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N° 44 . AGO/13

Publicação da Arquidiocese de Belo Horizonte • Ano 4

A arte dos jovens na

Catedral Cristo Rei


ESPIRITUALIDADE

Santo Cura d'Ars: o patrono dos sacerdotes São João Maria Vianney nasceu no povoado de Dardilly, na França, e desde pequeno manifestava o desejo de ser sacerdote. Enfrentou muita resistência do pai, mas, aos 20 anos, foi para o Seminário de Écully. De origem camponesa, dedicou a maior parte de sua infância e juventude ao trabalho, não tendo condições de priorizar os estudos. Talvez por isso, no

seminário, encontrou dificuldade para concluir os cursos de filosofia e teologia. Entretanto, era um verdadeiro exemplo de obediência, caridade, piedade e perseverança na fé em Cristo. Foi ordenado sacerdote em 1815 e designado vigário-geral na cidade de Arssur-Formans, localizada ao norte de Lyon e que possuía pouco mais de 200 habitantes. Treze anos depois de sua chegada à cidade, com seu exemplo e postura caridosa, São João Maria Vianney conseguiu converter praticamente todos os habitantes. A fama de seus dons e de sua santidade difundiuse na Europa, atraindo peregrinos de diversas cidades. Ars tornou-se um local de peregrinações e o “Cura de Ars”, como era conhecido São João Maria Vianney, acolhia todos e empenhava-se no anúncio da Palavra de Deus. O Santo Cura d’Ars morreu no dia 4 de agosto de 1859, aos 73 anos. Foi canonizado pelo Papa Pio XI em 1925 e proclamado padroeiro dos sacerdotes. De modo muito especial, a Igreja celebra, todos os anos, no dia 4 de agosto, São João Maria Vianney. A data ficou marcada também como o Dia do Sacerdote. Que cada possa dedicar orações neste mês de agosto aos sacerdotes, pedindo a intercessão do Santo Cura d’Ars.

Imagem de Santo Cura d’Ars, Basílica Santa Cura d’Ars, bairro Prado, em Belo Horizonte


Marcos Figueiredo

MENSAGEM DO ARCEBISPO

Amado e amada de Deus, Saúde e paz

Foto: Tião Mourão

O Evangelho de São Mateus, no capítulo 9, narra a compaixão de Jesus pelas multidões, “pois eram ovelhas sem pastor”. Dirigindose aos discípulos, disse o Mestre: “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da colheita que mande trabalhadores para sua colheita” (Mt 9, 3738). Hoje, mais de dois mil anos desde a vinda do Salvador, o mundo continua carente de discípulos e discípulas decididos a entregar suas vidas à missão de edificar o Reino de Deus. Essa carência torna-se mais evidente quando se pensa no grande e permanente desafio que interpela cada cristão: anunciar a Palavra de Deus a todas as criaturas. Todos nós sabemos que o mundo, com seus graves problemas, precisa de homens e mulheres integralmente empenhados no serviço missionário. A Igreja Católica, com sua rede de comunidades de fé, presente em todos os lugares, depende daqueles que são vocacionados à vida consagrada para servir aos irmãos e irmãs, sobretudo os mais necessitados.

Torna-se, pois, urgente a escuta do chamado de Deus que ecoa no coração daqueles que são escolhidos para o ministério sacerdotal e a vida consagrada. E só ouve essa convocação quem cresce na experiência da fé, a partir da oração e convivência na comunidade cristã. Cada um descobre a própria vocação na vida da Igreja a partir de um encontro pessoal com Jesus. Nesse diálogo com Ele, possibilidades tornam-se certezas e uma clarividência indica ao vocacionado o caminho a percorrer. Peço a você, que tanto ajuda a Campanha Faço Parte, orações para que muitos, no diálogo com Cristo, sintam-se chamados a entregar-se incondicionalmente ao Povo de Deus. Em agosto, mês das vocações, vamos rezar também pelos padres, religiosos, religiosas e tantos leigos que se dedicam à Igreja. Que Nossa Senhora da Piedade, nossa mãe padroeira, abençoe você, seus familiares e amigos.

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SUMÁRIO

na minha casa

Estou muito feliz por contribuir com a Campanha e vivenciar este momento com todas essas pessoas especiais

Zenir Teixeira de Siqueira, moradora do bairro Padre Eustáquio, em Belo Horizonte (MG) ficou emocionada ao receber a Visita Faço Parte. Ela e suas amigas receberam nossa equipe com muito carinho em um momento abençoado de oração e fé. “Estou muito feliz por contribuir com a Campanha e vivenciar este momento com todas essas pessoas especiais”. Zenir também ganhou o sorteio de um lindo oratório de Nossa Senhora da Conceição.

02 Espiritualidade 03 Mensagem do Arcebispo 05 Catedral Cristo Rei 11 Doação de amor 13 Visita da Maquete da Catedral Cristo Rei 14 Você é a igreja, a igreja é você

EXPEDIENTE Revista Faço Parte Publicação da Arquidiocese de Belo Horizonte Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte Dom Walmor Oliveira de Azevedo Vigário Especial para a Comunicação e Cultura Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães Coordenação da Rede Catedral de Comunicação Católica e da Campanha Faço Parte Padre Fernando Lopes Gomes Capa: Marcos Figueiredo Produção, redação, edição e diagramação Assessoria de Comunicação e Marketing da Arquidiocese de Belo Horizonte e Rede Catedral de Comunicação Católica Impressão Fumarc Tiragem 20.000 exemplares

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CATEDRAL CRISTO REI

Unidos pela construção da Catedral Cristo Rei Cerca de 20 ministros extraordinários da comunhão, de diferentes comunidades de fé, empenham-se na divulgação da Campanha Faço Parte. A integração entre as paróquias e fiéis da Arquidiocese de Belo Horizonte é um dos importantes frutos gerados pela construção da Catedral Cristo Rei que contribuem para o avanço do Projeto de Evangelização Igreja viva, Povo de Deus. Mesmo antes da obra ser concluída, a Igreja ganha mais vitalidade e força por meio do trabalho de voluntários que integram os diversos ministérios em suas comunidades de fé e que também atuam nas celebrações da Campanha Faço Parte. Entre essas pessoas estão Vânia Shirley Criscuolo Parreiras Souza, ministra extraordinária da Comunhão, no Santuário de Adoração Perpétua - Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem, e Dirce Morais, que integra a equipe de Liturgia da igreja São José, na região central de Belo Horizonte. Farmacêutica bioquímica, Vânia conta que frequentava mensalmente as Missas da Família Faço Parte e aceitou o convite do padre Gilson de Oliveira Filho aos ministros extraordinários da Comunhão para ajudarem na celebração. “Eu já conhecia a Campanha, o projeto de construção da Catedral Cristo Rei e decidi participar ativamente”, revela. Atendendo ao pedido para organizar a equipe de liturgia e o ministério da Eucaristia, Vânia convidou Dirce Morais para essa missão. “A Dirce ficou responsável pelo ofertório e a liturgia. Outras pessoas foram chegando e hoje somos 20 ministros fixos

de várias paróquias, entre elas São José, Nossa Senhora da Boa Viagem, Santo Inácio de Loyola, Nossa Senhora de Lourdes, São Miguel Arcanjo, Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, Nossa Senhora Rainha da Paz, Santa Terezinha, na região da Pampulha, e Santa Inês”, conta Vânia Souza. Ela considera esse trabalho compensador, por colaborar


CATEDRAL CRISTO REI

para a edificação da Catedral Cristo Rei e para a evangelização das 500 pessoas que mensalmente frequentam a Missa, na Noite da Família Faço Parte. A celebração ocorre sempre na última terça-feira do mês, no Santuário Arquidiocesano de Adoração Perpétua Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem. “A gente vai vendo a adesão das pessoas, movidas pelo amor a Jesus”, revela. O compromisso de Vânia e dos demais integrantes da equipe de preparação das Missas com a Faço Parte os levaram até a providenciarem um blazer com a logomarca da Campanha. “A gente faz tudo com muita dedicação, desde a preparação

do ambiente, até dos fiéis que irão fazer as leituras”, revela Dirce Morais, que há muitos anos colabora nas celebrações da igreja São José, centro de Belo Horizonte. Ela disse que assumiu “com prazer o trabalho de acolhimento e preparação da Liturgia para a Missa da Campanha Faço Parte”. Dirce Morais explica que procura ir além de simplesmente organizar uma celebração bonita. Sempre que pode, mostra às pessoas a importância de ser missionário evangelizador. E ensina: “Fazer parte é muito importante. Não tenho dúvidas de que quando a gente se doa verdadeiramente, participando de um trabalho voluntário na Igreja, recebese em dobro aquilo que se dá, embora a minha dedicação seja gratuita. Não penso em receber recompensas, mas as bênçãos vêm enviadas por Deus”, testemunha. O olhar do sacerdote “O empenho dos leigos das paróquias na realização de eventos da Arquidiocese contribui para fortalecer a unidade entre os católicos, especialmente, quando trabalham por uma causa comum, como é a construção da Catedral Cristo Rei”, afirma padre José do Carmo Zambom, pároco da Paróquia São José, onde Dirce Morais é leiga atuante nos ministérios de Liturgia e do Dízimo. Segundo ele, é importante que toda a Arquidiocese se comprometa com essa “obra bonita.” A Catedral Cristo Rei, conforme ressalta padre Zambom, é um projeto encantador tanto pela proposta arquitetônica de autoria de Oscar Niemayer, quanto pela necessidade

“A gente vai vendo a adesão das pessoas, movidas pelo amor a Jesus” Vânia Parreiras Souza


CATEDRAL CRISTO REI

“O empenho dos leigos das paróquias na realização de eventos da Arquidiocese contribui para fortalecer a unidade entre os católicos, especialmente, quando trabalham por uma causa comum, como é a construção da Catedral Cristo Rei” pe. José do Carmo Zambom

Padre José do Carmo Zambom, pároco da Paróquia São José (do Centro de Belo Horizonte)

Marcos Figueiredo

de Belo Horizonte ter um templo dessa natureza. O pároco destaca a amplitude da Catedral Cristo Rei, ao lembrar a proposta de dom Walmor de congregar as pastorais sociais, os meios de comunicação e todos os serviços da Arquidiocese na Catedral. Ao considerar o perfil da obra e a localização no Vetor Norte de Belo Horizonte, padre Zambom acredita que a Catedral será uma referência para os mais necessitados, “um local para onde os pobres irão se dirigir”. Segundo ele, o projeto se justifica por essa gama de objetivos: “Quando se concebe a ideia de uma catedral deve-se pensar assim, muito além de aglomerar um público em torno do bispo ou do local, pois a evangelização é uma questão muito complexa”, afirma.

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CATEDRAL CRISTO REI

Catedral Cristo Rei: a marca da juventude e da arte O trabalho, que traz mais beleza para a cidade, será transformado em filme de animação Será exibido em pontos importantes de Belo Horizonte um filme de animação que mostra o trabalho desenvolvido por estudantes de Design de duas universidades da Capital. Eles grafitaram os tapumes que cercam a obra da Catedral Cristo Rei, na Av. Cristiano Machado, altura do bairro Juliana, Região Norte de Belo Horizonte. Os artistas

fazem parte do projeto de extensão Grafite em Movimento (GEM), coordenado pela professora Magda Rezende. “Ficamos muito honrados com o convite da Arquidiocese para a grafitagem no espaço da Catedral Cristo Rei. Será uma obra importante e esta é uma oportunidade para mostrarmos o nosso trabalho”, explica a docente. A

Estudantes universitários deixam mais bonito o tapume do terreno da Catedral Cristo Rei


A arte pode ser vista por todos que passam pela Av. Cristiano Machado

professora revela também que “alguns dos artistas são ex-pichadores e hoje se empenham para deixar o espaço urbano mais belo, mais agradável”. O trabalho dos artistas foi destaque no jornal Estado de Minas, Portal Uai, TV Alterosa, TV Horizonte e Rádio América 750 AM. Em entrevista ao Estado de Minas e Portal Uai, o estudante César Batista, de 20 anos, disse que ficou um pouco apreensivo diante do desafio de deixar sua marca no terreno que abrigará a Catedral Cristo Rei. Ele explicou que cada estudante pôde exercer de forma livre a criatividade, mas que os

desenhos, dos diferentes autores, deveriam se encaixar. O também estudante de Design Thiago Antunes Martins, 24 anos, ficou feliz com a oportunidade. “Além de deixar nossa arte no muro, vamos contribuir para termos uma cidade mais bonita”, disse o jovem, durante entrevista ao Estado de Minas. Assim que o filme sobre o trabalho dos estudantes estiver concluído, serão publicados nos sites da Arquidiocese de Belo Horizonte (www.arquidiocesebh. org.br) e da Catedral Cristo Rei (www. catedraldebh.com.br) os dias, locais e horários de exibição do trabalho.


Festa em benefício da Catedral Cristo Rei As comunidades de fé da Capela Curial Santo Expedito, bairro Álvaro Camargos (Belo Horizonte), organizaram uma grande mobilização em benefício da Catedral Cristo Rei. Os fiéis liderados pelo capelão, padre Geraldo Magela da Silva, organizaram um “Domingo na Roça”, com comidas típicas do campo e música ao vivo. Além das barraquinhas, foram realizados leilões, e toda a arrecadação foi revertida para a construção da Catedral Cristo Rei. O Domingo na Roça começou com Missa presidida pelo padre Geraldo Magela. Em sua homilia, o sacerdote disse que “aqueles empenhados em semear a Palavra de Deus 10

encontram muitas pedras no caminho, mas, apesar dos percalços, permanecem sempre ligados à Graça do Pai”. O sacerdote, em seguida, acrescentou: “Precisamos ser lâmpadas na vida dos outros. Para isso, devemos nos aproximar da luz de Deus”. Na conclusão da Missa, padre Geraldo lembrou que o dia especial, além de um gesto concreto em benefício da obra, era oportunidade para todos “criarem no coração o desejo de ter a Catedral de Belo Horizonte, a Catedral Cristo Rei”. Em diversos momentos, o sacerdote convidou os fiéis a ajudarem a Campanha Faço Parte. Os agentes da Campanha, alegres com a acolhida, participaram do dia festivo.


DOAÇÃO DE AMOR

Gesto concreto de amor Maria Nazareth de Carvalho, de 85 anos, disse que quer ver logo a Catedral Cristo Rei construída A aposentada Maria Nazareth de Carvalho, de 85 anos, decidiu contribuir para a edificação da Catedral Cristo Rei logo que conheceu o projeto, ouvindo a Rádio América. Ela doou quatro caminhões de brita, quatro de areia e um caminhão de tijolos. Muito católica, a aposentada decidiu visitar o terreno onde será construída a Catedral para conhecer o lugar onde será edificada a igreja-mãe da Arquidiocese de Belo Horizonte. “Quero que seja construída logo”, revelou.

Recentemente, ela visitou o arcebispo dom Walmor na Cúria Metropolitana e contou uma bonita experiência que viveu no Santuário Estadual Nossa Senhora da Piedade. “Lá é muito bonito. Senti a presença de Nossa Senhora”, disse. A devoção mariana é uma herança da mãe. “Perdi meus pais ainda criança. Minha mãe chamava-se Maria. Sou filha de Maria”, acrescentou.

Marcos Aurélio Jr

Maria Nazareth foi recebida na Cúria Metropolitana pelo arcebispo dom Walmor

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Marcos Aurélio Jr

CATEDRAL CRISTO REI

Antônio Ferreira Soares, militar reformado, acompanha Maria Nazareth de Carvalho

Natural de um povoado próximo ao município de Jequitibá (MG), cidade que fica na região central do Estado, a 110 km de Belo Horizonte, Maria Nazareth de Carvalho mudou-se para a capital mineira ainda criança, logo após a perda dos pais. Trabalhou como empregada doméstica por 27 anos. Viúva, não teve filhos. Atualmente, é acompanhada de perto pelo militar reformado Antônio Ferreira Soares, a quem conheceu há 14 anos. Os dois tonaram-se grandes amigos. “Ele é o filho que não tive”, comentou a aposentada.

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“Perdi meus pais ainda criança. Minha mãe chamava-se Maria. Sou filha de Maria” Antônio Soares, que é casado, mora no bairro São Geraldo, bairro vizinho ao de dona Maria Nazareth, que reside no bairro Boa Vista, Região Leste de Belo Horizonte, adotou também a aposentada como mãe. “Eu a acompanho em tudo no que ela precisar”, explica.


CATEDRAL CRISTO REI

Visita da maquete

A Maquete da Catedral Cristo Rei está sendo apresentada às comunidades de fé das paróquias da Arquidiocese de Belo Horizonte. Graças ao apoio de padres e fiéis, cada vez mais pessoas participam desta caminhada rumo à edificação da Catedral. Veja algumas fotos das últimas paróquias visitadas.

Padre João Carlos da Silva Paróquia Maria, Serva do Senhor, no bairro Alípio de Melo em Belo Horizonte

Equipe Faço Parte

Padre Douglas Jorge Arão Paróquia Santo Antônio, no bairro Santo Antônio em Belo Horizonte

Padre Joel Maria dos Santos Paróquia Bom Pastor, no bairro Dom Cabral em Belo Horizonte

Comunidade Irmãs de Maria de Schoenstatt Da esquerda para direita: Irmã Madalena Schneidrs, Irmã Gercília, Irmã Liliane

Padre Renato Alves de oliveira Paróquia Bom Pastor, no bairro Dom Cabral em Belo Horizonte


VOCÊ É A IGREJA, A IGREJA É VOCÊ

Uma obra de amor e solidariedade O Santuário São Judas Tadeu, tradicional centro de peregrinações da Arquidiocese de Belo Horizonte, é, também, referência de acolhimento e apoio aos mais necessitados. Com uma incansável equipe de voluntários, oferece ajuda em situações de urgência e formação profissional para quem busca ingressar no mercado de trabalho. A sede das Obras Sociais São Judas Tadeu recebe, diariamente, mais de 200 alunos dos cursos para cuidadores de idosos, cuidadores de crianças e informática, numa parceria da Paróquia com o Colégio Técnico da Universidade Federal de Minas Gerais (Coltec), no âmbito do Programa Nacional de acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). As aulas são ministradas por professores do Coltec como a enfermeira

Márcia Regina Alves Andrade. Além de voluntária e uma das diretoras das Obras Sociais, ela foi capacitada e contratada para trabalhar no Programa. Crianças e adultos também têm a oportunidade de aprender música e capoeira no Santuário São Judas Tadeu. Embora sejam abertos ao público em geral, os cursos de formação profissional são frequentados, em sua maioria, por pessoas carentes. O lanche dos alunos é fruto do trabalho dos voluntários. Diariamente, eles fazem uma sopa nutritiva com ingredientes doados por um proprietário de sacolão, devoto de São Judas, e dos paroquianos que atendem aos pedidos dos padres durante as missas. “Graças à generosidade das pessoas, chegam muitos donativos como óleo, macarrão e outros gêneros alimentícios


Voluntários ajudam no desenvolvimento das atividades

“A gente aprende a valorizar pequenas coisas, pequenos gestos e a ver o mundo de modo uito diferente”, destaca Márcia Regina para completar a sopa”, revela Márcia Regina. A distribuição de cestas básicas para comunidades do bairro Ribeiro de Abreu, dos municípios de Sabará e Vespasiano e no entorno do Santuário, no bairro da Graça, em Belo Horizonte, é uma entre tantas ações de amor ao próximo empreendidas pelas Obras Sociais São Judas Tadeu. Os mantimentos são enviados para as paróquias que têm famílias cadastradas e que são acompanhadas por voluntários da Igreja. São distribuídas aproximadamente 200 cestas todos os meses. Além das doações espontâneas, para angariar recursos, todo dia 28, data dedicada a São Judas, é realizado um bazar de roupas vendidas a preços simbólicos e que reforçam o caixa da entidade.

“As pessoas de maior poder aquisitivo doam aquilo que não usam mais e que está em bom estado. Após uma triagem criteriosa, colocamos os objetos à venda”, explica a voluntária. “Todo esse trabalho é muito gratificante. Exige muito da gente, mas quando se faz o que se gosta, nada é pesado demais, as coisas acontecem com certa facilidade. Eu ainda trabalho como enfermeira para um plano de saúde, mas não abro mão do voluntariado. O crescimento pessoal que se adquire não tem preço. A gente aprende a valorizar pequenas coisas, pequenos gestos e a ver o mundo de modo muito diferente. É uma forma de evangelizar com o exemplo. As pessoas que estão em volta de nós crescem junto vendo nossas atitudes. Este é um dom que Deus me deu e procuro fazer bom uso dele”- disse Márcia Andrade Fazer o bem contagia. Encaminhe para a Revista Faço Parte os bons exemplos de sua paróquia. Envie um e-mail para imprensa@arquidiocesebh.org.br


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