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Foto 02 – Sala do Século XVII do Museu dos Monumentos Franceses (Lenoir) Fonte: NORA,1996.

Guizot (1787-1874), outro nome relevante na constituição da idéia de patrimônio e, mais precisamente, da idéia de patrimônio associado ou intrinsecamente ligado à idéia de identidade, inicia os seus trabalhos em 1832, como Ministro da Instrução Pública, que permite conjugar as suas atuações políticas e de historiador. Sob sua condução esse ministério tem a sua atuação expandida, englobando não apenas as instituições escolares e universitárias, mas também o Colégio da França, o Museu, as cartas24, Línguas orientais, de bibliotecas,incluindo a Biblioteca real, etc. Apenas após dois anos de gestão, criam-se duas instâncias fundamentais, que perduram até os dias atuais: a Sociedade da história da França e o Comitê com o objetivo comum de recolher e conservar os arquivos franceses - que tomam um valor eminente, é reconhecido que sem a consulta à memória, o Estado perde em eficiência, em continuidade, ou mesmo legitimidade. Essa documentação, outrora representante da dominação, agora constitui a identidade coletiva: o passado pertence a todos e assim, os arquivos da Assembléia passam a ser Arquivos Nacionais. No entanto, os arquivos, antes de serem “abertos”, passam por uma “seleção”, uma “apuração”, na medida em que a memória nacional passa a ter sua importância reconhecida como formadora da identidade francesa. No

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Os documentos do Gabinete das Cartas

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Revista ARQCHRONOS - Arquitetura em Patrimonio  

A criação da Revista ARQCHRONOS – arquitetura em patrimônio – é um pólo de troca e de ação crítica relacionado a área de Patrimônio Arquitet...