Page 1

Festival Artes Vertentes aborda diversas crenças através de programação que transita entre o teatro e a dança

A sexta edição do Festival Artes Vertentes, que acontece de 14 a 24 de setembro próximo, apresenta três grandes nomes do teatro e da dança Propondo uma reflexão em torno da palavra CRENÇAS em seus diversos aspectos, a sexta edição do Festival Artes Vertentes – Festival Internacional de Artes de Tiradentes - será realizada de 14 a 24 de setembro, na charmosa cidade mineira de Tiradentes. O princípio curatorial do festival, que busca analogias entre as diversas linguagens artísticas, faz com que o Artes Vertentes venha se afirmando como um dos mais importantes festivais de artes integradas do país. Em 2017, o evento apresenta uma consistente programação que abrange música, literatura, cinema, artes cênicas e artes visuais. Durante toda a programação, músicos, atores, diretores, escritores e artistas visuais de vários países promovem, junto com o público, um intenso diálogo sobre o mote curatorial, através de concertos, espetáculos, filmes, exposições, leituras e palestras. A personalidade homenageada nesta edição será a atriz e bailarina Dorothy Lenner. Nascida em Bucareste, na Romênia, viveu na Argentina antes de fixarse no Brasil, em São Paulo, onde trabalhou com Alfredo Mesquita, Eugênio Kusnet, Sábato Magaldi e Antunes Filho, além de ter sido discípula de Takao Kusuno, um dos precursores do butô no Brasil. Aos 84 anos, vive hoje em Tiradentes. Além de participar de uma mesa redonda em sua homenagem, a artista apresentará a sua última criação, Wabi Sabi, no domingo (24), encerrando a programação de artes cênicas do festival. Esta ocupação cênica fala sobre a adaptabilidade, e sobre a descoberta da beleza na imperfeição e a aceitação do ciclo da vida e da morte.


A programação de artes cênicas do Artes Vertentes será aberta com “Se eu fosse Iracema”. O premiado monólogo apresenta a atriz Adassa Martins, um dos nomes mais promissores do teatro atualmente. Uma carta, escrita pelos índios kaiowás em 2012 é a inspiração inicial da peça que propõe uma reflexão para as causas indígenas e aborda as crenças de diversas etnias indígenas. A atriz foi indicada ao prêmio Shell 2016 pela sua atuação. O festival promove a sua primeira residência artística nas artes cênicas com a bailarina Jacqueline Gimenes. A bailarina paulista foi, durante anos, uma das principais solistas do Grupo Corpo e vencedora do prêmio Klauss Vianna de Dança. Em Tiradentes, ela realizará a primeira residência de pesquisa para o projeto BWV 988: trinta possibilidades de transgressão. Tendo como ponto de partida as Variações Goldberg BWV 988, obra musical de Johann Sebastian Bach, Jacqueline propõe uma discussão sobre o conceito de transgressão, abordando-o como ação humana de atravessar, ultrapassar. Através de residências de criação com a participação do público e com a participação do artista visual francês François Andes, esta imersão abordará ainda como concepções ético-filosóficas, crenças e preceitos morais presentes na sociedade contemporânea. Entre os dias 15 e 23 os artistas residentes promoverão encontros com o público, que poderá colaborar ativamente na construção desta coreografia, através de workshops diários. Estes são abertos ao público e têm acesso gratuito. No último sábado (23), será apresentado o resultado desta rica semana de residência no espetáculo: BWV: trinta possibilidades de transgressão. O projeto é realizado em parceria com a Bienal de Arte Contemporânea de Mons (Bélgica). Mais sobre os espetáculos: Se eu fosse Iracema Serviço: Elenco: Adassa Martins. Direção: Fernando Nicolau Data: 21.09.2017 Horário: 20:00 Local: SESI – Centro Cultural Yves Alves Entrada: R$ 20 e R$ 10 Classificação indicativa: 16 anos Sinopse: Se eu fosse Iracema propõe um olhar sobre o universo indígena brasileiro, transitando entre a tradição e a sua situação atual. O espetáculo usa


referências que vão de mitos e rituais de várias etnias originárias do país a aspectos como a demarcação de terras e outros direitos fundamentais, muitas vezes negligenciados. Muito se tem falado das diferenças, da possibilidade - ou da impossibilidade, nestes tempos em que discurso e atitudes intolerantes recrudescem - de conveniência com elas. Pois talvez o índio represente, entre nós, o diferente por excelência, aquele que não reconhecemos, aquele em que não nos reconhecemos, aquele cuja existência teimamos em não aceitar. Face ao outro - ou àquele que insistimos em não reconhecer como nós - somos capazes de qualquer outra coisa que não: destruir? BWV 988: Trinta possibilidades de transgressão. Serviço: Elenco: Jacqueline Gimenes Com a participação de François Andes, Phamela Dadamo e Gustavo Carvalho Data: 23.09.2017 Horário: 15:30 Local: SESI – Centro Cultural Yves Alves Entrada gratuita Classificação indicativa: 12 anos Sinopse: Apresentação da pesquisa desenvolvida durante o Festival Artes Vertentes para o projeto “BWV 988: 30 possibilidades de transgressão”. Tendo como ponto de partida as Variações Goldberg BWV 988, de Johann Sebastian Bach, e compositores contemporâneos, o projeto pretende, através de residências de criação com o público, discutir o conceito de transgressão como ação humana de atravessar, ultrapassar, abordando, inclusive, concepções ético-filosóficas, crenças e preceitos morais presentes na sociedade contemporânea. Wabi Sabi Serviço: Elenco: Dorothy Lenner Concepção criadora: Dorothy Lenner, Hideki Matsuka e Ricardo Muniz Fernandes Data: 24.09.2016 Horário: 16:00


Local: Largo da Igreja São Francisco Entrada gratuita Classificação indicativa: Livre Sinopse: Wabi Sabi é sobre a descoberta da beleza na imperfeição e sobre a aceitação do ciclo da vida e da morte. São haicais lançados no espaço por Dorothy Lenner, Beatriz Sano e Júlia Rocha. Todas dançando o que existe, o momento, o que persiste, aquilo que surge, o que repete, alguém que chega, alguém que vai e o que tudo isso significa. Wabi Sabi são deslizamentos sobre a história delas e também de cada um dos poucos espectadores, que entram como parceiros nestes pas des deux e desmanches, nestas imagens e pedaços do movimento incessante da vida. O Festival Artes Vertentes apresenta novamente, em 2017, o Ciclo de Ideias (gratuito). Uma série de debates, palestras e mesas redondas com especialistas em cada linguagem do festival. Em diálogo com a programação de artes cênicas serão oferecidas as seguintes atividades: - Ciclo de ideais II / TEATRO - "Arte, uma crença na vida": Palestra com Dorothy Lenner. Mediação: Ricardo Coelho. Dia 16 de setembro, às 15:30h, no SESI Centro Cultural Yves Alves (Rua Direita, 168) Mais informações: www.artesvertentes.com Assessora de Imprensa: Bárbara Chataignier (21) 99738-1243 – bchataignier@gmail.com

Festival Artes Vertentes 2017 - Artes Cênicas  

Release da área de Artes Cênicas do Festival Artes Vertentes 2017