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Arquidiocese Aparecida Revista da

Ano 2 - Edição número 20 - MARÇO de 2013

de

Paróquias da Arquidiocese celebram 1 São Benedito

Revista Arquidiocese


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Arquidiocese Revista da

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Matéria de Capa

Paróquias da Arquidiocese celebram São Benedito

Notícia

Eleição do Papa: “Não importa sua raça, sua cor, mas seu perfil de pastor, sua experiência pastoral ao longo de sua vida...”

Seminário Bom Jesus

2013: O Ano da Juventude e nossos desafios pastorais

Espiritualidade

Jejum: ato de fé e exercício de liberdade

Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão A Adoração ao Santíssimo Sacramento

Escola da Fé

Ressurreição de Jesus: Mistério da nossa Fé

Formação Litúrgica

Um pouco da História sobre Liturgia

Aconteceu

Arquidiocese de Aparecida já tem um Bispo Auxiliar

Expediente Revista da Arquidiocese de Aparecida Ano 2 - Edição número 20 março de 2013

Críticas e sugestões devem ser encaminhadas para o e-mail: imprensa@arquidioceseaparecida.org.br

Arcebispo: Dom Raymundo Damasceno Assis Editora: Andréa Moroni – MTB 026616 SP Projeto Gráfico: Editora Expedições Revisão: Jaqueline Pereira Impressão e Fotolito: Resolução Gráfica Tiragem desta edição: 5 mil exemplares

Para anunciar ligue: (12) 3133-2449

Arquidiocese de Aparecida R. Barão do Rio Branco, 412 – centro – Aparecida Assessoria de Imprensa: (12) 3104-2623 www.arquidioceseaparecida.org.br

A Editora não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos assinados. Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores.

Editorial

Com a Quarta-Feira de Cinzas e com a Campanha da Fraternidade inicia-se a Quaresma, tempo de preparação para a grande festa da Páscoa, coração do Ano Litúrgico. Esse tempo litúrgico se encerrará com o Domingo de Ramos que nos introduzirá na celebração do mistério pascal de Cristo: a sua morte, ressurreição, ascensão e o dom do Espírito Santo em Pentecostes. Toda festa exige preparação e quanto mais importante e grandiosa, tanto mais longa e cuidadosa deve ser a preparação. Às vezes, a festa é tão importante que a sua celebração se prolonga por vários dias. Assim sucede com a Páscoa que é precedida por um período de quarenta dias de preparação, a Quaresma, e a sua celebração prossegue por mais cinquenta dias, durante o chamado tempo pascal. Se não existisse a Páscoa, não existiria a Quaresma. A Quaresma deve ser para cada um de nós um convite para sintonizar nossa vida com a de Jesus. É isso que significa a palavra conversão, que é a tradução da palavra grega , “metánoia”, que quer dizer mudar a maneira de pensar e de ver as coisas para pensar e ver as coisas conforme Jesus nos revela com suas palavras e sua vida. Converter-se é passar de uma vida distante de Deus, da Igreja e do amor ao próximo para viver conforme o caminho de Jesus. Aliás, a palavra Páscoa vem do hebraico e do aramaico “Pesah, Pasha” que, segundo São Jerônimo e Santo Agostinho, significa “passagem”. A Páscoa de Israel é a celebração da passagem da escravidão do Egito para a liberdade do deserto e da Terra prometida. A Páscoa de Jesus é a passagem da morte para a nova vida do Ressuscitado. A nossa Páscoa deve ser a de realizar a Páscoa de Cristo em nossa vida: passar da escravidão à liberdade, das trevas à luz, da morte à vida, do pecado à graça. O mês de março também será marcado por um acontecimento de grande importância para a Igreja: a eleição de um novo Papa, que sucederá ao Papa Bento XVI. Os Cardeais do mundo inteiro, com idade até 80 anos, se reunirão no Conclave para prestar este serviço à Igreja. Provavelmente, até a Páscoa, poderemos dizer, com alegria: “Habemus Papam”. Peço, pois, as orações de todos os fiéis para que, inspirados pelo Espírito Santo, nós, os Cardeais, reunidos em Conclave, possamos, buscando o bem da Igreja e do mundo, cumprir esta importante tarefa que ora nos é confiada. Ao Papa Bento XVI que encerrou no dia 28/02 seu ministério petrino, nossas orações, nosso respeito e nossa eterna gratidão pelos 8 anos de profícuo Pontificado. Com o abraço e a bênção de Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis Arcebispo de Aparecida, SP

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SEMINÁRIO FRANCISCANO FREI GALVÃO Aberto para visitação todos os dias das 8h às 11h30 e das 14h às 18h

Distribuição das “Pílulas Devocionais” de Frei Galvão

Matéria de Capa

Paróquias da Arquidiocese celebram São Benedito

Santo de grande devoção popular, São Benedito é celebrado por duas paróquias da Arquidiocese de Aparecida: Puríssimo Coração de Maria, em Guaratinguetá e Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida

Em Guaratinguetá - De 30 de março a 01 de abril, a Paróquia do Puríssimo Coração de Maria, em Guaratinguetá, celebrará a Festa em honra a São Benedito. O tema desse ano será: “Como São Benedito, queremos seguir os Mandamentos da Lei de Deus”. programação em guaratinguetá: Dia 31 de março: domingo - Cavalaria São Gonçalo - 287 anos. 09h - Saída das Caixas de São Benedito, anunciando o início da Festa. 12h - Concentração e saída da Cavalaria da rua Zacarias Jorge,Chácara Selles, seguindo para a Igreja de Santa Rita, Cemitério e praça Piratininga. 15h - Saída da Procissão do Mastro da praça Piratininga, em direção à Igreja de São Benedito. 17h - Levantamento do Mastro e evolução da Cavalaria na Praça São Gonçalo. Dia 01 de abril: segunda-feira - Dia da Festa. 06h - Alvorada 07h - Missa pelas almas dos cavaleiros e irmãos falecidos de São Benedito. 8h30 - Saída dos Reis, Corte, Congadas e Povo da rua Conselheiro Dantas, 150, para a Igreja de São Benedito. 10h - Missa Solene oficiada por Sua Eminência Reverendíssima Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis. 12h - Bênção e distribuição dos doces na casa da Irmandade de São Benedito, das 13h às 16h. 17h - Saída da Procissão em Honra a São Benedito: Em Aparecida - De 31 de março a 8 de abril acontecerá a 104ª Festa de São Benedito, em Aparecida. Organizada pela Paróquia Nossa Senhora Aparecida, juntamente com o casal de Reis - que em 2013 são Pedro Roberto e Sueli Carlos Ramos Garcia de Mattos – e mais 34 comissões, a Festa deste ano terá como tema: “São Benedito, Juventude e Fé”. Haverá temas específicos para cada dia da Novena e os momentos celebrativos acontecerão na igreja e na praça Dr. Benedito Meirelles. Além da programação religiosa, a Festa de São Benedito oferece diversidade de eventos relacionados às manifestações culturais e folclóricas - como a presença das congadas e moçambiques, o levantamento do Mastro, a distribuição dos doces de abóbora, mamão e batata doce - e ao lazer, com o funcionamento das barracas de comes e bebes e a realização de shows. programação EM APARECIDA:

Avenida Integração, 151 - Bairro São Bento Cep: 12.522-030 - Guaratinguetá - SP

Tel.: (12) 3132-6233 www.seminariofreigalvao.org.br Revista Arquidiocese 4 freigalvao@franciscanos.org.br

DIA 31/3 – Domingo de Páscoa – Abertura da Novena “O jovem e o chamado à vida” (gesto concreto: óleo) Horário: 19h, na praça (17h – Celebraçäo Memória – Cemitério Santa Rita) DIA 1/04 – “O jovem e Jesus de Nazaré” (gesto concreto: macarrão) Horários: 17h e 19h DIA 2/4 – “O jovem e a Igreja de Jesus” (gesto concreto: açúcar) Horários: 17 h e 19 h DIA 3/4 – “O jovem e a vida de comunidade” (gesto concreto: feijão) Horários: 17 h e 19 h DIA 4/4– “O jovem e sua família” (gesto concreto: arroz) Horários: 17 h e 19 h Dia 5/4 – “O jovem e a vida de sociedade” (gesto concreto: farinha de mandioca ou de milho) Horário: 19h, na praça Dia 6/4 – “O jovem também evangeliza” (gesto concreto: fubá) Horário: 19h, na praça (às 18 h, procissão saindo do Santuário trazendo N. Sra. Aparecida) Dia 7/4 – “Juventude: Tempo de Esperança” (gesto concreto: creme dental e sabonete) Horário: 19h, na praça


SÁBADO - DIA 6/4 10h – Missa dos Enfermos e Idosos (com a bênção dos bonecos e das crianças) 11h - Acolhimento das Congadas, no Santuário (transmitida pela TV Aparecida) 15h30 - Consagração das Congadas, na praça da Matriz-Basílica 17 h – Procissão para buscar Santa Rita 19h - Novena, na praça DOMINGO - DIA 7/4 09h - Missa Conga 14h - Procissão e bênção do Mastro 15h – Homenagem da Cavalaria 19h - Encerramento da Novena, na praça SEGUNDA-FEIRA – DIA 8/4 – DIA DA FESTA 5h – Alvorada (Reverência ao Mastro pelas congadas e Moçambiques) 10h - Missa Solene 12h - Bênção e Distribuição dos Doces (Rua Miguel Mathias, 76 – Centro) 16h - Procissão em louvor a São Benedito e anúncio dos novos reis Parte Recreativa 24º Enduro da Mentira - Dia 31/3, às 9h Gincana Escolar: Das 8h30 às 11h30 - Dias 2, 3 e 4/4 Local: Espaço de Eventos Felício Goussain (atrás da Igreja de São Benedito) Leilão de Gado - Dia 4/4 – 14 h Local: Pousada Jovimar Bonecos “João Paulino e Maria Angu” - Dias 6, 7 e 8/4, na rua Oliveira Braga, a partir das 11h e 15h. 32ª Gincana de Motos “SÃO BENEDITO” - Dia 6/4 – às 9h Local: Estádio Penidão Quermesse e show – Todos os dias, após a novena. Mais informações : www.festadesaobenedito.net O Santo São Benedito, chamado de Santo Preto, nasceu na aldeia de São Fratelo, Itália, em 1524 ou 1526. Seus pais Diana e Cristovão, escravos, graças a sua imensa bondade, tiveram permissão para que tivessem filhos livres. Tiveram 4: Benedito, Marcos, Baldassa e Fradella. Benedito, desde a infância começou a temer a Deus e guardar seus mandamentos, mortificando seu corpo e reduzindo-o ao serviço do espírito. Nos joelhos da mãe aprendeu a rezar e as primeiras noções de catecismo. Cresceu ouvindo os pais falarem de Deus, da Eucaristia, e de Maria. Sentindo-se totalmente ligado ao serviço de Deus, ainda bem jovem, vendeu o que tinha, distribuiu aos apurados pobres e retirou-se para uma vida solitária. Tendo o Papa Pio IV ordenado que todos os religiosos eremitas da Ordem de São Francisco se recolhessem a uma Ordem Religiosa aprovada, Benedito, movido por uma inspiração, foi a Palermo, onde se recolheu ao Convento de Santa Maria de Jesus. Humilde irmão leigo, sempre estava ocupado em todos os serviços do convento, e sempre com ânimo alegre. Frequentemente elevado na contemplação das coisas divinas, mereceu de Deus ser favorecido com dons especiais e graças divinas. Embora irmão leigo, iletrado, foi eleito superior do Convento, e dava lições sobre as Sagradas Escrituras, deixando a todos maravilhados. Tornou-se também conselheiro de mestres, cardeais, vice-reis, religiosos e leigos, ricos e pobres. A fama de santidade de São Benedito – o frei cozinheiro – é confirmada e espalhada pelo mundo todo. Antes mesmo de sua canonização já era grande e fervorosa a devoção por ele no Brasil. Aos 63 anos adoece mortalmente, fortalecido com os sacramentos, e depois de ter predito a hora de sua morte, entregou sua alma ao criador no dia 4 de abril de 1589. O Papa Pio VII, depois da comprovação de muitos milagres, num processo que durou mais de duzentos anos, inscreveu-o entre solenes festejos no Catálogo dos santos em 25 de maio de 1807. O povo, porém, antecipou-se e, muito antes, prestou-lhe as honraria de santidade.

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N otícia

eleição do Papa: “Não importa sua raça, sua cor, mas seu perfil de pastor, sua experiência pastoral ao longo de sua vida...”

Dom Raymundo Damasceno Assis, Cardeal-Arcebispo de Aparecida e Presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), estará presente no Conclave que vai eleger o novo Papa, em razão da renúncia de Bento XVI. Em entrevista, ao Portal G1, Dom Damasceno fala sobre a escolha do novo Pontífice. Confira os principais trechos: G1 - O sr. está se preparando para a escolha do novo Papa? Como é o preparo? Dom Damasceno: primeiro, procurando rever na memória os cardeais que eu conheço e que vão participar do conclave, para ver se tenho alguma ideia mais clara sobre cada um deles. Em segundo lugar, é fundamental a oração, para que nós realmente estejamos abertos aos sinais dos tempos. O mundo e a sociedade querem também nos dizer alguma coisa e nós devemos estar abertos a esses sinais, aquilo que de certo modo reflete os anseios e as expectativas da sociedade. G1 - Diante dos desafios atuais da Igreja, qual o perfil que o futuro Papa deve ter? Dom Damasceno: o Papa deve ser, sobretudo, um pastor, ser aquele que preside a Igreja na caridade, que é o sinal visível da unidade da fé da Igreja. É importante, claro, que ele tenha seus conhecimentos teológicos, uma experiência pastoral e uma vivência espiritual. Responde ao perfil esperado de um candidato a Papa alguém que acompanhou a caminhada na Igreja, além de ser uma pessoa capaz de diálogo. Hoje não podemos trabalhar sozinhos, o Papa é o líder da igreja, mas ele também conta com apoios para governar essa Igreja. G1 - O sr. acha que existe chance de ser eleito um Papa da América Latina ou africano, quem sabe até um brasileiro? Existe abertura para essa escolha? Dom Damasceno: Chance existe, claro, sem dúvida nenhuma. Nós (cardeais) não vamos para o conclave fechados em um nome, qualquer cardeal que participa do colégio eleitoral pode ser eleito. Não importa sua raça, sua cor, mas seu perfil de pastor, sua experiência pastoral ao longo de sua vida, aquilo que ele realmente fez até agora nas funções em que exerceu para a Igreja e para o mundo. Agora, se vier um bispo da América Latina, do Brasil, vamos ficar muitos felizes, mas não sabemos se será um brasileiro. G1 - O Papa Bento XVI quando renunciou, mencionou as divisões que existem na Igreja. Isso vai pesar no conclave? Que divisões são essas? Revista Arquidiocese

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Dom Damasceno: é uma impressão, mas percebemos que as mensagens do Papa são bastante breves, mas nas entrelinhas ele chama a atenção para alguns problemas da Igreja. O Papa está chamando a atenção para a comunhão da Igreja, provavelmente ele está percebendo, quem sabe, muitos sinais que atingem a comunhão da Igreja. Ele questiona: ‘como é que eu estou realizando a minha missão dentro da igreja?’, ‘como membro deste corpo que deve estar a serviço do bem?, ‘será que eu estou procurando meu próprio interesse?’, ‘será que eu estou querendo usar a minha função para dominar o outro ou para subir a lugares maiores, acima do meu?’. Com a renúncia, ele (Papa) está nos dando o exemplo, nos fazendo refletir, mostrando que cargo na Igreja é passageiro. Há um sinal profético para a Igreja no gesto da renúncia do Papa Bento 16. G1 - O sr. acha que o conclave será realizado rapidamente, poderá ser adiantado ou é preciso atender a prazos? Dom Damasceno: eu creio que não terá um prazo longo, mas não posso dizer isso de uma forma oficial. Os cardeais, estando todos em Roma no dia 28, sobretudo os que vão votar, creio que não há razão para adiar. Primeiro, por conta das licenças para ir até Roma, quem mora na África, na América ou Oceania percorre distâncias longas para ir a Roma e retornar aos seus lugares. Para voltar novamente a Roma (para o conclave) seria um desgaste grande. Creio que os cardeais vão pedir ao presidente do conclave que o convoque o mais breve possível. G1 - Pelo fato de estar vivo, o Papa Bento XVI pode ter alguma influência na escolha do seu sucessor? Dom Damasceno: no conclave certamente não exercerá nenhuma influência sobre a eleição, ele não vai participar. Nos seus pronunciamentos atuais, acerca de suas palavras, de seus discursos, não vejo nenhum sinal claro, nenhum gesto que possa significar que o Papa queira influenciar na escolha do seu sucessor. (www.g1.globo.com)


S eminário Bom Jesus 2013: O “Ano da Juventude” e nossos desafios pastorais A juventude vive um ano de muita alegria em toda a Igreja e, especialmente, em nosso País: Jornada Mundial da Juventude; Campanha da Fraternidade, voltada à Juventude; Campanha Missionária (Advento 2013) também com tema voltado aos jovens, e a peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora por todas as dioceses de nosso País e do Cone Sul. Que alegria! quanto vigor! Nossa Igreja é viva e ativa! Estamos na era das mudanças rápidas, de muitos desafios e exigências ainda maiores que aquelas enfrentadas anteriormente. Vivemos em um incrível paradoxo, no qual fácil e difícil convivem – às vezes – harmonicamente. Os jovens são “bombardeados” por uma série de informações, ora verdadeiras, ora falsas, mas sempre com o caráter de instantaneidade. “A juventude expressa jovialidade. A jovialidade pertence à juventude. Jovialidade não como alegria do sorriso da publicidade, nem como aquilo que se opõe à tristeza e à dor. Jovialidade vem de duas palavras: jovial e idade. “Idade” significa a essência, a força, o vigor de alguma coisa. Jovial, por sua vez, não deve ser entendido no sentido de alguém sempre sorridente [...]” Assim o texto base da Campanha da Fraternidade deste ano inicia sua apresentação sobre a realidade da juventude em nosso país. E em nossa Arquidiocese de Aparecida não podemos nos esquecer que, mais do que nunca, como Igreja particular devemos chegar aos jovens, tocar o coração dos jovens e fazê-los ter a alegria de ser discípulos para que assim também possam ter o entusiasmo e a paixão pelo SER MISSIONÁRIO. Ser jovem e ser missionário: duas características muito bonitas do jovem que assume o ser Cristão integralmente. A Campanha da Fraternidade deste ano vem nos propor que olhemos os jovens com mais atenção e carinho, acolhendo tudo aquilo que é próprio do nosso tempo, sem perder os valores cristãos e sempre

orientados para um bom uso de todos esses instrumentos-meios que possuímos de interação que, nitidamente, como insistido pelo Papa Bento XVI, são os “novos areópagos da evangelização”. Esse olhar de carinho e atenção requer também que tenhamos a responsabilidade de continuar em desenvolvimento com uma pastoral eficaz, de conjunto e que atinja todos os campos da paróquia, pois essa é justamente uma das “urgências pastorais” da Igreja no Brasil: fazer a Igreja reconhecer-se “Comunidade de Comunidades”, ou seja, Evangelizar também a partir dos pequenos grupos, das famílias e das Pastorais e movimentos (com a atenção voltada, especialmente, aos pobres e aos jovens – opção preferencial abraçada pela Igreja há décadas). Os jovens querem ser protagonistas da Igreja. Não gostam de ser “somente o futuro”. O jovem é o PRESENTE também, e diante da Igreja, os jovens conectados “acreditam em Deus e buscam o sagrado”, não negam a sua fé e desejam cultivá-la. Querem ser ouvidos e participar ativamente das atividades da Igreja, “querem escutar e falar ao mesmo tempo. E as redes sociais são utilizadas por eles como espaços de evangelização.” (Ir. Torres CSsR – Blog: http://irmao-torres.blogspot. com.br) Devemos saber também orientar e educar para o bom uso das redes sociais. Jovem, o que nós postamos no facebook é coerente com a nossa vida de jovens cristãos? Será que os sites que visitamos e divulgamos são, de certa forma, condizentes com a opção de vida que fazemos? Observar isso não é uma forma de “censura religiosa”, mas sim, uma maneira de nos conscientizarmos que os instrumentos que temos devem ser BEM UTILIZADOS. Que saibamos nos orientar sempre ao bem e que sejamos auxiliados por nossa Mãe Maria, nosso Perpétuo Socorro! Paz e Bem! Seminarista Luiz Fernando Miguel Lopes - 3º ano de Filosofia

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Espiritualidade

Jejum: ato de fé e exercício de liberdade A quaresma é o tempo de preparação para a Páscoa do Senhor. Tempo em que todos nós cristãos e cristãs devemos nos dedicar à reflexão, a uma análise profunda de como estamos vivendo nossa vida em família, em comunidade, em nosso trabalho, estudo e lazer. Enfim, como estamos sendo, de fato, cristãos e cristãs no cotidiano de nossas vidas. É o tempo favorável, tempo propício para a nossa conversão. Após o Concílio Vaticano II, a quaresma foi esclarecendo seu sentido fundamental: “que pretende, sobretudo, através da recordação ou preparação do Batismo e pela Penitência, preparar os fieis, que devem ouvir com mais frequência a Palavra de Deus e dar-se à oração com mais insistência, para a celebração do mistério pascal”. (Sacrosanctum Concilium, 109). Assim, vamos percebendo que o tempo da quaresma só tem sentido quando entendido e vivido em relação ao Tríduo Pascal, passagem da morte à ressurreição de Cristo. Por isso, os temas da quaresma são justamente o batismo e a penitência. No evangelho de Mateus, cap. 6, 1-8.16, Jesus fala da esmola, da oração e do jejum, que são para nós, a síntese do processo de conversão. Uma vez que somos batizados, primeiro “exercício de conversão”, resta-nos praticar essas três “ferramentas” de conversão. Queremos aqui dar um destaque à prática do jejum, não porque as outras duas não sejam importantes, como vimos, as três juntas fazem parte das “práticas penitenciais”, mas por ser o jejum muito comum entre nós na piedade popular e talvez por isso, envolto em mitos e alguns exageros. Em primeiro lugar, o jejum não é uma dieta, nem se trata de emagrecer ou perder alguns quilinhos adquiridos durante o carnaval. Jejuar também não é deixar de comer, ou passar alguma necessidade, provocar sofrimento ou se auto flagelar. “Quando vocês jejuarem, não fiquem de rosto triste, como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto para que os homens vejam que estão jejuando. Eu garanto a vocês: eles já receberam a recompensa. Quando você jejuar, perfume a cabeça e lave o rosto, para que os homens não vejam que você está jejuando, mas somente seu Pai, que vê o escondido; e seu Pai, que vê o escondido, recompensará você.” (Mt 6, 16-18). Jejuar é um ato de fé e exercício de liberdade. O ser humano é chamado a ser livre, porém, muitas vezes, se torna escravo da criação. O jejum é uma postura que o ser humano assume diante dos bens criados. Abster-se de comida e bebida é procurar uma relação de autonomia em relação ao alimento e, por consequência, as demais coisas que podem escravizar, sejam bens materiais, ideologias, apegos. Isso quer dizer que devemos fazer jejum de comida, mas também, de pensamento, de olhos, de ouvido, boca e coração. Um bom jejum nos ajuda a não sermos consumistas, manipulados pela mídia, viciados em nenhum tipo de dependência química ou psicológica. Um bom jejum nos ajudar a decidirmos o caminho que vamos percorrer. Faz de nós livres e senhores da criação como era da vontade de Deus no início da criação. “E Deus os abençoou e lhes disse: “Sejam fecundos, multipliquem-se, encham e submetam a terra; dominem os peixes do mar, as aves do céu e todos os seres vivos que rastejam sobre a terra”. (Gn 1, 28). Que o nosso jejum seja sempre um sacrifício de amor a Deus, um sinal de comunhão com a Igreja de Jesus Cristo e compromisso de caridade solidária com nossos irmãos e irmãs. Que a Quaresma produza em nós muitos frutos de conversão. Pe. André Gustavo de Sousa

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Formador do Seminário Missionário Bom Jesus Assessor da Comissão Bíblico-Catequética da Arquidiocese de Aparecida Colaboração: Seminarista André Luiz Pizani Domiciano – 4º Teologia

Para a Leitura Orante no mês de março:

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Abaixo, caro leitor (a), você encontra a citação do Evangelho de cada domingo do mês para sua leitura, meditação, oração e contemplação da Palavra de Deus. 03/03 – Lc 13, 1-9 – 3º Domingo da Quaresma 10/03 – Lc 15, 1-3.11-32 – 4º Domingo da Quaresma 17/03 – Jo 8, 1-11 – 5º Domingo da Quaresma 24/03 – Lc 22, 14 – 23, 56 – Domingo de Ramos 31/03 – Jo 20, 1-9 – Domingo da Páscoa do Senhor


Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão

A ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

“A visita ao Santíssimo Sacramento é uma prova de gratidão, um sinal de amor e um dever de adoração para com Cristo nosso Senhor” (CIC, n. 1418). Eis porque adoramos Jesus na Santíssima Eucaristia. É vital se fazer próximo d’Aquele que por muito tempo ficou escondido, busquemo-Lo enquanto Ele se deixa encontrar. O Papa Bento XVI, na Sacramentum Caritatis, recomenda vivamente a prática da adoração eucarística e a adoração perpétua, precedida de uma catequese específica sobre o mistério eucarístico: “Juntamente com a assembleia sinodal, recomendo, pois, vivamente aos pastores da Igreja e ao povo de Deus a prática da adoração eucarística tanto pessoal como comunitária. Para isso, será de grande proveito uma catequese específica na qual se explique aos fiéis a importância desse ato de culto que permite viver, mais profundamente e com maior fruto, a própria celebração litúrgica. Depois, na medida do possível e, sobretudo nos centros populosos, será conveniente individuar igrejas ou capelas que se possam reservar propositalmente para a adoração perpétua.” Bem, sabendo que Jesus está presente e vivo no meio de nós por meio da Eucaristia, podemos adorá-lo em duas ocasiões: quando Ele está presente reservado dentro do tabernáculo (Sacrário) ou quando Ele está exposto (no Ostensório). A adoração ao Santíssimo é um tempo dedicado à oração diante de Jesus Sacramentado. Precisamente porque Cristo está presente no Sacramento da Eucaristia e deve ser honrado através da oração. Visitar o Santíssimo Sacramento é uma prova de gratidão e de amor, assim como, um dever de adoração a Cristo Nosso Senhor. Na verdade, nossa oração pode ser o simples silêncio. Muitas pessoas pensam que estar diante do Santíssimo implica fazer inúmeras orações, rezar por cura, louvar com palavras, estar sempre dizendo algo para Ele agir no meio de nós. Podemos, sim, fazer isso.Com certeza, agrada ao Senhor. Mas a escuta do Senhor e Sua ação se dá principalmente no silêncio e pelo silêncio! É o momento que devemos nos calar

para deixar o Senhor agir. Alguns se perguntam: o que fazer diante do Senhor? Como adorar? Aproxime-se d’Ele e simplesmente O contemple. Olhe para Ele e deixe que Ele o olhe. É uma troca de olhares: a Misericórdia e a miséria se encontram frente a frente. Silencie-se, isso basta! Deus conhece você muito melhor que você mesmo. Não precisa pedir por curas (ainda que você o possa fazer), não precisa contar seus problemas (ainda que Ele esteja ali pra te ouvir); apenas silencie-se! Você experimentará graças surpreendentes na sua vida! Devemos imitar o grande número de santos e santas que, na simplicidade, aprenderam a contemplar e adorar Jesus Eucarístico. “Estão diante dos nossos olhos os exemplos dos santos, que na Eucaristia encontraram o alimento para o seu caminho de perfeição. Quantas vezes eles verteram lágrimas de comoção na experiência de tão grande mistério e viveram horas de alegria diante do Sacramento do altar.” (Papa João Paulo II no Ano da Eucaristia). A presença de Jesus no meio de nós deve ser como um polo de atração para um número sempre maior de apaixonados por Ele, capazes de ficar longo tempo escutando a voz e quase que sentindo o palpitar do coração. Vamos assumir esta graça de experimentar o céu a cada dia em nossas vidas através do Santíssimo Sacramento: Jesus vivo no meio de nós!

Pe. Jalmir Carlos Herédia Diretor Espiritual do MESC

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A genda: Paróquias, Pastorais e Movimentos

Oficinas de Oração e Vida em funcionamento nas paróquias

Já estão em funcionamento, em várias paróquias da arquidiocese, as “Oficinas de Oração e Vida”. Reunindo pequenos grupos de pessoas, os orientadores vão conduzindo os iniciantes e também aqueles que buscam aprofundamento, a viver a Oração pessoal como porta aberta para o encontro com Deus, até chegar a uma intimidade profunda com Ele. As Oficinas de Oração e Vida são instrumentos de evangelização, dando sua contribuição para formar, no mundo de hoje, cristãos com fé madura; cristãos que buscam incessantemente a conversão pessoal para se assemelharem a Cristo e se tornarem verdadeiros discípulos do Senhor Jesus .

Sub-região Aparecida tem novo subsecretário

Presidência recebeu visita do Pe. Leandro. Ele a direita da foto ao lado do Pe. Kleber

Após a saída do padre Kleber Rodrigues da Silva da coordenação da sub-região pastoral de Aparecida, foi anunciado o novo padre coordenador de pastoral. Trata-se do padre Leandro Alves de Souza, que assume o cargo de subsecretá-

rio de pastoral da Sub-Região Aparecida. Pe. Leandro é da diocese de Taubaté e atua como Vigário Paroquial do Santuário de Santa Teresinha. Agora no Regional Sul 1 da CNBB, o padre ficará responsável, junto com Dom Carmo João Rhoden, presidente da sub-região Aparecida, por promover o intercâmbio e a partilha entre as dioceses que compõem essa sub-região (Aparecida, Caraguatatuba, Lorena, São José dos Campos e Taubaté) e encaminhar à Comissão Episcopal Representativa assuntos pastorais que devem ser tratados em âmbito do Regional. “Trata-se de um desafio e de uma grande responsabilidade. No entanto, contamos com a graça do Espírito Santo e vamos procurar dar continuidade ao que já vinha sendo feito pelo Padre Kleber”, disse. O Padre Kleber continua na coordenação da Comissão de Liturgia do Regional Sul 1.

Hallel Aparecida: Evento no Santuário Nacional prepara o Brasil para JMJ 2013 O Santuário Nacional de Aparecida se prepara para receber em abril de 2013, o Hallel Aparecida 2013 – Internacional. O evento é uma preparação para a 27ª Jornada Mundial da Juventude, que acontece no mês de julho no Rio de Janeiro, e acolherá jovens de todo o mundo na Casa da Mãe. Sob um tema geral, o evento é dividido em módulos para discussão de assuntos pertinentes à Revista Arquidiocese

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Paróquia Santo Afonso divulga programação da Semana Santa A Semana Santa na Paróquia Santo Afonso em Aparecida terá a seguinte programação: No dia 24, missa, bênção e procissão dos Ramos na Comunidade São Pedro, no bairro Itaguaçu, às 09h, e às 19h30, procissão e missa na Igreja matriz de Santo Afonso. Na segunda-feira Santa, dia 25, será realizada a missa dos enfermos, às 15h na Comunidade São Geraldo, e às 19h30, Via Sacra pelas ruas do Jardim Paraíba, encerrando na Igreja matriz. Na terça-feira Santa, dia 26, a missa dos enfermos será na Comunidade São Sebastião às 15h e às 19h acontecerá a Procissão do Encontro doloroso entre Jesus e Maria, com as mulheres saindo da Igreja do Divino, na Ponte Alta e os homens saindo da Igreja de São Sebastião. O encontro doloroso será na Igreja de Santo Afonso. Na quarta-feira a missa dos enfermos será às 15h, na Comunidade Divino Espírito Santo, na Ponte Alta, e às 19h30, na Igreja de São Pedro, no bairro Itaguaçu. Na quinta-feira Santa, dia 27, inicio do Tríduo Pascal com a Missa da Ceia do Senhor e Lava-pés e a encenação da Santa Ceia, às 19h30. A Vigília será realizada ate às 23h e na sexta-feira Santa, das 07h até às 14h. Às 15 horas, teremos a Ação Litúrgica da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, na Igreja matriz de Santo Afonso. Às 19h30, haverá a celebração das Sete Palavras de Jesus na Cruz, Encenação da Paixão e logo após, a procissão do Enterro. Já no sábado Santo, dia 30, a Vigília Pascal será celebrada às 19h30, com a bênção do fogo novo, do Círio pascal e renovação das Promessas do Batismo. Logo após, haverá a Procissão da Ressurreição com o Santíssimo Sacramento pelas ruas da comunidade matriz. E no domingo de Páscoa as missas acontecerão nos seguintes horários e locais: 09h - Santa Missa da Páscoa com as Crianças na Igreja de São Pedro, no bairro Itaguaçu; às 19h30, santa Missa da Páscoa na Igreja matriz de Santo Afonso e na Comunidade São Sebastião.

Igreja. Seu tema geral é: “Ai de mim se eu não evangelizar” (1Cor 9,16). O Hallel Aparecida – Internacional é um evento de grande porte que vai reunir louvor, música, juventude, oração e evangelização. Acontecerá de 19 a 21 de abril em 2013, em diferentes espaços do Santuário Nacional, como: o Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida; auditório Padre Noé Sotillo; Tribuna Papa Bento XVI, e também na Matriz Basílica (Basílica Velha). O evento é inédito na história do Santuário e será o último do calendário da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) antes da Jornada Mundial da Juventude. Por isso, também a Cruz da Jornada e o Ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que percorrem o mundo nos eventos da juventude católica, estarão no Hallel. Ao final do evento será feita a Cerimônia da Entrega da Cruz e do Ícone para a Arquidiocese do Rio de Janeiro, para a celebração da JMJ.


E scola da Fé Ressurreição de Jesus: mistério da nossa fé A Semana Santa tem como centro o Tríduo Pascal, onde celebramos a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. A Vigília Pascal culmina com a Ressurreição gloriosa do Salvador, para conquistar a redenção da humanidade. O Papa Bento XVI, na Carta Apostólica sobre o Ano da Fé, afirma: “a fé obriga cada um de nós a tornar-se sinal vivo da presença do Ressuscitado no mundo” (PF, 15). A Ressurreição corporal de Jesus Cristo é o fato central da nossa fé cristã e professamos esta verdade de fé quando rezamos o Credo “... desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia...”. Na carta aos Coríntios, São Paulo diz: “Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação, vazia é também a vossa fé...” (1Cor 15,14). Portanto a Ressurreição é a verdade que nos dá força para lutar e vencer, pois é o sinal que comprova a autenticidade de Jesus como Deus feito homem para nos salvar. A Ressurreição de Jesus é a razão da nossa esperança, que nos permite viver uma nova vida tornando-nos capazes de amar ao próximo. A fé na Ressurreição de Jesus Cristo tem por objeto um acontecimento historicamente confirmado pelos discípulos que encontraram verdadeiramente o Ressuscitado. Estas “testemunhas da Ressurreição de Cristo” são, antes de tudo, Pedro e os apóstolos. Também Paulo fala claramente de mais de quinhentas pessoas, às quais, Jesus apareceu de uma só vez, além de Tiago e de todos os apóstolos (1Cor 15, 3-7). Ninguém foi testemunha ocular do acontecimento da Ressurreição. O exato momento e as circunstâncias da Ressurreição não é narrado por nenhum Evangelista. Ninguém foi capaz de dizer como ela se produziu fisicamente, muito menos sua essência mais íntima, sua passagem a uma outra vida, foi perceptível aos sentidos humanos. Por isso mesmo, na Vigília Pascal, no “Exultet” cantamos: “Só tu, noite feliz soubeste a hora em que Cristo da morte ressurgia” (CIC, 647). A Ressurreição de Cristo, bem como o próprio Cristo Ressuscitado, é princípio e fonte da nossa ressurreição futura. Ela é milagre do começo de uma vida nova, que surge a partir da morte. A nossa ressurreição está intimamente ligada à Ressurreição de Cristo, pois através dela, Ele oferece ao mundo a possibilidade de ficar liberto de tudo o que escraviza: “É para que sejamos homens livres que Cristo nos libertou” (Gálatas 5,1). Por tudo isso, podemos afirmar que, a Páscoa é a grande festa da libertação. A Ressurreição constitui antes de tudo a confirmação de tudo o que o próprio Cristo fez e ensinou. Através da morte e Ressurreição de Jesus Cristo somos todos convidados a experimentar a vida nova, onde “a fé em Deus nos faz crer no incrível, ver o invisível e realizar o impossível”.

acaciovcarvalho@yahoo.com.br Escola Bíblica “Beato João Paulo II”

Aniversariantes de março Dia 03/03 – Padre Marcelo Motta – Paróquia Nossa Senhora di Rosário – aniversário natalício Dia 06/03 – Padre Renan Rangel Pereira – Paróquia Santo Antônio – aniversário natalício Dia 08/03- Dom Darci José Nicioli – aniversário de ordenação sacerdotal Dia 19/03 – Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis – ordenação sacerdotal


F ormação Litúrgica

UM POUCO DE HISTÓRIA SOBRE A LITURGIA A história da liturgia, quando estudada com olhos críticos, mostra claramente a sua origem civil, popular e de participação. A liturgia era serviço prestado pelo povo. Serviço voluntário e em mutirão; liturgia é serviço, é dobrar as mangas da camisa e trabalhar por um objetivo. Liturgia no seu sentido original significou “obra, - para o povo”. Liturgia era trabalho para a cidade, durante um tempo de festas, ou jogos. E como acontece hoje, quando uma população toda se articula em torno de uma festa que está chegando. Em nossas igrejas, a liturgia possui este caráter de solidariedade. Quando alguém necessita de uma ajuda, sempre existe algum liturgo – servidor – para atender. A liturgia ao longo da evolução histórica vai sofrendo transformações, ora é considerada como um serviço obrigatório, ora serviço em geral. O termo liturgia aos poucos passa a ser utilizado em um sentido religioso e cultural. O termo passa assim a denominar o serviço de culto que é devido a Deus. E a partir daí, o termo liturgia deixa de ser usado pelo cidadão comum e passa a ser propriedade exclusiva da hierarquia. A Igreja é dona da liturgia. Só os padres e os bispos é que fazem liturgia. Mas o povo é sábio e não aceita o monopólio litúrgico e reivindica o seu espaço. E assim surgem as festas em homenagem aos santos, as novenas, as rezadeiras, ou curandeiros, as devoções populares. Todos querem fazer liturgia; celebrar e fazer com que o maior liturgo apareça e se apresente. Um liturgo emocional. Um liturgo que se faz gente. Humano como nós! Deus. Hoje a liturgia é vista como momento celebrativo onde a participação de todos é muito importante. Cada pessoa possui um dom a ser colocado em comunhão com os outros. A liturgia é: Celebração da vida Na liturgia celebramos a nossa vida, altos e baixos, alegrias e tristezas. Não podemos separar a liturgia da vida. Na liturgia celebramos a vida transformada em Cristo, a vida que participa da morte e ressurreição. Devemos celebrar o que vivemos a vida em celebração. Ação de graças A celebração é sempre ação de graças. São muitas as graças que recebemos quando nos reunimos para celebrar. A graça da união. A graça da Palavra que transforma as nossas vidas. A graça do pão partilhado. A graça do perdão recebido. A graça do amor ofertado. São muitas as graças. Graça que está sempre em movimento. Graça dinâmica, ação de graças. Continuamos no próximo número.

Pe. Narci Jacinto Braga Assessor de Liturgia

Revista Arquidiocese

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Aconteceu Arquidiocese de Aparecida já tem UM bispo auxiliar No último dia 03 de fevereiro, o Monsenhor Darci José Nicioli foi ordenado bispo pela imposição das mãos do Cardeal Arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis. Foram co-consagrantes o Cardeal Arcebispo Emérito de São Paulo, Dom Cláudio Hummes e o bispo emérito de Barretos (SP), Dom Pedro Fré. Estavam presentes na celebração o Superior Geral da Congregação Redentorista, padre Michael Brehl; o Superior Provincial da Província Redentorista de São Paulo, padre Luiz Rodrigues; sacerdotes diocesanos; os Missionários Redentoristas, diáconos, religiosos; seminaristas e diversas autoridades civis e militares. Os fiéis da Arquidiocese de Aparecida, os conterrâneos de Monsenhor Darci da cidade de Jacutinga, MG, os familiares, os amigos e os romeiros de todas as partes do Brasil puderam prestigiar a ordenação de Monsenhor Darci José Nicioli no Altar Central do Santuário Nacional, aos pés de Nossa Senhora Aparecida. Em sua homilia, Dom Raymundo Damasceno afirmou que ao bispo é confiada tríplice função na Igreja. “A primeira e mais importante delas é a de Servidor da Palavra de Deus. Essa missão é simbolizada pelo livro dos evangelhos que será colocado aberto sobre a cabeça do bispo ordenando. A segunda missão é a de Santificador, pela administração dos sacramentos. A terceira, como escutamos da leitura do Evangelho, é a de Servidor do povo de Deus, que deve ser exercida, conforme o coração de Cristo, o Bom Pastor: com caridade, conhecimento do rebanho e solicitude com todos, em particular com os pobres, na defesa corajosa da vida e da dignidade humana; na promoção do diálogo ecumênico e inter-religioso; na busca das ovelhas perdidas para reconduzi-las ao único redil, que é a Igreja”, afirmou. O Cardeal falou em especial ao bispo eleito que a partir de hoje é chamado a exercer seu episcopado em comunhão com o bispo diocesano, o presbitério e os fiéis leigos. “Caro Monsenhor Darci, como Bispo Auxiliar, Vossa Reverendíssima é chamado, a partir de hoje, a exercer seu múnus episcopal em comunhão com o Bispo diocesano, o presbitério, os fiéis leigos a serviço da porção do povo de Deus que caminha nesta Arquidiocese e, também, dos milhões de romeiros que acorrem ao Santuário para agradecer as graças recebidas e suplicar as bênçãos de Deus e a proteção de Nossa Senhora”. Dom Damasceno agradeceu ao Monsenhor Darci por aceitar sua designação para Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Aparecida. “Agradeço-lhe a disponibilidade em aceitar sua designação para Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Aparecida, colocando-se ao serviço do Reino, com humildade e mansidão, a exemplo de Jesus Cristo, o Bom Pastor, manso e humilde de coração, que veio para servir e não para ser servido, que veio para dar a vida por suas ovelhas”. “Presto-lhe minha homenagem por sua ordenação, venerando a sacralidade do episcopado que lhe vai ser conferido, reconhecendo nele a plenitude do sacerdócio”, acrescentou. Ao final da celebração, Dom Darci José foi saudado pelos bispos presentes, sacerdotes e por todo o povo que acompanhava a ordenação na Basílica de Aparecida. Dom Darci José Nicioli escolheu o lema ‘Signum tuum Luceat’ (Que a Tua luz brilhe), expressando a motivação espiritual do seu Ministério: Que brilhe a Luz de Cristo por Maria, intercessora e perpétuo socorro em sua vida. 13 Revista Arquidiocese


Confira alguns momentos da ordenação:

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Revista da Arquidiocese de Aparecida - março de 2013  

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