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Jornal da

Comunidade

arquidioceselondrina.com.br

Ano 29

nº 336

JORNAL DA ARQUIDIOCESE DE LONDRINA

ABRIL de 2018

desde 1989

MISSA DOS SANTOS ÓLEOS - Fiéis e clero da arquidiocese participaram da Missa dos Santos Óleos, na Terça-feira Santa,

no Moringão. Nesta missa são abençoados os óleos dos catecúmenos e dos enfermos e consagrado o óleo do Crisma. Depois da missa, cada padre leva a porção dos óleos para a prática dos sacramentos nas suas comunidades. Pág. 11

EVANGELIZAÇÃO

Igreja define rumos para os próximos quatro anos A arquidiocese elabora, ao longo deste ano, o 17º Plano de Ação Evangelizadora, um mapa que orientará as ações e prioridades pastorais para 2019-2022. A partir do método Ver-Julgar-Agir, o objetivo é elaborar um plano de gestão participativa, no qual padres, coordenadores e agentes de pastoral exponham as realidades de suas paróquias, fundamentados nas orientações da CNBB, da Santa Sé e dos documentos da Igreja. PÁGs. 8 e 9

Em espírito e verdade

Jo 4.23

LEIGOS

Equipes de Nossa Senhora: um movimento que busca caminhar na santidade. “Nem mais, nem menos”. Pág. 4

SMP

Coordenação traça propostas para a continuidade da missão após as Semanas Missionárias. Pág. 10

ENTREVISTA

Coordenadora da Infância e Adolescência Missionária da arquidiocese, Lucidalva Mara Martinoti esteve em missão na Guiné-Bissau, auxiliando na estruturação da IAM. A experiência foi tão intensa que ela já faz planos de voltar ao país no que vem.

Pág. 5

AINDA É PÁSCOA

Durante os 50 dias que sucedem o Sábado de Aleluia, a dimensão celebrada na liturgia da missa é a mesma: Cristo vive. Ele nos deu a salvação. Alegrai-vos! Pág. 7


Opinião

Jornal da Arquidiocese de Londrina

Jornal da Comunidade ABRIL DE 2018

EDITORIAL

E-MAIL DO LEITOR

Participe do Jornal da Comunidade enviando-nos seu comentário a respeito de nossas matérias ou acontecimentos da Igreja. Sua opinião é muito importante para nós. Para participar, é só encaminhar seu texto, de até 700 caracteres para o e-mail: jcarquidiocese@gmail.com.

Um ano do novo JC Em abril do ano passado, o JC iniciava uma nova fase na sua missão de mostrar as atividades e eventos das paróquias, pastorais e movimentos da nossa arquidiocese. Com o novo layout veio uma nova proposta de comunicação e uma nova equipe formada por jornalistas que colocam seus dons a serviço de Deus. O jornal ganhou um caráter mais evangelizador e que promove o protagonismo do leigo na Igreja. Nesta edição, você poderá nos conhecer e saber como produzimos o JC. Já adiantamos que é com muito amor, dedicação e inspirados no Espírito Santo. Abril também é um mês de continuarmos dentro do espírito da Páscoa, com o Tempo Pascal. Durante 50 dias, a dimensão vivida em toda liturgia é a mesma celebrada na Páscoa. Explicamos o significado desse período que segue até Pentecostes. O JC traz ainda uma matéria sobre a elaboração do 17º Plano de Ação Evan-

gelizadora, que definirá os objetivos e ações para os próximos anos. O plano será construído com a participação das paróquias, coordenadores de pastorais e agentes atuantes. Seguindo a orientação do Concílio Vaticano II: Ver - Olhar a realidade; Julgar - Iluminar a vida com a palavra de Deus; Agir - Atitudes-Ações-Mudança. Conversamos com a coordenadora da Infância e Adolescência Missionária (IAM), Lucidalva Mara Martinoti, que esteve em Guiné-Bissau, na África, no fim do ano passado para mostrar o trabalho realizado com IAM no Brasil e ajudar na construção de uma estrutura de coordenação.

Este foi só o primeiro ano novo de JC. A caminhada continua e, querido leitor, contamos com a sua participação na sugestão dos conteúdos

O JC mostra ainda a triste realidade dos venezuelanos, que enfrentam uma grave crise política e econômica. A população vem buscando refúgio no Brasil. Com o grande fluxo de imigrantes, a Diocese de Roraima está com dificuldade para dar assistência a todos e a CNBB faz um apelo para que sejam feitas doações para ajudar no atendimento dos venezuelanos. Ainda temos as atividades do Setor Juvenil, das Santas Missões Populares. Contamos como foi a Missa dos Santos Óleos e muito mais. Tudo feito com muito empenho. Este foi só o primeiro ano novo de JC. A caminhada continua e, querido leitor, contamos com a sua participação na sugestão dos conteúdos. Escreva, mande sua foto, proponha assuntos. Afinal, este é o Jornal da Comunidade. Boa leitura.

ANIVERSÁRIOS NATALÍCIO n 01/04 Pe. Lino Stahl (SJ); n 10/04 Pe. Sebastião Tavares da Silva; n 11/04 Pe. Wagner Rodrigues; n 15/04 Pe. Rayapu Reddy Lingareddy (PIME); n 14/04 Pe. Domenico Rotunno (PIME); n 18/04 Frei Reginaldo de Abreu Araújo da Silva (OSA); n 24/04 Pe. Paolo de Coppi (PIME) n 25/04 Pe. Orides Giroldo (SAC); n 28/04 Pe. Francisco José Leite Jacó (CSJ); n 28/04 Pe. Vicente Dornelas (PIME); n 29/04 Frei Nelson do Divino Amigo (OFMCap); n 30/04 Pe. Evandro Delfino; SACERDOTAL n 02/04 Pe. Harry Jung (CSJ); n 05/04 Pe. José Bach; n 07/04 Pe. Oscar Alberto De Los Rios Londoño; n 07/04 Pe. Justin Francis (MSFS); n 09/04 Pe. Nirceu Keri (PMS); n 14/04 Pe. Jorge Pereira de Melo; n 17/04 Pe. Esvildo Valentino Pelucchi (CSJ); n 21/04 Pe. Paulo Henrique Rorato; n 25/04 Pe. Arockiaraj Duvadoss (MSFS);

FOTOS DA COMUNIDADE

FOTOS: ARQUIVO PESSOAL

Início da formação do aspirantado 2018 no Monte Carmelo e aniversário de ordenação sacerdotal do Frei Lucas de São José

Juventude da Paróquia Nossa Senhora das Graças de Centenário do Sul em visitas das SMP

Quer compartilhar um momento importante da vida em comunidade? Envie-nos sua foto com seu nome e onde ela foi tirada para o e-mail: jcarquidiocese@gmail.com

CENTRO DE COMUNICAÇÃO ARQUIDIOCESANO Arcebispo: Dom Geremias Steinmetz Jornalista Responsável: Pe. Evandro Delfino: MTB 9746 Edição: Juliana Mastelini: MTB 10063

PUBLICAÇÃO MENSAL DA ARQUIDIOCESE DE LONDRINA

DESDE 1989

Equipe Central do JC: Aline Machado Parodi, Carol Umezu, Célia Guerra, Juliana Mastelini, Pedro Marconi, Waurides Alves, Luciana Maia Hessel e seminarista Caio Matheus Caldeira da Silva Projeto Gráfico: Mazz Propaganda Fotografia: Carol Umezu

PASTORAL DA COMUNICAÇÃO | PASCOM Assessor Eclesiástico: Padre Dirceu Júnior dos Reis Coordenadora: Patrícia Caldana Secretário: Tiago Queiroz Email: pascom@arquidicoeselondrina.com.br Telefone: (43) 3371-3141 Site: www.arquidioceselondrina.com.br Facebook: @arqlondrina Fotos da Capa: Terumi Sakai, Douglas Estevam, AD3COM e arquivo pessoal

Tiragem: 8.500 mil unidades Colaboradores: PASCOMs Paroquiais


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Palavra do Pastor

Cada comunidade uma NOVA VOCAÇÃO

Estou nestes dias relendo, mais uma vez, o XVI Plano de Ação Evangelizadora (2014-2017) da Arquidiocese de Londrina. Me chamou atenção que entre as “sombras eclesiais” (pág 19) está escrito assim: “é crônica a falta de vocações na arquidiocese” e, em seguida: “É ainda frágil a união entre os presbíteros, os diáconos e os religiosos”. Nas “luzes eclesiais” diz (pág. 17): Londrina é o berço de uma congregação religiosa, as Irmãs Missionárias Claretianas, fundada pelo primeiro arcebispo Dom Geraldo Fernandes e madre Leônia Milito, no ano de 1958”. Mais adiante diz: “O Presbitério de Londrina é enriquecido pela presença e ação dos padres diocesanos, pela grande presença de religiosos e de missionários, vindos de diversos países. Os diáconos permanentes muito colaboram

em nossa Igreja, com seu testemunho e ação evangelizadora”. O tema das Vocações é um destaque da quarta Urgência Pastoral (pág. 36). Ali aparecem várias sugestões interessantes para impulsionar as vocações sacerdotais e religiosas: Fortalecer a Pastoral Vocacional e o Serviço de Animação Vocacional nas paróquias; ter um pa-

A minha história pessoal é recheada pela presença de religiosos e religiosas. Há vários deles entre a minha família próxima ou mais distante. Todos vinham visitarnos e falavam com alegria dos trabalhos, conquistas, dificuldades e até desencontros nos seus respectivos trabalhos.

dre referencial em cada decanato para a animação vocacional; valorizar o Dia Mundial de Oração pelas Vocações no quarto domingo da Páscoa; promover encontros e retiros de opção de vida nas paróquias e nos decanatos para adolescentes e jovens, etc. Percebe-se que o trabalho vocacional é manifesto nas preocupações da arquidiocese e, até mesmo, procura-se apontar caminhos e soluções para que possamos ter sempre mais vocações sacerdotais e religiosas. O mesmo problema que nós enfrentamos é enfrentado por muitas outras dioceses do Brasil. Há dioceses que até alguns anos atrás eram verdadeiros celeiros de vocações, hoje não conseguem mais repor o clero diocesano que en-

velhece ou morre. Vê-se também muitas vocações para as chamadas Novas Comunidades, quando faltam vocações para os presbitérios locais e também para as congregações missionárias, masculinas ou femininas. É com esta preocupação que nasceu a Ação Evangelizadora Cada Comunidade uma nova Vocação. Ela se desenvolveu a partir de uma experiência na Diocese de Ponta Grossa (PR), que obteve e ainda obtêm êxito no campo vocacional e, especialmente, de ordenações sacerdotais. A Ação Evangelizadora é simples e enxuta: que em cada encontro eclesial de pastorais, movimentos, comunidades, religiosos, presbíteros, diáconos, grupos, etc., reze-se uma oração vocacional conhecida do grupo ou, na ausência desta, reze-se uma dezena do terço pedindo por vocações sacerdotais e religiosas. É o próprio Jesus que nos manda rezar pedindo trabalhadores para a messe (Mt 9, 38). Além disso, o convite é para gravarmos pequenos vídeos, com testemunhos de vida, chamados vocacionais, apelos de Deus na vida das pessoas. O desafio é falar positivamente da alegria de responder ao chamado de Deus no serviço à vida da comunidade e da Igreja e no serviço ao Reino de Deus. A minha história pessoal é recheada pela presença de

religiosos e religiosas. Há vários deles entre a minha família próxima ou mais distante. Todos vinham visitar-nos e falavam com alegria dos trabalhos, conquistas, dificuldades e até desencontros nos seus respectivos trabalhos. Além disso, a oração na minha comunidade de origem que sempre, aos domingos, reza pelas vocações e acompanha com satisfação aqueles que de lá saíram para dar uma resposta mais concreta ao chamado de Deus. Diante de tudo isso podemos perguntar: será que Deus parou de chamar ou a nossa maneira de chamar é que não desperta a atenção suficientemente? Rezemos com fé e autenticidade de coração e muitas vocações sacerdotais e religiosas não tardarão a bater nas portas dos nossos seminários.

DOM GEREMIAS STEINMETZ Arcebispo de Londrina

Rezemos com fé e autenticidade de coração e muitas vocações sacerdotais e religiosas não tardarão a bater nas portas dos nossos seminários.


Artigos

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ANO DO LAICATO

COLUNA

Em algum momento da Cristo nossa ressurreição vida Deus nos chama…

e nossa vida!

DIVULGAÇÃO

PADRE BRUNO ÁTHILA SAC PARÓQUIA NOSSA SENHORA RAINHA DOS APÓSTOLOS Maria Madalena sai de casa quando ainda era noite. É escuro no céu e também no coração. Não tem nada nas mãos, não leva consigo aromas como as outras mulheres, há somente o seu amor rebelde pela ausência de Jesus: “amar é dizer ao outro: tu não morrerás” (Gabriel Marcel). Ela vê que a pedra fora retirada do sepulcro. O sepulcro está aberto, vazio, resplandecente no raiar do novo e glorioso dia. É primavera no entorno do Mediterrâneo. O sepulcro está aberto como quando se abre uma casca de semente. O grande sinal é que na tumba falta um corpo. Falta um corpo à contabilidade fria da morte. Falta um morto à contabilidade dos violentos. E isto significa que o carnífice não terá razão para sempre sobre sua vítima. O Senhor Jesus não é simplesmente o Ressuscitado, protagonista de um evento que foi consumado uma vez para sempre nos jardins fora de Jerusalém naquele alvorecer do Primeiro dia depois do sábado. Um evento acabado? Imaginaríamos. Não é um evento acabado. E se somos todos membros de Cristo, contemporânea a mim é a sua cruz e igualmente contemporânea a mim é também a sua ressurreição.. Quem vive nele, quem é abraçado por Ele é atraído por Ele no seu ressurgir. Como se Ele, o Senhor da Glória na sua ressur-

reição não quisesse nos soltar... Cristo é o Ressuscitado, mas também Aquele que ressuscita. É o Primogênito e aquele que nos levará a mergulhar neste mistério. E ainda, no drama da nossa existência, Ele continua ressuscitando-nos. Ressuscita, neste momento das profundezas daquele que crer, do fundo do penar de cada homem e mulher, do fundo da história com todas as suas vicissitudes. Continua a colocar com as mãos vivas de Criador gérmen de esperança e fé, de coragem e liberdade. Cristo Jesus ressuscita hoje. Ele é chama que acende, vida que germina, pedra que rola, deixando aberta a porta do coração. E me indica a estrada da Páscoa, que é a passagem do ódio ao amor, do medo à liberdade, do efêmero ao eterno. Páscoa é a festa das pedras que rolam, e deixam abertas as portas da existência... fazendo com que saiamos rápidos para desfrutar a primavera de vida nova, puxados para o alto pelo Cristo Ressuscitado in eterno. Cristo, enfim, não é so-

mente o Ressuscitado, tão somente Aquele que ressuscita, Ele é a Ressurreição mesma. O próprio Senhor o disse a Marta: “eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11,25). Nesta ordem precisa: primeiro a ressurreição e segundo a vida. Talvez imaginássemos a ordem contrária. Mas não: primeiro vem a ressurreição de todas as nossas tumbas, dos nossos respiros insuficientes, das nossas vidas fechadas e dos nossos bloqueios, dos nossos corações apagados e das nossas relações gélidas. Em primeiro lugar vem a nossa ressurreição, nós os “mortos vivos” (Peguy). Em segundo lugar vem a vida plena à luz do Sol e, só assim, a vida será digna de ser chamada vida. O Senhor Ressuscitado, ou como falamos atrás, a Ressurreição não terá sossego até que seja rompida a última tumba da alma e a sua força encha de vida o último raminho da criação. E o mundo inteiro será carne ressuscitada, pela tua Carne, oh Amor Crucificado! (B. Forte).

EDNA E GILBERTO JACHSTET* EQUIPES DE NOSSA SENHORA (ENS) PARÓQUIA CORAÇÃO DE MARIA O nosso chamado ocorreu durante o Encontro de Noivos do qual participávamos na Paróquia Nossa Senhora do Rocio em preparação para o sacramento do matrimônio. Antes éramos meros “expectadores” das missas e não tínhamos consciência da nossa missão de levar a Boa Nova do Evangelho de Cristo a outras pessoas. Após uma das palestras fizemos o compromisso de, após o matrimônio, irmos até nossa paróquia (Paróquia Coração de Maria) e ali nos colocarmos a serviço para colaborar no trabalho de preparação de outros casais que também buscavam o Sacramento do Matrimônio. E assim fizemos. Contudo, para cumprir o nosso papel de leigo como “verdadeiros sujeitos eclesiais” (Dap, nº 497a), como “sal, luz e fermento na Igreja e na Sociedade”, sentimos a necessidade de buscar um maior conhecimento mediante o engajamento em algum Movimento de Casais, porque no início só tínhamos boa vontade. Assim é que com apenas um ano de casados foi-nos apresentado o Movimento das Equipes de Nossa Senhora (ENS) “que têm por objetivo essencial ajudar os casais e sacerdotes a caminhar para a santidade. Nem mais, nem menos”, (Pe. Henri Caffarel), movimento no qual nos abastecemos diariamente através da vivência dos PCE’s – Pontos Concretos de Esforço e da Vida de Equipe. Neste ano dedicado ao laicato entendemos que não podemos dissociar a nossa missão pastoral junto ao Setor Pré-matrimonial da caminhada no Movimento das Equipes de Nossa Senhora e do Grupo Bíblico de Reflexão, pois nestes temos mui-

tos subsídios de formação continuada e aprofundamento na fé, além dos fortes testemunhos que ecoam até mais forte que as palavras. A missão de evangelizar é uma via de mão dupla, pois enquanto saímos para anunciar o Evangelho aos irmãos, outros vem até nós colaborando com a evangelização da nossa filha Sophia Maria (13 anos) que é catequizanda de Crisma, Coroinha, Ministra Leitora e Jovem leiga Claretiana. Temos dificuldades? Sim, as temos muito. Mas essas nunca são maiores que a alegria em servir, pois procuramos não só “fazer” aquilo que Deus quer, mas “ser” o que Deus espera de nós. Sabemos que a força para serviço não decorre de competência e nem habilidade, mas da Graça de Deus, fonte que nos orienta diariamente para que possamos anunciar esse Cristo que renova todas as coisas. Temos como objetivo perseverar na vivência da Missão do Amor e com Amor. Hoje, passados quase 23 anos de casados e destes 22 anos e meio de caminhada ininterrupta na Igreja, podemos confirmar as palavras de Josué 24,14: ”eu e minha casa serviremos o Senhor”. * Edna e Gilberto participam do Setor Pré-Matrimonial da Pastoral Familiar (PF) da Paróquia Coração de Maria, representam o Movimento das ENS na PF Arquidiocesana, no CPA, e na Província Eclesiástica. Participam do GBR Sagrada Família e no Ministério de leitores na Capela da Divina Providência, membros da Equipe 8B com mais 4 casais e o Sacerdote Conselheiro Espiritual Pe. José Rafael e de 2017 a 2020 estão a serviço do Movimento das ENS como responsável regional, com o aconselhamento espiritual do Pe. Valdomiro Rodrigues. ARQUIVO PESSOAL


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Entrevista

Experiência da IAM além-fronteiras Lucidalva Mara Martinoti esteve em Guiné-Bissau no fim do ano passado para mostrar o trabalho realizado com a infância e adolescência no Brasil FOTOS: ARQUIVO PESSOAL

ALINE MACHADO PARODI PASCOM ARQUIDIOCESANA Uma experiência para a vida toda. Assim pode ser definida a missão da coordenadora arquidiocesana e da Província de Londrina da IAM (Infância e Adolescência Missionária), Lucidalva Mara Martinoti, 60 anos, na África. Lúcia, como é conhecida, ficou em Guiné-Bissau de 10 de novembro a 13 de dezembro do ano passado. O objetivo da sua viagem foi apresentar o trabalho da IAM realizado no Brasil e auxiliar na estruturação da Infância no país africano. Ela trabalha há 25 anos com a IAM. A missão foi um convite do JUMP, equipe de formadores missionários das congregações Xaverianos, PIME e Consolatas. Ela foi recepcionada pelo bispo da Diocese de Bafatá, Dom Pedro Carlos Zilli. Lucidalva visitou comunidades, escolas, hospitais e conheceu de perto a cultura local. “Apesar do trabalho do JUMP ser com jovens, eles me convidaram pelo meu trabalho com a infância. Fiz dois anos de formação. Isso foi fundamental, porque aprendemos as culturas, os locais. Para mim foi uma surpresa ir para Guiné, porque no início não queria ir além-fronteiras, queria conhecer o Amapá, Amazonas”, contou. A experiência foi tão intensa, que Lucidalva planeja retornar ao país no ano que vem. JC: Qual foi a sua missão em Guiné? Lucidalva: A minha função lá foi passar um pouco do trabalho que faço com a IAM (Infância e Adolescência Missionária) na Arquidiocese de Londrina. Isso é muito importante para eles porque lá têm muitas crianças, adolescentes e jovens. Falei sobre meu trabalho em todos os movimentos, em todas as reuniões. Mostrei como trabalhamos com os jovens e as crianças. Me Encontrei com os bispos e padres. Em Buba, me encontrei com os jovens. Tive uma reunião com os organismos da Igreja, tipo o nos-

“A fé é uma prioridade. Eles (jovens) têm uma fé enorme. Tanto do lado católico como do lado muçulmano”

so CPA. Participei da festa de 50 anos da Arquidiocese de Bissau. Uma festa linda. Achei importante na missa a maneira como eles preparam a liturgia. Eles contemplam e louvam toda a criação. No ofertório, levam tudo que colhem. Eles levaram até um cabrito. E tudo é partilhado no almoço da festa. Em Bafatá, conheci escolas, hospitais, a cultura, os mercados (que seriam como as nossas feiras livres). JC: Quais foram os desafios que você encontrou por lá? Lucidalva: O maior foi o desafio de ir sozinha. A gente sempre trabalha na missão de dois em dois, mas eu fui sozinha. Pensei: Meu Deus, o que quer de mim para eu ir sozinha? Mas entendi, ao longo da caminhada, que Ele estava comigo, desde que recebi a destinação. Senti medo, mas senti a presença de Deus ao meu lado. Quando cheguei no Marrocos e me vi sozinha foi mais difícil. Não entendia muito de línguas, fiz um pouquinho de

francês e inglês. Encontrei uma menina que me ajudou, foi meu anjo. Então, para mim o maior desafio foi a viagem. JC: Você percebeu uma busca dos jovens por Deus? Lucidalva: Muita. A fé é uma prioridade. Eles têm uma fé enorme. Tanto do lado católico como do lado muçulmano. JC: Como está estruturada a IAM em Guiné-Bissau? Lucidalva: Têm três grupos de Infância. Mas eles não seguem a metodologia da IAM, não tinham coordenador. Então, falei que eles precisavam organizar uma coordenação de Guiné. Eles têm a maior vontade, mas não têm essa preparação. Também falei que a

A fé é uma prioridade. Eles (jovens) têm uma fé enorme. Tanto do lado católico como do lado muçulmano.”

coordenação tinha que ser alguém dos três grupos e não as religiosas. No final, saiu uma coordenação e um grupo de formadoras. Essa parte foi muito gratificante. JC: Qual foi a sua impressão sobre o País? Lucidalva: Chamou a atenção a falta de higiene. Lá não tem rede de esgoto, nem na capital. Também percebi que há um preconceito por ser branca, porque eles foram muito surrados pelos brancos na colonização. É um País sem cultura, sem escola. É como o Brasil de 400 anos atrás. As missões católicas são quem tem a preocupação de educar, de evangelizar. Não é um país pobre, mas sem cultura. É dominado pelo governo. Há falta de livros. O governo não investe. JC: O que você trouxe na bagagem? Lucidalva: Trouxe humildade, compreensão e muito amor. É uma ansiedade muito grande para ajudá-los.


GBR

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A Igreja nas casas Prioridade pastoral na arquidiocese, os Grupos Bíblicos de Reflexão (GBR) são acompanhados por uma equipe responsável pelas formações e por preparar os subsídios das reuniões WELLINGTON FERRUGEM

WAURIDES ALVES PASCOM ARQUIDIOCESANA Desde o lançamento do Dia da Palavra, em 2000, pelo então arcebispo de Londrina, dom Albano Cavallin, os grupos de reflexão ganharam mais incentivos. O Dia da Palavra nasceu com o objetivo de reunir as comunidades, especialmente uma vez por mês, para estudar e refletir a Palavra de Deus. Dom Albano tinha grande apreço pela reflexão bíblica pelos leigos nas casas. Dom Orlando Brandes, ex-arcebispo de Londrina, deu continuidade, e os grupos bíblicos de reflexão ganharam mais força. “Bíblia na mão, no coração e pé na missão”, dizia incansavelmente dom Orlando. Hoje, com dom Geremias Steinmetz, arcebispo de Londrina, os GBRs continuam como uma prioridade pastoral na arquidiocese, explica a coordenadora, irmã Daiane Pereira Francisco ICP. Os grupos são orientados por uma equipe de coordenação arquidiocesana composta por dez pessoas, entre padre, religiosa, leigos e leigas, que dinamizam e fortalecem a sua caminhada. Cabe a essa equipe a organização de encontros arquidiocesanos e decanais para a formação de animadores e animadoras e a produção de subsídios, tudo com o apoio de uma equipe de elaboração e revisão para os GBRs e a novena de Natal. “Além disso, temos um coordenador(a) por decanato e uma equipe de coordenação em cada paróquia, assessorados por leigos, religiosos(as), diáconos e padres”, explica a irmã. Além dessas atividades, coordenação, animadores e participantes dos grupos compõem as equipes de trabalho que arti-

A próxima formação arquidiocesana dos GBR será assessorada por dom Geremias Steinmetz no dia 15 de julho

culam e realizam as diversas ati- Geremias Steinmetz”, conta. vidades das SMP em nível paroNo mês de setembro, diz a irquial e arquidiocesano. “Outro mã, a arquidiocese sempre ofereaspecto relevante é a dimensão ce um curso bíblico aberto para social assumida por diversos todas as lideranças e o público GBRs de nossa arquidiocese”. em geral. Este evento é realizado Irmã Daiane na Catedral de conta que nesLondrina. “Reste ano a coorsaltamos que todenação dos das essas ativiNossa esperança é GBRs particidades ocorrem que os nossos grupos pará do proem comunhão sejam revitalização cesso de conscom a coordedas paróquias, animação nação da Ação trução do XVII Plano da Ação Evangelizadodas pastorais e uma Evangelizadoopção pastoral que ajude ra”, acrescenta. A coordenara, que aconteas pessoas a formarem dora diz ter ce por meio comunidades e que das pré-assemcolabore na transformação c o n s c i ê n c i a das barreiras e bleias e, em seda sociedade. dos limites dos tembro (29), temembros que rá a assembleia de elaboração do mesmo e de- constituem os grupos bíblicos. mais atividades do Ano do Lai- “Principalmente a não adesão cato. “A próxima formação a de lideranças das pastorais e nível arquidiocesano será no movimentos, o que de certa dia 15 de julho e será assessora- maneira enfraquece o dinamisda pelo nosso arcebispo dom mo dos grupos”. Por outro la-

do, a equipe coordenadora tem convicção de que o Grupo Bíblico de Reflexão é uma bênção de Deus para a Igreja de Londrina, colaborando com a Ação Evangelizadora, testemunhando Jesus Cristo e a força transformadora de sua Palavra. “Como escreveu Dom Orlando (2014), ‘nossa esperança é que os nossos grupos sejam revitalização das paróquias, animação das pastorais e uma opção pastoral que ajude as pessoas, formarem comunidades e colabore na transformação da sociedade”. ANIMAÇÃO A irmã acredita que o animador do GBR é essencial para o bom funcionamento do grupo, porque conduz os encontros com ânimo. E como missionário cumpre sua missão de liderança e percebe que isso é fundamental para uma Igreja missionária. “É um escolhido

por Deus, iluminado pelo Espírito e enviado por Jesus. Ele é a alma e a mola propulsora do grupo. O animador assume a missão de animar e de educar as pessoas para a consciência missionária. Grupo de reflexão é para impulsionar a missão”, afirma. Irmã Daiane diz que os GBR, além de lugar de evangelização, são projeto de transformação, catequese em continuação, força de libertação, escola de comunhão, Igreja em ressurreição, a Igreja em missão. “Por meio dos GBRs buscamos incentivar a espiritualidade de comunhão e favorecer a experiência do amor e da unidade de Deus Uno e Trino, celebrando a vida em comunidade e integrando oração, reflexão e ação, no compromisso com o projeto de Jesus Cristo. ‘Para que todos tenham vida e Vida em abundância.’ (Jo 10,10)”, conclui.

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Liturgia

A alegria do ressuscitado permanece entre nós! JULIANA MASTELINI PASTORAL ARQUIDIOCESANA A Páscoa é a maior festa dos cristãos. Sua relevância leva a Igreja a dedicar um tempo de preparação, a Quaresma, e um tempo posterior para continuar a vivenciar a sua dimensão, o Tempo Pascal. Este período, se estende até a festa de Pentecostes, celebrada 50 dias depois da Páscoa, em 2018 no dia 20 de maio. “São 50 dias em que a Palavra de Deus vai nos fortalecendo na dimensão pascal”, explica a liturgista irmã Angela Soldera, da Congregação das Irmãs Pastorinhas e coordenadora da catequese da arquidiocese. Neste período, a dimensão vivida em toda liturgia é a mesma celebrada na Páscoa: a alegria do Cristo ressuscitado que nos dá a salvação. “O Tempo Pascal é vi-

Durantes os 50 dias que sucedem a ressurreição do Senhor, a Igreja continua celebrando a Páscoa. É o Tempo Pascal, período litúrgico que vive e prolonga as alegrias pascais vido nessa mesma alegria, nessa mesma festa que é o dia da Páscoa. Então, não é só um dia, mas é um tempo em que a Igreja prolonga para viver as alegrias pascais. É uma caminhada, uma continuidade. Tanto que os domingos entre a Páscoa e o Pentecostes são chamados de domingos de Páscoa”. Nesses domingos, os símbolos da celebração do Sábado de Aleluia permanecem fortes nas missas. O Círio continua aceso e a água batismal pode ser usada para aspersão no Ato Penitencial. Outro elemento que caracteriza este tempo são as leituras bíblicas da missa, que são todas do Novo Testamento. Já no restante

SÍMBOLOS

do ano, temos normalmente a primeira leitura tirada do Antigo Testamento e a segunda do Novo. O livro dos Atos dos Apóstolos é o mais lido no Tempo Pascal. Além disso, as músicas são mais alegres, a cor branca do altar e da vestimenta do sacerdote e as flores indicam a característica festiva deste tempo.

manal, então a cada domingo nós rememoramos, tornamos presente esse acontecimento”. Por isso, este período caminha no sentido de conscientizar os fiéis da importância deste fato para a Igreja, que ele é o motivo central da nossa fé.

CELEBRAR A PÁSCOA DE CADA DIA Segundo a irmã, o Tempo Pascal deve nos incentivar a viver a Páscoa de cada dia. “É um tempo de viver fortemente a alegria da ressurreição para que ela se prolongue. Cada domingo do ano litúrgico celebra a Páscoa se-

Não é só um dia, mas é um tempo que a Igreja prolonga para viver as alegrias pascais. É uma caminhada, uma continuidade. Tanto que os domingos entre a Páscoa e o Pentecostes são chamados de domingos de Páscoa

DIVULGAÇÃO

Alguns ícones da celebração da ressurreição permanecem este tempo litúrgico DOUGLAS ESTEVAM

A água batismal também pode ser usada para aspersão durante o Ato Penitencial, com um canto pascal: “Ela pode ser usada, não é obrigatório, mas é interessante usar a água batismal para manter vivo que a Páscoa é esse renascimento para vida nova. A água é um símbolo forte do batismo. Na noite de Páscoa temos o rito da água, a bênção da água batismal e a renovação das promessas do batismo: morremos com Cristo e ressuscitamos por Ele para uma vida nova. Este é o símbolo do batismo. E Páscoa é assumir a vida nova”, explica a irmã.

“Banhados em Cristo, somos uma nova criatura. As coisas antigas já se passaram, somos nascidos de novo”

O Círio Pascal continua sendo aceso neste período. O círio representa o ressuscitado e ajuda visivelmente a manter viva a memória da Páscoa.

A água batismal e o círio também se fazem presentes em outros momentos fortes do ano litúrgico como festas do padroeiro e batismos. “Eles voltam para relembrar o ressuscitado presente na vida das pessoas e da comunidade reunida.”

A VIVÊNCIA DA LITURGIA A irmã reforça a necessidade dos cristãos compreenderem melhor a riqueza e a beleza deste tempo, para isso, o uso dos símbolos próprios da Páscoa. “A alegria da ressurreição não deve acabar, e é importante que as características do Tempo Pascal sejam bem celebradas, bem vivenciadas na liturgia, por exemplo. As equipes de liturgia, as equipes de canto. Tudo precisa favorecer para realmente reforçar a dimensão pascal. Senão a gente vai perdendo a beleza e a riqueza da liturgia do Tempo Pascal”, explica. A irmã recomenda: “então, que não se atropele a liturgia com outras coisas, porque a liturgia contém uma riqueza de símbolos, gestos, palavras, expressões, próprias deste tempo. Quando isso não é vivenciado, não é conhecido, não é aprofundado, a gente passa como qualquer outro dia e pronto. Nossas comunidades carecem de uma formação para vivenciar melhor esse período”, completa. SACRAMENTOS O Tempo Pascal é o período propício para celebrar os sacramentos. Por isso, a Igreja convida e incentiva a celebrar os sacramentos da Crisma e da Eucaristia dos catequizandos que estão no processo de iniciação à vida cristã neste tempo. A irmã conta que na arquidiocese ainda não existe uma unidade neste sentido, mas se está caminhando. “Tenho percebido que algumas [comunidades] estão se preparando para a Eucaristia agora em abril, e próximo ao Pentecostes a Crisma. Mas não é geral, tem gente que tem o Crisma marcada para novembro. Mas há essa orientação para que seja feito no Tempo Pascal e inclusive a gente vai tentar retomar isso e reforçar esta questão. Dentro de uma catequese de iniciação à vida cristã, a proposta é essa. Isso vem destacado pela Igreja, então agora vamos também reforçar essa reflexão na arquidiocese para que a gente comece acertar o passo nessa direção”, conclui.


Destaque

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Ação Evangelizadora tem plano participativo Novas diretrizes serão definidas ao longo do ano por meio do método Ver, Julgar e Agir, conforme recomendação do Concílio Vaticano LUCIANA MAIA HESSEL PASCOM ARQUIDIOCESANA Tal como uma empresa que precisa de planejamento, objetivos e metas para lograr êxito nos negócios, a Igreja em sua grande estrutura é exemplo de organização e planejamento. Como um corpo que possui muitos membros, cada qual com sua importância e função, mas trabalhando em conjunto para um bom desempenho, neste caso: a Evangelização. É assim que está em desenvolvimento o 17◦ Plano de Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Londrina. Com muita discussão junto às paróquias, coordenadores de pastorais e agentes atuantes, tem o intuito de elaborar um plano de gestão participativa e democrática, por meio do método de catequese recomendado pelo Concílio Vaticano II: Ver - Olhar a realidade; Julgar Iluminar a vida com a palavra de Deus; Agir - Atitudes-Ações-Mudança. Padre Evandro Delfino, coordenador da Ação Evangeliza-

dora, conta que o plano é uma em janeiro em Londrina, o ferramenta da arquidiocese que que o Papa Francisco orienta estabelece diretrizes para os e as propostas de evangelizapróximos três anos, geralmen- ção da CNBB. Estas baseadas te, a critério da assembleia dio- na publicação do Documento cesana. “A Arquidiocese de 102 - “Diretrizes Gerais da Londrina é composta por 84 pa- Ação Evangelizadora da Igreróquias e são definidas diretri- j a n o B r a s i l 2 0 1 5 - 2 0 1 9 ” zes conforme o (DGAE 2015ano e as datas. 2019) definiJá tivemos 16 das a partir da planos, cada 53ª Assemum elaborado bleia Geral de A análise do16º plano, em de acordo com curso atualmente, deve levar A p a r e c i d a a realidade de (SP), ocorrida em conta o alcance das cada diocese, em abril de Santas Missões Populares baseado nas 2015. (SMP) realizadas nas orientações da O documenparóquias, o 14º Intereclesial CNBB (Confeto 102 “decirência Nacio- das Comunidades Eclesiais de diu dar continal dos Bispos nuidade às DiBase (CEBs), que aconteceu do Brasil), da em janeiro em Londrina, o que retrizes Gerais Santa Sé e dos da Ação Evano Papa Francisco orienta documentos da gelizadora e as propostas de Igreja”, explica. 2011-2015, atuevangelização da CNBB. A análise alizando-as à do16º plano, luz da Exortaem curso atualmente, deve le- ção Apostólica do Papa Franvar em conta o alcance das cisco sobre a alegria do EvanSantas Missões Populares gelho e com objetivo geral de (SMP) realizadas nas paró- evangelizar, a partir de Jesus quias, o 14◦ Intereclesial das Cristo e na força do Espírito Comunidades Eclesiais de Santo, como Igreja discípula, Base (CEBs), que aconteceu missionária e profética, ali-

WELLINGTON FERRUGEM

O plano de evangelização é uma construção, um processo participativo. As pessoas são consultadas e as prioridades de cada pastoral e movimento são debatidos

mentada pela palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida, rumo ao Reino definitivo”. (extraído do texto integral). Sob esses documentos e ações são avaliadas as influências da ação evangelizadora. Existe um cronograma de ações a serem realizadas previamente à redação do 17◦ Plano de Ação Evangelizadora. Na prática, os líderes paroquiais avaliam o plano anterior por meio de um questionário respondido por paróquia e decanato. Uma pré-assembleia foi realizada no dia 17 de março para estudar o 14◦ Intereclesial, com os coordenadores, delegados e equipes representantes do serviço, quem trabalhou e participou do encontro. No dia 23 de junho ocorrerá outra pré-assembleia com formadores e coordenadores das SMP, a fim de Ver e avaliar o que foi feito, qual legado, o que vale manter e os objetivos que devem ser levados no plano. Em agosto, haverá nova discussão, na Assembleia do Julgar; e em 29 de setembro a última etapa – Agir. A coleta de dados e análises feitas nas assembleias darão origem à redação de um texto que vai ser estudado de novembro a dezembro. As paróquias receberão o texto final em forma de cartilha. “O plano de evangelização é uma construção. Temos de consultar as pessoas, debater as prioridades, por exemplo, em relação à juventude, ao dízimo, entre outras. É um processo participativo e, por isso, trabalhoso. Não existe algo pronto, temos de avaliar. Houve épocas em que se reassumiu um plano existente. O que posso dizer é que será mais enxuto do que o anterior”, diz Pe. Evandro.

DESTAQUES DO PLANO Missão

Animação Bíblica Iniciação Cristã Descentralização das comunidades Igreja a serviço da Vida Formação de lideranças Fortalecimentos de ministérios


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Destaque

Destaques da Ação “A Igreja deve estar em estado permanente de missão. Esse é o enfoque do Papa e as Santas Missões Populares vão iluminar o novo plano. A animação bíblica, que contempla a catequese, os grupos de reflexão, encontros de formação bíblica. O novo plano deve avançar nisso”, adianta padre Evandro. O coordenador revela ainda que a iniciação cristã é prioridade da pastoral, por meio do processo de catequese, o amadurecer na fé, se encantar por Cristo. Esse processo de iniciação cristã passa pela catequese, mas não só isso. A ideia é que contemple todas as pastorais da Igreja, pois colabora para formar discípulos, mas temos de avançar muito. Outro ponto em destaque é a formação de comunidade de comunidades, ou seja, a descentralização da comunidade, redescobrindo o valor das pe-

quenas comunidades. Como os setores missionários que as Santas Missões Populares têm desenvolvido, mas com pertença à comunidade maior. Padre Evandro ressalta a importância da Igreja a serviço da vida e toda sua dimensão social, política, da não violência e uma série de ações que “nós como Igreja podemos dar uma resposta. O Ano do Laicato tem ajudado nesse sentido, a Igreja se posicionar na sociedade. O leigo precisa entender o valor de seu trabalho e protagonismo na Igreja, assumindo também sua missão na política, escolas, fábricas, tudo é campo de missão. O leigo deve ser discípulo missionário de Jesus, não só na Igreja, mas lá fora, na sociedade”, lembra. A formação de lideranças e o fortalecimento de ministérios também devem elencar o próximo plano de ação evangelizadora.

A coleta de dados e análises feitas nas assembleias darão origem à redação de um texto que vai ser estudado de novembro a dezembro. As paróquias receberão o texto final em forma de cartilha.

16º Plano

O plano atual deixa um legado no âmbito da articulação pastoral – um caminho para integrar movimentos e pastorais afins para tornar o trabalho mais eficaz. Exemplo disso é a Pastoral de Coroinhas e a Equipe de Liturgia que podem caminhar juntas. Na Familiar, pode-se reu-

Método de elaboração do 17º plano Método “Ver, Julgar e Agir”, recomendado pelo Concílio Vaticano II

nir ações envolvendo a catequese, juventude e movimentos familiares. Há contribuições também no âmbito das pastorais sociais, formação e coordenações. Neste caso, cada pastoral tem sua coordenação, fazem reuniões, mas a arquidiocese consegue realizar ações integradas. FOTOS: DIVULGAÇÃO

VER

OLHAR A REALIDADE DAS COMUNIDADES

JULGAR

ILUMINAR A VIDA COM A PALAVRA DE DEUS

AGIR

ATITUDES, AÇÕES E MUDANÇA


SMP

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Propostas para missão Dom Geremias e coordenação das SMP escrevem carta aos missionários As Santas Missões Populares, segundo a sua proposta, caminha no sentido da construção de uma Igreja em estado permanente de missão como o Papa Francisco nos pede. Porém, observa-se que as SMP tem se perdido depois das Semanas Missionárias nas paróquias. Por isso, a coordenação arquidiocesana está buscando animar os missionários. “Devemos evitar absolutamente que esse belo tempo não caia no perigo do fogo de palha, pois a vida é missão”, afirma a car-

ta destinada aos coordenadores paroquiais. A coordenação apresenta propostas para a continuidade das SMP após as Semanas Missionárias. Dentre elas, destinar ao menos 15 minutos diário de oração pessoal e silenciosa; envolver todos os missionários nas atividades, para que se sintam parte do processo; e revigorar o encontro mensal para oração e partilha do grupo dos missionários (veja as propostas no quadro ao lado). A carta indica que atividades em nível arquidiocesano

n Pelo menos 15 minutos de oração pessoal e silenciosa diária n Cópia do Evangelho de Marcos e estudo da Palavra em grupos

n Envolver todos os missionários para que façam parte do processo n Revigorar o encontro mensal para oração e partilha do grupo dos missionários

também ajudarão no processo, como a festa do Povo de Deus no dia 27 de maio, nas paróquias, para coroar o Ano Missionário; a Assembleia Arquidiocesana das SMP, no dia 23 de junho; o IV Retiro Arquidiocesano, dias 21 e 22 julho; os Retiros Paroquiais no segundo semestre e a construção do XVII Plano de Ação Evangelizadora, em 25 de agosto e 29 de setembro. Além de encontros com os formadores, com os coordenadores dos três objetivos, dos retiros mirins e coordenações paro-

n Investir na formação dos missionários n Fortalecer a equipe dos 30 n Reunir-se com frequência para avaliar, iluminar e planejar a caminhada n É necessário criar uma cultura da visitação n Fortalecer os três objetivos das SMP n Desenvolver um trabalho sólido e consistente nos setores n Continuar os retiros mirins e jovens n Criar espaços para testemunhos missionários n Reavivar a memória da comunidade sobre o que foi a Semana Missionária.

quiais nos decanatos. “Enfim, não nos faltam propostas para ‘sacudir’ nossas Santas Missões Populares. A

missão precisa sempre ser alimentada com sangue pulsante e revigorante. Viva as missões! Mãos à obra!”, conclui a carta

Missionários se preparam para a Semana Missionária na Rainha dos Apóstolos ALINE MACHADO PARODI PASCOM ARQUIDIOCESANA A Semana Missionária na Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos (Decanato Centro) será realizada de 15 a 22 de abril. Mas os preparativos já começaram. No dia 17 de março, foi realizado o Retiro Extraordinário das Santas Missões Populares (SMPs). Durante o encontro foi feito um retrospecto dos retiros arquidiocesanos e paróquias, recordar os objetivos das SMPs e apresentar as atividades da Semana Missionária. Na abertura do retiro, o pároco Pe.Bruno Àthila disse que “somos discípulos e missionários e estamos em saída” e que essa saída deve

ser um momento de encontro das pessoas que estão afastadas da Igreja e um convite para voltarem. “Temos que ser a Igreja em saída que abre as portas e vai de encontro às pessoas”, afirmou padre Bruno. O coordenador arquidiocesano das SMPs, Paulo Tardivo, esteve no retiro e comentou das dificuldades de evangelizar o Decanato Centro e das estratégias para as visitas. Tardivo afirmou que o Centro tem uma alta taxa de suicídios, o que chama a atenção para uma necessidade de levar Deus a essas pessoas. “No centro há uma periferia existencial”, disse Tardivo. O retiro reservou espaço de espiritualidade para re-

FOTOS: ALINE MACHADO PARODI

Durante o encontro foi feito um retrospecto dos retiros arquidiocesanos e paroquiais

flexão sobre as dificuldades do dia a dia e as imperfeições do ser humano, conduzido pelo Frater Ivan Lucas Battistin. A irmã xaveriana Catari-

Assim como Simão e André largaram tudo e seguiram Jesus, irmã Catarina lembrou que para haver o encontro com o outro é imprescindível a relação com o Mestre

na Medeiros fez a pregação sobre a “Mística do Encontro”. Jesus disse a Simão Pedro e André “vinde a mim e vos farei pescadores de homens (Mt 4,18). Assim como

Os missionários receberam os kits, contendo manual, boné e água benta para aspergir as casas

os dois discípulos largaram tudo e seguiram Jesus, irmã Catarina lembrou que “somos missionários porque somos discípulos e a nossa relação com o mestre é decisiva para o encontro com o outro.” Ildefonso Silva de Oliveira falou sobre o sentido das visitas, como chegar aos desconhecidos, o que levar de concreto para as visitas. Ele recordou a cultura missionária da paróquia. Padre Bruno detalhou as atividades que serão realizadas durante a Semana Missionária e encerrou com a benção de envio dos missionários. Também foram distribuídos os kits do missionário.


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Celebração

Uma grande oração pelas famílias encerrou a celebração, com a procissão do Ícone da Sagrada Família entre o povo de Deus

A missa da unidade Missa dos Santos Óleos é um grande momento de oração da Igreja que acontece dentro da Semana Santa e reúne milhares de fiéis num clima de fé e oração! CAIO MATHEUS CALDEIRA DA SILVA PASCOM ARQUIDIOCESANA No dia 27 de março, no Ginásio de Esportes Moringão, celebrou-se a tradicional “Missa dos Santos Óleos”, como ficou conhecida a Missa da Unidade. A celebração eucarística foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Londrina, dom Geremias Steinmetz e contou com a presença numerosa de padres, diáconos, religiosos, religiosas, seminaristas, crismandos e leigos advindos dos mais di-

versos lugares da Arquidiocese de Londrina. Essa celebração é o momento em que todo o clero arquidiocesano renova suas promessas sacerdotais e se reúne para concelebrar com o arcebispo metropolitano a unidade do povo de Deus em torno do sacramento da Eucaristia, instituído por Jesus Cristo na Última Ceia. Durante a celebração foram abençoados os Santos Óleos dos Catecúmenos, dos Enfermos e do Crisma que serão utilizados nos próximos meses nas 84 paróquias da ar-

O ÓLEO DO CRISMA

É uma mistura de óleo e bálsamo, que significa a plenitude do Espírito Santo. Mostra que o cristão é chamado a difundir o “bom odor do perfume de Cristo”. Esse óleo é usado no sacramento da Confirmação (Crisma) quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo, para viver como adulto na fé. Esse óleo também é utilizado para ungir àqueles que serão consagrados presbíteros e bispos. Sua cor é branco ouro.

O ÓLEO DOS CATECÚMENOS

É ministrado naqueles que receberão o sacramento do Batismo. Ele simboliza a libertação do mal e a força de Deus que penetra no catecúmeno e o sustenta para a sua caminhada cristã. Sua cor é vermelha.

O ÓLEO DOS ENFERMOS

É usado no sacramento dos enfermos. Esse óleo significa a força do Espírito Santo de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte. Sua cor é roxa.

FOTOS: TERUMI SAKAI

quidiocese pelos presbíteros na ministração dos sacramentos do Batismo, Crisma, Unção dos Enfermos e Ordem. VOCAÇÃO A celebração também marcou o início do Ano Vocacional do Regional Sul 2 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), com a abertura da Campanha: Cada comunidade uma nova vocação! Neste ano, cada uma das 9.000 comunidades católicas do Regional Sul 2 tem o compromisso de colocar-se em oração ao Senhor da messe, pedindo ao Senhor novas vocações sacerdotais para a Igreja. Na celebração foi rezada uma dezena do terço pedindo ao Senhor mais vocações para a Igreja, conjuntamente com a presença dos seminaristas arquidiocesanos. O Ano do Laicato e também o Ano Missionário foram enfatizados durante a celebração mostrando o protagonismo laical dentro da comunidade cristã, onde todos são chamados a serem co-responsáveis pela evangelização e pela transformação social. Durante sua homilia, Dom Geremias Steinmetz enfatizou a importância da Igreja que está em Londrina ser uma Igreja promotora

Os Santos Óleos serão utilizados nos próximos meses nas 84 paróquias da arquidiocese na ministração dos sacramentos do Batismo, Crisma, Unção dos Enfermos e Ordem

Como de costume, o clero da arquidiocese renovou suas promessas sacerdotais. Também neste Ano Nacional do Laicato, leigos renovaram as promessas batismais

das vocações e da Pastoral Vocacional, uma Igreja que reza e pede ao Senhor pastores para sustentar a fé do povo cristão. Por fim, a ce-

lebração se encerrou numa grande oração pelas famílias com a procissão do Ícone da Sagrada Família entre o povo de Deus.


Venezuela

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Venezuelanos cruzam a fronteira para sobreviver CNBB pede ajuda para atender os refugiados que estão em Roraima (RO) FELIPE LAROZZA/CNBB

ALINE MACHADO PARODI PASCOM ARQUIDIOCESANA Uma situação que parece tão distante, de repente ganha rostos e histórias de dor e impotência. O JC conversou com o casal de venezuelanos Dannys Leonardo Aguilar Montero, 30 anos, e Karol Daniela Suárez Parra, 28. Eles estão morando em Londrina e são atendidos pela Cáritas. Montero veio primeiro, e há oito meses trouxe a mulher e os filhos. O relato deles é de um povo em desespero e sem esperança. A CNBB está mobilizando as dioceses, paróquias, movimentos e sociedade para ajudar os imigrantes que estão no Norte do Brasil. A situação no país vizinho é tão grave que está faltando o básico para a sobrevivência: alimento. Com a crise política e econômica na Venezuela, muitos estão deixando o país na esperança de encontrar uma situação melhor de vida. Cerca de 32 mil venezuelanos já pediram refúgio ou residência temporá-

Imigrantes estão vivendo em abrigos temporários e sem condições adequadas

ria no Brasil desde 2015, quando começou o fluxo migratório para cá, informou a Casa Civil da Presidência da República. Mas o fluxo na fronteira é ainda maior, já que muitos deles voltam à Venezuela para buscar familiares ou para levar dinheiro para quem ficou. Por dia, entram de 600 a 800 venezuelanos no Brasil, mas eles não necessariamente se estabeleceram aqui. Roraima, na região Norte, concentra a maior parte dos refugiados. Eles precisam de tudo desde itens básicos de alimentação, higiene e saúde,

até emprego e condições dignas de abrigo ou moradia. A Diocese de Roraima não consegue atender sozinha a demanda por alimento, moradia e medicamento. Para ajudar essa população, o Conselho Permanente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) encaminhou ao episcopado brasileiro uma carta com um pedido de socorro em favor dos imigrantes venezuelanos e daqueles que estão tentando acolhê-los. O pedido já está surtindo efeito com a chegada das doações das igrejas particulares.

No começo de março, uma comitiva coordenada pela Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano da CNBB visitou Roraima, especialmente Boa Vista e Pacaraima, para conhecer de perto a realidade dos imigrantes. A ação recebeu o nome de “Missão Fronteiras da Venezuela”, também foi verificar a ocorrência de tráfico humano. Uma carta sobre o assunto foi entregue ao papa Francisco pela irmã Rosita Milesi, diretora do Instituto Migrações Direitos Humanos (IMDH).

ALINE MACHADO PARODI

Um povo sem comida e esperança Há três anos, o venezuelano Dannys Leonardo Aguilar Montero, 30 anos, deixou a família e o emprego na cidade de Maracai, região central da Venezuela, em busca de uma situação melhor. A crise econômica e política ainda não estava tão grande. Depois de passar por vários países da América Latina, ele chegou a Londrina. Há oito meses, ele conseguiu trazer a mulher, Karol Daniela Suárez Parra e os filhos, Sebastian, 9, e Koral,3. A realidade que eles deixaram para trás é crítica. Sebastian, 9, conta que em alguns dias a única coisa que eles tinham para comer era arroz com ketchup. “Muitas mães fazem jejum para que os filhos

tenham o que comer”, relata Montero. Os vizinhos preparam as refeições em comunidade para que, pelo menos, as crianças sejam alimentadas. Há racionamento de co-

SERVIÇO PARA SER SOLIDÁRIO BANCO DO BRASIL S. A. Agência 2617-4 Conta-corrente: 20.355-6 CNPJ: 05.936.794 / 0001-13 MAIS INFORMAÇÕES: Cúria Diocesana de Roraima curiarr@yahoo.com.br Dom Mário Antônio da Silva mario.mas@uol.com.br Telefone: (95) 3224-3741

mida e produtos em geral. A população pode comprar uma quantidade específica de alimentos e em determinados dias estipulados pelo governo. “Remédio é muito caro. Não tem vacina para as crianças. Até fralda para a neném só podia comprar um pacote”, diz. O pai de Montero morreu no dia 21 de março deste ano. A tristeza em ver a família passar por dificuldades agravou sua doença e o levou mais cedo para junto do Pai. “Meu pai poderia ter morrido tranquilo. Era um homem trabalhador e que gostava de ter boa comida em casa. Mas ele se sentia impotente. É muito injusto. Muita gente tem morrido por raiva da situação”,

INTERIORIZAÇÃO O governo federal vai iniciar este mês o processo de interiorização dos imigrantes venezuelanos que estão em Roraima. Eles serão levados para cidades de São Paulo e Manaus. O objetivo, segundo a Casa Civil, é levá-los a outros estados, onde tenham melhor estrutura para se estabelecer e aliviar a superlotação em Roraima, que faz fronteira com a Venezuela e se tornou uma das principais rotas de entrada do país para os imigrantes, especialmente pela cidade de Pacaraima. (Com informações da CNBB e Agência Brasil)

Casal Leonardo Aguilar Montero e Daniela Suárez Parra recomeçam a vida com ajuda da Cáritas

desabafou Montero. “As crianças estão perdendo a infância”, afirmou Karol. Formada em administração, ela já tem emprego em Londrina, mas está tentando trazer a irmã ou a mãe para cá para cuidar da filha e conseguir ir trabalhar. Como a documentação de Koral ainda

não está pronta, o casal não consegue colocá-la em uma creche. Sebastian já está estudando e até participa de um time de beisebol local. “O Brasil tem crise? Tem, mas aqui é um paraíso comparado com lá”, afirmou Montero, que faz trabalhos eventuais como auxiliar de cozinha. (A.M.P)


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Cotidiano

Padres assumem suas novas paróquias na arquidiocese Eles completam a lista dos 26 sacerdotes transferidos de comunidade no final do ano passado. Agora, dão ao início à missão de conduzir os seus novos rebanhos VALDINEI APARECIDO TEODORO

TERUMI SAKAI

11 DE MARÇO

PE. JOÃO VERLINGUE Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem

2 DE MARÇO

PE. EMERSON J. DA SILVA SAC Paróquia Nossa Senhora de Nazaré

CAROL UMEZU

3 DE MARÇO

PE. BRUNO ÁTHILA Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos GUTO HONJO

CÁRITAS ARQUIDIOCESANA DE LONDRINA Assembleia Geral Ordinária da Cáritas Londrina Edital de Convocação Londrina, 06 de Março de 2018.

A CÁRITAS ARQUIDIOCESANA DE LONDRINA, por meio de seu presidente, PADRE VANDEMIR ALBERTO ARAÚJO e atendendo as determinações do Estatuto Social, convoca os membros associados para participarem da Assembleia Geral Ordinária, a ser realizada no dia 28 de abril de 2018, às 14h, no Centro de Pastoral Jesus Bom Pastor, situado na Rua Dom Bosco n° 145, Jardim Dom Bosco, Londrina, PR. O quórum para a instalação da Assembleia Geral Ordinária será, em primeira convocação, com a presença de dois terços de seus membros associados ou, em segunda convocação, meia hora depois, com no mínimo um terço de seus membros associados. Suas deliberações serão válidas quando aprovadas pela maioria absoluta dos legitimamente votantes. Serão tratados os seguintes assuntos: - Apresentação das Ações da Cáritas em 2017; - Apresentação e aprovação das ações para 2018; - Prestação de Contas; - Assuntos Gerais. Cordialmente, PADRE VANDEMI AL: RTO ARAUJO PRESIDENTE

VANDEMIR ARAÚJO

Retiro dos funcionários do Centro de Pastoral Jesus Bom Pastor e dos seminários, na chácara Santo Rosário, Bratislava, no dia 23 de março. O retiro foi ministrado pelo padre Bennelson Silva Barbosa, a partir do Evangelho de Lucas 10, 38-42, que fala de Marta e de Maria. Foi um retiro voltado para o lado espiritual, que tratou sobre o trabalho e sobre a pessoa em si. Dom Geremias deu uma palavra de ânimo aos funcionários, para a caminhada no trabalho e também já em direção para a Páscoa. O retiro encerrou com a Santa Missa, presidida pelo padre Bennelson.

Participaram da reunião párocos, vigários e coordenadores de pastorais

Assembleia do Conselho Pastoral Decanal Na noite de sexta feira, 23 de março, na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, foi realizada a Assembleia Pastoral do Decanato Centro com a participação dos párocos, vigários e coordeARQUIVO PESSOAL

nadores pastorais. Uma importante oportunidade de avaliar e amadurecer a caminhada pastoral de forma especial o XVI Plano de Ação Evangelizadora e as Santas Missões Populares.

Retiro dos secretários paroquiais na chácara da irmãs Oblatas de São José, no dia 20 de março. Padre Edivan Pedro dos Santos ministrou a formação espiritual sobre a vivência da Quaresma. No final do retiro, a Santa Missa foi celebrada pelo padre Laurindo Lopes da Silva, assessor dos secretários paroquiais, e concelebrada pelos padres Francisco José Leite Jacó e Daniel Alves Castro.


Cotidiano

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De Londrina para o mundo Congregação das irmãs claretianas celebra jubileu de 60 anos DOUGLAS ESTEVAM

A congregação foi fundada em 1958 por dom Geraldo Fernandes, primeiro bispo de Londrina, e Madre Leônia Milito. Hoje está presente nos cinco continentes

O Santuário Eucarístico fica na avenida que leva o nome da Madre Leônia Milito

Neste mês de Jubileu das Irmãs Missionárias de Santo Antônio Maria Claret, o Santuário Eucarístico, na avenida Madre Leônia, recebeu uma programação especial. Entre os dias 10 e 18 de março, uma novena deu início às celebrações. E no dia 18, padre Almir Borges celebrou a Missa de Ação de Graças. A congregação da Irmãs Claretianas, como são conhecidas, foi fundada aqui em Londrina em 19 de março de 1958, por dom Geraldo Fernandes, primeiro bispo de Londrina, e Madre Leônia Milito. ADRIANO SILVA

Encontro Anual das Equipes de Nossa Senhora Entre 23 e 25 de fevereiro, os casais responsáveis de equipe do Movimento Equipes de Nossa Senhora se reuniu para seu encontro anual, no Centro de Espiritualidade Monte Carmelo. Dom Geremias presidiu a missa no sábado de manhã e levou o melhor alimento para a vida de cada casal ali presente: a Eucaristia. Concelebraram os sacerdotes conselheiros espirituais pa-

dre Valdomiro Rodrigues (SCER), padre Miguel, padre Carlos e padre Antonio Golfetti. Estiveram presentes casais e sacerdotes conselheiros de diversas cidades, como Criciúma, Maringá, Grandes Rios e Astorga. Tanto visitantes como os anfitriões de Londrina, conseguiram sentir o carinho e acolhimento de dom Geremias pelo carisma fundador das Equipes de Nossa Senhora.

CLAUDINEI KREISEL

O encontro reuniu casais e sacerdotes conselheiros das cidades Criciúma, Maringá, Grandes Rios, Astorga, Munhoz de Mello, Pitangueiras, Bandeirantes, Toledo, Cascavel e Londrina AÉRCIO PINHEIRO

CELEBRAÇÃO DAS ÁGUAS

Em comemoração ao dia da água, Pastoral da Terra e Arquidiocese de Londrina promoveram a Celebração das Águas, no dia 18 de março, às margens do Ribeirão Quati, em Londrina. A celebração contou com leitura da Bíblia, partilha e plantio de árvores. Ao final as pessoas também recolheram o lixo da beira do rio. TERUMI SAKAI

No Jubileu de Ouro da Nossa Senhora da Glória, dom Geremias inaugurou e abençoou o campanário

A Missa de Ação de Graças na Rainha do Universo foi celebrada por dom Geremias

Duas paróquias da arquidiocese comemoram Jubileu de Ouro No mês de março, as paróquias Nossa Senhora Rainha do Universo, Decanato Centro, e Nossa Senhora da Glória, Decanato Norte, estiveram em festa pelo jubileu de ouro de suas fundações. A

Paróquia Rainha do Universo teve missa solene no sábado, dia 17, com presença do arcebispo dom Geremias Steinmetz, e logo após uma macarronada festiva. A Paróquia Nossa Senhora da Glória fez

uma novena durante a semana e celebrou Missa de Ação de Graças no domingo, 18, com a presença do arcebispo. Ao final, dom Geremias abençoou e inaugurou o campanário da paróquia.

A celebração contou com leitura da Bíblia, partilha e plantio de árvores


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HEAVEN FEST

Setor Juvenil FOTOS: TERUMI SAKAI

Evangelizar a juventude com alegria e criatividade

PADRE DIRCEU JÚNIOR DOS REIS SETOR JUVENIL – SMPJOVEM O grupo de adolescentes Seguidores da Paz, da Paróquia São Luiz Gonzaga, Decanato Leste, realizou no dia 10 de março, o Hea-

ven Fest. Um encontro especial com músicas, luzes e muita criatividade. Uma forma saudável, cristã e feliz de celebrar a amizade e o amor a Deus e a Igreja. Além dos integrantes do grupo, vários adolescentes do decanato participaram da festa.

Foi um encontro com muita música e criatividade

Além dos integrantes do grupo, vários adolescentes do decanato participaram da festa

O Heaven Fest foi organizado pelo grupo Seguidores da Paz, da Paróquia São Luiz Gonzaga, Decanato Leste

ARQUIVO PESSOAL

Panamá 2019: Jornada Mundial da Juventude O Setor Juvenil da Arquidiocese de Londrina está formando um comitê oficial de jovens peregrinos que irão para a Jornada Mundial da Juventude em janeiro de 2019, no Panamá. O grupo irá com a agência SACRATUR, que tem o cronograma e valor já apresenta-

dos. Os jovens interessados podem entrar em contato com a agência pelo e-mail: contato@sacratur.com.br ou com o Lucas Dias pelo telefone: (43) 98801 9794. Vamos juntos nos encontrar com o Papa Francisco representando a nossa arquidiocese.

ARQUIVO PESSOAL

O diferencial do encontro foi a acessibilidade para jovens surdos

XX ENCONTRO O futuro tem nome juventude PADRE DIRCEU JÚNIOR DOS REIS SETOR JUVENIL – SMPJOVEM

A arquidiocese está formando um comitê oficial de peregrinos para JMJ 2019

Um encontro acessível e marcante aos corações juvenis. O grupo de jovens JAC da Paróquia Nossa Senhora das Graças, Decanato Centro, realizou de 9 a 11 de março mais uma edição do tra-

dicional encontro: “O futuro tem nome juventude”. Um encontro que aborda vários temas ligados à vida da juventude. Os encontristas tiveram um profundo e verdadeiro encontro com Cristo Jesus. Além disso, o encontro foi acessível aos jovens surdos contando com um intérprete em libras.


Comunicação

Jornal da Arquidiocese de Londrina

Jornal da Comunidade ABRIL DE 2018

Um jornal feito para a comunidade Celebrando um ano em novo formato, JC busca cada vez mais se aproximar dos fiéis com conteúdo de qualidade, somando jornalismo e serviço ao Reino de Deus PEDRO MARCONI PASCOM ARQUIDIOCESANA

JULIANA MASTELINI

Jornalista, é coordenadora do Jornal da Comunidade. Participa do Ccem, da Paróquia Pessoal Nipo-brasileira Imaculada Conceição, no ministério da palavra e equipe de formação. Na paróquia também compõe a equipe do informativo, Pastoral da Acolhida e da Música.

WAURIDES ALVES

Ele é jornalista. Participa da comunidade São Francisco de Assis, na Paróquia Jesus Cristo Operário, em Londrina. Junto com a esposa coordena a equipe de animação na comunidade. Está terminando os cursos de música do Cemul e de ministros.

LUCIANA MAIA HESSEL

Jornalista, colabora com a Pascom da Paróquia Santo Antônio de Cambé e com o Jornal da Comunidade. Também integra as equipes de Nossa Senhora (ENS).

CAIO MATHEUS C. DA SILVA

Seminarista do 4º ano de Teologia (PUCPR) do Seminário Teológico “Paulo VI” da arquidiocese. É especialista em Comunicação pela PUCSP e graduado em Filosofia pela PUCPR.

PEDRO MARCONI

Jornalista na Folha de Londrina e Rádio Paiquerê AM. Coordenador do Grupo de Jovens São Francisco, em Ibiporã, e da Pastoral dos Coroinhas da comunidade São Francisco de Assis, na mesma cidade. Jornalista responsável do jornal da Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Ibiporã. Integra o Setor Juventude de Ibiporã.

Um veículo de comunicação feito pelos membros da nossa igreja local para a comunidade da Arquidiocese de Londrina. Assim é o Jornal da Comunidade (JC), que tem 29 anos de existência e que neste mês de abril completa um ano com seu novo formato, layout e fórmula de trabalho, oferecendo mais matérias, conteúdo diferenciado e aproximando os fiéis do dia a dia da arquidiocese, paróquias e outras atividades da Igreja Católica no Brasil e no Mundo. Antes desta nova roupagem, o JC era produzido pelo padre Evandro Delfino, agora responsável pela Ação Evangelizadora, mas que continua jornalista responsável do jornal. Na época padre e decano em Bela Vista do Paraíso, o sacerdote, que é formado em Comunicação Social/ Jornalismo, acabava sobrecarregado. Foi então que dom Orlando Brandes, hoje arcebispo da Arquidiocese de Aparecida (SP), sinalizou que uma equipe fosse formada para auxiliá-lo. Este processo de reestruturação começou em 2016, inaugurando uma nova fase no ano seguinte. “Dom Orlando solicitou que tivessem equipes para escrever e fotografar. A Juliana Mastelini foi convidada e iniciou a produzir textos pontuais. Vimos que a Pastoral da Comunicação precisava de voluntários como todas as outras. O padre Dirceu Júnior dos Reis também entrou na equipe neste meio tempo e consolidou o trabalho, chamando mais pessoas para participarem e somarem, o que seguimos até hoje”, relembra Tiago Queiroz, articulador e secretário da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Londrina. PROCESSO DE PRODUÇÃO O Jornal Comunidade é preparado com muito carinho bem antes de chegar aos fiéis leitores. A reunião que define as pautas acontece na primeira segunda-feira de cada mês. É neste momento que são debatidos os eventos e atividades importantes da igreja e arquidiocese nos

próximos 30 dias. As matérias são divididas para os repórteres, que voltam a se reunir na terceira semana do mês, quando as reportagens são entregues para que uma nova etapa possa ser feita: a edição, escolha de fotografias e produção de legendas. É na terceira sexta-feira que os arquivos são enviados para o diagramador, responsável por realizar o desenho do jornal, para que na semana seguinte possa ser enviado para a gráfica, permitindo que na primeira segunda-feira de todo o mês o JC possa estar disponível nas paróquias. “É um trabalho contínuo, pois quando termina uma edição já começamos a preparar a próxima. Também envolve muito comprometimento e graças a Deus temos uma equipe muito boa e competente, que coloca seus dons à disposição num serviço pastoral”, destaca Juliana Mastelini, coordenadora e editora do JC.

O encontro, a amizade, o diálogo, o crescimento e a ternura em cada edição do JC ilumina e fortalece nossa missão em comunicar o Caminho, a Verdade e a Vida, Jesus Cristo” VITRINE Com este formato mais dinâmico, a equipe comemora o fato de poder somar jornalismo a serviço do Reino de Deus, sem deixar de lado as questões litúrgicas. “Neste ano é nítido ver o quanto caminhamos. Contamos com mais repórteres, o que auxilia e contribui muito. Há um ano, quando nos reunimos para reestruturar o JC no formato que temos hoje, deu um ‘friozinho na barriga’. Mas graças a Deus deu certo e vejo que conseguimos entrar nos eixos e realizar as coisas com mais tranquilidade”, elenca Juliana. “Estou muito feliz porque sei que é um jornal que podemos mandar para outras dioceses, porque as pessoas vão gostar. É uma vitrine da nossa igreja”, afirma Tiago.

JUVENTUDE Além de trazer material sobre a vida das paróquias e de Arquidiocese de Londrina, o jornal se aproxima dos jovens, reforçando sua vertente para todos os públicos. “Após muitas revisões, convites, reflexões e diálogos conseguimos avançar com nosso querido JC. Tenho muita gratidão por todos os membros da equipe que produzem esse jornal que leva esperança, luz e alegria a tantas comunidades de nossa Igreja. O JC tem uma página exclusiva do Setor Juvenil, em que os jovens partilham e divulgam suas experiências de vida e de fé, um passo muito importante para os jovens e para a Igreja”, aponta padre Dirceu Júnior dos Reis, assessor eclesiástico da Pascom. DESAFIOS Mesmo abrindo espaço e dando voz e vez à comunidade, o Jornal da Comunidade tem a missão de se aproximar cada vez mais dos paroquianos e clero local. “Dependemos diretamente das comunidades. Nosso trabalho não é isolado, não é algo fora da vida pastoral das comunidades, afinal formamos juntos o Corpo Místico de Cristo, estamos todos ligados, e é assim que devemos fazer todas as coisas”, considera Juliana. “Dependemos que os agentes de pastorais e os paroquianos mandem suas contribuições sobre coisas que lhes envolvem diretamente e que seria importante estar no JC, para que mais pessoas tomem conhecimento”, acrescenta. Chegando mensalmente em todas as 84 paróquias da Arquidiocese de Londrina, o JC recebe sugestões, fotos ou outros materiais pelo e-mail jcarquidiocese@gmail.com. A tiragem é de 8.500 mil impressões mensais. “O encontro, a amizade, o diálogo, o crescimento e a ternura em cada edição do JC ilumina e fortalece nossa missão em comunicar o Caminho, a Verdade e a Vida, Jesus Cristo. Aos nossos leitores a nossa gratidão pela confiança e orações”, agradece padre Dirceu, que também é vigário na Catedral Metropolitana de Londrina.

FOTOS: ARQUIVO PESSOAL

PE. DIRCEU JÚNIOR DOS REIS

Assessor arquidiocesano da Pastoral da Comunicação e Setor Juvenil. Atualmente e vigário paroquial da Catedral Metropolitana de Londrina.

CÉLIA GUERRA

Editora na Folha de Londrina. É jornalista responsável pela revista Ecos de Santana, na paróquia Sant’ana, há nove anos. Foi, entre 1997 e 2000, assessora de comunicação da Arquidiocese de Londrina, quando editava o JC.

ALINE MACHADO PARODI

Jornalista na Folha de Londrina. Atua na Pascom da Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos e participa da RCC no Ministério da Comunicação Social.

TIAGO QUEIROZ

Articulador e secretário da Pastoral da Comunicação Arquidiocesana, pertence à Paróquia Nossa Senhora da Piedade e participa do Caminho Neocatecumenal.

CAROL UMEZU

Faz parte da Equipe de Formação dos Coroinhas da Arquidiocese de Londrina. Coroinha há 15 anos na Paróquia Nossa Senhora da Piedade, Jardim Tókio, Decanato Oeste.

Jornal da Comunidade - Edição Abril 2018  
Jornal da Comunidade - Edição Abril 2018  
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