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Edição nr 31 - junho 2017

EDITORIAL ADEUS AOS GRANDES E BEM-VINDOS OS PEQUENOS! Eis-nos de novo no fim de uma estrada a olhar para o horizonte… Chegámos a mais um final de

Jornal Trimestral

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Agrupamento de Escolas de Arraiolos

ano. A azáfama da conclusão dos projetos, das avaliações, são uma fiel imagem de que o ano está a terminar e os exames a começarem… Mais uma vez gostaríamos de parabenizar todos os envolvidos nas inúmeras tarefas desenvolvidas ao longo

do ano e dos três períodos. A viagem durou três longos períodos que afinal, agora, parecem ter passado a “correr”. Temos novamente um grupo de finalistas que se prepara para se despedir de nós após doze anos de lutas, brigas, trabalhos, choros, risos, sorrisos, risadas… aí estão

eles prontos para uma nova etapa. E uma nova “fornada” que chega, tão tenros, pequenos que nos olham lá de baixo dos seus poucos anos, e observam a escola grande onde tanto desejam entrar. Adeus “pessoas grandes”, olá “pessoas pequenas”, e nós cá

PROJETO “EU E OS OUTROS” - PREVENÇÃO/SENSIBILIZAÇÃO PARA COMPORTAMENTOS DE RISCO ASSOCIADOS A CONSUMOS DE SUBSTÂNCIAS No passado dia 27 de março a turma do 9.ºD deslocou-se em vista de estudo ao Quartel dos Bombeiros Voluntários de Arraiolos, no âmbito do projeto “Eu e os Outros”. Os alunos foram acompanhados Custódio professores pelos Carapinha e Anabela Barros, pela Enfermeira Lurdes Baía e pela Psicóloga Margarida Vidal. Nos Bombeiros Voluntários sessão uma a assistimos sobre prática e teórica

"Prevenção/sensibilização de comportamentos para risco associados a consumos de substâncias" dada pelo 2.º Pontes. Hugo Comandante Nesta sessão, foram apresentados dados estatísticos dos acidentes Concelho do rodoviários prestados e Arraiolos de esclarecimentos sobre os perigos da condução sobre o efeito do consumo de substâncias aditivas, sendo esta uma das causas da sinistralidade nas

Responsáveis: Ângela Rodrigues e Paula Gaspar

estradas. De seguida, tivemos a oportunidade de ficar a conhecer os equipamentos técnicos que existem no interior de uma ambulância de emergência médica. Agradecemos aos bombeiros voluntários por nos receberem e pelo trabalho que desenvolvem próximo. ao ajuda na Diogo Figueiras, Telma Santos e Rita Toureiro Curso Vocacional- 9.º D

ficamos no apoio à construção destes seres. Obrigada por deixarem a vossa marca! A equipa do jornal


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No âmbito da disciplina de português, com a professora Paula Gaspar, foi solicitado um texto livre. Na sua essência, livre na tipologia e livre na temática. Eis alguns exemplos do trabalho do 8 A:

REFUGIADOS A VIDA Vida dizem que são dois dias mas há quem não pense assim E diga que tem tantos dias como eu tenho tias. Vi uma pessoa a queixar-se da vida, mas será que é isso que devia, possivelmente faz isso todos os dias. Umas pela falta de dinheiro e penso que podiam ter feito um mealheiro. Outras, por outro motivo qualquer se calhar A vida é como um malmequer, Às vezes bem nos quer Outras, mal nos quer. Raquel

ESCOLHAS Em pequena, Via o mundo Como se fosse tudo Leve e branco como uma pena. Pensava que tudo e todos Eram bons e amigáveis, Mas logo percebi que poucos Eram humildes e confiáveis. Agora, já mais crescida Com melhor perceção Do que quero para a vida, Simplesmente seguindo o meu coração, Consigo realizar todos os mues sonhos Tal e qual como dantes fazia os meus desenhos, Com muita paixão. Num mundo de tanta maldade, São as minhas escolhas Que me dão tristeza ou felicidade, Como o cair e o nascer das folhas. Beatriz

Quantas são as pessoas que têm que fugir do seu próprio paìs? São imensas! É triste ver que o mundo não sabe aceitar todas as pessoas da mesma maneira, é triste pensar que não se pode ter a religião que se quer pois pode-se ficar sem vida por causa das suas escolhas. As crianças não deviam passar por situações tão cruéis na sua vida, ninguém tem o direito de estragar famílias. Todas as pessoas deviam ser livres de fazer as suas escolhas. Já te imaginaste noutro país sem falares a tua língua, sem conheceres ninguém? Na verdade, é isso que está a acontecer a imensas pessoas. Portugal deveria ajudar ao máximo estas pessoas que ficam sem nada na vida porque se nos acontecesse a nós não gostavam que alguém estivesse pronto para nos ajudar? Ajudar o próximo é o lema da caminhada que percorremos dia após dia e por isso ajudar é a única coisa que nos resta. Paulo

Évora, 22 de maio de 2017 Olá Dinis, Como estás? Espero que tenhas melhorado depois do nosso pequeno acidente. Desculpa outra vez por ter chocado contigo, porem não é por isso que te estou a escrever esta carta. Acontece que eu estou sem dinheiro no telemóvel, e queria muito encontrar-me contigo de novo, por isso resolvi mandar-te esta carta. Eu vou estar livre estas próximas três semanas porque as férias estão quase a chegar. Mal posso esperar! Tenho tantas coisas planeadas para as férias! Também estás entusiasmado? Como é que está o teu irmão? Já conseguiu aquela nerf que ele tanto queria? Era apenas isso que te queria dizer. Espero que possamos encontrar-nos, e se conseguires tenta responder por carta. Se calhar podemos começar uma nova tradição, acho que poderia ser divertido. Adeus, um grande abraço a ti e ao teu irmão, P.S: arranjei um jogo bestial para a ps4 que temos que jogar.

João Pais Caetano

NÃO JULGUE PELA APARÊNCIA O Igor era um homem mendigo mas acima de tudo era muito bondoso. Ele vivia numa rua de Luanda. Luanda era um lugar muito pobre, triste, cheio de lixo espalhado pelo chão. Igor, um homem dos seus 49 anos, vivia sozinho; não tinha nada, só as pedras da calçada. Há 10 lá estava ele, sozinho sem nada nem ninguém a lutar pela vida. As suas refeições eram mínimas se é que se podia chamar de refeições, ele comia praticamente uma vez por semana, graças a um menino de 5 anos. O menino chamava se Manel, e no dia em que conheceu Igor estava a passear com a sua mãe. Certo dia o Manel tinha 10 kwanzas, que a sua mãe lhe tinha dado para ele ir comprar pão. Após de ele ir comprar pão, reparou num homem que andava a pedir uma moedinha para comer. Mas o menino era tão carinhoso e bodoso, que, depois de ir comprar pão, deu metade do pão ao Igor. Após o menino lhe ter dado o pão, Igor encheu-se de lágrimas pelo gesto tão bonito. Passados 3 anos, o Igor estava farto de ser ignorado e reagiu. Ele começou a cantar. Ele quando começo a cantar foi atraindo as pessoas com aquela voz doce e meiga. As pessoas emotivavam-se quando ele cantava. Até que um dia uma mulher lhe ofereceu uma guitarra e pediu lhe com gentileza que ele tocasse. Ele achava que não sabia tocar mas pensou que podia realizar o seu sonho, fechou os olhos e começou a tocar uma melodia e a cantar. Novamente, o que atraiu as pessoas. Como o menino Manel estava a passar na rua ficou admirado por estar tanta gente à volta do Igor. E foi a correr para lá. Quando lá chegou viu Igor a cantar e a tocar e o menino encheu-se de lágrimas de felicidade. Manel reparou que o Igor tinha um chapéu na cabeça, tirou-o então, e mete-o no chão para lhe darem mesada pelo espetáculo. E assim foi. Após disso todos deixaram de o ignorar. E ficou conhecido por o Lutador. Certo dia, o Manel repara que Igor lá não estava e ouviu dizer que ele tinha morrido, o pobre menino começou a chorar. No funeral dele apareceram cerca de 1500 pessoas. O menino colocou uma guitarra em cima da campa para a homenagem de Igor. Fim! Rita

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No âmbito do trabalho desenvolvido pelas BE de promoção do livro e da leitura, uma atividade acontece mensalmente: o livro do mês. Uma outra é a hora do conto onde se conta e ouve um conto ou os alunos elaboram pequenas narrativas a partir de imagens e contam uns aos outros.

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No âmbito da disciplina de português, com a professora Paula Gaspar, foi solicitado um texto livre. Na sua essência, livre na tipologia e livre na temática. Eis alguns exemplos do trabalho do 8 A: (continuação da página 2)

UM MISTÉRIO NO RODEO Algo de estranho se passava no antigo rodeo da cidade; os espetáculos do rodeo tinham recomeçado, após vários anos de pausa por falta de cavalos para montar. Um dia apareceu um estranho na cidade, que comprou um rancho perto de casa da Maria e o encheu de belos cavalos de rodeo. As amigas Sara e Maria, que adoravam cavalos, quiseram ir logo conhecer o forasteiro, e mais importante, os seus cavalos. Mas o dono do rancho não se mostrou nada simpático e quase as acusou de andarem a espiar. As duas amigas sentiram-se muito ofendidas e estranharam aquela atitude. Pensaram de imediato que havia ali mistério, e elas iam descobrir o que era! No dia seguinte, a Sara ouviu o seu avô comentar que tinham roubado um cavalo num rancho não muito distante dali. Era um cavalo russo com um olho castanho e outro azul. A Sara sentiu o coração bater mais rápido. Na véspera, ela e a Maria haviam visto um cavalo exatamente com essas características. A Sara correu até casa da amiga para lhe contar o que tinha descoberto. Nessa noite iria haver um espetáculo de rodeo e elas decidiram ir. Mas não descobriram nada! As pessoas que lá trabalhavam eram muito cuidadosas com o que faziam e nem vestígios do cavalo russo que tinham visto no estábulo. Mas as duas amigas não desistiam tão facilmente, e combinaram encontrar-se quando todos já estivessem a dormir para irem investigar o rancho do forasteiro. Já a noite ia alta quando se encontraram. Levavam uma lanterna e roupa escura (como os espiões nos filmes que viam na TV). Tentaram caminhar o mais silenciosamente possível, para que ninguém no rancho desse pela sua presença. Foram direitas ao estábulo e tiveram muito cuidado para não acordarem os cavalos que estavam a dormir. Subitamente, a Sara agarrou a Maria pelo braço e fez-lhe sinal para espreitar para dentro de uma das boxes; lá estava o cavalo russo, e a Sara tinha a certeza que era o mesmo que tinha sido roubado. Estavam elas a pensar no que haviam de fazer, quando ouviram um ruído de passos lá fora. Apagaram a lanterna, e esconderam-se por detrás de uns fardos de palha que estavam no estábulo. O ruído passou a vozes misturadas com o barulho de cascos a debaterem-se contra o chão. A Sara e a Maria tentaram ver o que se passava, mas estava muito escuro para distinguirem de quem eram as silhuetas. Uma coisa era certa, estavam a trazer dois cavalos novos para o estábulo, e quem quer que fosse que os trazia estava a receber um belo pagamento por isso. Quando tudo ficou calmo novamente, as duas amigas já tinham decidido que iriam diretamente à policia contar o que tinham presenciado. Preparavam-se para sair do estábulo, quando uma voz masculina soou atrás delas e as petrificou. Era o dono do rancho, que estava furioso e perguntava em voz cada vez mais alta o que é que duas miúdas estavam a fazer na sua propriedade a meio da noite! A Maria e a Sara recuaram devagar tentando chegar à porta do estábulo para fugir, mas o forasteiro adivinhou-lhes os pensamentos e de um salto colocou-se entre elas e a saída. As coisas não pareciam nada boas para as duas amigas! E só quando focaram a sua atenção nos cavalos que tinham visto chegar naquela noite é que repararam que estes lhes eram extremamente familiares: eram a Arizona e o Alcaide, os seus próprios cavalos! Olharam uma para a outra, e após o espanto inicial, começaram a sorrir e era como se tivessem lido os pensamentos uma à outra. Montaram os seus cavalos e galoparam estábulo fora em direção ao posto da polícia. O dono do rancho ficou pasmado ao ver os cavalos saltarem o 1,5 m de vedação que rodeava a propriedade. A Sara e a Maria, voltaram, desta vez com a polícia, que apanhou o forasteiro a tentar fugir com os outros cavalos. Veio a descobrir-se que o forasteiro fazia parte de uma rede de tráfico de cavalos, e que os cavalos encontrados no rancho tinham sido todos roubados. A Maria e a Sara voltaram para casa com os seus cavalos e o sentido de mais um mistério desvendado. Sara

SE EU FOSSE UM ANIMAL…

TURMA 8ºA

Ser um animal doméstico deve ser muito interessante, afinal ninguém é obrigado a ter um animal em casa, assim, penso que quem tem um animal doméstico é porque gosta, logo passa a fazer parte e é tratado como um membro da família, é cuidado e tratado com cuidado ... mas como tudo na vida não é a melhor condição pois nem sempre conhece outros animais! Se eu fosse um animal hoje seria um cão de grande porte de muito alimento, doce e brincalhão. Adoro saltar e brincar com as crianças que distribuem mimo e muito carinho com todos os animais que com eles são meigos, ou será que seria um gato para subir ás árvores sem dificuldade e passear pelas redondezas para conhecer os vizinhos. Também é interessante ser um leão, o rei da selva que é respeitado e idolatrado pelos restantes e as aventuras que podia fazer e os locais que podia conhecer. E uma formiga, será que eu gostaria de ser uma formiga?! Penso que não! Seria interessante para conhecer a forma como vivem e se organizam, mas pelo seu ser tão minúscula tornam-se frágeis e a sua vida é uma ameaça constante. O homem não respeita as formigas e não sabe nem quer conviver com este animal. Acho que após esta minha reflexão vou passar a respeitar mais as formigas. Ora aí está, no fundo não interessa que animal seria, o que importa é que façamos sempre este exercício “Se eu fosse…” penso que tudo seria mais simples, com mais paz e mais amor… afinal ninguém gosta de sofrer!

Já pensaste naquelas pessoas que te ajudaram quando mais precisaste? Aquelas pessoas com quem podias desabafar à vontade sobre o que sentias? Aquelas que estiveram sempre lá para ti? Aquelas que te compreendiam apenas com um olhar? Aquelas que te carregavam a mochila? Aquelas que te deixavam copiar os trabalhos de casa antes da aula? Aquelas que te mandavam foto das soluções dos exercícios porque não tinhas tido tempo de os fazer ou porque simplesmente não percebias nada daquilo? Já pensaste como lhes vais agradecer depois de tudo o que fizeram por ti? Passei com vocês o melhor ano escolar de sempre. Senti que éramos unidos como nunca nenhuma turma o foi. Não digo que éramos “os melhores” porque simplesmente não éramos, mas para mim vocês foram os melhores! Os melhores não só como colegas de turma, mas também como amigos. Nesta turma ganhei amizades que espero que sejam para sempre, acho que todos ganhámos. Esta turma não são só os alunos, são também os professores, e o nosso diretor de turma, que esteve sempre lá para nós, e com qual criámos uma grande cumplicidade. Relativamente a nós, alunos, sei que por vezes não ficamos muito bem vistos devido ao nosso comportamento, e sim é verdade que não é o mais adequado, mas se assim não fosse não seríamos o 8ºA. Não seríamos o 8ºA se não fôssemos como somos, não tínhamos a relação que temos. Por isso, apesar de serem uns chatos, eu não os trocaria por nada deste mundo.

Sebastião

Joana

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No âmbito do trabalho desenvolvido nas BE e dentro da rede RBA , também se promovem formações de docentes, eis uns exemplos:

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TESTEMUNHOS DE ABRIL deu como exemplo que, devido a muitas mães portuguesas terem perdido os seus filhos na guerra colonial, ela e o marido não sabiam se queriam ter ou não filhos, não sabiam se deviam sair de Portugal com destino a França … tinham muitas dúvidas. Mas, se saíssem do país, tinham de o fazer ilegalmente devido ao marido estar a acabar um curso na tropa. Em relação à liberdade, ela referiu que as grandes conquistas foram a Expressão de Manifestação, de Reivindicação, de Reunião (pois se tivessem três pessoas juntas na rua a falar já era considerado um abuso), de Associação e de Partidos políticos. Em relação à paz foi o fim da guerra colonial.

Celeste Mesquita, atualmente com 67 anos de idade que, no dia do 25 de abril de 1974, tinha 24 anos.

Também houve grande mudança no ensino, pois, antes do 25 de abril, só poderia ir à escola quem tivesse dinheiro, havia escolas separadas para rapazes e raparigas, havia regras rígidas quanto ao vestuário: as raparigas não podiam usar calças e quando se mostravam as pernas tinham de usar meias de vidro, quem não cumprisse estava impedido de entrar na escola. Segundo a Celeste Mesquita, houve também mudança em relação à cultura e ao direito na saúde: após o 25 de Abril já tinham acesso aos cuidados de saúde todos os cidadãos, independentemente das suas condições económicas.

Celeste vivia em Almada, trabalhava em Lisboa e, na noite de 24 para 25 de abril, o pai de Celeste recebeu um telefonema do comandante dele que o mandava ir ter ao quartel. No dia 25 de manhã Celeste acordou e foi para Lisboa trabalhar mas, sendo ela comunista, ao chegar ao trabalho, como estava tudo num alvoroço e ao contarem-lhe o que estava a acontecer, saiu do local de trabalho com amigos e foram todos para a rua ver o que estava a Também houve uma mudança em relação ao poder de votos, pois quem não tivesse um curso superior acontecer. não podia votar e as mulheres mesmo que tivessem As diferenças e as mudanças que ela mais sentiu um curso superior não podiam votar. Antes do 25 foram em relação à liberdade e à paz. Celeste de Abril os homens tanto casados como pais de

Eu lembro-me de, após o dia 25 de abril de 1974, as pessoas demonstrarem mais a sua opinião e, inclusivamente, aquelas que trabalhavam em cooperativas ficarem contra quem trabalhava para os patrões ditos “fascistas”. Pelas ruas viam-se tratores e roulottes enfeitadas com flores onde o cravo era o rei. Também me recordo da inauguração do primeiro parque infantil em Arraiolos. Havia cânticos, sobretudo com músicas de Paulo de Carvalho e Zeca Afonso. Os foguetes estalavam no ar, vivia-se um tempo de celebração da Liberdade. A mudança foi sem dúvida para melhor, as pessoas deixaram de ser perseguidas e a opressão chegou ao fim. Todavia, ao fim de algum tempo começou-se a confundir Liberdade com Libertinagem. Na minha opinião a maior conquista do 25 de abril de 1974 foi o fim da censura e a expressão livre de ideias sem restrições nem preconceitos, agindo com Liberdade, embora respeitando o outro. Mónica Rebocho (6 anos em 1974), mãe da Joana Rebocho, 9º B

raparigas, poderiam matá-las no caso de terem provas em como as suas mulheres ou as suas filhas tinham amantes, não sendo por isso condenados porque não era considerado um crime. Caso tivessem de ser operadas, as mulheres não o poderiam ser sem a autorização dos homens (tanto na qualidade de maridos como de pais). Por exemplo, a Celeste quando esteve grávida teve de fazer uma cesariana e, enquanto o marido não chegou ao hospital, para assinar o papel da autorização, os médicos não puderam iniciar a intervenção. A mulher era inferior ao homem em todos os sentidos, até mesmo quando os homens achavam que as mulheres já tinham perdido a virgindade antes do casamento. Numa situação dessas, eles já não queriam casar com elas e cancelavam o casamento em cima da hora. Muitas mulheres não trabalhavam fora de casa porque os homens achavam que o dever das suas esposas era apenas realizar as tarefas domésticas e cuidar dos filhos. No dia 25 de 1974 houve um acontecimento maravilhoso que a Celeste adorou ver: a libertação dos presos políticos, pois muitas pessoas foram presas por terem opiniões opostas às do regime em vigor. Então a Celeste achou muito bonito ver familiares e amigos dos presos políticos correrem para as prisões para verificarem se eles eram libertados ou, pelo menos, fazerem pressão para a sua libertação. Testemunho de Celeste Mesquita, recolhido por Susana Figueiredo, 9º B

A minha bisavó, Eufémia Rebeca (atualmente com 84 anos) na noite de 24 para 25 de abril de 1974, na altura com 41 anos, encontrava-se junto à lareira, na companhia do meu bisavô, o qual tinha no seu colo um rádio e assim ficaram a saber que estava a ocorrer uma revolução. Enquanto isso, Maria de Fátima, sua filha e minha avó de 60 anos, na altura com17 anos, estava no Algarve na casa de uns pescadores. Na manhã de 25 de abril ouviu, na rádio dos pescadores, a tocar muito alto a música “ Grândola Vila Morena” e ficou a pensar que a mulher do pescador estava bêbeda. Mais tarde percebeu, através das notícias divulgadas na rádio, que se estava a dar uma revolução e ficou muito contente porque o meu avó António Fortes (atualmente com 65 anos), na altura com 21 anos, estava na guerra colonial e devido à queda do regime podia regressar a Portugal. Das conversas que tive com a minha família percebi que no início ouviam as notícias e não percebiam o que estava a acontecer. Só se aperceberam realmente das consequências do dia 25 de abril quando nesse dia se comemorou a recuperação da liberdade. Margarida Pequito, 9º B

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SESSÃO COMEMORATIVA DA REVOLUÇÃO DE ABRIL - DIA 3 DE MAIO TESTEMUNHOS DE ABRIL das intervenções são: a professora Zulima Gaspar destacou como grande conquista da revolução, a LIBERDADE. Neste contexto explicou a diferença entre liberdade e libertinagem e apelou aos jovens para usarem a liberdade de forma crítica, não seguindo Nesta sessão contamos com a colaboração de pessoas determinados movimentos/jogos, como é o caso da que presenciaram a revolução: Jerónimo Lóios, ex- Baleia Azul. presidente da camara municipal de Arraiolos; Manuel Branco, professor de História; José Pequito, militar O Sr. Jerónimo Lóios deu exemplos de como era a na guerra colonial; e Zulima Gaspar, professora vida antes da revolução de Abril. Na escola as raparigas aposentada no 1ºciclo. Na qualidade de músico também e os rapazes estavam separados e a maior parte das participou nesta sessão o Duarte Coxo. povoações não tinham luz nem saneamento básico. No dia 3 de Maio de 2017, às 10:05 horas, na Oficina d’Artes, participamos numa sessão sobre o 25 de Abril, juntamente com outros colegas do nono e décimos segundo anos.

Moçambique durante a guerra colonial, referindo que uns dias antes da revolução conseguiu voltar para Portugal mas teve de ir para a Angola onde esteve a trabalhar até uns dias antes da independência dessa excolónia (outubro de 1975). O músico Duarte Coxo apresentou algumas músicas de intervenção, sobre a revolução e a democracia e fez uma breve explicação sobre a vida antes da revolução. Mesmo não presenciando essa época falou connosco como se lá estivesse estado.

Os aspetos que conseguimos realçar de cada uma O Sr. José Pequito falou sobre a sua presença em

Os alunos do 9ºA

O sucesso desta atividade deveu-se ao empenho e boa vontade de todos, especialmente do exautarca, Sr. Jerónimo Loios que envidou todos os esforços para a concretização da atividade, ao contactar com a maior parte dos convidados; bem como do coordenador dos assistentes operacionais, Sr. António Oliveira, que se desdobrou para criar as condições (materiais, Esta iniciativa contou com a colaboração de sonoras e outras) essenciais à concretização da várias personalidades da comunidade: Sr. atividade. Bem hajam! Jerónimo Loios, Sr. José Pequito, professor A organização (docentes dos grupos 200 e 400) Manuel Branco, professora Zulima Gaspar e Duarte Coxo. O espaço onde decorreu o evento – Oficina d’Artes - foi enriquecido com uma exposição de trabalhos realizados por alunos do 6º ano e com mensagens da comunidade escolar, redigidas em “cravos-imagens”. A atividade “Testemunhos de abril”, alusiva à comemoração do 25 de abril, decorreu no dia 3 de maio, da parte da manhã, em dois turnos: das 10h:05 às 11h:35, no qual estiveram envolvidos os alunos dos 9ºA e 9ºB e do 12º B; e das 12h:45 às 13h:15h, onde participaram alunos do 9º C e das 3 turmas do 6º ano.

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No dia 30 de maio, teve lugar na Escola Cunha Rivara, um encontro com contadoras de histórias. Contámos com a presença da “Luna Companhia de Cuentos”, da Argentina. Fer e Erika deliciaram-nos com vários contos da tradição oral, tais como “O príncipe de orelhas de burro”. A atividade foi dirigida a alunos de Espanhol, do 7º ao 11º ano. Agradecemos à CMA todo o apoio prestado.

A parceria com A associação O Monte tem sido mantida, bem como com a AIDGlobal que ainda este período veio novamente fazer sessões com os nossos alunos sobre cidadania e ambiente sustentável. Um grande obrigada às formadoras que se deslocaram ao longo do ano para trabalharem com os nossos alunos.

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“LER TODOS JUNTOS” No âmbito do projeto “Ler todos juntos” as alunas integradas no decreto 3/2008 com Currículo Especifico Individual apresentaram um texto de Luísa Ducla Soares, Abecedário sem juízo. Após a apresentação procedeu-se à exploração do texto. Os alunos, individualmente descobriram novas palavras e, consequentemente, novas rimas. Por fim juntámos todas as rimas e elaborámos um texto conjunto. Todos os alunos mostraram entusiasmo com a atividade.

E, porque o PIT (Plano Individual de Transição) é fundamental para abrir portas aos alunos para a vida ativa, é importante estimular e motivar os alunos com NEE para a escola e, simultaneamente, dotá-los de ferramentas para a vida pós escolar. É isso que tentámos fazer com a aluna Carla Lourenço, que está a desenvolver o PIT na Biblioteca Escolar (BE), onde realizou determinadas atividades próprias deste local. Em articulação da educação especial com a BE, a aluna preparou um texto Meninos de Todas as Cores, Luísa Ducla Soares, leu-o e dramatizou-o para os colegas, facto que a estimulou e nos proporcionou um momento agradável de lazer, num espaço tão importante para a escola – a Biblioteca Escolar. Este trabalho é um exemplo de que a articulação entre a educação especial e a biblioteca é uma “mais valia” suscetível de promover o sucesso académico.

Os alunos do 8 A têm desenvolvido ao longo do ano trabalhos no âmbito do projeto “Património(s)?”, eis aqui mais uns exemplos de uma exposição patente na BE Cunha Rivara com posters apresentados na dsiciplina de História.

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PROJETO “SER MAIOR” “Ser maior” é um projeto dirigido aos alunos com Necessidades Educativas Especiais, especificamente aos alunos integrados na alínea e) com Currículo Específico Individual, que tem a duração de 2 anos letivos, tendo sido este o primeiro ano da concretização do mesmo. Foram definidas um conjunto de atividades de cariz funcional, por forma dotar os alunos de um conjunto de competências práticas que considerámos úteis para o seu futuro na sua vida pós escolar. As atividades constaram de: - Artes plásticas - Projeto de Música, este só decorreu durante o 1º período devido à ausência do professor de música - Costura - Tapeçaria - Tecelagem - Culinária - Germinação e plantação de plantas que culminou com a elaboração de uma horta. As atividades foram coordenadas pelas professoras de educação especial, o professor de música e o professor de Artes Plásticas. Para que fosse possível a concretização de algumas destas atividades tivemos a colaboração de elementos externos, a quem agradecemos, como a Câmara Municipal de Arraiolos na limpeza do terreno destinado à horta, a ajuda do chefe dos funcionários, bem como às funcionárias da Cantina da escola, permitindo a utilização da cozinha. O Núcleo do Ensino Especial

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Atividade dos crachás da responsabilidade de Maria da Luz Ferreira e da Cristina Gaiato no dia da Criança. Parceria entre a CMA e o Agrupamento de Escolas

"Se os bichos se vestissem como gente" de Luisa Ducla Soares. Foi proposto para trabalhar com o Pré-Escolar, mas algumas das outras turmas também o trabalharam.

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Rui Pinheiro representa distrito de Évora na final LITERACIA 3D - LEITURA A iniciativa LITERACIA 3D consiste num desafio nacional dirigido aos alunos dos 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico de todo o país, envolvendo os respetivos professores e estabelecimentos de ensino que pretende a promoção da literacia e respetiva avaliação em três dimensões fundamentais do conhecimento: Leitura, Matemática e Ciência. Nesta segunda edição, participaram 90 mil alunos, provenientes de mais de 750 estabelecimentos de ensino público e privado, de norte a sul do país, incluindo as regiões autónomas. Foram 64 os alunos finalistas nas três dimensões, entre eles o aluno Rui Pinheiro, nº 19, da turma C do 5º ano, que foi apurado como o melhor aluno na literacia - Leitura do distrito de Évora. A final decorreu no passado dia 26 de maio de 2017, no Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva, em Lisboa. Apesar dos campeões nacionais de literacia, vencedores da segunda edição do LITERACIA 3D serem alunos de colégios particulares, o aluno Rui Pinheiro foi distinguido com um prémio de presença – um smartphone Samsung – e a Professora acompanhante (Prof. Conceição Correia) recebeu um reconhecimento da Porto Editora, com a oferta de dois livros. Testemunho do aluno Rui Pinheiro: “No dia 26 de maio, eu e a minha diretora de turma e professora de Português fomos a Lisboa, para participar na final do concurso LITERACIA 3D - Leitura. Eu e a minha mãe levantámo-nos muito cedo para irmos de Pavia até Évora onde me encontrei com a minha professora para apanharmos juntos o comboio intercidades das 09:06h. Foi uma aventura e tanto!!! É que eu nunca tinha andado de comboio e estava muito empolgado e curioso. Foi tão bom que quero andar de comboio mais vezes. Chegámos à estação do Oriente às 10:40h e dirigimo-nos para o Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva, no Parque das Nações (mesmo ao lado do Centro Comercial Vasco da Gama), local onde aconteceu a final do concurso. Já no Pavilhão do Conhecimento dirigimo-nos à receção onde nos deram cartões de identificação e passes para nos deslocarmos livremente pelo recinto, visitar todas as exposições e participar em várias atividades. De seguida, dirigimo-nos ao Auditório Mariano Gago onde decorreram as diferentes provas de literacia e deram-nos a conhecer o horário de almoço, oferecido pela Porto Editora. Às 14h, após o almoço, dirigimo-nos para a sala de provas. A atividade Literacia 3D foi muito interessante porque é um teste feito no Tablet com exercícios diferentes. Quando terminou a prova fomos para o auditório e tentámos fugir duma entrevista, mas não resultou! O meu pai que veio de Londres, nesse dia, foi ter connosco mesmo a tempo da entrega de prémios. É que todos o alunos finalistas foram chamados ao palco e receberam um telemóvel de marca Samsung cada um. A professora também foi chamada ao palco e recebeu um saquinho com dois livros. Não fui um dos finalistas, mas gostei muito deste dia porque foi um dia completamente diferente. Foi um desafio para mim, pois nunca tinha experimentado fazer algo assim. É algo que gostaria de repetir. “ Testemunho da professora de Português, Conceição Correia: “Acompanhei o Rui neste seu percurso pela Literacia da Leitura, porque o grupo de Português do 2º Ciclo tem interesse em participar nas atividades que motivem os alunos para a leitura pensando sempre no seu sucesso escolar! Ele entusiasmou-se e foi apurado para a fase distrital, realizada em Évora, no dia 9 de março. Algum tempo depois, fomos agradavelmente surpreendidos com a notícia de que o Rui tinha sido apurado para a final nacional representando assim o distrito de Évora, no concurso LITERACIA 3D - Leitura, 2ª edição. Considero que o projeto Literacia 3D é um excelente exemplo da aplicação de tecnologia digital na educação, no qual participamos pelo segundo ano consecutivo. Este foi um dia memorável para o Rui e destaco como pontos altos a primeira viagem de comboio do aluno, a realização da prova em Tablet, o prémio e a visita às exposições do Ciência Viva. Apesar de não ter sido um dos 3 finalistas, o Rui estava feliz com todas as aventuras e experiências do dia, pelo que o Rui já está a pensar na próxima edição do LITERACIA 3D! Como novidade ficámos a saber que a partir do próximo ano letivo, o Inglês será o novo domínio de literacia a ser avaliado, para além da Leitura, Matemática e Ciência. Surgirá, assim, o LITERACIA3Di.” O grupo de Português do 2º Ciclo agradece a participação dos alunos do 5º ano na iniciativa Literacia 3D – Leitura e felicita o aluno Rui Pinheiro pelo seu desempenho na mesma. A participação na iniciativa só foi possível devido ao apoio da Diretora do Agrupamento que, após obstáculos à mesma, conseguiu assegurar a participação dos alunos na atividade. O grupo de Português do 2º Ciclo deseja ainda que, no próximo ano letivo, possamos voltar a representar o distrito de Évora. As professoras responsáveis Carla Vieira Sampaio da Silva, Maria da Conceição Correia, Isabel Maria Correia

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PROJETO EXTRATERRESTRES DA VERDELÂNDIA, SALA A DO JARDIM DE INFÂNCIA DE ARRAIOLOS Na Verdelândia vivem os verdelokas. Todo o seu planeta é verde. Eles são todos amigos, são felizes comem verdes, legumes e saladas. Alguns têm tentáculos na barriga e o cérebro verde. Outros têm bolinhas na cabeça e antenas. Na Verdelândia não há lixo no chão, todos separam o lixo, não há crianças tristes e não há guerras. A fazer os fatos dos verdelokas

Quando os Verdelokas chegaram a Arraiolos

Verdokas trazem mensagens para o planeta Terra.

Educadora Florbela Caroço

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Leitura como base da aprendizagem Aprender com a BE / Um olhar sobre a diferença / Literacias sem Fronteiras Ao longo do ano, semanalmente, a PB deslocou-se à sala do 4ºano do professor Francisco Igreja. No primeiro período foram lidos contos com base na temática do respeito pela diferença. No segundo período, houve já partilha de leituras de alunos e ainda leitura de contos da Bruxa Cartuxa com o objetivo de promover a criatividade. No terceiro período os alunos a partir da observação de imagens construíam em grupo uma narrativa e partilhavam à turma. Exemplos de narrativas com base em imagens:

O LIVRO MÁGICO Era uma vez quatro meninos que foram à biblioteca ler um livro, mas esse livro era mágico e de fantasia. Quando abriram o livro apareceram várias fantasias, e esse livro transformou-se num balão de ar quente. Viajaram pelo ar até Nova Iorque. Um dos meninos era o Diogo que tinha a família dele lá. Então foram viajar até à estátua da Liberdade, mas antes foram ao Central Parque. Viram muitas, mas muitas árvores. Acabaram de visitá-lo e foram logo ver a estátua da Liberdade. Quando acabaram foram para a biblioteca e fecharam-no logo. Elaborado por: Ana Rita Gomes Diogo Flamínio Margarida Barreto Matilde Carrasqueira 4ºano

Era uma vez uma turma de 2ºano foi à biblioteca Municipal.A professora tinha o cabelo de Lisboa a Porto e chamava-se Jossefina Pink.De repente apareceu um gato e um rato claro que não ia dar bom resultado. Eles quase que derrubavam um menino. A professora em altos berros disse: -Vão se já embora! Foram-se logo embora. Havia uma menina que se chamava Lúcia que estava a roubar o livro da vaquinha Alentejana que falava sobre um porco que era bastante porco, uma vaca, um cão... De repente apareceu lá um senhor. E viu a menina a roubar o livro e disse-lhe: -Eu vou-te impedir que roubes esse livro. E a menina perguntou: -Como é que se chama? E ele respondeu: -Eu sou o Presidente da República. -O seu nome é Marcelo Rebelo De Sousa? -Sim, eu sou o Marcelo Rebelo De Sousa. Leonor Pombinho Pic\ao Francisco Delgado Francisco Boeiro Pedro Pimpão

A DOR DE DENTES DO LOBO Era uma vez uma menina chamada Teresa. Todos os dias depois da escola ia brincar com o seu amigo lobo. Houve um dia que o lobo não apareceu e a menina foi à sua gruta procurá-lo. Ele estava deitado e ela perguntou-lhe porque é que ele não foi brincar. O lobo disse-lhe que lhe doía muito um dente. A Teresa pediulhe para ele abrir a boca. Após isso ela viu que ele tinha um dente a abanar. A teresa foi a casa buscar um turquês, e a mãe perguntou-lhe o que ela ia fazer. Ela respondeu que vinha buscar um turquês para arrancar um dente ao lobo. Quando ela regressou à gruta, o lobo não estava lá. Ela procurou, procurou até que o encontrou debaixo de uma arvore muito alta encostado a uns arbustos à sombra quando voltaram à gruta, e ela disse que tinha trazido um turquês para lhe arrancar o dente, e foram brincar às escondidas. Após isso foram lanchar, apanharam com uma sesta amoras e foram para a gruta do lobo comer. Rodrigo Sá, Maria Leonor e David Falcão

MAR

Era uma vez uma família: Miguel, Carolina e Rita. Rita era a mãe dos irmãos Miguel e Carolina, a mais curiosa, Rita era a única daquela família que tinha visto o mar. Ela dizia que era a coisa mais bela que já tinha visto. Eles viviam em África, lá era tudo bastante seco, quase que não havia água para beberem. Eles estavam sempre a perguntar à mãe quando é que podiam ir ver o mar. A Rita dizia que não podiam ir, pois estavam bastante longe do mar. A família da Rita conseguia domar muitos animais, eles tinham um javali de estimação. Morava numa casa ao lado, um homem muito rico chamado Diogo Vieira, ele era boa pessoa, não tinha filhos por isso satisfazia os desejos das outras crianças. Um dia, Carolina, tentou domar o animal, ela ia a correr em cima do javali, quando o Diogo Vieira atropelou-a, pois era o único da cidade que tinha um carro dos bons. Ele ficou bastante preocupado com ela e levou-a para a casa dela. Ele até pediu aos seus construtores para fazerem a cara dos deuses nas paredes do seu quarto. A família e o Diogo estavam muito preocupados e o Diogo estava a rezar dizendo: - Por favor meus deuses salvem esta criança! Ele continuava a dizer isto repetidamente. A Carolina eventualmente recuperou, mas nunca mais voltou a andar, por isso Diogo fez-lhe uma promessa. Perguntou-lhe qual era a coisa que mais desejava no mundo e ela respondeu: - Ver o mar. O Diogo disse que assim seria e que lhe iria comprar uma casa perto do mar. Ela e a sua família foram viver para lá e todos disseram: - Isto vale mais do que qualquer dinheiro, no mundo. O Diogo disse-lhe: - Se vocês soubessem o que é ser rico não iriam dizer isso. A Carolina quando olhou para o mar quase ia desmaiando e disse: - Ainda bem que fui atropelada. Obrigada, Diogo! Elaborado por: Catarina Courela Diogo Vieira Matilde Sécio Raquel Alexandrino

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AS DROGAS E A ENTRADA NA ADOLESCÊNCIA - sessão dinamizada pela GNR Público-alvo: alunos das turmas de 4º ano dos professores Fernando Afonso e Francisco Igreja

Continuação das narrativas dos alunos do 4 ano: O MUNDO DOS LIVROS Numa quarta-feira dois meninos da escola reuniram-se para irem ao parque. Os dois meninos gostavam muito de ler. Mas não tinham livros para ler em casa . E por isso começaram a pedir aos pais livros de aventuras. Até que… Juntaram dinheiro para criarem uma biblioteca .Demoraram 4 meses. Nesses 4 meses juntaram, 500 euros! Conseguiram uma biblioteca enorme! Até que toda a gente começou a dizer: -Vamos ao mundo dos livros? Trabalho realizado por: Ana Rita Pereira Inverno Mateus Loios Jéssica Soraia Oliveira Moreira Tomás Gregório

O AVÔ E O SEU NETO Era uma vez um menino muito baixo que vivia com o seu avô e a família. Certo dia, o rapaz olha para a casa de banho e perguntou ao avô: - Avô está ali uma balança, podemos medir-nos? - Sim neto também há muito tempo que não nos medimos. O primeiro a medir-se foi o rapaz e disse: - Avô, avô tenho 80cm - e a cantarolar disse - eu tenho 80cm, eu tenho 80cm, eu tenho 80cm. Avô mede-te agora! O avô vai medir-se e chega a uma conclusão que tem 1m 70cm. Olha avô temos uma diferença de 90cm! Já viste! Avô vamos chamar a mãe, o pai, a irmã e a avó. A mãe estava a lavar a loiça da refeição anterior, a avó estava a cozer o jantar, o pai a cortar a lenha para os aquecer (pô-la na lareira) e a irmã estava a falar com as amigas no skype pelo computador. E assim ele diz para o avô. - Avô pelos vistos só nós é que nos conseguimos medir! David, Maria Leonor e Rodrigo

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DIA DA CRIANร‡A - ESPETADAS DE FRUTA

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R CONCURSO NACIONAL EUROESCOLA AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE ARRAIOLOS CLASSIFICADO EM 2º LUGAR Depois de um terceiro e de um sétimo terceiro lugares, em 2015 e 2016, respectivamente, o nosso Agrupamento, em representação do distrito de Évora, voltou a brilhar no concurso nacional Euroescola, obtendo no presente ano a sua melhor classificação de sempre: um segundo lugar, atrás da escola que representou a Região Autónoma dos Açores. O referido concurso organizado pelo IPDJ I.P. e pelo Gabinete de Informação do Parlamento Europeu em Portugal, com a participação da Assembleia da República, das Assembleias Legislativas dos arquipélagos e das Direções Regionais da Juventude dos Açores e da Madeira e que este ano teve como tema Reinventando a Europa, visa consciencializar os jovens para sua condição de cidadãos europeus, motivando-os para o conhecimento das instituições europeias. Assim, o concurso Euroescola reuniu trabalhos

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apresentados por equipas de dois alunos, representando cada equipa um distrito de Portugal continental e ainda duas equipas a representar as duas regiões autónomas. A complexidade e a actualidade do tema, apelavam à criatividade, imaginação e visão europeísta dos alunos, qualidades estas que estiveram presentes em todos os trabalhos apresentados na tarde do dia 8 de maio. O nosso destaque vai, como é óbvio para o trabalho do nosso Agrupamento, a cargo dos alunos Pedro Figueiras e Sara dos Castelos, do 11ºB, que apresentaram uma bem-humorada, mas rigorosa e clara, “ida da Europa ao médico”, a qual foi muito bem recebida pelos presentes, aos quais arrancou muitos sorrisos e algumas gargalhadas. Na referida apresentação são elencados os problemas que afligem a nossa Europa, bem como algumas propostas para os solucionar. Além das apresentações dos trabalhos, os nossos alunos tiveram a oportunidade de assistir aos trabalhos desenvolvidos pelos seus colegas na Sessão Nacional do Parlamento dos Jovens, e ainda a um excelente espectáculo de teatro, no qual os atores interagiram com o público composto por alunos e docentes acompanhantes destes. Para que esta atividade fosse um sucesso contribuíram, além dos alunos directamente envolvidos, os professores Henrique Gonçalves,

que acompanhou os alunos a Lisboa e, sobretudo a professora Sandra Quaresma que orientou a Sara e o Pedro na preparação cuidada da apresentação do trabalho. Merece-nos também uma palavra de apreço, pelo inestimável apoio logístico, a representante da delegação regional de Évora do IPDJ, D. Fátima Tavares. Nos termos do Regulamento do concurso, o nosso Agrupamento recebeu recentemente (pela terceira vez e segunda consecutiva) um convite extensivo a 24 alunos do Ensino Secundário e dois professores do nosso Agrupamento para a participação na sessão Euroschool, a qual decorrerá no dia 7 de dezembro do corrente ano, em Estrasburgo, nas instalações do Parlamento Europeu. À semelhança de outras sessões Euroschool, esta será certamente inesquecível para os seus participantes, que terão a oportunidade única de debater temas europeus que lhes dizem directamente respeito, com colegas seus de outros países da União Europeia. Esta é uma das muitas atividades desenvolvidas por alunos do nosso Agrupamento, na qual se pode comprovar que a Escola vai muito para além da sala de aula. Fazemos votos para que todos os anos e enquanto vigorar este projecto, haja alunos empenhados em dar o seu melhor nele.

A apresentação do nosso trabalho…

Foto com o júri: Henrique Gonçalves, Ana Antunes Vieira (Gabinete de Informação do Parlamento Europeu em Portugal), Pedro Fonseca Moniz (Associação Portuguesa de Estudos Europeus), Pedro Figueiras, Sara Castelos, Hugo Carvalho (Conselho Nacional da Juventude) e, em representação do IPDJ, Carlos Pereira.

Foto na sala do Senado da Assembleia da República após a entrega dos prémios: Pedro Figueiras, D. Fátima Tavares, professor Henrique Gonçalves e Sara Castelos.

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Património(s) No dia 13 de junho realizou-se, na oficina d’Artes, uma representação teatral, levada a cabo pela turma A, do 8º ano. No âmbito do projeto “Património(s)?” os alunos elaboraram pequenos sketches usando a língua portuguesa, espanhola e inglesa, que foram posteriormente encenados, em que falaram sobre os diferentes conceitos de património, fazendo referência, não só à herança patrimonial portuguesa, como também à herança patrimonial espanhola e inglesa. A turma recebeu a visita dos colegas da Escola das Alcáçovas, parceiros neste projeto, que assistiram à representação teatral, visitaram a biblioteca escolar, onde se encontrava a exposição de autorretratos e os trabalhos desenvolvidas na disciplina de História, a feira do tapete e o Centro Interpretativo do Tapete. Para além das atividades mais “académicas” destaca-se o convívio entre os alunos que permitiu uma troca de experiências e vivencias que certamente contribuíram para o enriquecimento pessoal dos mesmos. O projeto “Património(s)?”, que se desenvolveu ao longo do ano letivo, permitiu a aplicação de estratégias diversificadas e a criação de pequenos projetos em diversas disciplinas, tendo por isso constituído uma mais valia para os alunos. Dina Costa Mafalda Andrade Paula Gaspar

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OLIMPÍADAS DE HISTÓRIA No ano letivo de 2016/17 os docentes dos grupos 200 e 400 organizaram a 2ª edição das Olimpíadas de História, tendo as mesmas sido alargadas aos 6º e 10º anos. Em contexto de sala de aula, foram aplicadas duas provas (uma no 2º e outra no 3º período), de dez questões cada, em cada uma das turmas dos 6ºs aos 10º anos de escolaridade. De acordo com regulamento, alcançaram o primeiro lugar, por ano de escolaridade, os alunos: - Miguel Ferreira (6º B), com 18 respostas corretas; - Lia Nascimento (7º C), com 20 respostas corretas; - Paulo Oliveira (8ºA), com 20 respostas corretas; - Francisco Ganço (9ºC), com 20 respostas corretas; - Margarida Caraça (10º B), com 18 respostas corretas. No próximo ano letivo, como prémio à sua honrosa prestação, serão entregues aos alunos vencedores um certificado e um livro.

PARABÉNS!

Os docentes Anabela Barros, Ângela Rodrigues, Henrique Gonçalves, Idália Barradas

O “TAPETE RECRIADO” Como forma de dar resposta à valorização do “Tapete de Arraiolos” como veículo de cultura da região, os professores das disciplinas de Educação Visual e Educação Tecnológica do 2º ciclo e Expressão Plástica do 7º e 8º anos da Escola E.B./S de Cunha Rivara de Arraiolos desenvolveram um projecto. Partindo de uma visita ao Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos os alunos, numa primeira fase, pesquisaram sobre a história, a concepção, a execução e a evolução dos tapetes. De seguida, elaboraram trabalhos tendo por base os desenhos tradicionais e as cores predominantes na tapeçaria da região. O resultado deste trabalho foi aplicado em t-shirts, em marcadores de livros e na construção de uma instalação apresentada no CITA - Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos.

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VISITA DE ESTUDO A SANTANA DO CAMPO E À PEDRA DAS GAMELAS No dia 15 de maio os alunos de 7º ano do nosso Agrupamento deslocaram-se a Santana do Campo, a fim de participarem numa aula de arqueologia dinamizada pelos professores André Carneiro e Leonor Rocha, arqueólogos e professores da Universidade de Évora. A aula iniciou-se no exterior da Igreja de Santana do Campo, a qual foi feita a partir de parte de um antigo tempo romano dedicado ao deus indígena "Carneus Calanticensis". Posteriormente, a aula continuou no interior da Igreja, onde tivemos ocasião de aprofundar os nossos conhecimentos sobre arqueologia da região, desde o Neolítico até à época romana. Pouco tempo depois fomos visitar a Pedra das Gamelas, monumento pré-histórico com marcas diversas e de significado ainda não conhecido como cruzes. O nome deste monumento deve-se ao facto de a mesma pedra ser aproveitada pelos pastores para colocar água para o gado beber. Foi uma visita de estudo muito interessante, na qual todos aprendemos bastante sobre a riqueza arqueológica da nossa região e da nossa terra. Os docentes Anabela Barros e Henrique Gonçalves

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PROJETO “VAMOS AJUDAR O CANTINHO DOS ANIMAIS” No passado 26 de maio de 2017, a Presidente da Associação de Estudantes, Ana Pintado, em representação dos alunos da escola, e a professora Ana Isabel Carvalho como Delegada do grupo disciplinar 230, deslocaram-se a Évora, ao Cantinho dos Animais, para doar as rações recolhidas desde o início do 2º período. Agradece-se a amável contribuição de alunos, professores e encarregados de educação. Ao todo foram recolhidos 180 Kg de ração. Esta iniciativa realizou-se no âmbito da disciplina de Ciências Naturais, com o intuito de tornar o dia a dia dos animais abandonados mais feliz. A professora Ana Isabel Carvalho

INTRODUÇÃO À ROBÓTICA Os alunos do Curso Vocacional Novos Rumos, no âmbito da disciplina de Prática Simulada de Informática, preparam e desenvolveram em todas as escolas do 1º Ciclo do ensino básico e algumas do Pré-escolar do agrupamento um workshop sobre Robótica. Os alunos, com base nos conhecimentos adquiridos na disciplina de Informática e Prática Simulada de Informática, construíram Robots, cenários e atividades que partilharam com os alunos do 1ºciclo e Pré-escolar. Como pode ser comprovado pelas imagens recolhidas durante as sessões (https://www.youtube.com/watch?v=op_nj_q_HHY ), a atividade foi um sucesso. Todos os professores e alunos envolvidos manifestaram o seu agrado com a atividade. Um agradecimento a todos por nos receberem e em especial à Câmara Municipal, pela cedência do transporte. O docente Rui Rebocho

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NOTÍCIAS DO DESPORTO ESCOLAR Nos dias 5 e 6 de Maio realizaram-se os Regionais de Desporto Escolar em Odemira, a Escola Cunha Rivara fez-se representar pelos grupos equipa de Ténis de Mesa e de Natação. No que diz respeito a resultados de destaque as alunas Alexandra Duarte e Carla Lourenço alcançaram no Ténis de Mesa o 2º lugar por equipas de JUV FEM sagrando-se Vice-campeãs Regionais. Na Natação o aluno Guilherme Rosa alcançou o 2ºlugar nos 50m COSTAS no escalão de INFB sagrando-se Vice-campeão Regional.A aluna Núria Varela alcançou o 2ºlugar nos 100m COSTAS sagrando-se Vice-Campeã Regional e o 1ºlugar nos 100m LIVRES sagrando-se Campeã Regional, no escalão de INIC. Por último e em grande destaque a aluna Maria Pimpão que apesar de ainda ser INIC competiu um escalão acima, mais precisamente nos JUV FEM e sagrou-se Campeã Regional em todas as provas onde nadou alcançando o 1ºlugar nos 100m COSTAS, 200ESTILOS e 100 LIVRES. A aluna Maria Pimpão estará presente nos Nacionais de Desporto Escolar a realizar em Gondomar/Matosinhos, em representação da ESCOLA CUNHA RIVARA e da Região ALENTEJO.

Disputaram-se nos dias 18,19, 20 e 21 de maio os Nacionais de Desporto Escolar, nas localidades de Gondomar, Maia e Matosinhos. Naquele que é o maior clube de Portugal com 300.000 atletas a delegação do Alentejo incluía dois atletas do Agrupamento de Escolas de Arraiolos, o Diogo França no BTT e a Maria Pimpão na Natação Pura Desportiva. No que ao BTT diz respeito, o Diogo e os restantes elementos da Delegação Alentejana, sentiram imensas dificuldades no dia de Treinos e na Prova individual no exigente traçado Maiato que tinha uma dificuldade técnica elevadíssima. No entanto, o Diogo e restante comitiva apesar das dificuldades continuaram focados e empenhados, evoluindo ao longo do tempo que passavam na pista. Só isso explica que no último dia de competição a delegação do Alentejo tenha conseguido um brilhante 2ºlugar por equipas na competição de Team-Relay apenas atrás da poderosa equipa do Algarve que não deu qualquer hipótese às restantes comitivas quer individualmente, quer coletivamente. Na natação pura desportiva a tarefa adivinha-se muito difícil para a nossa representante pois além de ainda ser Iniciada e ir competir com atletas de maior idade, iria enfrentar algumas das melhores atletas nacionais. Apesar de algum nervosismo natural nos primeiros momentos de competição a Maria Pimpão foi também evoluindo ao longo da competição melhorando significativamente na última prova o seu tempo aos 200 livres. Acima de tudo foi uma boa experiência daquele que se prevê ser um bom ciclo de 4 anos para a aluna nos Nacionais de Desporto Escolar. O grupo de docentes de Educação Física

VISITA DE ESTUDO A MÉRIDA No dia 5 de maio realizamos uma visita de estudo a Mérida. Esta visita foi realizada no âmbito das disciplinas de Espanhol, História e Educação Visual. As turmas do 9ºB e do 9ºC foram acompanhadas pela Professora Mónica Rebocho de Educação Especial, pela Professora Paula Freixial de Espanhol e pela Professora Maria José Brito de Inglês. Mérida é conhecida pelos diversos vestígios romanos por isso visitámos o Museu Nacional de Arte Romana (M.N.A.R.), o Anfiteatro Romano, o Teatro Romano, o Arco Trajano, o Aqueduto dos Milagres e o Templo de Diana. Também andamos num comboio turístico, que nos deu a conhecer a história da fundação de Mérida e outros aspetos acerca da cultura romana já referidos nos outros locais que visitámos. Em suma, esta visita permitiu alargar o nosso conhecimento relativamente à cidade de Mérida e da cultura clássica logo foi uma experiencia enriquecedora. A turma do 9ºB

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SESSÃO NACIONAL DO PARLAMENTO DOS JOVENS DO ENSINO BÁSICO - 22 e 23 de MAIO de 2017

Nos passados dias 22 e 23 de maio de 2017 a Escola EB 2,3 Cunha Rivara de

Já no segundo dia – 23 de maio - existiu, na opinião de muitos, o grande atrativo

Arraiolos participou, mais uma vez, na Sessão Nacional do Parlamento dos

desta sessão: a sessão na sala do Senado, onde houve a abertura solene com o

Jovens do Básico, juntamente com a Escola Manuel Ferreira Patrício (Escola da

presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues. De seguida

Malagueira) de Évora.

decorreu um momento de perguntas, aprovadas no dia anterior nas seis comissões, a alguns deputados da Assembleia da República. Quando os mesmos se retiraram

Nesta sessão pela Escola Cunha Rivara participaram, como deputadas, as alunas

da sala do Senado, os repórteres tiveram também a oportunidade de questioná-

Alice Mota do 8ºB e Matilde Loios do 7ºA. Já da escola Manuel Ferreira Patrício

los: nesse momento o jornalista da Escola Cunha Rivara interpolou a deputada

de Évora, participaram os alunos David Sardinha e Beatriz Candeias. Para além

do PSD, Maria Germana Rocha, com a seguinte questão: “Há pouco disse que

dos deputados, o Círculo de Évora levou também dois jornalistas: António Garcia

esta atividade desenvolvia muito as capacidades dos alunos. Considera que, para

do 7º B exerceu as funções de repórter da Escola Cunha Rivara, enquanto Tomás

além do Parlamento dos Jovens, se os mesmos se se inscrevessem numa juventude

Faustino representou nessa qualidade a Escola Manuel Ferreira Patrício. As

partidária ainda desenvolveriam mais as suas capacidades?”, e a Srª deputada

professoras Ângela Rodrigues e Clara Dimas foram as docentes responsáveis por

respondeu: “Eu sou suspeita, porque fiz parte da Juventude Social-democrata

este programa nas suas escolas que também estiveram presentes nesta sessão.

(JSD) e, sim, acho que é um aspeto que os jovens que se interessam por política devem ponderar, independentemente da juventude partidária que preferirem”.

Os dois dias foram transmitidos em direto, no primeiro dia pela AR TV (canal oficial da Assembleia da República) e, no segundo dia, em direto na internet.

Durante o debate dos deputados do parlamento dos jovens houve um momento

Estas transmissões mostraram as seis comissões que decorreram durante a tarde

destinado aos jornalistas: a conferência de Imprensa com o Presidente da Comissão

do primeiro dia. O círculo eleitoral de Évora fez parte da sexta comissão, onde

de Educação e Ciência, Alexandre Quintanilha. Neste contexto, o jornalista da

foi aprovada uma das três medidas propostas pelo círculo alentejano, a qual ficou

Escola Cunha Rivara fez a seguinte questão: “Visto que a sua profissão base é na

plasmada no documento final Recomendação à Assembeia da República:“10.

área das ciências, na sua opinião qual é o principal motivo para os cientistas não se

Todos os cidadãos e empresas têm o dever de tratar e encaminhar adequadamente

fixarem em Portugal?”, tendo o Sr. Presidente da Comissão da Educação e Ciência

os resíduos produzidos pelos mesmos, estando sujeitos a penalizações caso não o

respondido: “Na minha opinião, os cientistas estão fixados em Portugal, portanto

cumpram.” Nessa mesma comissão fizeram parte, para além do círculo de Évora,

não existe motivo algum.”.

os círculos de Aveiro, Braga, Coimbra, Lisboa e Viseu. Mais tarde, após o almoço, houve a conclusão do debate e votação final global Ainda no primeiro dia, após o período de trabalho em comissões, houve o habitual “Programa cultural” onde atuou o grupo de improviso os “Imperdíveis”.

da recomendação e o encerramento da sessão nacional do Parlamento dos Jovens pelo Coordenador do Grupo de Trabalho, Parlamento dos Jovens da Comissão de Educação e Ciência, Pedro Pimpão.

À semelhança da maioria dos círculos, a estadia do círculo eleitoral de Évora foi no Inatel de Oeiras, onde os deputados e os jornalistas puderam conviver uns com os outros.

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O repórter, aluno António Garcia, 7º B

Profile for Angela  Rodrigues

Jornal 31 29 maio 2017  

3ª edição 2016-17 jornal escolar

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3ª edição 2016-17 jornal escolar

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