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Índice: Atividades na BE ………………………....2/3 Día de la Hispanidad …………………..….8/9 Atividades com o Monte-ACE ………..…..11 JI e 1º ciclo do Sabugueiro …………..…...13 Dia Europeu das Línguas ………..………..14 Textos dos alunos 8ºA ………………….16/17 Projetos com a comunidade ………………21 Parceria entre Biologia e Psicologia …….24 Texto de alunos do 6ºC ………………..28/29 Textos dos alunos do 9ºC ………………...31 Textos do alunos do 9ºA ……………….32/33 Visita dos alunos do 7º ano …………. 38/39 Número: 29| Mês: dezembro| ano: 2016| Jornal Trimestral | Agrupamento de escolas de Arraiolos

EDITORIAL

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stamos de volta a mais um ano de trabalho e um novo ano civil está a terminar. Um novo ano que nos traz como sempre novos desafios, novos alunos, novos projetos. Com a cabeça fervilhando de ideias iniciámos os trabalhos. Os nossos alunos vão correspondendo às propostas e também eles enriquecem as atividades com outras ideias. De uma forma cooperativa e colaborativa os projetos vão tomando forma e aqui estão já alguns resultados para dar conta à comunidade do que desenvolvemos entre todos. “A biblioteca é um lugar onde deve caber toda a gente” Mafalda Milhões Este ano esperamos que todos, sem exceção usufruam deste espaço que permite o crescimento interior do conhecimento. A BE apresenta-se como aliada do docente, é uma mediadora cultural que pretende estabelecer pontes entre a sua coleção e o plano de intenções dos curricula. A equipa é apenas a anfitriã, a facilitadora de uma relação entre a BE e os seus utilizadores. Os nossos parceiros CMA, BMA, Monte-Ace.pt participam, apoiam todo o trabalho desenvolvido na comunidade e para a comunidade educativa.

Parabéns aos nossos alunos que aceitam os desafios!!! Muito obrigada aos nossos parceiros!!!

Bo@s leituras A equipa do jornal

A superlua de 14 de novembro 2016

Redação e montagem: Agrupamento de Escolas de Arraiolos: Ângela Rodrigues e Paula Gaspar

Patrocínios:


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TRABALHOS EFETUADOS NA EB1 DO 1º CICLO BE DORDIO GOMES

EXPOSIÇÃO DE BD NA BE CUNHA RIVARA MONTADA E EMPRESTADA COM O APOIO DE SPZS

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ATIVIDADES NA BE CUNHA RIVARA VISUALIZAÇÃO DE FILMES E TRABALHOS NOS TABLETS E PC

OS OITAVOS ANOS, TURMAS A, B e C e o SÉTIMO ANO, TURMA C VISITARAM A BIBLIOTECA MUNICIPAL FOMOS RECECEBIDOS PELA COORDENADORA CARLA CÂNDIDO QUE FALOU SOBRE A ORGANIZAÇÃO DA BIBLIOTECA DAS DIFERENTES LITERACIAS E VISITOU-SE A EXPOSIÇÃO PATENTE

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HORA DO CONTO - O LANCHE DO SENHOR VERDE

HORA DO CONTO - A RAINHA DAS CORES, JUTTA BAUER

HORA DO CONTO CASTANHO E BRANCO, O SENHOR SISUDO QUE SABIA TUDO, TUDO, A PLANTINHA DOS MEUS PAIS, MANUELA RIBEIRO

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HORA DO CONTO O BONECO DE NEVE SORRIDENTE HISTÓRIAS AO TELEFONE,

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LIVRO DO MÊS: OUTUBRO

GIANNI RODARI Ó

LIVRO DO MÊS: NOVEMBRO

HORA DO CONTO O MAURÍCIO DA GAMA É NOVO CÁ NA ESCOLA, DAVID MACKINTOSH

LIVRO DO MÊS: DEZEMBRO

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FORMAÇÃO DE UTILIZADORES 5º ANOS A, B E C POEMAS COM LOMBADAS GERTRUDES GARCIA

Os alunos aprendem noções da CDU (Classificação Decimal Universal) e como estão arrumados os livros numa biblioteca. Aprendem a utilizar uma biblioteca.

EXPOSIÇÃO DOS POEMAS FEITOS PELOS ALUNOS E PROFESSORES

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VISITA AO 1º CICLO DA AUTORA

A autora apresentou diversos livros. Falou da sua forma de escrever e de viver a escrita. Os alunos fizeram várias questões e tiveram a possibilidade de estar perante uma autora. Obrigada Manuela Ribeiro!

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DÍA DE LA HISPANIDAD

As docentes Mafalda Andrade e Paula Freixial

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DÍA DE LA HISPANIDAD

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omemorou-se no dia 12 de outubro mais um dia da Hispanidade, dia em que se assinala a chegada de Cris-

tovão Colombo à América em 1492. Este é um dia de festa nacional em Espanha e partilhado por todos os países de língua oficial espanhola, representando desde então um “encontro entre dois mundos”- a Europa e a América. Neste dia o grupo de espanhol do Agrupamento de Escolas de Arraiolos convidou os alunos dos sétimos e nonos anos a participarem em várias atividades alusivas ao dia, nomeadamente concursos de “Deletrear”; quizz sobre cultura hispânica; karaoke; visionamento de vídeos; exposição de caravelas e, claro, Sevillanas, tendo a festa terminado com as famosas Pinhatas. Um agradecimento especial a todos os que participaram neste dia de festa, em especial às alunas Madalena Maneta, Susana Figueredo (9ºB), Alice Mota e Mónica Lopes (8ºB) que tão bem representaram o espírito sevilhano! Muitos parabéns aos vencedores dos vários concursos! As professoras de espanhol Paula Freixial e Mafalda Andrade

Rincón del Español

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na vez más, las profesoras de español traen hasta sus alumnos la propuesta/oportunidad de trabajar la cultura hispánica y exponerla. A través de este rincón se demuestran costumbres y tradiciones. En él se puede disfrutar del trabajo individual o en grupo de nuestros alumnos, que buscan las informaciones y las reformulan para volverlas más llamativas, que descubren nuevas formas de explicar la historia y la cultura que rellena el mundo hispánico. Los temas de este período estuvieron subordinados al Día de la Hispanidad, al Día de los Muertos y a la Navidad/ Reyes. Esperamos que a todos les haya gustado. El próximo período tendremos mucho más As professoras de espanhol Paula Freixial e Mafalda Andrade

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TRABALHOS FEITOS PELOS ALUNOS NA BE DORDIO GOMES (pré-escolar e 1º ciclo) - Desenvolvimento de diferentes literacias

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ATIVIDADES EM PARCERIA COM O MONTE-ACE.PT O projeto Education for GloCal Issues tem por objetivo contribuir para o reforço do conhecimento da comunidade escolar sobre os Objetivos Desenvolvimento Sustentável, nomeadamente os alunos, através da realização de oficinas no espaço da biblioteca. Oficina Temática sobre Ambiente, Produção e Consumo Responsável No dia 24 de Novembro teve lugar uma oficina temática sobre “Ambiente, Produção e Consumo Responsável”, na Biblioteca do Agrupamento de Escolas de Arraiolos, que contou com a participação do 7º A e da professora Aurora Sá. As oficinas integram as atividades do projeto Education for GloCal Issues, na área da educação para o desenvolvimento, promovido pelo MONTE – Desenvolvimento Alentejo Central, ACE e cofinanciado pelo Camões I.P.. O projeto tem por objetivo contribuir para o reforço de competências da comunidade escolar e sociedade em geral, sobre os objetivos do desenvolvimento sustentável nas temáticas da cidadania e participação, soberania e segurança alimentar, ambiente e consumo responsável, direitos humanos, interculturalidade, o conflito e a paz.

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TRABALHO DO GRUPO DE GEOGRAFIA

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NÓS PROPOMOS

isita de estudo da geógrafa Anzilany Nascimento, Professora da universidade Estadual do Ceará -FAFIDA/UECE na tarde de sexta-feira, 21 de Outubro, para apresentação aos alunos do projeto internacional Nós propomos, na Biblioteca da escola sede, Cunha Rivara. Os alunos de Geografia do 11ºA e 10A convidaram a jovem geógrafa a conhecer o excelente trabalho do Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos, visitando o centro histórico da vila e trazendo para a rua a conversa com as atividades e projetos da nossa comunidade. Luís de Jesus

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O JARDIM DE INFÂNCIA E A ESCOLA DO 1º CICLO DE SABUGUEIRO VISITARAM A VINHA E A ADEGA NO MONTE DA RAVASQUEIRA

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oje fomos visitar o Monte da Ravasqueira. Vimos o museu dos coches, depois fomos ver as videiras e provamos uma uva. Depois, fomos ao lagar, onde estavam a trabalhar várias pessoas. Vimos as uvas, já moídas num recipiente para fermentarem. Depois de fermentado, vai para as pipas para envelhecer. O vinho não pode apanhar luz e o ambiente tem de estar fresco. Mais adiante, vimos umas máquinas que engarrafam o vinho e coloca os rótulos e as rolhas. A visita foi muito divertida. No fim tivemos uma recompensa… Pedro Santos, 4º ano EB1 de Sabugueiro

Na Escola fizemos uma vindima… Mas a fingir. As uvas eram de papel. E no Jardim de Infância as uvas eram tampas de garrafas.

No Jardim de Infância fizemos um dicionário com as palavras novas que aprendemos nesta visita.

Na Escola, imaginámos as nossas próprias marcas de vinho e desenhámos os rótulos.

Trabalho elaborado pela Escola e Jardim de Infância de Sabugueiro

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On the 26th September we celebrated the European Day of Languages. We went to the castle to make some outdoor activities and all the 8th grade classes participated. We made some physical and grammar activities. Our favourite activity was the cookie challenge. Ana Rita Serralha, Diogo Rola e Raquel Madeira, 8º A

The celebration of the European Day of Languages happened on the 26th September, in the castle of Arraiolos. The 8th grade classes participated with the English and Spanish Teachers. We did some activities in English and Spanish, among them, we did some grammar and vocabulary exercises, danced while listening to music, and other fun stuff. André Lopes, Jorge Barbeiro, 8º A

On the 26th September, the students of the 8th grade participated in a activity for the Celebration of the European Day of Languages. They went to the castle of Arraiolos and did many activities for example: multiple choices/ quizzes/ physical and culture proofs. The languages were English and Spanish. There were very funny activities like trying to eat three cookies in a minute, dancing with other person holding a small ball with you head and grammar activities. Beatriz Amaral, Margarida Sabino, 8ºA

DIA EUROPEU DAS LÍNGUAS NO CASTELO

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NOTÍCIA DE UMA ALUNA DO 8ªA, MARGARIDA SABINO. TODOS OS ALUNOS FIZERAM UMA PEQUENA NOTÍCIA SOBRE O PLANETA PLUTÃO TENDO SIDO SELECIONADO ESTE TRABALHO.

PLUTÃO

UM PLANETA À FRENTE DA NOSSA GERAÇÃO

Plutão, formalmente designado 134340, é o segundo maior planeta anão do Sistema Solar e o décimo maior objeto observado diretamente orbitando o Sol. Originalmente classificado como um planeta, Plutão é atualmente o maior membro do cinturão de Kuiper. Como outros membros do cinturão de Kuiper, Plutão é composto primariamente por rocha e gelo e é relativamente pequeno, com aproximadamente um quinto da massa da Lua e um terço do seu volume. Ele tem uma órbita altamente inclinada e excêntrica podendo a sua distância ao Sol variar de 30 a 49 UA (Unidades Astronómicas). Isso faz Plutão ficar periodicamente mais perto do Sol do que Neptuno.

Até 2006, Plutão foi considerado o nono planeta do Sistema Solar. No final da década de 1970, com a descoberta de 2060 Chiron e o reconhecimento da sua pequena massa, a sua classificação como um planeta começou a ser questionada. No início do século XXI, vários outros objetos similares a Plutão foram descobertos no Sistema Solar externo, incluindo Éris, que é 27% mais massivo do que ele. Em 24 de agosto de 2006, a União Astronómica Internacional (UAI) criou uma definição de planeta formal, que fez Plutão deixar de ser planeta e ganhar a nova classificação de planeta anão, juntamente com Éris e Ceres. Depois da reclassificação, Plutão foi adicionado à lista de corpos menores do Sistema Solar e recebeu a identificação 134340. Porém, há cientistas que afirmam que Plutão não deveria ser considerado planeta anão.

Fonte: http://www.explicatorium.com/cfq-7/planeta-plutao.html

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s alunos da turma 8º A produziram textos sobre a sua localidade preferida e esgrimiram argumentos para in-

centivar à sua visita e para nos convencerem da razão que impera para que aquela seja “a sua terra”… A minha terra

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minha terra é um lugar lindo, verde, cheio de flores, ribeiras uma verdadeira representação do nosso lindo Alentejo, um sítio de fauna e flora. Pela manhã, quando acordo, os pássaros chilreiam, cantam, voam de árvore em árvore têm uma vida livre. As pessoas da aldeia acordam cedo e correm logo para as hortas, os campos, uma aldeia muito ao estilo antigo. No verão, o tempo fica seco as ervas também, as ribeiras secam, a tal ribeira que fica ao pé do campo que todos os dias de verão se joga lá, pelo menos eu jogo lá. Mas esta aldeia não é só uma aldeia bonita, é também a aldeia que me viu nascer, o meu lar, e a terra onde vivo agora. É pena, é as pessoas terem de partir, por causa da falta de emprego, muitas delas por causa de falta de condições e são obrigadas por isso a mudar de casa, e as pessoas que ficam são os idosos, que já não restam muito tempo. Por isso o futuro desta beldade será uma beldade abandonada com uma quantidade enorme de casas a ruir.

A minha terra

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este texto vou falar da minha terra e vou descrever como ela é. A minha terra é o Vimieiro é uma freguesia que foi fundada em 1257 e tem 252,56 km² de área e tem mais ou menos 1600 habitantes é uma freguesia bastante grande mas apenas num espaço pequeno é que existe população. O Vimieiro tem uma linda igreja matriz, tem um velho palácio mas está em ruínas, um espetacular parque urbano um interessante museu sobre vida rural, um lar de idosos centro de saúde outras coisas. O que eu gosto mais no Vimieiro é o facto de ser uma vila e por isso é bastante calmo e por ser, digamos assim, campo mais rural e é principalmente por ser mais rural que gosto mais. Esta é a minha terra gosto muito dela, foi onde vivi toda a minha vida até agora e espero viver mais anos. Eduardo

Alexandre

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A minha terra

minha terra é Pavia. Pavia é uma das vilas mais bonitas que eu já conheci, apesar de não se ver a mesma não é só constituída por património material ,mas também pelo imaterial. Tem uma das paisagens mais bonitas que eu já vi. Temos como exemplo o Moinho Derrubado que é uma construção do início do séc. XX foi-lhe dado este nome pois cinco anos após a sua construção uma das suas paredes desabou. Quem cá vem não pode deixar de visitar o Museu , a Anta de D. Dinis e o Moinho. Mas também não pode deixar de ouvir o canto do nosso grupo de cantares e provar o mel da D. Custódia. Tenho pena pois cada vez mais os jovens (tenho como exemplo a minha prima) tem de se ir embora de cá pois não existe emprego na zona. E assim tem de ir para a cidade e por vezes para fora do país, quando nós os jovens sairmos todos esta vila morrerá por completo . Raquel

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A minha cidade

minha cidade é linda. A minha cidade é património. A minha cidade é história. A minha cidade é Évora, cidade onde nasci e onde vivi durante o meu primeiro ano de idade. Évora tem características únicas que a levaram ao título de cidade património mundial pela UNESCO, em 1986. Ebora é o nome pelo qual era conhecida na época romana, nome adquirido por se ter mantido fiel a Júlio César nas guerras civis, recebendo como recompensa o título honorifico de Liberalitas Julia, Como herança do povo Romano, existe ainda, hoje o Templo Romano, monumento mais conhecido da cidade, construído num dos pontos mais altos da cidade histórica. A muralha defensiva que ainda hoje existe foi alterada pelos visigodos e mouros que acrescentaram portões fortificados. Em 1165, Giraldo Sem Pavor, conquistou Évora aos mouros, o que marcou uma nova fase de crescimento da cidade. A Sé de Évora ou, Catedral, edifício construído no período medieval é também um dos símbolos do passado que fazem de Évora, cidade património mundial. Existem conventos e palácios reais e igrejas em Évora, construídos após o século XV, quando os reis portugueses fixaram a Corte em Évora. O Aqueduto de Água de Prata é outra obra que foi construída no século XVI, em 1537 por Francisco de Arruda e que tinha como objetivo o abastecimento de água à cidade. O aqueduto transporta água desde nascentes situadas na Graça do Divor até à cidade de Évora e percorre cerca de 18 km. Neste período surgiram igualmente muitas das fontes que ainda hoje existem como a Fonte da Praça do Giraldo e das Portas de Moura. A fundação da Universidade de Évora em 1559, trouxe à cidade um desenvolvimento cultural intenso. A Universidade traria à cidade a projeção universal que resultara da aventura da expansão ultramarina e assim nasceu a bonita cidade de Évora! Sebastião 16


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Lisboa

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isboa é a capital de Portugal. Apesar da região onde hoje está Lisboa ter sido habitada desde a pré-história, a cidade foi fundada no tempo do Império Romano. Foi o imperador Júlio César que lhe concedeu este estatuto, sendo a cidade conhecida como OLISSIPO, Felicitas Julia. Mais tarde vieram muçulmanos e cristãos e formou-se o reino de Portugal. Tudo isto pode ser visto quando se passeia nas ruas ou se visitam museus e monumentos. A cidade é muito rica em história, mas é também muito especial porque fica junto ao rio Tejo e perto do mar. Eu gosto muito da cidade de Lisboa porque é a minha segunda casa, onde vou frequentemente. Aconselho a visita a todos, pois Lisboa é uma cidade onde existem inúmeras atividades que qualquer um pode fazer, desde cinema a teatro, concertos e museus com conteúdo capaz de ocupar dias inteiros. Gosto em especial do Oceanário de Lisboa e do Aquário Vasco da Gama (um dos mais antigos do mundo), onde está a fantástica coleção de oceanografia do rei D. Carlos I que, para além de instrumentos científicos e tecnológicos ligados à exploração marítima, ainda tem diversas espécies de animais marinhos, alguns deles embalsamados. A cidade tem um incrível zoo com áreas de golfinhos e aves muito interessantes. Depois há ainda outras coisas, os parques e jardins, como o Jardim da Gulbenkian ou o Jardim da Estrela onde também há espetáculos. Para as crianças e jovens o Museu da Eletricidade ou do Pavilhão do Conhecimento são sítios espetaculares onde também se fazem grandes exposições… Lisboa tem tantas coisas e é uma cidade tão fantástica que não se consegue contar tudo num texto. O que aqui deixo são apenas algumas sugestões do que a cidade oferece e das atividades que se podem fazer quando se visita a incrível cidade que é Lisboa! João

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Viana do Castelo

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ma das terras que mais gosto no nosso país é a cidade de Viana do Castelo. Fica no Norte, no litoral. Escolhi esta cidade porque a conheço muito bem, uma vez que passo lá férias todos os anos, desde que era muito pequeno. É uma cidade muito bonita, rica em festas e romarias, igrejas e santuários, bem como, uma excelente gastronomia e um grande número de pontos turísticos, tais como: praias, museus e o centro histórico. Antes de entrarmos na cidade de Viana do Castelo temos a praia do Cabedelo, praia onde costumo passar férias, num bungalow, que fica num parque de campismo, mesmo em cima da praia. É um local onde a maioria dos turistas pratica desportos aquáticos, como (windsurf, kite surf e surf). No verão de 2014 fiz um curso de Kitesurf e no verão de 2015 iniciei-me no surf e no SUP, que gosto bastante. Passando a ponte sobre o rio Lima entramos na cidade e podemos visitar alguns pontos de interesse histórico e um dos que eu mais aprecio é o navio Gil Eanes e o Museu do Traje. Outro local que eu também gosto muito é a Biblioteca Municipal, com uma arquitetura moderna da autoria do arquiteto Siza Vieira. Mas o local que eu mais gosto nesta cidade é a pastelaria Natário, situada no centro da cidade e que tem as melhores bolas de Berlim que já comi na minha vida. Por isso se visitarem esta cidade não deixem de provar esta iguaria. Francisco

rraiolos, terra dos tapetes, é ainda os séculos de história bordados à mão, por gerações e gerações de bordadeiras, que fizeram chegar até aos nossos dias o nosso mais genuíno artesanato: o “Tapete de Arraiolos”. Situada no interior sul do país, na vasta região alentejana, Arraiolos é hoje um concelho com 684,08Km2, para uma população de 7616 habitantes (censos de 2001), distribuídos por 7 freguesias: Arraiolos, Vimieiro, Igrejinha, S. Pedro da Gafanhoeira, Sabugueiro, S. Gregório e Santa Justa. A fundação de Arraiolos é atribuída a Sabinos, Tusculanos e Albanos, ocupantes que foram da cidade de Évora antes de Sertório e deram o governo de Arraiolos ao capitão Rayeo, nome grego. Deste nome, parece ter então derivado o nome da nossa vila, já que o nome Rayeo se foi denominando Rayolis, Rayeopolis, Arrayolos e hoje Arraiolos. Porém, é em 1217 com a concessão do termo de Arraiolos pelo rei D. Afonso II, ao Bispo de Évora D. Soeiro e ao cabido da Sé da mesma cidade, que se inicia um novo capitulo da nossa história. Em 1511 recebe Foral novo de D. Manuel. Ao longo dos anos foram muitas as alterações do seu território, tendo limites administrativos definidos a partir de 1736, sofreu, entretanto, várias alterações: Inclusão no distrito de Évora (1835); Anexação do concelho de Vimieiro (1855); Anexação do concelho de Mora (1895); desanexação do concelho de Mora (1898). O concelho de Arraiolos abrange diversos monumentos, entre eles: o Castelo, mandado construir em 1305 por D. Dinis e doado a D. Nuno Álvares Pereira em 1387; o Pelourinho, mandado construir em 1511 por D. Manuel. Estes fazem parte do património da vila de arraiolos que é apreciado por muitas pessoas do nosso país, pois reconhecem que são estes monumentos que escrevem a história do nosso país. É de vilas como a minha que o país precisa, locais onde se consiga descrever o passado, viver o presente e perspetivar o futuro, locais que possam ser estudados, visitados e habitados por portugueses orgulhosos do património que têm no seu meio local, como eu me orgulho por viver numa vila assim gostaria que muitas outras pessoas o fizessem . Margarida

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CONTINUAÇÃO DOS TEXTOS DO 8ºA A minha terra

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este texto vou tentar descrever o melhor possível a terra onde eu nasci: Évora. Évora é uma cidade portuguesa, capital do distrito com o mesmo nome, na região do Alentejo e sub-região do Alentejo Central. Évora e sua região circundante tem uma rica história que recua mais de dois milénios, como demonstrado por monumentos megalíticos próximos como a lindíssima Anta do Zambujeiro e o espetacular Cromeleque dos Almendres. Alguns povoados neolíticos desenvolveram-se na região, o mais próximo localizado no Alto de São Bento. Outro povoado deste tipo é o chamado Castelo de Giraldo, habitado continuamente desde o 3º milénio até ao primeiro milénio antes de Cristo e de esporádica ocupação na época medieval. Escavações arqueológicas, porém, não demonstraram até agora se a área da atual cidade era habitada antes da chegada dos romanos. Entre os monumentos mais visitados da cidade podemos encontrar o antiquíssimo Templo (de Diana), bem como as ricas igrejas das quais se destacam a histórica Sé e a original Capela dos Ossos. Mas um dos locais mais bonitos e conhecidos da cidade é a Praça do Giraldo, onde milhares de turistas curiosos iniciam os seus passeios pela cidade. Outro dos aspetos mais conhecidos da cidade é a sua deliciosa gastronomia. Concluindo, Évora tem bastantes motivos de interesse que justificam uma demorada visita. Rui

A minha terra

N H D E

á muito por onde visitar

esde tapetes a gastronomia

m algum sítio há de acabar

É uma vila portuguesa

E P N D A C D P A E

também alentejana

ossui um grande património este conselho até São Gregório esde comidas doces a salgadas

s melhores são as empadas

om essas massas tão recheadas e património o tapete

ara dormir um hotel quilo que quer pode ser um colete xistem áreas de lazer

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A minha terra

a vila de Arraiolos

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screvo num domingo, manhã alta, num dia de luz suave, um desses dias em que nos convida a caminhar a pé ou de bicicleta pela minha aldeia, toda ela de branco, com os campos verdes, à volta campos que pareciam pintados com uma camada de luz… E as pessoas, todas elas de extrema bondade e simpatia, muito ocupadas com as suas inúmeras lidas, mas ao mesmo tempo muito disponíveis e prontas a ajudar. A aldeia de S. Pedro da Gafanhoeira é daquelas aldeias típicas portuguesas com seus cheiros e sabores, aqueles cheiros a ervas aromáticas, tão terra a terra, esses cheiros que não se encontram nas cidades. Eu sou suspeita. Pois a minha infância foi passada nesta aldeia, aqui andei na creche, na escola primária, lembro-me como se tudo isso tivesse sido ontem ou hoje… As noites quentes de verão onde eu e os meus amigos da aldeia convivemos na rua, no parque. Sem medos nem receios, pois é tudo tão simples, tão natural… Uma liberdade que nos faz bem. Gostava que todos visitassem a minha aldeia, a aldeia onde eu aprendi a ler e a escrever. Acho que iriam voltar de tão linda que é. No verão tem as festas populares onde todos se divertem e no inverno é bom estar junto da lareira e apenas ouvir a chuva sem ouvir a confusão da cidade. Quem conhece bem a minha aldeia é aquela igreja, a igreja de S. Pedro da Gafanhoeira, que está ali há tanto tempo que se falasse contaria das melhores histórias já ovistas, relatos de homens, de mulheres, crianças… Relatos de alegria e de tristeza. Mas como esta não fala, teremos que ser nós a falar por ela. Joana


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TRABALHOS FEITOS PELOS ALUNOS NA BE DORDIO GOMES PRÉ-ESCOLAR E 1º CICLO

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ara tomarem conhecimento do traba-

lho efetuado na I.B. 1 de Igrejinha espreitem o link abaixo indicado e deliciem-se:

http://eb1igrejinha.blogspot.pt/

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as BE o trabalho desenvolvido tem como base a promoção do livro e da leitura. Existem vários projetos no terreno: Literacias sem fronteiras Um olhar sobre a diferença Aprender com a BE Pretende-se que os nossos alunos adquiram o gosto pela leitura e desenvolvam as diferentes literacias: Leitura Informação Media Fílmica Numérica Social. A construção da cidadania em cada um dos nossos alunos é uma meta de todos nós.

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Natal na BE APRENDER COM A BE NA HORA DO CONTO TRABALHAMOS AS DIFERENTES LITERACIAS O BONECO DE NEVE SORRIDENTE AMALI E ABDUL (ENTRE OUTROS)

FEIRA DE MINERAIS NA BE DA RESPONSABILIDADE DO 10ºA E DO GRUPO DE BIOLOGIA-GEOLOGIA E ECO-ESCOLAS

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ENVOLVIMENTO EM PROJETOS COM A COMUNIDADE

On the 30th September 2016 we received a letter… It was an invitation for a theatre project, with the actor Pedro Estorninho. Some students volunteered to participate. It’s was really hard! We had to study for school, we had our own personal activities. But it was worthy. All the students who participated had a role in the play. No primeiro momento, chegámos ao cineteatro e já estavam presentes os elementos das outras instituições, a saber: o grupo de teatro dupla personalidade, grupo coral sénior, grupo instrumental/teatral vimieirense…começamos por nos apresentar uns aos outros e posteriormente as personagens foram distribuídas pelos presentes. O projeto foi apresentado e incluía um momento no exterior, que foi retirado devido ao mau tempo que esteve durante os ensaios. Ao longo dos diversos momentos de trabalho, foi estabelecida uma boa, relação do companheirismo entre todos. Aprendemos como devemos entrar em palco e andar em cena. O Pedro, a rebeca e a Inês ensinaram-nos como devemos interiorizar a personagem. Entre el ocho y el veintecinco de octubre nos preparamos para el estreno, entre risas, mucho cariño, abrazôs, lágrimas y discuciones. El veintiséis estrenamos. Estábmos um pico de nervios y muy ansiosos para subir al palco, para representar, para divertirnos, para mostrar la vida campesina del passado, o sea, el resultado de nuestro trabajo. El veintisiete fue un día más calmo, puesto que ya sabíamos que deveríamos hacer ante el público. Había menos gente y menos nervios pero la misma gana de representar. La hora de la despedida fue dura a causa de la estrecha relación que construimos a lo largo de estos días. Salimos muy satisfechos porque aprendemos algo nuevo, trabajamos com diferentes personas que nos trajeron nuevas ideas y experiencias. Ganamos nuevos amigos que guardaremos para la vida. Esperamos volver a encontrarnos y a trabajar juntos. Alunos dp 8ºA Professores das diferentes línguas Inglês—Dina Costa Português Paula Gaspar Espanhol– Mafalda Andrade

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O NATAL NO NOSSO AGRUPAMENTO

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TRABALHOS EXPOSTOS

OFICINAS TEMÁTICAS - PARCERIA COM MONTE-ACE

Temáticas  Cidadania e participação  Soberania e segurança alimentar  Ambiente, produção e consu mo responsável  Direitos humanos  Interculturalidade

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CÉREBRO E COMPORTAMENTO o âmbito da articulação curricular, envolvendo as disciplinas de Psicologia B e Biologia, do 12ºano, os

alunos da turma A, tiveram uma aula com a presença dos docentes Maria José Alcaravela e Luís Serra. A aula decorreu no laboratório, onde se procedeu à dissecação de encéfalos de animal. O cérebro, como órgão físico, e a sua relação com o comportamento humano são temas dos programas destas disciplinas. Esta atividade foi acolhida pelos alunos com muito empenho e entusiasmo.

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MOMENTOS DE LEITURA AUTÓNOMA DE LIVROS REQUISITADPS NA BE

VISITA DE ESTUDO AO TRIBUNAL JUDICIAL DE MONTEMOR-O-NOVO

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o passado dia 13 de Dezembro de 2016,as turmas do 9ºC e do 12ºB deslocaram-se em visita de estudo ao Tribunal Judicial de Montemor-O-Novo, com o intuito de assistir a um julgamento de furto, fazendose acompanhar pelos Professores de História Ângela Rodrigues e Henrique Gonçalves. Esta visita desenvolveu-se no âmbito da iniciativa Tribunal de Porta Aberta, promovida pela Associação Sindical dos Juízes Portugueses, através da qual pretende aproximar os tribunais das pessoas e explicar aos mais novos o funcionamento destes. Quando chegámos ao Palácio da Justiça tínhamos à espera uma oficial de justiça que nos recebeu, conduziu à sala de audiências e avisou que deviam ser desligados todos os telemóveis e diversos aparelhos eletrónicos e qual deveria ser a nossa postura dentro da mesma sala. Assistimos a um julgamento de furto, presidido por um magistrado judicial. O procurador do ministério público fez a acusação do arguido enquanto a advogada de defesa tentou rebater o caso. As testemunhas foram interrogadas pelo Procurador e pela Advogada de defesa, no sentido de se apurarem os factos. Por fim foram feitas as alegações finais por parte do Procurador e da Advogada de defesa nas quais ambos pediam justiça, ficando marcada também a leitura da sentença. Após o julgamento, os alunos por convite do juiz aproximaram-se do espaço reservado aos arguidos e às testemunhas e tiveram oportunidade de expor as suas opiniões acerca do caso, bem como colocar questões sobre o funcionamento do tribunal e da justiça aos dois magistrados. Esta visita foi bastante proveitosa para todos os alunos que ficaram mais esclarecidos sobre a justiça e sobre o funcionamento dos tribunais, bem como sobre a formação dos magistrados e as suas funções e também sobre os ingressos no curso de Direito. Os alunos Alexandre Recharto, João Lóios e Laura Luzia

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NATAL NA BE E EXPOSIÇÃO DE TRABALHOS DORDIO GOMES E CUNHA RIVARA

HORA DO CONTO APRENDER COM A BE LITERACIAS SEM FRONTEIRAS LIVROS EMPRESTADOS PELA BE DO AE MANUEL FERREIRA PATRÍCIO

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ATIVIDADES NA BE DORDIO GOMES E COM PARCEIROS A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO E INTEGRAÇÃO

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TEXTO REALIZADO PELA TURMA DO SEXTO C, NO ÂMBITO DA DISCIPLINA DE PORTUGUÊS - PROFESSOR RUI RAMALHINHO "Apresentamos um texto que se quer conto. Este conto está a ser criado por todos nós (alunos do sexto C). Ele vai crescendo, vai ganhando forma, conteúdo, uma alma, mas, ainda, não tem nome: há de ter (ou, talvez, não). Esperamos que gostem de o ler." (Ainda sem título) Primeiro episódio Acabaram as férias. A Alexandra despediu-se dos seus amigos com um sentimento misto: feliz e triste, simultaneamente. A viagem foi longa e, apesar do ar condicionado, extremamente quente. A Alexandra não estava habituada a tais temperaturas. Ela sentia-se cansada, enjoada e muito mole. Ela mal ligou ao sítio aonde chegara: a Aldeia dos Desejos. A Daniela arrumou as suas tralhas e as da Alexandra também. Segundo episódio Passadas duas semanas, um rapaz embateu no braço da Alexandra. No meio da algazarra, a Alexandra nem teve tempo de ralhar com aquele rapaz bruto. Tudo se passou à saída da escola. Ela apenas viu a nuca de um rapaz alto a desaparecer no meio da multidão. “O que leva os rapazes a serem tão parvos?”, pensou a Alexandra. Terceiro episódio Mochila para o chão, estômago a dar horas, duas meninas a berrar porque estavam, igualmente, com fome e uma pobre mãe com os cabelos em pé. Esta foi a cena com que o Martim se cruzava todos os dias depois da escola. Logo a seguir, chegou o pai do Martim. Como era normal, o homem ficou parado, de braços abertos, à espera do abraço dos filhos. Porém, naquele dia, um deles faltou ao mimo. O filho do meio estava pensativo, de cabeça na lua, de olhar vidrado, a pensar na morte da bezerra, enfim, algo se passara. O Inácio estranhou o comportamento do Martim. Aproximou-se do rapaz distante e puxou-o para a realidade. “Pst… ó macaquinho, então, não me cumprimentas?”, perguntou o pai. O rapaz olhou para o pai, fez uma pausa e pendurou-se-lhe do pescoço. Eles começaram a falar e o pai perguntou-lhe: -O que se passa? -Não se passa nada.- respondeu o Martim. -Não me estás a esconder nada?- insistiu o pai. -… -Então, o gato comeu-te a língua? -Aaaa… qual gato? -… O pai está a falar de quê? -De nada. Deixa-te estar. Vou ter com as gémeas à cozinha.

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CONTINUAÇÃO DO TEXTO DO 6º C

- O Inácio aproximou-se da esposa e sussurrou: -Anabela, que tem o gaiato? Uma das gémeas ouviu a pergunta do pai e gritou: -É parvo! A outra gémea gritou, ainda, mais alto. -Parva és tu! O mano está é apaixonado! O Martim ouviu a conversa e defendeu-se: -Calem-se! É mentira! -Não é não. Passaste o dia todo a olhar para a rapariga que chegou no verão.- rematou a Lúcia. -… - corou o Martim. Quarto episódio Oito e quarenta e cinco da manhã. A Leonor está a fazer uma birra (quer levar a boneca careca e nojenta que a avó Manuela lhe deu), a Lúcia espirrou e tem ranho até nas peúgas, a Anabela está a fazer o pequeno-almoço e entornou o leite todo, ajoelha-se para limpar o chão onde se espalha o líquido fumegante, o Inácio tenta acalmar os ânimos gritando com as filhas, o Martim desce as escadas com as botas desatacoadas e tropeça. Ele eleva-se sobre os joelhos, sacode a cabeça e começa a correr velozmente, mas, coxeando. Na escola, celebrava-se o Halloween. O Martim cruzou-se com a Alexandra e disse-lhe: - Eu gosto do teu disfarce; és a bruxa mais gira da escola… - Tu, também, estás muito giro: essa máscara parece mesmo autêntica… - Mmmmm… desculpa, mas eu não tenho nenhuma máscara… Sou assim tão feio? - Não, tu não és feio, no entanto, essa ferida na testa está espetacular! Quinto episódio O Martim acordou e a primeira coisa que fez foi ver-se ao espelho para verificar se a ferida ainda não sarara. Infelizmente, a cicatriz começava a desvanecer-se. Ele sentiu que estava a perder uma marca da sua paixão: a primeira. “Porque é que o corpo se cura e eu tenho, mesmo assim, uma sensação estranha no peito?” – disse para consigo. O Martim sentiu-se um bocado embaraçado. Nessa tarde, na disciplina de ciências, a professora Josefina recordou que a turma ia fazer uma visita de estudo a um laboratório em Lisboa. Portanto, a Alexandra ficou entusiasmada: ela queria voltar à capital para matar saudades. Pensou, também, em enviar uma mensagem escrita (SMS) ao Martim: “Vens ao pé de mim no autocarro. Adeus, Alexandra J.” À hora de almoço, o Martim leu a mensagem e ficou corado, feliz e ansioso. Cheio de ânimo e inspiração pirosa, o rapaz pegou numa folha do caderno, rasgou-a e desatou a escrever: “Estudo para mim!!!”. Para completar o quadro, ensaiou um retrato da menina. (continua na próxima edição…)

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ALMOÇO DE NATAL CONFRATERNIZAÇÃO ANTES DAS FESTAS VISITA DE ANTIGOS FUNCIONÁRIO SEMPRE BEM VINDOS

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«OS TEXTOS SEGUINTES RESULTARAM DO DESAFIO QUE A PROFESSORA LANÇOU AOS ALUNOS DURANTE A AULA DE PORTUGUÊS».

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O «SER» E O «PARECER»

s pessoas são um dos maiores mistérios da vida, pois, na maioria dos casos, o que aparentam «ser» não corresponde à sua essência. É esta ideia que vou desenvolver ao longo destas breves linhas. Na minha opinião, muitas pessoas escondem o seu interior, às vezes por medo de não gostarem delas, de não serem aceites, até por acharem que na verdade não são «boas o suficiente». Noutros casos, deve-se sobretudo à timidez, como acontece comigo. Eu, por exemplo, aparento ser uma pessoa bastante tímida, com pouco sentido de humor e tudo o mais, mas, aos poucos, revelo-me confiante, com mais personalidade. Este, sim, é o meu verdadeiro «eu». «As aparências iludem» e o meu caso ilustra na perfeição o provérbio. Acho que, por estas razões, muitas pessoas «encobrem» o que são verdadeiramente pelo que acham adequado. Por exemplo, há quem finja ter um grande sentido de humor mas, na verdade, pode até não ter nenhum. Só que em alguns casos estas pessoas levam o seu «papel», esta interpretação, tão a sério que acabam por se perder um pouco nela. Ainda assim, creio que não se pode esconder a verdadeira identidade por muito tempo. Aos poucos esta vai-se revelando, umas vezes para pior e outras para melhor. Concluo assim que o interior de uma pessoa é o mais importante, sem ele não somos nada, não temos essência nem alma, perdemo-nos na interpretação de um simples papel. Sara Amaral 9ºC, nº 20

A IMPORTÂNCIA / O PODER DAS PALAVRAS

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este texto abordarei o tema “A importância /o poder das palavras”. Na minha opinião, as palavras representam a liberdade, tendo elas muito poder. As palavras permitem a comunicação, o diálogo e quando nos é privado o direito de falar, de as usarmos, então estamos expostos a uma situação de repressão e, de novo, só as palavras nos libertarão. Para mim, se não houvesse palavras, como é que nos uniríamos, como era possível existir globalização? É óbvio que não seria possível, pois só elas criam “pontes” entre os povos. Mas a meu ver, uma palavra também pode comprometer relacionamentos, construir barreiras, provocar desentendimentos porque os humanos erram imenso na utilização das mesmas e dão-lhes significados horrendos. Portanto, o poder das palavras é infinito, pois tal como um termo bonito pode salvar o mundo, um outro, de mau significado, pode provocar uma guerra; e tal como a palavra pode provocar um conflito, também o pode desfazer, o que prova a importância das palavras. E devido a essa importância, invoca-se sempre aquele ditado: “Tens de medir as palavras”, pois se estas não tivessem importância nem poder, porque não usá-las ao desbarato? Ou sair por aí ofendendo todas as pessoas da rua? Se estas não tivessem poder, como poderia eu estar aqui a exprimir a minha opinião? Assim, concluo que as palavras possuem uma tremenda importância e detêm um enorme poder, podendo criar “pontes” mas também destruí-las, tendo por isso de ser “medidas”. Francisco Ganço/ 9ºC

A docente Isabel Madeira

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No âmbito da disciplina de Geografia e integrado no subtema “Importância das telecomunicações no mundo atual” foi pedido aos alunos do 9ºA que elaborassem um texto sobre “Como vivia o homem primitivo – aquele que não tinha telemóvel nem internet”. Apresentam-se alguns desses trabalhos: Eu não sei, mas provavelmente deveria ser muito complicado de se falar ou até mesmo de viver sem computador, internet, telemóvel ou televisão. Sempre que estou a usar um meio de comunicação chega sempre o meu pai ou a minha mãe a dizer que quando eram da minha idade para falarem um com o outro ou era hora a hora ou escreviam uma carta. Mas duvido que escrevessem cartas pois eles eram praticamente vizinhos e duvido que a minha mãe percebesse a letra do meu pai, pois naquela altura a letra do meu pai ainda era pior que a minha. Dinis Azinheira, 9º A

Há algum tempo atrás quando os nossos pais ainda não tinham nascido, uma rapariga de nome Irene estava prestes a festejar os seus quinze anos. No seu dia de aniversário os pais levaram-na a visitar o centro da cidade. Estavam em Lisboa e ela fascinava-se com cada detalhe daquela bela cidade; enquanto passeavam pelas ruas mais conhecidas, os seus olhos ficaram vidrados numa montra. Irene parou e ficou especada a olhar para o presente que ela achava ideal: uma caixa de escrita completa, que serviria para comunicar com os seus amigos. Era uma caixa composta por envelopes, postais, papel, uma linda caneta e selos, para escrever aos seus amigos. Logo que chegou a casa, experimentou a sua maravilhosa prenda, estava realmente encantada com o seu presente de aniversário! Carolina Salgueiro e Inês Leitão, 9ºA

Eu cá não sei mas calculo que lá nos tempos muito antigos e passados, mais ou menos quando os nossos pais eram novos, os dias deviam custar um pouco a passar. Estão a perceber? Não?! Então eu passo a explicar: antigamente como não havia computadores, telemóveis, consolas e afins, “o homem primitivo” não tinha quase nada para fazer, contribuindo para os dias custarem mais a passar, pois eles “apanhavam cada seca”! Sim, eu sei que antigamente existiam muitos jogos e brinquedos, que até eram divertidos como por exemplo o pião (que eu aprendi à pouco tempo a pôr a rodar) e muitos mais, porém eu acho que, ao fim de algum tempo, os brinquedos e os jogos começassem a fartar … um pouco. Agora não, quase todos os dias sai um jogo ou uma aplicação nova e melhor que substitui uma antiga, tornando tudo mais interessante. Guilherme Mota, 9ºA

No âmbito da disciplina de Geografia e integrado no subtema “Importância das telecomunicações no mundo atual” foi pedido aos alunos do 9ºC que criassem um texto em que falassem como seriam 24 horas da sua vida sem telemóvel e sem internet”. Apresentamse alguns desses trabalhos:

Eu acho que seria um dia diferente, porque hoje em dia, desligado da Internet é desligado do mundo… mas seria positivo pois provavelmente iria sair com amigos para o campo, e poder conhecer melhor a minha impecável vila. Também aproveitava para poder praticar algum desporto, como futebol ou alguma coisa do género. Pedro Correia e Nuno Candeias, 9ºC

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(…) Primeiro, dormiríamos até tarde pois como não temos telemóvel não só não teríamos despertador como também estaríamos “ocupados” não pensando em sucumbir ao vício. Segundo íamos para a escola, onde em vez de passar os intervalos a olhar para o pequeno ecrã talvez convivêssemos mais com os nossos amigos e colegas. E depois quando chegássemos a casa teríamos várias alternativas como sair com os amigos ou jogar playstation. E depois deitar-nos-íamos ansiosos pela chegada do próximo dia para passarmos o dia inteiro ao telemóvel… Francisco Ganço e Rui Pimpão, 9ºC

Na minha vida nunca me aconteceu isso, mas se me acontecesse nem conseguia imaginar o que iria fazer durante o dia todo! Gonçalo Catalão e André Comba, 9ºC

24 horas sem um telemóvel/net seria um bom desafio para nós (jovens), pois hoje em dia somos (não diria 100%) mas 70% dependentes do mesmo (…) Num dia “normal” do nosso quotidiano seria difícil mas se nos fossemos passar uns dias fora com a família ou viajar para outro país seria um pouco mais fácil porque estamos a conhecer sítios novos e a ter outras experiências e esquecemo-nos das redes sociais e do telemóvel. Daniela Grilo e Maria Marquez, 9ºC

Hoje, dia 04 de outubro de 2016, levantei-me de manhã e o despertador não tocou, então comecei o dia logo atrasada. Depois deste desastre descobri que o meu telemóvel não tinha carregado durante a noite porque a luz tinha sido corta para as obras do prédio ao lado. Descobri também que não havia Cabovisão, porque tinha havido um problema de roteamento na minha região….ora poças!!! Vesti a roupa, fui para a cozinha e comi os meus choco flakes e fui para a paragem do autocarro (que não havia esperado por mim) então tive de pegar na minha bicicleta e pedalar 2km até à escola. Quando lá cheguei, para além de estar toda suada estava atrasada para a minha primeira aula, que por sinal era com a pior professora que eu tinha. Entrei na sala muito sorrateiramente mas eu já sabia que ia ouvir das boas. Depois de ouvir o raspanete sentei-me desconfortavelmente na cadeira do fundo e esperei que a aula acabasse. Para mal dos meus pecados, esqueci-me dos livros de ciências e tive que me sentar ao pé do pior aluno da minha turma para conseguir ver o maldito esquema da célula. Ao almoço entornei a sopa e fiquei toda suja, para além disso, o peixe da escola não estava lá muito bom e deume dores de barriga. Finalmente cheguei à última aula do dia: inglês, aquilo que eu mais odeio. A professora veio-me com uma proposta sobre uma tal de «articulação entre disciplinas» que implicava falar inglês e quem não fizesse teria negativa no final do período. Peguei na minha bicicleta e desci a rua tão depressa que caí na curva e tive de ir a pé o km que faltava pois furei o pneu da bicicleta. Quando cheguei a casa reparei que a luz ainda estava cortada, então não pude tomar banho nem comentar o que se tinha passado com as minhas amigas. Pior que tudo acho que tinha apanhado uma intoxicação alimentar e não podia ligar à minha mão pois o telemóvel não tinha bateria. Eram já oito da noite quando finalmente fui tomar banho, pus o telemóvel a carregar e abri a página do Facebook só para ver o vídeo da minha triste figura a cair de bicicleta. A luz não devia ter voltado!!! Carolina Miranda e Mariana Paulo, 9ºC

Olá a todos, queremos falar um pouco sobre o nosso grande vício que é o telemóvel/internet. Todos nós sabemos que é um vício não querendo admitir que um dia sem telemóvel ou internet não seria o mesmo, iríamos sentir-nos “mal” porque agora nesta sociedade é algo essencial para ser aceite. Hoje em dia nós (jovens) sentimos uma necessidade de comunicar uns com os outros e de estarmos ligados à internet e redes sociais porque somos considerados “amigo-dependentes”. Beatriz Silva e Sofia Candeias, 9ºC

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TRABALHOS DE GEOGRAFIA - 9º A e C (continuação)

24 Horas, na minha vida, sem telemóvel e sem Tás a brincar!?!

Um dia inteiro sem redes sociais!?! Sem Youtube, Facebook, Snap… nada?!? Não stresses, parece mau mas é altura de olhares à tua volta e perceberes que a vida é muito mais que um ecrã. Aproveita e sai com os teus amigos, conhece pessoas novas “reais”! Talvez estejas obcecado por aquela pessoa da internet mas nem sequer reparaste em todos os que olham para ti quando passas

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á muito mais para lá daquele ecrã com quem namoras todos os dias, vive! Aproveita, não te vais arrepender! A parte mais difícil é deixar o telemóvel em casa, depois é só começares a fazer o que planeaste. Andar de bicicleta, correr, ir à piscina, ao lago, “padle”… tanta coisa que vês nas fotos do Facebook, mas que nunca experimentaste, então vai e sê feliz!.... Sem telemóvel e sem net!

Sara Amaral e Cláudia Barreto, 9ºC

Para mim, 24 horas sem internet e sem telemóvel era bastante difícil, acho que o meu vício é grande! (…) Existe uma coisa que se chama bolso e dentro desse bolso mete-se uma coisa que se chama telemóvel que é visto a toda a hora e o que as pessoas que estão ao pé de nós nos dizem passa-nos completamente ao lado. Daniela Curraleira, 9ºC

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HORIZONTAIS 1. O que desejamos uns aos outros nesta altura do ano; Foi lá que nasceu a figura central da festa maior deste mês; 2. Representação do Natal que todos gostamos de fazer em casa ou no local de trabalho;3. Todos gostamos de recebê-los nesta altura do ano; 4. Figura central do Natal comercial; 5. 6. O Natal é a festa dela; no Brasil é a figura central do Natal comercial; 7. Figura do Natal comercial dos Estados Unidos da América;

VERTICAIS 1. Na noite mágica de 24 de dezembro as crianças não querem vesti-lo, porque querem passar a noite acordadas; 2. O que desejam as pessoas de língua inglesa umas às outras nesta altura do ano; 3. As crianças em particular e as pessoas em geral sentem-se assim nesta altura do ano; 4. No país vizinho é assim que se intitula a festa maior deste mês; 5. Um sentimento nobre que as pessoas têm em particular nesta altura do ano; 6. Uma prenda muito comum nesta altura do ano, nem sempre valorizada, mas muito útil para o frio; 7. Tendo em conta que há a festa de 25 de dezembro e a festa de 31 de dezembro as pessoas desejam-nas umas às outras;8. São fundamentais em qualquer altura do ano; as pessoas enviam-nos cada vez menos porque preferem emails ou sms; 9. Natal na França; 10. De acordo com a tradição nasceu em 24 de dezembro numa gruta.

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EXPOSIÇÃO DE TRABALHOS DO 1º PERÍODO - ENTREGA DOS PRÉMIOS DE MÉRITO

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ENTREGA DOS PRÉMIOS DE MÉRITO

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ARQUEOLOGIA NO CITA VISITA REALIZADA COM TURMAS DO 7º ANO, EM ARTICULAÇÃO NAS DISCIPLINAS DE EXPRESSÃO PLÁSTICA, EDUCAÇÃO VISUAL E HISTÓRIA

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e 8 de junho a 16 de outubro o CITA (centro interpretativo de Arraiolos) recebeu a exposição

“VAIVÉM ocupações pendulares em Arraiolos à luz da arqueologia” Esta exposição teve a visita dos 7ºs anos da escola Cunha Rivara que numa junção das disciplinas de História com EDV aprenderam mais sobre arqueologia. Nessa visita destacaram-se as escavações que ocorreram em Arraiolos, na Praça do Município em 2003, no castelo em 2005 e no antigo hospital do Espirito Santo (CITA) mais recentemente em 2012 de onde eram provenientes as peças. No todo a exposição contava com 13 vitrines com 56 peças. Para além da exposição os alunos também visitaram o resto do CITA onde conseguiram ver vestes religiosas, Tapetes de Arraiolos e também, relacionado com o tema da exposição, as fossas onde eram pintadas as lãs para fazer os tapetes existentes numa das salas do museu e na praça do município. O aluno António Garcia, 7ºB. O docente Henrique Gonçalves

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ARQUEOLOGIA NO CITA VISITA REALIZADA COM TURMAS DO 7º ANO, EM ARTICULAÇÃO NAS DISCIPLINAS DE EXPRESSÃO PLÁSTICA,

Os docentes Bernardino Mira, Anabela Barros, Henrique Gonçalves

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VISITA À BIBLIOTECA DOS ALUNOS DO PROJETO "SER MAIOR" Os alunos do projeto Ser Maior, realizaram uma visita à exposição Biblioteca Municipal e à exposição que aí estava patente. Os trabalhos apresentados pela Oficina da Gravura de Arraiolos eram resultado de uma formação realizada por essa instituição e que se apresentava a utilização de materiais recicláveis na construção de figuras alusivas a Fábulas.

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Profile for Angela  Rodrigues

27 de janeiro 1ª edição arrrivar 1ºperíodo 16 17  

Jornal escolar 1ª edição 2016-17

27 de janeiro 1ª edição arrrivar 1ºperíodo 16 17  

Jornal escolar 1ª edição 2016-17

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