__MAIN_TEXT__

Page 1

Índice: 1º ciclo ……………………...2 Pré-escolar ……...………....3 Comenius …………………..4 Bibliotecas …….………..7/10 Boletim Cultus ...………..…9 Língua Espanhola ……….11 Associativismo ..……...12/13 CNO …………..…………….14 Número: 17 | Mês: dezembro | ano: 2012 | Jornal Trimestral | Agrupamento de escolas de Arraiolos

O

EDITORIAL

papel dos equipamentos culturais Atualmente, os equipamentos culturais devem promover uma educação para a literacia. Esta implica assegurar o acesso dos leitores a uma pluralidade de materiais escritos de qualidade, em suportes diversificados, que possam oferecer-lhes informação e fruição. Para este efeito, é importante que quer nas escolas, quer nas bibliotecas, exista um espólio suficientemente alargado e atualizado, que seja objeto de renovação periódica. Esta é uma dimensão fundamental para a criação de oportunidades de leitura, as quais, como a investigação demonstrou, geram uma maior apetência dos sujeitos por uma leitura de fruição, estimulando-os a desenvolver as suas técnicas e as suas competências, bem como os seus hábitos de leitura. Atendendo a que as crianças que leem voluntariamente em quantidade manifestam atitudes positivas face à leitura e tendem a ser melhores leitores sugerimos aos nossos leitores que estimulem os seus alunos para esta realidade atestada através de estudos realizados e promovam o acesso à biblioteca quer da escola quer da Câmara. A UNESCO/IFLA (2005), através da Proclamação de Alexandria, refere que "a literacia da informação habilita os indivíduos em todas as etapas da sua vida para a procura, avaliação, uso e criação de informação de modo eficaz, na prossecução dos seus objetivos pessoais, sociais, profissionais e educativos, constituindo um direito humano básico num mundo digital e promovendo a inclusão social de todas as nações". Portanto, a literacia da informação é de extrema importância, pois não se liga, apenas, à leitura, à escrita e ao cálculo mas também às competências tecnológicas relacionadas com os computadores e a internet: a popularização de recursos como os blogues, as wikis e os sistemas de partilha de conteúdos em linha, caraterísticos da web 2.0, suscitaram uma apetência pela colaboração e pela interação com o mundo digital em que cada indivíduo pode não só ser consumidor mas também produtor de informação, mesmo não possuindo conhecimentos técnicos avançados. Criar ambientes eficazes de aprendizagem é o objetivo de todos nós, para tal é necessário que o aluno seja envolvido no processo de ensino aprendizagem. O aluno deve compreender os objetivos e as competências a atingir. Só com o pleno envolvimento de todos garantimos o sucesso. A literacia não se atinge individualmente e requer um esforço concertado e sistemático de todos. AZEVEDO, Fernando, Literacias: Contextos e práticas, (cap.1), pp. 1-16.

A equipa do ArrRivar

Redação e montagem: Agrupamento de Escolas de Arraiolos: Ângela Rodrigues e Paula Gaspar

Texto Livre Aluna do 9º B

N

ão se lembrava sequer de si. Estava tão pouco acostumada ou até mesmo esquecida de uma presença monstruosamente forte e inquietante. Tocava-a a cada bafo de sonhos, que insistia em limpar-lhe os pensamentos. Agora vinha-lhe aquele e só aquele momento, de toques numa tela pálida e esquecida de si. Fez vivê-la já morta, presa entre dois compridos e seguros mundos, fervidos num outro mundo gélido. Já tão afastada da realidade de uma existência constantemente fraca que ela própria detinha, acordou. Quando num segundo, entre os incontáveis que ela tinha presenciado, o seu estado paradoxal de angústia e felicidade lhe voara com o tempo.

T

ão ridículo o seu brilho. Melancólico, gasto, voa sobre si mesmo, no seu ar honesto e farto. Que mesmo já morto, consegue ser o sentimento mais vivo de todos. Lembro-me quase tão bem dela, assim, vestida e despida de um sorriso inverso ao que o seu coração sente. E que esse mesmo sorriso atraía o meu, quase ironicamente. Um corpo sem fim, que carrega consigo todo o peso possível de carregar de uma só vez, a mim, e a tudo o que ela é. Vem-me por vezes um sabor amargo, amargo como quem dela lhe tirou o amor. De uma alma doce e segura, ela vive, num lugar nunca preparado para um raio de luz tão intenso como ela. E eu, vivo de acordo com o que ela sente, com as suas lágrimas espessas que o mesmo camisolão que ela usa todas as noites acabam ensopadas, que fazia questão de esconder de todos. Tudo o que me caracteriza, devo-lhe a ela, que de uma forma tão complexa e simples ao mesmo tempo, me ensinou a respirar, a sentir o ar a correr suavemente pela minha pele. Ensinou-me a andar descalça, a sujar-me, a rir sem razão concreta e forma de o fazer. Tenho tanto medo de aproximá-la, que a afasto, num gesto frio, só de pensar que a tenho de perder. E vivo assim, com a arritmia que ela própria me provoca, quase tão dolorosa como deixá-la. Agora e para todo o futuro em que existir e não existir, resta-me apenas: tê-la. Com um sentimento sem nome, para ti mãe. Patrocínios:


2

Destaque

dezembro ‘12

O DIA DA ALIMENTAÇÃO NO DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO... De sal, farinha e fermento É feito um alimento Que se chama pão E entra na roda da alimentação A padeira ajudou-nos A amassar o pão E nós, os alunos Agradecemos do fundo do coração Fizemos um contorno À volta do forno Para cozer o pão Mas não podíamos queimar a mão Depois de o cozer Gostámos de o comer Boa comemoração No dia da alimentação

“ Fomos à padaria fazer pão... umas bolinhas! ” - ELSA “Gostei de fazer pão. Gostei muito de comer pão quente com

O pão é saudável Tem trigo da horta Tem um sabor agradável E não nos engorda Alunos do 1º ciclo de Sabugueiro

manteiga.” - PEDRO “Fizemos pão e foi preciso pô-lo no forno para ficar bom.” - TOMÁS “ Foi preciso farinha e com as nossa mãos amassamos e fizemos bolinhas.” - ISABEL

“ Gostei muito de fazer pão. Gostei muito dos ratinhos que estavam na touca da professora, e todos tínhamos também uma touca na cabeça.” - RAFAEL “Fomos à padaria fazer pão e estava lá a mãe Laurinda a vender pão, e depois ajudou a fazer pão com a gente.” - MATEUS “Fizemos todos um pão e mais um com chouriço. E eu vou levar o pão à avó.” - GABRIEL

Tirámos muitas fotos e no fim fizemos um piquenique com pãozinho quentinho com linguiça e também com manteiga. AI QUE BEM QUE SOUBE...

Dos meninos do Jardim de Infância do Sabugueiro—16/10/2012

2


Destaque

dezembro ‘12

3

PRÉ—ESCOLAR

N

O NOSSO MAGUSTO

o dia 12 de novembro a escola do 1º ciclo e o jardim-de-infância de Igrejinha festejaram o S. Martinho com os idosos. As crianças cantaram canções e o lar, com o apoio da Junta de Freguesia, ofereceu um delicioso lanche com manjares típicos da época, castanhas, bolos, batatas-doces, nozes, sumos... Depois jogámos todos alguns jogos tradicionais: o jogo do burro, o bowling e o jogo das argolas. Para oferecer aos idosos levámos um cesto com marmelada feita pelas crianças no jardim-de-infância.

Escola do 1º ciclo e jardim-de-infância de Igrejinha

3


4

Destaque

dezembro ‘12

COMENIUS—PROJETO “TEA GARDEN» AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE ARRAIOLOS Visita à Exposição “BREVE HISTÓRIA DO CHÁ”

O

s Alunos de 9ºano, turmas B e C, no âmbito do projeto “TEA GARDEN”, visitaram a referida e interessante exposição na Biblioteca Municipal de Arraiolos, nos dias 22 e 26 de Outubro. Seguiuse uma agradável degustação de chá e infusões variadas.

MEMÓRIAS DE INFÂNCIA

Q uem não se lembra das quedas constantes, dos momentos de brincadeira?! Recordo com agrado as brincadeiras com os meus dois irmãos, jogávamos à bola e fazíamos corridas com carros telecomandados. Adorava também o jardim-de-infância e as minhas educadoras. Não fui de brincar com bonecas, gostava mais de fazer desenhos e jogos, entres eles incluíam-se os puzzles. Os meus pais também brincavam comigo, levavam-me para o campo para andar de bicicleta e fazer piqueniques. Uma memória que tenho bem visível na minha mente é um episódio com a minha prima, em que estávamos a andar de bicicleta, caímos, fizemos um buraco nas calças e uma ferida no joelho. O que torna isto memorável é que fizemos o buraco na calças e a ferida no mesmo sítio, por isso em vez de chorarmos, começámos as duas a rir à gargalhada. A minha infância foi uma fase da minha vida que me marcou onde tive experiências de felicidade inesquecíveis. Inês Fatela, nº7, 12º B

PARLAMENTO DOS JOVENS—ENSINO BÁSICO e ENSINO SECUNDÁRIO

E

ste ano letivo a escola-sede do Agrupamento de Escolas de Arraiolos candidatou-se ao programa Parlamento dos Jovens nos dois níveis de ensino. Os temas a debate são “Ultrapassar a crise” (ensino básico) e “Os jovens e o emprego: que futuro?” (ensino secundário). rata-se de uma iniciativa da Assembleia da República, em parceria com outras entidades, com o objetivo de promover a educação para a cidadania e o interesse dos jovens pelo debate de temas da atualidade. Numa primeira fase realizam-se debates que poderão, como convidados, entidades locais e/ou deputados da Assembleia da República, com o intuito de esclarecer e motivar os alunos para a atividade; seguidos da sessão escolar, a qual está agendada para o dia 22 de janeiro, no polivalente: manhã (ensino básico) e tarde (ensino secundário). As sessões distritais (Évora) estão agendadas para os dias 18 de fevereiro (ensino básico) e 12 de março (ensino secundário). Esta iniciativa culmina com a realização de duas sessões nacionais( 6 e 7 de maio, ensino básico, e 27 e 28 de maio, ensino secundário) na Assembleia da República, preparadas ao longo do ano letivo, com a participação de Deputados, designadamente da Comissão de Educação, Ciência e Cultura, órgão parlamentar responsável pela orientação do programa. Os coordenadores do projeto, Professores Ângela Rodrigues e Henrique Gonçalves

4


Destaque

dezembro ‘12

5

MEMÓRIAS

Memórias de uma infância

A

infância, como é bom voltar atrás nos nossos pensamentos, e voltar a reviver todos os momentos que a infância nos ofereceu. Cada pensamento leva-nos a um passado no qual ficaram apenas as boas memórias, e onde os problemas se resolviam com um "pedra, papel ou tesoura". Quem não se lembra do seu primeiro dia de aulas? De toda a ansiedade, de todo o nervoso miudinho, de um mundo completamente diferente ao entrar por aquela porta. Colegas novos, alguém superior, que podia dizer-nos o que fazer ou não, sem ser a nossa mãe ou o nosso pai, um ambiente completamente diferente do que vivemos até ali. Iniciava-se ali, ao entrar por aquele portão, uma nova etapa da nossa vida, que nos ia mudar para sempre. Lembro-me como se fosse hoje do meu primeiro dia de aulas, de esperar ansiosamente pela Ana Rita, a minha melhor amiga desde os quatro anos, esperava que ela se sentasse ao meu lado, para me sentir um pouco mais segura. Enquanto esperava, observava cada elemento da turma a entrar pela porta, sem saber exatamente o que fazer, pois para mim era um mundo completamente novo. Quando a campainha finalmente tocou, saímos todos para o nosso primeiro intervalo, eu corri imediatamente até à rede, para procurar a minha avó. Assim que a vi, os meus olhos enxeram-se de lágrimas, e não demorou muito tempo até a primeira lágrima escorregar pela minha cara enquanto dizia: "Vai ser assim para o resto da minha vida?". Era o pior dia da minha vida, sentia-me tão sozinha, como se tivesse perdida. Segundo o que a minha avó me conta, «parti-lhe o coração» no momento em que me viu naquele estado, tanto que ela agarrou em mim e levou-me para casa. Ao chegar a casa, todos tentaram acalmar-me, tentaram perceber o que eu dizia, e o porquê de ter fugido da escola, mas o meu choro não deixava que me compreendessem. Pouco tempo depois, entrou a minha professora pela loja do meu pai a dentro, vinha-me buscar, pois o meu lugar era na escola a partir daquele dia. Lembro-me que no dia a seguir já ia com um sorriso na cara para as aulas, e de como foi fácil fazer todas as amizades, amizades que ainda hoje perduram, e que espero durarem muitos e muitos anos. Susana Vieira nº19 12º B

MEMÓRIAS DE INFÂNCIA

Q

uem não guarda um pouco da melhor fase da nossa vida dentro de si? Não há ninguém que não a relembre

com uma grande nostalgia e uma grande vontade de voltar a vivê-la. A época em que respirávamos inocência e brincávamos ao “faz de conta”, onde a amizade e o companheirismo eram palavras de destaque. Sinto saudades disso. Saudades de quando as únicas dores que sentia eram fruto de uma queda e as feridas eram curadas com um beijo que nos fazia acreditar que a dor passava. Saudades de quando todas as decisões eram tomadas através do “um-dó-li-tá” sem ter que pensar duas vezes. Era um mundo de sonho do qual jamais queria sair. Era um mundo onde achava que todos nos diziam a verdade porque isso era certo, tal como os meus pais me tinham ensinado. E todas aquelas histórias de encantar, em que um sapo vira príncipe ou a Bela Adormecida são acordadas por um beijo. O “era uma vez” e o “eles viveram felizes para sempre”. Conto de fadas – é o que os sonhos são feitos e era assim que eu vivia. O problema (mal imaginava eu) é que é que esses contos não se tornam realidade. Mas a vida é assim, feita de incógnitas, aventuras e acima de tudo memórias. E eu, guardo as minhas bem juntas ao meu coração.

Andreia Alves, nº2

5


6

Destaque

dezembro ‘12

N

o passado dia 31 de outubro os alunos da E.B.1 de Vimiei-

ro celebraram mais um ano o Halloween usando para o efeito fantasias apropriadas. A escola foi enfeitada com uma abóbora na qual foi colocada uma vela acesa para tornar o ambiente mais assustador. Os alunos e professores também foram vestidos de vampiros, bruxas entre outros. Foram realizados vários jogos tais como: jogo da corda, jogo matemático, jogo do rebuçado, jogo do bowling e da saca estes estavam intitulados com doçuras ou travessuras. No jogo matemático por cada resposta certa os alunos recebiam um doce, em caso de erro, tinham que responder a uma pergunta. Estas atividades foram elaboradas nas AEC, com os professores: Vera Rocha, Samuel Cinzas, Carla Graça e Helena Carrasqueira. Poesia horrorosa

Poesia horrorosa

No dia de Halloween

Numa noite de Halloween

A escola E.B1 de Vimieiro estava assombrada

Tudo mudou

Apareceram os alunos/professores vestidos de vampiros

Chegaram os vampiros e os fantasmas

Às seis da madrugada.

Tudo horroroso.

Às seis da madrugada

Os gatos pretos ficaram

Os vampiros morderam

Cheios de medo

Coitadas das auxiliares

E as bruxas desapareceram

As desgraçadas morreram

Até os caldeirões morreram.

No dia de Halloween

Os alunos com medo

A escola estava amaldiçoada

E os professores a gritar

Uma bruxa apareceu e fez uma grande feijoada.

As abóboras a chamar E as auxiliares num cantinho a chorar.

Trabalho elaborado pelos alunos da turma do 2º e 3º ano da E.B.1 de Vimieiro e pelas professoras Vera Rocha e Ana Bela Mouquinho

6


Destaque

dezembro ‘12

7

LER EM VÁRIOS SUPORTES

E

m pleno século XXI as bibliotecas escolares terão que encontrar com os seus utilizadores novas formas de

leitura. Em sessões dirigidas para alunos de 1º ciclo, a biblioteca escolar encontrou uma forma de dar a conhecer aos seus utilizadores o escritor José Saramago e a sua “ Maior Flor do Mundo”. Numa dicotomia de suportes que se complementam e se cruzam, os alunos puderam apreciar a leitura desta obra e o visionamento da curta- metragem para ela criada. O livro, pode ser requisitado, bastando para tal que o leitor se dirija a uma das bibliotecas do concelho. O filme está disponível no you tube e acessível a todos os que tenham acesso à internet. Recomendamos os seguintes links: http://www.youtube.com/watch?v=39skGQVsXfs; http://www.youtube.com/watch?v=mFfGzmS7aFI

Se quiser saber um pouco sobre a vida do autor pode também aceder a este documentário que sugerimos: http://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&v=yz_Ht0roxQw&NR=1 Os alunos de 3º e 4º E de Arraiolos discutiram gostos e preferências. Se uns preferiram o livro, outros escolheram o filme e outros ainda concluíram que as duas leituras se complementam. Desta forma, de mãos dadas com as TIC, se concluiu que a leitura em vários suportes enriquece os leitores e torna-os mais capazes na sociedade dos nossos dias.

28-11-2012 A equipa da biblioteca e a turma de 3º e 4º E de Arraiolos

7


8

Destaque

dezembro ‘12

ESTRAGOS QUE O TEMPORAL PROVOCOU NA ESCOLA CUNHA RIVARA

8


Destaque

dezembro ‘12

9

Boletim Cultus Agrupamento de Escolas de Arraiolos Nov 2012

Nª1

Periodicidade: Trimestral

“Não se tem uma biblioteca para arrumar os livros que se leram, mas para guardar aqueles que é preciso ler”, Umberto Eco

Na Biblioteca nova... Este ano letivo, toda a comunidade educativa, pode usufruir de um novo e amplo espaço com melhores condições para todos trabalharem: lerem, pesquisarem. A partilha do saber é um dos objetivos de uma BE. Na nova biblioteca podemos encontrar: Identificação dos documentos por classes Espaço para leitura de periódicos

Postos informáticos para trabalhos e/ou pesquisas

Espaço para trabalho em grupo ou individual

Espaço para exposições

(a presente exposição Denominada de Folhas construída pelos professores Luzia Pequito e Manuel Pequito) com os alunos do 5º ano

Site: www.eps-cunha-rivara.rcts.pt

E-mail:bibcunharivara@gmail.com

Catálogo On-line:www.rbe.min-edu.pt/np4/77.html

9


10

Destaque

dezembro ‘12

BIBLIOTECAS ESCOLARES - FORMAÇÃO DE UTILIZADORES

A

s bibliotecas escolares de Arraiolos iniciaram o ano letivo com a “ formação de utilizadores”.

Se saber ler é um bem, saber procurar a informação numa biblioteca pode também ajudar a construir esse bem. Uma pesquisa eficaz tanto nas prateleiras como num catálogo pode ajudar os alunos a navegar pelas auto-estradas do saber, sem acidentes. Para este fim, a equipa da biblioteca recorreu a um vídeo do youtube e explorou-o com algumas turmas de 5º ano. Este trabalho tem lugar às quartas feiras e pretende abranger todos os alunos do agrupamento. Em casa, podes também explorar este vídeo. Aconselhamos! http://www.youtube.com/watch?v=kBopVxcNvkM No seguimento deste trabalho, comemorámos no dia 31 de outubro, o Dia Internacional das Bibliotecas Escolares. Apresentámos alguns desafios aos alunos, relacionados com o conhecimento da CDU e com as suas capacidades de utilização das bibliotecas. Como na escola Cunha Rivara também houve festividades associadas ao Halloween a participação foi fraca, todavia, na biblioteca da EB1 os alunos aderiram aos desafios. O feed back foi positivo e é vê-los entusiasmados a procurarem os livros nas prateleiras e felizes com os presentes recebidos.

10


Destaque

dezembro ‘12

POEMA DE AUTOR ESPANHOL

11

FRASES DE MIGUEL UNAMUNO Uma fé que não duvida, é uma fé morta.

“Sube a nacer conmigo, hermano.

O amor é filho da ilusão e pai da desilusão.

Dame la mano desde la profunda zona de tu dolor diseminado.

Por mais terríveis que sejam as ortodoxias religiosas, as

No volverás del fondo de las rocas.

ortodoxias científicas são muito mais terríveis.

No volverás del tiempo subterráneo. No volverá tu voz endurecida.

Mais vale o erro em que se crê do que a realidade em que

No volverán tus ojos taladrados.

não se crê; pois não é o erro, e sim a mentira, o que mata a

Yo vengo a hablar por vuestra boca muerta.

alma.

A través de la tierra juntad todos los silenciosos labios derramados

Não há futuro; o verdadeiro futuro é hoje; que é de nós hoje,

y desde el fondo habladme toda esta larga noche

é esta a única questão.

como si yo estuviera con vosotros anclado, contadme todo, cadena a cadena,

Para cada alma há uma ideia que lhe corresponde e que é

eslabón a eslabón, y paso a paso,

como a sua fórmula; e andam as almas e as ideias procu-

afilad los cuchillos que guardasteis,

rando-se umas às outras.

ponedlos en mi pecho y en mi mano,

Quase todos os homens vivem inconscientemente no tédio.

como un río de rayos amarillos,

O tédio é o fundo da vida, foi o tédio que inventou os jogos,

como un río de tigres enterrados,

as distrações, os romances e o amor.

y dejadme llorar, horas, días, años, edades ciegas, siglos estelares.

A verdadeira ciência ensina sobretudo a duvidar e a ser ig-

Dadme el silencio, el agua, la esperanza.

norante.

Dadme la lucha, el hierro, los volcanes. Apegadme los cuerpos como imanes.

Quem não sente a ânsia de ser mais, não chegará a ser

Acudid a mis venas y a mi boca.

nada.

Hablad por mis palabras y mi sangre.” A maior parte daqueles que pensam em mudar de ideia (Pablo Neruda)

nunca teve nenhuma. Miguel Unamuno

DÍA DE LA HISPANIDAD

N

o passado dia 12 de outubro de 2012, os alunos de Espanhol, das turmas do 8º ano, 10ºA,B e C, 11ºC

mostraram a toda a comunidade escolar uma exposição de trabalhos, para celebrar o dia de Espanha e dos países de língua espanhola “Día de la Hispanidad”. A atividade teve como objetivo principal a divulgação da língua e cultura espanholas e foi monitorizada pela professora Maria João Conde. A exposição foi organizada de acordo com os seguintes temas: Gastronomia, Personalidades, Países de Língua Espanhola e História do Feriado do “Día de la Hispanidad”. A exposição dos trabalhos realizados pelos alunos esteve patente durante uma semana no interior da biblioteca da escola. Docente Maria João Conde

11


12

Destaque

dezembro ‘12

AÇÃO DE MELHORIA SESSÃO SOBRE ASSOCIATIVISMO

Discurso do Diretor — abertura dos trabalhos

Atividade para todas as turmas do secundário

Discurso dos representantes de diferentes Associações de Estudantes: Escola Secundária de Montemor e UE 12

Explicação aos alunos da importância da participação destes na vida do Agrupamento

Representante do IPJ

Formação de listas para se candidatarem à Associação de Estudantes


dezembro ‘12

Os Transformers

Escolha dos representantes dos alunos para o Conselho Geral

Destaque

13

Hip Hop

Indicação dos dois nomes dos alunos eleitos: Cátia Lopes e Ricardo Domingos

Discurso da Presidente do Conselho Geral para finalizar trabalhos Preparação das eleições para a Associação de Estudantes com o apoio do Presidente da Associação Académica da UE 13


14

Destaque

dezembro ‘12

CENTRO NOVAS OPORTUNIDADES DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE ARRAIOLOS

“ Para o ignorante, a velhice é o Inverno. Para o sábio, é a época da colheita.” (Talmude) O estar de volta (regressado de África) levou-me a olhar para os pormenores do que me rodeava com um olhar mais acutilante. Algo de que me fui apercebendo foi o envelhecimento da população portuguesa! É notória a ligeireza com que a nossa sociedade despreza o capital de conhecimentos e a experiência adquirida ao longo da sua vida. A partir dos 65 anos (idade da reforma para a maioria da população portuguesa), o idoso é descriminado negativamente, como que ultrapassando uma fronteira que, inevitavelmente, faz desaparecer todas as suas faculdades, toda a capacidade de raciocínio. Uma cultura materialista e egoísta empurra, muitas das vezes, o idoso para o isolamento da sociedade, num quarto de um qualquer lar sem condições. É a velhice tornada negócio! Um fardo que muitos filhos “desejam” que não seja por muito tempo! Os múltiplos aspetos que encerram o processo de envelhecimento do ser humano implicam, de forma natural, a decadência e degeneração decorrente da passagem dos anos, trazendo à pessoa idosa doenças físicas, psíquicas e cognitivas. As patologias incapacitantes mais frequentes nas pessoas idosas são as fracturas, incontinência, perturbações do sono, perturbações ligadas à sexualidade, perturbações de memória, demência (nomeadamente doença de Alzheimer, doença de Parkinson), problemas auditivos, visuais, de comunicação e da fala. A morte apresenta-se como uma situação profundamente angustiante para as pessoas em geral e a angústia da morte marca muito alguns dos idosos. É um dos factores responsáveis pela depressão que acompanha o final de vida de um idoso. Algo que reconheci no rosto do meu pai, nas últimas semanas antes do seu falecimento: a sua desistência de viver! Não sabemos como e quando vamos morrer, nem podemos fazer nada para que não seja assim, mas devemos e podemos fazer esforços para que a vida valha a pena. O idoso que limita as suas atividades, que passa grande parte do tempo tentando prolongar a vida, corre o risco de viver mais alguns anos sem na realidade os ter vivido. Uma boa saúde é essencial para que as pessoas mais idosas possam manter uma qualidade de vida aceitável e possam continuar a assegurar os seus contributos na sociedade. Hoje, as TIC desempenham, a meu ver, um enorme papel na vida da população idosa, ao introduzirem novos elementos de interesse e desafio, afastando-os do isolamento e abrindo-lhes as portas para outras realidades nunca antes imaginadas. Muitos deles só aos 60/70 anos pegaram no seu primeiro computador e aprenderam a lidar com ele; depois descobrem a internet e todo o seu vasto leque de possibilidades de comunicação e informação com os “outros”! Para nós, que lidamos com eles, também as TIC não deixam de ser essenciais para nos ajudar a lidar com estas novas realidades e novos tipos de problemas que nos levanta a população idosa, já que o desconhecimento em várias matérias é muito. (...) Com o acesso rápido à informação, através da Internet, podemos tomar a atitude mais correta perante um quadro de doença que se nos depare na família mais idosa. Em jeito de reflexão, recordo uma crónica interessantíssima de Fernando Dacosta, “Somos menos, felizmente”, Tempo Livre/Junho 2011, em que este autor fala sobre a culpabilização dos idosos relativamente aos desequilíbrios da sociedade, por ocuparem lugares, monopolizarem privilégios, esgotarem recursos, bloqueando os mais novos. Ninguém especifica que a produtividade deixou de ser determinada pela participação dos humanos, para o ser pela afinação das tecnologias. Está em campo uma mentalidade gerontofóbica (racismo para com os idosos) de consequências imprevisíveis. (Excerto de trabalho realizado por Carlos Manuel Vaz, Processo RVCC de Nível Secundário)

14


Destaque

dezembro ‘12

A

15

AUTOAVALIAÇÃO DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE ARRAIOLOS

autoavaliação é um processo interno, que se destina a descrever o estado atual do agrupamento, apoiar as decisões a tomar e medir os níveis de concretização dos objetivos a que os agentes educativos, coletivamente, se propõem, de modo a garantir a concretização da missão do Projeto Educativo: a realização de um projeto de prestação de educação / ensino com qualidade. No ano letivo 2012/2013, o Agrupamento realiza o terceiro diagnóstico com base no modelo CAF (Common Assessment Framework), orientando a sua ação para a prossecução dos objetivos do sistema de avaliação, estipulados na Lei n.º31/2002, de 20 de Dezembro. A equipa de autoavaliação deste ano é representativa de toda a comunidade educativa. O objetivo foi criar uma equipa eficaz e simultaneamente apta a transmitir uma perspetiva exata e detalhada, quanto possível, da organização escolar. A equipa integra nove professores, um assistente técnico, dois assistentes operacionais, um aluno, um encarregado de educação e um elemento da autarquia, conhecedores da organização do agrupamento e da dinâmica da autoavaliação. Desde 2007 que o Agrupamento conta com uma consultoria externa que assume funções de formação, validação e acompanhamento do processo de autoavaliação. A formação dada pela consultoria à equipa de autoavaliação é creditada (curso de formação) com a duração de 35 horas. Constituição da Equipa de Autoavaliação: Pessoal docente Joaquim Mira – Diretor Luís Serra – Representante do Conselho Geral Josefa da Vinha – Representante do Centro de Novas Oportunidades Graça Amante – Professora Bibliotecária Mª de Fátima Carapinha – Representante da Educação Pré-escolar Mª da Luz Ferreira – Representante do 1º Ciclo Mª da Conceição Correia – Representante do 2º Ciclo Carla Mesquita Lopes – Representante do 3º Ciclo/Secundário e Coordenadora da Equipa Ana Paula Delgado – Representante do 3º Ciclo/Secundário Pessoal não docente Mª do Rosário Severino – Representante dos Assistentes Técnicos Mª da Conceição Pataco – Representante dos Assistentes Operacionais do Pré-escolar e do 1º Ciclo Jacinta Pimpão – Representante dos Assistentes Operacionais da Escola Sede Outros elementos Ana Cardoso – Representante da Autarquia Vitor Antas – Representante dos Pais/Encarregados de Educação Miguel Oliveira - Representante dos Alunos No desenvolvimento dos trabalhos da equipa encontra-se em curso o final do segundo ciclo de autoavaliação e em simultâneo o início do terceiro. O segundo ciclo de avaliação terá conclusão em maio de 2013 estando em implementação três ações de melhoria. Ações de Melhoria

1- Melhorar a satisfação do pessoal não docente 2- Melhorar a articulação horizontal e vertical entre os vários ciclos, escolas e estruturas, na promoção dos resultados escolares 3- Promover uma maior participação da comunidade educativa na melhoria da qualidade do agrupamento.

Coordenadores das Equipas

Maria do Rosário Severino Josefa da Vinha Graça Amante

No terceiro ciclo de avaliação, que já teve início no ano letivo de 2012/2013, está neste momento em fase de conclusão o Planeamento Estratégico. Arraiolos, 28 de novembro de 2012 A Equipa de Autoavaliação

15


16

Destaque

dezembro ‘12

Artigo de opinião A REVOLUÇÃO DO ENSINO

A

revolução do ensino passa pelo digital. A arquitetura do ensino a nível global, com x dias por ano e 45 ou 90

minutos por aulas, já não serve. O paradigma da informação tem vindo a alterar-se, sobretudo desde a segunda metade do século XX. A informática desenvolveu-se, sobretudo, com a segunda guerra mundial mas rapidamente, despiu o uniforme e passou a civil. Hoje o conhecimento viaja à velocidade instantânea do virtual. Tomamos conhecimento do fato quase em direto. Os conteúdos digitais não substituem o professor mas estão quase em paralelo com o professor. A escola tem que investir nas novas tecnologias, na instrução digital: computadores, iPads… e cortar na burocracia. A tecnologia e os novos programas podem apoiar um programa/currículo académico personalizado. Estamos a viver a revolução digital. Os alunos são “nativos” digitais”, nasceram nesta realidade, mas tem muito que aprender com os adultos. As ferramentas da Web 2.0 são muito intuitivas e estimulantes mas a presença do professor continua a ser necessária. E nós, que somos migrantes digitais, temos que lutar muito para nos mantermos nesta realidade de uma forma confortável. Informações adicionais Web 2.0 Conceito criado por Tim O´Reilly em 2004 A constante mutação da nossa Sociedade, provocada pela necessidade de interação e comunicação e pelo desenvolvimento tecnológico de novas ferramentas que permitissem fazer circular a informação, provocou o aparecimento da 2ª geração de serviços da web. Embora pareça emergir duma atualização de especificações técnicas em relação à Web 1.0, o que se pretende com este conceito é dar conta da mudança de paradigma que se deu no mundo da informação e comunicação, mudança na conceção da utilização da informação. A Web 2.0 é caraterizada pela facilidade de acesso, pela ampliação das formas de produção de trabalho, que se tornou colaborativo e pela partilha de informação, o que tem permitido desenvolver o espírito crítico, a interação social e a aprendizagem. Web 3.0 Terceira geração da Web também conhecida como Web semântica. A equipa da biblioteca relembra que como docentes temos que nos manter informados sobre a nova realidade.

A equipa do Jornal

16


Destaque

junho ‘12

A

17

MEMÓRIAS s recordações de infância, aparentemente, adormecidas

eternamente, surgem-nos muitas vezes de forma tão clara e saudoTEXTO LIVRE

sista, como que um convite a materializá-las para não mais serem esquecidas.

AS CORES NA TELA

A

Por vezes perco-me e viajo, viajo para longe. Fico num mundo irreal como se nada mais houvesse à volta da terra. Embarco nestas viagens alucinantes, para ignorar durante momentos, esta montanha

cor amarela entra na tela

com o desejo de criar aquela esfera amarela que nos vai iluminar,

russa de sentimentos que me invade. Dou por mim a pensar nos meus bons velhos tempos. Onde tudo parecia uma história de encantar, onde tudo era tão mais belo e simples… Um mundo sem complicações, onde as únicas preocupações

Depois vem a cor verde

eram acordar a horas para ver os meus desenhos animados favori-

dando à tela uma vida

tos e ter tempo suficiente para brincar com as bonecas. Que sauda-

de uma erva nunca ardida

des. Saudades do tempo em que era amada por todos sem sequer

que por muitos será sentida,

Logo atrás vêm o azul que na tela faz sentir

ter medo do que as pessoas pudessem pensar ou até mesmo que me pudessem magoar. Saudade do tempo em que era frágil! Do tempo em que era feliz e não sabia. Onde apenas chorava por um

o sentimento mais forte

simples brinquedo ou por ter dado uma queda e ter ficado com os

que é o que nos faz sorrir,

joelhos esfolados. Lembro-me de dizer à minha mãe que desejava ser grande, poder fazer o que os adultos faziam. Tudo me parecia perfeito neste

E mais cores vão entrando

“mundo grande”. Quem me dera voltar atrás.

E é lá que todas vão arrasar

Aquela quinta. Aquela casa azul e branca onde viviam os meus

Criando o mais belo cenário

avós traz-me recordações de tempos felizes. Foi lá que aprendi a

Onde tudo dá vontade de abraçar.

andar de bicicleta, era lá que brincava livremente, corria pelos campos fora… era lá que toda a minha família se reunia quase todos os

Miguel Casa-Velha, 9º B

fins de semana, éramos mais de vinte à volta de uma mesa. Agora, já nada disso acontece. A cada dia que passa as pessoas ficam mais afastadas, ficam mais independentes e apenas se limitam a fazer um telefonema de vez em quando. Recordo com alguma saudade o passado, mas entendo, que com o progresso e evolução dos tempos não podia ser de outra maneira. Ana Rita Figueiras, Nº 1, 12ºB

17

Profile for Angela  Rodrigues

Arrivar - 1ª edição - 2012-13  

1ª edição - 2012-13

Arrivar - 1ª edição - 2012-13  

1ª edição - 2012-13

Profile for arrrivar
Advertisement