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Jornal da

ARQUIDIOCESE

FLORIANÓPOLIS, nº 245

Tradição de fé

Vêm aí as Festas do Divino | 4

MAIO DE 2018

Ano do Laicato

Arquidiocese reúne vereadores | 10

Rumo ao presbiterado

Quatro novos diáconos são ordenados | 12

Serviço e fidelidade, sempre!


Jornal da Arquidiocese, Maio de 2018

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opinião Formação dos presbíteros

Igreja, Mãe que acolhe os jovens e os idosos

Dom Wilson Tadeu Jönck, scj

O Jornal da Arquidiocese (JA) deste mês fala na matéria principal, páginas 06 e 07, sobre os padres que já serviram muito à Igreja, mas hoje quase não exercem mais o ministério, por questões da saúde e idade. Alguns deles estão sob cuidados especiais, vivem a vida de uma forma diferente. A fé e o amor à Igreja não os deixam desanimar. Na página 03, o JA noticia a comemoração dos 90 anos de vida da Irmã Maria Stella, do Carmelo Cristo Redentor, de Picadas do Sul, em São José. São mais de 69 anos de vida religiosa. Patrimônio histórico, artístico e cultural de Santa Catarina, muitas comunidades da Arquidiocese de Florianópolis realizam a Festa do Divino. Uma tradição de fé que representa, hoje, a manifestação mais significativa da cultura popular catarinense. Saiba mais na página 04. Na página 10, uma saída de campo, em que 25 pessoas foram fazer o diagnóstico do Rio da Noca, no Campeche, em Florianópolis. A iniciativa faz parte do Projeto Rios, que tem o objetivode envolver voluntários da sociedade no diagnóstico, recuperação, preservação e fiscalização de trechos de rios que são importantes para as comunidades. A Paróquia Santa Teresinha, em Brusque, recebeu centenas de fiéis de várias comunidades da Arquidiocese, no dia 21 de abril, para a ordenação diaconal dos seminaristas Guilherme dos Santos, Paulo Sérgio Chaves, Philipe Valdenô Damazo e Sérgio Luís Pedrotti. Quer saber como foi? Então, confira na página 12. Que Deus abençoe todas mães!

O tema central da Assembleia dos Bispos em 2018 foi a elaboração das “Diretrizes para a Formação dos Presbíteros na Igreja do Brasil”. Na realidade foi uma revisão das diretrizes existentes para adequá-las às orientações emanadas pela Santa Sé, em documento publicado no final de 2016. O novo documento reforça a ideia de que a formação na vida do padre é um único caminho que se estende por toda a vida. Consta de duas partes em continuação: a formação inicial, período antes da ordenação, e a formação permanente, que corresponde ao tempo depois da ordenação sacerdotal. Assim, as diretrizes mostram que o presbítero está sempre em formação. O documento inova ao chamar a etapa do discipulado ao tempo dos estudos de filosofia. Dá o nome de configuração a Cristo ao período dos estudos da teologia. E a

etapa pastoral e missionária é denominado de síntese vocacional. Desta forma chama a atenção para o fato de que a formação sacerdotal não se limita à dimensão intelectual, mas é um caminho de amadurecimento humano e crescimento na fé. Em cada etapa, espera-se que haja um ritmo de mudança, de aprendizado e de integração. O período do discipulado é um tempo de aprender os ensinamentos de Cristo mestre. O discípulo é aquele que tem admiração pelo mestre e procura aprender as suas lições. Dedica tempo a estar com o mestre. O candidato ao sacerdócio busca trabalhar a si mesmo, assume uma disciplina de vida que o identifique sempre mais a Cristo. Na etapa da configuração a Cristo, o seminarista passa da admiração e conhecimento para adotar o estilo de vida de Cristo. Compreende sempre mais que é chamado a abraçar a mesma obra que

Nas redes

Nos caminhos de Francisco

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Cristo realizou. Aprende a obediência ao Pai, a doação aos irmãos e a compartilhar o mesmo destino de Cristo. A fase da síntese vocacional é marcada pela mistagogia. Ao assumir os trabalhos pastorais, o candidato ao sacerdócio vai integrando a sua vida e o seu agir ao exercício do ministério sacerdotal. Não é difícil entender que o período de síntese se estende por toda a vida do sacerdote.

“Contemplando o túmulo vazio de Cristo renovamos a fé de que com ele nada está perdido”. 02 de abril, no Twitter

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“O Senhor chama cada um nós à santidade, até você”. 09 de abril, no Instagram

“Manter o coração limpo de tudo o que mancha o amor, semear a paz por todo o lado, abraçar diariamente o caminho do Evangelho mesmo que nos acarrete problemas, isto é santidade”.

Dom Wilson e Dom Salm na 56ª Assembleia Geral da CNBB

Papa Emérito Bento XVI completa 91 anos de vida

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CNBB envia mensagem sobre as Eleições 2018

Conheça a jovem Gabriela, do Carmelo de Santa Teresa da Divina Misericórdia

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youtube.com

10 de abril, no Twitter

“Deus chama cada um pelo nome, amando-nos singularmente, na concretude da nossa história. O Batismo implica uma resposta pessoal e não emprestada, com um ‘copiar e colar’”. 18 de abril, na Audiência Geral

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@pontifex_pt @franciscus

“Quando alguém está cheio de si mesmo, não há lugar para Deus. Pedimos ao Senhor para converter nosso coração”.

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“A Palavra de Deus é a lâmpada com a qual olhar o futuro: à sua luz se podem ler os sinais dos tempos”. 23 de abril, no Twittter

21 de abril no Twitter

Rua Esteves Júnior, 447, Centro Florianópolis-SC, Fone: (48) 3224-4799 / 99673-1266

Assessoria de Comunicação

O Jornal da Arquidiocese é uma publicação mensal da Arquidiocese de Florianópolis-SC.

DIRETOR: Pe. Vitor Galdino Feller CONSELHO EDITORIAL: Dom Wilson Tadeu Jönck, scj, Pe. Tarcísio Pedro Vieira, Pe. Revelino Seidler, Carol Denardi, Fernando Anísio Batista e Mateus Peixer. JORNALISTA RESPONSÁVEL: Carol Denardi (SC 01843-JP) PROJETO GRÁFICO: Lui Holleben

DIAGRAMAÇÃO: Mateus Peixer COORD. DE PUBLICIDADE: Pe. Tarcísio Pedro Vieira e Erlon Costa TIRAGEM: 24.000 exemplares IMPRESSÃO: Diário Catarinense EMAIL: imprensa.arquifln@gmail.com SITE: www.arquifln.org.br


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#compartilha O Carmelo de Picadas do Sul, em São José, está em festa

Retalhos do Cotidiano Professor Carlos Martendal Foto: Everton Marcelino

Prece

Tu habitas em mim, Senhor! Abraça-me, para que eu possa abraçar meus irmãos; inunda-me com tua graça, para que eu possa dar de graça o que de graça recebi (cf. Mt 10,8)!

Desejo

Que eu queira, Senhor; dá-me o querer ajudar, amar e servir. Dá-me um coração de criança, disponível, sorridente, pronto, que se entrega sem esperar recompensa. Assim poderei viver feliz, quer no pouco, quer no muito.

Dar

Três coisas para dar ao Senhor: o coração, a vontade e os pecados. E não pedir nada de volta!

Bem

Irmã Maria Stella (c) e Irmã Maria Madalena (d)

Irmã Maria Stella, do Carmelo Cristo Redentor, de Picadas do Sul, em São José, completou 90 anos de vida no dia 17 de abril. Uma missa em ação de graças foi presidida no mesmo dia, na capela do Carmelo, pelo vigário da Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem, do bairro Saco dos Limões, em Florianópolis, Pe. Frei João Nilson Dantas Barbosa, OCarm, e concelebrada por outros sacerdotes. A religiosa é filha de Ignacio Puhl e Hermina Reckziegel Puhl e nasceu no dia 17 de abril de 1928, em Arroio Grande (RS). O casal teve oito filhos, dos quais quatro são padres e três são religiosas. Apenas um filho se casou. A mãe, um ano após a morte do esposo, também se tornou religiosa, membro da Congregação da Divina Providência. Irmã Maria Stella, ainda adolescente, ini-

ciou a caminhada vocacional com as Irmãs da Divina Providência. Entrou no Carmelo de São Leopoldo (RS), no dia 02 de fevereiro de 1949, fez os votos temporários no dia 15 de agosto de 1950 e, três anos depois, a consagração definitiva. Destes 90 anos de idade, 69 foram passados no Carmelo, doando-se inteiramente a Deus e aos irmãos. No dia 13 deste mês, em uma celebração eucarística presidida pelo Arcebispo, às 10h, no Carmelo de Picadas, a Irmã Maria Madalena do Coração de Jesus fará sua Profissão de Votos Solenes, na qual se consagrará a Deus para sempre, na Ordem da Bem Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo. Com 37 anos de idade, a religiosa nasceu em Quixeramobim, Ceará, entrou para o Carmelo no ano de 2013 e fez a profissão temporária no dia 1º de maio de 2015.

Quanto bem quem se dá a Deus faz aos que Deus lhe dá!

Gratidão

Quanto a agradecer a Jesus, tudo a agradecer-lhe. A Igreja, os sacramentos, a Palavra, seus ministros, seu amor, sua proteção, a vida eterna com ele... Tanto dom, tanta dádiva, e tão pouca gratidão...

Igreja Matriz da paróquia de Meia Praia é dedicada Foto: Divulgação Paróquia

Seminário da CF 2018 reflete sobre a superação da violência Foto: ASA

A Ação Social da Trindade e a Ação Social Arquidiocesana (ASA) de Florianópolis promoveram, em março, o seminário sobre o tema da Campanha da Fraternidade 2018: superação da

violência. O evento ocorreu no auditório da Paróquia Santíssima Trindade, na capital, e contou com a participação de aproximadamente 120 pessoas, que foram acolhidas pelo pároco da comunidade, Frei Evandro Aparecido de Souza. Os palestrantes da noite foram: Pe. Vilson Groh; a especialista em Direito e Processo Civil, Ana Claudia Caldas, atual presidente do Conselho Comunitário de Segurança (CONSEG) Bacia do Itacorubi; e o juiz de direito do Judiciário de Santa Catarina, Dr. João Marcos Buch.

Dom Wilson presidiu a missa

Os fiéis da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, de Meia Praia, em Itapema, têm um motivo a mais para se alegrar. Celebraram a dedicação da Igreja Matriz e a consagração do altar, na missa presidida pelo Arcebispo, no dia 07 de abril. Na mesma ocasião, Dom Wilson Jönck também abençoou solenemente o Centro

Pastoral Sagrado Coração de Jesus, a nova casa paroquial e a secretaria paroquial, que foi reconstruída. A Igreja Matriz da Paróquia Sagrado Coração de Jesus fica localizada na Avenida Nereu Ramos, número 5030, bairro Meia Praia, e é bastante frequentada pelos turistas na alta temporada.


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#compartilha

Tradição de fé: confira algumas comunidades que têm a Festa do Divino Foto: Fundação Municipal de Cultura de Bombinhas

Em meados do século 18, os açorianos atravessaram o Atlântico e trouxeram às terras de Santa Catarina seus sonhos, conhecimentos e tradições. O açoriano transportou no coração a religiosidade, a fé e o culto ao Divino Espírito Santo. Uma tradição secular que representa, hoje, a manifestação mais significativa da cultura popular catarinense: a festa do Divino Espírito Santo. Várias comunidades da Arquidiocese de Florianópolis realizam essa festividade que é registrada

Cenáculo de Pentecostes celebra 40 anos da RCC Arquidiocesana A Renovação Carismática Católica (RCC) promove mais uma edição do Cenáculo de Pentecostes. O evento reúne as 13 Foranias em um único local para louvar e bendizer a Deus por todas as graças e bênçãos. Será no dia 27 de maio, a partir das 08h, no Celebrate Park, em Santo Amaro. A entrada é gratuita. Além de ter como tema “Necessário vos é nascer de novo” (Jo 3,7b), o evento vai comemorar os 40 anos do movimento na Arquidiocese. Os pregadores do dia serão: Jeberton Teixeira, do Rio Grande do Sul, e Marcelo Buttechevits, de Itajaí. A animação ficará por conta do ministério de música Unidos para Adorar, também de Itajaí. Mais informações no site: www.rccflorianopolis.com.br.

Imagem: RCC

como patrimônio histórico, artístico e cultural de Santa Catarina, pela Lei Estadual nº 15.731/2012. Confira as datas deste ano de algumas delas, até o fechamento desta edição: Biguaçu Igreja de São Miguel | 22 e 23/09 Bombinhas Capela de Nossa Senhora dos Navegantes | 19 e 20/05 Camboriú Paróquia Divino Espírito Santo | 19 à 21/05 Florianópolis Capela do Divino Espírito Santo (IDES) | 17 à 20/05; Paróquia Nossa Senhora da Lapa | 19 e 20/05; Capela São Pedro | 29 e 30/06; Igreja Nossa Senhora do Sagrado Coração e São Sebastião | 21 e 22/07; Paróquia Nossa Senhora das Necessidades | 26 à 29/07; Paróquia Sagrado Coração de Jesus | 07 à 09/09; Capela São Pedro | 02 à 09/09; Santuário Nossa Senhora de Fátima | 15 à 17/09;

Agentes da PPR se encontram para mais um dia de capacitação Foto: Pastoral da População de Rua

Última formação ocorreu em março, em Barreiros, São José

No dia 12 deste mês, a Paróquia São João Evangelista, em Biguaçu, vai receber o Encontro de Formação para os Agentes da Pastoral da População de Rua (PPR). A articuladora estadual da PPR e membro da Pastoral Nacional, Ivone Perassa, será a assessora do encontro. Na primeira parte do dia, os participantes vão se aprofundar em temas como a espiritualidade, os direitos da pessoa em situação de rua, as políticas públicas e o Decreto 7053/2009. Já no segundo momento, serão partilhadas as vivências e os desafios nas paróquias que possuem atendimento aos moradores de rua. Além dos agentes de pastoral, podem participar da formação pessoas em situação de rua, ex-moradores de rua e aqueles quem tenham sensibilidade e interesse pela causa. Mais informações pelo e-mail: evaniacunha@yahoo. com.br.

Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe | 21 a 23/09; Paróquia São Francisco Xavier | 08 a 10/06; Garopaba Paróquia São Joaquim | 18 à 20/05; Governador Celso Ramos Paróquia Nossa Senhora de Navegantes | 13 à 16/07; Itajaí Paróquia Santíssimo Sacramento | 19 e 20/05; Paulo Lopes Paróquia Sagrado Coração de Jesus | 07 à 10/09; Tijucas Paróquia São Sebastião | 15 à 18/06; Palhoça Paróquia Nossa Senhora do Rosário | 06 à 09/07; Paróquia Senhor Bom Jesus de Nazaré | 26 à 28/07; Porto Belo Capela Divino Espírito Santo | 18 à 20/05; Santo Amaro Paróquia Santo Amaro | 18 à 21/05; São José Paróquia São José | 12 à 14/05.

FACASC promove V Simpósio Bíblico O V Simpósio Bíblico da Faculdade Católica de Santa Catarina (FACASC) acontecerá de 28 a 30 de maio e terá como tema, “a Hermenêutica Bíblica a partir dos Atos dos Apóstolos”. As conferências serão proferidas no auditório da Instituição pelos biblistas e professores: Celso Loraschi e Siro Manoel de Oliveira. A coordenadora do Núcleo de Estudos Bíblicos da FACASC, professora Silvia Togneri, lembra que “estamos celebrando o Ano do Laicato e o estudo dos Atos dos Apóstolos nos dará elementos para conhecer melhor a atuação de leigas e leigos nos inícios da Igreja”. O Simpósio faz parte da programação do curso de graduação em Teologia e também está aberto à participação de todas as pessoas interessadas no estudo dos Atos dos Apóstolos. Horários: Dia 28/05 - das 19h30 às 22h Dia 29/05 - das 08h às 11h30 e das 19h30 às 22h Dia 30/04 - das 08h às 11h30 Valor: R$ 50,00 a ser pago na abertura do simpósio, dia 28/05. Informações: Informações: (48) 3234-0400 ou secretaria@facasc.edu.br.


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nossa fé

O mundo dos cristão leigos

A paz de Cristo

Padre Vitor Galdino Feller

Fernando Anísio Batista

O documento 105 da CNBB, ao falar do mundo globalizado em que vivem os cristãos leigos, adverte: “Vivendo neste mundo, o cristão que não tem a consciência de ser sujeito corre o risco da alienação, da acomodação e da indiferença” (n. 71). No afã dos afazeres cotidianos, nem sempre paramos para estudar o mundo que nos cerca. É preciso debruçarse sobre as características deste mundo, a fim de poder atuar nele com ousadia e criatividade até chegar a transformá-lo para que seja sinal do Reino definitivo. A lógica individualista A característica básica do mundo atual é sua lógica individualista. O que guia nossas ações, conforme o que nos é proposto pelo mercado, é a busca de satisfação individual. Isso produz indiferença pelo outro, preocupação com a aparência, apego às realidades

passageiras. Ao transformar os desejos em necessidades, o mercado consegue levar as pessoas a se tornarem consumidoras de tudo quanto é coisa: sexo, religião, bens materiais, objetos supérfluos. Esse consumismo “se torna um modo de vida, tende a ser assimilado como algo normal e bom, penetra as ações, os valores humanos e as vivências religiosas” (n. 74). Contradições Marcado em seu íntimo pelo pecado original do egoísmo e do imediatismo, esse mundo globalizado é afetado por inúmeras contradições. Invenções tecnológicas, produção de bens e avanços científicos não conseguem vencer a fome, o desemprego, a violência, a corrupção. A confiança extrema no mercado livre, como se ele fosse a saída para as mazelas sociais se desfaz diante das constantes crises econômicoEncontre esse e outros artigos em: www.arquifln.org.br

financeiras, das quais só se salvam as grandes corporações. O bem-estar de minorias se faz por meio da corrupção e do tráfico, da degradação ecológica e da exclusão das maiorias, que não têm acesso a condições favoráveis de saúde e educação, emprego e segurança. Falsa inclusão “Neste mundo globalizado, a sociedade se organiza a partir de um aspecto global que inclui as diferenças econômicas, sociais, políticas, culturais e religiosas, acentuando o indivíduo” (n. 77). Há, sim, preocupação com a inclusão. Mas ela é guiada por interesses econômicos. Pessoas são incluídas no mercado, para poderem ser consumidoras e, assim, favorecerem ainda mais o poder do deus-dinheiro. Trata-se de uma falsa inclusão, que não leva à satisfação dos bens realmente fundamentais à existência. Compartilhe ArquiFloripa

A Campanha da Frater- não pode estar (I Cr 22,8-9). nidade de 2018 promoveu A paz é o efeito da bênção grande aprendizado para de Deus sobre seu povo: “O toda a sociedade brasileira. Senhor volva o seu rosto para Para superar a violência é ti e te dê a paz!” (Nm 6,26). preciso terra fértil para a paz A gratidão ao amor recebido poder germinar, tendo como de Deus deve refletir em uma elementos fundamentais a vivência de paz. justiça e a caridade. Antes de tudo, a paz de Existe uma grande distor- Cristo é a reconciliação com ção quando há informações o Pai, que se realiza medianreferentes ao comte a missão aposbate à violência. tólica confiada por Quanto mais injusJesus aos seus ta for a sociedade, discípulos: ela mais violenta ela “A paz é o efeito tem início com um será, pois qualanúncio de paz. da bênção de quer ação injus“Em toda a casa Deus sobre ta já é um ato de em que entrardes, seu povo” violência: A paz é dizei primeiro: paz fruto da justiça (Is a esta casa!” (Lc 32,17). 10,3). A paz está em Para prevenir perigo quando ao ser huma- conflitos e violência, é abno não lhe é reconhecido o solutamente necessário que que lhe é devido enquanto a paz comece a ser vivida, ser humano, quando não é como valor profundo, no íntirespeitada a sua dignidade e mo de cada pessoa. A partir a convivência não é orientada daí, pode se estender nas faem direção ao bem comum. mílias e nas diversas formas Paz e violência não podem de agremiação social, até enhabitar na mesma morada. volver toda comunidade políOnde há violência, aí Deus tica e internacional.


Como Maria, um sim à Deus e à Igreja Ser mãe é o grande papel de Maria Santíssima na vida da Igreja. A Igreja, como Jesus, nasce no seu ventre sagrado. “Cremos que a Santíssima Mãe de Deus, nova Eva, Mãe da Igreja, continua no céu sua função materna em relação aos membros de Cristo” (Catecismo da Igreja Católica, 975). Maria tem uma atenção especial pelos padres. “Parece-me que se deve compreender que a peculiar relação de maternidade existente entre Maria e os presbíteros constitui a fonte primária, o motivo fundamental da predileção que nutre por cada um deles. Maria os prefere por duas razões: porque são mais similares a Jesus, amor supremo de seu coração; e porque também eles, como ela, estão comprometidos na missão de proclamar, testemunhar e dar a Cristo ao mundo” (Bento XVI, na Audiência Geral no Vaticano, no dia 12 de agosto de 2009, véspera da celebração da Solenidade da Assunção). Ao prosseguir a meditação, Bento XVI explicou que “a Mãe de Deus é o modelo perfeito para a existência dos sacerdotes. Pela própria identificação e conformação sacramental a Jesus, Filho de Deus e Filho de Maria, todo sacerdote pode e deve sentir-se verdadeiramente filho predileto desta altíssima e humildíssima Mãe”. Neste mês dedicado à Maria, o Jornal da Arquidiocese foi ao encontro de alguns dos filhos prediletos desta mãe: padres que já serviram muito à Igreja e a veem como mãe. Você, leitor, pode acompanhar alguns sacerdotes que, por questões de saúde e idade, estão sob cuidados especiais e exercem o ministério sacerdotal de forma diferente, porém não menos cheia de fé e amor à Igreja Mãe, que por tantos anos os acolheu e ainda os têm no ventre.

Dom Vito Schlickmann

Padre Albano José Köhler

Nascimento: 28/12/1928 Naturalidade: São Ludgero (SC) Ordenação presbiteral: 28/11/1954 Nomeação episcopal: 25/01/1995 Ordenação episcopal: 25/03/1995 Renúncia: 03/03/2004 Moradia: São José (SC) Ofícios: Ofícios: Professor e reitor do seminário de Azambuja; reitor no então seminário de Antônio Carlos; professor do ITESC; presidente do Tribunal Eclesiástico; pároco da paróquia de Santa Teresinha, Brusque; pároco da Paróquia Santa Cruz, em São José; vigário geral da Arquidiocese; bispo auxiliar da Arquidiocese. Desde março de 2004, é bispo auxiliar emérito da Arquidiocese.

Nascimento: 02/09/1924 Naturalidade: Canoinhas (SC) Ordenação presbiteral: 25/11/1952 Moradia: Penha (SC) Ofícios: Pároco ou vigário paroquial em 16 paróquias da Arquidiocese e da Diocese de Blumenau; professor no Seminário Nossa Senhora de Lourdes, Azambuja, Brusque; diretor e tesoureiro do Hospital Arquidiocesano de Azambuja; presidente e ecônomo do Seminário Menor Metropolitano e procurador dos bens da Mitra Metropolitana de Florianópolis. Reside desde 2003 em Penha, onde auxilia nos serviços pastorais da Paróquia Nossa Senhora da Penha, que pertence à Diocese de Blumenau. É o padre mais idoso da Arquidiocese.

Sacerdócio desde criança, paixão por Deus, pela Igreja e pela natureza “Nunca me preocupei com idade, como até hoje não me preocupo, nem como vai ser o final da minha vida. Entrego tudo nas mãos de Deus. Mas considero uma graça ter chegado a 89 anos de idade e aos 63 anos de padre, e cada vez me sinto mais feliz”. “Continuo fazendo o que posso, todo dia de manhã celebro missa aqui na Paróquia Santa Cruz, em São José, e ajudo onde me solicitam. É uma alegria enquanto posso! Nunca esperei e quis ser bispo. Mas aconteceu, aceitei e foi uma experiência muito boa, feliz para mim, e já se passaram 23 anos. Com muita alegria, louvo e agradeço a Deus por tudo isto, pela amizade que a gente tem por tantas pessoas”. “Foi a Igreja que me acolheu como padre jovem, com muita bondade e carinho. Em toda parte fui muito bem acolhido em nome da Igreja e só posso agradecer”. “Louvo e agradeço a Deus por ter nascido numa família tão cristã, católica. Minha mãe era uma santa mulher, ela queria ter um filho padre, era o sonho dela. Outro irmão foi ao seminário, mas desistiu. E meu sonho sempre foi ser padre, desde criança”. “A grande paixão primeiramente é Cristo, a Igreja, o povo de Deus. Mas como pessoa, sempre tive a admiração pela natureza. Aqui na APAZ, deixei as orquídeas e fui para as bromélias. Depois me desfiz e retornei para as orquídeas. Passo horas do dia entre as orquídeas, lendo, escrevendo, diante do computador e em oração”.

Sacrifício e renúncia para o sacerdócio “Na família somos 13 irmãos e uma adotiva. Destes, são dois padres e uma religiosa. Atualmente não tenho mais compromisso com paróquia. Mas aqui em Penha ajudo o pároco com missas, confissões, batizados e visitas aos doentes”. “Dos padres vivos, sou o padre mais idoso da Arquidiocese. Minha mãe me questionava muitas vezes se eu não queria ser padre. Não é que não queria ser, mas achava que padre caía do céu, era estranho para mim”. “Nunca pensei em chegar nesta idade. É uma graça de Deus e sempre agradeço por mais um dia. Agora estou nas mãos de Deus”. “Rezo o rosário inteiro todo dia, leio bastante e faço minha oração diária com a Liturgia das Horas”. “A mensagem que deixo para os jovens que pensam em entrar para o seminário é ânimo e coragem. Essa missão de sacerdote exige sacrifício e renúncia, mas quem está disposto a aceitar deve se habilitar”. “A Igreja Católica sempre valorizou muito Nossa Senhora. Muitos conservam a fé em razão da mãe de Jesus e nossa mãe. O valor de Nossa Senhora para nós católicos é muito importante”.


Padre João Cardoso Nascimento: 16/05/1925 Naturalidade: Brusque (SC) Ordenação presbiteral: 06/12/1959 Moradia: São José (SC) Ofícios: Diretor espiritual da Legião de Maria; coadjutor, vigário paroquial ou pároco em paróquias da Capital. Desde 2016 reside na Orionópolis Catarinense, bairro Ponta de Baixo, São José. Simplicidade, amor à Eucaristia e à Maria “Eu venho de família pobre, humilde. Servi um pouco no quartel, fui tecelão em Brusque e saí da fábrica aos 22 anos de idade. Dançando um dia – eu gostava muito de dançar – me senti tocado por uma graça, deixei a fábrica, procurei um seminário e entrei, estudei 13 anos. Aos 33 anos de idade levei o convite da minha ordenação sacerdotal para todos da fábrica em que trabalhava”. “Amo a minha Igreja e sou muito contente por ser padre. A vocação é um mistério. Quem pede de nós é o próprio Deus. A pessoa que quer ser padre, primeiramente tem que amar a Jesus na Eucaristia, depois amar a Igreja que é nossa mãe, amar a Nossa Senhora que é nossa mãe. Sou padre há 58 anos, rezo bastante e agradeço muito a Deus por ser a pessoa que sou”. “Minha maior alegria como padre é de amar a Jesus na Eucaristia e de amar Maria como mãe. Eu acho que sou padre, porque desde criança sigo os caminhos de Nossa Senhora e nunca a larguei. Mas minha alegria também é fazer o bem para as pessoas”. “Hoje rezo de cinco a seis terços por dia e concelebro a missa aos domingos aqui na Orionópolis, como o Pe. Maneca (José Manuel dos Santos)”.

Padre Olívio Guesser Nascimento: 12/01/1935 Naturalidade: Antônio Carlos (SC) Ordenação presbiteral: 13/12/1964 Moradia: Florianópolis (SC) Ofícios: Coadjutor em paróquias de Tijucas e Ilhota; pároco em Canelinha e Bom Retiro; Vigário Cooperador da Paróquia de Tijucas. Desde 2010 está em tratamento de saúde. Oração, juventude, família, São José “Minha mãe morreu aos 86 anos, quando eu tinha 25 anos de padre. Toda noite rezávamos o terço em casa. A Igreja é minha mãe”. “Gosto do Papa Francisco que diz: vão para fora. Igreja em saída. Ternura. Ele diz que quem gosta de Jesus, não fica velho”. “Rezo demais. Sem oração, não tem alegria”. “Jesus ressuscitou. Ele é tudo em todas as coisas no mundo. Deus criador, ele que mandou o Filho para nós”. “O jovem hoje tem que cair dentro de si, olhar para seu interior e perseverar”. “A família hoje perdeu o valor. João Paulo II dizia que sem família não tem nada”. “Gosto de São José, ele entrou na história de Maria e de Jesus. São José era tudo lá em casa. É o patrono da Igreja. Gosto também de São Judas Tadeu”. “Felicidade, misericórdia, paciência, compreensão entre vocês. Eu quero pedir a bênção, proteção e misericórdia para todos”.

Padre Egídio Alberto Bertotti

Monsenhor Agostinho Staehelin

Nascimento: 08/11/1927 Naturalidade: Nova Trento (SC) Ordenação presbiteral: 08/12/1959 Moradia: Nova Trento (SC) Ofícios: Professor em colégio jesuítas; pároco ou vigário paroquial em paróquias dos três estados do Sul. Desde 2010 está em Nova Trento, para tratamento de saúde. É colunista de um jornal daquele município.

Nascimento: 09/09/1924 Naturalidade: São Pedro de Alcântara (SC) Ordenação presbiteral: 25/11/1952 Moradia: São José (SC) Ofícios: Coadjutor, pároco, vigário e auxiliar paroquial em dez paróquias da Arquidiocese; Capelão do Hospital de Caridade; Reitor do Seminário Propedêutico; Diretor Espiritual do Conselho Nacional do Movimento de Irmãos; escritor de quatro livros; presidente da Missa na TV por 29 anos.

Cuidado com o irmão, família, retiro espiritual “Trabalhávamos na roça, era uma vida simples, com trabalho e oração em família. Não havia televisão e nem luz elétrica. Tudo isso favorecia a unidade da família. Um dia, os três irmãos partimos para a vocação consagrada. Primeiro fui eu, depois o Pe. Luiz e a minha irmã religiosa (ambos falecidos). “Trabalhei junto com meu irmão, Pe. Luiz, durante 46 anos. Cuidei dele até o fim da sua vida, quando partiu no dia da Assunção de Nossa Senhora, em 2016”. “A Igreja é minha segunda família. Antigamente, era um mundo em que as vocações nasciam ao natural. Hoje é preciso rezar pelas vocações, porque sem a oração, a gente não se consegue nada na vida espiritual”. “Assisto os canais católicos, a missa, e vejo o noticiário da Igreja. Leio muito e sou colunista do Jornal do Vale. Quando se chega aos 90 anos, vamos para uma espécie de um retiro espiritual. Pela própria natureza, a gente está em condições de se retirar um pouco, devido à fragilidade da saúde. Nunca pensei em chegar aos 90 anos. Só posso agradecer a Deus por ter chegado a essa idade. E outro fato importante para agradecer, por toda parte que trabalhei com meu irmão padre, sempre me dei bem com ele. Depois agradeço a comunidade que me aceitou, sinto-me feliz e amado. Porque como se diz, sem amor não se vive. Tudo isso me ajudou a ser sacerdote”.

Nossa Senhora, inteceda pela saúde do Monsenhor Agostinho Um dos padres idosos e doentes que poderia ser entrevistado é o Monsenhor Agostinho Staehelin, que tem 93 anos. Mas, ele se encontra hospitalizado e, portanto, impossibilitado de falar sobre o seu sacerdócio. Que todos possam rezar pela saúde deste grande sacerdote!


Jornal da Arquidiocese, Maio de 2018

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bíblia

A vocação do amor – Maria

Lectio Divina Padre Wellington Cristiano da Silva culo, rezando com os discípulos.

Oratio (oração) “Fiz calar e sossegar a minha alma; ela está em grande paz dentro de mim, como a criança bem tranquila, amamentada no regaço acolhedor de sua mãe” (Sl 130,2).

Contemplatio (contemplação) São muitos os frutos que podemos obter no trato íntimo com a Virgem Maria e no amor por ela. Ela própria nos diz: “Cresci como a vinha de frutos de agradável odor, e minhas flores são frutos de glória e abundância. Eu sou a mãe do puro amor, do temor, da ciência e da santa esperança. Vinde a mim todos os que me desejais com ardor, e enchei-vos dos meus frutos, pois o meu espírito é mais doce que o mel, e a minha posse mais suave que o favo de mel” (Eclo 24, 23-27). Deus enviou o Arcanjo Gabriel a Nazaré onde a Virgem vivia. A piedade popular apresenta Maria recolhida em oração, enquanto escuta atenta o desígnio de Deus sobre ela, a notícia da sua vocação: “Ave, cheia de graça”, diz-lhe o anjo. Deus escolheu a sua mãe e pôs nela todo o seu amor e poder. Não permitiu que fosse tocada pelo pecado: nem pelo original, nem pelo pessoal. Foi concebida imaculada, sem mancha alguma. Como em qualquer pessoa, a vocação foi o momento central da sua vida: Maria nasceu para ser a Mãe de Deus, escolhida pela Trindade Santíssima desde toda a eternidade. A vocação é também em cada um

de nós o ponto central da nossa vida. Neste Ano do Laicato, a exemplo de Maria, possamos dizer: “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38). Perante a vontade de Deus, Maria tem uma só resposta: amá-la. Ao se proclamar escrava do Senhor, aceita os desígnios divinos sem limitação alguma. Maria aceita com extrema alegria não ter outra vontade, senão a do seu Senhor. Entrega-se a Deus sem impor condições. Maria nunca foi uma mulher passiva. Tomou pessoalmente a iniciativa de ir ajudar Isabel na gestação e nos dias do parto (Lc 1,39). Quando Jesus se perdeu, não ficou parada. Voltou a Jerusalém, removeu céus e terra procurando o menino (Lc 2,46). Nas Bodas de Caná, enquanto todo mundo se divertia, ela estava atenta. Percebeu que faltava vinho, tomou a iniciativa e conseguiu solucionar o problema. À imitação de Nossa Senhora, não queiramos ter outra vontade e outros planos a não ser os de Deus. Por Eluiza Terezinha Camargo Momm Coordenadora da Comissão Arquidiocesana para a Vida e a Família

Contemplemos, no Espírito Santo, este grandioso mistério que Deus nos reservou: o dom da maternidade eclesial de Maria.

Missio (missão) Lectio (leitura) “Todos eles perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres, entre as quais Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos de Jesus” (At 1,14).

Meditatio (meditação) Após o retorno de Jesus ao Pai, os apóstolos e as mulheres se reuniram em Jerusalém, na casa onde costumavam ficar. Esta pequena comunidade de discípulos e discípulas do Senhor esperam, com perseverantes orações, a vinda do Espírito Santo. O livro dos Atos dos Apóstolos destaca, neste episódio, a presença de Maria. Ela está unida à Igreja nascente na qualidade de “mãe de Jesus”. Maria está gestando a Igreja, por obra do Espírito Santo, assim como gerou Cristo em seu ventre, pela ação do mesmo Espírito. Membro especial da Igreja, Maria iniciou sua missão materna no cená-

A Virgem que, junto à cruz (cf. Jo 19,25-27), acolheu de seu Filho a missão de ser mãe do discípulo amado, assume, por obra do Espírito, sua maternidade espiritual. Na imagem do discípulo amado está cada um de nós, seguidores e seguidoras do Cristo Jesus. A mãe dos membros de Cristo gera, no coração, filhos e filhas para Deus, com seu testemunho de amor, esperança e fé. Maria é mãe solícita que nos ampara sempre em seu regaço acolhedor. O Papa Francisco estabeleceu recentemente a memória da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja. Esta memória será sempre celebrada na segunda-feira depois de Pentecostes, para promover entre os cristãos o sentido materno da Igreja. Acolhendo, como o discípulo amado, Maria em nossas casas, queremos mostrar ao mundo o rosto mariano da Igreja. A maternidade espiritual de Maria é oportunidade para nos tornarmos ainda mais uma Igreja mãe, acolhedora, geradora e defensora da vida.

Conhecendo o livro dos Salmos Padre Gilson Meurer

Salmo 149: “Louvor da assembleia dos fiéis” O Salmo 149 inicia com um hino de louvor. De fato, são sete os verbos desse campo semântico: “cantar, alegrar-se, exultar, louvar, cantar hinos, aclamar, festejar”. O clímax se alcança no v. 4. quando se expõe a razão de tanta alegria: “porque o Senhor ama o seu povo, coroa os humildes de vitória”. A partir do v. 5, o salmo entoa o cântico bélico dos justos, que desde os seus leitos, isto é, desde cedo quando se levantam (cf. Dt 6,7), devem estar prontos para brandir a espada da justiça, contra os inimigos que atentam contra o povo e os humildes. O convite a entoar um “cântico novo” (cf. 33,3; 40,4; 96,1; 98,1; 144,9), indica que uma nova situação parece ter-se instaurado. É para o Senhor que eles cantam, o “criador” e “rei” (v. 2), e os cantores são os “hassidim” (os justos, os leais, os

fiéis), bem como Israel, os “Filhos de Sião”, o “seu povo”, os humildes. Particular no salmo, de fato, é a “assembleia dos hassidim” (v. 1.5.9), expressão que se encontra no livro dos Macabeus em um contexto próprio de batalha: “Uniu-se então a eles o grupo (“a assembleia”) dos hassidim, israelitas aguerridos, todos apegados à Lei” (1Mc 2,42). Por essa razão, o salmo parece situar-se no contexto de exultação dos patrióticos macabeus que combatiam pela soberania de Israel no séc. II a.C. No entanto, não se exclui uma leitura escatológica e messiânica, apontando para a batalha no final dos tempos, convidando a posicionar-se com Deus na luta contra o mal e a injustiça, apelando a associar-se ao louvor e ao empenho dos justos que possuem como única glória (v. 9) aquela de

colaborar ao projeto de paz e de amor que Deus está realizando na nossa história. Devido à sua linguagem militar, não raro foi usado em contextos de guerra. Jesus, porém, não aceita a violência, e ordena a Pedro embainhar sua espada quando é aprisionado (Mt 26,5254). Em S. Paulo, a armadura do cristão é feita de fé, amor, paz, justiça (1Ts 5,8; Ef 6,14-17). Nosso combate é contra o mal, na oração (Rm 15,30). A Palavra, essa sim, é uma “espada de dois gumes” (Hb 4,12). Eusébio de Cesaréia diz que a espada do cristão é a pregação do Evangelho. Leia o salmo e reflita: 1) Por que razão o salmo convida ao louvar? 2) Como o cristão interpreta a linguagem militar desse salmo?

Você também pode conferir este e todos os outros salmos no site da Arquidiocese: www.arquifln.org.br.


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evangelização

Formação dos presbíteros esteve na pauta principal da assembleia dos bispos (CNBB). Os bispos do Regional Sul 4 (Santa Catarina) da CNBB, juntamente com o Arcebispo, Dom Wilson Tadeu Jönck, scj, estiveram presentes. Neste ano, o tema central abordou as diretrizes para a formação dos presbíteros na Igreja no Brasil. Tratou-se de atualizar as diretrizes em vigor, aprovadas em 2010, por ocasião da 48ª Assembleia Geral da CNBB. Essa atualização foi motivada principalmente pelo magistério do Papa Francisco e pela publicação da Congregação para o Clero do documento “O dom da vocação presbiteral”, que Bispos do Regional Sul 4 marcaram presença em Aparecida constitui a chamada Ratio No mês de abril, 355 bispos de todo país Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis”. estiveram reunidos no Centro de Eventos Padre Outros assuntos também foram tratados, Vítor Coelho de Almeida, no Santuário Nacional como a reformulação do estatuto da Conferênde Aparecida (SP), para a 56ª Assembleia Geral cia e a eleição de delegados para representar da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil o episcopado brasileiro no Sínodo dos Bispos, Foto: Franklin Machado

convocado pelo Papa Francisco para outubro deste ano. “A assembleia foi um tempo muito agradável de vivência com os outros bispos. Foi possível ver o que Deus vai realizando e ir discernindo o que ele nos pede. Foi um tempo de estudo e aprendizado com as leituras e as experiências dos outros. O momento possibilitou o contato com a multiplicidade de atividades na Igreja do Brasil. Renovamos a certeza de que Deus conta com nossas limitações, para realizar a sua obra”, destacou o Arcebispo Dom Wilson Tadeu Jönck, scj. Um dos documentos mais esperados da 56ª Assembleia Geral foi uma nota com o tema “Eleições 2018: compromisso e esperança”. Nela os bispos reconhecem que “ao abdicarem da ética e da busca do bem comum, muitos agentes públicos e privados tornaram-se protagonistas de um cenário desolador”. Os bispos também enviaram uma mensagem a todo o povo de Deus. Também se anunciou a estimativa, para 2018, do Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris), organismo de pesquisa da Igreja no Brasil. A previsão para este ano é de 11.700 paróquias, 27.416 padres e, aproximadamente, seis mil seminaristas em processo de formação, nas 277 dioceses.

Baluarte de Brusque, Pe. Kleine é biografado por Pe. Eder Celva Desde o mês de abril està à disposição o livro: “Padre Guilherme Kleine, amigo de Brusque”, de autoria do Pe. Eder Claudio Celva. O formador do Seminário Menor Nossa Senhora de Lourdes, de Brusque, Pe. Eder, explica que a pesquisa deste livro tem uma história relativamente longa. “Nasceu de uma admiração e de uma justa gratidão pelo legado deixado por um homem bom, Pe. Guilherme Kleine. É este legado que me estimulou a me dedicar a este texto. Acrescenta-se a isto que Azambuja, onde ele atuou especificamente, é onde trabalho atualmente e cada obra de meu campo de serviço tem as marcas

indeléveis deste sacerdote de nosso clero”, explica o autor do livro. Padre Eder comenta também que se não tivesse tido a graça de, como sacerdote jovem, estar na missão de formador do Seminário Metropolitano e de Vigário do Santuário, exercendo o ministério em Azambuja, certamente este livro não teria nascido ou ao menos não agora. O amigo de Brusque, Pe. Kleine, era alemão de nascimento, brasileiro por adoção e brusquense de coração! Brusque deve olhar com gratidão para este conhecido padre, pois recebeu muito deste homem que adotou o mu-

nicípio como a segunda pátria. Soube ir além da sacristia, sendo respeitado e ouvido por todos, inclusive de outros credos. Padre Kleine trabalhou por todos os brusquenses! Não há brusquense que possa dizer que não tem nada a ver com Azambuja! “Se tem ligação com Azambuja, a tem com os padres, com a Arquidiocese de Florianópolis, com a Igreja; a tem com Monsenhor Guilherme Kleine, um dos maiores amigos que Brusque e região já tiveram”, afirma o autor. O livro, de 240 páginas, pode ser encontrado em algumas livrarias de Brusque e na secretaria do Seminário de Azambuja.

Imagem: Divulgação


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evangelização

Arquidiocese e FACASC promovem Encontro de Vereadores Evento reuniu representantes de 12 municípios Foto: Mateus Peixer

Mesa-redonda foi conduzida pelo professor da Facasc, Vilmar Dal Bó (c)

A Igreja vive o Ano do Laicato, com o tema “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na Igreja em saída, a serviço do Reino” e o lema “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5,13-14). O objetivo é estimular o protagonismo dos cristãos dentro da Igreja e na sociedade. O Papa Francisco afirma que “a política é uma das formas mais altas da caridade, pois busca o bem comum. E os

Caridade Social

leigos cristãos devem trabalhar na política”. Em sintonia com a Igreja e o Santo Padre, a Arquidiocese e Faculdade Católica de Santa Catarina (FACASC) promoveram no dia 27 de abril, no auditório da instituição, o Encontro de Vereadores das Câmaras dos Municípios da área da jurisdição arquidiocesana. O evento constituiu-se em uma mesa -redonda, na qual foram debatidos os te-

varrer o país desta velha política”, desabafou Beto. Segundo o vereador de Anitápolis, Fábio Pereira (PP), ocorre na sociedade uma crise de valores. Ele demonstra preocupação com a família e diz que “a mídia está distorcendo aquilo que aprendemos em casa. Nós estamos acuados, precisamos agir. Eu, como pai e legislador, preciso mostrar que isto não é correto”, alertou Fábio. Foto: Pe. Domingos Nandi

Vereador Beto Souza

Projeto Rios na preseveção e recuperação da vida Foto: Divulgação

Rio do Noca, no Campeche, em Florianópolis

O Projeto Rios, implantado há mais de uma década em Portugal, França e Espanha, é um projeto baseado no envolvimento de voluntários da sociedade no diagnóstico, recuperação, preservação e fiscalização de trechos de rios que são importantes para as comunidades. Em Santa Catarina, cerca de 65% dos rios se encontram poluídos por

mas da superação da violência e o papel do cristão na política. Estavam presentes no debate o Arcebispo, Dom Wilson Tadeu Jönck; a assistente social da Prefeitura de Florianópolis, Katia Abraham; a diretora estadual de Direitos Humanos, Rosane Nogueira; o vereador da capital, Pedro Silvestre, e o superintendente do Instituto de Geração de Oportunidades de Florianópolis, Guilherme Botelho. No fim da conversa de cada tema, foi aberto o microfone para os demais vereadores contribuírem com a discussão. O vereador de São João Batista, Beto Souza (PPS), ressalta que para começar uma mudança na sociedade, primeiro é preciso mudar a atitude nas câmaras municipais. “Quando entrei na Câmara, os vereadores já estavam trabalhando para o próximo prefeito e não pela cidade. Temos vereadores que vão apoiar um deputado por causa de uma ambulância. O problema real está no sistema político falido que vivemos. Precisamos

dejetos de mineração, esgoto, uso de agrotóxicos e outros poluentes, o que indica que a partir de 2020, o Estado enfrentará a escassez de água. É com o objetivo de evitar a contaminação dos rios e recuperar os que já estão contaminados, que o projeto atua na Arquidiocese, com a realização de seminários. Este ano aconteceu um sobre o Rio do Noca, realizado no bairro

Campeche, na Capital, e outro sobre a bacia do Rio Cubatão, na Barra do Aririú, em Palhoça. Saída de campo no Campeche Como sequência dos seminários, ocorrem as saídas de campo. Em 07 de abril, 25 pessoas fizeram a primeira saída, onde realizaram o diagnóstico de 400 metros do Rio do Noca, no Campeche. Os participantes foram divididos em grupos e avaliaram o trecho escolhido, concluindo que, devido ao desmatamento das margens, as ocupações ilegais, o acúmulo de lixo e a poluição da água, a situação do rio é preocupante. Funcionamento do projeto Primeiro, é formada uma equipe de no mínimo quatro pessoas que adotam um trecho (500 metros) de um rio ou córrego, preenchem a ficha de adesão,

enviam para a coordenação estadual do projeto, assumem o compromisso de realizar uma visita por mês no trecho do rio adotado, realizam um diagnóstico simples do rio e definem medidas para proteção do rio. Informações: projetorios.sc@gmail. com ou (48)3224-8776 Por jornalista José Allison Santos Foto: Divulgação

Saída de campo contou com 25 voluntários


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evangelização Jovens do mundo todo aprovam documento para o Sínodo dos Bispos A juventude é convidada a ser protagonista da mudança Foto: Divulgação

Participantes da Reunião Pré-Sinodal, em Roma

Entre os dias 19 e 24 de março, mais Um dos assuntos em destaque foi o de 300 jovens de todo o mundo estive- pedido de um maior protagonismo da ram reunidos em Roma e aprovaram um mulher no interior da Igreja. Além disdocumento para o Sínodo dos Bispos so, o encontro preparatório do Sínodo que vai falar sobre a juventude, a fé e acolheu um movimento que tem sido o discernimento vocacional, em outubro exercitado por Francisco e resultaria em deste ano. O documento foi resultado uma mudança histórica no interior da de discussões em dezenas de países Igreja: uma aliança entre os segmentos e sugestões recolhidas em grupos for- conservadores e progressistas. mados no Facebook, com a colaboração de mais de 15 Prepare-se para a JAJ mil jovens. Papa Francisco fez aberO Setor Juventude da “O jovem tem tura do encontro e exortou Arquidiocese promove no necessidade de os jovens a não ter medo de falar, e a Igreja tem dia 10 de junho, no Centro falar o que precisa ser dito: de Evangelização Angelia necessidade “Falem com coragem, dino Rosa (CEAR ), em Gode escutar gam o que vocês gostariam vernador Celso Ramos, a o jovem” de dizer. Se alguém se sensexta edição da Jornada tir ofendido, peçam perdão Arquidiocesana da Juvene continuem”. tude. Participaram da reunião jovens de Com o tema “Não tenhais medo, várias religiões e ateus dos cinco conti- Maria! Encontrastes graça junto a nentes. Eles foram ouvidos e ajudaram Deus!” (Lc 1,30), o encontro iniciará às na reunião. 9h. Durante o dia terá Missa, Adoração O documento aborda temas como: ao Santíssimo, confissões, corredor diálogo, compaixão, apelos por uma vocacional, oficinas e shows católicos. Igreja não severa e moralista, exigên- Além disso, os jovens vão meditar socia de abertura eclesial, atenção aos bre o Sínodo dos Bispos deste. homossexuais e às questões de gênero O evento é gratuito e serão vendiem geral, prioridade à pauta do aborto dos serviço alimentos no local. Convide e do meio ambiente, solidariedade aos os jovens de sua paróquia e participe! pobres e perseguidos pelo sistema. Informações: www.arquifln.org.br.

Cronograma de maio 05/05 | Formação aos Missionários para Missão Bahia | Itapema 06/05 | VI Festival da Família | São José 08 e 09/05 | II Simpósio Canônico do ISDCSC | Fiesc 08 e 09/05 | Curso de Formação para o Clero | Nova Trento 12/05 | Formação – Agentes da Pastoral de Rua | Biguaçu 13/05 | Ascensão do Senhor – Dia das Mães 13 a 20/05 | Semana de Oração pela Unidade Cristã | Paróquias 17/05 | Seminário Projeto Rios – Rio Tijucas | Canelinha 19/05 | Movimento Schoenstatt – Tarde da mulher | Centro Schoenstatt 20/05 | Pentecostes 22/05 | Reunião Geral do Clero | Paróquia São Luis Gonzaga - Brusque 27/05 | RCC - Cenáculo de Pentecostes | Santo Amaro 27/05 | Grupo de Orientação Vocacional João Paulo II | Seminário de Azambuja 27/05 | Escola Catequética | Itapema 28/05 | Simpósio Bíblico | FACASC 31/05 | Corpus Christi

Pastoral Vocacional realiza o Retiro Projeto de Vida Foto: Pastoral Vocacional

Reitor do Seminário Convívio Emaús, Pe. Vânio da Silva (e), presidiu a Missa do retiro

A Pastoral Vocacional da Arquidiocese de Florianópolis promoveu no dia 22 de abril, Domingo do Bom Pastor e Dia Mundial de Oração pelas Vocações, no Seminário Propedêutico, na Ponta de Baixo, em São José, o Retiro Vocacional Projeto de Vida. O encontro foi uma experiência de discernimento e acompanhamento vocacional para rapazes jovens e adultos. Durante o dia os retirantes participaram de

momentos de palestras, meditação , partilha de vida e oração. O jovem da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes e São Pedro, de São José, Rafael Gonçalves da Silva, 16 anos, conta que gostou muito de conhecer as histórias dos seminaristas. Além disso, ele afirma que “o retiro foi ótimo para esclarecer as dúvidas que tinha sobre o seminário. Foi meu primeiro retiro vocacional e com certeza vou no próximo”.


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geral Quatro novos diáconos são ordenados na Arquidiocese

Guilherme, Paulo, Philipe e Sérgio respondem ao chamado de Deus, numa oferta incondicional Centenas de fiéis de várias paróquias da Arquidiocese se encontraram na Igreja Matriz da Paróquia Santa Teresinha, em Brusque, no feriado de 21 de abril, para a ordenação diaconal de quatro seminaristas: Guilherme dos Santos, Paulo Sérgio Chaves, Philipe Valdenô Damazo e Sérgio Luís Pedrotti. A missa foi presidida pelo Arcebispo, Dom Wilson Tadeu Jönck, scj, e concelebrada pelo Bispo Auxiliar Emérito, Dom Vito Schlickmann, e diversos padres. Contou também com a presença dos familiares, amigos, religiosas, diáconos e dos seminaristas da Arquidiocese. “Estar disposto a servir à Igreja, ao próximo, a Deus. O diácono se dispõe exatamente a servir. Jesus serviu a Deus. Em primeiro lugar, servir a Deus. Vocês foram escolhidos por Cristo para realizar a obra que ele deseja, não no coração de vocês somente, mas em toda Igreja”, afirmou Dom Wilson na homilia. Antes da bênção final, os seminaristas entraram com a imagem de Nossa Senhora de Azambuja. O coordenador arquidiocesano de pastoral, Pe. Revelino Seidler, motivou uma dezena do terço pelas vocações e apresentou o novo vídeo do projeto vocacional “Cada comunidade, uma nova vocação”. – Guilherme, 24, entrou no seminário em 2009 – Atua na Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes e São Pedro, bairro Serraria, São José Foto: Maria Izabel de Souza

contar com meu serviço, apesar da minha fraqueza, fez-me sentir profundamente amado e seguro na sua graça que agirá através de mim. Agradeço a todos os irmãos e irmãs que rezaram e rezam pelo meu ministério”.

uma formação, mas o início de uma nova caminhada, de um tempo novo que o Senhor tem preparado para minha vida e para toda a paróquia em que trabalho. É mais um motivo para me alegrar e trabalhar ainda mais pelo Reino de Deus”.

– Paulo, 36, entrou no seminário em 2010 – Atua na Paróquia São João Evangelista, Biguaçu

- Sérgio, 46, entrou no seminário em 1984 - Atua na Paróquia Senhor Bom Jesus, em Camboriú.

Foto: Maria Izabel de Souza

Foto: Ricardo Righetto

Diácono Paulo

Diácono Sérgio

“Nas ordenações de que participei, sempre percebi o amor de Deus por aqueles que estavam sendo ordenados. Nessa foi diferente, pois foi por mim o amor que Deus manifestou, em cada momento do rito da ordenação. Como escreveu Santa Teresinha: ‘Não é bastante amar, é preciso prová-lo!’. Que meu ministério seja fecundo no amor”.

“Hoje foi o dia de uma confirmação profunda do nosso coração e do nosso compromisso com Deus. Através da fé escutamos: da fé nasce o conhecimento de Deus e de Jesus. E então nasce o nosso amor por ele, para que, assim, possamos segui-lo. Estou muito feliz com todas as pessoas que vieram nessa ordenação, que vieram de Jaraguá do Sul, minha cidade. Deixamos nosso agradecimento a todos. Vale a pena seguir Jesus, a partir de um entendimento e de um amor que devemos ter por ele e esse amor deve ser cotidiano. Todo dia devemos recomeçar”.

– Philipe, 32, entrou no seminário em 2010 – Atua na Paróquia Nossa Senhora do Desterro e Santa Catarina - Catedral Foto: Maria Izabel de Souza

CONVITE ORDENAÇÕES PRESBITERAIS Diácono Jair José Pereira 02/06 | 15h Santuário Sagrado Coração de Jesus Ingleses, Florianópolis

Diácono Guilherme

“A ordenação diaconal foi um momento especial para toda a Igreja arquidiocesana, que celebrou com alegria esta festa do chamado e reavivou sua confiança no Senhor, Bom Pastor, que não deixa de cuidar do seu rebanho, cumprindo sua promessa: ‘Eu vos darei pastores segundo o meu coração’. Para mim, pessoalmente, foi um dia tremendo! Saber que Deus quer

Diácono Philipe

“Receber a ordenação diaconal é uma grande graça que vem de Deus e não é um final do término de

Diácono Eduardo de Senna 23/06 | 15h Paróquia Santo Antônio Campinas, São José

Jornal da Arquidiocese | nº 245 | Maio  
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