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CBEA Centro de Bem Estar Animal

FAU UMC - 2017


FICHA CATALOGRÁFICA Nascimento, Laiane Sousa. Centro de bem estar animal – Mogi das Cruzes, 2017. 68 p. Área de concentração: Suzano, SP. Orientador: Paulo Sergio Pinhal. Monografia (Graduação) –Universidade de Mogi das Cruzes. Curso de Graduação em Arquitetura e Urbanismo. 1. Centro de bem estar animal; 2. Animais domésticos; 3. Saúde; 4. Acolhimento; 5. Lazer.


UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES LAIANE SOUSA DO NASCIMENTO – RGM 11131103863

CENTRO DE BEM ESTAR ANIMAL

Trabalho apresentado ao curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Mogi das Cruzes como parte dos requisitos para obtenção da aprovação na disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso II. Professor Orientador: Paulo Sergio Pinhal

MOGI DAS CRUZES - SP. 2017


AGRADECIMENTOS Agradeço inicialmente aos meus pais Valdeci e Luiz que não mediram esforços para me proporcionar a oportunidade de realizar a faculdade de arquitetura e urbanismo, a minha irmã Lais, outros familiares e amigos pelo apoio e incentivo que sempre me deram. Ao meu companheiro Mauro que além de me acompanhar nas visitas técnicas, com toda paciência me ajudou em diversas etapas da minha vida acadêmica. Ao meu professor orientador Paulo Pinhal, por toda ajuda com o desenvolvimento desta monografia, a professora Consuelo Gallego pelo auxilio nas questões urbanísticas relacionadas ao local de implantação do projeto e aos demais professores do curso que foram essenciais nesta trajetória. Aos meus colegas de classe que hoje se tornaram grandes amigos, meus colegas de trabalho e principalmente a Deus por toda força que me deu para que eu jamais desistisse e pudesse chegar até aqui.

DEDICATÓRIA Dedico este trabalho a todos os animais amigos e companheiros, principalmente aqueles que por ventura não puderam ter a alegria de conviver com humanos que retribuíssem este amor que eles oferecem.

Figura 1. Companheirismo sempre Fonte: tudointeressante.com.br (2017) “Não importa se os animais são capazes ou não de pensar. O que importa é que são capazes de sofrer.” (BENTHAM, 1984)


RESUMO A monografia a seguir tem como objetivo, fundamentar e dar embasamento, para realização do projeto arquitetônico de um centro de bem estar animal. Onde serão oferecidos serviços clínicos, de resgate e acolhimento, lazer, comerciais e educacionais, cem por cento voltados a animais domésticos, mais precisamente cães e gatos. O projeto é de tipologia publica/privada, ou seja, parte do capital gerado pelo setor de serviços privativos manterá o setor publico, suprindo seus gastos e necessidades. Para a realização do presente trabalho, foram feitos estudos diretos, indiretos e pesquisas bibliográficas, relacionados ao tema tratando de saúde, bem estar e comportamento de animais domésticos, para que assim possa ser desenvolvido um projeto de arquitetura, que atenda as necessidades e traga soluções para as problematizações atuais encontradas, para os animais abandonados, bem como para os domiciliados na cidade escolhida. Palavras-chave: bem estar animal; saúde; comportamento; lazer; cuidados; acolhimento;

Figura 2. Ciência e os sentimentos dos cachorros Fonte: vix.com (2017)


ABSTRACT The following monograph aims to create the architectural project of an animal welfare center where clinical, leisure, commercial and educational services will be offered for bout rescued or domestic animals. One hundred percent intended for domestic animals, more precisely dogs and cats. The project is a public / private partnership, meaning that part of the capital generated by the private services sector will maintain the public sector, supplying its expenses and needs. For the development of the present work, direct and indirect studies, bibliographical researches related to the topic dealing with health, well being and behavior of domestic animals were made. So that an architecture project could be developed to meet the needs and brings solutions to the current issue of abandoned animals, as well as for those domiciled in the chosen city. Keywords: animal welfare; health; behavior; recreation; care; reception;

Figura 3. CiĂŞncia e os sentimentos dos cachorros Fonte: vix.com (2017)


SUMÁRIO

1.

2.

3.

4.

INTRODUÇÃO 11

DEFINIÇÃO

ESTUDOS

OBJETOS

DO TEMA 13

DE REFERÊNCIA 15

DE ESTUDO 21


5.

6.

7.

8.

CONCEITUAÇÃO

PROJETO 27

CONSIDERAÇÕES

REFERÊNCIAS

DO PROJETO 24

FINAIS 67

BIBLIOGRÁFICAS 68


1.INTRODUÇÃO

De acordo com as pesquisas e levantamentos realizados que serão apresentados

1.2.1 Local

no presente trabalho, constatou-se que nos centros urbanos, existem sérios problemas

Grande parte dos que são destinados para abrigos, anteriormente recebiam um

relacionados a animais abandonados, onde acabam se procriando e vivendo de acordo

uso diferente, ou seja, são locais inapropriados, que não foram projetados para este uso e

com as condições que lhes são impostas. Muitas vezes, esses animais acabam causando

acabaram sendo adaptados dentro do possível. Além do fato de que o número de

problemas de saúde pública, transmitindo doenças uns para os outros, a pessoas que

abrigos, comparado ao número de animais que se encontram nas ruas, acaba sendo

vivem a sua volta e a outros animais como os domiciliados.

insuficiente.

As superpopulações desses animais em centros urbanos ocasionam diversos problemas, além das zoonoses podem ocorrer agressões envolvendo pessoas ou outros

1.2.2 Demanda

animais, problemas no trânsito como acidentes e atropelamentos, contaminação

A 1ª edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2013), feita pelo Instituto Brasileiro

ambiental por dejetos e desequilíbrio ambiental devido ao comportamento predatório

de Geografia e Estatística (IBGE), traz dados sobre animais de estimação nos lares do país.

de animais silvestres, além de possíveis danos a propriedades públicas ou particulares.

O dado mostra que, no Brasil, existem mais cachorros de estimação do que crianças. O

Os Maus Tratos contra Animais são hoje disciplinados pela Lei de Crimes Ambientais

instituto aponta que 44,3% dos domicílios do país possuem pelo menos um cachorro, o

nº 9.605/98, em seu artigo 32, porém mesmo com as punições e orientações das leis

equivalente a 28,9 milhões de unidades domiciliares, estimando a população de

existentes, em muitos casos a própria acaba sendo falha, o que consequentemente

cachorros em domicílios brasileiros em 52,2 milhões, o que dá uma média de 1,8 cachorro

ocasiona no seu não cumprimento, resultando nas barbaridades nas quais nos

por domicílio que tem pelo menos um cão. Em relação à presença de gatos, 17,7% dos

deparamos.

domicílios possuem pelo menos um, o equivalente a 11,5 milhões de unidades

Esta realidade lamentável pode ser modificada caso haja um espaço apropriado

domiciliares. A população de gatos em domicílios brasileiros foi estimada em 22,1 milhões,

para abrigá-los, sendo este, um local convidativo à sociedade, o que acabará

o que representa aproximadamente 1,9 gato por domicílio que tem o animal. Ultima

propiciando a adoção. Além da infra-estrutura necessária não somente para mantê-los,

atualização realizada no ano de 2013.

mas principalmente para socializá-los e adestrá-los, para que os mesmos possam voltar ou ter pela primeira vez uma vida digna.

A Organização Mundial da Saúde estima que só no Brasil existam mais de 30 milhões de animais abandonados, entre 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães.No interior, em cidades menores, a situação não é muito diferente, em muitos casos o numero chega a

1.1 Objetivo Diante do exposto, o presente trabalho tem como objetivo a criação de um centro voltado a animais domésticos, na cidade de Suzano no estado de São Paulo.

1/4 da população humana.Ultima atualização realizada no ano de 2014. Mais precisamente na cidade de Suzano, de acordo com o levantamento realizado pela Organização Não-Governamental (ONG) Projeto Adote Suzano (PAS), há

A ideia para o tema escolhido surgiu por meio de uma crescente preocupação

mais de 10 mil animais abandonados na cidade. E de acordo com a mesma ONG as

pessoal a respeito do número de animais abandonados na cidade, além da ausência de

adoções que os mesmos conseguem realizar, resultam normalmente em 13 animais

um local apropriado para desempenhar este papel.

adotados a cada fim de semana, totalizando 52 no mês. Dados de Abril de 2016.

Através deste trabalho deseja-secompreender o panorama atual da gestão

E essa demanda aumenta ainda mais com a procriação descontrolada dos

pública e da sociedade em relação aos animais, analisar projetos de tipologias voltadas

animais abandonados, como mostra a figura 4 com a estimativa de natalidade dos

ao uso veterinário e desenvolver uma proposta arquitetônica, embasada em modelos

mesmos.

atuais de centros com o enfoque no bem estar e cuidados à animais.

Conforme citado pelaDra. Maria de Lourdes Reichmann (2006), pesquisadora do Instituto Pasteur, os Centros de Controle de Zoonozes(CCZ) que são os canis públicos

1.2 Problematização

precisam manter 350 animais por um período indeterminado, mas além deste número ser

Em relação ao tema escolhido, existe uma série de problemas que foram

insuficiente comparado ao de animais encontrados em situações de abandono e

constatados com o decorrer das pesquisas, sendo eles:

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abusos, nem todos os municípios podem contar com esses serviços.


Figura 4 – Estimativa de natalidade de cães

1.2.4 Humanidade Infelizmente o maior dos problemas acaba sendo o próprio ser humano. Em cidades de grande porte, para cada cinco habitantes há um cachorro, destes, 10% estão abandonados, de acordo com a Agência de Notícias de Direitos Animais(ANDA), em 2014. E mesmo com a legislação vigente e com todas as ações que acontecem diariamente para a proteção deles, o número de pessoas que cometem esses crimes ainda é assustador. 1.3

Justificativa

Devido às problematizações citadas, um dos pontos de grande relevância ao projeto, são as questões financeiras, ponto esse que norteou a tipologia de uso do edifício, que de um projeto publico, voltado apenas para abrigo e tratamento de animais abandonados, passou a ser um centro publico/privado voltado cem por cento a animais domésticos, mais especificamente cães e gatos, centro este, que oferecerá atividades clinicas, de lazer, comerciais e educacionais. Tornando-se assimo próprio fiador das ações sociais de resgate e adoção deste. Além do apreço pessoal por animais, que foi ponto crucial para a escolha do tema. Fonte: kickante.com.br (2017)

1.2.3 Custos Seja um CCZ ou um abrigo criado por meio de uma ONG, existem diversos gastos que precisam ser supridos, como materiais de consumo (ração, medicamentos, etc.), contratação de serviços,materiais de uso permanente, reformas e ampliações,por exemplo. A Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) indica que, para cães, o gasto mensal varia de R$ 133,00 se tratando de um animal de pequeno porte, chega a R$ 227,51, se o animal for de porte médio e culmina nos R$ 307,91, para os de grande porte. Estes valores incluem gastos com ração, vermífugo, vacinas, consultas veterinárias e banho e tosa. Para gatos é possível gastar em média, R$ 84,19 por mês com o animal, incluindo os itens citados no caso dos cães. Dados do ano de 2012. Devido o fato desses serviços em sua maioria serem de ação social, o mesmo depende da ajuda e trabalho comunitário dos cidadãos,profissionais da área ou não. O que torna ainda mais difícil a sustentação desses abrigos.

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2. DEFINIÇÃO DO TEMA 13

2.1.1 Animais

2.1.3 Comportamento Animal

De acordo com a explicação realizada pela pedagoga Jussara de Barros (2017), os

O que se define comportamento é “[...] aquilo que percebemos das reações de

animais são seres vivos, ou seja, nascem, crescem, morrem e possuem capacidade de

um animal ao ambiente que o cerca e que são, por sua vez, influenciadas por fatores

reprodução. Cada espécie possui suas características próprias, como cor, tamanho, tipo

internos variáveis.” (CARTHY, 1980. p. 1).

de alimentação, ambiente em que vive, dentre outros aspectos.Os animais também

Charles Darwin começou a chamada etologia que é a ciência que estuda o

apresentam diversas formas de locomoção, podendo andar, nadar, voar, rastejar ou

comportamento animal, ao lançar o livro “A expressão de emoções no homem e nos

simplesmente não se locomover.

animais, (1872)”, onde afirmava, por exemplo, que os insetos são capazes de sentir

A alimentação dos animais é outro aspecto variável,seclassificando como

ciúmes, uma emoção considerada humana. A etologia pode ser classificada como uma

carnívoros aqueles que se alimentam de carne de outros animais; herbívoros, aqueles que

ciência interdisciplinar, uma vez que depende de fatores como a fisiologia, a ecologia e a

só comem vegetais, inteiros ou partes deles; onívoros, que comem tanto um quanto outro;

psicologia, com o objetivo de compreender o comportamento dos animais, o

e detritívoros, os que se alimentam de matéria morta.

relacionamento entre eles, grupos e famílias ou animais que vivem isoladamente.

Algumas espécies possuem coluna vertebral e por esse motivo são chamadas de animais vertebrados. Eles se dividem em cinco grupos: mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes. Os animais que não possuem coluna vertebral nem crânio são caracterizados como invertebrados. Eles são divididos nos grupos dos poríferos, cnidários, platelmintos, nematelmintos, moluscos, anelídeos, artrópodes e equinodermos.

Observar as mudanças que ocorrem na natureza e refletir sobre o comportamento deles com seres humanos. De todas as características comportamentais dos organismos vivos, nenhuma talvez seja tão notável quanto a capacidade de aprender. Este é o processo através do qual as experiências de vida deixam sua marca em um individuo, o que permite a um animal desenvolver novas experiências à luz de experiências anteriores e algumas vezes desenvolver, por sua vez, o que se revelam sermal-adaptações.

(DETHIER, 1973. p.105).

2.1.2 Animais domésticos Por tanto são aqueles que possuem características apropriadas para a convivência com os seres humanos, que foram sendo com o passar do tempo, domesticados pelas pessoas e se acostumaram a viver em casas. Seja um gato, ou cão, um pássaro ou roedores, estes animais se convertem quase em membros da família. Os exemplos mais comuns de animais domésticos são cães denominados excelentes companheiros do homem, muitas raças também são usadas como cães de guarda, cão guia e até mesmo auxiliam em tratamentos psicológicos e fisioterapêuticos.Os gatos, que tem como uma de suas características a independência,vivem muito bem em casas e apartamentos. Pássaros, porém muitas pessoas discordam do uso destes como animais domésticos, pelo fato de na maioria dos casos viverem mantidos em gaiolas. Apesar da domesticação de algumas aves ser legal, outra parte delas são protegidas por leis ambientaispor estarem sofrendo risco de extinção, não podendo ser mantidas em casas. Peixes, tartarugas aquáticas, cágados, entre outros que apesar de não entrarem nesta classificação, com a domesticação feita pelos seres humanos acabam sendo intitulados desta forma.

Hoje em dia, além do adestramento que é atualmentealgo bem comum, tem se usado muito outra alternativa, que é o profissional em comportamento animal, um treinador capacitado para ensinar o modo que o dono deve agir com seu animal, ajudando animais com comportamento agressivo, ensinando a educação comportamental, o que auxiliará na saúde e no comportamento social do animal. “Comportamento social, por definição implica a interação de dois ou mais indivíduos, ou a influencia de um individuo sobre o outro.” (DETHIER, 1973. p.130). Os animais comportam-se de determinada forma porque agir assim é adaptativo, e é importante para os biólogos entenderem a natureza das adaptações comportamentais. Da mesma forma que para os animais é adaptativo ter um aparelho digestivo [...], também é adaptativo que eles tenham movimentos organizados e respostas aos seus diversos estímulos. O comportamento de um animal é parte vital de sua adaptação [...]. (DEAG, 1981. p. 8, grifo nosso).

2.1.4 Relação entre o ser humano e os animais Segundo o médico veterinário Dr. Marcio Waldman (2017), o processo de domesticação teve início desde a préhistoria, quando a proximidade entre homens e animais era relatada nas pinturas de cavernas. Esse processo fez com que os animais não só se aproximassem dos homens como também se tornassem mais dependentes deles, o que trouxe consequências positivas e negativas para ambos.


A arte de domesticar animais iniciou na cultura humana quando os homens

O estado de São Paulo possui um Programa Estadual de Identificação e Controle

começaram a viver em determinadas regiões do mundo e passaram a usar a criação de

da população dos animais, que desenvolve ações como identificação e registro,

animais para auxiliar na produção de alimentos, para transporte de pessoas ou cargas e até

promoção de esterilização cirúrgica, incentivo à adoções dos animais abandonados,

mesmo para cuidados de terrenos para agricultura.

realização de campanha de conscientização públicas sobre a relevância do controle de

Com o passar dos anos os animais domesticados se tornaram muito mais próximos dos humanos, assim deixaram de servir apenas para ajudar em trabalhos e passaram a fazer parte

cães e gatos e de sua vacinação periódica (Lei Estadual Decreto nº 55.373, de 28 de janeiro de 2010).

do cotidiano dos homens, tanto que hoje em dia muitas pessoas dão grande importância à

Os Maus Tratos contra Animais são hoje disciplinados pela Lei de Crimes Ambientais

presença de animais dentro de casa, os considerando necessários para um lar feliz. Há, por

nº 9.605/98, em seu artigo 32, que dispõe: Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. § 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos. § 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal. (LEI DE CRIMES AMBIENTAIS nº 9.605/98, artigo 32).

exemplo, idosos que moram sozinhos e amenizam a ausência da família criando animais de estimação para fazer companhia, os tratando com todo carinho e atenção que for necessário, e até mesmo casais que não tem filhos por diversos motivos e optam por criar um ou mais animais como “filhos”, oferecendo tudo o que for possível para o bem estar e diversão deles. Mas, como foi dito no início, também existem consequências negativas com essa interação que cresce mais a cada dia, a dependência dos animais aos humanos aumenta de maneira rápida, além de problemas como abandono e maus tratos. Outra consequência nada boa é a transmissão de zoonoses como leptospirose, raiva, entre outras, que ocorrem por conta de descuidos na higiene e limpeza, na vermifugação e na vacinação dos pets. A aproximação no relacionamento homem e animal está resultando em mudanças diretas na vida de ambas as partes, mas isso não significa que a convivência harmônica não é possível. Se os animais dependem dos humanos hoje, é devido à necessidade que os humanos têm de conviver com esses seres capazes de amar e sofrer e que trazem benefícios à vida de muitos, proporcionando grande vínculo afetivo. Portanto, ser responsável é tratá-los

Talvez chegue o dia em que o restante da criação animal venha a adquirir os direitos dos quais jamais poderiam ter sido privados, a não ser pela mão da tirania. Os franceses já descobriram que o escuro da pele não é motivo para que um ser humano seja abandonado, irreparavelmente, aos caprichos de um torturador. É possível que algum dia se reconheça que o número de pernas, a vilosidade da pele ou a terminação dos sacrum são motivos igualmente insuficientes para se abandonar um ser sensível ao mesmo destino. O que mais deveria determinar a linha insuperável? A faculdade da razão, ou, talvez, a capacidade de falar? Mas para lá de toda comparação possível, um cavalo ou um cão adultos são muito mais racionais, além de bem mais sociáveis, do que um bebê de um dia, uma semana, ou até mesmo de um mês. Imaginemos, porém, que as coisas não fossem assim; que importância teria tal fato? A questão não é saber se são capazes de raciocinar, ou se conseguem falar, mas, sim, se são passíveis de sofrer. (BENTHAM, 1984. p.8-9)

dignamente e agir em sua defesa ao longo dessa história juntos. 2.1.6 Abrigo para animais abandonados 2.1.5 Direito dos animais

De acordo com o site de artigos e definições, Conhecimentos Gerais (2016), uma

Internacionalmente pode se destacar a Declaração Universal dos Direitos dos Animais,

definição breve de abrigos para animais é “locais especialmente construídos para alojar

na qual o Brasil é um dos signitários e que foi proclamada em uma assembleia daOrganização

determinados animais, frequentemente os abandonados [...] Podem ser obras de ONGs,

das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura(UNESCO) em 1978, essa proclamação

pessoas solidárias, governamentais, ou por empresas privadas.”.

considera que todo animal possui direitos e “que o desconhecimento e o desprezo desses

Segundo o mesmo site existem variados tipos de abrigos, como por exemplo, o

direitos têm levado e continuam a levar o homem a cometer crimes contra os animais e

“Portas abertas” que é aquele que aceita todos os animais doados, sem uma lista de

contra natureza” (UNESCO, 1978).

espera ou horário marcado e geralmente não requerem pagamento e dispõe os animais

Declaração Universal dos Direitos dos Animais – Unesco – ONU em Bruxelas – Bélgica, 27 de janeiro de 1978 .

recebidos para doação. O “santuário de animais”, que cuidam dos animais durante o resto de suas vidas, sem necessariamente buscar um destino ou disponibilizá-los para adoção. E as “Organizações de resgate” que não são em si abrigos, mas possuem o mesmo objetivo, porém trabalham com um tipo ou raça específica de animal.

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3. ESTUDOS DE REFERÊNCIA 15

3.1

Estudos indiretos

Figura 5 – Planta baixa pavimento térreo

3.1.1 Animal Refuge Centre Amsterdam – Centro de Refúgio de Animais FICHA TÉCNICA Localização: Amsterdam – Holanda. Projeto: AronsenGelauff Arquitetos. Equipe de Arquitetos: AdrieLaan, RianneKreijne, Joost van Bergen, MirenAramburu, MariskaKoster, Claudia Temperilli, Oliver Rasche. Contratante: Grupo Royal BAM Cliente: Agência de Gestão de Projetos Amsterdam, Stichting Dierenopvangcentrum Amsterdam. Investimento: 4,1 milhões de euros. Área (m²): 5.800. Conclusão do projeto: 2007. Fonte: archdaily.com (2017)

Em um terreno triangular na periferia de Amsterdam, o Centro de refúgio de animais

Figura 6 – Planta baixa pavimento superior

de Amsterdam é um espaço que oferece diversos serviços voltados aosanimais. Além de promover a adoção de animais abandonados, o abrigo fornece osserviços de banho e tosa, colocação de microchip, daycare e fisioterapia, contando com uma área comercial e de serviços e uma área para abrigos que podem comportar até 180 cachorros e 450 gatos. O projeto consiste em um corredor de serviço longo, que serve uma área de repetição dos canis, perpendicularmente posicionadas a esse corredor e separadas por pequenos espaços exteriores. As faces do edifício estão voltadas para o interior a fim de reduzir os níveis de ruído excessivos de latidos para os vizinhos. No segundo pavimento do edifício encontra-se o alojamento para os gatos logo acima dos canis, servindo também com um isolamento extra do som para a área exterior. Dentro do perímetro projetado para os canis, os arquitetos criaram grandes espaços de jogos para os animais, que também podem funcionar como separação de

Fonte: archdaily.com (2017) Figura 7 – Corte longitudinal

matilhas por porte dos animais. O átrio de entrada do edifício recebe a posição central e determina a forma final um objeto fluído, revestida por painéis de aço zincado com 1,5 mm de espessura com no máximo 5,40 m de comprimento coloridas em 12 tons de verde, criando uma aparência de grama pixalizada.

Fonte: archdaily.com (2017)


Figura 8 – Corte esquemático canil e gatil

Figura 10 – Maquete física

Figura 12 – Vista da entrada para o edifício

Fonte: archdaily.com (2017)

Figura 9 – Implantação Fonte: archdaily.com (2017)

Figura 11 – Vista externa

Fonte: archdaily.com (2017)

Fonte: archdaily.com (2017)

Figura 13 – Vista externa para os canis/gatis

Fonte: archdaily.com (2017)

Fonte: archdaily.com (2017)

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3. ESTUDOS DE REFERÊNCIA 17

3.1.2 Rspca Burwood Redevelopment FICHA TÉCNICA Localização: Burwood, Melbourne - Austrália Projeto: NHArchitecture Equipe de Arquitetos: Barbara Bamford, Lyndon Hayward, Thuyai Chung, Peter Draga, Iain Walker. Organização: RSPCA - Royal Society for thePreventionofCrueltyto Animals, (Organização que previne, protege e trata de animais vítimas de crueldade e abandono). Conclusão do projeto: 2007

O complexo foi planejado de forma que cada canil mantenha a privacidade do cão, minimizando o estresse deles através da redução dos latidos, cortando a ligação visual entre ambos. Além disso, cada cão tem acesso à luz natural e vista para uma área ao ar livre, dos espaços formados entre as alas adjacentes. As paredes externas da instalação são revestidas de uma padronização de painéis em preto e branco, esquema de cores a ser estimulante para os cães que envolvem e tecem em torno dos edifícios, encurtamento de comprimentos e truques ópticos. Cada um dos quatro pátios que se encontram entre um edifício e outro trabalha com cores, paginação de piso e composição paisagística diferente que auxilia no tratamento e recuperação dos animais. A composição do edifício é de um conjunto de peças repetitivas e exclusivas, fechadas e abertas, parciais e totais. Este projeto possui vários aspectos de sustentabilidade e visa o bem estar animal através da integração de espaços e recursos para realizar as mudanças de ar e das temperaturas internas e ter controle do conforto dos cães. Em 2008 ganhou prêmios nacionais na categoria Arquitetura Sustentável.

Os canis da RSPCA na EastBurwood da Autrália são um modelo de excelência no cuidado de animais, proporcionando uma experiência exemplar para os usuários e

Figura 14 – Implantação

visitantes. Através de um partido arquitetônico marcante, forte e inovador, o RSPCA busca servir melhor os animais com um nível elevado de cuidado, atraindo mais pessoas para o lugar, promovendo a maior taxa de adoção de animais do país. Além de promover a educação canina e humana para facilitar adoção dos animais corretamente. Os cães que chegam ao local recebem atendimento médico quando necessário, e são colocados em quarentena durante 9 dias. Durante esse período eles são avaliados para verificar se há problemas comportamentais e/ou de doenças crônicas. Após o período de quarentena, se a sua saúde e comportamento forem considerados adequados para a adoção, o cão é colocado à disposição do centro de adoção. A RSPCA fornece uma gama completa de serviços e possui um prédio para 200 canis para quarentena. A construção do canil foi feita em cinco alas orientadas de leste a oeste contendo 40 canis em dois níveis. O edifício-canil é totalmente fechado, porém é naturalmente ventilado e iluminado. No quesito aquecimento, há laje chaminés térmicas, tampões de vento, coletores de vento e torres para proporcionar trocas de ar elevada e manter o ambiente em temperatura agradável. Cada canil tem uma entrada de ar de ventilação que permite que cheiro migre e saia por meio de dutos de exaustão distribuídos em toda a frente do edifício. Minimizando a proliferação de germes para o canil do lado, além dos odores para a vizinhança. O esquema também permite manter os cães em ambiente de ruído reduzido, pois todas as entradas de ar e escapamentos são acusticamente tratadas para reduzir o som dos latidos de escapar para a área residencial circundante.

Fonte: holywestie.com.br (2017)


Figura 14 – Corte Esquemático

Fonte: holywestie.com.br (2017) Figura 15 – Vista interna dos canis

Fonte: holywestie.com.br (2017)

Figura 16 – Vista externa

Fonte: holywestie.com.br (2017) Figura 17 – Vista dos jardins

Fonte: holywestie.com.br (2017)

Figura 18 – Vista externa

Fonte: holywestie.com.br (2017) Figura 19 – Vista externa

Fonte: holywestie.com.br (2017)

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3. ESTUDOS DE REFERÊNCIA 19

3.2

Estudos diretos

3.2.1 Malabo APD – Pet Resort FICHA TÉCNICA Localização: Piraporão - Salto de Pirapora, SP - Brasil. Ano de Fundação: 2007 Fundador (a): Ana Paola Diniz Área do terreno: 30 hectares Área construída: 600 mil m² Área verde: 20 mil m² (mata nativa) Data da visita: 16 de Março de 2017 Fundado no ano de 2007 por Ana Paola Diniz uma grande apaixonada por animais, a fazenda Malabo foi criada inicialmente apenas para os cães de sua criação, a intenção era fazer da extensa área um local onde além de morar, eles pudessem ter toda assistência médica e estética quando precisassem, além de uma área destinada ao lazer dos mesmos. Pouco tempo depois a fazenda passou a ser conhecida e ser procurada por diversas pessoas para hospedar seus cães, a partir disso o local que era cem por cento

atividades físicas e de lazer com os cães (os da criação, hospedes e os resgatados), que contam com um lago, as corredeiras e os passeios. A área administrativa e a de funcionários funcionam em prédios individuais. Sendo o prédio administrativo locado no inicio do terreno e o de funcionários (com cozinha, sanitários, salas, etc.) próximo das alas dos canis do hotel. E também uma área de canis para os cães resgatados. Agora no ano de 2017, o resort receberá uma nova edificação que está em fase de execução, onde serão implantados um auditório e salas de palestras. Além das criações de cães, o Malabo atualmente conta com um aviário com cerca de 100 aves de variadas espécies exóticas, uma ala com criação de cavalos e cabras e um espaço que abriga um casal de lobos. Todos estes animais que pertencem à fundadora Ana Paola. Segundo o administrador Flávio Nobel, os projetos não pararam desde o inicio, a cada dia surge uma novidade. A fazenda é composta por uma equipe de 50 funcionários, sendo veterinários, cuidadores, biólogos, seguranças, etc. Que acompanham os animais 24 horas. A arquitetura das edificações trás referencias a fazendas, os telhados de duas ou quatro águas, tijolos de barro aparentes, cercados de madeira e o paisagismo com arvores de grande porte e palmeiras. O projeto em si é de iniciativa privada, sem fins lucrativos. “Amor, essa é a palavra que nos impulsiona e que deu inicio a toda história do Malabo Pet Resort” (DINIZ,Ana Paola, 2016). Figura 20 - Vista aérea

privativo, passou a oferecer serviços de hospedagem, tornando-se assim o pet resort, oferecendo os mesmos serviços que antes eram destinados apenas aos seus cães, para os cães hospedes também. Os serviços realizados no resort são os de hospedagem, atendimento clinico, maternidade, exames especializados, laboratórios de análises, ortopedia, cirurgias, internação, estética, treinamento, academia, piscina e atividades desenvolvidas por profissionais. Porém apenas o serviço de hospedagem é comercializado, todo o restante das atividades são voltadas para os cães da criação da fundadora. Criação essa apenas das raças Rodésia e Chiuaua e cães que foram resgatados por ela através de denuncias de maus tratos. O hotel é dividido em duas alas, uma para os Rodésia e os cães hospedes de grande porte e a outra para os Chiuauas e cães hospedes de pequeno porte. Os quartos são individuais, onde contam com uma área para dormitório, uma varanda que é a extensão desse dormitório e uma corredeira de 5m x 30m, onde os animais ficam livres durante o dia, mesmo quando não estão em horário de atividades. Todos os ambientes são climatizados e revestidos em cerâmica e piso antiderrapante. Além das alas de hospedagem e de atendimento clinico, o resort possui o setor para treinamento e

Fonte: Administração do resort(2017)


Figura 23 - Corredeiras

Figura 25 - Banho e tosa

Figura 21 - Ala administrativa e canis de resgate

Fonte: Administração do resort(2017) Fonte: Administração do resort(2017)

Figura 24 - Canil

Fonte: Administração do resort(2017)

Figura 22 - Piscina e academia

Figura 26 - Sala de exames

Fonte: Administração do resort(2017)

Fonte: Administração do resort(2017)

Fonte: Administração do resort(2017)

20


4. OBJETO DE ESTUDDO

4.1

O dia 8 de dezembro de 1940 também foi registrado na história de Suzano. Nesta

Local

O projeto será implantado na cidade de Suzano, estado de São Paulo, no bairro

data, o arcebispo de São Paulo, dom José Gaspar Afonseca e Silva, determinou a

Jardim Imperador, em um terreno localizado entre as avenidas Paulista, Mogi das Cruzes,

elevação de Suzano à categoria de Paróquia, motivado pela sua importância dentro do

Senador Roberto Símonsen e a Rua José de Almeida.

contexto regional. E finalmente, Suzano atingiu a condição de Município autônomo, com direito de dirigir a sua própria política, procurando o seu desenvolvimento.

Figura 27 - Imagem satélite 3D

5

4.3

Terreno

O terreno possui 26 hectares de área², com as dimensões conforme citado na figura

4

28, o mesmo possuí topografia desníveis entre 1.5% á 1.9% (figura 29), áreas de vegetação e dois lagos naturais. Figura 28 - Imagem ilustrativa do terreno

2

1

3

Fonte: google.com.br/maps (2017)

4.2

Histórico

4.2.1 Da cidade De acordo com o artigo publicado na plataforma digital da Câmara Municipal de Suzano, o primeiro nome da localidade foi "Vila da Concórdia", passando posteriormente

A

A

a denominar-se "Vila da Piedade". Em 11 de abril de 1891 foi encampada pela Estrada de Ferro Central do Brasil. Consolidando a implantação desse novo povoado, os irmãos Figueira construíram uma igreja, tendo a 20 de janeiro de 1897, data consagrada a São Sebastião, celebrado sua primeira missa. Então, a Vila passou a ser conhecida por São

Fonte: Autor (a) do trabalho

Sebastião do Guaió. Nessa época, a Estrada de Ferro Central do Brasil passou a contar com uma nova administração, tendo à sua frente o engenheiro Joaquim Augusto Suzano

Figura 29 - Corte AA do terreno (topografia)

Brandão. Foi construída uma estação na localidade e a Vila, a 11 de dezembro de 1908, passou a ser chamada oficialmente pelo nome de Suzano, denominação que é mantida até hoje. O povoado experimentou constante crescimento, aumentando a sua população e justificando dessa maneira sua elevação para a categoria de Distrito, anexo ao Município de Mogi das Cruzes. Isso aconteceu em 27 de dezembro de 1919, segundo determinação da Lei Estadual, nº 1.705.

21

Fonte: Google Earth (2017)


4.4

Figura 32 - Vista da Avenida Senador Roberto Simonsen

Entorno

3

O entorno é composto basicamente por residências e comércios de pequeno porte. Além do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – Campus Suzano, a faculdade Piaget, o SESI Suzano, Parque Max Feffer, o Suzano Shopping e da linha férrea nas proximidades.

Figura 30 - Vista da Rua José de Almeida

Fonte: google.com.br/maps (2017)

1

Figura 33 - Vista da Avenida Mogi das Cruzes

4

Fonte: google.com.br/maps (2017)

Fonte: google.com.br/maps (2017)

Figura 34 - Vista da Avenida Brasil (Parque Max Feffer e linha férrea)

Figura 31 - Vista da Avenida Paulista

5

2

Fonte: google.com.br/maps (2017)

Fonte: google.com.br/maps (2017)

22


4. OBJETO DE ESTUDDO

4.5

Legislação

O terreno está situado na ZE - Zona Especial de uso pré-determinado. Área com muito baixa ocupação, remanescente de atividade mineral e atualmente destinada a receber projetos de interesse público, localizada no setor leste do município e nas proximidades da divisa com o município de Poá.

Figura 35 - Mapa de zoneamento

Fonte: leis.camarasuzano.sp.gov.br/szn/legislacao (2017)

4.6

Dados

O local conta com os sistemas de abastecimento de água potável e tratamento de esgoto realizados pela empresa SABESP e energia elétrica pela EDP Bandeirante. As principais vias próximas ao terreno são as expressas Rodovia Henrique Eroles- SP66 e Avenida Brasil, e a coletora Avenida Mogi das Cruzes. O transito na região é considerado rápido e normalmente sem congestionamentos.

23


5. CONCEITUAÇÃO DO PROJETO 24

5.1

Perfil do usuário

O projeto será destinado á animais domésticos, mais especificamente cães e gatos. Deste público uma parteserá de animais que foram vitimas de abandono e maus tratos, resgatados por meio de um projeto social, onde os mesmos ficarão abrigados até que sua saúde física/mental seja reestabelecida, para que assim possam ir para adoção, e a outra parte será a de usuários do setor privativo, que serão os animais domiciliados, setor esse que contará com áreas de tratamento, comercial, lazer, treinamento, hospedagem e um asilo para cães de idade avançada. Todas essas atividadespoderão ser utilizadas pelos animais que estarão abrigados. Os animais que frequentarão o centro de bem estar, poderão ser de qualquer porte, raça e idade. Os funcionários serão profissionais da área veterinária, administrativa e comercial, para atender os usuários do complexo. 5.2

5.3

Diretrizes e premissas

Conforme a Resolução do Conselho Federal de Medicina Veterinária nº 670 de 10/08/2000 os Estabelecimentos Médicos Veterinários são conceituados em: Hospitais. Clínicas. Consultórios. Ambulatórios. Unidade Móvel de atendimento Médico Veterinário. As diretrizes projetuais, tais como dimensionamento mínimo, condicionantes e legislação são baseadas no Código Sanitário, Conselho Federal de Medicina Veterinária, Ministério da Saúde, Agencia Nacional de Vigilância Sanitária e Ministério do Meio Ambiente. Dando embasamento para o desenvolvimento do projeto arquitetônico do Centro de bem estar animal, para que o mesmo atenda normas estabelecidas.

Conceito e partido arquitetônico 5.4

O conceito adotado para o projeto foi bem estar animal. A proposta é criar espaços onde os animais que por ali passarem, seja para tratamento ou lazer, possam usurfruir de um local estruturado e cem por cento voltado à eles. A partir deste conceito, o partido arquitetônico principal é a circulação, ponto que norteou o projeto, pois a partir do traçado dos caminhos e da ligação entre uma atividade e outra, foi feita a implantação, de forma que os usuários possam aproveitar cada espaço de forma prática, compreensível e confortável. O empreendimento, apesar de ser cem por cento voltado à animais domésticos, oferece atividades de lazer também para seus donos, bem como à população de suzano e região, tornando-se assim referência no setor de pets, criando um novo conceito de empreendimentos no ramo.

Setorização

Setor de saúde Setor comercial Setor de lazer Setor administrativo Setor de serviços


5. CONCEITUAÇÃO DO PROJETO 25

5.5 Programa de Necessidades


5.6 Organograma

26


ESTACIONAMENTO 3

CENTRO DE PISTA 1

TREINAMENTO

PISTA 3

HOTEL QUAREN-

ESTACIONAMENTO 2

LAGOA AZUL

TENA PISTA 4

PRÉDIO II

PRÉDIO I PRAÇA

ADOÇÃO

ESTACIONAMENTO 1

R. JOSÉ DE ALMEIDA Entrada de veículos

27

Entrada de pedestres

R. SENADOR ROBERTO SÍMONSEN

ESTACIONAMENTO 4

PRAÇA

PISTA 2

AV. PAULISTA

6. PROJETO

6. 1 Implantação


6. 2 Planta baixa - Prédio I (Comercial e Saúde)

28


6. PROJETO 29

6. 2 Planta baixa - Prédio I (Comercial e Saúde)


6. 2 Planta baixa - Prédio I (Comercial e Saúde)

30


6. PROJETO 31

6. 2.1 Cortes - Prédio I (Comercial e Saúde)


6. 2.2 Fachadas - PrĂŠdio I (Comercial e SaĂşde)

CBEA Centro Centro de de Bem Bem Estar Estar Animal Animal

32


6. PROJETO 33

6. 3 Planta baixa - PrĂŠdio II (Administrativo)


6. 3 Planta baixa - PrĂŠdio II (Administrativo)

34


6. PROJETO 35

6. 3.1 Cortes- PrĂŠdio II (Administrativo)


6.3.2 Fachadas - PrĂŠdio II (Administrativo)

36


6. PROJETO 37

6.4 Planta baixa- Canil (Hotel e Adoção)


6.4.1 Planta baixa- Canil (Quarentena)

38


6. PROJETO 39

6.4.2 Cortes- Canil (Hotel, Adoção e Quarentena)


6.5 Planta baixa- Gatil (Hotel e Adoção)

40


6. PROJETO 41

6.5.1 Planta baixa- Gatil (Quarentena)


6.5.2 Cortes- Gatil (Hotel, Adoção e Quarentena)

42


6. PROJETO 43

6.5.3 Fachada- Canil / Gatil (Hotel, Adoção e Quarentena)


6.6 Planta baixa- Apoio (Canil / Gatil)

44


6. PROJETO 45

6.6.1 Corte- Apoio (Canil / Gatil)


6.6.2 Fachadas- Apoio (Canil / Gatil)

46


6. PROJETO 47

6.7 Planta baixa - Centro de Treinamento


6.7.1 Cortes - Centro de Treinamento

48


6. PROJETO 49

6.7.2 Fachada - Centro de Treinamento


6.8 Materiais e técnicas sustentáveis Além das técnicas e materiais mais comuns como captação de águas pluviais, reuso de águas cinza, orientação cartográfica e os cuidados no canteiro de obras, para minimizar gastos e desperdícios durante a execução . Foram escolhidos duas técnicas e dois materiais específicos para implantar no projeto do centro de bem estar animal. 6.8.1 Estação de tratamento de efluentes O homem, ao longo de sua existência, produz uma série de resíduos e lixos devido às suas atividades diárias. Esses resíduos podem ser chamados de efluentes, sendo que atualmente existem dois tipos deles: os domésticos e os industriais. Entende-se por efluentes todas as substâncias líquidas ou gasosas geradas em processos industriais ou originárias de esgotos domésticos. Efluente doméstico = água potável + impurezas geradas pelo uso. Efluente industrial = água de consumo industrial + impurezas geradas pelo uso. O tratamento de efluentes se divide, basicamente, em duas grandes fases: a físico-química e a biológica. No tratamento físico-químico, há a remoção dos contaminantes através de reações químicas que fazem a separação das fases sólidas e líquidas do efluente. Já o tratamento biológico dos efluentes, é realizado por meio de bactérias e outros microrganismos que consomem a matéria orgânica poluente através do processo respiratório. Dentro dessas duas grandes fases, porém, existem várias outras etapas. Em uma ETE convencional, o efluente passa por cinco etapas – pré tratamento, tratamento primário; tratamento secundário; tratamento do lodo; tratamento terciário – antes de ser devolvido ao meio ambiente ou reutilizado. Atualmente, o tratamento biológico é o mais eficiente para a remoção da matéria orgânica dos esgotos, pois o próprio efluente possui uma grande variedade de bactérias e protozoários necessários para compor as culturas microbiais mistas que processam os poluentes orgânicos. Mas o uso dessa técnica de tratamento requer o controle da vazão, a recirculação dos microorganismos decantados, o fornecimento de oxigênio, entre outras coisas. Com o avanço da tecnologia, tem crescido, nos últimos anos, a procura por ETE´s compactas recomendadas especialmente para tratamento de esgoto sanitário em residências, condomínios, pousadas, hotéis, restaurantes, centros comerciais e diversos outros tipos de estabelecimentos

As ETE´s compactas seguem as mesmas etapas de tratamento de uma ETE convencional, porém, com dimensões menores para atender baixas vazões. O maior diferencial deste tipo de solução é a simplicidade, além da economia de espaço e alta eficiência. Atualmente, existem no mercado cerca de 30 fabricantes de ETE´s compactas, os quais oferecem os mais diversos tipos de projetos para atender a diferentes necessidades, até mesmo nos casos cuja finalidade é de reúso (o efluente tratado é utilizado para rega de jardins, limpeza de pátios, descarga de banheiros, entre outros). Um dos grandes avanços implantados nas ETE foi a adoção no processo biológico aerado dos sistemas de aeração por ar difuso, usualmente com os difusores de bolha fina. Essa tecnologia é altamente empregada e recomendada para as ETE compactas devido a sua elevada eficiência de tratamento e seu baixo custo de operação, e especialmente, pelo menor consumo de energia elétrica. Todos os efluentes que voltam à natureza precisam se enquadrar nos parâmetros estabelecidos pela Resolução 357 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), ligado ao Ministério do Meio Ambiente. A norma, em vigor desde março de 2005, reclassificou os corpos de água e definiu novos padrões para o lançamento de efluentes. Ela prevê pena de prisão a administradores de empresas ou responsáveis técnicos que não cumpram os parâmetros. Além de serem disciplinados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) – NBR 13969.

Figura 36 - Esquema de funcionamento das ETE's

Fonte: READ BOOK ONLINE (2017)

50


6. PROJETO 51

6.8.1. a Aplicação no projeto Além dos usuários humanos, o centro de bem estar animal receberá os animais permanentes e aqueles animais que passarão todos os dias por suas dependências, principalmente por esse motivo os efluentes não podem ser descartados diretamente na rede publica, sendo assim será implantada uma moderna estação de tratamento de efluentes (ETE), onde todo o esgoto a ser descartado passa por equipamentos específicos que o torna aceitável para descarte na rede publica.

É possível customizar o EcoPiso com a arte desejada, além de poder escolher as cores que acenderão quando ocorrer a interação com o piso. O EcoPiso pode ter sua superfície completamente customizada, utilizando materiais como bambu ou artes de LED, que se acendem com a geração de energia. Isso torna cada EcoPiso específico para cada ação e lugar. Figura 37 - Esquema de funcionamento dos Ecopisos

6.8.2 Sensor piezoelétrico / Ecopiso O trabalho começou com o professor Walter Katsumi Sakamoto, do Departamento de Física e Química da Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira, que utilizou sua experiência na construção de sensores de radiação e de umidade de solo para elaborar dispositivos piezoelétricos, que geram energia quando são submetidos à pressão ou torção. Essas tecnologias têm em comum a utilização de compósitos cerâmicos nanométricos em formato de filmes que não precisam ficar na superfície do solo o que torna o material apto a ser aplicado em condições severas. Os pesquisadores estimam que o dispositivo se manteria operante mesmo sob temperaturas inferiores a 0º C e sob água, como no caso de uma enchente, por exemplo. O EcoPiso possui módulos com o tamanho de 50cm X 50cm X 8cm (altura), que geram energia quando são pressionados. Qualquer tipo de movimento em cima do piso gera energia, desde uma pequena criança até um carro. Um único módulo gera cerca de 10Watts-hora. Cada EcoPiso possui apenas 4 luzes em sua superfície, que acendem sempre que ocorre uma interação, uma forma de demonstrar o funcionamento do piso. O consumo dessas luzes(LEDs) são baixos, tornando a eficiência energética do piso alta. A energia gerada pode ser utilizada instantaneamente, por exemplo, se tornar a fonte de energia para movimentar uma cancela de estacionamento de shopping centers e também pode ser armazenada em uma bateria para o uso posterior. Alguns dos materiais utilizados são o polifluoreto de vinilideno (PVDF), o poliéter-éter-cetona (PEEK) e o titanato zirconato de chumbo (PZT).

Fonte: READ BOOK ONLINE (2017)

6.8.2. a

Aplicação no projeto

No estacionamento: Ao colocar módulos do EcoPiso na entrada do estacionamento, todos os carros tem de passar por eles para ter acesso ao destino. A energia gerada pelo piso poderá ser destinada ao funcionamento da cancela e impressão dos bilhetes. Nas ciclofaixas e pistas de caminhada: Onde toda a energia gerada pelos ciclistas e pedestres, será destinada à iluminação das mesmas e servirá para abastecer as redes wireless (Wi-fi), nas áreas de recreação. Criando um ambiente mais atrativo e interativo com os visitantes do empreendimento.


6.8.3 Vidro Inteligente / SmartGlass É um vidro dinâmico que pode ser escurecido instantaneamente, precisamente e uniformemente, ao receber um determinado impulso elétrico. Proporciona ao usuário controlar com precisão a quantidade de luz, brilho e calor que passa através de uma janela por exemplo. Além de excepcional eficiência energética, com controle sobre energia solar, ele aumenta o conforto térmico, protege contra raios UV, mantém a vista panorâmica e a interação com o ambiente externo, bloqueia o calor e otimiza o custo com ar condicionado, maximiza a luz natural, sem reflexo do sol e reduz o custo de energia elétrica. O SmartGlass proporciona economia de mais de 25% da energia elétrica utilizada em residências e prédios comerciais, através do controle dinâmico dos raios solares incidentes sobre as janelas/ fachada. O resultado é uma dramática redução do consumo da energia elétrica utilizada em iluminação, ventilação, ar condicionado e aquecimento, proporcionando uma contribuição substancial para a certificação LEED. Onde a corrente máxima consumida é de aproximadamente 18mA/m², o consumo de energia é de 0.65 watts/m², suas dimensões são 3m x 1m e pode ser utilizado nas versões em vidro, acrílico, policarbonato e vidro balístico.

Figura 38 - Esquema de funcionamento do Vidro Inteligente

6.8.3. a

Aplicação no projeto

No projeto o vidro inteligente será aplicado nas fachadas do prédio I (comercial/saúde), eliminando a necessidade de cortinas e persianas, preservando a vista diurna e noturna, minimizando o brilho e reflexos, reduzindo o consumo de refrigeração e aquecimento artificiais, maximizando a iluminação natural, protegendo o mobiliário interno dos ambientes, além de poder ser operado com de sistema de automação. 6.8.4 Tinta Fotocatalítica Esse tipo de tinta que pode despoluir o ambiente, contém em sua composição o dióxido de titânio (TiO2), geralmente em sua forma anatase (tetragonal), mais eficiente para o processo de fotocatálise. Também presente em alguns materiais com a propriedade “auto-limpante” o dióxido de titânio, quando exposto aos raios UV, provoca a redução na concentração dos óxidos de nitrogênio (NOx) presentes no ar. Dessa forma, além das tintas, o TiO2 é empregado também no concreto ou argamassa. Quando o Dióxido de Titânio é irradiado por uma energia luminosa suficiente para suprir a sua energia de “bandgap”, ou seja, a energia para mover um de seus elétrons de um campo da molécula para outro campo. Assim são formadas a banda de valência (de onde o elétron foi retirado e formou-se uma lacuna (h+)), e a banda de condução (onde o elétron foi depositado (e-)). Assim que o fornecimento de energia luminosa for interrompido, o fotocatalisador retorna ao seu estado inicial inativo. Na presença da água (H2O) absorvida na superfície do Dióxido de Titânio, estas lacunas da banda de valência geram os radicais hidroxila (OH-), um agente altamente oxidante que decompõe os compostos orgânicos. Seu poder oxidante é maior que o do ozônio e o do flúor. Ao mesmo tempo, um elétron reage com uma molécula de água para formar hidrogênio (reação de redução). Figura 39 - Esquema de funcionamento da Fotocatálíse

Fonte: allaboutthatglass.com (2017)

6.8.3. a

Aplicação no projeto

No projeto o vidro inteligente será aplicado nas fachadas do prédio I (comercial/saúde), eliminando a necessidade de cortinas e persianas, preservando a vista diurna e noturna, minimizando o brilho e reflexos, reduzindo o consumo de refrigeração e aquecimento artificiais, maximizando a iluminação natural, protegendo o mobiliário interno dos ambientes, além de poder ser operado com de sistema de automação.

Fonte: allaboutthatglass.com (2017)

6.8.4. a

Aplicação no projeto

No projeto a tinta fotocatalítica foi aplicada nas fachadas dos canis e gatis e do centro de treinamento

52


6. PROJETO 53

6.9 Tabela Botânica


54


55

6. PROJETO


56


6. PROJETO

6.10 Imagens do projeto

Figura 40 - PrĂŠdio I - Vista do Estacionamento Comercial

Fonte: autor(a) do trabalho (2017)

57


Figura 41 - Vista da Praรงa das Flores

Fonte: autor(a) do trabalho (2017)

58


6. PROJETO

Figura 42 - PrĂŠdios I e II

Fonte: autor(a) do trabalho (2017)

59


Figura 43 - Centro de Adoção

Fonte: autor(a) do trabalho (2017)

60


6. PROJETO

Figura 44 - Apoio Canil / Gatil

Fonte: autor(a) do trabalho (2017)

61


Figura 45 - Centro de treinamento

Fonte: autor(a) do trabalho (2017)

62


6. PROJETO

Figura 46 - Ponte

Fonte: autor(a) do trabalho (2017)

63


Figura 47 - Pista 1

Fonte: autor(a) do trabalho (2017)

64


6. PROJETO

Figura 48 - Pista 2

Fonte: autor(a) do trabalho (2017)

65


Figura 49 - Pista 3

Fonte: autor(a) do trabalho (2017)

66


7. CONSIDERAÇÕES FINAIS 67

De acordo com as pesquisas e estudos diretos e indiretos realizados, conclui-se com o presente trabalho a grande necessidade da existência de projetos que sejam de fato voltados para este fim. Projetos esses que aliados a ações sociais consigam diminuir o alto índice de animais que sofrem maus tratos e abandonos e amenizar este grande problema social, trazendo para o local onde será implantado além de uma solução para os problemas levantados, um novo conceito de lazer e bem estar ao animal, visto que atualmente em contra partida com as barbaridades que acontecem a uma parte deles, outra parte tem tido cada vez mais uma relação de afeto e proximidade ao ser humano. Por fim foi dado o primeiro passo para o desenvolvimento de um empreendimento, que atenda os dois lados desta realidade, oferecendo total suporte a estes dois públicos, com áreas de saúde, lazer, entre outros cuidados dedicados a eles.


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GÓES, Ronald. Manual Pratico de Arquitetura para Clinicas e Laboratórios.Ed. EgardBlucher, 2009.

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68

de

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ANDA – Artigode Agência de Notícias de Direitos Animais, Brasiltem 30milhões de a n i m a i s

Abrigos

Centro de Bem Estar Animal  

Trabalho de Conclusão de Curso, arquitetura e urbanismo da Universidade de Mogi das Cruzes, SP.

Centro de Bem Estar Animal  

Trabalho de Conclusão de Curso, arquitetura e urbanismo da Universidade de Mogi das Cruzes, SP.

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