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Irmã Miria vai assessorar Curso de Liturgia e Canto

Insegurança marca o dia a dia na Brasilândia

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Semanário da Arquidiocese de São Paulo

Arquidiocese avalia Semana Missionária Página 19

ano 58 | Edição 2965| 13 a 19 de agosto de 2013

R$ 1,50

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Transmissão da fé motiva a Semana da Família

Na Catedral da Sé, agentes da Pastoral Familiar posam para foto logo após a celebração eucarística presidida por dom Sergio de Deus Borges, bispo referencial da Vida e da Família na Arquidiocese

“Transmissão e educação da fé cristã na família” – este é o tema da Semana Nacional da Família – 2013, que começou no domingo, 11, Dia dos

Pais, e se estende até o próximo domingo, 18. Em carta, o papa Francisco exorta as famílias a refletirem sobre a sua missão de educadoras

na fé e solicita maior atenção para com as crianças, os jovens e os idosos. Dom Sergio de Deus, bispo referencial da Vida e da Família, presidiu

missa de abertura da Semana às 9h e dom Odilo Pedro Scherer também refletiu sobre o mesmo tema na missa das 11h. Logo após, houve

uma apresentação de música sacra do projeto “Renascimento: variações sobre o mesmo tema”. Página 11 Luciney Martins/O SÃO PAULO

curso do clero

Em curso, padres refletem sobre a fé O curso de aprofundamento teológico para o clero arquidiocesano, realizado de 5 a 8, em Itaici, Indaiatuba (SP),

teve como tema “A fé que cremos”. Monsenhor Antonio Luiz Catelan Ferreira, assessor da CNBB para a Doutrina

da Fé, refletiu com os padres sobre as verdades proclamadas no Credo. Página 20 Luciney Martins/O SÃO PAULO

Dom Odilo preside missa em ação de graças pelo centenário do Carmelo, dia 11

Carmelo celebra seu centenário Centenas de fiéis se uniram às 21 irmãs carmelitas em missa de ação de graças pelo centenário do Carmelo de Santa Teresa, no domingo, 11. Dom Odilo Pedro Scherer presidiu

Diáconos fazem festa para São Lourenço Na sexta, 9, dom Edmar Peron, bispo referencial para os Ministérios Ordenados, presidiu missa em louvor a São Lourenço, o patrono dos diáconos. Página 11

a celebração lembrando que as histórias do convento e da cidade se entrelaçam. O convento “é um oásis espiritual para a cidade”. Página 8 Luciney Martins/O SÃO PAULO

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Site mostra os processos da Ditadura Militar


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Fé e Vida

www.arquidiocesedesaopaulo.org.br 13 a 19 de agosto de 2013 Gabirante

frases da semana

“Não tenho nem ouro nem prata, mas tenho uma experiência do encontro com Cristo em minha vida. Devo apresentar este Cristo aos outros pais, principalmente aos que estão distante da Igreja e que na caminhada se distraíram e saíram um pouquinho.”

Diácono Nilo José de Carvalho Neto

“Para eles, o rap ou o reggae determina a forma de pensar, de ser e de sentir. Muitas vezes, é um estilo musical que promove a violência, principalmente contra mulheres e crianças. Então, usei o mesmo canal para promover a vida e o Evangelho.”

Frei Richard Goodoy

você pergunta

Espiritualidade

Por que o Vaticano é tão rico?

O caminho da fé da samaritana

Diretor do O SÃO PAULO, semanário da Arquidiocese de São Paulo

Padre Cido Pereira

A pergunta é de Regina Maria Agnello, do Tatuapé, e é mais complexa, porque ela questiona: “Se a Igreja prega tanto que devemos ajudar aos mais pobres, necessitados etc... por que o Vaticano concentra tanta riqueza num lugar só?”. Regina, você já percebeu como os inimigos da Igreja adoram fazer essa pergunta? Agora pense comigo. Quem já foi lá no Vaticano, viu a Basílica de São Pedro, viu o belo museu do Vaticano, pode mesmo ter ideia de que ali está uma riqueza imensa. E está mesmo! Trata-se de uma riqueza cultural imensa. São obras de grandes escultores, como Michelangelo, Leonardo da Vinci, Rafael, Fra Angélico. São obras de arte de encher os olhos. Agora, quem disse que essa riqueza é da Igreja? Não é não! É da humanidade. É uma riqueza do homem. A Igreja apenas a conserva. Era só o que faltava, Regina, a Igreja se desfazer de todas aquelas obras, de todo aquele patrimônio, passando às mãos de particulares, de gente que ainda que pagasse mundos e fundos, iria conservar aquilo para seu bel-prazer, ou pior, se utilizaria daquilo para se enriquecer mais ainda. Outra coisa: por que ninguém questiona as riquezas dos muitos museus deste mundo? Só a Igreja deve se desfazer do museu do Vaticano? Regina, é má vontade dos que usam esse argumento. Até porque, eu desafio você a me dizer que instituição neste mundo faz mais caridade do que a Igreja. Temos santos que dedicaram sua vida à caridade, você sabe disso. É São Francisco de Assis, é São Vicente de Paulo, é Madre Tereza de Calcutá, é a bem-aventura Irmã Dulce dos pobres. Regina, a Igreja não só prega a ajuda, o serviço aos pobres, ela socorre os pobres e não precisa se desfazer do patrimônio da humanidade que está no Vaticano para fazer isso. Fique com Deus, minha querida irmã. Que ele abençoe você e sua família.

Semanário da Arquidiocese de São Paulo

Frei Patrício Sciadini

Nestes tempos, estou meditando o Evangelho da primeira anunciadora de Cristo Messias, da primeira missionária, a samaritana. A samaritana faz um caminho de fé, um encontro progressivo com a pessoa de Jesus até proclamá-lo e anunciá-lo como Messias, como o Salvador. Um caminho que nós podemos descobrir em cinco palavras que ela pronuncia a respeito de Jesus. Convido os leitores a procurar estas palavras e a escutar a resposta de Jesus e do povo. Tu és um judeu: diante do pedido de Jesus, cansado e sedento, que pede de beber à samaritana, mulher sem nome porque ela tem o nosso nome, se mara-

vilha e chama Jesus de judeu: “Como é que tu, que és judeu, me pede de beber a mim que sou samaritana…” É difícil pedir algo a quem não é amigo. Mas as coisas mudam com Jesus. Não há mais inimigos, todos são amigos. Este homem: quando a mulher anuncia a todos os seus cidadãos, ela chama Jesus “este homem” me tem dito tudo o que eu fiz. Reconhece em Jesus na sua humanidade, mas os seus olhos já vislumbram a divindade. Senhor: por três vezes a mulher, referindo-se a Jesus, o chama de senhor. Um título que nos faz compreender uma atitude de respeito, de veneração, que está surgindo no coração da samaritana a respeito a Jesus. Messias: a samaritana começa a se abrir ao diálogo e descobre que esta pessoa que a esperava ao poço e lhe pediu de beber pode ser o Messias. Jesus dará uma resposta clara e con-

“A fé que recebemos no Batismo, que cultivamos na oração, na prática e na frequência da Igreja é uma fé verdadeira, mas nem sempre consciente de todos os elementos. Então ter a oportunidade de estudar o Credo é importante porque conhecemos melhor a fé onde fomos batizados, a fé que garante nossa salvação”

Monsenhor Antonio Luiz Catelan Ferreira

tundente, sem meios-termos: “sou eu”. Essa confissão da identidade de Jesus para a samaritana abre para sempre o caminho para que a graça da conversão possa entrar na vida desta mulher pecadora, mas insatisfeita de sua vida, e que buscava a luz e a verdade. Chamado Cristo: o anúncio que a mulher vai fazer aos seus concidadãos será que ele é o Messias, aquele que deve vir, chamado Cristo. A mulher não se sente ofendida porque Jesus penetrou na sua alma, mas feliz por ser salva pelo amor redentor, por ter encontrado o caminho certo de uma vida nova. Ela mesma, abandonando a sua segurança, o balde, e corre para anunciar aquele que encontrou. Não é mais um sonho, mas sim uma realidade. É belo reler com atenção e com calma e especialmente com amor este relato do Evangelho de João 4, 1-42 e deixar-se envolver pelo amor de Cristo, pela bondade.

palavras que não passam

Um casal de noivos vocacionados PADRE AUGUSTO CÉSAR PEREIRA

A Virgem Maria foi a primeira pessoa do Novo Testamento a ser chamada por Deus para cumprir uma missão: uma vocacionada. É uma palavra que veio do idioma latim e significa chamar. O chamamento que Deus faz a uma pessoa sempre tem em vista uma tarefa a cumprir, a missão. Missão é também do latim, verbo enviar, que significa o envio de uma pessoa para cumprir a missão a que foi chamada. Portanto, a pessoa não se oferece, ela é chamada, e responde aceitando ou não o chamado para a missão que o mesmo Deus que chama confere. Relata o Evangelho de Lucas que Maria foi chamada por um mensageiro de Deus para a tarefa de ser a mãe do Salvador que estava por vir. Depois de dar o recado e estar tudo bem explicado, o anjo perguntou se ela aceitava. Maria entendeu a sua missão, quando falou ao

anjo palavras de quem estava consciente vida como casal. Mudou tudo. O relae livremente decidida a aceitar a missão. cionamento do casal tomará totalmente Estava convicta de que sua missão era outro rumo do planejado. O número de para ser cumprida em relação ao projeto filhos, por exemplo, e sua vida conjugal. de Deus em favor da humanidade. Ela O maior gesto de José e Maria foi o de achou que a melhor palavra para expli- transformar seu próprio projeto de vida car tudo isso era a sua condição de “ser- para se adequar à missão que lhes foi va” do projeto de Deus (cf. Lc 1, 26-80). confiada por Deus e aceita por eles. Infelizmente, existem pessoas – mais No entanto, havia uma pessoa envolvida na vida de Maria que também pre- do que se pensa – que aceitam o chamacisava ser consultada sobre sua aceita- do de Deus muito mais em vista de seus ção ao projeto de Deus. Não podemos esquecer José. Na Não podemos ignorar São José condição de noivo de Maria, ele tinha o mesmo direito de quando contemplamos tanto o ser informado do que aconchamado e a missão da Virgem Maria tecia com a noiva. E o anjo Gabriel retornou para inquanto o nosso próprio chamado formar José dos fatos. José também aceitou a sua parte do serviço a que Deus chamava Maria. próprios interesses que os verdadeiros Também ele um vocacionado para exer- motivos da vontade de Deus ao chamálas. Pretendem harmonizar antigos vacer uma missão (cf. Mt 1, 18-25). Para muitas pessoas, a aceitação do lores com o convite de Deus para voos chamado de Deus para a missão impli- mais altos. Por isso, não podemos ignorar São ca numa reviravolta de seus projetos de vida pessoais. Com Maria e José não José quando contemplamos tanto o chadeu outra. Na condição de noivos, eles mado e a missão da Virgem Maria quanjá deveriam ter acertado seu projeto de to o nosso próprio chamado.

Mantido pela Fundação Metropolitana Paulista • Publicação Semanal • www.osaopaulo.org.br • Diretor Responsável e Editor: Antônio Aparecido Pereira • Reportagem: Daniel Gomes • Colaboração: Nayá Fernandes e Edcarlos Bispo de Santana • Fotografia: Luciney Martins • Administração: Maria das Graças Silva (Cássia) • Assinaturas: Djeny Amanda • Projeto Gráfico e Diagramação: Jovenal Alves Pereira • Impressão: Atlântica Gráfica e Editora Ltda. • Redação e Administração: Av. Higienópolis, 890 - Higienópolis - 01238-000 • São Paulo - SP - Brasil • Fones: (11) 3660-3700 e 3760-3723 - Telefax: (11) 3666-9660 • Internet: www.osaopaulo.org.br • Correio eletrônico: osaopaulo@uol. com.br (redação) • adm@osaopaulo.org.br (administração) • assinaturas@osaopaulo.org.br (assinatura) • Números atrasados: R$ 1,50 • Assinaturas: R$ 45 (semestral) • R$ 78 (anual) • As cartas devem ser enviadas para a avenida Higienópolis, 890 - sala 19. • A Redação se reserva o direito de condensar e de não publicar as cartas sem assinatura.


Fé e Vida encontro com o pastor

A transmissão da fé em família Arcebispo metropolitano de São Paulo

cardeal dom odilo pedro scherer

A Semana Nacional da Família também se relaciona com a temática do Ano da Fé: “Transmissão e educação da fé cristã na família”. Nada mais apropriado. Embora a fé possa, e precise, ser transmitida também em muitos outros contextos, além da família, é bem verdade que esta é um dos sujeitos fundamentais na transmissão e educação da fé. A própria constituição da família, mediante o casamento entre um homem e uma mulher, é também uma aposta de fé. Não que o casamento e a família dependam da fé: são realidades naturais e não sobrenaturais. Apesar de tudo o que se diga ou mova em contrário, os jovens continuam casando e formando família, mostrando que essas realidades não ficam “fora de moda”, como bem confirmaram tantos jovens ao papa Francisco na JMJ Rio-2013. No entanto, Deus quer ajudar o casal a viver bem o casamento e realizar bem a vida e a missão da família. A Igreja tem grande apreço ao propósito do casal, que inicia sua

vida a dois com um olhar de fé profunda. De muitos modos, ele pode experimentar que Deus está presente em sua vida e o abençoa e conduz. Por isso, a fé viva e a vida cristã generosa do casal são um poderoso auxílio para ele. Já na celebração do casamento religioso, os nubentes respondem a esta pergunta: “Estais dispostos a receber com amor os filhos que Deus lhes confiar e a educá-los na lei de Cristo e da Igreja?” A resposta é “sim!” A paternidade e a maternidade são vistas à luz da fé em Deus; e a educação cristã dos filhos também é um compromisso de fé assumido pelo casal diante de Deus. Por isso, a transmissão da fé e a educação dos filhos no caminho da vida cristã e eclesial é, desde logo, parte da missão dos pais católicos. É missão do casal criar um ambiente doméstico que fale da nossa fé: não devem faltar a oração em família, a presença de sinais religiosos na casa, como a Bíblia, o crucifixo ou alguma imagem sacra. A busca do Batismo para os filhos, o ensinamento das primeiras atitudes e gestos cristãos, o aprendizado das primeiras orações, a transmissão, aos filhos, da “imagem” cristã de Deus e a introdução na comunidade da Igreja também fazem parte dessa missão dos pais católicos. Em tudo, porém, o fator decisivo na

educação é o exemplo dos próprios pais; os filhos pequenos aprendem vendo. No esforço atual da Igreja em promover uma “Nova Evangelização”, recordamos esse papel fundamental dos pais e da família cristã. É no contexto da família que são transmitidos (ou deixam de ser transmitidos) os valores que marcam a vida das pessoas. O que se aprende nos primeiros anos da vida tem importância decisiva. Uma boa experiência da nossa fé e a iniciação à vida cristã e eclesial enriquecem a educação dos filhos. A transmissão da fé da Igreja conta com a ação de todos os seus membros. Uma geração passa à outra o tesouro do Evangelho e o patrimônio da vida cristã e eclesial, enriquecido com o próprio testemunho. É um contínuo receber, acolher, viver e passar aos outros; se hoje cremos, é porque outros, antes de nós, fizeram isso generosamente, há quase 2 mil anos. Agora é a nossa vez de fazê-lo. Não por mero automatismo cultural ou por necessidade ritual, mas de modo consciente, generoso e alegre. É um tesouro, que arrebata nosso coração e dá sentido a toda a vida. Amanhã ainda haverá fé no mundo se nós, hoje, não formos um elo quebrado nessa corrente de transmissão da fé cristã católica.

semana do Cardeal Instituto Jesus Maria José

No sábado, 10, o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, presidiu a eucaristia para as Irmãs do Instituto Jesus Maria José. O Arcebispo se dirigiu às irmãs, que estão em Capítulo Geral, e destacou que este é um momento forte de renovação e fortalecimento do carisma, espiritualidade e missão do Instituto.

Tweets do Cardeal

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editorial

Uma semana para a família repensar sua missão Esta é a Semana da Família. Os católicos de todo o Brasil multiplicam nela encontros de oração, de reflexão, de tomada de consciência sobre a importância desta instituição ao mesmo tempo divina e humana. Divina porque querida por Deus ao criar o homem e a mulher. Disse: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Divina porque disse ao homem e à mulher: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a...”. Divina porque Deus ao criar o homem e a mulher, nesse “multiplicai-vos”, deu ao homem e à mulher a vocação à paternidade e à maternidade. A Semana da Família quer chamar a atenção dos católicos, dos cristãos de modo geral e dos homens de boa vontade que o segredo da felicidade consiste em amar e ser amado; que a família é a primeira comunidade humana que é, ao mesmo tempo, escola onde se aprende a amar, santuário em que a vida é gestada, defendida e preservada, espaço onde se encontra e se vive a experiência de Deus... O que faz dela um patrimônio da humanidade. Àqueles que questionam a necessidade desta Semana, vale lembrar que nunca como hoje a família vem sofrendo todo tipo de ameaça. Que se pense nas notícias angustiantes de filhos agredindo pais, de pais abandonando filhos nas caçambas da vida, de famílias que, com a mesma velocidade e falta de reflexão com que se formam, também se desmancham deixando um rastro de sofrimento. Que se pense nos muitos arranjos a que se dá o nome de família a partir de uniões estéreis, fechadas sobre si mesmas. Que se pense na fragilidade dos laços familiares em que as duas pontas da vida, a infância e a velhice, são marginalizadas... O Ano da Fé ilumina a Semana da Família. Por isso mesmo, o tema – “Transmissão e educação da fé cristã na família” – é um alerta, é uma exortação, é um convite à família a redescobrir o seu papel na transmissão da fé. É um lembrete aos pais cristãos que eles são os primeiros educadores dos filhos. Fazem pensar, as palavras de dom João Carlos Petrini, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família: “O tema deste ano é um dos mais importantes para a família que quer ver os filhos crescendo em sabedoria, estatura e graça como o Evangelho de Jesus fala (cf. Lc 2, 52)”. agenda do Cardeal Quarta-feira (14)

9h: Reunião com Bispos Auxiliares 14h30: Reunião dos Formadores 17h: Missa no Seminário Bom Pastor; dedicação da capela

Quinta-feira (15)

@DomOdiloScherer 10 - “Elevo o cálice da minha salvação” - Bom domingo para todos! Feliz dia dos pais! 9 - Rm 12, 1-2 “Transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e de julgar, para quê possais distinguir o que é da vontade de Deus, o que é bom...” 9 - Dia 9/8/13, agora, em SP, lançamento do arquivo digital “BRASIL, NUNCA MAIS”.

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8 - Hoje a Igreja lembra S. Domingos, presbítero, fundador da Ordem dos Pregadores ( Dominicanos). Deu grande contribuição à renovação da Igreja. 7 - 1Pd 5, 5b-7 “Revesti-vos todos de humildade no relacionamento mútuo, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes.” 7 - “Demos graças a Deus, Pai onipotente, que nos chama a partilhar,

na sua luz, da herança a seus santos reservada!” 7 - “Pilatos no CREDO” - isso indica a relação da nossa fé com a história. Não cremos a partir de mitos... Deus entrou na nossa história. 7 - 1Sm 16, 7 “o homem vê as aparências, mas o Senhor olha o coração” - Senhor, sondai-me, conhecei meu coração e conduzi-me no caminho para a vida.

8h30: Missa na Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção (Ipiranga) 12h: Missa na Catedral; Solenidade patronal. 17h: Missa no Seminário Nossa Senhora da Assunção; festa patronal

Sábado (17)

15h: Peregrinação dos membros dos Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica, no Ano da Fé – Catedral da Sé

Domingo (18)

11h: Missa na Catedral Metropolitana: Solenidade da Assunção de Nossa Senhora

Segunda-feira (19)

19h: Reunião do CAE


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Fé e Vida

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liturgia e vida

palavra do papa

Papa envia mensagem para a Semana da Família

21º DOMINGO DO TEMPO COMUM 25 DE AGOSTO Ana Flora Anderson

A vocação missionária Neste Ano da Fé, a Igreja lembra que todo cristão é chamado a ser missionário e a levar o amor misericordioso de Deus para todos. A liturgia deste domingo anuncia e aprofunda a base desta vocação. Na primeira leitura (Isaías 66, 18-21) Deus revela que quer unir todos os povos e línguas numa única comunidade. Assim, ele escolhe mensageiros que podem atingir até os povos mais longínquos. A segunda leitura (Hebreus 12, 5 – 7.1113) é dirigida aos mensageiros do Senhor que desanimaram no caminho. A sua mensagem central é que somos filhos de Deus e ele nos trata como um pai trata os filhos. O texto pergunta: quem é o filho de quem o pai não corrige? Deus corrige quem ele ama, para que a ação missionária se realize em plenitude. O autor da carta faz um apelo para que os mensageiros superem a fraqueza e o cansaço. O Evangelho de São Lucas (13, 22-30) apresenta Jesus indo a cidades e a povoados pregando a mensagem que salva. No meio da multidão, alguém pergunta se é possível que todos se salvem. Jesus responde que somente aqueles que praticam a injustiça não conhecerão a salvação. Jesus, porém, promete que, dos quatro cantos da terra, virão aqueles que sentar-se-ão à mesa de Deus junto com Abraão e os profetas. Neste Ano da Fé, somos chamados a convencer os injustos de que a felicidade do Reino de Deus supera todos os lucros que nascem da injustiça! leituras da semana

SEGUNDA (26): 1Ts 1, 1-5. 8b-10, Mt 23,13-22 TERÇA (27): 1Ts 2, 1-8, Mt 23,23-26 QUARTA (28): 1Ts 2, 9-13, Mt 23,27-32 QUINTA (29): Jr 1, 17-19, Mc 6,17-29 SEXTA (30): 1Ts 4, 1-8, Mt 25,1-13 SÁBADO (31): 1Ts 4, 9-11, Mt 25,14-30

santo da semana

Santa Patrícia – 25 de agosto Patrícia era descendente do imperador Constantino. Nasceu no início do século 7º em Constantinopla e foi educada para a corte pela sua dama Aglaia, uma cristã muito devota. Cresceu piedosa e emitiu voto de virgindade a Cristo. Mas, para ser fiel, teve de fugir, porque seu pai insistia em lhe impor um matrimônio. Patrícia se escondeu por algum tempo. Depois viajou para Nápoles. Ela ficou encantada com o local e disse onde gostaria de ser sepultada. Ajudava muitas das novas igrejas e abasteceu financeiramenteconventosqueatendiamospobresedoentes. Em viagem para Roma, a embarcação se desgovernou até se espatifar nos rochedos da costa marítima de Nápoles. Precisamente na pequena ilha de Megaride, onde havia um pequeno convento, nesse local ela morreu. (com informações do site CatolicaNet)

Papa francisco Por ocasião da Semana da Família, que começou domingo, 11, e vai até sábado, 17, o papa Francisco enviou uma bênção apostólica para os fiéis, comunidades e paróquias. Com o tema “Transmissão e educação da fé cristã na família”, o evento é animado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB. Na Arquidiocese de São Paulo, a semana começou com missa na Catedral à 9h (leia reportagem na página 11 desta edição). A seguir, a íntegra da mensagem do papa Francisco: Queridas famílias brasileiras, Guardando vivas no coração as alegrias que me foram proporcionadas durante a recente visita ao Brasil, sinto-me feliz em saudá-las

por ocasião da Semana Nacional da seus filhos a consciência de que esta Família, cujo tema é “Transmissão e deva sempre ser defendida, já deseducação da fé cristã na família”, en- de o ventre materno, reconhecendo corajando os pais nessa nobre e exi- ali um dom de Deus e garantia do gente missão que possuem de ser os futuro da humanidade, mas tamprimeiros colaboradores de Deus na bém na atenção aos mais velhos, orientação fundamental da existên- especialmente aos avós, que são a cia e a segurança de um bom futuro. memória viva de um povo e transPara isso, “é importante que os pais missores da sabedoria da vida. Facultivem as práticas comuns de fé zendo votos de que vocês, queridas na família, que acompanhem Diante da cultura do descartável, o amadurecique relativiza o valor da vida humana, mento de fé dos filhos” (Carta os pais são chamados a transmitir encíclica Luaos seus filhos a consciência de que mem Fidei, 53). esta deva sempre ser defendida, já Nesse sentido, os pais são chadesde o ventre materno, reconhecendo mados a transali um dom de Deus e garantia do mitir, tanto por futuro da humanidade palavras como, sobretudo, pelas obras as verdades fundamentais famílias brasileiras, sejam os mais sobre a vida e o amor humano, que convincentes arautos da beleza do recebem uma nova luz da Revelação amor sustentado e alimentado pela de Deus. De modo particular, diante fé e como penhor de graças do Alto, da cultura do descartável, que re- pela intercessão de Nossa Senhora lativiza o valor da vida humana, os Aparecida, a todos concedo a Bênpais são chamados a transmitir aos ção Apostólica. Foto: AFP

Tweets do papa

@Pontifex_pt 11 Não se pode separar Cristo e a

Igreja. A graça do Batismo dá-nos a alegria de seguir Cristo na Igreja e com a Igreja. 9 Todos nós somos um vaso de barro, frágil e pobre, mas é imenso o tesouro que nele trazemos. 7 Com a sua vinda ao nosso meio, Jesus aproximou-se de nós e tocou-nos; também hoje, através dos Sacramentos, Ele nos toca. 5 A luz da fé ilumina todas as nossas relações e ajuda-nos a vivê-las em união com o amor de Cristo para vivê-las como Ele.

Papa visitou a área industrial vaticana - O papa Francisco fez uma visita surpresa, na sexta-feira, 9, à área industrial da Cidade do Vaticano. O Bispo de Roma saudou os operários da marcenaria e da central elétrica vaticana, os soldadores e aqueles do laboratório hidráulico. As pessoas que caminhavam pela área ficaram felizes de ver o Papa e saudá-lo. Redação com Rádio Vaticano

há 50 anos

A cidade menos civilizada seria a capital de São Paulo A edição do O SÃO PAULO trouxe uma reflexão sobre os recorrentes desastres na capital paulista. “Realmente não se concebe haja tantos e tão graves desastres, diariamente, com elevado número de perdas de vidas, a não ser se queira atribuir aos habitantes da capital uma falta de responsabilidade que atinge as raias do absurdo.” E continuou: “Trafego intenso, pressa, vida agitada, tudo isso pode ser levado em conta para explicar o fenômeno, nunca, porém, para justificar o fato”, com uma grande foto de um ônibus totalmente destruído. Na capa, o semanário destacou o

declínio da Igreja Católica na América Latina com o título ‘Igreja perde terreno’ e com um comentário do cardeal de Boston. “O cardeal Richard Cushing, arcebispo de Boston, declarou hoje que a Igreja Católica está em declínio na América Latina, por não poder, na atual ordem social, competir com o comunismo.” O Cardeal afirmou que a miséria facilita o ateísmo. A edição recordou também o terremoto na Iugoslávia, onde uma cidade foi quase destruída em seus alicerces com a morte de quase 3 mil pessoas. Ao lado, anunciou-se a hora santa pelas vocações.

Capa da edição de 18/8/1963


Fé e Vida

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fé e cidadania

direito canônico

A globalização e suas promessas não cumpridas

O papa Francisco e os casais de segunda união

Professor na Universidade Nove de Julho

José de Almeida Amaral Junior

Consta que o termo globalização foi utilizado pela primeira vez pelo editor da Harvard Business Review, Theodore Levitt, em 1983. Surgia, assim, no círculo das escolas estadunidenses de administração de empresas. E ganhou força ao longo da década, com os consultores de marketing e estratégias de mercado, em seus discursos e textos, absorvidos pelas empresas transnacionais espalhadas pelos quatro cantos do planeta. Mas o impulso decisivo deu-se a partir de 1989, com a queda do Muro de Berlim, simbolizando o final da ‘Guerra Fria’, conflito que dividia as nações em dois blocos básicos, capitalistas x socialistas, desde os anos 1940. Daí adiante, o conceito de globalização foi especialmente difundido. O capitalismo poderia então avançar sem maiores opositores, enfraquecidos que ficaram após a falência do ‘socialismo real’ soviético e de seus aliados. Dessa forma, o raiar dos anos 1990 surgiam com a promessa de um ‘mundo democrático’, com possibilidades de todos aproveitarem dos avanços tecnológicos, das novidades sempre presentes e da liberdade de escolha. Alguns intelectuais mais eufóricos chegaram a escrever sobre ‘o fim da História’, crentes que estavam no estabelecimento definitivo de um modo de vida da humanidade baseado no li-

vre mercado e na democracia liberal a partir de então. Mais que isso, as nações menos privilegiadas poderiam ser beneficiadas com transferências de recursos vários, propiciados pela integração do comércio e dos serviços sem restrições. Passados quase 25 anos da vitória do sistema capitalista, temos, cruamente falando, um cenário bem menos festivo que o alardeado originalmente. Apenas para exemplificar, o Escritório de Estatísticas Europeu, Eurostat, apontou que o desemprego da Eurozona continua firme. Em abril deste ano, alcançou o recorde histórico de 12,2%, isto é, 19 milhões de pessoas desempregadas. 23,5% dos jovens estavam sem emprego. Em um ano, a taxa de desemprego subiu em 1,644 milhão de pessoas na Eurozona e em 1,673 milhão na União Europeia, conforme o Eurostat. Do outro lado do Atlântico, os EUA não ultrapassam um desempenho fraco há tempos. Dados da

Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), revelam que 870 milhões de pessoas passam fome, sendo que 60% de suas vítimas são mulheres. E, para coroar esse raciocínio, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) relatou que a desigualdade existente entre ricos e pobres em países que compõem a entidade se elevou ao seu máximo nível em 30 anos, onde os rendimentos médios dos 10% mais ricos da população são nove vezes maiores do que os 10% mais pobres. No Brasil, segundo a OCDE, chega a 50 por 1 a diferença. Uma mansidão para poucos. A História permanece viva e aberta às transformações. A globalização não cumpriu suas promessas até aqui frente à ausência de dignidade para milhões de seres humanos. Uma outra economia, mais fraterna, mais equilibrada, ainda está para acontecer. Gabirante/O SÃO PAULO

espaço aberto

Padre Antonio Manzatto

A estada do papa Francisco entre nós para a celebração da Jornada Mundial da Juventude animou e animará por muito tempo a vida de nossas comunidades. Seu testemunho de fé e de simplicidade sensibilizou toda a sociedade. Mesmo aqueles que normalmente não se preocupam com as questões de religião foram tocados pelos gestos simples, humanos e cordiais do Papa. A humanização da figura do Papa, de seu ministério e, por consequência, de

toda a Igreja, é um dos pontos importantes do pontificado de Francisco, algo quase que esquecido e que, no entanto, tem a capacidade de evangelização e de aproximar muitos da vida da Igreja. Chamou a atenção de todos como o Papa gosta de estar com as pessoas. Como quer proximidade com todos, não tem medo do povo, aproximase dos necessitados, entra nas casas simples, conversa com doentes e sofredores, a todos acolhe e testemunha a proximidade do amor de Deus pela ação da comunidade crente. Se “todo artista tem de ir aonde o povo está”, por que não seria assim com os pastores? O ensinamento do Papa é

Edson Luiz Sampel

O papa, no voo de volta a Roma, abordou o problema dos casais em segunda união. O Santo Padre se reportou à opinião do cardeal Quarracino, para quem metade dos casamentos são nulos. Explicou Francisco o porquê da nulidade: “Casa-se sem maturidade, sem notar que é para a vida toda, ou casa-se porque socialmente se deve casar”. O casamento é indissolúvel. Nenhum poder humano, nem a Igreja, nem o papa, pode anular um matrimônio válido. Friso o adjetivo válido. Com efeito, se o casamento for inválido, a autoridade eclesiástica, vale dizer, a justiça canônica, poderá declarar a nulidade. Eis as causas mais comuns de nulidade de um casamento celebrado na Igreja: 1) Exclusão do bem da prole: um dos nubentes, ou ambos, não querem ter filhos; 2) Exclusão do bem da fidelidade: não se admite a exclusividade de um único parceiro sexual; 3) Exclusão total do matrimônio: não se deseja o casamento em si; quer-se apenas uma aparência de casamento, para que se possa atingir outro objetivo, como, por exemplo, o status social próspero; 4) Exclusão da indissolubilidade: os parceiros, ou um

deles, se casam, mas admitem a possibilidade de separação e rompimento do vínculo, se o casamento não der certo; 5) Erro de qualidade direta e principalmente desejada: exemplo, o fato de a parceira ser uma exímia costureira é tudo para o nubente; casa-se com ela, visando à referida qualidade. Se esta qualidade não se implementa, o casamento é nulo; 6) Violência ou medo: alguém constrange a outra pessoa a convolar o casamento, ou, então, surge o denominado temor reverencial (respeito excessivo pela vontade dos pais; ex.: uma gravidez inesperada faz com que o pai moralmente obrigue a filha a se casar, para não ficar desonrada); 7) Falta de discrição de juízo: os cônjuges, ou um deles, não dispõem da maturidade mínima necessária para assumirem e porem em prática os encargos do matrimônio. As anomalias ou vícios mencionados têm de estarpresentes à época em que o sacramento fora administrado, isto é, têm de ser situações contemporâneas à celebração do casamento. Os noivos são os ministros do sacramento do matrimônio. A vontade é preponderante. Se houver alguma deturpação do consentimento, máximo pelos sete motivos acima declinados, o casamento é inválido. Todo católico tem o direito líquido e certo de recorrer a um tribunal eclesiástico, mesmo que seja apenas para dirimir dúvidas.

CONVOCAÇÃO

Pastor e rebanho Professor de Teologia da PUC-SP

Doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, do Vaticano, e professor da Escola Dominicana de Teologia (EDT)

ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

simples: o pastor só é pastor se estiver com seu rebanho. Fora dali ele será muitas outras coisas, mas não pastor. Não há que criar distâncias, fronteiras, cercas ou isolamentos entre o pastor e seu rebanho. E mais: não basta indicar o caminho, pois o pastor caminha com suas ovelhas e cuida delas. Não basta ser seta, placa ou sinal que indica o caminho: é preciso caminhar com o rebanho, acompanhá-lo, sentir com ele, conhecer suas necessidades, carências e desejos, reconhecer o caminho e conduzi-lo por verdes pastagens a fontes de águas cristalinas. À luz do Bom Pastor, o testemunho do Papa ajude nossos pastores a se colocarem a serviço do rebanho.

Conforme Estatuto Social, a Venerável Irmandade de São Pedro dos Clérigos vem pela presente convocar seus membros para se reunirem em Assembleia Geral Ordinária. A Assembleia terá a seguinte pauta: 1 – Oração inicial; 2 – Leitura da Ata da Assembleia anterior (25/06/2012); 3 – Prestação de contas do Exercício de 2012; 4 – Eleição e Posse da Diretoria para o triênio 2013-2016; 5 – Assuntos Gerais; 6 – Almoço de confraternização. Data: 26 de agosto de 2013. Hora: 10h30 em 1ª convocação Local: Recolhimento São Pedro - Rua Bartira nº 373 – Perdizes **Solicitamos confirmação de presença pelo telefone nº 3105-0561. São Paulo, 12 de agosto de 2013. Venerável Irmandade de São Pedro dos Clérigos Pe. Márcio Leitão - Provedor

CONVOCAÇÃO

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

Conforme nosso Estatuto Social, a Venerável Irmandade de São Pedro dos Clérigos vem pela presente convocar seus membros para se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária. A Assembleia terá a seguinte pauta: 1 - Análise e aprovação da Reforma do Estatuto Social da Venerável Irmandade de São Pedro dos Clérigos e sua adequação às normas do Direito Canônico. Data: 26 de agosto de 2013 Hora: 9h00 em 1ª convocação Local: Recolhimento São Pedro - Rua Bartira nº 373 - Perdizes São Paulo, 12 de agosto de 2013. Venerável Irmandade de São Pedro dos Clérigos Pe. Márcio Leitão - Provedor


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ceat

Pastoral vocacional

Comportamentos inadequados

CVA realiza formação para agentes vocacionais

Padre Lício de Araújo Vale

Em todas as profissões e em todos os cantos, profissionais podem cair em ciladas por falta de experiência ou de intimidade com o meio em que estão inseridos. O Ceat adaptou alguns conselhos sobre comportamentos e atitudes inadequados dos consultores Mariella Gallo e Homero Reis. Confundir inocência e ingenuidade Não veja apenas o lado bom de tudo sem ponderar riscos e desvantagens. Isso pode fazer você entrar numa cilada sem saber, por não ter uma visão geral e complexa das coisas. Ao aceitar uma proposta de trabalho, verifique sempre quais são os lados positivos e negativos e veja como lidar com as dificuldades. Isso fará com que você esteja preparado quando elas surgirem. Nem tudo é tão previsível, mas uma análise antecipada dos riscos pode ser uma grande oportunidade para dar certo. Disponibilidade total Homero Reis ajuda a esclarecer: “Quando estou sempre disponível, nunca me torno desejável”. Querer ser incluído em tudo, jamais dizer “não”, estar absolutamente disponível pode levar você a um desgaste que o impossibilite de dar conta do recado. Faça promessas que pode cumprir e diga com sinceridade quando não achar que está apto a fazer um trabalho com qualidade, seja por causa dos prazos, seja por causa de suas habilidades naquele momento. É muito melhor ser sincero do que frustrar expectativas. Você como um personagem Não diga o que você não é ou não sabe fazer. Muitas vezes, numa entrevista, as pessoas tendem a dizer que se adaptam à cultura da empresa ou ao tipo de trabalho, quando, na verdade, sabem que não vão se adaptar. Isso faz com que você crie um personagem, alimente as expectativas da empresa e, no cotidiano, se revele desgastante para ambos.

Romper e manter Sempre que crescemos, seja na vida pessoal ou na profissional, tendemos a fazer algumas rupturas. No entanto, não devemos nos esquecer do caminho que trilhamos e abandonar tudo o que aprendemos. Naturalmente, vamos romper, mas devemos preservar o que aprendemos. Delegar Essa é uma grande cilada para os profissionais centralizadores: não delegar. É comum que chefes não deleguem tarefas que os levaram ao sucesso. Só que não percebem que essa é uma cilada, pois você pode ficar preso e não progredir. No curto prazo, você ficará sobrecarregado. E, no médio e longo, não formando sucessor, ou seja, estanca a carreira. Planejamento Planejamento estratégico e rapidez nem sempre andam juntos. Às vezes, é melhor “perder” um tempo planejando ações do que apagando incêndios a todo momento. “Ao sentar durante uma hora para fazer o planejamento, você ganha três horas, em média de execução”, diz Mariella. Autonomia e autossuficiência Não confunda os dois conceitos. “Enquanto a autossuficiência está ligada à prepotência e à incapacidade de pedir ajuda, a autonomia se cerca da humildade e da habilidade de solicitar auxílio”, diz Homero Reis. O profissional que se considera autossuficiente não trabalha em equipe, já que se considera o dono da verdade, porém essa é uma cilada não apenas porque nenhum profissional sabe tudo, mas também por criar um ambiente de trabalho pouco proativo e solidário.

Unidades de atendimento Unidade Santana – Rua Dr. Gabriel Piza, 475 – Metrô Santana Unidade Rio Pequeno – Av. Otacilio Tomanik, 1.555 – Rio Pequeno Unidade Santo Amaro – Rua Padre José de Anchieta, 172 – Santo Amaro Unidade Tatuapé – Rua Bonsucesso, 233 – Metrô Tatuapé

Centro Vocaional Arquidiocesano

Não seja simplório Simplicidade e objetividade são muito bem-vindas no ambiente de trabalho. Contudo, você precisa ter clareza sobre os caminhos, sobre como executar um trabalho, pois, caso contrário, acaba sendo simplório. Assim, quando analisar um projeto ou uma tarefa, sempre pense em como executar e não apenas no entusiasmo do momento.

Unidade São Miguel – Rua José Dias Miranda, 48 – São Miguel Paulista Unidade Vila Mariana – Rua Bartolomeu de Gusmão, 524 – Vila Mariana Unidade Marechal Deodoro – Rua Barão de Campinas, 691 – Marechal Deodoro

Manhã de Formação com agentes da Pastoral Vocacional avalia a Semana Missinária e a Jornada Mundial da Juventude

Aconteceu na manhã de sábado (10) mais um encontro de formação para agentes vocacionais da Arquidiocese de São Paulo promovido pelo Centro vocacional Arquidiocesano (CVA). O orientador convidado foi o padre Antonio Francisco Ribeiro da Região Lapa, que refletiu sobre a Jornada Mundial da Juventude e perspectivas futuras. Cerca de 30 agentes participaram da formação, que teve como tema: “JMJ – o dia seguinte... Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19). O Padre destacou que a JMJ foi um marco para a Igreja e a juventude do Brasil. Ao colocar a juventude como protagonista e destinatária deste grande encontro, a Igreja reconhece a

necessidade de integrá-los cada vez mais nas comunidades. Os jovens buscam orientação nos ensinamentos do papa Francisco e na Igreja, mas não de forma passiva, entendem, como disse o Papa, ser três coisas importantes: a oração, os sacramentos e o serviço ao próximo. A juventude respondeu sim ao Papa e quer, com a vivência da fé, levar alegria às pessoas que estão sozinhas, que estão tristes ou presas na rotina do trabalho. Cristo é alegria e esta é a mensagem que o jovem quer transmitir. A missão que o papa Francisco deixou a todos os jovens católicos é para irem ao encontro das pessoas e viverem verdadeiramente uma vida de fé. Porque é preciso que os jovens

sejam os evangelizadores de outros jovens. Disse o Papa: “Não tenham medo de levar Cristo a todos os ambientes, até as periferias existenciais, incluindo quem parece mais distante, mais indiferente”. Padre Antonio encerrou o encontro com uma frase de dom Julio Akamine, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Episcopal Lapa. “Os peregrinos deram um impressionante testemunho de fé e de oração, além da alegria contagiante. Os benefícios são muitos, mas destaco somente esse: a esperança cristã nunca foi tão concreta, visível e atual do que nesses dias da JMJ, mas outros virão. Depende de nós aproveitarmos essa hora da graça que nos foi concedida.”

pastoral familiar

A salvação na família Luciney Martins/O SÃO PAULO

Secretários da Pastoral Familiar Arquidiocesana

Zuleica e João Abrahão

Como é bom ter e ser família, porque família é fonte da sociedade, é escola da vida e nela residem o futuro e a salvação da humanidade. Sua missionariedade se desenvolve por ser comunidade de salvação, educadora da prole e transmissora da fé. O sacerdócio de pai e mãe é o exercício da graça matrimonial em prol da comunidade salvífica de vida e de amor, na família e pela família, nesse tão pequenininho lugar privilegiado para o exercício diário de conversão. A salvação pessoal ocorre na família por meio do serviço ao outro, como, por exemplo, a mãe na amamentação dos filhos, o colinho do pai ou a proteção, a ternura e a oração de ambos. É, pois, na família que nos sentimos pessoas, filhos, irmãos, amigos e, sem dúvida, companheiros de luta, lado a lado, com as dificuldades e com as alegrias

das conquistas familiares. É lugar onde exalam amor, graças e bênçãos de Deus. A família, no seu dia a dia, tem de lutar, não sem grande dificuldade, para poder vivenciar um projeto de vida conjugal e familiar contra a ideologia do “descartável”, da tentação do consumo ou do culto do individualismo que a cerca de todos os lados. Somente através do exercício de uma espiritualidade conjugal e familiar sólida é que a família consegue se afastar das ciladas do mundo moderno e caminhar

em busca da salvação familiar, como povo de Deus, na força dos laços conjugais, no cultivo do amor fiel e da plena intimidade de vida familiar e comunitária, pois, dessa forma, os esposos e a própria família serão santificados e “esta é a vontade de Deus, a vossa santificação” (1Ts 4, 3). Na família, nenhum de nós é tão importante quanto nós todos juntos. A família que procura a santidade se tornará cada vez mais decisiva e fundamental à felicidade e ao bem-estar da humanidade de amanhã.


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clasp

bioética

Juventude do Clasp avalia Semana Missionária e JMJ

A cruz vermelha camiliana e a cruz vermelha internacional! (2)

Fotos: Conselho de Leigos da Arquidiocese

Na quinta-feira, 8, membros do Conselho de Leigos da Arquidiocese de São Paulo (Clasp) se reuniram no salão paroquial da Igreja São Luís Gonzaga, na avenida Paulista, para escutar dos jovens pertencentes ao Clasp as experiências que tiveram ao participar da Jornada Mundial da Juventude em julho deste ano, no Rio de Janeiro. Estiveram no encontro os jovens Kamila Gomes, 2ª secretária do Conselho, Edcarlos Bispo de Santana, conselheiro fiscal, Eduardo Vicente, membro do Conselho Regional de Juventude, Thais Braga, da Pastoral da Juventude da Região Ipiranga, e Fer- Membros do Conselho de Leigos da Arquidiocese posam para foto após avaliação da JMJ Rio-2013 nando Martins, do Magis. Para os jovens, é importante ria, realizada entre os dias 16 e Mais que contar suas experiências, os jovens destacaram a preo- que não se perca o trem da histó- 20 na Arquidiocese, os particicupação de “enquanto laicato quais ria, por isso deve se pensar ações pantes do Conselho destacaram as ações serão feitas de concreto para trazer esse jovem a conhecer o envolvimento e a participação com a juventude”, afirmou Kami- os trabalhos do Clasp e se reco- dos jovens e dos membros do la. Os demais conselheiros desta- nhecer enquanto leigo e membro Conselho que em suas regiões episcopais colaboraram no que cavam quais as impressões que, atuante da Igreja. Olhando a Semana Missioná- foi solicitado. assistindo pela TV, tiveram da JMJ. espaço do leitor

Parabéns pela nova diagramação de O SÃO PAULO. Não apenas pelo novo formato do periódico, que o torna mais simpático e ágil, mas, principalmente pela abrangência, em especial, da seção “Fé e Vida”. Foi onde senti a falta de um olhar mais profundo ad extra, a ausência de uma pastoral diocesana aberta para a missionariedade

universal da Igreja. Pedro Miskalo Redator/Editor/Mundo e Missão

Quero parabenizar o jornal O SÃO PAULO pela cobertura feita durante a JMJ, as matérias sobre o nosso queridíssimo Papa ficaram ótimas, mesmo não estando entre eles em corpo, lendo a edição sobre o even-

to, me fez ficar mais por dentro de tudo que rolou por lá. Parabéns novamente pela edição! Bruno Pereira

Redação do jornal O SÃO PAULO. Endereço: Avenida Higienópolis, 890, São Paulo (SP), CEP. 01238-000. E-mail: osaopaulo@uol.com.br Twitter: @JornalOSAOPAULO Facebook: Jornal O SÃO PAULO

Erramos

Na edição passada, 2964, de 6 a 12 de agosto de 2013, publicamos na matéria “Bruno Forte analisa JMJ e características do Papa” (página 18) e também na chamada de

capa, que dom Bruno Forte é arcebispo de Nápoles, na Itália, porém ele é natural da cidade de Nápoles, e atual arcebispo de Chieti. Já na reportagem sobre os 55

anos de ordenação sacerdotal de dom Cláudio Hummes (página 11), publicamos que ele foi ordenado em 1952, porém o ano correto é 1958.

O jornal O SÃO PAULO está de cara nova faça parte desta mudança

Assine O SÃO PAULO

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padre leo pessini

Os religiosos da cruz vermelha começaram a atuar nos hospitais, presídios, becos e cortiços da cidade, sempre cuidando dos doentes e pobres, de dia e de noite. Camilo aos poucos deixava de ser um desconhecido e começava a ser conhecido e aclamado como “anjo protetor de Roma” e “pai dos pobres”, um verdadeiro herói da caridade. A cruz vermelha Camiliana vai se tornando mais visível e conhecida, espalhando-se pela Itália e pelo mundo, carregada no peito de pessoas dispostas a dar sua vida para cuidar dos sofrimentos dos outros, em hospitais, presídios, a domicílio, nos momentos angustiantes de pestes, epidemias ou nos campos de batalha durante as guerras de então. Para Camilo, a cruz vermelha camiliana tinha um significado especial: “Que o mundo saiba que nós, marcados com este santo sinal da cruz, estamos dedicados ao serviço dos pobres doentes. E também para provar que se trata de uma Ordem da Cruz, isto é, de trabalho, sofrimento e renúncia até a morte. Quem quiser, pois, seguir o nosso ideal de vida, se prepare para carregar a cruz, renegar a si mesmo e seguir Jesus Cristo até a morte”. A cruz traz ainda uma força sobrenatural para repelir o mal (maligno), segundo Camilo: “A congregação... traz a cruz do lado direito, qual espada afiada e arma ofensiva, para vencer e subjugar os demônios, principais inimigos de tão poderoso sinal”. A Ordem Camiliana recentemente criou a Força Tarefa Camiliana (Camillian Task Force - CTF), que tem como objetivo socorrer as vítimas de catástrofes naturais, tendo já realizado trabalhos significativos na Indonésia, por ocasião do Tsunâmi (2005), nas Filipinas, Peru, Chile, Haiti e Índia. É a presença da cruz vermelha camiliana levando esperança de vida a centenas de vítimas dessas catástrofes. Praticamente três séculos mais tarde, surge outra cruz vermelha, A cruz vermelha internacional, fundada pelo filantropo e humanista suíço, Jean Henry Dunant (1828-1910), filho de uma devota família calvinista. Esta organização humanitária, neutra, tanto do ponto de vista religioso quanto político, tem sua origem na famosa batalha de Solferino, ocorrida em 24 de junho de 1859, no norte da Itália, na guerra entre os aliados franceses (Napoleão 3º) e italianos (Victorio Emanuelle) contra o exército imperial da Áustria, vencida pelos aliados. (continua na próxima edição).


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Geral

Família, Juventude e Fé: família, transmissora da fé A Pastoral Familiar Regional do Sul 1 da CNBB convida para o seu 17º Congresso, que acontecerá nos dias 27, 28 e 29 de setembro, na Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (Fapcom), à rua Major Maragliano, 191, Vila Mariana. Informações com as coordenações da Pastoral Familiar nas paróquias e comunidades.

Centenário movimenta Mosteiro de Santa Teresa Capela das irmãs Carmelitas ficou lotada para a celebração presidida pelo cardeal arcebispo de São Paulo Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

NAYÁ FERNANDES

Histórias de ontem e hoje

Especial para O SÃO PAULO

O claustro do Mosteiro de Santa Teresa, no domingo, 11, ficou movimentado após a missa de ação de graças pelo centenário do Mosteiro, fundado em 16 de agosto de 1913. Muitos abraços, encontros e reencontros marcaram o momento de confraternização entre a comunidade das Carmelitas Descalças e as pessoas que puderam, muitas pela primeira vez, entrar no espaço onde vivem as religiosas, na zona sul da capital paulista. Presidida por dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo, e concelebrada por dom Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo, dom Fernando Penteado, bispo emérito de Jacarezinho (PR), e por outros 21 padres, a missa teve grande participação de leigos, religiosos, religiosas, sacerdotes e seminaristas. Dom Odilo ressaltou que a história do Mosteiro se entrelaça com a história da cidade e lembrou que a presença das irmãs começou antes mesmo, pois elas tiveram duas sedes provisórias, uma próxima à praça da Sé e outra em Perdizes, onde hoje há o campus da PUC-SP e, só então, definitivamente, no bairro de Mirandópolis. Segundo o Cardeal, o Mosteiro é um oásis espiritual para a cidade, um

da Especial para O SÃO PAULO

Fundado em 1913, o Mosteiro de Santa Teresa, na avenida Jabaquara, completa 100 anos

bosque no meio da ‘selva de pedras’. Na movimentada avenida Jabaquara, a comunidade de 21 monjas vive no silêncio, na oração e no recolhimento a consagração a Deus. Para madre Elisabete da Trindade “as celebrações são como marcos no caminho, momentos de voltar o olhar para trás, para ver o que já foi percorrido, aquelas que nos antecederam com tanta coragem e espírito para levarem adiante essa comu-

nidade e, com o olhar à frente, ver o caminho que ainda deve ser percorrido”. “Celebrar um centenário é agradecer ao Senhor o dom maravilhoso que ele fez nestes 100 anos, e, apresentar a oferta deste dom recebido. Celebrar um centenário é prometer nos esforçar para dar continuidade à semente lançada e que hoje é uma árvore que continua dando frutos para a glória de Deus e da Igreja”, disse a Madre ao O SÃO PAULO.

Dos 100 anos do mosteiro, 50 foram vividos por irmã Maria Cecília do Santíssimo Sacramento, que entrou com 32 no Mosteiro. Formada em medicina, ela pertencia à equipe do doutor Luiz Decourt, conhecido por fazer parte da equipe médica que fez o primeiro transplante de coração da América Latina. “Decidi ser religiosa porque senti que a alma é imortal. Então, se a alma é imortal, tenho que trabalhar pelas almas”, disse a Irmã, ao recordar que, a primeira vez que abriram o claustro foi no centenário de São João da Cruz [4º Centenário de São João da Cruz em 1991], por iniciativa do cardeal dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo. Vocacionada no Carmelo há oito meses, Daniela Aveiro Poço, 18, participa da Paróquia Santíssima Trindade, no Butantã. “Comecei a sentir o chamado e não pensava na vida contemplativa, pois queria ser missionária. Mas, desde a primeira vez que vim, não consegui mais parar de pensar em ser monja. Minha mãe fica feliz com este meu desejo, mas ao mesmo tempo triste porque não vai poder mais me abraçar. Já meu pai, que veio hoje pela primeira vez, chorou muito”, disse a jovem. (NF)


Geral

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Bispos focolares trocam experiências de fé em SP

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ANO DA FÉ Nayá Fernandes/O SÃO PAULO

Participantes ressaltaram a comunhão e a unidade entre eles Carla Cotignoli/Focolares

Carla Cotignoli

Especial para O SÃO PAULO

“Somos realmente testemunhas oculares de que a Igreja iniciou um novo caminho”, havia dito o arcebispo de Bangkok, Francis Xavier Kriengsak Kovithavanij, na abertura do encontro de dez dias, que terminou na sexta-feira, 9, com bispos da Ásia, Oriente Médio, África, Europa e Américas, dos quais 23 eram brasileiros, reunidos no centro nacional do Movimento dos Focolares, em Vargem Grande Paulista (SP). “Existe algo novo que está emergindo. Deus chama continuamente a Igreja a ‘re’formarse” havia evidenciado o teólogo Hubertus Blaumeiser, em uma videoconferência. É o que está acontecendo com o papa Francisco. A nova forma é aquela delineada pelo Concílio Vaticano 2º, que o teólogo alemão define como “uma onda de relacionamentos de reciprocidade, que partem do coração de DeusTrindade e têm o seu centro propulsor na Igreja, para chegar a

Mulheres em MG trabalham e cuidam dos filhos, enquanto os pais migram EmAparecida,concelebracomdomRaymundo,arcebispoeméritodePraga(esq.)

todas as expressões da vida humana”. O arcebispo Francis X. Kriengsak, na missa de conclusão, confirmou: “Todos nós experimentamos Deus Amor nesta comunhão, nesta unidade, neste amor recíproco que traz a presença de Jesus entre nós”. Como expressão deste amor recíproco terá continuidade o rico intercâmbio de experiências do Evan-

gelho na vida cotidiana e da sua incidência na missão pastoral. “Entendi que devo, antes de tudo, criar um relacionamento de amor com as pessoas que trabalham comigo e com quem chega. Não ter outra medida senão a medida do amor”, contou o cardeal Aviz, Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.

Ressonâncias das manifestações de junho Luciney Martins/O SÃO PAULO

NAYÁ FERNANDES

Especial para O SÃO PAULO

O Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP realizou, no sábado, 10, no campus da universidade em Perdizes, zona oeste, um seminário sobre o tema “As manifestações políticas brasileiras de junho de 2013 à luz do desenvolvimento humano integral”. A coordenação ficou por conta do professor e coordenador do Núcleo, Francisco Borba, com apoio da Coordenação Pastoral dos Movimentos e Novas Comunidades da Arquidiocese de São Paulo. Com uma proposta diferente, o encontro sugeriu aos participantes mais espaço de discussão e debate, com partilha e troca de experiências. O professor Borba preparou um texto para uma discussão inicial, no qual abordou sobre a crise e a busca de alternativas. “Este ‘junho de manifestações’ que aconteceu no Brasil, traz algumas marcas indeléveis dos novos movimentos sociais que se espalham pelo mundo, como a mobilização via redes sociais e um sentimento difuso de indignação diante do que está aí, mas também marcas peculiares ao contexto brasileiro, que não

Manifestações são tema de seminário do Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP

permitem que seja pensado sem uma compreensão das mazelas típicas da política nacional”, disse, logo no início do texto. Para Guilherme Pacheco, da comunidade do Pátio do Colégio, na zona central, “faltam lideranças que assumam causas verdadeiras. Sinto que o que define é a palavra amor, só com ela podemos saber que é bom. É preciso perguntar-se o que é universalmente bom e não só o que é bom para mim”. Um aspecto amplamente frisado pelo professor durante o seminário foi a insistência do papa Francisco acerca da solidariedade. Segundo Borba, a solidarie-

dade deve ser a atitude principal do cristão. Rodrigo Rosa, da equipe de profissionais da Renovação Carismática Católica, fez um questionamento que tocou a todos: “Como sair da manifestação para a sociedade de maneira organizada e forte? É preciso um novo tipo de grupo ou organização? Como podemos trabalhar em rede?” Como resposta a esse questionamento, no fim do encontro, jovens da comunidade Aliança de Misericórdia comentaram sobre uma rede de pessoas que está se formando entre cristãos e um grande show programado para outubro.

Mães que também são pais nova, a de 4 anos, mas os outros sofreram minha ausência. Perderam peso e até um pouco da memória. Eu os deixei com Maria da Cona avó, que não conseguiu cuiceição da Sildar deles. Sinto por isso, mas va mora no eu tive de deixar para tentar município de alguma coisa para nós.” Berilo (MG). Depois de casada, Maria Ela se casou foi morar com a sogra e mais aos 17 anos 13 pessoas. Ela contou que e contou ao O não via o marido a maior parSÃO PAULO, durante missão do Serviço te do ano e, além de ter que Pastoral dos Migrantes na re- cuidar de tudo na casa, ainda gião, em janeiro de 2013, um era discriminada. “Foi muito pouco da sua vida, como lutou difícil, só depois de dois anos, consegui minha própria Acho que estou cuidando casa.” “Já tive momentos de bem dos meninos, muita tristeza, mas sinto que a melhor coisa foram praticamente sozinha. filhos e, por eles, Minha filha de 11 anos meus sou feliz. Hoje, tenho lié muito religiosa. Acho berdade. Antigamente a mulher não podia sair e lindo quando ela reza tinha que esperar tudo do sempre para tirar boas marido.” A mãe sonha o menotas na escola lhor para os seus filhos e também voltou a estudar para cuidar dos filhos e o que para ficar mais próxima deles. “Acho que estou cuidando sonha para eles. Mãe de quatro filhos, Maria bem dos meninos, praticamora na comunidade quilom- mente sozinha. Minha filha bola Alto do Caititu, reconhe- de 11 anos é muito religiosa. cida em 2006. “A gente traba- Acho lindo quando ela reza lha no dia a dia para manter sempre para tirar boas notas nossas famílias. Quando che- na escola.” Maria deseja que os filhos ga setembro, começamos a limpar a terra para plantar. Se fiquem na região, pois segunchover, nasce e cresce alguma do ela, “as pessoas lá fora não coisa, se não, não dá nada”, sabem valorizar quem é do interior”. Como toda mãe, ela contou. “Meu marido viaja desde sonha o melhor para os filhos. 1994. A gente tem uma quan- “Não quero que eles passem tidade de vida juntos, mas, no pelo que eu passei. Quando fundo, ficamos mais tempo eu era pequena, minha mãe longe do que juntos. Eu tam- colocava muita água no feijão bém já viajei três vezes para para a gente beber o caldo trabalhar em casa de família com farinha. Às vezes, minha em São Paulo. Só não fiquei mãe cozinhava um ovo e não longe da minha filha mais comia.” NAYÁ FERNANDES

Especial para O SÃO PAULO


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Geral

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Arquidiocese inicia Semana Nacional da Família Missas na Catedral da Sé, no domingo, 11, marcaram começo da atividade que segue até o dia 18 em paróquias Daniel Gomes

Reportagem no centro

Com duas missas que lotaram a Catedral da Sé, na manhã do domingo, 11, a Arquidiocese de São Paulo iniciou a Semana Nacional da Família, que segue até dia 18, com o tema “Transmissão e Educação da Fé Cristã na Família”. “Temos que resgatar o valor de os próprios pais educarem os filhos na fé, não passarem para a Igreja fazer isso já quando a criança cresceu, mas desde pequeninhos ensiná-los a rezar e a amar a Deus”, comentou, ao O SÃO PAULO, Ester dos Santos, que junto ao esposo, Sílvio, coordena a Pastoral Familiar na Arquidiocese. Os agentes da Pastoral participaram da missa das 9h, presidida por dom Sergio de Deus Borges, bispo auxiliar da Arquidiocese e referencial da Vida e da Família, que saudou os pais no dia a eles dedicado, assim como o fez o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, na missa das 11h (veja mais abaixo). Na homilia, dom Sergio citou as recomendações do Concílio Vaticano 2º sobre a educação cristã dos filhos, que deve ser voltada não somente para a maturidade pessoal, mas também para a introdução no conhecimento da fé. O Bispo apontou que os pais são os primeiros anunciadores do Evangelho e os estimulou a assumir o ministério que lhes foi confiado, por meio da fé e da pertença à comunidade eclesial, educando os filhos para que descubram a própria vocação. “Eduquem seus filhos para que hoje e amanhã sejam construtores de uma nova cultura, a

cultura do encontro, que não fiquem fechados dentro de casa, com medo de tudo e de todos, mas que se abram à cultura do encontro com Deus, do encontro com os irmãos, do encontro con-

sigo mesmo e do encontro com a natureza”, motivou dom Sergio. Casado há 41 anos com Ester, Sílvio dos Santos lamentou que atualmente haja muitos pais “deixando de levar Deus

para dentro do lar” e defendeu que a família seja o lugar da cultura do encontro, como disse o papa Francisco na recente visita ao Brasil. “Acho que a Pastoral Familiar luta muito

para manter esse encontro e estamos propondo que nas paróquias ela trabalhe com os pais na Catequese, no Batismo, para levar a todos, desde pequenos, as instruções da fé”. Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Casais participantes da Pastoral Familiar posam para foto com a imagem da Sagrada Família, após participarem de missa na Catedral da Sé, no domingo, 11

‘Viver com o coração de filhos diante do Pai’ Da reportagem

Na missa das 11h do domingo, 11, na Catedral da Sé, o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, saudou as famílias e os pais de modo especial, na abertura da

Semana Nacional da Família, e convidou os fiéis a valorizarem a figura do pai, mesmo dos já falecidos. O Arcebispo, na homilia, refletiu sobre a fé, que, segundo ele, não é um sentimento volúvel, mas uma adesão ao

Deus fiel; apontou que a Igreja estimula os fiéis crerem no Deus da promessa; e ressaltou que quem tem fé leva uma vida sem medo e com desapego de bens. Dom Odilo recordou que a oração inicial da missa fazia

referência a Deus como Pai e que os homens assim passaram a chamá-lo pelo ensinamento de Jesus. Segundo o Arcebispo, Deus quer a todos como filhos e viver na fé é viver com coração de filhos diante do Pai. (DG)

Catedral tem apresentação de música sacra no Dia dos Pais Luciney Martins/O SÃO PAULO

Da reportagem

No começo da tarde do domingo, 11, após a missa presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, foi realizada na Catedral da Sé uma execução de música sacra (foto), como parte das ações do projeto “Renascimento: variações sobre o mesmo tempo”, promovido pelo Ministério da Cultura, com o patrocínio do Banco do Brasil, sob a curadoria e apresentação do maestro Júlio Medaglia, membro da Academia Paulista de Letras e que já foi diretor e regente titular dos teatros mu-

nicipais de São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus e Brasília. Antes das execuções musicais alusivas ao período da Renascença, que foram realizadas pelos grupos Brassuka e II Dolce Ballo, o maestro lembrou que no século 16 a música instrumental começou a ser introduzida na Igreja. Esta foi a segunda apresentação do projeto na Catedral. A primeira aconteceu em 28 de julho e a terceira será em 8 de setembro, após a missa das 11h, com a Camerata Artistas Paulistas, sob a regência de Júlio Medaglia. (DG)


Geral

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Diáconos são um testemunho de vida cristã

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Celebração em memória de São Lourenço aconteceu na sexta-feira, 9, na Paróquia São Luís Gonzaga Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

VIDAS EM VOCAÇÃO*

Pai e Diácono, as vocações que se completam

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Diáconos festejam seu patrono, São Lourenço; missa é presidida pelo referencial para os Ministérios Ordenados

Edcarlos Bispo de Santana

Especial para O SÃO PAULO

Na noite da sexta-feira, 9, a Igreja de São Luís Gonzaga, na avenida Paulista, ficou repleta de diáconos permanentes e de seus familiares. Ambos estavam ali para, com toda a comunidade, celebrar a memória de São Lourenço, diácono e mártir, e o Dia do Diácono. A celebração foi presidida por dom Edmar Peron, bispo auxiliar da Arquidiocese e referencial para os Ministérios Ordenados, concelebrada pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, e pelos bispos auxiliares dom Tarcísio Scaramussa e dom Sergio de Deus Borges. “Recebe o Evangelho de Cristo, do qual foste constituído mensageiro; transforma em fé viva o que leres, ensina aquilo que creres e procura realizar o que ensinares”, relembrando a oração feita durante a ordenação diaconal, quando o ordenante entrega o evangeliário para quem está sendo ordenado Diácono, dom Edmar destacou a importância de que os ordenados vivam e acreditem naquilo que pregam.

Na homilia, o bispo refletiu sobre a doação, “a vida ganha sentido quando é doada”, destacou ele, afirmando, ainda, que os ordenados, diáconos, presbíteros e bispos devem doar a sua vida para a construção do Reino, tal qual a semente que, quando cai na terra, morre para poder viver e dar vida. “A alegria do cristão e da cristã passa pela alegria da

amadurecendo o entendimento sobre as funções diaconais, segundo a esposa dele, a vocação é uma entrega, e todas as renúncias feitas por eles ao longo desse anos valeram a pena. Em breve saudação, o Cardeal agradeceu o serviço dos diáconos e destacou que eles, nas diversas atividades que desenvolvem na sociedade, dão ao mundo um testemu-

Recebe o Evangelho de Cristo, do qual foste constituído mensageiro; transforma em fé viva o que leres, ensina aquilo que creres e procura realizar o que ensinares doação da vida”, afirmou dom Edmar. A família do diácono José Augusto Gomes da Silva, da Região Episcopal Belém, era só alegria. Ao lado da esposa, Vilma Cristina Ferreira, e da filha, Isabela Gomes da Silva, o Diácono se paramentava para a celebração. Casados há 19 anos, e Diácono há seis anos, ele destacou que se sente motivado e feliz com a escolha que fez. Para José, a Igreja está

nho qualificado de vida cristã. De acordo com Ailton Machado Mendes, secretário da escola diaconal, na Arquidiocese atualmente são cerca de 70 diáconos permanentes, 52 candidatos ao diaconato. Para ser diácono, é necessário: ter 35 anos para a ordenação; 10 anos de vida conjugal; e caminhada pastoral. Quem tiver dúvida, ou se interessar pelo serviço diaconal, pode entrar em contato com Ailton pelo e-mail: diacono.ailton@bol.com.br. Luciney Martins/O SÃO PAULO

Família de diácono permanente dá testemunho de sua fé e vocação

Edcarlos Bispo de Santana Especial para O SÃO PAULO

Enquanto o pai está paramentado e sentado nos primeiros bancos da nave da igreja, juntamente com cerca de mais 40 diáconos, a mãe e as duas filhas participam da missa atentamente. Ao final da celebração, as duas meninas, Mariana Lima de Carvalho, 12, e Estela Lima de Carvalho, 9, acompanhadas da mãe, Valéria de Lima Carvalho, vão ao encontro do pai, o diácono permanente Nilo José de Carvalho Neto e o ajudam a tirar os paramentos. Casado há 17 anos e diácono há 5, Nilo destacou que sua vocação ao matrimônio veio primeiro e que o diaconato fortaleceu, ainda mais, a vida do casal. Para ele, a vocação diaconal não lhe pede uma escolha, mas o auxilia na caminhada. A esposa de Nilo, uma professora de educação infantil, destacou que as filhas desde muito novas fazem parte da Igreja. Até mesmo quando ainda estavam no ventre da mãe já participavam, a vocação do pai e marido só veio fortalecer esse chamado que a família inteira recebeu: de servir a Deus e de ser testemunha na

sociedade de sua presença. A pequena Mariana explicou que, às vezes, as colegas de escola não entendem a participação do pai na Igreja, e que, por vezes, tenta explicar que o seu pai não é padre, possui funções específicas, algumas semelhantes às de um sacerdote, porém não é a mesma coisa. Na maioria das vezes, concluiu ela, a explicação é sem sucesso. Nilo não deixa as obrigações de pai de lado. Quando não está a serviço da Igreja, gosta de brincar com as meninas, assistir a jogos de futebol, ler, viajar, sair. Conta que, quando as pessoas se dispõem a servir, a providência de Deus se manifesta na família, no trabalho e no serviço da Igreja. De forma simpática e lembrando as palavras do papa Francisco, disse que, se pudesse dizer algo aos pais, neste Dia dos Pais, diria: “Não tenho nem ouro nem prata, mas tenho uma experiência do encontro com Cristo em minha vida. Devo apresentar este Cristo aos outros pais, principalmente aos que estão distantes da Igreja e que na caminhada se distraíram e saíram um pouquinho”. *Neste mês, a cada edição, o jornal O SÃO PAULO publica o perfil de vocacionados que atuam na Arquidiocese.


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Região Brasilândia

Moradores convivem com sensação de insegurança Após chacina de família na Brasilândia, população expressou temor de possível volta da escalada de violência Arquivo pessoal

da região episcopal

Na segunda-feira, 5, veio à tona a notícia de mais uma chacina na BRASILÂNDIA periferia noroeste de São Paulo: um casal de policiais militares, o filho de 13 anos e mais duas mulheres foram encontrados mortos em uma casa na rua Dom Sebastião, na Brasilândia. Com base em investigações iniciais, a Polícia Militar acredita que o filho do casal, Marcelo Pesseghini, de 13 anos, é o principal suspeito da chacina. Tão logo se espalhou a notícia das mortes, os moradores do bairro expressaram o medo de que a onda de violência voltasse à região, já que em novembro de 2012, no Jardim Guarani, os jovens Carlos Eduardo de Oliveira Santos (Duda) e Luís Ricardo Romão (Rogerinho) foram assassinados. Em memória a esses jovens, em 25 de novembro de 2012, padres, religiosas, religiosos, leigos e lideranças políticas, ao lado de dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia, e de dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau (SC), fizeram a Caminhada pela Paz e Não Violência, também em sinal de solidariedade às famílias e comunidades atingidas pela criminalidade. Em março deste ano, novos registros de criminalidade: os jovens Vinicius do Nascimento Lima, 14, e Adriano Ferreira Pessoa, 20, foram assassinados no Parque Belém, nas proximidades da Paróquia Espírito Santo, também na periferia da zona noroeste. Em entrevista, o padre Jaime Estevão Gomes, pároco da Paróquia Espírito Santo, comentou sobre a reação da comunidade no caso da chacina da família Pesseghini. “A comunidade já sofrida e machucada, após os casos de assassinatos violentos em nosso bairro, recebeu a notícia da família assassinada com muito medo e apreensão. Será que vai começar tudo novamente? Seria uma guerra na Brasilândia”, disse, comentando que a população local sempre se intimida e pensa que o terror vai voltar quando há um crime. Em nota de pesar (veja na Palavra do Bispo), dom Milton e o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, se pronunciaram sobre a tragédia ocorrida na última semana.

Região tem formações este mês Da Região Episcopal

Foto do casal Pesseghini com o filho, Marcelo, 13 anos; todos mortos em chacina na segunda-feira, 5, na Brasilândia

No mês dedicado às vocações, a Região Brasilândia oferece cursos e formações para os leigos. A Pascom regional convida para o curso “A espiritualidade do comunicador”, que será assessorado pela irmã Patrícia Silva, da Congregação das Irmãs Paulinas. O evento acontecerá no dia 24, das 9h às 12h, na Paróquia Santos Apóstolos (avenida Itaberaba, 3907, no Jardim Maracanã). Outras informações em (11) 39240020, na Secretaria Regional, ou em (11) 99854-5427, com Anderson Bráz. A Pastoral da Juventude regional informa que estão abertas as inscrições para o Curso de Dinâmicas para Líderes 2013 – 1º Nível, que consiste em formar novas lideranças para assumir os trabalhos pastorais em suas respectivas comunidades e outros espaços. O evento será nos dias 30 e 31 e em 1º de setembro, na Associação das Irmãs Escolares de Nossa Senhora Comunidade Madre Teresa (rua Nélio Fachada de Paiva, 84, Casa Verde Alta). Para inscrições, acessar http:// pjbrasilandia.wordpress.com.

palavra do bispo

Perplexidade, pesar e solidariedade Crê no Senhor, teu Deus, e serás salvo tu e tua família (Atos 16, 31). A Arquidiocese de São Paulo manifesta seu pesar e sua solidariedade às famílias Bovo e Pesseghini, vítimas da tragédia na Vila Brasilândia, região noroeste da Capital paulista, que comoveu o Brasil na segunda-feira, 5 de agosto. Durante a Jornada Mundial da Juventude, o papa Francisco falou em mais de uma ocasião sobre o combate à violência e fez, inclusive, menção direta a um outro capítulo trágico da história

Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia

Dom Milton Kenan Júnior

do nosso país, ao recordar o aniversário da chacina de oito meninos no centro da capital carioca. “Candelária, nunca mais. Violência, nunca mais, só amor”, apelou o Papa. Aos jovens de uma comunidade pobre no subúrbio do Rio, o Pontífice garantiu a proximidade da Igreja, “trazendo-lhes o bem precioso

Cardeal Arcebispo de São Paulo

Dom Odilo Pedro scherer

da fé, de Jesus Cristo, que veio ‘para que todos tenham vida, e vida em abundância’” (Jo 10, 10). “Procurem ser vocês os primeiros a praticar o bem, a não se acostumar ao mal, mas a vencê-lo com o bem”, insistiu, ainda, o papa Francisco. Que essas palavras dele entre nós nos guiem e

agenda regional

deem esperança de que fatos como esse, ocorrido na Vila Brasilândia, nesta semana, não voltem a nos surpreender tão negativamente. Elevamos orações a Deus pelas vidas ceifadas nesta tragédia, e pelos seus familiares, que vivem este momento com profunda dor e consternação. Que Deus os conforte! E, para todos nós, resta a missão de continuar a crer nos frutos bons de uma educação humana integral das crianças e adolescentes. Nunca percamos a esperança, nem desanimemos!

Sábado (17)

Domingo (18), 12h

Às 9h, reunião do Conselho Regional de Pastoral (CRP), na Paróquia Santos Apóstolos (avenida Itaberaba, 3.907, Jardim Maracanã). Informações: (11) 3851-4535;

Festa da Feijoada, na Paróquia São Luís Gonzaga (praça Dom Pedro Fulco Morvidi, nº1, Vila Pereira Barreto). Informações: (11) 3975-6790.

Das 9h às 12h, formação regional para agentes da Pastoral da Saúde, com o tema “Diabetes, hipotireoidismo, osteoporose e colesterol”. Será na Paróquia Santos Apóstolos.


Região Belém

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Curso de liturgia e canto pastoral é neste mês Atividade será assessorada por irmã Miria Kolling nos dias 24 e 25, no Centro Pastoral São José do Belém da região episcopal

Tradicional e sempre muito bem procurado, bELÉM o Curso de Liturgia e Canto Pastoral, organizado pela equipe de Liturgia da Região Episcopal Belém, chega a sua ‘maioridade’: 21 anos levando a ‘comunicação da música, que fala direto ao coração, como uma energia única’, nas palavras da irmã Miria Kolling, que, junto com irmã Idê Maria, coordena o curso. Com um número de participantes crescendo a cada ano (em 2012, a participação foi de cerca de 200 pessoas), o curso acontece nos dias 24 e 25 de agosto, das 8h às 18h30, no sábado, e das 8h às 17h, no domingo, no Centro Pastoral São José, (avenida Álvaro Ramos, 366, Belém). O tema deste ano é “Discípulos e servidores da palavra de Deus na missão da Igreja”. “Este curso é para todos que de alguma forma são envolvidos com o canto na Igreja: párocos, agentes da Pastoral Litúrgica, animadores de canto, salmistas, equipes de liturgia, catequistas e todos os interessados”, explicou irmã Miria. “Portanto, todos os irmãos e irmãs e suas comunidades estão convocados para este encontro de formação. Abençoados pelo Senhor, queremos conviver, aprender e aprofundar nosso conhecimento e nossa prática litúrgica”, finalizou. O curso contará com a presença do bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Belém, dom Edmar Peron, e do tecladista Eurivaldo Pereira, além de toda a equipe de liturgia do Belém. Informações e inscrições nos seguintes contatos: (11) 26930287, na secretaria da Região

Episcopal Belém; e pelo e-mail regiaobelem@uol.com.br; Hideli (11) 2293-0128 ou no e-mail delicavaccini@yahoo.com.br; ou André Fabra (11) 2601-3939 e email andrefabra@yahoo.com.br.

Conselho de Leigos realiza retiro Entre 23 e 25 acontece o 21º Retiro Espiritual de Leigos e Leigas, organizado pelo Conselho de Leigos e Leigas da Região Belém (CLERB) e pela coorde-

nação de pastoral da Região. O encontro, cujo tema é “Leigos e leigas vivendo à luz do Concílio Vaticano 2º, compromissados com a justiça e a paz”, será na Casa de FormaJoão Carlos Gomes

Irmã Miria Kolling fala a participantes do Curso de Liturgia e Canto, em 2012; atividade acontecerá novamente este mês

ção da Legião de Maria, em Mogi das Cruzes (SP), com saída marcada às 18h do Centro Pastoral São José do Belém. A assessoria será da Márcia Signorelli e Vanda Conti, ambas da Comissão de Formação do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB). Os interessados devem procurar a secretaria do Centro Pastoral, no telefone 2693-0287, até quinta-feira,14. Cáritas promove bazar Nos dias 17 e 18, das 8h às 17h, no estacionamento do Centro Pastoral São José, acontece mais um bazar de roupas vindas da Europa, organizado pela Cáritas Núcleo Belém. “É a oportunidade de ficar na moda, gastar pouco e ajudar os projetos sociais da Cáritas”, convida Cristina Marinho Arraes, da Cáritas Belém.

palavra do bispo

Crescer na fé: minha fé é a fé da Igreja Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Belém

Dom Edmar Peron

Difunde-se uma falsa ideia a respeito da fé: “Eu creio do meu jeito”. Isso faz com que a fé se torne algo individual e, até mesmo, intimista, sem relação com a vida da comunidade. Mas não é assim para o cristão. Cristo anunciou o Evangelho, formou o grupo de seus seguidores e, após sua morte e ressurreição, enviou-os a pregar. O livro dos Atos dos Apóstolos nos ensina que as pessoas que ouviram a

pregação de Pedro eram batizadas e perseveravam na Catequese apostólica, na oração e na fração do pão, isto é, na celebração eucarística. E Paulo, uma vez convertido a Cristo, saiu formando comunidades entre os gentios. Assim, podemos perceber que a fé cristã é vivida em comunidade. Essa fé da comunidade eclesial, esclarecida pela ação do Espírito Santo ao longo dos séculos, conforme a promessa de Jesus (cf. Jo 16, 13), foi sintetizada no Creio ou Profissão de Fé. E foi sobre o conteúdo do Creio que o clero da Arquidiocese de São Paulo se dedicou nos dias do seu curso de atualiza-

ção teológico-pastoral, no qual procuramos aprofundar o sentido de cada um dos elementos contidos na Profissão de Fé: “Creio em Deus Pai... e em Jesus Cristo... e no Espírito Santo, na santa Igreja Católica...”, e, desse modo, compreender melhor o conteúdo da nossa fé presente no Creio. Assumir o Creio é justamente reconhecer que a minha fé pessoal não sou eu que a invento conforme os meus desejos e necessidades: a minha fé é a fé da Igreja. Por isso, é urgente que nos organizemos pessoalmente ou em grupo para estudar o Catecismo da Igreja Católica, o que muito

ajudará a esclarecer os conteúdos da nossa fé. É claro, porém, que a nossa fé não nasce do seu conteúdo, mas do encontro com o Deus vivo e verdadeiro, o Pai e o Filho e o Espírito Santo, a Santíssima Trindade. Esse encontro pessoal, vivido na comunidade, é alimentado pela oração, pela Palavra de Deus, pela celebração dos sacramentos e pelo serviço generoso aos irmãos e irmãs necessitados. Vamos, pois, estudar o conteúdo da nossa fé, a partir do Catecismo, e alimentar nosso encontro com o Senhor, a quem desejamos entregar toda a nossa vida.


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Região Ipiranga

Pastorais avaliam atividades do 1º semestre Reunião do CRP do Ipiranga contou com a participação de coordenadores regionais e assessores espirituais Pascom

da região episcopal

Como todo mês, aconteceu no sábado, 10, a IPIRANGA reunião do Conselho Regional de Pastoral (CRP) da Região Episcopal Ipiranga, da qual participaram os coordenadores regionais das pastorais e os respectivos assessores espirituais. A reunião foi iniciada pelo padre Messias de Moraes Ferreira, promotor vocacional da Arquidiocese de São Paulo, com uma pequena celebração da Palavra, encerrando com a oração vocacional. Em seguida, padre Vicente de Abreu, coordenador regional de pastoral e pároco da Paróquia Imaculada Conceição, solicitou a cada coordenador uma apresentação de como está a caminhada de sua pastoral na região, quais foram às realizações no primeiro semestre e as expectativas para o segundo semestre que se inicia. Padre Messias abordou também a Pastoral Vocacional na Região, que já fez a primeira reunião com a equipe regional e tem a intenção de trabalhar em conjunto com a Pastoral Catequética e com as vocações dos jovens, em especial dos coroinhas, e a Pastoral dos Ministros de Eucaristia para a possível vocação de diáconos permanentes. Em 5 de outubro, haverá a primeira atividade vocacional, que será uma tarde de formação sobre a Lectio Divina, enfocando um texto vocacional e missionário, com a assessoria de dom Antonio Celso Queiroz, bispo emérito de Barretos (SP), outrora bispo auxiliar de São Paulo. Coordenadora regional da Pastoral da Criança, Teresa Santos mostrou a todos um levantamento das atividades da Pastoral no primeiro semestre, destacando o número de crianças atendidas, líderes atuantes e a média mensal de apoio nas co-

Coordenadores regionais e assessores espirituais participam da reunião do CRP, que trata, entre outras coisas, da avaliação da Semana Missionária na Região

munidades. Segundo ela, a meta para este semestre é intensificar as visitas nas comunidades, capacitar novos líderes e buscar mais coordenadoras de áreas. O coordenador regional dos Ministros Extraordinários da Eucaristia, o diácono permanente Anivaldo Blasques, detalhou como foi realizada a formação dos ministros de Eucaristia no último semestre, que teve como temas as Perspectivas Pastorais da Arquidiocese de São Paulo; Ministerialidade Eclesial; O Domingo - Páscoa Semanal; O Ministro Extraordinário da Eucaristia e o Serviço da Palavra e a Caridade Pastoral. Informou também que, em setembro os ministros farão retiro anual em Vargem Grande Paulista – Mariápolis Ginetta. O tema será “A

Fé Eucarística dos Santos”, com o padre Manuel Madruga Samaniego, jesuíta. Outras pastorais, serviços e movimentos fizeram apresentações e avaliações. Por fim, houve uma avaliação da JMJ, dando ênfase à vigília da Semana Missionária da Região Ipiranga em 19 de julho no Colégio Arquidiocesano Marista. Todos elogiaram a programação da vigília, bem como a organização das equipes e dos funcionários da região, que fizeram tudo para que fosse participativa e alcançasse seu objetivo. Os jovens estrangeiros, ao retornarem às suas paróquias, agradeceram o momento que tiveram, dando vários depoimentos nas casas que ficaram hospedados, bem como nas paróquias que os recebiam.

agenda regional

Todo ano, no mês de agosto, é realizada a oração do terço meditado na Região Ipiranga. Neste ano será no

dia 18, às 15h, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima (rua Gal. Gastão Goulart, 47, na Vila Guarani).

Outras informações pelo telefone (11) 2274-8500 ou pastoral@regiaoipiranga. com.br.


Região Lapa

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Dom Julio ministra aula inaugural de escola da fé Bispo auxiliar na Região Lapa participou, no sábado, 10, da inauguração da escola que leva o nome de padre Kirano da região episcopal

Na tarde do sábado, 10, na Paróquia São LAPA Patrício, no Setor Rio Pequeno da Região Lapa, iniciou-se o curso “Escola da Fé Padre Kirano”, com aula inaugural ministrada por dom Julio Endi Akamine, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região. No começo das atividades, padre João Carlos Borges, pároco, agradeceu a presença do Bispo e das mais de 50 pessoas que foram à aula inaugural. O seminarista Ádano Islei Pinheiro proclamou a leitura do Evangelho e, na sequência, dom Julio parabenizou padre Borges pela iniciativa louvável, já que se insere no contexto do Ano da Fé. Dom Julio ministrou a aula inaugural dizendo que a escola da fé ajudará a todos na busca do progresso no conhecimento da fé, pois “cremos em Deus, a nossa adesão a ela [fé] é firme, profunda e integral, devemos também estar dispostos e preparados para falarmos de nossa fé”. Idealizador do curso, o pároco convidou o padre Mario Alberto Lopes (Paulino) e alguns leigos e leigas para a elaboração de um projeto educacional, com objetivo de formação teológica-bíblicapastoral, tendo como eixo fundamental a Palavra de Deus. O curso é destinado às pessoas que desejam aprofundar seus conhecimentos e se qualificar para a função de agente pastoral, nos diversos serviços pastorais, tendo uma maior articulação entre fé e compromisso com a sociedade. Com duração de um ano, a formação percorre os campos da história bíblica, da sistematização de conteúdos teológicos, no campo da moral e da pastoral, e está dividido nos seguintes eixos temáticos: acreditar contra todos na esperança; beber do próprio poço (conhecendo a si mesmo); caminhar pela estrada de Jesus; celebração e festa da comunidade cristã e teologia pastoral.

palavra do bispo

A fé: uma resposta do ser humano a Deus que se revela e se oferece Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Lapa

Dom Julio Endi Akamine

Prezado leitor do jornal O SÃO PAULO: Alguma vez alguém perguntou a você: “Afinal, o que é a fé? Você é capaz de definir em poucas palavras o que é a fé?” Como você pode constatar, o modo como entendemos a fé implica também em modos muito diferentes de viver e de se comportar. Se nós entendermos a fé somente como um

sentimento, cairemos no sentimentalismo religioso: a religião consistirá somente em uma série de ritos e celebrações realizados com a única finalidade de provocar emoções fortes sem preocupação alguma de justificar essas mesmas emoções. Se definirmos a fé como simples crença em algo ou em alguém, renunciamos perigosamente ao nosso senso crítico para colocarmos ingenuamente a condução de nossas vidas nas mãos de qualquer pessoa que se apresente como inspirada por Deus. Se a fé for para nós uma adesão fanática a doutrinas pretensamente religiosas,

arriscamos a cair na intolerância religiosa e na violência. O Catecismo define a fé como uma resposta. A fé é uma resposta do ser humano a Deus que se revela e se oferece. A resposta humana de fé não é, porém, ato primeiro, mas ato segundo. O ato primeiro é a revelação de Deus e a oferta que Deus faz de si mesmo ao homem. A resposta do homem é uma reação à proposta de Deus. O que é importante deixar claro hoje é que tanto a proposta divina quanto a resposta humana são fonte de grande alegria para o ser humano. De fato, se estudarmos a história

da humanidade, especialmente a história das religiões, iremos constatar que o ser humano sempre desejou encontrar o sentido de sua existência e da sua história. A fé nos abre para o mundo do sentido. Como resposta à proposta divina, a fé me proporciona a experiência do que realmente vale a pena. Ela me indica e me mostra que a vida tem um sentido profundo e verdadeiro. A fé em Cristo me faz realmente viver. Fé significa abrir-se à vida, vida em plenitude, vida que se identifica com Deus. Encontrar a vida, encontrar o sentido, encontrar Deus: a fé é tudo isso!

Pascom

Dom Julio Endi Akamine, bispo auxiliar na Região Lapa, ministra aula inaugural do curso “Escola da Fé Padre Kirano”, na Paróquia São Patrício, no sábado, 10

O corpo docente é formado pelo padre João Carlos Borges; padre Mario Alberto Lopes; Ádano Islei Pinheiro, filósofo e estudante do 2º ano de teologia; Giovane de Souza,

agenda regional

filósofo, mestre em educação e estudante do 1º ano de teologia; João Batista do Amaral, teólogo e mestre em filosofia; Teresa Duarte, mestre em teologia pastoral; Claudio Ber-

nardes, estudante do 3º ano de teologia e candidato ao diaconato permanente na Arquidiocese de São Paulo. O nome do curso é uma homenagem da Paróquia ao

padre Kirano, que foi o responsável pela construção da Igreja São Patrício e quem incentivou jovens, crianças e casais no trabalho de evangelização.

Quarta-feira (14)

Quinta-feira (15)

Sexta-feira (16), às 11h

Às 11h, reunião dos padres do Setor Rio Pequeno, na Paróquia São Tomás More (rua Juvevê, 52, Vila Dalva).

Às 20h, reunião da comissão regional da JMJ, com dom Julio, na Cúria da Região (rua Afonso Sardinha, 62, Lapa).

Às 19h, reunião da Pastoral da Criança na área Pirituba, na Paróquia São Domingos Sávio (rua Tomas Lopes Ferreira, 131, Parque São Domingos).

Às 19h30, reunião da Pascom Regional, na Paróquia Nossa Senhora da Lapa (rua Nossa Senhora da Lapa, 298).

Reunião dos padres do Setor Lapa, na Comunidade Eclesial Santo Anibal Maria Di Francia (avenida Santa Marina, 534, Água Branca).


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Região Santana

Conselho Regional de Pastoral realiza reunião Planejamento de ações pastorais foi um dos assuntos tratados por dom Sergio de Deus Borges no CRP, dia 10 Diácono Francisco Gonçalves/Pascom

Dom Sergio de Deus Borges orienta, no sábado, 10, coordenadores regionais sobre como planejar ações pastorais, tendo em vista a vivência do 11º Plano de Pastoral da Arquidiocese de São Paulo da região episcopal

Com a presença de dom Sergio de Deus Borges, SANTANA bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Santana, e do coordenador regional de pastoral, padre João Luiz Miqueletti, os coordenadores regionais de pastorais estiveram reunidos, no sábado, 10, na Cúria de Santana, para discutir o 11º Plano de Pastoral da Arquidiocese. Inicialmente, dom Sergio fez uma palestra abordando o tema do planejamento, já que as pastorais devem planejar suas atividades em consonância com o 11° Plano. O Bispo explicou que o planejamento consiste num processo de antecipação e antevisão de condições, estados ou situações futuras desejadas e a previsão de todos os aspectos necessários para a obtenção desses resultados. O Bispo assinalou que o planejamento é importante porque, entre outros aspectos, define e ordena os objetivos a serem perseguidos, além de estruturar e direcionar as ações que serão tomadas. Outros aspectos: racionaliza a distribuição do tempo, energia e recursos; evita a duplicação de recursos e esforços, e garante o estabelecimento da continuidade de ações. Dom Sergio alertou que todos devem ter em mente que resistências sempre surgirão, muitas vezes, sob a capa de

falta de tempo para planejar, hesitações em assumir responsabilidades e a falta de habilidade em planejar, mas que isso ocasiona má distribuição e uso do tempo, desentendimentos entre membros de uma equipe e baixa eficácia e eficiência, O Bispo deixou com os participantes uma pequena apostila contendo passos para a ela-

boração de um planejamento objetivo, e foi dado a cada coordenador um formulário para que sintetizem um programa/ projeto de cada pastoral. Nesse projeto, as pastorais devem mencionar: seus objetivos, justificativas, as ações a ser desenvolvidas; quem são seus responsáveis; a quem se destinam as ações; um calendá-

rio das atividades; e os meios e recursos a serem empregados. Em seguida, padre João Luiz lembrou do orçamento das pastorais, relativo ao ano de 2014. Lembrou, também, que no dia 22 de setembro ocorrerá a peregrinação regional à Catedral da Sé, e abordou a assembleia regional que acontecerá em 29 de setembro,

em local ainda a ser definido. Por fim, os jovens da Pastoral da Juventude falaram sobre a Missão Jovem da Arquidiocese, que neste ano será realizada na Paróquia Natividade do Senhor, na Região Santana, entre 4 e 6 de outubro, com o tema “Juventude e a fé que liberta da opressão”. Mais informações no site www.pjsp.org.br.

palavra do bispo

A transmissão e educação da fé na família! Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Santana

Dom Sergio de Deus Borges

O tema da Semana da Família deste ano, em sintonia com a vivência do Ano da Fé, é a transmissão e educação da fé na família. No passado, os pais tinham maior clareza quanto à missão e ao compromisso de educar na fé os filhos, mas as rápidas

mudanças da sociedade e da família enfraqueceram, em muitos lares, o papel e a missão dos pais como naturais educadores dos filhos. O beato João Paulo 2º valorizou tanto o dever educativo dos pais que chamou de “um verdadeiro e próprio ‘ministério’ da Igreja”: “Tal é a grandeza e o esplendor do ministério educativo dos pais cristãos, que Santo Tomás não hesita em compará-lo ao ministério dos sacerdotes: “Alguns propagam e conservam a vida

agenda regional

espiritual com um ministério unicamente espiritual: é a tarefa do sacramento da Ordem; outros fazem-no quanto à vida corporal e espiritual o que se realiza com o sacramento do Matrimônio, que une o homem e a mulher para que tenham descendência e a eduquem para o culto de Deus” (Familiaris Consortio, 3). Queridos pais, tenham coragem de assumir este ministério que vos foi confiado. Por meio da vossa vida de fé, de alegre pertença à comunidade

eclesial e com palavras, na fidelidade ao chamado de Deus, eduquem vossos filhos, para que eles possam descobrir a sua vocação pessoal, para que tenham vida e vida em abundância; eduquem seus filhos para que eles possam ter um coração de carne, cheio de Deus, cheio de luz; eduquem seus filhos para que hoje e amanhã sejam construtores de uma nova cultura, a cultura do encontro com Deus, com os irmãos, consigo mesmos e com a natureza.

Domingo (18), 17h

Sábado (24), das 14h às 16h

Missa comemorativa do 1° aniversário de ordenação episcopal de dom Sergio de Deus Borges, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Santana. Será na Paróquia de Sant’Ana (rua Voluntários da Pátria, 2.060).

Seminário “5ª Semana Social, Democratização do Estado e Conjuntura Política”, promovido pela Pastoral Fé e Política, com assessoria da deputada federal Luiza Erundina. Será na Paróquia Santa Zita (rua Padre Saboia de Medeiros, 827, com entrada pela quadra – avenida Conceição, 1.100).


Região Sé

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Família é destaque em celebrações desta semana Pastoral incentiva paróquias da Região Sé a participar da Semana Nacional da Família, que segue até o dia 18 da região episcopal

Com o tema “Transmissão e educação da fé SÉ cristã na família”, a Igreja, em todo o Brasil, promove a Semana Nacional da Família, entre os dias 11 e 17. Na Região Episcopal Sé, as paróquias estão se mobilizando para marcar esta semana com atividades especiais, incentivadas pela Pastoral Familiar. “A Pastoral Familiar é um serviço que tem o objetivo de apoiar a família a partir da realidade em que se encontra, abrangendo todas as famílias, independentemente de sua situação, com o propósito de promover a inclusão e resgatar os valores e a dignidade de cada pessoa”, explicou Idivaldo Airton Gramigna, que junto à esposa, Maria Lucia de Sá Gramigna, coordena a Pastoral na região. Idivaldo também destacou que a missão evangelizadora da Pastoral Familiar é “a defesa e promoção da pessoa em todas as etapas e circunstâncias da vida e a defesa dos valores cristãos para o matrimônio e os relacionamentos pessoais e familiares”, e complementou que “para isso, é imprescindível promover articulações dentro e fora da Igreja, para defender a vida em todas as suas etapas”. Para o coordenador, é um desafio para as famílias se voltarem para a fé e para a vida eclesial. “No mundo de hoje, é um desafio educar e formar os filhos dentro de uma perspectiva cristã”, afirmou. Um desafio próprio da realidade urbana da Região Sé é chegar às famílias, muitas vezes isoladas nos condomínios. “Temos muitas dificuldades de acessar essas famílias, de ir ao encontro dessas pessoas”, relatou. Mas ele explicou que há um esforço dos agentes da Pastoral Familiar em formar grupos de reflexões nas casas entre os vizinhos, para partilha da Palavra de Deus e vivência da fé. Algumas paróquias estão organizando atividades para marcar a Semana Nacional da Família, como, por exemplo, a Paróquia Nossa Senhora do Carmo, na Aclimação (rua Brás Cubas, 163), que realizará uma Hora Santa das Famílias, na sexta-feira, 16, a partir das 20h. A equipe regional da Pastoral Familiar tem a missão de colaborar para sua implantação nas paróquias, bem como o acompanhamento das que

palavra do bispo

A Jornada continua Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Sé

Dom Tarcísio Scaramussa

A JMJ Rio-2013 terminou, mas já está marcada a próxima Jornada em 2016, na Polônia. Assim tem acontecido, desde a primeira Jornada em 1985. Todos os anos é proposta a Jornada Diocesana da Juventude, por ocasião do Domingo de Ramos, e a cada dois ou três anos, um evento mais amplo, convocando os jovens de todo o mundo. Essa continuidade sugere criar processos permanentes

de evangelização da juventude, para os quais contribuem as Jornadas. A preparação da JMJ no Brasil foi antecedida pela peregrinação dos símbolos, a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora, envolvendo todas as nossas comunidades e colocando em pauta a pastoral juvenil. A Semana Missionária foi outra proposta enriquecedora desse processo, demonstrando a disponibilidade dos jovens de participar, quando se lhes abre espaço. A Jornada continua certamente pelos frutos que são colhidos na vida pessoal de cada jovem que foi tocado de alguma forma por ela. Ao mesmo tempo, a Jor-

nada deve continuar com o acompanhamento dos jovens em sua peregrinação espiritual e missionária, feito especialmente por sacerdotes, agentes de pastoral e assessores. Para isso, a Igreja precisa converter-se sempre mais aos jovens, abrir-se ao novo, e favorecer o seu protagonismo. Noutras palavras, realizar gestos e ações concretas de amor aos jovens, com disposição para acolher, acreditar, investir na força missionária dos jovens. Concretamente, é necessário continuar promovendo oportunidades de experiências positivas de espiritualidade (encontro com Jesus Cristo),

de cultura, de solidariedade, de vivência comunitária, de formação. Ao mesmo tempo, é necessário organizar estruturas ágeis de pastoral juvenil, com projetos de ação, que respondam ao dinamismo da vida e das necessidades do jovem. Esses projetos devem considerar a presença pastoral nos ambientes onde estão os jovens: escola, universidade, redes sociais, bares e clubes... A formação adequada de agentes e assessores para a animação pastoral e para o acompanhamento dos jovens é a chave para abrir sempre mais portas e possibilitar este processo na Igreja.

Pastoral Familiar da Região Sé

Integrantes da Pastoral Familiar da Região Episcopal Sé auxiliam paróquias a organizarem atuação junto às famílias e implantação de atividades pastorais

já existem. Em algumas paróquias da região, a pastoral já está sendo implantada oficialmente, mas o coordenador garantiu que a maioria possui atividades voltadas para as famílias. Idivaldo salientou que a Pastoral Familiar deve aconagenda regional

tecer na paróquia. “É na paróquia que a pastoral acontece concretamente, pois é lá que se encontram as famílias.” Outra frente de trabalho da Pastoral Familiar na Região Sé é junto aos casais em segunda união. “Este trabalho está mui-

to forte na nossa região. Nossa missão é acolher essas pessoas na Igreja e ajudá-las a se inserir na vida eclesial, a se aproximarem de sua paróquia”, explicou Idivaldo, que também contou que esses casais participam de círculos mensais de reflexão e

partilha nas casas junto com os demais membros da Pastoral Familiar. Para saber mais sobre a Pastoral Familiar na Região Sé, entre em contato com a equipe pelo e-mail pastoralfamiliar. rese@yahoo.com.br.

Terça-feira (13)

Quarta-feira (14)

Sexta-feira (16)

Aniversário natalício do frei Hipólito Martendal, OFM, vigário paroquial da Paróquia Santo Antonio do Pari (praça Padre Bento, 13).

Aniversário natalício do padre José Brun, residente na Paróquia Nossa Senhora do Brasil.

Aniversário natalício do padre Chang Shun Yu, (Lourenço), vigário paroquial da Paróquia Sagrada Família (rua Santa Justina, 290). Aniversário de ordenação sacerdotal do padre Fabiano Alcides Pereira, OCD, vigário paroquial da Paróquia Santa Teresinha (rua Maranhão, 617).


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Colóquio expõe a Ação Social da Igreja Católica na cidade de São Paulo Sábado, 17, às 9h, na Paróquia São Luís (avenida Paulista, 2.378) acontecerá um colóquio com Edson Silva, sociólogo e mestre em serviço social sobre a “Ação Social da Igreja Católica na cidade de São Paulo”. O evento é promovido pelo Grupo de Assistentes Sociais Católicos do Conselho de Leigos da Arquidiocese. Informações: (11) 2577-5948.

Seminário Santo Cura D’Ars festeja seu patrono Cardeal dom Odilo Pedro Scherer presidiu missa em honra ao padroeiro dos sacerdotes na quinta-feira, 8 Daniel Gomes

Reportagem na zona norte

Em missa presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, e concelebrada pelos bispos auxiliares dom Edmar Peron, dom Julio Endi Akamine, dom Milton Kenan Junior e dom Tarcisio Scaramussa, na quinta-feira, 8, os seminaristas e párocos formadores do Seminário de Filosofia Santo Cura D´Ars veneraram São João Maria Vianney – Santo Cura D´Ars, declarado pela Igreja, desde 1929, como padroeiro dos sacerdotes, cuja festa litúrgica é celebrada em 4 de agosto. Dom Odilo, na homilia, resgatou a biografia do santo, que viveu como padre na pequena comunidade rural de Ars, na

França, e que, se dedicando à pregação do Evangelho, confissões, oração pessoal e atenção aos fiéis, transformou uma cidade de hábitos pagãos em uma comunidade de fé. De acordo com o Cardeal, o Santo, que se diferenciava por estar em sintonia com Deus, por sua dedicação sincera às causas de fé da população, pelo zelo pastoral e pela caridade aos irmãos, foi um pároco admirável e que serve de exemplo aos seminaristas, que desde agora, segundo o Arcebispo, devem também entregar a vida aos irmãos e à Igreja, dedicando-se à formação cristã e tendo coração aberto para acolher o próximo. Para Maykon Samuel Alves Florêncio, estudante do terceiro ano de filosofia,

Felipe Flauzino

Seminaristas participam de missa no Seminário de Filosofia Santo Cura D’Ars

“São João Maria Vianney é o grande exemplo de sacerdote, especialmente de sacerdote diocesano. É para nós uma grande referência de dedicação, de serviço e de amor à Igreja”, comentou, ao O SÃO PAULO, o jovem, que é um dos 24 se-

minaristas do Seminário de Filosofia Santo Cura D´Ars. Também na avaliação do padre José Edivaldo Melo, reitor do Seminário, Santo Cura D´Ars é modelo para os seminaristas por ter sido um sacerdote “de muita fé, de muita fidelidade à Igreja e de muito

amor ao povo, especialmente para aquele povo que estava afastado de Deus”. À reportagem, o Reitor ressaltou que “a presença do Arcebispo e dos bispos auxiliares aqui nesta festa é a manifestação do apoio à formação, o que é muito positivo para os seminaristas”. São João Maria Vianney Santo Cura D´Ars (1786-1859), viveu na França; Estudou para o sacerdócio entre os 20 e 29 anos; Ordenado padre em 1815, chegou a Ars em 1818, onde permaneceu até o fim da vida; Declarado venerável pelo papa Pio 9º em 1872, foi beatificado pelo papa São Pio 10º em 1905 e canonizado pelo papa Pio 11 em 1925, tendo sido declarado padroeiro de todos os párocos em 1929.

Na ‘Cidade Olímpica’, a Pastoral do Esporte Luciney Martins/O SÃO PAULO

Daniel Gomes Redação

Atuante na cidade que vai sediar a Olimpíada de 2016 e a final da Copa do Mundo de 2014, a Arquidiocese do Rio de Janeiro instituiu, em 2009, a Pastoral do Esporte, ampliando uma iniciativa que já existia nas paróquias Senhor do Bonfim e Cristo Operário, localizadas na capital fluminense. “A ideia inicial foi evangelizar por meio do esporte. Com o tempo, a gente foi vendo que isso não bastava, porque tinha jovem sem muito interesse em ser evangelizado e que dispersava. Então, tivemos a ideia de trabalhar o esporte como um todo, difundindo a evangelização e a prática do esporte no nível competitivo, recreativo e participativo”, contou, ao O SÃO PAULO, Marcos Wilson, articulador arquidiocesano da Pastoral e um dos pioneiros dos trabalhos na Paróquia Senhor do Bonfim. Ao longo dos anos, as paróquias montaram equipes para disputar competições regionais e nacionais e a Pastoral chegou a outras arquidioceses, como a de Natal (RN). De acordo com Marcos, a Pastoral, assim como as demais, tem como foco a evangelização, mas faz isso de modo peculiar. “Reuniões, por exemplo, nós re-

Cruz Olímpica e Ícone da Paz estão sob os cuidados da Pastoral do Esporte

alizamos em ginásios esportivos e quando jovens vão para uma disputa, fazemos orações, lemos passagens bíblicas”, explicou, destacando ainda que o apóstolo São Paulo é a inspiração da Pastoral, “por ser tido como um santo esportista”. Durante a JMJ Rio-2013, a Pastoral disseminou a proposta 100 dias de Paz Nos Jogos Olímpicos da Antiguidade não aconteciam conflitos entre sete dias antes e sete dias depois das competições. Com o tempo, a chamada Trégua Olímpica estendeu-se para 50 dias antes e 50 dias depois da Olimpíada, tradição conservada pelos organizadores dos Jogos Olímpicos da era moderna. Os “100 dias de Paz” são declarados pela ONU. Cruz Olímpica Criada pelo artista Jon Cornwall, acompanha a edição dos Jogos desde Londres-2012. É feita com 12 tipos de madeira de diferentes cores e texturas, encontradas pelo

dos “100 dias de Paz” e apresentou a Cruz Olímpica e Ícone da Paz, símbolos de fé que acompanham as edições dos Jogos desde Londres-2012 (veja abaixo) e que foram abençoados pelo papa Francisco. Durante a Copa do Mundo, a proposta é que os símbolos peregrinem pelos estádios das 12 cidades-sedes. mundo. As madeiras que compõem a base da Cruz simbolizam as virtudes da fé, esperança e amor. Ícone da Paz Acompanha a Cruz Olímpica. Foi pintado no Mosteiro de São João do Deserto, próximo a Jerusalém, e dado ao movimento olímpico em 1999. O Ícone apresenta Cristo, fonte da reconciliação, da libertação e da paz, e simboliza as ligações vitais das tradições cristãs orientais e ocidentais na Paz de Cristo. Pastoral do Esporte Foi oficializada pela Arquidiocese do Rio de Janeiro em 2009. Contato: esporte@psbonfim.com.br


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Lançamento do livro ‘Os laços entre Igreja, governo e economia solidária’ Os pesquisadores Paul Singer, Mario Sergio Cortella, Maria Lúcia Carvalho da Silva, Luiz Eduardo Wanderley e André Ricardo de Souza, autor do livro “Os laços entre Igreja, governo e economia solidária” estarão no debate aberto à comunidade no dia 16, às 19h, na PUC-SP, campus Perdizes, auditório 239, no lançamento do livro.

Semana Missionária em SP tem balanço positivo Articuladores da atividade realizada em julho na Arquidiocese de São Paulo reuniram-se com dom Tarcísio Luciney Martins/O SÃO PAULO

Daniel Gomes

Reportagem na zona leste

Em clima de satisfação pelo êxito da Semana Missionária da JMJ, os articuladores da atividade na Arquidiocese participaram no sábado, 10, no Centro Pastoral São José do Belém, de uma reunião de avaliação do evento, ocorrido entre 16 e 20 de julho, com a participação de dom Tarcísio Scaramussa, bispo e referencial do Setor Juventude. De acordo com a secretária da Semana Missionária, Kamila Gomes, 11 mil peregrinos participaram da Pré-Jornada na Arquidiocese (veja mais dados ao lado) e houve elogios quanto à programação, que não se limitou às paróquias, mas incluiu outras atividades pela cidade, sendo mais frequentes as visitas ao Museu de Arte Sacra, à Catedral da Sé, ao Museu do Futebol e à Rua 25 de Março. Padre Tarcísio Mesquista, assessor do Secretariado Arquidiocesano de Pastoral, destacou que a Prefeitura e o governo do Estado colaboraram para a realização da Pré-Jornada, menção também feita por Rafael Alberto, secretário executivo do Vicariato Episcopal para a Pastoral da Co-

císio, o Setor Juventude vai estimular grupos, pastorais e movimentos à elaboração de propostas e projetos concretos “para aproveitar essa motivação que a Jornada provocou e para que isso sirva como uma espécie de trampolim para lançar os jovens em novas missões”. O Setor Juventude articula para a tarde de 24 de agosto, em horário e local a ser definido, uma celebração em ação de graças pela participação dos jovens nas atividades da JMJ Rio-2013. NÚMEROS DA SEMANA MISSIONÁRIA

Dom Tarcísio Scaramussa, bispo referencial do Setor Juventude, coordena reunião de avaliação da Semana Missionária

municação, que elencou, entre outras ações, a fixação de cartazes em relógios, estações do metrô e pontos de ônibus da cidade. Ele também informou que, durante a Semana Missionária, o site do evento teve pico de 20 mil acessos. Integrantes da Comissão de Voluntários enalteceram o envolvimento dos fiéis nas paróquias, mas lamentaram que alguns movimentos foram receptivos apenas a peregrinos dos próprios quadros.

Já os articuladores da Comissão de Hospedagem lembraram a insatisfação de alguns padres por não terem recebido grupo de peregrinos, mas houve menção de que em algumas regiões, paróquias do mesmo setor fizeram atividades comuns para envolver todos os fiéis na Pré-Jornada. Outro aspecto elogiado pelos peregrinos foi a tradução simultânea dos eventos centrais. Durante a reunião, os participantes também enalteceram o empenho dos articuladores para superar

contratempos, como na Região Lapa, onde foi preciso mudar por duas vezes o local da vigília. Ao final das exposições, dom Tarcísio lembrou que a JMJ foi parte de um processo contínuo de evangelização da juventude. Ao O SÃO PAULO, o Bispo avaliou que a organização da Semana Missionária deixou o aprendizado da responsabilidade partilhada e o ensinamento de que no trabalho da Igreja as pessoas se sentem felizes em servir. Ainda segundo dom Tar-

11 mil peregrinos estrangeiros (dos quais 7.116 inscritos) 6.432 voluntários cadastrados 7.097 famílias acolhedoras 22.594 vagas disponibilizadas para a hospedagem Participação na missa de envio Mais 50 mil pessoas Participação nas vigílias regionais: 3.500 pessoas no Belém 3.500 pessoas em Santana 2.700 pessoas no Ipiranga 1.500 pessoas na Lapa 1.500 pessoas na Brasilândia 800 pessoas na Sé Fonte: Secretaria da Semana Missionária na Arquidiocese de São Paulo

O ‘frei rapper’ que aprendeu a cantar nos cárceres Gaztetxo.com

NAYÁ FERNANDES

Especial para O SÃO PAULO

Frei Richard Godoy, ou “frei rapper”, como é conhecido, pertence à Ordem de Nossa Senhora das Mercedes, nasceu no Panamá e, há quatro anos, trabalha na Venezuela. Ele falou ao O SÃO PAULO em entrevista exclusiva, durante a Feira Vocacional da JMJ Rio-2013. Os frades mercedários trabalham nos cárceres e foram os próprios presos que apontaram a música como caminho da comunicação entre o Frei e eles. Então, aprendeu a cantar rap, reggae e reggaeton (que tem influência de outros estilos musicais hispanos, como a salsa e a bachata). “Eu pensava que o rap, o raggae ou o reggaeton eram uma moda, mas descobri que é uma forma de vida. Quando você se comunica com alguém que fala seu idioma, consegue dialogar. Eu disse a eles: ‘Por que não fazem um rap para o Senhor?’, e eles responderam: ‘Nós sabemos rap, mas não conhecemos o Senhor. Aprenda o rap e poderá falar

do Sul e da Europa. Desde 1989, canta nas prisões, em institutos, escolas, praças, ginásios. “Assim, o rap e o reggae chegam às favelas, aos jovens de hoje.”

‘Salvei a vida do meu irmão’

Frei Richard percorre países das Américas e da Europa cantando para alcançar a juventude

conosco’. Eles mesmos me ensinaram.” O Frei ressaltou ainda que, “para eles, o rap ou o reggae determinam a forma de pensar, de ser e de sentir. Muitas vezes, é um estilo musical que promove a violência, principalmente

contra mulheres e crianças. Então, usei o mesmo canal para promover a vida e o Evangelho”. Por meio desse canal, frei Richard já viajou por toda a América Central, América do Norte, alguns países da América

“Aconteceu no dia 18 de julho. Por telefone, falei com um preso. Ele me contou que encontrou um jovem de Maras e pandillas (grupo de jovens da Espanha e da América Latina, que se caracteriza pelas tatuagens no corpo, pela violência e tráfico de drogas). Esse jovem perguntou ao outro: ‘Você conhece padre Richard?’. ‘Sim, conheço’. ‘Então, graças a esse padre, conheci Deus, mas já muito tarde, por isso estou aqui. Graças a ele, encontrei outro sentido na vida. Não escuto outra música, senão a sua’. Quem ouviu este testemunho, na prisão, foi meu irmão. Ele temia ser assassinado lá, mas, ao contrário, por ser panamenho e meu irmão, foi salvo”, contou, emocionado, frei Richard, que nasceu num bairro pobre do Panamá, e, graças à Igreja, não entrou no mundo do crime, como aconteceu com seus irmãos.


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Pascom convida para o encontro “Psicologia da Comunicação” Com o objetivo de trabalhar a comunicação nas comunidades, como processo que se potencializa com o uso das tecnologias, a Pastoral da Comunicação promove, em São Paulo, o curso “Psicologia da Comunicação”. O encontro será no sábado, 31, das 8h30 às 16h30, na rua Dona Inácia Uchoa, 62, Vila Mariana. Informações: (11) 2125-3540.

Clero arquidiocesano reflete sobre ‘a fé que cremos’ Curso de Aprofundamento Teológico e Pastoral foi realizado em Itaici e abordou os aspectos do Credo Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

fissão de Fé, ela se torne uma oração. O coordenador de pastoral

da Arquidiocese, padre Tarcísio Marques Mesquita, disse que o estímulo para o tema do encon-

tro deste ano foi o Ano da Fé, que tem levado a Igreja no mundo inteiro a fazer um aprofundamento sobre a Profissão de Fé. “O que temos hoje formulado do Creio, seja o Apostólico seja o Constantinopolitano, é uma experiência da Igreja vivida. Muitos e muitos santos se tornaram santos conhecendo profundamente esta estrutura, que leva consigo o Credo. Hoje poder aprofundar o Credo é fundamental, pois nos faz repensar a nossa Catequese, a forma de Igreja que estamos vivendo”, destacou o padre José Antônio Tejada, pároco na Paróquia Santa Bernadete, Região Episcopal Belém. O padre precisa, assim como todo cristão, alimentar sua fé, destacou o Cardeal. Para ele, além de se aprofundar no conhecimento de sua fé, o cristão deve ajudar e ensinar os irmãos a crescerem na fé. Dom Odilo ainda afirmou que é preciso conhecer a fé, pois o que não se conhece não se pode amar.

Aparecida (SP), um modelo do Catecismo da Igreja Católica. Durante o retiro do clero da Arquidiocese de São Paulo, o cardeal dom Odilo destacou que o catecismo é um instrumento precioso, e deve ser um livro de uso diário, em que consta o ensinamento da Igreja. Responsável pela atualização e revisão de doutrina,

monsenhor Catelan, que ministrou o retiro para o clero arquidiocesano, destacou que esta edição tentou simplificar a vida do leitor, com uma linguagem mais acessível no que foi possível. Os números principais, em vez de preto, foram grafados em magenta e estão de acordo com a nova ortografia. A nova edição do Catecismo pode ser adquirida no site

das edições CNBB e custa em torno de R$ 24. “É uma referência segura para saber o que a Igreja ensina em matéria de doutrina, mas a importância maior é que, nas quatro partes dele, aborda o conjunto da vida cristã, como crer, celebrar, viver e a oração, tudo que fazemos como cristãos se encaixa em um, ou em outro, desses aspectos” afirmou Catelan.

Edcarlos Bispo de Santana

Especial para O SÃO PAULO

Os padres da Arquidiocese de São Paulo, juntamente com os diáconos, bispos auxiliares e com o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, participaram, de segunda-feira, 5, a quinta-feira, 8, do 11º Curso de Atualização do Clero, em Itaici, Indaiatuba (SP). Com o tema “A fé que cremos”, o curso teve a assessoria do monsenhor Antonio Luiz Catelan Ferreira, assessor da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé, da CNBB. Durante sua exposição, o monsenhor explicou o Símbolo Apostólico, Credo, parte por parte, e fez um resgate teológico dos detalhes que às vezes passam despercebidos. “A fé que recebemos no Batismo, que cultivamos na oração, na prática e na frequência à Igreja é uma fé verdadeira, mas nem sempre consciente de todos os elementos. Então, ter a oportunidade de estudar o Credo é importante, porque passamos a conhecer melhor a fé onde fomos batizados, a fé que garante nossa salvação”, afirmou Catelan. O Monsenhor explicou que o Credo é a memória da verdade e de fé. De acordo com ele, o Símbolo Apostólico “não é só o resumo da fé, mas, também, da Catequese da Igreja”. Em entrevista ao O SÃO PAULO, Catelan destacou que o Credo não é uma oração, mas uma declaração de fé, de acordo com ele, uma ora-

Clero Arquidiocesano participa do Curso de Atualização, ministrado por assessor para a Doutrina da Fé, da CNBB

ção é sempre dirigida a Deus em primeiro lugar, porém isso não impede que, ao meditar a Pro-

CNBB publica nova edição do Catecismo do Especial para O SÃO PAULO

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil lançou na última Assembleia Geral, realizada em abril na cidade de

Site Brasil: Nunca Mais Digit@l é lançado em São Paulo Ascom PRR-3

Da Redação

Cerca de 900 mil páginas de um conjunto de 710 processos envolvendo o período da Ditadura Militar no País, julgados pelo Superior Tribunal Militar (STM), foram digitalizadas e já estão à disposição do público no site Brasil: Nunca Mais Digit@l. Lançado na sexta-feira, 9, em São Paulo. A iniciativa apresenta o acervo do “Projeto Brasil: Nunca Mais”, desenvolvido nos anos 1980 do século passado pela Arquidiocese de São Paulo e pelo Conselho Mundial de Igrejas, com o objetivo de evitar que processos judiciais por crimes políticos

Lançado na sexta-feira, 9, site Brasil: Nunca Mais Digit@l traz acervo de processos julgados no País durante a ditadura

fossem destruídos com o fim da Ditadura Militar (1964-1985). O acervo digitalizado permite que se obtenham informações sobre torturas praticadas naquele período e que a divulgação dos pro-

cessos cumpra um papel educativo na sociedade brasileira. Representando o cardeal dom Paulo Evaristo Arns, esteve presente ao evento o cardeal dom Odilo Pedro Scherer,

arcebispo metropolitano. Em entrevista à TV Globo, o Cardeal ressaltou a importância do acervo e de sua divulgação. Para ele, não se deve voltar a um regime de opressão da população, que

desrespeita a dignidade e os direitos mais fundamentais da pessoa humana. A consulta aos processos pode ser feita, de forma geral, pelo objeto da busca, ou até mesmo pela divisão por estado ou organização política. Antes de sair o resultado da busca, aparece uma janela com a mensagem: “Parcela expressiva dos depoimentos de presos políticos e das demais informações inseridas nos processos judiciais foi obtida com uso de tortura e outros meios ilícitos, e não pode ser considerada como absoluta expressão da verdade”. (Com Informações Agência Brasil)

O SÃO PAULO edição 2965  

Jornal O SÃO PAULO semanário da Arquidiocese de São Paulo, há 58 levando informação e formação para os católicos de SP