de fronteiras entre o real e o virtual, entre a introspecção e o universal. Projeções, efeitos de iluminação e figurinos em patchwork contribuem com o conceito de fragmentação presente na coreografia assinada por Luiz de Paula. Dia: 9 de outubro (segunda) | Horário: 20h30 | Local: Teatro Ouro Verde (R. Maranhão, 85)| Duração: Aproximadamente 100 minutos | Classificação indicativa: Livre

Jaime kaster e Mateus Ciaca

Ficha Técnica “Boomerang”: Bailarinos: Cleverson de Oliveira, Juliémer Queiros, Karla Beatriz Louro Moreto, Larissa Maciel de Almeida, Leandro Braz dos Santos, Letícia Pierote Moreira, Maria Eduarda Leal Martins, Stephany Mikaelli Silva Rodrigues e Thais Casagrande dos Santos | Coreografia, direção artística, figurino e direção digital: Luiz de Paula | Ensaiadora: Glaucia Leite Freitas | Criação digital e operação de multimídia: Vradson Castro Silva | Operação de luz: Valdecir José de Lima | Trilha: Colagem musical

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Thaisa Pucca

DonAntônia

Núcleo Ás de Paus (Londrina – PR)

Há quase 10 anos, alguns jovens artistas londrinenses resolveram se unir para pesquisar o fazer teatral de uma forma colaborativa, compartilhando funções de atuação, direção e produção nas criações artísticas. Surgia então o Núcleo Às de Paus, com a proposta de investigar e adaptar para o teatro canções populares de culturas diferentes e, aliar a isso pernas de pau, máscaras, bastões e muletas, tudo que permita um prolongamento do ator. Um dos resultados dessa pesquisa teatral é o espetáculo “DonAntônia”, que estreou em 2016. No espetáculo, a personagem-título vive a esperar visitas. Aquele que aceita o convite para um café e uma prosa acaba descobrindo um mundaréu de lembranças que se espalham pelos cantos e vãos da casa desta anciã. Aquele que ingressa na casa de Antônia é também convidado a se lembrar dos tempos idos, das escolhas que formam a trama e o significado desta jornada que chamamos vida. O foco, além dos elementos de prolongamento do ator, são as investigações concernentes à construção e direção coletiva de uma obra teatral. Dia: 9 de outubro (segunda) | Horário: 19h30 | Local: Usina Cultural | Duração: 75 minutos | Classificação indicativa: 10 anos

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Ficha Técnica: Direção e produção: Núcleo Ás de Paus | Dramaturgia: Yara Camillo e Núcleo Ás de Paus |Criação e Direção musical: Thunay Tartari |Elenco: Adalberto Pereira, André Demarchi, Camila Feoli, Rebeca Oliveira de Carvalho, Rogério Francisco Costa e Thunay Tartari | Iluminação: Rogério Francisco Costa e Altair de Souza (Borracha) |Cenografia: Rogério Francisco Costa |Marcenaria: Claudiomar Meneguetti | Serralheria: Carlos Miguel da Silva | Figurino: Núcleo Ás de Paus | Costura: Inez Zeidel Grassi | Perucas e máscaras: Daniele Stegmann | Design Gráfico: Arthur Duarte


Mimulus Cia de Dança (Belo Horizonte - MG)

Pretérito imperfeito

Pretérito imperfeito é o tempo verbal utilizado para os fatos passados que não foram concluídos e que, portanto, se mantém em aberto no espaço da memória. É por este universo intangível e poético que a Mimulus Cia de Dança conduz os espectadores. Na montagem, a companhia mineira revê o seu passado (presente em peças antigas do figurino e em trechos coreográficos) e convida o público ao desafio: quanto de nossas lembranças, dos nossos pretéritos não concluídos, fazem parte de nós e modifica a realidade presente? Que janelas de outros tempos são essas que se abrem e iluminam os novos caminhos? Lembrar-se do que nunca foi esquecido é matéria do ser humano, que produz em cada geração a repetição e a reelaboração das mesmas experiências. Conhecida pela inventiva fusão entre dança de salão e dança contemporânea, a Mimulus utiliza na trilha de “Pretérito imperfeito” música brasileira erudita e popular, visitando clássicos como Carinhoso (Pixinguinha) e Valsa da dor (Villa-Lobos). Não é sem motivo que o jornal americano The New York Times considerou a linguagem coreográfica do grupo um “elixir”.

Guto Muniz

Dia: 10 de outubro (terça) | Horário: 20h30 | Local: Teatro Ouro Verde (R. Maranhão, 85) | Duração: 60 minutos | Classificação indicativa: Livre

Ficha Técnica: Direção: Jomar Mesquita | Coreografia: Bailarinos da Mimulus Cia de Dança | Bailarinos: Andréa Pinheiro, Fabiana Dias, Guilherme Serpa, Jomar Mesquita, Juliana Macedo, Maiara Victor, Murilo Borges, Michael Kenji | Assessoria artística: Mário Nascimento, Tíndaro Silvano | Assessoria cênica: Ernani Maletta | Assistentes de pesquisa: Música brasileira: Ana Cláudia de Assis | Análise do livro “O pequeno tratado das grandes virtudes” - André Comte-Sponville: Marco Antônio Sousa Alves | Poesia biossonora: Wilmar Silva de Andrade | Aikidô: Rômulo Lagares | Mitologia: Débora Pazetto | Danças populares brasileiras: Gustavo Cortes | Criatividade, nexo com a percepção: Baby Mesquita | Cenografia: Ed Andrade | Assistentes de cenografia e criação de imagens: Morgana Mafra e Juarez Dias | Produção de imagens e cenografia: Criata | Confecção de cenário: Artes Cênicas - Joaquim Pereira | Iluminação: Ed Andrade, Junior da Mata, Jomar Mesquita | Figurino: Baby Mesquita, Juliana Macedo, Ednara Botrel | Técnico de luz: Junior da Mata | Fotografia: Guto Muniz | Seleção e edição musical: Jomar Mesquita | Identidade visual: Arte&Moderna | Consultor internacional: Guy Darmet | Agente internacional: Stéphane Hivert | Produção: Amora Produções Artísticas, Fábio Ramos | Direção geral: Baby Mesquita | Apoio eterno: João Baptista Mesquita

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Projeto Mov_oLA

Devolve 2 horas da minha vida

(São Paulo-SP)

Celulares, tablets e computadores são janelas para o mundo ao alcance das mãos. As intimidades à mostra atraem para um jogo fascinante. Em “Devolve 2 horas da minha vida”, os limites entre palco e plateia são rompidos para suscitar reflexões sobre o tema. Dividido em três atos, com pausas para selfies, o espetáculo convida o público a usar o telefone celular durante a apresentação para criar analogias e indagações sobre a influência da tecnologia no nosso cotidiano. O instrumento para a interatividade é o aplicativo Mov_oLApp, especialmente desenvolvido para o espetáculo e que deve ser baixado gratuitamente pelo público para que possa interferir nas cenas. Para pensar sobre as contemporâneas “janelas”, o Projeto Mov_oLA apresenta uma releitura do clássico “Janela Indiscreta” (1954), de Alfred Hitchcock, transposta para os dias atuais. Como no filme, sondamos os personagens em suas diferentes narrativas, da solidão à alegria. A obra, que conta com música ao vivo e foi dirigida pelo coreógrafo e videomaker Alex Soares, recebeu importantes prêmios desde sua estreia, como o APCA 2016 de Melhor Espetáculo em Dança e o Prêmio Governador do Estado 2017.

Clarissa Lambert

Dia: 11 de outubro (quarta) | Horário: 20h30 | Local: Teatro Ouro Verde (R. Maranhão, 85) | Duração: 60 minutos | Classificação indicativa: 10 anos

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Ficha Técnica: Direção e concepção: Alex Soares | Assistente de direção: Paula Zonzini | Elenco: Átila Freire, Ícaro Freire, Maria Basulto, Paula Sousa e Wilson Aguiar | Músico convidado: César Aranguibel | Vídeos: Alex Soares | Design de Luz e operação: Rossana Boccia Design de som: Alex Soares | Músicas: “Future Kings” - Gogol Bordello, “Self” - Hildur Gudnadottir, “My heart’s in the highlands” - Arvo Pärt | Operação de som e voz off: Alexandre Zullu | Cenário: Wilson Aguiar | Figurino: Cassiano Grandi | Produção: Paula Sousa/ Filemon 7 Produção Ltda | Fotografia: Clarissa Lambert | Desenvolvimento app: Alex Soares | Hospedagem app: AppMachine


Bob Sousa

Luis Antonio - Gabriela

Cia Mungunzá de Teatro e Nelson Baskerville (São Paulo-SP)

“Luis Antonio – Gabriela” é, sem dúvida, um dos espetáculos mais elogiados e comentados da cena teatral brasileira dos últimos anos. Pela primeira vez em Londrina, conta a história de Luis Antonio, homossexual e irmão mais velho do diretor Nelson Baskerville. Ele desafia as regras de uma família conservadora dos anos 1960 e parte para a Espanha sob o nome de Gabriela. Com recursos teatrais contemporâneos, a montagem atravessa a trajetória do personagem desde seu nascimento em 1953 até sua morte em 2006. No exterior, Gabriela torna-se uma estrela das noites de Bilboa, sem contato com a família, viciada em cocaína e portadora de Aids. Documentos e depoimentos de Baskerville, parentes e amigos tentam reconstituir as relações familiares conflituosas e o sentimento da irmã exilada, com quem os laços foram rompidos. Poético e sensível, o espetáculo restaura um elo familiar, mas, de forma universal, faz pensar sobre aceitação, preconceito e rancor em uma sociedade que regride a passos largos na discussão pública de gênero. Dentre os inúmeros prêmios, “Luis Antonio – Gabriela” recebeu Shell de Melhor Direção e APCA de Melhor Espetáculo em 2011. Dia: 12 de outubro (quinta) | Horário: 20h30 | Local: Teatro Ouro Verde (R. Maranhão, 85) | Duração: 90 minutos | Classificação indicativa: 16 anos Ficha Técnica: Argumento: Nelson Baskerville | Relatos de: Nelson Baskerville, Cristina Baskerville Ierardi, Doracy e Serginho. | Intervenção dramatúrgica de Verônica Gentilin | Elenco: Marcos Felipe, Lucas Beda, Virginia Cavendish, Verônica Gentilin, Virginia Iglesias, Day Porto | Direção: Nelson Baskerville | Diretora assistente: Ondina Castilho | Assistente de direção: Camila Murano | Direção musical, composição e arranjo: Gustavo Sarzi | Preparador vocal: Renato Spinosa | Trilha sonora: Nelson Baskerville | Preparação de atores: Ondina Castilho | Iluminação: Marcos Felipe e Nelson Baskerville | Cenário: Marcos Felipe e Nelson Baskerville | Figurinos: Camila Murano | Visagismo: Rapha Henry - Makeup Artist Vídeos: Patrícia Alegre | Assessoria de imprensa: JSPontes Comunicação | Produção executiva: Sandra Modesto e Marcos Felipe | Produção geral: Cia Mungunzá de Teatro

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CLAC – Centro Londrinense de Arte Circense (Londrina-PR)

CarnaCLAC

Carnaval é o ano todo Bloco Bafo Quente (Londrina-PR)

E se, de repente, a gente soubesse que Momo não deixou o reinado em fevereiro? Para o CLAC e para o Bloco Bafo Quente, “Carnaval é o ano todo” e – se não se pode ser feliz 365 dias – que se decrete pelo menos o feriado de 12 de outubro como dia da folia. A dobradinha de artistas circenses e músicos faz a festa ao longo de toda a tarde no Zerão. Diversão para criançada e para os crescidinhos. Às 14 horas, o CLAC dá início a uma série de atividades lúdicas, como marchinhas executadas por uma banda de palhaços e oficinas de alegorias. Às 17 horas, é a vez do Bloco Bafo Quente assumir o comando. Composto por doze integrantes, o grupo é conhecido pela potência de sua percussão. Os instrumentos de escola de samba encontram-se com a guitarra, o contrabaixo e o cavaquinho na recriação de canções brasileiras. O roteiro inclui samba, frevo, ijexá, maracatu, baião, xote e outras misturas. A transformação de ritmos e a adaptação de estilos é a sua marca. A novidade deste show é uma homenagem à música baiana, com a inclusão no set list de canções que vão do rock de Raul Seixas ao axé de Daniela Mercury.

André Trigueiro

Dia: 12 de outubro (quinta) | Horário: CLAC – a partir das 14 horas . Bloco Bafo Quente – às 17 horas | Local: Zerão (Rua Gomes Carneiro, próximo ao Ginásio Moringão) | Duração: CLAC – Intervenções e oficinas ao longo de toda a tarde . Bafo Quente – 100 minutos | Classificação indicativa: Livre | GRATUITO

Ficha Técnica: Coordenação do Projeto: Danieli Pereira | Coordenação de Produção e do Bloco Bafo Quente: Guilherme Rossini | Músicos do Bloco Bafo Quente: Gisele Silva (voz), Guilherme Imai (voz), Tiago Menezes (voz), Edgar Gaya (cavaco), Luciano Assumpção (guitarra), Robson Ganeo (contrabaixo), Duda de Souza (repique e caixa), Lucas Dias (repique), Pedro Retz (caixa), Leonardo Cacione (caixa), Fernando Sambati (congas e timbal), Guilherme Rossini (tamborica e rocar) | Coordenação do CLAC: Luis Henrique Silva | Assessoria de Imprensa: Renato Forin Jr. | Fotografia: Andre Trigueiro | Técnico de som: Kaue Shanam Realização: APD (Associação dos Profissionais de Dança de Londrina e Região Norte do Paraná) Patrocínio: PROMIC – Programa Municipal de Incentivo à Cultura de Londrina | Apoio: FUNCART

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Grupo Tuia (São Paulo-SP)

De chapéu e coração, histórias de paixão

Dois atores e um músico invadem o Zerão para encher de poesia e diversão a tarde do feriado do Dia das Crianças. O espetáculo “De chapéu e coração, histórias de paixão”, do grupo paulistano Tuia, explora as danças brasileiras e apresenta três contos de domínio público transcritos para a linguagem do cordel. O roteiro traz mitos, cores e canções do Vale do Jequitinhonha, de onde nasce a inspiração para a caracterização de inúmeros personagens que atravessam os corpos dos contadores e cantadores. Nas histórias, transparece o universo do sertanejo mineiro, seus conflitos da lida e suas relações sociais, marcadas pelo poder, amor, fé e ganância. O universo da “mineiridade” está presente não só nas narrativas, mas também na corporeidade dos atores e no arsenal simbólico do espetáculo, que é dirigido a todas as idades. O Grupo Tuia desenvolve um trabalho artístico e educacional que passa pela linguagem do teatro, da dança (com enfoque nas danças brasileiras), das narrativas orais e das brincadeiras da infância.

Ficha Técnica: Texto: Rafael Lorran | Elenco: Ariã Santana, Antônio Meira e Cristiano Meirelles | Direção geral: Grupo Tuia | Direção musical: Inácio Loiola | Produção executiva: Maria Carolina Ito Rodrigues

Raphael Ribeiro Valverde

Dia: 12 de outubro (quinta) | Horário: 15h30 | Local: Zerão (Rua Gomes Carneiro, próximo ao Ginásio Moringão) | Duração: 58 minutos | Classificação indicativa: Livre | GRATUITO

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Sr. Will

Giro8 Cia de Dança (Goiânia-GO)

Por um lado, a explosão de estímulos proporcionados pelos meios eletrônicos; por outro, os mecanismos ocultos de controle social. Tudo no contemporâneo parece nos sequestrar da vida real para um outro tipo de experiência. “Sr. Will” leva à cena seis bailarinos e uma máquina manipulada e manipuladora para discutir como as relações humanas se constroem e se modificam neste contexto. Eis que o corpo, só ele, origem e fim da nossa humanidade, surge como um lugar de infinitas possibilidades e de descobertas reais. No palco, no ato desta arte transitória, no aqui e no agora, podemos observar sua potência sensível. Os corpos e os encontros entre eles são tomados por uma mistura de afetos: eróticos, sentimentais, estéticos, perceptivos e cognitivos. Com dramaturgia do espanhol Antonio Gómez Casas e coreografia de Joisy Amorim, “Sr. Will” alerta para a necessidade de dar voz ao desejo, sem limitações ou preconceitos, de entregar-se ao universo dos sentidos e de libertar-se do que aprisiona e faz mal. Com o espetáculo, a jovem companhia goiana dirigida por Elaine Cruz já percorreu quatro cidades da Espanha. Dia: 13 de outubro (sexta) | Horário: 20h30 | Local: Teatro Ouro Verde (R. Maranhão, 85) | Duração: 60 minutos | Classificação indicativa: 14 anos

Layza Vasconcelos

Ficha Técnica: Direção geral: Elaine Cruz | Direção artística e coreografia: Joisy Amorim | Dramaturgia: Antonio Gómez Casas | Trilha inédita: Cleyber Ribeiro | Direção de ensaio: Érica Bearlz | Preparação cênica: Vanderlei Roncato | Bailarinos: Gleysson Moreira, Isabel Mamede, Jader Chaves, Marianna Lovi, Murilo Heindrich, Rodrigo Rodrigues | Concepção de figurino: Amanda Marques | Execução de figurino: Lindalva Ribeiro | Design gráfico: João Tiago Camargo | Identidade visual: Rafael Fleury | Comunicação de imprensa: Cássio Neves | Criação e operação de luz: Sérgio Galvão | Fotografia: Layza Vasconcelos | Produção musical: Cleyber Ribeiro | Assessoria de fitness: Studio Balance e Flex Academia | Produção: Igor Maciel

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Faustin Linyekula (Studios Kabako)

Le cargo

(República Democrática do Congo)

O homem que entra em cena aparentemente só, carrega consigo um fardo de memórias. “Le cargo”, ou “A carga”, é o primeiro solo do bailarino e coreógrafo congolês Faustin Linyekula. Na última década, ele dedicou-se a contar histórias da República Democrática do Congo, ex-Zaire – narrativas de corpos e destinos tristes, violentados, marcados pela história. O desafio agora é deixar que as memórias do corpo falem. Abandonar seus companheiros de jornada e voltar-se para si. Nessa marcha introspectiva, Faustin tomará um trem que não existe mais, cujos trilhos foram engolidos pela floresta; vai em busca de danças que já não são praticadas, foram proibidas; encontrará um mestre de percussão que silenciou os tambores para se tornar pastor. O espetáculo é uma tentativa de retorno do artista às suas lembranças familiares em Obilo, pequena aldeia a 80 km da cidade de Kisangani. “O que resta da casa do meu pai? Após todos os anos de guerra, as pessoas ainda dançam ao cair da noite as mesmas danças que foram proibidas para mim na infância?”. Londrina será a primeira cidade brasileira a que o artista aportará nesta turnê 2017.

Ficha Técnica: Coreografia e performance: Faustin Linyekula | Música: Flamme Kapaya (cordas) e percussionistas de Obilo, Jamos | Produção: Studios Kabako/ Virginie Dupray | Coprodução: Centre National de La Danse, com o apoio da DRAC Ile-de-France / Ministério da Cultura e Comunicação da França

Agathe Poupeney

Dia: 14 de outubro (sábado) | Horário: 21 horas | Local: Teatro Ouro Verde (R. Maranhão, 85) | Duração: 55 minutos| Classificação indicativa: Livre | Texto em português

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Escola Municipal de Dança/Funcart (Londrina-PR)

Fábio Alcover

Cidade em movimento

Imagine a beleza dos clássicos invadindo locais inusitados da cidade e parando, por um instante que seja, os passos apressados dos transeuntes. Levando-os para um lugar de imaginação, bem distante do concreto urbano. “Cidade em Movimento” é uma colagem de balés de repertório da Escola Municipal de Dança, reunida especialmente para esta edição do Festival. Alguns números serão apresentados separadamente, em semáforos, antes mesmo do dia 7 de outubro, anunciando a chegada do evento. Já o espetáculo completo ocupa a Praça da Bandeira no dia 14. No roteiro, estão apresentações como “Les Sylphides”, obra em um ato, criada para os Ballets Russes de Serguei Diaghilev, baseada em obras do músico Frédéric Chopin e coreografada por Michel Fokine. Também será apresentado o grand pas de deux “Tchaykovsky”, uma exibição de bravura e técnica, criado tardiamente para o Ato III do “Lago dos Cisnes”. Como a música não estava na pontuação original, não foi publicada com o restante da obra, o movimento desapareceu do balé e só foi recuperado na década de 1950. Outros solos de repertório estão programados numa demonstração pública de beleza e originalidade. Dia: 14 de outubro (sábado) | Horário: 11h30 | Local: Praça Marechal Floriano Peixoto (Praça da Bandeira) e semáforos no centro de Londrina | Duração: 43 minutos | Classificação indicativa: Livre | GRATUITO

Ficha Técnica: Direção, adaptação coreográfica e ensaios: Marciano Boletti e Renata Dói | Les Sylphides | Pas de deux: Renata Doi e Hugo Vargas | Corifeias: Ana Carolina Gonçalves, Ana Paula Fogari, Bianca Castro, Camila Lima e Vitória Barioni Corpo de Baile: Giovanna Freitas, Kananda Cari, Letícia Suyukawa, Maria Eduarda Lima, Maria Fernanda Correa, Sabrina Milena Rodrigues, Stephanie Stengel, Gloria Silveira, Renata Manfredini, Giovana Oliveira, Giovanna Victor, Kawane Rabelo, Maria Eduarda Duarte e Ana Beatriz Costa | Grand pas de deux Tchaykowsky | Bailarinos: Renata Doi e Vitor Rodrigues | Solos de repertório | Princesa Florine: Maria Luiza Fukay-a | Paysant: Isabela Andrade, Natália Alves | Festival das Flores: Glória Silveira | Talismã: Ana Carolina Gonçalves | Kitri: Bianca de Castro | 1ª Variação (de pas de trois Lago dos Cisnes): Vitória Barione | 2ª Variação (de pas de trois Lago dos Cisnes): Renata Manfredini | Morte do Cisne: Giovanna Aversani e Thacyane Vargas

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Maikon K

DNA de DAN

(Curitiba-PR)

“DNA de DAN” é uma dança-instalação de Maikon K que toma, como inspiração, vários símbolos ligados à transformação. O principal deles é Dan, serpente ancestral cultuada em várias civilizações, origem de todas as formas existentes. A performance acontece dentro de um ambiente inflável criado pelo artista Fernando Rosenbaum e que, no Festival de Dança de Londrina, será instalado no Palco do Lago Igapó, região limítrofe entre o universo aquático e o terrestre. A contundência dessa imagem do homem no interior do ovo translúcido remete ao mistério de um corpo in vitro, a uma metamorfose induzida, às camadas de matéria para atravessar. O público que desejar poderá entrar nesse espaço e lá permanecer. Num primeiro momento, o artista mantém-se imóvel enquanto uma substância seca sobre seu corpo. Após essa fase da experiência, ele se move. A construção de outra pele, o ambiente artificial e a relação com o público são dispositivos que acionam esta performance e conduzem a dança de um corpo em mutação. Em 2015, “DNA de DAN” integrou a exposição “Terra comunal”, no Sesc Pompeia (São Paulo-SP), a convite de Marina Abramovic. Dia: 14 de outubro (sábado) | Horário: Das 16h30 às 20h30 (interação com o público a partir das 19h30) | Local: Palco do Lago Igapó (Às margens do Lago Igapó 1). Acesso pela Rua da Canoagem | Duração: 240 minutos | Classificação indicativa: 16 anos* | *Comunicamos ao público que optar por entrar no interior do espaço da performance que há nudez artística | GRATUITO

Lauro Borges

Ficha Técnica: Concepção e performance: Maikon K | Ambiente: Fernando Rosenbaum | Pele: Faetusa Tezelli | Iluminação: Victor Sabbag | Orientação de movimento: Kysy Fischer

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SHOW DE ENCERRAMENTO

Instituto África Viva (Guiné Conacri/Brasil)

Fanta Konatê e Troupe Djembedon Nas savanas da Guiné Conacri – ou República da Guiné –, um grupo étnico chamado Malinkê, pertencente à etnia Mandé, desenvolveu uma forte tradição oral que é preservada até hoje pela música dos tambores djembê e pelos Griôs – uma casta especial de poetas/cantores/músicos/religiosos, que detém toda essa tradição. Para os Malinkês, os rituais religiosos e cotidianos não existem sem a música, a dança e a presença do Griô. A cantora, bailarina e compositora Fanta Konatê traz a Londrina as tradições de seu país natal, num espetáculo que mistura a arte tradicional malinkê com a contemporaneidade dos balés da capital Conacri. Filha do mestre Djembefolá Famoudou Konatê, sua família é uma das mais representativas daquela arte tradicional. Fanta percorre festivais de jazz, de músicas étnicas e de dança encantando plateias pela força de sua presença cênica e pela beleza de sua voz. Com a Troupe Djembedon, apresenta ritmos ancestrais dos tambores da Guiné Conacri: djembê, dununs e ntamas preservados desde o Império Mandinga, no século XIII, com os ritmos associados às situações do cotidiano nas aldeias malinkês. Fanta solta sua voz na Concha Acústica para fechar o Festival 2017 e convida ao palco participantes da oficina de “Dança Africana”. Dia: 15 de outubro (domingo) | Horário: 16 horas | Local: Concha Acústica | Duração: 70 minutos | Classificação indicativa: Livre

Ivson Miranda

Ficha Técnica: Vocal e coregrafia: Fanta Konate | Músicos: Luis Kinugawa, Koria Konate, Barba Marques, Manu Batista e Fabio Serra | Realização: Instituto África Viva

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Oficina

Balé Clássico

com Gilmar Sampaio Salvador-BA

Público-alvo: Bailarinos e estudantes de balé clássico em nível intermediário ou avançado (com experiência em ponta) Vagas: 30 Dias e horários: 6 de outubro (sexta), das 16h30 às 18h30 7 de outubro (sábado), das 8h30 às 10h30 8 de outubro (domingo), das 10 às 12 horas Local: Escola Municipal de Dança (Rua Senador Souza Naves, 2380) Valor: R$ 30

O professor baiano Gilmar Sampaio, integrante de uma das mais tradicionais companhias públicas do país, o Balé Teatro Castro Alves, traz ao 15º Festival de Dança de Londrina um módulo para preparação e execução do balé clássico. Destinado especificamente ao público com conhecimento intermediário ou avançado na área, o curso será composto por exercícios na barra e no centro com o objetivo de desenvolver habilidades que não se restringem a esta técnica-base, mas servirão para várias modalidades de dança. Com foco em elementos como postura, flexibilidade, fortalecimento e amplitude de movimentos, Gilmar trabalhará sequências que vão dos pliés às técnicas de salto e giro.

Gilmar Sampaio é professor e bailarino concursado do Balé Teatro Castro Alves (BTCA), companhia oficial da Bahia, onde também já atuou como maître de balé, coreógrafo e assistente de coreografia. Como integrante do grupo baiano, trabalhou com grandes nomes da dança brasileira e internacional, viajando por inúmeros países. Seu currículo traz importantes prêmios de dança, além de participação como jurado em festivais e concursos de clássico.

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Oficina

Bollywood Cosmic Dance*

com Thiago Amaral São Paulo-SP

Com as assistentes Isis Galvão, Gabriela Andrade e Mackayla Maria.

Público-alvo: Público em geral (pessoas de todas as idades, sejam profissionais da dança ou amadores) Capacidade: 200 vagas Dias, horários e locais: A mesma oficina será oferecida em três ocasiões: 7 de outubro (sábado) – das 9 às 13 horas – Casa da Dança – Unidade Palhano (Av. Garibaldi Deliberador, 885) 7 de outubro (sábado) – das 14h30 às 18h30 – Escola Municipal de Dança (Rua Senador Souza Naves, 2380) 8 de outubro (domingo) – das 9 às 13 horas – Funcart Região Norte (Av. Alexandre Santoro, 440) GRATUITA

Ligia Jardim

*A oficina terá como resultado apresentação pública com a participação do DJ Miguel Caldas

“Bollywood Dance” é uma dança indiana moderna que está presente com grande força no cinema e na televisão em Mumbai, antiga Bombaim. A oficina conduzida por Thiago Amaral toma como base primeira a Bollywood, mas se inspira também no repertório de diferentes tradições étnicas do mundo para conceber uma celebração festiva e divertida que dará boasvindas ao Festival de Dança de Londrina em seu aniversário de 15 anos. Ao longo do workshop, que originará a performance pública e a gravação de um vídeo clip, realiza-se uma vivência com dinâmicas que abordam os seguintes conteúdos: noções de tempo, espaço e ritmo; movimento em coro (estudo de flash mob); jogos de improviso e humor; consciência corporal e ativação da kundalini (palavra sânscrita que simboliza o potencial máximo de energia vital). Cada participante concebe um ritual à sua maneira e todos conectados podem dançar ao som da World Music e convocar quem assiste para uma celebração coletiva. Uma ode à igualdade e à alegria - mais que necessária em tempos carrancudos. Thiago Amaral é performer, diretor e coreógrafo do Coletivo Cosmic Dance, que, desde 2012, realiza intervenções festivas que unem dança, teatro, música e cinema. Bacharel em interpretação pela USP, Thiago é também ator-criador da Cia Hiato (São Paulo-SP), dirigida por Leonardo Moreira. No grupo, participou de espetáculos como “Jardim” e “Ficção”, solo pelo qual foi indicado ao Prêmio Shell de Teatro na categoria Melhor Ator.

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Oficina

com Tutto Gomes Salvador-BA

Fábio Bouzas

Contemporâneo A Tua Ação na Dança

Ex-integrante do Ballet de Londrina, Tutto Gomes retorna à cidade para compartilhar sua vasta experiência nas artes cênicas. A oficina apresenta estímulos corporais oriundos de modalidades variadas de dança e a partir de jogos teatrais. O objetivo é envolver, provocar e incentivar os participantes para a criação cênica, de modo a aplicar suas vivências e o seu repertório técnico, sempre em diálogo com a coletividade. O curso é estruturado em três módulos progressivos, que se entrecruzam. No início de cada encontro, propõe-se um aquecimento e reconhecimento, que envolve o estudo do espaço e do corpo, seus limites, peso, impulsos e sensações. Na sequência, Tutto apresenta uma série de dinâmicas com base em improvisos para a investigação de linguagens de movimento e composição. Tutto Gomes é bailarino, coreógrafo e bacharel em teatro. Atualmente, cursa licenciatura em teatro na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e integra o elenco do Balé Teatro Castro Alves, além de trabalhar como preparador físico de atores. Foi dançarino profissional em companhias como o Ballet de Londrina e Balé da Cidade de São Paulo. No teatro, assinou trabalhos junto de diretores como Nelson Baskerville, Hugo Passsolo e Márcio Meireles.

Público-alvo: bailarinos, atores, performers, outros artistas do corpo e público em geral (sem experiência prévia) Vagas: 30 Dias e horários: 6 de outubro (sexta), das 18h30 às 20 horas 7 de outubro (sábado), das 10h30 às 12 horas 8 de outubro (domingo), das 13h30 às 15 horas Local: Escola Municipal de Dança (Rua Senador Souza Naves, 2380) Valor: R$ 30

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com Fanta Konatê Guiné Conacri/Brasil

Oficina

Dança africana

Regina Lima

*A oficina terá como resultado apresentação pública como parte do show de Fanta Konatê

A bailarina e cantora Fanta Konatê convida os participantes a um mergulho na fonte original da cultura da África Oeste, onde fica a Guiné Conacri, sua terra natal. De forma lúdica e prazerosa, ela apresenta as músicas e danças que mobilizam todas as atividades cotidianas da sociedade Mandinga. No contexto social, cada ritmo pertence a uma “família” e serve a funções como a fertilidade, o trabalho no campo, o casamento, etc. Após uma palestra introdutória sobre a etnia Malinkê, Fanta propõe a vivência de uma festa africana. A celebração estende-se ao show público que a artista realiza na programação oficial do Festival. Fanta Konatê é bailarina, compositora e cantora da República da Guiné. Seu pai, Famoudou Konatê, é referência mundial no toque do djembê, demarcando a raiz artística de sua família. O trabalho de corpo e de voz de Fanta une a ancestralidade africana e a contemporaneidade da diáspora por meio dos tambores, da dança e de recursos multimídia. Já excursionou por países como Suécia, Japão, Polônia e Estados Unidos, sempre encantando o público pela força cênica do seu trabalho.

Público-alvo: Público em geral (sem experiência na área), além de dançarinos, atores, percussionistas e estudantes de dança, teatro e artes cênicas Vagas: 40 Dias e horários: 14 de outubro (sábado), das 16 horas às 18h30 Local: Escola Municipal de Dança (Rua Senador Souza Naves, 2380) Valor: R$ 15

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com Faustin Linyekula República Democrática do Congo

Oficina

O Círculo da Dança Público-alvo: Bailarinos, atores, performers, estudantes de artes cênicas e outros artistas profissionais que tenham uma prática física Vagas: 20 Dias e horários: 15 de outubro (domingo), das 10 às 14 Local: Escola Municipal de Dança (Rua Senador Souza Naves, 2380) Valor: R$ 30

Agathe Poupeney

horas

Para Faustin Linyekula, a dança é sempre um espaço de partilha. No Congo, sua terra natal, as pessoas habitualmente dançam ao cair da noite, por mais que o dia tenha sido ruim. Este é um tema presente no espetáculo “Le Cargo”, que o artista apresenta na programação artística do Festival, e a noção que norteia a oficina “O Círculo da Dança”. Faustin propõe uma reflexão sobre o círculo – tanto aquele no qual se dança, quanto aquele que surge por meio da dança. Pode-se pensar no círculo do nosso próprio corpo e, principalmente, naquele que se forma quando ele se conecta a outros corpos, fazendo a energia girar através do espaço e por meio da música. Por fim, o bailarino congolês aborda o público como redoma que cerca o artista, mesmo quando os espectadores estão em posição frontal. A percepção dessas circularidades é uma ferramenta secreta na composição do trabalho artístico. A oficina é um oferecimento do Institut Français. Faustin Linyekula é dançarino, coreógrafo e diretor. Sua companhia está sediada na cidade de Kisangani, no Congo. Lá, ele desenvolve importante trabalho de inserção de novas gerações nas artes, o que lhe rendeu inúmeros prêmios internacionais. Fundados em 2001, os Studios Kabako constituem-se ainda em espaço para pesquisa, criação e intercâmbio em dança e em teatro visual. Para a companhia, Faustin já criou mais de 15 espetáculos que circularam por todo o mundo. Como professor, tem trânsito frequente pela África, Estados Unidos e Europa.

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Arme o Circo com a gente

A Fundação Cultura Artística de Londrina (Funcart), entidade civil de utilidade pública e sem fins lucrativos, precisa da sua ajuda para armar o circo, ou melhor, os contêineres que serão a nova casa de espetáculos de Londrina, no espaço do antigo Circo Funcart, que já foi totalmente retirado. Para isso, a entidade está pedindo a contribuição de empresas e pessoas que valorizam a cultura londrinense. Cada pessoa física pode “adquirir” uma poltrona, no valor de R$ 300 – isso, no entanto, não significa que não vai mais pagar ingresso. Vai sim. Só que terá seu nome gravado nela. As pessoas jurídicas pagam R$500 por poltrona. Já empresas podem contribuir “comprando” um contêiner usado, no valor de R$ 7 mil, que também terá seu nome gravado. O projeto é ambientalmente responsável, já que o teatro reutilizará contêineres que seriam descartados, num espaço de preservação ambiental e que podem ser retirados a qualquer hora. O projeto foi desenvolvido pelo OCAS – Escritório modelo de arquitetura e urbanismo da Universidade Estadual de Londrina (UEL). No total, precisam ser “vendidas” 200 poltronas e 12 contêineres. A meta é conseguir isso até o fim do primeiro semestre de 2018, sem a participação de investimentos do poder público. Este será o segundo teatro de contêineres do Brasil. O primeiro pertence à Companhia Mungunzá, de São Paulo, que se apresenta no Festival de Dança 2017 com o espetáculo “Luis Antonio – Gabriela”. Deixe seu nome na história da cultura londrinense. Entre em contato com a Funcart pelo telefone (43)3342-2362 ou pelo e-mail funcart@funcart.art.br.

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15ยบ FESTIVAL DE DANร‡A DE LONDRINA . DE 7 A 15 DE OUTUBRO DE 2017 www.festivaldedancadelondrina.art.br

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espaços de espetáculos e oficinas: Teatro Ouro Verde Rua Maranhão, 85 Fone: (43) 3322-6381

Aterro do Lago Igapó Rua Prof. Joaquim de Matos Barreto, 1353

Usina Cultural Av. Duque de Caxias, 4159 Fone: (43) 3324-7531

Zerão (Anfiteatro, arena e outros espaços ao ar livre) Área de Lazer Luigi Borguesi Rua Gomes Carneiro Próximo ao Ginásio Moringão

Praça Marechal Floriano Peixoto (Praça da Bandeira) Calçadão, ao lado da Catedral, entre a Av. São Paulo e a Av. Rio de Janeiro Palco do Lago Igapó

bilheteria

Preços de ingressos para espetáculos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada) Será concedido o benefício da meia-entrada para estudantes, idosos, portadores de necessidades especiais, professores da rede pública e particular de ensino, doadores regulares de sangue (com carteirinha de registro em hemocentros ou hospitais do Estado do Paraná) e portadores de câncer – todos regulamentados pela legislação estadual. Também podem usufruir da meia-entrada funcionários e/ou clientes com Cartão da Caixa Econômica Federal – patrocinador do Festival de Dança de Londrina – e alunos da Escola Municipal de Dança e Teatro (Funcart). É obrigatória a apresentação de documento oficial e original, com foto, comprovando o enquadramento em uma destas categorias no momento da compra dos ingressos e na entrada dos espetáculos.

Ingresso para o espetáculo Lub dub, abertura do Festival 2017 Gratuito – retirar nas bilheterias oficiais (máximo de dois ingressos por pessoa).

pontos de venda Secretaria da Funcart Rua Senador Souza Naves, 2380 - Fone: (43) 3342-2362 Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 9 às 11h30 e das 13 às 19 horas.

Às margens do Lago Igapó 1 (Lago da Funcart), acesso pela Rua da Canoagem. A entrada pode ser feita próxima ao portão da Funcart

Loja Shop Ballet

Concha Acústica

Teatro Ouro Verde (bilheteria)

Praça 1º de Maio - Confluência das ruas Piauí e Senador Souza Naves

Rua Pio XII, 64 - loja 3 - Fone: (43) 3323-4717 . Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 9 às 18 horas, e aos sábados, das 9 horas ao meio-dia. Rua Maranhão, 85 - Fone: (43) 3322-6381. Horário de funcionamento: de 6 a 14 de outubro, a partir das 16 horas.

Nos locais das apresentações Escola Municipal de Dança de Londrina Rua Senador Souza Naves, 2380 Fone: (43) 3342-2362

Casa da Dança – Unidade Palhano Av. Garibaldi Deliberador, 885 Fone: (43) 3361-0621 Funcart Região Norte Av. Alexandre Santoro, 440 Fone: (43) 3328-0467

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Se houver ingressos restantes, eles serão vendidos no local da apresentação uma hora antes do espetáculo.

avisos • Os pontos de venda não aceitam cartões de crédito, de débito ou cheque. O pagamento deverá ser em dinheiro. • A bilheteria não fará trocas, devoluções ou reservas de ingressos. • Não será permitido entrar com alimentos ou bebidas nos espaços de apresentação. • Não será permitida a entrada depois do início do espetáculo. • Solicitamos que a classificação indicativa de cada apresentação seja rigorosamente seguida. • Em caso de mau tempo e forte chuva, as apresentações de rua serão canceladas ou transferidas. Imprevistos que provoquem mudanças de agenda ou local também podem ocorrer em espetáculos nos espaços fechados. Nestas circunstâncias, todas as alterações serão informadas imediatamente no site oficial (www.festivaldedancadelondrina. art.br) e no Facebook do Festival de Dança de Londrina. Sugerimos sempre a consulta prévia nestes canais.


oficinas Para obter informações sobre os conteúdos dos cursos e currículos dos professores, bem como a ficha de inscrição, acesse o site www. festivaldedancadelondrina.art.br. As oficinas são gratuitas ou com valores abaixo dos praticados pelo mercado, como incentivo à formação dos artistas e do público em geral: - “Bollywood Cosmic Dance” e “O Círculo da Dança”: GRATUITAS - “Balé Clássico” e “Contemporâneo – A Tua Ação na Dança”: R$ 30 - “Dança Africana”: R$ 15 No caso dos cursos com taxa de inscrição (“Balé Clássico”, “Contemporâneo – A Tua Ação na Dança” e “Dança Africana”), as fichas precisam ser preenchidas e entregues na Secretaria da Funcart (Rua Senador Souza Naves, 2380). O pagamento deve ser feito no ato da entrega da ficha. Só a efetivação do pagamento garante a vaga na referida atividade. Para as oficinas gratuitas (“O Círculo da Dança” e “Bollywood Cosmic Dance”), as fichas podem ser entregues presencialmente na Funcart ou enviadas para o e-mail festival@festivaldedancadelondrina. art.br. Neste caso, as inscrições só serão efetivadas quando o participante receber o e-mail de confirmação do Festival. Todas as vagas são limitadas e definidas por ordem de chegada. Caso a oficina não esteja lotada, as inscrições permanecem abertas até uma hora antes do início do curso. Informações podem ser obtidas pelo telefone (43) 3342-2362. Os participantes que cumprirem a totalidade da carga horária de cada oficina recebem certificado emitido pela APD e pelo Festival de Dança de Londrina.

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escrever em água-forte, à tinta, a giz, com sangue em todos os lugares reais e virtuais deste mundo:

2017

Para que a miséria do cotidiano não nos faça esquecer em que ano estamos. Para que percebamos que a Idade Média sempre pode estar escondida no futuro. Para que nunca demoremos na caverna – no tempo dela e em seu mito. Para que saibamos que a arte deste tempo revela mais sobre quem vê do que sobre quem faz. Para que não esqueçamos que nascemos – e estamos agora, eu e você – nus.

FESTIVAL DE DANÇA DE LONDRINA

(sede, produção e assessoria de imprensa) Rua Senador Souza Naves, 2380 - Jd. Petrópolis CEP 86015-430 - Londrina-PR Fone: (43) 3342-2362 www.festivaldedancadelondrina.art.br Facebook: Festival de Dança de Londrina

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15º Festival de Dança de Londrina (2017)  
15º Festival de Dança de Londrina (2017)  
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