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PROJECTO DE CASA DAS ARTES DE OVAR

MEMÓRIA DESCRITIVA DO PROJECTO DE ARQUITECTURA

ÍNDICE

1.

RELAÇÃO COM A CIDADE

2.

VOLUMETRIA

3.

LINGUAGEM ARQUITECTÓNICA

4.

MATERIAIS 4.1 4.2 4.3 4.4

5.

PROGRAMA / FUNCIONAMENTO 5.1 5.2

6.

Zonas públicas de circulação e permanência Auditório Zona de serviços Zona especiais

Zona pública Zona de Serviços

IMAGENS

Projecto dos arquitectos: Arquitecta Barros e Arquitecto Cruz

http://www.utopia-projectos.com

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PROJECTO DE CASA DAS ARTES DE OVAR

MEMÓRIA DESCRITIVA DO PROJECTO DE ARQUITECTURA

INTRODUÇÃO Esta memória descritiva diz respeito ao Projecto para Concurso para a Casa das Artes de Ovar.

1.

RELAÇÃO COM A CIDADE

A “CASA DAS ARTES DE OVAR” terá de ser um edifício que apresente o relevo na cidade que um equipamento da sua escala merece sem deixar de respeitar a lógica existente apontada pela Biblioteca Municipal. O conceito da nossa proposta consiste em destacar o edifício sem o impor ao contexto. Trata-se de completar uma ideia sem a apagar, reforçando-a na sua lógica funcional/formal. Nasce desta forma um polo cultural em Ovar. Tal como na Biblioteca Municipal, o acesso nobre ao edifício bem como a divulgação das actividades orientam-se para a rua Januário Godinho. Prevalece a lógica de conforto: estacionar o carro no parque, atravessar as sua árvores e aceder directamente ao edifício. Quase imperceptível, a entrada de serviço situa-se na fachada este, adjacente ao prédio vizinho. No cais de serviço escondem-se os trabalhos técnicos bem como se possibilita o acesso separado e cómodo dos artistas.

2.

VOLUMETRIA

Dada a elevada ocupação necessária para cumprir rigorosamente um programa extenso, procuramos por um lado reduzir ao máximo a ocupação do solo e, por outro, não crescer em altura relativamente ao edifício contíguo da Biblioteca Municipal. Contudo, conseguimos libertar espaço para um pátio com duas árvores na zona Norte e alinhar a platibanda da proposta pela platibanda do edifício adjacente. Na zona da caixa cénica, fachada este, a cobertura cresce um piso, pontuando assim o gaveto e permitindo criar um painel de destaque na fachada, ideal para a divulgação das actividades do equipamento. A natureza do programa origina espaços voltados sobre si mesmo, onde a relação entre zonas interiores (percurso de acesso ao auditório) é valorizada face à relação com o exterior. Isto traduz-se numa imagem forte de um edifício maciço conseguida através do rigoroso posicionamento das suas poucas aberturas. Assim, na fachada sul o volume é cortado em toda a sua altura através de um enorme envidraçado, tornando a zona da entrada claramente visível e imponente. O edifício é atravessado por dois pátios nos dois últimos pisos de modo a proporcionar entradas de luz em pontos estratégicos e ao mesmo tempo a criar espaços exteriores necessários para os momentos de pausa laboral. No conjunto, o edifício aparece como um volume branco maciço, de cortes geométricos puros moldados à envolvente, e de rasgos esbeltos em pontos cirúrgicos.

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3.

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LINGUAGEM ARQUITECTÓNICA

A Casa das Artes de Ovar apresenta um carácter simples, linear e maciço. A sua linguagem segue a do seu irmão vizinho, nascendo com as semelhanças físicas de entes familiares e as diferenças formais de indivíduos distintos. Desta forma escolhemos o mesmo acabamento do edifício contíguo (reboco sintético), incorporando contudo um lambril de 2m em pedra azul moleanos com o intuito de proteger a fachada de actos de vandalismo, o que acaba por lhe conferir uma identidade própria, distinta da biblioteca. A linguagem da Casa das Artes de Ovar é também aquela que o espectáculo em exibição lhe pode conferir, já que a parede da caixa cénica virada para a rua Januário Godinho poderá ser temporariamente preenchida com a divulgação das actividades em curso. Isto é, na enorme parede da caixa cénica podem ser colocadas telas a anunciar os espectáculos. A parede torna-se palavra e a palavra torna-se linguagem.

4.

MATERIAIS

No exterior, uma fachada revestida a reboco sintético e um lambril de pedra azul moleanos conferem um carácter simples e nobre ao edifício. No interior separamos os materiais segundo as distintas zonas criando de uma forma genérica quatro tipos de acabamento: 4.1.

Zonas públicas de circulação e permanência

Procuramos manter o carácter nobre e a simplicidade do exterior, aliando estes atributos à durabilidade a à facilidade de manutenção. Nesse sentido a escolha recaiu sobre a pedra azul moleanos no pavimento e lambril. Acima dos 2m, as paredes e os tectos em gesso cartonado com absorção acústica são pintados de branco. 4.2.

Auditório

No auditório as nossas preocupações centraram-se quer na qualidade sonora do espaço, quer na capacidade do mesmo proporcionar um ambiente confortável onde a descontracção se alie à atenção do espectador sobre a peça. Desta forma o pavimento e as paredes até 2m de altura são em pinho de elevada densidade assente sobre estrutura de madeira. A partir dos 2m as paredes e tecto são elaboradas com placas de gesso cartonado, ora com reflexão, ora com absorção acústicas, moldando as formas desejadas. 4.3.

Zonas de Serviço

Nas zonas de Serviço procuramos cruzar a funcionalidade com a facilidade de manutenção. É portanto natural a escolha do pavimento em autonivelante, das paredes rebocadas e do tecto em gesso cartonado pintado.

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Zonas especiais

Por fim, Camarins, Salas de ensaio, Gabinetes, Varandas, Palco, Régie e Cabines de Tradução têm materiais de acabamento especiais em conformidade com a função que desempenham. Cada um deles foi minuciosamente estudado com o objectivo de dar uma resposta direccionada às necessidades que apresentam.

5.

PROGRAMA / FUNCIONAMENTO

O programa foi seguido escrupulosamente durante a elaboração da proposta. Assim, estruturamos os espaços segundo duas grandes zonas com entradas diferenciadas: a zona pública e a zona de serviços. 5.1

Zona Pública

A entrada principal, devidamente equipada com corta-vento, de abertura generosa, dá acesso directo ao átrio. Neste podemos obter informações relativamente a actividades, efectuar a compra de bilhetes ou depositar o vestuário no bengaleiro. Do átrio podemos também aceder directamente, ao foyer do auditório, à cafetaria, à sala polivalente (piso superior) e às instalações sanitárias públicas (piso inferior). O foyer possui um pé direito triplo e é inundado de luz através de um lanternim e uma janela para o pátio da cafetaria. Deste podemos aceder ao auditório através de duas galerias laterais, também estas amplas e de pé-direito triplo. O auditório é acessível por oito portas (corta-fogo e acústicas) divididas por cada uma das coxias. Tem a capacidade para 400 lugares sentados, dos quais seis são reservados para Pessoas de Mobilidade Reduzida, localizados na fila mais próxima do foyer. As suas paredes laterais e tecto elaboradas com planos não paralelos permitem um óptimo comportamento acústico. O acesso às cadeiras é feito por coxias laterais e não por um corredor central, o que permite aproveitar os melhores lugares para visualizar o espectáculo. Para tal a largura das coxias, o numero de portas de acesso e o respectivo espaçamento entre filas está conforme o previsto no decreto regulamentar nº34/95 de 16 de Dezembro. A Régie e cabines de tradução localizam-se numa cota superior relativamente à zona dos espectadores, espaço privilegiado para o controlo visual e sonoro do espectáculo e que impede os cruzamentos sempre incómodos entre técnicos e público. A cafetaria possui um espaço de atendimento interior que se prolonga para o exterior, através de uma esplanada protegida por duas árvores. A copa da cafetaria é dividida em dois pisos sendo o atendimento ao público no r/c e a zona de preparação no piso inferior. Também no piso inferior, associados à copa, localizam-se o armazém, os vestiários e os acessos de serviço. Os acessos verticais públicos permitem aceder quer à sala polivalente (piso superior), quer às instalações sanitárias públicas (piso inferior). São constituídos por uma ampla escada pública e um elevador com capacidade para 17 pessoas.

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A sala polivalente possui um pequeno átrio de entrada onde os visitantes se podem encontrar sem perturbar o funcionamento das exposições. Este espaço funciona como uma varanda que se debruça tanto para o exterior como para o foyer do auditório. A Sala Polivalente desenvolve-se num espaço amplo, de planta rectangular e com uma única e grande janela sobre o pátio da cafetaria. As suas proporções e dimensão facilitam a elaboração de todas as eventuais exposições e conferências. Um átrio no piso inferior permite o acesso às instalações sanitárias públicas. Estas dividem-se em três espaços: Masculinos, Femininos e Pessoas de Mobilidade Reduzida. 5.2

Zona de Serviços

No que diz respeito às circulações técnicas tivemos o especial cuidado de as tornar completamente independentes das circulações públicas, condição esta essencial para o bom funcionamento deste edifício. A entrada de Serviço dá acesso a um cais através do qual não só é possível estacionar o automóvel ou carrinha de serviço como também aceder a todas as zonas de carácter técnico e administrativo com toda a privacidade requerida. O monta cargas comunica directamente com o cais de entrada e permite efectuar a descida de material pesado e de grandes dimensões para o piso -1 (palco e posto de transformação) e piso -2 (sub-palco, grupo gerador e acesso de serviço ao bar) Os funcionários de serviço pertencentes quer à área técnica, quer à artística, quer à administração, acedem sempre pela entrada localizada no cais do piso 0, (embora exista outra saída de emergência localizada no mesmo piso). Ainda desde o cais de entrada, um alçapão permite ao técnico aceder ao posto de transformação sem entrar no edifício. Os acessos verticais por escada ou elevador facultam o acesso às diferentes zonas de serviço: . Piso -2:

Sub-palco,salas de ensaio e instalações sanitárias;

. Piso -1:

Palco, camarins e instalações sanitárias;

. Piso 0:

Ateliers e instalações sanitárias;

. Piso 1:

Varandas do palco, gabinetes e instalações sanitárias;

. Piso 2:

Varandas do palco, galerias de iluminação, régie, cabines de tradução, gabinetes, salas de reuniões e por fim instalações sanitárias;

. Piso 3:

Cobertura da Caixa cénica e pátio das unidades de tratamento de ar;

Todas as circulações estão conforme a actual legislação contra incêndios, isto é, permite-se sempre isolar um qualquer compartimento através de uma porta corta-fogo e iniciar a fuga por locais sempre isolados até à saída do edifício. No que diz respeito à caixa cénica, zona de serviço mais importante de uma casa das artes, empregamos a nossa especial atenção. Como tal, as suas dimensões cumprem rigorosamente os requisitos técnicos essenciais de um auditório de 400 lugares sentados. Por outro lado, a sua configuração aposta na flexibilidade permitindo no futuro a incorporação de novos equipamentos cénicos. Por exemplo, caso sejam abolidos os sistemas contrapesados (já

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proibidos em alguns países), os modernos equipamentos motorizados são facilmente incorporados sem quaisquer trabalhos a mais. Tivemos também o cuidado de criar duas galerias de iluminação e interrelaciona-las com a régie e a caixa cénica, permitindo assim um óptimo desempenho deste conjunto.

6.

IMAGENS

De modo a tornar mais clara a compreensão da materialidade, dimensão e vivência das formas e espaços que compõem a Casa das Artes de Ovar, elaboramos as seguintes representações tridimensionais:

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IMAGEM 1: Fachada Este

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IMAGEM 2: Fachada Sul e Este

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IMAGEM 3: Entrada

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IMAGEM 4: Átrio

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IMAGEM 5: Foyer

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IMAGEM 6: Pรกtio

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IMAGEM 7: Cafetaria

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IMAGEM 8: Palco do auditório

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IMAGEM 9: Parede lateral do auditório

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IMAGEM 10: Plateia do auditório

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