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BACHARELADO EM ARQUITETURA E URBANISMO

Introdução Refletindo inicialmente um processo sociocultural em que estamos inseridos, onde nossas experiências vividas projetam os caminhos que devemos percorrer, podemos concordar que o desenvolvimento de cada cidade esta estritamente ligado aos seus comportamentos sociais, havendo assim, sempre mutações de significados atribuídos, e consequentemente alterações de usos. Em resultado, edificações construídas no passado hoje podem não ter o mesmo valor social, e assim cair no desuso ou até mesmo à ruína. Diversos monumentos que um dia tiveram grande destaque histórico, político ou religioso, se encontram congelados no tempo. Onde preservar o bem é o mesmo que engessa-lo ou conservar de uma maneira avulsa dentro de uma cidade que não comporta mais seu antigo uso e aliena seus habitantes e usuários. Todavia devemos entender que a consequência desse fato é a morte do monumento. Então, o objetivo é lidar com o patrimônio material de uma forma em que podemos conservar sua grande bagagem histórica e ao mesmo tempo trazer a oportunidade a novos sentidos, apresentando-o a nossa realidade atual. De forma a encarar o passado como instrumento para a nova constituição do objeto, permitir sua adaptação às mudanças da sociedade. Conservar o existente e abrir o olhar para novos usos que se enquadrem nos dias atuais, modificar sem danificar sua história. A cidade deve permanecer em constante transformação, de modo que seja ao mesmo tempo histórica e contemporânea. Devemos conservar tendo em vista não só o passado, mas especialmente o futuro. “Portanto deve-se substituir o conceito de ‘não modificação’ pelo de ‘adequação’ ou ‘compatibilidade’, para assegurar a preservação daquilo que o poder público considerou digno de ser protegido.” (ULPIANO BEZERRA TOLEDO DE MENESES, 2006, p. 44) O objeto de estudo é o Convento e Igreja de Nossa Senhora da Conceição, situado na Praça Carlos Botelho, no alto do Morro Itaguassú - centro de Itanhaém/SP. O seu principio é a luta contra a deterioração por meio da cristalização e isolamento do patrimônio, separado do contexto no qual se insere hoje – a causa que provocará sua morte. Sua integração na vida contemporânea consiste em qualificar a construção histórica e criar uso que possa resultar em mais valor e incentivo a ela, possibilitando uma nova destinação de tarefa complexa que não deve se basear apenas em sua original. Sugere um produto de desfrute para a cidade e também de consumo turístico, onde seu fim econômico

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Patrimônio Arquitetônico e Urbano

se beneficia simbolicamente de seu status histórico e patrimonial, mas ao qual não se subordina, contudo carece desse meio para sobreviver.

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Revista do TCC 2019_1  

Revista dedicada à publicar, em forma de ensaios, os trabalhos de conclusão de curso dos alunos de Arquitetura e Urbanismo do Centro Univers...

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