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Montes Claros/MG • Ano 04 - Edição 11 Março/Abril 2018

Terço dos Homens, forte expressão de fé!


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DITORIAL

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sta edição nos apresenta muita variedade temática, colocando-nos vários eventos e realidades de nossa Igreja, promovendo a comunhão e participação ativa em nossa Igreja em saída, como indica nosso caro Papa Francisco. A começar pela superação da morte, com a Páscoa de Jesus, somos desafiados a também dar a vida, como o Senhor crucificado e ressuscitado, para superarmos todo tipo de violência, como nos lembra a Campanha da Fraternidade. A formação para a cultura da paz começa na família, para forjarmos melhor o caráter das pessoas para elas serem instrumentos da harmonia, justiça, misericórdia e solidariedade. Todas as vocações eclesiais são importantes para a contribuição de mútuo apoio em vista do serviço ao bem comum, tão necessário para a nossa sociedade ser composta de pessoas mais solidárias com a promoção da inclusão social dos que são deixados de lado na convivência cidadã, que respeita os direitos e deveres humanos para todos. Nosso seminário propedêutico apresenta um novo impulso de jovens que procuram responder ao chamado de Deus para o serviço à causa do Reino de Deus. Neste ano de eleições federais e estaduais somos conclamados a colocar a mão na consciência para darmos o voto responsável, analisando e votando em candidatos que sabemos serem honestos, éticos e capazes de realmente trabalharem pelo bem comum, superado o clientelismo da compra de votos. Quem vende o voto é corrupto, à semelhança de quem o compra por benefícios econômicos e sociais. Os leigos e leigas, cujo ano a eles e elas devotado, são chamados a serem protagonistas de uma nova ordem

social. Têm a vocação e a incumbência de serem sal e luz para a sociedade, trabalhando para a implantação de nova ordem social na família, na política, na comunicação, na economia, da educação, na saúde e em todo o convívio humano para que ele seja realmente humano. Todos não esperam que a jerarquia tudo faça, mas assumem sua missão de trabalhar pela promoção da ética e dos valores cristãos em todo tipo de relacionamento humano que exige sua atuação. A festa de S. José nos motiva a seguir seu exemplo de realização do projeto de Deus, não se eximindo de cuidar da família sagrada para sermos salvos de tudo o que é engodo de fugir de nossa missão. O terço dos homens, fomentado pela devoção ao pai adotivo de Jesus, é uma devoção que reforça a fé comprometida com a prática dos valores do Evangelho. Vivemos numa época em que não podemos nos omitir de fazer o possível, nas vocações diferenciadas, para contribuir com a causa comum de promoção da vida plena para todos. No seguimento a Jesus somos convocados a ajudar a construir uma convivência de irmãos e irmãos que mutuamente se ajudam para a implantação do Reino já nesta vida, em perspectiva da futura! A Páscoa de Jesus seja também a nossa, com a vida cheia de testemunho de fé no Ressuscitado! D. José Alberto Moura, CSS Arcebispo Metropolitano de Montes Claros-MG

EXPEDIENTE

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A Revista Clarão do Norte é veículo de comunicação oficial da Arquidiocese de Montes Claros e de publicação bimestral. Endereço: Rua Januária, 371 - Centro - CEP: 39400-077 • Arcebispo Metropolitano: Dom José Alberto Moura - CSS • Arcebispo Coadjutor: Dom João Justino de Medeiros Silva • Assessor Eclesiástico da Pascom/Pastoral da Comunicação Arquidiocesana: Padre Fernando Soares • Jornalista Responsável: Viviane Carvalho • Co-Produção (textos e fotos): Pascom Arquidiocesana • Revisão: Dom João Justino • Foto capa: Ascom Arquimoc

Projeto Gráfico e Diagramação: Raniere G.Lima, Impressão e Acabamento: Sempre Editora • Tiragem: 1500 exemplares www.arquimoc.com e-mail: revistaclaraodonorte@gmail.com Telefone: (38) 3222-9434 (38) 98423-8384 A Revista Clarão do Norte não se responsabiliza por conceitos emitidos nos artigos assinados nesta edição.

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CONTECEU

Semana de Oração

A semana de oração da Associação Bom Pastor ocorre sempre nas terceiras semanas de cada mês. Tem por objetivo intensificar a oração em favor de toda a obra evangelizadora. “É louvável esta experiência de uma semana intensa de oração, sobretudo, neste contexto quaresmal. É oportuno que cada um se pergunte sobre as mudanças de vida que precisa fazer. É sempre bom nos perguntarmos quanto tempo oferecemos a Deus”, pontuou Dom João Justino, durante a celebração eucarística no dia 23 de fevereiro na sede da Associação. Assim como a missa, o momento de oração na capela é aberto à participação de toda a comunidade. A missa é transmitida ao vivo na programação veiculada pela Rádio Educadora AM, 670 KHZ e pelos sites da Associação: www.bompastor.org. br e da Rádio: www.educadoraam670.com.br (Foto e Texto Cássia Soares - Jornalista e Locutora da Rádio)

Missão Pastoral Fiel ao objetivo geral da ação evangelizadora da Igreja Particular de Montes Claros, parágrafo 82, onde se orienta que durante catequese para a crisma, o/a jovem deverá ser encaminhado a uma pastoral ou movimento da Igreja a fim de ter uma melhor vivência eclesial, temos um belo exemplo na Pastoral da Comunicação - PASCOM (Paróquia São Judas Tadeu). Andressa, logo que ingressou na catequese, passou a integrar a PASCOM com afinco e entusiasmo e acabou se identificando bastante, tanto que, recentemente passou a responder pela referida Pastoral na Comunidade de Cristo Rei, substituindo Flávia que, há tempos, dava sua contribuição. (Foto: Tatiany Brito - Pascom Comunidade Nossa Senhora da Boa Viagem)

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Curso Escola de Formação de Evangelizadores A Escola de Evangelização 2000 se empenha em anunciar o Evangelho na Arquidiocese de Montes Claros. Para que a Igreja seja a Igreja em saída pedida pelo Papa Francisco, faz-se necessário formar evangelizadores para a missão, pois “a messe é grande e os trabalhadores são poucos”. Dessa forma, a Escola de Evangelização 2000 da Paróquia de São Judas Tadeu realizará entre os dias 07, 08, 14, 15, 20, 21 e 22 de abril o Curso Escola de Formação de Evangelizadores com o intuito de instruir evangelizadores para o anúncio do Reino. Levando-os a evangelização com coragem, fé e amor, assumindo assim o papel do leigo na sociedade, sendo “sal da terra e luz no mundo”. (Informações enviadas pelo Diácono Francisco)

Gratidão Maria, coautora do milagre é o título da obra de Maria Gorete de Jesus Coutinho Cordeiro em homenagem à Mãe de Jesus e nossa Mãe por ocasião do Centenário de Fátima e 300 Anos de Aparição da imagem de Nossa Senhora Aparecida. A obra que iniciou como dissertação de mestrado foi ganhando contornos e essência espiritual à medida que a autora foi aprofundando as pesquisas sobre Nossa Senhora, o que provocou um lindo processo de conversão. O lançamento foi na Paróquia São Judas Tadeu em São Miguel Paulista. Gorete fez uma doação de vários livros para auxiliar na construção da Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, Paróquia São Judas - Montes Claros -MG.


Reunião Provincial A primeira reunião do ano da Província Eclesiástica de Montes Claros que contempla as dioceses de Janaúba, Januária, Paracatu e sede metropolitana de Montes Claros aconteceu no dia 16/02 no salão paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Jequitaí. A cidade foi escolhida por ficar mais próxima da diocese de Paracatu. Participaram da reunião representantes leigos, diáconos, padres e bispos das citadas dioceses. Teve por objetivo traçar ações de evangelização que serão trabalhadas de forma unificada dentro da Província. O tema central foi: Iniciação à vida cristã, um itinerário para formar discípulos missionários na Província Eclesiástica de Montes Claros. Presidiu a reunião, o arcebispo metropolitano, Dom José Alberto Moura. (Foto enviada por Sônia Oliveira)

Despedida de Padre Antônio Carlos! Padre Antônio Carlos foi exemplo de obediência e humildade. Afirmou Dom José Alberto Moura, arcebispo metropolitano durante a celebração de corpo presente de Pe. Antônio Carlos, na Igreja de Nossa Senhora da Consolação, bairro Cintra. “Quando chegava o momento das transferências, ação comum dentro da Igreja, ele era comunicado e se colocava à disposição. Sempre foi um homem que se dispôs a servir. Tenhamos tam-

bém sempre vivos na memória seus bons exemplos para promovermos nessa vida, a vida de entendimento, fraternidade, solidariedade, bem comum e promoção da paz”, destacou o pastor. Padre Oldair Cardoso passou a ser o tutor do Padre Antônio depois que agravou sua doença. Ele falou à assembleia que lotava a igreja: “Umas pessoas aproximam para somar e outros para extorquir”. E continuou: “Caixão de defunto não tem gavetas. Tenho que pensar mais no outro do que em mim mesmo”, relembrou Pe. Oldair ao citar a bondade do religioso falecido. “Padre Antônio não tinha nada nas mãos. O que era dele era dos outros, não guardava nada para si”. O padre lembrou de duas pessoas que foram muito importantes na vida do Padre Antônio. Uma foi a Antônia (ao longo de 26 anos não foi só a funcionária dele, mas, amiga, companheira, irmã, mãe, enfim, alguém que fez diferença, que o acompanhou em diversas comunidades por onde ele passou e serviu) e a religiosa, Irmã Zélia, que muitas vezes o alimentou. “Faltava-lhe o açúcar, a fruta, o café, o arroz e ela estava ali para servi-lo”. Assim agradeceu toda a comunidade o padre que também não mediu esforços para ajudar o irmão de sacerdócio. (Fotos Pascom Paroquiais e Arquidiocesana)

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Novas Provisões do Clero - Arquidiocese 2018 PARÓQUIA SANTA RITA DE CÁSSIA (Bairro Santa Rita-Montes Claros)

PARÓQUIA MENINO JESUS DE PRAGA (Bairro Renascença-Montes Claros)

Dom José Alberto Moura, no dia 11 de fevereiro, deu início ao ministério do novo pároco da Paróquia Menino Jesus de Praga, Pe. Genivaldo Lopes e aos Padres Pedro Leonides da Silva Rocha, MSF e Germano Schultheis, MSF como vigários-paroquiais. Ainda criança, o menino Genivaldo descobriu sua vocação na mesma Paróquia onde, desde o dia 11.02.2018, é pároco. (Texto: enviado por Nathália Lopes Foto: PASCOM PMJP)

Administrador Paroquial: Pe. George Gomes Amarante. Vigário Paroquial: Pe. Pedro Henrique da Cruz. Início: 27/01/2018 - 19h, com Eucaristia presidida por Dom João Justino de Medeiros Silva. (Pascom Paroquial) PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO CARMO (Bairro Monte Carmelo-Montes Claros)

GLAUCILÂNDIA-MG

Administrador Paroquial: Pe. José Natalício Gomes. Início: 10/02/2018 - 19 h com Eucaristia presidida por Dom José Alberto Moura. (Pascom Paroquial) CAPELÃO DA SANTA CASA

Pe. Anderson Aguiar Alves. Início: 11/02/2018 - 9h com Eucaristia presidida por Dom José Alberto Moura. (Foto: Assessoria de Imprensa da Capelania)

Administrador Paroquial: Pe. Valdir Rodrigues Souza, MSF. Início: 04/02/2018 - 8h30 com Eucaristia presidida por Mons. Silvestre José de Melo, Vigário Geral da Arquidiocese. (Foto: Secretária Paroquial) 4

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PE. ALAN SÁVIO SILVA VELOSO Seminário Propedêutico

FRANCISCO SÁ-MG

Uso de Ordem como Formador do Seminário Propedêutico São Pio X e membro da Equipe de formadores do Seminário Maior Imaculado Coração de Maria. O Arcebispo Metropolitano confiou-lhe, ainda, a missão de Coordenador da Pastoral Vocacional. (Foto: Ascom

Administrador Paroquial: Pe. Henderson Pereira do Carmo e Vigário Paroquial: Pe. Márcio Antônio Rosa da Silva . Início: 24/02/2018 - 18h com Eucaristia presidida por Dom João Justino de Medeiros Silva. (Pascom Paroquial)

Arquidiocese de Montes Claros)

MIRABELA-MG

LUISLÂNDIA-MG

Administrador Paroquial: Pe. Gilmar Martins Soares Início: 03/02/2018 - 19h30 com Eucaristia presidida por Dom José Alberto Moura. (Foto: Valim Rodrigues) SÃO JOÃO DA PONTE-MG

Administrador Paroquial: Pe. Oldair Cardoso e Vigário Paroquial: Pe. José Roberto Barboza. Início: 03/03/2018 - 17h com Eucaristia presidida por Dom João Justino de Medeiros Silva. (Pascom Paroquial)

Administrador Paroquial: Cônego Alessandro Resende Heleno , O. Praem. e Vigário Paroquial: Cônego José Geraldo Evangelista, O. Praem. Início: dia 25/02/2018, 18h, com Eucaristia presidida por Dom João Justino de Medeiros Silva. (Foto: Pascom Paróquia São Norberto)

• Frei Domingos Bento Gonçalves permanecerá como Vigário Paroquial da Paróquia São Sebastião (Bairro Vila Guilhermina - Montes Claros) • Paróquia Divino Espírito Santo (Bairro Planalto - Montes Claros) Uso de Ordem: Diácono Alvino Siardo Rodrigues Nobre • Paróquia São José Carpinteiro e Maria de Nazaré (Bairro Independência - Montes Claros). Uso de Ordem: Diácono Alduir dos Santos Carvalho • Paróquia São Sebastião de Berizal - MG. Administrador Paroquial: Pe. Marcelo José de Oliveira, MSF - Vigário Paroquial para a Paróquia São Sebastião de Taiobeiras • Paróquia São Geraldo - Salinas. Vigário Paroquial: Edilson Bonfim da Silva • Paróquia Santo Antônio - Salinas. Vigário Paroquial: Frei Eron Costa Cerrato, OFM. REVISTA CLARÃO DO NORTE • MAR/ABR 2018

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Assembleia Paroquial A Paróquia Sagrada Família, pertencente à Região Pastoral 3 do Setor Centro da Arquidiocese de Montes Claros, realizou no domingo 18/02 sua Assembleia Paroquial, sob o serviço e orientação do padre Franco Mazzoleni (pároco) e do padre Rogério Nabarrete Teixeira (Vigário paroquial). O evento contou com a participação de mais de 100 lideranças de todas as Comunidades urbanas e rurais.O assessor da Assembleia, Pe. Reginaldo Wagner Santos, Coordenador Arquidiocesano de Pastoral, na primeira palestra abordou com precisão e eficácia o tema central “A exemplo da Sagrada Família, sejamos cristãos leigos e leigas, sujeitos na Igreja em saída a serviço do Reino”, explicando como a partir do grande evento eclesial, o Concílio Ecumênico Vaticano II, a Igreja tem insistido muito sobre o grande papel dos fiéis leigos na Igreja e no mundo. (Fotos e Texto: Adriana Soares e Américo Borges/ Pascom Paroquial)

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Admissão dos Candidatos às Ordens Sacras Doze seminaristas do Seminário Maior Imaculado Coração de Maria em Montes Claros deram um passo importante em suas vocações na noite de 19/02. Com o rito de admissão às Ordens Sacras, a Igreja escolhe, chama e envia os jovens a prosseguirem no itinerário da formação presbiteral. Alguns seminaristas receberam os ministérios de leitorato e acolitato também conferidos na mesma celebração eucarística presidida por Dom José Alberto Moura, Arcebispo Metropolitano. A celebração ressoou como um convite para que estes futuros padres se disponham melhor aos serviços da Palavra e do Altar. Aqueles que foram admitidos à Ordem Sacra são chamados à “oferta de si” para Cristo e para a Igreja na perspectiva de receberem nos próximos anos a Sagrada Ordem. O ministério de leitor e de acólito evoca a missão do ministério presbiteral: ser homem da Palavra e da Eucaristia. Foram admitidos às Ordens Sacras em 19/02/2018 • Athos Felipe Lopes Soares, Daymon Dias Alves, Hugo Rafael Alves de Menezes, Luiz Fernando Gomes Diniz e Maik Dias Mendes Foi instituído no Ministério de Leitor - 19/02/2018 • Cleydson Rafael Nery Rodrigues Foram instituídos no Ministério de Acólito - 19/02/2018 • Antônio Ivanix Dias, Fredson Silva Araújo, Geraldo dos Santos Oliveira Dias, Jânio César Barbosa dos Santos , Junio de Oliveira Bento e Rodrigo da Silva.


Curso de Teologia para Leigos - Seminário Maior/ISTA O Curso de Teologia para Leigos da Arquidiocese de Montes Claros este ano ganhou um novo formato. Será sediado no Seminário Maior Imaculado Coração de Maria / Faculdade de Filosofia e Teologia e será reconhecido pelo Instituto Santo Tomás de Aquino de Belo Horizonte. O local possui toda estrutura necessária para

a realização das aulas, salas bem equipadas, secretaria acadêmica, biblioteca e cantina própria. Procure pessoalmente nosso Seminário Maior, localizado no bairro Ibituruna, rua Reino Unido, nº 53 em Montes Claros ou se preferir ligue (38) 3214-7169 ou envie um e-mail: secretariaacademicasm@gmail.com

Vida da Igreja

1ªRAP 1ªRAP 2018 2018 Prioridade Prioridade -- A A Comunidade, Comunidade, sussustento tento da da fé fé e e transformadora transformadora da da sociedade sociedade

Abertura Abertura da da Campanha Campanha da da Fraternidade Fraternidade 2018 2018 -- Dom Dom João João Justino Justino celebra celebra missa missa de de Cinzas Cinzas na na Paróquia Paróquia Senhor Senhor do do Bonfi Bonfim m (Bocaiúva) (Bocaiúva)

Dom Dom João João Justino Justino celebrou celebrou missa missa em em Coração Coração de de Jesus Jesus na na festa festa de de São São Sebastião. Sebastião. Cavalgada Cavalgada reuniu reuniu cerca cerca de de 600 600 cavaleiros cavaleiros ee amazonas amazonas

Dom Dom João João Justino Justino durante durante missa missa de de 7º 7º dia dia de de Pe. Pe. Antônio Antônio Carlos Carlos (Paróquia (Paróquia N.Sra.ConN.Sra.Consolação) solação)

Dom Geraldo Tolentino, Tolentino, Dom João João Justino Justino ee Mons. Mons. Geraldo ordenado ordenado sacerdote sacerdote pelo pelo Beato Beato Paulo Paulo VI, VI, em em Roma, Roma, em em 03.07.1966. 03.07.1966.

Dom Dom João João Justino Justino e eo o Diácono Diácono PermanenPermanente te Júnior, Júnior, visitam visitam Paróquia Paróquia Santos Santos Reis Reis em em Engenheiro Engenheiro Navarro Navarro que que tem tem necessidade necessidade de de reforma reforma da da Igreja Igreja Matriz. Matriz.

REVISTA REVISTACLARÃO CLARÃODO DONORTE NORTE••MAR/ABR MAR/ABR 2018 2018

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Vida da Igreja

Dom José e Dom Justino abrem oficialmente a 1°RAP na casa de Pastoral

Em Brasília, Dom João Justino participou do Encontro Nacional de Colaboradores do Setor Universidades da CNBB e do Seminário da Ação Evangelizadora no Ensino Superior.

Noite de Via Sacra no Presídio Alvorada. Dom João Justino e Pe. Alvimar rezam com as mulheres detentas na véspera do dia das mulheres.

O terço dos homens Filhos de Maria, da paróquia São José Operário visitaram a Comunidade Bom Jardim, distrito de São João da Ponte.

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Dom José Moura preside celebração de abertura do segundo dia da 1° RAP 2018.

Dom João Justino visitou a Comunidade Boanerges. Uma das 12 Novas Comunidades presentes na Arquidiocese de Montes Claros.

Início do serviço de 50 coroinhas, acólitos e ancilas na Paróquia Divino Espírito Santo em Montes Claros.

Marcha para Mulheres ocorreu na manhã Na semana da mulher. Programação se esdesste sábado no centro da cidade. tende em ato público na Câmara Municipal

Retiro Quaresmal para lideranças paroquiais – Brasília de Minas

Visita à Comunidade Sagrada Família de Barra da Ilha, Paróquia Sant’Ana do município de Olhos d’Água.


Vida da Igreja

1ªRAP 2018fala sobre sobre o o 1ªRAP 2018- Dom Dom José José Moura Moura fala papel diferenciado papel diferenciado do do leigo leigo na na Igreja. Igreja.

1ªRAP 2018 2018 -- Pe. Pe. Antônio Antônio Alvimar Alvimar apresenta apresenta 1ªRAP o cenário cenário político o político brasileiro brasileiro

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1ªRAP 2018 2018 -- Dom Dom João João Justino Justino reforça reforça aa 1ªRAP importância de conhecer as as diretrizes diretrizes da da importância de conhecer Arquidiocese Arquidiocese

1ªRAP 2018 2018 -- Atentos, Atentos, os os participantes participantes anotavam 1ªRAP anotavam tudo tudo durante durante as as palestras palestras Encontro de de Coordenadores Coordenadores de de Pascom Pascom ReReEncontro gional Leste2 gional Leste2 e e Espírito Espírito Santo Santo (Padre (Padre FernanFernando Soares Soares -- Assessor Assessor Eclesiástico, Eclesiástico, Adriana Adriana do Correa -- Coordenadora Coordenadora Arquidiocesana Arquidiocesana e e Correa Viviane Carvalho de Comunicação Comunicação Viviane Carvalho Assessora Assessora de da Arquidiocese) Arquidiocese) Participaram da Participaram do do evento. evento.

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Dom João João Justino Justino nos nos dias dias de de carnaval carnaval orienorienDom tou o o Retiro Retiro Espiritual Espiritual dos seminaristas da da tou dos seminaristas Arquidiocese de de Diamantina Diamantina e da Diocese Diocese Arquidiocese e da de Guanhães. Guanhães. de

Dom João João Justino Justino em em visita visita àà Comunidade Comunidade Dom N.Srª Aparecida Aparecida -- Paróquia Paróquia Sant’Ana muN.Srª Sant’Ana do do município de nicípio de Olhos Olhos d’Água d’Água

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Padre celebra 60 anos de Consagração Religiosa Por: Viviane Carvalho

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le é de origem alemã, está na quinta geração. Na juventude fez vestibular para direito em São Paulo, mas optou pela vida religiosa. Grato a Deus que o chamou a servir com alegria, Luiz Arnaldo Sefrin, conhecido como padre Sefrin celebra em 2018seu Jubileu de Diamante como Jesuíta. Com a ajuda da Laís

Vida Sou o Pe. Luiz Arnaldo Sefrin, celebro 60 anos de jesuíta neste ano (1958-2018). É toda uma história vivida descobrindo a presença e o amor de Deus a me guiar. Meu pai, Guilherme Luiz Sefrin, era católico e minha mãe, Frieda Platzeck Sefrin, luterana. Eram gaúchos. Casaram-se no Rio Grande do Sul e mudaram para São Paulo. Eu e meus irmãos Carlos, Laura e Frida nascemos em São Paulo. Meus pais eram cristãos que viveram a sua fé em Jesus Cristo, num tempo em que não se vivia um clima de diálogo ecumênico. Perdi minha mãe aos 8 anos de idade. Deus colocou muitos “anjos da guarda” na minha vida. Pessoas boas que me ajudaram a crescer como pessoa e como cristão (professores, padres, jovens, homens, mulheres), sendo bons amigos. Lembro a palavra de São Paulo: “Todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus”. (Rom 8, 28)

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(secretária paroquial) a Revista Clarão do Norte teve acesso a um depoimento escrito pelo próprio religioso sem saber que entraria nesta edição. Partilhamos com nossos leitores um recorte da história desse homem, que não se cansa de agradecer ao Deus Trino por sua misericórdia para com ele. Boa leitura!

“Em tudo amar e servir” O Chamado Num retiro de jovens, organizado pelo Colégio Jesuíta São Luís em São Paulo, descobri que Deus era o fundamento e a pessoa mais importante da minha vida. Entrei para um grupo de jovens nesse colégio onde eu estudava. Cresci na minha fé em Jesus Cristo e na participação da comunidade. No fundo do meu coração fui sentindo o chamado de Deus para entregar minha vida para o seu serviço. Fiz um discernimento durante o ensino médio, acompanhado por um padre jesuíta, que me ajudou, e eu fui amadurecendo uma decisão vocacional.


A Decisão Aos 18 anos entrei para a Companhia de Jesus, tornei-me jesuíta, companheiro de Jesus. Comecei a viver a aventura da minha vida, totalmente consagrada para Deus. Primeiro, no tempo de formação espiritual, comunitária, de estudos, apostólica. Fui me conhecendo, descobrindo meus dons para por a serviço, conhecendo minhas fraquezas para superá-las, enfrentando as dificuldades que me ajudaram a amadurecer. Fui aprofundando no carisma jesuítico, ser disponível para ser enviado para outras missões recebidas, junto com a missão de Jesus Cristo, a serviço da Igreja.

A Ordenação Depois da formação inicial e da ordenação sacerdotal (1971), recebi as missões na minha vida de jesuíta. Em todos os lugares onde vivi sempre trabalhei com retiros espirituais inacianos para jovens e para religiosas (os); orientação espiritual e vocacional. Com a graça de Deus já ajudei muitos jovens a fazerem um discernimento vocacional para descobrir a vontade de Deus nas suas vidas. Trabalhei, em São Paulo (1971-1977), com jovens no Centro de Juventude Anchietanum e no Colégio São Luís, colaborando na Pastoral da Juventude e Vocacional da Arquidiocese de São Paulo.

Experiências Em Brasília (1978-1982) fui durante um ano assessor da Pastoral da Juventude da CNBB e assessor por quase 5 anos na Arquidiocese de Brasília. Em São Paulo (1982-1983; 1985-1987) trabalhei no Centro de Juventude e no Colégio. Em 1984, tive um ano de experiências apostólicas enriquecedoras, fora do Brasil. Em 1988, trabalhei um ano em Belo Horizonte, no Colégio Loyola e como vigário numa paróquia de periferia. Em Santa Rita do Sapucaí, Sul de Minas Gerais (1989-1999), fiquei 5 anos como assessor de Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Pouso Alegre, 10 anos com os jovens da 1ª. Escola Técnica de Eletrônica do Brasil. Em São Paulo (2000-2006), no Centro de Juventude e na Arquidiocese de São Paulo, 5 anos como assessor na Região Episcopal Sé. Aí recebi uma nova

missão para trabalhar em Montes Claros. Desde final de agosto de 2006, estou na paróquia Nossa Senhora de Montes Claros e São José de Anchieta para caminhar junto com todo o povo de Deus, estando a serviço das famílias, jovens, idosos, doentes, comunidades, pastorais etc. Sempre integrado com as orientações e os trabalhos da Arquidiocese com muita alegria, ânimo e dedicação! Agradeço ao Deus Trino a sua misericórdia para comigo em todos estes anos! Que Ele me dê à graça de eu ser um pequeno sinal visível da sua misericórdia e da sua solidariedade para com todos, a partir dos mais necessitados! EM TUDO AMAR E SERVIR, como viveu Santo Inácio de Loyola, fundador dos Jesuítas! REVISTA CLARÃO DO NORTE • MAR/ABR 2018

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Espiritualidade Quaresmal e o Caminho para a Páscoa Padre Antônio Alvimar Souza Arquidiocese de Montes Claros/MG

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em início com a Quarta feira de Cinzas a quaresma. Um novo tempo litúrgico. É comum escutarmos que estamos em um tempo privilegiado. Mas afinal, o que é um tempo privilegiado? Tempo litúrgico privilegiado é aquele que nos coloca na intimidade da transcendência. Sendo assim, podemos aproveitar as oportunidades que o calendário litúrgico nos oferece para intensificar nossa amizade com Deus. Cada Tempo litúrgico traz suas especificidades. As particularidades de cada vivência do sagrado nos faz experimentar a intensidade do amor de Deus presente em nossas vidas. As particularidades de cada Tempo litúrgico são oportunidades para vivenciarmos a fé na intimidade da oração, encontro fraterno e exercício da solidariedade. A vida litúrgica é marcada pela dimensão festiva. Na festa sagrada é Deus mesmo que caminha conosco, celebrando nosso encontro com Ele. Nossa atenção se volta para o rosto de Deus que se mostra intensamente em cada momento vivido neste período singular. Cada Tempo na liturgia manifesta suas especificidades, assim somos convidados a nos atentar para os símbolos, cores, sons, gestos e manifestações específicas de cada momento. A quaresma se apresenta como um conjunto harmonioso. Neste tempo somos convocados a fazer três exercícios espirituais: Oração, Jejum e Caridade. São exercícios espirituais que contribuem para o aprimoramento da nossa pessoa. Estes possibilitam recuperar diversos elementos da tradição acética. Encontramos na quaresma a certeza do encontro com Cristo ressuscitado. O Senhor Glorioso é a indicação perfeita para o caminho que devemos seguir. O caminho da Via Sacra apresentado neste período penitencial constitui a forma pedagógica de encarrar nossa caminhada quaresmal. A via sacra recorda a todos os cristãos católicos nosso caminho de formação espiritual. Esta trilha é sem dúvida, um grande percurso sagrado. Ao fazê-lo não nos afastamos de nossas vivências diárias. Neste caminho sagrado, ou seja, na Via Sacra da vida ferimos os pés, machucamos os joelhos, sangramos as mãos e caímos várias vezes pelo caminho. No transcurso do caminho encontramos também Cireneus que prontamente ajudam-nos a carregar as cruzes no decorrer de nossa existência. Cristo caminha sempre na frente indicando o caminho para a experiência da ressureição. Ao retomar sua cruz das mãos de Simão Cireneu, Jesus quer nos fazer compreender que não podemos abandonar os desafios que o caminho vai 12

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reservando para cada um de nós. Retomar o caminho significa dizer: Eu creio na vida, acredito na esperança. No Brasil a quaresma se vincula a uma forte experiência de religiosidade popular que não pode ser esquecida. Articular a experiência religiosa das comunidades com os aspectos teológicos torna o tempo quaresmal mais intenso em sua espiritualidade e catequese. A quarta feira de cinzas inicia convidando-nos ao clima de jejum, oração e caridade. Nossa insignificância é lembrada na advertência: “Lembra-te que és pó, e ao pó hás de voltar”. Este momento mexe com a espiritualidade comunitária. O símbolo das cinzas faz-nos experimentar a intensidade do tempo que estamos iniciando. Na perspectiva teológica elementos batismais e penitenciais abundam na liturgia. A riqueza simbólica torna-se catequese silenciosa que toca diretamente os corações dos que se dispõem a fazer o caminho da mudança interior. Cinzas, água, cruz, velas, incenso, óleos e os gestos mais diversos enriquecem o cotidiano da vida eclesial. A experiência interior distancia da perspectiva racional e intelectual. A quaresma é um tempo vivencial. Tempo de experiência profunda com Deus. O silêncio toma conta dos espaços sagrados. Não é uma pura ausência de sons, mas um tempo de revelação da presença misericordiosa de Deus. O som estridente do sino dá lugar ao som das matracas com uma sonoridade leve e profunda. O sagrado entra pelos poros da existência. Visão, audição, olfato e toda sensibilidade humana se volta para Deus. Não podemos perder de vista que a ideia do domínio interior também toma lugar no tempo quaresmal. Somos convocados a dominar nossas tentações exercitando e nos moldando no exemplo de Jesus que as vence no deserto. A lembrança das tentações estimula-nos a intensificar o espírito de oração. A oração é a indicação da arma poderosa que podemos usar para vencer as dificuldades do caminho. O caminho necessita ser percorrido. Os percalços não podem nos desviar do sentido último: A Ressurreição. Toda espiritualidade quaresmal encaminha para visualizarmos e experimentarmos Cristo ressuscitado. O tempo quaresmal nos prepara para vivermos a plenitude do mistério pascal. É importante não esquecermos que a quaresma é um caminho para a Páscoa. Somos convidados a contemplar a Páscoa de Jesus e participar pessoalmente da mesma. Vivamos com intensidade cada celebração e cada momento litúrgico preparando-nos com simplicidade para experimentarmos Cristo vivo e ressuscitado no domingo da Páscoa.


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ATEQUESE

“Esse itinerário nos indica um caminho de ensino da fé que perpassa toda a vida do catequizando, em todas as etapas e não somente os conteúdos bíblicos e doutrinais”.

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esde o ano de 2015, a Catequese Arquidiocesana dá passos largos em direção ao processo da Iniciação à Vida Cristã, com Inspiração Catecumenal refletida no Doc.107 da CNBB - “Iniciação à Vida Cristã: Itinerário para formar discípulos missionários”. Esta opção está interligada aos documentos da Arquidiocese de Montes Claros. De acordo com a coordenadora arquidiocesana da Catequese, Glória Santos, os roteiros utilizados se inspiram naqueles da Arquidiocese de Mariana- MG. “O material foi todo inserido dentro desse processo e aceito pela Catequese Nacional e Catequese Regional Leste 2. Teve a aprovação de 204 participantes na Assembleia Catequética de nossa Arquidiocese. Contudo, foram feitas as adaptações para as diferentes idades conforme as normas e orientações das Diretrizes da Pastoral Catequética Arquidiocesana de Montes Claros”. Continuou: “Para atender o pedido da Igreja que nos orienta de acordo com a Iniciação à Vida Cristã, é de fundamental importância “desescolarizarmos” as nossas concepções, a nossa linguagem, as nossas práticas. Para isso, vale relembrar e reafirmar: Não são oferecidos mais palestras ou cursinhos para os iniciados. Terão uma proposta de verdadeira iniciação à vida cristã, inspirada no que fazia a Igreja dos primeiros séculos. Mas não será uma volta ao passado: - Será um processo adaptado às necessidades do presente, para formar cristãos de verdade. Surge, diante disso, a preocupação com o “modo de fazer” a catequese nos dias de hoje, caracterizado pela busca de um “jeito” que realmente favoreça o planejamento da ação catequética, tanto no que se refere aos temas e conteúdos, ou seja, às verdades da fé a serem apresentadas em autênticos itinerários de introdução e de amadurecimento na fé para crianças, jovens e adultos, quanto na própria definição de um roteiro para os encontros que contemplem objetivos claros, uma linguagem adaptada e atenta à realidade que ressoe a mensagem cristã aos corações”.

Glória afirma, ainda, que foi adequado todo o itinerário catequético onde o processo é um caminho que pode chegar a um ano e meio de contato com esse iniciado. Encontros que integram uma ou várias temáticas (etapas, blocos, planejamento) do mistério dentro do processo. Neste itinerário se incluem os conteúdos, ensinamentos sistematizados, mudança de vida, constância na oração, celebrações litúrgicas, catequese mistagógica, retiros, via sacra, integração entre a comunidade, família e o compromisso apostólico. “Esse itinerário nos indica um caminho de ensino da fé que perpassa toda a vida do catequizando, em todas as etapas e não somente os conteúdos bíblicos e doutrinais”, defende. “A passagem de uma catequese sacramentalizadora para uma catequese evangelizadora e sistêmica; Cristo como centro e referência da catequese; o papel fundamental da comunidade cristã; a interação Catequese e Liturgia; o acompanhamento personalizado; o envolvimento das famílias; Catequese a partir da vida e para a vida do iniciando; processo gradual e permanente; o lugar essencial da Palavra de Deus; compromisso sócio transformador; educação para o ecumenismo”. A inspiração catecumenal nos proporciona incluir todos estes elementos iniciáticos para o amadurecimento da fé e seguimento de Jesus Cristo. Glória Santos Setor Arquidiocesano de Catequese

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RETIRO

“Sou presbítero numa sociedade líquida”

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o colocar em prática o que reza o Diretório Nacional de Comunicação em utilizar dos meios digitais com objetivo de evangelizar, a Revista Clarão do Norte entrevistou, por e-mail, o padre Edimundo da Paróquia Cristo Redentor-em Feira de Santana (BA), onde o Arcebispo Coadjutor de Montes Claros, Dom João

Revista Clarão: Qual o motivo da escolha de Dom João Justino como facilitador deste evento?

Padre Edimundo: Vale dizer que Dom João Justino é

um homem dotado de virtudes e qualidades próprias de um bom pastor. Segundo, em pouco tempo ele aprofundou com leveza a importância do ministério presbiteral numa sociedade onde predomina a cultura do provisório. Sem sombra de dúvida, conseguiu corresponder às expectativas seja em relação ao seu perfil agradável de ser, seja em relação aos temas e dinâmicas usadas. O resultado foi louvável, embora não tenhamos chegado à data limite, em razão do falecimento de um dos nossos presbíteros que se encontrava enfermo no hospital.

Sobre o Padre:

Pe. Edimundo Almeida dos Santos é presbítero diocesano, natural de Feira de Santana-BA. Na iminência de completar 11 anos de sacerdócio atualmente é membro do Conselho Presbiteral, Conselho de Formação, Conselho de Pastoral, Colégio dos Consultores e atualmente está como Coordenador Arquidiocesano de Pastoral e Vigário Paroquial na Paróquia Cristo Redentor, na Cidade de Feira de Santana.

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Justino de Medeiros Silva pregou Retiro Anual do Clero em Salvador, cujo tema foi: “Sou presbítero numa sociedade líquida”. O Retiro Anual do Clero foi realizado entre os dias 5 e 8 de Fevereiro no Centro de Treinamento de Líderes (CTL), no bairro de Itapuã, Salvador-BA. (Arquidiocese de São Salvador) e teve a participação de 51 sacerdotes.

Revista Clarão: Como foi a inspiração para a escolha do Tema: Sou Presbítero Presbítero, numa sociedade líquida?

Padre Edimundo: O Concílio Vaticano II é uma bús-

sola que aponta o caminho da nova evangelização tendo em vista o protagonismo dos leigos no compromisso com o seu batismo. Ao retomar a Constituição Dogmática Lumen Gentium, a CNBB propõe o ano nacional do laicato para dizer-nos que diante dos grandes desafios que enfrentamos na ação evangelizadora, sobretudo com o número reduzido de presbíteros que temos atualmente em muitas dioceses, é preciso investir na formação dos cristãos os leigos e leigas. Do mesmo modo, estes precisam tomar consciência da sua missão na Igreja e na sociedade, como sal da terra e luz do mundo. Pela graça do batismo, os cristãos leigos e leigas são chamados a ser presença de Cristo, comprometidos com a construção de mundo mais humano, justo e fraterno. Que Deus abençoe, nos anime e nos conduza, pastores e ovelhas rumo ao reino definitivo.


Sobre a Diocese: A Diocese de Feira

de Santana foi criada em 21 de julho de 1962 pelo Papa São João XXIII. Em 16 de janeiro de 2002, tornou-se Arquidiocese erigida pelo Papa São João Paulo II. A Arquidiocese é formada por sete dioceses sufragâneas (província eclesiástica - população de mais de 4 milhões), cujo atual arcebispo metropolitano é Dom Zanoni Demettino Castro. Com uma população que ultrapassa um milhão de habitantes, a Ar-

quidiocese tem 6 mil km, é composta de 39 paróquias e uma área pastoral. Tem 55 padres diocesanos e 9 diáconos permanentes. Tem várias congregações religiosas do ramo masculino e feminino. Seu povo é muito religioso, acolhedor e trabalhador. Atualmente, com o projeto das Santas Missões Populares, há grande empenho de todos na formação e valorização dos cristãos leigos e leigas em vista de uma evangelização mas eficaz.

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NTREVISTA Por: Viviane Carvalho

“Leigos(as) são ‘hóstias’ vivas oferecidas a Deus”

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o ano nacional do laicato, o Seminário Maior Imaculado Coração de Maria / Faculdade de Filosofia e Teologia da Arquidiocese de Montes Claros abriu suas atividades acadêmicas com Aula Inaugural ministrada pela Doutora e PHD em Teologia pela Gregoriana de Roma, Professora Irmã Lina Boff. A Teóloga falou sobre “O Ano do Laicato à Luz da Eclesiologia do Papa Francisco”. A religiosa da Congregação Servas de Maria do Brasil e professora emérita da PUC-Rio disse que começou sua experiência missionária bem cedo. A teóloga, que se fez junto ao povo e faz teologia pé no chão, esteve pela primeira vez na Arquidiocese de Montes Claros para a aula inaugural do Seminário Maior Imaculado Coração de Maria / Faculdade de Filosofia e Teologia. Primogênita de uma família de 11 irmãos, 6 mulheres e 5 homens (desse total, três seguiram vocação religiosa), Lina demonstra em sua fala que a espiritualidade

está bem viva na sua família ao ser entrevistada com exclusividade para a Revista Clarão do Norte. Natural de Concórdia, Santa Catarina / RS, aos 16 anos Lina Boff já atuava como professora auxiliar e logo passou a regente de sala. Conta que ainda bem jovem foi enviada para o Acre, onde conheceu de perto os seringueiros e trabalhou diretamente com Francisco Alves Mendes Filho, mais conhecido como Chico Mendes, morto quando lutava a favor dos seringueiros da Bacia Amazônica. Depois assumiu o trabalho à frente da antiga Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor (FUNABEM) onde cuidou da educação de menores infratores de 11 a 18 anos. Nas férias fazia sua atualização de formação teológica com os melhores professores de então, que hoje já estão na comunhão dos Santos, disse ela: “Dom Estevão Bettencourt, Dom Frei Carlos José Boaventura Kloppenburg, Dom Cirilo grande patrólogo”. “Quando fui eleita definidora para o conselho geral da minha Instituição em Roma, deixei meu trabalho com os menores infratores que eu amava muito e fiquei por lá 8 anos. Tive a oportunidade de colaborar com a fundação da África, conheci várias nações e vi de perto o estrago que uma evangelização pode fazer vindo de fora por uma colonização. Logo depois terminei meus estudos e fiz pós-doutorado em teologia na Gregoriana - Escola dos Papas em Roma”.

Realizada “Eu me encontro hoje neste patamar porque já dei toda minha juventude para os mais pobres, necessitados e marginalizados. Fui aos poucos empurrada para a academia e estou aqui servindo como professora emérita, o que me faz também muito feliz”. 16

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Durante a reflexão que fez na aula inaugural a teóloga destacou a realidade de comunhão que apresenta o Papa Francisco a partir do Vaticano II. Apresentou a inspiração dos fundamentos apostólicos do(a) leigo (a) desde a consagração no batismo e o que isso implica para a dignidade que o laicato conseguiu no Vaticano II na regência das coisas temporais do mundo e a sociedade. Pontuou também, como o leigo é visto na igreja e pela igreja e como os leigos são vistos pelo próprio laicato. Lina perpassou a história do Vaticano II, iluminada pelos documentos da Igreja, em especial pela Exortação Evangelii Gaudium – ou Alegria do Evangelho. Mostrou que o Papa Francisco propõe um tipo de eclesiologia de comunhão com alguns diferenciais. Um líder que apresenta uma igreja em saída, porém colegiada, porque ele também governa a igreja incluindo um conselho formado por nove cardeais de culturas diferentes. “Mas o leigo é o húmus profético de todo o povo de Deus, onde o leigo colabora com a Igreja, não decide, mas colabora. E exerce seu papel de direito que é insubstituível no mundo da sociedade. O leigo vive a consagração batismal e tudo isso se dá através da regência profética do direito de se pensar os problemas de uma sociedade com valores que não são iluminados pela fé.

Inspiração Lina afirma que se inspirou no documento 105 da CNBB – Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade. “Esse documento fala do jeito que hoje o leigo tem que se colocar não dentro da igreja, mas diante das coisas temporais, seja no campo do trabalho que chamamos de areópagos modernos, seja em primeiro lugar na família, no mundo da cultura, no mundo das comunicações, no mundo dos marginalizados, nos grandes areópagos modernos de hoje, enfim, como se colocam e como devem levar a mensagem deixada por Jesus de Nazaré”. Ainda em tom suave, acrescenta “Isso não significa que o leigo se tornará invasivo dentro dessa sociedade. Não é chamando adeptos para igreja católica, para o cristianismo que a pessoa se tornará um verdadeiro leigo. Mas sim, será o anunciador do projeto de Jesus e se tornará um germe de um laicato maduro que o Brasil tanto precisa na ânsia de ver um povo conscientizado. Haja visto a situação que hoje nos encontramos, faltam leigos lá fora que iluminem os momentos de crises, os momentos de direito que o povo tem de escolher os próprios representantes no mundo político”.

Mensagem aos Leigos da Arquidiocese de Montes Claros “Vejo nesta arquidiocese um laicato de testemunho forte e comprometido”. O bispo tem um terreno bom e fértil para semear a semente de leigo consagrado e ordenado na plenitude do sacerdócio para falar em anunciar o projeto de Jesus de Nazaré. “Leigos(as) são “hóstias” vivas oferecidas a Deus”.

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Fé, oração e devoção à Mãe de Deus

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Por: Viviane Carvalho e Inês Brito


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Terço dos Homens tem crescido de forma surpreendente. O fenômeno tem levado centenas de homens para as igrejas católicas em todo o Brasil. Muitos confessam que antes de descobrirem a beleza de rezar o terço, passavam horas em mesas de jogos e bar. A missão do Terço dos Homens é resgatar homens de todas as idades para o seio da igreja, pois sua presença na formação da família e de uma sociedade cristã é imprescindível. A devoção à Maria, Mãe de Deus, mudou a história desses homens que descobriram no terço, um novo sentido para suas vidas. Em Montes Claros, ainda não se tem a precisão de quantos grupos de Terços dos Homens estão organizados nas 64 paróquias da extensa Arquidiocese, visto que a coordenação arquidiocesana acabou de ser criada com intuito de organizar de forma ordenada cada grupo já atuante. Porém, especialmente em uma dessas paróquias, chamou a atenção o número de homens participantes. São mais de 350 fiéis do sexo masculino que se reúnem em nome da fé para rezarem o terço a cada semana. Revista Clarão do Norte foi até Ubaí/MG para contar como é essa experiência por lá. REVISTA CLARÃO DO NORTE • MAR/ABR 2018 Boa19Leitura!


LOCALIZAÇÃO: Ubaí é um município brasileiro localizado no norte do estado de Minas Gerais. Pertence à Microrregião de Montes Claros. Ocupa uma área de 820,524 km². Em 2017 sua população foi estimada pelo IBGE em 12.531 habitantes. Mas essa pequena cidade do setor oeste de nossa Arquidiocese vive uma experiência de fé e devoção.

O funcionário público Hilton Fonseca Almeida, 46 anos, casado e pai de dois filhos foi quem iniciou o Terço dos Homens na cidade. Natural de Vila do Morro, município da cidade de São Francisco, conheceu o Terço dos Homens quando estava a passeio na casa de familiares. E comentou com a esposa que levaria a ideia para Ubaí. Então, com a chegada do Pe. Adão Pedro, em 2014, Hilton iniciou seu sonho. E com apenas três amigos começou a reza do terço. Atualmente, chegam a se reunir dentro da Igreja Matriz de Santa Rita de Cássia, cerca de 350 homens, todas as terças-feiras. Durante aproximadamente uma hora reza-se o terço e faz-se a reflexão do Evangelho do dia. A boa administração do tempo é o segredo para a perseverança dos homens na oração, acredita o primeiro coordenador do Terço dos Homens em Ubaí.

Quem reza, tem intimidade com o Senhor. Pensa dessa forma o vice coordenador, Valdemar Pereira dos Santos de 50 anos, casado com Maria Lúcia Batista Santos e pai de dois filhos. Ele começou quando fundou o terço, logo no início. “Fui vindo, chamando outros homens e graças a Deus estamos com mais de 300 homens”, comenta com alegria Valdemar que teve sua vida mudada. Ele acredita que terço é o caminho mais fácil do homem entrar na igreja porque tem dificuldade de fazer oração espontânea. • • • Carlos Alves dos Santos também foi um dos três a iniciar o Terço dos Homens em Ubaí. Aos 40 anos, casado e pai de quatro filhas, o conselheiro paroquial defende que é importante essa participação específica do homem na igreja. “O Reino de Deus tem que acontecer através do nosso testemunho de vida e ação dentro da comunidade”. • • •

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Uns vão por amor, outros pela dor. Assim foi o início da experiência de Roberto Martins Braga, aos 35 anos de idade, pai de dois filhos e casado com Dayane Nascimento Santos há 17 anos. Ele fez a experiência de Deus na Cadeia, quando ficou preso por um ano e quatro meses. “Eu não sei explicar, sentia um vazio e tentava preencher com álcool. Eu bebia muito. Lutei contra o vício, inclusive dentro da cadeia, tentaram me desviar, mas me mantive firme, graças à dona Mercês. Uma senhora que apresentou a Palavra de Deus de uma forma que eu não conhecia, passei a estudar”, comenta o servente de pedreiro, que timidamente, relata essa fase dolorosa em sua vida.

Depois de ter sido iniciado à vida cristã e ter recebido pela primeira vez a eucaristia, se sentiu mais forte. “Hoje eu sou uma nova pessoa”, disse ele. “O terço dos homens me faz mais forte a cada dia”. De bicicleta ou a pé, com o companheiro de quatro anos, João Miguel, pai e filho seguem todas as terças-feiras para os encontros na Igreja Santa Rita de Cássia: “pode chover canivete, nós vamos de qualquer jeito”. Roberto já levou outros homens para o terço e dá testemunhos diários de conversão como devoto de Nossa Senhora Aparecida.

Ação x Doação

A oração leva também à ação. Partindo dos próprios homens participantes, foi feita uma caixinha onde cada um faz a doação que puder e então passam a ajudar quem precisa. Eles compram com esse dinheiro arrecadado, desde fraldas, medicamentos, alimentos e pagam traslados caso alguém precisa de ambulância até ajuda pessoal com passagens etc. Sem dúvida a reza do terço é uma porta aberta para a evangelização, mas como qualquer outra pastoral ou movimento dentro da igreja, deve caminhar integrado na comunidade eclesial. Pensa assim o incentivador desses homens que dedicam à reza do terço em sua paróquia, Pe. Adão Pedro. Sacerdote há 12 anos e Analista Clínico, tem observado a mudança de comportamento desses homens não só na família, mas também na vida em comunidade. “Interessante que nas 38 comunidades rurais que compõe a paróquia, também já existem grupos de homens que rezam o terço”. Relata o padre que familiares o procuram agradecendo pelo apoio que ele tem dispensado ao grupo dos homens. O movimento do Terço dos Homens surgiu para dar um novo vigor à igreja. Em Aparecida, este ano, mais de 75 mil homens participaram do encontro nacional. O padre já pensa para o próximo ano, levar os homens de sua paróquia para participarem desse momento único e significativo. “Fico muito feliz em saber que em número de participantes em nossa paróquia se destaca no cenário arquidiocesano e leste2 [Minas Gerais e Espírito Santo]. Fruto de trabalho, doação e dedicação de tantos homens que descobriram na devoção à Maria, a importância da prática da fé cristã”, diz Pe. Adão. “É importante destacar que do Terço dos Homens saem agentes de pastorais comprometidos com a pa-

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róquia e a missão dessa igreja em saída que tanto nos pede o Santo Padre. Muitos engajam em outras pastorais sendo sustento de intercessão. O mais interessante é que não importa a idade, crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos são vistos participando dos terços toda terça-feira. De bermudas e chinelos, eles rezam bem à vontade. Neste ano dedicado ao laicato, Pe. Adão conta que seu coração fica em festa ao ver tantos homens empenhados em fazer o reino de Deus acontecer. Valorizando o próximo como ser humano.

“Os homens do terço descobrem novas atividades e não ficam parados só na oração”.

• • • É possível perceber mudanças nas famílias ubaienses por conta da participação e presença de pais e filhos no Terço dos Homens. Sem dúvida, é um movimento espontâneo. “Muitos de nós fomos educados para ser fortes, para não chorar e muitas vezes esquecemos que somos feitos de carne e osso, sofremos, choramos e nos angustiamos”, diz o vendedor autônomo, Marcos Pereira da Cruz, que nunca havia participado dos terços antes organizados na paróquia porque só havia mulheres. “Já imaginou se eu chorasse no meio delas?”, brincou Marcos. • • •

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Exemplo que podemos destacar com a criação da Associação Beneficente Casa, Família ajudando Família, liderada por Aparecido Ferreira Rodrigues (Irmão Cido) que aos 55 anos, casado, pai de dois filhos e avô de três netos, aposentado, dedica todo seu


tempo para evangelizar e colocar em prática o pedido do recém-falecido Pe. Henrique que em vida era seu diretor espiritual. Irmão Cido iniciou sua missão quando fundou o Terço dos Homens na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, no bairro Monte Carmelo. Ele conta que bateu de porta em porta para convidar os homens de sua paróquia para rezarem o terço. Chegaram a 130 homens reunindo toda quarta às 18h30. Toda semana, um padre era convidado para falar aos homens, refletir o evangelho. No entanto, sentiu necessidade de fazer algo mais. Juntou um grupo e começou a pedir alimentos, verduras, legumes, carne nas portas de supermercados, sacolões e açougues. Com o que juntavam, uma vez por semana faziam um sopão e distribuíam aos pobres. “Garantimos pelo menos uma alimentação aos nossos irmãos de rua por semana”. O projeto foi ampliando, quando via um morador de rua precisando de um banho, curativos, roupas, cadeira de rodas entre outros, ele procurava buscar ajuda e sempre partilhava com o Pe. Henrique sobre o que fazer. Surgiu então a ideia de construir a Casa da Terceira idade para homens. Foram atrás e ganharam um terreno de 2.500m² no bairro Guarujá, já está em fase de terraplanagem para começar a construção da sede.

Ao falar do projeto, ele se emociona. Respira fundo e continua com voz cortada: “Graças a Deus, os dez empresários amigos do Pe. Henrique continuaram firmes conosco depois de sua morte e nos dão total apoio no que precisamos”. Atualmente, ele reza o terço com os homens da associação nas casas daqueles que são beneficiados com as doações. Com isso, já visitaram mais de 300 famílias desde que iniciaram esse projeto nascido no coração dele quando ainda estava no Terço dos Homens na paróquia. • • •

Dinamismo x autonomia Por telefone, o bispo referencial para o Terço dos Homens no Brasil, indicado pela CNBB e arcebispo de juiz de Fora (MG), Dom Gil Antônio Moreira falou para a Revista Clarão do Norte e fez uma avaliação do crescimento dos grupos de terço pelo Brasil e da importância do movimento para a igreja. O fenômeno do crescimento do terço dos homens é de fato uma realidade. É encantador ver como os grupos dos Terços dos Homens vão crescendo dia a após dia em todo Brasil. Não tenho dúvida que é graça de Deus pelas mãos santíssimas de Nossa Senhora para a família e o povo brasileiro quando o homem passa a rezar o terço nessa modalidade chamada Terço dos Homens, não apenas devocionalmente, mas, meditado, cantado e refletido. Muitos levam filhos pequenos ou jovens, é uma educação para a fé. E tudo isso tem um sentido para a família. São muitos testemunhos bonitos, muitos homens tem experimentado verdadeira conversão. Não eram frequentes, passaram a ser.

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Muitos homens desregrados na vida encontraram no grupo um novo caminho, uma força inexplicável, humanamente falando – mas uma força que age no meio do nosso povo, das nossas famílias. A igreja é abençoada por meio do Terço dos Homens. O movimento do Terço dos Homens só faz bem. Não podia ser o contrário, porque transforma corações, ajuda as pessoas a ficarem firmes na fé. Aumenta a convicção religiosa, o amor e devoção à Maria. O Terço dos Homens fortalece a nossa fé. Graças a Deus temos esse movimento no Brasil. O Terço dos Homens para mim é uma benção de Deus do jeito de Maria, na humildade de Maria, no silencio de Maria. É a forma católica de praticar a fé. A oração do Rosário é uma maneira de contemplar o rosto de Cristo. Tenho convicção de que é uma grande benção. Eu tenho tido a grande alegria de acompanhar esse movimento como bispo referencial indicado pela CNBB há nove anos. Vejo crescer e aquilo que posso fazer para ajudar a crescer o movimento faço com total dedicação. Eu creio no valor do terço. Creio na meditação cristológica e creio naquilo que o terço tem realizado, transformação de corações, transformação de famílias e enriquecimento de comunidades cristãs da igreja. • • • 24

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Depoimentos

Adão Edvaldo tem 48 anos, é pai e avô. Casado com Patrícia com quem tem 4 filhos, sendo dois casais com idade entre 14 e 24 anos, o avô de dois netos trabalha como segurança e é natural de Ubaí, onde está morando há nove anos desde que voltou de São Paulo. Sempre teve vontade de participar do


movimento em São Paulo, mas não teve oportunidade. Participar do Terço dos Homens é um alívio, uma necessidade para a alma, parece algo automático, define Edvaldo. No dia da reunião não há nada que substitua ou desvie o foco, por isso a igreja está sempre cheia. “A meta é continuar, eu não quero parar nunca mais porque, principalmente no mundo como está hoje, se a gente não procurar Deus, a gente não chega a lugar nenhum”. A ida de seu Adão para o Terço deu-se de forma bastante tranquila, pois sua família é inteiramente católica. Foi, então, que descobrimos que ele é sobrinho de Frei Domingos, o idealizador do Terço dos Homens na cidade de Ubaí, lugar onde as reuniões têm uma força ímpar. Com aproximadamente trezentos e cinquenta homens por semana, o grupo é um dos mais fortes de Minas Gerais e tem produzido muitos frutos de evangelização. Muitos homens, antes mesmo de participar das Santas Missas, conhecem e participam primeiramente do Terço. • • •

Igualmente integrado ao movimento é o contador Antônio Fabiano Ursine Martins. Natural de Ubaí, ele

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é casado com a funcionária pública Eliane com quem tem dois filhos: Fábia de 11 anos e Luís Daniel de 9. Reside na própria Paróquia onde serve há 16 anos. Foi através de amigos que conheceu o Terço dos Homens e começou a participar das reuniões. A partir de então levou muitos amigos, graças a Deus. As mudanças são notórias uma vez que a reflexão começou com um pequeno grupo e conta com centenas a cada semana. A missa é celebrada na primeira terça-feira do mês e a principal conquista foi trazer muitos homens que não participavam da Igreja. O mais gratificante é ver milagres acontecerem na vida das pessoas. Além da missão espiritual, o grupo do terço tem, também, uma função social, pois dispõe de uma caixinha de coleta destinado às pessoas carentes. O objetivo do senhor Fabiano e do grupo é manter e, de preferência aumentar o número de homens em cada reunião. Sobre a importância do apoio do pároco, ele resume em uma frase: “Se um fiel convida, tem um peso, mas se o convite parte do padre esse peso é multiplicado”.

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• • • Natural de Lontra, Minas Gerais, José Osmar Rodrigues Gusmão de 59 anos é o coordenador Arquidiocesano do Terço dos Homens. Casado há 20 anos com Evãnes Rodrigues Leal Gusmão, o casal tem dois filhos (19 e 8 anos) e dão exemplos de vida participativa na família e na comunidade. De acordo com Osmar, o movimento Terço dos Homens nasceu da necessidade de criar um espaço que atraísse os homens para a vida de oração. O terço é uma oportunidade de alimentar o espírito solidário e comunitário promovendo, inclusive, o compromisso social. O professor é católico praticante e dedicado. Conversamos com o Osmar e ele falou à Revista Clarão do Norte como conheceu o movimento Terço dos Homens e como chegou à coordenação. “Tive um câncer, passei pelo tratamento e fui curado. E durante o tratamento me comprometi com Deus a me colocar mais a serviço do Reino. E o Terço dos Homens era uma oportunidade. Quando terminei o tratamento, chamei os amigos, divulguei na cidade, marcamos uma segunda-feira. Para minha surpresa, no


primeiro dia, reunimos mais de 50 homens, rezamos o terço e em seguida partilhamos a Palavra de Deus. A partir daí não paramos mais. Fazemos também trabalhos voltados para a assistência social. Hoje o terço é uma referencia dentro da comunidade e reúne mais de 100 homens toda segunda-feira. Na primeira segunda de cada mês celebramos a missa com a família dos homens do terço”, pontua. O que mudou na sua vida? Toda a minha vida foi de engajamento na comunidade desde anos anteriores, na arquidiocese, com grupos de jovens, catequese, adolescente, animação de eventos religiosos. Fui seminarista quando reabrimos o Seminário com Mons. Silvestre. Trabalhei por quatro anos em um colégio religioso em Montes Claros, onde também tive uma experiência fantástica. Toda experiência nos leva à reflexão, mudanças profundas na vida. O movimento Terço dos Homens é mais uma dessas experiências. Não consigo me ver fora do Terço dos Homens. Ao contrário, espero poder me engajar mais para contribuir no crescimento desse movimento. Todo trabalho que tem a proposta de favorecer o crescimento dos outros, por si só impõe respeito. O terço está contagiando outros homens que vão sendo motivados a participar dele. Já participou de algum encontro? Como foi a experiência? Já participei do encontro arquidiocesano que aconteceu em Montes Claros, na Igreja São Judas Tadeu, em novembro de 2017. Fui com o grupo do Terço dos Homens de Lontra. Foi uma experiência maravilhosa para todos os participantes, muito bem programado com palestras importantes para os homens. Ali fui eleito coordenador arquidiocesano do Terço dos Homens. Como você se vê hoje na coordenação arquidiocesana do Terço dos Homens? Qual sua expectativa? Como pensa em organizar e propagar ainda mais o Evangelho? Somos uma equipe de coordenadores composta por 8 membros leigos e o assessor eclesiástico, Pe. Antônio Brígido, que sabe trabalhar com grupos na articulação das pessoas, dos conflitos, dos desafios. Ele traz uma segurança para toda a equipe. Tivemos nossa primeira reunião e elaboramos o objetivo da coordenação. Nossa maior expectativa é ampliar a equipe e não deixar que seja uma coordenação centralizada. Faremos encontros nos setores da arquidiocese promovendo a eleição e formação de coordenadores setoriais. Esses serão os primeiros passos no trabalho para conhecer melhor a realidade da nossa arquidiocese. E, então, a partir desses encontros com os coordenadores do Terço dos Homens nos setores, vamos perceber as demandas e

planejar nossas ações. Muitas paróquias da arquidiocese tem o Terço dos Homens. Não temos ainda como precisar o número. Para isso vamos começar os trabalhos a partir da ampliação da coordenação. E assim, enquanto coordenador, espero contribuir na evangelização e aprofundar nosso trabalho não só em Lontra, mas em toda a arquidiocese. • • • A NOSSA ARMA É O TERÇO

Aos 15 anos de idade, Lucas reúne com o grupo do Terço dos Homens desde sua criação na Paróquia, em maio de 2014. É um momento único, segundo ele, que contribui demais para a própria formação espiritual. Já Lucas Mateus, ainda mais jovem, participa há bem menos tempo. Veio com o pai e o irmão que já são veteranos na “caminhada”. Mas deixa o convite a todos e diz que é uma experiência maravilhosa. • • • Bem menos econômico nas palavras, Gilvan descreve o terço como uma iniciativa importantíssima na comunidade para mudar o estereótipo de que homem não reza. Criado por Pe. Reginaldo Cordeiro, o grupo se associa ao coro do movimento que tem crescido em todo o país e gerado bons frutos no trabalho de evangelização. Nesta iniciativa, eles têm saído da zona de conforto, saído em missão para fazer visitas a outros que estão afastados da comunidade e para meditar o terço em suas casas. Por residir numa Paróquia bastante ativa, o comodismo não combina com um fiel assim. Lembra, ainda, que além da dimensão religiosa, o movimento exerce, também, a dimensão social. Foi exatamente sobre a dimensão social o tema de uma das palestras que aconteceu durante o IV Congresso REVISTA CLARÃO DO NORTE • MAR/ABR 2018

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do Terço dos homens, ocorrido na Paróquia Santos Reis em Montes Claros, nos dias 03 e 04 de março e que foi ministrada pelo atual Assessor Eclesiástico do Terço dos homens, Pe. Brígido Lima. O sacerdote lembra que o objetivo geral é despertar o espírito de oração nos homens através da recitação do terço, iluminados pela Palavra de Deus, alimentando o espírito comunitário, solidário e social. Ele traz ainda algumas propostas como o diálogo com os párocos a fim de inserir estes homens em pastorais, reforçar o trabalho dos vicentinos, criar encontros de aprofundamento utilizando o recurso da capelinha e reforçar as pastorais da saúde e do enfermo não perdendo de vista o objetivo da Igreja Particular. Essa abertura nos chama a atenção para a expansão deste trabalho de evangelização que tem crescido em

Curiosidades • O hábito de rezar o terço foi disseminado por

todo o País. Em Aparecida/SP, no último encontro realizado, cerca de 75.000 homens se reuniram para celebrar esta espiritualidade. Em Montes Claros não se tem ainda uma estimativa do número de grupos e de participantes. O objetivo a partir de agora é fazer um levantamento desses números para que estejam alinhados com a proposta da Igreja de caminharem lado a lado.

Tenho convicção que é uma grande benção. Eu tenho tido a grande alegria de acompanhar esse movimento como bispo referencial indicado pela CNBB há nove anos. Vejo crescer e aquilo que posso fazer para ajudar a crescer o movimento faço com total dedicação. Eu creio no valor do terço. Creio na meditação cristológica e creio naquilo que o terço tem realizado, transformação de corações, transformação de famílias e enriquecimento de comunidades cristãs da igreja.

um homem, São Domingos. Ele implementou o santo rosário como conhecemos hoje. Diz a história que todos os dias ele depositava rosas no altar de nossa senhora.

• Pelos registros encontrados até agora o maior

Terço dos Homens do Brasil em número de participantes é o grupo da Paróquia São Rafael no Rio de Janeiro que chegou a registrar três mil fiéis nas reuniões de quintas-feiras às 20h.

• No Brasil os católicos são maioria. Segundo in-

formações do Censo de 2010, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 64,6% dos brasileiros seguem o catolicismo. 28

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Dom Gil Antônio Moreira (Bispo referencial para o Terço dos Homens no Brasil)

Toda experiência nos leva à reflexão, mudanças profundas na vida. O movimento Terço dos Homens é mais uma dessas experiências. Não consigo me ver fora do Terço dos Homens. Ao contrário, espero poder me engajar mais para contribuir no crescimento desse movimento”. Osmar Gusmão (Coord. Arquidiocesano do Terço dos Homens)


CENSO PAROQUIAL

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o ano de 2017 a Paróquia Menino Jesus de Praga deu inicio ao primeiro “Censo Paroquial”. O objetivo é retratar a atual realidade da população católica residente no território da Paróquia, e fazer um levantamento detalhado do número de batizados, crismados, casais que vivem juntos mas ainda não receberam o sacramento do matrimônio, pessoas que ainda não foram catequizadas, que não receberam a Eucaristia e aqueles que ainda não fazem parte de alguma pastoral e movimento da paróquia. O vigário paroquial, padre Pedro Leonides com o apoio dos conselheiros, estruturou um questionário simples, com perguntas objetivas que são levadas até pessoas em suas residências e no formato de entrevista, realizam o censo paroquial.

Os agentes voluntários são integrantes de movimentos e pastorais da própria paróquia e na maioria jovens. O censo no território da paróquia vem de encontro a obediência e atendimento ao chamado do Papa Francisco em estimular o serviço, a presença e a atuação dos leigos em ser uma igreja em saída, especialmente no ano dedicado ao Laicato, e que tem por tema “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino”. Todas as informações coletadas são confidenciais e serão guardadas pela paróquia a fim de melhorar a comunicação, o relacionamento e a prestação de serviços para os fieis que a frequentam, bem como, agregar a participação de novos leigos que ainda não estão engajados no serviço do Reino. Texto: Nathália Lopes Foto: Nayara Ketlen

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SEMINÁRIO PROPEDÊUTICO

O zelo por tua casa me consome Por: Inês de Brito Pascom Comunidade Nossa Senhora da Boa Viagem

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a iminência de concluir o ensino médio, com uma rotina de estudos e a missão de acólito, Gabriel Senário sentiu desde cedo o chamado à vocação religiosa. Em meio a jovens que vivem as dúvidas para escolher qual faculdade cursar, qual carreira seguir, ele sempre se sentiu voltado para as “coisas do Senhor”. Também não tem vivido as grandes paixões que a idade costuma trazer. Começou, timidamente, participando da catequese, em seguida se engajou na Pastoral da Comunicação e JUFRA. Desde então, sua vontade de servir só aumentou.

pastoral como monitor. No mesmo ano ingressou na Pastoral da Comunicação, equipe de Liturgia e começou a participar do grupo de jovens JUFRA, (todos na Paróquia São Sebastião). Ano seguinte tornou-se catequista e vice coordenador da pastoral da crisma. Ainda em 2014, um amigo Francisco (conselheiro comunitário na época) perguntou-lhe se já tinha pensado em ser padre. Foi quando ele mesmo passou a se perguntar qual realmente seria sua vocação. Fez o acolitato e se preparou para iniciar o Vocacional no ano 2017. No mesmo ano, Pe. George Gomes Amarante fez o convite para que ele pudesse acompanhá-lo no processo de discernimento. Durante todo o processo interessou-se em discernir cada vez melhor. No fim do mesmo ano foi aprovado para ingressar no Seminário Propedêutico São Pio X em 2018. Experimentou muita alegria e gratidão. História semelhante vivem Rafael, Lucas, Luiz, Ulisses e André. Esse time de belos jovens compõe o grupo mais recente do Seminário Propedêutico São Pio X na Arquidiocese de Montes Claros. E a PASCOM quis saber dos seus ex-integrantes e dos demais colegas, um pouco de suas histórias de vida. • • •

GABRIEL SENÁRIO DE FREITAS está com 19 anos de idade. É natural de Montes Claros-MG. Filho de Carlos Antônio Alves de Freitas (em memória) e Zileide de Fátima Alves Senário. Iniciou a caminhada pastoral na Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem na catequese infantil. Um ano depois, fez a preparação para o sacramento da Crisma e, no ano seguinte, permaneceu na 30

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RAFAEL OLIVEIRA DRUMOND  Aos 21 anos, o filho de Américo Caldeira Drumond e Maria Goretti Brandão de Oliveira iniciou sua caminhada na igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, em 2010, participando especialmente da liturgia. Depois, foi convidado a ser catequista, quando surgiu um desejo maior de conhecer sobre a vida de Jesus. Em 2013 entrou para o ministério de acólito da Paróquia São Sebastião e pode participar mais próximo do altar do Senhor. Em 2014 recebeu um convite de um seminarista para fazer um encontro


em Montes Claros há 6 anos. “Senti que o chamado só ia aumentando cada vez que participava da missa e, mais ainda, quando servia o altar”. No ano de 2016 recebeu o convite da equipe SAV- Serviço de Animação Vocacional para fazer o último encontro daquele ano. Resolveu participar para conhecer mais de perto o carisma do padre diocesano. Mas foi no ano de 2017 que decidiu concluir todo o processo vocacional. Teve a Graça de ser aprovado para o ingresso no Seminário Propedêutico neste ano de 2018 onde tem como “pai”, o formador Pe. Alan Sávio. Na contramão de um tempo onde tudo é efêmero, e o que vira notícia são apenas os barulhos e modismos de última hora, estes jovens são alguns exemplos dos diversos meninos e meninas, rapazes e moças que “dedicam” seu tempo a serviço da Santa Igreja. vocacional mais não foi. Neste intervalo, participou de diversas pastorais, entre elas a PASCOM. Foi no início de 2017 que o chamado ser tornou mais forte. E ele resolveu fazer o encontro vocacional e buscar mais discernimento. No dia 27/12/2017 recebeu a carta de aprovação para o ingresso no Seminário Propedêutico São Pio X, onde está residindo com outros cinco jovens, todos eles acompanhados diretamente por Pe. Alan Sávio, formador responsável pelo Propedêutico.

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ULISSES SANTOS SILVA  Filho de Maria Das Dores dos Santos (in memória) e Wilson Alves da Silva, Ulisses nasceu no dia 13/06/1994 e é o caçula de dois irmãos. É da cidade de Itacarambi, Norte de Minas, mas mora

LUCAS CORDEIRO FONSECA  É filho de Paulo Leite Fonseca e Sebastiana Borges Cordeiro. Nascido em 14 de maio de 1993 é o segundo filho da família de quatro irmãos. Natural de Montes Claros, morou na cidade de Jequitaí - MG nos últimos 10 anos, onde servia como Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão, participava do Terço dos Homens e fazia um programa de rádio pela Paróquia. Formou-se em técnico em automação industrial pela “FEMC” em 2015 e a vontade de seguir a Jesus mais de perto nasceu intensamente no ano de 2017, quando fez os encontros vocacionais. Então, foi chamado a ingressar no Seminário Propedêutico São Pio X para perseverar rumo ao sacerdócio. REVISTA CLARÃO DO NORTE • MAR/ABR 2018

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Sem pensar, talvez, esses jovens realizam na prática a passagem do Evangelho que diz “O zelo por Tua casa me consome”. Quando o chamado se faz mais preciso, na adolescência, como acontece com eles, surgem muitas perguntas. Então, é preciso encontrar no seu caminho testemunhas confiáveis. A direção espiritual é mais do que nunca benéfica e deve ocorrer num clima de liberdade, em contato com os pais, quando isso for possível, pois a direção espiritual acompanha o crescimento humano e intelectual do jovem. • • •

Assim, nesta longa caminhada na busca da fé, recebeu vários convites do Padre George Gomes Amarante para os encontros vocacionais e, depois de muitos “nãos”, fugindo de si mesmo e do chamado de Deus, ano passado decidiu aceitar o convite e foi aprovado para o ingresso no Seminário Propedêutico. Dando passos, caminhando com o Cristo, tem sentido revigorar a cada dia o interesse pela vocação. Nestes tempos difíceis para a Igreja e para a sociedade. A família é cada vez mais ameaçada. A fé católica é desafiada por muitos e, às vezes, temos de enfrentar o “martírio da ridicularizarão”. Contudo, Deus preparou e está preparando o seu povo, convidando os seus jovens para enfrentar essa luta de nossos dias. • • •

LUIZ SÉRGIO ALVES DA SILVA JUNIOR Nascido em 26/01/1988, 30 anos, filho de Luiz Sérgio Alves da Silva e Rosaura Ferreira França e Silva, iniciou os estudos em Administração, mas devido a empecilhos ainda não conseguiu concluir. Natural de Cachoeira da Prata/MG, próximo a Sete Lagoas/MG, onde viveu a infância e adolescência, mudou-se para Montes Claros há cerca de 9 anos. Luiz teve uma vivência cristã católica desde a infância, com avós, tios e tias. Em Montes Claros, encontrou-se na Paróquia Nossa Aparecida, Catedral, onde tornou-se leitor, ministro extraordinário da Sagrada Eucaristia e participante do grupo de jovens Jota. Teve a graça em 2015/2016 iniciar um processo de discernimento para ingresso na Comunidade Canção Nova onde aprendeu muito. Porém, entendeu que junto daquela Comunidade não era o caminho da sua vocação. Participante ativo também na Comunidade São Vicente de Paulo, no movimento Mariano do Terço dos Homens e do Grupo de Oração MB (Missionários do Bom Samaritano), onde aprendeu como ir ao encontro do próximo, dos mais necessitados e dos marginalizados e sem esperança. 32

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ANDRÉ ÂNGELO ANTUNES RIBEIRO Nasceu em 25/12/1999, é filho de Vicente Geraldo Ribeiro dos Santos e de Cláudia Antunes Ribeiro. Sua paróquia de origem é Senhora Sant’Ana de Brasília de Minas - MG. Desde muito novo foi ativo na vida paroquial, participando do EAC e grupo de jovens. A partir daí começou a ter uma experiência mais profunda com Deus e foi sentindo o chamado ao sacerdócio. Sempre ouvia perguntas como “você quer ser padre?”. Com insegurança, respondia que não. Entretanto, no início de 2017, sentiu o coração se inquietando com esse questionamento e decidiu iniciar uma caminhada vocacional, participando dos encontros e sendo acompanhado pelo SAV e pelo padre George Gomes. Aos poucos foi discernindo o chamado e sentindo essa chama se abrasando em seu coração. O apoio recebido dos amigos, dos familiares e da comunidade paroquial, foram traduzindo nele o chamado de Deus.


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urante nosso trabalho na Pastoral, Gabriel me dizia que, como batizado precisava ser, como disse o Papa Bento XVI, “discípulo e missionário” de Cristo e para isso, temos de renovar o nosso amor a Ele todos os dias, se possível na Santa Missa, na comunhão íntima com Ele pela Eucaristia, pelos sacramentos, pela meditação de suas palavras e pela vida sacramental. Dá gosto de ver os eventos que se realizam repleto de jovens, alegres e saudáveis, contudo, a mídia secular parece ignorar esses feitos. O bem não faz barulho, é educado e sutil, por isso nem sempre aparece. Diante de tanta disposição, nossa alegria e motivação se renovam ao presenciar essa entrega e perceber o que leva esses jovens a fazerem todas as coisas por Deus, somente por Ele, sem desejar nada mais. É uma juventude que mostra o Evangelho com a vida, lembrando que talvez seja esse a única “Palavra” que alguém lê. Dom Bosco queria que seus filhos fossem “bons cristãos e honestos cidadãos”, e o padre Fernando Soares, em Missa na qual comunicava a ida de Rafael e Gabriel ao Seminário disse-lhes: “Não sejam santos porque é muito difícil; mas peço-vos que sejam humanos”. O zelo pelas coisas de Deus exige que façamos sempre com “reta intenção” o que Deus nos pede, como nos ensina São Paulo: “Quer comais ou bebais ou façais qualquer outra coisa, façais tudo para a glória de Deus” (1Cor 10,31). Se até o simples comer e beber devem ser para a glória de Deus, quanto mais o trabalho. São Paulo explica mais claro ainda: “Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Col 3,17).

O formador dessa turma, Padre Alan Sávio é recém-ordenado sacerdote e, atualmente formador do Seminário Propedêutico São Pio X. Ele relatou sobre a importância desse desafio na missão de evangelizar e formar enquanto aquele que recebeu a missão de acompanhar jovens que sonham em um dia se tornarem padres. “A missão é no Seminário Propedêutico. Primeiro porque nunca imaginei em minha vida vocacional, sempre pensei na Paróquia, mas Deus chama e aqui estamos para seguir sua voz”. A missão ganha mais importância quando se pensa na necessidade da nossa Arquidiocese de Montes Claros, uma necessidade de atendimento ao povo, de um auxílio eficaz a tantas comunidades carentes de um pastor e aqui é o lugar de “nascimento” desses pastores. Assim, assumir essa missão, é para mim um sagrado dever de devolver ao povo de Deus um padre que se lembre de ser um com eles. Ser também, povo, de ser pastor com toda comunidade, finaliza o formador. Assim como Luiz, Lucas, Rafael, André, Gabriel e Ulisses, é cada vez maior o número de cristãos que consagram suas vidas ao serviço da Igreja. Muitos sem ter escolhido a vida religiosa. Esta dádiva de Deus constitui uma das riquezas da vida da Igreja após o Concílio Vaticano II. Os batizados são como o fermento no meio da massa, eles são do mundo sem serem do mundo. Lembra assim, que todo batizado é chamado de uma maneira ou outra para prestar testemunho de Deus por toda a sua vida e deixar se consumir com o zelo pela Sua Casa. REVISTA CLARÃO DO NORTE • MAR/ABR 2018

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Uma Paróquia Jovem e Ativa

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o completar um ano de criação, a Paróquia São Judas Tadeu celebra, com alegria e gratidão, o crescimento espiritual de sua Comunidade que, em seu primeiro aniversário, apresenta entre suas principais características, a dinamicidade e a ação. Uma paróquia atuante, viva e em constante movimento: formações, momentos de espiritualidade, ações de alcance social, são algumas das atividades promovidas em seu primeiro ano de existência. Paróquia, que sob a proteção de seu padroeiro, vem se consolidando como um “lugar de acolhida, de orientação, de ajuda espiritual e material: a casa de todos e para todos, onde Deus se faz presente pela sua Palavra e Eucaristia”. Desde a fase que antecedeu a elevação (o período “quase-paróquia”) já era possível sentir em que direção o Espírito Santo nos conduzia: na edificação de uma paróquia aberta à participação de todos, participação consciente e efetiva. E, foi assim que realizamos um mês antes da festa de elevação a primeira formação para lideranças e agentes de pastoral da futura paróquia São Judas Tadeu. Embasada na premissa “só se ama aquilo que se conhece”, a formação teve como objetivo proporcionar aos participantes um conhecimento histórico e doutrinal sobre a fé católica e o trabalho pastoral, bem como a riqueza da tradição da igreja católica para mais amar e servir a Jesus Cristo. Daí para frente, foram muitos momentos de estudos, formações, cursos, celebrações, festas de padroeiros, campanhas em prol da construção e reforma das igrejas, dentre outras ações. O envolvimento, seriedade e comprometimento das pastorais e movimentos no desenvolvimento dos trabalhos renderam à jovem paróquia um ano de muitas realizações: duas Investiduras de Acólitos e Coroinhas; Iniciação Eucarística de 130 crianças; 80 Batizados; 10 Casamentos; Encontro do ECC; Encontro do EAC e do MAC; Encontro do Terço dos Homens e da Crisma; criação do Coral Paroquial composto por membros de todos os ministérios de músicas que estão a serviço da Paróquia; fortalecimento e renovação dos círculos bíblicos e dos Conselhos de Pastorais; Estudos bíblicos; formações para membros de pastorais. Em 2018, além da experiência de celebrar nas casas dos paroquianos, vivemos a alegria de dois de nossos acólitos ingressarem como vocacionados no Seminário 34

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propedêutico São Pio X da nossa Arquidiocese. Ainda em fase de estruturação, o Setor Social é mais uma novidade a ser implementada neste início de ano. E, assim, vamos caminhando, inspirados, pelo ano do laicato, a ser “sal da terra e luz do mundo”, buscando encorajar, confiar, acompanhar e apoiar nossa Comunidade Paroquial a ser uma comunidade de fé que se alimenta da Palavra de Deus, dos sacramentos e da vida comunitária. Ao celebrar nosso primeiro aniversário, ofertamos no altar do Senhor, nossos irmãos leigos e leigas, religiosos e religiosas, consagrados e consagradas, diáconos permanentes, bem como todos os devotos de São Judas Tadeu que, com seu empenho e boa vontade, têm contribuído para o desenvolvimento e crescimento dessa jovem Paróquia. Pe. Antônio Brigido Lima Pároco


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Azul ......................................................... 3.863 3.863Novorizonte Novorizonte ........................................................ ........................................................ 5.308 5.308 Campo ......................................................... 3.863 Novorizonte ........................................................ 5.308 Brasília Brasília Brasília de Minas dede Minas Minas ............................................... ............................................... ............................................... 32.732 32.732 32.732Montes Montes Montes Claros Claros Claros ................................................. ................................................. ................................................. 402.027 402.027 402.027 Capitão Capitão Enéas ................................................... Enéas ................................................... 15.237 15.237Olhos d’Água Olhos d’Água ....................................................... ....................................................... 5.943 5.943 Capitão Enéas ................................................... 15.237 Olhos d’Água ....................................................... 5.943 Campo Campo Campo AzulAzul ......................................................... Azul ......................................................... ......................................................... 3.863 3.863 3.863Novorizonte Novorizonte Novorizonte ........................................................ ........................................................ ........................................................ 5.308 5.308 5.308 ClaroClaro dos Claro Poções dos Poções ................................................. ................................................. 7.819 7.819Padre Carvalho Padre Carvalho .................................................... .................................................... 6.338 6.338 dos Poções ................................................. 7.819 Padre Carvalho .................................................... 6.338 Capitão Capitão Capitão Enéas Enéas ................................................... Enéas ................................................... ................................................... 15.237 15.237 15.237Olhos Olhos d’Água Olhos d’Água d’Água ....................................................... ....................................................... ....................................................... 5.943 5.943 5.943 Coração Coração de Jesus ............................................... Jesus ............................................... 27.052 27.052Pa sPa .................................................................... Pas .................................................................... s .................................................................... 5.976 5.976 Coração dede Jesus ............................................... 27.052 5.976 ClaroClaro dos Claro Poções dos dos Poções Poções ................................................. ................................................. ................................................. 7.819 7.819 7.819Padre Padre Carvalho Padre Carvalho Carvalho .................................................... .................................................... .................................................... 6.338 6.338 6.338 Cristália Cristália .............................................................. .............................................................. 6.042 6.042Ponto Chique Ponto Chique ...................................................... ...................................................... 4.259 4.259 Cristália .............................................................. 6.042 Ponto Chique ...................................................... 4.259 Coração Coração Coração de Jesus dede Jesus ............................................... Jesus ............................................... ............................................... 27.052 27.052 27.052Pa sPa .................................................................... Pas .................................................................... s .................................................................... 5.976 5.976 5.976 Engenheiro Engenheiro Navarro Navarro ....................................... ....................................... 7.122 (*) 7.122 Rubelita .............................................................. .............................................................. 6.789 6.789 Engenheiro Navarro ....................................... 7.122 (*)(*)Rubelita Rubelita .............................................................. 6.789 Cristália Cristália Cristália .............................................................. .............................................................. .............................................................. 6.042 6.042 6.042Ponto Ponto Chique Ponto Chique Chique ...................................................... ...................................................... ...................................................... 4.259 4.259 4.259 Francisco Francisco Dumont Dumont ............................................... ............................................... 5.215 5.215Salinas Salinas ............................................................... ............................................................... 41.678 41.678 Francisco Dumont ............................................... 5.215 Salinas ............................................................... 41.678 Engenheiro Engenheiro Engenheiro Navarro Navarro Navarro ....................................... ....................................... ....................................... 7.122 7.122 (*) 7.122 (*)(*)Rubelita Rubelita Rubelita .............................................................. .............................................................. .............................................................. 6.789 6.789 6.789 Francisco Francisco Sá ...................................................... ...................................................... 26.428 26.428Santa Cruz Santa deCruz Salinas Salinas ........................................... ........................................... 4.337 4.337 Francisco SáSá ...................................................... 26.428 Santa Cruz dede Salinas ........................................... 4.337 Francisco Francisco Francisco Dumont Dumont Dumont ............................................... ............................................... ............................................... 5.215 5.215 5.215Salinas Salinas Salinas ............................................................... ............................................................... ............................................................... 41.678 41.678 41.678 FrutaFruta de Fruta Leite ...................................................... Leite ...................................................... 5.709 5.709São João São daJoão Lagoa ................................................ Lagoa ................................................ 4.942 4.942 dede Leite ...................................................... 5.709 São João dada Lagoa ................................................ 4.942 Francisco Francisco Francisco Sá ...................................................... SáSá ...................................................... ...................................................... 26.428 26.428 26.428Santa Santa Cruz Santa Cruz deCruz Salinas dede Salinas Salinas ........................................... ........................................... ........................................... 4.337 4.337 4.337 Glaucilândia Glaucilândia ........................................................ ........................................................ 3.160 3.160São João São daJoão Ponte .............................................. Ponte .............................................. 25.856 25.856 Glaucilândia ........................................................ 3.160 São João dada Ponte .............................................. 25.856 FrutaFruta de Fruta Leite dede Leite ...................................................... Leite ...................................................... ...................................................... 5.709 5.709 5.709São João São São João daJoão Lagoa dada Lagoa ................................................ Lagoa ................................................ ................................................ 4.942 4.942 4.942 Grão-Mogol Grão-Mogol ...................................................... ...................................................... 15.931 15.931São João São doJoão Pacuí ................................................ Pacuí ................................................ 4.396 4.396 Grão-Mogol ...................................................... 15.931 São João dodo Pacuí ................................................ 4.396 Glaucilândia Glaucilândia Glaucilândia ........................................................ ........................................................ ........................................................ 3.160 3.160 3.160São João São São João daJoão Ponte dada Ponte .............................................. Ponte .............................................. .............................................. 25.856 25.856 25.856 Guaraciama Guaraciama ........................................................ ........................................................ 5.001 5.001Taiobeiras Taiobeiras ......................................................... ......................................................... 33.824 33.824 Guaraciama ........................................................ 5.001 Taiobeiras ......................................................... 33.824 Grão-Mogol Grão-Mogol Grão-Mogol ...................................................... ...................................................... ...................................................... 15.931 15.931 15.931São João São São João doJoão Pacuí dodo Pacuí ................................................ Pacuí ................................................ ................................................ 4.396 4.396 4.396 IbiaíIbiaí ..................................................................... Ibiaí ..................................................................... 8.400 8.400UbaíUbaí .................................................................. Ubaí .................................................................. 12.531 12.531 ..................................................................... 8.400 .................................................................. 12.531 Guaraciama Guaraciama Guaraciama ........................................................ ........................................................ ........................................................ 5.001 5.001 5.001Taiobeiras Taiobeiras Taiobeiras ......................................................... ......................................................... ......................................................... 33.824 33.824 33.824 Itacambira Itacambira ........................................................... ........................................................... 5.374 5.374TOTAL Itacambira ........................................................... 5.374 TOTAL .............................................. .............................................. 860.299 860.299 TOTAL .............................................. 860.299 IbiaíIbiaí ..................................................................... Ibiaí ..................................................................... ..................................................................... 8.400 8.400 8.400Ubaí Ubaí .................................................................. Ubaí .................................................................. .................................................................. 12.531 12.531 12.531 Japonvar Japonvar ............................................................. ............................................................. 8.683 8.683 Japonvar ............................................................. 8.683 Itacambira Itacambira Itacambira ........................................................... ........................................................... ........................................................... 5.374 5.374 5.374TOTAL TOTAL TOTAL .............................................. .............................................. .............................................. 860.299 860.299 860.299 Jequitaí Jequitaí ............................................................... ............................................................... 7.890 7.890(*) Dados Jequitaí ............................................................... 7.890 do Dados Censo de Censo 2010. Todos 2010. osTodos outros dados outros são dados do IBGE, são IBGE, (*)(*) Dados dodo Censo dede 2010. Todos os os outros dados são dodo IBGE, Japonvar Japonvar Japonvar ............................................................. ............................................................. ............................................................. 8.683 8.683 8.683estudos estudos es ma vos de crescimento vos crescimento da população população em 1ºem de em Julho 1º Julho es es mama vos dede crescimento dada população 1º dede Julho Josenópolis Josenópolis ......................................................... ......................................................... 4.877 4.877 estudos Josenópolis ......................................................... 4.877 Jequitaí Jequitaí Jequitaí ............................................................... ............................................................... ............................................................... 7.890 7.890 7.890(*) Dados (*) (*) Dados do Dados Censo doCf. do Censo de Censo 2010. de de 2010. Todos 2010. Todos osTodos outros ossexta-feira, os outros dados outros dados são dados do são IBGE, são do do IBGE, IBGE, de 2017. de Cf. 2017. JORNAL JORNAL DE NOTÍCIAS, DE NOTÍCIAS, sexta-feira, 1º de setembro 1º de setembro de de 2017. Cf. JORNAL DE NOTÍCIAS, sexta-feira, 1º de setembro dede Juramento Juramento ........................................................... ........................................................... 4.358 4.358 estudos Juramento ........................................................... 4.358 es p.ma es es vos mama de vos crescimento vos dede crescimento crescimento da população dada população população em 1ºem de em 1º Julho 1º dede Julho Julho Josenópolis Josenópolis Josenópolis ......................................................... ......................................................... ......................................................... 4.877 4.877 4.877estudos 2017,2017, p.estudos 2017, 5. p. 5. 5. dede 2017. Cf.2017. JORNAL Cf.Cf. JORNAL JORNAL DE NOTÍCIAS, DEDE NOTÍCIAS, NOTÍCIAS, sexta-feira, sexta-feira, sexta-feira, 1º de1º setembro 1º dede setembro setembro de dede Juramento Juramento Juramento ........................................................... ........................................................... 4.358 4.358 4.358de 2017. REVISTA CLARÃO DO NORTE • MAR/ABR 2018 36 ........................................................... 2017,2017, p.2017, 5. p. 5. p. 5.


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